51VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias dos Estados absolutistas europeus. Tal forma de organização política destacava a figura do monarca como bem caracteriza a imagem acima. Assinale a alternativa correta que expressa o papel da monarquia absolutista. a) O regente, ao aparecer publicamente com trajes suntuosos, exprimia a união entre o poder temporal e o espiritual, apoiado publicamente pelo Papa em cada aparição pública. b) O monarca, ao se utilizar da pompa e da suntuosidade, sintetizava os anseios da própria nação e dos diversos grupos religiosos existentes no território francês. c) A exposição pública da figura do monarca enfraquecia a nobreza e as tradições aristocráticas, ao mesmo tempo em que fortalecia os interesses burgueses. d) O rei, ao simbolizar o próprio Estado francês, consegue articular o anseio do grupo mercantil em ascensão, articulando-os com os interesses da nobreza nacional. e) Eliminar as revoltas camponesas francesas, recorrendo ao luxo e majestade configurados na imagem do monarca, garantia estabilidade à nação. 9. (Udesc) Em relação à Formação dos Estados Nacionais Modernos, é correto afirmar. a) O absolutismo e o poder centralizado no monarca foram as bases iniciais para a formação do Estado Nacional Moderno. b) Os Estados se formam sob bases democráticas e não sob as absolutistas. c) O poder descentralizado foi uma das marcas da Instituição Estado Nacional Moderno. d) A forte mobilidade social fez com que os burgueses produzissem a Instituição do Estado Nacional Moderno. e) Os burgueses controlavam o exército e cobravam impostos do povo para as cortes. 10. (ESPM) Já que os governos acreditavam nessa teoria de que quanto mais ouro e prata houvesse num país, tanto mais rico este seria, o passo seguinte era óbvio. Baixaram-se leis proibindo a saída desses metais do país. Um governo após outro tomou essa medida. Tais medidas podiam conservar no país o ouro e a prata já existentes nele. Mas como se haviam os países que não dispunham desses recursos? Como podiam enriquecer? Leo Huberman. História da Riqueza do Homem. Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, do que trata o texto e qual o mecanismo que responde à interrogação ao final do trecho: a) Feudalismo – Metalismo. b) Feudalismo – Monopólio. c) Mercantilismo – Balança Comercial favorável. d) Mercantilismo – Livre cambismo. e) Liberalismo – Intervencionismo. E.O. Fixação 1. (Unioeste) “Três razões fazem ver que este governo é o melhor. A primeira, é que é o mais natural e se perpetua por si próprio … A segunda razão .. é que esse governo é o que interessa mais na conservação do Estado e dos poderes que o constituem: o príncipe, que trabalha para o seu Estado, trabalha para os seus filhos …. A terceira razão tira-se da dignidade das casas reais … O trono real não é trono de um homem, mas o trono de Deus … O rei vê mais longe e de mais alto … e deve-se obedecer-se-lhe sem murmura, pois o murmúrio é uma disposição para sedição”. BOSSUET, Jaques-Benigne. Política Tirada da Sagrada Escritura. In: FREITAS, Gustavo de. 900 Textos e Documentos de História. Lisboa, Plátano Editora, s/d, p.201. No trecho acima, Bossuet justificou uma forma de organização do Estado europeu na Idade Moderna, em relação a qual é correto afirmar que: a) se tratava do Estado Moderno, caracterizado pela centralização do poder na figura real, cuja legitimidade seria conferida por Deus. b) o Estado Absolutista foi constituído sob a influência das ideias iluministas, um movimento filosófico e político que fundou as bases do Estado Absolutista. c) a formação do Estado Moderno estava apoiada em termos filosóficos no pensamento teocêntrico e, em termos políticos, na fragmentação política. d) o Estado Moderno se sustentava na tradição democrática herdada da antiguidade clássica. e) Bossuet representa uma corrente de filósofos que justificava o poder soberano dos reis através da teoria do contrato social. 2. (FGV-RJ) Diversas tensões e diversos conflitos europeus ocorridos nos séculos XVI e XVII foram motivados ou intensificados por questões de natureza religiosa. Dentre eles, um dos mais conhecidos episódios é a “Noite de São Bartolomeu”, de 24 de agosto de 1572. A esse respeito, é correto afirmar: a) Trata-se do massacre de judeus, em Amsterdã, por católicos holandeses, que precedeu o estabelecimento do Tribunal do Santo Ofício nas Províncias Unidas. b) Trata-se da noite de celebração, na França, do acordo entre protestantes e católicos, que pôs fim a anos de intensos conflitos entre seguidores das duas religiões. c) Trata-se da cerimônia de encerramento do Concílio de Trento, quando se decidiu pela condenação das ideias luteranas e pela perseguição de seus seguidores. d) Trata-se da decisão tomada pelos monarcas Habsburgos no sentido de banir os protestantes do território do império espanhol. e) Trata-se do massacre de cerca de 30 mil huguenotes, que intensificou, na França, a animosidade entre católicos e protestantes. 3. (Uespi) O poder dos reis tinha, na época do absolutismo, respaldo em ideias de filósofos, como Hobbes, e fortalecia a centralização de suas ações colonizadoras no tempo das navegações. Os reis do absolutismo:
52VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias a) encontraram apoio dos papas da Igreja Católica que concordavam, sem problemas, com o autoritarismo dos reis e a existência das riquezas vindas das colônias. b) eram desfavoráveis ao crescimento político da burguesia, pois se aliavam com a nobreza latifundiária e defensora da continuidade de princípios do feudalismo. c) dominaram na Europa moderna, contribuindo para diminuir o poder do papa e reorganizar a economia conforme princípios do mercantilismo. d) fortaleceram as alianças políticas entre grupos da aristocracia europeia que queriam a descentralização administrativa dos governos. e) fizeram pactos com grupos da burguesia, embora fossem aliados da Igreja Católica e concordassem com a teoria do ‘justo-preço’. 4. (Uel) “Aliás, o governo, embora seja hereditário numa família, e colocado nas mãos de um só, não é um particular, mas um bem público que, consequentemente, nunca pode ser tirado das mãos do povo, a quem pertence exclusiva e essencialmente e como plena propriedade. [...] Não é o Estado que pertence ao Príncipe, é o Príncipe que pertence ao Estado. Mas governar o Estado, porque foi escolhido para isto, e se comprometeu com os povos a administrar os seus negócios, e estes por seu lado, comprometeram-se a obedecê-lo de acordo com as leis.” (DIDEROT, D. (1717-1784). “Verbetes políticos da Enciclopédia”. São Paulo: Discurso, 2006.) Com base no texto, é correto afirmar: a) Mesmo em monarquias absolutas, o soberano é responsável pelos seus súditos. b) Ao Príncipe são concedidos todos os poderes, inclusive contra o povo de seu reino. c) O governante é ungido pelo povo, podendo agir como bem lhe convier. d) O povo governa mediante representante eleito por sufrágio universal. e) Príncipes, junto com o povo, administram em prol do bem comum. 5. (Ufpel) “Daqui nasce um dilema: é melhor ser amado do que temido, ou o inverso? Respondo que seria preferível ambas as coisas, mas, como é muito difícil conciliá-las, parece-me muito mais seguro ser temido do que amado, se só se puder ser uma delas. [...] Os homens hesitam menos em prejudicar um homem que se torna amado do que outro que se torna temido, pois o amor mantém-se por um laço de obrigações que, em virtude de os homens serem maus, quebra-se quando surge ocasião de melhor proveito. Mas o medo mantém-se por um temor do castigo que nunca nos abandona. Contudo, o príncipe deve-se fazer temer de tal modo que, se não conseguir a amizade, possa pelo menos fugir à inimizade, visto haver a possibilidade de ser temido e não ser odiado, ao mesmo tempo.” MAQUIAVEL, Nicolau (1469-1527). “O Príncipe”. Lisboa: Europa-América, 1976. O documento embasa: a) a organização de uma sociedade liberal, precursora dos ideais da Revolução Francesa. b) o direito divino dos reis, reforçando as estruturas políticas e religiosas medievais. c) o absolutismo monárquico, sob a ótica de um escritor renascentista. d) a origem do Estado Moderno, através do Contrato Social. e) o republicanismo como regime político, apropriado para os Estados Modernos. 6. (Acafe) A formação dos Estados Modernos, o Absolutismo Monárquico e o Mercantilismo caracterizaram a centralização política em várias partes da Europa, em oposição ao poder político descentralizado do sistema feudal. Nesse sentido é correto afirmar, exceto: a) O mercantilismo foi caracterizadopela intervenção do Estado na economia e priorizava o domínio de colônias para fornecer matérias-primas e criar mercados consumidores para a metrópole. b) O casamento de Fernando, herdeiro do trono de Aragão, com Isabel, do trono de Castela, consolidou a formação do território que corresponde à Espanha. c) O processo de fortalecimento do poder real atingiu seu ápice com o absolutismo. O monarca passou a exercer o controle total sobre o poder político, de modo que a autoridade real era vista como ilimitada, incontestável e inquestionável. d) As Guerras da Reconquista, ao expulsarem os muçulmanos da Europa, contribuíram decisivamente para a formação da Monarquia francesa numa aliança com setores da nobreza. 7. (Mackenzie) “O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os votos), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com a sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita.” (Thomas Hobbes) Hobbes, teórico e filósofo do século XVII, elaborou as bases do seu pensamento político, admitindo a existência de um pacto social entre os homens e o governo, capaz de realizar uma construção racional da sociedade. Considere as assertivas abaixo. I. A humanidade, no seu estado natural, era uma selva. Mas quando os homens eram submetidos por Estados soberanos, não tinham que recear um regresso à selva no relacionamento entre indivíduos, a partir do momento em que os benefícios consentidos do poder absoluto, em princípio ilimitado, permitiam ao homem deixar de ser uma ameaça para os outros homens. II. Sua doutrina, a respeito do direito divino dos reis serviu como suporte ideológico ao despotismo esclarecido dos monarcas europeus durante a Era Moderna e de inspiração para a burguesia mercantil, em luta contra o poderio que a nobreza exercia sobre as cidades.
53VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias III. O Absolutismo, por ele defendido, seria uma nova forma de governo capaz de articular setores sociais distintos. Atenderia aos anseios dos setores populares urbanos, interessados em apoiar o poder real a fim de contar com isenção fiscal, assim como a aristocracia, que encontra, nessa forma de governo, possibilidade de manter seus privilégios econômicos e sociais. Assinale a) se apenas I estiver correta. b) se apenas II estiver correta. c) se apenas III estiver correta. d) se apenas I e II estiverem corretas. e) se apenas II e III estiverem corretas. 8. (PUC-PR) O Estado Absoluto da Idade Moderna apresentou um caráter ambíguo, refletindo o sentido de transição do período. De um lado, foi um “Estado feudal transformado” com a burocracia administrativa, formada em grande parte pelos senhores feudais, que mantinham valores e privilégios seculares; de outro, um dinâmico agente mercantil, unificando mercados, eliminando barreiras internas que entravavam o comércio, uniformizando moedas, pesos e leis, além de empreender conquistas de novos mercados. Entretanto, nascido da aliança do rei com a burguesia na Baixa Idade Média, da necessidade socioeconômica e da política da época, acabou se tornando parasitário e aristocrático, necessitando cada vez mais de uma crescente tributação. Em fins da Idade Moderna, o poderio e o esplendor dos reis absolutistas opunham-se ao empreendimento burguês, à lucratividade e à capitalização em curso, levando ao processo das revoluções burguesas que, ao derrubar os monarcas absolutistas, inaugurariam o mundo contemporâneo. Com base no exposto, assinale a alternativa que caracteriza o Estado Absolutista em suas instituições políticas e econômicas. a) Liberalismo econômico: permitia a ascensão política da burguesia. b) Absolutismo esclarecido: gradual retirada do Estado da arena econômica. c) Economia social de mercado: economia liberal com limitações do Estado, visando melhor distribuição de renda e oferta de oportunidades para as classes menos privilegiadas. d) Absolutismo liberal: iniciativa privada na economia e o Estado apenas aplica a justiça e conduz a política externa. e) Absolutismo monárquico: forte intervenção do Estado na economia. 9. (Uern) O cargo de soberano (seja ele um monarca ou uma assembleia) consiste no objetivo para o qual lhe foi confiado o soberano poder, nomeadamente a obtenção da segurança do povo, ao qual está obrigado pela lei da natureza, e do qual tem de prestar contas a Deus, o autor dessa lei, e a mais ninguém além dele. [...] Deus é rei, que a terra se alegre, escreve o salmista. E também, deus é rei muito embora as nações não o queiram; e é aquele que está sentado entre os querubins, muito embora a terra seja movida. (Leviatã. São Paulo: Nova Cultural, 1988. p. 103- 6, 200-1. Col. Os Pensadores, v. 1.) O período do Antigo Regime foi permeado de muitos defensores, tanto quanto de opositores à soberania real. Na visão de Hobbes, autor do livro “O Leviatã”, bem como na visão de outros filósofos contemporâneos a ele, como Bossuet e Maquiavel, o poder do rei deve a) existir, desde que comprovada a sua aptidão e eficiência em relação à gestão pública. b) ser visto como inalienável, ilimitado e inquestionável, já que, segundo alguns desses pensadores, procede de Deus. c) prevalecer acima de outros poderes (executivo, legislativo e judiciário), desde que não os exclua ou os contradiga. d) ser baseado na astúcia e na sabedoria, mas, acima de tudo, no preparo intelectual e acadêmico, ao qual tem que se submeter qualquer governante. 10. (UFJF) Leia o seguinte texto: O mercantilismo envolve um conjunto de práticas e teorias econômicas desenvolvidas ao longo da Idade Moderna. Nesse contexto histórico, observamos a relevante associação entre os Estados nacionais, que buscavam meios de fortalecer seu poder político, e a classe burguesa, que era responsável pelo empreendimento das atividades comerciais. Essa experiência de longo prazo teve grande importância para a acumulação primitiva de capitais. Disponível em: <http://www.brasilescola.com/historiag/mercantilismo.htm>. Acesso em: 28 ago. 2014. Sobre o mercantilismo, assinale a alternativa INCORRETA. a) O termo “mercantilismo” se refere a um conjunto de práticas econômicas marcadas pelo controle do Estado. b) O mercantilismo era a política econômica típica dos Estados no Antigo Regime, que também foram marcados pelo Absolutismo e pela sociedade estamental. c) Uma das características desse período é a adoção de padrões comuns de comércio, como a criação de tributos, moedas, pesos e medidas compartilhados, o que facilitava o controle centralizado. d) O colonialismo era um de seus elementos fundamentais, pois, com o monopólio comercial as colônias mantinham-se em situação periférica e complementar à Metrópole. e) A teoria da balança comercial favorável defendia uma maior entrada de produtos importados, de forma a fomentar o comércio e aumentar o acúmulo de capitais. E.O. Complementar 1. (Espm) Na Idade Moderna, os intelectuais, sobrepujando a mentalidade medieval, criaram uma ideologia política típica do período, legitimando o absolutismo. (Cláudio Vicentino. “História Geral”) Assinale entre as alternativas a seguir aquela que apresenta um dos pensadores que se destacaram na teoria política do período absolutista, bem como a obra em que trata do assunto.
54VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias a) Thomas Morus, que escreveu “Utopia”. b) John Locke, que escreveu “Segundo Tratado do Governo Civil”. c) Charles Fourier, que escreveu “O Novo Mundo Industrial”. d) Jacques Bossuet, autor da obra “Política Segundo a Sagrada Escritura”. e) Barão de Montesquieu, autor da obra “O Espírito das Leis”. 2. (Cesgranrio) A frase de Luiz XIV, “L’Etat c’est moi” (O Estado sou eu), como definição da natureza do absolutismo monárquico, significava: a) a unidade do poder estatal, civil e religioso, com a criação de uma Igreja Francesa (nacional). b) a superioridade do príncipe em relação a todas as classes sociais, reduzindo a um lugar humilde a burguesia enriquecida. c) a submissão da nobreza feudal pela eliminação de todos os seus privilégios fiscais. d) a centralização do poder real e absoluto do monarca na sua pessoa, sem quaisquer limites institucionais reconhecidos. e) o desejo régio de garantir ao Estado um papel de juiz imparcial no conflito entre a aristocracia e o campesinato. 3. (Fei) O “bulhonismo” ou entesouramento, caracterizava a prática mercantilista do início dos tempos modernos. Tal prática pode ser entendida como: a) a exclusividade econômica garantida pelas metrópoles no comércio colonial. b) a disposição dos europeus em defender seus interesses econômicos por meio de sucessivos tratados. c) a intenção das nações ibéricas no sentido de liderar uma unificação econômica europeia. d) a preocupação dos portugueses e espanhóis em garantir o desenvolvimento da economia de suas colônias. e) a disposição de se procurar e acumular metais preciosos. 4. (Ufrgs) A essência do Sistema Colonial Mercantilista consistia em a) implantar colônias de povoamento com controle e fiscalização flexível por parte da metrópole. b) destinar às metrópoles o produto do comércio colonial, visando à acumulação de capitais. c) desenvolver o mercado interno das colônias, com estímulo ao artesanato e à manufatura. d) assegurar a presença e o controle colonial pelas populações nativas. e) estimular o emprego de trabalhadores livres e pequenas propriedades familiares. 5. (PUC-PR) Com a formação dos Estados nacionais europeus, surgiu em vários países um sistema de governo centralizado denominado de “monarquia absoluta”. Sobre o caráter desse sistema de governo, diz o historiador Perry Anderson: “(...) De fato a monarquia absoluta no ocidente foi, portanto, sempre duplamente limitada: pela persistência de corpos políticos tradicionais colocados abaixo dela e pela presença de uma lei moral situada acima. Por outras palavras, a dominação do Absolutismo exerceu-se, no fim das contas, necessariamente nos limites da classe cujos interesses ele preservava.” ANDERSON, Perry. “Classes e Estados – problemas de periodização.” In: HESPANHA, António Manuel. Poder e instituições na Europa do Antigo Regime. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1984, p. 133. Considerando o texto, assinale a alternativa CORRETA. a) Na monarquia absolutista, o poder político era igualmente dividido entre o monarca, a aristocracia e o clero, sendo que os plebeus ficavam completamente excluídos. b) A formação das monarquias absolutistas corresponde ao crescimento de poder da classe burguesa, pois com os impostos vindos do crescimento do comércio e da navegação, o rei tornou-se dependente dessa classe. c) Na monarquia absolutista, o poder real era exercido com certos limites, oferecidos pela aristocracia, classe que participava do poder político, e pela Igreja, que oferecia as bases morais para o sistema. d) No momento da formação dos Estados nacionais europeus, o poder da Igreja cresceu, fazendo com que os reis precisassem se submeter ao poder papal. e) No sistema de governo da monarquia absolutista, apesar da centralização política, o rei tinha sempre os seus poderes limitados por uma constituição, à qual deveria obedecer. E.O. Dissertativo 1. (FGV) “Essencialmente, o absolutismo era apenas isto: um aparelho de dominação feudal alargado e reforçado, destinado a fixar as massas camponesas na sua posição social tradicional (...). Por outras palavras, o Estado absolutista nunca foi um árbitro entre a aristocracia e a burguesia, ainda menos um instrumento da burguesia nascente contra a aristocracia: ele era a nova carapaça política de uma nobreza atemorizada (...).” ANDERSON, Perry. Linhagens do Estado Absolutista. Trad. Porto: Afrontamento, 1984, pp. 16-17. a) Na perspectiva de Anderson, o Estado absolutista significou um rompimento drástico com relação à fragmentação política característica do período feudal? Justifique. b) Na visão de Anderson, qual era o grupo social dominante nos quadros do Estado absolutista? Justifique. c) Além dos elementos apontados no texto, ofereça mais duas características constitutivas dos chamados Estados absolutistas. 2. (UFG) Um príncipe desejoso de conservar-se no poder tem de aprender os meios de não ser bom. MAQUIAVEL, N. O Príncipe. In: WEFFORT, Francisco. “Os clássicos da política”. São Paulo: Ática, 1993. p.37. Com Nicolau Maquiavel (1469-1527), constitui-se um novo pensamento político, crítico em relação aos critérios que fundamentavam a legitimidade do príncipe medieval. Explique por que o pensamento político moderno excluiu a bondade como critério legitimador do poder do príncipe.
55VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 3. (UFMG) Observe esta imagem: Frontispício da 1º edição da obra de Hobbes, Leviatã (1651) Frontispício da 1ª edição da obra de Hobbes, Leviatã (1651) Thomas Hobbes (1588-1679) ficou conhecido como um dos teóricos do Absolutismo. Nessa ilustração da sua obra, sintetiza-se a formação do Estado Absolutista. a) CITE três características do Estado Absolutista. b) EXPLIQUE a representação de poder expressa nessa imagem. 4. (UFG) Leia os documentos apresentados a seguir. Se rende-se culto ao Deus verdadeiro, servindo com sacrifícios sinceros e bons costumes, é útil que os bons reinem por muito tempo e onde quer que seja. SANTO AGOSTINHO. A cidade de Deus: contra os pagãos. 3a. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 1991. s. p. O príncipe deve aparentar ser todo piedade, fé, integridade, humanidade, religião. Contudo não necessita possuir todas estas qualidades, sendo suficiente que aparente possuí-las. Até mesmo afirmo que se possuí- -las e usá-las, elas lhes seriam prejudiciais. MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Disponível em: <www. culturabrasil.pro.br/oprincipe.htm>. Acesso em: 4 abr. 2012. Ambos os documentos tratam da postura do governante na administração de uma cidade ou de um reino. O primeiro foi escrito por Santo Agostinho, no século V, e o segundo, por Nicolau Maquiavel, no século XVI. Com base nos documentos apresentados, explique a relação existente entre religião e política a) no pensamento medieval. b) no pensamento moderno. 5. (UFG) Leia o fragmento a seguir. O regime dos Césares era muito diferente das monarquias que nos são familiares, a saber: a realeza medieval e moderna. Sob o Império Romano (40 a.C. – 476 d.C.), a palavra “República” nunca cessará de ser pronunciada. Sob o Absolutismo, todos estarão a serviço do Rei; um Imperador, ao contrário, estava a serviço da República: ele não reinava para a sua própria glória, à maneira de um Rei, mas para a glória dos Romanos. VEYNE, Paul. “L’Empire Gréco-Romain”. Paris: Seuil, 2006. p. 15-41. [Adaptado]. O texto acima compara e distingue dois regimes políticos. Explique o que diferenciava a legitimidade do poder político de um imperador romano da legitimidade do poder político de um rei absolutista. 6. (UEG) Nada havendo de maior sobre a terra, depois de Deus, que os príncipes soberanos, e sendo por Ele estabelecidos como seus representantes para governarem os outros homens, é necessário lembrar-se de sua qualidade, a fim de respeitar-lhes e reverenciar- -lhes a majestade com toda a obediência, a fim de sentir e falar deles com toda a honra, pois quem despreza seu príncipe soberano despreza a Deus, de Quem ele é a imagem na terra. BODIN, J. In: MARQUES, A.; BERUTTI, F.; FARIA, R. “História moderna através de textos”. São Paulo: Contexto, 1999. p. 61-62. O documento citado refere-se a uma forma de governo existente na Europa na Idade Moderna. Sobre ela, responda: a) Qual era esta forma de governo? b) Como era justificada ideologicamente? 7. (Ufrrj) “A monarquia absolutista, com uma longa gestação no espírito da realeza, tornou-se a realidade dominante em França apenas durante o reinado de Luís XIV (1643-1715). A Fronda de 1648-1653 representou a última vez que seções da nobreza territorial pegaram em armas contra a realeza centralizadora.” SKOCPOL Theda. “Estados e Revoluções Sociais”. Lisboa, Editorial Presença, 1985. p. 62. O Antigo Regime estendeu-se em França até a Revolução Francesa de 1789. Um dos impedimentos à consolidação do poder monárquico era justificado pela tenaz resistência da nobreza. Uma vez dominada a nobreza, consolidava-se a monarquia absoluta. a) Cite duas características do Absolutismo. b) Estabeleça uma relação entre o reinado de Luís XIV e o Absolutismo. 8. (Ufscar) Nicolau Maquiavel, autor de “O Príncipe”, refletindo sobre as razões do sucesso ou do fracasso político dos governantes, escreveu: ... restringindo-me aos casos particulares, digo que se vê hoje o sucesso de um príncipe e amanhã a sua ruína, sem ter havido mudança na sua natureza, nem em algumas de suas qualidades. Creio que a razão disso (...) é que, quando um príncipe se apóia totalmente na fortuna, arruína-se segundo as variações daquela. Também julgo feliz aquele que combina o seu modo de proceder com as particularidades dos tempos, e infeliz o que faz discordar dos tempos a sua maneira de proceder. (“O Príncipe”, trad. de Lívio Xavier. SP: Abril Cultural, 1973, p. 110.) a) Em que período histórico-cultural Maquiavel viveu e, portanto, escreveu as suas obras? b) Defina a noção maquiavélica de fortuna e explicite como o autor entende os motivos do fracasso ou do sucesso dos governantes. 9. (UFPR) Sobre Joana D’Arc, o historiador Jules Michelet escreveu: “Pela primeira vez, sente-se, a França é amada como uma pessoa, e ela torna-se tal desde o dia em que a amam. Até ali era uma reunião de províncias, um vasto caos feudal, um país imenso, de ideia vaga. Mas desde esse dia, pela força do coração é uma pátria”. (MICHELET, Jules. Joana D' Arc.São Paulo: Fulgor, 1964, p. 16).
56VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias Comente esse excerto, explicando as consequências da Guerra dos Cem Anos (1337-1453) para a França e para o sistema feudal E.O. Enem 1. (Enem) (Charge anônima. BURKE, P. A fabricação do rei. Rio de Janeiro: Zahar, 1994.) Na França, o rei Luís XIV teve sua imagem fabricada por um conjunto de estratégias que visavam sedimentar uma determinada noção de soberania. Neste sentido, a charge apresentada demonstra: a) a humanidade do rei, pois retrata um homem comum, sem os adornos próprios à vestimenta real. b) a unidade entre o público e o privado, pois a figura do rei com a vestimenta real representa o público e sem a vestimenta real, o privado. c) o vínculo entre monarquia e povo, pois leva ao conhecimento do público a figura de um rei despretencioso e distante do poder político. d) o gosto estético refinado do rei, pois evidencia a elegância dos trajes reais em relação aos de outros membros da corte. e) a importância da vestimenta para a constituição simbólica do rei, pois o corpo político adornado esconde os defeitos do corpo pessoal. 2. (Enem) O príncipe, portanto, não deve se incomodar com a reputação de cruel, se seu propósito é manter o povo unido e leal. De fato, com uns poucos exemplos duros poderá ser mais clemente do que outros que, por muita piedade, permitem os distúrbios que levem ao assassínio e ao roubo. MAQUIAVEL, N. O Príncipe, São Paulo: Martin Claret, 2009. No século XVI, Maquiavel escreveu O Príncipe, reflexão sobre a Monarquia e a função do governante. A manutenção da ordem social, segundo esse autor, baseava-se na a) inércia do julgamento de crimes polêmicos. b) bondade em relação ao comportamento dos mercenários. c) compaixão quanto à condenação de transgressões religiosas. d) neutralidade diante da condenação dos servos. e) conveniência entre o poder tirânico e a moral do príncipe. 3. (Enem) O que se entende por Corte do antigo regime é, em primeiro lugar, a casa de habitação dos reis de França, de suas famílias, de todas as pessoas que, de perto ou de longe, dela fazem parte. As despesas da Corte, da imensa casa dos reis, são consignadas no registro das despesas do reino da França sob a rubrica significativa de Casas Reais. ELIAS, N. A sociedade de corte. Lisboa: Estampa, 1987. Algumas casas de habitação dos reis tiveram grande efetividade política e terminaram por se transformar em patrimônio artístico e cultural, cujo exemplo é: a) o palácio de Versalhes. b) o Museu Britânico. c) a catedral de Colônia. d) a Casa Branca. e) a pirâmide do faraó Quéops. E.O. UERJ Exame de Qualificação 1. (UERJ) Os meios de persuasão empregados por governantes do século XX com Hitler, Mussolini e Stalin - e, em menor grau, pelos presidentes franceses e norte-americanos - são análogos, sob certos aspectos importantes, aos meios empregados por Luís XIV. (BURKE, Peter. A Fabricação do Rei. Rio de Janeiro, Zahar Ed., 1994.) Na época de Luís XIV, esses meios de persuasão para se fabricar a imagem pública do rei justificavam-se em função da lógica inerente ao absolutismo. Este regime político pode ser definido como um sistema em que: a) o poder se restringia a um só homem, sem leis. b) a centralização do poder na figura do rei era legitimada através do povo. c) os grupos e instituições não tinham o direito de opor- -se às decisões do rei. d) a tradicional divisão dos poderes - executivo, legislativo, e judiciário - era o desejo do soberano. E.O. UERJ Exame Discursivo 1. (UERJ) Felipe II, Espanha Luís XIV, França www.consciencia.org
57VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias Os séculos XVI e XVII marcaram a afirmação do absolutismo político na Europa, embora com particularidades em cada reino. Dois exemplos de reis absolutistas são Felipe II, cujos domínios eram tão vastos que se dizia que neles “o sol nunca se punha”, e Luís XIV, conhecido como “rei sol”. Indique duas medidas estabelecidas pelo poder real que tenham auxiliado a afirmação do absolutismo político e dois fatores que funcionaram como resistência ao processo de centralização política. 2. (UERJ) Leia. Nasce daqui uma questão: se vale mais ser amado que temido ou temido que amado. Responde-se que ambas as coisas seriam de desejar; mas porque é difícil juntá-las, é muito mais seguro ser temido que amado, quando haja de faltar uma das duas. Deve, todavia, o príncipe fazer-se temer de modo que, se não adquire amizade, evite ser odiado, porque pode muito bem ser ao mesmo tempo temido e não odiado; o que sempre conseguirá desde que respeite os bens dos seus concidadãos e dos seus súditos porque os homens esquecem mais depressa a morte do pai que a perda do patrimônio. Mas quando um príncipe está com os exércitos e tem uma multidão de soldados sob o seu comando, então é de todo necessário que não se importe de passar por cruel; porque sem esta fama não se mantém um exército unido, nem disposto a qualquer feito. O Príncipe, de Nicolau Maquiavel. Adaptado de www.arqnet.pt Nicolau Maquiavel foi um pensador florentino que viveu na época do Renascimento. Ele é considerado um dos fundadores do pensamento político moderno e suas ideias serviram de base para a constituição do Absolutismo monárquico. Identifique no texto duas práticas do Absolutismo monárquico. 3. (UERJ) Frontispício da 1º edição da obra de Hobbes, Leviatã (1651) http://cdhi.mala.bc.ca A ilustração anterior está estampada na folha de rosto da obra “Leviatã”, de Hobbes, publicada em 1651, na Inglaterra. A figura do Leviatã é proveniente de mitologias antigas, sendo empregada para personificar o Estado Absolutista europeu. Descreva a conjuntura política da Inglaterra em meados do século XVII e aponte duas características da teoria de Estado formulada por Hobbes. 4. (UERJ) Versalhes seria largamente imitado por monarcas por toda a Europa, de Potsdam a Hampton Court, e da Escandinávia a Nápoles. Era o centro de uma espécie de “estado teatral” no qual o ator principal, o próprio monarca, interpretava uma série de rotinas. A maneira de viver no palácio – a grande ostentação familiar, os rituais nos espaços públicos, o teatro do cotidiano, até as atividades mundanas de acordar, fazer refeições e ir dormir – era imitada por nobres e monarcas rivais. Adaptado de JONES, C. The Cambridge Illustrated History of France. Citado por KOPPER, M. E. Arquitetura, poder e opressão. Porto Alegre: UFRGS, 2004. Do século XVIII ao XIX, a construção de diversos palácios na Europa inspirados no Palácio de Versalhes significou mais do que uma influência arquitetônica. Denomine esse modelo político inspirado em Versalhes. Aponte, ainda, dois objetivos políticos dos governantes europeus ao construírem palácios inspirados na monumentalidade de Versalhes. E.O. Objetivas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. (Unicamp) À medida que as maneiras se refinam, tornam-se distintivas de uma superioridade: não é por acaso que o exemplo parece vir de cima e, logo, é retomado pelas camadas médias da sociedade, desejosas de ascender socialmente. É exibindo os gestos prestigiosos que os burgueses adquirem estatuto nobre. O ser de um homem se confunde com a sua aparência. Quem age como nobre é nobre. (Adaptado de Renato Janine Ribeiro. A Etiqueta no Antigo Regime. São Paulo: Editora Moderna, 1998, p. 12.) O texto faz referência à prática da etiqueta na França do século XVIII. Sobre o tema, é correto afirmar que: a) A etiqueta era um elemento de distinção social na sociedade de corte e definia os lugares ocupados pelos grupos próximos ao rei. b) O jogo das aparências era uma forma de disfarçar os conluios políticos da aristocracia, composta por burgueses e nobres, e negar benefícios ao Terceiro Estado. c) Os sans-culottes imitavam as maneiras da nobreza, pois isso era uma forma de adquirir refinamento e tornar-se parte do poder econômico no estado absolutista. d) Durante o século XIX, a etiqueta deixou de ser um elemento distintivo de grupos sociais, pois houve a abolição da sociedade de privilégios.
58VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 2. (Unesp) Quando sucumbe o monarca, a majestade real não morre só, mas, como um vórtice, arrasta consigo tudo quanto o rodeia (...) Basta que o rei suspire para que todo o reino gema. (Hamlet, 1603.) Essas palavras, pronunciadas por Rosencrantz, personagem de um drama teatral de William Shakespeare, aludem: a) ao absolutismo monárquico, regime político predominante nos países europeus da Idade Moderna. b) à monarquia parlamentarista, na qual os poderes políticos derivam do consentimento popular. c) ao poder mais simbólico do que verdadeiro do rei, expresso pela máxima “o rei reina, mas não governa”. d) à oposição dos Estados europeus à ascensão da burguesia e à emergência das revoluções democráticas. e) à decapitação do monarca inglês pelo Parlamento durante as Revoluções Puritana e Gloriosa. 3. (Unifesp) “O fim último, causa final e desígnio dos homens (que amam naturalmente a liberdade e o domínio sobre os outros), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a consequência necessária (conforme se mostrou) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos e ao respeito àquelas leis de natureza.” (Thomas Hobbes (1588-1679). “Leviatã”. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1979.) “O príncipe não precisa ser piedoso, fiel, humano, íntegro e religioso, bastando que aparente possuir tais qualidades (...). O príncipe não deve se desviar do bem, mas deve estar sempre pronto a fazer o mal, se necessário.” (Nicolau Maquiavel (1469-1527). “O Príncipe”. Os Pensadores. São Paulo: Abril Cultural, 1986.) Os dois fragmentos ilustram visões diferentes do Estado moderno. É possível afirmar que: a) Ambos defendem o absolutismo, mas Hobbes vê o Estado como uma forma de proteger os homens de sua própria periculosidade, e Maquiavel se preocupa em orientar o governante sobre a forma adequada de usar seu poder. b) Hobbes defende o absolutismo, por tomá-lo como a melhor forma de assegurar a paz, e Maquiavel o recusa, por não aceitar que um governante deva se comportar apenas para realizar o bem da sociedade. c) Ambos rejeitam o absolutismo, por considerarem que ele impede o bem público e a democracia, valores que jamais podem ser sacrificados e que fundamentam a vida em sociedade. d) Maquiavel defende o absolutismo, por acreditar que os fins positivos das ações dos governantes justificam seus meios violentos, e Hobbes o recusa, por acreditar que o Estado impede os homens de viverem de maneira harmoniosa. e) Ambos defendem o absolutismo, mas Maquiavel acredita que o poder deve se concentrar nas mãos de uma só pessoa, e Hobbes insiste na necessidade da sociedade participar diretamente das decisões do soberano. 4. (Unesp) (...) O trono real não é o trono de um homem, mas o trono do próprio Deus. Os reis são deuses e participam de alguma maneira da independência divina. O rei vê de mais longe e de mais alto; deve-se acreditar que ele vê melhor, e deve obedecer-se-lhe sem murmurar, pois o murmúrio é uma disposição para a sedição. (Jacques-Bénigne Bossuet (1627-1704), Política tirada da Sagrada Escritura. apud Gustavo de Freitas. 900 textos e documentos de História) Com base no texto, assinale a alternativa correta. a) O autor critica o absolutismo do rei e enfatiza o limite da sua autoridade em relação aos homens. b) Para Bossuet, o poder real tem legitimidade divina e não admite nenhum tipo de oposição dos homens. c) Bossuet defende a autoridade do rei, mas alerta para as limitações impostas pelas obrigações para com Deus. d) Os princípios de Bossuet defendem a soberania dos homens diante da autoridade divina dos reis. e) O autor reconhece o direito humano de revolta contra o soberano que não se mostre digno de sua função. 5. (Unifesp) Do ponto de vista sócio-político, o Estado típico, ou dominante, ao longo do Antigo Regime (séculos XVI a XVIII), na Europa continental, pode ser definido como: a) burguês-despótico. b) nobiliárquico-constitucional. c) oligárquico-tirânico. d) aristocrático-absolutista. e) patrício-republicano. 6. (Unifesp) Sobre as cidades europeias na época moderna (séculos XVI a XVIII), é correto afirmar que, em termos gerais: a) mantiveram o mesmo grau de autonomia política que haviam gozado durante a Idade Média. b) ganharam autonomia política na mesma proporção em que perderam importância econômica. c) reforçaram sua segurança construindo muralhas cada vez maiores e mais difíceis de serem transpostas. d) perderam, com os reis absolutistas, as imunidades políticas que haviam usufruído na Idade Média. e) conquistaram um tal grau de auto-suficiência econômica que puderam viver isoladas do entorno rural. 7. (Fuvest) No processo de formação dos Estados Nacionais da França e da Inglaterra podem ser identificados os seguintes aspectos: a) fortalecimento do poder da nobreza e retardamento da formação do Estado Moderno. b) ampliação da dependência do rei em relação aos senhores feudais e à Igreja. c) desagregação do feudalismo e centralização política. d) diminuição do poder real e crise do capitalismo comercial. e) enfraquecimento da burguesia e equilíbrio entre o Estado e a Igreja.
59VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 8. (Unesp) O fim último causa final e desígnio dos homens (...), ao introduzir aquela restrição sobre si mesmos sob a qual os vemos viver nos Estados, é o cuidado com sua própria conservação e com uma vida mais satisfeita. Quer dizer, o desejo de sair daquela mísera condição de guerra que é a consequência necessária (...) das paixões naturais dos homens, quando não há um poder visível capaz de os manter em respeito, forçando-os, por medo do castigo, ao cumprimento de seus pactos (...). (Thomas Hobbes. Leviatã, 1651. In: Os pensadores, 1983.) De acordo com o texto: a) os homens são bons por natureza, mas a sociedade instiga a disputa e a competição entre eles. b) as sociedades dependem de pactos internos de funcionamento que diferenciem os homens bons dos maus. c) os castigos permitem que as pessoas aprendam valores religiosos, necessários para sua convivência. d) as guerras são consequências dos interesses dos Estados, preocupados em expandir seus domínios territoriais. e) os Estados controlam os homens, permitindo sua sobrevivência e o convívio social entre eles. 9. (Unicamp) Na formação das monarquias confessionais da Época Moderna houve reforço das identidades territoriais, em função de critérios de caráter religioso ou confessional. Simultaneamente, houve uma progressiva incorporação da Igreja ao corpo do Estado, através de medidas de caráter patrimonial e jurisdicional que procuravam uma maior sujeição das estruturas e agentes eclesiásticos ao poder do príncipe. Na busca pela homogeneização da fé dentro de um território político, a Igreja cumpria também papel fundamental na formação do Estado moderno por meio de seus mecanismos de disciplinamento social dos comportamentos. (Adaptado de Frederico Palomo, A Contra-Reforma em Portugal, 1540-1700. Lisboa: Livros Horizonte, 2006, p.52.) Considerando o texto acima e seus conhecimentos sobre a Europa Moderna, assinale a alternativa correta. a) Cada monarquia confessional adotou uma identidade religiosa e medidas repressivas em relação às dissidências religiosas que poderiam ameaçar tal unidade. b) Monarquias confessionais são aquelas unidades políticas nas quais havia a convivência pacífica de duas ou mais confissões religiosas, num mesmo território. c) São consideradas monarquias confessionais os territórios protestantes que se mostravam mais propícios ao desenvolvimento do capitalismo comercial, tornando-se, assim, nações enriquecidas. d) As monarquias confessionais contavam com a instituição do Tribunal do Santo Ofício da Inquisição em seu território, uma forma de controle cultural sobre religiões politeístas. 10. (Fuvest 2017) Encontram-se assinaladas no mapa, sobre as fronteiras dos países atuais, as rotas eurasianas de comércio a longa distância que, no início da Idade Moderna, cruzavam o Império Otomano, demarcado pelo quadro. A respeito dessas rotas, das regiões que elas atravessavam e das relações de poder que elas envolviam, é correto afirmar que: a) a China, com baixo grau de desenvolvimento político e econômico, era exportadora de produtos primários para a Europa. b) a Índia era uma economia fracamente vinculada ao comércio a longa distância, em vista da pouca demanda por seus produtos. c) a Europa, a despeito do poder otomano, exercia domínio incontestável sobre o conjunto das atividades comerciais eurasianas. d) a África Ocidental se encontrava em posição subordinada ao poderio otomano, funcionando como sua principal fonte de escravos. e) o Império Otomano, ao intermediar as trocas a longa distância, forçou os europeus a buscar rotas alternativas de acesso ao Oriente. E.O. Dissertativas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. (Unicamp) Da Idade Média aos tempos modernos, os reis eram considerados personagens sagrados. Os reis da França e da Inglaterra “tocavam as escrófulas”, significando que eles pretendiam, somente com o contato de suas mãos, curar os doentes afetados por essa moléstia. Ora, para compreender o que foram as monarquias de outrora, não basta analisar a organização administrativa, judiciária e financeira que essas monarquias impuseram a seus súditos, nem extrair dos grandes teóricos os conceitos de absolutismo ou direito divino. É necessário penetrar as crenças que floresceram em torno das casas principescas. (Adaptado de Marc Bloch. “Os reis taumaturgos”. São Paulo: Companhia das Letras. 1993, p. 43-44.) a) De acordo com o texto, como se pode compreender melhor as monarquias da Idade Média e da Idade Moderna? b) O que significa “direito divino dos reis”? c) Caracterize a política econômica das monarquias europeias entre os séculos XVI e XVIII.
60VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 2. (Unicamp) O grande teórico do absolutismo monárquico, o bispo Jacques Bossuet, afirmou: “Todo poder vem de Deus. Os governantes, pois, agem como ministros de Deus e seus representantes na terra. Resulta de tudo isso que a pessoa do rei é sagrada e que atacá-lo é sacrilégio. O poder real é absoluto. O príncipe não precisa dar contas de seus atos a ninguém.” (Citado em “Coletânea de Documentos Históricos para o 1° grau.” São Paulo, SE/CENP, 1978, p. 79.). a) Aponte duas características do absolutismo monárquico. b) Em que período o regime político descrito no texto esteve em vigor? c) Cite duas características dos governos democráticos atuais que sejam diferentes das mencionadas no texto. 3. (Unifesp) Mercantilismo é o nome normalmente dado à política econômica de alguns Estados Modernos europeus, desenvolvida entre os séculos XV e XVIII. Indique a) duas características do Mercantilismo. b) a relação entre o Mercantilismo e a colonização da América. Gabarito E.O. Aprendizagem 1. A 2. D 3. C 4. E 5. A 6. C 7. D 8. D 9. A 10. C E.O. Fixação 1. A 2. E 3. C 4. A 5. C 6. D 7. A 8. E 9. B 10. E E.O. Complementar 1. D 2. D 3. E 4. B 5. C E.O. Dissertativo 1. a) Não significou um rompimento drástico, se pensarmos que, para Perry Anderson, a nobreza mantém-se como grupo dominante no Absolutismo, que ganha a conotação de “Estado feudal transformado e ampliado”. Opera-se uma centralização do poder nas mãos do rei, cuja significação é garantir a estrutura social, a dominação da nobreza e sua hegemonia sobre os demais setores, sobretudo para se opor às ameaças dos camponeses (rebeliões). Os privilégios estamentais do clero e da nobreza são mantidos e esses grupos é que participam da gestão do novo Estado. b) O grupo dominante era a nobreza – juntamente com o clero -, que manteve os privilégios sociais e passou a exercer o controle da burocracia por meio da ocupação dos cargos do aparelho de Estado. Garantiu-se, assim, a submissão de camponeses e burgueses ao poder real centralizado. c) São características do Estado Absolutista: • centralização do poder político nas mãos do rei absoluto; • Direito Divino como fundamento do poder real; • política econômica mercantilista e colonialista; • manutenção de uma estrutura social estamental; • unificação de pesos, medidas e tributos; • formação de exércitos permanentes sob o comando do rei; • afirmação das línguas nacionais dentro das fronteiras estabelecidas. 2. Há uma crítica à noção de “bom governo”, fundamental para o pensamento político medieval. Segundo essa noção, o rei deveria ser portador de virtudes cristãs, morais e principescas. O príncipe deveria ser amado por seus governados. Para Maquiavel, o rei bom, portador de virtudes morais e religiosas, corre o risco de perecer e perder o seu reino. Sua crítica se dirige à ineficiência do rei bom em conservar o poder. Para manter os principados, sobretudo os recém-conquistados, até alcançar respeito e legitimidade entre seus súditos, ele “tem de aprender os meios de não ser bom”. A partir do século XVI, com Maquiavel, o pensamento político se desliga da moral e da religião. Maquiavel substitui na política a categoria “bondade” pela “eficácia”. 3. a) A concentração de poderes nas mãos do monarca, a política econômica mercantilista e a contemplação dos interesses da burguesia, da nobreza e do clero, que ao mesmo tempo que constituíam ordens sociais submissas aos monarcas, davam-lhes sustentação no poder. b) A imagem simboliza a noção de Estado como entidade detentora de todos os poderes e que deve estar acima dos cidadãos e de seus interesses particulares. 4. a) O pensamento medieval alicerça-se no princípio cristão. Nesse sentido, no primeiro documento, o governante deve guiar-se por tal princípio. Não há, para Santo Agostinho, a separação entre os princípios morais, religiosos e políticos. Ao responder às críticas que vinculavam a queda do Império Romano ao abandono dos cultos pagãos e à associação entre os governantes e o cristianismo, Santo Agostinho pretende demonstrar que somente um governante fiel ao Deus verdadeiro consegue manter-se no poder. Ao fazer isso, o filósofo submete a política à religião. b) O pensamento moderno alicerça-se nos princípios da razão, da separação das esferas pública e privada e da autonomia. Nesse sentido, alguns desses elementos encontram-se no segundo documento. Para Maquiavel, o governante deve apenas aparentar ser religioso para alcançar a admiração de seus súditos, não se orientando pelo princípio cristão. Para manter-se no poder, o governante precisará fazer o mal, usando da razão para decidir quando essa ação será necessária. Escrevendo em um contexto no qual o processo de orientação da vida humana ganha gradualmente autonomia em relação à orientação moral da Igreja Católica, Maquiavel separa religião (moral religiosa) e política (ética política).
61VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 5. A legitimidade política de um Imperador Romano era oriunda da soberania popular: do poder que lhe era delegado pelo povo e pelo Senado. Ele não ocupava o trono na qualidade de seu proprietário, mas como mandatário da coletividade encarregado por ela de dirigir o Estado. Mesmo que um descendente substituísse ao pai imperador, essa substituição não era assegurada pelo princípio da sucessão dinástica, tal como veremos no Absolutismo. A legitimidade política de um rei absolutista, ao contrário, era oriunda do poder divino. Um rei era proprietário de um reino, que era seu patrimônio familiar legítimo. Esse poder era transmitido a um descendente que lhe sucedia pelo princípio da hereditariedade. 6. a) Absolutismo monárquico. b) Os principais ideólogos do Absolutismo defendiam a soberania do Estado sobre o indivíduo, por meio de teses como a do “direito divino” e da “soberania do Estado”. A primeira tese pressupunha que o poder do rei provinha diretamente de Deus e contestar o soberano significava opor-se à vontade divina. A segunda tese defendia que as leis de uma nação dependiam exclusivamente da vontade do rei, representante supremo do Estado. 7. a) O candidato deve associar o Estado Absoluto e a transição do feudalismo ao capitalismo; indicar a centralização monárquica e a perda de poder político da nobreza; vincular o absolutismo à implementação da política econômica do mercantilismo. b) Luís XIV (1638-1715) reforçou a autoridade real, promoveu a unidade religiosa e consolidou a economia mercantilista com Colbert, na França. 8. a) Maquiavel (1469-1527) viveu durante o Renascimento, no início dos tempos modernos b) Maquiavel considera a fortuna (acaso) como um dos fatores responsáveis pelo destino do príncipe. Assim, aquele que deixa seu destino nas mãos do acaso pode ter sucesso ou fracasso, enquanto aquele que, dotado de virtude, “combina o seu modo de proceder com as particularidades dos tempos” tem mais chances de obter sucesso nas suas ações. 9. O texto de Jules Michelet remete a participação de Joana D'Arc na Guerra dos Cem Anos entre França e Inglaterra, 1337- 1453, bem como a importância histórica desta guerra. A jovem camponesa, heroína francesa, Joana D'Arc ajudou seu país na guerra contra a Inglaterra. Morreu queimada em Rouen aos 19 anos de idade em 1431. Esta guerra terminou em 1453 com a vitória da França que expulsou os ingleses de seu território, contribuiu para a centralização do poder nas mãos do rei, afinal Carlos VII foi coroado como rei em Reims no norte do país seguindo antigas tradições, também contribuiu para a consolidação do Estado Nacional Francês que até então era um amontoado de províncias. Sem dúvida, a Guerra dos Cem Anos significou a passagem da França medieval com poder político descentralizado para a França moderna com uma centralização política que culminou no absolutismo. E.O. Enem 1. E 2. E 3. A E.O. UERJ Exame de Qualificação 1. C E.O. UERJ Exame Discursivo 1. Como medidas para a afirmação do absolutismo político, podemos citar: • criação da Justiça Real, para unificação dos critérios de Justiça nos Reinos; • formação dos Exércitos Reais, para defender os Reinos e enfrentar possíveis resistências da Nobreza. Como fatores que funcionaram como resistência ao processo de centralização, podemos citar: • manutenção dos privilégios nobiliárquicos; • desejo de ascensão política da burguesia. 2. A concentração de poderes está na essência da ideia do absolutismo, na medida em que o governo não faz apenas as leis, mas controla seu cumprimento. Destaca-se ainda a necessidade da força para a manutenção do poder e da ordem constituída, entendida como fundamental para a preservação da nação, impedindo que interesses particulares se sobreponham aos interesses sociais. 3. A Inglaterra foi marcada, em meados do século XVII, por uma série de conflitos que opuseram o rei - que defendia um absolutismo de feições continentais - a setores do Parlamento - que visavam a limitar os poderes reais e afirmar a supremacia parlamentar em alguns âmbitos como o fiscal. Esses conflitos foram denominados de Revoluções Inglesas. Duas dentre as características: • ideia do pacto social; • o direito de legislar do soberano; • fundamentação racional da política; • a renúncia de direitos do indivíduo para o soberano. 4. O contexto histórico a que se refere a questão é o Absolutismo Monárquico com a presença de uma nobreza que habitava em grandes palácios cujo o objetivo era a ostentação, reforçar o poder real, centralização do poder, adoção de uma sociedade aristocrática, entre outros objetivos. Vale destacar que a construção destas grandes obras no continente europeu se deu graças à colonização e a exploração do trabalho dos índios e negros na condição de escravos na América. E.O. Objetivas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. A 2. A 3. A 4. B 5. D 6. D 7. C 8. E 9. A 10. E
62VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. Dissertativas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. a) Nas idades Média e Moderna, a intensa religiosidade dos europeus permitia aos reis se apresentarem como possuidores de dons divinos, o que reforçava sua autoridade junto aos súditos. b) A teoria do “Direito Divino” dos reis foi elaborada por Jacques Bossuet em seu livro “A Política Segundo as Sagradas Escrituras”, estabelecendo que o rei deve ter poderes absolutos porque é escolhido por Deus, representante Dele entre os homens e, portanto, somente a Ele deve prestar contas dos seu atos. c) Trata-se do mercantilismo, política econômica das Monarquias Nacionais, visando o enriquecimento do Estado através das atividades comerciais, e por conseguinte, o fortalecimento do poder real. Caracterizava-se pelo metalismo (acumulação de metais preciosos), pelo estímulo à balança comercial favorável, pelo protecionismo alfandegário, pelo intervencionismo e pela exploração de colônias. 2. a) Concentração de todos os poderes nas mãos do rei; organização hierarquizada da sociedade, dividida em 3 estamentos; prática da política econômica mercantilista; justificativa do absolutismo pela Teoria do Direito Divino. b) Idade Moderna, entre os séculos XVI e XVIII. c) O poder emana do povo, e não de qualquer entidade divina; os governantes são representantes dos cidadãos e agem em nome destes, os governantes são responsáveis por seus atos, deve haver divisão de poderes, o governante deve prestar contas de seus atos. 3. a) São características do Mercantilismo: metalismo (acumulação de metais preciosos), balança comercial favorável, intervencionismo estatal na economia, protecionismo alfandegário e sistema colonial. b) A exploração de colônias na América constituía- -se num dos meios de acumulação mercantilista para os Estados Nacionais Modernos da Europa, pois as colônias eram, de um lado, fornecedoras de gêneros tropicais, negociados no mercado europeu, de matérias-primas e metais amoedáveis, e por outro, consumidoras de manufaturas, além de integrarem o lucrativo tráfico negreiro.
63VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. Aprendizagem 1. (UFPR) Na figura abaixo vemos à esquerda uma ilustração de Guy Fawkes, inglês católico morto em 1605 após tentar explodir o Parlamento inglês na “Conspiração da Pólvora”, e um manifestante inglês usando a máscara de Guy Fawkes em 2011 (inspirada na graphic novel V de Vingança, transformada em filme em 2006) e portando um cartaz no qual se lê: “O povo não deve temer seu governo”. (Fonte: http://abcnews.go.com/blogs/headlines/2011/11/how-did-guy-fawkes-become- a-symbol-of-occupy-wall-street/. Acesso em 23 jul. 2013.) Sobre os contextos do século XVII e do século XXI em que a figura de Guy Fawkes aparece, identifique como verdadeiras (V) ou falsas (F) as seguintes afirmativas: ( ) Guy Fawkes pertenceu a uma legião de opositores católicos à dinastia dos Stuart, que tentou estabelecer um regime absolutista na Inglaterra ao longo do século XVII. ( ) Atualmente, o uso da máscara de Guy Fawkes mantém o ativismo católico do personagem original, ao defender a opção preferencial pelos pobres e uma teologia de libertação através do ciberativismo. ( ) Enquanto Guy Fawkes foi demonizado como traidor à Coroa inglesa desde o século XVII, atualmente as máscaras de Guy Fawkes representam a contestação ao autoritarismo e à injustiça, como no movimento Ocupe Wall Street e em diversos protestos pelo mundo. ( ) Após a Conspiração da Pólvora, outras revoltas ocorreram no século XVII na Inglaterra, culminando na Revolução Puritana (1640) e na Revolução Gloriosa (1688), seja por questões religiosas, seja pelos cercamentos, seja disputa de poder entre a monarquia e o parlamento. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. a) V – F – F – V. b) F – F – V – F. c) F – V – F – V. d) V – V – V – F. e) V – F – V – V. 2. (Mackenzie) A Revolução Gloriosa, na Inglaterra (1688- 1689), marcou o início de uma época de grande prosperidade para o país, lançando as bases para o desenvolvimento capitalista, e permitiu que o país fosse o pioneiro na Revolução Industrial do século XVIII. Podemos estabelecer uma relação entre os dois eventos porque: a) o governo passou a impor a religião anglicana, dando fim aos conflitos religiosos e aos massacres entre católicos e protestantes, liberando mão de obra para as novas técnicas de produção. b) o poder real, com a retomada do absolutismo, não encontra empecilhos para dar fim ao sistema feudal e incentivar a prática capitalista para aumentar os recursos do Tesouro Nacional. c) o país, com o advento do Parlamentarismo, passou por transformações, como o acordo político e econômico entre a burguesia e a nobreza rural que, juntas, promoveram o desenvolvimento econômico. d) tanto a tolerância religiosa quanto uma maior liberdade de expressão política por parte da sociedade civil, características do despotismo esclarecido, incentivaram o desenvolvimento econômico. e) o desenvolvimento de uma monarquia, com características de um Estado liberal, permitiu a união de todas as classes sociais na Inglaterra, o que permitiu a modificação das relações trabalhistas no campo. 3. (Uece 2007) A formação das monarquias absolutistas na França e na Inglaterra esteve ligada à Guerra dos Cem Anos. Sobre as mudanças proporcionadas por esta Guerra, analise as seguintes afirmativas: I - Os monarcas, tanto da Inglaterra quanto da França, tiveram a sua autoridade fortalecida. II - As alianças entre a nobreza feudal e a burguesia fortaleceram a centralização dos feudos. III - O poder dos nobres, que exerciam autoridade particular nos feudos, foi abalado. São corretas: a) apenas I e II b) apenas I e III c) apenas II e III d) I, II e III MONARQUIA INGLESA E AS REVOLUÇÕES INGLESAS DO SÉCULO XVII COMPETÊNCIA(s) 1, 2, 3, 4, 5 e 6 HABILIDADE(s) 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,10, 11, 12, 13, 14, 15,16, 17, 18, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26, 27 e 28 CH AULAS 25 E 26
64VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 4. (MACK) O período em que Oliver Cromwell dirigiu a Inglaterra, decretando, entre outros, o Ato de Navegação que consolidou a marinha inglesa em detrimento de holandesa, ficou conhecido como: a) Monarquia Absolutista b) Monarquia Constitucional c) República Puritana d) Restauração Stuart e) Revolução Gloriosa 5. (UEMT) A Declaração de Direitos, imposta a Guilherme de Orange após a Revolução Gloriosa na Inglaterra, estabeleceu, entre outros pontos, que: a) a autoridade do monarca sobrepõe-se à do Parlamento; b) a origem divina da Monarquia concede-lhe privilégios; c) o poder da lei é superior ao poder do monarca; d) o Parlamento legisla por delegação especial do rei; e) a vontade do rei, independentemente do Parlamento. 6. (UPE) A morte de Carlos I, rei da Inglaterra, em 1649, conforme demonstra a imagem ao lado, teve como principal(ais) significado(s) sociopolítico(s) a(o) John Weesop, século XVII. http://historianovest.blogspot.com.br/2011/11/ execucao-de-carlos-ii.html a) crise e o declínio do absolutismo. b) implementação da República inglesa. c) restabelecimento das relações feudais. d) irrupção de movimentos liberais pró-presidencialismo. e) estabelecimento da guerra civil e o fim do Reino Unido. 7. (FGV) Acerca do Absolutismo na Inglaterra, NÃO é possível afirmar que: a) Fortaleceu-se com a criação da Igreja Anglicana. b) Foi iniciado por Henrique VIII, da dinastia Tudor, e consolidado no longo reinado de sua filha Elizabeth I. c) A política mercantilista intervencionista foi fundamental para a sua solidificação. d) Foi conseqüência da Guerra das Duas Rosas, que eliminou milhares de nobres e facilitou a consolidação da monarquia centralizada. e) O rei reinava mas não governava, a exemplo do que ocorreu durante toda a modernidade. 8. (Ufrgs) Em meados do século XVII, a Inglaterra mergulhou em uma guerra civil conhecida como Revolução Inglesa de 1640. Entre as alternativas abaixo, assinale aquela que NÃO está relacionada com esse contexto histórico. a) No ápice da Revolução, o rei Carlos I foi executado, e a República proclamada. Oliver Cromwell tornou-se o dirigente máximo da Inglaterra. Com o fim da guerra civil, Cromwell instituiu um governo democrático, supervisionado pelo conjunto do Parlamento, no qual os direitos humanos passaram a ser respeitados e as classes populares encontraram voz ativa. b) Os puritanos, grupo político que desejava recuperar os valores do cristianismo primitivo e que recusava a autoridade do rei em matéria de fé, constituíram-se nos principais adversários das ideias absolutistas. c) Após a morte de Elisabeth Tudor em 1603, ascendeu ao trono da Inglaterra a dinastia escocesa dos Stuart, os quais careceram da habilidade política necessária para negociar com o Parlamento inglês. d) Uma das medidas da Revolução foi o estabelecimento do Ato de Navegação de 1651, que se tornou uma das bases da prosperidade comercial da Inglaterra. O Ato pretendeu obter para os navios ingleses o comércio de transportes da Europa e excluir do comércio com as colônias inglesas todos os rivais. e) A queda da monarquia inglesa abriu caminho para o surgimento de reivindicações radicais, como a dos niveladores, que defendiam a abertura do Parlamento às classes populares, ou a dos escavadores, que aspiravam a uma redistribuição de terras que contemplasse os pequenos produtores. E.O. Fixação 1. (Espm) Morto o rei, em maio do mesmo ano, a república foi proclamada, o que dava a entender que as reivindicações dos niveladores estavam sendo atendidas, mas a revolução parou aí, e a sensação de traição foi virando certeza. A revolta dos niveladores malogrou. Além da fracassada tentativa dos Niveladores, o país conheceu também o movimento dos Escavadores, que, por meio da ação direta e pacífica, tentaram chegar a uma forma de comunismo agrário. (Paulo Miceli. As Revoluções Burguesas) O texto deve ser relacionado com: a) a Revolução Puritana, na Inglaterra. b) a Revolução Gloriosa, na Inglaterra. c) as Frondas, na França. d) a Revolução Francesa de 1789. e) a Revolução de 1830, na França. 2. (UPF) A Revolução Inglesa de fins do século XVII pode ser considerada como a primeira revolução burguesa no continente Europeu. Sobre esta revolução é correto afirmar: a) O Parlamento e os monarcas tinham a mesma posição em relação à necessidade de impostos para a manutenção do Estado e a confiança de que o rei decidia sobre essa questão.
65VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias b) Jaime I e Carlos I reorganizaram o Estado com seu comando forte e centralizador, deixando o legado da eficiência para os próximos monarcas. c) As condições econômicas e políticas estiveram estáveis durante o período pré-revolucionário. d) A Carta dos Direitos sagrou-se como documento de valor constitucional e foi aceita pelo casal Guilherme e Maria, novos monarcas por declaração do Parlamento. e) As divergências entre anglicanos e calvinistas foram um elemento essencial do processo revolucionário, que findou com a aceitação da mesma religião por todos. 3. (UFU) Entre os eventos que merecem destaque na consolidação do absolutismo inglês estão o embate entre os York e os Lancaster, na Guerra das Duas Rosas, o controle dos nobres por Henrique VII e, finalmente, as ações de Henrique VIII, que rompeu com o papa e fundou a Igreja Anglicana, mantida sob sua tutela. Com a morte de Henrique VIII e a ascensão de Elizabeth I, o absolutismo inglês conheceu seu período de maturidade. As ações de Elizabeth I e de seus sucessores, adotando medidas mercantilistas, criando companhias de comércio, dissolvendo o Parlamento, exigindo pensão vitalícia e criando taxas, marcaram acontecimentos que culminaram, décadas mais tarde, numa página da história da sociedade inglesa conhecida como Revolução Gloriosa. Neste cenário, a) a economia inglesa, diante da instabilidade política, teve um desenvolvimento irregular no século XIX, atrasando sua industrialização frente a outros países. b) a monarquia absolutista inglesa, reconhecendo suas limitações, tomou a iniciativa na criação do Bill of Rights, evitando novas guerras civis no país. c) as medidas absolutistas insuflaram questionamentos na sociedade inglesa, favorecendo mudanças e rupturas na estrutura política do país. d) as características absolutistas da monarquia inglesa a afastavam do modelo constitucional que, desde o final da Idade Média, predominava na Europa. 4. (UFV) Sobre as Revoluções Inglesas do século XVII, é CORRETO afirmar que: a) Oliver Cromwell evitou a centralização do poder quando se tornou o Lorde Protetor da Inglaterra em 1653, pois repudiava o poder absolutista. b) após a guerra civil da década de 1640, o rei Carlos I foi executado e a República na Inglaterra foi estabelecida temporariamente. c) Guilherme de Orange, um dos líderes do Exército Revolucionário que lutou na década de 1640 contra o poder absolutista do rei Carlos I, foi coroado como o novo rei inglês. d) a Revolução Gloriosa (1688) representou a ascensão ao poder dos grupos sociais mais radicais que aboliram a propriedade privada. 5. (PUC-RJ) “Para o progresso do armamento marítimo e da navegação, que sob a boa providência e proteção divina interessam tanto à prosperidade, à segurança e ao poderio deste reino [...], nenhuma mercadoria será importada ou exportada dos países, ilhas, plantações ou territórios pertencentes à Sua Majestade, ou em possessão de Sua Majestade, na Ásia, América e África, noutros navios senão nos que [...] pertencem a súditos ingleses [...] e que são comandados por um capitão inglês e tripulados por uma equipagem com três quartos de ingleses [...], nenhum estrangeiro [...] poderá exercer o ofício de mercador ou corretor num dos lugares supracitados, sob pena de confisco de todos os seus bens e mercadorias [...]”. Segundo Ato de Navegação de 1660. In: Pierre Deyon. O mercantilismo. São Paulo: Perspectiva, 1973, p. 94-95. Por meio do Ato de Navegação de 1660, o governo inglês: a) estabelecia que todas as mercadorias comercializadas por qualquer país europeu fossem transportadas por navios ingleses. b) monopolizava seu próprio comércio e impulsionava a indústria naval inglesa, aumentando ainda mais a presença da Inglaterra nos mares do mundo. c) enfrentava a poderosa França retirando-lhe a posição privilegiada de intermediária comercial em nível mundial. d) desenvolvia a sua marinha, incentivava a indústria, expandia o Império, abrindo novos mercados internacionais ao seu excedente agrícola. e) protegia os produtos ingleses, matérias-primas e manufaturados, que deveriam ter sua saída dificultada, de modo a gerar acúmulo de metais preciosos no Reino inglês. E.O. Complementar 1. (PUC-Camp) Os conflitos político-sociais do século XVII foram o meio pelo qual a Inglaterra: a) transformou o Absolutismo de direito em Absolutismo de fato. b) promoveu a substituição do Estado liberal - capitalista pelo Estado Absolutista. c) organizou o Exército do Parlamento, conferindo postos de comando segundo o critério de origem familiar e não pelo merecimento militar. d) consolidou os interesses da nobreza agrária tradicional rompendo com os ideais da burguesia. e) diluiu os obstáculos para o avanço capitalista, marcando o início da desagregação do Absolutismo Monárquico. 2. (PUC-Camp) Guilherme de Orange foi proclamado rei depois de ter assinado a Declaração de Direitos, imposta pelo Parlamento, à qual determinava limitações ao poder real. Dentre as limitações, destacavam-se a a) obrigação de indicar nobres para as forças armadas e elementos do clero para dirigir as universidades. b) negação do Anglicanismo como religião oficial da Inglaterra e a tolerância a todos os cultos. c) exigência do Parlamento ser composto por dois terços de puritanos e a concordância em apoiar militarmente o combate às heresias. d) obrigação de convocar o Parlamento periodicamente e a proibição de criar novos impostos. e) pacificação interna da Inglaterra e o respeito à supremacia papal.
66VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 3. (ESPM) Nenhum homem livre será detido, aprisionado, ou privado de seus bens, ou posto fora da lei, ou exilado, ou prejudicado de algum modo a não ser em virtude de um julgamento legal dos seus pares ou em virtude das leis do país. (G. M. Trevelyan. História concisa da Inglaterra) O trecho acima foi retirado de um documento considerado referência fundamental das Liberdades Inglesas. Assinale-o: a) Provisões de Oxford. b) Magna Carta. c) Ato de Supremacia. d) Declaração de Direitos. e) Lei dos Pobres. 4. (PUC-RS) Responda à questão com base nas afirmativas sobre a formação do Estado Moderno na Inglaterra. I. O fracasso da Reforma Protestante no século XVI atrasou o processo de centralização político-administrativa na Inglaterra, poia a Igreja preservou seu poder econômico no país ao longo do período, apoiando o poder privado da alta nobreza. II. A burguesia e os chamados cavaleiros apoiavam a política centralizadora dos Tudor no século XVI, pois eram grupos sociais particularmente favorecidos pela estabilidade política. III. O período elizabethano, que se iniciou em 1558, marcou a consolidação do absolutismo monárquico na Inglaterra, com a supressão legal do Parlamento e a imposição da teoria sobre a origem divina do poder real. Pela análise das afirmativas, conclui-se que: a) apenas a I está correta. b) apenas a II está correta. c) apenas a I e a III estão corretas. d) Apenas a II e a III estão corretas. e) A I, a II e a III estão corretas. 5. (ESPM) Leia os textos e responda: Do lado do rei estavam os católicos da Inglaterra e da Irlanda, os anglicanos do norte e do oeste e os lordes, alta nobreza possuidora da terra feudal. Militarmente, as tropas reais eram constituídas pelos cavaleiros. Pelo Parlamento lutavam os puritanos, pequenos proprietários rurais e comerciantes, e os artesãos das cidades; Londres apoiava o Parlamento e lhe fornecia muitos recursos. Os componentes do exército do Parlamento eram chamados de Cabeças Redondas. (Christopher Hill. O Eleito de Deus) Entre 1648-1652, a França viveu lutas. Para reprimir a rebelião burguesa que tendia a se alastrar de Paris para.outras cidades, Mazarino contou com a ajuda de elementos da nobreza, como o príncipe de Condé. Na repressão aos revoltosos, Condé adquiriu poderes e passou a rivalizar com a autoridade de Mazarino. Quando o cardeal tentou reagir, destituindo Condé do comando do exército, desencadeou- se a rebelião da nobreza contra o poder central. (Raymundo de Campos. História Geral) Os textos apresentados devem ser relacionados respectivamente com: a) Revolução Gloriosa – Revolução Francesa; b) Revolução Puritana – As Guerras da Fronda; c) Revolução Puritana – Revolução Francesa; d) Rebelião de Wat Tyler – As Guerras da Fronda; e) Revolução Gloriosa – Jacquerries. 6. (Fgvrj 2013) A Reforma, a despeito de sua hostilidade à magia, estimulara o espírito de profecia. A abolição dos intermediários entre o homem e a divindade, bem como a ênfase na consciência individual, deixavam Deus falar diretamente a seus eleitos. Era obrigação destes tornar conhecida a Sua mensagem. E Deus não fazia acepção de pessoas: preferia falar a John Knox do que à sua rainha, Maria Stuart da Escócia. O próprio Knox agradeceu a Deus ter-lhe dado o dom de profetizar, que assim estabelecia que ele era um homem de boa-fé. Na Inglaterra, as décadas revolucionárias deram ampla difusão ao que praticamente constituía uma profissão nova – a do profeta, quer na qualidade de intérprete dos astros, ou dos mitos populares tradicionais, ou, ainda, da Bíblia. HILL, Christopher, O mundo de ponta-cabeça. Ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640. Trad. Renato Janine Ribeiro. São Paulo, Companhia das Letras, 1987, p. 103. O texto se refere ao ambiente político e religioso da Inglaterra no século XVII. A esse respeito é CORRETO afirmar: a) A insatisfação popular na Inglaterra era decorrente da perspectiva protestante de manter os sacerdotes como intermediários entre Deus e os homens. b) Os revolucionários basearam-se em princípios estritamente racionais e científicos, em uma nítida ruptura com as crenças e o profetismo da época. c) Apesar de todas as disputas religiosas dos séculos XVI e XVII, os monarcas ingleses mantiveram-se neutros, o que permitiu a preservação da monarquia. d) Para os revolucionários ingleses, Deus considerava apenas os parlamentares como pessoas aptas a transmitir a doutrina e indicar os caminhos da salvação. e) A movimentação revolucionária esteve vinculada aos conflitos religiosos decorrentes da chamada Reforma Protestante iniciada no século XVI. E.O. Dissertativo 1. (UFRN) O historiador Christopher Hill se notabilizou pelos seus estudos sobre a Revolução Inglesa do século XVII (Revolução Puritana/Revolução Gloriosa). Considerando essa revolução como um evento capital não só da história inglesa, mas também da história de todo o mundo contemporâneo, Christopher Hill afirma: Se você observar a Inglaterra no século XVI, verá que é uma potência de segunda classe, levando um embaixador inglês em 1640 a dizer que seu país não gozava de qualquer consideração no mundo. O que era verdade. Mas já no começo do século XVIII a Inglaterra é a maior potência mundial. Logo, alguma coisa aconteceu no meio disso. MARQUES, Adhemar M.; BERUTTI, Flávio C.; FARIA, Ricardo de M. História contemporânea através de textos. São Paulo: Contexto, 2012. p. 12.
67VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias a) Mencione e explique duas mudanças que contribuíram para a Inglaterra, no começo do século XVIII, se tornar a maior potência mundial. b) Justifique por que a Revolução Inglesa do século XVII pode ser considerada um evento capital de todo o mundo ocidental contemporâneo. 2. (FGV-RJ) Em 1640, dois processos de transformação iniciaram-se quase simultaneamente, na Inglaterra e em Portugal: a Revolução Inglesa e a Restauração Portuguesa. a) Compare esses processos dos pontos de vista social, político e econômico. b) Explique como a História da Inglaterra e a de Portugal acabaram por se articular no século XVII. 3. (UFPR) Leia o excerto da “Declaração de Direitos” (Bill of Rights), assinada pelo rei Guilherme de Orange, em 1689, após a chamada Revolução Gloriosa na Inglaterra em 1688: “Os Lords (...) e os membros da Câmara dos Comuns, declaram, desde logo, o seguinte: 1. Que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento (...). 5. Que os súditos têm direitos de apresentar petições ao Rei, sendo ilegais as prisões, vexações de qualquer espécie que sofram por esta causa. (...). 13. Que é indispensável convocar com frequência os Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para corrigir, afirmar e conservar as leis.” A partir do documento acima e de seus conhecimentos sobre a Revolução Gloriosa e seus desdobramentos, explique por que ela é interpretada como uma revolução liberal, parlamentar e burguesa. 4. (Ufpr) Leia os seguintes excertos da Magna Carta inglesa de 1215: “12 - Nenhum imposto ou pedido será estabelecido no nosso reino sem o consenso geral. (...) que tudo se passe da mesma maneira no que respeita às contribuições da cidade de Londres (...) 61 - (...) Instituímos e concedemos aos nossos barões a seguinte garantia: elegerão vinte e cinco barões do reino, os quais deverão com todo o seu poder observar, manter e fazer cumprir a paz e as liberdades que nós concedemos. (...)” (C. R. C. Davis, Magna Carta, The Trustees of the British Museum, 1963, p. 16-23 apud ESPINOSA, Fernanda. Antologia de textos medievais. Lisboa: Sá da Costa Editora, p. 326-327). A partir dos trechos acima e de seus conhecimentos sobre a monarquia inglesa na Idade Média, discorra sobre a relação dos nobres e dos burgueses ingleses com a sua realeza e justifique por que a Magna Carta é considerada uma precursora das constituições modernas. 5. (Ufg) Sob o domínio dos Tudor (1485-1603), o absolutismo inglês firmou-se, principalmente, durante o reinado de Elizabeth I (1558-1603). Com a ascensão dos Stuarts, inicia-se um período de tensão que desencadeou uma fase revolucionária, em muitos aspectos, típica dos conflitos políticos da modernidade. Acerca da Revolução Puritana (1649-1660), responda: a) Qual a liderança que organizou o exército puritano na luta contra o Absolutismo? b) ldentifique os aspectos políticos e sociais da Revolução Puritana. E.O. Enem 1. (Enem) Que é ilegal a faculdade que se atribui à autoridade real para suspender as leis ou seu cumprimento. Que é ilegal toda cobrança de impostos para a Coroa sem o concurso do Parlamento, sob pretexto de prerrogativa, ou em época e modo diferentes dos designados por ele próprio. Que é indispensável convocar com frequência os Parlamentos para satisfazer os agravos, assim como para corrigir, afirmar e conservar as leis. Declaração dos Direitos. Disponível em http://disciplinas. stoa.usp.br. Acesso em: 20 dez. 2011 (adaptado). No documento de 1689, identifica-se uma particularidade da Inglaterra diante dos demais Estados europeus na Época Moderna. A peculiaridade inglesa e o regime político que predominavam na Europa continental estão indicados, respectivamente, em: a) Redução da influência do papa − Teocracia. b) Limitação do poder do soberano − Absolutismo. c) Ampliação da dominação da nobreza − República. d) Expansão da força do presidente − Parlamentarismo. e) Restrição da competência do congresso − Presidencialismo. 2. (Enem 2019) A ocasião fez o ladrão: Francis Drake travava sua guerra de pirataria contra a Espanha papista quando roubou as tropas de mulas que levavam o ouro do Peru para o Panamá. Graças à cumplicidade da rainha Elizabeth I, ele reincide e saqueia as costas do Chile e do Peru antes de regressar pelo Oceano Pacífico, e depois pelo Índico. Ora, em Ternate ele oferece sua proteção a um sultão revoltado com os portugueses; assim nasce o primeiro entreposto inglês ultramarino. FERRO, M. História das colonizações. Das colonizações às independências. Séculos XIII a XX. São Paulo: Cia. das Letras, 1996. A tática adotada pela Inglaterra do século XVI, conforme citada no texto, foi o meio encontrado para a) restabelecer o crescimento da economia mercantil. b) conquistar as riquezas dos territórios americanos. c) legalizar a ocupação de possessões ibéricas. d) ganhar a adesão das potências europeias. e) fortalecer as rotas do comércio marítimo.
68VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. UERJ Exame Discursivo 1. (UERJ) O rei é vencido e preso. O Parlamento tenta negociar com ele, dispondo-se a sacrificar o Exército. A intransigência de Carlos, a radicalização do Exército, a inépcia do Parlamento somam-se para impedir essa saída “moderada”; o rei foge do cativeiro, afinal, e uma nova guerra civil termina com a sua prisão pela segunda vez. O resultado será uma solução, por assim dizer, moderadamente radical (1649): os presbiterianos são excluídos do Parlamento, a câmara dos lordes é extinta, o rei decapitado por traição ao seu povo após um julgamento solene sem precedentes, proclamada a república; mas essas bandeiras radicais são tomadas por generais independentes, Cromwell à testa, que as esvaziam de seu conteúdo social. RENATO JANINE RIBEIRO. In: HILL, Christopher. “O mundo de ponta-cabeça: ideias radicais durante a Revolução Inglesa de 1640”. São Paulo: companhia das letras, 1987. O texto faz menção a um dos acontecimentos mais importantes da Europa no século XVII: a Revolução Puritana (1642-1649). A partir daquele acontecimento, a Inglaterra viveu uma breve experiência republicana, sob a liderança de Oliver Cromwell. Dentre suas realizações mais importantes, destaca-se a decretação do primeiro Ato de Navegação. Explique a importância do Ato de Navegação para a economia inglesa e aponte duas ações políticas da República Puritana. 2. (UERJ) Assim, ninguém pode negar que a “Revolução Puritana” era uma luta tão religiosa quanto política; mas era mais que isso. Aquilo por que os homens lutavam era toda a natureza e o desenvolvimento futuro da sociedade inglesa. (HILL, Christopher. “A Revolução Inglesa de 1640”. Lisboa: Presença, 1981. a) Indique um fator político que contribuiu para o desenvolvimento das Revoluções Inglesas do século XVII. b) Estabeleça a relação existente entre a Revolução Puritana e a colonização das possessões inglesas no litoral atlântico da América do Norte. E.O. Objetivas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. (Fuvest) As chamadas “revoluções inglesas”, transcorridas entre 1640 e 1688, tiveram como resultados imediatos a) a proclamação dos Direitos do Homem e do Cidadão e o fim dos monopólios comerciais. b) o surgimento da monarquia absoluta e as guerras contra a França napoleônica. c) o reconhecimento do catolicismo como religião oficial e o fortalecimento da ingerência papal nas questões locais. d) o fim do anglicanismo e o início das demarcações das terras comuns. e) o fortalecimento do Parlamento e o aumento, no governo, da influência dos grupos ligados às atividades comerciais. 2. (Unesp) A Revolução Puritana (1640) e a Revolução Gloriosa (1688) transformaram a Inglaterra do século XVII. Sobre o conjunto de suas realizações, pode-se dizer que a) determinaram o declínio da hegemonia inglesa no comércio marítimo, pois os conflitos internos provocaram forte redução da produção e exportação de manufaturados. b) resultaram na vitória política dos projetos populares e radicais dos cavadores e dos niveladores, que defendiam o fim da monarquia e dos privilégios dos nobres. c) envolveram conflitos religiosos que, juntamente com as disputas políticas e sociais, desembocaram na retomada do poder pelos católicos e em perseguições contra protestantes. d) geraram um Estado monárquico em que o poder real devia se submeter aos limites estabelecidos pela legislação e respeitar as decisões tomadas pelo Parlamento. e) precederam as revoluções sociais que, nos dois séculos seguintes, abalaram França, Portugal e as colônias na América, provocando a ascensão política do proletariado industrial. 3. (Unesp) O “Ato de Navegação” de 1651 teve importância e consequências consideráveis na história da Inglaterra porque: a) favoreceu a Holanda que obtinha grandes lucros com o comércio inglês. b) Oliver Cromwell dissolveu o Parlamento e se tornou ditador. c) contribuiu para aumentar o poder e favorecer a supremacia marítima inglesa no mundo. d) considerava o trabalho como a verdadeira fonte de riqueza nacional. e) abolia todas as práticas protecionistas. 4. (Unifesp) Nos reinados de Henrique VIII e de Elisabeth I, ao longo do século XVI, o Parlamento inglês "aprovava 'pilhas de estatutos', que controlavam muitos aspectos da vida econômica, da defesa nacional, níveis estáveis de salários e preços, padrões de qualidade dos produtos industriais, apoio aos indigentes e punição aos preguiçosos, e outros desejáveis objetivos sociais". (Lawrence Stone, 1972.) Essas "pilhas de estatutos", ou leis, revelam a a) inferioridade da monarquia inglesa sobre as europeias no que diz respeito à intervenção do Estado na economia. b) continuidade existente entre as concepções medievais e as modernas com relação às políticas sociais. c) prova de que o Parlamento inglês, já nessa época, havia conquistado sua condição de um poder independente. d) especificidade da monarquia inglesa, a única a se preocupar com o bem-estar e o aumento da população. e) característica comum às monarquias absolutistas e à qual os historiadores deram o nome de mercantilismo.
69VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. Dissertativas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. (Unicamp) Na Inglaterra, por volta de 1640, a monarquia dos Stuart era incapaz de continuar governando de maneira tradicional. Entre as forças sociais que não podiam mais ser contidas no velho quadro político, estavam aqueles que queriam obter dinheiro, como também aqueles que queriam adorar a Deus seguindo apenas suas próprias consciências, o que os levou a desafiar as instituições de uma sociedade hierarquicamente estratificada. (Adaptado de Christopher Hill, “Uma revolução burguesa?”. Revista Brasileira de História, São Paulo, vol. 4, nº 7, 1984, p. 10.) a) Conforme o texto, que valores se contrapunham à forma de governo tradicional na Inglaterra do século XVII? b) Quais foram as consequências da Revolução Inglesa para o quadro político do país? 2. (Fuvest) Em 1651, por ocasião de uma visita da frota inglesa ao porto de Cadiz, Espanha, o almirante Blake provocou a irritação de Felipe IV, quando este último soube que aquele declarara, em praça pública, que "graças ao exemplo dado por Londres, todos os reinos iriam aniquilar a tirania e tornar-se repúblicas. A Inglaterra já o tinha feito; a França seguia o mesmo caminho; e considerando-se que a natural indolência dos espanhóis tornava mais lento o seu movimento, dava a eles dez anos, antes a que no país explodisse a revolução". a) A que acontecimentos históricos o almirante Blake se referia ao mencionar os exemplos da Inglaterra e da França? b) A previsão de Blake com relação à Espanha veio a realizar-se? 3. (Unicamp 2020) A política europeia é abalada pela Revolução de Cromwell na Inglaterra e pela Restauração Portuguesa. Nesse contexto de mudança política do século XVII, os embaixadores passaram a ser escolhidos dentro dos quadros mais distintos da nobreza, privilegiando-se aqueles sujeitos que possuíam formação acadêmica e conhecimento das leis. (Adaptado de Thiago Groh de Mello Cesar, A política externa de D. João IV e o Padre Antonio Vieira: as negociações com os Países Baixos. Dissertação de Mestrado, UFF, 2011, p. 1-2.) A partir da leitura do texto e de seus conhecimentos, responda às questões. a) Explique duas consequências da Revolução Puritana para o contexto monárquico europeu do período. b) Cite duas funções dos embaixadores europeus na relação entre as monarquias europeias nos séculos XVII e XVIII. Gabarito E.O. Aprendizagem 1. E 2. C 3. B 4. C 5. C 6. A 7. E 8. A E.O. Fixação 1. A 2. D 3. C 4. B 5. B E.O. Complementar 1. E 2. D 3. B 4. B 5. B 6. E E.O. Dissertativo 1. a) Durante o século XVII a burguesia inglesa assumiu o controle político do país, através da Revolução Puritana, consolidada décadas depois pela Revolução Gloriosa, dando ao governo um caráter empreendedor. Após a Revolução Puritana, durante o governo de Oliver Cromwell, o país adotou o “Ato de Navegação”, que permitiu a ampliação do comércio das empresas inglesas e se chocou com a principal potência naval da época, a Holanda, que perdeu rotas e áreas de comércio. b) Ela marca a ascensão política da burguesia apoiada em novos ideais que deram origem ao iluminismo, que se propagará na Europa e América a partir de então. 2. a) No século XVII ocorreu na Inglaterra um intenso conflito entre o Parlamento que representava as ideias liberais burguesas e capitalistas contra os reis que lutavam para manter o absolutismo e seus privilégios. Este processo culminou com a Revolução Gloriosa de 1689 que consistiu em uma revolução burguesa que destruiu o absolutismo implantando a monarquia parlamentarista. Foi a vitória das ideias liberais de Locke. Em 1640, ocorreu a Restauração Monárquica Portuguesa, que através da ajuda inglesa, livrou-se do domínio espanhol. b) De 1580 até 1640 a nação portuguesa esteve atrelada a Espanha no contexto da União Ibérica. A partir de 1640, com a Restauração Monárquica, Portugal ficou muito atrelado e submisso a Inglaterra. Como exemplo podem ser citados o Tratado de Methuem de 1703 que acabou transferindo boa parte do ouro do Brasil para os cofres da Inglaterra bem como a vinda da Corte Portuguesa para o Brasil em 1808 escoltado pela marinha britânica. 3. O século XVII na Inglaterra foi caracterizado por um intenso conflito entre o “velho” (estruturas feudais e poder absoluto para o rei) e o “novo” (forças capitalistas ligadas a burguesia e ao Parlamento que defendia maior liberdade política e econômica). Todo este século de conflito culminou na famosa Revolução Gloriosa de 1689, apoiada nas ideias liberais do filósofo John Locke, mentor teórico desta revolução. Foi a vitória
70VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias do “novo” sobre o “velho”, Jaime II foi deposto, acabou a monarquia absolutista e foi implantada a monarquia parlamentarista constitucional. Foi a vitória das ideias liberais de Locke, do Parlamentarismo e da classe burguesa que desejava maior liberdade política e econômica para implementar seus negócios. Foi um grande passo para a Revolução Industrial. A Revolução Gloriosa teve a mesma natureza histórica da Revolução Francesa, isto é, uma revolução burguesa que destruiu o “Antigo Regime”, Absolutismo e o Mercantilismo 4. Durante a Baixa Idade Média se constituíram as monarquias na Europa, muitas vezes denominadas de monarquias nacionais. Um dos momentos mais importantes dessa formação, na Inglaterra, foi a elaboração da Magna Carta, no século XIII, quando o rei João, sem terra, pressionado por nobres e membros do alto clero, outorgou o documento que garantia direitos e liberdades, que representava a limitação do poder real. Nesse momento, a burguesia é uma classe nascente, pouco numerosa e ainda pouco importante, mas que tem assegurado o direito ao livre comércio no Reino, com algumas garantias legais. 5. a) O exército puritano foi liderado por Oliver Cromwell que foi nomeado Lord Protetor após a instalação de um governo republicano com a deposição e execução do rei Carlos I. b) Os puritanos representavam a burguesia inglesa ligada ao comércio e às manufaturas, discriminada politicamente pelo governo anglicano. E.O. Enem 1. B 2. B E.O. UERJ Exame Discursivo 1. A decretação do primeiro Ato de Navegação (1651) determinou que o transporte de produtos importados pela Inglaterra deveria ser feito apenas em navios ingleses ou pertencentes aos países de origem dos respectivos produtos, ampliando o processo de acumulação de capitais. Duas das ações: dissolução do Parlamento; conquista da Jamaica à Espanha; supressão da Câmara dos Lordes; vitórias militares contra a Holanda e a Espanha; submissão da Irlanda e da Escócia, outra vez, à Inglaterra; confisco e leilão das terras pertencentes à Igreja Anglicana e aos nobres que apoiaram o rei; autoproclamação de Cromwell como Lorde Protetor das Repúblicas da Inglaterra, Escócia e Irlanda 2. a) O conflito entre o parlamento e o Rei, decorrente das tentativas de imposição do Absolutismo Monárquico. b) Durante o período da República Puritana, foi aprovado o Primeiro Ato de Navegação (1651), determinando que toda mercadoria comercializada nos portos ingleses fosse transportada por navios ingleses. Tal medida reforçou os laços entre a Inglaterra e seus territórios coloniais na América, estimulando seu crescimento e desenvolvimento. E.O. Objetivas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. E 2. D 3. C 4. E E.O. Dissertativas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. a) Pode-se dizer que um grande valor se contrapunha a monarquia Stuart, a Liberdade. Segundo o texto, a ascensão da burguesia no plano econômico se fazia sentir também na vida política e essa classe pretendeu ocupar lugar de comando na vida do país. Dentro do mesmo contexto se desenvolveu a oposição à religião do Estado, o anglicanismo, e esta foi dirigida, principalmente, pelos puritanos, grande parte deles burgueses, com o argumento de que a religião deveria se desvincular do Estado. b) A Revolução Inglesa – puritana e gloriosa – foi responsável pela eliminação do absolutismo na Inglaterra e pela adoção de um modelo baseado no Parlamento. A monarquia parlamentarista inglesa foi o primeiro modelo político liberal na história moderna e esteve baseada nos princípios iniciais do iluminismo a partir das teorias de John Locke. 2. a) Em relação à Inglaterra o almirante Blake se refere à Revolução Puritana (1649) que instalou a República liderada por Oliver Cromwell. Em relação à França refere-se às Frondas, associações de burgueses e nobres, contrárias à política fiscal do Cardeal Mazarino. b) Não, pois a monarquia absoluta espanhola manteve- -se até o século XIX, abalada com a presença de Napoleão Bonaparte no trono espanhol e as revoluções liberais que liquidaram o absolutismo monárquico. 3. a) A Revolução Puritana, que ocorreu entre 1642 – 1649, teve como fator fundamental o questionamento do excesso de poder da monarquia inglesa. Ao longo desse processo, o Parlamento inglês se fortaleceu, fato que, no longo prazo, alterou a arquitetura institucional do país. Como consequência mais imediata da Revolução Puritana, vale o destaque para a dissolução da monarquia e a proclamação da república após a decapitação do rei Carlos I. Durante a República, o governante Oliver Cromwell fortaleceu o poder da Inglaterra como uma potência marítima. Tal fato ampliou a importância inglesa no comércio e nas relações exteriores, o que alterou as relações comerciais e internacionais inglesas com as demais monarquias europeias. b) Os embaixadores, ao longo da Idade Moderna, tinham como funções destacadas as mediações para os acertos de alianças políticas entre as cortes, por exemplo, organizando acordos para casamentos entre cortes. Outra função era a busca por resoluções de acordos de paz em momentos de conflitos militares entre os Estados Modernos.
71VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. Aprendizagem 1. (PUC-RJ) Em meados do século XVIII, diversas monarquias europeias se modernizaram com base nos ideais iluministas para um programa de reformas que assegurasse uma administração mais racional e eficiente do Estado. Embora afirmassem agir em nome da “maior felicidade dos povos”, estes permaneciam excluídos da tomada de decisões políticas. Considerando as relações entre a cultura iluminista e as reformas promovidas pelos “soberanos esclarecidos”, analise as afirmativas a seguir. I. Os soberanos reformadores concentraram seus esforços no desmantelamento de privilégios fiscais e no redimensionamento dos poderes eclesiásticos, como no caso de Frederico II na Prússia e de D. José I e de seu ministro Pombal em Portugal. II. Os filósofos iluministas forneceram o tema da razão, da boa administração e da pública felicidade aos projetos absolutistas dos monarcas e o da liberdade à oposição antiabsolutista. III. Os opositores do reformismo monárquico eram juristas e magistrados tradicionalistas, a nobreza fundiária e o alto clero, ameaçados pela dissolução da sociedade de ordens promovida pelos soberanos esclarecidos. Assinale: a) se somente a afirmativa I estiver correta. b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. c) se somente as afirmativas I e III estiverem corretas. d) se somente as afirmativas II e III estiverem corretas. e) se todas as afirmativas estiverem corretas. 2. (PUC-RS) No século XVIII, os soberanos absolutistas Frederico II, da Prússia, José II, da Áustria, Catarina, da Rússia, José I, de Portugal, e Carlos III, da Espanha, promoveram em seus países, relativamente atrasados no cenário europeu, políticas administrativas baseadas em princípios: a) liberais. b) tomistas. c) iluministas. d) corporativistas. e) contrarreformistas. 3. (Espcex) O século XVIII registrou profundas transformações na maneira de governar de diversos dirigentes: • Frederico II, da Prússia, “aboliu as torturas aplicadas aos presos em seu país [...] incentivou as letras, as artes e as ciências [...] e dirigiu pessoalmente a reforma de Berlim, capital da Prússia na época”. (BOULOS JR, 2011) • O Marquês de Pombal, “principal ministro do rei D. José I [...] valendo-se de seu enorme poder, decretou a emancipação dos indígenas na América portuguesa, a abolição da escravidão africana e a fundação da Imprensa Régia, em Portugal” (BOULOS JR, 2011). • José II, da Áustria, adotou a tolerância religiosa, mas manteve intocados o militarismo e a servidão. (BOULOS JR, 2011) • Catarina II, da Rússia, “mandou construir escolas, fundou hospitais, dirigiu a reforma da capital (São Petersburgo) e combateu a corrupção nos meios civis e religiosos”. (BOULOS JR, 2011) Sobre os dirigentes acima mencionados e seus governos, pode-se afirmar que: a) todos foram provavelmente inspirados por ideias iluministas, e o tipo de governo adotado por eles foi chamado pelos historiadores do Século XIX de despotismo esclarecido. b) somente Frederico II e Catarina II foram inspirados por ideias iluministas, e o tipo de governo adotado por eles foi chamado de socialismo. c) todos foram provavelmente inspirados pelo filósofo Jean-Jacques Rousseau, e o tipo de governo adotado por eles foi chamado de democracia. d) Frederico II e o Marquês de Pombal militarizaram seus países e adotaram governos comunistas. e) fundamentaram-se em correntes filosóficas diferentes, mas todos adotaram governos liberais. 4. (UEPB) O século XVIII europeu foi marcado pela crise do Antigo Regime” e pelo advento do Iluminismo - um movimento intelectual e político favorável ao uso da razão como forma de se alcançar a liberdade, a felicidade e o bem-estar social. Analise as assertivas abaixo: I. Enquanto movimento intelectual, o Iluminismo pretendia divulgar o conhecimento até então produzido pela humanidade. Foi por isso que se produziu, entre 1751 e 1780, uma Enciclopédia (composta de 35 volumes). A ideia dos enciclopedistas era travar uma batalha permanente contra a ignorância e a favor da educação popular. lI. A base ideológica do Antigo Regime, assim chamado por se inspirar na elaboração aristotélica, era a crítica ao ILUMINISMO COMPETÊNCIA(s) 1, 2, 3, 4, 5 e 6 HABILIDADE(s) 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9,10, 11, 12, 13, 14, 15,16, 17, 18, 19, 20, 22, 23, 24, 25, 26, 27 e 28 CH AULA FUNDAMENTO
72VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias poder absolutista e a defesa da soberania popular. Filosoficamente, se filiava à elaboração de enciclopedistas como Voltaire, d’Alembert, Montesquieu e Rousseau. III. As sociedades europeias do Antigo Regime eram estamentais e o poder político e econômico estava nas mãos da nobreza e da Igreja. Mas a educação ficava a cargo dos enciclopedistas, que fundaram universidades para lecionar aos filhos da elite um tipo de conhecimento laico, científico e comprometido com a reestruturação social. IV. Enquanto movimento político, o Iluminismo criticava as sociedades estamentais baseadas no Antigo Regime. Os “homens da ilustração” questionavam a influência política e cultural da Igreja, os privilégios da nobreza, a servidão no campo e a censura às chamadas ideias perigosas”. Assinale a alternativa correta: a) I, II e III corretas, enquanto IV incorreta. b) IV correta, enquanto I, II e III incorretas. c) II e III corretas, enquanto I e IV incorretas. d) II correta, enquanto I, II e IV incorretas. e) I e IV corretas, enquanto II e III incorretas. 5. (UPF) “A revolução francesa consigna-se desta maneira um lugar excepcional da história do mundo contemporâneo. Revolução burguesa clássica, ela constitui, para a abolição do regime senhorial e da feudalidade, o ponto de partida da sociedade capitalista e da democracia liberal na história da França”. SOBOUL, Albert. A revolução francesa. São Paulo: DIFEL, 1985, p. 122. A grande Revolução Francesa, como outras revoluções burguesas do século XVIII, refletiu as ideias dos filósofos iluministas. Dentre as características a seguir relacionadas, assinale a alternativa que apresenta a base do Iluminismo. a) A defesa da doutrina de que a soberania do Estado absolutista garantiria os direitos individuais e eliminaria os resquícios feudais ainda existentes. b) A proposição da criação de monopólios estatais e a manutenção da balança de comércio favorável, para assegurar o direito de propriedade. c) A crítica ao mercantilismo, à limitação ao direito à propriedade privada, ao absolutismo e à desigualdade de direitos e deveres entre os indivíduos. d) A crença na prática do entesouramento como meio adequado para eliminar as desigualdades sociais e garantir as liberdades individuais. e) A defesa da igualdade de direitos e liberdades individuais, proporcionada pela influência da Igreja Católica sobre a sociedade, por intermédio da educação. 6. (Ufrgs 2020) Considere o texto a seguir. Digo, sem fazer maiores declarações, que, se a Razão oferece sua sóbria luz, se as mulheres são realmente capazes de agir como criaturas racionais, que não sejam tratadas como escravas, nem como animais que, submetidos ao homem, dependem de sua razão; mas, ao contrário, cultivem sua mente, deem a elas o limite sublime e salutar dos princípios e deixem que alcancem a dignidade consciente, sentindo elas próprias que dependem apenas de Deus. Ensinem-nas, como aos homens, a se submeter à necessidade, em vez de atribuírem a um sexo a moral para torná-las mais agradáveis. WOLLSTONECRAFT, Mary. Reivindicação dos Direitos da Mulher . São Paulo: Boitempo, 2016. p. 57. O texto, escrito pela filósofa inglesa Mary Wollstonecraft, no século XVIII, expressa ideais do a) Absolutismo. b) Iluminismo. c) Socialismo d) Romantismo e) Darwinismo 7. (IFCE) ”A Ilustração se propunha a criticar todas as tutelas que inibem o uso da razão e julgava possível fazê-lo a partir da razão. Ela tinha dois vetores: a crítica e a razão”. (1999, p.31). ROUANET, S. P. As razões do iluminismo. A passagem do texto do autor caracteriza o movimento intelectual que marcou a modernidade europeia a partir do século XVIII, chamado de “século das luzes”. Esse movimento lançava críticas diretas ao a) escolanovismo. b) sebastianismo. c) marxismo. d) darwinismo. e) absolutismo. 8. (Ufu 2019) “A apaixonada crença no progresso que professava o típico pensador iluminista refletia os aumentos visíveis no conhecimento e na técnica, na riqueza, no bem-estar e na civilização que podia ver em toda a sua volta e que, com certa justiça, atribuía ao avanço de suas ideias. No começo do século, as bruxas ainda eram queimadas; no final, os governos do Iluminismo, como o austríaco, já tinham abolido não só a tortura judicial, mas também a servidão” HOBSBAWN, Eric. A Era das Revoluções: 1789- 1848. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1982. p. 38. Considerando-se o Movimento Iluminista, são características desse movimento, EXCETO, a) críticas ao mercantilismo e às instituições centralizadoras do absolutismo. b) críticas ao monopólio comercial, pois esse inviabilizaria o mercado autorregulado. c) críticas ao questionamento, à investigação e à experiência como forma de conhecimento da natureza. d) crença nos direitos naturais (à vida, à liberdade e à propriedade privada). 9. (Fgvrj 2018) A elaboração de um conjunto variado de orientações e defesa de direitos, associado à liberdade individual, à felicidade, ao progresso, à propriedade privada e à igualdade jurídica desenvolveu-se a) na Europa, ao longo do século XVIII, e constituiu-se em um movimento intelectual denominado Ilustração. b) na América do Sul, a partir do século XVII, e fez parte da chamada Segunda Escolástica.
73VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias c) na Itália, a partir do século XIV, com o movimento artístico denominado Renascimento. d) nos Estados Unidos, ao final do século XIX, com o desenvolvimento do pan-americanismo. e) na Alemanha, na segunda metade do século XIX, com os preceitos formadores do nacionalismo. 10. (Espcex (Aman) 2020) Assim como os fenômenos físicos – diziam os iluministas –, as relações entre os indivíduos são regidas pelas leis da natureza. Os pensadores iluministas podem ser divididos em dois grupos: os filósofos e os economistas. Respectivamente, são representantes desses dois grupos: a) Voltaire e Adam Smith. b) Diderot e Montesquieu. c) Piaget e François Quesnay. d) Vincent de Gournay e Voltaire. e) François Quesnay e Sartre. E.O. Fixação 1. (UPF) O movimento iluminista teve maior desenvolvimento na França. Entre os intelectuais que se destacaram naquele contexto estão Voltaire, Rousseau e o nobre Charles de Montesquieu, cuja obra de maior repercussão foi Do espírito das leis, publicação na qual defendia um fracionamento dos poderes, como se lê na seguinte passagem: “Não há liberdade se o poder Judiciário não está separado do Legislativo e do Executivo... Se o Judiciário se unisse com o Executivo, o juiz poderia ter a força de um opressor” (Charles de Montesquieu, Do espírito das leis, 1748). Sobre o pensamento e o constante nas obras de Montesquieu é correto afirmar que: a) os poderes Legislativo, Executivo e Federativo, independentes um do outro, são a melhor garantia contra a opressão dos governantes. b) cada governo deve ser eleito por sufrágio universal, válido para todos os que tiverem renda econômica igual ou superior a três salários mínimos. c) a infelicidade humana deriva de liberdade, pois essa leva à anarquia. d) o Legislativo, o Executivo e o Judiciário devem ser independentes e fiscalizar um ao outro, reciprocamente. e) as alternativas “b” e “d” estão corretas. 2. (UPE) O pensamento de Jean-Jacques Rousseau, fruto do Iluminismo do século XVIII, serve de base, até hoje, para a estrutura política de vários países democráticos ocidentais. Sobre essa realidade, assinale a alternativa CORRETA. a) No pensamento de Rousseau, gesta-se a teoria do Estado Contratualista. b) Os atuais regimes socialistas do ocidente condenam a propriedade privada com base nos textos de Rousseau. c) A teoria da tripartição do poder é herança do pensamento de Rousseau. d) A teoria contratualista foi desenvolvida por Rousseau na obra Origem da desigualdade social entre os homens. e) Na obra Do contrato social, Rousseau defende a propriedade privada. 3. (UFG) A segunda lei de Newton, divulgada em 1687, é conhecida como a equação fundamental da dinâmica e sintetiza os fundamentos da mecânica clássica. Nela estão contidas as ideias que influenciaram a modernidade europeia. De acordo com essa lei, a) a aceleração é uma constante universal, tal como demonstrado pelos avanços científicos necessários à Revolução Industrial. b) a massa pode ser considerada permanente, tal como anunciado pela concepção do Iluminismo sobre os regimes absolutistas. c) a resultante das forças é uma constante, tal como explicado pelos estudos renascentistas sobre a função da musculatura humana. d) o movimento acelerado de um corpo uniformiza as percepções sobre o tempo, tal como exposto pela visão apocalíptica da Contrarreforma. e) as forças podem atuar sobre os corpos, tal como indicado pelo princípio liberal que trata da atuação do mercado na economia. 4. (UFG) Analise a imagem a seguir. No século XVIII, criou-se um projeto arquitetônico para as prisões chamado “pan-óptico”. O objetivo era transformar a ambiência do confinamento, distinguindo-a das masmorras do Antigo Regime. Tal como demonstra a imagem, o projeto estabelecia no centro uma torre com um vigia e, na periferia, uma construção em forma de anel. A construção periférica era dividida em celas para os presos, com duas janelas (uma interna ao anel e outra externa), que permitiam a luz atravessar a cela. Com essa disposição espacial, o pan-óptico expressava o ideal iluminista, na medida em que o controle sobre os indivíduos era exercido por meio da: a) descentralização dos espaços reservados para os confinados. b) valorização da punição ao comportamento em detrimento da vigilância. c) manutenção de comunicação monitorada entre o ambiente de confinamento e a sociedade.
74VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias d) hierarquização entre os presos separados pelas celas construídas no anel. e) utilização da claridade para conferir visibilidade aos presos e às suas ações. 5. (UFPR) Considere o excerto abaixo, escrito pelo filósofo John Locke em 1689: Ninguém pode impor-se a si mesmo ou aos outros, quer como obediente súdito de seu príncipe, quer como sincero venerador de Deus: considero isso necessário sobretudo para distinguir entre as funções do governo civil e da religião, e para demarcar as verdadeiras fronteiras entre a Igreja e a comunidade. Se isso não for feito, não se pode pôr um fim às controvérsias entre os que realmente têm, ou pretendem ter, um profundo interesse pela salvação das almas, de um lado, e, de outro, pela segurança da comunidade. (LOCKE, John. Carta acerca da tolerância. São Paulo: Abril Cultural, 1973, col. Os Pensadores, vol. XVIII, p. 11.) Sobre a relação desse pensamento de Locke com o contexto político e religioso da Europa do século XVII, identifique as afirmativas a seguir como verdadeiras (V) ou falsas (F): ( ) John Locke defende a separação entre poder político e poder espiritual como base para o estabelecimento de novas comunidades religiosas na Europa ocidental, em referência às novas ações da Inquisição nos reinos católicos. ( ) John Locke defende a tolerância religiosa e a separação entre a religião e o poder político civil como bases para a convivência pacífica entre os povos de religiões diferentes, em referência às guerras entre católicos e protestantes nos reinos europeus. ( ) John Locke defende a separação entre Igreja e Estado no contexto das perseguições empreendidas pelos puritanos na Inglaterra, após saírem vitoriosos da Revolução Gloriosa. ( ) John Locke defende a tolerância religiosa como condição primordial para a convivência entre diferentes religiões que nasciam na Europa no século XVII e que eram perseguidas pela Igreja Católica, como o espiritismo kardecista. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo. a) F – F – V – F. b) F – V – F – F. c) V – F – F – F. d) F – F – F – V. e) V – F – F – V. 6. (UPE) Qual das alternativas a seguir apresenta apenas características associadas ao Liberalismo? a) Monarquia parlamentarista, mínima participação do estado na economia, propriedade privada e metalismo. b) O processo de cercamentos, tolerância religiosa, direito divino, crescimento urbano. c) Sistema de livre concorrência, monarquia parlamentarista, divisão entre os poderes, sufrágio universal. d) Livre comércio, o processo de cercamentos, a monarquia parlamentarista e o trabalho servil. e) Propriedade privada, livre comércio, igualdade perante a lei e mínima participação do estado na economia. 7. (Uespi) As teorias dos economistas clássicos foram importantes para consolidar o capitalismo e reorganizar a produção da época, quebrando tradições nos negócios e rompendo preconceitos com relação ao uso do trabalho assalariado. Os economistas clássicos: a) definiam a necessidade de intensificar a colonização, focalizando a produção no avanço das técnicas agrícolas e na exportação de mercadorias. b) reforçaram as teses dos mercantilistas, mas redefiniram o lugar do trabalho, defendendo a melhoria salarial e o fim da escravidão. c) criticavam a excessiva interferência do Estado na economia, derrubando teses mercantilistas e valorizando o trabalho produtivo. d) admitiram a ideia de que a agricultura era a grande fonte de riqueza e seguiram os caminhos sugeridos pelos fisiocratas. e) estavam desatualizados com as questões financeiras da época, sendo criticados pelos pensadores iluministas franceses. 8. (Usf 2018) Conhecido como o século das Luzes ou do Iluminismo, o século XVIII foi marcado por um movimento do pensamento europeu (ocorrido mais especificamente na segunda metade do século XVIII) que abrangeu o pensamento filosófico e gerou uma grande revolução nas artes (principalmente na literatura), nas ciências, nos costumes, na teoria política e na doutrina jurídica. O Iluminismo também se distinguiu pela centralidade da ciência e da racionalidade crítica no questionamento filosófico. Disponível em: . Acesso em: 12/09/2017. Tomando como base o contexto abordado, podemos afirmar corretamente que a) o liberalismo econômico deu ênfase à economia mercantilista, na qual o Estado seria responsável pela regulamentação de preços e mercados para evitar abusos que prejudicariam a população. b) a Escola Fisiocrata sustentou a ideia de que existem leis naturais regendo a sociedade, mas que poderiam ser alteradas pelo bem da humanidade, e, além disso, defendeu que a indústria e o comércio seriam responsáveis pela riqueza de uma nação. c) as ideias defendidas por John Locke, na obra O contrato social, afirmam que o soberano deve conduzir o Estado de forma democrática, de acordo com a vontade do povo. d) o Despotismo Esclarecido, ligado à associação entre as ideias das luzes e o poder absolutista dos reis, foi aplicado com ênfase em todos os Estados europeus no início do século XVIII, resultando no nascimento de dezenas de monarquias parlamentaristas. e) o Iluminismo combateu o mercantilismo, o tradicionalismo religioso herdado da Idade Média e a divisão da sociedade em estamentos.
75VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. Complementar 1. (Cesgranrio) Analise as definições a seguir, relativas às orientações econômicas que estão presentes na formação do mundo burguês: I. O mercantilismo é a política econômica dos Estados modernos europeus numa fase de acumulação primitiva do capital. II. O fisiocratismo valorizava a terra como única possibilidade de riqueza, incentivando a produção agrícola e mantendo o poder das antigas senhorias. III. O liberalismo é a expressão política e ideológica dos movimentos revolucionários do final do século XVIII, como a Revolução Francesa e a Revolução Industrial. IV. A economia clássica, associada a Adam Smith, é a forma mais desenvolvida da economia medieval, comprometida com o absolutismo monárquico. Assinale a opção que apresenta as afirmativas corretas: a) Somente I e III. b) Somente I, II e IV. c) Somente I, III e IV. d) Somente II e IV. e) Somente II, III e IV. 2. (G1 - cps 2019) Quando na mesma pessoa, ou no mesmo órgão de governo, o poder Legislativo está unido ao poder Executivo, não existe liberdade […] E também não existe liberdade se o poder Judiciário (poder de julgar) não estiver separado do poder Legislativo (poder de fazer as leis) e do poder Executivo (poder de executar, de por em prática as leis.) Montesquieu, O espírito das leis, 1748. In: FREITAS, G. de; 900 textos e documentos de História. Lisboa: Plátano, 1978. V. III, p.24 Político, filósofo e escritor, o Barão de Montesquieu (1689– 1755) se notabilizou por sua teoria sobre a separação dos poderes, que organiza o funcionamento de muitos dos Estados modernos até a atualidade. Ao formular sua teoria, Montesquieu criticou o regime absolutista e defendeu a divisão do governo em três poderes – Executivo, Legislativo e Judiciário – como forma de a) garantir a centralização do poder monárquico e a vontade absoluta dos reis, bem como defender os interesses das classes dominantes. b) desestabilizar o governo e enfraquecer o Judiciário, bem como garantir a impunidade dos crimes cometidos pelos mais pobres. c) evitar a concentração de poder e os abusos dos governantes, bem como proteger as liberdades individuais dos cidadãos. d) estabilizar o governo e fortalecer o Executivo, bem como liberar as camadas subalternas da cobrança de impostos. e) fortalecer o povo e eliminar os governos, bem como eliminar as formas de punição consideradas abusivas. 3. (Uespi 2012) Rousseau foi um pensador que atuou, com destaque, no século XVIII. Sua obra mais famosa é o Contrato Social. No entanto, Rousseau também: a) formulou teses defensivas para consolidação do liberalismo econômico, continuando as reflexões de Adam Smith. b) defendeu o retorno aos governos monárquicos, desde que respeitassem a vontade coletiva da maioria que vivia na pobreza. c) criticou a existência da escravidão, mas não se colocou contra o mercantilismo e os projetos colonizadores europeus. d) preocupou-se com a pedagogia, redefinindo princípios e combatendo preconceitos comuns entre os mais conservadores. e) fortaleceu o liberalismo político e exaltou a liberdade do cidadão, embora não tocasse no problema da soberania popular. 4. (G1 - ifsp 2012) Compreenderemos mais facilmente os efeitos produzidos pela divisão do trabalho na economia geral da sociedade, se considerarmos de que maneira essa divisão do trabalho opera em algumas manufaturas específicas. (...) Tomemos, pois, um exemplo, tirado de uma manufatura muito pequena, mas na qual a divisão do trabalho muitas vezes tem sido notada: a fabricação de alfinetes. (...) da forma como essa atividade é hoje executada, não somente o trabalho todo constitui uma indústria específica, mas ele está dividido em uma série de setores. (...) Um operário desenrola o arame, um outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto faz as pontas, um quinto o afia nas pontas para a colocação da cabeça do alfinete. O texto faz uma clara referência à tese a) da lei férrea dos salários, desenvolvida por David Ricardo. b) do anarquismo, desenvolvida por Joseph Proudhon. c) do socialismo científico, desenvolvida por Karl Marx. d) do parcelamento das tarefas, desenvolvida por Adam Smith. e) do socialismo utópico, desenvolvido por Saint-Simon. E.O. Dissertativo 1. (UFG) Leia os textos a seguir. TEXTO 1 Já havíamos chegado no ano da Encarnação do Filho de Deus, de 1348, quando, na cidade de Florença, sobreveio a mortífera pestilência. Por iniciativa dos corpos superiores, ou em consequência das nossas ações, esta peste, lançada sobre os homens por justa ira divina e para a nossa exemplificação, começara nas regiões orientais. BOCACCIO. Decameron, 1348/1353. In: MARQUES, Adhemar; BERUTTI, Flávio; Faria, Ricardo. (Org.). História moderna através de textos. São Paulo: Contexto, 1994. p. 33. TEXTO 2 – Esse terremoto não é novidade nenhuma – respondeu Pangloss. – A cidade de Lima experimentou os mesmos tremores de terra no ano passado, iguais causas, iguais efeitos: há com certeza uma corrente subterrânea de
76VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias enxofre, desde Lima até Lisboa. – Nada mais provável – respondeu Cândido. – Como, provável? Sustento que é a coisa mais demonstrada que existe. […] Pangloss consolou a todos, assegurando que as coisas não podiam ser de outra maneira. […] Um homenzinho de preto, familiar da Inquisição, que se achava ao seu lado, tomou a palavra e disse: – Pelo visto, o senhor não crê no pecado original, pois se tudo está o melhor possível, não houve queda nem castigo. VOLTAIRE. Cândido, 1759. p. 12-13. Disponível em: <www. dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?setec_ action=&co_obra=2239>. Acesso em: 22 out. 2013. (Adaptado). Os fragmentos apresentados integram duas obras literárias, abordando, no texto 1, a Peste Negra, que assolou a Europa no século XIV, e, no texto 2, o terremoto que devastou a cidade de Lisboa em 1755. Diante do exposto, explique como: a) os textos interpretam, de modos diferentes, a causa dos fenômenos abordados. b) o texto 2 associa-se à filosofia iluminista. 2. (UFMG) Analise o trecho publicado na Enciclopédia pelo filósofo francês Denis Diderot. A autoridade do príncipe é limitada pelas leis da natureza e do Estado. [...] O príncipe não pode, portanto, dispor de seu poder e de seus súditos sem o consentimento da nação e independentemente da escolha estabelecida no contrato de submissão [...]. Autoridade política, Enciclopédia, 1751. A partir da leitura do trecho e considerando outros conhecimentos sobre o assunto: a) IDENTIFIQUE a corrente de pensamento a qual pertenceu Denis Diderot. b) DEFINA o sistema político criticado pelo trecho. c) EXPLIQUE um dos motivos que mobilizou Diderot e muitos de seus contemporâneos a se oporem ao sistema político vigente. 3. (UFES) No apogeu da crítica ao Antigo Regime, o filósofo e escritor francês Denis Diderot (1713-1784) afirmou: “Os homens somente serão livres quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre”. Ao lado de D´Alembert, Rousseau, Montesquieu, Voltaire e outros pensadores do seu tempo, Diderot produziu a famosa Enciclopédia, obra em 33 volumes, com 71.818 artigos e 2.885 ilustrações, redigida entre 1750 e 1772. Essa obra integrava um importante movimento filosófico conhecido como Iluminismo, que realizou forte crítica às monarquias de então e aos costumes da época, consolidando a modernidade. a) Aponte duas das principais ideias do Iluminismo. b) Analise a relação entre o pensamento iluminista e o surgimento do despotismo esclarecido, adotado por algumas monarquias europeias. 4. (UFRN) Durante o século XVIII, ganhou corpo na Europa o Iluminismo, um movimento intelectual que propunha a transformação das relações sociopolíticas que caracterizavam o Antigo Regime. Montesquieu e Rousseau, citados abaixo, são pensadores cujas ideias exemplificam as posições iluministas. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer as leis, o de executar as resoluções públicas, e o de julgar os crimes ou as divergências dos indivíduos. MONTESQUIEU, Charles de. O espírito das leis. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1982. p. 187. (Pensamento Político). A primeira e mais importante consequência decorrente dos princípios até aqui estabelecidos é que só a vontade geral pode dirigir as forças do Estado de acordo com a finalidade de sua instituição, que é o bem comum, porque, se a oposição dos interesses particulares tornou necessário o estabelecimento das sociedades, foi o acordo desses mesmos interesses que o possibilitou. [...] Somente com base nesse interesse comum é que a sociedade pode ser governada. ROUSSEAU, Jean-Jacques. Os pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1987. p. 43. a) A partir dos fragmentos textuais acima, identifique uma característica do Antigo Regime e explique-a. b) Explique outras duas características do Antigo Regime às quais se opunha o pensamento iluminista. 5. (Ufpr) Durante o século XVIII, foi se constituindo uma corrente de pensamento chamada iluminismo. Jean-Jacques Rousseau (1712-1778) era um dos seus mais importantes representantes. Escreva um texto sobre o iluminismo, comentando três representantes contemporâneos de Rousseau e três das propostas mais importantes desse movimento intelectual. E.O. Enem 1. (Enem) Sendo os homens, por natureza, todos livres, iguais e independentes, ninguém pode ser expulso de sua propriedade e submetido ao poder político de outrem sem dar consentimento. A maneira única em virtude da qual uma pessoa qualquer renuncia à liberdade natural e se reveste dos laços da sociedade civil consiste em concordar com outras pessoas em juntar-se e unir-se em comunidade para viverem com segurança, conforto e paz umas com as outras, gozado garantidamente das propriedades que tiverem e desfrutando de maior proteção contra quem quer que não faça parte dela. LOCKE, J. Segundo tratado sobre o governo civil. Os pensadores. São Paulo: Nova Cultural, 1978. Segundo a Teoria da Formação do Estado, de John Locke, para viver em sociedade, cada cidadão deve a) manter a liberdade do estado de natureza, direito inalienável. b) abrir mão de seus direitos individuais em prol do bem comum.
77VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias c) abdicar de sua propriedade e submeter-se ao poder do mais forte. d) concordar com as normas estabelecidas para a vida em sociedade. e) renunciar à posse jurídica de seus bens, mas não à sua independência. 2. (Enem 2013) Para que não haja abuso, é preciso organizar as coisas de maneira que o poder seja contido pelo poder. Tudo estaria perdido se o mesmo homem ou o mesmo corpo dos principais, ou dos nobres, ou do povo, exercesse esses três poderes: o de fazer leis, o de executar as resoluções públicas e o de julgar os crimes ou as divergências dos indivíduos. Assim, criam-se os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, atuando de forma independente para a efetivação da liberdade, sendo que esta não existe se uma mesma pessoa ou grupo exercer os referidos poderes concomitantemente. MONTESQUIEU, B. Do espírito das leis. São Paulo Abril Cultural, 1979 (adaptado). A divisão e a independência entre os poderes são condições necessárias para que possa haver liberdade em um Estado. Isso pode ocorrer apenas sob um modelo político em que haja a) exercício de tutela sobre atividades jurídicas e políticas. b) consagração do poder político pela autoridade religiosa. c) concentração do poder nas mãos de elites técnico-cientifícas. d) estabelecimento de limites aos atores públicos e às instituições do governo. e) reunião das funções de legislar, julgar e executar nas mãos de um governante eleito. 3. (Enem) TEXTO I Tudo aquilo que é válido para um tempo de guerra, em que todo homem é inimigo de todo homem, é válido também para o tempo durante o qual os homens vivem sem outra segurança senão a que lhes pode ser oferecida por sua própria força e invenção. HOBBES, T. Leviatã. São Paulo: Abril Cultural, 1983. TEXTO II Não vamos concluir, com Hobbes que, por não ter nenhuma ideia de bondade, o homem seja naturalmente mau. Esse autor deveria dizer que, sendo o estado de natureza aquele em que o cuidado de nossa conservação é menos prejudicial à dos outros, esse estado era, por conseguinte, o mais próprio à paz e o mais conveniente ao gênero humano. ROUSSEAU, J.-J. Discurso sobre a origem e o fundamento da desigualdade entre os homens. São Paulo: Martins Fontes, 1993 (adaptado). Os trechos apresentam divergências conceituais entre autores que sustentam um entendimento segundo o qual a igualdade entre os homens se dá em razão de uma: a) predisposição ao conhecimento. b) submissão ao transcendente. c) tradição epistemológica. d) condição original. e) vocação política. 4. (Enem 2019) TEXTO I A centralização econômica, o protecionismo e a expansão ultramarina engrandeceram o Estado, embora beneficias sem a burguesia incipiente. ANDERSON, P. In: DEYON, P. O mercantilismo. Lisboa: Gradiva, 1989 (adaptado). TEXTO II As interferências da legislação e das práticas exclusivistas restringem a operação benéfica da lei natural na esfera das relações econômicas. SMITH, A. A riqueza das Nações. São Paulo: Abril Cultural, 1983 (adaptado). Entre os séculos XVI e XIX, diferentes concepções sobre as relações entre Estado e economia foram formuladas. Tais concepções, associadas a cada um dos textos, confrontam-se, respectivamente, na oposição entre as práticas de a) valorização do pacto colonial – combate à livre-iniciativa. b) defesa dos monopólios régios – apoio à livre concorrência. c) formação do sistema metropolitano – crítica à livre navegação. d) abandono da acumulação metalista – estímulo ao livre-comércio. e) eliminação das tarifas alfandegárias – incentivo ao livre-cambismo. E.O. UERJ Exame Discursivo 1. (UERJ) Na pintura O século das luzes, observam-se elementos representativos do movimento intelectual denominado Iluminismo. Em 1784, o filósofo alemão Immanuel Kant
78VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias definiu esse movimento como um processo de esclarecimento que permitiu ao homem chegar à sua maioridade. Identifique na imagem dois elementos representativos do pensamento iluminista. Associe, também, um desses elementos a uma característica do Iluminismo. 2. (UERJ) A liberdade política é esta tranquilidade de espírito que provém da opinião que cada um tem sobre a sua segurança; e para que se tenha esta liberdade é preciso que o governo seja tal que um cidadão não possa temer outro cidadão. Quando o poder legislativo está reunido ao poder executivo, não existe liberdade. Tampouco existe liberdade se o poder de julgar não for separado do poder legislativo e do executivo. Montesquieu. O espírito das leis, 1748. O direito eleitoral ampliado, a dominação do parlamento, a debilidade do governo, a insignificância do presidente e a prática do referendo não respondem nem ao caráter, nem à missão que o Estado alemão deve cumprir tanto no presente como no futuro próximo. Jornal Kölnishe Zeitung, 04/08/1919. Adaptado de REIS FILHO, Daniel Aarão (org.). História do século XX. Volume 2. Rio de Janeiro: Record, 2002. Os trechos apresentam aspectos do pensamento político em duas épocas distintas: o liberalismo proposto por Montesquieu no século XVIII e a crise do liberalismo na crítica de um jornal alemão na recém-estabelecida República de Weimar. Identifique um dos princípios liberais expresso no texto de Montesquieu e a opinião no texto do jornal alemão que contradiz esse princípio. Apresente, também, um fator que explique a crise do liberalismo no período entre as duas grandes guerras. 3. (UERJ) Na pintura de Pompeo Batoni, de 1769, estão representados dois imperadores austríacos do Antigo Regime: José II e seu irmão Leopoldo II. No detalhe, pode-se observar um exemplar em francês do livro O espírito das leis, de Montesquieu, expoente da Ilustração ou Iluminismo. A presença do livro na pintura não é meramente decorativa, mas revela modos e práticas de governo adotados por diversos Estados europeus no século XVIII. Nomeie esse modo de governar. Em seguida, apresente uma ação promovida por monarquias europeias que empreenderam tais práticas. E.O. Objetivas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. (Unesp) Encontrar uma forma de associação que defenda e proteja a pessoa e os bens de cada associado com toda a força comum, e pela qual cada um, unindo-se a todos, só obedece contudo a si mesmo, permanecendo assim tão livre quanto antes. Esse, o problema fundamental cuja solução o contrato social oferece. [...] Cada um de nós põe em comum sua pessoa e todo o seu poder sob a direção suprema da vontade geral, e recebemos, enquanto corpo, cada membro como parte indivisível do todo. (Jean-Jacques Rousseau. Do contrato social, 1983.) O texto apresenta características a) iluministas e defende a liberdade e a igualdade social plenas entre todos os membros de uma sociedade. b) socialistas e propõe a prevalência dos interesses coletivos sobre os interesses individuais. c) iluministas e defende a liberdade individual e a necessidade de uma convenção entre os membros de uma sociedade. d) socialistas e propõe a criação de mecanismos de união e defesa de todos os trabalhadores. e) iluministas e defende o estabelecimento de um poder rigidamente concentrado nas mãos do Estado. 2. (Fuvest 2018) Tanto no desenvolvimento político como no científico, o sentimento de funcionamento defeituoso, que pode levar à crise, é um pré-requisito para a revolução. T. S. Kuhn. A estrutura das revoluções científicas. São Paulo: Perspectiva, 1989. Analise as quatro afirmações seguintes, acerca das revoluções políticas e científicas da Época Moderna. I. A concepção heliocêntrica de Nicolau Copérnico, sustentada na obra Das revoluções das esferas celestes, de 1543, reforçava a doutrina católica contra os postulados protestantes. II. A Lei da Gravitação Universal, proposta por Isaac Newton no século XVII, reforçava as radicais perspectivas ateístas que haviam pautado as ações dos grupos revolucionários na Inglaterra à época da Revolução Puritana. III. Às experiências com eletricidade realizadas por Benjamin Franklin no século XVIII, somou-se sua atuação no processo de emancipação política dos Estados Unidos da América. IV. Os estudos sobre o oxigênio e sobre a conservação da matéria, feitos por Antoine Lavoisier ao final do século XVIII, estavam em consonância com a racionalização do conhecimento, característica da Ilustração. Estão corretas as afirmativas: a) I, II e III. b) II, III e IV. c) I, III e IV. d) I e II. e) III e IV.
79VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 3. (Fuvest) “A autoridade do príncipe é limitada pelas leis da natureza e do Estado... O príncipe não pode, portanto, dispor de seu poder e de seus súditos sem o consentimento da nação e independentemente da escolha estabelecida no contrato de submissão...” Diderot, artigo “Autoridade política”, Enciclopédia. 1751 Tendo por base esse texto da Enciclopédia, é correto afirmar que o autor: a) pressupunha, como os demais iluministas, que os direitos de cidadania política eram iguais para todos os grupos sociais e étnicos. b) propunha o princípio político que estabelecia leis para legitimar o poder republicano e democrático. c) apoiava uma política para o Estado, submetida aos princípios da escolha dos dirigentes da nação, por meio do voto universal. d) acreditava, como os demais filósofos do Iluminismo, na revolução armada como único meio para a deposição de monarcas absolutistas. e) defendia, como a maioria dos filósofos iluministas, os princípios do liberalismo político que se contrapunham aos regimes absolutistas. 4. (Unifesp) As mulheres ricas para as quais o prazer constitui o maior interesse e a única ocupação, não são as únicas que consideram a propagação da espécie humana como um preconceito dos velhos tempos; hoje em dia, os segredos funestos, desconhecidos de todos os animais exceto do homem, chegaram aos camponeses; engana-se a natureza até nas aldeias. (Moheau, 1778.) O texto, ao revelar a difusão de práticas contraceptivas, indica o: a) crescimento da distância que separava o mundo rural do mundo urbano. b) aumento da ação do Estado, preocupado com a explosão demográfica. c) conformismo com o domínio da nobreza, por parte dos camponeses. d) prestígio dos filósofos iluministas que pregavam a igualdade sexual. e) declínio da dominação da Igreja sobre a sociedade como um todo. 5. (Unicamp 2018) A ilustração anterior, com Marie Lavoisier representada à direita, foi produzida nas últimas décadas do século XVIII, e mostra uma experiência para entender a fisiologia da respiração e o papel do oxigênio nela. Considerando o contexto histórico e o seu conhecimento de química, assinale a alternativa correta. a) No século XVIII, Marie Lavoisier, como outras mulheres, não participava da produção do conhecimento científico. Por outro lado, seu marido, Antoine Lavoisier, ficou famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação da quantidade de matéria. b) A Revolução Francesa favoreceu cientistas e intelectuais franceses independentemente de suas posições ideológicas e das questões de gênero. É o caso de Marie Lavoisier e de Antoine Lavoisier, este último famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação das massas. c) No século XVIII, as mulheres participavam da produção do conhecimento científico. Marie Lavoisier registrou e publicou muitos dos experimentos feitos pela equipe de seu marido, Antoine Lavoisier, famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação das massas. d) A Revolução Francesa garantiu às mulheres a cidadania e a participação na produção do conhecimento científico. Marie Lavoisier registrou e publicou muitos dos experimentos feitos pela equipe de seu marido, Antoine Lavoisier, famoso pela frase “na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”, conhecida como a lei de conservação da quantidade de matéria. E.O. Dissertativas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. (Unesp) Leia o texto. “O governo arbitrário de um príncipe justo [...] é sempre mau. Suas virtudes constituem a mais perigosa das seduções: habituam o povo a amar, respeitar e servir ao seu sucessor, qualquer que seja ele. Retira do povo o direito de deliberar, de querer ou de não querer, de se opor à vontade do príncipe até mesmo quando ele deseja fazer o bem. O direito de oposição [...] é sagrado. Uma das maiores infelicidades que pode advir a uma nação seria a sucessão de dois ou três reinados de um todo poderoso justo, doce, [...] mas arbitrário: os povos seriam conduzidos pela felicidade ao esquecimento completo de seus privilégios, a mais perfeita escravidão”. (D. Diderot. “Refutação de Helvétius”, 1774.) a) Como se denomina a forma de regime monárquico a que se refere Diderot? b) O texto apresentou uma concepção de cidadania que teve reflexos, quase imediatos, nas revoluções do século XVIII e permaneceu nas experiências democráticas e no horizonte político dos séculos seguintes. Quais aspectos de cidadania são defendidos por Diderot ao afirmar que, sem esses direitos, “os povos seriam conduzidos a mais perfeita escravidão”?
80VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 2. (Fuvest) “Seria mais correto chamarmos o Iluminismo de ideologia revolucionária... Pois o Iluminismo implicava a abolição da ordem política e social vigente na maior parte da Europa” Eric J. Hobsbawm. A Era das Revoluções, 1789-1848. Descreva a ordem política e social que o Iluminismo criticava e pretendia destruir. 3. (Fuvest) Integrante da poderosa família dos Habsburgos, José II foi coroado imperador da Áustria em 1765, um dos mais vigorosos centros da cultura europeia no século XVIII. a) A partir de elementos representados na pintura, aponte e explique duas características das sociedades europeias no período. b) Explique por que José II é considerado um déspota esclarecido. 4. (Fuvest) "Quando na mesma pessoa, ou no mesmo corpo de magistrados, o poder legislativo se junta ao executivo, desaparece a liberdade... Não há liberdade se o poder judiciário não está separado do legislativo e do executivo... Se o judiciário se unisse com o executivo, o juiz poderia ter a força de um opressor. E tudo estaria perdido se a mesma pessoa ou o mesmo corpo de nobres, de notáveis, ou de populares, exercesse os três poderes: o de fazer as leis, o de ordenar a execução das resoluções públicas e o de julgar os crimes e os conflitos dos cidadãos". (Montesquieu, DO ESPÍRITO DAS LEIS, 1748) a) Qual o tema do texto? b) Explique o contexto histórico em que foi produzido. 5. (Unicamp 1993) O historiador Pierre Deyon diz: "O mercantilismo foi definido e batizado por seus adversários", ou seja, o mercantilismo, enquanto sistema de pensamento e intervenção na vida econômica, foi definido pelos liberais do século XVIII. Cite três características da política mercantilista e explique por que o liberalismo critica o mercantilismo. Gabarito E.O. Aprendizagem 1. B 2. C 3. A 4. E 5. C 6. B 7. E 8. C 9. A 10. A E.O. Fixação 1. D 2. A 3. E 4. E 5. B 6. E 7. C 8. E E.O. Complementar 1. A 2. C 3. D 4. D E. O. Dissertativo 1. a) Cada um dos textos constrói uma interpretação para os fenômenos naturais, tal como segue: • em Decameron, a voz narradora interpreta a causa da Peste Negra como expressão da vontade divina, identificando a epidemia como “iniciativa dos corpos superiores” ou celestes. Além disso, ao destacar a pestilência como manifestação de uma “justa ira divina”, o narrador responsabiliza as próprias vítimas pela dizimação que assolou a Europa, compreendendo que os atos humanos assumiram papel preponderante para a ocorrência do fenômeno. Assim, os homens provocaram a ira divina, que, por conseguinte, enviou a peste como punição legítima e exemplar; • em Cândido, a fala da personagem Pangloss formula uma explicação natural para o terremoto, identificando em fatores geográficos as causas da ocorrência do fenômeno (“há com certeza uma corrente subterrânea de enxofre”). Além disso, ao se referir a outros terremotos, como o que havia ocorrido em Lima (Peru), a personagem constrói uma explicação baseada na formulação de leis naturais (“iguais causas, iguais efeitos”), ao invés de recorrer à ação do sobrenatural. Com essa interpretação racional, não se culpabiliza os habitantes de Lisboa (Portugal) pelo desastre que lhes abateu. Em virtude disso, a ação humana não tem papel ou interferência na causa do fenômeno. b) O texto 2, de Voltaire, associa-se à filosofia iluminista ao combater a supremacia das concepções religiosas na construção de sentidos para o mundo e para a história. No século XVIII, a compreensão do mundo era fortemente mediada pela crença no sobrenatural, identificando a intervenção divina nos acontecimentos e nos aspectos do cotidiano. Decorre disso o fato de o terremoto em Portugal ter sido compreendido por muitos como punição divina aos habitantes de Lisboa. Tal imaginário religioso é representado, no fragmento, pela figura descrita como “homenzinho de preto, familiar da Inquisição”, que compreende a realidade a par-
81VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias tir da crença na queda humana e no castigo divino. Em contraposição a essa visão de mundo, o texto recorre a um tipo de explicação baseada no método comparativo (“iguais causas, iguais efeitos”) e na demonstração (“é a coisa mais demonstrada que existe”). Com isso, são expressos princípios da filosofia iluminista, que preconizava o uso da razão, estabelecendo que o conhecimento deveria adquirir caráter lógico ou empírico. 2. a) Denis Diderot pertenceu à corrente filosófica Iluminista. b) O sistema político criticado pelo texto é o absolutismo, que se define pela centralização dos poderes na figura do monarca, legitimada em grande medida, pela concepção de direito divino dos reis. c) Os críticos do regime questionavam a intolerância religiosa, característica dos regimes absolutistas e a indivisibilidade de poder, que segundo alguns filósofos levava à usurpação do poder pelos reis. Além disso, a limitação à propriedade privada e as práticas mercantilistas foram objetos de crítica pelos iluministas. 3. a) O Iluminismo defende a limitação dos poderes reais, a divisibilidade do poder, a liberdade econômica, a tolerância religiosa e a liberdade de expressão. b) O pensamento iluminista como crítico do absolutismo abalava o poder de alguns monarcas, principalmente aqueles em que os países passavam por crises econômicas. Por conta disso, alguns regimes absolutistas, com o objetivo de se preservarem no poder, adotaram medidas de modernização do Estado inspiradas no Iluminismo. 4. a) O absolutismo se caracterizava em grande medida pela centralização do poder nas mãos dos monarcas, legitimados pela ideia de que o poder emanava de Deus. b) Dentre as críticas dos pensadores iluministas ao Antigo Regime, destacam-se: a ausência de leis que garantissem as liberdades individuais, sendo a vontade do soberano a “lei” da nação; a organização estamental da sociedade, em que os costumes tornavam quase impossível qualquer mudança de condição social, e a nobreza e o clero tinham mais direitos do que os artesãos e camponeses; a manutenção dos privilégios da nobreza, que perdera o poder típico da ordem feudal, mas transformara-se numa nobreza cortesã, vivendo à sombra do monarca e recebendo privilégios da parte deste; a manutenção de muitas práticas fiscais (impostos/taxas) do período medieval (corveia, por exemplo), as quais sustentavam o modo de vida da corte e da nobreza cortesã; as restrições à participação política da burguesia, classe que emergiu na época final da Idade Média e se consolidara durante a Idade Moderna, mas que continuava alijada do poder; a política econômica do Mercantilismo, caracterizada pela grande interferência do Estado na ordem econômica, com vistas a alcançar a acumulação de metais preciosos e a balança comercial favorável, elementos considerados fundamentais para a prosperidade nacional; a profunda relação entre a Igreja e o Estado, restringindo, muitas vezes, a liberdade religiosa e de pensamento. 5. O Iluminismo ou a Ilustração foi um movimento cultural que se iniciou na Inglaterra no século XVII com o filósofo John Locke e atingiu seu apogeu na França no século seguinte, espalhando-se por toda a Europa e América. Influenciou diretamente as Revoluções Americana (1776) e Francesa (1789), assim como os movimentos de independência na América Latina. John Locke, pai do Liberalismo e Iluminismo, escreveu o Segundo Tratado sobre o Governo Civil, defendendo a teoria do governo limitado e criticando o regime Absolutista. Caso o governo não garantisse os “direitos naturais do homem”, poderia ser substituído. Voltaire foi considerado o maior dos filósofos franceses iluministas. Defendia a liberdade de pensamento e de expressão, criticou a ignorância, intolerância, superstição e o fanatismo. Defendia que o governante deveria realizar reformas sob influência dos ideais iluministas. Montesquieu escreveu O Espírito das Leis e propunha a divisão do poder em executivo, legislativo e judiciário, mantendo-se os três em equilíbrio permanente. Desta forma, também criticou o Absolutismo, pois o poder deve ser contido pelo poder. As propostas iluministas podem se resumir na valorização da razão, considerada a ferramenta mais importante para se alcançar qualquer conhecimento e liberdade; crença nos direitos naturais, que todos os indivíduos possuem em relação à vida, à liberdade, a posse de bens materiais; defesa da liberdade política e econômica; igualdade de todos perante a lei. E.O. Enem 1. D 2. D 3. D 4. B E.O. UERJ Exame Discursivo 1. A distribuição de panfletos pode ser vista como uma característica do Iluminismo, pois contribuía para a difusão e circulação de ideias pela Europa, a presença de jornais e livros como elementos que estimulavam o racionalismo e o pensamento crítico, além da estátua de filósofos como símbolo de crítica ao Antigo Regime, dentre outros aspectos que reforçam a busca pelo conhecimento. 2. Podemos destacar a divisão dos poderes e a independência e autonomia entre Executivo, Legislativo e Judiciário no texto de Monstesquieu, como princípios liberais. A opinião do texto que contradiz esse princípio está presente no trecho “a dominação do parlamento, a debilidade do governo, a insignificância do presidente...”. Um fator que explica a crise do Liberalismo no período entre guerras, é a Grande Depressão Capitalista de 1929, que em países já debilitados pela Grande Guerra levou à implantação de regimes extremados. 3. Despotismo Esclarecido. Ocorreu nos países mais atrasados da Europa, nos quais os reis adotaram algumas ideias Iluministas visando modernizar o Estado com o intuito de preservar o regime absolutista. O despotismo esclarecido evidenciou-se como contraditório, uma vez que o Estado absolutista tentou se compatibilizar com o Iluminismo, cujas as ideias eram nitidamente antiabsolutistas. Os déspotas esclarecidos mais importantes foram José II da Áustria, Catarina II da Rússia, Frederico II da Prússia, Jose I de Portugal (com seu poderoso ministro Pombal) e Carlos III da Espanha (com seu ministro Aranda).
82VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. Objetivas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. C 2. E 3. E 4. E 5. C E.O. Dissertativas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. a) Absolutismo Monárquico, modelo de governo característico do Antigo Regime. b) Denis Diderot defende o direito à cidadania, apoiado no direito de oposição à opressão e ao direito à liberdade de escolha. 2. O texto de Hobsbawm refere-se ao Antigo Regime, que vigorava em boa parte da Europa na Idade Moderna. Caracterizava-se, no campo político, pela monarquia absoluta, baseada na teoria do direito divino (o poder emana de Deus); no campo social, pela sociedade de privilégios, baseada no nascimento. O movimento iluminista tinha como bandeira a luta pela igualdade e pela liberdade - elementos básicos para se alcançar o progresso humano por meio do desenvolvimento científico. 3. a) a) A sociedade europeia do século XVIII era marcada pelas estruturas do Antigo Regime, tendo como base o predomínio do clero e da nobreza. A pintura destaca os valores de uma sociedade aristocrática na qual as festas, os bailes e os banquetes eram cercados por um rigoroso cerimonial com demonstração de poder do governante absolutista e dos grupos sociais que compunham a elite em uma sociedade rigidamente estratificada. Os integrantes do clero (primeira ordem) e nobreza (segunda ordem) possuíam uma série de privilégios que os distanciavam e isolavam da terceira ordem, composta pelos demais membros da sociedade. b) O século XVIII foi caracterizado na história pela difusão das ideias iluministas. As obras de filósofos como Voltaire, Diderot e Montesquieu propunham uma nova ordem política, econômica e social; em seus livros condenavam as estruturas do Antigo Regime, defendendo maior liberdade de expressão, condenando a censura e a tortura, propondo o fim da intolerância religiosa e forum representatium de governo com base no liberalismo político surgido na Inglaterra do século XVII. Vivia-se o que veio a ser conhecido como a crise do Antigo Regime, quando as práticas absolutistas de governo e os privilégios do clero e da nobreza passaram a ser condenados. Desse modo, os ideais iluministas mostravam uma face revolucionária que marcaria a história americana e europeia no final do século XVIII. Dentro desse contexto, surgiram monarcas em alguns países europeus que tentavam realizar reformas sem abrir mão do absolutismo e sem colocar fim aos privilégios do clero e da nobreza. Esses monarcas ficaram conhecidos como “déspotas esclarecidos”. Entre suas medidas de destaque podemos apontar o estímulo à educação, a fundação de escolas e, em alguns casos, o relaxamento da censura, o desenvolvimento da atividade manufatureira e a proibição da tortura. D. José II, imperador da Áustria (1756-1790), adotou medidas que seguiam a trajetória do “despotismo esclarecido". 4. a) O texto aborda os limites que os governantes precisam possuir, apresentando o conceito de divisão de poderes. b) No contexto de difusão dos ideais iluministas, durante o século XVIII. Nesse período, durante a crise do Antigo Regime, os pensadores iluministas colocam-se contra o absolutismo e propunham reformas no sistema econômico, social e político. 5. Entre as principais características do mercantilismo, vae destacar o protecionismo, o intervencionismo e o metalismo. Para o liberalismo a expansão de mercado é fundamental, não podendo haver o monopólio exclusivo, o que atrapalharia as relações econômicas e diminuiria o dinamismo e o expansionismo comercial.
HISTÓRIA CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 3 HISTÓRIA DO BRASIL
84VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. Aprendizagem 1. (UFPA) Mesmo antes da ruptura da colônia brasileira com a metrópole portuguesa em 1822, José Bonifácio de Andrada e Silva já admitia que seria muito difícil: [...] a liga de tanto metal heterogêneo, como brancos, mulatos, pretos livres e escravos, índios, etc., em um corpo sólido e político. SILVA, Ana Rosa Cloclet da. Construção da nação e escravidão no pensamento de José Bonifácio: 1783- 1823. Campinas, SP: Ed. da Unicamp,1999. p. 178. Na presente fala do “Patriarca da Independência” em relação à sociedade brasileira, é importante observar que existe uma preocupação de ordem social na construção da Nação brasileira. Bonifácio considerava que a a) heterogeneidade dos habitantes do Brasil, marcada pela presença de negros e índios, revelava-se um problema para a construção de um projeto nacional com a edificação de um Império do Brasil mais civilizado. b) presença de gente de tantas cores e condições poderia atrapalhar a convivência harmoniosa entre os habitantes da futura Nação, sobretudo porque os índios eram muito belicosos e os negros não se adaptariam à liberdade. c) presença de negros na sociedade brasileira decorrente do escravismo colonial atrapalhava a construção da Nação por não servir à sustentabilidade da economia agroexportadora e monocultora do café. d) mistura de raças não era recomendável para uma colônia que queria se tornar uma monarquia constitucional reconhecida por todos os países europeus, principalmente pelos anglo-saxões, que eram abolicionistas. e) grande dificuldade seria colocar em prática o processo de catequização dos índios e de civilização aos negros africanos, sobretudo porque esses grupos eram considerados pelos homens brancos como incapazes de sair da barbárie. 2. (PUC) Depois de declarada a Independência do Brasil, foi necessário dar uma ordenação legal ao novo país por meio da sua primeira constituição. Sobre esse processo, é INCORRETO afirmar que: a) O primeiro projeto de constituição recebeu o nome de Constituição da Mandioca, porque estabelecia que, para votar ou se eleger, a pessoa deveria comprovar uma renda mínima, equivalente a determinada quantidade de alqueires plantados desse vegetal. b) A Assembleia Legislativa reunida em 1823 para elaborar a primeira Constituição do Brasil foi dissolvida por D. Pedro I, por ter proposto um projeto que privilegiava os grandes proprietários de terra e excluía os pobres da participação política. c) A primeira Constituição do Brasil foi outorgada por D. Pedro I e estabelecia o voto censitário e a formação de quatro poderes – Legislativo, Judiciário, Executivo e Moderador –, ficando os dois últimos sob controle do Imperador. d) A primeira Constituição brasileira, estabelecida em 25 de março de 1824, instituiu uma monarquia hereditária no Brasil e o catolicismo como religião oficial do novo País, subordinando a Igreja ao controle do Estado. e) Instituído pela Constituição outorgada de 1824, o Poder Moderador garantia a D. Pedro I o direito de nomear ministros, dissolver a Assembleia Legislativa, controlar as Forças Armadas e nomear os presidentes das províncias, favorecendo a concentração de poderes no Imperador. 3. (Uepa) A crise política do I Império Brasileiro, que resultou na abdicação de D. Pedro I, teve como cerne a disputa entre a inclinação centralista-absolutista do monarca e a defesa do federalismo pelas elites econômicas regionais. A renúncia do imperador em 1831 resultou: a) na transferência de poder às elites regionais e aos regentes, ordem política que se mostrou frágil e abriu caminho para levantes oposicionistas e populares. b) na transformação imediata de Pedro II em monarca do Reino Português na linha de sucessão da Casa de Bragança. c) no fortalecimento de movimentos separatistas regionais, em desacordo com a manutenção do regime monárquico e da escravidão. d) no surgimento de grupos políticos republicanos, que seriam embrionários do movimento que promoveu a Proclamação da República em 1889. e) na emergência de uma identidade nacional brasileira, em oposição a qualquer posição de mando de autoridades portuguesas em território nacional. 4. (UFG) Leia o texto a seguir. Fugiu da loja de tecidos da Rua do Queimado, n. 13, Recife, escravo Caetano, idade de 12 anos, pouco mais ou menos, nação Angola, levou vestido calça e camisa de algodão, tem uma cruz no braço esquerdo, marca de fogo, e no meio da cabeça tem falta de cabelo de carregar peso. Diário de Pernambuco, 23 jan. 1830. In: FREYRE, Gilberto. O escravo nos anúncios de jornais brasileiros do século XIX. São Paulo: Global, 2010, p. 110-111. (Adaptado). PRIMEIRO REINADO (1822 - 1831) COMPETÊNCIA(s) 1, 2, 3, 5 e 6 HABILIDADE(s) 1, 2, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 13, 14, 15, 22, 24 e 29 CH AULAS 17 E 18
85VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias Publicado em 1830, o anúncio do jornal registra o cotidiano da sociedade escravocrata brasileira, cuja característica expressa-se a) pela valorização do trabalho manual, destacando as marcas corporais na cabeça como expressão da aptidão do escravo ao trabalho. b) pela denúncia das mazelas do cotidiano dos escravos, demonstrando a intolerância da imprensa com o tratamento destinado aos cativos. c) pela demanda de escravos para o trabalho urbano, ampliando as possibilidades de fugas como estratégia de resistência ao cativeiro. d) pela compra de escravos da mesma origem para facilitar a convivência nas senzalas, predominando a importação de escravos oriundos de Angola. e) pela adesão dos escravos ao catolicismo, tendo expressa a devoção do cativo na marca da cruz que carrega no corpo. 5. (Cefet) Em 1827, o Presidente da Província de Minas Gerais, Francisco Pereira, ao ser indagado sobre os índios Aimorés, respondeu: “Permita-me V. Exa. refletir que de tigres só nascem tigres; de leões, leões se geram; e dos Aimorés só pode resultar prole semelhante” [...]. Na segunda metade do século XIX, o Senador do Império, Dantas de Barros, afirmava: “No Reino animal, há raças perdidas; parece que a raça índia, por um efeito de sua organização física, não podendo progredir no meio da civilização, está condenada a esse fatal desfecho. Há animais que só podem viver e produzir no meio das trevas; e se os levam para a presença da luz, ou morrem ou desaparecem. Da mesma sorte, entre as diversas raças humanas, o índio parece ter uma organização incompatível com a civilização”. CUNHA, Manuela Carneiro da. (Org.) Legislação indigenista no século XIX. São Paulo: EdUSP, 1992 (Adaptado). Analisando os discursos do presidente da província e do senador do império, é correto inferir que a) atualizavam as teorias da época para analisar a diversidade existente entre a população brasileira. b) demonstravam a eficácia dos avanços científicos para recuperar os delinquentes sociais existentes no país. c) incentivavam a ocupação planejada do território para conservar a diversidade biológica brasileira. d) adotavam argumentos convincentes para defender a necessidade de proteger os povos nativos do país. e) defendiam a urgência da demarcação das terras indígenas para proteger os imigrantes colonizadores. 6. (UEPB) Movimento implantado em Pernambuco de 1824, que teve adesão das províncias da Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, tendo como um dos seus objetivos estabelecer uma República com princípios federalistas e que teve a participação de homens livres e escravos, foi a: a) Balaiada. b) Insurreição Pernambucana. c) Confederação do Equador. d) Sabinada. e) Farroupilha. 7. (Uema) Quem desconhece ser mais interessante para as províncias do Norte do Cabo de São Roque obedecer antes a Portugal que ao Rio de Janeiro? [...] Haverá, porventura, alguém tão louco que troque o certo, pelo duvidoso? Acaso não temos nós já os nossos direitos declarados, a nossa propriedade garantida, e o que é mais apreciável, os nossos nomes de homens livres inscritos, nas bases da constituição que abraçamos e juramos? JORNAL O CONCILIADOR. [s.n.], n. 88, 15 mai. 1822. Publicadas em um jornal de grande circulação na cidade de São Luís – MA, essas palavras expressam o repúdio de algumas províncias do Norte da América portuguesa à possibilidade de a) emancipação política do Brasil. b) juramento da Constituição portuguesa. c) retorno do rei D. João VI para Portugal. d) transferência da capital do Império luso. e) queda do príncipe regente, à época no Rio de Janeiro. 8. (ESPCEX) Era “exclusivo do imperador e definido pela Constituição como ‘chave mestra de toda organização política’. Estava acima dos demais poderes”. (COTRIM, 2009) O texto em epígrafe aborda a criação no Brasil, pela Constituição de 1824, do Poder a) Moderador. b) Justificador. c) Executivo. d) Judiciário. e) Legislativo. 9. (UFRGS) Em 1824, é outorgada a Constituição do Império do Brasil. Entre suas características, podemos afirmar que a) dividia os poderes do Estado exclusivamente em Executivo, Legislativo e Magistratura. b) separava a Igreja Católica do Estado Laico. c) previa a eleição direta do Primeiro Ministro. d) estabelecia o voto universal e secreto para a população masculina. e) dividia os poderes do Estado em Executivo, Legislativo, Judiciário e Moderador. 10. (FGV) A história da construção do Estado brasileiro na primeira metade do século XIX foi a história da tensão entre unidade e autonomia. Por outro lado, no interior do Estado, de elites com fortes vínculos com os interesses de sua região de origem e ao mesmo tempo comprometidas com uma determinada política nacional, pautada pela negociação destes interesses e pela manutenção da exclusão social, marcou não apenas o século XIX, como também o século XX. Através do parlamento essas elites regionais têm imposto uma determinada dinâmica para o jogo político que se materializa na imensa dificuldade de empreender reformas sociais profundas. Dolhnikoff, Miriam. O pacto imperial. As origens do federalismo no Brasil. São Paulo: Globo, 2005, p. 11-12.
86VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias De acordo com o ponto de vista apresentado no texto, a) a história brasileira é marcada por práticas de tolerância política acentuadas nas últimas décadas com a redemocratização do país. b) o parlamento é a única instituição política imune aos interesses e ao controle das elites regionais brasileiras. c) as profundas reformas sociais só foram possíveis graças às transformações políticas ocorridas na primeira metade do século XIX no Brasil. d) a dinâmica política do Estado nacional se constituiu com base em negociações entre as elites regionais e a exclusão social de outros setores. e) as características descritas sobre o Estado revelam a supremacia do Poder Judiciário sobre o Poder Legislativo na história política brasileira. E.O. Fixação 1. (UPF) Em setembro de 1822, o príncipe regente Dom Pedro proclamou a separação do Brasil em relação ao reino de Portugal. Sobre a independência do Brasil é correto afirmar: a) Modificou parcialmente as estruturas do país, pois, embora tivesse mantido o latifúndio, a monocultura e a escravidão, o Brasil tornou-se política e economicamente independente. b) Não modificou o país em profundidade, pois manteve a concentração da terra, a monocultura e a escravidão. c) Modificou o país, pois a Lei de Terras propiciou um maior acesso à terra pela população. d) Não chegou a modificar o país concretamente, pois as ideias de fim de escravidão e de adoção de uma política agrária para o país não foram cumpridas, como queriam os cafeicultores. e) Representou um avanço social, pois o país passou a ser governado por uma família real cuja mentalidade era abolicionista. 2. (UFPB) A pintura é uma manifestação artística que pode ser utilizada como fonte histórica, reforçando uma versão da história. Nesse sentido, observe o quadro do pintor paraibano Pedro Américo: Disponível em: <http://www.kaydara.com.br/upload/imagens>. Acesso em: 11 jul. 2011. Disponível em: <http://www.kaydara.com.br/upload/imagens>. Acesso em: 11 jul. 2011. No campo da historiografia, essa imagem: a) sintetiza o verdadeiro sentimento de toda a nação em relação a Portugal. b) expõe a luta de classes existente no país no período da independência. c) expressa o apoio popular ao processo de autonomia política do Brasil. d) representa uma visão heroica e romanceada da separação política do país. e) mostra a independência como anseio de grupos subalternos. 3. (UFPR) “Temos a tendência de pressupor que todas as mudanças que decorreram de um movimento de independência foram para o melhor. Raramente, por exemplo, consideramos um movimento de independência como uma regressão, um triunfo do despotismo sobre a liberdade, de um regime imposto sobre um regime representativo. Apesar disso, no caso da independência do Brasil, essas acusações foram na época imputadas ao novo regime”. MAXWELL, K. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. In: MOTTA, C. G. (Org.). Viagem incompleta: a experiência brasileira. São Paulo: Editora Senac, 2000, p 181. Qual dos eventos citados a seguir gerou as acusações mencionadas no texto? a) A outorga da Constituição de 1824, feita por D. Pedro I depois de dissolvida a Assembleia Constituinte que elaborava o texto constitucional. b) O tratado de comércio que estipulou vantagens econômicas para a Inglaterra. c) O incentivo à imigração europeia e a gradual emancipação dos escravos, resultado de políticas públicas realizadas no período monárquico com objetivo de promover a transição do trabalho escravo para o trabalho livre. d) A guerra empreendida contra o Paraguai na década de 1860. e) A decretação da maioridade de D. Pedro II que, em 1840, favoreceu as medidas de centralização do poder, chamadas à época de “regresso”. 4. (Uece) No que concerne à Confederação do Equador de 1824, analise as afirmações a seguir, e assinale com V o que for verdadeiro e com F o que for falso. ( ) A Confederação costuma ser considerada um prolongamento da Revolução Pernambucana de 1817. ( ) As propostas liberais, republicanas e federativas serviram de bandeira política para os insurretos. ( ) Os revoltosos propunham a organização de uma república nos moldes dos Estados Unidos da América. ( ) A adesão dos segmentos populares foi fundamental para unir todos os revoltosos. ( ) A imprensa, infelizmente, atuou contra o movimento e nenhum jornal nas províncias envolvidas quis apoiar a causa. A sequência correta, de cima para baixo, é: a) F, V, V, V, F. b) V, F, F, V, V. c) V, F, F, V, V. d) V, V, V, F, F.
87VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 5. (UPE) A liberdade política exige lutas e enfrentamentos, muitas vezes, violentos. Em Pernambuco, a insatisfação da população levou à organização da Confederação do Equador, logo depois de 1822. Liderada pelos liberais, a Confederação tinha como objetivo: a) afirmar um governo baseado numa Monarquia Constitucional, segundo os modelos do Iluminismo francês. b) definir um governo democrático, com o fim imediato da escravidão e do governo monárquico. c) reforçar a centralização política, sem, contudo, alterar a Constituição de 1824 e suas normas básicas. d) criar uma República Federativa, facilitando a descentralização política e o fim do autoritarismo. e) destruir o poder dos grandes latifundiários, proclamando uma constituição radicalmente liberal. 6. (FGV) Observe o quadro. O quadro apresenta: a) as transformações institucionais originárias da reforma constitucional de 1834, chamada de Ato Adicional b) a mais importante reforma constitucional do Brasil monárquico, com a instituição da eleição direta a partir de 1850. c) a reorganização do poder político, determinada pela efetivação do Brasil como Reino Unido a Portugal e Algarves, em 1815. d) a organização de um parlamentarismo às avessas, em que as principais decisões derivavam do poder legislativo. e) a organização do Estado brasileiro, segundo as determinações da Constituição outorgada de 1824. 7. (Uespi) Em 1988, foi promulgada, através da Assembleia Constituinte eleita pelo voto popular, a constituição conhecida como “Constituição Cidadã”. Mas, nem todas as Constituições brasileiras tiveram essa feição, a exemplo da outorgada em 1824 por D. Pedro I, pela qual: a) foi instituído o Poder Moderador. b) se extinguiu o Poder Judiciário. c) consolidou-se a vitória do Partido Brasileiro. d) estabeleceu-se a separação entre os poderes eclesiástico e civil. e) se conseguiu o desenvolvimento do que se convencionou chamar de questão militar. 8. (Udesc) Observe as imagens e o excerto: “Tudo assenta pois, neste país, no escravo negro; na roça, ele rega com seu suor as plantações do agricultor; na cidade, o comerciante fá-lo carregar pesados fardos; se pertence ao capitalista é como operário ou na qualidade de moço de recados que aumenta a renda senhor”. DEBRET, Jean Baptiste. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1979, p. 85. DEBRET, Jean Baptiste. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1979, p. 85. DEBRET, Jean Baptiste. Pranha 32 - “Negras livres vivendo de suas atividades” In: DEBRET, Jean Baptiste. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1979, p. 216. DEBRET, Jean Baptiste. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1979, p. 85. DEBRET, Jean Baptiste. Pranha 32 - “Negras livres vivendo de suas atividades” In: DEBRET, Jean Baptiste. Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil. São Paulo: Livraria Martins Editora, 1979, p. 216. Sobre o contexto histórico e as relações sociais e de poder que lhes são inerentes, representados nas reproduções de imagem e no excerto de Jean Baptiste Debret (1768-1848), analise as proposições abaixo: I. As imagens reproduzem o cotidiano do ambiente de trabalho e da rua, vivenciado pelas negras livres na primeira metade do século XIX, nas cidades. II. O excerto e as imagens indicam a significativa participação dos negros na economia do Brasil dos oitocentos, seja na condição de escravos ou na de libertos.
88VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias III. Nas imagens, a observação sensível do vestuário e dos calçados supõe que também entre a população negra havia relações sociais hierárquicas. Assinale a alternativa correta. a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. b) Somente a afirmativa II é verdadeira. c) Somente a afirmativa III é verdadeira. d) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 9. (UPE) A luta pela emancipação política do Brasil foi marcada por rebeliões que enfraqueceram o domínio português, divulgando as ideias liberais. Com a chegada de D. Pedro I ao poder, a sociedade brasileira da época a) conseguiu sua autonomia econômica e libertou-se do poder dos europeus. b) conviveu com um governo descentralizado e liberal nas normas jurídicas. c) manteve a escravidão, mas fez mudanças importantes na legislação social. d) recuperou sua produção agrícola, destacando-se o algodão e o café. e) enfrentou dificuldades políticas, sendo D. Pedro I acusado de autoritarismo. 10. (Uern) Observe o quadro. A partir da análise do quadro e tendo em vista o contexto do Brasil no I Império, é possível classificar o voto, naquele período, como a) censitário, amplo, indireto e irrestrito. b) universal, masculino, direto e representativo. c) censitário, masculino, indireto e em dois graus. d) universal, apartidário, direto e em quatro graus. E.O. Complementar 1. (PUC-PR) Portugal resistiu à nossa Independência, procurando revertê-la, inclusive pela via das armas. Com respeito à oposição lusitana, quais das alternativas estão corretas? I. O envio ao Brasil, de uma frota que bombardeou o Rio de Janeiro em 1823, sendo rechaçada a seguir. II. A resistência, na Bahia, das tropas do Brigadeiro Madeira de Melo, até 1823. III. A busca de apoio Militar Britânico, por parte de Portugal. IV. A dissolução da Constituinte de 1823 por D. Pedro, de origem portuguesa, e hostilizado pelos deputados. V. Resistência militar portuguesa no Maranhão, Pará, Piauí e Cisplatina. a) I, III e IV. b) II, III e V. c) apenas I e III. d) apenas II e V. e) apenas III e IV. 2. (FGV) “A propagação das ideias republicanas, antiportuguesas e federativas (...) ganhou ímpeto com a presença no Recife de Cipriano Barata, vindo da Europa, onde representava a Bahia nas Cortes. É importante ressaltar (...) o papel da imprensa na veiculação de críticas e propostas políticas (...). Os Andradas, que tinham passado para a oposição depois das medidas autoritárias de D. Pedro, lançaram seus ataques através de ‘O Tamoio’; Cipriano Barata e Frei Caneca combateram a monarquia centralizada, respectivamente na ‘Sentinela da Liberdade’ e no ‘Íbis Pernambucano’.” Boris Fausto, História do Brasil A conjuntura exposta no texto anterior refere-se à emergência da: a) Rebelião Praieira; b) Cabanagem; c) Balaiada; d) Sabinada; e) Confederação do Equador. 3. (UFC) Em 29 de maio de 1829, oficiais ingleses abordaram o navio Veloz. “Os diários de bordo e mais papéis do Capitão foram examinados... estavam em ordem. O número de pessoas transportadas obedecia ao que estipulava a lei...” GÓES José Roberto Pinto de, Cordeiros de Deus: tráfico, demografia e política no destino dos escravos, em: Marco. A. Pamplona (org.) Escravidão, exclusão e cidadania. Rio de Janeiro, Access, 2001, p. 23 Com base no texto acima e em seus conhecimentos, assinale a alternativa correta sobre o tráfico de escravos, durante o Império. a) A Inglaterra vistoriava os navios para impedir o contrabando de produtos que pudessem concorrer com as manufaturas inglesas. b) Os traficantes de escravos obedeceram aos tratados e leis firmados com a Inglaterra, inclusive os compromissos assumidos por Portugal, a partir da transferência da Corte. c) Portugal tinha se comprometido a limitar a prática do tráfico ao sul do Equador e, desde então, a Inglaterra tinha o direito de vigiar pelo cumprimento dos acordos firmados. d) Tratados firmados entre o Brasil e a Angola proibiam o tráfico ao sul do equador. e) Os tratados assinados, em 1810 e 1831, permitiam aos piratas de Sua Majestade sequestrar carregamentos de escravos e levá-los para as plantações do Caribe.
89VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 4. (Imed) A Constituição de 1824, primeira Constituição do Brasil, estabelecia: I. Estado unitário, monárquico e hereditário. II. Independência da Igreja Católica em relação ao Estado. III. Voto indireto, censitário e aberto. Quais estão corretas? a) Apenas II. b) Apenas I e II. c) Apenas I e III. d) Apenas II e III. e) I, II e III. 5. (Mackenzie) Como em 1822, a união contra o perigo comum levou de vencida os adversários. O 7 de abril aparece como o complemento necessário do 7 de setembro. Carlos Guilherme Mota, 1822 Dimensões O perigo comum a que se refere o texto e a complementação referida seriam: a) a ameaça de recolonização liderada pelo partido português derrotado na Independência e na Abdicação a 7 de abril de 1831. b) a oposição dos grandes proprietários, que na Independência e Abdicação pretendiam liquidar com a escravidão. c) o apoio dos democratas do Partido Brasileiro em ambas as ocasiões à política absolutista de Pedro I. d) a união da Maçonaria e Apostolado para implantar a República nestes dois momentos históricos. e) a coincidência de projeto de nação entre as elites portuguesa e brasileira em ambas as oportunidades. E.O. Dissertativo 1. (UFU) Você sabe o quanto eu, sinceramente, detesto o tráfico de escravos, o quanto acredito ser ele prejudicial ao país, o quanto desejo sua total cessão, embora isso não possa ser feito imediatamente. As pessoas não estão preparadas para isso, e até que seja feito, colocaria em risco a existência do governo, se tentarmos fazê-lo repentinamente. Correspondência de José Bonifácio ao enviado britânico Henry Chamberlain, 1823. Citada em: MAXWELL, Kenneth. Por que o Brasil foi diferente? O contexto da independência. In: MOTA, Carlos Guilherme (Org.). Viagem incompleta. A experiência brasileira (1500- 2000). Formação: histórias. São Paulo: Editora Senac, 2000, p.192. A emancipação política do Brasil não significou uma ruptura total com a ordem socioeconômica anterior, o que pode ser demonstrado pela permanência da escravidão. A respeito da questão escravista no I Reinado: a) Apresente duas razões pelas quais, de acordo com José Bonifácio, o fim do tráfico de escravos ameaçaria a própria existência do governo. b) Caracterize a política inglesa em relação ao tráfico de escravos no Brasil. 2. (UFG) Analise as imagens a seguir. As duas pinturas representam a Proclamação da Independência do Brasil (1822) e a figura de D. Pedro I. Com base na análise comparativa das imagens, a) explique as diferenças de sentido nas representações das imagens do príncipe D. Pedro I, da guarda real e do povo, em cada uma das pinturas. b) descreva um elemento comum a ambas as pinturas que corrobora uma mesma concepção de história e explique que concepção de história é essa. 3. (UFRJ) “D. Pedro I, por graça de Deus e unânime aclamação dos povos, Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: Fazemos saber a todos os nossos súditos, que tendo-nos requerido os povos deste Império, juntos em Câmaras, que nós quanto antes jurássemos e fizéssemos jurar o Projeto de Constituição (...).” (Preâmbulo da Constituição Política do Império do Brazil, 1824) Identifique, no preâmbulo da Constituição de 1824, uma passagem que expresse a incorporação de certas inovações políticas que caracterizavam a Europa desde fins do século XVIII. Justifique sua resposta. 4. (UFRJ) A primeira e única Constituição brasileira do Império foi a de 1824. Após dissolver a Assembleia Constituinte, em 12 de novembro de 1823, D. Pedro I nomeou um Conselho de Estado composto por dez membros, o qual redigiu a Constituição, incorporando inúmeros artigos do anteprojeto do grupo conservador da Constituinte. A Constituição foi outorgada pelo Imperador em 25 de março de 1824. Estabelecia-se, assim, um sistema político calcado em diversas restrições ao pleno exercício do voto. a) Cite dois segmentos sociais que, junto com os escravos, estavam impedidos de votar nas eleições primárias (paroquiais), que escolhiam os eleitores de cada uma das províncias do Império.
90VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias b) Para ser um eleitor nos Colégios Eleitorais que, no segundo turno, escolhiam os Deputados e Senadores, as exigências aumentavam. Indique um requisito necessário à capacitação desse tipo de eleitor. 5. (UFF) “Juro defender o vasto Império do Brasil e a liberal constituição digna do Brasil e digna do seu imortal defensor como pedem os votos dos verdadeiros amigos da Pátria” Segundo Lucia Neves, com essas palavras, D. Pedro I colocava-se, antecipadamente, na qualidade de juiz e revisor da Constituição Brasileira que seria elaborada pelos representantes da Nação. Neves, Lucia Pereira das & Machado, Humberto. O Império do Brasil. Rio de Janeiro: Nova fronteira, 1999, p. 84. Com base nessa afirmativa, analise o contexto político que originou a Carta outorgada de 1824. 6. (UFG) Analise a imagem a seguir. DEBRET, Jean-Baptiste. Viagem pitoresca e Histórica pelo Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia; São Paulo: Edusp, 1989. s. p. (Figura 144) Produzida em 1822, esta pintura constituiu uma alegoria do Estado nacional por ocasião da Independência. Nela se construiu uma imagem positiva do Império e do papel político do monarca, aclamado como “Defensor Perpétuo do Brasil”. Ao longo do Primeiro Reinado, entretanto, a imagem do monarca se modificou. Diante do exposto e com base na análise da pintura, explique a) uma característica do projeto político monárquico do Primeiro Reinado; b) um dos motivos que levaram à mudança da imagem de D. Pedro I ao longo do Primeiro Reinado. 7. (Ufes) A Constituição dos Estados Unidos da América Nós, o povo dos Estados Unidos, a fim de formar uma União mais perfeita, estabelecer a justiça, assegurar a tranquilidade interna, prover a defesa comum, promover o bem-estar geral, e garantir para nós e para os nossos descendentes os benefícios da Liberdade, promulgamos e estabelecemos esta Constituição para os Estados Unidos da América. ARTIGO I Seção 1 Todos os poderes legislativos conferidos por esta Constituição serão confiados a um Congresso dos Estados Unidos, composto de um Senado e de uma Câmara de Representantes. ARTIGO II Seção 1 O Poder Executivo será investido em um Presidente dos Estados Unidos da América. Seu mandato será de quatro anos, e, juntamente com o Vice-Presidente, escolhido para igual período. ARTIGO III Seção 1 O Poder Judiciário dos Estados Unidos será investido em uma Suprema Corte [...] (Disponível em: <http://www.usembassy-maputo.gov. mz/u.s.co stitution.htm>. Acesso em: 18 out. 2005.) CONSTITUICÃO POLITICA DO IMPERIO DO BRAZIL (DE 25 DE MARÇO DE 1824) EM NOME DA SANTISSIMA TRINDADE. [...] Art. 1. O IMPÉRIO do Brasil é a associação política de todos os Cidadãos Brasileiros. Eles formam uma Nação livre e independente, que não admite com qualquer outra laço algum de união ou federação que se oponha à sua Independência. [...] Art. 3. O seu Governo é Monárquico Hereditário, Constitucional e Representativo. Art. 4. A Dinastia Imperante é a do Senhor Dom Pedro I, atual Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil [...] TÍTULO 3º Dos Poderes, e Representação Nacional. [...] Art. 10. Os Poderes Políticos reconhecidos pela Constituição do Império do Brasil são quatro: o Poder Legislativo, o Poder Moderador, o Poder Executivo, e o Poder Judicial. TÍTULO 4º: Do Poder Legistativo. [...] Art. 14. A Assembleia Geral compõe-se de duas Câmaras: Câmara de Deputados e Câmara de Senadores ou Senado. Disponível em: <http://www.presidencia.gov.br/ ccivil03/Const tuicao/Constitui%C3%A7ao24.htm>. Acesso em: 18 out. 2005. Texto atualizado. Os textos anteriores se referem à Constituição dos Estados Unidos da América e à do Brasil, surgidas no contexto de crise do sistema colonial. a) Identifique e explique uma característica política e uma econômica da referida crise. b) Compare a solução política de formação do Estado independente adotada no caso norte-americano com a adotada no caso brasileiro. 8. (PUC) “Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a se-
91VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias gurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça, como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos (...), promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição (...)”. “Preâmbulo da Constituição da República Federativa do Brasil”, 1988 “D. Pedro I, por graça de Deus e unânime aclamação dos povos, Imperador constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil: Fazemos saber a todos os nossos súditos, que tendo-nos requerido os povos deste Império, juntos em Câmaras, que nós quanto antes jurássemos e fizéssemos jurar o Projeto de Constituição (...)”. (“Preâmbulo da Constituição Política do Império do Brasil”, 1824) a) Tomando como referência os textos apresentados, IDENTIFIQUE uma característica da Constituição de 1824 e uma característica da Constituição de 1988. b) EXPLIQUE a relação entre o Poder Moderador e os demais poderes políticos de Estado, instituída pela Constituição brasileira de 1824. 9. (UFRRJ) (Ufjf-pism 2 2021) Leia os trechos abaixo: Uma Constituição não é outra coisa que a ata do pacto social, que fazem entre si homens quando se ajuntam e se associam para viver em reunião ou sociedade [...] O Poder Moderador da nova invenção maquiavélica é a chave mestra da opressão da nação brasileira e o garrote mais forte da liberdade dos povos. Por ele o imperador pode dissolver a Câmara dos Deputados, que é a representante do povo, ficando sempre no gozo de seus diretos o Senado, que é o representante dos apaniguados do imperador [...] ficando o povo indefeso nos atentados do imperador contra seus direitos... Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, In: MELLO, Evaldo Cabral de. Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. São Paulo: Ed. 34, 2001. p.569-561 Está consumada a convicção! A corrupção que maneja o poder pessoal já invadiu as instituições; agora inutiliza os homens. E os pretensos delegados do povo se convertem em instrumentos ignóbeis de uma única vontade soberana, vontade que tudo vence, porque tudo pode, acostada à lei fundamental, a essa carta constitucional, que, por escarnio, se diz Constituição, ninho de ferro em que se aquece e se nutre a hidra do despotismo, embora manhosamente desfigurado sob o manto estrelado de falazes e tentadoras liberdades! O Pharol, Edição 117, 25 de maio de 1886, Juiz de Fora, Minas Gerais, disponível em: http://memoria.bn.br/hdb/periodico.aspx A partir da leitura do discurso proferido por Frei Caneca, no dia 6 de junho de 1824, às vésperas da Confederação do Equador, e da declaração publicada no jornal O Pharol, no dia 25 de maio de 1886, responda as questões abaixo: a) A partir dos textos, faça uma análise do Poder Moderador na sociedade imperial brasileira. b) Estabeleça uma relação entre as ideias políticas presentes no discurso do Frei Caneca e a publicação do jornal O Pharol. 10. (UFPR) “O processo de construção da unidade territorial e da formação do Estado no Brasil tem que ser visto como fruto de um longo consolidar de interesses e projetos em disputa, o que nos leva a concordar com Ilmar R. de Mattos, quando afirmou a impossibilidade de se conceber a consolidação do Estado brasileiro antes da década de 1840.” PEREIRA, Aline Pinto. O Arquivo Nacional e a História Lusa-brasileira. Discorra sobre os interesses e projetos em disputa que impediram a consolidação do Estado nacional antes dos anos 1840. E.O. Enem 1. (Enem) Após o retorno de uma viagem a Minas Gerais, onde Pedro I fora recebido com grande frieza, seus partidários prepararam uma série de manifestações a favor do imperador no Rio de Janeiro, armando fogueiras e luminárias na cidade. Contudo, na noite de 11 de março, tiveram início os conflitos que ficaram conhecidos como a Noite das Garrafadas, durante os quais os “brasileiros” apagavam as fogueiras “portuguesas” e atacavam as casas iluminadas, sendo respondidos com cacos de garrafas jogadas das janelas. VAINFAS, R. (Org.). Dicionário do Brasil Imperial. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008 (adaptado). Os anos finais do I Reinado (1822-1831) se caracterizaram pelo aumento da tensão política. Nesse sentido, a análise dos episódios descritos em Minas Gerais e no Rio de Janeiro revela a) estímulos ao racismo. b) apoio ao xenofobismo. c) críticas ao federalismo. d) repúdio ao republicanismo. e) questionamentos ao autoritarismo. 2. (Enem) A Confederação do Equador contou com a participação de diversos segmentos sociais, incluindo os proprietários rurais que, em grande parte, haviam apoiado o movimento de independência e a ascensão de D. Pedro I ao trono. A necessidade de lutar contra o poder central fez com que a aristocracia rural mobilizasse as camadas populares, que passaram então a questionar não apenas o autoritarismo do poder central, mas o da própria aristocracia da província. Os líderes mais democráticos defendiam a extinção do tráfico negreiro e mais igualdade social. Essas ideias assustaram os grandes proprietários de terras que, temendo uma revolução popular, decidiram se afastar do movimento. Abandonado pelas elites, o movimento enfraqueceu e não conseguiu resistir à violenta pressão organizada pelo governo imperial. FAUSTO, B. História do Brasil. São Paulo: EDUSP, 1996 (adaptado). Com base no texto, é possível concluir que a composição da Confederação do Equador envolveu, a princípio, a) os escravos e os latifundiários descontentes com o poder centralizado.
92VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias b) diversas camadas, incluindo os grandes latifundiários, na luta contra a centralização política. c) as camadas mais baixas da área rural, mobilizadas pela aristocracia, que tencionava subjugar o Rio de Janeiro. d) as camadas mais baixas da população, incluindo os escravos, que desejavam o fim da hegemonia do Rio de Janeiro. e) as camadas populares, mobilizadas pela aristocracia rural, cujos objetivos incluíam a ascensão de D. Pedro I ao trono. E.O. UERJ Exame Discursivo 1. (UERJ) Trecho da carta de despedida de D. Pedro I a seu filho Pedro II Meu querido filho e imperador... Deixar filhos, pátria e amigos, não pode haver maior sacrifício; mas levar a honra ilibada, não pode haver maior glória. Lembre-se sempre de seu pai, ame a sua e a minha pátria, siga os conselhos que lhe derem aqueles que cuidarem de sua educação, e conte que o mundo o há de admirar... Eu me retiro para a Europa: assim é necessário para que o Brasil sossegue, e que Deus permita, e possa para o futuro chegar àquele grau de prosperidade de que é capaz. Adeus, meu amado filho, receba a bênção de seu pai que se retira saudoso e sem mais esperanças de o ver. D. Pedro de Alcântara, 12 de abril de 1831 <revistadehistoria.com.br> Ainda permanece a imagem de Pedro I como um dos responsáveis pela autonomia política do Brasil. Contudo, nove anos após proclamar o 7 de setembro de 1822, o imperador abdicava de seu trono e retornava à Europa. A instabilidade política e econômica foi a marca de seu breve reinado. Cite um setor da sociedade brasileira da época que se opunha à manutenção do governo de Pedro I e uma razão para essa oposição. Em seguida, aponte um motivo para a instabilidade econômica que caracterizou esse governo. 2. (UERJ) Bandeira da Confederação do Equador www.historiabrasileira.com O poder moderador de nova invenção maquiavélica é a chave mestra da opressão da nação brasileira e o garrote mais forte da liberdade dos povos. É princípio conhecido pelas Luzes do presente século que a soberania reside na nação essencialmente, logo é sem questão que a mesma nação ou pessoa da comissão é quem deve esboçar a sua constituição, purificá-la das imperfeições e afinal estatuí-la. Frei Joaquim do Amor Divino Caneca Crítica da constituição outorgada, 1824. In: JUNQUEIRA, Celina (org). Ensaios políticos. Rio de Janeiro: Documentário, 1976. A Confederação do Equador, ocorrida em 1824, apresentou propostas alternativas à organização do Império do Brasil, sendo, porém, reprimidas pelo governo de Pedro I. Explicite o motivo central para a eclosão da Confederação do Equador e cite duas de suas propostas para a organização do poder de Estado. E.O. Objetivas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. (Unesp) O Brasil assistiu, nos últimos meses de 1822 e na primeira metade de 1823, a) ao reconhecimento da Independência brasileira pelos Estados Unidos, pela Inglaterra e por Portugal. b) ao esforço do imperador para impor seu poder às províncias que não haviam aderido à Independência. c) à libertação da Província Cisplatina, que se tornou independente e recebeu o nome de Uruguai. d) à pacífica unificação de todas as partes do território nacional, sob a liderança do governo central, no Rio de Janeiro. e) à confirmação, pelas Cortes portuguesas e pela Assembleia Constituinte, do poder constitucional do imperador. 2. (Unicamp) Se eu pudesse alguma coisa para com Deus, lhe rogaria muita geada nas terras de serra acima, porque a cultura da cana nessas terras, onde se faz o açúcar, tem abandonado ou diminuído a cultura do milho e do feijão e a criação dos porcos; estes gêneros têm encarecido, assim como o trigo, o algodão e o azeite de mamona; tem introduzido muita escravatura, o que empobrece os lavradores, corrompe os costumes e leva ao desprezo pelo trabalho de enxada; tem devastado as matas e reduzido a taperas muitas herdades; tem roubado muitos braços à agricultura, que se empregam no carreto dos africanos; tem exigido grande número de mulas que não procriam e consomem muito milho. José Bonifácio de Andrada e Silva, Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 181-182. De acordo com o texto acima, podemos concluir que, para José Bonifácio, o cultivo da cana-de-açúcar: a) estimulava o desenvolvimento da economia, pois exigia maior emprego de escravos na agricultura, intensificando o comércio de africanos. b) favorecia o desenvolvimento social, pois o encarecimento de gêneros como milho, feijão, porcos e trigo levava ao enriquecimento de pequenos proprietários rurais.
93VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias c) prejudicava a economia do país, pois desestimulava o cultivo de outros produtos agrícolas, encarecendo os gêneros alimentícios. d) prejudicava o meio ambiente, pois devastava as matas e reduzia o cultivo de milho, o que dificultava a procriação das mulas. 3. (Unesp) Em troca do reconhecimento de sua independência por parte da Inglaterra, o Brasil assinou um tratado em 1826, incluindo cláusulas para por termo: a) ao tráfico negreiro. b) ao tratado comercial de 1810. c) à escravidão africana. d) à autonomia municipal. e) ao pacto colonial. 4. (Fuvest) Examine o gráfico. O gráfico fornece elementos para afirmar: a) A despeito de uma ligeira elevação, o tráfico negreiro em direção ao Brasil era pouco significativo nas primeiras décadas do século XIX, pois a mão de obra livre já estava em franca expansão no país. b) As grandes turbulências mundiais de finais do século XVIII e de começos do XIX prejudicaram a economia do Brasil, fortemente dependente do trabalho escravo, mas incapaz de obter fornecimento regular e estável dessa mão de obra. c) Não obstante pressões britânicas contra o tráfico negreiro em direção ao Brasil, ele se manteve alto, contribuindo para que a ordem nacional surgida com a Independência fosse escravista. d) Desde o final do século XVIII, criaram-se as condições para que a economia e a sociedade do Império do Brasil deixassem de ser escravistas, pois o tráfico negreiro estava estagnado. e) Rapidamente, o Brasil aderiu à agenda antiescravista britânica formulada no final do século XVIII, firmando tratados de diminuição e extinção do tráfico negreiro e acatando as imposições favoráveis ao trabalho livre. 5. (Fuvest) Houve um estremecimento nas relações entre os Estados inglês e brasileiro, na primeira metade do século XIX, em consequência da forte pressão que a Inglaterra exerceu sobre o Brasil a partir do reconhecimento da Independência (1826). Tais pressões decorreram a) da anexação do Uruguai por D. Pedro e da sua transformação em Província Cisplatina, limitando o comércio inglês no Prata. b) da oposição inglesa aos privilégios alfandegários concedidos, desde 1819, aos produtos portugueses importados pelo Brasil. c) dos incentivos do governo brasileiro à exportação de algodão, o que tornava este produto mais barato do que o produzido nas colônias britânicas. d) do início da imigração europeia para o Brasil, fato que poderia levar à industrialização e à diminuição das importações de produtos ingleses. e) da oposição do Estado inglês ao tráfico negreiro que o governo brasileiro, depois de resistir, proibiu, em 1850. 6. (Fuvest) A Constituição Brasileira de 1824 colocou o Imperador à testa de dois Poderes. Um deles lhe era “delegado privativamente” e o designava “Chefe Supremo da Nação” para velar sobre “o equilíbrio e harmonia dos demais Poderes Políticos”, o outro Poder o designava simplesmente “Chefe” e era delegado aos Ministros de Estado. Estes Poderes eram respectivamente: a) Executivo e Judiciário b) Executivo e Moderador c) Moderador e Executivo d) Moderador e Judiciário e) Executivo e Legislativo. 7. (Unesp) O fechamento da Assembleia Constituinte, por D. Pedro I, em novembro de 1823, a) impediu a tentativa de recolonização portuguesa e eliminou a influência política da Igreja Católica. b) isolou politicamente o imperador e determinou o imediato final do Primeiro Reinado brasileiro. c) representou a centralização do regime monárquico e provocou reações separatistas. d) ampliou a força política dos estados do nordeste e facilitou o avanço dos projetos federalistas. e) assegurou o caráter liberal da nova Constituição e aumentou os poderes do judiciário. 8. (Unesp) O trabalho é incessante. Aqui uma chusma [grupo] de pretos, seminus, cada qual levando à cabeça seu saco de café, e conduzidos à frente por um que dança e canta ao ritmo do chocalho ou batendo dois ferros um contra o outro, na cadência de monótonas estrofes a que todos fazem eco; dois mais carregam no ombro pesado tonel de vinho [...], entoando a cada passo melancólica cantilena; além, um segundo grupo transporta fardos de sal, sem mais roupa que uma tanga e, indiferentes ao peso como ao calor, apostam corrida gritando a pleno pulmão. Acorrentados uns aos outros, aparecem seis outros com balde d’água à cabeça. São criminosos empregados em trabalhos públicos, também vão cantando em cadência... Ernest Ebel. O Rio de Janeiro e seus arredores em 1824. O texto, escrito pelo viajante Ernest Ebel, exprime: a) a presença de um número significativo de negros na sociedade brasileira da época e as tarefas cotidianas que, como escravos, eram obrigados a realizar.
94VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias b) o estado de rebelião dos escravos brasileiros, coagidos a um trabalho extenuante sob os olhos dos senhores e permanentemente acorrentados. c) uma visão positiva e otimista da sociedade dos trópicos, em que o trabalho é acompanhado pela música e pela dança. d) o ritmo do trabalho urbano determinado pelas imposições do processo de industrialização que se iniciava na cidade do Rio de Janeiro. e) a ineficácia da mão de obra escrava no trabalho urbano, quando comparada com a produtividade do trabalho assalariado. 9. (Unifesp) Os membros da loja maçônica fundada por José Bonifácio em 2 de junho de 1822 (e que no dizer de Frei Caneca não passava de um “clube de aristocratas servis”) juraram “procurar a integridade e independência e felicidade do Brasil como Império constitucional, opondo-se tanto ao depotismo que o altera quanto à anarquia que o dissolve”. Na visão de José Bonifácio e dos membros da referida loja maçônica, o despotismo e a anarquia eram encarnados, respectivamente, a) pelos que defendiam a monarquia e a autonomia das províncias. b) por todos quantos eram a favor da independência e união entre as províncias. c) pelo chamado partido português e os republicanos ou exaltados. d) pelos partidários da separação com Portugal e da união sul-americana. e) pelos partidos que queriam acabar com a escravidão e a centralização do poder. 10. (Unifesp) Realizada a emancipação política em 1822, o Estado no Brasil a) surgiu pronto e acabado, em razão da continuidade dinástica, ao contrário do que ocorreu com os demais países da América do Sul. b) sofreu uma prolongada e difícil etapa de consolidação, tal como ocorreu com os demais países da América do Sul. c) vivenciou, tal como ocorreu com o México, um longo período monárquico e uma curta ocupação estrangeira. d) desconheceu, ao contrário do que ocorreu com os Estados Unidos, guerras externas e conflitos internos. e) adquiriu um espírito interior republicano muito semelhante ao argentino, apesar da forma exterior monárquica. E.O. Dissertativas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. (Unicamp) Passar de Reino a Colônia É desar [derrota] É humilhação que sofrer jamais podia brasileiro de coração. A quadrinha acima reflete o temor vivido no Brasil depois do retorno de D. João VI a Portugal em 1821. Apesar de seu filho Pedro ter ficado como regente, acirrou- -se o antagonismo entre “brasileiros” e “portugueses” até que, em dezembro de 1821, as Cortes de Portugal determinaram o retorno do príncipe. Se ele acatasse, tudo poderia acontecer. Inclusive, dizia d. Leopoldina, “uma Confederação de Povos no sistema democrático como nos Estados Livres da América do Norte”. Eduardo Schnoor, Senhores do Brasil. In: Revista de História da Biblioteca Nacional, n. 48. Rio de Janeiro, set. 2009, p. 36. a) Identifique os riscos temidos pelas elites do centro- -sul do Brasil com o retorno de D. João VI a Lisboa e a pressão das Cortes para que D. Pedro I retornasse a Portugal. b) Explique o que foi a Confederação do Equador. 2. (Unicamp) No tempo da independência, não havia ideias precisas sobre o federalismo. Empregava-se “federação” como sinônimo de “república” e de “democracia”, muitas vezes com o objetivo de confundi-la com o governo popular, embora se tratasse de concepções distintas. Por outro lado, Silvestre Pinheiro Ferreira observava ser geral a aspiração das províncias à autonomia, sem que isso significasse a abolição do governo central da monarquia. Mas a historiografia da independência tendeu a escamotear a existência do projeto federalista, encarando-o apenas como produto de impulsos anárquicos e de ambições personalistas e antipatrióticas. (Adaptado de Evaldo Cabral de Melo, A Outra Independência. O federalismo pernambucano de 1817 a 1824. São Paulo: Ed. 34, 2004, p. 12-14.) a) Identifique no texto dois significados distintos para o federalismo. b) Quais os interesses econômicos envolvidos no processo de independência do Brasil? 3. (Fuvest) Não parece fácil determinar a época em que os habitantes da América lusitana, dispersos pela distância, pela dificuldade de comunicação, pela mútua ignorância, pela diversidade, não raro, de interesses locais, começam a sentir-se unidos por vínculos mais fortes do que todos os contrastes ou indiferenças que os separam, e a querer associar esse sentimento ao desejo de emancipação política. No Brasil, as duas aspirações – a da independência e a da unidade – não nascem juntas e, por longo tempo ainda, não caminham de mãos dadas. Sérgio Buarque de Holanda, A herança colonial – sua desagregação. In: História geral da civilização brasileira. 2. ed., São Paulo: DIFEL, 1965, p. 9. a) Explique qual a diferença entre as aspirações de “independência” e de “unidade” a que o autor se refere. b) Indique e caracterize ao menos um acontecimento histórico relacionado a cada uma das aspirações mencionadas no item a). 4. (Unifesp) A independência do Brasil, quando comparada com a independência dos demais países da América do Sul, apresenta semelhanças e diferenças. Indique as principais a) semelhanças. b) diferenças.
95VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias 5. (Fuvest) O texto (I) e a imagem (II) a seguir foram produzidos por viajantes europeus que estiveram no Brasil na primeira metade do século XIX e procuraram retratar aspectos da sociedade que aqui encontraram. I. “Como em todas as lojas, o mercador se posta por trás de um balcão voltado para a porta, e é sobre ele que distribui aos bebedores a aguardente chamada cachaça, cujo sabor detestável tem algo de cobre e fumaça.” Auguste de Saint-Hilaire, 1816. II. Fonte: Johann Moritz Rugendas, 1935. Indique elementos ou indícios presentes no texto ou na imagem que sinalizem características da época relativas a a) fontes de energia. b) processos de industrialização. c) vida urbana. 6. (Fuvest) O movimento político conhecido como “Confederação do Equador”, ocorrido em 1824 em Pernambuco e em províncias vizinhas, contou com a liderança de figuras como Manuel Carvalho Paes de Andrade e Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Relacione esse movimento com a) o projeto político desenvolvido pela Corte do Rio de Janeiro, na mesma época; b) outros dois movimentos ocorridos em Pernambuco, em anos anteriores. 7. (Unicamp) “Se eu pudesse alguma coisa com Deus, lhe rogaria quisesse dar muita geada anualmente nas terras de serra acima, onde se faz o açúcar; porque a cultura da cana tem sido muito prejudicial aos povos: 1º) porque tem abandonado ou diminuído a cultura do milho e do feijão e a criação dos porcos; estes gêneros têm encarecido, assim como a cultura de trigo, e do algodão e azeite de mamona; 2º) porque tem introduzido muita escravatura, o que empobrece os lavradores, corrompe os costumes e leva ao desprezo pelo trabalho de enxada; 3º) porque tem devastado as belas matas e reduzido a taperas muitas herdades; 4º) porque rouba muitos braços à agricultura, que se empregam no carreto dos africanos; 5º) porque exige grande número de bestas muares que não procriam e que consomem muito milho; 6º) porque diminuiria a feitura da cachaça, que tão prejudicial é do moral e físico dos moradores do campo.” José Bonifácio de Andrada e Silva, Projetos para o Brasil. São Paulo: Companhia das Letras, 1998, p. 181, 182. Retome o texto apresentado, escrito por José Bonifácio de Andrada e Silva. a) Identifique dois aspectos negativos da cultura da cana-de-açúcar mencionados no texto. b) A Assembleia Constituinte, à qual José Bonifácio encaminhou seus projetos sobre a escravidão, foi dissolvida em novembro de 1823 por D. Pedro I, que promulgou uma Constituição em março de 1824. Essa carta outorgada instituiu o Poder Moderador. De que maneira o Poder Moderador levou à centralização da Monarquia? c) Aponte dois fatores que contribuíram para a abolição da escravidão no Brasil. Gabarito E.O. Aprendizagem 1. A 2. B 3. A 4. C 5. A 6. C 7. A 8. A 9. E 10. D E.O. Fixação 1. B 2. D 3. A 4. D 5. D 6. E 7. A 8. E 9. E 10. C E.O. Complementar 1. D 2. E 3. C 4. C 5. A E.O. Dissertativo 1. a) Para Bonifácio, o fim imediato do tráfico de escravos era uma ameaça porque (1) a diminuição da mão de obra escrava geraria uma crise econômica no país e (2) a elite brasileira, extremamente dependente dos escravos, poderia colocar-se contra o governo. b) A Inglaterra desenvolvia uma política de defesa da abolição da escravatura desde o século XIX, basicamente por três motivos, a saber: (1) interesse na exploração da África e, devido a isso, interesse em que a mão de obra africana não saísse do Continente, (2) interesse em diminuir a produção de açúcar do Brasil, para abrir concorrência para o açúcar inglês produzido nas Antilhas no mercado mundial e (3) interesse em transformar a mão de obra escrava em mão de obra paga para ampliar o número de consumidores para seus produtos manufaturados. 2. a) A obra de Pedro Américo mostra D. Pedro I como um herói militar levantando sua espada. A guarda está em destaque e o povo está à margem do fato histórico com um camponês em seu carro de boi. O artista retrata o caráter militar da independência. Mo-
96VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias reaux, por sua vez, representa D. Pedro I como herói popular levantando seu chapéu no centro da tela e ao lado do povo. O povo ganha importância no acontecimento e legitima a ação de D. Pedro I. Moreaux atribui caráter civil ao movimento. b) O que há de comum entre os quadros é a figura de D. Pedro I no centro da tela, ou seja, do acontecimento. As obras abordam o aspecto heroico do 7 de setembro de 1822. Assim, possui um viés positivista de história ao privilegiar o herói destacando o indivíduo em detrimento do coletivo não compreendendo a história enquanto um processo coletivo. 3. Os trechos são: “Imperador Constitucional”; “tendo-nos requerido os povos deste Império, juntos em Câmaras”; ou “que nós quanto antes jurássemos e fizéssemos jurar o Projeto de Constituição”. A justificativa deverá mencionar a relação com as ideias iluministas que propunham mudanças nos regimes políticos monárquicos através do questionamento do poder absoluto dos reis e da promoção de iniciativas no sentido do seu controle. Poderão também ser mencionadas as influências do liberalismo francês, da constituição francesa de 1791, entre outros movimentos políticos. 4. a) Nas primárias que escolhiam os eleitores das províncias, não votavam: estrangeiros não naturalizados; brasileiros sem direitos políticos; menores de 21 anos; menores de 25 anos, excetuando-se os que, tendo mais de 21 anos, fossem casados, bacharéis formados e oficiais militares; índios; mulheres; religiosos regulares; criados de servir; filhos que vivessem na dependência dos pais; todos os detentores de renda anual inferior a 100 mil-réis. b) Alguns requisitos para ser um eleitor nos Colégios Eleitorais: não ser liberto; não estar envolvido em “querelas e devassas” e ter uma renda anual superior a 200 mil-réis. 5. Nos primeiros anos da Independência, o debate político se concentrou no problema da aprovação de uma Constituição. As desavenças entre Dom Pedro e a Assembleia giraram em torno do papel do Imperador, ou seja, das atribuições do Poder Executivo. Os constituintes queriam, por exemplo, que o imperador não tivesse o poder de dissolver a Câmara dos Deputados. Queriam também que ele não tivesse o poder do veto absoluto, isto é, o direito de negar validade a qualquer lei aprovada pelo Legislativo. Nesse sentido, era consenso a escolha da monarquia constitucional, como regime de governo, capaz de sustentar a união até então compartilhada por todos os constituintes de várias regiões do recente império. A carta outorgada de 1824 consolidou, no entanto, a centralização do poder político no Rio de Janeiro, sustentada especialmente pelas camadas de grandes comerciantes e traficantes de escravos. A concentração do poder na esfera do Executivo, ou seja, no Imperador e seus ministros, em detrimento do Poder Legislativo, reforçou o projeto centralizador. 6. a) A pintura alude a diversas características do projeto político monárquico, dentre as quais: • a ideia de soberania da Monarquia frente aos distintos setores da sociedade brasileira recém- -emancipada, conforme pode ser observado na presença de diferentes tipos sociais na cena retratada por Debret. O intuito era garantir a legitimidade do poder do Príncipe junto à população. • a ideia de união das raças com o objetivo de defender o território nacional, conforme pode ser observado na disposição das personagens representadas: indígenas, negros, brancos e mestiços. Essas figuras aparecem em torno do trono, com armas e instrumentos de trabalho em punho, dispostos a defender a Monarquia; • a referência à Monarquia como institui ção protetora da Nação, conforme pode ser verificado na centralidade da personagem que a representa. Essa centralidade é reforçada pela referência ao brasão de D. Pedro I e pela posição ocupada pela figura, que se encontra em plano superior às demais personagens. b) Foram vários os motivos que levaram à mudança da imagem de D. Pedro I, dentre os quais: • as atitudes autoritárias, associadas ao caráter absolutista da formação política do Imperador. Essa atitude pode ser observada, por exemplo, na dissolução da Assembleia Constituinte de 1823, na elaboração da Constituição Outorgada de 1824, que legitimou o poder pessoal do Imperador, e na repressão violenta aos participantes da Confederação do Equador, em Pernambuco; • a dinâmica socioeconômica do I Império, que colocou em choque os interesses das elites brasileiras que tinham na agricultura sua principal atividade econômica, e os interesses das elites portuguesas da Corte, normalmente associados ao grande comércio. Tais divergências, elevadas ao plano político com a formação de dois agrupamentos concorrentes, não conseguiram ser administradas por D. Pedro I; • a insistência e o insucesso na Guerra da Cisplatina (1825-1828), que teve forte impacto no erário público. 7. a) Dentre os fatores que caracterizam a crise do sistema colonial, destacam-se as concepções fisiocráticas e liberais, relacionadas com a transição das práticas mercantilistas para as novas relações capitalistas, bem como com a transição da manufatura para a maquinofatura. Nesse processo, incluem-se a crise do trabalho escravo e a sua substituição pelo trabalho livre e remunerado. A crise do sistema colonial também implica substituição do “pacto colonial”, que compreendia protecionismo, monopólios e privilégios, pelo livre comércio, com repercussões políticas nas regiões colonizadas, onde se manifestaram insurgências que culminaram com os processos de emancipação política e formação dos Estados nacionais no continente americano. b) As comparações entre os Estados Unidos e o Brasil devem considerar, em primeiro lugar, que a república norte-americana emerge da sociedade, representada na frase inicial “Nós, o povo...”, enquanto a Monarquia brasileira demonstra sua origem divina,
97VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias representada na frase “Em nome da Santíssima Trindade...”. Trata-se de uma comparação entre as premissas democrática e absolutista. As diferenças na forma de governo incluem também a existência do Poder Moderador e o respectivo Conselho de Estado como instância complementar da monarquia brasileira, o que não existe na república americana. As concepções legislativas são semelhantes quanto ao aspecto bicameral do parlamento - (Senado e Câmara), mas, no que se refere ao mandato para o Senado, no caso brasileiro, diferentemente do norte-americano, o mandato é vitalício. Notam-se, também, diferenças na composição dos respectivos poderes judiciários. 8. a) Características da Constituição de 1824: a divisão em 4 poderes de Estado, a instituição do regime monárquico, o voto censitário e indireto, a subordinação entre Igreja e Estado; Características da Constituição de 1988: a instauração de uma República federativa, a existência de três poderes de Estado, o voto universal direto, a separação entre Igreja e Estado, entre outras. b) Segundo a Constituição de 1824, o Poder Moderador era a chave da organização política do Estado Imperial, pois sua função era promover e garantir o equilíbrio entre os outros poderes de Estado. Nessa qualidade, o Poder Moderador, privativo do Imperador, permitia a ele, entre outras atribuições, dissolver a Câmara dos Deputados. Assim, numa certa medida, o Poder Moderador ampliava as atribuições do Imperador como chefe do Poder Executivo, estabelecendo possibilidades de intervenção no funcionamento do Legislativo e do Judiciário. 9. a) O Poder Moderador, de uso exclusivo do Imperador, dava a ele a proeminência sobre os demais poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), fazendo com que houvesse concentração de poderes nas mãos do Imperador. b) Tanto Frei Caneca quanto o jornal O Pharol criticam a criação e o uso do Poder Moderador, porque o mesmo dava amplos poderes ao Imperador. 10. Tradicionalmente, essa disputa é entendida entre dois grupos da elite: a elite brasileira, formada pelos proprietários rurais e articuladores da Independência, e a elite de origem lusitana instalada no Brasil, vinculada ao comércio, e que havia sido contrária à Independência. Esses dois grupos procuraram estabelecer influência sobre D. Pedro I, destacando-se o segundo, que conseguiu impor a Constituição de 1824, de tendência absolutista. Podem-se perceber ainda outros interesses em disputa, como das elites regionais aliada a setores intelectualizados, principalmente do norte (nordeste), que pretendia maior autonomia para as províncias, destacando-se ideais republicanos. E.O. Enem 1. E 2. B E.O. UERJ Exame Discursivo 1. Um dos setores e uma das respectivas razões: • traficantes de escravos / discordância em relação ao acordo assinado com a Inglaterra pelo fim do tráfico de escravos • comerciantes nativos / insatisfação com as vantagens e privilégios dispensados pelo imperador aos comerciantes portugueses e ingleses • grandes proprietários de escravos e terras / insatisfação com os altos impostos, com a centralização política imposta por Pedro I e com o acordo relativo ao final do tráfico • grupos médios urbanos liberais / defesa do federalismo, reivindicação de reformas à Constituição de 1824, crítica ao endividamento do Estado, aos rumos da Guerra da Cisplatina e ao envolvimento do Imperador na sucessão portuguesa • Um dos motivos: • crise da economia açucareira • gastos com a estruturação do Estado Imperial • dívidas geradas pelas Guerras de Inde pendência e da Cisplatina • acordos comerciais desfavoráveis assina dos, principalmente, com Portugal e Inglaterra 2. A Confederação do Equador foi a principal rebelião contra a política autoritária e centralizadora de D. Pedro I, após outorgar a Constituição de 1824, quando impôs a nomeação de Francisco Paes Barreto como presidente da província de Pernambuco; em lugar de Pais de Andrade, apoiado pelo povo. A Confederação foi um movimento separatista, de caráter republicano e liberal, que pretendia a organização de um novo Estado reunindo as províncias do norte (nordeste), constituído a partir da organização dos três poderes de Estado. E.O. Objetivas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. B 2. C 3. A 4. C 5. E 6. C 7. C 8. A 9. C 10. B E.O. Dissertativas (Unesp, Fuvest, Unicamp e Unifesp) 1. a) As elites brasileiras temiam a recolonização do Brasil. Este temor estava baseado na política desenvolvida pelas cortes portuguesas que adotaram medidas liberais em Portugal, como a elaboração de uma Constituição e a limitação do poder real, mas, frente ao Brasil, desenvolveram uma política conservadora que pretendia o fechamento dos portos, restaurando o monopólio comercial perdido em 1808 e a situação colonial. Essa política restauradora dos portugueses contrariava os interesses da elite, formada por grandes proprietários rurais, que lucravam mais com os portos abertos e o comércio realizado diretamente. b) Após a Independência do Brasil, iniciou-se o processo de organização do Estado, caracterizado pelos
98VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias choques de interesses, principalmente de “brasileiros” e “portugueses” (defensores de Portugal, mas residentes no Brasil e ligados ao comércio). Nesse contexto, D. Pedro I outorgou a Constituição, autoritária e centralizadora. A luta contra o autoritarismo imperial manifestou-se no mesmo ano quando da eclosão de uma grande rebelião em Pernambuco, que se alastrou pelo nordeste, com caráter separatista e republicano, denominada Confederação do Equador. 2. a) De acordo com o texto, o federalismo poderia significar a autonomia provincial, porém sem a abolição do governo central, e também democracia, república ou governo popular. b) Pode-se apontar entre os interesses econômicos envolvidos no processo de independência do Brasil, o interesse inglês em romper o pacto colonial português sobre Brasil evidenciado no apoio à transferência da Corte Portuguesa para o Brasil e nos benefícios obtidos com a Abertura dos Portos brasileiros em 1808, o interesse da aristocracia agroexportadora em defender o livre comércio e preservar seus privilégios e o interesse português em restaurar o monopólio do comércio com o Brasil quando da instalação das Cortes Portuguesas (Parlamento) a partir da Revolução do Porto em 1820. 3. a) Os primeiros movimentos de emancipação frente à metrópole surgiram com força no decorrer do século XVIII e foram fortemente influenciados pela percepção de que a exploração portuguesa impedia o desenvolvimento, assim como pelos ideais iluministas, mas nesse momento não havia a preocupação em discutir a unidade territorial. Na década de 1820, enquanto o desejo de independência era percebido em toda a elite colonial de diferentes regiões do Brasil, o “unitarismo” era rejeitado, pois as elites regionais, principalmente do nordeste, defendiam uma situação de autonomia ou mesmo de separação em relação ao restante do Brasil. b) diversos movimentos emancipacionistas podem ser destacados, sendo o mais conhecido a “Inconfidência Mineira”, liderado pela elite econômica e intelectual da região, que vivia a decadência da mineração e os abusos da política lusitana desde a implantação da derrama. Quanto à questão da unidade territorial, destaca-se a “Confederação do Equador”, nascida em Pernambuco e espalhada pelo nordeste, contra a centralização e autoritarismo do imperador D. Pedro I, pretendeu a formação de um Estado independente na região. 4. a) Semelhanças: Tanto no Brasil, como nas colônias espanholas, os processos de independência foram conduzidos sob a liderança das elites econômicas coloniais, influenciadas pela ideologia liberal; em ambos os casos houve interferência da Inglaterra em favor da emancipação, interessada no fim do Pacto Colonial devido à demanda por mercados em decorrência de sua industrialização; consolidadas as emancipações, as elites econômicas que se constituiram também em oligarquias políticas, assumiram o controle dos recém-fundados Estados nacionais latinoamericanos, não promovendo alterações na estrutura social e econômica do período colonial e impediram a participação política dos segmentos populares. b) Diferenças: O caso brasileiro é considerado “suis generis”, pois a independência em relação a Portugal não se deu através de revoltas ou revoluções, sendo efetivada em 1822, sob a liderança do príncipe regente português no Brasil, D. Pedro I; foi adotado o regime monárquico de governo e foi preservada a unidade política nacional. • Na América Espanhola, a independência das colônias, liderada pelos “criollos” (descendentes de espanhóis nascidos na América que constituíam a elite econômica), foi conquistada através de guerras prolongadas, com batalhas sangrentas; consolidada a autonomia política, foi adotado o regime republicano presidencialista e as antigas colônias fragmentaram-se, dando origem aos vários Estados nacionais atuais de língua espanhola na América do Sul. 5. a) As expressões “cachaça” e “algo de cobre e fumaça” presentes no texto indicam a destilação de aguardente em alambiques com utilização de energia térmica nas fornalhas. b) As mesmas expressões podem ser consideradas indicativas da existência de atividade industrial no período ao qual pertencem o texto e a imagem. Tal indústria devia caracterizar-se pelo processo de manufatura, pois as datas do texto e da imagem são anteriores a maquinofatura da Revolução Industrial. c) A descrição da loja feita no texto e os elementos presentes na tela de Rugendas são indicativos os da vida urbana da época, do pequeno comércio e do escravismo. 6. a) A Confederação do Equador foi um movimento deflagrado em Pernambuco como resposta a centralização de poder nas mãos do Imperador Pedro I, conferida pela outorga da Constituição de 1824. b) Guerra dos Mascates (1710), que foi igualmente “anti-Portugal” e Revolução Pernambucana (1817), de caráter liberal, federalista e anti-Portugal. 7. a) Entre os aspectos negativos mencionados no texto, pode-se destacar: a diminuição da produção de gêneros para o mercado interno, com a consequente elevação dos preços e o emprego do trabalho escravo que segundo o autor, “... empobrece os lavradores, corrompe os costumes e leva ao desprezo pelo trabalho de enxada...”. Pode-se mencionar ainda, a derrubada das matas.
99VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias b) O Poder Moderador, constante na Constituição imperial, conferia ao imperador autoridade para interferir nos demais poderes. Por exemplo, podia o imperador dissolver a Câmara dos Deputados, convocar ou anular eleições, nomear ou demitir juízes e empossar Senadores. Assim sendo, o Poder Moderador representava o fortalecimento do poder imperial, através do fortalecimento do Poder Executivo, dando a monarquia um caráter centralista. c) Entre os fatores que contribuíram para a abolição da escravidão pode-se mencionar o fim do tráfico negreiro, estabelecido pela Lei Eusébio de Queirós em 1850, que levou a uma diminuição gradativa do número de escravos e a Campanha Abolicionista, que envolveu setores da classe média e intelectuais.
100VOLUME 3 CIÊNCIAS HUMANAS e suas tecnologias E.O. Aprendizagem 1. (Mackenzie) Quem viver em Pernambuco Há de estar enganado Que ou há de ser Cavalcanti Ou a de ser cavalgado Quem for para Pernambuco Leve contas pra rezar Pernambuco é purgatório Onde a gente vai penar (Quadrinhas populares da época) As revoluções de 1848, na Europa, marcam o fim de um ciclo revolucionário iniciado em 1789, com a Revolução Francesa. No Brasil, a Revolução Praieira, em 1848, também representou o fim das agitações políticas e sociais iniciadas com o processo de organização do Império brasileiro. A respeito desse episódio, considere as assertivas abaixo. I. É remanescente do contexto revolucionário do Período Regencial, pois marca o confronto político entre liberais e conservadores pelo poder, porém possui uma forte conotação social, uma vez que manifesta a insatisfação das classes populares contra a concentração da propriedade fundiária. II. A vitória dos praieiros, revoltosos pernambucanos, deu início ao processo de rejeição, por parte das elites brasileiras, ao poder centralizador monárquico. III. A rebelião praieira foi o último movimento liberal a defender o modelo descentralizado de poder para o país. Assinale a alternativa correta. a) Somente a afirmativa I está correta. b) Somente a afirmativa II está correta. c) Somente a afirmativa III está correta. d) Somente as afirmativas I e II estão corretas. e) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 2. (Espcex) “O mais duradouro movimento rebelde do Império foi a Revolução Farroupilha, ocorrida no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, entre 1835-1845. [...] Em 1836, após importantes vitórias sobre as tropas legalistas, os farroupilhas proclamaram a República Rio Grandense”. (BOULOS JR, 2011) Em 1842, Luís Alves de Lima e Silva, então Barão de Caxias, é enviado pelo Império para comandar as forças legalistas. A atuação de Caxias pacificou a região já no ano de 1845. Abaixo são listadas algumas medidas que poderiam ser utilizadas para solução do conflito: I. Repressão violenta com prisão e fuzilamento de todos os líderes do movimento farroupilha. II. Aumento de taxas de importação do charque platino para tornar o similar rio-grandense-do-sul mais competitivo no mercado nacional. III. Cerco impiedoso sobre as maiores cidades rebeladas, provocando a morte de milhares de civis, minando a moral do inimigo e levando os insurretos à rendição. IV. Incorporação ao Exército Brasileiro de comandantes farroupilhas com os mesmos postos que ocupavam nas tropas rebeldes. V. Reconhecimento, pelo governo imperial, da liberdade dos escravos que lutaram na revolução como soldados. Na ocasião, Caxias propôs: a) todas as medidas acima listadas. b) apenas as medidas I, II e III. c) apenas as medidas I, III e IV. d) apenas as medidas II, III e V. e) apenas as medidas II, IV e V. 3. (Uece) O período historicamente conhecido como Período Regencial foi caracterizado: a) por rebeliões populares cujas ações exigiam o retorno da antiga realidade social com a volta de Pedro I ao poder. b) pela promoção política e pela ascensão social dos setores menos favorecidos proporcionadas pelos regentes. c) por um conjunto de rebeliões populares que clamavam pelo estabelecimento da republica e pelo final da escravidão. d) pela convulsão política que desencadeou várias rebeliões que questionavam as estruturas estabelecidas. 4. (Espm) Num momento da história do império conhecido como “avanço liberal”, durante as regências, foram adotadas algumas medidas que concediam maior poder à representação local. (Sonia Guarita do Amaral. O Brasil como império) Aponte entre as alternativas aquela que apresente duas reformas liberais: a) Ato Adicional – Reforma do Código de Processo Criminal. b) Lei de Terras – Lei Saraiva Cotegipe. c) Lei Rio Branco – Código de Processo Criminal. d) Tarifa Alves Branco – Lei Interpretativa do Ato Adicional. e) Código de Processo Criminal – Ato Adicional. REGÊNCIA (1831-1840) E SEGUNDO REINADO: POLÍTICA INTERNA (1840-1889) COMPETÊNCIA(s) 1, 2, 3 e 5 HABILIDADE(s) 1, 9, 10, 11, 13, 14, 15 e 22 CH AULAS 19 E 20