The words you are searching are inside this book. To get more targeted content, please make full-text search by clicking here.
Discover the best professional documents and content resources in AnyFlip Document Base.
Search
Published by upnacomunicacao, 2026-02-09 14:50:00

Revista Lets Go Bahia #70

Janeiro/Fevereiro 2026

Edição 70 - Let’s Go Bahia | 51


52 | Let’s Go Bahia - Edição 70SustentabilidadeFoto oficial da COP30 reuniu chefes de Estado no Parque da Cidade, em Belém (PA)Encerrada na terceira semana de novembro, em Belém (PA), a COP30 (30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas) teve como resultado um conjunto de decisões que misturam avanços pontuais em governança climática e frustrações profundas para quem esperava um novo marco na redução global de emissões.O balanço final da Conferência revelou acordos importantes em adaptação e implementação, mas deixou em aberto os temas considerados mais urgentes pela comunidade científica.Entre os principais compromissos firmados está o Mutirão Decision, um pacto destinado a acelerar a cooperação entre países em projetos de tecnologia limpa, monitoramento climático e financiamento de políticas de adaptação. Pacote de BelémA conferência também aprovou um mecanismo de aceleração para a adaptação climática, criado para destravar investimentos em infraestrutura resiliente, ampliar o acesso de países vulneráveis ao financiamento internacional e padronizar critérios de avaliação mais aguardado, uma diretriz global para reduzir emissões de gases de efeito estufa. Em todas as mesas, a discussão sobre combustíveis fósseis apareceu fragmentada e, ao final, o documento oficial não citou compromissos com a eliminação gradual do petróleo, do carvão ou do gás natural. Cientistas e ambientalistas classificaram o resultado como decepcionante, sobretudo diante do aumento da frequência de eventos extremos registrados em 2024 e 2025.Ausência de consensosOutro ponto sensível foi a ausência de referência clara ao desmatamento zero até 2030, meta defendida por países amazônicos e considerada central para estabilizar o aquecimento global. Também não houve consenso sobre o Mapa do Caminho, proposta brasileira para orientar a transição das economias a modelos de baixo carbono. Divergências entre países altamente dependentes da exploração de petróleo, como Arábia Saudita, Rússia e Nigéria, travaram o avanço do debate.“Há uma resistência sobre o tema e havia a possibilidade de de risco climático. O instrumento foi celebrado como um passo concreto para reduzir os impactos de eventos extremos que já fazem parte da realidade em diversas regiões.A presidência brasileira da COP30 teve como feito a aprovação de 29 documentos de forma unânime pelos 195 países participantes. O conjunto ficou conhecido como Pacote de Belém e está publicado no site da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), instância sob a qual se realizam as edições da Conferência.Transição energética justa e financiamento para adaptaçãoDe acordo com a presidência brasileira, as 29 decisões incluem avanços em temas como transição justa, financiamento da adaptação, comércio, gênero e tecnologia. Entre as maiores conquistas da COP30 está o lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, voltado para a proteção de biomas estratégicos e a valorização de serviços ecossistêmicos.Ainda assim, a conferência terminou sem entregar o acordo Foto: Ricardo Stuckert / PR


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 53O presidente da COP30, embaixador André Corrêa do Lago, tendo ao lado a diretora-executiva da COP30, Ana Toni, durante coletiva de imprensa na COP30transformar isso em uma agenda importante da COP”, relativizou o embaixador brasileiro e presidente da COP30, André Corrêa do Lago, ao prometer estudos ao longo dos próximos 11 meses e meio do mandato brasileiro. “Vamos reunir a maior inteligência possível sobre energia fóssil”, afirmou.Um ponto de inflexão visto da AmazôniaPara a sócia-fundadora da Movimento ESG Consultoria e Capacitação e colaboradora da Let’s Go Bahia, Mônica Rocha, a COP30 ficará marcada como um ponto de inflexão na forma de compreender e implementar a ação climática global, especialmente por ter ocorrido na Amazônia, um dos biomas mais críticos para a estabilidade do clima. Segundo ela, que é especialista em Sustentabilidade e ESG, o encontro consolidou um espírito de mutirão climático, mobilizando governos, empresas, sociedade civil e comunidades locais em torno da implementação de soluções concretas.“Embora a plenária principal não tenha formalizado um roadmap global para a eliminação dos combustíveis fósseis, o debate avançou em profundidade e alcance. A transição energética se consolidou como o eixo central da ação climática. Países intensificaram suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs) e blocos econômicos, como a União Europeia, anunciaram metas mais ambiciosas de redução de emissões até 2035, com ambição de neutralidade climática até 2050”, destacou Rocha. Engajamento empresarialOutro legado apontado pela especialista foi o engajamento empresarial observado fora das salas oficiais. Em encontros paralelos, empresas passaram Não temos uma decisão, mas temos algo pelo que lutar MARCIO ASTRINI, SECRETÁRIOEXECUTIVO DO OBSERVATÓRIO DO CLIMAe avanços no reconhecimento territorial como política climática.Mônica Rocha ainda ressalta um avanço estrutural, a elevação da adaptação climática ao mesmo patamar estratégico da mitigação. “Pela primeira vez, foram acordados indicadores globais de adaptação, com metas para triplicar os recursos até 2035. Iniciativas como o Plano de Ação de Belém para a adaptação do setor de saúde ao clima mostram que a agenda começa a sair do discurso e entrar na política pública”, afirmou.Traição à ciênciaA ausência de menção a combustíveis fósseis e desmatamento nos textos divulgados no encerramento levou o grupo de especialistas do Pavilhão de Ciências Planetárias, que reúne nomes como Carlos Nobre, Johan Rockström e Thelma Krug, a endurecer o tom das críticas.“Apesar de muitos países se unirem em torno de roteiros para acabar com a dependência de combustíveis fósseis e com o desmatamento, as palavras ‘combustíveis fósseis’ estão completamente ausentes do texto mais recente. Isso é uma traição a assumir compromissos mais claros de redução de emissões e economia circular. Rocha cita, como exemplo, uma agenda do Sistema B na Ilha do Combu, que reuniu marcas como Riachuelo, Lunelli e a marca local Da Tribu. “Essa movimentação reforça o papel estratégico das empresas, inclusive de setores intensivos como o têxtil, na transformação das cadeias de valor”, avaliou.Para a especialista, a COP30 também se destacou pelo reconhecimento das comunidades tradicionais e povos indígenas como atores centrais da agenda climática. A conferência registrou a maior participação indígena da história das COPs, com representantes de mais de 50 países. Parte do Pacote de Belém incluiu compromissos financeiros de apoio direto a povos originários Foto: Bruno Peres/Agência Brasil


54 | Let’s Go Bahia - Edição 70Sustentabilidadeà ciência e às pessoas, especialmente as mais vulneráveis”, afirmaram os cientistas, ao alertarem para o quase esgotamento do orçamento de carbono e o risco de inviabilizar a meta de 1,5°C.“Algo pelo que lutar”“A presidência fez o que a COP não teve coragem: criou por declaração um processo para debater o assunto. Não temos uma decisão, mas temos algo pelo que lutar”, afirmou o secretário-executivo do Observatório do Clima, Marcio Astrini.A especialista em Sustentabilidade e ESG, Mônica Rocha,esteve presente na COP30, em Belémativo da COP30 até o fim de 2026. André Corrêa do Lago afirmou que continuará na busca por consensos nos próximos meses, especialmente entre grandes produtores de combustíveis fósseis e países mais vulneráveis aos impactos climáticos.Para a comunidade internacional, o saldo da COP30 deixa uma sensação ambígua. Houve avanços relevantes em adaptação e cooperação, mas ainda falta o acordo global capaz de enfrentar a raiz da crise climática. As próximas reuniões do mandato brasileiro serão decisivas para Já o coordenador de política internacional da entidade, Claudio Angelo, avaliou que Belém entregou o que era possível em um mundo radicalmente transformado para pior. Segundo ele, a conferência evitou a implosão do Acordo de Paris, mas os resultados modestos evidenciam o esgotamento do modelo de decisões por consenso e reforçam a necessidade de reformar o sistema das COPs.Sensação ambíguaApesar do encerramento formal, o Brasil segue com o mandato definir se o mundo conseguirá retomar o ritmo necessário para cumprir as metas climáticas e evitar os cenários mais extremos previstos pela ciência. A questão central, parafraseando a canção “Paciência”, de Lenine e Dudu Falcão, é: “Será que temos esse tempo pra perder?”. Pela primeira vez, foram acordados indicadores globais de adaptação, com metas para triplicar os recursos até 2035. Iniciativas como o Plano de Ação de Belém para a adaptação do setor de saúde ao clima mostram que a agenda começa a sair do discurso e entrar na política pública MÔNICA ROCHA, ESPECIALISTA EM SUSTENTABILIDADE E ESGDivulgação


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 554ª EDIÇÃOSaiba mais: [email protected] / 2026


56 | Let’s Go Bahia - Edição 70Eduardo Athayde Solidez nas amizadesO Estudo de Desenvolvimento Adulto de Harvard (Harvard Study of Adult Development), a pesquisa mais longa da história sobre a vida humana, iniciada em 1938, concluiu em dados atualizados até 2025 que a qualidade das relações sociais é o principal fator para a saúde e a felicidade.O estudo revelou que a satisfação com os relacionamentos aos 50 anos é um preditor de saúde melhor aos 80 anos do que o nível de colesterol. Pessoas com amizades sólidas vivem significativamente mais e apresentam um declínio cognitivo mais lento na velhice. Conexões sociais sólidas fortalecem o sistema imunológico e reduzem o risco de doenças como diabetes e artrite.O conceito de Social Fitness, que defende que as amizades precisam de “exercício” constante, foi introduzido em 2025 pelo atual diretor do estudo, Robert Waldinger. Não é o número de amigos que importa, mas, sim, a profundidade e a segurança dessas conexões. Viver em conflito constante é pior para a saúde do que estar sozinho, mas a solidão crônica pode ser tão prejudicial quanto o tabagismo ou a obesidade.Amizades sólidas não ocorrem por acaso, elas exigem investimento de tempo e atenção. Pequenas ações, como enviar uma mensagem curta para um amigo para reforçar o vínculo, geram benefícios imediatos no bem-estar. Pesquisadores de Harvard, como Arthur C. Brooks, destacam que as amizades mais valiosas são as “inúteis”, aquelas que não têm fins utilitários (trabalho ou favores), mas existem apenas pelo prazer da companhia e do afeto mútuo.“Amizades sólidas não ocorrem por acaso, elas exigem investimento de tempo e atenção”O estudo descobriu que saber que existe alguém em quem você pode realmente confiar em momentos de crise ajuda o sistema nervoso a relaxar e a retornar ao equilíbrio mais rapidamente após situações estressantes.A religiosidade na Bahia, marcada pelo sincretismo entre o Catolicismo e as religiões de matriz africana, é uma fonte de geração de amizades sólidas e atua como um pilar fundamental para a saúde mental e o equilíbrio social. Em 2025, proporcionando uma perspectiva de esperança e continuidade. Rituais como as lavagens (ex.: Lavagem do Bonfim) e as celebrações de orixás funcionam como catarses emocionais, reduzindo os níveis de cortisol e promovendo relaxamento.Muitas práticas religiosas na Bahia ocorrem em espaços naturais, como praias, cachoeiras e matas. Essa conexão sagrada com a natureza estimula a preservação ambiental e proporciona os benefícios comprovados por meio do contato com o meio ambiente para a redução da ansiedade.A integração entre o sagrado e o profano gera um otimismo cultural que reflete diretamente na percepção de felicidade. Pesquisas indicam que pessoas com uma vida religiosa ativa tendem a ter hábitos mais saudáveis e um senso de propósito maior.Amizades sustentáveis reconhecem que as pessoas mudam, a solidez nas amizades é construída sobre pilares de confiança, reciprocidade e constância ao longo do tempo. Em 2025, em um mundo cada vez mais digital e efêmero, a profundidade das relações tornou-se um diferencial para o bem-estar mental. Uma amizade sólida permite que ambas as partes sejam vulneráveis sem medo de julgamento.Pesquisadores norte-americanos estão interessados em entender como a cultura da Bahia, através da história, oferece benefícios significativos ao bem-estar por meio da forte conexão social, das festividades populares e da integração com a natureza, fatores que, segundo um relatório da ONU de 2025, posicionam Salvador como uma das cidades mais felizes do Brasil. A integração entre o sagrado e o profano gera um otimismo cultural que reflete diretamente na percepção de felicidade Estudos de Harvard na Bahiaestudos de Sociologia e Psicologia reforçaram que essa vivência espiritual oferece benefícios práticos e emocionais.As comunidades religiosas baianas (como os terreiros e as irmandades) oferecem uma rede de apoio inestimável. O indivíduo sente-se parte de uma “família espiritual”, o que combate a solidão e a depressão. Em momentos de crise, essas redes funcionam como sistemas de auxílio mútuo e suporte psicológico comunitário.A fé atua como um mecanismo de enfrentamento diante das adversidades. A religiosidade ajuda a ressignificar traumas e dificuldades, Diretor do WWI e membro da Comissão de Economia do Mar da Associação Comercial da Bahia. [email protected]


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 57Georges HumbertSócio de GeorgesHumbert Advocacia, professore pós-doutor em Direito epresidente do IbradesA Bahia vive um momento singular de expansão e consolidação de oportunidades econômicas. O Estado reúne atributos naturais, culturais e institucionais raros, com vocação para o agro sustentável, liderança no turismo nacional e internacional, mercado imobiliário em valorização contínua, economia criativa expressiva e potencial crescente em energias renováveis. Entretanto, nenhum desses potenciais se concretiza automaticamente. Investir bem na Bahia exige método, preparo, responsabilidade, visão de longo prazo e segurança jurídica. Sem esses pilares, o investimento torna-se vulnerável e perde sua capacidade de gerar prosperidade.Ao longo de minha trajetória profissional, defendo a ideia de que investir não é um ato isolado nem um movimento impulsivo. Investir é estruturar um ambiente jurídico e operacional que permita ao capital prosperar com estabilidade. Esse ambiente começa na prevenção. A porta de entrada do investimento sólido chama-se due diligence, um conjunto de verificações que evita surpresas e protege o empreendedor. No agronegócio, é inviável iniciar qualquer operação sem examinar a cadeia dominial do imóvel rural, as conformidades ambientais e fundiárias, a regularidade perante o Código Florestal, a existência de áreas especialmente protegidas e eventuais conflitos possessórios. A Bahia possui um enorme potencial agrícola, mas esse potencial só se sustenta com rigor documental e segurança efetiva sobre o uso da terra.O mesmo raciocínio vale para o mercado imobiliário. Nenhum projeto urbano, turístico ou residencial Investimento sólido e sustentávelna Bahiaé sólido sem licenças urbanísticas claras, avaliações de impacto de vizinhança e regularidade ambiental e cultural, além de leitura estratégica das tendências regionais. A expansão das cidades baianas, especialmente Salvador e o Litoral Norte, tem sido intensa e exige mais responsabilidade.O turismo, um dos grandes trunfos da Bahia, também exige análise diligente. A regularidade ambiental, sanitária e regulatória; a conformidade com normas de hospitalidade sustentável; a integração com comunidades locais; e compromisso social visível e governança capaz de reduzir incertezas e fortalecer a confiança dos agentes envolvidos.No campo ambiental, isso exige respeito aos biomas, proteção de ecossistemas costeiros e uso racional dos recursos naturais. No campo social, significa valorizar identidades locais, integrar comunidades às cadeias produtivas e preservar a diversidade cultural baiana. Na governança, significa transparência, compliance rigoroso e modelos de gestão voltados para a longevidade do negócio.A Bahia possui energia criativa, território diverso, povo empreendedor e crescente solidez institucional. Pode e deve ser referência nacional em desenvolvimento sustentável. Para isso, é essencial compreender que a Bahia não é território para investimentos improvisados, mas para projetos estruturados, tecnicamente sólidos e juridicamente protegidos.Investir com método significa realizar due diligence multidisciplinar, documentar etapas com rigor, conhecer o território, dialogar com comunidades e com o Poder Público, estruturar contratos equilibrados e incorporar ESG como fundamento, não como retórica.Quem age dessa forma encontra não apenas um bom lugar para investir, mas um ecossistema favorável ao crescimento e ao impacto positivo duradouro. A Bahia oferece oportunidades extraordinárias, mas exige responsabilidade. Essa responsabilidade jurídica, social e ambiental é o que transforma oportunidades em investimentos sólidos e sustentáveis, capazes de prosperar por décadas. A expansão das cidades baianas, especialmente Salvador e oLitoral Norte, tem sido intensa e isso exige mais responsabilidadea proteção do patrimônio cultural e natural são elementos essenciais para gerar valor duradouro e reputação positiva. O mesmo se aplica à economia criativa. A segurança jurídica sobre direitos autorais, contratos, direitos de imagem e mecanismos de fomento é indispensável para que projetos culturais sejam viáveis e transformadores.Todas essas camadas convergem para um ponto central. Não existe investimento sólido sem ESG incorporado ao negócio. ESG não é moda, é prática concreta de gestão de riscos e geração de valor. Na Bahia, incorporar ESG significa ter responsabilidade ambiental,


58 | Let’s Go Bahia - Edição 70WilliamFreitasGestor ambiental e presidente do Instituto o futuro Redemar BrasilA busca por solidez na implementação de uma Educação Azul na Bahia não é apenas uma escolha pedagógica, mas uma estratégia vital para mitigar os impactos severos das atividades humanas e enfrentar as mudanças climáticas de forma estruturante. O processo educativo focado na defesa do conceito de “corpo--território” apresenta-se como um dos caminhos fundamentais a serem perseguidos em médio e longo prazo.Dizemos “muitos caminhos” porque um problema de escala global, como a crise climática e a degradação marinha, jamais terá uma única fórmula mágica. Soluções complexas exigem abordagens escalonadas, capazes de integrar áreas afins que historicamente não se enxergavam como parceiras, mas que, intrinsecamente, se completam para formar um conjunto de respostas em múltiplos níveis.É imperativo investir para que o nosso programa de Educação Azul - amparado pela Cultura Oceânica e pela diretriz do Governo Federal de incluir o “Currículo Azul” nas escolas - deixe de ser um projeto isolado e se torne um Programa de Estado. Falamos de uma educação verdadeiramente emancipadora, que se debruça sobre o cenário e a realidade dos territórios para instruir o cidadão em uma formação crítica, respeitosa e harmônica com o meio ambiente. Não estamos mais em tempos de aceitar a passividade; o conhecimento sobre o mar deve ser o motor de uma transformação social que começa na sala de aula e transborda para as políticas públicas.Não muito distante, o pensamento cartesiano que separa a vida humana do meio ambiente dominava as academias e as decisões políticas. Hoje, essa visão já não se sustenta sob a pressão da realidade climática. A interdependência dos biomas é a chave para a sustentabilidade real. O Brasil, com sua imensa costa e complexa rede de águas interiores, precisa entender que o território não é meramente um espaço geográfico ou um traçado num mapa: é o lugar onde a vida acontece em sua plenitude. Fortalecer o território, sob a ótica da Educação Azul, é garantir que o o conhecimento ancestral sobre os ciclos da natureza, tenham voz ativa na gestão dos recursos naturais. A política pública deve ser construída “com” o território, e não apenas “para” o território.2. Educação nas redes de ensino: a literacia oceânica precisa estar integrada ao currículo de forma transversal, conectando o aluno ao seu território imediato. Quando uma criança compreende que o rio ou o mar em sua cidade são partes de um sistema global, ela se torna um agente de preservação.3. Investimento em Economia Regenerativa: precisamos substituir o modelo de exploração predatória por economias que restauram a biodiversidade enquanto geram renda. A Economia Azul propõe que o uso do mar seja feito de forma a garantir sua saúde em longo prazo, promovendo equidade social.Portanto, a implementação do Currículo Azul no Brasil não é apenas um avanço educacional, mas um ato de soberania e de cuidado com as futuras gerações. Ao conectarmos o ensino à realidade dos territórios, estamos preparando cidadãos para lidar com a complexidade climática com ferramentas intelectuais e éticas robustas. O oceano começa em nós, e é através de uma educação sólida e comprometida que garantiremos que ele continue a pulsar como o coração do planeta. O momento de transformar o currículo em ação é agora, unindo ciência, cultura popular e políticas públicas em um só propósito: a vida em harmonia com o azul que nos sustenta, porque sem azul não tem verde. A Educação Azul sem compromisso social é apenas contemplação Educação Azul:amanhã seja biologicamente e socialmente possível. A solidez de uma política pública eficiente e eficaz nesse setor é o que definirá nossa resiliência diante dos desafios deste século.O fortalecimento do território como política públicaPara que a Educação Azul transcenda a abstração acadêmica e se materialize em benefícios tangíveis, ela deve ser o alicerce de políticas públicas que foquem a eficiência. Isso demanda um olhar atento a três pilares fundamentais que conectam o saber à prática administrativa:1. Governança participativa: é fundamental que as comunidades tradicionais e locais, que guardam


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 59


Jornalista, especializada em Agronegócio, Economia e Mineração [email protected] Verônica MacêdoBahiaAgroIBGE projeta crescimento da produção agrícola baiana em 2026 impulsionado pelas safras de milho, feijão e cacauA projeção para o setor agrícola em 2026 é bastante positiva. A previsão é que o setor registre alta em 15 das 26 safras do Estado, em comparação com a produção de 2025. Três commodities apresentarão destaque este ano. As colheitas iniciais de milho, feijão e o cacau terão os maiores aumentos em valores absolutos: a primeira com um crescimento previsto de 156 mil toneladas (+8,1%), a segunda de 116,9 mil toneladas (+35,3%) e a terceira, denominada ouro castanho, com um acréscimo de 6.297 toneladas (+5,3%).A estimativa é resultado dos dados coletados no segundo prognóstico do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As perspectivas para No Território do Litoral Norte e Agreste Baiano, vêm sendo realizadas iniciativas educativas contínuas voltadas para o aprimoramento da atividade apícola e para a atualização dos produtores sobre temas relacionados ao manejo e à sanidade dos apiários. Essas ações fazem parte de um calendário contínuo proposto e implantado pela Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) para orientação e apoio aos apicultores, com foco na organização sanitária e no fortalecimento das práticas de manejo adotadas no Estado. Ações educativas contínuas fortalecem a apicultura no Litoral Norte e Agreste Baianoa Bahia também são favoráveis com relação a outro item.De acordo com a análise realizada, o Estado deve manter em 2026 a posição de segundo maior fornecedor de algodão do Brasil, respondendo por 17% da produção nacional, ficando atrás apenas do Mato Grosso. “A previsão do IBGE reflete o trabalho contínuo de fortalecimento da agricultura baiana. Esses resultados são fruto de investimentos, inovação e apoio aos produtores rurais, consolidando a Bahia como um dos principais polos agrícolas do Brasil”, afirmou o secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura da Bahia (Seagri), Pablo Barrozo, ressaltando que tais números reforçam o protagonismo do Estado no cenário nacional.PixabayPixabay60 | Let’s Go Bahia - Edição 70De olho na


FLORESCENDOProdutores brasileiros serão beneficiados com um aporte de R$ 100 mi destinado ao Ministério da AgriculturaO Ministério da Agricultura recebeu um aporte no valor de R$ 100 milhões. O investimento na pasta, que irá beneficiar os produtores brasileiros, foi possível graças a alterações no orçamento destinado à equalização de juros do Plano Safra. O montante tem como objetivo a subvenção econômica para a Garantia e Sustentação de Preços na comercialização de produtos agropecuários.Agronegócio baiano respondeu por 24,9% do PIB no terceiro trimestre de 2025O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio baiano, calculado e divulgado pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), registrou uma variação nominal de 8,1% no terceiro trimestre de 2025, quando comparado com o mesmo período de 2024. O resultado decorre do crescimento de 6,2% no volume dos produtos e serviços do agronegócio e da alta de 1,8% nos preços desses mesmos itens. Ou seja, o PIB do agronegócio estadual totalizou R$ 32,5 bilhões, equivalendo a 24,9% da atividade econômica baiana.Em edição histórica, a Fenagro movimentou mais de R$ 120 mi em SalvadorA 34ª Feira Nacional da Agropecuária (Fenagro) encerrou suas atividades no Parque de Exposições de Salvador se consolidando como um dos maiores eventos agropecuários do Norte e Nordeste do Brasil. Durante nove dias, a edição de 2025 recebeu em torno de 200 mil visitantes, movimentando mais de R$ 120 milhões em negócios.Ilhéus recebe o título de Capital Nacional da Rota do Cacau e do ChocolateIlhéus, localizada no sul da Bahia, foi reconhecida como a Capital Nacional da Rota do Cacau e do Chocolate após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar um projeto de lei conferindo o título à cidade, que tem se destacado por adotar práticas sustentáveis para o cultivo do cacau e tem investido em métodos orgânicos para a produção da commodity.Cidade baiana recebe investimento de R$ 20 mi para o fortalecimento da produção de caféA cidade de Barra do Choça, situada no sudoeste baiano, é, atualmente, a maior produtora de café arábica do Norte-Nordeste brasileiro e o seu reconhecimento tem lhe rendido investimentos vultosos por parte do Governo do Estado da Bahia. O mais recente soma R$ 20 milhões. A quantia é destinada a ações para o fortalecimento da produção da commodity e para iniciativas que reforçam a infraestrutura urbana, o apoio à agricultura familiar e o desenvolvimento social do município, movimentando a economia e a geração de emprego e renda.“Uma estrada com essa qualidade vai encurtar o tempo de deslocamento, garantir o escoamento da produção agrícola e o acesso das comunidades rurais à sede do município. Essa pavimentação é essencial para fortalecer a economia local e garantir mais segurança para os produtores”, destacou o governador Jerônimo Rodrigues.Bahia Farm Show 2026 confirmaa expansão de 35% de sua área emLuís Eduardo MagalhãesA 20ª edição da Bahia Farm Show, maior feira de tecnologia agrícola e negócios do Norte e Nordeste, traz como principal novidade para 2026 a expansão de sua área em 35%. Este ano, o espaço onde se Freepik Marca Comunicaçãoreúnem as maiores marcas de tecnologia agrícola para a apresentação de lançamentos de máquinas, insumos, sementes, soluções em agricultura de precisão e práticas sustentáveis passou de 246 mil m2 para 336 mil m2 no complexo da cidade baiana de Luís Eduardo Magalhães.A feira, este ano, ocorrerá entre 8 e 13 de junho. O evento é uma das mais importantes plataformas de negócios do Brasil, uma vez que fortalece a inovação, o intercâmbio técnico e o desenvolvimento econômico em toda a região do MATOPIBA (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) ao movimentar a economia e impulsionar a competitividade no campo. Edição 70 - Let’s Go Bahia | 61


62 | Let’s Go Bahia - Edição 70PerfilDivulgação


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 63Fabiano Borré nasceu em São Paulo das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul, em 18 de agosto de 1979. Ainda pequeno, aos 8 anos de idade, chegou à Bahia, Estado que a família adotou em 1984 para construir a vida e plantar commodities. Juntos, realizaram o sonho de cultivar as terras adquiridas na Chapada Diamantina. Assim, nasceu o amor e a identificação com a agricultura. O empresário se formou em Administração de Empresas pela Universidade Jorge Amado, em Salvador. Posteriormente, cursou MBA em Finanças pela FGV com Extensão Internacional na Ohio University. Antes de ingressar na Fazenda Progresso, empresa da família, passou por experiências fora do grupo, inclusive em multinacionais, o que lhe proporcionou novas vivências e amplitude de conhecimento. Então, em 2006, com o crescimento dos negócios, era chegada a hora de abraçar o ofício iniciado pelo avô, seguindo ainda os passos do pai e dos tios.A fazenda, primeira terra adquirida e que deu origem à companhia, ficava – e permanece - no distrito de Cascavel, município de Ibicoara (BA). Foi fundada por seu pai, Ivo Borré, e pelos tios e avô. A atual sede administrativa fica localizada no município de Mucugê, também na Chapada Diamantina, coração da Bahia. O Grupo Progresso produz, além de milhares de toneladas de batatas/ano que alimentam mais de 13 milhões de pessoas, cafés especiais e vinhos de alta gama. Comercializado sob a marca Latitude 13 no mercado nacional, o café produzido pela Fazenda Progresso é ainda exportado para vários países como Austrália, Japão, Dinamarca, Estados Unidos e Noruega, entre outros, levando a excelência da Bahia para o mundo. Há pouco mais de uma década, com o incentivo da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), nasceu uma nova fronteira nas terras diamantinas: a produção de uvas para vinhos finos. Foram 10 anos de investimentos para que, em 2022, a Vinícola UVVA abrisse suas portas em meio à exuberância da Serra do Sincorá, na Chapada Diamantina.Assim como quando a Família Borré foi em busca de uma nova fronteira para o plantio de commodities, acreditando no potencial da Bahia, com a UVVA nasceu uma nova demarcação para o vinho brasileiro, que esteve sob o comando de Fabiano desde o seu princípio, em 2014. Mantendo o elo entre tradição e inovação, e atento à riqueza natural e simbólica da região, o projeto se tornou pioneiro ao ousar produzir vinhos premium no terroir singular da Chapada Diamantina, até então inexplorado. Os vinhos produzidos pela UVVA e as experiências exclusivas oferecidas a seus visitantes colocam a Bahia no mapa do melhor do Enoturismo. O Grupo Progresso gera cerca de 800 empregos diretos, além de outros 250 temporários nas safras, sendo um importante empregador na região e um dos maiores arrecadadores de impostos dos municípios onde as fazendas estão. Além desses benefícios diretos, o grupo possui uma atuação social relevante na região de Mucugê.“O sonho de produzir grandes vinhos na Chapada Diamantina se concretizou com a Vinícola UVVA e nossas cepas diamantinas. O mesmo solo do qual, em outras épocas, se extraiu tanta riqueza, agora, nos permite produzir sustentavelmente UVVA, o novo diamante da Chapada”, pontua Borré. Fabiano BorréCEO da Vinícola UVVA edo Grupo Fazenda ProgressoPor Verônica MacêdoO mesmo solo do qual, em outras épocas, se extraiu tanta riqueza, agora, nos permite produzir sustentavelmente UVVA, o novo diamante da Chapada FABIANO BORRÉ, CEO DA VINÍCOLA UVVA E DO GRUPO FAZENDA PROGRESSO


64 | Let’s Go Bahia - Edição 70July LopesEmpresária esócia da Adega PresençapresençaFalar de vinho é, antes de tudo, falar de identidade. Para mim, July Lopes, especialista em vinhos, comunicadora, empreendedora e colunista apaixonada pelo universo sensorial, o vinho nunca foi apenas uma bebida. É linguagem, presença e que somos capazes. Isso já está claro. Trata-se de escolher como queremos ser reconhecidos. Algumas vinícolas traduzem esse novo Brasil com clareza, consistência e visão de longo prazo.A Salton é um dos pilares dessa história. Com mais de um século de tradição, a vinícola soube unir herança familiar e inovação contínua. Seus espumantes conquistaram reconhecimento internacional e ajudaram a consolidar o Brasil como referência no método Charmat de alta qualidade. Mais do que volume, a Salton investe em pesquisa, sustentabilidade e na construção de um portfólio que dialoga com diferentes perfis de consumo, do casual ao mais exigente, sempre preservando identidade e precisão técnica.A Bracaris representa o encontro entre paixão, elegância e produção cuidadosa. Localizada em uma das regiões mais promissoras do Vinho Verde, no Norte de Portugal, a vinícola se destaca por vinhos autorais, de tiragem limitada, que valorizam a expressão da uva e do terroir. Seus rótulos revelam equilíbrio, frescor e personalidade, refletindo uma nova geração de produtores que entende o vinho como arte e não apenas como indústria. É o tipo de vinho que conversa O vinho como extensão daO vinho brasileiro vive hoje um dos seus momentos mais maduros. A combinação entre tecnologia, estudo de terroir, identidade regional e mudança no comportamento do consumidor reposicionou o país no mapa da vitivinicultura mundial. Não se trata mais de provar Clube do VinhoO vinho brasileiro vive hoje um dos seus momentos mais maduros. A combinação entre tecnologia, estudo de terroir, identidade regional e mudança no comportamento do consumidor reposicionou o país no mapa da vitivinicultura mundialBracarisBrancoBracarisLoureiroBracarisRoséSaltonOuroUvva BlendDiamãexperiência. Ao longo da minha trajetória, construí uma ponte entre pessoas, marcas e histórias, traduzindo o vinho como um convite ao encontro, ao pertencimento e ao prazer consciente. Com um olhar sensível e técnico, acompanho de perto a evolução do consumo no Brasil, valorizando rótulos que carregam verdade, território e propósito, exatamente como a nova fase do mercado pede.


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 65com quem busca experiência, não somente consumo.A UVVA, na Chapada Diamantina, é talvez o símbolo mais ousado dessa nova fase. Produzir vinhos de alta qualidade no coração da Bahia parecia improvável até se tornar realidade. Com vinhedos de altitude, clima singular e um projeto arquitetônico integrado à paisagem, a UVVA mostra que o vinho brasileiro ampliou definitivamente suas fronteiras com estudo, investimento e respeito ao território. Seus vinhos expressam identidade, precisão e frescor, colocando o Nordeste de forma consistente no mapa da vitivinicultura nacional.Entre tradição, inovação e coragem, o vinho brasileiro segue amadurecendo, e quem ganha é o consumidor, cada vez mais atento, informado e disposto a escolher com intenção. Beber vinho hoje é um gesto que vai além do paladar: é um ato de consciência, de identidade e de posicionamento. É escolher histórias que fazem sentido, marcas que carregam alma, territórios que se expressam na taça e experiências que permanecem na memória muito depois do último gole. 2026 chega como um convite natural para brindar não apenas o ano que começa, mas também um Brasil do vinho mais seguro de si, mais sofisticado e plenamente em afirmação. Um brinde à presença, ao tempo e àquilo que escolhemos sustentar! Entre tradição, inovação e coragem, o vinho brasileiro segue amadurecendo e quem ganha é o consumidorA essência do verão numa garrafaAv. PresidenteCastelo Branco 610Nazaré - Salvador - Ba@adbconercioltda(71) 99944-9936


Freepik66 | Let’s Go Bahia - Edição 70SaúdePor Juliana CarvalhoLONGEVIDADECOM PROPÓSITO:ciência e estilo de vidacontra o relógio


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 67


Dr. Leo Oliva é geriatra68 | Let’s Go Bahia - Edição 70SaúdeEstamos todos envelhecendo a passos largos. O calendário não pede licença, o espelho transforma-se aos poucos e o corpo sinaliza que o tempo segue seu curso. Ainda assim, falar sobre envelhecimento continua sendo um desafio em uma sociedade que supervaloriza a juventude e tende a associar a maturidade apenas à perda, à fragilidade e à dependência.A ciência, no entanto, aponta para um caminho diferente. Envelhecer é um processo natural e inevitável, mas a forma como atravessamos essa etapa pode variar significativamente. Especialistas em saúde destacam que viver mais não precisa significar viver pior. O foco atual reside na longevidade com qualidade de vida, conceito que integra autonomia, funcionalidade, saúde mental e participação social.Os pilares do bem-estarUm dos fatores determinantes para envelhecer bem é a adoção de hábitos saudáveis ao longo de toda a jornada. A prática regular de atividade física, por exemplo, contribui para a manutenção da força muscular, do equilíbrio e da saúde cardiovascular, além de reduzir o risco de quedas e doenças crônicas. Exercícios adaptados à idade e às condições individuais são seguros e altamente benéficos, inclusive para quem já cruzou a barreira dos 60 anos.A alimentação equilibrada também desempenha um papel central. Dietas baseadas em alimentos in natura ou minimamente processados estão associadas a melhores indicadores de saúde ao longo dos anos. Vale o alerta: não existem fórmulas mágicas ou superalimentos capazes de interromper o envelhecimento; abordagens extremas ou modismos podem, inclusive, representar riscos nessa fase da vida.A visão do especialista: a regra dos 60%Segundo o geriatra Dr. Leo Oliva, o momento certo de procurar um especialista é quando decidimos Começamos a envelhecer por volta dos 35 ou 40 anos, ou seja, muito antes do que se imagina. Oficialmente, no Brasil, aos 60 anos, a pessoa se torna idosa, mas quanto antes iniciarmos hábitos saudáveis, melhores serão os frutos que vamos colherDR. LEO OLIVAFATORES QUE INFLUENCIAM O ENVELHECIMENTO:20%Genética20%Ambiente60%Escolhas de estilo de vidaantes iniciarmos hábitos saudáveis, melhores serão os frutos que vamos colher”, explica.O médico pontua que os fatores que influenciam o envelhecimento dividem-se de forma clara: 20% genética, 20% ambiente e 60% escolhas de estilo de vida. O pilar principal é a atividade física estruturada. “A musculação é fundamental. que queremos envelhecer bem. “Começamos a envelhecer por volta dos 35 ou 40 anos, ou seja, muito antes do que se imagina. Oficialmente, no Brasil, aos 60 anos, a pessoa se torna idosa, mas quanto


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 69O exercício resistido, associado à atividade aeróbica, alongamento e equilíbrio, cria o melhor cenário possível”, orienta o Dr. Oliva.A “poupança” para o futuro e a nutrição celularO cardiologista Dr. Fábio Vilas Boas encara a saúde como uma espécie de “poupança” para a velhice. Ele explica que o corpo começa a envelhecer biologicamente por volta dos 20 a 25 anos. Um ponto crucial nesse processo é a preservação do DNA, especificamente dos telômeros, estruturas nas extremidades dos cromossomos que protegem o material genético. Com o tempo, eles encurtam, o que configura um fenômeno diretamente ligado ao envelhecimento das células.Para proteger essas estruturas, o Dr. Fábio ressalta que a estratégia principal é evitar o sedentarismo e hábitos prejudiciais, alertando que a suplementação de vitaminas para pessoas saudáveis deve ocorrer apenas em casos de deficiência comprovada, Ele cita como exemplo a creatina e o whey protein, produtos que se tornaram populares por serem fundamentais para a preservação da massa muscular e que vêm sendo cada vez mais recomendados com o avanço da idade. José destaca ainda o crescimento do uso do magnésio, nutriente cada vez mais procurado por seu papel essencial na saúde dos ossos e dentes, na contração muscular e no metabolismo de energia.“Existem diversas opções de suplementos que contribuem para a suplementação no dia a dia, especialmente no processo de envelhecimento. A vitamina D, por exemplo, é fundamental para a imunidade e a saúde óssea, enquanto o Ômega-3 é reconhecido pelo apoio às funções cardiovasculares e cognitivas, além A estratégia principal é evitar o sedentarismo e hábitos prejudiciais, alertando que a suplementação de vitaminas para pessoas saudáveis deve ocorrer apenas em casos de deficiência comprovada.José Vilas Boas, da Natural QualityDr. Fábio Vilas Boas, cardiologistajá que o consumo exagerado pode ser negativo.José Vilas Boas, sócio-fundador da Natural Quality, empresa com mais de 20 anos de atuação no mercado de suplementos, defende que a reposição orientada de nutrientes tem sido cada vez mais adotada como resposta a rotinas intensas, à alimentação nem sempre equilibrada e às maiores demandas do organismo, especialmente ao longo do processo de envelhecimento.


70 | Let’s Go Bahia - Edição 70SaúdeQuando amadurecemos, selecionamos melhor onde colocar nossa energia. O tempo é o senhor da razão KARLA BORGES,AUDITORA FISCALHá mais de 20 anos, não como fast food. Eu realmente me cuido ILDAZIO TAVARES, PRODUTOR CULTURAL E RADIALISTAdo controle de inflamações. O mercado oferece uma ampla cartela de opções, e buscamos estar sempre atualizados para acompanhar essa evolução. Ainda assim, nada é mais importante e eficiente do que adotar uma suplementação devidamente orientada por um profissional de saúde, para alcançar o melhor efeito possível”, afirma Vilas Boas.Geração NOLT: novos velhosEssa busca por qualidade de vida consolidou a tendência NOLT (em inglês: New Older Living Trend), ou “novos velhos”. O termo define pessoas com 60 anos ou mais que adotaram um estilo de vida ativo e consciente.É o caso da auditora fiscal Karla Borges, que completa 60 anos este ano. Avó de Carolina, ela afirma ter chegado a essa fase com leveza. Com o acompanhamento de um personal trainer, Karla foca os agachamentos e exercícios direcionados. “Meu professor sempre reforça que os músculos têm memória”, conta. Religiosa e conectada à natureza, ela aboliu o álcool e mantém a disciplina na alimentação e na reposição hormonal. “Quando amadurecemos, selecionamos melhor onde colocar nossa energia. O tempo é o senhor da razão”, afirma.O produtor cultural e radialista Ildazio Tavares também chegou aos 60 com o vigor de um jovem. Depois de ter sido um adolescente com sobrepeso, ele construiu uma rotina regrada. “Há mais de 20 anos, não como fast food. Eu realmente me cuido”, afirma. Com musculação regular desde 1999 e suplementação orientada de creatina e whey protein, Ildazio é o exemplo de como o planejamento e a constância transformam o envelhecimento em uma fase de pleno vigor.


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 71@presencaadegaPresença é essencial@apresencadosvinhos+55 (71) 98850-7812


72 | Let’s Go Bahia - Edição 70Leila BritoGestora do Núcleo de Desenvolvimento Estratégico e Inovação da Fundação José SilveiraA solidez não se anuncia. Ela se revela permanece?O queHá épocas em que o mundo parece feito de areia. Ideias escorrem, métodos se sucedem, certezas envelhecem rápido demais. O novo chega antes que o anterior tenha tempo de se provar. Nesse cenário, a solidez deixa de ser sinônimo de rigidez e passa a significar outra coisa: a capacidade de atravessar transformações sem perder a identidade. Não como quem resiste ao tempo, mas como quem aprende a caminhar com ele. Essa solidez não nasce de grandes gestos nem de declarações enfáticas. Ela se constrói em silêncio, no entrelaçamento entre persistência, hábitos e inteligência emocional. Não como conceitos isolados, mas como práticas que organizam escolhas, relações e decisões ao longo do tempo. Permanecer, aqui, não é inércia. É consciência. Os hábitos formam a arquitetura invisível da solidez. São eles que traduzem valores em comportamento e intenção em prática. O que se repete permanece; o que permanece estrutura. Os estudos sobre o poder do hábito mostram que pequenas rotinas, acionadas por gatilhos conhecidos e sustentadas por recompensas muitas vezes simbólicas, moldam decisões muito maiores do que supomos. É nesse plano discreto que a coerência se consolida ou se dissolve. Mas hábitos, por si só, não bastam. É a inteligência emocional que lhes dá direção e sentido. Não como um manual de autocontrole, mas como a capacidade de perceber o que acontece internamente antes de agir sobre o mundo. Reconhecer impulsos, sustentar frustrações, escolher respostas em vez de reagir. Daniel Goleman observa que essa inteligência não serve apenas para lidar melhor com pessoas, mas também para sustentar propósitos. A motivação, nesse contexto, não é euforia nem desempenho acelerado, mas compromisso emocional com aquilo que faz sentido em longo prazo. É nesse ponto que a persistência ganha densidade. Persistir não é insistir apesar da realidade, mas manter fidelidade ao essencial enquanto se ajustam caminhos. Quando o sentido permanece claro, o modo pode (e deve) mudar. Trocam-se rotinas, não valores. Substitui-se impulsividade por pausa, reatividade por escuta, ruptura por continuidade lúcida. A solidez nasce dessa combinação rara: flexibilidade operacional e centro bem definido. Nas instituições, essa lógica se manifesta com nitidez. Em ambientes atravessados por mudanças constantes, pressões externas e expectativas imediatas, o que sustenta a continuidade não é a rigidez, mas a existência de um eixo interno. Ele não se constrói por slogans nem por modismos gerenciais; surge no cotidiano: nas decisões que consideram pessoas, nas rotinas que preservam relações, nos espaços reais de escuta. Com o tempo, forma-se uma inteligência emocional coletiva, discreta, porém decisiva, capaz de atravessar ciclos sem perder a coerência. A solidez não se anuncia. Ela se revela. É consequência de práticas repetidas, de pausas feitas antes da resposta, de escolhas que não trocam o essencial pelo urgente. Ela aparece quando, mesmo sob pressão, algo permanece íntegro: o modo de decidir, de se relacionar, de sustentar o que importa. Num tempo que premia o imediato e confunde movimento com progresso, a experiência mais profunda pode ser outra: reconhecer que nem tudo precisa ser refeito para seguir vivo. Algumas coisas pedem continuidade, aquela constância discreta, quase artesanal, que dá forma ao tempo. É assim, sem alarde, que o que realmente importa encontra um jeito de permanecer.


74 | Let’s Go Bahia - Edição 70A história de nós todos e todas não pode ser contada apenas pelos que detêm o poder da escrita, mas por todos nós CONCEIÇÃO EVARISTO, ESCRITORAdiversidadePrecisamos falar sobreÉ com grande entusiasmo que assumo este espaço para tratar de um tema que não apenas pauta minha trajetória de vida e profissional, mas que também é uma urgência contemporânea. Agradeço imensamente a oportunidade de assinar o artigo de Diversidade e Inclusão da Let’s Go Bahia. Neste primeiro texto, convido a todos para uma reflexão sobre a importância da discussão acerca da D&I nos dias de hoje, o caminho já percorrido e as estradas que ainda precisamos desbravar para construir uma sociedade mais justa e equânime, a partir de minha experiência de mais de 20 anos liderando equipes na Texto & Cia.Estamos em uma era de constante transformação, na qual a globalização e a interconectividade ajudam a construir o cenário dinâmico e complexo em que vivemos. Diversidade e inclusão surgem não apenas como bandeiras éticas e morais, mas, sobretudo, como imperativos estratégicos inegáveis para organizações e para o desenvolvimento social sustentável. Discutir o assunto é reconhecer que a pluralidade de ideias, vivências e perspectivas é o motor da inovação, da resiliência e da empatia. A sociedade ou empresa que ainda não avançou nesse sentido está fadada à estagnação e à perpetuação de desigualdades, o que não cabe mais no mundo moderno.A relevância do tema vai além do discurso; ela se manifesta concretamente na economia, na cultura, na política e na qualidade das relações que estabelecemos. Para as empresas, por exemplo, é comprovado que a diversidade de equipes leva a uma melhor tomada de decisão, maior criatividade, engajamento dos funcionários e uma compreensão mais profunda dos mercados consumidores. Além disso, a D&I está intrinsecamente ligada aos critérios ESG (Environmental, Social and Governance), tornando-se um pilar fundamental para a reputação, atração de talentos e sustentabilidade em longo prazo. É inegável que, nas últimas décadas, assistimos a um despertar coletivo para a importância da D&I. Saímos de um período no qual a discussão era marginalizada ou inexistente para um momento em que ela ocupa espaços centrais no debate público, nas agendas corporativas e nas políticas governamentais. Como diz a escritora Conceição Evaristo: “A história de nós todos e todas não pode ser contada apenas pelos que detêm o poder da escrita, mas por todos nós”. A narrativa não deve ser monopolizada por um único grupo ou perspectiva, mas, sim, pelas múltiplas experiências e vivências de cada indivíduo e comunidade, especialmente aquelas historicamente silenciadas.Atualmente, há uma crescente, ainda que insuficiente, representação de diferentes grupos – étnicos, de gênero, de orientação sexual, de pessoas com deficiência, de diversas origens socioeconômicas e de comunidades indígenas – em mídias, lideranças e espaços de poder. Essa visibilidade não se limita à mera presença, mas busca uma representação autêntica que desafia estereótipos e amplia narrativas, impulsionada também pelo poder das redes sociais e plataformas digitais.Já possuímos leis e políticas que buscam coibir a discriminação e promover a igualdade de oportunidades, como leis antidiscriminação, mandatos de acessibilidade, políticas de cotas para universidades e mercado de trabalho, que são cruciais para corrigir distorções históricas e garantir o acesso equitativo.Também é crescente a conscientização e sensibilização ampliadas, através de campanhas e movimentos sociais, além de cursos de letramento sobre o preconceito e a discriminação, que incentivam a empatia e o respeito às diferenças. Estamos construindo aqui um espaço aberto e inclusivo para o assunto ser pauta constante e necessária, contribuindo para a construção de soluções para a nossa sociedade.Esses avanços são marcos que indicam que a sociedade está, sim, em movimento, reconhecendo e valorizando a diversidade como um ativo inestimável. Roberta RodriguesJornalista, diretora na Texto & Cia Assessoria e Comunicação e head do Núcleo de D&I


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 75Jacson GonçalvesCadeirante, jornalista, assessor de imprensa da Agência Brunt CiAtive e diretor do Portal Jack ComunicaO Carnaval é mais do que uma grande festa popular. Ele é um retrato vivo de como uma cidade se enxerga, se organiza e se abre para as diferenças. Quando pensado de forma inclusiva, o Carnaval amplia seu significado: deixa de ser apenas um evento grandioso e passa a se consolidar como uma experiência mais humana, acessível e inteligente para todos.Mas o que muda, de fato, quando a inclusão entra no planejamento da folia? Em Salvador, alguns avanços mostram que a acessibilidade não é um detalhe técnico, e sim um fator de qualidade da experiência coletiva. A implantação de camarotes acessíveis nos circuitos oficiais, com rampas, banheiros adaptados, intérpretes de Libras, audiodescrição e equipes treinadas, permitiu que pessoas com deficiência e idosos vivenciassem o Carnaval com mais conforto, segurança e autonomia.Esse movimento traz um aprendizado importante: a acessibilidade não limita, ela organiza. Ambientes mais bem sinalizados, circulação facilitada e atendimento humanizado beneficiam todos os foliões: famílias, turistas, idosos e pessoas com mobilidade reduzida. A inclusão, nesse contexto, melhora o fluxo, reduz conflitos e torna a festa mais fluida.A questão, portanto, não é adaptar o Carnaval para alguns grupos específicos.É repensar a festa a partir de um olhar que contemple todos. Esse olhar se reflete também no protagonismo cultural. Um exemplo emblemático é o bloco “Me Deixe à Vontade”, mantido há mais de três décadas pela Associação Quando a inclusão entra no planejamento, o Carnaval se organiza melhor, acolhe mais pessoas e fortalece o seu papel como festa democrática Baiana dos Deficientes Físicos (ABADEF). Ao desfilar no circuito Osmar, o bloco reafirma que ocupar as ruas e disfrutar da música e da alegria é um direito compartilhado. Ali, a inclusão deixa de ser conceito e se transforma em vivência concreta.Além das iniciativas culturais, há um esforço institucional que fortalece esse avanço. Durante o Carnaval, órgãos públicos atuam na fiscalização da acessibilidade em camarotes e áreas de grande circulação, orientando estruturas e garantindo o cumprimento das normas. O resultado é uma festa mais organizada, mais segura e alinhada à diversidade do público que ela atrai.Pensar um Carnaval inclusivo também envolve comunicação acessível, treinamento das equipes e atenção aos diferentes ritmos dos foliões. São ações simples, muitas vezes de baixo custo, mas de alto impacto. Quando a diversidade é considerada desde o planejamento, a cidade inteira ganha.E vale a reflexão: se o Carnaval é o maior símbolo da ocupação das ruas, quem ainda fica de fora quando o planejamento ignora a pluralidade de quem vive a festa?O futuro aponta para uma resposta clara: um Carnaval inclusivo fortalece a imagem da cidade, amplia o alcance do turismo cultural e reafirma a festa como espaço de pertencimento. Salvador mostra que é possível evoluir sem perder a identidade, transformando a inclusão em valor permanente e fazendo do Carnaval uma experiência cada vez melhor para todos.No fim das contas, um Carnaval só é realmente grandioso quando cabe todo mundo nele. Carnaval inclusivofaz a festa crescer


76 | Let’s Go Bahia - Edição 70Ana Carolina MonteiroGestora e estrategista de marketing, Comunicação e Inovação da Hackel, professora, especialista em Economia Comportamental. [email protected] vida liquidificada claramente está nos afogando. Como qualquer afogado, tentamos agarrar algo que possa nos manter com a cabeça fora da água. Assim, a solidez entra em pauta. A modernidade é líquida - dizia o sociólogo Zygmunt Bauman para definir o contexto do mundo, marcado pela instabilidade, falta de garantias, enfraquecimento de relações e laços, descartabilidade de coisas e pessoas… contrastante com a solidez do passado, que representava uma sociedade estável, de coisas feitas para durar. No entanto, a solidificação experimentada agora não é um resgate da nostálgica estabilidade do passado, mas a cristalização formada a partir do líquido em que estamos imersos. Uma solidez que aprisiona até mais que as antigas estruturas dissolvidas. A evolução para a abordagem de Bauman, que nos deixou em 2017, seria analisar as novas formas de solidez que irrompem da liquidez. Fronteiras geográficas e físicas foram diluídas no grande mar da tecnologia. Porém, avistam-se ilhas de solidez, do tamanho de continentes, formadas por nossos próprios dados, estáveis e preditivos, de comportamento, hábitos e preferências, que nos retêm em espaços virtuais. A nossa rotina é ordenada e guardada pelo algoritmo. A vigilância, seja social, política ou econômica, é uma estrutura sólida e centralizadora, erguida nas águas da tecnologia que limita opções e nos influencia sorrateira e ininterruptamente.Nessas ilhas-continente habita a mentalidade tribal nascida da solidificação de crenças e ideologia, que reconhecemos como polarização. O tribalismo ganha tamanho Uma solidez que não é lanterna dos afogados; é bússola para encontrar caminhos em qualquer tempoe força nas águas da fluidez das ideias, porque elas proporcionam um lugar confortável, a bolha, onde a lógica e o diálogo são trocados por validação. Nem a identidade fluida escapa da solidificação, misturando-se ao cimento de afiliações ideológicas ou políticas, porque a liberdade de escolha muitas vezes gera angústia, e assim são escolhidas novas prisões. Ou seja, nadamos muito e não chegamos nem perto da praia da liberdade de ser. O cansaço também se solidificou. Quando a liquidez das oportunidades passa a ser um passivo de performance, o cansaço crônico solidificadas no oceano-sociedade podem ser uma Alcatraz, com os visitantes sendo recebidos por uma tribo canibal. Um confinamento com grades invisíveis, onde o homem devora o homem. Nas novas formas de solidez, as antigas estruturas, desaparecidas como a lendária Atlântida, dão lugar a estruturas de controle e aprisionamento aprimorados. Estamos entre a fluidez de possibilidades e a solidez de mecanismos de controle. Mesmo que a sensação seja de “levar um caldo”, e vermos tantos em agonia engolindo água, vale lembrar que tudo na vida segue ciclos.Aprendemos na escola que a água tem estados físicos: gasoso, líquido e sólido, mudando sob temperatura e pressão. O estado líquido é o mais comum na natureza… talvez a modernidade siga o padrão, e a solidificação, ou até mesmo a condensação (quando estruturas parecem sumir sem deixar vestígios), seja um estado momentâneo do ciclo da vida. Mudanças de temperatura e pressão estão sempre acontecendo durante nossa existência. Encontra-se estabilidade justamente no ciclo, na mudança contínua de estado. O ciclo não significa um círculo perfeito, pois o resultado seria a estagnação. É uma espiral. A repetição se inicia em um novo nível e é base para a evolução.A solidez desejada não está em um vislumbre dos tempos de outrora nem na solidificação colateral da modernidade líquida. Sentimos a falta da confiança e da continuidade nas relações, de princípios firmes e valores guiando as ações. Uma solidez que não é lanterna dos afogados; é bússola para encontrar caminhos em qualquer tempo. Terra à vista?tem estabilidade garantida, pois a liquidez de “poder fazer tudo” passa a ser uma contínua obrigação autoimposta de “ter que fazer tudo”. Nesse contexto, o filósofo contemporâneo Byung-Chul Han aponta o indivíduo como seu próprio algoz.A modernidade líquida provocou uma evolução inversa à natural para a espécie social humana: em vez de sair da água para a terra, partimos do que acreditávamos ser sólido para a liquidez amorfa e fluida. Com algum custo, nos adaptamos. Mas mesmo quem é do mar precisa atracar em terra firme de vez em quando. O problema é que as ilhas


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 77


78 | Let’s Go Bahia - Edição 70Iryna PodusovskaEscritora, mestre em Línguas e Ciências Cognitivas pela Università degli Studi di Siena Solideze especialista em Educaçãoutilizá-las na resolução de problemas reais. Isso também pressupõe autonomia para aplicar essas competências em contextos que vão além da escola e do livro de texto. Além disso, estimular a persistência, a empatia e o autoconhecimento em um mundo cada vez mais focado no descartável e no imediatismo é essencial para que o processo de aprendizagem aconteça com curiosidade, troca e profundidade.Esse tipo de formação exige tempo, continuidade e coerência entre discurso e prática. Não se trata de acelerar resultados, mas de sustentar processos educativos capazes de criar referências sólidas, valores duradouros e capacidade de reflexão. Em um cenário de mudanças constantes, essa base permite que o indivíduo não apenas acompanhe transformações, mas também faça escolhas conscientes, responsáveis e alinhadas com princípios que resistem ao tempo.Retomando a metáfora de Bauman, um mundo mais flexível e menos rígido não é necessariamente ruim. A água, pela sua fluidez, liquidez e versatilidade, consegue se adaptar ao ambiente e superar obstáculos sem grandes esforços. Ensinar as novas gerações a manter a flexibilidade de pensamento e a capacidade de adaptação às condições mutáveis da vida, sem renunciar ao que é essencial, garante a continuidade de uma aprendizagem com propósito e significado. Assim, mesmo em uma sociedade cada vez mais líquida, será possível navegar sem medo e sem perder a solidez do próprio eu. Nos últimos anos, surgiu o termo brain rot, ou “cérebro podre”, para descrever o impacto do consumo contínuo de conteúdos digitais superficiais, que prejudicam a memória, a concentração e o raciocínio“Na sociedade contemporânea, nada é feito para durar”, dizia Zygmunt Bauman nas suas reflexões sobre o mundo moderno. Por isso, encontrar solidez, que por definição é característica do que é firme, resistente e durável, em uma “sociedade líquida” é raro. Assim como na física, que serviu como metáfora perfeita para as reflexões de Bauman, a solidez parece não se encaixar em um mundo em que “os tempos são líquidos porque, assim como a água, tudo muda muito rapidamente”. Valores, hábitos, tecnologias e visões mudam não só de geração em geração, mas de ano em ano. Levando em consideração que tudo que envolve aprendizagem, educação e desenvolvimento implica processos em médio e longo prazo, educar gerações futuras, nesse contexto, torna-se um desafio ainda maior.Para contornar esse dilema, Bauman, assim como alguns outros filósofos e educadores, sugere focar o que é essencial, isto é, o pensamento crítico, que ele define como a habilidade de distinguir o relevante do irrelevante, o que é bem-fundamentado do que é fruto da imaginação, e entender o que é pertinente em uma situação e o que não é. Na época tecnológica que estamos vivendo, as informações não só estão ao alcance de todos com poucos cliques, como podem acabar interferindo na vida cotidiana e na saúde mental.A chamada “infoxicação” é o consumo excessivo de dados que sobrecarrega o cérebro, tornando-se um gatilho para a ansiedade, o estresse e o cansaço, podendo chegar a causar dificuldades de concentração, improdutividade e outros prejuízos cognitivos. Nos últimos anos, surgiu o termo brain rot, ou “cérebro podre”, para descrever o impacto do consumo contínuo de conteúdos digitais superficiais, que prejudicam a memória, a concentração e o raciocínio. Memorizar informações e dados, portanto, não significa adquirir conhecimento quando falta a habilidade de analisar criticamente os conteúdos, estabelecer conexões consistentes e compreender o cerne dos problemas.Garantir que o conhecimento adquirido seja sólido e que a aprendizagem esteja sendo significativa é estimular o desenvolvimento do raciocínio crítico, para que crianças e adolescentes tenham ferramentas para analisar informações, conectá-las e


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 794ª EDIÇÃOSaiba mais: [email protected]/2026Vem aí...


STUDIO, QUARTO E SALA E 2 QUARTOS NA AV. TANCREDO NEVES.LOCALIZAÇÃOI N S P I R A D A 1 326 59 7 84 1 Hospital Sarah2 Blue Fit - Academia 24h3 Salvador Shopping4 Casa do Comércio5 Unifacs6 Universidade Afya - Educação Médica7 Mali - Complexo Esportivo e de Entretenimento8 Tok & Stok9 Hospital da Bahia• Próximo ao Salvador Shopping• Ideal para morar perto do trabalho ou investir com rentabilidade• Fácil acesso às principais vias da cidadeEmpreendimento de uso misto (residencial e comercial), com Memorial de Incorporação registrado sob o nº R-10 na matrícula nº 39.878 do 3º Ofício de Registro de Imóveis de Salvador/BA (Art. 32, § 1º e 3º da Lei 4.591/64) e Alvará de Construção de nº 25016, expedido em 04/12/2025. Incorporadora responsável AG TANCREDO EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS SPE LTDA, inscrita no CNPJ/MF sob nº 60.912.463/0001-51. As imagens e perspectivas são meramente ilustrativas. As áreas de lazer e administrativas serão entregues conforme projeto e mediante taxa de implantação. Mobiliário e decoração são apenas sugestões. Consulte o Memorial Descritivo e a Promessa de Compra e Venda para informações detalhadas.ACESSE O QR CODEESCUTE NOSSA PLAYLISTartstudiotancredo.com71 99378-0003LAZER PARA TODOS OS GOSTOS E ESTILOSPerspectiva ilustrada do LobbyPerspectiva ilustrada da Piscina


V I V E R B E M É U M A ARTE.


82 | Let’s Go Bahia - Edição 70Arquitetura & Decoração Jornalista e apaixonadapor decoraçãoPor Andréa CastroA arquitetura brasileira alcançou um marco histórico com a Casa 11, em Salvador (BA), oficialmente reconhecida como a Primeira Residência Carbono Neutro do Brasil. O projeto de retrofit, assinado pelo escritório Andrade Schimmelpfeng (AS), transformou uma residência de mais de 40 anos, antes abandonada, em uma moradia de alta eficiência ambiental e energética.Localizada entre Brotas e o Horto Florestal, a casa preserva sua estrutura original, reduzindo a geração de resíduos e a pegada de carbono. Para a reestruturação, foram incorporados novos sistemas construtivos, como vigas Casa 11, do escritório de arquitetura Andrade Schimmelpfengmetálicas e elementos pré-fabricados, que aceleraram a execução da obra e garantiram maior precisão técnica. A reorganização dos ambientes prioriza a ventilação cruzada, a iluminação natural e o sombreamento estratégico, ampliando o conforto térmico.O projeto adota materiais de baixo impacto, como microcimento, painéis industrializados em EPS, plástico reciclado e madeira de reflorestamento certificado. Toda a energia consumida é de fonte renovável, com sistemas eficientes e reúso de água da chuva, consolidando a Casa 11 como referência em retrofit sustentável no Brasil.capitalUm oásis no meio daSALVADOR RECEBE A PRIMEIRA RESIDÊNCIA CARBONO NEUTRO DO PAÍSO futuro é agora. As projeções são todas para ontem. E para vivermos o hoje e o amanhã, nada mais urgente do que pensarmos o planeta como a nossa casa. E vice-versa. É em cada iniciativa individual que se constrói o coletivo. E é por isso que ações sustentáveis merecem ser aplaudidas e reverenciadas.Não bastasse ser inovadora, a Casa 11 traz em seus materiais (como a madeira, bastante presente em todos os cômodos) e nas cores com tons terrosos o aconchego de um ambiente extremamente humanizado, com o cuidado atencioso em cada detalhe. A integração entre as áreas interna e externa convida o verde da vegetação a entrar e fazer parte do convívio. A assinatura do escritório Andrade Schimmelpfeng está presente também nos elementos industriais, que fazem parte da identidade da empresa, desde a sua origem.Casa 11, do escritório de arquitetura Andrade SchimmelpfengFoto: Tarso Figueira Foto: Tarso Figueira


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 83Projeto de paisagismo de Depieri Paisagismo. Projeto de arquitetura MAAI ArquiteturaPode parecer bobagem, talvez seja, mas todo ano a gente acaba procurando saber qual a cor escolhida pela Pantone para inspirar a moda, o design e a decoração. Mas é para seguir a tendência? Não! Porém para compreender um pouco mais do que traduz o nosso tempo. Para 2026, a empresa elegeu a PANTONE 11-4201 Cloud Dancer, que, segundo a marca, simboliza uma influência tranquilizadora em uma sociedade que redescobre o valor da reflexão silenciosa. “Um branco vaporoso, imbuído de serenidade, que convida ao verdadeiro relaxamento e foco, permitindo que a mente vagueie e a criatividade respire”. Está valendo! CLOUD DANCERCloud Dancer foi a cor eleita pela Pantone para 2026E por falar em aquecimento, nos dias mais quentes, a área ao redor da piscina volta a ganhar protagonismo. Sinônimo de relaxamento e renovação das energias, a piscina se integra de maneira orgânica ao paisagismo, sendo praticamente emoldurada pela beleza das espécies presentes no seu entorno. Para os paisagistas Cleber e Arthur Depieri, sócios no escritório Depieri Paisagismo, a composição com as plantas vai muito além do pensamento de usufruir uma atmosfera natural em uma piscina ao ar livre. O paisagismo se associa tanto por encantar aos olhos e promover o senso de pertencimento do ser humano com o meio ambiente quanto por prover privacidade e ajudar no conforto térmico do ambiente. “O paisagismo traz frescor por meio do aumento da umidade e da sombra que as espécies entregam nos momentos de pico de sol”, explicam.Antes de decidir as variedades que integrarão o projeto, Cleber e Arthur explicam que é fundamental avaliar as condições microclimáticas do local, tais como a incidência de sol, a direção dos ventos, o nível de umidade e o espaço para o PAISAGISMO: BELEZA COM FUNCIONALIDADEA cor escolhida pela Pantone acaba inspirando o design de interioresplantio. “A seleção deve priorizar espécies resistentes às intempéries, com baixa queda de folhas e que suportem os reflexos de luz e o calor irradiados pela água e pelos revestimentos. O paisagismo deve estar em harmonia com o uso do espaço, privilegiando conforto e praticidade”, detalham.Segundo Arthur, espécies tropicais como Samambaia Kimberly (Nephrolepis Obliterata), Guaimbê (Philodendron Bipinnatifidum), Calathea Charuto (Calathea Lutea), Alocásias, entre outras folhagens, bem como palmeiras de modo geral, como Tamareira (Phoenix Dactylifera), Carpentária (Carpentaria Acuminata), Rabo de Raposa (Wodyetia Bifurcata) e Palmeira das Canárias ou Canariense (Phoenix Canariensis) se destacam por sua durabilidade e beleza mesmo sob alta exposição solar. Para quem gosta de variedade, a combinação de plantas tropicais com outras de origens variadas é uma proposta bem-vinda e que resulta em composições ricas e sofisticadas, desde que as características de cada uma sejam respeitadas e se mantenham em harmonia com os projetos, incluindo o de arquitetura.Foto: Clausem Bonifacio


Autos e MotosMarcas como Denza, Changan, Geely e Omoda & Jaecoo buscam seu espaço no mercado dominado pelas fabricantestradicionais Fiat, Volkswagen e ChevroletMERCADO:CARROS CHINESES CHEGAM COM LUXO E MUITA TECNOLOGIAPor Roberto NunesA onda das marcas chinesas só cresce no Brasil. O ano de 2026 vai servir como “alerta vermelho” para os fabricantes tradicionais. Não há mais brasileiros com os olhos fechados para a avalanche de lançamentos dos carros Made in China. Além da BYD e da GWM (duas forças já reconhecidas e com produção nacional de veículos eletrificados e de alta tecnologia), o mercado de automóveis ganha novos players de sucesso com o lançamento de carros da Denza, Changan, MG Veículos, Geely e Leapmotor. Se no passado a expressão xing ling era sinônimo de produtos de baixa qualidade, a China hoje está em uma escadaria enorme de degraus acima da produção dos veículos de marcas tradicionais. Não é à toa que o Grupo Stellantis tem sua chinesa Leapmotor, e a francesa Renault fechou parceria forte com a gigante chinesa Geely, dona da Volvo e da Lotus, para usar plataformas compartilhadas para a produção de carros eletrificados no Paraná. Na busca de elevar ainda mais o nível dos carros no Brasil, a chinesa BYD desembarcou com sua marca de luxo Denza. Há chances de produzir modelos Denza na sua fábrica em Camaçari, na Bahia? Eis a pergunta de milhões com a resposta mais óbvia: depende do brasileiro e do mercado nacional.84 | Let’s Go Bahia - Edição 70


Divulgação Edição 70 - Let’s Go Bahia | 85


.CONHEÇA SEIS MARCAS CHINESAS:DENZAMarca de luxo da chinesa BYD, a Denza já vende o SUV B5. O modelo é uma combinação de puro luxo com amplo poder off-road. Criada originalmente em 2010 como uma joint venture entre BYD e Mercedes-Benz, a Denza apostou no Z9 GT e no D9. O suvão de luxo B5 tem bateria Blade de 31,8 kWh de autonomia de 90 a 100 km apenas no modo elétrico. Combinando com o tanque de combustível de 83 litros, a autonomia total chega a 1.200 km. São dois motores elétricos, um em cada eixo, e mais o motor a combustão 1.5 turbo, gerando 677 cv e 760 Nm de torque máximo. Faz de zero a 100 km/h em 4,8 segundos.LEAPMOTORO Grupo Stellantis confirmou a produção da marca Leapmotor no Brasil. A nova marca chinesa, que chegou ao país com uma gama totalmente eletrificada e tecnológica, será produzida no Polo Automotivo de Goiana, em Pernambuco. O Leapmotor C10 REEV é o primeiro carro dentro de um grande segmento com essa tecnologia no Brasil. O C10 traz um sistema inovador com duas motorizações: um motor elétrico e outro com tração elétrica. O modelo oferece espaço, tecnologia e uma condução elétrica com a liberdade de recarregar ou abastecer, optando pelo que for mais conveniente. Desse jeito, a autonomia do C10 pode chegar a até 1.000 km. Possui tração traseira com potência de 218 cavalos.CHANGANO Grupo Caoa tem história no Brasil e quer produzir carros da chinesa Changan no país. Segue a tendência de oferecer carros com acabamento mais sofisticado e de luxo. Um deles é a linha Avatr, modelos 11 e 12, com tecnologia de ponta da Huawei e CATL. Há planos de usar a fábrica de Anápolis (GO) com a produção de SUVs com IA e proposta de luxo. É possível também que a Changan tenha o seu carro compacto e de volume para brigar no segmento de entrada com BYD, GWM e Geely. 86 | Let’s Go Bahia - Edição 70Autos e Motos


OMODA & JAECOOEntre os destaques, está o Jaecoo 5. É um SUV com comprimento de 4,38 metros para atuar entre os compactos. Usa um conjunto híbrido do tipo pleno (HEV) formado por um motor 1.5 turbo em conjunto com um elétrico com uma potência de mais de 200 cavalos. Mesmo com a eletrificação, ele deve ser um dos SUVs mais acessíveis da Jeecoo no país.GEELYA chinesa Geely vai investir R$ 3,8 bilhões para produzir carros eletrificados no Paraná. Para tanto, se associou ao grupo Renault. O primeiro deles é o SUV EX5 ME-I, que chega ao mercado a partir do segundo semestre deste ano. O Geely EX5 EM-I é um plug-inhíbrido opcionalmente conectado por uma barra de LED que se estende de ponta a ponta.GWM Com produção nacional em Iracemápolis (SP), a chinesa GWM avança no Brasil. Entre os destaques estão os novos Haval H6, Tank 700 e Wey 09. O Tank 700, por exemplo, é um suvãoequipado com motor híbrido plug-in 3.0T PHEV Hi4-T com 524 cv de potência e 800 Nm de torque, combinado à transmissão 9HAT e à atração 4x4 com gerenciamento eletrônico. Com 5,09 metros de comprimento, o modelo traz uma arquitetura que foi desenvolvida para oferecer desempenho extremo, elevada capacidade off-road e muito conforto no uso diário, com interior sofisticado e amplo pacote de tecnologias de condução. Edição 70 - Let’s Go Bahia | 87


CINCO CARROS PARA 2026NISSAN KAITProduzido na fábrica da Nissan em Resende, o inédito Kait chega com a missão de entrar na briga com o Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse, único com motor híbrido flex no segmento de SUVs compactos. O novo Kait entra no lugar do Kicks Play. O SUV Kait tem quatro opções (Active , Sense Plus, Advance Plus e Exclusive), todas com o motor 1.6 flex, aspirado, e a transmissão X-tronic CVT. O pacote de equipamentos inclui ar-condicionado automático e digital, alerta de tráfego cruzado traseiro (RCTA), visão 360° inteligente e detector de objetos em movimento, além de controle de cruzeiro adaptativo de velocidade e distância. O porta-malas é de 432 litros.TOYOTA YARIS CROSSA japonesa Toyota corre contra o tempo para posicionar o inédito SUV compacto Yaris Cross no mercado brasileiro. O modelo chega ao mercado com opções de motores flex e híbrido leve flex. Produzido na fábrica de Sorocaba (SP), o SUV Yaris Cross tem quatro versões. Depois de enfrentar os danos da ventania com a suspensão de produção nas suas fábricas, a Toyota recebeu a classificação de duas estrelas do teste de segurança do Latin NCAP. Feito em Sorocaba, o Yaris Cross encontra na pista o novo Honda WR-V no segmento de SUVs compactos. RENAUT BOREALO Renault Boreal tem visual arrojado e moderno, com destaque para o capô alto e horizontal. A nota é na cor da carroceria com o logotipo “Nouvel’R” e a assinatura luminosa inédita. Tem módulos de LED adicionais, além de faróis de LED que se estendem até os para-lamas e os módulos adicionais, que reforçam a base visual do veículo. Destaque para o conjunto mecânico com seu motor 1.3 TCe turboflex, de alta performance com 163 cavalos de potência, auxiliado pela transmissão automatizada de seis velocidades e de dupla composta doméstica. HONDA PRELUDEModelo do nicho dos esportivos, o Honda Prelude chega ao país no segundo semestre deste ano. Tem visual moderno e de linhas cupê para impressionar quem gosta da esportividade. Seu conjunto mecânico é composto por motorização híbrida de 203 cavalos de potência e 32,1 kgfm de torque. A suspensão é ajustada e tem inspiração no Civic Type R. Surge com a promessa de entregar uma pilotagem divertida.RAM DAKOTAO segmento de picapes ganha uma nova RAM Dakota. A picape tem cromados que realçam ainda mais o luxo. O motor é o 2.2 turbodiesel de 200 cavalos de potência e 45,9 kgfm de torque, acoplado a um câmbio automático de oito marchas. A tração é 4X4 automática com modos 4x2 e 4x4 com diferencial de deslizamento limitado, acionados por um comando rotativo no console central. 88 | Let’s Go Bahia - Edição 70Autos e Motos


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 89Baixe agorao nosso APPe ouça ondeestiver!Comece o diabem informadocom StephanieSuerdieckAs notícias mais relevantes dasua cidade na maior plataformade brasilidade do país.JornalNovabrasilSalvador8h às 8h30Leia oQR Codee siga nossoInstagram


Jornalista automotivo [email protected] Nunes Autos e MotosJeep Avenger é um dos 16 lançamentos da StellantisO Grupo Stellantis é controlador de marcas como a Fiat, Jeep, Ram, Leapmotor e as francesas Peugeot e Citroen. A empresa é um megaconglomerado com carros para todos os gostos, bolsos e estilos. Ao longo de 2026, serão lançados 16 novos modelos das suas marcas no Brasil. Entre as novidades, estão o novo hatch da Fiat, o inédito Jeep Avenger, que será produzido em Porto Real, no Rio de Janeiro, e o primeiro carro da sua marca chinesa Leapmotor.Com produção no Brasil, o Grupo Stellantis prepara suas fábricas para a chegada de novos veículos. O Polo Automotivo de Foto: DivulgaçãoGoiana (PE), por exemplo, irá concentrar quatro novidades: a fábrica será responsável pela produção de produtos equipados com a tecnologia Bio-Hybrid, desenvolvida no Brasil. Já o inédito Jeep Avenger será produzido no Polo Automotivo de Porto Real (RJ). Esse movimento atenderá à produção desse novo modelo e à gama de produtos da Citroën. O ano de 2026 será particularmente especial para o Polo Automotivo de Betim (MG) e para a Fiat, que completam 50 anos de Brasil, com o início da produção de um novo modelo inédito da marca em nosso país. Foto: ReproduçãoO ano de 2026 será especial com as comemorações dos 50 anos de Fiat no Brasil com lançamentos de modelos inéditos O melhor evento de aventura da Bahia tem um calendário cheio de edições ao longo de 2026. O Rally da Chapada terá a sua décima edição. Tudo indica que será em Mucugê, um dos principais destinos do ecoturismo do Brasil. O evento, ao estilo gincana automotiva, inicia com a aventura em março e ao longo deste ano garante a aventura nas cidades de Rio de Contas, Andaraí e uma edição especial em Irecê. A brincadeira automotiva inclui as categorias Turismo 4x2 e Adventure 4x4. Calendário de edições do Rally da Chapada 2026 Foto: Divulgação90 | Let’s Go Bahia - Edição 70


NOVA HONDASalvador ganhou uma nova concessionária Honda. É a Honda ADTSA, que fica localizada na Avenida Tancredo Neves, 3264, em frente ao Salvador Shopping. A nova loja faz parte do plano de expansão do Grupo ADTSA, que atua em diferentes Estados das regiões Norte e Nordeste do país. SALÃO 2027Já está confirmada a edição de 2027 do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo. A próxima edição está agendada para o período de 30 de outubro a 7 de novembro de 2027 e já conta com mais de 10 empresas: Caoa Changan, Caoa Chery, GAC, Hyundai, Kia, Omoda & Jaecoo, Renault, Toyota, Suzuki Motos e marcas do grupo Stellantis.LEXUS RZ 500EMarca de luxo da japonesa Toyota, a Lexus entrou de vez no mundo dos carros elétricos. O novo RZ 500e é o primeiro veículo totalmente elétrico do portfólio no Brasil. Pioneira em eletrificação no segmento de luxo, a marca japonesa reforça seu compromisso com a inovação. RIVAL DA BYDO grupo chinês Geely abre o caminho para entrar na briga com a BYD no Brasil. Fez parceria com a francesa Renault para produzir carros no Paraná e já vende o pequeno elétrico EX2 com itens exclusivos como sistemas avançados de segurança (ADAS), câmera panorâmica de 540 graus, banco do motorista elétrico e teto em pintura contrastante. Tem tração traseira e motor elétrico com 116 cv e 150 Nm de torque. SÉRIE DO ECLIPSEA Mitsubishi Motors apresentou a série especial Eclipse Cross Tarmac. Limitada a apenas 120 unidades, a série Eclipse Cross Tarmac tem a cor exclusiva Azul Tarmac – a mesma usada na picape Triton – e detalhes de acabamento pintados na cor preto brilhante.A Volkswagen apresentou o novo Jetta GLI turbinado e com melhorias na conectividade e no pacote de segurança. O sedã é uma mistura da esportividade com o mundo da tecnologia Volkswagen. O Jetta GLI 2026 faz parte do trio VW Legends, incluindo o Nivus GTS e o Golf GTI. Chegou em versão única, equipada com o motor 2.0 TSI, A japonesa Nissan apresentou o inédito SUV de entrada Kait. O modelo tem produção na fábrica de Resende e substitui o Kicks Play no país. São quatro opções (Active, Sense Plus, Advance Plus e Exclusive) com motor 1.6 flex aspirado e transmissão X-tronic CVT, o mesmo conjunto mecânico que equipava o Kicks Play. Preço entre R$ 117 mil e R$ 153 mil. O SUV Kait ganhou posição para brigar na faixa do Volkswagen Tera, Renault Kardian e Fiat Pulse, único com opção de motor híbrido flex no Brasil.Nissan Kait surge com tudo VW Jetta GLI garante a esportividadeDivulgaçãoda família EA888, de 231 cavalos e 35,7 kgfm de torque, auxiliado pelo câmbio DSG, de dupla embreagem, com sete velocidades. Além de entregar o desempenho desejado para um sedã esportivo com mimos para a família, a montadora alemã garante também um pacote de equipamentos de comodidade, conforto e tecnologia embarcada. A Ford Maverick tem novos detalhes no design, tecnologia e pacote de segurança. Um deles é o sistema de tração AWD e um novo conjunto elétrico para entregar um desempenho melhor, com autonomia de mais de 800 km. As novas versões Lariat Black e Tremor possuem rodas de 19”, capota marítima, teto solar elétrico, Maverick é a primeira picape híbrida do Brasilpainel de instrumentos de 8”, central multimídia de 13,2”, som premium da B&O, câmeras 360° e assistente de reboque Pro Trailer. Tem um gerador mais forte, de 93 kW, auxiliado pelo motor 2.5 a gasolina de ciclo Atkinson, com 162 cv (5.600 rpm) e torque de 210 Nm (4.000 rpm), para entregar uma potência combinada de 194 cv. Edição 70 - Let’s Go Bahia | 91


DestaquePor Flamarion ReisKaren Cuzco:vencedora do Prêmio Educadora FM, cantora leva seus sentimentos mais íntimos para suas composiçõesDivulgaçãoAté hoje, não ter um estilo definido é uma questão para mim, mas também penso que as pessoas entendem que somos plurais e que as tendências e as formas de manifestação da arte são diversas92 | Let’s Go Bahia - Edição 70


Karen Cuzco nunca precisou pedir licença para a música, embora tenha demorado a se reconhecer dentro dela. Desde menina, cantava por cima das canções que ouvia, como quem tenta dialogar com o mundo antes mesmo de entender o seu próprio lugar no espaço.A música sempre esteve ali, presente em seu cotidiano, mas a ideia de ser cantora não vinha com a mesma naturalidade. Foi preciso que alguém de fora dissesse: “Você canta bem”. Uma amiga, no colégio, foi o seu primeiro incentivo. Na sequência, um concurso de talentos promovido pela própria escola a consagrou campeã e, com isso, veio a certeza de ter encontrado mais que uma forma de expressar os seus sentimentos. No entanto, os caminhos de Karen ainda contavam com mais um desvio: o curso de Engenharia Civil, concluído em meio à pandemia da covid19, dividindo o tempo da jovem com shows esporádicos.Em meio ao silêncio trazido pela pandemia, crises de ansiedade e pânico. Hoje, ela reconhece: havia um corpo tentando caber em um projeto que não era seu. O diploma veio, mas a travessia só terminou quando decidiu começar, de fato, a carreira como cantora e compositora. Foi ali que tudo se alinhou.Musicalmente, Karen é o resultado de uma escuta ampla e generosa. Vai do pop contemporâneo de Marina Sena à força atemporal de Elis Regina e Rita Lee. Ela não se limita, não se fecha. “Somos um mix daquilo que consumimos”, define. E esse consumo plural se traduz em uma obra que transita entre R&B, brasilidade e uma estética contemporânea, sem buscar encaixes fáceis.A pressão por rótulos existe e persiste, mas ela aprende, aos poucos, a se desprender. “Até hoje, não ter um estilo definido é uma questão para mim, mas também penso que as pessoas entendem que somos plurais e que as tendências e as formas de manifestação da arte são diversas. Djavan, por exemplo, lança músicas de diversos estilos, e essa é a assinatura dele. Gilberto Gil é da MPB, mas passeia também por um xote. Então, sinto que é importante ter um eixo específico, mas quero poder passear pelos ritmos da minha cidade, manifestando aquilo que sinto e, assim, trazer a minha assinatura no meu trabalho”, afirma a cantora.Quem assiste a um show de Karen Cuzco percebe rapidamente que a interpretação é central. Não se trata apenas de cantar bem, mas de se comunicar. A formação anotar o que pulsa por dentro se tornaram ferramentas essenciais para proteger o processo criativo.“Atualmente, graças à terapia, venho conseguindo canalizar um pouco mais essas emoções e proteger esse tempo de autoescuta, anotando o que me aflige”.Não à toa, suas canções dialogam com vulnerabilidade e força ao mesmo tempo. “A Maré”, “Fora da Tua Lista” e “A Linha” nascem de conflitos internos que, ao serem cantados, deixam de ser solitários. Karen escreve desde muito jovem, inicialmente para si mesma, como forma de tradução emocional. Hoje, ao lançar uma música e ver o público se reconhecer nela, entende que a exposição pode ser também um gesto de conexão.“Quando comecei a compor, antes dos 14 anos, escrevia para mim, para conseguir traduzir os meus sentimentos, mais do que querer me expor. Hoje, quando lanço uma música e as pessoas se identificam, sinto me expor de uma forma boa, me conectando com outras pessoas”.O reconhecimento veio de forma simbólica com o Prêmio Educadora FM, quando “A Linha” venceu como melhor música com letra no voto popular. Para Karen, foi mais do que um troféu: foi um gesto de confiança vindo diretamente de quem escuta. “Vivemos pelo público”, diz. E esse retorno reforça algo que nem sempre é fácil sustentar: a crença de que é possível, de que o caminho faz sentido.Agora, o futuro se desenha com mais clareza e coragem. Em 2026, Karen Cuzco lança um EP já escrito e em fase final de produção. Um trabalho que revisita os conflitos internos de um período intenso, transformando dúvida em matéria-prima. Se antes ela cantava para entender o que sentia, hoje canta também para lembrar a si mesma do que viveu. em teatro atravessa sua presença de palco, seu domínio do corpo e a forma como cada canção ganha vida diante do público. Desde o primeiro concurso, ela entendeu que a performance é um pilar tão importante quanto a voz e o arranjo.Essa entrega vem de um lugar profundamente visceral. A artista e a pessoa não se separam tanto. Karen se define pelo sentir e é esse sentimento que guia tanto suas interpretações quanto suas composições. Em um tempo de consumo rápido e respostas imediatas, ela luta para preservar o tempo da escuta. Não é simples. Sem empresário, tudo passa por ela: trabalho, shows, demandas, decisões. A terapia, o silêncio possível e o hábito de Quando comecei a compor, antes dos 14 anos, escrevia para mim, para conseguir traduzir meus sentimentos, mais do que querer me expor Edição 70 - Let’s Go Bahia | 93


94 | Let’s Go Bahia - Edição 70SocialAdvogada, historiadora, promoter e Consulesa da Suíça na BahiaLila MoraesLocomotivaBaianaRealizado no dia 8 de novembro, em São Paulo, o Evento Body reuniu mulheres em uma programação voltada para a troca de experiências, networking e reflexões sobre temas contemporâneos ligados ao corpo e à identidade do gênero feminino. Com uma proposta voltada para o fortalecimento de conexões e o diálogo aberto, o encontro destacou pautas como autenticidade, liberdade corporal e as adversidades enfrentadas pelas mulheres em relação aos padrões estéticos.Idealizado e organizado por Ju Ferraz e Carol Veras, o evento Evento Body promove debates sobre corpo livre e autenticidade em São Pauloapostou em um formato dinâmico, combinando conversas, momentos de interação e espaços de troca entre as participantes. A iniciativa se destacou por criar um ambiente que estimulou a escuta ativa e a construção coletiva de narrativas mais plurais sobre o corpo feminino.Com uma abordagem direta e acessível, o Evento Body reforçou seu posicionamento como um espaço de discussão relevante no cenário brasileiro, conectando mulheres interessadas em temas como comportamento, identidade e bem-estar.DivulgaçãoSP Open retorna ao calendário com tro- féu assinado por Ara VartanianO SP Open voltou ao calendário esportivo de São Paulo, reafirmando sua relevância no tênis feminino. O torneio de setembro reuniu atletas e convidados em uma experiência que integrou esporte, cultura e relacionamento.Um dos destaques foi o troféu assinado pelo joalheiro Ara Vartanian, criado especialmente para o campeonato. A peça teve como inspiração o Marco Zero da capital, incorporando referências à rosa dos ventos da Praça da Sé e simbolizando, em seu design, o instante exato em que a bola cruza a rede, essência da dinâmica do jogo.O evento também contou com uma área VIP dedicada ao relacionamento entre convidados. No primeiro dia, a curadoria do camarote foi conduzida por Lila, que atuou como relações públicas. Rene Paciullo/Divulgação


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 95Social & EventosO casamento da influenciadora digital baiana Catarina Tourinho com Luiz Felipe foi um dos eventos de maior destaque da cena social de Salvador no final de outubro. A cerimônia aconteceu na Catedral Basílica do Nicole Dantas celebra o amor em noite de noivado marcada por fé e elegânciaCasamento de Catarina Tourinho e Luiz Felipe reúne tradição, fé e identidade baiana em SalvadorA influenciadora baiana Nicole Dantas viveu um dos momentos mais especiais de sua trajetória pessoal ao celebrar o noivado com Luca Gatto em uma noite intimista, repleta de afeto, simbolismo e beleza. O encontro reuniu familiares e amigos próximos em um jantar reservado, cuidadosamente pensado para traduzir a essência do casal.A celebração contou com a bênção do padre Luís Simões e emocionou os convidados com uma apresentação especial de Gilmelândia, criando uma atmosfera de fé, alegria e conexão. Depois do jantar, a noite seguiu em clima de festa, com DJs animando a pista de dança e celebrando o início dessa nova etapa.Para a ocasião, Nicole escolheu um vestido assinado pelo ateliê Martha Medeiros Noivas, enquanto a decoração delicada ficou sob a curadoria de Fernanda Brinço. O menu foi elaborado pela chef Flávia Sampaio, com drinks do ConceptBar e doces da confeitaria Dedo de Moça, incluindo o bolo de noivado criado por Ivana Simões. A assessoria foi da Amavi, com registros fotográficos de Fernando Souza e vídeos assinados por Júnior Gois.O pedido de noivado aconteceu de forma inesperada e romântica no dia 3 de maio, em meio à paisagem da Toscana, na Itália. Pouco tempo depois, Nicole também marcou presença na Semana de Alta--Costura em Paris, reafirmando seu olhar atento para a moda, estilo e experiências memoráveis, celebrando, também, um novo capítulo no amor.Santíssimo Salvador, um dos elementos históricos e religiosos mais conhecidos da capital, reunindo convidados em um cenário que exaltou a tradição e a cultura local.A celebração destacou a união do casal em um ambiente marcado pela arquitetura imponente da igreja e pela simbologia da fé, elementos que reforçam a identidade histórica da Bahia. A escolha do local contribuiu para a atmosfera solene e elegante do evento, que combinou espiritualidade, estética e a celebração do amor matrimonial.Com atenção aos detalhes e forte valorização das referências culturais, o casamento se consolidou como um momento de celebração da união de Catarina e Luiz Felipe.DivulgaçãoDivulgaçãoTiffany & Co. e Grupo Iguatemi promovem experiência exclusivaA Tiffany & Co., em parceria com o Grupo Iguatemi, reuniu, no Palácio Tangará, em São Paulo, convidadas para uma experiência exclusiva e a valorização de vivências personalizadas no universo das joias de luxo.O encontro incluiu uma imersão na identidade da Tiffany & Co., marca que une sofisticação e hospitalidade, reforçando o compromisso na construção de conexões autênticas e experiências que vão além do produto, celebrando o luxo como vivência e memória.


96 | Let’s Go Bahia - Edição 70SocialJK Iguatemi promove ChristmasLunch exclusivo em São PauloO JK Iguatemi realizou um Christmas Lunch exclusivo em São Paulo, reunindo convidados em um encontro marcado pelo clima natalino e por uma atmosfera intimista. O evento seguiu o conceito de almoço especial, valorizando a experiência gastronômica e o relacionamento em um formato reservado.Entre os presentes estiveram Lila Moraes e Nicole Dantas, que prestigiaram a ocasião pensada para celebrar o período de festas com elegância e atenção aos detalhes. A ambientação e o formato do encontro reforçaram a proposta de exclusividade característica do JK Iguatemi.Dolce & Gabbana reúne convidados em jantar de Natal com a presença de Kitty Spencer em São PauloA Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) concedeu, no último dia 12 de dezembro, o título de cidadã baiana à profissional de Relações Públicas Licia Fabio. A homenagem reconhece sua contribuição para o cenário cultural do Estado, especialmente por meio da promoção de iniciativas que ampliaram o acesso, a visibilidade e a circulação da cultura na Bahia.Licia Fabio chegou a Salvador em 1969, há 56 anos, e construiu uma trajetória diretamente ligada à comunicação, às relações públicas e à produção cultural. Ao longo das décadas, seu trabalho esteve associado à valorização da cena cultural baiana, ao fortalecimento de eventos e à conexão entre artistas, instituições e público.O título concedido pela ALBA reforça o reconhecimento institucional a uma carreira marcada pelo compromisso com a cultura e pela atuação consistente no desenvolvimento do setor cultural no Estado.Licia Fabio recebe o título de cidadã baiana em reconhecimento à sua trajetória na culturaA Dolce & Gabbana promoveu um jantar exclusivo de Natal no Apartamento JK, em São Paulo, reunindo convidados do mercado de luxo para uma noite marcada por elegância, estética e relacionamento institucional. O encontro integrou a agenda comemorativa da grife e reforçou sua estratégia de experiências intimistas e cuidadosamente alinhadas ao posicionamento da marca.Um dos destaques da noite foi a presença de Kitty Spencer, sobrinha da princesa Diana, que veio ao Brasil especialmente para participar da celebração. Sua participação trouxe projeção internacional ao evento e reforçou o diálogo da Dolce & Gabbana com nomes de relevância no cenário global da moda e do lifestyle.A programação evidenciou o propósito da marca ao equilibrar tradição e identidade com novos repertórios do luxo contemporâneo. O jantar funcionou como um espaço de troca e fortalecimento de vínculos entre convidados, reafirmando a experiência como um dos pilares centrais da atuação da grife no mercado de alto padrão.Alô Alô BahiaA iniciativa integrou a programação de fim de ano do empreendimento, destacando o Natal como um momento de conexão, celebração e fortalecimento de vínculos em um ambiente sofisticado.


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 97O Festival Art&Vinho movimentou o Polomar, no Litoral Norte da Bahia, com uma programação que integrou esporte, vinho, arte e cultura em um ambiente de convivência e trocas entre os participantes. O evento reuniu apreciadores de polo e do vinho em uma experiência que uniu lazer, música e alta gastronomia.Com a presença de vinícolas renomadas do Sul do Brasil, o festival destacou a diversidade e a qualidade da produção nacional, além de promover encontros entre produtores, convidados e o público interessado no universo do vinho. A programação também incluiu atrações culturais e musicais, reforçando o caráter plural do evento.Um dos pontos altos foi o leilão beneficente de obras de arte e rótulos selecionados, cuja renda foi revertida para o projeto social Campinense FC. A iniciativa reforçou o compromisso do Festival Art&Vinho com a solidariedade e o impacto social, ampliando o alcance do evento para além do entretenimento. Festival Art&Vinho reúne polo, gastronomia e solidariedade no Litoral Norte da BahiaSocial & EventosOOnnddee oo eessppoorrttee vviirraa ttrraaddiiççããoo ddee ffaammíílliiaa..DDeessccuubbrraa aa eexxppeerriiêênncciiaa PPoolloommaarr


98 | Let’s Go Bahia - Edição 70Social Jornalista@almabaianaoficialAlexandra IsenseeAlmaBaianaMilhares de pessoas prestigiaram o show gratuito em comemoração aos 50 anos do Shopping da Bahia, no Farol da Barra. Com a direção de Carlinhos Brown e Paulo Borges, o espetáculo celebrou a cultura baiana por meio de encontros musicais, revisitando décadas de história. Um telão de LED exibiu imagens marcantes que compuseram o cenário, em uma homenagem audiovisual à trajetória do shopping e à população.ComemoraçãoExposiçãoFoto: Pedro AcciolyRicardo Visco, Ewerton Visco e Wilton OliveiraMarcelo Kruschewsky, artista com trajetória entre Brasil, EUA e Europa, apresenta Effet Secundaire na Alliance Française Salvador. Suas pinturas e esculturas abstratas exploram camadas, pigmentos e texturas que evocam luz, escuridão e a força da natureza. A mostra, de forte apelo sensorial, reflexivo e instigante, fica em cartaz até 28 de fevereiro de 2026, na unidade da Ladeira da Barra.Marcelo apresenta a mostra Effet Secundaire na Alliance Française DivulgaçãoFoto: Divulgação


Edição 70 - Let’s Go Bahia | 99EspetáculoA Cia de Jazz Viviane Lopes, referência da dança em Salvador, apresentou no dia 12 de dezembro, na Concha Acústica do TCA, o espetáculo “O Grande Show Tem Que Continuar”, inspirado no filme “O Rei do Show”. Com uma plateia de cerca de 3.500 pessoas e 500 bailarinos em cena, o público viveu uma experiência ainda mais imersiva, marcada por coreografias impactantes, produção grandiosa e trilha sonora emocionante, reafirmando a qualidade e a inovação da companhia na cena cultural baiana.Foto: Dinda DançaViviane Lopes no palcode um grande showLegadoA sala 1 do UCI Orient Shopping Barra recebeu cerca de 200 convidados para a estreia de “Amigo! – A Biografia de Pepe Faro”. O homenageado assistiu ao filme ao lado da esposa, Dona Almerinda, do filho André Faro, CEO do Almacen Pepe, e do neto Matheus Faro, de apenas 19 anos e que já segue os passos da família no mesmo negócio. Empresários, políticos, familiares e personalidades prestigiaram o documentário que celebra a trajetória do galego que marcou a gastronomia e o varejo de Salvador. Um dos momentos mais tocantes é quando Pepe relembra a infância difícil na Galícia, afirmando: “Éramos filhos da guerra”. Foto: Max HaackAndré Faro, Denise Menezes, Pepe Faro e Adolfo Menezes na estreiaParceriaA Vitalmed, principal empresa de atendimento pré-hospitalar da Bahia, reforça sua atuação em grandes eventos e estuda novos modelos de negócios, incluindo postos médicos para shows, congressos e espetáculos, pauta discutida entre o diretor Foto: DivulgaçãoJoão Lacerda e Claudio Najar reforçam parcerias estratégicas para a Vitalmedcomercial e de Marketing, João Lacerda, e o novo diretor-geral da GL Events, Claudio Najar. Em 2025, a empresa celebrou 32 anos e a presença em cinco Estados e no Distrito Federal, alcançando 100 mil atendimentos anuais e 500 mil vidas protegidas..


100 | Let’s Go Bahia - Edição 70SocialCelebraçãoCinco anos após abrir as portas em Salvador, o Racletto celebra sua trajetória como o único restaurante suíço da capital. O casal Vilsana Piccoli e Marcus Galvão comemora o aniversário com o Prêmio Europa–Brasil 2025, entregue por Gádia Santos, da empresa portuguesa Próximo Nível, na categoria Gastronomia & Superação. O reconhecimento evidencia a dedicação e o alto padrão do restaurante, e os proprietários agradecem a clientes, amigos, fornecedores e colaboradores que construíram essa trajetória.DivulgaçãoVilsana e Marcus celebram a trajetória do RaclettoNova gestãoA Visit Salvador Destination fez história ao eleger, pela primeira vez desde sua criação, uma mulher para a presidência da entidade. A empresária e hoteleira Soraya Torres, do Quality Hotel & Suites São Salvador, assume o comando no biênio 2026–2027, inaugurando um novo ciclo institucional. Ela sucede Glicério Lemos, que esteve à frente da Visit por quatro anos, período em que atraiu 81 eventos para Salvador, fortalecendo o turismo MICE e projetando a capital nos cenários nacional e internacional.Foto: Rodrigo AguiarSoraya Torres é a nova presidente da Visit Salvador DestinationReconhecimentoBaiano com raízes em Feira de Santana, Matheus de Mello Adães consolida a sua trajetória jurídica e passa a atuar nos tribunais superiores, em Brasília. Sócio do respeitado escritório Huck Otranto Camargo, Matheus DivulgaçãoMatheus se destaca como um dos nomes da nova geração de juristas brasileirossoma formação sólida e atuação estratégica. Filho do renomado criminalista baiano Vivaldo Amaral, com quem passará a dividir alguns casos a partir de 2026, ele representa a nova geração de juristas em ascensão no país.HomenagemO professor e criminalista Sérgio Habib foi homenageado, ao lado de outros ex-secretários de Segurança Pública da Bahia, durante as comemorações dos 130 anos da criação da Pasta. Na ocasião, recebeu uma medalha comemorativa entregue pelo atual secretário Marcelo Werner, em solenidade concorrida no auditório da Governadoria, no CAB. O evento contou com as presenças do vice-governador Geraldo Júnior, do comandante-geral da PM, coronel Antônio Magalhães, do diretor-geral do DPT, Osvaldo Silva, e de outras autoridades. Sérgio Habib recebe medalha comemorativa entregue por Marcelo WernerDivulgação


Click to View FlipBook Version