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Published by aoliveiradiniz, 2016-06-07 08:24:33

Marcha da Bica

Marcha da BICA2016
“QUANDO VIRA UMA VARINA”
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marcha da Bica 2016
Está na hora de virar...
Já perdi a conta às vezes que desci a avenida apadrinhando a Marcha da Bica. Cada vez o faço com maior alegria porque, cada vez mais, não se trata de ser ou não ser padrinho de uma marcha. Trata-se de partilhar o melhor de mim com gente que já é família num bairro que já é casa.
Neste ano, vamos virar com as varinas e não haveria tema mais oportuno para a nossa marcha. Este tem sido um ano difícil para muitos de nós e tem sido preciso virarmo-nos do avesso para manter a alegria, a garra, a coragem que são nosso apanágio.
O que veremos des lar na avenida não será apenas um vira, não será apenas uma marcha. Isso será apenas a face visível. Em 2016, são as vidas das pessoas que integram a marcha que levaremos a des lar: dos marchantes, dos ensaiadores, dos coreógrafos, dos músicos, dos aguadeiros, dos integrantes da comissão da marcha. Será também a minha vida que anda virada de cabeça para baixo há muito tempo.
E havemos de virar as lágrimas em sorrisos, e havemos de virar as dores em alegrias. Muito mais importante do que a classi cação que teremos é a renovação da nossa valentia, renovação de que estamos precisados mais do que nunca.
Seremos muitos na avenida. Mas seremos muitos mais. Porque levaremos nos nossos corações todos aqueles que não podem lá estar, aqueles que andam a dançar o vira com os seus problemas, com os seus desa os.
O meu desa o neste ano é chegar ao Rossio. Abraçar-me aos marchantes e depois de gritar: “A Bica é linda!”, pensar: - Virámos... virámos mais uma página da nossa história!
Se assim for, o resto da noite será para beber copos e comer sardinhas. Bailar se me der para isso... ou cantar se os copos forem muitos... e car à espera dos resultados, não porque eles me interessem especialmente, mas porque quero estar com a minha família da Bica até os galos cantarem, o sol raiar e todos termos a sensação de dever cumprido. E se for caso disso, ainda me espera um beijo na boca.
No meu coração, em todos os segundos, levarei a minha comadre So a Ribeiro. Toda a alegria que eu tiver naquele momento mágico em que desço a avenida será um presente para ela e um desejo imenso de que seja a próxima a virar esta dura página da sua vida.
- Para o ano que vem não te safas de ir ao meu lado!
Tiago Torres da Silva
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VITOR LOY ”Varina” (2013)
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Tempo
de mudar... até porque a Bica é linda!!!
O tempo perguntou ao tempo quanto tempo o tempo tem e o tempo respondeu ao tempo que o tempo tem tanto tempo quanto tempo o tempo tem.
Este tipo de frase é vulgarmente conhecido como trava-lín- guas, devido à di culdade da dicção.
Certo é que, como se pode veri car, existe uma pergunta à qual o tempo não sabe responder.
Também em relação à Marcha da Bica existe uma pergunta da qual ninguém sabe a resposta: quando voltaremos a ser a primeira classi cada no concurso das marchas populares de Lisboa?
Não é que seja esse o principal motivo porque participamos, nem tão pouco fazemos disso um cavalo de batalha.
Somos um grupo unido, quase uma família, que faz da mar- cha um importante meio de integração social. Durante me- ses, temos jovens mais saudáveis e menos dados a compor- tamentos desviantes, funcionando quase como uma escola que prepara os jovens para a vida.
Mas isso não signi ca que não tenhamos ambições, muito pelo contrário. Se assim não fosse estaríamos a renegar os objectivos, a defraudar as expectativas e a desperdiçar o esforço de todos os que se empenham de corpo e alma em cada ano para que a Marcha da Bica se apresente orgulho- samente digna do seu passado, que teve o seu último ponto alto em 2003, ano em que alcançou o lugar mais elevado do pódio e arrecadou todos os prémios em disputa, excepto o gurino.
Passaram, exactamente, treze anos sobre esse feito. Um nú- mero mágico, de que uns gostam e outros nem tanto, mas também havendo quem lhe seja indiferente.
Era o ano ideal para ganharmos. Assim todos estariam de acordo.
Pela nossa parte, tudo zemos para alcançar esse desígnio. Seria uma forma de materializar a inspiração poética (e qua- se profética) das letras que apresentámos.
A nal, está na hora de virar. Será este ano que o tempo sabe o tempo que o tempo tem?
Uma mensagem nal para So a Ribeiro, a madrinha da nos- sa marcha: Obrigado. Estás no nosso coração! Por ti, por nós, marcharemos e cantaremos até que tudo nos doa! Obrigado também para todos aqueles que apoiam a nossa Marcha e/ou procuram os arraiais do Bairro para se diverti- rem durante as Festas da Cidade.
A Bica é linda. Sempre!
Comissão Organizadora (por ordem alfabética)
Américo Silva, Fernando Duarte, João Bouçadas, João Gaspar, Leonor Oliveira, Marinela Silva, Nuno Monteiro, Pedro Duarte
e Tiago Torres da Silva
Ficha Técnica
Título: Bica, Marcha 2016, Quando Vira uma Varina
Direção editorial: Comissão Organizadora
Coordenação editorial: Pedro Duarte
Fotogra a: Arquivo, CML, José Frade/EGEAC, Virgílio Barata Editor: Marítimo Lisboa Clube
Calçada da Bica Grande, n.o 36 c/v Dt. - 1200-059 Lisboa Tel.: 21 342 76 57
Tiragem: 5.000 exemplares
Capa: Marcha da Bica, 2016, no MEO Arena
Fotogra a: Virgílio Barata
Agradecimentos
O Marítimo Lisboa Clube agradece a todas as entidades públicas e privadas, empresas, Junta de Freguesia da Misericórdia e às mui- tas pessoas de boa vontade, amigas ou anónimas, que, com a sua prestimosa ajuda e colaboração, tornaram possível a Marcha da Bica apresentar-se nas Festas da Cidade de uma forma condizente com a sua história e títulos que ostenta.
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marcha da Bica 2016
A Comissão Organizadora
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marcha da Bica 2016
2013
A Marcha da Bica
A marcha popular da Bica surge pela primeira vez em 1952, organizada em conjunto pela Academia Recreio e pelo Marí- timo Lisboa Clube, situação que se altera de seguida, pois a responsabilidade da organização passa a ser apenas desta última colectividade.
A primeira aparição teve como característica principal o equi- líbrio e a harmonia, onde se conjugavam arcos e marcações com evidentes belezas estéticas e marchantes a conseguirem imprimir alegria e entusiasmo à sua exibição, bem patentes nas reações das muitas pessoas que assistiam ao evento. Esse primeiro período cou conhecido como a década de Sol, com obtenção de vitórias no concurso das marchas popula- res da Cidade nos anos de 1952, 1955 e 1958, e por apre- sentações e recriações de danças pírricas romanas que, na sua essência, eram divididas em dois grupos: grupo de baile, composto por damas e cavalheiros, e grupo de lutadores, de- nominada na altura por dança da luta, que vieram a ser inte- gradas nas coreogra as das marchas de 1952 e 1955.
A partir de 1955, a temática da marcha da Bica xa-se, em especial, nos aguadeiros e arrasta-se na sua história durante décadas, numa clara alusão à importância das bicas, fontes e chafarizes existentes na zona, embora com diferentes va- riações e ligações a esse mesmo núcleo temático: o amor, a água, a venda ambulante, o passado do bairro, o rio, as cara- velas e as fragatas.
2014
2015
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marcha da Bica 2016
CLASSIFICAÇÕES OBTIDAS
PELA MARCHA DA BICA AO LONGO DOS ANOS
1952: 1.o lugar
1955: 1.o lugar
1958: 1.o lugar
1963: 1.o lugar
1964: 1.o lugar
1966: 1.o lugar
1970: 1.o lugar
1989: 9.o lugar
1990: 4.o lugar
1991: 8.o lugar
1992: 1.o lugar
(sem prémios especiais) 1993: 5.o lugar
1994: 5.o lugar 1995: 7.o lugar 1996: 7.o lugar 1997: 4.o lugar 1998: 4.o lugar 1999: 12.olugar 2000: 7.o lugar 2001: 3.o lugar 2002: 3.o lugar 2003: 1.o lugar (todos os prémios, exceto o gurino)
2004: 2.o lugar 2005: 8.o lugar 2006: 9.o lugar 2007: 7.o lugar 2008: 13.o lugar 2009: 4.o lugar 2010: 3.o lugar 2011: 7.o lugar 2012: 10.o lugar 2013: 3o lugar 2014: 6o lugar 2015: 5o lugar
Nota: A marcha da Bica es- teve 18 anos sem participar nas Marchas Populares de Lisboa (1965, 1967, 1968, 1969, 1971, 1972, 1973, 1974, 1975, 1976, 1977, 1978, 1979, 1980, 1981, 1982, 1983, 1988). Apesar disso, é a única que possui duas taças de Rainha das Marchas.
Em 2013, a marcha da Bica recuou às suas origens e, sem fugir ao mote que é regra, voltou a recriar as danças roma- nas, incluindo na sua apresentação a construção de uma pirâmide humana.
Em 2016, as inspiradas letras de Tiago Torres da Silva reme- tem-nos para o universo das varinas, do seu posicionamento perante a vida, da vivência no bairro, na cidade e no país, da interacção com os demais e da importância que tiveram e continuam a ter no enquadramento das relações aos mais diversos níveis, numa metamorfose de formas camaleónicas bem expressa pelo poeta através de uma simples imagem: “Ser varina é mais do que ser pessoa
As duas taças
de Rainha das Marchas Populares de Lisboa
É sabermos que Lisboa Essa sim é que é varina”.
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marcha da Bica 2016
Letras da M
Título: Quando Vira uma Varina Autor da letra: Tiago Torres da Silva Compositor: Pedro Jóia
Arranjo musical: Luís Moreira da Silva
Quando vira uma varina Lisboa vem à janela
E faz-se outra vez menina Só p’ra vir virar com ela
Vira a página da vida
E vira um copo de três
Vira para a Avenida
Assim que chega ao Marquês
(Refrão)
Trocaste-me as voltas Ninguém se admira Trocaste-me as voltas Com cada mentira Trocaste-me as voltas E a alma suspira Trocaste-me as voltas Nas voltas do vira
Quando vira uma varina
Se um rapaz não tem cuidado Deixa que se torne sina
O que era apenas um fado
O rapaz que leva o arco Diz que já não pode mais E que viu virar um barco Quando ele passou no cais
(Refrão)
Vira agora ou já virou
Ou ainda há-de virar
A festa já começou
Só porque a viram chegar
Vira todo o Portugal
Ao virar de cada esquina Se há já todo um arraial Quando vira uma varina
STUART CARVALHAIS (1887-1961)
”Festejando o Santo António” (1937)
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Tinta da China sobre papel
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archa da Bica 2016
marcha da Bica 2016
Título: A Varina Mais Bonita Autor da letra: Tiago Torres da Silva Compositor: Luís Moreira da Silva Arranjo musical: Luís Moreira da Silva
Ser varina não é só andar na feira No mercado da Ribeira
A apregoar jaquinzinhos
Ser varina não é só comprar na lota E não é só ser devota
Do que há p’raí de santinhos
Ser varina não é uma pro ssão E não é só o pregão
Que ouço as sete da matina
Ser varina é mais do que ser pessoa É sabermos que Lisboa
Essa sim é que é varina
(Refrão)
Ser varina é subir as escadinhas
A dizer nas entrelinhas
Uma piada brejeira
Ser varina é trazer na alma o fado
E nunca deixar de lado
A alma de cantadeira
Ser varina é ter de arriscar a vida
Ao descer a Avenida
Numa marcha popular
Que as varinas, ao escutar o cavalinho. Põem-se a rezar baixinho
P’ró santo as abençoar
Ser varina não é passear na rua Faça sol ou faça lua
Com castanhas a estalar
Ser varina é mais do que andar descalça Sempre a dançar uma valsa
Que ela aprendeu com o mar
Ser varina não é só subir a Bica Apregoar fava-rica
Ou vender uma cautela
É a alma em que o meu bairro acredita: A varina mais bonita
E nós somos lhos dela
(Refrão)
Título: A Caravela da Bica
Autor da letra: Tiago Torres da Silva Compositor: Carlos Azevedo
Arranjo musical: Luis Moreira da Silva
A caravela da Bica
Leva dentro do porão
a tristeza de quem ca
a saudade dos que vão Um Cristo cruci cado
para esconjurar o demónio e um altar enfeitado
em honra de Santo António
(Refrão)
A caravela
vai descer a avenida
vai destemida
porque o mar hoje está calmo
um mar de gente
vai marchando à nossa frente
e a alegria vai crescendo palmo a palmo A caravela
traz o grito das varinas
assam sardinhas
na ourela das chinelas
e os marinheiros
passam os dias inteiros
coladinhos às sardinhas de uma delas
A caravela da Bica
leva um verso, uma canção talvez uma boa trica
dita sem má intenção Recorda uma grande vaga que lhe surgiu no caminho mas só ela é que naufraga dentro de um copo de vinho
(Refrão)
A caravela da Bica
há coisas que sempre tem uma saudade que estica quando o mar nos leva alguém E sempre que for pró mar
Esta nossa caravela
com certeza há de guardar um cantinho pró Barrela
(Refrão)
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marcha da Bica 2016
A Marcha: estrutura e composição
Marchantes femininos: Adriana Alves, Ana Garcia, Ana Go- mes, Ana Pimenta, Ana Semedo, Andreia Filipa, Erica Melissa, Filipa Silva, Irina Faustino, Jessica Filipa, Jessica Soraia, Joana Duarte, Mariana Carvalho, Merrita Almeida, Catarina Monteiro, Patrícia Gonçalves, Sandra Maia, Sara Duarte, Sara Silva, So- raia Semedo, Teresa Monteiro, Vanessa Alemão, Vanessa Bar- radas e Vanessa Tavares.
Marchantes masculinos: Alfredo Martinho, Cláudio Rações, Diogo Silva, Edgar Tavares, Fábio Albasini, Fábio Mendes, Fá- bio Neves, Fernando Silva, Filipe Custódio, Frederico Moura, Luís Miguel, Marco Pacheco, Mário Alves, Miguel Lopes, Nelson Nunes, Nuno Monteiro, Pedro Barbosa, Pedro Duarte, Pedro Sousa, Ricardo Pereira, Tiago Dinis, Tiago Ferreira, Ualdir Go- mes e Virgílio Barata.
SUPLENTES: Maria Fonseca e Hugo Semedo
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Madrinha: So a Ribeiro
Padrinho: Tiago Torres da Silva
Coordenador: Pedro Duarte
Aguadeiros: João Bouçadas, Paulo David, Paulo Miguel
e Ricardo Gil
Porta-estandarte: Nelson Martins
Ensaiadores: Américo Silva e Marinela Silva
Figurinista: Joaquim Guerreiro
Cenógrafo: Joaquim Guerreiro
Mascotes: Martim e Beatriz
Cavalinho: Rogério Vítor Oliveira Roque (clarinete), Bruno Alexandre Oliveira Cantinho (sax-alto), Vítor Manuel Grave Ilhéu e Hélder Dinis Rocha Perdigão (trompetes), Hélder Ma- nuel Martins Rodrigues (trombone), Rui Miguel Gomes Pereira (bombardino), Pedro Manuel Fernandes Sampaio (tuba) e An- tónio Francisco Reguengos Letras (caixa)
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Marchante masculino
marcha da Bica 2016
Figurinos 2016
Marchante feminino
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Aguadeiros
Músicos
Casa de Chá e Pastelaria . Bric-à-Brac
Rua de São Paulo, 184-186 . T.: 918 492 351 - 966 788 171
Super Frutas
do Calhariz
Frutaria - Charcutaria - Legumes
Telef 213 431 997 - Tlm 966 915 090
Largo do Calhariz, n.o 1 I 1200-086 Lisboa
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marcha da Bica 2016
Breve história do Bairro da Bica
Desde tempos imemoriais que os moradores da Bica mantêm uma estreita ligação com o Tejo.
Composto por um conjunto de calçadas, escadinhas, quelhas e becos, o seu nascimento deverá estar relacionado com um aluimento de terras ocorrido nos nais do século XVI, entre os altos de Santa Catarina e das Chagas, do qual se formou um vale e as íngremes encostas que lhe moldam o relevo.
Por essa altura, Lisboa era muito procurada por pessoas vin- das de outras regiões do país que queriam trabalhar no rio ou no mar, o que levou a que as zonas da Bica, São Paulo e Boa- vista passassem a ser local de residência para pescadores, aguadeiros, peixeiros, varinas e mareantes.
Em relação ao nome do Bairro, julga-se que o mesmo estará relacionado com a importância de uma bica localizada no Pátio do Broas, mais conhecida por Vila Pinheiro, cuja água escorre, longe dos olhares de estranhos, num tanque do século XVIII.
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Aliás, a água sempre esteve presente no quotidiano das suas gentes e a sua importância levou a que fosse perpetuada na toponímia, de que são exemplos a Calçada da Bica Grande, Calçada da Bica Pequena, Rua da Bica Duarte Belo, embora as bicas e chafarizes não se restrinjam sicamente apenas a esses lugares, depois da recente recuperação urbanística do Bairro. Excepção a esta preocupação de preservar é a Bica dos Olhos, construída em 1675, da qual apenas as memórias daqueles que lhe atribuíam e cácia no tratamento das doenças dos olhos.
Era nestes locais que as pessoas se encontravam, conversa- vam e se sentiam bem, o que fez com que este pedaço de ci- dade se tornasse morada de gente comum, mas também de boémios e artistas, como os cantores Fernando Farinha – que cou conhecido como o miúdo da Bica –, Carlos do Carmo, Manuel de Almeida, o escritor Alçada Batista, entre outros. Embora ainda existam raízes que perduram, o espírito do Bair- ro é hoje diferente, um cadinho multicultural e boémio, que tem como epicentro o seu elevador, construído no século XIX, que, para além de estreitar as distâncias entre o Bairro Alto e o Cais do Sodré, faz o encanto dos turistas de todo o mundo.
Pela sua história, singularidades e outras coisas belas, vale sempre a pena visitar a Bica, principalmente em Junho, mês em que os bicaenses renovam a tradição das marchas e dos arraiais e convidam toda a cidade para encontros de magia, onde reina a sardinha assada, o vinho, a cerveja e, mais moder- namente, a sangria, comeres e beberes partilhados em rituais consabidos, com pano de fundo musical a apelar para um pé de dança a rematar a noite.
Renda-se ao seu encanto!
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De: Manuel
Rua do Merca-Tudo, 10 (ao Conde Barão) Tel.: 21 396 64 89 1200-267 LISBOA
Yoga, Chi Kung, Acupuntura, Reflexologia, Massagem Anti-Celulite, Drenagem Linfática, Mesoterapia, Consultas de Nutrição, etc.
Tel.: 21 395 47 06
Rua da Boavista 180, 1o - LISBOA (ao Largo Conde Barão)
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