Todos eles permitiram os insumos mais importan-
tes para a análise dos conceitos relacionados com a
inovação no Ceará, e assim contribuíram a elabora-
ção das conclusões deste livro.
Reconhecemos o relevante apoio do Diretor
Regional do SENAI, Fernando Nunes, por toda es-
trutura administrativa e financeira para a imple-
mentação desta iniciativa.
Um agradecimento especial aos professores
Dafna Schwartz e David Bentolila, detentores de um
conhecimento profundo das temáticas: empreende-
dorismo e inovação, em uma perspectiva global, par-
tícipes de todo o processo de construção deste Pro-
grama. E aos colaboradores da Universidade de Ben-
Gurion (Israel) que apoiaram na redação deste livro e
contribuíram com alguns capítulos.
Agrademos ao Ricardo Sabadia e ao Mario
Gurjão pelo apoio, energia e grande dedicação pres-
tados ao longo das várias fases do Programa UNI-
EMPRE como seus coordenadores.
Também à Irene Sampaio, por seu acompa-
nhamento muito próximo de todas as nossas ativida-
des e aos colaboradores do Instituto de Desenvolvi-
99
mento Industrial do Ceará - INDI pelo apoio organi-
zacional eficiente e feito com muita boa vontade.
Um agradecimento especial ao Anselmo Sal-
mito que acompanhou o trabalho com um serviço de
tradução exemplar, com grande profissionalismo.
Finalmente, um grande agradecimento a
todos os escritores e colaboradores deste livro e,
especialmente, a Kelly Whitehurst, gestora de
projetos, por seus enormes esforços no processo
de editoria do mesmo.
A todos, nossos muito sinceros agradeci-
mentos.
100
Prefácio
Roberto Proença de Macedo
Presidente da FIEC
Dentro da minha crença de que o desenvol-
vimento sustentável só se faz com planejamento de
longo prazo, e que a competitividade global não
pode prescindir de ações de busca permanente de
inovação, ver a publicação deste livro Inovando no
Ceará - Conceitos e Ações do Programa UNIEM-
PRE, é motivo de grande satisfação, pelo que ele
significa como coroamento de um longo processo
de trabalho conjunto de acadêmicos, empresários e
governantes.
Este livro é um instrumento de aprendiza-
gem. Resulta de um trabalho técnico apurado, feito
com a colaboração de especialistas de renome in-
ternacional, e se presta a consultas e estudos por
parte de quem queira aprofundar conhecimentos a
respeito de ecossistemas de inovação em geral, e, de
modo específico, em suas aplicações ao Ceará.
Fomos buscar fora daqui conceitos e práticas
de outros países, sobretudo em Israel, por darmos
importância à necessidade de aquisição de know-
101
how e de extração de lições de experiências bem
sucedidas, mas sempre com o cuidado de adequá-
las às peculiaridades da nossa região.
A inovação, que é a mola propulsora da
competividade, ainda não está devidamente tratada
no Brasil. Achamos que precisamos inovar, que te-
mos que nos mexer, mas ainda não o fazemos sufi-
cientemente. E diante das dificuldades vividas pela
indústria brasileira, no que se refere à sua partici-
pação relativa na economia, essa questão não pode
mais ser adiada.
Alegra-me verificar que o Ceará está come-
çando a fazer a sua parte. Além de trazer informa-
ções técnicas de grande relevância, este livro é tam-
bém um relato de ações exemplares empreendidas
no nosso Estado. Ele mostra o quanto conquistamos
de condições para identificar setores e áreas induto-
res do desenvolvimento, e para sistematizar o co-
nhecimento adquirido em programas que são ver-
dadeiras plataformas de saltos para o futuro.
Em 2013, com a criação do Programa Indústria
Viva, procurando integrar diferentes projetos para
gerar sinergias, a Federação das Indústrias do Estado
do Ceará - FIEC decidiu adotar uma cultura de prota-
gonismo empresarial. Assumimos uma postura ativa,
102
interagindo com a sociedade e defendendo nossos
pontos de vista e interesses, sem esperar pela iniciati-
va do poder público. Estabelecemos conexão com no-
vos mercados, determinados a nos tornar compará-
veis com os melhores do mundo.
Nas páginas do Inovando no Ceará, o inte-
ressado poderá encontrar os resultados dos esforços
que o Sistema FIEC empreendeu, por meio do IN-
DI, integrando as ações do Serviço Nacional de
Aprendizagem Industrial - SEN AI, Serviço Social
da Indústria - SESI, Instituto Euvaldo Lodi-IEL, Fi-
ec Instituto de Responsabilidade Social - FIRESO e
Centro Internacional de Negócios - CIN com as dos
poderes públicos e das universidades, na prospec-
ção do futuro como estratégia de estímulo aos in-
dustriais cearenses para que adotem mecanismos
por meio dos quais possam tornar-se competitivos
frente aos desafios da economia mundial.
A experiência relatada neste livro mostra
que o desenvolvimento sustentável da indústria
cearense vai passar, necessariamente, pela nossa
capacidade de agregar valor aos nossos produtos e
serviços, pelo aumento da produtividade das nossas
empresas, enfim, pela aplicação dos nossos talentos
em empreendimentos competitivos, geradores de
103
emprego e renda. Almejamos chegar a uma rede
tripartite de articulação, na qual as empresas, as
universidades e os governos sejam capazes de, jun-
tos, atingir o objetivo de inovar para aumentar nos-
sa competitividade.
Acreditamos que a vontade, a atitude e a ca-
pacidade de realizar e de integrar são os instrumentos
para quem quer evoluir. E é isso que nós queremos.
104
Apresentação
Carlos Matos
Diretor Corporativo do INDI
Entre os pontos essenciais neste trabalho
que estamos apresentando destaco o reconhecimen-
to de que o mundo se reorganizou, a partir da glo-
balização, e que essa reorganização passa pela ca-
pacidade que têm os países de oferecer produtos e
serviços que atendam não apenas a seu consumo
interno, mas que sejam também apreciáveis no
mercado internacional. Não ter esse cuidado é cor-
rer o risco de perder o acesso aos mercados emer-
gentes, o que representaria um retrocesso na redu-
ção da nossa pobreza, no desejo coletivo de oferecer
uma vida mais digna ao trabalhador brasileiro.
Para promover mais inovação é preciso for-
talecer a sinergia entre poder público, instituições
de ensino, empresas e meios de comunicação - estes
considerados como indispensáveis para a mudança
de cultura. Não nos referimos aqui apenas à inova-
ção tecnológica, mas a inovação em tudo que possa
ser melhorado, tornando processos e produtos mais
inteligentes, e de maior valor agregado. Trata-se de
uma perspectiva que a literatura internacional já
105
conhece, com a qual o mundo já é familiarizado,
mas que não perdeu a característica do novo e que
nós podemos chamar de ecossistema de inovação.
No Ceará, o esforço para fortalecimento des-
se ecossistema ganhou o nome de UNIEMPRE. Ao
longo dos últimos dois anos, esse Programa conse-
guiu congregar universidades, governo, empresá-
rios, a grande mídia, e lançar um portal digital, com
o propósito de dar início a uma nova atitude, gera-
dora de novos negócios, capaz de encontrar solu-
ções para a superação de gargalos no referido setor.
Vivemos em um país onde ainda se discute
se é importante a integração da empresa com a uni-
versidade. Precisamos correr para diminuir esse
atraso. Podemos fazer isso nos aproximando dos
bons, daqueles que acertaram, como é o caso do
contato próximo que estabelecemos com a Univer-
sidade Ben Gurion, em Israel. Sabemos que ne-
nhum país pode nos ser útil para replicar tudo o
que nele acontece. No entanto, sabemos também
que os princípios norteadores serão válidos em
qualquer situação, e são estes que nós buscamos.
O olhar de renomados especialistas israe-
lenses - como Amnon Frenkel, do Technion - Insti-
tuto de Tecnologia de Israel; Yehoshua Gleitman,
106
Presidente do Holon Institute of Technology (HIT);
e Raphael Bar-El, com mestrado e doutorado em
Economia pela Universidade de Bar Ilan, Israel, e
pós-doutorado em Economia pela Universidade de
Cornell, Estados Unidos -, reflete como os represen-
tantes do poder público, de instituições de ensino e
de empresas podem contribuir com sua visão sobre
a inovação.
Traçamos como objetivo da presente publi-
cação a consolidação dos conhecimentos acumula-
dos em várias frentes no terreno da inovação no Ce-
ará. Convidamos autores e pesquisadores para tra-
tar de temas como o desafio da inovação, as manei-
ras como se dão as relações entre universidades,
empresas e poder público em outras pátrias, as eta-
pas para o levantamento do ecossistema de inova-
ção no Ceará, e sua situação atual, quando compa-
rada ao potencial de otimização do qual dispõe.
Temos ainda, nas páginas a seguir, produti-
vo material para análise do papel a ser desempe-
nhado pela FIEC no decorrer dos processos, na
construção de uma agenda de medidas operacio-
nais, na exposição clara do Programa UNIEMPRE e
seu portal, e nas questões que dizem respeito aos
107
Comitês Setoriais, aos Agentes de Inovação e à con-
ceituação da Inovação Aberta.
Nossos especialistas apresentam e detalham
o processo de germinação de uma startup, nos cená-
rios atuais onde a contribuição internacional se im-
põe cada vez mais indispensável. Os Polos Regio-
nais de Inovação Industrial e a Política de Inovação
ganham também aqui tratamento técnico e científi-
co de grande utilidade para estudantes, professores,
pesquisadores, empresários, poder público, enfim,
para todos os interessados nessa temática que se
apresenta como a porta de entrada para o futuro
que estamos construindo no dia a dia.
Pessoalmente, vejo nas páginas deste livro
um dos grandes passos a serem dados para uma
caminhada que sabemos longa e desafiadora, e que,
por isso mesmo, mais estimulante se torna a cada
etapa. Enquanto diretor do INDI, registro a dedica-
ção de cada um dos colaboradores que ofereceram
seu empenho produtivo.
108
ICONOGRAFIA
109
110
111
112
AGRICULTORES NO COMEÇO
DA COLONIZAÇÃO
113
114
PRIMEIROS ANOS - 1955
115
116
117
118
119
120
IRRIGAÇÃO POR GOTEJAMENTO
121
122
123
124
ZONA RURAL
125
126
KIBUTZ
127
128
PEDRO SISNANDO FAZENDO ENTREVISTA
129
130
AULA PRÁTICA DE MECANIZAÇÃO - ISRAEL
PEDRO SISNANDO LEITE – 1963
(PLANTIO COM MATRACA E MINI TRATORES)
131
132
USO DA MATRACA NO CEARÁ
133
134
PEDRO SISNANDO EM BEER-SHEVA
135
136
PLANTIO PROTEGIDOS POR PLÁSTICOS
PLANTIO VERTICAL DE TOMATE
137
138
LAGO DE GENEZARÉ
SAFAD
139
140
AUDITÓRIO EM TELAVIV
UNIVERSIDADE DE JERUSALÉM
141
142
MOSHAV
143
144
TELAVIV
145
146
ANEXO I
Programa de Treinamento
147
148