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Outubro/Novembro/Dezembro 2021

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Published by upnacomunicacao, 2024-01-23 08:25:42

Revista Febradisk #14

Outubro/Novembro/Dezembro 2021

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PALAVRA DO PRESIDENTE 04 Revista Febradisk #14 Chegamos a mais uma edição da Revista Febradisk celebrando a tão esperada chegada das marcas Amstel e Heineken às nossas revendas. E, para falar sobre isso, a seção Um brinde com... traz uma entrevista com o presidente da companhia, Maurício Giamellaro. Nossa capa também está comemorativa e traz a garota-propaganda da marca Devassa, a cantora Iza, que acaba de lançar a música Gueto em parceria com a marca cervejeira. Como inovar é a nossa palavra de ordem, essa é a última edição que traz a editoria Te Achei!, e nesta despedida, nada melhor que o cantor e ator conhecido por sua irreverência, Sidney Magal, para nos apresentar os seus projetos futuros. Te Achei! abrirá espaço a uma outra seção, chamada Happy Hour, e que será lançada na próxima edição. No entanto, nesta, ela já ocupa o espaço dedicado à Gestão, como fase experimental, e traz uma entrevista exclusiva com o coaching Paulo Vieira. Ele, muito gentilmente, falou sobre liderança e alta performance, ferramentas tão essenciais para nós, distribuidores de bebidas e empreendedores que somos. Esta 14a edição também traz atualizações em áreas essenciais para os nossos negócios, a exemplo dos artigos de Recursos Humanos, Jurídico, Finanças, Saúde e Tecnologia; um especial sobre refrigeração, e a seção de Cultura, que também nos auxilia e entretém com dicas de livros e filmes pertinentes ao nosso setor. Em Turismo, fomos de encontro à ideia que a cidade de São Paulo é voltada apenas aos negócios, trânsito precário e poluição. Nossa redação descobriu que na Terra da Garoa tem muito o que fazer em termos de diversão e entretenimento em meio a belezas naturais. Como sempre, trazemos em Gastronomia receitas deliciosas servidas em bares e restaurantes de todo o país e que harmonizam perfeitamente com nossas marcas. Desta vez, por que não combiná-la com a Heineken? Do mais, quero desejar a todos uma excelente leitura e um ano novo cheio de produtividade, realizações e, claro, mais e melhores negócios. Saúde! João Bilieiro Presidente da Febradisk Editor: Flamarion Reis - DRT 270 Jornalista: Mila Loureiro - DRT 2784 Reportagens: Flamarion Reis e Mila Loureiro Projeto gráfico: Flamarion Reis Revisão: Silvio Spinola Colaborou com tratamento de imagem da capa: Bruno Ventura Articulistas colaboradores: Alercio Guerra, Gutemberg Barros Cavalcanti, Patricia Medeiros Dias, Rose Mary Barbosa e Taís Prado Teixeira Febradisk - Av. João Antônio Maccatti, 1601, Jardim Casa Branca, Jundiaí-SP A Febradisk, a Revista Febradisk e a UP Conteúdo Criativo não se responsabilizam por opiniões dos artigos assinados por seus colaboradores convidados. As fotos desta edição foram cedidas por seus respectivos fotógrafos e/ou contratantes. Ano 04 | Edição: 14 - Out/ Nov/ Dez de 2021 Impresso na Venâncio Ayres | 1.100 Exemplares Versão digital disponível no site Febradisk Foto da capa: Rodolfo Magalhães Backgrounds e vetores: Freepik Novos propósitos para um novo ano Presidente: João Bilieiro Vice-Presidente: Matheus Debacco Presidente Conselheiro: Barreto Góes DIRETORIAS: Adm./ Financeiro: Dainy Marques Execução Comercial: Vicente Marra Inovação e Tecnologia: Ari César Viapiana Jurídico: Cristina Froes Rel. com o Mercado: Luís F. Cardoso Supply Chain: Nelson Júnior Checon Executivos: Adelita Rauber e Alexandre Fernandes Presidentes das Regionais: Carlos Abdala, Fábio Lippaus, Matheus Debacco, Nélson Júnior Checon e Reinaldo Silveira Capa: IZAbela Do subúrbio carioca para o mundo, Iza se mostra mais do que dona de si, em entrevista exclusiva ASSINATURAS: febradisk.com.br/revista | REDAÇÃO: [email protected] COMERCIAL: [email protected]


Foto: José Cordeiro CARDÁPIO Revista Febradisk #14 05 12 IZAbela Do subúrbio carioca para o mundo, Iza se mostra mais do que dona de si, em entrevista exclusiva Foto: Rodolfo Magalhães 19Gestão Paulo Vieira e suas dicas de liderança e alta performance 44 Te achei Após 55 anos de carreira, Magal fala de passado, presente e futuro 06Entrevista Maurício Giamellaro fala sobre a integração do portfólio E mais: 10 - RH - Como manter uma equipe de resultados - Rose Mary Barbosa 18 - JURÍDICO - A gestão legal do patrimônio - Gutemberg B. Cavalcanti 23 - TECNOLOGIA - Dinâmica tecnológica para revendas - Alercio Guerra 24 - PERFIL - Lago Azul Distribuidora de Bebidas 26 - CULTURA - Dicas de livros, filmes e eventos 27 - SAÚDE - Na contramão do esgotamento - Taís Prado Teixeira 28 - FINANÇAS - O ICMS e a nova base de cálculo do PIS e do COFINS - Patricia Medeiros Dias 39 - ESPECIAL REFRIGERAÇÃO - Cerva de respeito 46 - BOTECANDO - Flamarion Reis 29 Gastronomia O bolinho de feijoada ganha destaque nos bares de todo o país Foto: Juliana Torres Foto: Iris Oliveira Foto: Receitas Sem Fronteiras/DIV 30Turismo São Paulo revela as suas belezas em meio ao caos Foto: Edna Marcelino


Revista Febradisk - Como você se sente sendo o primeiro CEO brasileiro do Grupo HEINEKEN no país? Maurício Giamellaro - Realizado. Não por ser uma vitória pessoal, mas por poder representar o desejo e as lutas de tantas pessoas no Brasil, por meio de nossas iniciativas e marcas, que carregam tanto propósito e qualidade em suas atuações. E, claro, também pelo sonho de fazer parte dessa gigantesca operação de HEINEKEN no mundo. Ser brasileiro e estar à frente da companhia aqui no Brasil me permite tomar decisões com maior compreensão de nossa cultura, do comportamento dos nossos consumidores e de nossa complexa malha logística e fiscal. Além disso, me permite ter paixão e não apenas seguir a razão. Me faz agregar emoção e respeito para as nossas relações. Esse é o combustível para a minha atuação e isso é o que me faz feliz em representar o Brasil nessa honrada posição que ocupo hoje. RF - Todos nós temos um propósito e o seu traz a força da liderança com o respeito. Compartilhe conosco quais são os pilares do líder Maurício Giamellaro e o seu principal foco na gestão da HEINEKEN Brasil. MG - Nossa visão, e não somente minha, é colocar a nossa estrela em cada coração e em cada copo brasileiro. Nessa ordem: primeiro no coração de nossos funcionários, das revendas e suas equipes, dos clientes, de nossos fornecedores e, finalmente, de todos os nossos consumidores. E faremos isso com respeito, paixão, qualidade, protagonismo e diversão. Esses são os valores que geram propósito e nos diferenciam de nossos concorrentes. Nosso objetivo é ser a melhor cervejaria por proporcionar aos nossos consumidores produtos de qualidade em toda a cadeia operacional, especialmente no nosso líquido, e baseados no nosso principal valor que é o respeito. Tenho muito orgulho em saber que essas características já são reconhecidas pelos nossos stakeholders. Espero que os nossos clientes e as nossas revendas vivam e compartilhem dos mesmos valores que a gente, pois só com essa sensibilidade é que chegaremos a todos os corações e copos brasileiros. Com relação à liderança, tenho tentado ser o exemplo, pois sou apaixonado por nossos valores e por isso vivo e pratico cada um deles diariamente. UM BRINDE COM... 06 Revista Febradisk #14 Maurício Giamellaro Pai de dois filhos, Maurício Giamellaro já vendeu sorvete, margarina e remédio, até chegar ao setor de bebidas. Ocupou cargos de liderança em Londres, na Argentina e no México e hoje é presidente da HEINEKEN Brasil. Ele conversou com a Revista Febradisk sobre o setor cervejeiro e a integração do portfólio. Maurício Giamellaro comanda mais de 13 mil colaboradores da HEINEKEN Brasil Foto: Edna Marcelino


RF - Você já tem alguns anos de Grupo HEINEKEN. Quais foram os principais desafios enfrentados até agora? E as vitórias? MG - Legal demais essa pergunta, pois me faz refletir sobre meus nove, quase 10 anos nesta fantástica empresa (risos). Os maiores desafios foram: construir uma marca do zero, porque a Heineken não existia no Brasil e era considerada amarga demais por todos os nossos clientes e consumidores. Lembro do meu primeiro dia de HEINEKEN, quando eu estava fazendo rota e tendo que andar mais de vinte minutos de carro para poder visitar um único ponto de venda que tinha a nossa verdinha. Na época, tínhamos menos de dois mil clientes em todo o Brasil comercializando a marca. Incrível, não? Era realmente difícil de acreditar que um dia seríamos a marca de maior valor no mercado brasileiro, batendo concorrentes já consolidadas no setor. Fizemos com muita garra e paixão, explorando nosso diferencial de qualidade por meio do conceito Puro Malte. Focamos na execução mais premium no mercado e respeitamos a marca, protegendo-a e mostrando que consistência é mais importante do que volume. O segundo desafio foi entrar no mercado mainstream, com Amstel, uma marca que chegou Revista Febradisk #14 07 para concorrer com outras gigantes já consolidadas. À época, até chegaram a dizer que puro malte não significava qualidade, mas fomos capazes de transformar o mercado e agregamos essa qualidade ao segmento. Por fim, o redesenho de distribuição com a Coca-Cola também representa um dos maiores desafios para dispor de uma operação ainda mais fortalecida nas ruas, e isso é uma vitória de todos nós. Sempre fomos líderes e exemplos de execução no Off Premise e agora estamos prontos para alcançar o mesmo patamar no On Premise. Agora, o grande desafio é impulsionar as vendas de retornáveis e o mix de produtos em todos os bares. Temos muita coisa ainda para aprender, fazer e corrigir, mas estamos no caminho certo. RF - O biênio 2020/2021 foi atípico e bastante desafiador para todos, por conta da pandemia da covid-19. Qual balanço você faz desse período? E sobre a opção de adotar o sistema home office de forma fixa para alguns setores da HEINEKEN Brasil? MG - Honestamente, posso te dizer que a crise da covid-19 nos fez crescer em vários aspectos. Pudemos questionar tudo o que estava ao nosso redor, a maneira como atendíamos os pontos de vendas, a importância de cada canal, especialmente a força do digital, e a maneira como poderíamos organizar nosso trabalho interno com foco na segurança dos nossos colaboradores e parceiros. Também aprendemos a real importância de estarmos juntos, principalmente por sermos uma companhia que tem como um de seus valores a diversão. Também aprendemos que, às vezes, nos deslocamos por horas até chegar a um local para fazer uma reunião de uma hora e que isso não faz sentido no mundo digital, já que podemos nos reunir com as pessoas de nossas casas e ter conversas efetivas mesmo não estando presentes fisicamente. Eu, especialmente, também aprendi que confiança é muito melhor do que o controle e isso dá lugar para mais produtividade e criatividade. Também aprendemos – e seguimos aprendendo – a praticar a empatia. A dor de ver colaboradores perdendo suas vidas ou de seus amados familiares neste período foi e é triste demais. Isso me dói profundamente, mas ao mesmo tempo me conforta saber que sempre estimulamos a segurança e a proteção dos nossos times o máximo possível. O respeito novamente faz a diferença na maneira como gerenciamos essa terrível crise que enfrentamos. RF - No time da HEINEKEN Brasil, você lida com mais de 13 mil colaboradores. Quais as perspectivas para o próximo ano? E sobre os novos investimentos do Grupo, incluindo a nova fábrica, em Minas Gerais? MG - Eu costumo ser desafiado pelo excesso de otimismo que carrego comigo, mas continuo a repetir que eu acredito demais nas oportunidades do Brasil e do nosso negócio. Eu posso dizer isso por ter vivido por dez anos longe dessa nação e ninguém faz as coisas com tanta paixão e garra quanto os brasileiros. Vivemos crises profundas e que muitas vezes quebram outras nações, mas nós aprendemos rápido e somos criativos por natureza. Acredito em estratégia simples e consistente, por isso acredito muito no Brasil e em nossos negócios aqui. Acredito em um 2022 positivo independente dos cenários políticos ou macroeconômicos. Estamos crescendo exponencialmente no país e multiplicamos nosso faturamento e participação de mercado em mais de três vezes desde que chegamos, em 2010. Não tem fábrica que suporte um crescimento nessa velocidade, por isso aumentamos significativamente nossa capacidade produtiva em Ponta Grossa (PR); fizemos quase que uma nova fábrica em Itu (SP), com novas linhas, novos produtos e mais flexível; renovamos Alagoinhas (BA), criando uma das melhores linhas produtivas do Grupo HEINEKEN e transformamos Araraquara (SP) em uma cervejaria 100% HEINEKEN. Tudo isso em menos de três “O redesenho de distribuição com a Coca-Cola representa um dos maiores desafios para dispor de uma operação ainda mais fortalecida nas ruas, e isso é uma vitória de todos nós”


08 Revista Febradisk #14 anos! Agora estamos construindo uma nova cervejaria, em Minas Gerais, para suportar o volume da demanda pelas marcas premium e mainstream. Que problema bom para continuarmos resolvendo. RF - Qual o maior valor da HEINEKEN Brasil e como ela é transmitida ao time? Como levar esses valores aos distribuidores parceiros que representam as marcas do portfólio no país? MG - Nosso maior valor é o respeito, mas temos também a qualidade, a paixão, o protagonismo e a diversão. Queremos entregar produtos de qualidade aos nossos consumidores, independente da categoria, se craft, premium, mainstream ou economy. Queremos que nossos colaboradores sejam protagonistas de suas carreiras, que desenvolvam as atividades do dia a dia com muita paixão e diversão, mas além disso, com respeito, pelas pessoas e pelo meio ambiente. Passo isso para meus times por meio do exemplo, pela maneira como trato as pessoas, e mostro que são realmente parte importante desses nossos valores. Esperamos que nossos colaboradores e parceiros entendam e multipliquem esses valores também. Só assim seremos os melhores, sem nos preocupar em sermos os maiores. RF - O mercado de cervejas artesanais está em constante expansão no país. Além disso, o mercado nacional está aberto à marcas cervejeiras internacionais e, inclusive, o Grupo HEINEKEN está trazendo algumas delas, como a Lagunitas. Como a companhia enxerga esse crescimento das cervejas artesanais frente às marcas concorrentes que estão chegando ao mercado brasileiro? MG - Vou começar trazendo uma notícia muito boa que pode ser que nem todos saibam. Nós já somos líderes em três das quatro categorias presentes no mercado de cervejas no Brasil: craft, premium e economy. O que queremos impulsionar fortemente é nossa atuação com retornáveis no mainstream puro malte por meio de três marcas: Amstel, Devassa e Tiger. Voltando ao Craft, acreditamos demais no crescimento deste segmento com a pulverização de Baden Baden lata, com o roll-out de Lagunitas e com nossa nova marca Blue Moon. Não tem pra ninguém um portfólio desses! Nosso portfólio craft já é muito forte, agora precisamos que Foto: Edna Marcelino Maurício Giamellaro tem a missão de expandir a cervejaria pelo país


Revista Febradisk #14 09 todos acreditem junto com a gente que este segmento pode sim estar em todos os lugares, com o preço adequado e com a ativação mais oportuna. Precisamos estabelecer uma relação dos consumidores com essa categoria. Quero que as revendas acreditem tanto quanto a gente no espaço de craft e nos ajudem a ter a marca mais distribuída do segmento no Brasil, que será Baden Baden. RF - A integração das marcas do portfólio acabou de acontecer. Heineken e Amstel vieram para a HEINEKEN Brasil e Eisenbahn foi para a Coca-Cola, até 2026. Quais as expectativas acerca dessa integração? O que muda no processo de distribuição após esse novo contrato para os distribuidores associados à Febradisk? MG - Estou seguro de que hoje temos uma operação ainda mais fortalecida para atender o mercado cervejeiro no Brasil. Sempre disse que o meu maior medo, com a integração, era que a Eisenbahn perdesse foco pela chegada da Heineken. Pois bem, esse receio não existe mais. As duas marcas premium de maior qualidade do mercado inteiro agora estão recebendo os esforços necessários e merecidos. Esse é só um exemplo do benefício que tivemos com essa Rote-to-Marketing (RTM) dupla: foco. Eu acredito muito em foco. As revendas agora têm um portfólio que provavelmente nem imaginavam. Agora com marcas fortes e mais oportunidades de crescimento por meio de cobertura e capilarização. Não falo somente de Heineken, falo de Amstel retornável, da Schin voltar a ser o que sempre foi - retornável, falo de Baden Baden lata em todos os pontos de vendas, falo de FYs, Bonafont, Lagunitas, Devassa, Glacial, Blue Moon – e por aí vai... São muitas marcas boas e fortes juntas! Agora eu tenho certeza de que as revendas que entenderem esse momento único perceberão tanto crescimento que nem vão mais precisar se preocupar com nossa respeitosa relação com os parceiros da Coca-Cola. Tem muitas oportunidades financeiras para todos. Isso é o que realmente importa: crescermos juntos e mais. RF - Qual recado você deixa para os distribuidores da Febradisk, especificamente para esse momento de retomada, reabertura dos bares, integração do portfólio e mudanças no paladar dos brasileiros? MG - O futuro do negócio está na distribuição numérica e não na ponderada. Quanto mais os distribuidores concentrarem, mais riscos correm. É o momento de mostrar a força em retornáveis, investir na qualidade das equipes comerciais, de fazer diferente. Foi nos bares e restaurantes que vocês construíram a relação de confiança e credibilidade conosco. Agora, queremos amplificar a distribuição de craft, premium, mainstream, economy e não alcoólicos. Espero que todas as revendas entendam isso de fato e trabalhem alinhadas a essa estratégia. Volume rápido e fácil não fará diferença no futuro, precisamos de capilaridade e mix. Temos um mar de oportunidades em mainstream puro malte. Temos muito o que fazer em craft, não alcoólicos e embalagens de consumo imediato. Temos que estar onde a rentabilidade está. A receita de sucesso está definida e os ingredientes estão à mesa. Anote aí: junte a proximidade e o conhecimento de mercado que cada distribuidor possui; adicione paixão e a história que existe em suas empresas; acrescente uma equipe guerreira, que atravessou momentos muito difíceis com resiliência, e, por fim, agregue um portfólio maravilhoso. Esta é a receita que me faz acreditar no nosso futuro.


10 Revista Febradisk #14 ARTIGO | RH Como manter uma equipe Freepik “Ele também deve agir como um arqueiro, que, muitas vezes, para acertar o alvo, fecha um dos olhos para ampliar a sua visão” de resultados


F alar de equipes de alta performance exige focar no líder. Afinal, é ele a pessoa que norteará o time. Sem ele a equipe poderá ir para qualquer lugar e de qualquer jeito. Para alavancar melhores resultados, o líder deve conhecer a si próprio, a equipe e o negócio. Estar familiarizado com a cultura e missão da organização, ser um defensor dos seus valores e atuar direcionando os resultados à estratégia e à visão da empresa. Com isso alinhado, ele deve replicar o seu conhecimento para a equipe e, juntos, devem alinhar-se ao fit cultural e saber onde podem e devem chegar. O domínio do negócio dará todo subsídio e suporte ao líder para conduzir sua equipe, fazendo-os conhecer profundamente os produtos, serviços, ameaças, forças e fraquezas do negócio, objetivando elaborar uma estratégia de acordo com o cenário que se apresenta. Também é importante a flexibilidade e empatia que a equipe deve ter com o cliente, conhecendo-o profundamente e melhorando cada vez mais a experiência (Customer Experience - CX). Qual time que promove uma experiência incrível ao seu cliente não é vencedor? Além disso, o líder precisa ser sensível, humano e estratégico e, assim, multiplicar isso com o time. Esta sensibilidade propicia uma leitura de cenário mais aguçada e identifica o momento certo de recuar ou prosseguir, de “deixar de lado” ou dar ênfase às ocorrências do dia a dia que possam atrapalhar o alcance dos resultados almejados. Ele também deve agir como um arqueiro, que, muitas vezes, para acertar o alvo, fecha um dos olhos para ampliar a sua visão. Por mais contraditório que pareça, a “cegueira” momentânea (do que não é importante) é necessária para ter melhor foco e se atingir o objetivo e, só depois, deve-se tratar do que deixou de lado. Com isso, finalizo dizendo que uma equipe de alta performance deve ser formada por pessoas flexíveis, com bom senso e resolutivas, afinal, a capacidade de resolver problemas se sobrepõe a qualquer competência. Atualmente, as pessoas são contratadas para isso, ou seja, remover as pedras do caminho e, assim, atingirem o alvo tão esperado. Para tanto, elas devem agir de forma humanizada e, se puder, com as melhores tecnologias disponibilizadas pelo mercado. Rose Mary Barbosa Sócia e Diretora de Negócios da Soma Desenvolvimento Humano, Coach, Pedagoga, pós-graduada em Educação e Gestão de Pessoas, com mais de 25 anos de experiência como headhunter e executive search. Revista Febradisk #14 09 TRUCKVAN & FEBRADISK ''APRECIE ESTA PARCERIA SEM MODERAÇÃO'' 11 2635 - 1133


CAPA 12 Revista Febradisk #14 Fotos: Rodolfo Magalhães Iza lança Gueto, single que abre as portas para o seu mais novo álbum


Revista Febradisk #14 13 E la é dona de si e versátil. Se apresenta de cabelos loiros, negros, de dreads, lisos ou não, com a mesma facilidade de quem canta, compõe, julga, apresenta ou faz propaganda. Transita facilmente por diferentes gerações e classes sociais. Em sua voz, a potência de quem sabe o que quer e aonde quer chegar. Na alma e no corpo, a mesma beleza que carrega no nome. Ao todo, tivemos dois momentos com Iza. O primeiro, na coletiva de imprensa de lançamento do single Gueto, que abre as portas para o segundo álbum da artista. O segundo, só nosso, exclusivo e tão inspirador quanto a parceria da cantora com a Devassa. “Tem sido incrível essa parceria. É muito maravilhoso quando eu encontro parceiros tão musicais quanto eu. A Devassa está pensando em encontros e em como fazer a música chegar para as pessoas de uma forma diferente e criativa, e isso me estimula muito. É muito legal ter um parceiro que confia na sua ideia e quer fazer acontecer tanto quanto você. Minha relação com a Devassa é muito gostosa e a gente não vai parar por aqui. Demos início com essa ação com Gueto e estamos investindo em mais experiências para levar a música para o público. Eu vou fazer algo que eu sempre quis fazer, que é procurar pelo Brasil pessoas incríveis para colaborarem comigo e tendo essa coisa da periferia, dos subúrbios, considerando sim que a gente precisa abrir portas para essas pessoas, e eu acho que é sobre isso esse projeto, mostrar a cara da música brasileira”, enfatiza. Tivemos o prazer de conhecer a música e o clipe em primeira mão e logo tínhamos que saber de onde e como surgiu Gueto. E Iza foi direto ao ponto: “Gueto fala sobre a minha história e é uma forma de lembrar e agradecer por tudo o que aconteceu na minha vida. Escrevi essa música para mostrar o orgulho grande que eu tenho de onde eu vim e de tudo o que eu conquistei. Além disso, eu quero que as pessoas se sintam vaidosas de suas histórias e de serem quem são. É possível abrir as portas para o gueto e quero inspirar as pespor Flamarion Reis IZAbela Considerada uma das líderes mais influentes pela Times, e indicada ao Grammy ainda em seu primeiro disco, Iza solta a voz em entrevista exclusiva à Revista Febradisk e fala sobre Devassa, gueto, preconceito e carreira IZAbela


14 Revista Febradisk #14 “Por eu estar na televisão, o racismo fica, de certa forma, velado. E, através da música, da minha arte, quero ser uma voz ativa para mudar esse cenário. Então, a gente precisa se ver nos lugares para ter a certeza que podemos estar lá” Foto: Rodolfo Magalhães soas a fazerem aquilo que amam e a lutarem sempre pelos seus sonhos. Significa que sim, que brota ouro de onde eu vim e que a gente deveria ocupar mais espaços”, explica. Iza viveu em Olaria, subúrbio do Rio de Janeiro. Filha de pai militar e mãe professora, chegou a vender sanduíches para ajudar em casa. Em seu discurso é comum escutarmos muito sobre empoderamento feminino, aceitação do corpo, intolerância, homofobia e várias outras causas defendidas por ela. Mas como teria sido a sua infância? “Eu sei o quanto sofri com o racismo. Tive o privilégio de estudar em escolas particulares e era uma das poucas negras nas salas de aula. Com isso, eu cresci pensando que podia ter algo errado comigo. Hoje, as pessoas pensam antes de falar as coisas na minha frente, mas o racismo existe. Por eu estar na televisão, o racismo fica, de certa forma, velado. E, através da música, da minha arte, quero ser uma voz ativa para mudar esse cenário. Então, a gente precisa se ver nos lugares para ter a certeza que podemos estar lá. Quando eu digo ‘mãe, estou na Globo’, não é sobre a emissora, mas sim sobre eu estar lá, uma mulher negra. Eu comecei a cantar com 25 anos, só que eu canto a minha vida inteira. Por que eu só tive coragem com 25? Muito provavelmente, porque eu nunca me vi na televisão, quem eu via era completamente diferente de mim e chega uma hora que você acha que não dá. Eu lembro que quando eu lancei Pesadão, as pessoas ficaram falando muito que só tem negro no clipe e eu vou ficar colocando só negro até as pessoas pararem de comentar isso, até isso parar de ser anormal. O que eu quero dizer é que a gente tem essa obrigação de trabalhar essa ocupação também. Quando eu falo de contrato, não é só eu estar assinando, é sobre a mudança social que a empresa resolveu fazer dentro dela. Então, é você sempre saber para onde está indo e deixar sempre a porta aberta para que as pessoas possam ocupar e sentar à mesa com você também. O que eu quero dizer é que muitos dos que vieram antes de nós estão trabalhando a muito tempo para abrir as portas para a gente e agora temos que trabalhar para arregaçar essa porta e deixar ela aberta”, desabafa a cantora. O Brasil e o mundo se renderam a Iza. Não à toa que parte do curta em homenagem às raízes dela foi exibido na badalada Times Square, em Nova Iorque. Quem a viu ser indicada ao Grammy logo no primeiro trabalho também se surpreendeu. Mas Iza passou por algumas dificuldades e satisfações comuns a muitos jovens. “Eu trabalhava na publicidade, mas não estava feliz com o que eu fazia. Comecei a pensar no que eu queria para o resto da vida e a música foi a resposta. Larguei o trabalho, montei meu canal no Youtube e comecei a gravar vídeos de covers. Foi uma época difícil porque coincidiu com a separação dos meus pais e as finanças ficaram pesadas em casa. Mas minha mãe esteve sempre do meu lado, me incentivando. E então tive muitos momentos que eu senti que tudo valeu a pena. Entre eles, quando participei do Rock in Rio, ao lado


de Alcione, e quando eu vi meu primeiro disco pronto, aquela sensação de recompensa. A indicação ao Grammy foi uma loucura, eu não esperava que isso fosse acontecer com meu primeiro trabalho, mas fiquei feliz demais. Tudo isso só foi me dando mais força para seguir. A publicidade, sem dúvidas, me ajuda muito na carreira. Graças a ela eu tenho o aprendizado da edição, referências em vídeos e imagens, noção de marketing, assessoria de imprensa e tudo o que envolve a comunicação”, enfatiza. Quem vê essa mulher de 30 anos, cheia de charme, que assume palcos pelo país e acumula experiência como jurada no The Voice Brasil (Rede Globo) e apresentadora do Boa Música (Multishow), sequer imagina que ela confessa já ter sido tímida. Hoje, ela diz que aprendeu a lidar com isso. Outra coisa que nem sempre foi como é hoje diz respeito à vaidade. Creia: Iza assume que já teve vergonha do seu próprio corpo. “Eu sempre gostei muito de moda, gostava de desenhar modelos e quase cursei a faculdade. Aprendi a me vestir assim na feirinha de Olaria, e eu ia para lá nos finais de semana, me montava com as roupas para ir às festas. Quando eu era mais nova, tinha vergonha do meu corpo, do tamanho das minhas formas, mas com o amadurecimento a gente vai aprendendo a se gostar quando se olha no espelho. A Bianca Jahara, minha stylist, me ajudou a sofisticar meu olhar e a entender exatamente o que eu queria passar com as minhas roupas. Ela foi uma pessoa chave nesse processo de autoconhecimento do meu estilo. Escolhemos sempre tudo juntas, mandamos referências uma para a outra. Se antes eu me incomodava com as minhas formas, hoje eu entendo que eu não precisava da aprovação das pessoas para me sentir bonita ou poderosa”. Outra coisa que não passa despercebida é o quanto Iza é inquieta. Basta ligar a televisão que lá está Revista Febradisk #14 15 ela se apresentando, vendendo algo, entretendo as pessoas. Gueto foi feita durante a pandemia. E é claro que a gente não poderia deixar de perguntar como ela reagiu ao se deparar com uma interrupção em sua agenda tão concorrida, durante o período de isolamento social. “Quando eu comecei eu era muito ansiosa, sem saber o que as pessoas iam achar de mim, e durante essa pandemia eu entendi o quanto procrastinar e ter paciência comigo mesma foi importante para o meu trabalho criativo. As primeiras semanas foram bem difíceis. Eu estava uma pilha de ansiedade, mas a pandemia me ajudou muito a repensar sobre a minha vida, a forma de consumir, de viver, e tenho certeza que nunca mais serei a mesma. Eu já tinha decidido, no começo do ano passado, que depois de abril eu iria tirar uns meses fora dos palcos, para ficar mais com a minha família. E aí veio o coronavirus e me afastou dos dois. Acho que uma das coisas que eu mais enfrentei nesses últimos meses foram realmente a ansiedade e a insegurança. Por conta disso, comecei a fazer terapia e isso é um caminho sem volta. Entendi o quanto minha criatividade tinha sido abalada, perdi pessoas da minha família por conta da covid. Depois comecei a produzir mais, gravei muitas coisas em casa com o meu marido, que é produtor. Fiz música, desenhei muito. Aprendi a não romantizar a quarentena. Não é todo mundo que tem a oportunidade de vivê-la em casa e sou grata demais por ter isso. Entendi que a forma de me aproximar dos meus fãs, já que estamos fora dos palcos, era sendo eu de verdade. Compartilhei minhas inseguranças e, mesmo me protegendo nas redes sociais, pude mostrar um pouco do que estava acontecendo comigo. Acho que as pessoas entenderam que todo mundo está junto nessa, sentindo as mesmas coisas. Quando a gente está na estrada tem uma facilidade de esquecer os problemas, Cena do clipe Gueto, lançado por Iza em meio à pandemia


porque mesmo se eu não estivesse me sentindo bem, me achando uma farsa ou qualquer coisa parecida, tem gente sempre ali te aplaudindo, querendo te ver. E então você esquece as coisas, passa a ter a noção de que está tudo bem e vai trocando carinho com as pessoas. Na pandemia, chegou o momento que eu estava sozinha em casa, sem cílios postiços, sem aplique, sem unha postiça, só eu e o espelho. E eu tive que olhar para mim e me ver com todas as minhas inseguranças, com tudo aquilo que eu estava empurrando para debaixo do tapete. E todas as coisas que eu dizia para mim, na minha cabeça, o que eu pensava, sabe? Eu sempre fui a minha maior inimiga e durante a pandemia eu tive tempo para encarar esses monstros e tentar me curar disso e foi muito importante para o meu álbum, por exemplo, porque até eu conseguir me entender comigo mesma, eu não estava conseguindo compor, não estava conseguindo fazer nada. E agora está rolando, fico feliz”, fala Iza. Valeu a espera de meses por uma brecha na agenda de Iza. Mas, como ela mesma canta, entremos na roda e, com muita ginga, conseguimos. E cá estamos nós. A cultura popular das comunidades cariocas divide espaço com a ostentação em clipe de Iza “Quando a gente está na estrada tem uma facilidade de esquecer os problemas, porque mesmo se eu não estivesse me sentindo bem, me achando uma farsa ou qualquer coisa parecida, tem gente sempre ali te aplaudindo, querendo te ver” www.facchini.com.br


Foto: Rodolfo Magalhães Para encerrar, uma última pergunta. Dessa vez, sobre Iza ser referência para muitas jovens. E a cantora logo dispara: “Eu considero uma dádiva, uma bênção e um presente ser referência para tantas meninas. Me sinto muito feliz em inspirar e mandar mensagens que eu queria ouvir quando era mais nova. Eu falo de coisas que são da minha vivência e, falando sobre as minhas dores e as minhas vitórias, acredito que ajudo muita gente a ter coragem de quebrar barreiras. Sempre lembro a menina que eu era e a falta que eu sentia de me ver nos lugares e sou muito grata hoje pela música me proporcionar ser essa referência”, conclui. Chegada a hora de encerrar a nossa entrevista vibrando com o sucesso de Gueto, que até o fechamento desta edição já havia ultrapassado a marca de 13 milhões de acessos no Youtube e está entre as músicas mais tocadas nas rádios brasileiras. www.facchini.com.br


18 Revista Febradisk #14 No entanto, a solução para isso é a criação da chamada “empresa de gestão de patrimônio” ou “holding patrimonial”. Através dela, a sucessão por falecimento de um membro da família torna-se um processo muito mais simples e objetivo, com um custo infinitamente mais baixo, além de ser resolvido em poucas semanas, ao contrário das causas judiciais que se arrastam por anos no judiciário. Já quanto às questões tributárias, taxadas sobre compra e venda, doações e até mesmo na transmissão de bens em razão de falecimento, as empresas podem requerer a isenção de impostos, a exemplo daquele cobrado sobre a Transmissão de Intervivos (ITIV), tornando o custo fiscal reduzido de forma legítima e facilitando todo o processo. A estratégia abrange também soluções para a minimização dos riscos ao patrimônio, reestruturação societária, das questões relacionadas a herdeiros e sucessores e vem se apresentando praticamente como um novo segmento do direito onde estão concentrados princípios tributário, cível e societário. Mas atenção: não confunda a possibilidade de criar um ambiente mais seguro para acomodar o patrimônio quanto à redução dos riscos com as consultorias de blindagem patrimonial - estas não existem. Quanto a isso os empresários precisam ficar atentos para que não incorram, por exemplo, fraudes e execução ao credor. Com isso afirmo ser possível a gestão do patrimônio de forma legal, pouco onerosa e sem trazer prejuízos a credores, além da realização do planejamento tributário e sucessório de forma eficaz. Grupos familiares e empresariais têm buscado há anos soluções para minimização da carga fiscal, proteção patrimonial e soluções para um processo de sucessão menos oneroso e burocrático, de forma que o seu patrimônio não permaneça vulnerável a penhoras judiciais, bloqueios de bens e ativos financeiros, dentre outros mecanismos que a justiça busca para satisfazer créditos de ordem cível, trabalhista ou fiscal. Entretanto, o que a maioria não sabe, é que por meio de uma consultoria jurídica e contábil experiente pode-se encontrar soluções para problemas tributários, sucessórios e também para a proteção patrimonial. Os empresários vivem em uma órbita de “inferno obrigacional”, quando potenciais ameaças ao seu patrimônio são consideradas operacionais e, muitas vezes, ilegítimas. Nesta mesma esteira, sabe-se que o principal processo de sucessão no Brasil, conforme determinado na legislação vigente, acontece através do inventário, que é um processo moroso, oneroso e muitas vezes ineficaz. ARTIGO | JURÍDICO A gestão legal Gutemberg Barros Cavalcanti Advogado, especialista em Direito Tributário e Societário. Pós-graduado em Contabilidade. Sócio do Gutemberg Barros & Associados Freepik do patrimônio


Revista Febradisk #14 19 GESTÃO EM NOME DA MUDANÇA Conversamos com Paulo Vieira sobre dinheiro, poder, liderança, metas e relacionamentos. O resultado? Descobrimos a ferramenta capaz de mudar tudo para melhor eu chegasse à vida adulta cheio de problemas: um casamento fracassado, um negócio que não me sustentava, cheio de inseguranças, morando de favor na casa de familiares, chegando ao ponto de ter que dar o meu cachorro para um vizinho por não ter dinheiro nem para comprar ração para ele. Aos 30 anos sofri um grave acidente de carro, mas um livro e algumas ferramentas de coaching que chegavam ao Brasil naquela época, aliado à decisão de ter uma vida diferente, me fizeram buscar o conhecimento que me traria até aqui. Com isso, me aprofundei no Coaching, criei o conceito de autorresponsabilidade e passei a utilizá-lo de forma disciplinada na minha vida, e, graças a Deus, as coisas começaram a mudar. Hoje, por Flamarion Reis Coaching é uma ferramenta que vem ganhando cada vez mais destaque entre aqueles que querem uma mudança na vida pessoal e profissional. O sucesso dela, dentro e fora do corporativo, vem fazendo com que muitas pessoas passem a entender conceitos como autorresponsabilidade, crenças limitantes e reprogramação; além, é claro, de promover um crescimento exponencial de indivíduos e equipes, potencializar o foco e o alcance de resultados de forma melhor direcionada. Para entender mais sobre essa metodologia e o trabalho do Coach, fomos conhecer o Coaching Integral Sistêmico (CIS), programa de treinamento que já impactou mais de um milhão de pessoas pelo mundo. Lá conversamos com o seu criador e autor de diversos best-sellers, Paulo Vieira. Revista Febradisk - Quem é Paulo Vieira? Como foi a sua infância até se tornar o maior coach do país? Paulo Vieira - Eu fui uma criança muito amada e tive uma infância farta, pelo menos até os 15 anos, no Rio de Janeiro. Mas a minha família passou por grandes dificuldades financeiras. Isso, unido às interpretações de experiências que tive até os 12 anos, fizeram com que Paulo Vieira é um dos maiores nomes do Coaching no Brasil, já tendo atuado na formação de mais de um milhão de pessoas em todo o mundo Foto: Leandro Hercules


20 Revista Febradisk #14 acredito ser alguém que, de forma humilde, aprendi a prosperar, ao mesmo tempo que ajudo milhares de pessoas. Sou alguém que tem uma vida plena e equilibrada em todas as áreas e que deve tudo isso ao propósito e à missão que Deus colocou para mim. RF - Você criou o Método CIS. Qual a diferença dele para outras ferramentas de Coaching? PV - Costumo dizer que o Coaching tradicional já é uma ferramenta maravilhosa, mas que está muito mais ligado ao cognitivo e que, por vezes, prioriza uma área em detrimento de outras. No CIS, nós utilizamos o potencial do Coaching tradicional, acrescentando a ele a restauração emocional e das crenças em prol dos objetivos. E ele também é sistêmico, pois acreditamos que o ser humano é um sistema formado por 11 áreas: espiritual, parentes, conjugal, filhos, social, saúde, servir, intelectual, financeira, profissional e emocional; e que, para ser feliz e pleno verdadeiramente, é preciso estar bem em todas elas. RF - Você fala muito em poder. “O Poder da Ação”, “O Poder da Autorresponsabilidade”, “Poder e Alta Performance”, são alguns dos títulos dos seus livros. O que é poder? Como alcançá-lo? Ser líder é ter poder? PV - No Brasil, a palavra poder muitas vezes é vista como algo negativo. Porém, quando falo em poder, não estou falando de autoridade, cargos ou daqueles que mandam de forma arbitrária. Estou falando da capacidade de realização que está em cada um de nós. Assim, é importante que as pessoas certas e bem intencionadas estejam dispostas a conquistar o poder. Porque poder é ter a possibilidade de fazer algo relevante. Quando as pessoas certas têm poder político, por exemplo, sabemos que teremos uma nação próspera. Quando os homens e mulheres certos possuem o poder financeiro, sabemos que escolas serão erguidas, empregos serão gerados, e que o progresso acontecerá. Quando líderes bem intencionados têm o poder, construirão exércitos com propósito e missão. A questão não é o poder em si, e sim, quem o possui, e o meu trabalho e minha missão é conferir poder ao mesmo tempo que mudo as crenças e a estrutura emocional dos meus alunos, para que eles venham a ter o poder de mudar o mundo, tão necessitado de pessoas capazes de fazer o certo. RF - Como pequenos e médios empreendedores podem se tornar líderes de sucesso? PV - Ser um bom líder ou ter sucesso não tem a ver com poder e nem com o tamanho inicial da empresa que a pessoa tem. Para que pequenos e médios empreendedores se tornem líderes de sucesso, é preciso que eles comecem a trabalhar e desenvolver em si as competências e características das pessoas capazes de inspirar e conduzir outras pessoas ao resultado extraordinário. Segundo Jim Collins, o líder de mais alto nível é aquele que é tranquilo e não gosta de holofotes, é quieto e reservado, tem uma humildade genuína, possui determinação profissional e fé de que vai vencer. A isso, eu acrescento que, para ser um bom líder, é preciso oferecer uma visão instigante. Afinal, as pessoas seguem a visão do seu líder no intuito de chegarem a patamares mais elevados, com resultados positivos para si e/ou para o mundo. RF - Você tem um livro e um curso sobre como arrumar a vida financeira. A riqueza se cria? De qual forma? PV - O livro é Criação de Riqueza e trago nele conceitos, ferramentas e minha própria experiência com o objetivo de ajudar as pessoas a lidarem com o dinheiro e a alavancarem sua vida financeira. É possível criar riqueza eliminando ou transformando crenças, hábitos e comportamentos negativos que você tem em relação ao dinheiro e colocando em prática princípios e ferramentas que são comprovadamente eficazes no que diz respeito a lidar bem com ele. Obviamente que não se cria riqueza do nada. O trabalho diligente e o saber fazer dinheiro estão entre os princípios que citei anteriormente. Dentre os livros de Paulo Vieira, “O Poder da Ação”, “Foco na Prática” e “12 Princípios para uma Vida Extraordinária” Foto: Iris Oliveira


Revista Febradisk #14 21 RF - Coaching pode ser considerado um termo da moda? Quem deve fazer Coaching? Como ele pode ajudar na hora de arrumar um emprego e/ou empreender? RV - Acredito que o que está acontecendo é que as pessoas estão, cada vez mais, percebendo a necessidade de buscar conhecimentos, conceitos e ferramentas que as auxiliem a alcançarem seus objetivos. E como o Coaching é uma ferramenta extraordinária para esse propósito, acaba ficando realmente conhecido. Sobre quem deve fazê-lo, eu preciso citar Bodo Schafer, escritor alemão e orador bastante conhecido por seus livros a respeito de finanças, que diz: “toda pessoa extremamente rica ou bem-sucedida que eu já conheci teve um coach em algum momento da vida”. Portanto, o Coaching é para toda pessoa que deseja resolver definitivamente seus problemas, alcançar seus objetivos e/ou ser muito bem-sucedida. Com relação ao emprego ou empreendedorismo, o coaching funciona através do estabelecimento de metas e desenvolvimento de plano de ação, o que por si só já é capaz de ajudar a pessoa a conseguir um emprego ou empreender (e não qualquer emprego ou negócio fadado), pois ela terá à sua disposição ferramentas poderosas que lhe possibilitarão crescer e ser feliz, seja como pessoa física ou jurídica. RF - A pandemia aumentou o número de desempregados, fechou muitas empresas, ampliou o índice de endividamentos. Como sair dessa situação? PV - De fato, muitos postos de trabalho foram perdidos e muitas empresas sucumbiram devido à crise gerada pela pandemia do coronavírus. No entanto, preciso dizer que a única coisa certa na vida humana é o fato de que enfrentaremos crises. E já que ela é inevitável e recorrente, devemos sempre buscar formas de nos prepararmos. Acredito que agora é o momento de avaliar os danos, refletir e internalizar os aprendizados que podem ser tirados dessa situação e buscar os conhecimentos e ferramentas necessários para se reerguer, seja como pessoa física ou jurídica. O que quero dizer com isso? Para sair da crise, além de avaliar a situação e reunir os aprendizados, é preciso desenvolver suas habilidades, enxergar as oportunidades e partir para a ação. O momento não é fácil, mas outras crises certamente virão. Então, precisamos nos preparar, nos desenvolver e agir. RF - As redes sociais se popularizaram, mas como manter o foco no trabalho associando esses dois afazeres na rotina de todo cidadão? PV - Sim, as redes sociais são muito populares atualmente e se tornaram também instrumento de trabalho e divulgação. Muitas pessoas acabam me conhecendo hoje em dia por conta de vídeos no Instagram ou no Youtube, que foram recomendadas a elas por amigos, parentes ou pelo próprio algoritmo das redes sociais. O problema acontece quando essas redes, tão importantes e potencializadoras, se tornam um vício, uma pedra capaz de fazer você parar no meio do caminho rumo à realização dos seus sonhos. Dessa forma, costumo dizer que o primeiro passo é identificar o que está te distraindo, parando ou impedindo de realizar o que você deseja. Hoje nós estamos falando das redes, mas pode ser qualquer coisa. Comigo, anos atrás, era a televisão. Eu assistia filmes até tarde da noite como forma de lazer, mas isso começou a interferir na minha produtividade e a me impedir de dedicar tempo a outras áreas da minha vida. Depois de identificar isso, eu dei o “É possível criar riqueza eliminando ou transformando crenças, hábitos e comportamentos negativos que você tem em relação ao dinheiro”


2222 Revista Febradisk #14 segundo passo, que é a decisão sobre fazer diferente. Em seguida, passei a agir para que isso não acontecesse mais: me planejei, eliminei a distração da minha vida tirando a televisão do quarto e me disciplinei para me dedicar ao que era realmente importante para a minha vida e para a realização dos meus objetivos. RF - O que são Crenças Limitantes e como superá-las na vida pessoal, financeira e profissional? PV - Para te responder, eu preciso dizer primeiro que crença é toda programação mental (sinapses neurais) adquirida como aprendizado durante a vida e que determina os comportamentos, as atitudes, os resultados, as conquistas e a qualidade de vida de uma pessoa. Por sua vez, as Crenças Limitantes são programações mentais negativas que limitam o potencial de realização e prosperidade da pessoa. Para superá-las, é preciso reprogramar essas crenças, fazendo com que parem de limitar, paralisar ou impedir o seu crescimento. E isso é totalmente possível por conta da plasticidade neural, que é a capacidade do cérebro desenvolver novas conexões sinápticas entre os neurônios a partir da experiência e do comportamento do indivíduo, o que possibilita a criação de novas crenças. E sobre isso, eu preciso dizer que eu tenho orgulho de ter desenvolvido o Método CIS, que tem como objetivo justamente ajudar as pessoas a reprogramarem as suas Crenças Limitantes para terem uma vida mais plena e feliz. E isso tem impactado milhões de pessoas ao redor do globo. RF - Você afirma que qualquer um pode ser rico. Como fazê-lo? Ser rico importa? É melhor ter coisas ou viver coisas? PV - Sim, eu de fato acredito que qualquer um pode ser rico, mas riqueza não acontece por acaso e trata-se de uma mentalidade. Portanto, é preciso que a pessoa reprograme as suas crenças financeiras e coloque em prática conceitos, ferramentas e comportamentos que comprovadamente a ajudarão a fazer, ter e multiplicar o dinheiro. Quanto à pergunta “Ser rico importa?”, eu te digo que quanto mais prósperos nós somos mais podemos ajudar outras pessoas, fazer a diferença no mundo. Nos meus treinamentos, eu falo bastante disso, inclusive, sobre um estilo de vida baseado no “Crescer e Contribuir”, no qual a pessoa cresce financeiramente e, ao mesmo tempo, contribui com a comunidade, com as pessoas, com o mundo. Portanto, ser rico importa, e muito, nesse sentido. Além disso, ter coisas e viver experiências pode gerar sentimentos de realização, plenitude e felicidade. Por isso, as duas coisas são importantes e, consequentemente, o dinheiro também o é. É preciso que as pessoas tenham essa mentalidade de que o dinheiro é bom e realmente importa. A forma como as pessoas utilizam o dinheiro é que pode ser boa ou má. Além disso, o ruim é que as pessoas amam e idolatrem o dinheiro, mas ele em si é quem possibilita que você viva experiências maravilhosas, com as pessoas que mais importam para você. Para finalizar, nós nunca devemos esquecer que a maior prosperidade e riqueza de uma pessoa é a família, a harmonia nos relacionamentos, a saúde, a espiritualidade, a boa convivência com o outro. Em 2020, Paulo Vieira alcançou a marca de 3 milhões de livros vendidos Foto: Elton Daniel “A maior prosperidade e riqueza de uma pessoa é a família, a harmonia nos relacionamentos, a saúde, a espiritualidade, a boa convivência com o outro”


Revista Febradisk #14 23 ARTIGO | TECNOLOGIA “Empresários que investem em tecnologia buscam não só maior eficiência na lucratividade, mas também em sua qualidade gerencial” Alercio Guerra CEO da Estratex Consultoria. Contador especialista em Planejamento Estratégico. Consultor independente do Sebrae e Mentor do Programa Gestão de Vendas 4.0 Freepik Dinâmica Osetor de alimentos e bebidas, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA), processa 58% de toda a produção agropecuária do país e representa o maior segmento da indústria da transformação brasileira. É também o maior gerador de empregos, com 1,68 milhão de postos diretos de trabalho, em mais de 37,7 mil empresas. Assim como no setor de alimentos, a inovação tecnológica possui uma forte influência nos resultados do setor de bebidas, impactando positivamente na produtividade do negócio e, principalmente, na redução de custos do processo produtivo e até em sua logística. O investimento em tecnologia para as distribuidoras de bebidas deve ser um processo contínuo, pois é ela quem facilita o gerenciamento de estoque; monitora a equipe comercial; auxilia na roteirização das entregas, garantindo um frequente abastecimento dos pontos de venda, que cada vez mais reduzem o armazenamento de mercadorias e apostam na eficácia das revendas para não deixar faltar produtos para o consumidor final. Empresários que investem em tecnologia buscam não só maior eficiência na lucratividade, mas também em sua qualidade gerencial. A velocidade da informação gera agilidade nas tomadas de decisões, minimiza falhas e acaba impactando positivamente na qualidade da vida empreendedora. O mercado tem valorizado empresas que buscam apresentar soluções inovadoras para uma carteira de clientes, proporcionando não só a venda do produto, como entregando soluções de valor para que eles alcancem os melhores resultados. Por fim, concluímos com a melhor notícia: com toda essa revolução tecnológica acelerada e com a pandemia da covid-19, o acesso a essas ferramentas ficou cada vez mais fácil e com um investimento ainda mais baixo, estando acessível a qualquer tipo de negócio, até mesmo aos de pequeno porte. Algumas delas, inclusive, estão no mercado gratuitamente, bastando ao empresário apenas ter sede de conhecimento. tecnológica para revendas


por Mila Loureiro PERFIL 24 Revista Febradisk #14 LAGO AZUL Tendo frase de Steve Jobs como referência, a Lago Azul cresce no interior de São Paulo, através do valor da família, da motivação dos colaboradores e do fortalecimento da parceria com o Grupo HEINEKEN Brasil Com quatro unidades, a Lago Azul Distribuição atende 128 municípios no interior de São Paulo Há mais de 40 anos, Alcides e João Luiz Bilieiro iniciaram uma pequena empresa em Jundiaí (SP), onde pai e filho atuavam no mercado de multimarcas. Alguns anos depois, os empresários se destacaram por vender uma grande quantidade de Itubaína, chamando a atenção do empresário Nelson Schincariol para o negócio, que viria a se tornar exclusivo da marca. Mais tarde, já sob a gestão de João Luiz e a sua esposa, Fátima, a Lago Azul Distribuição viu o lançamento da primeira cerveja Schincariol, o que a levou a adquirir outras três distribuidoras. Já em 2008, João Bilieiro, filho do casal, assumiu a gestão da revenda, tendo sempre seu pai como ídolo maior e a sua mãe como a grande inspiração da sua vida. “Desde pequeno, acompanho o sonho e o trabalho dos meus pais dentro da distribuidora e pude me tornar uma pessoa apaixonada pelo que faço. Costumo dizer que na minha mamadeira continha Itubaína e não leite” (risos), destaca João Bilieiro. Com o passar do tempo, João vem conseguindo cumprir com a missão de levar soluções inteligentes para os seus parceiros, através da venda, armazenagem, transporte e execução de excelência e responsabilidade das marcas que representa, bem como consolidar a Lago Azul como a melhor opção em distribuição para as inDistribuição


Lago Azul Distribuição apresenta os seus números Revista Febradisk #14 25 “Desde pequeno, acompanho o trabalho de meus pais dentro da distribuidora e pude me tornar uma pessoa apaixonada pelo que faço”. 154 veículos atendem 128 municípios 300 colaboradores 35.000 hectolitros* Área de atuação com cerca de 4.775.000 habitantes Acreditando que “o sucesso sem sucessor é fracasso”, João e Juliana preparam seus filhos para os negócios da família dústrias de bens de consumo. Para isso, ele considera a disciplina, o protagonismo, a paixão, a inovação e a ética como valores primordiais, além de: “resiliência, perseverança e bom humor, sempre aliado a um time extremamente competente, disciplinado e apaixonado tanto quanto eu, é o que faz com que a Lago Azul se reinvente, diversifique e cresça de forma sustentável”, explica o empresário. Atualmente, com unidades nas cidades paulistas de Jundiaí, Piracicaba, Marília e Presidente Prudente, a empresa totaliza 300 colaboradores e uma frota com 154 veículos, que atendem 128 municípios, além de estimar, com a integração do portfólio, a distribuição de 35 mil hectolitros de bebidas até dezembro deste ano. A grande conexão do empresário com a família se estende ao casamento de quase 20 anos com Juliana de Cássia e os seus três filhos: João Victor, Pedro Henrique e Júlio Cesar. “Nossa família é muito unida e tudo o que temos e somos é fruto do nosso trabalho, união, amor e paixão. Agradeço todos os dias a Deus por tê-los ao meu lado”, conclui João Bilieiro. Trabalhando cerca de 12 horas por dia, João se inspira em uma frase de Steve Jobs: “Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu iria querer fazer o que estou prestes a fazer hoje? E sempre que a resposta for não por muitos dias seguidos, eu sei que preciso mudar alguma coisa”. O empresário explica que todos os dias se faz esta pergunta e, a partir da resposta, ele desenvolve uma motivação avassaladora por empreender e superar os desafios impostos no segmento ao longo dos anos. “Iniciamos a nossa parceria com uma empresa 100% familiar, depois passamos a nos relacionar com uma empresa de cultura Japonesa e agora pertencemos à HEINEKEN, uma empresa com a cultura e valores nos quais a Lago Azul Distribuição se identifica e acredita muito”, conclui Bilieiro.


CULTURA FILME Joy: o nome do sucesso O filme de David O. Russell conta a história real da inventora americana Joy Mangano (Jennifer Lawrence). Nele, a protagonista é uma mãe solteira que vive com os seus dois filhos, a mãe (Virginia Madsen), a avó (Diane Ladd) e o ex-marido (Edgar Ramírez). Mesmo tendo sido uma criança prodígio, com várias ideias, Joy tem uma vida difícil, marcada pela saída de seu pai (Robert De Niro) do lar, o que a deixa com a responsabilidade de cuidar da casa e da família. Mesmo com muitas dificuldades financeiras, Joy retoma a sua vida de inventora após cortar-se em um copo quebrado e desenvolve um prático esfregão para auxiliar na limpeza doméstica. Após garantir a produção e a distribuição do seu invento, o que não é nada fácil sem o apoio da própria família, Joy torna-se uma grande empresária, chegando à presidência da Ingenious Designs. Freepik 26 Revista Febradisk #14 Do Mil ao Milhão Thiago Nigro O livro ensina os três pilares para atingir a independência financeira: gastar bem, investir melhor e ganhar mais. Baseado na própria experiência como investidor do autor, a obra mostra que a riqueza é possível para todos, desde que o leitor esteja disposto a aprender e a se dedicar. R$29,90 LIVROS Empatia Assertiva Kim Scott O livro é um guia para os líderes exaustos pelo trabalho de gestão. Ele mostra na prática como ter sucesso sem perder o lado humano no ambiente corporativo, encontrando um sentido no trabalho e criando um ambiente onde as pessoas vão poder apreciar o que fazem. R$69,90 AGENDA Horário: 14h às 22h Local: A definir, Ribeirão Preto-SP Inf: sympla.com.br Festival de Cerveja Artesanal Data: 14/11/2021 Horário: 12h às 22h Local: Iate Clube Pirajú, Piraju-SP Inf: sympla.com.br/1-festival-de-cerveja-artesanal-de-pirajusp__787872 Eventos sob a responsabilidade de seus executores. Outubro Slow Brew Brasil Data: 9 e 10/10/2021 Horário: 14h às 0h Local: Estância M.Luiza Bonella, Jardinópolis-SP Inf: https://www. slowbrewbrasil.com. br/home/ Novembro Ipa Day Brasil Data: 13/11/2021


Revista Febradisk #14 27 ASíndrome de Burnout é um distúrbio emocional associado ao estresse laboral crônico e esgotamento físico que envolve a exaustão emocional. Quando o indivíduo percebe uma sobrecarga de trabalho que evolui para fadiga, irritabilidade e ansiedade, ele tem o seu interesse e responsabilidade pela função reduzidos, ocasionando atitudes impessoais e distanciamento emocional, bem como baixa realização profissional e insatisfação quanto ao próprio desempenho, o que gera sentimentos de incompetência e baixa autoestima. Outros sintomas dessa síndrome são insônia ou sonolência excessiva; dores de cabeça e muscular frequentes; pressão alta; falta de apetite; alterações gastrointestinais e de humor; ou déficit de concentração. De acordo com a International Stress Management Association, em 2018, estimava-se que 32% dos trabalhadores no Brasil sofriam de Burnout. E, segundo dados da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, entre 2017 e 2018, houve um aumento de 114,80% no fornecimento de auxílio-doença em decorrência da síndrome. Sendo assim, pode-se considerar esta condição um problema social relevante, por estar vinculada a elevados custos pessoais e organizacionais por absenteísmo; queda na produtividade; acidentes de trabalho; riscos ocupacionais; custeio de tratamento de saúde; contratação e treinamento de novos profissionais; e por gerar incapacidade total para o trabalho. Embora não haja condutas especificas para a prevenção da Síndrome de Burnout, sugere-se como medidas para a redução do estresse no ambiente de trabalho a adoção de condições que visem o bem-estar do profissional, seja através do trabalho home office, flexibilização de horários, gerenciamento da própria agenda e cumprimento dos descansos cabíveis. A manutenção de uma atmosfera agradável, com paredes e pisos em cores claras, uso de divisórias baixas para separar ambientes, a promoção de treinamento cognitivo-comportamental associado a técnicas de relaxamento físico e mental, além de hábitos de vida saudáveis, como a prática regular de atividade física, boa higiene, satisfação do sono, alimentação balanceada e disponibilidade para o lazer, estão entre as formas de cuidado necessárias para se evitar a doença. Ao suspeitar de Síndrome de Burnout é fundamental que o trabalhador busque o apoio de um psiquiatra e/ou psicólogo, por esses serem os profissionais indicados para diagnosticar e orientar o tratamento da doença. Na contramão do esgotamento Taís Prado Teixeira Médica, graduada pela Universidade Federal da Bahia “Pode-se considerar esta condição um problema social relevante, por estar vinculada a elevados custos pessoais e organizacionais” ARTIGO | SAÚDE Freepik


ARTIGO | FINANÇAS 28 Revista Febradisk #14 As leis 10.637/02 e 10.833/03 estabelecem em seus artigos primeiro que a base de cálculo, respectivamente, do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) é a receita total auferida pela empresa. Com isso, o Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS), por estar embutido no preço do produto, era considerado pela Receita Federal como faturamento, compondo a base de cálculo dos aludidos tributos. Os contribuintes inconformados travaram uma verdadeira guerra no judiciário, ingressando com inúmeras ações questionando a constitucionalidade da referida cobrança, visto que o ICMS não é uma receita da empresa, e sim do Estado, significando que o contribuinte pagava PIS e Cofins sobre o faturamento de terceiros. Em março de 2017, o Superior Tribunal Federal (STF) fixou o entendimento de que o ICMS deveria ser excluído da base de cálculo do Pis e do Cofins. Entretanto, apenas em 13/05/2021, os efeitos da decisão foram modulados, pondo fim à discussão que há anos se arrastava no judiciário, ao julgar, em sede de embargos de declaração, a Resolução 574.706. Assim, restou estabelecido que o ICMS a ser deduzido do faturamento da empresa é o destacado na nota fiscal e que os efeitos da exclusão retroagem para 15/03/2017, data do julgamento que fixou a tese. Como a decisão tem repercussão geral, todos os contribuintes do país optantes pelo lucro real ou presumido, independentemente de terem ajuizado ou não ação, possuem hoje uma ferramenta legal para economizar e recuperar tributos pagos indevidamente. Ademais, para aqueles que não propuseram o litígio, o termo inicial para reaver os pagamentos indevidos se dá em 15/03/2017, e para quem o fez, retroage a cinco anos anteriores a sua propositura. Por meio do Parecer SEI nº 7698/2022_PGFN-ME, a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) se posicionou apresentado orientações preliminares, o que levou a Receita Federal a publicar nova versão do Manual da EFD Contribuições, com o critério de cálculo e o instrumento administrativo para formalizar o pedido de restituição ou compensação dos valores recolhidos a maior. Dessa maneira, a partir da modulação dos efeitos, os Contribuintes já podem fazer o recolhimento mensal do PIS e da Cofins pelas novas bases, evitando a bitributação que ocorria ao se cobrar os referidos tributos sobre o ICMS. O que gera economia e menores custos para as empresas, sobretudo para as distribuidoras de bebidas, bares, restaurantes, e todas aquelas outras que sentiram fortemente a redução do seu faturamento em decorrência da pandemia. O ICMS e a nova base de cálculo Patrícia Medeiros Dias Advogada, contadora especialista em Perícias Contábeis Judiciais e Extrajudiciais. É sócia da Medeiros Dias Perícias Contábil e Financeira e do Grupo Inova Consultoria. Acumula experiência como perita de juízes, assistente técnica de escritórios de advocacia, como consultora e assessora contábil para empresas e professora universitária Freepik do PIS e da Cofins


Bolinho de Revista Febradisk #14 29 Quem nunca comeu os tradicionais bolinhos servidos nos botecos brasileiros levanta a mão. Duvido que tenha alguém que não o tenha feito. Mas, e o bolinho de feijoada. Já provou? O tradicional prato típico brasileiro ganhou essa roupagem pelas mãos da chef carioca Kátia Barbosa e logo se popularizou. Segundo ela, a sua origem foi por tentar imitar o seu pai, que fazia bolinhos de feijão, GASTRONOMIA Bolinho de Feijoada INGREDIENTES: Massa - 4 xícaras (chá) de feijão preto cozido; - 2 tabletes de caldo de bacon; - 1 colher (sopa) de óleo; - 2 dentes de alho picados; - 1 cebola; - 1/2 xícara (chá) de farinha de mandioca; - 2 colheres (sopa) de salsa picada. Recheio - 1/2 colher (sopa) de óleo; - 1 dente de alho; - 1/2 maço de couve picada; - 1 pitada de sal. farinha e arroz para comer com as mãos. Mas como ela havia acrescentado calabresa e carne à receita de feijão da sua mãe, o sabor remeteu mais a feijoada. E é a receita desses bolinhos que esta edição da Revista Febradisk traz para você preparar em casa junto com os amigos. Hoje, o prato é bem popular em todo o Brasil e harmoniza com o típico amargor de uma Heineken bem gelada. Prove aí! Foto: DIV/receitanestle.com.br Montagem - 1 xícara (chá) de farinha de trigo; - 2 ovos batidos; - 1 xícara (chá) de farinha de rosca; - 1/2 xícara (chá) de óleo. MODO DE PREPARO: Para a massa, bata o caldo e os grãos do feijão no liquidificador, junto com os tabletes de caldo de bacon picados. Aqueça o óleo, doure o alho e a cebola picados, junte o feijão e, acrescente a farinha de mandioca aos poucos, mexendo sempre até formar uma massa homogênia. Coloque a salsa e espere esfriar. Hora de preparar o recheio. Para ele, use uma frigideira para aquecer o óleo e dourar o alho. Acrescente a couve e o sal e deixe refogar por cinco minutos. Para montar os bolinhos, porcione a massa em formatos redondos, fazendo uma cova ao centro, que será preenchida com a couve refogada. Depois, é só fechá-los, passar cada um deles na farinha de trigo, no ovo e na farinha de rosca, e fritá-los até que fiquem dourados. Coloque-os em um papel-toalha para secar o óleo, e sirva para os amigos. Sirva a porção acompanhada de uma Heineken bem gelada.


30 Revista Febradisk #14 Foto: José Cordeiro/Turismo TURISMO Quando se fala em São Paulo, logo se pensa em grandes arranha-céus. Mas a maior cidade brasileira vai muito além do turismo de negócios MegalMegal


lópole lópole Conhecida como Cidade Concreto, São Paulo vai além do turismo de negócios e mostra que a Terra da Garoa também tem suas belezas em meio ao caos Basta pensar em São Paulo para imaginarmos gente por todos os lados, avenidas repletas de carros e aquele corre-corre típico das grandes cidades. Mas bastou desembarcarmos no maior centro econômico do país para descobrirmos muito além de arranha-céus, tecnologia de ponta, poluição e muitos túneis. Sim, a nossa visita foi em meio ao caos da cidade mostrado pela televisão, mas com um outro propósito que não o turismo de negócios: conhecer o outro lado da moeda da cidade com o maior Produto Interno Bruto do Brasil. Antes do embarque, uma lista de lugares que não poderíamos deixar de apreciar nessa excursão com o objetivo de ver São Paulo com outros olhos, por outro ângulo. Desde os extensos e prazerosos parques, como o Ibirapuera, que nos proporcionam manhãs de cooper, a uma nova tatuagem em uma das lojas undergrounds existentes nas curvas da Galeria do Rock, que, diga-se de passagem, tem um terraço com uma vista esplenderosa da cidade. Nada pode faltar nessa viagem. É claro que as tradicionais compras na Rua 15 de Março e o japa, na Liberdade, também estão na programação. Então, fique de olho também no que descobrimos desses lugares e que estão nos destaques dessa matéria (Veja os boxes das páginas 29 e 31), além dos fatos curiosos do zoológico paulista (veja box da página 28), que já teve Revista Febradisk #14 31 por Flamarion Reis


Acima e à esquerda, a Avenida Paulista. Muita gente acha que ela acaba na Consolação, mas ela segue de forma mais estreita e como mão única O Aquário de São Paulo possui quatro milhões de litros de água que mantém vivos animais de várias espécies Abaixo, o famoso Mercado Municipal e o Museu de Arte de São Paulo I naugurado em 1858 com 400 animais, o Zoológico de São Paulo, localizado nas proximidades do riacho do Ipiranga, onde foi proclamada a Independência do Brasil, hoje conta com mais de 3.200 bichos e recebe cerca de 1,5 milhão de visitantes todos os anos. Além do Zoológico, o espaço abriga o Zoo Safari, uma reserva de Mata Atlântica e o Jardim Botânico, que juntos formam o Parque Nacional das Fontes do Ipiranga. Nele, o espaço destinado às girafas possui um pé-direito de oito metros de altura e os pinguins ficam em um espaço com ar-condicionado a 24ºC. Ao todo são servidos cinco mil quilos de comida, mas o número que mais impressiona é o que elegeu o rinoceronte Cacareco vereador da capital: 100 mil votos. O lugar tem animais e histórias, como a do rinoceronte vereador Zoológico de São Paulo 32 Revista Febradisk #14 Foto: José Cordeiro/Turismo um de seus animais eleito vereador, em 1959, com aproximadamente 10% dos votos válidos da época. Hoje, o esqueleto dele fica exposto no Museu de Anatomia Veterinária da Universidade de São Paulo (USP). Mesmo querendo fazer um passeio mais atípico, é impossível ir a São Paulo e não passar pela Avenida Paulista. Ela que, foi construída quando a cidade tinha apenas 65 mil habitantes, foi a primeira a ser asfaltada em toda a América Latina e hoje recebe 1,5 milhão de pessoas por dia. É lá que em meio aos prédios empresariais estão importantes espaços, como o Centro Cultural Fiesp e, entre os 110 museus do lugar, o de Arte Moderna (Masp), que abriga um acervo inigualável e ainda com peças nunca antes expostas. Foi num projeto para artistas iniciantes desse museu, inclusive, que a então desconhecida Daniela Mercury teve a sua primeira projeção nacional. Mas o show para cerca de 300 transeuntes, no sol do meio-dia, fora suspenso. O motivo? Vinte mil pessoas foram à Paulista e a cidade parou. Lembro até do jornal começando: “Boa noite. Uma baiana para São Paulo”. Por falar nessa baiana “arretada”, Sampa, como é conhecida, é formada basicamente por nordestinos. Segundo o Censo de 2010, 2,3 milhões de pessoas migraram para São Paulo. Então, visitar o Centro de TradiFoto: José Cordeiro/Turismo Foto: José Cordeiro/Turismo Foto: José Cordeiro/Turismo Foto: José Cordeiro/Turismo


Esse pedacinho da Terra do Sol já foi conhecido como bairro da Pólvora, em 1754. Lá, escravos fugitivos eram enforcados e estava situado o primeiro cemitério público da cidade. Recebeu o nome de Liberdade devido à morte de um soldado por cobrar os atrasados à Coroa Portuguesa. Dizem ainda que foi lá que D. Pedro conheceu Domitila. Além da excelente gastronomia, entre os atrativos do bairro estão: o Jardim Oriental, o Mitsudomoe desenhado ao chão, o Torri de boas-vindas e as famosas lanternas Suzuranto. O bairro, que é centro cultural nipônico, já abrigou italianos, portugueses e escravos Liberdade Revista Febradisk #14 33 Foto: José Cordeiro/Turismo ções Nordestinas faz parte de todo passeio por lá. Só guarde um lugarzinho no estômago para se deliciar com o sanduíche de mortadela e com o pastel de bacalhau do Mercado Municipal, além das deliciosas pizzas que você encontra em cada esquina. Aproveite também para conhecer os 15 mil m² do aquário da cidade. No espaço, que totaliza quatro milhões de litros de água, animais de diversas espécies podem ser apreciados com toda a segurança. No mesmo dia aproveitamos para visitar os museus do Futebol e da Imigração. Já vimos que em São Paulo tem andanças para turistar à vontade, não é? Mas e aquelas aventuras que a gente tanto gosta? Podemos começar pelo recém-inaugurado Sampa Sky. O espaço foi inspirado em um atrativo de Chicago e está localizado no 42º andar do Mirante do Vale, prédio mais alto de São Paulo. Será que o medo está apenas nos primeiros passos? São 700m², todo de vidro, e que oferece uma vista 360º da cidade. Mas se a sensação for de pânico, sem abrir mão da vista, todos os caminhos te levam ao Terraço Itália, onde você pode desfrutar de um restaurante ou de um piano bar, a 165 metros de altura. Foto: José Cordeiro/Turismo Mais de cem museus, como o do Futebol (foto ao lado), colocam São Paulo como a cidade com maior oferta cultural da América Latina


34 Revista Febradisk #14 Hora de pegar o carro e partir para uma outra São Paulo. Fica bem ali pertinho, no extremo sul da cidade, a 30 km do centro. Nosso destino? O Polo de Ecoturismo de Palheiros. O local reúne diversas opções de lazer voltadas para diferentes públicos, de todas as idades, em uma área de preservação ambiental, que abrange os distritos de Palheiros, Grajaú e Marsilac e vai até a Serra do Mar. Lá fizemos algumas trilhas, como a de sete quilômetros às margens do rio Capivari, que leva para a cachoeira de Marsilac, onde se pode fazer boia-cross, stand-up paddle, rafting, tirolesa, arvorismo, montain bike, cicloturismo e rapel; e até à queda d’água do Sagui, que apesar de menor nos permite apreciar rastros de animais como antas, onças e jaguatiricas no caminho. Descobrimos também, na área rural conhecida como Colônia, uma cratera de 16 milhões de anos, feita por um meteoro. Entre as curiosidades que a norteiam, está o seu tamanho: 3,6 quilômetros de diâmetro e 300 metros de profundidade. Quer passear pelo Polo de Ecoturismo de São Paulo? O passeio exige agendamento prévio e é realizado com toda a segurança necessária aos visitantes. Nele, inclusive, Foto: José Cordeiro/ Turismo O Polo de Ecoturismo oferece diversas atrações, como trilhas, arvorismo e stand-up paddle é servido um almoço com pratos caseiros bem gostosos. Pena que durou pouco. Como tínhamos algumas poucas horas a aproveitar na capital paulista, sentimos pela primeira vez aquela sensação do estresse da qual julgamos ter as pessoas de Sampa City. Afinal, como todo viajante que se preza e gosta do lugar, sempre queremos conhecer mais que o programado. Adotamos, ainda que momentaneamente, a Foto: José Cordeiro/ Turismo A arquitetura do Theatro Municipal mistura os estilos Renascentista, Barroco e Art Nouveau


Revista Febradisk #14 35 O preço baixo e a diversidade de produtos fazem da 25 de Março a rua mais popular de São Paulo desde os tempos das enchentes do rio Tamanduateí, em 1850, que obrigavam os comerciantes a venderem a um baixo custo as mercadorias que se salvavam dos alagamentos comuns no local. Hoje, a rua recebe em média 400 mil pessoas/dia (desses 60 mil trabalhadores da região) e fica ainda mais cheia às terças-feiras, quando sacoleiros de todo o país a visita. Para se ter uma noção da sua dimensão, nela há aproximadamente três mil estandes, 350 lojas e mais de dois mil camelôs. Também é lá que encontra-se um dos metros quadrados mais caros da capital paulista, tendo inclusive ultrapassado os preços de outras ruas famosas como a Avenida Paulista e a Oscar Freire. Os preços baixos foram provenientes das constantes enchentes Rua 25 de Março Foto: José Cordeiro/Turismo A Ponte Estaiada tem 138 metros de altura e suas duas pistas sustentadas por 144 cabos Foto: José Cordeiro/ Turismo correria típica de lá. E a nossa parada incluiu mais visitas, como a que fizemos ao parque Villa Lobos e ao histórico Theatro Municipal, claro! Neste último, há um bar no subsolo que carrega toda a essência das construções das tabernas de 1911. Vale conferir. Valeu aquela passada rápida pela Ponte da Estaiada, a única no mundo com duas pistas conectadas a um mesmo mastro, e, mesmo chegada a hora de partir, saímos de lá com a certeza que voltaremos para reuniões, congressos e afins, mas que olharemos a cidade por outra perspectiva: a de muitos negócios a fechar, mas com muita diversão a cumprir.


INFORME PUBLICITÁRIO | LINKEDBY 36 Revista Febradisk #14 Atualmente, o custo logístico tem uma grande representatividade, tanto no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, com cerca de 12,7%, segundo afirma a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), quanto na média de 11,73% da receita das empresas em atuação no país, conforme dados da Fundação Dom Cabral (FCD). Sabemos também que um bom processo logístico é essencial para muitas empresas e um dos pontos- -chave para setores como o de distribuição de bebidas, pois quanto mais assertivo e eficiente ele for, maiores serão os resultados e a satisfação dos clientes de cada revenda. Percebendo a necessidade do mercado em garantir cada vez mais um serviço de qualidade, o Grupo Pioneira no país, ferramenta atende toda a operação de picking de forma digital por Mila Loureiro solução digital de gestão para revendas LinkedBy lança LinkedBy fez grandes investimentos na Startup EasyPallet, primeira solução digital conhecida no Brasil que abrange toda a operação de picking, de ponta a ponta, substituindo papéis e planilhas por uma tecnologia capaz de auxiliar na completa gestão dos Centros de Distribuição. Através dessa nova ferramenta é possível o uso de coletores, tablets ou smartphones na montagem e conferência de paletes, bem como no controle de indicadores e relatórios em tempo real. O EasyPallet também permite o acompanhamento das Key Perfomance Indicator (KPI), que são essenciais para tomada de decisões estratégicas na gestão. (Confira mais benefícios da ferramenta na página 38). “A solução engloba todo o fluxo da operação de picking, desde a montagem de paletes até a liberação dos veículos. Nele, um complexo algoritmo de ordenação tem a capacidade de dividir os produtos em paletes e entregar aos montadores a melhor ordenação para montagem e conferência de cada um deles”, destaca Douglas Bermeijo, CEO da LinkedBy. A Lippaus Distribuidora de Bebidas, localizada em Cariacica, no Espírito Santo, foi a primeira revenda as-


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38 Revista Febradisk #14 sociada à Federação Brasileira das Associações dos Distribuidores dos Produtos HEINEKEN Brasil a testar a novidade: “O que antes era complexo, com o uso do papel, se tornou descomplicado com a ferramenta que já está em uso na Lippaus. A revenda aceitou testar a solução digital da LinkedBy e toda a equipe da distribuidora de bebidas já está usufruindo dos benefícios da tecnologia EasyPallet”, frisa Douglas Bermeijo. O Grupo LinkedBy se destaca no cenário nacional por trazer sempre novas tecnologias para ampliar resultados e aumentar o desempenho e a eficiência dos trabalhos realizados pelas distribuidoras, sobretudo as ligadas ao setor de bebidas, que representam grande parte da parcela de clientes da holding que, dentre outras empresas, é a detentora da Control Informática, especializada em oferecer soluções nas áreas de logística, vendas e mobilidade. No portfólio da LinkedBy também são oferecidos produtos voltados para aplicações de controle de manutenção e gerenciamento de frotas, como o Fleetcom; um sistema de roteirização e otimização de entregas, o PathFind; aplicativos como o CashDriver, que permite monitorar as entregas e a prestação de contas e pagamentos por meio de débitos, créditos e PIX; e o painel web de gestão online de entregas PathTracker. Benefícios do EasyPallet Padronização das montagens dos paletes Redução dos erros de montagem Redução dos erros de conferência Redução da curva de aprendizagem dos novatos Aumento de produtividade Aumento no nivel de gestão Economia de insumos Redução do impacto ambiental Melhor distribuição da carga nos veículos, visando maior estabilidade e dirigibilidade do veículo, evitando gastos com desgaste prematuro de pneus; degradação de molas e amortecedores; danos à suspensão, aumento do consumo de diesel Redução de avarias nas cargas Otimização das descargas dos produtos nos pontos de vendas, para quem usa o roteirizador de entregas PathFind


ESPECIAL | REFRIGERAÇÃO de respeito por Mila Loureiro Fomos descobrir como fazer a cerveja chegar ao consumidor na temperatura certa. Resultado: encontramos bons equipamentos, marcas consolidadas e tecnologia de ponta. Leandro Spaniol, gerente de marketing da Zero Grau Revista Febradisk #14 39 R etornável, long neck, lata ou na boa e velha caneca. O que importa é a qualidade do conteúdo, que também deve estar estupidamente gelado. Afinal, já estamos nas estações mais quentes do ano, e, com o número de casos da covid-19 declinando, somado ao avanço da vacinação em todo o país, é grande a expectativa da população para aproveitar os dias de calor socializando com os amigos, a família e, claro, com muita cerveja. Para não deixar ninguém frustrado, um bom sistema de refrigeração, que garanta a temperatura certa da bebida, é fundamental. Para isso, é essencial saber escolher um bom refrigerador ou uma boa chopeira. Vamos começar entendendo a principal diferença entre os dois? O refrigerador deixa o chope gelado por inteiro, além de favorecer a manutenção e preservação do produto dentro do prazo de validade. Por sua vez, a chopeira, permite que a bebida tenha


40 Revista Febradisk #14 a sua temperatura alterada na serpentina. Nesse caso, para uma alta vazão, o líquido leva mais tempo para alcançar a temperatura ideal. No entanto, a escolha entre um e o outro vai depender da quantidade do público a ser atendido e das variedades de chope que precisam ser servidos a partir do mesmo local. Qual deles é a melhor opção? Bem, tudo depende da intenção de uso. “Saber o tipo de produto que será armazenado e o local de utilização são informações que influenciam diretamente na escolha do equipamento ideal”, pontua o diretor comercial da Fricon, Arthur de Souza e Sá. Entenda mais sobre a chopeira A chopeira pode ser tanto a gelo quanto elétrica. Esta última é indicada para uso em eventos e reuniões com mais pessoas, onde o fluxo de tiragem será mais intenso. Dentro delas tem uma unidade condensadora elétrica que movimenta a refrigeração, normalmente por serpentinas e/ou placas frias, que transferem o frio para o chope. Nelas a bebida sai quente ou pré-resfriada do barril e chega bem gelada na torneira. As chopeiras elétricas têm capacidade de gelar mais líquido em menor tempo. Já as chopeiras com sistema a gelo são mais limitadas, indicadas para pequenas reuniões, com até 10 pessoas. A serpentina que gela o chope é um circuito que fica imerso em gelo e a transferência do frio ocorre por esse contato. Nessa troca de temperaturas, do calor para o frio, o gelo derrete e a água que fica por ali pode não estar tão gelada. Uma das vantagens desse sistema é a portabilidade, pois como não precisa de energia para funcionar, o equipamento pode ser levado a qualquer lugar. Pequenos detalhes: qualidade da torneira faz diferença É preciso estar atento aos atributos das torneiras, porque elas controlam a mistura e a pressão exercida pelo gás carbônico no barril, determinando a velocidade do fluxo, o que interfere na qualidade final da bebida. No mercado, as torneiras reconhecidas como de melhor qualidade são as belgas e as italianas, por possuírem alta qualidade de fabricação e uso, bem como baixa manutenção. Mas, para o chope ter sempre a mesma qualidade, é fundamental que a limpeza das linhas e das torneiras seja feita periodicamente. “Sem a limpeza regular, os resíduos de cerveja podem ir se acumulando e deixar o cenário perfeito para o crescimento de mofo”, explica Leandro Spaniol, gerente de marketing e produto da Zero Grau, empresa que atua há 26 anos com equipamentos para fabricação e conservação de gelo, caixas térmicas de linha profissional, barracas e tendas, além de minicâmaras e câmaras frias para o resfriamento e conservação de alimentos e bebidas e equipamentos para exposição e consumo desses produtos. De cima para baixo, Arthur de Souza e Sá, diretor da Fricon, e Larissa Cataldo, designer industrial da Metalfrio “Sem limpeza regular, os resíduos de cerveja podem ir se acumulando e deixar o cenário perfeito para o crescimento de mofo”


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42 Revista Febradisk #14 Eficiência Energética Aumentar a eficiência energética dos equipamentos é uma preocupação do setor. Um dos pontos mais relevantes é a condição de circulação de ar do estabelecimento, na parte onde ficam instaladas as unidades dos equipamentos. Motores em locais com pouca ventilação tendem a esquentar o ambiente, consumindo mais energia de forma direta e de forma indireta, fazendo com que o ar-condicionado trabalhe para resfriar o ambiente e ainda retire o calor gerado pelos motores dos equipamentos refrigerados. Existe um equilíbrio necessário para beneficiar a climatização do ambiente e o bom funcionamento da condensação dos equipamentos. Também é fundamental a manutenção periódica e a limpeza de cada uma das unidades das chopeiras, bem como do radiador que faz a troca do calor com o ambiente. Outro cuidado que pode ser tomado é com relação à revisão de toda a condição elétrica do estabelecimento, pois só com ela podemos evitar a sobrecarga dos condutores elétricos e dos dispositivos de proteção que alimentam os equipamentos de refrigeração. Para além da redução do custo dos donos de bares, restaurantes e demais estabelecimentos com energia elétrica, a eficiência energética é uma pauta importante, também, por conta da responsabilidade das empresas em minimizar os impactos ao meio ambiente. Esta, por exemplo, é uma preocupação da Metalfrio. “Nós utilizamos componentes de última geração em nossos equipamentos, que passam periodicamente por testes, entregando produtos de alta eficiência em consumo e desempenho”, realça a designer industrial da empresa, Larissa Cataldo. Manutenção Preventiva O conjunto de tarefas para manutenção inclui a higienização das linhas de chope, revisão das torneiras e extratoras, ajuste de pressão de CO2/N2, ajuste de temperatura de extração, checagem de concentração de glicol e limpeza de condensador. Outras dicas preventivas incluem a priorização da limpeza do condensador; a aferição das borrachas das portas com frequência; a correta regulagem para que o funcionamento do equipamento aconteça de maneira correta e cada vez mais eficiente e, o mais difícil, que é evitar a abertura excessiva das portas. Novas tecnologias em desenvolvimento Você já ouviu falar em minicâmara para gelar cervejas? A novidade será fabricada pela empresa Tropical Equipamentos. Nelas serão utilizadas chapas galvanizadas, pintura eletrostática epóxi e isolamento em poliuretano de alta densidade. “O degelo será a gás quente, o que possibilita maior rendimento e “Um dos nossos menores equipamentos tem capacidade de armazenar até 12 barris de chope, de 50 litros por vez, podendo ser instaladas nas paredes desse equipamento até 12 torneiras” Irio Rudi Krapp, gerente comercial da Tropical Equipamentos, e, embaixo, Wilson Junior, gestor de pós-venda da Memo


Revista Febradisk #14 43 menos gasto de energia”, explica Irio Rudi Krapp, gerente comercial da Tropical. Todas as minicâmaras gelam a sua capacidade em 24 horas, podendo comportar entre 30 e 150 caixas de cerveja, cada uma delas com 24 unidades de 600ml. A empresa também está testando um sistema de integração da câmara fria com um celular pré-cadastrado, assim, o usuário terá todas as informações da câmara através do seu próprio aparelho telefônico. O uso de equipamentos de refrigeração com inúmeras torneiras de chope em um mesmo espaço, com capacidade de servir inúmeras variedades e estilos do produto ao mesmo tempo, também é destaque no quesito tecnologias em desenvolvimento. “Com os mais diversos nomes como Tap House, Tap Station, Growler Station, etc, os bares estão se especializando cada vez mais em chope especial e artesanal”, destaca Leandro Spaniol, da Zero Grau. “A nossa empresa produz equipamentos para este uso específico. Um dos nossos menores equipamentos tem capacidade de armazenar até 12 barris de chope de 50 litros por vez, podendo ser instaladas nas paredes destas chopeiras até 12 torneiras para servir estilos diferentes do produto”, conclui. Novos Horizontes para o setor Como falamos no início desta reportagem, espera-se para breve o fim da pandemia e o reaquecimento do setor de refrigeração. Otimista, Wilson Junior, gestor de pós-vendas da Memo, revela que a empresa enxerga um mercado cheio de possibilidades e oportunidades de crescimento. “Em meio à fase de pandemia, procuramos trabalhar muito forte com nossos clientes a parte de relacionamento, onde nossa equipe comercial manteve contato com eles não somente para venda de produtos, mas de forma muito especial, para estreitar as relações”, conclui. Fornecedores de Refrigeração FRICON: Com mais de 45 anos de atuação, a indústria de refrigeração comercial é flexível e adaptativa às demandas do mercado. Busca sempre novas soluções e tecnologias, oferece um atendimento personalizado aos clientes e qualidade nos produtos e serviços. O compromisso com o cliente e com o meio ambiente são os pilares da corporação. MEMO: Oferece produto e atendimento diferenciados, atuando fortemente no atendimento comercial e pós-venda, buscando sempre proporcionar aos clientes soluções rápidas e produtos de qualidade. METALFRIO: Pioneira no mercado de refrigeração comercial, possui tradição e experiência de mais de 60 anos garantindo produtos de qualidade e robustez, adequados para aplicação comercial. Usa a inovação como pilar para o seu desenvolvimento, além de unir tecnologias de ponta e tendências das grandes indústrias de alimentos e bebidas do mundo. TROPICAL EQUIPAMENTOS: Empresa focada na excelência, em produzir equipamentos de ponta e que superem as expectativas do cliente. Possui um atendimento diferenciado e personalizado; entrega os produtos com frete CIF (pago pelo fornecedor do produto), o que garante mais comodidade e economia para o cliente. ZERO GRAU: Destaca-se quando o assunto é refrigeração comercial. No setor, oferece ao cliente uma grande diversidade de produtos e um serviço exclusivo e personalizado a cada cliente. Entre os seus objetivos, estão a busca por novas tecnologias, a valorização das pessoas e a oferta de produtos que deixem a vida mais prática e divertida.


44 Revista Febradisk #14 Bastou chamar para Sidney Magal dar a cara no The Masked Singer Brasil (TV Globo) e fazer o país reviver seus maiores sucessos como cantor TE ACHEI Foto: Julianna Torres Revista Febradisk - Cantar ou atuar? Quem é Sidney Magal e como o tempo o fez se reinventar? Sidney Magal: Cantar, com certeza. Atuar é uma delícia, mas nada se compara com a troca de energias que eu tenho em cima do palco com meu público. O artista, especialmente o cantor, vive do aplauso, do calor humano, o que não acontece muito atuando, exceto em musicais, peças teatrais, mas na televisão não tem esse feedback instantâneo, por isso que eu sempre me dediquei aos palcos. O Sidney Magal é o mesmo Amante Latino que começou sua carreira há 55 anos, já o Sidnei de Magalhães com certeza evoluiu com o tempo e se tornou um ser humano mais compreensível e com uma vontade imensa de viver e curtir o tesão que é a vida. A lição mais importante que eu tive foi nunca ter forçado as coisas. Eu sempre fui daqueles que falam: ah, deixa rolar... então, naturalmente, os ciclos se iniciam e se encerram, daí eu acho que vem a reinvenção. Entre um e o outro, eu me permito conhecer coisas novas, pessoas, ritmos e diferentes formas de entregar arte, obviamente, dentro da minha proposta e com todo o meu amor desde a primeira vez que eu decidi que o palco seria minha profissão. RF - Roupas rasgadas pelas fãs no auge da carreira, uma ambulância para chegar aos shows. Como você percebia tudo isso e se relaciona com a fama? Como é a sua relação com os fãs nos dias atuais? SM: Eu nunca planejo ou forço situações, então sempre que estou no meio de algo bem sinistro, como sair por um buraco na parede de um shopping em plena inauguração, na Bahia, por exemplo, eu paro e penso: caraca, eu sou um artista idolatrado por uma legião de pessoas, aí cai realmente a ficha. Eu nunca me deixei envaidecer pela fama e quando eu chego no local de fazer o show, eu cumprimento desde o motorista, o segurança, as camareiras, até o dono da casa, contratante, os fãs... pra mim o que importa são as pessoas e não o cargo ou profissão que elas ocupam. Então, desta forma eu sempre consegui ter uma relação de muito respeito e carinho com meus fãs. Eu nunca fui desmoralizado, nunca fui xingado ou agredido por nenhum deles. Algumas vezes senti um aperto aqui, outro ali, algumas realmente se exaltavam e puxavam meus cabelos, rasgavam minhas roupas, mas nunca passou disso. Todos chegam contando histórias da infância, da mãe, tia, ou avó, de maridos que morriam de Me chama que eu vou Ícone de várias gerações, Sidney Magal já gravou 18 discos e atuou em mais de 25 filmes, novelas e seriados


Revista Febradisk #14 45 ciúmes das esposas, dos churrascos de família que a lei máxima é tocar Sandra Rosa Madalena, e assim o contato realmente fica muito prazeroso. É uma troca sempre verdadeira. Eu faço coisas que qualquer ser humano normal faz, vou à padaria, ao açougue, ao supermercado, e as pessoas quando me reconhecem ficam atônitas, justamente por ter essa impressão que o artista é um Deus e que é inacessível ao grande público. Então, eu acabo sendo prova que é possível levar uma vida normal, mesmo com a fama lhe fazendo parar 300 vezes na fila da padaria para fazer uma selfie. Inclusive adoro (Risos). RF - Quem não sai da sua playlist? E da nova geração da música brasileira, o que você gosta? Como percebe a música dos dias atuais? SM - Diana Ross, Stevie Wonder, Michael Jackson, The Beatles são alguns dos clássicos, mas tenho me permitido conhecer uma garotada nova e que está utilizando muito bem o espaço que a internet permite para pulverizar novos talentos. Antigamente era um pouco mais difícil, pois para estourar uma música ou um artista novo, tinha que primeiro ser de interesse das gravadoras ou dos empresários, que dominavam a cena. Hoje não. É mais fácil alcançar legiões de pessoas, milhões de visualizações, através da internet, e isso de uma certa forma deu voz e vez a grandes talentos que, em outros tempos, talvez não tivessem a oportunidade. RF - Você lançou um CD em 2017 pela passagem dos 50 anos de carreira. O que podemos esperar de Sidney Magal para os próximos anos? Quais os novos projetos? SM - Depois de longínquos quase dois anos sem pisar num palco, com certeza um grande show, seguindo todos os protocolos, lógico, será o primeiro projeto. Mais pra frente temos um documentário biográfico chamado Me Chama que Eu Vou, o filme musical, Meu Sangue Ferve por Você, contando a história de amor com a minha esposa Magali; ensaiando, talvez algumas palestras... quem sabe? Sei que estamos com todo gás para voltar a fazer o nosso povo ter mais esperança. A arte salva, a música toca corações, estamos em dias tão densos que, por muitas vezes, uma bela canção já nos faz respirar diferente, então esse é o meu desejo, que através da minha voz eu consiga voltar a fazer o povo brasileiro ter mais calor no coração e esperança por dias melhores. “Eu sempre fui daqueles que falam: ah, deixa rolar... então, naturalmente, os ciclos se iniciam e se encerram, daí eu acho que vem a reinvenção. Entre um e o outro, eu me permito conhecer coisas novas” RF - Você é de uma época de gravadoras, vinil... como é a sua relação hoje com as plataformas digitais, com esse jeito novo de lançar músicas e com os veículos de comunicação nos dias atuais? SM - É essa democratização que permite aos artistas produzirem seus trabalhos de maneira mais independente e desperta um novo momento no mercado da música. Obviamente que a indústria favorece a quem tem bala na agulha para investir em anúncios de redes sociais, por exemplo, que geram milhões de visualizações e, antes, isso era muito difícil em tão pouco tempo. Antigamente, os programas de televisão e de rádio eram os meios de se fazer com que o nosso trabalho influenciasse pessoas. Hoje, basta um perfil e um usuário do outro lado para que fortes conexões sejam criadas, porque nas redes sociais as pessoas se interessam muito mais sobre o estilo de vida, do que propriamente sobre o trabalho de um determinado artista. Eu confesso que essa é mais uma reinvenção que estou a encarar. Hoje eu tenho uma relação de muito respeito por toda a imprensa, e na internet estou percebendo a presença de um público bem mais jovem, que foi influenciado por mães, tios, avós, e eles sempre compartilham bons momentos em que a minha voz estava ali presente e sendo um presente. Tenho Facebook, Instagram, e volta e meia estou por lá dando uma espiada e me divertindo com tantas histórias. Foto: Julianna Torres Aos 71 anos, Sidney Magal prepara dois filmes e uma turnê comemorativa pelos 55 anos de carreira


46 Revista Febradisk #14 BOTECANDO Da minha janela é possível ver o apartamento dele que, para mim, foi muito mais que um amigo. Antônio, Tonho, Totonho, Toinho ou simplesmente Miúdo. Sim! Ele era conhecido por sua baixa estatura, seu tamanho franzino e seu cérebro gigante. Ele também era chamado de Presidente do boteco onde eu o conheci. Foram anos de amizade, conversas fiadas, papos sérios, olhares de admiração, conselhos... sempre na mesma mesa, ocupando a mesma cadeira, o copo meio cheio, duas cervejas antes do almoço, outras tantas após a siesta. Depois ele sentava ao volante do seu velho Ford Ka ao qual chamava de baratinha, e ia embora dizendo: “Até amanhã, Flá”. Era um Maluco Beleza. Seu humor oscilava entre aqueles que insistiam em manter uma amizade com ele a contragosto dele. Com exceção de mim, Dany, Kelly e Mayana. Como ele mesmo dizia, éramos os filhos que ele não teve. Sua rotina incluía a leitura do jornal de cabo a rabo, que ele mesmo dizia pegar emprestado do dono da mercearia ao lado do bar e a quem ele emprestava a sua revista semanal; a fazer palavras cruzadas, para manter a cabeça em pleno funcionamento; a contar histórias da sua rotina no saudoso trabalho que exercia e tanto se orgulhava, na Companhia das Docas. Lembro do dia que ele se empolgou e ficou até tarde comigo no boteco. Conversando, contando as suas histórias, como o dia em que foi posto para fora da sua própria casa de praia por um desconhecido e a da inauguração de um supermercado atacadista que ele foi a convite de um amigo e se sentiu na obrigação de adquirir algo, mas o quê? Então, comprou um fardo com cem quilos de sal. Nesse dia o bar fechou e nós ficamos do outro lado da rua, dentro do carro, ouvindo música até quatro horas da manhã. “Toca Raul!” Ele dizia ao me apresentar diversas músicas do rockeiro de quem ele era fã. Entre um gole e outro da sua cerveja preferida, uma barrufada do seu cigarro aceso com o fósforo que carregava junto ao maço, no bolso da camisa surrada, vários discursos amigos. Tonho era um homem de poucas palavras e muito assunto, nada vaidoso, mas que chamava a atenção pela inteligência de quem debatia economia, política... Ele tinha uma “velha opinião formada sobre tudo”, e era uma enciclopédia ambulante de dar inveja a qualquer buscador na internet. Rede essa que ele fazia inúmeras críticas. Ele odiava a tecnologia e, até quando o seu celular tocava - que era quase nunca, ele já resmungava: “quem perturba?” Ele adorava descobrir pela voz quem estava cantando no som do bar. De música em música, de papo em papo, a nossa amizade cresceu. Tivemos ao certo algumas chateações que logo se resolviam. Uma única que não. Foi o dia em que eu perguntei como ele estava e ele respondeu de imediato, cantarolando: “com a boca escancarada cheia de dentes, esperando a morte chegar”. Tendo ouvido isso, resmunguei sem sequer imaginar que aquela seria a última vez, o último encontro. Lembranças que não voltam mais Flamarion Reis Comunicólogo, publicitário, mercadólogo. Editor e cronista da Revista Febradisk e do Tabuleiro Publicitário. É da UP! Conteúdo Criativo. Com MBA em Marketing e Branding. Recebeu o título de Comendador em Comunicação Integrada e o Prêmio Qualidade Brasil, pelo Instituto Brasileiro de Liderança. Escreve eventualmente para veículos de todo o país. Pinterest


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