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Published by erickgalvao_, 2020-04-25 10:30:59

Lição Adulto Prof. 2ºtri 2020.pdf

Lição Adulto Prof. 2ºtri 2020.pdf

■ Sexta, 19 de junho Ano Bíblico: Sl 31-35
Estudo adicional

T exto de Ellen G. White: Caminho a Cristo, p. 105-113 (“A Certeza da Vi-
tória”); seção 8 do documento “Métodos de Estudo da Bíblia”, que pode ser
encontrado em http://www.centrowhite.org.br/metodos-de-estudo-da-biblia.

Na Bíblia, há muitos mistérios que o ser humano finito julga difíceis de
compreender e que são muito profundos para explicarmos plenamente. Por
isso, precisamos de humildade e disposição para aprender das Escrituras em
espírito de oração. A fidelidade às Escrituras permite ao texto bíblico, mes-
mo que seu significado vá contra nossa natureza, dizer o que realmente diz.
A fidelidade às Escrituras respeitará o texto em vez de alterá-lo, como al-
guns fazem, ou evitar seu verdadeiro significado.

“Quando a Palavra de Deus é aberta sem reverência e oração, quando os
pensamentos e as afeições não estão centralizados em Deus nem em har-
monia com Sua vontade, a mente fica obscurecida pelas dúvidas. O próprio
estudo da Bíblia fortalece o ceticismo. O inimigo apodera-se dos pensamen-
tos e sugere interpretações incorretas. Sempre que os homens não buscam,
por palavras e atos, estar em harmonia com Deus, por mais preparados que
sejam, estão sujeitos a errar em sua compreensão das Escrituras. Não é se-
guro confiar em suas explicações. Os que abrem as Escrituras para encon-
trar discrepâncias não têm conhecimento espiritual. Com visão distorcida,
verão muitas razões para dúvida e descrença em coisas que são realmente
claras e simples” (Ellen G. White, Caminho a Cristo, p. 111).

Perguntas para consideração
1. Por que as atitudes em relação à Bíblia são tão essenciais para uma com-

preensão adequada das Escrituras? Quais atitudes são cruciais para en-
tendermos a Palavra?
2. P or que não deveríamos nos surpreender ao encontrar na Bíblia assun-
tos difíceis de explicar e entender? Afinal, quantos temas do mundo
natural são difíceis de entender? Até hoje, por exemplo, a água está re-
pleta de mistérios.
3. Como podemos responder à questão de Lucas 23:43, na qual (segundo a
maioria das traduções) Jesus teria dito ao ladrão que ele estaria no Céu
com o Senhor naquele dia? Quais são as maneiras sinceras de explicar
esse texto? Textos como João 20:17, Eclesiastes 9:5 e 1 Coríntios 15:16-20

12nos ajudam a entender o que está em questão aqui?

Respostas e atividades da semana: 1. B. 2. A. 3. Porque Deus resiste aos soberbos, mas dá graças aos humildes.
4. Sim, pois ela não permite que a pessoa desista de seus objetivos até que as dúvidas sejam resolvidas. Somente
aquele que persiste consegue chegar ao resultado desejado. 5. Eles buscavam conferir nas Escrituras acerca do que
ouviam. Buscar as próprias Escrituras é a melhor maneira de interpretá-las, pois elas lançam luz sobre si mesmas.

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Anotações

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| 150 | Como interpretar as Escrituras

RESUMO DA LIÇÃO 12

Lidando com passagens bíblicas difíceis

TEXTOS-CHAVE: 2Pe 3:15, 16; 2Tm 2:15; 1Tm 4:16; 1Cr 29:17; Pv 2:7; Tg 4:6; Gl 6:9

ESBOÇO

Em algum momento, todo estudante da Bíblia encontra algumas passagens das Escri-
turas que são difíceis de entender. Essa dificuldade não deve nos surpreender. Qualquer
um que se depare com outra cultura e visão de mundo sabe que, inevitavelmente, have-
rá coisas que não serão compreendidas de imediato, pois não são familiares. Isso ocorre
também no caso da cosmovisão das Escrituras. Se entendêssemos tudo que está na Bí-
blia, não haveria necessidade de se obter mais compreensão e existiria menos incentivo
para crescer no conhecimento espiritual. Nossa maneira de abordar passagens difíceis não
apenas revela muito sobre nossa atitude em relação às Escrituras, mas mostra se temos
seriedade na busca de respostas. A quantidade de tempo e energia mental que investi-
mos para lidar com as dificuldades, tentando encontrar soluções fiéis às Escrituras, reve-
la a importância da Bíblia em nossa vida e o quanto é importante encontrar as respostas.
Passagens difíceis não apenas nos desafiam, mas também oferecem oportunidade de nos
aprofundarmos no conhecimento e pesquisarmos mais detidamente as Escrituras, para que
possamos entender ainda mais os escritores da Bíblia e a mensagem de Deus. Não pre-
cisamos ter medo de encontrar passagens que não entendemos. Em vez disso, devemos
ser gratos até mesmo pelas passagens desafiadoras e difíceis da Bíblia, pois oferecem a
chance de crescer em nosso entendimento. Algumas atitudes importantes tornarão essas
dificuldades uma bênção para nós, enquanto sua ausência fará com que lidemos com es-
ses desafios de forma insensata, o que pode trazer maldição à nossa vida.

COMENTÁRIO

Possíveis razões para dificuldades e aparentes contradições 12
Muitos estudiosos que não acreditam na inspiração divina das Escrituras supõem que

elas são contraditórias e cheias de erros, pois, em sua opinião, ser humano significa ser
falível e imperfeito. Embora seja verdade que os seres humanos são falhos e nem sempre
são verdadeiros, também é fato que mesmo pessoas imperfeitas são totalmente capazes
de discernir e falar a verdade. Se até seres falíveis podem comunicar a verdade fielmente,
quanto mais devemos esperar que Deus, que não pode mentir (Hb 6:18), tenha sido capaz
de impedir que os escritores da Bíblia se enganassem no que escreveram.

Quando abordam a Palavra divina com dúvida, alguns aceitam sua veracidade somente
se houver indubitáveis evidência e prova. Em vez de conceder às Escrituras o benefício da
dúvida quando não têm todas as informações disponíveis, muitos estudiosos críticos acei-
tam certas passagens como confiáveis e verdadeiras apenas se a razão humana demonstrar

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demonstrar sua veracidade ou se evidências externas revelarem claramente que as Es-
crituras estão em harmonia com descobertas científicas. Quando esses critérios externos
são a norma final para o que é aceitável, e se as Escrituras às vezes não os cumprem, es-
ses intérpretes acreditam que encontraram contradições.

Ao lidar com as afirmações bíblicas, precisamos nos lembrar de que os escritores da
Bíblia costumavam usar linguagem comum e cotidiana e um estilo não técnico. Por exem-
plo, ao falarem do nascer do Sol (Nm 2:3; Js 19:12) e do pôr do Sol (Dt 11:30; Dn 6:14),
não usaram a linguagem científica. Eles simplesmente descreviam as coisas do modo
como as viam acontecer. Além disso, não devemos confundir uma convenção social com
uma afirmação científica. A necessidade de precisão técnica varia de acordo com a situa-
ção em que uma declaração é feita. Portanto, imprecisão não é o mesmo que inverdade.

Pode ser que algumas discrepâncias tenham ocorrido devido a pequenas variações e
erros causados por copistas e tradutores da Bíblia. A maioria desses erros de transmissão
são mudanças não intencionais, em que copistas confundiram letras semelhantes ou, ao
copiar um texto, eles acidentalmente “pularam para outra palavra ou linha com a mesma
palavra ou letra. Essa tendência é agravada quando não há espaços entre vocábulos ou
sinais de pontuação, o que certamente foi o caso dos textos gregos e também pode ter
acontecido no hebraico” (Paul D. Wegner, A Student’s Guide to Textual Criticism of the Bible
[“Guia do Estudante de Crítica Textual da Bíblia”]. Downers Grove, IL: InterVarsity Press,
2006, p. 46). Às vezes, ocorre uma inversão na ordem de duas letras ou palavras. Por exem-
plo, em João 1:42, o nome “João” [Iōannou], como é encontrado em vários manuscritos, é
lido “Jonas” [Iōna] em alguns outros manuscritos (ver Wegner, A Student’s Guide to Textual
Criticism of the Bible, p. 48, para esse e outros exemplos). Tais problemas não devem nos
perturbar. Antes de mais nada, os manuscritos bíblicos são de longe os mais confiáveis e
mais bem preservados do mundo antigo. Nenhuma outra literatura é transmitida em tan-
tos manuscritos e copiada tão meticulosamente em relação à composição original quan-
to os manuscritos bíblicos. Além disso, essas pequenas alterações podem ser corrigidas
à luz de outras evidências disponíveis. Elas não afetam nenhuma doutrina ou ensino im-
portante da Bíblia. Embora os copistas e tradutores em geral tenham sido extremamente
cuidadosos em seus trabalhos, eles não foram inspirados como os autores bíblicos origi-
nais. Ellen G. White estava ciente de que “pode ter havido algum erro nos copistas ou da
parte dos tradutores”. Mas ela escreveu que “todos os erros não causarão dificuldade a
uma alma, nem farão tropeçar os pés de alguém que não fabrique dificuldades da mais
simples verdade revelada” (Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 16).

12 Lide com as dificuldades de forma honesta e cuidadosa
Deus Se agrada da honestidade (1Cr 29:17). Se buscarmos honestamente a verdade,

a encontraremos. A honestidade vencerá a longo prazo. Lidar honestamente com as di-
ficuldades significa que não as negamos nem distorcemos as evidências, mas lidamos
com elas de maneira imparcial. É muito melhor admitir honestamente que não temos
uma resposta satisfatória para uma dificuldade do que distorcer as evidências para tor-
ná-las mais ajustáveis à nossa opinião. Respostas superficiais não resistirão ao teste do

| 152 | Como interpretar as Escrituras

escrutínio e lançarão uma sombra sobre nossa credibilidade. Uma mentira piedosa é tal-
vez a mais destrutiva de todas, porque lança uma sombra de dúvida sobre o caráter de
Deus e Sua Palavra e põe em cheque até a nossa própria integridade. Se ignorarmos a ho-
nestidade na busca por respostas, mataremos nossa consciência e colocaremos em risco
nossa vida espiritual. Por fim, estaremos em perigo de não valorizar a verdade, a ponto,
talvez, de até sermos incapazes de distinguir a verdade da falsidade. Mas a honestidade
traz consigo uma bênção: estabelece confiança com as próprias pessoas a quem quere-
mos conquistar pela verdade da Bíblia. A honestidade é a base de todo relacionamento
pessoal saudável. Ela deve ser associada ao cuidado. Sendo honestos, esperaremos e não
nos apressaremos em tirar conclusões precipitadas, com base em informações limitadas.
A honestidade fará com que o estudante procure tudo que for necessário para avaliar cui-
dadosamente as evidências disponíveis.

Pense em exemplos de respostas desonestas sobre a Bíblia e o impacto negativo , ao
longo do tempo, que elas tiveram sobre os outros. Você pode citar alguma situação em
que respostas honestas a perguntas bíblicas tiveram um impacto positivo, com o tempo,
sobre quem as ouviu?

Lide com dificuldades humildemente
Humildade é o oposto de orgulho. Este nos impede de apreciar as ideias e realizações

dos outros. A pessoa orgulhosa não sente necessidade de aprender, porque pensa que já
sabe tudo. Aquele que é humilde, por outro lado, reconhece que a verdade não é algo de
sua autoria, mas é inspirada por Deus (ver 2Tm 3:16). As pessoas humildes têm disposição
para aprender e não afirmam ter todas as respostas. Elas podem expandir seu conheci-
mento da Palavra de Deus de uma maneira que os arrogantes e orgulhosos são incapazes
de fazer. Visto que o orgulho está tão profundamente arraigado em nós, e a humildade
vai contra a lógica de nossa cultura e sociedade, uma postura humilde é talvez a mais di-
fícil de assumirmos no estudo da Bíblia.

Você conhece alguém que tem um caráter intelectual genuinamente humilde? Quem
é? O que mais o impressiona sobre a vida e a erudição dessa pessoa?

Reflita sobre a seguinte declaração de Ellen G. White a respeito desse assunto: “Os que
querem duvidar têm suficiente oportunidade para isso. Deus não Se propõe fazer desapa-
recer toda ocasião para a incredulidade. Apresenta evidências que precisam ser cuidado-
samente investigadas, com espírito humilde e susceptível ao ensino; e todos devem julgar
pela força dessas mesmas evidências” (Testemunhos Seletos, v. 2, p. 290).

Lide com as dificuldades com determinação e paciência 12
Algumas dificuldades desafiam respostas fáceis e rápidas, uma vez que exigem deter-

minação e paciência. Durante séculos, os estudiosos ficaram intrigados com uma das dis-
crepâncias mais desconcertantes das Escrituras: os números diferentes dos reinados dos
reis hebreus no Antigo Testamento. A Bíblia apresenta muitas informações sobre esses
reis, mas, quando elas são reunidas, parecem contraditórias. Teria sido fácil para o estu-
dioso adventista Edwin Thiele aceitar essa discrepância não resolvida, mas, visto que ele

Abr l Mai l Jun 2020 | 153 |

acreditava na veracidade e confiabilidade das Escrituras, estava determinado a não desis-
tir e, durante vários anos, estudou todas as evidências. Ao pesquisar os dados bíblicos com
atenção e ainda compará-los com fontes extrabíblicas, finalmente conseguiu mostrar que
métodos diferentes foram usados para contar os anos dos reinados dos reis hebreus. Sua
solução é coerente com o registro das Escrituras e os registros de outras nações do mundo
antigo. Seu livro The Mysterious Numbers of the Hebrew Kings [“Os Misteriosos Números dos
Reis Hebreus”] (Grand Rapids, MI: Zondervan Publishing House, 1983) tornou-se uma obra
de referência, amplamente reconhecida nos círculos acadêmicos, muito além das fronteiras
da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Muitos dos chamados erros não são resultado da revelação de Deus, mas das nossas in-
terpretações erradas. Eles surgem não de alguma obscuridade da Bíblia, mas da cegueira e
do preconceito do intérprete. No entanto, existem algumas dificuldades bíblicas que desa-
fiam soluções rápidas, visto que são difíceis de entender, mesmo para a pessoa mais honesta
e determinada. Mas apenas porque não foi possível encontrar uma solução para um proble-
ma específico não significa que não exista nenhuma resposta. É bem provável que outros
cuidadosos pesquisadores das Escrituras tenham lutado com a mesma dificuldade muito an-
tes, e provavelmente tenham encontrado soluções que apenas precisam ser conhecidas pe-
los estudantes em dificuldades.

Nessas situações, podemos agir também como Daniel quando não compreendeu certas
passagens das Escrituras. O profeta orou intensamente (ver Dn 8:27 a 9:27). Quando oramos,
obtemos uma perspectiva completamente nova sobre alguns problemas.

Para obter mais princípios e exemplos específicos sobre como lidar com passagens difíceis,
consulte Gerhard Pfandl (ed.), Interpreting Scripture: Bible Questions and Answers [“Interpretan-
do as Escrituras: Perguntas e Respostas da Bíblia”], Biblical Research Institute Studies 2 [“Es-
tudos do Instituto de Pesquisa Bíblica 2”] (Silver Spring, MD: Biblical Research Institute, 2010).

Em quais situações a oração fez diferença na sua vida ao lidar com perguntas difíceis?

12 MKT CPB | AdobeStock

| 154 | Como interpretar as Escrituras

Vivendo pela Lição
Palavra de Deus
13
VERSO PARA MEMORIZAR: “Tornai-vos,
pois, praticantes da Palavra e não somente
ouvintes, enganando-vos a vós mesmos”

(Tg 1:22).

Leituras da semana: Fp 2:12-16; Lc 4:4,
8, 10-12; Sl 37:7; 46:10; 62:1, 2, 5; Cl 3:16

■ Sábado, 20 de junho Ano Bíblico: Sl 36-39

O melhor método de estudo da Bíblia será inútil se não estivermos de-
terminados a viver de acordo com o que aprendemos das Escrituras.
O que é verdadeiro para a educação em geral também é correto no que diz
respeito especificamente ao estudo da Bíblia: aprendemos melhor não ape-
nas lendo ou ouvindo, mas praticando o que sabemos. Essa obediência abre
um tesouro pleno das bênçãos divinas, que de outra maneira não recebe-
ríamos, e nos conduz numa forma empolgante e transformadora de am-
pliar nossa compreensão e conhecimento. Se não estivermos dispostos a
cumprir a Palavra de Deus nem a praticar o que estudamos, não nos de-
senvolveremos. E nosso testemunho será enfraquecido porque nossa vida
não está em harmonia com nossas palavras.

Crescemos em graça e sabedoria por meio de exemplos inspiradores
que nos ilustram o que significa viver pela Palavra de Deus. Não há exem-
plo melhor nem força motivacional mais poderosa do que Jesus Cristo.
Ele nos deu um padrão a seguir. Ele viveu em plena harmonia com a von-
tade de Deus.

Nesta semana, examinaremos o que significa viver pela Palavra do Se-
nhor e sob sua autoridade divina.

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■ Domingo, 21 de junho Ano Bíblico: Sl 40-45

A Palavra viva de Deus e o Espírito Santo

Émuito importante estudar a Palavra de Deus com atenção e com o mé-
todo apropriado. Porém, igualmente importante, talvez até mais, é colo-
carmos em prática o que aprendemos. O objetivo supremo de nosso estudo
da Bíblia não é adquirir um conhecimento superior, por mais maravilhoso
que isso seja. Não se trata do nosso domínio profundo da Palavra de Deus,
mas do controle da Palavra de Deus sobre nós, mudando nossa vida e nossa
maneira de pensar. Isso é o que realmente importa. Estar disposto a viver
a verdade aprendida significa estar disposto a se submeter a essa verdade
bíblica. Essa escolha às vezes envolve uma luta intensa, pois estamos tra-
vando uma batalha a respeito de quem terá a supremacia em nosso pen-
samento e em nossa vida. E, no fim, há apenas dois lados para escolher.

1. Leia Filipenses 2:12-16. Como devemos viver? Assinale a alternativa correta:

A. ( ) D e modo irrepreensível, obedecendo e preservando a Palavra
de Deus.

B. ( ) De acordo com nossas convicções e gostos pessoais.

Evidentemente, Deus atua em nós, mas Ele o faz mediante o Espírito
Santo, o único que nos dá a sabedoria para compreender as Sagradas Es-
crituras. Além disso, como seres humanos pecaminosos, muitas vezes nos
opomos à verdade de Deus e, se deixados por nossa conta, não obedece-
ríamos à Palavra do Senhor (Rm 1:25; Ef 4:17, 18). Sem o Espírito Santo,
não há afeição pela mensagem de Deus. Não há esperança, confiança nem
amor em resposta à verdade. Por meio do Espírito Santo, Deus realmente
“efetua em [nós] tanto o querer como o realizar” (Fp 2:13).

O Espírito Santo é um professor que deseja nos conduzir a uma com-
preensão mais profunda das Escrituras e a uma alegre apreciação da Pa-
lavra de Deus. Ele traz as verdades da Palavra à nossa atenção e nos dá
novas percepções sobre elas, para que nossa vida seja caracterizada pela
fidelidade e obediência amorosa à vontade de Deus. “Ninguém é capaz de
explicar as Escrituras sem o auxílio do Espírito Santo. Mas quando toma-
mos a Palavra de Deus com o coração humilde e dócil, os anjos de Deus es-
tarão ao nosso lado para impressionar-nos com as evidências da verdade”
(Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, v. 1, p. 411). Assim, as coisas espi-
rituais são interpretadas espiritualmente (1Co 2:13, 14) e somos capa-
zes de obedecer alegremente às Escrituras “todas as manhãs” (Is 50:4, 5).

13 Paulo declarou que devemos “preservar a Palavra da vida” (Fp 2:16; ver também Dt 4:4).
O que isso significa? Como fazemos isso? Qual é a nossa função em todo esse processo?

| 156 | Como interpretar as Escrituras

■ Segunda, 22 de junho Ano Bíblico: Sl 46-50
Aprendendo de Jesus

N ão há exemplo melhor e mais inspirador a seguir do que Jesus. Ele
estava familiarizado com as Escrituras e disposto a obedecer à Pala-
vra escrita de Deus e a cumpri-la.

2. L eia Lucas 4:4, 8, 10-12. Como Jesus usou as Escrituras para combater as

tentações de Satanás? Por que as Escrituras devem ser centrais à nossa

fé, especialmente em tempos de tentação?

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Jesus conhecia bem as Escrituras. Ele estava tão intimamente fami-
liarizado com a Palavra de Deus que poderia citá-la de memória. Essa
intimidade com a Palavra escrita era resultado de precioso tempo de
qualidade com o Senhor no estudo das Escrituras.

Se Ele não conhecesse as palavras exatas das Escrituras e o contexto
em que elas aparecem, poderia facilmente ter sido enganado pelo diabo,
que citou as Escrituras e as usou para seus propósitos enganadores. Por-
tanto, apenas ser capaz de citar a Bíblia, como o diabo fez, não é suficien-
te. Além de um texto específico, é preciso saber o que outras passagens
das Escrituras têm a dizer sobre um assunto e conhecer seu significado
correto. Somente essa familiaridade com a Palavra do Senhor nos ajuda-
rá, como ocorreu com Jesus, a não ser enganados pelo adversário de Deus,
mas resistir aos ataques de Satanás. Por diversas vezes, vemos Jesus abrin-
do a mente de Seus seguidores para que compreendessem as Escrituras,
dirigindo a atenção deles ao que “está escrito” (Lc 24:45, 46; Mt 11:10;
Jo 6:45; etc.). Ele compreendia que os que liam as Escrituras podiam che-
gar a um entendimento correto de seu significado: “Que está escrito na
Lei? Como interpretas?” (Lc 10:26). Para Jesus, o que está escrito na Pa-
lavra de Deus é a norma pela qual devemos viver.

Em João 7:38, Jesus, o Verbo de Deus encarnado, encaminhou Seus se-
guidores às palavras das Escrituras. Unicamente por meio da Bíblia sabemos
que Jesus é o Messias prometido. As Escrituras testificam Dele (Jo 5:39). O
próprio Jesus estava disposto a cumprir a Bíblia, a Palavra escrita de Deus.
Se Ele estava disposto a fazer isso, nós deveríamos fazer algo diferente?

Qual tem sido sua experiência com o uso do Escrituras em sua batalha contra a ten- 13
tação? Isto é, quando tentado, você começa a ler a Bíblia ou a citar as Escrituras? Qual
tem sido o resultado dessa experiência e o que você tem aprendido com ela?

Vá para as suas atividades de hoje com a clara convicção de que você é um representante de Cristo na Terra.

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■ Terça, 23 de junho Ano Bíblico: Sl 51-55
Jesus versus as Escrituras?

3. Q ue mensagem poderosa Jesus nos apresentou em João 5:45-47 sobre

Sua relação com a Bíblia? Assinale a alternativa correta:

A. ( ) É impossível harmonizar o Messias com as Escrituras.
B. ( ) Jesus e os escritos de Moisés estão intimamente relacionados.

A lgumas pessoas afirmam que, ao falar, Jesus colocava Suas palavras
em claro contraste com as palavras das Escrituras, como as encon-
tramos no Antigo Testamento. Essas pessoas declaram que as palavras de
Cristo estão até mesmo acima das palavras da Bíblia.

No Novo Testamento, Jesus disse: “Ouvistes que foi dito [...] Eu, porém,
vos digo...” (Mt 5:43, 44; compare com Mt 5:21, 22, 27, 28, 33, 34, 38, 39).
Quando disse essas famosas palavras no Sermão da Montanha, Ele não
tentou abandonar nem abolir o Antigo Testamento, como alguns afir-
mam. Em vez disso, Ele respondeu a várias interpretações das Escrituras
e às tradições orais usadas por alguns estudiosos de Sua época para justifi-
car comportamentos em relação a outras pessoas, como odiar os inimigos
(Mt 5:43), entre outras coisas que Deus não tolerava nem nunca ordenou.

Jesus não aboliu o Antigo Testamento nem diminuiu sua autoridade
em nenhum grau. O oposto é verdadeiro. O Antigo Testamento, de fato,
prova quem Ele é. Cristo intensificou o significado das declarações das Es-
crituras, mostrando-nos as intenções originais de Deus.

Usar a autoridade de Jesus para desqualificar a Bíblia ou denegrir par-
tes da Palavra como se não fossem inspiradas talvez seja uma das mais
sutis, e ainda mais perigosas, críticas às Escrituras, visto que ela é feita
exatamente no nome de Jesus. Cristo reconheceu a grande autoridade das
Escrituras, que, em Seus dias, consistiam apenas no Antigo Testamento.
Que outras evidências necessitamos de como também devemos conside-
rar o Antigo Testamento?

Longe de enfraquecer a autoridade das Escrituras, Jesus constante-
mente as defendeu como um guia confiável e fidedigno. Ele afirmou cla-
ramente no mesmo Sermão da Montanha: “Não penseis que vim revogar
a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5:17).
Em seguida, Ele disse que todo “aquele, pois, que violar um destes man-
damentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será con-
siderado mínimo no reino dos Céus” (Mt 5:19).

Quais doutrinas importantes estão fundamentadas no Antigo Testamento? Por exem-

13 plo, a criação (Gn 1 e 2) e a queda (Gn 3). Quais outras verdades cristãs cruciais encon-
tradas no Antigo Testamento são posteriormente ampliadas no Novo Testamento?

| 158 | Como interpretar as Escrituras

■ Quarta, 24 de junho Ano Bíblico: Sl 56-61

Horas tranquilas com a Palavra de Deus

A vida tende a ser agitada e repleta de tensão e estresse. É preciso tra-
balhar duramente para garantir a sobrevivência e colocar comida na
mesa. Outras vezes, mesmo quando as nossas necessidades básicas são su-
pridas, vivemos no corre-corre porque queremos cada vez mais. Deseja-
mos as coisas que julgamos que nos farão felizes e satisfeitos. Mas, como
Salomão nos adverte no livro de Eclesiastes, isso nem sempre acontece.

Seja qual for a razão, podemos estar muito ocupados e, portanto, é
muito fácil, em meio à agitação, não dar lugar a Deus. Não é que não
creiamos, mas apenas não passamos tempo de qualidade lendo, orando e
a­ proximando-nos do Senhor, em cuja mão está nossa vida (Dn 5:23). Po-
demos estar muito distraídos com outras coisas para passar um tempo
de qualidade com Deus. Todos precisamos de momentos em que delibe-
radamente desaceleramos para encontrar nosso Salvador, Jesus. Como o
Espírito Santo pode falar conosco se não paramos para ouvi-Lo? A hora
especial tranquila com Deus, na leitura de Sua Palavra e na comunicação
da oração, é a fonte da nossa vida espiritual.

4. Leia o Salmo 37:7; 46:10; 62:1, 2, 5. O que esses textos nos ensinam sobre

as horas tranquilas com Deus? Por que elas são tão importantes?

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Se amamos alguém, certamente gostamos de passar tempo a sós com
essa pessoa amada. Devemos escolher um lugar em que possamos ler e re-
fletir sobre a Palavra de Deus sem interrupções. Em nossa vida frenética,
isso só terá sucesso se reservarmos deliberadamente um tempo específi-
co para esse encontro. Muitas vezes, o começo do dia é melhor para esses
minutos de quietude e reflexão. Esses momentos, antes do início da jor-
nada de trabalho, podem se tornar uma bênção para todo o restante do
dia, pois os pensamentos valiosos que recebemos nos acompanharão por
muitas horas. Mas sejamos criativos para encontrar o tempo de qualida-
de que é necessário para estarmos com Deus, sem interrupção.

Permanecer conectados com o Deus vivo da Bíblia por meio da oração
impacta nossa vida como nada mais pode fazer. Por fim, isso contribui
para que nos tornemos mais semelhantes a Jesus.

Você é intencional em buscar um tempo a sós com o Senhor? Como são esses momen- 13
tos e como estes o ajudam a conhecer melhor a realidade divina e o amor de Deus?

Sempre que possível, leve a Bíblia para as suas atividades e medite em suas palavras ao longo do dia.

Abr l Mai l Jun 2020 | 159 |

■ Quinta, 25 de junho Ano Bíblico: Sl 62-67
Memória e canção

G“ uardo no coração as Tuas palavras, para não pecar contra Ti” (Sl 119:11).
Memorizar as Escrituras traz bênçãos multiplicadas. Quando
guardamos preciosas passagens da Palavra de Deus em nossa mente, po-
demos reviver o que foi memorizado e aplicá-lo em circunstâncias novas e
variáveis. Dessa maneira, a Bíblia impacta diretamente nosso pensamento
e nossas decisões e influencia nossos valores e comportamento. Memorizar
as Escrituras traz a Bíblia à vida em nossa experiência diária. Além disso,
nos ajuda a adorar a Deus e a ter uma vida fiel de acordo com a Palavra.
Memorizar as Escrituras, palavra por palavra, é uma tremenda salva-
guarda contra enganos e falsas interpretações. Memorizar a Bíblia nos
habilita a citá-la, mesmo quando não a temos à disposição. Isso pode se
tornar um tremendo poder para o bem em situações em que surgem ten-
tações ou quando nos deparamos com desafios adversos. Relembrar as
promessas de Deus e fixar nossa mente em Sua Palavra, e não em nossos
problemas, eleva nossos pensamentos a Deus, que tem mil maneiras de
ajudar quando não vemos nenhuma.

5. Leia Efésios 5:19 e Colossenses 3:16. De que maneira cantar a Palavra de

Deus firma e fortalece as Escrituras em nossa mente?

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Cantar as palavras da Bíblia também pode ser uma forma poderosa de
memorizar o texto das Escrituras. No cântico, as palavras da Bíblia são
mais facilmente lembradas. Combinar as palavras das Escrituras com be-
las melodias faz com que elas fiquem ancoradas em nossos pensamentos
com maior firmeza e será um meio eficaz de dissipar nossa ansiedade. As
passagens bíblicas relacionadas às melodias simples, mas harmoniosas,
podem ser facilmente cantadas e memorizadas por crianças e adultos. As
Escrituras foram a inspiração para numerosos e mundialmente famosos
oratórios, sinfonias e outras músicas que moldaram e influenciaram a cul-
tura cristã ao longo dos séculos. Composições que elevam nossa mente e
direcionam nossos pensamentos a Deus e à Sua Palavra são uma maravi-
lhosa bênção e influência positiva em nossa vida.

“A música faz parte da adoração a Deus nas cortes do Céu, e em nossos
cânticos de louvor devemos tentar nos aproximar o máximo possível da
harmonia do coro celestial” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 594).

13

| 160 | Como interpretar as Escrituras

■ Sexta, 26 de junho Ano Bíblico: Sl 68-71
Estudo adicional

T exto de Ellen G. White: Caminho a Cristo, p. 93-104 (“O Privilégio de
Falar com Deus”).
“O olho natural nunca pode contemplar a beleza e atração de Cristo.
Somente a iluminação interior do Espírito Santo, revelando à pessoa seu
verdadeiro desamparo e desesperada condição, sem a misericórdia e per-
dão de Cristo – o todo-suficiente portador de nossos pecados – pode ca-
pacitar o homem a discernir Sua infinita misericórdia, Seu imensurável
amor, benevolência e glória” (Ellen G. White, Olhando Para o Alto, p. 155).

“Partes das Escrituras, até mesmo capítulos inteiros, podem ser memo-
rizadas, a fim de ser repetidas quando Satanás vier com suas tentações [...].
Ao levar a mente a demorar-se em coisas terrestres e sensuais, Satanás
é mais eficazmente resistido com um ‘Está escrito’” (The Advent Review
and Sabbath Herald [“Revista Adventista e Arauto do Sábado”], 8 de abril
de 1884).

Perguntas para consideração
1. C omo a realidade da livre escolha influência nossas decisões relativas à

fé e à obediência? Embora muitas áreas da vida estejam fora do nosso
controle, as coisas essenciais (que pertencem à vida eterna) estão sob
nosso domínio e liberdade de escolha. O que temos feito com o livre-
arbítrio que Deus nos deu? Quais têm sido nossas escolhas espirituais?
2. P ense na função que o sábado pode e deve desempenhar ao nos conce-
der a oportunidade de passar horas tranquilas com Deus. A guarda do
sábado ajuda a evitar que o trabalho e as coisas da vida nos impeçam de
passar o tempo necessário com o Senhor? Como aproveitar mais o sá-
bado como a bênção espiritual que ele deve ser?
3. Qual tem sido sua experiência a sós com Deus em oração e estudo? Como
essa prática espiritual afeta sua fé? Na classe, se você se sentir à vontade,
fale sobre seus momentos pessoais de leitura e oração e o que você ganhou
com eles. Como os outros podem se beneficiar do que você aprendeu?
4. Q uais textos favoritos você memorizou? Por que você gosta tanto deles?
Em que sentido memorizá-los foi uma bênção para você?

Respostas e atividades da semana: 1. A. 2. Jesus lutou contra as tentações do diabo no deserto por meio da Pala-
vra de Deus, o “Assim diz o Senhor”. Ele costumava dizer: “Está escrito.” Sem as Escrituras, nossa fé é enfraquecida.
3. B. 4. Deus nos convida a nos aquietarmos e não nos preocuparmos com os ímpios nem com os problemas da vida.
5. Por meio de hinos, salmos e canções memorizamos as Palavras do Senhor e nossa fé é fortalecida.

Abr l Mai l Jun 2020 13

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Anotações

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RESUMO DA LIÇÃO 13

Vivendo pela Palavra de Deus

TEXTOS-CHAVE: Tg 1:22; Lc 4:4, 8, 10-12; Jo 5:46, 47; 1Co 2:12-14; Fl 2:13; Sl 37:7; 46:10;
62:1, 2, 5; 119:11

ESBOÇO

Neste trimestre, estudamos vários princípios de interpretação bíblica. Mas os melho-
res princípios hermenêuticos não valerão nada se não conduzirem a uma alegre prática
da mensagem bíblica. A explicação das Escrituras não é apenas um exercício intelectual.
O objetivo de qualquer estudo da Bíblia é mais do que adquirir conhecimento. Se for
feito corretamente, levará à obediência do coração, que é mais profunda e significati-
va do que apenas a conformidade externa e deve gerar alegre fidelidade à vontade di-
vina. Não devemos apenas crer nas verdades contidas nas Escrituras, mas vivê-las na
prática. Tal resposta à mensagem bíblica é possível somente por meio da obra trans-
formadora do Espírito Santo, que traz as palavras das Escrituras para uma nova vida.
Ele desperta em nós o desejo de abraçar essas verdades e segui-las de coração e men-
te. O melhor exemplo dessa resposta às Escrituras é encontrado em Jesus Cristo, que nos
mostrou como lidar com a Palavra de Deus e implementá-la na vida. O Salvador nunca
anulou as Escrituras, mas sempre as apontou como a norma autorizada até para Suas pa-
lavras. Ele também nos deu exemplos ao passar horas tranquilas em solidão com a Palavra
de Deus. Esse hábito é algo que precisamos recuperar intencionalmente em nosso mun-
do agitado. Também podemos usufruir das Escrituras quando as memorizamos. Muitas ve-
zes, cantar as palavras das Escrituras faz com que as fixemos na mente e no coração, e
isso nos encoraja.

COMENTÁRIO

A Palavra viva de Deus e o Espírito Santo 13
A Bíblia deixa claro que o ser humano em seu estado pecaminoso e decaído é espi-

ritualmente cego e não aceita as coisas de Deus, pois são tolices para ele. Ele nem con-
segue entendê-las, pois precisam ser discernidas espiritualmente (1Co 2:14). Mesmo se
quiséssemos entender claramente o significado óbvio das palavras das Escrituras, não
teríamos o desejo de segui-las sem a obra transformadora do Espírito Santo em nos-
so coração. Ele inspirou os escritores da Bíblia a escrever a verdade que Deus lhes re-
velou (ver 2Pe 1:19-21; 2Tm 3:16). Mas ter a inspirada Palavra de Deus não é suficiente.
Ela também deve ser adotada, aplicada e implementada em nossa vida. Sem o Espíri-
to Santo, não teremos apreço pela mensagem divina e nenhum desejo de obedecer-lhe.
Sem Ele, não demonstraremos fé, esperança nem amor em resposta à Palavra de Deus.

Abr ● Mai ● Jun 2020 | 163 |

O Espírito nos permite ver o significado espiritual e existencial da Palavra das Escrituras
para nossa vida (ver 1Co 2:12, 14, 15; Ef 1:17-19; Sl 119: 8).

O Espírito Santo continua a falar às pessoas através da Bíblia, dando vida à Palavra Es-
crita de Deus. Assim, a letra morta do livro bíblico se torna a Palavra viva de Deus, que é
mais afiada do que uma espada de dois gumes (Hb 4:12), cortando o mais íntimo do nos-
so ser e transformando nossa vida à luz das suas verdades. Várias passagens bíblicas in-
dicam que a tarefa do Espírito Santo é colocar Jesus Cristo em destaque, enaltecendo o
Filho de Deus e o que Ele fez por nós (ver Jo 15:26; 1Jo 4: 2, 3).

Em que aspecto o Espírito Santo já lhe ajudou a obedecer às palavras das Escrituras?

Aprendendo de Jesus
Ao acolhermos a Palavra das Escrituras como confiável e verdadeira, somos levados

pelo Espírito a aceitar a Palavra viva de Deus, Jesus Cristo, como nosso Salvador e Senhor
e como o exemplo mais elevado a ser imitado. Podemos aprender muito com a maneira
pela qual Jesus usou as Escrituras. Ele estava intimamente familiarizado com tudo o que
elas tinham a dizer e foi capaz de citar as palavras exatas quando foi tentado pelo diabo
(Mt 4:4, 7, 10). Seu conhecimento da Palavra divina O protegeu de ser enganado pelo uso
seletivo de passagens bíblicas. Para Ele as Escrituras não podem falhar (Jo 10:35). Toda a
Escritura é sagrada para Cristo. Por isso, o Senhor Se referiu repetidamente ao que está
escrito nela (ver Lc 24:45, 46; Mt 11:10; Jo 6:45; 7:38).

De que maneira o exemplo de Jesus o inspira a conhecer melhor a Palavra divina? Como
você pode se familiarizar mais com a Bíblia? Em que áreas você precisa tornar a Bíblia a
norma para sua vida e segui-la fielmente?

13 Jesus versus as Escrituras?
Atualmente, ouve-se com frequência que existe uma suposta dicotomia entre o “evan-

gelho e a doutrina”. Pode parecer estranho sugerir uma contradição e até um antagonis-
mo entre Jesus e a Bíblia. Mas na história da igreja, houve repetidas tentativas de lançar
Cristo contra as Escrituras elevando-O como a norma de interpretação em detrimento do
que a Bíblia declara. Por fim, alguns até usam Jesus para julgar as Escrituras e anular al-
guma passagem. Talvez o exemplo mais famoso seja encontrado no conhecido princípio
de Martinho Lutero, pelo qual ele julgou as Escrituras: “Todos os genuínos livros sagra-
dos admitem que todos eles pregam e inculcam [treiben] a Cristo. E esse é o verdadeiro
teste pelo qual julgar todos os livros: observar se inculcam a Cristo” (Martinho Lutero,
Luther’s Works, v. 35: Word and Sacrament I, Preface to the New Testament [“Obras de Lu-
tero, v. 35: Palavra e Sacramento I, Prefácio ao Novo Testamento”], ed. E. Theodore Bach-
mann e Helmut T. Lehmann. Philadelphia: Fortress Press, 1976, p. 396).

Assim, as Escrituras devem ser interpretadas a favor de Cristo, não contra Ele. Na opi-
nião de Lutero, a Palavra pessoal (Cristo) está acima da Palavra falada (evangelho) e da
Palavra escrita (Escrituras). Essa abordagem significa que, embora as Escrituras sejam rai-
nha, Cristo é Rei, acima das Escrituras! Se uma passagem delas parece estar em conflito
com a visão de Lutero sobre Cristo, sua interpretação cristocêntrica se torna uma crítica

| 164 | Como interpretar as Escrituras

das Escrituras centrada no evangelho, em que o conteúdo sagrado é criticado em nome de
Cristo. Assim, o método cristológico de Lutero se tornou uma ferramenta de crítica teológi-
ca às Escrituras. Essa distinção e classificação levam a um cânon dentro do cânon, de modo
que Cristo Se torna a chave e norma interpretativa da Bíblia. Entretanto, nesse método, al-
gumas partes da Bíblia e até mesmo livros inteiros, como a epístola de Tiago, são relegados
à periferia como sendo vazios e sem valor, pois não apontam para Cristo.

A seguinte citação de Lutero ilustra esse aspecto controverso e é particularmente sagaz
porque tem a ver com o sábado:

“Resumidamente, Cristo é o Senhor, não o servo, o Senhor do sábado, da Lei e de todas as
coisas. As Escrituras devem ser entendidas a favor de Cristo, não contra Ele. Por esse motivo,
devem se referir a Ele ou não devem ser consideradas Escrituras verdadeiras. [...] Portanto, se os
adversários impõem as Escrituras contra Cristo, recomendamos Cristo contra as Escrituras. Nós
temos o Senhor, eles, os servos; nós temos a Cabeça, eles, os pés ou membros, sobre os quais a
Cabeça necessariamente domina e tem precedência. Se um deles tivesse que ser abandonado,
Cristo ou a Lei, a Lei teria que ser rejeitada, não Cristo. Pois se tivermos Cristo, podemos facil-
mente estabelecer leis e julgaremos todas as coisas corretamente. De fato, faríamos novos decá-
logos, como Paulo faz em todas as epístolas, e Pedro, mas acima de tudo Cristo no evangelho. E
esses decálogos são mais claros que o decálogo de Moisés, assim como o semblante de Cristo é
mais brilhante que o semblante de Moisés (2Co 3:7-11; Martin Luther, Luther´s Works, v. 34: Car-
rer of the Reformer IV, ed. Hilton C. Oswald e Helmut T. Lehmann [“Obras de Martinho Lutero,
v. 34: Caminho do Reformador”], Filadélfia: Fortress Press, 1999, p. 112, 113). Compare essa
citação com João 7:38, em que Jesus se refere às Escrituras, e não a Si mesmo como a nor-
ma para a fé autêntica.

Horas tranquilas com a Palavra de Deus e memorização das Escrituras 13
Jesus Se ocupava curando pessoas e pregando as boas-novas o dia inteiro, mas tirava

Sua força espiritual de momentos de solidão com qualidade nos quais orava (Mc 1:35) e re-
cordava as promessas das Escrituras. Em nossa vida ocupada e agitada, temos que plane-
jar intencionalmente horas tranquilas para refletir sobre a Palavra de Deus e orar sem ser
interrompidos nem importunados. Essas horas tranquilas nos darão força e vitalidade es-
piritual que nada mais pode proporcionar. Quando estiver lendo as Escrituras em seus mo-
mentos de devoção, procure em toda a Bíblia o que é importante para o fortalecimento de
sua vida espiritual. Aproveite também esses momentos para suplicar ao Senhor que produ-
za em seu coração o desejo de ler e estudar as partes das Escrituras que sejam menos atra-
tivas para você, de modo que o Espírito Santo o guie você às bênçãos de todas as Escrituras.
Quando seus pensamentos começarem a vagar e a se desviar para assuntos sem importân-
cia, concentre sua atenção no que Deus fez por você e pratique a concentração espiritual
na Palavra do Senhor. Às vezes, cantar um hino espiritual ajuda a concentrar o pensamento
e até facilita a lembrança e a memorização das palavras das Escrituras.

Quais horas do dia são as mais tranquilas para você? O que o ajuda a se concentrar
na Palavra de Deus e a ter um tempo tranquilo com Jesus? Em que circunstâncias can-
tar músicas religiosas o ajuda a se lembrar das palavras da Bíblia? Em que sentido você

Abr l Mai l Jun 2020 | 165 |

vê vantagens em memorizar partes das Escrituras, e como você pode usar isso para ser
uma bênção para os outros?

APLICAÇÃO PARA A VIDA

Às vezes alguém diz: “Observar a lei bíblica de não comer alimentos impuros não é
essencial para a salvação, desde que você acredite em Cristo.” Ou pode dizer: “Se você
vive junto com alguém, mesmo que não seja casado, isso não é decisivo para você como
cristão, desde que ame a Jesus.” Qual é o perigo de tal linha de argumentação? Por que
não é seguro ir contra afirmações claras das Escrituras, mesmo quando isso é feito em
nome de Jesus?

Ellen G. White afirmou apropriadamente: “O Espírito não foi dado – nem jamais poderia
ser – para sobrepor-Se às Escrituras, pois elas mesmas declaram explicitamente serem a
norma pela qual todo ensino e experiência devem ser testados” (O Grande Conflito, p. 9).

À luz do que estudamos neste trimestre, por que o princípio destacado nessa citação de Ellen
White é tão importante? O que você deseja aprender a partir da familiaridade que Jesus tinha com as
Escrituras e da Sua maneira de segui-la? Como a Bíblia pode se tornar parte de sua vida e in-
fluenciar as suas decisões?

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| 166 | Como interpretar as Escrituras

Lição do próximo trimestre: Fazendo amigos para Deus:
a alegria de participar de Sua missão
Autor: Mark Finley

■ Lição 1 27 de junho a 4 de julho

Por que testemunhar?

VERSO PARA MEMORIZAR: “Isto é bom e aceitável diante de Deus,
nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem

ao pleno conhecimento da verdade” (1Tm 2:3, 4).

Leituras da semana: Tg 5:19, 20; Lc 15:6; Sf 3:17; Jo 7:37, 38; 1Tm 2:3, 4; 2Co 5:14, 15

1. L eia Lucas 19:10 e Tiago 5:19, 20. O que o evangelho de Lucas ensina sobre
o propósito de Cristo em vir à Terra? Como cooperamos com Cristo em Sua
obra de salvar os perdidos?

2. L eia Lucas 15:6, 7, 9, 10, 22-24, 32. Como essas histórias terminam e o que

esses finais revelam sobre Deus? Assinale a alternativa correta:

A. ( ) Com celebração, pois Deus Se alegra pelo pecador arrependido.
B. ( ) C om indiferença, pois Ele apenas Se alegra com as obras dos justos.

3. L eia Sofonias 3:17. Qual é a resposta de nosso Senhor quando aceitamos
Sua graça salvadora?

4. Leia João 7:37, 38 e Lucas 6:38. Em contraste com a experiência do Mar Mor-
to, quando os cristãos recebem as correntes refrescantes da água viva de
Cristo, qual é o resultado natural?

5. Leia 1 Timóteo 2:3, 4 e 2 Pedro 3:9. O que essas passagens revelam sobre o
coração de Deus? Qual é a Sua prioridade?

6. Leia Atos 13:47 e compare-o com Isaías 49:6. A quem essa passagem se apli-
cava inicialmente? Como o apóstolo Paulo a usou?

7. L eia 2 Coríntios 5:14, 15, 18-20. O que motivou Paulo a experimentar prova-

ções, tribulações e dificuldades por causa do evangelho? Como essa mesma

motivação pode nos inspirar a servir a Cristo? Assinale a alternativa correta:

A. ( ) O desejo de obter fama. Devemos buscar fama e sucesso na vida.
B. ( ) O amor a Cristo. O amor deve ser o motivo do serviço a Cristo.

Abr l Mai l Jun 2020 | 167 |

Estudo adicional

T extos de Ellen G. White: Atos dos Apóstolos, p. 9-16 (“O Propósito de
Deus para Sua Igreja”); O Desejado de Todas as Nações, p. 822-828 (“Ide,
Ensinai a Todas as Nações”).

A igreja do Novo Testamento enfrentou o perigo de não entender o pro-
pósito de sua existência. Ellen G. White descreveu essa situação: “A per-
seguição que sobreveio à igreja de Jerusalém resultou em grande impulso
para a pregação do evangelho. O êxito havia acompanhado o ministério
da Palavra nesse lugar, e havia o perigo de que os discípulos se demoras-
sem ali por muito tempo, despreocupados com relação à tarefa que haviam
recebido do Salvador: ir a todo o mundo. Esquecendo-se de que melhor
maneira de se obter a força para resistir ao mal é o trabalho árduo, come-
çaram a pensar que o mais importante era proteger a igreja de Jerusalém
dos ataques do inimigo. Em vez de instruir os novos conversos para levar
o evangelho aos que ainda não o conheciam, corriam o risco de tomar um
caminho que os levaria a se sentirem satisfeitos com o que já havia sido
alcançado” (Atos dos Apóstolos, p. 105).

Perguntas para consideração:
1. O bserve atentamente a citação de Ellen G. White acima, especialmente

a última frase. Por que devemos ter cuidado esse perigo? Considerando
os desafios missionários diante de nós, por que essa atitude seria tão
terrível e tragicamente equivocada?
2. P or que cada um dos evangelhos termina com uma ordem semelhante?
Leia Mateus 28:18-20; Marcos 16:15, 16; Lucas 24:46-49 e João 20:21.
O que isso significou para os cristãos do primeiro século e o que deve-
ria significar para nós hoje?
3. O testemunho e o serviço podem se tornar substitutos da espiritua-
lidade genuína? Quais cuidados devemos tomar com essa armadilha?
4. Comente com a classe a pergunta no final do estudo de terça-feira.
Como o testemunho e o serviço influenciam seu crescimento espiri-
tual? Como você pode ajudar os outros com suas experiências? Como pode-
ria ­ajudá-los a evitar os erros que cometeu?
5. É maravilhoso pensar que Deus ama cada um de nós individualmente.
Você entende o que isso significa? Talvez essa seja a verdade mais im-
portante do Universo. Como isso impacta sua maneira de viver?

Respostas e atividades da semana: 1. O propósito de Cristo ao vir à Terra era salvar o perdido. Cooperamos com
Ele ao levar aos outros a mensagem da salvação, cobrindo uma multidão de pecados. 2. A. 3. Ele habita em nosso
meio e Se regozija conosco. 4. Sua vida transborda de bênçãos; rios de água viva fluem de sua vida. 5. Deus é longâ-
nimo e deseja que todos cheguem ao arrependimento e sejam salvos. Essa é Sua prioridade. 6. A passagem se apli-
cava inicialmente ao antigo Israel, que deveria ser luz para os gentios; aplica-se também ao Messias; Paulo a usou
em referência à igreja. 7. B.

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Tabela do pôr do sol

2o Trimestre de 2020

Manaus Porto Belém Santarém Fortaleza Recife Salvador Vitória
Velho
3 abr 18h05 18h19 17h42 17h38 17h20 17h34 17h39
10 abr 18h03 18h16 18h16 17h40 17h35 17h16 17h30 17h34
17 abr 18h01 18h12 18h14 17h38 17h33 17h13 17h26 17h28
24 abr 17h59 18h09 18h13 17h36 17h31 17h10 17h23 17h23
1o mai 17h58 18h06 18h11 17h34 17h29 17h08 17h19 17h18
8 mai 17h56 18h04 18h11 17h34 17h28 17h06 17h17 17h14
15 mai 17h56 18h02 18h11 17h33 17h28 17h05 17h15 17h11
22 mai 17h56 18h01 18h11 17h33 17h28 17h04 17h14 17h09
29 mai 17h56 18h00 18h11 17h34 17h28 17h04 17h14 17h08
5 jun 17h57 18h00 18h13 17h35 17h29 17h05 17h14 17h08
12 jun 17h58 18h01 18h14 17h36 17h31 17h06 17h14 17h08
19 jun 18h00 18h02 18h15 17h37 17h32 17h07 17h16 17h09
26 jun 18h01 18h03 18h17 17h39 17h33 17h08 17h17 17h11
18h05

Cuiabá Brasília Campo Belo Rio de São Paulo Curitiba Porto
Grande Horizonte Janeiro Alegre
3 abr 17h44 18h09  18h03 18h13
10 abr 17h39 18h04 17h35 17h52 17h50  17h57 18h06 18h19
17 abr 17h34 18h00 17h29 17h46 17h44  17h50 17h59 18h11
24 abr 17h30 17h56 17h24 17h41 17h38  17h45 17h53 18h03
1o mai 17h26 17h52 17h19 17h36 17h33  17h39 17h48 17h56
8 mai 17h22 17h49 17h14 17h31 17h28  17h35 17h43 17h49
15 mai 17h20 17h47 17h10 17h28 17h23  17h31 17h40 17h43
22 mai 17h18 17h46 17h07 17h25 17h20  17h29 17h37 17h39
29 mai 17h17 17h45 17h05 17h23 17h18  17h27 17h35 17h35
5 jun 17h17 17h44 17h04 17h22 17h16  17h27 17h34 17h32
12 jun 17h17 17h45 17h04 17h22 17h16  17h27 17h34 17h31
19 jun 17h19 17h46 17h04 17h22 17h16  17h28 17h35 17h31
26 jun 17h20 17h48 17h05 17h23 17h17  17h30 17h37 17h32
17h07 17h25 17h19 17h34

Reflexão: Mais importante do que saber a hora exata do início do sábado é ter a
consciência de que a verdadeira santificação desse dia deve começar no princípio
de cada semana. Viva cada momento preparando o coração para o dia do Senhor.

Você pode obter o horário do pôr do sol específico de sua cidade nos seguintes sites: www.cptec.inpe.br/;
www. accuweather.com/default.aspx; www.timeanddate.fasterreader.eu/pages/pt/sunrise-calc-pt.html;
www.floridaconference. com/info/sunset.


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