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Published by ssoaressofia49, 2022-03-09 16:18:06

A moeda e a estatística

A moeda e a estatística

ANO LETIVO
2021/2022

A MOEDA E A
ESTATISTICA

CÁLCULO FINANCEIRO E
ESTATISTICA APLICADA

FORMANDO FORMADORA
Sofia Gomes Soares Rosário Santos

ESTRREJA

EMPRESA A E B PÁGINA 03

INTRODUÇÃO

No âmbito da disciplina de calculo financeiro foi proposto um trabalho científico de
pesquisa sobre a evolução da moeda e a evolução da estatística.
O presente trabalho irá abordar os seguintes temas:

História da Origem do Papel/Moeda no Mundo;
História da Origem do Papel/Moeda no Mundo (antigas civilizações);
História da origem do Papel/Moeda em Portugal.
Antes da Implantação da República.
Depois da Implantação da República.
Evolução da Estatística.
Este trabalho está organizado em dois capítulos.
No capítulo 1 – A Moeda, será abordada a evolução da moeda, o seu surgimento e a sua
história em Portugal.
No capítulo 2 – A Estatística, será abordada a evolução da estatística no mundo e em
específico em Portugal.
O método utilizado para este trabalho científico foi a pesquisa na internet de informações, a
partir de links fornecidos pela professora.

PÁGINA 04

CITAÇÃO

A desvantagem
do capitalismo é

a desigual
distribuição

O PAPEL MOEDA -
ANTIGAS

CIVILIZAÇÕES

PÁGINA 06

O PAPEL MOEDA -
ANTIGAS

CIVILIZAÇÕES

Na antiguidade o papel-moeda nasceu da necessidade de trocar produtos
por produtos. Quando havia necessidade de comprar algum no mercado
tentava-se usar um bem como moeda de troca, o problema é que a troca
desse bem nem sempre era realizada pois a vontade com comprador nem
sempre era a vontade do vendedor. Por isso surgiram o bens de aceitação
geral, estes passaram a ser utilizados como intermediários nas trocas.
Este bem de aceitação geral devia de ser uma bem que fosse desejado
pela população em geral, pelo seu valor, raridade ou beleza.
No inicio houve várias tentativas de bens generalizados como por
exemplo: conchas, sal, metais, bois, facas, discos de pedra, chaves, etc.

Conchas utilizadas como moeda entre os séculos
XVI e VIII a.C. na China

Ainda hoje temos vários resquícios da antiguidade, como por exemplo o
vocabulário: a palavra "salário" deriva de sal, que na antiguidade era um
meio de pagamento do império romano. A atual moeda indiana rupia, vem
de "rupa" o que na antiguidade significava "gado".

PÁGINA 07

Na antiga Mesopotâmia, atualmente, aproximadamente, o Iraque e Kuwait
era utilizados grãos de cevada como bem de troca de mercadorias em
3000a.c, a sul, na região conhecida como Suméria, a moeda utilizada era
anéis fabricados a partir de conchas, estes anéis eram colocados no
cordão e permitiam a troca.

Este bem de aceitação geral, hoje é conhecido como moeda. Mas o seu
formato atual, metálico e redondo, teve a sua origem mais recente. De
acordo com os estudiosos, a moeda surgiu no século VIII a.C., em Lídia
que atualmente é o território Turco

Na época era comum a utilização de uma
mistura igual de prata e ouro, a que
chamaram de eléctron, a cada troca
efetuada com esta moeda era necessário
passarem a mesma quantidade de metais
utilizados na mesma .

PÁGINA 08

Para agilizar o processo de troca o eléctron era já previamente divido em
porções mais pequenas, e estas porções era devidamente pesadas e
marcadas. Assim com um formato mais semelhante ao atual, a eléctron já
não precisava mais de ser pesada na hora da troca, pois o seu peso já
estava marcado na mesma. O termo atual "dinheiro", que refere-se a
unidade monetária da Roma antiga, o "denário", atualmente para além das
nossas derivações, ainda temos o termo espanhol "dinero" e unidade
monetária árabe o "dinar". Para além o termo moeda refere-se ao Templo
de Juno Moneta, onde cunhavam-se as moedas da época, na Roma antiga.

Maquete do cume do Monte Capitolino: o maior
templo é o de Templo de Júpiter Capitolino. Um

dos demais é o Templo de Juno Moneta.

Denário de prata com a efígie de Juno Moneta.

PÁGINA 09

A partir da renascença tornou-se uma ciência o colecionar e
investigar moedas antigas, mas este costume já começou na
Roma antiga, onde os imperadores romanos colecionavam moeda
antigas.

Antigamente quem detinha a supremacia na
cunhagem de moedas eram os gregos. Esta
tecnologia foi levada para outros povos e
regiões por comerciantes e pelo imperador
Alexandre, o Grande, influenciando assim
países longínquos como a Índia, na cunhagem
de moedas metálicas.

Para além existe evidência de os povos celtas
utilizavam anéis de metal, nas suas trocas.

Em 89 na china, acredita-se que começou o
uso de cédulas de papel como moeda. Mas a
fabricação desta moeda manteve secreta
impedindo assim a sua divulgação.

Estátua de Alexandre, o Grande no Museu
Arqueológico de Istambul (Foto: Wikimedia

Commons)

Os jiaozi eram feitos de casca de amoreira

O PAPEL MOEDA -
REINO DE
PORTUGAL

PÁGINA 11

Em 1128 e 1139, a norte, surgiram as primeiras moedas do recém-criado
reino de Portugal. As primeiras emissões do dinheiros, por D. Afonso
Henriques, uma moeda de bolhão que é descendo do dinário romano. Os
dinheiros eram fabricados numa liga de cobre com uma proporção
bastante reduzida de prata, derivado da escassez e do elevado valor do
material. As faces são gravadas com diferentes elementos: cruzes,
pentalfa, a inicia régia, duplo báculo ou árvore da vida e ate uma cabeça
masculina equacionada com a figura régia. A nossas cunhagens eram
inspiradas nas de outros reinos peninsulares.

O local das primeiras cunhagens, é desconhecido ate hoje. Mas nos finais
do reinado de Afonso Henriques, aparece a primeira oficina em Coimbra,
onde foi decidi fixar o rei em 1131, para além localizava-se também um
dos depósitos de régia.
Tanto Portugal como os seus vizinhos Leão e Castela, não terão emitido
dinheiros de ouro, até à década de 1170. Como a moeda de ouro
muçulmana, ainda circulava no reino junto com os dinheiros portugueses
e para além os leoneses. Tendo tantas moedas a circular pelo território,
o sistema monetário da época era misto, devido a influência carolíngia e
dos dinares islâmicos.

PÁGINA 12

As primeiras emissões da moeda de ouro em
Portugal, poderão ter sido realizadas no
reinado de Sancho I, após 1185, ao que
chamaram de morabitinos, num forma de fazer
frente a moeda muçulmana, devido aos
conflitos militares.

Morabitinos deriva do árabe
"murabitum", "Almóravidas"
dinastia que dominara
Marrocos e a Península Sul.

Emitir os morabitinos não ra um ato isolado português, mas sim uma
combinação com o a emissão semelhante em Castela e Leão desde a
década de 1170, que tinham os mancusos (moeda espanhola), emitidos
desde XI pelo Condado de Barcelona.

PÁGINA 13

Diferente da moeda castelhana, mancuso, qu era a cópia dos dinares
marroquinos, que manteve um alfabeto árabe, o que transmitia uma
mensagem cristã, a moeda portuguesa, morabitino, assemelhando-se a
uma moeda totalmente latina e cristã, tanto nas suas legendas como nas
suas gravuras.
Nela é nos mostrado o rei montado a cavalo, figurada de guerreiro,
empunhando um ceptro e crucífero e uma espada em punho.

Esta moeda continuaria a ser emitida ate ao reinado de D. Sancho II. Em
1248, após a morte de Sancho II, interrompeu-se a emissão da moeda de
ouro portuguesa, embora tenha sido quebrada no reinado de Fernando I,
em 1367, devido a dificuldades económicas e monetárias, características
do seu reinado.
O grande protagonismo desta moeda situa-se no reinado de Afonso III,
onde se conhece e é registado, detalhadamente, a política monetária
portuguesa. Entre 1245-1248, houve uma situação de guerra civil em
Portugal, entre Sancho II e o irmão Afonso, o que levou a uma enorme
despesa militar, e isto levou à necessidade de emissão de grandes
quantidades de dinheiro, tanto por Sancho II como por Afonso III. Em
1247 houve a primeira desvalorização monetária da moeda no seu reinado.
Várias desvalorizações ocorreram após, em 1253, já prevendo uma nova
desvalorização da moeda, o rei emitiu uma lei que proibia os preços de
subirem, conhecida como a lei de almotaçaria.

PÁGINA 14

Esta lei é bastante importante, não por apenas fixar os valores mas
também porque a introdução oficial do sistema Libra/soldo/dinheiro. A
partir deste momento o sistema tornou-se oficial. A semelhança do
modelo carolíngio, dos finais do século VIII, o nosso sistema era
constiuido por 3 moedas, das quais apenas o dinheiro tinha expressão
física. Este sistema tinha também equivalências entre as moedas como: 1
libra. valia 20 soldos, e 1 soldo valia 12 dinheiros, e a libra tinha 240
dinheiros.

Este sistemas perdurará ate aos finais do século XIV, onde as intensas
desvalorizações, o desaparecimento do dinheiro e introdução de novas
moedas acabaram por torna-lo obsoleto.

Com a pressão do Clero e o Povo, Afonso III, em 1254, desiste da
desvalorização, tendo em troca o pagamento de um tributo
compensatório. Após pouco mais de 6 anos, em 1260, o rei volta a emitir
uma nova moeda, alterando assim o valor dos dinheiros antigos,
incentivando assim a aceitação dos novos.

Esta nova moeda, não foi bem vinda pelas cortes de elite, que forçaram o
rei a suspender e emissão da dita nova moeda, e devolver o valor antigo
dos dinheiros.

Já no fim do seu reinado o rei voltou a cunhar moedas, no que estas
novas moedas passaram a ser nomeadas de "dinheiros novos" e as antigas
ficaram a ser conhecidas como "dinheiros antigos", para além a medida
de valor também tinha sofrida alterações como 12 dinheiros velhos valiam
agora 16 dinheiros novos, e o soldo era representado por quantidades
diferentes, consoante se fosse dinheiros novos ou velhos.

O PAPEL MOEDA -
ANTES DA

REVOLUÇÃO
PORTUGUESA

PÁGINA 16

Em 22 de maio de 1911, o escudo foi criado em Portugal, apenas 5 meses
após a Proclamação da República, por Decreto do Governo Provisório.
José Relvas, era então o Ministro das Finanças, esta nova moeda renovou,
então o sistema monetário português, colocando, assim a unidade
monetária portuguesa ao nível das dos restantes países, evitando as
desvantagens práticas do real (moeda da monarquia). O escudo foi
inspirar-se o nome ao inicio da segunda dinastia. Quando o rei D. Duarte
retomou a cunhagem da moeda, atribui-lhe o nome de escudos, visto que
esta era a figura representada na moeda. Ao longo da história da
monarquia, outros reis mandaram cunhar moedas de ouro com esta
denominação. Devido ao material utilizado na cunhagem de escudo, esta
era considerada uma moeda nobre.
Segundo o preâmbulo do decreto de 22/05/1911, encontravam-se em
circulação 34 400 contos de moeda de prata e 3 900 contos de moedas de
cupro-niquel e de bronze. O mesmo decreto mandou substituir estes
valores por 35 500 contos de moedas de prata de 1, 50, 20 e 10 e por 3
750 contos, mas este plano não foi cumprido na integra.
As primeiras moedas são foram cunhadas em 1912 e foi ate 1917, apenas
foram emitidas , mais ou menos, 13 000 contos de novas moedas em
prata.
Quanto ao papel-moeda, na época da proclamação da república estavam
em circulação notas de 500, 1 000 e 2 500, 5 000, 10 000, 20 000, 50 000
e 100 000 reis que o Banco de Portugal alterou.

Moeda de 100 escudos

PÁGINA 17

A primeira emissão de nota em escudos, aconteceu em 1913, que resultou
da alteração da chapa já gravada destinada à nota de 5 escudos/ouro
chapa I. Nesta chapa estava representada Alexandre Herculano. Mas a
primeira nota, emitida efetivamente, para escudos foi a de 20
escudos/ouro chapa I, datada de 14 de outubro, 1916, no centro da nota
estava representada Almeida Garret e dos lados e de lado as figuras da
justiça e da glória.
Esta mudança de sistema monetário, foi ate às colónias portuguesas em
África, por decreto do governo provisório de 22 de maio de 1911,
complementado pelo decreto lei nº 141 de 18 de setembro de 1913, que
determinou ainda que a contabilidade pública das colônias portuguesas
de Cabo Verde, Guiné, São Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique
deveria ser feita de acordo com o novo sistema monetário, a partir de
janeiro do ano seguinte. Também em 1913, a contabilidade do estado
também começou a ser feita em escudos.
Desde 1911, data do I Governo Constitucional, vivia-se em Portugal um
forte clima de instabilidade política, agravado, em 1914, pela Primeira
Guerra Mundial e pela participação de Portugal neste conflito a partir
de 1916. As consequências internas foram gravosas. O período de 1917 a
1924 caracterizou-se pela escassez de moeda, coexistindo as de bronze,
com as de ferro e cupro-níquel. Para as substituir, registou-se uma
avalanche de cédulas e outro numerário de papel. A subida dos preços
que acompanhou a Primeira Guerra Mundial e se prolongou até 1924 fez
com que o escudo neste ano passasse a valer menos 25 vezes do que
aquando da sua criação e o valor intrínseco da moeda metálica
ultrapassou o respetivo valor nominal, provocando o seu
entesouramento, nomeadamente através de depósitos no estrangeiro. Ao
mesmo tempo, surgiram cédulas emitidas à margem da lei para as
substituir. Como medida para ultrapassar esta situação, o Banco de
Portugal e a Casa da Moeda emitiram cédulas, tendo aquele procedido
ainda à impressão de notas de valores muito baixos - 50 centavos e 1
escudo. Na mesma época, circularam igualmente notas de 2, 5, 10, 20, 50,
100, 500 e 1 000 escudos, em mais de uma chapa, nelas figurando
personalidades de relevo da História portuguesa.
Em 1924, o ministério de Álvaro de Castro tomou uma série de medidas
para travar a queda do escudo, nomeadamente a venda de reservas de
prata do Banco de Portugal. Neste ano, o executivo reformou também a
moeda metálica, aumentando o teor da liga e reduzindo o seu valor real.
As cédulas foram sendo recolhidas e retiradas de circulação, sendo
substituídas por moedas de 1 escudo e de 50 centavos em bronze e
alumínio, de 20, 10 e 0,5 centavos em cobre. Em 1927, foi decretada a
substituição das moedas de bronze e alumínio por moeda de igual valor
em alpaca.

PÁGINA 18

Quanto às notas, o Banco de Portugal lançou novas notas e reforçou as
anteriores. De recordar que o escudo em 1924 valia 25 vezes menos do
que em 1911, em grande parte devido aos esforço financeiro português na
Primeira Guerra Mundial. Em 1925 deu-se o maior escândalo financeiro
da história do escudo: a grande burla-falsificação de Alves dos Reis, ou
caso Angola e Metrópole, com mais reflexos negativos em termos
políticos do que financeiros ou económicos. Alves dos Reis inundou o
País com 200 000 notas de 500 escudos duplicadas, com a efígie de
Vasco da Gama.
Em 1930, o ministro das Finanças António de Oliveira Salazar, acabou
com a dupla circulação monetária em Portugal, retirando a divisa
monárquica. A partir de 1931, assistiu-se a um novo período na história
da moeda portuguesa, marcado pela transformação oficial do escudo de
ouro em simples padrão teórico. O escudo conheceu entre 1920 e 1940,
apesar dos percalços da economia portuguesa, um período de "relativa
estabilidade", com "apenas" 20 desvalorizações. Até ao fim da Segunda
Guerra Mundial, 1945, o escudo não evitou algumas derrapagens e
oscilações, devido ao conflito, mas depois recuperou a estabilidade, que
se manteve até à década de 60. Outra faceta curiosa marcou a evolução
do escudo no Estado Novo: o uso de notas e moedas como complemento
popularizante dos manuais de história e da propaganda oficial do regime.
Registou-se na Ditadura também uma normalização de emissões de notas
e moedas, "patrióticas" e de glorificação dos heróis nacionais e dos
Descobrimentos. Na década de 60 o império começou a ruir. O escudo
coabitava nas colónias com moedas locais; aí a guerra estalava e
ameaçava perdurar, como veio a suceder. Na economia portuguesa, a
inflação, pela primeira vez na história da Ditadura, conheceu um
crescimento desmesurado, com o poder de compra em queda e as
convulsões sociais a ameaçarem crises políticas. Em 1971, na Europa
comunitária, entretanto, começava a construir-se a moeda única
europeia. Em Portugal, depois do 25 de abril de 1974, acabou a chamada
"zona do escudo", processo que se concluiria nas ex-colónias em 1977,
com a implementação das novas moedas nacionais. Crises económicas e
inflação permanente em níveis elevados assolaram o País desde a
Revolução, principalmente entre 1977 e 1986, conhecendo-se depois,
graças à adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia um
período de crescimento económico.

PÁGINA 19

Novas moedas de 1, 5 e 10 escudos de latão-níquel e de 20, 25, 50, 100 e
200 em cupro-níquel, para além de edições especiais. Alguns destes
valores em moeda seriam extintos na década de 90. Em relação ao papel-
moeda, mantiveram-se em circulação notas nos valores anteriores e
iniciou-se a emissão de valores novos: 2 000 escudos (1991), 5 000 (1980)
e 10 000 (1996). As últimas notas em escudos fabricadas pelo Banco de
Portugal (1 000, 2 000, 5 000 e 10 000) entraram em circulação em
fevereiro e outubro de 1996.
Entretanto, desde julho de 1990 que existia a União Económica e
Monetária, que visava a coordenação das políticas monetárias europeias
e a criação a médio prazo de uma moeda única na União Europeia (UE,
nova designação da CEE desde 1992). Desde 1994 os estados-membros da
UE adotaram políticas de combate ao défice e de convergência
económica. Em 1995, cria-se a designação de "euro" para a nova moeda
única, em substituição do ECU. Entretanto, o escudo preparava-se para
desaparecer: em 1999, valia menos 2 500 vezes do que quando foi criado.
Portugal foi um dos países que conseguiu entrar no clube Euro dos países
que adotariam a nova moeda única, graças ao facto de ter conseguido
cumprir os critérios de convergência para a nova divisa. O euro começou
a fazer parte em 1 de janeiro de 2002 nas carteiras dos portugueses,
coabitando com o escudo até 28 de fevereiro desse ano, quando a velha
moeda republicana portuguesa, com 91 anos, desapareceu para sempre.

O PAPEL MOEDA -
DEPOIS DA
REVOLUÇÃO

PORTUGUESA

PÁGINA 21

Moeda única oficialmente adotada a partir de 1 de janeiro de 1999 pelos
Estados membros da União Europeia, com a exceção da Dinamarca,
Suécia e Reino Unido, então já membros da União Europeia.
Devido às disparidades existentes entre os vários estados-membros, a
Comunidade Europeia decidiu criar uma União Económica e Monetária
(UME). Esta União serve o intuito da concretização de uma só política
monetária para todos os estados-membros e ainda o da existência de uma
só moeda, emitida por um banco comum, o Banco Central.
Em 1991, através de uma reunião em Maastricht, a Comunidade
concordou em dar uma série de passos. Num primeiro passo, de julho de
1990 até 1993, procedeu-se à apresentação dos critérios de convergência
por parte dos vários Estados. Estes critérios tinham como objetivo a
aproximação dos vários défices orçamentais, taxas de inflação e dívidas
públicas. A 1 de janeiro de 1994 iniciou-se o segundo passo, foi criado o
Instituto Monetário Europeu (IME). Este instituto reforçou a
concretização da moeda única, das políticas monetárias e da criação de
um Banco Central Europeu.
Símbolo do euro, unidade monetária europeia
Nota de 50 euros
O Banco Central Europeu, órgão criado em 1998 e sucessor do IME, está
sediado em Frankfurt, na Alemanha
Moeda de 1 euro
Símbolo do euro, unidade monetária europeia
Nota de 50 euros
O Banco Central Europeu, órgão criado em 1998 e sucessor do IME, está
sediado em Frankfurt, na Alemanha
Moeda de 1 euro.

Nota de 50€ Moeda de 1€

PÁGINA 22

or fim, o último grande passo deu-se a 1 de janeiro de 1999 - o Euro
passou a ser a moeda oficial única da UEM sobre forma escritural.
O Euro é a partir desta data a moeda que Portugal e os seus parceiros da
União Europeia decidiram ter em comum. Desta forma, passa a ser o
substituto do ECU (1 EURO = 1 ECU) e das moedas nacionais dos países
membros aderentes à terceira fase da UEM.Os primeiros países a
adotarem o Euro foram: Alemanha, Áustria, Bélgica, Espanha, Finlândia,
França, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Holanda e Portugal. De fora ficaram
o Reino Unido (recusou a moeda única alegando perda da soberania
nacional), Dinamarca e a Suécia. De 1 de janeiro de 1999 até 1 de janeiro
de 2002 ocorreu um período de transição. O EURO apenas aparecia
através de cheques ou transferências bancárias. As transações em euros
regiam-se pelo princípio da "não obrigatoriedade, não proibição":
ninguém é obrigado a pagar ou a receber em Euros.
A Grécia aderiu à moeda única em 2001, a Eslovénia em 2007, Chipre e
Malta em 2008 e a Eslováquia em 2009.
Apesar de, durante esse período de transição, se continuar a utilizar o
Escudo, no caso de Portugal, o Euro começou a surgir gradualmente: nas
transações comerciais os preços já eram fixados nas duas moedas, para
que as pessoas se fossem habituando.
Em 1 de janeiro de 2002, o Euro foi posto em circulação na forma de
notas e moedas: notas de 5, 10, 20, 50, 100, 200 e 500 Euros; moedas de 1
e 2 Euros, 1, 2, 5, 10, 20 e 50 cêntimos. Cada Euro é dividido em 100
cêntimos. No caso das moedas, contrariamente ao que acontece com as
notas, uma das faces é comum em toda a União Europeia e a outra face
varia de país para país. Todavia, todas estas notas e moedas podem ser
utilizadas em todos os países onde o Euro é adotado. A partir de 1 de
janeiro de 2002, todos os preços passaram a ser obrigatoriamente
expressos em Euros. No entanto, pôde continuar-se a utilizar o Escudo
até 1 de julho de 2002 - altura em que foi substituído de vez pelo Euro.
Depois de 1 de julho de 2002, e durante vinte anos, o Escudo pode ser
trocado por Euros no Banco de Portugal, sem que isso implique qualquer
custo adicional. Para se converter Euros em Escudos deve-se multiplicar
o montante em Euros pela taxa de 200,482 (valor fixado em 1 de janeiro
de 1999). Para se converter Escudos em Euros deve-se dividir o montante
em Escudos pela referida taxa. O valor obtido deverá sempre ser
arredondado por excesso ou por defeito.

ESTATISTICA

PÁGINA 24

Estatística é a ciência que utiliza as teorias probabilísticas para explicar
a frequência da ocorrência de eventos, tanto em estudos observacionais
quanto em experimentos para modelar a aleatoriedade e a incerteza de
forma a estimar ou possibilitar a previsão de fenômenos futuros,
conforme o caso.
A estatística é uma ciência que se dedica à coleta, análise e interpretação
de dados. Preocupa-se com os métodos de coleta, organização, resumo,
apresentação e interpretação dos dados, assim como tirar conclusões
sobre as características das fontes donde estes foram retirados, para
melhor compreender as situações.
Algumas práticas estatísticas incluem, por exemplo, o planejamento, a
sumarização e a interpretação de observações. Dado que o objetivo da
estatística é a produção da melhor informação possível a partir dos
dados disponíveis, alguns autores sugerem que a estatística é um ramo
da teoria da decisão.
Devido às suas raízes empíricas e seu foco em aplicações, a estatística
geralmente é considerada uma disciplina distinta da matemática, e não
um ramo dessa.

O termo "estatística" surge da expressão em latim statisticum collegium,
"palestra sobre os assuntos do Estado", de onde surgiu a palavra em
língua italiana statista, que significa "homem de estado", ou político, e a
palavra alemã Statistik, designando a análise de dados sobre o Estado. A
palavra foi proposta pela primeira vez no século XVII, em latim, por
Schmeitzel na Universidade de Jena e adotada pelo acadêmico alemão
Godofredo Achenwall. Aparece como vocabulário na Enciclopédia
Britânica em 1797, e adquiriu um significado de coleta e classificação de
dados, no início do século XIX.

De acordo com a Revista do Instituto Internacional de Estatística, Cinco
homens, Hermann Conring, Gottfried Achenwall, Johann Peter Süssmilch,
John Graunt e William Petty já receberam a honra de serem chamados de
fundadores da estatística por diferentes autores.
Alguns autores dizem que é comum encontrar como marco inicial da
estatística a publicação do "Observations on the Bills of Mortality"
(Observações sobre os Censos de Mortalidade, 1662) de John Graunt. As
primeiras aplicações do pensamento estatístico estavam voltadas para as
necessidades de Estado, na formulação de políticas públicas, fornecendo
dados demográficos e econômicos.

PÁGINA 25

A abrangência da estatística aumentou no começo do século XIX para
incluir a acumulação e análise de dados de maneira geral. Hoje, a
estatística é largamente aplicada nas ciências naturais, e sociais,
inclusive na administração pública e privada.
Seus fundamentos matemáticos foram postos no século XVII com o
desenvolvimento da teoria das probabilidades por Pascal e Fermat, que
surgiu com o estudo dos jogos de azar. O método dos mínimos quadrados
foi descrito pela primeira vez por Carl Friedrich Gauss, aproximadamente
no ano de 1794. O uso de computadores modernos tem permitido a
computação de dados estatísticos em larga escala e também tornaram
possível novos métodos antes impraticáveis.

PÁGINA 26

Ligações para estatística observacional fenômeno são coletados pelos
fenômenos estatísticos.

Estatística inferencial é o conjunto de técnicas utilizadas para
identificar relações entre variáveis que representem ou não relações
de causa e efeito;
Estatística robusta é o conjunto de técnicas utilizadas para atenuar o
efeito de outliers e preservar a forma de uma distribuição tão
aderente quanto possível aos dados empíricos.
A estatística não é uma ferramenta matemática que nos informa sobre o
quanto de erro nossas observações apresentam sobre a realidade
pesquisada. A estatística baseia-se na medição do erro que existe entre a
estimativa de quanto uma amostra representa adequadamente a
população da qual foi extraída. Assim o conhecimento de teoria de
conjuntos, análise combinatória e cálculo são indispensáveis para
compreender como o erro se comporta e a magnitude do mesmo. É o erro
(erro amostral) que define a qualidade da observação e do delineamento
experimental.
A faceta dessa ferramenta mais palpável é a estatística descritiva. A
descrição dos dados coletados é comumente apresentado em gráficos ou
relatórios e serve tanto a prospecção de uma ou mais variáveis para
posterior aplicação ou não de testes estatísticos bem como a
apresentação de resultados de delineamentos experimentais.
Nós descrevemos o nosso conhecimento de forma matemática e tentamos
aprender mais sobre aquilo que podemos observar. Isto requer:
O planejamento das observações por forma a controlar a sua
variabilidade (concepção do experimento);
Sumarização da coleção de observações;
Inferência estatística - obter um consenso sobre o que as observações
nos dizem sobre o mundo que observamos.
Em algumas formas de estatística descritiva, nomeadamente mineração
de dados (data mining), os segundo e terceiro passos tornam-se
normalmente mais importantes que o primeiro.
A probabilidade de um evento é definida como um número entre zero e
um.
Normalmente aproximamos a probabilidade de alguma coisa para cima ou
para baixo porque elas são tão prováveis ou improváveis de ocorrer, que
é fácil de reconhecê-las como probabilidade de um ou zero. Entretanto,
isso pode levar a desentendimentos e comportamentos perigosos, porque
é difícil distinguir entre, uma probabilidade de 10−4 e uma de 10−9, a
despeito da grande diferença numérica entre elas.

PÁGINA 27

Por exemplo, se você espera atravessar uma estrada 105 ou 106 vezes na
sua vida, definir o risco de atravessá-la em 10−9 significa que você está
bem seguro pelo resto da sua vida. Entretanto, um risco de 10−4 significa
que é bem provável que você tenha um acidente, mesmo que
intuitivamente um risco de 0,01% pareça muito baixo.

ESTATÍSTICA
COMPUTACIONAL

O crescimento rápido e sustentados no poder de processamento dos
computadores a partir da segunda metade do século XX teve um forte
impacto na prática da estatística. Os modelos estatísticos mais antigos
eram quase sempre lineares, mas os computadores modernos, junto com
algoritmos numéricos apropriados, causaram um aumento do interesse
nos modelos não-lineares (especialmente redes neurais e árvores de
decisão) assim como na criação de novos tipos, como o modelo linear
generalizado e o modelo multi-nível.
O aumento na capacidade de computação também tem levado à
popularização de métodos que demandam muitos cálculos baseados em
reamostragem (em inglês e no jargão do meio resampling), como testes
de permutação e bootstrap, enquanto técnicas como a amostragem de
Gibbs tem feito com que os métodos de Bayes fiquem mais fáceis. A
revolução informática também tem levado a um aumento na ênfase na
estatística "experimental" e "empírica". Um grande número de softwares
estatísticos, de uso tanto geral como específico estão disponíveis no
mercado.
Algumas ciências usam a estatística aplicada tão extensivamente que elas
têm uma terminologia especializada. Estas disciplinas incluem:

Análise de processo e quimiometria (para análise de dados da química
analítica e da engenharia química);
Bioestatística;
Contabilometria;
Controle de qualidade;
Estatística comercial;
Estatística de engenharia;
Estatística econômica;
Estatística física;
Estatística populacional;
Estatística psicológica;
Estatística social (para todas as ciências sociais);
Geoestatística;
Pesquisa operacional.

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Estatística forma uma ferramenta chave nos negócios e na
industrialização como um todo. É utilizada a fim de entender sistemas
variáveis, controle de processos (chamado de "controle estatístico de
processo" ou CEP), custos financeiros (contábil) e de qualidade e para
sumarização de dados e também tomada de decisão baseada em dados.
Nessas funções ela é uma ferramenta chave, e é a única ferramenta
segura.

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CONCLUSÃO

Concluído este trabalho pude aprender que a evolução da moeda veio
desde os tempos primórdios. Para além podemos observar que a moeda
veio da necessidade de ter um objeto valioso nas trocas diretas, que
todos aceitassem, com isto houve vários objetos valiosos ao longo dos
tempos antes de se começar a cunhar as moedas.

J á na estatística pude concluir que a mesma nasceu de um jogo da corte
francesa, onde por diversão dois cientistas tentavam adivinhar o
resultado desse jogo. Com isto a estatística foi evoluindo e passou para
várias áreas como a medicina, utilizada para prever a herança de doenças
nas famílias.

WEB GRAFIA

https://pt.wikibooks.org/wiki/Hist%C3%B3ria_da_moeda/Moeda_na_Idade_Antiga
Portugal - http://www.acad-ciencias.pt/document-uploads/9307616_vieira,-joao-pedro---a-historia-
do-dinheiro.pdf
Escudo - https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$historia-do-escudo
Euro - https://www.infopedia.pt/apoio/artigos/$euro
Estatística - https://pt.wikipedia.org/wiki/Estat%C3%ADstica

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