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A Igreja Missional na Biblia - Michael W. Goheen

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Published by giovane.bonotto, 2023-06-29 12:51:22

A Igreja Missional na Biblia - Michael W. Goheen

A Igreja Missional na Biblia - Michael W. Goheen

COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE? 251 Nietzsche está certo ao criticar a igreja por sua falta de alegria, vibração e deleite na vida da criação: "Seria preciso entoarem melhores cânticos para eu crer no seu Salvador; seria preciso que os seus discípulos tivessem mais aparência de redimidos!". 25 Uma igreja que compreende o seu contexto cultural Viver como uma comunidade de contraste implicará um encontro ou embate missionário com a nossa cultura. Em um encontro/confronto missionário, o evangelho questiona a história cultural em vez de permitir que a história cultural o engula. Desse modo, para sermos fiéis, precisamos entender bem o nosso contexto cultural específico. Qyatro aspectos de uma análise cultural são importantes. Primeiro, a cultura é um sistema coeso, uma rede unificada de instituições, sistemas, símbolos e costumes que ordenam a vida humana em comunidade. Segundo, as crenças fundamentais que estão sob a superfície e que formam a cultura ocidental são religiosas. Debaixo da rede de costumes e instituições unificadas que compõem a cultura ocidental encontram-se compromissos e suposições fundamentalmente religiosos. Johann Bavinck o expressa sem ornamentos: "Cultura é religião tornada visível". 26 Harvie Conn salienta que religião "não é uma esfera da vida, uma dentre muitas, mas primordialmente um curso ou rumo de vida"Y Infelizmente, a igreja no Ocidente nem sempre entendeu isso devido a dois mitos: o mito da cultura cristã e o mito da neutralidade secular ou pluralista. A cultura ocidental não é nem cristã, nem neutra. Por ter adotado uma ou outra dessas ilusões, a igreja cristã não está preparada para um encontro/confronto missionário com as crenças idólatras de nossa cultura. Terceiro, essas crenças religiosas idólatras também são abrangentes. A religião não é uma esfera da vida dentre muitas, mas uma força diretiva que forma todos os aspectos da vida cultural. E finalmente, essas crenças religiosas são incorporadas socialmente. Isto é, a crença idólatra recebe expressões culturais em estruturas, instituições, costumes, práticas, sistemas, símbolos e assim por diante. As pessoas 25 Friedrich Nietzsche, 7hus Spoke Zarathustra: A Book for None and Ali, trad. Walter Kaufman (New York: Penguin Books, 1978), 92. [Edição em português: Assim Falava Zaratusha, trad. José Mendes de Souza (Fonte Digital, eBooksBrasil.com), 47.] 26 Johann H . Bavinck, 7he Impact oj Christianity on the Non-Christian Wodd (Grand Rapids: Eerdmans, 1949), 57. 27 Harvie Conn, "Conversion and Culture: A Theological Perspective with Reference to Korea", in Down to Em·th: Studies in Christianity and Culture, ed. John Stott; Robert Coote (Grand Rapids: Eerdmans, 1980), 149-50.


252 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA aprendem a viver em uma história participando dessas estruturas, que expressam as crenças dessa história. Se parássemos aqui, nossa visão de cultura seria pessimista. Porém, outras duas observações precisam ser feitas. A primeira: a revelação de Deus na criação- ou graça comum- continua a sustentar a sua criação, incluindo o desenvolvimento cultural, e impede que a idolatria humana se manifeste em toda a sua extensão. Uma segunda observação a respeito da cultura ocidental em particular é que ela tem sido influenciada e moldada pelo evangelho até certo ponto durante muito tempo. Ao longo do período milenar da cristandade e além dele, o evangelho permeou muitos aspectos da vida social, intelectual, política, moral e econômica da cultura europeia, e o Ocidente continua a viver até certo ponto com base no legado daquele período. Mas isso não deveria nos levar a pensar no Ocidente, tanto naquela época como agora, como uma cultura cristã. Elementos idólatras poderosos estão e sempre estiveram atuando. Em seu cerne, nossa cultura é moldada por crenças incompatíveis com o evangelho. Isso leva a uma tensão insuportável entre duas histórias religiosas igualmente abrangentes: como pode um crente participar de um sistema econômico ou político, falar um idioma, pensar em uma tradição, e assim por diante, moldado por crenças diferentes das do evangelho? Hendrik Kraemer afirma acertadamente que quanto maior a percepção de tensão entre o evangelho e a história da cultura idólatra, mais fiel a igreja será: "Qyanto mais profundamente a consciência dessa tensão e a urgência para que tome esse jugo sobre si mesma forem sentidas, mais saudável a igreja será. Qyanto mais indiferente a igreja for em relação a essa tensão, quanto mais bem estabelecida e se sentindo em casa neste mundo, tanto mais correrá o perigo mortal de se tornar o sal que perdeu o seu sabor". 28 Muitas vezes a igreja ocidental não sente a tensão mencionada por Kraemer. Newbigin, que foi profundamente influenciado por Kraemer, comenta que a igreja ocidental "de um modo geral não percebeu o quanto é radical a contradição entre a visão cristã e as premissas que inspiramos de todas as esferas de nossa vida em comum". 29 O!ranto mais for sentida essa tensão, mais fiel e saudável será a igreja, e mais bem preparada para o seu encontro/confronto missionário. À medida que a igreja sente mais profundamente a incompatibilidade entre duas histórias religiosas igualmente abrangentes, surge a questão de como ela resolve essa tensão insuportável. Em primeiro lugar, a igreja precisa assumir uma . 28 Hendrik Kraemer, 'lhe Communication ofthe Christian Faith (Philadelphia: Westminster, 1956), 36. 29 Lesslie Newbigin, "1he Pastor's Opportunities 6: Evangelism in the City", E xposit01y T imes 98 (September 1987), 4.


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE? 253 postura de solidariedade com a sua cultura. A igreja sempre viverá o evangelho inserida em algum ambiente cultural. A igreja sempre precisa sentir-se em casa no seu ambiente cultural. Porém, com a mesma intensidade, precisamos falar de separação. Uma vez que crenças religiosas moldam cada aspecto da cultura ocidental, a igreja não pode simplesmente assentir e ratificar o desenvolvimento cultural; ela também deve negar e rejeitar o desenvolvimento cultural distorcido. A igreja também precisa estar em desacordo com o seu ambiente cultural. Se a igreja se sentir ao mesmo tempo em casa e em desacordo com sua cultura, ela será, por um lado, uma comunidade contracultural que se posiciona contra as tendências espirituais que conduzem à morte em sua cultura. Por outro lado, ela será uma comunidade relevante que adota e celebra as correntes de vida criacionais com as quais está sintonizada. Não é fácil estar em desacordo com o nosso contexto cultural e ao mesmo tempo sentir-se em casa nele. Essa breve análise ressalta o quanto é difícil a tarefa que nos desafia se queremos que as nossas igrejas desenvolvam uma percepção dessa tensão. Todavia ela é essencial e pode se tornar realidade. Grande parte da análise cultural do livro Living at the Crossroads [Vivendo em um momento crítico],30 bem como dos slides disponíveis na respectiva página na internet, vem do ensino desse material em contextos não acadêmicos para equipar a igreja. Minha própria jornada de aprofundamento dos estudos de cosmovisão e da relação entre evangelho e cultura na missiologia se iniciou quando eu era pastor de uma igreja local. 31 Qyando comecei a pregar a respeito de um evangelho abrangente do reino, surgiram perguntas na minha congregação: Como viver o evangelho no trabalho, na vida acadêmica e assim por diante? Qyais são as tendências culturais que estão moldando essas áreas da vida? Essas questões levaram à educação de adultos nessas áreas, inclusive ao estudo da cultura ocidental. Essa tarefa exigirá que os líderes da igreja aprofundem sua compreensão da cultura e sejam capazes de ajudar suas igrejas a enxergar o que significa viver a fé em um contexto cultural idólatra. Isso também implicará que a congregação seja séria o suficiente a respeito de seu compromisso com o evangelho para embarcar na longa jornada da análise cultural. Não será fácil, mas se não a 30 Michael W. Goheen; Craig G . Bartholomew, Living at the Crossroads: An Introduction to Ch1·istian Worldview (Grand Rapids: Baker Academic, 2008). 31 Qyando Living at the Crossroads foi publicado, fiz uma exposição pública no Regent College, em Vancouver, British Columbia, e mais tarde no Trinity College, em Bristol, Reino Unido, intitulada "Is Worldview Important for the Local Congregation?" [A cosmovisão é importante para a igreja local?]. Os slides que acompanham essa aula podem ser encontrados em: <http://www. biblicaltheology.ca!Regenc Talk.ppt>.


254 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA fizermos, como adverte Kraemer, estaremos "em perigo mortal de nos tornarmos o sal que perdeu o seu sabor". 32 Uma igreja treinada para o encontro/confronto missionário no seu chamado ao mundo "O conhecimento e a experiência do poder salvífico de Deus na vida de uma comunidade redimida deve resultar em muitas formas de testemunho e serviço ao mundo."33 Ao menos quatro áreas estão incluídas no cumprimento desse propósito: fidelidade em nosso chamado para com as responsabilidades semanais; palavras evangelísticas que apontam para Cristo; atos de misericórdia e justiça em favor de nossos vizinhos; e uma visão para os confins da terra. Newbigin censura o "fracasso firmemente arraigado e persistente das igrejas por não reconhecer que o testemunho primordial da soberania de Cristo deve ser dado, e somente pode ser dado, no trabalho secular diário de leigos, homens e mulheres, nos negócios, na política, na atividade profissional, como agricultores, operários de fábrica e assim por diante". 34 Ele está convencido de que o "testemunho da Igreja é, em sua grande maioria, o testemunho de milhares de seus membros que trabalham no campo, no lar, em escritórios, fábricas ou tribunais". 35 Newbigin não está se referindo primeiramente às oportunidades que eles têm de evangelizar nos seus locais de trabalho. O evangelismo é importante - isso será enfatizado logo adiante -, mas a referência é à maneira que os leigos encarnam o senhorio de Jesus Cristo no seu trabalho, nos negócios, na vida acadêmica, no trabalho social, nos tribunais e na construção civil, moldados por uma história diferente. E aqui começamos a perceber a tensão insuportável ou dolorosa envolvida na fidelidade. Como uma pessoa do ramo empresarial pode ser fiel aos seus princípios em um mundo motivado pelo lucro? Como alguém na área de assistência social pode atuar em um ambiente que se desenvolveu com base numa profunda compreensão humanista do ser humano? Como um estudioso pode ser fiel em uma universidade moldada por crenças cientificistas ou relativistas? Três temas se tornarão mais evidentes no Novo Testamento à medida que uma congregação se empenhar em entender o que significa ser fiel nas diversas esferas da vida cultural. O primeiro é o sofrimento: se o povo de Deus levar a 32 Kraemer, Communication of the Christian Faith, 36. 33 Lesslie Newbigin, "Our Task Today" (apresentação no quarto encontro do conselho diocesano, Tirumangalam, Índia, December 18-20, 1951). 34 Lesslie Newbigin, "The Work of the Holy Spirit in the Life of the Asian Churches", in A Decisive HowfiJ1· the Christian World Mission, ed. Norman Goodall et al. (London: SCM, 1960), 28. 35 Newbigin, "OurTaskToday".


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE7 255 sério o seu chamado de se engajar em um encontro/confronto missionário nas suas diversas áreas de trabalho, o sofrimento será inevitável. O segundo é a oração: se a igreja não quer adotar uma postura arrogante e triunfalista em relação à transformação da cultura, mas deseja ser uma testemunha fiel e efetiva, ela precisa aprender a orar para que Deus use seus esforços fracos e muitas vezes imperfeitos. O terceiro é a importância da comunidade. Aqui o papel da igreja local é importante em ao menos três aspectos. 36 Primeiro, a igreja local deve ser fiel em sua tarefa de nutrir a nova vida em Cristo por meio do evangelho, da Ceia do Senhor, da comunhão e da oração com vistas ao chamado mais abrangente do povo de Deus. Segundo, a igreja local deve ser uma comunidade que apoia os crentes em seu chamado por meio de encorajamento, oração, orientação, oportunidade para discussão e, às vezes, suporte financeiro. Terceiro, a igreja necessita de estruturas e grupos que capacitarão o povo de Deus com o entendimento de que precisa para colocar o seu chamado em prática. Estes podem ser simplesmente pequenos grupos congregacionais ou ecumênicos comprometidos em compartilhar dificuldades e orar uns pelos outros. Podem ser grupos que se unem em torno de um chamado comum que explore o que significa ser cristão em um determinado setor da esfera pública. Podem ser grupos altamente organizados e dotados de recursos financeiros comprometidos para equipar a igreja para a missão pública. 37 Uma igreja treinada para o evangelismo de uma maneira orgânica Um encontro/confronto missionário também resultará numa igreja evangelizadora. O evangelismo é a comunicação verbal das boas-novas a respeito de Jesus Cristo -sua vida, morte e ressurreição- que convida outros a segui-lo com todo o seu ser. Um dualismo escandaloso entre a palavra e a ação enfraqueceu profundamente o testemunho da igreja no século 20. Newbigin usa palavras duras para os que defendem esse tipo de divisão: atos de misericórdia e justiça que estão divorciados de palavras são traição, e palavras do evangelho desprovidas de atos são falsas. 38 Isso não significa que toda ação precise de uma palavra e que toda palavra requeira uma ação. Mas é o trabalho conjunto de ambos, da palavra e da ação, na 36 Michael W. Goheen, "As the Father H as Sent Me, IAm Sending You": J E. Lesslie N ewbigin's M issionary Ecclesiology ( Zoetermeer, N etherlands: Boekencen trum, 2000), 311-14. 37 Ver as seguintes páginas na internet de duas organizações desse tipo, uma no Canadá e outra na Nova Zelândia: <http://www.cardus.ca>; <http://www.maxim.org.nz> . 38 Lesslie Newbigin, "Crosscurrents in Ecumenical and Evangelical Understandings o f Mission", Intemational Bulletin ofMissionary R esem·ch 6, n. 4 (1982): 148.


256 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA integralidade do testemunho da igreja que outorga credibilidade ao evangelho. De acordo com algumas estimativas, a maioria das pessoas se converte depois de deparar com algum tipo de testemunho cristão ao menos oito vezes. Juntas, palavras e ações apoiadas pela vida da igreja podem ter um efeito cumulativo de revelar a mensagem de Jesus como boas-novas. Isso não indica somente a importância de usar poucas, porém oportunas, palavras e ações de testemunho fiel, mas também que no final das contas a obra da conversão é uma atividade do Espírito Santo. Ele é quem orquestra soberanamente o testemunho de Cristo usando até nossas palavras e ações mais deficientes. Muitos cristãos tremem diante da palavra "evangelismo". Ela parece apontar para a grande responsabilidade de oferecer uma apresentação polida e persuasiva do evangelho acompanhada pela destreza de conduzir habilmente o ouvinte arrependido a uma conversão dramática. Essa noção é reforçada pela maneira que frequentemente treinamos as pessoas para o evangelismo. Ensinamos diversos métodos e técnicas que fazem com que o evangelismo mais se pareça com propaganda ou lábia de vendedor do que com boas-novas. Sentimos a pressão de levar pessoas a Cristo. Não é de surpreender que surja a inquietação; nem todos de nós podem ser vendedores persuasivos, apologistas perspicazes e oradores eloquentes. Perguntamo-nos se esse tipo de técnica de evangelismo surge de uma situação na qual incrédulos dificilmente perguntam o que há de diferente em nossa vida, dessa forma criando oportunidades para que verbalizemos o nosso testemunho de Cristo. O tipo de evangelismo que precisamos adotar é algo mais orgânico para o dia a dia. Para isso, Kraemer oferece percepções bastante úteis: "Uma das leis fundamentais de toda apresentação da verdade cristã em todos os lugares do mundo é a de que essa verdade está relacionada de modo vital com todas as esferas e todos os problemas da vida, dos mais comuns e triviais aos mais complexos". 39 Esse tipo de evangelismo mencionado por Kraemer é "falar do evangelho informalmente" de maneira espontânea no cotidiano. Isso significa, primeiro, que entendemos e vivemos o evangelho de uma maneira abrangente e holística. Não é um evangelho acerca de um lugar futuro e de outro mundo que, salvo na ética pessoal, é pouco relevante para a maior parte da vida. Em vez disso, se virmos as boas-novas relacionadas com a nossa vida, tanto nas importantes questões públicas como nos aspectos menos significativos da vida privada, então o evangelho não será uma intromissão desconfortável, antes fará parte de nossa caminhada diária e fluirá 39 Hendrik Kraemer, The Christian Message in a Non-Christian Wo,.Zd (Edinburgh: Edinburgh H ouse Press, 1938), 304.


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE? 257 com facilidade para a nossa boca. O ponto de contato com nossos vizinhos será a nossa vida comum, com suas alegrias e aflições. Se compreendermos a crise econômica global, por exemplo, como um problema de ganância comunitária e idolatria coletiva que fazem do crescimento econômico um objetivo cultural central, então o evangelho não poderá ser deixado de lado em nossas discussões a respeito de assuntos econômicos atuais. Se percebemos que a falência da educação resulta da ausência de uma narrativa persuasiva para lhe dar sentido, e cremos que somente a Bíblia pode oferecer esse tipo de narrativa, então a nossa participação na educação não poderá deixar de se reportar ao evangelho. Se os nossos conflitos em relação à morte, às doenças e às perdas estão amparados pela esperança e pelo conforto das boas-novas da obra de Cristo, então dificilmente nos calaremos quando vizinhos e amigos incrédulos estiverem lutando com seu sofrimento. Se estivermos experimentando a graça e o perdão de Deus para o nosso pecado e nossa desobediência, nossas palavras para aqueles que estão presos a vícios e comportamentos autodestrutivos apontarão com humildade e compaixão para a fonte de nosso perdão e renovação. E em todas essas coisas não precisamos ser especialistas em teologia que podem relacionar o evangelho à economia, à educação, ao sofrimento e ao pecado. Nesses casos, podemos "falar despreocupadamente do evangelho", naturalmente apontando para Cristo e para o evangelho como as boas-novas. É Deus quem usa até mesmo o nosso testemunho verbal truncado. O evangelismo orgânico que está conectado com a vida cotidiana de maneira vital também comunicará o evangelho de uma forma que toque os anseios religiosos mais profundos da alma. Isso é o que faz o Evangelho de João ser uma peça tão brilhante de comunicação missionária. João compreendeu as aspirações mais profundas de seus contemporâneos na cultura grega e lhes respondeu com o evangelho. Porém, ao fazê-lo, ele também desafiou a idolatria em sua expressão cultural. Desse modo, a mensagem dele respondeu aos anseios de seus contemporâneos e também os chamou ao arrependimento por estarem comprometidos com coisas alheias ao evangelho. Para que possamos ouvir nossos vizinhos, precisamos gastar tempo em escutá- -los com empatia. Qyais são os anseios mais profundos das pessoas que vivem em nosso mundo consumista para os quais o evangelho tem resposta? Talvez os Rolling Stones tenham expressado algo sobre esse anseio: "Eu não consigo ter satisfação alguma [ .. .]. Eu tentei, tentei e tentei". A vida em Cristo oferece o tipo de vida abundante que nossa sociedade de consumo deseja, mas ela também chamará as pessoas ao arrependimento pela maneira como a buscam. O evangelismo sadio nos levará a amar e ouvir nossos vizinhos para conhecer seus anseios e, então, oferecer


258 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA o evangelho com humildade e sem fazer concessões, como verdade que oferece a vida, e vida verdadeira. Uma igreja profundamente envolvida nas necessidades de sua vizinhança e do mundo A atividade evangelística deve ser legitimada primeiramente e antes de tudo por uma comunidade que experimenta o poder do evangelho de transformar vidas (At 4.32-35). Nossas palavras também serão ouvidas como críveis se forem autenticadas com atos de misericórdia e de justiça. Portanto, um encontro/confronto missionário também implicará que "a comunidade não vive para si mesma, mas está profundamente envolvida com as preocupações de sua vizinhança". 40 Qyando vizinhos incrédulos dos arredores de uma igreja local são perguntados a respeito da razão da existência daquela igreja, eles frequentemente respondem: "Ela existe para si mesma". Esse é exatamente o oposto do que gostaríamos de ouvir. Miller conta a história de uma igreja calvinista holandesa que mantinha um relacionamento distante, se não levemente inamistoso, com seus vizinhos. Uma tempestade destelhou a casa de uma viúva daquela vizinhança, e a igreja mobilizou os diáconos para consertar o telhado. As atitudes da comunidade local mudaram drasticamente, e a distância e a suspeita foram substituídas por respeito e apreciação. 41 Essa história ressalta diversos aspectos importantes. Primeiro, em geral há muitas necessidades em um bairro, porém as igrejas não estão sempre sensíveis a essas necessidades. Miller dá a isso o nome de "cegueira às oportunidades". 42 Nossa igreja anterior em Hamilton oferece um exemplo. Contratamos um pastor de evangelismo, que investiu tempo fazendo um estudo demográfico minucioso de nossa cidade. Qyando apresentou os dados de sua pesquisa, ficamos todos estupefatos de ouvir acerca de dois grandes grupos de pessoas com necessidades significativas que viviam a poucos passos de nós. Com olhos voltados para essas necessidades, a igreja então se organizou para supri-las, o que se tornou um momento importante na vida da nossa igreja. Segundo, como a história de Miller ilustra, quando uma igreja se envolve profundamente com as necessidades de sua vizinhança, isso muda tanto a igreja quanto a atitude da comunidade local. A comunidade não mais vê a igreja como uma invasão alienígena e indesejada de pessoas reunindo-se apenas para os seus próprios propósitos egoístas, mas como uma presença bem-vinda ali para abençoar 40 Lesslie Newbigin, 7he Gospel in a P!ura!ist Society (Grand Rapids: Eerdmans, 1989), 229. 41 C.]. Miller, Outgrowing the I ngrown Church, 151-52. 42 Ibid., 152.


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE? 259 a vizinhança. A própria igreja desenvolve um senso de estar arraigada em um lugar com a responsabilidade de ser boas-novas ali. Terceiro, existe a necessidade de liderança, de modelos- "coelhos", marcadores de ritmo numa corrida-, cuja função principal é levar a igreja a se ocupar com misericórdia e justiça na comunidade. Normalmente, esse é o trabalho do diácono.43 Diáconos cientes do poder do evangelho, com os olhos voltados para as necessidades na igreja e da comunidade juntamente com uma imaginação que procura encontrar meios de atender essas necessidades, e cujo amor e misericórdia pelos necessitados é contagiante, podem ser parte inestimável de uma congregação que deseja ser boas-novas na sua comunidade. Finalmente, atos de misericórdia e de justiça, como expressões de amor sacrificial, podem ser um poderoso testemunho acerca da verdade do evangelho. A igreja primitiva é um exemplo claro disso. Atos de amor em favor dos necessitados estão entre as principais razões do crescimento da igreja primitiva nos primeiros três séculos, como testificaram cristãos e também os seus inimigos. Devido a esse poderoso testemunho, muitos dos mártires da igreja primitiva eram diáconos. E também por causa desse poderoso testemunho, quando o imperador Juliano (331-363 d.C.) procurou reavivar a religião pagã no Império Romano após a sua "conversão" ao cristianismo, reconheceu o amor e a caridade da igreja cristã como as principais razões de sua popularidade e, por isso, procurou imitá- -las. Como o papa Bento XVI explica resumidamente na sua primeira encíclica: "Numa das suas cartas, [Juliano] escrevera que o único aspecto do cristianismo que o maravilhava era a atividade caritativa da Igreja. Por isso, considerou determinante para o seu novo paganismo fazer surgir, a par do sistema de caridade da Igreja, uma atividade equivalente na sua religião. Os 'galileus'- dizia ele - tinham conquistado assim a sua popularidade. Precisava imitá-los, senão mesmo superá-los". 44 Bento XVI continua dizendo o que toda tradição cristã deveria afirmar: "Para a Igreja, a caridade não é uma espécie de atividade de assistência social que se poderia mesmo deixar a outros, mas pertence à sua natureza, é expressão irrenunciável da sua própria essência". 45 43 Um excelente ponto de partida para uma leitura adicional a respeito seria Timothy Keller, Resources for Deacons: Love Expressed through M e1·cy Ministries (Decatur, GA: Presbyterian Church in America, 1985); Keller, Ministries of Mercy: The Cal! of the jericho Road, 2. ed. (Phillipsburg, NJ: P&R, 1997). 44 Papa Bento XVI, D eus Caritas Est (primeira encíclica, datada em 25 de dezembro, 2005, postada em 25 de janeiro, 2006), 25, disponível em: <http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvil encyclicals/ documents/hf_ben -xvi_enc_20051225 _ deus-caritas-est_po.html >. 45 Ibid., 25, a.


260 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA Uma igreja comprometida com missões Newbigin faz uma importante distinção entre missão e missões. Podemos estranhar uma distinção feita apenas entre o singular e o plural. No entanto, temos de nos recordar de que no Credo de Niceia (325 d.C.) uma letra apenas protegeu o evangelho de um grave comprometimento. Homoousion expressou que Jesus era Deus, enquanto a alternativa homoiousion significava que Jesus era muito semelhante a Deus. O historiador inglês Edward Gibbon (1737-94), autor da obra A História do Declínio e Queda do Império Romano, zombava do comportamento ridículo da igreja brigando por causa de um ditongo. No entanto, a letra protegeu algo essencial do evangelho. Da mesma forma, Newbigin acredita que esse plural [missões] preservou algo indispensável na missão da igreja. Com base na ausência desse aspecto da missão da igreja em grande parte da literatura atual sobre a igreja missional, a forma da palavra no plural é realmente bastante necessária: a missão frequentemente ofuscou missões. Missão é a tarefa integral da igreja que é enviada ao mundo para testemunhar das boas-novas. Como tal, missão é literalmente uma perspectiva da vida como um todo: a vida inteira do povo de Deus, tanto como uma comunidade reunida quanto como uma comunidade espalhada, que testemunha do senhorio de Jesus Cristo em todos as situações da vida humana. Missões é uma parte desse papel maior que a igreja desempenha na história de Deus. Sua tarefa é estabelecer um testemunho em lugares onde ele não existe. Em geral, missões é um empreendimento transcultural. Porém, missões não é apenas uma parte essencial da missão da igreja; também é a perspectiva final. A missão do povo de Deus de tornar conhecidas as boas-novas tem como sua perspectiva final os confins da terra. Um problema que continua enfraquecendo o compromisso missionário da igreja é a separação entre as agências missionárias e as igrejas. Essa separação levou a uma missão que não tem a pretensão de ser a igreja e a uma igreja que não tem uma missão para o mundo. Porém, no Novo Testamento a igreja é o único corpo missionário estabelecido por Deus. Portanto, é essencial que cada igreja comece a fazer a sua parte em missões, a tarefa de levantar o testemunho de Cristo em regiões e lugares onde ele não existe. Todavia, esse envolvimento deve se opor a um mal-entendido bastante difundido. O uso de recursos transculturais ainda se baseia na mentalidade colonial do passado. Naquela época, a missão da igreja estava reduzida a missões: missão significava expansão geográfica, levando o evangelho do Ocidente cristão para as demais partes não cristãs do mundo. Missão era qualquer coisa além-mar. Hoje, a resposta é, por vezes, como de costume: fazer missões ainda é definido pela geografia e, portanto, continua sendo qualquer coisa que ultrapasse fronteiras culturais, estejam elas


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE? 261 estabelecendo um testemunho do evangelho onde ele não existe ou servindo de sustento financeiro transcultural entre igrejas. Essa situação levou Bryant Myers a afirmar que a alocação desproporcional de recursos missionários é um escândalo. 46 Pouco mais de um por cento de recursos financeiros e somente dez por cento de recursos de pessoal destinados ao trabalho transcultural servem de fato para o propósito de missões: estabelecer um testemunho em regiões não evangelizadas. O restante é usado para edificar igrejas já bem estabelecidas em outras partes do mundo, igrejas que, às vezes, são mais fortes do que a igreja que envia. Esse tipo de ajuda entre igrejas não deixa de ser importante; na verdade, é uma expressão da natureza ecumênica da igreja. O escândalo está na alocação desproporcional de recursos e na negligência relativa em missões em regiões ainda não evangelizadas. À medida que a igreja assume sua tarefa de engajar-se em missões, haverá um efeito reflexivo. ~ando a igreja desenvolve uma visão para missões e começa a se envolver em missões até os confins da terra, ela também se torna mais propensa a ser uma igreja missional no lugar onde está inserida. Missões têm o potencial de revitalizar a visão missional para o mundo inteiro, incluindo a própria vizinhança. Uma igreja com líderes bem treinados Para colocar em prática esse exigente encontro/confronto missionário no mundo, as igrejas locais vão precisar de, no mínimo, três coisas: líderes que têm visão missional, encarnam essa visão e preparam outros para segui-los; famílias que treinam a geração seguinte a serem fiéis; e pequenos grupos que podem ser instrumentais nas diversas dimensões da tarefa da igreja. É impossível para um pastor desenvolver e implementar essa visão para uma igreja missional sozinho. É essencial identificar e treinar líderes que possam se envolver no processo e atuar como agentes de mudança. Mas o nosso conceito de liderança irá moldar nossa forma de treinar líderes. Newbigin insinua que grande parte de nosso conceito de liderança eclesiástica foi formado em um contexto não missional. Sua própria experiência missionária o fez rever a visão de liderança na igreja local. No Novo Testamento, a liderança estava primordialmente centrada na missão, ao passo que o ministério no contexto da cristandade estava centrado no cuidado pastoral de comunidades estabelecidas: "Em uma delas, o ministro se volta para as pessoas- reunindo, ensinando, alimentando, confortando; na outra, 46 Bryant Myers, 7he New Context of World M ission (Monrovia, CA: Mission Advanced Research and Communication Center, 1996), 48, 55.


262 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA ele conduz as pessoas, indo à frente delas, no caminho para a cruz para desafiar os poderes deste mundo em trevas".47 Paulo é quem melhor define a liderança do Novo Testamento: "Sede meus imitadores, como também eu sou de Cristo" (lCo 11.1). Líderes são os que levam a sério seguir a Jesus e capacitam outros a fazer o mesmo. Líderes são os que lideram pelo seu próprio exemplo no engajamento missional e equipam outros a também participar da missão de Deus. Duas imagens capturam esse tipo de liderança necessário para uma igreja missionária. A primeira é a do "coelho", marcador do ritmo em corridas. Líderes precisam ser marcadores do ritmo, modelos à frente dos outros, ditando o passo, convidando e estimulando outros a seguir. 48 Uma segunda imagem é a do pioneiro. Um pioneiro é alguém que explora um território desconhecido e não mapeado, para que outros possam segui-lo. Assim como Jesus foi o pioneiro liderando o caminho com sua vida, convidando outros a juntar-se a ele na sua missão, do mesmo modo o fazem os líderes da igreja. 49 Para que a igreja possa assumir sua identidade missional, os líderes devem exibir essa visão e trabalhar na formação de estruturas que fomentem esse chamado. Para que a igreja viva o evangelho na prática como o poder de Deus para a salvação, os líderes precisam encarnar esse compromisso em sua própria vida. Para que a igreja aprenda a oração "de frente de batalha", os líderes devem mostrar o caminho. Para que a igreja se torne mais radical na tarefa de preparar a próxima geração para seguir a Cristo, os líderes precisam mostrar o que isso significa em seu próprio lar. Para que a igreja confronte os poderes da esfera pública, os líderes devem eles mesmos já estar profundamente engajados nessa esfera. De fato, achave para uma igreja missional serão líderes que já seguem a Cristo em sua missão e buscam maneiras de capacitar e equipar o restante da igreja para que também o sigam mais fielmente. Uma igreja com pais treinados para assumir a tarefa de desenvolver os filhos na fé Em um capítulo anterior, observamos que o livro de Deuteronômio adverte o povo de Deus contra duas ameaças que iriam impedi-los de se tornar luz para as 47 Lesslie Newbigin, "How Should We Understand Sacraments and Ministry?" (ensaio escrito para a Comissão Internacional Anglicana Reformada, uma conferência organizada em conjunto pelo Conselho Consultivo Anglicano e a Aliança Mundial de Igrejas Reformadas, encontro em Woking, Londres, 10-15 de janeiro de 1983). 48 C.]. Miller, Outgrowing the lngrown Church, 109. 49 AnthonyTyrell Hanson, The Pioneer Ministry (London: SPCK, 1975).


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE7 263 nações: a idolatria e o fracasso de não transmitir a fé à geração seguinte. As estatísticas alarmantes que indicam o rápido êxodo da geração mais jovem da igreja ocidental realçam essas advertências. O extraordinário poder que a tecnologia tem de moldar a cosmovisão em associação com a quantidade enorme de tempo que os jovens gastam com essas tecnologias fazem com que o tempo exíguo que eles gastam na formação cristã pareça insignificante nessa comparação. A melhor pregação, o melhor louvor e os melhores cursos oferecidos por uma igreja simplesmente não conseguem competir com televisão, filmes, internet, celulares, Jacebook, twitter e uma lista cada vez maior de tecnologias que formam nossa visão do mundo. Se as famílias não forem ensinadas a assumir compromissos radicais, custosos e que exigem tempo para educar seus filhos, o futuro da igrej a como uma comunidade missional no Ocidente será sombrio. Prossigo aqui com um testemunho pessoal. Lembro-me de como tremi no batismo de meus dois filhos mais velhos por sentir o enorme peso da responsabilidade de ajudá-los a conhecer as promessas, as ordens e as advertências da aliança. Naquela época, minha esposa e eu assumimos o compromisso de dar quaisquer passos radicais que fossem necessários para sermos fiéis a esse chamado. Qiero mencionar brevemente algumas daquelas medidas que acabaram se materializando. A primeira é o culto doméstico. 5 ° Começamos com isso bem cedo e nenhum de nossos filhos consegue lembrar de uma época em que o culto doméstico não era parte essencial de nossas noites. Separamos cerca de uma hora a uma hora e meia para o culto doméstico cinco noites por semana (de segunda a quinta-feira e aos sábados). Era importante estabelecer um horário e permanecer firme no compromisso de mantê-lo a salvo de outras intromissões a todo custo. Isso significava iniciar outras reuniões mais tarde e não planejar outros eventos no horário noturno. Durante aquele tempo, ensinamos aos nossos filhos a verdadeira história do mundo contida nas Escrituras, usando livros e métodos apropriados para a idade deles. Gastamos tempo significativo cantando e orando juntos. Memorizamos e discutimos partes da declaração de fé Our World Belongs to God: A Contemporary Testimony [Nosso mundo pertence a Deus: Um testemunho contemporâneo).5 1 Usando o guia de oração Operation World [Intercessão Mundial], conversamos sobre a igreja mundial e oramos por ela. 52 Eu pegava regularmente cada um de meus 50 Escrevi sobre a nossa experiência com mais detalhes em: "Hope for the Christian Family: Family Worship", C!m·ion: The Canadian Refonned Magazine 49, n. 6 (March 17, 2000), 125-29. 51 As duas versões, de 1987 e de 2008, podem ser encontradas em: <http://www.biblicaltheology. ca/living-at-the-crossroads/articles>. 52 Patrick Johnstone; Jason Mandryk; Robyn Johnstone, Opemtion World (Minneapolis: Bethany House, 2001). [Edição em português: Intercessão mundial, Monte Verde, Missão Horizontes, 2003.]


264 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA filhos no colo e orava por eles individualmente. Tudo isso fez com que o nosso culto em família fosse um dos melhores momentos do dia. A segunda é a educação. Em nossa vida familiar, percebemos cedo que o evangelho do reino deveria moldar a nossa vida por inteiro. Qyeríamos uma educação cristã para os nossos filhos, mas não sabíamos o que isso significava. A essa altura, deparamos com um livro intitulado No Icing on the Cake [Bolo sem cobertura] e lemos isto: "Relacionar o evangelho com a educação não é simplesmente uma questão de colocar uma cobertura religiosa sobre um bolo educacional secular. Os que confessam o Nome de Cristo são chamados a desenvolver o aprendizado e o ensino que estão baseados na Palavra de Deus. Ao reconhecerem que a redenção de Cristo abrange toda a criação, os cristãos produzirão abordagens novas e sadias na educação: um bolo completamente novo!"Y Aprofundamos, então, a nossa compreensão do que isso significava e nos comprometemos a dar a formação educacional aos nossos filhos em casa. Essa obviamente não é a única maneira de assumir a responsabilidade pela formação educação de seus filhos. Nem é a única maneira de fazer com que o evangelho afete a educação, mas é o caminho que escolhemos. Depois da tecnologia, a educação provavelmente será a principal via pela qual a próxima geração será incentivada e fomentada a viver uma história e a adotar uma maneira de ver o mundo e viver nele. Portanto, as escolhas que fazemos têm implicações de longo alcance. Hoje, a educação - incluindo a educação pública, cristã e doméstica- está muito mais comprometida em servir aos deuses da satisfação econômica, do consumismo, do multiculturalismo e da tecnologia. 54 O compromisso de encontrar maneiras de dar formação educacional aos nossos filhos de modo que vejam Jesus como o Senhor de todos os aspectos da vida não é uma opção, mas uma enorme responsabilidade. Isso exige intencionalidade e sacrifício que somente poderão ser sustentados se reconhecermos a importância dessa tarefa. A terceira é o uso criterioso da tecnologia. As poderosas formas de tecnologia no início do século 21 estão sem dúvida alguma moldando a visão de mundo da próxima geração mais do que qualquer outra coisa. Ignorar essa força poderosa em nossos lares é equivalente a uma grande tolice. Fizemos a leitura do livro de Neal Postman, Technopoly, e quando novas tecnologias foram introduzidas em nossa casa, conversamos juntos a respeito: O que isso vai nos trazer e o que isso vai tirar de nós? Qyais são os seus benefícios e quais são os seus perigos? Podemos 53 Jack Mechielsen, prefácio para No Icing on the Cake: Christian Fozmdations for Education, ed.Jack M echielsen (Melbourne: Brookes-Hall, 1980), vi. 54 Neal Postman, The End of Education: R edefining the Value of School (New York: Vintage Books, 1996).


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE? 265 lembrar de alguns êxitos e, infelizmente, de alguns fracassos. Entretanto, deve haver um plano intencional para discutir essas questões a fim de ajudar nossos filhos a aprender a usar a tecnologia com sabedoria. A quarta é a importância de compreender o nosso contexto cultural. É essencial, como já observamos, entender as tendências espirituais que moldam a nossa cultura. Isso pode ser feito com os filhos mais novos, ensinando-os a suspeitar da propaganda, talvez o profeta mais poderoso da religião consumista. Nos primeiros anos que tivemos TV em casa, permitíamos que nossos filhos assistissem a algumas programações infantis desde que observassem uma regra simples após cada comercial. Eles deviam perguntar (em voz alta, para que pudéssemos ouvir): "Q.yem vocês pensam que estão enganando?". Descobrimos que a melhor forma de refletir sobre a cultura é por meio de discussões sobre tecnologia, filmes, música e eventos atuais. As oportunidades são muitas; elas apenas requerem pais sensíveis a essas aberturas, que estej am dispostos a crescer pessoalmente e envolver os seus filhos. A quinta medida é capacitar nossos filhos a se tornarem membros do corpo de Cristo. Nossos filhos são excluídos de muitas maneiras do culto e da vida da igreja local. Os líderes de igreja precisam procurar meios de envolver as crianças, porém os pais têm a responsabilidade principal. Nós usávamos as noites de sábado para conversar a respeito dos diversos aspectos do culto a fim de equipar e ensinar nossos filhos a adorar. Minha esposa fala de "ser pai e mãe no banco da igreja", trabalho intencional de capacitar nossos filhos para a participação no culto corporativo. 55 Muitas coisas poderiam ser mencionadas, mas cadernos para anotar os sermões foram uma excelente forma de encorajar nossos filhos a prestar atenção nos sermões. Antes, quando ainda não sabiam escrever, eles desenhavam algo relacionado com o que ouv1ram. Essas são apenas algumas maneiras como as famílias precisam assumir a responsabilidade de fortalecer seus filhos na história da Bíblia. Será necessário orar, dedicar tempo, compromisso e sacrifício, mas de que adianta aos pais ganhar o mundo inteiro e perder seus filhos? A igreja precisa encontrar meios de capacitar os pais para essa difícil tarefa. 55 Só muito mais tarde descobrimos que existia um livro com esse título. Robbie Castleman, Parenting in the Pew: Guiding Your Children into the ]oy of Wonhip, ed. ampl. (Downers Grave, IL: lnterVarsity, 2002).


266 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA Uma igreja com pequenos grupos que fortalecem seus participantes para a missão no mundo Se tomarmos algum tempo para refletir a respeito das passagens que trazem a expressão "uns aos outros" no Novo Testamento e da profundidade do compromisso mútuo que elas exigem - com respeito à importância da oração em comunidade, à difícil tarefa de compreender nosso contexto cultural, à necessidade de treinamento para o nosso chamado missional voltado ao mundo ou ao treinamento de nossas crianças, ou às maneiras como podemos estar profundamente envolvidos nas necessidades de nossa vizinhança- imediatamente ficará evidente que essas coisas somente podem ser feitas se desenvolvermos mais formas de os cristãos se reunirem em pequenos grupos. O desafio é que esses pequenos grupos se tornem instrumentos da missão de Deus voltados para o mundo. 56 Com frequência, pequenos grupos se voltam para dentro de si mesmos, reuniões nas quais as bênçãos da salvação são desfrutadas egoisticamente ou são direcionadas a atividades sociais desvinculadas do evangelho. Duas práticas ajudarão a manter esses pequenos grupos orientados para o seu chamado missional. A primeira é manter a presença constante de quatro elementos: oração, estudo bíblico, comunhão e evangelismo (uma orientação para o mundo). Enfatizar somente os três primeiros leva à ameaça do egocentrismo; a ênfase exclusiva no último traz o perigo do ativismo. A segunda prática é o empenho na direção de uma ecumenicidade que transcenda diversas igrejas. Qyando esses pequenos grupos são definidos por crentes de localidades geográficas definidas (um bairro, por exemplo), em vez de somente por pessoas que pertencem a uma igreja local, reduz-se o perigo de se formarem grupos aconchegantes e voltados para si mesmos. Vários tipos de grupos podem ajudar a igreja a ser mais fiel ao seu chamado missional. O primeiro é o grupo do bairro. Ele pode reunir crentes de um mesmo bairro para estudar a Bíblia, orar juntos, ter comunhão e buscar meios de evangelizar juntos. É essencial que a perspectiva ou a orientação para o mundo seja infundida no éthos do grupo. Por exemplo, o grupo pode fazer uma pesquisa no bairro para verificar se há coisas pelas quais seus membros podem orar ou necessidades que eles podem ajudar a suprir. Ou, de uma forma mais radical, um grupo do bairro pode começar a compartilhar muito mais da vida de seus membros em conjunto - comer, fazer compras, divertir-se e assim por diante - com a intenção de convidar pessoas não cristãs da vizinhança para essa vida em comum que eles compartilham em Cristo. 56 Goheen,As the Father H as Sent Me, 238-41.


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE? 267 Um segundo tipo de pequeno grupo é o grupo de ação, que é organizado em torno do alvo específico de alcançar outras pessoas, seja com fins evangelísticos ou de promover misericórdia e justiça. Esses grupos serão organizados com maior intencionalidade para missão, mas não devem negligenciar a oração e as Escrituras. Um terceiro tipo já mencionado: grupos de pr?ftssionais. Esses grupos reúnem profissionais de diversas áreas de atuação para estudar a Bíblia, orar juntos e discutir o que significa ser fiel ao chamado de viver o evangelho naquela esfera da vida. Um quarto tipo é o grupo de interesse. Formado de forma aleatória, esse tipo de grupo pode se reunir por um ano com o objetivo específico de se tornarem pais melhores, como entender a cultura, como orar e assim por diante. Um último tipo é o grupo de trabalho. Esse pequeno grupo consiste em crentes que trabalham em um local específico, por exemplo, um escritório de advocacia, uma determinada fábrica ou um banco. Esses crentes se reúnem naquele local de trabalho para orar por seus colegas e pelo ambiente de trabalho e para discutir maneiras de ser luz naquele contexto. Deve-se tomar cuidado com esses grupos para que sejam vistos como células que trazem bênção para o local de trabalho e não como reuniões sectárias que o perturbam. Uma igreja que busca e expressa a unidade do corpo de Cristo Paulo afirma que Deus tornou sua vontade conhecida a nós, a qual ele designou em Cristo "para a dispensação da plenitude dos tempos, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, tanto as que estão no céu como as que estão na terra" (Ef 1.10). Se a igreja deve ser uma antevisão do rumo que Deus está dando à história, ela deve exibir esse tipo de reconciliação e de unidade. Essa ênfase na unidade está em harmonia com a oração de Jesus a fim de que seus seguidores sejam um "para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17.21). Portanto, a desunião é um escândalo não porque é lastimável, mas porque contradiz o próprio evangelho que proclamamos. Uma igreja missional não pode deixar de se preocupar com uma expressão de unidade da igreja. Mas onde começamos nessa altura da história com cerca de trinta mil denominações? A confissão de fé Our World Belongs to God· A Contemporary Testimony [O Nosso Mundo Pertence a Deus: Um Testemunho Contemporâneo] expressa muito bem uma resposta pontual à nossa falta de unidade. Entristecemo-nos porque a igreja, que compartilha do mesmo Espírito, da mesma fé, da mesma esperança, e que abarca todo o tempo e lugar, toda raça e língua


268 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA se tornou uma comunhão despedaçada em um mundo quebrado. ~ando nos esforçamos em favor da verdade do evangelho e da justiça que Deus nos ordena, oramos por sabedoria e coragem. ~ando nosso orgulho ou nossa cegueira impedem a unidade da família de Deus, buscamos o perdão. Ficamos maravilhados porque o Senhor ajunta os pedaços quebrados para fazer a sua obra, e porque ele ainda nos abençoa com alegria, com novos membros e com evidências surpreendentes de unidade. Comprometemo-nos a buscar e expressar a unidade de todos os que seguem aJesus. 57 Ela começa com a tristeza pela condição da igreja, que está dividida, seguida do reconhecimento sóbrio de que a desunião, às vezes, resulta da coragem em se posicionar a favor da verdade do evangelho. No entanto, ela assume uma postura de arrependimento pelas muitas divisões na igreja originadas por causa do orgulho e da cegueira. Ela expressa admiração e surpresa pelo fato de que Deus usa pedaços quebrados para a sua missão e ainda nos abençoa com o dom da nova vida e as evidências surpreendentes de unidade. Ela conclui com um compromisso de buscar e expressar a unidade da igreja. Como uma igreja local pode iniciar uma tarefa tão grande? Anteriormente descrevi como nosso pastor de evangelismo em Hamilton identificou duas áreas ministeriais a poucos metros de nossa igreja: saúde mental e refugiados. Esse envolvimento na vizinhança acabou se tornando uma iniciativa ecumênica que uniu igrejas preocupadas com as necessidades da cidade. Seis igrejas de diferentes denominações se reuniram nesse esforço pioneiro, e a participação de novas igrejas vem crescendo. Esse movimento é descrito na sua página na internet com estas palavras: "TrueCity [Cidade real] é um movimento de igrejas na região de Hamilton que tem o compromisso de viver as boas-novas de paz, justiça, misericórdia e reconciliação que temos em Jesus. Cremos que ao colocar em prática esse compromisso veremos a transformação de nossos bairros e da nossa cidade". Elas estão comprometidas com uma visão tripla: igrejas que adotaram sua identidade missional; igrejas que se veem integral e essencialmente conectadas umas com as outras como parte da missão de Deus; e um número crescente de igrejas que 57 Our Wodd Belongs to God, versão de 2008, parágrafo 40.


COMO SERIA UMA IGREJA MISSIONAL HOJE? 269 estão comprometidas com o bem público da cidade. Elas têm concentrado o seu trabalho conjunto em seis áreas: envolvimento no bairro, refugiados e recém- -chegados, saúde mental, artes, plantação de igrejas e questões ambientais. Esses esforços demonstram uma das maneiras que uma visão missional e ecumênica pôde amalgamar-se à medida que o povo de Deus naquele lugar se comprometeu a buscar e expressar a unidade que compartilha em Cristo. 5 8 Conclusão Essa lista sugere o que pode significar hoje sermos um povo "venha-e-junte-se-a- -nós", convidando outros para se juntarem a nós à medida que encarnamos e avançamos na direção do shalom de Deus no clímax da história. Ela também aponta para aquilo que pode significar sermos um povo "a fim de que", abençoados para que, da nossa parte, sejamos uma bênção para o mundo. Contudo, mesmo para dar pequenos passos nessa direção, nossa vida terá de estar mais profundamente arraigada na cruz e na ressurreição e clamar pela ação capacitadora do Espírito. Assim poderemos humildemente, como o antigo autor de hinos, "ponderar mais uma vez sobre o que o Todo-Poderoso pode fazer quando com seu amor teu amigo se tornar". 5 9 58 Ver: <http://www.truecity.ca>. 59 Joachim Neander (1690), "Praise to the Lord, the Almighty", trad. Catherine Winkworth, 1863, Psalter Hymnal (Grand Rapids: CRC Publications, 1987), hino n. 253, estrofe 3 (trad.livre para o português).


Para leitura adicional Bailey Wells, Jo. God's Holy People: A 7heme in Biblical 7heology. Sheffield, UK: Sheffield Academic Press, 2000. Bartholomew, Craig G.; Michael W. Goheen. 7he Drama oJ Scripture: Finding Our Place in the Story oJ the Bible. Grand Rapids: Baker Academic, 2004. Bauckham, Richard. Bible and Mission: Christian Witness in a Postmodern World. Grand Rapids: Baker Academic, 2003. Belcher,Jim. Deep Church:A 7hird U0:y beyond Emerging and Traditional. Downers Grave, IL: lnterVarsity, 2009. Berkouwer, Gerrit C. 7he Church. Traduzido por James E. Davison. Estudos em teologia dogmática. Grand Rapids: Eerdmans, 1976. Especialmente p. 391-420. Bosch, David. Transforming Mission: Paradigm Shifts in 7heology of Mission. Maryknoll, NY: Orbis Books, 1991. Especialmente p. 15-178,368-93. Chester, Tim; Steve Timmis. Total Church: A Radical Reshaping around the Gospel. Wheaton: Crossway, 2008. Clapp, Rodney. A Peculiar People: 7he Church as Culture in a Post-Christian Society. Downers Grave, IL: InterVarsity, 1996. De Ridder, Richard R. Discipling the Nations. Grand Rapids: Baker Academic, 1971. Driver,John. Images ofthe Church in Mission. Scottdale, PA: Herald Press, 1997. Goheen, Michael W. As the Father H as Sent Me, IAm Sending You: J E. Lesslie Newbigin's Missionary Ecclesiology. Zoetermeer, Netherlands: Boekencentrum, 2000. Guder, Darrell, ed. Missional Church: A Vision for the Sending of the Church in North America. Grand Rapids: Eerdmans, 1998. Küng, Hans. The Church. Garden City, NY: Image Books, 1976.


272 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA Legrand, Lucien. Unity and Plurality: Mission in the Bible. Traduzido por Robert R. Barr. Maryknoll, NY: Orbis Books, 1990. Lohfink, Gerhard. Jesus and Community: The Social Dimension of the Christian Faith. Traduzido por John P. Galvin. Philadelphia: Fortress Press, 1984. Martin-Achard, Robert. A Light to the Nations: A Study of the 0/d Testament Conception oflsrael's Mission to the World. Traduzido por John Penney Smith. London: Oliver and Boyd, 1962. Miller, C. John. Outgrowing the Ingrown Church. Grand Rapids: Zondervan, 1986. Minear, Paul. Images ofthe Church in the New Testament. Philadelphia: Westminster, 1960. Nessan, Craig L. Beyond Maintenance to Mission: A Theology of the Congregation. Minneapolis: Fortress Press, 1999. Newbigin, Lesslie. Foolishness to the Creeks: The Cospe! and Western Culture. Grand Rapids: Eerdmans, 1986. __ . 1he Cood Shepherd· Meditations on Christian Ministry in Today's World. Grand Rapids: Eerdmans, 1977. __ . The Cospe! in a Pluralist Society. Grand Rapids: Eerdmans, 1989. __ . Household ofCod· Lectures on the Nature ofthe Church. New York: Friendship Press, 1954. Schnackenburg, Rudolf. The Church in the New Testament. Traduzido por W. ]. O'Hara. New York: Seabury Press, 1965. Shenk, Wilbert R. Write the Vision: The Church Renewed. Valley Forge, PA: Trinity Press lnternational, 1995. Van Engen, Charles. Cod's Missionary People: Rethinking the Purpose of the Local Church. Grand Rapids: Baker Academic, 1991. Van Gelder, Craig. The Essence of the Church: A Community Created by the Spirit. Grand Rapids: Baker Academic, 2000. Wright, Christopher]. H. The Mission ofCod: Unlocking the Bible's Crand Narrative. Downers Grave, IL: lnterVarsity, 2006. _ _ . Salvation Belongs to Our Cod· Celebrating the Bible's Central Story. Downers Grave, IL: lnterVarsity, 2007.


, Indice remissivo A acomodação 21, 28,222 "aflições messiânicas" 135 ajuntamento 90, 100,236 ajuntamento escatológico 106, 124-6, 143,168 alegria 118 Alemanha nazista 22 aliança 45,54-64,231,235 com Davi 78-9 de vassalagem 55-6 e eclesiologia 69 reforçada pelos profetas 82-3 renovação da 195 alienação 118 Allen, Roland 177, 183 amor 118 da aliança 66 pelo próximo 115,259 pelos inimigos 117 por Deus 115 análise cultural 251 anciãos 85 Ano do Jubileu 62 antegosto 167,235, 236 antigo Oriente Próximo 54-6 Antigo Testamento, veterotestamentário 40,41,47,154,230 anti-intelectualismo 172 n.56 Antioquia 179-85 apartheid 22 Apocalipse 225,241 Arão 59 arrependimento 110-1, 139, 164, 169 aspersão de sangue 63 assimilação, no Exílio 84-5, 88 ativistas 93 Atos 151-87,236 Augsburgo, Paz de 28 autoajuda 34 autoestima 248 B Bacon, Francis 29 Barnabé 159,179-82 Barth, Karl 140, 145, 147 Barth, Markus 43 batismo 142-3,167,174,211,221, 242


274 Bauckham, Richard 167, 169,226 Bavinck,J. H. 95, 107,251 Beale, Gregory 79,212-7 Beker,J. Christiaan 198,200 Belgic Confession 172 n.57 Bem-aventuranças 116 bênção 50 bênção apostólica 242 Bento XVI, Papa 259 Berkhof, Hendrikus 209,211,215 Berkhof, Louis 130 n.1 bezerro de ouro 64, 65 Bíblia narra história real do mundo 23-5,37-8,229,240 Blauw,Johannes 68 Boda, Mark 81 Bornkamm, Günther 144 Bosch, David 111, 176 n.63, 202 Bright,John 87, 91 n.60 Broyles, Craig 81 Brueggemann, Walter 72, 88 Burnett, David 84 c Calvino, João 124 n.68, 246 carne vs. Espírito 200 Castleman, Robbie 265 n.55 catequese 23 Ceia do Senhor 17 4, 211, 242 "cegueira às oportunidades" 258 Celso 24 centro comunitário, igreja como 34 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA chamados ao mundo 254-55 9 Childs, Brevard 68 n.84 Christensen, Duane 71 Christus Victor 137 cidade sobre um monte 110, 114 ciência 27, 28, 30 circuncisão 45, 93, 96, 193, 193 n.16 Clapp, Rodney 80 Clines, David 49 n.24 cobradores de impostos 119 "coelho" (marcador de ritmo numa corrida) 259 colheita 126,141, 156 como propósito do chamado da igreja 242 compaixão que transpõe barreiras 119-20 comunhão 172-3,255,266 comunhão à mesa 119 comunidade 114, 254 ajuntamento e formação da 100 e cruz 129-32, 138-9 Jesus sobre 100 sendo um corpo 206 sendo pública 217-8 sendo cheia do Espírito 167 testemunho da 158 comunidade de contraste 54, 76, 116, 120, 161, 176,207,231,233,234,237, 247-51 do ajuntamento 233


ÍNDICE REMISSIVO do reino 233 dominante 122 escatológica 142-3, 154, 164, 166, 196-7,227,234 messiânica 165, 187,237 transformada 132 Concílio de Jerusalém 159, 169-70, 180,185-7 condutas domésticos 223 confederação tribal, Israel como 73-77,98,232 confins da terra 161-2,193,237 confissão de pecado 242 conhecimento objetivo 28-30 Conn, Harvie 251 conquista de Canaã 73 Constantino 26 consumação 44, 101 consumismo 31-2, 248,264 contracultura, contracultura! 18, 225,253 convicção 249 Conzelmann, Hans 153 Cornélio 179 corpo de Cristo, 191, 204-9 cosmovisão secular/ dualista da cultura ocidental 52 cosmovisões pagãs 86-8 Craigie, Peter C. 56 Credo de Niceia 260 criação, renovação da, ou restauração da 35,43,58,104,131,133,138, 198 275 crise de identidade no exílio 84 cristandade 26-7, 28, 33, 78 n.18, 130 n.1,151,226,252,261 crucificação, contextos narrativos da 130-2, 136 cruz 36 e ajuntamento de nações 139-40 e comunidade 130-1, 138-9 em sua dimensão cósmica 134-6, 138 culto 46, 67,240-2 como entretenimento 34 crianças no 265 culto doméstico 263-4 cultura 20-2 alienação da igreja da 219-20 bem-estar da 202,223 cananeia 61-2, 76 encontro missionário com 251 helenística 71 ocidental 29, 52, 227, 251-4 participação cristã na 221-2, 224 solidariedade com 252-3 cultura cristã, mito da 251 culturas pagãs, idolatria de 75-6 cumprimento 101, 116 cura 102 D Dahl, Nils 191 Daniel 87-8, 89,224 Davi 78


276 De Ridder, Richard 176 n.63 dedicar-se 139, 175,181 depósito 165 descanso sabático 200 Descartes, René 28,29 desconfiança 249 deserto 164 desiludido 249 Deus paternidade de 112 santidade de 58 como Senhor sobre todas nações 46 amor e graça de 66 presença de 64-8,192-3,214,231, 235 Dia do Senhor 241 diáconos 259 Diáspora de Israel 72, 83-90, 98, 232 sendo missional 217-27 restauração no Pentecostes 167 didache 197 Diétrich, Suzanne de 158 di.sci.pulado 111 discípulos 109, 147 doutrina 172 doze 109,160,170 Driver,John 33, 133 n.8, 137 dualismo 203 no presente mundo mau 198 da cultura ocidental 29, 61 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA Dulles, Avery 33 Dumbrell, William J. 57 n.55, 58 n.56, 59, 68 n.84 Dunn,James D. G. 123 Durham,John 52, 59,64 n.73, 67 n.81, 68 n.83 Echegaray, Hugo 148 eclesiologia e aliança 69 e missão 21-2 e ressurreição 140 E Éden 212 educação 264 educação cristã 264 Egito, escravidão e idolatria do 230 egoísmo 18,248 ekklesia 195-7,217 eleição 192 vs. exclusivismo etnocêntrico 94 para missão 39,50-1, 81, 146,235 "em Cristo" 201,204-6 empresa, igreja como 34 empréstimo cultural 187 engajamento de transformação 223 ensino 171-2, 197 ensino dos apóstolos 171 entretenimento 249 era presente 198-203,218 era vindoura 112, 137, 140-3, 155, 167,197-203,233,236


ÍNDICE REMISSIVO escatologia e missão 201-3 escaton 108 escravidão 52 Esdras-Neemias 89-90 esfera pública 232, 255, 262 esperança 93, 100, 249 Espírito Santo 143, 146 e igreja 209-17 habitação do 235 como antegosto 166 derramamento do 36, 153, 156, 163-7 e oração 122-4, 127 essênios 93, 106, 121,214 estrangeiros residentes 23, 25,226 estrangeiros/forasteiros, igreja como 219-26 "estratégia missionária" 184 estudo bíblico em grupos pequenos 266 ética do reino 114-20 "ética interina" 114 evangelho 38 evangelismo 254,255-6 evangelismo em grupos pequenos 266-7 evangelismo orgânico 256-8 excluídos 119 Exílio 83-90,193,195,219-26,232 Exílio babilônico 83-90 Êxodo 51-69,194 expansão, missão como 20 experiência religiosa 30 277 experimentar o dom da era vindoura 166-7 expiação comunitária e cósmica 138 escatológica 138 individualização da 131-2 substitutiva 130, 133, 137 transformadora 138 Ezequiel 87, 91 F "falar do evangelho informalmente" 256 falsa escatologia 157 Faraó 52-3 fariseus 93, 106, 121 fidelidade 80, 82, 203,254 filhos, instruindo na fé 75,262-5 Flemming, Dean 181 n.81, 223, 225 Flender Helmut 176 n.63 fórmula da aliança 194-5 Fox, Robin Lane 25 n.19 Fretheim, Terence 57,58 n.56, 67 G Gasque, Ward 151 generosidade 173, 176, 181, 248 gentios 94-7,179-81 e lei de Moisés 186 proselitismo de 42 Gianotti, Charles R. 68 n.85 Gibbon, Edward 260


278 globalização 31-2 González,Justo 182-3 Goppelt, Leonhard 220,221,224 graça comum 252 Grande Comissão 143-5, 183 Green,Joel 121, 136 n.16, 220 n.85 Grundmann, Walter 171 n.52 grupo de ação, trabalho 26 7 grupo de amparo social, igreja como 35 grupo de interesse 26 7 grupo do bairro 266 grupos de profissionais 267 Guder, Darrell 158 Guerra dos Trinta Anos 29 Gunton, Colin 103 H Haenchen, Ernst 17 6 Harris, Oscar 123 Hays, Richard 223 n.101 hedonismo 250 Heidelberg, Catecismo 246 helenismo 93 Hengel, Martin 94, 177 Heschel, Abraham 88 Hill, David 156 n.10 história da redenção 72, 153-5, 192, 194,198-9 história do evangelho 171-2 hititas 56 Hoekendijk,Johannes 210 n.63 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA holocausto [oferta queimada] 42,80 hospital, igreja como 34 House, Paul 178 humanismo 27 humildade 249 Hunsberger, George 22 I identidade alternativa 85,241. Ver também comunidade de contraste identidade eclesial 143-9 ídolos, idolatria 21-2, 33, 44, 61, 104, 187 igreja 195-7 comissionamento da 38 como comunidade 210-1 como instituição 176, 210-1, 237 como povo eleito 235 como templo 212,215-7 continuidade e descontinuidade com Antigo Testamento 191-7, 227 dando continuidade à missão de Jesus 233-4 do terceiro mundo 20 e cultura 187, 236 e Espírito Santo 209-17 e Israel 109, 224,230, 234 expansão da 176, 182 ocidental 20,218 oposição à 168


ÍNDICE REMISSIVO orientação dupla da 202-3,229, 237 pós-Iluminismo 27,30-2 sendo multicultural 185 sendo pública 217-8 igreja e Estado, união de 26 igreja primitiva amor sacrificial 259 uso do Antigo Testamento 197 testemunho da 234 Iluminismo 27,29-30,33, 110, 131, 172,249 imagens 33, 189-90 "imagens arquetípicas" 137-8 iminência da era vindoura 198 Império Romano 23-5, 93, 96, 103, 121,202-3,223,241 impérios do mundo 54, 88, 90 incertezas 249 inclusivismo 120 incorporação de estrangeiros 42 individualismo 103, 110, 162, 192 injustiça 17, 118,248 ira de Deus 135 Isaías 87 Israel ajuntamento de 38, 97, 98, 105-10, 127 como as demais nações 77 como luz para nações 60, 71, 91, 92,98,161 como monarquia 72-73 eleição de 41,192,231 J 279 escatológico 108-9,125,145, 146, 160-1,164,167,209,233 fracasso de 19, 98, 134 identidade missional de 43-4, 56- 60,61,97,100,230-2 idolatria de 75-7, 104 111 163 ' ' ' 231 juízo sobre 99, 134 leis quanto à pureza e alimentação 119 nacionalismo de 104, 111 restauração de 109, 135, 161, 167, 168,170,230 "J"á, mas ainda não" 101, 105 154 156 ' ' ' 197,236 jejum 117 Jeremias 87, 88-9 Jeremias,Joachim 94, 99, 115, 118 Jerusalém em Atos 159,138,170 caminhada de Jesus rumo a 154 missão da igreja a partir de 154 Jesus a caminho de Jerusalém 154 assume o castigo de Israel sobre si 136 autoridade cósmica de 207-8 como cabeça do corpo 206 como centro da pregação 243-5 como primeiros frutos 141,205 como primogênito 141,205


280 como templo 214 ensino ético 114-121 morte e ressurreição de 35-7,39, 127,155-6,199,208 mensagem do reino 35 missão de 233-4 particularismo e universalismo de 105-6 Jó 224 João Batista 100, 102, 164-5 Jonas 51 Jones, Paul 80,241 jovem rico 120 judaísmo do segundo templo 140 Juízes 76-7 juízo, julgamento 83, 108 sobre Israel 134 sobre nações 95-6 Juliano o Apóstata 7, 218 justiça 62, 118-20, 131, 149,248,254, 258 justiça social 62 K Keller, Timothy 259 n.43 kerygma 197 Kraemer, Hendrick 252, 254, 256 Küng,Hans 35,117 L Ladd, George Eldon 96 n.69, 112, 115 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA Lampe, G. W. H . 123 Legrand, Lucien 126, 144, 148, 152, 160 lei 74,115,185, 192,231 Lei e Profetas, cumprimento de 115 Lennon, J ohn 17-9 libertação 52-4, 118, 194, 235 liderança 211, 261-5 linha da história criação-quedaredenção 46-7 literatura apocalíptica 196 Lohfink, Gerhard 39, 72, 76, 90, 100, 114,159,170,208 Lucas e Atos, paralelos entre 153 luz para as nações 60, 115, 193 M mal, derrota do 133-4 marginalizados 119 Marlowe, W. Creighton 81 Martin, Troy W. 220 n.85 Martin-Achard, Robert 42,68 marturia 197 medo-persas 93 mentalidade colonial 260 mesa de banquete 107-8, 126, 139-40 Messias 83, 119 metáfora da construção/ edificação 216 metáforas 189-90 Middleton, Richard 84, 98 milagres 103


ÍNDICE REMISSIVO Miles, Steven 248 Miller, C. John 245,246, 247, 258 Minear, Paul 189-90 misericórdia 62, 120,237,259 missão como feitos poderosos de Deus 210 de Jesus 147-8,154 e culto 67 em Atos 151-5 gentílica em Atos 169-71 judaica em Atos 169-71 no Antigo Testamento 42-5 no modo de envio 182-3 relacionado a "ser" 43, 161 vs. missões 183, 260-1 missional (termo) 20-1 missões do século 19. Ver movimento missionário moderno missões e o ínterim 107-8 missões transculturais 20, 143, 152, 260 modernidade 29,32 modo orgânico de missão 182-3 Moisés 63-4, 65-6 Moltmann,Jürgen 12 Motyer, Alec 68 n.83 Mouw, Richard 226 movimento centrífugo 145, 162-3, 236 movimento centrípeto 60, 144, 160-3, 213,215,236 movimento geográfico de missão 30-51 movimento missionário moderno 152,160,162 mundo 218 como propósito do chamado da igreja 242 secular 250-1 Murray, Andrew 246-7 Myers, Bryant 261 N Nabucodonosor 87 nação santa 56-60,63,67,85, 194, 223 nacionalismo 104, 111 narcisismo 248 nações 43-4, 60 281 afluindo a Jerusalém 92, 109-10 ajuntamento das 38-9, 105-6, 108 bênção das 49,71,95-6,230 narrativa 33, 243, 249 neutralidade, mito da 251-2 Newbigin, Lesslie 11,226 sobre batismo 167 sobre caráter duplo da igreja 177 sobre culto 240 sobre Grande Comissão 145 sobre identidade comum 159 sobre igreja como missão 190 sobre igreja como nova comunidade 121


282 sobre igreja ocidental 22, 30, 218, 252 sobre liderança 261 sobre missão de Jesus 147, 155 sobre missão vs. missões 183, 260-1 sobre morte e ressurreição de Cristo 136, 138 sobre obediência missionária 157 sobre palavras e ações 255 sobre pregação 243 sobre sofrimento 224 sobre teologia sistemática 130 n.1 sobre testemunho 222, 254 Newman, Cardeal 250 Nietzsche, Friedrich 251 Nosso mundo pertence a D eus [ Our World Belongs do God] 249,263,267 nova aliança 69, 91, 194,235 nova conquista 164 nova criação 138, 139, 141, 142, 197- 203,227, 234 nova humanidade, novo homem 131, 137,200,209,213 nova vida 176-7,209 novo coração 98, 113, 163 novo êxodo 164 novo nascimento 220 o obediência 118, 157 oferta pacífica 80 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA oferta pelo pecado 80 oração 117,123-5,127,175-6,246-7, 255 de linha frente, ou de frente de batalha 247,262 de manutenção 247 e Espírito Santo 123-4, 127 em pequenos grupos 266 ousadia 249 ovelhas 106, 126 ovelhas perdidas de Israel 107, 160 p pá, oração como 124 n.88, 246 Padilla, René 131 paganismo 82 Pai, comunhão com 112 Palavra poder da 172 propagação da 159 palavras e ações 125, 126, 177, 255 parábolas 156 participantes críticos 222 Paulo como apóstolo 180 como missionário 177 em Antioquia 180, 181 escatologia de 197-203 na estrada para Damasco 198 sobre corpo de Cristo 204-9 sobre liderança 262 sofrimento de 178


ÍNDICE REMISSIVO paz 118 Paz de Vestfália 28 pecado, culpa e poder do 132 Pedro sermão de Pentecostes de 168-9 uso de metáforas do Antigo Testamento 193, 223 penhor 165 pensamento escatológico rabínico 198 Pentecostes 113, 153, 163,167-9 pequenos grupos 266-7 (grupos pequenos) perdão 113, 118 período intertestamentário 92-97, 99, 106,107,126,196 perseguição 178 perspectiva suprema da missão 238, 242,219 Pesch, Rudolf 125 Peters, George 81 pioneiro 262 pluralismo 249 pobres 119,131 poderes 103,133,207-8 posição estratégica, de oração 246-7 pós-modernismo 32 Postman, Neal 264-5 povo cheio do Espírito 235 povo de Deus 191-7, 229 povo escatológico de Deus 90-2, 163- 4,171,187,235-6 povo escolhido 195,223 pragas 53 n.39 pregação 242-5 primeiros frutos 141, 166,200,205 primogênito 141,205 283 principados e potestades. Ver "poderes" proclamação 197 profetas 77, 138 sobre o ajuntamento de Israel 106 sobre o ajuntamento das nações 105 como os que fazem cumprir a aliança 82-3 e futuro escatológico 90-2 mensagem dúplice às nações 95-6 progresso 27, 31-2 promessa abraâmica 45-52, 135,230 propriedade exclusiva, Israel como 56-8,231 proselitismo 42 provincialismo 238 Q quietistas 93 0.1lmran 109, 196 R rabino 111 racionalidade 29 Rad, Gerhard von 45-8, 49 n.24 Raiser, Konrad 210 n.63 Ramsés II 65 razão 30 reconciliação 118


284 redenção 52-3,67,192,230,235 refeição de aliança 64 Reforma 28 rei 77-9 reino de Deus 35, 38, 100-5, 155-6, 233-4 a dádiva do 112-3, 122 anúncio do 111 como obrigação, ordem 114, 122 e Espírito 122-3 e ressurreição 141-3 em fraqueza 126 em todo o mundo 92 Israel como 77-83,98,232 Jesus sobre 100 poder do 101-2 reino de sacerdotes, sacerdotal 57-9, 63,67,85 . relativismo 249 religião privatizada 88 remanescente 106, 164 resgate 139-40 ressurreição 234 e eclesiologia 140 e reino 141-2 retidão 119 retraimento, recolher-se do mundo 84-5,88,203 Ridderbos, Herman 141, 142, 198 n.29, 201,216 rio Jordão 164 riqueza 120, 249 Robertson, O. Palmer 55 n.44 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA "Rocha eterna" (hino) 132 n.6 Rolling Stones 257-8 Roma 159 Ruanda 22 s sacerdócio real 160, 222,223 sacramentos de forma escatológica e missional 242 Sadraque, Mesaque e Abedenego 87 saduceus 94, 121 sala de aula, igreja como 34, 172 n.56 Salmos 80-1 Salmos de Salomão 96 Salomão 79 salvação 101, 149 como forma de cura e renovação 102-5 cósmica e comunitária 133, 201 de forma individual 130-1 de nações gentílicas 96 Sampson, Philip 32 Sanders, E. P. 109 n.26 santidade 58-9,62,64,232,235 santuário 64 Scheffier, E. H. 102 Schlier, H. 199 Schnackenburg, Rudolf 191 Schürer, Emil 97 Schweitzer, Albert 114, 199 Scobie, Charles 144 Seccombe, David 176, 185


ÍNDICE REMISSIVO sectarismo 93,203 segundo Adão 199-200, 205 segundo Êxodo 195 seminário motivacional, igreja como 34 Senior, Donald 120 separação da cultura 106, 253 Septuaginta 192, 195, 196 Sermão do Monte 109,115-7 setenta (e dois) 125 shalom 17, 63, 89, 102, 118,149, 248,269 Shenk, Wilbert 22, 26, 145, 151-2, 182,183 shopping center, igreja como 34 Simeão 108 simplicidade 248 sincretismo da igreja ocidental 22 sistema sacrificial 80-2 Slater, Don 32 Smalley, Stephen 123 Smith, Adam 31 Smith, Daniel 85 sociedade pós-cristã 226 sociedade voluntária, igreja como 30 sofrimento 121-2,203,225-6, 254-5 de Israel 135-7 em Atos 178 Stackhouse,John 22 Stott,John 172 n.56 Stuhlmueller, Carroll 120 T tabernáculo 64-6, 6 7 Tarnas, Richard 27, 31 teatro, igreja como 34 tecnologia 27, 31,250,263 discernir uso de 263-4 templo 77,79-82,97,212-7 285 templo escatológico 170, 212-4, 235 Teodósio 26 teologia da libertação 52 teologia sistemática a respeito da cruz 130 terra 73 testemunha(o), testemunhar 157-8, 197,222 testemunho apostólico 157 Tiago 169,180,186 Toplady, Augustus 132 n.6 Torá 60,74,96,231 tribos do norte 83 u últimos dias 92, 108, 155,235 unidade do corpo de Cristo 26 7-9 universalismo 42 da missão 161 da restauração de Deus 198-9 "uns aos outros" 173-4, 210,237,266 Updike,John 245 v Vandervelde, George 11


286 velho homem 200 Verbrugge, Verlyn D. 166 n.40 verdadeiro Israel. Ver Israel escatológico vindicação 198 violência 17, 126 vitimização 248 vizinhos 218, 237, 257,258-9 w Walsh, Brian 84, 98 Webb, Barry 124 Weinfeld, Moshe 62 n.69 Wells,Jo Bailey 58 Wendland, H. D. 199 Wenham, Gordon 49 n.24 A IGREJA MISSIONAL NA BÍBLIA Williamson, Paul 50, 58, 90 Winter, Bruce 222 Wolff, Walter 82 Wolters, Albert 221 Wolterstorff, Nicholas 122 Wright, Christopher 37, 39, 43, 62, 71,147,162 Wright, N. T. 109,131, 140, 172 n.53, 243,245 y Y11VV11 57,67,68, 74, 76,83,113, 116,140, z Zaqueu 120 zelotes 93,119, 121


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