“HOJE OPERAMOS OS SISTEMAS “As decisões são muito difíceis
PRODUTORES COM MAIS quando é preciso optar por
TRANQUILIDADE DO QUE HÁ SETE ANOS. uma ou outra ação, sendo as
NOSSO MONITORAMENTO ESTÁ MAIS duas importantes para o sistema.
PRECISO. OS ÚLTIMOS MESES FORAM Só havia recurso financeiro
SECOS DEMAIS. SE PASSARMOS para uma estratégia naquele
DE OUTUBRO COM UM NÍVEL TÃO BAIXO momento, logo após a crise.
DE CHUVA, CORREMOS SÉRIO RISCO Em vez de despoluirmos os rios
DE ALGO SEMELHANTE A 2014 NO Tietê e Pinheiros, optamos por
INÍCIO DE 2021. trazer água de qualidade de
MAS TEMOS MAIOR longe, aumentando rapidamente
RESILIÊNCIA PARA LIDAR a segurança hídrica. São Paulo
COM O CENÁRIO” está preparada para a repetição
desse fenômeno extremo”
Marco Antonio Lopez Barros,
superintendente da Unidade de Produção de Jerson Kelman, especialista com ph.D.
Água da Diretoria Metropolitana da Sabesp
em Hidrologia e presidente da Sabesp
entre 2015 e 2018
A crise hídrica acelerou a execução
de obras, a reservação dos sistemas
produtores da RMSP já está boa. Temos
mais uma questão de distribuição, de
condução da água tratada. Devemos
avaliar para onde a população cresce e
reforçar a flexibilidade. Já fizemos muita
integração de adutora que hoje pode
reverter o fluxo sem problemas, para
desviar a água na direção necessária”
Paulo Massato, diretor metropolitano da Sabesp
101
5. FOTO: DIVULGAÇÃO SABESP
Principais planos E se a contingência
e instrumentos não é climática, mas
de contingência da sanitária?
Unidade de Produção
de Água da Sabesp Recentemente, com a pandemia do novo
coronavírus, a Sabesp também precisou
H PLANO DE CONTINGÊNCIA DO SIM criar mecanismos para se adaptar à nova
Norteia as ações das equipes de operação e realidade. Algumas decisões na forma de
manutenção para solucionar ocorrências no SIM (2011) os colaboradores trabalharem seguiram
as regras de outras empresas, como home
H CRISE HÍDRICA – ESTRATÉGIAS E SOLUÇÕES office e turnos escalonados de trabalho
DA SABESP PARA A RMSP / CHESS 2015 para as equipes de operação, respeitando
Registra as estratégias e principais ações de as orientações de segurança. A empresa
contingência realizadas pela companhia para descentralizou as atividades de call cen-
enfrentar a crise hídrica em 2014/2015 (2015) ters e disponibilizou computadores para
que os atendentes seguissem prestando
H FLUXO DE INFORMAÇÕES SOBRE os serviços de casa.
A QUALIDADE DA ÁGUA BRUTA DO SIM
Direciona a conduta básica para apurar
e comunicar anomalias na qualidade
do recurso natural do SIM (2017)
H PLANO DE CONTINGÊNCIA GERAL PARA EVENTOS
EXTRAORDINÁRIOS DE ESCASSEZ DE RECURSOS
HÍDRICOS NA DIRETORIA METROPOLITANA
Indica as ações para minimizar os impactos de eventos
atípicos associados à escassez de água (2018)
H PLANO DE CONTINGÊNCIA GERAL PARA
ACIDENTES E INCIDENTES EM ESTRUTURAS E
EQUIPAMENTOS DE OPERAÇÃO DE RECURSOS
HÍDRICOS
Orienta sobre as ações básicas a fim de minimizar
os efeitos decorrentes de acidentes ou incidentes
em estruturas e equipamentos de operação (2018)
H PLANO DE CONTINGÊNCIA GERAL PARA
SITUAÇÕES DE RISCO À SEGURANÇA
OPERACIONAL DE BARRAGENS E ESTRUTURAS
HIDRÁULICAS QUE ABASTECEM A RMSP
Sintetiza todos os planos de ação emergencial
(PAE) e o Plano de Contingência para Cheias,
estabelecendo ações diante de anomalias que
representem risco à segurança operacional
de barragens e estruturas hidráulicas (2018)
102
Durante a pandemia do
novo coronavírus, córregos
como este, que deságua no
Rio Pinheiros, evidenciavam
a urgência de atuar na
melhoria das conexões
de água tratada e também
na coleta de esgoto.
“Quanto à produção de água, o isolamen- estrutura tarifária deverá ser repensada, pois
to na pandemia não mudou o volume de atualmente a tarifa residencial é menor que
consumo. Continuamos a tratar e entregar a comercial. Se não reavaliarmos diante da
o mesmo volume de água para a rede de nova realidade, teremos um desequilíbrio
adução, mas o que alterou foi a curva de econômico-financeiro”, alerta Paulo Mas-
consumo residencial. Antes, havia um pico sato, diretor metropolitano da Sabesp.
de final da tarde porque as pessoas voltavam
para casa depois do trabalho. A curva atual E o atual presidente da companhia, Be-
está mais plana. E o volume de consumo nas nedito Braga, completa a análise sobre o
empresas e no comércio se deslocou para as saneamento no cenário pandêmico na RMSP:
residências”, afirma André Góis, gerente das “Notadamente, numa situação especial como
estações de tratamento que atendem à RMSP. esta, fica mais evidente ao cidadão comum a
importância da segurança hídrica. Se aliamos
Essa alteração reflete rapidamente na ar- uma oferta resiliente ao consumo consciente
recadação da companhia. “O gasto com água da população, conseguimos um equilíbrio que
em casa vai subir, já que muita gente seguirá pode se reverter em mais investimentos para,
no formato home office. Pós-pandemia, a por exemplo, a universalização do esgoto”.
103
5. nas pessoas. Ao explicar a situação crítica,
havia entendimento por parte delas. Na
Consumidor mais criação do PURA também já tínhamos nos
consciente aproximado de fabricantes de equipamentos
e acessórios economizadores de água, para
O crescimento da população é um dos estimular uma produção acessível a todos.
fatores que pressionam os sistemas de re- Isso funcionou bem”, revela Massato.
cursos hídricos. E os números da Região
Metropolitana tornam essa influência ainda Nos bastidores, três frentes de atuação
mais relevante. De acordo com os censos voltadas para os bolsos dos consumidores
do Instituto Brasileiro de Geografia e Esta- surtiram efeito bastante positivo no período
tística (IBGE), a RMSP tinha 15,4 milhões de de crise. Em uma delas, havia o bônus –
habitantes em 1990. Na virada do século, já quem reduzisse o consumo de água em
existiam 17,9 milhões de moradores e, em 20%, comparado a uma média entre feve-
2010, os 39 municípios acomodavam 19,6 reiro de 2013 e janeiro de 2014, ganhava
milhões. A estimativa da população em 2019 desconto na conta e valia para todos os
é de 21,7 milhões. tipos de cliente. A adesão foi excelente: 82%
dos clientes da RMSP receberam o descon-
Com essa quantidade de gente, a atenção to. Outra solução que entrou em vigor no
deve se voltar também à educação ambien- início de 2015 foi a tarifa de contingência.
tal. A água é vital, deve ser preservada e con-
sumida com consciência por seus usuários. CONSUMO DIÁRIO PER CAPITA
Medidas de gestão de demanda, rotuladas DOS USUÁRIOS DA RMSP
como não estruturais, precisam acontecer ao
mesmo tempo em que as equipes técnicas FEV/2014...............................162 litros/hab.dia
se desdobram para garantir a oferta de água. MAI/2014...............................141 litros/hab.dia
MAI/2015...............................116 litros/hab.dia
“É importante esclarecer que 85% do MAI/2016...............................123 litros/hab.dia
volume de água produzido pela Sabesp vai MAI/2020..............................128 litros/hab.dia
para as residências. O restante abastece
indústrias, comércios, edifícios corporativos CONSUMO MÉDIO MENSAL
e áreas públicas. Se cada casa desperdiçar POR IMÓVEL DA RMSP
um pouquinho que seja, na soma da Região
Metropolitana o volume é estrondoso. Por- 2013.............................................14 m3/imóvel
tanto sabíamos há muito tempo que esse 2014.............................................13 m3/imóvel
trabalho de conscientização da população 2015...........................................11,4 m3/imóvel
era fundamental”, diz Paulo Massato. Consu- 2016...........................................11,6 m3/imóvel
midores de atitudes sustentáveis contribuem 2019...........................................11,8 m3/imóvel
para mais disponibilidade hídrica. É assim
que funciona numa gestão integrada.
Segundo o diretor metropolitano, a exis-
tência do Programa de Uso Racional da
Água (PURA), criado em 1997, ajudou nas
intensas ações da Sabesp no combate à
crise hídrica de 2014 e 2015. “Nesse período
de escassez severa, muitos hábitos susten-
táveis de consumo já estavam enraizados
104
Aqueles que aumentassem o consumo em Comunicação
até 20% em relação à sua média pagariam transparente
um ônus de 40% sobre o valor da tarifa. Por e acessível
fim, existia a turma isenta de conta de água,
com consumo mensal abaixo de 10 m³ ou O envolvimento das partes interessadas é
enquadrados em tarifa social. condição básica para uma gestão adaptativa
dos recursos hídricos. A melhor maneira
Campanhas nas ruas, escolas, pontos co- de construir a ponte entre as estratégias
merciais e condomínios ensinavam e reforça- e soluções executadas pela Sabesp e seus
vam o uso racional da água e o fenômeno da usuários passa pela tecnologia. Graças a ela,
crise hídrica, com suas consequências se não a companhia disponibiliza informações de
houvesse o engajamento de todos. A Sabesp um jeito descomplicado e de fácil acesso.
estreitou relações com as comunidades, e a
atuação na linha de frente dos colaboradores Canais de comunicação eficientes apro-
da companhia favoreceu o sucesso da mobi- ximam os clientes da atuação da Sabesp,
lização. Provou e vem provando com resul- assim como dos mananciais, que são a fonte
tados positivos que economia de água está da água que eles bebem em suas casas. Ao
intrinsecamente relacionada à mudança de reconhecerem a existência desses recursos e
hábito de seus clientes. Eles saem ganhando suas vulnerabilidades, torna-se mais simples
e os mananciais que os abastecem também. o engajamento. Entre as plataformas digitais
desenvolvidas, destaca-se o Portal dos Ma-
EXEMPLO nanciais, no site da companhia (mananciais.
DE TELAS DO sabesp.com.br). Desde janeiro de 2015, a
APLICATIVO página eletrônica publica diariamente um
MANANCIAIS boletim detalhado com as condições dos
mananciais e seus respectivos índices e in-
RMSP DA dicadores. Quem já mergulhou de vez na era
SABESP dos aplicativos pode baixar o app Sabesp Ma-
nanciais RMSP – há versões
para iOS e Android – para
consultar essas informações.
105
FOTO: ADOBESTOCK / VERNAGLIA5.
Daqui para a frente,
os próximos caminhos
Como já foi dito, a Sabesp sempre atuou com base em planejamen-
tos estratégico, tático e operacional. As imprevisibilidades climáticas
futuras devem estar contempladas nas simulações de cenários. A
tecnologia é uma forte aliada. Com sua evolução seremos capazes de
aprimorar monitoramentos e, por que não, operar à distância ações
que exigem pessoas in loco atualmente.
Apesar de todos os problemas inerentes à Região Metropolitana de
São Paulo, devemos acreditar e trabalhar para que a preservação dos
recursos hídricos seja uma das maneiras de transformar esse conjunto
de cidades numa megametrópole resiliente. A água pode e será o ele-
mento mobilizador para esse processo contínuo de busca por soluções
adaptativas. Pensemos nela como o ouro líquido do século 21. E, num
livre exercício de futurologia, a Sabesp deseja que sua excelência em
gestão evolua ainda mais e que se torne uma referência também no
caminho da resiliência climática em todo o setor de recursos hídricos.
106
FOTO: ADOBESTOCK / TACIO PHILIP FOTO: ADOBESTOCK / TANABAN FOTO: ADOBESTOCK / RENATO ALBERTINI
107 FOTO: ADOBESTOCK / NKT USRBR
108
6.
Um plano
elaborado a
muitas mãos
PROMOVIDO PELA SABESP, UM WEBINAR REALIZADO EM
TRÊS ETAPAS REUNIU MAIS DE 100 ESPECIALISTAS, ENTRE
COLABORADORES, PARCEIROS E REPRESENTANTES
DE OUTRAS ENTIDADES. SAIBA MAIS SOBRE O CONTEÚDO
APRESENTADO NOS ENCONTROS E COMO ESSE EVENTO
INÉDITO RESULTOU NA CONSOLIDAÇÃO DO PLANO DE
ADAPTAÇÃO ÀS VARIAÇÕES CLIMÁTICAS, COM MUITAS
DAS ESTRATÉGIAS JÁ EM ANDAMENTO NA COMPANHIA.
109
6.
C omo colocado no pri- O desafio está em
meiro capítulo, O pla- como construir
neta faz um alerta, as estratégias
nações têm concentra- robustas de
adaptação em
do esforços na gestão um futuro incerto,
num mundo
de riscos globais asso- complexo, com
um padrão de
ciados à água. Nesse cenário, um plano desenvolvimento
econômico
de adaptações é imprescindível. Atenta à disputado
entre diferentes
produção de conhecimento das maiores grupos sociais
entidades internacionais e brasileiras liga- Francisco de Assis de Souza Filho,
das às questões climáticas e ambientais, a pesquisador especializado em riscos
Sabesp optou por incluir um encontro que climáticos para a sustentabilidade
reunisse especialistas no tema a fim de de- hídrica na Universidade Federal do Ceará
bater caminhos e enriquecer as estratégias
adaptativas da companhia.
Um dos conceitos que norteou essa pro-
posta de evento foi o Marco de Respos-
ta Adaptativa, elaborado pela Agência de
Proteção Ambiental dos Estados Unidos
(Environmental Protection Agency – EPA).
Nele, recomenda-se às companhias de sa-
neamento um olhar atento aos seguintes
elementos: conscientização do impacto cli-
mático (Awareness), estratégias de adap-
tação (Adaptation), políticas e programas
governamentais (Policies), estratégias de
mitigação (Mitigation), interesse e apoio
à comunidade (Community) e parcerias
externas (Partnership).
Com a pandemia do coronavírus, o for-
mato tradicional de workshop migrou para
um webinar, conferência online que cresceu
vertiginosamente como ferramenta para a
troca de informações e experiências. “Várias
instituições internacionais propõem métodos
de abordar a gestão adaptativa às mudan-
ças climáticas. Um deles, comum tanto no
cenário europeu como no norte-americano,
é o compartilhamento transversal de conhe-
110
cimento, com a interação multidisciplinar”, Conectividade
diz Guilherme Todt, engenheiro consultor entre planos
da Sabesp, que estruturou o workshop em de seca
parceria com o Departamento de Recur-
sos Hídricos Metropolitanos e deu suporte Esquema geral de estratégias
técnico na elaboração dos documentos de apresentado por Francisco de Assis
desdobramento dessa iniciativa. de Souza Filho, com destaque
para a necessidade de articulações
Essa ação reforça o compromisso da entre os Planos de Bacias (em
empresa em aplicar as melhores estratégias região hidrográfica), Operacionais
resilientes de maneira mais determinante de Seca (em hidrossistemas)
daqui para a frente. Sobre a estrutura do e os da cidade propriamente dito,
webinar, na primeira fase, profissionais da a fim de atender a população.
Sabesp contextualizaram aos participantes
a realidade da operação de abastecimento Estratégia
de água na RMSP e destacaram pontos do Estadual
Plano Diretor de Abastecimento de Água para de Gestão
a região, que trabalha com um horizonte de de Secas
planejamento até 2045.
Plano de Seca
Com a intenção de ampliar repertório, em Região
ainda houve a palestra do professor Francisco Hidrográfica
de Assis de Souza Filho, da Universidade
Federal do Ceará, com larga experiência Plano de
em riscos climáticos para a sustentabilidade Seca em
hídrica. Considerado um nome de peso in- Hidrossistemas
ternacionalmente, o pesquisador enriqueceu
o primeiro dia do evento com conceitos Plano
climáticos, passando pelo planejamento de de Seca
secas, recomendações de elementos obri- nos Usos
gatórios num plano de adaptação e estudos da Água
de caso. “O desafio está em como construir
estratégias robustas de adaptação em um 111
futuro incerto, num mundo complexo, em
transformação e com um padrão de de-
senvolvimento econômico que é objeto de
disputa entre diferentes grupos sociais”, ins-
tiga o palestrante, que na sequência conclui:
“Nesse horizonte temporal, o desafio é mais
de método de planejamento e de tomada
de decisão do que hidrológico-climático”.
6.
Agregamos a visão de vários
atores responsáveis pela gestão
dos recursos hídricos, pois sabemos
que essa é uma tarefa diária
difícil e desafiadora. É nosso
dever fazer o melhor uso da água”
Mara Ramos, gerente do Departamento de Recursos Hídricos Metropolitanos
da Unidade de Produção de Água da Diretoria Metropolitana da Sabesp
A água bruta límpida
em um dos muitos rios
entre Minas Gerais e
São Paulo que alimentam
os mananciais do
Sistema Cantareira.
112
FOTO: TNC / FELIPE FITTIPALDI Um por todos,
todos pela água
Na segunda fase do webinar, 60 participantes
interessados em contribuir para o plano de ações
se reuniram em dois grupos. Ambos trabalharam
baseados na metodologia sugerida pelos organiza-
dores do evento. Ela consistiu em duas etapas. Na
primeira, aconteceram a identificação e avaliação dos
riscos no Sistema Integrado Metropolitano (SIM). As
ameaças levantadas foram categorizadas e receberam
uma pontuação de 0 a 3 para os seguintes aspectos:
exposição, vulnerabilidade, efeitos das mudanças
climáticas, magnitude dos impactos e frequência de
ocorrência (probabilidade). Numa escala de 0 a 15,
o risco da ameaça refere-se à soma dessas notas e é
classificado em baixo (0 a 5 pontos totais), moderado
(6 a 10 pontos totais) ou alto (11 a 15 pontos totais).
Definidas e hierarquizadas as ameaças, os gru-
pos de trabalho partiram para listar as medidas de
adaptação. Com elas, definiram os instrumentos e
estruturas que a Sabesp já possui para dar suporte
às medidas, assim como também indicaram os ho-
rizontes de implementação, as possíveis parcerias
e as recomendações associadas ao monitoramento
dessas medidas.
Ganhava forma ali, a muitas mãos, o plano de
adaptação às variações climáticas. Sua apresentação
foi a terceira etapa do webinar. Duas porta-vozes
sintetizaram com bastante propriedade o material
produzido. Segue o resumo do plano e, na sequên-
cia, a opinião de alguns especialistas envolvidos no
processo do evento.
Vale ressaltar as palavras de encerramento do
evento, feito por Mara Ramos, gerente do Depar-
tamento de Recursos Hídricos Metropolitanos da
Unidade de Produção de Água da Diretoria Metro-
politana da Sabesp: “Sem esse engajamento não
conseguiríamos um resultado tão rico e consistente.
Agregamos a visão de vários atores responsáveis
pela gestão dos recursos hídricos, pois sabemos
que essa é uma tarefa diária difícil e desafiadora. É
nosso dever fazer o melhor uso da água”.
113
6.
A espinha dorsal do plano de adaptação
A seguir são apresentadas as ameaças numa hierarquia de importância,
cada uma delas com o conjunto de medidas adaptativas sugeridas e em andamento
na Sabesp. A identificação dessas medidas evidenciou como a companhia
está bem preparada para enfrentar os impactos nas diferentes frentes de ação.
H GESTÃO DE OFERTA
AMEAÇA 1: diminuição das chuvas
MEDIDAS SUGERIDAS: de água (transposições, água publicitárias sobre o PURA
subterrânea, dessalinização) O P lano Diretor de Abastecimento
O Aumento da capacidade de O Campanhas públicas
reservação com a implementação de conservação de água de Água (PDAA) – 2045
de microrreservatórios/reservatórios O Planos e procedimentos de
MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP:
O O timização das interligações contingências e atuação em
entre sistemas existentes e O Redundância e flexibilidade do SIM: emergências
avaliação de novas interligações água bruta - 40% e água tratada - O Monitoramento Hidrológico
18%, em relação à demanda 2020 do Centro de Controle dos
O Reflorestamento e Mananciais (CCM) através
recuperação da mata ciliar O P rograma Cinturão Verde dos do SSD: radar chuvas, rede
Mananciais Metropolitanos: hidrometeorológica, vazões
O T ratamentos avançados através conservação do patrimônio em 450 afluentes, vazões transposição,
de ultrafiltração nas ETEs km2 e recomposição da mata ciliar vazão transferências entre
reservatórios, vazões descargas
O R acionamento da água como O V eiculação de campanhas
medida rotineira
O P rospecção de fontes distintas
AMEAÇA 2: escassez de água
MEDIDAS SUGERIDAS: O Prospectar clientes para água Aquapolo
de reúso e oferecer o produto O Programa Corporativo de Uso
O P romover campanhas
informativas sobre o trabalho O R eduzir perdas na distribuição Racional da Água – PURA
realizado pela Sabesp O R ecuperar mata ciliar O P rograma Córrego Limpo
O P lanos e procedimentos
O C onscientizar a população sobre MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP:
seu papel no saneamento de contingências e atuação
O Programa Cinturão Verde dos em emergências
O E stabelecer parceria com Mananciais Metropolitanos: O Monitoramento Hidrológico
agricultores e líderes comunitários conservação do patrimônio em 450 do Centro de Controle dos
km2 e recomposição da mata ciliar Mananciais (CCM) através
O P romover campanhas educacionais do SSD: radar chuvas, rede
em escolas sobre o uso racional O Veiculação de campanhas hidrometeorológica, vazões
publicitárias sobre o PURA afluentes, vazões transposição,
O Intensificar campanhas de uso vazão transferências entre
racional da água O Programa Corporativo de reservatórios, vazões descargas
Redução de Perdas de Água
O Promover espaços verdes urbanos
O Coleta de água da chuva O Projetos de Reúso de Água –
para infiltração
114
AMEAÇA 3: poluição hídrica
MEDIDAS SUGERIDAS: unidades de conservação O A mpliação do sistema
de proteção integral de esgotamento sanitário:
O U niversalização da coleta e e de uso sustentável coleta e tratamento de esgoto
tratamento de esgoto O R econhecimento e premiação
de iniciativas modelares sobre O Monitoramento da qualidade
O Criação de grupo de trabalho de poluição hídrica, a exemplo da água e manejo dos recursos
modelagem matemática para de pagamento por serviços hídricos
qualidade da água, tanto para rios ambientais e redução provisória
como para mananciais, de modo de tarifas O G estão do Patrimônio e de
a viabilizar tomada de decisão O Elaboração de mapas de Ativos: formalização de invasão
vulnerabilidade das bacias ou mau uso da propriedade,
O Reflorestamento e preservação (variações climáticas, principalmente em áreas de
no entorno das represas e rios características físicas do solo, recargas e bacias de contribuição
biodiversidade, nível trófico das
O Proteção dos mananciais, águas) O Estação de remoção de
considerando integração com nutrientes Guavirutuba
O Elaboração de mapas
de vulnerabilidade das bacias
(cargas de nutrientes
das bacias de esgotamento)
do SIM
O Planos e procedimentos
de contingências e atuação
em emergências
O Projeto Tietê
O Programa Novo Rio Pinheiros
FOTO: TNC / FELIPE FITTIPALDI MEDIDAS EM ANDAMENTO
FOTOS: DIVULGAÇÃO SABESPSABESP:
O Programa Cinturão Verde
dos Mananciais Metropolitanos:
conservação do patrimônio
em 450 km2 e recomposição
da mata ciliar
AMEAÇA 4: conflito e concorrência pelo uso dos recursos hídricos
MEDIDAS SUGERIDAS: O Programa Cinturão Verde dos Mananciais (CCM) através
Mananciais Metropolitanos: do SSD: radar chuvas, rede
O Apresentar o plano de adaptação conservação do patrimônio em 450 hidrometeorológica, vazões
da Sabesp nos colegiados da água km2 e recomposição da mata ciliar afluentes, vazões transposição,
vazão transferências entre
O M elhor controle sobre o uso (vazão) O Programa Institucional reservatórios, vazões descargas
O Aplicação do instrumento de Representação dos Colegiados
de Água e Comitês
Outorga de recursos hídricos
O F omentar a parceria com os O D isponibilização das informações
no Portal Mananciais do site
Comitês de Bacia, Arsesp e Sabesp e APP Mananciais
ANA / capacitar os funcionários
participantes desses comitês e O Disponibilização de modelos
apoiar iniciativas conservacionistas hidrológicos aos órgãos
das bacias de captação reguladores dos sistemas
compartilhados
MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP:
O M onitoramento Hidrológico
O A tendimento às exigências do Centro de Controle dos
das outorgas
115
AMEAÇA 5: redução da afluência aos sistemas produtores
MEDIDAS SUGERIDAS: resiliência nos sistemas O P rograma Institucional
de abastecimento, Representação dos Colegiados
O I nvestimento em renaturalização da inclusive como manutenção de Água e Comitês
bacia, principalmente das nascentes de estoques de carbono
O P lano Diretor de Abastecimento
O A umento da produção de água a MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP: de Água (PDAA) – 2045
partir de fontes alternativas: coleta
de água de chuva, reúso, tratamento O P rograma Cinturão Verde dos O P rojetos de Reúso de Água –
de esgoto doméstico em nível Mananciais Metropolitanos: Aquapolo
terciário e seu retorno para a bacia conservação do patrimônio em 450
hidrográfica, utilização de sistemas km2 e recomposição da mata ciliar O Planos e procedimentos de
avançados de tratamento de água contingências e atuação em
(osmose reversa, nanofiltração) etc. O M onitoramento Hidrológico emergências
do Centro de Controle dos
O A tuar em Comitê de Mananciais (CCM) através O N ovas Tecnologias no
Bacias Hidrográficas do SSD: radar chuvas, rede Tratamento de Água. Membranas
hidrometeorológica, vazões ultrafiltrantes: Rio Grande e RJCS
O Estudo relacionando o aumento afluentes, vazões transposição,
da flexibilização versus o aumento vazão transferências entre O Estação de remoção de
de reservatórios de água bruta reservatórios, vazões descargas nutrientes Guavirutuba
O Soluções baseadas na natureza O Redundância e flexibilidade do SIM:
como parte das respostas de água bruta - 40% e água tratada -
18%, em relação à demanda 2020
AMEAÇA 6: eventos FOTO: ADOBESTOCK / IGOR BATENEV AMEAÇA 7: não proteção de
hidrológicos extremos zona de recarga de aquífero
(cheias e secas)
MEDIDAS SUGERIDAS:
MEDIDAS SUGERIDAS: demanda 2020
O Veiculação de campanhas O Renaturalização e revegetação
O E studar criação de reservatórios das zonas de proteção de aquífero
de usos múltiplos: reservação em publicitárias de uso
eventos críticos com excesso de racional da água O R ecomposição de matas ciliares
pluviosidade que excedam atuais O Estudos do volume de espera O L impeza dos córregos e rios
reservatórios dos reservatórios do SIM O Campanhas públicas
O P lanos e procedimentos
O P lanejamento urbano de contingências e atuação de conservação de água
(tratar a questão das inundações em emergências O Delimitar áreas para não moradia
urbanas, que têm a ver com O Modernização do Monitoramento
o uso e ocupação do solo) e Sistema de Barragens MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP:
(em processo licitatório)
O Ação articulada com municípios O M onitoramento Hidrológico O Comunicação com órgãos
e outros setores estatais (EMAE, do Centro de Controle dos ambientais e poder público
DAEE) para gestão de eventos Mananciais (CCM) através
extremos do SSD: radar chuvas, rede O Programa Cinturão Verde dos
hidrometeorológica, vazões Mananciais Metropolitanos:
O C omunicação e transparência afluentes, vazões transposição, conservação do patrimônio em 450
contínuas vazão transferências entre km2 e recomposição da mata ciliar
reservatórios, vazões descargas
O M edidas de conservação O Veiculação de campanhas
das estruturas/ativos publicitárias sobre o PURA
O B uscar a utilização O P rojeto Tietê
das águas pluviais O P rograma Novo Rio Pinheiros
O P rograma Córrego Limpo
MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP: O G estão do Patrimônio e de
O R edundância e flexibilidade do Ativos: formalização de invasão
SIM: água bruta - 40% e água ou mau uso da propriedade,
tratada - 18%, em relação à principalmente em áreas de
recargas e bacias de contribuição
116
AMEAÇA 8: gestão das estruturas das barragens / AMEAÇA 9: perdas
assoreamento dos reservatórios de água no sistema
de abastecimento
MEDIDAS SUGERIDAS: SSD: radar chuvas,
rede hidrometeorológica, MEDIDAS SUGERIDAS:
O Obras de desassoreamento vazões afluentes, vazões
O O bras de contenção/ transposição, vazão O S ubstituição de equipamentos,
transferências entre regularização de ligações
plantio e manutenção reservatórios, vazões descargas “clandestinas”
da área verde próxima O Modernização do Monitoramento
O Manutenção e recuperação e Sistema de Barragens O A brir uma linha de
(em processo licitatório) investimento específico
MEDIDAS EM ANDAMENTO O Planos e procedimentos para as perdas
SABESP: de contingências e atuação
em emergências O Utilizar campanhas educativas
O Programa Cinturão Verde dos O Estudos e batimetrias
Mananciais Metropolitanos: para acompanhamento MEDIDAS EM ANDAMENTO
conservação do patrimônio de assoreamento SABESP:
em 450 km2 e recomposição dos reservatórios
da mata ciliar do SIM O Programa Corporativo
de Redução de Perdas
O M onitoramento Hidrológico de Água
do Centro de Controle dos
Mananciais (CCM) através do O Veiculação de campanhas
publicitárias sobre o PURA
H GESTÃO DE DEMANDA
AMEAÇA 10: aumento do consumo de água AMEAÇA 11: falta de
per capita e crescimento populacional abastecimento de
água em áreas isoladas /
MEDIDAS SUGERIDAS: MEDIDAS EM ANDAMENTO irregulares
SABESP:
O Campanhas para redução MEDIDAS SUGERIDAS:
do consumo O P rograma Corporativo de
Uso Racional de Água - PURA O Integração do plano de
O A daptação da tarifa para emergência e contingência
privilégio de consumidores O P rograma Corporativo
com consumos menores de Educação Ambiental O Expansão da rede coletora de
esgoto e distribuição de água
O Redução do índice de perdas O V eiculação de campanhas
no sistema de distribuição publicitárias sobre o PURA O Redução do índice de perdas
no sistema de distribuição
O Estudos sobre as O Estudo de Novo Sistema
perspectivas de consumo Tarifário com bandeiras em O A umento do apoio à implantação
dos diversos setores função da criticidade dos de sistemas isolados
recursos hídricos
O Otimização do Programa de MEDIDAS EM
Uso Racional da Água (PURA) O Programa Corporativo de ANDAMENTO SABESP:
Redução de Perdas de Água
O Estudo do sistema O Planos e procedimentos
permanente de bandeiras FOTO: ADOBESTOCK / VÁCLAV MACH de contingências e atuação
tarifárias de acordo com o em emergências
nível dos mananciais
O P rograma Corporativo de
O Criação de um selo (estilo selo Redução de Perdas de Água
Procel) indicando o consumo
dos dispositivos hidráulicos O Atendimento a sistemas isolados
por faixas de consumo com soluções alternativas
(áreas regulares e irregulares
mediante autorização)
117
H PARTICIPAÇÃO E ENGAJAMENTO
AMEAÇA 12: falta de proatividade na comunicação
(foco na informação útil)
FOTOS: DIVULGAÇÃO SABESP MEDIDAS SUGERIDAS: MEDIDAS EM
ANDAMENTO SABESP:
O Comunicação assertiva, eficaz
O D isseminação dos O V eiculação de campanhas
publicitárias sobre o PURA
instrumentos atuais
O U tilizar mais a conta d’água O Disponibilização das
informações no Portal
como instrumento informativo e Mananciais do site Sabesp
divulgador, uma vez que está ao e APP Mananciais
alcance de todas as classes sociais
AMEAÇA 13: falta de articulação intersetorial
e institucional para adaptação da gestão integrada
MEDIDAS SUGERIDAS: MEDIDAS EM ANDAMENTO
SABESP:
O C riação da capacidade
institucional O C omunicação com órgãos
ambientais e poder público
O T reinamento de capacitadores
O G estão Integrada dos recursos O Programa Institucional
Representação dos
hídricos e saneamento Colegiados de Água
O E stabelecer um processo de e Comitês
inovação institucional
AMEAÇA 14: poluição do meio ambiente e desastres ambientais
MEDIDAS SUGERIDAS: MEDIDAS EM ANDAMENTO O Ampliação da coleta
SABESP: e tratamento de esgoto
O A rticulação com municípios,
polícia ambiental e demais órgãos O P rograma Cinturão Verde O Comunicação
para o aumento da contenção dos Mananciais Metropolitanos: com órgãos ambientais
de particulados (por queima) conservação do patrimônio e poder público
em 450 km2 e recomposição
O Monitoramento de da mata ciliar O Plano Diretor de
queimadas com o mapeamento Abastecimento de Água
de áreas suscetíveis O M onitoramento Hidrológico (PDAA) – 2045
do Centro de Controle
O E cobarreiras para auxiliar dos Mananciais (CCM) O Programa Nossa Guarapiranga
na retenção do material através do SSD: radar chuvas, e mutirões de limpeza
sólido, como galhos e folhas rede hidrometeorológica, dos resíduos nos mananciais
vazões afluentes,
O T rabalhar com cenários vazões transposição, O Política Institucional
e planejamento climático vazão transferências entre de Meio Ambiente
reservatórios, vazões descargas
O A quisição de estações O Planos e procedimentos
meteorológicas e manter de contingências
operando as estações existentes e atuação em emergências
118
AMEAÇA 15: falta de investimento para a produção do conhecimento
MEDIDAS SUGERIDAS: O I mplantação de salas de situação O F inanciamento Sabesp X Fapesp
para acompanhamento para Pesquisa e Desenvolvimento
O I nvestimento para a produção do e monitoramento
conhecimento, da base científica dos recursos hídricos O M onitoramento Hidrológico
e as tecnologias relacionadas para do Centro de Controle dos
o funcionamento, monitoramento, MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP: Mananciais (CCM) através
status e tendências e as do SSD: radar chuvas, rede
consequências dos riscos O C apacitação Interna - hidrometeorológica, vazões
climáticos que permitam Universidade Empresarial Sabesp afluentes, vazões transposição,
gerar mecanismos de suporte vazão transferências entre
à tomada de decisão O Inovação Interna - Programa reservatórios, vazões descargas
Empreendedor Sabesp, PITCH
H GESTÃO DE CONFLITOS / GESTÃO DE OFERTA
AMEAÇA 16: uso e ocupação irregular do solo/aceleração da mudança do uso do solo
MEDIDAS SUGERIDAS: MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP: O Comunicação ativa da
Sabesp junto às prefeituras
O Otimização da fiscalização das O P rograma Cinturão Verde dos e Defesa Civil
áreas das bacias hidrográficas Mananciais Metropolitanos:
conservação do patrimônio em 450 O Modelagem matemática
O D rones para conferir ocupação km2 e recomposição da mata ciliar correlacionando os aspectos
e qualidade da água hidrológicos e de reflorestamento
O C omunicação com órgãos do Sistema Cantareira
O Articular ações regionalmente ambientais e poder público para avaliar melhor cenário
com os municípios de intervenção. Cooperação
O Conhecimento e integração com a TNC
O M onitoramento e aos Planos de Bacias
acompanhamento e Planos dos Municípios O Gestão do Patrimônio e de
dos planos diretores rurais Ativos: formalização de invasão
O Atendimento às Leis ou mau uso da propriedade,
O Campanhas de comunicação, Específicas dos Mananciais principalmente em áreas de
extensão rural com a Secretaria recargas e bacias de contribuição
de Agricultura e Abastecimento, O Programa Institucional
parceria com ONGs Representação dos Colegiados
e prefeituras de Água e Comitês
H GESTÃO DE CONFLITOS
AMEAÇA 17: atuação em momentos de crise
MEDIDAS SUGERIDAS: O C omunicação ativa junto reservatórios, vazões descargas
às prefeituras e Defesa Civil O P lano de Adaptação às
O P lano de contingência
O Protocolo de atuação O Monitoramento Hidrológico Variações Climáticas na Gestão
O Definição prévia de papéis do Centro de Controle dos de Recursos Hídricos para
Mananciais (CCM) através o abastecimento da RMSP
MEDIDAS EM ANDAMENTO SABESP: do SSD: radar chuvas, rede
hidrometeorológica, vazões
O Planos e procedimentos afluentes, vazões transposição,
de contingências e atuação vazão transferências entre
em emergências
119
6.
Considerei uma iniciativa bem
conduzida pela Sabesp, com público
eclético e espaço para se posicionar.
Acho fundamental a divulgação
desse trabalho, com uma comunicação
assertiva junto aos Comitês.
Talvez até realizar o mesmo evento
apenas com membros dos Comitês,
que podem enriquecer o material.
E explicar de forma transparente
à população para aumentar
a confiabilidade na gestão pública”
Pedro Jacobi, sociólogo, professor titular sênior do Programa de Pós-Graduação em Ciência Ambiental e Divisão
Científica de Gestão, Ciência e Tecnologia Ambiental do IEE-USP, presidente do conselho do Iclei Governos Locais
pela Sustentabilidade – América do Sul, coordenador do projeto Governança Ambiental da Macrometrópole
Paulista face às Mudanças Climáticas / IEE-Fapesp e editor da publicação Ambiente e Sociedade
O encontro de todas as partes
interessadas permitiu que levantássemos as
expectativas de cada uma delas. Alinhamos
os papéis e reforçamos a importância dessa
comunicação em prol da gestão integrada
dos recursos hídricos. Todas as pessoas
que vivem na RMSP, de alguma
forma, são responsáveis pelas condições
climáticas que teremos no futuro”
Priscila Barreto, técnica em gestão da Divisão de Recursos Hídricos
Metropolitanos Leste da Unidade de Produção de Água da Diretoria
Metropolitana da Sabesp
120
“NÃO HÁ MAIS POSSIBILIDADE DE O processo saudável do
ELABORAR NENHUM INSTRUMENTO webinar evidenciou o lado
DE PLANEJAMENTO DE RECURSOS positivo de reunir diversos
HÍDRICOS OU AMBIENTAL SEM olhares. Isso seria impossível
A INCLUSÃO DE TEMAS CLIMÁTICOS. apenas com o corpo técnico
O PLANO DE ADAPTAÇÃO ABORDADO da Sabesp. Agora devemos
NESTE SEMINÁRIO PRECISA refinar esse conteúdo com
DE METAS E RECURSOS, ALÉM
DE UM MONITORAMENTO PERIÓDICO a clareza de quem estará
COM A CONTRIBUIÇÃO DOS responsável por cada uma
PARTICIPANTES. ENTENDO QUE
O PAPEL DO COMITÊ DE BACIAS das medidas. O plano de
DO ALTO TIETÊ É IMPORTANTÍSSIMO adaptação deve enriquecer o
COMO ÓRGÃO ARTICULADOR.” PDAA, que já tem uma força
histórica, com um viés ainda
Marta Emerich, arquiteta urbanista da Divisão
de Projetos de Qualidade Ambiental da Cetesb, mais colaborativo”
com experiência em adaptação climática
e recursos hídricos Michele Bispo, engenheira da Divisão de Gestão e
Desenvolvimento Operacional de Recursos Hídricos
Metropolitanos – Marg, Departamento de Recursos
Hídricos Metropolitanos da Unidade de Produção de
Água da Diretoria Metropolitana da Sabesp
Resultado da pesquisa instantânea,
na finalização do evento
A questão era: em uma palavra, expresse o sentimento sobre sua participação no webinar.
Destaque para:
participação
satisfação parceria aprendizado
integração desafio
esperança
enriquecedor
inovador
121
FONTES CONSULTADAS
ESPECIALISTAS Departamento de Águas climáticos para a sustentabilidade
ENTREVISTADOS e Energia Elétrica do Estado hídrica na Universidade Federal do
de São Paulo (DAEE). Ceará (UFC).
Altamirano, Mónica. Engenheira
de sistemas do Deltares, instituto Kelman, Jerson. Ph.D. em Suleiman, Helio. Diretor-presidente
holandês de pesquisas aplicadas hidrologia e presidente da da Agência da Bacia do Alto Tietê.
sobre o uso de água. Sabesp entre 2015 e 2018.
Todt, Guilherme. Engenheiro consultor,
Ambrizzi, Tercio. Cientista e professor Massato, Paulo. Diretor metropolitano mestre em recursos hídricos pela
do Instituto de Astronomia, Geofísica da Sabesp. Universidade de São Paulo (USP).
e Ciências Atmosféricas (IAG) da
Universidade de São Paulo (USP). Moreira, Emerson. Gerente da PUBLICAÇÕES
Divisão de Gestão e Desenvolvimento DA SABESP
Barrêto, Samuel. Gerente de água da Operacional de Recursos Hídricos
The Nature Conservancy Brasil (TNC). Metropolitanos da Unidade de Apoio para as Discussões sobre
Produção de Água da Diretoria Revisão Tarifária – Agosto de 2016,
Barros, Marco Antonio Lopez. Metropolitana da Sabesp. apresentado na Arsesp em fevereiro
Superintendente da Unidade de de 2012. Material desenvolvido pelo
Produção de Água da Diretoria Porto, Monica. Engenheira especialista Departamento de Planejamento,
Metropolitana da Sabesp. em gestão de recursos hídricos, Gestão e Operação da Produção da
professora da Universidade de São Sabesp.
Braga, Benedito. Ph.D. em recursos Paulo (USP) e consultora da Sabesp.
hídricos e atual diretor-presidente da Aumento da Segurança Hídrica
Sabesp. Ramos, Mara. Gerente do para os Sistemas de Abastecimento
Departamento de Recursos Hídricos Público de Água na RMSP no
Castro, Helio. Diretor-presidente da Metropolitanos da Unidade de Pós Crise Hídrica, produzido por
Agência Reguladora de Saneamento Produção de Água da Diretoria especialistas da Sabesp
e Energia do Estado de São Paulo Metropolitana da Sabesp. e apresentado no Congresso ABES
(Arsesp). Fenasan 2017.
Razera, Sergio. Diretor-presidente
Franco, Silvana. Gerente do da Agência das Bacias PCJ. Avaliação da Disponibilidade Hídrica
Departamento de Gestão e Operação de Mananciais com a Utilização
da Unidade de Produção de Água da Ribeiro, Suzana Kahn. Presidente de Modelagem Hidrológica – Estudo
Diretoria Metropolitana da Sabesp. do comitê científico do Painel de Caso: Crise Hídrica 2014/2015
Brasileiro de Mudanças Climáticas nos sistemas produtores que atendem
Góis, André. Gerente do (PBMC) e cientista atuante no Painel a RMSP, produzido por especialistas
Departamento de Tratamento de Água Intergovernamental de Mudanças da Sabesp e apresentado no
da Diretoria Metropolitana da Sabesp. Climáticas (IPCC). Congresso ABES Fenasan 2017.
Gondim, Joaquim. Superintendente de Rocha, Humberto. Hidroclimatologista Boletim de Planejamento Operacional
operações e eventos críticos da Agência do Instituto de Astronomia, Geofísica dos Sistemas Produtores Que
Nacional de Águas e Saneamento e Ciências Atmosféricas (IAG) da Abastecem a RMSP, do Departamento
Básico (ANA) e diretor substituto Universidade de São Paulo (USP). de Gestão de Recursos Hídricos –
de hidrologia da mesma entidade. MAR, com especialistas da
Rocha Filho, Kleber. Meteorologista Sabesp e FCTH-USP, para o período
Gusso, Francisco. Engenheiro da Fundação Centro Tecnológico de junho de 2020.
da Diretoria de Procedimentos Hidráulica (FCTH).
de Outorga e Fiscalização do
Souza Filho, Francisco de Assis de.
Pesquisador especializado em riscos
122
Cartilha de Hidrometria, Relatório Muito Além da Água, Ferreira, Luciana Schwandner.
Departamento de Gestão de Recursos produzido pelo Departamento de Vegetação, temperatura de superfície
Hídricos da Unidade de Produção de Gestão de Recursos Hídricos da e morfologia urbana – um retrato
Água da Metropolitana, 2020. Unidade de Produção de Água da da Região Metropolitana de
Metropolitana, de novembro de São Paulo. Tese apresentada à
Crise Hídrica, Estratégias e Soluções 2018. Disponível em: sabesp.com.br/ Faculdade de Arquitetura e Urbanismo
da Sabesp (CHESS), para a Região muitoalemdaagua da USP para a obtenção do
Metropolitana de São Paulo, de abril título de Doutor em Arquitetura
de 2015. Relatório Operação Emergencial do e Urbanismo, São Paulo, 2019.
Sistema Cantareira, produzido pela Disponível em: https://teses.usp.br/
Flexibilização do Atendimento dos Unidade de Produção de Água da teses/disponiveis/16/16132/tde-
Sistemas Produtores de Água da Metropolitana em 2014. 02102019-173844/pt-br.php
RMSP, apresentado no Instituto
de Engenharia em agosto de Relatório Priorização dos Rotava, Jairo. Índices de resiliência
2016. Material desenvolvido pelo Empreendimentos do Programa hídrica e de perigo para gestão
Departamento de Planejamento, Metropolitano de Água (PMA) no do risco de inundações urbanas.
Gestão e Operação da Produção da Sistema Integrado – período 2008 Dissertação apresentada à Escola
Sabesp. a 2012, produzido por especialistas de Engenharia de São Carlos para
da Divisão de Planejamento, Gestão a obtenção do título de Mestre em
Nota Técnica MAR 043/2018 – e Desenvolvimento Operacional da Ciências: Engenharia Hidráulica e
Disponibilidade Hídrica, desenvolvida Produção (MAGG) da Sabesp. Saneamento, São Carlos, SP, 2014.
por especialistas da Sabesp. Disponível em: https://www.teses.
Revisão e Atualização do Plano usp.br/teses/disponiveis/18/18138/
Nota Técnica MAR 044/2018 – Diretor de Abastecimento de Água da tde-30092014-170557/publico/
Eventos Climáticos, desenvolvida por Região Metropolitana de São Paulo Jairo_Rotava.pdf
especialistas da Sabesp em parceria (PDAA-RMSP), produzido pela Encibra
com LabSid/USP. Estudos e Projetos de Engenharia e Todt, Guilherme. Avaliação de
Sabesp. Relatório final de setembro de sistemas de recursos hídricos
Nota Técnica MAR 035/2020, 2019. complexos por meio de indicadores
desenvolvida por especialistas da de desempenho. Dissertação
Sabesp em parceria com Guilherme Sistema Integrado Metropolitano apresentada à Escola Politécnica
Todt, da FCTH-USP. (SIM). Esquema Geral de da USP para a obtenção do título de
Abastecimento de Água da Região Mestre em Ciências, São Paulo, 2020
Novos Paradigmas para a Elaboração Metropolitana de São Paulo. Layout de
de Planos Diretores de Abastecimento fevereiro de 2020. Wadt, Maria Fernanda.
de Água, produzido por especialistas Floresta urbana e clima:
da Sabesp, Encibra Estudos TRABALHOS uma análise do local ao regional
e Projetos de Engenharia, Escola ACADÊMICOS dos impactos socioambientais
Politécnica da USP e Escola de em São Paulo. Tese
Engenharia de São Carlos/USP, e Anjos, Lidiane Alonso Paixão dos. apresentada ao programa
apresentado no Congresso ABES Análise da gestão dos corpos hídricos de pós-graduação em Saúde Global
Fenasan 2017. urbanos da Bacia Hidrográfica do e Sustentabilidade para a obtenção
Alto Tietê. Dissertação apresentada do título de Doutor em Ciências,
Os Desafios da Crise Hídrica, ao programa de pós-graduação em na Faculdade de Saúde
produzido pela Diretoria Ambiente, Saúde e Sustentabilidade Pública da USP, São Paulo, 2019.
Metropolitana, 2019. para a obtenção do título de Mestre Disponível em https://teses.usp.
em Ciências, na Faculdade de Saúde br/teses/disponiveis/6/6140/tde-
Plano de Contingência II – Sistema Pública da USP, São Paulo, 2017. 18022020-101211/pt-br.php
Cantareira, produzido pela Diretoria Disponível em: https://teses.usp.
Metropolitana em junho de 2014. br/teses/disponiveis/6/6139/tde-
01092017-143227/pt-br.php
Prêmio Nacional da Qualidade em
Saneamento (PNQS), Unidade de
Produção de Água da Metropolitana,
edição de 2019.
123
SITES E design of resilient cities, 2020. Estadão Conteúdo: Sabesp
ARTIGOS Apresentação produzida pela aumenta produção de água do
DIGITAIS (PDF) empresa holandesa Deltares Cantareira para evitar enchente
em SP, de 6 de junho de 2016.
Abell, R. et al. (2017). Beyond Centro Nacional de Disponível em: noticias.uol.
the Source: The Environmental, Monitoramento e Alertas de com.br/ultimas-noticias/
Economic and Community Desastres Naturais (Cemaden): agencia-estado/2016/06/06/
Benefits of Source Water cemaden.gov.br/ sabesp-aumenta-producao-de-
Protection. The Nature agua-do-cantareira-para-evitar-
Conservancy, Arlington, VA, Centro de Previsão de Tempo e enchente-na-grande-sp.htm
USA. Disponível em: nature.org/ Estudos Climáticos (CPTec/Inpe):
en-us/what-we-do/our-insights/ cptec.inpe.br/ Fórum Econômico Mundial:
perspectives/a-natural-solution- Sumário Executivo do Relatório de
to-water-security/ City-to-city Partnerships and South- Riscos Globais 2020. Disponível
South and Triangular Cooperation em: reports.weforum.org/global-
Agência Reguladora de on Sustainable Urban Development, risks-report-2020/executive-
Saneamento e Energia do Estado relatório do Inter-American Institute summary/
de São Paulo (Arsesp): arsesp. for Global Change Research, de
sp.gov.br/SitePages/home.aspx outubro de 2019 Fórum Econômico Mundial:
Resta uma década, capítulo do
Altamirano, Mónica. Governance Coalisão Cidades pela Água: Relatório de Riscos Globais 2020.
and Finance Adaptive Planning / cidadespelaagua.com.br/ Disponível em: reports.weforum.
The hole of the insurance sector. org/global-risks-report-2020/a-
Apresentação do Deltares em Comitês PCJ. Plano de Recursos decade-left/
Roterdã, em janeiro de 2020 Hídricos das Bacias Hidrográficas
dos Rios Piracicaba, Capivari e Germanwatch: Índice Global de
Atlas do Desenvolvimento Jundiaí 2020-2035 / relatório Risco Climático 2020. Disponível
Humano no Brasil, Região síntese em: germanwatch.org/sites/
Metropolitana de São Paulo, 2013: germanwatch.org/files/20-2-
atlasbrasil.org.br/2013/pt/perfil_ Companhia Ambiental do Estado 01e%20Global%20Climate%20
rm/sao-paulo de São Paulo (Cetesb): cetesb. Risk%20Index%202020_10.pdf
sp.gov.br/
Barros, Hugo Rogério e Lombardo, Global Water Partnership:
Magda Adelaide. A ilha de calor Cunha, Bruno S. L. e Portugal www.gwp.org/
urbano e o uso e cobertura do solo Pereira, Joana. O clima está
em São Paulo. Geousp – Espaço mudando mais rapidamente Gomes, Jésus de Lisboa e Barbieri,
e Tempo (Online), v. 20, n. 1, do que conseguimos imaginar, José Carlos. Gerenciamento
p. 160-177, 2016. ISSN 2179- publicado em Nexo Jornal, de recursos hídricos no Brasil
0892. Disponível em: dx.doi. de 29 de junho de 2020. e no Estado de São Paulo:
org/10.11606/issn.2179-0892. Disponível em: pp.nexojornal. um novo modelo de política
geousp.2016.97783 com.br/perguntas-que-a- pública, publicado em Cadernos
ciencia-ja-respondeu/2020/O- EBAPE.BR (FGV), de fevereiro
Bernardes, Claudio. Gestão clima-est%C3%A1-mudando- de 2004. Disponível em:
do conhecimento é a quarta mais-rapidamente-do-que- bibliotecadigital.fgv.br/ojs/index.
dimensão da cidade, publicado no conseguimos-imaginar php/cadernosebape/article/
Universo Online em 26 de julho de view/4892/3626
2020 Departamento de Água e Energia
Elétrica do Estado de São Paulo Ilhas de Calor Urbano, esquema
Brolsma, Reinder e Ven, Frans (DAEE): daee.sp.gov.br/ adaptado da Agência Americana
van de. Adaptation Support Tool – de Proteção Ambiental (EPA).
a collaborative approach for the Empresa Paulista de Planejamento Disponível em: www.researchgate.
Metropolitano (Emplasa): net/figure/Figura-1-Ilhas-de-
124 emplasa.sp.gov.br/ Calor-Urbanas-Fonte-Adaptado-
de-EPA-2008-http-wwwepagov_ Organização das Nações Unidas: The Intergovernmental
fig1_268207670 Relatório Mundial da Água 2020. Panel on Climate Change (IPCC):
Disponível em: en.unesco.org/ ipcc.ch/
Instituto Brasileiro de Geografia e themes/water-security/wwap/
Estatística (IBGE): ibge.gov.br/ wwdr/2020 The Nature Conservancy
Brasil (TNC): tnc.org.br/
Instituto holandês Deltares: Organização Meteorológica
deltares.nl/en/ Mundial: O Estado do Clima U.S. Climate Resilience Toolkit:
Global em 2019. Disponível toolkit.climate.gov/#steps
Laboratório de Sistemas de em: library.wmo.int/doc_num.
Suporte a Decisões em Engenharia php?explnum_id=10211 Travassos, Luciana; Torres, Pedro
Ambiental e de Recursos Hídricos Henrique Campello; Di Giulio,
(LabSid/USP): labsid.eng.br/ Painel Brasileiro de Mudanças Gabriela; Jacobi, Pedro Roberto;
Climáticas (PBMC): pbmc.coppe. Freitas, Edmilson Dias de;
Marengo, José A.; Alves, Lincoln ufrj.br/index.php/pt/ Siqueira, Isabela Christina;
M.; Ambrizzi, Tercio; Young, Ambrizzi, Tercio. Why do extreme
Andrea; Barreto, Naurinete Porto, Monica e Porto, Rubem events still kill in the São Paulo
J. C.; Ramos, Andrea M. La Laina. Em busca da gestão de Macro Metropolis Region?
Trends in extreme rainfall and recursos hídricos para a cidade Chronicle of a death foretold
hydrogeometeorological disasters resiliente. Artigo publicado na in the global south, International
in the Metropolitan Area of São Revista DAE, de maio-agosto Journal of Urban Sustainable
Paulo: a review, publicado em 2014. Disponível em: dx.doi. Development, 2020. Disponível
Annals of the New York Academy org/10.4322/dae.2014.124 em: tandfonline.com/doi/full/10.
of Science, em 2020 1080/19463138.2020.1762197
Revista Engenharia:
Ministério do Desenvolvimento Os caminhos do saneamento no Waldvogel, Bernadette Cunha
Regional, Agência Nacional Brasil, do Instituto de Engenharia, e Capassi, Rosana. Cenários da
de Águas e Saneamento edição 643/2020. População Paulista, dos anos 90
Básico (ANA): Plano Nacional ao futuro, da Fundação Seade, em
de Segurança Hídrica, 2019. Revista Franco-Brasileira de 1999. Disponível em: produtos.
Disponível em: arquivos.ana.gov. Geografia: Mapas analíticos seade.gov.br/produtos/spp/
br/pnsh/pnsh.pdf do clima no Estado de São v13n01-02/v13n01-02_17.pdf
Paulo. Disponível em: https://
Ministério do Meio Ambiente: journals.openedition.org/ Water as Leverage:
Plano Nacional de Adaptação confins/6348?lang=pt (Site waterasleverage.org/
à Mudança do Clima, 2016. de referência para mapas de
Disponível em: mma.gov.br/clima/ pluviometria do Estado de SP) WRI Brasil: Mais Intensos
adaptacao/plano-nacional-de- e Frequentes, Eventos
adaptacao Silva Dias, Maria Assunção Climáticos São Ameaça à
Faus da. Eventos Saúde Global, fevereiro de
NAP Global Network: O Que o Climáticos Extremos. 2019. Disponível em: wribrasil.
Acordo de Paris Significa para Publicado na Revista USP, org.br/pt/blog/2019/02/
o Processo do Plano Nacional págs. 33-40, 2014 eventos-climaticos-recentes-
de Adaptação. Disponível sao-ameaca-a-saude-
em: napglobalnetwork. Souza Filho, Francisco de Assis global#:~:text=Os%20sinais%20
org/2016/02/what-the-paris- de; Formiga-Johnsson, Rosa de%202019&text=Nenhuma%20
agreement-means-for-the- Maria; Studart, Ticiana Marinho de parte%20do%20globo%20
national-adaptation-plan- Carvalho; Abicalil, Marcos Thadeu. foi,C%20ou%202%C2%B0C
process/#:~:text=To%20 From Water Drought to Water
advance%20global%20 Security: Brazilian Experiences 125
adaptation%20 and Challenges. Publicado em
efforts,national%20adaptati- Global Water Security Book –
on%20plans%20(NAPs) WWC, págs. 233-265, 2018.
Agradecimento
A contribuição de profissionais com diferentes perfis foi fundamental na consolidação deste plano de adaptação às
variações climáticas. Agradecemos a participação de todos que se envolveram neste processo, durante os meses
de julho e agosto de 2020.
• Albano Araujo (Alfa • C ristina Fraga (Sabesp/ • Helio Suleiman • M aria Fernanda G. • P edro Roberto Jacobi
Consultoria e Gestão RES) (Agência do Alto Tietê/ Bentubo (LabSid/FCTH) (USP)
de Projetos) FABHAT)
• Cristina M. Honda • M aria Fernanda P. • P riscila Roberta Barreto
• A lexandre dos S. Bueno (Sabesp/MARG) • J oão Félix de L. Lino Garcia (Cetesb) (Sabesp/MARL)
(Sabesp/MARN) (Sabesp/MARG)
• D anilo Subira (Sabesp/ • M arilene da C. Coelho • Regina Lemos Nery
• A lice Miranda R. da MARS) • João Paulo N. Tonello (Sabesp/MAGG) (Sabesp/MSIP)
Costa (Sabesp/CJG) (Sabesp/PIE)
• E merson de Castro • M ariza Fernanda da •R osemeireAlvesLaganaro
• A line Frederice (Sabesp/MAR) • José Ricardo B. Galvão Silva (Sabesp/MARG) (Sabesp/MARG)
(Sabesp/MAGG) (Sabesp/MCEP)
• Emerson M. Moreira • Marta Emerich (Cetesb) • Ruth F. Ramos
• Aline Souza (Sabesp/MARG) • Luci Tieko Ito (Sabesp/ (Universidade Federal
MPO) • Mayara A. Trivino do ABC)
• A loisio Hildebrand de • E telmir A. Lopes Junior (Agência do Alto Tietê/
Abreu (Sabesp/P) (Sabesp/MMOE) • Luciana M. R. Ferreira FABHAT) • Samuel Barrêto (TNC)
(SIMA)
•A naCarolinadeC.B. • Ezequiel F. Santos • Meunim R. Oliveira • Sergio Razera (Agência
Luchetta (Sabesp/MCEF) (Sabesp/PIV) • Luciano Darros Junior (Sabesp/MPI) das Bacias do PCJ)
(Sabesp/MAM)
• Anderson F. de Galiza • F abiana A. Kudo • M ichele Bispo de Jesus • Silene Cristina
(Sabesp/TGC) (Sabesp/MARS) • M árcia Moribe (Sabesp/MARG) Baptistelli (Sabesp/PIT)
(Sabesp/MPO)
• Ayrton Teixeira • F ernando Venturini • Natacha Y. Nakamura • Silvana C. C. da Silva de
(Sabesp/MARL) (Sabesp/MARN) • M arcos Geraldo Gomes (Secretaria Municipal Franco (Sabesp/MAG)
(Sabesp/MARS) do Verde e do Meio
• Beatriz S. G. Vilera • G iovana B. Frota Ambiente) • Sonia Maria V. Coutinho
(Agência do Alto Tietê/ (LabSid/FCTH) • M arcos Henrique (IEA/USP)
FABHAT) Achado (Sabesp/CII) • N ilzo Renê Fumes
• G raziela dos R. (Sabesp/MA13) • Suely Matsuguma
• C arla A. S. Di Liberato Romanelli (Sabesp/ • M arcos José Lomonico (Sabesp/MAR)
(Sabesp/MARL) MARS) (Sabesp/MLI) • P aul Joseph Dale (SIMA)
• Tatiana Peixoto Gonçalves
• Claudio H. Kuada • G uaraci L. Sarzedas • Marcos N. Gaia • P aulo Rogério Palo
(Sabesp/TGA) (Sabesp/MPI) (Sabesp/MLED) (Sabesp/MCEP) • V agner Emanuel Myra
(Sabesp/MOEC)
EXPEDIENTE Este conteúdo foi desenvolvido com a colaboração
da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica
Diretor-pesidente da Sabesp Gerente do Departamento Pesquisa e suporte editorial
BENEDITO BRAGA de Recursos Hídricos RODRIGO WENZEL
Metropolitanos MARA RAMOS
Diretor Metropolitano Projeto gráfico e execução
RICARDO DARUIZ BORSARI Coordenação editorial CASA 36
CACILENE SAMPAIO
Superintendente da Unidade de Ilustrações BRUNO ALGARVE
Negócios de Produção de Água Edição e produção de textos
da Diretoria Metropolitana DANIELA HIRSCH Revisão de texto
MARCO ANTONIO LOPEZ BARROS E MARIANNE WENZEL JOSÉ AMÉRICO JUSTO
126
ESTRATÉGIAS RESILIENTES
1ª edição
Impresso em São Paulo
outubro de 2020
ELABORADO POR COM A COLABORAÇÃO DA
8