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Atlas colaborativo do projeto de pesquisa sobre gás e desenvolvimento de Morada Nova de Minas.
Publicação que apresenta elementos sobre os aspectos físicos, sociais e econômicos de Morada Nova de Minas, que pode ser utilizada como referência para outros estudos e políticas públicas.

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Published by Atelier Online, 2020-07-28 11:03:40

Atlas As Muitas Moradas

Atlas colaborativo do projeto de pesquisa sobre gás e desenvolvimento de Morada Nova de Minas.
Publicação que apresenta elementos sobre os aspectos físicos, sociais e econômicos de Morada Nova de Minas, que pode ser utilizada como referência para outros estudos e políticas públicas.

Keywords: atlas,morada nova de minas

51Foto: Depositphotos

Capítulo 15 Por Arnaldo Clemente Vieira

CADEIAS PRODUTIVAS ESTABELECIDAS E POSSIBILIDADES DE CRESCIMENTO E FORTALECIMENTO COMPETITIVO Alternativas para agregar valor à cadeia
da piscicultura – a economia circular
em prática

A piscicultura pode ser mais rentável para
o produtor de Morada Nova de Minas...:

Ÿ A partir do uso de rações alternativas, mais baratas, favorecendo a margem de
lucro do piscicultor;

Ÿ A pele da tilápia tem usos na moda e na medicina que podem agregar valor a uma
parte do peixe muitas vezes descartado;

Ÿ O aperfeiçoamento da transformação do peixe pode favorecer o aquicultor, já que,
em geral, os produtos beneficiados têm mais valor.

Reduzindo o custo da ração: o uso de ingredientes
alternativos, baratos e de fácil acesso

A ração é um dos itens mais representativos nais, aproveitamento de nutrientes e outros
para determinação do custo total de fatores presentes no alimento que possam
produção na piscicultura. Com os suces- interferir no desempenho animal.
sivos aumentos dos alimentos convencio-
nais utilizados para a fabricação de ração Nesse sentido, vários estudos têm sido
para peixes, subprodutos e coprodutos da realizados com o objetivo de serem encon-
agroindústria podem ser uma alternativa trados ingredientes alternativos que
para diminuir o preço deste insumo. possam atender às exigências dos peixes
com a mesma qualidade que a farinha de
No entanto, para que o alimento alternativo peixe e reduzir custo da ração. A farinha de
apresente potencial de utilização é neces- vísceras de frango, a farinha de sangue, a
sário que apresente baixo custo, volume de farinha de carne e osso, farinha de pena
produção, disponibilidade regional, e que hidrolisada, os farelos de caroço de algo-
não prejudique o desempenho do animal. dão, canola, coco, a levedura e o bagaço de
Nesse último caso é recomendável o amplo malte, são os exemplos proteicos que
conhecimento das características nutricio- podem ser incluídos na formulação.

Pele da tilápia: usos na indústria da moda e na medicina

Por se tratar de uma iniciativa voltada ao Além da utilização no mercado da moda, o
aproveitamento do rejeito da indústria couro da tilápia por exemplo tem um
pesqueira, o reaproveitamento da pele da potencial único no campo da medicina,
tilápia passou a chamar a atenção do especificamente para o tratamento de
mercado, principalmente aquele focado em queimaduras de pele de segundo e terceiro
produtos ecologicamente corretos. As graus, por possuir uma maior quantidade de
peças feitas com a pele do animal ajudam a uma proteína chamada colágeno tipo 1,
preservar o meio ambiente e são tão uma melhor resistência (similar à pele
resistentes quanto o couro bovino, podendo humana) e um grau adequado de umidade
ser empregadas em produtos de alto valor que ajuda na cicatrização.
agregado -- como na indústria da moda, por
exemplo -- despertando a curiosidade e o
interesse de muitos empreendedores.

52

O potencial inexplorado de desenvolvimento da
piscicultura para pequenos e médios produtores

No Brasil, mais de 80% das unidades de Além do uso da pele, o desenvolvimento de
produção aquícola pertencem a pequenos e novos produtos derivados podem agregar
pequenos e micros produtores, onde geral- valor à cadeia da tilápia como por exemplo o
mente o capital é insuficiente para comprar processamento da carne e a transformação
insumos básicos como ração e alevinos. em hambúrguer, patês, embutidos, filés
Muitos destes produtores desconhecem a empanados, entre outros, podem contribuir
sua estrutura de custos e não sabem o que para o desenvolvimento do micro, pequeno
fazer para se tornarem mais eficientes. ou médio produtor.
Como consequência seus produtos não são
competitivos, nem mesmo nos mercados Nessa perspectiva, sendo o Brasil um país
locais, e a sua rentabilidade é menor, tor- continental dotado de grande disponibili-
nando a atividade muito frágil, com a susten- dade hídrica, fica evidente sua vocação para
tabilidade comprometida. Como agravante, o desenvolvimento da aquicultura. No
muitas vezes a estrutura logística é inefici- entanto, somente com ações de estrutu-
ente, há escassez de mão-de-obra ade- ração da extensão técnica rural, de geração
quada, insumos e tecnologias apresentam de inovação e transferência de tecnologia
elevado custo e não existem linhas de será possível estabelecer e garantir o elo do
crédito disponíveis para o aquicultor. aquicultor com o futuro.

Figura 16:

A cadeia produtiva da piscicultura

PRODUÇÃO INSUMOS
PRODUÇÃO DE ALEVINOS

ENGORDA

TRANSFORMAÇÃO INDUSTRIALIZAÇÃO SIMPLES ABATE
CARNE / CARCAÇA IN NATURA
POSTAS
HAMBURGUER EMPANADOS FILÉ
EMBUTIDOS PATÊS OUTROS
OUTROS

DISTRIBUIÇÃO EXPORTAÇÃO SUPERMERCADOS FEIRAS PESQUE-PAGUE
PEIXES
RESTAURANTES
EXÓTICOS E PEIXARIAS

CONSUMIDOR FINAL 53

Fonte: Prochmann (2006)

CAPÍTULO Mesa Redonda:
Live gravada dia 21 de Maio de 2021
15

Piscicultura na região de Morada Nova de Minas/MG:
realidade e oportunidades

CADEIAS PRODUTIVAS ESTABELECIDAS E POSSIBILIDADES DE CRESCIMENTO E FORTALECIMENTO COMPETITIVOEvento realizado pelo projeto Rede Minas, o convidado falou sobre o pano-
Gasbrás a Embrapa Pesca e Aquicultura - rama da produção de tilápia no município,
Foto: WorkGeoTocantins, que teve como objetivo prin-as dificuldades e projetos. Outro partici-
cipal discutir a realidade e oportunidades pante, Francisco Medeiros, presidente da
da piscicultura na região de Morada Nova Associação Brasileira da Piscicultura em
de Minas, um dos municípios no entorno sua fala abordou sobre o mercado da
do Reservatório de Três Marias, em Minas tilápia no Brasil oportunidades para
Gerais. A região vem se destacando como atividade.
polo de cultivo de tilápia em tanque-rede.
A moderação da live ficou a cargo do Sr.
O pesquisador e convidado Manoela Renato Ciminelli, coordenador técnico-
Pedroza em sua fala abordou sobre os científico da Seção MG da Rede Gasbrás.
principais polos de tilapicultura no Brasil e A live fez parte de uma série de ações
o volume de produção de tilápia em cada deste tipo na região. A Embrapa Pesca e
um deles. Aquicultura é parceira na live sobre
piscicultura, que foi transmitida no perfil
De acordo com o Instituto Brasileiro de da Embrapa no YouTube.
Geografia e Estatística (IBGE), em 2019 a
região do Reservatório de Três Marias foi O evento serviu como motivação para os
o quarto maior produtor dos nove polos próximos passos no sentido de trazer
identificados. Com mais de 17.000 benefícios ao setor da piscicultura de
toneladas, foi responsável por mais de 5% Morada Nova de Minas, para iniciar esse
da produção de tilápia no país. longo caminho está sendo discutido um
possível acordo de cooperação técnica
Participou também da live foi o Sr. Ailton entre Embrapa-TO, Prefeitura de Morada
Mendes Batista, piscicultor e proprietário Nova, Ufmg e piscicultores.
de frigorífico na região de Morada Nova de

Foto aérea de Morada Nova de Minas

54

Para saber mais Você pode assistir esta live que
está disponível no endereço:
www.live.gasbrasmg.com.br ou
no canal do Youtube da Embrapa

55

Capítulo 16 Por Paulo Vitor Siffert

CADEIAS PRODUTIVAS ESTABELECIDAS E POSSIBILIDADES DE CRESCIMENTO E FORTALECIMENTO COMPETITIVO Carvão Vegetal - o paradoxo
da sustentabilidade

Sustentabilidade na cadeia produtiva do carvão vegetal?

Ÿ O principal mercado consumidor do carvão vegetal é a indústria siderúrgica --
por sua vez, a maior de Minas Gerais;

Ÿ Transição de florestas nativas para florestas plantadas: o primeiro passo em
direção à sustentabilidade

O carvão vegetal e sua ligação com a indústria siderúrgica

O carvão vegetal é uma matéria prima siderúrgico consome pouco mais de 80%
renovável e menos poluente se compa- de todo o carvão vegetal produzido.
rado aos combustíveis fosseis. No Brasil, Minas Gerais, sendo um dos principais
seu principal uso é na siderurgia, onde é polos siderúrgicos do país é também, por
aplicado como agente redutor na fabri- consequência, um dos maiores produ-
cação de ferro-gusa, produção de ligas tores de carvão vegetal do Brasil. No
metálicas e, também, como fonte de entanto, ainda hoje, entre 40% e 60% da
energia térmica. produção de carvão vegetal no Brasil se
dá a partir de florestas nativas, com pouco
De acordo com o Balanço Energético ou nenhum controle sobre o volume e as
Nacional (BEN) de 2018, o carvão vegetal técnicas utilizadas nas extrações --
é responsável por cerca de 8% de toda decididamente, um entrave à produção
produção energética no Brasil. O uso sustentável de carvão vegetal.

56 Foto: Depositphotos

Como aproximar a cadeia produtiva do carvão vegetal
da sustentabilidade?

O primeiro passo para aproximar a cadeia Ÿ Estabelecendo medidas de incentivo e
produtiva do carvão vegetal da sustentabili- desincentivo para apoiar a transição para
dade é o crescimento do uso de carvão a produção sustentável e a eliminação do
advindo de florestas plantadas. A partir daí, carvão associado a desmatamento e
outras medidas podem ser aplicadas, não só trabalho degradante;
na produção do carvão vegetal, mas
também na cadeia do ferro-gusa: Ÿ Incentivando programas de plantio e
manejo sustentável de florestas e
Ÿ Aproveitando o gás da combustão do sistemas de carbonização mais efici-
carvão mineral na siderurgia como entes e humanizados;
energia térmica: 1) reaproveitamento
energético; 2) coibi emissão do gás e Ÿ Contribuindo para o desenvolvimento de
poluição da atmosfera; políticas públicas que favoreçam a
produção sustentável do carvão vegetal
Ÿ Garantindo a rastreabilidade da origem para uso siderúrgico e reprimam ou
do carvão vegetal e da madeira utilizada restrinjam a produção irregular;
para sua produção;
Ÿ Garantindo que todo carvão que entre nas
cadeias de produção siderúrgica, pro-
venha de fontes legais, renováveis e
sustentáveis.

Figura 17:

A Cadeia Produtiva do Carvão Vegetal

Processamento Processamento Processamento Mercado
Primário Secundário Terciário

INSUMOS FLORESTAS CARVÃO SIDERURGIA USINAS INTEGRADAS
LIGAS METÁLICAS
• Sistema Financeiro • Embalagem SUPERMERCADO
• Pesquisa e • Logística CHURRASCARIA USINAS INDEPENDEN.
• Armazenagem
Desenvolvimento • Mercado OUTROS USOS
• Políticas Públicas • Extensão
• Legislação ambiental • Entidades (ONGs)
• Transporte

Fonte: Barcellos (2016)

Para saber mais 57

Cartilha sobre “Princípios e Critérios do Carvão Sustentável”, desenvolvida pela ONG WWF
Brasil - disponível para download em: https://www.wwf.org.br/?55703/Princpios-e-critrios-
do-carvo-sustentvel

Cartilha online sobre “Cadeia produtiva do carvão vegetal: Mercado, competitividade e
sustentabilidade” - disponível em: meunegocioflorestal.com/cadeia-produtiva-do-carvao

Capítulo 17 Por Paulo Vitor Siffert

MORADA NOVA DE MINAS MIRANDO O FUTURO: O TURISMO COMO ÂNCORA Piscicultura, o potencial do turismo de
negócios e a formação de um arranjo
produtivo local

Piscicultura, turismo e desenvolvimento:

Ÿ Feira do Peixe uma oportunidade que pode servir como base para um encontro
de nível nacional entre atores importantes da piscicultura;

Ÿ Feiras deste tipo podem contribuir para promover e fomentar o turismo de
negócio;

Ÿ O know how construído por Morada Nova de Minas na piscicultura se mostra
como uma possibilidade se transformar num centro de um arranjo produtivo
local voltado para a melhoria da cadeia produtiva da tilápia.

Alguns eventos já ocorrem em Morada forma de estimular a entrada de novas
Nova de Minas que podem fomentar o empresas no mercado. Este tipo de
turismo de negócios, em especial aquele estratégia permite alavancar o aumento
relacionado à cadeia produtiva da tilápia, do nível de desenvolvimento tecnológico,
mas não exclusivos à ela: como exemplo, reduz o custo produtivo e melhora a
podem ser citadas, a Feira do Peixe qualidade do pescado, tanto para o
realizada pela Secretaria de Desenvolvi- mercado doméstico e, num segundo
mento do município e pelos piscicultores momento, também o externo. Uma Feira
locais, que se estende por três dias de do Peixe, voltada para a congregação dos
festa, com música ao vivo, pratos típicos à principais especialistas e piscicultores do
base de peixe, exposição das piscicul- país, desempenharia um papel funda-
turas e empresas através de stands; e a mental para superar esse gargalo,
festa da exposição agropecuária Expo- fazendo que, ao mesmo tempo no pro-
morada, que completou 56 edições em cesso, se aproveite o aumento do influxo
2019, realizada pelo sindicato rural. de turistas mobilizados pelo evento.

Porém, especialmente no que diz respeito Em se sustentando esse movimento de
à Feira do Peixe, pelos resultados apre- atração de atores importantes para o
sentados pela atividade da piscicultura desenvolvimento da piscicultura no Brasil
local é possível conferir a ela ainda mais para Morada Nova de Minas por exemplo,
destaque, como por exemplo, se trans- poderia se vislumbrar, em um segundo
formar em um centro nacional de trocas momento, o desenvolvimento de um rico
de informações, tecnologias e métodos arranjo produtivo local estabelecido ao
relativos à produção da tilápia. Um dos redor da cultura da tilápia. Indústrias de
principais gargalos para o crescimento fabricação de ração, empresas de equipa-
pleno da indústria de pescado no país é a mentos para a piscicultura, criação de
necessidade de organização do setor alevinos, de abate e processamento do
produtivo, de forma que os resultados e pescado, além de instituições de pes-
os conhecimentos gerados no meio quisa sobre aquicultura poderiam ser
profissional sejam compartilhados como atraídas para o local.

58

Figura 18:

Arranjo produtivo local
e seus impactos no desenvolvimento

enação do a
Coord de
Cooperação Corranjo
mpetitivida

Fonte: Oliveira, Santos e Rodrigues (2018)

Para saber mais 59

Cartilha do Ministério da Economia sobre arranjos produtivos locais e seu potencial para o
desenvolvimento - disponível em: http://www.mdic.gov.br/index.php/competitividade-
industrial/arranjos-produtivos-locais

Capítulo 18 Por Arnaldo Clemente Vieira

Produção artesanal local - “produtos
da terra” como fonte de riqueza

MORADA NOVA DE MINAS MIRANDO O FUTURO: O TURISMO COMO ÂNCORA A força dos negócios artesanais:

Ÿ Oportunidade para os micros, pequenos e médios produtores;
Ÿ Mercado se reaquecendo em busca de produtos artesanais;
Ÿ Produtos derivados da cana-de-açúcar são apenas algumas das

possibilidades para uma economia local.

Os “produtos da terra” como fonte de riqueza

Os mercados mundial e brasileiro de Para isso, entretanto, ele deverá esmerar
melhor poder aquisitivo estão ávidos por na qualidade de seu produto, pois na
produtos denominados naturais e, entre maioria existe problemas relacionados
eles, o artesanal tem maior apelo comer- com a qualidade, tanto do ponto de vista
cial para este consumidor. É neste campo de segurança em relação à saúde do
que o micro, o pequeno e até mesmo o consumidor quanto de manutenção de
médio produtores poderão ter maiores uma qualidade constante em quantidade
chances. satisfatória - aspectos de grande impor-
tância quando se trata de mercado com
maior concorrência e de melhor poder
aquisitivo.

Morada Nova de Minas: os derivados da cana-de-açúcar
como uma das cadeias produtivas viáveis

O desenvolvimento tecnológico e as mais cuidadosa do que em outros tem-
estratégias governamentais de incentivo pos, além dos aspectos relacionados com
na área de fabricação do açúcar cristal e a higiene na fabricação, com a apresen-
refinado reduziram o seu custo de tação e com a embalagem dos produtos.
produção, tornando seu preço acessível
ao mercado de renda mais baixa. Em O melado é muito apreciado no Brasil,
consequência, o mercado de rapadura e pois tem alto valor alimentício e, nas
dos chamados açúcares "brutos" dimi- pequenas propriedades, é uma das
nuiu drasticamente. Entretanto, mais formas lucrativas de se aproveitar a cana-
recentemente com o movimento cultural de-açúcar. O melado é utilizado como
no sentido de consumo dos chamados alimento de diversas maneiras: puro ou
produtos "naturais", volta uma demanda em misturas com vários tipos de queijo
para aqueles que, por algum tempo, foram ralado ou simplesmente em pedaços,
esquecidos. Assim, em algumas regiões com diversos tipos de farinha, com
já existe um mercado garantido para biscoitos, bolos ou ainda servido com
produtos, como rapadura e açúcar inhame ou mandioca.
mascavo, agora elaborados de forma

60

Foto: Arnaldo Vieira, 2020

Para saber mais

Manual desenvolvido pela Eletrobrás para o pequeno produtor rural: “Centros Comunitários
de Produção: fabricação de açúcar mascavo, melado e rapadura” - disponível em:
h t t p s : // e l e t r o b ra s . c o m / p t / R e s p o n s a b i l i d a d e S o c i a l / M a n u a l % 2 0 C C P % 2 0 -
%20Fabrica%C3%A7%C3%A3o%20de%20A%C3%A7%C3%BAcar%20Mascavo,%20Melad
o%20e%20Rapadura.pdf

“Como negócios artesanais podem crescer”: desenvolvido pelo SEBRAE-MG e disponível
em https://inovacaosebraeminas.com.br/como-negocios-artesanais-podem-crescer/

61

Capítulo 19 Por Jussara da Silva Diniz Lima

MORADA NOVA DE MINAS MIRANDO O FUTURO: O TURISMO COMO ÂNCORA A proposta de um Jardim Botânico:
ecoturismo e educação ambiental

Os valores de um jardim botânico:

Ÿ Ressignificação da relação entre os moradores da cidade e a natureza no seu
entorno;

Ÿ Poderia ser palco de inúmeras iniciativas de educação ambiental e atividades
comunitárias;

Ÿ O jardim botânico poderia fomentar o ecoturismo em Morada Nova de Minas.

Jardim botânico, ecoturismo e educação ambiental

Morada Nova de Minas poderia ser sede antrópica. Em sua construção, materiais
de um Jardim Botânico, que além de ecologicamente corretos poderiam ser
conter uma área com vegetação nativa priorizados, como tijolos ecológicos
preservada, contribuiria com o equilíbrio resíduos de construção civil reaproveita-
ambiental. O jardim botânico, juntamente dos.
com a educação ambiental, promoveria
uma mudança de valores, comporta- Para que o jardim botânico atingisse o
mento e atitudes da sociedade para com a máximo de seu potencial, seria um centro
natureza, podendo contribuir na conscien- de visitantes poderia ser construído para
tização dos benefícios da sustentabili- recepcionar e conduzir os visitantes para
dade no município. as diversas atividades, bem como quios-
ques de informação e um pequeno museu
O jardim poderia servir para estudos de para armazenar fotos e registros da fauna
práticas educativas abordando diversos e flora da região. Uma estufa com
temas dentro da botânica, além de espécies nativas locais poderia oferecer
diversas atividades ligadas a educação e aos visitantes a oportunidade do plantio
interpretação ambiental, atividades de algumas mudas e também conhecer
ecológicas, pesquisas cientificas, além de algumas espécies, inclusive aquelas
envolvimento de atividades comunitárias ameaçadas de extinção. Trilhas interpre-
com pessoas das mais diversas idades. tativas pelo jardim poderiam indicar
No âmbito educacional, as escolas da espécies de especial interesse.
região poderiam trabalhar a ampliação da
sensibilidade dos estudantes quanto ao Uma iniciativa como essa poderia
local e seu entorno. fomentar o ecoturismo em Morada Nova
de Minas, atraindo para a cidade visi-
O local a ser implantado seria avaliado tantes de toda região e difundido os
quanto ao seu grau de preservação, princípios da sustentabilidade a partir da
acesso e com pequena interferência educação ambiental.

62

Cachoeira Seca,
em Morada Nova de Minas

Fotografia: Igor Luiz/Conheça Minas (2017)

Para saber mais 63

“Manual de Orientação para Solicitação de Registro e Enquadramento dos Jardins Botâni-
cos”, de acordo com a Resolução vigente (nº 339/2003) do Conselho Nacional do Meio
Ambiente - CONAMA - disponível em:
http://aplicacoes.jbrj.gov.br/divulga/manual_orienta_snrjb_2012.pdf

Cartilha sobre “Interpretação Ambiental nas Unidades de Conservação Federais”, desenvol-
vida pelo Ministério do Meio-Ambiente - disponível em:
https://www.icmbio.gov.br/portal/images/stories/comunicacao/publicacoes/publicacoes
-diversas/interpretacao_ambiental_nas_unidades_de_conservacao_federais.pdf

“Ecoturismo: Orientações Básicas”, livreto desenvolvido pelo Governo Federal - disponível
em: http://www.turismo.gov.br/sites/default/turismo/o_ministerio/publicacoes/download
s_publicacoes/Orientacoes_Basicas_Ecoturismo.pdf

Capítulo 20 Por Paulo Vitor Siffert

Trilhas e mirantes: conservação e
valorização do patrimônio ambiental
e cultural através de seu uso

MORADA NOVA DE MINAS MIRANDO O FUTURO: O TURISMO COMO ÂNCORA Conservação e valorização do patrimônio natural e cultural:

Ÿ Morada Nova de Minas dispõe de várias paisagens cênicas que podem ser
valorizadas por trilhas e mirantes;

Ÿ Princípios do geoturismo e instrumentos da interpretação ambiental podem
valorizar essas paisagens;

Ÿ Fomenta o turismo e fortalece a relação dos moradores com a cidade em que
vivem.

Morada Nova de Minas é rica em paisa- A interpretação ambiental é um processo
gens cênicas: a presença da lagoa da particular de comunicação que vai além
Represa de Três Marias, a mata nativa da informação: busca revelar significados
preservada nas redondezas, a paisagem e conectar o público aos recursos natu-
urbana de uma cidade com três séculos rais e paisagens com que se está em
de história. contato. É um método de comunicação
que traduz a linguagem técnica das
Tudo isso pode ser valorizado e contribuir ciências naturais em terminologias e
no desenvolvimento local pelo prisma do ideias que as pessoas que não são
geoturismo e da interpretação ambiental. cientistas possam entender e sentir. O
O geoturismo é uma vertente do turismo objetivo principal da interpretação não é,
voltada para a conservação e interpre- necessariamente, a instrução, mas a
tação dos atributos da natureza, além de provocação. Interpretação ambiental é a
considerar questões culturais relaciona- compreensão da natureza baseada na
das. O objetivo do geoturismo é valorizar informação adquirida da observação das
o patrimônio protegido por meio da paisagens.
conservação de seus recursos e da
conscientização ambiental do turista. A Trilhas e mirantes são instrumentos pelos
conscientização viria a partir da interação quais a interpretação ambiental é fei-
mais próxima e informada entre o turista e ta/conduzida. São ferramentas para a
a natureza, através do contato promovido conscientização e conexão a ser forjada
por trilhas e mirantes que poderiam ser entre o visitante e a natureza que o
conformados na área do município de circunda. Trilhas e mirantes podem ser
Morada Nova de Minas, utilizando-se dos complementados por placas e painéis
princípios da interpretação ambiental. interpretativos, contendo informações
importantes que contribuem para a
compreensão daquilo que pode ser
observado naqueles locais -- para a
interpretação ambiental.

64

Paisagem de Morada Nova de Minas Fotografia:
Vista do Baixo Indaia
65Vinicius Ferreira

Capítulo 21 Por Arnaldo Clemente Vieira
e Paulo Vitor Siffert

A Represa de Três Marias:
potencial único para a pesca
esportiva e esportes náuticos

MORADA NOVA DE MINAS MIRANDO O FUTURO: O TURISMO COMO ÂNCORA A Lagoa e suas belezas naturais:

Ÿ Grande potencial turístico para Morada Nova de Minas;

Ÿ Atividades que podem ser desenvolvidas: pesca esportiva, esportes náuticos,
passeios de barco;

Ÿ A cidade já dispõe de alguma infraestrutura: porém, necessita de mais
investimentos para se tornar um polo regional.

Morada Nova de Minas está localizada à Apesar disso, alguma infraestrutura já

beira do lago da Represa de Três Marias, existe na cidade que viabilize o início

construída a partir das águas históricas desse tipo de atividade turística e o

do São Francisco, um dos rios mais atendimento de visitantes: além dos

importantes do Brasil e que promove a vários pontos de interesse em Morada

integração entre a região sudeste e Nova de Minas, a cidade conta com dois

nordeste do país. Dessa forma, a cidade hotéis, cinco pousadas, duas pensões,

dispõe de grandes atrativos naturais, um motel, três restaurantes, um hospital e

como suas belas cachoeiras (a Cachoeira três postos de saúde, além do apoio da

Seca sendo um exemplo) e a praia pública prefeitura para busca de informações.

Pontal do Guará, banhada pelas límpidas Além disso, a cidade faz parte da Associ-
e tranquilas águas da Lagoa de Três ação do Circuito Turístico Lago Três
Marias, que conta com temperaturas em Marias – TURLAGO, entidade criada para
torno de 20 graus, propícia não só para a fortalecer o turismo na região do entorno
natação, mas também à prática de pesca da Represa. Mediante investimentos,
esportiva e de esportes náuticos. Morada Nova de Minas também pode

Para que a atividade se desenvolva em almejar ser o centro de algumas ativi-

sua total capacidade, investimento em dades que se espalham por toda Represa

estruturas de lazer (fixação de placas e envolvem outras cidades como, por

turísticas, panfletos sobre os atrativos, exemplo, passeios de barco. Isso atrairia

um centro de visitantes com informações um bom fluxo de turistas para a cidade

turísticas, restaurantes, hotéis) e em mão- que, além dos esportes náuticos, pesca e

de-obra capacitada (guias turísticos, passeios, poderiam também desfrutar de

empresas de turismo) são necessários. outras atrativos que a cidade tem a

Outra dificuldade passa pela falta de oferecer, como as festas típicas da

projetos específicos e bem-estruturados cidade: a Feira do Peixe, Festa do Carreiro

dedicados ao turismo por parte do poder e Exposição Agropecuária.

público. Ou seja, falta investidores inte-

ressados e poder público atuarem de

maneira conjunta para alavancar todo

potencial do município nos setores da

pesca esportiva e turismo náutico, por

exemplo.

66

Vista da lagoa da Represa de 67Foto: Arnaldo Vieira, 2020
Três Marias, em Morada Nova de Minas

Capítulo 22 Por Marcelo Maia

ICONOGRAFIA E GEOMARKETING: INICIATIVA TRANSVERSAL ÀS ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO Valorizando os símbolos da cidade:
iconografia local e geomarketing
(valores culturais, naturais e imagéticos
indutores de desenvolvimento

Esse Manual Iconográfico se integra com O material elaborado e trazido aqui pode
os objetivos traçados no Atlas As Muitas ser enxergado como um repositório de
Moradas, servindo como um conjunto de ideias visuais, simbólicas e culturais
referências visuais capaz de perpassar as capazes de comunicarem aos próprios
diversas atividades desempenhadas na moradores e também aos visitantes a
cidade hoje - a piscicultura, por exemplo -, essência de Morada Nova de Minas. Em
e também como referência para o que uma cidade com tantas características
poderá ser desenvolvido no futuro - como sociais, culturais e ambientais únicas, o
a proposta de um Geoparque na região. reconhecimento e valorização desses
traços é um dos caminhos mais promis-
sores para a promoção do desenvolvi-
mento nas próximas décadas.

68

FAUNA

LOBO GUARÁ

O Chrysocyon brachyurus é um canídeo
endêmico da América do Sul e único
integrante do gênero Chrysocyon.
Provavelmente, a espécie vivente mais
próxima é o cachorro-vinagre (Speothos
venaticus). Ocorre em savanas e áreas
abertas no centro do Brasil, Paraguai,
Argentina e Bolívia, sendo um animal
típico do Cerrado.

ARARA CANINDÉ

A arara-canindé é uma ave psittaciforme
da família Psittacidae. Conhecida
também como arara-de-barriga-amarela,
canindé, arara-amarela e ara-arauna. É
um dos psitacídeos mais espertos. Não
é considerada como sendo ameaçada,
embora seja apreciada como ave de
gaiola. Do (tupi) ara = nome indígena tupi
para designar várias espécies de papa-
gaio; e do (tupi) ara = papagaio; e una =
preto, escuro. Papagaio escuro. No
Brasil, ocorre desde a Amazônia até o
Paraná, sendo que antigamente chegava
até Santa Catarina.

TILÁPIA

Tilápia é o nome comum dado a várias espécies de
peixes ciclídeos de água doce pertencentes à subfa-
mília Pseudocrocidolita e em particular ao gênero
Tilápia. São nativos da África, mas foram introduzidas
em muitos lugares nas águas abertas da América do
Sul e sul da América do Norte e são agora comuns na
Flórida, Texas e partes do sudoeste dos Estados
Unidos, sul e sudeste do Brasil. No sudeste esta
espécie é um dos principais peixes da pesca artesanal,
principalmente no Rio Grande, Estado de Minas Gerais.

69

CAPÍTULO

22

A palavra ou a língua, escrita
ou falada, parece não ter
nenhuma importância no

mecanismo do meu raciocínio.
Os elementos psíquicos básicos

do pensamento são sinais
determinados e guras mais
ou menos claras, que podem

ser reproduzidos ou
combinados ''à vontade”.

Albert Einstein

ICONOGRAFIA E GEOMARKETING: INICIATIVAApresentação
TRANSVERSAL ÀS ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO
Todo objeto, desenho ou qualquer expressão material, traz em si informação, complexa
ou de forma simples e objetiva é uma forma de comunicação que existe desde o
momento em que o homem percebe a necessidade de interação a partir da expressão
seja qual for.

Desde o início dos tempos, quando o homem passou a representar ideias e experiên-
cias do cotidiano extraídas do ambiente em que vivia, passou a incorporar e carregar
formas, características que são transmitidas através de gerações que somadas aos
condicionamentos pelo modo de vida, tornam-se elementos de desenvolvimento de
formas representativas de ideias e consequentemente, linguagens particulares.

Atualmente esta mesma dinâmica permanece, um tanto escondida em meio as inova-
ções tecnológicas, assim a forma, a expressão gráfica, pictórica, seja expressa através
da fotografia, cinema, mídias digitais ou das artes em geral continua uma repetição de
conteúdos com representações diferenciadas, que somadas ao processo de síntese
dos elementos da comunicação visual, resultantes de uma maior quantidade e mais
intensa velocidade de informação, faz-se necessário o desenvolvimento de uma
linguagem visual objetiva, carregada de valores emocionais e conceituais de forma
verdadeira, respaldada pelas particularidades da realidade local, geralmente desconsi-
derada pela valorização do externo em detrimento do interno, nativo.

A partir desta compreensão e da necessidade de criar ferramentas de fomento ao
desenvolvimento local, temos a elaboração do Manual iconográfico, material consti-
tuído de um levantamento inicial de dados e informações visuais que pretende sobre-
tudo, disponibilizar um modo de fazer, mas principalmente apontar ou mesmo ressigni-
ficar elementos de valores locais desgastados pelo processo histórico e pelo cotidiano,
possibilitando ao interessado a compreensão e uso de um modo de fazer, fundamen-
tais no processo de comunicação com o público.

70

FLORA

BURITI JATOBÁ

O termo buriti é a designação comum das Árvore que pode ser utilizada como planta
plantas dos gêneros Mauritia, Mauritiella, medicinal no tratamento de problemas
Trithrinax e Astrocaryum, da família das gastrointestinais ou respiratórios. Seu nome
arecáceas. Nome científico: Mauritia científico é Hymenaea courbaril e suas
flexuosa. No Brasil ocorre nas regiões semente, cascas e folhas podem ser com-
sudeste, centro oeste, nordeste e norte. pradas em lojs de produtos naturais. O
jatobá é encontrado na Amazônia, na Mata
É também conhecida como coqueiro buriti, Atlântica, no Pantanal e no Cerrado com
buritizeiro, miriti, muriti, muritim, muruti, ocorrências do Piauí até o Paraná. A origem
palmeira-dos-brejos, carandá-guaçu e de seu nome vem do tupo e quer dizer
carandaí-guaçu. “árvore com frutos duros”.

71

CAPÍTULO

22

ICONOGRAFIA E GEOMARKETING: INICIATIVA TRANSVERSAL ÀS ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO O manual de iconografia tem como função identificar, tratar e repassar
uma técnica de desenvolvimento temático como também o ícone mais
representativo da identidade local, de forma a estabelecer uma referência
de processo de forma simples e acessível.

Dentro do repertório iconográfico local foram identificados elementos dos
aspectos naturais, culturais e na arquitetura, como passíveis de uso,
sendo que para fim didático foram apresentados os elementos mais
relevantes e dentre eles o com maior possibilidade de interface com
outros segmentos e facilidade de reconhecimento pelo receptor.

Sendo elemento de referência e não determinante de estilo estético este
trabalho pode ser útil a todo aquele que deseje ser reconhecido e lembrado
de forma eficiente, através de uma imagem agregada de valores concei-
tuais e emocionais, possibilitando em um primeiro momento uma comuni-
cação eficiente.

Iconografia e Identidade

Intrinsicamente ligadas, ambas estão inseridas uma na outra, não sendo possível o
entendimento de uma determinada identidade sem o estudo ou a identificação dos
elementos visuais que traduzem uma realidade.

A iconografia como estudo descritivo da representação de símbolos, elementos
abstratos, significados, como meio viabilizador de algum nível de alfabetização visual,
possibilita ao indivíduo reconhecer uma determinada representação estética como
parte de uma identidade.

A consideração de que o desenho de um simples traço carrega em si uma ideia, e que
cada um possui sua particularidade expressa, portanto identidade é consequência de
um modo de vida determinado por aspectos culturais, físicos e econômicos, permite o
entendimento de que nos elementos iconográficos e nas formas de expressão cultural
é possível verificar o estado em que se encontra a realidade de um determinado grupo
de indivíduos como também todo o conhecimento e tecnologias tradicionais a serem
resgatadas e utilizadas para o desenvolvimento local. Assim o levantamento de ele-
mentos da iconografia pode:

Ÿ Dignificar as identidades culturais;

Ÿ Resguardar e valorizar o conhecimento e as particularidades da região;

Ÿ Potencializar e conferir uma nova dinâmica ao processo criativo das
comunidades;

Ÿ Gerar renda e desenvolvimento através de um processo criativo que reforça a
cultura local;

Ÿ Possibilitar a incorporação de identidade.

Ÿ Gerar subsídio e condições para desenvolvimento de ações intersetoriais,

Desta forma, a assimilação e reconhecimento da expressão iconográfica local deve se
constituir numa importante estratégia para a promoção de processos locais e regio-
nais de desenvolvimento, aprimorando o caráter empreendedor da localidade assen-
tado no resgate e na valorização da dinâmica identidade cultural.

72

ARQUITETURA

IGREJA MATRIZ NOSSA SENHORA DO LORETO

73

CAPÍTULO Desenvolvimento Temático

22 Por mais simples e óbvio que seja um tema, é possível de se fazer inúmeros trata-
mentos na imagem de forma a gerar desenhos únicos com um infinidade de aplicações
ICONOGRAFIA E GEOMARKETING: INICIATIVA TRANSVERSAL ÀS ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO e muito mais se usadas dentro de técnicas visuais que oferecem uma grande variedade
de meios para a expressão visual do conteúdo.

Os ícones resultantes do desenvolvimento temáticos apresentados são
consequência da estilização de imagens finalizando com seu desenho
em preto e branco e sugestão de cores com afinidade ao tema.

Antigo Laticínio Gonzaga Lopes

Bibliografia

Donis, A Donis. Sintaxe da Linguagem Visual, Martins Fontes, SP, 2003
Mestres de Ofícios de Minas Gerais. Resgate cultural do artesanato mineiro, BH,

SEBRAE, 2003
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CHEVALIER, Jean. Gheerbrant, Alain. Dicionário dos Símbolos, J.Olímpo, RJ,1988 ''à

vontade”.

74

ARQUITETURA

ANTIGO LATICÍNIO GONZAGA LOPES

PAISAGISMO

ORLA DA REPRESA

75

CAPÍTULO Arte: O Observador

22

ICONOGRAFIA E GEOMARKETING: INICIATIVA TRANSVERSAL ÀS ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO Desde seu nascimento, a vida do ser nada base e no caso à agua, tendo sua imagem
mais é do que um conjunto de aconteci- reforçada pela presença dos peixes como
mentos, percebidos conscientemente ou simbolo de coletividade, de vida e atual-
não, constituindo o momento presente do mente de prosperidade, ao mesmo tempo
indivíduo. Alguns acontecimentos de sendo o momento do trauma maior da
ordem coletiva, gravados no inconsciente comunidade.
de determinado grupo constituem uma
realidade que quando expressa pode ser A figura também aponta para o alto, o céu,
entendida como cultura. enfatizado pela presença de pássaros,
onde tudo pode, uma realidade que é
A escultura O OBSERVADOR, pretenciosa- possibilidade, o futuro.
mente busca instigar o olhar do expec-
tador para a relação entre os aconteci- Além da tentativa de provocar os expecta-
mentos do passado e sua relação com o dores e levá-los a alguma reflexão, a
agora e as possibilidades de um futuro, escultura também foi criada para ser um
através do arranjo dos elementos visuais material didático no entendimento do que
de caráter símbólico criando um texto é um texto estético e de como usar
estético rico e acessível. elementos iconográficos para passar
uma mensagem de forma objetiva. O seu
O ponto de base para a composição do conjunto de símbolos de significados
conceito e da própria peça é uma figura universais estão amplamente inseridos
humanóide, meio peixe meio anjo com no sub-consciente dos indivíduos possibi-
fisionomia de um deus que simboliza a litando um entendimento comum e mais
parte sã do homem que a tudo observa acessível. Até mesmo a matéria prima
mesmo em seus momentos de incons- utilizada, o bambu, tem uma ligação com
ciência. o conceito da peça já que ele dentro da
mitologia africana é o elemento de
Com o olhar voltado para frente no infinito, ligação entre o céu e a terra além de
este ser divino que é o agora, a ligação muitos outros significados.
entre dois momentos, aponta para baixo
se referindo ao passado, ao que está na Marcelo Maia, artista plástico

Foto: Lorran Costa

Para saber mais

Se estiver pela rua, não deixe de passar para apre-
ciar “O Observador”. Aproveite e pegue um informa-
tivo “As Muitas Moradas”, com informações sobre o
estudo sobre gás que tem sido feito na região.

76

Obra de arte “O Observador”, toda feita em bambu, instalada na entrada da Prefeitura

77e o artista plástico Marcelo Maia, que a construiu. Foto: Lorran Costa

Capítulo 23 Por Paulo Vitor Siffert

Capacitação dos agentes
de desenvolvimento local

RECOMENDAÇÕES PARA SE ALAVANCAR AS ATIVIDADES DE DESENVOLVIMENTO A importância dos agentes de desenvolvimento local:

Ÿ O poder público municipal é o principal agente indutor de um ambiente
empresarial local saudável;

Ÿ Agentes de Desenvolvimento: articulam ações públicas para a promoção do
desenvolvimento territorial local;

Ÿ Curso de capacitação para agentes de desenvolvimento local ofertados
gratuitamente pelo SEBRAE.

A Lei Complementar 123/2006, também agentes de desenvolvimento. Desde
conhecida como “Lei Geral da Micro e 2014, o curso também pode ser feito à
Pequena Empresa (MPE)”, institui um distância, através do Portal do Desenvol-
tratamento simplificado, diferenciado e vimento Local do SEBRAE na Internet.
favorecido para as MPE. Nesse sentido, o
poder público municipal tem um papel A principal atribuição do agente de
crucial, pois atua como o principal agente desenvolvimento é a articulação das
de promoção de um ambiente favorável ações públicas para a promoção do
para fomentar o fortalecimento e a desenvolvimento territorial local, medi-
competitividade dos pequenos negócios - ante ações locais ou comunitárias,
o que contribui, em última instância, para individuais ou coletivas. Ou seja, traba-
o desenvolvimento local. lhando em prol de um ambiente favorável
aos pequenos negócios, a figura do
A presença da figura do Agente de Agente de Desenvolvimento se trans-
Desenvolvimento é uma das obrigatorie- forma em um dos principais atores da
dades para que a Lei Geral da Micro e melhoria econômica e social local. Dessa
Pequena Empresa seja considerada forma, o agente contribui para a pro-
implementada em um município. O moção de um desenvolvimento endógeno
SEBRAE oferta, gratuitamente, uma e sustentável, que fortalece os territórios
capacitação para servidores públicos e prioriza o capital humano e as vocações
municipais que queiram atuar como locais.

Para saber mais

Portal do Desenvolvimento Local do SEBRAE, onde mais informações sobre o curso de
capacitação de Agentes de Desenvolvimento local:
https://portaldodesenvolvimento.sebrae.com.br/

78

79Foto: Depositphotos

Referências
Bibliográficas

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Praeger.

82

Casa de Cultura de Mora Nova de Minas Fotografia:
Jussara Lima, 2020

Glossário de Termos
Técnicos

Agência de fomento: São órgãos independen- porém complementares entre si (como poder
tes que têm a missão de financiar (promo- público, empreendedores, investidores), e
vendo sistemas locais de financiamento uma série de atributos estruturais disponíve-
através da oferta de microcrédito), atrair is em uma região (estrutura de escoamento;
novos investimentos e promover negócios sistema bancário forte; leis de incentivo ao
locais a fim de contribuir para a integração e empreendedorismo).
desenvolvimento dos diferentes setores
econômicos de uma região. Agências de Ecoturismo: É uma forma sustentável de
fomento atuam, também, articulando turismo baseada em recursos naturais,
conexões entre investidores interessados e focada principalmente em experimentar e
empresas locais, promovendo projetos aprender sobre a natureza, e que é adminis-
estratégicos regionais que trazem benefícios trada eticamente para ser de baixo impacto,
para os mais diversos stakeholders. não consumidora de recursos naturais e
orientada localmente (administração,
Cangas: Camada superficial de componentes benefícios e escala). O ecoturismo normal-
lateríticos (limonita principalmente) residua- mente ocorre em áreas naturais e deve
is endurecidos por ressecação, formando contribuir para a conservação ou preserva-
uma capa dura, química e fisicamente ção de tais áreas
resistente aos processos intempéricos e
erosivos. Empresa verde: Empresas que atuam na busca
por oportunidades de se criar produtos,
Densidade Demográfica: Densidade demográfi- processos e serviços que geram ganhos
ca corresponde à distribuição da população econômicos, mas também contribuem para
em uma determinada área e é calculada a a redução dos impactos ambientais e
partir da razão entre o número total de sociais.
habitantes (hab.) de um município e a área
territorial desse município (km²). Esse dado Fracking (ou Fraturamento hidráulico): O
permite compreender se uma cidade é muito fraturamento hidráulico é um método que
ou pouco povoada. possibilita a extração de combustíveis
líquidos e gasosos do subsolo. O procedi-
Desenvolvimento sustentável: Um tipo de mento consiste na injeção a alta pressão de
desenvolvimento que satisfaz as necessida- uma mistura de água, propante (areia ou
des presentes da sociedade sem comprome- outros material equivalente) e diversos
ter a capacidade das gerações futuras de produtos químicos, com objetivo de ampliar
suprir suas próprias necessidades. de forma controlada as fraturas e fissuras
existentes no substrato rochoso que encerra
Economia circular: Abordagem econômica que petróleo e gás natural, normalmente meno-
prega a reutilização, compartilhamento, res que 1mm, permitindo sua saída para a
reparo, reforma, remanufatura e reciclagem superfície. Este método pode ser usado em
para criar um sistema de “circuito fechado”, poços verticais, inclinados ou horizontais.
minimizando a necessidade de novos
recursos e, por consequência, a geração de Geoparque: Conceito criado no fim dos anos de
resíduos. 1990 pela Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura
Economia verde: A economia verde consiste em (UNESCO) e, desde então, tem se dissemina-
uma série de diretrizes econômicas elabora- do pelo mundo. Em um geoparque, projetos
das pelo Programa de Meio Ambiente das de desenvolvimento sustentável e mobiliza-
Nações Unidas (Pnuma) a partir de 2011 e ção de comunidades locais são incentivados
dedicadas à melhoria do bem-estar humano com o intuito de se criar uma região economi-
e equidade social, ao mesmo tempo em que camente ativa que, ao mesmo tempo,
reduz significativamente os riscos ambienta- preserva seus bens naturais. Além disso,
is e a escassez ecológica. programas de educação ambiental também
podem ser implementados, bem como o
Ecossistema empreendedor: Sistema de desenvolvimento de pesquisas associadas
fomento à novos negócios, com aderência aos desafios da sustentabilidade.
local ou regional, que envolve a coexistência
de um conjunto de atores heterogêneos,

84


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