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Modelo Apostila Montessori

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Published by Tito Faria, 2023-10-02 00:01:37

Modelo Montessori

Modelo Apostila Montessori

Língua Portuguesa Aula 1 Ex. 1 (Unimep) O plural de fogãozinho e cidadão é: (a) fogãozinhos e cidadãos. (b) fogãosinhos e cidadãos. (c) fogõezinhos e cidadãos. (d) fogõezinhos e cidadões. (e) fogõesinhos e cidadões. Ex. 2 (Unimep) Classificam-se como substantivos as palavras destacadas, exceto em: (a) “... o idiota com quem os moleques mexem...” (b) “... visava a me acostumar à morna tirania...” (c) “... Adeus, volto para meus caminhos...” (d) “conheço até alguns automóveis...” (e) “... todas essas coisas se apagarão em lembranças...” Ex. 3 (Acafe (Adapt.)) A alternativa em que o plural dos nomes compostos está empregado corretamente é: (a) pé de moleques, beija-flores, obras-primas, naviosescolas. (b) pés de moleques, beijas-flores, obras-primas, naviosescolas. (c) pés de moleque, beija-flores, obras-primas, navios-escola. (d) pé de moleques, beija-flores, obras-primas, navios-escola. (e) pés de moleque, beija-flores, obras-primas, navio-escolas. Ex. 4 (CMRJ 2018) O Tempo e o Amor Tudo cura o tempo, tudo faz esquecer, tudo gasta, tudo digere, tudo acaba. Atreve-se o tempo a colunas de mármore, quanto mais a corações de cera! São as afeições como as vidas, que não há mais certo sinal de haverem de durar pouco, que terem durado muito. São como as linhas que partem do centro para a circunferência, que, quanto mais continuadas, tanto menos unidas. Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino, porque não há amor tão robusto, que chegue a ser velho. De todos os instrumentos com que o armou a natureza o desarma o tempo. Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira, embota-lhe as setas, com que já não fere, abre-lhe os olhos, com que vê o que não via, e faz-lhe crescer as asas, com que voa e foge. A razão natural de toda esta diferença, é porque o tempo tira a novidade às coisas, descobre-lhes os defeitos, enfastia-lhes o gosto, e basta que sejam usadas para não serem as mesmas. Gasta-se o ferro com o uso, quanto mais o amor? O mesmo amar é causa de não amar, e o ter amado muito, de amar menos. (VIEIRA, Pe. António. Sermão do Mandato, parte III, In: Sermões. Porto: Lello Irmão, 1959. p. 94.) Vocabulário: Embotar: tornar menos cortante, menos agudo. Enfastiar: causar ou sentir tédio (fastio). O vocábulo “menino”classifica-se morfologicamente como substantivo. Entretanto, em “Por isso os antigos sabiamente pintaram o amor menino”, a mesma palavra assume valor de adjetivo. O trecho do texto em que uma palavra também assume valor diferente do morfologicamente previsto é: (a) “Gasta-se o ferro com o uso” (b) “São as afeições como as vidas” (c) “porque não há amor tão robusto” (d) “O mesmo amar é causa de não amar” (e) “Afrouxa-lhe o arco, com que já não tira” Ex. 5 (EEAR 2019) Leia: 1 A cal usada no reboco era de péssima qualidade. 2 O apendicite provocou infecção generalizada no paciente. 3 O jogador caiu de mal jeito e teve problemas no omoplata. 4 Faltam alguns gramas de presunto para melhorar o sabor da lasanha. O gênero dos substantivos destacados está correto em qual alternativa? (a) 2 e 3. (b) 1 e 4. (c) 2 e 4. (d) 1 e 3. Ex. 6 (Fuvest) Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. Rubem Braga. Suponha que o início desse período seja: “Mas aqueles...”. Reescreva o período, fazendo apenas as alterações que se tornarem gramaticalmente necessárias. Ex. 7 (EsPCEx 2019) Marque a alternativa na qual a palavra destacada funciona como adjetivo. (a) Os canudos poluem bastante. (b) Ações individuais são bastante significativas. (c) Algumas pessoas preferem ou necessitam bastante dos canudos. (d) Foi encontrada uma lista bastante grande de espécies afetadas. (e) Não há atitude bastante para resolver o problema. Ex. 8 (ITA) Os superlativos absolutos sintéticos de comum, soberbo, fiel, miúdo são, respectivamente:


(a) comuníssimo, super, fielíssimo, minúsculo. (b) comuníssimo, sobérrimo, fidelíssimo, minúsculo. (c) comuníssimo, superbíssimo, fidelíssimo, minutíssimo. (d) comunérrimo, sobérrimo, fidelíssimo, miudérrimo. (e) comunérrimo, sobérrimo, fielíssimo, minutíssimo. Ex. 9 (ITA) Os adjetivos correspondentes aos substantivos: 1. enxofre; 2. chumbo; e 3. prata são, respectivamente: 1. sulfúreo; 2. plúmbeo; e 3. argênteo. Verificamos que está(ão) correta(s): (a) apenas 1. (b) apenas 2. (c) apenas 3. (d) apenas 2 e 3. (e) todas as afirmações. Ex. 10 (ITA) Os adjetivos lígneo, gípseo, níveo, braquial significam, respectivamente: (a) lenhoso, feito de gesso, alvo, relativo ao braço. (b) lenhoso, rotativo, nivelado, relativo ao crânio. (c) lenhoso, rotativo, abalizado, relativo ao crânio. (d) associado, rotativo, nivelado, relativo ao braço. (e) associado, feito de gesso, abalizado, relativo ao crânio. Ex. 11 (ESPM) Dê os adjetivos equivalentes às expressões em destaque. (a) Programa da tarde. (b) Ciclo da vida. (c) Representante dos alunos. Ex. 12 (Unimep) O adjetivo está malflexionado em grau em: (a) livre: libérrimo. (b) magro: macérrimo. (c) doce: docílimo. (d) triste: tristíssimo. (e) fácil: facílimo. Ex. 13 (Cesgranrio) Assinale a alternativa em que o termo cego(s) é um adjetivo. (a) “Os cegos, habitantes de um mundo esquemático, sabem aonde ir...” (b) “O cego de Ipanema representava naquele momento todas as alegorias da noite escura da alma...” (c) “Todos os cálculos do cego se desfaziam na turbulência do álcool.” (d) “Naquele instante era só um pobre cego.” (e) “... da Terra que é um globo cego girando no caos.” Ex. 14 (EEAR 2019) Leia: “Novamente a cavalo [...], Vicente marcha através da estrada vermelha e pedregosa, [...] pela galharia negra da caatinga morta. Os cascos [...] pareciam tirar fogo nos seixos do caminho. Lagartixas davam carreirinhas intermitentes por cima das folhas secas do chão que estalavam como papel queimado.” (Raquel de Queiroz) Quantos adjetivos há no texto? (a) 5. (b) 6. (c) 7. (d) 8. Ex. 15 (Unimep) Em algumas gramáticas, o adjetivo vem definido como sendo “a palavra que modifica o substantivo”. Assinale a alternativa em que o adjetivo destacado contraria a definição. (a) Li um livro lindo. (b) Beber água é saudável. (c) Cerveja gelada faz mal. (d) Gente fina é outra coisa. (e) Ele parece uma pessoa simpática. Ex. 16 (UFU) Em uma das frases, o artigo definido está empregado erroneamente. Em qual? (a) A velha Roma está sendo modernizada. (b) A “Paraíba” é uma bela fragata. (c) Não reconheço agora a Lisboa de meu tempo. (d) O gato escaldado tem medo de água fria. (e) Muita é a procura, pouca é a oferta. Ex. 17 (Fatec) Indique o erro quanto ao emprego do artigo. (a) Em certos momentos, as pessoas as mais corajosas se acovardam. (b) Em certos momentos, as pessoas mais corajosas se acovardam. (c) Em certos momentos, pessoas as mais corajosas se acovardam. (d) Em certos momentos, pessoas mais corajosas se acovardam. (e) n.d.a. Ex. 18 (UFJF/Pism 2019) A terceira parte de Um livro de instruções e desenhos de Yoko Ono, da artista plástica, compositora e escritora Yoko Ono (Tóquio, 1933-), é intitulada “Evento”. Nele, Yoko Ono fornece “instruções” para que seus leitores produzam eventos. Evento do cheiro I Envie o cheiro da Lua. Evento do cheiro II


Envie um cheiro para a Lua. (ONO, Yoko. Grapefruit – A Book of Instruction and Drawings by Yoko Ono. Nova Iorque: Simon Schuster, 2000[1964].). No Texto, o Evento I tem um “cheiro” determinado, em contraposição ao Evento II. Sobre tal fato podemos dizer que: (a) Sintaticamente isso é visível pela troca de preposições. (b) O elemento que complementa o nome “cheiro” é “da”. (c) O cheiro determinado deve ser enviado para a Lua. (d) Semanticamente, o “cheiro” do Evento I é indeterminado. (e) A determinação está representada pelo artigo definido. Ex. 19 (Umesp) Assinale a alternativa em que o uso do artigo não obedece à norma culta. (a) O major queria a escravidão. (b) A Ouro Preto dos inconfidentes festejava seu aniversário. (c) A Alemanha vivia seus dias de terror. (d) O Japão venceu a Dinamarca. (e) Tive a impressão das moças chorarem Ex. 20 (Unesp) Identifique o caso em que não haja expressão numérica de sentido indefinido. (a) Ele é o duodécimo colocado. (b) Quer que veja este filme pela milésima vez (c) Na guerra os meus dedos disparam mil mortes. (d) A vida tem uma só entrada; a saída é por cem portas. (e) n.d.a. Ex. 21 (FCL) O numeral ordinal de 80 é: (a) octagésimo. (b) octogésimo. (c) octingentésimo. (d) octogentésimo. (e) n.d.a. Ex. 22 (Etec 2017) As palavras “sete”, “fome” e “colabore”, em destaque no cartaz, podem ser classificadas, correta e respectivamente, nas classes gramaticais: (a) artigo, substantivo e adjetivo. (b) artigo, adjetivo e substantivo. (c) numeral, preposição e verbo. (d) numeral, advérbio e conjunção. (e) numeral, substantivo e verbo. Ex. 23 (PUC-SP) Nos trechos [de Rubem Braga]: “... aquelas cores todas não existem na pena do pavão”, “... este é o luxo do grande artista...” “Ele me cobre de glórias...”, sob o ponto de vista morfológico das classes de palavras, as palavras destacadas são, respectivamente (em sequência): (a) pronome demonstrativo, pronome demonstrativo, pronome pessoal. (b) pronome indefinido, pronome indefinido, pronome pessoal. (c) pronome demonstrativo, pronome demonstrativo, pronome relativo. (d) pronome indefinido, pronome demonstrativo, pronome relativo. (e) pronome relativo, pronome demonstrativo, pronome possessivo. Ex. 24 (Efomm 2017) Analisando os mecanismos de coesão, assinale a opção em que o termo sublinhado NÃO retoma o termo antecedente, mas funciona como elemento sequencial ou de conexão. (a) Dedico-me a algo que poderia ter o nome de “culinária literária”. (b) Nunca imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. (c) Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível. (d) Para os cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo (...) (e) Ele deve ser aquilo que acontece depois do estouro. Ex. 25 (UFRJ) Considerando os itens destacados na passagem “o que o patriotismo o fez pensar”, é correto afirmar que temos, respectivamente: (a) artigo definido, pronome demonstrativo e pronome demonstrativo. (b) pronome relativo, artigo definido e artigo definido. (c) pronome relativo, pronome oblíquo e pronome demonstrativo. (d) pronome demonstrativo, artigo definido e pronome oblíquo. (e) pronome definido, artigo definido e pronome oblíquo. Ex. 26 (Fuvest) Dê o significado de “todo” em:


(a) “Ai! por que todo ser nasce chorando?” (b) “Chegou com o rosto todo manchado.” Ex. 27 (UFU 2018) O último quadro da tirinha apresenta um uso pronominal bastante comum na modalidade oral do português brasileiro, independentemente do grau de escolaridade, da região ou da classe social do falante. Assinale a alternativa que apresenta o uso pronominal equivalente à modalidade escrita e cujo registro seja formal. (a) Quais as chances de a senhora avaliar a ele com carinho e compreensão? (b) Quais as chances de a senhora avaliar-lhe com carinho e compreensão? (c) Quais as chances de a senhora lhe avaliar com carinho e compreensão? (d) Quais as chances de a senhora avaliá-lo com carinho e compreensão? Ex. 28 (EsPCEx 2019) Em “...estima-se que pelo menos 4,4 bilhões de canudos sejam jogados fora anualmente.”, o verbo auxiliar está conjugado no: (a) futuro do subjuntivo. (b) presente do indicativo. (c) imperativo afirmativo. (d) presente do subjuntivo. (e) futuro do presente do indicativo. Ex. 29 (Unimep) “Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardálas na bolsa.” Os vocábulos destacados são, respectivamente: (a) pronome pessoal oblíquo, preposição, artigo. (b) artigo, preposição, pronome pessoal oblíquo. (c) artigo, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo. (d) artigo, preposição, pronome demonstrativo. (e) preposição, pronome demonstrativo, pronome pessoal oblíquo. Ex. 30 (Mackenzie) Capítulo CII - De casada Imagina um relógio que só tivesse pêndulo, sem mostrador, de maneira que não se vissem as horas escritas. O pêndulo iria de um lado para outro, mas nenhum sinal externo mostraria a marcha do tempo. Tal foi aquela semana da Tijuca. De quando em quando, tornávamos ao passado e divertíamo-nos em relembrar as nossas tristezas e calamidades, mas isso mesmo era um modo de não sairmos de nós. Assim vivemos novamente a nossa longa espera de namorados, os anos da adolescência, a denúncia que está nos primeiros capítulos, e ríamos de José Dias que conspirou a nossa desunião, e acabou festejando o nosso consórcio. Machado de Assis. Dom Casmurro. Imagina um relógio que só tivesse pêndulo, sem mostrador, de maneira que não se vissem as horas escritas. O pêndulo iria de um lado para outro, mas nenhum sinal externo mostraria a marcha do tempo. Tal foi aquela semana da Tijuca. Considerado o parágrafo transcrito, é correto afirmar: (a) A forma verbal no imperativo indica que o narrador se dirige ao leitor tratando-o por “vós”. (b) A expressão “de maneira que” expressa, no contexto, ideia de finalidade. (c) Em “de maneira que não se vissem as horas escritas”, se o verbo “ver” fosse substituído por “poder ver”, a correção gramatical exigiria a forma “pudesse ver”. (d) Se o segundo período fosse iniciado com “Nenhum sinal externo”, para que se mantivesse o sentido original, a conjunção a ser empregada seria “porém”. (e) Em “TAL foi aquela semana da Tijuca”, o termo destacado é um advérbio. Ex. 31 (Unifesp 2019) Leia o trecho inicial do conto “A doida”, de Carlos Drummond de Andrade, para responder à questão. A doida habitava um chalé no centro do jardim maltratado. E a rua descia para o córrego, onde os meninos costumavam banhar-se. Era só aquele chalezinho, à esquerda, entre o barranco e um chão abandonado; à direita, o muro de um grande quintal. E na rua, tornada maior pelo silêncio, o burro que pastava. Rua cheia de capim, pedras soltas, num declive áspero. Onde estava o fiscal, que não mandava capiná-la? Os três garotos desceram manhã cedo, para o banho e a pega de passarinho. Só com essa intenção. Mas era bom passar pela casa da doida e provocá-la. As mães diziam o contrário: que era horroroso, poucos pecados seriam maiores. Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoados. Não explicavam bem quais fossem esses benefícios, ou explicavam demais, e restava a impressão de que eram todos privilégios de gente adulta, como fazer visitas, receber cartas, entrar para irmandades. E isso não comovia ninguém. A loucura parecia antes erro do que miséria. E os três sentiam-se inclinados a lapidar1 a doida, isolada e agreste no seu jardim. Como era mesmo a cara da doida, poucos poderiam dizê-lo. Não aparecia de frente e de corpo inteiro, como as outras pessoas, conversando na calma. Só o busto, recortado numa das janelas da frente, as mãos magras, ameaçando. Os cabelos, brancos e desgrenhados. E a boca inflamada, soltando xingamentos, pragas, numa voz rouca. Eram palavras da Bíblia misturadas a termos populares, dos quais alguns pareciam escabrosos, e todos fortíssimos na sua cólera. Sabia-se confusamente que a doida tinha sido moça igual às outras no seu tempo remoto (contava mais de sessenta anos, e loucura e idade, juntas, lhe lavraram o corpo). Corria, com variantes, a história de que fora noiva de um fazendeiro, e o casamento uma festa estrondosa; mas na própria noite de núpcias o homem a repudiara, Deus sabe por que razão. O marido


ergueu-se terrível e empurrou-a, no calor do bate-boca; ela rolou escada abaixo, foi quebrando ossos, arrebentando-se. Os dois nunca mais se veriam. Já outros contavam que o pai, não o marido, a expulsara, e esclareciam que certa manhã o velho sentira um amargo diferente no café, ele que tinha dinheiro grosso e estava custando a morrer – mas nos racontos2 antigos abusava-se de veneno. De qualquer modo, as pessoas grandes não contavam a história direito, e os meninos deformavam o conto. Repudiada por todos, ela se fechou naquele chalé do caminho do córrego, e acabou perdendo o juízo. Perdera antes todas as relações. Ninguém tinha ânimo de visitá-la. O padeiro mal jogava o pão na caixa de madeira, à entrada, e eclipsava-se. Diziam que nessa caixa uns primos generosos mandavam pôr, à noite, provisões e roupas, embora oficialmente a ruptura com a família se mantivesse inalterável. Às vezes uma preta velha arriscava-se a entrar, com seu cachimbo e sua paciência educada no cativeiro, e lá ficava dois ou três meses, cozinhando. Por fim a doida enxotava-a. E, afinal, empregada nenhuma queria servi-la. Ir viver com a doida, pedir a bênção à doida, jantar em casa da doida, passaram a ser, na cidade, expressões de castigo e símbolos de irrisão3 . Vinte anos de uma tal existência, e a legenda está feita. Quarenta, e não há mudá-la. O sentimento de que a doida carregava uma culpa, que sua própria doidice era uma falta grave, uma coisa aberrante, instalou-se no espírito das crianças. E assim, gerações sucessivas de moleques passavam pela porta, fixavam cuidadosamente a vidraça e lascavam uma pedra. A princípio, como justa penalidade. Depois, por prazer. Finalmente, e já havia muito tempo, por hábito. Como a doida respondesse sempre furiosa, criara-se na mente infantil a ideia de um equilíbrio por compensação, que afogava o remorso. Em vão os pais censuravam tal procedimento. Quando meninos, os pais daqueles três tinham feito o mesmo, com relação à mesma doida, ou a outras. Pessoas sensíveis lamentavam o fato, sugeriam que se desse um jeito para internar a doida. Mas como? O hospício era longe, os parentes não se interessavam. E daí – explicava-se ao forasteiro que porventura estranhasse a situação – toda cidade tem seus doidos; quase que toda família os tem. Quando se tornam ferozes, são trancados no sótão; fora disto, circulam pacificamente pelas ruas, se querem fazê-lo, ou não, se preferem ficar em casa. E doido é quem Deus quis que ficasse doido... Respeitemos sua vontade. Não há remédio para loucura; nunca nenhum doido se curou, que a cidade soubesse; e a cidade sabe bastante, ao passo que livros mentem. (Contos de aprendiz, 2012.) 1 lapidar: apedrejar. 2 raconto: relato, narrativa. 3 irrisão: zombaria. No trecho “Dos doidos devemos ter piedade, porque eles não gozam dos benefícios com que nós, os sãos, fomos aquinhoados” (2 o parágrafo), em respeito à normapadrão, estaria correto o uso da preposição “a” em lugar de “com” se a expressão sublinhada fosse substituída por (a) fazemos jus. (b) recebemos. (c) somos merecedores. (d) estamos satisfeitos. (e) nos orgulhamos. Ex. 32 (Fuvest) Em: “óculos sem aro”, a preposição sem indica ausência, falta. Explique o sentido expresso pelas preposições destacadas em: (a) Cale-se ou expulso a senhora da sala. (b) Interrompia a lição com piadinhas. Ex. 33 (PUC-SP) Em uma peça publicitária recentemente veiculada em jornais impressos, pode-se ler o seguinte: “Se a prática leva à perfeição, então imagine o sabor de pratos elaborados bilhões e bilhões de vezes”. A segunda oração que compõe a referida peça publicitá ria contém a expressão “pratos elaborados bilhões e bilhões de vezes”. Em recente declaração à “Revista Veja” a respeito de seu filho, o presidente Luís Inácio Lula da Silva fez a seguinte afirmação “Deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho”. Revista Veja. Ed. 1979, 25 out. 2006. A respeito das expressões destacadas nos trechos acima,élinguisticamente adequado afirmar que: (a) apenas em bilhões e bilhões, em que “bilhões” é essencialmente advérbio, existe uma indicação precisa de quantidade. (b) apenas em um milhão, em que “milhão” é essencialmente adjetivo, existe uma indicação precisa de quantidade. (c) em ambas as expressões, que são conjunções coordenativas aditivas, existe uma indicação precisa de quantidade. (d) em ambas as expressões, que são essencialmente numerais, existe um uso figurado que expressa exagero intencional. (e) apenas em bilhões e bilhões, em que “bilhões” é essencialmente pronome, existe um uso figurado que expressa exagero intencional. Ex. 34 (Fuvest 2018) Os bens e o sangue VIII (...) Ó filho pobre, e descorçoado*, e finito ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais com a faca, o formão, o couro... Ó tal como qui- séramos para tristeza nossa e consumação das eras, para o fim de tudo que foi grande! Ó desejado, ó poeta de uma poesia que se furta e se expande à maneira de um lago de pez** e resíduos letais...


És nosso fim natural e somos teu adubo, tua explicação e tua mais singela virtude... Pois carecia que um de nós nos recusasse para melhor servirmos. Face a face te contemplamos, e é teu esse primeiro e úmido beijo em nossa boca de barro e de sarro. Carlos Drummond de Andrade, Claro enigma. * “descorçoado”: assim como “desacorçoado”, é uma variante de uso popular da palavra “desacoroçoado”, que significa “desanimado”. ** “pez”: piche Considere o tipo de relação estabelecida pela preposição “para” nos seguintes trechos do poema: I. “ó inapto para as cavalhadas e os trabalhos brutais”. II. “Ó tal como quiséramos para tristeza nossa e consumação das eras”. III. “para o fim de tudo que foi grande”. IV. “para melhor servirnos”. A preposição “para” introduz uma oração com ideia de finalidade apenas em: (a) I. (b) I e II. (c) III. (d) III e IV. (e) IV Ex. 35 (Cefet-MG 2020) Um escritor! Um escritor! Antônio Prata* Com o jornal numa mão e um guaraná diet na outra, eu caminhava pelas ruas de Kiev, desviando de barricadas e coquetéis molotov(1), quando a voz no sistema de som me trouxe de volta à poltrona 11C do Boeing 737: “Atenção, senhores passageiros, caso haja um médico a bordo, favor se apresentar a um de nossos comissários”. Foi aquele discreto alvoroço: todos cochichando, olhando em volta, procurando o doente e torcendo por um doutor, até que, do fundo da aeronave, despontou o nosso herói. Vinha com passos firmes — grisalho, como convém —, a vaidade disfarçada num leve enfado, como um Clark Kent que, naquele momento, estivesse menos interessado em demonstrar os superpoderes do que em comer seus amendoins. Um comissário o encontrou no meio do corredor e o levou, apressado, até uma senhora gorducha que segurava a cabeça e hiperventilava na primeira fileira do avião. O mé- dico se agachou, tomou o pulso, auscultou peito e costas, conversou baixinho com ela, depois falou com a aeromoça. Trouxeram uma caixa de metal, ele deu um comprimido à mulher e, nem dez minutos mais tarde, voltou pros seus amendoins, sob os olhares admirados de todos. Ou de quase todos, pois a minha admiração, devo admitir, foi rapidamente fagocitada(2) pela inveja. Ora, quando a medicina nasceu, com Hipócrates, a história de Gilgamesh(3) já circulava pelo mundo havia mais de dois milênios: desde tempos imemoriais, enquanto o corpo seguia ao deus-dará, a alma era tratada por mitos, versos, fábulas — e, no entanto... No entanto, caros leitores, quem aí já ouviu uma aeromoça pedir, ansiosa: “Atenção, senhores passageiros, caso haja um escritor a bordo, favor se apresentar a um de nossos comissários”? Eu não me abalaria. Fecharia o jornal, sem afobação poria uma Bic e um guardanapo no bolso, iria até a senhora gorducha e me agacharia ao seu lado. Conversaríamos baixinho. Ela me confessaria, quem sabe, estar prestes a reencontrar o filho, depois de dez anos brigados: queria falar alguma coisa bonita pra ele, mas não era boa com as palavras. Eu faria uma rápida anamnese(4): perguntaria os motivos da briga, se o filho estava mais pra Proust ou pra UFC(5), levantaria recordações prazerosas da relação e, antes de tocarmos o solo, entregaria à mulher três parágrafos capazes de verter lágrimas até da estátua do Borba Gato. De volta ao meu lugar, passageiros me cumprimentariam e compartilhariam histórias semelhantes. Uma jovem mãe me contaria do primo poeta que, num restaurante, ao ouvir os apelos do garçom —”Um escritor, pelo amor de Deus, um escritor!”—, tinha sido levado até um rapaz apaixonado e conseguido escrever seu pedido de casamento no cartão de um buquê antes que a futura noiva voltasse do banheiro. Um senhor comentaria o caso muito conhecido do romancista que, após as súplicas de mil turistas, fora capaz de convencer 200 tripulantes de um cruzeiro a abandonar o gerúndio. Eu sorriria, de leve. Diria “Pois é, se você escolheu essa profissão, tem que estar preparado pras emergências”, então recusaria, educadamente, o segundo saquinho de amendoins que a aeromoça me ofereceria e voltaria, como se nada tivesse acontecido, para as bombas da Crimeia(6), com meu copo de guaraná. *Antonio Prata Escritor e roteirista, autor de Nu, de Botas. Jornal Folha de São Paulo, 25 mai. 2014 Disponível em: <https://www1.folha.uol.com.br/colunas/antonioprata/>. Acesso em 27 ago. 2019. Vocabulário de apoio: 1- Kiev: capital e maior cidade da Ucrânia. No trecho: “eu caminhava pelas ruas de Kiev, desviando de barricadas e coquetéis molotov”, o autor se refere ao tema do livro (Guerra da Crimeia) que ele lia, enquanto estava no voo. Os termos ‘barricadas’(trincheiras feitas de improviso) e ‘coquetéis molotov’ (tipo de arma química, geralmente usada em guerrilhas) estão relacionados ao tema da leitura feita pelo autor. 2- fagocitada: neologismo criado a partir de fagocitose: processo de ingestão e destruição de partículas sólidas, como bactérias ou pedaços de tecido necrosado, por células ameboides chamadas de fagócitos [tem como uma das


funções a proteção do organismo contra infecções.]; no texto, ‘fagocitada’ pode ser substituída por ‘devorada’. 3- No trecho: “a medicina nasceu, com Hipócrates, a história de Gilgamesh”, o autor se refere a Hipócrates – pensador grego, considerado o “pai da Medicina” – e a Gilgamesh – rei da Suméria, mais conhecido atualmente por ser o personagem principal da Epopeia de Gilgamesh, um épico mesopotâmico preservado em tabuletas escritas com caracteres cuneiformes (o mais antigo tipo de escrita do mundo). 4- anamnese: lembrança, recordação pouco precisa. No campo da medicina, anamnese é um histórico que vai desde os sintomas iniciais até o momento da observação clínica, realizado com base nas lembranças do paciente. 5- No trecho: “se o filho estava mais pra Proust ou pra UFC”, o autor se refere a um escritor francês (Proust, importante escritor no cenário da literatura mundial) e a UFC, cuja sigla em inglês Ultimate Fighting Championship, designa organização de MMA (Artes Marciais Mistas) que produz eventos ao redor de todo o mundo. 6 - bombas da Crimeia – referência à Guerra da Crimeia (1853-1856), assunto do livro que o autor lia, durante o voo. No texto, há o uso de diferentes conjunções (elementos coesivos) com a finalidade de demarcar conexões desentido. A partir dessa afirmação, existecorrelação entre a conjunção em destaque e a informação de sentido entre colchetes em: (a) Ou de quase todos, pois a minha admiração, devo admitir, foi rapidamente fagocitada pela inveja. [explicação] (b) “Atenção, senhores passageiros, caso haja um escritor a bordo, favor se apresentar a um de nossos comissários”? [causa] (c) Trouxeram uma caixa de metal, ele deu um comprimido à mulher e, nem dez minutos mais tarde, voltou pros seus amendoins, sob os olhares admirados de todos. [tempo] (d) Ela me confessaria, quem sabe, estar prestes a reencontrar o filho, depois de dez anos brigados: queria falar alguma coisa bonita pra ele, mas não era boa com as palavras. [adição] Ex. 36 (ESPM-RJ 2020) Leia: (...) Esta casa do Engenho Novo, conquanto reproduza a de Mata-cavalos, apenas me lembra aquela, e mais por efeito de comparação e de reflexão que de sentimento. Já disse isto mesmo. Hão de perguntar-me por que razão, tendo a própria casa velha, na mesma rua antiga, não impedi que a demolissem e vim reproduzi-la nesta. A pergunta devia ser feita a princípio, mas aqui vai a resposta. A razão é que, logo que minha mãe morreu, querendo ir para lá, fiz primeiro uma longa visita de inspeção por alguns dias, e toda a casa me desconheceu. No quintal a aroeira e a pitangueira, o poço, a caçamba velha e o lavadouro, nada sabia de mim. A casuarina era a mesma que eu deixara ao fundo, mas o tronco, em vez de reto, como outrora, tinha agora um ar de ponto de interrogação; naturalmente pasmava do intruso. (...) Tudo me era estranho e adverso. Deixei que demolissem a casa, e, mais tarde, quando vim para o Engenho Novo, lembrou-me fazer esta reprodução por explicações que dei ao arquiteto, segundo contei em tempo. (Machado de Assis, Dom Casmurro, Capítulo CXLIV) No trecho: Esta casa do Engenho Novo, conquanto reproduza a de Mata-cavalos, apenas me lembra aquela..., o termo em destaque pode ser substituído sem prejuízo semântico por: (a) porquanto (relação de causa). (b) entretanto (relação de oposição de ideias que se anulam). (c) embora (relação de oposição de ideias que coexistem). (d) uma vez que (relação de causa). (e) à medida que (relação de proporcionalidade). Ex. 37 (CPII 2016) A terra dos meninos pelados Graciliano Ramos1 Havia um menino diferente dos outros meninos: tinha o olho direito preto, o esquerdo azul e a cabeça pelada. Os vizinhos mangavam dele e gritavam: — Ó pelado! Tanto gritaram que ele se acostumou, achou o apelido certo, deu para se assinar a carvão, nas paredes: Dr. Raimundo Pelado. Era de bom gênio e não se zangava; mas os garotos dos arredores fugiam ao vê-lo, escondiam-se por detrás das árvores da rua, mudavam a voz e perguntavam que fim tinham levado os cabelos dele. Raimundo entristecia e fechava o olho direito. Quando o aperreavam2 demais, aborrecia-se, fechava o olho esquerdo. E a cara ficava toda escura. Não tendo com quem entender-se, Raimundo Pelado falava só, e os outros pensavam que ele estava malucando. Estava nada! Conversava sozinho e desenhava na calçada coisas maravilhosas do país de Tatipirun, onde não há cabelos e as pessoas têm um olho preto e outro azul. RAMOS, Graciliano. Alexandre e outros heróis. Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 104. 1 O alagoano Graciliano Ramos é um dos autores mais importantes da Literatura Brasileira. 2 aperreavam – chateavam. Qual das alternativas a seguir poderia substituir a interjeição sublinhada em “Ó pelado!”? (a) Urgh. (b) Ah. (c) Ei. (d) Ui. Ex. 38 (CPII 2019) QUAIS SÃO OS DEVERES E DIREITOS DAS CRIANÇAS? Essa foi a pergunta feita pela pequena leitora Vitória, de 10 anos de idade, à Turminha do MPF (Ministério Público Federal). Resposta do Rod, personagem da Turminha do MPF:


Olá, Vitória! Nós temos muitos direitos e deveres e existem algumas leis que tratam só disso, como, por exemplo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Convenção sobre os Direitos da Criança, aprovada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Mas, para resumir um pouco a resposta à sua pergunta, posso dizer alguns dos nossos direitos: 1 ter uma educação de boa qualidade; 2 ter acesso à cultura e aos meios de comunicação e informação; 3 poder brincar com outras crianças da nossa idade; 4 não ser obrigado a trabalhar como adulto; 5 ter uma boa alimentação, que dê ao nosso organismo todos os nutrientes de que precisamos para crescer com saúde e energia; 6 receber assistência médica gratuita nos hospitais públicos sempre que precisarmos de atendimento; 7 ser livre para ir e vir, conviver em sociedade e expressar nossas ideias e sentimentos; 8 ter a proteção de uma família que nos ame, seja ela natural ou adotiva, ou de um lar oferecido pelo Estado se, por infelicidade, perdermos os nossos pais e parentes mais próximos; 9 não sofrer agressões físicas ou psicológicas por parte daqueles que são encarregados da nossa proteção e educação ou de qualquer outro adulto; Enfim, temos direito a uma vida digna, saudável e feliz. Quanto aos nossos deveres, eles precisam começar pelo respeito ao direito das pessoas com quem convivemos, pois só assim poderemos esperar que elas também nos respeitem. Outro dever nosso é estudar e nos preparar para a vida adulta, quando a sociedade exigirá de nós uma série de responsabilidades que não temos hoje, enquanto somos crianças. Por exemplo, trabalhar para criar e educar nossos próprios filhos ou para ser capaz de votar, com discernimento, nos melhores representantes para governar nossas cidades e nosso país. Temos também o dever de respeitar as pessoas que são ou pensam diferente de nós. Como cidadãos de um país democrático, precisamos aprender, desde a infância, a lidar com as diferenças e aceitá-las. Como fazemos isso? Não discriminando pessoas que tenham alguma deficiência física ou mental, as mais pobres, que não receberam a mesma educação nem tiveram as mesmas oportunidades que nós, ou as que são diferentes porque têm outra religião, nacionalidade, etnia, idade, sexo, cor da pele, orientação sexual ou outro partido político. É nosso dever respeitar os que são diferentes, porque eles também são cidadãos e possuem os mesmos direitos e deveres que nós na sociedade brasileira. Disponível em: http://www.turminha.mpf.mp.br. Acesso em: 1 ago. 2019 (adaptado). Por exemplo, trabalhar para criar e educar nossos próprios lhos ou para ser capaz de votar, com discernimento, nos melhores representantes para governar nossas cidades e nosso país Mantendo o mesmo sentido, o substantivo discernimento pode ser substituído por (a) honestidade. (b) sabedoria. (c) gentileza. (d) bondade. Ex. 39 (Fuvest) O diminutivo é uma maneira ao mesmo tempo afetuosa e precavida de usar a linguagem. Afetuosa por- que geralmente o usamos para designar o que é agradável, aquelas coisas tão afáveis que se deixam diminuir sem perder o sentido. E precavida porque também o usamos para desarmar certas palavras que, por sua forma original, são ameaçadoras demais. Luis Fernando Verissimo. “Diminutivos”. A alternativa inteiramente de acordo com a definição do autor sobre diminutivos é: (a) O iogurtinho que vale por um bifinho. (b) Ser brotinho é sorrir dos homens e rir interminavelmente das mulheres. (c) Gosto muito de te ver, Leãozinho. (d) Essa menininha é terrível! (e) Vamos bater um papinho. Ex. 40 (Fuvest) Pode ser substituída por dissensão, sem que se altere o sentido da frase apresentada, apenas a palavra destacada em: (a) A discordância entre as opiniões inviabilizou qualquer acordo. (b) A disparidade de oportunidades dificulta a concretização de uma verdadeira democracia. (c) Os que se envolveram na discussão do assunto não chegaram a um acordo. (d) A mudança acelerada dos costumes levou à dissolução da família. (e) A dissimulação das verdadeiras intenções não lhe garantiu chegar aos fins desejados. Ex. 41 (Fuvest 2020) amora a palavra amora seria talvez menos doce e um pouco menos vermelha se não trouxesse em seu corpo (como um velado esplendor) a memória da palavra amor a palavra amargo seria talvez mais doce e um pouco menos acerba se não trouxesse em seu corpo (como uma sombra a espreitar) a memória da palavra amar Marco Catalão, Sob a face neutra.


Tal como se lê no poema, (a) a palavra “amora” é substantivo, e “amargo”, adjetivo. (b) o verbo “amar” ameniza o amargor da palavra “amargo”. (c) o substantivo “corpo” apresenta sentido denotativo. (d) o substantivo “amor” intensifica o dulçor da palavra “amora”. (e) o verbo “amar” e o substantivo “amor” são intercambiáveis. Ex. 42 (Fuvest) Leia o texto a seguir. – Finado Severino, quando passares em Jordão e os demônios te atacarem perguntando o que é que levas... – Dize que levas somente coisas de não: fome, sede, privação. As “coisas de sim” estão, correspondentemente, em: (a) saciedade; repleção; carência. (b) fartura; carência; vacuidade. (c) repleção; carência; saciedade. (d) satisfação; saciedade; fartura. (e) vacuidade; fartura; repleção. Ex. 43 (Mackenzie) Aponte a alternativa em que o substantivo em destaque foi empregado de forma genérica. (a) Aquele homem contundente lançou, como um vulcão, sua ira já incrustada nas paredes do estômago. (b) Instrumento de força e energia pacífica, um homem de fé e coragem pertinaz, aquele pai obteve o reconhecimento dos filhos. (c) Todo homem necessita de segurança, não só para dominar a própria vida, como também para desvendar os mistérios do universo exterior. (d) Com nove páginas, o laudo da justiça acusou Mário de vários crimes e o considerou como um homem devasso. (e) O novo marco implantado na geografia urbana de Paris deve-se a um artista americano, homem de origem chinesa, considerado um dos mais bem-sucedidos arquitetos da atualidade. Ex. 44 (Efomm 2019) Como Dizia Meu Pai Já se tornou hábito meu, em meio a uma conversa, preceder algum comentário por uma introdução: — Como dizia meu pai... Nem sempre me reporto a algo que ele realmente dizia, sendo apenas uma maneira coloquial de dar ênfase a alguma opinião. De uns tempos para cá, porém, comecei a perceber que a opinião, sem ser de caso pensado, parece de fato corresponder a alguma coisa que Seu Domingos costumava dizer. Isso significará talvez — Deus queira — que insensivelmente vou me tornando com o correr dos anos cada vez mais parecido com ele. Ou, pelo menos, me identificando com a herança espiritual que dele recebi. Não raro me surpreendo, antes de agir, tentando descobrir como ele agiria em semelhantes circunstâncias, repetindo uma atitude sua, até mesmo esboçando um gesto seu. Ao formular uma ideia, percebo que estou concebendo, para nortear meu pensamento, um princípio que, se não foi enunciado por ele, só pode ter sido inspirado por sua presença dentro de mim. — No fim tudo dá certo... Ainda ontem eu tranquilizava um de meus filhos com esta frase, sem reparar que repetia literalmente o que ele costumava dizer, sempre concluindo com olhar travesso: — Se não deu certo, é porque ainda não chegou no fim. Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a quem chamávamos paizinho, a subir pausadamente a escada da varanda de nossa casa, todos os dias, ao cair da tarde, egresso do escritório situado no porão. Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no sofá de palhinha da varanda, como namorados, trocando notícias do dia. Os filhos guardavam zelosa distância, até que ela ia aos seus afazeres e ele se punha à disposição de cada um, para ouvir nossos problemas e ajudar a resolvê-los. Finda a última audiência, passava a mão no chapéu e na bengala e saía para uma volta, um encontro eventual com algum amigo. Regressava religiosamente uma hora depois, e tendo descido a pé até o centro, subia sempre de bonde. Se acaso ainda estávamos acordados, podíamos contar com o saquinho de balas que o paizinho nunca deixava de trazer. Costumava se distrair realizando pequenos consertos domésticos: uma boia de descarga, a bucha de uma torneira, um fusível queimado. Dispunha para isso da necessária habilidade e de uma preciosa caixa de ferramentas em que ninguém mais podia tocar. Aprendi com ele como é indispensável, para a boa ordem da casa, ter à mão pelo menos um alicate e uma chave de fenda. Durante algum tempo andou às voltas com o velho relógio de parede que fora de seu pai, hoje me pertence e amanhã será de meu filho: estava atrasando. Depois de remexer durante vários dias em suas entranhas, deu por findo o trabalho, embora ao remontá-lo houvessem sobrado umas pecinhas, que alegou não fazerem falta. O relógio passou a funcionar sem atrasos, e as batidas a soar em horas desencontradas. Como, aliás, acontece até hoje. Tinha por hábito emitir um pequeno sopro de assovio, que tanto podia ser indício de paz de espírito como do esforço para controlar a perturbação diante de algum aborrecimento. — As coisas são como são e não como deviam ser. Ou como gostaríamos que fossem. Este pronunciamento se fazia ouvir em geral quando diante de uma fatalidade a que não se poderia fugir. Queria dizer que devemos nos conformar com o fato de nossa vontade não poder prevalecer sobre a vontade de Deus — embora jamais fosse assim eloquente em suas conclusões. Estas quase sempre eram, mesmo, eivadas de certo ceticismo preventivo ante as esperanças vãs: — O que não tem solução, solucionado está. E tudo que acontece é bom — talvez não chegasse ao cúmulo do otimismo de afirmar isso, como seu filho Gerson, mas não vacilava em sustentar que toda mudança é para


melhor: se mudou, é porque não estava dando certo. E se quiser que mude, não podendo fazer nada para isso, espere, que mudará por si. .. Tudo isso que de uns tempos para cá me vem ocorrendo, às vezes inconscientemente, como legado de meu pai, teve seu coroamento há poucos dias, quando eu ia caminhando distraído pela praia. Revirava na cabeça, não sei a que propósito, uma frase ouvida desde a infância e que fazia parte de sua filosofia: não se deve aumentar a aflição dos aflitos. Esta máxima me conduziu a outra, enunciada por Carlos Drummond de Andrade no filme que fiz sobre ele, a qual certamente Seu Domingos perfilharia: não devemos exigir das pessoas mais do que elas podem dar. De repente fui fulminado por uma verdade tão absoluta que tive de parar, completamente zonzo, fechando os olhos para entender melhor. No entanto era uma verdade evangélica, de clareza cintilante como um raio de sol, cheguei a fazer uma vênia de gratidão a Seu Domingos por me havê-la enviado: — Só há um meio de resolver qualquer problema nosso: é resolver primeiro o do outro. Com o tempo, a cidade foi tomando conhecimento do seu bom senso, da experiência adquirida ao longo de uma vida sem maiores ambições: Seu Domingos, além de representante de umas firmas inglesas, era procurador de partes — solene designação para uma atividade que hoje talvez fosse referida como a de um despachante. A princípio os amigos, conhecidos, e depois até desconhecidos passaram a procurá-lo para ouvir um conselho ou receber dele uma orientação. Era de se ver a romaria no seu escritório todas as manhãs: um funcionário que dera desfalque, uma mulher abandonada pelo marido, um pai agoniado com problemas do filho — era gente assim que vinha buscar com ele alívio para a sua dúvida, o seu medo, a sua aflição. O próprio Governador, que não o conhecia pessoalmente, certa vez o consultou através de um secretário, sobre questão administrativa que o atormentava. Não se falando nos filhos: mesmo depois de ter saído de casa, mais de uma vez tomei trem ou avião e fui colher uma palavra sua que hoje tanta falta me faz. Resta apenas evocá-la, como faço agora, para me servir de consolo nas horas más. No momento, ele próprio está aqui a meu lado, com o seu sorriso bom. SABINO, Fernando. A volta por cima. In: Obra Reunida v. III. Rio de Janeiro: Ed. Nova Aguilar, 1996. (Texto adaptado) Assinale a opção em que a flexão de grau do substantivo destacado é utilizada exclusivamente para pôr em primeiro plano uma linguagem que demonstra valor afetivo. (a) “Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no sofá de palhinha da varanda, como namorados, trocando notícias do dia.” (9°§) (b) “Depois de remexer durante vários dias em suas entranhas, deu por findo o trabalho, embora ao remontá-lo houvessem sobrado umas pecinhas, que alegou não fazerem falta.” (10°§) (c) “Costumava se distrair realizando pequenos consertos domésticos: uma boia de descarga, a bucha de uma torneira, um fusível queimado.” (10°§) (d) “Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a quem chamávamos paizinho, a subir pausada- mente a escada da varanda de nossa casa, todos os dias, ao cair da tarde [...].” (9°§) (e) “Se acaso ainda estávamos acordados, podíamos contar com o saquinho de balas que o paizinho nunca deixava de trazer.” (9°§) Ex. 45 (Efomm 2018) Passeio à Infância Primeiro vamos lá embaixo no córrego; pegaremos dois pequenos carás dourados. E como faz calor, veja, os lagostins saem da toca. Quer ir de batelão, na ilha, comer ingás? Ou vamos ficar bestando nessa areia onde o sol dourado atravessa a água rasa? Não catemos pedrinhas redondas para atiradeira, porque é urgente subir no morro; os sanhaços estão bicando os cajus maduros. É janeiro, grande mês de janeiro! Podemos cortar folhas de pita, ir para o outro lado do morro e descer escorregando no capim até a beira do açude. Com dois paus de pita, faremos uma balsa, e, como o carnaval é no mês que vem, vamos apanhar tabatinga para fazer formas de máscaras. Ou então vamos jogar bola - preta: do outro lado do jardim tem um pé de saboneteira. Se quiser, vamos. Converta-se, bela mulher estranha, numa simples menina de pernas magras e vamos passear nessa infância de uma terra longe. É verdade que jamais comeu angu de fundo de panela? Bem pouca coisa eu sei: mas tudo que sei lhe ensino. Estaremos debaixo da goiabeira; eu cortarei uma forquilha com o canivete. Mas não consigo imaginá-la assim; talvez se na praia ainda houver pitangueiras... Havia pitangueiras na praia? Tenho uma ideia vaga de pitangueiras junto à praia. Iremos catar conchas cor-derosa e búzios crespos, ou armar o alçapão junto do brejo para pegar papa-capim. Quer? Agora devem ser três horas da tarde, as galinhas lá fora estão cacarejando de sono, você gosta de fruta-pão assada com manteiga? Eu lhe dou aipim ainda quente com melado. Talvez você fosse como aquela menina rica, de fora, que achou horrível nosso pobre doce de abóbora e coco. Mas eu a levarei para a beira do ribeirão, na sombra fria do bambual; ali pescarei piaus. Há rolinhas. Ou então ir descendo o rio numa canoa bem devagar e de repente dar um galope na correnteza, passando rente às pedras, como se a canoa fosse um cavalo solto. Ou nadar mar afora até não poder mais e depois virar e ficar olhando as nuvens brancas. Bem pouca coisa eu sei; os outros meninos riram de mim porque cortei uma iba de assa-peixe. Lembro-me que vi o ladrão morrer afogado com os soldados de canoa dando tiros, e havia uma mulher do outro lado do rio gritando. Mas como eu poderia, mulher estranha, convertê-la em menina para subir comigo pela capoeira? Uma vez vi uma urutu junto de um tronco queimado; e me lembro de


muitas meninas. Tinha uma que era para mim uma adoração. Ah, paixão da infância, paixão que não amarga. Assim eu queria gostar de você, mulher estranha que ora venho conhecer, homem maduro. Homem maduro, ido e vivido; mas quando a olhei, você estava distraída, meus olhos eram outra vez os encantados olhos daquele menino feio do segundo ano primário que quase não tinha coragem de olhar a menina um pouco mais alta da ponta direita do banco. Adoração de infância. Ao menos você conhece um passarinho chamado saíra? E um passarinho miúdo: imagine uma saíra grande que de súbito aparecesse a um menino que só tivesse visto coleiros e curiós, ou pobres cambaxirras. Imagine um arco-íris visto na mais remota infância, sobre os morros e o rio. O menino da roça que pela primeira vez vê as algas do mar se balançando sob a onda clara, junto da pedra. Ardente da mais pura paixão de beleza é a adoração da infância. Na minha adolescência você seria uma tortura. Quero levá-la para a meninice. Bem pouca coisa eu sei; uma vez na fazenda riram: ele não sabe nem passar um barbicacho! Mas o que sei lhe ensino; são pequenas coisas do mato e da água, são humildes coisas, e você é tão bela e estranha! Inutilmente tento convertê-la em menina de pernas magras, o joelho ralado, um pouco de lama seca do brejo no meio dos dedos dos pés. Linda como a areia que a onda ondeou. Saíra grande! Na adolescência me torturaria; mas sou um homem maduro. Ainda assim às vezes é como um bando de sanhaços bicando os cajus de meu cajueiro, um cardume de peixes dourados avançando, saltando ao sol, na piracema; um bambual com sombra fria, onde ouvi silvo de cobra, e eu quisera tanto dormir. Tanto dormir! Preciso de um sossego de beira de rio, com remanso, com cigarras. Mas você é como se houvesse demasiadas cigarras cantando numa pobre tarde de homem. Julho, 1945 Crônica extraída do livro “200 crônicas escolhidas”, de Rubem Braga. Texto adaptado à nova ortografia. Assinale a opção em que um substantivo presente no fragmento do texto tem uma noção de aglomerado, grande quantidade. (a) (...) os sanhaços estão bicando os cajus maduros. (b) Podemos cortar folhas de pita, ir para o outro lado do morro e descer escorregando no capim até a beira do açude. (c) (...) vamos apanhar tabatinga para fazer formas de máscaras. (d) Tenho uma ideia vaga de pitangueiras junto à praia. (e) Mas eu a levarei para a beira do ribeirão, na sombra fria do bambual (...). Ex. 46 (Fuvest) A palavra sanção com o significado de ratificação ocorre apenas em: (a) Aplicar sanções a grevistas não é direito, nem dever de um presidente. (b) Eventual sanção do presidente à nova lei, aprovada ontem, poderá desagradar a setores de todas as categorias. (c) As sanções previstas na lei eleitoral não exercem influências significativas sobre a paixão dos militantes. (d) O novo diretor prefere sanções a diálogos. (e) O contrato prevê sanções para os inadimplentes. Ex. 47 (UFRGS 2016) Quando a economia política clássica nasceu, no Reino Unido e na França, ao final do século XVIII e início do século XIX, a questão da distribuição da renda já se encontrava no centro de todas as análises. Estava claro que transformações radicais entraram em curso, propelidas pelo crescimento demográfico sustentado – inédito até então – e pelo início do êxodo rural e da Revolução Industrial. Quais seriam as consequências sociais dessas mudanças? Para Thomas Malthus, que publicou em 1798 seu Ensaio sobre o princípio da população, não restava dúvida: a superpopulação era uma ameaça. Preocupava-se especialmente com a situação dos franceses ........ vésperas da Revolução de 1789, quando havia miséria generalizada no campo. Na época, a França era de longe o país mais populoso da Europa: por volta de 1700, já contava com mais de 20 milhões de habitantes, enquanto o Reino Unido tinha pouco mais de 8 milhões de pessoas. A população francesa se expandiu em ritmo crescente ao longo do século XVIII, aproximando-se dos 30 milhões. Tudo leva a crer que esse dinamismo demográfico, desconhecido nos séculos anteriores, contribuiu para a estagnação dos salários no campo e para o aumento dos rendimentos associados à propriedade da terra, sendo portanto um dos fatores que levaram ........ Revolução Francesa. Para evita que torvelinho similar vitimasse o Reino Unido, Malthus argumentou que toda assistência aos pobres deveria ser suspensa de imediato e a taxa de natalidade deveria ser severamente controlada. Já David Ricardo, que publicou em 1817 os seus Princípios de economia política e tributação, preocupava-se com a evolução do preço da terra. Se o crescimento da população e, consequentemente, da produção agrícola se prolongasse, a terra tenderia a se tornar escassa. De acordo com a lei da oferta e da procura, o preço do bem escasso – a terra – deveria subir de modo contínuo. No limite, os donos da terra receberiam uma parte cada vez mais significativa da renda nacional, e o restante da população, uma parte cada vez mais reduzida, destruindo o equilíbrio social. De fato, o valor da terra permaneceu alto por algum tempo, mas, ao longo de século XIX, caiu em relação ........ outras formas de riqueza, à medida que diminuía o peso da agricultura na renda das nações. Escrevendo nos anos de 1810, Ricardo não poderia antever a importância que o progresso tecnológico e o crescimento industrial teriam ao longo das décadas seguintes para a evolução da distribuição da renda. Adaptado de: PIKETTY, T. O Capital no Século XXI. Trad. de M. B. de Bolle. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2014. p. 11-13. Geralmente, substantivos denotam seres ou coisas. Às vezes, no entanto, podem denotar ação ou processo. Assinale a alternativa que contém um substantivo que, no texto, denota processo. (a) economia (b) estagnação (c) similar


(d) tornar (e) restante Ex. 48 (Col. Naval 2016) Assinale a opção INCORRETA com relação ao emprego do gênero do substantivo em destaque. (a) Se meus filhos desejarem, farei a musse de maracujá para a sobremesa desta noite. (b) Assim que o veterinário examinou o pobre cão, sentiu muito dó, comovendo-se bastante. (c) A próxima eclipse ocorrerá no final deste mês, à noitinha, mas somente no Sudeste. (d) Como todos sabem, o plasma é fundamental na cura de certas doenças. (e) Trouxeram o champanhe que eu encomendei, há dias, para o jantar de hoje? Ex. 49 (FGV) Frase de referência: Um homem gordinho e simpático entrou na sala. Os manuais de língua portuguesa ensinam que -inho é um sufixo diminutivo, normalmente aplicado aos substantivos. Qual o sentido de gordinho, no texto? Ex. 50 (Fuvest) Chamar o dicionário de pai dos burros é que é burrice. Reconhecer um desconhecimento não é uma virtude? Se a burrice costuma vir sempre acompanhada da insolência, a inteligência não dispensa a força da humildade. (a) Reescreva os dois primeiros períodos, substituindo os verbos “chamar” e “reconhecer” por substantivos que não sejam da mesma família desses verbos. Faça apenas as adaptações necessárias, mantendo o sentido original. (b) Reescreva o último período do texto, utilizando agora as formas “não costuma” e “dispensa”. Faça apenas as alterações necessárias, mantendo o sentido original. Ex. 51 (Fuvest) Cultivar amizades, semear empregos e preservar a cultura fazem parte da nossa natureza. (a) Explique o efeito expressivo que, por meio da seleção lexical, se obteve nessa frase. (b) Reescreva a frase, substituindo por substantivos cognatos os verbos cultivar, semear e preservar, fazendo também as adaptações necessárias. Ex. 52 (ITA) Leia os dois enunciados a seguir. (a) A Sadia descobriu o jeitinho italiano. Propaganda da Sadia, fabricante de alimentos, para as massas prontas congeladas. (b) Queremos mostrar que o Brasil tem jeito. Pronunciamento de um político em propaganda televisiva levada ao ar em julho/1999. Por que não é possível a substituição de “jeitinho” por “jeito” e vice-versa, nos enunciados? Texto para questão 53 Fabiano, uma coisa da fazenda, um triste, seria despedido quando menos esperasse. Ao ser contratado, recebera o cavalo de fábrica, peneiras, gibão, guarda-peito e sapatões de couro, mas ao sair largaria tudo ao vaqueiro que o substituísse. Sinhá Vitória desejava possuir uma cama igual à de seu Tomás da bolandeira. Doidice. Não dizia nada para não contrariá-la, mas sabia que era doidice. Cambembes podiam ter luxo? E estavam ali de passagem. Qualquer dia o patrão os botaria fora, e eles ganhariam o mundo, sem rumo, nem teria meio de conduzir os cacarecos. Viviam de trouxa amarrada, dormiriam bem debaixo de um pau. Olhou a caatinga amarela, que o poente avermelhava. Se a seca chegasse, não ficaria planta verde. Arrepiou-se. Chegaria, naturalmente. Sempre tinha sido assim, desde que ele se entendera. E antes de se entender, antes de nascer, sucedera o mesmo – anos bons, misturados com anos ruins. A desgraça estava em caminho, talvez andasse perto. Nem valia a pena trabalhar. Ele marchando para casa, trepando a ladeira, espalhando seixos com as alpercatas – ela se avizinhando a galope, com vontade de matá-lo. Graciliano Ramos. Vidas secas. Ex. 53 (Ibmec-RJ) Muitas vezes, uma palavra tem sua classe gramatical usual deslocada para se atribuir mais expressividade ao ato de comunicação. É o que acontece no seguinte fragmento retirado do texto de Graciliano Ramos: (a) “Fabiano, uma coisa da fazenda, um triste, seria despedido quando menos esperasse.” (par. 1) (b) “Não dizia nada para não contrariá-la...” (par. 3) (c) “... que o poente avermelhava.” (par. 5) (d) “... não ficaria planta verde.” (par. 5) (e) “A desgraça estava em caminho...” (par. 6) Texto para questão 54 A ciência do palavrão Por que diabos m... é palavrão? Aliás, por que a palavra diabos, indizível décadas atrás, deixou de ser um? Outra: você já deve ter tropeçado numa pedra e, para revidar, xingou-a de algo como filha da ..., mesmo sabendo que a dita nem mãe tem. Pois é: há mais mistérios no universo dos palavrões do que o senso comum imagina. Mas a ciência ajuda a desvendá-los. Pesquisas recentes mostram que as palavras sujas nascem em um mundo à parte dentro do cérebro. Enquanto a linguagem comum e o pensamento consciente ficam a cargo da parte mais sofisticada da massa cinzenta, o neo-córtex, os palavrões moram nos porões da cabeça. Mais exatamente no sistema límbico. Nossa parte animal fica lá. E sai de vez em quando, na forma de palavrões. A medicina ajuda a entender isso. Veja o caso da síndrome de Tourette. Essa doença acomete pessoas que sofreram danos no gânglio basal, a parte do cérebro cuja função é manter o sistema límbico comportado. E os palavrões saem como se fossem tiques nervosos na forma de palavras. Mas você não precisa ter lesão nenhuma para se descontrolar de vez em quando, claro. Justamente por não pensar, quando


essa parte animal do cérebro fala, ela consegue traduzir certas emoções com uma intensidade inigualável. Os palavrões, por esse ponto de vista, são poesia no sentido mais profundo da palavra. Duvida? Então pense em uma palavra forte. Paixão, por exemplo. Ela tem substância, sim, mas está longe de transmitir toda a carga emocional da paixão propriamente dita. Mas com um grande e gordo p.q.p. a história é outra. Ele vai direto ao ponto, transmite a emoção do sistema límbico de quem fala diretamente para o de quem ouve. Por isso mesmo, alguns pesquisadores consideram o palavrão até mais sofisticado que a linguagem comum. Disponível em: <www.superabril.com.br/revista/>. (Adapt.). Ex. 54 (Unifesp) No texto, o substantivo “palavrão”, ainda que se mostre flexionado em grau, não reporta a ideia de tamanho. Tal emprego também se verifica em: (a) Durante a pesquisa, foi colocada uma “gotícula” do ácido para se definir a reação. (b) Na casa dos sete anões, Branca de Neve encontrou sete minúsculas “caminhas”. (c) Para cortar gastos, resolveu confeccionar “livrinhos” que cabem nos bolsos. (d) Não estava satisfeita com aquele “empreguinho” sem graça e sem perspectivas. (e) Teve um “carrinho” de dois lugares, depois um carro de cinco e, hoje, um de sete. Texto para questão 55 Crônica da vida que passa Às vezes, quando penso nos homens célebres, sinto por eles toda a tristeza da celebridade. A celebridade é um plebeísmo. Por isso deve ferir uma alma delicada. É um plebeísmo porque estar em evidência, ser olhado por todos inflige a uma criatura delicada uma sensação de parentesco exterior com as criaturas que armam escândalo nas ruas, que gesticulam e falam alto nas praças. O homem que se torna célebre fica sem vida íntima: tornam-se de vidro as paredes de sua vida doméstica; é sempre como se fosse excessivo o seu traje; e aquelas suas mínimas ações – ridiculamente humanas às vezes – que ele quereria invisíveis, coa-as a lente da celebridade para espetaculosas pequenezes, com cuja evidência a sua alma se estraga ou se enfastia. É preciso ser muito grosseiro para se poder ser célebre à vontade. Depois, além dum plebeísmo, a celebridade é uma contradição. Parecendo que dá valor e força às criaturas, apenas as desvaloriza e as enfraquece. Um homem de gênio desconhecido pode gozar a volúpia suave do contraste entre a sua obscuridade e o seu gênio; e pode, pensando que seria célebre se quisesse, medir o seu valor com a sua melhor medida, que é ele próprio. Mas, uma vez conhecido, não está mais na sua mão reverter à obscuridade. A celebridade é irreparável. Dela como do tempo, ninguém torna atrás ou se desdiz. E é por isto que a celebridade é uma fraqueza também. Todo o homem que merece ser célebre sabe que não vale a pena sê-lo. Deixar-se ser célebre é uma fraqueza, uma concessão ao baixo-instinto, feminino ou selvagem, de querer dar nas vistas e nos ouvidos. Penso às vezes nisto coloridamente. E aquela frase de que “homem de gênio desconhecido” é o mais belo de todos os destinos, torna-se-me inegável; parece-me que esse é não só o mais belo, mas o maior dos destinos. Fernando Pessoa. Páginas íntimas e de autointerpretação. Lisboa: Edições Ática, [s.d.]. pp. 66 7. Ex. 55 (Vunesp) Na crônica apresentada, Fernando Pessoa atribui três características negativas à celebridade, descrevendo-as no segundo, terceiro e quarto parágrafos. Releia esses parágrafos e aponte os três substantivos empregados pelo poeta que sintetizam essas características negativas da celebridade. Ex. 56 (Cotuca 2019) Triste, louca ou má 01 Triste louca ou má 02 Será qualificada 03 Ela quem recusar 04 Seguir receita tal 05 A receita cultural 06 Do marido, da família 07 Cuida, cuida da rotina 08 Só mesmo rejeita 09 Bem conhecida receita 10 Quem não sem dores 11 Aceita que tudo deve mudar 12 Que um homem não te define 13 Sua casa não te define 14 Sua carne não te define 15 Você é seu próprio lar 16 Um homem não te define 17 Sua casa não te define 18 Sua carne não te define 19 Ela desatinou 20 Desatou nós 21 Vai viver só 22 Ela desatinou 23 Desatou nós 24 Vai viver só 25 Eu não me vejo na palavra 26 Fêmea: Alvo de caça 27 Conformada vítima 28 Prefiro queimar o mapa 29 Traçar de novo a estrada 30 Ver cores nas cinzas 31 E a vida reinventar 32 E um homem não me define 33 Minha casa não me define 34 Minha carne não me define 35 Eu sou meu próprio lar 36 Ela desatinou 37 Desatou nós 38 Vai viver só https://www.vagalume.com.br/francisco-elhombre/triste-louca-ou-ma.html. Acesso em: 22/08/2018


Sobre o primeiro verso da música, “Triste, louca ou má”, pode-se afirmar que: (a) é composto por três advérbios de modo e por uma conjunção coordenativa aditiva e sintetiza o modo como as mulheres são caracterizadas quando decidem romper com os enquadramentos sociais a que estão submetidas. (b) é composto por três substantivos e por uma conjunção coordenativa aditiva e sintetiza a nominação que a sociedade contemporânea dá aos sujeitos que decidem romper com os enquadramentos sociais a que estão submetidos. (c) é composto por três adjetivos e por uma conjunção coordenativa alternativa e sintetiza a forma como as mulheres são caracterizadas quando decidem romper com os enquadramentos sociais a que estão submetidas. (d) é composto por três advérbios de modo e por uma conjunção coordenativa alternativa e sintetiza o modo como as mulheres são caracterizadas quando decidem romper com os enquadramentos sociais a que estão submetidas. (e) é composto por três adjetivos e por uma conjunção coordenativa alternativa e sintetiza a forma como as famílias contemporâneas são caracterizadas quando decidem romper com os enquadramentos sociais a que estão submetidas. Ex. 57 (UFJF/Pism 2016) Bons (in)ventos Universitários mineiros se destacam no desenvolvimento de protótipos de aviões Alessandra Ribeiro “Urrú! É pão de queijo!”. O grito de comemoração tornou-se recorrente na premiação do campeonato anual promovido nos Estados Unidos pela Sociedade de Engenheiros da Mobilidade (SAE, na sigla em inglês), a Aerodesign East Competition. O desafio consiste em projetar e construir aeronaves radiocontroladas, com capacidade de transportar cargas. Na última edição, encerrada em março, com a participação de 75 grupos das Américas, da Ásia e da Europa, duas equipes mineiras alcançaram o segundo lugar, em diferentes categorias: a Uirá, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), na classe “regular”, e a Trem Ki Voa, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), na “micro”. Instituições mineiras de ensino superior figuram anualmente na lista de vencedores da competição desde 2006, quando o primeiro e o segundo lugares da classe “regular” ficaram, respectivamente, com as equipes Uai-SoFly, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e Tucano, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Pouco antes, em 2004, o grupo CEAV-UAV, também da UFMG, havia conquistado o vice-campeonato. Nessa categoria, os participantes devem construir aeronaves com dimensões totais de, no máximo, 4,45 metros, capazes de decolar na distância máxima de 61 metros, com o uso de motores elétricos limitados à potência de 1000 watts. O uso de materiais compostos – como fibra de carbono ou vidro – é vetado na estrutura dos aviões. Já na classe “micro”, os protótipos devem ter dimensões reduzidas e pesar, em média, 700 gramas. Além disso, a equipe precisa transportar a aeronave dentro de um tubo de 15,3 centímetros de diâmetro. Quanto menor o comprimento do tubo, mais pontos são ganhos. As aeronaves também têm de usar motores elétricos e decolar por lançamento manual. Foi nesta categoria que a Trem Ki Voa (TKV), da UFSJ, subiu pela primeira vez no pódio da Aerodesign East Competition. A equipe micro teve sua participação iniciada em 2010, por iniciativa de estudantes do curso de Engenharia Mecânica. “De lá para cá, participamos de todas as competições, sendo vice-campeões nacionais em 2012 e 2014 e vice-campeões mundiais em 2015”, conta o professor Cláudio Pellegrini, orientador do grupo, que conta com o apoio do Programa Santos Dumont, da FAPEMIG. O edital batizado com o nome do “pai da aviação”, natural de Minas Gerais, estimula o espírito empreendedor de alunos de graduação, por meio do financiamento de projetos focados em iniciação tecnológica. O apoio financeiro abrange a participação de equipes em competições de caráter educacional, como as promovidas pela SAE. A TKV é “filha caçula” da equipe regular da UFSJ, a Coiote, criada em 2001. Três anos mais tarde, as duas se unificaram e decidiram adotar a alcunha Trem Ki Voa, uma referência (ou reverência) ao dialeto mineiro. Os nomes das equipes, aliás, demonstram o nível de criatividade dos participantes. Na mesma universidade, a NoizAvua, que reúne estudantes das engenharias Civil, Mecatrônica e de Telecomunicações do campus Alto Paraopeba, estreou em 2012 na SAE Brasil Aerodesign, competição brasileira que garante a classificação ao desafio internacional. Já na primeira participação, o grupo recebeu menção honrosa por apresentar o melhor projeto não custeado. Desde então, já conseguiu patrocínios pontuais, um deles também viabilizado pelo programa da FAPEMIG. “Para esses estudantes, o projeto e a construção de uma aeronave de carga não tripulada controlada a distância é uma oportunidade única de testar seus conhecimentos, de modo a desenvolver a capacidade de trabalhar em equipe e integrar os conhecimentos adquiridos ao longo das várias unidades curriculares, por vezes tão distintas, de seu curso”, avalia Cláudio Pellegrini (...). O professor ressalta que isso vale, inclusive, para os estudantes sem formação específica em aeronáutica caso das equipes da UFSJ. “A participação também desenvolve a autonomia no aprendizado, característica essencial em um mercado de trabalho em constante mudança”, acrescenta. Fonte: MINAS FAZ CIÊNCIA, jun/jul/ago de 2015. P. 31 2. Releia a frase:


Na última edição, encerrada em março, com a participação de 75 grupos das Américas, da Ásia e da Europa, duas equipes mineiras alcançaram o segundo lugar, em diferentes categorias: a Uirá, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), na classe “regular”, e a Trem Ki Voa, da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), na “micro”. Na frase acima, “micro” exerce a função de adjetivo. Entretanto, não está explícito o substantivo que ele qualifica, que seria: (a) classe. (b) avião. (c) edição. (d) grupo. (e) equipe. Ex. 58 (Fatec) Identifique a alternativa em que não é atribuída a ideia de superlativo ao adjetivo. (a) É uma ideia agradabilíssima. (b) Era um rapaz alto, alto, alto. (c) Saí de lá hipersatisfeito. (d) Almocei tremendamente bem. (e) É uma moça assustadoramente alta. Ex. 59 (ITA) Durante uma Copa do Mundo, foi veiculada, em programa esportivo de uma emissora de TV, a notícia de que um apostador inglês acertou o resultado de uma partida porque seguiu os prognósticos de seu burro de estimação. Um dos comentaristas fez, então, a seguinte observação: “Já vi muito comentarista burro, mas burro comentarista é a primeira vez”. Percebe-se que a classe gramatical das palavras se altera em função da ordem que elas assumem na ex-pressão. Assinale a alternativa em que isso não ocorre. (a) obra grandiosa (b) jovem estudante (c) brasileiro trabalhador (d) velho chinês (e) fanático religioso Ex. 60 (Fuvest) Segundo a ONU, os subsídios dos ricos prejudicam o Terceiro Mundo de várias formas: 1. mantêm baixos os preços internacionais, desvalorizando as exportações dos países pobres; 2. excluem os pobres de vender para os mercados ricos; 3. expõem os produtores pobres à concorrência de produtos mais baratos em seus próprios países. Folha de S.Paulo, 2 nov. 1997, E-12. Nesse texto, as palavras sublinhadas rico e pobre pertencem a diferentes classes de palavras, conforme o grupo sintático em que estão inseridas. (a) Obedecendo à ordem em que aparecem no texto, identifique a classe a que pertencem, em cada ocorrência sublinhada, as palavras rico e pobre. (b) Escreva duas frases com a palavra brasileiro, empregando-a cada vez em uma dessas classes. Ex. 61 (CPII 2017) É pequeno o número de pais e escolas que refletem sobre boatos na internet Rosely Sayão (adaptado) É pequeno o número de pais que reflete a respeito da quantidade de informações incorretas e/ou falsas com as quais os filhos têm contato na rede, e que dialoga com eles sobre esses assuntos. Precisamos pensar a esse respeito, porque os mais novos ainda não têm formação crítica para diferenciar conteúdos que têm relação com a realidade daqueles que são inventados, por exemplo. Um estudo de uma universidade americana, feito com quase 8.000 estudantes que frequentam do ensino fundamental à faculdade, apontou que a maioria deles não conseguiram distinguir uma notícia real de conteúdos patrocinados1 em um site. Muitos trabalhos escolares que os alunos fazem consultando a internet apresentam incorreções históricas gritantes que eles não identificam. Por isso, a escola também tem grande responsabilidade nessa história. Em vez de apenas pedir aos alunos trabalhos de busca na internet, precisam avaliar com eles o que e onde eles encontraram tal conteúdo e analisar o que trouxeram, para que aprendam conteúdos corretos e o bom uso que é possível fazer da rede nas questões escolares. Oferecer o uso da internet a crianças pequenas é bobagem: elas têm muito o que aprender no mundo real, na natureza, no contexto em que vivem. Os maiores podem, além do entretenimento, usar muito bem a rede, desde que tenham boa companhia para comentar o que absorvem dela. Pais e escola devem ser essas boas companhias. Folha de São Paulo, 06 de dezembro de 2016. (Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/roselysayao/2016/12/ 1838712-e-pequeno-o-numero-de-pais-eescolas-querefletem-sobreboatos-na internet.shtml) Vocabulário: 1 conteúdos patrocinados – anúncios, propagandas, notícias pagas Releia a seguinte frase do Texto: Muitos trabalhos escolares que os alunos fazem consultando a internet apresentam incorreções históricas gritantes. Mantendo o mesmo sentido, o adjetivo “gritantes” pode ser substituído pela palavra: (a) absurdas. (b) duvidosas. (c) admiráveis. (d) barulhentas. Ex. 62 (Efomm 2018) Passeio à Infância


Primeiro vamos lá embaixo no córrego; pegaremos dois pequenos carás dourados. E como faz calor, veja, os lagostins saem da toca. Quer ir de batelão, na ilha, comer ingás? Ou vamos ficar bestando nessa areia onde o sol dourado atravessa a água rasa? Não catemos pedrinhas redondas para atiradeira, porque é urgente subir no morro; os sanhaços estão bicando os cajus maduros. É janeiro, grande mês de janeiro! Podemos cortar folhas de pita, ir para o outro lado do morro e descer escorregando no capim até a beira do açude. Com dois paus de pita, faremos uma balsa, e, como o carnaval é no mês que vem, vamos apanhar tabatinga para fazer formas de máscaras. Ou então vamos jogar bola-preta: do outro lado do jardim tem um pé de saboneteira. Se quiser, vamos. Converta-se, bela mulher estranha, numa simples menina de pernas magras e vamos passear nessa infância de uma terra longe. É verdade que jamais comeu angu de fundo de panela? Bem pouca coisa eu sei: mas tudo que sei lhe ensino. Estaremos debaixo da goiabeira; eu cortarei uma forquilha com o canivete. Mas não consigo imaginá-la assim; talvez se na praia ainda houver pitangueiras... Havia pitangueiras na praia? Tenho uma ideia vaga de pitangueiras junto à praia. Iremos catar conchas cor-derosa e búzios crespos, ou armar o alçapão junto do brejo para pegar papa-capim. Quer? Agora devem ser três horas da tarde, as galinhas lá fora estão cacarejando de sono, você gosta de fruta-pão assada com manteiga? Eu lhe dou aipim ainda quente com melado. Talvez você fosse como aquela menina rica, de fora, que achou horrível nosso pobre doce de abóbora e coco. Mas eu a levarei para a beira do ribeirão, na sombra fria do bambual; ali pescarei piaus. Há rolinhas. Ou então ir descendo o rio numa canoa bem devagar e de repente dar um galope na correnteza, passando rente às pedras, como se a canoa fosse um cavalo solto. Ou nadar mar afora até não poder mais e depois virar e ficar olhando as nuvens brancas. Bem pouca coisa eu sei; os outros meninos riram de mim porque cortei uma iba de assa-peixe. Lembro-me que vi o ladrão morrer afogado com os soldados de canoa dando tiros, e havia uma mulher do outro lado do rio gritando. Mas como eu poderia, mulher estranha, convertê-la em menina para subir comigo pela capoeira? Uma vez vi uma urutu junto de um tronco queimado; e me lembro de muitas meninas. Tinha uma que era para mim uma adoração. Ah, paixão da infância, paixão que não amarga. Assim eu queria gostar de você, mulher estranha que ora venho conhecer, homem maduro. Homem maduro, ido e vivido; mas quando a olhei, você estava distraída, meus olhos eram outra vez os encantados olhos daquele menino feio do segundo ano primário que quase não tinha coragem de olhar a menina um pouco mais alta da ponta direita do banco. Adoração de infância. Ao menos você conhece um passarinho chamado saíra? E um passarinho miúdo: imagine uma saíra grande que de súbito aparecesse a um menino que só tivesse visto coleiros e curiós, ou pobres cambaxirras. Imagine um arco-íris visto na mais remota infância, sobre os morros e o rio. O menino da roça que pela primeira vez vê as algas do mar se balançando sob a onda clara, junto da pedra. Ardente da mais pura paixão de beleza é a adoração da infância. Na minha adolescência você seria uma tortura. Quero levá-la para a meninice. Bem pouca coisa eu sei; uma vez na fazenda riram: ele não sabe nem passar um barbicacho! Mas o que sei lhe ensino; são pequenas coisas do mato e da água, são humildes coisas, e você é tão bela e estranha! Inutilmente tento convertê-la em menina de pernas magras, o joelho ralado, um pouco de lama seca do brejo no meio dos dedos dos pés. Linda como a areia que a onda ondeou. Saíra grande! Na adolescência me torturaria; mas sou um homem maduro. Ainda assim às vezes é como um bando de sanhaços bicando os cajus de meu cajueiro, um cardume de peixes dourados avançando, saltando ao sol, na piracema; um bambual com sombra fria, onde ouvi silvo de cobra, e eu quisera tanto dormir. Tanto dormir! Preciso de um sossego de beira de rio, com remanso, com cigarras. Mas você é como se houvesse demasiadas cigarras cantando numa pobre tarde de homem. Julho, 1945 Crônica extraída do livro “200 crônicas escolhidas”, de Rubem Braga. Texto adaptado à nova ortografia. O adjetivo é na essência um termo modificador do substantivo e pode se antepor ou pospor a este. Assinale a opção em que se percebe mudança de sentido quanto à posição do adjetivo. (a) (...) os sanhaços estão bicando os cajus maduros. (b) Converta-se, bela mulher estranha, numa simples menina de pernas magras (...). (c) Tenho uma ideia vaga de pitangueiras junto à praia. (d) Mas eu a levarei para a beira do ribeirão, na sombra fria do bambual (...). (e) (...) são humildes coisas, e você é tão bela e estranha! Ex. 63 (ITA) Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo. (a) Estes são os candidatos de que lhe falei. (b) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera. (c) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho. (d) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado. (e) Muita é a procura; pouca a oferta. Texto para questão 64 .. os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso e afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. [...] Rubem Alves. “A complicada arte de ver”. Folha de S.Paulo, 26 out. 2004. Disponível em: <http://www1.folha.uol.com.br/folha/sinapse/ ult1063u947.shtml>. Ex. 64


(FGV) A respeito do pronome “disso”, na primeira linha do segundo parágrafo, pode-se dizer que é um: (a) possessivo de segunda pessoa e se refere ao conteúdo do parágrafo anterior. (b) demonstrativo combinado com prefixo e se refere aos ipês floridos citados a seguir. (c) demonstrativo masculino de segunda pessoa e se refere ao poeta William Blake. (d) demonstrativo neutro que tem como referência a última frase do parágrafo anterior. (e) possessivo neutro e se refere a Moisés diante da sarça ardente. Texto para questão 65 – Assim, pois, o sacristão da Sé, um dia, ajudando à missa, viu entrar a dama, que devia ser sua colaboradora na vida de d. Plácida. Viu-a outros dias, durante semanas inteiras, gostou, disse-lhe alguma graça, pisou-lhe o pé, ao acender os altares, nos dias de festa. Ela gostou dele, acercaram-se, amaram-se. Dessa conjunção de luxúrias vadias brotou d. Plácida. É de crer que d. Plácida não falasse ainda quando nasceu, mas se falasse podia dizer aos autores de seus dias: – Aqui estou. Para que me chamastes? E o sacristão e a sacristã naturalmente lhe responderiam: – Chamamos-te para queimar os dedos nos tachos, os olhos na costura, comer mal, ou não comer, andar de um lado para outro, na faina, adoecendo e sarando, com o fim de tornar a adoecer e sarar outra vez, triste agora, logo desesperada, amanhã resignada, mas sempre com as mãos no tacho e os olhos na costura, até acabar um dia na lama ou no hospital; foi para isso que te chamamos, num momento de simpatia. Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. Ex. 65 (Fuvest) No trecho, “pisou-lhe o pé”, o pronome lhe assume valor possessivo, tal como ocorre em uma das seguintes frases, também extraídas de Memórias póstumas de Brás Cubas: “falei-lhe do marido, da filha, dos negócios, de tudo”. “mas enfim contei-lhe o motivo da minha ausência”. “se o relógio parava, eu dava-lhe corda”. “Procure-me, disse eu, poderei arranjar-lhe alguma coisa”. “envolvida numa espécie de mantéu, que lhe disfarçava as ondulações do talhe”. Ex. 66 (Fuvest) Veja as frases a seguir. Texto I Boa parte dos políticos constroem seu discurso com suas palavras otimistas, com suas ideias utópicas e com suas promessas irrealizáveis. Texto II Meu funcionário não erra! (a) Que problema estilístico observa-se no texto I? Reescrevao de modo que elimine o problema. (b) Que efeito de sentido teríamos no texto II se o pronome estivesse posposto ao substantivo? Ex. 67 (FCMSCSP) Por favor, passe caneta que está aí perto de você; aqui não serve para desenhar. (a) aquela – esta – mim (b) esta – esta – mim (c) essa – esta – eu (d) essa – essa – mim (e) aquela – essa – eu Ex. 68 (CPII 2019) Não era exatamente este tipo de carrinho que eu queria ganhar! No Texto, o pronome este foi destacado com a intenção de chamar a atenção do leitor para outro modelo de carrinho, que provavelmente estaria nas expectativas da criança. Esse outro seria um carrinho de (a) feira. (b) carga. (c) mercado. (d) brinquedo. Ex. 69 (Enem PPL 2019) As alegres meninas que passam na rua, com suas pastas escolares, às vezes com seus namorados. As alegres meninas que estão sempre rindo, comentando o besouro que entrou na classe e pousou no vestido da professora; essas meninas; essas coisas sem importância. O uniforme as despersonaliza, mas o riso de cada uma as diferencia. Riem alto, riem musical, riem desafinado, riem sem motivo; riem. Hoje de manhã estavam sérias, era como se nunca mais voltassem a rir e falar coisas sem importância. Faltava uma delas. O jornal dera notícia do crime. O corpo da menina encontrado naquelas condições, em lugar ermo. A selvageria de um tempo que não deixa mais rir. As alegres meninas, agora sérias, tornaram-se adultasde uma hora para outra; essas mulheres.ANDRADE, C. D.


Essas meninas. Contos plausíveis. Rio de Janeiro:José Olympio, 1985. No texto, há recorrência do emprego do artigo “as” e do pronome “essas”. No último parágrafo, esse recurso linguístico contribui para (a) intensificar a ideia do súbito amadurecimento. (b) indicar a falta de identidade típica da adolescência. (c) organizar a sequência temporal dos fatos narrados. (d) complementar a descrição do acontecimento trágico. (e) expressar a banalidade dos assuntos tratados na escola. Ex. 70 (IME 2019) O ELEFANTE Fabrico um elefante de meus poucos recursos. Um tanto de madeira tirado a velhos móveis talvez lhe dê apoio. E o encho de algodão, de paina, de doçura. A cola vai fixar suas orelhas pensas. A tromba se enovela, é a parte mais feliz de sua arquitetura. Mas há também as presas, dessa matéria pura que não sei figurar. Tão alva essa riqueza a espojar-se nos circos sem perda ou corrupção. E há por fim os olhos, onde se deposita a parte do elefante mais fluida e permanente, alheia a toda fraude. Eis o meu pobre elefante pronto para sair à procura de amigos num mundo enfastiado que já não crê em bichos e duvida das coisas. Ei-lo, massa imponente e frágil, que se abana e move lentamente a pele costurada onde há flores de pano e nuvens, alusões a um mundo mais poético onde o amor reagrupa as formas naturais. Vai o meu elefante pela rua povoada, mas não o querem ver nem mesmo para rir da cauda que ameaça deixá-lo ir sozinho. É todo graça, embora as pernas não ajudem e seu ventre balofo se arrisque a desabar ao mais leve empurrão. Mostra com elegância sua mínima vida, e não há cidade alma que se disponha a recolher em si desse corpo sensível a fugitiva imagem, o passo desastrado mas faminto e tocante. Mas faminto de seres e situações patéticas, de encontros ao luar no mais profundo oceano, sob a raiz das árvores ou no seio das conchas, de luzes que não cegam e brilham através dos troncos mais espessos. Esse passo que vai sem esmagar as plantas no campo de batalha, à procura de sítios, segredos, episódios não contados em livro, de que apenas o vento, as folhas, a formiga reconhecem o talhe, mas que os homens ignoram, pois só ousam mostrar-se sob a paz das cortinas à pálpebra cerrada. E já tarde da noite volta meu elefante, mas volta fatigado, as patas vacilantes se desmancham no pó. Ele não encontrou o de que carecia, o de que carecemos, eu e meu elefante, em que amo disfarçar-me. Exausto de pesquisa, caiu-lhe o vasto engenho como simples papel. A cola se dissolve e todo o seu conteúdo de perdão, de carícia, de pluma, de algodão, jorra sobre o tapete, qual mito desmontado. Amanhã recomeço. ANDRADE, Carlos Drummond de. O Elefante. 9a ed. São Paulo: Editora Record, 1983. Observe os vocábulos destacados em negrito nos versos 39 a 44 do texto, transcritos abaixo: “Vai o meu elefante


pela rua povoada, mas não o querem ver nem mesmo para rir da cauda que ameaça deixá-lo ir sozinho.” Sobre esses vocábulos, de acordo com a gramática normativa, considere as seguintes afirmações: I o primeiro “o” é um artigo definido e o segundo é uma forma pronominal oblíqua, assim como a forma “lo” em “deixá-lo”. II a colocação do segundo “o” junto ao advérbio de negação aproxima-se do registro mais utiliza- do no português falado no Brasil. III “o” e “lo” nos versos “mas não o querem ver” e “deixálo ir sozinho” são formas pronominais que garantem a coesão referencial anafórica. Está(ão) correta(s) a(s) afirmação(ões) (a) I apenas. (b) III apenas. (c) I e II apenas. (d) I e III apenas. (e) II e III apenas. Ex. 71 (Vunesp) Considere os enunciados a seguir. I O senhor não pode deixar de comparecer. Precisamos do seu apoio. (a) Você quer que te digamos toda a verdade? III Vossa Excelência conseguiu realizar todos os vossos intentos? IV Vossa Majestade não deve preocupar-se unicamente com os problemas dos seus auxiliares diretos. Verifica-se que há falta de uniformidade no emprego das pessoas gramaticais nos enunciados: (a) II e IV. (b) III e IV. (c) I e IV. (d) I e III. (e) II e III. Ex. 72 (Fuvest) Leia o texto a seguir. É mudo aquele a quem irmão chamamos, E a mão que tantas vezes apertamos Agora é fria já! Não mais nos bancos esse rosto amigo Hoje escondido no fatal jazigo Conosco sorrirá! Nesses versos de Casimiro de Abreu, o pronome destacado revela um emprego denotativo de:tempo presente e proximidade física. tempo passado e proximidade física. tempo futuro e proximidade física. tempo futuro e afastamento físico. tempo passado e afastamento físico. Ex. 73 (AFA) 2020 Trecho da peça teatral A raposa e as uvas, escrita por Guilherme de Figueiredo. A cena ocorre na cidade de Samos (Grécia antiga), na casa de Xantós, um filósofo grego, que recebe o convidado Agnostos, um capitão ateniense. O jantar é servido por Esopo e Melita, escravos de Xantós. (Entra Esopo, com um prato que coloca sobre a mesa. Está coberto com um pano. Xantós e Agnostos se dirigem para a mesa, o primeiro faz ao segundo um sinal para sentarem-se.) XANTÓS (Descobrindo o prato) – Ah, língua! (Começa a comer com as mãos, e faz um sinal para que Melita sirva Agnostos. Este também começa a comer vorazmente, dando grunhidos de satisfação.) Fizeste bem em trazer língua, Esopo. É realmente uma das melhores coisas do mundo. (Sinal para que sirvam o vinho. Esopo serve, Xantós bebe.) Vês, estrangeiro, de qualquer modo é bom possuir riquezas. Não gostas de saborear esta língua e este vinho? AGNOSTOS (A boca entupida, comendo) – Hum. XANTÓS – Outro prato, Esopo. (Esopo sai à esquerda e volta imediatamente com outro prato coberto. Serve, Xantós de boca cheia.) Que é isto? Ah, língua de fumeiro! É bom língua de fumeiro, hein, amigo? AGNOSTOS – Hum. (Xantós serve-se de vinho) /.../ XANTÓS (A Esopo) Serve outro prato. (Serve) Que trazes aí? ESOPO – Língua. XANTÓS – Mais língua? Não te disse que trouxesse o que há de melhor para meu hóspede? Por que só trazes língua? Queres expor-me ao ridículo? ESOPO – Que há de melhor do que a língua? A língua é o que nos une todos, quando falamos. Sem a língua nada poderíamos dizer. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua dizemos o nosso amor. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se mostra, se afirma. É com a língua que dizemos sim. É a língua que ordena os exércitos à vitória, é a língua que desdobra os versos de Homero. A língua cria o mundo de Ésquilo, a palavra de Demóstenes. Toda a Grécia, Xantós, das colunas do Partenon às estátuas de Pidias, dos deuses do Olimpo à glória sobre Troia, da ode do poeta ao ensinamento do filósofo, toda a Grécia foi feita com a língua, a língua de belos gregos claros falando para a eternidade. XANTÓS (Levantando-se, entusiasmado, já meio ébrio) – Bravo, Esopo. Realmente, tu nos trouxeste o que há de melhor. (Toma outro saco da cintura e atira-o ao escravo) Vai agora ao mercado, e traze-nos o que houver de pior, pois quero ver a sua sabedoria! (Esopo retira-se à frente com o saco, Xantós fala a Agnostos.) Então, não é útil e bom possuir um escravo assim? AGNOSTOS (A boca cheia) – Hum. /.../ (Entra Esopo com prato coberto) XANTÓS – Agora que já sabemos o que há de melhor na terra, vejamos o que há de pior na opinião deste horrendo escravo! Língua, ainda? Mais língua? Não disseste que língua era o que havia de melhor? Queres ser espancado? ESOPO – A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que usam os maus poetas que nos fatigam na praça, é a língua que usam os filósofos que não sabem pensar. É a língua que mente, que esconde, que tergiversa, que blasfema, que insulta, que se acovarda, que se mendiga, que impreca, que bajula, que destrói, que calunia, que vende, que seduz, é com a língua que


dizemos morre e canalha e corja. É com a língua que dizemos não. Com a língua Aquiles mostrou sua cólera, com a língua a Grécia vai tumultuar os pobres cérebros humanos para toda a eternidade! Aí está, Xantós, porque a língua é a pior de todas as coisas! (d)ba (ec (FIGUEIREDO, Guilherme. A raposa e as uvas – peça em 3 atos. Cópia digitalizada pelo GETEB – Grupo de Estudos e Pesquisa em Teatro Brasileiro/ UFSJ. Disponível para fins didáticos em www.teatroparatodosufsj.com.br/ /guilherme-figueiredo-araposa e-as-uvas 2/ Acesso em 13/03/2019.) Ao longo do texto, a palavra “QUE” é empregada diversas vezes. Assinale a alternativa que apresenta classificação correta do termo destacado. (a) “(...) Esopo, com um prato que coloca sobre a mesa” > pronome demonstrativo. (b) “(...) faz um sinal para que Melita sirva Agnostos” > preposição. (c) “É a língua que ordena os exércitos à vitória (...)” > pronome relativo. (d) “Que há de melhor do que a língua?” > partícula de realce. Ex. 74 (ESPM) Assinale o item em que o pronome destacado tenha valor semântico de possessivo: (a) “A borboleta, depois de esvoaçar muito em torno de mim, pousou-ME na testa.” (Machado de Assis) (b) “Começo a arrepender-ME deste livro. Não que ele ME canse; eu não tenho que fazer.” (Machado de Assis) (c) “Perdi-ME dentro de mim / Porque eu era labirinto.” (Mário de Sá-Carneiro) (d) “Vou-ME embora pra Pasárgada / Lá sou amigo do rei!” (Manuel Bandeira) (e) “Perdi alguma coisa que ME era essencial, e que já não ME é mais.” (Clarice Lispector) Ex. 75 (Cefet-MG 2019) Os pedaços de papel presos perpendicularmente, que vinham caídos sobre os outros, finalmente se apartaram, balançando soltos e revelando o que verdadeiramente eram: orelhas e tromba. As extremidades mostraramse como pernas e o imenso miolo, antes informe, o corpo de um elefante que, agora, pairava desengonçado sobre o convés do navio. E as crianças corriam e riam muito porque o elefante estava finalmente de pé, imponente e frágil. STIGGER, Veronica. Opisanie Swiata. São Paulo: SESI-SP, 2018. p. 95-96. Considere as seguintes afirmações sobre as formas linguísticas do excerto: I O advérbio “verdadeiramente” exprime a intenção do narrador de ironizar o objeto construído pelas crianças. II O verbo expressa a ideia de “aparência” na frase “As extremidades mostraram-se como pernas”. III O adjetivo “informe” altera o sentido do substantivo “miolo”. IV A expressão “imponente e frágil” é contraditória, porque relaciona duas características mutuamente excludentes. Estão corretas apenas as afirmativas: (a) I, II e III. (b) I e IV. (c) II e IV. (d) II e III. Ex. 76 (FGV) Considere o trecho: ... os sonhos haviam de ser assim tão tênues que se esgarçavam ao menor abrir de olhos ou voltar de corpo... Machado de Assis. Dom Casmurro. (Adapt.). (a) Identifique o tipo de relação existente entre as duas orações. (b) Explique a diferença que há, quanto à morfologia, com a palavra “abrir” em: I “... ao menor abrir de olhos...” [II] II. Ao abrir os olhos, viu um mundo que não conhecia. Ex. 77 (UEA 2019) A palavra “só”, no primeiro quadrinho, foi utilizada no mesmo sentido da palavra sublinhada em (a) A capa é o que faz com que um livro seja isolado do mundo. (b) Foi sozinho à biblioteca e voltou acompanhado de dois livros. (c) A boa literatura não apenas diverte, ela também instrui. (d) Diferente dos livros impressos, um livro manuscrito é um objeto único. (e) Um bom poema recompensa de modo ímpar o leitor que se esforça para entendê-lo. Ex. 78 (PUC-Campinas 2016) Atenção: A questão remete ao parágrafo abaixo, em seu contexto.


Se o relógio da História marca tempos sinistros, o tempo construído pela arte abre-se para a poesia: o tempo do sonho e da fantasia arrebatou multidões no filme O mágico de Oz estrelado por Judy Garland e eternizado pelo tema da canção Além do arco-íris. Aliás, a arte da música é, sempre, uma habitação especial do tempo: as notas combinam-se, ritmam e produzem melodias, adensando as horas com seu envolvimento. Considere o parágrafo e o verbete extraído do Dicionário eletrônico Houaiss da língua portuguesa. aliás advérbio 1 de outro modo, de outra forma Ex.: sempre ajudou o filho, a. seria mau pai se não o fizesse 2 além disso Ex.: a., não era a primeira sujeira que ele fazia 3 emprega-se em seguida a uma palavra proferida ou escrita por equívoco; ou melhor, digo Ex.: estávamos em março, a., abril 4 seja dito de passagem; verdade seja dita; a propósito Ex.: não aceitou o emprego, que a. é muito cobiçado 5 no entanto, contudo Ex.: andar muito é cansativo, sem, a., deixar de ser saudável O sentido preciso com que a palavra aliás foi empregada no texto está indicado em3. 2. 5. 4. 1. Ex. 79 (Fuvest) Classifique gramaticalmente as palavras destacadas em “ele faz melhor os produtos” e “ele faz os melhores produtos”. Texto para questão 80 (d)ba (ec Longe de tudo É livres, livres desta vã matéria, longe, nos claros astros peregrinos que havemos de encontrar os dons divinos e a grande paz, a grande paz sidérea. Cá nesta humana e trágica miséria, nestes surdos abismos assassinos teremos de colher de atros destinos a flor apodrecida e deletéria. O baixo mundo que troveja e brama só nos mostra a caveira e só a lama, ah! só a lama e movimentos lassos... Mas as almas irmãs, almas perfeitas, hão de trocar, nas Regiões eleitas, largos, profundos, imortais abraços. Cruz e Sousa. Poesias completas. Florianópolis: Fundação Catarinense de Cultura, 1981. p. 158. Ex. 80 (Fuvest) O texto confronta dois espaços para marcar a oposição “corpo e alma”. (a) Retire do texto os dois advérbios que explicitam esses dois espaços. (b) Transcreva duas expressões formadas por adjetivo(s) e substantivo que caracterizem esses espaços, identificando a que espaço cada uma se refere. Texto para questão 81 Estes índios são de cor baça, e cabelo corredio; têm o rosto amassado e algumas feições dele à maneira de chinês. Pela maior parte são bem-dispostos, rijos e de boa estatura; gente mui esforçada, e que estima pouco morrer, temerária na guerra, e de muito pouca consideração: são desagradecidos em grande maneira, e mui desumanos e cruéis, inclinados a pelejar, e vingativos por extremo. Vivem todos mui descansados sem terem outros pensamentos senão de comer, beber, e matar gente, e por isso engordam muito, mas com qualquer desgosto pelo conseguinte tornam a emagrecer, e muitas vezes pode deles tanto a imaginação que se algum deseja a morte, ou alguém lhe mete em cabeça que há de morrer tal dia ou tal noite não passa daquele termo que não morra. São mui inconstantes e mudáveis: creem de ligeiro tudo aquilo que lhes persuadem por dificultoso e impossível que seja, e com qualquer dissuasão facilmente o tornam logo a negar. São mui desonestos e dados à sensualidade, e assim se entregam aos vícios como se neles não houvera razão de homens: ainda que todavia em seu ajuntamento os machos e fêmeas têm o devido resguardo, e nisto mostram ter alguma vergonha. Pero de Magalhães Gândavo. In: Cronistas e viajantes. Literatura comentada. São Paulo: Abril Cultural, 1982, p. 33. Ex. 81 (PUC-Rio (Adapt.)) Observe os usos de “mui” e “muito” nos seguintes exemplos do texto: “mui esforçada”, “mui desumanos”, “mui descansados”, “mui inconstantes”, “mui desonestos” e “engordam muito”. Comparando esses usos, identifique em que contextos morfossintáticos cada um deles é empregado. Ex. 82 (Umesp) A preposição ou locução prepositiva podem, excepcionalmente, ligar orações. Assinale a alternativa em que isso ocorre. (a) Por causa da chuva, ali permaneceram até a madrugada. (b) Fomos à cidade a fim de receber os documentos. (c) O professor assentou-se e discorreu longamente acerca de Aristóteles. (d) A casa devia ser construída de acordo com a planta do arquiteto. (e) Enquanto almoçávamos, os garotos se esconderam atrás da casa. Ex. 83 (EPCar 2019) A Marselhesa do subúrbio Sérgio Martins Tchudum, tchá, tchá, tchá, tchá, tchudum, tchá, tchá, tchá, tchá, tchudum São 2 horas da manhã numa casa noturna de São Paulo e os frequentadores estão dançando uma batida eletrônica repetitiva. Dali a uma hora e meia,


MC Guimê, o principal nome do funk ostentação, fará seu show, acompanhado de um DJ e de duas dançarinas, e com a participação especial do rapper Emicida. /.../ Encontram-se ali jovens de bairros suburbanos – os meninos com correntes douradas, as meninas com saia bem curtinha, e todos com roupas de grife – e também os chamados “playboys”. Quando Guimê finalmente sobe ao palco, a temperatura da casa parece subir. Por quarenta minutos, ele intercala canções de seu repertório com sucessos de outros funkeiros, canta o rap do quarteto Racionais MC’s e cita o Salmo 23 (“O senhor é meu pastor / Nada me faltará”). Nada falta mesmo: suas letras carregam uma tal profusão de marcas – carros, roupas, perfumes, bebidas – que até se poderia suspeitar de vultosos contratos de merchandising. Não é o caso. Para Guimê, natural da periferia de Osasco, cidade da Grande São Paulo, falar desses objetos de consumo – e, acima de tudo, adquirilos – é uma aspiração realizada, uma senha para a entrada na sociedade. O público não só entende como compartilha o sonho de Guimê: muitos fãs, no meio da dança, erguem garrafas de uísque escocês como se fossem troféus. Festas e shows assim se repetem por outras cidades e clubes. Como tantos gêneros musicais que vieram das áreas urbanas mais pobres, o funk já conquistou parte da classe média. Mas é sobretudo entre a garotada da periferia que ele tem a ressonância de uma Marselhesa: um hino de cidadania e identidade para os jovens das classes C, D e E. /.../ (Revista Veja, 29 de janeiro de 2014, p. 73 e 74) As conjunções e preposições, além de ligarem palavras ou orações de um texto, estabelecem entre eles relações de sentido. Assinale a alternativa em que a relação de sentido apontada está INCORRETA. (a) “O público não só entende como compartilha o sonho...” => Adição (b) “...os meninos com correntes douradas...” => Companhia (c) “Por quarenta minutos, ele intercala canções de seu repertório...” => Duração (d) ”Festas e shows assim se repetem por outras cidades e clubes.” => Extensão Ex. 84 (ITA) Leia o texto a seguir. O projeto Montanha Limpa, desenvolvido desde 1992, por meio da parceria entre o Parque Nacional de Itatiaia e a DuPont, visa amenizar os problemas causados pela poluição em forma de lixo deixado por visitantes desatentos. Folheto do Projeto Montanha Limpa do Parque Nacional de Itatiaia. A preposição que indica que o Projeto Montanha Limpa continua até a publicação do Folheto é: (a) entre. (b) por (por visitantes). (c) em. (d) por (pela poluição). (e) desde. Ex. 85 (Cesgranrio) Assinale a opção em que a preposição “com” exprime a mesma ideia que possui em: “Surge a lua cheia para chorar com os poetas”. (a) O menino machucou-se com a faca. (b) Ela se afastou com um súbito choro. (c) Tinha empobrecido com a seca. (d) Deve-se rir com alguém, não de alguém. (e) Ela se confundiu com a minha resposta. Ex. 86 (Unicamp 2020) O telejornalismo é um dos principais produtos televisivos. Sejam as notícias boas ou ruins, ele precisa garantir uma experiência esteticamente agradável para o espectador. Em suma, ser um “infotenimento”, para atrair prestígio, anunciante e rentabilidade. Porém, a atmosfera pesada do início do ano baixou nos telejornais: Brumadinho, jovens atletas mortos no incêndio do CT do Flamengo, notícias diárias de feminicídios, de valentões armados matando em brigas de trânsito e supermercados. Conjunções adversativas e adjuntos adverbiais já não dão mais conta de neutralizar o tsunami de tragédias e violência, e de amenizar as más notícias para garantir o “infotenimento”. No jornal, é apresenta- da matéria sobre uma mulher brutalmente espancada, internada com diversas fraturas no rosto. Em frente ao hospital, uma repórter fala: “mas a boa notícia é que ela saiu da UTI e não precisará mais de cirurgia repara- dora na face...”. Agora, repórteres repetem a expressão “a boa notícia é que...”, buscando alguma brecha de esperança no “outro lado” das más notícias. (Adaptado de Wilson R. V. Ferreira, Globo adota “a boa notícia é que...” paratentar se salvar do baixo astral nacional. Disponível em https://cinegnose.Blogs pot.com/2019/02/globoadotaboa-noticia-e-que-para.html.Acessado em 01/03/2019.) Considerando a matéria apresentada no jornal, o uso da conjunção adversativa seguido da expressão “a boa notícia é que” permite ao jornalista: (a) apontar a gravidade da notícia e compensá-la. (b) expor a neutralidade da notícia e reforçá-la. (c) minimizar a relevância da notícia e acentuá-la. (d) revelar a importância da notícia e enfatizá-la. Ex. 87 (ITA 2017)


Os dois primeiros quadros da tirinha criam no leitor uma expectativa de desfecho que não se concretiza, gerando daí o efeito de humor. Nesse contexto, a conjunção e estabelece a relação de (a) conclusão. (b) explicação. (c) oposição. (d) consequência. (e) alternância. Ex. 88 (Fatec (Adapt.)) Considere o seguinte excerto: [...] E quando eu estiver mais triste Mas triste de não ter jeito [...] Manuel Bandeira. Libertinagem. Contrariando o emprego tradicional, a palavra “mas” não assume, no contexto citado, o papel de criar contraste ou oposição entre os enunciados que liga; antes, cria um vínculo de sentido de intensificação entre eles. Assinale a alternativa em que se repete esse emprego de “mas”. (a) Se você gosta, mas gosta mesmo de comer, então você tem de conhecer Digeplus. Texto de anúncio publicitário. (b) Na mesa do escritório [...] a cadeira onde sentava era injustamente mais alta do que as duas poltronas [...] reservadas aos seus interlocutores. Falava de cima, mas sabia ser suave, educado e divertidamente inteligente. IstoÉ. (c) Nos próximos anos ele vai torcer o pé no futebol, machucar o joelho no pega-pega, vai cair de bicicleta, da árvore... Mas tudo bem, ele já é associado Transmontano. Texto de anúncio publicitário. (d) Então Macunaíma foi pescar porque agora não tinha mais ninguém que pescasse pra ele não. Mas cada peixe que tirava do anzol e jogava no paneiro, a sombra pulava do ombro, engolia o peixe e voltava pro poleiro outra vez. Mário de Andrade. (e) Chegou a pegar o punhal que o índio lhe dera, mas compreendeu logo que não teria coragem de meter aquela lâmina no peito e muito menos na barriga, onde estava a criança. Erico Verissimo. Texto para questão 89 UE reabre parcialmente importação de frango da China Ao mesmo tempo em que retarda qualquer decisão que possibilite aos EUA retomar suas exportações de carne de frango para o bloco (o argumento é o de que os norte-americanos desinfetam suas carcaças com cloro), a União Europeia reabre – embora parcialmente – suas portas à carne de frango de origem chinesa. A reabertura atenua um embargo de ordem sanitária mantido sobre todos os produtos da avicultura chinesa há quatro anos e que foi declarado logo após a China ter anunciado, oficialmente, os primeiros casos de Influenza Aviária no país. A atenuação do embargo não envolve carnes avícolas e ovos in natura, apenas produtos tratados a uma temperatura mínima de 70 °C, considerada suficiente para inativar algum vírus da Influenza Aviária eventualmente presente no produto. Além disso, está restrito apenas à província de Shandong e, assim, exclui outras 29 províncias chinesas, sobre as quais prevalece o embargo total. Ainda que duplamente parcial, essa reabertura não deve ser menosprezada – avaliam analistas europeus. Primeiro, porque a província de Shandong é a principal região avícola chinesa, tendo sido responsável (2006) por 10% de toda a carne de frango produzida pela China. Segundo, porque imediatamente após os primeiros embargos as empresas locais passaram a investir com ênfase no pós-processamento (frango cozido) e hoje têm uma capacidade de atendimento bem maior que há quatro ou cinco anos. E isso, completam, deve acelerar o ritmo de expansão das exportações chinesas. Redação Avisite. 15 set. 2008. Disponível em: <http://www.agrolink.com.br/gripeaviaria/NoticiaDetalhe.aspx?codEx. 89 (PUC-PR) Os pronomes, os advérbios, os numerais e as conjunções são recursos linguísticos que atribuem coesão ao texto, ou seja, estabelecem relações de sentido entre as unidades textuais. A esse respeito, assinale a alternativa que apresenta uma informação inadequada. A A expressão “ainda que” (4o parágrafo) indica a ideia de concordância. Por meio dela, o autor con- firma a importância do embargo.No enunciado “... essa reabertura não deve ser menosprezada”, o pronome “essa” retoma a ideia da reabertura das negociações entre União Europeia e China, apresentada nos primeiros parágrafos do texto. Em “a União Europeia reabre – embora parcialmente – suas portas à carne de frango de origem chinesa”, o conectivo “embora” pode ser substituído por “todavia”, sem prejuízo do sentido da oração. O pronome “isso”, na última frase do texto, refere-se ao investimento em pós-processamento realizado pelas empresas locais. A expressão “ao mesmo tempo em que” (1o pará- grafo) indica a ideia de simultaneidade. Ex. 90 (FGV) Assinale a alternativa em que se repete a conjunção como da frase – “COMO lembra a revista The Economist, são essas as pessoas que mais estão sentindo o rigor da crise”. (d)ba (c O candidato republicano, tal como Obama, também pretende ampliar o corte de impostos iniciado por Bush. (b) Não se sabe como o americano se comportará até o final da campanha. (c) Como o americano, no fundo, é conservador, é provável que Obama não leve a melhor. (d) Os especialistas em previsões eleitoreiras poderão dizer como o candidato deve agir para ganhar as eleições. (e) Dizer que Obama é um desenraizado, como pre- tendem alguns, já é um exagero.


Ex. 91 (PUC-Rio (Adapt.)) Leia o texto a seguir. A única resolução aprovada foi a de que, para evitar a perseguição, todos se despojassem de sinais ostensivos de serem da classe média, como carro pequeno etc., e passassem a viver como pobres. Aí não seria rebaixamento social, seria disfarce. Luis Fernando Verissimo. “A classe”. Escreva duas frases em que a palavra “aí” esteja empregada com o valor semântico e de uso: (a) igual ao do trecho citado; (b) diferente do trecho citado.


Física III Aula 1 Ex. 1 A distância entre duas partículas eletrizadas, no vácuo, é de 1, 0m. Suas cargas elétricas são iguais a 1µC cada uma. Sendo a constante eletrostática no vácuo igual a 9 · 109 em unidades do SI, determine a intensidade de força elétrica entre elas. Ex. 2 duas pequenas esferas no vácuo estão eletrizadas com cargas elétricas q = −2µC e Q = 3µC A distância que as separa é 1.0m. Calcular a intensidade da força eletrostática, dizer se é de atração ou repulsão sabendo que K0 = 9, 0 · 109 unidades do SI. Ex. 3 Duas partículas A e B eletrizadas, no vácuo, estão separadas uma da outra pela distância de 10cm. A partícula A tem carga elétrica de 2, 0µC, enquanto B tem carga desconhecida. A força eletroestática com que se repelem tem intensidade 5, 4N e a constante eletrostática no vácuo é K0 = 9, 0 · 109N · m2/C2 . Determine a carga da partícula B. Ex. 4 Duas cargas puntiformes idênticas, n vácuo, repelem-se com força de intensidade 1, 0 · 10−1 , quando separadas por 30cm uma da outra. É dada a constante eletrostática K0 = 9, 0 · 109N · m2/C2 . Determine o valor das cargas elétricas. Ex. 5 A intensidade da força de repulsão entre duas cargas elétricas idênticas, no vácuo, a 0, 60m uma da outra, é de 1, 6N. Determine o valor dessas cargas sabendo que K0 = 9, 0 · 109N · m2/C2 . Ex. 6 Duas cargas elétricas puntiformes de valor q e Q estão separadas por uma distância d e repelem-se com força de intensidade F (Fig. a). Duplica-se a primeira carga, divide-se a segunda por 3 e dobra-se a distância. A nova força elétrica passa a ter a intensidade F ′ (Fig. b). É dada a constante eletrostática: K. Determinar: (a) F e F ′ em função de q, Q, d e K (b) F ′ em função de F. Ex. 7 Duas cargas elétricas puntiformes separadas por uma dada distância repelem-se com força de intensidade F. Se reduzirmos a distância à terça parte, sem contudo alterar as cargas, qual será a intensidade da nova força? Ex. 8 Entre duas partículas eletrizadas, no vácuo e a uma distância d, a força de interação eletrostática tem intensidade F. Se dobrarmos as cargas das duas partículas e aumentarmos a separação entre elas para 2d, ainda no vácuo, qual a intensidade F ′ da nova força de interação eletrostática? Dê a resposta em função de F. Ex. 9 Três objetos idênticos estão alinhados, no vácuo, conforme mostra a figura. Suas cargas elétricas são iguais. Entre A e B há uma força elétrica de intensidade 8, 0N. Determine (a) a intensidade da força elétrica entre B e C. (b) a intensidade da força elétrica entre A e C. (c) a intensidade da força elétrica resultante no objeto C Ex. 10 A força de interação entre as partículas A e B tem intensidade de 4, 0 · 103N. Determine (a) a intensidade da força elétrica entre B e C. (b) a intensidade da força elétrica resultante na partícula B. Ex. 11 As partículas A, B e C tem cargas elétricas idênticas. A força elétrica entre as cargas B e C é F. Determine:


(a) a intensidade da força elétrica entre A e C. (b) a intensidade da força elétrica resultante na partícula B. Ex. 12 Considere sobre a reta r da figura duas partículas A e B, fixas. Suas cargas são, respectivamente, 1, 0·10−7 e 4, 0·10−7 . Uma terceira partícula C, eletrizada, é colocada numa posição de equilíbrio. Determine a distância entre A e C. Ex. 13 Três pequenas esferas tem cargas elétricas q, Q e q, respectivamente, e estão alinhadas conforme a figura. Nenhuma delas está fixas, porém encontram-se em equilíbrio devido a ação das forças elétricas. (a) Sendo q > 0, qual o sinal de Q? (b) Qual a relação entre q e Q? Ex. 14 Duas cargas elétricas puntiformes, Q e 9Q, estão fixas a uma distância d, conforme a figura. Considerando-se uma terceira carga, a força sobre ela será nula quando ela for colocada em determinado ponto do eixo x. Determine a abscissa dessa terceira carga. o Ex. 15 Três partículas estão alinhadas conforme a figura abaãixo. As partículas A e C possuem carga elétrica idêntica q enquanto a partícula B possui carga elétrica Q = 4, 0µC. Deixando as partículas A e B fixas, determine a carga q para que a partícula C esteja em equilíbrio. Ex. 16 Uma pequena esfera com carga Q = +4, 5µC está presa no ponto médio de uma canaleta vertical de vidro, conforme mostra a figura abaixo. Uma segunda esfera de carga q = 2, 0nC será abandonada no interior da canaleta. Seu peso é P = 1, 0 · 10−2N. É dado K0 = 9, 0 · 109N · m2/C2 (a) O equilíbrio da segunda esfera será possível na região inferior ou superior, em relação ao ponto médio, da canaleta? (b) No equilíbrio, qual a distância entre Q e q? (c) O equilíbrio é do tipo estável, instável ou indiferente? Ex. 17 Nos vértices de um triângulo equilátero de lado igual a 3, 0m são colocadas as cargas q1 = q2 = 1, 0 · 10−7C e q3 = 2, 0 √ 3 · 10−7C. Calcule a intensidade da força elétrica resultante atuante em q3. Dado: K0 = 9, 0 · 109N · m2/C2 . Ex. 18 Considere o quadrado ABCD e quatro partículas distribuídas em seus vértices conforme a figura a seguir. Sabe-se que Q > 0 e q < 0. Determine a relação entre q e Q para que as partículas A e C permaneçam em equilíbrio. Ex. 19 (CESGRANRIO) A lei de Coulomb afirma que a força de intensidade elétrica de partículas carregadas é proporcional: I às cargas das partículas; II às massas das partículas; III ao quadrado da distância entre as partículas; IV à distância entre as partículas.


Das afirmações acima (a) Somente I é correta; (b) somente I e III são corretas; (c) somente II e III são corretas; (d) somente II é correta; (e) somente I e IV são corretas. Ex. 20 seja x a distância entre duas cargas elétricas pontuais. A força de interação elétrica entre essa carga é (a) diretamente proporcional a x 2 (b) inversamente proporcional a x 2 (c) diretamente proporcional a x (d) inversamente proporcional a x (e) contante e independente do valor de x Ex. 21 (CESGRANRIO) Duas pequenas esferas condutoras, A e B,têm cargas de sinais contrários, sendo que a carga de A é três vezes maior que a carga de B.Qual das seguintes configurações representa as forças eletrostáticas exercidas entre A e B (a) a (b) a (c) a (d) a (e) a Ex. 22 (UEBA) A força de repulsão eletrostática entre duas cargas puntiformes, separadas por uma distância r, tem intensidade F. Duplicando-se a distância entre as cargas a intensidade da força passa a ser: (a) F (b) 2F (c) 4F (d) F/2 (e) F/4 Ex. 23 (UFRS) O afastamento entre os centros de duas pequenas esferas carregadas, cada uma com carga +Q, é D; nestas condições, o módulo da força de repulsão eletrostática entre elas é F. Se dobrarmos a carga de cada esfera, dobrando também a distância que as separa, o módulo da força de repulsão, nesta nova situação, será: (a) F (b) 2F (c) F (d) F/2 (e) F/4 Ex. 24 (AFA) Duas cargas elétricas puntiformes q e q ′ estão colocadas a uma distância d, e a força de interação eletrostática entre elas tem intensidade F. Substituindo a carga q ′ por outra igual a 5q ′ e aumentando a distância entre elas para 3d, a nova força de interação eletrostática entre elas terá intensidade: (a) 0, 55F (b) 1, 66F (c) 2, 55F (d) 5, 0F (e) 7, 5F Ex. 25 (VUNESP) Dois corpos pontuais em repouso, separados por certa distância e carregados eletricamente com carga de sinais iguais, repelem-se de acordo com a Lei de Coulomb. (a) Se a quantidade de carga de um dos corpos for triplicada, a força de repulsão elétrica permanecerá constante, aumentará (quantas vezes?) ou diminuirá (quantas vezes?)? (b) Se forem mantidas as cargas iniciais, mas a distância entre os corpos for duplicada, a força de repulsão elétrica permanecerá constante, aumentará (quantas vezes?) ou diminuirá (quantas vezes?)? Ex. 26 (FEI) Qual dos gráficos abaixo mostra o módulo da força elétrica entre duas cargas conforme as afastamos? a (a) a (b) a (c) a


(d) a (e) a Ex. 27 (MACKENZIE) uma carga elétrica puntiforme Q está fixa num certo ponto quando se aproxima dela uma poutra carga q. Nesta situação a intensidade da força de repulsão é | −→F | = 4, 0N. Em seguida a distância entre Q e q é duplicada. O gráfico que melhor representa o experimento é: (a) a (b) a (c) a (d) a (e) a Ex. 28 Qual dos gráficos a seguir melhor representa o módulo (F) da força de interação elétrica que atua entre duas esferas eletrizadas em função do quadrado do inverso da distâncias entre os seus centros? (a) a (b) a (c) a (d) a (e) a Ex. 29 (MACKENZIE) No vácuo (K0 = 9, 0 · 109N · m2/C2 ) são colocadas duas cargas elétricas puntiformes de 2, 0 · 10−6C e 5, 0 · 10−6C, distante 50cm uma da outra. A força de repulsão entre as duas cargas tem intensidade: (a) 63, 0 · 10−3N


(b) 126, 0 · 10−3N (c) 45, 0 · 10−2N (d) 36, 0 · 10−2N (e) 18, 0 · 10−2N Ex. 30 (UEBA) Duas cargas elétricas puntiformes Q1 = 2, 0µC e Q2 = −3, 0µC, estão separadas 10cm no vácuo. Sabendo-se que a constante elétrica no vácuo vale 9, 0 · 109 unidade SI, é correto afirmar que: (a) Q1 atrai Q2 com força de intensidade 5, 4 · 106N. b) Q2 atrai Q1 com força de intensidade 5, 4N. c) Q1 repele Q2 com força de intensidade 5, 4 · 106N d) Q1 repele Q2 com força de intensidade 5, 4N. e) Q1 e Q2 não interagem no vácuo. Ex. 31 (MACK) Duas cargas elétricas puntiformes, Q1 e Q2, atraem-se mutuamente com uma força de intensidade F = 5, 4 · 10−2N, quando estão no vácuo a 1, 0m de distância uma da outra. Se Q1 = 2, 0µC, Q2 vale: (a) −3µC; (b) −0, 33µC; (c) 0, 5µC; (d) 2µC; (e) 3µC; Ex. 32 (UFPE) Duas pequenas esferas metálicas de mesmo raio e cargas Q1 = 2 · 10−8C e Q2 = 4 · 10−8C são postos em contato. Elas são em seguida, separadas, de modo que a distância entre seus centros venha a ser 3cm. Qual a intensidade, em milésimos de Newton, da força entre as cargas? Ex. 33 (CESGRANRIO) Duas pequenas esferas metálicas idênticas, J e L estão carregadas com a mesma carga elétrica. O módulo da força exercida pela esfera L sobre a esfera J e igual a F0. Uma outra esfera M, idêntica às duas primeiras e inicialmente neutra, é posta em contato com a esfera J e, em seguida, afastado do sistema. A força eletrostática que a esfera L passa então a exercer sobre a esfera J vale? (a) F0 (b) F0 2 (c) F0 3 (d) F0 4 (e) F0 8 Ex. 34 (UFRS) Deposita-se uniformemente, carga elétrica no valor de +5 · 10−5C sobre uma pequena esfera não-condutora. Uma partícula com carga −3 · 10−6C, colocada a 30 cm da esfera, sofre uma força atrativa de módulo 15N. Outra partícula com carga −6·10−6C, colocada a 60cm da esfera, sofrerá uma força atrativa de módulo, em N: (a) 3.8 (b) 7.5 (c) 15.0 (d) 30.0 (e) 60.0 Ex. 35 (INATEL) Na figura 1, a intensidade da força elétrica sobre o corpo eletrizado A, na presença da carga elétrica 2Q. mede F1. Na figura 2, na presença das duas cargas 2Q e Q. a força elétrica sobre o corpo A mede F2. Quanto vale a razão F2/F1? Ex. 36 A força coulombiana entre duas cargas iguais mantidas a uma distância fixa tem módulo F. Colocando-se uma terceira carga de mesmo módulo que as anteriores, mas de sinal contrário, à meia distância entre elas , a força entre as duas primeiras cargas passa a ter módulo: (a) zero (b) F/4 (c) F/2 (d) F (e) 2F Ex. 37 Três cargas puntiformes estão dispostas em linha reta, como mostra a figura, sendo q1 = +4q0, q2 = −q0 e q3 = +q0, onde q0 é a carga de um próton. Sobre as forças elétricas atuantes podemos afirmar, corretamente: 01 O módulo da força q1 exerce sobre q2 é igual ao módulo da força q1 exerce sobre q3 02 A soma das forças sobre q2 é zero 04 A soma das forças sobre q3 é zero 08 O módulo da força q2 exerce sobre q1 é quatro vezes maior que o módulo da força q2 exerce sobre q3 16 A força que q1 exerce sobre q2 é de atração e a força que q1 exerce sobre q3 é de repulsão 32 O módulo da força q1 exerce sobre q3 é quatro vezes o módulo da força exercida por q3 sobre q1 64 A força exercida por q1 sobre q2 tem a mesma direção e o mesmo sentido da força exercida por q3 sobre q1


Dê como resposta a soma dos números que precedem as afirmativas corretas. Ex. 38 Três objetos, com cargas elétricas idênticas estão alinhados, como mostra a figura. o objeto C exerce sobre B uma forca igual a 3, 0x10−6 N. A forca elétrica, resultante dos efeitos de A e C sobre B e: (a) 2, 0x10−6 N (b) 6, 0x10−6 N (c) 12, 0x10−6 N (d) 24, 0x10−6 N (e) 30, 0x10−6 N Ex. 39 Duas cargas elétricas puntiformes q1 = q2 = ˘1µC são fixadas nos pontos O e A de abscissas X0 = 0 e XA = 1m, respectivamente. Uma terceira carga puntiforme q3 = +1, 0µC é abandonada, em repouso, num ponto P de abscissa x, tal que 0 < x < 1m. Abstraindo-se as ações gravitacionais e os atritos, a carga q3 permanecerá em repouso no ponto P, se sua abscissa x for igual a: (a) 0,10m (b) 0,15m (c) 0,30m (d) 0,50m (e) 0,75m Ex. 40 Duas cargas elétricas estão dispostas no pontos N e R. Uma carga q0, para que fique em equilíbrio, deve ser colocada na posição: (a) Q (b) O (c) P (d) M (e) S Ex. 41 As cargas Q1 = 9µC e Q3 = 25µC estão fixas nos pontos A e B. Sabe-se que a carga Q2 = 4µC está em equilíbrio sob a ação de forças elétricas somente na posição indicada. Nestas condições (a) x = 1,85 cm (b) x = 2,30 cm (c) x = 3,38 cm (d) x = 4,81 cm (e) x = 5,35 cm Ex. 42 A força coulombiana entre duas cargas iguais mantidas a uma distância fixa tem módulo F. Colocando-se uma terceira carga de mesmo módulo que as anteriores, mas de sinal contrário, à meia distância entre elas , a força entre as duas primeiras cargas passa a ter módulo : (a) zero (b) F/4 (c) F/2 (d) F (e) 2F Ex. 43 Três objetos com cargas elétricas idênticas estão alinhados. O objeto C exerce sobre B uma força elétrica de intensidade 3, 0.10−6N. Sendo assim, a intensidade da força elétrica resultante sobre o objeto B, devido à presença dos objetos A e C, é: (a) 2, 0 · 10−6N (b) 6, 0 · 10−6N (c) 12 · 10−6N (d) 24 · 10−6N (e) 30 · 10−6N Ex. 44 Considera duas cargas puntiformes iguais e fixas, separadas por uma distância d. No ponto médio do segmento que separa as duas cargas: (a) qualquer carga puntiforme fica em equilíbrio estável (b) qualquer carga puntiforme fica em equilíbrio instável (c) qualquer carga puntiforme fica em equilíbrio indiferente (d) uma carga de sinal oposto às primeiras fica em equilíbrio instável (e) uma carga de sinal igual às primeiras fica em equilíbrio instável Observação: Suponha que a carga colocada no ponto médio só possa de mover na direção da reta que contêm as duas primeiras. Ex. 45 (ITA) Têm-se três pequenas esferas carregadas com cargas q1, q2 e q3. Sabendo-se que:


1. estas três esferas estão colocadas no vácuo, sobre um plano horizontal sem atrito; 2. os centros dessas esferas estão em uma mesma horizontal; 3. as esferas estão em equilíbrio nas posições indicadas abaixo; 4. a carga da esfera q2 é positiva e vale 2, 7x10−4 C; 5. d1 = d2 = 0, 12m (a) Quais os sinais das cargas q1 e q3? (b) Quais os módulos de q1 e q3? (c) Fixadas em suas posições q1 e q3 e admitindo que q2 só pode se deslocar ao longo da reta determinada pelas posições de q1 e q3, qual o tipo de equilíbrio de q2? Ex. 46 (FUVEST) Um dos pratos de uma balança em equilíbrio é uma esfera eletrizada A. Aproxima-se de A uma esfera B com carga igual em módulo, mas de sinal contrário. O equilíbrio é restabelecido colocando-se uma massa de 2,5 g no prato da balança. A figura ilustra a situação. Constante do meio: K = 9 · 109N · m2/C2 Aceleração da gravidade: g = 10m/s2 (a) Qual a intensidade da força elétrica? (b) Qual o valor absoluto da carga A? Ex. 47 (UF-ES) A força que as cargas +q e -q produzem sobre uma carga positiva situada em P pode ser representada pelo vetor: (a) A⃗ (b) B⃗ (c) C⃗ (d) D⃗ (e) nulo Ex. 48 (EsPCEx) Três esferas condutoras A, B e C, de mesmo raio, possuem cargas elétricas respectivamente iguais a −2µC, −10µC e +12µC. A esfera A é colocada em contato com a esfera B e, em seguida, as duas são afastadas. Após um intervalo de tempo, a esfera A é posta em contato com a esfera C. Considerando que as esferas trocaram cargas apenas entre si, ao final do processo, a carga elétrica de A será: (a) +6µC (b) +3µC (c) 0C (d) −3µC (e) +6µC Ex. 49 (EsPCEx) Três cargas elétricas puntiformes QA , QB e QC estão fixas, respectivamente, em cada um dos vértices de um triângulo equilátero de lado L. Sabendo que QA < 0, QB > 0 e QC = 2QB e que a constante eletrostática do meio é K, o módulo da força elétrica resultante em QA devido à interação com QB e QC é: Dados: considere sen60 = cos30 = 0, 86 e cos60 = sen30 = 0, 50 (a) √ 7KQAQC 2L (b) √ 6KQAQC 2L (c) √ 5KQAQC 2L (d) √ 3KQAQC 2L (e) √ 2KQAQC 2L Ex. 50 (EsPCEx) Uma partícula com carga elétrica negativa igual a −10−8C encontra-se fixa num ponto do espaço. Uma segunda partícula de massa igual a 0, 1g e carga elétrica positiva igual a +10−8C descreve um movimento circular uniforme de raio 10cm em torno da primeira partícula. Considerando que elas estejam isoladas no vácuo e desprezando todas as interações gravitacionais, o módulo da velocidade linear da partícula positiva em torno da partícula negativa é igual a Dados: considere a constante eletrostática do vácuo igual a 9 · 109N · m2 · C −2 (a) 0,3 m/s (b) 0,6 m/s (c) 0,8 m/s (d) 1,0 m/s (e) 1,5 m/s


Ex. 51 (U. Mackenzie-SP) Nos vertices A, B e C de um triangulo equilatero, são colocadas cargas +q, - q e +q, respectivamente. O vetor que melhor representa a força resultante que age sobre a carga colocada em C é: (a) ⃗a (b) ⃗b (c) ⃗c (d) ⃗d (e) ⃗e Ex. 52 (UFSC)Três cargas estão dispostas nos vértices de um triangulo equilátero, conforme se encontra representado na figura ao lado. A direção e o sentido da resultante das forças coulombianas que atuam na carga +2Q é (são): 01 Vertical e orientado para baixo 02 Vertical e orientado para cima 04 Horizontal e orientado para esquerda 08 Horizontal e orientado para direita 16 Orientada ao longo da reta que une +2Q e -Q 32 Orientada ao longo da reta que une +2Q e +Q 64 Nula, porque os módulos de +Q e -Q são iguais. Dê como resposta a soma dos números que precedem as afirmativas corretas. Ex. 53 (FEI) Nos vértices A, B e C de um triângulo retângulo estão situadas três cargas puntiformes: Q1 = 2µC, Q2 = −2µC e Q3 = 3µC, respectivamente. Determine a intensidade da resultante das forças que as cargas Q1 e Q2 exercem em Q3. Ex. 54 (FUVEST) O Módulo F da força eletrostática entre duas cargas elétricas pontuais q1 e q2, separadas por uma distância d, é F = K|q1||q2|/d2 onde k é uma constante. Considere as três cargas pontuais representadas adiante por +Q , −Q e q. O módulo da força eletrostática total que age sobre a carga q será? (a) 2kQq R2 (b) √ 3kQq R2 (c) kQ2 q R2 (d) √ 3 2 kQq R2 (e) √ 3 2 kQ2 q R2 Ex. 55 Cargas elétricas puntiformes devem ser colocadas nos vértices R, S, T e U do quadrado a seguir. Uma carga elétrica puntiforme q está no centro do quadrado. Essa carga ficará em equilíbrio quando nos vértices forem colocadas as cargas:


R S T U (a) +Q +Q -Q -Q (b) -Q -Q +Q +Q (c) -Q +Q -Q +Q (d) +Q -Q -Q +Q (e) -Q +Q +Q -Q Ex. 56 Cargas elétricas puntiformes são fixas nos vértices dos quadrados, conforme os esquemas: Uma carga elétrica puntiforme q é colocada no centro de cada quadrado. Ela ficará em equilíbrio sob ação somente de forças elétricas, nos esquemas: (a) I e II (b) I, II e III (c) I, III e IV (d) II e III Ex. 57 Considerando-se a distribuição de cargas da figura, podemos afirmar que: (a) a carga q se move sobre a reta 1 (b) a carga q se move sobre a reta 2 (c) a carga q se move sobre a reta 3 (d) a carga q se move sobre a reta 4 (e) a carga q não se move Ex. 58 Quatro cargas são colocadas nos vértices de um quadrado como está indicado a figura ao lado. A força resultante sobre uma carga +q colocada no centro do quadrado tem a direção e o sentido indicados por: (a) F⃗ 4 (b) F⃗ 2 (c) F⃗ 3 (d) F⃗ 1 (e) F⃗ 5 Ex. 59 Três cargas elétricas, puntiformes e idênticas, encontramse nos vértices de um triângulo equilátero de altura h = √ 3 2 m. Cada uma delas está sujeita à ação de uma força resultante, de natureza exclusivamente eletrostática, de intensidade F = √ 3N. Se a altura desse triângulo fosse H = √ 3m , a intensidade dessa força resultante seria: (a) F √ 3/16N (b) F √ 3/4N (c) F √ 3/2N (d) F √ 3N (e) 2F √ 3N Ex. 60 (ITA) Uma carga puntiforme −Q1 de massa m percorre uma orbita circular de raio R em torno de outra +Q2 fixa no centro do circulo. A velocidade angular w de −Q1 é: (a) w = 4πϵ0.Q1Q2 mR (b) w = r Q1Q2 4πϵ0.mR3


(c) w =  Q1Q2R3 4πϵ0. 2 (d) w = mR 4πϵ0 Q1 Q2 (e) w = mR 4πϵ0 Q2 Q1 Ex. 61 (UF-PR) Segundo o modelo de bohr, um atomo de hidrogênio é constituido por um próton em torno do qual um elétron descre uma órbita circular de raio R = 5, 3.10−11m. Calcule a velocidade angular w do elétron, em radianos por segundo. Dados: • carga elétrica do próton: q = 1, 6x10−19C • massa do elétron: m = 9, 1x10−31Kg • K = 9, 0x109N.m2 .C−2 Ex. 62 (ITA) Uma partícula de massa M = 10,0 g e carga q = −2, 0.10−6 C é acoplada a uma mola de massa desprezível. Este conjunto é posto em oscilação e seu período medido é T = 0, 40πs. É fixada, a seguir, outra partícula de carga q ′ = 0, 20.10−6 C a uma distância d da posição de equilíbrio O do sistema massa-mola, conforme indica a figura. Verifica-se que a nova posição de equilíbrio de q está situada a uma distância X = 40 cm do ponto O. Calcule o valor da distância d. Obs.: Considerar as duas cargas puntiformes. (a) 56 cm (b) 64 cm (c) 60 cm (d) 36 cm (e) 24 cm Ex. 63 (FUVEST) Duas esferas condutoras idênticas A e B, muio pequenas, de massa m = 0, 300g, encontram-se no vácuo suspensas por meio de dois fios leves, isolantes, de comprimentos iguais L = 1, 00m, presos a um mesmo ponto de suspensão "0". Estando as esferas separadas , eletriza-se uma delas com carga Q, mantendo-se a outra neutra. Em seguida, elas são colocadas em contato e depois abandonadas. Verifica-se que na posição de equilíbrio a distancia que as separa é a = 1, 20m. Considere Q > 0. (a) Determine o valor de Q. (b) Determine o valor da carga q que deve ser colocada no ponto O a fim de que sejam nulas as forças de tração nos fios. Ex. 64 Duas esferas condutoras idênticas e muio pequenas, de massa m = 0, 40g, encontram-se no vácuo suspensas por meio de dois fios leves, isolantes, de comprimentos iguais L = 1, 00m, presos a um mesmo ponto de suspensão "0". Estando as esferas separadas , eletriza-se uma delas com carga Q, mantendo-se a outra neutra. Em seguida, elas são colocadas em contato e depois abandonadas. Verifica-se que na posição de equilíbrio a distancia que as separa é a = 1, 20m. Considere Q > 0. (Adote: aceleração da gravidade g = 10m/s2 ) Nessa situação, o valor de Q é: (a) 0, 69.10−6C (b) 1, 38.10−6C (c) 4, 48.10−6C (d) 6, 28.10−6C (e) 8, 43.10−6C Ex. 65 (ITA) Duas esferas condutoras, de massa m, bem pequenas, estão igualmente carregadas. Elas estão suspensas num mesmo ponto, por dois longos fios de seda, de massas desprezíveis e de comprimentos iguais a L. As cargas das esferas são tais que elas estarão em equilíbrio quando a distância entre elas é igual a a (a « L). Num instante posterior, uma das esferas é descarregada. Qual será a nova distância b (b « L) entre as esferas, quando após se tocarem o equilíbrio entre elas for novamente restabelecido? (a) b = a 2 (b) b = a √ 2 2 (c) b = a √ 3 2 (d) b = a √a 2 (e) b = a √3 4


Ex. 66 Três pequenas esferas idênticas, eletrizadas com carga Q e de massa m, estão suspensas a um mesmo ponto por fios de seda de comprimento 1m. No equilíbrio, as esferas se dispõem nos vértices de um triângulo equilátero de lado 10cm. Determine: Dados: m = 10g; g = 10m/s2 (a) A carga Q de cada esfera; (b) A tração nos fios de seda. Ex. 67 Uma carga Q deve ser distribuída entre duas esferas A e B, de forma que a carga destas esferas sejam Q −q e q, respectivamente. Determine o valor de q para que a repulsão entre as esferas seja máxima. Ex. 68 Duas esferas de cobre, de raio R, são uniformemente eletrizadas com carga Q, cada uma. Tais esferas são colocadas a uma pequena distância D, uma da outra, e se repelem com uma força F. Caso tais esferas fossem de vidro, mantidas as demais condições, a força de repulsão, nesse caso, seria: (a) a mesma, pois independe do material (b) maior (c) menor (d) levemente menor. Ex. 69 Duas esferas metálicas A e B são penduradas ao teto por fios de seda (isolante), de forma a ficarem muito próximas uma da outra. Elas são leves e estão inicialmente neutras. Em seguida, a esfera A é carregada com cargas negativas, por contato. Pede-se: (a) Descrever o sistema, após estabelecido o equilíbrio; (b) descreva novamente, supondo que os fios sejam de cobre Ex. 70 Duas esferas metálicas idênticas possuem cargas de sinais opostos. Quando distanciadas de √ 10m, se atraem com uma força de intensidade 243N. Após tocarem uma na outra, são colocadas na mesma posição e passam a se repelir com uma força de intensidade 81N. Determine a carga inicial de cada esfera. Ex. 71 Sejam 4 esferas metálicas idênticas A, B, C e D. Sabe-se que: 1. A atrai B; 2. A atrai D; 3. B atrai D; 4. A repele C. Se D está eletrizado negativamente, determine o estado de eletrização dos corpos A, B e C. Ex. 72 (Conhecida a forma como a força de interação entre cargas puntiformes varia em função da distância D que as separa, dada pela Lei de Coulomb, esboce os seguintes gráficos: (a) F × D (b) F × 1/D (c) F × D2 (d) F × l/D2 . Ex. 73 Três cargas positivas idênticas A, B e C são colocadas nos vértices de um cubo conforme a figura. Sabe-se que B e C se repelem com força de intensidade 3N. Se F é o módulo da força elétrica resultante sobre A, pode-se garantir que: (a) 3N < F < 4N (b) 4N < F < 5N (c) 5N < F < 6N (d) 6N < F < 7N (e) F > 7N Ex. 74 Sejam duas esferas metálicas idênticas, de massa M, eletrizadas com carga Q, cada uma. Fez-se o acoplamento dessas esferas a uma mola de constante elástica K. Na situação 1, a mola fica distendida de 2, 0cm, enquanto na situação 2, fica distendida de 1, 888cm. Determine o comprimento natural da mola: Dados: M = 100g; g = 10m/s2 ; Kmola = 550N/m.


Ex. 75 Um pêndulo elétrico é constituído por uma esfera de massa 900g e carga −Q presa a um fio de 7m, conforme a figura. Uma segunda esfera, de massa 900g e carga +10Q foi fixa ao solo nas imediações do pêndulo, causando uma deflexão a entre o fio e a haste do pêndulo, devido à atração entre as esferas. Sabendo que, no equilíbrio, essa força elétrica de atração tem módulo igual ao peso de uma esfera, determine Q. Dados: g = 10m/s2 , K0 ≈ 9 · 109N · m2 · C−2 e cosα = 0, 8 Ex. 76 (ITA) O eletroscópio da figura foi carregado positivamente. Aproxima-se, então, um corpo C carregado negativamente e liga-se a esfera do eletroscópio à Terra, por alguns instantes, mantendo-se o corpo C nas proximidades. Desfaz- se a ligação à Terra e, a seguir, afasta-se C. No final, a carga do eletroscópio: (a) permanece positiva. (b) fica nula, devido à ligação com a Terra. (c) toma-se negativa. (d) terá sinal que vai depender da maior ou menor aproximação de C. (e) terá sinal que vai depender do valor da carga em C. Ex. 77 (IME) Um sistema de cargas elétricas puntiformes é constituído de quatro pequenas esferas de peso desprezível, dispostas na forma mostrada na figura, dotadas das seguintes cargas elétricas: Q1 = Q3 = 4 · 10−11 Coulombs; Q2 = Q4 = − · 10−10 Coulombs. Determine o valor do ângulo α, diferente de zero, de posicionamento da esfera de carga Q4, de modo que a força atuante nessa carga seja nula. Ex. 78 De dois fios de seda, de comprimento l, pendem duas pequenas esferas de massa m e carga q, segundo da figura abaixo. Considerar o ângulo θ e muito pequeno. Nessas condições mostrar que: (q l ) 1/3 (2πϵ0mg) 1/3 Ex. 79 Comparar a força gravitacional com a força eletrostática entre o elétron e o próton no átomo de hidrogênio. Dados: raio da órbita do elétron 5, 3·10−11m; carga do elétron 1, 6·10−9C, massa do elétron 9, 1·10−11kg; massa do próton, 1, 7·10−27kg; e G = 6, 7 · 10−11N · m2/kg2 . Ex. 80 Duas cargas puntiformes q, iguais, estão separadas por uma distância 2b. Uma terceira carga q é obrigada a permanecer na mesma linha que une as anteriores. Mostrar que, se x é o deslocamento da terceira carga, a partir do ponto médio das outras duas, existe uma força de restituição para pequenos deslocamentos x << b, que é aproximadamente linear, isto é, F = q 2x πϵ0b 3 Ex. 81 Duas pequenas esferas, de mesmo material e mesmo peso estão presas por fios de seda ao mesmo ponto de suspensão. Quando se fornecem às esferas cargas elétricas iguais em valor e em sinal, os fios formam entre si um ângulo a. Determine a massa específica do material que constitui as esferas, sabendo que o ângulo α entre os fios não muda quando as esferas são mergulhadas em querosene, cuja massa específica 0, 8g/cm2 . A permissividade relativa do querosene vale 2. Ex. 82


Qual é a força elétrica resultante, sobre uma carga unitária positiva. Colocada no centro de um quadrado de lado b que tem cargas q, 2q, −4q, 2q colocadas, nessa ordem, nos quatro vértices? Ex. 83 Dois balões iguais, cheios de hélio , preso a uma massa de 5g, flutuam em equilíbrio como se vê na abaixo. Há uma carga Q em cada balão. Determine o valor de Q em Coulombs. Ex. 84 Duas esferas condutoras idênticas, mantidas fixas, atraemse com uma força eletrostática de módulo igual a 0, 108N quando separas por 50, 0cm. As esferas são então ligadas por um fio condutor fino. Quando o fio é removido, as esferas se repelem com uma força eletrostática de módulo igual a 0, 0360N. Quais eram as cargas iniciais das esferas. Ex. 85 As cargas e as coordenadas de duas partículas mantidas fixas no plano xy são q1 = 3, 0µC, x1 = 3, 5cm, y1 = 0, 50cm e q2 = −4, 0µC. x2 = −2, 0cm, y21, 5cm. (a) Determine o módulo, a direção e o sentido da força eletrostática sobre q2. (b) Onde poderíamos localizar uma terceira carga q1 = +4, 0µC de modo que a força eletrostática resultante sobre q2 fosse nula? Ex. 86 Quantos Megacoulombs de carga positiva (ou negativa) existem em um mol de H2? Ex. 87 Duas cargas puntiformes q1 = +9µC e q2 = +64µC encontram-se fixas no vácuo, distanciadas de 7cm. Determine a força resultante que atuaria numa carga puntiforme q = +1µC, se fosse colocada, simultaneamente, a 3cm de q1 e a 8cm de q2. Ex. 88 No esquema a seguir, três cargas puntiformes podem se mover vinculadas (sem atrito) a um aro circular apoiado num plano horizontal. Duas das três cargas têm o mesmo valor q1, e a terceira tem o valor q2. Sabendo-se que, na posição indicada na figura, as três cargas encontram-se em equilíbrio, determinar o valor de (q1 × q2) 2 . Dados senα = 0, 6, cosα = 0, 8, sen α 2  = √ 0, 1 e cos α 2  = √ 0, 9 Ex. 89 Na figura abaixo tem-se duas cargas fixas, QA = +9µC e QB = −4µC, localizadas sobre o eixo −→Ox. Pede-se: (a) Determinar a abcissa do ponto P sobre esse eixo onde deve ser abandonada uma terceira carga +q, de forma que a mesma fique em equilíbrio. (b) Caso seja colocada no ponto P uma carga −q, ao invés de +q, haverá equilíbrio? Justifique. Ex. 90 Sobre uma mesa horizontal, fixa-se um aro circular isolante. Em dois pontos A e B diametralmente opostos deste aro, fixam-se duas cargas positivas qA e qB. No centro do aro, abandona-se uma pequena esfera de carga +q, que pode deslocar-se sem atrito, ao longo da região circular. No equilíbrio. a esfera estaciona junto ao aro em um ponto C. tal que BACˆ = α. Pede-se determinar a razão (qA/qB). Ex. 91 Uma pequena esfera A, de carga +Q e massa m, encontrase em repouso nas proximidades de um plano inclinado. quando dela é aproximada. lentamente, uma segunda esfera B, de carga Q+, fixa sobre um suporte isolante.


Devido à repulsão eletrostática, a esfera A desloca-se ao longo da rampa sem atrito, estacionando na posição ilustrada acima. Determine o ângulo α. Dados: Constante eletrostática = 9 · 109 (SI) g = 10m/s2 Q = 2µC, m = 0, 3g Ex. 92 Três cargas puntiformes +Q1, +Q2 e −Q3 encontram-se fixas e alinhadas num plano horizontal sem atrito, como no esquema abaixo. Yoko Ono percebe que, misteriosamente, uma carga +q qualquer permanece em equilíbrio quando abandonada nesse plano horizontal, num ponto P a uma distância D da carga −Q3. Mostre a igualdade e responda quantos pontos P distintos nesse plano horizontal satisfazem as condições de equilíbrio no problema anterior?  Q1 4Q3 2 3 +  Q2 4Q3 2 3 = 1 Ex. 93 Nas extremidades de 2 barras rígidas não condutoras e de massas desprezíveis foram fixadas esferas metálicas cujos centros estão à distância de 8cm. As 4 esferas estão carregadas com cargas positivas e negativas de 2 · 10−7C cada uma, conforme mostra o esquema. As esferas de carga iguais são mantidas exatamente uma em 6, 0cm cima da outra não se permitindo que as barras girem ou deslizem. Nestas condições, o conjunto superior fica suspenso a 6cm do inferior. Determine a massa de cada esfera. Dados: K = 9 · 109 ; g = 10, 0m/s2 Ex. 94 Duas esferas condutoras iguais, de massa m e carga q, estão penduradas por um fio de seda de comprimento l , como na figura. Na posição inicial de equilíbrio, a distância entre as partículas vale X0 . A seguir, descarregamos uma das esferas e nova "posição" de equilíbrio será X1, novamente, descarregamos uma das esferas e, no equilíbrio, a nova distância entre as esferas será X2 Após realizarmos N operações de descarga de uma das esferas, quanto valerá a distância Xn entre as partículas no equilíbrio, em função de l, K, q, m, g e N? Considere o a pequeno, ou seja, senα ≈ tgα Ex. 95 Quatro pequenas esferas, pesando 0, 1N cada. uma e eletrizadas identicamente, são suspensas nas extremidades de quatro fios de seda de √ 2m de comprimento, cada um, e cujas extremidades opostas são suspensas a partir de um mesmo ponto. Sabendo-se que, na posição de equilíbrio as esferas se dispõem nos vértices de um quadrado de √ 2m de lado. Determine a cada de carga esfera. Ex. 96 Três cargas puntiformes, de mesmo valor q1, encontramse sobre um solo liso, dispostas nos vértices de um triângulo eqüilátero, em cujo centro existe uma carga puntiforme de valor q2. Determine a relação entre q1 e q2 para que todas as quatro cargas permaneçam em equilíbrio. Nenhuma delas está fixa. Ex. 97 Nos vértices de um tetraedro regular de aresta a = 30cm localizam-se quatro cargas puntiformes iguais, com q = 2µC cada. Determinar a intensidade da força elétrica resultante sobre cada carga. Ex. 98 A figura mostra uma carga puntiforme −Q fixa no centro da base superior de um cilindro isolante de raio R.


Uma pequena esfera eletrizada com carga +q gira externamente sobre a superfície lateral do cilindro, numa trajetória circular horizontal, mantendo-se suspensa devido á atração elétrica. (a) Qual é a massa da pequena esfera, sendo h a distância entre sua trajetória e a base superior do cilindro. (b) Qual a máxima velocidade da pequena esfera para que não perca o contato com a superfície lateral do cilindro, durante seu movimento circular. Adotar g como sendo a aceleração da gravidade. Ex. 99 Considere 5 bolas b1, b2 ... , b5 condutoras de raios 2R, inicialmente neutras. Uma sexta bola condutora, de raio R, eletrizada com carga +q, foi contactada sucessivamente com as bolas b1, b2 ... , b5. Após os contatos, verificou-se que a esfera b3 ficou com 36 cargas positivas a mais que a esfera b4 . Determine a carga +q. Ex. 100 Nos vértices A, B e C de um triângulo retângulo estão situadas três cargas puntiformes Q1 = 2, 0µC, Q2 = −2, 0µC e Q3 = 3, 0µC, respectivamente. Determine a intensidade da resultante das forças que as cargas Q1 e Q2 exercem em Q3. Ex. 101 Duas cargas q1 e q2, de mesmo sinal, estão fixas sobre o eixo −→Ox, com q1 na origem e q2 em x2 = +D. Uma terceira carga, de sinal e valor desconhecidos, quando colocada em x3 = +D/4, permanece em equilíbrio. Calcule a razão q2/q1. Ex. 102 um eletroscópio de folhas, previamente carregado com uma carga de sinal desconhecido, é submetido a alguns testes: 1. Aproxima-se um condutor neutro e as folhas se fecham ligeiramente. 2. Afasta-se o condutor neutro e aproxima-se um isolante carregado positivamente e observa-se que as folhas também se fecham ligeiramente. Desta forma: (a) Determine a carga do eletroscópio (Justifique!) (b) Se nas condições do item II ligarmos o eletroscópio à terra, o que acontecerá com as cargas no eletroscópio? Explique em termos de movimentação destas cargas. Ex. 103 A figura a seguir mostra uma haste longa, sem massa, de comprimento L, pivotada em seu centro e balanceada por um peso W colocada a uma distância x da extremidade esquerda. Na extremidade esquerda coloca-se uma carga +q e na extremidade direita uma carga +2q. A uma distância h das cargas +q e +2q são colocadas cargas de valor +q. Sendo K a constante elétrica no ar, assinale a alternativa que corresponde à altura h em que a reação do apoio sobre a haste seja nula. (a) q r K W (b) q r 2K W (c) q r 3K W (d) q r 5K W (e) q r K 2W Ex. 104 Uma carga q1 = 5µC é colocada no ponto (3; 4)m de um sistema cartesiano de origem O, onde se situa uma outra carga de +5C. Neste mesmo plano é colocada uma terceira carga de (0, 8 √ 3−0, 6)µC no ponto ( √ 5; 0)m. Determine a posição em que deve ser colocada uma quarta carga de 0, 5µC para que


a resultante elétrica sobre a carga situada no ponto O seja nula. Ex. 105 Uma esfera condutora A carregada com −1µC realiza 3 contatos sucessivos com as esferas B, C e D, idênticas a A, nesta sequencia. Nestas condições, determine: (a) as cargas das esferas A, B, C e D após os 3 contatos sucessivos; (b) a força de interação entre a carga A e B, após os toques, se elas são colocadas a uma distância de 1cm. Ex. 106 Três cargas positivas idênticas A, B e C são colocadas nos vértices de um cubo conforme a figura. Sabe-se que B e C se repelem com força de intensidade 5 N. Calcule o módulo da força elétrica resultante que age sobre a esfera A. Se a carga de 1µC, colocada no lugar de A, é submetida a uma força | −→F | = p 90 + 18√ 3 o módulo de QB = QC vale: (Dado: l = lado do quadrado = 1m) (a) 1mC (b) 1µC (c) 1nC (d) 2mC (e) 2µC Ex. 107 Duas esferas idênticas com cargas Q1, positiva, e Q2. negativa, com |Q1| > |Q2|, atraem-se com uma força de intensidade 0, 3N quando colocadas a uma distância de 3m uma da outra. Elas são colocadas em contato e depois recolocadas nas suas posições originais. Dessa forma, passam a se repelir com uma força igual a 0, 1N. Nessas condições, assinale a alternativa que corresponde aos valores das cargas Q1 e Q2. respectivamente. (a) +25µC e −10µC (b) +30µC e −10µC (c) +25µC e −15µC (d) +10µC e −30µC (e) +30µC e −15µC Ex. 108 Considere o sistema abaixo O objeto B, esférico, está fixo no espaço e o objeto A, também esférico, é arremessado contra o objeto B com a velocidade de 2m/s. Assinale a alternativa que corresponde à mínima distância alcançada, na situação da figura, entre os centros de A e de B. (a) 60cm (b) 40cm (c) 50cm (d) 30cm (e) 10cm Ex. 109 Duas pequenas esferas estão positivamente carregadas, o valor total das duas cargas é de 50µC. Sabendo que cada esfera é repelida pela outra por uma força eletrostática de módulo igual a lN, quando a distância entre elas é de 2, 0m, qual é a carga de cada esfera? Ex. 110 figura abaixo mostra três pontos alinhados: Em A foi fixada uma carga puntiforme Q = 4µC e em B foi abandonada uma carga q = 1µC, que se desloca espontaneamente. Qual a energia cinética de q ao passar por A? Ex. 111 Duas cargas Q1 e Q2 de 16µC e 36µC, respectivamente, são colocadas no espaço separadas pela distância de 8cm. É então colocada uma terceira carga de 1mC que dista simultaneamente 4cm de Q1 e 6cm de Q2. Assinale a alternativa que corresponde ao módulo da força resultante que age sobre Q3: (a) r 3 2 · 9 · 10−4 (b) r 5 2 · 9 · 104 (c) r 3 2 · 9 · 104 (d) √ 2 · 9 · 10−4 (e) √ 2 · 9 · 10−4


Respostas 1) F = 9, 0 · 10−3N 2) F = 5, 4 · 10−2N, atração 3) 3, 0µC 4) Q = ±1, 0µC 5) +8, 0µC ou −8, 0µC 6) a) F = KQq d 2 e F ′ = KQq 6d 2 , b) F ′ = F/6 7) 9F 8) F 9) a)FBC = 8, 0N, b) FAC = 2, 0N, c) Fresultante = 10N 10) a) 3, 0 · 103N, b) 1, 0 · 103N 11) a)F 2 , b) F √ 2 12) AC = 1cm 13) a) Q < 0, b)q = −4Q 14) x = d 4 15) +2, 0µC e −2, 0µC 16) a) superior, b) 9, 0cm, c) estável 17) Fresultante = 6, 0 · 10−5N 18) a) , b) 9 = −2 √ 2Q 19) A 20) B 21) E 22) C 23) C 24) A 44) B 45) A 46) A 64) a) Q ≈ 6 · 10−8C b) T ≈ 0, 1N 65) q = Q/2 66) C 68) Q1 = 9 · 10−4C e Q2 = −3 · 10−4C ou Q2 = 9 · 10−4C e Q1 = −3 · 10−4C 69) Apositiva B- neutra C- positiva 70) a) , b) c) d) 71) E 72) 4, 0cm 73) Q = 5 · 10−5C 74) A 75) impossível 85) F = 120N 86) 40 87) a) x = 134cm, b)sim 88) cotg3α 89) α = 60 91) m = 7, 84g 92) xn = 3 s K · q 2 · L 2 (2n−1) · m · g 93) q ≈ 3, 5 · 10−3C 94) q1 = √ 3 · q2 95) F = 0, 4 √ 6N 96) a) m = h · Q · q · k · −1 (h 2 + R2 ) −3/2 , b) Vmáx = R · (g/h) 1/2 97) q = +729


História I Aula 2 Ex. 1 (FGV 2017) O que queremos destacar com isso é que o tráfico atlântico tendia a reforçar a natureza mercantil da sociedade colonial: apesar das intenções aristocráticas da nobreza da terra, as fortunas senhoriais podiam ser feitas e desfeitas facilmente. Ao mesmo tempo, observa-se a ascensão dos grandes negociantes coloniais, fornecedores de créditos e escravos à agricultura de exportação e às demais atividades econômicas. Na Bahia, desde o final do século XVII, e no Rio de Janeiro, desde pelo menos o início do século XVIII, o tráfico atlântico de escravos passou a ser controlado pelas comunidades mercantis locais [...]. FRAGOSO, João et al. A economia colonial brasileira (séculos XVI-XIX), 1998. O texto permite inferir que (a) o tráfico atlântico de escravos prejudicou a economia colonial brasileira porque uma enorme quantidade de capitais, oriunda da produção agroindustrial, era remetida para a África e para Portugal (b) as transações comercias envolvendo a África e a América portuguesa deveriam, necessariamente, passar pelas instâncias governamentais da metrópole, condição típica do sistema colonial (c) a monopolização do tráfico negreiro nas mãos de comerciantes encareceu essa mão de obra e atrasou o desenvolvimento das atividades manufatureiras nas regiões mais ricas da América portuguesa. (d) as rivalidades econômicas e políticas entre fidalgos e burgueses, no espaço colonial, impediram o crescimento mais acelerado da produção de outras mercadorias além do açúcar e do tabaco. (e) nem todos os fluxos econômicos, durante o processo de colonização portuguesa na América, eram controlados pela Coroa portuguesa, revelando uma certa autonomia das elites coloniais em relação à burguesia metropolitana. Ex. 2 (Unicamp) O trecho a seguir foi adaptado de “Roteiro do Maranhão a Goiaz”, um escrito anônimo de 1780: As colônias são estabelecidas para a utilidade da metrópole. Os habitantes da colônia devem ocupar-se em cultivar e adquirir as produções naturais, ou matérias-primas, que serão exportadas para a metrópole, a qual não só irá se servir delas, mas, aperfeiçoando-as, poderá também tirar das colônias o preço da mão de obra e comercializar o supérfluo com as nações estrangeiras. a) Caracterize as funções das colônias do ponto de vista das metrópoles. b) De acordo com o texto, como as metrópoles utilizavam a produção colonial? c) Descreva, a partir do texto, o processo de obtenção do lucro pelas metrópoles. Ex. 3 (FGV) Durante a época Moderna, o sistema de plantation: (a) propagou se pela Europa Ocidental e caracterizou se pela pequena exploração agrícola, pelo trabalho assalariado e pela produção em pequena escala de gêneros alimentícios (b) disseminou-se pelo continente africano e caracterizava se pela prática do escambo entre os conquistadores europeus e as tribos nativas. (c) instalou-se no continente americano e tinha como características o latifúndio, a escravidão e a produção em larga escala de matérias-primas e gêneros tropicais (d) foi uma particularidade da América de colonização ibérica e caracterizava-se pela grande propriedade agrícola, escravidão e produção de manufaturados. (e) foi uma especificidade da América anglo-saxã e tinha como características a pequena propriedade, o trabalho familiar e o desenvolvimento do mercado interno colonial. Ex. 4 (FGV) Desdobramento da expansão comercial e marítima dos tempos modernos, a colonização significava a produção de mercadorias para a Europa, naquelas áreas descobertas em que as atividades econômicas dos povos primitivos não ofereciam a possibilidade de se engajarem em relações mercantis vantajosas aos caminhos do desenvolvimento capitalista europeu. Assim, passava-se da simples comercialização de produtos já encontrados em produção organizada, para a produção de mercadorias para o comércio. Fernando Novais. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial, p 73 Neste texto, o autor descreve: (a) a integração de áreas do território americano ao mercado europeu, a partir do século XVI. (b) as relações econômicas entre a Europa Ocidental e a Europa do Leste, no século XVI, quando prevaleceu o capitalismo comercial. (c) as diferenças entre a colonização da América e a da África. (d) a organização, na Ásia, do Antigo Sistema Colonial. (e) a incorporação dos povos indígenas ao capitalismo europeu Ex. 5 (Famerp 2019) A base comum das ideias mercantilistas consiste na atuação de dois novos fatores: os Estados modernos nacionais, ou seja, as monarquias absolutas, e os efeitos de toda ordem provocados pelas grandes navegações e descobrimentos sobre a vida das sociedades europeias Francisco Falcon. Mercantilismo e transição, 1986. Adaptado. Os dois fatores mencionados no texto expressam-se, respectivamente, (a) no intervencionismo econômico dos Estados modernos e no aumento dos metais nobres entesourados. (b) na redução significativa do comércio interno europeu e na colonização da América e da África.


(c) no desenvolvimento de teorias voltadas à defesa do livre comércio e na política de degredo de en carcerados. (d) na difusão das ideias sociais libertárias e no aperfeiçoamento dos instrumentos e das técnicas de navegação. (e) no controle político burguês dos Estados modernos e no surgimento de órgãos regradores do comércio internacional Ex. 6 (UFBA) Leia as afirmações a seguir e assinale a alternativa correta. [ ] Os senhores poucos, os escravos muitos; os senhores rompendo galas, os escravos despidos e nus; os senhores banqueteando, os escravos perecendo a fome; os senhores nadando em ouro e prata, os escravos carregados de ferros; os senhores tratando-se como brutos, os escravos adorando-os e temendoos como deuses; os senhores em pé apontando para açoite, como estátua da soberba e da tirania; os escravos prostrados com as mãos atadas atrás, como imagem vilíssima da servidão e espetáculos da extrema miséria Oh Deus! Quantas graças devemos à Fé que nos destes, [...] para que à vista destas desigualdades reconheçamos com tudo vossa justiça e providência! [ ] Vieira apud Avancini, p. 46. Com base no sermão do Padre Vieira, pode-se inferir: I a posição do jesuíta referente à escravidão reflete o pensamento da Igreja Católica no período Colonial. II as denúncias da Igreja se limitavam ao repúdio, às torturas e aos maus tratos, não havendo, porém, questionamento da escravidão enquanto instituição. III as desigualdades terrenas são reconhecidas no discurso do jesuíta, que elege como espaço de julgamento o fórum divino. IV a dominação colonialista se fazia pelo poder econômico, jurídico, político e ideológico sobre a classe trabalhadora escravizada. V o negro ingressou na sociedade brasileira como cultura dominada, e as marcas da escravidão persistem no Brasil de hoje. (a) Apenas I e II são corretas. (b) Apenas II e IV são corretas. (c) Apenas I, III e V são corretas. (d) Apenas I, III, IV e V são corretas. (e) Apenas II, III, IV e V são corretas Ex. 7 (EsPCEx/Aman 2017) As relações entre a metrópole e a colônia foram regidas pelo chamado pacto colonial, sendo este aspecto uma das principais características do estabelecimento de um sistema de exploração mercantil implementado pelas nações europeias com relação à América Com relação ao Brasil, do que constava este pacto? (a) As colônias só poderiam produzir artigos manufaturados. (b) A produção agrícola seria destinada, exclusivamente, à subsistência da colônia. (c) A produção da colônia seria restrita ao que a metrópole não tivesse condições de produzir (d) A colônia poderia comercializar a produção que excedesse às necessidades da metrópole (e) Portugal permitiria a produção de artigos manufaturados pela colônia, desde que a matéria-prima fosse adquirida da metrópole. Ex. 8 (FGV-SP 2018) Examinada, pois, nesse contexto, a colonização do Novo Mundo na Época Moderna apresenta-se como peça de um sistema, instrumento da acumulação primitiva da época do capitalismo mercantil (...) Completa-se, entrementes, a conotação do sentido profundo da colonização: comercial e capitalista, isto é, elemento constitutivo no processo de formação do capitalismo moderno. NOVAIS, F. A. Portugal e Brasil na crise do Antigo Sistema Colonial (1777- 1808). 7a ed., São Paulo: Editora Hucitec, 2001, p. 70. A respeito da colonização da América, é correto afirmar: (a) Estabeleceu-se com o propósito de reproduzir as características sociais, econômicas e culturais da Europa, onde transcorria o processo de instauração do capitalismo. (b) a crise do sistema feudal e permitiu a implementação de relações sociais capitalistas nas vilas e povoados do continente americano. (c) Garantiu o fluxo de riquezas para os Estados europeus decorrente da produção colonial, da extração de metais e pedras preciosas e da comercialização de africanos escravizados. (d) Foi semelhante a outros modelos de colonização ocorridos em outros períodos, como as colônias estabelecidas ao longo do Mediterrâneo por gregos e romanos na Antiguidade (e) Teve suas práticas e ideias econômicas alicerçadas nas doutrinas liberais responsáveis pela introdução e desenvolvimento do mercado mundial no início da Época Moderna. Ex. 9 (UFF) As colônias não passam de estabelecimentos de comércio. (Choiseul, ministro das colônias da França, 1765.) Marque a opção que explica melhor a frase anterior (a) Segundo a visão mercantilista, a colonização era enfocada, principalmente, a partir dos interesses comerciais metropolitanos. (b) O ministro francês quis ressaltar com sua frase que a colonização mercantilista foi de todo entregue ao comércio privado a seus estabelecimentos. (c) A colonização mercantilista moderna ignorava a produção para concentrar se só nas trocas e no lucro comercial (d) Nas colônias dos Tempos Modernos, segundo Choiseul, o governo metropolitano desejava que os comerciantes, não os produtores, tivessem os principais postos de mando (e) Choiseul representava os interesses dos comerciantes atacadistas franceses, daí ressaltar o caráter central do comércio na colonização da época


Ex. 10 (UPF 2017) Entende-se por mercantilismo o conjunto de ideias e práticas econômicas dominantes na Europa entre os séculos XV e XVII. Seu período de dominação corresponde à fase de transição do feudalismo para o capitalismo e ficou marcado pela intervenção estatal na economia, caracterizado: (a) Pela limitação das atividades das companhias comerciais privadas, em função dos privilégios concedidos às empresas estatais. (b) Pela preocupação com o enriquecimento da burguesia em detrimento da nobreza feudal, garantindo a aliança de burgueses de vários países. (c) Pelo monopólio metropolitano sobre as colônias da América, o qual passou a estimular as disputas entre as grandes empresas comerciais de propriedade da burguesia (d) Pelas teorias metalistas, que, ao defender práticas protecionistas, promoveram grande rivalidade entre as nações europeias. (e) Pelo controle exclusivo externo, em contraposição à livre concorrência interna, tanto nas áreas coloniais quanto nas metropolitanas. Ex. 11 (Unicamp 2016) Os estudos históricos por muito tempo explicaram as relações entre Portugal e Brasil por meio da noção de pacto colonial ou exclusivo comercial. Sobre esse conceito, é correto afirmar que: (a) Trata-se de uma característica central do sistema colonial moderno e um elemento constitutivo das práticas mercantilistas do Antigo Regime, que considera fundamental a dinâmica interna da economia colonial (b) Definia-se por um sistema baseado em dois polos: um centro de decisão, a metrópole, e outro subordinado, a colônia. Esta submetia-se à primeira através de uma série de mecanismos político-institucionais. (c) Em mais de uma ocasião, os colonos reclamaram e foram insubordinados diante do pacto colonial, ao exigirem sua presença e atuação nas Cortes dos reis ou ao pedirem a presença do Marquês de Pombal na colônia. (d) A noção de pacto colonial é um projeto embrionário de Estado que acomodava as tensões surgidas entre os interesses metropolitanos e coloniais, ao privilegiar as experiências do “viver em colônia”. Ex. 12 (UFU 2019 A colonização brasileira tomou o aspecto de uma vasta empresa comercial que, apesar de ser mais complexa que o sistema de feitorias, manteve o mesmo caráter que essa, explorando os recursos naturais em proveito do comércio europeu. [...] Esse sentido da colonização explicará a formação e a evolução histórica dos trópicos americanos. PRADO Júnior, Caio História Econômica do Brasil São Paulo: Brasiliense, 1962. p. 22 23. (Adaptado) De acordo com a teoria apresentada, o modelo colonizador implementado no Brasil apresentava as seguintes características, EXCETO, (a) a proibição da instalação de manufaturas na colônia do Brasil, o que garantia à burguesia mercantil metropolitana a venda de mercadorias produzidas na Europa com altas margens de lucro. (b) um sistema de agricultura baseado na policultura voltada para a exportação e financiada, sobretudo, por investimentos externos. Esse modelo ajudou a inviabilizar a formação de pequenas e de médias propriedades. (c) a organização da produção em larga escala, por meio de uma estrutura latifundiária, com uso de mão de obra escrava, sobretudo, de origem africana. (d) o chamado “exclusivo comercial”, o que garantia aos grandes comerciantes e à coroa portuguesa a apropriação da maior parte da renda gerada na colônia Ex. 13 (UFRGS 2016) Leia o segmento a seguir Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial. ALENCASTRO, L. F. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico sul São Paulo: Companhia das Letras, 2000 p. 9 Considerando a história brasileira, assinale a alternativa correta (a) A realidade territorial do Brasil foi definida exclusivamente em tratados diplomáticos, estabelecidos durante os conflitos entre Portugal e Espanha. (b) A compreensão da história brasileira exige o entendi mento das relações sociais e econômicas, mantidas pelos colonos com a África e com a Europa. (c) A história da formação do Brasil é independente da relação comercial entre as diversas regiões do território brasileiro. (d) A ocupação da zona litorânea e a do interior do Brasil foram simultâneas (e) O território do Brasil colonial é desimportante para o estudo da história brasileira. Ex. 14 (Uerj 2017) Na pintura religiosa renascentista, o índio, uma vez submetido aos valores cristãos, tornou-se humanizado. O pintor holandês Albert Eckhout representou essa ruptura conceitual na sua obra: nos quadros que retratam os índios Tupis e Tapuias, os índios “aliados” eram pacíficos, trabalhadores, tinham família, andavam vestidos (foram “domesticados”), estavam acessíveis ao trabalho cotidiano, enquanto os índios “bravos” (bárbaros) eram antropófagos que andavam nus, carregando despojos esquartejados como alimentação, e guerreavam os colonizadores FREIRE, C.; OLIVEIRA, J. P. A presença indígena na formação do Brasil.Brasília: MEC LACED/Museu Nacional, 2006 (Adapt.).


Os retratos de indígenas acima revelam algumas das intenções por parte dos agentes da colonização, como a Coroa, a Igreja e os colonos, diante das populações nativas na América Portuguesa no século XVII Considerando as imagens e o texto, aponte um objetivo econômico dos colonizadores que explique a forma pela qual os aliados Tupis foram retratados. Em seguida, cite uma forma de resistência indígena à colonização que justifique a representação atribuída aos Tapuias. Ex. 15 (UFPR 2018) [ ] O quilombo aparecia onde quer que a escravidão surgisse. Não era simples manifestação tópica. Muitas vezes, surpreende pela capacidade de organização, pela resistência que oferece; destruído parcialmente dezenas de vezes e novamente aparecendo, em outros locais, plantando a sua roça, constituindo suas casas, reorganizando a sua vida social e estabelecendo novos sistemas de defesa. O quilombo não foi, portanto, apenas um fenômeno esporádico Constituíase em fato normal dentro da sociedade escravista. Era reação organizada de combate a uma forma de trabalho contra a qual se voltava o próprio sujeito que a sustentava. MOURA, Clóvis. Rebeliões da Senzala Editora Conquista, Rio de Janeiro, 1972, p. 87. A respeito da história dos quilombos no Brasil, considere as seguintes afirmativas: 1. Foi uma forma de organização dos escravos libertos, que não encontraram lugar na sociedade brasileira pósabolição. 2. O quilombo marcou sua presença durante todo o período escravista, existindo praticamente em toda a extensão do território nacional. 3. Sua estrutura social respondia a uma lógica particularmente militar, que visava desestabilizar a estrutura social dos senhores de escravos. 4. A quilombolagem se constituiu na unidade básica de resistência, fruto das contradições estruturais do sistema escravista, e sua dinâmica refletia a negação desse sistema. Assinale a alternativa correta. (a) Somente as afirmativas 1 e 4 são verdadeiras. (b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras. (c) Somente as afirmativas 2 e 4 são verdadeiras. (d) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. (e) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. Ex. 16 (FGV) Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles não é possível fazer, conservar e aumentar a fazenda, nem ter engenho corrente. A J Antonil Cultura e opulência do Brasil Belo Horizonte: Itatiaia, 1982. p. 89. Assinale a alternativa correta. (a) A escravização dos negros africanos permitiu que os índios deixassem de ser escravizados durante o período Colonial. (b) O trabalho manual era visto como degradante pelos senhores brancos, e a escravidão, uma forma de lhes garantir uma vida honrada no continente americano. (c) Apesar dos vultosos lucros obtidos com o tráfico, a adoção da escravidão de africanos explica se pela melhor adequação dos negros à rotina do trabalho colonial. (d) Extremamente difundida na Região Nordeste, a escravidão teve um papel secundário e marginal na exploração das minas de metais e pedras preciosas no interior do Brasil. (e) Diante das condições de vida dos escravos, os jesuítas criticaram duramente a escravidão dos negros africanos, o que provocou diversos conflitos no período Colonial. Ex. 17 (Unifesp) Sobre os quilombos, é correto afirmar que: (a) desapareceram depois da terrível repressão que se abateu sobre Palmares no final do século XVII. (b) sobreviveram a todas as repressões, porque sempre contaram com ajuda externa dos pobres livres. (c) formaram-se em grande número, pequenos e grandes, durante toda a história da escravidão brasileira. (d) foram tolerados pelas autoridades, porque, ao se isolarem em lugares inacessíveis, não ameaçavam a sociedade (e) ficaram confinados às zonas produtoras de açúcar, tabaco e cacau do Nordeste, durante o período Colonial. Ex. 18 (UEL) Leia o texto a seguir. Oh se a gente preta tirada das brenhas da sua Etiópia, e passada ao Brasil, conhecera bem quanto deve a Deus e à sua Santíssima Mãe por este que pode parecer desterro, cativeiro e desgraça e não é senão milagre e grande milagre! Antônio Vieira, 1633 As palavras do Padre Vieira representam as inquietações e hesitações de autoridades régias, eclesiásticas e de colonos frente à mais emblemática rebelião de quilombos coloniais, o quilombo de Palmares o “Estado Negro” encravado no Brasil escravista. Sobre o tema, é correto afirmar que: (a) no Brasil, as comunidades remanescentes dos quilombos foram aniquiladas e com elas também a tradição oral dos povos africanos (b) Vieira e outros jesuítas justificaram e defenderam a escravidão dos negros, combinando a ideia de missão com a de ordem escravista. (c) as tropas locais, instruídas pelos jesuítas, negociaram pacificamente a rendição dos mocambos da Serra da Barriga. (d) o insucesso das diversas expedições contra Palmares não alterou a política de prevenção contra fugas e ajuntamentos de fugitivos.


(e) a palavra “milagre” usada por Vieira significa o triunfo da libertação dos negros do cativeiro. Leia o texto e observe o mapa para responder às questões 19 e 20 Nem existia Brasil no começo dessa história. Existiam o Peru e o México, no contexto pré-colombiano, mas Argentina, Brasil, Chile, Estados Unidos, Canadá, não. No que seria o Brasil, havia gente no Norte, no Rio, depois no Sul, mas toda essa gente tinha pouca relação entre si até meados do século XVIII. E há aí a questão da navegação marítima, torna-se importante aprender bem história marítima, que é ligada à geografia. [...] Essa compreensão me deu muita liberdade para ver as relações que Rio, Pernambuco e Bahia tinham com Luanda Depois a Bahia tem muito mais relação com o antigo Daomé, hoje Benin, na Costa da Mina. Isso formava um todo, muito mais do que o Brasil ou a América portuguesa [ ] Nunca os missionários entraram na briga para saber se o africano havia sido ilegalmente escravizado ou não, mas a escravidão indígena foi embargada pelos missionários desde o começo, e isso também é um pouco interesse dos negreiros, ou seja, que a escravidão africana predomine. [ ] A escravização tem dois processos: o primeiro é a despersonalização, e o segundo é a dessocialização. Ex. 19 (Unesp 2020 (Adapt.)) O texto estabelece a formação do Brasil a partir da navegação marítima, o que implica reconhecer a importância (a) da imposição de uma lógica global de comércio e da dissolução das fronteiras entre os territórios colonizados na América. (b) do domínio colonial de Portugal sobre o litoral africano e da intermediação espanhola no tráfico escravagista (c) do controle das rotas marítimas por navegadores italianos e da conformação do conceito geográfico de Ocidente. (d) da constituição do espaço geográfico do Atlântico Sul e da relação estabelecida entre os continentes americano e africano. e do surgimento do tráfico de africanos escravizados (e) das relações comerciais do Brasil com a América espanhola. Ex. 20 (Unesp 2020 (Adapt.)) A “despersonalização” e a “dessocialização” dos escravizados podem ser associadas, respectivamente, (a) ao fato de que os escravos eram identificados por números marcados a ferro e à interdição do contato entre os cativos e seus senhores. (b) à noção do escravo como mercadoria e ao fato de que os africanos eram extraídos de sua comunidade de origem. (c) à noção do escravo como tolerante ao trabalho compulsório e ao fato de que ele era proibido de fazer amizades ou constituir família. (d) ao fato de que os escravos eram etnologicamente indistintos e à proibição de realização de festas e cultos. (e) à noção do escravo como desconhecedor do território colonial e ao fato de que ele não era reconhecido como brasileiro. Ex. 21 (PUC-SP) Leia o texto a seguir O que o canavial sim aprende do mar: o avançar em linha rasteira da onda; o espraiar-se minucioso, de líquido. alagando cova a cova onde se alonga O que o canavial não aprende do mar: o desmedido do derramar-se da cana; o comedimento do latifúndio do mar, que menos lastradamente se derrama. João Cabral de Melo Neto. “O mar e o canavial”, In: A educação pela pedra Antologia poética. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1999. João Cabral, recifense, relacionou, no fragmento do poema acima, mar e canavial. A associação considera semelhanças e diferenças entre eles e pode ser compreendida, se considerarmos que: (a) “o avançar em linha rasteira” do canavial é uma menção à expansão da produção açucareira na Região Nordeste e especialmente no Estado de Pernambuco iniciada no período Colonial e encerrada no Império. (b) o mar e as praias de Pernambuco sempre foram, ao lado da cana, as únicas fontes de riqueza da Região Nordeste, desde o período Colonial até os dias de hoje. (c) “o desmedido do derramar-se da cana” é uma referência crítica à organização da produção açucareira em latifúndios, unidades produtoras de grande porte. (d) as lavouras de cana sempre estiveram localizadas no interior de Pernambuco, distantes do litoral, e a relação com o mar é para mostrar a totalidade geográfica do Estado (e) “alagando cova a cova onde se alonga” é uma sugestão de que o plantio da cana, assim como o mar, provocou, ao longo de sua história, muitas mortes Ex. 22 (Fuvest) Leia o texto: No seu conjunto, e vista no plano mundial e internacional, a colonização dos trópicos toma o aspecto de uma vasta empresa comercial... destinada a explorar os recursos naturais de um território virgem em proveito do comércio europeu. É este o verdadeiro sentido da colonização tropical, de que o


Brasil é uma das resultantes; e ele explicará os elementos fundamentais, tanto no social como no econômico, da formação e evolução dos trópicos americanos Caio Prado Jr. História econômica do Brasil. Com base no texto e em seus conhecimentos, podemos afirmar que o autor: (a) indica que as estruturas econômicas não condicionam a vontade soberana dos homens. (b) demonstra a autonomia existente entre as esferas social e econômica. (c) dá ao Brasil uma especificidade dentro do contexto de colonização dos trópicos. (d) propõe uma interpretação econômica da colonização do Brasil, acentuando seu sentido mercantil (e) confere ao sentido da colonização uma relativa autonomia em relação ao mercado internacional Ex. 23 (UFJF 2020) Analise a imagem: Com um passado colonial marcado pela apropriação de terras, escravidão e extermínio de populações indígenas, como a imagem acima demonstra, o Brasil só conseguiu eleger uma mulher indígena para o cargo de deputada federal em 2019. Joêmia Batista de Carvalho (Rede-RR) conhecida como Joêmia Wapichana foi eleita com mais de 8 mil votos. Neste mesmo ano, o governo federal ameaçou destituir a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) da função de demarcar as terras indígenas, prometendo ainda reverter algumas terras já demarcadas, argumentando que a manutenção delas nas mãos dos povos indígenas atrapalha a exploração de minério. Em resposta, a deputada federal Joêmia Wapichana, esclareceu: “Para os povos indígenas, a riqueza é quando você tem saúde, terra para viver sem ameaças, estar num clima tranquilo, ter alimentação saudável para a família, ter terra demarcada, uma cultura preservada, uma coletividade respeitada. Os valores que ele tem são o da cobiça, que vem justamente trazer esse choque da exploração. Ele preza tanto o valor da família, deveria ver o lado indígena também. O valor espiritual é uma riqueza também. Todo mundo só vê a exploração mineral como a riqueza que pode trazer, nunca vê o prejuízo: a divisão, a violência, a influência externa do alcoolismo, a perda da cultura”. https://jornalggn.com.br/direitos-humanos/ somos-os-principais-guardioes da-fronteira-diz deputada-indigena/ a) Com base na imagem e na fala da deputada, identifique duas características que definem o contato entre indígenas e portugueses no início da colonização. b) A partir da fala da deputada, diferencie as posições políticas em relação à posse da terra atualmente. Ex. 24 (Unifesp) Não são raros [no período colonial] os casos como o de um Bernardo Vieira de Melo, que, suspeitando a nora de adultério, condena-a à morte em conselho de família e manda executar a sentença, sem que a Justiça dê um único passo no sentido de impedir o homicídio ou de castigar o culpado... Sérgio Buarque de Holanda Raízes do Brasil. O texto demonstra: (a) a ineficácia das instituições judiciárias. (b) a insegurança dos grandes proprietários. (c) a força imensa, mas legal, do pátrio poder. (d) a intolerância com os crimes de ordem sexual. (e) a gestão coletiva do poder no interior da família. Ex. 25 (UEM 2018) Sobre a sociedade que se construiu em torno da produção de açúcar na América portuguesa, assinale a(s) alternativa(s) correta(s). 01 O termo engenho se referia ao local em que se produzia o açúcar, com suas moendas, fornalhas e casas de purgar, bem como às demais instalações e construções que o cercavam, como as moradias, a casa grande e a senzala, a Igreja e os canaviais. 02 Na sociedade açucareira havia grande dinamismo e mobilidade social. Essa mobilidade permitia a ascensão social dos escravos, que decorria da importância de seus conhecimentos sobre o processo produtivo, pois as funções que desempenhavam requeriam sólidos conhecimentos técnicos. 04 Além dos trapiches, engenhos movidos por tração animal e com uma capacidade produtiva menor, havia também os engenhos reais, movidos por rodas d’água e com uma maior capacidade produtiva 08 Essa sociedade foi classificada como patriarcal, pois era centrada no poder do patriarca, que era ao mesmo tempo dono da terra, autoridade local e senhor dos destinos dos seus dependentes (empregados, parentes, agregados e escravos). 16 De forma distinta de outras regiões da América portuguesa, na sociedade que se organizou em torno da produção de açúcar nunca foram utilizados escravos nativos, isto é, os índios. Soma: Ex. 26 (Famerp 2018) A Bahia é cidade d’El-Rei, e a corte do Brasil; nela residem os Srs. Bispo, Governador, OuvidorGeral, com outros oficiais e justiça de Sua Majestade; [...].


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