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Published by luizfelippe.nogueira, 2016-06-08 14:57:39

Nossos Valores - Livro Amostra

chapter 1 – my backpack

RULER

COLORES PENCILS

PARTE ESPECÍFICA · LÍNGUA INGLESA MANUAL DO EDUCADOR • 1o ANO • LIVRO 2 251

chapter 1 – my backpack

CRAYONS

BOOK

PARTE ESPECÍFICA · LÍNGUA INGLESA MANUAL DO EDUCADOR • 1o ANO • LIVRO 2 252

chapter 1 – my backpack

NOTEBOOK

PARTE ESPECÍFICA · LÍNGUA INGLESA BACKPACK

MANUAL DO EDUCADOR • 1o ANO • LIVRO 2 253

PARTE ESPECÍFICA · LÍNGUA INGLESA MANUAL DO EDUCADOR • 1o ANO • LIVRO 2 254

donatas1205/shutterstock.com língua portuguesa

  UNIDADE 3

textos para aprender ............................ 2
  Capítulo 1
Receitas .......................................................... 4
  Capítulo 2
Igual, mas diferente ........................................ 22
  Capítulo 3
Gentileza gera gentileza ................................. 43

Língua portuguesa • 3o ANO

3unidade textos para
aprender

Capítulo 1 – receitas
Capítulo 2 – i gual, mas diferente
Capítulo 3 – gentileza gera gentileza

Abóbora assada
com sálvia

Ingredientes
1 kg de abóbora japonesa
10 folhas de sálvia 
4 dentes de alho 
sal e pimenta-do-reino a gosto
azeite para untar

Modo de fazer
1. Preaqueça o forno a 150 ºC (temperatura baixa).
2. Lave a abóbora e as folhas de sálvia sob água corrente. Deixe as fo-

lhas sobre papel toalha para secar.
3. Numa tábua, corte a abóbora em fatias finas. Em seguida, transfira

para uma tigela e tempere com sal e pimenta-do-reino. Descasque
os dentes de alho e corte-os em lâminas finas.
4. Unte uma assadeira com um pouco de azeite. Disponha as fatias
de abóbora na assadeira. Coloque as folhas de sálvia e as lâminas de
alho sobre as fatias de abóbora e leve ao forno para assar por cerca
de 1 hora ou até que a abóbora fique macia.

Sirva com:
Para fazer uma entradinha leve, sirva com ricota.

Disponível em: <http://bit.ly/1QkHcmg>. Acesso em: 1o jun. 2015.
donatas1205/shutterstock.com
Reprodução

256 Língua Portuguesa • 3o ANO códigcoóddaigÁoRdEAa Á/ MREatAé/rMiaatéria

Abóbora assada com sálvia Reprodução
Ingredientes
1 kg de abóbora japonesa
10 folhas de sálvia
4 dentes de alho
sal e pimenta-do-reino a gosto
azeite para untar

Modo de fazer
1. Preaqueça o forno a 150 °C (temperatura baixa).
2. Lave a abóbora e as folhas de sálvia sob água

corrente. Deixe as folhas sobre papel toalha para
secar.
3. Numa tábua, corte a abóbora em fatias finas. Em
seguida, transfira para uma tigela e tempere com
sal e pimenta-do-reino. Descasque os dentes de alho
e corte-os em lâminas finas.
4. Unte uma assadeira com um pouco de azeite. Dis-
ponha as fatias de abóbora na assadeira. Coloque
as folhas de sálvia e as lâminas de alho sobre as
fatias de abóbora e leve ao forno para assar por
cerca de 1 hora ou até que a abóbora fique macia.
Sirva com:
Para fazer uma entradinha leve, sirva com ricota.

Disponível em: <http://bit.ly/1QkHcmg>. Acesso em: 1o jun. 2015.

códigcoóddaigÁoREdAa Á/ MRaEtAé/rMiaatéria Língua Portuguesa • 3o ANO 257

1capítulo receitas

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Veja como algumas pesssoas usam a criatividade para ajudar as crianças a
comerem alimentos saudáveis.

Reprodução
Jill dubies

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Receita culinária

O que voce acha desta receita?

Sanduíche rápido

Ingredientes
2 folhas de alface
1 tomate
1 colher de azeite
1 fatia de pão de forma de centeio ou integral
2 fatias de pão de forma branco
2 fatias de peito de peru




258 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

 Modo de fazer
 1. Lave bem a alface e o tomate.
2. Corte o tomate em fatias bem finas.
3. Passe maionese em um lado das fatias de pão branco e nos dois lados do

pão de centeio.
4. Coloque uma folha de alface, uma fatia de peito de peru e metade das

fatias de tomate sobre a fatia de pão branco.
5. Cubra com o pão de centeio e coloque alface, peito de peru e o resto do

tomate.
6. Cubra com outra fatia de pão branco.
7. Espete palitos nos quatro cantos da fatia e corte em quatro pedaços.

ZIRALDO. Julieta no mundo da cozinha. São Paulo: Globo, 2011. (Fragmento).

A receita culinária ensina a fazer novos pratos. O texto apresenta três
partes: o título, a lista de ingredientes e o modo de fazer.

A receita também pode informar o tempo do preparo, quantas porções
rende e até mesmo dar dicas para enfeitar o prato.

Receitas fazem parte de um tipo de texto cujo objetivo é ensinar o leitor a
realizar uma tarefa. São chamados textos instrucionais.

Conteúdos
Identificação dos elementos marcantes da
estrutura básica dos gêneros trabalhados.
Pontuação correta em final de frase.

Receita culinária

1 A receita tem três partes. Quais são elas?

O título, os ingredientes e o modo de fazer.

2 Por que essa divisão facilita a leitura de quem vai fazer a receita?

Porque a pessoa primeiro providencia os ingredientes e só então começa a preparar a receita.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 259

3 Os ingredientes e o modo de fazer podiam estar todos na mesma linha. PorAngel Simon/Shutterstock.com
que as pessoas escrevem um abaixo do outro?

Porque assim fica mais fácil de ler.

4 Que sinal de pontuação indica que uma instrução terminou?
(  )  ponto de interrogação
(  )  ponto de exclamação
( x )  ponto-final

5 O Modo de fazer sempre começa com uma ação. Quais ações são indicadas
na receita lida?
1. Lave, Corte, Passe, Coloque, Cubra, Espete.
2.
3.
4.
5.
6.

6 Digam que ações cada foto indica:
a)

Picar, cortar código da ÁREA / Matéria

260 Língua portuguesa • 3o ANO

b) GreenArt Photography/Shutterstock.com

Misturar Lisaveta/Shutterstock.com

c) Vasin Lee/Shutterstock.com

Fritar MAR007/Shutterstock.com

d) Língua portuguesa • 3o ANO 261

Despejar, acrescentar, adicionar

e)

Peneirar

código da ÁREA / Matéria

7 A receita traz ingredientes e medidas. Ligue a medida usada para cada tipo
de ingrediente.

Leite 1 lata

Fermento 1 pacote

Farinha 1 pitada

Sal 100 gramas

Milho 1 copo

Açúcar 1 colher de sopa

8 Os números que estão antes dos Ingredientes e do Modo de fazer dão infor-
mações diferentes. Qual é a diferença?
a) Os números antes dos ingredientes indicam:

A quantidade de cada ingrediente.

b) Os números antes dos ingredientes indicam:

A ordem das ações.

262 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

9 Observe esta parte dos ingredientes:
1 fatia de pão de forma de centeio ou integral
2 fatias de pão de forma branco

a) Por que no primeiro item está escrito fatia e, no segundo, fatias?

Porque no primeiro é apenas uma fatia e, no segundo, são duas.

b) Coloque S para a palavra que está no singular e P para a que está
no plural.
Fatias ( P  )
Fatia ( S  )

Singular e plural

Como as palavras mostram se há apenas um ser ou mais de um? Elas ficam
no singular ou no plural. O singular indica um ser ou um grupo de seres. O plural
indica mais de um ser ou mais de um grupo de seres.

As palavras que terminam em vogal fazem o plural acrescentando um s.
Mas se a palavra termina com consoante, não basta colocar o s. Vamos ver o que
acontece com elas.

Escreva o plural dessas palavras

CASO 1: Terminação em L

jornal −

papel −

azul −

Regra: Na terminação em al, el, ol, ul, troca-se o l por is .

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 263

CASO 2: Terminações em R e Z
amor −
luz −
flor −

Regra: Nas terminações em r e z , acrescenta-se es .

CASO 3: Terminação em M
bombom −
homem −
viagem −

Regra: Na terminação em m , troca-se o m por n e
acrescenta-se s .

CASO 4: Terminações em ÃO
eleição −
pão −
cidadão −

Regra: Na terminação em ão, troca-se o ão por ões , ães
ou ãos .

Uma curiosidade. Algumas palavras não têm plural. É o caso de pires, ôni-
bus, lápis e costas. Pegamos três pires, tomamos dois ônibus, temos dor nas
costas e apontamos todos os lápis. Por outro lado, a palavra óculos é sempre no
plural. Afinal ele protege nossos olhos.

Os nomes podem estar no singular ou no plural. O nome em singular
indica um só elemento. O nome plural indica mais de um elemento.

264 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

Singular e plural

1 Assinalem a terminação correta para colocar as palavras no plural.

a) balão – bal... (  )  ães (  )  ãos
( x )  ões

b) paixão – paix... (  )  ães (  )  ãos
( x )  ões (  )  ães ( x )  ãos

c) sacristão – sacrist...
(  )  ões

d) alemão – alem... ( x )  ães (  )  ãos
(  )  ões

e) cordão – cord... (  )  ães (  )  ãos
( x )  ões

f) estação – estaç... (  )  ães (  )  ãos
( x )  ões

g) limão – lim (  )  ães (  )  ãos
( x )  ões (  )  ães (  )  ãos

h) tabelião – tabeli...
( x )  ões

i) razão – raz... (  )  ães (  )  ãos
( x )  ões

j) capitão – capit... ( x )  ães (  )  ãos
(  )  ões

k) guardião – guardi... (  )  ães (  )  ãos
( x )  ões

l) visão – vis... (  )  ães (  )  ãos
( x )  ões

2 Todas as palavras estão no singular. Decidam onde o plural:

• precisa ser usado.
• pode ser usado.
• não pode ser usado.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 265

Quando fiz 20 ano, deixei minha cidadezinha e vim para a capital. Gostei da
mudança. Na minha terra, a pessoa é muito amiga. Mas aqui tem muito lugar
para passear (cinema, teatro, museu). Só não tem uma coisa: a comidinha da
mamãe. O prato que ela faz é gostoso demais.

• Escrevam o texto com o plural correto.

Precisa ser usado
Anos, porque são 20.
Pessoas, porque não seria possível morar apenas uma pessoa na cidadezinha.
Amigas, porque precisa concordar com pessoas.
Pratos, porque a comidinha não pode ser um prato só. Se fosse assim, o mais natural seria dizer o nome do prato.

Não pode ser usado
Cidadezinha, local onde a pessoa morava.
Mudança, porque foi uma só.
Pode ser usado ou não
Muito lugar, porque muito já dá ideia de vários.
Cinema, teatro, museu, porque o leitor pode entender o singular como uma generalização da categoria.
Conteúdo
Aplicação das regras gerais de concordância verbal e nominal na produção de texto.

3 No texto, quando uma palavra vai para o plural, outras também vão. Pintem
quais palavras devem acompanhar o termo modificado no plural e depois
escrevam o texto com o plural correto.

A ideia foi de um cozinheiros com muito bom humor. Ele combinou o ingre-
dientes até formar uma massa perfeita para modelar. Com essa massa, fez uten-
sílios de cozinha. Já pensou almoçar algum talheres?

A ideia foi de dois cozinheiros com muito bom humor. Eles combinaram os ingredientes até formar uma massa
perfeita para modelar. Com essa massa, fizeram utensílios de cozinha. Já pensou almoçar alguns talheres?

Conteúdo
Aplicação das regras gerais de concordância verbal e nominal na produção de texto.

266 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

Produção de texto

Transforme o texto visual em texto verbal.

Conteúdo
Relação entre fotos e corpo do texto.
Produção de textos diversos, utilizando o sistema alfabético de escrita, ainda que com erros ortográficos.
Produção de textos diversos, tendo como base o repertório trabalhado em prática de leitura.
Produção de textos, obedecendo à ordem das instruções.
Produção de textos, considerando o gênero e o contexto de produção.
Utilização de linguagem adequada nas produções.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 267

Letra difícil de entender

Consulte o Manual do educador para obter orientações sobre esta seção

Letra de médico

A receita não é apenas o texto que ensina a Reprodução

fazer pratos gostosos. O papel no qual o médico

escreve o nome e a quantidade dos remédios

que os pacientes precisam tomar também é uma

receita.

Até aí, tudo bem. O problema é que alguns

médicos têm uma letra difícil de entender.

Quando alguém quer dizer que uma pessoa tem

uma letra ilegível, usa a seguinte expressão: fu-

lano tem “letra de médico”. Mas por que a letra

dos médicos tem essa fama?

Alguns dizem que, na faculdade, eles precisam anotar as aulas muito rápi-

do e acabam ficando com uma letra difícil de ler.

Talvez essa seja mesmo a explicação, mas o HRMSS HOSPITAL REGIONAL MANOEL DE SOUSA SANTOS Reprodução
fato é que uma letra ruim pode fazer mal à saúde. Av. Dr. Raimundo Santos, 546 - Centro (89) 3562-1192

Muitas vezes, os pacientes acabam tomando o 64.900-000 BOM JESUS - PI
CNPJ: 06.553.564/0001-81

remédio na dose errada porque não entendem

o que está escrito na receita.

Também acontece de o farmacêutico não con-

seguir decifrar a letra e dar um remédio errado,

por exemplo, vender um medicamento do cora-

ção, como digoxina, para alguém que está com

uma gripe e precisa de dipirona.

Alguns médicos estão preferindo digitar e im- Voltando queira trazer esta receita.

primir a receita no computador. A letra fica óti-

ma, mas, se faltar luz, se o computador ou a impressora quebrarem... voltam

os garranchos.

BASSI, Cristina.

Ilegível: que não se consegue ler.
Garranchos: rabiscos.

268

As receitas médicas são outro tipo de texto instrucional, porque indicam
ao paciente como tomar os remédios prescritos pelos médicos.

Dicas para ter uma boa letra

Escolha seu instrumento de trabalho
Lápis ou lapiseira? Cabo liso ou cabo facetado? Tudo isso faz diferença na

hora de escrever. Experimente vários tipos de lápis e descubra qual combina
melhor com você.
Como segurar um lápis
Método 1: pince e vire

• Pince a ponta do lápis com seu indicador e seu dedão.
• Vire o lápis até que a parte de cima encoste na mão, naquela região de pele

entre o indicador e o dedão.

• Use a mão como apoio.

Método 2: tripé

• Comprima os dedos polegar, indicador e médio, deixando o lápis no meio.
• Atenção: Não faça força para a mão não doer.
• Posicione seu dedão de lado, perpendicular ao papel. 
• Deixe a lateral do seu polegar próxima ao seu corpo.

269

Método 3: ponta do lápis

• Coloque a ponta do lápis entre o indicador e o polegar.
• Deixe o indicador sobre o lápis, mas sem pressionar muito.

Método 4: apoio no dedo médio

• Apoie o lápis na ponta do dedo médio. 
• Dobre os outros dois dedos para trás, em direção à palma da mão, e deixe o

tripé fazer o trabalho.

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

As letras

1 Além da posição do lápis e do corpo, também é preciso entender o traçado
das letras. Vamos relembrar.

Para letras com círculos

270 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

Para letras com traços para cima
Para letras com traços para baixo

Para letra com espirais

2 Escreva as sílabas da tabela. xa pa

va ra Língua portuguesa • 3o ANO 271

código da ÁREA / Matéria

3 Copie as palavras em letra cursiva. São palavras longas, para deixar o exer-
cício mais desafiador!

compreensão
complicação
matemática
português

4 Ditado de um parágrafo.

A seguir, consulte o Manual do educador para obter orientações sobre a Seção aberta (“Receita culinária”).

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Programa de receitas

Vamos preparar um programa de culinária como os que aparecem na tele-
visão! Siga as orientações do professor.

272 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

O que é origami

Origami é uma técnica japonesa, uma arte de dobrar papel, e existe há mais
de um século, fazendo jus ao significado do termo, que é fazer dobras de pa-
pel, sem cortes e nem colas, para criar objetos e outros seres.

O origami usa vários tipos de dobras diferentes, e podem chegar de formas
geométrias simples a desenhos complexos, existem livros que ensinam as pes-
soas a fazer origami. Geralmente, o origami começa com um pedaço de papel
quadrado, se for um papel colorido, ainda fica mais bonito e vistoso.

O origami é uma arte muito popular entre as crianças, pois podem ser feitos
bichinhos, brinquedos e vários outros objetos, mas também entre os adultos,
que estudam a arte para poder passar para seus filhos, sobrinhos, netos, etc.

A técnica do origami é tão importante, que existem tópicos que envolvem a
matemática, como, por exemplo, para analisar se um objeto pode ser desdobrado
depois de feito, foram feitos estudos matemáticos para analisar as possibilidades.

Disponível em: <http://www.significados.com.br/origami/>. Acesso em: 7 jun. 2015. Adaptado.

Siga as instruções do texto a seguir e aprenda a fazer um belo origami.

1 2

Dobre ao meio Dobre novamente ao meio para
sobre a diagonal fazer uma marca e desdobre, tendo
cuidado para que o triângulo fique
voltado para baixo

4 3

Dobre a ponta (que estiver em cima) Dobre as duas pontas de cima
de baixo para cima para baixo, como na imagem

5 6
Dobre a ponta de baixo para cima Desenhe a carinha
ou para dentro e pronto!

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 273

Nas linhas a seguir, escreva as suas dúvidas sobre este capítulo e o que
gostaria que o professor explicasse mais.

1 Escreva quais os ingredientes do prato a seguir e o modo de fazer.

littefoodjunction.blogspot.com

Ingredientes código da ÁREA / Matéria

Modo de fazer

2 Coloque as palavras abaixo no plural:
a) O quintal –

274 Língua portuguesa • 3o ANO

O lençol –
O farol –
b) O leão –
O feijão –
O barão –
c) O homem –
O bombom –
O trem –
d) O doutor –
O vendedor –
O escultor –

3 Transcreva o texto a seguir em letra cursiva.

Andorinha no coqueiro,
Sabiá na beira-mar,
Andorinha vai e volta,
Meu amor não quer voltar.

Quadrinha popular.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 275

2capítulo igual,  mas  diferente

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Certas ideias se repetem, embora com algumas mudanças. Por exemplo, os
pôsteres dos filmes. É só olhá-los para sabermos que...

• casais de costas um para o outro: no começo do filme eles vão se odiar, depois

vão se apaixonar e, por algum motivo, terão uma briga feia. Mas, no final, o
amor vencerá. E, sim, podem ocorrer piadas pelo meio do caminho.

Divulgação
Divulgação
Divulgação

• o azul e a cidade: se o cartaz for azul com a cidade inclinada e uma silhueta

correndo, prepare-se para um mocinho injustiçado em fuga tentando provar
sua inocência, o que só vai acontecer bem no finalzinho do filme.

Divulgação
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276 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Os contos

Vamos ver o que esta história apresenta de conhecido e de diferente.

A flor da verdade

Conta-se que, por volta do ano 250 a.C., na China Antiga, um príncipe da

região norte estava às vésperas de ser coroado imperador. De acordo com as leis

ancestrais daquele país, ele devia casar-se no dia seguinte ao coroamento. Saben-

do disso, o jovem resolveu criar uma prova, da qual poderiam participar todas as

moças do reino, fossem belas ou feias; ricas ou pobres; nobres ou plebeias.

Assim, o príncipe mandou que seus arautos levassem por toda a China a

seguinte mensagem: na segunda lua cheia da primavera, as pretendentes

deveriam reunir-se no grande jardim das ameixeiras, onde o futuro rei lança-

ria o desafio real.

Uma serva do palácio que ali trabalhava há muitos anos, ouvindo os co-

mentários sobre os preparativos, sentiu uma leve tristeza. Sua jovem neta,

que morava com ela desde pequena, nutria um profundo amor pelo príncipe.

Ela, decerto, sofreria ao vê-lo casar-se.

Porém, ao chegar em casa, soube que a jovem já ouvira a novidade e pre-

tendia ir à celebração: 

– Minha filha, o que você fará lá? Estarão presentes as mais belas e ricas

moças da corte. Tire esta ideia insensata da cabeça. Não alimente seu coração

com sonhos que não pode alcançar.  Arautos: mensageiros.
Vendo a preocupação da avó, a moça sorriu: 

– Não, querida avó, não estou alimentando desejos loucos. Bem sei que

jamais poderei ser a escolhida competindo com as jovens mais instruídas do

reino. Mas terei a oportunidade de ficar alguns momentos diante do príncipe.

Isso já será uma grande alegria para o meu coração.

A avó continuou preocupada, mas não quis tirar da neta essa alegria.

Na noite marcada, acompanhou-a até o jardim do palácio. Lá estavam as

mais belas moças, com as mais belas roupas e as mais determinadas intenções.

O príncipe anunciou qual seria a prova: 

– Darei a cada uma de vocês uma semente. Aquela que, dentro de seis me-

ses, trouxer a flor mais bela, será escolhida minha esposa e futura imperatriz

da China. 


código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 277

 O tempo passou. A jovem não tinha muita habilidade nas artes da jardi-
 nagem, mas cuidava com paciência e ternura de sua semente, e procurava
aprender ao máximo o modo correto de tratá-la.

Dia após dia a moça observava o vaso que recebera, sem perceber nele a
menor mudança. A terra continuava sem o menor sinal de que a semente bro-
tara. Ao final de seis meses, conformou-se com o triste resultado de seus es-
forços. A flor sequer chegara a despontar.

Mesmo assim, no dia marcado, retornou ao palácio para ver o príncipe pela
última vez. Cada pretendente trazia uma flor mais bonita do que a outra. Quando
chegou sua vez de mostrar seu vaso, a jovem disse a verdade ao príncipe:

– Senhor, apesar de meus esforços, não consegui fazer a flor nascer.
Para sua surpresa, o príncipe sorriu satisfeito e tomou-lhe a mão, trazendo--a
para junto dele. Depois, calmamente esclareceu:
– Todas as sementes que entreguei eram estéreis. Esta jovem cultivou a
única flor que dali poderia ter nascido: a flor da honestidade. Por isso ela será
minha amada esposa e imperatriz da China.

Conto tradicional chinês.

Estéreis: que não podem fecundar.

Nos contos, há certas situações que se repetem; por exemplo, a escolha
de uma pretendente para um príncipe. O bonito é que, em cada narrativa, a
mesma situação acontece de um modo diferente.

278 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

Os contos

1 O conto começa com uma situação que aparece em muitas histórias, princi-
palmente nos contos de fadas. Explique que situação é essa.

Piyato/Shutterstock.com
withGod/Shutterstock.com

Uma jovem humilde apaixona-se por alguém de hierarquia social superior.

• Você conhece alguma história que tenha essa situação?

Resposta pessoal.

2 Também é comum, nos contos tradicionais, haver uma prova para conseguir
a mão do príncipe ou da princesa. No conto lido, que prova é essa?

Trazer o vaso dado pelo príncipe com a flor mais bela.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 279

3 A jovem falha em sua missão de cultivar a flor, mas ainda assim vai à ceri-
mônia. Por que, se ela já havia perdido?

Porque ela teria a chance de ver o príncipe mais uma vez.

4 No final, como já era de se esperar, a nossa jovem ganha o amor do príncipe.
Como isso foi possível?

Porque o príncipe deu sementes estéreis a todas. Ele queria ver qual das pretendentes seria honesta e diria a verdade.

5 Se as sementes eram estéreis, como as outras pretendentes apareceram
com vasos floridos?

Elas mentiram. Colocaram outra semente ou outra flor no vaso.

6 Qual valor humano o conto defende? De que maneira ele defende esse valor?

Ele defende o valor da honestidade, da verdade, fazendo que a jovem honesta se torne a imperatriz.

7 Relembre este trecho do conto e assinale as palavras antônimas, ou seja,
com significado oposto. Belas/feias; ricas/pobres; nobres/plebeias.

“poderiam participar todas as moças do reino, fossem belas ou feias;
ricas ou pobres; nobres ou plebeias.”

8 Complete as orações com antônimos:

a) Seu Antônio percebeu que precisava contratar urgentemente um garçom,

fosse experiente ou inexperiente , simpático ou antipático

lento ou rápido .

280 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

b) Os funcionários tratavam muito bem os hóspedes do hotel, fossem eles

calmos ou Irrequietos; agitados; nervosos. , delicados ou grosseiros. .

Produção de texto Consulte o Manual do educador para obter orientações sobre esta seção.

Siga as orientações do professor para criar um novo conto e registre neste
esquema as ideias principais.

Situação Inicial Prova

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Um conto antigo 

Essa é uma história muito antiga que pode nos ensinar uma lição.

Olha o lobo!

Nas montanhas de Tretino, na Itália, havia uma cidadezinha habitada por
pastores. Todos ali pastoreavam ovelhas. Como naquela época a região era
tomada de grandes florestas, volta e meia apareciam lobos que, famintos, ata-
cavam os rebanhos.

Para se protegerem, os moradores combinaram um código. Assim que um
pastor avistava o perigo, gritava com todas as suas forças: “Olha o lobo! Olha
o lobo”, e todos vinham correndo em socorro de quem estava em perigo.

Nesse mesmo lugar, morava um rapazote franzino, arteiro e brincalhão. Ele
se chamava Pedro, mas todos o conheciam por Pierino. O garoto era danado
para arranjar confusão. Por isso, seu pai, querendo deixá-lo mais responsável,
mandava-o pastorear o rebanho toda manhã. O menino obedecia, mas achava
muito aborrecido ficar horas no campo sem ter nada para fazer, a não ser
olhar as nuvens e as ovelhas.

Um dia, teve uma ideia para agitar um pouco as coisas.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 281

Lobo, lobo! 

Peça às crianças que olhem a ilustração e escrevam o que Pierino fez.

Foi um corre-corre. Os pastores deixaram seu rebanho, o povo da cidade
deixou o que estava fazendo e correram todos para onde Pierino estava.

Peça às crianças que observem a ilustração e escrevam a reação das pessoas e a de Pierino.

282 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

 Peça às crianças que escrevam o desfecho da história.


Conto tradicional italiano.

Um conto antigo

1 Vamos analisar esta frase.

Nesse mesmo lugar, morava um rapazote franzino, arteiro e brinca-
lhão. Ele se chamava Pedro, mas todos o conheciam por Pierino.

a) Copie os adjetivos que descrevem a personagem.

Franzino, arteiro, brincalhão.

b) Que sinal de pontuação é usado entre os adjetivos?

A vírgula

c) Que palavra está entre os adjetivos? O que ela indica?

A palavra e, que indica soma: o rapazote era franzino, arteiro e também brincalhão.

d) O que a palavra mas indica nesta frase?

Indica que apesar de o menino ter um nome, todos o chamavam por outro nome, um apelido.

Conteúdo

2 Decida se você deve usar mas ou e. Compreensão do adjetivo na caracterização das personagens,
e espaços na leitura dos diferentes gêneros textuais.

a) Andrea é uma menina estudiosa, amiga, sincera e feliz.

b) A roupa era elegante, chique, mas muito apertada.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 283

c) Meu primo era um tremendo de um bagunceiro, gozador, mau aluno,
mas no fundo era ótima pessoa.

d) Nosso amigo era sincero, inteligente e sabia jogar futebol
como ninguém.

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Textos e tema

Vamos ler juntos este cartaz:

Divulgação

A nova roupa do imperador 

Havia um rei tão vaidoso, tão exageradamente amigo de roupas novas, que
gastava nelas muito dinheiro. Ele não se preocupava com seu exército, com
suas terras ou com a colheita do ano. Pensava apenas em inventar passeios e
festas para exibir suas roupas novas. Essa vaidade era seu único defeito, pois
tinha muito bom coração, e a vida seguia divertida na cidade onde ele vivia.

284 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

 Um dia, chegaram ao palácio dois trapaceiros, apresentando-se como os

 mais divinos tecelões. Pediram para falar com o rei e foram imediatamente
recebidos. Primeiro mostraram alguns tecidos que, é claro, não tinham sido

feitos por eles, mas por um grande artista italiano do qual haviam rou-

bado algumas peças. Depois falaram de um tecido realmente miraculoso, não

só pela sua beleza fora do comum, mas pela sua propriedade mágica de pare-

cer invisível às pessoas que não fossem inteligentes ou preparadas para os

cargos que ocupavam.

O rei ficou maravilhado. Além de vestir-se com uma fazenda totalmente

original, poderia saber se os homens que o cercavam eram, de fato, os melho-

res para ocupar tão nobres posições. Pagou aos dois falsários uma enorme

quantia e ordenou-lhes que começassem imediatamente a tecer.

Os golpistas foram alojados em ricos aposentos com dois teares. Exigiram

que trouxessem muitos rolos de linha de ouro e de prata, que esconderam

muito bem escondido. Sentaram-se então nos teares vazios, fingindo traba-

lhar horas a fio. Paravam apenas para as refeições e, ao final do dia, exclama-

vam alto, para serem ouvidos pelos servos, que estavam muito cansados! E,

no dia seguinte, pediam mais fios de ouro e de prata, que iam para o fundo de
seus alforjes e continuavam com a farsa.

Certa tarde, querendo saber como ia o trabalho dos tecelões, o rei resolveu
aparecer nos aposentos deles. Entretanto, sentiu um arrepio de medo. E se ele
não visse o tecido? Que vergonha não seria! Acabaria por perder a coroa!

Achou melhor mandar primeiro seu primeiro-ministro, homem idoso,
estudado e inteligente que cuidava com perfeição dos problemas mais sérios
da administração.

Os tecelões receberam o ministro com muita cerimônia. Abriram um baú e
fingiram que tiravam de dentro uma peça de tecido que “desenrolaram” na
frente do ministro. O pobre homem quase teve um ataque do coração. Não
estava vendo nada! Ficou mudo de surpresa.

– O senhor nada disse sobre a fazenda – queixou-se um dos tecelões. – Não
gostou?

– Oh, é muito bonita. É encantadora!! – respondeu o ministro, olhando
através de seus óculos. – O padrão é lindo e as cores estão muito bem combi-
nadas. Direi ao rei que artistas os senhores são.

Trapaceiro: falsário, golpista, vigarista, pessoa desonesta, que engana os outros.
Tecelão: quem tece o tecido no tear.
Alforje: tipo de bolsa.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 285

 – Estamos encantados com sua generosa opinião – responderam os dois ao
 mesmo tempo.

 Perguntaram então o que o ministro achava da textura do pano, do peso da
trama, do acabamento, e a tudo o pobre ministro respondia, muito sem jeito,
que era peça da mais alta qualidade.

Então, os caras de pau aproveitaram para pedir mais um adiantamento.
O ministro foi ao rei e falou as maiores maravilhas do tecido.
Algum tempo depois, o rei enviou outro fiel oficial do tesouro para olhar
o andamento do trabalho. Aconteceu o mesmo. O oficial não entendia nada
de nada.
– Não sou tolo – pensava o homem. – Há anos me ocupo do dinheiro do
reino e o povo tem fartura. Que coisa estranha!
Mas se o primeiro-ministro havia visto, não seria ele a fazer papel de tolo.
E foi dizer ao rei que a obra dos tecelões era a maravilha das maravilhas. Uma
verdadeira obra de arte.
Finalmente o rei tomou coragem e foi ele mesmo ver os teares, acompanhado
de seus cortesãos. Encontrou os salafrários trabalhando mais do que nunca...
nos teares vazios.
Os cortesãos desmancharam-se em elogios. Magnífico! Brilhante! Maravi-
lhoso! Que arrebatador, diziam eles, apontando para os teares vazios. E cum-
primentavam o rei pela maravilhosa aquisição. O pobre rei, que nada via,
entrou em pânico. Para não se passar por um asno, declarou:
– Finalmente, encontro um tecido a minha altura.
Dali a alguns dias haveria um grande desfile em honra ao aniversário do
rei. Que data melhor para usar a nova roupa? Os tecelões puseram-se a fazer
serão para aprontar a roupa. Chegaram a queimar dezesseis velas para que
todos vissem o quanto estavam trabalhando. Fingiram tirar o tecido dos tea-
res, cortaram a roupa no ar, com um par de tesouras enormes, e coseram-na
com agulhas sem linha. Afinal, disseram:
– Está pronta! – e sua Majestade, acompanhado dos cortesões, veio provar
o traje.
Os tecelões fingiam segurar alguma coisa e diziam:
– Aqui está a calça. Agora, o casaco. Agora, o manto. Poderia Vossa Majes-
tade tirar a roupa, para que possamos experimentar a nova?
Fingiram vestir-lhe peça por peça. Sua majestade virava-se para lá e para
cá, olhando-se no espelho, e via sempre a mesma imagem: estava nu.

Porém, todos ao seu redor desmanchavam-se em elogios. Gabavam o cai-

mento, enalteciam o corte, exaltavam a elegância do traje. Tudo por medo de

286 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

 perderem seus postos, caso admitissem que viam o rei tal como viera ao
 mundo. Mas eram tão convincentes que o rei acreditou mesmo que viam
seu traje.

O mestre de cerimônias apareceu. A carruagem chegara. Os camareiros
inclinaram-se, como se levantassem o manto do chão, e foram caminhando,
com as mãos no ar, sem dar a perceber que não estavam vendo roupa algu-
ma. Durante o desfile, como rezava a tradição, o rei caminhava à frente da
carruagem.

O povo, nas calçadas e nas janelas, batia palmas e elogiava a elegância do
rei. Desmanchava-se em elogios. Até que uma criança, em sua inocência, apon-
tou para o rei e gritou:

– Olha! Ele está nu!! O rei está nu!!
Imediatamente o povo começou a gritar:
– Sim, o rei está nu! Está nu!
O pobre rei, ao perceber que papel ridículo fazia, deu meia-volta e retornou
ao palácio, tentando não perder a pose. É claro que os dois vigaristas já esta-
vam longe, com todo o ouro e prata que haviam conseguido roubar.
O rei ficou tão abatido, tão envergonhado, que se recusava a sair do quarto.
Mas os cortesãos e o povo mostraram-lhe que ele não havia sido o único tolo,
e, com muito carinho, acabaram curando-o do vexame.
Mas o rei amadureceu. Nunca mais se deixou levar pela vaidade tola. Con-
tinuou, sim, vestindo-se bem, mas sem exageros, mais preocupado em reinar
com justiça e harmonia.

BASSI, Cristina.

Convincente: aquele ou aquilo que convence.
Camareiro: fidalgo que serve um rei, rainha ou pessoa nobre em seus aposentos.
Cortesão: aquele que faz parte da corte, da nobreza.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 287

Textos e tema

1 No texto, o rei é a figura central. Vamos inverter isso e colocar os dois viga-
ristas no centro. Qual era:
a) o objetivo dos dois vigaristas?

Tirar o máximo de dinheiro do rei.

b) a estratégia, a armadilha, criada por eles?

Dizer que fariam um tecido invisível para os tolos. Assim todo mundo iria fingir que via para não ser taxado de bobo.

c) o momento em que a armadilha parou de funcionar?

Quando a criança, que não estava preocupada em ser inteligente
nem um bom cortesão, disse a verdade e desmascarou a farsa.

2 Escrevam o título dos três textos que lemos.

a) O primeiro: A flor da verdade .

b) O segundo: Olha o lobo! .

c) O título deste texto: A nova roupa do imperador .

São três títulos diferentes, três textos diferentes, mas todos falam do

mesmo assunto: verdade  mentira. Qual é a ideia do

d) primeiro texto?

Ganha-se mais em falar a verdade.

e) do segundo texto?

Quem mente perde a confiança das outras pessoas.

288 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

f) do terceiro texto? 

Mentir pode nos tornar ridículos.

3 O texto a seguir foi dividido em trechos. Respondam ao que se pede
depois de cada trecho.

A mentira

João chegou em casa cansado e disse para a mulher, Maria, que queria
tomar um banho, jantar e ir direto para a cama. Maria lembrou a João que
naquela noite eles tinham ficado de jantar na casa de Pedro e Luísa. João
deu um tapa na testa e declarou que de maneira nenhuma, não iria jantar
na casa de ninguém. Maria disse que o jantar estava marcado há uma se-
mana e seria uma falta de consideração com Pedro e Luísa, que afinal
eram seus amigos, deixar de ir. João reafirmou que não ia. Encarregou
Maria de telefonar para Luísa e dar uma desculpa qualquer. Que marcas-
sem o jantar para a noite seguinte.

Maria telefonou para Luísa e disse que João chegara em casa muito
abatido, até com um pouco de febre, e que ela achava melhor não tirá-lo
de casa naquela noite. Luísa disse que era uma pena, que tinha prepa-
rado um prato que era uma beleza, mas que tudo bem. Importante era a
saúde e era bom não facilitar. Marcaram o jantar para a noite seguinte, se
João estivesse melhor.

a) Quem mentiu?

João e Maria.

b) Para quem mentiu?

Pedro e Luísa.

c) Por que mentiu?

Porque João estava cansado e não queria ir ao jantar que já estava marcado há uma semana.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 289

d) Qual foi a mentira?

João chegou em casa muito abatido, até com um pouco de febre.

 João tomou banho, jantou e foi deitar. Maria ficou na sala vendo tele-
 visão. Ali pelas nove bateram na porta. Do quarto, João, que ainda não
dormira, deu um gemido. Maria, que já estava de camisola, entrou no
quarto para pegar seu robe de chambre. João sugeriu que ela não abrisse 
a porta. Naquela hora só podia ser um chato. Ele teria que sair da cama. 
Que deixasse bater. Maria concordou. Não abriu a porta.

Meia hora depois, tocou o telefone, acordando João. Maria atendeu.
Era Luísa querendo saber o que tinha acontecido.

− Por quê? − perguntou Maria.
− Nós estivemos aí há pouco, batemos, batemos e ninguém atendeu.
− Vocês estiveram aqui?
− Para saber como estava o João. O Pedro disse que andou sentindo a
mesma coisa há alguns dias e queria dar umas dicas. O que houve?
− Podemos dizer que o remédio que o médico deu foi milagroso. Que eu
estou bom. Que podemos até sair para jantar − disse João, já com remorso.

e) Qual foi a consequência da mentira?

Pedro e Luísa foram até a casa deles para saber se os amigos precisavam
de alguma coisa. Como eles não atenderam, ligaram, preocupados.

 − Nem te conto − contou Maria, pensando rapidamente. − O João deu
 uma piorada. Tentei chamar um médico e não consegui. Tivemos que ir a um
hospital.

− O quê? Então é grave.
− A febre aumentou. Ele começou a sentir dores no corpo.
− Apareceram pintas vermelhas no rosto − sugeriu João, que agora
estava ao lado do telefone, apreensivo. − Estava com o rosto coberto de
pintas vermelhas.
− Meu Deus! Ele já teve sarampo, catapora, essas coisas?
− Já. O médico deu uns remédios. Ele está na cama.
− Vamos já para aí.

290 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

 − Espere!  
 Mas Luísa já tinha desligado. João e Maria se entreolharam. E agora?  
Não podiam receber Pedro e Luísa. Como explicar a ausência das pintas
vermelhas?

f) Agora a mentira aumentou. Assinale no texto o que Maria disse a mais
sobre o estado do José.

Tivemos que ir a um hospital; a febre aumentou; dores no corpo; rosto coberto de pintas vermelhas.

− Eles iam desconfiar. Acho que já estão desconfiados. É por isso que
vêm para cá. A Luísa não acreditou em nenhuma palavra que eu disse.
Decidiram apagar todas as luzes do apartamento e botar um bilhete na
porta. João ditou o bilhete para Maria escrever.

− Bota aí: “João piorou subitamente. O médico achou melhor interná-
-lo. Telefonaremos do hospital”.

− Eles são capazes de ir ao hospital à nossa procura.
Não vão saber que hospital é.
− Telefonarão para todos. Eu sei. A Luísa nunca nos perdoará.

g) Agora, Pedro e Luísa estão indo para a casa de Maria e José, e ele não
tem pinta nenhuma no rosto. Qual é a nova mentira que eles inventam
para não receber os amigos?

Deixar um bilhete dizendo que João piorou e eles foram para o hospital.

 − Então bota aí: “João piorou subitamente. Médico achou melhor
 interná-lo na sua clínica particular. O telefone lá é 236-6688”.

− Mas esse é o telefone do seu escritório...
− Exato. Iremos para lá e esperaremos o telefonema deles.
− Mas até que a gente chegue ao seu escritório...
− Vamos embora!
Deixaram o bilhete preso na porta. Apertaram o botão do elevador.
O elevador já estava subindo. Eram eles!

− Pela escada, depressa!

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 291

 O carro de Pedro estava barrando a saída da garagem do edifício. Não
 podiam usar o carro. Demoraram para conseguir um táxi. Quando chega-
ram ao escritório de João, que perdeu mais tempo explicando ao porteiro
sua presença ali no meio da noite, o telefone já estava tocando. Maria
apertou o nariz para disfarçar a voz e atendeu:

− Clínica Rochedo. “Rochedo?!” espantou-se João, que se atirara, ofe-
gante, numa poltrona.

− Um momentinho, por favor − disse Maria.
Tapou o fone e disse para João que era Luísa: – Que mulherzinha!
O que a gente faz para preservar uma amizade. E não passar por menti-
roso. – Maria voltou ao telefone.
− O Sr. João está no quarto 17, mas não pode receber visitas. Sua
senhora? Um momentinho, por favor.
Maria tapou o fone outra vez.
− Ela quer falar comigo.
Atendeu com a sua voz normal.
− Alô, Luísa? Pois é. Estamos aqui. Ninguém sabe o que é. Está com
pintas vermelhas por todo o corpo e as unhas estão ficando azuis. O quê?
Não. Luísa, vocês não precisam vir para cá.
− Diz que é contagioso − sussurrou João, que, com a cabeça atirada
para trás, se preparava para retomar o sono na poltrona.
− É contagioso. Nem eu posso chegar perto dele. Aliás, eles vão eva-
cuar toda a clínica e colocar barreiras em todas as ruas aqui perto. Estão
desconfiados que é um vírus africano que...

VERISSIMO, Luis Fernando. As mentiras que os homens contam. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.

h) Os amigos vão procurar em todos os hospitais e não vão achá-los. Qual
mentira eles inventam para impedir isso?

Dizem que vão para uma clínica particular e dão o telefone do escritório de João.

i) O que João e Maria inventam para o casal não ir visitá-los?

Que é uma doença tão contagiosa que o trânsito estará impedido.

j) O texto termina com reticências. Por quê?

Para mostrar que continuarão criando mais e mais mentiras.

292 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

A seguir, consulte o Manual do educador para obter
orientações sobre a Seção aberta (“Vamos pensar...”).

Produção coletiva de um conto Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.
A proposta é produzir coletivamente um conto a partir da ilustração ofereci-

da a seguir.

Sigam as orientações do professor.

Parece mentira, mas é a mais pura verdade. Conheça algumas paisagensReprodução
incríveis ao redor do mundo.

Lago Hillier, Austrália

Localizado na Ilha do Meio,
a maior do Recherche, Austrá-
lia, o Lago Hillier tem uma
cor predominantemente rosa
que não se altera. É possível
pegar com uma tigela.




código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 293

 Praia vermelha, China

Essa impressionante praia vermelha fica no delta do rio Liaohe, a 30 km a
sudoeste da cidade de Panjin, China. A cor vermelha é decorrente de um tipo
de alga que cresce em solos salinos e alcalino-terrosos.

Reprodução

Geopark Zhangye, China

Essas incríveis montanhas coloridas estão localizadas  na província de
Gansu, China. A mistura de cores é formada por depósitos sucessivos e sedi-
mentos de diferentes minerais nas camadas de rocha.

Reprodução

Antelope Canyon, EUA Terrance Hubbard/Shutterstock.com

Localizado no norte do Arizona, este
canyon estreito é um dos mais visitados do
sudoeste americano.

Opinião & Notícia. Disponível em: <http://bit.ly/1eYJ1dg>. Acesso em: 8 jun. 2015. (Fragmento).

294 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

Nas linhas a seguir, escreva as suas dúvidas sobre este capítulo e o que gos-
taria que o professor explicasse mais.

1 Usando as informações dadas pelo texto, responda às perguntas.

Ana Maria tinha um amigo do peito. O amigo mais amigo que alguém
podia ter nessa vida, o Juca. Quando ela estava triste, quando ela estava
se sentindo sozinha, ficava abraçadinha com ele. Ele entendia tudo, e não
falava nada. Não precisava. Lambia a cara dela, tão bem lambido, que
Ana acabava rindo e a tristeza ia embora.

a) Assinale quem, entre esses personagens, poderia ser o Juca:

Nolte Lourens/Shutterstock.com
Patrick Foto/Shutterstock.com

Africa Studio/Shutterstock.com

(  ) (  ) ( X )

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 295

b) Que parte do texto ajudou você a escolher?

A parte que fala das lambidas.

2 Copie todas as palavras que combinam com o local onde se passa a ação.

A manhã está brilhando de novo. Ar leve. A cidade ainda não acordou.
A caminho do trabalho, entro numa padaria para tomar uma média
junto ao balcão. O senhor ao meu lado pede um pão na chapa. A bisnaga
chega quentinha, com a manteiga derretida. Fazer o quê? E eu aguento só
ficar vendo? Peço um também.

a) A ação se passa em uma padaria .

b) As palavras que combinam com esse lugar são: média, balcão, pão na chapa

.

3 Complete os parágrafos com as palavras que faltam.

a) A velha duquesa estava ainda deitada, lendo calmamente o jornal .

Nunca saía da cama sem saber as principais notícias. “Vai

que o mundo acabou? − dizia ela, rindo. − Aí eu nem preciso me dar ao

trabalho de levantar .

b) Seu Antônio já está há pelo menos duas horas trabalhando no

jardim . Nem parece que já passou dos 70. É que podar as

plantas, colocar adubo, arrumar as mudas lhe dão uma enorme alegria.

De repente, ouve a voz do netinho de cinco anos de idade.

– Vovô, o que é isso?

4 Diga onde essa conversa acontece?

− Você gosta de sorvete?
− Adoro. Por quê?
− É que eu comprei um sorvetinho pra gente tomar quando chegar.
− De fruta ou de creme?
− De qual você gosta mais?
− De fruta.
− Então pode acelerar que tem de morango e de maracujá.
− Oba! Deixa comigo!

• A conversa acontece dentro de um carro (percebe-se por causa do verbo acelerar) .

296 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

3capítulo gentileza  gera
gentileza

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Como você interpreta esta frase?

Esta frase é uma das que foi escrita Divulgação
pelo Profeta Gentileza nas pilastras do Divulgação
Viaduto do Caju, logo na entrada da
cidade do Rio de Janeiro.

Os 56 escritos formam como que um
livro de concreto, aberto para todos que
passam por ali.

O Profeta Gentileza.

Reprodução

Pilastras do viaduto do Caju, no Rio de Janeiro.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 297

Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.

Palavras gentis

Ser cortês significa ser educado, ser gentil, ser elegante. A língua tem várias
fórmulas e expressões de cortesia. Vamos pensar apenas em quatro delas: por
favor, obrigada, desculpe, bom-dia.

POR FAVOR

Um favor é algo que se faz sem obrigação, por simpatia, por bondade, por

solidariedade, por gentileza. Se você pede uma informação para alguém na
rua, essa pessoa não tem obrigação de parar para atendê-lo. Então começamos
a frase com um belo “por favor”.

Porém, é importante usar o “por favor” também para as pessoas que teriam

obrigação de fazer um gesto. Em seu horário de trabalho, o balconista da pa-
daria está lá para servir os clientes. Mas continua sendo necessário o cliente
dizer “por favor”, para que o pedido não fique parecendo uma ordem. Nin-

guém gosta de receber ordens. Servir um cliente educado é muito mais agra-
dável. Ser educado com alguém também é gostoso. Por isso, a expressão “por
favor”, tão pequena, tão rápida, deixa o mundo mais suave.

Vai pedir alguma coisa a alguém? Por favor, não se esqueça de usar o

“por favor”.

OBRIGADO

Dizer obrigado é agradecer. Quem fala “obrigado” está expressando ao ou-
tro que reconhece o que ele está fazendo. Um “obrigado” equivale a um “Te

devo uma”. Também significa dizer “estou grato”, “fico agradecido pelo seu

gesto”, “reconheço sua consideração”.

DESCULPE 

Vamos imaginar que você, sem querer, pisou no dedão de uma pessoa.
Dizer “desculpe” indica que você não teve intenção de agir mal, que pisou
sem querer e que sente muito o mau jeito. Geralmente, quando as pessoas
escutam isso, costumam responder “Não foi nada”, “Tudo bem”, que signi-
fica “Eu sei que acidentes acontecem, se você não fez de propósito, não vou
ficar bravo por isso”. Pode ser que a pessoa não responda nada e olhe para
você com cara feia ou dê um grunhido. Mas aí o problema é dela, não seu.
Você foi educado.

298 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria

 Gentileza gera gentileza, gera sorrisos, ajuda a gente a viver melhor. Tanto
 para quem faz quanto para quem recebe o gesto de cortesia.

BOM-DIA, BOA-TARDE, BOA-NOITE

O cumprimento é uma forma de saudação entre duas ou mais pessoas, um
jeito de desejar ao outro um dia tranquilo, sem problemas. Cumprimentar é
uma forma de fazer um rápido contato, de não passar pelo outro como se ele
não existisse. Os gestos variam, as palavras mudam, mas esse cumprimento
existe em quase todas as culturas.

Dizemos bom-dia até o meio-dia, hora do almoço. Boa-tarde é usado até as
seis da tarde. Quando a noite chega, já é boa-noite.

Você já reparou que mesmo na televisão, no noticiário, o apresentador
sempre faz a saudação no começo e no fim do programa? É uma forma delica-
da de tratar os telespectadores.

BASSI, Cristina.

O objetivo do texto acima é dar informações sobre a importância da cor-
dialidade e o sentido de algumas expressões de cortesia. Quando um texto
é escrito para ensinar, esclarecer ou abordar um assunto, dizemos que se
trata de um texto de informação.

Palavras gentis

1 Deem exemplos de situações em que é cortês dizer a expressão dada:
a) “Desculpe”

Resposta pessoal.

código da ÁREA / Matéria Língua portuguesa • 3o ANO 299

b) “Por favor”

Resposta pessoal.

c) “Obrigado”

Resposta pessoal.

d) “Com licença”

Resposta pessoal.

2 Expliquem que descortesia está ocorrendo em cada cena.
a)

O rapaz está sendo descortês porque...

Não consultou as pessoas para saber se podia trocar o canal de televisão; não respeitou o fato
de elas estarem já entretidas com o filme e, provavelmente, desejarem continuar assistindo.

300 Língua portuguesa • 3o ANO código da ÁREA / Matéria


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