Apresentação
No projeto “ Nas noites árabes” os alunos entraram em contato com diferentes
contos árabes e analisaram suas características, ampliando seu repertório de contos
conhecidos.
Foram apresentados à Sherazade – a lendária contadora de histórias – das Mil e
Uma Noites, coletânea que chegou ao mundo ocidental há aproximadamente 300 anos e
passou a ser considerada um legado cultural da humanidade.
Em paralelo, realizaram leituras a respeito dos lugares, povos árabes, cenários,
personagens, com vistas à ampliação do universo cultural e contextualização das
narrativas.
Conhecer diferentes culturas é importante para quem está tratando de entender o
mundo em que vive. Desta forma, este trabalho permitiu aos alunos perceberem que
diferentes costumes e valores têm sua razão de ser em determinados contextos históricos
e sociais. Ampliaram assim, a visão sobre o mundo e aprenderam a respeitar tais valores.
Outro aspecto essencial foi que vivenciaram os comportamentos leitor e escritor,
fizeram atividades de leitura, interpretação e escrita de contos, desenvolvendo as
estratégias de revisão textual, com a aplicação dos conteúdos de gramática e ortografia.
Aos alunos, foi contada a história de Sherazade, esposa do sultão mais temido da
literatura, porque se casava e matava a esposa no dia seguinte. Quando chegou a vez de
Sherazade, ela, muito esperta, começou a lhe contar histórias, uma por noite,
interrompendo a narrativa no momento mais curioso. Assim, ele acabava por não matá-la,
pois queria ouvir o final da história no dia seguinte. Isso durou mil e uma noites...
O desafio dos alunos foi produzir mais um conto que poderia integrar esta
coletânea, considerando as características deste gênero narrativo.
Este livro de contos de autoria é o resultado desse trabalho. Embora os contos
tenham sido objeto de inúmeras revisões e aprendizagens, estão preservadas as
características próprias da escrita nesta fase, representando os avanços dos alunos até
aqui.
Professoras dos 5º anos - 2020
Introdução
Passadas mil e uma noites desde que Sherazade começou a contar suas histórias
ao sultão Shariar, ele, muito desanimado por achar que não escutaria mais os contos,
perguntou se ela ainda tinha histórias para lhe oferecer.
̶ Senhor, tenho sim mais algumas histórias para lhe entreter, apenas esqueci-me de
contá-las anteriormente. Vejo que estás convencido de não matar mais tuas mulheres. É
verdade?
̶ Sim, é verdade. Suas histórias me ensinaram lições de vida. Agora sei que estava
sendo egoísta quando matei tantas mulheres. Sinto-me culpado pelos meus atos. Quero
continuar ouvindo suas maravilhosas histórias, que tanto me encantaram.
̶ Tenho aqui algumas histórias contadas por pessoas muito especiais na minha vida,
que sei que me acompanharam em todas essas noites que passamos juntos. Vou contá-las
agora, então.
Com essas palavras, Sherazade iniciou sua primeira narrativa...
Sumário
A luz misteriosa…………………….……..………...………………………………………….…..6
Beatriz Caldana Perrella
O mistério dos três desejos…….………………………………………………………………..8
Gabrielle Fernandes Nakano
O escravo e a lâmpada…………………...…………………………………..…….…………....11
Guilherme Kalil Muradi Baptista
A lâmpada do Xeique…………………….…………………………………………………....…13
Isabella Ferreira Silva
O mercador e o gênio……………….…..………………………………………………………..17
Larissa Trevisan Leandrini
O ouro do gênio….……………………..…………………………………………………………19
Leonardo Seraphim de Arruda
As quatro noites das espantosas histórias Mil e Uma Noites……….……………….…..21
Letícia Pires Spinelli
O sábio e o gênio misterioso……….……………………………………………………….….23
Lucas Santana Ferrarese
O anel mágico…………………………………………………………………………………...…24
Lucca Marcandali Issa
Falando ou calado…………………..…………………………………………………………....26
Luíza Gomes Albernas
A lâmpada perdida…………………...…………………………………………………………...30
Manuela Spanholeto Anversa Barbosa
O sumiço……………………………………………………………………………………….…...33
Milena Rocha Palácio
O gênio, o diamante e a espada….…………………………………………………………....36
Mirela Pardi Garbelotto Belli
A noite do pescador……………….……………………………………………………….…....39
Murilo de Souza Castaldello
Memória de Msuki………………………………………………………………..……………....42
Naômi Costa Moraes
O sábio e o cão……………………………………………………………………………….…...43
Pedro Henrique Mattos Rodrigues
As oito barras de ouro…………………………………………………………….………….…46
Pedro Wosniak Prado
O pescador e o camelo mágico………………………………………………….…………....48
Rafaella de Pietro Fratti
Os vendedores de tâmaras………………….…………………………………………….…..50
Rafaella Suhadolnik de Almeida Garcia
O gênio, o Xeique e o mercador………….…………………………………………………...52
Sophia Machado Prata
A passagem secreta…………………………………………………………………………..….54
Sophia Silva de Campos Pereira
A LUZ MISTERIOSA
Por: Beatriz Caldana Perrella
Como todos os dias, normalmente acontecia na Medina, local onde os mercadores
vendiam seus produtos, os donos de comércio como lojas de tapetes, roupas, alimentos,
etc, abriam suas lojas e passavam o dia todo usando seus argumentos para vender seus
produtos. M uitas histórias ao longo do dia eram contadas e conversadas entre eles na
Medina.
Nela, tinha a família de Aziz, que era sua esposa Hana, suas filhas Asha e Jamile.
Cada membro da família tinha sua responsabilidade. O marido cuidava do sustento da
família, a esposa tinha a obrigação de cuidar da casa e das filhas de forma impecável e
suas filhas a obrigação de obedecer aos pais.
Em um dos dias, os homens ao chegarem na Medina surpreenderam-se com uma
notícia que imperava entre os de seu convívio.
- Viram? - disse um comerciante em alto e bom tom.
- O quê? - perguntou Azis.
Um dos homens da Medina logo arregalou seus enormes olhos e disse:
- Nessa manhã, alguns de nossos irmãos viram uma forte luz azul surgindo do lado
que o sol se põe.
Todos ficaram muito espantados se perguntando como poderia uma forte luz azul
surgir justo do lado oposto ao nascer do sol?
No dia seguinte, não se falava de outra coisa a não ser a luz que gerava muita
curiosidade nas pessoas.
As filhas de Azis ficaram muito curiosas em saber o que acontecia e resolveram
investigar, escondidas de seu pai e de sua mãe.
E então numa das tardes, elas saíram escondidas e foram em direção da luz azul
que todos diziam ver. No caminho, um homem com vestes compridas e um turbante na
cabeça as chamou e disse:
- Para onde vão essas lindas meninas?
Asha respondeu:
- Estamos a procura de uma luz azul, que aparece todas as tardes ao contrário da
luz do sol.
- Para descobrir, vocês devem seguir o caminho das lojas de colares dourados disse
o homem.
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Intrigadas, Asha e Jamile seguiram o caminho que o homem disse. Começaram a
juntar uma a uma das lojas de colares dourados e notaram caminhos coloridos nos seus
passos. Não demorou muito e elas estavam em um lugar totalmente desconhecido, porém
muito colorido e cheio de flores e colares dourados. Elas não mantiveram a calma e em
meio a tanta magia caminhavam em busca de uma resposta. Os caminhos mudavam de
cor e elas se intrigavam ainda mais.
Enquanto isso, na Medina, seus pais faziam suas atividades normais sem se darem
conta que as suas filhas tinham desaparecido.
Num determinado momento de sua busca, Asha e Jamile ouviram uma voz suave
dizendo:
- Venham…Venham…
E então elas foram em direção a voz com um certo medo, mas nada que as
impedissem de concluir esta missão. Quando menos esperavam, viram uma luz azul.
Aquela luz azul que todos diziam ver no mercado todas as tardes.
Elas ficaram espantadas ao ver que a luz falava, mas não existia e essa luz azul era
rodeada por colares dourados, véus e vozes.
A voz era cercada de magia e trazia as meninas cada vez mais perto. E quanto mais
perto, mais forte era a luz azul e tinham ainda mais colares dourados.
De repente, num piscar de olhos, elas acordaram e perceberam que estavam em
suas camas, que estavam cobertas por lençóis azuis e fronhas douradas. E ouviam a voz
da sua mãe:
- Asha, Jamile, acordem! Está na hora de irem para a escola.
Elas se olharam profundamente e nada entenderam.
Quando voltavam da escola, no final da tarde, novamente viram a tal luz azul e
colares dourados.
Nada satisfeitas resolveram fazer todo o caminho novamente e assim se resumiam
seus dias, sem jamais chegarem a uma conclusão sobre de onde vinha e do que se tratava
aquela luz azul com colares dourados.
Seria mesmo ilusão ou verdade?
Quem sabe num próximo conto poderemos ter todas as respostas.
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O MISTÉRIO DOS TRÊS DESEJOS
Por: Gabrielle Fernandes Nakano
Conta-se, Sherazade, que em uma noite ela e seu marido Sultão foram para o
quarto, para contar uma de suas belas histórias, foi então que ela disse:
- Dinazarde, uma moça muito bonita e curiosa, resolveu fazer uma viagem para o
deserto que era muito quente, com bastante cactos e muitos camelos, com sua amiga
Morgiana muito invejosa e bem vestida, Morgiana morava na frente da casa de Dinazarde.
Quando elas estavam em uma
caminhada no deserto, Dinazarde
encontrou uma lâmpada mágica com muito
brilho e bem dourada, e gritou:
- Morgiana vem aqui, encontrei uma
lâmpada mágica!!!
Quando Morgiana escutou os gritos
ficou com muita inveja e raiva, então falou:
- Nossa que legal.
Então, elas acharam melhor
voltarem para suas casas e fazerem os pedidos de lá. Dinazarde esfregou a lâmpada para
realizar seus desejos, onde, o primeiro desejo foi:
- Senhor Gênio, eu quero ser muito rica.
- Dito e feito - disse o senhor gênio.
No dia seguinte, Dinazarde estava rica com roupas muito bonitas, muitas jóias e
muita comida (um banquete), muito feliz. Morgiana morava em frente de sua casa e ela
conseguia ver tudo e então pensou: “Ai que raiva, vou me vingar dela hoje mesmo!” E
assim, decidiu que teria que matá-la.
Mas, como Dinazarde não era boba, já tinha imaginado que Morgiana poderia
montar um plano contra ela, pois sabia que sua amiga era bastante invejosa, então,
esfregou a lâmpada e disse:
- Senhor gênio, já tenho o meu segundo desejo, preciso que me proteja de
Morgiana, dando um susto nela.
- Dito e feito - disse o gênio.
Na noite seguinte, Morgiana iria matar Dinazarde, mas o senhor gênio correu para
protegê-la, dando um grande susto nela, este susto iria se transformar no Alá e aparecer
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um pouco antes de Morgiana matar Dinazarde, então Morgiana apareceu, e lá já estava o
grande gênio preparado e se transformado em Alá, então ele disse:
- Se você continuar com essa ideia de matar Dinazarde você irá ser punida para
sempre por mim, o Alá.
Depois disso, o senhor gênio fez seu discurso, Morgiana ajoelhou na frente dele e
pediu mil desculpas. Ela acabou levando o grande susto e saiu correndo depressa.
Dinazarde ficou feliz, pois tinha dado certo o desejo dela, no dia seguinte Morgiana
bateu na porta de Dinazarde para conversar um pouco e disse :
- Olá, minha querida amiga, gostaria de te contar uma coisa…
Dinazarde interrompeu e falou:
- Ai Morgiana, eu já sei o que você vai falar, você queria me matar!!
Morgiana olhou com uma cara de espanto e disse:
- Mil desculpas amiga, estava com muita inveja de você!
- Tudo bem, disse Dinazarde, mas fiquei um pouco decepcionada com você.
Morgiana ficou com vergonha, Dinazarde pegou novamente a lâmpada, esfregou e
disse:
- Agora já estou pronta para fazer o meu terceiro e misterioso desejo.
Neste momento, Sherazade parou de contar a história para o Sultão, pois ela já tinha
visto que o sol estava nascendo.
Então, Sherazade explicou que só pode terminar de contar no dia seguinte pois a
história seria muito mais emocionante.
No dia seguinte, o Sultão estava muito ansioso para saber o final. Então já de noite,
ele pediu para Sherazade terminar a história.
Dinazarde iria fazer o terceiro e último desejo. Esfregou a lâmpada e o gênio falou:
- Olá, querida Dinazarde, hoje você poderá fazer o seu último desejo.
Dinazarde respirou fundo e disse:
- Eu já tenho o meu último desejo…
Morgiana apareceu e interrompeu dizendo:
- Amiga, por favor, se você for fazer algum desejo para eu sumir eu só quero que
saiba que você é uma grande amiga.
Dinazarde disse:
- Morgiana, não vai embora preciso que fique aqui, ok?
- Tudo bem! respondeu Morgiana.
- Senhor gênio! - disse Dinazarde.
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- Pode falar - o gênio respondeu:
- Eu quero um anel para mim e para minha amiga querida Morgiana, para
representar a minha amizade com ela - disse Dinazarde.
- Dito e feito - disse o Gênio.
Então, na mesma hora Morgina ficou emocionada e os anéis estavam ali bem na
mão de Dinazarde. As amigas ficaram felizes. Passaram alguns meses e as amigas ainda
estavam felizes.
Sherazade terminou sua história e falou ao Sultão:
- Querido Sultão amanhã vou lhe contar outra história ainda mais emocionante que
está.
O Sultão ficou ansioso e entusiasmado, e falou:
- Tudo bem! Não vejo a hora de chegar a noite para escutar essa nova história.
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O ESCRAVO E A LÂMPADA
Por: Guilherme Kalil Muradi Baptista
No quarto do Sultão, a Dinazarde exclamou: ”Por Deus, maninha, se você não
estiver dormindo, conte-nos uma de suas belas histórias para que atravessemos o serão
desta noite.’’
“Claro! Hoje vou contar a história de um escravo que queria a sua liberdade” -
respondeu Sherazade.
Era um dia como qualquer outro, em uma cidade pequena, mas bem movimentada,
e nessa cidade tinha um sultão que fazia seus escravos trabalharem tanto que não era raro
morrerem ali. Passou apressado por lá um mercador, que deixou cair uma lâmpada na
região onde os escravos trabalhavam.
Um dos escravos estava trabalhando e viu a lâmpada, sentiu atratividade e a levou
para casa, onde viu que ela estava suja e foi limpá-la. Nisso, ele viu sair da lâmpada um
gênio e lhe disse: ‘
- Você t em direito a três desejos.
“Uau, um gênio”, pensou o escravo.
- Hum, acho que desejo que você me dê mais liberdade e mate o sultão por ter feito
tantas vidas acabarem - disse o escravo com convicção.
- Seu desejo é uma ordem! - respondeu o gênio.
No dia seguinte, o gênio foi cumprir o desejo de seu mestre de matar o sultão. Ele
estava em seu palácio rodeado de suas mulheres e o grão vizir se aproximou para falar
com o sultão na sala principal.
Quando chegou ao palácio, o gênio sacou sua espada, pegou o sultão pelo braço e
citou as palavras: ”Eu irei matá-lo em nome de meu mestre”. Quando ele disse isso, as
mulheres dele e o grão vizir se puseram a chorar, o gênio sacou a espada e então, a
Aurora alcançou Sherazade.
No quarto do sultão a Dinazarde exclamou: ”Por Deus, maninha, se você não estiver
dormindo, conte-nos uma de suas belas histórias para que atravessemos o serão desta
noite.’’
“Claro! Hoje vou continuar a história do um escravo que queria a sua liberdade” -
respondeu Sherazade.
Quando o gênio sacou a espada, o sultão pediu que lhe desse uma semana para
que se despedisse de sua família, o que o gênio concedeu.
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O sultão se despediu de todos, onde seus filhos e esposa choraram muito, mas
como combinado, ele foi se encontrar com o gênio. E quando o gênio já iria partí-lo em
dois, o mercador chegou e pegou o gênio de volta, prendendo-o na lâmpada.
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A LÂMPADA DO XEIQUE
Por: Isabella Ferreira Silva
Quando Sherazade terminou de contar a história de Aladdin, foi logo dizendo ao
sultão:
- Se você gostou dessa história, você irá gostar mais ainda da que vou lhe contar,
então a história começa assim:
Há muitos e muitos anos, lá nas montanhas da Pérsia, onde hoje fica o Irã, existia
um Xeique muito maldoso que adorava ir aos mercados mais caros, belos e magníficos. Ele
tinha uma das lâmpadas mais raras e bonitas do mundo, ela era tão magnífica que o seu
gênio era o mais poderoso, que até poderia mudar o clima e remover o sol.
Um dia, o Xeique foi ao mercado em frente ao palácio do sultão, e o sultão também
quis ir. O Xeique tão impressionado com as coisas magníficas, caras e raras do Mercado,
deixou sua lâmpada cair no meio de duas pedras de tão distraído que ficou e não
percebeu. O sultão que andava por ali, encontrou a lâmpada e falou:
- Oh! Que lâmpada magnífica, que coisa mais linda é essa? E pegou para si.
Quando o xeique terminou de fazer suas compras, foi pegar sua lâmpada no bolso e
não a encontrou, ficou muito bravo e preocupado, porque era sua única e mais bela
lâmpada. Ele ficou tão bravo e perguntou para um mercador muito inteligente que havia na
região.
- Você pode procurar a minha lâmpada? Ela é muito poderosa, eu te darei uma
recompensa muito, muito rica! E você poderá fazer tudo que quiser, poderá sair desse
mercado, e ficar em sua casa ou em um novo palácio.
O mercador já que necessitava muito, e era humilde, aceitou.
Logo depois, o xeique e o mercador foram a procura. O mercador com sua
inteligência fértil, espalhou cartazes da lâmpada por toda cidade.
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O sultão estava andando pelas ruas e encontrou os cartazes, vendo que a lâmpada
já havia um donon ficou muito bravo e escondeu a lâmpada em um vaso em seu jardim e
começou a rasgar os cartazes para que ninguém suspeitasse dele.
Então, o mercador estava passando por ali e viu o sultão rasgando os cartazes e
chegando perto, perguntou:
- Vossa majestade, porque estaria rasgando os cartazes para procurarmos a
lâmpada?”
O sultão confuso respondeu:
- Ah, por que esses cartazes não foram pedidos a mim para colocar nas ruas.
Então o mercador sem desconfiar de nada, já foi retirando todos os cartazes. O
sultão aliviado foi para o palácio e fez um pedido ao gênio da lâmpada.
Enquanto isso, Sherazade falou:
- Sultão, o serão desta noite vai passando, irei contar mais um pouco da bela história
para você amanhã.
Sherazade já tinha acordado e se passou o dia, já estava tarde, então o Sultão pediu
para continuar a contar a história, e ela começou:
Então, o sultão com seu pedido falou para o gênio:
- Gênio, eu quero que você tire a memória daquele mercador.
O gênio, como seu servo, disse:
- Sim senhor, irei tirar.
E assim o fez. Ele tirou a memória do mercador, mas já que o mercador era muito
forte e inteligente, não foi atingido, pois a única coisa que ele tem que é inatingível, é sua
inteligência e memória.
Então o mercador foi avisar ao xeique que viu um gênio que tentou tirar sua memória
e falou as características dele. Ele era alto, forte, cabelo comprido, e sobrancelhas grandes.
O xeique reconhecendo seu gênio falou:
- Você sabe com quem esta o gênio?
O mercador respondeu:
- Não, ele só apareceu diretamente para mim.
O xeique exaltado disse:
- Mas, esse é o meu gênio! Eu sei, porque ele é da minha lâmpada.
O mercador respondeu:
- Ah, então é ele?
- É sim - o xeique respondeu.
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O mercador promoteu que iria investigar da próxima vez que ele aparecesse.
No palácio, o gênio havia chegado e dito ao sultão:
- Infelizmente, já que esse mercador tem uma memória muito boa e poderosa, não
consegui enfeitiçá-lo.
- Então tá, amanhã mesmo você volta lá e tenta novamente.
No dia seguinte, o mercador acordou e foi no palácio do xeique. O gênio apareceu, e
antes de tudo, o mercador disse:
- Para, só quero te fazer uma pergunta!
- Por que você quer me fazer uma pergunta, mercador? - disse o gênio.
- Me responda. Quem é o seu dono?
- O gênio astuto disse - meu dono é o sultão!
- Tudo bem, pode continuar o que você iria fazer.
O gênio tentou novamente, mas de qualquer jeito, não funcionou o poder.
Chegando em casa, o gênio disse:
- Não consegui novamente, mas ele me perguntou quem era meu dono eu disse que
era o senhor.
O sultão ficou muito bravo e disse:
- Ai!! Que burrice. Ele está atrás da lâmpada agora né?
Então, o mercador foi logo falar ao xeique que descobriu de quem era o gênio,
falando que era do sultão!
O Xeique muito bravo, foi direto ao palácio do sultão. Chegando lá, ele bateu na
porta, dizendo:
- Sultão, você está com minha lâmpada!
O Sultão logo disse - olha o que você fez, gênio!
- Mas ele foi o meu primeiro dono - disse o gênio.
O xeique continuou: - Sultão, devolve minha lâmpada.
- Não vou devolver, ninguém mandou você perder - respondeu o sultão.
E o xeique gritou - Se você não devolver, você vai ver!!
Enquanto isso, o xeique achou um anel perdido na calçada, com outro gênio que
poderia realizar um desejo. Então, ele pediu:
- Por favor, faça o sultão devolver meu gênio e minha lâmpada?
O gênio do anel, foi logo dizendo - Claro que sim, vou realizar seu desejo! - e logo, a
lâmpada já estava com o Xeique.
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Muito bravo e ranzinza, o sultão mandou os guardas prenderem o xeique e levou ele
para...
Enquanto isso, Sherazade interrompeu a história e disse ao Sultão:
- Já está tarde, amanhã continuarei a história.
No dia seguinte, a irmã de Sherazade, já foi logo entrando no quarto. Sherazade
disse:
- O que foi Dinazarde?
Respondeu a irmã - continue sua bela história maninha!
- Tá bom - disse Sherazade.
Ela, então, foi logo chamando o sultão para terminar a história.
Com isso, levaram o Xeique para um lugar muito distante e retiraram a lâmpada
dele. O Xeique percebeu durante o caminho, a presença de um velho amigo que se
chamava Ali e com sinal fez um pedido de socorro, seu amigo esperto entendeu o recado e
o seguiu. Quando chegaram no local, Ali conseguiu salvar o xeique, e logo foram embora
do local. O Xeique pediu para Ali tentar pegar a lâmpada de volta, que estava no palácio do
sultão. Ali concordou e, corajoso, foi realizar o pedido de seu amigo.
Chegando ao palácio do sultão, ele pulou uma janela e conseguiu pegar a lâmpada,
depois voltou para casa de seu amigo e devolveu a lâmpada para ele.
O gênio, estressado de ver o xeique e o sultão disputando a lâmpada, fez seu
próprio desejo. O desejo era duplicar a si mesmo. Então, xeique foi dar a outra lâmpada
para o sultão. Ele, agradecido, ficou feliz e prometeu não incomodar mais o xeique, que
ficou realizado por recuperar sua lâmpada. Pagou o devido dinheiro para o mercador e fez
um banquete como comemoração.
Então, Sherazade, vai logo dizendo ao sultão:
- Você está vendo sultão? Egoísmo, não leva a lugar nenhum.
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O MERCADOR E O GÊNIO
Por: Larissa Trevisan Leandrini
Na noite seguinte, Dinazade disse a irmã Sherazade quando esta foi para a cama
com o rei Shariar:
- Por Deus, maninha, se você não estiver dormindo, conte-nos uma de suas belas
histórias para que atravessemos o sertão desta noite.
Em uma manhã, o mercador, que era gentil e cavalheiro, foi até o centro da aldeia
comprar frutas secas. Quando chegou lá, havia um moço sentado na frente da loja onde ele
também comprava frutas secas, então o mercador chegou ao moço e perguntou:
- Moço, por que você está sentado aí?
O moço respondeu:
- Estou esperando passar alguém que goste desta lâmpada, pois estou querendo
vendê-la a muito tempo.
- Então eu vou querer, preciso te dar alguma coisa em troca? - disse o mercador.
- Sim, mas não é qualquer coisa, eu quero comida - disse o moço.
Então o mercador respondeu:
- Ok, vou buscar uma comida e já volto.
O mercador fez sua compra, mas ele não fez a compra só pra si, também fez uma
compra de frutas secas para o moço.
Comprou e logo deu para o moço em troca da lâmpada. O moço deu a ele a
lâmpada e quando o mercador chegou em casa, foi correndo contar à esposa. Assim que
contou, a esposa perguntou:
- Você trouxe as frutas secas?
E para que você pegou uma lâmpada?
Ele disse:
- Sim eu trouxe as frutas secas,
mas você sabe que não gosto de
recusar ofertas das pessoas.
Começou a anoitecer e a
mulher não se conformava no que ele
tinha trazido para casa, então a mulher foi limpar a lâmpada, pois estava suja e quando
esfregou a lâmpada, surgiu um homem azul, com unhas grandes, traiçoeiro, que se
chamava Gênio, a mulher ficou morrendo de medo e chamou o mercador. Ele ficou
surpreso ao achar um gênio dentro da lâmpada.
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Na noite seguinte, Dinazade disse a irmã Sherazade quando esta foi para a cama
com o rei Shariar:
- Por Deus, maninha, se você não estiver dormindo, conte-nos uma de suas belas
histórias para que atravessemos o sertão desta noite.
O Gênio disse para o mercador e a esposa que realizaria três desejos que eles
quisessem, mesmo este sendo traiçoeiro, pois queria, na verdade, realizar o contrário.
Então a esposa disse - eu vou querer dinheiro.
Os filhos disseram - nós vamos querer um castelo.
E o mercador disse - eu vou querer uma vida melhor para minha família.
O Gênio realizou todos os desejos, mas não do jeito que pediram. Quando ele
realizou os desejos, eles falaram:
- O que é isso?
O Gênio disse - é o seu castelo, seu dinheiro e a sua vida melhor.
O mercador disse - meus filhos não queriam um castelo destruído, minha esposa
não queria dinheiro de mentira e eu não queria morar no campo!
Então, eles falaram - vamos realizar esses desejos sozinhos.
E depois disso o Gênio retornou para a lâmpada. Ele nem ligou, pois não sabia que
eles iam falar com o sultão para que ele desse um castigo ao gênio, pois o sultão, sendo
rei, resolveria tudo. Quando chegaram no castelo, foram correndo falar com ele, e este
disse que iria resolver, e resolveu. Eles ganharam tudo que queriam do gênio, pois o sultão
falou que eles mereciam, e o gênio tomou um castigo horrível que foi ficar preso dentro da
lâmpada para o resto da vida.
- Na próxima noite, contarei mais uma dessas belas histórias para que nós
atravessemos o serão da próxima noite - disse Sherazade.
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O OURO DO GÊNIO
Por: Leonardo Seraphim de Arruda
Na noite seguinte, Dinarzade disse à irmã Sherazade quando esta foi para a cama
com o rei Shariar:
- Por Deus, maninha, se você não estiver com sono, conte-nos uma de suas belas
histórias para que atravessemos o serão desta noite.
- Vou lhe contar uma história sobre um mercador muito pobre, que se chamava
Mustafá. Ele vivia sozinho, tinha como companhia somente um velho camelo. Na aldeia
onde ele vivia, havia um grande mercado, onde ele vendia tâmaras para sobreviver.
Um belo dia Mustafa foi trabalhar quando avistou uma figura mágica, ele era alto,
muito forte e a cor da sua pele era um azul bem claro, o mercador não acreditou no que
estava vendo! Era um gênio e além disso esse gênio carregava duas sacolas cheias de
ouro.
O mercador que era muito ganancioso, interessado decidiu segui-lo para saber de
onde ele vinha e de onde vinha tanto ouro, ele o seguiu até o deserto e chegou a um oásis.
O mercador não acreditava no que estava vendo, um oásis no meio do deserto, ele nunca
havia visto um lugar como aquele, havia tantas palmeiras e um lago enorme no meio de
tanta areia. Após admirar o lugar ele ficou observando o gênio e tentou se aproximar dele.
No primeiro momento ele disse ao gênio que estava viajando quando avistou o oasis e se
poderia pegar um pouco da água do lago para dar ao seu camelo. O gênio que era muito
bondoso não viu problema nisso e disse que estava tudo bem. Depois o mercador pediu ao
gênio para passar a noite naquele lugar, já que estava muito cansado da viagem que
estava fazendo.
O gênio que era muito esperto, ficou desconfiado desse homem que apareceu do
nada, porém aceitou que ele dormisse lá apenas uma noite. O gênio então, decidiu testar o
mercador e disse que precisaria sair e pediu para o mercador cuidar da tenda onde estava
seu tesouro.
Foi nesse momento que o mercador aproveitou para roubar as sacolas. E além de
pegar as sacolas, pegou também uma lâmpada que era toda feita de ouro. Quando ele
estava amarrando as sacolas na corcunda do camelo, ele acabou esfregando a lâmpada e
de repente o gênio apareceu na sua na frente.
- Eu sabia que não podia confiar em você! Mas o que você não sabe é que esse
ouro é amaldiçoado, porém se você guardar novamente no local onde ele estava nada
acontecerá com você.
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O mercador não acreditou no que o gênio disse e saiu correndo com o camelo, mas
assim que começou a nascer o sol, Mustafa percebeu que sua mão estava dura e quando
olhou novamente viu que estava virando uma estátua de ouro.
Dinarzade ficou espantada com a história e Sherazade prometeu:
- Amanhã a história será muito mais emocionante.
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AS QUATRO NOITES DAS ESPANTOSAS HISTÓRIAS MIL E UMA NOITES
Por: Letícia Pires Spinelli
Na noite seguinte, Dinazarde pede novamente à sua irmã que conte uma de suas
belas histórias. E o sultão disse - desde que conte o final da história do mercador e do
gênio. Sherazade completa que poderia sim contar a história.
Ó rei venturoso, estavam no oásis os xeiques e um deles sussurrou:
- Ei, o que vocês acham de nós irmos procurar o filho do gênio?
O xeique das gazelas falou - ótima ideia, mas como fazemos para que o gênio não
mate o mercador agora?
Os xeiques pensaram muito e um deles chegou à seguinte conclusão.
- Tive uma ideia. Que tal nós falarmos para o gênio que vamos dar os nossos
animais a ele, mas os bichos vão começar a irritar o gênio, então teremos que ir rápido.
Os xeiques gritam para o gênio - ei, gênio, não o mate!!!
E o gênio, furioso, perguntou - e como vocês me irão impedir?
O xeique dos cachorros respondeu - nós te ofereceremos os nossos animais.
O gênio satisfeito, aceita e então, recebeu os animais. Os xeiques correram bem
rápido até a árvore das tâmaras e encontraram o filho do gênio deitado ao chão, verificaram
se ele estava respirando e fizeram massagem cardíaca. De repente, o filho do gênio
acordou e tomou um susto.
- Uh! O que está acontecendo, quem são vocês?
Os xeiques contaram tudo o que havia acontecido.
Então, eles levaram o filho do gênio até seu pai. Quando
chegaram lá o gênio se assustou e disse:
-Filho, não acredito que você está vivo!!!
Então, o gênio o abraçou e seu filho falou - não
encoste em mim, eu já soube o que você fez.
O gênio não entendeu nada e perguntou - como você
sabe?
- Então quer dizer que é verdade? - resmunga o filho.
Enquanto estava acontecendo a briga, o mercador
fugiu rapidamente até a sua casa. Os xeiques perceberam,
mas não falaram nada. Porém, o gênio deixou a briga de
lado e foi correndo diretamente ao mercador.
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Seu filho não entendeu nada, mas foi atrás para verificar o que estava acontecendo.
No caminho, finalmente, começou a entender. Quando chegaram na casa do mercador, o
filho do gênio falou:
- Pare!!! Já cansei disso, se você me ama de verdade deixe ele em paz.
Então, o gênio falou - mas ele quase te matou.
- Ele quase me matou. Pare agora, senão eu vou me matar.
Com isso o gênio parou e sumiu para sempre e o mercador seguiu sua vida com sua
família.
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O SÁBIO E O GÊNIO MISTERIOSO
Por: Lucas Santana Ferrarese
Conta-se, o rei venturoso, que em um belo dia, um sábio estava em sua moradia e
ouviu gritos, logo foi ver pela janela o que acontecia, viu muitas pessoas correndo, sem
entender, avistou um gênio que estava saqueando e matando pessoas, imaginando o que
estava por vir, correu para um depósito de sua casa, se escondeu em umas das caixas e
dentro de uma caixa achou uma garrafa misteriosa que brilhava.
O sábio ficou vendo a garrafa enquanto o gênio saqueava sua casa, o gênio
percebeu que a casa era muito rica e com muitas coisas caras e raras, então decidiu subir
no depósito e encontrou o sábio.
Então, a Aurora alcançou Sherazade e o Sultão ficou curioso e com a mente
ocupada com essa história.
Uma hora antes do amanhecer, Dinazarde acordou a irmã conforme o combinado.
Disse Sherazade ao Sultão:
Conta-se, o rei venturoso, que após o gênio achar o sábio, ele ficou com muito medo
e deixou a garrafa que segurava, cair. Quando ela quebrou, saiu um gênio que disse:
- V ocê tem direito a três desejos, mas com uma condição.
O sábio sem querer ouvir as condições disse - m eu desejo é que o gênio não me
mate, que o gênio desapareça, e que tudo o que ele saqueou seja devolvido.
O gênio da garrafa disse - seus desejos foram realizados.
E logo após o gênio da garrafa desapareceu, mas, um pouco depois, o sábio
percebeu que algo tinha sumido, era o relógio dele que tinha sido herdado de seu pai.
Após alguns dias tudo voltou ao normal.
A Aurora alcançou Sherazade, e então disse:
- Na próxima noite irei lhe contar uma história mais emocionante e espantosa.
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O ANEL MÁGICO
Por: Lucca Marcandali Issa
Sherazade lembrou de mais uma de suas histórias e decidiu contar ao rei para
ganhar mais um dia de vida.
“Essa história que vou te contar é sobre um anel mágico, meu rei!’’ - disse
Sherazade.
Uma menina chamada Yasmim, morava em uma humilde
casa no deserto e trabalhava na única quitanda que
vendia frutas por lá. Ela acordava bem cedo todos os
dias para poder trabalhar.
Um dia, com um sol de 40 graus do deserto, Yasmim foi
colocar mais frutas em sua quitanda, pois achava que
com aquele calor iria vender muitas frutas. Quando foi
olhar no estoque, ela achou um anel com uma pedra no
meio e ficou pensando como o anel tinha ido parar ali.
Ela ficou maravilhada com o anel, que brilhava muito.
Do lado do anel, tinha um pequeno pedaço de
papel já envelhecido, com letras bem pequenas dizendo
que a pessoa que encontrasse o anel seria a pessoa de
sorte. Sabendo que ele era muito raro, pois tinha uma
pedra brilhante no meio, percebeu que tinha tirado a
sorte grande e decidiu vendê-lo.
De repente, apareceu no reino de Mohammed, um homem chamado Muslin, um
vilão disfarçado que também sabia o poder do anel, pois leu sobre ele em um livro muito
antigo. Muslin estava em busca do anel há muitos anos e por isso faria qualquer coisa para
tê-lo em suas mãos.
Muslin já tinha um plano completo para roubar o anel. O que ele não esperava era
que Ali, um jovem forte da polícia, destemido e corajoso, soube que Muslin estava na
cidade e mais do que depressa, avisou Yasmim sobre as muitas tentativas de roubo do
anel em vários outros reinos.
Yasmim ficou apavorada sabendo que Muslin estava na cidade e queria roubar seu
anel.
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No dia seguinte, Ali formou um quartel de vigilância para pegar Muslin no flagra
tentando roubar o anel mágico. E assim aconteceu. Muslin foi pego de surpresa e
algemado por Ali e sua equipe. Yasmim ficou agradecida que o anel mágico continuava em
suas mãos. Mas, um dia Muslin falou que iria voltar para roubar o anel.
E com isso passou mais uma noite. Sherazade falou para o rei: "Amanhã à noite vou
contar mais uma história, dessa vez sobre a irmã de Yasmim."
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FALANDO OU CALADO
Por: Luíza Gomes Albernas
A Sherazade dormia em um sono profundo, quando foi acordada pela irmã que,
depois acordou o sultão. O sultão estava animado para ouvir mais uma das histórias de sua
esposa, então a Sherazade começou:
- Há muito tempo na Arábia, existia um sultão, bravo, que brigava por qualquer coisa
e também era muito rico, muito rico mesmo. Tinha criadas e criados, uma esposa, dois
filhos homens, e uma filha mulher. Os dois homens eram fortes, corajosos e muito
arrogantes, já a menina ela era doce, gentil e generosa, como a sua mãe.
Em um belo dia, alguém bateu na porta e uma das empregadas logo foi atender e
assim que abriu a porta, se assustou, pois viu uma velhinha e não a reconheceu, então foi
chamar o sultão, só que ele e sua esposa estavam brigando friamente, então ela disse com
um pouco de medo:
- Ó senhor, sem querer me meter, mas tem alguém na porta.
O rei ficou irritado e disse - mande essa mulher ou homem ir embora agora!
- Ma...mas essa é a questão, não é homem e nem mulher, é uma velhinha.
O sultão, assim que ouviu que era uma velhinha, parou de brigar imediatamente e a
criada fez um movimento para ele descer as escadas e, sem dizer nada foi. Enquanto ele
descia as escadas, pensava em mandar quem quer que fosse, embora. Quando ele chegou
no fim da escada viu a velhinha parada, que logo que o viu disse:
- Oi senhor, vim aqui em sua nobre residência, pois necessito de alguns travesseiros
e uma ou duas cobertas, sou pobre e moro na rua, pode me ajudar?
Então o rei a chando aquilo um desrespeito, de longe gritoi - E EU TENHO CARA DE
DOADOR POR ACASO? NÃO VOU TE DAR ROUPAS NEM TRAVESSEIROS?!
Então a velha com medo, disse bem baixinho:
– Na..na… não, por Alá não grite!
Então, com o rei quase gritando novamente para a velha ir embora, a esposa disse
meio desconfiada - quantas roupas, travesseiros e cobertores a senhora quer?
A velha respondeu - se a senhora puder, um travesseiro e um cobertor por favor.
Então, ela a respondeu - entre por favor, seja bem vinda! Lá no nosso quintal estão
meus filhos, Ganjak e Ginja, eles te dirão o caminho para o quarto.
Logo depois que a mulher disse isso, a velha entrou e se dirigiu ao quintal.
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A velha gentil, foi até lá perguntar aos filhos se eles podiam indicar o caminho para o
quarto de hóspedes, mas eles se viraram para ela e disseram:
- Quem é você e o que está fazendo aqui?
Então ela disse a mesma coisa que disse ao sultão. Os meninos zombaram dela,
mas Ariam estava ouvindo tudo. Ariam, chegou para eles e disse com uma voz bastante
autoritária:
– PAREM DE ZOMBAR DA POBRE VELHINHA, AO INVÉS DE ZOMBAR
CONTINUEM COM SEUS JOGUINHOS TOLOS!.
A velhinha fez a mesma pergunta para Ariam, onde ficava o quarto. E a Ariam a
acompanhou, pegou seu cobertor mais quentinho e seu travesseiro mais confortável. A
velha lhe deu uma caixa em troca e disse sussurrando:
- Peça coisas para a caixa, mas não a mostre a ninguém.
A velha saiu correndo, mas Ariam disse enquanto ela corria - Volte! Me diga, quero
respostas, por favor.
Então, quando a velha saiu do quintal, Ariam pensou em milhares de perguntas.
Ao nascer do sol, Sherazade parou a história e disse:
– Espero que tenham gostado dessa história, pois isso nem está perto do que vou
contar amanhã.
Na noite seguinte, Sherazade dormia com um pouco de medo, pois pensava que
esta, seria sua última história e ela poderia morrer. Mas logo, a irmã a acordou e também
acordou o sultão, mas ele acordou mal humorado. Dessa forma, com medo, ela começou.
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Ariam não conseguia dormir e nem ler, sem pensar em pelo menos quinze perguntas
sobre aquela caixa. Mas em um dia, ela acordou, comeu e foi até o quintal para pegar a
sua caixinha, e disse:
- Óh caixinha mágica, quero um sorvete que nunca acabe.
Mas em sua cabeça, ela pensava que tinha pedido à toa.
Logo depois que olhou para a caixinha novamente, viu que ela balançava e soltava
brilhos e quando Ariam abriu a caixinha, apareceu um sorvete. Ela comia a bola e a bola
voltava, estava muito impressionada. Ela estava tão animada com sua caixinha, que pediu
muitas coisas o dia todo.
Ao cair da noite e se deitar em sua cama, pediu uma coisa para caixa muito
importante, que o seu pai mudasse e fosse gentil. O que Ariam não sabia era que não
podia pedir para a caixa mudar alguém, pois teria graves consequências. Quando ela foi
dormir, a caixa balançou e brilhou uma luz vermelha que era muito estranha.
Ariam acordou e se encontrou com o seu pai, o sultão. Só que este, não falou nada
ao encontrá-la. A menina achou estranho, pois ele, sempre pela manhã, dava bom dia e
logo depois brigava com os criados. Todos acharam estranho o sultão não falar.
Ariam não teve dúvidas, correu para caixa para pedir que seu pai voltasse a falar,
mas por um descuido, a derrubou e percebeu que haviam coisas escritas embaixo dela. Lá
estava a resposta, estava escrito "Cuidado ao pedir para alguém mudar, porque essa
pessoa será punida e terá que se aventurar em algo perigoso. Para reverter, procure a
pessoa mais pobre do mercado, aquela que só compra um pão por semana"
Ariam, quando leu a mensagem, logo pensou que teria que contar ao seu pai. Ficou
com muito medo, mas explicou a ele, que ficou muito irritado, porém ela tinha que resolver
e fazer aquilo. Os dois foram juntos ao mercado e encontraram a pessoa mais pobre que
disse:
- Sultão, você viajará por 30 dias olhando na direção do pôr do sol, então encontrará
uma vila, nela existe uma macieira. Quando chegar nela, você irá conseguir enxergar uma
casinha. Ali, você encontrará um velho que dirá o que fazer.
Então, eles fizeram exatamente o que a pessoa lhes orientou, o sultão andou 30 dias
até chegar na última casa. Havia um velho que lhe explicou tudo sobre a maldição e as
possíveis armadilhas e indicou o caminho para uma caverna. O Sultão entendeu tudo e
achou que sua aventura acabaria ali, mas não. Ele entrou na caverna e para sua surpresa,
encontrou todos de sua família. No centro havia o gênio do mal, que apareceu q uando ele
tinha saído de casa e aprisionou todos.
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O gênio tinha em sua mão um cálice e com uma voz amável disse - olá sultão! Para
você recuperar sua voz basta tomar deste cálice.
O gênio lhe entregou o cálice mas, lembrando do que o velho lhe dissera, percebeu
a armadilha e apenas fingiu tomar. Quando o gênio se distanciou, ele jogou a água do
cálice nele.
No momento em que jogou, o gênio retornou para a caixa e ele, então, conseguiu
recuperar sua voz. Eles finalmente poderiam voltar para casa, e o sultão nunca mais gritou
sem motivo ou tratou mal alguém
Então a Sherazade logo que terminou a história, se jogou no colo do sultão e falou
quase chorando - Ó Sultão, não adie mais, cumpra a sua promessa, me mate agora.
Logo que ela disse isso, o sultão percebeu seu erro e assustado disse a ela
gaguejando - Ca...ca...calma, querida eu não lhe matarei nunca!
Logo depois que disse isso a beijou e ele nunca mais matou ou feriu ninguém, sem
motivo.
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A LÂMPADA PERDIDA
Por: Manuela Spanholeto Anversa Barbosa
O rei acomodou-se ao lado de Sherazade e pediu para ela contar mais uma de suas
histórias.
Disse Sherazade:
- Conta-se, o rei venturoso, que havia um castelo onde morava um sultão, que era
um homem poderoso e muito rico e seu filho, Said, o príncipe, que era muito bonito e
sincero.
Um dia o sultão estava pensando em casar seu filho e anunciaram para todos a
notícia. As irmãs Layla e Ayra souberam da notícia porque moravam perto do castelo. Layla
era uma menina bondosa, muito bonita e sincera e Ayra era uma menina muito egoísta e
malvada.
O sultão também anunciou que tinha uma lâmpada mágica que havia sido roubada e
estava perdida no deserto, em uma caverna muito longe dali e quem achasse, poderia
como recompensa, casar- se com o príncipe. Layla queria muito encontrar a lâmpada
mágica para se casar com o príncipe. Ayra sabia que se a sua irmã encontrasse a lâmpada
mágica primeiro, teria mais chance de casar com o príncipe que ela, porque ela era mais
bonita e tinha um coração bom.
Layla pensou muito em como ela chegaria até a lâmpada mágica porque sabia que
a lâmpada ficava no deserto. Então lembrou que sua irmã Ayra tinha um mapa mágico
muito raro, que falava tudo sobre o deserto e então Layla decidiu pedir ajuda para a irmã. A
irmã Ayra falou:
- Eu vou te ajudar a encontrar a lâmpada mágica e se casar com o príncipe.
Mas no fundo ela estava mentindo. Ela queria achar a lâmpada, matar a irmã e ficar
com a lâmpada mágica para ela. Layla ficou tão feliz que nem percebeu que a irmã estava
mentindo e disse:
- Se você me ajudar eu deixo você morar comigo no castelo, tendo tudo o que há de
melhor.
A irmã muito ambiciosa, fingiu aceitar, mas na verdade queria o lugar da irmã.
Na manhã seguinte, as duas decidiram começar a jornada para o deserto e Ayra
perguntou para o mapa qual era o caminho para encontrar a lâmpada mágica e o mapa
respondeu:
- Fica em uma caverna muito, muito longe daqui. Siga sempre em direção ao sol.
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As irmãs andaram, andaram e andaram por muitos dias e noites enfrentando muito
calor, com pouca água e comida, até que avistaram a caverna em que o mapa tinha falado.
A caverna era grande e escura, mas bem no final dela havia uma luz muito forte, que era o
brilho da lâmpada. As duas irmãs foram correndo em direção à luz e acharam a lâmpada.
Ayra disse - vamos fazer os três pedidos aqui mesmo?
Layla respondeu - não!!! Eu tinha combinado com você que se eu encontrasse a
lâmpada, eu daria para o rei. A irmã fingiu que concordou e saíram da caverna.
No caminho todo, Ayra ficou pensando em como iria tirar a lâmpada mágica da irmã,
até que avistaram uma ponte perto do palácio.
A aurora alcançou Sherazade e parou de falar. Amanhã a história será muito mais
emocionante.
Na noite seguinte, como combinado, Sherazade continuou contando a história.
A ponte já era praticamente a entrada para o castelo e Ayra tinha que pensar em um
plano rápido. Foi aí que ela teve uma brilhante idéia. Lembrou que sua irmã não sabia
nadar e pensou em pedir para segurar a lâmpada mágica e enquanto Layla estivesse
distraída, Ayra iria empurrar a irmã da ponte e então ficaria com a lâmpada e poderia fazer
seus três pedidos.
E assim foi feito. Só que, por azar de Ayra, o príncipe estava voltando de um passeio
com seu cavalo, quando se deparou com a cena e no mesmo momento que o príncipe viu
o que iria acontecer, deu um grito para impedir que Ayra jogasse sua irmã da ponte.
Quando Ayra ouviu, tentou disfarçar o que iria fazer, mas não tinha jeito porque o príncipe
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já tinha notado. Ayra tentou fugir e largar a sua irmã, mas o príncipe chamou os guardas e
mandou prendê-la. O príncipe foi ajudar Layla que estava caída no chão e assustada com a
situação. Foi quando o príncipe olhou para a garota e ficou encantado com sua beleza.
Layla contou toda a história para o príncipe e falou que tinha encontrado a lâmpada
mágica. Quando o príncipe ouviu isso, levou Layla direto para o castelo. Layla falou para o
rei:
- Eu encontrei sua lâmpada mágica.
O rei ficou muito feliz com a notícia, pois achou que nunca mais iria ver a sua
lâmpada e ao mesmo tempo o rei cumpriu a sua promessa e ficou mais feliz ainda porque
seu filho tinha gostado da garota.
Ao encerrar essa história, Sherazade disse ao rei que na noite seguinte iria
contar-lhe algo mais espantoso e admirável do que essa história.
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O SUMIÇO
Por: Milena Rocha Palácio
Em uma noite, Dinazarde disse à sua irmã: “Por Deus, maninha, se você não estiver
dormindo, conte mais uma de suas histórias, mais emocionante do que a da noite passada”
Sherazade disse: “conta-se, ó rei venturoso, hoje eu lhe contarei mais uma história ainda
mais emocionante que a da última noite”.
Em uma noite no castelo, estava a sultana, que lia um livro na sala, a empregada
que estava terminando de fazer a janta na cozinha e o sultão que estava tomando banho.
Tarde da noite, antes do jantar, um ladrão entrou pela janela do quarto do casal e
começou a procurar peças de ouro, mas foi surpreendido pela saída do sultão vestindo um
roupão, após seu banho.
O ladrão ficou com medo do sultão gritar e entregar ele, então resolveu sequestrá-lo.
Antes do sultão gritar, ele colocou um pano em sua boca e em seus olhos, para ele
não conseguir enxergar e gritar e saiu de mansinho pela porta do fundo do castelo, onde já
tinha amarrado o guarda.
Sem ninguém notar o sumiço de sultão, minutos depois, o ladrão voltou para
procurar as peças, mas encontrou a sultana indo chamar sultão para jantar. Então, decidiu
levar a sultana para o mesmo lugar que o sei marido.
Com isso, a Aurora alcançou Sherazade e ela parou de falar. E, como bem
amanhecesse e o dia clareasse, sua irmã Dinazarde disse: “Como é admirável e espantosa
sua história!”. Ela respondeu: “Na próxima noite eu irei contar-lhe algo mais espantoso e
admirável do que isso”.
Sherazade disse:
- Conta-se, o rei venturoso, que após o sumiço de sultão e da sultana, a empregada
foi à procura do casal, e não os achou.
Decidiu então, perguntar aos guardas. O guarda da porta da frente do castelo disse
que não viu nada, assim, foram perguntar para os guardas que ficavam nos fundos do
castelo, e para surpresa destes, viram que, um deles, estava amarrado e com um pano na
boca.
Quando soltaram o guarda, ele contou o que viu.
- Eu estava no meu posto e de repente um homem vestindo roupas pretas e com o
rosto tampado, colocou um pano na minha boca e começou a me amarrar. Depois ele subiu
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pela janela do quarto do casal e momentos depois, saiu pelas portas do fundo, levando o
sultão também amarrado em um cavalo. Para minha surpresa e desespero ele voltou, subiu
novamente pela janela e saiu dessa vez com a sultana.
Depois de ouvir o que o guarda disse, chamaram o reforço do reino para a procura,
e anunciaram que quem achasse o sultão e a sultana, receberia ouro.
Se passaram dias e dias, e nada deles aparecerem. Outros reinos souberam do
sumiço e a recompensa, e decidiram ajudar a procurar. Entretanto, não acharam nada.
Então a Aurora alcançou Sherazade e ela parou de falar.
E, como bem amanhecesse e o dia clareasse, sua irmã Dinazarde disse: “Como é
admirável e espantosa sua história!” Ela respondeu: “Na próxima noite eu irei contar-lhe
algo mais espantoso e admirável do que isso”. Sherazade disse:
- Nesta noite irei continuar a história. Conta-se, o rei venturoso, que após não achar
nada, o irmão do sultão, preocupado com o reino, decidiu assumir o trono.
O irmão era um homem invejoso e sempre quis o lugar do irmão.
Durante a procura, ele veio morar no castelo do sultão, mas nunca aparecia para
ajudar nas buscas e todas as noites, na hora do jantar, ele pegava uma grande parte da
comida e sumia a cavalgar. De madrugada, o irmão retornava ao palácio, sempre muito
cansado e ia para seu cômodo.
Todo esse movimento do irmão era observado pelo olhar desconfiado da
empregada, que decidiu seguir o irmão em uma noite.
Então, a Aurora alcançou Sherazade e ela parou de falar.
E, como bem amanhecesse e o dia clareasse, sua irmã Dinazarde disse: “Como é
admirável e espantosa sua história!” Ela respondeu: “Na próxima noite eu irei contar-lhe
algo mais espantoso e admirável do que isso”. Sherazade disse:
- Conta-se, o rei venturoso, após a empregada sair do palácio e começar a seguir o
irmão, viu que ele andava de cavalo por meia hora, mas ele sumiu perto de um lago e ela
ainda mais desconfiada, voltou ao castelo sem entender nada e decidiu que na noite
seguinte, o seguiria novamente.
E foi assim durante dez noites. Então teve a idéia de deixar a comida pronta e sair
antes, ir até o outro lado do lago e esperar a vinda do irmão. E a sua surpresa foi que
naquela noite ele não apareceu.
Mas, na noite seguinte, repetiu o seu plano e adormeceu ao lado do lago, quando
acordou, viu o irmão saindo de dentro do lago totalmente seco.
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Na noite seguinte, decidiu pedir ajuda para os guardas, que saíram e mergulharam
no lago, viram que não era um lago normal e sim um lago mágico. Dentro desse lago
existia uma passagem para uma casa subterrânea, onde lá dentro, estava o sultão e a
sultana amarrados. Decidiram soltá-los e pediram para o casal, a empregada e mais dois
guardas fugirem, restando apenas três guardas que ficaram no lago.
Momentos depois, chegou o irmão levando comida para o casal, como fazia todas as
noites e foi pego de surpresa pelos guardas que o prenderam e o levaram para o castelo,
onde permaneceu preso.
Todo o reino ficou contente com a volta do casal, mas, tristes porque ninguém do
povo ganhou a recompensa, mas tudo voltou ao normal.
Então a Aurora alcançou Sherazade e ela parou de falar.
E, como bem amanhecesse e o dia clareasse, sua irmã Dinazarde disse: “Como é
admirável e espantosa sua história!” Ela respondeu: “Na próxima noite eu irei contar-lhe
algo mais espantoso e admirável do que isso”.
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O GÊNIO, O DIAMANTE E A ESPADA
Por: Mirela Pardi Garbelotto Belli
Conta-se o rei venturoso, que há muito tempo existia um reino governado pelo sultão
Mohamed e pela sultana Safira, com seus três filhos, príncipe Rachid, o mais velho,
príncipe Kaled, o do meio, e a princesa Layla, a mais nova. O sultão era um homem muito
bom e toda sua família era amada pelo seu povo.
Neste reino vivia também um gênio, chamado Umayr, que era amigo de todos. Mas
um dia, ele foi atraído pelo lado mau da magia e por isto o sultão o expulsou do reino.
Neste dia, ele jurou vingança e se refugiou em uma caverna longe dali.
Anos depois, no mesmo dia em que tinha sido expulso, o gênio, no meio de uma
grande fumaça, invadiu o vilarejo do reino e foi em direção ao palácio. Passando pelos
guardas, alcançou o sultão, e lançou uma maldição sobre o vilarejo, dizendo:
- NUNCA MAIS AS PLANTAÇÕES IRÃO FLORESCER! E se os dois príncipes e a
princesa não trouxerem até a minha caverna o diamante mais raro da Arábia, antes do
pôr-do-sol, daqui 16 dias… Não... Daqui exatos, 15 dias, eu nunca irei desfazer a maldição!
Apenas 1 dica, o diamante só poderá ser encontrado depois de muitos obstáculos e de um
deserto imenso, seguindo em direção ao norte.
Em seguida, desapareceu em uma enorme fumaça. As pessoas começaram a ficar
desesperadas e o sultão tentou acalmá-las :
- Não há necessidade de desespero, meu querido povo. Eu irei achar uma solução
para este problema! Fiquem calmos. E depois, Mohamed voltou para seus aposentos. Ele
foi falar com a sultana e seus três filhos:
- Meus filhos, Safira, o que podemos fazer ?
- Pai, a única solução é irmos em busca do tal diamante - disse Rachid.
Depois de muita conversa, o sultão decidiu que os filhos partiriam no outro dia.
No dia seguinte, os empregados arrumaram suprimentos para a viagem. Antes dos
irmãos partirem, Layla ganhou o melhor arco e flecha do reino e Kaled, a espada de seu
pai. E os irmãos partiram em busca do diamante. Durante a viagem, os três irmãos
encontraram um monstro que não queria deixar ninguém atravessar a cidade e os atacou.
Tentando se defender, Layla lançou uma flecha e acertou o pé do monstro, o que deixou
ele ainda mais furioso. O monstro atacou novamente e estava quase devorando Rachid e
Kaled, por isso Layla se escondeu atrás de uma pedra e falando para si mesma disse
baixinho:
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- Eu posso usar o reflexo da luz do meu colar e apontar para os olhos do monstro!
E assim fez. O monstro ficou quase cego por causa da luz, os irmãos conseguiram
escapar e cruzaram a cidade. Depois de sete dias, encontraram uma cidade, mas não
sabiam que era muito perigosa. Resolveram então parar para comer algumas tâmaras e
tomar água. Enquanto Rachid e Kaled estavam comendo as tâmaras, Layla foi dar uma
volta. De repente, saíram de trás de uma moita 5 ladrões que queriam o colar de Layla. Ela
gritou:
- Rachid, Kaled, me ajudem!!
Ao ouvirem a voz de Layla, os irmãos saíram desesperados a procura da irmã:
- Layla, onde você está?! - gritou Kaled.
Procuraram muito e encontraram a princesa sendo atacada pelos ladrões. Kaled
pegou sua espada e pulou ao lado da irmã e começou a defendê-la. Enquanto isso, Rachid
achou três cordas enormes. Com elas nas mãos, foi correndo para onde estava Layla.
Rachid foi por trás dos ladrões, pegou eles com as cordas, os amarrou bem apartados em
uma árvore e Kaled, em seguida, perguntou ao chefe dos ladrões onde estava o diamante.
Oladrão, com medo do príncipe, respondeu :
- Está guardado em uma caverna por uma fera, na terceira cidade depois desta.
Assim, os irmãos continuaram a jornada. Passados dois dias, encontraram a terceira
cidade e foram procurar a tal caverna. Procuraram por várias horas e Rachid, encostando
em umas folhas disse:
- Eu estou exausto! Vou descansar um
pouco.
Foi quando as folhas afundaram e o
príncipe caiu em um buraco. Os irmãos tentaram
segurá-lo, mas caíram também. Esse buraco, na
verdade, era uma passagem para a caverna da
fera. Quando chegaram no fim do buraco, Layla
sussurrou :
- Olhem! É a tal fera! Ela está dormindo.
- E o diamante ao seu lado! - disse Kaled
sussurrando - precisamos saber como pegar o
diamante sem sermos vistos.
Os três procuraram algo que poderia
ajudar a pegar o diamante. Então, Kaled achou apenas uma cipó. E Layla teve uma idéia:
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- Podemos amarrar esse cipó em uma flecha e eu irei lança-lá naquela pedra, em
cima da fera. Podemos nos pendurar no cipó e ir segurando nele até pegar o diamante. E
assim fizeram e conseguiram pegar o diamante sem a fera acordar. Acharam uma fresta
por onde conseguiram sair silenciosamente da caverna. Quatro dias depois, chegaram no
reino e foram direto para o palácio. A sultana disse para os filhos :
- Meus filhos! Vocês estão bem? Que bom que conseguiram achar o diamante.
- Sim mãe, estamos todos bem, mas por favor venha conosco até a caverna do
gênio - disse Kaled.
Safira respondeu - Kaled, meu filho, eu não poderei ir, pois preciso tratar de alguns
negócios importantes do reino, mas seu pai irá.
Então, no dia seguinte, partiram em busca da caverna do gênio. Não demorou muito
até encontrarem. Quando entraram entregaram o diamante exatamente na hora em que o
Sol começava a se pôr. Neste momento o gênio falou em um tom maligno:
- Todos foram enganados! Com esse diamante eu fico ainda mais poderoso e
aumentarei a maldição!
- E agora o que faremos? - perguntou Layla.
Todos pensaram muito. Foi quando o sultão se lembrou de uma coisa muito
importante que poderia salvar o reino e disse baixinho para Layla :
- A minha espada é mágica, mas isso é um segredo de família e apenas uma
princesa poderá usá-la para acabar com o poder do gênio.
Então a princesa pegou a espada e rapidamente deu um impulso na parede de
pedras. E assim pulou sobre o peito do gênio e tentou acertá-lo. Umayr empurrou Layla
para o chão, mas ela levantou e saltou novamente e acertou o gênio bem em sua nuca. E
assim, Umayr começou a se desfazer e virou pó e com ele a maldição também
desapareceu. Quando os quatro voltaram para o vilarejo, as árvores estavam cheias de
flores e frutos e o vilarejo estava em festa para recebê-los.
Na próxima noite irei contar-lhe algo mais espantoso e admirável do que isso - disse
Sherazade.
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A NOITE DO PESCADOR
Por: Murilo de Souza Castaldello
Sherazade disse - meu rei, posso lhe contar uma história?
O rei respondeu - mas é claro que sim!
Era um dia qualquer, para o pescador Said. Ele era muito conhecido pelo seu povo
como o melhor pescador de todos. Um dia, ele foi pescar de manhã e disse à sua esposa:
- Hoje irei pescar até a noite, então não espere por mim!
Então, ele foi pescar e achou que iria pegar o maior peixe que o povo já viu. Ele
entrou no barco com um amigo chamado Mustafá e foram para o oceano. Passaram-se
horas e horas e nenhum peixe, mas quando faltavam duas horas para irem embora, um
peixe mordeu a isca. Puxou tão forte e saiu, de dentro da água, um peixe dourado mágico
que falou:
- Você será castigado por tentar pescar todos os peixes sem piedade, então essa
será sua pior noite de todas no oceano.
O Said nem acreditou e disse:
- Hahaha, o que você vai fazer? Me molhar?!
Então, o peixe pulou da mão do Said e foi para o oceano, com isso Said disse:
- Mustafá você acreditou nesse peixe?
Mustafá disse:
- Claro que não!
39
Então o barco começou a sair da rota, indo para um lugar com pedras e que também
era muito assustador. Lá, viram que o que estava levando o barco eram dois tubarões
mágicos enormes. Os tubarões começaram a balançar o barco. Um tubarão pulou em cima
de Mustafá e o Said, para protegê-lo, colocou a mão para não deixar o tubarão comer
Mustafá, mas infelizmente, por questões de milímetros, não conseguiu. A última palavra
que ele disse foi:
- Vá além Said, vença essa guerra.
E então Said disse - não!!
Said chorou muito, mas continuou e disse - por Mustafá!
E pulou do barco com um arpão.
A aurora alcancou Sherazade que parou a história. Na noite seguinte, terminarei de
contar essa história, se o senhor me permitir.
O rei disse - claro, estou curiso.
Said achava que ia morrer, mais ia vingar Mustafá. Ele conseguiu jogar um arpão em
um tubarão, mas o outro o atacou, só que como tinha jogado o arpão em um, perdeu seu
arpão, já que o tubarão o prendeu. Então, Said foi para nas profundezas, mas antes disse:
- Onde você está me levando?
Quando chegaram, o Said viu a vida marinha e sua belezas. Então foi falar com o
peixe dourado mágico:
- Olá, me desculpe por pescar todos os peixes, eles não mereciam aquilo, mas por
favor deixe me ir embora. O peixe dourado mágico disse:
- Você terá uma opção, ou ir embora, ou trazer Mustafá a vida de novo.
Said disse - não sei por que eu posso sobreviver com 100% de certeza, ou eu e
Mustafá com 50% de certeza, bem, acho que Mustafá é muito bom para morrer, eu escolho
trazer o Mustafá a vida de nov. E quando ele olhou para o lado, estava seu amigo Mustafá,
e então Said começou a chorar.
Said falou - muito obrigado, peixe dourado mágico.
Mas agora Said pensou em como eles poderiam escapar.
Mustafá disse bem baixo - Said, você consegue prender um tubarão com o arpão?
Said disse - não, porque eu perdi o arpão, mas prendi um tubarão.
Mustafá disse - já sei! Vamos virar amigos do tubarão e ajudá-lo a soltar o amigo
dele.
Said disse - tá bom, mas hoje está muito tarde para procurar o tubarão, amanhã
cedo iremos. E Mustafá concordou.
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No dia seguinte. eles se encontraram e acharam o tubarão e viram que ele estava
triste.
Said disse - oi, você está triste pelo seu amigo? Sei como é... Nós podemos te
ajudar se você nos ajudar a sair daqui.
O tubarão disse - ok, mas é uma promessa, não descumpra.
Eles acharam o outro tubarão preso e o desenrolaram.
O tubarão disse - muito obrigado! Agora vou ajudar vocês.
Então, Said e Mustafá sentaram no tubarão e foram. Quando Said e Mustafá
chegaram na superfície, na frente da casa do Said, os dois ficaram muito alegres.e
agradeceram o novo amigo.
- Muito obrigado mesmo!
O tubarão disse - não foi nada, tchau.
Quando Said chegou em sua casa, abraçou sua esposa. Mustafá também foi para
sua casa, com um novo tipo de aventura.
Sherazade disse - meu rei, essa foi a história: A noite do pescador.
O rei disse - foi uma ótima essa história!
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MEMÓRIA DE MSUKI
Por: Naômi Costa Moraes
Sherazade, antes que a aurora a alcançasse, começou a contar a história de Msuki,
a piedosa.
Certa vez, em uma região bem pobre na Arábia, vivia uma mulher de 23 anos, a qual
morava com seu pai e dois irmãos em um tipo de açougue.
Msuki era todo dia obrigada a matar dezenas e dezenas de animais, ela
definitivamente não gostava de tirar a vida dos animais, porém, seu pai e seus dois irmãos
já estavam acostumados, e por isso, não se importavam.
Em um dia, Msuki conheceu uma amiga, uma
amiga girafa, Msuki passava horas e horas
conversando com sua amiga. Mas, como diz o
ditado, nada que é bom, dura para sempre! Um dos
irmãos de Msuki viu ela escondida conversando
com sua amiga girafa e logo foi dedura-lá para o
pai. Msuki, após avistar seu irmão correndo,
entendeu que ele iria contar sobre a sua nova
amiga, assim, correu atrás dele, mas já era tarde
demais….
A autora alcançou Sherazade, que interrompeu a
narrativa. Na noite seguinte.
O pai de Msuki já estava com o facão na mão, ele
empurrou Msuki e ela caiu no chão. O pai dela,
antes da mesma se levantar, saiu correndo em busca da girafa. Seu irmão deu risada de
Msuki e chamou ela de besta.
Msuki desesperada saiu correndo atrás de seu pai, sem dar ouvidos ao irmão, então,
o pai dela já havia achado a girafa, a girafa assustada tentou correr, mas o pai de Msuki
jogou o facão... ela, tinha se jogado na frente da girafa, seu pai, nesta hora ficou em
choque, Msuki caiu no chão e falou:
- Não adianta papai! Não vale a pena.
E morreu logo após.
O pai caiu de joelhos e chorou juntamente com a girafa, dizendo:
- Não... Não vale! Não mais.
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O SÁBIO E O CÃO
Por: Pedro Henrique Mattos Rodrigues
Na noite seguinte, disse Dinazarde: “Se você não estiver dormindo, maninha,
conte-nos uma de suas belas histórias para que atravessemos o serão desta noite”.
Respondeu Sherazade: “com muito gosto e honra”.
Ó rei venturoso de grande saber! Há muitos anos atrás, um sábio, chamado Hamar,
residia no pé de uma montanha, na Pérsia, muito próximo de uma floresta de mata
fechada, do lado oposto ao imenso deserto.
Hamar vivia apenas com seu cão, chamado Raful, preto e de grande porte, não tinha
familiares próximos, tinha bastante idade e usava barba. Também era muito pobre e
morava numa velha casa de madeira, com um jardim, bem florido, na entrada. Hamar era
um homem muito curioso e sempre quis conhecer a vida da floresta, porque gostava muito
da natureza, por isso, decidiu planejar uma expedição à floresta que ficava bem perto de
sua casa.
Por dias e noites, o sábio planejou a sua expedição. Colocou em sua mochila
algumas comidas para o Raful, uma tocha, lanterna, corda, facão, foice e agasalhos.
Na data marcada, mal amanhecia o dia, Hamar pegou também um alforje, contendo
no seu interior farnel para si próprio e o colocou em um dos ombros. Em seguida, rumaram
os dois para a floresta. O caminho era longo até chegar nela. Passaram por casas
pequenas e humildes, onde moravam colaboradores do rei. Atravessaram pequenos
riachos muito limpos e admiraram plantas bonitas, grande árvores e plantações, o que não
era comum naquela região.
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Hamar e Raful caminharam dois dias e duas noites. Encontraram muitas
dificuldades, porque tinham que abrir caminho na mata fechada e encontrar locais para
repousar e dormir. Dormiam no chão. Já cansado e percebendo que não tinha muita coisa
de diferente, resolveu voltar, mas, depois de algumas tentativas, percebeu que estava
perdido. Não encontrava mais o caminho de casa. Até que, por acaso, ainda no início do
terceiro dia, viu uma caverna, onde vivia um sujeito estranho, de origem árabe, com
cabelos longos e muito sujo.
- Por favor, eu e meu cão estamos perdidos. Poderia nos ajudar a voltar para casa?
- Quem é você?
- Sou Hamar e moro no pé da montanha, do lado oposto do deserto. E você quem
é?
- Sou Tom. Explorador desta floresta.
- Você mora aqui?
- Moro sim, já faz tempo.
- Mas mora sozinho?
- Sim, na companhia dos animais. Já tentaram voltar pra casa?
- Sim, mas não conseguimos.
- Vocês devem seguir sempre pelo lado direito. Precisam abrir caminho, porque a
mata é muito fechada. Continuem até encontrarem um riacho. A partir daí, acho que
encontrarão o caminho certo.
- Obrigada amigo.
Mal começava a tarde, Hamar e Raful partiram. Logo depois, contudo, quando já
tinham caminhado bastante, ficaram surpresos, porque encontraram alguns animais
selvagens e ferozes, além de cobras e grandes aranhas. Raful precisou entrar em luta com
alguns e acabou se ferindo. A mata era realmente fechada e perigosa, mas Hamar usou
seu facão e sua foice para abrir caminho. Ficaram, entretanto, preocupados, pela
quantidade de animais e pelo caminho feio. Raful, latindo, continuou a afastar os animais e
a ajudar seu dono.
Hamar resolveu, então, retornar à caverna de Tom. Lá, os dois chegaram a discutir,
pois Hamar achou que Tom tinha orientado-os sobre o caminho errado, de propósito.
Hamar e Tom conversaram bastante e depois, de se acalmarem e se alimentarem, Tom,
com pena e pela insistência de Hamar, resolveu acompanhá-los até um pedaço do
caminho. Como estavam ainda muito distantes de sua cada, Tom, muito preocupado, antes
de voltar para a caverna, entregou a Hamar um velho mapa.
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- Leve isto com você, poderá ajudar.
- Mas o que é isso? Perguntou Hamar.
- É um mapa que utilizo quando ando pela floresta, é como uma bússola, basta você
tocar nele e dizer alguns pontos onde quer chegar. Penso que vai dar certo. Não se
esqueça que devem chegar a um riacho muito bonito. Então, estarão próximos de casa.
- E você, vai ficar sem o mapa?
- Já conheço bem a floresta. Não preciso mais dele.
- Obrigado amigo.
Abraçaram-se e se despediram. E, assim, Hamar e o cachorro, continuaram sua
caminhada mata adentro. Com a ajuda de seu facão passou a abrir o caminho. O cachorro
não saia de seu lado, como verdadeiro policial e chegou a espantar outros animais
menores.
No início da noite, Hamar percebeu que o mapa não atendia ao que pedia e passou
novamente a desconfiar de Tom, achando que o tinha enganado uma segunda vez. Por
isso, procurou um local onde pudessem dormir, para prosseguir à procura do caminho no
dia seguinte. Passaram uma noite difícil, com o barulho feito pelos animais. Raful
permaneceu bom tempo protegendo o dono.
No dia seguinte, logo pela manhã, Hamar já cansado e com fome, iniciou sua
caminhada e quanto mais caminhava, mais achava que ainda estava perdido. Hamar
andou muito e Raful já estava muito cansado, então teve a idéia de tentar novamente o
auxílio do mapa. Descobriu que, durante o dia, poderia ter as indicações necessárias. E
assim aconteceu até o momento em que pediu o local onde estava o riacho. E conseguiu.
Finalmente, Hamar começou a ver locais conhecidos e o próprio riacho. Comemorou muito
com Raful. E, olhando para o mapa mágico, triste com o julgamento que fez de Tom, disse:
- Um dia voltaremos para devolvê-lo ao Tom.
Assim, findava uma aventura, mal planejada e perigosa.
Ó rei venturoso, assim termina nossa história. Outras, mais admiráveis, terei para
contar nas próximas noites.
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AS OITO BARRAS DE OURO
Por: Pedro Wosniak Prado
Quando Sherazade foi se deitar com o Sultão, Dinazarde pediu para Sherazade:
- Irmã, se você não estiver dormindo, conte-nos uma de suas belas histórias para
nós atravessarmos essa noite.
Então, Sherazade aceitou e começou a contar sua história.
Em um antigo reino na Pérsia, havia
um sultão alto, forte, magro e bonito. Já
seu filho não chegava nem perto disso. O
filho do sultão queria se casar, mas
obviamente nenhuma mulher queria se
casar com ele. Então o sultão escolheu a
mulher que menos queria, sua cunhada,
Aliara. Porém, ela recusou, e o sultão ficou
muito bravo, a ponto de matar seu irmão
para ela se casar com seu filho. De
repente, apareceu um homem bonito, alto,
mas meio fraco, era Kamikaze, o grão vizir
do sultão. Eles se olharam e Aliara se apaixonou por ele. Quando descobriu o romance,
sultão pediu para executar Kamikaze.
Logo, a aurora alcançou Sherazade e ela parou a história e disse: ‘’Na noite de
amanhã continuarei a história’’.
Na noite seguinte, Sherazade se lembrou de contar a história para o sultão e para a
Dinazarde, então ela continua a história.
Quando o executor ia matar Kamikaze, ele pegou sua mochila que estava escondida
na cama antes do massacre. Na mochila continha barras de ouro mágicas, ele usou uma
para teletransportar ele e Aliara para uma floresta onde vivia antes de trabalhar para o
sultão. Agora ele tinha sete barras de ouro, porque antes eram oito. Usou mais uma para
ter seu próprio palácio e formar seu próprio reino, o que rapidamente aconteceu, pois os
súditos preferiram ir morar com Kamikaze e Aliara. Rapidamente o sultão perdeu todos
seus súditos e deu um grito bem alto:
- Ahhhhhhhh, o que aconteceu? - disse sultão.
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Então, seu filho Panzardi falou que todas as mudanças aconteceram devido a uma
coisa da mochila de Kamikaze e essa coisa era bem brilhante como ouro. O sultão ficou
muito bravo e armou um plano de vingança.
Logo, a aurora alcançou Sherazade novamente e ela disse ao sultão: ‘’Se quiser
ouvir o fim dessa história emocionante, terá que esperar a próxima noite!’’.
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