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Published by Patricia Medeiros, 2023-09-14 12:43:13

Magazine_Revista ACI Cruz Alta

Magazine_Revista ACI Cruz Alta

REVISTA ACI CRUZ ALTA - 2017/18 | 2ª Edição ASSOCIAÇÃO COMERCIAL, INDUSTRIAL, CULTURAL, SERVIÇOS E AGROPECUÁRIA DE CRUZ ALTA Foto: Roberto Streb - Multicores SUCESSÃO MARCA OS 106 ANOS DA ASSOCIAÇÃO DESENVOLVIMENTO COMÉRCIO SCPC auxilia empresários contra a inadimplência FENATRIGO A importância da feira para Cruz Alta Possíveis caminhos para transformar Cruz Alta uma economia dinâmica NEUROBUSINESS Neurociência aplicada aos negócios


REVISTA ACI CRUZ ALTA Coordenação Evelise Dobler Luciane Zeidler Jornalista Responsável Diagramação Patrícia Medeiros (MTB/RS 18.584) Comercialização LIDERE Colaboração Etiele Nogueira Sandro Dias Presidente João Paulo Ribas Reis Gestão 2013-15/2015-17 Gerente Executivo Flávio Ruben Financeiro Ruy Moraes Ferreira ACI CRUZ ALTA Av. General Câmara, 935. Galeria Centauro – 2º andar Cruz Alta/RS – 98005-112 (55) 3322-6795 www.acicruzalta.com.br NESTA EDIÇÃO 6 8 16 24 32 36 46 50 60 80 86 EDITORIAL - João Paulo Ribas Reis, presidente da associação, relembra as conquistas da ACI em seu mandato. ACI CRUZ ALTA - Confira um pouco do que é desenvolvido na ACI Cruz Alta e os benefícios de ser associado. INDÚSTRIA E LOGÍSTICA - O secretário de Desenvolvimento Econômico de Cruz Alta, Emerson Souza, fala sobre os caminhos para transformar a cidade em uma economia dinâmica. NEUROBUSINESS - A Neurociência aplicada aos negócios sob a visão da Neuropsicologa Carla Binsfeld. REFORMA TRABALHISTA - Confira as mudanças na lei. SCPC - Empresários contam com o auxilio do sistema contra a inadimplência. FENATRIGO - A importância econômica da Feira Nacional do Trigo para Cruz Alta. EMPREENDEDORISMO - A visão do empresário Darci Martins sobre o tema. COMPORTAMENTO - A importância da boa imagem, por Beti Pietro. HOMENAGEM - “Memorial Selvino Franco”, a galeria de ex-presidentes da ACI Cruz Alta valoriza todos que contribuíram com a associação. DEPOIMENTOS - Associados falam sobre a importância da ACI para as empresas e cidade. Patrícia, Luciane e Evelise As opiniões, ideias e conceitos emitidos nos artigos e matérias assinadas são de inteira responsabilidade de seus autores.


FOTO: Alfredo Roeber


Empreender nesta terra é um desafio diário. E a ACI Cruz Alta trabalha com o objetivo de contribuir com o desenvolvimento de cada empresa que aqui aposta. Estar ao seu lado é o nosso compromisso há mais de cem anos. Nas póximas páginas, você irá acompanhar um pouco do que já foi vivido aqui, além de experiências de quem luta pelos mesmos objetivos. Boa leitura! >>


Todos os dias, um novo desafio. Um novo ânimo. Uma nova chance. Desde que assumi a presidência da ACI Cruz Alta, pela primeira vez, em outubro de 2013, foi assim que passei a ver a vida. Nos primeiros meses, muito a aprender e um grande desafio pela frente, trabalhar em prol da classe empresarial cruz-altense e, acima de tudo, lutar por eles e com eles na busca pelo desenvolvimento de suas empresas, o que consequentemente afeta diretamente o bom andamento econômico da cidade, gera empregos e qualidade de vida. Como empresário há mais de 30 anos, sei que empreender e inovar diariamente não é algo fácil. Mas sei também, que este é um desafio que apenas aqueles com coragem e determinação abraçam. Cruz Alta precisa que tomemos a frente e investamos nela, explorando todo seu potencial. E foi com este pensamento que busquei, junto com a diretoria e colaboradores da ACI Cruz Alta, conduzir os quatro anos que estive à frente da associação. Durante esse período, lutamos por muitas coisas, entre elas, a revitalização do trevo da CCGL, que hoje é uma realidade. Defendemos o horário do comércio aos finais de semana. Batalhamos por segurança pública. Trabalhamos pela qualificação de jovens para o mercado de trabalho, através do Programa Miniempresa, e atualmente somos parceiros para a realização do Projeto Pescar. Promovemos cursos e capacitações para empresários e colaboradores. Realizamos, em parceria com a RBS TV, painéis para debater segurança e desenvolvimento, algo inédito em nossa comunidade, sempre com participação expressiva dos sócios e com repercussão Estadual. Apoiamos causas sociais, com doações para Brigada Militar e Corpo de Bombeiros. Promovemos a Campanha do Agasalho. Também buscamos apoiar todos os eventos do nosso município, pois essa é a nossa indústria sem chaminé. Visando à valorização dos ex-presidentes da ACI, também inauguramos a Galeria de Ex-presidentes, que recebeu o nome de “Memorial Selvino Franco”, em homenagem póstuma a um dos mais engajados sócios que essa entidade já teve. Além disso, buscamos estar sempre inseridos e unidos com todos os setores da cidade. Pois acredito que a união é a base do sucesso de uma cidade, pois onde todos trabalham juntos, todos ganham. Também representando a ACI, em 2016, tive a honra e a grande missão de presidir a Feira Nacional do Trigo, o mais importante evento de Cruz Alta, pelo qual lutamos para que fosse retomado, após sete anos sem realização, pois acreditamos no importante papel da feira para a cidade, que além de marcar a abertura da Colheita do Trigo no Estado, dá visibilidade para Cruz Alta, gera negócios durante e após o evento e traz muito conhecimento. Um evento promovido através dos esforços de nove entidade e de pessoas que acreditam no potencial do município deve apenas crescer. Por fim, considero ter cumprido com sucesso essa importante missão, me orgulho e sou grato a todos que estiveram ao meu lado neste período de muito aprendizado, batalhas e vitórias em busca do desenvolvimento da nossa querida Cruz Alta. A Revista ACI Cruz Alta, em sua segunda edição traz aos seus associados e leitores um pouco do que vivemos nestes quatro anos, mas especialmente assuntos de interesse empresarial a serem pensados e praticados. A luta continua. Até logo e ótima leitura! João Paulo Ribas Reis Presidente ACI Cruz Alta Gestão 2013-15 / 2015-17 Editorial Desafios & Vitórias Foto: Roberto Streb - Multicores


Há 106 Anos... m 15 de outubro de 1911, quarenta jovens comerciantes de uma época marcada fortemente pela pecuária, movidos pelo mesmo interesse, reúnem-se na sala de seções do Clube Comercial de Cruz Alta para então fundar a primeiramente denominada “Praça do Comércio”, que ocupou as dependências do Clube até 1937. O Grupo tratava de assuntos direcionados aos empresários da época. A perspectiva, pioneirismo e a iniciativa inédita deste grupo contagiaram outros empresários que foram se unindo à iniciativa de seus fundadores, em projetos, atividades ou parcerias. Em 31 de outubro de 1965, foi feita a elaboração e aprovação dos estatutos, surgindo a denominação ACI – Associação Comercial e Industrial de Cruz Alta, somente em 06 de dezembro de 1965, representativa de todos estes setores. Na década de 90, na gestão do presidente Mário Emílio Lese, iniciou- -se a construção da atual sede, concluída na gestão de Airton Lorenzzoni e inaugurada em 18 de julho de 2005. Com amplas instalações e infraestrutura, a ACI criou condições para fortalecer a entidade sendo mais ativa junto ao público alvo, empresários cruz-altenses e à comunidade. A sede própria acabou sendo a mola propulsora de um novo planejamento estratégico da ACI somando-se ao associativismo, à indústria, comércio, serviços, cultura e agropecuária. O esforço rendeu frutos. A ACI assumiu responsabilidades como promotora e fomentadora de desenvolvimento, buscando soluções, parcerias e convênios, procurando auxiliar seu associado na sua representatividade de forma colegiada, gerando credibilidade e ganhando, com isso, novos membros. FOTO: Alfredo Roeber E


Entidade FORTE Com o objetivo de representar e defender os interesses das classes produtivas do município, a Associação Comercial Industrial, Cultural, Serviços e Agropecuária de Cruz Alta trabalha em prol do progresso das empresas e consequentemente do município e região. É neste sentido, que, por meio das ações e dos debates quinzenais, questões pertinentes ao cenário econômico e social de Cruz Alta revigoram-se entre as pautas da ACI e dos associados. Entre as ações, destacam-se os cursos e palestras, com profissionais renomados, promovidas especialmente para Eventos O Projeto “ACI Recebe” foi lançado em 2017, com o objetivo de trazer para Cruz Alta discussões de interesse empresarial para serem abordadas na ACI. Por meio dos eventos promovidos através do projeto, os empresários podem sanar dúvidas sobre temas atuais, como a Reforma Trabalhista, ou reforçar alguns conceitos já sabidos. Sem custo para os associados, os eventos também são abertos para estudantes e não associados que estão à procura de atualização profissional. ACI Cruz Alta que os empresários melhorem sua atuação no mercado. Como sócios da ACI, os empresários também podem usufruir de descontos em treinamentos, bem como participar de eventos e palestras gratuitas promovidas em parceria com outras organizações. A associação possui ainda núcleos de atuações específicos. O núcleo ACI Mulher qualifica ações com fim de ampliar a participação feminina no meio empresarial. O núcleo ACI Jovem desenvolve atividades e projetos focados no incentivo do empreendedorismo à nova geração. João Paulo Ribas Reis Entidade promove cursos e palestras 8 | Revista da ACI Cruz Alta


Compromisso Social A ACI Cruz Alta visa despertar o empreendedorismo nos associados, mantendo a união de pensamentos e atividades para o seu crescimento. Além disso, também se preocupa em promover ações que beneficiem a sociedade como um todo. Destacam-se a Campanha “Eu Agasalho”, que em 2017, arrecadou mais de sete mil peças, entre roupas, calçados e cobertores, adulto e infantil. As doações foram repassadas para entidades assistenciais de Cruz Alta, e ao Exército, que beneficiaram muitas famílias da cidade e região. Muitos eventos promovidos pela ACI recebem como ingresso alimentos, os quais são destinados para campanhas sociais do município, entre elas, a “Abrace o São Vicente”, e ao Banco de Alimentos de Cruz Alta. O objetivo é contribuir para a conscientização de uma sociedade mais unida e forte e auxiliar pessoas em situação de vulnerabilidade social. Durante a gestão 2013-2015 e 2015-2017, a Associação Comercial Industrial de Cruz Alta também se preocupou em melhorar a estrutura de sua sede. Entre as aquisições feitas, destacam-se: frigobar para sala de eventos, balcão para o memorial de ex-presidentes, câmera fotográfica, gravador, mesa e cadeiras para sala de reuniões, a montagem de uma sala para Diretoria, caixa de som, montagem de um tablado no auditório e pintura interna da ACI. As aquisições visaram melhorar a qualidade do ambiente e fornecer uma estrutura melhor para associados que utilizam as salas e os equipamentos para treinamentos e reuniões, bem como para os próprios eventos promovidos pela entidade. Salas de reuniões Campanha do Agasalho Doação de Alimentos Revista da ACI Cruz Alta | 9 Melhorias e investimentos


Proteção ao Crédito - SCPC O SCPC é um serviço reconhecido nacionalmente e utiliza a maior base de informações comerciais de Pessoas Físicas e Jurídicas do mercado, sendo amplamente utilizado por todos os segmentos econômicos que trabalham com operações de crédito e vendas a prazo aos consumidores – pessoas físicas e jurídicas. Criado em 1955, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) tem o objetivo de auxiliar as empresas em suas operações de crédito e promover mais segurança nas transações comerciais. Quando uma empresa vende um bem ou serviço, precisa receber, no prazo, para continuar a produzir e gerar empregos. Esse ciclo saudável da economia beneficia empresas e consumidores. Serviços e Benefícios Através de parcerias e convênios, é oferecida aos associados, uma variada gama de serviços e benefícios. Atualmente os empresários possuem, na Associação, emissão de Certificado Digital, passagens aéreas com descontos de até 40%, Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), sala de reuniões/eventos uma vez ao mês em horário comercial, gratuitamente e valores diferenciados para locação, suporte na divulgação de produtos, serviços e promoções, acesso a um Banco de Talentos para a contratação de colaboradores, e uma biblioteca, que está em processo de construção, mas já dispõe de alguns livros e DVD’s para empréstimo. Vantagens em ser ASSOCIADO


ACI Cruz Alta, em parceria com a empresa CI Intercâmbio e Viagens, oferece aos seus associados, a emissão de passagens aéreas com descontos, que podem chegar a 40%, podendo variar de acordo com a disponibilidade de dias e horários de voos, válidos para viagens em território nacional e internacional. Estes descontos são obtidos através de um banco de milhas aéreas junto a diversas companhias. A emissão é feita através de um sistema em tempo real, exclusivo e seguro para os associados, que permite comparar o valor das passagens com dinheiro e com milhas. Desconto em Passagens Aéreas Certificação Digital A ACI Cruz Alta oferece o serviço de emissão de certificado digital, através de um convênio firmado com a empresa Ren9ve Softwares. Através dele, é possível fazer a identificação do titular no meio virtual, sendo que os documentos assinados com ele têm validade jurídica. O Certificado Digital possibilita fazer transações de forma virtual, sem a presença física do interessado, mas que demanda identificação clara da pessoa que está realizando. O Certificado Digital está destinado às empresas obrigadas a emitir a Nota Fiscal Eletrônica ou que tenham pelo menos um funcionário registrado, assim como todas as que estão inscritas nos regimes tributários de lucro real ou lucro presumido. Além disso, tornou-se obrigatório o Certificado Digital para Advogados, Médicos e Contadores realizarem petições, Declarações de Imposto de Renda (IR) e obrigações fiscais. A ACI Cruz Alta é responsável pela interface entre o cliente e a Autoridade Certificadora, e tem por objetivo o atendimento aos clientes de forma presencial, recebendo os documentos originais para identificação.


Locação de Salas Serviços e Benefícios Visando à integração entre os associados e à maior visibilidade das empresas, a ACI Cruz Alta realiza a divulgação de promoções e serviços/ produtos de empresas, via e-mail/ marketing. Basta solicitar o serviço para a Assessoria de Comunicação da ACI e enviar o material que deseja ser divulgado. Para utilizar o benefício, o associado não tem nenhum custo. Divulga Associado Banco de Talentos A ACI Cruz Alta possui um banco de currículos de profissionais, ao qual os associados têm acesso. Ou seja, cada vez que um empresário precisa de um novo colaborador, ele pode acessar o Banco de Talentos da ACI. A ACI Cruz Alta também divulga a vaga para receber novos currículos se a empresa assim desejar. Da mesma forma, os candidatos podem deixar seus currículos na ACI, em qualquer época do ano. O serviço oferecido não tem custo para os candidatos e é exclusivo para empresas associadas. A ACI Cruz Alta dispõe de salas amplas e equipadas para empréstimo e locação. Uma vez ao mês, em horário comercial, de segunda-feira a sexta-feira, os associados da entidade podem utilizar a sala que desejarem, gratuitamente, sendo que, para outros horários e datas os valores para associados são diferenciados. Entre as salas, existe uma que possui capacidade para 80 pessoas, palco elevado, ambiente climatizado, com data show, flip-chart, frigobar. Outra com mesa de reuniões e capacidade para 30 pessoas e outra para reuniões de até 10 pessoas. Para utilizar as salas, é necessário consultar a agenda na ACI previamente. As salas também podem ser locadas para não associados.


Cem páginas seriam pouco para eternizar todos os momentos vividos pela gestão 2013/15 e 2015/17, então reunimos algumas boas lembranças de um trabalho de muito amor e união construído nestes quatro anos. Desde a busca por melhorias diretas aos empresários de Cruz Alta, passando pela valorização de importantes eventos locais e regionais, até a atuação em projetos sociais, a Diretoria e funcionários da ACI Cruz Alta fez história juntamente com seus associados, contribuindo direta e indiretamente para o desenvolvimento econômico e social de Cruz Alta. Lembranças e CONQUISTAS Fatos que marcaram Painel sobre Segurança Pública Painel, JA IDEIAS - RBS, sobre Desenvolvimento Econômico Doação de equipamentos para Brigada Militar


Fatos que marcaram Doação ao Corpo de Bombeiros Inauguração do Memorial de Ex-Presidentes Prêmio Mulheres Empreendedoras Presidente recebe título de amigo da AD/3 Participação em eventos, como a Coxilha Nativista


POSSÍVEIS CAMINHOS PARA Transformar Cruz Alta uma Economia Dinâmica Indústria e Logística No final do Século XIX até a primeira metade do século XX, em virtude deste privilégio geográfico, situada praticamente no centro do estado e na coluna vertebral do Rio Grande, divisor de águas das bacias hidrográficas dos rios Uruguai e Jacuí foi contemAlém de terras férteis e agricultáveis, o DNA logístico, proporcionado pela localização geográfica e a existência da ferrovia têm sido os principais fatores dinamizadores da nossa economia”. Movimentos econômicos “ ao longo da história Cruz Alta é uma cidade com 196 anos de história. Mãe e avó de mais de 240 municípios do Rio Grande do Sul do Sul. Foi pouso de tropeiros, nos primórdios de sua existência. Aliás, foi fundada por tropeiros que por aqui passavam. Pela sua localização privilegiada, tudo passava por aqui. Desde a fundação e por mais de 150 anos, teve uma grande importância geopolítica para nosso estado. Daqui surgiram figuras proeminentes com grande poder e representação política de nível estadual e nacional. plada com a infraestrutura mais importante da época – a ferrovia. Fator que dinamizou a sua economia calcada na pecuária, e no comércio, transformando-a, aos poucos, em uma economia mais dinâmica e industrializada, até os anos 60, quando a indústria foi perdendo a sua força. Nota-se que isto ocorreu a partir da opção do Brasil, nos anos 50, pelo modal rodoviário de transportes, estimulando a indústria automotiva e de máquinas agrícolas, com consequente construção de estradas e mecanização das lavouras, (que foi um acerto) em detrimento do modal ferroviário, cujos investimentos diminuíram assustadoramente (o que se configurou um equívoco). Junto com a queda destes investimentos nas ferrovias, e o surgimento de novas rodovias, muitas das quais não passarem por aqui (entre outros fatores menos preponderantes), parece que Cruz Alta, foi perdendo a potência de incipiente economia industrial e transferindo a sua dinâmica econômica para a agricultura mecanizada, o que foi natural, em função das suas grandes extensões de terras férteis, evoluindo de acordo com desenvolvimento de novas tecnologias agrícolas, até consolidar-se como uma economia centrada no agronegócio. Este dinamismo econômico fortemente centrado no agronegócio, não ocorre somente pelo fato de possuirmos grandes extensões de terras férteis e mecanizáveis e o uso de tecnologias avançadas (algumas delas inclusive produzidas aqui com a Emerson Monoel Cesar de Souza utilização da microbiologia aplicada a Secretário de Desenvolvimento Econômico de Cruz Alta agricultura), mas sobretudo pela sua posição geográfica e importância logística pela influência da ferrovia. Nossa ferrovia, ainda que esteja se tornando obsoleta (por ser de bitola estreita e os trens circularem em baixa velocidade) e sucateada por uma das piores experiências de privatização já realizadas no Brasil, continua fazendo a diferença para Cruz Alta. Por causa dela, instalou-se aqui o maior cluster de exportação de commodities agrícolas do estado do Rio Grande do Sul. A empresa, que contribui com o maior percentual do índice do valor adicionado de ICMS para o município, é uma trader de exportação de soja, que compra nesta região do estado, transfere o produto para cá, e exporta a partir de Cruz Alta. A segunda mais importante empresa que compõe a nossa curva abc deste mesmo índice é uma empresa distribuidora de combustíveis e derivados de petróleo, que transporta os seus produtos pela ferrovia a partir de sua refinaria em Rio Grande, até Cruz Alta e distribui na região através de caminhões.


Potencial Agrícola, Logístico e Industrial A partir desta pequena síntese dos nossos movimentos econômicos ao longo da história, podemos concluir que, além de terras férteis e agricultáveis, o DNA logístico proporcionado pela localização geográfica e a existência da ferrovia têm sido os principais fatores dinamizadores da nossa economia. Na mesma lógica que o Brasil comete um equívoco estimulando apenas o modal rodoviário de transportes em detrimento do ferroviário (que são complementares e não excludentes), assim também Cruz Alta deveria ter continuado estimulando a sua dinâmica industrial, juntamente com a agricultura mecanizada. Ambas deveriam ter andado lado a lado, como atividades complementares, reposicionando a indústria para uma nova vocação: a de agregar valor às matérias-primas produzidas no campo. O dinamismo do agronegócio é muito importante para as economias do Brasil, do Rio Grande do Sul e de Cruz Alta, porém o modelo de agricultura empresarial mecanizada, por sua natureza, gera poucos empregos. A segunda etapa do processo, a industrialização, é que, além de agregar valor ao que se produz no campo, criando riqueza, tem o escopo e a vocação de gerar empregos, proporcionando maior distribuição de renda, ampliando a capacidade de consumo das pessoas e fortalecendo o comércio local. Visto por esta perspectiva justifica-se a proposição e a implantação de um projeto para dinamizar a economia do município através da indústria e da logística. Indústrias de alimentos O município de Cruz Alta está trabalhando através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico - SMDE o planejamento, a articulação e a implantação de políticas de desenvolvimento com o objetivo de evidenciar as potencialidades e estimular os empreendedores a investir no processo industrial, com foco na indústria de alimentos.


O Município de Cruz Alta acaba de consolidar a desapropriação de uma área de 35.00 hectares, junto a BR 158, saída para Panambi, com o propósito de construir a infraestrutura para a implantação de um distrito industrial. Este visará atrair empresas de maior porte, já consolidadas e que possam eventualmente ancorar um processo sistêmico, viabilizando outras empresas, e com isso, multiplicar os seus efeitos no emprego, na geração de renda com a agregação de valor às matérias primas produzidas no campo. Isso sem descartar nenhuma outra empresa, de qualquer área de atuação que demostre interesse em se implantar no distrito. Distrito Industrial Arranjo Produtivo Local: APL da Indústria de Alimentos Parece estar bem delineado que a nossa vocação industrial é a produção de alimentos, por alguns fatores que ficam evidentes: temos uma grande quantidade de matérias primas produzidas aqui pelo agronegócio, em nossas propriedades rurais. Estes produtos, oriundos do campo, podem ser processados através de indústrias locais e vendidos no mercado global interna ou externamente. Isto trará um impacto positivo na geração de emprego e renda, fatores estes, que dinamizarão a economia do município, melhorando o consumo e consequentemente impulsionando o comércio, que por sua vez também gerará mais empregos. Assim que se consiga implantar e consolidar esta dinâmica econômica, teremos uma espiral virtuosa que se retroalimentará. É fundamental, portanto, que se consiga organizar este processo através da formação de um APL - Arranjo Produtivo Local - da indústria de alimentos processados com os modelos empresariais, cooperativos e o da agroindústria familiar. O APL, além de poder planejar as ações dos atores econômicos envolvidos no processo, justifica-se a fim de facilitar acesso dos empreendimentos que vierem a se formar, às linhas de créditos disponíveis, dos programas governamentais de incentivos. Outra variável que evidencia a vocação do município para a indústria de alimentos e justifica a criação do APL é a existência da CCGL. A empresa é considerada a maior indústria de leite em pó do Brasil, processando atualmente, em torno de 2,2 milhões de litros por dia e com capacidade de ser ampliada. Trata-se de uma indústria com grande ancoragem e potencial sistêmico ainda não explorado. Fato este que está sendo objeto de estudo, a fim de ser apresentado como oportunidade de negócio aos empreendedores que desejarem investir, formando novos negócios como sistemistas. O município de Cruz Alta compartilha o ICMS gerado por esta indústria com mais de 165 municípios produtores de leite, que fornecem matéria prima à empresa. O que de certa forma nos traz um “prejuízo” no que diz respeito à receita tributária. Por isso se faz necessário compensar esta perda com os empregos que são gerados pela própria empresa e por seus eventuais sistemistas, quando houver. Por outro lado, também será dada uma atenção especial aos pequenos empreendimentos industriais existentes e que venham a ser formados, proporcionando a possibilidade de serem reunidos em uma incubadora que será criada, aproveitando o espaço do antigo berçário industrial, o qual será revitalizado. Serão disponibilizadas consultorias de gestão, marketing, desenvolvimento de mercado e produto, em parceria com o SEBRAE e as nossas universidades: UNICRUZ e UERGS. Assim que estes empreendimentos ganhem musculatura e estejam mais consolidados, poderão, mediante avaliação do seu desempenho, também acessar o distrito e construir a sua fábrica. Incubadora Empresarial 18 | Revista da ACI Cruz Alta Indústria e Logística


Plataforma Logística Outro fator que está bem evidente e pode contribuir muito para o fortalecimento e a dinamização da nossa economia, com grande impacto na geração de empregos e arrecadação tributária, é a melhor exploração do DNA logístico do Município de Cruz Alta. Uma das principais evidências do nosso potencial logístico é que fomos incluídos no traçado da Ferrovia Norte-Sul, que ligará o norte do país ao Porto de Rio Grande, no estudo feito pelo Governo Federal para a construção da nova ferrovia, em função do volume de soja que conseguimos captar na região e exportar através do porto. E também, em um outro estudo do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil – denominado: “Corredores Logísticos Estratégicos”, publicado recentemente. Esta nossa característica como potencial econômico, apesar de suas evidências, não vem sendo explorada em todo o seu potencial, por isso está sendo estudada a possibilidade da criação de uma plataforma logística no município, elevando-o à categoria de “centro distribuidor regional de mercadorias”. Há uma tendência (já ocorrendo), que no futuro quase não existirão mais lojas físicas, onde o consumidor irá comprar o que precisa. Cada vez mais as compras serão feitas pela internet e entregues em casa a partir de centros regionais de distribuição. Estudar profundamente o nosso potencial logístico é o primeiro passo para criarmos esta infraestrutura com investimentos privados. Sua implantação nos credenciará definitivamente, (com maior diferencial competitivo) para sermos o centro de trasbordo de captação e distribuição de cargas da nova ferrovia. Isto fará uma grande diferença no presente e muito mais no futuro. Poderá ser a nossa redenção econômica e o retorno de um protagonismo que já tivemos. O resultado desejado dependerá de uma grande mobilização e articulação politica e econômica, com vários atores e demandará algum investimento público ou privado para financiar este estudo. Não temos mais muito tempo. Ou agimos agora, ou a história dirá que a nossa geração foi aquela que viu a oportunidade... Desejou a vitória e a medalha... Mas não teve a coragem de disputar a corrida.


“Mais que estradas, construindo caminhos para o Rio Grande”, buscando sempre o desenvolvimento do estado e a segurança da população, Pedro Westphalen à frente da Secretaria dos Transportes junto ao Governo do Estado, recuperou em dois anos e seis meses, mais de 1.700 km de estradas. Evidenciando esse crescimento, o Rio Grande do Sul foi destaque no mês de setembro na pesquisa do Centro de Liderança Pública (CLP). O Ranking de Competitividade dos Estados 2017, mostrou a grande evolução na infraestrutura do estado, um dos mais importantes pilares da pesquisa. No item ‘qualidade das rodovias’, o RS subiu dez posições: do 21º lugar em 2016, para 11º em 2017. Para o CLP, o que resultou no avanço desta categoria foram os projetos de manutenção, recuperação e obras de ligação entre os municípios e rodovias, realizados em 2016. Para o secretário dos Transportes, Pedro Westphalen, o resultado do Ranking faz parte de diagnóstico, planejamento, determinação e ação do governo gaúcho. “Esse crescimento mostra o trabalho que está sendo feito pelo governador Sartori através da Secretaria dos Transportes. Não medimos esforços para promover a melhoria na infraestrutura e principalmente na malha rodoviária. Focamos na recuperação e potencializamos os programas de acessos municipais, Restauro e Crema (Contrato de Restauração e Manutenção de Rodovias). Investir nas estradas é investir na qualidade de vida dos gaúchos”, destacou Westphalen. Na região do Alto Jacuí, esses programas já são visíveis com o Restauro na ERS223, entre Ibirubá e Cruz Alta e ERS-342 Recuperação asfáltica BENEFICIA REGIÃO CRUZ ALTA Na cidade de Cruz Alta, estão em andamento o convênio para o acesso de 1 km ao Distrito Industrial do município e a construção do trevo de acesso à empresa CCGL. O trevo garante mais segurança para a população e fortalece o crescimento e geração de empregos na região. “A obra é necessária para as melhorias na trafegabilidade, em função do fluxo considerável de carros e ônibus de funcionários, visitantes, caminhões com matéria-prima e com produtos processados que acessam diariamente a empresa. Além de garantir a segurança de centenas de motoristas, facilita o acesso dos mais de 500 caminhões que cruzam pelo local, gerando também desenvolvimento e mais empregos”, destacou o secretário. O contrato assinado prevê obras na ERS-342, trecho de 650 metros para o acesso à fábrica. Na área onde será construído o novo trevo, será removido o asfalto existente e construída pista dupla, serão realizados os serviços de terraplanagem, sub base, base, pavimentação asfáltica, drenagem, restauração, sinalização horizontal e vertical, obras de arte e obras complementares da conformação do trevo. Catuípe e Ijuí, e com o Crema na ERS-142, onde serão recuperados 18,86 km até o entroncamento com a ERS-223 (P/Ibirubá). O Crema Passo Fundo/ Cruz Alta tem extensão de 233,19 km e contempla as ERS-142, ERS-223, ERS-332 e RSC-153. Segundo o secretário Westphalen, as estradas serão transformadas. “É uma renovação completa, não apenas quanto às condições do pavimento, como também à drenagem e à sinalização com manutenção de cinco anos”, destaca. PROGRAMAS Logística


EDUCAÇÃO CORPORATIVA Num mundo repleto de transformações, é condição imprescindível que a liderança tenha plena capacidade de lidar com o MUNDO VUCA – Volátil, Incerto, Complexo e Ambíguo). Nesta perspectiva, torna-se essencial a busca pelo conhecimento que gera valor ao ambiente corporativo, onde a Educação Corporativa tem se tornado tema importante no diálogo dos altos executivos, especialmente pela convicção plena de que uma gestão de resultados se conquista continuamente com o total engajamento das pessoas. Para isso, reconhecem que é necessário ter pessoas com mindset diferenciado, isto é, colaboradores que consigam pensar sistemicamente, com foco na construção de novas soluções e alternativas, olhar voltado para a inovação, pré-disposição à mudança, participação ativa no negócio, com entrega acima do esperado, possibilitando enfim que seu modelo de negócio seja permanentemente reinventado e assim projetando a empresa para o infinito. A Educação Corporativa direciona e concentra todos os esforços de gestão de pessoas no processo de aprendizagem de seus colaboradores, desenhando a arquitetura central das competências essenciais aos níveis organizacionais (estratégico, tático e operacional) e à partir disto definindo o escopo de desenvolvimento organizacional para obter total retorno do investimento realizado, permitindo a real transformação do conhecimento adquirido em habilidades práticas de atuação, resultando em atitudes que fomentem a geração de valor na realização do trabalho. A Educação Corporativa possibilita que aconteça na prática a gestão do conhecimento, que consiste em transformar os conhecimentos tácitos em explícitos. Para os autores Nonaka e Takeuchi essa transformação ocorre por meio da interação entre as pessoas, à partir de quatro etapas: 22 | Revista da ACI Cruz Alta Silvia Marta de Vargas Master Coach Socialização: troca de conhecimentos tácitos entre as pessoas; Externalização: cada pessoa expressa seu conhecimento aos demais colegas; Combinação: processo de organização dos conhecimentos explícitos em manuais; Internalização: o ciclo se renova e o conhecimento explícito materializado passa por um novo processo de internalização. Gestão Vantagem competitiva de sucesso Fazer a gestão do conhecimento, adotando a educação corporativa, permite que as empresas alcancem seus resultados de forma mais intensa, concentrada e focada nos seus objetivos estratégicos. Além disto, permite que o aprendizado organizacional seja permanentemente reinventado, de acordo com os desafios do futuro, otimiza os recursos da empresa, potencializa a interação entre as pessoas, possibilita um alto grau de experiência aos colaboradores, gerando assim uma capacidade de inteligência corporativa capaz de sustentar as estratégias organizacionais definidas. A Educação Corporativa diz respeito à promoção de um ambiente de trabalho saudável, participativo, colaborativo e que possibilite o desenvolvimento de cada colaborador de acordo com a sua singularidade, observando suas competências e permitindo efetivamente a construção de uma gestão inovadora preparada para os desafios do futuro. Utiliza-se de pressupostos básicos como a inovação no ambiente organizacional, o desenvolvimento de uma cultura forte com a participação das pessoas e fundamentalmente a melhoria dos resultados da empresa. Diante disto, posicionar a empresa de forma estratégica, focada em cada vez mais fortalecer seu modelo de gestão de excelência com a finalidade de obter melhores resultados por meio do trabalho realizado por seus colaboradores, alinhando competências, estratégia, valor sustentável e capital humano. Posicione sua empresa para o mais alto nível de aprendizado. O resultado é proporcional ao investimento que você faz nas pessoas!


24 | Revista da ACI Cruz Alta Neurociência aplicada aos Negócios Obter resultados nunca foi tão complexo, pois os negócios não são mais baseados no produto, nem no consumidor, mas sim no ser humano. No decorrer de minhas pesquisas sobre saúde mental, descobri a Neurociência que, além de ser praticado em atendimentos clínicos, tem dado resultados surpreendentes na gestão de negócios. O estudo da neurociência sobre os mecanismos de processamento neural da informação trouxe novos subsídios para o entendimento do ser humano e seu comportamento. No entanto, para que a gente realmente possa tornar a neurociência uma ferramenta útil, é preciso primeiro quebrar paradigmas e entender que Me. Coaching, Neuropsicologa e Psicanalista. Especialista em gestao empresarial pela FGV. Consultora e palestrante na área de saúde mental. Conheça mais do seu trabalho em: clinicapense.com.br Carla Binsfeld ALTERANDO OS PROCESSOS DE MUDANÇA As rotinas de mudanças de uma empresa geralmente são propostas a partir da racionalização de processos. Mas se em “x” setor, por exemplo, tivermos um procrastinador que fica sempre enrolado com datas e prazos acabou a racionalidade. Então, você envia alguém para “motivar”, e que diz a ele: “você precisa mudar, imagina no futuro você entregando todas as coisas no prazo, você não ia se sentir bem? Então tente usar uma agenda, uma lista de tarefas…”. Só que mesmo assim ele não consegue mudar. E por quê? Porque a estratégia foi te fazer pensar sobre a mudança, quando a maior parte dos seus comportamentos são influenciados pelo emocional e por seu esquema mental. O seu colaborador dá um valor à procrastinação, e esse valor precisa ser desvendado para que ele possa mudar. É preciso desmontar a emocionalidade que ele tem sobre aquilo, e não o ser humano precisa ser escutado, analisado e trabalhado de forma profunda em sua complexidade. No mundo business, um bom exemplo é o da ciência fornecer um conjunto de conhecimentos sobre a tomada de decisão que nos permite entender como funciona o cérebro do consumidor no momento da decisão de compra. O conhecimento destes mecanismos, que levam o cliente a aceitar ou rejeitar um produto ou uma oferta, nos permite criar melhores abordagens para influenciá-lo nesta tomada de decisão. É necessário que quem vende entenda que está vendendo mais que um produto, mas sim subjetividade. Logo PESSOAS COMPRAM EMOÇÕES, NÃO COISAS! a racionalidade. Por isso, que a avaliação de desempenho é necessária, mas os parâmetros, que costumam ser extremamente objetivos, precisam ser readequados. Não são números que vão nos contar sobre o desempenho de um colaborador. Uma pessoa pode estar altamente engajada e dedicada, e criando uma grande ideia, mas que vai levar um tempo para dar resultado. Se os processos de avaliação são objetivos e desconsideram a subjetividade, você não é capaz de perceber quais colaboradores estão engajados e com comprometimento com as tarefas que trarão resultados no curto, médio e longo prazo. É necessário que se entenda o conhecimento da neurociência, pois o seu sucesso e de seus produtos, da sua marca e das suas vendas começa com uma melhor compreensão do cérebro e do comportamento do seu consumidor. Gestão NEUROBUSINESS


26 | Revista da ACI Cruz Alta Uma equipe unida e focada na gestão da qualidade. Este é um dos principais propulsores do sucesso do Sesc Cruz Alta nas realizações de atividades voltadas ao bem-estar da comunidade do município e de outras 19 cidades da região, localizada no Noroeste do Rio Grande do Sul. A inovação e o foco na qualidade perpassam todos os atendimentos realizados a mais de 6 mil trabalhadores do comércio de bens e serviços, que são impactados com ações de cultura, esporte, lazer e turismo, além dos Programas Sesc Maturidade Ativa e Sesc Sorrindo para o Futuro. “Nossa missão é promover o bem-estar social dos trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e da sociedade. Estamos sempre nos reinventando e lançando novidades como forma de ampliar nossa atuação na região”, comenta a gerente do Sesc Cruz Alta, Adriane Espíndola. Não é à toa que a Unidade vem sendo reconhecida em prêmios na área da qualidade. Em 2014, foi agraciada com o Troféu Ouro do PGQP, distinção também recebida em 2012, com o Prata, e 2008, na categoria Bronze. “Participamos de programas de qualidade desde 2002, sempre com avaliações do PGQP e ISO”, destaca Adriane. Como inovação, a Unidade levou para a região projetos como o Sesc Games, o Studio de Pilates e Brincando no Sesc, sem falar nas diversas ações sociais realizadas com o apoio de parceiros como prefeituras, Exército, clubes recreativos, ONGs, entre outras instituições. “Nosso projeto social de maior amplitude é o Programa Sesc Sorrindo para o Futuro, que hoje atende mais de 10 mil crianças em 12 municípios da região”, destaca a gerente. O foco da equipe para 2018 é seguir inovando nos processos e serviços, aliando os requisitos da qualidade às demandas do mercado. Com esta visão, a UniGestão dade já planeja novidades para o próximo ano tanto na área da educação, quanto da saúde: “Já estamos trabalhando na execução para implementar no próximo ano atividades de educação complementar e o Espaço Sesc Mais Saúde, o que impulsionará ainda mais a nossa proximidade com as necessidades dos cruz-altenses”, acrescenta Adriane, lembrando que a Unidade fica na Av. Venâncio Aires, 1507, e seguirá também em 2018 com os serviços de consultório odontológico e academia. Todo o trabalho do Sesc Cruz Alta, que tem como fortes parceiros locais instituições como o Sindilojas e o Sindicabes, acompanha uma importante trajetória percorrida a mais de sete décadas pela entidade no Rio Grande do Sul. E, neste ano, o Sesc/RS foi novamente reconhecido pelo Prêmio GPTW Brasil, conquistando a 35ª posição no ranking da categoria ‘Grande Porte’ do Great Place to Work Brasil e Revista Época. QUALIDADE E SUCESSO das ações de bem-estar Sobre o Sesc/RS Com sete décadas de atuação no Brasil e no RS, a Instituição pertencente ao Sistema Fecomércio-RS realiza ações em 100% dos municípios gaúchos, promovendo o bem-estar social de trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e de toda a comunidade. Todas as 497 cidades gaúchas recebem atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Atualmente, a estrutura da Instituição conta com 43 Unidades Operacionais Sesc e 20 Unidades Sesc/Senac. Adriane Espíndola - Gerente Sesc Cruz Alta


Gestão 28 | Revista da ACI Cruz Alta GESTÃO DE PESSOAS: A Grande maioria sabe da importância, mas poucos sabem como fazer Atualmente, entende-se que a gestão de pessoas é importante para os negócios, tanto quanto a água é importante para uma planta sobreviver. A maioria das bibliografias da atualidade, sejam elas escritas por empresários, psicólogos, administradores, engenheiros ou outros profissionais, ressaltam a importância dos investimentos no capital humano. É muito comum ouvirmos nos discursos: “o nosso maior patrimônio são as pessoas”. Mas se sabemos que isso é tão importante, por que a grande maioria das empresas e das pessoas têm dificuldade de administrar a Gestão de Pessoas? De fato, a gestão de pessoas, não é diferente de qualquer outra gestão, possui as mesmas dificuldades e facilidades. O ponto principal das dificuldades é que desconhecemos muitos aspectos que compõem a natureza do ser humano, principalmente em se tratando da sua essência de natureza, da sua alma, da sua inteligência natural. Evoluímos muito em tecnologia em todas as áreas, mas não houve a mesma evolução com o desenvolvimento do interno do indivíduo. A nossa essência dificilmente é tratada e “compreendida”, de acordo com as leis da natureza do ser humano. Esta essência humana é o centro da força, da inteligência e das emoções. A natureza humana é perfeita, tem uma ordem, é direcionada a evolução como a natureza das plantas, dos animais, e de toda a vida. A ciência já prova que é possível acessar a exatidão do ser humano, desde que compreendamos o homem como um todo (corpo e alma), por isso, hoje já não é mais suficiente entender de técnicas de gestão para gerir um negócio, devemos também entender de psicologia, filosofia, sociologia, entre outras ciências que estudam a mente e o comportamento humano. Este entendimento não é um saber teórico, mas um saber prático que indica como melhor escolher a própria vida no aqui e agora. Penso que hoje os maiores desafios para a gestão de pessoas é a compreensão de dois aspectos: 1- Compreensão de como o ser humano funciona na sua totalidade, principalmente na dimensão psíquica que é a causa primeira da exatidão do homem. Para este entendimento é necessário o estudo da psicologia individual e empresarial. O ser humano quanto mais exato for consigo mesmo, mais ações vitais promove, tem mais habilidade para formar pessoas funcionais e resultados para o seu negócio. Não se compreende o outro sem antes ter a exatidão de si mesmo. 2- Compreensão e utilização das técnicas e das ferramentas de gestão desenvolvidas pela ciência da administração e disponíveis a todas as empresas, basta apenas conhecer e começar a usá-las. A Gestão de Pessoas pode ser equiparada a Gestão do Casamento, fato este que inspirou-me a escrever o livro “Sim, eu aceito! Analogia entre o casamento e a gestão de Pessoas” com o objetivo de exemplificar o funcionamento dessa gestão, visto que, mesmo quem não tenha optado na vida pelo casamento, no mínimo já passou por alguma experiência familiar e, desse modo, conseguirá entender como é o funcionamento das pessoas nas organizações, pois a lógica é a mesma. Edite Zatta Pós-graduada em Gestão de Pessoas e Administradora, com formações em: Dinâmica Grupo e Personal & Profissional Coaching. Diretora e Administradora da Intus Business.


Portas abertas para o EMPREENDEDORISMO As instituições de Ensino Superior, enquanto espaços disseminadores de conhecimento, têm um objetivo que vai além da formação de profissionais: fazer com que os saberes da academia transcendam a comunidade em sua volta e sejam transformadas em ações que promovam o desenvolvimento da sociedade. A Start – Agência de Empreendedorismo, Inovação e Transferência de Tecnologia da Unicruz – nasceu em 2015 justamente para cumprir o papel de aproximar as comunidades acadêmica e empresarial. Um dos trabalhos executados pela Start/ Unicruz compete plenamente essa missão: o Núcleo de Extensão Produtiva e Inovação (Nepi) Alto Jacuí. No primeiro semestre de 2017, mais de 80 empresas foram acompanhadas pelo Nepi Alto Jacuí, número acima da meta inicial da Unicruz. “O atendimento foi muito bom, inclusive superou as expectativas da empresa. O Nepi ajudou a melhorar a nossa organização, os processos de gestão e o ambiente de trabalho com os colaboradores. Sentimos bastante o resultado no dia-a-dia”, exaltou Tiago Mutti, sócio-proprietário de uma fabricante de materiais de construção civil com sede em Cruz Alta. A coordenadora geral da Start/ Criada pela Unicruz, Agência Start tem a missão de formar lideranças e promover o desenvolvimento regional. Unicruz, professora Luísa Pieniz, faz uma leitura positiva do primeiro ciclo do Nepi Alto Jacuí – que tem continuidade em 2018 confirmada. “Em tempos de instabilidade econômica e demissões, as empresas atendidas pelo Núcleo continuaram suas atividades e até mesmo ampliaram o trabalho. Nós criamos ferramentas que fortaleceram elas a longo prazo”. Além do Núcleo, a Start/Unicruz mantém parcerias com outros projetos voltados ao atendimento de gestão empresarial, casos do Sebraetec e do Negócio a Negócio, em convênio firmado com o Sebrae/RS, ações que reafirmam o papel da agência na prestação de serviços tecnológicos e de inovação para a região. Educação faça de seus sonhos suas grandes conquistas UNIVERSIDADE DE CRUZ ALTA A Unicruz é referência de Ensino Superior no interior do Rio Grande do Sul. Dispõe de uma série de diferenciais que promovem a excelência na formação acadêmica. 68.000 exemplares biblioteca 100 120.000 horas/ano de atuação de pesquisa na comunidade projetos de extensão projetos conhecimen ot área construída 34.510m² m² áreaexperimental doEstado maior 900.000 hospital veterinário 1.500 atendimentos/ano Unicruz TV #canal15 + online conteúdo exclusivo 90% mestres e docentes doutores PARA A PRÁTICA UNIVERSITÁRIA, ENTRE ELES: Reprodução Animal Plantas Medicinais Análise de Solos Biologia Molecular e Genética laboratórios 120 Diversos convênios com e das américas pelo mundo instituições européias aplicativo próprio rocket desenvolvido in house unicruz Google play unicruz.edu.br


Programa de Integração ao MUNDO DO TRABALHO ESTÁGIO CIEE: Atualizado pela Lei nº 11.788/2008, o Estágio propicia ao usuário o aprendizado profissional, social e cultural, além de promover o protagonismo juvenil. Com isso, o jovem se desenvolve como sujeito de direito, aprimora habilidades e atitudes para a vida cidadã e para o trabalho, através de vivências práticas nas Organizações parceiras. O CIEE-RS também tem consciência de que as exigências por parte do mundo do trabalho e os desafios contemporâneos reforçam a importância do programa de Estágio, pois essas demandas estão ligadas ao aprimoramento teórico-prático das novas gerações. APRENDIZ LEGAL é um programa de capacitação profissional básica para adolescentes e jovens de 14 a 24 anos, com base na Lei de Aprendizagem nº 10.097/2000, criada para garantir os direitos da juventude, oportunizando o acesso ao emprego formal. O aprendiz é o centro da aprendizagem tendo a oportunidade de realizar uma reflexão de sua prática na empresa e se perceber como cidadão, integrante de uma comunidade, de uma família e do mundo. CAPACITAÇÕES DESENVOLVIDAS: · Ocupações administrativas; · Práticas bancárias; Educação Desde a fundação até dezembro de 2016, o ESTÁGIO CIEE no Rio Grande do Sul teve: · Mais de 1 milhão e 600 mil jovens beneficiados; · Somente em 2016, tiveram a possibilidade de colocação no mundo do trabalho, 40.772 usuários; · Mais de 44 mil empresas parceiras conveniadas; · 1.906 instituições de ensino parceiras O APRENDIZ LEGAL teve até dezembro de 2016, no Rio Grande do Sul: · 30.849 beneficiados; · Em 2016, foram beneficiados 6.307 adolescentes e jovens com o programa; · 5.417 empresas parceiras; · 10.678 usuários que concluíram o programa; · 9 anos de atividades.


A polemica Reforma Trabalhista que alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), instituída pela lei 13.467/17, considerada a maior Reforma Trabalhista desde criação das Leis trabalhista, poderá não ser aplicada exatamente como foi aprovada, segundo o entendimento de magistrados e advogados, considerando que muitos pontos da nova lei estaria contaminada por inconstitucionalidades, como por exemplo, a prevalência do negociado sobre o legislado, um dos principais pontos da Reforma. Ademais, mesmo antes da promulgação da Lei da reforma, o governo se comprometeu a editar uma Medida Provisória, que terá como objetivo de ajustar pontos da nova lei, entre estes, a instituição da contribuição negocial em substituição do imposto sindical, trabalho insalubre de gestantes e lactantes, homologação do fim do contrato de trabalho e trabalho intermitente. Resta, entretanto, aguardar se a Câmera Federal aceitará a mudança na nova Lei. De qualquer forma, a partir de 11 de novembro corrente ano, entrará em vigência importantes alterações da CLT, com aplicabilidade e efeitos imediatos sobre todos os contratos de trabalho em vigência, entre os quais podemos destacar de forma sintetizada: FÉRIAS: As férias poderão ser fracionadas em até três períodos, mediante negociação, sendo que um deles não poderá ser inferior a 14 dias corridos e os demais não poderão ser inferiores a 5 dias corridos, cada um. JORNADA: Jornada diária poderá ser de 12 horas com 36 horas de descanso, respeitando o limite de 44 horas semanais (ou 48 horas, com as horas extras) e 220 horas mensais. TEMPO NA EMPRESA: Não são consideradas dentro da jornada de trabalho as atividades no âmbito da empresa como descanso, estudo, alimentação, interação entre colegas, higiene pessoal e troca de uniforme. INTERVALO PARA DES- CANSO: O intervalo dentro da jornada de trabalho poderá ser negociado, desde que tenha pelo menos 30 minutos. Além disso, se o empregador não conceder intervalo mínimo para almoço ou concedê-lo parcialmente, a indenização será de 50% do valor da hora normal de trabalho apenas sobre o tempo não concedido em vez de todo o tempo de intervalo devido. REMUNERAÇÃO: O pagamento do piso ou salário mínimo não será obrigatório na remunePor: Rubin e Brandenburg Advogados ração por produção. Além disso, trabalhadores e empresas poderão negociar todas as formas de remuneração, que não precisam fazer parte do salário. PLANO DE CARGOS E SA- LÁRIOS: O plano de carreira poderá ser negociado entre patrões e trabalhadores sem necessidade de homologação nem registro em contrato, podendo ser mudado constantemente, desde não ocorra a redução de salário. TRANSPORTE: O tempo despendido até o local de trabalho e o retorno, por qualquer meio de transporte, não será computado na jornada de trabalho. TRABALHO INTERMITEN- TE: O trabalhador poderá ser pago por período trabalhado, recebendo pelas horas ou diária. Ele terá direito a férias, FGTS, previdência e 13º salário proporcionais. No contrato deverá estar estabelecido o valor da hora de trabalho, que não pode ser inferior ao valor do salário mínimo por hora ou à remuneração dos demais empregados que exerçam a mesma função. O empregado deverá ser convocado com, no mínimo, três dias corridos de antecedência. No período de inatividade, pode prestar serviços a outros contratantes. TRABALHO REMOTO: Tudo o que o trabalhador usar em casa 32 | Revista da ACI Cruz Alta Os ajustes na REFORMA TRABALHISTA Direito do Trabalho


será formalizado com o patrão via contrato, como equipamentos e gastos com energia e internet, e o controle do trabalho será feito por tarefa. TRABALHO PARCIAL: A duração pode ser de até 30 horas semanais, sem possibilidade de horas extras semanais, ou de 26 horas semanais ou menos, com até 6 horas extras, pagas com acréscimo de 50%. Um terço do período de férias pode ser pago em dinheiro. NEGOCIAÇÃO: Convenções e acordos coletivos poderão prevalecer sobre a legislação. Assim, os sindicatos e as empresas podem negociar condições de trabalho diferentes das previstas em lei, mas não necessariamente num patamar melhor para os trabalhadores. PRAZO DE VALIDADE DAS NORMAS COLETIVAS: O que for negociado não precisará ser incorporado ao contrato de trabalho. Os sindicatos e as empresas poderão dispor livremente sobre os prazos de validade dos acordos e convenções coletivas, bem como sobre a manutenção ou não dos direitos ali previstos quando expirados os períodos de vigência. E, em caso de expiração da validade, novas negociações terão de ser feitas. REPRESENTAÇÃO: Os trabalhadores poderão escolher 3 (três) funcionários que os representarão em empresas com no mínimo 200 funcionários na negociação com os patrões. Os representantes não precisam ser sindicalizados. Os sindicatos continuarão atuando apenas nos acordos e nas convenções coletivas. DEMISSÃO: O contrato de trabalho poderá ser extinto de comum acordo, com pagamento de metade do aviso prévio e metade da multa de 40% sobre o saldo do FGTS. O empregado poderá ainda movimentar até 80% do valor depositado pela empresa na conta do FGTS, mas não terá direito ao seguro-desemprego. DANOS MORAIS: A lei impõe limitações ao valor a ser pleiteado pelo trabalhador, estabelecendo um teto para alguns pedidos de indenização. Ofensas graves cometidas por empregadores devem ser de no máximo 50 vezes o último salário contratual do ofendido. CONTRIBUIÇÃO SINDI- CAL: A contribuição sindical será opcional. TERCEIRIZAÇÃO: Haverá uma quarentena de 18 meses que impede que a empresa demita o trabalhador efetivo para recontratá-lo como terceirizado. O texto prevê ainda que o terceirizado deverá ter as mesmas condições de trabalho dos efetivos, como atendimento em ambulatório, alimentação, segurança, transporte, capacitação e qualidade de equipamentos. GRAVIDEZ: É permitido o trabalho de mulheres grávidas em ambientes considerados insalubres, desde que a empresa apresente atestado médico que garanta que não há risco ao bebê nem à mãe. Mulheres demitidas têm até 30 dias para informar a empresa sobre a gravidez. BANCO DE HORAS: O banco de horas pode ser pactuado por acordo individual escrito, desde que a compensação de jornada ocorra no período máximo de seis meses ou ainda no mesmo mês. AÇÕES NA JUSTIÇA: O trabalhador será obrigado a comparecer às audiências na Justiça do Trabalho e, caso perca a ação, arcar com as custas do processo. Para os chamados honorários de sucumbência, devidos aos advogados da parte vencedora, quem perder a causa terá de pagar entre 5% e 15% do valor da sentença. RESCISÃO DO CONTRATO DE TRABALHO: A homologação da rescisão do contrato de trabalho pode ser feita na empresa, na presença dos advogados do empregador e do funcionário – que pode ter assistência do sindicato. Por fim, nós do Escritório de Advocacia RUBIN & BRANDENBURG ADVOGADOS, como operadores de direito, vamos trabalhar para que a Reforma Trabalhista efetivamente represente avanços nas relações de trabalho, prevalecendo a vontade das partes, como princípio maior, albergando-se sempre, primeiro na Constituição Federal e na correta interpretação da Lei, buscando a desejada pacificação social.


Capa Eleita a Nova DIRETORIA da ACI A Associação Comercial, Industrial, Cultural, Serviços e Agropecuária de Cruz Alta teve nova diretoria definida em assembleia realizada no mês de outubro de 2017, quando os empresários associados, aprovaram, por aclamação, a chapa apresentada. Anova diretoria e os conselhos eleitos irão trabalhar por dois anos. A composição da chapa vencedora ficou com Darci Martins na presidência e Rodrigo Fraporti, na vice-presidência administrativa, além de Edimara Daronco, como vice-presidente de comunicação, Angélica de Moraes Martins, vice- -presidente de projetos, Fernando Scarpellini Pedroso, vice-presidente de planejamento, Álvaro Zenkner Fogliato, como vice-presidente de desenvolvimento e Jomar Badin Silveira, como vice-presidente de inovação. Ainda compondo a chapa, no conselho deliberativo estão, Patrícia Dall’Agnol Bianchi, Álvaro Felipe Pilau, Marcelo de Godoy Oliveira, Darci Pedro Hartmann e Walmir Linke. O Conselho Fiscal passa a ser composto por Gilberto Antônio Daronco, Claudio Schwerz, Fernando Saccol. Ainda, como suplentes do conselho fiscal, estão Marcelino Veit Dummel, João Paulo Ribas Reis e Lucas Simonetti Eidt. O atual presidente da ACI Cruz Alta, João Paulo Ribas Reis, agradeceu à todos que estiveram ao seu lado durante dois mandatos a frente da associação e desejou sucesso aos novos membros da diretoria. “É com muito orgulho, que em meio à muitos desafios, consegui, com o apoio da diretoria e associados, conduzir estes quatro anos aqui. Nosso desejo é de muito sucesso aos novos empreendedores que irão assumir esse desafio, e continuarei sempre contribuindo e participando, como empresário e associado”, destacou. Em sua fala Darci Martins destacou a importância da união dos empresários que aceitaram assumir este desafio juntamente com ele. “No momento que a economia do país passa por dificuldades, em Cruz Alta não é diferente, então, pensar na nossa entidade, com o foco de colaborar, transformar e inovar, não tenho dúvidas que é muito desafiador. E por isso, só foi possível eu estar aqui agora depois de pensar em pessoas que pudesse contar”, enfatizou. A posse da nova diretoria, e conselhos aconteceu no dia 30 de novembro de 2017, ocasião que também marcou a comemoração de 106 anos da ACI. Fernando, Álvaro, Angélica, Darci, Edimara, Rodrigo, Jomar João Paulo Reis / Darci Martins


Comércio Todo empresário sabe do cuidado com o índice de inadimplência na sua empresa, pois este é um dos fatores que pode “quebrar” uma organização, independente do seu tamanho. Criado em 1955 o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) tem o objetivo de auxiliar as empresas em suas operações de crédito e promover mais segurança nas transações comerciais. Quando uma empresa vende um bem ou serviço precisa receber no prazo para continuar a produzir e gerar empregos. Esse ciclo saudável da economia beneficia empresas e consumidores. Caso o consumidor esqueça ou não consiga pagar uma conta no prazo, ele recebe uma carta do SCPC solicitando a regularização da dívida, a pedido da empresa credora. Nesta situação, o consumidor deve entrar em contato diretamente com a empresa para resolver a questão. Após o pagamento, a própria empresa solicitará a exclusão imediata do nome do cliente do banco de dados SCPC, que é administrado pela Boa Vista Serviços. Segundo pesquisas realizadas pelo SCPC, quando os clientes são inclusos nos primeiros 30 dias de atraso a recuperação é superior a 60% dos débitos. Esse serviço, oferecido através da ACI Cruz Alta, visa manter a economia da cidade em movimento, e como consequência gerar negócios, qualidade de vida para os consumidores e desenvolvimento econômico para o município. Segundo o comerciante Rodrigo Chaise que utiliza o SCPC há mais de 5 anos o sistema é uma ferramenta que dá segurança ao empresário na hora de aprovar compras a prazo no crediário próprio. “Os registros geram mais rapidez, em até 20 dias, o cliente que ficou inadimplente já comparece até a loja para quitar. Eu não apenas aprovo, como também indico”, relata Rodrigo. inclusão de inadimplentes no sistema do SCPC ajuda a garantir uma maior confiabilidade que a própria empresa e todo o comércio precisam para prosperar. Associação Comercial orienta consumidores a negociar com as empresas A COMO SABER SE ESTOU NO SCPC? Para consultar o banco de dados do SCPC e saber se o seu nome está incluso, basta comparecer até a ACI Cruz Alta, portanto CPF e um documento com foto. A verificação só pode ser feita pelo titular do documento e pessoalmente para fins de comprovação de identidade. A consulta é gratuita. Após feita a verificação a Associação Comercial Industrial de Cruz Alta orienta os consumidores a procurar as empresas para efetuar a negociação do débito. COMO CONSULTAR OU INCLUIR CONSUMIDORES NO SCPC? Para informações sobre consultas e inclusão de devedores no sistema, empresários podem entrar em contato com a ACI Cruz Alta pelo telefone (55) 3322- 6795 ou (55) 9 9687-3312. SCPC auxilia empresários contra inadimplência 36 | Revista da ACI Cruz Alta Foto: Adriel Dalla Vecchia


Como melhorar as vendas & fidelizar CLIENTES Quando os clientes estão escassos, precisamos buscar novas formas de atraí-los para nossas lojas. Mas como atrair clientes para sua loja nestes tempos de turbulências? COMUNICAÇÃO Tem empresas que tem um processo de comunicação contínua e permanente com os clientes, ou seja, quando estão vendendo, nas épocas boas de vendas e quando não estão. Mas tem empresa que só pensam nesse assunto quando estão mal, fracas, descapitalizadas, nas épocas de vendas baixas. E aí, falta dinheiro para investir e estão sempre correndo atrás. Estão sempre atrasadas. A primeira grande lição que precisamos tirar desta crise é o de cuidar melhor de nossos clientes, é o de manter sempre vivo o nome da nossa empresa na mente e no coração de cada cliente. Como se faz isso? Normalmente se faz com propaganda, liquidações, anúncios, malas diretas, mídias sociais, uma boa vitrine enfim, são as formas mais tradicionais. Mas tem empresas que desde a primeira compra, cadastram os clientes e fazem um bom pós venda, ligam para este cliente pesquisando a satisfação do atendimento, ligam nos aniversários, criam fatos na loja para atrair clientes como promover desfiles na loja, aproveitam as datas festivas enfim de várias maneiras encontram um jeito de trazer o cliente até a loja. CHAMAR PELO TELEFONE Quantas horas um vendedor fica ocioso dentro de uma loja. No mínimo a metade do seu tempo de trabalho. Nestas horas, cada vendedor deve pegar o telefone e ligar para seus clientes, amigos, conhecidos ou mesmo para clientes inativos que já compraram da sua loja. Quanto compraram em 2014, 2015, 2016 e quantos destes voltaram em 2017? Imagine comigo, numa loja com cinco vendedores. Se cada vendedor ligar para 10 clientes por dia, teremos 50 ligações. Numa semana (5 dias) teremos 250 clientes e num ano 3 mil clientes. Ora, se apenas 10% vierem comprar alguma coisa, VALEU A PENA. NÃO FICAR ESPERANDO Conheci lojas que criaram um vendedor externo, ou seja, vendedores que visitam alguns clientes de potenciais levando roupas e acessórios ou na casa ou no escritório do cliente. Fazem convênios com outras empresas. Se ele não, vamos até ele. TREINAMENTO Invista na sua equipe. Treine e motive a sua equipe. Não basta só atrair clientes, é preciso acolher bem, mantê- -los, encantá-los com um ótimo atendimento. Transformar cada cliente da sua empresa em seu vendedor e de graça. Que ele goste de fazer negócios com a nossa empresa e assim faça a propaganda para seus amigos. Melhorar o lado humano da nossa empresa. Outro ponto é qualificar as vendas. Ser profissional na hora de vender. Usar bem as técnicas de acolhida, sondagem, demonstração, contornar objeções, vendas adicionais e fechamento. Sua equipe sabe fazer isso? Pense nestes pontos e lembre-se que o SUCESSO EM VENDAS NÃO ACONTECE NUNCA POR ACASO, MAS É SEMPRE PLANEJADO E TRABALHADO em cada detalhe. Tem ações e estratégias que trazem uma resposta rápida, outras demoram um pouco mais, o importante é fazer alguma coisa e não ficar esperando a coisas piorarem. Adroaldo Lamaison Conferencista sobre vendas, motivação e liderança. Comércio 38 | Revista da ACI Cruz Alta


É indiscutível, mesmo para o público menos lúcido no assunto que nosso cérebro é uma grande máquina de processamento de informações sensoriais. Nunca houve nem perto um “Ser vivo” qualquer que tenha vivido em nosso planeta que tivesse tamanha e tão acelerada evolução como nós humanos e nossa construção cerebral. Não existe ao menos até a presente data um super computador que se aproximasse de tamanha eficiência e desempenho de processamento utilizando-se de tão pouca energia quanto o nosso poder de processamento cerebral. Toda a imensa gama de estímulos que nos bombardeiam a todos os milésimos de segundos de nossa vida é absorvida por nosso cérebro, que, inconscientemente, retém, organiza e processa este imenso conjunto de demandas, seleciona o que lhe é mais relevante e compõe padrões de maneira a nos apresentar o mundo a nossa volta, acelerando esta composição praticamente em tempo real, quase que instantaneamente. Esta condição super veloz de processamento, nos da condição de, frear a tempo de uma colisão, aprender, ensinar, amar, decidir, fugir, lutar, nos aproximar ou nos afastar de algo ou alguém e porque não, comprar ou vender um produto ou serviço de maneira mais eficiente. Todo este processo acontece em milésimos de segundo, e assim deve ser, caso contrário, imagine como seria à 200 mil anos atrás quando nos deparávamos com um tigre dente de sabre a nossa frente em plena savana africana?, não NEUROMARKETING: Uma união de forças entre Neurociência, Psicologia e Administração Alexandre Rodrigues Professor Universitário/MBA, Pesquisador, Empresário, Palestrante e Consultor de empresas. Conheça mais seu trabalho em: www.neuroexpert.com.br www.dnacorporativo.com.br Comércio podíamos nos dar ao luxo de tentar racionalizar sobre o que esta acontecendo não é mesmo?, muito pelo contrário, o que chamamos de “Modo automático de reação”, funcionando como um “Reflexo inconsciente”, agia imediatamente, modificando toda a nossa estrutura corporal, nos proporcionando mais força, mais velocidade, mais oxigenação, melhor visão, enfim, entrando em modo “Fuga” para salvar nossa vida. Toda esta reação, é realizada instantaneamente, ou seja, “Sentimos” logo “Agimos”. Desta forma, veremos que muitas de nossas ações são essencialmente “não racionais”, sem qualquer domínio consciente. O desenvolvimento de potenciais cognitivos é uma das grandes competências do profissional que quer tornar-se a diferença no futuro. Conhecer o cérebro de seus potenciais alvos pode trazer a você grandes vantagens quando busca a atenção de seu cliente apresentando seus produtos, seus serviços, seus projetos, suas idéias, de maneira que maximize a boa recepção do que você tem a dizer e a maneira como vai dizer, pode trazer grandes vantagens de abrir seus caminhos e como seu cliente estaria disposto a decidir sobre tê- -lo como parceiro de negócios.


Dia 07- Salários dos Colaboradores FGTS CAGED DAE- Simples Doméstico; Dia 10 - IPI 15- SPED CEFD- Contribuições GPS (facultativos, etc); Dia 20 - IRRF Empregados GPS (empresas) Contribuições Previdenciárias sobre receita bruta Contribuições (Cefis, PIS/PASEP e CSLL) Retidas na fonte (serviços profissionais prestados por PI) Simples Nacional Calendário de obrigações mensais: AGENDA DO EMPRESÁRIO Contabilidade Dia 23 - DCTF Dia 25 - IPI (mensal) PIS COFINS Dia 30 - IRPI- Lucro real/ lucro/ presumido CSLL- Lucro real/ lucro/presumido IR (carnê leão) Contribuição sindical; - ICMS (empresas normais). (De acordo com o crescimento estabelecido pela legislação estadual) ISS (vencimento de acordo com lei municipal. CARGA TRIBUTÁRIA O TRIBUTO é uma obrigação a pagar, criada por lei, impondo as empresas e indivíduos o DEVER, de entregar parte de suas rendas para a manutenção e desenvolvimento do Estado, afinal vivemos em sociedade e o Estado deve representá-la se fazendo presente nas áreas de interesse desta, sobretudo na saúde, educação, segurança, política econômica, entre outras. É muito importante a Empresa fazer seu Planejamento Tributário para que a mesma pague o valor justo devido pela atividade exercida. Por: Escritório Master


ENERGIA SOLAR: Oportunidade de Economia e Sustentabilidade Os recorrentes e, cada vez mais constantes, problemas ambientais causados pela utilização de energias não renováveis, aliados ao esgotamento dessas fontes, têm despertado o interesse pela utilização de fontes alternativas de energia. A energia solar é uma boa opção na busca por alternativas menos agressivas ao meio ambiente, pois consiste numa fonte energética renovável e limpa. O número de pessoas e empresas que apostam neste tipo de energia cresce cada vez mais, à medida que estas tomam consciência da importância de que o investimento vale a pena, uma vez que alia economia e sustentabilidade. Excelentes índices de irradiação, alto custo da energia elétrica aliados a políticas governamentais favoráveis, estão colocando o Brasil em destaque no mercado mundial de energia solar. É em território brasileiro, que serão implementadas as maiores usinas solares da América Latina, uma delas no Estado do Piauí e a outra na Bahia. A inserção da energia solar fotovoltaica iniciou em 2012, com a regulamentação nº 482 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), entretanto, energia solar já é usada há décadas na Europa e América do Norte. Em Cruz Alta, empresários trabalham com energia solar fotovoltaica e explicam a importância da adesão de cada vez mais pessoas ao sistema de energia limpa. “Nosso objetivo sempre foi empreender e inovar em Cruz Alta e Região. Energia solar além de proporcionar isso, permite que as pessoas possam gerar 100% da sua energia elétrica consumida. É como se fosse um aluguel que você passa a não possuir mais”, destaca Fernando Ferst. Segundo dados do ILUMINA (Instituto de Desenvolvimento Estratégico do Setor Elétrico) a Inovação


tarifa de energia elétrica no Brasil é a quinta mais cara do mundo, isso sem levar em conta a carga tributária que supera os 30% o que levaria o Brasil a ocupar as primeiras colocações. A tecnologia que Europeus e Americanos usam, é a mesma que o Brasil utiliza em mais de 95% dos projetos, ou seja, tecnologia de ponta que garante confiabilidade e segurança. Segundo dados da Aneel, o Rio Grande do Sul ocupa o terceiro lugar em números de conexões, Minas Gerais lidera o ranking. O crescimento do mercado de energia solar no Brasil é intenso, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR) em 2030, 23% da matriz energética brasileira será oriunda de fontes renováveis. Há quem estime que esse índice seja maior ainda. É cada vez mais presente a conscientização da importância de preservamos o meio ambiente, com isso, o uso da energia solar em residência e empresas contribui de forma significativa com esse processo. O impacto ambiental da substituição de energias convencionais por energia solar é enorme, em uma família que consome em média 500 quilowatt/mês, o uso de energia limpa permite deixar de emitir mensalmente, aproximadamente 265 quilos de CO² na atmosfera. Para se ter uma ideia, precisariam ser plantadas aproximadamente 6,66 árvores/ mês para poupar a mesma quantidade de CO², ou ainda, um veículo deixar de rodar mensamente 1.765km.


As organizações de hoje não mais devem ser olhadas de forma isolada, desconexas, mas sim sob um olhar de soma continua entre as diferentes competências as quais devem desenvolver para que possam permanecer no cenário onde atuam. Assim, concorrente hoje é o parceiro de amanhã, a interrelação passa a ditar o ritmo de desenvolvimento e de crescimento, fundamentais para a sobrevivência organizacional, haja visto que há muitas exigências desse mundo corporativo disruptivo. Com perspectivas globais e prontas a operar em mercados inovadores, com estruturas cada vez mais ajustadas, elas devem ser capazes de serem intraemprendedoras, possibilitando que seus colaboradores além da entrega eficiente de sua técnica e visão holística, possam disseminar o conhecimento gerado em novas estruturas organizacionais, estruturas planas, flexíveis, adaptáveis a contextos cada vez mais rapidamente mutáveis. Dessa forma os diferentes agentes que atuam nesse contexto devem estar preparados para a necessidade de articularem-se e a responderem a esses desafios, sob pena de serem substituídas por aquelas organizações que conseguirem além de perceberem esse novo momento, ajustarem-se a ele, prosperando e permeando sua história ao longo do tempo, ou do momento. Um exemplo é a participação das mulheres em organizações do futuro, as quais de alguns anos para cá, passaram a disputar espaços no mercado de trabalho, estão mais preparadas academicamente, o que as permite assumir cargos de presidência, diretoria e gerência de empresas, passando a figurar na alta administração as empresas. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE, mostrou que a escolaridade média das pessoas do sexo feminino em áreas urbanas é de 9,2 anos. Já dos homens é de 8,2 anos de estudo. O tema empreendedorismo e gestão estratégica na organização do futuro será caracterizado por processos dinâmicos relacionados ao comportamento e ao desempenho da empresa. Enquanto o empreendedorismo promove a busca de vantagens competitivas, por meio da inovação de produtos, processos e mercados, a gestão estratégica alerta as empresas a estabelecer e explorar tais vantagens em um contexto ambiental particular. As ações estratégicas e empreendedoras são frequentemente destinadas a encontrar novos mercados ou espaço competitivo para a empresa criar riqueza. Do ponto de vista da evolução dos ambientes organizacionais, os altos níveis de incerteza e a ambiguidade ambiental contribuem, significativamente, para que a mudança organizacional seja vista de forma cada vez mais frequente nas organizações e não apenas como um evento raro ou Organizações do FUTURO - Texto desenvolvido pelos professores do curso de Administração da Unicruz Inovação ANÁLISE PRÉVIA isolado. Além disso, tecnologia, equipamentos, recursos materiais não são, necessariamente, condições que garantem vantagem e competitividade à organização. Assim, a mudança organizacional ganha evidência pela percepção generalizada de que é essencialmente inevitável. Em consequência, surge uma importante motivação para compreender e influenciar os processos de mudança organizacional, por meio de uma interface entre a estratégia como fenômeno intencional e o comportamento organizacional como fenômeno emergente e o capital humano têm grande valor, uma vez que, representa o recurso vivo, dinâmico e criativo, capaz de alavancar qualquer contexto.


ercado Imobiliário Analisando o mercado atual, entendemos que o momento é bom para investimento, vez que, o imóvel é um dos bens mais seguro em época de instabilidade econômica, além disso, estão surgindo imóveis com valores mais atrativos, em face da maior oferta, como também, aceitação de maiores prazos e vários tipos de negociações. Entendemos, que agora é a hora do comprador, pois apresentará suas propostas e os vendedores, em razão da pouca procura, por certo, haverá grande possibilidade de aceitação. Os financiamentos imobiliários ainda são uma excelente opção para fugir dos aluguéis, uma vez que o valor mensal do financiamento é bem próximo dos valores locativos e, para esse seguimento, foram feitos inúmeros investimentos em nossa cidade, portanto, existem casas e apartamentos para venda, assim, momento ideal para apresentações de propostas de compra, pois as incorporadoras estão abrindo mão de algumas coisas que facilitam o ato da compra. Observamos que existe um grande receio de parte dos compradores, face o momento econômico, mas justamente em razão disso, o mercado atual, oportuniza a realização de excelentes negócios e a possibilidade de melhores negociações. Assim, os compradores deverão procurar profissionais do ramo mercadológico “Corretores de Imóveis” para orientá-los e auxiliá-los a fazer um excelente negócio, no momento que nossa economia venha reagir positivamente, o negócio ora realizado, vai ter ainda, uma melhor valorização. Mercado Ronaldo Dal Forno Gonçalves Corretor de Imóveis Momento atual do


A Fenatrigo dá enfoque especial aos interesses da triticultura, da agricultura em geral, da pecuária, da indústria, do comércio e serviços. Após seu lançamento no ano de 1975, manteve em todas as edições posteriores, como principal objetivo, impulsionar o desenvolvimento local e regional, contribuindo para promover Cruz Alta no cenário nacional. A ACI Cruz Alta integra a Associação Fenatrigo e participa da organização ativamente contribuindo para sua realização. A entidade é responsável pela comercialização dos estandes. Foi coordenada, nos últimos quatro anos pelo vice-presidente administrativo da entidade, Rodrigo Fraporti. Em 2017, uma das novidades na comercialização foi o benefício oferecido aos associados da ACI Cruz Alta, e também CDL e Sindilojas. Empresários associados às entidades tiveram descontos na locação dos estandes do pavilhão 1 e 2, de acordo com o tamanho da área. Em 2016, a Feira foi presidida pelo presidente da ACI, João Paulo Ribas Reis. Para a entidade, a exposição é indispensável para o município. “Sempre acreditamos na retomada da Fenatrigo, importante evento que vem se consolidando, a cada ano que passa, em cenário Estadual e Nacional. “A feira mostra a força dos cruz-altenses que apostam na cidade e trabalham firme pelo seu crescimento”, destaca João Paulo ao referir-se à Fenatrigo. “Este é o nosso objetivo, trabalhar para que Cruz Alta tenha mais visibilidade, e com isso conquiste novos investidores e possa prosperar cada vez mais. Foi um desafio muito grande ser Presidente também da Fenatrigo, e o sucesso veio graças à união de todas as comissões organizadoras”, completa. A edição da feira presidida por João Paulo também marcou a realização da Abertura Oficial da Colheita do Trigo no Estado, pela primeira vez, no Parque de Exposições. Nos cinco dias de feira, aproximadamente 100 mil pessoas passaram pelo Parque. Mais de 26 mil pessoas estiveram presentes nos shows nacionais e 21 mil no Rodeio Show César Paraná, outra novidade do evento, e que garantiu acesso gratuito ao público. A XIII Fenatrigo, ocorrida em 2016, registrou o volume de negócios de mais de R$ 30 milhões concretizados pelos expositores, um aumento de 87,5% em relação ao ano anterior, cujo montante havia sido de cerca de 16 milhões. Além disso, durante a feira, muitas intenções de negociação foram assinaladas e acabaram se concretizando após o evento. O número de expositores teve um ganho de 26,6%, subindo de 297 em 2015 para 376 em 2016. O total de pessoas que trabalharam voluntariamente e terceirizados para realizar a feira foi de 140. Agropecuária Feira Nacional do Trigo


O agronegócio está inserido em um ambiente econômico e social que tem se tornado cada vez mais complexo e diversificado. As propriedades rurais deixaram de ser uma exploração econômica isolada e passaram a ser um amplo espectro de inter-relações e interdependências produtivas, tecnológicas e mercadológicas. Porém, mesmo com sua inques- tionável importância, o setor primeiro da economia do nosso país segue sendo desconhecido para muitas pessoas que não possuem um convívio próximo com tal realidade. Não diferente da agropecuária, a história da comunicação acom- panha a história da humanidade. Os gestos e as primeiras manifestações de linguagem oral possibili- taram que as mãos se libertassem para outras linguagens e ativida- des culturais do ser humano. Foi graças a essas primeiras manifestações de comunicação, que tive- mos o patrimônio cultural da humanidade transmitido para outras gerações. Não podemos imaginar a sociedade em que vivemos sem a comunicação, certo? E consegui- mos nos imaginar sem o trabalho do agropecuarista? A comunicação no agronegócio deve se fazer mais presente, e de forma mais direta, no con- texto atual do segmento rural. As empresas do setor acabam produzindo eventos e se comunicando entre si, fazendo com que as pessoas, que não pertencem ao mesmo nicho, não tenham clareza das atividades realizadas. A comunicação rural começou com o compartilhamento do saber, e hoje são os profissionais dessa área que devem compartilhar o que sabem e o que fazem usando a comunicação como principal aliada. Camila Telles, Relações Públicas e Sócia Proprietária da Agência Favo, agência de comunicação direcionada para o setor agropecuário! O produtor hoje é um empresário. Nos últimos 50 anos trocou a enxada e a foice por plantadei- ras, pulverizadores, colheitadeiras e tecnologia maior do que a média que encontramos na indústria. Por conta disso, produzir alimentos é tão desafiador como estar à frente de uma indústria ou de uma empresa do terceiro setor. Para os jovens que estão passando pelo processo de sucessão familiar? Respeito e muito traba- lho junto as gerações mais experientes e inquietude para garantir uma maior valorização do setor. Para os estudantes que estão se preparando? Crença na agropecuária atual, pois ela está oferecendo inúmeras possibilidades e perspectivas futuras. Para os pro- dutores e produtoras? Orgulho de fazer parte desse setor e vontade de fazer sempre a diferença dentro e fora das porteiras das nossas propriedades investindo em co- municação sempre. Vamos fazer o campo falar? Precisamos comunicar o AGRO produzir alimentos é tão desafiador como estar à frente de uma indústria ou de uma empresa do terceiro setor”. “ Agropecuária


Empreendedorismo Por algum tempo fiquei me perguntando: Afinal, o que é Empreendedorismo? Qual a sua definição? Eu sou um empreendedor? Lendo livros e artigos de gurus da administração, como Peter Drucker, concluí que ser empreendedor é algo grandioso. Ao empreender nos arriscamos, sentimos o frio na barriga diante de um novo desafio, buscamos a melhoria contínua, pensamos no futuro e, sobretudo, nos abastecemos do maior e melhor combustível para a vida: O SONHO. O empreendedor cuida do seu negócio como um propósito de vida, pensando sempre em um jeito de fazer diferente, em buscar seu autodesenvolvimento e em potencializar as pessoas que o acompanham, acreditando que todos podem verdadeiramente crescer juntos. Para mim, independente da atividade que exerçamos - empresário, colaborador, funcionário público, profissional liberal, entre outras - viver o empreendedorismo nas nossas atividades torna a vida mais emocionante, pois os fracassos e as vitórias do dia a dia nos ajudam a evoluir e ser pessoas melhores. O empreendedor reconhece que, para ter sucesso, precisa agir com ética, respeito e preocupação com seu semelhante, pois ele sabe que ter sucesso sozinho não lhe completa, o sucesso precisa ser do grupo. Assim, diante dessa visão, compartilho meu conceito de Empreendedorismo. “Empreendedorismo é o desenvolvimento de comportamentos, baseados nos sonhos, na visão de futuro, na ousadia, no planejamento e nas atitudes realizadoras”. Você é um EMPREENDEDOR? Darci Martins Grupo 2001 Viver o empreendedorismo nas nossas atividades torna a vida mais emocionante”. “ 50 | Revista da ACI Cruz Alta


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