1 |formação do MESCE PNSM 2023 FORMAÇÃO Ministérios Extraordinária da Sagrada Comunhão Eucarística MESCE – 2023 Índice OS MINISTÉRIOS NA IGREJA E A FUNÇÃO DO MINISTRO 2 TEOLOGIA DA EUCARISTIA 6 A Missa Explicada – Missa Parte a Parte 10 ANO LITÚRGICO 17 O QUE OS MESCES DEVEM SABER 23 Visita e Comunhão dos Enfermos e Idosos 32
2 |formação do MESCE PNSM 2023 OS MINISTÉRIOS NA IGREJA E A FUNÇÃO DO MINISTRO A palavra “ministério” vem do latim: ministerium = serviço; minister = ministro; ministrare = servir. O termo “ministério”, = “serviço”, aparece muitas vezes na Bíblia sagrada, e tem um significado teológico muito rico. Antigo Testamento, Livro de Profeta Isaías nos capítulos de 40 a 52, os quatro “cânticos do Servo de Javé” É uma importante missão de serviço confiada por Deus ao “Servo de Javé”. Esse Servo de Javé – uma prefigure do Messias, ou seja, Jesus Cristo, “o Servo de Javé por excelência” NovoTestamento, Jesus Cristo denomina-se o “Servo, Servidor” (em grego, diácono) do Pai, afirmando de si mesmo: “Eu vim para servir, e não para ser servido” (Marcos 10,45). Servir a comunidade “Portanto, irmãos, escolhei entre vós sete homens de boa reputação, cheios de espírito e de sabedoria, para que lhes confiemos essa tarefa” At 6, 1-6 MINISTÉRIO: é um serviço prestado à comunidade, respondendo a uma necessidade duradoura ou permanente desta comunidade. A pessoa que tem esta função representa a própria comunidade, agindo em nome dela, mas com muita cautela, longe de ser autoritário, longe de exercer poder. O ministro deverá conscientizar-se de que a sua preocupação está voltada para uma relação íntima entre o ministério e a comunidade.
3 |formação do MESCE PNSM 2023 Ele carregará consigo, que o ministério é estar a serviço da comunidade, isto é, de todos os cristãos, tornando essa comunidade mais ativa, mais missionária. Desde as suas origens, a Igreja de Cristo vem servindo, espiritualmente e materialmente, a todos os povos, mediante o exercício constante e generoso de dois tipos de ministério, essencialmente distintos: • os “ministérios ordenados”, enraizados nos sacramentos do batismo e da ordem e exercidos pelos ministros ordenados, ou seja, bispos, presbíteros e diáconos, e • os “ministérios não ordenados”, enraizados nos sacramentos do batismo e da confirmação (crisma), exercidos pelos fiéis leigos, homens e mulheres (cf. Christifideles laici, 23, 1988). Ministérios ordenados celebrar o santo sacrifício da missa e a administração dos sacramentos, bem como o múnus de ensinar a doutrina cristã, governar, santificar e presidir o culto Público e official de adoração e louvor a Deus. Ministérios não ordenados pós-conciliar da Igreja, citem-se, entre outros, os seguintes: Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística; ministros do batismo; ministros do matrimônio (testis qualificatus); ministros da palavra Ect… Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística (MESCE) • A instrução Fidei custos (em latim, = Guarda da fé), publicada pelo papa Paulo VI em 30 de abril de 1969, pela qual são constituídos os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística;
4 |formação do MESCE PNSM 2023 • A instrução Immensae caritatis (em latim = da imensa caridade, também do papa Paulo VI, publicada em 29 de janeiro de 1973, dispondo sobre vários pontos relacionados com a piedade eucarística e com o ministério da sagrada Eucaristia. MESCE no Cân. 230 §3. • Onde a necessidade da Igreja o aconselhar, podem também os leigos, na falta de ministros, mesmo não sendo leitores ou acólitos, suprir alguns de seus ofícios, a saber, exercer o ministério da Palavra, presidir às orações litúrgicas, • administrar o Batismo e distribuir a Sagrada Comunhão, de acordo com as prescrições do direito. De acordo, pois, com as determinações da Igreja, podem administrar a sagrada comunhão eucarística: a) os Ministros Ordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, ou seja, os ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos), pelo seu próprio poder espiritual, recebido em sua ordenação sacramental episcopal, presbiteral, diaconal; b) os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, ou seja, os ministros não ordenados – leigos, homens e mulheres, por específica delegação ou mandato recebido da competente autoridade eclesiástica, É evidente que a tarefa de distribuir a sagrada comunhão eucarística em igrejas e capelas, durante as celebrações litúrgicas, compete, em primeiro lugar, aos ministros ordenados (bispos, presbíteros e diáconos). É na falta desses ministros, ou, ainda, tendo em vista o grande número de comungantes, que os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística são chamados a colaborar na distribuição da sagrada comunhão aos fiéis.
5 |formação do MESCE PNSM 2023 Diretório Pastoral Diocesana de Oliveira, MG Diretório pastoral Diocesana de Oliveira, MG explica quem são ministros extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística nos seguintes: 119. Entre os ministros leigos provisionados em nossa diocese destacam-se os Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, tanto pelo seu número expressivo, quanto pelo seu desempenho nas comunidades, junto aos doentes e enlutados. 120. O Ministro Extraordinário da Sagrada Comunhão Eucarística é o acólito instituído ou outro fiel designado de acordo com o cânon 230, podendo ser instituído, depois de provisionado ou ocasional, em casos particulares e imprevistos (cf. RS, 155). Na Celebração Eucarística, o MESCE só deve agir na falta do ministro ordenado (cf. RS, 158 – cânon 910). 129. A provisão para os MESCEs é diocesana e pessoal, mas o exercício ordinário de seu ministério é restrito ao território paroquial. Função dos MESCE ✓ Na Celebração da Eucaristia ✓ Na Celebração da Palavra com a comunhão ✓ Nos hospitais aos doentes ✓ Residências particulares aos idosos ou doentes Viver na Graça de Deus • tenham espírito de fé; • levem uma vida cristã exemplar; • sejam dedicados e humildes em seu ministério; • tenham uma sólida piedade eucarística; • vivam em alegre comunhão espiritual com seu pároco, • com seus colegas de ministério e com os fiéis em geral;
6 |formação do MESCE PNSM 2023 • sejam agentes de união e renovação cristã, dentro de sua comunidade paroquial. “Essas recomendações – poucas, mas substanciais – poderão ser uma constante e feliz realidade na vida e no ministério dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística, desde que eles sejam, antes, cuidadosamente preparados, e, depois de receberem o mandato, zelosamente acompanhados em seu importante ministério.” Recomendações ✓ Participar nas celebrações Eucarísticas ✓ Prestar atenção nos rituais e celebração ✓ Procurar o assunto sobre a eucaristia nos livros ou intenet Fazer o resumo o é a eucaristia para mim?
7 |formação do MESCE PNSM 2023 TEOLOGIA DA EUCARISTIA Eucaristia é o centro de toda a vida cristã, tanto para a Igreja, quer universal quer local, como para cada um dos fiéis. Nela culmina toda a ação pela qual Deus, em Cristo, santifica o mundo, bem como todo o culto pelo qual os homens, por meio de Cristo, Filho de Deus, no Espírito Santo, prestam adoração ao Pai. Nela se comemoram também, ao longo do ano, os mistérios da Redenção, de tal forma que eles se tornam, de algum modo, presentes. Todas as outras ações sagradas e todas as obras da vida cristã com ela estão relacionadas, dela derivam e a ela se ordenam. (IGMR 16) "A Missa ou a Ceia do Senhor, é ao mesmo tempo e inseparavelmente: sacrifício, no qual se perpetua o sacrifício da cruz; memorial da morte e da ressurreição do Senhor que disse: 'Fazei isto em memória de Mim'; banquete sagrado no qual, pela comunhão no Corpo e Sangue do Senhor, o povo de Deus participa nos bens do sacrifício pascal" (cf SC 6 e 47). A EUCARISTIA, SACRAMENTO DA PÁSCOA DE CRISTO "No momento de inserir a sua libertação pascal no contexto de toda a história da salvação que era evocada pela ceia pascal judaica - na qual deixa o pão e o vinho como sacramento antecipado do seu sacrifício e, portanto, do seu mistério pascal de morte e vida - Cristo faz desse gesto e desses sinais o seu memorial, ordenando que seja celebrado como tal: 'Fazei isto em minha memória'" (Lc 22, 19; 1Cor 11, 25). A celebração pascal judaica foi substituída pela eucaristia cristã, memorial da nova e definitiva Páscoa. O acontecimento que se atualiza e torna presente no memorial é a morte de Cristo na cruz, a entrega do CrucificadoRessuscitado por todos. Esta é a compreensão neotestamentária da Eucaristia, como emerge dos relatos da instituição.
8 |formação do MESCE PNSM 2023 A PRESENÇA REAL DO SENHOR RESSUSCITADO No centro da Eucaristia está Cristo ressuscitado, que se faz realmente presente. Sem a presença real de Cristo, a Eucaristia seria uma mera reunião religiosa com algumas recordações do passado, drama ou teatro representando acontecimentos de outros tempos sem ligação com o presente, refeição partilhada sem eficácia sacramental. Por essa presença, Jesus "eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz dela "como que a perfeição da vida espiritual e o fim para que tendem todos os sacramentos" (S. Tomás de Aquino). Antes de mais, convém sublinhar que é Cristo Ressuscitado que se faz presente na Eucaristia. A presença é a do Cristo Pascal. Não é uma coisa de que se possa dispor, mas uma pessoa. A Eucaristia é a presença do Ressuscitado no meio da comunidade, como muito bem exprime o relato dos discípulos de Emaús. Lucas sublinha que a presença do Ressuscitado é diferente da presença pré-pascal (não O reconhecem), e apresentar a nova forma de experimentar essa presença: na proclamação da Palavra e na Eucaristia. Mas esta presença é uma presença-ausência, que tem na Ascensão o seu pressuposto. De fato, com a ressurreição começou a nova forma de presença de Cristo. A Ascensão, ao situar o Corpo de Cristo além das fronteiras de espaço e tempo, torna possível a presença sacramental. A presença eucarística de Cristo não é porém a única presença real! Não esgota a presença real do Ressuscitado no meio dos seus. Cristo está presente na palavra proclamada na liturgia (SC 33, IGMR 33). Está presente na comunidade reunida, bem como naquele que preside (SC 7 e Mysterium Fidei - Encíclica do Paulo VI). Esta doutrina em nada diminui a importância da presença eucarística e o seu caráter único. Nestas diversas formas de presença real do Senhor Ressuscitado percebe-se a progressiva densidade dessa presença, que culmina precisamente na Eucaristia.
9 |formação do MESCE PNSM 2023 A EUCARISTIA COMO SACRIFÍCIO A eucaristia é o sacramento da Páscoa do Senhor. Toda a vida de Jesus Cristo foi vivida como uma permanente entrega: viveu para o Pai e o cumprimento da sua vontade; e como a vontade do pai é a salvação de todos, Jesus viveu para os outros. Jesus foi verdadeiramente um Homem para os outros. A sua morte na cruz foi a consequência dessa vida. Não foi um momento isolado, mas o completar o sentido de uma vida. O essencial da cruz de Cristo é sua entrega por todos nós, a sua entrega ao Pai pela humanidade. A cruz foi o coroar a existência de Cristo: uma existência voltada para o Pai e para os irmãos. Essa "entrega por" e essa "existência para" se perpetuam com a ressurreição; são permanente atualidade. Cristo está presente entre nós realmente e eternamente. A entrega ou a doação de Jesus permanece no "hoje" perpétuo do Ressuscitado. Cristo torna-se presente, na Eucaristia, como "Aquele que se entrega por". A EUCARISTIA, BANQUETE PASCAL A última ceia foi uma refeição. A Eucaristia é também banquete pascal. O gesto cristão fundamental para entrar em comunhão com Deus é, assim, uma refeição partilhada em memória de Jesus e que tem como alimento o próprio Cristo, na sua entrega por nós. É o próprio Jesus Cristo que convida para o banquete: "Tomai e comei... Tomai e bebei... ". É ainda Ele que diz: "Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu Sangue, não tereis a vida em vós" (Jo 6, 53). A celebração eucarística põe-nos em comunhão com o Corpo e Sangue de Jesus ante a iminência da sua morte. Esta comunhão faz-nos participar do poder redentor dessa morte por nós. Porque a Eucaristia é banquete pascal, "convém que os fiéis, devidamente preparados, nela recebam, segundo o mandato do Senhor, o seu Corpo e Sangue como alimento espiritual" (IGMR 80). "Receber a Eucaristia na comunhão traz consigo, como fruto principal, a união mais íntima com Cristo" (Catecismo n. 1391). Assim como o alimento fortalece a nossa vida corporal, assim também a comunhão
10 |formação do MESCE PNSM 2023 "conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. Este crescimento da vida cristã tem de ser alimentado pela Comunhão eucarística, pão da nossa peregrinação até à hora da morte, em que nos será dado como viático" (Catecismo n. 1392). Porque nos une mais intimamente a Cristo, a Comunhão nos purifica das nossas faltas veniais e nos fortalece na luta contra o pecado. A Comunhão realiza ainda a unidade no Corpo de Cristo que é a Igreja e tem em si uma exigência de caridade, de maior atenção aos mais desfavorecidos. A EUCARISTIA, PENHOR DA FUTURA GLÓRIA "Se a Eucaristia é memorial da Páscoa do Senhor, se pela nossa comunhão no altar somos cumulados da 'plenitude das bênçãos e graças do céu' (oração eucarística I), a Eucaristia é também antecipação da glória celeste (Catecismo n. 1402). De fato, a Eucaristia, se é o centro da vida cristã, alarga os nossos horizontes para as realidades que se esperam, como diz a antífona da Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo: 'Ó Sagrado banquete, em que se recebe Cristo e se comemora a sua paixão, em que a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da futura glória'". Esta dimensão da Eucaristia está presente já na última ceia de Jesus com os seus discípulos: "Eu vos digo que não voltarei a beber deste fruto da videira, até o dia em que beberei convosco o vinho novo do Reino de meu Pai" (Mt 26, 29; cf. Mc 14, 25; Lc 22, 18). Santo Inácio de Antioquia (martirizado em 107) apresentava a Eucaristia como "remédio de imortalidade, antídoto para não morrermos" e que "nos faz viver em Jesus Cristo para sempre" (Ef 20, 2). Celebramos a Eucaristia na expectativa da vinda gloriosa do Senhor; a celebração, a nós que "não temos aqui morada permanente", nos orienta para a pátria definitiva.
11 |formação do MESCE PNSM 2023 A Missa Explicada – Missa Parte a Parte A liturgia é sempre um lugar de encontro. Encontro com Deus e com os irmãos. É sobre tudo encontro com Deus- Amor! Este encontro marcado pelo diálogo. Vamos ver como este diálogo acontece em cada parte da Missa, isto é, o sentido e os principais objetos litúrgicos e símbolos utilizados. Ritos Iniciais • Entrada • Saudação • Ato penitencial • Glória • Oração Coleta LITURGIA DA PALAVRA • Primeira leitura • Salmo • Segunda leitura • Aclamação do Evangelho • Evangelho • Homilia • Profissão de fé • Oração Universal – Preces LITURGIA EUCARÍSTICA • Preparação das oferendas • Oração das Oferendas • Prefácio • Santo • Oração Eucarística • Pai Nosso • Oração da Paz • Comunhão • Oração Após a comunhão Ritos Finais • Breve comunicação • Bênção • Despedida – envio
12 |formação do MESCE PNSM 2023 I. RITOS INICIAIS - é Deus quem nos reúne! Canto de entrada Este canto serve para abrir a celebração. Ele promove a união da assembleia (=comunidade reunida) e a introduz no sentido do tempo litúrgico ou festa celebrada. Procissão de entrada Enquanto comunidade reunida canta, o celebrante entra com os auxiliares (= proclamadores da palavra, os ministros, acólitos/ coroinha). Chegando no presbitério, num gesto de respeito fazem referencia (venha) ao altar e depois o celebrante (sacerdote) beija o altar, o lugar de sacrifício de Cristo. No momento oportuno, incensa o altar e a cruz. Saudação inicial e acolhida A missa começa com o sinal da cruz, sinal do Cristãos desde do seu batismo. O presidente da celebração saúda a todas a assembleia, acolhendo-a com alegria em nome de Cristo. Ato Penitencial No ato penitencial, o presbítero convida a assembleia para olhar dentro de si mesmo, reconhecendo suas culpas, e avaliando vários aspectos do seu compromisso de cristãos. Enquanto isso reconhece também a grandeza de Deus na sua misericórdia, por isso imploramos o perdão. “Senhor tende piedade de nós”. O ato penitencial revela a força de reconciliadora de Deus. Hino de louvor Reconhece as maravilhas que o Senhor realiza em nós, damos graça e entoamos a glória (o Hino de louvor). A igreja reunida no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cristo Cordeiro (Filho). Coleta
13 |formação do MESCE PNSM 2023 É chamada “Coleta”, a oração de Conclusão do rito da Entrada. O presidente da celebração convida a assembleia para rezar com a palavra “Oremos”, depois disso toma uns instantes de silêncio na consciência de que está na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. O presidente da celebração ‘recolhendo’ as intenções - pedidos e apresenta uma única oração da Igreja a Deus Pai, por Jesus Cristo e no Espírito Santo. II. LITURGIA DA PALAVRA – Deus nos fala Momento de ouvir a Palavra de Deus. Nas missas dominicais e na solenidade são três (3) leituras e o salmo Primeira leitura. Geralmente é do antigo testamento, para mostrar que já se previa a vinda do Jesus Cristo. Salmo responsorial Na maioria é tirado do livro do Salmo. Ele nos ajuda a entender melhor a Primeira leitura, um resposta, diálogo entre as leituras e elo de ligação entre as leituras. Segunda leitura. A 2ª leitura é feita normalmente na missa dominical e na solenidade. As leituras são das cartas de Paulo, Tiago, Pedro e João.... que são mais comuns ao longo do ano litúrgico. EVANGELHO Aclamação do Evangelho O canto de ‘aleluia’ que expressa a alegria da assembleia acolhendo a Palavra de Deus. Através dos evangelistas Matheus, Marcos, Lucas ou João, Jesus Cristo nos transmite sua “Palavra de Salvação”.
14 |formação do MESCE PNSM 2023 Evangelho O evangelho traz a principal mensagem para a Vida da Comunidade Cristã. É Boa Nova anunciada por Jesus, que continua sempre presente no meio de nós pela sua Palavra. Homilia Não basta ouvir com atenção a Palavra de Deus. Na liturgia, a Palavra adquire máxima intensidade no significar e no comunicar a ação salvífica de Deus. A homilia é o modo mais eloquente e mais a compromete a responder à resposta divina. É necessário compreendê-la, liga-la com a vida de hoje, para que a salvação torna se eficaz. Profissão de fé Em resposta a palavra de Deus, que ouvimos na leitura e na homilia, professamos publicamente a nossa fé dizendo “Creio”. Declaramos que estamos unidos na fé pela mesma crença num só Deus, revelando por Jesus Cristo. Temos duas opções, um mais simples ‘símbolo Apostólico’ e outra mais completa ‘Símbolo Niceno-Constantinopolitano’. Oração universal - Preces É assembleia que reza por todas as pessoas, pela Igreja do mundo inteiro, pela sociedade, pela própria comunidade, pela salvação de tudo o mundo e por necessidade particular. III. LITURGIA EUCARÍSTICA - Deus nos convida a ceia! Neste momento mergulhamos no grande mistério do amor de Deus, o mistério da paixão, morte e ressurreição do Senhor: Páscoa de Cristo. Apresentação das oferendas Trazemos até o altar o pão e vinho que se transfigura – transubstancial no Corpo e Sangue de Cristo. Essas oferendas simbolizam e expressam nossa vida, sinal da nossa entrega. Tudo isso se unirão ao sacrifício de Jesus Cristo ao Pai.
15 |formação do MESCE PNSM 2023 Oração das oferendas Concluindo a apresentação e preparação das oferendas, o presidente reza ‘oração das oferendas’. ORAÇÃO EUCARÍSTICA A oração eucarística constitui o ápice e o centro de toda a celebração. É uma prece de ação de graças e santificação. Sentido desta oração é que toda assembleia se una a Cristo na proclamação das maravilhas de Deus (IGMR 54-55, cf. CNBB, doc.43 nn 298-306) Prefácio O Prefácio é o momento central da celebração com oração de ação de graças, glorifica a Deus e lhe render a graça por toda a obra de salvação. Santo É uma aclamação feita pela toda assembleia. É uma explosão de louvor de todo o povo na ação salvífica de Deus. Oração eucarística Consiste na oração eucarística os elementos de oração: • A EPICESE é uma invocação solene ao Espírito Santo, a fim de que assuma e transforme as oferendas de pão e vinho no Corpo e no Sangue de Cristo • A NARRATIVA DA INSTITUIÇÃO E CONSAGRAÇÃO. É o momento em que Jesus institui a sagrada Eucaristia, na última ceia. Com esta oração a ‘memória’ de salvação se faz presente. • A ANAMNESE ou MEMORIAL. A Igreja por ordem de Cristo transmitida através dos Apóstolos, faz a memória do acontecimento central de nossa salvação, a memória pascal. • A OBLAÇÃO. Constitui o próprio Cristo imolado e glorificado. É o verdadeiro ofertório da Igreja ao Pai. Toda assembleia de une a Cristo, o qual oferece ao Pai o seu sacrifício, oferecido, uma vez para sempre, no altar da Cruz e agora atualizado pela Igreja reunida.
16 |formação do MESCE PNSM 2023 • AS INTERCESSÕES. A eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja, tanto celeste como terrestre, que a oblação é feita por ela e por todos os membros, vivos e mortos. • A DOXOLOGIA FINAL. O povo confirma com aclamação do AMEM. Rito da comunhão Oração do Pai Nosso. Essa oração resume os desejos mais profundos do coração de cada um de nós, estimulando o sentimento de fraterna solidariedade cristão Abraço de Paz. Através do abraço de paz, firmamos o compromisso de lutar sempre pela paz e levamos a paz de Cristo em cada irmãos. Fração do Pão. O gesto de partir o pão tem significado que embora sejamos muitos, pela participação no único Pão da Vida, que é Cristo, nos tornamos um único corpo. Este gesto é acompanhado com frase ‘Cordeiro de Deus ...’ Comunhão É momento cada cristãos recebem o Corpo e Sangue de Cristo. Em procissão cada um recebe o Cristo, Pão da Vida. Oração após a comunhão Após a comunhão, se implora uma oração em gesto de gratidão e esperança na qual os frutos da eucaristia tornam se eficaz na vida dos cristãos IV. RITOS FINAIS – Deus nos envia É o momento de bênção final e o envio. Pode haver uma pequena comunicação e se finaliza a eucaristia com Bênção de Deus e o envio na certeza que o Senhor acompanha a vida dos cristãos.
17 |formação do MESCE PNSM 2023 ANO LITUÚRGICO Chama-se Ano Litúrgico o tempo em que a Igreja celebra todos osfeitos salvíficos operados por Deus em Jesus Cristo. "Através do ciclo anual, a Igreja comemora o mistério de Cristo, desde a Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor" (NUALC nº 43 e SC nº 102). Ano Litúrgico é, pois, um tempo repleto de sentido e de simbolismo religioso, de essência pascal, marcando, de maneira solene, o ingresso definitivo de Deus na história humana. É o momento de Deus no tempo, o "kairós" divino na realidade do mundo criado. Tempo, pois, aqui entendido como tempo favorável, "tempo de graça e de salvação", como nos revela o pensamento bíblico (Cf.2Cor 6,2; Is 49,8a). As celebrações do Ano Litúrgico não olham apenas para o passado, comemorando-o. Olham também para o futuro, na perspectiva do eterno, e fazem do passado e do futuro um eterno presente, o "hoje" de Deus, pela sacramentabilidade da liturgia (Cf. Sl 2,7; 94(95); Lc 4,21; 23,43). Aqui, enfatiza-se então a dimensão escatológica do Ano Litúrgico. O Ano Litúrgico tem como coração o Mistério Pascal de Cristo, centro vital de todo o seu organismo. Nele palpitam as pulsações do coração de Cristo, enchendo da vitalidade de Deus o corpo da Igreja e a vida dos cristãos. Quando se inicia o Ano Litúrgico Diferente do ano civil, mas, como foi dito, não contrário a ele, o Ano Litúrgico não tem data fixa de início e de término. Sempre se inicia no primeiro Domingo do Advento, encerrando-se no sábado da 34ª semana do Tempo Comum, antes das vésperas do domingo, após a Solenidade de Cristo Rei do Universo. Esta última solenidade do Ano Litúrgico marca e simboliza a realeza absoluta de Cristo no fim dos tempos. Daí, sua celebração no fim do Ano Litúrgico, lembrando,
18 |formação do MESCE PNSM 2023 porém, que a principal celebração litúrgica da realeza de Cristo se dá sobretudo no Domingo da Paixão e de Ramos. Mesmo sem uma data fixa de início, qualquer pessoa pode saber quando vai ter início o Ano Litúrgico, pois ele se inicia sempre no domingo mais próximo de 30 de novembro. Na prática, o domingo que cai entre os dias 27 de novembro e 3 de dezembro. A data de 30 de novembro é colocada também como referencial, porque nela a Igreja celebra a festa de Santo André, apóstolo, irmão de São Pedro, e Santo André foi, ao que tudo indica, um dos primeiros discípulos a seguir Cristo (Cf. Jo 1,40). Ano Litúrgico e Dinâmica da Salvação Tendo como centro o Mistério Pascal de Cristo, todo o Ano Litúrgico é dinamismo de salvação, onde a redenção operada por Deus, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo, deve ser viva realidade em nossas vidas, pois o Ano Litúrgico nos propicia uma experiência mais viva do amor de Deus, enquanto nos mergulha no mistério de Cristo e de seu amor sem limites. O Domingo, Fundamento do Ano Litúrgico O Concílio Vaticano II (SC nº 6), fiel à tradição cristã e apostólica, afirma que o domingo, "Dia do Senhor", é o fundamento do Ano Litúrgico, pois nele a Igreja celebra o mistério central de nossa fé, na páscoa semanal que, devido à tradição apostólica, se celebra a cada oitavo dia. O domingo é justamente o primeiro dia da semana, dia da ressurreição do Senhor, que nos lembra o primeiro dia da criação, no qual Deus criou a luz (Cf. Gn 1,3-5). Aqui, o Cristo ressuscitado aparece então como a verdadeira luz, dos homens e das nações. Todo o Novo Testamento está impregnado dessa verdade substancial, quando enfatiza a ressurreição no primeiro dia da semana (Cf. Mt 28,1; Mc 16,2; Lc 24,1; Jo 20,1; como também At 20,7 e Ap 1,10).
19 |formação do MESCE PNSM 2023 Como o Tríduo Pascal da Morte e Ressurreição do Senhor derrama para todo o Ano Litúrgico a eficácia redentora de Cristo, assim também, igualmente, o domingo derrama para toda a semana a mesma vitalidade do Cristo Ressuscitado. O domingo é, na tradição da Igreja, na prática cristã e na liturgia, o "dia que o Senhor fez para nós" (Cf. Sl 117(118),24), dia, pois, da jubilosa alegria pascal. As Divisões do Ano Litúrgico Os mistérios sublimes de nossa fé, como vimos, são celebrados no Ano Litúrgico, e este se divide em dois grandes ciclos: o ciclo do Natal, em que se celebra o mistério da Encarnação do Filho de Deus, e o ciclo da Páscoa, em que celebramos o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor, como também sua ascensão ao céu e a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja, na solenidade de Pentecostes. O ciclo do Natal se inicia no primeiro domingo do Advento e se encerra na Festa do Batismo do Senhor, tendo seu centro, isto é, sua culminância, na solenidade do Natal. Já o ciclo da Páscoa tem início na Quarta-Feira de Cinzas, início também da Quaresma, tendo o seu centro no Tríduo Pascal, encerrando-se no Domingo de Pentecostes. A solenidade de Pentecostes é o coroamento de todo o ciclo da Páscoa. Entremeando os dois ciclos do Ano Litúrgico, encontra-se um longo período, chamado "Tempo Comum". É o tempo verde da vida litúrgica. Após o Natal, exprime a floração das alegrias natalinas, aí aparecendo o início da vida pública de Jesus, com suas primeiras pregações. Após o ciclo da Páscoa, este tempo verde anuncia vivamente a floração das alegrias pascais. Os dois ciclos litúrgicos, com suas duas irradiações vivas do Tempo Comum, são como que as quatro estações do Ano Litúrgico. O ‘Santoral’ ou o ‘Próprio dos Santos’ Em todo o Ano Litúrgico, exceto nos chamados tempos privilegiados
20 |formação do MESCE PNSM 2023 (segunda parte do Advento, Oitava do Natal, Quaresma, Semana Santa e Oitava da Páscoa), a Igreja celebra a memória dos santos. Se no Natal e na Páscoa, Deus apresenta à Igreja o seu projeto de amor em Cristo Jesus, para a salvação de toda a humanidade, no Santoral a Igreja apresenta a Deus os copiososfrutos da redenção, colhidos na plantação de esperança do próprio Filho de Deus. São os filhos da Igreja, que seguiram fielmente o Cristo Senhor na estrada salvífica do Evangelho. Em outras palavras, o Santoral é a resposta solene da Igreja ao convite de Deus para a santidade. As Cores do Ano Litúrgico Como a liturgia é ação simbólica, também as cores nela exercem um papel de vital importância, respeitada a cultura de nosso povo, os costumes e a tradição. Assim, é conveniente que se dê aqui a cor dos tempos litúrgicos e das festas. A cor diz respeito aos paramentos do celebrante, à toalha do altar e do ambão e a outros símbolos litúrgicos da celebração. Pode-se, pois, assim descrevê-la: Roxo: Usa-se: No Advento, na Quaresma, na Semana Santa (até Quinta-Feira Santa de manhã), e na celebração de Finados, como também nas exéquias. Branco: Usa-se: Na solenidade do Natal, no Tempo do Natal, na QuintaFeira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, nas festas do Senhor e na celebração dos santos. Também no Tempo Pascal é predominante a cor branca. Vermelho: Usa-se: No Domingo da Paixão e de Ramos, na Sexta-Feira da Paixão, no Domingo de Pentecostes e na celebração dos mártires, apóstolos e evangelistas. Rosa: É usado no terceiro Domingo do Advento (chamado "Gaudete") e no quarto Domingo da Quaresma chamado "Laetare"). Esses dois domingos são classificados, na liturgia, de "domingos da alegria", por
21 |formação do MESCE PNSM 2023 causa do tom jubiloso de seus textos. Verde: Usa-se: Em todo o Tempo Comum, exceto nas festas do Senhor nele celebradas, quando a cor litúrgica é o branco. Se uma festa ou solenidade tomar o lugar da celebração do tempo litúrgico, usase então a cor litúrgica da festa ou solenidade. Exemplo: em 8 de dezembro, celebra-se a Solenidade da Imaculada Conceição. Neste caso, a cor litúrgica é o branco, e não o roxo do Advento. Este mesmo critério é aplicável para a celebração dos dias de semana. ESTRUTURA CELEBRATIVA E PEDAGÓGICA DO ANO LITÚRGICO
22 |formação do MESCE PNSM 2023 Como se vê neste gráfico, o Ano Litúrgico se divide em dois grandes ciclos: Natal e Páscoa. Entre eles situa-se o Tempo Comum, não os separando, mas os unindo, na unidade pascal e litúrgica. Em cada ciclo há três momentos, de grande importância para a compreensão mais exata da liturgia. São eles: um, de preparação para a festa principal; outro, de celebração solene, constituindo assim o seu centro; e outro ainda, de prolongamento da festa celebrada. No centro do Ano Litúrgico encontra-se Cristo, no seu Mistério Pascal (Paixão, Morte e Ressurreição). É o memorial do Senhor, que celebramos na Eucaristia. O Mistério Pascal é, portanto, o coração do Ano Litúrgico, isto é, o seu centro vital. O círculo é um símbolo expressivo da eternidade, e o Mistério Pascal de Cristo, no seu centro, constitui o eixo fundamental sobre o qual gira toda a liturgia.
23 |formação do MESCE PNSM 2023 O QUE OS MESCES DEVEM SABER “ALFAIAS ou OBJETOS LITÚRGICOS É o nome que se dá ao conjunto dos objetos litúrgicos usados nas celebrações. "Com especial zelo a Igreja cuidou que as sagradas alfaias servissem digna e belamente a o decoro do culto, admitindo aquelas mudanças ou na matéria, ou na forma, ou na ornamentação que o progresso da técnica da arte trouxe no decorrer dos tempos" (SC 122c). Portanto, templo, altar, sacrário, imagens, livros litúrgicos, vestes e paramentos, e todos os objetos devem manifestar a dignidade do culto, que, como expressão viva de fé, identifica-se com a natureza de Deus, a quem o povo, congregado pelo Filho e na luz do Espírito Santo, adora "em espírito e verdade". LIVROS LITÚRGICOS MISSAL - Livro usado pelo sacerdote na celebração eucarística. LECIONÁRIO - Livro que contém as leituras para a celebração. São três: - I - Lecionário dominical - Contém as leituras dos domingos e de algumas solenidades e festas. - II - Lecionário semanal - Contém as leituras dos dias de semana. A primeira leitura e o salmo responsorial estão classificados por ano par e ímpar. O evangelho é sempre o mesmo para os dois anos. - III - Lecionário santoral - Contém as leituras para as celebrações dos santos. Nele também constam as leituras para uso na administração de sacramentos e para diversas circunstâncias. EVANGELIÁRIO - É o livro que contém o texto do evangelho para as celebrações dominicais e para as grandes solenidades. ESPAÇO CELEBRATIVO 1. ALTAR - Mesa fixa, podendo também ser móvel, destinada à celebração eucarística. É o espaço mais importante da Igreja. Lugar onde se renova o sacrifício redentor de Cristo. 2. AMBÃO - Chama-se também Mesa da Palavra. É a estante de onde se proclama a palavra de Deus. Não deve ser confundida com a
24 |formação do MESCE PNSM 2023 estante do comentador e do animador do canto. Esta não deve ter o mesmo destaque do ambão. 3. CREDÊNCIA - Pequena mesa onde se colocam os objetos litúrgicos, que serão utilizados na celebração. 4. PRESBITÉRIO - espaço ao redor do altar, geralmente um pouco mais elevado, onde se realizam os principais ritos sagrados. 5. NAVE DA IGREJA - Espaço do templo reservado aos fiéis. 6. SACRÁRIO - Chama-se também Tabernáculo. É uma pequena urna onde são guardadas as partículas consagradas e o Santíssimo Sacramento. Recomenda-se que fique num lugar apropriado, com dignidade, geralmente numa capela lateral. 7. PÚLPITO - Lugar nas igrejas antigas de onde o presidente fazia a pregação. Hoje, praticamente não é mais usado. 8. BATISTÉRIO – lugar reservado para a celebração do batismo. Em substituição ao verdadeiro batistério, usa-se a pia batismal. 9. SACRISTIA – sala anexa à igreja onde se guardam as vestes dos ministros e os objetos destinados às celebrações; é também o lugar onde os ministros se paramentam. OBJETOS LITÚRGICOS 10. CORPORAL - Tecido em forma quadrangular sobre o qual se coloca o cálice com o vinho e a patena com o pão. 11. MANUSTÉRGIO - Toalha com que o sacerdote enxuga as mãos no rito do Lavabo. Em tamanho menor, é usada pelos ministros da Eucaristia, para enxugarem os dedos. 12. PALA - Cartão quadrado, revestido de pano, para cobrir a patena e o cálice. 13. SANGUINHO - Chamado também purificatório. É um tecido retangular, com o qual o sacerdote, depois da comunhão, seca o cálice e, se for preciso, a boca e os dedos. 14. VÉU DE ÂMBULA - Pequeno tecido, branco, que cobre a âmbula, quando esta contém partículas consagradas. É recomendado o seu uso, dado o seu forte simbolismo. O véu vela (esconde) algo
25 |formação do MESCE PNSM 2023 precioso, ao mesmo tempo que revela (mostra) possuir e trazer tal tesouro 15. ÂMBULA, CIBÓRIO OU PÍXIDE - É um recipiente para a conservação e distribuição das hóstias aos fiéis. 16. CÁLICE - Recipiente onde se consagra o vinho durante a missa. 17. CALDEIRINHA - pequena vasilha, onde se coloca água benta para a aspersão. 18. ASPERSÓRIO - é um pequeno instrumento com o qual se joga água benta sobre o povo ou sobre objetos. 19. CASTIÇAL - Utensílio que se usa para suporte de uma vela. 20. CANDELABRO - Grande castiçal, com várias ramificações, a cada uma das quais corresponde um foco de luz. 21. PATENA - Pequeno prato, geralmente de metal, para conter a hóstia durante a celebração da missa. 22. BACIA E JARRA - Em tamanho pequeno, contendo a jarra a água, para o rito do "Lavabo", na preparação e apresentações dos dons. 23. CÍRIO PASCAL - Vela grande, que é benzida solenemente na Vigília Pascal do Sábado Santo e que permanece nas celebrações até o Domingo de Pentecostes. Acende-se também nas celebrações do Batismo. 24. CRUZ - Não só a cruz processional, isto é, a que guia a procissão de entrada, mas também uma cruz menor, que pode ficar sobre o altar. 25. VELAS - As velas comuns, porém de bom gosto, que se colocam no altar, geralmente em número de duas, em dois castiçais. 26. OSTENSÓRIO - Objeto que serve para expor a hóstia consagrada, para adoração dos fiéis e para dar a bênção eucarística. 27. CUSTÓDIA - Parte central do Ostensório, onde se coloca a hóstia consagrada para exposição do Santíssimo. É parte fixa do Ostensório. 28. LUNETA - Peça circular do Ostensório, onde se coloca a hóstia consagrada, para a exposição do Santíssimo. É peça móvel. 29. GALHETAS - São dois recipientes para a colocação da água e do vinho, para a celebração da missa
26 |formação do MESCE PNSM 2023 30. HÓSTIA - Pão não fermentado (ázimo), usado na celebração eucarística. Aqui se entende a hóstia maior. 31. PARTÍCULA - O mesmo que hóstia, porém em tamanho pequeno e destinada geralmente `à comunhão dos fiéis. 32. RESERVA EUCARÍSTICA - Nome que se dá às partículas consagradas, guardadas no sacrário e destinadas sobretudo aos doentes e à adoração dos fiéis, em visita ao Santíssimo. Devem ser consumidas na missa seguinte. 33. INCENSO - É uma resina aromática, extraída de várias plantas, usada sobre brasas, nas celebrações solenes (Ver também a referência do nº 66). 34. NAVETA - Pequeno vaso onde se transporta o incenso nas celebrações litúrgicas. 35. TECA - Pequeno estojo, geralmente de metal, onde se leva a Eucaristia para os doentes. Usa-se também, em tamanho maior, na celebração eucarística, para conter as partículas. 36. TURÍBULO - Vaso utilizado nas incensações durante a celebração. Nele se colocam brasas e o incenso. 37. CONOPEU - Cortina colocada na frente do sacrário. OUTROS SÍMBOLOS 38. IHS - Iniciais das palavras latinas Iesus Hominum Salvator, que significam: Jesus Salvador dos homens. Empregam-se sempre em paramentos litúrgicos, em portas de sacrário e nas hóstias. 39. ALFA E ÔMEGA - Primeira e última letra do alfabeto grego. No Cristianismo aplicam-se a Cristo, princípio e fim de todas as coisas. 40. TRIÂNGULO - Com seus três ângulos iguais (equilátero), o triângulo simboliza a Santíssima Trindade. É um símbolo não muito conhecido pelo nosso povo. 41. INRI - São as iniciais das palavras latinas Iesus Nazarenus Rex Iudaerum, que querem dizer: Jesus Nazareno Rei dos Judeus, mandadas colocar por Pilatos na crucifixão de Jesus (Cf. Jo 19,19).
27 |formação do MESCE PNSM 2023 42. XP - Estas letras, do alfabeto grego, correspondem em português a C e R. Unidas, formam as iniciais da palavra CRISTÓS (Cristo). Esta significação simbólica é, porém, ignorada por muitos. VESTES LITÚRGICAS 43. ALVA ou TÚNICA - veste longa, de cor branca ou neutra, comum aos ministros de qualquer grau. 44. AMITO - Pano que o ministro coloca ao redor do pescoço antes de outras vestes litúrgicas (pouco usado). 45. CASULA - Veste própria do sacerdote que preside a celebração. Espécie de manto que se veste sobre a alva e a estola. Acompanha a cor litúrgica do dia. 46. ESTOLA - Veste litúrgica dos ministros ordenados. O bispo e o presbítero a colocam sobre os ombros de modo que caia pela frente em forma de duas tiras, acompanhando o comprimento da alva ou túnica. Os diáconos também a usam, porém a tiracolo, sobre o ombro esquerdo, pendendo-a do lado direito. 47. CAPA PLUVIAL - Capa longa, que o sacerdote usa ao dar a bênção do Santíssimo ou ao conduzi-lo nas procissões. Usa-se também no rito de aspersão da assembléia. 48. CÍNGULO - Cordão com o qual se prende a alva ao redor da cintura. 49. VÉU UMERAL - Chama-se também véu de ombros. Manto retangular usado pelo sacerdote sobre os ombros, ao dar a bênção com o Santíssimo ou ao transportar o ostensório com o Santíssimo Sacramento. 50. DALMÁTICA - Veste própria do diácono. É colocada sobre a alva e a estola. CORES LITÚRGICAS O BRANCO - Simboliza a vitória, a paz, a alma pura, a alegria. Usa-se: na Quinta-feira Santa, na Vigília Pascal do Sábado Santo, em todo o Tempo Pascal, no Natal, no Tempo do Natal, nas festas dos santos (quando não mártires) e nas festas do Senhor (exceto as da Paixão), nas festas e memória da Bem-aventurada Virgem Maria, dos Santos Anjos, na festa
28 |formação do MESCE PNSM 2023 de Todos os Santos, São João Batista, São João Evangelista, Cátedra de São Pedro e Conversão de São Paulo. É a cor predominante da ressurreição. O VERMELHO - Simboliza o fogo, o sangue, o amor divino, o martírio. É usado: no Domingo de Ramos e da Paixão, na Sexta-Feira santa, no Domingo de Pentecostes, nas festas dos Apóstolos, dos Santos mártires e dos Evangelistas. O VERDE - É a cor da esperança. Usa-se no Tempo Comum. (Quando no TC se celebra uma festa do Senhor ou dos santos, usa-se então a cor da festa). O ROXO - Simboliza a penitência. Usa-se no Tempo do Advento e da Quaresma. Pode-se também usar nos ofícios e missas pelos mortos. (Quanto ao Advento, está havendo uma tendência a se usar o violeta, em vez do roxo, para distinguí-lo da Quaresma, pois Advento é tempo de feliz expectativa e de esperança, num viver sóbrio, e não de penitência, como a Quaresma). O PRETO - É símbolo de luto. Pode ser usado nas missas pelos mortos, mas nessas celebrações pode-se usar também o branco, dando-se então ênfase não à dor, mas à ressurreição. O ROSA - Simboliza também a alegria. Pode ser usado no 3º Domingo do Advento, chamado "Gaudete" , e no 4º Domingo da Quaresma, chamado aqui "Laetare", ambos domingos da alegria. POSIÇÕES CORPORAIS Na liturgia toda a pessoa é chamada a participar. Assim, os gestos corporais são também vivamente litúrgicos. Assim, temos:
29 |formação do MESCE PNSM 2023 • Estar em pé: é a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem está pronto para obedecer, pronto para partir. Demonstra prontidão para por em prática os ensinamentos de Jesus. • Estar sentado: é a posição de escuta, de diálogo, de quem medita e reflete. Na liturgia, esta posição cabe principalmente ao se ouvir as leituras (salvo a leitura do Evangelho), na hora da homilia e quando a pessoa está concentrada, meditando. • Estar ajoelhado: é a posição de quem se põe em oração profunda, confiante. • Fazer genuflexão: faz-se dobrando o joelho direito até o solo. Significa adoração, pelo que é reservado ao Santíssimo Sacramento, quer exposto, quer guardado no sacrário. Não fazem genuflexão nem inclinação profunda aqueles que transportam os objetos que se usam nas celebrações, por exemplo, a cruz, os castiçais, o livro dos evangelhos. • Prostrar-se: significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade, humildade, e também de súplica. Gesto previsto na Sexta-feira santa, no início da celebração da Paixão. Também os que vão ser ordenados diáconos e presbíteros se prostram. • Inclinar o corpo (vênia): é uma atitude intermediária entre estar de pé e ajoelhar-se. Sinal de reverência e de honra que se presta às pessoas ou às imagens. Faz-se inclinação diante da cruz, no início e no fim da celebração; ao receber a bênção; quando, durante o ato litúrgico, há necessidade de passar diante do tabernáculo; antes e depois da incensação, e todas as vezes em que vier expressamente indicada nos diversos livros litúrgicos. • Erguer as mãos: é um gesto de súplica ou de oferta do coração a Deus. Geralmente se usa durante a recitação do Pai-nosso e nos cantos de louvor. • Bater no peito: é expressão de dor e arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração Confesso a Deus todo poderoso... • Silêncio: atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito, atenção, meditação, desejo de ouvir e aprofundar a
30 |formação do MESCE PNSM 2023 palavra de Deus. Na celebração eucarística, se prevê um instante de silêncio no ato penitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a homilia. Depois da comunhão, todos são convidados a observar o silêncio sagrado. SÍMBOLOS LITÚRGICOS LIGADOS À NATUREZA A ÁGUA - A água simboliza a vida (remete-nos sobretudo ao nosso batismo, onde renascemos para uma vida nova). Pode simbolizar também a morte (enquanto por ela morremos para o pecado). O FOGO - O fogo ora queima, ora aquece, ora brilha, ora purifica. Está presente na liturgia da Vigília Pascal do Sábado Santo e nas incensações, como as brasas nos turíbulos. O fogo pode multiplicar-se indefinidamente. Daí, sua forte expressão simbólica. É símbolo sobretudo da ação do Espírito Santo. A LUZ - A luz brilha, em oposição às trevas, e mesmo no plano natural é necessária à vida, como a luz do sol. Ela mostra o caminho ao peregrino errante. A luz produz harmonia e projeta a paz. Como o fogo, pode multiplicar-se indefinidamente. Uma pequenina chama pode estenderse a um número infinito de chamas e destruir, assim, a mais espessa nuvem de trevas. É o símbolo mais expressivo do Cristo Vivo, como no Círio Pascal. A luz e, pois, a expressão mais viva da ressurreição. O PÃO E O VINHO - Símbolos do alimento humano. Trigo moído e uva espremida, sinais do sacrifício da natureza, em favor dos homens. Elementos tomados por Cristo para significarem o seu próprio sacrifício redentor. O INCENSO - com sua especificidade aromática. Sua fumaça simboliza, pois, a oração dos santos, que sobe a Deus, ora como louvor, ora como súplica.
31 |formação do MESCE PNSM 2023 O ÓLEO - Temos na liturgia os óleos dos Catecúmenos, do Crisma e dos Enfermos, usados liturgicamente nos sacramentos do Batismo, da Crisma e da Unção dos Enfermos. Nos três sacramentos, trata-se do gesto litúrgico da unção. Aqui vemos que o objeto - no caso, o óleo - além de ele próprio ser um símbolo, faz nascer uma ação, isto é, o gesto simbólico de ungir. Tal também acontece com a água: ela supõe e cria o banho lustral, de purificação, como nos ritos do Batismo e do "lavabo" (abluções), e do "asperges", este em sentido duplo: na missa, como rito penitencial, e na Vigília do Sábado Santo, como memória pascal de nosso Batismo. A esses gestos litúrgicos e tantos outros, podemos chamar de "símbolos rituais". A unção com o óleo atravessa toda a história do Antigo Testamento, na consagração de reis, profetas e sacerdotes, e culmina no Novo Testamento, com a unção misteriosa de Cristo, o verdadeiro Ungido de Deus. A palavra Cristo significa, pois, ungido. No caso, o Ungido, por excelência. AS CINZAS - As cinzas, principalmente na celebração da Quarta-Feira de Cinzas, são para nós sinal de penitência, de humildade e de reconhecimento de nossa natureza mortal. Mas estas mesmas cinzas estão intimamente ligadas ao Mistério Pascal. Não nos esqueçamos de que elas são fruto das palmas do Domingo de Ramos do ano anterior, geralmente queimadas na Quaresma, para o rito quaresmal das cinzas.”
32 |formação do MESCE PNSM 2023 Visita e Comunhão dos Enfermos e Idosos (É desejável que a família do(a) doente ou idoso(a) prepare numa mesinha ou outro lugar conveniente para que o Ministro coloque o Santíssimo Sacramento: uma toalha limpa, uma vela, uma flor... Jesus merece nosso carinho!) Em nome do Pai + e do Filho e do Espírito Santo. -Amém! - A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor o Pai, e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco. - Bendito seja Deus, que nos reúne no amor de seu Filho Jesus Cristo! - A paz que vem do Senhor, esteja nesta casa. - E com todos os que nela moram! Momento Penitenciai - Peçamos perdão ao Senhor, para que sejamos animados e fortificados em sua misericórdia. - Senhor, tende piedade de nós. - Senhor, tende piedade de nós! - Cristo, tende piedade de nós. - Cristo, tende piedade de nós! - Senhor, tende piedade de nós. - Senhor, tende piedade de nós! ORAÇÃO: Ó Deus, que realizastes a obra da redenção no mistério pascal de vosso Filho, fazei-nos sentir a graça de vosso amor e de vossa misericórdia, dando-nos a saúde e a paz. Palavra de Deus. --(Faz-se a proclamação do evangelho do dia ou outro) – OU ENTÃO REZAR COMO ABAIXO: Disse Jesus: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia. Porque a minha carne é verdadeira comida e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem come a
33 |formação do MESCE PNSM 2023 minha carne e bebe o meu sangue vive em mim e eu vivo nele” (João 6,54-56). OU: Disse Jesus: ”Fiquem unidos a mim e eu ficarei unido a vocês. O ramo que não fica unido à videira não pode dar fruto. Vocês também não poderão dar fruto se não ficarem unidos a mim” (João 15,4). Pai Nosso - Confiamos no Deus que é Pai, por isso, rezemos unidos a oração que o Senhor nos ensinou: Pai Nosso... - Eis o Filho de Deus, nosso Redentor, Pão da vida eterna! Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (mostrando a Sagrada Comunhão ao doente). - Senhor eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a) – (dizer juntamente com o doente). (O Ministro apresenta o Ss. Sacramento e diz:) - O Corpo de Cristo! (Se for oportuno, faz-se um instante de silêncio, após a comunhão). ORAÇÃO: Senhor Deus e Pai, fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Vós que viveis e reinais para sempre. - Amém! Invocação da Bênção - Derramai, Senhor Deus, sobre nós aqui reunidos, vossa bênção e vossa paz, e conservai-nos na saúde do corpo e da alma, em especial nosso irmão(ã) >>> dizer o nome do doente... - Em nome do Pai + e do Filho, e do Espírito Santo! Amém! Permaneçamos firmes na fé e na paz do Senhor. AMÉM!
34 |formação do MESCE PNSM 2023 Referências Diocese de Oliveira, Formação para Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarísticas, Gráfica e editora Santa Cruz, Oliveira, 2019 Valter maurício Goedert, Orientações para Ministros Extraordinários da Comunhão, Paulus, 2021 IGMR Pe. Luiz Miguel Duarte, Formação para Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão, Paulus, 2021