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Published by , 2015-07-28 13:04:27

Turisver Julho 2015

Turisver Julho 2015

n Julho de 2015 n Mensal

Turisvern Nº 830 n Ano XXX n Preço 5€ n Director José Luís Elias

TURISMO 2020

Plano em discussão pública

Miguel Barradas 25 a 27 de Outubro Keith Fernandez
YOU arranca com Congresso da AHP Destinations of the
catálogo de qualidade vai ser em Évora World chega a Portugal

2 JULHO DE 2015 | TURISVER

>abertura

Porto de Leixões TEXTO: FERNANDA RAMOS

Novo terminal 2015 traz tudo incluído.
de passageiros Até 15% de comissão.
inaugurado
EP15 é o novo produto
Ser uma referência no turismo de cruzeiros a nível internacional é o objectivo do Porto para alugueres Europcar no
de Leixões que para isso se vem preparando desde 2011 com a inauguração do novo cais estrangeiro com todos os
do também novo Terminal de Cruzeiros no Molhe Sul. A segunda fase foi a nova estação serviços obrigatórios incluídos
de passageiros inaugurada a 23 de Julho com a pompa e circunstância na presença de e uma comissão de 15% para
três ministros: José Pedro Aguiar-Branco (Defesa), António Pires de Lima (Economia) e a sua agência.
Assunção Cristas (Agricultura e Pescas).
Reservas mediante o nº de contrato:
52254640, em Click4wheels.pt,
através do email [email protected]
ou através do seu GDS.

• Cais de acostagem: navios até 300m (concluído em 2011) europcar.pt
• Estação de passageiros (inaugurada a 23 de Julho de 2015)
• Porto de recreio para 170 lugares TURISVER | JULHO DE 2015 3
•• Cais dedicado à navegação flúvio-marítima
Centro de Ciência e Tecnologias do Mar, da Universidade do Porto

Quando se fala do peso do turismo de passageiros e perto de 43 mil tripulantes. Mesmo
cruzeiros no nosso país e do impac- assim bastante abaixo das expectativas dos mais
to desta actividade na economia, de 100 mil passageiros por ano que a ADPL aca-
pensa-se de imediato em Lisboa e lenta para 2017 e seguintes.
no Funchal, mas nem só destas duas Edifício de formas sinuosas, arrojadas e curvilíneas,
infra-estruturas vivem os cruzeiros em Portugal. É projectado pelo arquitecto Luís Pedro Silva, a nova
o caso do porto de Leixões que desde as obras de estação de cruzeiros é não apenas visível de toda a
2011 tem aumentado a sua importância ao nível marginal de Matosinhos como é também uma obra
das escalas de cruzeiros, e seguramente aumenta- a que poucos ficarão indiferentes
rá ainda mais com o novo terminal de passageiros Para além de oferecer todas as condições para o
que, apesar de ter sido agora inaugurado estava embarque e desembarque de passageiros, o novo
já funcional desde o passado mês de Abril, tendo terminal contará com um espaço dedicado à pro-
até já recebido 15 navios de cruzeiros. O novo cais, dução e divulgação científica através do Pólo do
de 340 metros permite receber praticamente toda Mar do Parque de Ciência e Tecnologia da Universi-
a gama da frota mundial de navios de cruzeiros, dade do Porto, resultado do Acordo de Cooperação
ficando desta forma colmatada uma lacuna que estabelecido em 2009 entre a APDL, a C.M. de Ma-
ainda existia a Norte neste segmento da oferta tu- tosinhos e a Universidade do Porto.
rística. O projecto do novo Terminal, que no seu todo con-
Navios de maior porte trazem um maior número tou com um investimento de 49 milhões de euros
de passageiros e o novo terminal vai estar prepa- (dos quais 29 milhões foram para a nova estação
rado para os receber, em número e com qualidade. de passageiros), financiados por apoios comunitá-
Para passageiros em trânsito não há limite, mas rios, confere um novo desenho à frente marítima,
no caso de passageiros em turnaround (embarque sendo dotado de uma solução tecnologicamente
e/ou desembarque), a capacidade da nova estação inovadora, que utiliza a água do mar como base da
passa a rondar os 2.500. Por isso, a expectativa da climatização do edifício, o que permite controlar a
Administração do Porto de Leixões é de conside- temperatura e humidade nos espaços destinados a
rável crescimento. Se em 2014 Leixões teve o seu receber os passageiros.
melhor ano de sempre, com 41 navios, 67 escalas, As obras vão ter ainda uma terceira fase, com a
perto de 47 mil passageiros e 24 mil tripulantes, construção de um corredor de acesso à cidade de
para este ano o novo terminal conta já com 90 es- Matosinhos para viaturas e peões que deverá ser
calas marcadas até ao final do ano, cerca de 83 mil inaugurado no próximo ano. <

>editorial

Quem sou eu
senão um grande
sonho obscuro
em face do Sonho

Sgreannãdoeuamnagústia
obscura em face
da Angústia

> Singela homenagem Quem sou
eu senão a
E sta é uma hora triste. O espaço de tempo que medeia entre o início deste imponderável
texto e a sua conclusão está recheado de pensamentos em que o pesar árvore dentro
e a raiva se mesclam. Começando pelo fim: raiva porque a vida para ser da noite imóvel
vivida requer aprendizagem, o mesmo é dizer que requer tempo, e este
é sempre demasiado fugaz quando falamos dela, da vida. Depois, por E cujas presas
determinada ordem de razão, vem a prática, o que significa que só depois da apren- remontam ao
dizagem e de alguma prática começamos realmente a viver. mais triste fundo
Por isso o espaço de tempo que é compreendido entre o início e o fim de cada vida da terra?
é sempre curto, sendo por isso que muitas vezes damos por nós a “pensar na vida”,
no que fazer com ela, mas sempre condicionados pela sua duração e sem nunca Vinicius de Moraes
conhecermos quanto durará. É por isso que a vida enquanto vivida, é feita de pe- “A vida vivida 1938”
quenos prazeres é certo, mas também de muitos “amargos de boca”, muito stress,
José Luís Elias, Director muitos aborrecimentos.
[email protected] Neste início de Verão o tempo, a vida, terminou para dois obreiros do nosso turis-
mo, José Nery e Bruno Pereira. O meu tempo de vida está entre o tempo de vida dos
dois, por isso com o primeiro aprendi muito no começo da minha carreira profissio-
nal, aprendi a conhecer o que era o turismo. Grande amigo de um também grande
amigo meu, Belmiro Santos, meu amigo se tornou - e esta é uma das partes boas do
tempo de vida que cá levamos.
Director comercial e de marketing de uma grande empresa internacional a AVIS,
José Nery foi o meu principal aliado no conhecimento do “mundo” do rent-a-car,
de como construir pacotes turísticos incluindo aluguer de viatura, de ter uma per-
cepção do papel importante do fly and drive para Portugal. Uma pessoa que apesar
da sua importância no contexto da sociedade e em particular no mundo turístico,
andava com os pés no chão, sem soberba nem vaidades.
Quanto ao Bruno Pereira, um rapaz que conheci e se fez Homem, acompanhei o
seu percurso quer no contexto profissional quer em alguns momentos de confra-
ternização. É por isso com profundo pesar e tristeza que não posso acompanhar
o resto da sua vida profissional. Com menos vida vivida também nos deixou. Tive
conhecimento do seu falecimento trinta e tal horas após, juntos com o Mário Al-
meida (TACV), termos entregue um prémio referente a um passatempo do jornal
destinos e ainda hoje me faltam palavras para prestar a devida homenagem que o
Bruno merece.
Acreditem, José e Bruno, que sinto que fiquei aquém do que merecem, mas não
consegui fazer melhor. Tenham Vida Eterna. <

Medalha de Prata Medalha de Prata
de Mérito Turístico da APAVT
do Governo Português
de Mérito Turístico

Turisver DIRECTOR: JOSÉ LUÍS ELIAS • PROPRIEDADE E EDITOR: EDITORA, LDA. • NIPC 504 651 757 • SEDE (ADMINISTRAÇÃO REDACÇÃO E PUBLICIDADE) RUA DA COVA DA MOURA, Nº 2, 2º

ESQ. 1350-177 LISBOA • TELEFONE 213 929 640 • FAX 213 929 650 • EMAIL [email protected] • WEBSITE WWW.TURISVER.COM • INSCRITO NO ICS COM O Nº 111 233 • DEPÓSITO LEGAL Nº 10 533/85 • PERIODICIDADE

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219 171 088/89/90 • FAX 219 171 004 • EMAIL [email protected] • WEBSITE WWW.MX3AG.COM

4 JULHO DE 2015 | TURISVER

Festas do Povo de Campo Maior
22 a 30 de Agosto

TURISVER | JULHO DE 2015 5

>opinião

Por: Carlos Torres*

A perda de autenticidade
urbana induzida pela crescente
hotelização de imóveis
residenciais que expulsa os
habitantes do centro das cidades

1) O forte impulso das plataformas digitais e o Toronto e Berlim, também em Lisboa se verifi- Relativamente aos bairros ou zonas centrais em
indevido aproveitamento da sharing economy cam preocupantes efeitos na população residente que se desenvolve a locação turística ocorre uma
motivados pela transformação de residências em perda de autenticidade, a progressiva destruição
Várias vozes têm-se insurgido contra o aumen- alojamento turístico, afectando o estruturante e dos seus elementos icónicos:
to exponencial do fenómeno da hotelização dos tradicional objectivo das políticas públicas de ga-
apartamentos das principais cidades, fortemente rantir a ocupação dos centros urbanos por popula- Maior movimentação de pessoas, logo maior
potenciado pela intermediação digital, na qual ção residente. carga no destino decorrente desta popu-
pontifica a Airbnb. Geram-se com esta utilização lação flutuante;
desviante dos imóveis para habitação várias exter- A perda de habitantes no centro das
nalidades - efeitos sociais, económicos e ambien- cidades pode e deve ser travada pelo estrito Tendência de desvalorização dos elementos
tais indirectamente causados pela venda de um cumprimento da legislação urbanística de identidade da vida de bairro causada
produto ou serviço -, no caso negativas, tendo algu- e da propriedade horizontal. Os imóveis pela perda dos residentes;
mas delas sido apresentadas, de forma veemente, com utilização habitacional não podem
no recente programa da RTP, Prós e Contras, de 15 ser afectos a finalidades de alojamento Nas zonas de maior presença da população
de Junho. turístico (alojamento local) sem que turística alojada em apartamentos veri-
Normalmente a defesa desde modelo disruptivo exista a alteração do uso. Paris constitui fica-se o desaparecimento do pequeno
apoia-se na denominada economia colaborativa, um bom exemplo que Lisboa deve seguir, comércio local, designadamente paste-
tendo no programa da RTP uma parte da discus- respeitando-se o uso dos imóveis. larias, restaurantes e bares e a sua subs-
são sido para aí conduzida. No entanto, trata-se de tituição por supermercados (compra
um enquadramento falacioso, porquanto a esma- A desordenada conversão de apartamentos para dos produtos alimentares ou refeições
gadora maioria da cedência de espaços para aloja- habitação na utilização para turistas, impulsiona- pré-confeccionadas consumidas no alo-
mento é feita, não com o estruturante espírito de da pelas novas plataformas P2P, tem grandes im- jamento) e restaurantes franchisados.
troca que caracteriza a sharing economy (Antony plicações nos destinos turísticos pela maior den-
proprietário nova-iorquino ocupa gratuitamente, sidade e intensidade de uso dos edifícios e bairros 3) Um modelo em que os turistas gastam pouco
durante algumas semanas, um apartamento em onde se desenvolve. As perturbações nos morado- no destino, geram pouco emprego e compro-
Paris pertencente ao francês Pierre que, por seu res são várias, destacando-se as seguintes: metem o futuro da actividade pela saturação e
turno, vai desfrutar do apartamento de Antony), descaracterização dos locais
mas com finalidade lucrativa (um proprietário, não Elevados níveis de ruído que perturbam o Não se tratando de uma nova procura ou de um
residente, com vários apartamentos ou mesmo vá- descanso dos moradores não apenas no novo perfil de turista, mas apenas da escolha de
rios edifícios explora-os na vertente do alojamento edifício onde se desenvolvem mas tam- diferentes tipos de alojamento para cada viagem,
turístico). Ou seja, os donos dos imóveis querem bém nos prédios vizinhos; em busca do melhor preço, constata-se na locação
obter um rendimento mais elevado com a locação turística uma menor capacidade gerar rendimento
a turistas - nalguns casos o dobro ou o triplo - do Toques de campainha por engano, com parti- e emprego, que afecta directamente o modelo eco-
que obteriam no arrendamento para habitação a cular impacto negativo os que ocorrem nómico e de bem-estar construído ao longo de dé-
uma família. a altas horas da noite; cadas de investimento público e privado no sector
Na página do município de Amesterdão, o expo- do turismo.
ente europeu da sharing economy, alerta-se, de Acréscimo de limpeza decorrente da maior Com efeito, o gasto médio diário é 71,2% superior
forma peremptória, que as casas não são hotéis pressão de uso dos espaços comuns; para os turistas que optam pelo alojamento clássi-
(huizen zijn niet hotels), permitindo-se o aloja- co. O dinheiro poupado pelo turista que opta pela
mento a turistas, na residência habitual do seu Menor segurança dos moradores pelo acesso locação turística (deriva principalmente do grande
proprietário, sem carácter continuado e com o ao interior do edifício de estranhos a diferencial de custos de regulação) não é compen-
limite de 60 dias por ano. Para o rigoroso cum- quem são entregues as chaves da porta sado com outro tipo de gastos no destino (compras,
primento da lei, fiscalizam-se intensamente os de entrada ou o código de segurança alimentação, actividades culturais ou de lazer).
principais sites, aplicando-se fortes sanções bem como do acesso ao parque de esta- O emprego directo e indirecto gerado pela oferta
quando a actividade se desviar de simples hobby cionamento; tradicional, em especial a hoteleira, é muito supe-
para negócio. rior: por cada 100 unidades de alojamento geram-
Problemas de manutenção e desgaste das zo- -se 17,9 postos de trabalho directos no próprio
2) A hotelização de apartamentos gera impac- nas comuns derivados da maior rotação estabelecimento, enquanto na locação turística a
tos desfavoráveis nos modelos urbanos, no das estadas curtas associadas à locação ratio é de apenas 3,7 (em regra confinado à limpeza
mercado imobiliário e na vida das populações turística (elevadores, danos pela entrada após a saída e ao pequeno almoço apenas em 4%
e saída de malas e maior dispêndio em dos casos).
À semelhança das principais cidades espanholas energia)
como Barcelona e Madrid, S. Francisco, Nova York, *Advogado, Professor ESHTE/ISCAD/ULHT
Perda do carácter familiar e proximidade ine-
6 JULHO DE 2015 | TURISVER rente às relações de vizinhança.

>entrevista

Miguel Barradas

– director comercial da YOU

“Catálogo
vai dar-nos
uma maior
credibilidade
e força no

mercado”

Chegou ao mercado há poucos meses e aposta
na diferença em termos da programação. A sua

primeira brochura, com validade de um ano,
começa agora a chegar ao mercado, com fortes
apostas em destinos exóticos, nomeadamente

asiáticos, e em cruzeiros fluviais temáticos,
também na Ásia e na América do Sul. Miguel
Barradas, director comercial da YOU, falou-nos
um pouco mais da estratégia e programação do

novo operador.

TEXTO: JOSÉ LUÍS ELIAS

Turisver – Porque é que o “O que queremos é tas propostas de praias para o nosso com acompanhamento e datas espe-
operador YOU sai agora fazer a diferença, Inverno. cíficas de partidas. Claro que em 30
com um catálogo que ou seja, queremos O catálogo saiu em meados de Julho e a 35% serão produtos para mínimo
vai valer por um ano? oferecer produtos não fazia sentido lançar programas de de duas pessoas oferecidos também
Miguel Barradas – Por- que o mercado não Verão. Optámos por lançar cerca de por outros operadores mas a grande
que o ano já vai avança- tem actualmente à 20 páginas de praias paradisíacas para maioria serão produtos concebidos
do para sairmos com produtos para o disposição, como o destinos que, na sua maioria, ficam no por nós, destinos que não se encon-
Verão, optámos por ter produtos que Irão, a Rota da Seda, a hemisfério sul, basicamente na Ásia, tram muito popularizados no merca-
entram pelo Outono/Inverno e avan- Indonésia, Guatemala, África e América do Sul e Caraíbas. do português e com duas caracterís-
çam sobre 2016, com ofertas que são Belize, Honduras, Apostámos também nos cruzeiros ticas fundamentais: datas específicas
já para a Páscoa e os feriados de Ju- Namíbia, Madagáscar, fluviais porque não há muita oferta no de partida e acompanhamento por
nho. Quando chegarmos ao final des- Uzbequistão (…)”. mercado. Vamos lançar cruzeiros flu- um elemento YOU.
te ano, início do próximo, já teremos viais na América do Norte e Canadá,
uma noção da aceitação do mercado na América do Sul com a Amazónia Este catálogo vai ter propostas para
relativamente ao catálogo, do tipo de brasileira e na Europa, com cruzeiros individuais e grupos, com datas defi-
pedidos, e isso vai ter peso na nossa no Danúbio, no Volga (S. Petersbur- nidas e com grande preocupação ao
decisão, pelo que, por alturas da BTL go), na Costa Adriática (Croácia) e nível da qualidade, não é assim?
2016 iremos lançar um ou dois catá- também um outro na Turquia. Temos
logos, eventualmente por destinos ou também cruzeiros fluviais na Ásia, >Não queremos afastar ninguém, quer
por continentes, mas essa ponderação especialmente na região da Birmânia,
só vai ser feita no final do ano. Vietname, Taiwan. seja pelo produto quer seja pelo preço
O catálogo incide naquela área a que, ou pela distância porque um destino
Apesar de ser um catálogo lançado em teoria, nos queremos dedicar longínquo não tem que ser forçosa-
em cima do Verão, ele vem com mui- mais: os grupos temáticos, produtos mente caro. O que queremos é fazer a
diferença, ou seja, queremos oferecer
produtos que o mercado não tem ac-

TURISVER | JULHO DE 2015 7

>entrevista

>tualmente à disposição, como o Irão, “(…) a nossa África parece ter também ficado um aos cruzeiros mas a muitos dos des-
programação não vai pouco à margem da vossa programa- tinos que a YOU programa, o que se
a Rota da Seda, a Indonésia, Gua- resumir-se apenas ao ção… pensa à partida é que são selectivos
temala, Belize, Honduras, Namíbia, catálogo – a brochura No catálogo não existe, realmente, em termos de preços. É isso que se
Madagáscar, Uzbequistão, que vamos é apenas a parte muito produto de África mas temos passa?
formatar de duas maneiras. Vamos ter visível, mas o nosso site apostas em três produtos, nome- É verdade que estes são programas
o formato tradicional mínimo de duas vai ter continuamente adamente Madagáscar, Namíbia e que se reflectem em valores, em tem-
pessoas em que construímos o produ- produto a ser Etiópia, porque se trata de produtos po, em distância. No caso dos cru-
to para o agente de viagens e, maiori- acrescentado” para os quais não existe, neste mo- zeiros fluviais na Ásia, por exemplo,
tariamente, produtos construídos por mento, muita oferta no mercado. Já reconhecemos não se tratar de um
nós, acompanhados por nós e em que nas praias temos as Maurícias, as produto ao alcance de qualquer pes-
vamos ter datas especificas de parti- Seychelles, Zanzibar e São Tomé. Ou soa, no sentido de que o cliente tem
da, sendo que, enquanto na Europa seja, não é tão pouco como isso mas que dispor não apenas de dinheiro
pode haver 20 ou 30 partidas, aqui evidentemente há muito mais oferta como também de tempo. Ninguém
isso não acontecerá: teremos uma, e no futuro teremos mais. O catálogo vai daqui para a Ásia fazer um cruzei-
duas, eventualmente três partidas. tem apenas 60 páginas e claro que há ro dispondo apenas de uma semana,
Vamos concentrar as pessoas, o que é ainda muito para programar. Agora é preciso mais, e logo por esta ver-
uma mais-valia porque haverá acom- temos pela frente todo o resto do ano tente trata-se de um produto mais
panhamento. Os clientes serão todos que nos vai ajudar a aferir o sentir do selectivo. No entanto temos muitas
portugueses e a língua será também o mercado. Por outro lado, como disse propostas que podemos oferecer a
português. há pouco, a nossa programação não preços relativamente interessantes.
vai resumir-se apenas ao catálogo – Recentemente fui à Rússia com um
FUTURO TRARÁ MAIS a brochura é apenas a parte visível, grupo, fazer um programa de uma
EUROPA E ÁFRICA mas o nosso site vai ter continua- semana em que o preço rondava os
mente produto a ser acrescentado. 1.700 euros, visitando Moscovo e São
Também têm propostas para a Euro- Os cruzeiros fluviais são uma das Petersburgo durante uma semana e
pa neste catálogo? vossas grandes apostas. Gostava que incluindo todas as refeições e visi-
Temos algumas propostas mas pou- especificasse um pouco mais esta tas, ou seja, também temos progra-
cas porque a Europa será uma aposta oferta. mas extremamente acessíveis. No
a mais longo prazo. Porque estamos Temos apostas muitos concretas, no- fundo, em termos de preços temos
mais próximos pode parecer que esta meadamente para a Amazónia e Ásia. as diferentes variantes, sendo que
é uma programação mais fácil mas as Trata-se de cruzeiros temáticos que o que queremos sempre é oferecer
viagens para conhecer destinos eu- vão muito além de meros passeios um produto que tenha a maior parte
ropeus incidem no Verão, chegados pelos rios, incluem também contacto dos serviços incluídos, tanto que só
a Setembro passa-se a city breaks de com as populações através de visitas a deixamos de fora alguma refeição se
três ou quatro dias numa só cidade. aldeias e uma interacção importante acharmos que o local o justifica por
Não fazia sentido lançar a Europa e quer ao nível da gastronomia quer do acrescentar alguma coisa ao cliente,
trazer um novo conceito neste mo- artesanato, da cultura e até da religião. e o mesmo acontece no que se refere
mento e não queríamos oferecer o Durante os cruzeiros serão realizados às visitas.
que o mercado já tem através dos workshops que vão abordar estas te- Resumindo, o nosso foco não são os
operadores que já há muito trabalham máticas e serão até realizadas acções valores mas sim o valor das coisas.
a Europa, e com muito boa qualidade humanitárias, ou seja, o turista será
e muita aceitação por parte do públi- um elemento activo de toda a viagem. LUGARES CHARTER
co português. Assim, vamos deixar PARA ESTE VERÃO
a Europa para mais tarde e para ser
trabalhada de forma diferente porque Quando se fala deste tipo de via- Para este Verão acabaram por ter
não queremos ser mais um operador a gens, não apenas no que se refere algumas propostas, mesmo em
oferecer produto igual.

8 JULHO DE 2015 | TURISVER

“(…) vamos deixar
a Europa para mais

tarde e para ser
trabalhada de forma
diferente porque não
queremos ser mais um

operador a oferecer
produto igual”

voos charter. Estão satisfeitos com rante uma semana, ou produto a posso dizer que cada um dos nossos Em termos de vendas está também
os resultados? produto com envio de newsletter e colegas que está na área da orçamen- a ser interessante, lançámos um pe-
Pensámos muito antes de lançar essa oferta. O contacto comercial vai ser tação responde a cinco pedidos por queno catálogo durante a Feira das
programação porque a nossa inten- muito importante, nestes últimos dia, e estamos a falar de orçamentos Viagens que se realizou em Lisboa
ção não é a de sermos um operador dois meses já fiz diversas visitas de grande envergadura, desde uma e no Porto, e conseguimos algumas
relacionado com operações charter, mas a partir de agora, com a estru- Rota 66 a uma Rota da Seda, passan- solicitações, incluindo no caso dos
mas quisemos ter dois ou três produ- tura e a estratégia já montadas, se- do por uma estadia em Nova Iorque charters. Isto significa que os agentes
tos interessantes, actuais e com qua- rão feitas muito mais. e extensão a Miami, às Bahamas ou de viagens estão a acreditar na YOU.
lidade, nomeadamente Cayo Coco As três vertentes mais importantes aos Barbados, como já tivemos um Com a saída do catálogo vamos pas-
e Varadero, em Cuba, e Malta. Esco- da empresa são a orçamentação para pedido, e adjudicámos. Estas são or- sar a dispor de uma âncora importan-
lhemos estes produtos porque não individuais e grupos em qualquer çamentações que demoram algum te que nos vai dar uma maior credibi-
queremos entrar nos destinos charter parte do mundo – temos fornece- tempo e para que cada um dos meus lidade e força no mercado.
mais massificados. dores no mundo inteiro, alguns que colegas consiga responder a cinco
Em termos de procura, devo dizer já conhecemos há 20 anos e em que pedidos destes por dia é preciso ter Os agentes de viagens estão sempre
que estamos satisfeitos, as reservas confiamos plenamente -, os grupos muita experiência e muito conheci- a queixar-se de não surgirem coisas
estão a cair, tanto para Malta como e os pacotes dinâmicos. Posso dizer mento, tanto de quem está do lado de novas no mercado mas quando estas
para Cuba e posso dizer que apro- que neste momento temos já todos cá como do lado de lá, porque muitos surgem nota-se que acabam por ser
veitámos estas operações para fazer os acordos assinados com o Galileo, destes orçamentos dependem tam- um pouco reticentes a vender esses
alguns produtos à medida, como é o através da Travelport, e com as plata- bém da celeridade dos nossos forne- produtos. Isto é assim?
caso de um combinado entre Cayo formas de hotéis, que nos permitem cedores. É verdade, mas o facto de a YOU ser
Coco e Havana. dar a possibilidade ao mercado de Como é que está a correr o Verão, um operador constituído por pessoas
Para além do catálogo, vão lançar construir os seus produtos, com o tendo em conta que vocês estão já conhecidas do mercado tem-nos
produto extraído dele, nomeada- cliente à frente, para qualquer ponto praticamente recém-chegados ao ajudado. Nos últimos anos houve
mente promoções pontuais que do mundo, incluindo avião, transfe- mercado? situações complicadas, operadores
permitem um contacto mais regular res, alojamento, autoférias... Já disse que nos têm chegado muitos que foram à falência e isso tornou as
com os agentes de viagens? Muitas vezes os agentes de viagens pedidos de orçamentos, mas é evi- pessoas um pouco mais cépticas, à
Para além do catálogo vamos carre- queixam-se que os orçamentos são dente que nem todos são concretiza- espera de “ver para crer” e é aí que o
gar muitas coisas no site e à medida morosos. Qual é a vossa capacidade dos. No entanto, os orçamentos que catálogo vai ajudar, até porque apesar
que formos carregando mais produ- de resposta? nos são pedidos são algo diferentes, de se falar muito na Internet, o agente
to vamos fazer a sua divulgação, va- Estamos a ter uma quantidade enor- saem dos produtos normais, e vêm de viagens ainda gosta de ter na mão
mos contactar o agente de viagens me de pedidos de orçamentos e de- de parte de quem sabe exactamente algo de concreto. Por isso acredito
enviando um resumo de meia dúzia pois de uma análise feita às solicita- o que está a pedir, pelo que a taxa de que a partir do momento em que ti-
de produtos que tenham saído du- ções chegadas e às respostas dadas, concretização é maior. verem a nossa brochura na mão, nós
daremos um salto de gigante. <

TURISVER | JULHO DE 2015 9

>agenda >notícias

Data: 10 a 15 de Agosto SATA oferece mais 7.984 lugares
Local: Olhão entre Açores e continente

Festival do Marisco A SATA vai oferecer mais 7.984 lugares entre o continente e os Açores, com a introdução, até
em 30ª edição final de Agosto, de mais 17 novas rotações, possível graças ao aluguer de aeronaves a outras
operadoras, o que implicou um esforço financeiro de cerca de meio milhão de euros
A 30ª edição do Festival do Marisco regressa ao Jardim Pes- No total, a transportadora aérea açoriana disponibilizará até finais de Agosto mais de 50 mil
cador Olhanense, entre 10 a 15 de Agosto. As estrelas conti- lugares nas ligações entre o continente e os Açores, ou seja, mais 18,9% que o inicialmente
nuam a ser o marisco e os bivalves da Ria Formosa, aliados a previsto.
diversas performances musicais. Assim, a rota Ponta Delgada-Lisboa será reforçada por alteração de equipamento, com
Para além de marisco, cozinhado de forma tradicional, e mais 990 lugares, ou seja, mais 5,2%, enquanto a operação da Terceira para Lisboa, em
concertos, pode contar com doçaria regional e artesanato, Agosto, terá capacidade acrescida de 3.694 lugares, através de 7 rotações suplementares e do
no recinto aberto entre as 19h30 e a 01h00. aumento de capacidade do equipamento em 4 rotações, ou seja, +64,9%.
Os bilhetes estão à venda na Ticketline, podendo também No que diz respeito às ligações entre o Pico e Lisboa, a capacidade aumenta em Agosto com
ser adquiridos na bilheteira do recinto, nos dias do festival mais 1320 lugares com a realização de 4 rotações complementares, o que se traduz num
a partir das 18h30. As entradas diárias custam 9,00 Euros aumento de 41,3%, e a rota da Horta para a capital portuguesa, entre 22 de Julho e 26 de
por pessoa, sendo que dia 10, para o concerto de Anselmo Agosto cresce 1.980 lugares com recurso a 6 rotações suplementares, ou seja, +13,7%. <
Ralph, sobem para 12,00 Euros e dia 15 com Daniela Mer-
cury custam 10,00 Euros. As crianças até aos seis anos de MSC Cruzeiros cria
idade não pagam e entre os 7 e os 12 pagam somente 4,00 novo programa de fidelização
Euros. <
A MSC Cruzeiros acaba de lançar uma novo programa de fidelização, o MSC Voyagers Club,
Data: 13 a 16 de Agosto que recompensa os viajantes e vem reforçar o constante compromisso em oferecer aos seus
Local: Ria de Aveiro clientes uma experiência única antes, durante e depois do seu cruzeiro.
Aderir ao MSC Voyagers Club é grátis e é possível ainda antes de realizar o cruzeiro, desde que
Portugal Rowing Tour se faça a reserva. Os CruiseCards personalizados serão disponibilizados aos membros MSC
na Ria de Aveiro Voyagers Club no momento do embarque.
Os pontos MSC Voyagers Club são acumulados de acordo com as experiências que os
Mais de 60 remadores, na sua maioria oriundos de Inglater- passageiros escolherem para a sua viagem: Bella, Fantastica, Aurea ou Yacht Club. Para além
ra, Irlanda, França, Bélgica, Holanda e EUA, vão descobrir a disso, os serviços pré-pagos e todas as despesas a bordo acumulam também pontos adicionais.
Ria de Aveiro entre os dias 13 e 16 de Agosto, por ocasião do Os aderentes passam a usufruir de ofertas exclusivas a bordo tais como eventos especiais,
Portugal Rowing Tour (PRT), o circuito náutico-turístico de embarques prioritários e late check-out.
remo de lazer, que conta com o apoio do Turismo Centro de Os membros MSC Voyagers Club têm um desconto exclusivo de 5% em todos os cruzeiros
Portugal. futuros, e para uma vasta gama de cruzeiros seleccionados – chamados de VoyagesSelection –
No total, entre participantes, acompanhantes e elementos da estarão disponíveis descontos até 15%. Quando os possuidores do cartão MSC Voyagers Club
organização, o PRT conta com a presença de 90 pessoas, 15 reservam um cruzeiro das VoyagersSelection, os membros Silver, Gold e Black receberão ainda
barcos (com lotação para cinco pessoas) e barcos de apoio à um crédito de bordo de 50 Euros por pessoa. <
iniciativa.
O PRT é organizado desde 2008, ininterruptamente, pelo Gi- Hotel EXE Cascais vai ser
násio Clube Figueirense e já teve edições nos rios Mondego, construído pelo grupo dst
Zêzere, Douro, Tejo e Ria de Aveiro (ano 2012 e 2015). <
O Hotel EXE, em Cascais, uma unidade de 101 quartos, com abertura prevista para o Verão
Data: 14 e 15 de Outubro de 2016, vai ser construído pelo grupo dst.
Local: Reguengos de Monsaraz Localizado na zona da Boca do Inferno, na primeira linha de mar na zona oeste de Cascais,
este novo hotel, que será gerido pelo Grupo Hotusa, envolve um investimento de 8 milhões
Vinha e vinho de euros, passará a oferecer todas as valências obrigatórias a um hotel de 4 estrelas.
em congresso O grupo dst detém já um know-how apreciável nesta área, designadamente em obras de
internacional recuperação e reabilitação, estruturas metálicas e instalações especiais, de diferentes
unidades por todo o país, como o Hotel Mercure Braga, a Pousada de Santa Marinha de
Questões relacionadas com a viticultura, enologia, novos Guimarães, o Myriad by Sana Hotels, e o Hotel de Santa Justa em Lisboa, ou a Pousada da
sistemas de distribuição e marketing digital vão ser temas Cidadela de Cascais. <
para reflexão entre profissionais do sector durante o Con-
gresso Internacional da Vinha e do Vinho, que vai decorrer
a 14 e15 de Outubro no Pavilhão Multiusos, em Reguengos
de Monsaraz, integrado na programação da Cidade Europeia
do Vinho 2015.
Esta iniciativa pretende construir um pólo de encontro de
especialistas das diversas áreas, posicionando Reguengos de
Monsaraz no epicentro do debate, reflexão e conhecimen-
to ligado à área da vinha e do vinho. A Conferência preten-
de também ser um ponto de partida para a reflexão, assim
como para a construção de know-how determinante para o
sector vitivinícola, actividade determinante para a econo-
mia local, regional e nacional, refere nota da Câmara Mu-
nicipal de Reguengos de Monsaraz, entidade organizadora
do evento. <
10 JULHO DE 2015 | TURISVER

Aeroporto de Faro: Obras de expansão
custam 32,8 milhões

As obras de expansão do Aeroporto Aeroportos de Portugal, Jorge Ponce Travel Partner
de Faro vão ter início em Outubro de Leão e do director do Aeroporto de
próximo, com conclusão prevista Faro, Alberto Mota Borges. é novo serviço
para Março de 2017. O investimento Entre os objectivos desta obra, que
envolvido é de 32,8 milhões de Euros e agora se lança, a cargo da Mota de apoio ao
têm o seu início em Outubro próximo, Engil, estão a resposta à alteração da
com conclusão prevista para Março tipologia de tráfego, a criação de mais
de 2017. áreas operacionais e de mais área cliente Avis
Esta informação foi avançada pública, bem como a revitalização de movimentos de aeronaves por
pela gestora da infra-estrutura e ampliação da área de retalho (a hora, (de 24 para 30), como no
aeroportuária algarvia no dia que o área da aerogare passará de 81.200 processamento de passageiros (2400 O Grupo Avis Car Rental acaba de criar o
Aeroporto de Faro assinalou o seu m2 para 93.120 m2), o incremento para 3000 passageiros por hora), e na “Travel Partner”, um serviço de assistência
50º aniversário, ocasião também para de segurança operacional, a quantidade de stands para aeronaves. aos seus clientes. Por apenas 15 Euros
a assinatura, com a Mota Engil, do modernização da imagem do terminal No âmbito das acessibilidades por dia este novo serviço está disponível
contrato da empreitada de ampliação e a reformulação da integração com terrestres foram já concretizados 24 horas por dia, sete dias por semana,
e remodelação da aerogare. O acto as acessibilidades terrestres. um conjunto de intervenções, para reserva online, via a App da Avis,
contou com a presença do presidente Com esta ampliação e remodelação, tais como parques, novos acessos através do call center ou mesmo por
da VINCI Airports, Nicholas o Aeroporto de Faro aumentar a viários, “curbsides” e reordenamento intermédio do profissional disponível na
Notebaert, do presidente da ANA sua capacidade tanto no número paisagístico. < loja no momento da recolha do veículo,
mas ainda apenas no Reino Unido, França,
Alemanha e Itália.
Porto Santo promove o seu potencial turístico Com este novo serviço, a Avis oferece
apoio e assistência no momento de
reclamar e na investigação e ajuda
com propriedades terapêuticas e tema musical criado pelo guitarrista a localizar a bagagem perdida. Pode
a talassoterapia, a gastronomia, os e compositor João Gil e pela cantora ajudar a reportar todo o crédito perdido
desportos marinhos, os recursos Celina da Piedade, totalmente ou roubado, e aconselhar no melhor
naturais, a cultura, a animação inspirado na ilha, serão produzidos procedimento a seguir, ou em caso
nocturna, a segurança e a outros pequenos filmes que, através de perda ou roubo de passaporte,
hospitalidade dos seus habitantes são de testemunhos dos habitantes da providenciar um número de telefone,
alguns dos “segredos” que a Câmara ilha, irão revelar novos “segredos” do morada e horários de abertura da
Municipal do Porto Santo revela na Porto Santo. embaixada ou consulado mais próximo,
campanha lançada este Verão. “A ilha consegue viver de forma assim como oferecer apoio durante
Desenvolvida pela agência Popular equilibrada nos meses de Verão, o processo para emissão de um novo
Impulsionar o turismo, Jump, a campanha passará por mas ressente-se no inverno”, documento.
especialmente durante os meses de várias etapas. A estratégia será explica Filipe Menezes de Oliveira, Através do ‘Travel Partner’ o cliente pode
inverno, promover e posicionar a revelar ao público e potenciais presidente da Câmara Municipal do declarar, por exemplo, a perda ou furto
marca “Porto Santo” nos principais visitantes os segredos mais bem Porto Santo”, para acrescentar que, de telemóveis ou tablets. A Avis pode
mercados de fluxo turístico, tanto guardados do Porto Santo, desde por isso, a criação desta campanha ajudar a encontrar locais para negócios
nacional como internacional, são os as praias à gastronomia até aos assume uma importância extrema ou contactos, deixando ao cliente mais
objectivos de uma campanha que a tratamentos terapêuticos com areia para a marca “Porto Santo”, para a tempo para usufruir da viagem, ainda,
Câmara Municipal está a promover e água da ilha. sua identidade e posicionamento providenciar tradução verbal para uma
até ao final do ano. Além deste primeiro vídeo nos roteiros turísticos de todo o vasta lista de línguas.
A praia, os nove quilómetros de areia promocional, que conta com um mundo. < Este serviço pode igualmente ser utilizado
para descobrir se ainda há tempo
disponível para o cliente visitar lojas do
aeroporto ou tomar uma refeição ligeira
Novo guia turístico de Lisboa Vila Galé abre antesdovoo.<
dá descontos resort no Rio
Grande do
O Bestripvoucher é um novo guia Norte em 2017
turístico da cidade de Lisboa
que dá descontos superiores
a 7500 euros em transferes,
restaurantes, hotéis, transportes e O Grupo Vila Galé expande-se no
espectáculos, contando com um Brasil com a abertura, em Setembro
leque de parceiros cotados pelo de 2017 de mais um resort em Touros,
site Tripadvisor.com, por forma a Rio Grande do Norte, perto de Natal,
garantir qualidade de serviço das que representa um investimento de
experiências. A empresa espera 100 milhões de Reais (28 milhões de
lançar as edições Porto, Algarve e Euros). Trata-se da oitava unidade
Madeira em 2016. hoteleira do grupo no Brasil. Esta do Ceará, Pernambuco, Bahia e do Rio de
Trata-se de uma oportunidade nova unidade, com localização Janeiro, totalizam 5000 camas. Três são
criada por uma empresa cem por Euros, é válido para duas pessoas em frente à praia, vai oferecer 500 hotéis de cidade e quatro são resorts de
cento portuguesa para quem visitar durante 12 meses. É pessoal quartos, três restaurantes, um Spa tudo incluído, modalidade que a unidade
Lisboa, vindo do estrangeiro. mas transmissível, e abrange a Satsanga, um Clube Nep para as de Touros também vai passar a oferecer.
O Bestripvouchers está em zona metropolitana de Lisboa, crianças, um Centro de Convenções A nova unidade Vila Galé será
português e inglês e inclui opções Linha de Cascais e Sintra. Bem com cerca de 1750 m2, um centro importante para preencher uma lacuna
de transferes, mapa da cidade de utilizado, permite uma poupança náutico, um campo de futebol, um na zona de Natal que, apesar de bem
Lisboa e arredores, descontos em superior a 150 euros/dia. Está campo multiusos, um campo de ténis servida de hotéis, não tem resorts
várias categorias, APP móvel com disponível online em www. e três piscinas exteriores, sendo uma com esta dimensão, com excelentes
GPS para o turista programar o dia bestripvouchers.com, nos postos delas com escorregas para crianças. condições quer para férias em família
e roteiros pré definidos para visitar de Turismo de Lisboa, em hotéis e As sete unidades hoteleiras que quer para grandes congressos e eventos
Lisboa. operadores turísticos nacionais e o Grupo detém no Brasil e que se de toda a ordem, refere comunicado do
O novo guia turístico custa 39 internacionais. < encontram espalhadas pelos estados Grupo hoteleiro. <

TURISVER | JULHO DE 2015 11

>em foco

Governo quer Portugal entre os dez destinos turísticos
mais competitivos do mundo

T5umuprraiisnamcmíopbi2ioç0sã2po0a: ra

O Governo define uma ambição de competitividade para o destino Portugal em 2020 e estabelece cinco princípios
que vão levar à sua concretização, num novo plano estratégico para o turismo, que está em consulta pública até
10 de Agosto.

TEXTO: MARIA MORGADO

Denominado “Turismo 2020 António Pires de Lima Adolfo Mesquita Nunes Governo
– 5 Princípios para uma Ministro da Economia Secretário de Estado do Turismo confirma
Ambição”, o documento, a opção
que revoga o Plano Estra- “Queremos este “O objectivo do Montijo
tégico Nacional do Turis- ano de 2015 é crescer como
mo (PENT), identificou cinco prin- bater mais aeroporto
cípios estratégicos, que são: Pessoas, um recorde. em receitas complementar
liberdade, abertura, conhecimento e Seguramente mais do que
colaboração, e uma ambição, a de tor- O ministro da Economia está contra
nar Portugal o destino turístico mais vai ser possível os nossos a construção de um aeroporto
ágil e dinâmico da Europa. ultrapassar os principais faraónico e quer a manutenção do
O ministro da Economia, António 17 milhões de concorrentes” actual em Lisboa. Para Pires de Lima
Pires de Lima afirmou que o Gover- essa é a forma de ajudar um sector
no pretende que “essa boa onda” do turistas” destino turístico europeu mais ágil e que tem sido um dos principais
turismo português possa ter conti- dinâmico é expressa no plano de seis motores da economia nacional. O
nuidade até 2020, coincidindo com o rismo, Adolfo Mesquita Nunes, que formas e que passam por um destino ministro da Economia defende assim
final da próxima legislatura. apresentou o documento, a ambição sustentável e de qualidade, de empre- que o aeroporto da Portela não deve
Pires de Lima que falava, em Lisboa, é clara. “Queremos ser o destino turís- sas competitivas, empreendedor, liga-
na apresentação do plano ‘Turismo tico mais ágil e dinâmico da Europa. do ao mundo, gerido de forma eficaz ção multisectorial, são as estratégias
2020 – Cinco princípios para uma am- Pretendemos situar Portugal entre os e um destino de marca. das entidades públicas no sector do
bição’, destacou o papel determinante dez destinos turísticos mais competi- O foco nas pessoas e na procura, o turismo para os próximos cinco anos.
do sector do turismo para a economia tivos do mundo nos próximos anos”, respeito pela liberdade de iniciativa No fundo, traduzem “as políticas que
portuguesa, bem para a Balança Co- assegurando, para tal “melhores con- das empresas do sector, abertura à orientaram a actuação do Governo
mercial de Bens e Serviços, que só é dições de negócios e de emprego ao mudança, inovação e criatividade, nos últimos quatro anos”, afirmou o
positiva desde 2013, 70 anos depois. sector privado, verdadeiro motor do atenção ao conhecimento e colabora- secretário de Estado do Turismo.
O governante, que revelou que nos crescimento do sector”. Este documento representa, igual-
primeiros meses deste ano o ritmo de Esta ambição de tornar Portugal o mente, uma aspiração de qualifica-
crescimento do turismo mantém-se, ção. “O crescimento que ambiciona-
com as dormidas a crescerem 7,5%, mos não é medido em quantidade.
nas receitas por quarto disponível Queremos crescer em receitas mais
12%, nos proveitos totais em 12,2%
e nos proveitos por aposento 14,4%,
disse que “queremos este ano de 2015
bater mais um recorde e, seguramen-
te, vai ser possível ultrapassar a bar-
reira dos 17 milhões de turistas”.

DESTINO ÁGIL E DINÂMICO

Para o secretário de Estado do Tu-
12 JULHO DE 2015 | TURISVER

sair da capital portuguesa e que deve o Governo está a estudar a e o presidente do Turismo de Portu- a pressão provocada pelo aumento
haver uma cooperação com a base do possibilidade de criar um aeroporto gal, João Cotrim Figueiredo. dos turistas.
Montijo, na margem sul do rio Tejo. O complementar à Portela na base A elaboração deste documento, bem Ainda no âmbito deste plano, Adolfo
governante confirma que a base aérea aérea do Montijo, na margem sul como do “Turismo 2020 – Plano de Mesquita Nunes realçou que outra
do Montijo é a “opção tendencial” do Tejo. “Estamos a fazê-lo em Acção, vocacionado para a identi- meta até 2020 é conquistar cinco po-
que está a ser estudada para criar trabalho muito profundo, como ficação das prioridades no âmbito sições no índice de Competitividade
um aeroporto complementar ao da o fizemos noutras estruturas, em do aproveitamento dos fundos co- em Viagens e Turismo - elaborado
Portela. conjunto com a ANA Aeroportos e munitários, apresentado na BTL, foi pelo Fórum Económico Mundial para
Pires de Lima, confirmou que as autarquias envolvidas”, avançou precedida por conferências públicas que o país passe do actual 15º lugar
do que a média dos nossos princi- o ministro Pires de Lima, durante que decorreram em todas as regi- para o top dez deste ‘ranking’.
pais concorrentes e queremos cres- a apresentação do documento ões NUT II do país, em workshops Este plano vem “casar” com o Plano
cer mais em receitas por turista. E “Turismo 2020 – Cinco princípios técnicos e reuniões bilaterais, que de Acção Turismo 2020, para o pe-
com esse crescimento, queremos para uma ambição”. O governante envolveram um conjunto de duas ríodo de programação comunitária
assegurar a qualificação e sustenta- acrescentou que o objectivo “é mil pessoas e participação de 150 2014-2020, sob a égide do Turismo
bilidade do nosso destino e das nos- assegurar que o crescimento instituições. de Portugal, que tem como objecti-
sas empresas, verdadeiros activos da Portela se faça com uma A monitorização deste plano será fei- vos fornecer um quadro estratégico
turísticos”, realçou ainda Mesquita racionalização de recursos” e ta pelo Governo e Turismo de Portu- para o desenvolvimento do turismo
Nunes. Recorde-se que o Governo já realçou que “não precisamos de um gal e, anualmente, definido um plano do país e das regiões É o novo pla-
havia avançado na BTL que os objec- aeroporto faraónico que afaste a de acção e sua calendarização. no de acção que define objectivos
tivos seriam alcançar um total de 50 estrutura aeroportuária de Lisboa”, e prioridades de investimento para
milhões de dormidas e mais de 13,5 lembrando a vantagem competitiva NÃO CRIAR NOVAS TAXAS o turismo nacional no que respei-
de Lisboa já que a capital conta com SEM ELIMINAR OUTRAS ta a projectos apoiados por fun-
um aeroporto que a serve e que está Durante a apresentação, o secretá- dos comunitários. A expectativa é
dentro da cidade. < rio de Estado do Turismo, assumiu o de que a sua aplicação permita ao
milhões de euros de receitas em 2020. compromisso de não se criar novas sector receber mais de 780 milhões
O secretário de Estado do Turismo, taxas no sector turístico sem antes de euros em apoios europeus nos
que cita o novo documento vem dizer eliminar taxas de valor semelhante. próximos cinco anos, montante
que “este cenário não constitui nem O responsável ressalvou que as câ- que ficará a depender do número
uma previsão nem um objectivo, mas maras municipais não estão incluí- e qualidade das candidaturas apre-
tão-somente um cenário indicativo das neste compromisso, já que têm sentadas pelos promotores. A meta
para que possa ter-se uma ordem de competências próprias nesta maté- é a de transformar Portugal no país
grandeza do desafio que temos pela ria. Apesar da autonomia, o Gover- com o maior crescimento turístico
frente”. no quer criar um grupo de reflexão da Europa. Para já, o Turismo 2020
Na Conferência de Imprensa, em Lis- informal com as autarquias, espe- conta com 94 projectos nesse sen-
boa, participaram também o ministro cialistas e entidades regionais para tido, envolvendo 470 unidades. Mas
da Economia, António Pires de Lima, discutir, semestralmente os impac- há “abertura” para novas propostas.
tos do turismo na “sustentabilidade Um dos projectos em marcha prevê
urbana”, sendo de esperar que sejam apoios de, pelo menos, 10 milhões
propostas soluções para contornar de euros por ano na promoção ex-
terna do destino Portugal. <

TURISVER | JULHO DE 2015 13

>reportagem

Maravilhas de Portugal by Google

“Ambiente, turismo
e economia ganham
com este projecto”TEXTO: SARA CUNHA FERREIRA

O motor de busca Google
associou-se à Direcção Geral

do Património para lançar
a colecção “Maravilhas de
Portugal” em duas das suas
ferramentas: Google Maps
e Google Cultural Institute.
Para o secretário de Estado
da Cultura, Jorge Barreto
Xavier, “ambiente, turismo e
economia têm a ganhar com
esta articulação e com este

projecto”.

Curiosidades Agora já é possível conhe- na apresentação do projecto, que decor- Jorge Barreto Xavier
cer algum do património reu no final de Junho na Torre de Belém, secretário de Estado da Cultura
• 62 dias a registar imagens por artístico, natural, arqui- “espera-se que as visitas virtuais incen-
tectónico e cultural mais tivem as visitas in sítio, pois nada subs- “Espera-se que as visitas
Portugal; importante do país através titui a plenitude de fruição de um bem virtuais incentivem as visitas
de visitas virtuais pelas ferramentas do natural e cultural do que a sua presença in sítio, pois nada substitui a
• 225 horas; Google, incluindo alguns dos ex-libris física e envolvente”. plenitude de fruição de um
• 150 km percorridos a pé; reconhecidos dentro e fora de Portugal. Para o secretário de Estado da Cultura, bem natural e cultural do
• 12.780 km em deslocações de Desde o Oceanário ao Zoomarine, “as visitas virtuais são elemento de gran- que a sua presença física e
praias, jardins e parques, aldeias histó- de valor neste mundo contemporâneo envolvente”
Norte a Sul; ricas, estádio da Luz ou Dom Afonso que é hoje físico e virtual de uma forma
Henriques a palácios e mosteiros, todos integrada”, pelo que “a não inscrição no tituições culturais portuguesas, como
• Mensalmente existem mil estão agora disponíveis e abertos 24 ho- mundo virtual é a razão de uma certa o Castelo de Guimarães, Monserrate,
ras através da Google Maps, recorrendo desvalorização do valor de um bem pela Mosteiro de Alcobaça, Palácio da Pena,
milhões de utilizadores activos ao Street View. maior dificuldade de acesso a informa- Palácio Nacional de Sintra, Palácio de
Google Maps; Adicionalmente foi criada uma colecção ções e elementos representativos desse Queluz e Vila de Óbidos.
de locais emblemáticos, intitulada de bem”. Também nesta ferramenta se insere um
• Street View disponibiliza “Maravilhas de Portugal”, que está pa- Nesse sentido, avançou ainda o gover- projecto de Arte Urbana com oito gale-
tente na Google Cultural Institute, uma nante, “no quadro da gestão das repre- rias digitais e 150 trabalhos do Wool |
imagens de mais de 66 países e área paralela ao Google (www.google. sentações simbólicas, estima-se que a Covilhã Urban Art Festival, igualmente
de locais como o Ártico; com/culturalinstitute) onde é possível presença virtual valorize a representa- disponível na aplicação para dispositi-
visitar virtualmente estes locais e onde é ção simbólica do bem. Assim ambiente, vos móveis na Google Play, bem como
• O Cultural Institute tem mais de mostrado em pormenor e em 360º o seu turismo e economia têm a ganhar com nove galerias digitais e 124 trabalhos da
espaço exterior e interior, bem como os esta articulação e com este projecto”. Galeria de Arte Urbana, de Lisboa.
700 parceiros de 60 países; seus acervos, que podem ser igualmente Durante 62 dias, o Google registou ima-
visionados em detalhe. ARTE URBANA TAMBÉM gens destes locais portugueses através
• Tem também on-line mais de Para Jorge Barreto Xavier, secretário de MARCA PRESENÇA de tecnologia própria de captação de
Estado da Cultura, esta iniciativa con- imagens de 360º, como o Trekker, uma
seis milhões de itens culturais; junta entre a Direcção-Geral do Patri- No total, estão disponíveis visitas virtu- mochila equipada com um sistema de
mónio Cultural e o Google “contribui ais, de Norte a Sul do país, de 57 locais 15 lentes que capta fotografias a cada
• Mostra em detalhe mais de 60 para a divulgação do património cultu- que representam a maior expansão do 2,5 segundos, ou o Trolley, um carrinho
ral português e permite alargar de forma projecto de digitalização do património equipado com câmaras que possibilita a
mil obras de arte. significativa o acesso de portugueses e português desde 2012, altura em que recolha de imagens no interior de edifí-
estrangeiros aos nossos monumentos, foram disponibilizados 23 novos locais cios de uma forma “muito detalhada”. <
14 JULHO DE 2015 | TURISVER sítios e paisagens, contribuindo para de interesse cultural, natural e arquitec-
destacar a importância da herança na- tónico.
tural e cultural” do nosso país. Já na ferramenta Cultural Institute, o
Por outro lado, dizia ainda o dirigente Google tem como parceiras sete ins-

25 a 27 de Outubro

Congresso AHP
regressa a Évora

O 27º Congresso Nacional
da Hotelaria e Turismo vai
realizar-se em Évora, de 25 a 27
de Outubro, no hotel Vila Galé
Évora. O anúncio foi feito por
Luis Veiga, presidente da AHP,
durante o almoço mensal com
os associados que aconteceu
no início de Julho, no Altis
Grand Hotel, em Lisboa. Veiga
revelou ainda que o tema do
congresso será “2020 – Olhar o
Presente, preparar o Futuro”.

TEXTO: SARA CUNHA FERREIRA Galé Évora “tem todas as condições António Ceia da Silva Também para António Ceia da Silva,
para acolher um congresso desta en- Presidente da Entidade Regional presidente da Entidade do Turismo do
Depois de Évora em 2001 e vergadura onde em média participam do Turismo do Alentejo Alentejo, igualmente presente na ex-
Tróia em 2012, com a re- cerca de 500 profissionais que todos posição sobre mais um encontro anual
alização do 27º Congres- os anos se juntam para debater, ouvir “Tudo faremos para que possa de hoteleiros, “é muito gratificante e
so Nacional da Hotelaria e escalpelizar os problemas e desafios haver uma oportunidade para relevante para a região receber aquele
e Turismo, organizado do sector”. mostrarmos aos operadores, aos que é um dos grandes eventos de re-
pela Associação da Hotelaria de Por- Por outro lado, Luis Veiga augura “um agentes e hoteleiros aquilo que é flexão sobre as matérias do Turismo
tugal, será a terceira vez que a AHP percurso muito interessante na recu- hoje o Alentejo” como é este congresso” e por tal “tudo
escolhe o Alentejo para acolher o seu peração de números” dado que “em faremos para que possa haver da parte
congresso. termos de RevPar nacional e taxa de da Entidade Regional de Turismo uma
De acordo com Luis Veiga, presidente ocupação conseguimos atingir este oportunidade para mostrarmos aos
da AHP, o regresso deve-se “ao reco- ano os valores de 2007”, referindo-se operadores, aos agentes e hoteleiros
nhecimento nacional e internacional assim a estes números como “cresci- aquilo que é hoje o Alentejo”, relem-
que a região tem recebido, além do mento irreversível face também aos brando que a região registou “160 mil
crescimento registado nos últimos investimentos que têm sido feitos, à dormidas em 2014 e que Évora congre-
anos”. Por outro lado, a escolha torna- requalificação de muitos empreendi- ga 16% da oferta e 30% da procura”. <
-se “também óbvia tendo em conta mentos turísticos e sobretudo a pro-
que a cidade tem vindo a afirmar-se cura de novos nichos de mercado”. Alentejo prepara linha de
como uma metrópole incontornável financiamento para energias
no panorama turístico português e um OLHAR O PRESENTE, renováveis nos hotéis
dos grandes trunfos de promoção tu- PREPARAR O FUTURO
rística internacional do próprio país”. O horizonte 2020 também está na Durante a sua intervenção sobre o 27º Congresso da AHP, o presidente
A contribuir para que Évora seja “uma mira da hotelaria nacional, sendo por da Entidade Regional do Turismo do Alentejo, António Ceia da Silva,
cidade em desenvolvimento está tam- isso tema para esta edição do congres- revelou que está a ser preparada uma candidatura para linhas de
bém a hotelaria”, referiu por sua vez so anual da AHP. Com “2020 – Olhar o financiamento que visam requalificar as energias renováveis nas
o vereador da Câmara Municipal de Presente, preparar o Futuro pretende- unidades de alojamento.
Évora na sua intervenção, já que para mos lançar uma reflexão, onde come- A candidatura será apresentada directamente à União Europeia e
além da unidade que acolherá esta çaremos por analisar o contexto actual permitirá, segundo o responsável, “financiamentos muito consideráveis
edição do congresso, o Vila Galé Évo- do Turismo, fazer um balanço dos re- à taxa de 1%”, embora não conseguisse ainda especificar à Turisver
ra, inaugurada em Abril, é ainda espe- sultados, tendo em mente impulsionar montantes e prazos, por estarem a ser “negociados”.
rada “para este ano a abertura de um o ritmo de crescimento dos últimos Ceia da Silva salientou ainda que esta candidatura representa “uma
hotel dedicado à temática do azeite dois anos”. grande revolução na ligação que queremos ter com os empresários e
em pleno centro histórico da cidade”, “Iremos perspectivar o futuro, deba- agentes do turismo, é assim que se constrói um destino turístico, todos
algo que Luis Veiga não deixou passar tendo o caminho a seguir a médio os dias e todos juntos; é assim que fazemos o Alentejo”. <
em branco ao referir que o turismo na prazo e no horizonte 2020, já que o
região “tem seguido a senda da susten- sector está a enfrentar novos desafios TURISVER | JULHO DE 2015 15
tabilidade do território, diferenciação e novas dinâmicas e é preciso reflectir
da hotelaria, com hotéis de conceito e agir sobre as mesmas”, disse ainda
a surgirem, e estruturação do produto Luis Veiga.
turístico”.
Relativamente à unidade escolhida,
Luis Veiga salientou que o hotel Vila

>reportagem

Stands BTL 2015

Centro, Tunísia e Pampilhosa
da Serra foram os melhores

Os melhores stands da
edição de 2015 da BTL
– Feira Internacional de
Turismo, são a Turismo
do Centro e a Tunísia. A
menção honrosa foi para o
stand da Câmara Municipal
de Pampilhosa da Serra.

TEXTO: MARIA MORGADO AAIP premeia, o melhor que integram o Centro de Portugal ram lugar na Tunísia e demonstra uma
dos melhores, distin- num só espaço, mas “valeu a pena ar- mensagem de apoio” ao seu país, ten-
16 JULHO DE 2015 | TURISVER gue a qualidade, a ori- riscar, valeu a pena termos feito este do em conta “o que o turismo repre-
ginalidade dos expo- investimento”. Por outro lado, o pré- senta na nossa economia como na de
sitores, a decoração, a mio “faz-nos acreditar num novo de- Portugal”.
animação produzida durante a BTL e sígnio de criar uma marca, em particu- Saloua Bahri realçou as potencialida-
pelas promoções anunciadas no even- lar para uma região que começa agora des turísticas do seu país, rico pela sua
to, “actores que dignificam a Feira”, de a dar os primeiros passos no sentido grande civilização, pelo seu patrimó-
acordo com o presidente da entidade de consolidar esse desígnio”. nio, beleza da paisagem, 1200 kms de
organizadora. No ano anterior o pré- O presidente da Turismo do Centro costa, belas praias no Mediterrâneo,
mio coube ao stand dos Açores. referiu ainda que a região tem produ- 40% do Sahara, bem como montanha e
Os respectivos prémios foram entre- tos “excepcionais”, que muitas vezes neve, para depois destacar “este gesto
gues em Lisboa, pelo presidente da precisam de oportunidade de serem de solidariedade” vindo da BTL.
AIP, Rocha de Matos, ao presidente do divulgados, e este prémio “vai ajudar”. Na sua breve intervenção, o vice-
Turismo do Centro de Portugal, Pedro A participação da TCP na BTL 2015 -presidente da CM de Pampilhosa da
Machado, à embaixadora da Tunísia teve como primeiro objectivo dar a co- Serra afirmou que “afinal valeu a pena
em Portugal, Saloua Bahri, e ao vice- nhecer a nova logomarca e nova cam- uma participação isolada na BTL”,
-presidente da Câmara Municipal de panha comunicacional para o destino porque apesar do município estar
Pampilhosa da Serra, Jorge Custódio. Centro de Portugal. Neste contexto, identificado e apoiar as estratégias e
Na ocasião, o presidente da AIP classi- os diversos elementos técnicos e es- políticas da Turismo do Centro, “os
ficou a BTL como não só um salão de téticos do stand, (arquitectura, grafis- concelhos do interior ou da serra,
referência para a indústria do turismo mo, decoração, multimédia..) foram afastados da maior parte das infra-
nacional, mas a maior feira do turis- estruturados visando comunicar a -estruturas importantes, têm que fa-
mo falada em português e ponto de nova identidade corporativa e activos zer um esforço redobrado para poder
encontro privilegiado para a apresen- da marca. Com a assinatura “Turismo ter visibilidade”.
tação da oferta turística de todos os Centro de Portugal, um país dentro A edição de 2015 da BTL contou com
países do mundo. do País”, o sistema verbal da marca um total de 72 mil visitantes, um au-
Segundo Rocha de Matos, o seu su- associa os conceitos de dimensão, mento de 6% comparativamente ao
cesso “deve-se ao envolvimento empe- diversidade e abundância de oferta, ano anterior, com a participação 400
nhado e activo dos diferentes payers, evidenciando a riqueza que emana da buyers convidados de 35 países, que
em particular os responsáveis pelos diversidade, na qual tudo se articula. geraram mais de três mil reuniões. A
stands, que lhe dão um encanto espe- Segundo a embaixadora tunisina em Feira assinalou este ano a presença de
cial”. Portugal “este prémio reveste-se de 12 novos países, um total de 1.050 ex-
Para Pedro Machado para muitos, era especial importância tendo em conta positores e foi visitada por mais de 35
impossível associar 100 municípios os últimos acontecimentos que tive- mil profissionais de turismo. <

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TURISVER | JULHO DE 2015 17

>entrevista

Novo B2B no sector
das viagens

Destinations
of The World

chega
a Portugal

A Destinations of The World (DOTW) chega a
Portugal após 22 anos no mercado grossista de

viagens do Médio Oriente. Com uma rede de
21 escritórios em 16 países de todo o mundo,
a DOTW quer vencer no nosso país pela sua
oferta “diferenciada e no pessoal contratado
que conhece muito bem o mercado português”,
conforme revelou à Turisver Keith Fernandez,
fundador e CEO da Destinations of the World.

TEXTO: JOSÉ LUÍS ELIAS

Turisver – A Destinations crer que estamos prontos para entrar “(…) vamos trazer Para o fazer, também traduzimos to-
of The World chega ago- não só em Portugal, mas globalmente. diferenciação para o dos os nossos produtos para 16 línguas
ra a Portugal mas é uma Estamos actualmente a desenvolver o mercado, em termos diferentes, incluindo o português, por-
empresa que já tem uma mercado da Ásia/Pacífico, desde o su- de destinos, hotéis e que na distribuição a retalho a língua é
história. A que se deve a doeste asiático até à Oceânia, através algo muito importante um factor muito importante. Também
decisão de apostarem agora no mer- de um director comercial responsável e que é diferente desenhámos os nossos sistemas para
cado português? pelos produtos e distribuição em todos da concorrência: serem user friendly, muito interacti-
Keith Fernandez – A DOTW tem agora os países desta região. vendemos todo o tipo vos e, sem ser parcial, ao olhar para os
22 anos e começou no Dubai em 1993 Relativamente aos nossos mercados de quartos” outros sistemas, acredito que o nosso
como a primeira empresa grossista de “core”, como Médio Oriente, África e é de longe superior ao que está actu-
viagens no mercado do Médio Oriente. antigas repúblicas soviéticas, temos procurámos pessoas que conhecem e almente disponível no mercado. Por
Actualmente, distribuímos mais de 95 também um director comercial en- compreendem profundamente o que isso, com o produto que temos, com
por cento do retalho da rede de viagens carregue de produto e distribuição, e estes mercados procuram. Estas pes- as pessoas que temos, com os sistemas
em toda a região do Médio Oriente. recentemente recrutámos uma nova soas olharam para o que a DOTW for- que temos, com o nosso inventário,
Isto significa que estamos num nível equipa para a Europa e Américas. nece e acreditaram que estamos agora acredito que esta é a altura certa para
de total saturação neste mercado, para O Amadeu Franquet é o director co- prontos para entrar nestes mercados. expandir para estes mercados.
além de todos os grandes grossistas mercial para a Europa e Américas e o Chegou a Portugal em pleno Verão,
fora do Médio Oriente que estão a en- José Garcia é o director regional para quando mais se vende. O objectivo
trar neste mercado. a Europa, para além de um director para este ano é apenas de lança-
Nos últimos 22 anos o produto cres- de desenvolvimento de produto para mento?
ceu, a companhia regenerou-se, temos Europa. Em breve teremos um director Temos de começar, não interessa
produto suficiente, com 130 mil hotéis de vendas e director de produto para a quando porque leva sempre o seu tem-
em mais de 10 mil cidades, e contratá- América do Norte e do Sul. po… Temos de nos encontrar com os
mos tarifas e produtos que nos fazem Antes de entrarmos nestes mercados,
18 JULHO DE 2015 | TURISVER

clientes, de lhes explicar o pro- de quartos disponíveis nos hotéis. lhavam e o que o mercado comprava, não tivermos, trataremos de passar a
duto, conversar com eles, entrar Para ter mais inventário de produto e por isso entendem o que temos e estão ter. E não vendemos apenas em Portu-
em acordos comerciais e então de retalho, estamos também ligados a muito optimistas em relação ao pro- gal, vendemos noutros mercados que
começar o negócio. E não esta- channel managers como SiteMinder, duto. querem Portugal, por isso temos de
mos aqui por uma temporada, EZYield, Rate Tiger e outros 20 chan- Volto a reforçar que vamos trazer dife- contratar hotéis portugueses.
estamos para ficar. nel managers cujo desenvolvimento renciação para o mercado, em termos Um agente de viagens quando tem
O produto da Destinations of está a ter lugar e que traz mais produto de destinos, hotéis e algo muito impor- sistemas fechados depara muitas ve-
the World é exclusivo para os hoteleiro. E para hotéis independentes tante e que é diferente da concorrên- zes com aquilo que é para o público
agentes de viagens? que não estão em GDS, ligados a swi- cia: vendemos todo o tipo de quartos. final. Nesse aspecto são competiti-
Não vendemos B2C, somos pu- tches, ou que não têm API’s, ligam-se a Geograficamente, conseguem adap- vos?
ros B2B e actuamos como servi- nós através dos canais gerais. tar a vossa oferta à procura do merca- Booking.com ou Expedia ou qualquer
ço de suporte para o trade. Assim do português? uma das grandes OTA’s praticam o
sendo, não vendemos para o con- “Temos hotéis em Claro, para sermos grossistas temos mesmo preço que o hotel. Mas a nossa
sumidor final. mais de 10 mil de ser competitivos porque existe con- tarifa é de grossista, porque não ven-
Então como vão fazer a diferen- cidades em todo o corrência. Compramos à concorrência demos directamente ao consumidor
ça relativamente a outros produ- mundo, mais de 130 e ela compra a nós. Se eles nos com- final, mas directamente ao trade.
tos semelhantes que se encon- mil hotéis no total e pram produto, colocam-no no merca- A proposta que apresenta aos agen-
tram já no mercado? obviamente que cada do, vendem-no e agora nós vendemos tes de viagens portugueses baseia-se
Todos são diferentes, ninguém mercado quererá algo directamente. É claro que o mercado num retorno financeiro por comis-
tem o mesmo produto. O interes- específico e se não será mais competitivo. são, por objectivos de vendas, ou am-
sante é que também compramos tivermos, trataremos O agente de viagens que vá à vossa bos?
e vendemos à concorrência. Todos de passar a ter” página vai encontrar muitas opções O módulo de comissões é flexível, po-
os grandes grossistas estão ligados para o Brasil, por exemplo… dem dizer-nos a comissão que querem
a nós e nós a eles, porque temos Basicamente, o que os agentes de Há um director comercial e de con- ou podem pedir-nos uma comissão.
algo que não têm e vice-versa. Se viagens podem esperar, para a cons- tratação que está a escrutinar as ne- Fazemos negócio baseado no que o
assim não fosse, a concorrência trução de um pacote turístico pró- cessidades de cada mercado. Por isso, cliente nos pede e nos nossos sistemas
não viria ter connosco. prio e personalizado através do vosso baseando-nos em cada mercado e no construímos o produto de acordo com
Mas é também uma questão de sistema, é a parte da hotelaria e dos produto que é procurado, nós iremos a pretensão do cliente.
tipo de produto. Operamos há tan- transferes? contratá-lo. Temos pessoas para isso e A partir de Agosto vamos avançar com
to tempo no Médio Oriente que Esse é o benefício da oferta porque o se não tivermos, iremos arranjar. um programa de fidelização directa-
sabemos que este mercado gosta agentes de viagens têm acesso ao GDS Também vão fazer contratação de ho- mente na nossa página, em que cada
da oferta de quatro e cinco estrelas, e com isso podem reservar os voos e téis em Portugal para oferecerem em país terá um conjunto de ofertas que
por isso a maioria e o mais sólido posteriormente oferecer ao cliente um todo o mundo? poderão ser inclusive trocadas por um
que temos é de luxo, mas também hotel ou apartamento, transferes, city Temos hotéis em mais de 10 mil cida- cartão virtual para compras online. O
vamos oferecer produtos de duas e sightseeing… Ou seja, oferecer todos des em todo o mundo, mais de 130 mil programa destina-se aos agentes de
de três estrelas. estes serviços e criar um pacote perso- hotéis no total e obviamente que cada viagens, para quem reserva, e para as
Apesar dos vossos mais de 20 anos nalizado, em vez de comprar um paco- mercado quererá algo específico e se grandes cadeias de agências temos ou-
de existência, a verdade é que em te formatado. tro programa. <
Portugal são recentes. Como é que
estão a abordar o mercado? REACÇÃO DO MERCADO Departamento de Reservas / Reservation Department
Em primeiro lugar, contactamos a Como é que as agências de viagens Campo de S. Francisco, 19 - 9500 - 153 Ponta Delgada
comunicação social para nos dar- mais pequenas têm reagido à vossa Tel. +351 296 304 891 - TLM. +351 912 223 993
mos a conhecer. Depois, os nossos abordagem? E-mail: [email protected]
colaboradores são conhecidos no Como já conhecemos o mercado, fo- www.ilhaverde.com
mercado, vão pessoalmente ter com mos falar com as centrais, sabemos
clientes, conversam, falam sobre o quais as agências com potencial e as TURISVER | JULHO DE 2015 19
nosso sistema, seus benefícios, dão mesmas estão a reagir muito bem,
a conhecer o que precisam para en- porque temos um produto muito bom
trarmos num acordo comercial. Ou na Europa. Os outros também têm,
seja, trata-se basicamente de vendas mas o nosso é diferenciado, somos os
porta-a-porta e visitas e quando lan- primeiros no Médio Oriente, na Ásia
çarmos o nosso sistema multi-línguas e Oceânia, ou seja, estamos a oferecer
teremos mais vendedores e assim po- algo diferente e por isso as agências
deremos visitar mais retalhistas. Tam- reagem muito bem, já que ao verem o
bém falamos com os clientes XML, por nosso produto percebem que estamos
isso há muitas formas de abordar o a completar a oferta.
mercado. Quando é que os agentes têm o pro-
Qual o sistema tecnológico que vão duto à sua disposição?
utilizar em Portugal? A página já funciona, estamos a ulti-
Desenvolvemos o nosso software, mas mar os testes.
oferecemos ao cliente várias opções. Actualmente em Portugal, algumas
Se não tiverem tecnologia própria, po- empresas também têm as suas pró-
dem reservar connosco porque temos prias ofertas hoteleiras. O que espe-
um interface em várias línguas, des- ram no nosso país?
crições, imagens, mapas interactivos, As pessoas que trabalham connosco
motores de reserva, disponibilidade… não são novas neste mercado. Co-
E se têm o seu próprio sistema de re- nhecem-no, conhecem os clientes, o
servas, podem ligar-se ao nosso atra- produto, as companhias em que traba-
vés da conectividade XML.
Do lado dos fornecedores, estamos li-
gados dinamicamente a mais 130 mil
hotéis, de todas as grandes cadeias ho-
teleiras, ora através API Connectivity
ou Sabre, HPSI Trust, Pegasus, entre
outros, onde temos acesso ao inven-
tário dinâmico, disponibilidade e tipos

>reportagem

Almoço AHP

IFD com novo
instrumento para PMETEXTO: SARA CUNHA FERREIRA

A Instituição Financeira
de Desenvolvimento (IFD),
mais conhecida como banco

de fomento, anunciou a
celebração de um protocolo
de 100 milhões de euros para

uma linha de “mezzanine
financing” que poderá

abranger “o novo conceito
de PME”. A novidade foi

revelada por José Fernando
de Figueiredo, presidente da
Comissão Executiva da IFD
durante o almoço mensal dos

associados da AHP.

Reembolsos “Fechámos esta manhã [2 algum afinamento eventualmente José Fernando de Figueiredo
são “em de Julho] uma linha de numa questão de escala, relativamen- Presidente da Comissão
si um não “mezzanine financing” te a problemas da restrição nas aju- Executiva da IFD
problema” com uma dotação de das das PME e minimis”.
100 milhões de euros, Na capitalização, “se conseguirmos “Fomos
José Fernando de Figueiredo, ou seja, produtos de dívida de longo sair daqui com alguma avaliação sig- autorizados
responsável pela Instituição prazo, sem colateral, associados à ló- nificativa ao nível desses rácios para como instituição
Financeira de Desenvolvimento, gica de quase equity, cuja remunera- um número importante de empresas, financeira. Se
disse relativamente a uma ção não seja tão alta que desincentive já valeu a pena criar a IFD”, afirmou, quisermos, um dia
questão colocada por Luís Veiga, as empresas de a utilizar”. Foi assim alertando para a “importância de col- pode ser que isto
presidente da AHP, sobre o desvio que José Fernando de Figueiredo, matar falhas de mercado”, tendo em venha a ser um
dos reembolsos do Turismo presidente da Comissão Executiva da conta que “está um quadro comunitá- verdadeiro Banco
de Portugal para a IFD, que IFD apresentou esta linha de capitali- rio aberto e muitas empresas não vão de Fomento”
neste tema “as instituições e os zação durante o almoço mensal que a poder concorrer se não melhorarem
projectos são as pessoas e se as Associação da Hotelaria de Portugal os seus rácios de autonomia finan- Janeiro, explicando que no período
pessoas tiverem conhecimento promove com os seus associados. ceira”. entre a autorização da Comissão Eu-
das coisas isto em si não é um José Fernando de Figueiredo explicou Outra das “intenções é a criação de ropeia e a licença de funcionamento
problema, mesmo que seja esse o que este novo instrumento será mui- um fundo de obrigações para PME do BdP “o que fizemos foi criar as
circuito”. to útil no que diz respeito “aos grupos na lógica da procura e criar um fundo condições operacionais para que a
Ou seja, continuou, “da aqui presentes porque não tem ainda que assegure as compras e a liquidez Instituição Financeira funcionasse, já
mesma forma que temos um restrições de PME”, uma das questões dos títulos”. Uma experiência “piloto, que nem registada estava na conser-
intermediário financeiro que é a levantadas por Luís Veiga, presiden- com um montante pequeno, ou seja vatória”.
garantia mútua ou o banco X ou te da AHP, relembrando que o “novo 100 milhões de euros, para ver se tem Agora, definida a missão da institui-
a capital de risco Y, se o Turismo conceito de PME é também limitativo mais resultado que as anteriores ten- ção, entra em cena a “ambição da IFD,
de Portugal for claramente uma da operação da IFD”. tativas de fundos de obrigações”. com a capitalização das PME viáveis
instituição que mereça receber Para o responsável da IFD, “o nos- em sectores transaccionáveis e o in-
uma tranche para continuar a so caminho foca-se mais em tentar BDP EMITE LUZ VERDE vestimento de longo prazo através de
oferecer linhas de financiamento, desenhar potenciais soluções para A IFD, que mobiliza fundos comuni- fundos públicos e privados”.
não vejo nenhuma razão para instrumentos financeiros que poste- tários e incentivos do Banco Europeu Porém, das “três fases ambicionadas,
que, quem mandar na IFD à riormente permitam a muitas PMEs, de Investimento para, através da ban- a IFD só tem autorização de Bruxelas
época dos reembolsos (…) deixe na área da capitalização, ter uma me- ca comercial, financiar PMEs a me- para a primeira fase, ou seja, a gestão
de manter essas linhas do turismo lhoria significativa não só dos rácios, lhores condições, recebeu no início de fundos estruturais”, estando a ser
e realimentar o turismo com mas também dos rácios com gover- de Julho a licença de funcionamento preparada “a notificação para alargar
dinheiro suficiente para isso”. < nance associados”. Até porque “é na por parte do Banco de Portugal (BdP). as competências às restantes fases”,
capitalização das empresas que há Com uma mobilização dos fundos co- que permitirão, nomeadamente,
20 JULHO DE 2015 | TURISVER problemas sérios e estatisticamen- munitários prevista de 1500 milhões “emitir dívida nos mercados, usan-
te comprovados”, dado que na área de euros até 2020, José Fernando de do uma garantia do estado sobera-
da dívida “entendemos aproveitar o Figueiredo tomou posse como presi- no absorvendo instituições como a
conjunto de soluções que já existem dente da Comissão Executiva a 2 de Portugal Ventures, a Sociedade de
e que funcionam”, havendo lugar “a Garantia Mútua, a Sofid ou a PME
Investimentos”. <

>formação

EHT vão ministrar novos
cursos de gestão hoteleira
Aoferta formativa das Es-
colas de Hotelaria e Turis- foram criadas 60 vagas em algumas das mação para o acolhimento de turistas
mo (EHT) sob gestão do escolas da rede nas regiões Norte, Cen- chineses, que será ministrada em Outu-
Turismo de Portugal, vai tro e Lisboa, preparando os jovens que bro nas Escolas de Hotelaria e Turismo
integrar, a partir do pró- pretendam adquirir competências de de Lisboa, Coimbra e Porto.
ximo ano lectivo, os cursos de “Food & qualidade no sector do turismo. A formação, que se destina a alunos
Beverage Management” e “Hospitality Esta iniciativa visa dar continuidade ao finalistas dos cursos de especialização
Operations Management”. sucesso registado com o curso de Culi- das EHT e outros profissionais do tu-
Os novos cursos de especialização tec- nary Arts, ministrado há já quatro anos rismo, é distribuída por seis módulos e
nológica (CET), na área da gestão hote- e muito procurado por jovens de várias tem uma carga horária total de 25 horas.
leira, serão ministrados integralmente nacionalidades, entre os quais portu- Entre os temas que integram o curso,
em inglês e destinam-se a jovens que gueses. que será ministrado em língua ingle-
pretendam (re)qualificar-se para a área Para além da oferta formativa, o Tu- sa, constam a China como mercado
da gestão hoteleira, nas vertentes de ali- rismo de Portugal está a trabalhar em emissor, História e cultura, motivações
mentos e bebidas em estabelecimentos conjunto com as equipas de turismo no dos turistas chineses, língua, serviço
integrados, ou não, em unidades hote- estrangeiro, no sentido de captar o inte- e ambiente, comunicação e gestão de
leiras, ou na área do alojamento ( front- resse de alunos nos vários países onde grupos, bem como marketing para o
-office e housekepping). está presente, e muitos já estão lança- mercado chinês. No final, cada forman-
Segundo João Cotrim de Figueiredo, pre- dos na carreira profissional e reconhe- do receberá um certificado de partici-
sidente do Turismo de Portugal (ao lado cem a enorme qualidade das escolas pação. <
na foto), ao reforçar a oferta formativa onde estudaram.
de cursos ministrados integralmente
em inglês na rede de Escolas, o Turismo PARA BEM RECEBER
de Portugal “está a dar forma a um dos OS TURISTAS CHINESES
nossos principais objectivos: promover O Turismo de Portugal em parceria com
Portugal como destino de formação de o Instituto Confúcio, a Edeluc e a Cotri
excelência no cenário internacional.” (China Outbound Tourism Research
Neste sentido, para o ano de 2015/16, Institute) criaram um projecto de for-

TURISVER | JULHO DE 2015 21

>formação

Carlos Diez de la Lastra – director-geral da Les Roches Marbella

O futuro dos profissionais
de turismo passa pela
especialização e o marketing
de luxo lidera esta procura

A Les Roches Marbella, que desde há vinte anos lidera em Espanha a área de Alta Gestão Hoteleira, dá
início no próximo mês de Outubro, a um novo programa de pós-graduação em Direcção de Marketing
para Turismo de Luxo. Falámos com Carlos Diez de la Lastra, director-geral da Les Roches Marbella, para
sabermos um pouco mais acerca dos objectivos deste curso.

Nos últimos anos dois será integrado no mercado de luxo mula do turismo de luxo tem expec- rketing para Turismo de Luxo, de que
dos sectores mais im- global a cada ano, e que estes consu- tativas muito elevadas e a procura nos fala o director-geral, Carlos Diez
portantes para a eco- midores irão chegar aos 500 milhões de pessoal altamente qualificado é de la Lastra.
nomia mundial, como em 2030. O mundo das viagens, por cada vez maior. A maior parte des- Que tipo de profissional especializa-
o luxo e o turismo, que outro lado, tem expectativas ainda tes futuros profissionais, à procura do requer luxo turístico?
até agora seguiam apenas caminhos mais altas. de especialização em centros de es- No caso de Turismo de Luxo -sinóni-
paralelos, vêem que os seus interesses Estima-se que em 2030 este número pecialização elevada, tais como Les mo de excelência- encontramos um
se cruzam com resultados frutíferos. chegue aos 1,8 mil milhões de turistas Roches Marbella, que desde há vinte tipo de utilizador muito exigente.
Um relatório recente, elaborado por internacionais, comparativamente anos lidera em Espanha a área de Alta Trata-se de um cliente que procura
uma empresa de consultoria especia- com 1,138 mil milhões em 2014, de Gestão Hoteleira, dá início em Ou- um maior compromisso por parte do
lizada, estabeleceu que um total de 10 acordo com dados da Organização tubro de 2015 um novo programa de pessoal que o atende e que precisa
milhões de consumidores adicionais Mundial do turismo (OMT). A fór- pós-graduação em Direcção de Ma-
22 JULHO DE 2015 | TURISVER

de atenção e atendimento persona- para o seu desenvolvimento profissio- senvolvimento profissional online.
lizados e redobrados, com conheci- nal. O nível de empregabilidade dos alu-
mentos específicos sobre marketing A que tipo de candidatos é dirigido o nos da Les Roches Marbella é muito
e luxo. novo curso? alto, este novo programa aumentou
É neste sentido que caminhamos para É dirigido a licenciados universitários as expectativas de seus alunos?
uma maior interacção, entre cliente e ou profissionais – que contem com É claro. Na actualidade, o nível de
empresa. Gostava também de acres- um mínimo de três anos de experiên- inserção laboral dos nossos alunos
centar que é cada vez mais notório cia profissional- e quadros de direc- depois de se licenciarem situa-se nos
o número de empresas relacionadas ção que queiram adquirir competên- 89%. Os estudantes da nossa escola
com outros sectores de produtos de cias, conhecimentos necessários para de negócios desenvolvem a sua acti-
luxo, tais como moda e cosmética, desenvolver a sua carreira, no âmbito vidade, em diversos estabelecimentos
entre outras áreas, onde é cada vez do turismo de luxo, conhecer e apren- hoteleiros de mais de 54 países, em
maior o número de empresas relacio- der as estratégias de marketing e os todo o mundo (mais de 60% em
nadas com outros sectores, que vêm conhecimentos orientados para os lugares de direcção, gestão ou
à nossa escola para recrutar pessoal segmentos de classe alta, assim como supervisão).
especializado, entre os estudantes da serviços exclusivos, produtos de alta Ao arrancarmos com este novo
Les Roches Marbella. qualidade e marcas de luxo. O pro- curso de pós-graduação em Di-
Em Outubro dão início a um novo grama faz também uma abordagem recção de Marketing para o Tu-
programa de pós-graduação em di- de como analisar o impacto das no- rismo de Luxo cumprimos com
recção de Marketing para Turismo vas tecnologias e as novas tendências o nosso objectivo primordial,
de Luxo… aplicadas ao sector. que é o de continuar a formar
Podemos dizer que “ouvimos a cha- Qual a duração do curso? profissionais altamente quali-
mada”… a indústria procura um pro- Dependendo da formação com que ficados que podem desenvol-
fissional com um perfil muito bem parta o aluno. A nova pós-graduação ver-se profissionalmente no
delineado e criámos este novo pro- tem a duração de nove meses a um seu sector de actuação, com
grama de pós-graduação em direcção ano (dividido num semestre acadé- um amplo espectro de opor-
de Marketing para Turismo de Luxo mico no campus, um trimestre off tunidades laborais que in-
para responder às necessidades e en- campus para desenvolver um projec- cluem hotéis e restaurantes,
riquecer a oferta académica da Les to supervisionado, e um semestre de mas também muitos outros
Roches Marbella. práticas – opcionais para os candida- sectores, tais como agên-
A nossa escola é líder em Espanha e tos que contem já com experiência cias de viagens, marcas
a marca Les Roches figura no TOP 3 laboral comprovada). Mesmo assim, de luxo, transportes,
mundial, graças a este interesse por durante três meses, graças às novas saúde, termas, spas,
estar na vanguarda das necessidades tecnologias no mundo da educação, parques temáticos…
reais do mercado e dotar os nossos participarão num programa de de- e estou apenas a no-
estudantes das melhores ferramentas mear alguns. <

TURISVER | JULHO DE 2015 23

>formação

Em turismo

Academia INATEL
com novidades formativasTEXTO: SARA CUNHA FERREIRA

A Academia INATEL
acaba de estabelecer uma

parceria com a ESHTE
para a realização de dois
cursos de pós-graduação,

a iniciar em Setembro.
Nos cursos técnicos,
a Academia INATEL

apresenta igualmente
novidades em Outubro,
com formação técnica
em Turismo e outra em

Recepção de Hotel.

MATRIZ DOS PLANOS AAcademia INATEL desen- Relativamente à pós-graduação em INATEL pretende contribuir para uma
DE ESTUDOS volve formação certificada Turismo Acessível e Inclusivo, esta melhor formação na vertente das Ope-
CURSOS TÉCNICOS pela DGERT direccionada é realizada numa parceria entre a rações e Vendas em Turismo, agregan-
Duração: 9 meses para profissionais ou for- ESHTE, INATEL e TEK4Tourism, e do um desempenho mais eficiente ao
Constituição: Unidades de mandos que pretendam abordará temas como legislação para nível dos programas, acções e anima-
desenvolver as suas competências em operações turísticas, geografia dos ções neste sector de negócio.
Formação de Curta Duração vertentes específicas de acção, no Tu- recursos culturais e naturais, concep- O curso propõe-se a valorizar, poten-
(UFCD) de 25 horas de contacto, rismo e Hotelaria. ção e desenvolvimento de itinerários ciar e actualizar os conhecimentos dos
que poderão ser frequentadas Com 16 unidades hoteleiras e como e circuitos nacionais e internacionais, interessados numa vertente de gestão
autonomamente. operadora turística com 22 lojas por sistemas globais de distribuição, téc- e animação do turismo, bem como au-
Candidaturas: Por ordem de todo o país, a Fundação INATEL per- nicas de acompanhamento de grupos, mentar a competitividade através do
chegada e até ao início de cada mite aos formandos aprender “in loco”, animação ou organização de eventos, aumento da qualidade dos produtos
UFCD. adquirindo assim competências teóri- novamente numa coordenação de e serviços disponibilizados para o pú-
Número de formandos: Mínimo de cas e práticas, dando seguimento aos Nuno Gustavo e Fernando Completo, blico.
5 e máximo de 15 formandos por objectivos da Academia que também por parte da ESHTE, e de Rui Lança, da Já para o Curso Técnico de Recepção
UFCD. se prendem por privilegiar a prática e Academia INATEL. em Hotel mantém-se a coordenação
Local: Academia INATEL a experiência de trabalho. por parte da ESHTE de Nuno Gustavo,
Propina por UFCD: Nesse sentido, para a época lectiva de FORMAÇÃO TÉCNICA e do INATEL cabe a vez a João Serra-
100€ (Associado) 2015/2016 a Academia INATEL está a Também a iniciar este ano lectivo estão no. Esta formação dirige-se a quadros
150€ (Não Associado) lançar, em parceria com a Escola Supe- dois cursos técnicos, a partir de Outu- intermédios com vista à sua rápida
PÓS-GRADUAÇÕES rior de Hotelaria e Turismo do Estoril, bro: um em Turismo e outro em Recep- integração no mercado de trabalho e
Duração: 12 meses duas pós-graduações, que se iniciarão ção de Hotel. no seu plano estão agendados temas
Constituição: Unidades lectivas, em Setembro, em Gestão e Animação Estes cursos técnicos estão ambos di- como a legislação para operação ho-
sendo 60 o total de ECTS em Turismo Sénior e em Turismo Aces- reccionados para uma vertente prática, teleira, informação turística, eventos
(European Credit Transfer and sível e Inclusivo. Ambas as formações com integração de formação “on job” em empreendimentos hoteleiros, or-
Accumulation System). destinam-se a licenciados que preten- nos serviços INATEL ou em entidades ganização hoteleira, sistemas de re-
Candidaturas: Até 28 de Agosto. dam adquirir ou consolidar os seus parceiras da Fundação na vertente servas e facturação para a recepção
Local: Academia INATEL conhecimentos e competências nestas do Turismo, como hotéis, agências de de hotelaria, estratégias de pricing/
Propina: 1.900€ áreas. viagens, associações e empresas de Tu- revenue management, canais de dis-
A pós-graduação em Gestão e Anima- rismo. tribuição online e protecção civil e
24 JULHO DE 2015 | TURISVER ção em Turismo Sénior será coorde- As formações da Academia INATEL suporte básico de vida. Em termos de
nada pelos professores Nuno Gustavo têm 50% desconto para desemprega- formação mista, em teoria e prática,
e Fernando Completo da ESHTE e por dos e bolsas de âmbito social e funcio- estão contemplados módulos como
Rui Lança, do INATEL. No seu curri- nam em regime pós-laboral, para igual- técnicas de promoção e comerciali-
cula constam unidades dedicadas, por mente facilitar quem aposta numa zação, técnicas de recepção e técnicas
exemplo, a Marketing e Comunicação formação contínua. de housekeeping.
no Turismo, Turismo e Saúde, Psicolo- O Curso Técnico em Turismo será co- Em ambos os cursos, as competências
gia e Comportamento Sénior, Touring ordenado por parte da INATEL por dirigem-se a maiores de 18 anos com
Cultural e Paisagístico ou Programação Anabela Correia e Nuno Gustavo da escolaridade ao nível do 12º ano com-
e Gestão de Quotidianos para Popula- ESHTE. Para este curso a Academia pleto ou equiparado, e têm respectiva-
ção Sénior. mente um total de 275 e 225 horas. <

TEXTO: MARIA MORGADO >hotelaria

Universal Boutique
Hotel reabriu
na Figueira da Foz

Apelo às
memórias
do passado

O antigo Hotel Universal da OHotel Universal foi recupe- esteve casada com Costa Ramos, um tar o hóspede “para uma época diferen-
Figueira da Foz, projecto da rado e transformado numa capitalista do século XIX ligado à fun- te” da história da cidade e cada quarto
unidade hoteleira de quatro dação do lar de crianças Costa Ramos, possui “um tratamento individualizado
autoria da arquitecta Kika estrelas. Com o seu renas- hoje integrado na Misericórdia – Obra nos seus detalhes”, adiantou Teresa
Gallego, foi reconstruído e cimento, pretende “reforçar da Figueira. Ao longo de muitas déca- Leão Costa. Dispõe ainda de recepção,
transformado no Universal a oferta turística da Figueira da Foz e das, o então Hotel Universal foi fideli- sala de pequenos almoços, bar-lounge, e
oferecer à cidade um hotel de charme zando sucessivas gerações das mesmas ainda salas polivalentes com condições
Boutique Hotel, num que recupere a memória”, disse Teresa famílias, não só de Portugal mas tam- ideais para a organização de eventos e
investimento de 2 milhões Leão Costa, directora da nova unidade bém de Espanha, que elegiam a Figueira reuniões.
de Euros. Reabriu as portas hoteleira. da Foz como a praia ideal para as suas Um espaço ideal para quem procu-
e pretende “reforçar a oferta Conciliando tradição e modernidade, férias e escolhiam esta unidade hotelei- ra umas férias no centro do  país, mas
turística da Figueira da Foz o Universal Boutique Hotel fica na Rua ra como a sua segunda casa. também para “figueirenses e visitantes
oferecendo à cidade um hotel Miguel Bombarda, no chamado “Bairro O prédio, classificado como de Interesse organizarem reuniões, conferências ou
Novo”, a mais elegante zona da Figuei- Municipal, com três pisos acima do ní- simples encontros de amigos.” A unida-
de charme que recupere ra da Foz, a 50 metros do emblemático vel da rua, cave e águas furtadas, mante- de regista já, segundo Maria Teresa Leão
a memória”, disse a sua casino e da praia. É herdeiro natural, ve a fachada onde se destacam linhas de Costa”, uma assinalável taxa de ocupa-
directora, Teresa Leão Costa. no nome, na traça e na localização, do arte nova, “não restando muitos exem- ção” e está a ser procurada por diversos
Foi, literalmente, pegar no Hotel Universal, nascido ainda no tem- plares na cidade que mantenham tão mercados internacionais, desde espa-
passado e fazê-lo futuro. po da monarquia, quando corria o ano intactas as suas características originais nhóis a norte-americanos e ingleses,
de 1904, sendo o 17º hotel registado em da época”. mas também pelos portugueses, princi-
Portugal. Foi ‘desenhado’ para hóspedes O interior, bastante degradado, foi de- palmente aos fins de semana. “Estamos
do segmento médio e médio alto, “que molido e reconstruído de raiz, mas os a trabalhar muito bem o Julho, o Agosto
procuram, mais do que uma simples proprietários fizeram questão de recu- e o Setembro”, indicou.
dormida, uma experiência irrepetível e perar e preservar “todas as madeiras
um atendimento irrepreensível”. e os seus pormenores originais, como UM SEM NÚMERO
O edifício, localizado na confluência das portadas das janelas, portas, corrimões, DE EXPERIÊNCIAS
ruas Maestro David de Sousa e Miguel balaústres e algum mobiliário”, apelan-
Bombarda, junto à marginal oceânica, do assim às memórias do passado e ao A aventura começa à entrada, com o
inaugurado em Julho de 1904, esteve fe- seu cunho histórico, referiu Teresa Leão acolhimento refrescado por infusões
chado nos últimos anos e foi adquirido Costa. aromáticas, num hall que se abre para
à Diocese da Guarda pelos actuais pro- Com 29 quartos temáticos distribuídos um bar lounge (aberto ao público em
prietários, uma empresa familiar deno- por quatro pisos – Casino e Glamour; geral das 14h00 às 24h00) repleto de
minada Entre Memórias. Tertúlias e Recitais; Praias e Banhistas; memórias históricas e apontamentos
e Famílias - e abertura no passado dia 13 artísticos que cruzam gerações.
HISTÓRIAS QUE CONTAM de Junho, a nova unidade segue um con- No piso inferior, os hóspedes encontram
HISTÓRIA ceito de boutique hotel de quatro estre- a sala de pequenos-almoços e ainda as
las onde se pode revisitar um século de salas de reuniões Maestro David de Sou-
Relata a história que a primeira proprie- história da cidade, propondo, para tal, sa (para 40 pessoas) e Dr. João de Barros
tária do Universal foi Teresa da Con- “uma minuciosa reportagem presente (para 20 pessoas), numa clara homena-
ceição Xavier Ramos (1859-1932), que em todos os pisos” – fotos e transcrições gem a vultos figueirenses.
de comentários de jornais antigos sobre Nos pisos superiores, é toda a Figueira
o hotel e a praia da Figueira da Foz. da Foz que se honra, numa viagem ver-
Todos os quartos respeitam a temá- tical pela história da “Rainha das Praias
tica do piso em que se inserem, com de Portugal”, do glamour dos bailes e do
mobiliário contemporâneo, acesso casino, às tertúlias e recitais que tiveram
Wi-Fi gratuito, televisão LCD e janelas lugar no próprio Universal.
duplas, dispondo ainda de ar condicio- O topo do hotel oferece a vista mais pri-
nado, uma cama de casal ou duas ca- vilegiada sobre o mar e a cidade, com
mas separadas (possibilidade de cama varandas individuais generosas, pres-
extra), minibar, cofre, linha telefónica tando tributo às mais ilustres persona-
e casa de banho privativa. Os quartos lidades da Figueira da Foz e às famílias
superiores possuem máquina de café e que já no dealbar do século passado iam
varanda com vista panorâmica sobre a de toda a Península Ibérica, na época
cidade. balnear, colher os frutos da maresia e do
Cada um dos cinco pisos visa transpor- charme figueirenses. <

TURISVER | JULHO DE 2015 25

>hotelaria

No 40º aniversário da marca

Família ibis lança guia para
dar a conhecer Portugal

Em jeito de comemoração
do seu 40º aniversário a
nível mundial, a marca

íbis lançou um guia digital
em que dá a conhecer as

cidades portuguesas onde
existem hotéis da família
ibis. Durante a apresentação

do guia, André Cavrois,
que assume a direcção
operacional da família íbis
em Portugal, deixou claro
que a marca pretende

crescer em Portugal.

TEXTO: FERNANDA RAMOS No ano em que comemo- começar por Lisboa, unidades com o Lisboa.
ra o seu 40º aniversário brand “styles”. Neste sentido, Cristina Torres, brand
26 JULHO DE 2015 | TURISVER a nível mundial, a íbis No encontro com a comunicação so- marketing manager da ibis Family em
assume o seu compro- cial em que foi apresentado o novo Portugal, lembrou que “a marca ibis
misso com Portugal, guia, André Cavrois, que assume a styles funciona muito bem no mode-
país onde quer crescer em número de direcção de operações da ibis Family lo franchising, uma vez que é possível
unidades e brands. Como é conheci- em Portugal, avançou que “a princi- para um hotel adaptar-se às suas ca-
do, desde 2012 os hotéis da família íbis pal prioridade para Portugal é a mar- racterísticas, enquanto as restantes
estão segmentados em três brand’s, ca ibis style”, um brand em que cada marcas ibis são marcas standard”.
cada um com as suas especificidades e hotel é diferenciado e tem personali- As novidades da marca em ano de
destinados a tipos de clientes diferen- dade própria. Afirmando que “ainda 40º aniversário passam também pela
tes: íbis Hotels (o vermelho), íbis styles não existe nenhum projecto concreto criação de um novo modelo de quar-
(o verde) e íbis budget (os hotéis low para revelar”, o responsável avançou to, mais trendy e de ambiente muito
cost da “família”, identificados com também que a estratégia da íbis para acolhedor, que irá sendo introduzido
a cor azul). Em Portugal, no entanto, aumentar o número de unidades “pas- à medida que os hotéis vão abrindo ou
apenas estão presentes os primeiro e sa pelo franchising e por contratos de entrem em renovação. Segundo Cris-
último brands, mas o objectivo de cur- gestão”, enquadrando-se nesta estra- tina Torres, o ibis Coimbra, que está
to prazo é vir a ter também no país, a tégia a abertura de um ibis style em a ser renovado, será o primeiro em

Andre Cavrois Cristina Torres
direcção de operações da ibis Brand Marketing Manager

Family em Portugal da ibis Family

“A principal “Queremos dizer ao
prioridade para mundo que Portugal
Portugal é a marca
tem muito para
ibis style” visitar”

Portugal a apresentar este modelo de des. Para isso, em 2014 a família íbis página oficial de Facebook da marca,
quarto. abriu mais de uma centena de hotéis o guia apresenta 40 sugestões de ex-
Porque se preza de estar sempre a um pouco por todo o mundo, perten- periências para fazer de Norte a Sul de
tentar saber quais as preferências cendo no entanto a preponderância Portugal. “Queremos dizer ao mundo
e necessidades do cliente, está a ser à região asiática e, principalmente, à que Portugal tem muito para visitar”,
testada a introdução de serviços adi- China. ou seja, “queremos promover o país e
cionais low cost à la carte, nos ibis Em Portugal, a ibis Family conta com depois promover também os hotéis
budget, como é o caso dos serviços de 22 hotéis, sendo 20 ibis e dois ibis da família ibis” já que “ao falarmos das
lavandaria, pequeno-almoço express. budget. Do total, 18 são hotéis filiais, regiões sugerimos depois que fiquem
Por enquanto este produto está ainda 13 são franchising e um resulta de hospedados nos hotéis ibis”, explicou
em teste em 17 hotéis íbis budget, ne- contrato de gestão. Cristina Torres, Brand Marketing Ma-
nhum deles em Portugal. nager da ibis Family Portugal.
Com 1850 hotéis espalhados pelo “IBIS 40 ANOS Apresentado em português e inglês e
mundo, o objectivo da ibis, segundo - 40 COISAS PARA FAZER organizado por destinos, para a con-
André Cavrois, é o de reforçar a sua cepção deste ipaper a íbis convidou 14
liderança no segmento da hotelaria COM OS HOTÉIS IBIS” jornalistas de lifestyle e principalmen-
económica, o que só pode ser feito Este é o título do guia que a marca te bloguers a visitaram várias cidades
através da abertura de mais unida- acaba de lançar em Portugal. Promo- do país onde estão implementados
ver os hotéis da família ibis em Portu- hotéis da família íbis para depois con-
gal ao mesmo tempo que se promove tarem as suas experiências.
o país é o objectivo deste guia recen- Lisboa, Porto, Braga, Bragança, Coim-
temente apresentado à comunicação bra, Évora, Faro, Figueira da Foz, Gui-
social e com o qual a marca pretende marães, Leiria, Setúbal, Sintra e Santa
também assinalar o seu 40º aniversá- Maria da Feira são as cidades incluí-
rio. das no guia. <
Em formato digital e já disponível O Guia ibis pode ser descarregado em
para consulta e download gratuito na www.facebook.com/ibis.pt

TURISVER | JULHO DE 2015 27

>hotelaria

Grupo vai ter novo hotel no Aeroporto

Hoti Hotéis apresentou
renovação do Tryp OrienteTEXTO: FERNANDA RAMOS

O Hotel Tryp Lisboa Oriente,
no Parque das Nações, tem

um novo “rosto” que espelha
o espírito de um evento que
deixou marcas: a EXPO 98.
No dia em que a Hoti Hotéis

apresentou a renovação
desta unidade, anunciou
a construção de mais uma
unidade hoteleira no Aeroporto
de Lisboa, mesmo ao lado do
Tryp Lisboa Aeroporto, que o

grupo já detém.

Manuel Proença
presidente da Hoti Hotéis

Aeroporto vai ficar dotado de AEXPO 98 regressou ao ção da renovada unidade, Miguel Pro- próprio hotel e o espaço em que se in-
“um cluster hoteleiro composto Parque das Nações, ago- ença, administrador da Hoti Hotéis, sere”, frisou Miguel Proença.
ra através das memórias sublinhou que o hotel abriu portas Não espanta por isso que, logo à entra-
por dois hotéis com mais de reflectidas no renovado a 1 de Fevereiro de 1998, a tempo de da, o hotel dê as boas-vindas aos seus
650 camas, restaurantes, Tryp Lisboa Oriente, do receber os primeiros delegados inter- hóspedes com um “mergulho” no tema
Grupo Hoti Hotéis. A remodelação, em nacionais que vinham participar na dos oceanos: na parede cimeira do bar
salas de conferências, Spa e que foram investidos 1,5 milhões de Exposição Universal. De então para cá, há um conjunto de aquários oceânicos
estacionamento” euros, decorreu entre Janeiro e Junho a unidade recebeu mais de um milhão onde não faltam pequenos peixinhos,
deste ano e abrangeu praticamente de hóspedes que contribuíram para a a lembrar o tema da EXPO e um dos
28 JULHO DE 2015 | TURISVER toda a unidade, desde as áreas públi- história de sucesso de uma unidade equipamentos mais visitados de Lis-
cas, em que a renovação foi mais pro- hoteleira localizada quase paredes- boa, o Oceanário, também no Parque
funda, até aos quartos, agora redecora- -meias com a Gare do Oriente, uma das Nações.
dos de forma a adaptarem-se ao novo das construções mais carismáticas do Também na entrada há outras me-
conceito temático que transparece em Parque das Nações. mórias da EXPO 98, nomeadamente
toda a unidade. Quase vinte anos volvidos, o Tryp apontamentos publicitários. E quem
Uma renovação que se impunha num Oriente traz as memórias da EXPO 98 não se lembra do famoso anúncio dos
hotel que conta já com quase duas dé- e do tema que lhe deu vida, “Os Oce- bebes que pareciam nadar no fundo
cadas de existência, que foi o primei- anos, um património para o futuro”, do oceano? Na recepção, que mudou
ro estabelecimento comercial a abrir reflectindo ambos – oceanos e patri- de lugar, há uma tela gigante onde es-
portas no Parque das Nações, ainda mónio – no seu renovado interior e tão desenhados grandes marcos arqui-
em vésperas da EXPO. Na apresenta- criando uma “relação estreita entre o tectónicos da Expo, como o Pavilhão

Chegar a 20 hotéis
em três anos
é o objectivo

Na assinatura do protocolo com a ANA
Aeroportos, o presidente da Hoti Hotéis,
Manuel Proença, frisou que, com o novo hotel
de três estrelas que vai nascer no Aeroporto e
com o Hotel do Convento de Santa Joana, já
anunciado, que vêm somar-se ao Tryp Oriente e
ao Tryp Aeroporto, “ficaremos posicionados em
Lisboa com quatro unidades de três, quatro e
cinco estrelas”.
No Porto, o grupo vai para as quatro unidades
“com um hotel que anunciaremos em breve”. A
estes soma-se o novo Tryp Leiria, recentemente
inaugurado, bem como várias unidades noutras
cidades do Continente e da Madeira, aos quais
se irá juntar, no próximo ano, um hotel em
Moçambique, concretamente em Maputo.
Em matéria de expansão, a Hoti não vai
ficar-se por aqui nos anos mais próximos:
“Somos uma cadeia que tem as suas ambições,
proximamente daremos outras notícias”,
adiantou Manuel Proença, afirmando ainda
que “uma coisa é certa: no espaço de três anos
estaremos nos 20 hotéis em Portugal. É este o
nosso objectivo”.  <

lidade sempre transmitida pelo mar e Jorge Ponce Leão Miguel Proença
pelos oceanos, principalmente devido presidente da ANA Aeroportos administrador da Hoti Hotéis
à paleta de cores utilizada: tons de
azul nos quartos virados para o Tejo “Tomámos uma decisão Renovação do Tryp
e vermelho coral nos voltados para a que foi consciente, Oriente pretendeu
cidade. começámos por criar uma “relação
Para tornar mais vivas as recordações estreita entre o próprio
de um evento que marcou a cidade e escolher o parceiro e só hotel e o espaço em
o país, o Tryp Oriente criou a platafor- depois discutimos as
ma online  memoriaexpo98.com  que condições”. que se insere”
convida a descobrir e a revisitar as me-
mórias da Expo 98, desde a sua origem
aos espectáculos, marcos arquitectó-
nicos e curiosidades acerca do evento.
A propósito, Miguel Proença destacou
a “atitude extremamente colaborativa
da Parque Expo que nos facultou to-
dos os conteúdos de que necessitámos
para o desenvolvimento do nosso tra-
balho”.

SETE MILHÕES PARA NOVO
HOTEL NO AEROPORTO

Atlântico, o Pavilhão de Portugal e o Após um largo processo de negocia- sete milhões de euros, irá contar com porque “acreditamos na dinâmica do
Pavilhão dos Oceanos, hoje Oceanário ção, a ANA Aeroportos de Portugal e a 160 quartos, num total de 320 camas Aeroporto de Lisboa e no crescimento
de Lisboa. Hoti Hotéis assinaram dia 21 de Julho que se irão juntar às 336 do Tryp Aero- que está a processar-se no seu tráfego
No restaurante, que agora ostenta a Licença de Ocupação e Exploração porto, permitindo que na área do Ae- de passageiros”, disse o presidente do
o nome de Bistro&Tapas e está do- com Construção no Domínio Público roporto de Lisboa se forme “um clus- grupo hoteleiro.
tado de uma esplanada, há painéis Aeroportuário que permitirá ao grupo ter hoteleiro composto por dois hotéis Na assinatura do protocolo, o presi-
que fazem recordar o célebre “Pas- hoteleiro transformar o Edifício 125 do com mais de 650 camas, restaurantes, dente da ANA Aeroportos, Jorge Pon-
saporte” que era entregue a cada um Aeroporto de Lisboa numa unidade salas de conferências, Spa e estaciona- ce Leão, frisou que a necessidade de
dos visitantes da EXPO, onde estes hoteleira de três estrelas. mento”. um novo hotel na área do Aeroporto
podiam depois, ao longo de todo o Manuel Proença, presidente da Hoti A opção pela construção de um hotel e Lisboa se deve à expectativa de
período que durou a Exposição, co- Hotéis disse que o novo hotel, que os- de três estrelas inserido no segmento aumento de tráfego de passageiros
leccionar carimbos dos vários países tentará “uma marca de renome”, deve- económico deveu-se “à análise que foi na Portela, onde será possível atin-
participantes. Já no bar, onde as for- rá ser construído em 12 a 14 meses, a feita sobre as necessidades do aero- gir este ano os cerca de 20 milhões
mas orgânicas e curvilíneas dão corco partir do momento em que forem ob- porto” da qual se concluiu que “havia a de passageiros. Explicando que a
aos novos balcões, foi reproduzida a tidas as necessárias autorizações que necessidade de ter um hotel de preço ANA Aeroportos decidiu escolher o
calçada Mar Largo situada no Rossio vão ser pedidas de imediato, pelo que, mais baixo para satisfazer uma franja Grupo Hoti como parceiro porque
dos Olivais, também no Parque das se tudo decorrer conforme o previsto, da procura que não ficava no Aeropor- “estamos muito satisfeitos com o
Nações. deverá estar concluído “no último tri- to e fugia para a cidade em busca de que tem acontecido no Tryp Lisboa
Por últimos, nos quartos, onde a reno- mestre do próximo ano”. preços mais convenientes”, explicou Aeroporto”, Ponce Leão precisou
vação incidiu sobretudo numa nova Localizado ao lado do quatro estrelas Manuel Proença. que “tomámos uma decisão que foi
decoração, o que se sente é a tranqui- Tryp Aeroporto com o qual irá com- O desafio para a construção desta consciente, começámos por escolher
partilhar vários serviços, o novo hotel unidade surgiu da parte da ANA Ae- o parceiro e só depois discutimos as
que resultará de um investimento de roportos, tendo sido aceite pela Hoti condições”. <

TURISVER | JULHO DE 2015 29

>Turismo sustentável
M eio ambiente, eco-
A sustentabilidade aliada ao nomia (contribui- bientalmente responsáveis. Uma Se parece que estamos a falar de
turismo é um dos conceitos ção das actividades atitude que vai ao encontro das campos verdejantes, rios de águas
de que mais se fala e que mais económicas para o recomendações da OMT que esta- límpidas, mares despoluídos e ares
desenvolvimento belece que o turismo sustentável citadinos mais respiráveis, é verda-
adeptos tem ganho. Tanto das regiões) e sociedade (valores e deve ser aquele que salvaguarda o de. Mas falamos também de maior
assim é que, já em 2012, por instituições que contribuam para ambiente e os recursos naturais, racionalidade nos gastos energéti-
ocasião do Dia Mundial do reduzir a exclusão social) são os garantindo o crescimento econó- cos, em conceitos como o de Green
Turismo dedicado a este tema, três grandes vectores da sustenta- mico da actividade, ou seja, capaz Meetings assente em procedimentos
bilidade, muito embora seja quase de satisfazer as necessidades das como o paperless (menor consumo
se afirmava que o turismo sempre o ambiente que em matéria presentes e futuras gerações. de papel).
era a actividade melhor de turismo sustentável toma a dian- É inegável que o ambiente pesa nas Como falamos também de proce-
teira. Cada vez mais o turismo surge escolhas e interfere na experiência dimentos inovadores ao nível da
colocada para contribuir ligado à ecologia, à economia verde, dos turistas, pode contribuir para arquitectura, do design, da constru-
para o desenvolvimento com os agentes e empresas do sector a sua fidelização, seja a um destino ção e decoração, nomeadamente
sustentável das economias e (hotelaria, aviação, viagens, anima- como a um alojamento, ao mesmo com recurso a materiais reciclados
ção turística), bem como os turistas, tempo que garante experiências se- e recicláveis, porque a reciclagem é
das sociedades. a desempenharem um papel impor- melhantes às gerações vindouras. também um conceito sustentável.
tante na redução da sua “pegada”. Por isso são muitos os turistas que Para todos nós que somos turistas
Porque, como já disse mais que uma têm em conta as práticas ambien- mesmo no nosso próprio país, é fácil
vez o secretário-geral da Organiza- talmente sustentáveis dos destinos dar o nosso contributo, começando
ção Mundial do Turismo, “todos têm que escolhem e isso tem levado a por aqui. Já do lado das empresas,
um papel a desempenhar no turismo que tanto estes como a restante as exigências são maiores, passam
sustentável” e “todas as acções con- oferta turística adoptem políticas de por uma série de mecanismos, em
tam”. sustentabilidade, com práticas mais que se integra até a “educação” dos
O turismo anda hoje, até por exi- amigas do ambiente, numa estraté- funcionários e a monitorização do
gência dos turistas, amplamente gia que pretende vincar a diferencia- seu desempenho ambiental. Pro-
relacionado com a preservação do ção face à restante oferta e que levou cedimentos que uma parte muito
meio ambiente, com a adopção de ao surgimento de prémios e certifi- considerável das empresas turísticas
planos e políticas de sustentabi- cações várias que atestam que a sus- portuguesas já seguem e lhes têm va-
lidade baseadas em práticas am- tentabilidade, além de apregoada, é lido inúmeras distinções, nacionais e
prosseguida. internacionais. <

27 anos no coração do turismo português

30 JULHO DE 2015 | TURISVER

O Design & Wine Hotel, construído sobre um antigo Design & Wine Hotel
edifício histórico no centro da Vila de Caminha, é
sensível à crescente tomada de consciência por parte Sensível
da sociedade em geral para a necessidade de práticas à necessidade
ambientais que sustentem um planeta com melhor de práticas
qualidade de vida, e tem tomado um conjunto de ambientais
medidas com vista a pôr em prática esta política de
sustentabilidade, contando com a colaboração tanto
dos trabalhadores como dos clientes.

TEXTO: MARIA MORGADO

Aimplementação, com dos sido desenvolvidos por cientistas,
sucesso, dessas medi- ONG’s (Organizações não Governa-
das, fez com que hotel mentais) e outras partes interessadas,
ganhasse a licença de para criar um meio credível e fiável de
utilização, até 2016, do opções ambientalmente responsáveis.
Rótulo Ecológico Europeu (REE) ou Conscientes da integração do hotel
European Eco-label, certificado que
reconhece produtos e serviços que >numa área de paisagem natural privi-
contribuem para a redução dos im-
pactos ambientais negativos, promo- legiada, tendo em conta as actividades
vendo a excelência ambiental. e aspectos ambientais respectivos,
O sistema comunitário do REE é um os responsáveis da unidade hoteleira
compromisso com a sustentabilida- decidiram planear, implementar e me-
de, tendo os critérios nele estabeleci- lhorar medidas de utilização racional
de água e energia, utilização adequada
de detergentes e desinfectantes e ges-

TURISVER | JULHO DE 2015 31

>turismo sustentável

O Design & Wine Hotel
preservou e recuperou
os aspectos clássicos
de um edifício de valor
histórico na Vila de
Caminha e fez coexistir
em simultâneo a
antiga arquitectura
com o conforto e
design de um edifício
moderno.

>tão apropriada de resíduos. Para tal, planeia acções conjuntas com a comu- nal renova-se com os perfumes e os cessidade de contribuir com o seu
nidade para a protecção do ambiente. sabores, e os jantares vínicos aliam o negócio para o desenvolvimento sus-
assume o compromisso do cumpri- Todas estas acções têm um resultado requinte do vinho à força dos produ- tentável e uma adequada integração
mento de legislação e regulamentação significativo na melhoria da qualidade tos do “terroir”. Espaço de convívio e no meio ambiente em que se enqua-
aplicáveis. de vida dos habitantes e são um atrac- de lazer, a Enoteca propõe a degusta- dra, que o hotel decidiu criar e imple-
tivo genuíno e equilibrado para os vi- ção de vinhos de todo o País. A galeria mentar uma política ambiental, tendo
TRABALHADORES E HÓSPEDES sitantes. Whitebox é uma área multifuncional em conta que o concelho de Caminha
ENVOLVIDOS Na recepção do hotel está disponível em que é possível apreciar uma expo- apresenta uma biodiversidade rica e
material informativo e educativo so- sição de obras de arte, assistir a uma única que proporciona aos habitan-
Para o sucesso desta política, a direc- bre medidas de conservação da na- conferência ou visionar um filme. tes e visitantes elevada qualidade de
ção do hotel conta com a colaboração tureza e da biodiversidade, dados e É neste contexto e consciente da ne- vida. <
e participação de todos os seus traba- medidas de prevenção da poluição e
lhadores no cumprimento dos objecti- da protecção do ambiente. Por outro
vos indicados no programa de acção, lado, o preenchimento e entrega, por
e no incentivo ao envolvimento dos parte dos hóspedes, do questionário
clientes. Para tal, promove continua- ambiental, possibilita ao hotel reco-
mente a formação dos trabalhadores, lher e sugestões e implementar acções
e proporciona-lhes informação e edu- e práticas para a melhoria contínua da
cação ambientais, bem como aos hós- sua satisfação e do desempenho am-
pedes e comunidade local. biental do Design & Wine Hotel.
No programa de acção são definidos
objectivos relativos aos aspectos am- PRESERVAR, PRESERVAR,
bientais relacionados com energia, PRESERVAR…
água, resíduos, produtos químicos
e transportes, enquanto para reco- O Design & Wine Hotel preservou e re-
nhecer e valorizar a participação dos cuperou os aspectos clássicos de um
hóspedes são sempre consideradas edifício de valor histórico na Vila de
as suas opiniões, através de um ques- Caminha e fez coexistir em simultâ-
tionário ambiental, bem como outras neo a antiga arquitectura com o con-
sugestões. forto e design de um edifício moderno.
A unidade havia estabelecido um pra- A Vila de Caminha, situada na Foz
zo, até Dezembro de 2014, para cum- do Rio Minho, mesmo em frente da
prir um conjunto de medidas, tais Galiza, é procurada pela etnografia,
como a redução em 1% do consumo de pela gastronomia tradicional e pelos
energia, em 3% o consumo de água e desportos náuticos, sendo a sua bele-
produção de resíduos indiferenciados za, pacatez e dimensão outros tantos
em menos 3%, por número de dormi- motivos de atracção.
das, utilização a 100% de produtos de Nesta antiga vila minhota do Norte de
higienização com rótulo comunitário, Portugal nasceu o Wine & Design Ho-
bem como contribuir para a diminui- tel que oferece uma requintada mescla
ção da poluição causada pelos trans- cultural em que as várias expressões
portes, incentivando, assim o uso de artísticas tradicionais e contemporâ-
bicicletas disponíveis na unidade e de neas se cruzam com os sabores da gas-
transportes públicos, e realização de tronomia e dos vinhos portugueses. Os
percursos pedestres. Ao mesmo tem- 23 quartos do hotel, incluindo algumas
po pretende sensibilizar e envolver os suites, são como uma paleta em que as
fornecedores na politica e programas artes tradicionais convivem com as ex-
de acção do hotel, promovendo a sua pressões mais contemporâneas.
participação em acções de sensibili- No restaurante, a cozinha tradicio-
zação para boas práticas ambientais e
32 JULHO DE 2015 | TURISVER

TURISVER | JULHO DE 2015 33

>turismo sustentável

Monte Saraz

Comprometido com
o turismo responsávelTEXTO: MARIA MORGADO

Monte Saraz – Turismo Éda responsabilidade do nientes do estrangeiro, usa o avião e o turismo responsável é que devemos
Rural, no Alentejo, está empreendimento solicitar automóvel como meio de transporte, entregar “melhores lugares para se vi-
os clientes para agirem de torna para o Monte Saraz um desafio ver e visitar’”.
comprometido com o uma forma ambientalmen- maior, que é dar aos visitantes uma Turismo sustentável é aquele que
turismo responsável, com a te responsável durante a experiência de turismo responsável e atende, simultaneamente, as necessi-
sustentabilidade, o turismo sua estadia, assim como no seu quoti- amigo do ambiente nas áreas onde se dades dos turistas e das regiões recep-
verde, o respeito e o benefício diano, daí a criação de uma brochura pode fazer a diferença. toras, ao mesmo tempo que protege e
que estabelece, de forma clara, o pro- A brochura sobre sustentabilidade amplia as oportunidades para o futuro.
da população local, com o cedimento a adoptar pelo cliente para indica ainda que a indústria do turis- É um condutor à gestão de todos os re-
património e conservação do atingir esses objectivos e metas. mo não é apenas para os turistas. Os cursos, de tal forma que as necessida-
Para a unidade, turismo responsável clientes querem férias enriquecedoras. des económicas, sociais e ambientais
meio ambiente, ao mesmo é levar os seus clientes a terem um As populações precisam de empregos possam ser satisfeitas sem desprezar
tempo que envolve os seus contacto mais próximo com as cultu- e meios de subsistência locais e ma- a manutenção da integridade cultural,
clientes nestes princípios. ras e ambientes locais e por envolver neiras de sustentar o seu património dos processos ecológicos essenciais,
a população local na área do turismo, natural e cultural. No Monte Saraz é da diversidade biológica e dos siste-
34 JULHO DE 2015 | TURISVER tendo a certeza que oferecerão aos explícita a obrigação de satisfazer as mas que garantem a vida. São estes os
seus hóspedes uma recepção calorosa. necessidades de ambos: os clientes e princípios que a unidade do Alentejo
Isto porque a população local é capaz as populações locais, mas também da quer preservar para evitar a ocorrên-
de mostrar aos estrangeiros e visitan- conservação. cia de danos irreversíveis nos meios
tes as suas culturas e os modos de vida turísticos, de minimizar os custos so-
melhor do que um guia que venha de EXPERIMENTAR ciais, económicos e ambientais que
fora. COM RESPONSABILIDADE afectam os moradores das localidades,
A equipa do Monte Saraz facilita es- O empreendimento entende que a e de optimizar os benefícios do desen-
sas experiências aos seus clientes, de viagem responsável é também sobre volvimento turístico.
uma forma mais relaxante ou mais redescobrir, experimentar a natureza Monte Saraz - Turismo Rural é um
activa e tenta incentivar os viajantes e o meio ambiente, estar nele, senti-lo, monte oitocentista restaurado à ma-
a tornarem-se mais responsáveis e res- cheirá-lo e aprender sobre ele, ou seja neira antiga, que oferece estadias em
peitadores do ambiente. Isto porque, poder ter uma actuação pró-activa e casas independentes ou em suites, no
só um viajante responsável entende não só contemplativa. Os clientes de edifício principal, a partir do qual se
povos locais, relacionamento com os Monte Saraz citam frequentemente os poderá desfrutar de uma vista mag-
ambientes, e que a renda proveniente jardins e a arquitectura como uma ex- nífica sobre a povoação medieval de
do turismo pode ser um poderoso in- periência enriquecedora: Os pássaros, Monsaraz. A partir daqui pode-se
centivo para a conservação. os sons da água, as flores, a abundân- partir à descoberta dos sabores regio-
Por outro lado, a unidade assumiu cia de plantas silvestres, os insectos, nais, dar passeios a pé ou de bicicleta,
sempre a responsabilidade de tomar as casas brancas e os materiais, isto visitar monumentos pré-históricos,
medidas para reduzir as emissões de porque é colocada muita ênfase no conhecer as aldeias vizinhas ou, ainda,
CO2 e a pegada ambiental. Uma vez meio ambiente. “A nossa ideia para o apreciar a beleza dos lagos formados
que a maioria dos hóspedes, prove- pela água do Alqueva. <

>av&to

A bordo do Anthem of the Seas

APAVT assinalou
65º aniversário

TEXTO: FERNANDA RAMOS

No almoço realizado a bordo
do navio da RCI ancorado no
Tejo, o presidente da APAVT,
Pedro Costa Ferreira, destacou

a “cultura de compromisso”
que tem marcado a vida da
Associação, tendo também
sublinhado a necessidade de
uma entidade como a APAVT
“ter memória” e “respeitar a

história”.

Pedro Costa Ferreira Foi no dia 1 de Julho, com um que travar nos anos próximos, continu- todas as ideias, todos os interesses”.  A
Presidente APAVT almoço a bordo do Anthem of ando a ter por base a mesma “cultura de estes se juntam as acções com as En-
the Seas, o mais recente navio compromisso” que dominou o passado tidades Regionais de Turismo, o Turis-
“Quem lidera uma da companhia de cruzeiros como domina o presente. Uma cultu- mo de Portugal e a Tutela, bem como
associação com 65 Royal Caribbean Internatio- ra que “tem a ver com a percepção de os projectos “Destino Preferido”. Já a
anos de história deve nal que se encontrava ancorado no Tejo, que quem vive e integra uma sociedade nível internacional realçou o trabalho
ter memória e deve que a Associação Portuguesa das Agên- deve respeitar os vários interesses que desenvolvido pela Associação no seio
respeitar a história” cias de Viagens e Turismo, assinalou os nela interagem e deve perceber que me- das suas congéneres europeias. Um tra-
seus 65 anos. Uma cerimónia que contou lhor se defendem interesses próprios, balho que permitiu à APAVT assegurar
com a presença de vários ex-presidentes se se aceitar que os interesses alheios, uma das vice-presidências da ECTAA,
da Associação, do secretário de Estado mesmo os conflituantes, podem ser tão trazer a Portugal duas reuniões bianuais
do Turismo, do presidente da Confede- legítimos quanto os nossos próprios desta entidade” bem como “o congresso
ração do Turismo Português, do CEO da interesses”. Exemplo disso afirmou, é o da nossa congénere alemã no próximo
TAP e de presidentes das Entidades Re- facto de em Portugal a APAVT ter uma Novembro”
gionais do Turismo, além de dezenas de relação tão próxima com a indústria aé- Para o futuro, o presidente da APAVT
empresários e agentes do sector. rea, “apesar das extraordinárias dificul- garantiu que o objectivo reside em
Numa curta intervenção, Pedro Costa dades que se mantêm por ultrapassar”, “manter a dinâmica, preservando e res-
Ferreira, presidente da APAVT come- tendo alertado para a chegada de novas peitando a memória”.
çou por frisar que a APAVT é uma as- dificuldades “caso do pagamento sema- Presente neste almoço comemorati-
sociação com história, algo que reputou nal do BSP”.  vo que foi precedido por uma visita ao
de grande importância já que, na sua Segundo exemplo “também fruto desta navio Anthem of the Seas, o secretário
óptica, é a “memória do passado que cultura o facto de a APAVT integrar uma de Estado do Turismo, Adolfo Mesquita
produz confiança no futuro”. Sublinhou entidade de protecção dos interesses do Nunes, disse entender que os 65 anos
igualmente que a trajectória da Asso- consumidor que é um case study euro- comemorados pela APAVT “são 65 anos
ciação foi marcada, desde o seu início, peu no âmbito da resolução voluntária de serviço e de disponibilidade para os
por uma “cultura de compromisso” o de conflitos, o Provedor do Cliente”.  outros” e sublinhou que, ao contrário
que, no entanto, está longe de significar Para Pedro Costa Ferreira, a APAVT do que se poderia pensar, as agências
que tenha sido marcada por “consensos atravessa hoje “um dos seus períodos de de viagens “têm sido um sector bastan-
cinzentos e frágeis”. maior dinamismo”, tanto a nível nacio- te consensual na forma como se tem
“Quem lidera uma associação com 65 nal como internacional. Exemplo disso adaptado às mudanças e têm uma vida
anos de história deve ter memória e são os congressos anuais promovidos associativa sólida”. Quanto ao futuro,
deve respeitar a história”, considerou por esta entidade e que, segundo o seu Mesquita Nunes frisou que “os desafios
Pedro Costa Ferreira, lembrando que ao presidente, “são provavelmente os even- são muitos” e que neles “não ganha o
longo de todos estes anos foram trava- tos onde mais se fala do futuro, envol- mais forte, ganha o que melhor se adap-
das “muitas batalhas” e muitas haverá vendo sempre todos os protagonistas, tar à mudança”. <

TURISVER | JULHO DE 2015 35

>av&to

Parceria com Alentejo e Centro

Lusanova com nova
brochura para
o mercado brasileiro

TEXTO: FERNANDA RAMOS

A Lusanova Tours apresentou Os roteiros
em Lisboa o seu novo do “Portugal
Select”
catálogo “Portugal Select –
Regiões Centro de Portugal Já em distribuição no
mercado brasileiro, a
e Alentejo” destinado ao brochura “Portugal Select –
mercado brasileiro, fruto de Regiões Centro de Portugal
uma inovadora parceria entre e Alentejo” integra sete
roteiros com duração entre
a Lusanova e as Agências os sete e os 13 dias, com
Regionais de Promoção alguns deles a incluírem
Turística do Centro de Lisboa e Porto.
Portugal e do Alentejo. Fátima, Altar da Fé (sete
dias à partida de Lisboa
Regiões Centro de Portugal e Alentejo com um “saltinho” a Évora
e Santarém); Grande
Roteiros Privativos • Hotéis • Self-Drive • Roteiros Temáticos Roteiro dos Sabores (13
lusanova.com.br dias percorrendo os sabores
da região Centro e do
Àrevista Turisver, à mar- catálogo marca o início da “colabora- Como sublinhou o presidente da Agên- Alentejo); Rota dos Castelos
gem da apresentação ção entre a Lusanova e estas duas en- cia Regional de Promoção Turística do e Aldeias Históricas (10 dias
do novo produto, Daniel tidades que também participaram na Alentejo, Vítor Silva, as duas regiões pelos castelos de ambas as
Marchante, director da feitura da brochura”. têm “características muito parecidas, regiões); Portugal Vínico
Lusanova Tours, expli- A escolha do Centro e do Alentejo para não somos regiões de turismo de mas- (10 dias pelas regiões e
cou que a brochura “Portugal Select” esta brochura de arranque “Portugal sas como o Algarve, Lisboa ou Madeira sub-regiões vitivinícolas
dedicada às regiões Centro de Portugal Select” teve a ver, desde logo, com a que, no conjunto, são responsáveis por do Douro, Oeste, Oeste,
e Alentejo “é um produto que sai um facilidade de colaboração entre estas 80% do turismo nacional (…) mas so- Colares, Azeitão e Alentejo
pouco fora da massificação dos cir- duas regiões, reconhecida por Paulo mos regiões muito grandes, muito di- (Estremoz, Monsaraz,
cuitos regulares”, destinando-se a “um Machado, actualmente a trabalhar versas e vocacionadas para um tipo de Évora e Cartuxa); Escapada
tipo de cliente mais exigente, que pri- com a Lusanova em São Paulo mas turismo mais seleccionado”, em que a Romantica a Portugal
vilegia a qualidade em todos os servi- que ao longo de muitos anos esteve no História e o património pesam muito, (sete dias); Roteiro de
ços”, à imagem de outro produto que a Turismo de Portugal como represen- a par, por exemplo, do produto gastro- Centro de Portugal e
Lusanova tem já no Brasil denominado tante no Brasil. nomia e vinhos. Alentejo (12 dias) e ainda
“Europa Select”. Assim sendo, a marca A existência de produtos similares Estas qualidades foram também Lisboa, Coimbra e Porto
“Select” é a “tentativa de criarmos um (património, gastronomia, vinhos…), o destacadas pelo vice-presidente da (8 dias), são os programas
produto diferenciado para quem não facto de em ambas as regiões o turis- ARPT Centro de Portugal, que falou da propostos.
gosta de viajar em grupo, preferindo mo brasileiro apresentar grande cres- abrangência de produtos que se pode Os roteiros, que funcionam
viajar individualmente, procurando cimento (no Centro é o terceiro mer- encontrar na sua região e que, além apenas para clientes
produtos de melhor qualidade e, natu- cado internacional, com crescimentos dos já enumerados, se estende ao surf, individuais podem ser
ralmente, mais caros e potenciadores acima dos 12% e mais de 32 mil hóspe- à “maior onda do mundo” e até à neve, realizados em fly & drive
de experiências diferentes”. des até Abril) foram outros elementos na Serra da Estrela. ou em carro com motorista
Por outro lado, acrescentou, o novo tidos em conta. Segundo Daniel Marchante, o “Portu- privado (a decisão é
36 JULHO DE 2015 | TURISVER do cliente), podendo
igualmente qualquer dos
programas ser alterado à
medida dos desejos de cada
cliente.
A brochura dedica ainda
cinco páginas a uma
selecção de hotéis nas
regiões Centro de Portugal,
Alentejo e Lisboa, uma
página de conselhos úteis e
duas de informações sobre
as regiões. <

Daniel Marchante Jorge Loureiro Vítor Silva diversos mercados, nomeadamente os
director vice-presidente presidente mais distantes como é o caso do Bra-
sil. Trata-se, frisaram, de “ganhar esca-
Lusanova ARPT Centro de Portugal ARPT Alentejo la” em termos de promoção externa e
“alavancar o produto”.
Portugal Select “sai um “Ao contrário do “Esta ideia tem Sublinhando que o Turismo de Portu-
pouco fora da massificação passado, hoje o pernas para andar” gal “é muito favorável à ideia de que
segredo já não é a as regiões se juntem e unam esforços
dos circuitos regulares”, alma do negócio, a e “provavelmente, para se promoverem de forma con-
destinando-se a “um tipo de partilha é que é a nos próximos junta nos mercados internacionais”,
alma do negócio e do meses, Vítor Silva garantiu à Turisver que
cliente mais exigente, que “esta ideia tem pernas para andar” e
privilegia a qualidade em sucesso” desvendaremos que “provavelmente, nos próximos
outras coisas” meses, desvendaremos outras coisas”
todos os serviços” nesta mesma linha das parcerias para
va ontem apresentada em Lisboa. Os as quais “o Alentejo está muito aberto”.
dois responsáveis adiantaram mesmo Uma ideia reforçada por Jorge Lourei-
que estão a ser já estudadas outras ac- ro para quem o modelo agora inau-
ções em parceria, embora se tenham gurado “faz todo o sentido e vai fazer
escusado a avançar pormenores. o seu caminho”, nomeadamente em
Na apresentação da brochura, Vítor termos de “mercados distantes como
Silva, presidente da ARPT do Alente- é o caso do Brasil”, onde “há necessi-
jo e Jorge Loureiro, vice-presidente da dade de conjugar esforços e meios”
ARPT do Centro, sublinharam a ideia para “ganhar escala” e “reduzir custos”
da necessidade de estabelecer parce- O responsável considerou a propósito
rias entre regiões para a promoção em que “ao contrário do passado, hoje o
segredo já não é a alma do negócio, a
partilha é que é a alma do negócio e do
sucesso”.
Ambos os responsáveis se mostraram
“muito entusiasmados com este pro-
jecto conjunto do Alentejo e do Cen-
tro” que permitirá a ambas as regiões
terem uma maior visibilidade e serem
mais actuantes no mercado brasilei-
ro. <

gal Select” começou já a ser distribu- viagens brasileiros que estiveram tam-
ído no Brasil onde “além dos nossos bém na apresentação da nova brochu-
três escritórios, no Rio de Janeiro, São ra, em Lisboa.
Paulo e Recife, estará em breve tam- À margem da apresentação, Daniel
bém em todos os distribuidores de Marchante diria ainda à Turisver que
todos os estados brasileiros, fazendo o ano “está difícil” no Brasil, onde o
uma cobertura nacional com bastan- número de pessoas que saiu para o
te produto”, sendo que a partir deste estrangeiro caiu 20% nos primeiros
catálogo, a Lusanova irá poder “res- meses do ano. “Fizemos o reforço do
ponder a todo o tipo de solicitações de nosso espaço comercial na tentativa
reservas que muitas vezes nem sequer de ganhar mais força, aumentámos a
têm muito a ver com os programas que equipa comercial, quer em São Paulo
nele se incluem”, explicou, precisando quer no Rio para dar melhor resposta,
que “muitas vezes estes catálogos ser- temos mais gente na rua para vender”,
vem essencialmente de chamariz para disse o responsável, adiantando que
outras reservas e outros pacotes”. com tudo isto “estamos com números
Na próxima edição da ABAV, que se muito idênticos ao ano passado” que
realiza em Setembro em São Paulo, a no entanto tinha sido um ano atípico
brochura que está já a suscitar bastan- devido às eleições e do Mundial. Assim,
te curiosidade no Brasil, com várias 2015 “não será um ano bom mas temos
operadoras e mostrarem-se interessa- a esperança que, dentro da dificuldade,
das no produto, terá um novo impulso venha a ser semelhante a 2014”,
promocional, disse o responsável que
avançou também à Turisver que “já PARCERIAS ENTRE
decidimos que no próximo ano vamos CENTRO E ALENTEJO
criar um circuito regular só para as SÃO PARA CONTINUAR
regiões Centro de Portugal e do Alen- A garantia foi dada à revista Turisver,
tejo”. tanto por Vítor Silva, presidente da
Para promover o catálogo, a Lusanova ARPT do Alentejo, como por Jorge
e a Agência Regional de Promoção Tu- Loureiro, vice-presidente da ARPT do
rística do Alentejo foram parceiros na Centro, à margem da apresentação da
realização de uma fam tour que levou brochura “Portugal Select” da Lusano-
à região um grupo de nove agentes de

TURISVER | JULHO DE 2015 37

>aviação

João Bernardo Vieira

– Secretário de Estado dos Transportes da Guiné-Bissau

Governo
guineense cria
companhia aérea

e conta com
EuroAtlantic

O Governo guineense criou uma companhia de bandeira
do país designada Air Guiné-Bissau num consórcio

com o grupo romeno Tender. Em entrevista à Turisver,
o secretário de Estado guineense para o sector dos
Transportes e Comunicações, João Bernardo Vieira,

referiu que o grupo português EuroAtlantic poderá vir
a juntar-se ao consórcio, que até ao final do ano deverá

iniciar ligações para a sub-região africana e Lisboa, e
posteriormente Paris e Fortaleza.

Turisver – Qual é a política TEXTO: MARIA MORGADO O sector do transporte aéreo esteve com a EuroAtlantic. Formulámos um
adoptada por este Gover- completamente paralisado nos úl- convite à EuroAtlantic que manifestou
no a nível do transporte, “Este governo entendeu timos 20 anos. O que está a ser feito interesse em entrar no capital da com-
nomeadamente aéreo? que a criação de para o reactivar? panhia. No entanto, faltam limar algu-
João Bernardo Vieira – uma companhia Esteve paralisado talvez por falta de mas arestas para que isso aconteça,
Temos uma visão muito progressiva aérea nacional é ambição política ou não tenha sido mas uma delegação da transportado-
relativamente ao transporte aéreo. O uma questão de uma prioridade nos últimos anos. Mas ra aérea privada portuguesa já esteve
primeiro passo foi criar um quadro ju- soberania com o este governo entendeu que a criação de em Bucareste para conversações com
rídico que se ajustasse aos standards objectivo de aumentar uma companhia aérea nacional é uma o grupo Tender. Houve interesse tam-
e às normas internacionais impostas não só o orgulho questão de soberania com o objectivo bém por parte de um grupo america-
pela Organização da Aviação Civil dos guineenses, mas de aumentar não só o orgulho dos gui- no e outro canadiano, mas o processo
Internacional (OACI). Nesse sentido, também permitir neenses, mas também permitir a pos- está a evoluir tão depressa que eles vão
este ano conseguimos levar a Conse- a possibilidade de sibilidade de deslocarmos mais facil- ter que correr mais para poderem en-
lho de Ministros um diploma que iria deslocarmos mais mente para o exterior e não estarmos trar nesta parceria estratégica.
responder a essa necessidade. Levá- facilmente para o dependentes de terceiros para viajar. Se por acaso a EuroAtlantic não fizer
mos o novo código aéreo que, depois exterior” A criação da Air Guiné-Bissau já foi parte da Air Guiné-Bissau não tem
de vários debates e diversas sessões, anunciada. Quem participa e como receio que deixe de voar para o país,
foi aprovado. Portanto, temos um qua- participa? sendo que é hoje a única forma de
dro jurídico que se ajusta àquilo que é Neste momento temos um acordo chegar a Lisboa em voo directo?
necessário hoje em dia. com o grupo romeno Tender, dona São livres de continuar, tanto a Euro-
O segundo passo está ligado com a de 60% da nova companhia aérea e o Atlantic como a TAP. É que a TAP não
formação de quadros aeronáuticos e, Estado da Guiné-Bissau com 40%. A precisa de uma autorização escrita do
nesse sentido, está um conjunto de porta da “Air Guiné-Bissau” está aberta governo da Guiné-Bissau para retomar
pessoas a receber formação. para receber outros grupos que quei- os voos. Quando quiser recomeçar a
Actualmente, estamos na terceira fase ram fazer com que a nossa companhia operação para Bissau pode fazê-lo.
das nossas prioridades, que é a criação seja uma referência na Costa Ociden- E se entrar nesta parceria?
da companhia aérea nacional, objec- tal Africana. Com a entrada de outras Estando nesta parceria a EuroAtlantic
tivo que se enquadra no programa companhias este valor vai ser alterado. fará parte da Air Guiné-Bissau e, por-
do Governo. Nesse sentido houve um Estamos abertos e em negociações
avanço significativo.
38 JULHO DE 2015 | TURISVER

A porta da “Air
Guiné-Bissau” está
aberta para receber
outros grupos que
queiram fazer
com que a nossa
companhia seja uma
referência na Costa
Ocidental Africana.

tanto, os seus aviões estarão também companhia? esta última, uma zona turística impor- assegurar os voos directos da Euro-
ao serviço da nova empresa aérea. Não vou entrar com datas precisas, tante. Se conseguirmos isso estaremos Atlantic entre Lisboa e Bissau. Con-
mas é nossa intenção começar a ope- em condições de atrair o turismo. corda?
COMEÇAR PELA SUB-REGIÃO rar antes do final do ano. A escolha da EuroAtlantic foi a melhor
AFRICANA MAIS PERTO DO MUNDO opção, porque temos que analisar onde
TURISMO SATISFEITO Foi muito criticado quando afirmou estávamos. Tinhamos saído de um gol-
Anunciou que a operação e expansão Com a criação desta companhia aé- que a Guiné-Bissau queria criar uma pe de Estado em que o país estava com-
da Air Guiné-Bissau serão faseadas. rea está à partida a pensar no merca- companhia aérea nacional. Houve pletamente descredibilizado a nível
Como é que se vão processar? do étnico. Como é que este projecto muita gente que disse que o país teria internacional. Os voos da TAP tinham
O importante é que temos uma vi- casa com o turismo? outras prioridades. Como reage? sido cancelados e não havia qualquer
são muito clara relativamente aquilo O mais satisfeito com a criação desta A governação é mesmo assim. Poderá ligação aérea entre Bissau e a Europa.
que queremos fazer. Temos os pés empresa aérea nacional é o secretário não ser uma prioridade, mas consta Perante essa situação e enquanto go-
bem assentes na terra e sabemos que de Estado do Turismo, não só pelas do programa do governo e do plano vernantes, tínhamos que tomar certas
não podemos chegar a todo o lado vantagens que poderá trazer para o de acções da Secretaria de Estado dos decisões com vista a aliviar uma neces-
de um dia para o outro. Por isso, a turismo, mas também pelo facto de Transportes. sidade dos guineenses, que tinham que
primeira fase será controlar a sub- aumentar o orgulho nacional. Vai per- Muita gente também disse que o fazer 12 horas para chegar a Lisboa e
-região da África Ocidental com voos mitir às pessoas poderem conhecer a Estado da Guiné-Bissau fez e está a hoje têm a possibilidade de o fazer em
para Dakar, Cidade da Praia, Banjul Guiné-Bissau, numa espécie de marke- fazer um grande investimento para 4 horas. Acho que é uma conquista. Se
e Conakry, e ao mesmo tempo ligar ting para o turismo. o investimento é elevado ou não, penso
Lisboa, destino favorito dos guineen- Estamos e vamos continuar a traba- que no momento foi a melhor opção. <
ses. Numa segunda fase pretendemos lhar com a Secretaria de Estado do Tu-
ligar Bissau-Lisboa-Paris e, numa ter- rismo no sentido de analisar os pontos TAXI T Algarve
ceira fase, num horizonte não muito onde o turismo poderá ter maior im-
longínquo, ligar a capital guineense a pacto. Daí estarmos a desenvolver o
Fortaleza (Brasil). aeroporto de Bubaque, nos Bijagós.
O objectivo é recolher os passageiros
da sub-região africana e levá-los para a A Guiné-Bissau é um país de difícil Agência de Viagens e Turismo e Táxis de Turismo
América Latina, transformando a Gui- acesso. A nível do interior que infra-
né-Bissau num hub da costa Ocidental -estruturas aeroportuárias estão a Telemóvel: 00351 964858517 (disponível 24/7)
Africana. Actualmente, os passageiros ser criadas?
desta zona têm que ir a Casablanca Há um grupo chinês que esteve em Tel: 00351 282 624 807 - Fax: 00351 282624807
para apanhar um voo para o Brasil. Bissau em Dezembro último e que fez E-mail: [email protected] - [email protected] Website: www.taxi-t.com
Com que aviões vai a Air Guiné-Bis- um levantamento dos aeroportos e
sau operar? aeródromos do país. Numa primeira TURISVER | JULHO DE 2015 39
Temos previsto os ATR propícios para fase, o nosso grande objectivo é a re-
esta sub-região, podendo ligar facil- novação do Aeroporto Internacional
mente várias capitais. Posteriormente Osvaldo Vieira (Bissau) e a construção,
veremos como chegar à Europa. Mas de raiz, do aeroporto de Bubaque. Este
não podemos esquecer que a Euro- grupo foi o mesmo que construiu os
Atlantic tem aviões muito modernos aeroportos de Brazaville e de Lomé.
para garantir essas ligações. Vamos Neste momento estão a fazer os es-
começar com dois aparelhos e, con- tudos com o apoio de uma organiza-
forme as necessidades, os aviões vão ção sub-regional. Numa segunda fase
aumentar. iremos para os aeródromos de Cufar
Quando será o primeiro voo da nova (Sul), Mafango (Leste) e Varela (Norte),

t-taxitaxis_AF_TV_EP-FINAL-PT.indd 1 13/02/2015 15:37:40

>aviação

Nova estratégia de distribuição

Lufthansa
espera

“1 milhão
de passageiros”

Num encontro informal com os jornalistas, o novo director-
geral da Lufthansa para a Península Ibérica, Carsten

Hoffmann, revelou os seus planos para o mercado nacional
e também a nova estratégia que a Lufthansa se prepara para
implementar no campo da distribuição. Igualmente presente

no encontro, Michael Hutzelmann, director de vendas da
transportadora para Portugal, falou do objectivo de atingir um

milhão de passageiros em 2015.

TEXTO: SARA CUNHA FERREIRA Lufthansa”. é mesmo para implementar”, Hoff-
“Este ano está a ser o melhor ano de mann explicou porém que o “objec-
Foi no terraço do Hotel sempre da Lufthansa para os clientes, tivo não é acabar com os interme-
do Chiado, com uma das com grandes investimentos da nossa diários, mas sim trabalhar com eles
melhores panorâmicas parte, mas gostaria também de falar e com isso permitir à Lufthansa re-
sobre Lisboa, que Carsten da nossa nova estratégia de distribui- cuperar o controlo sobre o contacto
Hoffmann se apresentou ção” – Distribution Cost Charge. Foi com o cliente e ter acesso directo às
à imprensa nacional como novo assim que o novo director para Por- suas preferências e assim personali-
director-geral da Lufthansa para a tugal e Espanha introduziu um dos zar as ofertas, beneficiando o consu-
temas “mais quentes” dos últimos midor”.
Península Ibérica. Em funções desde tempos na aviação comercial. Com esta taxa, continuava Hoffman,
Março, Hoffmann começou por afir- A nova política tarifária do grupo ale- “quem beneficia é o cliente porque
mar-se “muito ansioso pelos próxi- mão, a implementar na Lufthansa a podemos acrescentar mais-valias a
mos anos no cargo”, tendo em conta 1 de Setembro deste ano, causou um uma viagem”, adiantando que não se-
que o nosso país “é um mercado mui- impacto nos alicerces da intermedia- ria um bónus da transportadora, “já
to forte e importante para o grupo ção na comercialização de bilhetes, que teria um preço, mas personaliza-
nomeadamente nos GDS e agências va a experiência de viagem através de
de viagens que actuam perante o parceiros”.
cliente final. “Percebo que seja um rompimento
Sobre esta “grande e disruptiva mu- abrupto, mas a Lufthansa não quer
dança”, como a apelida Carsten com isto dizer que se tornará inde-
Hoffmann, “é algo que temos vindo pendente, pelo contrário, nós somos
a pensar implementar há já algum dependentes, mas a ideia é oferecer
tempo, porque se olharmos para a experiências ‘tailor made’ e com os
distribuição no mundo das compa- agentes de viagem formar uma equi-
nhias aéreas, esta mantém-se, em pa ainda melhor e percebermos que
vários aspectos, a mesma há 30 ou este é o caminho”.
40 anos”. Porém, “o comportamento
de viagens tem mudado muito desde FLEXIBILIDADE
então e porque não haveria a distri- TAMBÉM DE TARIFAS
buição de mudar também? Por que Questionado sobre a tentativa de di-
razão temos de ter uma distribuição ferenciação da oferta das “low cost”,
de tamanho único, de ‘full content’?” o novo director-geral da companhia
Reiterando à Turisver que esta medi- aérea alemã explicou que estas ofer-
da “não se trata de uma negociação,

40 JULHO DE 2015 | TURISVER

Radiografia
de Carsten
Hoffmann

O novo responsável pela Lufthansa
para os mercados da Península
Ibérica é alemão nascido em 1975,
na cidade de Gottingen, casado e
com dois filhos.
Com estudos académicos a
valerem um mestrado em Ciências
Empresariais, na especialidade
de Marketing, Carsten Hoffmann
estreia-se na Lufthansa em
Abril de 2003, como membro do
programa internacional para
licenciados ProTeam, integrando-
se posteriormente na equipa de
vendas, na área da coordenação da
planificação de voos e optimização
de rotas.
Cinco anos mais tarde entra para
a equipa de Marketing como
senior manager, tendo sob sua
responsabilidade o desenvolvimento
de estratégias, gestão B2B,
coordenação de marketing e apoio
às vendas.
Em 2010 é nomeado director de
Marketing e Vendas em Frankfurt,
para no ano seguinte passar a
ser director de Optimização de
Vendas e Processos. Este ano
chega a Madrid, com os seus
“conhecimentos básicos de
espanhol”, para ocupar a cadeira de
director-geral da Lufthansa para os
mercados de Portugal e Espanha. <

tas complementares “são um bónus estão em fase de desenvolvimento, tinuar”. Assim sendo, “estamos mui- Carsten Hoffmann
que não é gratuito, porque quando como comprar um lugar no parque tos confiantes de que esta estratégia Director-geral da Lufthansa
olhamos para a rentabilidade das de estacionamento no aeroporto, terá resultados não apenas porque Portugal e Espanha
companhias aéreas, e tendo em con- acesso a lounges, entre outras tan- estamos a aumentar o share de mer-
sideração que o nosso negócio prin- tas coisas”. cado em Portugal, com portugueses “Sobre as oportunidades aqui
cipal é transportar pessoas, os yields a reservar pela Lufthansa para viajar na Península, não se trata tanto
estão a decrescer, o preço médio que “1 MILHÃO DE PASSAGEIROS para fora do país, mas também por- de novos destinos, mas talvez
o cliente está disposto a pagar está EM 2015” que Lisboa tem um íman para atrair um upgrade do actual horário,
a diminuir e isto deve-se também às turistas que tem funcionado a nosso tornando-o mais confortável para
transportadoras ‘low cost’, por isso Com a Lufthansa a registar nos pri- favor”. as ligações, por exemplo.”
temos que oferecer benefícios extra meiros cinco meses de 2015 um cres- Relativamente a novos destinos, em
que actualmente não podemos ven- cimento no nosso país de 3,4% de resposta a uma questão da Turisver, TURISVER | JULHO DE 2015 41
der pelo actual sistema de distribui- passageiros transportados relativa- Michael Hutzelmann, referiu que “a
ção”. mente a 2014, Michael Hutzelmann, operação que implica lançar novos
Porém, “não se trata de oferecer ao director-geral de vendas para Portu- destinos é muito complexa e pesada”,
cliente o que ele não procura, pelo que gal da Lufthansa referiu que acredita mas está em cima da mesa “uma ope-
também temos um conceito de tarifas “apresentar em Janeiro de 2016 um ração turística para o Funchal e até
em que na classe Económica apresen- crescimento a traduzir-se em um mi- Açores”.
tamos a Light, Classic e Flex, e isto vai lhão de passageiros”. Já Carsten Hoffmann explicou que
ao encontro do mercado”. Os valores baseiam-se nos “360 mil “sobre as oportunidades aqui na Pe-
Mas como disse Martin Riecken, di- passageiros já registados até Maio nínsula, não se trata tanto de novos
rector de Group Communications deste ano, com seat load factor a to- destinos, mas talvez um upgrade do
Europe da Lufthansa, igualmente car nos 90%, e 960 mil em 2014, mais actual horário, tornando-o mais con-
presente no encontro, “somos uma 5% que em 2013”, num crescimento fortável para as ligações, por exem-
transportadora Premium, seremos que “não deverá atingir os dois dí- plo”.
sempre, por isso não vamos defi- gitos, até porque não aumentamos Relativamente ao mercado asiático,
nitivamente seguir o caminho das a capacidade”, mas também “não a tendo em conta o reforço da concor-
low-cost que também oferecem já iremos reduzir, de certeza, tentando rência com o aumento de ligações
serviços flexíveis de tarifas, mas va- sim optimizar a utilização de aero- para este mercado a partir de Lisboa,
mos no caminho da personalização naves”. Hutzelmann foi peremptório em afir-
da viagem em vez da massificação”. É que, explica, “o mercado está numa mar que “não vamos entregar o ter-
Ou seja, “além das tarifas, há possi- situação difícil, não está a prosperar, ritório, faremos de tudo para o man-
bilidade de comprar outras tantas de todo, e a estratégia clássica da ter, mas podemos apostar também
coisas que duvido que as low-cost Lufthansa, a de manter a posição de noutros mercados como América do
ofereçam, mas que de momento forma muito sustentada, é para con- Norte ou África”. <






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