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Published by DCL Play, 2016-01-28 13:47:37

Minimanual de Redação e Literatura

Minimanual de Redação e Literatura

CAPÍTULO 4

A REDAÇÃO NO ENEM

Vamos redigir? São cinco as competências avalia-
das na prova de redação:
Antes de começar a escrever seu
texto, tente fazer, no rascunho, uma 1. Domínio da norma culta da língua
possível estrutura para seu texto (intro- escrita;
dução, desenvolvimento e conclusão).
Lembre-se de todas as instruções for- 2. Compreensão da proposta de re-
necidas anteriormente neste manual. dação e aplicar conceitos das várias
áreas de conhecimento para desen-
Analise, em seguida, todas as ideias volver o tema, dentro dos limites
levantadas e elimine as que você teria estruturais do texto dissertativo-
dificuldades para argumentar. -argumentativo. O dissertativo-ar-
gumentativo exige um posiciona-
Organize as ideias de maneira coe- mento crítico e reflexivo diante de
rente, em parágrafos articulados entre determinada proposta ou a expres-
si. Lembre-se do que viu em coesão. são de opiniões claras e coerentes.

Lembretes: 3. Seleção, relacionamento, orga­nização
e interpretação de in­formações, fatos,
1. A prova de redação corresponde à opiniões e argumentos em defesa de
metade do valor total da média final um ponto de vista.
do exame. Portanto tente produzir
seu texto escrito de modo objetivo (Isso você já fez ao elaborar o rascu-
e coerente fazendo uso de seu co- nho e selecionar as ideias.)
nhecimento de mundo.
4. Demonstração de conhecimento dos
2. A redação proposta pelo Enem um mecanismos linguísticos necessários
é de um texto dissertativo-argu- para a construção da argumentação.
mentativo relacionado a questões Para demonstrar o conhecimento dos
sociais, políticas, culturais e/ou mecanismos, devem ser utilizados os
científicas, a partir de uma situação- elementos de coesão textual já estu-
-problema. Portanto será desconsi- dados neste manual. O vocabulário
derada a redação que se afastar do deve ser simples e direto e atender
tema proposto ou for oposta aos aos objetivos do texto. Fuja das pala-
direitos humanos e à cidadania. vras que considera bonitas, mas que
não tem certeza da aplicação ao texto.

50

5. Elaboração de proposta de solução dor “O que é o que é”. Dê um titulo à sua
para o problema abordado, mostran- redação, que deverá ser apresentada a
do respeito aos valores humanos e tinta e desenvolvida na folha anexa ao
considerando a diversidade socio- Cartão-Resposta. Você poderá utilizar a
cultural. Espera-se a apresentação última página deste Caderno de Ques-
de possíveis soluções para a questão tões para rascunho.
levantada e coerente com os argu-
mentos, opiniões, informações apre- • Após a análise da proposta, siga as
sentados no desenvolvimento. Tenha
atenção para não apresentar soluções orientações que já fornecemos de como
preconceituosas ou que já constem elaborar um texto. Lembre-se inclusive
em leis. Porém pode sugerir a cobran- das competências que o avaliador ob-
ça mais efetiva dessas mesmas leis. servará em seu texto.

Redação do Enem 1998 • Use a norma culta.
• O que se quis dizer com: “sem se
“O que é o que é”
(...) remeter a nenhuma expressão do texto
Viver motivador”, é que não se trata de comen-
tar o que disse o ‘eu-lírico’, mas para que
e não ter a vergonha de ser feliz faça uma reflexão sua, a partir do tema
Cantar e cantar e cantar que esse texto apresenta. Portanto a ban-
ca examinadora espera que o candidato
a beleza de ser um eterno aprendiz elabore um texto que enfatize a possibili-
Eu sei dade de um mundo melhor.

que a vida devia ser bem melhor Modelos de redação que
e será se poderia esperar:

Mas isso não impede que eu repita • Uma possibilidade: reflexões so-
É bonita, é bonita e é bonita
(...) bre o valor da vida, o poeta disse que a
Luiz Gonzaga Jr. vida é um grande aprendizado e que as
dificuldades da vida representam lições,
Redija um texto dissertativo sobre o ensinamentos que proporcionam cres-
tema “Viver e Aprender” no qual você
exponha suas ideias de forma clara, •cimento interior e o estímulo pelo viver.
coerente e em conformidade com a Outra possibilidade: Uma visão
norma culta da língua sem se remeter mais realista, o candidato poderia fazer re-
a nenhuma expressão do texto motiva- ferências ao homem moderno que tende
a desprezar o mundo interior e incons-
ciente, e isso, muitas vezes, anula o de-
sejo de viver, em especial num mundo
cada vez mais embrutecido.

51

Redação Sentido da vida Eu me incluo no primeiro grupo.
Sou otimista. Trabalho muito, aprovei-
O que é a vida? Seria uma su- to as horas de lazer, e penso que a vida
cessão de dias alegres na infância, pode ser melhor a partir da constata-
agitados na adolescência, sofridos ção de que há remédio para todas as
na meia-idade e terrível em seu fi- dores e que o próprio indivíduo pode
nal? Diante da necessidade de con- se curar. Porém, penso também que
ceituá-la haveremos de encontrar um familiares, terapeutas e amigos devem
cem número de opiniões, mas nos de- se responsabilizar por atenuar as dores
teremos em analisar o que dizem, pri- dos outros e de que há dias sombrios
meiro os otimistas e, em segundo lugar, mas também há os azuis.
os pessimistas.
Comentário sobre a
Para o primeiro grupo, viver é uma redação“Sentido da vida”
festa. Seus membros se extasiam dian-
te de cada amanhecer, amam apreciar, Uma característica fundamental da
quando podem, o pôr-do-sol. Sem se prova de redação é que, além de avaliar
alienarem diante dos acontecimentos, a sua capacidade de desenvolver por
esperam e lutam por dias melhores. escrito uma reflexão sobre um assunto
Aprendem com os erros próprios e tam- específico, ela avalia também a sua ca-
bém com o dos outros tirando lições pacidade de leitura. É preciso que você
que lhes permitem crescer interiormen- leia com cuidado a proposta; que você
te. Diante de acontecimentos nefastos se posicione frente ao tema formando
como os que diariamente veem nos sua opinião sobre ele e selecione os ar-
jornais, pensam que aquilo poderia ser gumentos que sustentem a sua opinião,
diferente e, sem cruzarem os braços, ou seja, que o ajudem a argumentar na
vão à busca de soluções. direção desejada.

No segundo incluo os infelizes que Comentários
reclamam sempre. Não encontram em
suas vidas e na do próximo razão de No caso do texto “Sentido da vida”, o
viver. Às vezes, se aborrecem com o candidato mostrou que soube captar o
ar condicionado, com a altura da mú- que dele se esperava. O ponto de vista
sica, com as filas nos supermercados e do candidato é bastante claro. Quanto à
numa atitude sempre negativa acham pontuação que o Enem atribui, pode-se
que ficar de mau-humor é o que lhes ver no texto: domínio da norma culta
resta. Ao ouvirem falar em política, da língua escrita; demonstrou compre-
classificam todos de corruptos e que ensão da proposta de redação; perma-
não há solução, não percebem que, às neceu dentro dos limites estruturais
vezes, é a aceitação de que tudo está do texto dissertativo-argumentativo
perdido é que permite o continuísmo
dos maus-administradores.

52

com posicionamento crítico e reflexi- gumentos, opiniões, informações apre-
vo diante de determinada proposta sentados no desenvolvimento.
ou a expressão de opiniões claras e
coerentes; apresentou seleção, relacio­- Redação do Enem 1999
namento, organização e interpretação
de informações, fatos, opiniões e ar- A prova
gumentos em defesa de um ponto de
vista; demonstrou conhecimento dos Neste ano 1999, a prova de redação
mecanismos linguísticos de coesão tex- de 1999 trouxe uma proposta que exi-
tual; quanto à elaboração de proposta giu que o candidato relacionasse diver-
de solução para o problema abordado, sos textos para produzir sua redação.
mostrou respeito aos valores humanos; Foram apresentados textos motivado-
além disso, o candidato apresentou res em forma de quadrinhos, textos de
uma possível soluções para a questão jornal e depoimento de jovens.
levantada, sendo coerente com os ar-
Texto 1

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Texto 2 Com base na leitura dos quadri-
nhos e depoimentos, redija um texto
O encontro “Vem ser cidadão” reuniu em prosa, do tipo dissertativo-argu-
380 jovens de 13 Estados, em Faxinal do mentativo, sobre o tema: Cidadania e
Céu (PR). Eles foram trocar experiências participação social.
sobre o chamado protagonismo juvenil.
Ao desenvolver o tema proposto,
O termo pode até parecer feio, mas procure utilizar os conhecimentos
essas duas palavras significam que o jo- adquiridos ao longo de sua formação.
vem não precisa de adulto para encon- Depois de selecionar, organizar e rela-
trar o seu lugar e a sua forma de intervir cionar os argumentos, fatos e opiniões
na sociedade. Ele pode ser protagonista. apresentados em defesa de seu pon-
to de vista, elabore uma proposta de
([Adaptado de] “Para quem se revolta e quer ação social.
agir”, “Folha de S. Paulo”, 16/11/1998)
A redação deverá ser apresentada
Texto 3 a tinta na cor azul ou preta e desen-
volvida na folha grampeada ao Cartão-
Depoimentos de jovens participan- -Resposta. Você poderá utilizar a última
tes do encontro: página deste Caderno de Questões
para rascunho.
“Eu não sinto vergonha de ser brasilei-
ro. Eu sinto muito orgulho. Mas eu sinto Comentário
vergonha por existirem muitas pessoas
acomodadas. A realidade está nua e crua. O tema apresentado por ser bas-
(...) Tem de parar com o comodismo. Não tante amplo, permite várias discussões
dá para passar e ver uma criança na rua e as quais devem se limitar à análise do
achar que não é problema seu. universo dos jovens.

(E.M.O.S, 18 anos, Minas Gerais) Modelos argumentações
que se poderia esperar:
A maior dica é querer fazer. Se você é
acomodado, fica esperando cair no colo, 1. Refutar as posições deterministas de
não vai acontecer nada. Existe muita coi- muitas pessoas que veem a juventude
sa para fazer. Mas primeiro você precisa como despolitizada, com pouca ou
se interessar. (C.S.Jr., 16 anos, Paraná) nenhuma cultura. É importante obser-
var que a proposta do ENEM (por meio
Ser cidadão não é só conhecer os seus da “Graúna” e dos depoimentos apre-
direitos. É participar, ser dinâmico na sua es- sentados) sugere uma ideia contrária e
cola, no seu bairro. (H .A., 19 anos, Amazonas) isso possibilita ao candidato apresen-
tar no texto duas visões diferentes.
(Depoimentos extraídos de “Para
quem se revolta e quer agir”, 2. Discutir o conceito cidadania.

“Folha de S. Paulo”, 16/11/1998)

54

Redação – Cidadania vida para todos e pelo combate à discri-
e participação social minação deve se constituir como garan-
do jovem tia do exercício da cidadania.

Ser cidadão é ser consciente da Quanto aos deveres, o jovem aprende
posse de direitos e deveres sociais. que a Carta estabelece que cabe aos ho-
Essa palavra adquiriu grande impor- mens fazer valer os direitos para todas as
tância nos dias modernos. Está pre-­ pessoas, ter responsabilidade pelo grupo
sente em diversas ocasiões e lugares. Está social, respeitar e cumprir as normas e leis
na fala de políticos que, em época de elaboradas e decididas coletivamente.
eleições, utilizam-na abundantemente Por outro lado, vê também que há muitas
em seus discursos, está nas lições de edu- pessoas que fazem justiça com as pró-
cadores, nos jornais, rádio e televisão. E prias mãos, desrespeitam propriedades
essa presença pode promover nos jovens, alheias e zombam das normas.
uma mudança de mentalidade para a
construção de uma sociedade mais justa Portanto, o exercício da cidadania
e democrática, mas também pode signi- pressupõe o comprometimento cole-
ficar a banalização da palavra, esvaziando tivo. É preciso se organizar, reivindicar,
seu verdadeiro significado. buscar soluções e pressionar os órgãos
governamentais responsáveis pelo
Na escola, o jovem aprende que ser rumo da história da coletividade.
cidadão hoje é ter direitos e deveres e
essa definição deve muito à publicação Comentários
da Carta de Direitos da ONU (1948) que
afirma que todos os homens são iguais No caso deste texto, a utilização do
perante a lei, independente de raça, cre- conceito de cidadania, de direitos e de-
do e etnia. Que todos têm direito a um veres dos cidadãos são evidentes.
salário digno, à educação, à saúde, à ha-
bitação e ao lazer. Assegura o direito de No primeiro parágrafo, ele conceitua
livre expressão, de militar em partidos cidadania, fala que o jovem pode apren-
políticos, sindicatos, movimentos e orga- der sobre o verdadeiro significado da
nizações da sociedade civil. Aprende que palavra mas que, pela banalização desse
a conquista desses direitos é resultado de vocábulo, pode vê-lo esvaziado.
um longo processo de participação nas
decisões coletivas e de negociação entre No segundo parágrafo, fala de ma-
diferentes pontos de vista. Mas, apesar neira agradável aos olhos sobre direitos
do discurso vê que no Brasil, há direitos e no terceiro sobre deveres do cidadão.
que não são garantidos para todos, como Chega finalmente ao último parágrafo;
o acesso à saúde, educação, moradia e nesse instante, o candidato faz uma pro-
lazer.E que, por isso em países como o posta desvinculada do que apresentou
Brasil, a luta por melhores condições de na introdução e acaba tangenciando o
tema sem dizer qual é a participação que
o jovem tem ou poderia ter para a cons-
trução da cidadania.

55

Redação do Enem 2000 vendendo balas para os motoristas. (…)
A prova: “Venho para a rua desde os 12

anos. Não gosto de trabalhar aqui,
mas não tem outro jeito. Quero
ser mecânico”.

A Gazeta, Vitória (ES), 9 de junho
de 2000.

“É dever da família, da sociedade e Entender a infância marginal
do Estado assegurar à criança e ao ado- significa entender porque um
lescente, com absoluta prioridade, o di- menino vai para a rua e não à
reito à saúde, à alimentação, à cultura, escola. Essa é, em essência, a di-
à dignidade, ao respeito, à liberdade e ferença entre o garoto que está
à convivência familiar e comunitária, dentro do carro, de vidros fecha-
além de colocá-los a salvo de toda for- dos, e aquele que se aproxima
ma de negligência, discriminação, ex- do carro para vender chiclete ou
ploração, crueldade e opressão”. pedir esmola. E essa é a diferen-
ça entre um país desenvolvido e
Artigo 227, Constituição da República Fede- um país de Terceiro Mundo.
rativa do Brasil
Gilberto Dimenstein. O cidadão de papel.
(…) Esquina da Avenida Desem- São Paulo: Ática, 2000. 19ª Edição.
bargador Santos Neves com Rua José
Teixeira, na Praia do Canto, área nobre Com base na leitura da charge, do
de Vitória. A.J., 13 anos, morador de artigo da Constituição, do depoimento
Cariacica, tenta ganhar algum trocado de A.J. e do trecho do livro “O Cidadão de
Papel”, redija um texto em prosa, do tipo
56 dissertativo-argumentativo, sobre o tema:
Direitos da criança e do adolescente:
como enfrentar esse desafio nacional?

Ao desenvolver o tema proposto,
procure utilizar os conhecimentos ad-
quiridos e as reflexões feitas ao longo
de sua formação. Selecione, organize e
relacione argumentos, fatos e opiniões
para defender o seu ponto de vista, ela-
borando propostas para a solução do
problema discutido em seu texto.

•Observações: Antes de começar a escrever, leia
Lembre-se de que a situação de atentamente os textos motivadores.
produção de seu texto requer o uso da Pense sobre quais os caminhos que po-
dem ser escolhidos para a elaboração de
•modalidade escrita culta da língua. um bom texto. Lembre-se de que todas
Espera-se que o seu texto tenha as ideias coerentes à coletânea apre-
sentada serão aceitas, desde que sejam
•mais do que 15 (quinze) linhas. bem fundamentadas com argumentos e
A redação deverá ser apresentada não fujam ao esperado pelos corretores.
a tinta na cor preta e desenvolvida na
folha própria.

Análise dos fragmentos Sugestão para
apresentados na prova abordagem do tema:

1. Na charge de Angeli, a realidade Direitos da criança e do adolescente:
cruel das crianças que vivem nas como enfrentar esse desafio nacional?
ruas é retratada e ironizada quan-
do a figura da mãe é comparada à Apresente na introdução como é a
de Papai Noel e à do Coelhinho da vida das crianças e adolescentes aban-
Páscoa. Para essa crianças a figura donados que vivem nas grandes cida-
materna é um mito perverso pois des e diga que esse é um problema que
sem pais, não há família. Sem famí- deve ser enfrentado pela sociedade.
lia vivem na rua expostas a todas as
vicissitudes decorrentes delas. São Desenvolvimento: Construa dois pa-
expostas aos perigos, não têm a pro- rágrafos um apresentando as causas e
teção que lhes cabe por direito. em outro as consequências.

2. O que diz a Constituição sobre os Conclua apresentando um caminho
direitos das crianças. para a resolução desse difícil problema.

Agora é sua vez:

3. O depoimento de A.J. revela-nos que Caro leitor, fornecemos até agora
viver ali é a única alternativa, “pois muitos modelos para de redação. Você
não há outro jeito”. Se não viver ali tem acima o título e a estrutura que
para onde irá?”Não gosto de traba- deve seguir. Tente escrever. Pois, após
lhar aqui”,“quero ser mecânico”). a leitura de textos e comentários você
já deve estar apto a fazer um texto do
4. Gilberto Dimenstein discute um tipo dissertativo-argumentativo. Redija.
problema bastante comum: a reali-
dade de um menino de rua compa- 57
rada à de um menino protegido em
seu carro pelos vidros fechados.

CAPÍTULO 5

CORRESPONDÊNCIA

Correspondência é o meio comuni- Correspondência técnica
cação escrita entre pessoas que a efeti-
vam através de cartas. A pessoa que es- A correspondência técnica tem a lin-
creve é o remetente e quem a recebe é guagem apropriada às comunicações
o destinatário. A arte de escrever cartas funcionais. Há que se observar:
chama-se epistolografia. 1. A disposição do texto no papel.
2. Os espaços, margens e parágrafos.
Classificação das espécies de corres- 3. Linguagem simples, correção gra-
pondência possíveis:
a) Particular, familiar ou social matical. Um dos requisitos básicos a
b) Técnica: bancária, comercial, oficial essa correção é saber usar os prono-
mes de tratamen­to ao se dirigir ao
O estudo, a que ora nos propomos, destinatário.
é o das correspondências bancária, co-
mercial e oficial que se caracterizam por Pronomes pessoais de tratamento –
textos que se revestem de palavras ob- são aqueles que indicam um trato cortês
jetivas, corretas concisas e polidas com ou informal. Sempre concordam com o
a finalidade de apresentarem clareza, verbo na terceira pessoa. Quando fala-
concisão, precisão, correção, harmonia mos diretamente com a pessoa, usamos o
e polidez. É a correspondência técnica pronome de tratamento na forma Vossa.
que objetiva dar uma notícia, vender ou Exemplo: Vossa Alteza precisa descansar.
comprar mercadorias, requerer algo, tor- Quando falamos sobre a pessoa, usamos
nar oficial algum ato além de outros fins o pronome de tratamento na forma Sua.
como veremos a seguir. Exemplo: Sua Alteza retornará em breve.

Você (v.) Tratamento familiar
Senhor, senhora (sr.) (sra) Tratamento de respeito
Vossa Senhoria (v.sa.) Tratamento cerimonioso
Vossa Excelência (v. exa) Tratamento para altas autoridades
Vossa Eminência (V. Ema.) Tratamento para cardeais
Vossa Santidade (V.S.) Tratamento para o Papa

58

Vossa Alteza (V.A) Tratamento para príncipes e duques
Vossa Magnificência Tratamento para reitores de universidades
(V. Maga.) Tratamento para reis
Vossa Majestade (V. M.) Tratamento para sacerdotes
Vossa Reverendíssima
(V. Rvma)

Existem vários tipos de correspon- cabível. Não pode haver rasuras ou
dências técnicas e as principais são: “sujeiras” impregnadas ao papel.
c) linguagem: concisa e objetiva:
••••••••••• Carta comercial repassando as informações neces-
Requerimento sárias. Deve ser impessoal, ou seja,
Memorando não se faz uso da subjetividade e de
Atestado sentimentalismo. E, por fim, deve ser
Declaração escrita com simplicidade, mas obser-
Curriculum vitae vando a norma culta da língua.
Procuração
Ata CARTA COMERCIAL
Contrato
Parecer 1o passo: O papel deve ter o timbre e/
Decreto ou cabeçalho, com as informações neces-
sárias (nome, endereço, logotipo da em-
A carta comercial, também chamada presa). Normalmente, já vem impresso.
de correspondência técnica ou redação
comercial, é um documento com objeti- 2o passo: Coloque o nome da locali-
vo de se fazer uma comunicação comer- dade e data à esquerda e abaixo do tim-
cial, empresarial. bre. Coloque vírgula depois do nome
da cidade. O mês deve vir em letra mi-
A redação comercial tem como ca- núscula, o ano dever vir junto (exemplo:
racterísticas comuns: 2009), sem ponto ou espaço. Use ponto
a) clareza: o texto, além de ser claro, final após a data.

deve ser objetivo, como forma de 3o passo: Escreva o nome e o ende-
evitar múltiplas interpretações, o reço do destinatário à esquerda e abaixo
que prejudicaria os comunicados e da localidade e data.
negócios.
b) estética: a fim de causar boa im- 4o passo: Coloque um vocativo im-
pressão, o texto deve estar bem or- pessoal: Prezado(s) Senhor (Senhores),
ganizado e dentro da estruturação Caro cliente, Senhor diretor, Senhor
Gerente, etc.

59

5o passo: Inicie o texto fazendo re- mas: Cordialmente, Atenciosamen-
ferência ao assunto, como: “Com rela- te, Respeitosamente, Com elevado
ção a...”, “Em atenção à carta enviada..”, apreço, Saudações cordiais, etc.
“Em atenção ao anúncio publicado...”,
“Atendendo à solicitaç­ão...”, “Em cum- Observações:
primento a...”,“Com relação ao pedido...”, 1 - Evite iniciar com “Através desta”,
“Solicito que...”, “Confirmamos o recebi-
mento”, dentre outras. “Solicito através desta”, “Pela pre-
sente” e similares, pois são expres-
6o passo: Exponha o texto, como sões pleonásticas, uma vez que está
dito anteriormente, de forma clara e claro que o meio de comunicação
objetiva. Pode-se fazer abreviações do adotado é a carta.
pronome de tratamento ao referir-se ao 2 - Evite terminar a carta anunciando tal
destinatário: V.Sa.; V. Exa.; Exmo.; Sr.; etc. fato (Termino esta) ou de forma mui-
to direta (Sem mais para o momento,
7o passo: Corresponde ao fe- despeço-me).
cho da carta, o qual é o encerra-
mento da mesma. Despeça-se em Modelo de carta comercial
tom amigável usando uma das for-

LOJA DOS PRESENTES

Loja dos Presentes e Cia. Ltda.
Comércio de utensílios
Av. João, 1000 – Uberlândia – MG

Uberlândia, 03 de dezembro de 2009.
Ao diretor Sérgio Silva Rua das Amendoeiras, 600 Belo Horizonte – MG

Prezado Senhor:

Confirmamos ter recebido uma reivindicação de depósito no valor três mil reais refe-
rente ao mês de julho. Informamos-lhe que o referido valor foi depositado no dia 1o de
agosto, na agência 0003, conta corrente 3225, Banco do Brasil. Por favor, pedimos que o
Sr. verifique o extrato e nos comunique o pagamento. Pedimos escusas por não termos
feito o depósito anteriormente, mas não tínhamos ainda a nova conta bancária.
Nada mais havendo, reafirmamos os nossos protestos de elevada estima e consideração.

Atenciosamente,
Júlia Sousa
Gerente comercial

60

REQUERIMENTO o pedido, solicitação. Na invocação
deve constar o título funcional da
Requerimento é uma petição escri- pessoa a quem é endereçado o pedi-
ta, dirigida a uma autoridade pública. do; não se menciona, porém, o nome
O corpo do requerimento é redigido e nem uma fórmula de saudação.
em um só parágrafo, em 3a pessoa. O tratamento adequado é “Ilmo Sr.”,
O fecho ocorre em outro parágra- “V. Sa.”, “Exmo. Sr.” e “V. Exa.”. O término:
fo. Requerente é a pessoa quem faz “Nestes termos, Pede deferimento”.

Esquema de requerimento

4,0 cm (1) Invocação
8,0cm
(2) Contexto
8,0 cm
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
_____________________________________________________________
(3) Fecho ______________________________
(4) Local e data
(5) Assinatura do requerente
(6) Anexos

Modelo de requerimento:
Exmo Sr. Diretor da Faculdade de Administração das Faculdades
Reunidas do “Triângulo”

Marília dos Santos, aluna regularmente matriculada no primeiro
ano do curso de Administração, requer de V. Sa. Abono de suas faltas
no período de 16 a 22 de novembro, por motivo de saúde, conforme
atestado em anexo.

NESTES TERMOS,
PEDE DEFERIMENTO.
Ribeirão Preto, 1 de dezembro de 2009.
Marília dos Santos

61

MEMORANDO desnecessário aumento do número de
comunicações, os despachos ao me-
O memorando é um documento morando devem ser dados no próprio
utilizado para comunicação entre uni- documento e, no caso de falta de espa-
dades, divisões ou setores de uma insti- ço, em folha de continuação.
tuição ou empresa de um mesmo órgão,
que podem estar hierarquicamente em Esse procedimento permite formar
mesmo nível ou em níveis diferentes. uma espécie de processo simplificado,
assegurando maior transparência à to-
Trata-se, portanto, de uma forma de mada de decisões, e permitindo que se
comunicação eminentemente interna. historie o andamento da matéria trata-
Pode ter caráter meramente administra- da no memorando.
tivo, pode ser empregado para a exposi-
ção de projetos, ideias, diretrizes etc., a Estrutura:
serem adotados por determinado setor 1 - Procedência;
do serviço público. Sua característica 2 - Destinatário;
principal é a agilidade. 3 - Data;
4 - Assunto;
Assim, a tramitação do memorando 5 - Corpo-Explanação;
em qualquer órgão deve pautar-se pela 6 - Assinatura.
rapidez e pela simplicidade de pro-
cedimentos burocráticos. Para evitar Modelo de memorando:

DE: Coordenadora da Biblioteca Municipal
PARA: Secretária de Educação

DATA: 10-12-2009

ASSUNTO: Livros

Acusamos o recebimento dos livros.

RMCarvalho

Rosângela Maria de Carvalho
Bibliotecária

OFÍCIO culturais, políticas etc., é expedido
para e pelas autoridades e escrito em
Comunicação escrita entre repar- papel ofício (22cm por 32 cm), geral-
tições públicas, entidades sociais, mente timbrado.
62

Estrutura: b) para símbolos não existentes na
a) tipo e número do expediente, fonte Times New Roman poder-se-á
utilizar as fontes Symbol e Wingdings;
seguido da sigla do órgão que o
expede : c) é obrigatório constar a partir da se-
Exemplo: Of. 123/2009-MME gunda página o número da página;
b) local e data em que foi assinado, por
extenso, com alinhamento à direita: d) o início de cada parágrafo do texto
Exemplo: Brasília, 15 de dezembro deve ter 2,5 cm de distância da mar-
de 2009. gem esquerda;
c) destinatário: o nome e o cargo da
pessoa a quem é dirigida a comu- e) o campo destinado à margem late-
nicação. No caso do ofício deve ser ral esquerda terá, no mínimo, 3,0 cm
incluído também o endereço. de largura;
d) assunto: resumo do teor do docu-
mento f ) o campo destinado à margem late-
Exemplos: Assunto: Produtividade ral direita terá 1,5 cm;
do órgão em 2009.
e) texto: Encaminho, para exame e g) deve ser utilizado espaçamento sim-
pronunciamento, a anexa cópia ples entre as linhas e de 6 pontos
do telegrama no 12, de 2 de fe- após cada parágrafo, ou, se o editor
vereiro de 2009, do Presidente da de texto utilizado não comportar tal
Confederação Nacional de Agri- recurso, deixe uma linha em branco;
cultura, a respeito de projeto de
modernização de técnicas agríco- h) não deve haver abuso no uso de ne-
las na região Nordeste. grito, itálico, sublinhado, letras mai-
f ) fecho; úsculas, sombreado, sombra, relevo,
g) assinatura do autor da comunicação; e bordas ou qualquer outra forma de
h) identificação do signatário formatação que afete a elegância e
i) nome do órgão ou setor; a sobriedade do documento;
– endereço postal;
– telefone e endereço de correio i) a impressão dos textos deve ser fei-
eletrônico. ta na cor preta em papel branco. A
impressão colorida deve ser usada
Forma de diagramação: apenas para gráficos e ilustrações;

a) deve ser utilizada fonte do tipo Ti- j) todos os tipos de documentos do
mes New Roman de corpo 12 no tex- Padrão Ofício devem ser impressos
to em geral, 11 nas citações, e 10 nas em papel de tamanho A-4, ou seja,
notas de rodapé; 29,7 x 21,0 cm;

k) deve ser utilizado o formato de arqui-
vo Rich Text nos documentos de texto;

l) dentro do possível, todos os docu-
mentos elaborados devem ter o ar-
quivo de texto preservado para con-
sulta posterior ou aproveitamento
de trechos para casos análogos;

63

m) para facilitar a localização, os nomes n) Ex.: “Of. 123 - relatório produtividade
dos arquivos devem ser formados da ano 2002”
seguinte maneira: tipo do documento
+ número do documento + palavras- Modelo de Ofício 1
-chaves do conteúdo

UNIVERSIDADE FEDERAL DO BRASIL
Endereço: xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx

(espaço de 6,5cm)

Of. 123/2009-MME Uberlândia, 5 de novembro de 2009.

(espaço de 4,0cm)

Exmo. Sr. Deputado
Machado de Assis

(espaço de 2,0cm)

Endereço Avenida dos Estados, s/n – Brasília, DF

(espaço de 5,0cm)

Encaminho, para exame e pronunciamento, a anexa cópia do telegrama
no 12, de 2 de novembro de 2009, a respeito de projeto de modernização
dos laboratórios de Química.

(espaço de 2,5cm)

Atenciosamente,

(espaço de 2,5cm)

Ari Araújo
Secretário Geral

A Sua Excelência o Senhor
Deputado Federal Machado de Assis
Câmara dos Deputados
Brasília - DF

(espaço de 2,0cm)

64

Modelo de Ofício 2

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE
SECRETARIA DE EDUCAÇÂO
2001 barra 2009
Porto Alegre, 29 de novembro de 2009
Senhor diretor:
1. Temos a satisfação de comunicar a V.Sª. que esta Secretaria realizará, no
período de 2 a 20 de fevereiro de 2010, curso de atualização para professores de
ensino fundamental da rede municipal.
2. Solicitamos, pois, a V.Sª. que providencie a divulgação do evento em sua
unidade e envie-nos, por e-mail, a relação de professores interessados a participar
do referido curso.
Confiantes em seu empenho, ratificamos protestos de consideração e apreço.
Joana Silvério
Secretária
Senhor Diretor
Ambrósio Alvarenga
M.D. Diretor da Escola Municipal Olavo Bilac
Porto Alegre (RS)
CB barra JL

ATESTADO

O atestado é documento que comprova um fato. Geralmente é expedido por
uma autoridade que se baseia em documentos escritos.

Modelo de atestado

ATESTADO
ATESTAMOS que Jorge Amado é aluno deste estabelecimento de ensino e está
matriculado no 8o ano do Ensino Fundamental.

Manaus, 17 de agosto de 2010.
Carmem Lúcia Naves
Diretora

65

DECLARAÇÃO

A declaração difere do atestado pois não se funda em outros documentos e
nem precisa ser emitida por uma autoridade. O declarante afirma algo com base
em seus conhecimentos.

Modelo de declaração

DECLARAÇÃO

DECLARO que Isabel da Silva, brasileira, casada, portadora de Carteira de Iden-
tidade n. 12345678, trabalha como faxineira em minha residência às terças-feiras
e aos sábados.

Fortaleza, 29 de novembro de 2009.
Joana da Silva

PROCURAÇÃO

A procuração é um documento em que uma pessoa (constituinte) delega po-
deres a outra (procurador) para que essa, em seu nome, possa agir. A procuração
pública, ao contrário da particular, é lavrada em cartório.

Modelo de procuração

PROCURAÇÃO

Eu, Beatriz Ferreira, brasileira, casada, residente na Praça de Espanha, no 69,
Barcelona, Espanha, nomeio e constituo o Sr. José de Paula, brasileiro, advogado,
residente na rua _________________ bairro _________________ na cidade de
_________________ para em meu nome comprar, vender, alugar, desfazer contra-
tos no Brasil e inclusive substabelecer esse documento.

CRIAR UMA RUBRICA AQUI
BFerreia
Assinatura

66

CURRICULUM VITAE
O Curriculum vitae oferece informações quanto à cultura, profissão e experiên-
cia de determinada pessoa. É usado comumente por quem busca trabalho ou quer
ingressar em novas funções. Há nas papelarias impressos à venda, porém pode ser
manual, escrito à máquina ou computador.

Modelo de Curriculum vitae
CURRICULUM VITAE

Dados de identificação:
NOME: Fernando Pessoa
NASCIMENTO: 13/06/1988 em Lisboa, Portugal
FILIAÇÃO: Joaquim de Seabra Pessoa e Maria Madalena Nogueira Pessoa
ESTADO CIVIL: Solteiro
ENDEREÇO: Rua dos poetas, s/n
TELEFONE: (55) 5555-1234
CARTEIRA DE IDENTIDADE: 987654321
TÍTULO ELEITORAL: 321654987
CARTEIRA PROFISSIONAL: 1-6587-02
CPF: 091.283.746-55
Instrução:
(Relacione, em sequência, os cursos mais antigos para os mais atuais. Não relacio-
ne cursos dispensáveis à função que quer exercer.)
Experiência profissional:
Do ano tal a tal: Office boy na Empresa X
Do ano tal a tal: Vendedor na Empresa X
Do ano tal a tal: Supervisor de vendas na Empresa X
Publicações:
(artigos, ensaios, livros escritos. )
ATA
Ata é uma narração que se faz por escrito sobre o que se passou em uma assem-
bleia, reunião de condomínio, etc. A narrativa deve ser contínua, sem espaçamentos.
Caso o redator cometa erros, para não haver rasuras, deve escrever a palavra digo e
continuar o texto. Após o registro, a ata deve ser lida e, se aprovada, deverá ser assina-
da pelos participantes da reunião.

67

Observação:
Digo é uma partícula corretiva, de sentido equivalente ao que têm, em certos
casos, as locuções: ou seja e isto é. Comprei 8 livros, digo, nove.

Modelo de Ata

Aos vinte e nove dias do mês de novembro do ano de dois mil e dez, com início às
dezenove horas, realizou-se, nas dependências do Edifício Maria Eduarda, mais uma
reunião ordinária do condomínio. A síndica, dona Maria de Araújo, convidou-me para
redigir a presente ata. Aceito o convite, ela solicitou à sra. Carolina Martins que refizesse
a leitura da ata anterior. Em seguida a sra. Síndica fez a leitura da pauta que estava fixa-
da junto aos elevadores desde o dia doze, próximo passado. Dela constam os seguintes
itens: reforma dos elevadores e da calçada frente ao prédio. Estavam, anexados a ela,
os três orçamentos exigidos pelos condôminos na reunião anterior para que se proce-
desse à reforma. Como todos os moradores já tinham conhecimento das propostas,
o objetivo desta reunião será somente a votação de aval à contratação da Empresa
Elevadores do Brasil que apresentou a melhor proposta. A Síndica perguntou se algum
morador tinha algo a perguntar. Como não houve solicitação da palavra, passou-se à
votação. A Empresa Elevadores do Brasil foi vitoriosa. Nada mais havendo a ser tratado
foi encerrada a reunião. Eu XXX lavrei a presente ata que vai assinada por todos os pre-
sentes. São Paulo, aos vinte e nove dias do mês de novembro do ano de dois mil e dez.

Joana Fonseca
Secretária Ad hoc
Maria de Araújo

Síndica

CONTRATO

Contrato é um acordo feito entre duas ou mais pessoas, pessoas e entidade,
pessoas e governo, que transferem entre si algum direito ou se sujeitam a alguma

•obrigação. Segundo o Dicionário Aurélio há várias especificidades contratuais.
Contrato acessório é o que pressupõe a existência de outro, do qual depende

•e, por via de regra, serve de garantia; pacto adjeto.
Contrato aleatório é aquele em que ao menos uma contraprestação é incerta,

•por depender de fato futuro.
Contrato bilateral é aquele em que as partes estabelecem obrigações recípro-

•cas; contrato sinalagmático.
Contrato comutativo é o que é oneroso, sendo certas e equivalentes as con-

•traprestações estabelecidas.
Contrato consensual é o que se aperfeiçoa com o mero consenso das partes,
podendo ser até verbal.
68

• Contrato cotalício é aquele em • Contrato resolúvel é ato resolúvel.
• Contrato sinalagmático é contrato
que alguém se associa a um litigante
a quem auxilia mediante certa percen- bilateral.

•tagem no resultado final da demanda. • Contrato solene é contrato formal.
Contrato formal é aquele para cuja • Contrato sucessivo é aquele em
validez a lei estabelece determinada
que uma das partes se obriga a efetivar
•forma ou solenidade; contrato solene.
Contrato leonino é aquele em que •prestações certas e periódicas.
uma das partes leva todas as vanta- Contrato unilateral é aquele em
gens, ou a maioria delas, em detrimen- que só uma das partes se obriga para
com a outra.
•to da(s) outra(s) parte(s).
Contrato real é aquele que só se Respeitando às especificidades de
aperfeiçoa mediante a tradição da coisa cada contrato, sugere-se aqui um mo-
que é objeto de prestação de uma das delo de contrato do qual pode se supri-
partes. 2. O que tem por objeto bens mir ou acrescentar informações.
imóveis ou direitos reais de garantia (hi-
poteca, penhor, etc.). Modelo de contrato

CONTRATO SOCIAL CIVIL
Pelo presente instrumento particular e na melhor forma de direito, as partes:
Maria Antonieta de Fátima, brasileira, viúva, professora, portadora da cédula de
identidade Rg. 12345678 expedida pelo Instituto de Identificação do SSPSP e inscrita
no CPF/MF sob o no 987654321, residente e domiciliada na cidade de Salvador, na
rua Jorge Amado, s/n, doravante simplesmente denominada (cedente, locatária....), e
Empresa Brasileira de Locação S/A, pessoa jurídica de direito público, regularmente
constituída e inscrita no CNPJ sob o no 12.318.852/0001-85 com sede na cidade de
São Paulo, na Rua Machado de Assis, s/n, neste ato representada na forma de seu
contrato social, doravante simplesmente denominada (cessionária, locador...)
Pela presente e na melhor forma de direito, as partes acima qualificadas, têm
entre si, justo e acertado o presente Contrato de aluguel que se regerá pelas cláu-
sulas e condições a seguir descritas:
Cláusula 1a _____________________________________________
Cláusula 2a _____________________________________________
Cláusula 3a _____________________________________________
Cláusula 4a _____________________________________________
Cláusula 5a _____________________________________________

69

E, por estarem justos e contratados, assinam o presente em 02 (duas) vias de
igual teor, juntamente com duas testemunhas:

São Paulo, 7 de março de 2010.
____________________________________
Maria Antonieta de Fátima
(cedente)
_____________________________________
Empresa Brasileira de Locação
(cessionária)

Testemunhas: ________________________
________________________

PARECER

Parecer é uma opinião fundamentada sobre determinado assunto, emitida por espe-
cialista. Os artigos científicos enviados a uma revista, por exemplo, recebem o parecer do
conselho editorial aprovando ou não a publicação. Há os pareceres médicos, os parece-
res emitidos pela Prefeitura Municipal sobre determinada solicitação de um cidadão etc.

Geralmente as instituições têm formulário próprio para ser preenchido.

FORMULÁRIO DE PARECER

IDENTIFICAÇÃO DA PROPOSTA DE PUBLICAÇÃO

Atenção: os originais devem ser sempre devolvidos à Dra Dirce Carvalho.

Número do processo: _____________.
Quantidade de páginas da obra: _____________.
Título: –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––
Autor(es)/Organizador(es): –––––––––––––––––––––––––––––––––

Classificação: ( ) Livro ( ) coletânea ( ) série ( ) inventário
( ) catálogo ( ) guia ( ) outros (especificar)_________________

Área de conhecimento: ____________________________________
Público a que se destina:___________________________________
Resumo informativo da obra: _______________________________
________________________________________________________
________________________________________________________

70

AVALIAÇÃO DA OBRA
1) Utilizar o número de linhas que julgar necessário em cada um dos itens abaixo;
2) Ser preciso em suas considerações com vistas a subsidiar com maior seguran-
ça a avaliação do Conselho Editorial.
3) Solicitamos que o parecer seja elaborado de forma clara, no sentido de se po-
der distinguir as restrições das sugestões e/ou comentários. No caso de restrições,
favor apontá-las claramente no parecer.

1. Relevância e originalidade do tema: ___________________________________
2.Tratamentodotema(argumentaçãoeestruturadotexto) _____________________
3. Título (adequação ao conteúdo/clareza) ________________________________
4. Estilo (linguagem, coerência expositiva, clareza) __________________________
5. Adequação da obra ao formato de livro; ________________________________
6. Correção nas referências e citações bibliográficas: _______________________
7. Correção na disposição de tabelas, gráficos, quadros, ilustrações e figuras
__________________________________________________________________
8. Correção gramatical _______________________________________________
9. Interesse para o mercado editorial universitário _________________________
10. Reflexões complementares_________________________________________

PARECER FINAL
( ) Obra recomendada para publicação sem alterações
( ) Obra recomendada para publicação com alterações/correções
( ) Obra não recomendada para publicação

LOCAL E DATA: Belo Horizonte, 10 de abril de 2007.

ASSINATURA DO PARECERISTA

DECRETO

Decretos são atos administrativos da competência do Chefe do Executivo,
destinados a prover situações gerais ou individuais, abstratamente previstas, de
modo expresso ou implícito, na lei. No sistema jurídico brasileiro, os decretos são
atos administrativos da competência dos chefes dos poderes executivos (presi-
dente, governadores e prefeitos).

Um decreto é usualmente usado pelo chefe do poder executivo para fazer nome-
ações e regulamentações de leis (como para lhes dar cumprimento efetivo, por exem-
plo), entre outras coisas.

71

Modelo de decreto
DECRETO No _________, DE ________________________.
Institui a Coordenadoria Municipal da Mulher
O Prefeito do Município de Santos no uso de suas atribuições conferidas pela
Lei Orgânica municipal de no 1234 (no da LO)
DECRETA:
Art. 1o – Fica instituída a Coordenadoria Municipal da Mulher com a finalidade
de assessorar, assistir, apoiar, articular e acompanhar ações e políticas voltadas à
mulher.
Art. 2o – À Coordenadoria Municipal da Mulher, instituída pelo artigo anterior,
compete:
I – dar assessoramento às ações políticas relativas à condição de vida da mu-
lher e ao combate aos mecanismos de subordinação e exclusão, que sustentam a
sociedade discriminatória, visando buscar a promoção da cidadania feminina e da
igualdade entre os gêneros;
II – fomentar o diálogo e a discussão com a sociedade e movimentos sociais no
Município, constituindo fórum municipal para articulação de ações e recursos em
políticas de gênero e, ainda, participar de fóruns, encontros, reuniões, seminários e
outros que abordem questões relativas à mulher;
III – prestar assessoramento ou assistência à estruturação do Conselho Munici-
pal dos Direitos da Mulher – COMDM;
IV – dar assessoramento e articular com diferentes órgãos do governo progra-
mas dirigidos à mulher em assuntos do seu interesse que envolvam saúde, segu-
rança, emprego, salário, moradia, educação, agricultura, raça, etnia, comunicação,
participação política e outros;
V – prestar assistência aos programas de capacitação, formação e de conscien-
tização da comunidade, especialmente do funcionalismo municipal;
VI – prestar assessoramento ao Prefeito do Município em questões que digam
respeito aos direitos da mulher;
VII - promover a realização de estudos, de pesquisas ou de debates sobre a
situação da mulher e sobre as políticas públicas de gênero;
VIII – efetuar intercâmbio com as instituições públicas, privadas, nacionais e es-
trangeiras envolvidas com o assunto mulher, visando à busca de informações para
qualificar as políticas públicas a serem implantadas;
IX – executar outras atividades correlatas ou que lhe venham a ser designadas
pela autoridade superior.
72

Art. 3o – A Coordenadoria Municipal da Mulher ficará ligada diretamente jun-
to ao Gabinete do Prefeito ou à Secretaria _________________, na pessoa do seu
Secretário (a)___________________ (a critério do Prefeito).

Art. 4o – Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Gabinete do Prefeito Municipal de ___________, aos ____dias do mês
de_________ de 20___.

ARSantos
Prefeito de Santos
Registre-se e Publique-se em ______de___________________de____

73

APÊNDICE

DICAS IMPORTANTES
SOBRE REGRAS
GRAMATICAIS

74

CAPÍTULO 6

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

A acentuação gráfica é o processo pelo O til (~) é considerado um sinal grá-
qual as palavras recebem acento gráfico fico de nasalidade, que vale como acen-
de acordo com as normas ortográficas to quando recai sobre a sílaba tônica.
da língua. Na Língua Portuguesa, são
três os acentos gráficos: acento agudo O trema (¨), chamado de acento
(´), circunflexo (^), grave (`). diacrítico (modificador do valor da pa-
lavra), não faz mais parte das regras de
acentuação da nossa língua.

REGRAS BÁSICAS DE ACENTUAÇÃO

CASOS TERMINAÇÃO CONDIÇÃO EXEMPLOS

Monossílabos a(s) Tônicos a(s) – já, pá, cãs
tônicos e(s) e(s) – pé, mês, lê
o(s) o(s) – pó, Jô, só

Oxítonas a(s) a(s) – está, sofás
Paroxítonas e(s) e(s) – chulé, pajés
o(s) o(s) – avô, dominós

em Mais de uma amém, refém, parabéns, vinténs,
ens sílaba armazém, acém, haréns, também

l, n, r, x, ps e, salvo l – amável, amáveis
algumas raras exce- n – plâncton, plânctons
ções, as respectivas r – cadáver, cadáveres
x – córtex., plural córtex; va-
formas no plural riante córtice, plural córtices
ã(s) ps – fórceps, plural fórceps;
ão(s) variante fórcipe, plural fórcipes
ei(s)
i(s) ã(s) – órfã, órfãs
um ão(s) – órgão, órgãos
uns ei(s) – jóquei, jóqueis
us
i(s) – júri, júris
um – álbum
uns – álbuns
us – húmus, vírus

ditongo íeis, série, nódoa

75

Proparoxítonas todas são ônibus, ápodo, lâmpada, grâ-
Ditongos acentuadas nulo, cênico, plêiade, nêspera,

sonâmbulo, árabe, cáustico

éi (s) Abertos, tônicos e em éi(s) – anéis, papéis
ói (s) palavras monossílabas e ói(s) – dói, heróis, constrói

oxítonas

éu (s) Abertos e tônicos éu(s) – réu, céu, chapéu

Tônicos e em hiatos
com a sílaba anterior. Se
í(s) na mesma sílaba forem ú(s) – baú, balaústre
Hiatos ú(s) seguidos de outra letra í(s) – caí, caístes

que não o s, não rece-
bem acento.

Observação: recebem também acento as formas verbais oxítonas conjugadas
com os pronomes enclíticos la(s) e lo(s). A forma verbal perde as terminações
-r, -s ou –z. Exemplo: fazê-la, amá-las, fí-lo, pô-las, comê-lo.

Alterações trazidas pela Nova Reforma Ortográfica (2009)

Nova regra TREMA Como fica
Como era

Não existe mais o conseqüência, cinqüen- consequência, cin-
trema (¨), salvo em ta, freqüência, freqüente, quenta, frequência,
nome próprio e seus frequente, eloquente,
derivados. Exemplo: eloqüente, pingüim, pinguim, tranquilo,
Bündchen, Müller, tranqüilo, lingüiça
linguiça
mülleriano.

76

DITONGOS ABERTOS

Nova regra Como era Como fica

Ditongos abertos éi e assembléia, platéia, idéia, assembleia, plateia, ideia,
ói perdem o acento em Coréia, hebréia, bóia, Coreia, hebreia, boia,

palavras paroxítonas. paranóia, jibóia, heróico paranoia, jiboia, heroico

Observações:
- nos ditongos abertos de palavras oxítonas e monossílabas o acento
continua: herói, constrói, dói, anéis, papéis.
- o acento no ditongo aberto éu continua: chapéu, véu, céu, ilhéu.

Nova regra HIATOS OO e EE Como fica
O hiato oo não recebe Como era enjoo, perdoo, coo,

mais acento. enjôo, perdôo, côo, abençoo, voo
abençôo, vôo

O hiato ee não recebe crêem, dêem, lêem, vêem, creem, deem, leem, veem,
mais acento. descrêem, relêem, revêem descreem, releem, reveem

Observação: os verbos ter e vir continuam recebendo acento circunflexo no plural e
acento agudo nas formas do singular dos derivados. Exemplo: ele tem, eles têm; ele
vem, eles vêm; ele contém; isso convém.

PALAVRAS HOMÓGRAFAS (de mesma grafia e
significações diferentes)

Nova regra Como era Como fica

Palavras homógrafas pára (verbo) para (verbo)
não recebem mais o péla (substantivo e pela (substantivo e
acento diferencial.
verbo) verbo)
pêlo (substantivo) pelo (substantivo)
pêra (substantivo) pera (substantivo)
péra (substantivo) pera (substantivo)
pólo (substantivo) polo (substantivo)

Observação: o acento diferencial continua no verbo poder (3ª pessoa do Pretérito
Perfeito do Indicativo – pôde) e no verbo pôr para diferenciar da preposição por.

77

Nova regra I E U TÔNICOS EM: Como fica
Como era

Não recebe mais acen- argúi, apazigúe, averi- argui, apazigue, averi-
to a letra u nas formas gúe, enxagúe, obliqúe gue, enxague, oblique

verbais rizotônicas,
quando precedida de
g ou q e antes de e ou i

(gue, que, gui, qui).

Não recebem mais baiúca, boiúna, chei- baiuca, boiuna, cheiinho,
acento os i e u tôni- ínho, saiínha, feiúra, saiinha, feiura, feiume
cos em paroxítonas
quando precedidos de feiúme

ditongo.

Exercícios 2. Leia as frases abaixo e adicione acen-
to nas palavras quando necessário.
1. Acentue as palavras quando neces-
sário. a) Ele não para de por o pe onde não
deve po-lo.
tranquilidade – feiura – cafe – a
pera – parabens – quilo – sauva b) Se voce ontem pode, ela hoje pode
– proximo – a ancora – magico tambem.
– mistico – antitese – acessivel
– lugar – creem – eles tem – c) Desculpe pelo pelo, mas pelo mesmo!
baiuca – voo – ideia – ama-lo – d) O polo não voa para jogar polo aquati-
eloquencia – materia – Coimbra
– bau – jacu – virus – mau - ele co, porque e um as no jogo de cartas.
pela – o polo – viuva – traido – e) O por-do-sol não pela ninguem,
ruim – faisca – veem – enjoo –
Coreia – dicionario – analogico pois o sol, pelo jeito, não e forte.
– heroi – vovo – isso contem
– anel – pe – caju – xaxim – Questões discursivas
latex – degrau – farois – ion
– pus – sanduiche – amendoa 1. (UNITAU) Observe a sequência:
– amendoim – ele argui – imas –
albuns – pa I - Os ‘nêutrons’, os ‘prótons’ são itens
estudados pela Física.
78
Explique porque algumas palavras
entre aspas acima são acentuadas
e outras, não.

Justifique.

________________________________ ________________________________
________________________________ ________________________________
________________________________ ________________________________
________________________________
Testes
2. (UNICAMP) Por ocasião da comemo-
ração do dia dos professores, no mês 1. Há erro de acentuação em:
de outubro de 2003, foi veiculada a a) O repórter havia afirmado que a ca-
seguinte propaganda, assinada por
uma grande corporação de ensino: noa da República andava órfã.
b) Ontem você não pôde vir pôr água
Parabéns [Pl. de parabém] S. m. pl.
1. Felicitações, congratulações. 2. no fogo e souberam disso através
Oxítona terminada em ens, sempre dos colegas.
acentuada. Acentuam-se também as c) Rui vem de ônibus, lê o jornal e
terminadas em a, as, e, es, o, os e em. sempre procura saber o nome dos
partidos que retêm o uso do poder.
Para a homenagem ao Dia do Profes- d) Ainda não soube do porquê de sua
sor ser completa, a gente precisava desistência do vôo de ontem.
ensinar alguma coisa. e) “Deus te abençoe” era o grito de
“para” que acalmava a meninada na
a) Observe os itens 1 e 2 do verbete hora de dormir.
PARABÉNS. Há diferenças entre eles.
Aponte-as. 2. Qual dentre as palavras abaixo deve-
ria ser necessariamente acentuada:
________________________________
________________________________ a) ai
________________________________ b) pais
________________________________ c) doida
________________________________ d) saúva
e) saia
b) Levando em conta o enunciado que
está abaixo do verbete, a quem se 3. Num dos itens abaixo, a acentuação
dirige essa propaganda? gráfica não está devidamente justi-
ficada. Assinale este item
________________________________
________________________________ a) círculo: vocábulo paroxítono
________________________________ b) além: vocábulo oxítono terminado
________________________________
________________________________ em -em
c) órgão: vocábulo paroxítono termi-
c) Diferentes imagens da educação esco-
lar sustentam essa propaganda. Indi- nado em til
que pelo menos duas dessas imagens. d) dócil: vocábulo paroxítono termina-

________________________________ do em -l
e) pôde: acento diferencial

79

GABARITO DOS EXERCÍCIOS GABARITO DAS QUESTÕES
1. tranquilidade – feiura – café – a pera DISCURSIVAS

– parabéns – quilo – saúva – próxi- 1.
mo – a âncora – mágico – místico a) O primeiro contém uma definição
– antítese – acessível – lugar – cre-
em – eles têm – baiúca – voo – ideia semântica e o segundo contém
– amá-lo – eloquência – matéria – uma regra ortográfica.
Coimbra – baú – jacu – vírus – mau b) A propaganda não se dirige, pa-
- ele pela – o polo – viúva – traído radoxalmente, aos professores,
– ruim – faísca – veem – enjoo – Co- mas aos discentes ou ao público
reia – dicionário – analógico – herói em geral.
– vovó/vovô – isso contém – anel – c) A imagem que a propaganda pas-
pé – caju – xaxim – látex – degrau sa da escola é a de uma instituição
– faróis – íon – pus – sanduíche – preocupada com regras, informa-
amêndoa – amendoim – ele argui ções, conteúdo, pois não poderia
– ímãs – álbuns – pá ficar sem ensinar algo, mesmo em
um anúncio. Ao mesmo tempo,
2. homenageia o professor, ou seja,
a) Ele não para de pôr o pé onde não valoriza este profissional.

deve pô-lo. GABARITO DOS TESTES
b) Se você ontem pôde, ela hoje pode
1. d
também. 2. d
c) Desculpe pelo pelo, mas pelo mesmo! 3. a
d) O polo não voa para jogar polo aquáti-

co, porque é um ás no jogo de cartas.
e) O pôr-do-sol não pela ninguém,

pois o sol, pelo jeito, não é forte.

80

CAPÍTULO 7

A CRASE

Dá-se o nome de crase à fusão de Regra geral
duas vogais idênticas. Na Língua Portu-
guesa ocorre mais comumente na fusão A crase existirá antes de palavras do
do artigo a com a preposição a, resul- gênero feminino quando, ao substituir
tando no a craseado (à), marcado pelo a palavra feminina por uma masculina,
acento grave. tivermos a palavra ao.

a / as – artigos femininos Exemplos: Vamos à padaria. Vamos
Preposição a + a / as – pronomes ao clube.
demonstrativos
aquele(s), aquela(s), aquilo – prono- Diga à mulher que está certo. Diga ao
mes demonstrativos homem que está certo.

Casos obrigatórios

CASOS EXEMPLOS

1. Antes de substantivos (femininos Frente à situação, fiz o que pude.
expressos ou implícitos) que exijam o Prefiro minha bicicleta à (bicicleta) de

artigo a. Pedro.

2. Antes de nomes de localidades Vamos à Bahia nas férias.
que admitem o artigo a. Fomos a Portugal há cinco anos.

Obs.: Para saber se o nome da locali- Vim da Bahia.
dade pode ou não ser antecedido de arti- Estou na Bahia.
go, veja se a combinação da e na pode vir Vim de Portugal.
antes da palavra. Se sim, a palavra aceita o Estou em Portugal.
artigo. Se em vez disso você empregar as
A reunião será às quatro horas.
preposições de e em, ela não aceita. Estarei aqui às sete da noite.

3. Antes de numeral indicando horas,
sendo esta palavra

expressa ou implícita.

81

4. Em expressões que significam à Cortei meu cabelo à (maneira, moda)
maneira (de)..., à moda (de)...
francesa.
Ele escreve à (maneira de)

Guimarães Rosa.
Gosto de arroz à (maneira) grega.

5. Em locuções adverbiais, preposi- Adverbiais: às cegas, às pressas, à tarde,
tivas ou conjuntivas constituídas por
à noite, à toa, à força, às escondidas.
palavras femininas. Prepositivas: à beira de, à falta de, à

guisa de, à espera de, à vista de.
Conjuntivas: à medida que, à propor-

ção que.

*Exceção: a prestação.

6. Antes de palavras em que o à(s) pode Dei um presente à (para a) menina.
ser substituído por para a(s), na(s), Estava às (nas) portas da morte.
pela(s) e com a(s).
Estarei aqui às (pelas) duas.
Associou-se às (com as) inimigas na

guerra.

7. Quando pronomes demonstrativos Fomos àquele (a aquele) bar na rua
(aquele/s, aquela/s, aquilo) comple-
quinze.
tarem o sentido de um verbo ou nome Que diremos àquelas (a aquelas) pes-

que exija preposição. Para saber se há soas?
Refiro-me àquilo (a aquilo) que disse
a necessidade da crase, basta substituir
o demonstrativo pelas expressões a ontem.
aquele(s), a aquela(s) e a aquilo.

8. Quando o a preceder os pronomes A mulher à qual me referi é alta.
que, qual e quais em que se exige pre- O homem ao qual me referi é alto.

posição. Para averiguar essa exigência, Sua moto é igual à que comprei.
Seu carro é igual ao que comprei.
basta substituir o antecedente por uma
palavra masculina; se o a se transformar

em ao, haverá a ocorrência de crase.

82

9. Antes da palavra casa, quando esta Fomos à casa de Joana.
estiver determinada por um modifi- Voltamos a casa. (sem

cador. modificador)

10. Antes da palavra terra, quando não Chegamos à terra dos índios.
tiver o sentido de terra firme (contrário Vou à terra de meus pais.

de a bordo). O comandante e os marinheiros desce-
ram a terra. (terra firme)
11. Na expressão a distância de, quan-
do determinada. Encontro me à distância de dez metros
da entrada principal.

Casos em que a crase não ocorre

CASOS EXEMPLOS

1. Antes de substantivos Iremos a cavalo.
masculinos. Usava saltos à (moda de) Luís XI.

Exceção: expressões que signifiquem à
moda de, à maneira de.

2. Antes de verbos. Estávamos a dançar quando começou

a chover.
Passara a dedicar mais tempo aos pais.

3. Quando estiver no singular (a) an- Não vou a lojas que não aceitam cartão
tes de palavras no plural com sentido de crédito.

genérico. Estava cara a cara com o chefe.
No dia a dia, as coisas eram diferentes.
4. Entre palavras repetidas.
Procuramos você de ponta a ponta.
5. Antes do artigo indefinido uma.
Pergunte a uma pessoa qualquer.

6. Antes de pronomes e expressões de Direi a Vossa Excelência que
tratamento.
está aqui.
Exceções: senhora, senhorita e dona. Entreguei a encomenda à

senhora Dias.
Diga à dona Carmen eu já vou.

83

7. Antes de pronomes Pergunte a alguma aluna.
indefinidos. Fui a certa cidade para vê-lo.
Entregue isto às outras meninas.
Exceção: outra(s). Não devo nada a ninguém.

8. Antes de pronomes pessoais. Reporto-me a ela.
Não direi nada a você.
9. Antes de pronomes relativos: a
cuja, a quem. Nadine, a cuja mãe me refiro, é minha
namorada.
10. Pronomes demonstrativos: a esta/
a essa. Minha namorada é a única a quem
devo satisfações.
11. Na expressão a distância, quando
não determinada ou quando acompa- Ofereci comida a esta mulher, mas ela
recusou.
nhada do artigo indefinido uma.
Vejo-o a distância.
Estamos a uma distância de um qui-

lômetro.

Casos facultativos

CASOS EXEMPLOS
Dirigi a palavra a/à Renata.
1. Antes de nome próprio
feminino referente a pessoa.

Observações: O imperador ofereceu seu
- não se usa crase antes de nomes coração a Cleópatra.

históricos. Escrevi à famosa J. K. Rowling.
- quando o nome vem modificado, é
Oferecemos rosas a/à nossa mãe.
obrigatório o uso da crase. Diga a/à sua namorada que está tudo

2. Antes de pronome possessivo femi- bem.
nino singular.
Siga até à rua das Maçãs e vire à es-
3. Depois da até a seguida de palavra querda.
feminina.
Faça a prova a/à caneta.
4. Em locuções femininas que indiquem Fora morto a/à facada.
meio ou instrumento.

84

Atenção! t) Viajaremos a Londres e a Roma do
Coliseu.
• Não confundir:
há → tempo passado. Vivo aqui há u) Já fomos a Paraíba, a Pernambuco e
a Goiás.
•oito anos.
a → tempo futuro. Saio daqui a v) Também fomos a Santa Catarina e a
progressista Florianópolis.
•pouco.
à → (regras vistas) w) As vezes, o pessoal sai as escondidas.
x) A reunião vai das cinco as seis horas.
Exercícios y) A reunião vai durar de cinco a seis horas.

1. Utilize a crase quando necessário. 2. Preencha os espaços com a, à, há
a) Ele fez referência a tarefa feita por nós. ou ah.
b) Traçou uma reta oblíqua a do centro.
c) Não conheço as que saíram. ____ cidade de Manaus está ____
d) Ela se referia as que saíram. margem esquerda do rio Negro,
e) Apresentou-lhe a esposa. ____ apenas 18 km da confluên-
f ) Apresentou-o a esposa. cia desse rio com o rio Amazonas.
g) Era uma camisa semelhante a que o ____ nessa cidade pelo menos
uma joia que não vem direto da
diretor usava. natureza; foi construída pelo ho-
h) Ele desconhecia aquele regulamento. mem. ____ 125 anos foi lançada,
i) Ele não obedecia aquele regula- ali na cidade de Manaus, ____ pe-
dra fundamental de um dos mais
mento. lindos teatros brasileiros de todos
j) Não me refiro aquilo. os tempos: o Teatro Amazonas.
k) Não vi aquilo. ____ natureza, por si, já é a gran-
l) Esta é a lei a qual fiz alusão. de beleza da região, mas não se
m) Esta é a lei a qual desconhecia. pode negar que esse teatro tam-
n) Esta é a mulher a quem fiz referência. bém seja uma das belas riquezas
o) Esta é a mulher a qual fiz referência. de toda ____ Amazônia. ____,
p) Ela se dedica a empresa e obedece quase me esqueci: já passaram
pelo seu palco nomes que vão de
as leis. Margot Fonteyn (bailariana clás-
q) Não compareceu as reuniões que sica inglesa) ____ Roger Waters
(músico fundador da banda de
eram úteis as pesquisas. rock inglesa Pink Floyd).
r) O juiz, indiferente as súplicas, con-
(Retirado de http://educacao.uol.com.br/
denou o réu a forca. portugues/ha-a-a_com-crase-ah.jhtm)
s) Nas próximas férias, iremos a Bélgi-

ca, a Suécia e a Portugal.

85

Questões discursivas deiro deleite para o espírito, uma
sensação de paz, harmonia.
1. (FGV) “Certa vez confessei esse de-
sejo à atriz Célia Helena...” (Osório, T. Meu querido professor.
“Jornal Vale Paraibano”, 15/10/1999.)
Justifique o uso do sinal de crase em
à, nesse trecho. a) Qual a interpretação que pode ser
______________________________ dada à ausência da crase no trecho
______________________________ “a própria sensibilidade artística”?
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________ ______________________________
______________________________
(FGV) Entre as formas A, AS, À, ÀS, ______________________________
HÁ, HÃO, FAZ, FAZEM, escolha as ______________________________
que completam corretamente a fra-
se abaixo. b) Qual seria a interpretação caso hou-
vesse a crase?
________ seis meses fomos ______________________________
________ Bahia. Chegamos ______________________________
________ cidade de Salvador sá- ______________________________
bado, ________ dezesseis horas. ______________________________
Domingo, dirigimo-nos ________ ______________________________
Itabuna, que fica ________ 454 qui- ______________________________
lômetros da capital. Nestas férias, ______________________________
pretendemos ir ________ Curitiba,
________ Florianópolis e ________ 4. (FGV) Comente o emprego do sinal
capital do Rio Grande do Sul. indicativo de crase no trecho - Ex-
posição: de 03 de agosto à 02 de
3. (ITA) Leia o texto seguinte: setembro das 10 às 19 h.
Antes de começar a aula-matéria e ______________________________
______________________________
exercícios no quadro, como muita ______________________________
gente entende -, o mestre sempre ______________________________
declamava um poema e fazia vibrar ______________________________
sua alma de tanta empolgação e os ______________________________
alunos ficavam admirados. Com a ______________________________
sutileza de um sábio foi nos ensi- ______________________________
nando a linguagem poética mescla-
da ao ritmo, à melodia e a própria
sensibilidade artística. Um verda-

86

GABARITO DOS EXERCÍCIOS 2. Preencha os espaços com a, à, há
ou ah.
1. Utilize a crase quando necess­ ário.
• A cidade de Manaus está à mar-
a) Ele fez referência à tarefa feita por nós. gem esquerda do rio Negro, a
b) Traçou uma reta oblíqua à do centro. apenas 18 km da confluência
c) Não conheço as que saíram. desse rio com o rio Amazonas.
d) Ela se referia às que saíram. Há nessa cidade pelo menos uma
e) Apresentou-lhe a esposa. joia que não vem direto da natu-
f ) Apresentou-o à esposa. reza; foi construída pelo homem.
g) Era uma camisa semelhante à que o Há 125 anos foi lançada, ali na
cidade de Manaus, a pedra fun-
diretor usava. damental de um dos mais lindos
h) Ele desconhecia aquele regulamento. teatros brasileiros de todos os
i) Ele não obedecia àquele regula- tempos: o Teatro Amazonas. A
natureza, por si, já é a grande be-
mento. leza da região, mas não se pode
j) Não me refiro àquilo. negar que esse teatro também
k) Não vi aquilo. seja uma das belas riquezas de
l) Esta é a lei à qual fiz alusão. toda a Amazônia. Ah, quase me
m) Esta é a lei a qual desconhecia. esqueci: já passaram pelo seu
n) Esta é a mulher a quem fiz referência. palco nomes que vão de Mar-
o) Esta é a mulher à qual fiz referência. got Fonteyn (bailariana clássica
p) Ela se dedica à empresa e obedece inglesa) a Roger Waters (músico
fundador da banda de rock ingle-
às leis. sa Pink Floyd).
q) Não compareceu às reuniões que
GABARITO DAS QUESTÕES
eram úteis às pesquisas. DISCURSIVAS
r) O juiz, indiferente às súplicas, con-
1. O acento grave justifica-se, pois o
denou o réu à forca. verbo CONFESSAR exige a preposi-
s) Nas próximas férias, iremos à Bélgi- ção “a”; e o artigo “a”, que acompa-
nha o substantivo ATRIZ.
ca, à Suécia e a Portugal.
t) Viajaremos a Londres e à Roma do 2. Há seis meses fomos à Bahia. Chega-
mos à cidade de Salvador sábado, às
Coliseu. dezesseis horas.
u) Já fomos à Paraíba, a Pernambuco e

a Goiás.
v) Também fomos a Santa Cata­rina e à

progressista Florianópolis.
w) Às vezes, o pessoal sai às escondidas.
x) A reunião vai das cinco às seis horas.
y) A reunião vai durar de cinco a seis

horas.

87

Domingo, dirigimo-nos a Itabuna, que suposta a palavra “dia”, que é mascu-
fica a 454 quilômetros da capital. lina e, portanto, não será precedida
Nestas férias, pretendemos ir a Curi- do artigo “a”. Não ocorre, pois, crase
tiba, a Florianópolis e à capital do e por consequência não se emprega
Rio Grande do Sul. o sinal indicativo de sua ocorrência.
Já na segunda parte do enunciado,
3. na expressão de horas (das 10 às
a) Com a ausência da crase faz com 19h), a palavra “horas” é feminina, e
o artigo que a precede está presen-
que o termo “a própria sensibilidade te antes da primeira indicação (das
artística”funcione como objeto dire- = de+as) e também antes da segun-
to do verbo “ensinar”. da indicação (às = a+as). O emprego
do sinal indicativo de crase é inade-
b) Com a crase no termo “a própria quado na primeira ocorrência, na
sensibilidade artística”, faz com que indicação do dia, e é adequado na
funcione como complemento nomi- segunda, na indicação de horas.
nal do adjetivo “mesclada”.

4. Em: “de 03 de agosto à 02 de setem-
bro”, indicativa de datas, está pres-

88

CAPÍTULO 8

ORTOGRAFIA

Ortografia, palavra derivada do grego ortho (correto) + grafia (escrita), diz respeito
à escrita correta das palavras de uma língua, de acordo com suas regras da gramática
normativa.

Noções básicas

EMPREGO DO S

- Em palavras derivadas de uma primiti- ânsia → ansiosa

va com a grafia s. análise → analisado

- Nos sufixos -ês, -esa, -isa e -essa para irlandês → irlandesa
indicar nacionalidade, profissão, estado marquês → marquesa
social, títulos de honra. poeta → poetisa
arquiduque → arquiduquesa
conde → condessa

- Nos sufixos formadores de adjetivos arenoso – arenosa
-oso e -osa com o sentido de cheio de. feioso – feiosa

- Após ditongos. dois, Deus, coisa, mais, pois

- Na formação dos verbos pôr, querer, pôs, pusemos, quis, quisesse, usas,

usar e derivados. usaria, recompuseram, interpôs

- Na formação de diminutivos com coisa → coisinha

s na última sílaba da palavra. vaso → vasinho

- Em palavras terminadas em -ase, frase, antítese, crise, apoteose
-ese, -ise e –ose.

89

EMPREGO DO Z

- Em palavras derivadas de uma primitiva cruz → cruzeiro, cruzada

com a grafia z. paz → apaziguar

- Nos sufixos -ez e -eza para formar subs- belo → a beleza

tantivos abstratos derivados de adjetivos.    estúpido → a estupidez

Observação: os substantivos formados nu → a nudez

são sempre femininos. frio → a frieza

- Na formação de verbos com o sufixo

-izar.

Observação: emprega-se o sufixo –ar

em verbos derivados de palavras com s deslize → deslizar
na grafia. Exemplo: ânsia → ansiar; liso concreto → concretizar
→ alisar eterno → eternizar
Exceções: catequese → catequizar

batismo → batizar

cristianismo → cristianizar

traumatismo → traumatizar

- Na formação de diminutivos sem s na pai → paizinho

última sílaba. tatu → tatuzinho

EMPREGO DO X

- Depois de sílaba começa por en.
Exceções: encher, encharcar, enchuma- enxada, enxaqueca
çar e seus derivados.

- Depois da sílaba me no início de uma

palavra. mexer, mexilhão, mexido

Exceções: mecha e derivados.

- Palavras de origem indígena e africana. xavante, xangô

- Após ditongo. baixo, caixa, peixe, trouxa

EMPREGO DO G

- Substantivos terminados em gem. viagem, ferrugem, fuligem, friagem
Exceções: pajem e lambujem.

- Em palavras terminadas em gio. estágio, prodígio, relógio, refúgio

- Em verbos terminados em ger e gir. ranger, surgir, tanger, mugir

90

EMPREGO DO J

- Em palavras terminadas com aje. laje, ultraje, traje

- Nas formar verbais de verbos que têm viajei, despejaram, beijou
infinitivo terminado em jar.

- Em palavras derivadas de primitivas laranjinha, cajueiro, beijoca
grafadas com j.

- Em palavras de origem africana, árabe pajé, canjerê, jirau, canjica
e indígena.

EMPREGO DO E e I

- Usa-se a letra e em formas verbais ter- coar → coe

minadas em oar e uar. continuar → continue

- Usa-se a letra i em formas verbais termi- atrair → atrai
nadas em air, oer e uir. moer → mói
usufruir → usufrui

EMPREGO DE S, C, Ç, SC, SS

- Verbos grafados com ced geram subs- conceder → concessão
retroceder → retrocesso
tantivos e adjetivos grafados com cess.
Exceção: exceder - exceção. 

- Verbos grafados com nd geram substan- suspender → suspensão
tivos e adjetivos grafados com ns. expandir → expansão
estender → extensão

- Verbos terminados em ter geram subs- deter → detenção

tantivos grafados com tenção. conter → contenção

EMPREGO DO H

- Em dígrafos ch, nh, lh. gostinho, chuva, palha

- Em palavras determinadas pela etimo- homem, honesto, hoje
logia ou tradição escrita.

- Em fim de interjeições. Ah! Oh! Ih!

- Em palavras compostas cujo segundo super-homem, pré-história,
elemento etimológico se liga ao primei- semi-herbáceo
ro por hífen.

91

Exercícios l) frou __ o
m) lagarti __ a
1. Complete com G ou J. n) mo __ ila
a) alfor __ e o) mu __ o __ o
b) bei __ o p) salsi __ a
c) be __ e q) sanduí __ e
d) fo __ e r) __ ampu
e) __ esso s) __ ucro
f ) __ irafa t) __ ina
g) ho __ e
h) ima __ em 3. Complete com S ou Z.
i) __ eito a) alu __ ão
j) __ iboia b) a __ ular
k) la __ e c) barone __ a
l) lití __ io d) cafe __ al
m) ma __ estade e) cateque __ e
n) man __ erona f ) concreti __ ar
o) penu __ em g) difu __ ão
p) refú __ io h) finali __ ar
q) reló __ io i) freguê __
r) sortilé __ io j) fregue __ a
s) sufrá __ io k) fregue __ ia
t) ti __ ela l) lapi __ inho
u) ultra __ e m) macie __
v) verti __ em n) metamorfo __ e
w) su __ o o) poeti __ a
x) se __ a p) pô __
q) prince __ a
2. Complete com X ou CH. r) pu __
a) abaca __ i s) qui __
b) __ assi t) qui __ era
c) __ ave u) qui __ este
d) __ eio v) rique __ a
e) __ ope w) Ro __ inha
f ) __ umbo
g) en __ ente 4. Complete com S, SS, C, Ç, SC ou XC.
h) en __ oval a) absten __ ão
i) en __ urrada b) a __ úcar
j) espada __ im c) a __ ucena
k) fei __ e d) agu __ ar

92

e) a __ ender ______________________________
f ) aten __ ão ______________________________
g) barca __ a ______________________________
h) cacha __ a
i) ca __ ique 3. (UFRN) O aviso reproduzido abaixo
j) ca __ ula – e afixado no mural de uma escola
k) __ etim – provocou discussão durante a aula
l) __ ipó de Língua Portuguesa.
m) cre __ er
n) di __ ernir ATENÇÃO!
o) eferve __ ente Reforma-se, com qualidade reco-
p) e __ ceder
q) exce __ o nhecida no mercado, bancos esco-
r) e __ eto lares, sem excessão de modelo ou
s) e __ itar material.
t) Ju __ ara Se você precisar do nosso serviço,
u) reden __ ão entre em contato conosco, que te
v) rica __ o atenderemos com presteza.
w) a __ eno Garantimos que nossos materiais de
x) pirra __ a acabamento não retém sujeira.

Questões discursivas Bancos e Bancas
Rua do Conserto, s/n
1. (IME) (Adap.) Nas frases a seguir há Bairro: Verniz Incolor
erros ou impropriedades. Reescre- São José Marceneiro – RN
va-as, corrigindo-as. Fone: *·*··*

a) “Se você requeresse e o seu amigo Apesar de terem considerado o avi-
intervisse, talvez você reavesse es- so eficaz no que se refere a sua fun-
ses bens.” ção comunicativa, os alunos identi-
ficaram, no texto, alguns problemas
b) “A algum tempo, São Paulo era quasi em relação ao uso da norma culta
uma provincia.” da língua escrita.
______________________________
______________________________ Sendo assim, solucione esses pro-
blemas reescrevendo o texto e alte-
2. (UFPE) Observe os inconvenientes rando APENAS o necessário.
linguísticos e reescreva a frase de ______________________________
forma que atenda à norma culta. ______________________________
______________________________
Convidamos aos professores para ______________________________
que dê início as discursões dos as- ______________________________
suntos em palta.
93

GABARITO DOS EXERCÍCIOS 4.
a) abstenção
1. m) majestade b) açúcar m) crescer
a) alforje n) manjerona c) açucena n) discernir
b) beijo o) penugem d) aguçar o) efervescente
c) bege p) refúgio e) ascender p) exceder
d) foge q) relógio f ) atenção q) excesso
e) gesso r) sortilégio g) barcaça r) exceto
f ) girafa s) sufrágio h) cachaça s) excitar
g) hoje t) tigela i) cacique t) Jussara
h) imagem u) ultraje j) caçula u) redenção
i) jeito v) vertigem k) cetim v) ricaço
j) jiboia w) sujo l) cipó w) aceno
k) laje x) seja x) pirraça
l) litígio
GABARITO DAS QUESTÕES DIS-
2. k) feixe CURSIVAS
a) abacaxi l) frouxo 1.
b) chassi m) lagartixa a) Se você requeresse e o seu ami-
c) chave n) mochila
d) cheio o) muxoxo go INTERVIESSE, talvez você REOU-
e) chope p) salsicha VESSE esses bens.
f ) chumbo q) sanduíche b) HÁ algum tempo, São Paulo era
g) enchente r) xampu QUASE uma PROVÍNCIA.
h) enxoval s) xucro
i) enxurrada t) China 2. Convidamos os professores para que
j) espadachim deem início às discussões dos as-
suntos em pauta.
3. m) maciez
a) alusão n) metamorfose 3. Reformam-se, com qualidade
b) azular o) poetisa reconhecida no mercado, bancos es-
c) baronesa p) pôs colares, sem exceção de modelo ou
d) cafezal q) princesa de material. Se você precisar de nos-
e) catequese r) pus so serviço, entre em contato conos-
f ) concretizar s) quis co, que o atenderemos com presteza.
g) difusão t) quisera Garantimos que nossos materiais de
h) finalizar u) quiseste acabamento não retêm sujeira.
i) freguês v) riqueza
j) freguesa w) Rosinha
k) freguesia
l) lapisinho
94

CAPÍTULO 9

EMPREGO DO HÍFEN

O hífen não é facil de ser utilizado na mais dúvidas, uma vez que este foi um dos
Língua Portuguesa e costuma causar in- itens contemplados nas modificações. En-
certezas para quem precisa escrever, de- tretanto, é preciso familiarizar-se com as
vido à grande quantidade de regras que o regras para utilizá-lo corretamente.
rege. Com a recente Reforma Ortográf­ ica,
o uso desse sinal gráfico pode gerar ainda Segue abaixo um resumo de sua uti-
lização (ou não) correta.

EMPREGA-SE O HÍFEN

1. Para separar as sílabas das palavras. gi-ra-fa
sus-ten-to
con-co-mi-tan-te-men-te

entregá-lo
2. Para ligar verbos a pronomes enclíticos e me- vê-la
soclíticos. Também se usa para ligar esses prono- dar-lhe-ei
ei-lo
mes à palavra eis e aos pronomes nos e vos. no-lo

primeiro-ministro
decreto-lei
amor-perfeito
guarda-noturno
guarda-chuva
arco-íris
3. Em palavras compostas sem elementos de li- segunda-feira
gação e que não perderam a noção de composição. para-choque
para-brisa
para-lama
Mas, cuidado com as palavras:
mandachuva
paraquedas
pontapé

4. Em palavras compostas derivadas de no- belo-horizontino
mes próprios de lugares. sul-africano
porto-alegrense

95

erva-doce

5. Em palavras compostas que designam espécies ervilha-brava
botânicas e zoológicas (nomes de plantas, flores, pimenta-do-reino
batata-inglesa
frutos, raízes, sementes). bem-te-vi

mico-leão-dourado

6. Para ligar palavras que ocasionalmente se combi- eixo Rio-São Paulo
nam e formam encadeamentos vocabulares. ligação Angola-
-Moçambique

anti-inflamatório

7. Em palavras compostas em que o prefixo ter- arqui-inimigo
mina com a mesma vogal inicial do segundo auto-observar
elemento. contra-ataque
micro-ondas

semi-interno

8. Em palavras compostas para ligar todos os prefi- anti-higiênico
xos com palavras começadas pela letra h. super-homem
Observação: ver os itens 5 e 6 do próximo quadro super-hidratação

para complementação desta norma.

9. Em palavras com os prefixos pós-, pré- e pró- pós-doutorado

(monossílabos tônicos, portanto, graficamente pré-nupcial

acentuados). pró-americano

10. Em palavras com os prefixos hiper-, inter- e hiper-racional
super-, quando ligados a um segundo elemento inter-regional
iniciado pela letra r. super-real
super-resistente

11. Em palavras com o prefixo ex-, dando ideia de ex-aluno
condição anterior. ex-mulher
ex-patrão

soto-mestre

12. Em palavras com os prefixos sota-, soto- e vice, sota-ministro

dando ideia de substituição. soto-piloto

vice-presidente

13. Em palavras com o prefixo sub-, quando ligado
a um segundo elemento iniciado pelas letras b ou r. sub-bibliotecário

Lembrando: quando o segundo elemento começa sub-repartição

com h, perde esta letra e se une ao prefixo, sem hí- sub-rogaçao

fen: subumano

96

14. Em palavras com o prefixo sob-, quando ligado sob-roda
a um segundo elemento iniciado pela letra r.

15. Em palavras com os prefixos circum- e pan-, circum-navegação
pan-americano
quando ligados a um segundo elemento iniciado
por m, n ou vogal.

16. Com os prefixos além, aquém, recém, sem. além-mar
aquém-fronteira
recém-nascido
sem-terra

17. Em palavras com os prefixos ab, ob e ad, quan- ab-rogar
do ligados a uma palavra iniciada por b, d ou r. ob-reptício
ad-rogar

18. Em palavras com o prefixo bem-, quando ligado bem-aventurado
a um segundo elemento que possui existência au- bem-educado
tônoma na língua. bem-humorado
Observação: em alguns casos o bem pode aparecer bem-vindo
aglutinado ao segundo elemento. Exemplo: benfei- bem-casado
tor, benquer, benfazejo.

mal-estar
19. Em palavras com o prefixo mal- quando ligados mal-humorado
a um segundo elemento iniciado por vogal, l ou h. mal-amado

mal-lavado

20. Em palavras formadas pelos sufixos -açu, capim-açu

-guaçu e -mirim, se o primeiro elemento terminar em sabiá-guaçu

vogal acentuada ou se for exigido pela pronúncia. cajá-mirim

Em sua sala de aula, contam-

21. Utiliza-se o hífen para clareza gráfica, se no fi- -se trinta alunos.

nal da linha a partição de uma palavra ou combina- A palavra polissílaba tem qua-

ção de palavras coincidir com o hífen. tro ou mais sílabas.

Viajou para Mogi-Mirim.

97

O HÍFEN NÃO É EMPREGADO

1. Em palavras compostas que já perderam a noção girassol
de composição. mandachuva
pontapé

2. Em palavras compostas que apresentam elemento dia a dia
de ligação. fim de semana
Exceções: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de- ponto e vírgula
-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à cara de pau
queima-roupa. Também: faz de conta
deus nos acuda
bicho de sete cabeças

3. Em palavras compostas quando o prefixo terminar autoajuda
em letra diferente da com que se inicia o segundo ele- antiaéreo
mento da composição. intermunicipal
Observação: se o prefixo terminar por vogal e a outra superinteressante
palavra começar por r ou s, dobram-se essas letras. aerodinâmica
Exemplo: minissaia, antirreligioso, ultrassom, semirreta. semicircular
coautor
extraescolar

4. Em palavras cujo prefixo termina por vogal, e o se- anteprojeto
gundo elemento não for iniciado por r ou s. supermercado
microcomputador
autopeça

5. Em palavras com os prefixos co-, re- pre- e pro-, coadjuvante
ainda que o segundo elemento da composição seja coocupante
iniciado por h (elimina-se essa letra). coabitação
coerdeiro
reabilitar
reescrever
preexistência
proação

6. Em palavras com os prefixos des- e in-. Se o segun- desabitado
do elemento for iniciado por h, esta letra desaparece. desnecessário
inexpressivo
infeliz

7. Na formação de palavras com não e quase. não agressão
quase delito

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Hifens abolidos e introduzidos com a Reforma Ortográfica de 2009

HÍFEN – REVISÃO COMPARATIVA

Nova regra Como era Como fica

auto-retrato autorretrato
antissocial
anti-social arquirromântico
arquirrivalidade
- Não se utiliza mais hífen com arqui-romântico contrassenso
prefixos terminados em vogais arqui-rivalidade extrasseco
seguidos de palavras iniciadas contra-senso infrassom
por r ou s; sendo assim, estas le- extra-seco ultrassonografia
infra-som semirreal
tras devem ser dobradas. ultra-sonografia suprarrenal

semi-real

supra-renal

Observação: em prefixos terminados por r, permanece o hífen se a palavra seguinte
for iniciada pela mesma letra: hiper-realista, hiper-requintado, inter-regional, inter-
-relação, super-racional, super-resistente.

Nova regra Como era Como fica

auto-ajuda, autoajuda
contraindicação
contra-indicação extraoficial
infraestrutura
- Não se utiliza mais hífen em pa- extra-oficial neoimperialista
semiárido
lavraster-minadasemvogalse- infra-estrutura supraocular
ultraelevado
guidas de palavras ini- neo-imperialista

ciadas por outra vogal. semi-árido

supra-ocular

ultra-elevado

Observação: esta regra não se aplica quando a palavra seguinte iniciar por h: anti-
-herói, anti-higiênico, extra-humano.

Nova regra Como era Como fica

- Utiliza-se hífen em palavras for- antiinflamatório anti-inflamatório
madas por um prefixo termina- arquiinimigo arqui-inimigo
do em vogal seguido de pala- microônibus micro-ônibus
vra iniciada pela mesma vogal. microondas micro-ondas

Exceção: prefixo co. Não se utiliza hífen nem mesmo se a outra palavra da compo-
sição se inicia por o ou h. Exemplo: coordenação, cooperar.

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