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Cesta Basica - NUPES-UNITAU - DADOS REFERENTES A MAIO DE 2021

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Published by lucassantos2001, 2021-06-20 20:23:52

Cesta Basica - NUPES-UNITAU - DADOS REFERENTES A MAIO DE 2021

Cesta Basica - NUPES-UNITAU - DADOS REFERENTES A MAIO DE 2021

UNIVERSIDADE DE TAUBATÉ
PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO
DEPARTAMENTO DE GESTÃO E NEGÓCIOS - GEN
NÚCLEO DE PESQUISAS ECONÔMICO-SOCIAIS – NUPES

NOTA À IMPRENSA – MAIO DE 2021

Taubaté, 10 de junho de 2021.

1. CESTA BÁSICA FAMILIAR

Desde 1996, o NUPES - Núcleo de Pesquisas Econômico-Sociais da Universidade de
Taubaté, faz a divulgação mensal do custo da Cesta Básica recomendada para uma família com 5
pessoas. A Cesta Básica Familiar é composta de produtos que, segundo ponderações da evolução da
participação dos principais grupos de bens nas pesquisas familiares (Pesquisa de Orçamento Familiar
feita pela FIPE-USP-90/91) preenchem as necessidades de higiene pessoal, limpeza e alimentação de
uma família-padrão brasileira, com poder de compra de 5 salários mínimos vigentes, que em janeiro
de 2021 foi de R$ 5.500,00.

Após uma queda dos preços verificada no mês de abril de – 0,28% o mês de maio volta a ter
aumento dos preços e atinge + 1,76%. Para os padrões de inflação atuais é um aumento preocupante.
Em termos de valor a cesta básica passou de R$ 2.030,51 em abril para R$ 2.066,39 em maio,
portanto um valor superior, representando assim uma inflação para o mês e, acompanhando a
tendência verificada na inflação nacional medida pelo (IPCA - IBGE) que foi de 0,83% o que,
segundo o Instituto, é a maior inflação para o mês de maio em 25 anos.

A Tabela 1 apresenta os preços da Cesta Básica Familiar das cidades do Vale do Paraíba e
suas variações no mês de maio de 2021, comparado ao mês de abril de 2021. Em termos de valor
médio na região, a cesta básica ficou R$ 35,88 mais cara em maio comparado ao mês de abril.
Mesmo com a maior variação positiva dos preços da ordem de + 4% verificado na cidade de
Campos do Jordão, a cidade de Caçapava continua com a cesta básica mais cara, atingindo R$ R$
2.142,10. Apenas a cidade de São José dos Campos apresentou variação negativa nos preços da
ordem de – 0,14% beirando a estabilidade.

TABELA 1. CUSTO DA CESTA BÁSICA FAMILIAR E SUAS VARIAÇÕES

Custo Custo Variação Variação
Abril/21 Maio/21 Abril/2021 Maio/2021

Taubaté R$ 1.995,53 R$ 2.027,53 -0,16% + 1,60%

S. José dos Campos R$ 2.011,74 R$ 2.008,81 -0,78% - 0,14%

Caçapava R$ 2.107,97 R$ 2.142,10 +0,08% + 1,61%

Campos do Jordão R$ 2.006,81 R$ 2.087,10 -0,29% + 4,00%
Vale do Paraíba R$ 2.030,51 R$ 2.066,39 – 0,28%, + 1,76%

Das quatro cidades pesquisadas 03 (três) apresentaram aumento nos preços da cesta básica.
Assim, em maio a cidade de Caçapava teve a cesta mais cara com R$ R$ 2.142,10 e a cidade de São
José dos Campos a mais barata com R$ 2.008,81. A diferença da variação percentual dos preços
entre as cidades de maior valor (Caçapava) e a de menor valor (São José dos Campos) em maio é de
+ 6,64% portanto, superior ao verificado em abril que foi de + 5,63%.

A Tabela 2 apresenta o comprometimento de cincos salários mínimos na aquisição da cesta
básica familiar, nas cidades pesquisadas e a média do Vale do Paraíba, bem como a disponibilidade
financeira para outras despesas. É um parâmetro importante de avaliação de comportamento dos
preços na região do Vale do Paraíba e o montante fixo de 05 salários mínimos. Considerando esse
parâmetro, o percentual da renda necessária para a compra da cesta em maio de 2021 foi em média
37,57% desta renda total, portanto superior aos 36,91% do mês de abril de 2021.

TABELA 2 - RELAÇÃO ENTRE RENDA COMPROMETIDA COM AQUISIÇÃO DE

CESTA BÁSICA FAMILIAR E AS DEMAIS DESPESAS

Comprometimento Comprometimento Demais despesas Demais despesas

da renda da renda familiares familiares

Abril/2021 Maio/2021 Abril/2021 Maio/2021

Taubaté 36,28% 36,86% R$ 3.504,47 R$ 3.472,47

São José dos 36,57% 36,52% R$ 3.488,26 R$ 3.491,19
Campos 38,32% 38,94% R$ 3.392,03 R$ 3.357,91
Caçapava

Campos do 36,48% 37,94% R$ 3.493,19 R$ 3.412,90
Jordão 36,91% 37,57% R$ 3.469,49 R$ 3.433,62
Vale do
Paraíba

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Logo, em maio houve aumento no comprometimento da renda para aquisição da cesta básica
no Vale do Paraíba, considerando o nível de renda estável neste período corrente. Conforme mostra a
Tabela 2 acima, a partir deste parâmetro quantitativo de renda mensal de cinco salários mínimos (R$
5.500,00), em maio, a disponibilidade para outras despesas ficou em R$ 3.433,62 sendo este valor
inferior ao verificado em abril de 2021 que foi de R$ 3.469,49 significando uma perda de
capacidade de consumo de R$ 35,87 e, consequente redução de bem-estar.

A Tabela 3 apresenta os itens da cesta, assim como o peso ponderado dos três grupos de
produtos. O item alimentação foi responsável por 90,19% do valor da cesta, o item higiene pessoal
(5,60%) e o item limpeza doméstica, (4,21%). No mês de maio, todos os itens de higiene pessoal e
Limpeza doméstica sofreram aumentos médios de preços mais elevados do que a média dos produtos
alimentícios, contribuindo para uma inflação mais expressiva em maio, comparados com o mês de
abril.

TABELA 3: CONTRIBUIÇÃO DE CADA ITEM NO TOTAL DA CESTA BÁSICA

FAMILIAR DO VALE DO PARAÍBA

Item Custo por item Custo por Ponderação (%) Variação percentual
Alimentação em item em de cada item em de Abril/Maio de
Maio/2021
Abril /2021 R$ 1.863,81 Maio/2021 2021
R$ 1.833,59 90,19% 1,65%

Higiene Pessoal R$ 112,90 R$ 115,48 5,60% 2,28%

Limpeza doméstica R$ 84,10 R$ 86,99 4,21% 3,44%

Total R$ 2.030,51 R$ 2.066,39 100% 1,76%

Na comparação dos preços médios de maio de 2021 com o preços médios de abril de 2021,
dos 32 produtos de alimentação pesquisados, 25 apresentaram aumentos, 7 reduções. Dos 5 produtos
do item higiene todos apresentaram aumentos. Em relação aos 7 produtos de limpeza doméstica
todos apresentaram aumentos.

Em todos os meses do ano as condições climáticas favorecem a maior produção de alguns
produtos alimentícios e, prejudicaram outros, alterando assim a oferta e a demanda. No entanto, nos
últimos meses, os preços dos produtos alimentícios têm sido influenciados também por aumentos de
preços das commodities agrícolas no mercado internacional, o que elevou as exportações e puxou os

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preços domésticos para cima. Os aumentos verificados nas commodities agropecuárias, demoram a
se diluir e continuam pressionando a inflação dos produtos alimentícios em todas as regiões do País.

Já os produtos de higiene pessoal e limpeza doméstica têm suas variações de preços
influenciadas pelos aumentos dos custos de produção. Este fator puxou os preços destes dois itens da
cesta básica, particularmente, a partir dos aumentos da energia elétrica que está em bandeira
vermelha e, dos preços dos combustíveis que é fonte de energia da indústria e de maiores custos
logísticos para movimentação física dos produtos para os pontos de consumo. A tabela 4 mostra
essas variações dos 12 itens pesquisados.

TABELA 4- VARIAÇÃO NOS PREÇOS DOS 12 PRODUTOS DE HIGIENE PESSOAL E
LIMPEZA DOMÉSTICA PESQUISADOS PELO NUPES –ABRIL PARA MAIO DE 2021.

Produtos de Higiene Pessoal Variação em Percentual

Dentifrício 2,03

Papel Higiênico 2,04

Sabonete 2,04

Absorvente 3,83

Barbeador 2,79

Produtos de Limpeza doméstica Variação em Percentual

Sabão em Pó 4,81

Sabão em Pedra 2,59

Esponja de Aço 2,63

Desinfetante 4,93

Detergente 1,47

Cera Líquida 4,48

Água Sanitária 0,96

Embora os produtos de higiene pessoal e os produtos de limpeza doméstica tenham pesado
mais na inflação de maio, eles não foram os destaques de maiores variações percentuais. Os produtos
alimentícios têm se destacado. O grande vilão da cesta básica no mês de maio foram as carnes –
sobretudo, a carne bovina.

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TABELA 5 - PRODUTOS DE DESTAQUES NAS VARIAÇÕES DE PREÇOS NO MÊS DE
MAIO/2021 EM RELAÇÃO AO MÊS DE ABRIL/2021

CIDADES PRODUTOS AUMENTOS PRODUTOS REDUÇÕES
Taubaté % %
Carne – patinho Mamão formosa
Carne -alcatre + 16,69% Banana nanica - 18,18%
+ 14,20% Banana prata - 6,72%
Arroz - 5,21%
+ 7,89%

São José dos Pão doce + 18,98% Banana nanica - 22,94%
Campos Carne – Alcatre + 8,78% Mamão formosa - 14,76%
Carne - Contrafilé + 7,01% - 10,82%
Cebola

Caçapava Tomate + 18,98% Cenoura - 14,05%
Carne – Patinho + 12,04% Mamão formosa - 13,80%
Carne – Acém Banana nanica - 12,66%
+ 9,50%

Campos do Frango Inteiro + 19,24% Mamão formosa - 19,57%
Jordão Carne – contrafilé + 16,42% Cebola - 10,02%
+ 11,73% Batata
Vale do Açúcar - 5,27%
Paraíba + 11,52% Mamão formosa
Carne – contrafilé + 11,28% Banana nanica - 16,62%
Carne – alcatre + 10,04% - 10,83%
Carne – patinho Cebola - 7,83%
Pão doce + 8,65% Banana prata - 4,59%
Frango Inteiro + 6,91%
Açúcar + 5,55%

O aumento na média dos preços em maio de + 1,76% mais que eliminou a redução dos
preços verificada em abril de – 0,28%, fortalecendo a tendência de aumento no comportamento dos
preços para os meses seguintes (junho e julho) em função, dos custos de energia elétrica,
combustíveis e das commodities que vêm sendo muito valorizadas no mercado internacional.

A variação média positiva dos preços sinaliza uma tendência de variações positivas a partir
dos fatores responsáveis dos aumentos nos produtos no mês de maio: aumentos dos preços de
combustíveis e energia que inflam os custos nas indústrias e, por fim, os preços elevados de
commodities que pressionam os preços domésticos para cima. Os baixos níveis de chuvas e,
portanto, a seca em algumas regiões produtores de alimentos, também devem impactar
decisivamente em algumas culturas, assim como nos níveis dos principais reservatórios, o que
implica nos custos maiores de energia e, consequentemente, da produção de muitos produtos.

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A Tabela 6 apresenta a variação nos preços da cesta básica nos últimos 12 meses, indicando
uma alternância de altas e baixas de preços desde o início do ano, prevalecendo percentuais de
aumentos maiores do que os de queda dos preços.
.
TABELA 6. VARIAÇÕES DA CESTA BÁSICA FAMILIAR NOS ÚLTIMOS 12 MESES – %

Mês/Ano Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Jan Fev Mar Abr Maio
Taubate 2020 2020 2020 2020 2020 2020 2020 2021 2021 2021 2021 2021

-1,92 -0,10 0,00 +1,43 +5,24 4,42 +3,64 +3,27 -3,50 +1,30 -0,16 + 1,60

S. J. dos -0,55 -1,14 -0,44 +2,79 +2,83 6,17 +4,37 +1,48 -1,77 +1,29 -0,78 - 0,14
Campos + 1,61

Caçapava -0,13 -1,92 +0,68 +7,19 +4,42 1,90 +3,60 +0,50 - 0,05 +1,84 +0,0

Campos -0,12 -0,62 +0,04 +3,82 +3,94 4,45 +2,85 +0,46 - 2,41 +0,05 -0,29 + 4,00
do Jordão + 1,76

Vale do - 0,68 - 0,95 +0,06 +3,82 +4,11 4,19 +3,61 +1,41 - 1,93 +1,12 -0,28,
Paraíba

Os aumentos dos preços tendem a ser mais suaves indicando uma tendência de estabilidade
nos próximos meses, principalmente, devido ao baixo valor do auxílio emergencial que indica não
ser capaz de impulsionar a demanda, como vem sendo observado desde o início do ano,
particularmente para os produtos alimentícios. O abre e fecha dos estabelecimentos dificulta o
crescimento econômico e o aumento da demanda.

O ritmo da demanda determinada pelos níveis de renda atual que está baixa, assim como o
aumento dos custos de produção que está relacionado à escassez de algumas matérias primas e ao
aumento dos preços dos combustíveis e energia, deve continuar se traduzindo em dificuldades para a
estabilidade dos preços e recuperação dos níveis de demandas do período de pré pandemia.

Os aumentos de custos estruturais nas cadeias produtivas, tanto industriais como agrícolas,
poderão continuar prejudicando os principais produtos da cesta básica e, consequentemente, se
traduzirão em aumentos de preços. Assim, a esperança paira sobre o controle da pandemia que pode
ser fundamental para a retomada no crescimento da atividade econômica e, o conseqüente equilíbrio
da oferta e da demanda e, por fim, para a estabilidade do poder de compra das famílias.

A tabela 7. Destaca os custos da cesta básica e suas variações durante os últimos 12 meses de
2020 a 2021, destacando a cidade de Caçapava como o maior valor da cesta básica da região, tanto
em termos de valor como de percentual.

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TABELA 7. CUSTO DA CESTA BÁSICA FAMILIAR E SUAS VARIAÇÕES NOS

ÚLTIMOS 12 MÊSES

Custo Custo Variação

maio/20 maio/21 maio/20 maio 21.

Taubaté R$ 1.749,34 R$ 2.027,53 15,90%

S, José dos Campos R$ 1.751,48 R$ 2.008,81 14,69%

Caçapava R$ 1.766,26 R$ 2.142,10 21,28%

Campos do Jordão R$ 1.782,32 R$ 2.087,10 17,10%

Vale do Paraíba R$ 1.762,35 R$ 2.066,39 17,25%

Verifica-se o aumento no preço da cesta média no Vale do Paraíba em 17,25%, bem superior
a inflação oficial dos últimos 12 meses medida pelo IBGE que foi de 8,06% e do aumento no valor
do salário mínimo de 5,26%, no mesmo período. Um destaque importante no mês de maio foi que
todos os produtos de higiene pessoal e de limpeza doméstica apresentaram variações positivas dos
preços. Eles apresentam altas consistentes, indicando uma inflação dos produtos industrializados,
porém de forma moderada. No entanto, as variações de preços dos produtos alimentícios são mais
expressivas porque sofrem influência de sazonalidades típicas de produtos de origens agrícolas e
agropecuárias.

PRODUTOS QUE APRESENTARAM ALTA NOS PREÇOS NO MÊS

Carnes (Contrafilé + 11,52% Alcatre + 11,28% Patinho + 10,04% e Frango + 6,91%)

As carnes foram os vilões da inflação da região em maio. Os elevados preços das carnes
bovinas, têm sido puxados pelo bom desempenho da demanda externa. O aumento do preço do
frango pode ser explicado por seus efeitos econômicos causados pela crise econômica que reduziu a
renda e por ser um produto inferior passou a ser mais consumido. Segundo estudos do
CEPEA/ESALQ mostram que o consumo de carne de frango, vêm aumentando, por serem os
principais substitutos da carne bovina. O aumento nos custos de produção no setor agropecuário,
sobretudo com a alta no preço do milho, também explica essa alta nos preços das carnes, no geral.

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Pão Doce + 8,65%

O aumento do preço do trigo responde pelo aumento de preço do pão doce. O insumo está
em alta em todos os mercados, por ser um item de grande demanda internacional. Além disso o
açúcar apresentou alta, tanto no mercado nacional como no internacional, provocando aumento nos
custos da fabricação de pães em geral.

Açúcar + 5,55%
Os preços mais elevados estão diretamente relacionados à quebra esperada na safra 2021 do

Centro-Sul, e o aumento no preço do petróleo e a janela de exportação que se abriu para o etanol
brasileiro aos Estados Unidos. Estes fatores deram sustentação aos preços do açúcar no mercado
doméstico, já que a produção deve continuar baixo mesmo com o início da moagem da cana.

PRODUTOS QUE APRESENTARAM BAIXA

Mamão Formosa - 16,62%
Segundo a revista Hortifruti/Cepea, mesmo com a redução da oferta em maio os preços

caíram significativamente, porque regiões que respondem por uma grande oferta ainda tinham
grande volume produzido durante todo mês de maio, como o Norte de Espírito Santo. Mas com a
menor oferta o mês de junho tende a ver uma reversão dos preços de produto. A menor oferta de
formosa já é esperada, para os meses seguintes.

Banana Nanica – 10,83% e Banana Prata – 4,59%
Os preços em queda da banana estão relacionados à antecipação da colheita. Com

temperaturas e clima mais favorável a oferta de banana aumentou. Isto significa que a colheita se
intensificou de forma precoce em maio e puxou os preços para baixo.

Cebola - 7,83%
O início das colheitas da Região Sul e do Nordeste provocou o aumento da oferta da cebola,

particularmente, devido às boas condições climáticas, o que possibilitou um plantio mais intenso e,
consequentemente, uma melhor produtividade. Essa maior oferta contribuiu para a redução nos
preços do produto.

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EQUIPE DE PROFESSORES DO NUPES/UNITAU
Mestre, Odir Cantanhede Guarnieri: Administrador, (Coordenador do NUPES)
Doutor, Edson Trajano Vieira: Economista
Mestre, José Joaquim do Nascimento: Economista,
Mestre, Drauzio Antônio Rezende Junior: Economista e Contador
Mestre, Silvio dos Santos: Pedagogo

Equipe de Estagiários do NUPES da Universidade de Taubaté,
Nicolas Gabriel Moura da Silva - História
Gabriel Ângelo Moreira – Economia
Matheus dos Santos - Economia
Daiany Cunha dos Santos – Comércio Exterior
Rafaela Alves dos Santos – Administração de Empresa

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