Divina
Comédia
Inferno, Purgatório e Paraíso
Obra
Completa
Traduzida
ADligahniteeri
Capa de uma das primeiras edições
século XIV
1
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Índice dos Cantos
INFERNO — 16
Canto I — 17
Canto II — 24
Canto III — 31
Canto IV — 38
Canto V — 46
Canto VI — 54
Canto VII — 60
Canto VIII — 67
Canto IX — 74
Canto X — 81
Canto XI — 88
Canto XII — 94
Canto XIII — 102
Canto XIV — 110
Canto XV — 117
Canto XVI — 124
Canto XVII — 131
Canto XVIII — 138
Canto XIX — 145
Canto XX — 152
Canto XXI — 159
Canto XXII — 166
Canto XXIII — 174
Canto XXIV — 182
Canto XXV — 190
Canto XXVI — 198
3
Canto XXVII — 206
Canto XXVIII — 213
Canto XXIX — 221
Canto XXX — 228
Canto XXXI — 236
Canto XXXII — 244
Canto XXXIII — 252
Canto XXXIV — 260
PURGATÓRIO — 267
Canto I — 268
Canto II — 275
Canto III — 282
Canto IV — 290
Canto V — 298
Canto VI — 305
Canto VII — 313
Canto VIII — 321
Canto IX — 328
Canto X — 336
Canto XI — 343
Canto XII — 351
Canto XIII — 359
Canto XIV — 367
Canto XV — 375
Canto XVI — 383
Canto XVII — 391
Canto XVIII — 398
Canto XIX — 406
Canto XX — 414
4
Canto XXI — 422
Canto XXII — 429
Canto XXIII — 437
Canto XXIV — 444
Canto XXV — 452
Canto XXVI — 460
Canto XXVII — 468
Canto XXVIII — 475
Canto XXIX — 483
Canto XXX — 491
Canto XXXI — 499
Canto XXXII — 507
Canto XXXIII — 516
PARAÍSO — 524
Canto I — 525
Canto II — 533
Canto III — 541
Canto IV — 548
Canto V — 556
Canto VI — 563
Canto VII — 571
Canto VIII — 579
Canto IX — 587
Canto X — 595
Canto XI — 603
Canto XII — 611
Canto XIII — 619
Canto XIV — 627
Canto XV — 634
5
Canto XVI — 642
Canto XVII — 651
Canto XVIII — 659
Canto XIX — 666
Canto XX — 674
Canto XXI — 682
Canto XXII — 690
Canto XXIII — 698
Canto XXIV — 705
Canto XXV — 713
Canto XXVI — 720
Canto XXVII — 728
Canto XXVIII — 736
Canto XXIX — 744
Canto XXX — 752
Canto XXXI — 760
Canto XXXII — 767
Canto XXXIII — 775
6
Fonte Wikipédia
Escrito originalmente em italiano vulgar baseado no dialeto toscano da época e bastante
semelhante ao italiano atual, e não em latim como fazia-se comum à época, trata-se de
um poema articulado por trilogias, entre elas as formadas por Razão - Humano - Fé,
Onça - Leão - Loba, Pai - Filho - Espírito Santo; e com final feliz segundo sugerido pelo
próprio nome: à época em que Dante escreveu o poema os textos eram separados entre
Comédia, obras dotadas de finais felizes, e Tragédias, com finais contrastantes aos das
Comédias.[1]
Não há registro da data exata em que foi escrita, mas as opiniões mais reconhecidas
asseguram que o Inferno pode ter sido composto entre 1304 e 1307-1308,
o Purgatório de 1307-1308 a 1313-1314 e, por último, o Paraíso, de 1313-1314
a 1321 (esta última data coincide com a morte de Dante[3]).
O poema - talvez o maior do Ocidente - descreve uma viagem onde se sucedem diversos
acontecimentos.[4] Sua força está na riqueza das alegorias, que tornam o relato
atemporal.
Dante escreveu a "Comédia" - um poema de estrutura épica, com propósitos filosóficos -
no seu dialeto local, o florentino, que é uma variedade do toscano. O poeta demonstrou
que o florentino (muito próximo do que hoje é conhecido como língua italiana), uma língua
vulgar (em oposição ao latim, que se considerava como a língua apropriada para
discursos mais sérios), era adequado para o mais elevado tipo de expressão,
estabelecendo-o como italiano padrão. De fato, é a matriz do italiano atual.
Há quem veja esta obra como a Suma Teológica, de São Tomás de Aquino, em verso.[5]
Grandes pintores de diferentes épocas criaram ilustrações para a Divina Comédia,
destacando-se Botticelli, Gustave Doré e Dalí.[1][6]
A Divina Comédia é a fonte original mais acessível para a cosmovisão medieval, que
dividia o Universo em círculos concêntricos. A obra moderna mais conhecida a respeito
dessa cosmovisão é The Discarded Image, de C. S. Lewis, ilustrada por Gustave Doré.
Explicações sobre o sentido do simbolismo na obra são complexas e muito debatidas,
como é o caso de se saber exatamente o significado da amada Beatriz: seria ela apenas
um amor carnal, o estado, a igreja, o amor metafísico ou outro? O próprio Dante confirma
esta complexidade afirmando que a obra possui quatro sentidos sobrepostos:
literal, moral, alegórico e místico.[7]
Estrutura
Cada uma das três partes do poema (Inferno, Purgatório e Paraíso) está dividida em
33 cantos, com mais um a título de introdução, a obra soma 100 cantos, número que
significaria a perfeição da perfeição. Além do próprio Dante, três são os personagens
principais: Virgílio, guia no inferno e purgatório, Beatriz guia no paraíso terrestre e São
Bernardo, guia nas esferas celestes. A obra soma também 14.233 versos em, a partir de
então chamados, "tercetos dantescos".[8]
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Sinopse
A exploração de Dante do mundo espiritual Afresco de Michelino
A Divina Comédia propõe que a Terra está no meio de uma sucessão
de círculos concêntricos que formam a Esfera armilar e o meridiano
onde é Jerusalém hoje, seria o lugar atingido por Lúcifer ao cair das
esferas mais superiores e que fez da Terra Santa o Portal do Inferno.
Portanto o Inferno, responderia pela depressão do Mar Morto, onde
todas as águas convergem, e o Paraíso e o Purgatório seriam os
segmentos dos círculos concêntricos que juntos respondem pela
mecânica celeste e os cenários comentados por Dante, num poema
envolvendo todos os personagens bíblicos do Antigo ao Novo
Testamento, que são costumeiramente encontrados nas entranhas do
Inferno sendo que os personagens principais da Divina Comédia são o
próprio autor, Dante Alighieri, que realiza uma jornada espiritual pelos
três reinos do além-túmulo, e seu guia e mentor nessa
empreitada, Virgílio - o próprio autor da Eneida.
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Teorias sobre a influência da filosofia islâmica
Divina Comédia, Giovanni Guida
Em 1919, Miguel Asín Palacios, um estudioso espanhol e sacerdote
católico, publicou La Escatología musulmana en la Divina
Comedia (Escatologia Islâmica na Divina Comédia), um relato de
paralelos entre a filosofia islâmica inicial e a Divina Comédia. Palacios
argumentou que Dante derivou muitas características e episódios
sobre o além a partir dos escritos espirituais de Ibn Arabi e do Isra e
Mi'raj ou a jornada noturna de Maomé para o céu. Este último é
descrito no ahadith e no Kitab al Miraj (traduzido para o latim em 1264
ou pouco antes[10] como Liber Scalae Machometi, "O Livro da Escada
de Maomé"), e tem semelhanças significativas com o Paradiso, como
as sete partes da divisão do Paraíso, embora isso não seja exclusivo
do Kitab al Miraj ou da cosmologia islâmica.[11]
Algumas "semelhanças superficiais"[12] da Divina Comédia ao Resalat
Al-Ghufran ou Epístola do Perdão de Al-Ma'arri também foram
mencionadas neste debate. O Resalat Al-Ghufran descreve a jornada
do poeta nos reinos da vida após a morte e inclui o diálogo com as
pessoas no Céu e Inferno, embora, ao contrário do Kitab al Miraj, haja
pouca descrição desses locais,[13] e é improvável que Dante fez
empréstimo deste trabalho.[14][15]
Dante, no entanto, viveu em uma Europa de substancial contato
literário e filosófico com o mundo muçulmano, encorajado por fatores
como o averroísmo ("Averrois, che'l gran comento feo" Commedia,
Inferno, IV, 144, significando "Averróis, que escreveu o grande
comentário") e o patrocínio de Alfonso X de Castela. Dos doze sábios
que Dante encontra no canto X do Paradiso, Tomás de Aquino e, mais
ainda, Siger de Brabante foram fortemente influenciado pelos
comentaristas árabes sobre Aristóteles.[16] O misticismo
cristão medieval também compartilhava a
influência neoplatônica dos sufis, como Ibn Arabi. O filósofo Frederick
Copleston argumentou em 1950 que o respeitoso tratamento de Dante
a Averróis, Avicena e Siger de Brabante indica seu reconhecimento de
uma "considerável dívida" para com a filosofia islâmica.[16]
Embora essa influência filosófica seja geralmente reconhecida, muitos
acadêmicos não ficaram satisfeitos com o fato de Dante ter sido
influenciado pelo Kitab al Miraj. O orientalista do século XX Francesco
Gabrieli expressou ceticismo em relação às alegadas semelhanças, e
9
à falta de evidência de um veículo através do qual poderiam ter sido
transmitidas a Dante. Mesmo assim, enquanto rejeitava a
probabilidade de algumas influências postuladas no trabalho de
Palacios,[17] Gabrieli admitiu que era “pelo menos possível, se não
provável, que Dante pudesse ter conhecido o Liber Scalae e tirado
dele certas imagens e conceitos da escatologia muçulmana". Pouco
antes de sua morte, a filóloga italiana Maria Corti assinalou que,
durante sua estada na corte de Alfonso X, o mentor de
Dante, Brunetto Latini, conheceu Bonaventura de Siena, um toscano
que traduziu o Kitab al Miraj do árabe para o latim. Corti especula que
Brunetto pode ter fornecido uma cópia dessa obra a Dante.[18] René
Guénon, um convertido sufi e estudioso de Ibn Arabi, rejeitou em O
Esoterismo de Dante a teoria de sua influência (direta ou indireta)
sobre Dante.[19] A teoria de Palacios de que Dante foi influenciado por
Ibn Arabi foi satirizada pelo acadêmico turco Orhan Pamuk em seu
romance O Livro Negro.[20]
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Algumas capas criadas ao longo dos tempos
para esta obra…
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Inferno
Ver artigo principal: Inferno (Divina Comédia)
Dante e Virgílio no Inferno, por Bouguereau, no Museu de Orsay
Dante e Virgílio chegam ao vestíbulo do Inferno (que tem nove círculos). Entre o vestíbulo e o
1 °Círculo, está o rio Aqueronte, no qual se encontra Caronte, o barqueiro que faz a travessia
das almas. Porém Dante é muito pesado para fazer a travessia no barco de Caronte, pelo fato
de ser vivo. Porém, Virgílio adverte o mitológico barqueiro de que a travessia do rio através de
seu barco é mister devido a uma ordem celeste. É através deste barco que Virgílio e Dante
atravessam o rio.
O limbo é o local onde as almas que não puderam escolher a Cristo, mas escolheram
a virtude, vivem a vida que imaginaram ter após a morte. Não têm a esperança de ir
ao céu pois não tiveram fé em Cristo. Aqui também ficam os não batizados e aqueles que
nasceram antes de Cristo, como Virgílio. Na mitologia clássica, o Limbo não fica no inferno,
mas suspenso entre o céu e o mundo dos mortos. Na poesia de Dante não se tem uma noção
precisa de como se chega lá, pois o poeta desmaia no ante-inferno e quando acorda já está
no Limbo, o primeiro círculo infernal.
No Limbo, Dante encontra Homero (século IX a.C. ou século VIII a.C.) a quem
tradicionalmente se atribui a autoria dos poemas épicos Ilíada, que narra a queda de Troia,
e Odisseia, que narra o retorno de Ulisses da guerra de Troia e suas viagens; Ovídio (43 a.C.
a 17 d.C.) poeta romano autor de várias obras, entre as quais obras de mitologia
como: Metamorfoses; e Horácio (65 a.C. a 8 d.C.) poeta romano lírico e satírico, autor de
várias obras primas da língua latina, entre as quais Ars Poetica.
No segundo círculo começa o Inferno propriamente dito. Nesse círculo ficam os luxuriosos
que sofrem com uma tempestade de vento. Lá ele encontra Francesca de Rimini e seu
amante, que é o seu cunhado.
No terceiro círculo os gulosos são flagelados por uma chuva putrefacta e são vigiados pelo
mitológico cão de três cabeças, Cérbero. No quarto círculo desfilam os avarentos empurrando
pesos enormes.[9] No quinto círculo ficam os iracundos, imersos em lama ardente do Pântano
do Estige. Os insolentes soberbos também. (Continua…)
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