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Published by Renato Cataneo, 2022-04-27 15:47:15

farmaciaii

ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
Condições de risco:
 Idade >40 anos
 Histórico familiar
 Obesidade (andróide)
 DCV antes dos 50 anos ou fatores de riscos (hipertensão, stress, cigarro, sedentarismo)
 MãesdeRN>4kg
 Drogas diabetogênicas.
Exames: Atualmente, a metodologia empregada quase que universalmente é a enzimática (glicoseoxidase/hexoquinase). O limite máximo de normalidade, é de 99 mg/dL, para amostras colhidas em jejum. Evidentemente, tal consideração só é valida se a dosagem for feita em condições técnicas apropriadas, estando o paciente em jejum de oito horas.
- Diabetes: 2 amostras colhidas em dias diferentes com resultado igual ou acima de 126mg/dl. Ou quando a glicemia aleatória (feita a qualquer hora) estiver igual ou acima de 200mg/dl na presença de sintomas:
Hipoglicemia: fome, sudorese, palpitação, confusão mental, cefaléia (aconselha-se tomar algo doce).
Hiperglicemia: sintomas: visão turva, cansaço.
Objetivo do tratamento: Melhorar a qualidade de vida, aliviar os sintomas, prevenir as
complicações crônicas e diminuir a mortalidade.
Tratamento: Dieta e exercícios são as principais medidas a serem adotadas no tratamento de diabéticos. No diabético obeso, são essenciais a restrição calórica e a perda de peso. Hipoglicemias orais constituem adjuvantes da dieta, e não substitutos para ela.
Classificação:
- Diabetes tipo 1 (dependência de insulina): caracteriza-se pela deficiência quase absoluta de secreção insulínica. Desenvolve-se com freqüência em criança e jovens, porem pode aparecer em qualquer idade. É sempre tratada com insulina.
- Diabetes tipo 2 (insulino-independente): É muito mais comum que a diabetes tipo 1, e geralmente desenvolve-se após os 40 anos de idade. Os indivíduos podem ser obesos (mais comum) e não obesos. Nos pacientes obesos os níveis de insulina endógena podem ser baixos, mas geralmente são normais ou alto; contudo, estão reduzidos a concentração e/ou afinidade dos receptores da insulina, sendo esta a causa real do diabetes insulino-independente. Pode ser tratado com dieta, hipoglicemiantes orais ou insulina.
Diabetes Tipo 1
Diabetes Tipo 2
10%
90%
Cetótica
Não cetótica
Insulina essencial
Insulina opcional
Aguda
Silenciosa
Jovens
Meia-idade
Não obesos
70% obesos
Insulinopenia
Resistência Insulinopenia
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
- Diabetes gestacional: intolerância a carboidratos. Algumas mulheres desenvolvem diabetes durante a gravidez (24-26 semanas de gravidez). Podem sentir edemas, tonturas, falta de ar. O diabetes gestacional pode desaparecer após o nascimento do bebê, ou após, alguma podem desenvolver diabetes tipo 2. Para o controle utilizam-se inicialmente uma dieta apropriada, se a glicemia não baixar aos valores pretendidos em aproximadamente 2 semanas de dieta, inicia-se com insulina. O uso de antidiabéticos orais é contra indicado.
- Diabetes associada ou secundária
- Diabetes genética das células B (produtora de insulina).
- Diabetes induzidas por fármacos ou substâncias químicas. - Diabetes causadas por infecções.
- Diabetes insipidus: excreção de grande quantidade de urina diluída. Esta diluição não diminui quando a ingestão de líquidos é reduzida. Isto denota a incapacidade renal de concentrar a urina. A Dl é ocasionada pela deficiência do hormônio antidiurético ou pela insensibilidade dos rins a este hormônio. Tratado com tiazídicos.
g.1 Insulina (SUBCUTANEA, IM ou EV) - Novolin
 É usada para tratamento de diabetes melito Tipo 1 e Tipo 2.
 Sendo proteína a insulina não pode ser administrada por VO porque no trato gastrintestinal é
digerida por protease e outras enzimas.
 As preparações de insulina são extraídas do pâncreas bovino ou suíno ou misturada de ambos ou
obtida por síntese.
 Classificadas quanto a origem: Suína, Bovina, Humana ou Mista.
 Classificadas quanto o tempo de ação:
• Ação Ultra Rápida: Início da ação em 5 minutos, aspecto cristalino transparente e aplicação subcutânea. Equilibra a glicemia após as refeições.
• Regular: Início da ação em 30 ou 60 minutos. Pico máximo em 4 horas. Efeito de 6 a 7 horas. Aspecto: cristalino transparente e aplicação Subcutânea, IM ou IV (Biohulin R, Insulina Mista Purificada, Insulina Suína Purificada, lolin R, Nonolin R);
• Intermediária: Início da ação em 1 a 3 horas. Efeito de 18 a 24 horas. Usa-se inicialmente antes do café. Exemplo: Insulina NPH.
• Lenta: Início da ação: 4 a 6 horas. Efeito de 24 a 36 horas. Aspecto turvo e aplicação Subcutânea (deve-se deslizar suavemente nas mãos antes de aplicar) (Humulin L, Insulina Mista Purificada L, Insulina Suína Purificada L, Novolin L.)
 Reações adversas do uso de insulina: hipoglicemia.
 Conservar em temperatura de 2 a 8°C.
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
g.2 Hipoglicemiaantes Orais: Eles reduzem o nível de glicose no sangue, são usados em pacientes diabéticos tipo 2.
 Cuidados na administração dos hipoglicemiantes orais: administrar antes ou junto com as refeições, beber muita água, não mastigar ou cortar os comprimidos, não deixar o medicamento exposto à umidade e ao calor;
 na gravidez os hipoglicemiantes orais estão contra-indicados, o fármaco de eleição é a insulina.
A. Sulfoniluréias: estimulam a secreção de insulina e aumentam a sensibilidade dos tecidos-alvo a ela, diminuindo a glicemia.
a) CLORPROPAMIDA - Diabinese; b) GLIBENCLAMIDA - Daonil;
c) GLICATIZIDA - Diamicron
d) GLIMIPIRIDA - Amaryl
e) GLIPIZIDA - Minilab, Glipgen
 Efeitos indesejáveis: hipoglicemia, náuseas, acidose, reações alérgicas.
 Principais limitações: Obesidade, insuficiência hepática, insuficiência renal.
B. Biguanidas: facilitam a manutenção de peso, podem ser a primeira escolha no tratamento do indivíduo obeso.
a) FENFORMINA - Debei
b) METFORMINA - Glucoformin, Glifage
 Efeitos indesejáveis: diarréia, cólica intestinal, aumento do ácido láctico, acidoses, gosto metálico.
 Principais limitações: insuficiência hepática, insuficiência renal, idosos, infecções, cirurgias,
alcoolismo.
 Precauções: deve-se interromper a medicação quando ocorrerem náusea, vômito,
hiperventilação, mal-estar ou dor abdominal (sintomas que precedem a acidose láctica, distúrbio metabólico freqüentemente mortal - a taxa de mortalidade é de aproximadamente 50%).
C. Outros hipoglicemiantes orais. a) ACARBOSE - Glucobay
 Reduz à absorção dos carboidratos e consequentemente a hiperglicemia.
g.3 Hiperglicemiantes: São fármacos usados para neutralizar os efeitos produzidos por aumento de insulina em estados patológicos. As reações hipoglicêmicas resultam mais comumente após administração de insulina ou de sulfoniluréias. Também pode ser conseqüência do uso de álcool e muitos fármacos, como, por exemplo, salicilatos em doses elevadas, propranolol, e outros beta-bloqueadores. Em caso de hipoglicemia, deve-se administrar rapidamente um carboidrato, como açúcar ou suco de frutas. Para hipoglicemia grave em pacientes inconscientes, prefere-se dextrose 50% EV.
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
a) DIAZOXIDO (EV) - Tensuril
Administrado por via IV, sob estrita médica de preferência em ambiente hospitalar, estando o paciente em decúbito.
b) GLUCÁGON (EV e IM) - Glucagon
h. Fármacos para Hipotireoidismo: Fármacos utilizados no tratamento ou reposição do
hormônio tireoidiano.
a) LEVOTIROXINA SÓDICA (VO) - Synthroid b) LIOTIRONINA (VO) - Cynomel
c) LIOTRIX (VO) - Tyroplus
i. Fármacos anti-hipertireoisimo: Fármacos utilizados no tratamento de hipertireoidismo, isto é, secreção excessiva de hormônio da tireóide.
a) TIAMAZOL (VO) – Tapazol
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
8. MEDICAMENTOS ANALGÉSICOS E ANTIPIRÉTICOS
São fármacos que aliviam dor leve a moderada, como cefaléias, mialgias e artralgias, e baixam a temperatura corporal na febre. Alguns destes fármacos são igualmente eficazes em aliviar as dismenorréia, e diversos deles são usados também como agentes antiinflamatórios e anti- reumáticos.
a) ACIDO ACETILSALICILICO (VO) - AAS ou Aspirina
 Analgésica;
 Antipirética;
 Antiflamatória;
 Anti-reumático;
 Antiagregante plaquetário;
 Hipersensibilidade
 Sindorme de Reye
 Dores gástricas
 Contra-indicações: asma, gravidez, riscos hemorrágicos, moléstias ulcerosas gastroduodenais.
 Efeitos adversos: náuseas, vômito e dor gástrica, hemorragias.
b) PARACETAMOL (VO e RETAL) - Tylenol, Dôrico
 Analgésico
 Antipirético
 É o fármaco de eleição para os pacientes alérgicos ao ácido acetilsalicílico ou com antecedentes
de úlcera péptica.
c) METAMIZOL = DIPIRONA (VO, EV, IM, SUBCUTANEO) - Novalgina, Anador
 Analgésico;
 Antipirético;
 Antiartritico;
 Precauções: recomenda-se executar freqüentemente contagens de leucócitos e diferenciais
devido aos graves efeitos adversos (agranulocitose).
d) FENOPROFENO (VO) - Trandor
 Analgésico
 Antipirético
 Antiinflamatório
 Antidismenorréico;
 Cefléia Vascular
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
e) IBUPROFENO (VO) - Advil, Alivium
 Analgésico
 Antipirético
 Antiinflamatório
 Antidismenorréico;
 Cefléia Vascular
f) ACIDO MEFENÂMICO (VO) - Ponstan
 Analgésico
 Antidismenorréico;  Cefléia Vascular
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
9. MEDICAMENTOS UTILIZADOS PARA O TRATAMENTO DA
ENXAQUECA
Enxaqueca: caracteriza-se pelo aparecimento de dores de cabeça recorrentes, em geral com caráter pulsátil, preceiddas ou não por sintomas neurológios focais, denominados aura. Seguem-se as vezes, náuses, vômitos, fotofobnia e fonofobia.
a) DIIERGOTAMINA (VO, EV e IM) - Cefalium
b) ERGOTAMINA (INALAÇÃO e SUBLINGUAL) - Ormigrein
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
10. MEDICAMENTOS ANTINFLAMATÓRIOS
São fármacos usados para debelar a inflamação, processo mórbido que afeta alguma parte do organismo, processo este caracterizado por calor excessivo, edema, dor, rubor. Do ponto de vista químico, podem ser não esteróides e corticoesteróides.
Processo de inflamação: após uma lesão tecidual, os vasos sanguíneos se dilatam. A vasodilatação é o aumeto do diâmetro e da permeabilidade dos vasos sanguíneos, aumentando assim o fluxo sanguíneo na área lesada (RUBOR) (CALOR). A permeabilidade aumentada permite que as substãncias de defesa, normalmente retidas no sangue, passem através das paredes dos vasos sanguineos e entrem na área lesada - EDEMA. A dor é causada pela pressão do edema e pela ação irritante das substancias liberadas pelas células do tecido lesado. Uma destas substãncias é o ácido aracdônico, que originará as prostaglandinas, entre outras substãncias, dando continuidade ao processo
inflamatório. Para esta trasformação, o ácido aracdônico precisa da cicloxigenase, substância alvo dos antiinflamatórios não esteroidais.
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
célula lesada vasodilatação
dor prostaglandinas
cicloxigenase
edema
acido aracdonico
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
a. Antiinflamatórios Não-Esteroidais: Atuam inibindo as cicloxigenases. Possuem ação antiinflamatória, analgésica e antipirética. Principais efeitos adversos: alergias, irritação gástrica, intoxicação, disfunções sanguíneas, Síndrome de Reye.
a) ACIDO ACETILSALICILICO (VO) - AAS ou Aspirina
 Analgésica;
 Antipirética;
 Antiflamatória;
 Anti-reumático;
 Antiagregante plaquetário
 Hipersensibilidade
 Sindorme de Reye
 Dores gástricas
 Contra-indicações: asma, gravidez, riscos hemorrágicos, moléstias ulcerosas gastroduodenais.
 Efeitos adversos: náuseas, vômito e dor gástrica, hemorragias.
b) FENOPROFENO (VO) - Trandor
 Analgésico
 Antipirético
 Antiinflamatório
 Antidismenorréico;
 Cefaléia Vascular
c) IBUPROFENO (VO) - Advil, Alivium
 Analgésico
 Antipirético
 Antiinflamatório
 Antidismenorréico;
 Cefléia Vascular
c) DICLOFENACO POTASSICO (VO, IM, TOPICO) – Cataflan
e) DICLOFENACO SODICO (VO, IM, TOPICO) - Voltaren
 Deve ser ingerida com alimento ou após as refeições devido à indisposição gastrintestinal.
f) CETOPROFENO (VO, IM e EV) - Profenid
g) INDOMETACINA (VO e SUPOSITORIO) - Indocid h) PIROXICAM (VO) - Feldene, Inflame
 Como diminuem os níveis de hemoglobina e hematócríto, estes devem ser determinados periodicamente.
i) NAPROXENO (VO) - Flanax
j) TENOXICAM (VO, IM e RETAL) - Tilatil
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
l) NIMESULIDA (VO) - Scaflan e Nisulid
b. Corticóides: atuam provocando o alívio da dor e no combate ás inflamações pois impedem a liberação
do ácido aracdônico.
a) BETAMETASONA (VO) - Celestone b) DEFAZACORT (VO) - Deflanil
c) DEXAMETASONA (VO) - Decadron d) PREDNISONA (VO) - Meticorten e) PREDNISOLONA (VO) - Predfort
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
11. MEDICAMENTOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA GOTA
Gota, doença metabólica geneticamente determinada em que ocorre a produção excessiva de purinas, com o acúmulo de cristais de urato de sódio nas articulações.
a) ALOPURINOL (VO) - Zyloric
b) INDOMETACINA (VO) - Indoric
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
12. MEDICAMENTOS UTILIZADOS NO TRATAMENTO DA INFECÇÃO
A. ANTIBACTERIANOS Bactérias
As bactérias são os seres vivos mais simples do ponto de vista estrutural, e de menor tamanho, podendo ser conhecidas também como micróbios. As bactérias são microorganismos unicelulares, procariontes, e algumas causam doenças. São abundantes no ar, no solo e na água e na sua maioria inofensivas para o ser humano, sendo algumas até benéficas.
Por serem microrganismos procariontes, não apresentam um núcleo definido, estando o seu material genético compactado e enovelado numa região do citoplasma chamada de nucleóide. As bactérias apresentam uma membrana plasmática recoberta por uma parede celular. O tamanho das bactérias pode variar de 0,2 a 5,0 micrômetros. As bactérias causadoras de doenças denominam-se patogênicas.
12.1.1 Formas das bactérias:
 Arredondadas: Cocos
 Alongadas/em forma de bastonetes: Bacilos
 Onduladas/em forma de espiral: Espiroquetas
 Vírgula: Vibrião
Algumas são aeróbias, o que quer dizer que necessitam de oxigênio para se desenvolverem e multiplicarem, situando-se, normalmente, na pele ou sistema respiratório. As bactérias anaeróbias proliferam onde não há oxigênio, ou seja, nas camadas profundas dos tecidos ou nas feridas.
Infecção: as bactérias podem produzir toxinas, que são nocivas para as células humanas. Se estas estiverem presentes em número suficiente e a pessoa a ser afetada não dispuser de uma imunização contra elas, o resultado é a doença.
12.1.2 Classificação:
Assim designada em memória de Christian Gram, que desenvolveu o procedimento em 1884, a coloração de Gram classifica as bactérias em Gram-positivas ou Gram-negativas e continua a ser um dos métodos mais úteis para classificar as bactérias.
BACTERIA + CORANTE VIOLETA + IODO + METANOL + SAFRANINA
 GRAM POSITIVAS - AZUL VIOLETA (MAIOR PAREDE CELULAR)
 GRAM NEGATIVAS - VERMELHAS (MENOR PAREDE CELULAR)
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
São exemplos de bactérias - Estreptococos;
- Estafilococos; - Enterococos.
São exemplos de bactérias Gram-negativas:
- Vibrão; -Colérico;
- Colibacilo;
- Salmonelas.
Gram-positivas
várias
espécies de:
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
A. Antibióticos: Os antibióticos são substâncias químicas específicas produzidas por organismos vivos, bem como seus análogos estruturais obtidos por síntese ou semi-síntese, capazes de inibir, em concentrações baixas, processos vitais de uma ou mais espécies de microrganismos.
Os antibióticos são classificados de acordo com a sua potência. Os antibióticos bactericidas destroem as bactérias, enquanto os antibióticos bacteriostáticos evitam apenas que aquelas se multipliquem e permitem que o organismo elimine as bactérias resistentes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) incluiu os antibióticos entre os medicamentos de uso controlado, com registro obrigatório de dados da receita, como forma de combater seu uso indiscriminado e resistência das bactérias às drogas. No Brasil, para alguns tipos de bactérias, em até 40% dos casos já há resistência a determinados antibióticos. Segundo a Organização Mundial da Saúde, cerca de 50% das prescrições mundiais de antibióticos são incorretas. Através da Resolução –RDC No44, de 26 de outubro de 2010 os medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, de uso sob prescrição médica, isoladas ou em associação e dá outras providências serão consideradas de uso controlado.
A Resolução estabelece os critérios para a embalagem, rotulagem, dispensação e controle de medicamentos à base de substâncias classificadas como antimicrobianos, conforme lista a seguir, de uso sob prescrição, isoladas ou em associação.
1. Ácido clavulânico 2. Ácido nalidíxico 3. Ácido oxolínico 4. Ácido pipemídico 5. Amicacina
6. Amoxicilina
7. Ampicilina
8. Axetilcefuroxima 9. Azitromicina
10. Aztreonam
11. Carbenicilina 12. Cefaclor
13. Cefadroxil
14. Cefalexina
15. Cefalotina
16. Cefazolina
17. Cefoperazona 18. Cefotaxima
19. Cefoxitina
20. Ceftadizima
21. Ceftriaxona
LISTA DOS ANTIMICROBIANOS REGISTRADOS NA ANVISA (Não se aplica aos antimicrobianos de uso exclusivo hospitalar)
22. Cefuroxima
23. Ciprofloxacina
24. Claritromicina
25. Clindamicina
26. Cloranfenicol
27. Daptomicina
28. Dicloxacilina
29. Difenilsulfona
30. Diidroestreptomicina
31. Doripenem
32. Doxiciclina
33. Eritromicina
34. Ertapenem
35. Espectinomicina
36. Espiramicina
37. Estreptomicina
38. Etionamida
39. Fenilazodiaminopiridina (fempiridina ou fenazopiridina)
40. 5-fluorocitosina (flucitosina)
41. Fosfomicina
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
42. Talilsulfatiazol 43. Gemifloxacino 44. Gentamicina 45. Griseofulvina 46. Imipenem
47. Isoniazida
48. Levofloxacina 49. Linezolida
50. Lincomicina
51. Lomefloxacina 52. Mandelamina 53. Meropenem 54. Metampicilina 55. Metronidazol 56. Minociclina
57. Miocamicina 58. Moxifloxacino 59. Neomicina
60. Netilmicina
61. Nistatina
62. Nitrofurantoína 63. Norfloxacina 64. Ofloxacina
65. Oxacilina
66. Oxitetraciclina 67. Pefloxacina
De acordo com a RDC:
68. Penicilina G
69. Penicilina V
70. Piperacilina
71. Pirazinamida
72. Rifamicina
73. Rifampicina
74. Rosoxacina
75. Sulfadiazina
76. Sulfadoxina
77. Sulfaguanidina
78. Sulfamerazina
79. Roxitromicina
80. Sulfametizol
81. Sulfametoxazol
82. Sulfametoxipiridazina 83. Sulfameto xipirimidina 84. Sulfatiazol
85. Sulfona
86. Teicoplanina 87. Tetraciclina 88. Tianfenicol 89. Tigeciclina 90. Tirotricina 91. Tobramicina 92. Trimetoprima 93. Vancomicina
 A dispensação de medicamentos contendo as substâncias listadas acima, isoladas ou em associação, fica sujeita à retenção de receita e escrituração em farmácias e drogarias, nos termos desta resolução.
 A dispensação de medicamentos a base de antimicrobianos de venda sob prescrição somente poderá ser efetuada mediante receita de controle especial, sendo a 1a via - Retida no estabelecimento farmacêutico e a 2a via - Devolvida ao Paciente, atestada, como comprovante do atendimento.
 As prescrições somente poderão ser dispensadas quando apresentadas de forma legível e sem rasuras, por profissionais devidamente habilitados e contendo as seguintes informações:
 nome do medicamento ou da substância prescrita sob a forma de Denominação Comum Brasileira (DCB), dosagem ou concentração, forma farmacêutica, quantidade (em algarismos arábicos e por extenso) e posologia;
 identificação do emitente: nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional ou nome da instituição, endereço completo, telefone, assinatura e
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
marcação gráfica (carimbo);
 identificação do usuário: nome completo;
 identificação do comprador: nome completo, número do documento oficial de
identificação, endereço completo e telefone (se houver);
 data da emissão e identificação do registro de dispensação: anotação da data,
quantidade aviada e número do lote, no verso.
 A escrituração das receitas com medicamentos contendo as substâncias listadas acima é obrigatória e deverá atender ao disposto no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC).
 No Livro de Registro específico para antimicrobianos a escrituração deve ser realizada a caneta de forma legível, sem rasuras ou emendas e assinada pelo responsável técnico.
 No SNGPC ou livro informatizado, a escrituração deve ser realizada pelo responsável técnico com controle de acesso por senha pessoal e intransferível.
 Na bula dos medicamentos a que se refere o caput deste artigo deverá constar, obrigatoriamente, em destaque e em letras de corpo maior de que o texto, a expressão: Venda Sob Prescrição Médica - Só Pode ser Vendido com Retenção da Receita.
 Toda a documentação relativa à movimentação de entradas, saídas ou perdas de antimicrobianos deverão permanecer arquivadas no estabelecimento e à disposição das autoridades sanitárias por um período mínimo de 5 (cinco) anos após sua dispensação ou aviamento.
 As receitas de antimicrobianos terão validade de 10 (dez) dias a contar da data de sua emissão.
 O descumprimento das disposições contidas nesta resolução constitui infração sanitária, nos termos da Lei No 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo das responsabilidades civil,
administrativa e penal cabíveis.
a) Penicilinas:
 Alta eficácia;
 Baixa toxicidade;
 Atravessa barreira placentária;
 Ação Bactericida;
 Hipersensibilidade;
 AMOXICILINA (VO) - Amoxil, Amoxi-Ped e o Novocilin
 AMPICILINA (EV, IM e VO) - Amplofen, Binotal
 BENZILPENICILINA (EV) - Penicilina G Potássica
 BENZILPENICILINA BEZATINA (IM) - Benzetacil
 BENZILPENICILINA PROCAINA (IM) - Despacilina
 OXACILINA (VO, IM) - Staficilin-N
b) Cefalosporinas:
 Ação Bactericida;
 Atravessa a barreira placentária;  Gravidez;
 Lactação;
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
 Insuficiência Renal
 São divididas por espectro de ação em 1o, 2o, 3o e 4o GERAÇÂO.
b.1 Primeira Geração:
 Usadas na profilaxia cirúrgica.
 CEFADROXILA(VO)-Cefamox
 CEFALEXINA (VO) - Keflex, Celexin, Ceporexin  CEFALOTINA (EV e IM) - Keflin
 CEFAZOLINA(EVeIM)-Kefazol
b.2 Segunda Geração:
 CEFACLOR(VO)-Ceclor
 CEFOXITINA(IM)-Mefoxin
 CEFUROXIMA(EVeVO)-ZinateoZinacef
b.3 Terceira Geração:
 Após resistência de outras cefalosporinas;
 Rápida resistência;
 Alto custo.
 CEFETAMETPIVOXILA(VO)-Globocef  CEFOTAXIMA(IMouEV)-Calforan
 CEFTAZIDIMA(IMouEV)-Fortaz
 CEFTRIAXONA(IMouEV)-Rocefin
b.4 Quarta Geração:  CEFEPIMA(IM)-Maxcef
c) Beta-Lacatâmicos Não Clássicos:
 Ação Bactericida;
 Atravessa a barreira placentária;
 Gravidez;
 Lactação;
 Insuficiência Renal.
 AMOXICILINA+CLAVUNATODEPOTASSIO(VO)-Clavulin  IMIPENEM+CILASTATINA(EVeIM)-Tienam
 MEROPENEM(EVeIM)-Meronem
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
d) Anfenicóis:
 Ação Bacteriostática;
 Podem ser bactericida em grandes concentrações;
 Alta toxicidade
 Atravessa a barreira placentária;
 Gravidez;
 Lactação;
 CLORANFENICOL(VO,EVeTOPICA)-Quemicetina
e) Tetraciclinas:
 Ação Bacteriostática;
 Gravidez;
 Lactação;
 Contra-indicado as crianças menores de 12 anos;
 Insuficientes renais
 TETRACICLINA(VOeTOPICA)-Tetraciclina f) Polipeptídeos
 Ação Bactericida;
 BACITRACINA(TÓPICA):Nebacetin
 POLIMIXINAB(TOPICA):OtosporineOtosynalar  VANCOMICINA(EVeVO):Vancocina
g) Macrolídicos:
 Ação Bacteriostática;
 Podem ser bactericida em grandes concentrações;
 Gravidez;
 Lactação;
 Insuficiência hepática;
 AZITROMICINA(VO)-Selimax
 CLARITROMICINA(VO)-Klaricid
 ERITROMICINA(VO,EVTOPICA):Ilosone
h) Aminociclitóis:
 Ação Bactericida
 Gravidez;
 Lactação;
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
 Lesões auditivas;
 Lesões renais
 Insuficiência hepática;
 AMICACINA(EVouIM):Novamin
 GENTAMICINA(EV,IMeTOPICA):Garamicina  NEOMICINA(TOPICA):Nebacetin
 TOBRAMICINA (TOPICO): Tobrex
i) Lincosamidas:
 Ação Bacteriostatico;
 Gravidez;
 Lactação;
 Insuficiência hepática;
 Insuficiência renais graves;
 CLINDAMICINA (VO, EV e IM): Dalacin  LINCOMICINA(VO,EV):Frademicina
j) Rifamicina
 Ação Bactericida;
 Gravidez;
 Lactação;
 Insuficiência hepática;
 Insuficiência renais graves;
 RIFAMPICINA(VO,EV):Rifampicina
k) Poliênicos:
 Não possuem atividades antibacterianas e sim antifúngica por isso serão descritos nos ANTIFUNGICOS;
l) Antraciclinas:
 Usados como antineoplásicos;  ACIDOFUSIDICO(TÓPICA):Verutex
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
OBSERVAÇÃO:
B. QUIMIOTERÁPICOS:
a) SULFONAMIDAS:
 Espectro antimicrobiano Gram + e Gram -;
 Bacteriostático;
 Gravidez;
 Lactação;
 Asma brônquica.
 SULFADIAZINA (VO e TOPICA) - Fansidar
 SULFAMETOXAZOL + TRIMETOPRIMA (VO) - Bactrim
b) NITROFURANOS:
 Antibacteriano urinário;  Gravidez a termo;
 Ação bactericida;
 NITROFURANTOINA (VO) - Macrodantina
c) QUINOLONAS:
 Antibacteriano urinário;  Gravidez a termo;
 Ação bactericida;
 ACIDO NALIDIXICO (VO) - Wintomylon
d) FLUORQUINOLONAS:
 Gravidez;
 Lactação;
 Insuficiência hepática;  Insuficiência renal;
 Ação bactericida;
 CIPROFLOXACINO (VO e TOPICO) - Biamotil, Cifoxina
 LEVOFLOXACINO (VO) - Levaquim
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
13. ANTIFUNGÍCOS
Também chamados de antimicóticos, são fármacos utilizados no tratamento de micoses. Estas podem ser divididas em dois grupos principais: micoses sistêmicas ou superficiais.
Os fungos são seres macroscópicos ou microscópicos, unicelulares ou pluricelulares, eucariotas (com um núcleo celular), heterótrofos. Especialistas afirmam que cerca de 1,5 milhão de espécies de fungos habitam o planeta Terra, como os cogumelos, as leveduras, os bolores, os mofos, sendo utilizados para diversos fins: culinária, medicina, produtos domésticos.
Por outro lado, muitos fungos são considerados parasitas e transmitem doenças aos animais e as plantas. Algumas doenças provocadas por fungos: Micoses; Frieiras; Sapinho; Candidíase; Histoplasmose.
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a) Antibióticos:
 ANFOTERICINA (EV, TOPICA) - Fungizon
 GRISEOFULVINA (VO) - Fulcin
 NISTATINA (VO e TOPICA) - Micostatin,Tricocet
b) Halogenóforos:
 IODETO DE POTASSIO (VO)
c)
d)
Derivados Imidazólicos e triazólicos:
 CETOCONAZOL (VO, TOPICO) - Candoral, Nizoral
 FLUCONAZOL (VO) - Zoltec
 MICONAZOL (EV, TOPICA) - Micogyn
Derivados Pirimidínicos:
 FLUCITOSINA (VO) - Ancotil
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14. ANTIPARASITÁRIOS
Parasitas são seres que vivem “em função” de outros. Eles podem ser internos ou externos. Além disso, há parasitas que não interferem no ciclo de vida de seu hospedeiro, enquanto outros causam doenças e são extremamente prejudiciais para esses organismos
14.1 DOENÇAS PARASITÁRIAS
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a) Anti-helminticos: São fármacos usados nas doenças parasitárias causadas por vermes, cientificamente chamados de helmintos. Eles agem pela destruição ou do parasita ou pela sua expulsão do hospedeiro infestado. Eles podem ser agrupados em três classes: ativos contra Nematódeos, ativos contra Cestóideos e ativos contra Trematódeos.
a.1 Compostos de Amônio Quaternário:
 Paralisia dos vermes;
 Muito tóxico;
 HIDROXINAFTOATO DE BEFENIO (VO) - Debefenium
a.2 Derivados do Benzimidazol:
 Vermicida;  Larvicida;  Ovicida
 ALBENDAZOL(VO)-Zentel,Zolben
 MEBENDAZOL (VO) - Pantelmin, Vermil  TIABENDAZOL (VO e TOPICA) - Thiaben
a.3 Corantes Cianinicos:
 Enterobíase;
 Mataosvermesdefome;
 EMBONATO DE PIRVINIO (VO) - Pyr-pam a.4 Derivados do Imidotiazol:
 Paralisaosvermes
 Emmuitospaísesusadosapenasparaanimais
 LEVAMISOL (VO) – Ascaridil  TETRAMISOL (VO) - Ascarvem
a.5 Piperazinas e Sais:
 Ascaridíase;
 Enterobíase
 Paralisiamusculardosvermes,futuraexpulsãodoverme;
 PIPERAZINA (VO) - Trivermon, Ascarin
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a.6 Derivados da Quinolina:
 Desprendimentosdosvermesnasveiasmesentéricaseeliminaçãonofígado.  Esquistossomose.
 PRAZIQUANTEL(VO)-Cisticid,Cestox  OXAMNIQUINA(VO)-Mansil
a.7 Vinilpirimidinas:
 Paralisaovermeefuturaexpulsão.  PIRANTEL(VO)-Ascarical
 OXIPIRANTEL(VO)–Tricocel
a.8 Diversos:
 NICLOSAMIDAS (VO) - Atenase
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ANTI-HELMINTICOS
Doença Parasitária
Helminto
Fármacos de escolha
NEMATODA
Fármacos secundários
Albendazol
Citrato de Piperazina Albendazol
Citrato de Piperazina Albendazol
Albendazol Albendazol Albendazol
Niclosamida Albendazol
Albendazol
Oxmniquina
Ancilostomíase
Ancylostoma duodenale
Mebendazol ou Embonato de Pirantel
Ascaridíase
Ascaris lumbricoides
Mebendazol ou Embonato de Pirantel
Enterobíase (oxíuríase)
Enterobius vermiculares
Mebendazol ou Embonato de Pirantel
Estrongiloidíase
Strongyloides stercoralis
Tiabendazol
Necatoríase
Necator americanus
Mebendazol ou Embonato de Pirantel
Tricuríase
Trichuris trichiura
Mebendazol
CESTOIDEA
DIGENEA
Himenolepíase
Hymenolepis nana
Praziquantel
Teníase
Taenia saginata
Niclosamida ou Praziquantel
Taenia solium
Niclosamida ou Praziquantel
Esquistossomose
Schistosoma mansoni
Praziquantel
b. Antiprotozoários: São fármacos usados nas doenças parasitárias causadas por protozoários, cientificamente chamados protozários.
b.1 BENZNIDAZOL (VO) - Rochagan
 Tripanocida;
 DoençadeChagas
b.2 ANTIMONIATO DE MEGLUMINA (IM) - Glucantime
 Leishmanicida;
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b.3 AMODIAQUINA (VO) - Amodiaquina
 Antimalárico;  Giardicida;
 Amebicida;
b.4 CLOROQUINA (VO e IM) - Palux, Clopirim
 Antimalárico;  Amebicida;
b.5 PIRIMETAMINA (VO) - Daraprim
 Antimalárico
 Toxoplasmicida  Pneumonia
b.6 MEFLOQUINA (VO) - Lariamar
 Antimalárico
b.7 QUININA (VO e EV) - Impalud
 Antimalárico
 ProfilaxiadeCâimbras;  Tétano
b.8 PIRIMETAMINA + SULFADOXINA (VO) - Fansidar
 Toxoplasmicida
b.9 TECLOZANA (VO) - Falmonox
 Amebícida
b.10 BENZOILMETRONIDAZOL (VO) - Flagyl pediátrico
 Amebicida  Giardicida  Tricomocida
b.11 TRONIDAZOL (VO, EV TÓPICO) - Flagyl
 Amebicida  Giardicida  Tricomicida
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 Bactericida(bacteróides,Clostridium)
b.12 FURAZOLIDONA (VO) - Giarlan
 Giardicida
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15. ANTICOCEPCIONAIS HORMONAIS
São fármacos constituídos de hormônios sexuais femininos utilizados para prevenção da gravidez. Os anticoncepcionais orais comercializados no Brasil consistem apenas em progestogênios ou, mais frequentemente, em associações de estrogênios com os progestogênios. Essas suprimem a ovulação por inibirem as gonotrofinas e a secreção de FSH e LH, impedindo assim o endométrio de atingir o desenvolvimento adequado para implante do óvulo e tornando o muco cervical viscoso demais para penetração do esperma.
 Gravidez;
 Lactação;
 Câncer de mama, carcinoma de útero, cérvix ou vagina;
 Infarto;
 Retenção de fluido;
 RISCO x BENEFICIO - Asma, cefaléias enxaquequosas, diabetes, doenças de mama, endometriose,
insuficiências cardíacas, hepáticas, renais, veias varicosas, hipertensão.
 Ampicilinas, analgésicos, anticonvulsivantes, antienxaquequosos, anti-histaminicos, barbitúricos,
cloranfenicol, nitrofurantoinas, sulfonamidas, tetraciclinas, tranqüilizantes podem reduzir o efeito de anticoncepcionais.
Desvantagens:
 Pode causar efeitos colaterais em algumas mulheres, como náusea, sensibilidade dos seios, ganho de peso ou retenção de água, alterações no humor, manchas na pele, dor de cabeça, aumento na pressão sangüínea.
 Em algumas mulheres podem causar riscos à saúde. Desta forma, mulheres fumantes, com problemas cardíacos, com doenças do fígado e do coração, hipertensão, suspeita de gravidez, flebite ou varizes, glaucoma, enxaqueca, derrame, ou obesidade não devem usar pílulas.
 É menos efetiva quando tomada com algumas drogas. Certas medicações, especificamente antibióticos interferem na ação das pílulas, tornando o controle menos efetivo.
 Uma falha no esquema de tomar a pílula pode cancelar ou diminuir sua efetividade.
 Tomada por muito tempo, pode aumentar o risco de câncer de mama.
 Não é recomendada para mulheres com menos de 16 ou mais de 40 anos.
Os esquemas posológicos usados são: 1) Dose única mensal; 2) monofásico; 3) bifásico de 28 dias; 4) trifásico.
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a) Dose Única Mensal:
OBS: Injetáveis: os anticoncepcionais hormonais injetáveis são anticoncepcionais hormonais que contém progesterona ou associação de estrogênios, para administração parenteral (IM), com doses hormonais de longa duração.
Consiste na administração de progesterona isolada, via parenteral (IM), com obtenção de efeito contraceptivo por períodos de 1 ou 3 meses, ou de uma associação de estrogênio e progesterona para uso parenteral (IM), mensal.
A taxa de falha na injeção mensal varia de 0.1% a 0.6% ou seja, de cada mil mulheres que usam durante um ano, de uma a seis engravidam. A taxa de falha da injeção trimestral é de 0,3% ou seja, de cada mil mulheres que usam durante um ano, apenas três engravidam.
b. Monofásico: É assim chamado por conter a mesma fórmula hormonal. Os comprimidos são ingeridos 21 dias consecutivos, sempre a mesma hora do dia, preferivelmente após o jantar ou ao deitar, iniciando no 5o dia do ciclo menstrual; passado este período, a administração deve ser suspensa durante 7 dias; a paciente deve reiniciar a medicação no oitavo dia após ter tomado o último comprimido ou drágea.
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c. Bifásico de 28 dias: Contém 21 ou 22 comprimidos ativos e 7 ou 6 comprimidos placebo. As cores dos comprimidos ativos e dos inativos são diferentes. Neste esquema os comprimidos devem ser tomados durante 28 dias consecutivos, de preferência sempre à mesma hora do dia; o comprimido contendo hormônios deve ser tomado no dia em que se inicia a menstruação, seguindo um comprimido por dia, durante os 28 dias; 7 ou 6 comprimidos contendo o placebo ou vitamina devem ser tomados para que seja mantido o hábito diários. Não podem ser tomadas fora da ordem.
d. Trifásico: Consiste em três fórmulas hormonais diferentes durante 21 dias. Por isso, podem ter dosagens mais baixas, e causam menos efeitos colaterais. São tomadas como as pílulas monofásicas, mas têm cores diferentes, de acordo com a dosagem e a fase do ciclo: não podem ser tomadas fora da ordem.
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e. Outros Métodos:
e.1 PILULA PÓS-COITO: Pílula pós-coito ou pílula do dia seguinte: a anticoncepção de emergência é um uso alternativo de contracepção hormonal oral (tomado antes de 72 horas após o coito) evitando-se a gestação após uma relação sexual desprotegida. Este método só deve ser usado nos casos de emergência, ou seja, nos casos em que os outros métodos anticoncepcionais não tenham sido adotados ou tenham falhado de alguma forma ou em caso de estupro. Este contraceptivo contém o levonorgestrel, que é um tipo de progesterona. O levonorgestrel previne a gravidez inibindo a ovulação, fertilização e implantação do blastocisto.
Um tablete original contém dois comprimidos. O primeiro comprimido deve ser tomado no máximo 72 horas após a ocorrência de uma relação sexual desprotegida (nunca após esse prazo). O segundo deve ser tomado 12 horas após o primeiro. Se ocorrer vômito, a dose deve ser repetida.
Nem sempre surte resultados e pode ter efeitos colaterais intensos. Os sintomas mais comuns são náusea, dores abdominais, fadiga, dor de cabeça, distúrbio no ciclo menstrual, tontura, fragilidade dos seios, e, em casos menos comuns, diarréia, vômito e acnes.
Índice de falha:
Se usada até 24 horas da relação - 5 %. Entre 25 e 48 horas - 15 %.
Entre 49 e 72 horas - 42 %.
e.2 ANEL VAGINAL - Nuvaring®: é um anel vaginal contendo Etonogestrel e Etinilestradiol que é colocado na vagina no 5o dia da menstruação, permanecendo nesta posição durante três semanas. A maior vantagem é que a mulher não precisará tomar a pílula todo dia e nem esquecerá. Outra vantagem é que os hormônios serão absorvidos diretamente pela circulação evitando alguns efeitos colaterais desagradáveis da pílula oral.
Deverá ser feita uma pausa de 7 dias e NOVO anel deve ser utilizado por mais 21 dias.
e.3 ADESIVO - Evra® (adesivo anticoncepcional): O Evra é um adesivo anticoncepcional que deve ser colado na pele, em diversos locais do corpo, permanecendo na posição durante uma semana. A maior vantagem é que a mulher não precisará tomar a pílula todo dia e nem esquecerá. Outra vantagem é que os hormônios serão absorvidos diretamente pela circulação evitando alguns efeitos colaterais desagradáveis da pílula oral.
É importante esclarecer que essas não são pílulas de aborto e não causam aborto, e elas não ajudarão se a mulher já estiver grávida. Ela pode ajudar somente a prevenir a gravidez. Esta medida tem causado vários efeitos colaterais e não deve ser usada regularmente.
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e.4 IMPLANON (implante hormonal): microbastão de hormônio sintético similar à progesterona, que é implantado no antebraço (com anestesia local) e inibe a ovulação. Dura três anos.
OBSERVAÇÃO
a. Estimulantes Uterinos: São fármacos ou oxitócicos, estimulam a contração do miométrio. São utilizados para induzir o parto a termo e o aborto, para controlar ou prevenir hemorragia pós-aborto e para avaliar a condição fetal da gravidez em alto risco.
 ERGOMETRINA (VO e EV) - Ergotrate
 METILERGOMETRINA (VO e IM) - Methergin
 OXITOCINA (EV, IM e TOPICA) - Oxiton
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16. MEDICAMENTOS QUE ATUAM NO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
a. Hipnoanalgésicos ou opióides: São fármacos que deprimem seletivamente o SNC, empregados pra aliviar dor moderada a grave (tanto agudas quanto crônica) de etiologia diversas. Eles atuam no processo tanto de percepção da dor quanto a resposta emocional à dor.
 Mesmo em doses terapêuticas, podem causar depressão respiratória (sobretudo em pacientes idosos e debilitados), constipação, vômito, náusea, distúrbios cardiovasculares, tonturas, alterações de humor.
 A administração por tempo prolongado destes fármacos pode provocar tolerância e dependência física e psíquica.
 A suspensão abrupta da administração a viciados ou a pacientes sujeitos a tratamentos prolongados podem causar síndrome de abstinência.
 Precauções: devem ser usados sob vigilância, as doses recomendadas não devem ser ultrapassadas, evitar o consumo de bebidas alcoólicas e medicamentos calmantes, evitar dirigir veículos e operar máquinas.
 MORFINA (VO, EV, IM) – Dimorf
 PETIDINA (IM) - Dolantina, Dolosal
 TRAMADOL (VO, EV, IM) – Tramal
b. Sedativos - Hipnóticos: São depressores não seletivos ou gerais do SNC. São utilizados para reduzir a inquietação e a tensão emocional e para induzir quer a sedação, quer o sono.
 Efeitos adversos: sonolência, ataxia, vertigem, cefaléia, secura da boca, fadiga, fraqueza muscular, icterícia, estimulo do apetite.
 O uso prolongado de doses elevadas pode causar dependência física e psíquica.
 Doses maciças podem resultar em coma e morte.
 FLUNITRAZEPAM (VO) - Rohypnol
 MIDAZOLAM (VO e EV) - Dormonid
 FLURAZEPAM (VO) – Dalmadorm
c. Antiepiléticos: Anticonvulsivantes, são fármacos que deprimem seletivamente o SNC. Sua principal aplicação está na supressão de crises, acessos e ataques epiléticos sem causar dano ao SNC nem depressão respitória.
 Efeitos adversos: sonolência, letargia e outros.
 Principal causa de morte por envenenamento por fármacos
 FENOBARBITAL (VO e IM) - Gardenal e Fenocris
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 FENITOINA (VO e EV) - Hidantal
 CLONAZEPAM (VO e EV) - Rivotril
o Anticonvulsivante e antipânico o Sedativo hipnótico
o Ansiolítico
 DIAZEPAM (VO e EV) - Valium
 CARBAMAZEPINA (VO) - Tegretol
 ACIDO VALPRÓICO (VO) - Depakene
o Anticonvulsivante e antipânico o Sedativo hipnótico
o Ansiolítico
o Miorelaxante esquelético;
o Anticonvulsivante o Antipsicótico
o Antimaníaco
d. AntiParkinsonianos: Fármacos utilizados no tratamento da Doença de Parkinson, eles fornecem dopamina ao striatum e em menor escala diminuem a atividade colinérgica cerebral.
 BIPERIDENO (VO e IM) - Akineton
 BROMOCRIPTINA (VO) - Bagren
 LEVODOPA (VO) - Cronomet
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17. FARMÁCOS PSICOTRÓPICOS
São substancias capazes de atuar seletivamente sobre as células nervosas que regulam os processos psíquicos do homem. Interfere nos processos mentais, por exemplo, sedando, estimulando ou alterando o humor o pensamento e o comportamento. Usados no tratamento de distúrbios psíquicos.
a. Ansiolíticos: São usados para controlar neuroses e tensões.
 Efeitos adversos: sonolência, secura na boca, fraqueza muscular.
 Uso constante e prolongado pode causar dependência química e psiquica
 ALPRAZOLAM(VO)-Frontal
 LORAZEPAM(VO)-Lorax
 BUSPIRONA(VO)-Ansitec,Buspanil,Buspar
b. Antipsicóticos: São utilizados em pacientes que sofrem de desorganização psicótica de pensamento ou comportamento, e no alivio de grave tensão emocional. Em outras palavras, sua maior aplicação é na terapia de psicoses funcionais, especialmente na esquizofrenia.
 Contra-indicações: estado comatoso, intoxicação aguda por depressões do SNC (álcool, hipnóticos), ulcera péptica e outras doenças gastrintestinais, agranulocitose, doença de Parkinson e doenças hepáticas ou renais.
 Durante o tratamento deve-se evitar exercer atividades que requerem vivacidade mental critério e coordenação física (por exemplo, dirigir veículo e operar máquina).
 Efeitos adversos: sedação, distonia, discinesia tardia, fotossensibilidade.
 CLORPROMAZINA(VOeIM)-Amplictil  CLOZAPINA(VO)-Leponex
 DROPERIDOL(VO)-Inoval
 HALOPERIDOL(VOeIM)-Haldol
 LEVOMEPROMAZINA(VO)-Neozine
c. Antidepressivos: Os antidepressivos diminuem a depressão, porém, para ter efeitos positivos, devem ser usados por três semanas no mínimo. São úteis em depressão e sintomas depressivos e, até certo ponto no tratamento de fases depressivas de determinados tipos de esquizofrenia. Diminuem a intensidade dos sintomas, reduzem a tendência ao suicídio e aceleram a velocidade de normalização. Na sua maioria elevam os níveis de serotonina ou/e norepinefrina.
A depressão acompanha muitos distúrbios físicos, mentais e emocionais. Os distúrbios afetivos podem ser classificados como: distúrbios bipolares (como os tipos maníaco, deprimido ou misto), depressão maior (ou depressão unipolar, com seu subtipo "depressão maior com melancolia"), distúrbio ciclo tímico, depressão distímica e depressão atípica.
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 AMITRIPTALINA(VO)-Tryptanol
 CLOMIPRAMINA(VO,EVeIM)-Anafranil
 NORTRIPTILINA(VO)-Pamelor
 TRANILCIPROMINA(VO)-Parnate
 CARBONATODELITIO(VO)-Carboim,Carbolitium
o Deve ser administrado sob cuidadosa vigilância médica. As doses terapêuticas estão muito próximas das doses tóxicas.
o Transtorno bipolar;
 FLUOXETINA(VO)-Prozac,Verotina
o Deve-se exercer vigilância cuidadosa de pacientes deprimidos com tendência suicidas, não permitindo que tenham acesso a grandes quantidades do fármaco.
 SERTRALINA(VO)-Zoloft
o Deve ser usada com cautela por aqueles que operam máquinas ou dirigem veículos.
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18. PRODUTOS CONTROLADOS
Fármacos que para a venda necessitam de Notificação de Receituário e, portanto, retenção de receita.
A dispensação de medicamentos controlados está sujeita a uma série de exigências do Serviço Nacional de Vigilância Sanitária (S.N.V.S.), através de Portarias expedidas periodicamente. Muitas vezes, essas Portarias trazem dificuldades quando de sua execução não só para a classe médico-odontológica como também para a farmácia.
Este problema costuma manifestar-se das mais variadas maneiras, a saber: a receita não está de acordo com a exigências das normas baixadas pela S.N.V.S; recomenda quantidade maior que a permitida para a venda; a assinatura do médico sugere suspeitas; não há registro no CRM; receita em talonário não oficial, etc.
Em qualquer desses casos, a farmácia enfrenta dificuldades. Ou contrariar a legislação para satisfazer a necessidade do paciente que adquiriu o medicamento se arriscando às penalidades do órgão sanitário estadual, ou se sujeita às disposições legais, referidas na Portaria 344/98, perdendo o cliente e às vezes até, sofrendo penalidades do órgão competente.
A Portaria que regula a comercialização de tais medicamentos se destina a reprimir o uso indiscriminado de produtos controlados, mas acabaram criando uma complicada série de exigências e detalhes que na maioria das vezes, impedem o fornecimento de um medicamento absolutamente indispensável ao cliente.
Acontece também o fato de uma pessoa apresentar uma receita prescrevendo diversos produtos, e entre eles apenas um catalogado nas disposições restritivas da S.N.V.S., assim, pela ausência de uma pequena formalidade, a farmácia deixa de fornecer os demais medicamentos.
A obrigatoriedade de registrar a receita é outro problema. O paciente nem sempre aceita a retenção da receita insingindo-se contra o fato, dizendo que ninguém tem nada a ver com sua enfermidade.
Em qualquer caso em que não seja possível fornecer o medicamento prescrito, por deficiência contrária as normas fixadas, a farmácia sofre um duplo constrangimento, deixa de atender o cliente, que por sua vez pensa que o balconista está criando caso, está com má vontade, etc.
A atual legislação, que restringe a venda de psicotrópicos tem dois aspectos: um positivo e outro negativo, ela está correta quando pretende coibir o uso indiscriminado e abusivo dos medicamentos controlados, mas por ser mal orientado provoca muita injustiça.
18.1 Saiba como lidar com medicamentos controlados:
Algumas normas devem ser observadas em farmácia para evitar aborrecimentos e complicações com as autoridades sanitárias e com a policia quanto às drogas sujeitas ao controle:
 Não deixe as receitas em qualquer lugar de sua farmácia. Escolha um lugar certo e seguro.
 Os medicamentos controlados ficam na farmácia em armários chaveados e separados dos
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demais.
 Receitas a lápis ou sem a observância completa das disposições legais quanto a endereço, data
de validade (máximo um mês), devem ser rejeitadas.
 Tire as suas dúvidas com o farmacêutico responsável.
 Não deixe nenhum estranho transitar pelas áreas perigosas de sua farmácia sem acompanhantes
de confiança. Muitas vezes o viciado apresenta-se como propagandista ou cobrador para conseguir de casos de urgência. Muitas vezes a emergência para cria confusão e seu intento.
 Não aceite ordens telefônicas para entrega por mensageiros de produtos controlados. Um doutor "araque" em combinação com viciados faz você de bobo e tapeia facilmente o seu entregador.
 Quantidades exageradas de produtos controlados devem se primeiro confirmadas pelo médico.
 Qualquer suspeita com a receita deve ser esclarecida diretamente com o médico ou simplesmente rejeitada se ele não puder ser encontrado.
LEMBRE-SE DE QUE É SUA A RESPONSABILIDADE.
18.2 Notificações de Receituário
É o documento que acompanhado de receita autoriza a dispensação de medicamentos a base de substâncias constantes das listas "A1" e "A2" (entorpecentes), "A3", "B1" e "B2" (psicotrópicas), "C2" (retinóicas para uso sistêmico) e "C3" (imunossupressoras), deste Regulamento Técnico e de suas atualizações.
18.2.1 Notificação de receita A
 Cor de receita: Amarela
 Listas: A1 - entorpecentes; A2 - entorpecentes; A3 - psicotrópicos
 Talonário: Fornecido pela Autoridade Sanitária competente dos Estados, Municípios e DF.
 Validade: 30 dias válida em todo território Nacional
 Quantidade permitida por receita:
- Cinco ampolas e demais formas farmacêuticas quantidade para 30 dias de tratamento
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18.2.2 Notificação de receita B
 Cor de receita: Azul
 Listas: B1 - psicotrópicos; B2 - psicotrópicos anorexígenos
 Talonário: Numeração fornecida pela Autoridade Sanitária, confecção a encargo do profissional.
 Validade: 30 dias válida somente dentro da Unidade Federativa
 Quantidade permitida por receita:
- Cinco ampolas e demais formas farmacêuticas quantidade para 60 dias de tratamento
18.2.3 Notificação de Receita Especial
 Cor de receita: Branca
 Listas: C2 - retinóides sistêmicos; C3 - imunodepressores (talidomida)
 Talonário: Numeração fornecida pela Autoridade Sanitária, confecção a encargo do profissional.
 Validade: C2: 30 dias C3: 15 dias
 Quantidade permitida por receita:
- C2: 5 ampolas ou quantidade para 30 dias de tratamento - C3: quantidade para 30 dias de tratamento
18.2.4 Receita de controle especial
 Cor de receita: Branca 2 vias
 Listas: C1 - outras substâncias; C4 - antiretrovirais; C5 - anabolizantes
 Talonário: Sem numeração, confecção a encargo do profissional.
 Validade: 30 dias válida em todo território Nacional
 Quantidade permitida por receita:
- C1, C5: 5 ampolas e demais formas farmacêuticas quantidade para 60 dias de tratamento.
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18.3 O que deve constar: Receita Amarela, Azul e Branca.
 Sigla da Unidade da Federação;
 Identidade numérica;
 Identificação de eminente: nome do profissional com sua inscrição no Conselho Regional com a
sigla da respectiva Unidade da Federação; ou nome da instituição, endereço completo e telefone.
 Identificação do usuário: nome e endereço completo do paciente, e no caso de uso veterinário,
nome e endereço completo do proprietário e identificação do animal;
 Nome do medicamento, dosagem, forma farmacêutica, quantidade e posologia, algarismos
arábicos e por extenso.
 Data de emissão;
 Assinatura do prescritor;
 Identificação do comprador;
 Identificação do fornecedor;
 Identificação do registro
 Identificação da gráfica
 Data de emissão.
18.4 Outras informações pertinentes
 C2: Notificação deverá ser acompanhada de termos de consentimento pós-informação fornecida pelo profissional habilitado.
 C3: O paciente deverá receber termo de esclarecimento e termo de responsabilidade pelo médico, em duas vias, sendo a 1 via encaminhada à Coordenação Estadual do Programa e outra no prontuário do paciente.
 A exceção de outras listas (2 anos), os documentos da lista C3 deverão ser guardados por prazo de 5 anos.
 C1 - para antiparkisonianos e anticonvulsivantes a quantidade fica limitada em até 6 meses de tratamento.
 C4 - formulário especial estabelecido pelo programa DST/AIDS 5 substâncias ou medicamentos por receita.
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19. CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE FARMACIAS E PRODUTOS 19.1 Acessórios que podem ser vendidos na farmácia
Os proprietários de farmácias poderão também aumentar mais sua rentabilidade com a venda de acessórios e equipamentos, instrumentos cirúrgicos e um grande número de outros artigos.
Além das vantagens do preço não tabelado e maior margem de lucro, a farmácia poderá proporcionar ao cliente a oportunidade de comprar um acessório, sem ferir a legislação específica.
Seringas, agulhas hipodérmicas, meias para varizes, bolsas de água quente, de gelo, termômetros são os mais procurados. Ainda podem ser vendidos na farmácia outros artigos, usados sob orientação médica, tais como: aparelhos portáteis para massagem, os suportes de hérnia e uma infinidade de outros artigos bastante usados atualmente, quando a medicina começa a adotar, em muitos casos, o tratamento individual em casa pelo próprio paciente.
19.2 Os principais itens para a boa apresentação da sua farmácia
 Dispor produtos pela ordem alfabética;
 Colocá-los nas prateleiras de acordo com as diversas apresentações (gotas, comprimidos,
líquidos, xaropes, suspensões, injetáveis, supositórios, pomadas, cremes e etc.);
 Colocar os produtos recém-adquiridos atrás dos que já se encontram nas prateleiras;
 Se possível, colocar junto os produtos com as mesmas indicações, obedecendo a sua
apresentação e ordem;
 Colocar os produtos pesados nas prateleiras mais baixas;
 Os produtos cirúrgicos, desinfetantes, inseticidas, leite dietético, adoçantes, geriátricos,
acessórios, etc. devem ser colocados onde sejam vistos com facilidade pelos clientes;
 Os produtos devem ser arrumados, não permitindo, espaços vazios nas prateleiras;
 Se possível, os produtos devem ser dispostos por tamanhos, colocando-se os menores a começar
pelas prateleiras de cima, continuando com os de tamanho médio e terminado com os de
tamanho grande, porém sem sair da ordem alfabética e da apresentação.
 Organização e limpeza são aspectos imprescindíveis para uma boa apresentação da farmácia.
19.3 Dicionário de Especialidades Farmacêuticas (DEF)
O DEF - é um dicionário informativo aos médicos e profissionais da saúde, de que medicamentos o Brasil dispõem, mas também sob seus efeitos colaterais, forma farmacêutica, composição, informações técnicas, indicações, contra-indicações, precauções, interações medicamentosas, reações adversas e advertências sobre sua utilização. Ajuda o médico em sua atividade profissional na quais as terapêuticas prescritas ocupam um papel tão importante.
O mercado farmacêutico vem sofrendo profundas transformações. O lançamento dos medicamentos genéricos, as ações operacionais, tanto no setor público quando do setor privado, para reduzirem o crescente custo da saúde, médico da família, campanhas de vacinação, distribuição gratuita de medicamentos e crescente municipalização do SUS indicam um novo rumo na ministração da saúde.
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
Esse processo de mudanças na área da saúde cria dúvidas, expectativas, esperanças, mas também apreensões. E dentro dessa linha é preciso cada vez mais tomar clara as ações dos diversos elos que compõem a cadeia da saúde.
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
20. NOÇÕES DE FARMACOTÉCNICA
É um ramo da farmácia, praticada por profissionais farmacêuticos, e tem como objeto a manipulação dos princípios ativos para a fabricação de medicamentos. Nesta área estuda-se o desenvolvimento de novos produtos e sua relação com o meio biológico, técnicas de manipulação, doses, as formas farmacêuticas, as interações físicas e químicas entre os princípios ativos e entre os princípios ativos e os excipientes e veiculos.
Materiais e Vidrarias mais utilizados
 Almofariz ou Gral com Pistilo
 Espátula de inox
 Espátula de Plástico
 Lambe-lambe
 Colher de Plástico
 Vidros de Relógio
 Copo Becker
 Proveta
 Pipetas
 Bico de Bunsen
 Batedeira
 Homogeneizador
 Destilador
 Deionizador
Cosmetologia
É a área da ciência farmacêutica que pesquisa, desenvolve, elabora, produz, comercializa e aplica produtos cosméticos. Estuda os recursos de tratamento e embelezamento natural baseado no uso de produtos, substâncias e embalagens, denominados genericamente de cosméticos de aplicação externa e superficial.
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
21. ATENDIMENTO AO CLIENTE
A questão do bom atendimento ao cliente vem ganhando importância cada vez maior, desde os meios acadêmicos onde o assunto é discutido, até os meios empresariais onde se aplica. Entretanto, nem todos ainda estão conscientes dos benefícios que a sua prática pode trazer para as organizações. Alguns cobrem de maquiagem tentando mascarar o que não tem disfarce. O consumidor já conhece a sua força; as diversas manifestações, o alcance dos conselhos de proteção ao consumidor e suas reivindicações, as exigências frente à qualidade dos produtos e serviços.
Cabe apresentar alguns pontos que podem contribuir para a melhoria cada vez maior do atendimento ao cliente, são eles:
ATENDIMENTO...
 Não é consertar o erro e sim não errar;
 Pode ser feito por máquinas, mas ela não pode reconhecer a todos como iguais.
 Não é só receber bem o cliente, mas também fazer com que ele saia bem.
 É antes, durante, depois (e muito depois), é saber que não termina.
 Não é só tratar bem quem compra, mas também quem o cerca.
 É aumentar o calor do produto/serviço adquirido.
 É saber ouvir e reconhecer a importância de uma reclamação.
 Não é falar, e sim exemplificar.
 É romper todas as barreiras que prejudicam o desempenho da organização.
 Não é só qualidade, mas também inovação. Faça algo diferente dos outros, e o cliente irá lembrar-se
de você para sempre.
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ATENDENTE DE FARMÁCIA E DROGARIA – PARTE II
 Não é o que você define, mas o que o cliente espera.
 Parte de você; o primeiro passo - o exemplo - favorece a sua propagação.
Você pode melhorar seu atendimento a qualquer a toda hora. Torne-se uma organização de pessoas obcecadas por isso. Faça por seus clientes o que eles querem que você faça por eles (e muito mais), e não aquilo que acha que eles vão querer.
O que é um bom atendimento?
Realmente para sempre ter um bom atendimento, tem de ser um pouco de psicólogos, pois às vezes os pacientes chegam com raiva da vida e a qualquer palavra nossa já é um grande motivo para arrumarem briga, mas no final tudo vale a pena é muito bom trabalhar na busca de sempre, pelo menos tentar, ajudar as pessoas e cuide de sua aparência pessoal, pois passa ao cliente a sua primeira impressão.
Apresentação Pessoal
A apresentação dos profissionais que trabalham na farmácia é muito importante para se criar uma imagem positiva. O profissional deve sempre estar com o uniforme limpo, passado, e em boas condições de uso e padronizado.
Homens
 Para os homens é importante a barba bem feita, mãos e unhas aparadas e limpas, cabelos limpos e penteados.
Mulheres
 As mulheres devem estar sempre com os cabelos limpos e penteados.
 Quem optar por cabelo preso, fazê-lo com presilha em bom estado. Usar maquiagem leve e perfume suave.
 As unhas devem ser bem cuidadas, com esmalte em bom estado sem estar descascado, evitar adornos e bijuterias exageradas. Em geral, deve- se tomar cuidado com o mau hálito e
cheiro de suor. O crachá deve ser usado diariamente, pois faz parte do uniforme.
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