SOLIDEZR$ 14,9000070EDIÇÃO 70O Grupo André Guimarães mantém seu ciclo de expansão e avança para o setor de Infraestrutura se consolidando como referência em execução,governança e visão estratégica. Conheça a equipe da divisão de Engenharia e Infraestrutura do grupo, e seu CEO Elmar VarjãoANDRÉ GUIMARÃES
Localizada em Camaçari (BA), a maior fábrica da BYD fora da China consolida um investimento de R$ 5,5 bilhões. A unidade terá capacidade para produzir até 600 mil veículos por ano e poderá gerar até 20 mil empregos, impulsionando o desenvolvimento industrial da região.BOM VOCÊCHEGOUNA BAHIA.AH, QUE
No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas.
4 | Let’s Go Bahia - Edição 70EditorialA solidez é aquilo que sustenta as bases quando o cenário muda. Não faz barulho, não aparece de imediato, mas é o que permite atravessar ciclos, crises e transformações sem perder identidade, propósito e direção.Em tempos de incertezas, volatilidade e decisões cada vez mais aceleradas, falar de solidez é falar de base, de método e de escolhas feitas com visão de longo prazo, mesmo quando o caminho mais curto parece tentador. Foi esta reflexão que guiou a construção da Edição 70 da Let’s Go Bahia.Desde 2025, voltamos nosso olhar de forma mais atenta para o segmento de Infraestrutura, compreendendo sua importância estratégica para o desenvolvimento do país e seu papel estruturante na economia nacional. À medida que aprofundávamos esse olhar, ampliávamos também nosso entendimento sobre o setor e seus impactos no crescimento sustentável. Nesse processo, passamos a contar com artigos assinados por Guilherme Peixoto, advogado e superintendente de Governança em Licitações da B3 – Bolsa de Valores do Brasil, e por André Salcedo, baiano e CEO da Motiva Trilhos, empresa responsável por relevantes operações metroferroviárias no país. Contribuições que qualificam esse debate sob uma ótica técnica, regulatória e institucional.Foi nesse contexto que entendemos que a primeira edição do ano deveria trazer, já de partida, uma sinalização consistente sobre o tema e sua relevância para a economia nacional. Ao buscarmos um personagem de capa, sabíamos da importância de apresentar aos Nossa escolha reflete, de forma direta, o tema que propomos nesta edição. A trajetória do grupo, com mais de quatro décadas de atuação, traduz com clareza o que entendemos por solidez: construções ancoradas em bases sólidas, capazes de atravessar o tempo com consistência e vigor.Ao longo desta edição, a solidez se apresenta em diferentes dimensões. Está na infraestrutura que depende de instituições maduras e regras estáveis; na advocacia exercida com ética e rigor técnico; na integridade empresarial tratada como ativo estratégico; na economia que exige planejamento e leitura realista dos cenários; e também na cidadania, sem a qual nenhuma sociedade se sustenta de forma duradoura.Como novidade desta edição, temos a honra de contar com Nizan Guanaes, que assina a crônica, trazendo sensibilidade e inteligência, marcas de uma escrita sempre relevante e necessária.Por ser esta a primeira edição do ano, escolhemos provocar uma reflexão essencial. O início de um novo ciclo é, naturalmente, o momento das decisões e das escolhas de rota. É justamente aí que a solidez se faz ainda mais necessária. São as bases bem construídas e os caminhos pensados com responsabilidade que sustentam qualquer trajetória ao longo do tempo e dão segurança ao percurso escolhido.Nós, na Let’s Go Bahia, acreditamos nisso também como princípio editorial. Sabemos que somente com bases sólidas e consistentes é possível construir credibilidade, reputação e posicionamento. É o que buscamos oferecer por meio de textos bem apurados e escolhas editoriais conscientes, capazes de contar boas histórias, inspirar reflexões e estimular decisões mais qualificadas.Boa leitura! Jotta FotografiaPublisher da Let’s Go Bahia@[email protected]ônica Villas Bôasleitores uma história sólida, consistente e inspiradora, capaz de traduzir esses valores na prática.Nesse percurso editorial, o Grupo André Guimarães se apresentou como uma escolha natural. Acompanhamos sua trajetória ao longo dos anos, registrando sua evolução e consolidação como grupo, e agora testemunhamos um novo e importante movimento: o avanço consistente do seu braço de Engenharia e Infraestrutura, liderado por Elmar Varjão, em um momento de expansão e maturidade. Um percurso que reafirma a força das empresas baianas no cenário nacional.Solidez é o que permanece quando o tempo testa escolhas, estruturas e valoresSolidez
Aspas: Paulo MoraisPerfil Maurício MagalhãesUm salto para o futuroO que fica da Cop30?Longevidade com propósitoCarros chinesesPerfil: Karen CuzcoAs estéticas para o verãoA magia e o luxo dos resorts na BahiaFort Myers, Sanibel e CaptivaMariscadaErramos: Na entrevista com a Profª. Márcia Sakai, da edição Especial Educação da Let’s Go Bahia (Pag. 23), onde lê-se diretora de Medicina da UniFTC/UnexMED, leia-se diretora de Medicina da UnexMED.Edição 70 - Let’s Go Bahia | 508284048648492102112116124ÍNDICE EXPEDIENTEV2M EDITORA LTDAAv. Professor Magalhaes Neto, nº 1856, sala 603, Caminho das Árvores, Salvador-Bahia.CEP: 41810-011www.letsgobahia.com.brTel.: +55 71 3018-4494PUBLISHERVerônica Villas Bô[email protected]ÇÃOEDITOR: Flamarion Reis - MTb-BA 7521REVISORA:Gabriela PonceJORNALISTASAlan e Déborah FontesAna Paula GarridoAna Virgínia VilalvaAndrea CastroBeatriz SoaresFlamarion ReisJuliana CarvalhoMatheus PastoriMurilo GitelRoberto NunesVitor EvangelistaCONSELHO EDITORIALCarlos FalcãoClaudia Giudice Fabio LimaMatheus PastoriVerônica MacêdoVitor IgdalCOLUNISTASAlexandra Isensee ___ Alma BaianaAndrea Castro ________ Arq. e DecoraçãoCarlos S. Falcão ________ FinançasClaudia Giudice ________Plano BCláudio Colavolpe ____Só se vê na BahiaDiego Oliveira __________ SpotFabiano Lacerda ______ Life CoachGabriela Ponce ________ Sessão Pipoca July Lopes ___________ Clube do VinhoLaura Guimarães ______ FinançasLila Moraes ______________ Locomotiva BaianaLuiz H. Amaral _________ GastrôMarcelo Sampaio _____ GarimpandoMatheus Pastori _______ De Olho nas TelasPatrícia Guerra _________ Guia SalvadorPatrícia Zanotti ________ Luxo e BelezaRenata Rangel _________ ModaRoberto Nunes ________ Autos e MotosVerônica Macêdo _____ Let’s Go AgroVitor Evangelista ______ EspressoARTICULISTAS CONVIDADOSAna Carolina MonteiroAndré MascarenhasCesar SouzaClaudio CunhaCristina BarudeDiego Ribeiro e Sérgio NunesEduardo AthaydeElizabeth MonteiroFlavia CamanhoGeorges Humbert Godofredo de Souza Dantas Neto Guilherme Peixoto e André SalcedoIryna PodusovskaJacson GonçalvesKelsor FernandesLaura PassosLeila BritoMonica RochaMonique MeloPaulo CavalcantiPaulo CoelhoRicardo Amorim Roberta RodriguesVictor IgdalWilliam FreitasESPECIAL PATRIMÔNIOS Rafael DantasFOTOGRAFIAAntonio Cavalcanti Jotta PhotografiaFOTOJORNALISMO:Antonio Cavalcanti Jotta PhotografiaEDITORAÇÃO E ARTEDIREÇÃO DE ARTE:Verônica Villas BôasDIAGRAMAÇÃO:Flamarion ReisARTE:Vinícius GóesCOMERCIALDIRETORA:Verônica Villas Bô[email protected]@letsgobahia.com.brFINANCEIROJocy da [email protected]@letsgobahia.com.brMÍDIAS DIGITAISEDITOR ON-LINE:Coordenação: Tâmara Gondim [email protected] Virgínia Vilalva (SITE)[email protected] Gonçalves (INSTAGRAM)[email protected]ÃO DO SITE:ZMARK Marketing DigitalGestão Let’s Go DigitalTâmara GondimPUBLICIDADEVinícius GóesASSESSORIA DE IMPRENSA & RPTexto & Ciawww.textoecia.com.brIMPRESSÃOHawaii Gráfica e EditoraTIRAGEM10.000 exemplaresDISTRIBUIÇÃOLet’s Go Logística
6 | Let’s Go Bahia - Edição 70Plano BJornalista, escritorae mãe de ChicoClaudia GiudiceO pai de Beth era militar. Duro. Ciumento. Patriarcal. Macho tóxico. Nem de longe imaginava que sua menininha não era mais virgem.OdisseiaNa estrada de Santorini Thira–Oia, o sol estava pleno e o azul era grego. Ele, feliz com seu brinquedo. Um quadriciclo. Ela, infeliz com o frio, com o vento, com o sol fraco para o final da primavera e, principalmente, com a felicidade dele com o brinquedo. A fantasia dela — Elizabeth — era uma semana de romance. Como no começo. Como quando ela estudava Medicina e ele, Farmácia. Como quando ele esperava a aula dela terminar para saírem juntos da Universidade de São Paulo de Medicina, abraçados, rumo ao metrô da Avenida Paulista. Era tanto beijo na boca. Era tanta mão passando por dentro, por baixo, por cima, no metrô, no ônibus, no banheiro da faculdade e, de novo, principalmente, nas horas em que ficavam sozinhos na casa da família dela.O pai de Beth era militar. Duro. Ciumento. Patriarcal. Macho tóxico. Nem de longe imaginava que sua menininha não era mais virgem. Ele tinha muito orgulho dela. Quanto mais orgulho sentia, mais ciúmes também e mais controle. Por isso, quando ela apareceu grávida dele, o Zé Macaco, tido como um traste vagabundo pela família dela e pela dele, o coronel Abreu quase morreu. De enfarte e desgosto. Não exatamente nesta ordem. O jeito foi se casar correndo para disfarçar a gravidez para os familiares e amigos.Casaram-se e não tiveram lua de mel porque não tinha clima. A hora era agora, quando João já tinha 10 anos e podia ficar sozinho com os avós. Era bom menino. Estudioso. Não puxou ao pai. Quer dizer, é bonito como o pai, mas não é burro como ele. Elizabeth sabia disso e, nas horas de raiva, pensava isso também.— Como pude me apaixonar por um homem tão burro e tão bonito?A resposta era óbvia e, por isso, ela sonhava com a lua de mel grega com 10 anos de atraso.Só que não.Elizabeth queria ficar de molho na jacuzzi da varanda do apartamento Honey Moon Afrodite(nome predestinado), em Imerovigli, enquanto Zé (ela não usava o apelido Macaco) só pensava em Caldera de Oia. Nos planos dela, sentariam-se na varanda de um daqueles restaurantes caros e chiques e beberiam champanhe. Ela iria pagar. Depois, um jantar com ostras e outros frutos do mar, e após a sobremesa com chocolate, iriam para o hotel, que ficava a menos de 200 metros. Beijos e abraços antes de chegar à cama. Outra garrafa de champanhe e uma noite como as noites de antigamente.Ela suspira, suspira e suspira.Logo depois da curva do Nick Cave, o brinquedo do Zé engasga. Uma, duas, três vezes. Tipo um paciente terminal, tentando falar a última frase de amor para os filhos. Engasga e morre. Ele encosta para tentar fazê-lo pegar. Ela olha o relógio. 19h58.— Pega, filho da puta. — Depois que fala, até ri. Como um quadriciclo pode ser filho de alguém? Pobres putas.Zé tenta uma, duas, três, dez, vinte vezes. Não que esteja preocupado com o horário do sol. Apenas não quer deixar seu brinquedo ali, sozinho, no meio da estrada, na beira do precipício.— Liz, deixa eu tentar mais uma vez… — suplica Zé Macaco.Ela cede, mas logo vê uma Mercedes preta chegando com velocidade reduzida. O motorista diminui e parou encostado ao guard rail.rodar pelas estradas sinuosas da ilha. Estava tarado. Louco de tesão pelo brinquedo de quatro rodas.— E eu? — pensava baixo Liz, que gastara todas as economias da última década na viagem. Por causa do filho pequeno, a carreira de médica oncologista ainda não havia decolado. Ela estava atrasada no mestrado e não tinha muito respeito do diretor do hospital, que achava que ela dava mais importância ao filho do que à carreira.O pôr do sol naquela quinta-feira, 18 de maio, estava marcado para as 20h18. Prometia ser lindo na
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 7— Precisam de ajuda? — pergunta, gentil, em inglês.— No, thanks — responde Zé (Macaco), monoglota, mas esperto, não querendo dar o braço a torcer para o gringo, grego, Apolo, lindo, sabe-se lá de onde veio.Liz olha para ele e suplica.— Zé, deixa de besteira. Não vai pegar. Deve ter acabado a gasolina. Vamos para a vila pedir ajuda.Ríspido como nem um macaco deve ser, Zé devolveu para ele e para ela, poliglota:— No, thanks.Os ventos, na Mitologia Grega, eram comandados por Éolo, Deus da Ventania. Mas ele não manda sozinho. Existem muitos ventos. O controle destes era atribuído a outros deuses e também a titãs. Bóreas manda no vento norte, frio e violento. Zéfiro cuida do vento oeste, suave e agradável. Euro é o comandante do vento leste, criador das tempestades. E Noto é quem manda no vento sul, quente na Grécia porque vem da África e é formador de nuvens. Tem mais. Cécias responde pelo vento nordeste. Apeliotes, pelo do sudeste. Siroco manda no noroeste e Lips, no sudoeste. Pois foi o vento de Lips que bateu na cara de Liz naquele instante. Um tapa suave e firme. Lips era uma deusa conhecida por sua força, vontade e determinação. Hoje, seria chamada de feminista bruaca pelos gorilas, tipo o Zé Macaco.Sem olhar para o lado, Liz desceu do quadriciclo e, quatro passos depois, enfiava o cinto de segurança no botão vermelho. Não olhou para trás nem para o lado. Com seu melhor sorriso, estendeu a mão para o belo e gentil motorista:— Nice to meet you. My name is Liz. I’m from Brazil. Thank you for helping me. I must see this sunshine at the Caldera.O sol naquele dia caiu lento, farto e intenso como os beijos de Liz em Ulisses. Ao anoitecer, partiram para sua odisseia.
8 | Let’s Go Bahia - Edição 70AspasNegócios só fazem sentido quando colocam as pessoas no centro, todo o resto é meioFoto: Bruno VanenckPauloMoraisPor Juliana CarvalhoComo construir negócios de escala sem perder o essencial
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 9Ele é fundador da holding PG&MP Investimentos e sócio-fundador da Espaçolaser, a maior rede de depilação a laser do Brasil em faturamento, número de lojas e clientes atendidos. Formado em Direito e Agronomia, com pós-graduação pela Universidade Clássica de Lisboa, Paulo Morais soma mais de 30 anos de experiência no varejo de serviços, com uma atuação pautada por um modelo de democratização inovador, presente nos segmentos de saúde, beleza, bem-estar, educação e sustentabilidade. Seu maior orgulho está nas empresas que ajudou a criar e desenvolver e que seguem impactando positivamente milhares de pessoas, inclusive algumas das quais já não é mais sócio, como a própria Let’s Go Bahia. Quando criança, ele sonhava em ser piloto de avião. A miopia o impediu de realizar esse sonho, mas ele alçou voos ainda mais altos e se tornou um dos empresários mais bem-sucedidos do país. Em 2022, foi premiado como Empresário do Ano pela Entrepreneur of the Year (EY), programa global da Ernst & Young que reconhece empreendedores de destaque que inovam, geram impacto e transformam o cenário econômico e social, com o foco em propósito, crescimento e legado. Os vencedores nacionais competem em nível global, reunindo histórias de resiliência e sucesso em diversos países, como Brasil e Portugal. Em 2025, recebeu o prêmio Líder do Ano, pela CIA de Negócios, que homenageia líderes e empresas que impulsionam a economia nacional. A trajetória de Paulo Morais é marcada por decisões pouco convencionais e por uma convicção que rompe padrões: “Negócios só fazem sentido quando colocam as pessoas no centro, todo o resto é meio”. Aos 57 anos, ele acumula mais de 30 anos de experiência no varejo de serviços, com uma democratização que foge totalmente do lugar-comum e com uma atuação pautada por um modelo inovador, presente nos segmentos de saúde, beleza, bem-estar, educação e sustentabilidade.Essa visão começou cedo. Aos 16 anos, ingressou no escritório de contabilidade do pai, onde permaneceu por cinco anos, adquirindo bases sólidas em gestão, análise de dados e dinâmica empresarial. Paralelamente, sua formação técnica em Agropecuária proporcionou-lhe lições sobre disciplina, processos e, sobretudo, cuidado com pessoas. Mais tarde, o Direito, cursado na Universidade de São Paulo (USP), consolidou essa percepção, reforçando a centralidade das relações humanas nas organizações. Ainda jovem, o envolvimento no movimento estudantil, em 1984, ampliou sua visão sobre liderança, participação e responsabilidade coletiva, aprendizados que levaria para todas as empresas que conduziu.Aos 26 anos, o jovem advogado, nascido em Pirituba, Zona Norte de São Paulo, que atuava apenas com pequenas causas, venceu um caso de grande relevância e tornou-se milionário. A partir de então, mudou o drive e passou a pensar em empreender, inspirado pelos clientes que atendia ainda no escritório de contabilidade. O empreendedorismo tornou-se o caminho natural para aplicar sua visão de gestão e propósito.A partir daí, sua trajetória se caracterizou pela diversificação de negócios. Empreendeu em coleta de lixo, tornou-se sócio de varejo de esportes de aventura, ingressou na gastronomia com restaurantes especializados em cozinha portuguesa e ampliou sua atuação como investidor e executivo. Em cada projeto, manteve critérios claros: mercados relevantes e de grande escala, projeto definido, diferenciais competitivos e lideranças capazes de executar com excelência.Em 2004, Morais deu um dos passos mais emblemáticos de sua carreira ao se tornar sócio-fundador da Espaçolaser, a maior rede de depilação a laser do Brasil em faturamento, número de lojas e clientes atendidos. Sob sua liderança como CEO, a empresa dobrou de tamanho no país, passando de 282 lojas, em 2017, para 750 unidades no primeiro trimestre de 2022, e iniciou sua expansão internacional para Argentina, Chile, Colômbia e Paraguai. Nesse período, a Espaçolaser tornou-se a primeira empresa do setor de serviços de beleza a realizar uma Oferta Pública Inicial (IPO), além de inovar com tecnologia de ponta, adotar um modelo omnicanal e desenvolver soluções de pagamento flexíveis, como o parcelamento em até 10 vezes no cartão de crédito ou em até 18 parcelas no crédito rotativo, sem comprometimento do limite do cartão.O crescimento da empresa sempre esteve aliado a uma gestão humanizada. Durante Em 2022, foi premiado como Empresário do Ano pela Entrepreneur of the Year (EY), programa global da Ernst & Young que reconhece empreendedores de destaque que inovam, geram impacto e transformam o cenário econômico e social, com foco em propósito, crescimento e legado.
10 | Let’s Go Bahia - Edição 70Aspasa pandemia, o executivo concentrou esforços para manter a organização viva, rentável e engajada. Para ele, processos e tecnologia são meios; o foco permanece nas pessoas, aquelas que constroem o negócio e as que recebem o serviço final. Sua liderança incorpora os “Três D do Sucesso” (disciplina, determinação e dedicação) e valoriza uma agenda social consistente, com projetos de inclusão de pessoas com deficiência intelectual e apoio a atletas de diversas modalidades.Atualmente, Paulo Morais segue atuando na Espaçolaser como membro do Conselho Administrativo e do Comitê de Gente e Cultura. Com tanta experiência, fundou a holding PG&MP Investimentos, que ajuda a acelerar o crescimento e a expansão de empresas do varejo nos setores de saúde e bem-estar. Ela atua na gestão e administração de ativos, concentrando participações em diferentes negócios para facilitar o planejamento estratégico e a expansão, apoiando negócios consolidados em mercados relevantes, acelerando o crescimento, especialmente por meio de franquias, e ajudando empreendedores a cometerem menos erros.Além de investidor, Paulo dedica parte de sua agenda à educação corporativa, com palestras, cursos e mentorias para empresários e novos executivos. Ele lembra que não é fácil empreender, especialmente no Brasil. Seu principal alerta é claro: “Se você acredita no seu sonho e no seu propósito, mantenha o foco e canalize toda a sua energia para o objetivo. Os desafios vão surgir, mas não deixe que eles façam você parar, especialmente nas fases iniciais. A distração aumenta as chances de insucesso. Temos que ter mais foco e dedicação absoluta na fase inicial de qualquer negócio, jamais admitindo uma dedicação parcial”, afirma. Ao olhar para a própria trajetória, o empresário não mede o sucesso apenas por números ou cargos. Seu maior orgulho está nas empresas que ajudou a criar e estruturar, e que seguem impactando positivamente milhares de pessoas, inclusive algumas das quais já não é mais sócio, como a própria Let’s Go Bahia. Para ele, são esses projetos que reafirmam sua convicção de que negócios são feitos por pessoas e para pessoas. Se você acreditano seu sonho e no seu propósito, mantenha o foco e canalize toda a sua energia para o objetivo. Os desafios vão surgir, mas não deixe que eles façam você pararFoto: Bruno Vanenck
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12 | Let’s Go Bahia - Edição 70FinançasRicardo AmorimEconomista mais influente do Brasil, segundo a Forbes, e Influenciador nº 1 no LinkedInEx-alunos da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e do Instituto de Aeronáutica (ITA) se uniram para criar o Inova Sênior, um projeto que busca reintegrar engenheiros com mais de 60 anos ao mercado de trabalho. A iniciativa nasceu da percepção de que o Brasil desperdiça um enorme capital intelectual ao deixar de aproveitar a experiência e o conhecimento de profissionais que têm mais idade e mais vivência, mas que, muitas vezes, foram afastados do mercado por etarismo.O objetivo do Inova Sênior é valorizar a trajetória desses engenheiros, atualizando suas habilidades com formações pontuais voltadas para as novas demandas de tecnologia, inovação e ESG, mas sem a necessidade de uma nova graduação. A proposta é que eles possam se recolocar rapidamente em posições estratégicas, nas quais a sua bagagem técnica e a maturidade profissional sejam diferenciais importantes.Além do aspecto econômico, o projeto também tem uma dimensão social bastante relevante, pois busca combater o isolamento e a perda de propósito que podem, infelizmente, afetar pessoas que se aposentam ou ficam fora do mercado de trabalho.O lançamento oficial do projeto aconteceu durante o MaturiFest, um evento voltado para o público com mais de 50 anos de idade e que discute temas como trabalho e longevidade. A estreia contou com a participação de cerca de duzentos engenheiros formados pela Poli da USP e pelo ITA, e os seus idealizadores planejam expandir o programa para outras escolas de Engenharia do país.Essa iniciativa representa uma tentativa prática e concreta de reconectar gerações e resgatar o valor da experiência, em um momento em que o envelhecimento populacional e a demanda por profissionais qualificados crescem simultaneamente no Brasil. Além disso, com a taxa de desemprego atualmente muito baixa, muitas empresas não conseguem encontrar profissionais para contratar.Em resumo, é um projeto bom para todo mundo: bom para os profissionais, bom para as empresas e bom para a sociedade. Uma ótima iniciativa que merece ser replicada com profissionais de outras áreas. Engenheiros 60+:O objetivo do Inova Sênior é valorizar a trajetória desses engenheiros, atualizando suas habilidades com formações pontuais voltadas para as novas demandas detecnologia,inovação e ESG.Inovar é trazer aexperiência de volta ao jogo
14 | Let’s Go Bahia - Edição 70Business BahiaCarlos Sergio FalcãoAs projeções econômicas para o Brasil em 2026 apontam para um ambiente de elevada incerteza, baixo dinamismo e deterioração gradual dos fundamentos fiscais. Ainda que o país mantenha alguma resiliência institucional e um mercado interno relevante, os desequilíbrios estruturais não enfrentados ao longo dos últimos anos tendem a cobrar um preço elevado, afetando o crescimento, investimentos, a geração de empregos, a confiança dos agentes econômicos e, principalmente, a confiança dos empreendedores nacionais.O principal fator de preocupação continua sendo o déficit público persistente, que só tende a piorar em ano eleitoral. Mesmo após mudanças no arcabouço fiscal, o Brasil segue operando com gastos crescentes e receitas incapazes de acompanhar esse ritmo, insistindo no aumento de carga tributária. A dificuldade política de executar cortes relevantes de despesas faz com que o ajuste recaia quase exclusivamente sobre a elevação de impostos, distorcendo incentivos e comprometendo a competitividade das empresas, que não aguentam mais o arrocho fiscal. Em 2026, o resultado primário tende a permanecer ruim, mantendo o país em uma trajetória fiscal vulnerável.Como consequência direta, a dívida pública continua em trajetória ascendente, aproximando-se de patamares preocupantes em relação ao PIB. Esse movimento eleva o prêmio de risco exigido Paralelamente, o país inicia a implementação da reforma tributária sobre o consumo, cujos efeitos, embora positivos em longo prazo em termos de simplificação, tendem a ser negativos em curto e médio prazo para diversos setores, especialmente o de serviços. Empresas intensivas em mão de obra, que hoje operam com cargas efetivas menores, passam a enfrentar um aumento relevante da tributação, com dificuldade de repassar preços. O resultado provável é a compressão de margens, a redução de investimentos, a informalidade e, em muitos casos, o fechamento de empresas.Outro ponto sensível em 2026 é o início da tributação de dividendos, medida frequentemente apresentada como justiça fiscal, mas que, na prática, penaliza o empresário que assume riscos, investe capital próprio e gera empregos. A tributação sobre dividendos, sem uma redução proporcional e efetiva da carga sobre o lucro das empresas, aumenta o custo do capital, desestimula o empreendedorismo e reduz a atratividade do Brasil diante de outros mercados. Pequenos e médios empresários, em especial, sentem esse impacto de forma direta, comprometendo planos de expansão e contratação.Engenheiro civil, pós-graduado em Engenharia Econômica, MBA em Gestão e Negócios, fundador da Winners Engenharia Financeira e presidente do Business Bahiafator central nesse cenário adverso. O Estado brasileiro segue caro, ineficiente e pouco orientado a resultados. Sem a revisão de carreiras, salários, mordomias e privilégios, o gasto com pessoal continua crescendo acima da inflação. Em 2026, essa omissão se traduz em menor espaço fiscal, piora da percepção de solvência do Estado e redução da qualidade dos serviços públicos, alimentando um ciclo de baixa produtividade e insatisfação empresarial.pelos investidores, pressiona a curva de juros de longo prazo e limita a capacidade do governo de estimular a economia em momentos de desaceleração. Mesmo com eventuais reduções na taxa básica de juros, o custo médio da dívida tende a permanecer elevado, consumindo uma parcela cada vez maior do orçamento com o pagamento de juros, em detrimento de investimentos públicos produtivos.A ausência de uma reforma administrativa estrutural é outro empresários preocupados, em alerta e muitos em fugaBrasil 2026:Infelizmente, o Brasil se transformou em um ambiente hostil para o sucesso empresarial, e por isso se tornou um dos maiores exportadores de milionários do mundo
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 15Business & FinançasEsse ambiente econômico já fragilizado tende a ser agravado pelo efeito das eleições presidenciais de 2026. Processos eleitorais no Brasil historicamente elevam a volatilidade, adiam decisões de investimento e estimulam discursos populistas. A possibilidade de flexibilização adicional da política fiscal, promessas de aumento de gastos e incertezas sobre a continuidade — ou não — de regras fiscais reforçam a cautela de investidores nacionais e estrangeiros. O risco político se traduz em câmbio pressionado, inflação resistente e menor crescimento.Diante desse conjunto de fatores: déficit elevado, dívida crescente, falta de reformas estruturais, aumento da carga tributária e incertezas eleitorais, o Brasil chega a 2026 com perspectivas limitadas de crescimento sustentável. Sem mudanças profundas na condução fiscal e no desenho do Estado, o país corre o risco de permanecer preso a um ciclo de baixo crescimento, alta carga tributária e perda gradual de competitividade, penalizando justamente quem produz, investe e gera empregos.Infelizmente, o Brasil se transformou em um ambiente hostil para o sucesso empresarial, e por isso se tornou um dos maiores exportadores de milionários do mundo, que, insatisfeitos com o arrocho sofrido aqui, têm mudado o seu domicílio fiscal, buscando em outros locais regras estáveis, maior segurança jurídica, redução da carga e da complexidade tributária, bem como facilidades para planejamentos patrimoniais e sucessórios em países como Portugal e Uruguai. Estima-se que somente em 2025 R$ 46 bilhões foram embora do país, e este número continua crescendo. Lembram-se do ditado ufanista da década de 1970: “Brasil ame-o ou deixei-o”? Pois bem, a opção de muitos milionários brasileiros já foi feita, e isso é péssimo para nossa nação. Com vocação natural para o turismo,inovação e grandes negócios, aBahia entra em 2026 como um dosestados mais promissores do paísmas também cercada de desafiosque exigem estratégia, articulaçãoe visão de futuro.O Business Bahia atua comoplataforma de inteligênciaempresarial, conectando liderançase antecipando tendências queimpactam diretamente o ambientede negócios local.Mais que sol e mar, a Bahia étambém energia, indústria,tecnologia, agronegócio, comércioe serviços.A BAHIA EMMOVIMENTOO ANO TODO
Mestre em Adm./Análise de Risco de Mercado, especialista em Finanças e consultora de Planejamento FinanceiroLaura GuimarãesFinanças16 | Let’s Go Bahia - Edição 70Panorama econômico atualO Brasil segue enfrentando um ambiente econômico de transição com juros elevados e inflação moderada, enquanto o mundo registra um ciclo amplo de easing monetário. No país, a taxa Selic está mantida em 15% ao ano por quatro meses consecutivos, refletindo a cautela do Copom diante da desaceleração da atividade e inflação dentro do intervalo-alvo, embora ainda acima da meta desejada. No plano internacional, grandes bancos centrais lideraram o maior afrouxamento de política monetária em anos, com cortes inéditos desde 2008 em diversas economias, em resposta à desaceleração pós-pico inflacionário. Ao mesmo tempo, negociações comerciais ganham destaque: o presidente Lula afirmou que o acordo MERCOSUL-União Europeia pode ser assinado em janeiro de 2026, afetando exportações brasileiras e a integração global. Mercados emergentes seguem voláteis, e a atuação conjunta de políticas domésticas e externas cria desafios e oportunidades para investidores e formuladores de políticas em curto prazo.Projeções econômicas para o Brasil Decisão do Copom e a taxa SelicEm dezembro de 2025, o Copom manteve a taxa Selic em 15,00% ao ano, reforçando a postura cautelosa diante da desaceleração econômica e da inflação ainda resistente. O Banco Central sinalizou que decisões futuras dependerão da convergência das expectativas inflacionárias e do comportamento fiscal no início de 2026. O viés segue restritivo em curto prazo.Finanças emmovimentoFreepikAs projeções para a economia brasileira indicam um crescimento moderado em 2026. O mercado estima o avanço do PIB em torno de 2,0%, com inflação em trajetória de desaceleração gradual. O cenário combina juros elevados, consumo mais contido e investimentos seletivos, exigindo planejamento e gestão mais cautelosos.Freepik
DE FINANÇASFreepik Edição 70 - Let’s Go Bahia | 17COMMODITIES EM FOCOComportamento das principais commoditiesbrasileirasO mercado de commoditiessegue pressionado por excesso de oferta e menor crescimento global. A soja mantém uma trajetória de acomodação com estoques elevados, o café apresenta volatilidade diante de questões climáticas e o minério de ferro reage à desaceleração chinesa. O cenário exige a atenção redobrada de produtores, exportadores e investidores.Ouro e prata como ativos garantidoresO ouro segue como portoseguro em momentos de incerteza, preservando o seu valor. A prata, além de metal precioso, tem demanda crescente na indústria e energia, impulsionando a sua valorização. Entre metais, a prata apresentou um forte desempenho, refletindo essa nova dinâmica global de oferta e demanda.Educação financeira e proteção patrimonialCom a reforma tributária, a educação financeira torna-se essencial. Famílias e empresas passam a priorizar a proteção patrimonial, reservas e decisões mais eficientes.Gestão de risco e o impacto do Banco MasterDROPSA recente liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo Banco Central após uma fraude de, aproximadamente, R$ 12 bilhões em títulos falsos, acendeu um alerta sobre a gestão de risco no sistema financeiro brasileiro. O episódio expôs falhas de governança e práticas de risco excessivo, estimulando debates sobre a necessidade de fortalecer mecanismos de supervisão e proteção do mercado. O Banco Master era conhecido por oferecer rentabilidades altas em CDBs, tática que atraiu investidores, mas também revelou a importância de uma gestão prudente de liquidez, crédito e mercado, conforme as normas regulatórias. A utilização do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para proteger mais de 1,6 milhão de credores evidenciou o papel vital desse instrumento para mitigar danos em eventos de insolvência bancária e reforçou a discussão sobre ajustes nas regras de proteção para aumentar uma resiliência futura.Reforma tributária e distribuição de lucrosA Lei 15.270/2025, que reformou o Imposto de Renda e passa a valer em janeiro de 2026, estabelece que a distribuição de lucros e dividendos acima de R$ 50 000 por mês a uma mesma pessoa física sofrerá retenção de IRRF de 10% na fonte, rompendo com a isenção histórica e exigindo maior atenção de empresários e sócios ao planejamento tributário. A empresa é responsável pela retenção e recolhimento obrigatórios, sem deduções, e o valor é aplicado sobre o total pago no mês. É essencial revisar políticas de remuneração e antecipar deliberações societárias até o fim de 2025 para aproveitar janelas tributárias de transição. Planejamento contábil e fiscal passa a ser peça-chave para mitigar impactos e evitar custos inesperados. Foto: Reprodução
Jornalista@espressonews_ Vitor Evangelista24 horas de notíciasEspressoUnião estável Caracas, moleque!Depois de uma madrugada de bombardeios intensos na capital Caracas, Trump anunciou em sua rede social, Truth Social, que havia capturado Nicolas Maduro e a esposa dele e os levou aos EUA no dia 3 de janeiro de 2026. É a primeira vez desde a captura de Saddam Hussein, no Iraque, em 2003, que os EUA anunciam a prisão direta de um ditador, de um chefe de Estado em exercícioNinguém sabe Três personagens do regime chavista, que continua de pé, serão essenciais. Maduro se foi, mas o chavismo não.1. A vice-presidente Delcy Rodriguez, que tem vínculos com a Rússia e com o Irã, assume o comando formal do governo.2. O ministro do Interior, Diosdado Cabello; uma das figuras mais poderosas do chavismo.3. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino Lopes, que comanda o Exército.Depois da queda de Maduro Delcy Rodríguez já assumiu o governo venezuelano e acenou com diálogo aos Estados Unidos, mesmo dizendo que Maduro é o presidente legítimo. Já Trump passou a discursar dizendo que vai controlar o petróleo do país e abrirá o setor às empresas americanas. Para não ficar no subtexto, o Departamento de Estado escreveu no Facebook: “Este aqui é o nosso Hemisfério”.A coisa fica ainda mais animadaEm vez de colocar no poder alguém da oposição pró-mercado e pró-EUA, como María Corina Machado ou Edmundo González, os EUA passaram a lidar com Delcy Rodríguez, um nome histórico e leal do chavismo. Vai dar certo isso?Quem manda na Venezuela?Em um momento geopolítico tenso e um mundo cada vez mais protecionista, o acordo vem cheio de simbolismos e mostra ser um raro gesto de abertura em um mundo que anda fechando portas. O acordo cria a maior zona de livre comércio do mundo e reposiciona o Brasil (e boa parte da América do Sul) como um importante negociador comercial; além de garantir o acesso preferencial das empresas europeias ao mercado sul-americano.Depois de 25 anos, a União Europeia diz “sim” para acordo comercial com o MERCOSUL18 | Let’s Go Bahia - Edição 70em quatro minutosde leituraFreepik
SHOTSGeopolítica1. Rock queen?Beyoncé pode atravessar para o rock, mas do jeito dela. Depois de transformar gêneros em universos próprios, um álbum de rock faria sentido narrativo em sua trajetória. O problema: Beyoncé nunca joga no óbvio.Probabilidade: 55%2. The SupremesDonald Trump deve indicar ao menos um novo nome para o Supremo até o fim de 2026, deixando a Corte ainda mais conservadora. A matemática passa por idade, Senado e timingpolítico, especialmente no entorno de Samuel Alito.Probabilidade: 75%3. Fim de ciclo em Tel AvivBenjamin Netanyahu não deve chegar ao fim de 2026 como primeiro-ministro. Processos, desgaste interno e o pós-Gaza pesam em um líder que governa há 15 dos últimos 16 anos. Desde outubro de 2023, o relógio corre contra ele. Probabilidade: 65%4. Bife proibidoMais algum Estado americano deve banir a carne cultivada em laboratório. O precedente já existe, e se espalhou rápido entre 2024 e 2025. Entre lobby rural e guerra cultural, o futuro da comida passa pelo tribunal.Probabilidade: 60%5. Hit sem humanosUma música majoritariamente feita por IA pode chegar ao topo da Billboard Hot 100. Hoje, soa absurdo; ontem também soava.Probabilidade: 60% Bola de cristalUnder pressure: o Irã vive dias de convulsão, sacudido por grandes protestos, que começaram primeiro contra a economia em frangalhos (a inflação já é de quase 50%) e, agora, contra o próprio regime teocrático. Segundo uma ONG baseada nos EUA, mais de 500 pessoas já teriam morrido — número que ainda não pôde ser confirmado de forma independente. São os maiores protestos em uma década.A guerra não escolhe: 2025 foi o ano mais letal para civis na Ucrânia desde o início da invasão russa, segundo a ONU. Mais de 2.500 pessoas morreram e 12 mil ficaram feridas, quase todas em ataques russos a áreas sob o controle ucraniano. O dado mais duro: mais de um terço das vítimas estava longe da linha de frente.Babies come back!: a União Europeia está em crise com sua população, que não para de encolher e atingirá seu pico já agora em 2026, quando entrará, então, na sua primeira queda sustentada desde a Peste Negra, no século 14. Governos de todo o espectro ideológico agora se mobilizam para testar uma combinação de benefícios e incentivos para desencadear um baby boom.Regresso a la derecha: a vitória de José Antonio Kast no Chile empurrou o país para a direita, mas sem repetir exatamente os roteiros já conhecidos da região. Apesar do discurso duro em temas como segurança, imigração e valores conservadores, Kast chega ao poder tentando se diferenciar de figuras como Bolsonaro ou Milei.Freedom’s just another word:Jimmy Lai, magnata da mídia pródemocracia em Hong Kong, foi condenado sob a lei de segurança nacional e pode pegar prisão perpétua. Preso desde 2020, o fundador do Apple Daily virou símbolo da repressão chinesa à imprensa. O veredito sela o fim das últimas ilusões de autonomia política na ilha.Cinco previsões nossas para este ano Edição 70 - Let’s Go Bahia | 19Freepik
20 | Let’s Go Bahia - Edição 70A experiência recente demonstra que a solidez institucional catalisa o investimento robusto em infraestrutura Solidez institucionalno setor de infraestruturaEm infraestrutura, os resultados mais relevantes raramente decorrem de movimentos circunstanciais. Eles são consequência de processos contínuos, da maturação institucional e, sobretudo, da capacidade de construir confiança ao longo do tempo. É nesse contexto que a solidez se impõe como elemento decisivo para compreender o recente ciclo de leilões de infraestrutura no Brasil; um período marcado por volumes recordes, maior diversidade de projetos e a crescente participação de investidores nacionais e internacionais.A solidez manifesta-se, em primeiro lugar, na qualidade técnica dos projetos. Modelagens consistentes, estudos robustos, alocação adequada de riscos e contratos equilibrados constituem a base sobre a qual se viabiliza o investimento de longo prazo. Esse arcabouço técnico reduz incertezas, melhora a precificação dos ativos e sinaliza um compromisso institucional com estabilidade e previsibilidade, atributos essenciais em setores intensivos em capital e com horizontes de maturação extensos.Além da dimensão técnica, a solidez institucional revelou--se um fator igualmente determinante. O fortalecimento das rotinas decisórias, a maior coordenação entre entes públicos e privados e o aprendizado acumulado ao longo de diferentes ciclos permitiram avanços relevantes na condução das concessões e parcerias. Em um país historicamente marcado por descontinuidades, a preservação de regras, o respeito aos contratos e a evolução incremental dos modelos passaram a funcionar como verdadeiros ativos institucionais.Nesse ambiente, a atuação da B3 assumiu um papel estruturante. A consolidação da Bolsa como plataforma central dos leilões de infraestrutura foi fundamental para conferir previsibilidade, transparência e padronização aos processos. Governança robusta, neutralidade institucional e excelência operacional passaram a compor um ambiente de confiança que ampliou a competição, atraiu novos investidores e contribuiu para reduzir a percepção de risco associada aos projetos.Mais do que um espaço físico ou tecnológico, a B3 tornou-se um ambiente institucional no qual regras claras e procedimentos consistentes são observados com rigor. Essa solidez operacional foi decisiva para sustentar sucessivos recordes de leilões, mesmo em contextos macroeconômicos desafiadores, reforçando a percepção de que o Brasil é capaz de oferecer projetos bem estruturados e processos confiáveis ao mercado.A condução dos leilões ao longo desse ciclo evidenciou, ainda, a importância da atuação técnica e da coordenação entre os diversos agentes envolvidos. A interação contínua entre equipes públicas, estruturadores, investidores e operadores permitiu ajustes finos, um maior alinhamento de expectativas e o aprimoramento constante dos modelos adotados. Esse trabalho, muitas vezes silencioso, é parte essencial da construção de credibilidade e da consolidação de bons resultados.O recorde de leilões alcançado não deve ser interpretado apenas como um indicador quantitativo. Ele reflete um estágio mais avançado de maturidade institucional, no qual previsibilidade, coerência e confiança passam a ser tão relevantes quanto os próprios projetos. Infraestrutura não se sustenta em soluções improvisadas, mas em instituições capazes de manter solidez ao longo do tempo.Nesse sentido, a experiência recente demonstra que a solidez institucional catalisa o investimento robusto em infraestrutura. Preservar e aprofundar esse fundamento decisivo é condição necessária para que os ciclos de investimento se mantenham consistentes, competitivos e capazes de gerar impacto econômico e social duradouro. Guilherme PeixotoAdvogado, superintendente de Governança em Licitações da B3 – Bolsa de Valores do Brasil.LinkedIn: Guilherme Peixoto
22 | Let’s Go Bahia - Edição 70Vem aí...SAIBA MAIS: [email protected] Junho 2026
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24 | Let’s Go Bahia - Edição 70A confiança depositada pela sociedade no advogado decorre da certeza de que sua atuação será pautada pela independência técnica, pela lealdade processual e pelo sigilo profissionalDiego Ribeiro eSérgio Nunes Solidezna advocaciaA advocacia constitui um pilar essencial do Estado Democrático de Direito, sendo instrumento de garantia das liberdades individuais, da ordem jurídica e do acesso à justiça. Nesse contexto, a solidez da advocacia não pode ser compreendida apenas como permanência no tempo ou estabilidade financeira, mas como expressão de coerência ética, rigor técnico e compromisso institucional.A solidez profissional manifesta-se, primeiramente, na conduta do advogado. O respeito aos princípios éticos que regem a profissão não representa mera formalidade normativa, mas condição indispensável para a preservação da credibilidade da atividade jurídica. A confiança depositada pela sociedade no advogado decorre da certeza de que sua atuação será pautada pela independência técnica, pela lealdade processual e pelo sigilo profissional, elementos que sustentam a legitimidade da advocacia.Além do aspecto ético, a solidez revela-se na consistência técnica. O exercício responsável da advocacia exige domínio jurídico, atualização constante e prudência na formulação de teses. A atuação pautada por fundamentos sólidos contribui para a previsibilidade das decisões e para a segurança jurídica, valores indispensáveis à estabilidade das relações sociais e econômicas. O advogado não atua apenas em favor de interesses individuais, mas também como agente de racionalidade do sistema jurídico.A modernidade impôs novos desafios à advocacia. A expansão das tecnologias, a digitalização dos processos e a valorização da imagem profissional alteraram significativamente a forma de atuação dos advogados. Contudo, a incorporação dessas ferramentas deve ocorrer de modo responsável. A solidez não é incompatível com a inovação, desde que esta não resulte em superficialidade técnica, mercantilização excessiva da profissão ou banalização do exercício jurídico.Outro aspecto fundamental da solidez advocatícia reside na responsabilidade institucional. A advocacia exerce função pública, ainda que desempenhada no âmbito privado. Assim, o compromisso com a defesa das garantias constitucionais, com o respeito às instituições e com a preservação do devido processo legal, integra o núcleo essencial da profissão. A atuação jurídica que ignora tais valores compromete não apenas o profissional, mas a própria confiança no sistema de justiça.A solidez também se constrói na relação com o cliente. Transparência, clareza na comunicação e postura responsável quanto às expectativas processuais reforçam a imagem do advogado como profissional confiável e tecnicamente preparado. Promessas infundadas e estratégias temerárias fragilizam a credibilidade da advocacia e corroem a relação de confiança indispensável ao exercício profissional.Por fim, a advocacia sólida é aquela que compreende sua função social e sua relevância histórica. Em tempos de instabilidade institucional e transformações aceleradas, preservar a solidez da advocacia significa reafirmar seu compromisso com a justiça, com a técnica e com a ética, assegurando que o exercício profissional permaneça digno, respeitado e essencial à sociedade. Dr. Diego Ribeiro, advogado na KNR Advogados, e Dr. Sérgio Nunes,advogado e sócio da KNR Advogados
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 25Godofredo de Souza Dantas NetoCEO da Advocacia Souza Dantas, referência em ética e integridade empresarialA integridade nasce do propósito, se consolida na cultura corporativa e se traduz em credibilidade, acesso a mercados e vantagem competitiva Integridadecomo ativo estratégicoNo ambiente de negócios contemporâneo, ética empresarial e integridade deixaram de ser conceitos abstratos ou requisitos meramente formais. Trata-se de ativos estratégicos, alicerçados na governança, na avaliação de risco e na sustentabilidade.Empresas sólidas são empresas com propósitos que orientam decisões reais, sobretudo em momentos críticos: expansão territorial, sucessão, captação de recursos, reestruturação ou enfrentamento de crises. Quando a cultura corporativa é clara sobre valores inegociáveis, a integridade deixa de depender de pessoas isoladas e passa a integrar a lógica estrutural da organização. Onde o propósito é difuso, os riscos se avolumam — jurídicos, reputacionais e econômicos.A cultura corporativa consistente é o pilar fundamental de sustentação do propósito. Cultura, nessa concepção, não é um mero discurso, mas uma prática cotidiana: modelos de governança, critérios de tomada de decisão, sistemas de controle de investidura e permanência, gestão de riscos, programas de incentivo e postura da liderança. Corporações com uma cultura sólida operam com padrões claros e previsíveis, algo essencial para o desenvolvimento.O alinhamento entre propósito e cultura constrói credibilidade institucional. Credibilidade não é algo pueril; não surge por geração espontânea, mas da manutenção de um modo de fazer coerente entre discurso e prática ao longo do tempo. O mercado a percebe. Instituições financeiras a percebem. Investidores, parceiros comerciais e órgãos reguladores a percebem também. Empresas percebidas como íntegras enfrentam menos contingências, maior estabilidade nas relações e menor exposição a riscos.A credibilidade reduz o custo do risco e os efeitos econômicos são diretos. Empresas fiéis aos seus propósitos e que os preservam com integridade acessam mercados mais qualificados, negociam em condições mais favoráveis e acessam crédito a custo mais baixo. Em um cenário de capital seletivo e exigências regulatórias cada vez mais sofisticadas, a integridade não é acessória e influencia diretamente o valor do negócio.Além disso, a integridade funciona como vantagem competitiva de longo prazo. A consolidação de uma cultura organizacional sólida não se atinge do dia para a noite, demanda tempo de maturação e testes de fidelidade. Ela exige método, consistência e alinhamento entre estratégia, operação e liderança. Esse grau de maturidade cria barreiras aos desvios e fortalece a resiliência da empresa diante de ciclos econômicos adversos.Corporações que buscam um crescimento estruturado devem tratar a integridade como ativo estratégico e não como escolha estética. É uma decisão fundamental para o negócio e o ponto de partida é a definição clara dos propósitos a serem perseguidos. Estruturar esse caminho com visão jurídica – notadamente a partir do art. 170 da Constituição –, sensibilidade institucional e compreensão do ambiente econômico permite antecipar riscos, consolidando integridade, governança e credibilidade em fundamentos reais de valor e longevidade empresarial.
26 | Let’s Go Bahia - Edição 70A solidez que falta ao Paulo CavalcantiAdvogado, empresário, escritor e presidente da Associação Comercial Brasil da Bahia (ACB)Se queremos um país sólido, precisamos de cidadãos sólidos, que se reconheçam como parte do todo O Brasil precisa compreender uma verdade simples: não existe solidez nacional sem solidez cidadã. E não existe solidez cidadã onde a maioria do povo não se reconhece como parte integrante da democracia, onde o sentimento de pertencimento é escasso, a autoestima cívica é baixa e a cultura política ainda é marcada pelo distanciamento entre Estado e sociedade.Somos um país grande em território, enorme em potencial, mas frágil em consciência. Somos fragilizados não pela falta de recursos, mas pela falta de inteligência cidadã, essa necessária capacidade de compreender que a democracia não se sustenta sozinha; que ela depende de nós.Como regra, nenhuma estrutura permanece em pé quando o alicerce é fraco. Da mesma forma, nenhum país prospera quando a maioria não entende seu poder, seu papel e sua responsabilidade; o mesmo acontece dentro do grande condomínio chamado Brasil. A Consciência Cidadã, Participativa e Transformadora nasce justamente dessa percepção de que a mudança não virá de cima nem de líderes carismáticos ou salvadores da pátria, mas de uma sociedade madura o suficiente para compreender que o país começa nela.E como se constrói essa maturidade? Com base, método, prática e solidez.O associativismo como alicerce da transformaçãoO Brasil só terá uma democracia sólida quando tiver uma cultura de participação sólida. E essa cultura não nasce espontaneamente, ela é construída, exercitada e fortalecida no associativismo. São as associações comerciais, cooperativas, sindicatos sérios, organizações sociais comprometidas, institutos, movimentos comunitários e coletivos educacionais, por exemplo, que fazem o país se reconhecer como um corpo comum, e não como um arquipélago de interesses isolados.O associativismo é a escola em que se aprende a ouvir e a ser ouvido, a discordar com respeito, a dividir responsabilidades, a fiscalizar de forma madura, a compreender o bem comum, a desenvolver a autoestima cidadã e empresários, empreendedores, líderes comunitários, jovens, pensadores, trabalhadores, agentes culturais, voluntários; gente disposta a tocar outras consciências. E essa expansão não é automática, ela exige exercício, diálogo e proximidade.Se queremos um Brasil mais eficiente, mais justo e mais forte, precisamos enfrentar nossa maior fragilidade: a ausência de consciência cívica como cultura nacional.Não vamos superar esse abismo com slogans. A superação virá quando construirmos uma campanha nacional permanente de educação cidadã, de forma organizada, intencional e duradoura, fundamentada no associativismo e na prática cotidiana da participação.A solidez de uma nação não se mede apenas pela economia, pelas instituições ou pelas obras de infraestrutura. A verdadeira solidez se mede pela maturidade de sua sociedade. E o Brasil ainda precisa acordar para construir isso.Solidez é base, e a base somos nós. Se queremos um país sólido, precisamos de cidadãos sólidos, que se reconheçam como parte do todo. Cidadãos que não terceirizem seu poder e que entendam que democracia é dever diário, não evento periódico.A solidez que falta ao Brasil não está no PIB, no câmbio ou nos índices de produtividade. Está no fundamento que ainda não construímos: a Consciência Cidadã, Participativa e Transformadora.É assim que um país se sustenta, é assim que um povo se transforma e é assim que um Brasil forte finalmente se ergue: de baixo para cima, pela solidez de sua gente. a construir soluções coletivas. Portanto, onde não há associativismo, não há pertencimento. Onde não há pertencimento, não há consciência. E onde não há consciência, não há solidez.Num país em que a maioria ainda vive distante da vida pública, quem entende seu papel não pode se dar ao luxo de guardar esse entendimento apenas para si. A democracia não funciona quando apenas minorias são conscientes, ela só floresce quando a maioria desperta.Por isso precisamos de multiplicadores e embaixadores naturais da consciência cidadã: professores,
28 | Let’s Go Bahia - Edição 70Kelsor FernandesPresidente do Sistema Comércio BA (Fecomércio, Sesc e Senac)economia baiana para 2026O país atravessa um período de arrefecimento da atividade econômica, movimento já previsto pelos analistas e que não representa surpresa. Sustentar um crescimento acima de 3% com uma das maiores taxas de juros do mundo é irreal. Em 2025, a Selic atingiu 15% ao ano, e as projeções do Boletim Focus indicam uma expansão do PIB pouco superior a 2%, ante 3,4% no exercício anterior.Juros elevados retraem investimentos privados, pois o custo do capital torna-se proibitivo e inviabiliza o repasse ao consumidor. No crédito empresarial, os encargos corroem margens e reduzem recursos para o capital de giro, levando muitas empresas à desorganização financeira e, em casos extremos, ao encerramento das atividades.Para o consumidor, o impacto também é direto. O crédito, importante complemento de renda, fica mais caro e restrito. Entre janeiro e agosto de 2025, a taxa média do crédito pessoal subiu de 45% para cerca de 50% ao ano. No cartão de crédito, avançou de 80% para 90%.Enquanto o mercado de trabalho permanecer favorável, há algum espaço para a manutenção do crédito, mesmo com custos elevados. Na Bahia, a taxa de desemprego chegou a 9,1% no segundo trimestre, o menor patamar para o período e, pela primeira vez, em um dígito. Isso confere maior segurança às instituições financeiras.Ainda assim, o endividamento preocupa. Dados da Fecomércio BA mostram que cerca de 73% das famílias da Região Metropolitana de Salvador possuem dívidas, o maior índice em 12 anos. A inadimplência acompanha esse movimento e alcançou 25% das famílias em setembro.O Comércio é um dos setores mais sensíveis à desaceleração. Até julho, as vendas cresceram apenas 1,1%. Para o ano, a projeção é de alta de 0,6%, com um faturamento estimado em R$ 230 bilhões. O ritmo desacelera na segunda metade do ano.Nos Serviços, os efeitos da política monetária restritiva também são evidentes. Dados do IBGE apontam quedas consecutivas entre abril e julho, e o setor acumula variação próxima da estabilidade no Estado.O Turismo, por outro lado, destaca-se positivamente. Entre janeiro e julho de 2025, cresceu 10,2%, a segunda maior taxa do país, beneficiado pela atratividade da Bahia como destino de sol e praia.O cenário para 2026 seguirá desafiador. Mesmo com uma possível redução gradual da Selic, os efeitos serão lentos. Soma-se a isso o calendário eleitoral, que tende a ampliar gastos públicos e pressionar a dívida, hoje em torno de 77% do PIB. Sem enfrentar os desafios fiscais e estruturais, o país seguirá preso à armadilha do baixo crescimento, incapaz de transformar expansão pontual em desenvolvimento sustentável. O crescimento existe, mas a falta de reformas estruturais impede que ele se transforme em desenvolvimento duradouro Os desafios da
Resultados reais em um cenário tributário cada vez mais desafiador.grupoagcapital.com.brgrupoagcapital 2017 - 2018 - 2019Escritórios nas 5 regiões do país+12.000 clientes atendidos+R$8 bilhões aproveitadospara os caixas das empresas14% das empresas listadas na B3 são nossas clientes15 anos de históriaRevisão de tributos sem custosvencedor líderes do brasil 2022Revise seus tributos sem custo inicial e descubra todas as oportunidades disponíveis para o seu negócio!SC | SP | RJ | DF | MG | BA | PE | AM | PA | MT | CE | PR
PerfilPor Flamarion ReisMaurícioMagalhães:head do Grupo AG Capital em Salvador mostra os benefícios de transformar o propósito em estratégiaDivulgaçãoDesde cedo, entendi a dinâmica do negócio, o foco no cliente e a importância da entrega de resultados 30 | Let’s Go Bahia - Edição 70
Aos poucos, e sem alarde, Salvador vem se consolidando como um novo ponto de apoio para decisões estratégicas no mercado empresarial brasileiro. Parte desse movimento passa por nomes que preferem construir antes de anunciar. É o caso de Maurício Magalhães, head à frente da expansão do Grupo AG Capital na capital baiana, que completa agora seu primeiro ano de operação na cidade.A trajetória de Maurício não segue uma linha reta. Começa no sistema financeiro privado, passa pela estabilidade dos bancos públicos, cruza o Direito e desemboca em uma atuação fortemente conectada ao impacto social e desenvolvimento empresarial. “Desde cedo, entendi a dinâmica do negócio, o foco no cliente e a importância da entrega de resultados. No decorrer da minha jornada, esse entendimento me ajudou a buscar caminhos onde fosse possível unir desenvolvimento profissional ao impacto positivo na sociedade”, relembra.Mas foi justamente dentro da previsibilidade do setor público que ele percebeu que carreira e propósito precisariam caminhar juntos para fazer sentido.A decisão de deixar um cargo público para liderar a chegada do Grupo AG Capital a Salvador não foi impulsiva. Revela, antes, uma visão clara sobre risco, autonomia e responsabilidade. “No ambiente privado, o crescimento depende de você. Isso sempre foi um motor para mim. Então, liderança envolve assumir riscos calculados, principalmente quando temos um propósito claro”, diz o head.Mais do que uma mudança de função, foi uma escolha por um modelo de liderança baseado em construção em longo prazo.Com 15 anos de atuação nacional, principalmente no Sul e Sudeste no país, o Grupo AG Capital trouxe na bagagem a consolidação como referência em compliance tributário sobre folha de pagamento, embora o desafio na Bahia fosse outro: adaptar uma expertise robusta às particularidades locais.“A chave para essa adaptação foi fazer o empresário entender que nossas soluções são, de fato, confiáveis e trazem retorno efetivo aos caixas das empresas”, afirma Maurício. Com isso, o resultado foi orgânico: clientes e parceiros passaram a ser os principais embaixadores e propagadores da operação.Um ano depois, os efeitos já são mensuráveis. Empresas baianas reverteram milhões de própria, análise de dados em escala e leitura técnica especializada permite entregar diagnósticos claros em até dez dias úteis.“A tecnologia garante escala e eficiência; o time especializado garante leitura técnica, proximidade e clareza no atendimento. Esse equilíbrio entre escala e atendimento se dá pelo uso de tecnologia de ponta, que nos permite analisar grandes volumes de dados com rapidez e precisão. É essa combinação que nos permite atuar em um país diverso como o Brasil, mantendo padrão, segurança e qualidade em todas as entregas”, resume Maurício.Descrito como um “formador de parceiros”, ele imprime à operação baiana uma cultura baseada em confiança, proximidade e responsabilidade compartilhada. Para Maurício, o foco está menos na hierarquia e mais na conexão entre talentos locais e uma metodologia nacional já validada. É assim que Salvador vem se integrando à estratégia de crescimento do grupo.Os números ajudam a dimensionar essa atuação: cerca de R$ 8 bilhões já revertidos em impostos pagos indevidamente ao longo da história da empresa, atendimento a, aproximadamente, 12 mil companhias e a confiança de 14% das empresas listadas na B3. Para Maurício, esses dados expõem tanto a complexidade do sistema tributário brasileiro quanto a necessidade de soluções técnicas, éticas e conservadoras.Olhando à frente, a capital baiana ganha protagonismo. A meta é transformar Salvador em um hub regional de inovação, conectando o crescimento do Nordeste à expansão nacional do Grupo AG Capital. Sem discursos grandiosos, mas com método, dados e relações bem construídas, do jeito que Maurício Magalhães aprendeu desde o início de sua trajetória profissional: fazendo o trabalho falar por si. reais de forma administrativa e segura, e o mercado local demonstra maior maturidade na gestão tributária. Mais do que um impacto financeiro, há uma mudança cultural em curso: a revisão de processos, a busca por conformidade e o uso de inteligência tributária como ferramenta estratégica, não apenas corretiva, como se imaginava desde então.Esse movimento acontece tanto entre grandes marcas quanto entre pequenas e médias empresas. Na AG Capital, não há distinção de porte empresarial. A combinação entre tecnologia No ambiente privado, o crescimento depende de você. Isso sempre foi um motor para mim. Então, liderança envolve assumir riscos calculados, principalmente quando temos um propósito claro Edição 70 - Let’s Go Bahia | 31
32 | Let’s Go Bahia - Edição 70EmpregabilidadeComo conquistar umnovo emprego em 2026Por Verônica Villas BoasO que muda no mercado de trabalho, no cenário global e na Bahia, e o que os profissionaisprecisam fazer para manter a competitividadeLET (IA da Let’s Go Bahia)
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 33O mercado de trabalho atravessa uma das transformações mais profundas das últimas décadas. A combinação entre avanço tecnológico, Inteligência Artificial, mudanças demográficas e novas expectativas de empresas e profissionais redesenhou o conceito de carreira. Em 2026, já não basta ter experiência, é preciso também manter a relevância contínua.Estudos recentes publicados por veículos como Exame, Você S/A, Valor Econômico e The Economist apontam para um mercado mais seletivo, mais técnico e, ao mesmo tempo, mais humano. A lógica do emprego para a vida toda cedeu espaço a trajetórias dinâmicas, projetos de médio prazo e ciclos constantes de reinvenção.O novo cenário global: profissões em alta e funções em extinçãoRelatórios internacionais citados por McKinsey and Company e World Economic Forum indicam que as profissões mais valorizadas hoje estão ligadas a quatro grandes eixos:tecnologia e dados; Inteligência Artificial e automação; saúde, longevidade e bem-estar; e gestão, estratégia e liderança adaptativa.Áreas como Análise de Dados, Engenharia de Software, Cibersegurança, UX, Inteligência Artificial Aplicada, Biotecnologia e Gestão de Projetos seguem em expansão. Ao mesmo tempo, funções altamente operacionais, repetitivas ou intermediárias, sobretudo aquelas que podem ser automatizadas, tendem a desaparecer ou se transformar radicalmente.Mais do que cargos, o que muda é o perfil do profissional. Menos execução mecânica, mais pensamento crítico, capacidade analítica, repertório e inteligência emocional.O reflexo no Brasil: empregabilidade, cultura e ambiente corporativoNo Brasil, esse movimento acontece em velocidade desigual, mas constante. Levantamentos divulgados por Você S/A e Great Place to Work mostram que as empresas mais atrativas para trabalhar em 2025 e 2026 compartilham características claras como investimento em pessoas, cultura de aprendizado contínuo, diversidade geracional e o uso inteligente da tecnologia.Entre as empresas frequentemente citadas como as melhores para trabalhar no Brasil estão Itaú Unibanco, Magazine Luiza, Nubank, Ambev, Grupo Boticário, Google Brasil, Petrobras, Vivo, Bradesco e Natura.Mais do que salários, esses ambientes oferecem propósito, desenvolvimento e clareza de expectativas.O QUE O RH DA BAHIA ESTÁ DIZENDO SOBRE 2026ABRH Bahia e os sinais do mercado localDebates promovidos pela ABRH Bahia, que reuniram lideranças de Recursos Humanos, executivos e As profissões mais disputadas em 2026TOP 10 CARREIRAS EM ALTAEspecialista em Dados e AnalyticsEngenheiro de IA e Machine LearningGestor (a) de Projetos DigitaisEspecialista em CibersegurançaProduct ManagerUX/UI DesignerProfissional de Saúde DigitalEspecialista em ESG e SustentabilidadeLíder de Transformação DigitalEspecialista em Growth e PerformanceProfissões em transformação ou substituição tecnológicaEm declínio Em transformaçãoOp. de Tarefas RepetitivasFunções Adm. IntermediáriasAtendimento Básico AutomatizadoProc. de Backoffice ManuaisFunções Operac. Sem Análise
34 | Let’s Go Bahia - Edição 70Empregabilidadeo mercado vive uma transição profunda. As empresas buscam profissionais com visão estratégica, competências socioemocionais e alinhamento culturalVITOR IGDAL, PRESIDENTE DA ABRH BAHIAespecialistas no Estado, indicam que as empresas locais enfrentam maior dificuldade para preencher vagas qualificadas, mesmo com a oferta de profissionais no mercado.As discussões, repercutidas na imprensa após o evento, apontam para processos seletivos mais longos e técnicos, maior peso para avaliações comportamentais e foco crescente em aderência cultural.Para Vitor Igdal, presidente da ABRH Bahia, os dados confirmam uma mudança estrutural no mercado local. As organizações estão revisando seus critérios de contratação e valorizando profissionais capazes de aprender, se adaptar e lidar com contextos complexos, independentemente da senioridade.O olhar do RH sobre o futuro do trabalhoLevantamentos e debates promovidos pela ABRH Bahia indicam que competências comportamentais, capacidade de adaptação e aprendizado contínuo passaram a ter peso igual ou superior à formação técnica isolada.Segundo Vitor Igdal, presidente da ABRH Bahia, o mercado vive uma transição profunda. As empresas buscam profissionais com visão estratégica, competências socioemocionais e alinhamento cultural.Bahia: mercado mais sofisticado e exigenteNa Bahia, o mercado corporativo amadureceu. Grandes grupos locais, multinacionais instaladas no Estado e empresas familiares profissionalizadas passaram a disputar talentos com critérios mais técnicos.Setores como Energia, Logística, Infraestrutura, Agronegócio, Saúde, Educação, Indústria e Serviços avançados lideram a geração de oportunidades qualificadas. Entre as empresas com destaque estão Braskem, Wilson Sons, Neoenergia Coelba, Suzano, BYD Brasil, Rede D’Or São Luiz, Hospital Aliança, Mater Dei Salvador, Grupo Petrópolis, Ferbasa e Votorantim.O perfil buscado é claro. Profissionais com formação sólida, adaptabilidade, visão sistêmica e capacidade de diálogo entre tecnologia e negócios.Observações da ABRH Bahia mostram que as empresas baianas vêm elevando o grau de exigência nos processos seletivos e priorizando profissionais com repertório, aprendizado contínuo e inteligência emocional. Para Vitor Igdal, o desafio está menos na formação inicial e mais na evolução constante.Carreira como projeto, não como eventoDepois de décadas acompanhando ciclos econômicos e transformações organizacionais, fica claro que a recolocação profissional não é mais um movimento pontual, é um projeto estruturado.Em 2026, há espaço para quem assume o protagonismo da própria trajetória, para quem entra, retorna ou deseja se manter em alta empregabilidade.Clareza, coragem e constância. Boa sorte e bom trabalho.
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 35Para traduzir esse cenário em prática, a Let’s Go convidou Agda Lima, CEO da Talento RH Executive Search and Outplacement, com mais de 35 anos de atuação recrutando executivos no Brasil.O que mais mudou no perfil do profissional valorizado hoje?O mercado deixou de buscar apenas experiência acumulada. Hoje, recrutadores observam a capacidade de aprender rápido, a clareza de objetivos e a maturidade emocional.A Inteligência Artificial é ameaça ou aliada?É aliada de quem sabe usá-la. Profissionais que utilizam a Inteligência Artificial ganham produtividade e relevância.Currículo e LinkedIn ainda são decisivos?Sim. O currículo evoluiu para destacar resultados e síntese, enquanto o LinkedIn se tornou uma vitrine profissional. Quem não se posiciona, não é lembrado.O Networking ainda pesa nos dias atuais?Mais do que nunca. Muitas vagas não são anunciadas.Como se preparar para processos seletivos mais técnicos?Treinamento faz diferença. Quem se prepara demonstra segurança.O mercado está mais humano ou mais duro?Mais exigente e mais consciente.Qual sua opinião sobre a Economia Prateada na Bahia?Vejo com muito otimismo esse mercado. Há um avanço consistente na busca por profissionais que detêm maturidade, experiência, conhecimento e capacidade de liderança e relacionamento.O QUE FAZ UM PROFISSIONAL SE TORNAR COMPETITIVO EM 2026Um bate-papo com a headhunter Agda LimaFoto: Mariana Roeder
36 | Let’s Go Bahia - Edição 70Solidez significa aprender com o erro e seguir adiante com maturidade, sem desistir do processoSolidez:quando a forçanasce da consistênciaO tema que a Let’s Go Bahia me provocou a escrever nesta edição foi solidez. Fiquei algum tempo pensando qual enfoque essa palavra tão imponente deveria assumir. Depois de refletir sobre quem demonstra solidez na minha vida, cheguei a uma conclusão simples e profunda: solidez é sobre ser consistente.Durante muito tempo, associamos a solidez a estruturas rígidas, paredes grossas e decisões inflexíveis. Mas, na prática, aquilo que realmente sustenta uma pessoa, uma carreira, uma família empresária ou uma organização não é a rigidez. É a coerência entre o que dizemos, sentimos e fazemos, repetidamente, ao longo do tempo.Solidez, portanto, é sinônimo de consistência.Consistência nas escolhas.Consistência nos valores.Consistência nas relações.Consistência nos processos, inclusive quando ninguém está olhando.E aqui está um ponto essencial: ter solidez não significa nunca errar. Solidez significa aprender com o erro e seguir adiante com maturidade, sem desistir do processo. Usar as falhas como aprendizados, como o cimento que fortalece as estruturas.É como construir uma casa. Não basta erguer paredes. É preciso trabalhar o alicerce, mesmo que ninguém veja.Vivemos um tempo de pressa. De resultados imediatos, reconhecimento rápido, ciclos curtos e comparações constantes.Com isso, cresce um fenômeno perigoso: a estética do sucesso sem fundamento. Projetos nascem com promessas grandiosas e, em poucos meses, desaparecem. Lideranças se comunicam bem, mas não sustentam decisões alinhadas a valores. Empresas faturam, mas não desenvolvem cultura nem retêm talentos em suas estruturas.Tudo parece sólido na superfície, até que o primeiro vento chega.A ausência de consistência cria líderes cansados e equipes inseguras, porque não há horizonte, não há continuidade, não há história que se constrói.A solidez exige ritmo, cadência e repetição com propósito.Para mulheres, a consistência é um pacto silencioso com o futuro. “Eu não vou buscar o atalho. Vou sustentar o processo”.Isso se traduz em muitas frentes da carreira: segurar a ansiedade pelo resultado, sustentar conversas difíceis, honrar combinados, revisar caminhos sem abandonar princípios. Somos tão questionadas em nossa construção que, sem consistência, o caminho se torna impossível.Não existe solidez institucional sem solidez interna. É preciso olhar para dentro e perguntar: O que me guia? Quais escolhas eu repito, mesmo quando ninguém vê? O que eu prometo e realmente entrego? Onde ainda ajo por impulso?A consistência exige disciplina emocional. Exige criar rotinas de cuidado, reflexão e alinhamento. E, curiosamente, quanto mais consistentes nos tornamos, mais leves ficamos, porque não precisamos provar nada o tempo todo.Solidez não é sobre controle. É sobre sustentação. É aquilo que suporta o movimento. Uma ponte sólida permite atravessar.Paradoxalmente, é a consistência que cria a liberdade.Para concluir esta reflexão, solidez é base. Quando escolhemos a consistência, construímos algo que permanece: um chão seguro para crescer, decidir, atravessar crises e projetar o futuro, sem pressa, sem espetáculo, com verdade. Flávia CamanhoConselheira, mentorae especialista emDesenvolvimento Humano@flaviacamanho
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 37Av. Luiz Viana Filho, nº 13.223 – Hangar 5 -Hangar Business Park – Salas 611Paralela – Salvador – Bahia – CEP: 41.500-300(71) 98808-5490 (WhatsApp Comercial) [email protected] EmpresarialPrograma Individual e ColetivoRecrutamento e Seleção de ExecutivosAlta e Média GestãoTalento certo transforma trajetórias.Decisão certa constrói futuros.
38 | Let’s Go Bahia - Edição 70Saúde MentalEmagreceu mais de 100 kg; publicitário, palestrante e psicólogo - CRP: 03/031128 A sua busca por estabilidade está Fabiano Lacerdalevando você a qual caminho? Para muitos, ser “sólido” é não falhar, e não mudar. Exigimos essa dureza de nós mesmos. Mas na saúde mental, essa rigidez emocional é a receita para o desastre. A verdadeira força não é ser rocha inabalável, é ser água.Na prática clínica, observo de perto as consequências da rigidez. A pessoa que tenta ser 100% rígida está se preparando para a ruptura. Pense em uma estrutura de concreto que não tem maleabilidade: quando o chão treme, ela racha. Da mesma forma, quando a vida impõe uma pressão enorme, seja um luto inesperado, uma crise financeira ou o fim de um relacionamento, a mente inflexível não consegue se adaptar. Ela quebra.A tentativa constante de manter a fachada de que está tudo sob controle, a todo custo, exige uma energia mental gigantesca. Esse esforço contínuo para suprimir emoções e recusar a realidade da mudança é o que chamamos de inflexibilidade psicológica. Ela é uma fonte crônica de esgotamento e um poderoso preditor para o desenvolvimento de sintomas de ansiedade e depressão. Essa solidez é, ironicamente, a nova fragilidade.É aqui que a fluidez emocional entra como a sua ferramenta de resiliência. A fluidez é a capacidade de ser maleável, de mudar de forma sem perder a sua essência. Pense na água: ela contorna o obstáculo, preenche o espaço e segue em frente. Essa atitude de aceitação e movimento libera uma energia mental enorme, pois você para de lutar contra as suas emoções. Você começa a usar essa energia para o que realmente importa: solucionar problemas e construir. A fluidez é a prova de que você é capaz de se adaptar, e é na adaptação que reside a sua verdadeira força psicológica.Para começar a fluir, você pode adotar práticas de higiene Em segundo lugar, questione as suas regras sólidas. Todos nós carregamos regras internas que adquirimos ao longo da vida, como: “Eu tenho que ser perfeito em tudo que faço” ou “Ficar parado é sinônimo de preguiça”. Essas regras impedem o seu movimento. Seja fluido, pergunte a si mesmo: “Esta regra está sendo justa comigo? Ela está me ajudando ou me travando?”. Dê a si mesmo a permissão de mudar de ideia, de falhar e de ser imperfeito. Reconhecer que você pode mudar o seu próprio manual de instruções é a maior demonstração de flexibilidade e saúde mental.Por fim, pratique o desapego da certeza absoluta. A rigidez exige certezas concretas. Ela nos faz gastar uma energia imensa tentando prever o futuro, o que, como a pandemia nos mostrou, é impossível. No nosso tempo, a capacidade de se sentir seguro no incerto é a maior prova de estabilidade psicológica. Entenda: pedir ajuda não é quebrar; é se moldar para se consertar e construir uma base mais forte. Vá por mim, a nova solidez é maleável. Comece a fluir. Fluidezmental. Primeiro, pare de ser sua emoção. É comum fundir a identidade com o sentimento, dizendo: “Eu sou ansioso” ou “Eu sou um fracasso”. Essa fusão cria uma identidade sólida e limitante. Seja fluido: separe a identidade do estado. Diga algo do tipo: “Eu estou sentindo ansiedade no momento” ou “Eu estou frustrado com este resultado”. Isso cria um espaço mental crucial para que a emoção se mova e vá embora, em vez de se solidificar em você.A tentativa constante de manter a fachada de que está tudo sob controle, a todo custo, exige uma energia mental gigantesca.
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 39Elizabeth MonteiroPsicóloga, pedagoga e autora do best-seller “A culpa é da mãe?”CRP 06 36.126Tudo bem você errar e dar uma de louca de vez em quando. Ninguém é perfeito. Todas as mães erram tentando acertar, e ninguém tem culpa daquilo que não sabe Não existe mãe que não carregue milhões de culpas quando sente que não é a mãe perfeita, quando percebe que errou, pegou pesado e quando se vê repetindo as coisas que odiava em sua própria mãe.Olha, minha amiga, vou lhe dizer uma coisa: tudo bem você errar e dar uma de louca de vez em quando. Ninguém é perfeito. Todas as mães erram tentando acertar, e ninguém tem culpa daquilo que não sabe (mas passa a ter a partir do momento em que sabe e insiste no erro).O que aconteceu atualmente, e que tornou a maternidade mais difícil do que já é, foi a entrada das mulheres no mercado de trabalho e a sobrecarga que carregam. Muitas mães se acham incompetentes por não darem conta de tudo e por serem obrigadas a “terceirizar” os seus filhos. Sentem-se incompetentes também porque acham que não são tão boas mães quanto as suas amigas são.As mulheres competem muito entre si e ficam buscando modelos em outras mães. Se você parar de buscar modelos em outras mães e agir de acordo com aquilo que você acha certo e que serve para a sua família, será uma mãe mais assertiva e segura.Quando você se sente incapaz e culpada, não consegue educar. Aí corre o risco de deixar de investir em seu filho e resolver terceirizar essa função. Nesse exato momento, a criança pode sentir-se abandonada.Abandonada? Mas isso é muito forte! Sim... abandonada... O abandono ocorre quando os adultos responsáveis pela criança (os pais) não se posicionam firmemente diante dela e não lhe oferecem os parâmetros de que ela necessita. Você precisa saber que os filhos precisam muito mais das suas atitudes, das atitudes dos pais, do que de sermões e de críticas.É preciso que você acredite em seu potencial, em seus esforços, em seus valores e crenças. Pare de seguir o modelo dos outros. Acredite em você.De nada adianta se arrepender pelos gritos e tapas, pela falta de paciência, e pedir desculpas todas as vezes. O que vale como dica preciosa é não discutir com os filhos se você estiver nervosa e cansada. Diga-lhes que está muito brava com o acontecido e que vocês irão conversar quando você se acalmar. Os filhos ficam muito mal com o silêncio inteligente e misterioso dos pais.Os filhos precisam sentir que magoaram e decepcionaram os seus pais, e esse tempo de silêncio causa reflexão. A explosão de sermões e ataques agressivos gera raiva e revolta.Quando os pais se acalmam, conseguem conversar produtivamente e passam um bom modelo de como lidar com situações de estresse. Quem sabe assim conseguem acabar com esse ciclo de violência que passa de uma geração para outra.Portanto, sendo firmes, diretos e delicados, os pais conseguirão exercer os seus papéis sem culpas e de forma amorosa.Ano Novo! Vida nova! sem culpas Um Ano Novo
40 | Let’s Go Bahia - Edição 70César SouzaPresidente do Grupo Empreenda, consultor, palestrante e autor do livro “Passaporte para o Futuro” líderesLições do esporte para osO verdadeiro ‘pulo do gato’, que pode ser bastante útil para os líderes, é a lição baseada no ponto em comum dos grandes vencedores do esporte: todos, em algum momento, tiveram a coragem de se reinventar e reprogramar as suas estratégias de trabalhoO mundo dos esportes oferece ótimas metáforas para pensarmos sobre a natureza humana e os desafios da liderança, de forma prática e apaixonante. Suas várias modalidades nos permitem tangibilizar a extraordinária capacidade do ser humano de medir forças e testar limites. Uma breve imersão em alguns notáveis exemplos de sucesso da história dos esportes nos permite perceber lições que podemos aplicar no nosso dia a dia. Podemos identificar pelo menos cinco “alavancas” que podem impulsionar o nível de eficácia nas diferentes dimensões (pessoal, familiar, profissional, social e comunitária) na jornada de um líder: 1. Integração: sabemos que o talento individual e a competência são diferenciais nas competições esportivas. Porém, a integração, com a construção de espírito de equipe, pode ser determinante. Tomo de empréstimo uma frase que ouvi de um vendedor de cachorro-quente, na Arena Fonte Nova, em Salvador: “O melhor jogador de futebol do mundo é o tal de conjunto. Quando ele entra em campo, não sobra para ninguém!”. 2. Determinação: é exemplar a disciplina do nadador César Cielo, maior medalhista brasileiro em campeonatos mundiais. Líderes de inúmeras empresas têm demonstrado muita determinação para manter a resiliência, a perseverança e a firmeza na busca dos seus objetivos. 3. Superação: a surfista Maya Gabeira quase morreu em Portugal, em 2013, quando fracassou na tentativa de surfar uma onda gigante. Várias lesões prejudicaram quatro anos de sua carreira, porém 2018 marcaria a sua redenção. De volta ao mesmo local, ela quebrou o recorde mundial, com a maior onda já surfada por uma mulher. A coragem que a “folha seca”, de Didi; e o “salto de costas”, de Dick Fosbury, inovaram o vôlei, o futebol e o atletismo. No mundo corporativo, líderes precisam incentivar o desenvolvimento de uma cultura de inovação que vá muito além da criação de novos produtos ou serviços, mas que também permeie o cotidiano da empresa em todas as suas atividades e dimensões. Uma iniciativa é criar hubs de inovação capazes de atrair startups e estimular soluções disruptivas que reduzam custos e aumentem receitas. 5. Autogestão: líderes, inclusive no esporte, precisam zelar pela coerência entre o discurso e a prática, assim como precisam harmonizar as diferentes dimensões da vida, incluindo família, profissão e senso de cidadania dentro da sua comunidade. Vários atletas extremamente talentosos destruíram as suas carreiras devido a atitudes na vida privada. Outros são notáveis exemplos de uma competente autoliderança. Muito além destas cinco alavancas mencionadas, o verdadeiro “pulo do gato”, que pode ser bastante útil para os líderes, é a lição baseada no ponto em comum dos grandes vencedores do esporte: todos, em algum momento, tiveram a coragem de se reinventar e reprogramar as suas estratégias de trabalho, ressignificar práticas, desafiar crenças e transformar atitudes e comportamentos para alcançar os seus objetivos e assumir o tão sonhado patamar de protagonista nas suas vidas e carreiras. sobrou para Maya também não falta aos líderes que assumem o protagonismo ao conduzir as suas empresas, enfrentando os diversos fantasmas oriundos das incertezas das regras do jogo econômico, que sempre nos surpreende. 4. Inovação: O saque “jornada nas estrelas”, de Bernard;
Edição 70 - Let’s Go Bahia | 41O brasileiro valoriza cada vez mais a qualidade de vida e o bemestar, refletindo essas prioridades em suas decisões de compra Cláudio CunhaPresidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário da Bahia (Ademi-BA) para 2026O mercado imobiliário e um panorama brasileiroÀ medida que 2026 se revela à nossa frente, somos chamados a abraçar um novo ciclo de possibilidades, com um novo panorama político, econômico e comportamental que traz desafios e oportunidades para o mercado imobiliário e para toda a dinâmica social.Durante a 35ª edição da Convenção Anual da Ademi-BA, realizada em dezembro de 2025, especialistas com olhares multidisciplinares anteciparam análises e cenários para o ano que se inicia. Cada um, com seu olhar único, somou saberes e projetou caminhos mais seguros para este novo ano.No painel tributário, vimos que as reformas estruturais, especialmente na área fiscal, continuarão em debate e podem avançar em direção à tão esperada simplificação tributária, ainda cercada de incertezas para os empresários. A recomendação é clara: entender o momento atual, contar com profissionais qualificados na área fiscal e investir em tecnologia que permita uma gestão tributária eficiente. Ter visão de futuro e realizar o planejamento são ações essenciais, especialmente em cenários de mudanças.Politicamente, o ambiente institucional reflete a polarização global, o que pode gerar incertezas no ambiente de negócios. Como destacou o professor e cientista político Fernando Schüler: “O Brasil não é um ponto fora da curva: as democracias estão polarizadas, impactando decisões de investimento e expectativas de longo prazo”. O jornalista Rodolfo Schneider também enfatizou a imprevisibilidade do cenário político atual.Economicamente, o Brasil encerrou o ano com um cenário menos adverso do que o previsto, mas ainda longe de ser confortável. A inflação apresentou recuo, mas os juros permanecem elevados, o que pode inibir o crescimento e a geração de empregos. As projeções para 2026 indicam um crescimento limitado do PIB, em um contexto de déficit fiscal crescente. Mas há a expectativa positiva de que tenhamos uma redução projetada de dois a três pontos nos juros neste primeiro trimestre, o que deve favorecer o financiamento, especialmente para a classe média. Além disso, a reforma do Imposto de Renda promete liberar recursos significativos, beneficiando uma parcela da população.Outros pontos positivos merecem destaque para 2026. A continuidade das políticas de incentivo à habitação popular e ao desenvolvimento urbano sustentável deve ser um pilar fundamental, impulsionando o crescimento do mercado imobiliário. Em 2025, o orçamento do Minha Casa, Minha Vida foi de R$ 180 bilhões, com meta de contratação de três milhões de moradias até o final deste ano.O brasileiro valoriza cada vez mais a qualidade de vida e o bem--estar, refletindo essas prioridades em suas decisões de compra. A busca por imóveis em áreas com infraestrutura adequada, acesso a serviços e espaços verdes permanece crescente. De acordo com pesquisa da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC), 56% das pessoas estão dispostas a pagar mais por um imóvel sustentável. A conscientização ambiental continua a influenciar decisões de compra e investimento, e os edifícios “green” tendem a apresentar maior taxa de ocupação.Em um cenário que demanda flexibilidade e adaptação, o planejamento eficaz e a responsabilidade se tornam essenciais para garantir a sustentabilidade do mercado imobiliário e de todos os setores que impulsionam a economia do país. Que em 2026 possamos alcançar essas metas com união e consciência, continuando a crescer juntos e a fortalecer nossos laços em prol de uma sociedade mais justa e sustentável.
Por Andréa CastroA trajetória do Grupo André Guimarães mostra que crescimento, diversificação e expansão nacional só se sustentam quando ancorados na solidez da estrutura, da governança e da consistência técnicaUm saltopara o futuro42 | Let’s Go Bahia - Edição 70Capa
Solidez: característica do que é estável, firme, seguro e duradouro. Não por acaso, essas são marcas de um dos grupos que mais vêm gerando impacto na Engenharia e no Nordeste, com atuação em todo o Brasil: o Grupo André Guimarães.Há quatro anos, a Let’s Go publicou uma matéria que traçou um raio X de uma empresa com DNA 100% baiano, já consolidada e em preparação para um novo ciclo.Esse movimento marcou a transição de uma das marcas mais reconhecidas da Construção Civil no Estado para um grupo empresarial diversificado, estruturado para ampliar frentes de atuação e alçar novos voos, sustentado pela solidez de sua estrutura, governança e consistência técnica.Nesse novo estágio de amadurecimento, chega o momento de o mercado baiano conhecer mais de perto um de seus braços estratégicos: a André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, que concentra a atuação nas áreas que estruturam o desenvolvimento econômico e a transição energética no Brasil. Com um portfólio robusto, o braço reúne engenharia de alta complexidade, tecnologia aplicada e gestão de desempenho para a execução de obras em larga escala.Presente em mais de dez Estados brasileiros, a unidade já entregou mais de dois milhões de metros quadrados urbanizados, consolidando-se como um grupo capaz de conduzir projetos com eficiência técnica e rigor construtivo.Para o alto e avanteTransformar desafios em entregas de excelência. Este é o propósito que orienta Elmar Varjão, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, e toda a sua equipe. Com foco em inovação, eficiência operacional e na construção de parcerias sólidas, a empresa fortalece seu posicionamento como referência nacional em obras industriais, varejistas, de infraestrutura e energia renovável. mais estratégicos para o Brasil”, destacou Elmar Varjão.À frente dessa estratégia, Varjão conduz a consolidação da área de Engenharia e Infraestrutura do Grupo André Guimarães com foco em execução, escala e visão de longo prazo.O homem de ferroCom mais de três décadas de atuação em projetos de alta complexidade, Varjão construiu uma trajetória marcada pela liderança de grandes operações de engenharia com impacto direto na vida das pessoas. Liderando equipes nacionais e obras estratégicas, ele consolidou um perfil que combina visão técnica, capacidade de gestão e tomada de decisão orientada a resultados, características que hoje se refletem na condução dos negócios do grupo.“Temos uma equipe altamente experiente, com sólida atuação em obras de grande porte, como portos, aeroportos, rodovias, pontes, túneis, barragens e sistemas de “O Grupo André Guimarães possui um histórico consolidado no varejo e já atua com sucesso em diferentes frentes do negócio. Hoje, queremos estar preparados para qualquer área da Engenharia, ampliando o leque de clientes, com uma equipe experiente e bem equipada. A ideia é expandir para o território nacional e agregar valor por meio da atuação em infraestrutura, um dos segmentos Edição 70 - Let’s Go Bahia | 43Hoje, queremos estar preparados para qualquer área da Engenharia, visando ampliar o leque de clientes, com uma equipe experiente e equipadaELMAR VARJÃO, CEO DA ANDRÉ GUIMARÃES ENGENHARIA E INFRAESTRUTURA
esgotamento sanitário. Tudo isso aliado à solidez financeira e a um modelo de gestão mais eficiente, com backoffice centralizado, que amplia nossa capacidade de atuação e gera custos mais competitivos para os clientes”, afirma o executivo. Segundo ele, a força do time e o modelo de gestão adotado são hoje diferenciais centrais da operação.Essa visão de liderança se materializa no trabalho de uma equipe executiva qualificada, responsável por transformar estratégia em execução.Um time de pesoMais do que reunir profissionais experientes, o momento estratégico vivido pelo grupo André Guimarães na área de Infraestrutura demandou de Elmar Varjão um olhar ainda mais criterioso para a composição das equipes. Trata-se do fortalecimento e da estruturação de um ramo já consolidado, agora preparado para disputar projetos de maior complexidade e escala, em um setor central para a economia do país. “Buscamos capacidade técnica, maturidade e compromisso com a entrega dos projetos, além de liderança, disciplina, dedicação, compliance e rigor no cumprimento das normas de segurança do trabalho. São atributos que traduzem uma capacitação elevada e comprovada”, ressalta Elmar Varjão.Ainda segundo o gestor, um dos principais desafios dessa fase está justamente na contratação dos perfis necessários, em volume e qualidade compatíveis com a ambição do negócio. Trata-se de uma meta arrojada, alinhada ao estágio atual da empresa, que passou por um processo de reestruturação focado no desenvolvimento interno, com investimentos em gestão, mentorias e capacitação para uma atuação competitiva nos processos de concorrência.CONHEÇA AS PEÇAS DESSA ENGRENAGEM:Edson Cruz de Almeida – Diretor TécnicoNa diretoria técnica, Edson Cruz responde pelo alinhamento técnico dos projetos do grupo, com atuação direta na padronização de processos, no controle de riscos e na garantia de eficiência operacional. Seu trabalho assegura que obras em diferentes frentes avancem com segurança, previsibilidade e alto desempenho.“Nosso papel é transformar desafios complexos em soluções técnicas viáveis, seguras e economicamente eficientes”, assinala Edson, destacando que a Engenharia deve operar como vetor estratégico do negócio.Reinan Costa Pires – Diretor de Engenharia Norte, Nordeste e Centro-OesteResponsável pelas operações nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, Reinan Pires lidera projetos estratégicos do grupo, com foco em eficiência operacional, cumprimento de prazos e geração de resultados. Atua na coordenação de equipes e obras de grande porte, especialmente nos segmentos de varejo e infraestrutura.“Nossa prioridade é garantir a satisfação do cliente, com o cumprimento rigoroso de prazos e resultados”, afirma Reinan. Segundo ele, a Engenharia precisa operar com objetivos claros e o foco em entrega.Diego Stumpf Nazareth – Diretor de Engenharia Sul e SudesteEngenheiro civil, Diego Stumpf construiu uma trajetória marcada pela atuação estratégica em projetos industriais e obras para o setor varejista, especialmente redes atacadistas de alcance nacional. Com sólida experiência em gestão de contratos, planejamento, controle de custos e coordenação de obras, ele está no Grupo André Guimarães desde 2013 e assumiu, em 2024, a diretoria de Engenharia das regiões Sul e Sudeste, liderando operações 44 | Let’s Go Bahia - Edição 70CapaNosso papel é transformar desafios complexos em soluções técnicas viáveis, seguras e economicamente eficientesEDSON CRUZ DE ALMEIDA, DIRETOR TÉCNICO
Nossa atuação passa por uma Engenharia altamente integrada, com planejamento preciso, gestão eficiente de contratos e foco absoluto na entregaDIEGO STUMPF NAZARETH, DIRETOR DE ENGENHARIA SUL/SUDESTEsimultâneas com foco em eficiência e cumprimento rigoroso de prazos.“Nossa atuação passa por uma Engenharia altamente integrada, com planejamento preciso, gestão eficiente de contratos e foco absoluto na entrega”, pontua Diego, enfatizando a integração entre planejamento e execução como um diferencial estratégico.Augusto Escobar – Diretor da AG Pré-MoldadosAugusto Escobar atua na consolidação da frente industrial do grupo, com foco em eficiência, padronização de processos e competitividade. A estratégia aposta no fortalecimento da produção própria como pilar para ampliar escala, garantir qualidade e assegurar a previsibilidade nos prazos.“O desenvolvimento da nossa operação de pré-fabricados nos dá maior capacidade negocial, controle rigoroso de qualidade e segurança no cumprimento de prazos. Além disso, reduz a dependência de fornecedores externos e potencializa os resultados financeiros”, salienta Escobar, ao assinalar a verticalização da produção como um diferencial decisivo.Sávio Rubens Souza Andrade – Diretor da MultiplanÀ frente da Multiplan, Sávio Andrade conduz as obras públicas do Grupo André Guimarães, atuando na estruturação, gestão e execução de projetos com foco em eficiência, governança e geração de valor. Sua atuação contribui para a consolidação da Multiplan como frente relevante em obras públicas e projetos estruturantes.“Trabalhamos com projetos que exigem planejamento rigoroso, Edição 70 - Let’s Go Bahia | 45Existe uma lacuna que precisa ser preenchida, que é o déficit de obras de infraestrutura no Brasil, com milhares de projetos paralisadosREINAN PIRES, DIRETOR DE ENGENHARIA NORTE/NORDESTE/CENTO-OESTE
responsabilidade pública e capacidade de execução. Nosso foco é organizar operações sólidas, com impacto positivo para o grupo e para a sociedade”, ressalta Sávio.Antoine Freitas – Diretor da AG EnergyÀ frente da AG Energy, Antoine Freitas conduz a estratégia de expansão e estruturação comercial da unidade, com foco no desenvolvimento de oportunidades no setor energético. Empreendedor por essência, ele construiu uma visão voltada para a identificação de mercados, a formação de parcerias estratégicas e a transformação de projetos em operações sustentáveis. Com experiência em diferentes modelos de negócio, destaca que a atuação da AG Energy está diretamente ligada à solidez da estrutura corporativa e à forma como os projetos são concebidos.“Nosso foco é desenvolver soluções energéticas eficientes, sustentáveis e financeiramente viáveis, sempre alinhadas às necessidades dos clientes e à estratégia de longo prazo da organização”, enfatiza Antoine.João de Queiroz Muniz Neto – Diretor de InfraestruturaComo diretor de Infraestrutura, João Muniz conduz projetos nas avanço na logística, no setor de energia fotovoltaica, na estruturação metálica e nas parcerias público-privadas”, afirma Elmar Varjão. “A produção brasileira perde valor pela falta de infraestrutura adequada, o que eleva os custos de transporte e precisa ser corrigido. Nesse contexto, os portos se impõem como um eixo fundamental por integrarem um sistema logístico essencial para o escoamento da produção”, ressalta o executivo.No desdobramento dessa estratégia, Edson Cruz, diretor técnico da Engenharia, avalia que 2025 foi um ano desafiador, marcado por um processo intenso de estruturação, mas com avanços consistentes. Em 2026, a expectativa é concluir a implantação da AG Estruturas Metálicas e da AG Pré-Moldados, que já produzem para o grupo. Edson destaca também a ampliação da atuação no varejo com novas obras, o início no segmento de logística e o fortalecimento da presença em obras públicas e infraestrutura.Região Norte/NordesteEssas regiões ocupam um papel central no planejamento de expansão do Grupo André O desenvolvimento da nossa operação de pré-fabricados nos dá maior capacidade negocial, controle rigoroso de qualidade e segurança no cumprimento de prazosAUGUSTO ESCOBAR, DIRETOR DA AG PRÉ-MOLDADOSáreas rodoviária, urbana e de grandes obras, coordenando operações complexas e alinhando equipes técnicas. Sua atuação está diretamente ligada à capacidade do grupo de entregar projetos de alta complexidade com previsibilidade, escala e controle.“Projetos desse porte só funcionam quando há um planejamento rigoroso, uma coordenação eficiente e uma engenharia preparada para lidar com variáveis técnicas e operacionais”, assinala João.Reunido, esse time traduz em execução a estratégia de crescimento do Grupo André Guimarães, criando as bases para um novo ciclo de expansão estruturada, sustentável e alinhada às oportunidades do setor de Engenharia e Infraestrutura no Brasil.Um novo ciclo de crescimentoCom base em planejamento estratégico, estrutura consolidada e visão de longo prazo, o Grupo André Guimarães entra em 2026 preparado para avançar em um novo ciclo de crescimento na Engenharia e Infraestrutura. “Estamos apostando que 2026 seja um ano particularmente favorável para a infraestrutura, com 46 | Let’s Go Bahia - Edição 70Capa
Guimarães, com perspectivas favoráveis para os próximos ciclos de investimento. “Nosso estudo mercadológico aponta para um cenário promissor. Existe um déficit relevante de obras de infraestrutura no Brasil, com milhares de projetos paralisados, e enxergamos isso como uma oportunidade. Estamos preparados e capacitados para contribuir para a melhoria desse cenário”, avalia o diretor de Engenharia Norte, Nordeste e Centro-Oeste, Reinan Pires.Segundo o gestor, 2026 será um ano de desafios importantes após um período de intensificação dos processos de verticalização empresarial, movimento que ampliou a capacidade do grupo de assumir projetos mais complexos, integrados e de maior escala.A empresa estima alcançar, já no primeiro semestre, mais de R$ 300 milhões em obras nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, superando os resultados de 2025.“Observamos que novas ações do poder público, a exemplo do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), além de investimentos privados, tendem a se intensificar para suprir esse déficit, e vemos na nossa atuação uma oportunidade concreta nesse segmento”, assinala Reinan.Nesse contexto, as parcerias público-privadas se consolidam como vetores essenciais para viabilizar projetos estruturantes e acelerar a retomada dos investimentos em infraestrutura nessas regiões.Parcerias Público-PrivadasPara Sávio Andrade, a aquisição da Multiplan foi decisiva para que o Grupo André Guimarães passasse a atuar de forma competitiva e estruturada em projetos de PPP. Edição 70 - Let’s Go Bahia | 47Já estamos em fase final da formalização da primeira PPP da organização, o que representa um marco históricoSÁVIO RUBENS, DIRETOR DA MULTIPLANNosso foco é desenvolver soluções energéticas eficientes, sustentáveis e financeiramente viáveis, sempre alinhadas às necessidades dos clientes e à estratégia de longo prazo da organizaçãoANTOINE FREITAS, DIRETOR DA AG ENERGY
Bandeiras, Rota do Oeste e EPR, além de projetos nos segmentos de hotelaria, loteamentos, bairros planejados e galpões logísticos.Ao combinar capacidade técnica, escala industrial e modelos de parceria que viabilizam investimentos de longo prazo, o grupo consolida um caminho em que crescimento e infraestrutura atuam juntos, com responsabilidade ambiental e visão sustentável.Por um futuro mais sustentávelA sustentabilidade é uma prioridade estratégica para o Grupo André Guimarães e se traduz em investimentos estruturados com foco nas melhores e mais eficientes soluções energéticas limpas.Nesse contexto, a AG Energy amplia sua atuação no mercado nacional com projetos completos para a geração solar e o armazenamento de energia, implantando para os seus clientes usinas fotovoltaicas e sistemas BESS (baterias), voltados para os mais diversos perfis de operação.A empresa atua no desenvolvimento e na implantação dos projetos de usinas nos modelos Zero Grid, On-Grid e Off-Grid, além de usinas solares flutuantes, utilizando módulos fotovoltaicos de alta eficiência, certificados internacionalmente.A empresa agregou histórico de obras, equipes com acervos técnicos robustos e experiência comprovada em grandes projetos, além de reforçar a credibilidade institucional, jurídica e econômico-financeira do grupo, fatores determinantes nesse tipo de processo.“Essa combinação permitiu acessar oportunidades antes restritas a grandes players nacionais e internacionais. Já estamos em fase final de formalização da primeira PPP da organização, um marco histórico que posiciona o grupo em um novo patamar institucional e amplia sua atuação em infraestrutura, desenvolvimento urbano e projetos estruturantes para o país”, pontua Andrade.Na frente industrial, o cenário também é positivo. Para Augusto Escobar, diretor da AG Pré-Moldados, o avanço da infraestrutura no Brasil impulsiona diretamente a demanda do setor. “Estudos apontam um crescimento de cerca de 30% do mercado de pré-moldados, movimento que, aliado ao compromisso com a sustentabilidade, redução de resíduos e industrialização dos processos, amplia nossa competitividade”, afirma Escobar. Segundo ele, o foco estará em grandes concessionárias, como CCR (do Grupo Motiva), Rota das Essas soluções fortalecem a competitividade de empresas de todos os setores, a exemplo de indústrias e operações comerciais de qualquer porte, com a redução de custos operacionais e o alinhamento às práticas de sustentabilidade e ESG.A atuação integrada permite que os clientes se beneficiem diretamente da combinação entre a tecnologia da AG Energy e a expertise da Engenharia e Infraestrutura do grupo.“A sinergia com essas áreas é perfeita, pois um dos nossos diferenciais é proporcionar a solução completa, desde a concepção do projeto, passando pelas necessidades relacionadas à Engenharia, como a análise técnica da estrutura e eventual reforço estrutural, até a implantação, instalação e ligação da usina”, ressalta Antoine Freitas, diretor da AG Energy.Mais do que expandir frentes de atuação, o Grupo André Guimarães avança com consciência de base. Em um setor no qual o improviso custa caro, é a solidez que garante a permanência. E é essa solidez, sustentada pela Engenharia, que permite ao grupo olhar para o futuro como a continuidade de uma trajetória planejada, consistente e sustentável. 48 | Let’s Go Bahia - Edição 70Projetos desse porte só funcionam quando há planejamento rigoroso, coordenação eficiente e uma engenharia preparada para lidar com variáveis técnicas e operacionaisJOÃO DE QUEIROZ MUNIZ NETO, DIRETOR DE INFRAESTRUTURACapa
Projetar com inovação, promover a sustentabilidadee construir com relações de confiançaSoluções arquitetôncas únicas que geram impacto positivoINOVAÇÃO SUSTENTABILIDADEwww.aschimmel.com.brCOMPROMISSOProjeto Residencial Projeto CorporativoEmpreendimentos Imobiliários Projeto Industrial
50 | Let’s Go Bahia - Edição 70SustentabilidadeO que ficada COP30?Por Murilo GitelConferência histórica realizada no Brasil teve avanços e fracassos em meio à emergência climática que o mundo atravessaFreepik