4 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Carta de Aberturao Business Bahia contribui diretamente para a curadoria de conteúdos relevantes, alinhados aos desafios reais da economia local
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 5O Summit Made in Bahia é um verdadeiro encontro depropósitosO Business Bahia é um dos grandes pilares do sucesso do Summit Made in Bahia. Mais do que um realizador, exercemos, juntamente com os nossos sócios Zum Brazil e Zoom Imagem, um papel de protagonismo na concepção, na articulação institucional e na construção da identidade do evento, garantindo que o Summit seja um espaço legítimo de representação dos interesses do setor produtivo baiano.Com nossa forte conexão com empresários, lideranças e formadores de opinião, o Business Bahia contribui diretamente para a curadoria de conteúdos relevantes, alinhados aos desafios reais da economia local. Essa atuação assegura debates qualificados sobre competitividade, inovação, indústria, serviços, tecnologia e desenvolvimento regional, sempre com o foco em soluções práticas e na geração de oportunidades.O Summit Made in Bahia consolidou-se como um dos principais encontros empresariais do Nordeste justamente por essa capacidade de unir visão estratégica e ação concreta. O evento promove conexões, estimula negócios, valoriza empresas locais e fortalece a imagem da Bahia como um ambiente fértil para investimentos e empreendedorismo.Ao realizar e impulsionar o Summit, o Business Bahia reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento econômico do estado, exercendo um papel ativo na construção de agendas, na integração entre setor privado e poder público, e na valorização do que é produzido na Bahia. O sucesso do Summit reflete, portanto, a força de uma comunidade que acredita no protagonismo local como motor do crescimento estadual.Presidente do Business BahiaCarlos Sérgio Falcão
A MAIS INFLUENTECOMUNIDADEEMPRESARIAL DOESTADO, SE ORGULHADE SER UM DOSREALIZADORESOFICIAIS DO SUMMITMADE IN BAHIA, AMAIS IMPORTANTEFEIRA DE NEGÓCIOSMULTISETORIAL DONORDESTE.BUSINESS BAHIA
8 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Carta de AberturaO Summit é um espaço onde a Bahia se reconhece, se fortalece e se projeta para o mundo
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 9Um movimento quenasce para transformarpessoasO Summit de Negócios Made in Bahia nasceu não apenas de uma ideia, nasceu de um sentimento profundo de pertencimento e responsabilidade com a Bahia. Já nasceu coletivo, construído com propósito, respeito e colaboração verdadeira ao lado de quem compartilha a mesma visão de futuro. A Zum idealizou o Summit movida pela certeza de que a Bahia merecia uma plataforma legítima, viva e contínua para reunir lideranças, discutir negócios, inspirar caminhos e fortalecer o desenvolvimento do estado. E essa visão encontrou o caminho certo na parceria com o Grupo Business Bahia.Ao lado dessa força empresarial, somou-se a inovação, a ousadia e a capacidade de impacto da Zoom Imagem, trazendo amplitude, presença de marca, inteligência visual e a potência que ajudou a transformar a ideia em uma experiência grandiosa. Assim, o Summit nasceu como acreditamos que grandes movimentos devem nascer: com união, respeito às expertises e construção conjunta desde o início.Desde então, a Zum trouxe para o Summit tudo aquilo em que acredita e tudo aquilo que sabe fazer: estratégia aliada à emoção, excelência conectada ao cuidado, experiência conduzida com propósito. Levamos nossos 25 anos de atuação em grandes eventos, mas também nossa estética afetiva, que transforma encontros em experiências com alma, significado e impacto real.O Summit é um espaço onde a Bahia se reconhece, se fortalece e se projeta para o mundo; onde ideias ganham voz, negócios ganham propósito e conexões ganham sentido.Seguimos comprometidos em fortalecer esse movimento, mantendo sua essência humana e sua capacidade transformadora. Porque acreditamos que quando pessoas se conectam com verdade, o futuro acontece e a Bahia ganha ainda mais força para avançar.EmpresáriasTuca, Paula & Fernanda Zamaroni
Além das fronteiras, conectando pessoas.SALVADOR - SÃO PAULO - MIAMIwww.zumbrazil.com.br
25 ANOS CRIANDO EXPERIÊNCIASESTÉTICA QUE ENCANTA. AFETO QUE CONECTA.
12 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Carta de AberturaA Zoom Imagem acredita na evolução contínua do Summit Made in Bahia como uma plataforma cada vez mais relevante para negócios
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 13Zoom Imagem25 anosO Summit Made in Bahia nasce da convergência de visões estratégicas que acreditam no protagonismo empresarial, na força do mercado e na capacidade de transformar encontros em plataformas reais de negócios. Nesse contexto, a Zoom Imagem, que celebra 25 anos de atuação, ocupa o papel como idealizadora e fundadora do Summit, juntamente com os seus sócios: Grupo Business Bahia e Zum Brazil, desde a concepção inicial até a materialização do evento.A participação da Zoom foi agregadora para estruturar o Summit como um encontro de alto nível, alinhando identidade, experiência, operação e conteúdo. Desde a criação do conceito até a montagem dos ambientes, a empresa atuou de forma integrada com a Zum Brazil e o Business Bahia, colocando sua expertise nacional em comunicação visual, projetos especiais e grandes estruturas a serviço de um evento pensado para ser referência no Brasil. Cada detalhe refletiu a união de interesses em comum: entregar ao mercado um Summit à altura das grandes agendas empresariais.Com parque gráfico próprio, grande estrutura produtiva em São Paulo e na Bahia, com atuação em todo o território nacional, a Zoom Imagem contribuiu para transformar o Summit em uma experiência consistente, fluida e impactante, conectando marcas, lideranças e decisões em um mesmo ecossistema. Mais do que executar, a empresa participou ativamente da construção de um evento legítimo, funcional e estrategicamente posicionado.Olhando para o futuro, a Zoom Imagem acredita na evolução contínua do Summit Made in Bahia como uma plataforma cada vez mais relevante para negócios, inovação e desenvolvimento econômico. A expectativa é ampliar fronteiras, atrair novas agendas nacionais e internacionais e consolidar o Summit como um dos principais encontros empresariais do país.A Zoom segue comprometida em contribuir com visão, estrutura e excelência para que o Summit continue crescendo, conectando interesses e antecipando movimentos do mercado, sempre alinhada à cultura construída ao longo dos seus 25 anos.EmpresáriosEduardo Mariano & Dudu Mariano
25 anos transformando tecnologia, negócios e criatividade em projeto2005 - Consolidada como homologada das exibidoras de Mobiliário Urbano, investe na produção de Projetos Especiais(Mock-ups) para grandes marcas.2026 - Projeta crescimento de 60%, com investimentos em painéis digitais.2000 - Nasce a ZOOM, com o propósito de atender o Mobiliário Urbano da JCDecaux no padrão Silk UV 4x3 cores. 2010 - Investe na maior estação de impressão digital solvente do Nordeste, com equipamentos de 3,20 e 5,00 metros de largura, para alta produção.14 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025
2013 - Inaugura a ZOOM SP, inovando o mercado de publicidade com equipamentos digitais Agfa UV de grandes formatos. 2022 - Inicia a operação nos aeroportos de Guarulhos, SSA e Brasília.2024 - Com o sucesso do selo “Made in Bahia”, nasce o Summit Made in Bahia de Negócios.2025 - Consolida sua presença em cenografias criativas que transformam metrôs, shoppings e aeroportos em cenários vivos, humanizando marcas e produtos.2014 - Vence a Licitação da CLN e se torna cessionária da Linha Verde, criando o braço de mídia Rota 99. 2024 - Fecha o contrato da produção de PDV da Claro Nacional e de mídia exterior da Vivo. Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 15
16 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Carta de AberturaAqui escolhemos ir longe, investindo em networking, que se traduz em resultados concretos e legado duradouro
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 17O LIDE Bahia éconexão eliderançaA economia não pulsa de forma isolada, ela segue na direção das pontes que construímos. No universo empresarial, uma conexão estratégica é o fio condutor que transforma ideias em resultados; é a semente que, em solo fértil e bem acompanhada, floresce como um legado de prosperidade para todo o nosso estado. É dessa sinergia e encontro de visões e propósitos que nasce a força capaz de transformar a realidade da nossa Bahia.Nossa entidade é singular. Com 56 unidades, sendo 28 delas no Brasil, o LIDE oferece uma rede de conexões sem precedentes. E o LIDE Bahia é, por excelência, o ecossistema onde essas pontes ganham vida e escala. Em 2025, evoluímos com vigor, expandindo nossa atuação para 16 unidades temáticas, do Agronegócio à Saúde, do Imobiliário à Justiça, que atuam como catalisadores de desenvolvimento em setores vitais da nossa economia.Para 2026, esse compromisso se fortalece ainda mais. Sabemos que o ambiente institucional exige atenção e equilíbrio. Diante dos desafios, o LIDE promove o diálogo e agendas positivas, contribuindo para que o empresário possa empreender com tranquilidade.Por isso, filiar-se ao LIDE vai além da visibilidade, é uma decisão estratégica. Diz o ditado: “Se quiser ir rápido, vá sozinho; se quiser ir longe, vá acompanhado”. Aqui, escolhemos ir longe, investindo em networking, que se traduz em resultados concretos e legado duradouro, em um círculo de líderes que decidem e movimentam mercados. Convido você a fazer parte desta trajetória de impacto.Presidente do LIDE BahiaMário Dantas
FreepikEspecial Summit 2025Onde a Bahia faz negócios como mundo Da RedaçãoSegunda edição do Summit Made in Bahiaconsolida o evento como plataforma de articulaçãoempresarial de alcance nacional e posiciona a Bahia no centro de decisões estratégicas18 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 19
O Business Bahia nasceu da necessidade de criar um espaço permanente de diálogo entre empresários que acreditam no desenvolvimento do estado a partir da colaboração, com ações concretas para fortalecer a economia da Bahia CARLOS SÉRGIO FALCÃO20 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Especial Summit 2025Nosso estado deixou de aceitar um papel periférico no jogo econômico nacional. Começou a disputar espaço, narrativa e influência. Em um ambiente historicamente concentrado no eixo Rio-São Paulo, onde decisões são tomadas e o capital é direcionado, a Bahia passa a construir um novo ponto de gravidade.O Summit Made in Bahia é parte disso; um espaço em que interesses se alinham, agendas se conectam e o empresariado local passa a operar com ambição ampliada. A Bahia deixa de observar à distância e passa a ocupar a mesa, a interferir, a propor. Porque o que se constrói naquele ambiente não se encerra ao apagar das luzes: reverbera, circula, influencia; é como se o Summit fosse menos um ponto no calendário e mais uma engrenagem contínua. Esse fórum, afinal, não nasce do acaso, mas de um acúmulo silencioso de relações e visão compartilhada que vem sendo tecido de tal forma que ganhou corpo, nome e marca.A essência da iniciativa vem do Grupo Business Bahia, em que empresários e lideranças formam, há cerca de seis anos, um ambiente de confiança e união. Foi assim que também nasceu o selo Made in Bahia, o qual, inclusive, passou a fazer parte do layout da Revista Let’s Go Bahia, parceira do movimento.Voltar à origem, portanto, é a melhor forma de entender como se constrói, na prática, um ativo de influência como o Summit Made in Bahia.Onde tudo começouO Grupo Business Bahia se firmou como um dos principais núcleos de articulação empresarial do estado. Reunindo mais de 250 integrantes, entre empresários, executivos e profissionais liberais, o grupo conecta setores diversos: do financeiro à tecnologia, do turismo ao agronegócio, da comunicação ao jurídico.Trata-se de um organismo em que tudo parte de uma premissa comum: desenvolvimento exige coordenação e objetivo. Foi dessa lógica que, em 2020, em meio ao impacto econômico da pandemia, surgiu a necessidade de uma resposta concreta para o mercado local.A partir de uma sugestão de Denio Cidreira, à época, CEO da Carlos Sérgio Falcão
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 21Fonte Nova Negócios e Participações S.A., nascia ali o Made in Bahia. A ideia era simples e necessária: valorizar empresas e estimular o consumo regional como forma de proteger negócios e empregos locais.O selo Made in BahiaA adesão foi rápida e o movimento ganhou corpo ao contar com a participação de lideranças como Carlos Sergio Falcão, fundador do Grupo Business Bahia, que identificou na proposta uma ferramenta prática com alto potencial de mobilização do empresariado.O que começou como uma resposta emergencial rapidamente ganhou outra dimensão. Em pouco tempo, reuniu mais de 100 empresas e se inseriu no debate público de forma eficaz.Com o passar dos anos, o Made in Bahia passou a influenciar discussões sobre desenvolvimento, cadeias produtivas e políticas de incentivo. Tornou-se um ativo de reputação, mas, sobretudo, de costura entre interesses, metas e ideais.Tornou-se um mecanismo que conectou pertencimento à estratégia econômica. Desta forma, pode ser visto como um dos mais importantes movimentos recentes para a união e o fortalecimento dos diversos nichos de negócios baianos. E com espaço para algo maior.Do grupo ao fórum de decisõesA criação do Summit, em 2024, surgiu como um desdobramento natural desse percurso. A proposta foi criar um fórum capaz de reunir, em um mesmo ambiente, debate qualificado, relacionamento e visão de longo prazo.“Desde o início, nosso desafio foi transformar um conceito forte em uma iniciativa que conseguisse ganhar escala, fluidez e impacto”, pontua Eduardo Mariano, sócio--fundador da Zoom Imagem.O projeto nasce da convergência entre Carlos Sérgio Falcão, Eduardo Mariano e Tuca Zamaroni: articulação, execução e estratégia combinadas. O resultado foi imediato. Já na primeira edição, foram mais de três mil participantes e houve uma forte adesão do empresariado.SELOMADE IN BAHIAO Summit precisava refletir a relevância das discussões e, ao mesmo tempo, criar um ambiente propício para encontros estratégicos EDUARDO MARIANOEduardo Mariano
A proposta é oferecer uma experiência que conecte conteúdo relevante, pessoas que tomam decisões e um ambiente propício para relações duradouras TUCA ZAMARONI22 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Especial Summit 2025Reforço e amadurecimentoO avanço observado em 2025 indica um novo patamar. A entrada do LIDE Bahia, por exemplo, ampliou o alcance do Summit e o conecta a uma agenda mais ampla, de escala nacional. O evento deixa, assim, de ser apenas relevante para a Bahia e passa a dialogar com o Brasil.“O Summit amadureceu, ganhou densidade e passou a ocupar um lugar estratégico no ambiente de negócios do estado. A entrada do LIDE reforça essa vocação de diálogo institucional, conectando a Bahia a agendas nacionais e ampliando a capacidade do evento de influenciar discussões relevantes para o desenvolvimento econômico”, afirmou Mario Dantas, presidente do LIDE Bahia. Do conceito à influênciaRealizado no Centro de Convenções Salvador, o fórum reuniu empresários, executivos, gestores públicos e investidores em um ambiente altamente qualificado. O crescimento, no entanto, veio acompanhado do mesmo rigor na curadoria. Com mais de 6.700 inscritos e mais de 100 marcas expositoras, os temas discutidos refletem esse novo momento: competitividade, inovação, governança, tecnologia e cenário político-econômico. A discussão passa a ter trânsito por cantos para além dos limites desenhados no mapa. “A economia baiana tem potencial e relevância que precisam estar no centro das discussõesnacionais. Debater competitividade, cenários globais e perspectivas econômicas aqui é uma forma de ampliar a visibilidade do nosso estado”, disse Caio Megale, economista-chefe da XP Investimentos.Um dos principais nomes do cenário econômico brasileiro, Ricardo Alban, presidente daConfederação Nacional da Indústria (CNI), também foi um dos palestrantes da edição.“Eventos como o Summit são fundamentais para qualificar o debate econômico, aproximar aindústria das decisões estratégicas e preparar o empresariado para um cenário cada vez mais competitivo e desafiador”, avaliou Alban.O jornalista e âncora do Jornal da Band Eduardo Oinegue foi um dos speakers mais concorridos, representando o Grupo Bandeirantes de Comunicação. “Fóruns como o Summit ajudam empresários e líderes a tomarem decisões mais conscientes, ancoradas em informação e visão de longo prazo”, ressaltou o comunicador.Tuca Zamaroni
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 23Já Andrea Loiro, especialista em Inteligência Artificial, palestrou sobre como os novos modelos de linguagem passam a impactar os mais diversos tipos de cadeias produtivas ao redor do mundo. “A tecnologia deixou de ser um tema periférico e passou a ocupar o centro das decisões estratégicas. Discutir inteligência artificial, inovação e futuro do trabalho em um evento como o Summit é essencial para que empresas se mantenham relevantes”, disse.Vamos aos númerosAs métricas das duas primeiras edições ajudam a traduzir o ritmo de consolidação do evento. Em sua estreia, o encontro reuniu mais de três mil participantes, com uma média diária de cerca de 1.500 pessoas, além da presença de, aproximadamente, 40 marcas e Carlos Falcão, Tuca Zamaroni, Eduardo Mariano, Mário Dantasinstituições distribuídas em cerca de 30 estandes. O perfil do público era majoritariamente formado por empresários e lideranças locais, refletindo um evento ainda em fase de estruturação.Já em 2025, o avanço ficou evidente. Em seus dois dias, o Summit passou a um público diário próximo de duas mil pessoas, ampliando significativamente sua capacidade de mobilização. O número de marcas e instituições saltou para mais de 70, enquanto a área de exposição cresceu para mais de 50 estandes, sinalizando maior adesão e confiança por parte do mercado. Esse crescimento veio acompanhado de uma mudança qualitativa importante: o público também deixou de ser predominantemente local e passou a incorporar, de forma mais consistente, gestores públicos e lideranças de outros estados da federação.Sucesso comercialOs dados da segunda edição indicam essa evolução em relação ao ano anterior não apenas em volume, mas também em confiança do mercado. Segundo Paula Lacorte, esse movimento reflete a capacidade do Summit de entregar valor concreto para as marcas.“Quando comparamos a primeira edição, em 2024, com os resultados de 2025, o crescimento é muito claro. O Summit praticamente dobrou o número de inscritos, ampliou, de forma significativa, o volume de marcas participantes e expandiu sua área de estandes. Isso mostra que o mercado entendeu o projeto e passou a confiar no evento”, afirmou.“As marcas não apenas aderiram ao evento, como também renovaram e ampliaram a sua presença. Esse movimento confirma que o Summit entrega
24 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Especial Summit 2025resultado, visibilidade qualificada e um ambiente de relacionamento que faz sentido para quem toma decisões”, completou a executiva.Crescimento com coerênciaCom a evolução exponencial, comunicação e experiência passaram a ser parte central da estratégia. “O crescimento exigiu um nível de planejamento visual muito mais sofisticado. A edição de 2025 foi pensada nos detalhes, da cenografia à experiência do público, passando pela fluidez da comunicação nos palcos e áreas de circulação. O desafio foi garantir que a escala não comprometesse a identidade e a clareza da mensagem”, afirmou Eduardo Mariano, responsável por essa logística.Para Fernanda Zamaroni, a consistência é o que sustenta a força que a marca carrega desde que nasceu. “É uma marca forte porque existe coerência entre propósito, conteúdo e experiência. A forma como o evento passou a ser percebido mostra que ele deixou de ser apenas um encontro pontual e passou a ocupar um lugar relevante no imaginário empresarial da Bahia”, afirmou..Público qualificado, relevância e um futuro à frenteSem dúvida, o Summit se diferencia pelo perfil dos seus participantes. Ao concentrar decisores em um ambiente pensado para gerar encontros, o evento tornou--se um espaço onde relações convergem em agendas importantes para os mais diversos setores da nossa economia. Por isso mesmo, em 2026, o desafio passa a ser outro: sustentar relevância sem perder a identidade. Porque, a partir daqui, não se trata mais de crescer. Trata-se de transformar articulação em impacto real no ambiente de negócios, dentro e fora da Bahia. Paula Lacorte Trata-se de liderar. Dudu MarianoFernanda Zamarroni
4ª EDIÇÃOSaiba mais: [email protected] / 2026
26 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Cobertura Summit 2025A 2ª edição do Summit Made in Bahia 2025 foi um verdadeiro marco para o ecossistema de negócios do estado. O evento reuniu grandes lideranças empresariais, especialistas e autoridades em um dia de conteúdo inspirador, conexões estratégicas e oportunidades que impulsionam a inovação, a economia e o futuro da Bahia.Um encontro que superou expectativas e reforçou o protagonismo baiano no cenário nacional de negócios.@daamretratos
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 27@daamretratos @daamretratos
Cobertura Summit 202528 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Andrea Loiro@daamretratos @daamretratos @daamretratos @daamretratos@daamretratos @daamretratosIsaac Edington Ricardo AlbanBruno Reis Maurício Bacelar
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 29Luiz Lasserre @daamretratos @daamretratos @daamretratosLucas Felipe
Cobertura Summit 202530 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025@daamretratosEduardo Oinegue
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 31Milnea Oliveira @daamretratos @daamretratos
Cobertura Summit 202532 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025@daamretratos @daamretratos
EXPEDIENTEV2M EDITORA LTDAAv. Professor Magalhaes Neto, nº 1856, sala 603, Caminho das Árvores, Salvador-Bahia.CEP: 41810-011www.letsgobahia.com.brTel.: +55 71 3018-4494PUBLISHERVerônica Villas Bô[email protected]ÇÃOCOORDENAÇÃO DE JORNALISMO E CURADORIA:Matheus Pastori de AraujoJORNALISTASDavid Silva Isac Elisson*Matheus Pastori de AraujoREVISÃOGabriela PonceEDITORAÇÃO E ARTEDIREÇÃO DE ARTE:Verônica Villas BôasDIAGRAMAÇÃO:Flamarion ReisCOMERCIALDIRETORA:Verônica Villas Bô[email protected]@letsgobahia.com.brFINANCEIROJocy da [email protected]@letsgobahia.com.brMÍDIAS DIGITAISPietro Branddini [email protected] [email protected]ÃO DO SITE:ZMARK Marketing DigitalASSESSORIA DE IMPRENSA & RPTexto & Ciawww.textoecia.com.brIMPRESSÃOCoanTIRAGEM5.000 exemplaresDISTRIBUIÇÃOLet’s Go LogísticaAspas - Eduardo OineguePerfil - Caio MegaleDesenvolvimento econômicoTurismo de experiênciaTurismoInfraestruturaPerfil - Luiz GavazaPerfil - Ricardo AlbanIndústriaMão de obra qualificadaInteligência artificialNegócios inovadoresCrescimento fora do eixo RJ/SPMercado de capitaisFake newsCrônica - O alto da montanhaÍNDICE384244505462687072768286909498102
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38 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025AspasFoto: Rafael Luz/STJQuando a notícia vai além do fatoEu tive a oportunidade de conhecer o funcionamento do poder por dentro@daamretratosQuando a notícia vai além do fatoEu tive a oportunidade de conhecer o funcionamento do poder por dentro38 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 39Eduardo Oinegue provoca o telespectador e enriquece o jornalismo popular ao fazer algo cada vez mais desafiador: opinarPor Matheus Pastori de AraujoA maioria dos jornalistas se forma na prática, no dia a dia. Mas existem aqueles que, além disso, passam tempo suficiente tão próximos do poder que conseguem entender não apenas o que acontece, mas, também, de que forma e por que acontece. Um dos palestrantes nacionais do Summit Made in Bahia, Eduardo Oinegue construiu sua trajetória nesse segundo grupo.Formado pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) em 1985, Oinegue iniciou a carreira na Editora Abril após o tradicional Curso Abril de Jornalismo, passando rapidamente de repórter da Veja a posições de liderança na revista, na qual foi editor, editor-executivo e redator-chefe, além de chefiar sucursais estratégicas como Recife e Brasília, esta última ainda aos 24 anos de idade, período em que comandou a cobertura do impeachment de Fernando Collor.Depois, assumiu a direção de redação da Exame e expandiu sua atuação para a consultoria de comunicação. Também foi publisher do portal iG, colunista de veículos como O Globo e BandNews, até chegar ao posto de âncora do Jornal da Band – sucedendo Ricardo Boechat –, ao lado de Adriana Araújo.leitor com opiniões pessoais infundadas. Tem gente que vive assim e é muito feliz. Eu não gosto”.Esse rigor atravessa sua atuação também fora das redações. Ao longo dos anos, Oinegue passou a orientar lideranças diversas em momentos de risco, movimento que o ajudou a identificar uma falha recorrente.“As empresas, na maior parte dos casos, não colocam a comunicação na sala de decisões. Ela acaba sendo chamada depois para tomar uma medida – não uma decisão – que já foi definida por pessoas que não entendem de comunicação”, alfineta o jornalista.O efeito é previsível. “É a porta aberta para o erro, para o improviso. Pode dar certo, pode dar errado, mas é muito no cheiro, na intuição”. Para ele, o caminho não é complexo: comunicação precisa estar na mesa. Ponto final. “Como método, o certo é ter alguém de comunicação participando das reuniões, sendo ouvido. Pode usar ou não o que o profissional fala, mas tem que considerar”, esclarece.Essa lógica se conecta com outra percepção recorrente em sua trajetória: a diferença entre o que parece sólido à distância e o que se revela de perto. Ao observar empresas, governos e instituições por dentro, o que Não faz muito sentido gastar o tempo do ouvinte, do telespectador ou do leitor com opiniões pessoais infundadas Para Oinegue, portanto, quando se fala em entender nosso país, ultrapassa-se o limite de uma simples abstração. “Todo mundo que passa por bons veículos de comunicação, boas empresas, empresas estruturadas e trabalha em boas condições consegue ter uma leitura do Brasil”, afirma. Mas ele vai além. “Eu tive a oportunidade de conhecer o funcionamento do poder por dentro, conhecer os tomadores de decisão, os formadores de opinião”, reconhece.Essa convivência molda também a forma como ele enxerga o próprio papel do jornalismo. “Os fatos acontecem naturalmente, a gente os observa e os registra. As opiniões têm que ser um resultado de uma análise fundamentada, de conversas, de entrevistas”, diz. E dispara, sem rodeios: “Não faz muito sentido gastar o tempo do ouvinte, do telespectador ou do
40 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025AspasO empresário só se preocupa em se comunicar bem quando a crise está instalada aparece não é necessariamente a robustez que se imagina.“É a lógica do microscópio”, resume. O que surge são descuidos, decisões incompletas, variáveis ignoradas. Ainda assim, ele reconhece avanços. “Melhorou muito. Nos últimos 20 anos, houve uma profissionalização importante”, aponta o apresentador.As redes sociais, nesse processo, aumentaram a pressão. “As pessoas se sentem mais cobradas e desafiadas a se posicionar de maneira mais consistente. Comparado a outros países, o Brasil ainda tem muito a melhorar na qualidade da comunicação e da decisão estratégica”, avalia.Quando o tema se desloca para o debate público, especialmente em um ambiente descrito como polarizado, Oinegue relativiza. Para ele, a polarização sempre existiu: “Collor versus Lula foi polarizado. Fernando Henrique versus Lula também. Todas as eleições foram”.Mas há algo de diferente. “A gente viu o nível baixar muito”, enfatiza. E, diante desse rebaixamento, surge a ideia de que a radicalização seria coisa recente na política brasileira.O que permanece é papel do jornalismo. “O desafio do jornalista é manter-se equilibrado, equidistante. Ele pode ter uma visão, mas, na hora de cobrir, tem que ser cuidadoso e equilibrado”, define o âncora.Ao falar da Bahia, Eduardo Oinegue discorda em partes sobre uma suposta ideia cristalizada de que nosso estado ocupa pouco espaço no debate nacional, especialmente fora dos eixos de turismo e cultura.“Na agenda política, a Bahia tem um espaço histórico notório. Não dá para contar a história do Brasil sem falar da Bahia”, diz. O desafio, para ele, está mais na dimensão econômica. “Quanto mais o ambiente de negócios for favorável, mais peso o estado vai ter”, esclarece, pontuando ainda que fatores nacionais como insegurança jurídica, ativismo judicial e lógica tributária complexa tendem a afastar investidores.Ainda assim, Oinegue alerta que não se deve reduzir o turismo a um papel secundário. “É algo muito importante para a construção da economia local. É uma forma eficaz de produzir sem precisar de grandes estruturas”, afirma.O jornalista também fez um balanço sobre a sua participação no Summit Made in Bahia. “Fiquei muito orgulhoso de fazer parte. Fui muito bem recebido, os palestrantes eram de altíssimo nível. O público estava muito envolvido, muito engajado e interessado”, avalia.empresariado brasileiro: a comunicação reativa. “O empresário só se preocupa em se comunicar bem quando a crise está instalada”, observa. Mas, segundo ele, quando se chega a esse momento já é tarde: “Como a empresa fez networking com os veículos? Como sensibilizou os públicos? Como construiu relação? Aí, quando tem a crise, fica ao Deus dará”, completa.A alternativa, para Oinegue, não é sofisticada, mas exige disciplina. “O desafio hoje é estabelecer uma relação ativa, não reativa, com os públicos”, explica.Já ao tratar do protagonismo de estados como a Bahia, o âncora lembra que isso depende de uma série de elementos. “Política, economia, comunicação. Tudo. Existem vários interlocutores, com interesses diferentes — governo, prefeituras, empresários, setores. A força vem de um trabalho organizado, pelo menos conversado, desses interesses”, diz o perfil mais estrategista do comunicador.Como é de seu estilo, o jornalista não deixa de apimentar um pouco o comentário e completa: “É difícil imaginar uma força econômica sem que o governo, no mínimo, não deixe de atrapalhar”.Em uma sociedade em que todos querem dar opinião sobre qualquer coisa, Eduardo Oinegue se diferencia por não cair na mesmice do noticiário mecânico – no qual o jornalista comunica e o público absorve informações aleatórias, de forma superficial.Especialmente em seus editoriais – particularmente corajosos –, ele e sua parceira de Jornal da Band, Adriana Araújo, frequentemente provocam o público a concordar ou não com determinada análise. E isso nos lembra, novamente, que não basta apenas saber o que acontece. Como falamos no início deste texto, nestes nossos tempos, o ponto crucial é outro.Por que acontece? Mas é ao tratar de risco que a sua visão fica mais evidente. Em um momento em que a desinformação ocupa o centro das atenções, Oinegue prefere ser ponderado. “É difícil atribuir o risco de uma empresa a um item só. Sempre vai derivar de um erro empresarial, de uma decisão equivocada, de um projeto que fracassou”, reflete.Eduardo Oinegue é cuidadoso ao falar sobre a famosa construção de narrativa, tida por muitas corporações como uma fórmula mágica de marketing e combate às fake news. “Eu tenho um pouco de pé atrás com essa ideia. Parece que você está estabelecendo a sua própria verdade”, pondera o jornalista.O apresentador do Grupo Bandeirantes aponta para outro padrão recorrente no
A Desenbahia apoia projetos de inovação empresarial para o desenvolvimento de produtos ou processos.O caminho certo é com a Desenbahia.CRÉDITOPARA INOVAÇÃOAcesse o QRCode e encontre o Gerente de Desenvolvimentona sua região.
42 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025PerfilUm intérprete da incertezaDa RedaçãoAo longo da carreira, Caio Megale construiu uma leitura de mundo que transforma complexidade econômica em direção e geração de valor
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 43Em um cenário econômico marcado por volatilidade e decisões cada vez mais sensíveis, lidar com o incerto passou a ser necessidade de mercado. Enxergando esse movimento, Caio Megale tornou-se uma das vozes mais respeitadas do país. Economista de formação clássica e trajetória transversal, Megale construiu sua carreira em um ponto entre mercado financeiro, academia e setor público. Atualmente, economista-chefe da XP Investimentos e presidente do LIDE Economia, ele se tornou uma das vozes mais influentes na interpretação dos cenários macroeconômicos brasileiros, especialmente por sua capacidade de traduzir complexidade em leitura clara e acessível a diversos públicos.Sua trajetória ajuda a explicar esse posicionamento. Formado pela Universidade de São Paulo (USP), com mestrado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Megale acumulou experiência em algumas das principais casas de investimento do país, como Itaú, Gávea, Mauá e Lloyds Asset Management, além da sua passagem pela academia como professor. No setor público, ocupou cargos centrais em momentos decisivos. Foi secretário da Fazenda da cidade de São Paulo, na gestão João Doria, e integrou o Ministério da Economia, onde atuou diretamente na formulação e execução de políticas em um período de alta pressão fiscal.Esse trânsito entre diferentes esferas lhe confere uma leitura que combina técnica, pragmatismo e compreensão institucional. É justamente essa combinação que ele aponta como diferencial. “A academia lhe dá o ferramental técnico para a análise do cenário econômico. O mercado exige equilíbrio entre precisão e velocidade. E o setor público permite entender como a máquina funciona, o que é fundamental para o meu trabalho”, avalia.A passagem pela máquina estatal também alterou a sua percepção sobre como decisões econômicas são, de fato, tomadas no Brasil. Para Megale, há um contraste permanente entre a necessidade de agilidade e o peso dos ritos institucionais, que, embora muitas vezes vistos como entraves, são parte essencial da governança pública.“Você não está tomando decisões que afetam apenas uma empresa, mas toda a sociedade. Isso exige responsabilidade e respeito aos processos”, diz. Ao mesmo tempo, ele reconhece que há espaço para avanços, desde que haja coordenação política e provocação ao empresariado foi como reconhecer o potencial estrutural do Brasil sem ignorar os riscos de curto prazo. “O Brasil está atraente para o investidor global, mas precisa enfrentar seus desafios imediatos, especialmente o ajuste fiscal. Sem isso, o cenário favorável não se materializa plenamente”, afirmou.Ao olhar especificamente para a Bahia, Megale identifica um estado bem posicionado dentro das tendências globais, especialmente em áreas como energia, agronegócio e indústria. Ainda assim, aponta fragilidades que não são locais, mas comuns ao país como um todo. “Os desafios são os mesmos do Brasil: segurança, infraestrutura e custo de capital elevado. Avançar nessas frentes é fundamental para destravar competitividade”, analisa.Nesse contexto, Caio vê na transição energética uma oportunidade concreta de reposicionamento econômico. “O setor de energia já é um dos mais demandados por investidores internacionais. O Brasil tem escala e estabilidade relativa em um mundo desorganizado. Se resolver suas ineficiências, pode transformar essa vantagem em crescimento de longo prazo”, crava.Para além do diagnóstico, sua visão sobre o futuro do país converge para a disciplina fiscal como uma condição básica. “Precisamos ajustar as contas públicas para reduzir distorções e pressões inflacionárias. Isso abre espaço para focar o que realmente importa: educação, produtividade e inserção na revolução da Inteligência Artificial”, alerta o economista.No Summit, a presença de Megale reforçou um dos movimentos mais relevantes do evento: a capacidade de conectar o debate local a leituras nacionais e globais. Sua trajetória e discurso sintetizam esse ponto de interseção, em que técnica, experiência e visão se encontram para qualificar decisões. O Brasil está atraente para o investidor global, mas precisa enfrentar seus desafios imediatos, especialmente o ajuste fiscal capacidade de articulação entre diferentes interesses.Em um ambiente cada vez mais polarizado, manter a credibilidade tornou-se parte central do seu papel. Para isso, Megale adota um posicionamento firme para separar análise técnica de viés político. “Procuro manter a análise restrita aos fatores econômicos. Ao longo do tempo, aprendemos que há populismo e reformismo em diferentes espectros. Meu papel institucional é falar de economia”, resume.Essa postura ficou evidente em sua participação no Summit Made in Bahia, ao qual trouxe uma leitura equilibrada entre oportunidade e cautela. Em um cenário global marcado por instabilidades e imprevisibilidades, sua principal
IA Let’s Go BahiaDesenvolvimento econômicoA arquiteturado desenvolvimentoPor Matheus Pastori de AraujoPara ganhar eficiência real, a economia baiana passa pela capacidade de alinhar incentivos, investimentos e estratégias entre diferentes esferas de poder44 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 45
46 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Desenvolvimento econômicoCom um Produto Interno Bruto que supera R$ 536 bilhões e participação de cerca de 3,9% no índice que mede todas as riquezas produzidas pelo país, a Bahia responde por, aproximadamente, um terço da cadeia econômica no Nordeste, segundo dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais do estado.O ritmo de crescimento recente, na casa de 2,7% ao ano, revela uma expansão constante, porém inferior à observada em alguns estados vizinhos que passaram a operar com políticas de desenvolvimento mais coordenadas.O setor de serviços concentra cerca de 70% da atividade econômica, enquanto a indústria responde por, aproximadamente, 23% e a agropecuária oscila entre 7% e 10%, a depender do ciclo. Essa configuração limita o efeito multiplicador do crescimento, já que atividades industriais e de infraestrutura tendem a gerar cadeias produtivas mais longas, com maior impacto sobre emprego e renda.É nesse ponto que o papel do Estado passa a ser estruturante. Historicamente, a Bahia utilizou incentivos fiscais, especialmente via ICMS, como instrumento central de organização econômica. Esse modelo foi responsável por consolidar polos industriais relevantes, como o Complexo Industrial de Camaçari, que reúne dezenas de empresas e responde por uma parcela significativa da produção industrial do estado.Durante décadas, essa estratégia atraiu grandes playerse formou cadeias produtivas inteiras em setores como o petroquímico, o automotivo e de alimentos, como reconhece o secretário interino de Desenvolvimento Econômico do estado, Aécio Moreira. “Na atração de investimentos, a Bahia apresenta diferenciais competitivos importantes, como sua escala territorial e diversidade econômica, além de sua posição geográfica estratégica, especialmente na conexão com o Atlântico e o Nordeste; e uma base energética cada vez mais competitiva, com liderança na transição energética”, afirma o gestor.Na esfera municipal, a secretária de Desenvolvimento Econômico de Salvador, Mila Paes, destaca a complementaridade desse movimento. “A expansão de Salvador hoje é fruto de um mix de capital. O setor público municipal tem sido um indutor fundamental através de um volume histórico de investimentos em infraestrutura e requalificação. Vemos um forte movimento de capital próprio e financiamento via bancos de fomento (como o BNB e o BNDES) para grandes projetos de hospitalidade e logística. Além disso, o ecossistema de inovação e tecnologia tem atraído a atenção de fundos de investimento”, diz a gestora municipal.Relatórios do Banco Mundial e da Confederação Nacional da Indústria mostram que a competitividade territorial passou a depender de fatores mais complexos. Os principais são segurança A expansão de Salvador hoje é fruto de um mix de capital MILA PAES, SECRETÁRIA DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DE SALVADORMila Paes, secretária de Desenvolvimento Econômico de Salvador@daamretratos
Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 47jurídica, previsibilidade regulatória, eficiência no licenciamento ambiental e qualidade da infraestrutura. Incentivos fiscais continuam relevantes, mas deixaram de ser suficientes.“Há desafios no acesso ao crédito, especialmente em segmentos que têm grande potencial de dinamizar a economia. Destacam-se as empresas médias industriais, agroindustriais e os serviços produtivos, como tecnologia, engenharia e logística avançada, fundamentais para o fortalecimento das cadeias produtivas. Esses pontos representam, ao mesmo tempo, oportunidades claras de avanço para ampliar a densidade e a diversificação da economia baiana”, admite o secretário interino.Na capital, essa dificuldade é mais evidente entre os pequenos negócios. “As maiores dificuldades ainda recaem sobre os Microempreendedores Individuais (MEIs) e as Micro e Pequenas Empresas (MPEs), especialmente aquelas ligadas ao setor de serviços tradicionais e comércio de bairro. A falta de garantias reais e o histórico de faturamento são os principais gargalos. É por isso que a nossa atuação foca facilitar essa ponte, seja por meio de programas de capacitação de gestão financeira no âmbito do Empreenda Salvador ou pelo estímulo a microcréditos orientados”, afirma Mila Paes.O peso da energia limpaPercebe-se que a Bahia tem buscado avançar ao se inserir em novas agendas produtivas, especialmente na transição energética. O estado lidera a geração de energia eólica no Brasil e figura entre os principais polos de energia solar, com mais de 10 gigawatts de capacidade instalada ou em implantação, como aponta a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Os investimentos acumulados nesses Aécio Moreira, secretário interino de Desenvolvimento Econômico da BahiaHá desafios no acesso ao crédito, especialmente em segmentos que têm grande potencial de dinamizar a economia AÉCIO MOREIRA, SECRETÁRIO INTERINO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO DA BAHIAconcentrados em áreas específicas, os empreendimentos de energia renovável têm efeito mais difuso, levando renda, arrecadação e dinamismo econômico para municípios que historicamente estavam fora do eixo produtivo.A infraestrutura continua sendo um dos pontos mais críticos de atenção. O custo logístico no Brasil gira em torno de 12% do PIB, segundo a Confederação Nacional do Transporte, impactando de forma mais intensa estados com grande extensão territorial, como a Bahia. Portos como o de Aratu e Salvador desempenham um papel fundamental, mas ainda enfrentam desafios de integração com rodovias e ferrovias, o que limita ganhos de eficiência.segmentos já ultrapassam R$ 80 bilhões, com projetos distribuídos em diversas regiões do interior.Diferentemente dos polos industriais tradicionais, Feijão Almeida / GOVBA
48 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025Desenvolvimento econômicoUm diálogo constanteHá, ainda, uma dimensão institucional que influencia diretamente o ambiente de negócios. A articulação entre governo estadual e municípios, especialmente Salvador, nem sempre ocorre de forma integrada. Enquanto o estado atua na atração de grandes projetos industriais e energéticos, a capital concentra esforços em serviços, turismo, tecnologia e economia criativa. Quando essas agendas convergem, ampliam o potencial de desenvolvimento. Quando não, reduzem a eficiência das políticas públicas.Para Mila Paes, essa integração passa também por instrumentos concretos de política pública. “Essas iniciativas funcionam como um ‘crédito de confiança’ e redução de custo operacional para o investidor. Programas como o Invista Salvador, o Renova Centro e o Programa de Incentivo à Logística desoneram o fluxo de caixa das empresas, permitindo que o capital que seria destinado a impostos seja reinvestido na própria operação”, pontua.Para o estado, Aécio Moreira ressalta a relevância da iniciativa privada. “O eixo dominante do financiamento do crescimento na Bahia está no setor privado, com a participação relevante de grandes grupos econômicos, inclusive multinacionais, articulados com instrumentos de crédito estruturado. Nesse contexto, o Estado cumpre um papel estratégico como indutor, criando condições, reduzindo riscos e estruturando oportunidades para viabilizar investimentos”, diz o secretário interino de Desenvolvimento baiano, que avalia o modelo atual de atração como funcional.Estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) indicam que políticas de incentivo têm maior impacto quando associadas a cadeias produtivas e estratégias de longo prazo, evitando a simples atração pontual de empresas sem efeito duradouro. Incentivos, no entanto, representam renúncia de receita e, em um cenário de restrição orçamentária, exigem maior precisão.Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que os postos formais na Bahia têm sido puxados principalmente por serviços, comércio e construção civil, setores com menor capacidade de gerar ganhos de produtividade no longo prazo quando comparados à indústria.O desafio é sustentar um modelo de desenvolvimento capaz de servir como base para esse crescimento, com qualidade e diversificação.Na avaliação da secretária municipal, o avanço depende de coordenação entre atração de investimentos e qualificação da população. “Temos trabalhado para que esse descompasso seja cada vez menor, transformando o potencial de Salvador em resultados concretos no bolso do cidadão. O segredo dessa conversão está na integração entre a atração ativa de negócios e a preparação da nossa força de trabalho”, avalia Mila Paes.No fim, o papel do Estado não está em substituir o mercado. Muito pelo contrário. É dele a responsabilidade de criar – e de manter – um ambiente no qual esses muitos números e engrenagens se encaixem e funcionem de forma eficiente. @daamretratos
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