49 O FATOR TEMPO DE DURAÇÃO: Quanto maior for o tempo de exposição à corrente elétrica, maior será seu efeito danoso no organismo. O QUADRO ABAIXO MOSTRA A RELAÇÃO TEMPO X CORRENTE O PERCURSO DA CORRENTE: PERCURSO 1 Não há risco de vida; poderá, no entanto, sofrer queimaduras ou perda dos dedos. PERCURSO 2 Dependendo do valor da corrente produzirá asfixia e fibrilação ventricular, ocasionando uma parada cardíaca Nenhuma Reação Nenhum Efeito Pato-Fisiológico Perigoso Nenhum Risco de Fibrilação Fibrilação Possível (50%) Fibrilação > (50%)
50 PERCURSO 3 Dependendo da intensidade da corrente produzirá asfixia e fibrilação ventricular, e em conseqüência ocasionará, parada cardíaca. PERCURSO 4 O indivíduo Sentirá perturbações dos órgãos abdominais e os músculos sofrerão alterações. PORCETAGEM DA CORRENTE QUE PASSA PELO CORAÇÃO
51 NATUREZA DA CORRENTE ELÉTRICA CONDIÇÕES ORGÂNICAS DOS INDIVÍDUOS Pessoas com problemas: Cardíacos; Respiratórios; Mentais; Deficiência alimentar, etc. Também idosos e crianças estão mais propensos a sofrer com maior intensidade os efeitos do choque elétrico. FREQUÊNCIA Nas altas frequências os efeitos da corrente elétrica são menores do que nas baixas freqüências. Segundo Cadick(2000) este efeito esta relacionado ao crescimento do efeito capacitivo
52 FENÔMENOS PATOLÓGICOS CRÍTICOS DO CHOQUES ELÉTRICOS TETANIZAÇÃO: É a paralisia muscular provocada pela circulação de corrente através dos tecidos nervosos que controlam os músculos. PARADA RESPIRATÓRIA: Ocorre quando estão envolvidos na tetanização os músculos peitorais e os pulmões QUEIMADURAS: Conseqüência da exposição ao arco elétrico, cuja temperatura pode chegar a ser superior a mil graus centígrados. QUEIMADURAS Efeito Joule Quando uma corrente elétrica passa através de uma resistência elétrica é liberada uma energia calorífica.
53 QUEIMADURAS – 1º GRAU O traumatismo e a lesão celulares ocorrem apenas na parte externa da epiderme. Não ocorrerá sangramento. QUEIMADURAS – 2º GRAU Se profunda envolve a destruição da epiderme e uma grave lesão também da camada dérmica Tem um aspecto vermelho, cor de bronze ou branco. QUEIMADURAS – 3º GRAU Todas as camadas epidérmicas e dérmicas estão completamente destruídas. Não haverá região para a regeneração de tecido
54 QUEIMADURAS – ALTA TENSÃO O choque elétrico em AT queima, danifica, fazendo buracos na pele nos pontos de entrada e saída da corrente pelo corpo humano. As vítimas do choque de alta tensão morrem devido, principalmente a queimaduras. E as vítimas que sobrevivem ficam com sequelas, geralmente com: Perda da massa muscular; Perda parcial de ossos; Diminuição e atrofia muscular; Perda da coordenação motora; Cicatrizes, etc. QUEIMADURAS – BAIXA TENSÃO Choques elétricos em baixa tensão têm pouco poder térmico. O problema maior é o tempo de duração, que se persistir pode levar a morte, geralmente por fibrilação ventricular do coração. ARCOS ELÉTRICOS É definido como o alto valor de corrente que aparece entre os contatos elétricos, principalmente, no instante da sua separação. Isso ocorre devido ao fenômeno de ionização do meio isolante entre os contatos e também por persistir uma tensão elétrica entre os mesmos. FIBRILAÇÃO VENTRICULAR Ciclo Cardíaco completo Contrações (sístole) Expansões (diástole)
55 Se a corrente atinge diretamente o músculo cardíaco. O coração vibra desordenado e, em termos técnicos, “perde o passo”. RISCOS ADICIONAIS Riscos de queda As quedas, consequência de choques elétricos, de utilização inadequada de equipamentos de elevação (escadas, cestas, plataformas), falta ou uso inadequado de EPI, falta de treinamento dos trabalhadores, falta de delimitação e de sinalização do canteiro do serviço e ataque de insetos. Riscos no transporte e com equipamentos Veículos a caminho dos locais de trabalho em campo, o deslocamento diário dos trabalhadores até os efetivos pontos de prestação de serviços. Esses deslocamentos expõem os trabalhadores aos riscos característicos das vias de transporte. Riscos de ataques de insetos, Animais peçonhento-domésticos. Na execução de serviços em torres, postes, subestações, usinas, aterramentos, galerias, caneletas, painéis, e outros podem ocorrer ataques de insetos, tais como abelhas e formigas.
56 Riscos ocupacionais Consideram-se riscos ocupacionais, os agentes existentes nos ambientes de trabalho, capazes de causar danos à saúde do empregado. Riscos ergonômicos Biomecânicos: posturas inadequadas de trabalho, levando a intensas solicitações musculares, levantamento e transporte de carga, etc.
57 Organizacionais: “pressão psicológica” para atendimento a emergências ou a situações com períodos de tempo rigidamente estabelecidos, pressões da população com falta do fornecimento de energia elétrica. Psicossociais: elevada exigência cognitiva necessária ao exercício das atividades. Ambientais: risco ambiental compreende os físicos, químicos e biológicos; esta terminologia fica inadequada, devem-se separar os riscos provenientes de causas naturais (raios, chuva, terremotos, ciclones, ventanias, inundações, etc.). ÁREAS CLASSIFICADAS É o local com potencialidade de ocorrência de atmosfera explosiva. A classificação de área é uma das exigências básicas para a operação do sistema e a classificação adequada da área perigosa é um requisito legal. Na prática, a classificação de área é o elo mais fraco na cadeia da segurança. Os critérios de classificação das áreas da planta são: 1. A natureza da atmosfera perigosa, 2. A probabilidade da presença desta atmosfera. A classificação de áreas perigosas pode diferir de um país para outro, mas na essência se obtém o mesmo resultado. Classificar uma área é lhe atribuir números e letras relacionados com os seguintes parâmetros: 1. Classe, 2. Grupo, 3. Divisão ou Zona. CLASSE A classe da área se relaciona com o estado físico da substancia flamável. A classe denota a natureza genérica do material perigoso e está relacionada com a apresentação física do material. São aceitas e definidas três classes distintas: 1. Classe I- locais onde há gases ou vapores na presença com o ar em quantidades suficientes para produzir misturas explosivas e flamáveis. 2. Classe II- locais onde o perigo é devido à presença de pó combustível.
58 3. Classe III- locais onde estão presentes fibras e partículas sólidas. CLASSE I Os locais de classe I envolvem gases e vapores de líquidos voláteis flamáveis. É geralmente aceito que o perigo apresentado pelo gás é maior que o do pó e fibra e requer a proteção mais rigorosa. Por isso, quando de se tem um local com a presença simultânea de gás e pó ou gás e fibras solidas, basta aplicar a proteção para o gás. Não faz sentido classificar um local por causa da presença de líquido não volátil, porém, classifica-se a área vizinha ao armazenamento de líquido volátil, cujo gás é flamável ou explosivo. O que torna o líquido perigoso são os seus vapores e gases. Os materiais não precisam estar no estado gasoso para ocorrer uma explosão. Pode haver explosão com pó combustível e líquido finamente atomizado que queimam com extrema rapidez, mesmo à temperatura abaixo do ponto de fulgor. CLASSE II O NEC define os locais de Classe II como aqueles que são perigosos por causa da presença de pó combustível. A intenção é evitar explosões e fogos por causa da presença do pó. Há pó combustível presente em pequenas quantidades em quase todos os locais. A maioria dos pós-orgânicos é combustível. Assim, os locais onde se manipulam papeis, tecidos, carpetes e tapetes são tecnicamente capazes de criar uma explosão. Em tais locais, porém, a quantidade de pó presente, mesmo se todo ele fosse lançado em suspensão no ar ao mesmo tempo, é insuficiente para causar uma explosão. É necessária uma concentração mínima de pó antes que uma chama se propague do seu ponto de ignição. Somente os locais onde há grande quantidade de pós são classificados como Classe II. É raro em refinarias de petróleo o manuseio de pó. As aplicações típicas de sistemas de segurança relacionados com pós-perigosos (Classe II) estão na área de siderurgia, mineração de carvão e indústrias de artefatos de pneu e nos ensacamentos de pós-petroquímicos. As características de ignição de pó são mais facilmente entendidas, quando comparadas às da queima de gases evapores. As diferenças básicas entre explosões de pós e de gases são devidas às diferenças físicas dos materiais combustíveis:
59 1. Em geral, as nuvens de pó possuem energia mínima de ignição cerca de 10 a 20 vezes maior que aquelas da Classe I, Grupo D; com exceção dos pós-metálicos, como alumínio e magnésio. 2. Classe II possui menor limite mínimo explosivo, porém o seu limite superior é muito elevado. 3. Os gases e os vapores são uniformes; os pós não são partículas uniformes, nem no tamanho e nem na distribuição. 4. Os pós podem se acumular e não se dissiparem se localizados desigualmente. Por isso são frequentes explosões múltiplas depós perigosos. 5. As características de ignição dos pós dependem do tamanho,formato, conteúdo de umidade, conteúdo de voláteis e da concentração. CLASSE III O NEC define como local de Classe III aquele que é perigoso por causa da presença de fibras que entram facilmente em ignição, mas em que tais fibras não são prováveis de estar em suspensão no ar em quantidades suficientes para produzir misturas flamáveis. Não há subdivisão de Grupo na Classe III. O agrupamento dos materiais em Classes I e II é usado para separar materiais com características de ignição que sejam facilmente afetadas pela construção do equipamento elétrico. Nãohá tal condição em locais de Classe III. As fibras são suficientemente grandes para penetrar em juntas flangeadas e não são eletricamente condutoras. Os materiais típicos são: algodão, rayon, sisal, juta, fibra de coca, serragem de madeira (embora o pó de madeira também seja Classe II).O principal perigo dos materiais da Classe III não é a explosão, mas o perigo de incêndio. As fibras entram em ignição facilmente e se queimam rapidamente. GRUPO A designação do grupo é mais específica e constitui uma subdivisão da classe. O grupo, associado a classe, é uma especificação de natureza química. Até a publicação da edição de 1937 do NEC, a Classe I das áreas perigosas não era dividida em grupos. Todos os gases e vapores flamáveis eram classificados como um único grau de perigo. Foi reconhecido, porém, que os graus de perigo variavam e que o equipamento conveniente somente para o uso onde a gasolina era manipulada não era adequado para uso onde o hidrogênio ou acetileno eram manipulados. Foi também verificado que a fabricação de equipamentos e invólucros para uso em
60 atmosferas de hidrogênio era muito difícil e mesmo que se fabricasse o equipamento, ele era muito caro. Assim, não era lógico, sob o ponto de vista de engenharia, exigir que o equipamento à prova de explosão para uso em local com vapores de gasolina também fosse seguro para uso em atmosfera de hidrogênio. Esta não necessidade aumentaria os custos do equipamento e poderia tornar impossível a construção de alguns tipos de equipamentos. Até hoje, por exemplo, não há motores classificados para uso em atmosferas de acetileno e de hidrogênio. O agrupamento dos materiais é usualmente especificado em normas e códigos. As normas americanas diferem levemente das europeias. O NEC estabelece o seguinte: 1. Classe I possui os Grupos A, B, C e D. 2. Classe II possui os Grupos E, F e G. 3. Classe III não possui grupo associado. No sistema europeu os grupos são diferentes: GRUPO I Minas subterrâneas, onde pode haver gases. Assume-se, na prática que o perigo é causado pelo gás metano. GRUPO II Locais de superfície, onde os materiais são indicados pelos sufixos A, B e C. IIC similar ao NEC Grupo A e B IIB similar ao NEC Grupo C. IIA similar ao NEC Grupo D. Tab. 2.1. Comparação dos Grupos de Gases Europa (IEC) e EUA (NEC)
61 MESG (Máximo Espaçamento Seguro Experimental) Um equipamento elétrico não pode ser usado em um local onde a temperatura de ignição da mistura flamável seja menor que a sua temperatura da superfície externa. DIVISÃO – ZONA O NEC usa o termo Divisão, equivalente ao termo Zona, usado nas normas internacionais, brasileiras e europeias. A divisão ou zona de uma área expressa a probabilidade relativa do material perigoso estar presente no ar ambiente, formando uma mistura em concentração perigosa e provável de provocar uma explosão ou incêndio. A probabilidade varia de zero (local seguro) até 1 (local onde a presença é certa e contínua, como no interior de um tanque contendo líquido volátil). Do ponto de vista de engenharia, maiores precauções são necessárias se um particular conjunto de circunstancias é provável de acontecer, tal como a presença de uma mistura flamável dentro dos limites de explosividade e menores precauções são necessárias se é improvável acontecer uma mistura perigosa. Esta é a razão de dividir os locais em duas ou três divisões. Neste aspecto, as divergências entre as normas americanas e europeias são maiores. As normas americanas definem duas divisões: Divisão 1 e Divisão 2.e as normas brasileiras e europeias se referem a três divisões: Zonas 0, 1 e 2. ZONA 0 Nas normas europeias, existe uma mais perigosa ainda: Zona 0, que é definida como o local onde a presença da mistura perigosa é constante e é igual a 100%. Exemplos de Zona 0 são o interior de um tanque cheio de gás ou o espaço cheio de vapor dentro de um tanque com líquido volátil. O principal argumento a favor do uso da Zona 0 é que se deve tomar precauções especiais em lugares onde a probabilidade de perigo é constantemente elevada. As normas americanas não aceitam o conceito de Zona 0. O maior argumento contra o uso da Zona 0 é a falta de demonstração prática da utilidade dessa nova divisão, que complica ainda mais o já difícil problema de diferenciar Divisão 1 da Divisão 2.
62 DIVISÃO1 - ZONA 1 Local onde é alta a probabilidade relativa de ocorrer alguma das seguintes situações: 1. Concentração perigosa existe continuamente, intermitentemente ou periodicamente, em condições normais de operação. 2. Concentração perigosa existe frequentemente, por causa de operações de reparo e manutenção. 3. Concentração perigosa existe por causa de vazamentos frequentes. 4. Falha do equipamento ou do processo ocorre frequentemente e provoca simultaneamente desprendimento de concentração perigosa dos gases e defeitos elétricos. Todas as situações se referem a concentração perigosa de gases,significando que esta concentração se situa entre os limites mínimo e máximo de explosividade ou flamabilidade. Na Divisão 1 é provável haver a presença de gases flamáveis mesmo durante a operação normal da planta. A probabilidade da presença de uma atmosfera perigosa na Divisão 1 é relativamente elevada e, na prática, é considerada igual a 1. A divisão 1 é a área de maior perigo, pela classificação das normas americanas. DIVISÃO 2 - ZONA 2 Local onde é baixa, porém não nula, a probabilidade de existência de misturas de produtos explosivos ou flamáveis com o ar ambiente. Mais detalhadamente definem se como: 1. Os locais perigosos onde líquidos voláteis e gases flamáveis são manipulados, usados ou transportados, porém estão confinados em sistema fechados e dos quais podem escapar somente em caso da ruptura ou quebra acidental dos sistemas ou em caso da operação anormal do equipamento. 2. Locais que não são considerados perigosos porque e quando há ventilação forçada, mas há a probabilidade de falha de equipamento de ventilação tornando o local perigoso. 3. As áreas adjacentes a Divisão 1,sem ventilação positiva e com garantia que não há falha no sistema de ventilação.
63 A área de Divisão 2 é perigosa apenas em situações anormais da planta, quando há acidentes, falhas de equipamentos,vazamentos de tanques, ruptura de discos, corrosão entre flanges.A Divisão 2 pode ser a área que separa a Divisão 1 de áreas seguras. A Divisão 2 é uma área mais segura que a Divisão 1, porém, é ainda um local perigoso, classificado. A probabilidade de ocorrer condições de perigo é pequena, quando comparada a probabilidade da Divisão 1,porém não é zero.Outra característica da Divisão 2 é a curta duração da presença do gás perigoso, que já é pouco provável.Tipicamente, em uma planta petroquímica e refinaria de petróleo, 90%das áreas classificadas são Divisão 2.As equivalências são as seguintes: a Divisão 1 equivale a soma das Zona 0 e Zona 1; a Divisão 2 é igual à Zona 2. Algumas companhias individuais tem definido arbitrariamente e para seu uso locais de Divisão 3, que estão além da Divisão 2 e a única exigência básica é para o uso de equipamento fechado. Temos também de forma geral as áreas de Zona controlada e Zona de Risco, conforme abaixo: Zona Controlada – entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados. Zona de Risco – entorno de parte condutora energizada, não segregada, acessível inclusive acidentalmente, de dimensões estabelecidas de acordo com o nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados e com a adoção de técnicas e instrumentos apropriados de trabalhos. CLASSES DE TEMPERATURAS Para se usar um instrumento elétrico em área perigosa é importante se comparar sua classe de temperatura com a mínima temperatura de autoignição do gás
64 presente. A máxima temperatura alcançada pelo instrumento deve estar abaixo da mínima temperatura de autoignição do gás presente. A norma brasileira (ABNT EB 239) estabelece que a temperatura máxima que o instrumento pode alcançar deve ser igual ou menor que 70% da mínima temperatura de ignição do gás inflamável. A máxima temperatura da superfície do instrumento da área perigosa não pode exceder a temperatura de ignição do gás. Quanto maior a classificação de temperatura do instrumento, menor é a máxima temperatura de sua superfície e mais seguro ele é. MEDIDAS DE CONTROLE DO RISCO ELÉTRICO DESENERGIZAÇÃO A desenergização é um conjunto de ações coordenadas, seqüenciadas e controladas. Somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados e obedecida a sequencia a seguir: SECCIONAMENTO É o estabelecimento de condições que impedem a reenergização do circuito ou equipamento desenergizado, assegurando ao trabalhador o controle do seccionamento.
65 Impedimento de reenergização É o estabelecimento de condições que impedem a reenergização do circuito ou equipamento desenergizado, assegurando ao trabalhador o controle do seccionamento. Constatação da ausência de tensão É a verificação da efetiva ausência de tensão nos condutores do circuito elétrico. Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos Constatada a inexistência de tensão, os condutores deverão ser ligados à haste terra do conjunto de aterramento temporário e realizado a equipotencialização das fases. Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada Define-se zona controlada como, área em torno da parte condutora energizada, segregada, acessível, de dimensões estabelecidas de acordo com nível de tensão, cuja aproximação só é permitida a profissionais autorizados, como disposto no anexo II da Norma Regulamentadora Nº10. Podendo ser feito com anteparos, dupla isolação invólucros, etc. Instalação da sinalização de impedimento de reenergização Destinada à advertência e à identificação da razão de desenergização e informações do responsável
66 ATERRAMENTO FUNCIONAL (TN / TT / IT), DE PROTEÇÃO TEMPORÁRIA. Aterramento Definição Ligação intencional a terra através da quais correntes elétricas podem fluir. O aterramento pode ser: • Funcional: ligação através de um dos condutores do sistema neutro. • Proteção: ligação à terra das massas e dos elementos condutores estranhos à instalação. • Temporário: ligação elétrica efetiva com baixa impedância intencional à terra, destinada a garantir a equipotencialidade e mantida continuamente durante a intervenção na instalação elétrica. Esquema TN O esquema TN possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, sendo as massas ligadas a esse ponto através de condutores de proteção. São considera-das três variantes de esquema TN, de acordo com a disposição do condutor neutro e do condutor de proteção.
67 Esquema TT O esquema TT possui um ponto da alimentação diretamente aterrado, estando as massas da instalação ligadas a eletrodo(s) de aterramento eletricamente distinto(s) do eletrodo de aterramento da alimentação, figura abaixo. Esquema IT No esquema IT todas as partes vivas são isoladas da terra ou um ponto da alimentação é aterrado através de impedância, figura abaixo. As massas da instalação são aterradas.
68 Aterramento temporário O aterramento elétrico de uma instalação tem por função evitar acidentes gerados pela energização acidental da rede, propiciando rápida atuação do sistema automático de seccionamento ou proteção. Também tem o objetivo de promover proteção aos trabalhadores contra descargas atmosféricas que possam interagir ao longo do circuito em intervenção. Esse procedimento deverá ser adotado a montante (antes) e a jusante (depois) do ponto de intervenção do circuito e derivações se houver, salvo quando a intervenção ocorrer no final do trecho. Deve ser retirado ao final dos serviços. Equipotencialização É o procedimento que consiste na interligação de elementos especificados, visando obter a equipotencialidade necessária para os fins desejados. SECCIONAMENTO AUTOMÁTICO DA ALIMENTAÇÃO O seccionamento automático possui um dispositivo de proteção que deverá seccionar automaticamente a alimentação do circuito ou equipamento por ele protegido sempre que uma falta der origem a uma corrente superior ao valor determinado e ajustado. DISPOSITIVOS A CORRENTE DE FUGA
69 Dispositivo de proteção operado por corrente Tem por finalidade desligar da rede de fornecimento de energia elétrica, o equipamento ou instalação que ele protege, na ocorrência de uma corrente de fuga que exceda determinado valor, sua atuação deve ser rápida, menor do que 0,2 segundos (Ex.: DDR). EXTRA BAIXA TENSÃO: SELV E PELV Defini-se como: A. SELV (do inglês “separated extra-low voltage”): Sistema de extra baixa tensão que é eletricamente separada da terra de outros sistemas e de tal modo que a ocorrência de uma única falta não resulta em risco de choque elétrico. B. PELV (do inglês “protected extra-low voltage”): Sistema de extra baixa tensão que não é eletricamente separado da terra, mas que preenche, de modo equivalente, todos os requisitos de um SELV. BARREIRAS E INVÓLUCROS São dispositivos que impedem qualquer contato com partes energizadas das instalações elétricas. São componentes que possam impedir que pessoas ou animais toquem acidentalmente as partes energizadas, garantindo assim que as pessoas sejam advertidas de que as partes acessíveis através das aberturas estão energizadas e não devem ser tocadas. BLOQUEIOS E IMPEDIMENTOS
70 Dispositivos de bloqueio são aqueles que impedem o acionamento ou religamento de dispositivos de manobra (chaves, interruptores). Bloqueio é a ação destinada a manter, por meios mecânicos um dispositivo de manobra fixo numa determinada posição, de forma a impedir uma ação não autorizada, em geral utilizam cadeados. É importante que tais dispositivos possibilitem mais de um bloqueio, ou seja, a inserção de mais de um cadeado, por exemplo, para trabalhos simultâneos de mais de uma equipe de manutenção. OBSTÁCULOS E ANTEPAROS Os obstáculos são destinados a impedir o contato involuntário com partes vivas, mas não o contato que pode resultar de uma ação deliberada e voluntária de ignorar ou contornar o obstáculo. Os obstáculos devem impedir: • Uma aproximação física não intencional das partes energizadas; • Contatos não intencionais com partes energizadas durante atuações sobre o equipamento, estando o equipamento em serviço normal. ISOLAMENTO DAS PARTES VIVAS
71 São elementos construídos com materiais dielétricos (não condutores de eletricidade) que têm por objetivo isolar condutores ou outras partes da estrutura que estão energizadas, para que os serviços possam ser executados com efetivo controle dos riscos pelo trabalhador. ISOLAÇÃO DUPLA OU REFORÇADA Este tipo de proteção é normalmente aplicado a equipamentos portáteis, tais como furadeiras elétricas manuais, os quais por serem empregados nos mais variados locais e condições de trabalho, e mesmo por suas próprias características, requerem outro sistema de proteção, que permita uma confiabilidade maior do que aquela oferecida exclusivamente pelo aterramento elétrico. COLOCAÇÃO FORA DE ALCANCE Neste item estaremos tratando das distâncias mínimas a ser obedecida nas passagens destinadas a operação e/ou manutenção, quando for assegurada a proteção parcial por meio de obstáculos. SEPARAÇÃO ELÉTRICA Uma das medidas de proteção contra choques elétricos previstas na NBR 5410/2004, é a chamada "separação elétrica." Ao contrário da proteção por seccionamento automático da alimentação, ela não se presta a uso generalizado. Pela própria natureza, é uma medida de aplicação mais pontual. Isso não impediu que ela despertasse certa confusão entre os profissionais de instalações. Alegam-se conflitos entre as disposições da medida e a prática de instalações. TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCO Risco: capacidade de uma grandeza com potencial para causar lesões ou danos à saúde das pessoas. Os riscos podem ser eliminados ou controlados.
72 Perigo: situação ou condição de risco com probabilidade de causar lesão física ou dano à saúde das pessoas por ausência de medidas de controle. É inerente ao processo. Causa de acidente É a qualificação da ação, frente a um risco/perigo, que contribuiu para um dano seja pessoal ou impessoal. Ex.: A avenida com grande movimento não constitui uma causa do acidente, porém o ato de atravessa com pressa, pode ser considerado como uma das causas. Controle É uma ação que visa eliminar/controlar o risco ou quando isso não é possível, reduzir a níveis aceitáveis o risco na execução de uma determinada etapa do trabalho, seja através da adoção de materiais, ferramentas, equipamentos ou metodologia apropriada. PLANEJAMENTO
73 Antes da fase de execução, serão analisados os riscos potenciais. Este trabalho é realizado através da Análise Preliminar de Risco – APR, no mínimo, as seguintes informações: Descrição detalhada das etapas dentro de um serviço, operação ou atividade; Identificação dos riscos existentes em cada etapa; Medidas de segurança para a realização de todas as etapas dos serviços, no sentido de reduzir e/ou eliminar riscos existentes (técnicas de execução, equipamentos a serem utilizados, EPC, EPI, etc.); Número de profissionais necessários para a execução dos serviços com segurança. ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO (APR) Trata-se de uma técnica de análise prévia de riscos. Análise Preliminar de Risco é uma visão do trabalho a ser executado, que permite a identificação dos riscos envolvidos em cada passo da tarefa, e ainda propicia condição para evita-los ou conviver com eles em segurança. Por se tratar de uma técnica aplicável a todas as atividades, a técnica de Análise Preliminar de Risco é o fato de promover e estimular o trabalho em equipe e a responsabilidade solidária.
74 CHECK LIST O objetivo é criar o hábito de verificar os itens de segurança antes de iniciar as atividades, auxiliando na prevenção dos acidentes e no planejamento das tarefas, enfocando os aspectos de segurança. Será preenchido de acordo com as regras de Segurança do Trabalho. “A Equipe somente iniciará a atividade, após realizar a identificação de todos os riscos, medidas de controle e após concluir o respectivo planejamento da atividade”.
75 ÁRVORE DE DECISÃO NORMA REGULAMENTADORA NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade
76 “Dispõe sobre as diretrizes básicas para a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos, destinados a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que direta ou indiretamente interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade nas fases de geração, transmissão, distribuição e consumo, incluindo as etapas de projeto, construção, montagem, operação, manutenção das instalações elétricas, e quaisquer trabalhos realizados nas suas proximidades”. APROVAÇÃO Portaria do MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO nº 598 de 07.12.2004, publicada no DOU de 08.12.2004. OBJETIVO Alteração da Norma Regulamentadora nº10 - NR10 -Instalações e Serviços em Eletricidade, aprovada pela Portaria nº 3.214/1978, promovendo sua atualização frente às necessidades provocadas pelas mudanças introduzidas no setor elétrico e nas atividades com eletricidade, especialmente quanto à nova organização do trabalho, à introdução de novas tecnologias e materiais, à globalização e principalmente pela responsabilidade do Ministério do Trabalho e Emprego em promover a redução de acidentes envolvendo esse agente de elevado risco - ENERGIA ELÉTRICA. CONSTRUÇÃO • Grupo de Profissionais Engenheiros Eletricistas e de Segurança no Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego e outras Instituições Governamentais de diversas unidades do País, produziu uma proposta de texto base, inicial para a atualização da Norma Regulamentadora nº 10, em atendimento à demanda social priorizada pela Comissão Tripartite Paritária Permanente (CTPP). • A Secretaria Inspeção do Trabalho (SIT) / Departamento Segurança e Saúde no Trabalho (DSST) aceitaram e encaminharam para consulta pública a proposta de atualização da Regulamentação Normativa através da Portaria nº 6 de 28/03/2002 (Publicada no DOU em 01/04/2002). • Em outubro de 2002 foi encaminhada à CTPP, que constituiu o Grupo Técnico Tripartite - GTT10, constituído tripartitemente pela CTPP por notáveis da área de segurança em energia elétrica, que promoveu consensualmente a análise, discussão e aprimoramento do texto enviando-o, em dezembro de 2003, ao Ministério do trabalho e Emprego para aprovação final.
77 Análise de risco Integração com as demais medidas de segurança da empresa; Esquemas unifilares atualizados constantemente, PIE - Prontuário das Instalações Elétricas: - Memória dinâmica das instalações; - Relatório Técnico das Instalações; Mantido atualizado e organizado pelo empregador ou representante oficial; Permanentemente disponibilizado aos trabalhadores e fiscalização; Documentos devem ser elaborados por profissional legalmente habilitado. 10.3. SEGURANÇA EM PROJETOS; Obriga que os projetos em instalações elétricas: Especifiquem dispositivo que permitam o impedimento de reenergização; Planejar espaçamento e distanciamento seguros; Prever a necessidade de “aterramento elétrico” e aterramento temporário; Indicar a posição operativa de dispositivos de manobra; Planejar prevenção contra as influências ambientais; Prever disposições contra incêndios e explosões; Descrever o princípio funcional dos elementos de proteção destinados à segurança das pessoas; Descrever a compatibilidade dos dispositivos de proteção. 10.4. SEGURANÇA NA CONSTRUÇÃO, MONTAGEM, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO; CONTEÚDO 10.1. OBJETIVO E CAMPO DE APLICAÇÃO; Estabelecer os requisitos e condições mínimas para garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores que, direta ou indiretamente, interajam em instalações elétricas e serviços com eletricidade, aplica-se a todas as fases (projeto, montagem, execução, operação, manutenção, etc) e quaisquer serviços realizados em sua proximidade. Oficializa a obrigatoriedade de observar as normas técnicas oficiais estabelecidas pelos órgãos competentes (no Brasil, a ABNT com as NBR) e, na ausência ou omissão destas, as normas internacionais cabíveis. 10.2. MEDIDAS DE CONTROLE;
78 As instalações elétricas devem ser supervisionadas por profissional autorizado; Adotar medidas de proteção em riscos adicionais (altura, confinamento, atmosferas explosivas),Ferramentas elétricas compatíveis às instalações elétricas, Manter as instalações elétricas em condições seguras de funcionamento e inspecionada por profissional autorizado; Posição de trabalho segura - membros superiores livres- de acordo com a NR-17. Garantir níveis de iluminação adequados. 10.5. SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES DESENERGIZADAS; 1. Seccionamento da energia elétrica; 2. Impedimento de reenergização; 3. Constatação da ausência de energia elétrica; 4. Aterramento do circuito ou conjunto elétrico com equipotencialização dos condutores dos circuitos; 5. Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada (Anexo I); 6. Instalação da sinalização de impedimento de energização. 10.6. SEGURANÇA EM INSTALAÇÕES ENERGIZADAS; Energizada para TENSÕES > ou = 50 Vac ou superior a 120 Vcc. Estabelece as distâncias de segurança em tornos dos pontos ou conjuntos energizados; Zona de controle (Zc) – restrita a profissionais autorizados; Zona de risco (Zr) – restrita a profissionais autorizados e com a adoção de técnica e instrumentos apropriados de trabalho. Institui o treinamento de segurança obrigatório.
79 10.7. TRABALHO ENVOLVENDO ALTA TENSÃO; 1. Devem receber Treinamento básico e complementar; 2. Não pode ser realizado individualmente; 3. Sob procedimentos específicos, detalhados e assinados por profissional autorizado com Ordem de Serviço; 4. Equipamentos, ferramentas e isolantes, usados em AT, devem ser submetidos a testes elétricos e ensaios em laboratório; 5. Sinalização com identificação da condição de desativação; 6. Equipamento de comunicação entre membros da equipe 10.8. HABILITAÇÃO, QUALIFICAÇÃO, CAPACIT. E AUTORIZAÇÃO DOS TRABALHADORES; 1. Qualificado – com curso reconhecido; 2. Habilitado – qualificado e com registro conselho de classe; 3. Capacitado – recebe capacitação sob orientação de habilitado e trabalhe sob-responsabilidade de habilitado; 4. AUTORIZADO – capacitado ou qualificado, com treinamento básico (p/ TUDO) e/ou complementar (p/ SEP), exames médicos e anuência formal da empresa; 5. Identificação adequada que permita conhecer a abrangência da autorização de cada trabalhador; 6. Condição de autorização no registro de empregado; 7. Treinamento de reciclagem bienal, em troca de função, mudança de empresa, afastamentos >3meses, modificações significativas nas instalações; 10.9. PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIO E EXPLOSÃO; 1. Obriga adoção da proteção conforme NR23- Proteção Contra Incêndio; 2. Equipamentos, materiais e dispositivos destinados à ambiente com atmosferas potencialmente explosivas (áreas classificadas) devem ser certificadas SBC; 3. Dispositivos de descargas para eletricidade estática; 4. Dispositivos de proteção especiais para áreas classificadas; 5. Serviços em áreas classificadas somente com permissão formalizada ou supressão do agente de risco.
80 10.10. SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA; 1. Obriga adoção da sinalização conforme NR-26, para: Identificação de circuitos; Travamento e bloqueios; Proibição de acesso; Delimitação de áreas; Sinalização de impedimento de energização; Sinalização de áreas de circulação, de vias, de veículos e de movimentação de cargas. 10.11. PROCEDIMENTOS DE TRABALHO; 1. Os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descrição detalhada de cada tarefa, assinado por profissional que atenda ao item 10.8. 2. Ordens de Serviços – específica, antes dos serviços; 3. Procedimentos de trabalho devem conter objetivo, campo de aplicação, competências e responsabilidades; 4. Os procedimentos de trabalho, o treinamento de segurança e saúde e a autorização, devem ter a participação do SEESMT (Serviço Especializado de Saúde, Segurança e Medicina do Trabalho), quando houver. 10.12. SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA;
81 1. Ações de emergência com instalações e serviços elétricos devem constar do plano de emergência da empresa. 2. Trabalhadores autorizados devem estar aptos a prestar primeiros socorros (animação cardio-respiratória) e a manusear e operar equipamentos de prevenção e combate a incêndio. 3. A empresa deve possuir métodos e meios de resgate adequados às suas atividades. 10.13. RESPONSABILIDADES; 1. Responsabilidades são solidárias a todos os contratantes e contratados envolvidos; 2. Contratantes devem informar e instruir os riscos a que os trabalhadores estão expostos, instruindo as medidas de controle; 3. Na ocorrência de acidentes de trabalho a empresa deve propor e adotar medidas preventivas e corretivas; 4. Trabalhadores: Zelar pela sua, e de outrem, segurança e saúde; Cumprimento das disposições legais e regulamentares; Comunicar situações de risco; 10.14. DISPOSIÇÕES FINAIS. 1. Direito de recusa – com evidencias de riscos graves e iminentes para sua segurança e de outrem; 2. Empresas devem promover ações de controle de riscos originados por outrem, denúncias aos órgãos competentes quando cabíveis; 3. Interdição ou embargo (conf. NR-03) em caso grave e iminente de risco aos trabalhadores; 4. Documentação deve estar a disposição dos trabalhadores e autoridades 5. Não se aplica a instalações alimentadas por extra-baixas tensão (<50Vca ou 120Vcc). GLOSSÁRIO. ANEXO II - ZONA DE RISCO E ZONA CONTROLADA; ANEXO III - TREINAMENTO ANEXO IV - PRAZOS PARA CUMPRIMENTO.
82 TRANSITORIEDADE PARA NOVA NR10
83 Obrigatório para estabelecimentos com carga superior a 75kW; Organizado em um prontuário mantido e organizado pelo empregador ou pessoa formalmente designada pela empresa; Deve permanecer a disposição dos trabalhadores e demais interessados envolvidos; Para que as informações não se dispersem, foi estabelecido que se reúnam as informações e documentos, podendo ser uma pasta, um manual, um arquivo, ou sistema informatizado; Documentos emitidos por profissional habilitado; Prazo máximo até junho de 2006; Deve constar no PIE: a) conjunto de procedimentos e instruções técnicas e administrativas de segurança e saúde, implantadas, descrição dos procedimentos de emergência; b) documentação das inspeções e medições do sistema de proteção contra descargas atmosféricas e aterramentos elétricos (NBR5419); c) especificação dos equipamentos de proteção coletiva e individual e o ferramental ( CA ); d) documentação comprobatória da qualificação, habilitação, capacitação, autorização dos trabalhadores e dos treinamentos realizados; e) resultados dos testes de isolação elétrica realizados em equipamentos de proteção individual e coletiva; f) certificações dos equipamentos e materiais elétricos em áreas classificadas (SBC); RTI – RELATÓRIO TÉCNICO DAS INSPEÇÕES atualizadas com recomendações, cronogramas de adequações. RTI – Relatório Técnico das Inspeções Relatório técnico, elaborado por profissional habilitado, Com ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) CREA. Este documento deve estar presente no PIE – Prontuário das Instalações Elétricas; Auditoria periódica da condição de segurança das instalações elétricas e conformidade com as normas técnicas vigentes: ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas Baixa tensão ABNT NBR 5419 – Sistema Proteção Descargas Atmosféricas ABNT NBR 14039 – Instalações elétricas AT, etc. PIE – PRONTUÁRIO DAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS.
84 Conforme o item 10.1.2 da NR10. RTI – Relatório Técnico das Inspeções Auditoria na documentação exigida pela NR10 e pelas NBR; Inspeciona a aplicação das solicitações da NR-10 em função das instalações elétricas existentes na empresa; Apontam as não conformidades encontradas, recomendações e formula um cronograma para as regularizações necessárias; É um instrumento que facilita a fiscalização (DRT e SST) e dos setores de segurança e saúde da empresa nas medidas de controle e prevenção de risco. O relatório acompanha além das orientações necessárias para o atendimento dos itens da NR-10, relatos de cada não conformidade, com local, foto, descrição, item de norma não atendida, recomendações. Planilha para Cronograma de Regularização com as não conformidades encontradas, prazos, responsáveis. PUNIBILIDADE Autuações do Ministério do Trabalho e Emprego Portaria n°126 de 03 de junho de 2005 MULTA – Os valores das multas dependem da graduação e do número de empregados da empresa infratora, podendo variar de 378 a 6.304 UFIR;
85 Quando for verificada situação de grave e iminente risco, a DRT adotará procedimentos de embargo ou interdição. • INTERDIÇÃO – Paralisação total ou parcial do estabelecimento, da frente de trabalho, do setor de serviço, da máquina ou equipamento. • EMBARGO – Paralisação total ou parcial da obra de instalação elétrica (construção, manutenção e reforma). São situações de grave e iminente risco, capazes de promover de o embargo ou a interdição. TODOS OS ATORES SÃO RESPONSÁVEIS!!!! 10.13.1 - RESPONSABILIDADES SOLIDÁRIAS ENTRE CONTRATANTES E CONTRATADOS
86 VALENDO O CONCEITO: CULPA IN ELIGENDO – PROVENIENTE DA FALTA DE CAUTELA OU PREVIDÊNCIA NA ESCOLHA DE EMPRESA OU PESSOA A QUEM CONFIA A EXECUÇÃO DE UM ATO OU SERVIÇO CULPA IN VIGILANDO – AQUELA OCASIONADA PELA FALTA DE DILIGÊNCIA, ATENÇÃO, VIGILÂNCIA, FISCALIZAÇÃO OU QUAISQUER OUTROS ATOS DE SEGURANÇA DO AGENTE, NOCUMPRIMENTO DO DEVER, PARA EVITAR PREJUÍZO A ALGUÉM. 10.13.2 É de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobres os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados O TRABALHADOR TEM O DIREITO DE SABER DOS RISCOS E RECUSAR O SERVIÇO. O EMPREGADOR TEM A OBRIGAÇÃO DE INFORMÁ-LOS PRIMEIROS SOCORROS 1. Conceito É o primeiro atendimento, prestado no local do acidente, com o objetivo de SALVAR A VIDA e evitar o SEGUNDO TRAUMA até a chegada do atendimento especializado. 2. Biosegurança São todos os procedimentos a serem tomados, objetivando a manutenção da integridade do socorrista, da vítima e dos terceiros envolvidos na ocorrência. É a primeira preocupação do socorrista em qualquer ocorrência. Por questões didáticas, a biossegurança é dividida em três tipos de proteções, a serem oferecidas ao socorrista, à vítima e aos terceiros envolvidos, quais sejam: Proteção Mecânica: É aquela proteção que envolve impactos, quedas, contusões, queimaduras, etc. Na prática, configura-se no uso de EPI, isolamento do local, sinalização, coletes reflexivos, cuidados no transporte, colar cervical, macas, talas, etc. Proteção Biológica: Utilizada contra doenças infecto-contagiosas. Divide-se em níveis, sendo orientado ao socorrista a utilização de luvas de procedimento, óculos de proteção e máscara facial.
87 Proteção Psicológica: Apoio psicológico prestado pelo socorrista leigo no assunto às vítimas, aos terceiros envolvidos e também aos demais socorristas. Na prática, o socorrista deve, antes de abordar diretamente a vítima, verificar a segurança do local (proteção mecânica), verificar a proteção biológica, com luvas de procedimento, óculos de proteção e máscara facial (dependendo da ocorrência), e, ainda antes de tocar na vítima, revisar a segurança do atendimento direto, principalmente em termos de fios elétricos, desabamento, outros. Após estes cuidados, que devem gastar segundos, o atendimento continua. Na ordem: Segurança Do Local Segurança Do Socorrista Segurança Da Vítima 3. Atendimento 3.1 Análise Primária: Também chamada de exame primário, exame ou análise inicial, ou avaliação inicial, após a segurança, é o procedimento a ser tomado em todas as ocorrências, independente das características próprias de cada acidente. É um protocolo internacional, devendo ser utilizado em qualquer ocorrência. É composto por um conjunto de medições que o socorrista faz, a seguir citados: Níveis de Consciência A Air– Vias Aéreas e Colar Cervical B Breath– Respiração C Circulation– Circulação e Grandes Hemorragias Verifique a inconsciência; 2-Abra as vias aéreas respiratórias; 3-Verifique a respiração; 4-Verifique os batimentos cardíacos; 5-Aplicar colar cervical (inconsciente). Observando uma seqüência de eventos devemos verificar o nível de inconsciência em seguida verificar se existe alguma obstrução das vias aéreas, verificar a respiração e batimentos cardíacos. Abaixo, a explicação de cada um dos itens acima: Níveis de Consciência: Existem várias formas de verificação. Verifica-se a melhor resposta do acidentado. A seguir: A – Alerta : Não é necessário nenhuma forma de estimulação V – Voz : Ao ser chamado, o paciente volta a ter consciência D – Dor : Ao receber estímulo doloroso, existe a resposta do acidentado I – Inconsciente : Não existe resposta por parte da vítima
Anotações
Comandos Elétricos
90 CONTATORES O contator, que é de acionamento não manual por definição, pode ser do tipo “de potência“ e “auxiliar“, e normalmente tripolar, por ser usado em redes industriais que são sobretudo trifásicas. O seu funcionamento se dá perante condições nominais e de sobrecarga previstas, sem, porém, ter capacidade de interrupção para desligar a corrente de curto-circuito. O acionamento é feito por uma bobina eletromagnética pertencente ao circuito de comando, bobina essa energizada e desenergizada normalmente através de uma botoeira liga-desliga, estando ainda em série com a bobina do contator um contato pertencente ao relé de proteção contra sobrecargas, do tipo NF (Normalmente Fechado). Esse contato auxiliar, ao abrir, interrompe da alimentação da bobina eletromagnética, que faz o contator desligar. Fusíveis colocados no circuito de comando fazem a proteção perante sobrecorrentes. Construção. Cada tamanho de contator tem suas particularidades construtivas. Porém, em termos de componentes e quanto ao princípio de funcionamento, são todos similares ao desenho explodido que segue, e cujos componentes estão novamente representados na ilustração com corte na página seguinte. Contator de potência. Desenho explodido
91 Contator de potência. Peça em corte. Análise e substituição dos contatos de contatores.
92 Funcionamento do contator. Conforme definido e comentado anteriormente, o contator é um dispositivo de manobra não manual e com desligamento remoto e automático, seja perante sobrecarga ( através do relé de sobrecarga ) seja perante curto-circuito ( através de fusíveis ). Quem liga e desliga o contator é a condição de operação de uma bobina eletromagnética, indicada por ( 2 ) no desenho em corte, abaixo. Desenho em corte. Essa bobina, no estado de desligado do contator, ou seja, contato fixo (4) e contato móvel ( 5 ) abertos, também está desligada ou desenergizada. Quando, por exemplo, através de uma botoeira, a bobina eletromagnética é energizada, o campo magnético criado e que envolve o núcleo magnético fixo ( 1 ), atrai o núcleo móvel (3), com o que se desloca o suporte de contatos com os contatos principais móveis ( 5 ), que assim encontram os contatos principais fixos ( 4 ), fechando o circuito. Estando o contator ligado (a bobina alimentada), e havendo uma condição de sobrecarga prejudicial aos componentes do sistema, o relé de proteção contra sobrecarga (bimetálico ou eletrônico) interromperá um contato NF desse relé, que está em série com a bobina do contator, no circuito de comando. Com a abertura do contato é desenergizada a bobina eletromagnética, o contator abre e a carga é desligada. Para efeito de religação, essa pode ser automática ou de comando remoto, dependendo das condições a serem atendidas pelo processo produtivo ao qual esses componentes pertencem. Além dos contatos principais, um contator possui contatos auxiliares dos tipos NA e NF, em número variável e informado no respectivo catálogo do fabricante. ( Lembrando: NA significa Normalmente Aberto e NF, Normalmente Fechado ). As peças de contato têm seus contatos feitos de metal de baixo índice de oxidação e elevada condutividade elétrica, para evitar a criação de focos de elevada temperatura, o que poderia vir a prejudicar o seu funcionamento. Nesse sentido, o mais freqüente é o uso de liga de prata.
93 CARACTERÍSTICAS DOS CONTATORES. Os contatores se caracterizam, sobretudo pelo seu elevado número de manobras perante corrente nominal, número esse variável com o tipo de carga, pois, entre outros, é função dos efeitos do arco elétrico sobre as peças de contato no instante da manobra. Com isso, a sua capacidade de manobrar também passa a ser variável com o tipo de carga, conforme vamos detalhar a seguir. Se analisarmos, consequentemente, uma lista técnica de um contator, vamos constatar que: • São dados básicos de escolha, o conhecimento de sua tensão nominal (Un),e a freqüência nominal (fn) , para as quais também a bobina eletromagnética do contator precisa ser adequada. • É fundamental também saber em que condições de carga o contator é ligado, para determinar o número de contatos auxiliares necessários para intertravamento, bloqueio, comandos auxiliares etc, definindo-se assim o número de contatos normalmente abertos ( NA ) e os normalmente fechados ( NF ). • Como terceiro detalhe, o tipo de carga em que vai ser ligado: a constatação se a carga é predominantemente resistiva ou indutiva (motores, sobretudo). Isso porque, as respectivas curvas de carga são acentuadamente diferentes. No caso de carga capacitiva, as condições bastante críticas na ligação recomendam o uso de contatores específicos para tal carga, ou uma consulta ao fabricante a respeito. • O quarto aspecto diz respeito ao regime em que a carga considerada vai ser manobrada: é de ligação contínua ou intermitente. Isso porque, sendo intermitente, a presença freqüente do arco elétrico e seus efeitos térmicos, bem como as freqüentes correntes de partida, algumas vezes superiores à In, fazem com que tenhamos que reduzir a carga pela redução de corrente, com o que o contator terá menor capacidade de manobra. As potências indicadas seguem a padronização constante da norma NBR 5432, em sua ultima edição. • Mais um aspecto é a definição da sua categoria de emprego, segundo norma IEC. As diversas categorias de emprego estão definidas na próxima página, sendo designadas, em corrente alternada, por AC_. Classificação semelhante é normalizada para corrente contínua por DC_. Para cada uma dessas categorias, define-se qual a capacidade de manobra que um dado contator apresenta. • Nas listas técnicas ainda encontramos informações relativas à: - Corrente e tamanho do fusível ou disjuntor-motorque fará a proteção de cada um dos contatores, lembrando que, sendo carga motora, a característica do fusível é retardada; -Atendimento às normas técnicas, relacionando-as e informando eventualmente se o material já possui a MARCA DE CONFORMIDADE. Essa marca é obtida na obediência da norma do produto e de norma de procedimentos. Sua concessão é feita por autorização do INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Garantia de Qualidade. - Para cada contator ainda vem indicada a família de relés de sobrecarga que se aplica, baseado no valor da corrente nominal.
94 Contatores – Categorias de emprego - IEC 947 AC - 1 Cargas não indutivas ou de baixa indutividade e Resistores AC - 2 Motores com rotor bobinado (anéis) Partida com desligamento na partida e regime nominal AC - 3 Motores com rotor em curto-circuito (gaiola) Partida com desligamento em regime nominal AC - 4 Motor com rotor em curto-circuito (gaiola) Partida com desligamento na partida, partida com inversão de rotação, manobras intermitentes AC - 5a Lâmpadas de descarga em gás (fluorescentes, vapor de mercúrio, vapor de sódio) AC - 5b Lâmpadas incadescentes AC - 6a Transformadores AC - 6b Banco de capacitores AC - 7a Cargas de aparelhos residenciais ou similares de baixa indutividade AC - 7b Motores de aparelhos residenciais AC - 8 Motores-compressores para refrigeração com proteção de sobrecarga Corrente contínua Especificação das cargas DC - 1 Cargas não indutivas ou de baixa indutividade Resistores DC - 3 Motores de derivação ( shunt) Partidas normais, partidas com inversão de rotação, manobras intermitentes, frenagem DC - 5 Motores série Partidas normais, partidas com inversão de rotação, manobras intermitentes, frenagem DC - 6 Lâmpadas incandescentes Contatores auxiliares / Contatos auxiliares – Categorias de emprego - IEC 947 Corrente alternada Especificação das cargas AC - 12 Cargas resistivas e eletrônicas AC - 13 Cargas eletrônicas com transformador de isolação AC - 14 Cargas eletromagnéticas≤72 VA AC - 15 Cargas eletromagnéticas>72 VA Corrente contínua Especificação das cargas DC - 12 Cargas resistivas e eletrônicas DC - 13 Cargas eletromagnéticas DC - 14 Cargas eletromagnéticas com resistores de limitação
95 Durabilidade ou vida útil. A durabilidade é expressa segundo dois aspectos: a mecânica e a elétrica. A durabilidade mecânica é um valor fixo, definido pelo projeto e pelas características de desgaste dos materiais utilizados. Na prática, o seu valor é de 10 a 15 milhões de manobras, para contatores de pequeno porte. De qualquer modo, o valor correspondente está indicado no catálogo do fabricante. A durabilidade elétrica, ao contrário, é um valor variável, função da freqüênci de manobras da carga á qual o contator está sujeito, ao número total de manobras que o contator é capaz de fazer, a sua categoria de emprego e aos efeitos do arco elétrico, que dependem da tensão e da corrente elétrica. Normalmente, perante condições de desligamento com corrente nominal na categoria de emprego AC-3, esse valor varia de 1 a 1,5 milhão de manobras. Essas três últimas variáveis estão indicadas no gráfico na página seguinte, observando-se que: • No eixo horizontal, vem indicada a corrente de desligamento, que não é necessariamente a corrente nominal. Portanto, o seu valor deve ser determinado ou medido em cada carga ligada ao contator. • No eixo vertical, a indicação de dois dos possíveis eixos de tensão nominal, sendo que, sobre as escalas indicadas ( de acordo com a tensão ligada),obtemos O VALOR TOTAL DAS MANOBRAS QUE O CONTATOR É CAPAZ DE FAZER, em regime AC-3, que é o mais encontrado nas instalações industriais. Ou, em outras palavras, obtemos a DURABILIDADE ELÉTRICA DO CONTATOR. • O conhecimento dessas durabilidades ( elétrica e mecânica ) são particularmente importantes na constituição do PLANO DE MANUTENÇÃO DE UMA INDÚSTRIA, podendo-se assim planejar adequadamente a aquisição de peças de reposição e o período melhor de sua troca sem interromper o ciclo produtivo. A curva de cada contator é estabelecida pelo fabricante. Do exposto, podemos tirar algumas conclusões : • Na escolha do contator adequado a uma instalação, e para evitar freqüentes trocas, temos que conhecer, alem da tensão, freqüência elétrica e tipo de carga ( como vimos até aqui ), também a freqüência de manobras, ou seja, o número de manobras por unidade de tempo ( p.ex. manobras por hora ) que a carga realiza. • Na avaliação qual o contator que melhor atende ao usuário, e além do seu custo, temos que saber, entre os contatores para nossa escolha, qual o que apresenta uma durabilidade adequada e relacionar essa durabilidade com o custo-benefício. • Avaliar o que significa para o ciclo de trabalho da indústria, freqüentes substituições de componentes, ou seja, até que ponto essas substituições prejudicam o ciclo produtivo. Ainda na atividade de manutenção, é importante se localizar qualquer defeito que esteja acontecendo durante o ciclo de trabalho. Assim, por exemplo, seja pelas condições da rede de alimentação, seja por defeito dos componentes, podem ocorrer certos problemas, cujas causas mais freqüentes estão exemplificadas no que segue.
96 Utilização dos contatores. Desvio dos valores nominais de operação
97 RELES DE PROTEÇÃO: RELÉS DE PROTEÇÃO CONTRA SOBRECARGA. As sobrecargas são originadas por uma das seguintes causas: • Rotor bloqueado; • Elevada freqüência de manobra; • Partida difícil (prolongada); • Sobrecarga em regime de operação; • Falta de fase; • Desvio de tensão e de freqüência. Conceito de sobrecarga. A sobrecarga é uma situação que leva a um sobreaquecimento por perda joule, que os materiais utilizados somente suportam até um determinado valor e por tempo limitado. A determinação de ambas as grandezas é feita em Norma Técnica do referido produto. Portanto, a função do relé de sobrecarga é a de atuar antes que esses limites de deterioração sejam atingidos, garantindo uma VIDA ÚTIL apropriada aos componentes do circuito. Basicamente são dois os tipos de relés de sobrecarga encontrados: o relé bimetálico e o relé eletrônico, esse último em mais de uma versão. Vejamos detalhes de cada um. • O RELÉ DE SOBRECARGA BIMETÁLICO. Esse relé tem um sensor bimetálico por fase, sobre o qual age o aquecimento resultante da perda joule, presente numa espiral pela qual passa a corrente de carga e que envolve a lâmina bimetálica, que é o sensor. Essa, ao se aquecer, se dilata, resultando daí a atuação de desligamento do acionamento eletromagnético do contator ou o disparo do disjuntor, em ambos os casos abrindo o circuito principal e desligando a carga que, por hipótese, está operando em sobrecarga. Portanto, esse relé controla o aquecimento que o componente/equipamento do circuito está sofrendo devido à circulação da corrente elétrica. Sobreaquecimentos de outras origens NÃO SÃO NECESSARIAMENTE registradas por esse relé, e que podem igualmente danificar ou até destruir o componente. Relé de sobrecarga bimetálico – Princípio construtivo.