Este livro conta com audiodescrição de dez obras e do texto da
abertura da exposição “O museu de D. Lina”.
UM DIÁLOGO ENTRE O ACERVO MODERNO E
CONTEMPORÂNEO DO MAM|BAHIA COM O ACERVO DA
COLEÇÃO DE ARTE POPULAR FORMADA POR LINA BO BARDI
CURADORIA: DANIEL RANGEL
SALVADOR | BAHIA | BRASIL
AGO | 2021 • FEV | 2022
Arany Santana O MUSEU DE TODOS NÓS
Secretária Estadual de Cultura
Lina Bo Bardi ou simplesmente Dona Lina para os mais chegados, era uma figura visionária. Italiana
de nascimento (Genova, 5 de dezembro de 1914), mas brasileira por adoção fez da Bahia não apenas
o local onde ela durante cinco anos dialogou e conflitou intensamente com uma elite abastada,
conservadora e inculta, aqui ela deixou um dos marcos mais importantes da sua longa trajetória no
Brasil – o Museu de Arte Moderna da Bahia, o nosso querido MAM.
Essa exposição resgata em grande medida, o esforço, a tenacidade e a criatividade de Dona Lina
em dotar a Bahia e o Brasil de algo que representasse suas manifestações artísticas e populares sem
as amarras do colonialismo e do atraso cultural. Segundo ela mesma afirmou em um texto histórico
intitulado “Cinco anos entre os brancos”, “O fenômeno Museu de Arte Moderna é típico de um país
novo (os países de velha cultura só criam museus na base de um importante acervo, não existem
museus de acervos reduzidos ou de nenhum acervo), onde a palavra Museu tem outra significação da
de somente conservar”.
Dona Lina não era apenas uma arquiteta brilhante, era também uma cidadã consciente do papel que
a arte e a arquitetura possuíam para orientar a sociedade em tempos de desafios, até porque ela
conhecia bem os horrores do fascismo e da segunda guerra mundial. Portanto, esta exposição é também
o registro de um período rico, desafiador e conflituoso que o Brasil e a Bahia viviam nos anos duros da
ditadura. É bom lembrar que o MAM, criado no inicio dos anos 60, mudou-se para o Solar do Unhão
no ano de 1963, ou seja, às vésperas do Golpe Militar. A forma singela com que ela traduziu a ideia do
Museu diz bem da sua grandeza: “Não foi um programa ambicioso, era apenas um caminho.”
Obrigado Dona Lina por nos ter deixado legado tão importante para a arte moderna da Bahia e
do Brasil. Por nos ter presenteado, não apenas com suas ideias revolucionárias, com seus acervos
belíssimos, adquiridos pela sua habilidade e maestria. Obrigado também, pelo legado materializado
na sua Escada monumental, que encanta a todos/as que visitam o MAM e que hoje é conhecida
como “a Escada de Lina”, obra conhecida e reconhecida no mundo inteiro como uma das joias da
arquitetura moderna mundial.
Obrigado Dona Lina, pelos seus “Cinco anos de trabalho duro, que revelou atitudes, covardias, defecções,
velhacarias” dessa nossa Bahia insana. Por isso mesmo, em nome da Secretaria de Cultura do Estado da
Bahia agradeço a senhora por possibilitar que através da sua exposição tenhamos revisitado o universo
artístico, cultural e político que a desafiou a criar e construir um dos espaços mais importantes para o
desenvolvimento das artes na Bahia e no Brasil – o Museu de Arte Moderna da Bahia.
Axé!
João Carlos de Oliveira a arte, a história,
Diretor Geral IPAC o costume, cultura de vida
Arquitetura até o século XIX exerceu papel fundamental na capacidade da sociedade de situar-se
no tempo e estabelecer parâmetros históricos e identitários.
Não causa estranheza que Lina escolha a Bahia, naquelas duas décadas do século XX era no Brasil
berço de um movimento cultural, movimento este que assumiu como principal valor a construção
de uma cultura histórica. Educação, Arquitetura, Teatro, Cinema, um fenômeno de ruptura ao
colonialismo cultural. Na mesma cena Martim Gonçalves, Vivaldo Costa Lima, Glauber Rocha,
Luis Hossaka, Mario Cravo Jr., Paulo Gil Soares, Walter Lima Junior, Sante Scaldaferri, Anísio
Teixeira, tantos outros, em busca de uma identidade nacional.
Na contemporaneidade contextualizar presente, passado e futuro é tarefa das mais trabalhosas.
Acostumados a tratar o “hoje” como moderno, inadvertidamente, obrigamos a contemporaneidade
a viver em intenso deslocamento.
“A coisa mais moderna que existe é envelhecer”, diz a letra de Arnaldo Antunes. Para aquela
geração, o “hoje” era processo histórico, portanto mais-valia ao futuro. Graças a projetos
estruturantes como o Museu de Arte Moderna da Bahia ainda podemos interpretar Lina Bo Bardi,
e nossos “tempos”.
“O Artigas e o Kneese de Mello nos deram uma injeção de otimismo, quando falavam dos
tempos heroicos, quando as ideias eram claras e os fins também claros. Hoje estamos em uma
situação um pouquinho diferente. O que é que vocês vão fazer? Lutar contra os engenheiros?
Lutar contra os pedreiros, contra os escritórios técnicos? Claro, é uma luta de classes, mas o
problema é outro, o problema é do que vocês vão fazer como base não profissional, mas como
fins. A arquitetura já chegou a uma nova utopia. A obsolescência da arquitetura hoje é clara; a
perda de sentindo das grandes esperanças da arquitetura moderna, claríssima”. (Lina Bo Bardi)
Pola Ribeiro DONA LINA: ENCANTO E VITÓRIA
Diretor MAM
A exposição ‘O Museu de Dona Lina’ aberta em 17 de agosto de 2021 (Dia Nacional do Patrimônio
Cultural) no MAM-Bahia é um ato histórico pois se trata da primeira atividade aberta à visitação
pública presencial depois de quase dois anos de fechamento do museu em função da Pandemia do
Covid-19 e suas variações que atingem todo o planeta até hoje.
A pandemia é avassaladora em todas as áreas de atuação da humanidade. Em janeiro/2022, quando
escrevo esse texto o número de mortos no mundo já ultrapassa, em muito, os 5 milhões de pessoas e
no Brasil mais de 620 mil mortos. Famílias sofreram e sofrem, empreendimentos de pequeno, médio
e grande portes fecharam e até governos entraram em colapso.
No segmento dos museus não foi diferente. Em 2020 a Pandemia levou à queda de 70% nas visitas
a museus espalhados no mundo (UNESCO/2021). Nesse período as receitas dos museus perderam
de 40% a 60% e os financiamentos públicos caíram em quase metade nos 87 países analisados na
pesquisa. E no MAM-Bahia sofremos o mesmo impacto.
Como já disse a nossa mentora Lina Bo Bardi (1914-1992): “Há um gosto de encanto e vitória em ser
simples. Não é preciso muito para ser muito”.
Inspirados nessa frase de Lina e imbuídos da mesma simplicidade, coragem e ousadia que ela
demonstrou na sua vida pessoal e profissional tentamos seguir em frente e abrimos presencialmente
no início do segundo semestre de 2021. Lina é mentora, pois foi a primeira Diretora do MAM-Bahia
(1959 a 1963), criadora do conceito, restauradora e coordenadora das obras do secular Solar do
Unhão para “sediar o Museu de Arte Popular e o Museu de Arte da Bahia” como ela mesma afirmou
em outro apontamento pessoal.
A mostra ‘O Museu de Dona Lina’ traz um diálogo entre o acervo do MAM e a Coleção de Arte Popular
Lina Bo Bardi, organizada por ela com parceiros no início dos anos 1960. Lina sempre enfatizou,
insistentemente, que a arte erudita deve estar no mesmo patamar da arte popular. Uma posição sócio-
política – como sempre foi a vida e obra dela –, uma posição de coragem, dignidade, transparência
e participação popular efetiva. Até mesmo os operários que trabalharam no restauro do Unhão, para
ela, estariam contribuindo como arquitetos.
Portanto, mais do que emblemático nesse momento, abrir o museu com uma exposição por mais de
180 dias que escancara aos nossos olhos a sofisticação da Arte Popular: carrancas do Rio São Francisco,
esculturas em barro, gibão e chapéus de couro curtido, peças utilitárias feitas de pneus de carro ou de
estanho e zinco, ao lado da modernista Tarsila do Amaral – ícone do modernismo brasileiro –, ao lado
de Candido Portinari, Carybé, Mario Cravo Júnior e tantos outros consagrados internacionalmente.
Não por coincidência, Lina está recebendo postumamente prêmios, biografias e homenagens,
justamente muitos em 2021, para nos relembrar a sua importância, o seu vínculo fundacional e
indelével com o MAM-Bahia, mostrando qual é o nosso farol: no “encanto e na vitória de ser simples.
Não é preciso muito para ser muito”. Sigamos!
Daniel Rangel AGÔ AOS MAIS VELHOS
Curador
Essa exposição é sobre esse museu. Resgata o pensamento e o olhar de Lina Bo Bardi com relação ao
Solar do Unhão. Propõe a união, no mesmo espaço e tempo, da arte popular com a arte moderna,
e ainda, da arte contemporânea. Criadora – Lina, e criatura – o museu, se tornam esteios para
o momento atual da instituição, apoiada por um tripé que reforça essa identidade: o legado de
sua mentora; o local histórico-arquitetônico-geográfico onde está instalada; e sua singular coleção
artística formada ao longo de mais de 60 anos de existência.
O MAM Bahia possui uma vasta história, sendo o terceiro mais antigo do gênero no país, tendo sido
planejado, desde o início, ou até mesmo, desde antes disso, como um ponto de conexões. Um local
que conecta Salvador com o Recôncavo pela Baía de Todos os Santos, e que sempre foi um porto de
chegada e saída da cidade com o país e com o mundo, seja de produtos outrora manufaturados no
espaço, seja por meio das artes e das exposições realizadas. Um lugar de intercâmbios e difusão de
ideias, que mantém vivo o passado no presente, que se renova todos os dias, a cada pôr-do-sol que
o museu presencia e que já faz parte de sua coleção.
A exposição “ O Museu de Dona Lina” se apropria da proposta curatorial original da arquiteta
para o Solar e desdobra em um diálogo entre as obras da coleção do MAM Bahia e parte do
acervo de arte popular, cuja salvaguarda é de responsabilidade da Diretoria de Museus do IPAC.
Objetos e artefatos reunidos por Lina Bo Bardi no começo dos anos 19601, ao lado de trabalhos de
artistas consagrados da história da arte brasileira. Ao todo, são cerca de 300 obras – entre pinturas,
desenhos, esculturas, objetos, fotografias, serigrafias, instalações e utilitários, de 80 artistas de
diferentes gerações e contextos de produção, além daqueles não identificados que integram a
coleção popular.
A Capela, recuperou parte de sua inerente relação com o sagrado e abrigou obras com temáticas
religiosas de ambos os acervos. O Casarão, por sua vez, manteve sua eterna função de elo espacial, e
conectou distintas regiões da Bahia: o litoral, o recôncavo, o interior e o sertão. Aproximações formais
entre os trabalhos, independente do tempo e espaço em que foram produzidos, criaram uma colcha
de retalhos pictórica de uma outra possível leitura histórica com relação a produção artística brasileira.
O centenário da Semana de Arte Moderna2 é o momento para se reforçar a pauta contra discursos
hegemônicos com relação a essa produção, seja a modernista, a pós-modernista, a tropicalista ou
a contemporânea. Em nosso país, existem e existiram muitas variantes e variáveis, como na Bahia
e no Nordeste como um todo, cujos olhares não se direcionaram sobretudo para o hemisfério
norte - a Europa – como ocorreu com o celebrado modernismo paulistano, recheado de referências
francesas. A produção popular nessas regiões, seja por vocação ou carências, se expandiu, e
sempre se relacionou com a produção acadêmica e com os artistas locais. Lina ressaltou que
“esta urgência...é a base real do trabalho do artista brasileiro”3, e foi uma das precursoras a
refletir acerca de uma modernidade artística provinda da raiz popular do Brasil, e declarou que
“um país cuja base está a cultura do Povo é um País com enormes possibilidades”4. Afirmações
que podemos associar ainda com o inerente potencial cultural dos brasileiros, tradicionalmente
criativo, diverso e colaborativo, em confronto ao momento conturbado e dividido que vivemos na
atualidade. Parafraseando o texto que Lina escreveu para a exposição “Nordeste”, que inaugurou
o Solar do Unhão: “essa exposição é uma acusação!”5 Um grito visual que coloca em evidência
o fazer criativo de pessoas diversas e a liberdade dos artistas em geral, também preconizados
anteriormente desde Marcel Duchamp, em oposição aos dogmas impostos por uma história da
arte elitizada e eurocêntrica, que busca se impor por meio de critérios estéticos, conceituais, e
sobretudo econômicos e comerciais. Lina confrontou essas discrepâncias e afirmava que o “folclore
é uma palavra que precisa ser eliminada, é uma classificação em categorias, própria da Grande
Cultura central, para eliminar, colocando no devido lugar, incômodas e perigosas posições da
cultura popular periférica”6.
No museu de Dona Lina, “O touro”, obra icônica do modernismo antropofágico de Tarsila do Amaral,
que faz parte da coleção inicial do MAM Bahia e foi doada pela arquiteta ao Museu, é colocada ao
lado de touros de cerâmica do mestre Manuel Eudócio, da coleção de arte popular, e do objeto “A vaca
da Tarsila”, um “quase-readymade” contemporâneo de Júlio Villani, que acaba de ser incorporado
ao acervo do museu. Carrancas do São Francisco, do Mestre Francisco Guarany e de autores
desconhecidos, convivem com instalações realizadas com pedaços de madeiras de embarcações
apropriadas por Marconi Moreira e barcos coloridos pintados por Yedamaria. Ex-votos de diferentes
regiões do Nordeste repousam ao lado de pinturas da série “ex-votos” de Mario Cravo Júnior e de
esculturas em madeira de Efrain Almeida. Tantos encontros que tiveram que esperar o tempo para
se materializar mas que estavam no espaço desde Lina, que defendeu que “a liberdade do artista
sempre foi individual, mas a verdadeira liberdade só pode ser coletiva. Uma liberdade ciente da
responsabilidade social, que derrube as fronteiras da estética, campo de concentração da civilização
ocidental: uma liberdade ligada às limitações e às grandes conquistas da prática científica (prática
científica, não tecnológica decaída em tecnocracia)”7.
A exposição “O Museu de Dona Lina” é também um pedido de licença, a própria Lina Bo Bardi,
primeira diretora do museu, e a todas as pessoas que passaram pelo MAM Bahia e pelos muros do
Solar do Unhão. Uma homenagem que celebra ainda o Leão de Ouro recebido pela arquiteta na XVII
Bienal Internacional de Arquitetura de Veneza (2021), e que inaugura um novo momento de velhos
outros desafios para esse museu, tão querido e fundamental. Pois como escreveu o crítico Bruno Zevi,
em uma denúncia publicada no jornal “L’Espresso” em março de 1965, acerca do fechamento, pelos
generais que aplicaram o golpe militar no Brasil, dias antes da abertura, da exposição de arte popular
brasileira montada por Lina na Galeria de Arte Moderna de Roma: “é necessário recomeçar pelo
princípio, partir de onde a arte funde-se com a antropologia e grita ou reprime a sua indignação”8.
Aqui estamos.
Áudio descrição
1. Em parceria com o diretor teatral Martim Gonçalves, além de colaboradores em Pernambuco e no Ceará.
2. Realizada em 1922, no Theatro Municipal de São Paulo
3. Bardi, Lina Bo. Tempos de Grossura – o design no impasse. Insituto Lina Bo e P. M. Bardi. São Paulo, 1994.
4. | 5. | 6. | 7. Ibid.
8. Publicado em Tempos de Grossura –o design no impasse, de Lina Bo Bardi.
A R T I S TA S
AFONSO TOSTES JOSÉ PANCETTI
AGNALDO DOS SANTOS JOSÉ RESCALA
ALDEMIR MARTINS JOSÉ RODRIGUES
ANA KRUSCHEWSKY JÚLIO VILLANI
ANTÔNIO REBOUÇAS JURACI DÓREA
ANTÔNIO VALENTE LEONEL MATTOS
BETÂNIA VARGAS LINA BO BARDI
BOB WOLFENSON MANUEL EUDÓCIO
CALASANS NETO MARCELO GRASSMANN
CANDIDO PORTINARI MARCELO SILVEIRA
CARYBÉ MÁRCIO LIMA
CHICO LIBERATO MARCONE MOREIRA
CHRISTIAN CRAVO MAREPE
CÍCERO DIAS MARIA NEPOMUCENO
CINTHIA MARCELLE MARIA POMPÉIA
CLÁUDIA SALDANHA MÁRIO CRAVO JR
REUZA BEZERRA MÁRIO CRAVO NETO
EDSON MOTA MAXIM MALHADO
EFRAIN ALMEIDA NAYARA RANGEL
ELIAS MURADI OSWALDO GOELDI
ELISA BRACHER PAULO PEREIRA
EMMA VALLE PIERRE VERGER
FLORIVAL OLIVEIRA POTY LAZZAROTTO
FRANCISCO BARRETO E QUIRINO DA SILVA
ANDRÉ BAHIENSE RAMIRO BERNABÓ
FRANCISCO BRENNAND RENINA KATZ
FRANCISCO GUARANY RINO MARCONI
FRANCISCO REBOLO SAMICO
GUSTAVO CARVALHO E SANTE SCALDAFERRI
VIEIRA ANDRADE SYLVIA DE LEON CHALREO
HANSEN BAHIA SIRON FRANCO
HÉLIO BASTO SONIA CASTRO
IBERÊ CAMARGO TARSILA DO AMARAL
IÊDA OLIVEIRA VAULUÍZO BEZERRA
IURI SARMENTO VICENTE DO REGO MONTEIRO
J. CUNHA VIEIRA ANDRADE
JAMISON PEDRA VITALINO FILHO
JOÃO FARKAS YARA TUPYNAMBÁ
JOSÉ HENRIQUE BARRETO YÊDAMARIA
E LUIZ CLÁUDIO CAMPOS ZÉ CABOCLO
JOSÉ DE DOME
Afonso Tostes
Belo Horizonte (MG), 1965.
@afonsot
Sem título, 2020.
Objeto madeira, gesso, vergalhão, e arame.
152 x 89 x 23 cm, 270 x 100 x 30 cm.
Acervo MAM: Doação realizada pelo autor em 2021.
45
Agnaldo dos Santos
Itaparica (BA), 1926 / Salvador (BA), 1962.
https://pt.wikipedia.org/wiki/Agnaldo_dos_Santos
Oxóssi Caçador, s/data.
Escultura. Madeira.
197 x 33 x 35 cm.
Acervo MAM: Doação realizada por Joanes Industrial ao MAM em 1961.
46
Aldemir Martins
Ingazeiras (CE), 1922 / São Paulo (SP), 2006.
@aldemirmartinsoficial
Pássaro, 1955.
Gravura em metal, nanquim e aguada.
70 x 27 cm.
Acervo MAM: Obra transferida do Museu do Estado da Bahia para o MAM em 1959.
47
Ana Kruschewsky
Salvador (BA), 1963.
@anak_photos
Galope agreste, 2019.
Fotografia.
140 x 210 cm.
Acervo MAM: Obra doada ao MAM pela autora em 2021.
48