ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA
Parte II
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
SUMÁRIO
1.NOÇÕES SOBRE MEDICAMENTOS ........................................................................................... 03 2. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA CARDIOVASCULAR................................................ 24 3. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SANGUE E NO SISTEMA HEPATOPOÉTICO.......................... 24 4. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA RESPIRATÓRIO.................................................... 35 5. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA GASTROINTESTINAL............................................ 41 6. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA GENITURINÁRIO................................................. 46 7. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO METABOLISMO E NUTRIÇÃO.............................................. 47 8. MEDICAMENTOS QUE ANALGESICOS E ANTIPIRÉTICOS............................................................ 54 9. MEDICAMENTOS UTILIZADOS PARA TRATAMENTO DA ENXAQUECA........................................ 56 10. MEDICAMENTOS ANTIFLAMATÓRIOS ................................................................................... 57 11. MEDICAMENTOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA GOTA ................................................... 61 12. MEDICAMENTOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA INFECÇÃO............................................. 62 13. ANTIFÚNGICO....................................................................................................................... 71 14. ANTIPARASITÁRIOS............................................................................................................... 74 15. ANTICONCEPCIONAIS HORMONAIS ...................................................................................... 80 16. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL ......................................... 86
17. FARMÁCOS PSICOTRÓPICOS ................................................................................................... 88 18. PRODUTOS CONTROLADOS ..................................................................................................... 90 19. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE FÁRMACOS E PRODUTOS ...................................................... 95 20. NOÇÕES DE FARMACOTÉCNICA .............................................................................................. 97 21. ATENDIMENTO AO CLIENTE ..................................................................................................... 98 REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA.......................................................................................................... 109 ANOTAÇÕES................................................................................................................................... 110
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1. NOÇÕES SOBRE MEDICAMENTOS
1.1 Definições Gerais
Farmacologia: É a ciência que estuda os medicamentos.
Matéria Prima: e toda substancia ou produto utilizado em um medicamento desde a sua produção ate o seu acondicionamento.
Droga: e toda substancia simples da natureza (animal, vegetal ou mineral) que e utilizada na preparação de produtos de natureza medicinal ou química com finalidade medicamentosa ou sanitária.
Princípio Ativo: substância química que possui atividade farmacológica.
Fármaco: e uma substância com estrutura química bem definida, utilizadas para fins terapêuticos. É o componente principal do medicamento, sendo responsável pelas ações terapêuticas, bem como pelas reações adversas.
O fármaco deve possuir:
Eficácia: efeito terapêutico desejado.
Segurança: isenção de efeitos adversos inesperados.
Biodisponibilidade: capacidade de ser absorvido, ou seja, atingir a circulação geral em quantidade e com rapidez adequadas.
Sinônimos de fármaco: Princípio Ativo - Droga - Base Medicamentosa.
Medicamento: produto farmacêutico (contendo 1 ou mais fármacos), tecnicamente obtido ou elaborado com finalidade, profilática, curativa, paliativa, ou para fins de diagnóstico de uma determinada moléstia.
Ação profilática: e a prevenção de doenças.
Ação terapêutica: cura ou alívio das enfermidades. Ex: antibióticos, anti-hipertensivos e etc. Auxiliar de diagnóstico: Contrastes.
Para a OMS:
Medicamento: E uma forma farmacêutica terminada que contém o fármaco, geralmente em associação com adjuntos farmacotécnicos empregada para modificar ou explorar sistemas fisiológicos ou estados patológicos em benefício da pessoa a que se administra.
Adjuvantes: Tampões, corantes, diluentes, aromatizantes, saponificastes, desintegrastes, conservantes, agente tenso ativo, suspendestes.
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Remédio: e tudo que intervém no processo de cura determinada, moléstia. Ex: Operação de apêndice. Tratamento psiquiátrico, uso de aspirina, passe espírita e etc..
Placebo: substância ou formulações inativas administradas para satisfazer a necessidade psicológica do indivíduo em tomar medicamentos. Substâncias farmacologicamente inertes: Açúcar, Amido, Lactose, Talco.
Insumo farmacêutico: droga ou matéria-prima aditiva ou complementar de qualquer natureza, destinada a emprego em medicamentos, quando o caso, e seus recipientes.
Correlato: a substância, produto, aparelho ou acessório não enquadrado nos conceitos anteriores, cujo uso ou aplicação esteja ligado à defesa e proteção da saúde individual ou coletiva, a higiene pessoal ou de ambiente, ou a fins diagnósticos e analíticos, os cosméticos e perfumes e, ainda, os produtos dietéticos, de acústica médica, odontológicos e veterinários.
Órgão Sanitário Competente: órgão de fiscalização do Ministério da Saúde, dos estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios.
Produto Farmacêutico: aquele que contém um ou mais medicamentos convenientemente manufaturados, por exemplo: Lasix, Binotal, Agarol.
Forma Farmacêutica: e a maneira pela qual o produto farmacêutico se apresenta (comprimidos, suspensão, emulsão e etc.).
Fórmula Farmacêutica: e a descrição do produto farmacêutico, ou seja, quais os medicamentos que compõem e em que quantidade.
Por exemplo:
Lasix comprimido
Furosemida.............................................. Excipientes q.s.p.....................................
Kabakinase 250.000UI injetável
Estreptoquinase.............................................. L-glutamato de sódio anidro........................... Fosfato dibasico de sodio anidro.................... Fosfato acido de sodio anidro........................ Albumina humana 20%...................................
40mg 200mg
250.000UI 28mg 1,7mg 0,4mg 32mg
Drogaria (farmácia de dispensação): é o estabelecimento que apenas dispensa especialidades farmacêuticas.
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Farmácia: é o estabelecimento que além de dispensar especialidades farmacêuticas, manipula medicamentos.
Ervanaria: é o estabelecimento que trabalha exclusivamente com produtos de natureza vegetal "in natura".
Diferença entre Drogaria, Farmácia e Ervanária.
A farmácia pode ser drogaria e ervanária.
A drogaria pode englobar a ervanária desde que trabalhe com produtos industrializados
1.2 Nomenclaturas de Fármacos
Os fármacos possuem três ou mais nomes.
a) Sigla, Número do código ou Designação do Código: a sigla é formada geralmente com as iniciais dos laboratórios ou do pesquisador ou grupo de pesquisas que preparou ou ensaiou o fármaco pela primeira vez, seguida de um número. Não identifica a estrutura química do fármaco. Deixa de ser usado logo que for escolhido um nome adequado.
b) Nome Químico: é o único que descreve a estrutura química do fármaco. É dado de acordo com as regras de nomenclatura dos compostos químicos. Identifica plena e exatamente a estrutura química. Visto que às vezes é muito longo, o nome químico não é adequado para uso rotineiro. Deve de ser usado em letras minúsculas.
c) Nome Genérico (Oficial ou Comum):
refere-se ao nome comum, pelo qual um fármaco é conhecido com substância isolada, sem levar em conta o fabricante. Deve ser simples, conciso e significativo, mas frequentemente não é. Este nome e escolhido pelos órgãos oficiais. No Brasil, pelo Ministério da Saúde. Em escala mundial, é a OMS, a entidade oficial incumbida de selecionar, aprovar e divulgar os nomes genéricos de fármacos. Deve ser com a inicial minúscula.
Fonte: FARMAALINE, 2013
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d) Nome Registrado (Marco, Ético, Patenteado, Comercial ou Próprio): refere-se ao nome individual selecionado e usado pelo fabricante do formato ou medicamento. Se o medicamento é fabricado por mais de uma companhia, como frequentemente acontece cada um da o seu próprio nome registrado. Às vezes o nome registrado refere-se a uma formulação e não uma única substância química. O nome patenteado deve ser escrito com iniciais maiúsculas de cada palavra do nome.
e) Sinônimos: são os nomes dados por fabricantes ao mesmo fármaco e/ou os antigos nomes oficiais, e que alguns paises continuam usando. Presume-se, em geral, que os medicamentos que tem o mesmo nome oficial, mas nomes comerciais diferentes, por serem fabricados por laboratórios diferentes, são bioequivalentes. Isso, porém, nem sempre sucede; tais medicamentos podem diferir sensivelmente em suas ações farmacológicas, farmacocinéticas e outras propriedades; vale dizer, podem não ser bioequivalentes. Diversos fatores - principalmente de formulação e fabricação - são os responsáveis por esta diferença.
1.3 Tipos de Medicamentos
Atualmente estamos recebendo e usufruindo os avanços impressionantes da ciência e da medicina, para tanto dispomos dos mesmos medicamentos presentes no primeiro mundo. Muitas vezes, medicamentos inovadores têm o seu lançamento simultâneo aqui e no exterior. Hoje, o Brasil e o sétimo maior fabricante de produtos farmacêuticos do mundo. Em 2000, produziu mais de 2 bilhões de unidades. O mercado nacional é um dos oito maiores consumidores do planeta. Além disso,
exportamos medicamentos de qualidade para a América do Norte e Europa.
a) Medicamento Inovador ou de Referência: produto inovador registrado no órgão federal pela vigilância sanitária e comercializado no país, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovados cientificamente junto a esse órgão competente, por ocasião do registro. São medicamentos que possuem um nome comercial e cujo princípio ativo é patenteado pelo Governo Federal, bem como os laboratórios detentos da fórmula tem o direito de explorá-la comercialmente durante 5 anos sob sistema de exclusividade.
b) Medicamentos Magistrais: são os que não estão inscritos nas farmacopéias, e o farmacêutico prepara segundo as ordens expressas numa receita.
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c) Medicamentos Genéricos: são aqueles que contêm o mesmo fármaco (principio ativo) na mesma dose e a mesma forma farmacêutica, além de ser administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica que o medicamento de referência no país. Geralmente produzido após a expiração ou renuncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade, apresentado segurança idêntica a do medicamento de referência, uma vez que o Ministério da Saúde, por meio da ANVISA (Agenda Nacional de Vigilância Sanitária), avalia os testes de bioequivalência e biodisponibilidade garantindo assim a sua intercambialidade.
O medico poderá receitar um genérico do laboratório que bem escolher ou um produto de marca de sua confiança, e a farmácia terá que respeitar esta vontade e decisão.
OBSERVAÇÃO:
O medicamento Genérico é identificado pela frase "MEDICAMENTO GENÉRICO LEI N 9787/99".
Em 1999 foi criada a categoria de "medicamentos genéricos" pelo governo federal com o objetivo de implantar uma política de preços mais condizentes com a realidade socioeconômica do Brasil. Em 3/02/2000 foram registrados os seis primeiros medicamentos genéricos do país: Ampicilina Sódica (antibióticos); Cloridrato de Ranitidina (antiulceroso); Cetoconazol (antimicotico); Furosemida (diurético); Sulfato de Salbutamol (bronco dilatador).
Em dezembro de 2000, 189 medicamentos genéricos, de 15 laboratórios, já haviam sido registrados. Em relação aos preços, os genéricos custam em média 40% menos que os medicamentos de marca. Em alguns casos, a diferença de preço pode chegar a 72%.
d) Medicamento Similar: Aquele que contém o mesmo fármaco e apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária. Pode diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca, mas não têm a obrigatoriedade de apresentação dos testes de bioequivalência e biodisponibilidade.
Exemplos de medicamentos:
REFERÊNCIA
Meticorten 5mg c/20 comprimidos
Zoltec 150mg cáspulas
Tylenol 200mg/ml gotas
GENÉRICO
Prednisona
Fluconazol
Paracetamol
SIMILAR
Corticortem Neofluconal Dôrico
Renitec 5, 10 e 20mg c/ 30 comprimidos Maleato de Enalapril Pressotec
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BIOEQUIVALÊNCIA: consiste na demonstração da equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de principio(s) ativo(s) e que tenham comparável biodisponibilidade, quando estudamos sob um mesmo desenho experimental.
BIODISPONIBILIDADE: indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em forma de dosagem na circulação sistêmica ou sua excreção na urina. A biodisponibilidade pode ser afetada; um mesmo principio ativo pode ter variável biodisponibilidade em diferentes formulações farmacêuticas, provenientes de fabricantes diversos ou, até entre lotes de um mesmo fabricante. Isso decorre dos ingredientes farmacotécnicos empregados, dos métodos de manufatura, do controle de qualidade dos procedimentos de embalagem e estocagem. Quando as concentrações plasmáticas, dos fármacos são críticas para a obtenção terapêutica, deve-se utilizar produto da mesma procedência.
e) Medicamento Manipulado: Medicamentos fabricados em farmácia de manipulação, de acordo com uma receita, onde o médico prescreve o nome do principio ativo, sua concentração e a quantidade de produto que ele deseja que seja manipulado. São medicamentos de grande aceitação, por possibilitarem a manipulação de diversas substâncias e dosagens exatas em uma mesma apresentação, diminuir assim as tomadas diárias, pelos pacientes, em função das substâncias estarem agrupadas e estimular o médico à
liberdade nas precisões, visando um melhor resultado ao seu paciente. Nas fórmulas magistrais é importante considerar a procedência dos sais, a qualidade dos produtos adquiridos e a qualidade da empresa que manipula os medicamentos.
f) Medicamento Homeopático: é toda substância vegetal, mineral ou animal que sofre um processo de diluição e agitação mecânica.
A homeopatia surgiu há pouco mais de 200 anos quando o medico alemão Samuel Hahneman usou um principio de Hipócrates, o pai da medicina, que dizia que uma das formas de curar é através dos semelhantes. Então, o principio seria: semelhante cura semelhante, ou seja, uma substância é capaz de curar o que ela provoca no organismo são.
Hahemann percebeu este feito quando lia uma matéria médica sobre quina. Experimentou-a em si mesmo, observando manifestações bastante semelhantes às apresentadas por pacientes com malária. Concluiu que a quina era utilizada no tratamento da malária porque produzia sintomas semelhantes em pessoas saudáveis.
Como algumas plantas e substância eram tóxicas, algumas vezes ocorriam efeitos adversos importantes, Hahemann decidiu, então, diluir os medicamentos ao máximo, de maneira que sua toxicidade fosse diminuída.
Esta terapia é aplicada aos doentes escutando-se tudo o que o paciente diz suas queixas, seu temperamento, seu modo de ser e viver quando são e quando doentes, sua patologia. Anota-se e escolhem-se os sintomas mais significativos, os que chamam mais atenção para a individualidade do doente e prescreve-se o medicamento adequado.
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g) Medicamentos Fitoterápicos: Conforme a Resolução RDC no 48, de 16 de março de 2004, emitida pela ANVISA, que dispõe sobre o registro de medicamentos fitoterápicos e revoga a RDC 17 de 24 de fevereiro de 2000 - “medicamento obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais. É caracterizado pelo conhecimento da eficácia e dos riscos de seu uso, assim como pela reprodutibilidade e constância de sua qualidade. Sua eficácia e segurança é validada através de levantamentos etnofarmacológicos de utilização, documentações tecnocientíficas em publicações ou ensaios clínicos fase 3. Não se considera medicamento fitoterápico aquele que, na sua composição, inclua substâncias ativas isoladas, de qualquer origem, nem as associações destas com extratos vegetais.”
Durante muito tempo, os medicamentos fitoterápicos caíram em descrédito pela classe médica, pois suas preparações não eram padronizadas para que se conseguisse o efeito desejado no organismo.
Foi na década de 80, que uma nova linha de pesquisas com medicamentos padronizados demonstrou ser possível à obtenção do efeito controlado no organismo humano.
Em fevereiro de ano 2000, a diretoria da ANVISA criou uma legislação especifica para regulamentar e supervisionar os medicamentos de origem vegetal. Segundo técnicos do órgão, isso ocorreu em virtude da necessidade de uma política que coordenasse os produtos de origem natural que, até então, estavam à venda no mercado em categorias indefinidas. De acordo com as resoluções dessa classe, é necessário que todas as empresas que solicitam o registro de uma planta apresentem literatura científica sobre aspectos relacionados à segurança e eficácia de sua utilização.
PRINCÍPIOS ATIVOS VEGETAIS: Os princípios ativos das plantas medicinais são substâncias que a planta sintetiza e armazena durante todo o seu crescimento. No entanto, nem todos os produtos metabólicos sintetizados possuem valor medicinal. Em todas as espécies estão ao mesmo tempo presentes princípios ativos e substâncias inertes. Geralmente em uma mesma planta encontram-se vários componentes ativos da qual um ou um grupo deles determinam a
ação principal. Os princípios ativos não se distribuem de maneira uniforme no vegetal, concentrando- se preferencialmente nas flores, folhas e raízes, mas, às vezes nas sementes, nos frutos e na casca. Outra característica dos vegetais é que não apresentam uma concentração uniforme de princípios ativos durante o seu ciclo de vida, variando com o habitat, a colheita e a
preparação.
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NOME POPULAR
Alecrim
Alfavaca
Alfazema
Alho
Anis
Arnica
Ruta graveolens
Emenagogo, alivia dores intestinais e reumáticas, abor-tiva, é antiinflamatória para os olhos (uso externo), vaso constritor e venenosa. Não usá-la internamente, só externamente.
Infusão de folhas e compressas (in- flamação ocular)
Arruda
Assa-peixe
Barbatimão
Bardana
Boldo
Camomila
Canela-da- china
Capim -limão
Cebola
Cebolinha
Celidônia
Centela Asiática
Cinerária
Coentro
Cominho
Dedaleira
NOME CIENTÍFICO
Rosmarinus officinalis
Ocimum gratissimum Lavandula officinalis
Allium sativum Pimpinella anisum
Arnica montana
Vernonia polyanthes
Stryphnodendron barbadetiman
Articum lappa Vernonia condensata
Matricaria chamomilla Cinnamomu cassia Cymbopogon citratus Allium cepa
Allium fistulosum
Chelidonium majus
Centella asiatica
Senecio cineraria
Coriandrum sativum Cuminum cyminum Digitalis purpurea
PROPRIEDADES TERAPÊUTICAS
Emenagogo, age contra afecções hepáticas e biliares, gota, reumatismo e afecções bucais. Não deve ser ingerida em excesso.
Carminativas, diuréticas e sudoríferas. Tônica, calmante, digestiva, antiespasmódica.
Contra verminose, cólera, escorbuto, anti-virótica e redutor de colesterol.
Digestiva, carminativo, diuré-tica e galactagogo.
Antiinflamatória, tônica da circulação e nervos. Uso externo: Contusões e hemato-mas. Uso interno: Sob orientação médica.
Expectorante e hemostático
Adstringente, antihemorrági-co, hipoglicemiante e tônico
Diurética, depurativa, antidia-bética, diaforética, emoliente, antiinflamatória e analgésica.
Desintoxicante do fígado, diurético, antidiarréico e estimulante do apetite
Sedativa; digestiva; antiinfla-matória; antialérgica; analgé- sica e contra cólicas estoma-cais, intestinais e menstruais.
Digestiva, sudorífera e diafo-rética
Digestiva, calmante, febrífu-go, contra dores musculares e diaforético
Vermífuga, diurética, expecto-rante, digestiva, redutora de colesterol e anti-séptica.
Vermífuga, diurética, expecto-rante, digestiva, redutora de colesterol e anti-séptica.
Causticar calos e verrugas, ação sedativa local (externa) e contra problemas hepáticos (planta tóxica que apenas deve ser ingerida sob orientação médica)
Somente para uso externo: Contra celulite. Descongestionante e antiinfla-matório ocular.
Digestivo. Tóxico em grande quantidade. Carminativo e digestivo.
Tratamento de doenças cardía-cas.
MODO DE USO
Infusão das folhas e ungüento (dores reumáticas)
Infusão de folhas. Tissanas e folhas.
Infusão de bulbos.
Decocção de se- mentes.
Tinturas de folhas.
Infusão de folhas
Infusão de cascas e ungüento
Infusão de raízes.
Infusão de folhas e maceração (abrir o apetite).
Infusão de flores.
Decocção
Infusão de folhas e rizomas.
Infusão de bulbos. Infusão de bulbos.
Cataplasma de folhas
Cataplasma e ungüento de folhas.
Compresssas de folhas e flores.
Infusão de folhas e decocção de sementes.
Decocção de sementes.
Presente em remédios alopáticos
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Embaúba
Estévia
Erva-cidreira
Eucalipto
Fortuna
Gengibre
Guaçatonga
Guaco
Guaraná
Guiné
Jaborandi
Jurubeba
Losna
Louro
Malva
Manjericão
Manjerona
Mil-folhas
Noz-moscada
Orégano
Pata-de-vaca
Pfaffia
Salsa
Sálvia
Tomilho
Zedoária
Cecropia glaziovix Stevia rebaudiana Melissa officinalis Eucalyptus globulus
Bryophyllum calycimum
Zingiber officinale Casearia sylvestris
Mikania glomerata Paullinia cupana Petiveria alliacea Pilocarpus microphyllus
Solanum paniculatum
Aretemisia absinthum Laurus nobilis
Malva silvestris
Ocimum basilicum Origanum majorona
Achillea millefolium
Myristica fragans
Origanum vulgare Bauhinia forficata
Pfaffia iresinoides
Apium petroselinum
Salvia officinalis Thymus vulgaris
Curcuma zedoaria
Contra bronquite, tosse, hipo-tensor e diurético.
Diurético, antidiabético e auxilia no tratamento contra o obessidade (substitui o açúcar de cana)
Digestiva, calmante relaxante.
Anti-séptico, sudorífero, ex-pectorante, febrífugo e desin- fetante (óleo essencial).
Emoliente, contra úlceras e gastrites, cicatrizante e anti- inflamatório local.
Anti-séptico, estimulante do estômago.
Cicatrizante, anti-séptica, con- tra aftas, sapinhos, herpes, úlceras, feridas, eczemas e picadas de insetos.
Expectorante, antiasmático, febrífugo, sudorífero.
Estimulante físico e psíquico, diurético e contra enxaqueca.
Antiinflamtória, analgésica e bactericida. Altamente tóxica.
Tônico capilar.
Frutos: contra problemas do fígado, estômago e baço; folhas: cicatrizante; raízes: tônico do sistema digestivo e contra anemia.
Digestiva, digestiva e vermí-fuga. Em altas doses é tóxica. Emenagogo, digestivo e anti-flatulento.
Diurética, emoliente e expec-torante.
Tônico e antisséptico.
Digestivo, estimula o apetite e anti-séptico.
Cicatrizante de feridas na pele, contra úlceras, varizes, hemorróidas e cólicas mens-truais.
Digestiva, contra anemia e diarréia crônica. Em grandes quantidades é narcótica.
Emolientes e digestivo.
Hipoglicemiante, diurética e antidiarréica.
Tônico geral, estimula o apetite e reduz os tremores nas pessoas idosas.
Diurética e rica em vitaminas A, B e C.
Estimulante da digestão, adstringente e tônica. Anti-séptico e digestivo.
Regulador das funções digestivas, hepáticas e renal, atua no colesterol.
Infusão de folhas e raízes.
Infusão de folhas
Infusão e tinturas de folhas e flores.
Infusão e xarope de folhas
Infusão, sucos (úlceras e gastrites), cataplasma de fo-lhas.
Infusão de rizo-mas.
Infusão, cataplasmas e tinturas de folhas.
Infusão e xarope de folhas.
Tintura, xarope de sementes.
Infusão de folhas e raízes.
Infusão e tintura de folhas.
Maceração de folhas, frutos e raízes.
Maceração de folhas. Infusão de folhas.
Infusão de folhas e flores.
Infusão de folhas. Infusão de folhas.
Infusão de folhas e flores.
Decocção de sementes.
Cataplasma de folhas.
Infusão de folhas.
Infusão do pó das raízes.
Infusão e suco de folhas.
Infusão de folhas. Infusão de folhas.
Maceração e infusão de rizomas.
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1.4 Vias de Administração de Medicamentos
É o local onde o medicamento é introduzido no organismo com a finalidade de ser absorvido, distribuído e ter sua ação farmacológica. A escolha da via de administração depende principalmente das propriedades físico-químicas do medicamento e de sua finalidade terapêutica.
As vias denominam-se enterais quando o fármaco entra em contato com qualquer segmento do trato digestivo (vias sublingual, bucal, oral e retal). As demais designadas parentais, já que não utilizam o tubo digestivo. Vias parentais compreendem as acessadas por injeção (intravenosa, intramuscular, subcutânea e outras) e as que prescindem (cutânea, respiratória, conjuntival etc.) respectivamente chamadas de diretas e indiretas. Geralmente, cada via pode ser abordada por diversos métodos de administração (injeção, instilação -introduzir gota a gota, deglutição, fricção, etc.) nela se usa várias formas farmacêuticas (comprimidos, cápsulas, drágeas, soluções, xarope, pomadas).
PRINCIPAIS VIAS DE ADMINISTRAÇÃO DE FÁRMACOS:
Enterais
Parenterais Direta
Parenterais Indireta
Oral Bucal
Retal
Intravenosa Intramuscular Subcutânea Intradérmica Intra-arterial Intracárdiaca Intraperitonial Intrapleural
Intratecal, Peridural Intra-articular
Cutânea Respiratória Conjuntival Rino/ orofaríngea Geniturinária
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1.4.1 Vias de Administração Enterais:
Vantagens:
a. Via Oral: É a mais utilizada para sólidos e líquidos, porém exigem do paciente a ingestão e a deglutição. A absorção se dá no trato digestivo, podendo iniciar na boca (comprimidos de uso sublingual e soluções) e ir até o intestino (drágeas de desintegração entérica).
Membrana de absorção: mucosa do trato gastrointestinal.
Maiores segurança, comodidade e economia.
Estabelecimento de esquemas terapêuticos fáceis de serem cumpridos pelo paciente.
Absorção intestinal favorecida pela grande superfície de vilosidades intestinais.
Desvantagens:
Aparecimento de efeitos adversos (náuseas, vômitos e diarréia) pela irritação;
Variação do grau de absorção conforme:
a. plenitude ou não gástrica;
b. ação de enzimas digestivas;
c. tipo de formulações farmacêuticas;
d. pH
Necessidade de cooperação do paciente.
A absorção oral é influenciada pela alimentação. A absorção de fármacos lipossolúveis aumenta em presença de alimentos ricos em gorduras. O aumento de pH do suco gástrico dificulta a absorção de ácidos fracos no estômago. Retardo ou aceleração do esvaziamento gástrico afeta a velocidade de absorção nos primeiros segmentos intestinais. Alguns fármacos quelam sais metálicos contidos nos alimentos, formando compostos insolúveis, excretados pelas fezes. Esses fatores determinam se um fármaco deve ser administrado junto ou afastado das refeições.
As formas farmacêuticas empregadas por essa via compreendem vários tipos de comprimidos, cápsulas, drágeas, suspensões, emulsões, elixires, xaropes e soluções. Os métodos de administração incluem deglutição e sondagem gástrica.
b. Via Sublingual: Alguns medicamentos são colocados debaixo da língua para serem absorvidos diretamente pelos pequenos vasos sangüíneos ali situados.
Membrana de absorção: mucosa oral.
Vantagens:
Absorção rápida de substâncias lipossolúveis.
Redução de biotransformação de princípio ativo pelo fígado, por atingir diretamente a circulação
sistêmica.
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Desvantagens:
Imprópria para substâncias irritantes ou de sabores desagradáveis.
c. Via Retal: É utilizada quando a ingestão não é possível por causa de vômitos ou porque o paciente se encontra inconsciente. Utilizada para o uso de supositórios e clisteres, de ação local ou sistêmica.
Membrana de absorção: mucosa retal.
Vantagens:
Administração de medicamentos a pacientes inconscientes ou com náusea e vômitos, particularmente em lactentes.
Redução de biotransformação do princípio ativo pelo fígado, por atingir diretamente a circulação sistêmica.
Desvantagens:
Absorção irregular e incompleta.
Irritação da mucosa retal.
Exemplo: supositório de glicerina.
1.4.2 Vias de Administração Parenterais: Via de escolha em casos de emergências, ou quando se espera uma ação mais rápida, além disso, também uma alternativa para fármacos que não tem boa absorção gastrointestinal. A administração parental de medicamentos pode ser feita pelas seguintes vias: intramuscular, endovenosa, intra-arterial, intraperitonial, intradérmica e subcutânea ou hipodérmica.
Vantagens:
Administração de medicamentos sem a cooperação de paciente;
Reposição rápida de líquidos e eletrólitos;
Efeito mais rápido do medicamento.
1.4.2.1 Via Parenteral Direta
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a. Intramuscular (IM): Aplicação direta no músculo, para soluções e suspensões. É considerada mais segura do que a via intravenosa. Músculos mais aconselháveis para volumes específicos: deltóide (volume de 1 a 3 ml) e glúteo (volume de 1 a 5 ml). Exemplos: Benzilpenicilina benzatina injeção (Benzetacil)
Membrana de absorção: endotélio dos capilares vasculares e linfáticos.
Vantagens:
Absorção rápida;
Administração em pacientes mesmo inconscientes;
Adequada para volumes moderados, veículos aquosos, não aquosos e suspensões.
Desvantagens:
Dor, desconforto, dano celular, hematoma, abscessos e reações alérgicas;
Aparecimento de lesões musculares pela aplicação de substâncias irritantes ou substâncias de pH
distante da neutralidade;
Aparecimento de processos inflamatórios pela injeção de substâncias irritantes ou mal
absorvidas.
As injeções intramusculares são contra-indicadas em pacientes com mecanismo de coagulação prejudicados, em pacientes com doença vascular periférica oclusiva, edema e choque, porque estas moléstias prejudicam a absorção periférica. Além de não serem administrados em locais inflamados, edemaciado ou irritado ou ainda em locais com manchas de nascença, tecido cicatrizado ou outras lesões.
b. Endovenosa (EV) ou Intravenosa (IV): Aplicação no interior da veia, indicada quando se quer obter concentrações sangüíneas elevadas e efeitos imediatos, ou quando o medicamento é irritante por outra via. A infusão endovenosa tem por finalidade manter constantes os níveis terapêuticos em pacientes hospitalizados. Entretanto, na medida do possível, não devem ser utilizados por essa via medicamentos oleosos ou que precipitem as células do sangue.
Membranas de absorção: (não há absorção)
Vantagens:
Obtenção rápida de efeitos;
Administração de grandes volumes em infusão lenta;
Aplicação de substâncias irritantes diluídas;
Possibilidade de controle de doses para prevenção de efeitos tóxicos.
Desvantagens:
Superdosagem relativa em injeções rápidas;
Riscos de embolia, irritação do endotélio vascular, ação do pirogênio, infecções por
contaminastes bacterianos ou viróticos e reações anafiláticas. Imprópria para solventes oleosos e substâncias insolúveis.
A injeção intermitente deve ser executada lentamente, em geral com monitorização dos efeitos
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apresentados pelo paciente. Com injeções administradas muito rápidas há o perigo de alcançar imediatas e altas concentrações, indutoras de efeitos adversos não relacionados ao fármaco e sim a chegada de soluções muito concentradas a alguns tecidos. As reações mais comuns são respirações irregulares, queda da pressão sangüínea e arritmias cardíacas. Outro perigo da injeção IV é a introdução acidental particulado ou de ar na veia, acarretando embolização, eventualmente fatal. Por tudo isso a via IV é considerada a menos segura, devendo ser reservada para situações em que está especificamente indicada. Exemplo: Cefoxitina (Mefoxin).
c. Intratecal (Raquidiana): Aplicação no sistema nervoso central (SNC). É usada para fins de anestesia local, a droga é injetada no espaço subaracnóide na coluna vertebral Deve ser utilizada quando se deseja uma alta concentração da droga nas meninges ou no eixo cérebro-espinhal. O efeito é imediato. Exemplo: citarabina injetável (Aracytin)
d. Intra-arterial: Aplicação no interior da artéria, indicada quando se deseja atingir determinados órgãos na administração de, por exemplo, antineoplásicos ou contrastes.
Vantagens:
Usada para gasometria para fins de diagnóstico.
Não há perdas de primeira passagem.
Desvantagem:
É extremamente perigosa, só deve ser feita por pessoas especializadas. Exemplo: bleomicina injetável (Blenoxane).
e. Intraperitonial: Aplicação na cavidade do peritônio, o qual por ser muito vascularizado, facilita a absorção rápida. É usada em diálise peritonial.
f. Intradérmica: Aplicação logo abaixo da superfície da pele. Os fármacos se absorvem mais lentamente que por via subcutânea. Devido às pequenas quantidades administradas, são utilizadas somente para testes diagnósticos e vacinação. Exemplo: vacina BCG
g. Subcutânea ou hipodérmica: Aplicação entre a pele e o tecido subcutâneo. É usada para substâncias não irritantes e de pH semelhante ao do local da aplicação, para evitar necrose. A via subcutânea não é adequada para administração de grandes volumes ou substâncias irritantes. Aplicam-se no máximo 2ml. Exemplo: L-asparaginase injetável (Elspar).
Membrana de Absorção: endotélio dos capilares vasculares e linfáticos.
Vantagens:
Absorção boa e constante para soluções.
Absorção lenta para suspensões e pellets.
Desvantagens:
Facilidade de sensibilização do paciente.
Dor e necrose por substâncias irritantes.
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Vantagens:
1.4.2.2 Via parenteral Indireta:
a. Mucosa pulmonar: Para substâncias voláteis como gases e aerossóis. Exemplo: halonato frasco (Fluothane).
A superfície do epitélio pulmonar é grande e a absorção é boa.
Aplicação de alguns anestésicos gerais.
Desvantagens:
Irritação da mucosa, ocasionada por várias substâncias.
b. Mucosa conjuntival: Líquidos e pomadas para utilização no globo ocular. Exemplo: cloranfenicol colírio frasco e bisnaga (Isoptofenicol).
1.5 Ação dos Medicamentos
A ação dos medicamentos pode ser loca ou sistêmica.
1.5.1 Ação Local: O medicamento age no próprio local onde é aplicado (sem penetrar na circulação):
na pele (pomadas, loções etc);
na mucosa (supositórios, óvulos vaginais, colírios, gotas de uso nasal, colutórios);
contrastes radiológicos;
sólidos e líquidos de ação no aparelho digestivo (por exemplo: os antiácidos neutralizam a ação
do suco gástrico e são eliminados sem ser absorvidos).
1.5.2 Ação sistêmica: O medicamento terá de ser absorvido e entrar na corrente sangüínea para, então, chegar ao seu local de ação. Exemplos:
O paciente toma um comprimido de furosemida (Lasix) - ao chegar ao estômago, esse comprimido será absorvido e entrará na corrente sangüínea, para então chegar ao rim e exercer sua ação diurética.
O paciente recebe uma injeção de furosemida (Lasix) - a droga ao ser injetada na veia do paciente, já entrará na corrente sangüínea, para então ir diretamente até o rim e exercer a sua ação.
A ação, nestes dois exemplos, não é no local de aplicação: a droga tem de ser transportada até o local onde irá agir. A maioria dos medicamentos tem ação sistêmica.
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1.6 Classificação dos medicamentos
Os medicamentos agrupam-se de acordo com sua função no organismo, formado as classes farmacológicas. Aqueles que têm mais de uma função apresentam-se em mais de uma classe farmacológica. Não existem medicamentos sem efeitos colaterais, mas sim com efeitos colaterais de maior ou menor intensidade.
1.7 Classificação das Formas Farmacêuticas a. Uso interno:
Via Oral: Aglomerados (pílulas, pastilhas, comprimidos, cápsulas, drágeas, granulados)
Líquidos: soluções (simples, compostos, xarope, dispersões, suspensão).
b. Uso Externo:
Cutâneo (tópico): pomadas, cremes, pastas, loções.
Retal: supositórios, enemas.
Vaginal: óvulos, comprimidos vaginais, gel.
c. Uso Parental:
Grandes volumes (nutrição parenteral).
Pequenos volumes (ampolas, injetáveis IM, IV).
Contraste radiológico. Intradérmico.
1.8 Formas Farmacêuticas
A escolha da forma farmacêutica deve assegurar ao medicamento o máximo de ação e o mínimo de inconvenientes. Por motivos de ordem, as drogas não são administradas no seu estado natural. Usam- se coadjuvantes, estes tem com finalidade solubilizar, estabilizar, espessar, diluir, emulsionar, preservar, melhorar o sabor, dar cor a mistura final com o objetivo de oferecer uma forma farmacêutica agradável e eficiente. A forma farmacêutica depende das características do paciente e da doença. Os medicamentos podem ser sólidos, líquidos, pastosos e gasosos.
Características:
Possibilidade de administrar doses exatas.
Proteção à droga contra o suco gástrico.
Proteção contra influência do oxigênio.
Mascarar sabor ou odor desagradável da droga.
Oferecer ação prolongada ou contínua da droga, através de uma forma de liberação prolongada.
Proporcionar ação adequada da droga através da administração tópica (pomadas, cremes, uso
nasal, otológico).
Facilitar a colocação da droga nos orifícios do corpo.
Facilitar a deposição das drogas internamente nos tecidos.
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1.8.1 Sólidos: Os medicamentos sólidos compreendem os pós, os comprimidos, as cápsulas, as drágeas, os supositórios e os óvulos.
a. Pós e Granulados: Para serem ingeridos são habitualmente dissolvidos ou colocados em suspensão na água. Para facilitar a posologia e conservação são apresentados em envelopes contendo doses unitárias. Exemplos: Bicarbonato de sódio e Acetilcisteína (Fluimucil).
b. Comprimidos: Forma farmacêutica sólida, compactada (pó comprimido em formato próprio). Na maioria dos casos devem ser ingeridos inteiros com um copo de água para se desintegrar no trato digestivo. Exemplo: Digoxina comprimido (Lanoxin) e Fenitoína comprimido (Hidantal).
b.1 Comprimidos Revestidos: São tipos especiais de comprimidos que visam uma liberação controlada do PA. Servem para reduzir o número de ingestões do medicamento (formas de ação prolongada) ou proteger o princípio ativo da degradação no estômago (comprimidos gastro-resistentes e drágeas). Não devem ser jamais quebrados ou mastigados risco de perda do efeito terapêutico ou intoxicação.
b.2 Comprimidos Sublinguais: Devem ser mantidos sob a língua onde liberam a substância ativa. A rica vascularização propicia rápida absorção de pequenas doses. A substância ativa não sofre ação dos sucos digestivos.
b.3 Comprimidos Efervescentes: Deixar dissolver completamente em um copo de água antes de serem ingeridos.
b.4 Comprimidos Vaginais: São destinados à via vaginal. Aplicar o mais profundamente possível na cavidade vaginal. Alguns acompanham aplicadores que facilita a administração.
c. Cápsulas: São constituídas por um invólucro de gelatina dura ou mole contendo no seu interior o medicamento em forma sólida, semi-sólida ou líquida (desde que este não dissolva a cápsula). Utiliza-se com os seguintes objetivos:
Eliminar sabor e odor desagradável;
Facilitar a deglutição;
Facilitar a libertação do medicamento.
Devem ser sempre conservadas ao abrigo da umidade e ingeridas inteiras com água.
Exemplo: disopiramida cápsula (Dicorantil) e cefadroxil cápsula (Cefamox).
d. Drágeas: Contém um núcleo com o medicamento e um revestimento com açúcar e corante. São fabricados em drágeas os medicamentos que não devem ser utilizados na forma de comprimidos por apresentarem alguma destas características:
Sabor ou odor desagradável (o revestimento da drágea elimina o sabor e o odor);
Exigir absorção no intestino (os comprimidos se dissolvem no estômago, mas as drágeas podem
ser produzidas de maneira que sua liberação seja entérica);
Facilitar a deglutição;
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Mascarar substâncias que atacam as mucosas.
Exemplos: a fenilbutazona drágea (Butazolidina) e o diclofenaco potássio drágea (Cataflan) são medicamentos irritantes da mucosa gástrica. Tomados em drágeas não provocam tal efeito.
e. Supositórios: São formas farmacêuticas sólidas (de formato cônico ou ogival) que fundem ou se dissolvem a temperatura do corpo. São administrados pela via retal e permitem a passagem das substâncias ativas rapidamente para o sangue, obtendo se um efeito rápido. Esta via de administração evita o contato das substâncias ativas com os sucos digestivos e passam pelo fígado, o que constitui uma vantagem quando estes a degradam. Podem ser administrados quando existe impossibilidade da administração por VO como em crianças ou em casos em que a substância ativa causa repugnância. Pode ser de ação local ou sistêmica. Exemplos:
Ação local: supositórios de glicerina são utilizados para estimular o trânsito intestinal com efeito laxante.
Ação Sistêmica: supositório de indometacina (indocid), de ação antiinflamatória sistêmica.
Apresentam diversos tamanhos: para bebês, crianças e adultos e correspondem a diferentes doses de substância ativa. Devem ser conservadas em local fresco sendo que, em regiões quentes, devem ser conservados na geladeira (antes de sua utilização deixar atingir a temperatura ambiente).
f. Óvulos e Cápsulas Ginecológicas: Apresentam a forma ovóide. São destinadas à administração pela via Vaginal. Deve ser aplicados o mais profundamente possível para difundirem-se em toda a cavidade Vaginal. Exemplo: Tioconazol óvulo (Gino-Tralen) e Metronidazol óvulo (Flagyl).
1.8.2 Líquidos: Os medicamentos líquidos compreendem soluções, xaropes, elixires, suspensões e emulsões
a. Soluções: Mistura homogênea de líquidos ou de um liquido e um sólido. Podem ser administradas pela VO, nasal, oftálmica (colírios), auricular (ouvido), ou parental (injeções). Podem ser administrados sob a forma de gotas ou serem medidas em colheres ou doseadores especiais. Exemplo: Carboxisulfamidoerisoidina solução frasco (Colubiazol); Benzidamida solução frasco (Benzitrat).
b. Gotas: As gotas destinadas a VO são geralmente mais concentradas em substância ativas do que as outras soluções, exigindo uma maior precisão na medida das doses, sobretudo quando destinada às crianças. Por esta razão a administração de gotas exige a utilização de um conta- gotas padronizado. Alguns medicamentos apresentam conta-gotas do tipo pipeta marcada em mililitros.
c. Colírios: Destinados ao tratamento dos olhos e das pálpebras. Devem ser manipulados com higiene. Exigem cuidados especiais na sua utilização:
Lavar as mãos antes de sua utilização;
Evitar o contato do conta-gotas ou da extremidade do frasco aplicador com os olhos, pálpebras
ou outro material;
Afastar a pálpebra inferior do olho, pingar as gotas no interior do saco conjuntivo palpebral e
fechar as pálpebras movimentando o olho para cima, para baixo, à direita e à esquerda;
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Fechar o frasco em seguida, conservar ao abrigo da luz e em lugar fresco;
Após a 1o abertura do frasco, a conservação é curta (+ ou - 15 dias): escrever na embalagem a
data de inicio do uso; após ele devera ser desprezado.
Nunca devera ser colocado na geladeira;
d. Soluções Nasais: São destinadas ao tratamento de doenças do nariz ou das vias respiratórias. Seu emprego deve limitar-se aos casos de absoluta necessidade, o uso abusivo e prolongado pode eliminar os benefícios de sua utilização. As posologias prescritas para "adulto" e para "crianças" devem ser rigorosamente respeitadas. As gotas nasais devem ser pingadas na cavidade nasal sem introdução do conta-gotas no nariz.
e. Bochechos e Gargarejos (Colutórios): São soluções de aplicações tópicas na cavidade bucal e na porção superior da laringe. Contêm freqüentemente substâncias anti-sépticas. Estas soluções não devem ser engolidas.
f.
Soluções Injetáveis: São destinadas a ser administradas pela via parenteral (injeções). São utilizadas para uma resposta rápida, quando a substância ativa é inativa por outra via de administração ou quando o medicamento causa repugnância ao paciente. Sua utilização requer cuidados de higiene e assepsia rigorosa para evitar problemas de contaminação do produto e infecções graves ao paciente, por esta razão devem ser administrados ao paciente por profissional habilitado (enfermeiro ou médico).
g. Xaropes: São preparações líquidas contendo grande quantidade de açúcares (contém um terço de açúcar) e substâncias aromáticas. Devem ser conservados em frascos bem fechados. São contra-indicados para diabéticos devido a elevada concentração de açúcar. Devem ser mantidos fora do alcance de crianças, as quais, freqüentemente são atraídas por seu sabor agradável, podem ser vitimas de series intoxicações. Exemplo: iodeto de potássio xarope frasco (lodepol, lodetal).
h. Elixir: Solução contendo 20% de álcool e 20% de açúcar. Exemplo: elixir paregórico frasco (Elixir Paregórico).
i. Suspensões: Mistura não-homogênea de uma substância sólida e um líquido, ficando uma parte sólida suspensa no liquido, ou seja, são dispersões de partículas sólidas de substâncias ativas em um liquido aquoso. Quando o medicamento está em repouso, as partículas sólidas se depositam no fundo do frasco. Antes de medir uma dose é indispensável agitar vigorosamente o frasco até redispersão completa das partículas sólidas no liquido -» isso assegura a ingestão da dose correta. Exemplo: hidróxido de alumínio frasco (Aldrox).
j. Emulsão: Preparação feita com dois líquidos imiscíveis, óleo e água. Exemplo: emulsão de vaselina liquida frasco (Agarol).
k. Loção: Líquidos ou semilíquidos com medicamentos em solução ou suspensão, destinadas ao uso externo. Exemplo: loção de calamina (Loção de Calamina).
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1.8.3 Pastosos: Constituem as formas farmacêuticas de uso externo. Compreendem pomadas, cremes e pastas.
a. Pomadas: Apresentam forma semi-sólida, de consistência macia e mais oleosa. São destinadas ao uso externo sendo que em sua maioria possuem ação local (antiinflamatórias, analgésica, antifúngica). Exemplo: betametasona pomada (Betnovate).
a.1 Pomadas Percutanêas: São pomadas que contêm substâncias ativas que atravessam a pele passando para o sangue. Aplicação sobre a pele deve ser feita por fricção até o desaparecimento da mesma na área a tratar.
a.2 Pomadas Vaginais: São administradas com aplicadores especiais que acompanham o produto (devem ser lavados após cada aplicação).
a.3 Pomadas Oftálmicas: São administradas na região ocular, para a sua aplicação devem ser tomados os mesmos cuidados de higiene descritos para os colírios.
b. Cremes: Uma emulsão semi-sólida de duas fases, óleo e água, bem dispersas. Exemplo: betametasona creme (Betnovate).
c. Pastas: Forma semi-sólida de consistência macia, contendo 20% de pó. Exemplo: oxido de zinco pasta (Pasta d' água).
1.8.4 Gasosos: São usados principalmente para a administração de substâncias voláteis. Podem ser incluídos, aqui os aerossóis, que são medicamentos sólidos ou líquidos acrescidos de gases para a nebulização. Exemplo: Gás Halotano frasco (Fluothane) e Aerossol Beclometasona frasco (Beclosol).
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2. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA CARDIOVASCULAR
Fármacos cardiovasculares são os empregados para prevenção ou tratamento de doenças cardiovasculares. Elas compreendem doenças do coração e doenças vasos sanguíneos e linfáticos. Os fármacos desta grande classe podem ser divididos: Fármacos para insuficiência cardíaca congestiva, fármacos antiarritmicos, dilatadores dos vasos coronarianos, fármacos anti- hipertensivos, fármacos antivaricosos, vasoconstritores e vasodilatadores.
2.1 Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC): É a condição em que o coração se torna incapaz de bombear sangue suficiente para as necessidades do corpo. Ela pode ser causada por alteração na capacidade do músculo cardíaco em se contrair ou por excesso de trabalho que seja imposto ao coração.
2.1.1 Farmácos cardiotônico: Estes aumentam a força contrátil do coração e exercem importantes ações sobre a excitabilidade, automaticidade, velocidade de condução e períodos refratários cardíacos. Dividem-se em Glicósidos Digitálicos e outros inotrópicos.
a. Glicósidos Digitálicos:
Alta toxicidade
Náuseas, vômitos, confusão mental, bradicardia, entre outros sintomas.
Fármacos que podem precipitar ou exacerbar a ICC: fármacos antiinflamatórios não esteroidais,
álcool, bloqueadores de canais de cálcio e alguns antiarrítimicos, devem ser evitados se possível.
a) DESLANOSIDO (EV) - Cedilanide;
b) DIGOXINA (VO e EV) - Lanoxin
b. Inotrópicos:
a) ANRINONA (EV) - Inocor
Cardiotônico
b) DOBUTAMINA (EV) - Dobutrex
Estimulante cardíaco por curto espaço de tempo;
c) DOPAMINA (EV) - Dopamin, Revivan
Estimulante cardíaco e vasopressor
d) MILRINONA (EV) - Primacor
Cardiotônico
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2.2 Arritmia: anormalidade na iniciação ou propagação dos estímulos cardíacos. Os principais sintomas são os batimentos lentos ou batimentos rápidos. A maioria das arritmias surge tanto de aberrações na geração do impulso, quanto de defeitos na condução do impulso.
2.2.1 Antiarrítmicos: São fármacos usados para modificar, ou restabelecer, o ritmo cardíaco normal. a) QUINIDINA (VO) - Natisedine, Quincardine
Diminui a excitabilidade, a velocidade de condução e a contração do miocárdio;
O efeito adverso é a exacerbação da arritmia, náuseas, vômitos e diarréia.
Interação medicamentosa: Agentes que estimulam o metabolismo da quinidina (diminuição da
ação) fenitoína, rifampicina, barbitúricos e os agentes que inibem o metabolismo (aumente a ação) propanolol, verapamil, bicarbonatos, diuréticos tiazídicos.
b) PROCAINAMIDA (VO, IM, EV) - Procamide
c) VERAPAMIL (VO e EV) - Dilacoron, Veracoron
Antiarritmico;
Anti-hipertensivo; Antianginoso;
d) AMIODARONA (VO) - Ancoron, Miodaron
Antiarritmico que prolongam o potencial de ação
Antianginosa
Os efeitos clínicos completos podem não ser alcançados até 6 semanas após o inicio do
tratamento.
Os efeitos adversos: Os mais comuns incluem fibrose pulmonar, intolerância do trato
gastrintestinal, tremores, ataxia, tontura, hiper ou hipotiroidismo, hepatoxidade, fotossensibilidade, neuropatia, fraqueza muscular e descoloração azulada da pele causada pelo acúmulo de iodo na mesma.
e) LIDOCAINA (EV) - Xylocaina + Epinefrina
Tratamento de emergência das arritmias cardíacas,
Os efeitos adversos: efeitos sobre o SNC incluem sonolência, dificuldades na fala, agitação e
convulsões, também podem ocorrer arritmias cardíacas.
Interações medicamentosas: o propranolol aumenta a sua ação, a fenitoína diminui a sua ação e a rifampicina encurta a sua meia-vida.
f) PROPAFENONA (VO e EV) - Ritmonorom
Diminui a excitabilidade, a velocidade de condução.
g) PROPANOLOL (VO) - Propanolol
Reduz a incidência de morte súbita por arritmia após o infarto do miocárdio
Efeitos adversos: broncoconstrição; dificuldades na atividade sexual são queixas de alguns homens. Distúrbios metabólicos podem ocorrer como a hipoglicemia em jejum.
Interações medicamentosas: a cimetidina, a furosemida e a clorpromazina, podem potenciar seus efeitos anti-hipertensivos. Por outro lado aqueles que estimulam seu metabolismo tais como os barbitúricos, a fenitoína e a rifampicina podem atenuar seus efeitos.
h) ADENOSINA (EV) - Adenocard
Diminui velocidade de contratação e prolonga o período refratário
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2.3 Hipertensão Arterial Sistêmica: caracterizada pela elevação sustentada da pressão arterial, é um dos principais fatores de
risco para doença cardiovascular e renal. Aumenta a incidência de aterosclerose, associando-se com o aumento da incidência de cardiopatia isquêmica, doença cerebrovascular, vascular renal e vascular periférica.
2.3.1 Anti-hipertensivos: São fármacos usados no tratamento da hipertensão.
a) CLONIDINA (VO) - Atensina
Agem diretamente sobre os vasos sangüíneos periféricos. Diminui a freqüência cardíaca, pois bloqueiam os efeitos estimulantes dos neurotransmissores simpáticos;
Interagem com diuréticos, alcool (aumentam a ação), antiflamatórios não-esteroidais (diminuem a ação);
b) METILDOPA (VO) - Aldomet, Etidopanan
Agem diretamente sobre os vasos sangüíneos periféricos. Diminui a freqüência cardíaca, pois bloqueiam os efeitos estimulantes dos neurotransmissores simpáticos;
Interagem com diuréticos, alcool (aumentam a ação), antiflamatórios não-esteroidais (diminuem a ação);
c) ATENOLOL (VO) - Atenolol, Angipress
Vasodilatação
Constrição Bronquial
Asma brônquica
d) METORPOLOL (VO) - Lopressor, Seloken
Vasodilatação
Constrição Bronquial
Asma brônquica
e) PROPANOLOL (VO) - Inderal
Vasodilatação
Constrição Bronquial
Asma brônquica
f) HIDROCLOROTIAZIDA (VO) - Clorana
g) CLORTALIDONA (VO) - Clortalil, Hidroton h) HIDRALAZINA (VO) - Apresolina, Nepresol
Diuréticos - Reduz o volume de líquidos e o débito cardíaco;
Cautela em diabéticos, insuficientes hepáticos, insuficientes renais e etc..
i) PRAZONSINA (VO) - Minipress
Vasodilatador;
j) CAPTOPRIL (VO) - Capoten; k) ENALAPRIL (VO) - Aténs;
VasodilatadorespelainibiçãodaECA; Tosseseca;
l) BAMETANO (VO) – Vasculat
m) CINARIZINA (VO) - Antigeron, Stugeron, Vessel
Aumentam o débito sangüíneo, melhorando a circulação do sangue nos tecidos (dilatam os vasos).
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2.4 Angina: dor ao esforço, resultante do estreitamento da luz do vaso coronariano e perda de mecanismos endoteliais de vasodilatação.
a. Antianginosos: Reduzem a crise de angina no peito. São principalmente:
a.1 Derivados dos Nitratos Orgânicos: atuam através da formação de oxido nítrico, vasodilatador produzido
no endotélio vascular, cuja liberação parece diminuir a hipertensão, aterosclerose e insuficiência cardíaca.
a) ADINITRATO DE ISOSSORBIDA (VO E SBL) - Isordil
b) NITROGLICERINA (TOPICO) - Nitroderm
diminuem a demanda de oxigênio para o miocárdio, chegando ao alívio dos sintomas.
a.2 Bloqueadores Beta Adrenérqicos:
a) PROPANOLOL (VO) - Propranolol, Inderal
b) ATENOLOL (VO) - Atenol
reduzem a freqüência e a severidade das crises.
a.3 Bloqueadores de Cálcio:
a) NIFEDIPINA (VO) - Adalat, Oxcord, Cardalin, Dilaflux
atuacomovasodilatadorarteriolar.
b) VERAPAMIL (VO) - Dilacoron
diminui a freqüência cardíaca e a demanda de oxigênio.
c) DILTIAZEM (VO) - Angiolong
possui efeitos semelhantes aos do verapamil, diminuição da freqüência e diminuição sangüínea, mas em menor extensão.
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3. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SANGUE E NO SISTEMA HEMATOPOÉTICO
O Sistema Hematopoiético é responsável pela hematopoiese, ou seja, pela produção das células sanguíneas e é composto basicamente pela medula óssea e órgãos linfoides (baço, timo, linfonodos, entre outros).
Esses medicamentos são substancias que atuam no sangue ou substituem alguns componentes sanguíneos. Compreendem cinco classes: Fármacos antianêmicos, Fármacos antineutropênicos, Fármacos de Coagulação sanguínea e hemstipicos, Sangue e frações do sangue (exceto gamaglobulinas e fibrinogênio) e substitutos do sangue.
a. Antianêmicos: São fármacos usados no tratamento de anemias carênciais.
A anemia é causada principalmente pela carência de ferro, vitamina B12 e ácido fólico ou eritropoietina no organismo, todas são essenciais para a maturação normal das hemácias. Os antianêmicos repõem a falta desses componentes (terapia de reposição).
Há mais de 30 tipos diferentes de anemias, que podem ser distribuídas em três grandes grupos.
Anemias devido a sangramento;
Anemias devido à eritropoese deficiente;
Anemias devido à destruição excessiva de hemácias (anemias hemolíticas). Exemplo:
Anemia Microcítica Hipocrômica: causada pela deficiência de FE.
Anemia Macrocítica ou Megaloblástica: causada pela deficiência de Vit B12 ou Ac. Fólico.
Anemia da Insuficiência Renal: resultante da produção diminuída de eritropoietina pelo rim.
Antes de prescrever o tratamento, deve-se estabelecer o diagnóstico etiológico da anemia. Os fármacos antianêmicos não são permutáveis. Assim, a deficiência de Vitamina B12 não deve ser tratada
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com ácido fólico e vice-versa, sob pena de acarretar danos teratogênicos irreversíveis ao paciente. O ferro é eficaz nas anemias ferroprivas; mas seu emprego em anemias normocíticas, não é associado à deficiência de ferro, é incorreto, podendo causar hemossiderose grave.
Em anemias nutricionais resultantes de dietas muito pobres, pode-se considerar como terapia racional um suplemento polivitamínico.
a.1 Fármacos que repõe a falta de ferro:
São bem absorvidos uma hora antes ou duas horas depois das refeições, com água ou suco de frutas.
Quando administrados junto com alimento, a quantidade de ferro absorvido pode ser reduzida à metade ou até um terço daquela absorvida com o estômago vazio.
a) FERROMALTOSE (VO E EV) - Noripurum;
b) QUELATO DE GLICINA DE FERRO - Neutrofer c) SULFATO FERROSO - Sulfato Ferroso;
É o fármaco de escolha. Tem sabor metálico.
Quando administrados por via oral, às vezes escurecem os dentes. Por isso, o paciente deve
escovar os dentes logo após ingerir o medicamento.
A associação de ferro com vitamina C é benéfica, pois ajuda na absorção do ferro por via oral nos
pacientes que apresentam dificuldade em absorver o ferro.
Não devem ser geralmente usadas associações de ferro com ácido fólico, cianocobalamina e
piridoxina para o tratamento de anemia; a associação de ácido fólico com ferro é, porém,
suplemento profilático razoável no período da gravidez.
Doses excessivas podem levar à morte;
esses fármacos formam complexos com cálcio, café, cereais, chá e ovos, diminuindo a absorção.
• Alimentos que contém FE: fígado, feijão, carne vermelha.
a.2 Fármacos que repõem a falta de Vitamina B12:
a) CIANOCOBALAMINA (VO) - Cianocobalamina, Vitamina B12; b) COBAMAMIDA (VO) - Enzicoba, Coenzima B12;
c) HIDROXOCOBALAMINA (VO) - Rubnanova.
Alimentos que contém a Vit B12: fígado, atum, carnes, leite.
a.3 Fármacos que repõem a falta de ácido fólico: Estão presentes em quase todos os vegetais, porém o cozimento prolongado leva à sua destruição. Nos casos em que a anemia por carência de folato é de
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origem dietética, basta a inclusão de uma fruta fresca ou vegetal não cozido ou um copo de suco fresco na dieta diária para corrigi-la adequadamente. A necessidade de folato é muito alta durante a gravidez e a lactação; nestas condições, justifica-se a administração de folato como suplemento dietético.
Segundo alguns pesquisadores, a carência de foiatos pode causar, sobretudo em idosos, distúrbios neurológicos e psiquiátricos, tais como: fadiga, irritabilidade, insônia, depressão, desmemoria e constipação crônica. Relata-se que o tratamento com ácido fólico alivia estes distúrbios.
a) ÁCIDO FÓLICO (VO) - Acfol, Endofolin, Noripurum Fólico;
b) ÁCIDO FOLÍNICO (VO) - Leucovorin, Tecnovorin;
Alimentos que contém o Ác. Fólico: fígado, feijão, suco de laranja, brócolis, alface, espinafre, repolho, banana, ovos.
a.4 Antianêmicos Renais: No rim é produzido um hormônio chamado eritropoetina, que induz à produção de hemácias. Uma doença renal (insuficiência ou doença renal crônica) pode levar a diminuição ou a não produção desse hormônio. Habitualmente normocítica e normocrômica, a anemia renal é resistente aos fármacos anteriormente descritos.
a) EPOETINA (VO) - Eritromax, Eritrokine.
A epoetina corrige a insuficiência renal crônica causada pela produção diminuída da eritropoietina pelo rim.
As conseqüências da correção da anemia pela epoetina são: melhoria do bem estar; aumento do apetite; alívio da fadiga, fraqueza, cefaléia, taquicardia ou angina pectors; tolerância aumentada a exercício e atividade física; melhoria do sono, função sexual e função cognitiva.
Ocorre mais em pacientes imunodeprimidos (AIDS) ou sujeitos à diálise (insuficiência renal crônica).
b. Antineutropênicos: Usados no tratamento da diminuição de neutrófilos (neutropenia). A causa mais comum de neutropenia é a insuficiência de produção de neutrófilos provocada por fármacos, como anticonvulsivantes, antineoplásicos, agentes anti-retrovirais, antitireoidianos, cloranfenicol, penicilinas, sulfonamidas e por doenças hereditárias ou congênitas. A redução da contagem sangüínea de neutrófilos geralmente acarreta aumento da suscetibilidade a infecções bacterianas ou fúngicas.
a) FILGRASTIM (EV) - Granulokine;
b) MOLGRAMOSTIM (EV e SUBCUTANEA) - Leucomax
São estimulantes hematopoéticos.
Usados para acelerar a recuperação em casos de transplantes. Redução da gravidade de
neutropenia nos pacientes tratados com terapia mielossupressora, como quimioterápicos. Tratamento de neutropenia induzida por fármacos. Tratamento de aidéticos com neutropenia causada pela própria doença ou infecção de organismos oportunistas.
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c. Fármacos de coagulação sanguinea e hemostipticos: São fármacos que atuam sobre o sangue, quer promovendo a hemóstase, quer impedindo a coagulação sanguínea daqueles que inibem a formação de trombos ou o dissolvem.
d. Anticoagulantes: Prolongam o tempo de coagulação do sangue. Usados em distúrbios cardiovasculares, como: infarto do miocárdio, embolia pulmonar e doença vascular. Os anticoagulantes utilizados agem por inibir a ação ou a formação de um ou mais dos fatores de coagulação. Ocorre quando a medula está recebendo poucos nutrientes.
a) HEPARINA (EV e IM) - Liquemine, Trombofob, Venalot, Hirudoid.
A heparina é antigoagulante injetável, de ação rápida. Freqüentemente usada em situações agudas para interferir com a formação de trombos. É o principal fármaco antitrombótico para o tratamento da trombose venosa profunda e da embolia pulmonar.
A principal complicação da terapia é o sangramento, é necessário monitorar o tempo de sangramento. O sangramento pára com a suspensão do fármaco ou administração de sulfato de protamina (proteína fortemente básica que forma complexos iônicos inativos com o anticoagulante).
A heparina está contra indicada em hipertensos ou portadores de alterações da coagulação, em alcoólatras e em pacientes que sofreram cirurgia cerebral, oftálmica ou na medula espinal.
Ação indireta: Inibem a síntese da vitamina k; usados para profilaxia e ação prolongada.
b) FEMPROCUMONA (VO) - Marcoumar; c) VARFARINA (VO E EV) - Marevan;
A principal reação adversa é a hemorragia. Assim é importante monitorar e ajustar freqüentemente o efeito anticoagulante.
e. Coagulantes ou Hemostáticos: Usados para estancar hemorragias, restabelecendo a homeostase. A deficiência de um ou outro destes fatores de coagulação restringe a homeostase e causa determinadas moléstias passíveis de tratamento com hemostáticos sistêmicos. Hemorragias superficiais ou sangrias capilares são tratadas com hemostáticos tópicos.
a) COMPLEXO PROTOMBÍNICO HUMANO - Prothromplex; b) FATOR IX (NOVE) DE COAGULAÇÃO - Bebulin;
c) FIBRINA - Fibrinol;
d) TROMBINA - Tissucol.
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f. Antitrombóticos: Previnem a formação de trombos, diminuindo a adesividade das plaquetas.
Trombo X Embolo: Um coágulo que adere a parede do vaso é chamado de trombo, enquanto um coágulo que caminha no sangue é chamado de embolo; assim o trombo que se desloca da parede vascular torna- se embolo, tanto trombos como os êmbolos são perigosos porque podem obstruir vasos sangüíneos e privar os tecidos de oxigênio e nutrientes. Julga-se que são de risco moderado os pacientes com os seguintes fatores predisponentes: idade superior a 40 anos, obesidade, varizes dos membros inferiores, neoplasias à distância, doença pulmonar ou cardíaca crônica, estrogenioterapia, purpério, infecções sistêmicas, entre outros.
a) DIPIRIDAMOL (VO) - Persantin, Fluxocor
É empregado profilaticamente no tratamento da angina pectoris.
Antiagregante plaquetário e vasodilatador coronariano
Usualmente é administrado com a aspirina.
O dipiridamol em combinação com o warfarin é efetivo na inibição da embolização de próteses
de válvulas cardíacas.
b) TICLOPIDINA (VO) - Ticlid, Plaketar
Antiadesivo e antiagregante plaquetário;
A ticlopidina diminui a incidência do acidente vascular trombótico. Este fármaco pode causar
sangramento prolongado, sua mais importante reação adversa é a neutropenia. Assim, ela é reservada para pacientes que não toleram a aspirina.
c) ACIDO ACETILSALICILICO (VO) - Aspirina
A aspirina é usada correntemente no tratamento profilático da isquemia cerebral transitória; para reduzir a reincidência do infarto do miocárdio, e para diminuir a mortalidade dos pacientes no pós-infarto do miocárdio.
O tempo de sangramento é prolongado, causando complicações que incluem o aumento na incidência do acidente vascular hemorrágico e sangramento gastrintestinal, especialmente quando se faz uso de doses maiores deste fármaco.
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d) CLOPIDROGEL (VO) - Plavix
Antiadesivo plaquetário;
e) ENOXAPARINA SODIVA (SUBCUTANEA) - Clexane
Anticoagulante e antitrombótico;
g. Fribinoliticos: São substâncias que tem a propriedade de dissolver os trombos já formados. Também são chamados de trombolíticos. Sua atividade se manifesta apenas sobre trombos recém-formados; não se consegue lise em trombos de mais de 72 horas. Estão contra indicados em pacientes com feridas não cicatrizadas gravidez, história de acidente cerebrovascular ou metástase neoplásica. A presença continua de estímulo trombogênico pode causar nova trombose após a lise do coágulo inicial.
a) ESTREPTOQUINASE (EV) - Kabiquinase, Streptase
É indicada para tratamento do infarto agudo do miocárdio, da embolia pulomonar aguda, trombose venosa profunda, trombose artificial, embolia intravenoso, desobstrução da oclusão da cânula arterio-venosa;
Fibrinolitico;
b) ALTEPLASE (EV) - Actilyse
Trombolitico
h.Antifibrinolíticos: São fármacos que ininem a fibrinolise. Auxiliam a controlar hemorragia grave, associada à fibronólise excessiva,
a) ACIDO AMINOCAPRÓICO (VO) - Ipsilon b) ACIDO TRANEXAMICO (VO) - Transamin
a) AMINAFTONA (VO) - Capilarema
i Hemostípticos: Reduzem a permeabilidade capilar, diminuindo sua fragilidade. Usados para proteção dos capilares em diversos distúrbios circulatórios.
b) ESCINA (VO, EV, TOPICA) - Reparil
c) TROXERRUTINA (VO e TOPICA) - Venoruton, Venalot
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j. Sangue e Frações do Sangue: Sob condições normais o volume do sangue circulante mantém-se constante. Mas hemorragias, queimaduras, diarréia, vômitos e outros quadros clínicos patológicos causam a diminuição do volume sanguíneo. A desidratação assim produzida é superada por diversos meios. A presença de Preparações contendo componentes de sangue diminui grandemente as transfusões de sangue total.
a) ALBUMINA (EV) - Albumina Humana
b) PLASMA FRESCO LIOFILIZADO (EV) - Plasma
k. Substitutos do sangue: São expansores do plasma, aumentam o volume de sangue circulante.
a) DEXTRANO (EV) - Dextran
b) POLIGELINA (EV) - Haemaccel
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4. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA RESPIRATÓRIO
a. Antitussígenos: Antitussígenos são agentes que auxiliam a diminuir a freqüência e intensidade do ato de tossir. Eles inibem o reflexo da tosse. São utilizados quando os acessos de tosse são freqüentes, sem secreção mucosa, irritam a faringe e laringe e causa vômito, cansaço, debilitação e também irritação da mucosa, o que gera um círculo vicioso de irritação tosse-irritação.
Tosse: é uma resposta de defesa frente a um estimulo irritativo e nocivo da faringe, laringe ou traquéia. No entanto, quando e exagerada e sem secreção mucosa, pode ser um incômodo ao paciente. O reflexo da tosse é um mecanismo do aparelho respiratório para evitar ser invadido por agentes agressores e patógenos (microorganismos, pó, substâncias nocivas, detritos celulares, entre outros) e para eliminá-los. No entanto, em muitos casos esse não é a origem da tosse, mas a angústia, o medo, os mecanismos subconscientes ou inconscientes ou os desejos de chamar a atenção. Os agentes irritantes que produzem a tosse podem ser mecânicos, como uma fumaça de cigarro, pó ou corpos estranhos; químicos, como os vapores de solventes; inflamatórios, como uma infecção; ou térmicos, como o ar frio ou
quente.
Características da Tosse:
Ao se efetuar interrogatório desse sintoma, deve-se investigar sua duração, predominância de horário e se ocorrem mudanças com alteração de clima ou de posição. A tosse pode ser intensa com grandes movimentos inspiratórios ou expiratórios ou ser fraca. Em certas ocasiões a tosse é dolorosa e o paciente tenta evitá-la. A tosse é o sinal que indica ao médico irritação por inflamação ou presença de um corpo estranho no aparelho respiratório (desde a faringe até o brônquios). No entanto, pode estar ausente em indivíduos com pneumonia, porque nos alvéolos, que é a parte respiratória afetada na pneumonia o reflexo tussígeno é fraco, em geral, quando é decorrente de inflamação da faringe, a tosse é persistente, curta, seca em acessos; se a doença afeta a laringe a tosse é rouca.
Um sinal característico de doença do coração (insuficiência cardíaca) é a tosse que tem inicio e aumenta em posição totalmente horizontal e obriga usar vários travesseiros para dormir.
Quando a tosse é acompanhada de expectoração com sangue é necessário buscar o médico imediatamente, uma vez que pode ser sinal de bronquite crônica, câncer, tuberculose, pneumonia aguda grave entre outras doenças.
Os antitussígenos são geralmente classificados em agentes de ação central e agente de ação periférica.
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a.1 Antitussígenos Centrais: Atuam sobre o centro medular da tosse (são sedativos do SNC)
a) CODEINA (VO) - Belacodid gotas, Codelasa, Setux b) DEXTROMETORFANO (VO) - Selencium
c) NOSCAPINA (VO) - Broncotussan associação
d) CLOPERASTINA (VO) - Seki
e) CLOBUTINOL (VO) - Silomat f) FEDRILATO (VO) - Sedatoss
a.2 Antitussígenos periféricos: Exercem ação no local da irritação (fora do SNC) a) DROPROPIZINA (VO) - Tussiflex D, Vibral
Sedativo da tosse com ação periférica;
Não tem ação mucolitica;
A. Expectorantes: Favorecem a tosse produtiva, ou seja, promovem a tosse para que as secreções sejam eliminadas. A tosse produtiva é acompanhada pela secreção mucosa, indicando a existência de inflamação (que estimula a produção do muco). Este tipo de tosse, salvo algumas exceções, não deve ser suprimida por medicamentos antitussígenos, visto que eles bloqueiam o melhor mecanismo de limpezas das vias aéreas (a tosse) e induzem ao acumulo de secreções e do desenvolvimento de microorganismos.
a) GUAIFENESINA (VO) - Bricanyl Expectorante, Descon Expectorante; b) IODETO DE POTASSIO (VO) -
c) SULFOGUAICOL (VO) - Fenergan Expectorante
B. Mucoliticos: Diminuem a aderência das secreções. a) ACETILCISTEINA (VO, EV, IM, NEBULIZAÇÃO) - Fluimucil
b) CARBOCISTEINA (VO) - Mucifan c) BROMEXINA (VO) - Bisolvon
C. Broncodilatadores: Dilatam os brônquios, facilitando a saída das secreções. Alguns medicamentos encontram-se disponíveis em aerossol dosificador com adaptador e sua eficácia depende, em grande parte de seu uso adequado (Coordenar o disparo com uma inspiração profunda).
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B. Antiasmáticos:
Asma: é incapacidade de ventilar os pulmões devido ao fechamento e obstrução dos brônquios e bronquíolos pela contração do músculo liso de suas paredes, a inflamação e o excesso de secreção mucosa. Esta doença caracteriza-se por episódios intermitentes de dificuldade respiratória de intensidade variável; dura minutos ou horas e desaparece espontaneamente ou com o tratamento.
Sintomas: O indivíduo tem dificuldades para respirar porque a inspiração e expiração (entrada e expulsão de ar dos pulmões) são difíceis e o ar permanece parado dentro dos pulmões; por tanto, a passagem de oxigênio ao sangue e a liberação de dióxido de carbono a partir dos tecidos são insuficientes. A conseqüência do ar parado é que o tórax move-se menos aos inspirar e ao expirar tem aparência de estar inflado.
Pelo fato da troca de oxigênio e dióxido de carbono nos pulmões ser deficiente, a pele torna-se cianótica (adquire uma coloração azul inicialmente nos lábios e nas unhas). A irritação da mucosa e a secreção de muco provocam tosse e corrimento mucoso. O paciente sente como se estivesse se afogando. Não há febre nem mal-estar ou outros sinais de doença.
a) FENOTEROL (AEROSOL e VO) - Berotec
Broncodilatador;
b) BECLOMETASONA (INALAÇÃO) - Clenil
Antiasmático, antiinflamatório nasal e tópico;
c) FLUTICASONA (NASAL e ORAL) - Fluxonase spray
Antiinflamatório tópico e inalatório
Asma brônquica
d) SALBUTAMOL (VO e EV) - Aerolin
Broncodilatador
e) TERBUTALINA (VO e EV) - Bricanyl
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Broncodilatador
f) EPINEFRINA (VO e EV) - Adrenalina
Broncodilatador
g) BROMETO DE IPATROPIO (VO e NEBULIZAÇÂO) - Atrovente
Broncodilatador; Palpitação
Doenças nas quais se pode confundir com a asma:
Alergia: trata-se de uma reação alérgica quando se apresenta alguns seguintes sinais ou todos: roncos, coceira na pele, inchaço na boca, manchas em todo corpo, diarréia, lacrimejamento, e congestão ocular.
Bronquite Crônica: Neste caso existe a prévia da tosse com corrimento mucoso de vários meses ou anos, em geral tabagismo; no entanto, em alguns casos de asma superpõe uma infecção que dá lugar a uma bronquite asmática.
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C. Medicamentos Anti-histaminicos: têm objetivo de eliminar a produção de histamina produzida no organismo durante a alergia; destes, os anti-histamínicos isolados ou associados a um vasoconstritor (por exemplo. Clorfeniramina +pseudofedrina), administrados por VO, são eficazes para controlar os sintomas de alergia. São medicamentos utilizados para combater os sintomas da alegria.
Rinite alérgica: é a inflamação aguda ou crônica (por mais de 6 semanas) das fossas nasais devido uma reação exagerada do sistema imune contra substâncias chamadas alergenicos os, contidas no pólen, ervas, árvores, pastos, fungos microscópicos dispersos no ar, pêlos, penas, pele descarnada de animais, pó, medicamentos de administração nasal, contaminação, tabaco, solventes, ovos, pescado, trigo, bactérias, etc Alem disso, esta doença tende a ser mais freqüente entre familiares; pode estar relacionada às estações do ano ou ser perpétua e às vezes, não existe nenhuma causa aparente. Outros fatores que participam para desencadear um quadro de rinite alérgica são: infecções, alteração psicológicas ou emocionais, a menstruação e a gravidez.
Sintomas: edema, congestão nasal.
Em muitos pacientes somente é possível controlar a reação alérgica com medicamentos antialérgicos, pelo fato de se desencadear o alérgeno.
Tratamento da alergia consiste na eliminação do agente alergênico do ambiente do paciente. Se isso não for exeqüível, tenta-se a dessensibilização (aplicação de injeções subcutâneas repetidas, em doses crescentes e por período prolongado, de uma quantidade mínima da substância que causa alergia para que se torne à mesma). Outro recurso é o emprego com fármacos antialérgicos. Tratamentos com medicamentos justificam-se em casos agudos, alergias sazonais ou como complemento do programa de dessensibilização. Os casos de rinite crônica ou que não respondem ao tratamento devem ser atendidos pelo médico especialista.
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a) CARBINOXAMINA (VO) - Clistin
b) DEXCLORFENIRAMINA (VO e TOPICA) - Polarime c) CLEMASTINA (VO) - Agesteren
d) ASTEMIZOL (VO) - Hismanal
e) EBASTINA (VO) - Ebastel
f) LORATADINA (VO) - Claritin
g) PREDNISONA (VO e TOPICA) - Meticorten
h) METILPREDNISOLONA (EV e IM) - Solumedrol i) TRIANCINOLONA (TOPICA) - OMCILON
j) DEXAMETASONA (VO, EV e TOPICA) - Celestone k) DEFLAZACORT (VO) - Deflanil
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5. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA GASTROINTESTINAL
a. Antiácidos: Neutralizam a acidez do estômago. São fármacos de escolha para gastrite aguda, sendo também úteis para o controle da úlcera péptica. São indicados igualmente no tratamento de sintomas funcionais, tais como azia, dispepsia e ingestão ácida. Eles aliviam a dor, promovem cicatrização, e previnem a ocorrência de recessivas. Alguns também inativam a pepsina e exercem a ação absorvente. Seu uso principal é no tratamento da
hiperacidez e de refluxo gastroesofágico.
a) BICARBONATO DE SODIO (VO) - Bicabornato de Sódio
b) HIDROXIDO DE MAGNÉSIO (VO) - Leite de Magnésia
c) HIDROXIDO DE ALUMINIO (VO) - Aldorx, Pepsamar
d) ASSOCIAÇÕES DE HIDRÓXIDO E ALUMÍNIO E MAGNÉSIO (VO) - Maalox
b. Antieméticos: São fármacos que impedem ou aliviam as náuseas e vômitos. As causas de náuseas e vômitos são várias:
cinetose, distúrbios metabólicos e emocionais, estados dolorosos e ou nocivos, exposição a ambientes não-familiares, fármacos, gravidez, infecção, radiação e vertigem.
O tratamento do vômito consiste em, sempre que possível, eliminar a causa básica. Justifica-se recorrer a fármacos antieméticos apenas quando não há alternativas e os benefícios proporcionados são maiores que os riscos compreendidos.
Via de regra, a profilaxia é mais eficaz do que o tratamento do vômito, sobretudo no caso de este ser causado por cinetose, radiação ou quimioterapia. Na prevenção, via oral é mais útil; para o tratamento, preferem-se as vias Parenterais.
a) BROMOPRIDA (VO, EM, IM) - Digesan, Digestina
Antiemético e regulador da motricidade gastroduodenal;
b) METOCLOPRAMIDA (VO, EV, IM) - Plasil
Antiemético, estimulante do persitaltismo, adjuvante do esvaziamento gastrointestinal;
Efeitos extra-piramidais
c) ONDASENTRONA (VO e EV) - Zofran
Antiemético anti-serotoninérgico;
d) DIMENIDRINATO (VO e EV) - Dramin
Anti-histaminico Antiemético
Antivertiginoso
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Ação depressora no Sistema central
c. Fármacos Catárticos ou Laxativos: Fármacos que facilitam a eliminação das fezes.
Prisão de Ventre: acomete cerca de um terço da população, os laxantes são amplamente usados, em geral como automedicação, quer para alterar o habito de defecar, quer para torná-lo mais regular. Seu uso, porem, pode ser necessário em certos quadros clínicos. Para reduzir esforço excessivo em doença cardiovascular, ou em paciente com hemorróidas, após o ato cirúrgico ou quando a constipação se deve por efeitos neurológicos, alterações hormonais, como na gravidez, ou tratamento com certos fármacos, como analgésicos. É possível prevenir a constipação sem recorrer aos laxantes. Não raro o exercício físico regular, aumento em conteúdo de fibra vegetal na dieta (frutas, legumes, cereais fibrosos) e ingestão de grandes quantidades de líquidos é suficiente para resolver o problema. Quando a constipação funcional não responder a essas medidas, deve-se recorrer aos laxantes, mas apenas temporariamente. Alguns são usados também para a limpeza de intestinos para procedimentos cirúrgicos. Quando se usam laxantes devem-se tomar de 6 a 8 copos de liquido por dia, afim de amolecer as fezes.
Efeitos adversos: dependência, com uso prolongado. O abuso pode impedir o redesenvolvimento de hábito normal, produz diarréia liquida com perda excessiva de água e eletrólitos e causa alterações na musculatura intestinal, semelhante à colite ulcerativa e ao megacolo.
c.1 Laxantes Formadores de massa: São de origem vegetal, mucilantes. Podem ser usado por longos períodos de tempo com segurança. Devem ser tomados com quantidade substancial de líquidos, para evitar impactação e ostrução intestinal. Atuam absorvendo a água e sofrendo expansão, provocando um aumento do volume das fezes, que por sua vez, estimula o peristaltismo.
a) FARELO (VO) - Fibrocol
b) FIBRA DIETÉTICA (VO) - Magrisan, Redicres
c) GOMA ESTERCÚLIA (VO) - Goma Caraia
d) ISPAGULA (VO) - Smente de Plantago
e) MUCILOIDE HIDROFILICO DE PSILIO (VO) - Metamucil
c.2 Laxantes Estimulantes do persitaltismo: São conhecidos como laxantes de contato. Estimulam o movimento do intestino (peristaltismo). Julga-se que aumenta o peristalse por efeito direto sobre a musculatura intestinal por irritação e/ou estímulos dos plexos intramurais. Produzem acúmulo de fluídos e eletrólitos intestinais no lúmen, aumento assim o peristaltismo e provocando a eliminação de fezes em 6 a 8 horas. São indicados para a profilaxia e o tratamento de constipação intestinal e limpeza intestinal prévia nos exames radiológicos, nas intervenções cirúrgicas e no trabalho de parto. O uso contínuo destes laxantes pode causar melanose colônica, degeneração neuronal do colo, "síndrome do colo preguiçoso" e graves distúrbios eletrolíticos.
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a) CASCARA SAGRADA (VO) -
b) SENE (VO) -
c) BISACOLDIL (VO) - Dulcolax
d) PICOSSULFATO SÓDICO (VO) - Gutalax e) DOCUSATO SODICO (VO) – Humectol
c.3 Laxantes Lubrificantes: Aumentam a retenção de água nas fezes revestindo as superfícies do bolo fecal e dos intestinos com um filme imescivel com água.
a) OLEO MINERAL (VO) - Purol
c.4 Outros
a) GLICEROL (SUPOSITORIO) - Supositório de Glicerina
Estimula a Contração do reto
b) LACTULOSE (VO) - Lactulona
Amolece as fezes
c.5 Enemas: Aumentam o volume fecal a) ENEMA (VIA RETAL) - Fleet Enema
d. Antidiarréricos: São fármacos usados no tratamento da diarréia caracteriza-se pela perda excessiva de fluído e eletrólitos. Este distúrbio resulta de diversas causas: infecção, fármacos, envenenamentos, alergias, lesões gastrintestinais, má-absorção, e distribuição alterada dos ácidos biliares. A diarréia é mais perigosa em crianças e idosos.
Os antidiarréicos podem ser específicos e inespecíficos.
Os antidiarréicos específicos são aqueles que atuam sobre os microorganismos patogênicos que causam diarréia. Os antidiarréicos inespecificos são usados somente para aliviar os sintomas da diarréia. Estes medicamentos podem prolongar a diarréia, mascarar a desidratação, perfurar o intestino, ou produzir intoxicação. Ademais, podem causar graves efeitos nos paciente que tomam medicamentos
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cardiovasculares, tranqüilizantes, antialérgicos ou que sofrem de hipertensão ocular, prostática ou de refluxo.
Ressalte-se que a diarréia é enfermidade que se cura espontaneamente, caso se evite a desidratação e o paciente seja alimentado adequadamente. O tratamento recomendado para administração parenteral de fluídos e eletrólitos, sobre tudo em pacientes que não podem tomar fluídos (soluções que contem eletrólitos, glicose e aminoácidos) por via oral. A abstenção de bebidas alcoólicas ou
metilxantinicas constitui adjuvante útil no tratamento da diarréia. O uso de antidiarréicos não deve excluir a hidratação oral e parenteral.
a) DIFENOXILATO (VO) - Lomotil b) LOPERAMIDA (VO) - Imosec c) ELIXIR PAREGÓRICO (VO) -
e. Antifiséticos: Agentes antiespuma, os antifiséticos alteram a tensão superficial dos gases intestinais. São usados também para auxiliar de diagnóstico (Gastroscopia, radiologia de intestino).
a) DIMETICONA (VO) - Luftal
f. FármacosAnti-Secretores:Fármacosutilizadosparaaliviarosespasmosvisceraiscomoadjuvantesno tratamento de úlceras gástricas e duodenais.
f.1 Espamoliticos: Chamados de Antiespasmódicos, são fáramcos que reduzem o tono e a motilidade dos aprelhos gastritestinal e geniturinário.
a) ATROPINA (VO ou SUBCUTANEA) - Atropina
Anticolinérgico, Broncodilatador e Anti-secretório
b) ESCOPOLAMINA (VO, EV e IM) - Buscopan
Anticolinérgico
c) HIOSCIAMINA (VO) - Associação com Metamizol sódico
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Anticolinérgico
d)HOMATROPINA(VO) -Novatropina
Anticolinérgico
e) PAPAVERINA (VO e EV) - Papaverina
Musculotrópicos
f.2 Fármacos Anti-úlceras: São agentes utilizados no trtamento de úlceras pépticas, gástricas e duodenais.
A. Bloqueadores da Secreção Gástrica: Bloqueiam a formação de secreção gástrica, diminuindo a gastrite e úlcera. Aliviam os sintomas das ulceras duodenal e gástrica em uma semana. A cicatrização pode levar de 4 a 8 semana e, às vezes, mais.
a) CIMETIDINA (VO, EV e IM) - Tagamet, Duomet
Ginecomastia
Impotência
Maior interação com outros fármacos
b) RANITIDINA (VO, EV e IM) - Pylorid, Label
Potência maior que a cimetidina - Ação bactericida mais rápida contra a H. pylori
Incidência menor de efeitos adversos do que a cimedidina,
B. Prostaglandinas: Enime a secreção gástrica basal a) MISOPROSTOL (VO) - Cytotec
Proibido na gravidez
Antiúlcero
Protetor da mucosa gástrica
C.Inibidores da bomba protônica: a) PANTOPRAZOL (VO) - Pantozol, Pantocal
Úlceras duodenais
b) OMEPRAZOL (VO) - Losec
Úlceras duodenais
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6. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA GENITURINÁRIO
a. Diuréticos: São fármacos que atuam primariamente estimulando a excreção de íons sódio, cloreto ou bicarbonato, principais eletrólitos do fluído extracelular. São empregados principalmente no alivio de edemas e como coadjuvantes no controle da hipertensão, bem como em outros distúrbios, a saber: insuficiência cardíaca congestiva crônica, insuficiência renal crônica e oligúria aguda, glaucoma, hipercalcemia, urolitíase de cálcio idiopática e diabetes insípido.
a) HIDROCLOROTIAZIDA (VO) - Clorana
Diurético e auxiliar como anti-hipertesivo
b) ESPIRONOLACTONA (VO) - Aldactone
Diurético conservador de potássio
c) FUROSEMIDA (VO e EV) - Lasix
Diurético de alça - inibem a absorção de íons nos túbulos
proximais e distais
d) DESMOPRESSINA (EV) - DDAVP
Diurético, anti-hemorragico
Aumenta a reabsorção de água nos rins
e) AMILORIDA (VO) - Moduretic
Diurético, anti-hipertensivo e anti-hipopotassemico
b.Analgésico e Antisséptico: Medicamentos cuja ação é inibir ou reduzir o crescimento microbiano somente nas vias urinárias e aliviar a dor e ardência na micção.
a) FENAZOPIRIDINA (VO) - Pyridium
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7. MEDICAMENTO QUE ATUAM NO METABOLISMO E NUTRIÇÃO
a. Sais Minerais: Para ser saudável, o organismo necessita de certa quantidade de sais minerais, que são encontrados nos alimentos. A falta ou excesso desses componentes podem causar sérios danos à saúde. Principais minerais para o organismo humano:
• Sódios;
• Potássio;
• Fósforo;
• Cálcio;
• Ferro;
• lodo
A carência de sais minerais pode ser suprida com alimentação adequada ou
por meio de medicamentos, como:
a) CLORETO DE CALCIO
b) CLORETO DE POTASSIO
b. Anorexígenos e outros antiobesidade: São fármacos que provocam anorexia, isto é, redução ou perda do apetite.
a) ANFEPRAMONA (VO) - Inibex
Anorexígeno
Hipertensão
b) FEMPROPOREX (VO) - Inobesin c) ORLISTAT (VO) - Xenical
Reduz a absorção de gorduras d) SIBUTRAMINA (VO) - Reductil
Redutor de peso
Sensação de saciedade
c. Dietéticos: São medicamentos utilizados na conservação da vida, na saúde e na doença como substitutos de alimentos normalmente ingeridos.
a) FRUTOSE
b) GLICOSE
c) ALIMENTOS ENTERAIS;
d) ALIMENTOS PARENTERAIS;
e) SUPLEMENTOS ALIMENTARES; f) ALIMENTOS ENRIQUECIDOS;
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
g) FIBRAS;
h) SUBSTITUTOS DE GENEROS ALIMENTICIOS (Aspartamo, Ciclamato sódico, sacarato e outros)
d.Antilipêmicos: Fármacos utilizados no tratamento da aterosclerose, ou seja, depósito de lipídios plasmáticos na parede arterial.
a) ATORVATATINA (VO) - Lipitor b) CERIVASTATINA (VO) - Lipobay c) FLUVASTATINA (VO) - Lescol
d) PRAVATATINA (VO) - Pravacol e) SIVASTATINA (VO) - Lovacor
f) BEZAFIBRATO (VO) - Cedur
e. Lipotrópicos: Fármacos hepatoprotetores, substãncias usadas para impedir ou diminuir a
infiltração anormal de lipídios no fígado.
a) INOSITOL (VO) - Metionina b) TIRATRICOL (VO) - Triac
f.Complexos Vitaminicos: As vitaminas estão presentes nos alimentos, por isso, uma refeição balanceada que supre as necessidades diárias do organismo. Em algumas situações, porem é necessário complementar a alimentação com vitaminas, seja em forma de comprimidos, xaropes, ou injetáveis. Dividem-se em:
f.1 Vitaminas Hidrossolúveis: a) Vitamina B1 (Tiamina)
Fonte natural: Fígado, ervilha, leite, legumes, gema de ovo e carne de porco.
b) Vitamina B2 (riboflavina)
Fonte natural: carne, ovos, fígado, ervilha e feijão.
c) Vitamina B6: (Piridoxina)
Fonte natural: Fígado, ervilhas, leite, gema de ovo, carnes e peixe.
d) Vitamina B12 (cianocobalamina) e) Vitamina C - Redoxon
Fonte natural: frutas cítricas, tomate, couve, agrião, caju e morango.
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
f.2 Vitaminas Lipossolúveis a) Vitamina A - Arovit
Fonte natural: leite e derivados, fígado, gema de ovo, vegetais verdes, tomate, cenoura e batata- doce.
b) Vitamina D - Aderogil
Fontes naturais: fígado, vísceras de peixe, gema de ovo e manteiga.
c) Vitamina E - Ephynal
Fontes naturais: todos os legumes, cereais, e manteiga.
d) Vitamina K (VO e IM) - Kanakion
Fontes naturais: Folhas e óleos vegetais.
g. Antibiabéticos: São fármacos utilizados para regular a glicemia. Incluem insulina, hipoglicemiantes orais e hiperglicemiantes. A insulina e os hipoglicemiantes orais são empregados no controle de diabetes melito. Os hipergliceminantes são usados no tratamento de hipoglicemia.
Diabetes: é uma doença causada pela deficiência relativa ou absoluta de insulina, resultante de alteração da função secretora pancreática ou de resistência á ação da insulina nos tecidos-alvo. A insulina é um hormônio produzido no pâncreas, que ajuda o organismo a utilizar a glicose (açúcar) para produzir a energia. O não funcionamento correto do hormônio faz com que a glicose se acumule no sangue e não seja bem aproveitado pelo organismo. A insulina permeabiliza a membrana celular permitindo a penetração da glicose para dentro da célula.
Sinais e sintomas: Quando suspeitar?
Polifagia;
Pelidipsia / boca seca;
Poliúria noturna;
Emagrecimento rápido;
Fraqueza letargia, cansaço freqüente;
Feridas que não cicatrizam;
Infecções vaginais;
Mãos e pés adormecidos;
Visão turva;
Encontro casual de hiperglicemia/glicosúria.
A diabetes pode apresentar complicações agudas ou crônicas As agudas podem no ser fígado, pâncreas, rins: Hiperglicemia, glicosúria, desidratação, hipoglicemia setosis, astenia (perda de tonicidade das articulações). As crônicas: microangiopatia, retinopatias, cataratas, neuropatias, nefropatias, infecções.
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