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METROFERROVIÁRIO - APOSTILA - Material Rodante

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Published by Alan carlos Designer, 2024-01-03 14:23:24

METROFERROVIÁRIO - APOSTILA - Material Rodante

METROFERROVIÁRIO - APOSTILA - Material Rodante

CARGAS b) Cabo de aço pesadas como máquinas agrícolas e peças. Nos terminais de carga, o seu manuseio é feito por pessoal material que pode provocar lesões em casos de má operação. O uso de ferramentas próprias, como os esticadores é imprescindível no seu tensionamento, garantindo o mínimo de movimentação da carga. Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015) Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015)


MATERIAL RODANTE c) Cinta de náilon O náilon é o nome genérico para a família das poliamidassintéticas. Esse material é de grande utilização e empregado em vários segmentos como em amarras de cargas. O uso das cintas de náilon é comum em produtos como vergalhões, bobinas e caixas de madeira ou papelão, contendo peças ou equipamentos. pelo seu rompimento antes da sua chegada ao terminal de descarga. Nas vistorias, ao observar o rompimento das cintas de náilon, devemos comunicar o fato ao Centro de Controle ou à Estação, que providenciará a aferição do produto e nova amarração. d) Corrente - des peças e maquinários pesados como tratores, equipamentos e estruturas. Constituem de elos interla- - dades ou a sua ancoragem no vagão por meio de cadeados ou terminais próprios. Também são utilizados O náilon (cujo nome original é nylon) foi criado em 1935 pelo químico Wallace Hume Carothers, sendo a primeira fibra sintética produzida pelo homem. CURIOSI DADES Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015)


CARGAS 8.18 PROCESSO E CONDIÇÕES ADEQUADAS DE FIXAÇÃO DE CARGAS próprio cliente, atendendo às normas de segurança, de acordo com a necessidade de cada mercadoria e garantindo o seu adequado acondicionamento. Para cada produto, existe um padrão de procedimento supervisor ou similar que, ao término desse serviço, fará a inspeção da carga, atestando a sua condição dentro dos critérios estabelecidos. Como requisito de segurança no transporte de cargas, é imprescindível a utilização de vagões adequados e livres de resíduos e sujidades. Vimos anteriormente o quanto a limpeza dos vagões é importante para evitar contaminações e até mesmo acidentes. Agora, ressaltamos que os vagões, além limpos, devem oferecer uma estrutura que garanta o acondicionamento correto da carga, anulando os movimentos durante todas as condições de operação e sem interferências que prejudiquem 8.19 POSS ÍVEIS ANOMALIAS EM FIXAÇÃO - laridades mais comuns encontradas e suas consequências. Não deixemos que isso ocorra, não é mesmo? 8.19.1 - FALTA DE AMARRAÇÕES As amarrações de cargas devem ser consideradas essenciais para a circulação do vagão carregado, e a falta delas impossibilita a sua movimentação, até mesmo para pequenas manobras. O risco de ocorrer um acidente deve ser considerado e por isso devemossolicitar a devida amarração da carga antes de qualquer deslocamento do veículo. Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015)


MATERIAL RODANTE 8.19.2 - AMARRAÇÃO INCORRETA As amarrações incorretas caracterizam-se pela incompatibilidade do processo em relação às cargas ou ao manuseio incorreto, que gera um grande risco para a operação e também para as comunidades ao longo da linha. Essa condição pode, a qualquer momento, causar o deslocamento da carga, alterar o seu - da evitando paliativos. 8.20 RISCOS PESSOAIS E OPERACIONAIS DA VISTORIA DE FIXAÇÃO DE CARGA Presença de bueiros, canaletas, piso irregular e vegetação alta, propiciando a queda do trabalhador ou picada de animais peçonhentos; Acesso às escadas ou plataformas de vagões quando poderão ocorrer acidentes; Movimentação súbita da carga com possibilidade de soterramento do trabalhador. 8.21 EPI’S NECESSÁRIOS À ATIVIDADE DE VISTORIA DE CARGAS Para minimizar os riscos decorrentes desta atividade, é obrigatório o uso dos seguintes equipamentos de proteção individual, EPI’s: a) Capacete para proteção do crânio contra impactos de objetos sobre o crânio; b) Óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes; c) Luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos, escoriantes, cortantes e/ou perfurocortantes; d) Perneiras para proteção das pernas contra picadas de animais peçonhentos, agentes abrasivos e escoriantes; e) Calçados para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos; f) Cinturão para proteção contra quedas nos trabalhos em altura. Em caso de ocorrência de chuva, o trabalhador deverá fazer uso de vestimenta para proteção do tronco contra riscos de origem meteorológica em áreas descobertas. visualização no período noturno e também atentar para as orientações de segurança mencionadas nos procedimentos operacionais estabelecidos pela empresa.


CARGAS 8.22 TIPOS DE LACRES Até 1967, no Brasil e no mundo, o lacre de chumbo era utilizado em todos os tipos de selagem. Devido ao seu custo e nocividade, por ser um material tóxico, esse produto tornou-se inviável. Assim, foi substituído pelo lacre de polipropileno, cujas características de inviolabilidade e simplicidade de manuseio jusutilizados de acordo com a necessidade de cada situação. Apresentaremos agora, aqueles que são mais a) Cadeados Os cadeados em aço blindado funcionam como fechaduras portáteis, garantindo maiorsegurança contra saques ou sabotagem de equipamentos e instalações expostos ou isolados ao longo da via permanente, como os aparelhos de mudança de via - AMV’s , EOT’s e cabines de equipamentos elétricos. Existem também lacres similares ao cadeado, confeccionados em náilon, descartáveis e utilizados para selar equipamentos e armários elétricos, entre outros. Figura 85 - Equipamento exposto (AMV) que utiliza cadeado b) Lacres de aço O s lacres de aço contemplam a selagem de inúmeros equipamentos, cargas e dispositivos, de acordo com o seu modelo, exceto para o setor elétrico, devido ao seu material. No transporte ferroviário, podemos citar sua utilização no lacre de vergalhões, válvulas de descargas de vagões-tanque, travas de escotilhas, tremonhas e portas articuladas entre outros. Fonte: MOREIRA, Daniel (2015)


MATERIAL RODANTE Figura 86 - Utilização do lacre de aço c) Lacres de náilon Assim como os lacres de aço, existem também diferentes modelos de lacres de náílon para atender cargas e equipamentos variados de pequeno porte principalmente elétricos, como dispositivos de segurança, embalagens, armários e materiais elétricos de locomotivas, entre outros. Figura 87 - Utilização do lacre de náilon 8.23 NECESS IDADE DE UTILIZAÇÃO DE LACRES Oslacressão utilizados contra a violação de cargas ou para evitar o manuseio de equipamentos bloqueados, visando resguardá-los e assegurá-los quanto à sua inviolabilidade enquanto permanecerem intactos. O seu rompimento depende de autorização do setor responsável. Fonte: MOREIRA, Daniel (2015) Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015)


CARGAS 8.24 POSS ÍVEIS ANOMALIAS EM LACRES No processo de vistoria de lacres, podemos encontrar irregularidades que denunciam violação às regras. A seguir, conheça algumas delas e procedimentos de correção: a) Falta de lacres - ciará a aferição do produto ou equipamento e registro de ocorrência, efetuando novo lacre. b) Lacres violados - videnciará a aferição do produto ou equipamento e registro de ocorrência, efetuando novo lacre. Vale ressaltar que, em ambas as situações, tanto na violação ou ausência de lacres, pode ser instaurada uma investigação e, em sua apuração, o responsável estará sujeito à aplicação de medida disciplinar. 8.25 RISCOS PESSOAIS E OPERACIONAIS DA VERIFICAÇÃO DE LACRES Presença de bueiros, canaletas, piso irregular e vegetação alta, possibilitando a queda do trabalhador ou picada de animais peçonhentos; Acesso às escadas ou plataformas de vagões, quando poderá ocorrer acidentes. 8.26 EPI’S NECESSÁRIOS À ATIVIDADE DE VERIFICAÇÃO DE LACRES - guintes equipamentos de proteção individual, EPI’s: a) Capacete para proteção do crânio contra impactos de objetos sobre o crânio b) Óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes; c) Luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos, escoriantes, cortantes e/ou perfurocortantes; d) Perneiras para proteção das pernas contra picadas de animais peçonhentos, agentes abrasivos e escoriantes; e) Calçados para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos; f) Cinturão para proteção contra quedas nos trabalhos em altura. Em caso de ocorrência de chuva, o trabalhador deverá fazer uso de vestimenta para proteção do tronco contra riscos de origem meteorológica em áreas descobertas


MATERIAL RODANTE visualização no período noturno e também atentar para as orientações de segurança mencionadas nos procedimentos operacionais estabelecidos pela empresa. 8.27 CARGAS PERIGOSAS: CONCEITO E LEGISLAÇÃO Entende-se por carga perigosa todo produto que, por sua natureza ou característica de deslocamento, ofereçam riscos operacionais à saúde e ao meio ambiente no seu transporte. Portanto, todo cuidado e atenção são fundamentais! Esse tipo de carga pode ser um produto que, por sua natureza, não oferece riscos, mas quando é transportada pode tornar-se perigosa em função do seu mau acondicionamento ou movimentação no percurso. Cargas como toras, trilhos, bobinas, contêineres soltos, grandes peças ou qualquer outra que esteja sujeita a deslocamentos estão inseridas nesta categoria e seguem normas na operação ferroviária. Outra carga considerada perigosa é aquela que, por sua própria natureza já oferece riscos à saúde e ao meio ambiente, como produtos químicos e combustíveis. Ambas estão sujeitas às normas estabelecidas pela ANTT — Agência Nacional de Transportes Terrestres, que regulamenta o transporte ferroviário e rodoviário do país. No Brasil, até 1983, não existia normas a respeito do transporte de produtos perigosos, até que, nesse ano, ocorreu um acidente rodoviário na cidade do Rio de Janeiro com o Pentaclorofenato de sódio (número de risco da ONU 2567), um produto químico conhecido como pó da China. A primeira regulamentação surgiu com o Decreto Lei 2.063/83, que determinava a cobrança de multas para asinfrações decorrentes do transporte de produtos perigosos e dava destino aos valores arrecadados. A partir desse decreto, surgiram Decreto 98.973/90. Figura 88 - Ilustração da legislação Para conhecer na íntegra o Decreto 98.973/90, acesse o site: http://presrepublica.jusbrasil.com.br/legislacao/110521/decreto-98973-90?ref=topic_feed SAIBA MAIS Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015)


CARGAS 8.28 TIPOS DE CARGAS PERIGOSAS E PARTI CULARIDADES DO TRANSPORTE CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE Entre as cargas perigosas, estão aquelas sujeitas a deslocamentos e os produtos perigosos, que podem causar danos à saúde das pessoas e ao meio ambiente. Conforme legislação vigente, conheceremos as particularidades em seu transporte: O transporte de produtos perigosos deverá ser feito por pessoal treinado, com velocidade restrita e ser o mais direto possível, evitando paradas, principalmente em áreas urbanas. Vagões carregados com toras, trilhos, grandes peças, bobinas, contêiner solto, estrutura ou qualquer carga que esteja sujeita a deslocamento, não poderão viajar posicionadosjunto a locomotivas. Deverá existir no mínimo 1 (um) veículo de proteção que não seja plataforma. Vagões carregados com qualquer produto perigoso, a exemplo do cianeto de sódio, peróxido de hidrogênio, amônia entre outros, deverão ter, no mínimo, 4 (quatro) veículos de proteção até a locomotiva. É imprescindível que cada trem, transportando produto perigoso, contenha um kit de emergência com EPI’s e ferramentas compatíveis para intervenções em caso de vazamentos, além dosseguintes documentos: a) Declaração emitida pelo expedidor, contendo o número e nome apropriados para o embarque, a classe e, quando for o caso, a subclasse à qual o produto pertence e declaração de que o produto está adequadamente acondicionado; b) Ficha de emergência: documento que traz informações do produto, seus riscos, procedimentos em caso de acidente ou vazamento, número de telefones emergenciais e EPI’s indispensáveis para manuseio do produto. 8.29 - IDENTIFICAÇÃO ESPECÍFICA DE CARGAS PERIGOSAS CONFORME LEGISLAÇÃO VIGENTE Todo veículo que transporta produtos perigosos,seja rodoviário ou ferroviário, deve utilizar duas placas - - ções e importância. Vamos lá! Rótulos de Riscos: têm a forma de um quadrado, colocada num ângulo de 45º (forma de losango), po- - goso. São divididos em duas metades: - classes 1.4, 1.5 e 1.6. 2) A metade inferior destina-se a exibir o número da classe ou subclasse de risco e o seu grupo de com-


MATERIAL RODANTE seguir um exemplo dessa aplicação. Figura 89 - Ilustração explicativa do rótulo de risco - tabela a seguir. Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015) CLASSIFICAÇÃO SUBCLASSE DEFINIÇ ÕES Classe 1 Explosivos Substância e artigos com risco de explosão em massa. 1.2 Substância e artigos com risco de projeção, massem risco de explosão em massa. 1.3 Substâncias e artigos com risco de fogo e com pequeno risco de explosão ou de projeção, ou ambos, massem risco de explosão em massa. 1.4 1.5 Substâncias muito insensíveis, com risco de explosão em massa; 1.6 Artigos extremamente insensíveis, sem risco de explosão em massa. Classe 2 Gases 2.1 2.2 - rem em outra subclasse. 2.3 Gases tóxicos: são gases, reconhecida ou supostamente, tóxicos e corrosivos que constituam Classe 3 - em ensaio de vaso fechado, ou até 65,6ºC, em ensaio de vaso aberto, ou ainda os explosivos líquidosinsensibilizados dissolvidos ou suspensos em água ou outras substâncias líquidas.


CARGAS Substâncias sujeitas à combustão espontânea; substâncias que, em contato com água, emitem gases 4.1 que, em condições de transporte, sejam facilmente combustíveis, ou que por atrito possam causarfogo ou contribuir para tal; substâncias autorreagentes que possam sofrerreação fortemente exotérmica; explosivossólidos insensibilizados que possam explodir se não 4.2 Substânciassujeitas à combustão espontânea: substânciassujeitas a aquecimento espontâneo em condições normais de transporte, ou a aquecimento em contato com ar, podendo 4.3 - Classe 5 Substâncias Oxidantes e Peróxidos Orgânicos 5.1 Substâncias oxidantes: são substâncias que podem, em geral pela liberação de oxigênio, causar a combustão de outros materiais ou contribuir para isso. 5.2 Peróxidos orgânicos: são poderosos agentes oxidantes, considerados como derivados do peróxido de hidrogênio, termicamente instáveis que podem sofrer decomposição exotérmica auto-acelerável. Classe 6 SubstânciasTóxicas e Substâncias Infectantes 6.1 Substânciastóxicas: são substâncias capazes de provocar morte, lesões graves ou danos à saúde humana, se ingeridas ou inaladas, ou se entrarem em contato com a pele. 6.2 Substânciasinfectantes: são substâncias que contêm ou possam conter patógenos capazes de provocar doenças infecciosas em seres humanos ou em animais. Classe 7 Material radioativo - Qualquer material ou substância que contenha radionuclídeos, cuja concentração de ativiClasse 8 Substâncias corrosivas - São substâncias que, por ação química, causam severos danos quando em contato com próprio veículo. Classe 9 Substâncias e Artigos Perigosos Diversos - São aqueles que apresentam, durante o transporte, um risco não abrangido por nenhuma das outras classes.


MATERIAL RODANTE Figura 90 - Rótulos de Riscos de acordo com cada classe Para saber mais sobre as placas de identificação de produtos perigosos e orientações de emergência acesse o site: http://www.transitolegal.com.br/transitolegal/sinalizacoes/perigosos.htm SAIBA MAIS Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015)


CARGAS Figura 91 - Desenho explicativo de uma placa de painel de segurança Número de Risco Para que você compreenda melhor, explicaremos cada grupo de números do Painel de segurança, coa) O primeiro algarismo representa o risco principal do produto. b) O segundo e o terceiro algarismo representam osriscossecundários. Pelo Número de Risco, podemos conhecer o perigo que aquele material oferece. Podemos saber, por exemplo, se o produto é explosivo, carga, os riscos e como devemos lidar com cada uma delas. Tabela 6 - Riscos do primeiro algarismo do número de risco Continuando, conheceremos agora o risco de cada algarismo que ocupa a segunda posição. Veja: Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015) NUMERO DE RISCO NUMERO DA ONU IDENTIFICAÇÃO DO PRODUTO TRANSPORTADO 2 Gás 3 4 5 Substância oxidante ou peróxido orgânico 6 Substância tóxica 7 Substância radioativa 8 Substância corrosiva


MATERIAL RODANTE Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015) NÚMERO DE RISCO PRODUTO 20 22 223 225 23 239 25 26 Gás tóxico 263 265 268 Gás tóxico, corrosivo 30 60,5°C, aquecido a uma temperatura igual ou superior a seu PFg, ou líquido sujeito a autoaquecimento 323 X323 33 333 Líquido pirofórico X333 Líquido pirofórico, que reage perigosamente com água(*) 336 338 X338 339 36 362 X362 368 CLASSIFICAÇÃO DE RISCO 0 Ausência de riscos 1 Explosivo 2 Emana gás 3 4 Fundido 5 Oxidante 6 Tóxico 7 Radioativo 8 Corrosivo 9 Reação violenta por decomposição espontânea ou por polimerização


CARGAS 38 - to, corrosivo. 382 X382 39 40 423 X423 43 44 446 46 462 X462 Sólido que reage perigosamente com água, desprendendo gasestóxicos (*) 48 482 X482 Sólido que reage perigosamente com água, desprendendo gases corrosivos (*) 50 539 55 556 558 559 56 568 58 59 60 Substância tóxica ou levemente tóxica 606 Substância infectante 623 63 638 639 64 642 65 66 Substância altamente tóxica 663 664 665 668 Substância altamente tóxica, corrosiva 669 Substância altamente tóxica que pode conduzir espontaneamente a violenta reação 68 Substância tóxica, corrosiva 69 Substância tóxica ou levemente tóxica pode conduzir espontaneamente a violenta reação 70 Materialradioativo


MATERIAL RODANTE Número ONU Fica na parte inferior do Painel e é estabelecido pela ONU. Trata-se de um número constituído de quatro algarismos que representa o produto transportado. Por meio desse número, e consultando os guias espeda ONU: 72 Gás radioativo 723 73 74 75 76 Materialradioativo, tóxico 78 Materialradioativo, corrosivo 80 Substância corrosiva ou levemente corrosiva X80 Substância corrosiva ou levemente corrosiva, que reage perigosamente com água(*) 823 83 X83 água(*) 839 espontaneamente a violenta reação X839 - eamente a violenta reação e que reage perigosamente com água(*) 84 842 85 856 86 Substância corrosiva ou levemente corrosiva, tóxica 88 Substância altamente corrosiva X88 Substância altamente corrosiva, que reage perigosamente com água(*) 883 884 885 886 Substância altamente corrosiva, tóxica X886 Substância altamente corrosiva, tóxica, que reage perigosamente com água(*) 90 Substâncias que apresentam risco para o meio ambiente; substâncias perigosas diversas 99 Substâncias perigosas diversas, transportadas em temperatura elevada PFg = Ponto de Fulgor; Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015)


CARGAS Tabela 9 - Alguns números da ONU e sua respectiva leitura Figura 92 - Aplicação das placas O site da ABIQUIM, Associação Brasileira da Indústria Química, http://abiquim.org.br/ geral_print.asp?pag=cur_prog&idCurso=541, possui a lista com mais de 3000 produtos e o seu número da ONU. Veja lá! SAIBA MAIS Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015) Fonte: MOREIRA, Daniel (2015) Nº ONU IDENTIFICAÇÃO DOS PRODUTOS 1001 Acetileno 1017 Cloro 1075 GLP (Gás Liquefeito de Petróleo) 1120 Butanol 1170 Álcool 1202 Óleo Diesel 1203 Gasolina 1212 Isobutanol 1230 Metanol 1307 Paraxileno 1350 Enxofre 1689 Cianeto de sódio 1824 Soda cáustica 2015 Peróxido de hidrogênio 3082 Óleo combustível 3318 Amônia


MATERIAL RODANTE 8.30 IMPORTÂNCIA DA LEGIBILIDADE DA IDENTIFICAÇÃO Os painéis de segurança e os rótulos de riscos devem ser posicionados no vagão, facilitando sua visualização, além de ter suas características de informação legíveis. Esse processo é muito importante para mais adequado para cada produto perigoso e, consequentemente, na redução dos riscos inerentes. 8.31 RISCOS OPERACIONAIS NO TRANSPORTE DE CARGAS PERIGOSAS O transporte de cargas perigosas pode oferecer riscos operacionais e pessoais em situações de vazamentos, mau acondicionamento e inabilidade na operação de carga e descarga de vagões. Essas condições podem resultar na contaminação do solo, incêndios, explosões e acidentes pessoais graves. É fundamental o conhecimento e a aplicação dos procedimentos de segurança pelos responsáveis, visando à diminuição dos riscos e à condução assertiva em casos emergenciais. Osriscos existentes em cada produto perigoso devem ser conhecidos e jamaisignorados ou subestimados. No próximo Casos e Relatos, teremos um exemplo de descumprimento dessa regra que, infelizmente, Em 1983, próximo ao perímetro urbano de uma pequena cidade, aconteceu um dos acidentes mais graves da história da ferrovia no Brasil. O descarrilamento de alguns vagões causou o vazamento da carga de gasolina que escorria em direção às casas, situadas abaixo da linha. A população que desconhecia o alto risco do produto, ou o ignorava, recolhia-o em recipientes, armazenando-o de forma irregular em suas casas. No alvoroço pela oportunidade de ter um “posto de gasolina” no quintal de sua casa, homens, mulheres e crianças carregavam o combustível como podiam, em baldes, latas, bacias ou o que dispunham. A chegada da polícia inibiu a continuidade dossaques, mas não anteviu o que estava para acontecer. Após controlar o vazamento, quando a equipe de socorro da ferrovia ainda trabalhava no local, houve uma explosão em um dos vagões acidentados que certamente foi provocada por alguma centelha. Foi o mesmo que acender um fósforo no paiol! O fogo criado pela explosão atingiu o solo, ainda encharcado pela gasolina, seguindo o caminho percorrido naturalmente pela carga até as casas, e muitas delastinham estoque do produto. As explosões aconteceram em sequência, e o fogo se alastrou, causando uma grande tragédia. Ao total foram contabilizadas várias mortes e centenas de feridos nesse terrível acidente, que poderia ter sido evitado. Não podemos permitir que casos assim, tão cruéis, aconteçam para realmente entendermos a periculosidade de alguns produtos. CASOS E RELATOS


CARGAS - tar nossos familiares, vizinhos e amigossobre os riscos no manuseio irresponsável de produtos perigosos? Figura 93 - Acidente com vagões-tanque 8.32 NECESS IDADE E IMPORTÂNCIA DA VERIFICAÇÃO DA IDENTIFICAÇÃO - - 8.33 POSS ÍVEIS ANOMALIAS NA IDENTIFICAÇÃO (RÓTULO DE SEGURANÇA E PAINEL DE RI SCO) DE CARGAS PERIGOSAS - cam a correta leitura da identidade da carga e que interferem nas ações que dependem de informações precisas do produto. ausência dos rótulos de segurança ou painéis de riscos; má condição de leitura dos rótulos de segurança ou painéis de risco ilegíveis; rótulos de segurança ou painéis de risco não condizentes com a carga ou seja, não informam correO Boletim do Trem (BT) é um documento essencial para a sua circulação. Nele estão contidas várias informações como quantidade de vagões, locomotivas, destino, peso e produtos transportados. CURIOSI DADES Fonte: PAZ, Alexandre; AGUIAR, Leonardo (2015)


MATERIAL RODANTE tamente a sua identidade real. Essasirregularidades devem ser comunicadas aosresponsáveis, que providenciarão as devidas correções. 8.34 RISCOS OPERACIONAIS DA VERIFICAÇÃO DA IDENTIFICAÇÃO DE CARGAS PERIGOSAS riscos como: Presença de bueiros, canaletas, piso irregular e vegetação alta, possibilitando a queda do trabalhador ou picada de animais peçonhentos; Acesso às escadas ou plataformas de vagões quando poderão ocorrer acidentes. Exposição às cargas com vazamentos, que podem causar queimaduras, intoxicações e/ou contaminações. 8.35 EPI’S NECESSÁRIOS À VISTORIA DE IDENTIFICAÇÃO DE CARGA PERIGOSA - tes equipamentos de segurança individual, EPI’s: a) Capacete para proteção do crânio contra impactos de objetos sobre o crânio; b) Óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes; c) Luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos, escoriantes, cortantes e/ou perfurocortantes; d) Perneiras para proteção das pernas contra picadas de animais peçonhentos, agentes abrasivos e escoriantes; e) Calçados para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre os artelhos; f) Cinturão para proteção contra quedas nos trabalhos em altura. g) Máscara respiratória para proteção contra inalação de partículas prejudiciais à saúde. Em caso de ocorrência de chuva, o trabalhador deverá fazer uso de vestimenta para proteção do tronco contra riscos de origem meteorológica em áreas descobertas visualização no período noturno e também atentar para as orientações de segurança mencionadas nos procedimentos operacionais estabelecidos pela empresa.


CARGAS 8.36 PROCEDIMENTOS E RE CURSOS DE COMUNICAÇÃO E REGISTRO DE ANOMALIAS EM CARGAS formulário próprio preenchido à mão ou no auto track, relatando precisamente a ocorrência, como, o tipo de carga, a natureza da anomalia e a prioridade no atendimento. Neste último capítulo, citamos orientações importantes do transporte de cargas em geral e perigosas. Vimos os seus conceitos, regras, tipos, particularidades e anomalias. Falamos também sobre a importância do transporte, acondicionamento correto e vistorias regulares, desde o carregamento até a descarga. legislação pertinente. Além disso, conhecemos os riscos relacionados ao transporte e manuseio e a importância dos equipamentos de proteção, obrigatórios nesta atividade. RECAPITULANDO


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