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Published by Paula Rocha Nogueira Diário do Entorno, 2026-02-17 18:51:42

REVISTA CECS_ed1 (3)

REVISTA CECS_ed1 (3)

Ele relatou sua própria trajetóriainiciada há três décadas noxamanismo, ao ressaltar o cuidadoque sempre teve para manterdistintas as práticas espirituais e otrabalho com ConstelaçõesFamiliares.“O que resolveu um dos casos maisdifíceis foi justamente umaintervenção com um chocalho, umamaraca, num momento decisivo”,afirmou. Para ele, elementos comoo respeito aos ancestrais, acompaixão e a capacidade deacessar outras realidades são pontosde convergência entre as duasabordagens.Na sequência, Mendes direcionousua pergunta ao convidadointernacional. Indagou como aincorporação de elementosxamânicos ao trabalho sistêmicovem sendo recebida na Alemanha.“Sabemos que as constelaçõesenfrentam críticas em vários países.Como tem sido integrar oxamanismo às constelações aí?”,questionou, ao abrir espaço parauma análise sobre o cenárioeuropeu diante de práticasterapêuticas não convencionais.Em resposta, Dr. Karl-HeinzRauscher compartilhou que seutrabalho tem sido bem recebido naAlemanha e em outros países.Interseções entre práticasancestrais e abordagemsistêmicaAmédica destacou ainda o interesseda instituição em promover umaexperiência presencial com oespecialista, tendo em vista ampliar ocontato direto dos profissionaisbrasileiros com a metodologiadesenvolvida por Rauscher.Amédica DagmarRamos: Encontroonline revelou a complexidade eorigordeummétodoque reúne espiritualidade,experiênciasxamânicas e escutaprofundadocorpopormeiodas Constelações“Dr. Karl-Heinz nos trouxepossibilidades de expansão, nosalertou para novos caminhos. Éum profissional sério, estudioso,e ficamos sinceramente gratos portê-lo conosco nesse encontro”(Dagmar Ramos)Em sua participação no encontro, osegundo dirigente a ocupar a vicepresidência do CECS, RicardoMendes, compartilhou com o Dr.Karl-Heinz Rauscher uma reflexãosobre as semelhanças entre a visãoxamânica e o olhar sistêmico dasConstelações.


Em resposta à pergunta enviada porparticipantes da live — intermediadapelo médico Marcelo Bertelli — o Dr.Karl-Heinz Rauscher confirmou queo método das Constelações deSintomas pode ser utilizado notratamento de questões relacionadasà saúde mental.Segundo ele, a procura porabordagens integrativas continua acrescer, especialmente entre pessoasque enfrentam sintomas persistentesou questões existenciais.“É ummovimento que cresce de formanatural, sem resistência”, afirmou.Embora reconheça que ainda existampúblicos que desconhecem ou não seinteressem pelo tema, ele garante quenão enfrentou reações negativas emsua trajetória com o uso das Vozes deCura em contexto terapêutico.Rauscher destacou ainda que areceptividade positiva se dáprincipalmente pelos resultadospercebidos pelos participantes dasConstelações.“O trabalho fala por si. A experiênciade cura e transformação é o quemove as pessoas”, afirmou. A fala doconvidado reforça que, mesmo emcontextos mais céticos, a legitimidadede práticas como o xamanismointegrativo encontra espaço quandoaliada à escuta respeitosa e à práticaresponsável.Aplicações terapêuticasabrangem transtornospsíquicos“Nada está excluído. Pode-se aplicaresse trabalho a qualquer problema ousintoma, inclusive depressão,ansiedade e esquizofrenia”, afirmou.O especialista reforçou que o alcancedo método vai além dos sintomasfísicos, alcança dimensõesemocionais e psíquicas.Reconexão comsaberes ancestraisA diretora científica do CECS, RosenyFlávia Martins, aprofundou adiscussão ao perguntar a Rauschersobre a desconexão entre o Ocidentemoderno e a memória ancestralligada às práticas de cura. Mencionouque o xamanismo, como movimentode reconexão com a Terra e ocosmos, também inspira asConstelações Familiares, sobretudopelas raízes africanas e indígenas datradição. A questão propôs umareflexão sobre a marginalizaçãohistórica desses saberes. Rauscherrespondeu com contexto histórico.Segundo ele, a cisão entreespiritualidade e práticas ancestrais seaprofundou a partir do domínio dasreligiões patriarcais, especialmente naIdade Média.Médicoemediadordoencontro,MarceloBertelli emocionou-se aorelatarcasode umjovemcomtaquicardia “resgatado”apósouviras\"Vozesde Cura\": Eledestacou a eficáciadaintegraçãoentremedicina convencional esaberes ancestrais


“Essas religiões tentaram eliminar osmétodos de cura indígenas, matandoquem os praticava”, declarou. Eleassociou essa violência à tentativa dedominação cultural e religiosa quevisava retirar das populações o seupróprio poder de cura.“As culturasmatriarcais estavam conectadas coma totalidade e sabiam como convidaressas forças de cura para suascomunidades. Mas foramsilenciadas”, disse.Rauscher ressaltou que esse traumahistórico permanece presente nocampo energético coletivo. Muitaspessoas, segundo ele, ainda sentemmedo ao se conectar com práticasxamânicas — não pela energia em si,mas por memórias de perseguição emorte.“Algumas pessoas têm medode morrer se entrarem em contatocom essas forças. É o eco de vidaspassadas, de experiências em que serum curador significava risco de vida”,explicou.Segundo o médico alemão, essasbarreiras não costumam serconscientes.“Talvez eu esteja apraticar a cura por meio dessas forçasde cura xamânicas, mas um bloqueioinconsciente pode surgir e impediresse caminho”, afirmou. Para ele, ométodo das Constelações deSintomas, aliado às Vozes de Cura,permite identificar esses bloqueios eo trauma não resolvido que ossustenta.“Quando esse trauma é reconhecidoe tratado, abre-se o caminho paravocê exercer plenamente essavocação de cura”, completou.Encerramento destacagratidão, parceriasfuturas econvite à participaçãoAo final da live internacional com oDr. Karl-Heinz Rauscher, a diretoraCientífica do Centro de Excelênciaem Constelações Sistêmicas (CECS),Roseny Flávia Martins, fez asconsiderações finais em nome dainstituição.Agradeceu a presença do convidado ea participação do público, ao destacaro impacto do encontro.“Queroagradecer profundamente por estemomento e pela generosidade do Dr.Karl em compartilhar conosco suasabedoria e experiência”, afirmou.Roseny também anunciou a intençãodo CECS de firmar uma parceria paraviabilizar a tradução oficial do cursodesenvolvido por Rauscher,tornando-o acessível a profissionaisde língua portuguesa.Adiretora Científicado Centrode Excelência emConstelaçõesSistêmicas, RosenyFláviaMartins,fez convitepara associaçãoao CECS:“Estamos aorganizarmuitasoutras atividades,palestras,cursos e encontros.Tudopreparadocommuitocuidadoe amorpara a nossa comunidade”


“Estamos em contato para trazer essaformação ao Brasil, com traduçãointegral, para que mais pessoaspossam se beneficiar dessa sabedoriaancestral”, disse. A iniciativa faz partedo esforço da instituição emconsolidar a articulação internacionalde saberes no campo dasConstelações Sistêmicas.Roseny Flávia aproveitou a ocasiãopara convidar o público a se associarao CECS.“Estamos a organizarmuitas outras atividades, palestras,cursos e encontros. Tudo preparadocom muito cuidado e amor para anossa comunidade”, afirmou.Segundo ela, o envolvimento ativodos profissionais da área éfundamental para fortalecer a rede deconhecimento, pesquisa e práticassistêmicas no Brasil.A live representou não apenasuma troca de conhecimento,mas também a abertura decaminhos para novas conexõesinternacionais e uma expansãoética e profunda do campo dasConstelações SistêmicasRoseny Flávia concluiu a participaçãoao agradecer ao convidado:“Obrigado, Dr. Karl, por abrir nossoscorações.”A frase sintetizou o tom doevento, marcado pela integraçãoentre ciência, espiritualidade etradição. (Texto publicado no dia 13de maio de 2025 e atualizado em 19de janeiro de 2026)Oterapeuta consteladorRicardoMendes,compartilhou como Dr. Karl-Heinz Rauscheruma reflexãosobre as semelhanças entre avisãoxamânica eoolhar sistêmicodasConstelaçõesAconsteladora familiare intérpreteespecializada emeventos internacionaisdaárea,Malú ScardazziMartins, foi responsávelpela traduçãosimultâneada live


IntegraçãoentrepsicodramaeConstelaçõesSistêmicasmarcalivepromovidapeloCECSEvento com apresentação da psicólogaAriani Cabral Molexplora obra pioneira‘Integrating Psychodrama andSystemic Constellation Work’, de Karen Carnabucci eRonaldAnderson, e articula conceitos técnicos entre asabordagens. Diretora Científica Roseny Flávia Martinsdestaca envolvimento da convidadanas ações de pesquisae qualificação do conhecimentoParticipantesda livepromovidapelo CECS,quedebateu as interfaces entrepsicodrama eConstelaçõesSistêmicas, comapresentaçãodapsicólogaAriani CabralMol:Ainiciativaaprofundou a integraçãoentre as abordagens comométodoterapêuticocomplementar


A relação entre o psicodrama e asConstelações Sistêmicas foi o eixocentral da live promovida peloCentro de Excelência emConstelações Sistêmicas (CECS) nodia 30 de maio de 2025 comparticipação da psicóloga ArianiCabral Mol.O evento apresentou a integraçãometodológica entre os dois camposterapêuticos, com destaque para aobra pioneira IntegratingPsychodrama and SystemicConstellationWork: New DirectionsforAction Methods, Mind-BodyTherapies and Energy Healing, deKaren Carnabucci e Ronald Anderson(2011).O tema foi \"Uma contribuição dopsicodrama para as Constelações\". Alive representou uma oportunidadevaliosa para aprofundar as conexõesentre as abordagens terapêuticas,com uma profissional reconhecida naárea.A proposta da live foi ampliar acompreensão sobre como opsicodrama — uma metodologia queintegra ação, emoção e representaçãosimbólica — pode enriquecer ocampo das Constelações Sistêmicas. Aparticipação de Ariani Cabral Moltrouxe profundidade e sensibilidade àdiscussão, favoreceu reflexões sobre acomplementaridade entre técnicasterapêuticas na escuta e no cuidadodos vínculos humanos.Na abertura dos trabalhos, a segundadirigente a ocupar a presidência doCECS, médica Dagmar Ramos, fezum panorama das lutas em Brasíliana defesa das Constelações FamiliaresSistêmicas.Uma trajetória que conectateoria, prática e inovaçãoCom trajetória que atravessadiferentes campos da psicologia,Ariani Cabral Mol se destaca por suaatuação interdisciplinar e pelacapacidade de unir técnicasterapêuticas com propósito esensibilidade. Psicóloga de formação,é também psicodramatista eespecialista em ConstelaçõesSistêmicas — combinação que guiasua jornada clínica, acadêmica eformativa.Com especialização emneuropsicologia clínica einstitucional, Ariani também carregaem seu currículo uma formação empsicodrama com cavalos peloInstituto Eddy Keller, o que ilustra suabusca contínua por abordagensinovadoras e experiências vivenciaisno cuidado emocional.


Pesquisadora PhD, especialista emviolência doméstica e saúde damulher, Roseny Flávia Martinscoordena o Grupo de TrabalhoCientífico da instituição e lideraesforços para mapear referênciasbibliográficas relevantes da área.Segundo ela, ao longo do último ano,o CECS conduziu um levantamentoexaustivo das publicações nacionais einternacionais que abordam ostermos“Constelação Familiar”,“Constelação Sistêmica”e“BertHellinger”. Os dados foramsistematizados em uma planilhatécnica, de acesso exclusivo dosassociados, com cerca de 650referências bibliográficas. ArianiCabral Mol integrou esse processocomo colaboradora ativa, realizoubuscas e contribuições bibliográficas.“Foi um trabalho árduo, extenso emeticuloso, que exigiu muitas horasde dedicação”, afirmou Roseny.A pesquisadora também ressaltou aimportância da descoberta feita porAriani durante esse processo: aidentificação do único livropublicado até o momento quearticula diretamente o psicodrama àsConstelações. Trata-se da obra‘Integrating Psychodrama andSystemic ConstellationWork: NewDirections forAction Methods, MindBody Therapies and Energy Healing’,de Karen Carnabucci e RonaldAnderson (2011) que embasou aapresentação da live.Ao longo das últimas décadas,construiu uma trajetória sólida: são29 anos de atuação na áreaorganizacional, 20 anos deexperiência clínica e mais de umadécada em que conduz gruposterapêuticos com psicodrama eConstelações Sistêmicas. Desde 2018,também atua como docente emcursos de formação de facilitadores,oportunidade em que compartilhaseu conhecimento com novasgerações de profissionais.Ariani é coautora de baralhosterapêuticos — como Bússola,voltado ao sucesso profissional, eEstratégias Criativas para aPsicoterapia Infantil — e integra acoletânea Mulheres na Psicologia, daEditora Leader, o que reafirma ocompromisso com a criatividade, oprotagonismo feminino e ademocratização do conhecimentoterapêutico.Roseny FláviaMartins exaltacontribuição de Ariani Cabralao revelar obra internacionalque une psicodrama eConstelações SistêmicasDurante a abertura da live, a diretoraCientífica do Centro de Excelênciaem Constelações Sistêmicas (CECS),Roseny Flávia Martins, destacou oenvolvimento da convidada ArianiCabral Mol nas ações de pesquisa equalificação do conhecimento sobreConstelações Sistêmicas no Brasil.


Ao refletir sobre a distância entre asduas comunidades profissionais,apontou sentir-se isolada emcongressos de psicodramatistas, ondenão encontrava espaço para discutirConstelações. Ressaltou a ausência deconhecimento recíproco entre oscampos, apesar das afinidadesconceituais e metodológicas.“Vivenciei a potência dasConstelações desde 2018, mas ospsicodramatistas, em sua maioria,desconhecem a abordagem”, afirmou.No âmbito institucional, Arianiparticipou da elaboração dacontranota técnica que respondeu àmanifestação crítica do ConselhoFederal de Psicologia (CFP).“É umaalegria contar com sua presença nestanoite. Esse comprometimentoaquece o coração de todos nós”,destacou Roseny.Integração de abordagens epioneirismo: o relato deAriani CabralMolNa apresentação, a psicóloga epsicodramatista Ariani Cabral Molabordou a escassez de literatura quearticula o psicodrama às ConstelaçõesSistêmicas. Expôs a própria trajetória,marcada pela busca por referências, econtextualizou a importância dolivro, obra que se tornou o eixocentral de sua fala.Segundo Ariani, trata-se da únicapublicação encontrada até omomento que propõe umaintegração formal entre as duasabordagens. Ariani relatou teriniciado seu contato com asConstelações em 2013. Anos maistarde, ao concluir sua formação peloInstituto Alzira Cristina, assumiu adocência no módulo que trata darelação entre psicodrama eConstelações. Desde então, passou ainvestigar como os princípios dopsicodrama oferecem sustentaçãotécnica e metodológica à práticasistêmica.“O psicodramacontorna e fortalece aprática dasConstelações,especialmente paraquem inicia a formação”(Ariani Cabral Mol)Ariani CabralMol,psicóloga,psicodramatista e especialista emConstelaçõesSistêmicas apresentou aobra‘IntegratingPsychodrama andSystemicConstellationWork’,de Karen Carnabuccie RonaldAnderson:“Opsicodramainvestiga.AConstelaçãotransforma. Cadatécnica comsua força e lugar. Juntas,ampliama escuta eoalcancedoprocessoterapêutico”


Ariani finalizou esse trecho daapresentação com menção à suaprópria pesquisa longitudinal,realizada com constelados 30 diasapós os atendimentos. O estudo visaidentificar indicadores detransformação, e reforça ocompromisso da terapeuta com aprodução de evidências no campo.Também agradeceu a colaboração decolegas do Grupo de TrabalhoCientífico do CECS.Integração metodológica:psicodrama e Constelaçõesem diálogo clínico e teóricoA obra apresentada na live,‘Integrating Psychodrama andSystemic ConstellationWork’, deKaren Carnabucci e RonaldAnderson, segundo Ariani, representaum marco.Ronald Anderson, um dos autores,formou-se com Jacob Levy Moreno— criador do psicodrama — e comBert Hellinger, sistematizador dasConstelações.“Ele traz em suaformação as duas grandes matrizes.Honrar essa trajetória é essencial paracompreendermos a integração entreas abordagens”, destacou.Ariani dedicou sua exposição a KarenCarnabucci e ao próprio RonaldAnderson, já falecido. A psicólogatambém mapeou contribuiçõesanteriores que, embora pontuais,tangenciam a interface entrepsicodrama e Constelações.Citou obras como O Rio Nunca OlhaPara Trás, da Dra. Ursula FrankeBryson, artigos publicados entre2009 e 2019, e estudos mais recentesvoltados à transmissãotransgeracional de traumas.Ressaltou, ainda, a baseepistemológica do psicodrama,originado na socionomia — ciênciaque estuda as relações sociais egrupais — e explicou como a técnicaatravessa diferentes abordagensterapêuticas contemporâneas.A psicóloga Ariani Cabral Molaprofundou, na apresentação, ospontos de convergência ecomplementaridade entre opsicodrama e as ConstelaçõesSistêmicas.Ao aprofundar a obra‘IntegratingPsychodrama and SystemicConstellationWork’, destacou aoriginalidade do conteúdo eclassificou o livro como referênciapioneira ao propor um diálogoestruturado entre os dois métodosterapêuticos.


Ariani classificou Moreno como umprecursor sistêmico. Lembrou quetécnicas como a cadeira vazia,comumente associadas à TerapiaCognitivo-Comportamental,originam-se do psicodrama. Criticoua falta de reconhecimento formal aesse legado. Segundo ela, muitosrecursos usados em outrasabordagens nasceram da práticapsicodramática, mas perderam aatribuição de origem ao longo dotempo.A psicóloga narrou a estrutura de suaprática profissional ao unir as duasabordagens. Inicia com o psicodrama,no qual o cliente projeta a cenainterna, utilizando figuras, bonecosou pessoas. Em seguida, realiza aleitura simbólica da imagemformada. Conclui com a Constelação,que promove os movimentos quereorganizam a cena original.“O psicodrama resgata aespontaneidade que perdemos aolongo da vida sob o peso da conservacultural. Ele oferece respostas novaspara padrões antigos”, afirmou. Paraela, esse princípio se aproxima daproposta das Constelações, aopossibilitar reconfiguraçõessimbólicas e afetivas por meio davivência e da expressão.A convidada explicou que opsicodrama se organiza dentro daciência denominada socionomia,voltada ao estudo das relações grupaise coletivas. Destacou que, apesar demuito associado à clínica, opsicodrama também se aplica acontextos organizacionais eeducacionais.Ressaltou a exigência de graduaçãosuperior para formação na área eesclareceu a diferença entrepsicodramatistas clínicos esociodramatistas, conforme aformação de base do profissional.Segundo Ariani, opsicodrama baseia-se naação, na representaçãosimbólica e na escuta doinconsciente relacional.Trabalha com aespontaneidade como eixocentral do processo clínico evisa restaurar a criatividadedo indivíduo“O psicodramainvestiga. AConstelaçãotransforma. Cadatécnica com sua força elugar. Juntas, ampliam aescuta e o alcance doprocesso terapêutico”(Ariani Cabral Mol)


Ao longo da exposição, Ariani CabralMol aprofundou a análise técnica dasdistinções e afinidades entre opsicodrama e as ConstelaçõesSistêmicas. Apresentou paralelosestruturais, fundamentosepistemológicos e experiênciaspráticas que embasam a integraçãopossível entre as duas abordagensterapêuticas.Ariani enfatizou a importância doaquecimento no psicodrama, etapapreparatória indispensável antes dadramatização. A qualidade dessa fasedetermina a profundidade da cena e aeficácia terapêutica.No psicodrama, o protagonista ocupao centro do trabalho, cercado porego-auxiliares e orientado por umdiretor. Ao final da dramatização,ocorre o compartilhamento,momento terapêutico em que ogrupo reflete sobre os aprendizadosgerados pela ação.“Ocompartilhamento acolhe, amplia apercepção do protagonista e geraressonância coletiva”, afirmou.Ao abordar a obra de Carnabucci eAnderson, destacou que o livrodiferencia o inconsciente individual,escutado no psicodrama, doinconsciente coletivo, acessado nasConstelações. A obra tambémapresenta estudos de caso, conceitosteóricos, fundamentação histórica eparalelos entre Moreno e BertHellinger.“Esse livro honra o psicodrama aomostrar, com profundidade, comoele vive dentro das Constelações”,afirmou Ariani. Segundo ela, a obranão propõe fusão, mas integraçãorespeitosa, em que cada abordagemmantém identidade e especificidade.Ariani também se posicionou diantedas resistências de parte dacomunidade acadêmica. Relatoucríticas recebidas tanto por psicólogosquanto por psicodramatistas, masdefendeu a ampliação do diálogo.“Olivro rompe com o achismo. Mostra,com rigor, como as terapias secomplementam. Psicodramatistasdeveriam estudar as Constelaçõesantes de rejeitá-las”, afirmou.Concluiu com a ideia de que overdadeiro avanço terapêutico exigeabertura epistemológica.“AsConstelações não vieram para ocuparo lugar do psicodrama. Vieram para iralém, levando consigo aquilo que opsicodrama já construiu com solidez”,declarou.Diferenças metodológicas econvergências terapêuticas: odiálogo entre psicodrama eConstelações


Ariani também esclareceu que asaúde emocional do indivíduodepende da flexibilidade e equilíbrioentre os papéis sociais quedesempenha. Ter poucos papéis podegerar limitação; muitos, sobrecarga.“O psicodrama desenvolve novospapéis por meio de técnicasespecíficas, como o role-play e amatriz de identidade. Foi assim quetrabalhei meu papel de professora”,relatou.Nas Constelações, o procedimentodifere. Após a representação,recomenda-se silêncio einteriorização, com preservação docampo vivenciado. A conduçãobaseia-se em frases de solução e naescuta sensível dos movimentossistêmicos.“Enquanto opsicodramaexternaliza, aConstelaçãosilencia parapermitir que aimagem ressoeinternamente”(Ariani Cabral Mol)Role-play, também conhecido comodramatização ou jogos deinterpretação de papéis, é umatécnica que envolve a simulação deuma situação ou evento real,geralmente com o objetivo deaprender, treinar ou explorardiferentes perspectivas. É uma formade encenação em que os participantesassumem papéis específicos einteragem de acordo com ascaracterísticas e situações definidas.Ao explicar técnicas fundamentais,Ariani apresentou o espelhamento —quando um auxiliar reproduzcaracterísticas do protagonista —, ainversão de papéis, a cadeira vazia, oduplo e outras mais de 300 técnicassistematizadas por Moreno.Ressaltou ainda o conceito de‘tele’, aempatia recíproca essencial para queo vínculo terapêutico aconteça.“Semtele, não existe relação. Nasconstelações, a escolha dorepresentante é télica, e por isso eleconsegue acessar com precisão ocampo daquele papel”, explicou.Em termos simples, a‘tele’, nocontexto do psicodrama de Moreno,refere-se à capacidade de reconhecere se conectar com o outro de formagenuína, sem distorções ou projeções,o que cria uma relação interpessoalsaudável. É uma espécie de\"duplaempatia\", onde ambos os envolvidosse percebem e se sentemmutuamente.


A terapeuta apresentou um quadrocomparativo entre as duasabordagens, ao ressaltar que ambassão fenomenológicas, mas divergemem seus focos temporais. Opsicodrama retorna ao locus nascentedo problema na vida do protagonista;a Constelação, à origemtransgeracional do sistema familiar.No psicodrama, o palco delimita aação e permite que o papel sejaencerrado com clareza. Já nasConstelações, o facilitador convida ocliente a agradecer e liberar osrepresentantes, para que nãopermaneçam com a carga simbólica.Ariani também detalhou a estruturaformal da formação em psicodrama— composta por três níveis:atendimento clínico, docência esupervisão — e relatou a criação desua própria técnica integrativa, quecombina psicodrama, Constelações eárvore genealógica.Defendeu que o uso combinado dasabordagens amplia as possibilidadesde intervenção e fortalece osresultados clínicos.“O psicodramatrabalha com a verdade do indivíduono aqui e agora. As constelaçõesrevelam a verdade sistêmica oculta nopassado. Ambas iluminam aexperiência humana comprofundidade”, afirmou. Concluiucom um convite à superação dasresistências.Ariani Cabral Mol prosseguiu aexplanação ao detalhar osfundamentos estruturais quediferenciam e conectam opsicodrama às ConstelaçõesSistêmicas. Ela aprofundou um dosconceitos centrais abordados, o detele, desenvolvido por Jacob LevyMoreno, como base das relaçõesempáticas e espontâneas entreindivíduos.Para Ariani, o conceito representa aqualidade da conexão mútua eautêntica entre dois sujeitos.“Semtele, não há vínculo. Sem vínculo, nãohá processo terapêutico possível”,afirmou. No psicodrama, a teleestrutura as escolhas dramáticas ejustifica o uso de técnicas comoespelhamento, inversão de papéis,cadeira vazia, duplicação edeclarações de reconciliação.As Constelações, por sua vez,absorveram o conceito e as levaram auma dimensão mais profunda, aoacessar o que Ariani definiu como o“campo de informação”, descrito porRupert Sheldrake como campomorfogenético. Hellinger, segundoela, transformou a tele em uma escutasistêmica ampliada, ao atuar fora dotempo e do espaço.Aprofundamento teórico:papéis, tele e a base estruturantedas conexões terapêuticas


Ariani explicou que, enquanto opsicodrama se ancora na presençafísica, na cena ativa e na observaçãosociométrica — que permite medirdistâncias, proximidades e tensõesnos vínculos grupais —, asConstelações operam num planosutil.“As distâncias observadas entreos representantes são leitura direta docampo. Herdamos do psicodrama aestrutura para entender essalinguagem”, declarou.Outro ponto relevante daapresentação foi a discussão sobrematriz de identidade. No psicodrama,trata-se de um mapa que organiza ahistória dos papéis do sujeito:familiares, profissionais, afetivos esociais. A saúde emocional, segundoAriani, depende do equilíbrio entreesses papéis. Ter poucos restringe aexpressão; assumir muitos pode gerarsobrecarga.“Amatriz permite visualizar astransições entre as fases da vida e ospapéis emergentes. Quando comeceia dar aulas, usei o psicodrama paradesenvolver meu papel docente”,relatou.Já nas Constelações, o foco recai sobreo sentir sistêmico, sem a análiseprévia da identidade dramática. Ocampo revela o essencial.“Enquantoo psicodrama propõe construçãoidentitária por meio da ação, asConstelações permitem que o campomostre o que precisa emergir”, disse.Ariani também abordou o processodo aquecimento no psicodrama —etapa obrigatória antes dadramatização — e reforçou suaimportância para a eficácia daintervenção. Sem aquecimentoadequado, não há transformação.“Adramatização depende de um solofértil. Sem ele, nada floresce”,explicou.Ela apresentou uma analogia entre osdois métodos: o psicodrama atuacomo avô do método sistêmico.Ambos valorizam o grupo, a cena, apercepção do corpo, o vínculo e omovimento em direção à verdade docliente. No entanto, o psicodrama seancora no aqui e agora, enquanto asConstelações penetram camadastransgeracionais, acessam destinosinterrompidos, amores não resolvidose lealdades invisíveis.Ariani descreveu apirâmide da ConstelaçãoSistêmica: na base, ainterrupção do amor;acima, a lealdadeinconsciente; emseguida, oreconhecimento semjulgamento; no topo,a reconciliação e ofluxo restaurado


A prática evidencia que até 70% dosconflitos atuais derivam de vínculosancestrais não integrados, segundoestimativas.Ariani Cabral Molconcluiu ao reafirmar a importânciada obra de Carnabucci e Anderson,que apresentou as semelhanças ediferenças das duas abordagens pelaprimeira vez em nível mundial.“Esse livro mostrou que não estousozinha. Há um caminho anterior,construído com seriedade e abertura”,afirmou. Segundo ela, apesar doceticismo, a integração entrepsicodrama e Constelações geraresultados consistentes, amplia aspossibilidades clínicas e formativasno campo da psicoterapiacontemporânea.“Se eu não integrasse o GT Científico,talvez nunca tivesse encontrado essaobra na Pensilvânia”, afirmou. ParaAriani, a descoberta representa nãoapenas um marco bibliográfico, mastambém uma experiência deexpansão de consciência epertencimento.“Há um sentimentoprofundo de gratidão. A sensação é deestarmos a ampliar fronteiras internase coletivas”, declarou.Ariani reconheceu que a leitura e aapresentação do livro ultrapassaram oaspecto técnico e tocaram dimensõessimbólicas e afetivas da trajetóriaprofissional. Ressaltou o impacto daobra para a comunidade deconsteladores e psicodramatistas, aodestacar a importância de integrarreferências sólidas com respeito àstradições epistemológicas de cadaabordagem.A psicóloga reiterou o compromissocom a pesquisa séria e a divulgação demateriais qualificados quecontribuam para o avanço ético etécnico da abordagem.“Estamos, de fato, em um processo deconstrução coletiva de saberes, quehonra os que vieram antes e inspira osque virão”, concluiu.“Ampliar fronteirasinternas e coletivas”A psicóloga Ariani Cabral Molencerrou a apresentação comreflexões sobre a jornada queculminou na descoberta da obra‘Integrating Psychodrama andSystemic ConstellationWork: NewDirections forAction Methods, MindBody Therapies and Energy Healing’,de Karen Carnabucci e RonaldAnderson. Segundo ela, o acesso aolivro só se tornou possível graças àatuação no Grupo de TrabalhoCientífico do Centro de Excelênciaem Constelações Sistêmicas (CECS).


Ao encerrar a live, a diretoraCientífica do Centro de Excelênciaem Constelações Sistêmicas (CECS),Roseny Flávia Martins, agradeceu aparticipação de todos os presentes eressaltou a importância do momentocoletivo de aprendizado e reflexão.Em tom afetivo e institucional,convocou os participantes aampliarem o movimento associativoem torno da instituição.“Nosso objetivo agora é crescer comofamília, atrair mais pessoascomprometidas com a ampliação daconsciência e com a estruturaçãocrítica das Constelações Sistêmicas”,apontou. A diretora reconheceu arelevância das contribuições feitasdurante a live, agradeceu àapresentadora Ariani Cabral Mol e atodos que, com suas falas,aprofundaram a discussão sobre asinterfaces entre psicodrama eConstelação.“Cada colocaçãoampliou o campo de compreensãoque buscamos construir”, pontuou.Encerramentoinstitucional e chamada àmobilização coletivaDiretora Roseny FláviaMartins destacou que oCECSvive uma faseestratégica de consolidaçãoe expansão, na qual ofortalecimento institucionalexige maior adesão deconsteladores e estudiososRoseny também mencionou a equipede bastidores, responsável pelamediação técnica e suporte ao evento,além de agradecer aos integrantes doCECS que atuam na promoçãocontínua da abordagem comseriedade e dedicação.“Seguimos comprometidos com aconsolidação ética e científica dasConstelações Familiares e Sistêmicas”,finalizou. Roseny concluiu aparticipação ao agradecer aoconvidado:“Obrigado, Dr. Karl, porabrir nossos corações.”A frasesintetizou o tom do evento, marcadopela integração entre ciência,espiritualidade e tradição. (Textopublicado no dia 04 de junho de2025 e atualizado em 19 de janeirode 2026)RosenyFláviaMartins,diretoraCientíficado CECSdestacou acontribuiçãoinéditadeAriani CabralMol àpesquisa e àbibliografiainternacionaldas Constelações, aoidentificara únicaobraque integraformalmenteopsicodrama àabordagemsistêmica


CECSrebatenotadoConselhoRegionaldePsicologiadeSãoPaulo(CRPSP),publicadanoInstagramem12dejunhode2025,quecondenaousodaabordagemporprofissionaisdaárea


É uma prática complementar quedialoga com necessidades atuais etem respaldo em formações sérias,experiências clínicas e institucionais.Neste sentido, os ConselhosRegionais de Psicologia não precisamtemer o crescimento dasConstelações Familiares e Sistêmicasno Brasil.Os Conselhos Regionais dePsicologianão precisam temer ocrescimento das ConstelaçõesFamiliares e Sistêmicas no BrasilEm publicação no dia 12 de junho de2025 na rede social Instagram, oConselho Regional de Psicologia deSão Paulo (CRP SP) retomou a NotaTécnica nº 01/2023, do ConselhoFederal de Psicologia (CFP), quecondena o uso das ConstelaçõesFamiliares e Sistêmicas porprofissionais que atuam na área.A Nota Técnica do CFP, no entanto, éduramente contestada porprofissionais e entidades como oCentro de Excelência emConstelações Sistêmicas (CECS), quedenunciam a falta de fundamentostécnicos e legais no documento.A Constelação Familiar Sistêmica éuma abordagem terapêutica simples eprofunda, que conquista cada vezmais espaço no Brasil e no mundo.Psicólogos,médicos, assistentessociais,enfermeiros, advogados,juízes,consultores organizacionais e CEOsde empresasbuscamtreinamentosemConstelaçõesSistêmicasporreconheceremseupotencialempromoverclarezaemocional, resoluçãodeconflitosetomadasdedecisãomaisconscientesResoluções e normativas:Resposta técnica à tentativa dedeslegitimação das ConstelaçõesO CRP SP reforça que“pressupostosteóricos da Constelação Familiar semostram contrários a resoluções eoutras normativas do SistemaConselhos de Psicologia”. A alegaçãonão tem fundamento legal nemtécnico. A Constelação não se propõecomo substituta da psicologia, massim como uma abordagemcomplementar com raízes em teoriassistêmicas, fenomenológicas etransdisciplinares reconhecidas emdiversas áreas do conhecimento.Não há, até o momento, qualquerdecisão judicial ou parecer técnicocientífico que declare a prática dasConstelações como ilegal ou antiética.Pelo contrário. A Portaria nº 702/2018do Ministério da Saúde incorporouoficialmente a Constelação Familiar àPolítica Nacional de PráticasIntegrativas e Complementares emSaúde (PNPIC), reconhecendo-acomo uma das Práticas Integrativas eComplementares em Saúde (PICS).


No sistema de justiça, a aplicação daabordagem nos tribunais brasileirosapresenta índices de acordosuperiores a 90% nos casossubmetidos às ConstelaçõesSistêmicas, com ênfase em soluçõeshumanizadas de conflitos efortalecimento de dinâmicasfamiliares.A Nota Técnica do CFP desconsideraesse contexto e não apresentareferências científicas para sustentar acrítica. Além disso, ignora o direitoconstitucional à liberdade deabordagens terapêuticas e àautonomia profissional quandoaplicados fora do campo exclusivo dapsicologia clínica.O CRP SP insiste numa visão restritivae desconectada da realidade vividapor inúmeros profissionais queatuam com ética, responsabilidade eresultados efetivos.As Constelações não se subordinam àpsicologia, muito menos mostram-secontrária às resoluções do CRP, poissão práticas interdisciplinares deajuda.Mais de 25 mil atendimentos e sessões foramrealizados no Sistema Único de Saúde (SUS),voltados à promoção da saúde emocional,mental e relacional das famílias atendidas.Na Nota Técnica assinada por 123psicólogos e psicólogas de todo oBrasil, o conteúdo aponta que asConstelações Familiares Sistêmicasnão se sustentam no campo deconhecimento da psicologia. Estãofundamentadas em uma basemultidisciplinar.Além dos dados empíricos deaplicação prática, destaca-se o‘Mapade Evidências Científicas: EfetividadeClínica da Constelação Familiar eSistêmica’, publicado em dezembrode 2024 pelo Consórcio AcadêmicoBrasileiro de Saúde Integrativa(Cabsin), em parceria com CentroLatino-Americano e do Caribe deInformação em Ciências da Saúde(Bireme)/Organização PanAmericana da Saúde(Opas)/Organização Mundial daSaúde (OMS).O Mapa de Evidências Científicas,primeiro do tipo no Brasil, analisou16 estudos científicos, dos quais 90%dos desfechos indicaram efeitospositivos ou potencialmente positivosda Constelação Familiar e Sistêmica.(Tenha acesso ao documento no sitececsbrasil.org.br).


A afirmação de que“fundamentosteóricos da Constelação Familiaradmitem explicações ou justificativaspara o uso da violência comomecanismo de restabelecimento dehierarquia” é infundada eirresponsável.Essa declaração publicada pelo CRPSP fere o princípio da boa-fé, atentacontra a pluralidade do cuidado,exibe viés ideológico eepistemológico incompatível com origor científico e o respeitoinstitucional que se espera de umórgão representativo.As Constelações nãoafrontam o campo dapsicologia, masdialogam com ele de formacomplementar, ética etransformadora. Rejeitaresse diálogo é limitaravanços legítimos emnome de uma visãoreducionista docuidado humanoOs fundamentos da Constelação nãolegitimam hierarquias opressoras,nem responsabilizam vítimas.Na verdade, ética eepistemologicamente, a Constelaçãoatua para revelar dinâmicasinconscientes que perpetuamsofrimento, inclusive ciclos deviolência familiar. Por meio daconsciência, promove movimentosde superação e cura.1.“Justificativas para uso daviolência”: Imprecisãoconceitual, distorção ética eacusação comviésideológicoNão há incentivo àculpa, mas sim àreconciliação e àdignidade. Reduzir aabordagem a umasuposta apologia àviolência distorceprofundamente seusprincípios ecompromissos com aintegridade humana2.“Estados de sofrimento oudesorganização psíquica”:Imputação sem qualquer baseempírica, desprovida deresponsabilidade ética


A afirmação de que sessões deConstelação Familiar“podem suscitarabrupta emergência de estados desofrimento ou desorganizaçãopsíquica” é falaciosa, equivocada eabsolutamente carente deembasamento científico. Jamaisforam apresentados, por parte dosConselhos de Psicologia, casosconcretos ou estudos clínicos quesustentem tal alegação. Trata-se deuma imputação grave, feita semqualquer base empírica ou respaldoestatístico, desprovida deresponsabilidade ética.É inaceitável que se propague umageneralização dessa magnitude semdocumentação técnica, semlevantamento de ocorrências, semperícia, sem publicações indexadas ourelatos consistentes oriundos daprática profissional.A ausência completa de comprovaçãorevela um discurso movido mais porpreconceito e desinformação do quepor qualquer compromisso com aciência ou com os direitos humanos.Complementa abordagensinterdisciplinares com respeito ecuidado. O efeito de cada experiênciaé vivido individualmente e osresultados acontecem no que épossível para cada pessoa e para cadasistema.Portanto, insistir na difusão de umrisco nunca demonstrado é nãoapenas uma atitude irresponsável: éum desserviço ao debate plural ehonesto sobre práticas integrativas nocampo do cuidado humano.A ConstelaçãoSistêmica constitui umaferramenta de apoio aoautoconhecimento e àresolução de conflitos, semsubstituir tratamentosmédicos oupsicológicos3.“Transmissão aberta dassessões”: Consensualidade,natureza pública e autonomiados participantes“As Constelações Familiares muitasvezes são realizadas com atransmissão aberta das sessões, atémesmo on-line – condutaincompatível com o sigiloprofissional, conforme dispõe oCódigo de Ética da Psicologia”.A precipitada distorção contida namensagem, de violação de sigiloprofissional, ignora a naturezapública e consensual dasConstelações.As Constelações Sistêmicas sãoprocessos fenomenológicos evivenciais, e não sessões psicológicas.


Não existe diagnóstico nemintervenção terapêutica no âmbito dapsicologia.Portanto, o Código de Ética dosPsicólogos, desenhado paraprofissionais da área, não se aplicaautomaticamente a essa modalidade— o que reforça o argumento legal daação judicial em curso.Diferentemente de atendimentosclínicos sigilosos, a prática daConstelação, especialmente emgrupo, ocorre com plenoconsentimento dos participantes e emespaços apropriados para vivênciascoletivas, sem violar privacidade ouexpor dados sensíveis indevidamente.A transmissão on-line — caso ocorra— é feita com autorização formal econsciente, em profundo respeito àautonomia individual.Transmissões públicas reforçam aabordagem educativa eempoderadora das Constelações, aodemocratizar o acesso aoautoconhecimento e ao ampliar aescuta.É um grande equívocoaplicar o Código de Éticada Psicologia a práticasque não se propõemcomo atendimentopsicológicoAlém de contribuir para ofortalecimento da prática, esseformato segue protocolos rigorososde formação, supervisão, proteção dedireitos e confidencialidade.A ética nas Constelações se pauta pelorespeito, escuta e não julgamento,valores que também resguardam adignidade e integridade dosparticipantes.Reconhecimento porparte de entidadesreguladorasA crítica do CFP à transmissão online de sessões de Constelação ignoraum aspecto fundamental do cenárioatual: o uso de plataformas digitaisnos atendimentos psicológicos eterapêuticos é uma realidadeconsolidada e reconhecida pordiversas entidades reguladoras.Desde a pandemia de Covid-19, oatendimento remoto não apenas foiregulamentado, como passou a seramplamente incentivado porconselhos profissionais, inclusive osde Psicologia e Medicina, justamentecomo forma de ampliar o acesso aoscuidados de saúde mental em regiõesgeográficas mais distantes ou comcarência de serviços especializados.


É evidente que qualquer práticaterapêutica — seja ela psicológica,médica, educacional ou integrativa —deve seguir padrões éticos, sobretudono que diz respeito ao sigilo e àproteção da intimidade dosatendidos.No entanto, afirmar que a utilizaçãoda internet ou de recursosaudiovisuais caracteriza, por si só,uma violação ética, é umageneralização imprópria.A internet, usada comresponsabilidade, é um canal legítimode democratização do cuidado, doconhecimento e do acolhimento.Desqualificar esse meio semconsiderar seu potencial ético, seguroe transformador é retroceder emavanços fundamentais na promoçãoda saúde e da equidade.A afirmação de que as“bases teóricasda Constelação Familiar consagramuma leitura acerca do lugar dainfância e da juventude marcado porum viés de naturalização da ausênciade direitos e de assujeitamento frenteaos genitores – o que conflita comnormativas dos Conselhos dePsicologia e do próprio ECA” éabsurda, desarrazoada e destituída derespaldo acadêmico.Tal acusação ignora os princípioscentrais da abordagem sistêmica, quevaloriza, sobretudo, a dignidade eautonomia dos sujeitos — incluindocrianças e adolescentes.É inaceitável a acusação de que aConstelação Familiar nega direitos ousubjuga crianças e adolescentes.4.“Assujeitamento frente aosgenitores”: A Constelação nãopropõe subserviência, mas sim oreconhecimento do lugar de cadamembro no sistema familiarOqueprecisasercombatidosãocondutasespecíficasquedesrespeitamoconsentimentoouexpõemindevidamenteoparticipante—enãoaferramentatecnológicaemsiA abordagemsistêmica não propõesubserviência, massim o reconhecimentodo lugar de cadamembro no sistemafamiliar como parteessencial da ordem e daharmonia relacional


Em momento algum a prática nega osdireitos garantidos pelo Estatuto daCriança e do Adolescente (ECA).Pelo contrário, promove o respeito àcriança como sujeito de dignidade,amplia a escuta e o entendimentosobre vínculos familiares.Reduzir a complexidade dasConstelações a um supostoassujeitamento ignora o contextoterapêutico simbólico da abordageme sua contribuição para aressignificação de conflitosintergeracionais de forma respeitosa enão impositiva.As Constelações Sistêmicas nãopromovem assujeitamento, mas simo reconhecimento profundo dosvínculos e pertencimentos familiarescomo base para o desenvolvimentoda autonomia e da saúde relacional.A reprodução da crítica infundada, aoafirmar que a abordagem promove anaturalização da ausência de direitosou submissão infantil, revela umequívoco conceitual.A abordagem sistêmicafenomenológica, conformedesenvolvida por Bert Hellinger eaprofundada por diversos autorescontemporâneos, reconhece o valordo lugar de cada membro naestrutura familiar sem jamaisjustificar abusos, negligências oudesrespeito a direitos fundamentais.Ao contrário, a abordagem buscatrazer à luz dinâmicas ocultas que,muitas vezes, perpetuam sofrimentosilencioso ou desordens relacionais,justamente com o objetivo derestabelecer equilíbrio, dignidade esegurança nos vínculos. Não se tratade submeter a criança aos pais deforma autoritária, mas de trabalhar areconexão com a origem, para que osfilhos possam se fortaleceremocionalmente e construir suaprópria trajetória com mais leveza.As Ordens do Amor —pertencimento, hierarquia eequilíbrio —, quando bemcompreendidas, não eliminam aliberdade ou os direitos do sujeito,mas oferecem uma base simbólica deestruturação psíquica saudável, emconsonância com princípioshumanistas.Portanto, afirmar que a Constelaçãonega os direitos da infância ouconflita com o ECA é uma leituradescontextualizada, que ignora afinalidade terapêutica da abordageme o seu compromisso com adignidade e o bem-estar dosenvolvidos.5.“Diretrizes normativas sobregênero e sexualidade”: AConstelação parte da restauraçãode vínculos afetivos rompidos, emrespeito profundo àsescolhas e contextosde cada pessoa


A afirmação de que a“prática daConstelação Familiar viola asdiretrizes normativas sobre gênero esexualidade consolidadas pelo CFP” égrave, infundada e reflete um juízoenviesado, não sustentado por dadosempíricos nem por análise honesta daprática sistêmica.A Constelação não é uma abordagemclínica da psicologia, nem se propõe asubstituir tratamentos terapêuticosconvencionais. Trata-se de umaprática integrativa de caráterfenomenológico, centrada no camporelacional, na ampliação deconsciência e no respeito àsexperiências subjetivas do indivíduo.É igualmente inaceitável a acusaçãode que a abordagem“reproduzconceitos patologizantes dasidentidades de gênero, dasorientações sexuais, dasmasculinidades e feminilidades quefogem ao padrão hegemônico”.Nenhum dos princípios daConstelação autoriza a patologizaçãode identidades, orientações sexuais ouexpressões de gênero.Não há, em sua literatura,fundamentos que promovamexclusão, preconceito ouenquadramento de indivíduos empadrões hegemônicos.A acusação extrapola suacompetência institucional e, ao fazerisso, compromete a ética do próprioexercício do Conselho, ao disseminarinformações incorretas sobre práticasreconhecidas em políticas públicas erespaldadas por portarias doMinistério da Saúde e do ConselhoNacional de Justiça.Além disso, não existe qualquerevidência objetiva de que aConstelação reproduza padrõesexcludentes sobre masculinidades,feminilidades ou sexualidadesdissidentes. O que existe é o usopolítico de acusações genéricas semcomprovação científica ou análisecrítica qualificada.A responsabilidade pública de umConselho de classe exige rigor,seriedade e compromisso com averdade.A Constelaçãopartedaescuta respeitosa,daobservaçãodedinâmicastransgeracionais edarestauraçãodevínculosafetivos rompidos, emrespeito profundo às escolhase contextos de cadapessoa


Acusações dessa natureza apenasalimentam o preconceito institucionalcontra práticas integrativas,dificultam o avanço do diálogointerdisciplinar e violam os princípiosdo pluralismo e da escutademocrática que deveriam orientarqualquer órgão de classe.A Constelação Familiar opera a partirde uma ética do reconhecimento, nãoda exclusão. Seu princípio érestaurativo: trabalha para reintegraros que foram marginalizados,esquecidos, culpabilizados ouexcluídos das histórias familiares esociais.A Constelação comoabordagemrestaurativa dosDireitos HumanosA Constelação Sistêmica não é apenasuma abordagem terapêutica: é umaontologia da escuta. Seu foco não éinterpretar ou diagnosticar, mas criarum espaço de presença e revelação,onde as vozes silenciadas — inclusiveas transgeracionais — possamemergir.Essa escuta radical rompe com onarcisismo do saber técnico unilaterale reconhece que todo sofrimento temraízes relacionais.Em vez de impor categorias, aConstelação ouve o que se apresenta,respeita o ritmo, o silêncio e acomplexidade do outro.O que se revela no campofenomenológico é sempre maisprofundo que qualquer julgamento.Assim, a Constelação se torna umexercício de ética viva.Onde a psicologiamuitasvezes busca explicar, aConstelação buscacompreenderAo oferecer pertencimento edignidade até aos maisrejeitados, a Constelaçãopromove justiça no sentidomais profundo: aquele quedevolve humanidade a todos osenvolvidos. É, portanto, umadas mais potentes dinâmicascontemporâneas depromoção dos direitoshumanos, especialmente emcontextos de vulnerabilidade,violência e desigualdadeSua missão não é normatizar, masrestaurar o vínculo. Não impõediagnósticos, mas acolhe histórias,dores e silêncios com radical respeito.Onde a psicologia muitas vezes buscaexplicar, a Constelação buscacompreender. É esse silêncio atento einclusivo que a torna uma das formasmais potentes de cuidado relacional.


É profundamente lamentáveltestemunhar que o Conselho Federalde Psicologia — instância que deveriazelar pelo avanço plural do saber epela escuta ética do humano — secoloque, em pleno século XXI, naposição de inquisidor.Empleno século XXI,emerge a intolerávelposição de inquisidorAo invés de fomentar o diálogo, oCFP opta por levantar um tribunal desentenças sobre práticas queemergem justamente do desejo deacolher o sofrimento humano comnovos olhares. (Texto publicado nodia 23 de junho de 2025 e atualizadoem 19 de janeiro de 2026)O eco simbólico dessa posturanos remete às sombras daIdade Média, onde o medodo novo sufocava oflorescimento daconsciênciaO futuro daspráticas decuidado não seconstrói commuros, mas compontes. Que otempo, a ciência e acompaixão revelemo que a rigidezaindanãoconsegue ver


No terceiro Projeto Autoria do CECS, pensamentoexpandido da atriz e consteladora mergulhanaprática terapêutica para mapear fronteiras.“Escrevipara aqueles que deixaram de acreditar nas promessasde felicidade que nunca se cumprem e estão prontospara pegar as rédeas da própria vida”, afirma.MediadoraYolanda Freire define livro como jornadade individuação. Terapeuta Claudina Ramírez celebraneutralidade sistêmica da autora que voa alto. Mãe daescritora, Alba Liberato exalta“conversão da fama emsaber e influência profunda”‘ODespertardoAmorSistêmico’,deIngraLyberato:uma jornadaentreconsciência,arte, ciênciaeespiritualidade


A atriz, escritora e consteladora IngraLyberato protagonizou mais umaedição do Projeto Autoria, promovidopelo Centro de Excelência emConstelações Sistêmicas (CECS), pormeio da Diretoria de Fundamentos eTeoria, no dia 25 de junho de 2025,oportunidade em que apresentou oterceiro livro de sua autoria:‘ODespertar do Amor Sistêmico’.Em uma travessia entre arte,espiritualidade, psicologia e ciência, oencontro revelou a sensibilidade daobra: um tratado sobre percepção,ancestralidade, reconciliação etransformação.“Ela pode dizer: Esta éminha verdade e respeito a sua”,destacou a professora ClaudinaRamírez, referência na formaçãoterapêutica, ao exaltar a integridadeética e criativa da autora.Alba Regina Liberato, mãe daescritora, celebrou a conversão dafama em sabedoria. A educadora eterapeuta Selma Horta abordou otema da experiência corporal efenomenológica na arte. O encontro,realizado pela plataforma Zoom, tevea mediação da psicóloga econsteladora Yolanda Freire, diretorade Fundamentos e EstruturaçãoTeórica das Constelações do CECS,que abriu o evento ao sublinhar aimportância do Projeto Autoria comoespaço de articulação teórica epartilha entre consteladores. Eladefiniu a obra como uma jornada deindividuação. No livro, publicado pelaMaquinaria Editorial, com linguagemsensível, clara e reflexiva, Ingrapropõe uma jornada de reconexãocom o amor essencial e ofereceexercícios práticos e provocaçõesterapêuticas.Livedoterceiro ProjetoAutoria,promovidopelo Centrode Excelência emConstelaçõesSistêmicas nodia25de junhode2025 coma atriz, escritora e consteladora Ingra Lyberato:reflexões sobreo novolivro‘ODespertardoAmorSistêmico’,integraçãoentre saber,experiência e ancestralidade


“Escrevi para aqueles que deixaramde acreditar nas promessas defelicidade que nunca se cumprem eestão prontos para pegar as rédeas daprópria vida”, afirma a escritora, aorefletir sobre o esgotamento do“modo automático de viver”.“O Projeto Autoria é sustentado pelatroca e partilha entre o grupo detrabalho de fundamentação teórica,formado por associados que vêm sedebruçando sobre os conteúdos quedão sustentação à prática sistêmica”,afirmou Yolanda Freire. Segundo ela,a proposta do projeto não se limita adar visibilidade aos livros deconsteladores associados, mastambém visa integrar novosparticipantes e promover encontroscom experiências autoraissignificativas.Na abertura, a mediadora destacou ocaráter simbólico do evento, aoreconhecer o esforço coletivo de todaa diretoria do CECS e o apoioconstante da presidente DagmarRamos e do vice-presidente dainstituição, Ricardo Mendes.Em suas páginas,Constelação Familiar,Arte e Xamanismo seentrelaçam,apontam caminhosde reconciliaçãocom as raízes e coma verdade interior“É uma alegria trazero olharda Ingra, comum livro que é muitoespecial. Nele, vemossua trajetória comoatriz e consteladora,mas, sobretudo, ocompromisso comaampliaçãodaconsciência pormeiode uma linguagemacessível e profunda”(YolandaFreire)Em tom emocionado, ela celebrou olivro como um presente àcomunidade sistêmica.“Você convocaas pessoas para um olhar diferente,até para aquelas que já passaram porexperiências com constelação, masainda não compreenderam adinâmica. Isso é muito generoso”,destacou.“Ingra, querida, nosdesperte mais um pouquinho. Apalavra está com você”, disse.


O nascimento de‘ODespertar do AmorSistêmico’Ingra Lyberato iniciou a apresentaçãono Projeto Autoria com umadeclaração de humildade ereverência:“Para mim é uma grandehonra ocupar esse lugar, comreverência a cada pessoa aquipresente”. Ela compartilhou opercurso que a conduziu à escrita de‘O Despertar do Amor Sistêmico’, aodestacar a transição das artes cênicaspara o estudo profundo dasConstelações Familiares e Sistêmicas.Relatou o medo visceral da exposiçãoe a timidez que marcaram a infância ea juventude, antes de se tornar atriz.Seu primeiro livro,‘O Medo doSucesso’, surgiu como um processo deautocura e uma profunda autoanáliseaos 50 anos, uma verdadeira catarsede enfrentamento das própriasfragilidades. A partir dessa obra,iniciou-se o processo transformadorque a impulsionou para formaçõesem terapias e psicologia, como aEcopsicologia.Criada em um ambiente familiar deintensa conexão com a natureza eespiritualidade, destacou a influênciados pais artistas e a formação nãoconvencional. Sem televisão até os 12anos, foi exposta às obras dopsiquiatra e analista suíço Carl GustavJung e a filmes vanguardistas.“Arte,cotidiano e espiritualidade eram umacoisa só”, afirmou.Ingra relembrou a profundainfluência da consteladora CidaRabelo e a série de experiênciasvividas nos campos sistêmicos desdeos anos 1990, com forte contato comos ensinamentos do criador BertHellinger. Reconheceu a seriedade daConstelação Familiar e Sistêmica esua resistência inicial em assumir opapel de consteladora.Destacou a formação com aprofessora Claudina Ramírez emSalvador e a experiência impactanteda primeira Constelação facilitada,que gerou uma\"libertação profundada ilusão do controle\". Essaexperiência marcou a entrega decorpo e alma ao campo daabordagem.Aatriz, escritora e facilitadora sistêmica IngraLyberatodurante terceiro ProjetoAutoriadefende linguagemque combine arte,ciência, cotidianoe espiritualidade:“Quantomais a gente aprofunda nossas raízes,maissustenta esseoutrolugardepercepçãodiferenciada”


Leitura corporal e expansãoda consciênciano processo defacilitação sistêmicaNo livro, Ingra apresenta umraciocínio didático e exemplos daprópria vida, além de experiênciascom clientes a partir da preservaçãodo sigilo. Integra arte, espiritualidade,xamanismo e ciência. Inspirada nobiólogo britânico Rupert Sheldrake,revisita conceitos como campomórfico e propõe distinções entrecampos de repetição e movimentosde inovação, vinculando-os àevolução e ao papel essencial dasConstelações Familiares e Sistêmicascomo trampolim para transcenderpadrões.“Esse livro é um compartilhamento daminha experiência, com base na entrega,na observação e no respeito profundo aocampo e à alma humana”, pontuou.Amediadora, psicóloga econsteladora Yolanda Freire, destacouo livro como uma jornada deindividuação. Para ela, trata-se de umprocesso simultâneo deaprofundamento e expansão deconsciência. Segundo avalia, o livroevidencia uma trajetória dediferenciação de uma consciênciaexperiencial que escolhe o própriocaminho.Sobre o livro, Ingra Lyberato relatou o desafiode traduzir em palavras um fenômeno tãointangível e multidimensional. O processolevou quatro anos, impulsionado por umpedido de seu empresário para explicar, deforma clara e acessível, o que é ConstelaçãoFamiliar e Sistêmica.“A ideia é que pessoas que nãoconhecem a abordagempossam entender”, afirmou


Ao longo do livro, Ingra mostra comoo corpo traduz sensações,sentimentos e percepções que nãopertencem ao repertório individual.Há um trabalho de escuta do campoque se manifesta por meio de sinais,dores, olhares, posturas e emoções.Para Yolanda Freire, isso revela aimportância da posturafenomenológica e da percepçãodiferenciada que o facilitador precisadesenvolver.Ela também ressaltou a presença deum conteúdo técnico e ao mesmotempo intuitivo. A função intuitivadescrita por Jung e observações dafísica contemporânea já reconhecemessa competência humana de captarsinais e decodificá-los semracionalização direta. A Constelação,nesse contexto, não busca resolverproblemas de forma linear, maspromover a expansão de consciência,destacou Yolanda.Amediadora enfatizou que o livroapresenta um passo a passo precisosobre como facilitar o processo.Aborda conceitos como liberação,inovação e o rompimento compadrões repetitivos, sempre com oobjetivo de não apenas evitaremaranhamentos, mas evoluir.“Ingratraz uma visão clara sobre asmáscaras, a persona, e os aspectosmasculino e feminino internos,conduzindo à compreensão profundada Constelação Familiar e Sistêmicacomo ritualística de transformação”,apontou.“É o que vemos em Jung ao descrevera função intuitiva: uma escuta sutilque permite captar sinais edecodificá-los. A físicacontemporânea também começa aabordar essa competência humana.“Assim, Ingra apresenta ocompromisso de não permaneceremaranhada, mas de evoluir.Yolanda Freire sublinhou a seriedade do trabalhoterapêutico apresentado e o preparo pessoalenvolvido. Ressaltou que ser facilitador exige maisdo que compreender dinâmicas individuais: requeraprofundamento da percepção. A experiência corporalde Ingra, oriunda da dança, contribui para esseprocesso ao transformar o corpo em antenaperceptiva para o campo informacional


“Você fala de consciência, liberação einovação, e expõe, ponto a ponto, essemovimento de avanço. O que, afinal,se libera? Ao abordar o ato de soltar asmáscaras, sair da persona, aprofundarno autoconhecimento e olhar para asforças femininas e masculinasinternas, você revela com precisão umprocesso de expansão da consciência”,analisou.Para Yolanda, o livro revela também omodo como a Constelação, enquantoritualística de processo, pode serdescrita com clareza.“Você vaidizendo como é que você faz essepasso a passo, que é muito importantepara quem tentar entender o queacontece”, disse.Yolana Freire enfatizou a dimensãobiológica dessa percepção.“Éhumana, mas também animal.Animais, mesmo a quilômetros dedistância, percebem o que ocorre.Movem-se para se aproximar, afastarou simplesmente esperar o tempocerto. Nós, humanos, tambémpossuímos essa competência — umacapacidade que assusta, pois escapa aocontrole racional”, pontuou.Segundo a mediadora, essacompetência permite acessarinformações e uma sabedoria interna.“Quem facilita a Constelação está ali atrazer o diálogo possível entre oinconsciente e aquela consciência quese coloca em atendimento”, afirmou.Ela destacou ainda o efeito coletivo doprocesso.“Você mostra como todos sebeneficiam durante uma Constelação.Essa dimensão humana, natural epresente, também pode ser chamadade espiritual ou extrassensorial — evocê consegue nomeá-la comprecisão e profundidade”, explicouApsicóloga ediretoradeFundamentosTeóricosdo CECSYolandaFreire foi amediadoradoencontro:“Você faladeconsciência,liberaçãoe inovação.Mostraessespassospontoaponto nolivro”


Indicou que a própria ciência usou otermo alma para esses campos deinformação, mas evitou a palavra porseu vínculo com a espiritualidade.“Resolveram chamar de campo. Masé egrégora, é alma, é a mesma coisa.”(Egrégora é uma força espiritual ouenergia coletiva criada pela interaçãode pensamentos, sentimentos eintenções de um grupo de pessoas).Concluiu que a evolução se baseia noequilíbrio entre dois movimentos:repetição e inovação.A ciência dos campos e a almacomo matriz do movimentoevolutivoIngra Lyberato abordou as possíveisinterpretações místicas do seutrabalho.“Talvez a minha posturapareça, para muitas pessoas, mística,porque eu falo desse chamado doUniverso. Mas isso tudo também temuma base científica muito forte queestá no livro.” Explicou que o uso dotermo“chamado”remete àsincronicidade descrita por Jung.“Vejo um caminho todo marcado,com uma percepção fina dos sinais.Meu coração responde ou se fecha.Há uma auto-observação constantenesses processos.”Declarou-se de natureza científica:“Quero entender.” Por isso, participoude um curso com Rupert Sheldrake,com quem teve aulas gravadas eencontros ao vivo:“Falo dele há maisde 20 anos”.Com base no curso, esclareceu que ocampo mórfico, ao contrário do quese divulgava, não libera o novo.“Ocampo mórfico é só de repetição.”Citou o exemplo do centésimomacaco.“O próprio Rupert disse: essaexperiência nunca aconteceu. É umexercício imaginativo.”A partir dessadistinção, reconheceu a necessidadede nomear uma nova dimensão:“Ok,existe o campo de repetição, mas hátambém uma força que impulsiona omovimento. Essa força é a alma — nolivro, chamo de campo psíquico.”“Nessecampoqueregeumaespécieougrupo,existeocampomórficodarepetiçãoeexisteumoutromovimentoquepedeinovação.Aciênciadabiologiaapontaqueaevoluçãodependedessesdoisvetores”(IngraLyberato)


Citou o médico Sérgio Felipe,pioneiro no estudo da glândulapineal, que questiona como perceberos 95% restantes do universo. Segundoele, será preciso recorrer a umatecnologia que não depende demáquinas nem computadores.Para Ingra, esse é o ponto deconvergência com a Constelação.“Nós somos essa biotecnologia deponta, orgânica, de captação decampo”, afirmou. E concluiu comconvicção:“A Constelação ainda vaicrescer muito nesse sentido da ciênciatambém.”A Constelação comobiotecnologia orgânica decaptação do campo deinformaçãoIngra Lyberato prosseguiu com aabordagem ao destacar a dimensãoancestral e biológica da percepçãohumana.“Carrega no nossoinconsciente arcaico todo o registroda história da humanidade e danatureza”, afirmou.Com base na ecopsicologia,mencionou que há milhares depesquisas que indicam como abiotecnologia fisiológica humanafoi moldada pelos reinos animal,vegetal e mineral.“Nós temos tudoisso no nosso ser”, declarou.Sublinhou a importância daConstelação como instrumento deorientação e expansão.“Éimportante lembrar o poder, a setade futuro que a abordagem nostraz.”Relatou que acompanha aulas decientistas, neurocientistas e físicos, eapontou uma constatação comumentre os que trabalham com ciênciade fronteira:“Hoje a ciência explica5% do universo. 95% não é medívelpelos aparelhos de laboratório, nempelos telescópios mais potentes.”A escuta do campo e ahumildade diante doinconscienteAmediadora Yolanda Freire retomoua fala com uma crítica àpredominância da mente racional nacompreensão da consciência humana.“Isso ainda revela uma falta dehumildade diante do todo quesomos”, afirmou. Segundo ela, aformação do neocórtex consolidou aideia de supremacia da inteligênciamental sobre outras formas de saber,como a corporal, a emocional e aespiritual.


Yolanda mencionou o conceitojunguiano do diálogo entre Ego -Self e destacou a importância dereverência ao inconsciente comoinstância dotada de ordem esabedoria próprias.“Da mesma forma, você fala dainteligência do todo. Jung tambémafirma que as sincronicidades semanifestam no coletivo, não apenasno interior do indivíduo”,acrescentou. Para ela, essasconexões surgem da interação entresujeito e campo, por meio depercepção refinada capaz de captaro tempo, o espaço e a narrativaoculta em cada posição numaConstelação.Yolanda sublinhou o papel essencialdo facilitador:“Você descreve essecaminho de tradução entre os sinaise a configuração que envolve quemconduz.” Ressaltou que preparotécnico e sensibilidade afinada sãoindispensáveis.“Sem canais depercepção desenvolvidos e semcapacidade de escuta e diálogo como inconsciente, o trabalho ficalimitado.”Alertou para os perigos das projeções:“É fácil projetar o que penso, o queacho, o que sinto.” E elogiou aabordagem de Ingra, que propõeescuta fundamentada no respeito:“Coragem não é fazer tudo o que nosatravessa. Existe um lugar dereverência. E quem estabelece amedida é a informação que chega.”Fez, ainda, uma observação sobre aética da prática sistêmica:“Os bonsconsteladores dizem:‘Isso meparece?’,‘Isso me indica?’ E quemresponde é o movimento, orepresentante, o campo.” Para ela,Ingra revela na obra essa disposiçãoao diálogo entre o eu e umaconsciência maior.“E isso não éfantasia.”Referindo-se ao conteúdo do livro de IngraLyberato, a mediadora Yolanda Freire observou:“Você aborda a inteligência do corpo, dasemoções e aquilo que hoje se reconhece comoespiritual, por estar conectada ao sutil”Aprendizado e escuta ativacomo pilares da práticaterapêutica sistêmicaYolanda Freire destacou o caráterpedagógico das experiências descritasno livro de Ingra Lyberato.“Confirma-se, suaviza-se, as pessoasemocionam-se, sinalizam leveza.Cada experiência relatada constituiensinagem. Isso mostra o caminho daliberação em curso”, declarou.


Para ela, o valor reside na posturade escuta e na qualidade doprocesso:“Atingimos o êxitoquando ouvimos de verdade.”Yolanda exaltou a humildademetodológica de Ingra:“Você revelacamadas e aberturas paraestabelecer diálogo com o campopresente.” Ela ressaltou amultiplicidade de abordagensintegradas:“Ao incorporar TSFI,xamanismo e música, surgemconvites sensíveis.”Destacou que esses elementosampliam a sensibilidade dofacilitador:“Quem constelaaprimora-se nas afinidades e nassensibilidades próprias.” ParaYolanda, esse percurso exigeatenção interior:“Você relata oquanto se percebeu nesse processo,recursos que permitiram avançar.”Ela observou que a repetição nãoocorre de forma fixa:“O fenômenorepete-se, porém em instâncias quepropiciam inovação e liberação.”Amediadora também sublinhou aabordagem do pertencimentoapresentada no livro.Ela sintetizou com clareza:“Participo a partir da inovação, poisisso também representa aexpectativa do meu sistema.”Ingra Lyberato trouxe uma reflexãosobre o impulso natural pormudança.“A própria natureza nospede para fazer diferente, para darum novo passo”, afirmou. Ampliar apercepção não implica deixar dehonrar o passado, mas sim expandir oolhar.“Não é o meu pai e a minhamãe. Tem um pai e uma mãe maior, aprópria existência.” Reforçou que aescolha dos termos — “Deus”,“inteligência maior”ou“plano maior”— não limita.“Fico trazendo todosesses nomes para as pessoas seidentificarem.”Comentou que o processo de escritaexigiu cortes significativos.“Esse livroestá com quase 300 páginas, mas tiveque cortar muita coisa. A editora disse:‘Ingra, entrega, e começa outro, porfavor’, porque já passava de 400.”Cada pessoa carrega e desenvolveferramentas próprias. Citou CaetanoVeloso:“Avida me deu, a Bahia medeu régua e compasso”, para ilustrarcomo experiências corporais eartísticas se entrelaçam com as basesda Constelação Familiar e Sistêmica.Lembrou que Bert Hellinger iniciou aprática a partir da terapia primal.O corpo como canal deconsciência e transformaçãonas Constelações Familiares eSistêmicas


“Construiu uma sala toda protegidapara terapia primal, e só depoiscomeçou a desenvolver a Constelação damaneira como está hoje”, ressaltou.A Constelação nasce do corpo, não degestos mecânicos.“Não é só um corpoque dá umpasso para frente, outro paratrás, oupara o lado. Vem de um corpoque sente.”Destacou a importância da liberdadepara expressão corporal como meio deacessar conteúdos profundos.“O traumaestáno corpo. Ele é o inconscientematerializado.”Desde a formação em dança,compreendeu que“os traumas precisamser tocados e liberadosvibracionalmente”.Nem toda Constelação apresenta essaintensidade, mas há casos commanifestaçõesfísicasinevitáveis.“Podeser só um uivo, ou um soco em um sacode boxe.”Relatou uma vivência durante aformação com Claudina:“Na casa dela,havia um saco de boxe na varanda. Àsvezes a pessoa precisa expressar aquilo.”Por fim, mencionou o papel damúsica, trazido porAlexandraCaymmi, suíço-brasileira,psicopedagoga e psicoterapeuta,criadora da TSFI – Terapia SistêmicaFenomenológica Integrativa.“Elaincorpora a música como parte doprocesso de transformação davibração no campo. Vai direto aocoração. Realmente transforma.”A expressão ancestral eespiritualna ConstelaçãoFamiliar e SistêmicaIngra Lyberato aprofundou adiscussão sobre a diversidade deabordagens dentro das ConstelaçõesFamiliares e Sistêmicas, ao destacar aimportância do silêncio, domovimento e da autenticidade decada facilitador.“Venho da Constelação clássica. Achoque o silêncio é fundamental. Precisade silêncio, precisa do movimento”,afirmou. Para ela, cada consteladortraz um dom pessoal ao processo.Citou Claudina como exemplo:“Aconstelação dela tem muita música.Meu Deus, só ela consegue fazer issodesse jeito.”Relatou a precisão com que Claudinacombina palavras, melodias e ocampo que se forma na Constelação.“Ela intui a música. Cada palavrarepresenta o campo que acontece ali”.


Descreveu esses cantos comoalquimia, forças naturais que semovem e provocamtransformações internas:“A pessoanem sabe por que, mas aquiloliberou algo. Sons ancestrais, quetocam o coração e despertamconexão com o planeta.”Alertou para manifestações maisintensas nas sessões de Constelação.“Vejo pessoas que não sabem o quefazer diante de uma manifestaçãomais intensa. Acho que cada umtem que saber o que dá conta, mastalvez seja interessante se preparar.”Defendeu que as formaçõesincluam preparação específica paralidar com essas situações. Relatouuma vivência marcada pelarepressão religiosa vivida por umaancestral afrodescendente.“Faciliteiuma Constelação em que o grandetrauma do sistema era a supressãoda expressão espiritual dessaantepassada. E, naquele momento,era isso que precisava emergir.”Reforçou a importância de não seassustar diante de manifestaçõessemelhantes à incorporação:“Nãoestamos em um terreiro, nem emuma igreja. Trata-se de um trabalhoterapêutico. Mas pode, sim, ocorreruma manifestação. E isso também éConstelação”.Ela avançou na exposição ao enfatizaro papel da Constelação Familiar eSistêmica como um espaço deacolhimento profundo dasancestralidades, especialmentedaquelas ligadas a expressõesreligiosas e espirituais.“Tudo pode virà tona para ser liberado, visto eabençoado”, afirmou. Para ela, oprocesso exige abertura de coração,inclusão e, sobretudo, respeito ehumildade.A facilitadora rejeitou qualquerprotagonismo individual no processo.“Se eu acreditasse que sou eu queestou produzindo alguma coisa ali,ficaria muito pesado para mim”,declarou. Disse sentir leveza ecoragem justamente por não seconsiderar autora dos movimentos:“Não crio teorias ou soluções para osrepresentantes.”Descreveu o trabalho como umaescuta ativa do campo e dasmanifestações que surgem.“Pergunto, o representante fala:‘estoucom medo, estou com muito medo’.Dali vem uma frase para traduzir issoque ele já sente.”Ingra explicou que sua prática naTSFI envolve musicoterapia etraumoterapia, com espaçoampliado para expressão corporal.Em sua trajetória, a música surge deforma diferente:“Tenhoexperiência no xamanismo.Conheço profundamente hinosespirituais que chegaram paratocar a pessoa de uma maneira queàs vezes nem ela mesmo entendecomo a transformação aconteceu”


Quando o participante se senteseguro para atravessar esse medocom o corpo, ocorre uma liberação:“Isso é libertado, compreendido etransformado.”Ao abordar manifestações maisintensas, respondeu à perguntafrequente sobre o peso emocionalda prática:“Saio muito leve. Porquenão sou eu que realiza isso. É puraexpressão do campo.”Ingra compartilhou a leitura de umtrecho marcante da obra de BertHellinger. Há cinco anos conduzum grupo de estudos sobre oslivros. Citou a metáfora doconstelador como guerreiro:“Eleentra num campo de batalha, comsangue, gente caída, vai até a feridamais exposta sem medo, acolhe apessoa que agoniza, inclui e permiteque a coisa aconteça.”Para Ingra, a recusa em olhar certosconteúdos já configura interferênciado ego. Ressaltou, no entanto, que épossível se preparar para enfrentaressas situações comresponsabilidade e competência.Ingra Lyberato deu sequência àreflexão sobre os caminhos dedesenvolvimento da sensibilidade eda percepção ampliada no campo dasConstelações Familiares e Sistêmicas.Ao abordar sua experiência com oxamanismo, destacou esse saberancestral como um dos veículospossíveis para o aprimoramento daescuta interna. Ressaltou, porém, quea sensibilidade não se limita a essecaminho.“Qual é o seu canal deaprimoramento, de liberação?” —questionou, ao sugerir que cadaindivíduo deve descobrir sua própriavia de conexão com as informaçõesmais sutis.Ingra mencionou práticas corporais ea importância de aprofundar as raízescomo forma de sustentação paraacessar essas dimensões. Citouexemplos de formações eexperiências pessoais que a ajudarama consolidar esse percurso.“Quantomais a gente aprofunda nossas raízes,mais sustenta esse outro lugar depercepção diferenciada.”A Constelação que aconteceantes da Constelação


A autora explicou que nem tudoque é desenvolvido em seupercurso pessoal é aplicadodiretamente no espaço daConstelação Familiar e Sistêmica.Existe, segundo ela, um filtro ético etécnico que determina o que éapropriado para o campo. Reforçoua importância da presença e daintencionalidade no ato de facilitar,ao destacar que quem chega paraconstelar também chega comoagente de transformação.“Está se trazendo, está trazendo seusistema, está atuando no sistema”,evidenciou. Ingra enfatizou que oprocesso de Constelação nãocomeça no momento da facilitação.Para muitos, ele se inicia muitoantes, no lugar de representante.“É a Constelação que acontece antesda Constelação.” Citou a experiênciade pessoas que frequentam comorepresentantes por um longoperíodo antes de se sentiremprontas para constelar seu própriosistema.“Muita gente espera o seutempo de‘agora eu posso’, mas elasjá estão ali em preparação.”Ingra Lyberato explica que o processoda Constelação Familiar e Sistêmicase inicia quando o interessado agendaa sessão.“Eu até aviso: presta atenção nossonhos, sintoma físico, insight,sincronicidade, porque o processocomeça já quando a pessoa marca”,disse.A reflexão conduziu a uma questãorecorrente entre os participantes: anecessidade de presença física paraconstelar. Ingra afirmou que otrabalho pode ocorrer também emgrupo e de forma não presencial.Relembrou conversas comYolandaFreire sobre a existência de outrasdimensões além daquelasreconhecidas pelos sentidos físicos.“Tudo isso hoje já está sendo muitoexplicado pela física, pela ciência. Jáforam comprovadas mais de dozedimensões.”O tempo expandido daConstelaçãoIngra defendeu que há uma base científica sólida paracompreender o funcionamento das Constelações emcontextos não locais. Referiu-se à teoria do emaranhamentoquântico, aos estudos sobre hereditariedade e aos impactosinconscientes nas escolhas individuais:“A ciência caminhatotalmente nessa direção”


Ao ilustrar a dimensão não local,recorreu ao comportamento doelétron na física quântica.“Oelétron não desapareceu. Ele só selocaliza, só se revela quando oobservador observa com umadeterminada intenção.” Para ela, aausência do elétron em nossadimensão indica que ele habitaoutro plano:“Não local significa quenão é aqui na terceira dimensão.“Concluiu que a Constelação atuaem dimensão fora do tempo e doespaço convencionais.“É fora dotempo linear.” Citou como exemplouma experiência pessoal:“Uma vezpor mês faço um encontro gratuitoem que sorteio uma Constelaçãovirtualmente para quem nuncaconheceu, para sentirem no corpo,experimentarem.”Destacou o caráter inesperado dofenômeno.“Nem pensava nisso. Derepente aconteceu.”A surpresa seintensificou quando, horas depois, nosorteio habitual de uma Constelaçãovirtual, conduziu o atendimento deuma participante da Bahia. A temáticada sessão girava em torno da relaçãoda cliente com a espiritualidade e suaprática terapêutica.Sem saber previamente do conteúdoda demanda, Ingra afirmou que aConstelação revelou um dom de curapelas mãos, posteriormenteconfirmado pela constelada:“Ocampo veio falar comigo antes delaser sorteada.”A experiência, segundoIngra, demonstra a atuação do campofenomenológico em uma dimensãonão local e atemporal.“É outro lugar.É uma viagem no tempo.” Ressaltouque tanto a ciência contemporâneaquanto os saberes ancestrais indicama existência de realidades além dalógica cartesiana:“O paradigma daciência de ponta, assim como danossa ancestralidade originária,quebra essas barreiras da mente.”A Constelação comoexperiêncianão linearde tempoIngra Lyberato relatou uma vivênciaque ilustrou sua compreensão daConstelação Familiar e Sistêmicacomo prática situada fora dos limitesdo tempo linear. Em um dia comum,ao retornar de uma caminhada,descreveu ter sentido uma intensadescarga energética saindo de suamão. Afirmou já ter vivenciado essasensação em experiências derespiração profunda e renascimento:“Como se um cometa estivesse saindoda mão, uma luz, algo que não seiexplicar, mas muito forte.”


A Constelação alémda presença físicaAmediadora Yolanda Freire destacoua validade das Constelações realizadasem ambiente virtual, ao reforçar queo campo fenomenológico atua deforma não local:“Os clientesposicionam os representantes, querelatam sensações e percepções.Existem várias formas de constelaron-line, e sim, acontece.”Segundo ela, a pandemia da Covid-19obrigou profissionais da área a sereinventarem. A Constelação, comooutras práticas, adaptou-se à novarealidade:“Entramos numa novadinâmica. Foi uma grande doençacoletiva e aprendemos a fazer deoutro jeito.”Yolanda ressaltou que as experiênciasem ambiente digital não perdemintensidade:“Acontece em grupo,com gente em Nova York, Portugal,no Brasil, duas pessoas no Sul, três noNordeste, a consteladora no Rio deJaneiro ou na Bahia. Em São Paulo. Eas Constelações acontecem.Profundas.”A experiênciaartística como campode consciênciaSelma Horta, educadora, terapeuta efundadora do espaço Daraluz –Clareando Horizontes, construiu umatrajetória entrelaçada à Educação, àSaúde e à Cultura. Formada emLetras e Educação Física, iniciou-secedo em práticas integrativas voltadasao desenvolvimento humano. Há 29anos, atua na promoção deatendimentos, eventos e ações emsaúde complementar para pessoasfísicas e instituições.Durante o encontro, Selma levantouuma questão sobre a vivênciacorporal na arte. Ao mencionar opreparo físico da artista,especialmente na dança, perguntou:“Você não acha que, mesmo sem falarem Constelação, esse corpo já acessaum campo?” E completou:“Gostariaque você comentasse esse paralelo,porque quem não conhece ou rejeitaa Constelação, muitas vezes pordesconhecer os fundamentos, tende aver tudo como algo excêntrico.”Aeducadora e terapeuta efundadoradoespaço Daraluz –ClareandoHorizontes,SelmaHorta, construiu uma trajetóriaentrelaçada à educação, à saúdee à cultura


Ingra Lyberato respondeu de modoenfático:“Avida é um grande campo.Avida é um fenômeno.” Para a atriz, ocorpo e suas memórias formam umarede vibracional de informações quenos habita e guia.“Tudo éfenomenológico.”Ao refletir sobre a própria trajetóriaartística, Ingra reconheceu que cadapersonagem vivenciado por elarevelou um campo específico:“Eu fuiconvocada para viver aquelashistórias. Hoje sei que todas tinhamalgo profundo sobre maternidade.”A construção das personagens semprepartiu de um processo de imersão.“Vou criar uma história passada, umarelação com pai e mãe. Se o autor nãome disse, eu crio esse pai, essa mãe.Vou mergulhar e me conectar comum campo que não sei qual é”.Segundo ela, a criação artística éapropriação de campo, ainda quecom outro nome.“Escrevo cartas para esse pai, essamãe, para um amor antigo. Criomemórias de infância, descubroroupas, medos, desejos. Isso éapropriação de um campo quechegou para mim, só que tem outronome: criação artística. Mas é amesma coisa”, pontuou.Ela comparou dinâmicas familiares àspráticas teatrais da Grécia Antiga, aoressaltar a busca por visualização dasimagens internas. Lembrou que oteatro grego promoveu catarsecoletiva ao representar medos, desejose tragédias, exigiu até a presença deparamédicos diante das intensasreações emocionais.“O processo catártico do teatro tem aver com autoconhecimento,autoliberação, cura de traumas”,afirmou.Para ela, a Constelação Familiar eSistêmica opera de formasemelhante. A grande diferença,destacou, reside na dissociação doego:“Na vida real, estamosdominados pelo ego. Briguei comminha mãe, mas a vaidade do egoimpede que peça desculpas.” Já naConstelação, representantes, livres davaidade do ego, expressamdiretamente sentimentos profundos.“Um representante diz:‘Estou comvergonha da minha mãe’. Então vai eabraça. Essa mãe acolhe, porquetambém carregava vaidade”,constatou. Esse mecanismo, segundoIngra, promove a liberação de nósemocionais e viabiliza o movimentode reconciliação.


E acrescentou que esse processoliberta vaidades e arrogância a pontode tornar a Constelação desnecessáriaao permitir que a vida mesma ocupeesse lugar.“Quanto mais noslibertamos, menos precisamos deConstelação. Avida já oferece tudoque é necessário.”Ingra observou que esse processoinconsciente se manifesta comodestino.“O destino pode ser um processoinconsciente de repetição, que naConstelação chamamos de dinâmicasocultas.”Ao trazê-lo à consciência,afirmou, é possível libertar-se e iniciarnovas trajetórias.“Talvez as histórias não sejamtotalmente novas, mas de algumaforma inovamos nossa existência evivemos novas experiências”,destacou.“A Constelação trazsentimentos puros everdadeiros, sem comandodo ego. Ali aquilo que estavabloqueado se desfaz, o nó sesolta, o movimento ocorre”(Ingra Lyberato)Destino entre o inconscientee a libertaçãoIngra Lyberato sustenta que“aConstelação apresenta forçaspsíquicas que conduzem nossa vida.Elas são inconscientes, instintivas egrupais.” Se não houver tomada deconsciência dessas forças, alertou, oindivíduo repetirá padrões ancestrais.O estudo dessas dinâmicas, segundoa facilitadora, oferece chaves parasuperar essa prisão psíquica. Semconscientização das bases familiares,ressaltou, o indivíduo busca criarnova história, mas permanece presoao passado.“Enquanto nãoreconhece e não inclui no coraçãotudo que foi vivido e escolhido poreles, que fizeram o melhor quepuderam, a gente fica preso”,pontuou.Claudina Ramírez e oencontro entre técnica,arte e éticaClaudina Ramírez é terapeutasistêmica com atuação internacional etrajetória marcada pela união entretécnica, espiritualidade ecompromisso social. Bacharela emDireito, formou-se em PsicologiaSocial pela Escola de Pichon Rivière eatualmente aprofunda seus estudosno DEP. Coordena a Formação emTerapia Sistêmica FenomenológicaIntegrativa (TSFI) na Bahia, cominterlocução entre Brasil e Suíça. Écriadora do método ConstelaSom, aolado do musicoterapeuta AndréBertotti. Fundadora do Espaço BrilhaYewá, no sul da Bahia, conduz retirosbaseados em saberes ancestrais,práticas sistêmicas e escuta corporal.


“Para mim, não pode haver exclusão.A TSFI reconhece todos os níveisvibracionais e os integra em seusexercícios”, pontuou.Ela iniciou sua fala ao lembrar ovínculo com Ingra Lyberato desde ostempos de escola.“Quando chegouao meu espaço, reconheci a meninaque brilhou desde cedo”, relatou, aocitar o retiro localizado no sul daBahia.Destacou a importância do primeirolivro de Ingra,‘O Medo do Sucesso’,como porta para processosprofundos de autoconhecimento.Chamou atenção para relevância dasreferências familiares: pais que sededicaram às artes, culturasoriginárias e espiritualidade.“DonaAlba exala histórias e poesias”,afirmou, ao reforçar o valor daancestralidade na formação daautora.Claudina elogiou a qualidade deneutralidade de Ingra em debatesideológicos. Enfatizou que seucaminho como representante alibertou da necessidade de persuadirou impor ponto de vista.“Ela podedizer:‘Esta é minha verdade erespeito a sua’.” Expressou confiançana trajetória da amiga:“Que você voemuito alto. Escreva outros 20, 30,quem sabe 100 livros.” Por fim,abordou a convergência entrediferentes metodologias nacoordenação da formação TSFI naBahia. Citou o trabalho profundo decorpo da DEP (Dinâmica Energéticado Psiquismo) na distinção entredensas e sutis vibrações, como basetécnica e ética.Aterapeuta sistêmica eprofessoraClaudina Ramírez:“Quevocêvoemuitoalto. Escrevaoutros20,30,quemsabe 100 livros”Mãe de Ingra Lyberato, Alba ReginaLiberato é artista plástica, escritora,roteirista e poetisa. Formada comoprofessora, decidiu se dedicar às artesao lado do esposo, o cineasta ChicoLiberato e à criação dos cinco filhosnum sítio situado em Salvador.Foi ativista dos direitos humanos e dacultura do Norte e Nordeste comoexpressão do Brasil profundo.Alba Regina Liberato eaneutralidade filial


Desenvolveu uma educação dentroda arte e da natureza para os cincofilhos e para centenas de jovens quefrequentaram e ainda hojefrequentam a casa Liberato paraaprender sobre o fazer artístico. Albadestacou a neutralidade comoqualidade marcante na relação entremãe e filha e ideal que guia na vidapública de Ingra Lyberato.“Você nãoconcorda comigo, mas também nãome corrige com sermão”, disse. Paraela, esse equilíbrio fortalece o vínculoe oferece segurança emocional.A artista plástica, escritora, roteirista epoetisa expressou gratidão pelomodo como Ingra direcionou suavisibilidade.“Você soube converterfama em saber e influênciaprofunda”, afirmou, ao ressaltar adisciplina e dedicação ao ser humanocomo marcas da trajetória da filha.Ela concluiu ao convidar Ingra acontinuar na trajetória comoescritora:“No escrever você consolidaconhecimento e transfere esse capitalrecebido de amigas e formadoraspara outras pessoas”.Amãede Ingra Lyberato,Alba ReginaLiberato:“Noescrevervocê consolidaconhecimentoe transfere esse capitalrecebidode amigas e formadorasparaoutraspessoas”Ingra Lyberato encerrou aparticipação com uma homenagememocionada a Alba Regina Liberato.“Minha mãe é muito apaixonante.Sempre reverencio e muitas vezespeço bênção mesmo”, disse.Reconheceu que a convivência não éidealizada, mas sim pautada por umacumplicidade profunda:“Nossaparceria também é para mergulharnas nossas sombras. Iluminar etransformar, porque já entendemospor que estamos aqui e não queremosdesperdiçar esse tempo sagrado deuma existência.”A atriz reforçou o compromisso como processo de evolução mútua eagradeceu à mãe pela vida e pelasbênçãos recebidas. Yolanda Freire,mediadora do evento, seguiu namesma linha afetiva. Dirigiu-se a AlbaLiberato com deferência:“Gratidãoaqui pela cota que estou a ancorar, acota das pessoas que têm a bênção deencontrar a Ingra.”Agradeceu também à autora pelopresente do livro e ao público pelaconfiança:“As trocas foramprofundas. Muito grata por tudo queesse encontro reverbera e continuaráa reverberar em nós.” (Textopublicado no dia 29 de junho de2025 e atualizado em 19 de janeirode 2026)Gratidão e reverênciamarcam o encerramentodo encontro


Para pesquisadora, abordagem amplia olhar sobresofrimento humano e ressignifica lugar do sintoma,sem negar a medicina tradicional. Encontro virtualpromovido pelo CECS aprofunda tema‘A utilizaçãoda Constelação Familiar Sistêmica como técnicacomplementar para enfrentamento do tratamento doportador de doença inflamatória intestinal (DII)’.Evento tem mediação de Roseny Flávia Martins, queenfatiza o espaço de compartilhamento do saberacadêmico, e Erica Lopes Ferreira, que destaca rigorético e científico do estudoEmlivecompsicólogaJaneRocha,ConstelaçãoFamiliarSistêmicaéapresentada comocaminhointegrativonoenfrentamentodador crônica


O Centro de Excelência emConstelações Sistêmicas (CECS)promoveu, no dia 07 de julho de2025, uma live que trouxe novasperspectivas sobre o cuidado integralem saúde. O evento teve como temacentral “A utilização da ConstelaçãoFamiliar Sistêmica como técnicacomplementar no enfrentamento dotratamento do portador de doençainflamatória intestinal (DII)”. Apsicóloga e psicoterapeuta JaneRocha apresentou os resultados dapesquisa de sua autoria, queevidencia a contribuição daabordagem sistêmica na qualidade devida de pacientes com doençascrônicas.Amediação ficou sobresponsabilidade da diretoraCientífica do CECS, Roseny FláviaMartins, pesquisadora PhD ereferência na área e Erica LopesFerreira, cirurgiã-dentista formadapela UFPR, que cumula produçãocientífica nacional e internacional,formação em Constelação Familiarna água, psicossomática e consciênciasistêmica. Roseny destacou o papeldo CECS como espaço de construçãocientífica e ética no campo sistêmico,ao lembrar a robusta produçãobibliográfica mapeada pelainstituição. Erica enfatizou aimportância de trabalhos como o deJane Rocha, que combinam rigoracadêmico e aplicação prática noSUS, o que democratiza o acesso aocuidado integrativo.A pesquisadora defendeu que aConstelação Familiar amplia o olharsobre o sofrimento humano eressignifica o lugar do sintoma, semnegar a medicina tradicional.A live reuniu ainda consideraçõesvaliosas das consteladoras YolandaFreire, diretora de Fundamentos eEstruturação Teórica do CECS; SelmaHorta, educadora e terapeuta e ElianaMedina, consultora e pesquisadorasistêmica. Elas elogiaram a coragem eo rigor da pesquisa, além deapontarem novos caminhos parafuturas investigações na área.A psicóloga Jane Rocha é CEO doFlordeGi – Espaço TerapêuticoIntegral em Saúde. Possui pósgraduação em psicologia hospitalar,Constelação Familiar Sistêmica,psicologia sistêmica e terapia familiarsistêmica. É psicoterapeuta de práticasintegrativas: auriculoterapia, reiki ecromoterapia. Palestrante, escritora epesquisadora.Ao longo daapresentação, Jane Rocharevelou a trajetóriapessoal marcada pelavivência com a doençade Crohn e descreveucom profundidade opercurso acadêmico quea levou a integrarConstelação, ética científica ecuidado clínico


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