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Tabela 2 – Mudança de ruptura entre dois materiais
Quanto à caracterização do sistema de protensão, a pesquisa realizada através de artigos
verificou-se que ainda é muito utilizada a CP 190 no município da grande Vitória e demais
localidades. Segundo o engenheiro entrevistado terá a primeira obra feita com a CP 210 no
estado do ES em 2018, sendo um sistema mais econômico de material e mão-de-obra,
podendo vencer vãos maiores em comparação a CP 190. A tabela 3 ilustra a economia de
material e mão-de-obra com base nos dados da tabela 1.
Na tabela 3, a seguir mostra um comparativo entre o sistema protendido e o concreto
armado convencional.
Tabela 3- Comparação da economia total, segundo o engenheiro entrevistado.
Na visão de Junior e Oliveira (2016), o cabo de protensão é tracionado e, quando ancorado
devidamente, vai transmitir a força de protensão ao concreto conforme na norma NBR
6118/2014. Segundo Santos et al. (2012) podem conter fios, barras, cordoalhas ou feixes
(de fios ou de cordoalhas). A tabela 2 citada acima mostra o quanto cada cabo suporta de
tração.
A cordoalha CP 210 tem como benefício o menor consumo de armadura para mobilizar,
amarrar e cabos para protender, de acordo com o gerente da empresa de protensão
entrevistado. Em uma laje, se for projetada com a CP 210, reduz-se em relação a CP 190
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uma cordoalha a cada 10 instaladas na laje, ou seja, a CP 210 utiliza menos cabos de
protensão do que a CP 190. Conforme exposto por Cubas e Narvaez (2015) projetar e
executar corretamente lajes protendidas, contribui para a economia e estatística das
edificações. Como resultado, esse método vem crescendo nos últimos anos com
frequência, sendo utilizado nos pavimentos de edificações, com utilização pelo mundo.
Comparado ao sistema tradicional de concreto armado uma edificação possui economia de
material, se executado no sistema de protensão. Segundo Filho e Corrêa (2007), com o
crescimento de volume de construções, houve a necessidade de implantação do sistema
de protensão onde as edificações tornam-se mais leves, vencendo grandes vãos e com
redução em material. A Figura 1 ilustra em porcentagem os valores de redução de um
material para o outro.
Figura 1 - Comparativo de consumo de material da CP 190 e CP 210 e redução do
custo final de uma edificação.
A laje protendida utilizando cordoalha CP 210 possui vantagens, sendo elas utilização de
material com capacidade de carga maior, proporcionando uma redução de consumo,
redução de acessórios como placas de ancoragem, cunhas e pocktes, bem como redução
de mão-de-obra e movimentação dos materiais. Cuidados comuns aos sistemas CP 210 e
CP 190 são controle tecnológico rigoroso principalmente com relação à corrosão no sistema
de placas e cunhas, cuidados com posicionamento das elevações dos cabos e furações
para passagem das instalações hidrossanitárias. Ratificado por Scheibler (2012) que
segundo a sua pesquisa o motivo pelo qual as empresas preferem a laje plana protendida
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é pelo fato de possuir vantagens em relação ao concreto armado, vantagens essas são: a
sua leveza e esbeltez e custo final da obra.
O objetivo da pesquisa é a comparação entre as Cordoalhas Protendidas, porém há
vantagens que se acrescentam ao uso da protensão, assim como diz Mota (2006), que
observou que a rigidez secante de um pilar em concreto armado, utilizando uma análise
não linear, correspondia a 40% da então rigidez bruta na seção. Sendo assim essa rigidez
se dá pelo fato dos pilares trabalharem em balanço e pelos momentos fletores dessa
estrutura serem elevados em comparação com a força normal. A protensão utilizada nessa
estrutura tem por finalidade aumentar artificialmente a sua compressão, mobilizando assim
as suas áreas de concreto na composição da rigidez no seu estado limite último. Conclui-
se que a protensão pode melhorar então a estabilidade de colunas esbeltas pré-moldadas,
sendo mais viável que soluções não admissíveis em concreto armado.
Sendo assim, o estudo comparativo sobre de economia e técnica entre as cordoalhas CP
210 e CP 190, mostra que a protensão utilizando o sistema construtivo da CP 210 é mais
econômico, pelo fato de reduzir os acessórios como placas, cunhas, armaduras de fretagem
e espaçadores metálicos para apoio dos cabos, tornando-a mais viável para uma
edificação, sendo considerável no final da obra.
CONCLUSÃO
De acordo com os dados nessa pesquisa, a cordoalha CP 210 mostrou-se mais viável em
custo, destacando-se em redução de material, mão-de-obra e tempo de execução, em
relação à CP 190.
Concluiu-se também com essa pesquisa de uma forma adicional, que com maior utilização
da CP 210 nas construções, em uma economia de escala, pode-se então ter o seu valor
econômico reduzido.
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