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Published by ㅤㅤㅤ ㅤㅤ, 2018-03-12 09:56:55

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d-e--c-or-a-c*a**o*-*e/l/e/t/r/i/c/a//

Bifásico - (três fios)

Composto de dois fios fase e um neutro. Com esta configuração,
pode-se instalar duas redes de circuitos internos independentes, de
110/127 volts, ou um circuito de 220/240 volts.

Trifásico - (quatro fios)

Três fios fase e um neutro. Neste tipo de alimentação elétrica, pode-
-se instalar três redes independentes de 110/127 volts; uma rede de
330/360 volts ou uma rede de 220/240 volts, junto com outras de
110/127 volts. Esta rede não é comum para residências, justifica-se a
sua utilização quando houver instalação de motores potentes e má-
quinas especiais, com elevados consumos de energia. Uma medida
muito prática para identificar corretamente os fios fase e neutro é
usar fios de cores diferentes. Nas instalações bifásicas ou trifásicas,
com dois ou três positivos, sempre use as cores indicadas pelas nor-
mas da ABNT:

• Positivos: Preto, branco e vermelho;
• Neutro: Verde, terra e Azul.

A espessura do fio padrão para os circuitos residenciais é de 2,5mm.
A distribuição dos circuitos elétricos, que atendem a áreas distintas
da casa, tem obrigatoriamente um limite de capacidade. Nas redes
de 110/127 volts, o circuito pode suportar uma carga de até 1.500
watts. A potência em watts (W) representa o consumo de uma lâm-
pada ou equipamento. Portanto, não sobrecarregue um circuito além
desses limites. O melhor seria deixar sempre uma sobra nos circui-
tos, para um eventual aumento do consumo, devido a instalação
de novos equipamentos. Instale sempre um disjuntor separado para
cada circuito. Veja a tabela abaixo

Disjuntores Circuito Elétrico

20 amperes até 960 watts
30 amperes para o chuveiro elétrico
20 amperes para a geladeira e máquina de lavar
30 amperes para o ar condicionado
15 amperes para a bomba d’água até 1,5 HP

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Instalação do chuveiro
elétrico

O chuveiro elétrico é um dos equipamentos que mais consome ener-
gia em uma residência, chegando alguns a 4.400 watts de potência.
Portanto, deve ser usado fios de 6 mm para distâncias de até 30m do
disjuntor, ter um circuito independente e um disjuntor de 40 ampéres.
Os chuveiros elétricos normalmente são acompanhados de um manual
de instalação, e tem três fios, um positivo, um neutro e um fio terra, que
servirá para a proteção da instalação elétrica, através de um aterramento
especial. Portanto, siga as instruções. O aterramento do chuveiro elé-
trico segue normas específicas. O terra que vem do chuveiro é um fio
único, sem ligação com qualquer outro, e deverá ser enterrado do lado
de fora da casa, a um metro de profundidade, preso em uma barra de
cobre, em um buraco com uma mistura de carvão e pedras. Já existem
prontas caixas de aterramento nas casas de materiais de construção.
Apesar de todos os cuidados, consulte sempre a Companhia de Eletri-
cidade, para ter certeza de que está fazendo tudo certo e preservar a
segurança de sua residência.

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Fios e cabos

Um fio é um segmento fino, cilíndrico, flexível e alongado, que deve ser
escolhido com muito cuidado em uma instalação elétrica, já que deverá
conduzir a corrente elétrica.

A diferença entre um fio e um cabo está na flexibilidade, pois a capa-
cidade de condução de corrente é a mesma. Os fios são mais rígidos,
pois são feitos de um único filamento. Já os cabos são compostos por
diversos filamentos finos, que proporcionam mais flexibilidade e facili-
tam a colocação nos eletrodutos (conduíte, usado para passar a fiação).
Você deve estar se perguntando qual é o momento de usar um fio e
quando optar por cabos. Em geral, o cabo é mais usado em trechos
onde há curvas, por ser bastante maleável. A escolha dos condutores
é sempre baseada na aplicação ou preferência do projetista/instalador.
Independentemente da escolha por fios ou cabos, é fundamental op-
tar por produtos que tenham identificações claras como seção, tem-
peratura, tensão de isolamento e número da norma que especifica as
características técnicas referidas.

Os materiais condutores mais utilizados são feitos de cobre e revesti-
dos por plástico ou borracha isolante. Sua aplicação como condutor
de eletricidade é protegida em eletrodutos e destinada à distribuição
de luz, força motriz, aquecimento, sinalização ou campainha.

Segundo Walter Wanderley Teixeira, instrutor do Senai, as seções mí-
nimas recomendadas por norma são de 1,5 mm² para iluminação e 2,5
mm² para tomadas de força. “Circuitos especiais como o do chuveiro
ou da torneira elétrica devem ter a potência do equipamento como
parâmetro para a determinação da seção (bitola) do fio”, completa.

Os fios que não ficam embutidos nas paredes merecem atenção es-
pecial e precisam estar com uma segunda camada plástica protetora,
além da isolação.

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Cores padrão em
circuitos de baixa
tensão

Conforme a norma NBR 5410, o instala-
dor deverá seguir as cores padrão para
circuitos de baixa tensão. O condutor
com isolamento na cor azul-claro deve
ser utilizado como neutro, já o verde-
-amarelo ou verde é o conhecido fio terra
ou proteção. O condutor fase pode ser de
qualquer cor, exceto as cores estabeleci-
das para neutro e proteção.

Tipos de cabos
elétricos

O cabo elétrico pode ser um condutor isolado
(dotado apenas de isolação), unipolar (constituí-
do por um único condutor isolado e provido de
cobertura sobre a isolação) e multipolar (consti-
tuído por vários condutores isolados e provido de
cobertura sobre o conjunto dos condutores isola-
dos). “Quanto mais fios, mais flexível o condutor”,
observa o instrutor do Senai.

Conduítes ou eletrodutos

Responsáveis pelo trajeto dos fios e dos cabos, os conduítes ou ele-
trodutos fazem as ligações entre todos os pontos de consumo, co-
mando e o quadro de distribuição. Os conduítes podem ser rígidos
ou flexíveis. O seu formato rígido é recomendado para lajes ou ou-
tras superfícies concretadas. No entanto, na maior parte das instala-
ções, predominam os conduítes flexíveis. O ideal é que os conduítes
sigam caminhos retos ou que façam curvas abertas. Suas espessuras
são calculadas de acordo com a quantidade de fios ou cabos que
deverão conduzir.

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Energia para casas e prédios

Siga o caminho que a eletricidade leva desde o projeto dos enge-
nheiros, passando pelas mãos dos instaladores até uma reforma ou
modernização do sistema.
Para idealizar um projeto e colocá-lo em prática, engenheiros, técnicos
eletrotécnicos e instaladores devem trabalhar lado a lado. Conhecer
os critérios para a elaboração do projeto e as novidades na execução
são algumas das maneiras de aperfeiçoar esta parceria e beneficiar o
bom funcionamento e a segurança das instalações. Consultamos es-
pecialistas que apresentam como trilhar este caminho desde o projeto
até uma possível reforma, se necessário. A partir das necessidades do
usuário que estará utilizando a instalação, os profissionais devem ana-
lisar todos os aspectos técnicos e de segurança indicados para que o
projeto em que estão trabalhando alcance bons resultados.

O projeto

“Um projeto elétrico deve conter as
informações necessárias para que o
instalador consiga executar a insta-
lação, tal e qual o projetista a con-
cebeu”, explica Humberto Farina,
mestre em Sistemas Prediais da Es-
cola Politécnica da Universidade de
São Paulo (Poli-USP) e coordenador
técnico da Tesis – Tecnologia de Sistemas em Engenharia. Segundo
Farina e o engenheiro eletricista Francisco Del Nero Landi, gerente
técnico da Tesis, o projeto deve conter, no mínimo:

• Locação de pontos de tomada e de iluminação, interruptores com
identificação clara sobre os comandos a que se destinam;

• Pontos para a alimentação de equipamentos e quadro de luz;

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• Eletrodutos interligando os pontos anteriormente descritos ao qua-
dro de luz, e deste à entrada de energia;

• Entrada de energia, contendo poste, caixas, proteções e cabeamento
de acordo com o padrão da concessionária de energia elétrica local;

• Detalhes que o projetista julgar necessários para que se tenha o
completo entendimento do projeto elétrico;

• Consulta e, dependendo do tipo de edificação, aprovação do pro-
jeto elétrico da entrada de energia por parte da concessionária.

FIQUE ATENTO

Ainda no projeto, devem estar especificados os materiais a serem utilizados
na execução. Antes de comparar preços, verifique se o produto tem ou
não o selo do Inmetro. “O instalador pode optar por materiais econômicos
desde que eles não comprometam a segurança das instalações. Para isso é
importante procurar materiais certificados”, orienta Hélio Eiji Sueta, diretor
da Divisão de Potência do Instituto de Eletrotécnica e Energia da USP (IEE-
-USP) e doutorando em engenharia elétrica na Poli-USP. Lembre-se que
produtos que não são certificados não têm garantia de que foram adequa-
damente testados e avaliados e podem oferecer perigo à instalação.

Os instaladores, profissionais como técnicos em eletrotécnica ou au-
xiliares técnicos, devem atender ainda às indicações dos fabricantes
dos produtos para extrair deles um bom rendimento. Profissionais bem
formados se preocupam em não comprometer o risco da instalação e
seu bom funcionamento. “É fundamental que os instaladores tenham
boa formação técnica e estejam atualizados”, observa João Carlos Sal-
gueiro, gerente comercial da área de serviços da Schneider Electric.

Os instaladores devem estar preparados para executar todos os tipos
de projeto, seja em casas ou prédios. O projeto de instalações para
residência e prédios é diferenciado desde o recebimento da energia
da concessionária até a distribuição de energia, devido às normas da
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e, principalmente,
pelas necessidades dos usuários.

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Dimensionando
corretamente

A NBR 5410/04 determina as condições mínimas para as cargas elé-
tricas a serem previstas em uma edificação. “Ela dita a quantidade e
potência de iluminação e tomadas de uso geral, e o projetista ainda
deve considerar os equipamentos elétricos que serão instalados na
residência”, observa Farina. A potência instalada e a demanda total
são fatores complexos no dimensionamento da carga elétrica de uma
instalação. A primeira refere-se à soma de todas as cargas elétricas que
serão instaladas na edificação, seja para um prédio ou casa. Já para
a demanda total é feito um cálculo considerando que dificilmente to-
das as cargas estarão ligadas simultaneamente. Assim o projeto é feito
pela demanda total, o que torna a carga do sistema menor do que a
avaliada na potência instalada. “Se na residência houver cinco chu-
veiros elétricos, dificilmente todos estarão sendo utilizados ao mesmo
tempo”, comenta Sueta. Além das cargas previstas para o cotidiano
do usuário, o projeto deve prever futuras expansões na rede elétrica
da edificação. O profissional deve estar atento ao dimensionamento
das cargas de maiores potências, pois o aquecimento dos condutores
é função da corrente que circula por eles e da bitola (seção) dos mes-
mos. “Cabos mal dimensionados e/ou mal protegidos podem ter um
aquecimento superior ao que sua isolação pode resistir e assim podem
ser danificados”, avalia Luis Eduardo Caires, chefe da seção de Altas
Correntes, do IEE-USP. Uma questão importante no dimensionamento
é a definição de quais cabos serão usados, de acordo com a carga ava-
liada na demanda total da instalação elétrica. “Verifique a capacidade
de condução de corrente do cabo e onde ele será instalado. Observe
se o cabo será instalado dentro de um eletroduto fechado (classe de
tensão mínima de 750 V) ou em área aberta (bandeja – classe mínima
de 1 kV), que necessita de mais resistência”, afirma Rubens Berdin de

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Campos, gerente de produto da Pirelli Energia.
A revisão da NBR 5410/04 traz uma novidade no segmento de ca-
bos, proibindo o uso de materiais que emitem fumaça e gases tóxi-
cos em locais de grande circulação de pessoas. Com a norma, sur-
giram os cabos livres de halogêneos com baixa emissão de fumaça
escura e gás tóxico.

Segurança e
proteção

A palavra de ordem nas instalações elétricas é segurança. Dispositivos
de proteção para os equipamentos e usuários são exigidos pela norma
que acaba de ser revisada. “A norma brasileira de instalações elétricas
de baixa tensão, a NBR 5410/ 2004, foi revista e sua última versão
está valendo desde o início de abril de 2005. Nesta versão, há um
melhor detalhamento na proteção da instalação e dos equipamentos
em relação aos surtos transitórios geralmente gerados pelas descargas
atmosféricas”, comenta Sueta. É preciso cumprir com o mínimo que
a norma exige. “Se fizermos isso, já daremos um grande salto em re-
lação à qualidade e segurança nas instalações”, completa Campos.

Esta proteção é feita com a instalação de dispositivos de proteção
contra surtos (DPS), os quais evitam ou deveriam evitar os efeitos
danosos das sobretensões transitórias nas instalações e seus apare-
lhos. A proteção da instalação deve ser feita por partes. Escolha os
DPS, de acordo com a função do local e tipo do aparelho a proteger,
como computadores, telefones, sistemas de interfones, além das re-
des elétrica e de informática. “Uma opção econômica poderia ser
a proteção da rede elétrica no quadro de distribuição ou no qua-
dro de entrada da residência e eventualmente, a proteção da rede
telefônica também”, comenta Caires. Um outro ponto, referente a
novos dispositivos, é a utilização obrigatória dos interruptores dife-
renciais nos circuitos em ambientes úmidos, tais como banheiros,

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área de serviço e cozinhas. Estes dispositivos protegem as pessoas
contra choques elétricos e também a instalação contra incêndios.
No caso dos interruptores diferenciais, o instalador pode proteger
todos os circuitos elétricos individualmente, o que fica mais caro, ou
implantar um dispositivo na alimentação do quadro de distribuição,
o que fica mais barato, mas pode provocar falta de energia em toda
casa no caso de surtos.

Reformas de construções antigas

Algumas edificações estão longe das exigências da NBR 5410 desde
sua última revisão em 1997. Com muitos anos sem passar por refor-
mas, algumas instalações apresentam perigos que passam longe da
cabeça de seus usuários. “O usuário não calcula o risco que está pas-
sando e tem que despertar para o ponto vital da questão: a segurança”,
observa Campos.
Além dos possíveis danos causados pelo tempo, o usuário se esquece
também de que está adicionando equipamentos e que a instalação
pode não estar preparada para alimentá-lo. A norma não estabelece
prazos para a revisão da instalação elétrica, mas os usuários devem
estar sempre atentos às anormalidades.
Nas reformas, os aspectos de segurança devem ser avaliados primeiro.
“De uma forma geral, é necessário verificar o estado dos condutores
e dos dispositivos de proteção. Dependendo do tipo de reforma, se
for uma ampliação, por exemplo, verifique se os alimentadores exis-
tentes possuem capacidade de condução para as novas cargas. Além
disto, deve-se calcular se as novas quedas de tensão estarão dentro
dos valores permitidos”, comenta Sueta. O técnico deve mostrar ao
seu cliente que é melhor trocar toda a instalação. “Misturar circuitos
antigos a novos pode trazer problemas. Já que a intervenção vai ser
feita, opte por trocar tudo, não corra riscos de trabalhar com materiais
já desgastados”, finaliza Campos.
Quando a proposta for modernizar o sistema elétrico, o eletricista
deve avaliar as peculiaridades de cada caso. “Por exemplo, em uma
instalação dimensionada em uma época que a demanda de equipa-
mentos eletroeletrônicos não era tão grande, deve-se considerar não
apenas o projeto, mas também as etapas de execução e as estraté-

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gias, visando diminuir ao máximo os transtornos aos moradores”,
afirma Caires. Todo o projeto deve ser revisto para atender às exigên-
cias da última revisão da norma.

Instalações elétricas em
prédios

Os sistemas elétricos em prédios são projetos de maior complexida-
de, se comparados aos de instalações em casas e geralmente são pro-
jetados por empresas de engenharia. Nestes casos, o projeto elétrico
abrange as áreas comuns da edificação bem como os circuitos de
distribuição dos apartamentos. “Considerando o caso da distribuição
de energia, podemos deduzir que a carga exigida por um prédio ge-
ralmente é superior à de uma casa, o que demanda mais atenção na
elaboração do projeto”, explica Sueta. Esta diferença faz com que as
instalações em prédios demandem componentes de maior capacida-
de, tais como disjuntores e cabos, sendo usual que os circuitos das
áreas comuns dos prédios sejam um pouco mais sofisticados con-
tando com circuitos de comando automático. “Deve-se considerar
ainda os circuitos para prover outras comodidades nos condomínios,
tais como redes de telefonia, cabos para TV e, mais recentemente,
para redes de computadores”, completa Caires.

Riscos à sua instalação

Cuide para que sua instalação tenha um projeto adequado e seja
bem dimensionada, com dispositivos de proteção e comando apro-
priados, circuitos e fiação de qualidade. Um fator importante para
mantê-la funcionando bem é a manutenção, que deve ser feita de
maneira criteriosa para manter ou aprimorar sua qualidade. Cada
um dos equipamentos elétricos da instalação necessita de um ponto
de energia elétrica. “Não se recomenda o uso de tomadas múltiplas
como o benjamim, o que pode gerar sobrecarga e perda de energia”,
completa Caires. Fique atento às necessidades básicas do projeto,
mas enfatize o aterramento e a proteção contra surtos. “A maior parte
dos problemas que ocorrem são acarretados pelo mau dimensiona-
mento, mau aterramento e falta de equipamentos contra surtos elé-
tricos”, salienta Salgueiro.

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Instalação reformada e segura

Em casos de reforma, nem
sempre as instalações elé-
tricas estão entre as priori-
dades dos usuários. Preo-
cupados com a pintura e o
piso, eles acabam optando
pela manutenção das ins-
talações quando ocorrem
problemas, como a quei-
ma constante de fusíveis,
desarme de disjuntores e
até mesmo princípios de
incêndio. Nesta situação é
que um profissional bem
informado se destaca entre
os demais, conscientizan-
do seus clientes sobre a ne-
cessidade de uma revisão
periódica nas instalações.
“Valorize a questão da
segurança para o usuário
e sua família”, comenta
Edson Martinho, consultor do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre) e
presidente da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos
da Eletricidade (Abracopel). Acompanhe o procedimento correto para a
manutenção e uma lista detalhada para avaliar a instalação em que você
irá trabalhar.
Em média, é indicada uma revisão a cada cinco anos. “A periodici-
dade deve ser referente à complexidade da instalação (quantidade
e diversidade de equipamentos), sua importância e as influências
externas a que está sujeita”, comenta Norberto Nery, autor do livro
Instalações Elétricas (Editora Eltec). A manutenção deve ser feita com
a instalação desenergizada e de acordo com a norma vigente.

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Para começar

Inicie a inspeção pelo quadro de distribuição (local de entrada da ener-
gia). Chaves faca e fusíveis dos modelos rolha e cartucho estão proibi-
dos desde 1997. “O fusível diazed pode ser usado, mas é mais comum
em instalações industriais. A revisão atual da NBR5410 (norma para
instalações elétricas de baixa tensão) só deixou mais claro algumas obri-
gatoriedades para uma boa instalação elétrica”, diz Martinho.

Avalie, em seguida, se os dispositivos de proteção, como os disjun-
tores e o dispositivo DR, estão danificados devido ao mau dimensio-
namento. Estes dispositivos são usados para proteção dos fios e das
pessoas e animais, respectivamente, e devem ser dimensionados de
acordo com a capacidade e a necessidade deles. Confira se as cores
dos fios usados estão corretos, a NBR 5410 designa que o fio neutro
é azul claro e o fio terra (condutor de proteção) deve apresentar a cor
verde ou verde com amarelo.
Após analisar o quadro de distribuição e os dispositivos de segu-
rança, o instalador deve partir para a análise visual, verificando to-
madas e interruptores. As tomadas devem ter três pólos (dois pólos
e o fio terra), não dois como nas construções antigas. Para finalizar,
recomenda-se verificar se há fugas de energia, executando medições
com o multímetro, equipamento que concentra as funções de voltí-
metro, amperímetro e ohmímetro.

Não fique parado

O mercado, empresas e entidades estão preocupados com a forma-
ção e atualização do profissional e, atualmente, proporcionam cur-
sos e palestras. O programa Encontre seu Eletricista, do Procobre e
Senai/SP, realiza uma avaliação do profissional e fornece uma iden-
tificação para os profissionais avaliados. Conta também com um site
para consulta, para que os usuários encontrem os eletricistas avalia-
dos pelo programa. “O profissional deve estar qualificado para a ins-
peção e manutenção, ter experiência na NBR 5410 e optar por ma-
teriais e equipamentos que atendam às normas”, ressalta Norberto.

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Na próxima
manutenção

Confira alguns dos itens que devem ser verificados em instalações
elétricas residenciais e pequenos estabelecimentos não residenciais.

Os disjuntores, fios e cabos, reatores de lâmpadas fluorescentes, in-
terruptores e tomadas têm selo do INMETRO?

( ) Sim
( ) Não. Se não tiver, substitua, pois o selo é obrigatório.

Algum componente da instalação está visualmente danificado (qua-
dro, disjuntor, fusível, chave, eletroduto, interruptor, tomada, placas
ou tampas de caixas etc.)?

( ) Sim. Substitua o componente danificado.
( ) Não

O quadro de distribuição está limpo, seco e os disjuntores estão iden-
tificados de modo que o usuário saiba a que circuito cada disjuntor
pertence?

( ) Sim
( ) Não. Em caso negativo, limpe o quadro e identifique os componentes

Os circuitos de iluminação estão separados dos circuitos de tomadas?

( ) Sim
( ) Não. A separação é obrigatória em cozinha, copa e área de serviço

Existe algum condutor neutro sendo usado como fio terra?

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( ) Sim. Em caso positivo, desligue-o e providencie a ligação de um
fio terra independente do neutro.
( ) Não

Existe um dispositivo DR geral de 30 mA (no máximo) no quadro de
distribuição ou DRs de 30 mA (no máximo) pelo menos nos circuitos
de força?

( ) Sim
( ) Não. Desde 1997, o uso de DR é obrigatório para proteger circui-
tos de tomadas situados em áreas molhadas, garagens e áreas exter-
nas. Teste-o a cada 3 meses.

Existem fios soltos no piso, nas paredes, nos tetos ou nos forros?

( ) Sim. Em caso positivo, instale os fios no interior de eletrodutos,
canaletas etc.
( ) Não

Fonte: programa Encontre o seu Eletricista, realizado pelo Procobre
em parceria com o Senai-SP

Dispositivos de
segurança

Os dispositivos internos de segurança para instalações residenciais são
equipamentos inseridos normalmente nos quadros de distribuição de
energia elétrica e que servem para proteger a instalação elétrica contra
problemas causados pelo mau uso, ou contra problemas causados por
equipamentos com defeito. Um dos dispositivos é o disjuntor termomag-
nético que protege a fiação da instalação elétrica contra sobrecargas, já
que todo fio tem uma capacidade de condução de corrente elétrica que,
se for ultrapassada, aquece e pode causar incêndios. O disjuntor tem a

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função de limitar essa corrente desligando o circuito toda vez que ela for
ultrapassada. Outro, é o DR (Dispositivo Diferencial Residual), que tem
a função de desligar o circuito quando as correntes de fuga, causadas
por defeitos em equipamentos, ultrapassarem um determinado valor. Este
dispositivo evita ainda que pessoas ou animais sofram acidentes com as
instalações elétricas e tomem choque elétrico em equipamentos eletrodo-
mésticos e chuveiros. Para adquirir os dispositivos é importante verificar
se os produtos estão certificados. No caso dos disjuntores, é importante
adquirir produtos que atendam à norma NBR MM 60898, de Proteção de
Sobrecorrentes para Instalações Domésticas e Similares.

Instalação e manutenção

Na instalação do disjuntor, a capacidade de interrupção do equipamen-
to deve estar de acordo com a capacidade de condução de corrente do
fio. No caso específico do DR, no entanto, um item a ser ressaltado é
a interligação do fio neutro no DR, o que não ocorre no disjuntor. No
caso do DR é importante lembrar que é obrigatório a instalação em áre-
as molhadas e úmidas, porque são as de maior incidência e possibilida-
de de ocorrência de choques. No caso dos dispositivos, ambos devem
ser instalados pelo eletricista desde o início da obra. É importante que
haja uma verificação dos dispositivos a cada 5 anos no mínimo. No
caso específico do DR há um botão de teste que deve ser acionado a
cada 3 meses. O usuário final também pode realizar o teste, desde que
seja orientado pelo eletricista responsável pelas instalações.

Painel elétrico: como se faz

A qualidade de uma instalação elétrica de-
pende basicamente do conhecimento do
profissional contratado para executar o ser-
viço. É fundamental que o instalador siga o
projeto elétrico que foi determinado ainda
na planta da edificação, além de optar por
componentes adequados e técnicas que
atendam às normas vigentes. Vale lembrar
que os principais componentes utilizados
em uma instalação elétrica, como fios, ca-
bos, disjuntores, chaves e eletrodutos têm a
avaliação e fiscalização do Inmetro.

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Para não
esquecer!

- O primeiro passo é introduzir uma guia de nylon (fio guia) no ele-
troduto, até que esta saia na caixa de luz.

- Depois, você deverá prender a ponta de um condutor no gancho da
guia de nylon, localizado em uma das extremidades.

- Então, emende os condutores na guia de nylon, até que fiquem
totalmente presos.
- Por meio da guia de nylon, puxe os condutores através dos eletro-
dutos até chegar aos pontos de instalação.

- Utilize a alicate decapador para retirar a isolação do condutor de
retorno.

- Encaixe o condutor decapado no terminal do interruptor ou da
tomada (de acordo com a instalação)

- Com o auxílio de uma chave de fenda apropriada, fixe o condutor
ao terminal.

- Encaixe a moldura na caixa de interruptor e com o auxílio de uma
chave de fenda ou modelo Philips ajuste os parafusos.

- Encaixe o fio condutor neutro no terminal da tomada localizado do
lado direito da parte posterior.

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- Repita o processo com o condutor fase, de forma que seja encaixa-
do no terminal do lado esquerdo.

- Por último, encaixe o condutor terra no terminal central.

- Com o auxílio da chave de fenda ou modelo Philips, coloque a
moldura na caixa de instalação da tomada.

- Após montar as tomadas e interruptores, você deverá se preparar
para a montagem do quadro de distribuição. Destrave o DR, deslo-
cando a peça vermelha para a lateral.
- Encaixe o DR no trilho do quadro de distribuição, de forma que
fique travado.

- Repita o processo com os demais componentes, de acordo com
o projeto de instalação elétrica da residência. Lembre-se que insta-
lações mais simples levam no mínimo 4 componentes, sempre de
acordo com a carga a ser instalada.

- Conecte os condutores que vem do medidor ao DR, de acordo com
o diagrama elétrico.

- Conecte o condutor neutro ao barramento de neutro, localizado no
painel de distribuição.

- Repita o processo com o condutor terra, conectando-o barramento
de terra. Importante: em quadros metálicos, o barramento de terra é
conectado direto a estrutura do quadro, enquanto o de neutro tem
um elemento isolante entre o barramento e a estrutura do quadro.

- Conecte o barramento de distribuição de fases nos terminais ou
bornes de entrada dos disjuntores.

- Com o auxílio da chave de fenda, conecte o condutor fase ao ter-
minal de saída do DR.

- A outra ponta deste mesmo condutor fase deverá conectar o DR
ao barramento de distribuição de fases dos disjuntores dos circuitos.

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- Repita o procedimento com o outro condutor fase, até que ambos
estejam conectados ao barramento e disjuntor.

- Conecte os condutores da tomada ou do disjuntor, sendo que o
neutro deverá ficar no barramento de neutro, o terra permanecerá no
barramento de terra, repetindo o procedimento para os demais fios
do circuito, de acordo com o projeto.

- Com o quadro de distribuição completo, utilize uma braçadeira
plástica e um alicate para fazer o acabamento. Está pronto o quadro
de distribuição.

Siga corretamente as cores dos condutores em qualquer instalação
elétrica. O fio terra deverá ser verde ou verde-amarelo. Já o fio neu-
tro é sempre azul, e o fio fase ou retorno poderá ser amarelo, verme-
lho, preto ou outra cor de sua preferência.

Fios e cabos

Você sabia que fios e cabos elétricos desencapados ou emendas mal
feitas são fatores que contribuem para o desperdício de energia? Por
isso, todo cuidado é pouco no momento da instalação dos fios. É
importante que a instalação seja executada apenas quando determi-
nadas etapas da obra estejam concluídas. São elas: revestimento de
paredes, teto e pisos, e impermeabilização ou telhamento.

Também é importante que portas, janelas e vedações já estejam devi-
damente colocadas, sobretudo aquelas que impedem a penetração da
água da chuva.

Outro cuidado importante é verificar se as caixas de derivação, liga-
ção ou passagem estão internamente limpas e secas.
A menor seção (bitola) permitida por norma para circuitos de lâm-
padas é de 1,5 mm2 e para tomadas de força é de 2,5 mm2. “Não
há problema em utilizar uma seção nominal superior, só não é per-

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mitido por norma utilizar uma seção inferior. Ao aumentar a seção
sem necessidade, também aumenta o custo da instalação” explica o
instrutor do Senai, Walter Wanderley Teixeira.
A norma NBR 5410 estabelece que os fios ou cabos não ocupem
mais do que 53% da área útil do eletroduto, quando for utilizado
apenas um condutor. Já quando a instalação usar dois condutores,
os fios e cabos não poderão ocupar mais do que 31%. Para três ou
mais condutores no mesmo eletroduto, a ocupação dos fios e cabos
elétricos não deverá ultrapassar 40%.

O condutor de proteção ou terra deverá fazer parte de todas as ins-
talações de baixa tensão, seja qual for o esquema de aterramento
adotado. “O condutor de proteção garante a perfeita continuidade
do circuito de terra para o escoamento das correntes de fuga ou falta
na instalação”, observa o instrutor do Senai.

Dicas
importantes

• Jamais realize a instalação de condutores e cabos isolados sem a
proteção de eletrodutos ou invólucros, independentemente se a ins-
talação é embutida, aparente ou enterrada no solo.

• Nunca realize emendas de condutores dentro dos eletrodutos. Exe-
cute-as apenas dentro das caixas de derivação, ligação ou passagem.

• Ao retirar a capa isolante dos condutores para realizar emendas,
tome muito cuidado para que não haja rompimento.

• Fique atento as cores dos condutores. Nunca utilize o condutor
neutro (azul) como condutor de proteção ou terra.

• Não passe os condutores por dentro de dutos destinados a instala-
ções não elétricas como, por exemplo, dutos de ventilação e exaustão.

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• Apenas o condutor de aterramento não é o suficiente para a prote-
ção total contra os choques elétricos.

• As instalações elétricas devem sempre seguir a norma vigente es-
pecífica, a NBR 5410.

Mitos e
verdades sobre
eletricidade

Uma residência com 220 volts gasta menos energia elétrica.

Mito

O consumo é o mesmo. O uso de tensão 220 V
é vantajoso para circuitos com corrente elétrica
elevada ou tomada de uso especial, ou especí-
fico, pois traz a possibilidade de utilizar uma
seção de condutor menor que em 127 volts e,
como consequência, um custo menor. Impor-
tante: o consumo de energia depende da potên-
cia do aparelho e do tempo de sua utilização, e
não da tensão.

Uma boa instalação elétrica custa cerca de 5% do valor total
da obra.

Verdade

Um projeto e instalação bem executados e com materiais de quali-
dade custam, em média, 5% do valor da obra completa.

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Antichamas é o mesmo que BWF.

Verdade

A sigla BWF encontrada nas embalagens indica que o produto é
antichamas.

Um disjuntor antigo ou superdimensionado pode não desar-
mar quando ocorrer um curto-circuito.

Verdade

Neste caso, poderá ocasionar um princípio de incêndio na edificação.
Tomada quente é um perigo!

Verdade

Uma tomada quente merece atenção especial, já que além de des-
perdício de energia elétrica, também indica possibilidade de fogo.

Forno de micro-ondas, máquina de lavar louças, aquecedor,
ar-condicionado , chuveiro e torneira elétrica são equipa-
mentos com potência elevada.

Verdade

Sim, assim como o fogão, secador de cabelo e o forno elétrico. Fique
atento, pois alguns fabricantes informam na embalagem do equipamento
os valores recomendados para os condutores e dispositivos de proteção.

Quedas de tensão não comprometem equipamentos elétri-
cos.

Mito

Quedas frequentes de tensão podem comprometer equipamentos
elétricos que não possuem autorregulagem, abreviando sua vida útil
ou provocando queimas prematuras.

O uso de benjamins é seguro.

Mito

Cada tomada é dimensionada para a passagem de determinado valor

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de corrente elétrica. O uso de benjamins pode causar sobrecarga e
curto-circuito.

A função do fio terra é minimizar os efeitos do choque em
um indivíduo.

Verdade

Por isso, o fio terra ou de proteção jamais deve ser anulado dos equi-
pamentos. Priorize um bom sistema de aterramento na edificação
para garantir a segurança de todos.

A capacidade de corrente de fios e cabos elétricos é a mesma.

Verdade

A rigor, a principal diferença entre fios e cabos elétricos está na flexibili-
dade. Como os cabos são feitos por diversos filamentos são mais flexíveis.

Existe uma lei que determina que todas as novas edificações
precisam ter o aterramento da rede elétrica.

Verdade

A Lei 11.337 de 26 de julho de 2006 estabelece que as novas edifi-
cações tenham o aterramento da rede elétrica.

Riscos elétricos

O perigo não está só no choque elétrico. Antes de introduzir o tema
segurança é preciso entender um pouco mais sobre as normas técni-
cas brasileiras. No Brasil, as normas oficiais são desenvolvidas pela
Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e registradas no
Instituto Nacional de Metrologia e Qualidade Industrial (INMETRO).

Ao lidar com instalações e serviços elétricos, os principais riscos são:
o choque elétrico, o arco elétrico, a exposição aos campos eletro-
magnéticos e o incêndio.

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Choque elétrico

Ocorre quando uma corrente elétrica percorre o organismo humano
e apresenta efeitos diversos. Tais consequências variam de acordo
com o percurso e intensidade da corrente; tempo de duração; área
de contato; frequência de corrente elétrica; tensão elétrica; e con-
dições da pele, constituição física e estado de saúde do indivíduo.
O choque elétrico pode ser estático, ocasionado pela descarga
eletrostática ou pela descarga de um capacitor; ou dinâmico, que
ocorre por meio do contato com o elemento energizado. O choque
dinâmico é o mais perigoso, pois a rede de energia elétrica mantém
a pessoa energizada, ou seja, a corrente de choque persiste continu-
adamente.

Os efeitos do choque elétrico incluem: parada respiratória, parada
cardíaca, necrose (resultado de queimadas profundas), alteração no
sangue, perturbação do sistema nervoso e sequelas em vários órgãos
do corpo humano.

Exposição a campos eletromagnéticos

A queda de um raio é um bom exemplo de formação de campos
eletromagnéticos na atmosfera.

A corrente do raio sofre variação no tempo e cria campos elétricos
magnéticos no espaço ao redor do canal de corrente entre a nuvem
e o solo.

Arco elétrico

É uma ocorrência de curtíssima duração (menor do que 0,5 segundo)
que se caracteriza pela passagem de corrente elétrica pelo ar ou por
outro meio isolante.

Na prática, o arco elétrico pode acontecer quando o trabalhador
maneja ferramentas, instrumentos ou materiais condutores próximos
de instalações energizadas. As principais consequências de arcos
elétricos são queimaduras e quedas, tendo em vista que é formada
uma onda de pressão que pode empurrar e derrubar o trabalhador.

26

Medidas de controle

Você já deve ter escutado alguém falar sobre “medidas de controle”
do risco elétrico. A expressão abrange um conjunto de atividades
que permitem identificar, entender, detectar, monitorar e evitar um
risco elétrico.

As medidas de controle começam a ser definidas no projeto elétrico
e prosseguem até os procedimentos para situações de emergência.
Utilizar equipamentos à prova de explosão e certificados é um bom
exemplo de medida de controle.

Riscos elétricos e
adicionais

RISCOS ELÉTRICOS E MEDIDAS DE CONTROLE

Choque Elétrico

Desenergização, tensão de segurança, barreiras, invólucros, luvas,
bota de segurança e capacete.

Arco Elétrico

Protetor facial e vestimenta.

Campos Eletromagnéticos

Não possuir implantes eletrônicos no corpo e/ ou próteses metálicas,
blindagens.

RISCOS ADICIONAIS E MEDIDAS DE CONTROLE

Trabalho em altura

Cinto de segurança com trava de queda e linha de vida.

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Ambiente confinado

Treinamento específico

Área classificada

Treinamento específico.

Instalação elétrica em ambiente explosivo

Projeto e materiais certificados.

Sobretensões transitórias

Dispositivos contra surtos.

Descargas atmosféricas

SPDA e interrupção dos trabalhos a céu aberto.

Eletricidade estática

Eliminação a partir do uso de ionizadores, aterradores e mantas dis-
sipadoras.

Umidade

Desumidificação.

Flora

Remoção, considerando os critérios de preservação do meio ambiente.

Fauna

Impedimento da circulação ou entrada nas instalações elétricas e
controle das pragas.

28

Existem diversas normas que
abrangem quase todos os
tipos de instalações e produtos.
Acompanhe as principais:

NR -10

Estabelecida em 1978 e revisada em 2004, a norma estabelece re-
quisitos e condições mínimas para as medidas de controle e sistemas
preventivos relacionados a instalações que operam em extrabaixa
tensão, baixa tensão e alta tensão. Com a aplicação da norma, a pro-
babilidade de ocorrência de acidentes é reduzida significativamente.

NBR 5410 - Instalações Elétricas de Baixa Tensão

Referência obrigatória quando se fala em segurança com eletrici-
dade, a norma apresenta todos os cálculos de dimensionamento de
condutores e dispositivos de proteção. A NBR 5410 engloba as dife-
rentes formas de instalação e as influencias externas de um projeto.
Apresenta os aspectos de segurança de forma detalhada, incluindo
o aterramento, a proteção por dispositivos de corrente de fuga, de
sobretensões e sobrecorrentes.

NBR 14039 – Instalações Elétricas de Média Tensão
(de 1,0 kV a 36,2 kV)

Abrange instalações de consumidores, incluindo suas subestações,
dentro da faixa de tensão especificada. Estabelece critérios específi-
cos de segurança para as subestações consumidora, incluindo aces-
so, parâmetros físicos e de infraestrutura.

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Equipamentos de
proteção individual

O instalador elétrico deve utilizar vestimentas adequadas às ativi-
dades e jamais usar adornos pessoais, principalmente metálicos ou
em materiais que facilitem a condução de energia.

Óculos de segurança

É indicado contra elementos que possam prejudicar a visão como,
por exemplo, descargas elétricas.

Capacetes de segurança

Utilizado para proteger contra quedas de objetos e contatos aciden-
tais com as partes energizadas na instalação.

Luvas isolantes

Possuem identificação no punho com informações sobre a tensão
de uso.

Botina sem biqueira de aço

Ajuda a minimizar as consequências de contatos com partes energi-
zadas e são selecionadas conforme o nível de tensão de isolação e
aplicabilidade.

Cinturão de segurança

Obrigatório em trabalhos realizados acima de 2 metros de altura,
podendo ser abdominal e de três pontos (paraquedista).

Protetores auriculares

Indicado para minimizar consequências de ruídos prejudiciais à audição.

Máscaras/ respiradores

Destinado para uso em áreas confinadas, sujeitas à emissão de gases
e poeiras.

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