como na confiança que ora depositava ora negava a seus interlocutores. Essa característica podia ser observada, inclusive, na relação da cliente com as próprias terapeutas, pois ora ela solicitava a sua presença e as recebia afetuosamente ora demonstrava desconfiança e recusava aproximações, inclusive recusando veem entem ente o contato ou mesmo a realização das sessões. Uma possível explicação para tal com portam ento em relação às terapeutas baseia-se no fato de que a imposição do tratam ento à cliente ocorreu contingentemente à apresentação de diversos estímulos aversivos, incluindo a própriacondição de iil*- temação. Tendo em vista essa análise, foi feita a proposição do atendimento no consultório (em terapia verbal) por um a das terapeutas da equipe. Essa foi uma alternativa para que a mãe da cliente não estivesse envolvida diretamente nessa parte da relação da cliente com a equipe. Em função disso, a terapeuta designada para o atendimento no setting do consultório evitava interagir com a mãe da cliente. Tal procedimento teve como objetivo estabelecer um a relação de confiança e garantir uma condição que favorecesse a emissão de respostas de aproximação da cliente. Na Figura 1, pode-se observar um padrão de interação no qual as respostas da cliente (mentiras) têm, aparentemente, uma função de produzir no ouvinte (no caso, a mãe) um a maior aceitação e atenção (podemos falar em termos mais coloquiais, que tais ações tinham com o objetivo seduzir o interlocutor em busca de afeto). De fato, tais ações, em um primeiro momento, produziam esse tipo de conseqüência na interação com a mãe, que acreditava nos falsos relatos da cliente (por exemplo: promessas de que cumpriria um a combinação previamente acertada com a mãe). O não-cumprimento de tais promessas ou a constatação de outros tipos de m entiras por parte da m ãe faziam com que ela proibisse a filha de realizar atividades das quais gostava ou apresentasse indícios de rejeição. Essa situação, por sua vez, evocava ações da cliente ainda mais problemáticas do que as mentiras anteriormente apresentadas, o que fazia com que a mãe intensificasse as suas conseqüências aversivas, seja no que se refere à retirada de reforçadores, seja na apresentação de estim ulação aversiva. 394
CONDIÇÃO ANTECEDENTE RESPOSTA CONSEQÜÊNCIA Cliente Privação de Sr+ e condições que sinalizam a possibilidade de obtenção desses reforçadores. Mentir (por meio de falsos relatos de ações que seriam aprovadas pela mãe). Obtenção do Sr+. r Mãe Mentiras "bem-sucedidas" ou emissão de respostas "inadequadas" apresentadas pela filha resultavam em estimulação aversiva. Retirar sr+ da filha. Manutenção de sua autoridade e suspensão da estimulação aversiva (para a mãe). r Retirada de Sr+ pela mãe. Brigar com a mãe (bater, chorar, gritar). Manutenção da retirada dos Sr*, rejeição e ameaças. Cliente Rejeição pela mãe e pelo namorado. Fugir de casa ou ameaçai fugir. Mãe e namorado recuam, aproximandose e retirando estímulo aversivo. t Mãe Ameaças ou fuga efetiva da filha. Aproximação afetiva da filha (Sr+). Ameaçar a filha de internação (estímulo aversivo). Supressão dos comportamentos da filha que se constituem como estimulação aversiva para a mãe. FIGURA 1. Exemplo de avaliação funcional produzida a partir da observação d e interações entre mãe e filha, com base em relatos. 395
O que produzia respostas da filha de maior intensidade, colocando em risco inclusive a integridade física de ambas. Só então, sob tal magnitude de estimulação aversiva, a mãe recuava, demonstrando cuidado e atenção. Esse cuidado, entretanto, constituía uma condição bastante ambígua, pois incluía ameaças por parte da mãe de uma nova internação. Em muitas ocasiões, por exemplo, quando a cliente pedia algo para a mãe, como levá-la para m ontar a cavalo ou para a casa do namorado, a mãe dizia que não iria fazer o que a filha pedia, mas acabava, por fim, atendendo o pedido de Lúcia, com ou sem insistência ^ia filha. Nos momentos em que Lúcia ameaçava suicidar-se ou fugir de casa, a mãe ameaçava interná-la novamenfe ou vender seu cavalo, caso seus comportamentos não cessassem. Tal inconsistência apresentada pela mãe no manejo das relações com a filha favorecia o desenvolvimento de um quadro afetivo bastante instável e volátil. É importante ressaltar, entretanto, que a mãe, por sua vez, também vivenciava um conjunto de contingências extremamente aversivos e também pouco estáveis, o que dificultava o estabelecimento de um padrão de interação consistente. Um aspecto im portante observado é que as contingências descritas perpetuavam e agravavam o padrão nocivo de interação de todos os participantes da interação - mãe, filha e namorado. A hipótese de que os comportamentos-problema da cliente seriam m antidos pela aproximação afetiva da mãe é corroborada pelos seguintes exemplos: numa situação em que a cliente emitiu a resposta de fugir de casa, a mãe não saiu à sua procura e o responder da cliente apresentou aumento na freqüência e na variabilidade, padrão característico de um processo de extinção; as variações no responder, nesse caso, foram ligar para a m ãe pedindo para buscá-la, ligar para mãe chorando pedindo para buscá-la, e ligar para a mãe chorando e dizendo que havia se machucado e que precisava dela. Outro ponto im portante de ser destacado a respeito da relação entre as duas é a interferência da mãe no namoro da filha. Em decorrência dos comportam entosda cliente, que produziam estimulação aversiva tanto para mãe como para o namorado, clcs desenvolveram uma relação de "cumplicidade”, exemplificada pela troca de informações freqüentes entre eles, principalmente pelo telefone, que, em muitos momentos, ocorria na presença da cliente. Tal interação evocava, na cliente, brigas com a mãe. Nessa situação Lúcia exigia que a mãe 396
se afastasse do namorado e deixasse de interferir em seu namoro. No entanto, diante de brigas ou afastamentos do namorado, Lúcia requisitava a interferência da mãe no namoro, relatava a briga e pedia que ela entrasse em contato com o namorado, que, por sua vez, não se opunha à aproximação da mãe da cliente e ainda acatava qualquer tipo de sugestão e conselho oferecido por ela. O mesmo padrão de interação que a cliente apresentava em sua interação com a mãe era também reproduzido quando no contato com as terapeutas. As respostas de m entir emitidas pela cliente também ocorreram nessa interação. Assim, as descrições das terapeutas sobre as respostas que deveriam ser emitidas diante de certas situações adquiriram a função de estímulo discriminativo para a resposta de mentir. Com freqüência, perante uma descrição de contingências ou uma sugestão de alternativa de ação apresentada pela terapeuta, a cliente respondia comprometendo-se a comportar-se de acordo com o que supostamente seria esperado. Essas verbalizações, inicialmente, eram seguidas por elogios por parte das terapeutas. Em pouco tempo, entretanto, foi possível verificar que tais respostas tinham a função de produzir uma disposição favorável por parte das terapeutas, mas tal promessa de ação não se mantinha, como pode ser observado na Tabela 1. TABELA 1. Avaliação funcional das interações entre a cliente e a equipe de terapeutas. Condição antecedente Resposta Conseqüência Cliente Descrição òe contingências ou apresentação de recomendações por parte das terapeutas. Relato (falso) de eventos com o conteúdo correspondente à descrição fornecida pela terapeuta. Elogios da terapeuta. Elogios da terapeuta Requisitar à terapeuta que Aumento na subseqüentes ao relato descreva "sua melhora" probabilidade emitido pela cliente. para sua família. de obtenção dos reforçadores pela família. 397
Considerando a relação da cliente com a mãe e todos os reforçadores que, como conseqüência, eram retirados nessa interação, a função inicial do tratam ento para a cliente foi a de aum entar a probabilidade de obtenção dos reforçadores perdidos (tais como situações de lazer, atividade de equitação e outros). Essa avaliação permitiu um a reformulação da proposta de intervenção no que se refere à interação verbal entre terapeutas e cliente. Alterações no programa de tratamento Com base na avaliação feita pelas terapeutas, a freqüência e as características do tratam ento foram alteradas da seguinte forma: apenas uma terapeuta ficou designada para continuar com o atendimento extra consultório, freqüentando semanalmente as situações cotidianas da vida da diente, enquanto outra terapeuta foi designada para o atendimento da cliente no setting do consultório. A coordenadora da equipe, que inicialmente participava dos encontros na casa da diente, passou a ser responsável pela orientação familiar (também realizada em consultório). Nesse momento, a mãe da cliente foi encaminhada para um terapeuta (também da equipe) para atendimento individual. Para lidar com o que chamamos nesse caso de um padrão inconsistente de interação, foram definidas duas estratégias principais e concomitantes: um a que enfocava as respostas emitidas pela cliente e outra visando as respostas emitidas pela mãe da cliente. Em ambas as situações privilegiava-se a descrição das contingências envolvidas na interação entre a diente e sua mãe. Para a mãe, a equipe criou um a condição para evitar que ela emitisse a resposta que evocava o com portam ento da diente de fugir de casa e de brigar. Tal condição foi caracterizada pela instalação de um a contingência de suporte durante ou imediatamente após a ocorrência das brigas entre a cliente e sua mãe, ou seja, nessas situações, a m ãe da cliente telefonava para a terapeuta que acompanhava a mãe, que então analisava com a mãe as variáveis envolvidas na discussão e previa possíveis comportamentos de Lúcia a depender de diferentes respostas (imediatas ou posteriores) que poderiam ser emitidas pela mãe. A principal estratégia adotada em relação à diente foi fornecer a descrição das contingências em vigor em suas interações, enfocando as conseqüências que poderiam ser produzidas a depender das respostas que emitisse. O objetivo 398
principal foi o de propiciar o máximo de condições para que a cliente pudesse decidir sozinha suas estratégias de ação nas diferentes situações, ao invés de apenas descrever as conseqüências que poderiam ser providas por sua mãe. A descrição de contingências mais enfatizada foi o fato de as respostas emitidas pela cliente produzirem em curto prazo estímulos reforçadores e, a médio e longo prazos, estimulação aversiva, e que suas queixas eram justamente resultado das suas respostas de mentir, brigar com a mãe e fugir de casa. Dessa maneira, um importante cuidado das terapeutas foi evitar emitir qualquer resposta diretiva na interação com a cliente, isto é, qualquer resposta que de alguma forma sinalizasse o que era esperado pela terapeuta em relação ao seu comportamento. O objetivo dessa estratégia era evitar apresentar o estímulo discriminativo que evocava a resposta de emitir relatos não-correspondentes aos eventos da vida da cliente e evitar apresentar qualquer estímulo reforçador para seus relatos ‘'falsos”. Possibilidades e vantagens do atendimento em ambiente extraconsultório A principal indicação de um atendimento em ambiente extraconsultório no caso apresentado aqui se referiu à alta freqüência e intensidade das brigas entre a cliente e sua mãe. Os comportamentos emitidos pela cliente nessas situações se tom aram extremamente aversivo para a mãe, assim como os comportam entos emitidos pela mãe também se tom aram aversivos para a filha. Isso se configurou em dificuldade durante o início do tratamento, pois a intervenção claramente só surtiria efeito caso ocorresse sobre a interação familiar e, inicialmente, houve uma certa dificuldade de promover a adesão da mãe no tratam ento da filha. Dessa maneira, a presença da terapeuta nas situações de interação entre mãe e filha possibilitou manejar essas interações, por meio de modelação e reforçamento diferencial. A terapeuta fornecia modelos, para a mãe, de conseqüêndação dos comportamentos emitidos pela cliente em diferentes contextos. A presença da terapeuta no ambiente extraconsultório garantiu uma intervenção direta sobre as contingências em atuação na vida da cliente, principalmente pelo fato da terapeuta ter se tom ado parte do atnbiente que afetava o seu comportamento nessas situações. 399
Assim, a terapeuta tinha acesso à inconsistência entre os comportamentos de relatar eventos e os próprios eventos, e tam bém às conseqüências produzidas por essa não-correspondência. Por exemplo, após uma briga da cliente com seu nam orado que levou ao térm ino do nam oro, a cliente afirmou que não tinha telefonado para o namorado e que não telefonaria, pois achava mais importante se preocupar mais com ela. Diante dessa afirmação e de dados sobre telefonemas da cliente para o namorado, a terapeuta disse que entenderia se ela sentisse vontade de ligar para o namorado porque sabia o quanto a cliente gostava dele e queria conversar com ele. Essas intervenções tinham o objetivo de retirar qualquer possibilidade de punição, caso um relato correspondente fosse emitido pela cliente ao mesmo tempo em que relatos não-correspondentes não eram conseqüenciados. Além disso, as relações da cliente com as terapeutas, tanto no ambiente extraconsultório como no setting de terapia verbal, propiciaram condições favoráveis para o estabelecimento de uma interação na qual os comportamentos-alvo da cliente produziam conseqüências diferentes daquelas que eram fornecidas norm alm ente pelas outras pessoas. A estratégia principal utilizada para esse fim foi o reforçamento diferencial de outras respostas (DRO). Por exemplo, numa situação em que a cliente e seu nam orado haviam brigado, ela passou quase duas horas chorando, pedindo para que a terapeuta a ajudasse a convencer a mãe a ligar para o namorado e pedir para ele ir vê-la. As intervenções nessa situação foram: retirar as conseqüências que habitualm ente eram apresentadas para a resposta de chorar; dar atenção e m anter conversação nos m om entos em que a intensidade do choro diminuísse ou cessasse; e se a cliente quisesse a ajuda da mãe ela deveria pedir sozinha, sem que a terapeuta interviesse por ela. Possibilidades e vantagens do atendimento em equipe Algumas situações desse caso foram m elhor manejadas em decorrência do trabalho em equipe: • A possibilidade de focalizar as tarefas de cada terapeuta - um a para a orientação da família e intervenção direta com a mãe nas situações de relação com Lúcia; uma para o atendimento em consultório da cliente; um a para o atendimento em ambiente extraconsultório. Essa “divisão" 400
de tarefas permitiu maior adesão da família no processo terapêutico, aum entando a efetividade das intervenção nas situações identificadas como relevantes na manutenção dos comportamentos-alvo - a interação familiar. • A comunicação constante entre as integrantes da equipe de terapeutas, necessária para a viabilidade do atendimento, propiciou um processo de avaliação e discussão do caso quase que diário, novamente gerando benefícios para a intervenção. CONCLUSÃO O relato de caso clínico apresentado teve como objetivo descrever o serviço de acompanhamento terapêutico e atendimento extraconsultório do Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento e demonstrar as possibilidades de análise e intervenção que essa modalidade terapêutica propicia. Defende-se aqui o modelo de intervenção em equipe e no ambiente do cliente sempre que a avaliação funcional do caso indicar serem essas condições que aum entarão a efetividade da intervenção terapêutica. Embora muitas das técnicas e procedimentos adotados no caso apresentados sejam comumente empregados também em atendimentos no semttg de terapia verbal, a possibilidade de acesso para observação e manejo direto das contingências em vigor nas interações descritas se mostrou fundamental para a obtenção das mudanças comportamentais relatadas.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BAUMGARTH, C.C.C., GÜERRELHAS, F.F., KOVAC, R,, MAZBR, M. ÕCZAMIGNAN1, D.R. (1999). A intervenção em equipes de terapeutas no ambiente natural do cliente e a interação com outros profissionais. Em R.R. Kerbauy ÕC R.C. Wielenska (orgs.). Sobre comportamento t cognição, v. 4, pp. 166-173. Santo André: Arbytes. c o r d o v a , j. & s c o t t , R.L. (2001). Intimacy: a behavioral interpretation. The Behavior Anatyst, 24,75-86. siDMAN, m . (1995 [1989]). Coerção esuas implicações. São Paulo; Psy II. S K iN N E R , r f.F . (1993 [1953]). Ciência e comportamento humano. São Paulo: Martins Fontes. zAMiCNANi, D.R. (1997). O trabalho de acompanhamento terapêutico: a prática de um analista do comportamento. Taubaté, Revista Biociências, 3 (1), 77-90. ZAMiGNANi, D.R. & w ie l e n s k a , R.c. (1999). Redefinindo o papel do acompanhante terapêutico. Em R.R. Kerbauy & R.C. Wielenska (orgs.). Sobre comportamento e cognição: psicologia comportamental e cognitiva: da reflexão teórica â diversidade na aplicação, pp. 157-165. Santo André: Arbytes. ZAMIGNANI, D.R., GUERRELHAS, P.P., BAUMGARTH, G .C .C ., MAZBR, M. Ôí KOVAC, R. (1997). Como fazemos acompanhamento terapêutico: vantagens e dificuldades no trabalho em equipe multiprofissional. Águas de Lindóia, SP: trabalho apresentado no VU Encontro Brasileiro de Psicoterapia e Medicina Comportamental. 402
S O B R E OS O R G A N I Z A D O R E S DENis ROBERTO ZAMlGNANi ãenis@ nudeoparadigma.com.br G raduado em psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), é doutorando em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo (USP) e mestre em psicologia Experimental: Análise do Comportamento, pela PUC-SP. Psicólogo clínico e professor da Faculdade de Psicologia da Universidade São Judas Tadeu, foi editor associado da Revúta Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva (gestão 2003-2006). É diretor administrativo do Paradigma - Núcleo de Análise do Com portam ento e co-autor do projeto do Curso de Especialização em Clínica Analítico-comportamental no m esm o Instituto, curso do qual é tam bém coordenador, professor e supervisor, além de autor e coordenador adjunto do curso de aprimoramento Formação Avançada em Acompanhamento Terapêutico. É terapeuta analítico-comportamental há dez anos; foi acompanhante terapêutico e desenvolve ainda hoje atividades terapêuticas em settings extraconsultório. ROBERTA KOVAC [email protected] Graduada em Psicologia pela PUC-SP é mestre pelo Programa de Estudos Pós-graduados em Psicologia Experimental; Análise do Comportamento, da m esm a Universidade. É diretora do Paradigma - Núcleo de Análise do C om portam ento, e coordenadora, professora e supervisora do curso de Especialização em Clínica Analítico-Comportamental no mesmo Instituto 403
onde é tam bém coordenadora e professora do curso de aprim oram ento Form ação Avançada em Acom panham ento Terapêutico. Terapeuta comportam ental há 11 anos, dedica-se à supervisão clínica e coordena o Serviço de A com panham ento T erapêutico e A tendim ento Extraconsultório do Paradigma. Atualmente, é docente da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Atuou com o coordenadora de estágios e participou da equipe que elaborou e im plem entou o curso de Psicologia da Uninove-SP. JOANA SINGER VERMES [email protected] Graduada em Psicologia pela PUC-SP, é m estre em Psicologia Experimental: Análise do C om portam ento pela mesma Universidade. É terapeuta comportamental há sete anos, com ampla experiência como acompanhante terapêutica. É diretora do Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento, e co-autora do projeto do curso Especialização em Clínica Analítico-comportamental no mesmo Instituto - curso do qual é tam bém coordenadora de estágio, professora e supervisora. Também no Paradigma é coordenadora e professora do curso Introdução à Terapia Analítico-comportamental Infantil e tam bém professora e coordenadora do curso de aprim oram ento Formação Avançada em Acompanhamento Terapêutico.
S O B R E OS A U T O R E S ANA PAULA f r a n c o [email protected] Graduada em Psicologia pela PUC-PR em 2005, é especialista em Terapia Comportamental e Cognitiva pela USP. Dedica-se ao atendimento clínico e ao trabalho de acompanhamento terapêutico. A N D R É L U is jO N A S [email protected] Graduado em Psicologia pela PUC de Campinas (PUC-CAMP), é doutor em Psicologia (área de concentração: Psicologia Experimental) pelo Instituto de Psicologia da USP e Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-CAMP. Especialista em Psicologia Clínica (CRP/06), é psicólogo clínico e professor da Universidade SãoJudasTadeu, ondeministra cursosnagraduação em Psicologiae Supervisão Clínica no curso de Formação de Psicólogos. Foi Io Secretário da Associação Brasileira de Psicoterapia e Medicina Com portam ental - ABPMC (gestão 1994/1995). CÁSSIA ROBERTA DA CUNHA THOMAZ [email protected] Graduada em Psicologia pela PUC-SP em 1997, é mestre em Psicologia Experimentai: Análise do Comportamento pela mesma Universidade e doutoranda em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da USP; terapeuta analítico-comportamental e supervisora clínica, é docente do curso de 405
Especialização em Clínica Analítico-comportamental do Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento. DÁCIO SOARES [email protected] Estudante do 5o ano de graduação em Psicologia do Centro Universitário Nove dejulho, realizou extensão universitária em acompanhamento terapêutico e faz parte da equipe de acompanhantes terapêuticos do Paradigm a-N úcleo de Análise do Comportamento, onde também foi estagiário. Foi secretário da Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva. É facilitador de grupos de apoio da ASTOC. Produziu pesquisas em análise do com portam ento apresentadai em encontros da a b pm c , da qual é sócio desde 2003. DENISE LIMA OLIVEIRA [email protected] Psicóloga pela Universidade Metodista, mestre em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela PUC-SP. É especialista em terapia comportamental e cognitiva pela Universidade de São Paulo. Atualmente é terapeuta analítico-comportamental e docente da Universidade UNIFOR, em Fortaleza. EDUARDO ALENCAR [email protected] Estudante do 5o ano de graduação em Psicologia pelo Centro Universitário Nove dejulho, é técnico em administração de empresas; realizou extensão universitária em acompanhamento terapêutico pelo Paradigma — Núcleo de Análise do Comportamento. É colunista e pesquisador de análise aplicada do com portam ento e organizações pelo REDEPSI, profissional de recursos humanos de multinacional holandesa no segmento de prestação de serviços em gestão de pessoas. Produziu pesquisas sobre o acompanhamento terapêutico em análise do comportamento, apresentadas em encontros da ABPMC, da qual é sócio desde 2004. EMERSON DIAS [email protected] Estudante do 5o ano de graduação em Psicologia pelo Centro Universitário Nove dejulho, produziu pesquisas sobre o acom panham ento terapêu 406
tico em análise do com portam ento, apresentadas em encontros da a b p m c . Atualmente, é estagiário da SPTrans, onde realiza serviço de orientação vocacional a adolescentes. ESTHER DE MATOS IRENO [email protected] Graduada em Psicologia pela Universidade Federal de São João Del Rei (UFSJ) - MG em 2002, é mestranda em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da u s p, acompanhante terapêutica, terapeuta analítico-comportamental e professora de Análise Experimental do Comportamento no Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora (MG). FABIANA [email protected] Graduada em Psicologia pela PUC-SP em 1996 e mestre em Psicologia clínica pelo Instituto de Psicologia da USP, é terapeuta comportamental e acompanhante terapêutica há 11 anos. É supervisora clínica e docente universitária do Curso de Especialização em Psicoterapia Comportamental e Cognitiva do PS1COLOG -- Instituto de Estudos do Comportamento, em Ribeirão Preto. Compõe a equipe de psicólogas do inbio - Instituto de Neuropsicologia e Biofeedback, também em Ribeirão Preto. Foi acompanhante terapêutica e realiza atualmente sessões em outros settings clínicos. FERNANDO ALBREGARD CASSAS [email protected] Graduado e mestrando em Psicologia pela PUC-SP, é especializando em Clínica Analítico-Comportamental pelo Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento. É terapeuta analítico-comportamental e membro da equipe de acompanhantes terapêuticos do mesmo Núcleo. GIOVANA DEL PRETTE [email protected] Graduada em Psicologia pela USP de Ribeirão Preto, é mestre e doutoranda em Psicologia Clínica na USP e especialista em Clínica AnalíticoComportamental pelo Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento. É terapeuta analítico-comportamental e desenvolve atividades terapêuticas em 407
settings extraconsultório pelo mesmo Núcleo, onde também realiza o trabalho de orientação de pais e orientação vocacional. GISLAYNE BAUMGARTH [email protected] Graduada em Psicologia pela PUC-SP, é especializançla em Clínica Analítico-Com portam entalpelo Paradigm a-N úcleode Análise do C om portam ento. É terapeuta analítico-comportamentalhá dez anos, com ampla experiência no desenvolvimento de atividades terapêuticas em settings extraconsultório. É autora de artigos sobre acompanhamento terapêutico e também docente de cursos relacionados a esse tema. LUCIANA CAVALCANTE [email protected] Estudante do 5o ano de graduação em Psicologia pelo Centro Universitário Nove dejulho, realizou extensão universitária em acompanhamento terapêutico e faz parte da equipe de acompanhantes terapêuticos pelo Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento, onde tam bém foi estagiária. Produziu pesquisas sobre o acompanhamento terapêutico em análise do com portam ento, apresentadas em encontros da ABPMC. Marcelo RENVENUTJ [email protected] D outor em Psicologia experimental pela USP, é atualm ente professor do D epartam ento de Métodos e Técnicas da PUC-SP, onde faz parte da equipe de professores do Laboratório de Psicologia experimental. Formado em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, com m estrado pela Universidade de Brasília, trabalha na investigação de processos básicos nas áreas de resposta de observação, com portam ento adjuntivo e com portam ento "supersticioso". Tam bém trabalha discutindo implicações da investigação de processos básicos para a análise do com portam ento hum ano e para a prática do psicólogo, como é o caso da interação do com portam ento res pondente como o uso de drogas e os fenômenos de síndrome de abstinência e recaída. 408
MARCIO aleoni m arcos [email protected] Graduado em Psicologia pela Universidade do Estado de São Paulo - UNBSP, em Bauru, é mestrando em Psicologia Experimental: Análise do Com portam ento pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e especialista em Clinica Analítico-Comportamental pelo Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento. É terapeuta analítico-comportamental e acompanhante terapêutico no mesmo Núcleo. MARIA amália MORAIS PEREIRA [email protected] G raduada em Psicologia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), é especialista em Clínica Analítico-Comportamental pelo Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento e mestranda no Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento da puc-sp. É terapeuta analítico-comportamental e desenvolve também atividades terapêuticas em settings extraconsultório no Paradigma, onde também desenvolve o trabalho de orientação de pais e orientação vocacional. MARIA CAROLINA CORREA MARTONE [email protected]. br Graduada em Terapia Ocupacional pela Universidade de São Paulo e especialista em Práxis Artística: interface entre arte e saúde pela mesma universidade e em Terapia Ocupacional: Saúde Mental e Psiquiatria pela Universidade Federal de São Paulo; é mestre em Psicologia Experimental: Análise do Com portam ento pela pu c-SP. Formou-se no Curso Neuroevolutivo: Método Bobath, pelo Lar Escola São Francisco e em Psicose: Concepções Teóricas e Estratégias Institucionais pelo Instituto Sedes Sapientae. Atualmente, é docente do curso de graduação em Terapia Ocupacional no Centro Universitário Monte Serrat e terapeuta ocupacional no Centro de Atenção Psicosocial da Prefeitura Municipal de Santos. NICODEMOS BATISTA BORGES [email protected] Mestre em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento pela PUC-SP e especialista em terapia comportamental e cognitiva pela USP, é psi409
cólogo clínico e professor do curso de Psicologia da Universidade de Santo Amaro; professor do Curso de Especialização em Terapia Comportamental da Universidade M etodista; professor do Curso de Especialização em Clínica Analítico-Com portam ental do Paradigm a - Núcleo de Análise do Comportamento. Foi m em bro da comissão executiva da Revista brasileira de terapia comportamental e cognitiva na gestão 2005-2006. NICOLAU KUCKARTz p e r g h ER nperghçr@u$p,br É Psicólogo formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mestre em Psicologia Experimental: análise do comportamento pela PUC-SP, doutorando em Psicologia experimental pela USP. Professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie e dos Cursos de Especialização em Terapia Comportamental da Universidade Metodista, e Especialização em Clínica Analítico-comportamental do Núcleo Paradigma. Atua como supervisor e terapeuta comportamental no Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento. REGINA CHRISTINA WIELENSKA WÍ[email protected] Graduada em Psicologia pela p u c - s p em 1981, é mestre e doutora em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da u s p . Terapeuta comportamental há 25 anos, dedica-se também à supervisão clínica; é docente em cursos de aprimoramento e especialização, participa de bancas examinadoras de pós-graduação, produz artigos científicos e colabora com instituições dedicadas à investigação, tratamento e divulgação científica na área da saúde mental. RICARDO CORRÊA MARTONE [email protected] GraduadoemPsicologiapelaPUC-SP,émestreem Psicologia Experimental: Análise do C om portam ento pela mesma Universidade. É doutorando em Psicologia pela Universidade de Brasília e pesquisador visitante na University o f Norh Texas (2006/2007). Terapeuta analítico-comportamental e supervisor clínico, é também docente do curso de Psicologia do Instituto Superior de Educação de Brasília (IESB) e do Curso de Especialização em Clínica Analíticocomportamental no Paradigma, Núcleo de Análise do Comportamento, e pa410
recerista ad hoc de periódicos especializados em análise do comportamento. Organizou juntam ente com João Cláudio Todorov e Márcio Moreira o livro Metacontíngências: comportamento, cultura e sociedade, além de publicar regularmente artigos científicos e capítulos de livros sobre saúde mental, Personalized System of Instruction (PSI) e questões relacionadas à determinação cultural do comportamento. ROBERTO alves BANACO [email protected] Professor titular da cadeira de Análise do C om portam ento na PUCSP, onde ministra cursos na graduação em Psicologia e na pós-graduação em Psicologia Experimental: Análise do Comportamento. Foi presidente da ABPMC (gestão 1996/ 97) e editor da Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva (gestão 2003-2006). É diretor acadêmico do Paradigma - Núcleo de Análise do Comportamento; co-autor do projeto do Curso de Especialização em Terapia Analítico-Comportamental no mesmo Instituto curso do qual é tam bém coordenador, professor e supervisor. Graduado em Psicologia pela PUC-SP em 1981, é mestre e doutor em Psicologia experimental pelo Instituto de Psicologia da USP e terapeuta analítico-comportamental há 25 anos. ROOSEVELT R. STARLING [email protected] Graduado em Psicologia pela Universidade Federal de São João Del Rei - UFSJ, é m estre em Psicologia pela Universidade Federal de Minas Gerais - UPMG e doutorando em Psicologia Clínica pela USP. Pesquisador aplicado e terapeuta analítico-comportamental há 25 anos, dedica-se também à supervisão clínica; é professor da UFSJ, docente em cursos de aprimoramento, especialização e pós-graduação, além produzir artigos científicos, e colaborar com instituições e periódicos dedicados à investigação, tratam ento e divulgação científica na área da análise do comportamento aplicada. É o supervisor clínico de um centro de investigações e estudos dos transtornos do desenvolvim ento (autismo) que aplica a metodologia ABA para intervenções tardias em caráter pioneiro no país. 411
ROSANA MARIA [email protected] Mestre e doutoranda em Psicologia clínica pela PUOCAMP. Terapeuta e supervisora cognitivo-comportamental, atualmente é coordenadora do curso de Psicologia no Centro de Psicologia Aplicada da Universidade Paulista - UNIP, de são José do Rio Preto (SP). Dedica-se à orientação e elaboração de pesquisas nas áreas de Psicologia Clínica e da Saúde, além de ministrar aulas em cursos de extensão, aprimoramento e especialização em Psicologia e Psicopatologia. SAULO MISSIaggiA VELA SCO [email protected] Graduado em Psicologia pela UNIVALE-MG. É mestre e doutorando em Psicologia Experimental pelo Instituto de Psicologia da USP. Desenvolve pesquisas sobre com portam ento de estudar, desenvolvimento do hábito do estudo, controle de estímulos e comportamento simbólico. Atua como acompanhante terapêutico e supervisiona casos relacionados a dificuldades escolares. TATIANA ARAÚJO CARVALHO DE ALMEIDA [email protected] Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC-MG, é mestre em Psicologia comportamental: análise do com portam ento pela PUC-SPe especialista em Clínica Analítico-Comportamental pelo Paradigma -N úcleo de Análise de Comportam ento, onde atua com o terapeuta analítico comportamental, professora do curso de Introdução à Terapia Analítico com portam ental Infantil e como supervisora clínica e docente do Curso de Especialização Clínica Analítica Comportamental. B também docente no curso de Especialização em Terapia Comportamental na Universidade Metodista de São Paulo. VARA c l a r o n i c o [email protected] Graduada em Psicologia pela PUC-SP em 1997 e m estre pelo pelo program a de estudos pós-graduados em Psicologia Experimental: Análise do C om portam ento pela mesma Universidade em 2001. Terapeuta analíticocomportamentai há 10 anos, dedica-se também à supervisão clínica e docência 412
em cursos de graduação em Psicologia e de especialização em T erapia AnalíticoC om portam ental no Paradigma - Núcleo de Análise do Com portam ento. Atuou como coordenadora pedagógica da equipe que elaborou è implementou o curso de psicologia da Uninove-SP. Desde sua graduação» desenvolve pesquisas e artigos científicos. YARA kuperstein INGBERMAN yingberm(in(g}coLpsi.br Graduada em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná - PUC-PR, em 1974, é m estre e doutora em Psicologia Clínica pela USP. Professora de cursos de Psicologia de graduação e de pós-graduação, com atividade didática e de pesquisa, dedica-se à formação de terapeutas do Curso de Especialização em Terapia Comportamental e Cognitiva da Faculdade Evangélica do Paraná (PEPAR) e do Curso de Formação em Terapia Comportamental e Cognitiva promovido do Centro de Estudos em Terapia Comportamental e Cognitiva (CETECC). Terapeuta analítico-comportamental há 3 5 anos, coordena o Instituto de Estudos e Psicoterapia Analítico Comportamental (IEPAC), onde se dedica ao atendimento clínico, supervisão clínica (acadêmica e extra acadêmica) e divulgação da terapia comportamental.