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Published by Agência OCA, 2021-08-05 16:38:21

Litíase Renal

Litíase Renal

Litíase
Renal

OU PEDRAS
NO RINS

O que é
o cálculo

renal?

Um cálculo renal é uma
massa dura de depósitos minerais
que se desenvolve em seu rim. É comumente
chamada de pedra nos rins. Os cálculos renais
geralmente aparecem quando a urina se
concentra e os minerais se cristalizam. Algumas
pedras nos rins passam por si mesmas,
enquanto outras requerem tratamento de um

profissional médico.

Quais complicações
podem ocorrer?

Quando essa pedra é
grande o suficiente para
obstruir o escoamento
da urina, as estruturas
internas do rim podem
ficar dilatadas, o que
provoca a chamada de
cólica renal.

1

Quem está em risco?

Alguns fatores de risco aumentam sua
chance de desenvolver pedras nos rins, incluindo:

• Aumento da idade;
• Homem de
ascendência
norte-europeia;
• Desidratação, suor e
ingestão insuficiente de
líquidos, especialmente
água;
• História pessoal ou
familiar de pedras;

• Hipertensão; X
• Certas dietas ricas em
sódio, açúcar e proteínas;
• Obesidade;
• Pacientes com bypass
gástrico, doença diarreica,
gota, infecção do trato
urinário, distúrbio de má
absorção ou outra doença
renal.

2

Como se faz o
diagnóstico?

O diagnóstico do cálculo renal costuma ser feito com um
exame de imagem. O mais simples é a ultrassonografia.
A desvantagem da ultrassonografia é a sua baixa
capacidade para identificar cálculos impactados no
meio do ureter, pois os gases intestinais atrapalham a
formação de uma imagem nítida.
O melhor exame é a tomografia computadorizada, que
consegue identificar os cálculos em qualquer ponto do
sistema urinário, mesmo sem a utilização de contraste.
Os exames de imagem além de fazerem o diagnóstico
da pedra também são capazes de medir o seu tamanho,
informação que é importante para que o médico possa
tentar prever o que acontecerá nos próximos dias.

3

Como é a evolução?

A localização e o tamanho são os fatores que definem

se a pedra tem chance de sair espontaneamente ou se

um procedimento urológico será necessário para

retirá-la.

Cálculos menores que 5 mm (0,5 cm), principalmente

se localizados na parte final do ureter, habitualmente

saem espontaneamente pela urina sem tratamento. O

cálculo demora, em média, 8 a 14 dias para ser

expelido. Porém, dependendo da localização, o tempo

pode ser até de um mês.

Menos de 20% dos pacientes com pedras menores que

5 mm precisam de alguma intervenção médica para

retirar seu cálculo renal.

A partir dos 5 mm, quanto maior for a pedra, menor é a

chance dela ser eliminada espontaneamente. 60% dos

cálculos renais entre 5 e 7 mm (0,5 e 0,7 cm) são

eliminados sem tratamento; essa taxa cai para menos

de 50% nas pedras com tamanho entre 7 e 9 mm (0,7 e

0,9 cm). 4

Já a pedras grandes, com mais de 9 mm (0,9 cm),
somente 25% saem espontaneamente, mesmo assim,
apenas se já estiverem na parte final do ureter.
Cálculos maiores que 10 mm (1 cm) localizados no
início do ureter, próximo ao rim, não costumam sair
sozinhos, pois são até três vezes maiores que o
diâmetro médio do ureter.
Esses cálculos grandes podem ficar impactados no
ureter, provocando uma obstrução à drenagem da
urina e consequente dilatação do rim, a qual damos o
nome de hidronefrose.
A hidronefrose é uma complicação séria, pois a
obstrução da passagem da urina e a dilatação das
estruturas internas podem provocar lesões
permanentes do rim se não for tratado a tempo.
Tanto a ultrassonografia quanto a tomografia
computadorizada conseguem facilmente identificar
uma hidronefrose.

Quais os cuidados
recomendados?

Beber muita água pode diluir a concentração de
minerais e retardar ou interromper o
desenvolvimento de pedras nos rins. Se você
formar pedras de oxalato de cálcio facilmente,
seu médico pode recomendar a limitação da
ingestão de alimentos ricos em oxalatos, como
beterraba, espinafre, nozes e chocolate.
Além disso recomenda-se a redução da ingesta
de sal da alimentação e o incentivo a ingestão de
frutas cítricas, ricas em ácido cítrico,
componente protetor de formação de cálculos.

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Como se
formam os
cálculos
renais?

A pedra no rim é exatamente o que o nome diz, uma
formação sólida composta por minerais que surge dentro
dos rins. Mais de 70% das pedras são compostas por sais de
cálcio, como oxalato de cálcio e fosfato de cálcio. Também
existem cálculos à base de ácido úrico, estruvita (magnésio
+ amônia + fosfato) e cistina.
Entender a formação das pedras é simples. Imaginem um
copo cheio de água clara e transparente. Se jogarmos um
pouco de sal, ele se diluirá e tornará a água um pouco turva.
Se continuarmos a jogar sal no copo, a água ficará cada vez
menos clara, até o ponto em que o sal começará a se
precipitar no fundo do copo. A precipitação acontece
quando a água fica super saturada com sal, isto é, a
quantidade de água presente já não é mais suficiente para
diluir o sal.

Esse é o princípio da formação dos
cálculos. Quando a quantidade de
água na urina não é suficiente para

dissolver todos os sais presentes
na mesma, estes retornam a sua

forma sólida e precipitam nas
vias urinárias.

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Os sais precipitados na urina tendem a se
aglomerar, formando, com o passar do tempo, as
pedras.
Essa precipitação dos sais presentes na urina
ocorre basicamente por dois motivos: falta de
água para diluir ou excesso de sais para serem
diluídos.
A maioria dos casos de cálculo renal ocorre por
falta de água para diluir a urina adequadamente,
tendo como origem a pouca ingestão de líquidos.
Porém, há um grupo de pacientes que mesmo
bebendo bastante água ao longo do dia
continuam a formar pedras. Esses indivíduos
costumam ter alterações na composição natural
urina, apresentando excesso de sais minerais,
principalmente de cálcio. A quantidade de cálcio
na urina é tão grande que mesmo com um boa
ingestão de água ele ainda consegue se
precipitar.

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Fatores
de risco

Ter água suficiente na urina é essencial para
prevenir a formação de cálculos. Pacientes
que costumam desenvolver cálculos bebem,
em média, menos 300 a 500 ml de água por
dia, quando comparados com pessoas que
nunca tiveram pedra nos rins. Pacientes que
vivem em países de clima tropical ou
trabalham em locais muitos quentes devem
procurar se manter sempre bem hidratadas
para evitar a produção de uma urina muito
concentrada.

O tipo de líquido ingerido não tem muita importância.
Ainda não há estudos definitivos que possam afirmar
que um tipo de líquido seja superior a outro. Alguns
trabalhos sugerem que além da água, suco de laranja,
café e chás (incluindo o famoso chá de quebra-pedra)
possam ter algum benefício.
Já o suco de toranja (jamboa ou grapefruit) parece ser
prejudicial, aumentando o risco de formação das pedras.
Em relação às bebidas alcoólicas, há controvérsias,
havendo estudos que indicam aumento da formação
dos cálculos e outros que sugerem redução da formação,
principalmente com o consumo de vinho.
A vitamina C aumenta a excreção renal de oxalato, e
alguns estudos sugerem que o seu consumo excessivo
possa aumentar o risco de cálculos renais compostos por
oxalato de cálcio.

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Pessoas que já tiveram pelo menos um episódio de cálculo
renal, ou que tenham história familiar de pedras no rim,
devem urinar pelo menos 2 litros por dia.

Como ninguém vai ficar coletando urina o dia inteiro para
medir o volume, uma dica é acompanhar a cor da urina.
Uma urina bem diluída tem odor fraco e coloração bem
clara, quase transparente. Se a sua urina está muito
amarelada, isto indica desidratação.
Em relação à dieta, existem alguns hábitos que podem
aumentar a incidência de pedras nos rins, principalmente se
o paciente já tiver concentrações de cálcio na urina mais
elevadas que a média da população.
Dietas ricas em sal, proteínas e açúcares são fatores de risco.
Curiosamente, apesar da maioria dos cálculos serem
compostos de cálcio e surgirem por excesso de cálcio na
urina, não há necessidade de restringir o consumo do
mesmo na dieta. A restrição, aliás, pode ser prejudicial. Se
você já está perdendo cálcio em excesso na urina e não o
repõe com a dieta, o seu organismo vai buscar o cálcio que
precisa nos ossos, podendo levar à osteoporose precoce.

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O único cuidado deve ser com os suplementos de cálcio, já
que o consumo destes, principalmente quando em jejum,
parece aumentar o risco de pedra nos rins.
É importante lembrar que existem também os cálculos
renais formados pela precipitação de algumas drogas nos
rins. Várias medicações podem ter como efeito colateral a
formação de pedra. Os mais comuns incluem: indinavir,
atazanavir, guaifenesina, triantereno, silicato e drogas à
base de sulfa, como sulfassalazina e sulfadiazina.

Como é a cólica renal?

O sintoma clássico do cálculo
renal, chamado cólica renal, surge

quando uma pedra de
pelo menos 4 mm (0,4 cm)
fica impactada no rim ou em
algum ponto do ureter (tubo
que leva a urina do rim à bexiga),
causando obstrução e dilatação

do sistema urinário.

A cólica renal é habitualmente
uma excruciante dor lombar, que

costuma ser a pior dor que o
paciente já teve na vida. A cólica
renal deixa o paciente inquieto, se

mexendo o tempo todo,
procurando em vão uma posição

que lhe proporcione alívio.

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Ao contrário das dores da coluna, que melhoram com
repouso e pioram à movimentação, a cólica renal dói
intensamente, não importa o que o paciente faça. Por
vezes, a dor é tão intensa que vem acompanhada de
náuseas e vômitos. Sangue na urina é frequente e ocorre
por lesão direta do cálculo no ureter.

A cólica renal costuma ter três fases:

1. A dor inicia-se
subitamente e
atinge seu pico de
intensidade em
mais ou menos 1
ou 2 horas.

2. Após atingir seu
ápice, a dor
permanece forte por
mais 1 a 4 horas, em
média, deixando o paciente
extremamente inquieto.

3. A dor começa a aliviar
espontaneamente e ao longo
de mais 2 horas tende a
desaparecer.
Em alguns desafortunados, o
processo todo chega a durar
mais de 12 horas, caso o
mesmo não procure
atendimento médico.

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Se a pedra ficar impactada na
metade inferior do ureter, a cólica
renal pode irradiar para a perna,
grandes lábios ou testículos.

Também é possível que a pedra
consiga atravessar todo o ureter,
ficando impactada somente na
uretra, que é o ponto de menor
diâmetro do sistema urinário. Neste
caso a dor ocorre na região pélvica e
vem acompanhada de ardência ao
urinar e sangramento. Muitas vezes,
o paciente consegue reconhecer que
há uma pedra na sua uretra, na
iminência de sair.

Quais os tratamentos possíveis?
Tratamento da crise de cólica renal

O primeiro passo no tratamento da cólica renal é
obviamente aliviar a dor do paciente. Os medicamentos
mais usados são os anti-inflamatórios e os analgésicos
opióides (derivados da morfina).
A maioria dos pacientes com cólica renal pode ser tratados
conservadoramente, com medicação para controlar dor e
hidratação até que a pedra seja eliminada
espontaneamente.
Se houver hidronefrose, ela deve ser corrigida o quanto antes,
pois quanto maior for o tempo de obstrução, maiores são as
chances de lesões irreversíveis do rim obstruído. Pacientes
obstruídos devem ser referenciados a um urologista.

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Tratamento
fora da
crise de
cólica
renal

Uma vez controlada a dor do paciente e
diagnosticado um cálculo renal com menos de 10
mm, sem sinais de complicações, o paciente pode
ser tratado em casa, ficando à espera da
eliminação espontânea da pedra.
Geralmente o paciente é liberado para casa
medicado com anti-inflamatórios para controlar
a dor e medicamentos que relaxem o ureter, o que
facilita a passagem do cálculo em direção à
bexiga.
Se o paciente tiver pedras maiores que 1 cm, dor
de difícil controle, sinais de obstrução do rim
(hidronefrose), sinais de infecção urinária ou se
após 4 a 6 semanas a pedra não tiver saído
espontaneamente, a avaliação por um urologista
está indicada.

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Quando é necessário
tratamento cirúrgico?

Se o cálculo renal for demasiadamente grande
ou se surgirem complicações, como infecção
urinária ou obstrução do funcionamento de um
dos rins, a única maneira de tratar o paciente é
através de uma intervenção médica cirúrgica.
O tratamento do cálculo renal evoluiu muito ao
longo dos anos e hoje existem várias opções
para se eliminar uma pedra no trato urinário.

Os métodos mais usados são:

• Litotripsia extracorpórea (LECO) – método
onde as pedras são quebradas por meio de ondas
de choque aplicadas através da pele.

• Ureterorrenolitotripsia – as ondas de choque
são aplicadas diretamente nos cálculos, através
de endoscópio inserido pela uretra até o ureter.

• Nefrolitotomia percutânea – uma pequena
cirurgia onde o endoscópio é inserido através da
pele até o local onde está o cálculo.

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• Cirurgia convencional – procedimento onde o
rim necessita ser aberto para retirada das pedras.
Normalmente usada em cálculos complicados,
principalmente nos cálculos coraliformes.

A litotripsia extracorpórea por ondas de choque
(LECO) é atualmente o procedimento mais utilizado,
principalmente se a pedra estiver dentro do rim ou no
ureter proximal (parte inicial, próxima ao rim).
Nos casos de pedras muito grandes, maiores que 15
mm (1,5 cm), ou se a pedra estiver impactada na
metade inferior do ureter, a litotripsia extracorpórea
não consegue ser tão efetiva. Nestes casos, a
Ureterorrenolitotripsia ou a Nefrolitotomia
percutânea apresentam melhores resultados.

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Catéter
duplo J

Após qualquer manipulação do ureter, este pode apresentar
um grau de edema secundário à reação inflamatória, que
por si só pode obstruir a passagem de urina e de restos de
cálculos que ainda possam permanecer.
Por isso, costuma-se inserir um cateter chamado de duplo J,
ou rabo de porco (pig-tail em inglês), para garantir a
permeabilidade da via manipulada.

O cateter apresenta as duas extremidades em forma
parecida com a letra J, daí o seu nome. O Duplo J apresenta
furos em seu trajeto que permitem o escoamento da urina
Uma ponta fica dentro do rim e a outra dentro da bexiga.
Portanto, mesmo que haja obstrução em algum ponto do
ureter, independente da causa, o duplo J garante a
permeabilidade da via urinária.

Após a colocação do duplo J pode haver dor lombar e
abdominal, ardor ao urinar e sangramentos na urina
durante alguns dias. Se houver febre, dor excruciante ou
sangramento exuberante com coágulos, deve-se contactar
o urologista para uma reavaliação.

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O cateter duplo J pode ficar no ureter por 3 a 9 meses
dependendo do seu diâmetro. Na maioria dos casos,
não é necessário ficar com o cateter durante tanto
tempo. Quando o urologista indica o uso prolongado
do duplo J, o ideal é que a cada 3 meses o cateter seja
reavaliado para termos certeza que ele não está
obstruído.
A retirada do cateter é um procedimento simples e
feito por via endoscópica com um cistoscópio.
Entra-se pela uretra com esse endoscópio e puxa-se o
cateter para fora. Se não houver complicações como
aderências ou deslocamentos do duplo J, a retirada é
um procedimento rápido, e na maioria das vezes,
indolor.

Existem remédios que
dissolvem os cálculos renais?

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Se a pedra de for composta principalmente por ácido
úrico, a alcalinização da urina com bicarbonato ou
citrato de potássio (Litocit) pode ajudar a dissolver a
pedra. Esta é a única situação na qual dissolver pedras
é possível.

Todavia, a imensa maioria dos cálculos renais é
composta por sais de cálcio. Nesses casos,
infelizmente, não há modo de dissolver as pedras já
formadas.

E o chá
de quebra-

pedra?

O famoso chá de
quebra-pedra não
quebra nenhuma

pedra.

Mas ele parece ser efetivo na prevenção do cálculo
renal. Se o paciente já tem uma pedra de cálcio
formada, o chá funciona tanto quanto qualquer
outro líquido, incluindo água. Porém, se tomado
com frequência ele parece diminuir a formação
de novas pedras, reduzindo a incidência de novos
cálculos renais.

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Quando se deve investigar
a composição do cálculo?

Uma vez resolvido o problema do cálculo, seja de modo
espontâneo ou através de uma intervenção médica, o
próximo passo é tentar identificar a composição da pedra
para que se possa traçar estratégias para prevenir o
aparecimento de novos cálculos renais.
Se o paciente conseguir guardar a pedra eliminada, o seu
conteúdo pode ser analisado em um laboratório. Mas
mesmo que não seja possível recuperar a pedra expelida, um
acompanhamento com médico Nefrologista está indicado
para que ele, através da avaliação da composição da sua
urina, possa procurar por problemas que facilitem a
formação de cálculos.
Pacientes que apresentam excesso de cálcio, oxalato,
fósforo ou ácido úrico na urina possuem maior risco de
formar pedras. Por outro lado, falta de citrato na urina ou
uma urina pouco diluída também são fatores de risco.
Muitas vezes, a correção destas alterações na composição
da urina são suficientes para impedir o surgimento de novos
cálculos.

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O que é cálculo
coraliforme?

O cálculo coraliforme tem esse nome porque apresenta a
aparência de um coral. São os maiores cálculos e ocorrem
geralmente em pacientes com infecção urinária por uma
bactéria chamada Proteus.
Essa bactéria aumenta o pH da urina e favorece a
precipitação de sais, principalmente o de estruvita,
composto por fosfato, amônia e magnésio

O cálculo coraliforme é tão grande que é facilmente
visualizado em uma simples radiografia de abdômen.

Pelo seu tamanho e
forma, o cálculo
coraliforme não
consegue sair na urina e
um procedimento
cirúrgico faz-se sempre
necessário para sua
retirada.

Se não for tratado, este

cálculo leva a infecções

urinárias de repetição e

cicatrizes nos rins,

podendo causar

insuficiência renal

terminal. 20

Quando procurar
atendimento médico?

Entre em contato com seu médico
quando tiver sinais ou sintomas de
pedras nos rins, especialmente dor
lateral, nas costas e abdominal
muito fortes, dificuldade para
urinar, urina com sangue ou
descolorida, febre, calafrios,
náuseas e vômitos.

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Quais tratamentos
que seu médico pode

prescrever?

Seu médico pode recomendar um ou
alguns dos seguintes tratamentos:

• Medicação para dor;

• Certos medicamentos prescritos
para ajudar a prevenir a
formação de pedras;

• Antibióticos em caso de
infecção renal;

• Remoção de cálculos por um
urologista usando um
ureteroscópio;

• Ondas de choque para
quebrar pedras
em pequenos
pedaços;

• Cirurgia.

22

Lembre-se:

Os dados compartilhados neste livro são apenas de
cunho informativo. Para um diagnóstico correto e
para melhor tratamento procure sempre um médico
de confiança

[email protected]

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