Revista Centro Oeste - 1
2 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016
Editorial
A 5a Edição da REVISTA que chega agora em suas mãos, passou por transformação. Deixamos de ser apenas Saúde & Empresas e agora somos REVISTA Centro Oeste.
Entretanto em nenhum momento deixamos de nos preo- cupar com o que de melhor publicamos em nossas editorias de Saúde e de Empresas.
Esta edição está além das janelas tradicionais do segui- mento magazine. Preparamos produzimos para você leitor; editorias diversas, entrevista, fotos em alta definição, artigos, poemas e destaque para eventos que marcaram esse mês de setembro nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Brasília.
Não poderíamos deixar de contemplar o momento demo- crático, com a publicação do excelente artigo da Desembar- gadora e Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso doutora Maria Helena Póvoas.
Agradeço a casa sorriso em nossa Coluna Social.
E frente a todo esse trabalho que apresentamos a cada leitor, anunciante, articulista e colaborar, só temos a agrade- cer, e lembrar que com humor, organização e honestidade é possível haver mudança e transformação.
Silvia Narçay
Diretora
Revista Centro Oeste
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Habitação
Investimento de R$ 60 milhões tira mais de 14 mil fa- mílias do aluguel.
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3 Editorial
5 Coluna – Foco na Política
Seções
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Saúde – Dra Juliana Miranda Capacitação – Senar MT Empreendedorismo – MT Criativo Gastronomia – Senac MT
Olhares sobre a cidade
Artigo - Belicosa
Social
DF – Festival de Brasília
MS – Jovem Empreendedor 2016 GO – CRER – 14 Anos
ANO I - N° 05 - Setembro 2016
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ANO 1 - N° 5 - Setembro 2016
Circulação mensal Abrangência: Brasília/DF, Goiânia/GO, Campo Grande/MS e Cuiabá/MT.
Tiragem 5.000 exemplares
A Revista Centro Oeste não se responsabiliza por matérias e artigos assinados, pois refletem estrita- mente a opinião de seus autores.
Opinião – Desembargadora Maria Helena Póvoas - Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de MT. “O cruel sistema de cotas para candidaturas e a pouca representatividade feminina.”
Sumário
Capa: Entrevista
Vagner Giglio, organizador da Casa Cor Mato Grosso. A entrevista do mês é uma singela homenagem a criati- vidade de arquitetos e designs do estado. E para mostrar aos nossos leitores a importância, de se ter um evento deste porte sendo realizado em MT.
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Agora é REVISTA Centro Oeste, uma publicação mensal da VERDE EDITORA Comunicação e Cultura Ltda. - EIRELI CNPJ. 14.793.795/0001-47
Diretoria - Geral
Silvia Narçay
Editoria - Reporter
Alessandra Barbosa DRT / MTB 0031601/RJ
Arte e Diagramação
Cleverson Durigão SN Projetos Visuais
Colaboradores nesta edição:
MT Criativo: Sedec , Sec, MTI, Seduc, Secitec, GAE, Setas
TRE – MT
GCOM – MT
Senar – MT
Senac – MT
Pau & Prosa
Cristina Cavalero
Janete Manacá
Dionê
Assessoria Roberta de Cássia - Artigo Dra. Juliana Miranda Ferreira de Oliveira Crer / GO
ALMS
Festival de Brasília
Crédito fotos:
TRE – Divulgação Entrevista: Lucas Ninno GCOM - MT Expediente Carrega Brasil - Foto Senar MT Foto: Lucas Barros
DF – Junior Aragao
MS- Foto Victor Chileno
GO – Nucleo de comunicação Crer
CONTATO
Whats: (65)9 9626-0920 (65) 9 8135-0831 / 3623-4300 E-Mail: [email protected]
Arte: Dionê, retrata a
animação de sua infância
Com celebrações, alegria, animação, dança acompanhadas dos músicos e seus instrumentos musicais.
Foco
Coluna
Política
Puxão de Orelha
“Virginia Mendes, que está se despedindo do cargo de primeira dama da capital, tem usado sua página na rede social, para publicar críticas ao candidato Wilson Santos que concorre à Prefeitura de Cuiabá... É, pau que dá em Chico, dá em Francisco!”
Doação Luxuosa
“A deputada Janaína Riva resolveu deixar muita gente chique e bem vestida! Realizou um bazar com peças de grifes luxuosas. O dinheiro arrecadado será revertido para cinco Ongs de proteção animal: Ava, Anjos Peludos, OPA MT, OPAA e APAM. Bela Iniciativa!”
Crise
“O governador Pedro Taques publicou decreto que determina a redução de gastos públicos. A lei busca o equilíbrio das contas públicas e a contenção do aumen- to percentual de gasto com pessoal. Além disso, a me- dida prevê a redução das despesas com o custeio da máquina. É, ele parece pretender seguir mesmo a sua meta de TRANSPARENCIA.”
Recurso
na
dor, que é candidato a reeleição. E enquanto isso, ele é visto em roda de elites tomando seu whiski num ambien- te climatizado, super preocupado com o bem estar da equipe... Que falta de consideração, hein!? Uns comem filé e outros, só no mocotó!”
Retorno de Já deu!
“A venda da Sanecap está se tornando um desafio para alguns candidatos conseguirem votos este ano. O povo tem memória candidatos! O benefício que foi tirado da população cuiabana, por interesses pessoais e benefi- cio próprio deixou marcas! Agora, chupa essa manga, de preferência, sem lavar pra economizar água!
Frutos da greve!
A greve rendeu para alguns sindicalistas, candidatu- ras e possível eleição, para a corrida por uma vaga na Câmara de Cuiabá. A disputa é grande, mas a esperteza é que manda. “Como diz o ditado, quem chegar primei- ro, bebe água limpa”.
Fama !
“O Procurar Mauro está tão famoso Brasil a fora, que conseguiu incomodar até o pastor Silas Malafaia, que gravou até um vídeo no Youtube, dizendo que o candida- to do PSOL está afetando os princípios religiosos. Mesmo o líder religioso pedindo para o povo cuiabano não vo- tar no Procurador, ele só dispara nas pesquisas. Se essa moda pega...
Bate bola!
“Procurador Mauro utilizou sua página oficial no Fa- cebook para rebater as acusações feitas pelo pastor Silas Malafaia e demonstrou que concorda com os princípios de- fendidos pelo líder religioso da Igreja Assembléia de Deus. Nesse angu tem muito caroço, ainda... Agora, até o deputa- do federal Victorio Galli, que é adversário, entrou na histó- ria, vamos aguardar o próximo capítulo da novela...”
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Por Cristina Cavaleiro
“O presidente da Assembléia Legislativa, deputado Guilherme Maluf comemorou a aprovação da Mensagem no 54/2016, que institui o Programa de Recuperação de Créditos de Mato Grosso (Refis) e afirmou que a nova lei trará benefícios para o Estado. Já estava na hora! A popu- lação esta, realmente, com a corda no pescoço!”
Passou batido
“Principal opositor do prefeito Juarez Costa em Sinop, o deputado federal Nilson Leitão contestou as declarações do peemedebista, por meio de nota. O parlamentar afirma que só tomou conhecimento da operação do Gaeco contra o chefe do Executivo quando já estava em andamento o cumprimento dos mandatos de busca e apreensão. Per- gunta que não quer calar!!?? Por onde andava o parlamen- tar esse tempo todo que não viu!????”
Sofrência!
“Cabo eleitoral está no centro da cidade enfrentando sol escaldante e se esgoelando pedindo voto para o verea-
Divulgação
O cruel sistema de cotas para candidaturas e a pouca
REPRESENTATIVIDADE FEMININA
De duas, uma: ou o eleitorado fe- minino não vota em mulheres, prefe- rindo depositar sua confiança de for- ma reiterada nos candidatos do sexo masculino, ou os partidos políticos estão emprestando nomes de mulhe- res, como candidatas laranja...
Na condição de única representante do gê- nero feminino a ter ocupado a cadeira de presidente da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso, cargo que exerci por dois mandatos, e ainda, na condição de desembargadora, tenho rece- bido inúmeros convites para palestrar sobre a parti- cipação da mulher na política e em outros segmen- tos. E em todos os debates dessa natureza me deparo com manifestações de surpresa – e de indignação - por parte de representantes do movimento femi- nista, quando manifesto minha opinião contrária ao sistema de cotas para candidaturas femininas.
Meu posicionamento, longe de ser machista, vem justamente da minha experiência em ambien- tes eminentemente masculinos, como a militância na advocacia nos anos 80 e 90 e o trabalho de desembar- gadora no Pleno do Tribunal de Justiça, a partir de 2005. Quando ascendi ao cargo de desembargadora éramos apenas duas mulheres, a desembargadora Shelma Lombardi de Kato e eu, em um Tribunal Ple- no composto por 28 homens.
Não foi fácil abrir caminhos naquela época. Exis- tia, e ainda existe, uma postura machista por parte da sociedade, e não é diferente no Poder Judiciário. Mas penso que se eu tivesse chegado onde cheguei por meio de um sistema de cotas, teria maior dificul- dade para firmar minha posição, enfrentaria mais re- sistência e, talvez, seria alvo de olhares desconfiados quanto à minha real capacidade técnica.
Minha experiência, portanto, me habilita a afir- mar que a adoção do sistema de cotas pode ser pre- judicial ao próprio amadurecimento da emancipa- ção feminina. Esta medida paternalista pode induzir a sociedade a acreditar que, sem ela, não seríamos capazes de desempenhar funções de alto nível de ge- rência ou de liderança.
Reconheço a importância de políticas afirmativas para o gênero feminino, desenvolvidas por alguns países europeus nas décadas de 60 e 70 quando, de fato, era necessário adotar medidas para incentivar
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a sociedade a dar os primeiros passos em direção à paridade entre os gêneros.
No Brasil, desde 2009, cada partido ou coligação deve preencher o mínimo de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo, postulantes a uma vaga no Legislativo municipal, estadual ou federal (alteração prevista na Lei
12.034/2009). Mas já passamos deste momento inicial e, hoje, o gênero feminino tem conquistado es- paço nas mais diversas áreas de atuação profissional, sem reservas de cotas.
No âmbito da política partidária mato-grossen- se, os números mostram que nas eleições municipais de 2012 tivemos um total de 9.125 candidaturas ao cargo de vereador, das quais 6.223 foram masculinas e 2.902 femininas, ou seja, 31% do total de candidatu- ras foram de mulheres. Os partidos, portanto, cum- priram a legislação no que diz respeito ao número mínimo de candidaturas femininas. Mas será que o efeito prático foi o esperado?
Pois bem, do total de 9.125 candidatos e candida- tas a vereador em Mato Grosso, foram eleitos 1.212 homens e apenas 178 mulheres para as Câmaras Municipais, o que representa apenas 12%. A qual conclusão podemos chegar, após analisar estes nú- meros?
De duas, uma: ou o eleitorado feminino não
vota em mulheres, pre- ferindo depositar sua con-
fiança de forma reiterada
nos candidatos do sexo mas- culino, ou os partidos políticos
Opinião
estão emprestando nomes de mulheres, como candi- datas laranja, apenas para preencher a cota mínima exigida pela legislação, sem o devido apoio às suas campanhas. Eu acredito na segunda hipótese.
Mais uma vez recorro à minha experiência em- pírica para formar minhas convicções. Nas sessões do Pleno do TRE é comum nos depararmos com processos de candidatas que não prestaram contas de suas campanhas eleitorais, por puro desconheci- mento. Muitas aceitam emprestar seus nomes para os partidos preencherem suas cotas, mas são aban- donadas no dia seguinte à eleição. A esmagadora maioria destas mulheres pensa que a obrigação de prestar contas é do partido. Desconhecem que qual- quer candidato, mesmo aqueles que não gastaram um centavo sequer, precisa prestar contas à Justi- ça Eleitoral. E, ao não prestar contas, a candidata amarga as consequências sozinha: se passar em concurso público, não pode assumir; se quiser tirar um passaporte, não pode tirar; se quiser novamente participar do processo político, não pode.
A solução para este problema seria uma alte- ração na legislação para que o partido passe a responder solidariamen- te com o candidato, quando ele não presta contas da arrecadação e gastos de sua campanha à Justiça Eleitoral. Esta altera- ção ainda não se tor- nou realidade, mas no ano passado ti- vemos um pequeno avanço na esfera das candidaturas femi- ninas. A Lei 13.165, que ficou conheci- da como minirre- forma eleitoral de 2015, prevê que nas três eleições se- guintes os partidos re- servarão no mínimo 5% e no máxi- mo 15% do montante do
Maria Helena Póvoas Desembargadora Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso
Fundo Partidário destinado ao financiamento das campanhas eleitorais, para aplicação nas campanhas de suas candidatas.
Essa novidade, com certeza, vai favorecer as can- didaturas femininas, mas penso que a legislação de- veria trazer ainda a obrigatoriedade de os partidos políticos promoverem ciclos de palestras e encontros nos municípios, com o objetivo de fomentar a cons- ciência política entre as mulheres, formar novas lide- ranças e estimular a participação delas nos cargos de direção dos órgãos partidários. Estas são, a meu ver, as medidas que trarão mais resultados contra o que chamam de alienação política feminina.
A minha preocupação com a pouca participação feminina na política não se reveste do amargo sen- timento de disputa entre os gêneros. Longe disso. Penso que os atributos de um candidato a cargo ele- tivo devem estar ligados à sua capacidade técnica para exercer a função que pleiteia e à sua idonei- dade moral. Neste sentido, a questão do gênero é secundária. Mas é inegável que, em uma democra- cia plena, todos os segmentos da sociedade preci- sam se sentir representado nas diversas instâncias de poder, entre eles as mulheres, os negros, os não negros, trabalhadores rurais, proprietários rurais, empresários, sindicatos e trabalhadores. E é com um olhar crítico sobre a necessidade de alcançar a democracia plena, que a Justiça Eleitoral tem pro- movido debates para estimular maior participação das mulheres na direção dos partidos políticos e nas disputas por cargos eletivos em Mato Gros- so. Ainda não vivemos a tão sonhada democracia plena entre homens e mulheres, mas não é com a imposição das cotas que vamos alcançá-la. O que acaba com a desigualdade não é o sistema de cotas, mas a conscientização da sociedade.
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Divulgação
11a Casa Cor Mato Grosso
“O Jeito de Morar do Brasileiro”
Desta vez, a entrevista do mês, foi re- alizada para prestigiar a criatividade de arquitetos e designs mato-grossenses. E para que fosse possível mostrar e
Por Alessandra Barbosa
informar aos nossos leitores a impor- tância, de se ter um evento deste por- te sendo realizado em Mato Grosso, o maior especializado do ramo, no País.
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Foto: Lucas Ninno
Foto: Lucas Ninno
Arquiteta Emili Ayoub Giglio
Entrevista
A“Casa Cor Brasil” segue completando uma trajetória de 30 anos, acontecendo em 17 capitais brasileiras e mais 4 cidades fora do país. E em 2017, abre sua primeira edição em Miami. E prestigiado em todas as edições por aqui, que entra na 11o Edição da Casa Cor MT.
Através da união dessa família, Vagner Giglio, Emili Ayoub Gigilio e Marcelo Giglio, que foram em busca de um ideal inovador para o estado, dando oportunidade e reconhecimento aos profis- sionais da área, através da sua realização. Capaz de impulsionar o mercado consumidor, com al- ternativas criativas e sustentáveis, podendo fazer parte de lares e empresas locais.
Quem nos conta, um pouco, de como tudo acontece é o patriarca e organizador do evento, Vagner Giglio. Confira!
Fazendo um apanhado geral, gostaria de falar sobre esses 11 anos de Casa Cor no esta- do. Como surgiu a idéia de trazer um evento reconhecido como esse para MT?
R: A idéia surgiu pela arquiteta Emili Ayoub Giglio, que sempre foi apaixonada pelo evento em São Paulo, e a partir dai começou a conversar com as franqueadoras na época, o que culminou com a primeira Casa Cor MT no ano 2000.
Quais as emoções que causam um evento desse porte, em sua vida? Ou o que te move se dedicar ao evento, todos esses anos?”.
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Foto: Lucas Ninno
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R: As emoções são muitas! Primeiro por sair do nada e você ficar imaginando como será o seu evento e onde irá ser executado. Após a escolha do imóvel, começam os desafios de dividir os ambientes de acordo com as possi- bilidades do próprio imóvel e suas restrições, e neste mo- mento, nesta fase, o evento começa a aparecer aos nossos olhos. Depois é tentar vender esta idéia ainda no papel aos patrocinadores. Todas as fases sem exceção são reche- adas de emoções e desafios.
Quais os primeiros desafios? Houve algum tipo de exigência por parte do CC Brasil?
R: Sim. A Casa Cor Brasil exige que o franqueado seja uma pessoa que possua certa influência no mercado de ar- quitetura e decoração e que seja bem relacionada na cidade, pois afinal, o evento é levantado em cima da credibilidade dos franqueados e não somente da marca.
Como foi conceber a primeira edição há 11 anos, dentro da realidade do estado? Já era possível prever que futuramente haveria profissionais e pu- blico para esse tipo de evento?
R: A primeira Casa Cor é sempre o maior desafio, pois na época, quase ninguém sabia do que se tratava. Quando falávamos de Casa Cor as pessoas pensavam ser uma loja de tintas e por ai vai. Sabíamos que o evento seria bem aceito e
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que teria sim público para movê-lo, tanto que a direção na- cional previu que poderíamos ter um publico máximo de 3 mil visitantes na primeira edição e tivemos 14 mil visitantes.
Em que local ocorreu o primeiro evento? E Quais foram os primeiros parceiros?
R: A nossa primeira Casa Cor ocorreu em uma residên- cia no bairro Santa Rosa, e pela primeira vez no Brasil, con- seguimos terminar a mostrar com todos os seus ambientes prontos para a sua inauguração com 15 dias de antecedência, foi a primeira vez que isto ocorreu, e então fechamos a casa e fomos descansar antes de abrir ao público. Já a partir da segunda edição nunca mais conseguimos este feito (rssss), mas na data da inauguração das outras mostras os ambientes estavam prontos. Um parceiro importante para a execução do projeto é a Deca, que nos acompanha desde a primeira edição. Outro parceiro que esteve presente na primeira e que hoje também nos apóia é a Construtora São Benedito.
Quantos profissionais de Arquitetura e Desig- ns participaram do primeiro evento? E quantos já passaram pela Casa Cor MT durante esses 11 anos?
R: Na primeira edição em 2000, participaram do evento 44 arquitetos, 13 paisagistas, 16 decoradores e um designer. Nestes 11 anos já passaram mais de 600 profissionais
de todas as três áreas envolvidas.
Como são concebidos os temas de cada edição?
R: Até a nona (9) edição nós é que definíamos os te- mas, mas a partir da décima (10) edição eles eram sugeri- dos pelo nacional, para termos uma linguagem única.
Que tipos conceitos foram quebrados ou incluí- dos para a sociedade e para os profissionais da área? R: Em Mato Grosso a chegada da Casa Cor, mudou o conceito na contratação dos profissionais, os visitantes pas- saram a dar mais importância aos serviços dos arquitetos e decoradores, além dos paisagistas também. Antes a pessoa chegava para um engenheiro com uma revista de arquitetu- ra e falava que desejava uma casa como a que tinham visto na revista, isto foi mudando com a primeira edição da mos- tra. O público ficou mais exigente na apresentação de seus projetos e passaram a se interessar mais pela mesma, tan- to que cada edição da mostra era esperada com expectativa
para aqueles que iriam construir ou reformar a sua casa.
Qual edição foi a mais marcante para a organi- zação do evento? Alguma memória especial? Algu- ma homenagem marcante nesse processo?
R: A segunda edição da Casa Cor Mato Grosso foi a que ficou mais latente em nossa memória, pois foram construídos 4.160 m2 , foi a maior Casa Cor do Brasil. Tínhamos até pista de pouso e decolagem para aviões de
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Foto: Lucas Ninno Foto: Lucas Ninno
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Foto: Lucas Ninno
Foto: Lucas Ninno
pequeno porte, foi a primeira no Brasil a ter a sua bilheteria in- formatizada e com gráficos de visitação. Foi a primeira que teve a participação do McDonalds para receber as crianças e adul- tos, tínhamos três restaurantes diferente, um grande lago, car- rinhos elétricos que transportavam os visitantes que chegavam de avião e também que deixavam seus carros no estacionamen- to. Tínhamos um espaço para crianças onde os pais deixavam seus filhos e recebiam um celular da Vivo para comunicação caso houvesse alguma ocorrência. Tudo nesta edição foi muito grandioso. Foi a primeira Casa Cor no Brasil a ter sua revista editada em português e espanhol. Mudamos radicalmente o conceito da mostra e ditamos mudanças no Brasil.
Como funciona essa seleção para que profissio- nais possam fazer parte, deste seleto grupo, de cada edição da Casa Cor MT?
R: São convidados profissionais com ampla experiência, e também são reservados espaços para novos talentos. Esta seleção é feita pela diretora técnica Emili Ayoub Giglio.
Algum ambiente ou algum profissional mato-gros- sense, ao longo dessas edições, teve destaque nacional?
R: Sim vários deles, um em 2001 ganhou premio na- cional da revista editada pela saudosa Olga Krell e seus executores ganharam um veículo 0 km.
A organização da “Casa Cor Brasil” participa de alguma forma, das ações realizadas pelo país? Eles vêm à Cuiabá, a cada edição?
R: Sim, na inauguração.
Neste ano, a “Casa Cor Brasil” comemora seus 30 anos e a proposta pelo jeito é expandir cada vez mais... Sabe dizer se com essa ida para fora do país, teria como objetivo criar um intercâmbio entre pro- fissionais brasileiros e estrangeiros, dando oportu- nidade para que profissionais do estado de MT pos- sam sonhar em ter seu trabalho reconhecido fora do país, ou simplesmente realizar um evento em loco?
R: Toda edição de Casa Cor traz oportunidades para os profissionais, mas acredito que estas fora do Brasil tra- rão oportunidades para um pequeno e seleto grupo de pro- fissionais de São Paulo e Rio de Janeiro.
Ingressos: R$ 30,00 (inteira) R$ 15,00 (meia).
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Serviço: 11a Casa Cor MT
Local: Várzea Grande Shopping
Datas: De 16 de Set a 30 de Outubro
Horário: Das 14h às 22h
Foto: Lucas Ninno
O principal papel da fisioterapia pélvica na
CONSTIPAÇÃO INTESTINAL
Nos últimos anos, devido à sua elevada prevalência, a constipação intestinal vem sen- do considerada um problema de saúde pública. Também conhecida como obstipação intestinal, incide em uma parcela significativa da popu- lação ocidental (5 à 25%). A elevada incidência está freqüentemente, associada à dieta inade- quada, sedentarismo, medicamentos, altera- ções endócrinas e metabólicas, além de doenças colônicas, neurológicas, distúrbios psiquiátri- cos e causas indeterminadas.
Outro fator importante diz respeito às diferen- ças comportamentais entre os sexos. Desde a in- fância, o cuidado por parte das meninas em utili- zar banheiros desconhecidos pode contribuir para que estas se tornem mais propensas a ignorar e adiar o reflexo evacuatório normal.
As origens das constipações intestinais po- dem ser primárias ou secundárias. A constipação primária tem origem funcional, já a secundária possui causa bem definida, como doenças en- dócrinas e neurológicas ou uso inadvertido de substâncias obstipantes, como medicamentos, entre eles antidepressivos.
É importante avaliar-se a velocidade do trânsito intestinal. Podemos encontrar situa- ções nas quais a constipação é proveniente de umtrânsitolento,maisfrequenteemmulheres jovens. A fisioterapia pélvica neste caso lança mão das massagens abdomino-intestinais, ele- troestimulação neuromodulatória e ginástica hipopressiva, com objetivo de acelerar e norma- lizar a motilidade intestinal.
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Quando verifica-se que o trânsito fecal está normal,classificamos então como constipação in- testinal funcional, a mais comumente encontrada. Neste caso os sintomas são fezes endurecidas ou insatisfação com a evacuação. Aqui a dificuldade é gerada pela hiperatividade dos músculos do as- soalho pélvico. Os motivos que levam a cada
vez mais pessoas a relatarem dificuldade evacuatória funcional, como falta de tempo para evacuar, pós-parto va-
ginal (parto normal), emocio-
nal, pós evacuação dolorosa, pós- cirurgia hemorroidá- ria e outros.
Quando inibimos a vontade de evacuar, o nosso corpo em situações normais é capaz de adiar por mais tempo esse de- sejo, porém na ampola retal ocorre reabsorção hídrica das fezes ali presentes. Quanto mais tempo adiamos, mais ressecadas ficam essas fezes e mais dolorosa será a evacuação.
A capacidade des-
sa ampola retal tam- bém estará prejudica-
da. Se antes o desejo evacuatório era, por exemplo, com 60ml
de fezes e não demos importância, o cor-
po cada vez mais armazenará mais
fezes sem desejo
de ir ao banheiro, chegando a acomodar 250ml de fezes. Resulta- do: um reto com sensibi-
A constipação em adultos é caracterizada pela presença de dois ou mais parâmetros fre- quentes. (No mínimo em 25% das evacuações semanais). São eles:
- Esforço para evacuar;
- Fezes endurecidas ou em bolinhas;
- Sensação de evacuação incompleta;
- Sensação de obstrução ou bloqueio anorretal; - Manobras manuais para facilitar a evacuação.
Fisioterapia
Por Dra Juliana Miranda Ferreira de Oliveira
lidade diminuída, músculos esfincterianos muito mais contraídos para manter a continência fecale mais dor ou incapacidade de expulsar as fezes.
Os pacientes normalmente apresentam dor abdominal ou desconforto, flatulência, urgência fecal e relatam medo da dor ao evacuar, devido às fezes endurecidas e volumosas. Existem casos e há relatos que encontram manchas nas roupas intimas pela própria perda de líquidos das fezes e nem assim evacuam.
O principal papel da fisioterapia pélvica é aprimorar a função desses músculos, estimular a consciência muscular local, reduzir e eliminar a limitação funcional e conscientizar a população quanto ao uso indiscriminado de laxantes.
“É fundamental que o tratamento seja feito por um fisioterapeuta especialista na área e que entenda cada paciente como único, pois a excelên- cia dos resultados depende de uma boa avaliação e abordagem terapêutica que deve ser focada na causa e nunca somente nos sintomas!”
A doutora Juliana, ainda informa que para o tratamento deste tipo de enfermidade, existem aparelhos e tratamentos específicos. E que em Cuiabá, ela é a única que possui em seu consultó- rio, e é sua especialidade. Confira:
- Gameterapia nas disfunções de assoalho pélvico - Biofeedbackeletromiografico computadorizado - Biofeedback pressórico computadorizado
- Especialização em fisioterapia Pélvica urogi-
necológica e coloproctológica
- Atendimento a gestante no pré e pós parto.
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Divulgação
Mais Moradia
Investimento de R$ 60 milhões tira mais de 14 mil famílias do aluguel
Mais de 14 mil famílias de 99 municí- pios mato-grossenses irão realizar o so- nho de ter casa própria. O Governo de Mato Grosso, através da Secretaria de Estado das Cidades (Secid-MT), investiu R$ 61 milhões em construção de unida- des habitacionais no programa “Minha casa, Minha Vida”, do Governo Fede- ral. Além disso, esse valor foi investido em reforma, adaptação e ampliação de moradias por meio do programa “Vida Nova”, idealizado pela Secid.
Oresidencial Aeroporto II no município de Jaciara é um exemplo desse trabalho. O projeto já foi entregue e soma 435 unidades habitacionais. Os empreendimentos contemplaram famí- lias como a da empregada doméstica Cláudia dos Santos Neves, de 26 anos. Ela, o marido, Elcio Nascimento, de 29 anos, operador de má- quinas agrícolas, e os filhos Vitor e Kamilla, mo- ravam de aluguel. O casal está desempregado e não tinha mais como continuar pagando a quiti- nete onde vivia.
“Há sete anos espero para realizar meu sonho de ter uma casa. Foi uma alegria e uma emoção imensa quando soube que tinha sido contempla- da. Na semana que mudamos pra cá, íamos ser despejados porque nosso aluguel estava prestes a vencer e não tínhamos dinheiro para pagar mais um mês”, conta Cláudia Neves.
Elcio Nascimento classifica a nova moradia como um local que vai proporcionar qualidade de vida, conforto e segurança. “Hoje minha família está mais segura, temos um lugar decente pra vi- ver. Posso dormir com a tranquilidade de ter a mi- nha casa, sem me preocupar com aluguel. Graças ao Governo do Estado, muitas famílias serão mais felizes, a minha é uma delas”, comemora.
A dona de casa Maria de Fátima, de 27 anos, também festeja a conquista da casa. Antes, ela morava de favor na casa de parentes, e também pagou aluguel por um período. Casada e com cinco filhos, com idades entre quatro e 12 anos, ela ressalta que a vida da família melhorou com- pletamente após ter conseguido uma casa em um dos residenciais de Jaciara. “Por várias vezes nós
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já deixamos de comer pra pagar aluguel, energia e água, era muito difícil. Morar em casa cedida também foi uma situação muito desconfortável. Mas agora me sinto mais feliz e tranquila. Mo- ramos em uma casa digna e segura, com escolas próximas para que meus filhos possam estudar, melhorou 100% minha vida”.
Entregas
Em maio, 32 unidades habitacionais do pro- grama Minha Casa Minha Vida Sub-50 foram en- tregues pessoalmente pelo secretário de Estado das Cidades, Eduardo Chile o, no município de Tesouro (378 km de Cuiabá). Em Cuiabá, várias famílias foram comtempladas com a entrega do residenciais Francisca Loreira Borba, com 499 uni- dades habitacionais. Rondonópolis (218 km da Capital) foram construídas 2.220 casas em cinco residenciais. "É gratificante participar destes mo- mentos, que representam a realização de sonhos. Sabemos da importância que essas casas têm para os municípios e para as famílias. Com uma ges- tão séria e honesta, conforme determinou nosso governador Pedro Taques, vamos entregar muito mais unidades em Mato Grosso", enfatiza Chile o.
Habitação
Municípios menores,
como Arenápolis, Itiqui-
ra, Santo Afonso, Colni-
za, Pontal do Araguaia,
Santa Rita do Tri-
velato, Jurue-
na, Tabaporã,
Alta Flores-
ta, Apiacás,
Cláudia, Gui-
ratinga, Nova
Guarita, Nova
Monte Verde,
Nova Bandei-
rantes, Nova Olímpia,
Nova Ubiratã, Paranaíta,
São José do Povo e Terra
Nova do Norte, tiveram 837 mora- dias entregues entre 2015 e 2016.
Outros empreendimentos devem ser disponibili- zados nos próximos dois meses. Como os residen- ciais Paulino Aaba i II, em Sapezal, que contemplará 200 famílias, e o Universitários I e II, de Cáceres, com 800 novas moradias.
Várzea Grande e a Capital também serão contempladas. Ainda na gestão Pedro Taques, os várzea-grandenses receberão 2.440 moradias e os cuiabanos, 1.249, com os residenciais Nico Baraca- ti I, II e III. No norte do estado, Sinop será benefi- ciada com 1.440 casas.
Vida Nova
O programa Vida Nova é uma das modalida- des na área habitacional contempladas pela Seci- d-MT. Ele prevê a aquisição de bolsas de material de construções para reformas, novas construções e ampliações residenciais. Os valores para dispo- nibilização dos materiais vão de R$ 1,5 mil a R$ 27 mil, em casos de adaptação de moradias para pessoas com deficiência.
A adesão ao programa deve ser realizada por meio de convênio com a Secid-MT e está disponível a famílias com ren- da de até três salá- rios mínimos. Além disso, é necessário que o terreno seja escriturado e as refor- mas sejam realizadas com orientações técni- cas. “Existe um déficit qualitativo e queremos promover a ampliação e adequação das mo- radias. Portanto, nos- so objetivo com esse programa é garantir uma moradia dig- na para as famílias menos favorecidas micamente”, afirma
Eduardo Chile o.
Revista Centro Oeste - 17
econo-
o secretário
Carrega Brasil
Começou este mês, a ultima, etapa do projeto “Soja Brasil”, do programa “Carrega Brasil”, agora em Mato Grosso. A carreta do programa, deu inicio a sua rota por Campos de Júlio e segue para mais 16 municípios do Estado até o dia 07 de outubro abordando o tema gestão de propriedades rurais. No total serão mais de cinco mil quilômetros rodados pela Caravana.
Esta edição do Soja Brasil é um pouco di- ferente das outras edições, que normalmente aconteciam em duas etapas, sendo a primeira em outubro e a segunda em janeiro do ano seguinte. Neste ano o programa será realizado nos meses de setembro e outubro.
A programação conta com palestra sobre gestão de índices, custos e resultados e a sucessão nas em- presas rurais familiares, sempre no período notur- no. Já na manhã do dia seguinte acontece oficina do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR- -MT) com o tema implantação de indicadores de desempenho no controle do sistema de produção, seguido de apresentação do software Referência, que será feita pela Aprosoja.
Segundo o presidente do Sistema Famato/Senar, Rui Prado, o projeto Soja Brasil é importante para mostrar a todo o Brasil a importância de Mato Grosso como um dos maiores produtores de grãos do mun- do. “É um programa que, além de levar informações e conhecimento ao produtor, também abre espaço, na mídia, para discussões de assuntos, dificuldades e desafios de cada safra”.
Para o superintendente do SENAR-MT, Otávio Celidonio, o projeto destaca a importância de ter um trabalho profissional na gestão das propriedades ru- rais. “Nesta etapa de 2016, temos na programação do SENAR-MT para o Soja Brasil oficinas de custo de produção e indicadores. Além de conhecimento e informações, o Soja Brasil também é o ponto de en- contro e palco para troca de experiências”.
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O Soja Brasil é considera- da a maior expedição por la- vouras de soja já realizada no Brasil. Assim que o plantio da oleaginosa começa,
as equipes do SENAR-
-MT, Canal Rural e parceiros colocam o
pé na estrada para acompanhar todos
os detalhes desde
a preparação do
solo até o último
grão colhido.
Capacitação
CONFIRA A PROGRAMAÇÃO
1o SEMANA
Campos de Júlio
12 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Hyberville Paulo D’Athaide Neto 20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrante Hugo Monteiro da Cunha
13 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref.(APROSOJA)
Sapezal
13 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Hyberville Paulo D’Athaide Neto 20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrante Hugo Monteiro da Cunha
14 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Campo Novo do Parecis
14 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Hyberville Paulo D’Athaide Neto 20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrante Hugo Monteiro da Cunha
15 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Diamantino
15 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Hyberville Paulo D’Athaide Neto 20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrante Hugo Monteiro da Cunha
16 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Tapurah
16 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Hyberville Paulo D’Athaide Neto 20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrante Hugo Monteiro da Cunha e Eduardo Leon 17 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
2o SEMANA
Ipiranga do Norte
19 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Rafael Ribeiro de Lima filho
20:00 – A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrante Eduardo Leon
20 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref (APROSOJA)
Sinop
21 de setembro
Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Rafael Ribeiro de Lima filho
Nova Mutum
22 de setembro
19:00 – Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Rafael Ribeiro de Lima filho
20:00 – A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrante Eduardo Leon
23 de setembro
07:30 – Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref (APROSOJA)
3o SEMANA
Querência
26 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
27 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref (APROSOJA)
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
4o SEMANA
Paranatinga
03 de outubro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Gustavo Adolfo Aguiar
20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrantes Sandro Al Alam Elias
04 de outubro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Primavera do Leste
04 de outubro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Gustavo Adolfo Aguiar
20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrantes Sandro Al Alam Elias05 de outubro 07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Jaciara
05 de outubro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Gustavo Adolfo Aguiar
20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrantes Sandro Al Alam Elias
06 de outubro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Alto Garças
06 de outubro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Gustavo Adolfo Aguiar
20:00 - A sucessão nas empresas rurais fami- liares
Palestrantes Sandro Al Alam Elias
07 de outubro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Gaúcha do Norte
27 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
28 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Canarana
28 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
29 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Água Boa
29 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
30 de setembro
07:30 - Implantação de indicadores de desem- penho no controle do sistema de produção Instrutor Carlos Guerreiro
10:00 – Apresentação software Ref. (APROSOJA)
Nova Xavantina
30 de setembro
19:00 - Gestão de índices, custos e resultados Palestrante Alex Lopes da Silva
20:00 - A sucessão nas empr. rurais familiares Palestrantes Felipe Leal/Charles Daneberg
01 de outubro
O SENAR-MT faz parte de um conjunto de entidades que formam o Sistema Famato, assim como a Federação, o Imea e os 90 Sindicatos Rurais do Estado. Es- sas entidades dão suporte para o desenvolvimento sustentável do agronegócio. O Senar está no Facebook e no Instagram. Curta a Fan Page www.facebook.com/ SenarMt e a conta @senar_mt.
Revista Centro Oeste
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Empreendedorismo
OGoverno de Mato Grosso participa da Casa Cor MT 2016 dentro do espaço “Mato Grosso Cria- tivo”. A área, que foi desenvolvida por profissionais locais e cedida para o Executivo, servirá para que ór- gãos da administração estadual realizem reuniões, troca e disseminação de informações para futuras comercializações no Estado. O local também tem o objetivo de mostrar ao visitante as ações desenvolvi- das pelo Governo para fomentar a economia.
A abertura da mostra aconteceu na noite desta quinta-feira (15.09), no Várzea Grande Shopping. O secretário de Estado de Desenvolvimento Econô- mico (Sedec), Ricardo Tomczyk, participou da ceri- mônia e conheceu o local dedicado ao Governo do Estado. A mostra de arquitetura e urbanismo segue até o dia 30 de outubro, das 14h às 22h, no Várzea Grande Shopping.
20 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016
Dentre as ações que serão desenvolvidas no es- paço “Mato Grosso Criativo” está a realização de palestras e oficinas nas áreas de cultura, economia criativa, startups e atividades ligadas ao progra- ma MT Criativo. Também farão parte do espaço mostras sobre artes visuais, fotografia, artesanato regional, palestras sobre sistema de museus, patri- mônio material e imaterial, cultura popular e tra- dicional, CPF da Cultura, editais culturais, linhas de crédito, entre outros.
“Este ano, temos um espaço, que nos foi cedido, para mostrar a ações voltadas à economia criativa. É um espaço onde poderemos fazer a divulgação des- tas ações, além de promover eventos dentro da pró- pria Casa Cor MT, durante todos os dias da mostra. Estamos felizes com a parceria e esperamos que este evento seja de grande sucesso.”, destacou Tomczyk.
Foto: Lucas Ninno
Prefeita de Várzea Grande, Lucimar Campos, tam- bém participou do evento e ressaltou o potencial de Mato Grosso. “No nosso Estado existem pessoas res- ponsáveis para realizarem grandiosos eventos, assim como ótimos profissionais que trabalham para que ações como estas sejam realizadas. Várzea Grande me- rece ações como esta”, reforçou a gestora municipal.
Diretor da Casa Cor MT, Vagner Giglio, destacou a importância da parceria com o Governo do Estado, no que se refere aos trabalhos que serão desenvolvidos no espaço “Mato Grosso Criativo”. Além disso, Giglio tam- bém elogiou o trabalho desenvolvido pelos arquitetos e urbanistas do Estado, que durante o evento, irão apre- sentar ao público as inovações na área de arquitetura.
Revista Centro Oeste - 21
Foto: Lucas Ninno
Criatividade
22 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016
Foto: Rafaella Zanol Gcom MT
Foto: Rafaella Zanol Gcom MT
Arquitetas Andrea Bidoia, Itamara Censi, Kiti D Melo e Rosane Ramos
Palestras Programa MT Criativo na Casa Cor
Espaço Mato Grosso Criativo
A diversidade ambiental, rique- zas naturais, culturais e a agropecu- ária de Mato Grosso são caracterís- ticas do espaço de 113 m2, chamado “Mato Grosso Criativo”. O local foi desenvolvido pelas arquitetas Andrea Bidoia, Itamara Censi, Kiti D Melo e Rosane Ramos. O ambiente conta com elementos que representam as rique- zas do Estado, por meio de materiais em pedra natural, madeira e outros.
De acordo com a arquiteta Rosane Santos, um ponto forte do ambiente será o painel com imagens mostrando a diversidade dos elementos regio- nais, a cultura mato-grossense, as be- lezas naturais e culturais, e também o agronegócio, que é a maior economia do nosso Estado.
O tema da Casa Cor MT 2016 é “o jeito de morar brasileiro”, com objeti- vo de mostrar um país multicultural, colorido, criativo e contrastante. São 28 ambientes projetados por 44 arqui- tetos distribuídos em 2.650 m2.
Revista Centro Oeste - 23
Foto: Rafaella Zanol Gcom MT
Foto: Rafaella Zanol Gcom MT
Foto: Rafaella Zanol Gcom MT
Senac e Casa Cor fazem parceria GASTRONÔMICA
Imagine só a emoção dos alunos em aprender a fazer pratos saborosos e temáticos com ingredien- tes regionais em oficinas rápidas de culinária, com os melhores chefes e em um ambiente planejado e cheio de requinte. Foi isso que o Sistema Nacional de Aprendizagem Comercial, o Senac-MT, oferece a seus alunos, durante a 11a edição da Casa Cor Mato Grosso, realizado no Várzea Grande Shopping.
O curso pôde atuar no Espaço chamado Lapi- dário Gastronômico, idealizado especialmente para o evento, onde as oficinas foram ministradas por instrutores de Gastronomia do Senac/MT e abertas ao final para degustação dos visitantes da Casa Cor Mato Grosso. Além dos profissionais, as oficinas pu- deram contar com um cardápio com pratos saboro- sos e criativos. As oficinas foram ministradas por renomados profissionais, como: Rafael Bello, Jeane Morais, Gustavo Maragna, Márcia Mesquita, Luiz Lira, Ana Paula, Diego Jacob, Antonio Peixoto, Val Ponce, Waldemar Untar, Anwar Vaz e Celso.
Logo na primeira semana, o tema foi “Finger Food de Boteco com Harmonização de Cerveja”, em uma aula ministrada pelos chefes: Márcia Mesqui- ta, Paulo Augusto Rodrigues Jr e Jeanne de Souza.
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A parte da harmonização ficou por conta de Eduar- do Panzini, diretor da Louvada, cerveja artesanal. O lançamento teve a presença das profissionais que desenvolveram o projeto, do diretor da mostra, Wag- ner Giglio e das gestoras do Senac, Zildinete Arruda, coordenadora da área de Turismo e Hospitalidade e Eliana Salomão, gerente da Escola de Gastronomia do Senac e a orientadora pedagógica, Aline Moraes. Já as semanas seguintes os destaques foram os temas: SEMANA DOLCE SABORES PÂTISSERIE; JANTAR GOURMET; JANTAR COM CHEF; SEMANA TEEN; CULINÁRIA FUSION; fechando com o Festival de CARNE SUÍNA. As oficinas ocorreram todas as quintas feiras, sextas e sábados, onde o participante
acompanha a produção da iguaria final pode degustar. E nas quartas-feiras, os janta-
res eram exclusiva-
mente oferecidos aos arquitetos.
Toda essa movimentação
gastronômica da Casa Cor MT aconteceu no ambiente “Lapidário Gastronômi- co”, espaço
e ao
Gastronômico desenvolvido pelas arquitetas An- dressa Bossato, Zilda Zompero e Camila Borim. A inspiração veio da força e beleza do diamante, por isso, o nome Lapidário. O requinte do ambiente é aliado à funcionalidade do Espaço. “Pensamos em criar algo que fosse ao mesmo tempo bonito, ele- gante e que fosse funcional. Aqui podemos ver tanto uma escola de gastronomia, quanto
um espaço agradável e confortável para sentar e conversar com
os amigos”, disse Camila
Borim, uma das arquite-
tas responsáveis pela criação do Lapidá-
rio.
Quem visi-
tar o Lapidário Gastronômico, na Casa Cor 2016, além de contemplar a beleza da ar- quitetura toda feita com már- more, cobre,
Lapidário Gastronômico - Zilda Zompero, Andressa Borsato e Camila Borim
cristais e outros materiais de características marcan- tes, poderá também participar de uma das oficinas gastronômicas oferecidas pelo Senac-MT (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial). Lembrando que a 11a Edição da Casa Cor MT fica aberto à visita- ção, até 30 de outubro de 2016.
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Arte
Dionê Jorge da Cunha Lopes
Com instrumentos e retratando sua infância com ce- lebrações, alegria, animação, dança acompanhadas dos músicos e seus instrumentos musicais.
AArtista Dionê Jorge da Cunha Lopes nasceu na Fazen- da Cachoeira, as margens do Rio Jauru, localizado a cabeceira do pantanal Mato-grossense, Município de Cáceres de propriedade de seus avos. A época do engenho de açúcar em meio a animais, pás- saros exóticos, árvores e peixes.
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26 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016
AS OBRAS DE:
retrata a animação de sua infância
Dionê Jorge morava nessa localidade distante das cidades e desprovida de recursos, somente o di- vino os protegia, relata a artista, e desta forma, era bastante comum as festas de santos, seus eventos e festejos, as rezas e novenas que duravam semanas, sempre acompanhadas de grande devoção religiosa, refeições lautas, celebrações, alegria, animação, dan- ça, conversas alegres e animadas congregando toda a comunidade acompanhadas dos músicos e seus instrumentos musicais.
Revista Centro Oeste - 27
Após mudança para a cidade de Cáceres, no co- légio de Freiras, aonde estudou, descobriu o violino e os pinceis. Novamente a musica embalava seus so- nhos em meio às pinceladas de tinta a óleo sobre tela de desenho e pintura clássica.
Hoje a artista mora há mais de quarenta anos na cidade do Rio de Janeiro, cidade calo- rosa que vive prazerosamente em meio a sua movimentação frenética.
Mais tarde, após mudança para o Rio de Janeiro nos anos 70, iniciou estudos na Academia Brasileira de Belas Artes e travou contato com pintores moder- nos e conhecimento com diferentes tendências esté- ticas da expressão artística, que propunha caminhos ainda não desbravados e prestigio a espontaneidade criativa individual.
Quando Dionê Jorge da Cunha Lopes pinta, pro- cura retratar momentos felizes e festivos, acredita que o uso de cores fortes e suas nuances em pincela- das espaçadas propõem movimento a tela.
Sempre a presença de dois ou mais personagens interagindo com os instrumentos musicais na tenta- tiva de dar sonoridade à tela.
Utiliza tintas acrílicas sobre tela, porque secam rápido e deixam a pintura limpa.
Quando a artista as telas sente-se
se transpor-
tando ao
infinito e a
liberdade.
En- xerga seu
passado e momentos vividos que procura retra- tar em suas obras e as memorias que vi-
veu em sua in- fância.
28 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016
sede seu dom
210mm gráfica
Revista Centro Oeste - 29
88mm
Olhares sobre a Cidade
Mundo de encantação
Por Janete Manacá
Nos meus passeios pela cidade, sou fiel observadora de pontos de ôni- bus. É um espaço tão pequeno, mas rico em diversidades. Ali se escuta de tudo. Da briga do vizinho, do vestido novo para a festa, da expectativa de passar no concurso, do sermão da missa no domingo, enfim, frases interessantes e muitas fragmentadas entre a chegada de um ônibus e outro. Mas havia dias que misteriosamente não se ouvia um ruído sequer, apenas um aglomerado de pessoas concentradas, absorvidas num diálogo tétrico, silencioso com seus celulares.
Esse poder que permite quebrar tempo e espaço no diálogo com pes- soas de todos os continentes, de fato exerce um fascínio sem proporções. De repente o universo é apenas uma aldeia. O outro está a milhares de qui- lômetros de distância, mas ao mesmo tempo tão próximo.
Por outro lado, aquele que está ali ao seu lado afetivamente sequer é notado. No entanto, tudo é normal e faz parte do jogo. Derrubam-se as muralhas universais e criam-se barreiras locais. É, mesmo no mundo de encantação existe imperfeição. Por várias vezes almoçando num res- taurante no centro da cidade algo me cha- mava atenção, eram 6 jovens, 5 rapazes e uma moça. Cada qual preparava seu pra- to, sentava-se na mesma mesa e enquanto se alimentava também teclava. Ao termi- nar o almoço um por um com seu apare- lho se desligava de tudo ao seu redor. Não havia sequer uma troca de olhar e muito menos um sorriso. Se fosse uma cena de teatro ensaiada não seria tão perfeita.
E assim sucessivamente, por várias semanas eu contemplei a mesma cena e na mesma mesa do restaurante. Nun- ca me preocupei em saber quem eram ou onde trabalhavam, porque o que me chamava a atenção era o ritual impeca- velmente perfeito. Com certeza eles nem imaginavam que eram objeto de obser- vação. Eram jovens tão bonitos, geração de Dionísio, reféns da libertação.
30 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016
Mundo de encantação
Eu vi os jovens intertidos
Na fecunda ilusão virtual
Em pleno instante da ceia
Grudados firmemente em suas cadeiras
Eram seis jovens na potência da idade Viajando pelas redes sociais
Num deserto cercado de amigos Todos cabisbaixo
Em feitio de oração
Eram jovens tão bonitos Geração de Dionísio Reféns da libertação
Ignoravam a presença dos demais Absorto no mundo da ilusão
Eu fiquei a observar
Aquela cena espontânea
Tão perfeita, tão dantesca
O rompimento dos elos
A troca do olhar, da alma e do belo
Pela sedução e a curiosidade do efêmero
Mas era um momento sagrado
E o vermelho rótulo do liquido preto No centro da solitária mesa
Assistia a tudo com a certeza
De que aquele de fato era o seu lugar
Eram jovens tão bonitos Geração de Dionísio Reféns da libertação
E naquele desconfortável silêncio Entre verdadeiras expressões Cada um a sua maneira Expressava a tragédia real
Ignorava aquele instante
Para apreciar a fugacidade disponível Mas tudo era tão perfeito
Na futilidade ali representada
Eram jovens tão bonitos Geração de Dionísio Reféns da libertação
E com o olhar fixo no pequeno retângulo Sentiam-se inseridos no universo Cidadãos do mundo sem fronteiras Libertos, alados, sem regras, em festa
Seria àquela cena:
O teatro do grotesco?
Do absurdo?
Da crueldade?
Ou quem sabe do sagrado Desejo de alienação?
Eram jovens tão bonitos Geração de Dionísio Reféns da libertação
Lá fora o sol aquecia A semente brotava A planta crescia
A flor nascia
Alheia a toda poesia
O espetáculo acontecia
E presos ao devaneio
Se afogavam no espelho Do mundo de encantação
Eram jovens tão bonitos Geração de Dionísio Reféns da libertação...
Divulgação
Artigo
Você é uma Pessoa Flux?
Pro atividade, adaptação e verdade são alguns dos atributos das pessoas chamadas de flux. Mas, afinal de contas, o que é ser flux?
Basicamente, o que distingue uma pessoa flux é a inquietude e a resignação diante de tantas transformações vividas por nós. Como no dicioná- rio flux é ter o mesmo fluxo.
Do profissional de uma grande empresa, acrian- ça de 10 anos e você, todos podemos ser pessoas flux. Basta ter a capacidade de exercerem a curado- ria do excesso de informação recebida diariamente por todos nós e aplicar à vida.
Recentemente conversei com uma profissio- nal brilhante que me fez uma provocação alta- mente produtiva. Ser Flux era uma geração ou mais um nome bonito exigido pelo competitivo mercado de trabalho?
Confesso que foi necessária pesquisa. Mas os fluxers existem, estão na moda e são um grupo de pessoas e não gerações que podem ser determina- das pelo sexo, cultura ou idade.
E porque elas nao podem ser chamadas de ge- ração Flux? Simplesmente porque englobam um grupo de pessoas tão adversas, que vão da avó ja- ponesa de 90 anos da sua amiga a um youtuber bra- sileiro de 15 anos.
Mesmo tendo características das gerações X, Y ou Z, ser um flux é seguir um fluxo complexo de há- bitos desorganizados, para a realização de um ob- jetivo comum e em grupo, porque ser uma pessoa flux é pensar fora da caixinha.
A adversidade é a chave para entender esta galera. Enquanto você acorda cedo para trabalhar na segunda, a rotina desse pessoal pode ter sido exaustiva no domingo
à noite, e cum-
Saiba que não é fácil conviver com um flux. Eles transitam desde o estereótipos dos bagunceiros aos muito metódicos, e isso com certeza gera conflito quando combinado com pessoas que nao se enqua- dram em seus perfis.
Seja um desafio profissional, cuidar do amigo doente ou engajar uma campanha pela internet esta galera é comprometida. E antes que você fale que juntar pessoas tão diferentes nao funciona, a medida de entrega dos fluxers é 200% segundo alguns estudos.
Sem dúvida são pessoas com uma educação de valores bem estruturados, adaptativos e flexíveis. Mas serão inconformados crônicos, sem trava na língua, e estar em contato com uma turma assim vai sempre produzir questionamentos sobre quem é você, o que faz e se realmente tem razão.
Em contrapartida unir grupos apenas com pes- soas flux será um caos, porque cada um com um formato diferente para executar uma ideia não fun- ciona sozinha, certo? A dica é misturar gente flux com outros não flux, criando assim um esquema em que o grupo seja vencedor e nao apenas os fluxers.
Ser flux é uma condição de adaptação das pessoas e a melhor forma de entender esta galera é pensar como orquestra sinfônica, onde cada um
toca um instrumento diferen- te, de sons distintos e que no final sai uma melodia incrível. Assim é a mis- tura de gente flux na sua equipe, se sua or- questra estiver sintoni-
zada será um sucesso.
Revista Centro Oeste - 31
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na
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uma tarefa fácil, nem produtiva.
horário segunda
Maria Augusta Ribeiro. Profissional da infor- mação, especialista em Netnografia, escreve para o Belicosa.com.br e é Coordenadora de Comunicação da BPW Brasil.
será
Divulgação
Social
Warner Willon e Gonernador de Mato Grosso do Sul Reinaldo Azambuja
Por Silvia Narçay
PRA NUNCA
PERDER ESSE
RISO LARGO
Para participar deste espaço é preciso ser feliz!
Adriana Vandoni
32 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016
Moa Duarte
Ana Rosa Fagundes, Jean Campos e Marcelo Giglio
Foto: Lucas Ninno
Foto: Lucas Ninno
Luci Ikeda e Celia Rabello
Vagner Giglio, Emili Ayoub Giglio e Lucimar Campos
Noemia Almeida
Silvania Weisemann
Laurenice e seu Belquior
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Rita Mércia - FCS Comunicação
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O Artísta, A Obra por Adriano Figueiredo Ferreira
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Foto: Lucas Ninno
Cinema - Distrito Federal
“A edição deste ano chega cheia de novidades, entre elas, o aumento de três longas na mostra competitiva”.
34 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016
Foto: Junior Aragão Foto: Junior Aragão
Festival de Brasília
Prestes há completar cinco décadas, o Fes- tival de Brasília do Cinema Brasileiro chega a mais uma edição em 20 de setembro. Este ano, a programação foi ampliada e passou a ter nove longas-metragens, três a mais do que os seis de costume, e 12 curtas-metragens na mostra com- petitiva.
Os filmes concorrem aos candangos de me- lhor filme, direção, ator, atriz, roteiro, fotografia, direção de arte, trilha sonora, som e montagem. Sendo que os longas também podem receber premiação para ator e atriz coadjuvantes. Tanto longas quanto curtas podem ser escolhidos como melhor filme pelo júri popular. No total, serão distribuídos R$ 340 mil em prêmios.
Para abrir o evento, foram escolhidos os fil- mes Provável encontro, de Lauro Escorel, e Cine- ma novo, de Eryk Rocha. Para celebrar os 20 anos do filme e da retomada do cinema pernambuca- no, Baile perfumado encerra o evento.
A programação também inclui mostras para- lelas, sessões especiais e para crianças, encontros, debates, seminários, palestras e lançamentos. Elas ocorrerão durante o dia todo e têm entrada franca, algumas exigem inscrição prévias. A única
atividade paga no festival é a mostra competitiva. Os filmes vêm de todas as regiões do país e serão exibidos nas salas do Cine Brasília, com rea-
presentação no Cine Cultura do Liberty Mall.
Mostra Paralela
Serão duas mostras paralelas no evento. A pri- meira intitulada A política no mundo e o mundo da política reúne documentários e ficções sobre os bastidores do mundo da política e pessoas que veem suas decisões pessoais confrontadas pelas instituições.
Já a Cinema agora! Apresenta obras produzi- das de forma independente e valoriza as experi- ências estéticas.
Especiais
O 49o festival conta com cinco sessões especiais. Com caráter hors concours (filmes que não compe- tem), além dos títulos da abertura e encerramento, estão inclusos A destruição de Bernardet, de Clau- dia Priscilla e Pedro Marques; Beduíno, de Júlio Bressane; Câmara de espelhos, de Dea Ferraz; Pre- cisamos falar de assédio, de Paula Sacche a e Estive em Lisboa e lembrei de você, de José Barahona.
Revista Centro Oeste - 35
Foto: Junior Aragão
Cinema - Distrito Federal
Abertura do Festival
Mostra Brasília
Também com caráter competitivo, a Mostra Bra- sília exibe filmes em três horários no sábado e no do- mingo. Serão apresentados seis longas e seis curtas. Os filmes concorrem a doze prêmios conferidos pela Câmara Legislativa do DF, dois de júri popular, e so- mam R$ 200 mil.
Hora da criançada
‘A festa dos encantados’ é um dos filmes da Mos- tra Brasília. Os pequenos também podem curtir o evento. O festivalzinho traz a animação As aventuras do pequeno Colombo, de Rodrigo Gava, e também a ficção de Igor Amin, O que queremos para o mundo? dentro da programação.
Novidade
Este ano, o Festival criou a medalha Paulo Emílio Salles Gomes para homenagear o criador do mesmo e premiar figuras de destaque no ensino, na crítica e na difusão do cinema brasileiro.
Quem recebe a medalha na 49° edição do evento é o crítico francês, naturalizado brasileiro, Jean-Clau- de Bernardet. Além de importante personalidade do cenário cinematográfico brasileiro, ele foi da primei- ra turma de professores do curso de cinema da Uni- versidade de Brasília.
Outros prêmios
Marco Antônio Guimarães
O Centro de Pesquisadores do Cinema Brasileiro confere o prêmio ao filme que melhor utilizar a pes- quisa cinematográfica brasileira.
Prêmio ABCV
A Associação Brasiliense de Cinema e Vídeo confere o prêmio ao melhor profissional de audiovisual do DF.
Prêmio Abracine
A associação premia o melhor filme longa e cur- ta-metragem.
Prêmio Canal Brasil
O melhor filme de curta-metragem selecionado pelo júri do canal ganha o prêmio de aquisição no valor de R$ 15 mil.
Prêmio conterrâneos
Oferecido pela Fundação Cine Memória ao me- lhor documentário do Festival.
Prêmio Saruê
Conferido pela equipe da editoria de Cultura do Correio.
O Diretor Vicente Carerlli e o Cacique da Tribo Guarani Kaiwova
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Seminário
Foto: Junior Aragão
Foto: Junior Aragão
Foto: Junior Aragão
Filmes Selecionados
Longas-metragens
A cidade onde envelheço, de Marília Rocha (MG/ Portugal, 2016, 99 min)
Antes do tempo não acabava, de Sérgio de An- drade e Fávio Baldo
Deserto, de Guilherme Weber
Elon não acredita na morte, de Ricardo Alves Jr. Malícia, de Jimi Figueiredo
Martírio, de Vincent Carelli, em colaboração com
Ernesto de Carvalho e Tita
O último trago, de Luiz Pre i, Pedro Diogenes e
Ricardo pre i
Rifle, de Davi Pre o
Vinte anos, de Alice de Andrade Curtas-metragens
Abigail, de Isabel Penoni e Valentina Homem Bodas de papel, de Keicy Martins e Breno Nina Confidente, de Karen Akerman e Miguel Seabra Lopes Constelações, de Maurilio Martins
Demônia - Melodrama em 3 atos, de Cainan Ba-
ladez e Fernanda Chicolet
Estado itinerante, de Ana Carolina Soares
O delírio é a redenção dos aflitos, de Fellipe Fer-
nandes
Os cuidados que se tem com o cuidado que os
outros devem ter consigo mesmos, de Gustavo Vi- nagre
Ótimo amarelo, de Marcus Curvelo
Procura-se Irenice, de Marco Escrivão e Thiago B. Mendonça
Quando os dias eram eternos, de Marcus Vini- cius Vasconcelos
Solon, de Clarissa Campolina
Mostra Brasília
Longas
Era dos gigantes, de Maurício Costa
A repartição do tempo, de Santiago Dellape Catadores de história, de Tania Quaresma Cícero Dias, o compadre de Picasso, de Vladimir
Carvalho
Cora Coralina - Todas as vidas, de Renato Barbieri Estrutural, de Webson Dias
Curtas
A festa dos encantados, de Masanori Ohashy Das raízes às pontas, de Flora Egécia
Juraçu, do Coletivo Brôa-de-milho
O luto, de João Gabriel Caffarelli e Saulo Santos Rosinha, de Gui Campos
Vesti la giubba, de Johil Carvalho
Troféu Candango
Foto do filme-indigena - Vincent Carelli - Divulgação
Longa Cinema Novo, do diretor Eryk Rocha
Mais Informações no site:
Diretor de Cinema Novo Eryk Rocha
h p://www.festbrasilia.com.br/
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Revista Centro Oeste
Divulgação
Assembléia Legislativa do
Mato Grosso do Sul abre a Semana do
JOVEM EMPREENDEDOR 2016
Os jovens surgem como personagens de desta- ques quando o assunto é inovação. No dia 15 de setem- bro, a Assembléia Legislativa abriu a Semana do Jovem Empreendedor, instituída pela Lei 3.974, de autoria do deputado Marcio Fernandes (PMDB). Personalidades que criam soluções criativas para acelerar a economia de Mato Grosso do Sul foram homenageadas.
“Temos grandes talentos em Mato Grosso do Sul. A Semana do Jovem Empreendedor é para estimular jovens que sonham e possuem idéias, mas não têm condições de colocá-las em práticas. Nosso objetivo é apresentar cases de sucesso para estimular espe- cialmente os alunos da rede pública de ensino. Falar de empreendedorismo é falar de mudanças e riscos. Hoje, homenageamos pessoas que ousaram se arris- car tiveram fé e lutaram para conquistar seu espaço”, disse o parlamentar.
A subsecretária Nacional da Juventude, Roberta Pires Ferreira, informou as medidas prioritárias para o segmento, divididas em quatro pilares: treinamen- to, mentoria, redes e microcrédito. A prioridade é atingir os jovens de baixa renda e portadores de ne- cessidades especiais. “Nosso foco será o jovem em situação de vulnerabilidade, que se encontra na pe- riferia. O projeto é levar o tema empreendedorismo
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Fonte: Agência ALMS: Por Heloíse Gimenes.
às escolas. Sabemos que depois que tentaram outras carreiras e não obtiveram resultados positivos, mui- tos jovens buscam o empreendedorismo. Por isso, nossa intenção é formar jovens preparados para essa nova forma de trabalho”, relatou. Roberta afirmou ainda que estão sendo realizadas articulações com várias instituições e a Presidência da República para desburocratizar o acesso ao crédito para diminuir as barreiras para as empresas de pequeno porte.
Aprimoramento
Secretário de Estado de Cultura, Turismo, Em- preendedorismo e Inovação, Renato Roscoe, anun- ciaram que o Governo do Estado, por meio da Fun- dação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia (Fundect), irá lançar um edital para projetos de Núcleos de Inovação Tecnológica e também de Incubadoras de Empresas de Base Tecno- lógica, vinculadas às universidades.
O secretário ressaltou a importância de discutir no Estado o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação, que promoveu uma série de ações para o incentivo à pesquisa e ao desenvolvimento científi- co e tecnológico, sancionado no início do ano pelo Governo Federal. “Precisamos atualizar a legislação estadual, espelhando na nova lei. Em breve, vamos
Empreendedorismo Campo Grande/MS
encaminhar à As- sembléia Legislativa um pro- jeto para apoiar de forma mais agressiva o empre- endorismo. Estaremos calcados na inovação e Mato Grosso do Sul será indutor neste sistema”, declarou. De acordo com Jaime Elias Verruck, secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Eco- nômico, os projetos do Executivo visam estimular o surgimento de novas “startups” com propostas dife- renciadas para os segmentos produtivos. “O governo criou um programa de apoio aos pequenos negócios, com o objetivo de descobrir novas atividades. O pri- meiro passo foi criar o Living Lab, um novo conceito destartups. Podemos tornar Mato Grosso do Sul refe- rência mundial em startups voltados para o agrone- gócio, setor com o melhor desempenho na economia”.
Troféu Jovem Empreendedor
Criado pela Resolução 10/2103, o troféu é desti- nado aos jovens que se destacam no cenário do em- preendedorismo de Mato Grosso do Sul. A honraria foi entregue para Anderson Martins, Ana Carolina Piere i, Daniella Justo, Danilo Rondon Oliveira, Dendry Rios, Diego Mariano da Silva Souza, Felipe Paniago, Igor Zardo e Silva de Abreu, Isabela Villas Boas Longobardi, Jessika Galdino, João Paulo Her- nandes Rovaroto, Julia Maria Bacaltchuk Rocha, Lucas de Oliveira Vieira de Almeida, Marcos Cezar Santos de Salles Junior, Marcos Silva, Murilo Eduar- do Francisco Ricardo, Pedro de Araújo Barbosa, Re- ginaldo Barbosa Lemos Junior, Renato André Souza,
Roberta Maia, Rod- ney Junior, Rodrigo Boga- mil, Simone Balbino, Wellington Knauf, Weruska Sabino, Suzane Ribeiro Vismara, Valter Almeida Junior, Fernando Luiz Graziuso Oliveira, Haroldo Eduardo Rejala Mendes, Kistofe Pachelli Alencar Maia Feitosa, Diego Santana Rafael, Renato Ribas Gomes, Valter Ribeiro dos Santos Junior e Nel-
son Luiz de Vasconcelos Junior.
Neste ano, as crianças também foram homenage-
adas. Os pequenos empreendedores Ana Elisa Pereira de Souza Zana a, Hiago Meneses Ferreira Barros, Isa- bela Moreira Nantes, Mariana Moreira Nantes, May Jacob Coelho, Rhayane Menezes Ferreira Barros, Isa- bela Simões, Eduarda Ribas, Mariana Fernandes e So- fia Costa de Castro mostraram que não importa a ida- de para se tornarem grandes empresários de sucesso.
Revista Centro Oeste
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Fotos: Victor Chileno
Reabilitação - Goiânia/GO
CRER completa
O Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (Crer ) completou no dia 25 de setembro, 14 anos de atendimento prestado à sociedade. Reconhecido como CER IV (Centro Especializado em Reabilitação) pelo Ministério da Saúde, o Crer é habilitado a atuar na reabi- litação das quatro modalidades de deficiência: física, auditiva, visual e intelectual. O Crer, nes- tes 14 anos, realizou mais de 12 mi-
lhões de procedimentos. O hospital
é referência nacional em reabilita-
ção e readaptação. O CRER é um
hospital que oferece atendimento
humanizado e especializado em
reabilitação às pessoas com de- ficiênciafísica,auditiva,visual
e intelectual, exclusivamente
pelo Sistema Único de Saúde
(SUS). Desde sua criação, em
2002, o Crer passou por sig-
nificativo crescimento em
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Fonte e fotos: Núcleo de Comunicação CRER.
sua estrutura, seja física, organizacional ou de atendimento e serviços oferecidos. Sua missão sempre foi oferecer excelência no atendimento à pessoa com deficiência fundamento no ensi- no e pesquisa. Para isso, prioriza o atendimento humanizado e a modernidade técnica para al- cançar o patamar de referência em instituição de reabilitação e readaptação.
Eficiência reconhecida
Administrado pela Associa- ção Goiana de Integralização e Reabilitação (Agir), o Crer teve todos os seus recursos reinves- tidos na manuten- ção, inovação e am- pliação dos serviços prestados. A trajetó-
ria do hospital foi marcada pelo dinamismo e crescimento acelerado da Instituição, tanto em área física, quanto em atendimento de excelên- cia. A Agir, reconhecida como entidade de uti- lidade pública e de interesse social, é certificada como Entidade Beneficente de Assistência So- cial pelo Ministério da Saúde.
O Sistema de Gestão da Qualidade (SGQ) do Crer é certificado conforme a norma NBR ISO 9001:2008, que garante a padronização dos processos e facilita o acesso e controle das in- formações pelos usuários, colaboradores, clien- tes e órgãos fiscalizadores. Para acompanhar o processo de manutenção do SGQ, no intuito de garantir o padrão de qualidade, o Crer conta com um serviço especializado, constituído por profissionais com formações diversificadas, que apóia a integração dos processos organizacio- nais e fomenta a melhoria contínua. Recente- mente, o Crer recebeu a auditoria do Instituto de Certificação Qualidade (ICQ) Brasil para re- certificação da NBR ISO 9001:2008.
Em março deste ano, o Crer recebeu a equi- pe de avaliadores do Instituto Qualisa de
Gestão (IQG), instituição acreditadora creden- ciada, onde identificou os requisitos necessários para a manutenção do certificado de Acreditado Pleno – Nível 2. O Crer foi o primeiro hospital de Goiás a receber o certificado de Acreditação Plena concedido pela ONA, em dezembro de 2014. O certificado é o reconhecimento de uma política de trabalho implantada e praticada na unidade, o que confirma o compromisso dis- pensado à assistência com qualidade. O Crer agora busca o certificado de Acreditado com Excelência – Nível 3.
O crescimento da instituição foi pautado no planejamento estratégico com o objetivo princi- pal de incrementar melhorias na qualidade do atendimento ao usuário. Desde sua criação em 2002, o Crer passa por significativo crescimento em sua estrutura, seja física, organizacional ou de atendimento e serviços oferecidos. As ins- talações do Crer são equipadas com aparelhos modernos e contam com uma equipe qualifica-
da, garantindo que os serviços de saúde sejam prestados com mais conforto, segurança e qualidade. Ao longo dos
Revista Centro Oeste - 41
Reabilitação - Goiânia/GO
anos de funcionamento, o hospital ampliou ex- ponencialmente sua área física construindo no- vos espaços e aumentando o volume de produ- ção. Iniciando suas atividades com 8.823 metros quadrados, o hospital conta atualmente com 33.275,56 metros quadrados de área construída.
A mais recente obra de ampliação, previs- ta para ser entregue em breve, é o novo Centro de Diagnóstico, com área distribuída em cinco pavimentos, o novo prédio vai oferecer diag- nósticos mais completos, ampliando os serviços do laboratório de análises clínicas, exames de eletroneuromiografia, ecocardiograma, ergo- metria, urodinâmica, mapa/holter, endoscopia, colonoscopia, polissonografia e outros. Além de ampliar a capacidade produtiva, novos exames passarão a ser realizados no hospital.
Hospital de Ensino
O Crer, desde sua fundação, também, possui um forte compromisso com a capacitação profis- sional, atestado em sua missão de oferecer exce- lência no atendimento à pessoa com deficiência, fundamentado no ensino e pesquisa. Hospital de Ensino, certificado em 2014 pelos Ministérios da Saúde e Educação, o Crer conta com progra- mas de Residência Médica em Anestesiologia, Radiologia e Diagnóstico por Imagem, Medici- na Física e Reabilitação (Fisiatria) e Otorrinola- ringologia.
Em 2015, o Crer passou a oferecer também, em parceria com a Secretaria da Saúde de Goiás, a Residência Multiprofissional em Saúde Fun- cional e Reabilitação, nas áreas de Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Psicologia e Te- rapia Ocupacional Além das residências e dos eventos científicos, vários projetos de pesquisa
o Hospital apresenta uma dinâmica de cresci- mento e inovação.
- Total de procedimentos realizados: 12.384.915 - Total de consultas médicas: 964.549
- Total de procedimentos cirúrgicos: 42.498 - Total de atendimentos dos serviços de tera-
pias/enfermagem: 8.078.500
- Exames – análises clínicas e imagem: 2.783.346 - Total de aparelhos de ampliação sonora
dispensados: 32.025
- Total de próteses e órteses confeccionadas
pela Oficina Ortopédica: 74.789
- Total de implantes cocleares (2012 a 2016): 95 - Número de pessoas atendidas desde a
abertura (2002): 372.839
- Média de procedimentos cirúrgicos/mês: 372
(média referente aos meses de julho e agosto de 2016) - Média de consultas médicas/mês: 10.356 (mé- dia referente aos meses de julho e agosto de 2016) - Média de atendimentos do serviço de tera- pias/mês: 88.102 (média referente aos meses de
julho e agosto de 2016)
- Média de aparelhos de ampliação sonora
dispensados/mês: 205 (média referente aos me- ses de julho e agosto de 2016)
- Média de atendimentos do serviço de en- fermagem/mês: 2.300 (média referente aos me- ses de julho e agosto de 2016)
- Média de órteses e próteses confecciona- das/mês: 1.246 (média referente aos meses de julho e agosto de 2016)
- Média de atendimentos do serviço de Odontologia/mês: 2.096 (média referente aos meses de julho e agosto de 2016)
- Total de atendimentos do Laboratório de Movimento desde o 2o Semestre de 2013: 1.909
- Número de colaboradores: 1.403
Mais informações através do site: www.agirgo.org.br/crer/
são
desen- volvidos, inclusive com parcerias estrangeiras, fomentando ainda mais o conhecimento e a especialização profis-
sional.
Crer em números
Além de crescer fisi- camente, o Crer também cresce no atendimento à sociedade. Desde o início das atividades, em 2002,
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44 - ANO I - N° 05 - Setembro 2016