Sulco central Lobo parietal
Lobo frontal Lobo occipital
Sulco lateral Cerebelo
Lobo temporal
Esquema do encéfalo, em vista lateral. As regiões do cérebro estão
separadas por cores.
Outros tipos de resposta dados pelo sistema nervoso são: correr de algum perigo,
aumentar a frequência respiratória durante uma atividade física, dar risada de algo
engraçado, procurar comida ao sentir fome, entre muitas outras.
Os nervos formam a parte periférica do sistema nervoso. Eles levam as infor-
mações dos órgãos do sentido à parte central e transmitem as respostas da parte
central aos músculos ou aos órgãos.
Normalmente, as respostas são elaboradas no encéfalo. No entanto, em alguns
casos, as respostas precisam ser muito rápidas, e, por isso, são dadas pela medula
espinal. Essas respostas rápidas, nas quais nem chegamos a pensar, são chamadas
atos reflexos. Um exemplo de ato reflexo é retirar a mão de uma superfície quente antes
mesmo de termos consciência de sua temperatura.
Esquema que mostra o caminho do impulso nervoso (setas) em um ato reflexo.
2B2E16 Ciências • 5o ANO 151
Além de participar dessa Nataliya Turpitko/Shutterstock.com
função essencial de análise e
reação, o cérebro também nos
permite pensar, raciocinar e
criar. Comparados aos demais
animais, nós, humanos, temos
essas habilidades bem desen-
volvidas, graças à complexi-
dade deste órgão.
Glândulas endócrinas
Além de agir diretamente nos músculos, o sistema nervoso controla as glândulas
endócrinas, órgãos produtores de hormônios. No Material de apoio há algumas imagens
de glândulas endócrinas. Recorte-as e cole-as no boneco no local adequado.
Os hormônios são substâncias secretadas no sangue que podem agir em um ou
mais órgãos. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas. Quando
ela é secretada, o fígado retira e armazena o açúcar do sangue. As pessoas com diabe-
tes não possuem insulina suficiente e ficam com excesso de açúcar no sangue, o que
traz muitos problemas a elas. Para evitá-los, elas tomam insulina sintética e controlam
a alimentação.
Reprodução
As pessoas com diabetes precisam verificar a quantidade
de açúcar no sangue regularmente.
O hormônio adrenalina é produzido pelas glândulas adrenais, e deixa o corpo
alerta. Alguns dos seus efeitos são o aumento da frequência respiratória e da
frequência cardíaca.
152 Ciências • 5o ANO 2B2E16
Jowita Dusza/Dreamstime.com
Os hormônios sexuais, por sua vez, são produzidos pelas gônadas (testículos e
ovários) e desencadeiam todas as mudanças que começam a ocorrer na puberdade,
transformando o corpo jovem em adulto.
Analisando e reagindo
1 Analise cada uma das situações a seguir e verifique qual foi o estímulo do
ambiente e a resposta do sistema nervoso.
a) O irmão de Pedro olhou para o semáfo-
ro. Como o semáforo estava vermelho
para os carros, ele atravessou a rua.
Estímulo: O semáforo estava vermelho para os carros.
2B2E16 Resposta: Pedro atravessou a rua.
Ciências • 5o ANO 153
b) Jussara sentiu fome, então foi pegar
uma manga na fruteira.
Estímulo: Fome.
Resposta: Pegar uma manga na fruteira.
c) Jorge não viu que o forno estava ligado e
encostou a mão na lateral do fogão, que
estava quente. Imediatamente, antes de
perceber o calor, retirou a mão do local.
Estímulo: Calor.
Resposta: Retirar a mão.
d) A mãe de Artur colocou um bolo para as-
sar, mas logo sentiu cheiro de queimado.
Então, correu para desligar o forno.
Estímulo: Sentir cheiro de queimado.
Resposta: Correr para desligar o forno.
2 Das respostas anteriores, qual é um ato reflexo?
O item c, porque a resposta é dada pela medula, sem passar pelo encéfalo.
3 O que são glândulas endócrinas? Cite um exemplo.
São órgãos que produzem substâncias que são lançadas no sangue (hormônios). Exemplos: pâncreas, adrenais, gônadas.
154 Ciências • 5o ANO 2B2E16
Equilíbrio
O cerebelo é o órgão do encéfalo respon-
sável pela percepção da posição do nosso cor-
po no ambiente. Por exemplo, graças a ele,
sabemos se estamos de pé ou deitados, mes-
mo no escuro. Por isso, o cerebelo também
está relacionado ao equilíbrio. Para testar e
aprimorar essa habilidade, vamos fazer a
seguinte atividade.
Em um local com bastante espaço, for-
me um grupo com mais cinco colegas. Cada
grupo irá traçar um trajeto em linha reta com
giz ou fita-crepe. Uma criança do grupo, na
sua vez, irá andar sobre o trajeto desenhado.
Na primeira rodada, todos podem olhar para o
caminho. Quando se sentir confiante, você
pode fazer o trajeto sem olhar para o chão.
Por fim, faça a atividade equilibrando uma
prancheta ou um livro na cabeça.
Tempo de puberdade
Elas têm a mesma idade, mas uma espichou e ficou menstruada, enquanto a
outra ainda tem corpo de menina. Na turma da escola, a voz de um menino
começou a desafinar, enquanto outro está com pernas e braços bem compridos.
A idade do início da puberdade não é a mesma para todo mundo. “Cada um
de nós tem um relógio biológico que dispara de repente e os hormônios começam
a interferir. Pode ser entre os 9 e os 15 anos, depende da genética e do ambiente”,
explica a médica de adolescentes Elyne Engstron, pesquisadora da Escola Nacional
de Saúde Pública da Fiocruz (Ensp/Fiocruz). A puberdade antes dos 9 é conside-
rada precoce, e quando ocorre depois dos 15, em geral, indica-se fazer dosagem
de hormônios.
2B2E16 Ciências • 5o ANO 155
A médica destaca que a passagem da infância para a fase adulta acontece em
quatro fases distintas. O primeiro indício da puberdade é o estirão, ou seja, a
criança cresce numa velocidade maior. É difícil se acostumar com o novo corpo,
a começar pelas pernas compridas. Por isso que muitos jovens parecem
desengonçados.
O segundo movimento é o amadurecimento sexual, com o desenvolvimento
dos testículos nos meninos e dos seios nas meninas. Também nesta fase começa,
nos dois, o crescimento dos pelos. Já na terceira etapa, a massa muscular aumenta.
Chegar à quarta e última parte indica que a puberdade está se completando: é
quando a menina menstrua e o menino engrossa a voz.
O estresse e a exposição aos estímulos sexuais precoces são alguns fatores
ambientais que podem acelerar os hormônios e, assim, disparar o relógio biológico
mais cedo. “O tempo de cada um é diferente: alguns levam dois anos para completar
esse ciclo, outros, um ano”, diz Elyne Engstron.
As mudanças na adolescência não se limitam ao corpo. Deixar de ser criança,
mas ainda não ser adulto implica se separar um pouco da família e buscar mais
independência. “Há uma construção de novos conceitos: ‘Eu sou assim, eu acredi-
to nisso, esse é o meu jeito de ver, esse é o meu valor’. E não necessariamente a
característica psicológica do adolescente é ser ansioso, estressado, rebelde ou
agressivo. Pode não ser nada disso”, acrescenta a médica.
TEMPO de puberdade. Fiocruz. Seção Fio jovem. 8 fev. 2011.
Disponível em: <http://bit.ly/1LA1Cp6>. Acesso em: 24 fev. 2015.
Peça às crianças que exponham suas dúvidas e anotem
o que gostariam que fosse mais bem explicado a
respeito do assunto do capítulo.
156 Ciências • 5o ANO 2B2E16
1 Analise as duas situações abaixo e descreva como você acha que deve estar fun-
cionando cada um dos sistemas citados.
A
Sistema digestório:
órgãos bastante ativos.
Sistema respiratório:
respiração leve, baixa frequência respiratória.
Sistema circulatório:
baixa frequência de batimentos.
B Sistema digestório:
órgãos pouco ativos.
Sistema respiratório:
alta frequência respiratória.
Sistema circulatório:
alta frequência de batimentos.
a) Esses dois tipos de resposta do organismo são opostos. Cada um deles adapta
o organismo para um tipo de situação. Qual é a situação em cada caso?
No primeiro caso, é o momento após uma refeição; no segundo caso, o momento é de estresse, devido ao susto.
b) Que sistema é responsável por essas respostas?
Sistema nervoso.
c) No segundo caso, é liberado um hormônio que também prepara o corpo para
a situação de perigo, reforçando a resposta. Que hormônio é esse?
A adrenalina.
2B2E16 Ciências • 5o ANO 157
infográfico
O que estudamos nesta unidade
Complete corretamente as informações que faltam:
Sistema respiratório
Sistema esquelético
Sustentação do corpo. Obtenção de gás oxigênio e
eliminação de gás carbônico.
FLEXÃO
EXTENSÃO
Sistema muscular
Movimentação do corpo.
Sistema digestório
Obtenção de nutrientes.
Sistema urinário
Eliminação de excretas.
158 Ciências • 5o ANO 2B2E16
olhos orelhas
Percepção do ambiente. nariz
Percepção do ambiente.
Percepção do ambiente.
Sistema circulatório boca
Transporte de gases, nutrien- Percepção do ambiente.
tes, excretas e hormônios.
Sistema nervoso pele
Percepção do ambiente.
Controle nervoso.
glândulas Sistema genital
Controle hormonal. Reprodução.
Ciências • 5o ANO 159
2B2E16
Ed. caramelo banca do pesquisador
para ler ed. globo
BARRETO, Gilson. O livro mágico do corpo humano.
São Paulo: Caramelo, 2005.
Este livro explica cada um dos sistemas do corpo humano de forma
simples e interessante. Ótimo para complementar o estudo.
Era uma vez... o corpo humano. São Paulo:
Globo, 1995.
Livros que explicam de forma lúdica os proces-
sos que ocorrem no interior do corpo humano.
todolivro Os sentidos do nosso corpo – os cinco sentidos.
São Paulo: Todolivro, 2012.
Nestes livros da coleção, pode-se observar a diversidade de
formas em peso, altura, cor da pele, dos olhos, do cabelo...
Perceber, aceitar e respeitar as semelhanças e diferenças
entre o seu corpo e o das outras crianças.
p a r a n a v e g a r Sites entram e saem do ar constantemente. Existe a possibilidade de alguns dos
sites indicados nesta obra não estarem mais disponíveis neste momento. Alerte
as crianças sobre isso.
Canal Kids. Disponível em: <bit.ly/1EEPt03>. Acesso em: 9 mar. 2015.
Portal sobre saúde para crianças. Há várias dicas sobre como buscar e manter o nosso
bem-estar.
Smart Kids. Disponível em: <http://bit.ly/1FU4rTv>. Acesso em: 9 mar. 2015.
Jogo no qual é necessário posicionar corretamente os órgãos do corpo. Há um breve resu-
mo sobre cada um deles, que pode ser usado para revisar os conceitos.
para assistir
Amigos da nutrição. Disponível em: <http://bit.ly/1LtKBid>. Acesso em: 9 mar. 2015.
Série de episódios que contam a história de um menino esportista que percebe que precisa
cuidar da alimentação.
Muito além do peso. Disponível em: <http://bit.ly/1wkPO8R>. Acesso em: 9 mar. 2015.
Documentário que aborda a questão da má alimentação entre as crianças.
160 CIÊNCIAS • 5o ANO 2B2E16
Ciências – 5o ano – 2o bimestre
Unidade 2 – Corpo humano
CIÊNCIAS 5o ANO – 2o BIMESTRE – Corpo humano
CAPÍTULOS CONTEÚDOS TÓPICOS
Níveis de organização do corpo humano.
A célula.
Tipos celulares.
1 Organização do corpo Sistema esquelético.
humano e movimento. Sistema muscular.
Articulações.
Definição de saúde (bem-estar físico, psíquico e
social) e doença.
Sistema respiratório.
2 Manutenção da homeos- Sistema circulatório sanguíneo.
tase. Sistema digestório.
Classificação dos alimentos.
Sistema urinário.
Órgãos do sentido.
Deficiência visual e auditiva.
3 Coordenação das funções Sistema nervoso.
e atividades do corpo. Atos reflexos.
Glândulas endócrinas.
Puberdade.
Abertura
Nessa abertura, o objetivo é que as crianças reconheçam o próprio corpo, que será tema da unidade.
No alongamento, peça que observem as partes do corpo que são utilizadas. Direcione a atenção
delas para os ossos que compõem as partes e para os músculos que estão sentindo alongar. Esses
serão os temas do primeiro capítulo.
No aquecimento, direcione o foco para a respiração e os batimentos cardíacos. Conte que há
órgãos muito importantes no tórax e no abdômen, e verifique se conseguem localizar alguns. Esta
etapa está relacionada ao segundo capítulo.
Na terceira etapa, ressalte a importância da atenção ao ambiente, por meio da visão e da audição,
para que não se batam enquanto caminham aleatoriamente. A percepção e análise de estímulos do
ambiente são tratados no último capítulo.
Por fim, o relaxamento pode ser um momento de síntese das sensações.
PARTE ESPECÍFICA MANUAL DO EDUCADOR • 5o ANO • B2 161
Capítulo 1 – O corpo Os seguintes links podem ajudar a esclare-
é vivo cer o trabalho:
Nesta abertura, o importante é que as • Cartilha sobre acessibilidade urbana,
crianças percebam que seu corpo é como o
dos demais seres vivos. É o momento de res- com conceitos fundamentais: <http://bit.
gatar os conceitos relacionados à vida e ly/1KsdGKy>. Acesso em: 7 fev. 2015.
acrescentar a ideia de organização complexa,
que justifica a divisão da Biologia em suas • Cartilhas sobre deficiências e acessibili-
áreas de estudo tradicionais (genética, citolo-
gia, histologia, fisiologia, zoologia e botânica, dade: <http://bit.ly/1ENZAma>. Acesso
ecologia e evolução). em: 7 fev. 2015.
Chame a atenção delas para o fato de o • Exemplos de acessibilidade: <http://glo.bo/
ser humano ser um animal e, portanto, com-
partilhar características específicas com 1CEC22n>. Acesso em: 7 fev. 2015.
esses seres vivos. Entre todas elas, o movi-
mento é a mais proeminente e será estudada Habilidades desenvolvidas:
neste capítulo.
• Identificar e respeitar os direitos de pes-
Seção Aberta
soas com necessidades especiais.
Mobilidade reduzida e
acessibilidade • Identificar problemas ambientais do muni-
Antes de passar a atividade para as crian- cípio e ações da prefeitura.
ças, promova uma breve reflexão sobre o as-
sunto, respondendo a perguntas como: Atividade complementar
• O que é mobilidade reduzida? Se achar interessante, proponha às crian-
• Quem são as pessoas com mobilidade re- ças a leitura do seguinte texto e discuta-o com
elas para verificar a compreensão do assunto.
duzida?
O condomínio chamado corpo humano
• Quais são os problemas enfrentados por
Sabia que sobre sua pele, neste momento, es-
elas? tão vivendo milhões e milhões de bactérias? Elas
nascem, reproduzem-se e morrem, ou seja, pas-
• O que é feito para melhorar a acessibilida- sam a vida inteira em seu corpo. Sem, às vezes,
nem prejudicá-lo. Achou nojento? Não se preocu-
de dessas pessoas? pe: isso é mais que normal. Temos todos diversos
“moradores” no interior e exterior de nosso corpo,
Então, cada criança deverá escolher um e vários deles são até muito importantes para seu
local da cidade onde há ou falta acesso a pes- bom funcionamento. Como os lactobacilos, que
soas com dificuldade de locomoção. Por habitam nosso intestino. Eles regulam as funções
exemplo, uma criança pode escolher um tea- desse órgão e protegem-no da ação de bactérias
tro sem rampas e focar a necessidade de nocivas, ao mesmo tempo que conseguem alimen-
reformas, ou uma escola com barras de apoio to em uma fartura difícil de encontrar em qualquer
e utilizá-la como exemplo de local que inclui outro lugar. Assim, os dois lados saem ganhando
as pessoas com dificuldade de locomoção. [...], estabelecendo uma relação que os biólogos
Cada uma deverá escrever um artigo em edi- chamam de simbiose.
tor de texto sobre o local e anexar fotos.
[...]
162 MANUAL DO EDUCADOR • 5o ANO • B2 Alguns pesquisadores afirmam que, no total,
existe um número superior a 10 bilhões de bactérias
em nosso corpo, divididas em mais de 200 espécies
diferentes. A grande maioria vive no interior do or-
ganismo, em que a temperatura é mais ou menos
estável e o alimento é abundante. Elas preferem os
lugares em que é fácil encontrar comida: dentes,
garganta e aparelho digestivo. Mas poucas bacté-
rias habitam os locais em que há líquido correndo,
como os canais por que passam as lágrimas ou a
urina [...]. Elas não resistem à força da correnteza e
acabam sendo arrastadas.
[...]
PARTE ESPECÍFICA
As bactérias também não vivem na bexiga ou nas
partes inferiores dos pulmões, que são muito distan-
tes do exterior para esses micro-organismos chega-
rem até lá. Afinal, eles vêm de fora para dentro!
[...]
Mas não são só as bactérias que habitam nosso
organismo. Há vários outros organismos, bem
maiores que elas. Sabia que o nosso cabelo é cheio
de fungos, e as dobras da nossa pele, de mofo?
Aargh! Há ainda aqueles moradores, nem sempre
benéficos, que não são costumeiros em nosso orga-
nismo, mas aparecem de vez em quando em busca
de alimento e abrigo. Entre eles, estão o piolho, a
sarna e os vermes. Esses indesejados moradores
podem ser evitados tomando-se cuidados simples
com a higiene.
Por isso, você não precisa mais sentir aquele
medo de ficar sozinho que às vezes aparece. Se lhe
servir de consolo, lembre que, o tempo todo, mais
de 10 bilhões de seres vivos estão juntinhos de você,
fazendo uma companhia que, muitas vezes, é bené-
fica para o funcionamento do seu organismo…
O condomínio chamado corpo humano. Ciências Hoje das crianças. 22 nov.
2000. Disponível em: <http://bit.ly/1C4lbkd>. Acesso em: 10 out. 2014.
Expressões faciais Alimentação e excreção
Habilidades desenvolvidas: Realize esta atividade com as crianças.
Relembre o conceito de cada tipo de alimento
• Conhecer o papel dos músculos no corpo e deixe que classifiquem os alimentos, corri-
gindo-as em seguida.
humano.
Construtores: leite, feijão, bife, almôndegas.
• Interpretar imagens. Energéticos: pão, manteiga, arroz, feijão, bom-
bom, macarrão, achocolatado. Reguladores:
Capítulo 2 – O corpo banana, maçã, brócolis, tomate, rabanetes,
se mantém vivo suco de laranja, alface.
Nesta abertura, é possível verificar o que Diga às crianças que esse exemplo de car-
as crianças sabem sobre respiração e controle dápio não deve ser visto como única opção.
de temperatura, duas funções essenciais para Veja algumas situações em que elas precisam
a manutenção da homeostase (equilíbrio dinâ- de um cardápio bem diferente do mostrado na
mico que mantém o corpo vivo). Outras funções atividade:
relacionadas à homeostase, que serão trata-
das no capítulo, são: digestão, circulação de • crianças que não comem carne, e, portan-
sangue e excreção. O esquema a seguir resu-
me a relação entre essas funções: to, substituem este alimento por outro que
seja rico em proteínas, como os grãos;
PARTE ESPECÍFICA
• crianças com diabetes, que ingerem pouco
açúcar e têm uma rotina diferenciada de
alimentação;
MANUAL DO EDUCADOR • 5o ANO • B2 163
• crianças com restrição à lactose, que não Seção aberta
tomam leite e derivados; Autismo
• crianças com fenilcetonúria, que não inge- Nesta seção, o tema será “Autismo”. Leia
abaixo duas cartilhas relacionadas ao assunto:
rem alimentos com fenilalanina.
• Cartilha do Ziraldo sobre autismo: <http://
Pirâmide alimentar
bit.ly/1DMT1fT> (Há outros materiais úteis
Habilidades desenvolvidas: nesse site). Acesso em: 7 fev. 2015.
• Reconhecer a importância de adotar hábi- • Informações técnicas sobre o autismo:
tos saudáveis de alimentação. <http://bit.ly/1DPwC1Q>. Acesso em: 7 fev.
2015.
• Interpretar e comparar dados organizados
Explique às crianças o que é autismo e a
em pirâmide. importância de respeitarmos e incluirmos
aqueles com este transtorno, assim como
• Identificar as relações entre cultura e saúde. qualquer outra pessoa. Como exemplo, conte
alguns casos de autistas, famosos ou não.
Seção aberta
Como atividade, cada criança deverá contar
Tabagismo uma história em que um dos personagens seja
autista. Elas podem se inspirar, por exemplo,
Peça às crianças que pesquisem os ma- em algum caso familiar. Essa história pode es-
lefícios deste hábito, em especial suas tar na forma de texto, desenhos, colagem ou
consequências para os sistemas respiratório até mesmo ser uma encenação teatral. É mui-
e circulatório. O resultado da pesquisa deve to importante que as crianças demonstrem
ser organizado em um cartaz, que pode con- respeito nesta atividade.
ter gráficos, imagens e frases.
Habilidades desenvolvidas:
Habilidades desenvolvidas:
• Identificar e respeitar direitos de pessoas
• Conhecer os malefícios do tabagismo.
• Coletar e organizar dados. com necessidades especiais.
• Reconhecer a educação como propulsor de
• Construir narrativas.
transformações e agente promotor de saúde.
Capítulo 3 – O corpo Equilíbrio
no ambiente
Habilidades desenvolvidas:
Explore a imagem de abertura. Caso ache
interessante, leve outras ilusões de ótica para • Identificar funções do sistema nervoso.
a sala de aula, pois este tema desperta curiosi- • Aprimorar a coordenação motora.
dade nas crianças.
Atividade complementar
Esta atividade é um aquecimento, estimule
as crianças a exporem o que sabem sobre vi- Leia com as crianças o texto a seguir e
são e sistema nervoso. proponha que escolham e treinem um truque
de mágica, que será apresentado em aula para
164 MANUAL DO EDUCADOR • 5o ANO • B2 os colegas. Caso o número de crianças seja
muito grande, escolha alguns para apresentar
o truque.
PARTE ESPECÍFICA
Neurocientistas explicam o siste para amplificar o efeito do truque, enquanto
esconde o método físico dele”, diz Macknik.
ilusionismo
É o que acontece nos truques que usam bara-
O mágico sobe ao palco, onde sua assistente, de lhos. Neles, o espectador acaba sendo enganado
branco, aguarda. Ele a cobre com um lençol e, após justamente por causa da sua tentativa de ficar atento
um clarão, puxa o pano. Agora, ela está toda de ver- a todos os movimentos das cartas, enquanto o ver-
melho. Um segundo depois, ela é coberta de novo e, dadeiro truque acontece em outra parte do palco.
desta vez, quando o mágico retira o lençol, já não
aparece mais uma mulher, e sim um outro homem. É a chamada “cegueira por desatenção”, que, ao
contrário do que o nome sugere, acontece quando
Você sabe que nada disso acontece de verdade. prestamos atenção demais.
Mas, por mais que preste atenção, não tem jeito:
sempre é enganado pelos seus olhos. Um caso já clássico em que esse efeito fica evi-
dente é o do vídeo em que jogadores de basquete
Como caímos no truque tão facilmente? Foi a trocam passes enquanto um deles, vestido de gori-
partir dessa pergunta que o casal de neurocientistas la, atravessa a tela. Se pedirem que você fique con-
americanos Stephen Macknik e Susana Martinez- tando os passes, há 50% de chance de que você nem
-Conde decidiu se dedicar ao estudo do efeito das veja o gorila na cena.
mágicas sobre o cérebro.
FERNANDES, Thiago. Neurocientistas explicam o ilusionismo.
[...] 3 jan, 2012. Folha de São Paulo. Seção Ciência.
“Neurônios são muito caros, requerem grande
quantidade de energia para funcionar”, diz. Uma for- Disponível em: <http://bit.ly/1C6FFeH>. Acesso em: 18 out. 2014.
ma encontrada pela evolução para reduzir esse gasto
foi fazer com que grande parte do que consideramos Referências
“o mundo real” seja uma mistura de impressões ver- bibliográficas
dadeiras, vindas dos sentidos, com outras que são
recriadas pelo cérebro. ALBERTS, B. et al. Biologia molecular da célula.
“Quando você vê alguém coçar o nariz, logo as- Porto Alegre: Artmed, 2009.
sume que ele está com uma coceira, que é o que
acontece com todo mundo. É uma boa aposta e GUYTON, A. C.; HALL, J. E. Tratado de fisiologia
economiza energia, por não ter de considerar o in- médica. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.
finito número de possibilidades que podem tê-lo
levado a coçar o nariz”, explica ele. SADAVA, D. et al. Vida: a ciência da Biologia.
Porto Alegre: Artmed, 2009.
Tirando partido
SOBOTTA, J. Atlas de anatomia humana. Rio de
O problema é quando esse alguém com “cocei- Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.
ra” é um ilusionista. “Ele vai usar essa tendência
do cérebro e aproveitar a coceira para esconder TORTORA, G. J. Corpo humano: fundamentos
um objeto na boca.” É do entendimento desse e de de Anatomia e Fisiologia. Porto Alegre:
outros mecanismos cerebrais que se valem os ilu- Artmed, 2012.
sionistas para entortar colheres ou fazer surgir
moedas na orelha dos espectadores. VÁRIOS AUTORES. Conversando sobre saúde
com crianças. Rio de Janeiro: Instituto
“O segredo de um bom truque de mágica é fazer Ciência Hoje, 2007, vol. 14 (Coleção Ciência
o espectador enganar a si mesmo. O mágico apenas Hoje na Escola).
usa o poder de atenção e observação de quem o as-
ANOTAÇÕES
PARTE ESPECÍFICA MANUAL DO EDUCADOR • 5o ANO • B2 165
166 MANUAL DO EDUCADOR • 5o ANO • B2 PARTE ESPECÍFICA
moloko88/shutterstock.com geografia
UNIDADE 3
O rural e o urbano:
modos de vida .......................................... 2
Capítulo 1
Espaço rural ................................................. 4
Capítulo 2
Espaço urbano ............................................ 18
geografia • 3o ANO
3unidade o rural e o
urbano:
modos de vida
Capítulo 1 – espaço rural
Capítulo 2 – espaço urbano
moloko88/shutterstock.com
168 geografia • 3o ANO 3B1E15
Converse com as crianças sobre a principal característica do espaço geográfico, ou seja, que está sempre em transformação
(espaço rural e urbano). Fale sobre a velocidade das transformações, mais comuns no espaço urbano, onde ocorre o
desenvolvimento técnico e científico e também onde se verifica a maioria dos impactos ambientais provocados pelo homem.
1 O que surgiu primeiro: o espaço urbano ou o
espaço rural? O espaço rural.
2 Que mudança ocorreu na relação entre o espaço
rural e o espaço urbano, com o passar do tempo?
O espaço urbano foi ganhando mais importância que o espaço rural.
3 Reflitam sobre as causas e os efeitos
provocados por essa mudança.
Resposta pessoal.
3B1E15 geografia • 3o ANO 169
3B1E15
1capítulo espaço rural
O rural e o urbano na paisagem geográfica
Atualmente, a relação entre o espaço rural e o urbano está passando por um
processo de profundas transformações, resultantes da modernização da socie-
dade. Este processo está produzindo novos usos e novas paisagens no espaço do
território, e, com isso, criando uma reorganização da vida no campo e na cidade.
Google Earth
Google Earth
1. Vista aérea do espaço urbano da 2. Vista do espaço rural em Lucas do Rio
cidade de São Paulo. Verde, no Mato Grosso.
1 Observe as imagens 1 e 2. Em seguida, descreva como se caracterizam o
espaço urbano e o espaço rural nas imagens de satélite.
O espaço urbano é caracterizado pela presença de ruas, pontes, viadutos, serviços de eletricidade e de
tratamento de água, casas e edifícios, onde quase não se vê áreas de vegetação. Já no espaço rural não
encontramos ruas, casas ou prédios, mas vemos o predomínio de áreas verdes e de campos de cultivo.
170 geografia • 3o ANO 3B1E15
2 Observe novamente as imagens 1 e 2. Indique algumas diferenças entre o
espaço urbano e o espaço rural.
Na imagem 1, vemos construções típicas de um grande centro urbano; a proximidade das construções e as vias de tráfego
confirmam essa ideia. Além disso, há poucas áreas verdes. Na imagem 2, há áreas verdes e áreas geométricas grandes, como
círculos e retângulos, indicando áreas de cultivo. Aparentemente, há fragmentos de matas.
Explore a observação e a interpretação das imagens. Incentive as crianças a identificarem cores, texturas, rugosidades,
diversidade ou predomínio de elementos da paisagem. Dê alguns exemplos: talhão de cultivo, estrada, casas, galpões, etc.
Procure discutir com a turma os impactos ambientais e as alterações produzidas na natureza pelo uso urbano e rural.
Espaço rural
O espaço rural é aquele que se refere ao ambiente caracterizado pelas ativi-
dades agrícolas desenvolvidas no campo, é voltado para a produção de alimentos
e inclui o modo de vida das pessoas que vivem ali. O espaço rural pode ser bas-
tante heterogêneo, pois existem diferentes tipos de espaços rurais, alguns mais
modernos e outros mais tradicionais.
Na Pré-história, começaram a surgir as primeiras formas de agricultura e
de pecuária, pela domesticação de animais, dando origem à formação das pri-
meiras aldeias agrícolas. Nesse período, o uso do fogo, o desenvolvimento de
algumas ferramentas e técnicas e o uso do esterco animal para aumentar a fer-
tilidade dos solos representaram alguns dos avanços na atividade agrícola.
O surgimento da agricultura teve um impacto muito importante na cultura
humana, pois, pela primeira vez, foi possível guardar e acumular a produção
agrícola e ter algum controle sobre a disponibilidade de alimentos. As consequên-
cias dessa descoberta foram revolucionárias. Assim, apareceram as primeiras
aldeias; os seres humanos, que até então iam de um local para outro coletando
alimentos e buscando caça, transformaram-se em camponeses.
Hoje em dia, os espaços rurais são muito variados, mas, de modo geral,
apresentam uma característica fundamental: a relação especial dos habitantes e
trabalhadores do campo com a terra e a natureza. Essa relação acontece direta-
mente por meio do trabalho, das relações sociais e da relação com o tempo
natural, dia e noite, inverno e verão, chuva e estiagem, plantio e colheita.
3B1E15 geografia • 3o ANO 171
Reprodução AFNR/Shutterstock.com
Dick Kenny/Shutterstock.com Kharkhan Oleg/Shutterstock.com
ChaiwatUD/Shutterstock.com Vitaly Maksimchuk/Shutterstock.com
Em alguns países da Europa, por exemplo, os habitantes do campo têm
acesso a todas as vantagens da vida urbana: a maioria das casas é equipada com
banheiros, cozinha moderna, máquina de lavar roupa, geladeira, televisão, e os
fazendeiros têm trator e automóvel. Em todos esses lugares, os agricultores
e os habitantes rurais igualaram-se aos habitantes das cidades e, em muitos
casos, possuem até vantagens, como moradias mais espaçosas.
Essas diferenças caracterizam a diversidade de espaços geográficos, pois tanto
os espaços urbanos quanto os rurais podem variar muito de um lugar para
outro. É importante perceber que as práticas cotidianas distinguem esses espaços;
por exemplo, enquanto na área urbana as pessoas utilizam meios de transporte
172 geografia • 3o ANO 3B1E15
coletivos para se deslocar, no espaço rural geralmente caminham até as plan-
tações ou são transportadas por veículos das próprias fazendas. Há também as
diferenças culturais, por exemplo, nas atividades de lazer adotadas na cidade e
no campo.
Trabalho e modo de vida no campo
Quando uma pessoa observa uma paisagem, geralmente reconhece a
diferença entre o campo (espaço rural) e a cidade. As atividades praticadas no
campo são, em geral, os cultivos agrícolas e a criação de animais, por meio do
trabalho com a terra e dos recursos naturais, como solo, água de rios e nascen-
tes, luz solar, florestas. Mas nas áreas rurais também há atividades industriais
voltadas aos produtos cultivados nas fazendas locais, como, por exemplo, usinas
de cana-de-açúcar, de suco de laranja, entre outras.
O trabalho de criação de bois e vacas é chamado de pecuária bovina; o
de criação de porcos, pecuária suína; o de criação de frangos e galinhas,
avicultura, e o de criação de peixes, piscicultura.
Atualmente, o meio rural é um espaço muito diversificado, concentrando um
grande conjunto de atividades, na sua maioria ligadas à produção de alimentos.
Na atividade agrícola, ou seja, no plantio de espécies vegetais, temos uma
imensa variedade de produtos; por exemplo, grãos, como milho, soja e trigo,
e outros produtos, como algodão, mandioca, feijão, verduras, frutas e legumes.
A forma de cultivo e de trabalho também varia muito, pois as práticas agrícolas
dependem de recursos como dinheiro, tecnologia e terra.
Assim, temos pequenas propriedades que, de forma geral, utilizam traba-
lho familiar, ou seja, é a própria família que trabalha, não havendo emprega-
dos. Esse tipo de produção gera grande parte dos alimentos que consumimos,
como legumes e verduras, feijão, mandioca e frutas, e é conhecida como agri-
cultura familiar.
Há ainda as fazendas modernas e as agroindústrias, que possuem muito
mais recursos para o cultivo em larga escala, ou seja, em grandes quantidades.
Muitas até realizam o processamento da produção por meio de indústrias locais.
São empresas que têm capital, ou seja, dinheiro, para investir em máquinas e
equipamentos, fertilizantes e também em agrotóxicos, que garantem grandes
colheitas anuais, mas, ao mesmo tempo, causam fortes impactos ambientais e
trazem riscos para a saúde das pessoas.
3B1E15 geografia • 3o ANO 173
No caso das criações de animais para produção de carnes e couro, encon-
tramos duas formas diferentes de produtores. Uma delas é a criação de animais
soltos no campo, em pastagens naturais ou não, como acontece com boa parte
da criação de bois para produção de carne. Esta é a pecuária extensiva. A outra
forma é a criação de animais em espaços fechados, como um galpão ou curral.
Isto é comum na criação de vacas para produção de leite, na criação de porcos e
de aves em geral. Esta forma de produção é conhecida como sistema intensivo,
ou pecuária intensiva.
Como vimos, o modo de vida no campo é regulado pelo trabalho, pela produ-
ção e pelas relações sociais típicas de áreas rurais. Nos sítios e fazendas, os
modos de produção e cultivo são muito variados, e são desenvolvidos conforme
as características do ambiente, das necessidades de consumo e renda e pela
relação entre trabalhador e produtor rural.
De modo geral, podemos dizer que a produção no espaço rural está mais
para a relação entre cultivos, recursos empregados e a maneira como são utili-
zados. Já o trabalho está mais voltado para as relações pessoais e as atividades
desempenhadas pelas pessoas envolvidas com esse espaço de produção rural.
As formas de trabalho no meio rural podem ser muito simples. Na agricul-
tura familiar, os trabalhadores são geralmente os integrantes da família, pai,
mãe e irmãos, que trabalham para si próprios e não recebem salários, pois
alimentam-se de uma parte do que produzem e vendem o que sobra. Na agricul-
tura moderna e na agroindústria, os trabalhadores são empregados assalariados,
ou seja, trabalham registrados por uma empresa agrícola e recebem pagamento
mensal em troca do trabalho realizado.
A modernização do espaço rural
A paisagem rural no Brasil está sempre se transformando, principalmente
com as inovações tecnológicas adotadas na atividade agrícola. Na agricultura
moderna, é comum o uso de técnicas de cultivo mais eficazes, como a irrigação,
o plantio em curvas de nível, a alteração genética das sementes, o uso intensivo
de adubos, fertilizantes e de pesticidas (agrotóxicos).
O custo da produção na agricultura moderna é elevado por causa do intenso
uso de máquinas agrícolas informatizadas, como as colheitadeiras, as ordenha-
deiras mecânicas, as semeadeiras, os sistemas de irrigações programadas, os
aceleradores químicos e o uso de computadores, de imagens de satélite, previ-
são do tempo e análise de solos.
Existem variadas formas de produção no meio rural, e, de forma geral, pode-
mos distinguir duas maneiras. Uma delas é o sistema intensivo, isto é, com o uso
174 geografia • 3o ANO 3B1E15
permanente do solo, utilização de insumos e implementos, trabalho mecanizadoMartinMaritz/Shutterstock.com
no preparo, plantio e na colheita, mão de obra mais cara e qualificada e maiores Sam Beebe/CC/Wikimedia Commons
custos de produção. Outra forma é o sistema extensivo, que se baseia na rotação
de solo, utiliza grandes extensões de terra e apresenta baixa mecanização da
produção, utilizando mão de obra menos qualificada e mais barata.
Irrigação feita por pivô central. Para melhor aproveitamento, os canteiros de cultivo
devem ser circulares.
Na produção de carnes, de leite e de matérias-primas para vários produ-
tos que consumimos, utiliza-se a pecuária intensiva, ou seja, aquela em que os
animais são criados em currais ou galpões para controle de crescimento e
peso. Além disso, para economizar em transporte, a transformação de produ-
tos agropecuários em produtos industrializados vem sendo feita ainda no cam-
po. Essa produção é feita por empresas chamadas de agroindústrias.
3B1E15 geografia • 3o ANO 175
Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.
Produção e trabalho no espaço rural
Tipos de práticas agrícolas
Rudy Umans/Shutterstock.com AFNR/Shutterstock.com
Agricultura moderna Agricultura orgânica Agroindústria
Tipo de prática agrícola que Tipo de agricultura Empresa agrícola moderna
faz uso intenso de máquinas, sustentável que não que possui instalações
fertilizantes químicos e utiliza produtos químicos industriais que processam,
agrotóxicos na produção. no processo de cultivo. na mesma área, a própria
colheita.
Agricultura de Permacultura Plantation
subsistência
É um sistema integrado Prática agrícola tradicional
Tipo de prática agrícola de cultivo de espécies de grandes fazendas
tradicional de pequenos vegetais e animais de monocultoras e que até o
produtores rurais que modo permanente e na século XIX ainda utilizava
utilizam a queimada e forma de ecossistemas mão de obra escrava.
produzem com poucos produtivos que mantêm a
recursos. diversidade, a resistência
e a conservação dos
sakhorn/Shutterstock.com Emmiezi/Shutterstock.com
recursos naturais.
176 geografia • 3o ANO 3B1E15
1 Com base na leitura do texto “Trabalho e modo de vida no campo”, da seção
Saber, ligue as imagens correspondentes aos tipos de trabalho e de produ-
ção no meio rural. 1: gado confinado – gado no curral; 2: sítio – agricultura familiar; 3: indústria em fazenda de
laranja – agroindústria; 4: granja – avicultura; 5: gado solto no pasto – pecuária extensiva;
6: coleta de açaí – extrativismo vegetal.
1. Gado confinado
2. Agricultura familiar
3. Agroindústria
4. Avicultura
5. Pecuária extensiva
6. Extrativismo vegetal
Tipos de cultivo SIHASAKPRACHUM/Shutterstock.com
Com relação aos tipos de cultivo agrícola mais comuns, podemos destacar
duas formas: as culturas permanentes e as culturas temporárias ou anuais.
Culturas permanentes são aquelas em que há colheitas todos os anos, sem
necessidade de replantio. São plantações que produzem por um período mais
longo, como alguns anos. Neste tipo de cultura, as plantações são geralmente
formadas por espécies arbóreas (árvores) ou arbustivas (arbustos), ou seja, plan-
tas maiores e bem estruturadas, produzin-
do ciclos de colheita durante anos. Quando
a produção diminui muito, o agricultor faz
a reforma da plantação, retirando as plan-
tas antigas e introduzindo novas mudas.
Alguns exemplos de culturas permanen-
tes: café, cacau, laranja, mamão, goiaba,
manga, abacate, etc.
3B1E15 geografia • 3o ANO 177
Já culturas temporárias ou anuais são Fotokostic/Shutterstock.com
aquelas que precisam ser plantadas anualmen-
te, ou seja, possuem um ciclo curto de produ-
ção. Na cultura temporária, o preparo do solo, o
plantio e as colheitas são realizados anualmen-
te. São espécies de cultivo anual: milho, feijão,
soja, cana-de-açúcar, algodão, tomate e várias
espécies de legumes e verduras.
O cacau, matéria-prima para a fabricação do chocolate, é o fruto do
cacaueiro, uma planta nativa da região amazônica.
2 Faça a associação entre os produtos agrícolas de cultivo permanente e de
cultivo anual. Cultivo permanente: café, laranja e mamão; cultivo anual ou temporário: milho, tomate e alface.
Café
Milho Cultivo permanente
Laranja
Tomate
Mamão Cultivo anual ou temporário
Alface
Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.
O desperdício de alimentos no Brasil
Atualmente, mais de 800 milhões de pessoas no mundo passam fome.
Ao mesmo tempo, um terço da produção de alimentos é desperdiçado entre a
colheita e o consumo final das pessoas. No Brasil, que é um dos maiores produ-
tores mundiais de alimentos, mais da metade da produção é perdida ou desper-
diçada durante o processo de produção, transporte, armazenamento e consumo.
O país é atualmente o terceiro maior produtor mundial de alimentos, mas
desperdiça por ano 32 milhões de toneladas do que produz, o que seria suficiente
para alimentar, pelo mesmo período, cerca de 25 milhões de pessoas com três
refeições ao dia. Perdemos 44% do que plantamos: 20% durante a colheita,
8% entre o transporte e o armazenamento, 15% na indústria de processamento e
178 geografia • 3o ANO 3B1E15
1% no varejo. Portanto, chega à mesa do brasileiro apenas 56% do que é produ-
zido. Mas a tragédia não para por aí: 20% dos 56% que conseguem chegar à mesa
são desperdiçados. Resultado: apenas 36% dos alimentos que produzimos são
efetivamente consumidos. Explique para as crianças que os valores da tabela indicam a quantidade de cada produto que é
perdida. Elas ainda não aprenderam porcentagem em Matemática, por isso é importante ficar
claro que cada valor em porcentagem representa uma parte da produção que é desperdiçada.
Desperdício de comida Cenoura
no Brasil (%)
Abacaxi
Morango Couve-flor Cebola
40
26 Mamão 50 20 21 Batata
21 25
Banana 40 22 Laranja Alface 45 30 Alho
25 40 35
30 26 Manga Tomate 40 Repolho
Melancia Abacate Pimentão
Fonte: Embrapa.
Algumas situações em que ocorre o desperdício de alimentos:
• manuseio inadequado no momento da colheita realizada no campo;
• utilização de embalagens impróprias para acomodar os produtos;
• transporte ineficiente e precário, que gera perdas e danifica os produtos;
• armazenamento inadequado em armazéns e supermercados;
• estragos causados por excesso de manuseio dos produtos por parte dos
consumidores, no momento da compra;
• desperdício no consumo final (vencimento da validade, descarte de partes do
produto no momento do preparo dos alimentos).
Responda às questões a seguir.
1 Observe as imagens acima. O que elas representam?
Situações de desperdício de alimentos.
2 Qual das situações de desperdício pode ser associada ao que vivemos no dia
a dia?
Preparo e consumo final dos alimentos.
3B1E15 geografia • 3o ANO 179
3 O que podemos fazer para reduzir o problema apresentado nas imagens?
Aproveitar melhor as partes dos alimentos, comprar apenas o que vai ser consumido, armazenar adequadamente, observar
a validade, consumir produtos da época, colocar no prato a quantidade que vai comer e não jogar comida fora.
4 Como esta questão é tratada em sua casa?
Resposta pessoal.
5 Em que situações ocorrem as perdas e o desperdício dos alimentos produ-
zidos na agricultura?
No manuseio inadequado na colheita, no uso de embalagens impróprias, no
transporte, no armazenamento e no preparo e consumo dos alimentos.
6 Com seus colegas de grupo, faça um cartaz com frases e desenhos sobre o
desperdício de alimentos e as atitudes que podemos tomar para diminuir
este problema.
O meio rural na cidade: a agricultura urbana
A paisagem da cidade é dominada por elementos urbanos: ruas, avenidas,
casas, edifícios, superfícies cimentadas ou asfaltadas, materiais como vidro, con-
creto, pedras, ferro e alumínio; todos esses são comuns no ambiente urbano das
cidades. No entanto, atualmente, a necessidade de acesso a alimentos saudáveis
e frescos, livres dos agrotóxicos, está promovendo experiências muito interes-
180 geografia • 3o ANO 3B1E15
santes nessa nova relação entre o rural e o Divulgação
urbano. Em muitas cidades do mundo, a
agricultura orgânica vem ganhando cada
vez mais espaço. Os quintais das casas, as
praças, os terrenos vazios, galpões e até
mesmo o teto de alguns edifícios estão se
tornando locais de cultivo. É a chamada
agricultura urbana.
1 O que você acha da ideia de utilizar os espaços da cidade para cultivar
alimentos?
Resposta pessoal.
2 Quais seriam as dificuldades e as vantagens de cultivar alimentos no
espaço urbano?
Resposta pessoal. Dificuldades que podem ser citadas: encontrar áreas livres para o
cultivo, e pessoas para cuidar dele. Vantagens: alimentos mais baratos e mais frescos.
3 Além do teto dos edifícios, como vimos na imagem, quais outros espaços
poderiam ser utilizados para cultivar alimentos?
O espaço das praças, dos terrenos vazios, das margens dos rios, dos quintais, das lajes, etc.
Aproveite a atividade para discutir com os grupos sobre o uso dos espaços públicos nas cidades, o
aproveitamento dos espaços de forma mais racional e a necessidade de produção de alimentos saudáveis.
3B1E15 geografia • 3o ANO 181
Utilize as linhas abaixo para registrar o que você achou mais interessante
sobre o espaço rural e a agricultura. Anote os assuntos que você já conhecia e
aqueles que aprendeu. Registre também o que mais você gostaria de ter estuda-
do e sugira outros assuntos que poderíamos ter pesquisado. Não deixe de anotar
as dúvidas que ficaram sobre os assuntos.
Este espaço é seu!
Resposta pessoal.
1 A agricultura moderna tem garantido uma grande produção de alimentos
para o consumo da população; no entanto, essa modernização pode causar
danos ao meio ambiente e à saúde das pessoas. Quais seriam alguns desses
danos para a natureza e a população?
Poluição das águas e contaminação dos solos; contaminação dos produtos que são consumidos pela população.
182 geografia • 3o ANO 3B1E15
2 O que diferencia a agroindústria da agricultura tradicional?
A agroindústria utiliza máquinas e tecnologia, adotando a produção nos locais onde ocorre o cultivo; a
agricultura tradicional utiliza máquinas mais simples e não processa os produtos nos locais de cultivo.
3 A agricultura familiar de subsistência muitas vezes utiliza as queimadas
para limpar os terrenos. Isto pode causar danos ao ambiente? Por quê?
As queimadas podem se alastrar e provocar grandes incêndios em
áreas de mata; além disso, com o tempo, o solo perde a fertilidade.
4 Qual é a diferença entre as culturas permanentes e as temporárias?
Dê exemplos.
As culturas permanentes são aquelas em que há colheitas todos os anos, com plantas que permanecem na área de cultivo,
produzindo num período mais longo, como o café e a laranja. Já as culturas temporárias ou anuais são aquelas que precisam
ser plantadas anualmente, ou seja, possuem um ciclo curto de produção, como o feijão e o arroz.
3B1E15 geografia • 3o ANO 183
2capítulo espaço urbano
O espaço urbano é percebido, normalmente, pela imagem da cidade e pela
ideia de constante movimento e transformação; por exemplo, temos o movimen-
to de veículos, de muitas pessoas circulando, do transporte público, como ônibus
e metrô, vemos placas de sinalização, ruas asfaltadas, luzes e luminosos, edifí-
cios, diversas instalações com materiais como concreto, ferro, alumínio e vidro,
e, geralmente, há poucas áreas verdes.
Desse modo, o espaço urbano, como espaço das cidades e da concentração
de muitas pessoas, é também um espaço de intenso consumo, e, por isso, possui
vários problemas, como a produção de lixo, a poluição atmosférica, dos rios e a
sonora. Mas também é o lugar da vida cultural, onde ocorrem muitos eventos,
como shows, feiras, festas, passeatas e outras manifestações de rua. É onde
encontramos museus, parques, clubes, shopping centers e diversos outros espa-
ços de cultura e lazer.
AFNR/Shutterstock.com cifotart/Shutterstock.com
Luiz C. Ribeiro/Shutterstock.com dabldy/Shutterstock.com
184 geografia • 3o ANO 3B1E15
Além disso, o espaço urbano é um conjunto de paisagens onde encontra-
mos muitos contrastes. Nos grandes centros urbanos, a desigualdade social é
facilmente percebida quando se observa crianças vendendo objetos e pessoas
pedindo auxílio e vivendo nas ruas. Nas grandes cidades, geralmente, há muita
riqueza, grandes empresas, bancos, etc., mas também há muita pobreza. Numa
mesma região, é comum a presença de prédios e condomínios de alto padrão
e a existência de favelas, cortiços e moradias precárias. Nessas áreas, é cons-
tante a carência de serviços públicos de saneamento básico, como água tratada,
rede de esgotos, ruas pavimentadas, creches, escolas e postos de saúde.
1 Quais tipos de problemas urbanos podemos identificar nas imagens?
Desigualdade e pobreza, poluição, trânsito.
2 Quais são as características mais comuns encontradas no espaço urbano
das grandes cidades?
Muito movimento de carros e caminhões, ônibus, metrô, grandes avenidas e ruas, prédios, etc.
3 Descreva como é o espaço urbano no lugar onde está sua escola. Resposta pessoal.
4 Como é o trânsito nas ruas da cidade onde você reside? Resposta pessoal.
5 Você acha que existe desigualdade social em sua cidade? Por quê?
Resposta pessoal. Estimule as crianças a observarem as principais características do espaço urbanizado
e sua constante transformação. Peça que observem o entorno onde vivem, o entorno
da escola onde estudam e o trajeto que fazem de casa para a escola.
A cidade e o espaço urbano
A palavra urbano tem sua origem no latim urbanus, que significa “pertencen-
te à cidade”. Ou seja, urbano é tudo o que está associado com o ambiente da cida-
de, o tipo de trabalho, os hábitos das pessoas que vivem na cidade, as estruturas
e construções.
O crescimento do espaço das cidades é chamado de urbanização, ou seja, o
aumento da população que vive nas cidades e das instalações urbanas criadas
para atender a essa população: casas, prédios, estradas, pontes, transportes,
serviços de saúde, saneamento, educação, cultura e lazer.
Um dos principais fatores que incentivam o processo de urbanização é o
surgimento e desenvolvimento das indústrias. Todos os tipos de indústrias de-
pendem de recursos encontrados no espaço urbano, como trabalhadores, ener-
gia elétrica, abastecimento de água, ruas, avenidas e estradas para o transporte,
sistemas de comunicação, como telefonia e internet, e, finalmente, pessoas que
consumam as mercadorias produzidas, o chamado mercado consumidor.
3B1E15 geografia • 3o ANO 185
A industrialização foi, e em vários lugares ainda é, a principal causa do
crescimento urbano. Com o crescimento das indústrias, surge também a neces-
sidade de outros serviços, e, com isso, há maior oferta de empregos. Tudo isso
atrai pessoas de outros lugares, ainda que não haja emprego para todos. Desse
modo, as cidades crescem e a população urbana vai aumentando. Quando isso
ocorre de forma muito rápida e sem o planejamento urbano adequado, muitos
problemas aparecem, como o desemprego, a falta de moradias e o aumento
da pobreza e da desigualdade social.
Planejamento urbano é a adoção de ações de organização e de adequação
do espaço urbano, com a finalidade de gerar maior qualidade de vida para
os habitantes.
Tipos de cidades Will Rodrigues/Shutterstock.com
Cidades portuárias: são aquelas si- KamilloK/Shutterstock.com
tuadas no litoral e em lugares apropriados
para a instalação de portos. Geralmente,
são cidades importantes por causa do
intenso movimento de mercadorias e de
pessoas que utilizam o transporte maríti-
mo. Um exemplo de cidade portuária é
Santos, no litoral paulista.
Cidades industriais: são cidades que
possuem tradição na atividade industrial e uma grande concentração de indús-
trias. Um bom exemplo de cidade industrial é São Bernardo do Campo, na Gran-
de São Paulo, que tem muitas indústrias automotivas.
Cidades turísticas: são as que têm o
turismo como principal atividade. Podem
ser cidades litorâneas ou históricas, que
têm monumentos ou arquitetura de épo-
ca e, por isso, atraem um grande número
de pessoas.
Cidades religiosas: são aquelas que
abrigam lugares sagrados ou têm uma
grande importância religiosa. É o caso de
Jerusalém, Meca e a cidade de Aparecida, em São Paulo.
Cidades político-administrativas: são aquelas com função administrativa
sobre um dado território, ou seja, são as capitais de um estado ou de um país,
186 geografia • 3o ANO 3B1E15
onde se localiza a sede do gover- Reprodução
no. Brasília é um exemplo de cida-
de político-administrativa.
Cidades grandes, médias e pequenas
Como vimos, as concentrações urbanas podem ter diferentes funções e
apresentar diferentes tamanhos. Assim, encontramos cidades com áreas urba-
nas muito extensas e concentradas, e também cidades com pequenos núcleos
urbanos. Nos grandes centros urbanos, os problemas ambientais são geralmen-
te mais comuns, por causa do maior consumo; já nas cidades pequenas, com
população reduzida, tais problemas ocorrem em menor escala e, de forma geral,
são mais facilmente administrados.
Rodrigo Soldon/CC/Wikimedia Commons Reprodução
Centro do Rio de Janeiro (RJ). Centro de Maringá (PR).
Reprodução
Vista parcial de Cambuquira (MG). geografia • 3o ANO 187
3B1E15
1 Observe as imagens da página anterior e aponte as diferenças que podemos
perceber em cada um dos espaços urbanos representados.
Resposta pessoal.
2 Com relação ao meio ambiente, qual cidade deve oferecer melhor qualidade
de vida para a população? Por quê?
A cidade pequena, porque há menos trânsito e poluição, por isso é mais tranquila.
3 Qual dessas cidades é mais parecida com o lugar onde você vive?
Resposta pessoal.
Consulte o Manual do educador para
obter orientações sobre esta seção.
A relação campo e cidade
188 geografia • 3o ANO 3B1E15
1 Que tipos de produtos do meio rural são consumidos nas cidades?
Alimentos como frutas, leite, carne, hortaliças; além de matéria-prima para a indústria, como couro e algodão.
2 Como os habitantes do campo se relacionam com os habitantes das cidades?
Elas produzem muitos dos produtos que os habitantes da cidade consomem, principalmente os alimentos.
3 Em sua opinião, o que as cidades podem oferecer aos habitantes do campo?
Máquinas, ferramentas, roupas, sapatos, utensílios domésticos.
3B1E15 geografia • 3o ANO 189
4 Quais atividades das cidades os habitantes do campo utilizam?
Serviços de bancos, hospitais, correios.
A cidade mais verde do mundo
Há cidades em que o governo e Andrew Zarivny/Shutterstock.com
a população mantêm muitas áreas
verdes, porque sabem da importân-
cia dessas áreas para a qualidade de
vida. Uma dessas cidades é Vancou-
ver, que fica no Canadá.
Vancouver foi considerada a ci-
dade mais verde do mundo. Ela é a
primeira de uma lista de classifica-
ção que avaliou as cidades mais ver- Cidade de Vancouver, Canadá.
des do planeta. A cidade possui mais
de 200 parques, um conjunto de áreas verdes que ajudam a melhorar a qualidade
do ar da cidade. Além disso, a maior parte da energia que abastece sua popula-
ção tem origem em fontes renováveis.
Para entrar na lista das cidades mais verdes, a cidade deve adotar soluções
não poluentes para o transporte urbano, incentivar a reciclagem e a redução
de resíduos, utilizar medidas para controle das emissões de gases e usar ener-
gia limpa. Michel Willian/SMCS/Prefeitura de Curitiba
Em 2013, Curitiba, capital do
estado do Paraná, foi considerada a
cidade mais verde da América Lati-
na. A cidade preserva 14 florestas,
mantém mais de 1. 000 espaços
verdes públicos e 16 parques. Além
disso, a maior parte dos resíduos é
reciclada, e milhares de árvores fo-
ram plantadas ao longo de estradas
e ruas. Cidade de Curitiba, Paraná.
190 geografia • 3o ANO 3B1E15
1 O que uma cidade precisa ter para ser classificada na lista de cidades mais
verdes? Deve manter e criar áreas verdes, plantar árvores em ruas e estradas, incentivar a reciclagem e a redução
de resíduos, o controle de emissões de gases, adotar o uso de energias limpas, entre outras medidas.
2 Que características fazem que a cidade de Curitiba seja considerada uma
das mais verdes do mundo? A reciclagem da maior parte do lixo, a existência de
muitas áreas verdes com árvores, bosques e parques.
Utilize o espaço abaixo para registrar os assuntos que você achou mais inte-
ressantes nesta unidade. Faça uma lista do que você já conhecia e do que apren-
deu. Registre também suas dúvidas e do que mais você gostaria de ter estudado
sobre as características dos espaços urbano e rural.
Este espaço é seu!
Resposta pessoal.
1 O que caracteriza o espaço urbano?
O movimento de automóveis, caminhões e de pessoas circulando, a presença de transporte público, ruas asfaltadas,
edifícios com materiais como concreto, ferro, alumínio e vidros, e a pouca presença de áreas verdes.
3B1E15 geografia • 3o ANO 191
2 Que atividade econômica é uma das causas para o crescimento da
urbanização?
A atividade industrial.
3 O que é o planejamento urbano?
São as ações de organização e adequação do espaço urbano, com a finalidade
de gerar maior qualidade de vida para os habitantes da cidade.
3 O que são as chamadas cidades portuárias?
São as cidades situadas no litoral onde há portos, como a cidade de Santos, no litoral de São Paulo.
192 geografia • 3o ANO 3B1E15
infográfico
O que estudamos nesta unidade
Complete os espaços abaixo com frases, palavras ou desenhos que repre-
sentem aquilo que você já sabia e o que aprendeu ao longo das aulas.
1 Surgimento da agricultura. 2 Utilização de agrotóxicos.
Contaminação do meio ambiente e das pessoas.
3 Animais criados soltos.
Pecuária extensiva.
4 Animais criados confinados.
Pecuária intensiva.
3B1E15 geografia • 3o ANO 193
5 Culturas permanentes. 6 Culturas temporárias.
Café, laranja, mamão, goiaba. Verduras, legumes, milho.
7 Problemas urbanos. 8 População urbana.
Trânsito, poluição. Pessoas que vivem nas cidades.
9 Organização e adequação 10 Cidades que abrigam
do espaço urbano. lugares sagrados.
Planejamento urbano. Cidades religiosas.
194 geografia • 3o ANO 3B1E15
banca do pesquisador
para assistir
Desperdício de comida. Revista Galileu. 2 min 15 s. Disponível em: <http://bit.ly/1c1B8SR>.
Acesso em: 18 abr. 2015.
O vídeo mostra o desperdício de alimento em nosso país.
p a r a n a v e g a r Sites entram e saem do ar constantemente. Existe a possibilidade
de alguns dos sites indicados nesta obra não estarem mais
disponíveis neste momento. Alerte as crianças sobre isso.
A viagem do lixo jogado nas ruas da cidade – Geografiavisual.com.
Disponível em: <http://bit.ly/1Gi6Qrx>. Acesso em: 18 abr. 2015.
Um infográfico mostra a viagem do lixo pela cidade.
História e Iniciativas da Rede Nossa São Paulo por cidades melhores.
Disponível em: <http://bit.ly/1FgNUUG>. Acesso em: 18 abr. 2015.
A Rede Nossa São Paulo tem por missão mobilizar diversos segmentos da sociedade
para articular e promover ações, visando a uma cidade de São Paulo justa e sustentável.
Parques e praças de Curitiba. Disponível em: <http://bit.ly/1F7MtNA>.
Acesso em: 18 abr. 2015.
O site mostra em detalhes os parques e as praças da cidade de Curitiba.
ANOTAÇÕES
3B1E15 geografia • 3o ANO 195
ANOTAÇÕES
196 geografia • 3o ANO 3B1E15
Geografia – 3o ano – 3o bimestre
Unidade 3 – O rural e o urbano: modos
de vida
GEOGRAFIA 3O ANO – 3O BIMESTRE – O rural e o urbano: modos de vida
CAPÍTULOS CONTEÚDOS TÓPICOS
Modo de vida no campo.
1 Espaço rural. Características e atividades desenvolvidas.
Problemas ambientais do campo.
Modo de vida na cidade.
2 Espaço urbano. Características e atividades desenvolvidas.
Campo e cidade. Problemas da cidade: transportes, saneamento básico,
segurança, educação, moradia, etc.
Interação campo e cidade.
Abertura
Leia o texto a seguir para as crianças e peça a elas que observem as respectivas imagens. Após
esse estudo, prossiga com a discussão das questões.
“O espaço geográfico é uma forma de ver a organização dos territórios. Neles, há os municípios, que
têm um espaço rural e um espaço urbano. A sede do município fica na parte urbana, que chamamos de
cidade. Nesse lugar, vive a maior parte da população e é onde estão os equipamentos e serviços públi-
cos, como escolas, hospitais, centros comerciais e industriais, órgãos jurídicos e de governo.
Na paisagem rural, desenvolvem-se as atividades primárias, como plantio e criação de animais
para fornecimento de alimentos e de matérias-primas para as indústrias e o consumo dos habitan-
tes das cidades.
O espaço rural surgiu muito tempo antes que as primeiras cidades. Há muito tempo atrás, na pré-
-história, os seres humanos coletavam os alimentos que achavam na natureza e caçavam animais
para matar a fome. Quando eles perceberam que podiam criar animais em uma área próxima e culti-
var os alimentos por meio da domesticação das plantas, ou seja, do plantio de sementes em uma área
de terra, tudo mudou, pois os grupos humanos puderam parar de migrar de um lugar para outro.
Esse fato fez com que o homem se tornasse sedentário, ou seja, passasse a viver em um mesmo
lugar, que também podemos chamar de sítio. Assim, a maioria dos grupos humanos passou a se
fixar em regiões favoráveis para a agricultura, como os vales dos rios ou próximos ao litoral, lugares
onde havia os solos mais férteis.
Essa fixação do homem à terra acabou dando origem às primeiras aldeias e aos povoados. Com
o passar do tempo, o crescimento da atividade agrícola e a maior produção de alimentos deram
origem às vilas, estimulando outras atividades como comércio e a fabricação de objetos de uso co-
tidiano, característicos da vida urbana nas cidades.
Com o desenvolvimento das indústrias, o modo de vida da humanidade foi se transformando
rapidamente em diferentes partes do mundo. As populações urbanas aumentaram muito e as cida-
des também. Assim, as cidades que surgiram das pequenas vilas rurais começaram aos poucos a
ganhar mais importância que o campo, onde os alimentos eram produzidos.”
PARTE ESPECÍFICA MANUAL DO EDUCADOR • 3o ANO • B3 197
CAPÍTULO 1 – Espaço
rural
Produção e trabalho no 2. Complete a ilustração colorindo com as
espaço rural cores apropriadas as frutas, os legumes
e as verduras.
Trabalhe em grupos de 4 crianças e solici-
te que façam registros no caderno dos mo- Na primeira atividade, questione as crian-
mentos de produção textual coletiva e das ças sobre seus conhecimentos a respeito
opiniões do grupo. Solicite a leitura coletiva dos alimentos consumidos no dia a dia, so-
dos textos, indicando que cada criança leia bretudo legumes, verduras e frutas, e peça
um parágrafo e o quadro “Tipos de práticas que completem o quadro. Após a conclusão
agrícolas”. Em seguida, questione as crianças da atividade, comente os resultados obser-
sobre o conteúdo do quadro e dos textos. Con- vando se as crianças conseguiram identificar
vide-as a propor outras questões sobre o que os produtos.
foi lido no texto e o que foi comentado sobre a
ilustração. Registre na lousa os comentários Em seguida, peça que pintem e identifi-
e as questões propostas pela turma para quem as frutas, legumes e verduras da banca
montar uma teia com as várias percepções de feira ilustrada.
que, depois, serão retomadas. Para finalizar a
atividade, proponha a elaboração de uma sín- Para concluir, proponha um debate sobre a
tese coletiva dessa aula exploratória a partir importância do espaço rural e das atividades
das discussões e do registro da lousa. Refor- desenvolvidas no campo em nossa vida diária.
ce os principais conceitos que podem surgir Explore também a questão do distanciamento
deste tema: espaço rural, pecuária, pecuária da vida rural e da vida urbana, que, muitas ve-
extensiva e intensiva, agricultura familiar, zes, dificulta o conhecimento das característi-
agroindústria, subsistência. cas dos produtos agrícolas.
Seção aberta Finalize a atividade com a proposta de um
trabalho em grupo (4 a 5 crianças). Solicite que
A origem dos produtos pesquisem o nome de sete frutas, sete legumes
da feira e sete verduras. Peça que os grupos descre-
1. Com base em seus conhecimentos so- PARTE ESPECÍFICA
bre os alimentos consumidos no dia a
dia, complete o quadro abaixo com o
nome de cada fruta, legume ou verdura.
198 MANUAL DO EDUCADOR • 3o ANO • B3
vam as características gerais e os benefícios • Adotar uma atitude responsável em relação
do consumo desses produtos. Oriente as crian-
ças a elaborar um painel em cartolina para ao meio ambiente, reivindicando, quando
apresentação dos resultados. Ao final, faça um possível, o direito de todos a uma vida plena
levantamento de todos os produtos pesquisa- num ambiente preservado e saudável.
dos e quantos deles já eram conhecidos pelas
crianças e quais passaram a conhecer por CAPÍTULO 2 – Espaço
meio do trabalho de pesquisa. urbano em
transformação
Habilidades desenvolvidas
Seção aberta
• Compreender o processo histórico de for-
Centro político do país:
mação da sociedade, da produção do terri- Brasília
tório, da paisagem.
Localizada no interior do estado de Goiás,
• Identificar a presença dos recursos natu- no Distrito Federal, Brasília é uma cidade com
quase dois milhões de habitantes. Sua princi-
rais na organização do espaço geográfico, pal função é administrativa, não reunindo in-
relacionando transformações naturais e a dústrias de destaque.
intervenção humana.
No Plano Piloto, localiza-se a sede da admi-
• Saber utilizar os procedimentos básicos de nistração federal, com os edifícios do Congres-
so Nacional, o Palácio do Planalto e da Justiça.
observação, descrição, registro, compara-
ção, análise e síntese na coleta e tratamen- A capital foi uma cidade planejada e cons-
to da informação, seja mediante fontes es- truída durante a década de 1960, para promover
critas ou imagéticas. o povoamento do interior do Brasil, transferindo
a capital federal para o centro geográfico do
O desperdício de alimentos país. Até a inauguração de Brasília, a capital fe-
no Brasil deral era a atual cidade do Rio de Janeiro.
Discuta o painel de imagens com as Cidade planejada é uma cidade
crianças para ilustrar as situações em construída em um local previamente
que há desperdício de alimentos e a impor- escolhido, com base em um projeto que
tância do consumo consciente e responsável. define sua forma e suas características.
Depois, comente os dados apresentados na Belo Horizonte foi a primeira cidade
segunda ilustração e explore aqueles apre- planejada do país, criada no final do século
sentados no gráfico. Explore os dados e as 19, em 1897.
imagens, estimulando uma conversa coletiva
para o levantamento de questões relativas As cidades-satélite, que abrigam a maior
ao desperdício de alimentos e sugestões parte da população do Distrito Federal, são áreas
para reduzi-lo. urbanas que estão ao redor de Brasília e não
constavam do planejamento original da cidade.
Habilidades desenvolvidas Essas cidades surgiram espontaneamente e fo-
ram formadas por grande parte dos trabalhado-
• Saber utilizar os procedimentos básicos de res que se deslocaram de outras regiões do Bra-
sil para trabalhar na construção da nova capital.
observação, descrição, registro, compara- Nessas áreas periféricas, a população é de
ção, análise e síntese de informação, seja baixa renda e sofre com as deficiências da
mediante fontes escritas ou imagéticas. infraestrutura e dos serviços públicos. As ci-
• Reconhecer e valorizar os modos de vida de MANUAL DO EDUCADOR • 3o ANO • B3 199
diferentes grupos sociais, como se relacio-
nam e constituem o espaço e a paisagem
nos quais se encontram inseridos.
PARTE ESPECÍFICA
dades-satélite refletem as condições que relacionando transformações naturais e
geram a segregação social e espacial da po- intervenção humana;
pulação de baixa renda que vive nas grandes
cidades brasileiras. • Saber observar as características do espaço
Adriano3000/DP/Wikimedia Commons Marcos Oliveira/Senado Federal/CC/Wikimedia Commons urbano, compreender sua dinâmica e refletir
sobre as possibilidades de planejamento, in-
tervenção e apropriação desses espaços.
1. Por que houve a mudança da capital A relação campo cidade
federal para a região central do país?
Habilidades desenvolvidas
Para promover o povoamento do interior
do país. • Identificar formas de representação de fa-
2. Mesmo sendo uma cidade planejada, tos e fenômenos histórico-geográficos ex-
que problemas ainda existem no espaço pressos em textos e/ou imagens.
urbano da capital do país?
• Interpretar realidades históricas e geográ-
A existência da desigualdade social e da
pobreza nas favelas das periferias. ficas estabelecendo relações entre dife-
rentes fatos e processos socioespaciais.
Habilidades desenvolvidas
• Identificar a presença dos recursos natu-
• Compreender o processo histórico de forma-
rais na organização do espaço geográfico,
ção da sociedade, da produção do território, relacionando transformações naturais e
da paisagem. intervenção humana.
• Identificar a presença dos recursos natu- • Compreender o processo histórico de for-
rais na organização do espaço geográfico, mação da sociedade, da produção do terri-
tório, da paisagem.
Referências
bibliográficas
ALENTEJANO, P. R. O que há de novo no rural
brasileiro? Terra Livre, São Paulo, n. 15,
2000, p. 87-112.
BRASIL. Guia do livro didático 2007: Geografia:
séries/anos iniciais do ensino fundamental.
Brasília: MEC; SEB, 2006(a).
LENCIONI, Sandra. Espaço e tempo. Geousp,
São Paulo, n. 24, 2008, p. 109-123.
ROLNIK, Raquel. O que é cidade. São Paulo: Bra-
siliense, 1995. (Coleção Primeiros Passos).
WILLIAMS, R. O campo e a cidade. São Paulo:
Companhia das Letras, 1990.
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