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Published by upnacomunicacao, 2026-06-02 14:43:19

Revista Let's Go Bahia - Especial Summit 2025

Junho de 2026

Especial Summit 2025 Let’s Go Bahia | 101dos colaboradores para manter a blindagem de dentro para fora.Neste ponto, Moisés acredita que a eficiência dessa resposta depende muito de uma base sólida já na própria formação da cultura das corporações. “A assessoria de imprensa vai atuar melhor e a crise vai ser mais bem gerenciada a governança corporativa fica exposta, tornando a proteção da marca uma prioridade direta do topo hierárquico.Moisés Brito, um dos sócios da Comunicativa, agência especializada em comunicação empresarial, acredita que esse trabalho deve ser, por natureza, antecipatório. “A assessoria de imprensa nasceu para ser proativa”, defende, enquanto também pontua a importância da sintonia com os clientes. “Quando está articulada com os executivos das empresas, com a gestão das empresas, a assessoria é a peça central na gestão reputacional, porque é ela que faz a interface com o mundo exterior”, afirma o jornalista.Para além disso, muitas vezes as fake news vêm de dentro da própria empresa. Um boato ouvido no corredor, um cochicho na copa, tudo pode virar desinformação no ambiente corporativo. Em casos assim, é primordial não só identificar o problema como também realizar treinamentos periódicos vídeos ultrarrealistas gerados por tecnologias generativas, por exemplo, já são uma realidade e têm causado muita dor de cabeça para grandes empresas. Gravações falsas com áudios perfeitamente replicados também já conseguem enganar grupos de C-Levels com uma facilidade impressionante.Vamos a outro exemplo prático. Em 2024, um e-mail direcionado a um executivo da área financeira da multinacional Arup acendeu um alerta, foi tratado como uma tentativa de golpe e foi prontamente descartado. Mas a percepção logo mudou quando uma chamada de vídeo, aparentemente legítima, reuniu figuras do alto escalão da companhia, que validaram o pedido de transferências milionárias. Diante da verossimilhança da situação, a solicitação, atribuída ao CFO da companhia, deixou de parecer suspeita e passou a operar como ordem, exatamente como os criminosos planejavam. Ao final, de fato, tudo não passava de uma farsa. O exemplo deixa explícita a necessidade de um estreitamento de laços entre as corporações e o jornalismo profissional. Em um ambiente digital saturado de conteúdos manipulados, a conduta ética do profissional de comunicação atua como a última linha de defesa, funcionando como um selo de veracidade que pode salvar reputações em longo prazo. Uma mentira visualmente convincente pode, inevitavelmente, paralisar operações e destruir a confiança de investidores em escala global.Como advertiu o magnata Warren Buffett, são necessários 20 anos para construir uma reputação e apenas cinco minutos para destruí-la. Mas, na era das deepfakes, esse tempo foi reduzido a meros segundos de uma chamada de vídeo. E quem chega depois da crise não está somente reagindo, já está perdendo. Moisés Brito, sócio da agência ComunicativaA assessoria de imprensa é a peça central na gestão reputacional MOISÉS BRITO, SÓCIO DA AGÊNCIA COMUNICATIVAse houver um trabalho prévio de gestão de risco”, ressalta.A mentira já nãoé apenas por textoCom a chegada da Inteligência Artificial e com o avanço rápido do desenvolvimento deste tipo de tecnologia, outros problemas passam a surgir. As deepfakes, Divulgação Comunicativa


102 | Let’s Go Bahia Especial Summit 2025MatheusPastoriJornalista, é especializado em Conteúdo Digital e em Branding. É fundador da casa de conteúdo PASTORI, coordenador de Edições Especiais e membro do Conselho da Let’s Go Bahia - @matheuspastoriPara chegar até esta página, o leitor passou por uma diversidade de temas que vão desde fatores técnicos do desenvolvimento econômico, o peso do turismo, da comunicação, da infraestrutura e da educação até reflexões sobre pontos que são claramente recorrentes nas falas de gestores públicos, autoridades, empresários e personalidades de alto prestígio que preenchem esta revista. Para isso, nós, que coordenamos a produção deste conteúdo, partimos daquilo que, de fato, significa um summit – palavra inglesa que, depois do briefinge do coffee break, parece ter se tornado a mais nova moda do mundo corporativo. Se formos apelar ao recurso clichê do dicionário, a palavra está para a Língua Inglesa como “cume” está para o Português: o ponto mais alto de uma montanha.Nem tudo, portanto, é um summit. Tampouco apenas os títulos dos participantes de um encontro o caracterizam. Mas quando líderes, tomadores e formadores de decisão se reúnem e se debruçam sobre uma miríade de temas, com um objetivo em comum, aí, sim, passamos a ter uma cúpula – o ponto mais elevado ao que se consegue chegar ao congregar esses personagens em um mesmo espaço.Ao espelharmos o que se discutiu na segunda edição do Summit Made in Bahia, procuramos distribuir nestas páginas a complementariedade de assuntos que, juntos, tornam-se fatores relevantes para o objetivo do fórum: a otimização e o reconhecimento daquilo que de valor se produz em nosso estado. O desafio de nossos repórteres, em cada matéria, foi o de não apenas reproduzir, mas também de estender e repercutir aquilo que se viu nos painéis. Esta edição especial não é um resumo, mas uma consequência e uma evidência concreta da repercussão do encontro ao longo do tempo. Por isso, esperamos que cada fonte, cada citação e cada ideia que se publicou aqui seja insumo para o leitor nos seus mais variados perfis. Seja para o CEO, para O alto damontanhapodem ter aquela epifania que faltava para seguir adiante com algum projeto – e, quem sabe, um dia estar neste mesmo hall de cases de sucesso.Provamos, ao longo desta edição, que desenvolvimento não é mero discurso. É articulação. Ele nasce quando diferentes setores deixam de operar de forma isolada para construir, de fato, um ambiente favorável à geração de valor coletivo. Se há algo que se confirma a partir deste Summit, e destas páginas que o traduzem, é a percepção de que a Bahia entendeu isso e deixou de apenas participar de grandes conversas. Ela começa a influenciá-las.Por isso mesmo, nesta condição de influenciadora da pauta nacional, o que facilmente conseguimos extrair das ideias pelas quais percorremos, é que nossa Bahia passa a ter o dever de conseguir, em médio prazo, reter os talentos que nascem aqui. Se estamos nos propondo a competir com os grandes, devemos nos comportar como tal.Quando ainda somos vistos como um mero celeiro de profissionais e valores que, sistematicamente, se somam à evasão intelectual e tecnológica que perdura há décadas, nos apequenamos. Colocamo-nos, indevidamente, em um lugar de laboratório – mero exportador de ideias e sementes que abastecem o solo alheio. Uma característica incompatível com uma terra capaz de preencher, com tamanha engenhosidade, as páginas que precedem este meu ponto final. Esta edição especial não é um resumo, mas uma consequência e uma evidência concreta da repercussão do Summit o produtor de eventos, para o assessor de comunicação, para o investidor ou mesmo para quem ainda tem dúvida sobre se vale realmente a pena empreender.Afinal, não só os participantes do evento ou os integrantes do trade vão ser impactados pelo que está escrito. Certamente, exemplares desta edição vão circular em universidades, salas de estar, clínicas, agências e escritórios. Ambientes nos quais entusiastas de muitas das empresas aqui citadas


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