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Published by , 2017-10-03 11:43:42

PCM_CarreiraProfissional

PCM_CarreiraProfissional

PAULO CÉSAR MAGRI

PARTE DE UMA VIDA PROFISSIONAL

Neste documento, encontra-se parte da trajetória profissional de um matemático sonhador, uma pes-
soa apaixonada pela profissão, alguém que somou, multiplicou e dividiu sonhos. Tal como Pessoa, ele
sempre trouxe consigo todos os sonhos do mundo. Traçou metas que, entrelaçadas a métodos efica-
zes, para atingir seu maior objetivo: educação de qualidade. Ele não teve medo das pedras pelo
caminho; acertou, errou e recomeçou, sempre, impulsionado pela certeza de que sonhos podem ser
reais. Obteve, nesse contexto, resultados incríveis junto à sua equipe, que são reconhecidos nacional-
mente.

EMPENHO E PAULO CÉSAR
DEDICAÇÃO MAGRI

Ao longo de minha car- PARTE DE UMA VIDA PROFISSIONAL
reira sempre busquei
usar as pedras como Paulo César Magri
instrumentos para cons- Nascido em *, na cidade de *, filho de *
trução de um sonho:
educação de verdade.

Principais Formações

O meu ingresso no ensino superior deu-se em *, na Universidade *
no curso de Matemática.

Posteriormente me especializei em * na * na data de *

Algumas Experiências Profissionais
Professor *, Secretário *

Temos neste, a reprodu-
ção de publicações de
revistas, jornais, blogs
entre outros, do que en-
volve Paulo César Magri,
como Profissional da
Educação.

CELSO ANTUNES

1. ESCOLA PÚBLICA

São nítidas as diferenças entre as escolas públicas e as escolas particulares nos países mais
avançados da Europa e no Brasil. Lá, a diferença é ideológica e, portanto, enquanto a escola pública
é laica e generalista, a escola particular pode ensinar esta ou aquela religião ou desenvolver
programação específica. Aos pais cabe a opção, mas se sabe que quanto a recursos e condições
materiais ambas se equivalem. As escolas públicas se apresentam bem equipadas, sempre limpas e
como professores muitos bem preparados.

No Brasil também existem diferenças entre uma e outra, mas estas não são religiosas ou
ideológicas.

Tanto uma como outrs desenvolvem programas similares e buscam desenvolver conteúdo
idêntico. Mas, as imensas. Em geral, as escolas particulares são mais ricas, mais limpas, mais bonitas
e sua equipe docente e administrativa mais preparada, enquanto que para a maior parte das escolas
públicas fica a triste imagem de instalações sucateadas, professores ausentes, diretores distantes e
alunos libertos para todo vandalismo quanto pensam ou ousam fazer. A escolha da escola pública
geralmente se dá por opção financeira, sai muito caro para uma família custear estudos de seus filhos
nas ricas escolas particulares.

Essas diferenças, válidas para a maior parte do país e para a quase totalidade dos países não
desenvolvidos, não coincide com algumas exceções admiráveis e, para um visitante, inesperadas.
Visitei escolas públicas de Novo Horizonte (SP) e após percorrer banheiros limpíssimos, refeitórios
esmerados, condições materiais invejáveis, alunos em silêncio e em trabalho, professores firmes no
ensino e no exemplo e jardins que convidam ao encanto, fiquei pensando na capacidade, ousadia e
coragem de alguns brasileiros admiráveis de tornar excelentes e invejáveis suas escolas públicas.

Voltei com uma pergunta sem resposta: O que em Novo Horizonte difere uma escola pública
de uma escola particular?

2. UM SECRETÁRIO MALUCO

Entrando no carro que me esperava logos após desembarcar do pequeno avião, fui
perguntando, menos por curiosidade e bem mais para iniciar assunto, pois sabia que a viagem seguiria
longe: - Que tal? Como é o Secretário de Educação do seu Município? A resposta se apresentou com
um sorriso, mas foi difícil interpretá-lo:

- Nosso Secretário, o Paulinho, é maluco.

Como nada mais sobre o assunto se falou, fiquei refletindo sobre o amplo sentido dessa
palavra. Maluco, pensei, é quem age como se fosse louco, quem não tem as ideias no lugar, mas em
se olhando por contexto diferente pode ser também alguém incomum pela criatividade, exótico pelas
coisas que pensa ou realiza. Fechei o assunto comigo mesmo sem resposta e pensei "bom" ou "mau"
maluco? Sei lá. Só mesmo conhecendo-o.

Horas depois tive a oportunidadede conhecê-lo.

Magro, alto, fumante inveterado. Agitado corno ventania, atropelando todos por seus passos
céleres e por palavras em cascata iam me invadindo de turbilhão. Paulinho pode ser tudo, mas não é
igual a todos.

Secretário Municipal da Educação assume essa palavra em sua plenitude e de escola em
escola do Município marca sua presença, que se as visitando todas, conhecendo todos os professores,
multiplicando reunião com coordenadores e com diretores. Acreditando com firmeza que boa educação

não se faz sem um bom cuidado com o espaço, zela por tudo, é extremamente rigoroso com o asseio
e sabe de cor como se apresenta cada banheiro em cada uma.

Professor de matemática, ao se fazer Secretário fez também leitor voraz e lê tudo, acompanha
tudo, não deixa escapar nada sobre temas de educação. Cercado de livros recentes e revistas
pedagógicas, cujos artigos e crônicas comenta como outros falam de futebol, não concebe bibliotecas
por mais modestas que tenham que ser, onde faltem conteúdos para se discutir, temas novos para
aprender. Na cidade todos o conhecem e sua chegada à escola a mais ninguém surpreende. Fila um
lanche aqui, troca um cigarro ali, mas enquanto vai passando, vai fiscalizando, vai interrogando.
Assiste às aulas sem convite, mas não as assiste para inspecionar, senão para sugerir e propor,
levando para esta escola a prática interessante que na outra aprendeu.

- "Sabe professor", foi me falando entre uma visita e outra. "As coisas aqui funcionam e as
escolas particulares não param de perder alunos para nossas escolas municipais, porque tenho tudo
que todo Município precisaria ter: Um prefeito que confia no nosso trabalho e nos delega recursos e
poderes, uma equipe estudiosa que sonha e janta educação e uma rede de professores que conhece
e estuda novas situações de aprendizagens, contextualizam o currículo à vida e trabalham com metas
de aprendizagens claras e exigentes onde as missões são definidas". A prova Brasil e o EIVEM não
nos assustam. Muito mais difícil é se sair bem nos sistemas próprios de avaliação que criamos e que
é sempre, sem data prevista, aplicado em todos os alunos e serve para identificar o trabalho de cada
professor.

Entre uma escola e outra, difere me, diferentes no estilo, idênticas na higiene e nos cuidados,
fui aprendendo um pouco mais. Soube que “inventou" urna equipe de especialistas que visitam
escolas, entrevistam alunos e professores, observam condições materiais e não saem sem deixar
relatório rico em sugestões práticas. "Alunos problemas? Claro que temos" falou-me depois. "Mas,
temos também uma equipe que os acompanha, promove aulas extras, procura-os em suas casas e
estimulam e promovem toda sorte de lições, desafios e reforços. Essa equipe é o que este município
tem de melhor".

Ao regressar após visitas, saraus musicais, falas e homenagens amigas, senti-me envolvido
pela febril agitação de vontade de melhoria que contagia a todos e creio que aprendi coisas novas
sobre o sentido da maluquice. Da bendita maluquice desse fenomenal educador. Diminutivo? Somente
em seu nome. Paulinho.

3. UMA RESPOSTA. NADA MAIS.

CELSO ANTUNES

Educador. Consultor educacional da Fundação Roberto Marinho, sócio fundador do
movimento Todos pela Educação, autor de mais de 200 obras educacionais
publicadas pelas mais importantes editoras do país e algumas traduzidas para países
da América Latina, América do Norte e Europa. Em 10/ 09/2014.

A circunstância de viver viajando pelo país inteiro, das selvas do norte aos pampas do sul,
somada ao fato de ser geografo em minha primeira formação acadêmica e, mais ainda, e de adorar
conversar com pessoas que acabo de conhecer, quase sempre acaba por dar origem a uma mesma
pergunta: - Qual o melhor município do Brasil para se viver?

Embora eu tenha a resposta sempre na "ponta da língua" adoro esticar o papo e proponho que
adivinhem a resposta, impondo-se algumas questões desafiadoras.

Assim, a conversa rola livre solta e, geralmente, pela noite adentro, vou esclarecendo que o
município do Brasil que eu adoraria viver não tem praias paradisíacas, não possui serras coroadas
pela neve ou neblina, não possui os edifícios mais altos do planeta e nem portas abertas ao mar, de
onde chegam gentes e produtos do mundo inteiro. As negativas se sucedem e bem sei que após o

natural cansaço pelas respostas que desafiam, outra pergunta surge: Mas, se esse município que voce
elegeu como símbolo não possui essas atrações, porque sua escolha?

Explico então que a escolha de um torrão ideal quase sempre se liga a nossa profissão e nossos
sonhos e como sou professor idealizo um município, esteja ele onde estiver e que faz da educação de
seus alunos o ponto crucial de suas metas. Município que eleva a qualidade do seu ensino a patamares
somente possíveis aos que enseja plantar amanhã e criar gerações de pessoas pensantes, criativas,
arrojadas e que sabem que nasceram em um lugar onde a aprendizagem fala mais alto que estátuas
iluminadas, que espetáculos públicos de orgia em custos ou ainda tantas e tão tolas proclamações de
grandeza que não se escoram na realidade dos números.

Digo, finalmente, que gostaria de viver onde todos os brasileiros mereceriam viver, onde o olhar
para o futuro fosse pleno de esperanças e de certezas. Concluo dizendo que é município em que os
índices de avaliação (IDEB) ocupam a posição de primeira do estado e uma das primeiras do Brasil.

Sem mais delongas vou concluindo a conversa, anunciando seu nome que, curiosamente,
parece até se confundir com a esperança maior da educação brasileira: Novo Horizonte. Isso mesmo,
como é bom acreditar em um novo horizonte.

Celso Antunes, 21/06 e 21/08/2008

REVISTA IMPRESSÃO PEDAGÓGICA

ABC DO RESULTADO
Paulo César Magri, Diretor de Educação e Cultura do município de Novo Horizonte (SP), é um

profissional de ação. Com uma gestão dinâmica e arrojada, ele alcançou resultados notáveis na rede
municipal de ensino, que é parceira do Expoente desde 2002. Novo Horizonte já ultrapassou a meta
do índice de Desenvolvimento da Educação Básica (ldeb) estabelecida pelo MEC para 2021 e está
entre as cinco redes municipais com maior Ideb nos Anos Finais, em todo o país. O segredo? Ele
mesmo ensina o ABC do resultado.

AUTONOMIA
"O prefeito confia em meu trabalho e me dá total autonomia. Eu presto contas, é claro, mas

tenho carta branca para tomar as decisões. A administração da educação em Novo Horizonte não
sofre interferência política. Da mesma forma, eu repasso essa autonomia para meus diretores,
supervisores e coordenadores", explica.

BASE
Em 2008, Nova Horizonte implantou a Avaliação do Rendimento do Ensino Fundamental (Aref),

aplicada semestralmente nas disciplinas de Português e Matemática, para os alunos de 3°, 4° e 5°
anos. No ano seguinte, a prova se tornou bimestral. Em 2010, ela passou a abranger todas as
disciplinas cobradas na Prova Brasil. Em 2011, o mesmo modelo será seguido. As avaliações têm o
objetivo de mostrar a cada escola da rede informações específicas sobre o desempenho de seus
alunos, apontando avanços e dificuldades, bem como os aspectos curriculares que exigem mais
atenção.

"Todas as nossas provas têm pelo menos uma questão básica do conteúdo — e a quantidade
de erros é assustadora. Muitas escolas públicas erram nisso, elas querem avançar e falham no básico.
O aluno acerta o mais difícil, que é a interpretação e a lógica da pergunta, e erra, por exemplo, na hora
de fazer a conta de divisão", conta Paulo. Outra maneira de verificar se os alunos estão realmente
compreendendo a base dos conteúdos é o "Arefinho", avaliação feita semanalmente. "O Arefinho é
uma prova-surpresa. É importante para os docentes não se acomodarem. Ele tem duração de 30
minutos e não atrapalha em nada na aula. Um supervisor aplica, e o professor nem fica na sala de
aula. A prova já se tornou um hábito para os alunos", conta.

DIRETOR DE EDUCAÇÃO REVELA OS

SEGREDOS DO MUNICÍPIO QUE JÁ

ULTRAPASSOU A META DO IDEB PARA 2021.

COBRANÇA

"Eu sou um diretor de educação pedagógico e atuante. Sob minha supervisão, os
coordenadores e diretores trabalham muito! E em sala de aula, se eu chegar e o coordenador não
estiver atuando, é encrenca na certa. Porque eu não quero descobrir os problemas só no final do ano.
Muitas vezes, entro em uma sala, chamo o aluno para a lousa e faço algumas perguntas. Pelas
respostas, já sei se o conteúdo está sendo bem trabalhado. Se identifico algum problema,
imediatamente alerto o coordenador. Se notamos que o professor está com problemas, ele vai ser
retirado da sala de aula para não prejudicar o rendimento da turma", conta. "Além disso, em Novo
Horizonte, aluno não fica sem aula. Se algum professor falta muito, peço que venha falar comigo e
pergunto se ele tem noção do estrago que vai provocar no aprendizado da turma. A valorização do
nome do professor é o nosso segredo. Nossos profissionais são estrelas do ensino. Eu digo a eles que
não tem nada mais triste do que anunciar o nome do professor da turma no início do ano e a reação
dos pais e alunos ser 'esse eu não quero'."

DESAPEGO

"Eu tenho uma equipe maravilhosa, que não é apegada aos cargos. E trabalho sem melindres.
Se identifico um professor que se destaca em determinado tema, ele vai ensinar a todas as turmas
sobre esse tema.", conta o secretário. A proposta, que lembra o formato utilizado pelos pró-
vestibulares, exige que os profissionais tenham maturidade e segurança para aceitarem a presença
de outro docente em sua turma. "Se um professor se destaca, ele passa para a coordenação. Mas do
mesmo jeito que vem, elo pode voltar, se não apresentar resultados.
Escola é agilidade, não apego", completa.

ENVOLVIMENTO DOS PAIS

O diretor de educação conta que os
pais são grandes parceiros do ensino em
Novo Horizonte. Eles cobram o conteúdo e
acompanham o trabalho desenvolvido pelos
professores. Além disso, Paulo acredita que
as reuniões de pais não são o momento de
discutir as notas dos alunos, mas de oferecer
orientação abrangente sobre educação:
"Nota, a gente põe em um envelope e manda
para a casa do aluno. Se a criança apresenta
dificuldade, o pai será atendido em um horário
específico para ele. Nossos encontros de pais
promovem orientação sobre temas importantes como drogas e bullying, por exemplo. E eles têm
liberdade de falar o que pensam da escola, por isso, são tão atuantes e presentes."

FUTURO

"Quem busca bons resultados sabe que a melhoria precisa ser constante. E nós ainda temos
muita coisa a melhorar. Já estou levando mil ideias da minha visita às Unidades Expoente em Curitiba
(PR). Vi muitos projetos interessantes que quero aplicar em Novo Horizonte", finaliza o diretor de
educação.

Impressão Pedagógica, pág 16 e 17.

JORNAL LIBERDADE

ESCOLA DE NOVO HORIZONTE É A PRIMEIRA DA REGIÃO NA PROVA BRASIL

A Escola Municipal de Ensino Fundamental de Novo Horizonte, Francisco Álvares Florence, é
a primeira da região de Rio Preto a obter nota 6,1 na Prova Brasil do Governo Federal, aplicada aos
alunos que cursam o Ensino Fundamental II — 8ª série. É, também, a segunda melhor do Estado de
São Paulo e a 5ª do País.

Segundo o Ministério da Educação, a nota 6 foi estabelecida como padrão pelo MEC (Ministério
da Educação) de acordo com os índices obtidos pelos Países da Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE). Esse total precisa ser alcançado pelos anos iniciais em 2021 e.
pelos anos finais, em 2024.

No indicador estão reunidos dois conceitos fundamentais para a qualidade da educação: o fluxo
escolar (taxas de aprovação, reprovação e evasão obtidas no censo da educação básica) e as médias
de desempenho nas avaliações Prova Brasil e Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica
(Saeb).

A Prova Brasil é um teste de leitura e matemática para turmas de quarta e oitava séries (ou
quinto e nono anos) do ensino fundamental. Os alunos do ensino médio fazem o Saeb, avaliação por
amostra, que também avalia habilidades em língua portuguesa e matemática. Os dados divulgados
mostram que o desempenho dos estudantes nas avaliações foi o que mais pesou na composição do
Ideb de 2009. Nos anos iniciais, por exemplo, foi responsável por 71% da composição da nota. Já no
ensino médio, embora o desempenho tenha sido responsável pela maior parte da nota, a taxa de
rendimento subiu em relação a 2007: teve 42% de importância no índice, comparado aos 29% da
medição anterior.

Contente com a notícia, o Diretor Municipal de Educação e Cultura, Paulo César Magri, co-
menta: "É realmente gratificante para nós obtermos a nota 6,1. Isso prova que a nossa educação, a
educação de Novo Horizonte evoluiu bastante. Com empenho dos professores, de toda a equipe edu-
cacional e. dos nossos alunos, alcançamos este tão importante feito. Quando falei que estava convicto
com uma posição de destaque na Prova Brasil, não estava enganado. Realmente a qualidade do en-
sino levado às nossas crianças me surpreende dia após dia. Parabéns a todos que trabalham por uma
educação cada vez melhor em Novo Horizonte".

Já o prefeito Toninho Belão, que acredita e investe na educação do município, também come-
mora os números.

“Estou muito feliz por Novo Horizonte ficar entre os melhores do País. Quando existe um traba-
lho sério sendo desenvolvido por pessoas qualificadas, o resultado não poderia ser outro. Nosso
Governo está pautado em várias ações, nunca nos esquecendo que uma das prioridades é continuar
oferecendo uma educação de primeiro mundo. Parabéns a todos os professores, coordenadores pelo
trabalho desenvolvido. Aos alunos, o meu respeito pela dedicação de cada um”.

Além da EMEF FAF, as Escolas Municipais de Ensino Fundamental Ciclo 1(4's séries) Moacyr
de Frutas. Hebe de Almeida Leite Cardoso. Maria José de Oliveira e José Luis Tomazzi, também fize-
ram bonito e obtiveram a nota estabelecida pelo MEC.

Luciano Eid

Jornal Liberdade, 17/07/2010.

REVISTA EDUCAÇÃO

EM BUSCA DE SINGULARIDADES

Para alcançar melhorias no ensino, Novo Horizonte (SP) priorizou o atendimento individuali-
zado do aluno.

Imagine uma rede de ensino que tem o mesmo diretor há 10 anos, atravessando três mandatos
de prefeito de diferentes partidos, tamanho o reconhecimento das mudanças realizadas nas escolas
públicas. Uma rede em que todos os professores, coordenadores e diretores estudam juntos sobre
temas da educação contemporânea, todas as quartas-feiras, e acompanham quase individualmente
os alunos e suas famílias. Para os que têm dificuldades, aulas de reforço; para o que já vão bem
demais, turmas de aprofundamento.

Esse lugar existe. É Novo Horizonte, cidade com 36,5 mil habitantes próxima a Ribeirão Preto,
em São Paulo. Nas 14 escolas da cidade estudam 4,5 mil alunos de educação infantil, ensino funda-
mental I e ensino fundamental II. Quando assumiu, a primeira providência do diretor da divisão de
Educação municipal, o pedagogo Paulo César Magri, foi reunir as escolas de educação infantil, que
eram dispersas pela região, com poucas salas de aula e sem qualquer estrutura. Ele optou também
por adotar um sistema apostilado para a rede. "Não se trata de ser ideal, bom ou ruim, mas foi uma
medida para que tivéssemos um maior controle e acompanhamento das escolas e isso era necessá-
rio", diz. Em 2005, com o sucesso da primeira etapa e a pressão do Estado pela municipalização, Novo
Horizonte incorporou a primeira escola de ensino fundamental, que ficava a 30 quilômetros da cidade
e atendia a população rural - trata-se de uma região de usinas sucroalcooleiras e agricultura forte.

A partir daí, a população da cidade se tornou a principal interessada no processo, com o con-
senso de que a educação melhorava rapidamente, e novas escolas foram municipalizadas. Neste ano,
forma-se a primeira turma de ensino fundamental II, que registrou melhorias consideráveis - o Índice
de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) foi de 4 para 6,2, em alguns anos. Não é um caso
isolado. Os dados do Ideb revelam avanços globais da educação no município. A rede municipal apre-
sentou em 2009 um índice de 6,5, no 5° do ensino fundamental (contra 5,0, em 2005), e de 6,1, no 9°
ano (saindo de 4,1, em 2007). Com isso, o município atingiu patamares projetados para 2017, no
primeiro caso, e já extrapolou as metas de 2021 projetadas pelo Ministério da Educação.

O diretor Magri conta que as políticas combinam formação continuada, envolvimento da família
e metas elevadas de exigência acadêmica, em um processo que tem por base a avaliação. Basta dizer
que, enquanto muitas escolas brasileiras nem sabem quando será a próxima Prova Brasil, Novo Hori-
zonte já treina no Verifica Brasil, um simulado semanal que as escolas novorizontinas realizam com
base nos descritores do exame do MEC, que vêm sendo estudados por todos os professores da rede.

A este instrumento soma-se outro, a Avaliação de Rendimento do Ensino Fundamental (Aref),
um sistema local de avaliação aplicado bimestralmente a partir dos conteúdos trabalhados pelos alu-
nos nas escolas. Os resultados do AREF servem de termômetro para o desempenho dos alunos nas
provas oficiais. Além disso, a avaliação é aliada a uma política de formação contínua dos docentes.
Os professores não têm cursos isolados - todas as quartas, das 18h ás 20h, eles se reúnem, em um
único local, para estudar e discutir os dados levantados nas avaliações. Quando são identificados
problemas, imediatamente eles se tornam o foco do trabalho pedagógico. Além disso, quatro vezes
por ano, as equipes recebem a visita de palestrantes renomados, como Cipriano Luckesi e Vasco
Moretto. Este se tornou um fã declarado do trabalho de Novo Horizonte. "É a prova de que é possível
mudar a educação pública", diz Moretto, que visitou diversas escolas da cidade.

A rede municipal de Novo Horizonte, assim como a escola pública de todo o Brasil, atende a
um público muito diversificado, desde a classe média de uma cidade próspera até filhos de imigrantes,
que trabalham nas lavouras. "Não digo que não haja alunos com dificuldades, mas posso dizer que
todos estão aprendendo e avançam juntos na escola", diz Magri. Para isso, a Divisão de Educação

montou uma estratégia global de atendimento. No plano acadêmico, mantém aulas de reforço de ma-
temática e português, para onde os alunos são encaminhados tão logo apresentem dificuldades. Além
disso, as escolas oferecem cursos complementares que ampliam a vivência cultural, como é o caso
de pintura e violão. A cidade já possui uma escola que recebe 200 alunos em tempo integral, e a
ampliação desse atendimento está nos planos.

APOIO
As famílias estão sempre por perto e recebem orientações gerais da equipe escolar para cuidar

dos filhos e acompanhar a aprendizagem. "Dizemos para procurar a escola se identificarem qualquer
coisa diferente", conta o diretor. Da mesma forma, se a escola percebe que algo não vai bem, é ela
que vai à família. Os coordenadores pedagógicos impedidos de desempenhar funções administrativas
para que se dediquem exclusivamente a' apoiar o professor em sala de aula, fazem visitas domiciliares
e, se for necessário, acionam uma assistente social. Se o diagnóstico requer atenção multidisciplinar,
ele existe: há um Centro de Atendimento Especializado com fonoaudiólogo, psicólogo, neurologista,
terapeuta ocupacional e outros profissionais.

No caso dos alunos portadores de necessidades especiais, o mesmo ocorre. A partir do diag-
nóstico, crianças e adolescentes nessas condições passam a ter aulas com os demais alunos.
Contudo, o professor e o aluno recebem um apoio individualizado e materiais para serem utilizados
em um espaço específico.

A conquista da comunidade veio não apenas pelo rigor no trato pedagógico. Magri apostou na
valorização do espaço escolar, no que chama de “processo de humanização”. "Hoje, sinto que a po-
pulação gosta da escola: são bonitas, bem arrumadas, com refeitórios e banheiros limpíssimos", diz.
Tudo isso permite à Divisão de Educação apertar o ritmo e elevar o grau de cobrança de envolvimento
da comunidade como um todo - alunos, famílias e escolas. "O principal segredo é o grau de exigência",
diz Magri.

Alguém poderá dizer: é um universo pequeno, diante da imensidão do país. Ë verdade. Como
também é real o fato de que a experiência desenvolvida nesse pequeno município traga à tona todos
os elementos que os especialistas apontam como variáveis decisivas para corrigir os rumos da edu-
cação pública - que, no que diz respeito a todas as etapas da Educação Básica, com exceção do
ensino médio, é atribuição dos municípios. Por fim, não se pode esquecer que nada menos do que 4,9
mil dos 5,5 mil municípios brasileiros têm população de até 50 mil pessoas. Ou seja, não há razão para
cruzar os braços diante do desafio que marcará as gerações contemporâneas - a melhoria para a
educação de milhões de crianças e jovens.

Revista Educação, Agosto de 2011.

SÉRIE AULA NOTA 10 – TÉCNICAS DE DOUG LEMOV

CAMINHOS PARA GARANTIR MAIS TEMPO AO ENSINO-APRENDIZAGEM

ALGUMAS DAS TÉCNICAS PARA ESTABELECER E MANTER ALTAS EXPECTATIVAS DE COMPOR-
TAMENTO MOSTRAM-SE AFETIVAS COM A INICIATIVA DO DOCENTE: OUTRAS DEPENDEM DE
ENVOLVIMENTO INSTITUCIONAL.

No primeiro contato com o livro Aula nota 10 – Técnicas para ser um professor campeão de
audiência, do professor estadunidense Doug Lemov, muitos leitores questionaram sua adequação a
diferentes realidades. E um dos pontos mais citados foi o comportamento de alunos em pontos diver-
sos do Brasil, especificamente na rede pública. As técnicas do capítulo * Estabelecer e manter altas
expectativas de comportamento * abordadas nesta reportagem são praticamente uma “hora da ver-
dade” para o autor em nosso País.

O próprio Doug Lemov afirma que nenhuma das técnicas sugeridas para criação de altas ex-
pectativas, motivação e criação de uma fonte cultura escolar tem chances de alcanças o sucesso se o
professor não conseguir estabelecer ordem e respeito. A proposta nesse caso e usar técnicas de pro-
fessores exemplares para que qualquer um tenha condições de dominar aspectos não negociáveis de
ambiente em sala de aula.

A responsabilidade total e exclusiva do professor no uso dessas técnicas, no entanto, não pa-
rece ser algo tangível. A Diretoria Municipal de Educação e Cultura do Município de Novo Horizonte,
na Região Noroeste do Estado de São Paulo, por exemplo, iniciou em janeiro deste ano um trabalho
teste e implantação das técnicas na sua rede de ensino, e por ai já se fizeram necessárias adaptações,
“Concluímos que há técnicas que podem ser implantadas isoladamente e apenas pelo professor e
outras que podem ser trabalhadas institucionalmente. Por exemplo, talvez não valha a pena levar a
cabo, no início do trabalho, algumas propostas mais polêmicas sob o risco de criar uma grande resis-
tência e colocar a perder tudo o que há de contribuição efetiva na obra do Lemov para a educação
brasileira”. Avalia o professor Paulo Magri, diretor municipal de Educação e Cultura de Novo Hori-
zonte.

Foi montada nesse município uma equipe de assessores técnicos pedagógicos para realizar
um estudo aprofundado da obra e dos procedimentos metodológicos para a sua disseminação junto
ao corpo docente da rede de ensino. No que se refere ao estabelecimento e manutenção das altas
expectativas de comportamento, a prioridade é encontrar formas de organizar o ambiente escolar de
modo positivo e não autoritário.

Contudo, parte das técnicas, segundo Magri, esbarra na cultura educacional brasileira. “Essa
atitude de buscar 100% de atenção dos é um dos pilares de uma educação de qualidade, mas ainda
não é uma prática comum no Brasil”, acredita o diretor.

Em relação às práticas do capítulo 6 (veja o quadro com o resumo das técnicas). “Faça de
novo” é outra que, por não ser prática corriqueira na maior parte do sistema educacional do País, foi
considerada pele equipe pedagógica de Novo Horizonte carente de envolvimento carente de envolvi-
mento de toda a comunidade escolar. Já “Capriche nos detalhes” foi considerada como aplacável
paulatinamente; o que retardatária a sua utilização é a necessidade de atenção a pontos “inimagináveis
na cultura escolar brasileira”. Por sua vez, as técnicas “O que fazer”, “Umbral” e “Voz de comando”
foram avaliadas como de uso mais simples e imediato, pois dependem unicamente do professor.

O diretor municipal destaca, dentre as técnicas do capítulo, a prática “O que fazer”, uma vez
que, pela sua avaliação, vários casos de forma errada, ou até mesmo deixando de fazê-las, o que
fomenta a indisciplina. “Trata-se de uma técnica bastante simples de se aplicada por depender apenas
de um melhor planejamento das instruções da atividade”, acredita.

A IMPLANTAÇÃO

De acordo com o diretor Magri, devido à profundidade de algumas técnicas, e também para
respeitar a dinâmica natural de uma rede de ensino, a disseminação da proposta de Doug Lemov em
Novo Horizonte ocorre de maneira gradativa, com reuniões periódicas de horário de trabalho pedagó-
gico coletivo. Mesmo que o próprio autor ressalte i caráter unívoco das técnicas, elas são apresentadas
no município, por organização do trabalho, de forma sequencial.

O gestor acrescenta que, no transcorrer do projeto, foram identificadas algumas dificuldades,
como a praticidade e a execução de algumas técnicas devido à sua inspiração na cultura educacional
dos Estados Unidos. “Também há resistência por parte de vários professores em ministrar suas aulas
na presença da sua equipe pedagógica, algo que o livro trata como uma atitude a ser constante e
natural”, descreve.

O ponto mais positivo, para o diretor, é o interesse e a predisposição de professores em colocar
em prática as técnicas debatidas nas reuniões. “É uma demonstração de como esses docentes enca-
ram a evolução que determina técnicas trouxeram para o processo ensino-aprendizagem em nossa
cidade”, completa.

RESUMO DAS TÉCNICAS PARA ESTABELECER ALTAS EXPECTATIVAS DE COMPOR-
TAMENTO

“PADRÃO 100%” - Quando o professor passa uma instrução de comportamento ou conduta deve
cobrar o seu comprimento total de todos os alunos para não tornar sua autoridade sujeita questiona-
mentos, interpretação ou respeito apenas circunstancial.

“O QUE FAZER” - Para o autor boa parte da desobediência não é desafio a autoridade, mas se dá por
desconhecimento. Por isso o docente deve substituir comandos negativos (como “não se distraia” ou
“para de bagunçar”), por orientações claras sobre o que os alunos devem proceder em sala.

“VOZ DE COMANDO” – Usar as palavras e a forma como são colocar para obter o controle da sala de
aula. Sugere-se para isso economia de palavras, falar apenas quando todos estiverem ouvindo, não
mudar de assunto, usar linguagem corporal e manter silêncio quando estiver nervoso para não denotar
descontrole.

“FAÇA DE NOVO” - Usar prática para melhorar o desenvolvimento em todas as tarefas. Se os alunos
não realizarem corretamente, mesmos os mais básicos deve-se repetir até conseguir o padrão dese-
jado.

“CAPRICHE NOS DETALHES” - Cuidar de cada parte do espaço e dos materiais da sala para conferir
ambiente de ordem, organização, limpeza e boas condições ao aprendizado.

“UMBRAL” - Usar o momento de entrada da turma na sala para saudar os alunos e trazer referências
pessoais estimulantes normalmente, mostrando que o professor se importa com cada um e que co-
mece o trabalho desenvolvido na escola.

“SEM AVISO” - Quando for necessário agir disciplinadamente, a forma sugerida é usar intervenções
menores e com pequenas consequências, e que podem ser administradas com justiça e sem hesita-
ção. O sucesso, contudo, depende que tais intervenções não tenham avisos prévios que mostram aos
alunos haver um limite de tolerância em que eles podem transitar.

EU TESTEI

“A experiência com as práticas e métodos apresentados no capítulo * tiveram resultados posi-
tivos. Consegui encaminhar melhor as aulas, estabelecer objetivos mais concretos e observar com

mais atenção não só a postura dos alunos, mas também minha própria. Contudo os resultados nega-
tivos foram mais expressivos.

O sucesso das técnicas sugeridas por Lemov depende de boas condições de trabalho, da efi-
ciência da direção e do coordenados pedagógico, dos interesses dos alunos em aprender e da
participação da família no cotidiano escolar, elementos não muito presentes nas escolas brasileiras.

Minha experiência com essas técnicas foi no desenvolvimento de um plano de aula de História
do Século 20 para uma turma do 3º ano do ensino médio, em uma escola pública onde são constantes
a falta de recursos, a realidade dos professores e os altos índices de indisciplina e evasão. As instala-
ções são razoáveis e boa parte dos alunos apresenta algum grau de desinteresse em relação aos
estudos.

Com a técnica “Umbral”, mesmo sem poder receber à porta da sala todos os 28 alunos, conse-
gui estabelecer um clima amistoso e positivo. Na sequência utilizei “O que fazer” e “Compare *” para
destacar quais seriam as condutas destacadas e a organização esperadas a partir daquele momento.
Se por um lado permitiram o desenvolvimento de um ambiente mais favorável ao aprendizado, por
outra, não foram suficientes para manter os alunos interessados e focados por muito tempo.

Percebi ser dificultoso obter resultados significativos com “Padrão 100%”. Atrair e manter a
atenção de todas, orientá-los e ainda corrigir seu comportamento de forma positiva é extremamente
desgastante e toma tempo considerável. Alguns alunos se recusam a prestar atenção nas orientações,
mesmo após terem sido feitas intervenções mais firmes e pontuais. Outros dirigiam sua atenção para
materiais diversos, como celular, player de música e até atividades de outras disciplinas. Em ambas
as situações o uso de “sem aviso” foi mais produtivo o de “voz de comando”.

Usei “Faça de novo” no sentido de elevar a qualidade da produção acadêmica dos alunos que
em geral, realizam suas tarefas da forma mais cômoda possível, copiando trechos de textos ou o
trabalho inteiro de colegas mais dedicados. A ausência de recursos para a realizações de avaliações
qualitativas e a impossibilidade de mudar em pouco tempo um hábito a muito tempo praticado pelos
alunos foram determinantes para insucesso das utilizações dessa técnica”.

O TESTE DA REPORTAGEM

Uma das afirmações em que Doug Lemov mais se amarra para defender sua obra é que ela
não pode ser usada em partes. A ideia é um todo. Há algumas contradições que se evidenciam na
construção dos capítulos, e o de número 6 mostra a principal delas: as técnicas não dependem, como
defende o autor, apenas do docente.

Assim como as técnicas do capítulo 6 (“Criar uma forte cultura escolar”) algumas das práticas
voltadas ao estabelecimento de altas expectativas de comportamento se fundam na organização es-
colar e nas condições de vida dos alunos (o que não significa absolutamente, que não são pertinentes).
Esse é o caso de “Umbral”, “Faça de novo” e “Capriche nos detalhes”. Elas não foram usadas pelas
turmas observadas pela reportagem porque num curso superior em período noturno exigir procedi-
mentos padronizados é inviável. São trabalhadores que cumprem expediente integral e estudam ao
término da jornada, numa cidade (São Paulo) com extremas dificuldade de mobilidade urbana.

Por outro lado, as observações individuais dos alunos descritos em “Umbral” foram bastante
interessantes em outros contextos, como nos deslocamentos, nos corredores e nos intervalos. A ideia
é ótima se for adequada a tempo e espaço disponíveis.

“Padrão 100%” mostra-se extremamente útil. Ainda a técnica “O que fazer”, que já era prática
do docente, além de encurtar o tempo em que a turma começou a se concentrar na aula também
ajudou no encorajamento em atividades dentro e fora da sala.

“Voz de comando” e “Sem aviso” eram usadas exatamente como descrito no livro. Porém, após
a leitura, o docente reforçou o modo como eram empregados, por como ocorreu com algumas outras

técnicas do capítulo *, o ambiente ficava um tanto “rígido”, rigoroso demais. A leitura faz com que essas
técnicas fossem repensadas para serem usadas de modo diferente a que o próprio autor propõe. Na
prática eles foram substituídos pelo “Cordial/Rigoroso” do capítulo 7, tema da próxima edição.

Profissão Mestre, Setembro de 2011.

JORNAL LIBERDADE

ALUNOS DA ESCOLA FAF SÃO DESTAQUES A NÍVEL NACIONAL

No último dia 15, o prefeito municipal Toninho Belão e o diretor municipal de educação e cultura
Paulinho Magri recepcionaram em seu gabinete um grupo de alunos da EMEF Francisco Álvares
Florence, os quais foram laureados pelo desempenho em concursos e avaliações neste ano.

O primeiro grupo de alunos, foram agradecer o chefe do executivo pela excelente qualidade da
educação municipal e ostentavam as medalhas conquistadas pelo primeiro lugar, na avaliação das
8as. séries/ 99. Ano, com foco na Prova Brasil, realizada pelo Sistema Expoente, responsável pelo
material didático adotado pela rede.

O sistema educacional Expoente, está presente em 390 escolas do Brasil, sendo a grande
maioria no Estado de São Paulo, aproximadamente 250 escolas. A EMEF FAF, teve cinco alunos
empatados em primeiro lugar na classificação geral: Geovana dos Santos Oste; Isabela da Costa Pe-
reira; Moacir Seleger Junior; Rafael Bernardo Guimarães; Thaís Caroline Serafim. Também estavam
presentes, a professora de Artes Alessandra Bueno Tibiriçá e a aluna Ana Beatriz Belentane, da 6ª
série / 7º Ano, premiada no concurso de desenho e pintura da organização Internacional Wízo, ocorrido
no início do mês em São Paulo. Este concurso que tem como organização a comunidade judaica de
São Paulo, procura atrair a atenção dos jovens e professores, pelas singularidades entre os países
Brasil e Israel, através da pesquisa e apresentação plástica em diferentes assuntos. O tema deste ano,
foi Brasil e Israel - Turismo. A premiação solene, ocorreu na sede da Secretaria do Estado de Educação
e Cultura, onde compareceram diversas autoridades que foram surpreendidas pelo excelente nível dos
trabalhos enviados.
O trabalho da aluna Ana Beatriz, foi o único que recebeu destaque especial dado pelos organizadores,
dada a abrangência do conteúdo e qualidade técnica apresentada. Assim, em palavras do prefeito
Toninho Boião e também pelo diretor de educação e cultura Paulinho Magri, reforçam -que educar é
um compromisso levado a sério pela administração municipal e que o aprendizado extrapola a sala de
aula principalmente, na vivência de valores imprescindíveis para a formação humana e a escola, é um
espaço privilegiado de construção, convivência, formação e perpetuação de valores.

Jornal Liberdade, 24/12/2011.

REVISTA VEJA

QUEM QUER CONSEGUE
A HISTÓRIA DE UM GRUPO DE MUNICÍPIOS BRASILEIROS, REVELADO EM UM NOVO RANKING, MOSTRA
QUE É PRECISO ALIAR MEDIDAS SIMPLES À DISCIPLINA PARA DISTANCIAR-SE DA MEDIOCRIDADE.

A última grande: radiografia do ensino público brasileiro reforça o abismo que nos separa dos
melhores do mundo na sala aula. Enquanto nos países mais desenvolvidos 57% dos estudantes do
ensino fundamental detêm o conhecimento esperado para sua série, ou vão muito além disso, no Brasil
é ainda maior do que essa fatia a dos que não sabem o mais básico – 77%. Diante de tamanha des-
vantagem, é bem-vindo o exemplo de um pequeno e pouco conhecido conjunto de municípios que
emerge do lamaçal de notas vermelhas em meio à mesma coleção de dados, extraídos ela Prova
Brasil, do Ministério da Educação (MEC). Ainda que com uma longa estrada a percorrer até alcançar
os mais ricos, são esses que, no Brasil, concentram a maior porção de alunos situados em nível ao
menos “adequado” para o ano que estão cursando. O novo levantamento conduzido pela ONG Todos
pela Educação, surpreende à primeira vista. Afinal, os dez municípios no topo do ranking (veja o quadro
abaixo) têm erguido as bases para a boa educação em condições multo semelhantes às dos demais,
ou até piores que as deles. Seu sucesso ajuda a decifrar os caminhos que conduzem à excelência.

EXCELÊNCIA À MINEIRA

Um novo ranking feito pela ONG Todos pela Educação estaca os municípios brasileiros que,
embora com resultados ainda distantes dos de países mais avançados na sala de aula, concentram

maior número de alunos com conhecimento adequado ou até superior ao esperado para a série que
cursam.

Porcentual de estudantes que atingem ou

extrapolam as metas

1º São Tiago (MG) 49%

Guaxupé (MG) 48% Média dos municípios brasileiros: 23%
2º 48%
Média dos países da OCDE: 57%
Itaú de Minas (MG)
Fontes: dados da Prova Brasil, do MEC,
4º Monte Santo de Minas (MG) 46% relativos ao resultado do 9º ano do en-
sino fundamental em língua portuguesa,
Capelinha (MG) 43% e Pisa 2009
5º 41%

Amambai (MS)

Elói Mendes (MG) 41%

7º João Monlevade (MG) 41%

Novo Horizonte (SP) 41%

10º Vargem Alta (ES) 39%

Um fato chama atenção no rol dos dez melhores municípios da lista: sete, são mineiros, inclu-
indo os cinco que lideram o ranking. O resultado enfatiza que outras avaliações do MEC vêm
sinalizando nos últimos anos. Analisa o economista Claudio de Moura Castro, especialista em educa-
ção e articulista de VEIA: "Essas cidades não estão fazendo nada de mirabolante, mas sim levando a
cabo um conjunto de iniciativas coerentes que têm tido continuidade, algo raro no país". Elas foram
postas de pé na década de 90 e agora começam a se refletir nos números. Minas Gerais foi o primeiro
estado a formular uma prova Cínica para mapear as deficiências dos alunos e lançar luz sobre os bons
casos, saindo na dianteira na criação de metas para a sala de aula. As escolas passaram então a ser
cobradas e até premiadas por seu cumprimento, tal como no mundo corporativo, com um bônus salarial
para os profissionais que elevam o nível do ensino. O sistema é hoje adotado em cerca de 20% das
180 000 escolas públicas brasileiras.

O campeão da lista da Todos pela Educação é São Tiago, município de 10 000 habitantes a
duas horas de carro de Belo Horizonte. Ali, vive-se basicamente do plantio de café e da fabricação de
biscoitos. Na escola estadual Afonso Pena Junior, que atende 1100 alunos, os professores chegam a
dar aulas extras (sem ganhar nada a mais por isso) em prol da média nos exames oficiais. Por estes,
sim, podem ser recompensados. Um grupo de estudantes do colégio venceu um campeonato nacional
de robótica e, não cabendo em si, está prestes a embarcar para o, México para defender o Brasil no
circuito mundial. Na aula de química eles desenvolveram um projeto de extração de álcool da laranja
por meio de fermentação, experiência que interessou Universidade de Sito Paulo (USP). Tanto que
uma turma de São Tiago, muitos dos alunos vindos de famílias pobres que jamais haviam deixado o
estado, foi convidada para falar sobre o trabalho em São Paulo. "O objetivo aqui é ir muito além dos
muros da escola", diz a diretora Maria Auxiliadora Silva, 47 anos há dez no cargo.

O que afinal une os colégios dos municípios em destaque é a junção de medidas já testadas
em outros países com um lado pragmático que se sobrepõe ao corporativismo ainda em voga no am-
biente escolar. Dados da Prova Brasil mostram que até hoje são minoria os diretores de escola que
chegam ao cargo por um sistema que alie quesitos técnicos a uma eleição, e não por critérios políticos:
eles representam apenas 13% do total - em Minas, são 60%. Outro ponto que aproxima os municípios
campeões é a existência de um currículo único para a sala de aula, item que, começa a se disseminar
no Brasil, embota sofra certa resistência daqueles mestres que não querem ver-se tolhidos em sua
“liberdade de ensinar", um discurso meramente ideológico. "Faz urna enorme diferença quando o pro-
fessor tem um roteiro mínimo sobre o que e como ensinar", diz o doutor em estatística José Francisco
Soares, especialista em educação da Universidade Federal de Minas Gerais. O ranking também es-
pelha um claro esforço por parte das escolas que figuram no topo para manter seus docentes

atualizados. “Na década passada, o nível dos professores aqui era muito baixo, mas já melhorou e
precisa seguir avançando", reconhece Maria Aparecida Macedo, secretária de Educação de Itaú de
Minas a 360 quilômetros da capital, urna das campeãs.

UMA RECEITA CAMPEÃ
O que explica o alto nível de ensino nos municípios que encabeçam a lista do Todos pela Edu-

cação:
✓ Diretores selecionados por critérios técnicos;
✓ Incentivo financeiro aos professores com melhores resultados;
✓ Cursos constantes para a atualização dos mestres;
✓ Currículo único e bem organizado;
✓ Valorização da leitura;
✓ Participação dos alunos em competições nacionais em todas as disciplinas;
✓ Iniciativa para atrair a família à escola.

A ONG Todos pela Educação estabeleceu uma meta ambiciosa para os 5 5OO municípios
brasileiros. Até 2022, todos devem alcançar o atual patamar da OCDE. “O Brasil já tem um bom plano,
mas ainda falta provê-lo de incentivos certos para que saia do papel”, diz a diretora executiva da ONG,
Priscila Crus. Os últimos dados sobre a escolaridade das famílias da atual geração de estudantes
brasileiros mostram que 58% não chegaram sequer ao ensino médio - e sinalizam para a necessidade
de acelerar o passo para ombrear com os países mais desenvolvidos. O raro entusiasmo pelos estudos
despertado em alunos como Higor Bartolomen, 15 anos, morador da mineira Guaxupé, outra das cam-
peãs, revela que, com empenho máximo, pode dar cedro. Diz o menino, que oscila entre o trabalho na
lavoura e o esmero para gabaritar as provas de matemática, que adora: “Não aceito menos do que a
nota 10".

Revista Veja, 16/05/2012.

JORNAL LOCAL – USINA ESTIVA

REVISTA VEJA APONTA NOVO HORIZONTE COMO EXCELÊNCIA NA EDUCAÇÃO
PÚBLICA NACIONAL

Prefeito Toninho Belão, a vice-prefeita Ivone Ruiz, os vereadores Arnaldo Nascimento e Cidão Canato juntos com repre-
sentantes de todas as escolas municipais em evento ocorrido na escola FAF que comemorou esta inédita e histórica
conquista para a educação de Novo Horizonte.

RECONHECIMENTO MERECIDO, PARABÉNS NOVO HORIZONTE!
Sempre acreditamos que uma nação se faz através da educação e cultura. Quando vemos uma

cidade com um nível de educação alto, principalmente no ensino público, sendo classificada como a
sétima melhor do Brasil e a primeira do Estado de São Paulo, percebemos que automaticamente a
população irá atingir também um alto nível de cultura e de conhecimento.

Vamos analisar os pilares essenciais para a formação de um cidadão: EDUCAÇÃO, SAÚDE E
SEGURANÇA e como eles se tornam um ciclo virtuoso, totalmente ligado e dependente um do outro.

Comecemos pela EDUCAÇÃO de qualidade que promove conhecimento, permite melhor gra-
duação profissional, leva à uma melhor colocação no mercado de trabalho melhorando assim,
consideravelmente, a renda pessoal e familiar. Isso traz mais SAÚDE, pois com um poder aquisitivo
maior teremos acesso a melhores consultas, compra de medicamentos, centros diferenciados de tra-
tamentos, melhora na alimentação e principalmente melhor índice de prevenção de doenças. Como
diz aquele ditado: É MELHOR PREVE-NIR DO QUE REMEDIAR.

Quando atingirmos esse nível de excelência, perceberemos urna melhora na cidade, pois com
todo esse movimento começa-se a gerar um consumo maior, proporcionando trabalho e girando a
economia.

Agora chegamos à SEGURANÇA. Com um mercado de trabalho ativo e com muitas vagas
aparecendo, teremos condições de oferecer um melhor nível de vida aos filhos, capacitá-los e já co-
locá-los no mercado de trabalho tirando uma grande parte deles das ruas, da marginalidade, da
ociosidade e do caminho das drogas, contribuindo assim com a segurança da comunidade.
Isso tudo seria o melhor dos mundos e também pode ser uma grande utopia, mas com certeza um
grande passo para chegarmos lá já foi dado. Faço estas considerações para citar um dos melhores
prêmios já conquistados pela cidade. Novo Horizonte é a sétima colocada no ranking feito pela Ong
Todos pela Educação, com base nos resultados da Prova Brasil, do Ministério da Educação e Pisa
(Programa Internacional de Avaliação de Alunos) realizado pela OCDE (Organização para Cooperação
e Desenvolvimento Econômico) que reúne 37 países. No Estado de São Paulo é a primeira em quali-
dade e conhecimento nas escolas públicas.

Parabéns à PREFEITURA DE NOVO HORIZONTE, parabéns ao Sr. PREFEITO
ANTONIO VILLA REAL TORRES, parabéns ao diretor de Educação, Sr. PAULO MAGRI,
pessoa com um trabalho incansável na busca de um ensino de qualidade e na valoriza-
ção dos profissionais. Parabéns a todos os DIRETORES E FUNCIONÁRIOS do ensino
público e principalmente aos PROFESSORES, que com toda as dificuldades encontra-
das ainda conseguem proporcionar um ensino de qualidade.

Diretor da Usina Estiva, Sandro Henrique Sarria Cabrera.

Jornal Local – Usina Estiva, 19/05/2012.

JORNAL LIBERDADE

Dra. Diva R. Borges Professora de Educação Física e atuante Advogada

O ENSINO EM NOVO HORIZONTE

Há muito tempo eu desejava escrever um artigo falando sobre o ensino em nossa cidade, to-
davia o tempo foi passando, deixei para mais tarde, porém agora chegou a hora.

Fui professora nesta querida Novo Horizonte, atuei corno diretora também, e naqueles tempos
não se contava com merenda escolar, e as regalias tinham limites. Os alunos sempre muito educados
se levantavam quando nós, professores, adentrávamos em salas de aulas, e ao terminarmos, os mes-
mos nos saudavam com uma salva de palmas. É claro que nos sentíamos orgulhosos de participarmos
do corpo docente, porque éramos super valorizados.

Atualmente, com o avanço da estrutura educacional, dos métodos modernos que se infiltraram
no ensino, sentimos um desinteresse dos professores em ministrarem suas aulas, porque hoje o aluno
além de não se portar como antigamente em uma sala de aula, agride o seu mestre, não presta mais
atenção na aula, desacata de toda a maneira aquele que vai lhe proporcionar todo tipo de ensino para
o seu futuro.

É uma lástima o que está acontecendo, porque atualmente não existe mais interesse por parte
dos jovens em abraçar a carreira do magistério, e isso só prejudica a educação em nosso país. Toda-
via, aqui nos encontramos para falar um pouco sobre um mestre que "está certo no lugar certo", porque
com seu espírito empreendedor, e por acreditar na educação pública, deu novos rumos à educação.
Esse grande, inteligente, esclarecido e competente professor se chama: Paulo César Magri.

Esse professor, muito capacitado, foi conhecendo os métodos de ensino de outros estados e
vagarosamente foi introduzindo no ensino de nossa cidade.

As escolas de nossa cidade foram municipalizadas e, com isso, esse grande professor, que,
aliás, leciona "matemática", foi introduzindo novos métodos, exigindo atenção de todos os estudantes,
educação nas salas de aulas, respeito aos mestres, enfim tudo aquilo que outrora existia, sem exigên-
cia, apenas pelo grande desejo de apreender.

Quando fui estudante em Catanduva, eu levava meu lanche num pequeno embornal feito de
pano de saco de açúcar, e o meu lanche era, quando muito, um pedacinho de pão com um ovo cozido,
e hoje esses estudantes comem, na hora do almoço, um excelente almoço preparado pela excelente
nutricionista, e o engraçado é que grande parte das crianças nem comem, porque se sentem já satis-
feitos, com a merenda que lhes é oferecida ao longo do dia.

“Atuei como diretora também, e naqueles tempos não se contava com merenda escolar, e as
regalias tinham limites. Os alunos sempre muito estucados se levantavam quando nós, professores,
arretávamos em salas de aulas, e ao terminarmos, os mesmo nos saudavam com uma salva de pal-
mas”.

O artigo que a Veja publicou no dia 16 de maio de 2012 nas páginas 102 e 103, intitulado
"Quem Quer Consegue", nos enche de satisfação e orgulho. Lendo com muita atenção vimos o nome
de nossa cidade entre as cidades que se destacaram no ranking feito pela ONG Todos pela Educação,
lá figura a nossa querida Novo Horizonte (SP) com 41%.

Tudo isso nos coloca numa posição privilegiada, destacando os municípios brasileiros que,
embora com resultados ainda distantes dos de países mais avançados na sala de aula, concentram o
maior número de alunos com conhecimento adequado ou até superior ao esperado para a série que
atingem ou extrapolam as metas.

Isso, sem dúvida, é uma grande conquista para nossa cidade, pois raças ao esforço do grande
professor que é Paulo César Magri, e sem dúvida das queridas e esforçadas professoras, que muito
bem capacitadas e orientadas pelo grande mestre, levam à crianças e jovens de nossa cidade todo o
conhecimento necessário, e que hoje estão sentindo na pele aquele orgulho que nós professores sem-
pre quisemos alcançar.

A equipe que colabora com o Ilustre Professor Paulo César Magri, temos conhecimento do
grande esforço, da competência e do empenho em trazer sempre o melhor para que, como hoje que
lemos em a Revista Veja o nome de nossa cidade, continuemos a merecer o destaque sempre alme-
jado.

De fato, todos os municípios citados corno muito bem diz "Veja", nada fizeram de tão mirabo-
lante, mas sim levaram para todo o Brasil, o esforço de seus estudantes em dar um pulo no degrau da
sabedoria.

Parabéns Paulo César Magri!
Parabéns diretoras e professoras!
Parabéns a todos que colaboram para o ensino em nossa cidade, e que Deus proteja os nossos alunos,
pois deles depende o futuro do nosso país.

Jornal Liberdade, 19/05/2012.

JORNAL LIBERDADE

Laura Elisa de Oliveira Santana é Pós-graduada em
Pedagogia e Administração Escolar

O CORAÇÃO DO BARCO É O COMANDANTE

Verdade seja dita, a estrutura de um barco é fundamental. Assim como uma casa sem alicerce
está sujeita à ação das chuvas que provocam erosões, rachaduras que comprometem sua estrutura e
podem levá-la ao chão, também um barco sem seu comandante pode até navegar, mas dificilmente
chegará seguro ao porto, sem a competência de um bom comandante.

E esta competência não se obtém da noite para o dia. São anos de dedicação, trabalho árduo,
desencantos incompreensões e frustrações, porque como disse o Senhor na Sua Palavra "Comerás o
pão do suor do teu rosto". Mas Ele disse também, para nos incentivar pelos caminhos da perseverança
que, "o choro pode durar urna noite, mas a alegria vem ao amanhecer".

Estes dias eu li urna frase paradoxal ao pensamento de Drummond e este diz assim: "No meio
das pedras havia um caminho".

Creio que para glória de Deus, porque Dele e para Ele são todas as coisas, (disto eu não tenho
dúvida alguma), Paulinho Magri, este meu amigo de fé, meu irmão-camarada, "amigo de tantos ca-
minhos e tantas jornadas", (como escreveu Erasmo Carlos), encontrou seu caminho entre as pedras.

E não foram poucas essas pedras. Pedras de incompreensão, de maldade, de maledicência,
de inveja, é preciso que se diga. Mas ele também sabia e aprendeu com a vida que para subira mon-
tanha, estamos sujeitos a escorregões, ao deslize da encosta e à adversidade dos ventos contrários,
mas que não se pode perder o foco quando o alvo está pré-determinado.

Paulinho meu amigo, estou cheia de orgulho de você, como mãe que se rejubila pelas vitórias
alcançadas pelo filho. Você conseguiu e com você, todos aqueles que acreditaram no seu sonho,
embora muitas vezes houvesse dúvidas e o "será que vai dar certo?", tentasse embaçar o brilho da
caminhada, mas vocês persistiram e conquistaram a montanha.

Nossa cidade está muito feliz pela vitória alcançada pela Educação. A desesperança e a deca-
dência demonstrada por este importante setor, ano após ano em praticamente todo,, os estados da
federação, fez nossa cidade lançar ao mar sem temer o ""Triângulo das Bermudas", uni barco repleto
de marinheiros composto por professores, funcionários e especialistas de todos os níveis, singrando
águas bravias num ousado projeto que hoje se revelou vitorioso, porque tinham em seu timão a com-
petência, a determinação, o entusiasmo e a teimosia de Mestre Paulinho como comandante.

As vitórias, diga-se de passagem, vem sendo obtidas ano após ano, com resultados promisso-
res em todas as provas que aferem o nível de aprendizado dos alunos da Rede Municipal de Ensino,
sejam elas do Saresp, Prova Brasil e outras. Nestas, o esforço dos Educadores de nossa cidade tem
sido coroado com excelentes resultados. A revista "Veja" da semana que passou, trouxe uma matéria
com o título de "Excelência à Mineira". O estado de Minas Gerais, como se sabe historicamente, sem-
pre foi uma referência na educação; também os resultados obtidos pelo estado do Mato Grosso foram
dignos da mesma excelência.

“...enquanto você ensina, alguns tentam descobrir o que você não sabe; enquanto você re-
cebe aplausos, outros buscam saber quem o vaia; enquanto você cria, outros copiam, como eternos
espectadores que merecem compaixão, e não temor. Afinal, existimos para sermos, não melhores do
que os outros, mas melhores do que nós mesmos”.

O destaque, porém, que nos encheu de orgulho, foi o obtido pelos alunos de nossa cidade que
atingiu a gloriosa marca de 9° lugar no ranking Nacional e o 10º lugar no estado de São Paulo! E não
é para nós, militantes da educação de todos os tempos e épocas, nos orgulharmos de tal conquista?

Parabéns colegas! Conforme postei em alguns comentários que fiz no Facebook, pois foi lá que
li esta maravilhosa notícia, este "Quadro da Educação" que tanto enalteceu nossa cidade, tem um
autor e uma assinatura: a de Paulinho Magri, que com seu empenho e perseverança, conseguiu atra-
vés da ação coletiva dos profissionais da Rede Municipal de Ensino este excelente resultado para
nossa cidade. Estão de parabéns todos aqueles que investiram neste projeto com seu esforço, carinho
e dedicação, crendo na possibilidade de mudanças, de transformarão e de vitória da educação local.
Tenho a mais absoluta convicção de que todos aqueles que realmente sonham com um ensino de
qualidade, pois a educação é a base de toda a pirâmide social, estão orgulhosos e felizes também.
Parabéns aos alunos, aos seus pais que entraram neste barco na expectativa de não verem seus filhos
à deriva. Parabéns a todos os professores que, como cantava Gonzaguinha, seguem em frente e se-
guram o rojão na sala de aula, comprometidos com disciplina, conteúdo, com o aperfeiçoamento
profissional e pessoal, investindo pesadamente nesta tarefa. Aos Diretores de Escola, Coordenadores
Pedagógicos e demais profissionais envolvidos no processo, a gratidão desta cidade e a certeza de
que por estas bandas, como dizem os mineiros, ainda existe a esperança de um novo porvir.

Quanto a você, Mestre Paulinho, que bom saber que manteve no coração e na mente, desde
anos atrás quando juntos trabalhamos, o lema do professor Paulo Freire "Ai do educador que não
sonhar o sonho da educação possível". Continue_ nesta força, trilhando por estes caminhos, cercando-
se de pessoas que comungam destes mesmos sonhos e ideais, sem preocupar-se com OS "latidos
dos cães" enquanto a sua caravana passa. Conforme escreveu alguém, "enquanto você ensina, alguns
tentam descobrir o que você não sabe; enquanto você recebe aplausos, outros buscam saber quem o
vaia; enquanto você cria. Outros copiam, como eternos espectadores que merecem compaixão, e não
temor. Afinal, existimos para sermos, não melhores do que Os outros, mas melhores do que nós mes-
mos". Parafraseando você mesmo “Quem trabalha merece"!
Um grande abraço amado e novamente, parabéns! Da antiga de sempre. Laura Elisa.

Jornal Liberdade, 19/052/012.

BLOG EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM AÇÃO

MAIS UMA VEZ A EDUCAÇÃO EM NOVO HORIZONTE É DESTAQUE!

A Educação em Novo Horizonte mais uma vez se destacou! De acordo com o Índice de Desen-
volvimento da Educação Básica (IDEB) de 2011, os resultados colocam as escolas do município entre
as melhores avaliadas no Brasil.

O IDEB quantifica a qualidade das escolas e é apresentado numa escala de zero a dez, sendo
realizado a cada dais anos.

Entendendo melhor o IDEB:

“O índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB)
foi criado pelo Inep, em 2007 e representa a iniciativa pioneira de
reunir num só indicador dois conceitos igualmente importantes
para a qualidade da educação: fluxo escolar e médias de desem-
penho nas avaliações Ele agrega ao enfoque pedagógico dos
resultados das avaliações em larga escala do lene a possibilidade
de resultados sintéticos, facilmente assimiláveis, e que permitem
traçar metas de qualidade educacional para os sistemas. O indica-
dor é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar,
obtidos no Censo Escolar, e médias de desempenho nas avalia-
ções do Inep, o Saeb —para as unidades da federação e para o
país, e a Prova Brasil – para os municípios.

Fonte: INEP - Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira

As Escolas que mais se destacaram foram: no 5° ano as EMEFs "Prof. José Luis Tomazi" e
"Prof. Moacyr de Freitas", e no 9° ano a EMEF "Francisco Álvares Florence", sendo esta a melhor
colocada do ciclo II do ensino fundamental da nossa região.

Nos destacamos na Prova Brasil, e agora o IDEB vem reforçar que a Excelência em Educação
é nossa meta constante. Parabenizamos o Diretor Municipal de Educação e Cultura, Prof. Paulo César
Magri, toda a equipe DMEC, direção, coordenação, professores, alunos, enfim, todos aqueles que
tornam possível estes resultados.

Na foto, Silmara Aparecida Laude, coordenadora de es-
cola, Denise Colucci Octaviano, supervisora de ensino e Roseli
Aparecida Evaristo da Silva Burgareli, diretora da EMEF "Prof.
José Luis Tomazi 11", comemoram o sucesso da escola, que ob-
teve 7,1 no IDEB. Segundo a diretora Roseli Burgareli, o sucesso
se deve ao trabalho continuo junto aos alunos, tendo como obje-
tivo a melhoria da qualidade de ensino. São ministradas provas
semanais avaliando o empenho de cada aluno, também é reali-
zado um trabalho junto com a comunidade e com os pais, criando
responsabilidade pedagógica em toda a comunidade, adquirindo
hábitos de estudos na clientela escolar: "Foi uma parceria que deu
certo, entre a escola e a comunidade. Todos saímos vencedores!
”. Segundo a supervisora Denise Colucci Octaviano, que acompa-
nha a escola desde a sua criação: "O sucesso obtido pela escola
foi resultado da dedicação, responsabilidade e trabalho de todos
na escola, que fizeram do aluno a sua maior meta."

Blog Educação, 05/2012.

HOMENAGEM MAÇONICA

Homenagem Maçônica de reconhecimento à Paulo César Magri
Homenagem Maçônica, 26/09/2012.

O REGINAL

TRÊS ESCOLAS DE NOVO HORIZONTE, SE DESTACAM COM NOTAS DO IDEB

UNIDADES DE ENSINO CONTAM COM PROVAS SEMANAIS DE PORTUGUÊS E MATEMÁTICA

O Ministério da educação divulgou, nesta semana, o Índice de Desenvolvimento da Educação
Básica em todos os municípios do Brasil.

Na região de Catanduva, o município que mais se destacou com as notas além da média foi
Novo Horizonte. Duas escolas municipais do ensino fundamental (que atendem alunos do 5º ano)
obtiveram nota 7.1, ficando além da meta preconizada pelo Ministério. Além disso, outra escola muni-
cipal de ensino fundamental que atende alunos do 9º ano, também se destacou na região e obteve a
nota 6.2.

A reportagem de O Regional entrou em contato com o secretário da Educação de Novo Hori-
zonte, Paulo César Magri, o qual afirma que todas as escolas do ensino fundamental I tiveram média
superior a 6.5 nas provas realizadas para medir o índice. "A rede municipal de ensino realiza, sema-
nalmente, simulados de Português e Matemática".

Ele afirma que a partir dos resultados das provas semanais são definidos projetos para mudar
o foco do conteúdo aos alunos. "Se percebemos que, os estudantes tiveram mais dificuldade em uma
matéria, vamos reforçar para que eles possam entender com mais facilidade". A rede municipal de
Ensino de Novo Horizonte, conta com 5.500 alunos e lembra que o trabalho abrange cada estudante.

“As crianças que tem dificuldades no aprendizado, são encaminhadas para atendimento espe-
cializado”. Outro fator importante que o Secretário destaca é a aproximação entre família e escola. “Os
pais dos alunos são muito próximos das escolas e acompanham tudo o que está acontecendo. Além
disso, temos projetos especiais, como o incentivo ã leitura ". Ressalta que o foco cia Secretaria de
Educação é a aprendizagem. "Os professores passam por capacitações frequentes e todos os alunos
fizeram a Prova Brasil, que mede o IDEB".

CONFIRA ABAIXO AS UNIDADES DE ENSINO DA REGIÃO QUE SE DESTACARAM.

5º ANO
Nojo Horizonte - EMEF Prof. José Luis Tomaz - 7.1
Novo Horizonte - EMEF Prof. Moacyr de Freitas - 7.1
Pindorama - EMEIF Prof.ª Ermelinda C. Pinto Attab - 7.0
Paraíso - EMFEI Prof. Helizo de Souza Castro - 6.9

9° ANO
Novo Horizonte - EMEF Francisco Alvares Florente - 6.2

Itajobi - EMEF José Cardoso de Mattos - 5.9
Cajobí - EMEF Prof. Santo Geraldo - 5.6

Pindorama - EMEF Prof. Wagner Hage - 5.5
Tabapuã - EMEF Profª Zilda Soares Baldi -5.5
Cajobí - EMEIF Prof. Darwin Freitas Ramalho - 53
Cajobí - EMEF Saturnina Rosa Secches - 5.5

Jornal O Regional, 17/08/2012.

JORNAL LIBERDADE

ESCOLAS DE NOVO HORIZONTE ENTRE AS MELHORES DO BRASIL
Mais uma vez o ensino de Novo Horizonte ganha destaque na imprensa regional. O Jornal

Diário da Região de Rio Preto, por exemplo, em seu caderno "Cidades" desta quinta-feira, publicou
importante reportagem enaltecendo o ensino aplicado em diversas escolas da região Noroeste
Paulista.

A relação publicada pelo Diário menciona três pólos educacionais de Novo Horizonte que
também se destacaram na avaliação do IDEB — Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de
2011. As Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFS) Professor José Luiz Tomazi, Moacyr
de Freitas e Francisco Álvares Florence (FAF) estão entre as melhores do Brasil.

De acordo com o IDEB, a EMEF Professor José Luis Tomazi obteve nota 7.1, a mesma
conquistada pela EMEF Moacyr de Freitas, ambas classificadas no ciclo 1 do ensino fundamental
(primeira a quarta séries). Já no ciclo 2 do ensino fundamental (quinta a oitava séries), a EMEF
Francisco Álvares Florence alcançou a maior nota, 6.2. O Ideb, medido a cada dois anos, é
apresentado numa escala de zero a dez. Ele mede a qualidade de cada escola e de cada rede de
ensino. O indicador é calculado com base no desempenho do estudante e em níveis de aprovação.

Para se chegar a essa pontuação tão privilegiada, a Diretora da EMEF FAF, Deise Basaglia
Almagro, diz que semanalmente os alunos passam por simulados, onde são treinados. "Não perdemos
nenhum aluno de vista", garante a Diretora. O sociólogo do Departamento de Educação da UNESP de
Rio Preto, Júlio César Torres, especialista em políticas educacionais, argumentaque em parte
considerável das cidades, o ensino foi municipalizado, fazendo com que a qualidade da educação
viesse a melhorar e a alcançar esse patamar.

Luciano Eid

Jornal Liberdade, 20/08/2012.

OPET MINISTRA CURSO DE CAPACITAÇÃO PARA
PROFISSIONAIS DA DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO DE

BURITAMA

As reuniões realizadas
na EMEF do Bairro Nossa
Senhora do Livramento e na
EMEF Maria do Carmo Cunha
Guerbas foram distribuídas em
três níveis de Ensino.

No dia 5 de novembro, os

profissionais do sistema

educacional Municipal, no caso,

diretores das escolas,

coordenadores, gestores

educacionais de creche,

professores da Educação Infantil

I, II e do Ensino Fundamental,

participaram do curso de

capacitação oferecido pelo
Grupo Educacional OPET — responsável pelo material escolar utilizado pelas crianças matriculadas

na rede Municipal de Ensino de Buritama.

As reuniões realizadas na EMEF do Bairro Nossa Senhora do Livramento e na EMEF Maria do
Carmo Cunha Guerbas foram distribuídas em três níveis de Ensino. A primeira palestra, com o tema
"Oficina Pedagógica - 1' Infância", foi ministrada pelo professor Rhut Greca -

Especialista em Educação Infantil. Já a segunda Oficina Pedagógica, teve corno assunto
principal, "A construção de aulas com o material OPET", orientada pela professora Aneli Prestes,
Especialista em Educação Infantil. Na última palestra, com o terna: "Avaliação SARESP-Matemática",
o responsável pela orientação foi o Professor Paulo Magri -Especialista em Educação Matemática.

"Essas palestras serviram para aprimorar os conhecimentos dos nossos professores.
Aproveitamos a reunião de HTPC que realizamos semanalmente, para convidarmos o pessoal da
OPET e assim, oferecer curso de capacitação aos nossos profissionais da educação Municipal, com o
objetivo de cuidar da formação do corpo docente que é fundamental para termos uma educação de
qualidade em nosso Município", concluiu a Diretora Municipal de Educação, Eliziane da Silva Sanchez.

OPET, 09/11/2012.

REVISTA HUMORATIVO

EDUCAÇÃO PROJETO NOVO HORIZONTE NACIONALMENTE

MUNICÍPIO GANHA DESTAQUE EM REVISTA DE GRANDE CIRCULAÇÃO POR TER A MELHOR REDE DE EN-

SINO FUNDAMENTAL DO PAÍS

"A lição da pequena Novo Horizonte". Foi assim
que a Veja, uma das revistas de maior circulação do Bra-
sil, exaltou o mais novo motivo de orgulho da nossa
comunidade: a Educação! A revista apurou que Novo Ho-
rizonte possui a melhor rede municipal de ensino
fundamental do país. A constatação foi feita quando a
Veja solicitou um levantamento ao educador João Batista
Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto. Oli-
veira é o criador do Prêmio Prefeito Nota 10, que a partir
de 2014 vai apontar o município cuja rede de ensino ob-
tiver o melhor resultado na Prova Brasil (avaliação do
Ministério da Educação que mede habilidades e compe-
tências em Português e Matemática de alunos do 5' e 9°
anos do Ensino Fundamental). O prêmio para o município
vencedor será R$ 200 mil. A revista de circulação nacio-
nal pediu para Oliveira fazer uma antecipação e levantar
a informação de qual município levaria o prêmio se o
mesmo já valesse em 2013. Novo Horizonte foi a cidade que mais se aproximou da meta proposta
pelo educador: 70% dos alunos com aprendizado adequado à série que frequentam. A Revista Humo-
rativo entrou em contato com Paulo Magri, secretário de Educação de Novo Horizonte, que falou sobre
o sucesso da rede de ensino que comanda. Leia os principais trechos da entrevista:

RH: Como você recebeu a notícia de que Novo Horizonte ganharia o prêmio por ser o
município com a melhor rede de ensino fundamental do país?

Paulo Magri: Recebemos com muito entusiasmo, pois não trabalhamos para ter uma escola
excelente e outra ruim. Queremos uma rede integrada, que funcione. Com diferença de aprendizado
entre as escolas, a educação não avança.

RH: Qual o segredo do bom resultado obtido pela rede municipal de Novo Horizonte?

Paulo Magri: Entre outros fatores, podemos citar a adoção de um currículo unificado, a avali-
ação frequente dos alunos, a cooperação para a formação dos professores, a avaliação dos docentes,
o incentivo à participação dos pais no cotidiano escolar e o combate às fraquezas identificadas na
rede.

RH: Como é feita a avaliação frequente dos alunos?

Paulo Magri: O acompanhamento constante dos alunos é essencial para nossos bons resulta-
dos. Aplicamos avaliações semanais. Quando 60% da turma não vai bem na prova, o conteúdo é
revisto. Esse procedimento dita os rumos do nosso trabalho pedagógico.

RH: E como são preparadas essas avaliações semanais?

Paulo Magri: A Secretaria de Educação elabora as avaliações com questões de Português e
Matemática trabalhadas durante a semana. Isso porque queremos verificar se todos estão apren-
dendo. Em caso de desempenho ruim dos alunos, o professor é obrigado a rever os conteúdos na sala
de aula e marcar nova avaliação na semana seguinte. Assim, garantimos que nenhum professor vai
seguir a grade curricular sem que os alunos tenham aprendido.

RH: Além dos fatores já mencionados, há o comprometimento de toda comunidade es-
colar?

Paulo Magri: Sim. Gestores, professores e pais são comprometidos com a educação. Na nossa
rede, o aprendizado é fiscalizado e todos são cobrados. Com relação aos pais, eles são informados
de tudo o que acontece nas escolas.

RH: Para encerrar, você gostaria de ressaltar mais algum aspecto que contribui para o
sucesso da rede municipal de Novo Horizonte?

Paulo Magri: Sim, a infraestrutura das escolas foi aprimorada. Grades foram removidas, pare-
des pintadas e móveis trocados, tornando os ambientes mais acolhedores. Além disso, para atenuar
as discrepâncias entre as escolas da rede, professores e diretores são remanejados para as unidades
com piores desempenhos. Com isso, há necessidade constante de capacitação para todos os gesto-
res.

Revista Humorativo, 03/2013.

REVISTA VEJA

EDUCAÇÃO – ENSINO FUNDAMENTAL
A lição da pequena novo horizonte: educação pública de qualidade para todos. Cidade paulista

possui a melhor rede de ensino municipal de ensino fundamental do Brasil. Série de reportagens da
VEJA vai explicar o porque.

Caroline Carvalho, de 24 anos, professora de Professores trocam experiências e planejam
Novo Horizonte (SP): "Professores mais expe- aulas durante reuniões do Horário de Trabalho
rientes me mostram que eu dominava o Pedagógico Coletivo (HTPC), em Novo Hori-
conteúdo, mas precisava preparar melhor as zonte (SP) - Heitor Feitosa.
aulas" - Heitor Feitosa.

Marisa Alves da Silva, de 38 anos, com a filha Adriana Zanluqui, de 32 anos, professora de
Paloma, de 11 anos (à esquerda) e a amiga matemática da escola Francisco Alvares Flo-
dela Liliane Guimarães, de 14: "A escola delas rence, de Novo Horizonte (SP): "Aqui todo
parece particular" - Heitor Feitosa. mundo é cobrado" - Heitor Feitosa.

Luciano Garcia, de 33 anos, professor de mate- Professora Maria Carrera, de 61 anos, da Es-
mática de duas escolas da rede municipal de cola Municipal Hebe de Almeida Leite Cardoso,
Novo Horizonte (SP): "Somos incentivados a em Novo Horizonte (SP): "Trabalho feliz" - Hei-
estudar e nos qualificar" - Heitor Feitosa. tor Feitosa.

O aposentado Ricardo Rapini com os filhos Alunos com dificuldades de aprendizado são
Rian, de 10 anos, Rafaela, de 14, e Renan, de encaminhados para aulas de reforço em uma
13, alunos da rede municipal de Novo Horizonte sala de Atendimento Educacional Especiali-
(SP) - Heitor Feitosa. zado (AEI) - Heitor Feitosa.

Hora do lanche na Escola Municipal Hebe de Maria Cristina Prado, diretora da Escola Muni-
Almeida Leite Cardoso, de Novo Horizonte cipal Hebe de Almeida Leite Cardoso, de Novo
(SP) - Heitor Feitosa. Horizonte (SP) - Heitor Feitosa.

Professores Ademir Almagro (à esquerda) e Sem microfone, Maria Cristina, diretora da Es-
Valmir Valiani, da rede municipal de Novo Hori- cola Municipal Hebe, de Novo Horizonte (SP),
zonte (SP): "Alunos passam por recuperação" - repete diariamente aos alunos as regras da uni-
Heitor Feitosa. dade - Heitor Feitosa.

Área ao livre onde alunos da Escola Municipal Toshio Toyota, prefeito de Novo Horizonte
Hebe de Almeida Leite Cardoso, em Novo Ho- (SP), afirma que procurou um secretário de
rizonte (SP), passam o intervalo - Heitor educação que não tivesse ligações com grupos
Feitosa. políticos - Heitor Feitosa.

Turma da Escola Municipal Hebe de Almeida Alunos da rede municipal de ensino de Novo
Leite Cardoso, em Novo Horizonte (SP) - Heitor Horizonte (SP) têm aula de leitura ao ar livre -
Feitosa. Heitor Feitosa.

Luíza, de 9 anos, Rodrigo, de 11, Ananda, de Escola Municipal Francisco Alvares Florence,
12, Vitória, de 6, e os pais Rodrigo e Cristina em Novo Horizonte (SP), tem frases escritas
Luna: confiança na educação de Novo Hori- por professores e funcionários espalhadas pela
zonte (SP) - Heitor Feitosa. unidade - Heitor Feitosa

Paulo Magri, secretário de Educação de Novo .
Horizonte (SP): Não me interessa ter uma es-
cola excelente e outra ruim - Heitor Feitosa

Há dois anos, quando trocou a cidade paranaense de Maringá por Novo Horizonte, a cerca de
400 quilômetros de São Paulo, a confeiteira Cristina Luna tinha uma grande preocupação em mente:
a educação dos quatro filhos. Ananda, de 12 anos, mais velha da prole, teria de deixar a escola-modelo
que frequentava, mantida pela Universidade Estadual de Maringá (UEM) e famosa pelo rigor e exce-
lência. “Tive medo de optar por uma escola municipal em Novo Horizonte e não conseguir o mesmo
nível de educação”, lembra Cristina. O receio era justificado. Ao contrário da cidade paranaense, Novo
Horizonte não possui uma das chamadas escolas-modelo, instituições que se destacam das demais
pela qualidade.

Cristina logo descobriu, porém, que o município paulista tinha algo mais valioso a oferecer:
uma rede que, se ainda não é modelo, caminha nessa direção. Hoje, os quatro filhos da confeiteira
frequentam duas escolas da rede, e a mãe não tem motivos para reclamar. Luiza, de 9 anos, exibe a
bicicleta que ganhou em um concurso de ortografia, enquanto o irmão Rodrigo, de 11, mostra orgu-
lhoso as quatro medalhas que conquistou em competições escolares.

NOVO HORIZONTE EM NÚMEROS

Exemplos como o de Novo Horizonte são tão raros quando louváveis no cenário da educação
pública brasileira. Tanto assim que, a partir do ano que vem, serão reconhecidos com um prêmio, o
Prefeito Nota 10. Criado pelo educador João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e
Beto, o prêmio vai recompensar o município cuja rede de ensino tiver obtido o melhor resultado na
Prova Brasil – avaliação do Ministério da Educação (MEC) que mede habilidades e competências em
português e matemática de alunos do 5º e 9º anos do ensino fundamental. “Vamos premiar o conjunto
de escolas. Não adianta ter uma escola boa se o resto da rede for ruim. Quero ajudar a sociedade a
entender que educação se faz em rede”, diz Oliveira. Disputarão o prêmio municípios com mais de
20.000 habitantes e com o mínimo de 300 alunos avaliados pela Prova Brasil. Além disso, pelo menos
70% dos estudantes devem estar matriculados na rede municipal. O prêmio é de 200.000 reais.

O Prefeito Nota 10 só começa para valer em 2014. Se fosse conferido agora, iria para Novo
Horizonte. É o que revela a análise da Prova Brasil de 2011, feita pela organização do Prefeito Nota
10 a pedido do site de VEJA. Atendendo aos pré-requisitos citados acima, o município obteve na ava-
liação o desempenho mais próximo do almejado pelo prêmio: ao menos 70% dos estudantes da rede
com aprendizado adequado à série que frequentam. Não deve passar desapercebido o fato de que
Novo Horizonte é a cidade que mais perto chegou do objetivo, sem, contudo, atingi-lo. Isso revela o
quanto o ensino tem a evoluir no país.

Segundo especialistas, um conjunto de ações bem executadas garante o avanço de Novo Ho-
rizonte rumo a uma educação universal de qualidade. Entre elas, estão adoção de um currículo
unificado, avaliação frequente de alunos, cooperação para formação dos professores – e também ava-
liação dos docentes -, incentivo à participação dos pais na vida escolar e combate a fraquezas
identificadas na rede. Esses pontos são alvo das reportagens que VEJA.com publica durante esta
semana, que procuram jogar luz sobre os métodos de Novo Horizonte e discutir se a receita bem
sucedida pode ser reproduzida em outras cidades.

POR QUE NOVO HORIZONTE VENCERIA O PRÊMIO PREFEITO NOTA 10

O município paulista é o que mais se aproxima de 70% dos alunos com

aprendizado adequado Novo Horizonte * Brasil **

Português 66%
Matemática
5º Ano 37%
33%
81%

Português 54%
56%
9º Ano 22%
12%
Matemática

*só rede municipal **redes municipal, estadual e federal

Fonte: dados da Prova Brasil 2011 tabulados pelo Qedu

Educadores e estudiosos sobre o assunto adiantam que a receita só dá certo se a ela for acres-
centada uma administração interessada e competente – o que, em se tratando de redes públicas de
ensino – envolve obrigatoriamente política. “Pode soar óbvio, mas nenhuma fórmula secreta funciona
se não há no município uma gestão preocupada de fato com equidade e qualidade”, diz Priscilla Cruz,
diretora-executiva da ONG Todos Pela Educação. “A secretaria de educação precisa ter como filosofia
central a ideia de que nenhum grupo pode ser privilegiado e que todos, sem exceção, precisam apren-
der. Por incrível que pareça, poucas cidades ainda enxergam isso com clareza.”

O secretário de Educação de Novo Horizonte, Paulo Magri, parece ciente da missão. “Não me
interessa ter uma escola excelente e outra ruim. Enquanto existir diferença de aprendizado entre as
unidades, a educação não vai avançar”, diz. Aos 50 anos, o professor formado em matemática com-
pleta em 2013 doze anos no cargo, algo incomum no Brasil, onde impera a troca a cada eleição.
Quando assumiu o posto, Magri tinha apenas creches e pré-escolas sob sua tutela. Nos primeiros
quatro anos de trabalho, ouviu inúmeras reclamações contra o ensino oferecido pelas escolas estadu-
ais presentes no município e concluiu que poderia agir. Convenceu o prefeito e lançou-se ao desafio
de ensino fundamental, assumindo unidades que pertenciam ao estado. Hoje, gerencia cinco escolas;
outras três seguem estaduais. De acordo com o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica
(IDEB), principal indicador da qualidade do setor no Brasil, o município é mais eficiente: as escolas da
rede apresentam média 34% superior à registrada pelas estaduais. “A comunidade pede pela munici-
palização das três escolas restantes, mas por enquanto não temos essa intenção”, diz o secretário.

Colocar o ensino fundamental sob administração do poder local não é assunto só em Novo
Horizonte. É uma discussão do Brasil. Ao destacar redes municipais bem-sucedidas, o prêmio Prefeito
Nota 10 quer estimular a municipalização dessa etapa de educação. Ou seja, colocar nas mãos dos
prefeitos a responsabilidade pela formação de 1º a 9º ano. A Constituição prevê que o ensino infantil
seja exclusividade do município; o médio, do estado. Já em relação ao fundamental, a responsabili-
dade é compartilhada. Atualmente, cerca de 70% das séries iniciais (1º a 5º ano) está sob o domínio
das cidades – onde se concentram os resultados menos desastrosos da educação brasileira. Nos anos
finais (6º a 9º ano), há uma divisão praticamente igualitária entre estados e municípios. “Essa divisão
é prejudicial para a educação. Se um único gestor cuidasse do conjunto, seria mais fácil estabelecer
um padrão de atuação. Além disso, o munícipe está mais próximo da prefeitura do que do estado”, diz
Araujo e Oliveira, criador do Prefeito Nota 10.

Apesar de estar na dianteira entre as redes municipais, Novo Horizonte ainda tem um longo

caminho pela frente. Nos anos finais do ensino fundamental, por exemplo, o número de alunos com
aprendizado adequado ainda pode ser considerado baixo – apesar de bem superior à média nacional.

Nos anos inicias, as notas de português ainda estão atrás das de matemática. Mesmo assim, os re-

sultados devem ser celebrados: em 2011, o IDEB da cidade ultrapassou a média da rede privada
brasileira – um feito e tanto. Fórmula mágica não existe. O que Novo Horizonte tem feito é garantir
eficiência a uma receita simples e conhecida, que evita invencionices e preza o essencial. “É isso que

garante que todo e qualquer aluno tenha condições de dominar os conteúdos básicos para desenvolver
seus talentos individuais e evoluir”, diz Patrícia Guedes, especialista em gestão educacional da Fun-

dação Itaú Social.

À FRENTE BRASIL

Notas de Novo Horizonte & médias nacionais IDEB

2005 2007 2009 2011

Novo Horizonte (rede municipal) 5 5.7 6.5 6.6

5º ano do ensino Brasil (rede pública) 3.6 4 4.4 4.7
fundamental
6 6.4 6.5
Brasil (rede privada) 5.9

Novo Horizonte (rede municipal) - 4.1 6.1 5.8
3.5
9º ano do ensino Brasil (rede pública) 3.2 5.8 3.7 3.9
fundamental
Médio
Brasil (rede privada) 5.8 5.9 6

Qualidade do Ensino na Péssimo Ruim Bom Ótimo
avaliação de especialistas

Fonte: MEC/Inep

Revista Veja, 03/03/2013.

REVISTA VEJA

AS RAZÕES DO SUCESSO DA MELHOR REDE MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL
DO BRASIL

“Lembrem-se de respeitar o colega e o meio ambiente. Tenham uma boa aula.” Assim termina
a reunião diária da diretora Maria Cristina Prado com os cerca de 600 alunos com idades entre 6 e 11
anos da Escola Municipal Hebe de Almeida Leite Cardoso, na cidade de Novo Horizonte, a cerca de
400 quilômetros de São Paulo. Pouco antes do encerramento, a diretora repetiu algumas das regras
da unidade: celular, chiclete e uniforme curto são proibidos. Pisar na grama na hora do intervalo, tam-
bém. O discurso é a parte mais ilustrativa do dia a dia das cinco escolas do município, que se destaca
no panorama brasileiro por oferecer um ensino de qualidade a todos os seus alunos (confira os indi-
cadores da rede municipal). Por trás dos bons resultados, não há ingredientes milagrosos, caros ou
irreproduzíveis. Ao contrário. A matéria-prima para o bom desempenho é o comprometimento de ges-
tores, professores e pais com a educação, além da continuidade de políticas públicas eficazes.

A primeira lição vem do prefeito da cidade, Toshio Toyota (PPS): onde entra a educação, sai a
política. “Quando comecei a procurar um secretário de Educação eficiente, tinha em mente que ele
não deveria estar ligado a nenhum grupo político”, diz Toyota, que depois de dois mandatos consecu-
tivos (2001-2008) está de volta à prefeitura de Novo Horizonte desde janeiro. “Optei por alguém que
fosse ao mesmo tempo empreendedor, revolucionário e comprometido com resultados.” A escolha
recaiu sobre Paulo Magri, um professor de matemática que dirigia uma escola estadual em Itajobi,
cidade vizinha a Novo Horizonte. O método do prefeito, que trouxe resultados, não é prática comum
no Brasil. De acordo com uma pesquisa recente realizada pela Fundação Victor Civita, 42% dos dire-
tores de escolas das redes estaduais são escolhidos por indicação política.

Empossado no cargo, o secretário Magri estabeleceu imediatamente um objetivo: criar não
uma escola-modelo, unidade que se destaca das demais pela qualidade do ensino oferecido, mas toda
uma rede eficiente. “A boa rede é aquela em que os alunos aprendem”, diz Magri, de 50 anos, 12
deles vividos à frente da educação no município. “De nada adianta ter centenas de projetos e convê-
nios se os resultados apresentados forem pífios. Aqui, me concentro no essencial.”.

O primeiro passo da administração foi estabelecer um currículo unificado para toda a rede de
Novo Horizonte, tarefa que contou com auxílio de uma empresa privada de sistema de ensino. Se-
gundo especialistas, a grade curricular unificada preenche a lacuna deixada pela ausência de uma
diretriz nacional de educação – ou seja, hoje, o país não possui um documento que oriente os gestores
escolares, mostrando o que os estudantes devem aprender. Como consequência, cada rede é respon-
sável pelo estabelecimento de seu currículo. Muitas se perdem na tarefa.

Lançadas as metas, o aprendizado passou a ser fiscalizado. “Todo mundo aqui é cobrado:
nosso trabalho precisa ter qualidade”, conta a professora de matemática Adriana Zalunqui, de 32 anos.
“Hoje, sinto prazer em lecionar porque vejo que meus alunos estão aprendendo.” A avaliação de alunos
e professores será tema de reportagens da série que serão publicadas, respectivamente, na terça e
quarta-feira.

Simultaneamente, houve também um esforço para aprimorar a infraestrutura das escolas da
rede. Com a municipalização do ensino fundamental, promovida em 2005, cinco instituições antes
dirigidas pelo estado passaram a ser de responsabilidade da prefeitura. Grades foram removidas, pa-
redes pintadas, móveis trocados. O ambiente tornou-se mais acolhedor. “Os alunos percebem que o
ambiente que frequentam foi valorizado. Então, estão se conscientizando de que precisam também
dar mais valor a isso”, diz o professor de geografia Valmir Valiani, de 43 anos. Levantamento divulgado
recentemente pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) mostra que infraes-
trutura escolar é uma preocupação nacional: 46,2% dos secretários disseram que a situação de prédios
e aparelhos escolares são hoje prioridade de gestão.

A participação familiar é outro pilar do esforço de Novo Horizonte de criar sua rede-modelo. Os
pais são incentivados a participar da formação dos filhos e cobrados quando algo não vai bem. Ricardo
Rapini, de 37 anos, tem três filhos que estudam na rede municipal. No ano passado, teve de compa-
recer à escola porque uma das crianças, Rian, de 10 anos, que cursava o 4º ano, apresentava mau
comportamento. “O seu Paulo Magri (secretário de Educação) pega no pé dos diretores, que pegam
no pé dos professores, que pegam no pé dos pais”, diz Rapini. A razão da convocação pode parecer
banal – o pequeno Rian estava correndo no pátio da escola durante o intervalo -, mas a iniciativa de
chamar os pais deixa clara a orientação pedagógica. “Somos informados de tudo o que acontece lá
dentro”, diz Rapini. Investir na participação da família na escola é, segundo os estudiosos do assunto,
uma das políticas públicas mais eficazes que existem. “Com ou sem escolaridade, os pais devem
acompanhar de perto as atividades das crianças, cooperando com a evolução delas”, diz Patrícia Gue-
des, especialista em gestão educacional da Fundação Itaú Social.

Para atenuar as inevitáveis discrepâncias entre as escolas, os melhores profissionais – profes-
sores e diretores – são destacados para atuar nas unidades que ostentam os piores desempenhos.
Seguindo essa política, cerca de 20% dos 189 docentes foram remanejados no início de 2013. Maria
Cristina, diretora da escola Hebe de Almeida Leite Cardoso, por exemplo, assumiu a unidade neste
ano a pedido do secretário de Educação. “A diretora anterior é uma boa profissional, mas estava aco-
modada e precisava se reciclar”, diz Magri.

É inegável que parte do sucesso de Novo Horizonte é facilitada pelo fato de a cidade ser rela-
tivamente pequena, com uma rede modesta de alunos. São 3.500 estudantes do 1º a 9º ano. Isso
permite ao secretário acompanhar de perto a evolução de estudantes, professores e unidades, além
de fiscalizar o trabalho dos diretores e de manter contato constante com os pais. Mas isso não deve
tirar o mérito da administração. “Não importa o tamanho do desafio. A lição que a rede municipal deixa
e que deve ser copiada é que devemos unir gestores e professores para trabalhar pela aprendizagem
de todo e qualquer aluno. A escola deve se preocupar com o sucesso de todos e não ser uma máquina
para escolher os melhores”, afirma Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP,
especialista em gestão educacional.

Há também outra razão para levar a sério o exemplo da cidade paulista de 38.000 habitantes.
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 89% dos 5.565 municípios do
país têm até 50.000 habitantes – ou seja, pouco mais do que Novo Horizonte. Isso significa que, ainda
que fosse impossível repetir a fórmula novo-horizontina em metrópoles, nove em cada dez cidades
brasileiras poderiam fazê-lo. “O que aprendemos ao ver exemplos como esse é que cada secretaria
de educação precisa identificar suas potencialidades. Se a cidade é pequena, precisa tirar proveito
disso, como faz a gestão de Novo Horizonte. Redes grandes possuem outros trunfos, como verbas
maiores e mais recursos humanos”, diz Priscila Cruz, diretora-executiva da ONG Todos Pela Educa-
ção. “De qualquer forma, o básico pode e deve ser feito por todos os municípios.”

Revista Veja, 04/03/2013.

REVISTA VEJA

ESCOLAS – ALUNOS FAZEM PROVA TODA SEMANA NA CIDADE COM MELHOR REDE
MUNICIPAL DE ENSINO FUNDAMENTAL.

AVALIAÇÃO SEMANAL DITA RUMOS DO ENSINO EM NOVO HORIZONTE (SP): SE 60% DA TURMA NÃO
VAI BEM NA PROVA, CONTEÚDO É REVISTO EM SALA DE AULA

O êxito de uma rede de ensino depende de uma série de fatores, que vão da boa gestão à
infraestrutura adequada. Especialistas em educação, no entanto, são unânimes em afirmar que o
acompanhamento constante dos alunos é a principal chave do sucesso. "Equidade significa que todos
os estudantes, sem exceção, dominam os conteúdos básicos necessários. Isso só é possível aferir por
meio de avaliações constantes", diz Priscilla Cruz, diretora do Todos pela Educação. Distante cerca
de 400 quilômetros de São Paulo, o pequeno município de Novo Horizonte parece ter compreendido
a lição. Semanalmente, estudantes do 3° ao 9° anos da rede municipal de ensino fundamental realizam
simulados nos moldes da Prova Brasil — avaliação do Ministério da Educação (MEC) que mede habi-
lidades e competências em português e matemática. Esse certamente é um dos fatores que faz com
que as cinco escolas administradas pela cidade se destaquem das demais redes municipais do país,
oferecendo educação de qualidade a todos os estudantes.

Até 2009, o município submetia os estudantes apenas a provas bimestrais, chamadas de Ava-
liação de Rendimento do Ensino Fundamental (Aref). Com avaliações tão espaçadas, era difícil voltar
a tratar em sala de aula os conteúdos nos quais os alunos haviam se saído mal nas provas. "Era um
transtorno voltar a aulas dadas havia dois meses. Isso comprometia o bom andamento do bimestre",
diz o secretário municipal de Educação, Paulo Magri. A solução foi instituir, a partir de 2010, provas
semanais para as turmas.

Elaboradas pela Secretaria de Educação, as avaliações trazem questões de língua portuguesa
e matemática referentes ao conteúdo ensinado na própria semana. O objetivo é claro: verificar se todos
os alunos estão aprendendo o que deveriam. Quando mais de 60% da turma não atinge o resultado
mínimo esperado, o professor é obrigado a rever o conteúdo em sala de aula. Na semana seguinte,
os alunos realizam nova avaliação sobre aquele conteúdo, "Isso garante que nenhum professor vai
seguir com a grade curricular sem que os alunos tenham de fato aprendido", diz Magri.

Ocimar Alavarse, professor da Faculdade de Educação da USP e especialista em gestão edu-
cacional, aprova a metodologia adotada em Novo Horizonte. Ele afirma que uma rede de ensino se
diferencia das demais se adotar providências ao detectar um resultado ruim em uma avaliação. "Não
adianta nada aplicar uma centena de provas o não fazer nada a partir delas", diz. "Com os resultados
em mãos, é preciso pensar em estratégias para corrigir os problemas encontrados."

Para Ademir Almagro, do /12 anos, professor de história da Escola Municipal Hebe de Almeida

Leite Cardoso, a rede de ensino do Novo Horizonte deve se orgulhar do método: "Na rede estadual,

quando o aluno vai mal em uma prova, tem uma segunda chance de fazê-la, mas só vai estudar aquele

conteúdo se quiser e por conta própria. Aqui, fazemos recuperação de verdade", diz. Nos casos em

que a turma obtém bom desempenho geral, apenas os alunos que apresentam maior dificuldade são

destacados para uma aula de reforço em outro período do dia. Eles são, então, convocados a frequen-

tar uma sala batizada de Atendimento Educacional Especializado (AEI). No local, duas

psicopedagogas em tempo integral reforçam conteúdos com os estudantes, seguindo a orientação dos

professores.

As avaliações semanais são utilizadas exclusivamente para diagnóstico dos alunos. Ou seja,
as notas não servem para a produção de rankings de escolas. As notas de cada instituição ficam sob
os cuidados do secretário de Educação; diretores de unidades têm acesso apenas a dados relativos
às unidades que administram. "Por se tratar de uma rede pequena, às vezes ficamos sabendo das

notas de outras classes. Mas não há divulgação oficial ou competição. Essas avaliações são uma
ferramenta para o professor aprimorar o ensino de sua turma", afirma Almagro.

O calendário de provas mudou, é claro, a rotina dos estudantes. E de seus pais. A confeiteira
Cristina Luna, de 44 anos, chegou a Novo Horizonte há dois anos e mantém seus quatro filhos matri-
culados na rede municipal de ensino. Imediatamente, notou a diferença no método de avaliação das
crianças. "Antes, eles precisavam estudar menos. Agora, como sabem que serão avaliados toda se-
mana, estão mais ligados. É estudar ou estudar", afirma.

Revista Veja, 05/03/2013.

REVISTA VEJA

REDE-MODELO DE ENSINO
Há alguns anos, o Brasil se acostumou a designar como “escolas-modelos” as unidades públi-

cas cuja qualidade de ensino se destaca da maioria. A reportagem de Veja visitou um município
diferente. Lá, criou-se uma “rede-modelo”. Novo Horizonte, distante 405 quilômetros de São Paulo,
possui a rede municipal de ensino fundamental mais homogênea do país – e com a melhor qualidade.
Uma série de reportagens que serão publicadas nesta semana vai mostrar a receita de êxito da cidade
e discutir se a fórmula pode ser repetida em outros locais do país.

Heitor Feitosa

Revista Veja, 06/03/2013.

REVISTA VEJA

ENTREVISTA: JOÃO BATISTA ARAUJO E OLIVEIRA

“EDUCAÇÃO DE QUALIDADE SE FAZ EM REDE”, DIZ EDUCADOR

O criador do prêmio Prefeito Nota 10 afirma que escolas-modelo não mudam a situação do ensino do
Brasil e elogia política educacional de Novo Horizonte, cidade que ostenta melhor rede pública de nível
fundamental do país.

Dados divulgados na quarta-feira pela ONG Todos Pela Educação mostram que o Brasil ainda
está longe de garantir educação de qualidade a todos os seus estudantes. Segundo o levantamento,
relativo a 2011, a cada cem alunos da rede pública, apenas 12 aprenderam o esperado ao fim do
ensino fundamental. Para ajudar a reverter essa situação, o educador João Batista Araujo e Oliveira,
presidente do Instituto Alfa e Beto, criou o prêmio Prefeito Nota 10, que vai identificar e recompensar
o município que conseguir assegurar que a maioria de seus estudantes esteja de fato aprendendo.
"Quero ajudar na conscientização de que todas as escolas precisam oferecer a mesma qualidade, não
importa se estão na periferia ou no centro da cidade. Todos os alunos precisam aprender", diz. O
prêmio, no valor de 200.000 reais, só será concedido a partir de 2014, quando poderão ser computados
os resultados da Prova Brasil 2013. Mas uma série de reportagens publicadas pelo site de VEJA nesta
semana mostrou a cidade que sairia vencedora caso a premiação fosse realizada neste ano: Novo
Horizonte, no interior de São Paulo. "O que mais me chamou atenção foi o comprometimento desse
município com a equidade", observa Oliveira. Na entrevista a seguir, o educador fala sobre a iniciativa
e os desafios do Brasil na área da educação.

De onde surgiu a ideia do prêmio Prefeito Nota 10? Sempre que são divulgados os índices
educacionais, como ldeb e Enem, as atenções se voltam para a melhor escola do país ou da cidade.
As pessoas não entenderam ainda que a função do governo não é colocar de pé uma escola excelente.

Ele precisa colocar a rede toda para funcionar. Caso contrário, as famílias ficam sujeitas ao
acaso na hora de matricular seus filhos: se os pais tiverem sorte, conseguem vaga na escola-modelo.
Se não, terão de se contentar com as outras escolas ruins da cidade.

Para vencer o prêmio, o município precisa oferecer educação de qualidade para o maior
número de alunos. Sim. Quero ajudar na conscientização de que todas as escolas precisam oferecer
a mesma qualidade, não importa se estão na periferia ou no centro da cidade. Todos os alunos
precisam aprender, sem exceção. Educação se faz em rede — eis uma lição que ainda precisa ser
aprendida. Por que o prêmio será destinado exclusivamente às redes municipais de educação? O
ensino fundamental precisa ter um dono, e esse dono deve ser o município. Hoje, cerca de 70% das
escolas de 1° a 5° ano já estão na mão das cidades, mas apenas a metade das de 6° a 9° ano são
municipais. O estado ainda tem uma participação alta, o que considero nocivo. Por isso, o prêmio vai
incentivar o que chamamos de municipalização da educação fundamental. De qualquer forma, o
governador do estado do município vencedor receberá uma menção honrosa.

Por que a municipalização é importante? É mais fácil estabelecer um padrão de qualidade
quando a rede tem um único dono. É preferível que esse dono seja o município, porque o cidadão está
mais próximo da prefeitura do que do estado. Ele precisa saber de quem cobrar quando não encontra
educação de qualidade. Além disso, está na Constituição que as cidades são responsáveis por essa
etapa da educação.

"Quero ajudar na conscientização

de que todas as escolas precisam

oferecer a mesma qualidade"

A pedido de VEJA.com, a organização do prêmio analisou os dados da Prova Brasil 2011 para
identificar quem seria o vencedor do prêmio, caso ele fosse concedido agora. Nenhuma cidade atingiu
o patamar exigido: Novo Horizonte foi apenas o município que mais se aproximou da marca. Isso o
surpreendeu? Esse resultado, apesar de terrível do ponto de vista da educação, não chega a
surpreender. Por isso, desde o começo, deixamos claro no regulamento que, caso nenhum município
atinja as metas propostas, será premiado aquele que mais se aproximar delas. É interessante observar
também que nos anos iniciais do ensino fundamental (1° a 5° ano) os resultados chegam bem perto
do satisfatório, mas nos anos finais (6° a 9° ano) eles ainda estão muito distantes do ideal. Novo
Horizonte (SP) é uma cidade de pouco mais de 37.000 habitantes, com apenas cinco escolas na rede
municipal. É mais fácil garantir qualidade em circunstâncias como essas? Não há nenhuma pesquisa
que prove, empiricamente, que é mais fácil garantir equidade em redes pequenas. O senso comum
pode até nos dizer que sim, mas se fosse tão fácil assim administrar bem redes pequenas toda cidade
de porte semelhante ao de Novo Horizonte teria educação de qualidade. E sabemos muito bem que
não é isso que acontece. E, se pensarmos bem, redes maiores têm mais recursos financeiros e
humanos, o que em teoria facilita a gestão, Então, o fato desse município ser pequeno não tira seu
mérito.

Outro fato chama a atenção em Novo Horizonte: o secretário de Educação está há 12 anos no
cargo, “sobrevivendo” a dois prefeitos diferentes. Essa continuidade é essencial para o sucesso? Mais
importante do que manter uma única pessoa à frente da secretaria de ensino é garantir a continuidade
de políticas públicas bem-sucedidas. De nada adiantaria esse senhor se manter tanto tempo no cargo
se o trabalho que ele realiza fosse de má qualidade. Perpetuar o que é ruim não leva a nada.

Qual o perfil ideal de um secretário de Educação? Precisa ser uma pessoa com perfil gerencial,
com competência para planejar. Não vejo a necessidade de ser um pedagogo ou um administrador,
por exemplo. Independente da formação, precisa demonstrar habilidades de negociação. É preciso
lembrar que esse é um cargo político. Por isso, o secretário deve ter uma boa articulação, pois
precisará lidar com vários grupos. E, acima de tudo, tem que se cercar de pessoas competentes, que
saibam fazer bem o que ele não sabe ou não pode fazer.

Que iniciativas vistas em Novo Horizonte devem servir de exemplo para todas as cidades? O
que mais me chamou atenção foi o comprometimento desse município com a equidade. O secretário
demonstrou ter clareza de que todas as suas escolas precisam seguir o mesmo passo. Desde o início,
ele se preocupou em estabelecer um padrão para todas elas. Isso é pensar em rede.

Revista Veja, 08/03/2013.

VISITA DA CIDADE CATALÃO

NOVO HORIZONTE SENTE-SE HONRADA COM A PRESENÇA AMIGA DA EQUIPE DA
CIDADE DE CATALÃO (GO), “TERRA DE RIOS, CIDADE DAS FLORES, ATENAS DE
GOIÁS.”

“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza dos seus sonhos”

DIA 11/04/2013

13h - Encontro com a Equipe da Diretoria Municipal de Educação e Cultura;

- Espaço para apresentação do trabalho desenvolvido pela DEMEC, buscando a
equidade na Rede Municipal de Ensino.

15h - Um giro pela Rede Municipal de Ensino;
- Visita a EMEF “Francisco Álvares Florence” (Fundamental II) – “Um diálogo pedagógico com

a equipe gestora”.
- Visita a EMEF “José Luis Tomazi” (Fundamental I) – “Conhecendo o dia-a-dia do trabalho de

um Coordenador Pedagógico da Rede de Ensino”.
19h30 - “Convite para participação de reunião com os Pais de alunos do 5º ano do EF, com objetivo
de conscientização da comunidade da importância dos simulados de preparação para a Prova Brasil.

- Local EMEF “José Luiz Tomazi” – Unidade II.
8h30 - “Boa Noite com Música” – Jantar Comemorativo na Pizzaria D’Fratello.

DIA 12/04/2013
7h - Visita a EMEF “Maria José de Oliveira” – “A Construção da Identidade e o Desenvolvimento

do Saber” – As possibilidades de construção e produção na aprendizagem do aluno no Ensino
Fundamental I.
8h - Visita ao Centro Municipal de Educação Infantil “Prof.ª. Maria Virginia Corrêia de Godoi” – “A
Magia do Olhar Infantil” – O modo sadio, harmonioso e construtivo da educação na Primeira
Infância.
9h - Visita ao Centro Municipal da Educação Infantil “Dr. Raul Nicolau Eid” – “Cheiros da Infância”
– A infância medida pelos sons, aromas e senas antes do surgimento da razão.
10h - Visita a EMEF “Prof.ª. Hebe de Almeida Leire Cardoso” – “A Função da Escola na Comuni-
dade” - As circunstâncias do meio social e a interferência da educação como norteador de novos
rumos.
11h - Diretoria Municipal de Educação e Cultura – “Análise do Encontro” - Um diálogo entre as
equipes sobre suas experiências, desafios e sucessos.
12h - Visita ao Gabinete do Prefeito – “Encerramento” – Relato dos investimentos políticos e da
valorização da Educação.

Fotos da visita de Catalão (GO) à Novo Horizonte (SP)

Encontro do prefeito de Novo Horizonte Toshio Toyota (à esquerda), Secretário de Educação e Cultura de Catalão (GO)
(camisa azul), Diretor de Educação Paulo Magri (terceiro) e a Vice Prefeita Bete Baleiro.

Diretor de Educação e Cultura Paulo Magri junto aos alunos da EMEF “Maria José de Oliveira” ” de Novo Horizonte
(SP) presenteando o Secretário de Educação e Cultura de Catalão (GO).

Apresentação dos Alunos da Rede de Ensino Municipal durante a Visita do Secretário de Catalão (GO).
Alunos da Escola Municipal “Prof.ª Hebe de Almeida Leite Cardoso” em momento de leitura.

Diretor Paulo Magri mostrando o dia-a-dia da sala de aula da EMEF “Maria José de Oliveira”.
Uma das salas de entretenimento da Rede Municipal de Ensino.

Refeitório instantes antes da liberação dos alunos para o intervalo.

Mais do dia-a-dia da sala de aula do ensino municipal de Novo Horizonte.
Visita de Catalão (GO) à Novo Horizonte (SP), 11 e 12/04/2013.

BLOG DA D’ARC-NOTÍCIAS DE CATALÃO

SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO SOUSA FILHO VISITA NOVO HORIZONTE
A CIDADE PAULISTA É EXEMPLO NA EDUCAÇÃO DE CRIANÇAS NA REDE MUNICIPAL DE ENSINO

O Secretário da Educação e Cultura de Catalão, juntamente com sua equipe pedagógica, es-
teve em Novo Horizonte, interior de São Paulo, para uma visita a Secretaria Municipal de Educação
da cidade. Foram dois dias de visitas a escolas municipal com intuito de levar contribuições para edu-
cação de Catalão.

Toda equipe foi bem recepcionada e está engajada a trazer a Catalão todo conhecimento ad-
quirido durante a viagem. Entre as atividades, a equipe contou com visitas a escolas modelos em
educação, visita à Diretoria Municipal de Educação e Cultura (DEMEC), participação de reunião com
pais de alunos matriculados na rede municipal e visita o gabinete do prefeito.

O secretário Souza Filho traz desta visita
muitas ideias a serem implantadas na educação
de Catalão. “Podemos observar o diferencial do
ensino em Novo Horizonte, uma equipe unida e
bem estruturada, trabalhando em prol da educa-
ção. As escolas da rede municipal da cidade são
realmente diferenciadas e nossa equipe irá focar
ao máximo para implementar o que for de grande
valia na nossa Catalão”, afirmou Sousa.

Secretaria de Comunicação.

Blog da D’ARC - Notícias de Catalão, 12/04/2013.


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