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Ao longo de quase dois meses, a equipe da TheAvantGarde pesquisou e produziu muito para que este material pudesse ser entregue no final de janeiro. Dos momentos iniciais de conversa pensando em qual formato e por quais meios faríamos isso, até nosso ensaio de fotos que se saiu incrivelmente bem mesmo com meios e materiais tão simples.<br>Não tínhamos apoio financeiro, somente muita garra e vontade de criar algo novo, diferente, de uma forma que ninguém daqui havia feito antes.

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Published by Pedro Fraga, 2024-02-01 13:40:02

TheAvantGarde Brasil Jan. 2024

Ao longo de quase dois meses, a equipe da TheAvantGarde pesquisou e produziu muito para que este material pudesse ser entregue no final de janeiro. Dos momentos iniciais de conversa pensando em qual formato e por quais meios faríamos isso, até nosso ensaio de fotos que se saiu incrivelmente bem mesmo com meios e materiais tão simples.<br>Não tínhamos apoio financeiro, somente muita garra e vontade de criar algo novo, diferente, de uma forma que ninguém daqui havia feito antes.

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THEAVANTGARDE JAN 2024


THEAVANTGARDE Editor-chefe Pedro Fraga TheAvantGarde Brasil, 1º edição, Cuiabá-MT 2023 REDAÇÃO Editor de Cinema André Paulino Editor de Cinema Thiago Delapola Editora de Beleza & Lifestyle Vitória Florentino Editora de Moda e Beleza Camila Alves Editor de Moda e Cultura Pedro Fraga ARTE Diagramação & Design Pedro Fraga FOTOGRAFIA Fotografia Uri Bezerra Direção de Arte & Styling Pedro Fraga Assistente de Direção e Styling Camila Alvez Iluminação Thiago Delapola Maquiagem Vitória Florentino Assistente de Produção João Rafael Derbali CONVIDADA Bruna Mattoso APOIO Jane Klitzke Supernova Filmes Editor-assistente João Rafael Derbali Redatora-chefe Camila Alves Diretora de Produção Vitória Florentino


CARTA DO Editor Nossa! Finalmente depois de tanto ócio e muito trabalho, nossa equipe finalmente pôde finalizar esse trabalho tão completo. Ao longo de quase dois meses, a equipe da TheAvantGarde pesquisou e produziu muito para que este material pudesse ser entregue no final de janeiro. Dos momentos iniciais de conversa pensando em qual formato e por quais meios faríamos isso, até nosso ensaio de fotos que se saiu incrivelmente bem mesmo com meios e materiais tão simples. Não tínhamos apoio financeiro, somente muita garra e vontade de criar algo novo, diferente, de uma forma que ninguém daqui havia feito antes. Para ser bem sincero, olhando de fora vendo um grupo de universitários (e a Vitória que ainda está no Ensino Médio ha! ha!) que decidiram que iriam fazer uma revista digital de moda, talvez parecesse realmente só uma fantasia meio bobinha que não daria certo. Mas conseguimos! E iremos continuar, até que mais barreiras sejam quebradas, e mais pessoas consigamos alcançar. Nessa edição, falaremos muito sobre arte, moda e cultura e esperamos que as pessoas se sintam conectadas e dispostas a pesquisar cada vez mais por esses temas. Esperamos também, que entendam que existe muita complexidade na moda sabendo que a pesquisa também é um pilar principal. Escolhi como artigo inicial, falar sobre Alexander McQueen. Homem que tanto me move, e que me lembra todos os dias ao acordar o quanto preciso ser único, escrever minha própria história e que, sinceramente, sempre estará em meu pódio de estilistas favoritos. Lee é alguém para se inspirar, é o tipo de artista que viveu para deixar sua marca no mundo. Então, nessa energia tão forte de imparidade, lutemos todos os dias para que também possamos mudar algo ao nosso redor, deixar também nossa marca. Pedro Fraga Editor-chefe


Na colagem “Invadida, 2024”, Pedro Fraga fala sobre a constante sensação de estar despido diante do outro, onde sente-se sempre uma vontade de “maquiar” aquilo que quer ocultar. No centro da imagem, “O nascimento de Vênus” de Botticelli.


Sumário JAN2023 MODA 06 ALEXANDER MCQUEEN E A TEATRALIDADE NA MODA Como a plasticidade do meio fashion tem se tornado cada vez mais artificial e menos autêntica. LIFESTYLE 24 5 dicas para montar seu CULTURA guarda-roupa inteligente Aprenda a economizar montando um guardaroupa funcional com básicos essenciais. 36 ONDE IR EM CUIABÁ Confira os melhores perfis de recomendações na cidade mais quente do Brasil. 39 Feng Shui: a moda é manter a casa revitalizada Descubra como aplicar a arte milenar chinesa no lar neste guia prático feito por nossa equipe. 42 Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes Leia nossa resenha do mais novo filme da saga 44 MAMONAS ASSASSINAS A nova biografia dos Mamonas Assassinas promete lágrimas e a celebração da memória. 46 A NOVA ERA DO POP BRASIL Por que nossa indústria musical é tão singular? 50 AGRADECIMENTOS BELEZA 27 Os filmes dos anos 2000 e nossa busca pelo corpo perfeito Como filmes icônicos como “O Diário da Princesa” e “Meninas Malvadas” estão intimamente ligados à autoestima feminina. 30 METALIZADOS: A TENDÊNCIA QUE VAI DOMINAR ESTE ANO Confira nosso painel de inspiração. 20 TENDÊNCIAS FASHION 2024 O report de tendências de moda e comportamento mais completo do ano.


TheAvantGarde Brasil, 1º edição, Cuiabá-MT 2024 se esqueça de nos seguir nas redes sociais Não Instagram: TikTok: @theavantgarde.br TheAvantGarde Brasil


Alexander McQueen e a teatralidade na moda Como a plasticidade do meio fashion tem se tornado cada vez mais artificial e menos autêntica. Acima, imagens do desfile de primavera/verão 2000, de Alexander McQueen. MODA POR PEDRO FRAGA Órfãos de uma era de ouro de diretores criativos como John Galliano, Tom Ford, Marc Jacobs e, claro, Alexander McQueen, aqueles que são aficcionados pelo mundo fashion têm percebido cada vez mais uma movimentação atípica na indústria nas últimas décadas.  Após uma era de grandes nomes criativos no controle de marcas, o meio corporativo dos grandes conglomerados de luxo aos poucos têm dado cada vez menos ênfase aos seus diretores criativos e colocado cada vez mais suas marcas (personificadas) como pontos centrais de seus negócios, quase que como se suas logos assumissem uma personalidade por si próprias. A grande questão, é que na perda de grandes nomes por trás de grandes marcas, se perde cada vez mais a personalidade e excentricidade dos artistas que antes formavam um panteão de seres quase intocáveis, endeusados por seus fiéis. Não só nos anos 2000, a moda desde os anos 80 já fazia esse movimento de trazer nomes que carregam legados, citase por exemplo nomes icônicos como: Halston, Gianni Versace, Valentino, Rei Kawakubo, Cristóbal Balenciaga e tantos outros. Quando falamos de Alexander McQueen, por exemplo, estamos falando sobre desfiles que ultrapassam qualquer experiência vista antes. Looks que chocam o senso comum e nos fazem refletir sobre como enxergamos aquilo que vestimos marcam sua trajetória feita por grandes marcos na indústria. Lee (como Alexander preferia ser chamado) sempre teve sua história marcada pela sua excentricidade. De origem humilde, o estilista começou sua carreira como alfaiate, chegando ao ambiente acadêmico somente anos depois. Se formou na Central Saint Martins, em Londres, onde chegou ao escritório da diretora da faculdade com roupas surradas e muita atitude, coisa que garantiu seu lugar na mais prestigiada escola de moda do mundo. Em seu desfile de estreia, Lee, diferentemente dos outros graduandos, chega com uma passarela que remonta a história de “Jack, o estripador". Alfaiataria de extrema sofisticação, cores que passeiam entre o preto e o vermelho, e, surpreendentemente, pedaços de seu cabelo, costurados nas roupas e encapsulados em tecidos (Referência às prostitutas da era vitoriana que vendiam pedaços de seus cabelos). Um fato sobre as obras de Alexander, é que elas sempre foram O 6


Na página, imagens do desfile de primavera/verão 1999, onde a modelo Shalom Harlow era manchada de tinta por dois robôs. A tecnologia, era um assunto frequentemente abordado nos desfiles de Lee


muito autobiográficas, trazendo em suas obras memórias de família, traumas e sentimentos. Ao longo do tempo, sua teatralidade marcou uma era. Para alguns (até mesmo par mim), foi o estilista mais marcante dos anos 2000. Coleções de impacto que passeiam entre a beleza no estranho e a repulsa, o próprio sempre dizia “I find beauty in the grotesque” (Eu encontro beleza no grotesco). Já nos últimos anos, a moda volta cada vez mais a se prender a uma lógica exclusivamente comercial, tendo um vago suspiro artístico nas semanas de haute couture. Alguns dizem ser “AVAVAV” (grife italiana que tem viralizado no tiktok por seus desfiles onde modelos caem propositalmente e roupas e cenários se rasgam) a sucessora desses estilistas icônicos em desfiles, mas fica a questão: Em uma passarela estreita, feita para caber na gravação vertical para redes sociais, onde os modelos fazem tantas excentricidades que sequer tem alguma relação de sentido com aquilo que vestem ou com o conceito artístico da coleção, será mesmo tudo isso a personalidade transgressora de um criador, ou somente um produto polêmico para gerar cliques vazios nas redes? Ao lado, Kate Moss para coleção de primavera 2001 de McQueen. Acima, AVAVAV primavera 2023.


“Eu acho que há beleza em tudo que as pessoas normais considerariam feio. Geralmente consigo ver algo belo nisso.” Alexander McQueen Lee faleceu em 11 de fevereiro de 2010 em Londres, tinha um quadro severo de depressão, e suicidou-se 9


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O vestido vermelho, faz parte do acervo da figurinista Jane Kliztke, que também é cenógrafa, professora na MT Escola de Teatro e Uniasselvi além de ser diretora criativa no LabJaneKlitzKe. 13


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Tendências DE 2024 PARA FICAR DE OLHO O report de tendências de moda e comportamento mais completo do ano; MODA POR PEDRO FRAGA Após um período marcado por tendências muito comerciais, e severamente aceleradas no mundo da moda em 2023, ao que tudo indica, 2024 veio para acalmar os ânimos, e dessa vez, trazer tendências muito mais autênticas em estilo. Pela primeira vez nos últimos 3 anos, os famosos “aesthetics”, têm cada vez mais se distanciado dos anos 2000. Mas no fim, a questão que fica é: Devemos nos preocupar com as tendências estarem caminhando cada vez mais rápido nessa linha do tempo de retrospectivas, ou finalmente temos um descanso desse desespero de validação fashion baseada em saudosismos? Talvez nessa crescente tão grande, principalmente pelo tiktok, do interesse pela moda e a indústria como um todo, as pessoas têm exponencialmente procurado cada vez mais autenticidade, estilo, e know-how de como se apresentar e como transmitir singularidade através da indumentária. Em contrapartida, ao que o interesse aumenta pela temática, proporcionalmente surgem aqueles que fazem jus à falsa ideia de que moda é “algo fútil”. O que precisa ser pensado é que ao produzir conteúdo de moda, também torna-se imprescindível entender questões muito mais complexas do que somente a influencer digital que junto ao seu stylist, montam looks que mais performam do que comunicam. Moda é arte, economia, mercado, comportamento, posicionamento, política, e, acredite se quiser, até mesmo psicologia. Assim como qualquer outra área, a moda também é ciência, mais especificamente, uma ciência social, que entende desde o início dos tempos como a forma com a qual nos vestimos é utilizada para que ideias sejam transmitidas, e mensagens sejam repassadas. Já reparou como curiosamente um simples óculos de sol, com lentes escuras e uma armação robusta podem comunicar um “não quero conversar hoje” sem que às vezes palavras precisem ser ditas? Ou como o fato de escolher cores específicas para as roupas no final de ano comunicam não só ao universo, como para as outras pessoas quais energias você quer atrair para o próximo ano? Ou para além disso, como através da sua roupa, você revele sua identidade? Se você é queer, vive na fazenda, é indiano ou uma pessoa de religião mais conservadora? A Malu Borges, influencer do TikTok, hoje é uma das figuras mais consistentes e originais no mercado de influência digital no meio fashion. 20


A questão é que nessa série de provocações, podemos entender para onde as últimas tendências de moda e comportamento caminham. É ano de se perguntar, quem eu sou? Em que acredito? De onde venho? Para onde vou? Talvez nessa grande virada de um ano tão movimentado, viveremos um diário exercício de mindfulness: O abrir o guarda roupa de manhã para se vestir para o trabalho. Segue agora, um report das últimas tendências baseadas no mercado nacional e internacional: FLORES PARA TODOS OS LADOS Rosas, orquídeas, tulipas e tantas outras flores que completam esse jardim fashionista, têm dominado as passarelas por meses consecutivos. Sejam nas estampas, aplicações, acessórios (e até mesmo na perfumaria), a feminilidade expressa através dos florais têm sido fortes buscas não só no Pinterest e Tiktok, como também nas passarelas de Giambattista Valli, Chloé, Marni, Alexander McQueen e Balmain. BRANCO: CHIQUE, UNIVERSAL E ATEMPORAL Os looks all-white também foram grandes protagonistas das últimas passarelas, em suas diversas formas. Sempre com muito movimento, sejam com sobreposições ou tecidos fluidos que percorrem o corpo. Com a continuidade do assunto “Old money aesthetic” e até mesmo da estética “Model of duty”, os branquinhos básicos, mas bem cortados em bons tecidos, são ótimas pedidas para um look diurno. Ao lado, Giambattista Valli, Chloé, Marni, Alexander McQueen e Balmain. Ao lado, Giambattista Valli, Jacquemus, Fendi, ALAÏA e Chanel. 21


A MODA É SER TRANSPARENTE Tules, organzas, voais, e outras tecelagens com transparência começarão a aparecer cada vez mais nas peles das fashionistas de plantão. Saias transparentes são tão perfeitas para uma noite com as garotas quanto para dias de praia ensolarados. Só tome cuidado com o dresscoding dos lugares para não soar “sexy demais” em ambientes menos informais.  BYE BYE, CINTURA BAIXA! Agora que essa tendência foi popularizada novamente pelas redes sociais, não é mais tão “edgy” quanto antes utilizar de cinturas baixas, somente aquelas pessoas firmes e fortes em um estilo mais sensual e ousado, continuarão utilizando esta tendência. Com a notória baixa de coses baixos nas passarelas, tanto em shorts curtíssimos (tendência reportada em nosso Instagram) como nas calças de alfaiataria principalmente, é esperado que a peça principal do estilo y2k saia de cena por algum tempo. Ao lado, Toteme, Patou, Armani Privé, Alexis Mabille e Balmain. Ao lado, Albus Lumen, Chloé, Marni, Alexander McQueen e Balmain. 22


BÁSICA SIM, SIMPLES NUNCA! Nessa pedida mais elegante dos últimos tempos, e também influenciada pelo aumento de buscas por “Jazz Girl”, “Jazz style” e “Jazz bar” no Pinterest (e consequente pelo Jazz em plataformas como spotify) o chamado para um lookinho básico mas arrebatador de tão elegante talvez seja a escolha certa. Tons neutros, lápis de olho, cabelos naturais (até mesmo bagunçados), e aquela cara de menina londrina “cool”, roupas com bom caimento mas sempre básicas, talvez sejam a sua vibe. Ao lado, Fendi, Louis Vuitton, Gucci e Jacquemus METALIZADO PARA GREGOS E TROIANOS “Que isso filha, ficou maluca? — Não, virei clubber!” Que o estilo messy girl (que é uma grande mistura de heroin chic, indie sleaze e model of duty) que usa e abusa dos prateados está em alta, todos já sabemos, mas afinal, o metalizado que está tão em alta, é somente isso? Definitivamente não! Peças prateadas também têm sido trazidas na passarelas de formas elegantes e até mesmo “fresh”! Ao lado, Yves Saint Laurent, Emilio Pucci, Diesel, Alexis Mabille e Balmain. 23


5 dicas para montar seu guarda-roupa inteligente Um guia de como otimizar suas peças; MODA POR CAMILA ALVES Quem nunca abriu o guarda-roupa e pensou “não tenho o que vestir” que atire a primeira pedra! Se você é atormentada por esse problema, talvez o que falta no seu armário é planejamento. Por isso, trouxemos algumas dicas para que você tenha um guarda-roupa inteligente.  O que é Guarda-roupa inteligente? O conceito de “guarda-roupa inteligente” veio de uma trend minimalista e busca otimizar seu guarda-roupa com peças que façam sentido para você – para o seu estilo e para a sua rotina e com o mínimo possível, ou seja, criar o seu estilo de imagem com uma pegada mais consciente, o que é conhecido como slow fashion. Agora, um passo a passo de como criar o seu guarda-roupa inteligenteJ ?~ Analise seu armário: O primeiro passo é analisar o seu armário, tire tudo para fora se precisar, qual as peças que você mais usa no dia a dia? Por que você usa mais essas peças? Já se prepara para criar a pilha do desapego, afinal, o nosso objetivo é manter as peças que ainda fazem sentido para você e sua rotina.  ¸~ Hora da organização: Depois que você fez esse limpa, está na hora de organizar. Existem várias formas de organização, você deve encontrar uma forma que se encaixe melhor na sua rotina. Você pode organizar por cor, por estação, entre outras.  Q Acima, Bella Hadid, Hailey Bieber e Emily Ratajkowski. Consideradas algumas das maiores “It Girls” na internet, aas três são fortes adeptas de básicos essenciais e slow fashion 24


F2 Crie novos looks! Vamos falar a verdade, é difícil combinar roupas quando se acorda atrasado para começar o dia de trabalho, por isso, tire um dia na semana (fim de semana, um dia de folga) para explorar as peças do seu guarda roupa e criar looks, tire fotos e salve em algum lugar, esse é o momento de ser criativo .2 Cuidado com o abismo das redes sociais Ver aqueles feeds perfeitos e blogueiras maravilhosas e super estilosas mexe com o nosso coraçãozinho, eu sei. Contudo, nem tudo que ficou ótimo para aquela nossa blogueira favorita também fica ótimo para nós. Lembre-se que as peças devem condizer com sua rotina, região, clima e estiloA 2 Aposte nos acessórios e sapatos Parte vital de todo look, são os acessórios e sapatos que vão incrementar suas peças, então abuse das combinações e das propostas. São eles que tornarão seu guarda-roupa inteligente multifacetado. Marcela Carrasco é uma criadora de conteúdo que traz conteúdo de moda acessível, e traz em seus vídeos diversas formas de otimizar seu guarda-roupa.


BELEZA


Os filmes dos anos 2000 e nossa busca pelo corpo perfeito Como filmes icônicos como “O Diário da Princesa” e “Meninas Malvadas” estão intimamente ligados à autoestima feminina. BELEZA POR CAMILA ALVES Mia Thermopolis, Regina George, Andy Sachs… quem foi adolescente nos anos 2000 e não conhece essas personagens icônicas que atire a primeira pedra. Quando pensamos em filmes marcantes não tem como não pensar em títulos como “O Diário da Princesa” ou “Meninas Malvadas”. Porém, com a volta de tendências dos anos 2000, algumas reflexões têm a necessidade de serem feitas sobre aquela época. E a pergunta que fica é: será que tudo era lindo e cor de rosa como nos lembramos?  Que a mídia está profundamente ligada aos padrões de beleza não é novidade. Foi através da mídia que surgiram Sex Symbols tão famosos como Marilyn Monroe e Audrey Hepburn. Todos queriam ser como elas e conosco não foi diferente. Lidamos com personalidades marcantes como Lindsay Lohan e Anne Hathaway, que estavam em todos os meios de informação e protagonizaram nossos filmes favoritos. Mal sabíamos nós que ali começava uma admiração e também um problema que nos assola- ria pelo resto de nossas vidas: a busca pelo padrão ensinados a nós por Hollywood.  O que personagens as personagens que tanto admiramos tem em comum? Todas eram jovens americanas brancas, magras, com cabelos lisos escorridos (ou que dependiam deles para que fossem consideradas bonitas) e foi ali que começamos a identificar que essas características eram sinônimos de sucesso, de atenção e de glamour. Não se pode imaginar a decepção de milhares de garotas ao se olhar no espelho e chegar a conclusão de que não se é do jeito “certo”. Ali, no momento que se chega nessa conclusão, que começa a busca implacável para alcançar o tão desejado padrão. Como explicar para uma criança de doze, treze, quatorze anos que não há nada de errado com ela quando todos os lugares de destaque a fazem acreditar no contrário?  A vontade de alcançar padrões quase impossíveis de corpos resultou numa onda de distúrbios alimentares. Um relatório da Common Sense Media, publicado em 2015, aponta que entre 1999 e 2006 as hospitalizações por conta de transtornos alimentares aumentaram 119% entre crianças com menos de 12 anos. Um outro estudo publicado em 2016 pela Professional Association for Childcare and Early Years apurou que 24% de profissionais de assistência à infância relataram sinais de problemas com o corpo entre crianças de O 3 a 5 anos no Reino Unido.  27


Na página, Emily Charlton (Interpretada por Emily Blunt), personagem de “O Diabo Veste Prada” de 2006. A 1º assistente de Miranda Priestly (Por Meryl Streep) passa ao longo do filme diversos questionamentos e problemáticas acerca de seu corpo por conta de sua viagem ao Paris Fashion Week. 28


Apesar de toda nostalgia trazida com a volta da moda Y2K, com toda sua autenticidade e liberdade criativa, um alerta também deve estar presente em nossas mentes para não trazermos de volta modas nem tão legais assim como o culto à magreza extrema. Essa é a hora de olhar para o passado e trazer as coisas boas, mas também aprender com os erros e não repeti-los. . Abaixo, a equipe da TheAvantGarde selecionou 8 filmes memoráveis (e em quais plataformas estão disponíveis) dos anos 2000 para assistir debaixo das cobertas e sentir aquela nostalgia gostosa da década passada: Meninas Malvadas Netflix Paramount+ Telecine O Diário da Princesa Disney+ As Patricinhas de Beverly Hills Disney+ Legalmente Loira Amazon Prime 10 Coisas que Eu Odeio em Você Disney+ O Diabo Veste Prada STAR+ De Repente 30 Netflix Apple TV Amazon Prime Sex and the City: O Filme HBO Max


METALIZADOS: A TENDÊNCIA QUE VAI DOMINAR ESTE ANO BELEZA POR VITÓRIA FLORENTINO


Durante 2023 acompanhamos a volta do colorido nos olhos, para 2024 a maquiagem nos promete acompanhar esse ciclo. As sombras metálicas fizeram história (confesso que fiquei chocada vendo essa era influenciando o novo ano), mas você sabe como utilizar de forma coerente sem mirar em um look estiloso e acabar caindo em um ultrapassado? Na página, Vogue UK, Barry M, Vanessa Hudgens e referências disponíveis no Pinterest


Este look (com um tutorial disponível no nosso Instagram) foi feito como um exemplo de junção da tão querida sombra colorida metálica com o formato natural dos olhos. Criando assim, uma completa “maquiagem de 2024”. 32


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2024 é o ano para começar a ousar! Os formatos e texturas se reinventaram com base no passado. Quem sabe essa não é a hora para sair um pouco dos esfumados básicos e abraçar novas formas em seu rosto 34


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EXISTE LAZER EM CUIABÁ? Sabemos que sim, mas por onde começar? LIFESTYLE POR VITÓRIA FLORENTINO Uma cidade repleta de cultura e pontos turísticos pode acabar propondo um grande desafio à comunidade: oferecer lazer para a diversidade de gostos da capital. Separamos alguns perfis de divulgação e seus enfoques para te ajudar a sair do limbo da indecisão e aproveitar o tempo livre na cidade.


CITYCUIABAA: PARA APROVEITAR O CALOR Drinks, cachoeiras e comida boa podem ser a solução para trazer o ânimo de volta em meio a essas ondas de calor. O perfil Citycuiabaa entrega diversas opções para quem curte esse estilo de lazer pela capital. Ixpia Dica Cuiabá: momentos em família Para as famílias, separamos um perfil ideal! Ixpiadicacuiaba oferece uma viagem pela gastronomia, lazer e turismo da capital matogrossense. Sem dúvidas esse é um grande catálogo do que fazer para aproveitar o tempo com pessoas amadas. OLHAR CULTURA: PARA EXPLORAR A CULTURA Sabemos que Cuiabá possui muita cultura, mas como fazer para acessá-la? O Jornal digital Olharcultura dispõe entre seus posts ótimas dicas de eventos e festas culturais por Mato Grosso. Para quem busca se conectar com a história e costumes da cidade, definitivamente, esse seria um bom guia. CUIABÁ PARA 2: MONOGAMIA É PAPO DE DOIDO? Bom.. Não temos a resposta, mas para os casais apaixonados que precisam de ideias para dates, destacamos o Cuiabapara2. Stephanie e Yuri, criadores do perfil, trazem em suas redes sociais ótimas opções de programas pela capital que com certeza vão agradar todo tipo de casal. PEGA ESSA DICA CBA: COMIDAS SABOROSAS E MUITO LAZER Maínna tem ganhado notoriedade por Cuiabá com sugestões de lugares para comer e se divertir. Explorando o comércio local, o perfil Pegaessadicacba - o primeiro dedicado a dar dicas do que se fazer em Cuiabá - abre os olhos da comunidade para novas lojas, restaurantes, bares, cafés, festivais e muito mais pela cidade. Esse perfil atende todas as faixas etárias entregando sugestões para quem prefere um momento de lazer sozinho, em família, com amigos e até opções para levar crianças.


CASA


Feng Shui: a moda é manter a casa revitalizada “Descubra como aplicar a arte milenar chinesa no lar neste guia prático, feito por nossa equipe” LIFESTYLE POR VITÓRIA FLORENTINO Todos sabemos que nossa relação com o ambiente que moramos influencia em nosso ser. Na cultura chinesa isso vai muito além de apenas manter a casa limpa e organizada, você conhece o Feng Shui? Essa arte milenar chinesa se baseia em uma filosofia que objetiva a cativação de boas energias no lar e, consequentemente, na vida. O Feng Shui trabalha com os cinco elementos tradicionais da cultura chinesa: Terra, fogo, água, madeira e metal. Essa cultura acredita na existência do Chi, energia vital presente em tudo, com diferentes intensidades. O propósito do Feng Shui nada mais é do que manter o equilíbrio entre os Chi's, mas só estamos começando. Feng Shui está entre as condições de existência plena na cultura chinesa, representando a relação do indivíduo com o ambiente e influenciando sua qualidade de vida. As ações humanas possuem grande poder sobre a energia do lar. Para entender melhor sua prática, separamos 10 dos princípios que condicionam a aplicação dessa filosofia:  Espelhos nunca devem ser deixados de frente para porta, acredita-se que ele possa refletir as boas energias para fora; Objetos quebrados devem ser consertados ou descartados o mais rápido possível, estes possuem energia estagnante para a vida; Mantenha a entrada da casa sempre limpa para evitar o acúmulo de energia negativa;  Fontes de água em qualquer cômodo simbolizam o avanço; Fogão e forno devem estar sempre limpos e nunca posicionados de forma que quem estiver cozinhando fique de costas para a porta, isso atrai mentiras para o lar; Aposte em plantas e quadros coloridos, estes concentram boas energias;  Objetos que lembram momentos de tristeza também devem ser eliminados pois abalam sua energia; A energia do banheiro não deve circular pelo resto da casa, portanto, mantenha a porta sempre fechada; Torneiras pingando ou até vazamentos hidráulicos nunca devem estar presentes na casa, afinal representam perdas financeiras, também acredita-se que a vitalidade e boas energias vão embora junto a água; Pinte paredes com frequência, isso assegura não só a revitalização das cores mas também da energia. 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 39


Por que adotar o Feng Shui? Essa técnica estimula o lado positivo dos pensamentos e da vida como um todo. Sua aplicação pode resultar na diminuição e até extinção de más energias na casa. Outros benefícios também são:  Sensação de paz - afinal, quem não gosta daquela sensação de ter a casa limpa e organizada? Desenvolvimento da criatividade - o Feng Shui expande nossos horizontes abrindo espaço para novos insights Como os elementos agregam o Feng Shui? Os elementos tradicionais da cultura chinesa, mencionados anteriormente, possuem um papel importante na execução do Feng Shui. Todos os 5 dispõem de uma grande energia vital, portanto são ideais como matéria-prima dos objetos na decoração, quer saber quais? Água: fontes, aquários, espelhos, vidro e flores sem espinhos Fogo: tapetes de couro, velas e lâmpadas de cores quentes Madeira: plantas, decks, mesas e árvores Metal: luminárias redondas, objetos cromados, cristais, espelhos circulares e castiçais  Terra: vasos, esculturas, e até utensílios em cerâmica Todo início de ano carrega a promessa de mudança, o Feng Shui pode te ajudar a finalmente tirar as ideias do subconsciente, eliminar energias ruins e instigar sua saúde e prosperidade  LI KAN TUI CHUN KUN KEN FOGO sucesso prosperidade casamento amor conhecimento autoestima criatividade sorte dos filhos Família saúde riqueza amizade viagens ÁGUA METAL TERRA MADEIRA TERRA MADEIRA M A DEI R A trabalho carreira SUN C’HIEN 40


Projeto de casa baseado na filosofia Feng Shui pelo arquiteto mexicano Louis Barragan.


42 Cinema Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes CRÍTICA POR THIAGO DELAPOLA


Contar a história de origem de um vilão não é algo novo, então a primeira pergunta a se fazer é: há de fato uma história que precisa ser contada? E a resposta, nesse caso, é sim. E não. “Não” porque o Presidente Snow já havia sido muito bem desenvolvido antes e o que nos é apresentado não altera o modo como o enxergamos e nem como compreendemos seus atos. O roteiro peca muito em não se aprofundar na psiquê do personagem, em nos fazer compreender o que o leva a ser como é, o que acaba criando um personagem raso, onde a justificativa para seus atos é “porque ele é assim e ele é assim porque é o Snow”. E “sim”, pois essa história deveria ser contada porque essa é a história de Lucy Gray, a verdadeira protagonista do filme. A personagem de Rachel Zegler rouba a cena, com um imenso carisma e um poder vocal realmente impressionante. Sem dúvidas, o melhor tributo da história do Distrito 12. A relação que ela tem com Coriolanus e a química entre os dois atores nos fazem empolgar e torcer por algo que sabemos que não vai dar certo (afinal ele é o Snow, não é?). Relação essa que, de fato, serve para desenvolver e entendermos bem o porquê de algumas atitudes dele nos filmes anteriores. Um outro aspecto positivo da obra é a forma como ele representa os Jogos em seus primeiros anos, de uma maneira bem diferente do formato Reality Show que teria 60 anos mais tarde. Apesar dos aspectos negativos que foram ressaltados aqui, A Cantiga dos Pássaros e Serpentes é um ótimo filmes, tanto para os fãs, quanto para aqueles que não o são. * Na capa e na página, fotos de divulgação do filme Nossas estrelas: C


Cinema A nova biografia dos Mamonas Assassinas promete lágrimas e a celebração da memória. RECOMEDAÇÕES POR ANDRÉ PAULINO


A singular banda de rock “Mamonas Assassinas” ganha, 27 anos após sua hiperpopularidade, um filme para celebrar sua memória. A cinebiografia, intitulada “Mamonas Assassinas - O Impossível Não Existe”, que chegou aos cinemas no dia 28 de dezembro, já emocionou muitos brasileiros, sobretudo os amigos e familiares dos integrantes, com seu potencial nostálgico contagiante. Não apenas qualidade técnica, o filme promete também um enredo com curiosidades inéditas sobre a banda, desde a célebre Utopia (grupo musical de gênero rock alternativo antecessor às Mamonas Assassinas, composto pelos mesmos integrantes, mas que, contraditoriamente, não os popularizou como as composições de grande personalidade do self titled de 1995) até as relações particulares de cada um, perpassando pelas dificuldades individuais, suas vidas amorosas e o cotidiano do que viria a ser um fenômeno nacional em tempo recorde. E a emoção a mil causada pelo grande sucesso. Na CCXP de 2023, que contou com a primeira exibição do longa-metragem, os atores Ruy Brissac (Dinho), Alberto Hinoto (Bento), Robson Lima (Júlio), Adriano Tunes (Samuel) e Rener Freitas (Sergio) não apenas compareceram ao evento, como também interpretaram as músicas “Vira-vira” e “Pelados em Santos”, trajados com marcantes figurinos do grupo e esbanjando um entusiasmo tão contagiante quanto o dos próprios mamonas para a plateia. Estamos em Guarulhos na década de 90. Dinho, Sérgio, Samuel, Julio e Bento são garotos típicos da época com pouco dinheiro e muitos sonhos. Eles nem imaginam que o humor debochado e inteligente, tão característico do grupo de amigos, irá mudar suas vidas para sempre. Com tanto engajamento nas mídias, se torna simples entender a proposta da obra: Manter vivo na memória brasileira o impacto dos autênticos Mamonas, com uma abordagem que, ao transportar o espectador para a realidade vivida pelos 5 meninos, apresente-os por outro ângulo oposto aos holofotes. Um convite para ficar submerso nas singularidades de seus universos particulares, nas personalidades autênticas e nas desaventuras que antecederam o sucesso nada eminente e efêmero que marcou todo o país. Para os geminianos curiosos como eu, os figurinos são os originais da banda, utilizados pelos próprios meninos na década de 90. Além disso, a participação dos familiares dos Mamonas Assassinas não se limita à caracterização dos personagens, mas chega muito além: o diálogo entre a equipe de produção e as famílias possibilitou a caracterização do sobrinho de Bento para o longametragem. Alberto Hinoto, sobrinho do guitarrista, disse ser gratificante interpretar o tio, que tanto o inspirou na infância e adolescência. Eu não perderia essa estreia por nada, mas, se você ainda não deu play, essa é a sua chance de recordar, ou compreender, o porque da fenomenalidade improvável dos hiperbrasileiros Mamonas Assassinas. Sinopse: O que esperar? A * Na capa e na página, fotos de divulgação do filme 45


Música A nova era do pop no Brasil CULTURA POP POR PEDRO FRAGA 46


Em um momento ambíguo e de grandes mudanças no mercado da música, tanto no streaming quanto em nichos mercadológicos, o Brasil hoje se encontra em uma “bolha”. Com uma indústria musical extremamente fechada e competitiva, o fenômeno das compras digitais mudou definitivamente como consumimos, criando um fenômeno particular e à parte do globo. O maior país da América Latina, que por diversos motivos, não consome música em espanhol, tornou-se até uma piada entre os brasileiros nas redes sociais por ter sido o único país do continente que não teve o álbum ganhador do Grammy “Un Verano Sin Ti”, do porto-riquenho Bad Bunny, no topo das paradas, por exemplo. A grande questão que fica, é: Por que o Brasil tem tanta dificuldade em consumir música estrangeira? São diversas as respostas das pessoas, alguns dizem ser o monopólio do sertanejo pelo milionário financiamento do agronegócio (às vezes até mesmo seu envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro), outros dizem ser a dificuldade do brasileiro se reconhecer como latino, e alguns dizem até mesmo ser a diferença linguística. O fato é: o Brasil não consome música estrangeira. Resumir os poucos momentos onde cantores hispanofonos adentraram os charts brasileiros à algum tipo de adesão ao nosso mercado é pretencioso e até mesmo fora da realidade. Apesar de alguns acontecimentos astronômicos no território latino como “Rebeldes”, o Brasil só começou a de fato enxergar a língua espanhola como uma opção a se escutar na atualidade em meados de 2016, com o início das parcerias da cantora Anitta e o colombiano Maluma. As canções “Ginza (Remix)” e “Sim ou não”, marcaram o início de algo novo para o mercado brasileiro, a entrada de estrangeiros em nossos charts. Claro, Anitta não foi a primeira nem a única artista brasileira a colaborar com artistas estrangeiros, mas no sentido mercadológico e atual da coisa, a cantora tem sim um papel importante. É inegável o papel principalmente de Ludmilla e Anitta para a pavimentação do solo pop no Brasil na era digital, mas com a sucinta saída do mercado brasileiro de Anitta, a mudança de estratégia de Ludmilla, o papel que Pabllo Vittar tem assumido não só no Brasil, mas também no globo, de recriar a forma como as Drag Queens se colocam no cenário musical, e a entrada de novos artistas brasileiros na jogada, como podemos definir a nova era do pop no Brasil? Nos últimos anos vimos alguns novos nomes surgirem com grande movimentação nas redes e plataformas de streaming. E Na capa e rodapé, imagens de divulgação do álbum “Vício Inerente” de Marina Sena. Acima, Imagem de divulgação de rebeldes, editada pela nossa equipe.


Glória Groove, por exemplo, tem sua primeira grande notoriedade com “Bumbum de ouro” em 2018, até então conduzia sua carreira de forma sucinta até que, em 2022, atingiu seu grande pico com o álbum “Lady Leste”, emplacando grandes hits como “Vermelho” e “A queda”. Luísa Sonza surge com força realmente em 2020, com o lançamento de “Braba”, seu primeiro single a furar a bolha e ter sucesso no grande público. Iza, que era uma grande promessa do pop brasileiro, surge no final de 2017 com “Pesadão”, seu single mais famoso. Mas e nessa virada do mundo de cabeça para baixo póspandemia, quem são as novas faces nos tão competitivos charts do Brasil? Para alguns, hoje a maior promessa desses novos rostos é Marina Sena. Ex-integrante da banda Rosa Neon, teve grande notoriedade em 2021, com “Por supuesto”, música de seu primeiro álbum “De Primeira”, recheada de críticas sobre sua voz e sonoridade, ultrapassou os massivos ataques e hoje, com o lançamento de seu segundo álbum “Vício Inerente”, conquistou um grande espaço, com músicas que não saem da “for you” da plataforma TikTok nem do fone de milhares de fãs. Hoje, seu álbum ultrapassou mais 50 milhões de streams Outro nome que tem surgido com força nas redes sociais e também nos charts, é “Vivi”. Inicialmente criadora de conteúdo principalmente para o TikTok, com o lançamento de “Playground”, conquistou bom destaque e tem começado em 2023 a tentar uma carreira musical. Recentemente, em colaboração com Rebecca e Pabllo Vittar, a música “aeiou” conquistou 1,3 milhões de visualizações no Youtube. Por último, o cantor Jão também tem conquistado forte destaque na mídia, por mais que tenha lançado seu primeiro álbum em 2018 e, desde então, tenha lançado vários trabalhos, de 2022 para 2023 tem finalmente conquistado destaque significativo na indústria. Com suas letras que relembram fortemente composições de Taylor Swift e Lana Del Rey e melodias românticas e às vezes eletrizantes, tem trazido refresco ao cenário pop masculino do Brasil. Assim como citado antes, as plataformas digitais de música no Brasil são competitivas, desafiantes e por vezes cruéis. Mas se mantêm em destaque somente aqueles que têm verdade e fidelidade com seu público. Com diversos avanços da música brasileira, principalmente o funk, ao contexto global, é nítido o impacto de como os artistas brasileiros têm verdade em seus propósitos artísticos. Ludmilla, com seu hit latino em colaboração com a argentina Emilia em “No_se_ve.mp3” (136 Milhões), e Anitta com toda uma era de projeção internacional em seus álbuns, “Versions of me” (2.3 Bilhões) e o ainda incompleto “Funk Generation” (50 milhões), e premiações de trabalhos envolvendo a cultura popular brasileira, têm conquistado cada vez mais espaços no mercado global. Acima, Iza, Gloria Groove e Luísa Sonza. No rodapé, Anitta na premiação VMA’s ao ganhar pela 2° vez consecutiva. A nova era do pop pós-pandemia tem se definido como o momento onde finalmente essa bolha que separa o Brasil do restante do mundo está prestes a estourar, com grandes nomes da indústria de- monstrando cada vez mais interesse em nossas batidas. É emocionante ver como temos quebrado cada vez mais barreiras, desde gradu- almente levarmos nossos ritmos a todos os lu- gares, até carregar o tí- tulo de ter a primeira artista latina solo a conquistar o #1 em todo o mundo. 48


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