Dagmar agradeceu à Yolanda Freire, à equipe do CECS e aos presentes queacompanharam o lançamento do Projeto Autoria. Reafirmou a alegria em fazerparte da construção coletiva do Centro de Excelência em Constelações Sistêmicas eexpressou o desejo de que novos projetos continuem a valorizar os autores epesquisadores do campo sistêmico.\"Que venham muitos outros projetos, porque temos autores e contribuiçõeslindíssimas para o avanço das Constelações\", concluiu Dagmar Ramos ao convidaros presentes para os próximos eventos já agendados. (Texto publicado em 28 deabril de 2025 e atualizado em 13 de janeiro de 2026)ApsicólogaYolandaFreire,que fez amediaçãoda livede lançamentodoProjetoAutoria:livro‘ConstelaçõesFamiliares naMedicina’ revela a“abundânciade conhecimentoe experiênciaque Dagmar Ramospartilha comsimplicidade e clareza”
PesquisadapsicólogaAdrianaBrazapontaefeitospositivosdasConstelaçõesFamiliaresnasaúdementalDoutora em Psicologia da Saúde e consteladorasistêmica apresenta resultados de tese em livepromovida pelo CECS. Com base em entrevistas edevolutivas psiquiátricas, estudo identifica alívioemocional, reorganização psíquica e fortalecimentodos vínculos familiares em pacientes comtranstornos mentais. Segunda dirigente a ocupar apresidência do CECS, médica Dagmar Ramos ediretora Científica Roseny Flávia Martins destacamrelevância metodológica e contribuição pioneira aocampo científico das práticas integrativas
Especialista em PsicologiaTranspessoal, Adriana Braz tambématua como consteladora sistêmica, comformação acadêmica que incluimestrado em Psicologia,Desenvolvimento e Políticas Públicas,doutorado em Psicologia da Saúde epós-graduação em Psicossomática.É autora das obras‘ConstelaçõesFamiliares – A Inovadora Estratégiapara Resolução de Conflitos noJudiciário’;‘Psicologia Transpessoal – ACiência da Consciência’, e coautora de‘Constelações Familiares – História,Teoria, Pesquisa e Ética’.O Centro de Excelência emConstelações Sistêmicas (CECS)promoveu a live‘PsiConstelação – Asaúde mental na perspectivasistêmica’, conduzida pela psicóloga epesquisadora Adriana Braz. Aapresentação revelou os resultados datese de doutorado defendida naUniversidade Metodista de São Paulo,que investigou os impactos dasConstelações Familiares em pacientescom transtornos mentais, comoansiedade, esquizofrenia, depressão,burnout e dependência química.Com base em entrevistas,Constelações gravadas e devolutivaspsiquiátricas, o estudo identificoualívio emocional, reorganizaçãopsíquica e fortalecimento dos vínculosfamiliares. A pesquisa, com apoio daCapes, foi destacada pela segundadirigente a ocupar a presidência doCECS, médica Dagmar Ramos, e peladiretora Científica da instituição,Roseny Flávia Martins, por suarelevância metodológica econtribuição pioneira ao campocientífico das práticas integrativas.A live, realizada no dia 29 de abril de2025, discutiu o tema‘PsiConstelação– A saúde mental na perspectivasistêmica: um estudo sobre o uso deConstelações Familiares em casos detranstornos psicológicos’. A iniciativaintegra as ações do Grupo de Trabalho(GT) Científico do CECS, criado parafomentar a produção acadêmica naárea das Constelações Sistêmicas.Além da experiênciaclínica, a trajetória deAdriana Braz incluimais de 25 anos nasartes cênicas e sete anosde residência na China,onde estudouacupuntura. Formadacomo instrutora de yogana Índia, realizaatendimentos e cursosna clínica Orienterapias,em Santos (SP), comfoco emvivências deautoconhecimentocom grupos, apósviagens de imersão emmais de 40 países
Em seguida, Roseny apresentou aconvidada Adriana Braz de Oliveira, aodestacar sua atuação como psicólogaclínica, consteladora e agora PhD emPsicologia da Saúde.A tese defendida porAdriana em 2024na Universidade Metodista de SãoPaulo, intitulada‘Psiconstelação – Asaúde Mental na Perspectiva Sistêmica’,investiga o uso de ConstelaçõesFamiliares em casos de transtornospsicológicos.Para Roseny Flávia Martins, trata-se deum marco na produção científicabrasileira.“Fiz questão de convidarAdriana Braz de Oliveira porque oestudo que realizou inaugura ummovimento importante no país: asistematização científica dasConstelações Familiares aplicadas àsaúde mental”.Na abertura do evento, a diretoraCientífica do CECS, Roseny FláviaMartins, ressaltou o compromisso dainstituição com a qualificação técnicae acadêmica. Segundo ela, a realizaçãodo encontro integra os esforços do GTpara, nos próximos anos, receberconvidados de excelência eaprofundar o vínculo entre pesquisa eprática terapêutica.“Todos os associados já conhecema planilha de referências quedisponibilizamos em nosso site.São 650 entradas, entre artigos,dissertações, teses, livros edocumentos jurídicos. Ummaterial vasto, cuidadosamentecompilado, que pode inspirarconsteladores e pesquisadores emformação”, afirmou.Participantesdurante a live ‘PsiConstelação –ASaúdeMental na PerspectivaSistêmica’, conduzidapelapsicólogaAdrianaBraz: Eventoreúne associados aoCECSparadebatero usodas Constelações na saúdemental
Experiência clínica econtribuição científicaA psicóloga e consteladora AdrianaBraz iniciou a participação comagradecimento à presença dosassociados e destacou a importânciado espaço acadêmico para oreconhecimento das ConstelaçõesFamiliares como estratégiaterapêutica.Ela citou a presença da diretoraCientífica Roseny Flávia Martins nabanca de defesa da tese de doutorado,ao ressaltar sua atuação comoespecialista na temática.“No meioacadêmico, falar de ConstelaçõesFamiliares ainda é desafiador. Tê-la nabanca foi uma honra”, afirmou.Adriana ressaltou que sua formaçãoacadêmica inclui também ummestrado em Psicologia,Desenvolvimento e Políticas Públicaspela Universidade Católica de Santos.A dissertação investigou a aplicaçãodas Constelações Familiares noJudiciário da Vara de Família de SãoVicente (SP), em atendimento a umademanda da magistrada responsável,que solicitou uma avaliação científicada prática. O trabalho revelou que,além da facilitação de acordos legais,cerca de 80% dos participantesrelataram impactos positivos nocampo emocional.A coleta de dados envolveuentrevistas individuais,questionários e sessões deConstelação Familiar,realizadas em quatro etapas:entrevista prévia, vivênciada Constelação, avaliaçãouma semana após a sessão enova entrevista quatromeses depoisNa continuidade da apresentação, apesquisadora descreveu a metodologiada tese de doutorado. Participaram doestudo seis pacientes adultos comdiagnóstico médico de transtornospsiquiátricos, incluindo esquizofrenia,ansiedade, depressão e dependênciaquímica. Todos passaram por triagemcom médico psiquiatra colaborador eassinaram termo de consentimento.Aplicação clínica eresultados observadosOs dados foram organizados emnúcleos de significação. As frases-chavepronunciadas durante as Constelaçõesforam comparadas com os relatos dasentrevistas, a fim de compor ummapeamento inédito dos efeitospsicológicos observados.
Casos clínicos revelampadrõestransgeracionais e efeitosterapêuticosAdriana Braz apresentou os casosque evidenciam como dinâmicasinconscientes familiares impactamo sofrimento psíquico e como asConstelações Familiares podemcontribuir para a reorganizaçãosubjetiva dos pacientes.No primeiro caso, uma mulher de47 anos, diagnosticada comtranstorno de ansiedade e ideaçãosuicida, revelou em entrevistas e nassessões de Constelação umaprofunda sensação de indignidaderelacionada à sua posição na ordemfamiliar. Filha mais velha, sentiaque vivia“no lugar do irmãofalecido”e que jamais fora aceitapelo pai por não ser o filho homemdesejado.A Constelação trouxe à tonaepisódios descritos com forte cargatraumática. A paciente mencionavaepisódios de escuta de vozes etentativas anteriores de suicídio.Após a Constelação, descreveu umamelhora significativa. Relatou, umasemana depois, ter acordadosozinha, em paz e sem vozes pelaprimeira vez.“Essa frase foi muito significativa:‘acordei em paz, só eu’. É um dadoclínico e simbólico que não podeser ignorado”, afirmou Adriana.A pesquisadora concluiu que ocruzamento entre os dados obtidos naabordagem, as entrevistas posteriores ea devolutiva do psiquiatra responsávelapontam para o potencial dasConstelações Familiares comoabordagem complementar no cuidadoà saúde mental.Segundo o parecer do psiquiatraresponsável, após a vivênciaterapêutica, a paciente apresentouremissão dos sintomas depressivos euma postura mais autônoma frente àprópria história.Convidada especialdo CECS,AdrianaBraz,especialista emPsicologiaTranspessoal econsteladora sistêmica:“Todosospacientesapresentaramalgumtipodemelhora.Talvez nãose tratede curarotranstorno,masde abrirespaçoparaoutraspossibilidadesde existência”
Narrativasfamiliares eesquizofreniaO segundo caso envolveu um pacientede 48 anos com diagnóstico deesquizofrenia, cuja participação diretafoi inviabilizada pelas limitaçõesclínicas. A Constelação foi realizadacom membros da família: pai, mãe eirmão.O histórico revelou exclusõessistêmicas severas, com repetição depadrões como rejeição parental, maustratos e surtos psicóticos em outrosintegrantes da árvore genealógica.O paciente vive atualmente com oirmão, que também apresentatranstorno de ansiedade. Nadevolutiva, o pai reconheceumudanças significativas após aConstelação: maior afeto,espontaneidade e expressãoemocional.“Ele passou a pleitear pequenasescolhas, algo que nunca fazia”,afirmou. A constatação do psiquiatraapontou para uma abertura relacionalinédita entre o paciente e os familiares,apesar da rigidez psicótica.O terceiro relato apresentou o caso deuma mulher de 40 anos, diagnosticadacom Síndrome de Burnout e crisesrecorrentes de ansiedade. Criada emambiente campestre, com estímuloartístico desde a infância, abandonou atrajetória na arte para atenderexpectativas familiares marcadas porhiperprodutividade e ansiedadecoletiva.Relatou que“abortou a arte”e setornou gerente em um setorcorporativo que agravou sua condiçãopsíquica. A Constelação evidenciouuma fidelidade inconsciente à avómaterna, pintora, e à lógica de exaustãofamiliar.Após a vivência, a paciente relatouredução dos sintomas e retomada deatividades relacionadas às artes.“Elavoltou ao balé e às aulas de trapézio,atividades que simbolizam um retornoà liberdade expressiva”, explicouAdriana.Síndrome de Burnout, resgateda essência e reintegraçãoemocional
O psiquiatra que acompanhou o casorelatou que, embora as mudançasfossem inicialmente sutis, elasapontavam para uma reorganizaçãosubjetiva importante. A pacientereconheceu, pela primeira vez, que nãoprecisava corresponder às expectativasalheias.Segundo a pesquisadora, a Constelaçãofoi encerrada com a paciente abraçadaa uma representante da arte, o quemarcou, simbolicamente, areintegração de sua identidade criativa.“A Constelação abriu meuinconsciente. Consegui cortar algunselos emocionais”, afirmou a paciente.Durante a Constelação, foi possívelrepresentar esse vínculo interrompidoe realizar, em campo terapêutico, umadespedida emocional. O marido atualacompanhou toda a vivência.Ao final, RA foi orientada a reconhecero marido como seu companheiropresente. Na entrevista posterior,afirmou:“Fui esquecendo dele... pelomenos a parte que me judiou a vidainteira, eu esqueci”.O psiquiatra observou sinais concretosde empoderamento. A paciente, antestotalmente dependente do marido atépara atender o telefone, passou averbalizar decisões, recusou o uso darampa que antes consideravaindispensável e retomou atividadescomo o tricô. Também reestabeleceu ocontato com irmãos após anos desilêncio.“Ela se transformou de uma velhinhaesperando a morte para uma idosa quequer viver”, escreveu o profissional. Asalterações de comportamentoincluíram discussões pontuais com omarido, interpretadas como indício demaior assertividade e afirmaçãopessoal.“Ao recuperar a autonomiaafetiva, ela pôde deixar o passado e serecolocar no presente com dignidade”,concluiu Adriana.Reelaboração do passado eafirmação do presenteNo quarto caso, RA, uma mulher de 77anos diagnosticada com transtornodepressivo, apresentava sintomasclássicos de dependência emocional edesmobilização. Ex-gerente bancária,havia contraído sequelas da Covid-19,que afetaram sua fala e locomoção.A paciente declarou, durante aentrevista inicial, que sua expectativapara a Constelação era“ver onamorado”que não pôde ter najuventude. A resposta surpreendeu apesquisadora, mas revelou, ao longo doprocesso, o núcleo de dor psíquica nãoelaborado. Assim como sua mãe, quetambém não se casou com seu grandeamor, RA seguia há décadas fixada emum luto simbólico amoroso.
Durante a Constelação, verbalizouraiva profunda contra os paisbiológicos, especialmente a mãe. Otrabalho fenomenológico permitiu queele, pela primeira vez, reconhecesse aimportância de sua origem comocondição de existência.“Foi umprimeiro passo”, destacou AdrianaBraz.O psiquiatra relatou melhora naestabilidade emocional e redução daagressividade. LA assumiuespontaneamente o papel de cuidadorem uma casa de sublocações, ondeconvive com outros pacientes emvulnerabilidade. Administra remédiose mantém a organização — tarefas queantes não realizava nem para simesmo.Processos de reconciliação eressignificação emergem devivências sistêmicasA psicóloga Adriana Braz prosseguiu aapresentação com a exposição de maisdois casos clínicos e a sistematizaçãodos principais resultados obtidos napesquisa de doutorado.As análises, conduzidassob referencial dapsicologia sistêmica,demonstram como aConstelação Familiarpode favorecerreorganizaçõespsíquicas profundas,especialmente emcontextos de sofrimentodecorrente de rupturas,exclusões e vínculosinterrompidosNo quinto caso, LA, um homem de 39anos, apresentava histórico dealcoolismo, dependência química esentimentos intensos de rejeição.Órfão de mãe biológica — que sesuicidou grávida de gêmeos — edesconhecedor do pai, um traficante,foi adotado ainda bebê.Pertencimento e herançaemocionalO sexto caso, de XP, homem de 28anos com diagnóstico de depressão,revelou uma dinâmica marcada porsentimento de rejeição, luto nãoelaborado e triangulações familiares.O paciente passou a cuidar do padrastogravemente doente, enquanto conviviacom a sensação de que o pai biológicofavorecia outro filho, de casamentoanterior.
Categorias de significação eefeitos terapêuticosA Constelação evidenciou como aimagem do pai era transmitida a partirdo olhar ressentido da mãe.“Aabordagem permitiu a XPcompreender o quanto absorvera a dormaterna como sua”, apontou AdrianaBraz.Nas entrevistas posteriores, XP relatoumaior serenidade, superação parcial daraiva e alívio psíquico.“Sinto que algomudou. Não sei exatamente o quê, massinto”, afirmou.Quatro meses depois, o pacienteabandonou a psicoterapia, mas relatouestar bem por meio de relatos indiretosda mãe, que seguia em atendimentocom o mesmo psiquiatra.A pesquisadora apresentou, emseguida, os núcleos de significaçãoextraídos dos relatos dos participantes.Entre as categorias identificadas estão:– Alívio emocional: Sentimentos deangústia, culpa e raiva foram expressoscomo atenuados logo após aConstelação. Participantes como LA,XP e JK relataram sensação de leveza ebem-estar psíquico imediato.– Compreensão de si mesmo: Osrelatos mostraram que os participantesobtiveram insights importantes sobresuas emoções e padrões derelacionamento. Casos como opaciente com ideação suicida, e de LAapontaram para ressignificaçõesmarcantes:“Parece que eu nasci depoisda Constelação”.– Resolução de conflitos: Avivênciasistêmica favoreceu o perdão e areconciliação, como evidenciado porXP e JK, que passaram a interpretarantigas mágoas sob nova perspectiva.– Fortalecimento dos laços familiares:Em casos como o de CD, pai de umpaciente com esquizofrenia, aconstelação facilitou uma aproximaçãoemocional antes inexistente.
O caráter pioneiro do trabalhoconsistiu na sistematização deConstelações em estudo clínicoacadêmico, com utilização deferramentas da psicologia qualitativa.“A escuta do psiquiatra trouxedevolutivas não percebidas pelopróprio paciente, o que amplia aprofundidade da análise”, pontuou apesquisadora. Cada passo da pesquisafoi documentado com rigormetodológico. As constelações foramgravadas em vídeo, analisadas frase porfrase e correlacionadas com os dadosobtidos nos questionários e entrevistas.Esse cruzamento permitiu aidentificação precisa de recorrênciassimbólicas, com destaque para acoerência entre vivência subjetiva eestrutura narrativa.“A cada análise,novas descobertas surgiam. Isso tornouo processo extremamente rico eprofundamente revelador”, afirmou apesquisadora. Os casos, todos comdiagnósticos de transtornos mentaisformalmente estabelecidos,responderam positivamente àproposta terapêutica.A pesquisa forneceu respostasafirmativas à pergunta central doprojeto: seria a Constelação Familiarútil no campo da saúde mental? Aindaque reconheça a necessidade de novosestudos, Adriana argumentou que otrabalho inaugura um campo fértil deinvestigação em psicopatologiasdiversas.Síntese metodológica econtribuição para o campo– Aumento da resiliência: Osparticipantes demonstraram maiorcapacidade de enfrentar adversidadesapós a vivência.– Sentimento de libertação: Diversosdepoimentos indicaram umdesprendimento de vínculos limitantesdo passado. RA resumiu:“Pelo menos aparte que me judiou a vida inteira, euesqueci”.Mudançascomportamentaispositivas: Os relatosindicaram adoção deposturas maisassertivas, reconexãocom interesses pessoaise retomada deatividades docotidiano. RA, porexemplo, voltou atricotar, a fazer ligaçõesfamiliares e a decidirpor si mesmaAdriana Braz destacou que a análisecomparativa entre entrevistas prévias ea vivência em campo, associada aoretorno do psiquiatra, compôs o eixocentral da metodologia.
A pesquisadora destacou ainda que ocaso de esquizofrenia incluído noprojeto foi conduzido com osfamiliares do paciente, e não com elediretamente. A Constelação foirealizada com familiares, o que,segundo Adriana, produziu efeitosindiretos perceptíveis no própriopaciente.“Essa experiência foi muitorica. O campo é o sistema. Mesmo semestar presente na sessão, o rapazapresentou mudanças relevantes nocomportamento e na afetividade”,afirmou.Reconhecimentoinstitucional e rigormetodológico“O que é, afinal, a cura? E o que significa vivermelhor?Todos os participantes apresentaram algum tipo demelhora. Talvez não se trate de resolver integralmente otranstorno, mas de abrir espaço para outras possibilidadesde existência” (Adriana Braz)Para ela, o estudo contribui com umolhar ampliado sobre a saúde mental ereforça a urgência de pesquisas querespeitem a complexidade dosfenômenos humanos.Após concluir sua exposição, apsicóloga Adriana Braz passou aresponder às perguntas dos associados.A primeira questão abordou oscritérios utilizados para definir osparticipantes da pesquisa. Segundo ela,o desenho metodológico, prévia erigorosamente estabelecido, contoucom a atuação direta de um médicopsiquiatra, responsável pela triagemclínica dos envolvidos.“Foram seis participantes no total,conforme previsto desde o início doprojeto. Os critérios de inclusãoexigiam que o paciente estivesse emacompanhamento psiquiátrico há pelomenos alguns meses e apresentassecondições emocionais estáveis paracompreender e participar de todas asetapas”, explicou. Casos comdesorganização psíquica severa foramexcluídos do estudo, conformeprevisto.A diretora científica do CECS, RosenyFlávia Martins, ressaltou a importânciado apoio concedido pela Coordenaçãode Aperfeiçoamento de Pessoal deNível Superior (Capes) ao projetodesenvolvido porAdriana Braz.Segundo Roseny, o reconhecimentopor parte da Capes conferecredibilidade acadêmica e atesta aseriedade metodológica da pesquisa.“O apoio da Capes exige um nívelelevado de estruturação teórica e rigormetodológico. Relatórios detalhadosprecisam ser apresentados ao longo detodas as etapas”, afirmou.Critérios de inclusão epapel do psiquiatranoprocesso de triagem
Após as explanações e a rodada deperguntas, a presidente do Centro deExcelência em Constelações médicaDagmar Ramos fez uma saudação àpsicóloga Adriana Braz, ao destacar arelevância científica e clínica dapesquisa apresentada.Roseny destacou ainda que a pesquisade Adriana foi construída a partir deuma fundamentação sólida, queincluiu reflexões sobre patologizaçãoda loucura, psicose sob a óticasistêmica, a contribuição de BertHellinger e o mapeamento do estadoda arte no campo das Constelações.Para a diretora, a aceitação do projetopela Capes representa um marco noreconhecimento das ConstelaçõesFamiliares como objeto legítimo deinvestigação científica.“É um avalinstitucional importante que, ao abriressa porta, sinaliza que a abordagemsistêmica pode e deve ser estudadacom seriedade, também no Brasil”,pontuou.Dagmar relembrou experiênciasanteriores no interior de Goiás, ondeparticipou da aplicação deConstelações Sistêmicas em contextosde saúde pública. Segundo ela, osresultados observados à época jáindicavam o potencial terapêutico daabordagem, mesmo antes da difusãocrítica e dos atuais debates científicos.“Encaminhávamos para asConstelações e os resultados erammuito expressivos. Faltava exatamenteo que você faz: a sistematização, oestudo, a formalização teórica”,pontuou a presidente.Atualmente, Dagmar Ramos atua naCasa de Eurípedes, hospitalpsiquiátrico de grande porte emGoiânia, onde, segundo ela, asConstelações transformaram adinâmica do ambiente terapêutico.Dagmar Ramos destacaimpacto da pesquisa emcontextos clínicos“Já existem muitostrabalhos sendo feitos, masessa pesquisa representaum marco ao sistematizarconhecimento dentro deum protocolo acadêmico,com rigormetodológico ecompromisso científico”(Dagmar Ramos)Amédica Dagmar Ramos: Durante live, eladestacou apremiaçãointernacional recebidapelopsiquiatraAlexanderMoreira-Almeidaporpesquisasque integramespiritualidade esaúdemental
“As falas dos seus pacientes são asmesmas que escuto aqui. Eles relatamalívio, compreensão e um novo olharsobre a própria dor. Muitos são gratosnão apenas pela própria vivência, maspela oportunidade de representaroutras histórias. Isso tem valorterapêutico real”, destacou DagmarRamos.Amédica mencionou que os própriospacientes demonstram envolvimento eentusiasmo com as Constelações.“Issomostra o quanto essa prática ressoaneles, mesmo em quadrospsiquiátricos severos”, argumentou.Dagmar Ramos reiterou admiraçãopelo trabalho apresentado.“É umapesquisa que abre portas. E eu, commuita gratidão, quero agradecer pelapresença, entrega e por contribuir deforma tão sólida com esse campo queainda está em desenvolvimento, masque já mostra tanto impacto positivo”,ressaltou.Dagmar Ramos também destacou arelevância do momento atual para aintegração entre espiritualidade eciência na área da saúde mental. Elamencionou o trabalho do psiquiatrabrasileiro Alexander Moreira-Almeida,professor da Universidade Federal deJuiz de Fora (UFJF), que recentementefoi agraciado com o Prêmio OskarPfister 2025 pela Associação Americanade Psiquiatria (APA). Este prêmioreconhece contribuições significativasno estudo da relação entre religião,espiritualidade e saúde mental.Moreira-Almeida é o primeiro latinoamericano a receber essa honraria. Elese destaca pelas pesquisas queinvestigam a continuidade daconsciência após a morte e a integraçãoda espiritualidade na práticapsiquiátrica.O psiquiatra coordena o Núcleo dePesquisas em Espiritualidade e Saúde(Nupes) da UFJF e atua na elaboraçãode diretrizes internacionais queincentivam a inserção da dimensãoespiritual nos diagnósticos etratamentos psiquiátricos.Dagmar Ramos enfatizou que oreconhecimento internacional dotrabalho de Moreira-Almeida reforça aimportância de pesquisas queexplorem abordagens nãoconvencionais, como as ConstelaçõesFamiliares, na compreensão etratamento de transtornos mentais.Dagmar Ramos cita trabalhodo psiquiatra brasileiroAlexander Moreira-Almeida,agraciado com o PrêmioOskar Pfister 2025
Ela ressaltou que o momento épropício para ampliar os estudos nessaárea, buscar evidências que possamfundamentar cientificamente essaspráticas e integrá-las de formaresponsável ao cuidado em saúdemental.“Eu não revelo quem são osrepresentantes nem quem são osenvolvidos. Mesmo durante aConstelação, evito nomear papéisabertamente. Pergunto no ouvido dapessoa constelada se ela reconhecedeterminado papel, e só após essaidentificação é que as frases começama ser utilizadas”, afirmou.Adriana destacou que essa metodologiavisa proteger os envolvidos e garantir aautenticidade da vivência sistêmica.“Não é uma dinâmica de exposição.Trata-se de um processo de escuta epercepção profunda, onde oimportante é que aquilo faça sentidopara quem está sendo constelado. Orestante, se não compreendido portodos, não invalida a experiência”,completou.Antes de cada Constelação, apesquisadora realiza uma breveintrodução sobre os fundamentosteóricos do trabalho, o que incluiexplicações sobre as“Ordens do Amor”e princípios sistêmicos. Tambémpropõe um exercício inicial parapreparar o grupo, especialmente osnovatos.Escolha dos representantese éticano manejo dasConstelaçõesDurante a fase de perguntas da livepromovida pelo CECS, a psicólogaAdriana Braz respondeu a uma questãosobre a seleção dos representantes queparticiparam das Constelaçõesrealizadas durante a pesquisa. Segundoela, a escolha foi cuidadosamenteplanejada e seguiu princípios éticos emetodológicos, em respeito àintegridade dos pacientes e àneutralidade do campofenomenológico.“Os representantes eram pessoas dacidade de Santos, onde a pesquisa foirealizada. Todos já tinham algum nívelde familiaridade com a abordagemsistêmica e participavam de encontroscom interesse real em vivenciar ostemas propostos. No entanto, nãoconheciam previamente os pacientesnem os detalhes dos casos”, explicouAdriana. A psicóloga reforçou que osigilo foi preservado durante todo oprocesso, e que os participantes daConstelação nunca foram expostos ouidentificados publicamente.
Em tom emocionado, Roseny destacoua generosidade e o comprometimentoacadêmico da psicóloga Adriana Braz,convidada especial da noite.“Mesmoenvolvida em uma tese de doutoradodensa e complexa, ela se dispôs acolaborar como coautora no livro‘Constelações Familiares: História,Teoria, Pesquisa e Ética’, aocompartilhar os achados de suapesquisa de mestrado”, afirmou.A diretora científica enfatizou que acontribuição da pesquisadorarepresenta um passo importante naconstrução de uma base teórica sólidapara as Constelações Familiares noBrasil.“Estamos no início de um caminholongo, que visa dar às Constelações omesmo percurso de amadurecimentocientífico trilhado por outrasabordagens psicológicas. Elas já sãoreconhecidas por facilitadores eusuários, agora queremos avançar nociclo acadêmico”, pontuou.Evento do CECS encerra comchamado à construçãoacadêmica das ConstelaçõesFamiliaresAo responder a uma pergunta sobresua trajetória, Adriana Braz relatou terfeito sua formação principal com omédico, psiquiatra, psicólogo epsicoterapeuta Mario Koziner, além demódulos complementares no InstitutoHellinger e com outros facilitadoresinternacionais.“A formação foiconstruída ao longo dos anos, comexperiências em diferentes abordagense ênfase especial no campo da saúdemental”, disse.Ao final da live‘PsiConstelação – ASaúde Mental na PerspectivaSistêmica”, promovida pelo Centro deExcelência em Constelações Sistêmicas(CECS), a diretora Científica dainstituição, Roseny Flávia Martins,responsável pela coordenação doevento, fez as considerações finais. Elareforçou a importância daconsolidação teórica e metodológica daabordagem sistêmica no campo dasaúde mental.“O campo é sensível, exige preparação e escutarefinada. Por isso, começo com um alinhamentoteórico e energético. A simplicidade do processo, naverdade, exige umnível elevado de presença e respeito”(Adriana Braz)
Roseny também agradeceu à Universidade Metodista de São Paulo, instituição queacolheu o projeto de doutorado de Adriana Braz, e à orientadora Clarissa deFranco, pelo apoio ao desenvolvimento do estudo.“Foram fundamentais paravalidar o desenho metodológico e garantir que a pesquisa pudesse ser realizadacom a seriedade exigida pelo campo científico”, ressaltou.Ao encerrar o encontro, Roseny Flávia Martins convidou o público a acompanhar aagenda de atividades do CECS. Reforçou o compromisso da instituição com aprodução de conhecimento e a promoção de espaços de formação e diálogo.“Sigamos com entusiasmo, ética e disposição para servir. Esse é o espírito da nossacomunidade. Gratidão a todos que estiveram conosco”, concluiu a diretora. (Textopublicado em 03 de maio de 2025 e atualizado em 13 de janeiro de 2026)Adiretora Científicado CECS,pesquisadoraPhD, RosenyFláviaMartins,que coordenou alive:“Queremosdaràs Constelaçõesomesmopercursocientíficotrilhadoporoutrasabordagens reconhecidas”
DagmarRamos alerta sobreburnoutesaúdeemocionalduranteCongressoCirurgiaAno2025,emDivinópolis (MG)Com dados científicos e reflexões sobreespiritualidade, médica e psicoterapeuta defendecuidado integral ao profissional da saúde.Evento discute esgotamento profissional eestratégias baseadas em meditação,espiritualidade e humanização
Segundo Dagmar Ramos, aparticipação do CECS na mesa sobresaúde mental de médicos, cirurgiões eequipes no Congresso da Fupec atraiuum público expressivo e gerourepercussão positiva. Amesa contoucom ampla assistência e engajamentopor parte dos congressistas. De acordocom a médica, a gravidade do burnoutentre profissionais da saúde despertougrande interesse, o que levou àconfirmação de um novo convite parao congresso do próximo ano, em BeloHorizonte.Dagmar destacou que os dados epropostas apresentados despertaramatenção por abordarem, com base emevidências científicas, estratégias deenfrentamento ao adoecimentopsíquico. Entre elas, práticas comomeditação, mindfulness,espiritualidade e religiosidade.“Nãosão apenas formas de aliviar sintomas,mas caminhos possíveis para preveniro burnout”, afirmou. Ao fim daparticipação, os representantes doCECS sugeriram um novo slogan parainspirar futuras ações da fundaçãoorganizadora:“Doente é gente — e odoutor também”.A saúde mental dos profissionais desaúde esteve em foco durante oCongresso Cirurgia Ano 2025,realizado pela Fundação de Pesquisa eEnsino em Cirurgia (Fupec) entre osdias 1º e 03 de maio de 2025, emDivinópolis (MG), com o tema\"Evidências Cirúrgicas: Passado,Presente e Futuro\". A participação damédica psicoterapeuta e homeopataDagmar Ramos foi um dos destaquesdo evento. Ela integrou a Mesa 22,dedicada ao debate sobre os desafiosemocionais enfrentados por médicos eprofissionais do setor. Com o tema\"Um olhar sobre o burnout emmédicos cirurgiões: realidade eprevenção\", Dagmar Ramos, segundadirigente a ocupar a presidência doCentro de Excelência em ConstelaçõesSistêmicas (CECS), apresentoureflexões e evidências clínicas sobre odesgaste físico e emocional enfrentadopor quem atua sob alta pressão nassalas cirúrgicas, e apontou caminhospara prevenção e cuidado.Amesa teve coordenação da psicólogaAdriana Aguilar Mendes Lodi, tambémcofundadora do CECS, que contribuiucom a palestra\"Dor alheia,‘amor cego’,‘lealdades invisíveis’e o adoecimentodo profissional de saúde\", em queabordou aspectos sistêmicos eemocionais que afetam o cotidiano dequem cuida.\"Doente é gente, e doutortambém é gente. Precisamoscuidar do cirurgião, porqueum médico emocionalmenteequilibrado cuida melhor dopaciente\" (Beatriz Deoti e SilvaRodrigues)
A psicóloga Adriana Aguilar MendesLodi, que coordenou a mesa com otítulo“Saúde mental: o caminho paralidar com os desafios da vida e ser útil”,destacou a importância de criar umespaço sensível e significativo paratratar de um tema que consideraurgente: o adoecimento psíquico demédicos, especialmente cirurgiões, queatuam no limite entre a vida e a morte.“Coordenar essa mesa foi uma honra euma alegria. Foi como formar umaalma coletiva conectada por umpropósito nobre: lembrar que omédico também é gente”, afirmou.A psicóloga ressaltou que a proposta dodebate foi despertar nos profissionais aconsciência de que também precisamreceber cuidado, afeto e acolhimento.“É necessáriohumanizar arelação médica, eisso passa porreconhecer que ocirurgião tambémpode se fragilizar,precisa se permitirdeitar-se no leito eser cuidado”(Adriana AguilarMendes Lodi)Alma coletiva conectada porumpropósito nobre: lembrarque o médico também é genteAsegundadirigente aocuparapresidênciado CECS,médica Dagmar Ramos,aoladodaprofessoraBeatriz Deoti eSilva Rodrigues,diretora-presidentedaFupec epresidentedo Congresso CirurgiaAno2025:durantepalestra emDivinópolis (MG),médica epsicoterapeuta aborda esgotamentoemocionaldeprofissionaisde saúde e estratégiasdeprevençãoaoburnout
Ela relembrou ainda o legado doprofessorAlcino Lázaro da Silva,fundador da Fupec, ao citar o tema docongresso — “Doente é gente” — epropôs o complemento:“e o doutortambém”.Inspirada pela poesia e pelas imagenssimbólicas dos ipês amarelos, quemarcaram a trajetória de Alcino Silva,Adriana afirmou que a mesa foi alémdo previsto no roteiro.“Conectamosciência, sensibilidade e espiritualidade.Levar essa perspectiva ao congresso eperceber a ressonância com o ProjetoFupec foi um dos momentos maisespeciais da minha trajetóriaprofissional”, destacou.Dados alarmantes revelamprevalência de burnoutentre cirurgiõesEm sua apresentação sobre o tema\"Um olhar sobre o burnout emmédicos cirurgiões: realidade eprevenção\", Dagmar Ramos alertoupara a dimensão preocupante doesgotamento emocional entreprofissionais da cirurgia. Segundo umarevisão sistemática e meta-análisepublicada no Journal of the AmericanCollege of Surgeons, cerca de 41% doscirurgiões atendem aos critériosclínicos para diagnóstico de burnout. Oestudo analisou 103 pesquisasrealizadas ao longo de 25 anos, comdados de 63.587 profissionais da área.Outro levantamento citado porDagmar, conduzido pela Society ofAmerican Gastrointestinal andEndoscopic Surgeons (Sages), apontouuma taxa ainda mais alarmante: 69%dos membros da sociedadeapresentaram sinais de burnout. Apesquisa utilizou o instrumentoMaslach Burnout Inventory, queidentificou altos níveis de exaustãoemocional e despersonalização entreos participantes.Uma terceira fonte, publicada noJournal of Surgical Education, mostrouvariações expressivas nas taxas deburnout conforme a especialidade e onível de formação. Residentes decirurgia geral apresentaram índicesque variaram entre 20% e 95%,enquanto os cirurgiões gerais jáformados registraram taxas entre 25% e44%.De acordo com a médica, os dadosconfirmam a prevalência do burnoutentre profissionais em diferentesestágios da carreira. Avariação nosíndices reflete, segundo ela, tanto oscritérios distintos de avaliação quantofatores ligados à especialidade e aoambiente de trabalho. Para Dagmar, oreconhecimento desses números éfundamental para que se desenvolvampolíticas de prevenção e cuidadovoltadas à saúde emocional doscirurgiões.
Oito dimensões do bem-estar:ummodelo para prevençãoDurante a apresentação, DagmarRamos destacou que o enfrentamentodo burnout entre médicos cirurgiõesexige uma abordagem ampla efundamentada em evidências. Ela citouas oito dimensões do bem-estarpropostas pelo American College ofSurgeons (ACS), que devem orientarestratégias preventivas.São elas: emocional, ocupacional,intelectual, social, física, financeira,ambiental e espiritual. Para a médica,reconhecer e integrar essas esferas nocotidiano do profissional é essencialpara mitigar os impactos do estressecrônico e da exaustão.Amédica também trouxe uma série deestudos recentes que reforçam aeficácia de práticas baseadas emmeditação, respiração e atenção plenana redução dos sintomas de burnout.Entre as pesquisas mencionadas estáum programa de ioga on-linedesenvolvido para médicos residentesem Quebec, no Canadá, quedemonstrou impactos positivos nasaúde mental dos participantes,segundo artigo publicado no BMJOpen em setembro de 2024.Outro destaque foi um ensaio clínicopublicado pela Jama Network Openque avaliou a prática da técnica derespiração Sudarshan Kriya Yoga entremédicos com resultados promissoresna prevenção do esgotamentoprofissional.Estudos adicionais, como ospublicados nas revistas PaediatricAnaesthesia, Revista Médica de Chile eJMIRMhealth and Uhealth, apontarammelhorias em sintomas de ansiedade,bem-estar geral e na qualidade darelação clínica com os pacientes apósintervenções com elementos demindfulness.Uma revisão sistemática publicada noInternational Journal ofEnvironmental Research and PublicHealth também confirmou queintervenções psicológicas com foco ematenção plena podem melhorar aempatia, promover o bem-estar ereduzir significativamente os níveis deburnout entre profissionais da saúde.Segundo Dagmar, a ciência avança nacomprovação de que o cuidadoemocional do médico é tão importantequanto o cuidado que ele oferece aopaciente.
Ao abordar a dimensão espiritual docuidado com a saúde mental, DagmarRamos ressaltou que religiosidade eespiritualidade deixaram de ser temasmarginais no debate médico. Eladestacou o reconhecimento oficial doConselho Federal de Medicina (CFM),que passou a considerar aespiritualidade como elementorelevante no processo terapêutico.Para Dagmar Ramos, essa diretrizmarca uma mudança histórica naforma como os profissionais de saúdecompreendem a integralidade docuidado.“Não se trata apenas de fé,mas de evidências que mostrambenefícios concretos à saúde mental eemocional”, afirmou. A psiquiatra citouestudos que reforçam a relação entreespiritualidade e bem-estar psíquico.Uma pesquisa publicada no GeriatricNursing Journal mostrou queestratégias de enfrentamento baseadasem religiosidade contribuíram para aredução de sintomas depressivos emcuidadores informais de idososhospitalizados.Outro estudo, disponível naplataforma daWiley Online Library,comparou estudantes de enfermagemdo Brasil e de Portugal e apontoupercepções positivas sobre a influênciada espiritualidade na saúde.Em diferentes contextos clínicos, osdados se mantêm consistentes.Pesquisadores da Hindawiidentificaram que, em ambientesmilitares brasileiros, níveis mais altosde religiosidade foram associados amenor prevalência de depressão entreidosos.Já um levantamento realizado emcentros de reabilitação ambulatorial,publicado pela Journal ofRehabilitation Medicine, indicou que areligiosidade também impactapositivamente a percepção da dor, aqualidade de vida e a saúde mental emgeral.“Não se trata apenas de aliviarsintomas, mas de transformar amaneira como esses profissionais sesustentam em um ambiente de altapressão” (Dagmar Ramos)
Dagmar Ramos cita psiquiatraAlexander Moreira-Almeida,autor do livro‘Ciência da VidaApós aMorte’Para Dagmar Ramos, incorporar essadimensão ao cuidado não significaabandonar critérios científicos, masampliar o olhar sobre o ser humano. Aavaliação é de que a espiritualidadepode ser uma fonte de força, esperançae sentido para o paciente e, muitasvezes, também para o profissional.Reconhecer isso é essencial para umaabordagem verdadeiramentehumanizada.Amédica já havia mencionado emeventos anteriores o trabalho dobrasileiro Moreira-Almeida, querecentemente foi agraciado com oPrêmio Oskar Pfister 2025 pelaAssociação Americana de Psiquiatria(APA). Este prêmio reconhececontribuições significativas no estudoda relação entre religião,espiritualidade e saúde mental.Moreira-Almeida é o primeiro latinoamericano a receber essa honraria. Elese destaca pelas pesquisas queinvestigam a continuidade daconsciência após a morte e a integraçãoda espiritualidade na práticapsiquiátrica.Para ilustrar a conexão entre ciência eespiritualidade no campo da saúdemental, Dagmar Ramos citou otrabalho do psiquiatra AlexanderMoreira-Almeida, autor do livro‘Ciência da Vida Após a Morte’. Naobra, o pesquisador apresenta estudosclínicos e experimentais sobreexperiências de quase-morte. Eledefende que a espiritualidade deveocupar um lugar legítimo no escopocientífico, desde que abordada comrigor metodológico.Segundo Dagmar, o livro contribuipara ampliar os limites tradicionais daciência sem romper com sua baseracional.Dagmar Ramos enfatizouque o reconhecimentointernacional do trabalhode Moreira-Almeidareforça a importância depesquisas que exploremabordagens nãoconvencionais, como asConstelações Familiares, nacompreensão e tratamento detranstornos mentais
Ela ressaltou que o momento épropício para ampliar os estudos nessaárea, buscar evidências que possamfundamentar cientificamente essaspráticas e integrá-las de formaresponsável ao cuidado em saúdemental.Alexander Moreira-Almeida éprofessor da Universidade Federal deJuiz de Fora (UFJF) e coordena oNúcleo de Pesquisas emEspiritualidade e Saúde (Nupes),referência internacional na produçãocientífica sobre o tema..O psiquiatra compartilha reflexões,estudos e entrevistas em seus canaisoficiais nas redes sociais, como o [email protected] no Instagram e@nupesufjf no YouTube, com foco emtornar acessível o diálogo entreespiritualidade e ciência. Ao encerrar aparticipação no Congresso CirurgiaAno 2025, Dagmar Ramos destacou aimportância de resgatar o sentido daexistência também na prática médica.Com voz serena, citou a escritoraAdélia Prado:“Avida é mais tempoalegre do que triste. O melhor é ser.”(Texto publicado em 06 de maio de2025 e atualizado em 18 de janeiro de2026)Médica Dagmar Ramos,professoraBeatriz Deoti eSilva Rodrigues,psicólogasAdrianaAguilarMendes e Ercília Gonçalves ediretorade Eventosdo CECS,historiadora,jornalista epsicanalista RosângelaFerreiradurante aprogramaçãocientíficado Congresso CirurgiaAno2025, emDivinópolis (MG)
MédicaDagmarRamosparticipadeWorkshopvivencialcomintegraçãoentreConstelaçõesFamiliaresecuidadooncológicosobperspectivasistêmica,emDivinópolis (MG)Médica psicoterapeuta e homeopata foi a convidadaespecial do evento coordenado pelas psicólogas AdrianaAguilar e Ercília Gonçalves, com apoio institucional doCECS e presença da jornalista e psicanalista RosângelaFerreira. Atividade trouxe um olhar especial para ocuidado com pacientes oncológicos e explorou como aabordagem terapêutica das Constelações Familiares podecontribuir no enfrentamento do câncerParticipantesdoworkshopvivencial “As ConstelaçõesFamiliares naOncologia,Sintomas e Doenças”, realizadoemDivinópolis (MG),que abordou a saúde sobaperspectiva sistêmica e terapêuticadas ConstelaçõesFamiliares
Workshop vivencialfoiestruturado em três eixostemáticosAmédica psicoterapeuta e homeopataDagmar Ramos, foi a convidadaespecial do workshop vivencial “AsConstelações Familiares na Oncologia,Sintomas e Doenças”, realizado emDivinópolis (MG), no dia 04 de maiode 2025.O CECS apoiou o evento, que fez umaimersão teórica e vivencial voltada àcompreensão das dinâmicas sistêmicasna saúde, à ampliação de perspectivas eà integração de novos recursosterapêuticos. A diretora de Eventos dainstituição, historiadora, jornalista epsicanalista Rosângela Ferreira,integrou as atividades.Segunda dirigente a ocupar apresidência do CECS, Dagmar Ramosé referência nacional na aplicação dasConstelações Familiares na medicina.O workshop foi aberto à comunidade eaconteceu logo após o CongressoCirurgia Ano 2025, realizado pelaFundação de Pesquisa e Ensino emCirurgia (Fupec), instituiçãocomprometida em transformar aexperiência de saúde dos pacientes eque trabalha para tornar oatendimento médico mais humano eacessível.O workshop foi coordenado pelapsicóloga e terapeuta sistêmica AdrianaAguilar, criadora do Método DPS(Desenvolvimento de PosturasSistêmicas) e por Ercília Gonçalves,socióloga, psicóloga, terapeutasistêmica e consteladora familiar.Ambas são sócias fundadoras do CECS.O workshop trouxe um olhar especialpara o cuidado com pacientesoncológicos, seus familiares ecuidadores. O evento explorou como aabordagem terapêutica dasConstelações Familiares podecontribuir no enfrentamento docâncer.O workshop vivencial foi estruturadoem três grandes eixos temáticos. Oprimeiro abordou o ParadigmaSistêmico como base para acompreensão das doenças e dosprocessos terapêuticos, ao promoveruma visão ampliada sobre a saúde.
AdrianaAguilar ressaltapotência terapêutica e integraçãoentre medicina e Constelações emevento sobre oncologiaNo segundo eixo, os participantestiveram acesso a reflexões sobre asConstelações Familiares e as dinâmicassistêmicas envolvidas na gênese dasdoenças, com ênfase na compreensão,aceitação e fortalecimento dostratamentos.Por fim, no terceiro eixo o encontroofereceu vivências coletivas eConstelações individuais voltadas apacientes oncológicos e pessoas comoutras enfermidades, o queproporcionou um espaço deacolhimento e escuta profunda.Para a médica, a vivência reforçou opapel das Constelações comoferramenta complementar noenfrentamento de doenças graves.“Foium momento de partilha, escuta eexpansão do olhar terapêutico, quedeixou em todos os presentes o desejode continuidade. Já estamos compropostas para novos encontrosvoltados a essa temática”, pontuou.Ela ressalta que o foco principal doworkshop vivencial foi na oncologia, aodiscutir o acolhimento e novaspossibilidades de compreensãoemocional e sistêmica diante dosdesafios que envolvem o diagnóstico eo tratamento da doença.Dagmar Ramos classificou o encontrocomo altamente proveitoso erelevante, ao destacar a oportunidadede aprofundar a compreensão doadoecimento sob a ótica dasConstelações Familiares.Dagmar Ramos destacavalor terapêutico dasConstelações no cuidado compacientes oncológicos“Tivemos a presença de pacientes com câncer, erealizamos Constelações que abordaram, de maneirasensível e profunda, questões como vínculosfamiliares,lealdadesinvisíveis e traumas transgeracionais presentes naorigem desses quadros clínicos” (Dagmar Ramos)A psicóloga e terapeuta sistêmicaAdriana Aguilar, uma dascoordenadoras do workshop vivencial“As Constelações Familiares naOncologia, Sintomas e Doenças”,realizado em Divinópolis (MG), definiuo evento como uma experiênciatransformadora e profundamentesignificativa.
Segundo ela, o encontro representouuma poderosa união entre diferentespropostas, ao integrar os projetos doCongresso Médico da Fupec com aatuação do Centro de Excelência emConstelações Sistêmicas (CECS).Adriana destacou a presença da médicaDagmar Ramos como um dos pontosaltos do encontro ao elogiar nãoapenas sua prática clínica, mas oenvolvimento humano e emocionalque trouxe à vivência.“Elacompartilhou conosco mais do queconhecimento. Entregou sua alma aotrabalho, com sensibilidade e domínionotáveis”, afirmou.A terapeuta classificou a experiênciacomo uma grande realizaçãoprofissional e pessoal. Para ela, oevento renovou a esperança deenxergar a dor física por uma novaperspectiva — mais respeitosa, maisintegrada e voltada à cura emocional eespiritual.Adriana também agradeceu à equipedo CECS, especialmente à diretoraRosângela Ferreira, e comemorou aadesão dos participantes.“Foi umaextensão do congresso, mas tambémuma semente para novas jornadas”,pontuou.Ercília Gonçalves celebraimpacto do workshop sobreConstelações e oncologiarealizado em Divinópolis“O grupo que se formou aquinos deu esse presente: apossibilidade de honrar umaprática em que acreditamos,que seguimos a construircom amor e propósito”(Adriana Aguilar)A socióloga, psicóloga, terapeutasistêmica e consteladora familiarErcília Gonçalves, uma dascoordenadoras do workshop vivencial“As Constelações Familiares naOncologia, Sintomas e Doenças”,destacou a importância e o simbolismodo evento realizado em Divinópolis(MG). Em tom de celebração, eladefiniu o encontro como um marcopara a cidade, ao unir teoria, prática esensibilidade no cuidado compacientes oncológicos e seus familiares.Segundo Ercília, a presença da médicaDagmar Ramos deu brilho especial aoevento.“Tivemos Constelações detamanha grandeza que tocaramprofundamente todos os presentes. Ogrupo saiu emocionado e fortalecido”,afirmou.
A terapeuta agradeceu ao CECS pelo apoio e ressaltou o papel da instituição naviabilização do encontro.“Foi um evento bonito, significativo e necessário. Paranós, é uma honra trazer essa abordagem para Divinópolis e oferecer um espaço deescuta, acolhimento e transformação”. (Texto publicado em 07 de maio de 2025 eatualizado em 18 de janeiro de 2026)Ercília Gonçalves concluiu a fala com gratidão a todosque tornaram possível a realização do workshop, aoreforçar o impacto positivo da vivência sistêmica naabordagem da dor e do processo de adoecimentoDagmar Ramos,AdrianaAguilare Ercília GonçalvesduranteworkshopsobreConstelações eoncologia emDivinópolisErcília Gonçalves (socióloga,psicóloga e terapeuta sistêmica), Dagmar Ramos(médicapsicoterapeuta e homeopata),AdrianaAguilar (psicóloga e criadoradoMétodo DPS), e RosângelaFerreira (diretorade Eventosdo CECS, historiadora,jornalista epsicanalista)duranteoworkshopemDivinópolis (MG)
ComissãodeDireitosHumanosdoSenadorejeitaproibirConstelaçãoFamiliareminstituiçõespúblicasporunanimidade; CECScelebraconquistahistóricaCentro de Excelência em Constelações Sistêmicas classificaresultado como reconhecimento da seriedade, eficácia e baseética do trabalho realizado.“Abordagem é capaz de mostrarcom simplicidade e profundidade onde está raiz de umdistúrbio, e indicar solução prática e amorosa de pertencimento,respeito e equilíbrio”, destaca senador Eduardo Girão, que foirelator da matéria. Para médica Dagmar Ramos,posicionamento do Senado representa vitória da saúde pública eda inclusão terapêutica. AdvogadaAndréa Vulcanis apontaconquista significativa da maturidade institucionalsobrediscursos desinformados. Para terapeuta constelador RicardoMendes, decisão é estímulo para fortalecer atuação dasentidades no Brasil e no exterior. Juíza de direito, LizandraCericato cita reconhecimento da prática por parte dos doisprincipais congressos de pesquisa jurídica do país.
Por unanimidade, a Comissão deDireitos Humanos (CDH) do Senadoda República rejeitou, no dia 07 demaio de 2025, uma sugestão legislativapara proibir o uso da ConstelaçãoFamiliar por instituições públicas,como o Sistema Único de Saúde (SUS)e o Poder Judiciário. De autoria docidadão Mateus França, do Rio Grandedo Sul (Portal e-Cidadania), a propostafoi relatada pelo senador EduardoGirão (Novo-CE). O texto segue agorapara o arquivo.O Centro de Excelência emConstelações Sistêmicas (CECS)celebrou a conquista e destacou adimensão histórica do posicionamentoda Comissão de Direitos Humanos(CDH) do Senado ao barrar sugestãolegislativa que visava proibir o uso daabordagem em instituições públicas.A diretoria do CECS ressaltou que adecisão do Senado representa umavitória significativa para o contexto dasConstelações Sistêmicas no Brasil, eque a conquista é resultado de umtrabalho contínuo de esclarecimento ede defesa de sua aplicação ética eresponsável.A decisão da Comissão deDireitos Humanos foirecebida com entusiasmopor consteladores,terapeutas, juristas eprofissionais de saúdeintegrativa e de diversossetores em todo o Brasil.O CECS classificou oresultado comoreconhecimentoinstitucional da seriedade,eficácia e base ética dotrabalho realizadoAmobilização da comunidade e dasassociações representativas, com apoiotécnico, jurídico e acadêmico, mostrouo impacto positivo das Constelações napromoção da saúde mental e naresolução de conflitos sociais.As Constelações Familiares vêm sendoaplicadas no Poder Judiciário commuito êxito em variados tribunaisbrasileiros, ao promover acordos emmais de 90% dos casos, especialmenteem processos relacionados ao Direitode Família.AComissãode DireitosHumanos (CDH)doSenadoda Repúblicadurante reunião nodia 07demaiode2025,oportunidade emque rejeitou uma sugestãolegislativaparaproibiro usoda ConstelaçãoFamiliarpor instituiçõespúblicas, comooSistema ÚnicodeSaúde (SUS) eo Poder Judiciário
No parecer, o senador Eduardo Girãoinformou que a matéria foi recebida naComissão de Direitos Humanos doSenado Federal em 23 de fevereiro de2022. Em março deste ano, foiredistribuída para sua relatoria.Matéria foi recebidana Comissãode Direitos Humanos do SenadoFederal em 23 de fevereiro de2022Segundo o senador Girão, a Portaria nº702/2018 do Ministério da Saúde, queincorporou a Constelação Familiar àPolítica Nacional de PráticasIntegrativas e Complementares(PNPIC), foi editada dentro dos limiteslegais e constitucionais. O textotambém ressalta que o SUS temautonomia para incorporarprocedimentos terapêuticos queconsidere adequados .No Judiciário, aprática se ampara na Resolução nº125/2010 do CNJ, que institui a PolíticaJudiciária Nacional de tratamentoadequado de conflitos.Para o relator, proibir a ConstelaçãoFamiliar nessas instâncias representariaafronta à separação dos Poderes,cláusula pétrea da Constituição.Argumentos deinconstitucionalidadeO relator sustentou que a sugestãoincorre em vício deinconstitucionalidade ao interferir nacompetência técnica do Ministério daSaúde e do Conselho Nacional deJustiça (CNJ).OsenadorEduardo Girão, relatorda sugestãolegislativaquevisavaproibirConstelações eminstituiçõespúblicas: sugestãolegislativaincorre emvíciode inconstitucionalidade aointerferirna competênciatécnicadoMinistériodaSaúde edo ConselhoNacionalde Justiça (CNJ)
O senador Eduardo Girão defendeu asConstelações como abordagemterapêutica legítima, sem conotaçãoreligiosa em sua aplicação atual, evoltada ao tratamento de conflitosfamiliares, emocionais e psicológicos.“Abordagem é capaz de mostrar comsimplicidade, profundidade epraticidade onde está raiz de umdistúrbio, e indicar solução prática eamorosa de pertencimento, respeito eequilíbrio”, afirmou.O relatório ressaltou que sua aplicação,tanto no SUS quanto no Judiciário, évoluntária. O relator argumentou queexcluir essa ferramenta das instituiçõespúblicas seria negar o acesso dascamadas mais vulneráveis à mesmaqualidade de cuidado disponível nosetor privado.Técnica com base científica eaplicação voluntáriaEntre os dados citados, 92% dosalemães entrevistados consideraram atécnica útil. Já na Hungria, 209participantes relataram melhora em 23de 26 indicadores analisados. Emtratamento de dependência química naAlemanha, 81% dos participantes quefizeram Constelação completaram otratamento, contra 50% no grupo decontrole.Reconhecimento internacional eevidência empíricaO parecer incluiu estudos internacionais queapontam resultados positivos com a aplicaçãoda abordagem. Uma revisão sistemáticarealizada pela Universidade de Groningen (PaísesBaixos) mostrou que a Constelação Familiarpromoveu aumento de bem-estar e capacidadede enfrentamento em participantes de paísescomo Áustria, Alemanha, França, Rússia e HungriaResultados no JudiciáriobrasileiroO relatório também destacou os dadosdivulgados pelo Tribunal de Justiça doDistrito Federal e dos Territórios(TJDFT), que apontam o aumento nosíndices de conciliação nas varas cíveis ede família a partir da adoção daConstelação Familiar. O CNJ tambémregistrou avanços semelhantes com ouso da abordagem.
A Comissão aprovou por unanimidadeo parecer que rejeita a sugestãolegislativa.Rejeição porunanimidadeNa 20ª Reunião Extraordinária daComissão de Direitos Humanos eLegislação Participativa do Senado,realizada em 07 de maio de 2025,estiveram presentes os senadorestitulares Ivete da Silveira, Giordano,Sergio Moro, Plínio Valério, JussaraLima, Mara Gabrilli, AstronautaMarcos Pontes, Fabiano Contarato,Humberto Costa e Damares Alves, quepresidiu a sessão.Também participaram como suplentesos senadores Alessandro Vieira,Styvenson Valentim, Márcio Bittar,Vanderlan Cardoso, Eduardo Girão(relator da matéria), Jorge Seif,Weverton, Augusta Brito, Paulo Paim eLaércio Oliveira. Além dos membrosda comissão, estiveram presentes nareunião os senadoresWilder Morais,Angelo Coronel, Beto Faro, NelsinhoTrad e Izalci Lucas, que não integramformalmente a CDH, masacompanharam os trabalhos da sessão.Foram registrados os seguintesnúmeros de presença na 20ª ReuniãoExtraordinária da Comissão deDireitos Humanos do Senado: 10senadores titulares presentes; 10senadores suplentes presentes; 5senadores não membros da comissãopresentes.Para o relator, a proibiçãosignificaria retrocesso eabriria precedente paraexcluir das políticaspúblicas técnicas jálegitimadas e utilizadascom base em experiênciaspráticas, inclusivereconhecidas por organismosinternacionais como aOrganização Mundial daSaúde (OMS)A presidente da CDH, senadoraDamares Alves (Republicanos-DF),também saiu em defesa da abordagemterapêutica conforme está sendo usadapelas instituições públicas atualmente.“Existe todo um critério para escolherquem vai conduzir a ConstelaçãoFamiliar. Conforme pesquisaspublicadas, tem dado certo. Famíliasestão sendo resgatadas, especialmentepara os dependentes químicos”,destacou a senadora.Presidente da Comissão deDireitos Humanos defendeabordagem terapêuticaSessão da CDH tempresençarepresentativa: 25 senadoresacompanhamvotação sobreConstelações Familiares
“Decisão do Senadorepresenta vitória da saúdepública e da inclusãoterapêutica”, diz médicaDagmar RamosPara segundadirigente aocuparapresidênciado CECS,médica DagmarRamos, adecisãodoSenadorepresenta umavitóriada saúdepública eda inclusãoterapêutica:“Trata-sede uma abordagemséria, compesquisaspublicadas e resultadosclínicosobserváveis, especialmente na saúdemental e nos atendimentospsiquiátricos”Segunda dirigente a ocupar apresidência do CECS, Dagmar Ramosavalia que a decisão do Senadorepresenta vitória da saúde pública e dainclusão terapêutica. Segundo ela,impedir o uso da Constelação Familiarno Sistema Único de Saúde seria“elitizar o acesso a uma abordagem quecresce no mundo inteiro e já apresentaevidências científicas de eficácia”.“É cada vez mais evidentecomo as Constelações têmajudado pessoas e comosua presença no SUSgarante que não apenasquem pode pagarporsessões particulares tenhaacesso à abordagem”(Dagmar Ramos)De acordo com Dagmar Ramos, asConstelações Sistêmicas ganharamrelevância internacional e hoje estãopresentes nos cinco continentes, sendoaplicadas em diversos contextosculturais e profissionais.Países como Alemanha — berço daabordagem criada por Bert Hellinger—, além de Espanha, Itália, Inglaterra eEstados Unidos, adotaram asConstelações em áreas que vão dapsicoterapia ao direito, pontuaDagmar.A prática também se expandiu porregiões da Ásia e está fortementedifundida em toda a América Latina,especialmente no Brasil, onde tem sidointegrada a iniciativas em escolas,tribunais e empresas, o que demonstrasua adaptabilidade e impacto emdiferentes realidades sociais, diz apresidente.Dagmar Ramos também destacou arelevância da abordagem no campojurídico — no chamado DireitoSistêmico — e na área educacional,sempre com resultados consistentes.
Andréa Vulcanis destacavitória significativa daseriedade e damaturidadeinstitucionalsobre discursosdesinformadosPrimeira presidente a comandar oCentro de Excelência em ConstelaçõesSistêmicas (CECS), Andréa Vulcaniscelebrou a decisão da Comissão deDireitos Humanos do Senado, querejeitou a proposta de banimento dasConstelações Familiares eminstituições públicas. Para ela, a decisãorepresenta uma vitória significativa daseriedade e da maturidade institucionalsobre discursos desinformados.“Trata-se de uma abordagemterapêutica séria, com pesquisaspublicadas e resultados clínicosobserváveis, especialmente na saúdemental e nos atendimentospsiquiátricos. Negar esse recurso aoserviço público seria contrariar osdireitos humanos, pois toda apopulação precisa ter acesso a terapiaseficazes”, completou.Amédica afirmou notar“efeitos muitopositivos”em atendimentos familiarese em casos clínicos. Para ela, a rejeiçãoda proposta pelo Senado evitou umretrocesso que afetaria especialmenteos segmentos mais vulneráveis dasociedade.“Foi uma vitória importante. Terrepresentantes no Congresso,especialmente no Senado, quecompreendem a profundidade daabordagem sistêmica e reconhecemseus resultados positivos mostra queavançamos”, afirmou.Vulcanis destacou a articulação diretacom o relator da proposta, EduardoGirão, durante os momentos maiscríticos da tramitação.“Eu estive com osenador em diferentes ocasiões, leveidados e argumentos em defesa daabordagem”, pontuou.Ela atribuiu o resultado à mobilizaçãocoordenada de entidades da área, entreelas o CECS, ao destacar o papel dessasorganizações na promoção de umdebate técnico, ético e baseado emevidências.“As Constelações foramalvo de muitos ataques injustos. Agoracolhemos os frutos de uma atuaçãohonesta e comprometida com averdade”, ressaltou.Andréa Vulcanis também fez umagradecimento público ao SenadoFederal e parabenizou consteladores,associações e profissionais quedefendem a abordagem em todo opaís.“É uma conquista coletiva, construída por quemacredita na potência transformadora dasConstelações” (Andréa Vulcanis)
Segundo dirigente a ocupar a vicepresidência do CECS, terapeutaconstelador Ricardo Mendes avalia quea decisão da Comissão de DireitosHumanos do Senado é “mais umgrande estímulo para que nós, doCentro de Excelência em ConstelaçõesSistêmicas e as demais instituiçõesbrasileiras ligadas às Constelações,sigamos na direção de amparar ocrescimento dessa abordagem pormeio de treinamentos, publicações,eventos e da aproximação comorganizações semelhantes de outrospaíses”.Primeirapresidente a comandaro CECS,advogadaAndréaVulcanis celebrou adecisãoda Comissãode DireitosHumanosdoSenado,que rejeitou apropostadebanimentodasConstelaçõesFamiliares eminstituiçõespúblicas:decisãorepresenta umavitóriasignificativada seriedade edamaturidadeinstitucional sobrediscursosdesinformadosRicardo Mendes vê decisão doSenado como“mais um grandeestímulo”Segundodirigente aocuparavicepresidênciado CECS, RicardoMendesavaliaque adecisãoda ComissãodeDireitosHumanosdoSenadoé “mais umgrande estímuloparaque instituiçõesbrasileiras ligadas às Constelações sigamosnadireçãode ampararocrescimentodessa abordagempormeiodetreinamentos,publicações, eventos edaaproximaçãocomorganizaçõessemelhantesdeoutrospaíses”Constelação Familiar “é umpoderoso recurso paraampliar as possibilidadesde nos relacionarmos emtodas as esferas da vida commais harmonia, compaixãoe amorosidade. É disso queo mundo contemporâneoestá mais necessitado”(Ricardo Mendes)
A juíza de direito do Tribunal de Justiçado Rio Grande do Sul (TJRS), LizandraCericato, também celebrou a rejeiçãoda proposta pelo Senado. Empublicação nas redes sociais, destacou oreconhecimento acadêmico daConstelação Familiar comoabordagem pedagógica, filosófica eterapêutica.Lizandra Cericato citou oreconhecimento dos dois principaiscongressos de pesquisa jurídica do país— o Encontro de Administração daJustiça (EnJUS) 2025 e o CongressoNacional de Pesquisa e Pós-graduaçãoem Direito (Conpedi). Destacou,também, o Mapa de EvidênciasCientíficas da Constelação Familiar,desenvolvido com apoio do ConsórcioAcadêmico Brasileiro de SaúdeIntegrativa (Cabsin).Lizandra Cericato é reconhecida poridealizar o Projeto Justiça Sistêmica noSistema Penal, uma iniciativa quecombina práticas sistêmicas com umaabordagem científica rigorosa, validadapor publicações em revistasacadêmicas de alto padrão, como aHumanidades e Inovação (Qualis B2).Essa atuação tem impacto direto nareabilitação de pessoas privadas deliberdade e na promoção de umajustiça mais humanizada.Juíza de direito LizandraCericato celebra a rejeição daproposta pelo SenadoAmagistrada cita a ex-primeira-damados Estados Unidos, Eleanor Roosevelt:“O futuro pertence àqueles queacreditam na beleza dos seus sonhos”. Afrase remete à visão de que o avanço dajustiça depende da coragem parainovar.AjuízadedireitodoTribunalde JustiçadoRio GrandedoSul(TJRS), Lizandra Cericato,celebrou a rejeiçãodapropostapeloSenado:eladestacou oreconhecimentoacadêmicodaConstelaçãoFamiliarcomoabordagempedagógica, filosófica e terapêutica“Prática dasConstelações nãoestá proibida parapsicólogos”, afirmoupresidente do CFP,Pedro Paulo Bicalho,no 13 de junho de2024, durante reuniãocom diretoria do CECS
A diretoria do Centro de Excelência emConstelações Sistêmicas (CECS) sereuniu no dia 13 de junho de 2024,com o Conselho Federal de Psicologia(CFP), que esteve representado pelopresidente Pedro Paulo Gastalho deBicalho e dirigentes da entidade.O presidente do CFP afirmou durantea reunião que a prática dasConstelações não está proibida parapsicólogos, uma vez que a Nota Técnicanº 01/2023 não tem caráterdeliberativo, mas orientativo,conforme dispõe o §1º do art. 5º daPortaria 06/21 da própria entidade, nãopodendo os psicólogos serem alvo dequaisquer procedimentos coibitivospor parte dos Conselhos Regionais dePsicologia.De acordo com o presidente PedroPaulo Bicalho,“não está vedada aprática por psicólogos e psicólogas.Nós não temos nenhuma resolução.Somente resoluções são capazes devedar uma prática profissional”.Ainda de acordo com o presidente,“existem hoje 1.104 resoluçõesassinadas por 19 presidentes doConselho Federal de Psicologia.Nenhuma delas fala sobreConstelação Familiar. Nós não temosvedação”. (Texto publicado no dia 09de maio de 2025 e atualizado em 19de janeiro de 2026)
Médicoalemãorevelacomosintomas físicos sãomensageirosdetraumasancestraisemeventoinéditonoBrasilCiência, espiritualidade e trauma: Um diálogo profundoentre saberes. Dr. Karl-Heinz Rauscher emocionaparticipantes durante live internacional promovida peloCECS e apresenta métodos“Constelações de Sintomas”e“Vozes de Cura”. Médico Marcelo Bertelli, profissionalcom trajetória consolidada em práticas integrativas, éresponsável pela mediação do encontro. Traduçãosimultânea fica a cargo de consteladora familiar eintérprete especializada em eventos internacionais MalúScardazzi Martins.“Obrigado por abrir nossos corações,”agradece diretora Científica Roseny Flávia Martins
A primeira participação do médicoalemão Dr. Karl-Heinz Rauscher noBrasil emocionou os participantes aounir ciência, espiritualidade e práticasancestrais em torno do tema\"Constelação: Sintomas do Trauma,Sons da Cura\".O evento promovido pelo Centro deExcelência em Constelações Sistêmicas(CECS) na sexta-feira (09/05) trouxereflexões profundas sobre o corpocomo veículo de mensagenstraumáticas.A live destacou o método dasConstelações de Sintomas,desenvolvido por Rauscher, comoinstrumento de escuta e cura.Com uma abordagem que integramedicina, psicoterapia e tradiçãoxamânica, o especialista abordou opapel do campo energético e das Vozesde Cura na restauração da almahumana.A participação brasileira se destacoupela defesa institucional dasConstelações, pela valorização do saberintegrativo e pela abertura para umacolaboração internacional pautada naética, formação rigorosa e sensibilidadeterapêutica.Escuta do corpo e cura sistêmicamarcam abordagem de KarlHeinz RauscherO médico Dr. Karl-Heinz Rauscher éformado em Constelação Familiar porBert Hellinger e atua desde 1994 comworkshops e treinamentosinternacionais.Desenvolveu os métodos\"Constelaçõesde Sintomas\"e\"Vozes de Cura\", queintegram conhecimentos sobre corpo,mente e espiritualidade para revelar ascausas ocultas do sofrimento humano.Seu trabalho convida o participante aouvir o próprio corpo como aliado nabusca pela cura.O encontro abordou como sintomasfísicos e emocionais podem carregarmensagens profundas ligadas atraumas pessoais, transgeracionais ecoletivos.Mediação do evento ficou acargo do médico MarceloBertelliO responsável pela mediação doencontro foi o médico MarceloBertelli, profissional com trajetóriaconsolidada na medicina e nas práticasintegrativas. Formado pela PontifíciaUniversidade Católica do Rio Grandedo Sul (PUC-RS) entre 1986 e 1991, elerealizou residência médica emPediatria na mesma instituição nosanos de 1992 e 1993. Em seguida,especializou-se em GastroenterologiaInfantil. Atuou também no Hospital deClínicas de Porto Alegre entre 1995 e1998.
Live realizadapelo CECScomotema\"Constelação:SintomasdoTrauma,Sonsda Cura\",primeiraparticipaçãodomédicoalemãoDr. Karl-Heinz RauschernoBrasil, emocionou osparticipantesao unirciência, espiritualidade epráticas ancestraisNos últimos anos, Bertelli aprofunda atuação nas áreas de saúde integrativa eConstelações Sistêmicas. Entre 2014 e 2016, formou-se em Constelações Familiarespelo Espaço Merkabah, em Porto Alegre.Ampliou essa base com estudos em Medicina Psicossomática (Centro de EstudosRe-Criar), Reiki (Instituto Ardas), Análise Transacional (com Lena Gibran) eConstelações Estruturais (com Guillermo Echegaray).Atualmente, coordena o Núcleo de Saúde Terapêutico Maraca, em Caxias do Sul(RS), onde integra sua ampla formação técnica com abordagens complementares.
Consteladora familiar MalúScardazzi Martinsfoi aresponsávelpela traduçãoA tradução simultânea da liveconduzida pelo médico alemão Dr.Karl-Heinz Rauscher ficou sob aresponsabilidade de Malú ScardazziMartins, consteladora familiar eintérprete especializada em eventosinternacionais da área.Malú é uma buscadora e entusiasta doautoconhecimento, praticante de yogae meditação. Encontrou naConstelação Familiar o seu caminhopara conduzir outras pessoas emprocessos de assentimento, de conexãocom a vida, com o destino, com nossasorigens e nosso lugar.A diretora Científica do Centro deExcelência em Constelações Sistêmicas(CECS), Roseny Flávia Martins, abriu alive com o Dr. Karl-Heinz Rauscher aocelebrar um momento decisivo para ocampo das Constelações Sistêmicas noBrasil.Na saudação, ela destacou a recentedecisão da Comissão de DireitosHumanos do Senado Federal, querejeitou a proposta legislativa deproibição das Constelações eminstituições públicas. A proposta,formulada em 2022, chegou a ganharforça nacional, e ameaçou iniciativas jáconsolidadas no sistema público e noJudiciário.“Foi uma força massivatentando desmoronar todo o trabalhofeito”, afirmou.Roseny Flávia agradeceu aomovimento que, mesmo em meio aosataques, impulsionou a produção deconhecimento.“Fomos levados a editaro primeiro mapa de evidênciascientíficas do mundo, que comprova aeficácia e a efetividade dasConstelações Sistêmicas”, declarou. Apublicação, segundo ela, representa ummarco para o reconhecimentointernacional da abordagem e reforça ocompromisso do CECS com o rigoracadêmico e a ética profissional.Roseny FláviaMartins destacaavanço institucional e defendelegitimidade científica dasConstelaçõesDr. Karl-Heinz Rauscher,durante aprimeiraparticipaçãoemumeventobrasileirosobre ConstelaçõesSistêmicas:Omédicoalemão,que já atuou em15países,demonstrou comoferramentasxamânicaspotencializama curade traumasarmazenados nocorpo
Para ela, o futuro das ConstelaçõesSistêmicas depende da construçãode pontes entre ciência, práticaclínica e responsabilidadeinstitucional — tarefa que o Centro,segundo ela, cumpre com firmeza.Pesquisadora PhD na área depráticas integrativas, com mestradoe doutorado pela Faculdade deCiências Médicas da Unicamp,Roseny Flávia Martins é aidealizadora do livro'ConstelaçõesFamiliares: História, Teoria,Pesquisa e Ética'. A obra começou aser gestada em 2022, como respostaacadêmica ao cenário de críticasinfundadas contra as Constelações,e teve a primeira publicação em2024, pela Reino Editorial.Homenagem comgratidão e reverênciaRoseny Flávia Martinsreafirmou o papelestratégico do CECSna articulação globalentre consteladores.“Um dos nossos objetivosé promover essa conexãointernacional entre osfacilitadores”, disseResponsável por conduzir amediação do encontro promovidopelo CECS, o médico MarceloBertelli fez considerações iniciaisem tom emocionado e reverente.Agradeceu à diretora científicaRoseny Flávia Martins, à médicaDagmar Ramos, e a todos ospresentes. Ressaltou que omomento marcava mais do queuma live: tratava-se de umreencontro com um dos mestresque mais o influenciaram em suajornada profissional e pessoal.“A beleza e aprofundidade domovimento de curaque o Dr. Karl Heinzrealiza nos tocamprofundamente”,afirmou médicoMarcelo Bertelli
Em seguida, Bertelli apresentou abiografia de Karl-Heinz Rauscher,ao destacar sua formação médicaem Munique e na Universidade deYale, nos Estados Unidos. Compassagem pela clínica médica e pelapsicoterapia humanista, Rauscheraprofundou-se na dinâmica degrupos e formou-se emConstelações Sistêmicas com BertHellinger. Desde 1994, conduzworkshops e treinamentosinternacionais ao oferecerformações em inglês, alemão eespanhol.Métodos próprios eescuta do corpo comolinguagemPara ilustrar o impacto daabordagem de Rauscher, MarceloBertelli compartilhou um casoclínico de um jovem paciente comtaquicardia. Após exames e diálogoinicial, convidou o menino a ouvirum dos vídeos da série Vozes deCura. A resposta foi imediata: opaciente, comovido, fechou osolhos, segurou as mãos dos pais edisse, ao fim da escuta:“Acho quefui resgatado.” Ele encerrou asaudação com gratidão:“Suapresença aqui é um presente paratodos nós.”O mediador destacou os métodosdesenvolvidos por Rauscher:“Eleobserva órgãos e doenças comomensageiros de algo maisprofundo, inclusive de histórias nãoresolvidas em linhagenstransgeracionais”, explicou Bertelli.Para ele, o trabalho de Rauscheroferece uma nova dimensão àmedicina e à psicoterapia.Primeira participaçãono Brasil emocionaKarl-Heinz RauscherO médico e constelador alemão Dr.Karl-Heinz Rauscher iniciou aapresentação com agradecimento àrecepção calorosa dos brasileiros e àorganização do evento, promovidopelo CECS. Em sua fala de abertura,destacou o valor simbólico definalmente apresentar seu trabalhono país.
“Já estive em 15 países com estemétodo, mas nunca no Brasil. Hoje,estou com o coração tocado poressa escuta”, afirmou. Ele tambémcomentou a história compartilhadapelo mediador Marcelo Bertellisobre um menino que encontroualívio para uma arritmia cardíaca aoouvir um de seus vídeosterapêuticos:“Ver que criançascontinuam a se beneficiar das‘Vozes de Cura’ é profundamentecomovente para mim.”Coração como órgãode escuta e memóriaPara Rauscher, a Constelaçãooferece uma linguagem de traduçãopara essa escuta corporal, permiteacessar conteúdos armazenados emum campo de informação invisível,mas sempre presente.Ele detalhou seu método, quecomeça sempre com o sintoma nocentro da dinâmica. A partir desseponto, busca-se o trauma nãoresolvido que deu origem aosofrimento físico ou emocional docliente. Para isso, desenvolveu umrecurso chamado Teste das QuatroColunas, que em poucos minutosidentifica a raiz do problema entrequatro fontes principais: a família deorigem, o sistema familiar atual, ostraumas desta vida e de vidaspassadas.“Em cerca de 60% dos casos, aConstelação de Sintomas revela-seuma Constelação Familiar”,explicou.“Mas ela pode se tornaruma Constelação de trauma pessoalou até de vida passada, dependendodo resultado do teste”, pontuou.Na primeira parte da apresentação,Rauscher explorou o papelsimbólico e energético do coração.Afirmou que os órgãos secomunicam com o ser humano pormeio de sintomas — dores,disfunções ou alterações fisiológicas— e que tais manifestações muitasvezes carregam mensagens ocultasde traumas antigos.Campo informacional epercepção humana“O coração não falacom palavras, masexpressa suasabedoria pormeiodos sintomas. E tudoestá conectado: passado,presente e futuro” (Dr.Karl-Heinz Rauscher)Karl-Heinz Rauscher comparou ocampo sistêmico a uma espécie de“Wi-Fi informacional”quearmazena dados sobre relaçõeshumanas, dores ancestrais eexperiências de encarnaçõesanteriores.
“Assim como usamos umcomputador para acessar oWi-Fi,nós, humanos, somos os receptoresdesse campo. A ConstelaçãoSistêmica é o enquadramento quepermite essa recepção”, explicou.Para ele, esse campo não apenasconecta memórias individuais, mastambém registros transgeracionais,culturais e históricos queinfluenciam a saúde e os vínculosfamiliares.A interligação entrecorpo, alma e campoenergéticoApós contextualizar a origem dométodo das Constelações deSintomas, Dr. Karl-Heinz Rauscherdeu sequência à apresentação comuma reflexão sobre o conceito decampo energético.Segundo ele, todo ser humanocarrega ao redor de si um camposutil que se estende para além docorpo físico e se conecta a múltiplascamadas: familiares, ancestrais,coletivas e até planetárias.“Estamos ligados ao campoenergético da Mãe Terra,das estrelas, das plantas, dosanimais e de tudo quecompõe a natureza. Essecampo nos nutre, mas tambémpode carregar fardos oriundos detraumas não resolvidos” (Dr.Karl-Heinz Rauscher)Rauscher explicou que o trauma,quando não resolvido, provoca umefeito de congelamento em partesda alma humana.Esse estado impede o fluxo naturalde energia vital e pode se perpetuarpor décadas ou até atravessargerações.“As emoções associadas ao trauma— medo, dor, horror, agressividade— se fixam no campo energéticofamiliar e, mesmo quando nãoconscientes, continuam a operar nopresente”, disse. Para ele, a curaconsiste em reintegrar essesfragmentos ao self, liberando-os docongelamento.Chamado pessoalparaacolher a energia decuraO médico compartilhou com opúblico um episódio marcante desua trajetória. Durante uma tendado suor indígena na Alemanha, hácerca de 20 anos, começou areceber sons e palavrasdesconhecidas, que mais tardenomearia como Vozes de Cura.
“Naquele momento, não meconsiderei digno de usar aquilo. Euera médico, não xamã. Reprimi essedom por um tempo”, revelou. Foiapenas após enfrentar uma gravedoença que compreendeu aimportância de liberar essa energiapara os outros.“Prometi que, se merecuperasse, usaria isso a serviço daspessoas. E assim nasceu o trabalhocom as vozes que curam”, informou.Rauscher destacou que acompreensão racional do trauma —embora valiosa — nem semprebasta para restaurar o equilíbrio.“Entender a origem do sintoma játraz alívio, mas nãonecessariamente liberta a almapresa ao trauma”, pontuou. Nessassituações, defende, é necessáriorecorrer a forças de cura sutis, comoas manifestações energéticas ouxamânicas que atuam além dalógica intelectual.Constelação sobretraumas da SegundaGuerraMundial“As vozes desempoderaram asforças dos perpetradores no campoenergético da cliente e da suafamília. As almas das vítimas foramlibertadas. E a neta, que sofria dedepressão há décadas, se sentiu livrepela primeira vez em anos. Empoucas horas, a dor se dissolveu”,relatou.Desde esse episódio, ele passou aincluir as Vozes de Cura em cerca de95% das Constelações,considerando-as uma etapaessencial do processo de liberação ereequilíbrio.O trauma comoherança sistêmicae espiritualRauscher relatou um caso marcanteno qual recorreu às Vozes de Curadurante uma Constelação desintomas que envolveu traumas daSegunda Guerra Mundial. Asenergias xamânicas, segundo ele,tiveram efeito imediato.Dr. Karl-Heinz Rauscher reiterouque os traumas podem serherdados, atravessar gerações e atéencarnações.“A criança quesobrevive a umtrauma pode deixarali uma parte de sicongelada. Curar étrazer essa parte de volta,permitir que ela sereintegre ao presente”(Dr. Karl-HeinzRauscher)
Segundo ele, a Constelação é ométodo capaz de identificar edecodificar essas dores, revelar o queo sintoma quer comunicar. E, com oapoio das forças de cura, abrir espaçopara o assentimento e a libertação.Rauscher relata expansãointernacional da abordagem eaproximações com tradiçõesbrasileirasSegunda dirigente a ocupar apresidência do CECS, médicaDagmar Ramos avaliou comoaltamente enriquecedora a liveinternacional realizada com oalemão Dr. Karl-Heinz Rauscher,referência mundial emConstelações de Sintomas eabordagens terapêuticasintegrativas. Para ela, o encontroon-line revelou a complexidade e origor de um método que reúneespiritualidade, experiênciasxamânicas e escuta profunda docorpo por meio das Constelações.“O evento foi muito rico, muitointeressante. O Dr. Karl demonstroudomínio técnico e umdesenvolvimento profundo de suaprática, ao integrar dimensões queampliam o alcance terapêutico dotrabalho sistêmico”, afirmouDagmar. Segundo a presidente doCECS, a conferência tambémofereceu novas perspectivas para aaplicação clínica da Constelação,indo além do que tradicionalmentese conhece na abordagemfenomenológica.Dagmar Ramos destacaprofundidade técnica evalor terapêuticoNa apresentação, Dr. Karl-HeinzRauscher compartilhou reflexõessobre a expansão de seu trabalho aoredor do mundo. Segundo ele,grande parte das pessoas que chegaaté as Constelações o fazem porrecomendação de outras que jávivenciaram resultados positivos.“Elas vêm porque ouviram falar. Vêmem busca de ajuda com sintomas eproblemas. Depois, compartilham aexperiência com amigos. E assim otrabalho se amplia, sempre de formaorgânica e acolhedora”, afirmou.Rauscher destacou que, apesar deainda haver quem desconheça ou nãose interesse pela abordagem, suaexperiência internacional foimajoritariamente marcada poracolhimento e resultados positivos.