Código| IMP.EM.18_02 Página 51 de 85 Gráfico 30 – Distribuição da classificação do grau médio da autoavaliação dos discentes dos diversos cursos perante as unidades curriculares. Considerando os parâmetros globalmente apresentados acima, mas agora numa análise da informação recolhida por cada curso, pode constatar-se que nos CTeSP os estudantes estão bastante satisfeitos com o curso (gráficos 31 e 32), sobretudo os de Gerontologia. Estão também muito satisfeitos com os docentes que neles lecionam (gráficos 33 e 34), já que as taxas de respostas “Bom/Muito Bom” nos correspondentes itens avaliados são sempre superiores a 88,5%.
Código| IMP.EM.18_02 Página 52 de 85 Gráfico 31- Grau médio de satisfação dos estudantes dos CTeSP relativamente às UC do curso. Gráfico 32- Classificação da perspetiva global dos estudantes dos CTeSP relativamente ao funcionamento global do curso.
Código| IMP.EM.18_02 Página 53 de 85 Gráfico 33- Grau médio de satisfação dos estudantes dos CTeSP relativamente aos docentes do curso. Gráfico 34- Classificação dos estudantes dos CTeSP relativamente ao desempenho global dos docentes do curso. Quanto à sua autoavaliação, os estudantes dos CTeSP, no que concerne ao seu próprio desempenho perante o curso (gráfico 35) demonstram um grau de satisfação mais baixo do que nos itens restantes, sendo os estudantes do CTeSP MBM muito mais insatisfeitos do que os do CTeSP G, pois a taxa de resposta com “Bom/Muito Bom" é de 60,6% e 42,3%, respetivamente, no 1º e 2º semestres.
Código| IMP.EM.18_02 Página 54 de 85 Gráfico 35- Grau médio de satisfação da autoavaliação dos estudantes dos CTeSP perante o curso. No que concerne à análise das respostas dos estudantes de cada curso do 1º ciclo de estudos e em cada semestre também se pode concluir que estão bastante satisfeitos com o respetivo curso (gráficos 36 e 37), e com os correspondentes docentes (gráficos 38 e 39) já que, mais uma vez, a resposta aos itens avaliados claramente maioritária é “Bom/Muito Bom”. Gráfico 36- Grau médio de satisfação dos estudantes dos cursos de 1º ciclo relativamente às UC do respetivo curso. Gráfico 37- Classificação da perspetiva global dos estudantes dos cursos de 1º ciclo relativamente ao funcionamento do respetivo curso.
Código| IMP.EM.18_02 Página 55 de 85 Gráfico 38- Grau médio de satisfação dos estudantes dos cursos de 1º ciclo relativamente aos docentes do respetivo. Gráfico 39- Classificação dos estudantes dos cursos de 1º ciclo relativamente ao desempenho global dos docentes do respetivo curso. Gráfico 40- Grau médio de satisfação da autoavaliação dos estudantes dos cursos de 1º ciclo perante o respetivo curso. I.11. Programas de unidades curriculares distribuídos em tempo útil Em 2020/21, tendo em conta os CTeSP e cursos de 1º CE, foram entregues no secretariado CientíficoPedagógico 201 PUC (incluindo os do 3º ano curricular da LCBL, apesar de não estar a funcionar), cuja distribuição se considera ter ocorrido na sua totalidade (gráfico 41), já que os mesmos foram apresentados aos estudantes na primeira aula e disponibilizados nas respetivas UC na plataforma Moodle.
Código| IMP.EM.18_02 Página 56 de 85 Gráfico 41 – Evolução, de 2017/18 a 2020/21, do grau médio de cumprimento do prazo de distribuição dos PUC pelo Conselho Técnico-Científico. I.12. Percentagem de cópias do enunciado dos testes intercalares/exames com cotação entregues nos serviços académicos Em 2020/21 a realização dos testes intercalares/exames ocorreu via plataforma Moodle, pelo que os respetivos enunciados se encontram arquivados na mesma, bem como a respetiva cotação. I.13. Procura de emprego e empregabilidade O seguimento da taxa de empregabilidade é um parâmetro importante não só em termos de exigências da A3ES, já que a mesma consta nos processos de submissão de novos cursos ou de autoavaliação dos que estão em funcionamento, mas também como fonte de retorno de informação relativamente à aceitação dos nossos diplomados no mercado de trabalho e consequentemente na perceção da adequabilidade do curso às necessidades desse mercado. Por outro lado, o conhecimento da empregabilidade dos diplomados em cursos da ESSEM também é um aspeto que interessa ter em conta nas ações de captação de novos estudantes. No momento de escolher um curso superior são vários os fatores que se ponderam e, com grande probabilidade, na lista de prós e contras dessa escolha, a taxa de empregabilidade será um deles para a maioria dos candidatos. Considerando que não existem dados de órgãos públicos referentes à empregabilidade para os cursos do 1º ciclo, infere-se um parecer sobre a mesma avaliando a taxa de desemprego, sendo esta considerada como valor para o indicador “Percentagem de diplomados à procura de emprego”. Tendo como fonte os dados de desemprego registado reportados pelo IEFP.- Instituto do Emprego e Formação Profissional relativos aos diplomados entre os anos letivos de 2016/17 e 2019/20 e divulgados no portal InfoCursos (http://infocursos.mec.pt), observa-se que a taxa de desemprego dos diplomados na ESSEM, relativa a 2020, varia entre 5,7% para os licenciados em Prótese Dentária (em
Código| IMP.EM.18_02 Página 57 de 85 2019 era 2,9%) e 0% para os licenciados em Enfermagem (em 2019 era 0,4%), enquanto que no que se refere aos licenciados em Fisioterapia a taxa de desemprego é de 2,3% (em 2019 era 1,8%). Comparando esses valores com as taxas de desemprego de licenciados noutras Instituições pode observar-se que a ESSEM, particularmente nas licenciaturas em Enfermagem e Fisioterapia, está muito bem posicionada (gráficos 42 e 43). Relativamente a Prótese Dentária (gráfico 44), a taxa de desemprego é ligeiramente superior à registada para os diplomados nas outras Instituições, mas não está acima das taxa de desemprego nacional (gráfico 45). Gráfico 42 – Taxa de desemprego dos diplomados em Enfermagem em diferentes Instituições de Ensino Superior nacionais. (fonte: http://infocursos.mec.pt)
Código| IMP.EM.18_02 Página 58 de 85 Gráfico 43 – Taxa de desemprego dos diplomados em Fisioterapia em diferentes Instituições de Ensino Superior nacionais. (fonte: http://infocursos.mec.pt) Gráfico 44–Taxa de desemprego dos diplomados em Prótese Dentária em diferentes Instituições de Ensino Superior nacionais. (fonte: http://infocursos.mec.pt)
Código| IMP.EM.18_02 Página 59 de 85 Gráfico 45– Comparação da taxa de desemprego dos diplomados na ESSEM com a taxa de desemprego na área de formação no ensino privado e taxa de desemprego nacional. (fonte: http://infocursos.mec.pt) No entanto, no que diz respeito aos números disponíveis no portal Infocursos, há ressalvas a fazer, pois os mesmos contemplam apenas a percentagem de recém-diplomados registados como desempregados no IEFP, o que significa que os que estão a trabalhar podem não estar a fazê-lo na respetiva área em que se formaram. Nesse sentido, através do OipDEM - Observatório da Inserção Profissional dos Diplomados da Egas Moniz, criado em 2017 pretende-se produzir informação rigorosa, atualizada, longitudinal e comparativa, sobre a inserção profissional dos Diplomados da Egas Moniz. Esta informação constitui uma ferramenta essencial no incremento da qualidade institucional, de que se destaca o acompanhamento de trajetórias de empregabilidade nos diferentes cursos e consequente apoio na definição de estratégias de otimização contínua da formação Egas Moniz. A recolha de dados é realizada através da aplicação de um inquérito por questionário aos diplomados, o qual integra um conjunto de módulos comuns, e de outros específicos, para cada Curso. A aplicação dos questionários é efetuada a cada três anos, existindo já resultados relativos à empregabilidade dos licenciados na ESSEM referentes a 2017-2019. Resumidamente, refere-se que a situação profissional e académica dos diplomados nos cursos de 1º ciclo de estudos da ESSEM é a seguinte: - Enfermagem – Empregabilidade 100%, sendo a obtenção do primeiro emprego conseguida em menos de 6 meses por 100% dos inquiridos; 6,5% com emprego e a prosseguir formação pósgraduada. - Fisioterapia: 87,8% de empregabilidade e 9,1% de desemprego. Estão a prosseguir formação pósgraduada 12,1% dos diplomados; 88,5% obteve o primeiro emprego em menos de 6 meses.
Código| IMP.EM.18_02 Página 60 de 85 - Prótese Dentária: 92,2% de empregabilidade e 0% de desemprego. Estão a prosseguir formação pós-graduada 19,2% dos diplomados (11,5% com emprego e em formação pós-graduada). 89,5% obteve o primeiro emprego em menos de 6 meses. Relativamente aos diplomados da LCBL, segundo informação obtida pela Coordenação do curso, todos estão a trabalhar na área da sua formação. Efetivamente, em resultado da pandemia existiu um aumento da procura destes profissionais, sobretudo com formação específica na área da Biologia Molecular. Os nossos estudantes durante o estágio demonstraram ter bons conhecimentos nesta área, pelo que após a obtenção de diploma rapidamente encontraram emprego, nos próprios locais de estágio ou por recomendação dos mesmos. De destacar que vários laboratórios, referiram que se existissem mais licenciados da ESSEM também os empregariam. No que diz respeito aos diplomados do CTeSP G dois estão a trabalhar na área e os restantes optaram por prosseguir os seus estudos mas sem estarem a trabalhar, apesar de terem tido oportunidade para o fazer já que tiveram ofertas de emprego nos locais onde realizaram os estágios. Quanto aos diplomados do CTeSP MBM não existem diplomados à procura de emprego, estando todos a trabalhar quer na área do curso. I.14. Produção científica do corpo docente e envolvimento de estudantes em atividades de investigação Nos últimos anos a Direção da ESSEM tem vindo a discutir com os Coordenadores de curso a importância da investigação para a melhoria da qualidade dos cursos. Aliás, esta preocupação está alinhada com o plano estratégico da Direção da Egas Moniz que tem como um dos seus pilares a investigação, numa clara resposta dinâmica à competição global. Perante o desafio feito aos Coordenadores, estes também o colocaram aos docentes dos respetivos cursos, pelo que no último ano continuou a observar-se um progresso na produção científica dos mesmos. Assim, globalmente que tem existido uma melhoria da investigação desenvolvida pelos docentes e o envolvimento dos estudantes na mesma, pelo que os cursos apresentam atualmente uma evolução bastante positiva neste domínio. Assim, quer docentes quer estudantes têm vindo a apresentar trabalhos científicos em vários congressos nacionais e internacionais, nomeadamente no Congresso Internacional do CiiEM e nas I Jornadas Universitárias e Politécnicas Egas Moniz (JEM), os quais, no presente ano, ocorreram à distância devido aos condicionalismos da pandemia. É de referir que o envolvimento de docentes e estudantes quer nas JEM quer no Congresso Internacional do CiiEM acontece na apresentação de trabalhos, mas também na sua participação nas comissões organizadora e científica, pelo que o cenário da pandemia conduziu a que os estudantes ganhassem competências no âmbito de toda a logística da organização de eventos científicos à
Código| IMP.EM.18_02 Página 61 de 85 distância. Assim, as jornadas e o congresso, possibilitam que os nossos estudantes adquiram, entre outras, competências organizativas e comunicacionais, bem como capacidade de integração em equipa em contextos reais e cuja simulação não é possível em sala de aula. Todos os trabalhos apresentados nas JEM e no congresso do CiiEM foram publicados nos e-books respetivos. Para além disso, menciona-se que muitos dos trabalhos apresentados no congresso são publicados na revista Annals of Medicine, o que permite dar visibilidade à comunidade da Egas Moniz e difundir o conhecimento produzido. Acrescenta-se ainda que alguns docentes estão inseridos em equipas de investigação de projetos submetidos à FCT e já com financiamento. Apesar da melhoria claramente observada na área da investigação, e em sintonia com os objetivos estratégicos da Egas Moniz, continua a ser fundamental que ocorra, ainda, um maior empenho dos docentes em atividades de investigação fundamental ou aplicada, e um maior envolvimento dos estudantes na realização de trabalhos experimentais ou teóricos para neles potenciar uma atitude crítica e de permanente inovação científica. Assim, pretende-se que docentes e alunos contribuam para a produção de novos conhecimentos e avanço do estado da arte nos domínios dos respetivos cursos. Neste domínio há que destacar o empenho da Direção da Egas Moniz que continuou a promover diversas ações para facilitar o avanço institucional na investigação, nomeadamente lançando nova edição do concurso “Egas Moniz / CiiEM investiga” (no qual participaram diversos docentes da ESSEM) e ainda nova edição do concurso “StartUP Egas Moniz”. Este último visa promover o desenvolvimento de projetos empresariais por parte de alunos, alumni e investigadores/docentes da Egas Moniz. I.15. Estudantes em interação com a comunidade A ESSEM, mais uma vez em alinhamento com o plano estratégico da Direção da Egas Moniz, estimula a prática da cidadania como um processo participado, individual e coletivo, por forma a acompanhar as dinâmicas de intervenção e transformação social. Assim, a Escola no seu processo de ensinoaprendizagem promove a educação para a cidadania visando contribuir para a formação de pessoas responsáveis, solidárias e conscientes dos seus direitos e deveres. Pelo facto de os cursos serem da área da saúde, é particularmente relevante que os estudantes saibam demonstrar respeito pela multiculturalidade das sociedades atuais e sobretudo respeito pelos outros enquanto indivíduos, quer na comunicação com os mesmos quer nos cuidados que lhes prestam. No presente ano letivo dado ainda a existência do contexto de pandemia, em algumas atividades habituais em anos anteriores existiu uma redução do envolvimento dos estudantes na interação com comunidade. Contudo, apesar disso, os estudantes participaram em várias ações desenvolvidas em estreita ligação com a comunidade, em particular com a da região de Almada, algumas das quais refletindo preocupações transversais à sociedade. A título de exemplo, enumera-se algumas delas:
Código| IMP.EM.18_02 Página 62 de 85 - Palestras sobre o fortalecimento do Sistema Imunitário; - Curso de Suporte Básico de Vida com Desfibrilhação Automática Externa; - Desenvolvimento de projetos de aprendizagem em serviço, nomeadamente no âmbito da recolha de exsudados para testagem COVID-19. - Ações de voluntariado, nomeadamente na angariação de fundos e recolha de bens, alimentares e outros, para os mais carenciados. - Dicas de Estudo em casa; - Ações de caracter cultural realizadas pelo Cora Académico Egas Moniz e pelas Tunas masculina e feminina, como por exemplo, apontamentos musicais à distância- coro virtual; webinar - Música e as mulheres do séc. XXI; atuações de rua; - Candidatura GRACE: A Agenda 2039 - Build Back Better - Banking Heart. Por outro lado, nos programas de várias UC estão contemplados temas que promovem, por exemplo, a educação ambiental/desenvolvimento sustentável - com o objetivo de os estudantes serem profissionais socialmente responsáveis - ou outros que permitem educar para o empreendedorismo, visando a aquisição de conhecimentos e competências que incentivem o desenvolvimento de ideias e de projetos por forma a que os estudantes adquiram capacidade de resposta a desafios que a sociedade lhes possa colocar na área da sua intervenção. I.16. Internacionalização e mobilidade de discentes e docentes A Egas Moniz tem apostado na internacionalização, no sentido de captar novos estudantes e fazer face ao défice demográfico que se esperava ser desfavorável ao Ensino Superior. Em simultâneo, a internacionalização permite dar visibilidade e obter um maior reconhecimento além-fronteiras. Em resultado dessa aposta o número de estudantes estrangeiros (gráfico 46) tem vindo a aumentar.
Código| IMP.EM.18_02 Página 63 de 85 Gráfico 46 – Número de estudantes estrangeiros - Evolução de 2012/13 a 2020/21. A existência de maior número de estudantes estrangeiros contribui para a maior ocupação das vagas disponíveis nos diversos cursos e, por outro lado, conduz a diversidade cultural, linguística e religiosa no campus da Egas Moniz. Esta diversidade tem como consequência uma série de desafios para a comunidade académica, nomeadamente na adaptação do processo ensino-aprendizagem, na socialização e no desenvolvimento de competências multiculturais. Neste sentido continuaram a ocorrer medidas para promover a integração dos estudantes estrangeiros e o seu sucesso na aprendizagem, referindo-se, por exemplo, as aulas do 1º ano curricular de Fisioterapia lecionadas em francês. No presente ano letivo, mais um vez devido à pandemia, não ocorreu a receção a estes estudantes e pais, contrariamente ao ano 2018/19 em que esse encontro permitiu, por um lado, darlhes a conhecer o campus da Egas Moniz e Coordenadores de curso, e por outro lado, receberem informação sobre os cursos e participarem em atividades lúdico-culturais. Por todas estas razões, torna-se necessário monitorizar as ações relacionadas com a internacionalização, nomeadamente na esfera da cooperação académica e mobilidade de estudantes e docentes. Assim, no que diz respeito à mobilidade dos discentes, neste ano letivo não existiram estudantes em mobilidade. Consequentemente, a meta deste indicador não foi alcançada. No sentido de se dinamizar a mobilidade não só de discentes, mas também de docentes, no ano letivo de 2016/17, foram nomeados docentes para cooperarem com a Coordenadora Institucional Erasmus. Assim, presentemente continua a existir um Coordenador de Mobilidade, da área específica de cada curso, que funciona como agente facilitador do processo de mobilidade, nomeadamente na adaptação de planos de estudo e agilização da correspondência entre UC das instituições de ensino envolvidas, bem como na receção dos alunos incoming. Apesar de, contrariamente às expetativas antes da
Código| IMP.EM.18_02 Página 64 de 85 pandemia, não ter ocorrido um aumento de estudantes em mobilidade no ano letivo alvo desta análise (gráfico 47), espera-se a obtenção de melhores resultados em 2021/22 se os receios da Covid-19 deixarem de existir, uma vez que o envolvimento dos Coordenadores de Mobilidade possibilitou que este programa fosse divulgado aos estudantes de forma mais próxima. Gráfico 47 – Número de estudantes em mobilidade - Evolução de 2009/10 a 2020/21. Quanto à mobilidade dos docentes, esta não ocorria através do programa Erasmus desde 2014/15, pelo que no presente ano letivo ocorreu uma melhoria já que existiram dois docentes em mobilidade incoming. No entanto esta melhoria ainda não é a desejável e, por essa razão, os Coordenadores de curso têm vindo a sensibilizar os docentes, dos respetivos cursos, para que adiram ao programa, tendo alguns manifestado interesse de fazê-lo no próximo ano letivo. Por outro lado, refere-se que existiram vários docentes que se deslocaram ao estrangeiro no âmbito de eventos científicos ou participaram online em congressos internacionais. II. RETORNO DA INFORMAÇÃO DAS PARTES INTERESSADAS RELEVANTES Inserir informação resumida relativa: 1. às formas de envolvimento/auscultação das partes interessadas relevantes (ex. alunos, docentes, não docentes, entidades empregadoras, etc.) desenvolvidas no período em análise; 2. os resultados obtidos, tais como gráficos ou outras informações relativas aos inquéritos (opinião, satisfação, etc.), reclamações e sugestões, workshops, reuniões, entre outros. O retorno desta informação é avaliado sobretudo através de Reclamações, reuniões periódicas tidas com os estudantes delegados dos diversos cursos, reuniões periódicas e extraordinárias com os Coordenadores de cursos, reuniões com o Conselho Técnico-Científico e com o Conselho Pedagógico, e pela análise dos inquéritos de satisfação aplicados a discentes e docentes.
Código| IMP.EM.18_02 Página 65 de 85 II.1. Reclamações Em 2020/2021 foi registado uma reclamação, a qual foi anónima e remetida pela IGEC, ao abrigo do artigo 41.º do Código do Procedimento Administrativo. A reclamação foi referente à remarcação de uma aula ao sábado na UC Abordagens Específicas em Fisioterapia (3ºano), cujo suposto estudante considerou inadequado por ser trabalhador estudante. O assunto foi tratado e a reclamação foi considerada não fundamentada, tendo sido dado conhecimento da mesma aos estudantes do referido anos curricular. II.2. Reuniões com Coordenadores de curso e respetivos relatórios anuais A Direção da ESSEM reúne informalmente, com frequência, com os Coordenadores de curso, havendo desta forma uma comunicação contínua no âmbito da gestão do “dia-a-dia” dos cursos. Quanto a reuniões formais existem atas, pelo que se remete para as mesmas o respetivo detalhe. No que diz respeito aos relatórios anuais de Coordenação, o respetivo impresso sofreu uma revisão mas apenas nas “instruções” do campo III.1, já que o mesmo foi objeto de um upgrade no ano transato. Nesse impresso constam diversos campos que foram criados com o objetivo de facilitar a compilação da principal informação referente ao processo ensino-aprendizagem de cada curso, nomeadamente no que se refere à recolha de dados para o preenchimento dos processos de autoavaliação a submeter à A3ES. Por outro lado, pretende-se que o mesmo seja também uma forma de promover um maior envolvimento das diversas partes interessadas e melhoria da comunicação entre as mesmas, essencial, por exemplo, para a recolha de dados provenientes de múltiplas origens (serviços académicos, docentes, Conselho Técnico-Científico e Pedagógico, entre outras) necessários ao seu preenchimento. No entanto, pelo facto de contrariamente ao que se previa o portal da Qualidade ainda não ter estado operacional no presente ano letivo, alguma desta informação ainda foi recolhida um pouco tardiamente, o que por vezes conduziu a incumprimentos nos prazos, trazendo dificuldades a montante para os restantes relatórios de processos. Por essa razão, nos relatórios há indicadores em apuramento. Estas dificuldades serão brevemente ultrapassadas com o Portal da Qualidade, que permitirá de forma célere obter os dados necessários ao apuramento dos indicadores, bem como a sua apresentação sob a forma de gráficos. Em 2020/21 ainda há a destacar que se continuou a aplicar o Relatório da Unidade Curricular (RUC) através do qual os docentes fazem uma reflexão sobre diversos aspetos relacionados com o processo ensino-aprendizagem de cada UC. Este documento é também parte essencial como forma de evidenciar à A3ES o envolvimento dos docentes na análise crítica e construtiva dos cursos, sendo uma ferramenta útil para o autoconhecimento das UC e contributo para a avaliação dos cursos.
Código| IMP.EM.18_02 Página 66 de 85 Por outro lado, o RUC constitui também uma evidente fonte de retorno de informação aos Coordenadores de curso, permitindo demonstrar o envolvimento de todas as partes interessadas na melhoria contínua do processo ensino-aprendizagem e evidenciar uma interligação dos diversos níveis desse processo refletida nos relatórios de UC, de curso e de Processo. II.3. Reuniões com o Conselho Técnico-Científico, Conselho Pedagógico e respetivos relatórios anuais Nas reuniões com os Conselhos, das quais se elaboraram atas, foi feito o balanço do seu desempenho e discutido os aspetos que se consideraram mais relevantes na colaboração entre os vários Órgãos da ESSEM. À presente data os respetivos relatórios não foram recebidos pela Direção da ESSEM. II.4. Reuniões com delegados de curso - 1º Ciclo de Estudos e CTeSP O histórico deste tipo de reuniões, tem vários anos de evolução e diversas adaptações à metodologia utilizada de modo a facilitar a sua realização e eficiência. Atualmente faz-se apenas com os Delegados de Curso registando-se em ata os assuntos tratados, ocorrendo geralmente uma reunião relativa ao funcionamento do 1º semestre e uma respeitante ao 2º semestre apenas quando os estudantes o consideram necessário. Nestas reuniões, a informação colhida era frequentemente generalista, com um ou outro ponto mais específico a ser suscetível de melhoria ou emenda desencadeada por parte da Direção. No ano letivo em referência não existem aspetos relevantes a destacar. Regista-se que globalmente os estudantes estão satisfeitos com o respetivo curso. No presente ano letivo, tal como no anterior, estas reuniões não existiram formalmente, embora os Delegados de Curso tenham sido questionados sobre se teriam necessidade de reunir e todos tenham referido que a comunicação durante o semestre tinha sido muito estreita e portanto não tinham informação que justificasse o agendamento de reunião. Salienta-se que os coordenadores realizam também reuniões periódicas com os estudantes delegados de curso com o intuito de facilitar o processo de comunicação entre partes e obter informações qualitativas relativas ao processo de ensino, nomeadamente pontos fracos e ações de melhoria a implementar ao longo do semestre. II.5. Provedor do estudante
Código| IMP.EM.18_02 Página 67 de 85 Os estudantes podem enviar sugestões ou reclamações para o seu provedor ou com ele marcar reunião para clarificação ou discussão do que considerarem necessário. II.6. Inquéritos aos discentes dos cursos de 1º Ciclo de Estudos e CTeSP Referidos os resultados no ponto I.10 deste relatório. II.7. Inquéritos aos docentes dos cursos de 1º Ciclo de Estudos e CTeSP Referidos os resultados no ponto I.10 deste relatório. II.8. Entidades empregadoras dos diplomados Genericamente quer os responsáveis pelos locais de estágio quer as entidades empregadoras têm feito observações muito positivas sobre a qualidade da oferta formativa da ESSEM, comparada com ofertas equivalentes de outras IES em Portugal. Referem que os estudantes estão bem preparados cientifica e tecnologicamente, aprendem e adaptam-se a novas circunstâncias com rapidez, sabem comunicar e demonstram profissionalismo. Estas referências ocorrem quer de forma espontânea quer por auscultação feita, pela Coordenação, a estes stakeholders, uma vez que os seus inputs são considerados nos temas a lecionar como forma de melhorar o processo de ensino na resposta às necessidades de mercado. Salienta-se que, com muita frequência, nos diversos cursos, os diplomados obtêm o seu primeiro emprego no local onde realizaram estágio. II.9. Alumni Os Alumni, sobretudo recém-licenciados, são também ouvidos, uns de forma informal e outros mais formalmente (como por exemplo, no curso de Enfermagem, onde todos os licenciados foram inquiridos no final do presente ano letivo), com o objetivo de averiguar se consideram que os conhecimentos e competências adquiridos no respetivo curso lhes permite corresponder às exigências da profissão ou se existem áreas em que sentem necessidade de maior preparação.
Código| IMP.EM.18_02 Página 68 de 85 III. RESULTADOS DE AUDITORIAS / INSPEÇÕES / OUTROS Inserir informação resumida relativa às constatações identificadas em contexto de auditoria / inspeções / outros durante o período em análise. A informação detalhada remete-se para o impresso IMP.EM.06_ZZi - Controlo das ações Implementadas pelo Processo, a anexar ao presente relatório. No caso de Observação identificada em contexto de auditoria e que o processo optou por não implementar, justificar. III.1. Auditoria Interna global ao SGQ – abril de 2021 No processo ensino foi levantada uma Não Conformidade (NC) e foram feitas duas observações, as quais foram registadas no processo de ensino no IMP.EM.06_07, a 29/04/2021, encontrando-se a NC subdividida em três registos (nº 24 a 26) e tendo cada observação a descrição das respetivas ações (nº 27 a 28) consideradas necessárias e que se referem resumidamente abaixo: • Registo 24_2020/21 "CTeSP Gerontologia - UC de Cuidados Paliativos em Gerontologia - O Plano da Unidade Curricular (PUC), aprovado em 16/10/2020 tem explicitado um nº total de horas de ensino teórico (2 horas) e teórico-prático (3 horas) que não está de acordo com o previsto no respetivo plano de estudos (75 horas de contacto, das quais 60 horas de aplicação)." Averiguadas as causas verificou-se que a Coordenadora de curso, que também é a regente da UC, não teve em atenção o estipulado no plano de estudos em DR. Assim, todos os PUC de 2020/21 foram verificados. Estavam incorretos: Biologia do Envelhecimento, Sistemas de Proteção Social ao Idoso, Cuidados de Higiene e Conforto ao Idoso, Nutrição Aplicada à Gerontologia, Fundamentos de Gestão e Sistemas de Qualidade em Gerontologia, Avaliação, Intervenção e Reabilitação em Saúde Mental no Idoso e Cuidados Paliativos em Gerontologia. A Coordenadora solicitou aos respetivos Regentes a sua retificação. Esta ação foi fechada a 21/maio/2021. • Registo 25_2020/21 "CTeSP Gerontologia - Unidade Curricular Cuidados Paliativos em Gerontologia - A totalidade dos sumários previstos no 1º S 2020/2021 totaliza 71 horas e não 75 horas (previstas no plano de estudos). Existem 3 sumários indicados como “falta”, o que implica que as horas de contacto totalizaram 68 horas vs 75 horas (previstas no plano de estudos).” Averiguadas as causas, constatou-se que a regente da UC se esqueceu de preencher os sumários. Todas as UC foram observadas, por forma a verificar se existiam sumários em falta referentes ao 1º semestre de 2020/21. Faltavam sumários de três UC (Psicologia do Envelhecimento; Avaliação, Intervenção e Reabilitação em Saúde Mental no Idoso; Cuidados Paliativos em Gerontologia) e faltava um sumário (de 2h) na Sociologia do Envelhecimento. Considerando que as correspondentes aulas tinham sido lecionadas, todos os sumários foram lançados, tendo a ação sido fechada a 20/05/2021. • Registo 26_2020/21
Código| IMP.EM.18_02 Página 69 de 85 “Licenciatura Fisioterapia – Unidade Curricular Anatomia Humana I - No Plano da Unidade Curricular (PUC) a descrição da metodologia de avaliação no ponto “metodologias de ensino, avaliação e inovação pedagógica” não está consistente com o descrito no ponto “avaliação da componente prática”, nomeadamente não faz referência, na descrição, aos trabalhos que valem 10%. - Exame de recurso em 19/02/2021 não foi sumariado.” Apuradas as causas, o Regente alegou que o erro do PUC terá sido resultado de copy/paste. Sendo Presidente do Pedagógico não verificou esse campo por ter sido preenchido por si próprio. Quanto ao sumário, esqueceu-se de o preencher. Assim, o PUC foi retificado e o sumário lançado, sendo a ação fechada a 7/maio/2021. • Registo 27_2020/21 “OBS 5 - A Egas Moniz (IUEM e ESSEM) deverá tomar diligências ao nível da revisão dos Planos das Unidades Curriculares, para que as referências à bibliografia sejam atualizadas. Averiguadas as causas, constatou-se que na instrução Indicadores do Processo Ensino das Unidades Orgânicas da Egas Moniz (I.EM.PE.03) não estava claro o que se considera como sendo as 5 mais recentes publicações, pelo que se definiu que na revisão dessa instrução o campo da designação do indicador "Percentagem de UC com referências bibliográficas recentes" deveria ter a seguinte redação: Percentagem de Unidades Curriculares em funcionamento em cursos / ciclos de estudos onde todas as referências bibliográficas tenham data de publicação inferior a 5 anos ou que se refiram às últimas edições dos manuais/livros (para o ano letivo em análise). Esta ação foi implementada a 06/07 2021 e fechada a 08/02/2022. • Registo 28_2020/21 “OBS 11 - A Egas Moniz deverá calcular o indicador % de docentes presentes nas reuniões de curso de forma acumulada e não a média de cada uma das reuniões (Curso de Fisioterapia). Apuradas as causas, constatou-se que na instrução Indicadores do Processo Ensino das Unidades Orgânicas da Egas Moniz (I.EM.PE.03), na designação do indicador "Percentagem de docentes presentes em todas as reuniões de coordenação de ciclo de estudos" não estava percetível se o mesmo deveria ser apurado para cada reunião ou de forma global. Decidiu-se clarificar a designação do indicador para: Percentagem de docentes presentes em todas as reuniões de curso/ciclo de estudos, sendo esta percentagem calculada de forma acumulada. A ação foi implementada a 6/julho/2021. III.2 - Auditoria Externa de seguimento da certificação do SGQ – maio de 2021 Não foram efetuadas constatações.
Código| IMP.EM.18_02 Página 70 de 85 III.3 - Relatórios da Comissão de Avaliação Externa e/ou Conselho de Administração da A3ES Como consequência do processo de autoavaliação da autoavaliação institucional e do curso de Prótese Dentária, bem como submissão de novos cursos, destacam-se as seguintes ações: • Autoavaliação institucional 29/09/2020 - Enviado relatório de follow-up de autoavaliação institucional da ESSEM relativo às condições da acreditação condicional a um ano. Recebida resposta positiva a 14/10/2020. • Follow-up da licenciatura em Prótese Dentária 29/12/2020 – Enviado relatório de follow-up relativo à condição a cumprir no prazo de 3 anos do processo de Acreditação do Ciclo de Estudos (Proc. Nº ACEF/1516/16087). Recebida resposta positiva a 22/04/2021. • Propostas de novos cursos 8/10/2020 – Não acreditação prévia do mestrado, submetido em outubro de 2019, em Enfermagem – duas áreas de especialização, nomeadamente Enfermagem de Reabilitação e Enfermagem MédicoCirúrgica – à Pessoa em Situação Crítica. 15/10/2020 – Submetidos novos cursos: Licenciatura em Enfermagem Veterinária; Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica; Mestrado em Enfermagem de Reabilitação. 5/03/2021 – Submetidos processos para a autoavaliação de Fisioterapia (ACEF/2021/0416082) e de Ciências Biomédicas Laboratoriais (ACEF/2021/1500019). 01/09/2021 – Decisão do Conselho de Administração da A3ES de acreditar a licenciatura em Enfermagem Veterinária por seis anos. 02/09/2021 – Não acreditação do Mestrado em Enfermagem de Reabilitação. Apresentado recurso a 13/09/2021. Recebida a 24/09/2021 a decisão final da A3ES não acreditar o curso. 20/09/2021 – Não acreditação do Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica. 14/10/2021 – Submetidos três cursos de 2º ciclo de estudos: Mestrado em Enfermagem MédicoCirúrgica na área de Enfermagem à Pessoa em Situação Crítica, Mestrado em Enfermagem de Reabilitação e Mestrado em Fisioterapia.
Código| IMP.EM.18_02 Página 71 de 85 28/12/2021 – Submetido à A3ES os processos de autoavaliação das licenciaturas em Enfermagem e em Prótese Dentária. 07 e 08/03/2022 – Visita da A3ES ao curso de Ciências Biomédicas Laboratoriais. Aguarda-se feedback. 14/04/2022 – Recebida decisão da Comissão de Avaliação Externa (CAE) da A3ES de acreditar por seis anos o Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica. 18/04/2022 – Recebida decisão da CAE da A3ES de acreditar por seis anos o Mestrado em Enfermagem de Reabilitação. III.5 – Auditoria aos Serviços Académicos da ESSEM realizada pela Inspeção Geral da Educação e Ciência (IGEC) A recolha de informação, por parte do IGEC, foi iniciada em outubro/2017. A primeira visita dos Inspetores ocorreu nesse mês e a segunda foi finalizada a 23/fevereiro/2018. As recomendações que resultaram desta auditoria foram objeto de tratamento e seguimento, de acordo com o que se julgou adequado para a melhoria contínua do ensino ESSEM, e encontram-se registadas no documento relativo ao controlo do processo ensino. Para além disso, as ações realizadas, na sequência das recomendações formuladas, foram descritas no relatório enviado à IGEC a 20/dezembro/2018, aguardando-se o encerramento do processo. III.6 – Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior Em setembro de 2020, considerou-se necessário regulamentar as regras para a candidatura dos titulares dos cursos de dupla certificação de nível secundário e cursos artísticos especializados aos ciclos de estudo da ESSEM. Assim, em Março de 2021 foi elaborado um impresso para referenciais das provas (IMP.EM.EE.109_ZZi) destes candidatos e foi construído o referencial para provas de Biologia para o seu acesso aos cursos de 1º CE da ESSEM. Ainda durante este mês foram estipuladas em regulamento as normas deste concurso. A 14/04/2021 esse regulamento (R.EM.DE.06_05) foi enviado à CNAES para homologação, bem como referenciais da prova. Estes foram homologados a 06/07/2021. III.7 - Direção-Geral do Ensino Superior Em 2020/21 para além da usual troca de correspondência com a Direção Geral de Ensino Superior (DGES), foi enviada informação sobre o concurso dos titulares dos cursos de dupla certificação de nível secundário e cursos artísticos especializados aos ciclos de estudo da ESSEM, tendo sido decidido não se abrir concurso para 2021/22.
Código| IMP.EM.18_02 Página 72 de 85 III.8 – Ordem dos Enfermeiros A 16/09/2021 a PG GSS foi alvo de acreditação e creditação pela Ordem dos Enfermeiros (OE). Os Planos de estudo do Mestrado em Enfermagem Médico-Cirúrgica à Pessoa em Situação Crítica a 30/09/2020 e do Mestrado em Enfermagem de Reabilitação foram aprovados pela OE, respetivamente, a 30/09/2020 e a 03/11/2020. IV. SEGUIMENTO DAS AÇÕES IMPLEMENTADAS PELO PROCESSO Apresentar uma análise global sobre: 1. a existência de ações abertas fora do prazo definido, justificando; 2. a eficácia das ações implementadas e no caso de ações não eficazes ou parcialmente eficazes, justificando; 3. a implementação de ações identificadas fora do âmbito das auditorias internas / externas. O ano letivo de 2020/2021, à semelhança do anterior, foi um ano atípico na logística de gestão e sofreu grandes alterações tendo em conta a pandemia e as suas consequências na necessidade de existir ensino hibrido, presencial e à distância. Em 2019/2020 na altura do confinamento, a Egas Moniz demonstrou uma enorme capacidade de resposta e adaptação às novas circunstâncias. Em menos de uma semana todas as aulas estavam a decorrer à distância. Também os docentes demonstraram uma elevada capacidade de adaptação e reinvenção na forma de ensinar. De facto, apesar dos cursos terem uma forte componente prática foi possível não ocorrer interrupção de aulas, os conteúdos programáticos foram cumpridos e, mesmo à distância os estudantes adquiriram conhecimentos do âmbito prático/laboratorial. A experiência de 2019/2020 foi muito útil para o planeamento atempado do ano 2020/2021, tendo sido definido que as aulas decorreriam presencialmente e à distância, por turnos alternados a cada semana, por forma a que em cada uma apenas um dos turnos se encontrasse na Egas Moniz. Para se responder às necessidades impostas por este regime de ensino, foram aumentados os recursos informáticos (hardware e software) e equipamentos audiovisuais, designadamente expansão da rede Wi-Fi e instalação nas salas/auditórios de equipamento de recolha de imagem e áudio, o que permitiu que os estudantes nas aulas presenciais interagissem com os colegas que se encontravam à distância, com recurso às plataformas Moodle e Microsoft Teams. A integração de um regime de ensino-aprendizagem híbrido, onde se conjugaram aulas práticas sempre presenciais, com aulas teóricas e teórico-práticas lecionadas em sala e transmitidas em direto, à distância, aos turnos de estudantes nas semanas em que não estavam na Egas Moniz, possibilitou gerar ambientes de aprendizagem onde todos os estudantes podiam contribuir para o desenvolvimento da aula, nomeadamente interagindo uns com os outros na resolução de exercícios e discussão de estudos de caso. Desta forma promoveu-se um maior envolvimento dos estudantes, em
Código| IMP.EM.18_02 Página 73 de 85 particular dos que estavam online, possibilitando que todos tivessem um papel ativo na criação do processo de aprendizagem. Esta nova realidade, para além de reforçar o uso das plataformas digitais MS Teams e Moodle, implicou a adaptação dos docentes ao regime de ensino híbrido e acelerou o desenvolvimento de estratégias de inovação pedagógica nas metodologias de ensino, como ficou patente no seminário de inovação pedagógica que decorreu em dezembro/2020 na Egas Moniz. Esta rápida adaptação é um reflexo da política da IES neste campo, que desde 2011 tem facultado e incentivado a formação pedagógica dos docentes para os dotar de competências no domínio de métodos de aprendizagem colaborativa e independente do estudante e de processos de avaliação para potenciar a melhoria da qualidade do ensino. O regulamento pedagógico foi alterado para o ano letivo 2020/2021, implementando a avaliação contínua obrigatória em detrimento dum período final de exames. Esta reorganização do semestre veio privilegiar o trabalho contínuo dos estudantes e respeitar o seu ritmo de aprendizagem. Por outro lado, também conduziu a uma nova abordagem nos PUC, onde, em função das especificidades de cada UC, se refletem conteúdos para o desenvolvimento pessoal dos estudantes e preparação para uma cidadania ativa, designadamente identificando o contributo da UC para Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. No processo de ensino, em 2020/21, foram efetivados 48 novos registos de ações. Considerando estas ações e o seguimento das provenientes de anos anteriores foram fechados 84 registos, mais concretamente: • 7 Não Conformidades (NC) reais (das quais 3 resultaram da subdivisão da NC1 levantada no relatório da auditoria interna de 2021); 2 foram fechadas fora do prazo e uma foi parcialmente eficaz (10_2018/19). Esta última refere-se a falta de sumário lançado, falha esta que voltou a ser objeto de NC na auditoria interna de 2021. Considerando a quantidade de docentes que lançam sumários e quantidade destes, torna-se difícil garantir que não existe nenhum esquecimento. Por esta razão está aberta uma ação no sentido de solucionar esta questão. • 8 NC potenciais, das quais apenas uma parcialmente eficaz (40_2017/18, referente a entrega de RUC aos Coordenadores de curso, tendo havido alguns que não o fizeram) e uma realizada fora do prazo (38_2017/18) referente à promoção da cultura de valorização dos aspetos positivos da docência. Apesar desta última ter sido fechada fora do prazo foi iniciada atempadamente mas não foi concretizada mais cedo por contingências associadas à pandemia que tornaram outras ações mais prioritárias. • 69 recomendações de melhoria (RM), nove fora do prazo. Uma foi considerada sem efeito (39_2017/18) uma vez que se referia à utilização da praxe académica com fins solidários e com a pandemia a praxe não ocorreu no modelo habitual. Todas as ações foram eficazes.
Código| IMP.EM.18_02 Página 74 de 85 Relativamente aos novos registos efetuados em 2020/21, refere-se que apenas estão em execução ações referentes a 3 deles, nomeadamente à desmaterialização de processos (17_2020/21) e à necessidade de se proceder à revisão do procedimento de lecionação (33_2020/21) e ao planeamento académico (48_2020/21). Todas as ações implementadas foram eficazes, faltando apenas avaliar a eficácia da ação relativa ao cálculo o indicador “percentagem de docentes presentes nas reuniões de curso” de forma acumulada e não a média de cada uma das reuniões (37_2020/21). Quanto à sua origem, cinco ações resultaram de constatações identificadas no contexto de auditoria interna, dentro do âmbito da certificação pela qualidade; três resultaram de uma ocorrência; vinte e três resultaram da monitorização do processo e dezassete de outras origens. V. DESEMPENHO DE FORNECEDORES EXTERNOS Apresentar uma análise global sobre o desempenho de fornecedores externos com relevância para a qualidade do ensino e respetivos serviços de apoio, dos quais resulte uma interação/consequência direta com/para os alunos. Os fornecedores externos são diretamente geridos pelos processos de suporte da Egas Moniz, os quais realizam a avaliação dos seus próprios fornecedores (apoio às aulas práticas de laboratório, biblioteca, serviços de informática, entre outros). VI. ADEQUAÇÃO DOS RECURSOS Apresentar uma análise global sobre os recursos disponíveis e se estes são adequados para assegurar a eficácia do processo (inclui recursos humanos, equipamentos, tecnologias de informação ou outras, edifícios, etc.). Resultante da análise dos Relatórios de Coordenação de Curso e das reuniões havidas com os responsáveis de vários Órgãos e departamentos, globalmente os recursos humanos e materiais são adequados às necessidades da ESSEM. Considerando a informação recolhida desta forma e também tendo como base as Auditorias ocorridas neste ano letivo, bem como das intervenções realizadas por recomendação da A3ES na avaliação e acreditação dos cursos, e a nossa própria reflexão, registamse alguns pontos que se consideram mais importantes sobre o tema em epígrafe. Recursos Humanos: • Foi fortalecida a revisão já implementada da atribuição dos docentes, sua situação contratual e
Código| IMP.EM.18_02 Página 75 de 85 respetivo regime de trabalho, a cada uma das instituições da Cooperativa - ESSEM e IUEM. • Continuou a ser revisto o corpo docente de cada curso da ESSEM, tendo sido contratados novos docentes, Especialistas e/ou, com o grau de Doutor, de modo a satisfazer as necessidades percentuais impostas por lei. Contudo, este aspeto continuará a ser analisado, uma vez que nos próximos dois anos os cursos de 1º ciclo voltarão a ser objeto de por parte da A3ES e consequentemente é fundamental o cumprimento dos rácios de ETI dos cursos impostos por lei. • Ocorreu a substituição da Coordenadora de Fisioterapia, Profª doutora Ângela Pereira, pela Mestre Cláudia Costa. Ao longo de todo o 2º semestre, ocorreu o período de transição no qual existiu um acompanhado da nova Coordenadora por parte da anterior. • Foi planeado, pela Direção da Egas Moniz, ocorrer em 2021/2022 concurso para dois Professores Coordenadores. Recursos Físicos (materiais e equipamentos) • Foi adquirido o equipamento e material de consumo necessários às aulas práticas dos cursos. • O material e equipamento utilizados nas aulas práticas do curso de Fisioterapia, tanto nas aulas existentes no campus como na Clínica de Almada continuou a ser recuperado e completado com novas aquisições de equipamentos básicos e de outros mais específicos, entre as quais a aquisição de um sistema de análise de marcha adquirido no início de janeiro de 2020. Também foram reforçados os kits para treino dos estudantes. • Equipada uma sala com os recursos informáticos necessários para a utilização de "CAD-CAM" pelos estudantes de Prótese Dentária, que se prevê começar a ser usada para aulas em 2021/22. • Como já referido acima, para se responder às necessidades impostas pela pandemia foram aumentados os recursos informáticos (hardware e software) e equipamentos audiovisuais, designadamente expansão da rede Wi-Fi e instalação nas salas/auditórios de equipamento de recolha de imagem e áudio. • Foi iniciada a desmaterialização de processo, o que permitirá diminuir o consumo de papel e, consequentemente evitar a ocupação de espaço para o seu armazenamento, mas também contribuir para a sustentabilidade ambiental. Por outro lado, a obtenção de informação arquivada será mais célere se a mesma existir em formato digital, nomeadamente no que diz respeito a partilha documental e a comunicação eficaz de informação entre os vários skateholders internos. • Construção do Centro de Simulação e aquisição de novo material e simuladores.
Código| IMP.EM.18_02 Página 76 de 85 VII. ANÁLISE SWOT DO PROCESSO Preencher com tópicos, fazendo um balanço do processo através de uma análise SWOT (Strengths – Weakness – Opportunities – Threats) do processo, integrando as informações sistematizadas nos pontos anteriores. Incluir informação relativa a fatores que possam introduzir alterações no processo / SGQ. Fatores internos ao processo Pontos fortes: Pontos fracos: §Articulação fácil e expedita com os restantes órgãos da instituição e com os respetivos gestores de processo. §Comunicação/relação direta e imediata com os Coordenadores de Curso. §Cursos com forte componente prática/ laboratorial/ profissionalizante. §Nível de desemprego dos diplomados abaixo da média nacional / elevada empregabilidade dos diplomados. §Ligação à comunidade local. §Ambiente académico / relação de proximidade entre alunos, docentes e funcionários. §Estudantes globalmente satisfeitos com os cursos e com a Instituição. §Estudantes estrangeiros facilmente integrados na vida académica. §SGQ integrado na instituição. §Existência de mecanismos que permitem obter informação sobre as necessidades e expetativas das diferentes partes interessadas em relação à qualidade das formações e serviços oferecidos. §Corpo Docente com graduação académica de qualidade, incluindo o Título de Especialista, com baixo índice de “turnover”, lecionando nas áreas científicas da sua expertise e com forte ligação à atividade profissional. §Qualidade da oferta formativa e das aprendizagens. §Diversidade cultural dos estudantes. §Atividades do gabinete de formação pedagógica. §Campus universitário com infraestruturas amplas, modernas e bem equipadas. §Residência Universitária (para estudantes e docentes) no campus. §Residência Sénior. §CiiEM com classificação Good pela FCT e em franco desenvolvimento. §Entidade instituidora não dependente de financiamento público. 1. Necessidade de maior adesão dos docentes à formação pedagógica disponibilizada na instituição. 2. Necessidade de aumentar a adesão de docentes e discentes ao programa Erasmus. 3. Embora em fase de crescimento, ainda há necessidade de aumentar a publicação de trabalhos de investigação em revistas de elevado impacto. 4. Participação dos docentes em atividades de I&D ainda deve aumentar. 5. Necessário em alguns CE que os docentes com título de especialista dado pelo CTC, o adquiram com provas públicas. 6. Dificuldade no cumprimento de prazos e trâmites de monitorização do Processo do Ensino, evidenciada pelos atrasos na entrega dos relatórios anuais dos órgãos.
Código| IMP.EM.18_02 Página 77 de 85 §Unidades de prestação de cuidados de saúde próprias nas áreas de alguns dos cursos (Clínica Dentária, Clínica Universitária e Residência Sénior). §Centro de simulação e laboratórios de prática clínica, modernos e equipados com tecnologia de ponta. §Existência de gabinete de ação social e bolsas de mérito para os melhores estudantes, patrocinadas pela IES. §Existência de protocolos, projetos e parcerias com diversas Instituições. §Forte aceitação dos estudantes recémformados no mercado de trabalho. Fatores externos ao processo Oportunidades: Constrangimentos: § Continuar a promover e facilitar a progressão académica do corpo docente, nomeadamente doutoramento e, se possível, agregação. § Fortalecer as formas de envolvimento das partes interessadas na aferição, análise e melhoria dos resultados. § Promover a cultura científica e fomentar um maior envolvimento dos docentes e estudantes da ESSEM na investigação nas áreas dos cursos e nas áreas temáticas do CiiEM. § Alargamento dos protocolos a novas instituições, incluindo Escolas estrangeiras e empresas da área, fomentando a criação de parcerias, que facilitem a investigação e a partilha e difusão do conhecimento. § Envelhecimento da população e consequente tendência para o aumento da prestação de cuidados em novas áreas e em serviços privados. § Oferta de formação de 2º ciclo de estudos, pós-graduada de diferentes níveis, cursos de curta duração e CTeSP nas áreas dos vários cursos ministrados na ESSEM. § Continuar a aumentar a evidência da colaboração dos cursos com a comunidade. § Continuar a diversificar a oferta da formação pós-graduada, adaptada às necessidades do mercado. § Estágios na dependência de instituições autónomas, para cujos corpos dirigentes o ensino não figura entre as suas primeiras prioridades. § Dificuldade em colocar os estudantes em ensino clínico, devido à situação pandémica do país. § Défice demográfico que poderá afetar a procura dos cursos da ESSEM, acrescida com a forte concorrência do sector público. § Elevada oferta externa de licenciaturas nas áreas dos cursos. § Exigências de ordem burocrática para funcionamento e creditação de cursos, impeditivas da sua diversificação e até adequação. § Diminuição generalizada de profissionais de saúde nas instituições de assistência, particularmente no Estado (hospitais e centros de saúde). § Dificuldade em obter feedback das entidades empregadoras de diplomados da ESSEM sobre as suas competências profissionais. § Inexistência, no curso de Prótese Dentária, do grau de licenciatura em muitos países da Europa, com repercussão evidente na mobilidade de alunos e docentes. § Falta de docentes doutorados/especialistas e com graduação nas áreas específicas de alguns cursos, com particular evidência na Prótese Dentária.
Código| IMP.EM.18_02 Página 78 de 85 VIII. AÇÕES A IMPLEMENTAR Resultante da análise dos pontos anteriores e do balanço efetuado sobre o seu processo, identificar as ações a implementar (dependentes do próprio processo) e atribuir referência de acordo com o anexo ao relatório (IMP.EM.06_ZZi ). Ref. Ações Observações 5_2019/20 Desencadear e acompanhar processo eleitoral do Conselho Pedagógico. Em execução. 10_2019/20 Continuar a reforçar colaborações com outras IES nacionais. Em resultado do relatório da CAE relativo à avaliação institucional efetuada em 2017. 13_2019/20 Operacionalizar o mecanismo de auditoria pedagógica aos docentes. --- 14_2019/20 Implementar o mecanismo de auditoria aos enunciados dos exames de forma a evitar a repetição sistemática das questões. --- 17_2020/21 Continuar a colaborar nas ações de desmaterialização de processos. --- 33_2020/21 Proceder à revisão do procedimento de lecionação. --- 48_2020/21 Proceder à revisão do planeamento académico. --- 1_2021/22 Desencadear o processo eleitoral do CTC. Fim de mandato. 9_2021/22 Continuar a promover a criação de formação pósgraduada. --- 10_2021/22 Colaborar com a Direção da EM na ampliação e melhoria dos laboratórios de PD. --- 13_2021/22 Colaborar na preparação das II Jornadas Científicas Universitárias e Politécnicas Egas Moniz. --- 15_2021/22 Proceder à revisão do ser revisto para incluir a aceitação de estudantes em situação de emergência por situação humanitária. Em execução. 17_2021/22 Preparar a visita da A3ES à licenciatura de Fisioterapia. --- 18_2021/22 Preparar a visita da A3ES à licenciatura de Enfermagem. --- 19_2021/22 Preparar a visita da A3ES à licenciatura de Prótese Dentária. ---
Código| IMP.EM.18_02 Página 79 de 85 20_2021/22 Solicitar aos Cc a construção de pelo menos um indicador relativo à aquisição de competências pelos estudantes. No caso de considerarem não ser possível, devem apresentar justificação por escrito por forma a constituir evidência de que estes indicadores foram considerados no planeamento do Ensino. 29_2021/22 Solicitar ao GABI/ Erasmus Egas Moniz que possa continuar a divulgar junto dos estudantes o horário de atendimento de cada Coordenador de mobilidade de CE, a realizar sessões de esclarecimento e a divulgar direitos dos estudantes em mobilidade, como acolhimento no regresso dentro dos planos de estudo e épocas de estudantes em regime especial para Estudantes em mobilidade de outgoing. Promover a adesão de docentes e discentes ao programa Erasmus. (Contribuir para a resolução do ponto fraco 2) 30_2021/22 Sensibilizar e solicitar intervenção da Gestora de Planeamento Estratégico & Sustentabilidade, para a disponibilização atempada de dados que alimentam os processos de ensino, dados referenciais a entidades externas, bem como sua prioridade e centralização, e forma de divulgação ou sede dos mesmos. Continuar a colaborar para a construção do Portal da qualidade. --- IX. RECOMENDAÇÕES DE MELHORIA Incluir recomendações de melhoria para o funcionamento do SGQ / sugestões de ações cuja decisão de implementação não esteja totalmente dependente do processo (ex. que impliquem recursos humanos, materiais, envolvimento de outros processos, etc.). Ações Observações Definir sistema informatizado para deteção de estudantes com baixo rendimento escolar, com sistema de alerta associado. RM_5_18/19 Equacionar, junto da Direção da EM, a possibilidade de ser realizada uma reunião entre equipa de marketing e Cc para esclarecimento das necessidades de cada curso a nível da respetiva divulgação. Com base em RM do relatório de Cc de LCBL e pontos fracos referidos nos relatórios de Cc das PG na área de Fisioterapia. Equacionar que o GFP desenvolva formação sobre os vários tipos de revisão da literatura (sistemáticas, integrativas, scoping). Recomendação no relatório de Cc de Enfermagem. (Contribuir para a resolução do ponto fraco 1) Equacionar que a EM disponibilize, sob caução, aos estudantes da LPD um Kit com instrumentos necessários para as aulas práticas. Recomendação no relatório de Cc de PD.
Código| IMP.EM.18_02 Página 80 de 85 Averiguar a possibilidade dos docentes de LPD adquirirem formação em Cad-Cam. Recomendação no relatório de Cc de PD. (Contribuir para a resolução do ponto fraco 1) Realização de formações direcionadas para qualidade no ensino desencadeadas pelo Gabinete de planeamento estratégico e sustentabilidade. O processo Ensino tem sofrido grande evolução, pelo que existe necessidade de reforçar o alinhamento entre os diversos intervenientes, nomeadamente no apuramento e interpretação dos indicadores. GFP desenvolver formação, para docentes, na área da construção de um CV. Nos processos a submeter à A3ES e para aquisição de título de especialista, os CV devem dar relevo à experiência profissional que contribui para a valorização do ensino. (Contribuir para a resolução do ponto fraco 1) X. OBSERVAÇÕES. Incluir quaisquer observações consideradas pertinentes e que não estão incluídas nos pontos anteriores. No presente ano letivo ocorreram as primeiras Jornadas Científicas e Universitárias e Politécnicas Egas Moniz - JEM, com feedback muito positivo dos participantes e elaboração de e-book. Estas jornadas foram realizadas online devido aos condicionalismos da pandemia. Ao longo de todo o ano foram manutidas as medidas de segurança e prevenção da COVID-19. Os estudantes com atestados devido a infeção tiveram as suas faltas justificadas e relevadas, tendo sido encontradas alternativas para o seu acompanhamento, como por exemplo aulas práticas suplementares para colmatar a sua ausência e até possibilitar a realização de trabalhos práticos. No processo de ensino-aprendizagem, ainda sobretudo devido às necessidades emergentes com a pandemia, foram reforçadas e/ou integradas metodologias inovadoras no processo ensinoaprendizagem, nomeadamente dando-se continuidade ao recurso às plataformas Moodle e MS Teams para o ensino à distância, sendo esta última também usada para reuniões. As alterações ocorridas no ensino também conduziram a uma melhoria na adequação das metodologias de avaliação com o intuito de aumentar o envolvimento do estudante na sua aprendizagem através do feedback da avaliação contínua efetuada ao longo do semestre; por outro lado a possibilidade do regime de avaliação ocorrer à distância na realização dos testes intercalares ou exames, levou também a uma nova revisão do Regulamento de avaliação do aproveitamento dos estudantes. No presente ano foi também elaborado o regulamento disciplinar e procedeu-se à sua publicação em DR. No que diz respeito às infraestruturas destaca-se a colaboração do cursos de Enfermagem no desenvolvimento do novo Centro de Simulação da EM.
Código| IMP.EM.18_02 Página 81 de 85 XI. INTERLIGAÇÃO ENTRE O RELATÓRIO ANUAL DE ATIVIDADES DO PROCESSO ENSINO IUEM E A LEI N.º 62/2007 DO RJIES (aplicável exclusivamente ao processo de ensino) Lei n.º 62/2007 publicada em Diário da República n.º 174/2007, Série I de 2007-09-10, que regula o Regime jurídico das instituições de ensino superior, em particular o seu art.º 159 do Capítulo IV, referente ao Relatório Anual Incluir quaisquer observações consideradas pertinentes e que não estão incluídas nos pontos anteriores relativamente ao desempenho do processo. A Egas Moniz, Entidade Instituidora de Instituição de Ensino Superior (EIIES) da ESSEM, tem desenvolvido ao longo dos últimos anos um conjunto de ações, que visaram o desenvolvimento de uma política de garantia de qualidade, promovida publicamente e integrada na nossa estratégia. O objetivo presente diariamente é o de aperfeiçoar a gestão dos processos internos e melhorar a monitorização e recolha de dados, no âmbito da Política da Qualidade e da sua efetiva operacionalização no nosso Sistema de Gestão e Garantia da Qualidade (SGGQ), indo ao encontro dos referenciais da A3Es. Assim, o nosso SGGQ, integra um conjunto de mecanismos internos que traduzem o funcionamento global da instituição como EIIES da ESSEM, tendo em atenção as especificidades do ensino universitário, convergente com a estratégia da instituição e identificando os procedimentos adotados nos diversos níveis de competências e de decisão, garantindo a fluidez dos circuitos, a participação dos diversos segmentos da comunidade académica, a equidade na afetação dos recursos e a possibilidade de melhoria do respetivo funcionamento, através de eficazes ações de retroação. Mais especificamente, estabelecemos como prioridade, por um lado, apurar o grau de conformidade das ações desenvolvidas e dos resultados obtidos face aos objetivos definidos e, por outro, tomar decisões informadas e implementar mudanças que permitam alcançar esses objetivos ou reformulálos perante a evolução da nossa organização e do mundo. Ambicionamos garantir e evidenciar o alcançar da missão da ESSEM, tendo presente os mais elevados padrões internacionais no que diz respeito aos processos nucleares (ensino e aprendizagem; investigação; cooperação interinstitucional e com a comunidade; e internacionalização) e processos de suporte. O papel da Egas Moniz (EM), como entidade instituidora do IUEM, assenta de forma clara, na tripla função de preparação e qualificação de recursos humanos, de produção de conhecimentos e de uma marcada interação com a comunidade, socialmente reconhecidas. A nossa tripla função, com forte presença na internacionalização, tem fomentado uma crescente convergência das suas atividades com o meio social, empresarial e institucional. A EM, em profícuo envolvimento com a sua Comunidade, está comprometida com a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), consciente do contributo que pode dar enquanto EIIES para a mudança de comportamentos e assim contribuir para um futuro mais sustentável e inclusivo. O reconhecimento da necessidade de mudanças sistémicas na sociedade e na economia, com vista ao equilíbrio ecológico do Planeta, à redução das desigualdades sociais, à garantia de acesso universal a serviços essenciais promotores de bem-estar, ao desenvolvimento e felicidade pessoal e coletiva, esteve na essência da elaboração de um diagnóstico, de uma reflexão e do Plano Estratégico da EIIES da ESSEM 2021-2025.
Código| IMP.EM.18_02 Página 82 de 85 De acordo com os Estatutos da ESSEM, publicados no Despacho n.º 12473/2015 no Diário da República, 2ª série, n.º 216/2015, de 4 de novembro de 2015, e registados pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da República Portuguesa, encontramos bem identificada a missão da ESSEM (alinhada com a missão da EIIES): 1. A ESSEM é uma instituição de alto nível orientada para a criação, transmissão e difusão da cultura e do saber de natureza profissional, através da articulação do estudo, do ensino, da investigação orientada e do desenvolvimento experimental, contribuindo para a melhoria do nível de saúde da população. 2. A ESSEM tem como objetivo a qualificação de alto nível dos portugueses, a produção e difusão do conhecimento, bem como a formação cultural, artística, tecnológica e científica dos seus estudantes, num quadro de referência internacional. 3. A ESSEM procura concentrar-se especialmente em formações vocacionais e em formações técnicas avançadas, orientadas profissionalmente. 4. Para a prossecução das suas atribuições, compete à ESSEM: a) Promover e desenvolver o ensino, a nível superior; b) Organizar conferências, seminários e outras atividades de caráter científico e pedagógico; c) Promover ações destinadas a desenvolver a investigação científica no âmbito das suas áreas de formação e em outras julgadas de interesse; d) Promover a formação contínua e proporcionar a aprendizagem ao longo da vida; e) Promover e dinamizar contactos a nível pedagógico, técnico, científico e cultural com instituições nacionais, estrangeiras e internacionais; f) Participar e promover projetos de cooperação nacional e internacional; g) Contribuir, através da formação de profissionais de elevada qualidade, para a melhoria da prestação de serviços à comunidade, no âmbito do domínio científico ministrado; h) Promover ações extracurriculares de ensino e de formação profissional; i) Promover a prossecução dos demais atos que se mostrem necessários à realização das finalidades da ESSEM. A entidade instituidora tem a sua sede no Campus Universitário, Quinta da Granja, Monte de Caparica, 2829-511 Caparica, e organiza e gere a ESSEM, nos domínios da gestão escolar administrativa, económica e financeira, competindo-lhe: a) Criar e assegurar as condições para o normal funcionamento da ESSEM, assegurando a sua gestão administrativa, económica e financeira; b) Submeter os estatutos da ESSEM e as suas alterações a apreciação e registo pelo ministro da tutela;
Código| IMP.EM.18_02 Página 83 de 85 c) Afetar à ESSEM as instalações e o equipamento adequados, bem como os necessários recursos humanos e financeiros; d) Manter contrato de seguro válido ou dotar-se de substrato patrimonial para cobertura adequada da manutenção dos recursos materiais e financeiros indispensáveis ao funcionamento da ESSEM; e) Designar e destituir, nos termos dos estatutos, os titulares do órgão de direção da ESSEM; f) Aprovar os planos de atividade e os orçamentos elaborados pelos órgãos da ESSEM; g) Certificar as suas contas através de um revisor oficial de contas; h) Fixar o montante das propinas e demais encargos devidos pelos estudantes pela frequência dos ciclos de estudos ministrados na ESSEM, ouvido o órgão de direção; i) Contratar os docentes e investigadores, sob proposta do Diretor, ouvido o Conselho TécnicoCientífico; j) j) Contratar o pessoal não docente; k) Requerer a acreditação e o registo de ciclos de estudos, após parecer do Conselho TécnicoCientífico e do Diretor; l) Manter, em condições de autenticidade e segurança, registos académicos de que constem, designadamente, os estudantes candidatos à inscrição no estabelecimento de ensino, os estudantes nele admitidos, as inscrições realizadas, o resultado final obtido em cada unidade curricular, as equivalências e reconhecimento de habilitações atribuídos e os graus e diplomas conferidos e a respetiva classificação ou qualificação final. Desta forma, há anualmente a necessidade de refletir a Missão e a Visão, bem como o Plano de Atividades e Orçamento da EIIES, com as necessidades da ESSEM, permitindo que este cumpra de forma inequívoca o seu propósito. O compromisso e integração das necessidades da EIIES está expresso também na Política de Sustentabilidade, sem deixar de ter o cuidado de observar os pontos de convergência com a ambição da excelência do processo ensino e aprendizagem, da investigação, da internacionalização, da colaboração interinstitucional e com a comunidade, sempre com o sentido de Responsabilidade Social Ambiental (RSA). Observamos o cuidado de possuir uma Política de Sustentabilidade alinhada com a visão e estratégia definidas no Pacto Ecológico Europeu e no Acordo de Paris, tendo ainda em conta a anteriormente referida Agenda 2030 da ONU, concretizada em 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em termos institucionais, a EIIES, em conjunto com a ESSEM e atendendo às suas necessidades específicas, procura de forma regular identificar e obter a colaboração e a audição dos seus stakeholders internos e externos para análise da cadeia de valor. Este envolvimento, tem desenvolvido um sentimento de pertença e compromisso com os 3 Eixos de Atividade da EIIES (EM + Inovação, EM + Sustentável, EM + Comunidade) que, por sua vez, elencaram os 7 Objetivos Estratégicos (OE) e consequentes Linhas Estratégicas (LE), que se traduziram em Objetivos
Código| IMP.EM.18_02 Página 84 de 85 Operacionais (OO), alinhados não só com os 17 ODS da Agenda 2020-30, mas essencialmente com as necessidades da ESSEM. Inexoravelmente, o desenvolvimento das sociedades está relacionado com a qualificação dos seus recursos humanos. Neste sentido, a valorização, progressão e captação destes é um bom indicador que reflete a qualidade da organização, da sua estrutura e da sua funcionalidade, com vista a possuir uma capacidade de resposta face aos desafios constantes que sociedade nos coloca. A importância crescente da sociedade do conhecimento obriga-nos a uma relação cada vez mais sólida entre a nossa academia e o contexto social, designadamente o mundo empresarial, através da ESSEM e do nosso Centro de Investigação (Centro de investigação interdisciplinar Egas Moniz, CiiEM). A nossa oferta, tem acompanhado a evolução e as problemáticas societais globais, disponibilizando um ensino e investigação de qualidade atual, em que quer o conteúdo do conhecimento, quer as necessidades de formação se encontram em permanente mudança. Esta necessidade da sociedade e o próprio reconhecimento desta para com o meio académico, leva-nos ao aumento do nível de responsabilização na produção e disseminação do conhecimento e na necessidade da recolha de métricas que permitam a melhoria contínua e onde naturalmente a Garantia da Qualidade assume maior preponderância. Temos também presente que, a expetativa de mudança que abrange a aprendizagem ao longo da vida, a requalificação na era da transformação digital, as modalidades do ensino-aprendizagem, os conteúdos das formações, o reforço das competências transversais relacionadas com a comunicação, o trabalho colaborativo, a interação multidisciplinar, a gestão do tempo, a capacidade de relacionamento, a inclusão e diversidade, são aspetos que podem determinar o carácter dos jovens estudantes e a eventual maior preparação dos não adultos para tarefas futuras e nos quais o SGGQ terá́um papel vital. O SGGQ é assim uma peça fundamental que define a organização, as responsabilidades e os processos que estabelecem os princípios orientadores de desenvolvimento do Sistema de Gestão e Garantia da Qualidade da EM, tendo como referencial as boas práticas europeias (Standards and Guidelines for Quality Assurance in the European Higher Education Area, ENQA) e as recomendações nacionais, nomeadamente os estudos disseminados pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). Assim, visa concretizar o cumprimento da missão e dos objetivos estabelecidos no Plano Estratégico Egas Moniz, visando a especificidade do ensino politécnico (ESSEM) como referido anteriormente. Este Relatório Anual consolidado do Processo Ensino da ESSEM evidencia o compromisso com a promoção contínua da qualidade e com o cumprimento das diretrizes das agências nacionais e internacionais de acreditação, constituindo por isso um instrumento crítico para a preservação de uma cultura interna de qualidade, indispensável em qualquer EIIES e Instituições de Ensino Superior (IES) de excelência, contribuindo para a credibilidade e confiança na instituição.
Código| IMP.EM.18_02 Página 85 de 85 Seguindo a indicação de que instituições de ensino superior devem aprovar e fazem publicar um relatório anual consolidado sobre as suas atividades, acompanhado dos pareceres e deliberações dos órgãos competentes, dando conta, designadamente dos indicadores abaixo, segue o que concerne ao Processo de Ensino da ESSEM. INDICADORES RESULTADO OPERACIONAL Grau de cumprimento do plano estratégico e do plano anual Incluído no relatório de Processo de Ensino ESSEM Realização dos objetivos estabelecidos Incluído no relatório de Processo de Ensino ESSEM Eficiência da gestão administrativa e financeira Em anexo, Demonstração de resultados, Relatório de gestão aprovado em Assembleia Geral da EIIES, Certificação Legal de Contas por ROC e Certidão emitida pela CASES Evolução da situação patrimonial e financeira e da sustentabilidade da instituição Em anexo, Demonstração de resultados, Relatório de gestão aprovado em Assembleia Geral da EIIES, Certificação Legal de Contas por ROC e Certidão emitida pela CASES Movimentos de pessoal docente e não docente Em anexo, incluído no Relatório de Processo de Gestão de Recursos Humanos Evolução das admissões e da frequência dos ciclos de estudos ministrados Incluído no relatório de Processo de Ensino ESSEM Graus académicos e diplomas conferidos Incluído no relatório de Processo de Ensino ESSEM Empregabilidade dos diplomados Incluído no relatório de Processo de Ensino ESSEM Internacionalização da instituição e do número de estudantes estrangeiros Incluído no relatório de Processo de Ensino ESSEM e Relatório de Processo Internacionalização Prestação de serviços externos e das parcerias estabelecidas Incluído no relatório de Processo de Ensino ESSEM e, em anexo, no Relatório de Processo de Responsabilidade Social Corporativa e Ambiental Procedimentos de autoavaliação e de avaliação externa e seus resultados Incluído no relatório de Processo de Ensino ESSEM ANEXOS Demonstração de resultados Relatório de Gestão aprovado em Assembleia Geral da EIIES Certificação Legal de Contas por ROC Certidão emitida pela CASES Relatório de Processo de Gestão de Recursos Humanos Relatório de Processo de Internacionalização Relatório de Processo de Responsabilidade Social Corporativa e Ambiental i ZZ – Índice de revisão