CRaevistalendário Ano XIII - Edição CF
Dízimo 2021
“Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor”
“Cristo é a nossa paz:
do que era dividido fez uma unidade” (Ef 2, 14)
NOVIDADES! Revista Calendário 2021
Ano XIII - Edição CF
Meus amigos e minhas amigas!
Com alegria comunico que tudo o que aprendi ao longo dos últimos trinta e dois anos, Produção e Coordenação
Editora A Partilha Ltda.
estou disponibilizando em cursos através de duas plataformas digitais.
Arte
Cursos para: Cursos para: Aristides Luís Madureira
Secretários (as); Agentes da Pastoral do Dízimo;
Conselho de pastoral; Marcos Miziara
Conselho econômico. Paróquias e dioceses;
Fiéis interessados no tema. Conselho Editorial
Saiba mais em: Pe. Hélio Soares
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Aristides Luís Madureira
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Marcos Miziara
Editorial
O ano que passou será lembrado como o ano da pandemia causada pelo corona vírus. Um tempo
di cil em que a humanidade se deparou com sua realidade frágil e vulnerável. Apesar de tudo, também
podemos dizer que foi um ano em que a humanidade foi mais humana visto, que durante muitos meses a
solidariedade e a compaixão foram as únicas vacinas contra todas as incertezas.
Entramos 2021 esperançosos por dias melhores, cientes de que os desafios ainda nos espreitam, mas
com a força e resiliência de um povo que sabe por onde iniciar a jornada para a superação. É com este espírito
que ilustramos a capa dessa edição, com a imagem de uma garota brincando com uma pipa. Ela nos ra do
isolamento social, nos inspira segurança, nos projeta às minorias e nos torna mais inclusivos. Cristo é nossa
paz... é para todos e todas, não para um grupo que se autodenomina escolhido. Do que era dividido fez a
unidade. (Ef. 2,14). É sob esse lema que a Campanha da Fraternidade nos conduz ao longo desse ano.
A comunidade cristã tem papel fundamental para esse momento em que vivemos. Por isso, trazemos
como conteúdo para essa revista reflexões e sugestões de boas prá cas, para que a Igreja, em seus espaços:
Celebra vo – Forma vo – Geográfico e Virtual, seja o tão sonhado Lar de Deus, como nos exorta Papa
Francisco sobre nossas paróquias. Na contracapa colocamos uma imagem de Nossa Senhora das Graças,
recordando-nos que a Mãe de Deus e nossa está atenta e não desiste de seus filhos e filhas.
Janeiro Fevereiro
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
6 13 20 28 1 2 1 2 3 4 56
Santa Maria São Basílio e Mc 5, 1-20 Apresentação Mc 6, 1-6 Mc 6, 7-13 Santa Águeda São Paulo Miki 4ª SC
Nm 6,22-27 São Gregório do Senhor e comps.
3456 7 I Jo 2,22-28 78 Ml 3,1-4 10 11
Gl 4,4-7 Jo 1,19-28 Santa Mc 6, 14-29 Mc 6, 30-34
Epifania Lc 4,14-22a Lc 2,16-21 Jo 7,1-4.6-7 Hb 2,14-18 Escolástica N. Sra. de
9 I Cor 9,16-19.22-23 Lc 2, 22-40 Lourdes 12 13
14 8
Jo 3,22-30 Mt 1,29-39 Mc 6,53-56 9 Mc 7,24-30
Mc 1,40-45 Lc 5,12-16
Is 60,1-6 Mt 4,12-17. Mc 6,34-44 Mc 6,45-52 16 14 15 Mc 7,1-13 Mc 7,14-23 18 Mc 7,31-37 Mc 8, 1-10 5ª SC
Ef 3,2-3a,5-6 23-25 21 15
12 13 Mc 2,13-17 16 17 19 20
Mt 2,1-12 11 Santa Inês Mc 2,1-12 Carnaval Cinzas
23
10 Mc 3,7-12 22
Batismo Jesus Mc 3,20-21
28 Mc 3,13-19
1ª SC Is 42,1-4.6-7 Mc 1, 14-20 Mc 1,21b-28 Mc 1,29-39 30 Lv 13,1-2.44-46 Mc 8,11-13 Mc 8,14-21 Jl 2,12-18 Lc 9,22-25 Mt 9,14-15 Lc 5,27-32 6ª SC
At 10,34-38 São Tomás 29 I Cor 10,31-11,1 II Cor 5,20.6,2
Mc 1,7-11 18 19 20 de Aquino Mc 4,35-41 22 23 Mt 6,1-6.16-18 25 26 27
Mc 4,21-25 Mc 4,26-34 Mc 1,40-45
17 Cátedra 24 Mt 5,20-26 Mt 5,43-48
21 de Pedro
2ª SC ISm 3,3b-10,19 Mc 2,18-22 Mc 2,23-28 Mc 3,1-6 IPd 5,1-4 Mt 6,7-15 Lc 11,29-32 Mt 7,7-12 1ª SQ
ICor 6,13c-15a, Gn 9,8-15 Mt 16,13-19
25 26 27 I Pd 3,18-22 11 19 27
17-20 Conversão de Timóteo e Tito Mc 1,12-15 4
Jo 1,35-42 Paulo Mc 4, 1-20
3ª SC 28 2ª SQ
24 At 9,1-22 II Tm1,1-8
Mc 16,15-18 Lc 10,1-9 Gn 22,1-2.9a,
Jn 3,1-5.10 10-13.15-18
ICor 7,29-31 Rm 8,31b-34
Mc 1,14-20
Mc 9,2-10
31
4ª SC Mc 1,21-28
A partilha solidária nos
identifica pelo amor e nos
assemelha ao mestre Jesus.
Aristides Luís Madureira
Março
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
123456
São Casimiro
Lc. 6, 36-38 Mt 23,1-12 Mt 20,17-18 Lc 16,19-31 Mt. 21,33-43. Lc 15,1-3.
45-46 11-32
7 8 9 10 11 12 13
3ª SQ Ex 20,1-17 Lc 4,24-30 Mt 18,21-35 Mt 5,17-19 Lc 11,14-23 Mc 12,28b-34 Lc 18,9-14
I Cor 1,22-25
15 16 17 18 19 20
Jo 2,13-25 São José
Jo 4,43-54 Jo 5,1-16
4ª SQ 14 Jo 5,17-30 Jo 5,31-47 II Sm 7,4-5a. Jo 7,40-53
22 23 12-14a.16
II Cr 36,14-16. 24 Rm 4,13.16-18.22 27
19-23 Jo 8,12-20 Jo 8,21-30 Mt 1,16.18-21.24a
Jo 8,31-42 Jo 11,45-56
Ef 2,4-10 29 30 25 26
Jo 3,14-21 31 Anunciação do
5ª SQ Jo 12,1-11 Jo 13,21-33. Senhor
21 36-38
Is 7,10-14; 8,10
Jr 31,31-34
Hb 5,7-9 Hb 10,4-10 Jo 10,31-42
Lc 1,26-38
Jo 12,20-33
6ª SQ 5 13 21 28
28
Ramos Mt 26,14-25
Mc 15, 1-39
O QUE SIGNIFICA
O NOVO NORMAL
COMO ISSO AFETA NOSSAS PARÓQUIAS
Nos ú ltimos meses cunhou-se, em funçã o do enorme E será sempre assim daqui por diante? Mesmo com a
impacto social proveniente da pandemia causada disponibilizaçã o de vacinas, algumas prá ticas serã o
pelo Covid19, o termo 'novo normal'. O que isso quer assimiladas formando uma nova cultura nos setores
dizer e porquê ? Se estabelece como padrã o ou da saú de e vigilâ ncia sanitá ria entre nó s. Perguntas
normal o que é acordado para o bem do que é continuarã o a ecoar entre as pessoas como: todo ser
comum ou 'como um'. Medidas preventivas como humano tem direito a á gua tratada, e a saneamento,
uso de má scaras; disponibilizaçã o de á lcool gel em pois sã o essenciais para a vida. Porque milhõ es de
lugares de luxo social; higienizaçã o de lugares pessoas continuam sendo negligenciadas? E impe-
pú blicos e privados com maior regularidade; rativo que todos tenham acesso, pois descobrimos
distanciamento de ao menos 1,5 m entre as pessoas; que estamos conectados enquanto indivı́duos.
evitar aglomeraçõ es; lavar as mã os com á gua e Aprendemos que nã o estamos seguros em nossas
sabã o e evitar tocar o rosto com as mã os sujas. Esses casas se nosso vizinho nã o tiver seus direitos
sã o alguns dos elementos inseridos em nosso assegurados.
cotidiano com o objetivo de nos assegurar a sobrevi-
vência, de modo especial à s pessoas do grupo de Pertencemos a uma comunidade cristã , é nossa
risco, como os idosos, as pessoas com diabetes e responsabilidade ajudarmo-nos mutuamente.
outras comorbidades. Empatia – Corresponsabilidade – Engajamento sã o
as virtudes para que logremos êxito diante dos
Toda essa movimentaçã o afeta diretamente nossas novos desa ios.
paró quias. Primeiro pelo elevado nú mero de
pessoas idosas e com comorbidades que delas
participam; depois, porque é comum que nos
reunamos para vá rios ins, como: formaçã o, festejos,
celebraçõ es entre outros, e que agora se encontram
sob medidas restritivas. Ou seja, há um novo normal
para ser assimilado e vivido por todos nó s, iéis
cató licos. E nem é preciso dizer que devemos ser
exemplo transformador para a sociedade, assim, sob
nenhuma desculpa, seja de ordem econô mica,
polıt́ ica, religiosa ou mera discordâ ncia de opiniã o,
podemos deixar de cumprir e aprimorar padrõ es de
comportamento que deem a necessá ria segu-
rança aos iéis.
Aristides Luís Madureira
Ail Maio
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
4 11 20 27 1 2 3 3 11 19 26 1
Is 61,1-3a. Paixão do Mc 16,1-7 Trabalho
6a.8b-9 Senhor São José
Ap 1,5-8 10 Operário
Jo 18,1-19,42
45 6 7 Lc 4,16-21 234 5 6 7 Jo 14,7-14
9 S. Filipe e
Páscoa Jo 20,11-18 Lc 24,13-35 8 S. Tiago Menor Jo 15, 1-8 Jo 15, 9-11 Jo 15,12-17 8
1ª SP At 10,34a.37-43 Mt 28,8-15 13 14 Lc 24,35-48 Jo 21, 1-14 Mc 16,9-15 At 9,26-31 I Cor 15,1-8 12 13 14 Jo 15,18-21 5ª SP
I Cor 5,6b-8 I Jo 3,18-24 Jo 14,6-14 Jo 14,27-31a
Jo 20,1-9 12 15 16 17 Jo 15,1-8 Jo 16,12-15 N. S. Fátima São Matias 15
At 1,15-17.
11 9 10 11 19 Jo 16,16-20 Jo 16, 23b-28
Dia das Mães 20-26
2ª SP At 4,32-35 Jo 3,1-8 Jo 3,7b-15 Jo 3,16-21 Jo 3,31-36 Jo 6,1-15 Jo 6,16-21 At 10,25-26. Jo 16,5-11 20 Jo 15,9-17 22 6ª SP
I Jo 5,1-6
Jo 20,19-31 19 20 21 22 23 24 34-35.44-48 21
18 Tiradentes I Jo 4,7-10
Jo 15,9-17 Jo15,26-16,4a
16 17 18
Ascensão do
Senhor
3ª SP At 3,13-15.17-19 Jo 6,22-29 Jo 6,30-35 Jo 6,35-40 Jo 6,44-51 Jo 6,52-59 Jo 6,60-69 Mc 16,15-20 Jo 16, 29-33 Jo 17,1-11a Jo 17,11b-19 Jo 17,20-26 Jo 21,15-19 Jo 21,20-25 7ª SP
I Jo 2,1-5a
Lc 24,35-48 26 27 28 29 30 23 24 25 26 27 28 29
São
4ª SP 25 Jo 10,1-10 Jo 10, 22-30 Santa Catarina Jo 14, 1-6 Pentecostes Mãe da Igreja Mc 10,28-31 Felipe Néri Mc 10,46-52 Mc 11,11-26 Mc 11,27-33 8ª SP
de Sena At 2,1-11
At 4,8-12 Jo 19,25-34 Mc 10,32-45
I Jo 3,1-2 Jo 12, 44-50 Jo 13, 16-20 I Cor 12,3b-7.
Jo 10,11-18 12-13 31
Jo 20,19-23
30
Ssma. Trindade
Dt 4,32-34.39-40 Lc 1,39-56
Rm 8,14-17
Mt 28,16-20
O dízimo não é imposto ou taxa.
É uma atitude CHAVE que nos
dá acesso aos mistérios do
ˮ ‘bem comum’.
Aristides Luís Madureira
JunˮhoDom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
123 4 5
São Justino Corpus Christi
Mc 12,35-37 São Bonifácio
Ex 24,3-8 9ª SC
Hb 9,11-15 11 Mc 12,38-44
Mc 14,12-16.
Mc 12,13-17 Mc 12,18-27 22-26 Sag, Coração 12
de Jesus
6 7 8 9 10 Im. Coração 10ª SC
José de de Maria
Gn 3,9-15 Anchieta
II Cor 4,13-18 Mt 5,1-12
Mt 5,13-16 Mt 5,17-19 Mt 5,20,26 Jo 19,31-37 Lc 2,41-51
5,1 14
Mc 3,20-35 15 16 17 18 19
13
Ez 17,22-24 Mt 5,38-42 Mt 5,43-48 Mt 6,1-6. Mt 6,7-15 Mt 6,19-23 Mt 6,24-34 11ª SC
II Cor 5,6-10 16-18
Mc 4,26-34 21 22 24 25 26
23
20 João Batista Mt 8, 1-4 Mt 8, 5-17
Mt 7, 15-20 Natividade
Jó 38,1.8-11 Mt 7, 1-5 Mt 7, 6. 12-14 24 12ª SC
II Cor 5,14-17 30 Is 49,1-6
28 29 At 13,22-26
Mc 4,35-41 Mt 8, 28-34 Lc 1,57-66.80
Santo Irineu Mt 8, 23-27
27 2 10 18
Mt 8, 18-22
Sb 1,13-15. 13ª SC
2,23-24
II Cor 8,7.9,
13-15
Mc 5,21-43
COMPREENDENDO E UTILIZANDO OS ESPAÇOS DA IGREJA
O ANÚNCIO PEDE ESPAÇO...
E muito comum, quando questionamos algumas pes- ços formativos encontrou, nas redes digitais, o ensino
soas sobre sua compreensã o da comunidade cristã , a distâ ncia para o fortalecimento de algumas matérias
que a resposta descreva apenas o espaço celebrativo. especi icas à s pastorais, como por exemplo a Escola da
Um nú mero expressivo de iéis limita sua participaçã o Partilha, no setor da pastoral do dıź imo e Gestã o ecle-
à s missas dominicais e muitos nem mesmo sã o assıd́ u- sial online, com treinamento para o CPP, CAEP, Ecô no-
os. Mas, curiosamente, muitos destes, no perıó do da mos, Diá conos, Bispos e Padres.
pandemia, ocuparam as redes sociais, e centenas per-
manecem, com mensagens até agressivas aos bispos e Devido aos profundos impactos econô mico e social
padres por suas decisõ es com relaçã o aos afazeres oriundos da pandemia, um contingente enorme de
paroquiais em tempos de pandemia. iéis encontra-se desempregado. Muitos desses iéis
apresentam quali icaçã o, mas sem recursos para vol-
A questã o que este artigo intenta re letir é: por que tarem ao mercado. Algumas paró quias entã o, no afã de
milhares de batizados têm essa visã o equivocada dos amenizar a situaçã o, oferecem espaços comuns de
espaços da paró quia? Nã o seria o momento de fazer- trabalho - conhecidos no mercado como 'coworking' -.
mos com que estes espaços fossem ressigni icados Eles tê m mesa, disponibilidade de internet, ponto de
para os iéis cató licos? Nosso acolhimento tem promo- energia. Os valores de ocupaçã o viabilizam o projeto
vido o encontro das pessoas com Jesus de Nazaré? deixando-o autossustentá vel.
Como fazer isso?
Podemos ainda trazer as pessoas para um convıv́ io
Primeiramente, entendendo os espaços que temos. As cultural, fraterno e social no espaço Igreja. Ao invé s de
paró quias sã o compostas por quatro espaços de açã o: manter o espaço igreja fechado o dia todo, podemos
sagrado – formativo – geográ ico e o virtual. E preciso usá -lo para feiras de artesanatos, de alimentos orgâ ni-
que nos perguntemos: como estamos ocupando esses cos, para apresentaçõ es teatrais, musicais, exposiçã o
espaços? Geralmente, as respostas indicam que os de artes, café s, casas de doces etc. Mas o que isso tem a
dois primeiros (espaço sagrado e espaço formativo) ver com a evangelizaçã o? Tudo. O convıv́ io dos iéis
sã o os mais trabalhados; os espaços geográ icos (os nestes espaços propiciará que eles conheçam melhor a
bairros, os setores, as ruas, o comercio local, a casa dos Igreja e sua missã o, promoverá maior engajamento e,
iéis...) e o virtual sã o, muitas vezes, negligenciados. por certo, o comprometimento com as obras de evan-
Vimos um lorescimento do espaço virtual nos ú ltimos gelizaçã o irá ocorrer, seja pelo Dıź imo, seja através da
meses por ocasiã o do isolamento social, mas ainda inserçã o de novos membros nas pastorais. A matéria
estamos muito aquém do que as oportunidades dos prima da evangelizaçã o é a Palavra de Deus que age no
'novos tempos' nos propõ em como utilizaçã o deste coraçã o de todo homem e mulher, na realidade em que
espaço. Colocar as tecnologias existentes a serviço da eles se encontram dando novo rumo e sentido à s suas
evangelizaçã o é fator primordial para o êxito de nossas vidas.
paró quias.
Aristides Luís Madureira
Importante destacar que é crescente o nú mero de paró -
quias que, cô nscias destes espaços, vem ampliando o
raio de atuaçã o de modo criativo e dinâ mico. As cele-
braçõ es ganharam novos elementos de audiovisual.
Equipamentos de som cada vez melhores permitem
uma feliz e prazerosa experiência por parte dos iéis
com a Palavra de Deus. A promoçã o de cursos nos espa-
Julho Agto
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
1 9 17 23 31 123 1234567
São Tomé
São João Maria Dedicação Trans iguração
Basílica Maria 18ª SC
Ex 16,2-4.12-15 Vianney Maior Dn 7,9-10,13-14
Ef 4,17.20-24 II Pd 1,16-19
Mt 9, 1-8 Mt 9, 9-13 Jo 20,24-29 Jo 6,24-35 Mt 14,13-21 Mt 14,22-36 Mt 15,21-28 Mt 16,13-23 Mc 9,2-10 Mt 17,14-20
4 5 6 7 8 9 10 8 9 10 11 12 13 14
Santa Paulina São Lourenço Santa Clara Maximiliano
14ª SC São Pedro e Mt 9, 32-38 II Cor 9,6-10 Kolbe 19ª SC
São Paulo
13 Mt 17,22-27 Jo 12,24-26 Mt 18, 15-20 Mt 18,21.19,1 Mt 19, 3-12 Mt 19, 13-15
At 12,1-11 1Rs 19,4-8
Ef 4,30. 5,2
II Tm4,6-8.17-18 Mt 10, 1-7 Mt 10, 7-15 Mt 10,16-23 Mt 10, 24-33 Jo 6,41-51
Mt 16,13-19 Mt 9, 18-26
14 15 16 17
11 12 São 15 16 17 18 19 20 21
Mt 11, 25-27 Boaventura Nsa. Sra. do Inácio de Assunção de São Bernardo São Pio X
Carmo Azevedo e Nossa Senhora 20ª SC
15ª SC 21 Mt 11, 28-30
Am 7,12-15 Zc 2,14-17 Comps. 1 Cor 15,20-27a Mt 19, 16-22 Mt 19, 23-30 Mt 20, 1-16a Mt 22, 1-14 Mt 22, 34-40 Mt 23,1-12
Ef 1,3-10 22 Mt 12,46-50 Lc 1,39-56
Mc 6,7-13 Mt 10,34.11,1 Mt 11, 20-24 Mt 12, 14-21 23 24 25 26 27 28
Sta. Maria 23 22 Sta. Rosa de São Bartolomeu Santo
18 19 20 Madalena 24 Lima Mt 23, 27-32 Mt 24, 42-51 Santa Mônica Agostinho
16ª SC Jr 23,1-6 Jo 20,1-2. Js 24,1-2a 2Cor 10,17.11,2 Ap 21,9b-14 8 21ª SC
Ef 2,13-18 Mt 12, 38-42 Mt 12, 46-50 Mt 13,1-9 11-18 Mt 13,18-23 Mt 13,24-30 15-17.18b Mt 13,44-46 Jo 1,45-51 Mt 25, 1-13 Mt 25, 14-30
Mc 6,30-34 Ef 5,21-32
26 27 28 29 30 31 Jo 6,60-69 30 31 15 22 30
25
S. Joaquim e Mt 13, 36-43 Sta. Marta Santo Inácio de 29 22ª SC
2Rs 4,42-44 Sta. Ana
17ª SC Ef 4,1-6 I Jo 4,7-16 Loyola Dt 4,1-2.6-8
Jo 6,1-15 Mt 13, 16-17 Tg 1,17-18.
Jo 11,19-27 ou 21b-22.27
Mt 13, 44-46 Lc 10,38-42 Mt 13, 54-58 Mt 14,1-12 Mc 7,1-8.14-15,
Lc 4, 16-30 Lc 4, 31-37
21-23
ˮ O medo ou a culpa
são incapazes de motivar alguém
para o dízimo generoso.
Só o amor responsável é capaz de
um chamado tão divino. ˮ
Aristides Luís Madureira
Setemo
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
6 13 20 28 1234
S. Gregório
Mágno
Lc 4,38-44 Lc 5,1-11 Lc 5, 33-39 Lc 6,1-5
5 6 78 9 10 11
Independência Natividade
23ª SC Is 35,4-7a Lc 6, 6-11 Nsa. Senhora Lc 6,27-38 Lc 6,39-42 Lc 6,43-49
Tg 2,1-5
Mt 7,31-37 Mq 5,1-4a ou 17 18
Rm 8,28-30
12 Lc 6, 12-19 Mt 1,18-23 Lc 8,1-3 Lc 8,4-15
24ª SC Is 50,5-9a 13 14 15 16 24 25
Tg 2,14-18 S. João
Mc 8,27-35 Crisóstomo Exaltação a N. S.das Dores São Cornélio e Lc 9, 18-22 Lc 9, 43b-45
Lc 7,1-10 Santa Cruz São Cipriano
19 Nm 21,4b-9
Hb 5,7-9
Sb 2,12.17-20 Fl 2,6-11 Jo 19,25-27 ou
Tg 3,16. 4,3 Jo 3,13-17
Mc 9,30-37 Lc 2,33-35 Lc 7,36-50
26 20 21 22 23
S. André kim São Mateus São Pio de
25ª SC Nm 11,25-29 Paulo Chong e Pietrelcina
Tg 5,1-6
Comps
Mc 9,38-43.45.
47-48 Ef 4,1-7.11-13
Lc 8,16-18 Mt 9,9-13 Lc 9,1-6 Lc 9,7-9
26ª SC 27 28 29 30
Dia da
S. Vicente de Lc 9, 51-56 Santos Arcanjos Secretária(o)
Paulo Dn 7,9-10. São Jerônimo
13-14
Lc 9, 46-50 Lc 10,1-12
Ap 12,7-12a
Jo 1,47-51
NOVAS TECNOLOGIAS A SERVIÇO DA EVANGELIZAÇÃO
ACOLHIMENTO E INCLUSÃO
E muito curioso como as tecnologias se fazem presen- paró quia? como os dizimistas se sentem em relaçã o a
te no dia a dia de todos nó s, como se fossem olhos aten- administraçã o dos bens terrenos da mesma?
tos a tudo o que fazemos, sentimos e desejamos. Como
isso é possıv́ el? Atualmente, no Brasil, há mais apare- Uma série sem im de questõ es que, se devidamente
lhos celulares que pessoas, e atravé s destes acessamos respondidas e concatenadas resultariam em açõ es
as redes sociais em busca de conteú do. Como se isso transformadoras que ajudariam muito nossas paró -
nã o bastasse, somos, cada um de nó s, geradores de quias em sua missã o de acolher, incluir, ensinar e envi-
conteú do. Como somos observados e por que? A cada ar discıṕ ulos missioná rios. Muitos poderiam dizer: -
like que damos ou deixamos de dar; o tempo que inves- mas não temos gente su iciente para isso... Ou - é só um
timos lendo um tipo de artigo ou notıć ia; as nossas padre para fazer tudo. - Não temos pessoas capacitadas
visitas aos sites de venda; quais produtos chamam na paróquia... etc. Lamento dizer, mas nenhuma des-
mais nossa atençã o e os seus 'por quês'; sã o meios de sas respostas justi icam nossa ine iciência na gestã o
sermos observados. Se politicamente demostrarmos paroquial. Dispomos de tecnologias que nã o apenas
ser de esquerda receberemos material sobre isso, o facilitam essa agenda de afazeres, mas nos aproximam
mesmo ocorrendo se formos de direita. E por que? Isso dos iéis e os acolhe. Citarei como exemplo os danosos
tudo com uma ú nica inalidade: nos agradar. Conhe- efeitos econô micos causados pelo isolamento social à s
cendo-nos fazem de tudo para que tenhamos uma paró quias que nã o tinham um banco de dados dos
experiência agradável. Assim, você e eu passaremos dizimistas atualizado ou de fá cil manuseio. Sem telefo-
mais tempo conectados à s redes sociais, que continua- ne e endereço completo. Viveram um caos! Outras,
rã o a coletar mais informaçõ es e nos conhecerã o cada porém, nã o apenas tinham um banco de dados atuali-
vez mais, de modo a que adquiramos seus produtos e zado, mas empreenderam na disponibilizaçã o de apli-
serviços, pois quanto mais tempo permanecemos nas cativos por onde os iéis, na segurança de suas casas,
redes, mais rentá veis elas se tornam para o mercado puderam fazer sua devoluçã o do dıź imo. Lembrando
das propagandas e tudo o que isso signi ica. O mercado que o aplicativo 'SouDizimista' é gratuito. Sem as ofer-
tem interesse em nossos gostos, nossas escolhas e tas dominicais, sem as entradas de festas, as paró quias
sentimentos, para nos oferecer a mais prazerosa e encontraram no dıź imo sua maior força.
bem-sucedida experiê ncia.
Se por um lado a paró quia ganha em interessar-se
Pois bem, enquanto aumenta no meio secular o inte- pelos iéis, os iéis desenvolvem o senso de pertença
resse pelas pessoas, nossas paró quias, cuja missã o é para com a paró quia quando a conhecem. Aliá s, nin-
proporcionar a experiê ncia do encontro das pessoas guém ama o que nã o conhece. Nã o tenhamos medo das
com Jesus de Nazaré, sempre ocupadas demais, nã o tecnologias; nã o temamos perder o controle; nã o sere-
demonstram tanto interesse assim pelo que pensam, mos substituıd́ os por má quinas. Que nossas lideran-
gostam ou sentem os seus iéis. Isso é verdade? Nã o. E ças, sacerdotes, leigos e leigas, busquem o que há de
claro que nossos lıd́ eres se interessam pelas pessoas. melhor, mais e iciente e e icaz no mercado. Nã o preci-
Ocorre que muitas vezes lhes faltam recursos: huma- samos ir longe, vá rias organizaçõ es com espiritualida-
nos, inanceiros e tecnoló gicos. Mas, mesmo em paró - de cató lica atuam neste setor. Destaco e recomendo
quias onde nã o há escassez de recursos encontramos como exemplos: Servo Fiel – Idizimo.com - Kharis tec-
limitaçõ es no que se refere a proporcionar uma expe- nologia, alé m de outras.
riência positiva aos iéis a partir do que sabemos deles,
do que eles con iam em partilhar conosco. E se nã o Aristides Luís Madureira
temos essas informaçõ es, acabamos por nã o oferecer,
igualmente, informaçõ es a respeito da paró quia,
gerando assim relaçõ es super iciais, legalistas e sem
compromisso. Vejamos! Tente responder algumas
perguntas: quantas pastorais existem na sua paró quia
e quais sã o elas? Quantos movimentos? Quantos (as)
catequistas e quantas crianças compõ em a pastoral da
catequese? Quantas famıĺ ias passam pela paró quia
semanalmente? Quantos dizimistas a manté m? Como
está a situaçã o econô mica e pastoral das comunidades
pertencentes à sua paró quia? Quando foi realizado o
ú ltimo censo paroquial? Quantas famıĺ ias necessita-
das sã o atendidas pelos organismos sociais de sua
Outuo Novemo
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
Dom Seg Ter Qua Qui Sex Sab
6 13 20 28 12 12 345 6
Finados São Carlos
Sta. Terezinha Santos Anjos Borromeu
do 31ª SC
Lc 14,12-14 Lc 14, 25-33 Lc 15, 1-10 Lc 16, 1-8 Lc 16, 9-15
Menino Jesus
34 5 6 7 Ex 23,20-23 7 8 9 10 11 12 13
S. Francisco de Basílica de Latrão São
Assis N. S. Rosário Lc 10, 13-16 Mt 18,1-5.10 Ap 7,2-4.9-14 Lc 17,1-6 São Martinho São Josafá Lc 18, 1-8
I Jo 3,1-3 de Tours
Lc 10, 25-37 Lc 10, 38-42 Lc 11,1-4 89 Mt 5,1-12a 15 20
27ª SC Gn 2,18-24 11 12 13 14 Lc 18, 35-43 Leão Magno Lc 20,27-40 32ª SC
Hb 2,9-11 N. S. Aparecida
Mc 10,2-16 Est 5,1b-2;7,2b-3 At 1,12-14 Lc 11,15-26 Lc 11,27-28 Dn 12,1-3 22 Ez 47,1-2.8-9.12 Lc 17, 20-25 Lc 17, 26-37 27
Ap 12,1.5.13a. Lc 1,26-38 Hb 10,11-14.18 I Cor 3,9c-11.
10 15-16a 15 16 Santa Cecília 16-17 18 19 Lc 21, 34-36
Lc 11, 29-32 Jo 2,1-11 Lc 11, 42-46 14 Sta. Mc 13,24-32 Jo 2,13-22 Lc 17, 11-19
Sb 7,7-11 Tereza de Jesus Lc 21, 1- 4 Ss. Roque, Afonso
Hb 4,12-13 18 19 20 21 16 17 e João de Castilho
Mc 10,17-27 29 Santa Isabel de
28ª SC São Lucas Cristo Rei Hungria 33ª SC
17 Mt 8,5-11
Lc 11,47-54 Lc 12,1-7 Lc 12,8-12 Dn 7,13-14 Lc 19, 1-10 Lc 19, 11-28 Lc 19, 41-44 Lc 19, 45-48
Ap1,5-8
21 22 23 23 24 25 26
Jo 18,33b-37
29ª SC Is 53,10-11 Sto. André 34ª SC
Hb 4,14-16 28 Dung-Lac e
Mc 10,42-45
Jr 33,14-16 Comps.
24 I Ts 3,12. 4,2
Lc 10,1-9 Lc 12, 35-38 Lc 12, 39-48 Lc 12, 49-53 Lc 12, 54-59 Lc 13,1-9 Lc 21,25-28. Lc 21, 5-11 Lc 21, 12-19 Lc 21, 20-28 Lc 21, 29-33
Jr 31,7-9
30ª SC Hb 5,1-6 25 26 27 28 29 30 34-36 30
Mc 10,46-52
Frei Galvão Lc 13, 18-21 Lc 13, 22-30 São Simão e Lc 14, 1-6 Lc 14, 1. 7-11 Sto. André Apóstolo
31 São Judas
Lc 13, 10-17 Rm 10,9-18 4 11 19 27 1ª SA
Ef 2, 19-22 Mt 4,18-22
Lc 6, 12-19
31ª SC Dt 6,2-6 ˮ O dízimo e as ofertas
Hb 7,23-28 não compram lugar no céu.
Mc 12,28b-34 Eles nos ensinam a ser céu
para nossos semelhantes.
DezemˮoAristides Luís Madureira
Dom Seg
Ter Qua Qui Sex Sab
4 10 19 26 1234
São Francisco
Xavier
Mt 15,29-37 Mt 7,21. 24-27 Mt 9, 27-31 Mt 9, 35-10,1.
6-8
5 6 789 10
Santo Imaculada 11
Br 5,1-9 Lc 5, 17-26 Ambrósio Conceição Mt 11, 16-19
Fl 1,4-6.8-11 Mt 17,10-13
13 Gn 3,9-15.20 17 2ª SA
Lc 3,1-6 Ef 1,3-6.11-12 18
Sta. Luzia Mt 18,12-14 Lc 1,26-38 Mt 11, 11-15
12
Mt 21, 23-27 14 15 16
Sf 3,14-18a São João
Fl 4,4-7 20 da Cruz 3ª SA
Lc 3,10-18 Lc 1, 26-38 Mt 21, 28-32 Lc 7, 19-23 Lc 7,24-30 Mt 1, 1-17 Mt 1, 18-24
19 27 21 22 23 24 25
São João Natal
Mq 5,1-4a Evangelista
Hb 10,5-10 I Jo 1,1-4 Lc 1, 39-45 Lc 1, 46-56 Lc 1, 57-66 Lc 1, 67-79 4ª SA
Lc 1,39-45 Jo 20,2-8
28 29 30 31
26 Santos
Inocentes
Sagrada
Família Mt 2,13-18 Lc 2,22-35 Lc 2,36-40 Jo 1,1-18
Eclo 3,3-7.14-17a
Cl 3,12-21
Lc 2,41-52
POR UMA NOVA
CONSCIÊNCIA ESPIRITUAL
A AÇÃO PASTORAL PÓS PANDEMIA
Notamos nas relaçõ es a presença de um silêncio, como muitos, a insegurança, pró pria das ruas perigosas do
se algo estivesse suspenso no ar, como um dique Brasil, foi vivida cotidianamente em seus lares.
pronto para romper, seja nas relaçõ es pessoais; com as Mudanças enormes ocorreram ao longo desta jornada
organizaçõ es; dentro de cada um de nó s. Sã o novos e nem tudo foi para pior. Uma nova noçã o de
'vazios' a serem preenchidos. Porém, diante de tantas necessidades foi reavaliada e introduzida em nossas
incertezas, parecemos nã o saber com o que preencher vidas. Ressigni icamos as questõ es de consumo; nossa
tais lacunas. relaçã o com o alimento - muitos passaram a fazer sua
Para entendermos esse fenô meno precisamos recorrer comida, outros a plantar em seu quintal -; os benefıć ios
ao passado pró ximo, quando fomos impactados pela do home of ice; os padrõ es de higiene; de contatos
Pandemia, causada pelo Covid19. Milhares de vidas interpessoais. Durante o isolamento cresceu a busca
foram ceifadas e milhõ es de nó s sofremos, cada qual, por aprendizado nas mais variadas frentes do saber; da
por suas perdas. A nó s que sobrevivemos, além do luto, receita de um bolo à s ú ltimas descobertas do universo.
restou assistirmos atô nitos ao elevado nú mero de Na busca pelo conhecimento, milhõ es de brasileiros,
divó rcios ao longo do isolamento social, aumento de pela primeira vez na vida, encontraram na iloso ia um
violê ncia domé stica, abuso contra crianças, e violê ncia meio de entender e enfrentar a realidade. Entretanto,
contra a mulher dispararem as estatı́sticas. Para nenhuma busca realizada nas redes sociais foi maior
do que a busca por espiritualidade.
Mas que tipo de espiritualidade?
A dogmá tica? A da lei? Queriam conhecer normas e Com o mesmo senso crıt́ ico, hoje temos uma naçã o de
regulamentos? Buscaram por superstiçõ es, magias, cristã os que espera por transparê ncia na gestã o;
profecias? Buscaram um pouco de tudo isso. Porém, a melhor representatividade na sociedade civil; espera
maioria buscava por equilıb́ rio emocional, inteligência que os espaços da Igreja sejam locais de convergência,
espiritual, buscava uma forma de serem pessoas de apoio e socorro aos menos favorecidos; que a Igreja
melhores como esposa(o), ilho(a), namorado(a), ami- seja profética, isto é, anuncie com ardor e denuncie
go(a) etc. Nã o eram palavras enfeitadas ou mensagens com justiça. Que os padres sejam presença, com maior
dispersas que elas buscavam, mas algo que as alimen- ênfase à direçã o espiritual do que à s açõ es administra-
tasse a alma. Com os templos fechados perceberam tivas. Que cada paró quia seja local de encontro, ensino
que o que fazia falta nã o eram os apetrechos litú rgicos, e envio, assim como local para discussã o madura sobre
o luxo dos panos, as velas, ou o saber das regras cate- temas polê micos como: famı́lia, diversidade entre
quéticas, sabiam que essas coisas eram coisas impor- outros. E o que fazer? Por onde começar a mudar?
tantes, mas durante o isolamento sentiram falta do Um bom inıć io seria ouvindo as pessoas - das crianças
essencial: a Eucaristia. Isso para os cató licos, é claro. aos idosos. Que os Conselhos de Pastoral, Conselho
Notamos o mesmo em outras religiõ es, as pessoas bus- Econô mico e Pastoral do Dı́zimo se unissem para
cavam palavras que as consolassem, mas principal- fomentar açõ es que aprimorassem os afazeres, tanto
mente as preparassem para a vida que se apresentava pastorais como administrativos. Que tivéssemos paró -
dura demais. quias querigmá ticas em seu anú ncio, mas despidas de
Esse movimento fez despertar no coletivo social a superstiçõ es da fé. Uma Igreja unida e madura, com
necessidade de uma nova consciência espiritual. Uma desejo de pastoral de conjunto; paró quias de diá logo,
livre consciência de si, do outro, do meio e de Deus. testemunho e serviço. Que tivessem gestã o participati-
Resultado disso é a crescente consciência sobre meio va e gestã o inclusiva, em que todos fossem importantes
ambiente; uma forte oposiçã o à s organizaçõ es nã o e valorizados. Que nã o tivessem suas portas fechadas
sensıv́ eis a tais temas; manifestaçõ es politizadas de ao novo, ao diferente, pelo contrá rio, pudesse cada
modo especial sobre assuntos tais como saú de, educa- paró quia ser Lar de Deus, de janelas e portas escanca-
çã o, vigilâ ncia sanitá ria, segurança nacional, preserva- radas para aqueles que viessem em busca da graça. Que
çã o do meio ambiente etc. E com relaçã o à Igreja, o que o Evangelho nã o se tornasse instrumento de 'politica-
as pessoas buscavam? Claramente buscavam por açõ es gem', mas alimento para o espıŕ ito humano.
concretas de solidariedade, por uma espiritualidade
solidá ria. E muitos encontraram.
Que o silêncio preso na garganta seja liberto!
Aristides Luís Madureira
Mãe de Deus e nossa, olhai por nós!