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Published by hmilheiro, 2018-09-24 13:35:42

AutoSport_2126

AutoSport_2126

#2126 O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES 40
ANO 40
anos
26/09/2018
>> autosport.pt
2,35€ (CONT.)

DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES

TÍTULO ADIADOJOSÉPEDROFONTESVENCERALIDEAMARANTE/BAIÃO

ENDTOSRMTEEEFVNAINICOSALTIA +
ALONSO HUSQVARNA
VITPILEN 701
PERDE TÍTULO PÁG. 38
DE 2010
DRIVING
POR CULPA EXPERIENCE AMG PÁG. 44
DA FERRARI

PÁG. 12

FINS DE SEMANA PERFEITOS

SIX SENSES DOURO VALLEY | SAMODÃES | DOURO

www.hoteisdecampo.pt

3

I/ I N S TA N TÂ N E O SIGA-NOS EM EDIÇÃO

#2126
26/09/2018

f l> > a u t o s p o r t . p t
facebook.com/autosportpt twitter.com/AutoSportPT

AMERICAN WAY Os norte-americanos arranjam sempre motivos para dar espetáculo. Desta feita foi a vez de José Luís Abreu
Mattias Ekström saltar 30 metros com o seu Audi Quattro WRX nos Nitro World Games em Salt Lake City, Utah
DIRETOR-EXECUTIVO
S/ SEMÁFORO EM DIRETO
[email protected]
PARADO A ARRANCAR A FUNDO “O Kimi quer pilotar carros de
F1. Ele adora isto. Pensavam No passado fim de
Penalizações Cube Automóvel Alexey Lukyanuk que ele se reformasse, mas semana, Sérgio Leitão,
polémicas e ajudas de Amarante e o confirmou o título ele adora pilotar”, Steve piloto de Motociclismo
‘internas’ de marca seu primeiro rali Europeu apesar de de Velocidade, perdeu
de asfalto: desafio mais um despiste. Robertson, empresário de Räikkönen, a vida na sequência
no DTM. Imagem de marca explicando por que o piloto não quer de um acidente no
Desnecessário superado parar Circuito do Estoril. À família e aos
amigos o AutoSport/MotoSport
O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES NA ERA DIGITAL “O Vettel foi puxado para trás endereçam as suas mais sentidas
pela Ferrari em Monza, condolências.
Siga-nos nas redes sociais e saiba e novamente em Singapura. No fim de semana passado, os
tudo sobre o desporto motorizado no Isto nunca aconteceria com motores voltaram a fazer-se
computador, tablet ou smartphone via o Schumi”, Bernie Ecclestone, ouvir na Serra da Arrábida, o
facebook (facebook.com/autosportpt), Clube de Motorismo de Setúbal
twitter (AutosportPT) ou em em entrevista trabalhou muito e conseguiu
>> autosport.pt levar milhares de pessoas à serra,
“Foi um triunfo suado, mas e é desejo dos seus responsáveis
bestialmente saboroso”, que a prova possa, em 2019, ter
lugar no Campeonato de Portugal
José Pedro Fontes, depois de Montanha. Não sei, quem de
da vitória em Amarante/Baião direito que o analise e decida,
mas uma coisa é certa: não
“Ganhei o direito de sonhar ficava nada mal, pois os adeptos
em vencer o rali”, João Barros, ‘sulistas’ têm somente eventos da
Covilhã para cima.
depois da sua grande exibição O mesmo se aplica aos ralis. Há,
em Amarante/Baião como se pode calcular, muitos
adeptos de automobilismo em
Lisboa – algo que comprovamos
facilmente pois é a zona de onde
mais se acede ao nosso site – e
para ver ralis têm que ir à Marinha
Grande, o evento mais perto, que
fica a mais de 100 km.
Agora que o Luís Caramelo e
a sua equipa estão prestes a
conseguir fazer regressar o Rali
das Camélias e a ‘devolver’ Sintra
aos ralis, partindo do princípio
que tudo corre bem, ‘nasce’ mais
um evento que pode ser uma boa
solução futura. Lembro-me bem
dos tempos dos ralis em Sintra, e
nem sequer preciso de recordar
o Rali de Portugal, que era um
exagero de gente, mas as Camélias
era suficiente para compor bem
a Serra. Será que esses tempos
voltarão no futuro?

4 CPR/
RALI AMARANTE/BAIÃO

VITÓRIA
DEFONTES

DECISÃO
NO ALGARVE

Boa estreia do Rali Amarante/Baião no CPR, numa prova muito
equilibrada, com vários pontos de interesse. Acima de tudo,

a luta pelo triunfo até ao último troço, ao décimo de segundo,
entre José Pedro Fontes e João Barros, com a vitória a ir para o
piloto do Citroën C3 R5. O título fica em aberto para o Algarve,

mas Armindo Araújo quase só tem de ‘picar o ponto’...

José Luís Abreu
[email protected]

FOTOGRAFIA - ZOOM MOTORSPORT/ANTÓNIO SILVA - AIFA/JORGE CUNHA E OFICIAIS

OCampeonato de Portugal de mais do que uma, ‘resolvidas’ por 0.1s, e rava com 5.3s de avanço para Fontes, e
Ralis regressou a uma zona várias por 1.0s, ou abaixo disso - a cereja foi a partir daí que o piloto da Sports &
com grande tradição nos ra- no topo do bolo foi a decisão ‘atirada’ You ‘virou o jogo’ a seu favor. A pouco
lis em Portugal, e o novo Rali para o derradeiro troço, onde Fontes e pouco, recuperou 1.8s, 1.1s 1 e 1.8s, em
Amarante/Baião afigurou-se e Barros entraram separados por 0.5s. três troços, o que levou a ambos terem
como uma aposta ganha do Só isto diz bem da competitividade da chegado à derradeira especial separa-
Clube Automóvel de Amarante, que co- prova, da incerteza pelo resultado final, dos por 0.5s, já favoráveis a Fontes. Aí
locou de pé um evento que agradou a e estamos a falar só do topo da classifi- um contratempo de Barros - a mala do
gregos e troianos. Bons troços, estradas cação, sendo certo que este rali esteve Skoda abriu-se no troço - não ‘matou’,
bem escolhidas, variadas, competitivas longe de ser apenas isso. mas moeu, e a diferença final fixou-se
– para não falar na beleza cénica - re- José Pedro Fontes e João Barros, que em cinco segundos. Resolveu-se assim
dundaram num rali muito interessante, estreou aqui o seu novo Skoda Fabia um excelente rali, e qualquer dos dois
que com o seu desenrolar deu origem R5, da ARC Sport, entregaram-se a uma que vencesse, seria justo e com mere-
a lutas em vários quadrantes, desde o excelente luta pela vitória, que na PE4 já cimento. Barros valorizou o triunfo, e
topo da classificação, ao campeonato, só tinha Barros e Fontes como protago- Fontes voltou a um topo de uma clas-
e também nas melhores posições dos nistas. Nessa altura as margens a cada sificação geral de um rali, um prémio
2WD. troço eram muito pequenas e a incerteza mais do que merecido por toda a sua
Depois de uma luta ao décimo de segun- quanto ao vencedor muito grande. luta e perseverança na recuperação
do em vários troços – houve especiais, Na paragem para almoço, Barros lide- física e psíquica, depois do acidente

>> autosport.pt

5

COMENTÁRIO
DO VENCEDOR

JOSÉ PEDRO FONTES

que sofreu no Rali de Portugal o ano peão do Mundo de Produção puxou dos 0,1 “É muito bom, depois de tudo o
passado. Chapeau, Sr. Fontes... galões e entre as PE8 e 9 resolveu a que passámos. Há uns anos es-
questão a seu favor, terminando a prova DIFERENÇA ENTRE JOSÉ PEDRO FONTES tava de muletas e colete, queria
LUTA PELO CAMPEONATO em terceiro, imediatamente na frente de E JOÃO BARROS NA PE4 E PE5. EM CINCO dedicar esta vitória à Inês, a toda
A intenção de Ricardo Teodósio para esta Teodósio. Agora ruma ao Algarve ainda DOS 11 TROÇOS A DIFERENÇA ENTRE a equipa e a toda a gente que
prova era ganhar ‘bons pontos’ a Armin- mais descansado. 1º E 2º FOI MENOR QUE UM SEGUNDO me tem ajudado a ultrapassar a
do Araújo. A do piloto da Hyundai era Embora sabendo que Teodósio é muito fase mais difícil que tive, e dar os
precisamente o contrário, se possível, forte na sua terra, só uma hecatombe o parabéns ao João (Barros) e ao
mais de oito, para resolver já a questão. pode impedir de voltar a ser Campeão de António (Costa) que fizeram um
Mas com o andamento de Fontes e Bar- Portugal de Ralis. A margem é grande e rali fantástico, qualquer um dos
ros, a ambos ficou apenas reservada a Teodósio e Fontes precisam de fazer um dois era um justo vencedor.
luta pelo pódio. Assim que percebeu que rali perfeito (ou quase): vencer o rali e Foi um triunfo suado, mas bestial-
seria difícil lutar pelo triunfo – na PE4 já todos ou quase todos os troços, depen- mente saboroso. Conseguimos
estava a 13.2s da frente - Armindo Araújo dendo do caso, e esperar que Armindo fazer desta vez aquilo que por
ligou o ‘modo gestão’, esqueceu os dois Araújo não pontue. Tudo pode acon- manifesto azar não foi possível
primeiros e passou a olhar ainda mais tecer, é verdade, mas a probabilidade em Castelo Branco. Conseguimos
para o que estava a fazer Teodósio, que é pequena. dar ao Citroën C3 R5 o primeiro
nessa altura estava 1.6s à sua frente. Quanto a Ricardo Teodósio, tudo tentou, triunfo na geral (ndr.: já venceram
Não que isso fosse grave, mas o bicam- honra lhe seja feita, mas quem dá o que na Madeira, mas só entre os con-
correntes do CPR) numa prova do
Campeonato de Portugal de Ralis,
um objetivo que perseguíamos
desde maio. Foi um rali exigente
em que o mínimo erro podia
deitar tudo a perder, tal o nível a
que andámos.
Estamos todos de parabéns, mas
já a pensar em repetir ‘a dose’ no
Algarve. É nisso que estamos já
focados, até por que este triunfo
veio apimentar ainda mais a luta
pelo título que será decidido na
última prova e, apesar de todos
os percalços que enfrentámos,
nós também estaremos na luta,
sabendo que é imperioso vencer,
embora estejamos dependentes
do resultado dos nossos outros
dois rivais.”

CPR/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS

6 RALI AMARANTE / BAIÃO 8 D E 9

+/ MAIS VISITE NOSSO SITE PARA O Rali Amarante/Baião teve
VER MAIS FOTOS DA diversos pólos de interesse,
PROVA AUTOSPORT.PT com várias lutas importantes

na definição dos vários
campeonatos

JOSÉ PEDRO FONTES Esperem pelo fim do campeonato tem a mais não é obrigado. Só valoriza agora, nem sequer o ‘reconhece’. Está
Depois de tudo o que passou e depois falem-me do andamento. ainda mais a competição. As mudanças ‘outro’ piloto. O que é natural, diga-se.
resultante do seu acidente no Os ralis não são, nem nunca foram, que Araújo fez na assistência a meio do No pólo oposto esteve Pedro Meire-
Rali de Portugal, de alguma gente velocidade pura. A experiência e a dia foram decisivas para o importante les, que fez, provavelmente, o seu pior
ouvi que José Pedro Fontes já inteligência têm também grande pódio que conquistou. rali em muito tempo. Sem muito que
não voltaria a ser o mesmo piloto papel nos desfechos. Nos ralis e o puxe para ‘andar’, dá a sensação de
que era. Já não é de agora que o em todo e qualquer desporto. OUTRO RALI ter perdido alguma motivação por não
desmente com veemência, mas conseguir andar tão facilmente lá em
esta exibição em Amarante/ RICARDO TEODÓSIO Daqui para a frente houve ‘outro’ rali. cima. Mas Pedro, a fibra que quase te
Baião deve ter tratado de tirar as Um lutador! Não vai desistir Miguel Barbosa terminou em quinto e fez novamente campeão o ano passado
últimas dúvidas que alguns ainda até ao fim. As coisas não lhe desde cedo percebeu que este não era não se desvanece de um dia para o
pudessem ter. correram tão bem quanto gostava o seu dia. Preparou-se bem, mas entre outro. Foi oitavo na frente do seu irmão
em Amarante/Baião, mas isso escolhas de pneus e afinações nunca Paulo Meireles, que estreando-se com o
ARC SPORT deveu-se mais ao ‘crescimento’ encontrou ritmo para chegar mais longe. Hyundai I20 R5 no asfalto, teve algumas
Estava prestes a colocar aqui o dos adversários do que a demérito Diogo Gago estreou-se no segundo cautelas. Provavelmente na próxima
nome do João Barros, mas isso seu. Ainda tem uma pequena Hyundai I20 R5 oficial, ao lado de Jorge prova neste piso já poderá andar bem
já o referi em mais lados nesta esperança, pode não chegar ao Carvalho, que conhece bem o carro, melhor. Bom regresso de Joaquim Alves
reportagem. Para não me repetir, título, mas será sempre um dos e fez a prova esperada. Sem arriscar que fechou o top 10. Vítor Pascoal bem
destaco a ARC Sport. Um piloto ‘vencedores’ do ano. nada, deu o primeiro passo a este nível tentou com o Porsche 997 GT3, mas não
nunca conseguirá brilhar se não do que se espera ser uma carreira de conseguiu o top 10 e Manuel Castro
tiver por trás uma estrutura DIOGO GAGO futuro. Os ralis precisam mesmo que esteve apagado. Destaque ainda para
como a ARC Sport. É notável com Estreou-se com um R5 e espera- consiga fixar-se nesta competição, pois Vítor Ribeiro (Citroën DS3 R5) e António
a quantidade de carros que têm se que seja a primeira de muitas é necessário começar a olhar para o Dias, que voltou a brilhar numa super
a qualidade do seu trabalho. vezes, porque a pouco e pouco futuro, e Gago é uma das soluções. especial. O campeonato decide-se no
Chapeau Sr. Ramiro. temos que ir renovando o plantel. Pedro Almeida é outro bom exemplo da Algarve, para onde rumam três pilotos
Fez o que lhe competia, sem nova geração. Tem um bom carro, uma ainda com possibilidades matemáticas
ARMINDO ARAÚJO exageros. Os riscos pode guardá- excelente equipa, e nas mãos dele está, de serem campeões: Armindo Araújo,
Não posso precisar quando, mas já los todos para a Peugeot Rally também, o futuro. O que tem feito, faz Ricardo Teodósio e José Pedro Fontes.
mais que uma pessoa me soprou Cup Ibérica, onde lhe pedimos bem, quem o vê prova a prova nota evo- Que ganhe o melhor...
ao ouvido a sua desilusão pelo encarecidamente que vença o lução, quem o viu no início do ano e vê
andamento do Armindo este ano. troféu. Os azares ficaram lá para
Eu respondo sempre o mesmo. trás...

-/ MENOS

MIGUEL BARBOSA PEDRO MEIRELES
Tem tido alguns azares e erros O Campeão Nacional de 2014
que o têm afastado de melhores esteve irreconhecível em
resultados. Desde o início do ano Amarante. Nem ele próprio, quando
que andou como nunca o tínhamos com ele falámos, conseguiu
visto, mas nesta prova algo falhou explicar o que se passou
e esteve mesmo longe. O ‘asfalto’ nesta prova. Falou em falta de
não é a sua melhor praia, mas algo motivação, logicamente que isso
não correu mesmo nada bem em tira-lhe andamento, mas durante
Amarante. um rali inteiro não ter conseguido
fazer melhor que sétimos lugares
em troços é mau. Se calhar precisa
de uma motivação nova. Que tal
um VW Polo GTI R5?

>> autosport.pt

7

M/ MOMENTO F/ FIGURA

ÚLTIMO TROÇO - Num rali em que os dois JOÃO BARROS - A este nível não é fácil
primeiros chegam à derradeira especial a um piloto trocar de carro e disputar um
separados por 0.5s é fácil perceber qual é o rali ao décimo de segundo com pilotos
momento chave da prova. Na última especial, de valia comprovada.
João Barros teve o azar de ver abrir-se a mala O Skoda Fabia R5 assentou que nem
do seu Skoda Fabia R5 pouco depois do início uma luva a Barros, que fez uma exibição
do troço, e mesmo que tenha conseguido cheia de garra e classe. Claro que quando
‘isolar’ esse facto da sua mente, é lógico estiver mais adaptado não vai ganhar
que terá afetado a concentração do piloto. ‘calendários’, mas esta prova permitiu
Andavam a lutar ao décimo desde a PE3 pelo perceber que pode ter ali a solução para
que o registo final foi anormal. 4.5s para uma maior consistência. Volte a tempo
Fontes! inteiro pois faz falta ao CPR.

CPR/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS

8 RALI AMARANTE / BAIÃO 8 D E 9

RICARDO BERNARDO SOUSA
TEODÓSIO EM‘MODO’TESTE’NOS2WD
LUTAATÉ AO FIM B ernardo Sousa e Valter Cardoso,
em Peugeot 208 R2, venceram para a frente donde não mais saiu. O a seguir na classificação entretive-
Ricardo Teodósio é um dos que a prova reservada aos duas madeirense foi-se afastando a pouco ram-se a lutar pelos dois restantes
mais espetáculo dá nos troços do rodas motrizes depois duma e pouco, enquanto os três pilotos logo lugares do pódio.
nacional de ralis e em Amarante- interessante luta em que levaram a
Baião voltou a fazê-lo para alegria melhor sem forçar demasiado. A ideia
dos fãs. No entanto os resultados era testar o carro para que os seus
práticos não foram os pretendidos clientes na BS Racing tenham o me-
e o piloto acusou um pouco o lhor ‘produto’ possível, mas a vitória
desconhecimento dos troços, acabou por surgir. No que respeita às
admitindo no final da secção da restantes posições do pódio, houve
manhã que havia partes em que até ao fim três os candidatos, e numa
poderia ir buscar mais algum luta bonita de seguir, Miguel Correia,
tempo. O piloto estava contente Daniel Nunes e Gil Antunes andaram
com a sua máquina, mas apenas o mais que puderam, com o trio a ter-
lamentava o tempo perdido, que minar separado por 6.8s. Gil Antunes
se acentuou ainda mais quando foi quem ficou fora do pódio. Miguel
Armindo Araújo subiu o andamento Correia/Pedro Alves (Renault Clio R3)
na parte da tarde. Aí Teodósio foram segundos na frente de Daniel
tentou tudo e arriscou, sem Nunes/Rui Raimundo (Peugeot 208
sucesso, tendo de se contentar com R2), que ficaram com o título preso por
um quarto lugar: “A parte da tarde ‘detalhes’. Na fase inicial da prova, Gil
não nos correu como queríamos. Os Antunes foi o primeiro líder. Ainda na
nossos adversários atacaram forte, super especial Bernardo Sousa passou
nós também o fizemos e apanhámos
ainda uns quantos sustos pelo JOÃO BARROS EXCELENTE ARMINDO ARAÚJO
caminho. Não conseguimos NA ESTREIA DO SKODA EM ‘MODO GESTÃO’
aguentar o andamento do Armindo,
com quem discutíamos o terceiro João Barros foi um dos grandes destaques do Rali Amarante- Armindo Araújo está a escrever os capítulos finais de uma história
lugar. Matematicamente ainda Baião. O piloto competiu pela primeira vez com um Skoda que se aproxima de um final feliz. O piloto do Hyundai i20 R5 não
temos hipóteses de chegar ao Fabia R5 e as primeiras impressões não podiam ser melhores. andou ao ritmo dos mais rápidos, mas foi controlando o andamento
título, mas obviamente que não Barros estava agradado com a sua máquina e apenas foi de Teodósio, enquanto não encontrou a melhor afinação para a
dependemos apenas de nós e lamentando o pouco tempo de testes que não lhe permitiu sua máquina. No final da secção da manhã de sábado, o piloto
apenas uma desistência do Armindo conhecer a máquina como gostaria, o que o impediu de tirar falou demoradamente com os elementos da sua equipa. Esta fez
poderá proporcionar isso. As ainda mais proveito do carro. mudanças na suspensão do carro e a partir daí o cenário mudou
corridas são mesmo assim. Vimos Mas Barros fez um excelente rali e proporcionou aos fãs de figura e Araújo conseguiu tempos mais competitivos vencendo
uma guerra muito engraçada com uma grande luta com José Pedro Fontes. Ganhou quatro inclusive a PE8. O piloto não correu riscos desnecessários e chegou
o Zé Pedro e o Barros e no fundo PE e dominou no primeiro dia e na manhã de sábado, não ao final no pódio, ficando já com uma mão no título nacional: “Foi
estamos todos de parabéns por conseguindo acompanhar o ritmo de Fontes na secção da uma prova razoável, contudo positiva pois saímos daqui com a
termos chegado até ao fim.” FM tarde. No final da prova, João Barros era um homem feliz com liderança do campeonato e estamos numa posição para lutar pela
a prestação: “Este fim de semana tive o direito de sonhar vitória no Algarve. Ontem (sexta) e hoje de manhã (sábado) não
em ganhar o rali. Liderei a prova quase até ao final, mas o Zé tivemos o carro com as especificações mais corretas, mas à hora
Pedro mostrou-se mais forte nestes últimos troços. Acho que de almoço conseguimos fazer alterações interessantes que nos
ele se adaptou melhor aos troços e nada pude fazer. O carro permitiram passar para a frente do Teodósio. Foi um excelente
estava muito bom e mostrei que tinha andamento. Parabéns trabalho da minha equipa que me permitiu sair daqui com mais
ao Zé Pedro pela vitória e parabéns à ARC pelo excelente carro pontos que o Teodósio e isso sim foi o mais importante.” FM
que me deu para esta prova.”

>> autosport.pt

9

PF/ PARQUE FECHADO

DIOGOGAGOFELIZ
COM A ESTREIA NO R5
Para Diogo Gago foi um fim de
semana importante para a sua Portugal e a todos os intervenientes
carreira. O piloto estreou-se aos que nos proporcionaram esta oportu-
comandos de um R5 e fez uma nidade, pela qual estou muito grato. No
avaliação positiva da sua prestação, 208 Rally Cup estamos em segundo e
deixando sempre bem claro que o ob- está tudo em aberto, pois ainda faltam
jetivo principal era a aprendizagem: duas provas e vamos trabalhar para
“Não podia ter corrido melhor. Estou isso. O objetivo desde início era vencer,
bastante contente com o trabalho que tivemos duas desistências nas primei-
realizámos. O carro esteve fantástico e ras provas, o que nos desmoralizou um
a equipa deu-nos um carro seguro, sem pouco, mas continuámos a trabalhar e
problemas. Não apanhámos sustos e não tivemos resultados muitos bons que
tivemos situações que colocassem em nos colocam a 17 pontos do líder. Temos
causa a nossa participação na prova. todas as condições para o conseguir,
Apenas me resta agradecer à Hyundai mas os ralis são grandes e difíceis por
isso vamos passo a passo.” FM

MIGUEL BARBOSA N5 OS 4X4 QUE FALTAVAM
LONGE DO PRETENDIDO
Dificilmente alguém negará que o Campeonato de diferenças de cerca de 2 seg./Km para os R5 e tendo
Miguel Barbosa era um piloto algo desanimado no final do Portugal de Ralis tem uma grande lacuna: com o os R2 a rodar a aproximadamente 1 seg./Km atrás
rali. O piloto nunca apresentou o andamento pretendido e, fim dos tradicionais Grupo N, 4x4, ficou um vazio de dos N5. Se os custos de aquisição já são metade
pior que isso, nunca encontrou as soluções para contrariar soluções para os pilotos que pretendem progredir dos R5, é no custo de manutenção que a diferença é
a tendência negativa. Depois de ter mostrado grande dos 2WD para os quatro rodas motrizes. Os R5 são ainda mais vincada com valores indicativos a rondar
andamento a espaços, durante todo o ano, nesta prova uma classe dificilmente atingível para a grande um terço do custo dos R5.
esteve estranhamente longe da frente: “Não está a ser o maioria dos pilotos nacionais, assim como para Por outro lado, as peças de substituição são também
rali que gostaríamos. Fizemos um bom teste e estávamos a dimensão dos potenciais patrocinadores em de custo muito inferior e de maior disponibilidade
com um bom feeling para esta prova, mas a verdade é Portugal. (são componentes amplamente disponíveis no
que as escolhas que fizemos de pneus e de afinação não A solução já existe, aqui ao lado. Espanha mercado). Pegando no exemplo mais extremo, um
nos estão a permitir andar ao ritmo dos da frente que implementou o conceito N5 nos seus campeonatos, motor de um N5 ronda os €6.000, o de um R5 custa
apresentam um excelente ritmo”, disse durante a prova. com homologações nacionais bem sucedidas. Os N5 cerca de €45.000.
A equipa fez alterações ao carro e tentou encontrar o são verdadeiros ‘carros de corrida’, desenvolvidos Poucos são os intervenientes que questionam a
caminho para tempos mais competitivos, mas sem sucesso. com a contenção de custos de participação sempre pertinência da introdução desta classe de viaturas
O piloto continuava sem explicações para o sucedido em mente. A base mecânica é sempre equivalente, nos campeonatos nacionais. Desde os pilotos até ao
e admitiu que no final da prova o desânimo começou mudando apenas a carroçaria de modelo para público, muitos aguardam ansiosamente o desfecho
a apoderar-se quando as distâncias teimavam em não modelo: Motor 1.6 Turbo, tração às 4 rodas e caixa do processo de análise que se encontra em curso na
diminuir. Foi uma das piores provas do ano para o piloto que sequencial de 6 velocidades. FPAK. O sentimento geral é de grande expetativa e de
agora olha em frente e pretende reverter o resultado menos No que toca às prestações os N5 são concebidos esperança na decisão que Federação vai tomar, e se
positivo na última prova do ano. FM para se situarem entre os R5 e os 2WD FIA. Os opta por um passo que pode preencher as listas dos
recentes resultados em Espanha mostram-nos nossos campeonatos.

CPR/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS

10 R A L I A M A R A N T E / B A I Ã O 8 D E 9

ANTÓNIO JORGE TRIUNFO DE
“ACREDITO QUE EM 2019 O RALI VAI SER DE TERRA” RICARDO MATOS
NATAÇA FPAK
António Jorge, Diretor de Prova, acho, com muita qualidade. Foi o primeiro É mesmo o termo”, disse António Jorge
liderou a equipa que pôs de pé o rali em asfalto da história do clube, agora que reforça a vontade de organizar um A ‘jogar’ em casa, Ricardo Matos/
Rali de Amarante/Baião, naquele quero acreditar que o rali em 2019 vai ser rali de terra no CPR em 2019: “A intenção Carlos Matos dominaram a prova
que foi um desafio grande para em piso de terra. já demonstrada à federação é essa, passar quase de fio a pavio. A dupla do
o clube, que pela primeira vez na sua Espero, é a vontade dos municípios, e nós o rali para piso de terra. É o nosso objeti- Mitsubishi Lancer IX venceu todas
história organizou um rali de asfalto. O temos que estar alinhados com essas vo e dos municípios que nos apoiam. Os as especiais, exceção feita à última,
Clube automóvel de Amarante vinha vontades. Nós temos aqui uma tradição próprios pilotos acham que é, entre aspas, devido à quebra da transmissão
fazendo excelentes provas de terra e muito grande nesse capítulo, em piso de um desperdício não organizar um rali em traseira. Um ‘susto’ que não
foram essas que lhes valeram o direito terra, e temos excelentes troços, pois não é piso de terra. comprometeu o resultado e que lhes
de organizar uma prova do CPR, mas o só a tradição, é a qualidade dos pisos, mas Cada vez mais com a modernidade há permite adiar a decisão do título para
desafio era organizar um rali de asfalto. também ficou demonstrado que temos menos pisos de terra, mas a verdade é que a última prova. Pedro Silva/Alexandre
“O Clube Automóvel de Amarante e os fantásticos troços em asfalto. Os pilotos nós temos aqui ainda muitas condições Rodrigues (Peugeot 208 R2) foram
municípios nossos parceiros, Amarante e as populações deram o seu contributo, e muita qualidade para organizar um rali segundos, na frente de Manuel Pinto/
e Baião, têm que estar muito orgulhoso não tivemos um relato sequer de qualquer em piso de terra. Na sequência disso e Francisco Martins (Skoda Fabia R2): “É
do que fizemos. Não defraudámos as ex- tipo de incidência, de reclamação, foi tudo da tradição, o objetivo é fazer em terra. um momento de sonho para qualquer
pectativas de ninguém, bem antes pelo muito pacífico. Passámos em zonas urba- De qualquer forma, nós no clube nunca piloto, poder vencer uma prova de
contrário, o feedback é muito positivo, nas, em alguns troços até com densidade quereremos fazer parte de um problema, ralis às portas de casa. Fizemos
dos pilotos às equipas. Tudo decorreu, eu populacional grande, mas foi tudo pacífico. mas sim ter a solução”, concluiu. sempre uma prova muito regular.
Adotámos uma toada forte, mas com
alguma cautela. Queríamos adiar a
decisão do título para a última prova
e conseguimos. Ainda apanhámos
um susto com a transmissão, mas
conseguimos terminar e vencer, que
era o objetivo.”

BERNARDO SOUSA “TESTÁMOS NOVAS SOLUÇÕES PARA O CARRO”

Bernardo Sousa já não aparecia no CPR há muito, exceção feita à prova dos
Açores, claro, pois agora disputa o regional local. ‘Agarrou’ no Peugeot 208
R2 da BS Racing e mostrou que quem sabe nunca esquece, vencendo as duas
rodas motrizes: “Foi um rali positivo, em que viemos para testar soluções
para os nossos clientes na BS MotorSport, pois estamos também inseridos na
Peugeot Rally Cup Ibérica. Acabámos por fazer bons troços, vencemos as duas
rodas motrizes, o que foi uma surpresa para nós. Foi bom, trabalhámos para o
campeonato dos Açores e acabou por ser positivo. Andámos depressa, gerimos
quando foi preciso, testámos novas soluções para o carro e temos uma boa base
de trabalho para os nossos clientes, estou contente. O Valter (ndr.: Cardoso,
navegador) ganhou a prova de ‘casa’ e essa era uma prenda que lhe gostava
de dar. De resto foi uma prova muito bem organizada pelo Clube Automóvel de
Amarante, merece estar no campeonato. Agora espero cá voltar mais vezes...”
disse Bernardo Sousa.

>> autosport.pt

11

BERNARDES OPINIÃO C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S
VENCE NOS
CLÁSSICOS RALIAMARANTE BAIÃO 8 DE 9

Joaquim Bernardes/Laurinda Alves 21/09 A 22/09/2018
(Volkswagen Golf GTi) venceram todos os
troços da prova reservada aos Clássicos, 115,80 KM 86,80 KM 1.º DIA 2.º DIA
terminando o rali com 6m49s de
vantagem sobre a dupla Cipriano Antunes/ DISTÂNCIA 11 TROÇOS
Fernando Almeida (Audi Quattro). A prova
não teve grande história, já que o piloto do PROVA CARRO
Audi cedo se instalou na segunda posição, TEMPO/DIF.
vindo a terminar com 31 segundos de 1 JOSÉ PEDRO FONTES / PAULO BABO
vantagem sobre a dupla espanhola, José Luís Abreu 2 JOÃO BARROS / ANTÓNIO COSTA CITROEN C3 R5 1H07:27.7S
German Fortes/Félix Suarez (Ford Sierra RS 3 ARMINDO ARAÚJO / LUIS RAMALHO SKODA FABIA R5 +5.00S
Cosworth), que fechou o pódio, que estava DIRETOR EXECUTIVO 4 RICARDO TEODÓSIO / JOSÉ TEIXEIRA HYUNDAI I20 R5 +26.10S
‘reservado’ à partida, já que participaram 5 MIGUEL BARBOSA / HUGO MAGALHÃES SKODA FABIA R5 +49.90S
somente três concorrentes. [email protected] 6 DIOGO GAGO / JORGE CARVALHO SKODA FABIA R5 +1:51.60S
7 PEDRO ALMEIDA / NUNO ALMEIDA HYUNDAI I20 R5 +2:23.80S
LUÍS DELGADO GRANDE RALI 8 PEDRO MEIRELES / MÁRIO CASTRO FORD FIESTA R5 +2:39.50S
VENCE NO 9 PAULO MEIRELES / MARCOS GONÇALVES SKODA FABIA R5 +2:46.80S
REGIONAL NORTE E ste rali, mais do que 10 JOAQUIM ALVES / MIGUEL RAMALHO HYUNDAI I20 R5 +3:30.40S
definir melhor este 11 VÍTOR PASCOAL / RICARDO FARIA SKODA FABIA R5 +3:53.30S
Luís Delgado/André Carvalho (Citroën C2 campeonato, pode já 12 MANUEL CASTRO / RICARDO CUNHA PORSCHE 997 GT3 +4:37.70S
S1600) asseguraram mais um triunfo ter lançado o próximo. 13 VÍTOR RIBEIRO / JORGE HENRIQUES HYUNDAI I20 R5 +4:56.90S
e com isso já são campeões. Das sete Demorou, mas José 14 ANTÓNIO DIAS / ILBERINO SANTOS CITROEN DS3 R5 +5:24.10S
PE disputadas, a dupla do C2 S1600 só Pedro Fontes voltou 15 BERNARDO SOUSA / VALTER CARDOSO SKODA FABIA R5 +5:37.80S
não venceu uma, numa altura em que já ao nível que nos habituou e o 16 MIGUEL CORREIA / PEDRO ALVES PEUGEOT 208 R2 +6:40.90S
controlava a concorrência. João Alves/ levou a dois títulos. Depois de 17 DANIEL NUNES / RUI RAIMUNDO RENAULT CLIO R3 +6:57.40S
José Rodrigues (Peugeot 106 GTi) foram vários anos com o Ford, João 18 GIL ANTUNES / DIOGO CORREIA PEUGEOT 208 R2 +7:00.50S
segundos, na frente de Daniel Silva/Filipe Barros estreou-se com um 19 FERNANDO TEOTÓNIO / LUÍS MORGADINHO RENAULT CLIO R3T +7:04.20S
Martins (Renault Clio). Skoda e de imediato lutou pela 20 FILIPE NOGUEIRA / JOÃO VIEIRA MITSUBISHI LANCER EVO IX +9:07.30S
Na Copa 106, o último troço revelou-se vitória. Isto pode significar 21 JOAQUIM BERNARDES / LAURINDA ALVES CITROEN C2 R2 +11:02.00S
aziago para as aspirações de Fábio que, melhor adaptado, pode 22 RAFAEL CARDEIRA / ANDRÉ COUCEIRO VOLKSWAGEN GOLF GTI +14:25.50S
Paço/Pedro Moura (Peugeot 106). A passar a ter prestações do 23 TIAGO R. MAGALHÃES / PAULO CALDEIRA RENAULT TWINGO RS +16:23.50S
dupla, a correr em casa, parecia ter a mesmo nível em qualquer 24 PAULO CALDEIRA / ANA GONÇALVES KIA PICANTO +17:10.90S
prova controlada, com 22 segundos de rali e com isso lutar pelo 25 CIPRIANO ANTUNES / FERNANDO ALMEIDA CITROEN DS3 R5 +20:30.00S
vantagem, mas na derradeira especial título, como já fez no passado. 26 GERMÁN FORTES / FÉLIX SUÁREZ AUDI QUATTRO +21:15.10S
problemas ao nível de motor deitaram Armindo Araújo, no ano do FORD SIERRA RS COSWORTH +21:46.80S
tudo a perder. seu regresso, está prestes
Aproveitou José Veiga/José Nóvoa a ser campeão. Se dúvidas PE VENCEDORES DE PE
(Peugeot 106) que venceram na frente de houvesse, há muito foram CAUSA
Rui Jorge Ferreira/Marcelo Rocha (Peugeot tiradas. Tem vindo a fazer um PE J.P. FONTES
106), com Carlos Delgado/João Caetano campeonato de gestão, mas ABANDONOS LÍDERES J. BARROS
(Peugeot 106) a fecharem o pódio. que ninguém duvide que se ARAÚJO A.
No Challenge 1000 cc o triunfo ficou na for preciso andar bem mais P. NETO PE7 AVARIA J. BARROS PE1-9 6
posse de Filipe Leite/José Carlos Silva depressa, fá-lo-á. J. P. FONTES PE10-11 4
(Peugeot 107). Ricardo Teodósio encontrou F. SANGUEDO PE7 SAÍDA 1
finalmente a estrutura, a
ARC sport, e o carro, o Skoda, ESTRADA
mais adequada à sua valia
como piloto. Está na luta pelo J. CASTELA PE10 EMBRAIAGEM
título, e pode voltar a fazê-lo
no futuro. Miguel Barbosa CPR Serras de Fafe
mostrou no início do ano em Açores
Fafe que está muito melhor. Mortágua
Teve vários azares durante o Portugal
ano, mas sem eles, pode lutar Vidreiro
mais acima. E há mais, por Castelo Branco
exemplo, Carlos Vieira, Diogo Vinho Madeira
Gago, entre outros. Estou Amarante Bãio
convencido que o próximo Algarve
CPR será ainda melhor. TOTAL

1 2 3 4 5 6 7 8 9

1º ARMINDO ARAÚJO 12 25+1,65 25+1,64 25+2,5 14+0,5 14+0,52 17+0,45 139,26

2º RICARDO TEODÓSIO 0 17+0,33 14+0,55 20+1 25+1 20 14 112,88

3º JOSÉ P. FONTES 17 1 0 14 20+2,5 25+3,38 25+2,7 110,58

4º MIGUEL BARBOSA 20+1,35 8+2,2 20+2,05 12+0,5 12 0+0,26 12 90,36

5º PEDRO MEIRELES 14 20 0 17 10 0 6 67

6º JOÃO BARROS 8 17+0,5 17+0,26 20+1,8 64,56

7º RICARDO MOURA 25+2,7 25+1,65 54,35

8º PEDRO ALMEIDA 1 10 6 10 0 12 8 47

9º CARLOS VIEIRA 10+0,45 14 17+0,55 0 42

10º DIOGO SALVI 0 12 1 17 40

F1/12 DOMENICALI
FÓRMULA 1 UM “TIFOSO”
QUECHEGOU
Otransalpino é de facto um fã do AOTOPODOMUNDO
desporto motorizado, basta sa-
ber que, depois de ter nascido Nascido em Imola há 53 anos, Stefano Domenicali tem o automobilismo a correr-lhe nas
em Imola, convivendo de per- veias, mas nunca esperou chegar ao topo da Ferrari e hoje ser o CEO da Lamborghini.
to com as corridas do circuito Neste percurso viveu períodos de ouro da Scuderia e algumas derrotas que admite
italiano - até porque a escola da
sua infância se situava por trás do circuito terem sido penosas. Trabalhou com alguns dos mais importantes pilotos dos últimos 20
- hoje vive em Monza. Com possibilidades anos e oferece-nos uma visão única de Michael Schumacher e Fernando Alonso
quase infinitas de escolher a casa para a
sua família – até porque depois de 23 anos Jorge Girão
ao serviço da Ferrari financeiramente não [email protected]
tem problemas – foi parar imediatamente
à frente do Parco di Monza, a cinco minutos ro, devido ao seu talento. No início foi um Para além de todas as suas capacidades quando rivalizava com Jacques Villeneuve.
a pé do histórico Autódromo Nazionale di pouco frio, dado que vinha de uma men- técnicas e talento, Schumacher tinha ain- Domenicali aponta que essas faltas não
Monza, onde viveu triunfos e derrotas ao talidade diferente. A relação cresceu dia da a característica nata de ser um verda- se deviam a falhas de caráter do alemão,
longo de muitos anos trajado de vermelho. após dia”, lembra. deiro “jogador de equipa”, o que o ajudou mas antes à sua humanidade e ao sen-
No entanto, até chegar à equipa de O alemão era daqueles pilotos especiais a tirar o máximo de partido das pessoas tido competitivo que motivam qualquer
Fórmula 1 de Maranello, Domenicali pas- que conseguia fazer o impossível em pista, que estavam à sua volta. “Ao longo de piloto de elite. “Quando estão no seu mais
sou por inúmeros departamentos da em- ultrapassando os limites do material. Mas toda a sua presença na equipa nunca alto nível, quando fecham a viseira, estão
presa, começando pelo de fiscalidade, essa era apenas a face visível do trabalho acusou a Ferrari de nada publicamente. no seu próprio universo, nem sequer é
para chegar a ser diretor de corrida no que desenvolvia, sendo a base das suas É claro que dentro da equipa era muito no seu próprio planeta, é no seu próprio
Circuito de Mugello, também pertencente prestações o cuidado com que tudo pre- exigente. Quando teve o acidente dele em universo. Quando os picos de tensão são
à Ferrari, até que Jean Todt o levou dos GT paravanosbastidores.“Profissionalmente, Silverstone (ndr.: Grande Prémio da Grã- demasiado alto, eles continuam a ser hu-
para a estrutura de Grandes Prémios, no aprendi muito com ele. Vou dar um exem- Bretanha de 1999), quando partiu a perna, manos, e humanamente, consideram em
já longínquo ano de 1993. plo: ele fechava os olhos e tentava reali- foi um erro nosso. Não reparámos conve- alguns momentos que podem ultrapas-
O transalpino fez parte desde início do zar uma volta em ‘slow motion’, ‘frame’ nientemente uma junta dos travões e ele sar a linha e fazer alguma coisa. Mas são
plano que levou à Ferrari dominadora a ‘frame’, na perspetiva da performance. ficou sem pressão no pedal. Mas oficial- demasiados inteligentes para entender.
do princípio do século, quando Michael Desta forma, tinha uma forma de ganhar mente, nunca disse nada sobre o assun- Podem não reconhecer isso à frente de
Schumacher venceu cinco títulos con- vantagem. to. E quando fazemos parte de um grupo outros, dado que os pilotos estão habi-
secutivos, algo nunca feito antes ou de- Com este procedimento, tinha a capa- isso faz a diferença. Lembro-me que os tuados a usar capacete, que não é apenas
pois, e a Scuderia conquistou seis, tam- cidade de inventar, juntamente com os técnicos e os mecânicos estavam todos um dispositivo de segurança, é também
bém um recorde. engenheiros, diferentes botões para ter do lado dele por causa disso”, recordou o um escudo para evitar confrontos cara a
Domenicali, desde o início do projeto lide- performances distintas nas travagens, na italiano que acrescentou: “Oficialmente, cara. Alguns deles, nunca admitirão que
rado por Todt, admite que o francês e Luca entrada das curvas, no meio das curvas, ele não falava italiano, dado que ele era cometeram um erro”, sublinhou.
di Montezemolo foram a força motriz por na saída das curvas, ajustar a travagem demasiado preciso para poder cometer
detrás de tudo e que permitiu à Scuderia durante uma reta. um erro linguístico dramático. Mas no ALONSO VS SCHUMACHER
afirmar-se como a melhor equipa de sem- Tinha a habilidade de fechar os olhos e seio da equipa era muito mais relaxado.
pre, depois de mais de 20 anos sem ven- pensar passo a passo no que poderia me- Mas tem um modo de auto-proteção que Depois de ter trabalhado diretamente com
cer qualquer cetro de pilotos. lhorar enquanto piloto e enquanto mem- funcionava quando estava fora do am- Michael Schumacher, Stefano Domenicali
“Eram diferentes, mas ambos muito apai- bro da equipa. Esta foi a capacidade mais biente da equipa”. teve ainda a possibilidade de contactar
xonados pelo seu trabalho. O Luca era incrível que vi quando trabalhámos juntos. Apesar de todas as qualidades de Michael comFernandoAlonso,entãojácomochefe
muito focado e atento ao detalhe, coloca- Era mais que um piloto. Tinha carisma. Schumacher, o germânico não deixou de de equipa, sendo uma das pessoas mais
va toda gente sob pressão de uma forma Compreendia que o seu papel ultrapassa- cometer algumas faltas graves, sendo as avalizadas para comparar os dois, que
positiva de forma a tirar o melhor partido va o de ser apenas um piloto”, descreveu mais evidentes aquelas que protagonizou muitos creem ser dois dos três ou quatro
delas”, afirma. Domenicali ainda visivelmente impres- no Grande Prémio da Austrália de 1994, melhores pilotos dos 25 anos.
A peça que faltava, depois de Todt e sionado com a abordagem do heptacam- quando disputava o título com Damon É evidente que o alemão marcou de uma
Montezemolo, que foi quem contratou o peão mundial. Hill, e no Grande Prémio da Europa de 1997, forma indelével o italiano, quanto mais não
francês, era um piloto que conseguisse seja porque foi com ele que a Ferrari colo-
canalizar para a pista todo o esforço da
equipa, tendo o “Pequeno Napoleão” iden-
tificado Michael Schumacher, a estrela
de então e que já conquistara dois títulos.
Domenicali lembra-se bem do período em
que o alemão chegou a Maranello, admi-
tindo que rapidamente teve um impacto
em toda a estrutura.
“Quando o Michael foi para a Ferrari, era
já um grande e incrível piloto. Percebeu-
se imediatamente que era diferente dos
outros na forma como trabalhava e, cla-

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13

cou um ponto final em duas décadas de
desilusões, mas foram também questões
de perfil a condicionar o relacionamento
que teve com ambos.
Contudo, Domenicali admite que Alonso
é um piloto extraordinário que a Ferrari
deixou ficar mal, assumindo a sua culpa
por isso. “Tenho pena que o Fernando vá
abandonar a Fórmula 1, porque será uma
grande perda. Para mim o Fernando é um
piloto inacreditável. Ele era muito bom
com a equipa, mesmo muito bom. Foi
fantástica a forma como ele manteve a
equipa unida em redor dele. Não nos po-
demos esquecer que o Fernando é latino
e todos temos diferentes características.
Quando existe um tipo de temperamen-
to, existem situações que não são fáceis
de controlar. Mas pessoalmente, não tive
qualquer problema com ele. Existiram
momentos difíceis, uma vez que, quan-
do um piloto de topo está numa equipa
com a qual quer vencer e não tem o me-
lhor carro, a situação fica mais tensa. A
diferença entre estes dois períodos (ndr.:
o do Schumacher e o do Alonso) é que de
um dos lados tínhamos a melhor equipa
de sempre, em termos de dirigentes, téc-
nicos, pilotos, e o melhor carro. Quando o
Fernando estava com o Felipe (Massa), o
carro não era, infelizmente, o melhor e,
apesar disso, conseguimos lutar pelos
títulos de 2010 e 2012 até à última cor-
rida, perdendo-os devido a algum azar
por motivos diferentes. E isto não era um
dado adquirido, porque os pilotos de topo
precisam de ter um bom carro e quando
não o têm a tensão cresce, é essa a natu-
reza dos campeões. Quando veem que do
lado da equipa existe algum elemento da
equação que não está correto a ansieda-
de aumenta. Mas o Fernando, mesmo não
tendo o carro certo atualmente, é um pilo-
to capaz de fazer uma grande diferença”,
reconheceu o transalpino.
É claro que, perante Stefano Domenicali, a
pergunta óbvia é: qual o melhor dos dois?
Mas nem ele consegue chegar a uma con-
clusão clara sem olhar para os números,
deixando, porém, no ar, que Alonso me-
recia ter ganhado mais na Fórmula 1: “Se
olharmos para os números, o Michael era
o melhor. Mas o Fernando foi capaz de
vencer e esteve muito perto de ser muito
bem-sucedido com a Ferrari. Para além
disso, o Michael já terminou a sua carrei-
ra e o Fernando ainda não. Vamos ver se
ganha a ‘Coroa Tripla’, gostava muito que
conseguisse. Mas seria fantástico vê-los
competir com o mesmo carro para ver
quem era o melhor…”

AS PERDAS DIFÍCEIS

Ao longo da sua carreira na Ferrari,
Domenicali viveu momentos gloriosos
– os títulos de Schumacher, o cetro de
Kimi Räikkönen, ou os oito títulos de cons-

F1/
FÓRMULA 1

14

DOMENICALI UM “TIFOSO” QUE CHEGOU AO TOPO DO MUNDO

trutores – mas também as derrotas o não estava com ele”, começou por dizer muito”, afirmou, apontando que é muito não o conseguiu ultrapassar. Foi muito
marcaram. o italiano que continuou: “Lembro-me complicado amenizar as sensações de duro”, apontou Domenicali.
A forma como Felipe Massa perdeu o como se fosse ontem. Já havia pessoas frustração pelas quais se passa numa Mas em 2012, depois de uma temporada
Campeonato de Pilotos de 2008 talvez na equipa a gritar, mas eu estava a olhar situação destas: “Temos de ser autênti- em que Alonso esteve a um elevado ní-
tenha sido a mais agonizante de todas. para o GPS e estava a ver o Lewis a apro- cos. Nos momentos imediatos um piloto vel, chegando a ter uma vantagem con-
O brasileiro precisava de vencer e esperar ximar-se do Glock. Quando na penúlti- ainda está cheio de adrenalina e está no fortável no Campeonato de Pilotos, tudo
que Lewis Hamilton terminasse para lá de ma curva estava atrás dele pensei… bem, modo de reação. Mas, mais tarde, quando conjurou para que o espanhol fosse der-
quinto. Depois de ter cruzado a linha de não posso dizer o que pensei. A família do compreende, é aí que é preciso apoiar. Foi rotado na derradeira prova da temporada.
meta em primeiro, tudo parecia encaixar Felipe estava na transmissão televisiva e a mesma situação quando perdemos com “Em 2012, diria que fora mais difícil, dado
para que o piloto da Scuderia conquistasse eu disse a alguém para avisar o António o Fernando em 2010 e 2012. Recordo-me que estávamos a liderar o campeonato
o cetro, estando na posição de Campeão (ndr.: o pai de Felipe Massa) que, infeliz- que à noite não dormi e pensei que não por 50 pontos antes da pausa de verão.
Mundial, mas a vinte e três segundos de- mente, estava perdido. Foi duro…” era uma situação normal”. Depois o Grosjean atirou o Fernando para
pois de ter cruzado a linha de meta, o in- Domenicali admite a dor que lhe causou Apesar de tudo, o primeiro episódio de fora de pista na primeira curva da corrida
glês ultrapassava Timo Glock, munido de essa derrota, mas assume que isso acabou Alonso foi mais fácil de digerir, mesmo seguinte (ndr.: Grande Prémio da Bélgica).
slicks numa pista molhada, na penúltima por o aproximar de Massa, com quem hoje mostrando o seu lado competitivo, sub- Na última corrida o Vettel esteve envol-
curva da temporada, assegurando o seu nutre uma profunda relação de amizade. linhando que a Ferrari estava numa si- vido num acidente e ficou com o escape
primeiro título. “Se olharmos para imagem do Felipe no tuação difícil perante os dois pilotos da principal partido, o que normalmente é
“Senti-me muito triste, dado que nes- pódio, percebemos o quanto ele estava Red Bull. para abandonar. Foi duro, mas saímos
se ano até vencemos o Campeonato de orgulhoso do que conseguiu alcançar. “2010 foi culpa da equipa, mas depois destas situações mais fortes, dado que
Construtores. O Felipe merecia aque- Fiquei impressionado com a forma como é muito fácil falar. Tínhamos dois pi- dói muito, mesmo fisicamente”, reco-
le título. Na Hungria ele estava a liderar reagiu. Lembro-me quando estávamos na lotos para cobrir, o Vettel e o Webber. nheceu o italiano.
a corrida facilmente e a duas voltas do sala onde ele se trocava, ele estava com Infelizmente, devido ao Safety Car no
fim teve um problema na reta da meta e a família, olhámo-nos nos olhos sem di- início, havia tráfego e quando cobrimos o A FERRARI E A PAIXÃO PELA FÓRMULA 1
abandonou. O Felipe é um piloto fantás- zer nada, até porque numa situação da- Webber, o Petrov no Renault – bem, não
tico e um tipo fabuloso que conheci na quelas não havia muito a dizer. Não per- sei o que faz agora o Petrov, se ainda cor- Após mais de duas décadas na equi-
Ferrari. Juntou-se à equipa com 17 anos demos aquele título naquela curva, mas re, mas lembro-me muito bem dele nessa pa mais bem-sucedida e histórica da
e naquele momento senti que o destino claro, quando perdemos daquela forma dói corrida – ficou à frente do Fernando, que Fórmula 1, Domenicali é um homem que
olha para trás seguro de que o caminho

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que escolheu foi o correto, muito embo- para a equipa. Perceber se havia alguém Preparei uma carta para todos os mem- sentiria bem vestido de outra cor”.
ra inesperado, dadas as suas origens. “O capaz de terminar com aquele momento, bros da equipa, dado que aquela era a Contudo, a paixão, ou o vício, que nutre
que me orgulha mais foi todo o tempo dado que era uma situação difícil – uma minha família. Apertei a mão a todos os pela categoria máxima é, talvez, mais forte
que passei na Ferrari. Se olharmos para mudança de regulamentos em que ha- colaboradores, cerca de mil. Foi um dia que o amor que sente pela Scuderia e há
de onde vi, Imola, fazer a escola pública, a via muitas expectativas e nós não con- muito emotivo”, afirmou, acrescentando: alguns anos esteve perto de liderar um
universidade e chegar a chefe de equipa seguimos ter um bom carro. Assumi a “Quando disse ao Montezemolo que era projecto que levava o seu primeiro em-
da Ferrari é muito especial, dado que eu responsabilidade, mas serei sempre um um homem da Ferrari, nunca me imagi- pregador pos-Ferrari até ao mundo dos
sou uma pessoal normal e alcancei um homem da Ferrari, mas foi assim que foi. nei a trabalhar em outra equipa. Não me Grandes Prémios. “Estive envolvido num
posto que era desejado por muitas pes- outro projeto e paralelamente houve ne-
soas”, afirmou o italiano. cessidade de perceber se a Audi poderia
Contudo, o homem que é na sua essên- entrar na Fórmula 1. Mas depois com os
cia um adepto do automobilismo, e por problemas que surgiram (ndr.: dieselgate)
isso mesmo podendo ter uma visão de- esse projeto parou”, sublinhou Domenicali.
turpada do ambiente que o envolve, teve Hoje, CEO da Lamborghini, marca que
a presença de espirito para concluir que foi criada por Ferrucio Lamborghini de-
após tantos anos ao leme da Scuderia não pois de um diferendo deste com Enzo
tinha já os argumentos para permitir que Ferrari e para embaraçar a marca des-
a equipa que notoriamente ama voltasse te, o italiano vê-se longe de um regres-
aos triunfos. so ao topo do automobilismo mundial,
“Penso que era claro, com a situação do para já: “É difícil neste momento, dado
novo regulamento de motores, que não que para poder participar, nem sequer
conseguimos ter um carro competitivo, é para poder competir, o investimen-
depois de uma temporada difícil em 2013. to é muito elevado. Presentemente, a
Senti que era o momento de tentar algo Lamborghini precisar de investir em
de novo. Falei com o Montezemolo e dis- outras áreas, novos produtos, conces-
se-lhe que há certos momentos em que sionários. A curto prazo não vejo isso
temos de ser fortes e fazer o que é melhor como uma possibilidade…”

16 ELMS/
SPA-FRANCORCHAMPS

VITÓRIA FOTOS JBPHOTO - JOSÉ BISPO
ABENÇOADA

Prova molhada, vitória abençoada. Não é um ditado popular, mas retrata
o resultado final do fim de semana do ELMS em Spa-Francorchamps.

O mau tempo dificultou a tarefa a equipas e pilotos e na corrida a chuva foi
tanta que Eduardo Freitas foi obrigado a interromper a prova por motivos
de segurança. Filipe Albuquerque finalmente sorriu no ELMS, pois venceu

Fábio Mendes novidades com a United Autosports a pela água que teimou em cair do céu. O vavelmente não iria chegar ao fim das
[email protected] usar pneus Michelin em vez dos Dunlop, arranque foi feito com Safety Car, que quatro horas regulamentares.
depois do teste feito antes desta prova. esteve em pista durante 15 minutos. Enquanto isso Pizzitola acumulava erros
Eram 40 as máquinas inscritas Havia também curiosidade para ver se Andrea Pizzitola manteve o nº 26 na e saídas de pista e no final das primeiras
para a penúltima prova do cam- a G-Drive se sagraria já campeã, depois frente da corrida, enquanto Phill Hanson, idas às boxes o francês entregou o carro
peonato da europa de resistên- de três vitórias seguidas e uma liderança no nº 22 da United Autosports, sentia ao compatriota Vergne em nono lugar.
cia. A mítica pista de Spa foi a confortável na tabela classificativa. dificuldades em aguentar o ritmo caindo Com isto era Albquerque que lucrava
escolhida para esta jornada da O mau tempo ameaçava estragar o dia para quinto, pouco depois do começo da e ficava em primeiro lugar depois da
competição, que desde o início de corrida, pelo que a organização de- prova. Com o regresso do Safety Car à ronda de paragens na boxes, aguentan-
ficou marcada pelas condições meteoro- cidiu antecipar a prova algumas horas pista e a promessa de mais chuva a do o lugar com as condições da pista a
lógicas adversas. Como habitualmente, para tentar passar por entre os pingos United mandou Hanson regressar às piorarem cada vez mais. Os incidentes
Filipe Albuquerque estava presente, de chuva que estavam previstos para boxes e colocou Albuquerque no carro sucederam-se com algumas saídas de
tal como Henrique Chaves. Para Albu- domingo. Porém, mesmo com esta para aproveitar o talento e a experiência pista e toques, um dos quais de Vergne
querque seria um fim de semana de medida a corrida ficou condicionada do piloto luso, numa corrida que pro- sobre o Porsche nº 77 de Ried, que saiu

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ALGARVE PRO RACING SEM SORTE

A equipa sediada em Portimão conseguiu
mostrar novamente competitividade
com o Oreca nº 31 a lutar por um lugar
no top 5. Infelizmente o incidente com
o Porsche nº 77 ceifou as esperanças
da equipa em conquistar um merecido
bom resultado. O carro viria a ter de
regressar definitivamente às boxes
após o forte embate. Fica ainda assim a
boa prestação da equipa e de Gustavo
Menezes, o homem em destaque este fim
de semana. Para o Ligier nº 25 continua a
aprendizagem da tripulação.

HENRIQUE CHAVES
NÃO MOLHOU O CAPACETE

Tendo a qualificação e o primeiro turno de condução ficado ao encargo do colega
de equipa, foi um fim de semana frustrante para Chaves que não chegou sequer
a entrar no carro no dia da corrida. O piloto da AVF, embora triste, admitiu que a
interrupção da prova foi a melhor decisão: “É frustrante estar nas boxes durante
duas horas à espera de poder entrar em pista para dar o meu melhor e isso não
acontecer. Mas o Eduardo Freitas tomou a melhor decisão para todos. O meu
companheiro de equipa dizia que era impossível continuar naquelas condições. Foi
chato para mim que não tive oportunidade de entrar mas foi o melhor para todos.
Agora é pensar em Portimão e em centrar todas as energias e motivação para
terminar o ano com um bom resultado. É a nossa última oportunidade e na frente
do meu público. Vou com toda a garra.”

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S RECOMPENSA PARA G-DRIVE
ALBUQUERQUE DOMINADORA
1º UNITED AUTOSPORTS P. HANSON / F. ALBUQUERQUE 40 VOLTAS
2º DRAGONSPEED H. HEDMAN / B. HANLEY / N. LAPIERRE + 1.862 Filipe Albuquerque era um homem feliz e visivelmente Foi um ano em cheio para a
3º PANIS BARTHEZ COMPETITION T. BURET / J. CANAL / W. STEVENS + 8.702 emocionado no final da prova de Spa. 2018 tem sido G-Drive. A equipa do Oreca
4º IDEC SPORT G. AUBRY / P. CHATIN / M. ROJAS +12.760 um ano de desafios e dificuldades no ELMS e os #26 apoiada pela TDS foi a
5º DUQUEINE ENGINEERING P. RAGUES / N. JAMIN / N. PANCIATICI + 17.389 bons resultados têm escapado à equipa mas em mais forte e venceu o título
9º AVF BY ADRIÁN VALLÉS K. TERESCHENKO / H. CHAVES + 25.093 Spa a United voltou a sorrir: “Este resultado é um de forma incontestável. As
13º ALGARVE PRO RACING M. PATTERSON / M. MCMURRY / T. KIM +1 VOLTA bálsamo para todos nós. É muito bom estar de volta três vitórias consecutivas
LMP3 às vitórias no ELMS. Depois de uma época difícil sem (Monza, Red Bull Ring e
1º UNITED AUTOSPORTS J. FALB / S. 40 VOLTAS conseguirmos impor um ritmo forte, foi com satisfação Silverstone) contrastaram
2º RLR MSPORT J. FARANO / J. VAN UITERT / R. GAROFALL +36.708 com os deslizes dos
3º 360 RACING T. WOODWARD / R. KAISER + 1 VOLTA que vi a equipa principais adversários ao
LMGTE tomar a decisão de longo da época, facilitaram
1º EBIMOTORS F. BABINI / R. PERA / B. 39 VOLTAS alterar os pneus a tarefa da equipa, que
2º SPIRIT OF RACE D. CAMERON / M. GRIFFIN / A. SCOTT + 6.033 e desde cedo que beneficiou também da
3º PROTON COMPETITION G. RODA / G. RODA JR / M. CAIROLI + 9.498 percebemos que sorte. Na primeira corrida
estávamos no que não lhes correu de
de pista e foi embater no nº 31 da Algarve Hanson para alegria do piloto luso e de caminho certo. E feição, a chuva interrompeu
Pro Racing que acabou por desistir da Zak Brown, patrão da equipa que foi até quando assim é, só a prova e foram atribuídos
corrida, resultando numa penalização à Belgica ver a vitória nos LMP2 e nos temos razões para apenas metade dos
de dois minutos para o carro nº 26. LMP3 com John Falb e Scott Andrews festejar. Felizmente pontos, minimizando
As condições da pista pioravam cada vez (chamado à última hora para substituir que já estávamos assim as perdas para a
mais e a direção de prova acabou por um doente Sean Rayhall). Em LMGTE em primeiro equipa que pôde festejar
interromper a corrida a pouco menos a vitória ficou para o Porsche nº 80 da quando a prova o campeonato. Russinov
de duas horas do fim, entregando assim Ebimotors com Riccardo Pera, Fabio foi concluída. As e Pizzitola sagraram-
a vitória a Filipe Albuquerque e Phil Babini e Bret Curtis. condições estavam se campeões do ELMS
Com este resultado a United conquis- a ficar muito difíceis e perigosas e foi sem dúvida a enquanto Vergne, que
tou a primeira vitória do ano, curio- melhor decisão. Foi uma vitória numa corrida atípica foi peça fulcral nesta
samente na corrida em que usaram mas que nos deixa extremamente orgulhosos. Agora conquista, se ficou pelo
pneus Michelin pela primeira vez. esperamos manter o registo e arrecadar nova vitória vice-campeonato, não tendo
Como não foi feito 75% do tempo em Portimão e terminar o ano em beleza.” participado na jornada
de corrida, os pontos foram apenas inaugural em Paul Ricard.
atribuídos pela metade, o que ofere-
ceu assim a vitória no campeonato à
G-Drive, apesar da corrida caótica de
Roman Russinov, Andrea Pizzitola e
Jean-Éric Vergne.

V/18 SORTES DIFERENTESINTERNATIONALGTOPENEMMONZA
VELOCIDADE

Miguel Ramos e Fabrizio Crestani vão para a ‘negra’ com mas no momento do arranque o turbo ro. A dupla vencedora foi Fran Rueda
10 pontos de avanço face aos adversários. Já Lourenço do BMW M6 cedeu, deixando Beirão a e Andrés Saraiva, que terminou com
ver todos os seus adversários passar: menos de um segundo de vantagem
Beirão da Veiga teve um fim de semana pobre, com muitos “Há dias que, mesmo quando fazemos para Daniele Di Amato e Andrea Mon-
problemas técnicos no BMW M6 GT3 da Teo Martin tudo bem, os resultados não aparecem. termini, que tinham arrancado da pole.
Tínhamos condições para lutar pela vi- A fechar o pódio ficou Riccardo Agostini
Motorsport. Duarte Félix da Costa, regressou às corridas… tória, mas logo no arranque ali fiquei. Foi e Ric Breukers.
desapontante e inglório.” A segunda corrida terminou com vitó-
José Luís Abreu do Mercedes nº 20, o nosso principal Na segunda corrida, arrancando do 15º ria para Alessandro Pier Guidi e Mik-
[email protected] adversário na classificação. Foi pena as lugar, Juan Cruz Alvarez entregou o carro kel Mac (Ferrari 488 GT3). A dupla de
três situações de Safety Car, pois sem a Beirão da Veiga no 14º lugar, com o pilotos italo-dinamarquesa ganhou,
Apenúltima prova do Interna- elas estou convencido que poderíamos piloto a recuperar até 8º: “Recuperei com 1.543s sobre Fran Rueda e Andrés
tional GT Open realizou-se ter ganhado a Pro-AM”. até onde foi possível, mas de 14º sabia Saraiva (BMW M6 GT3), com Giovanni
em Monza e teve sabores Na segunda corrida o resultado foi ainda que não seria fácil. Penso que o 8º lugar Venturini e Jeroen Mul (Lamborghini
diferentes para os três por- melhor: “Estou muito feliz. Apesar das é pouco para a nossa performance. Te- Huracan GT3) a fecharem o pódio.
tugueses presentes. Para fortes dores e do azar na qualificação mos de analisar todos os problemas que Lourenço Beirão da Veiga terminou em
Miguel Ramos e o compa- com a caixa que deixou de funcionar tivemos e garantir que não se repetem!” 8º, recuperando do 14º lugar em que
nheiro de equipa Fabrizio Crestani, o devido a um problema eletrónico, parti Por fim, Duarte Félix da Costa regressou recebeu o carro do colega de equipa.
facto de terem conseguido dilatar para de último e só tinha na cabeça recupe- depois de seis anos sem correr: “Valeu Miguel Ramos foi 12º, quarto da Pro-
10 pontos a vantagem na liderança no rar, passar o Mercedes nº 20 e ganhar cada volta dentro do carro depois de -AM, tendo terminado a menos de um
campeonato Pro-AM foi o suficiente pelo menos 10 segundos de vantagem seis anos fora das pistas. Fui ganhando segundo dos mais rápidos da categoria,
para tornar muito positivo o desfecho. para anular a diferença no handicap. confiança, e nas duas corridas consegui Jiatong Liang e Raffaele Giammaria.
Apesar do susto de sexta-feira quando Consegui passar o Valentin (Pierburg) e lutar com pilotos habituais deste cam- Duarte Félix da Costa e Ricardo Bap-
Ramos saiu de pista na variante Ascari, ganhar os 10 segundos, que foram sufi- peonato. Acabámos bem perto do pódio, tista foram 24º e penúltimo, sendo
sofrendo uma fissura numa das costelas cientes para na troca de pilotos o Fabrizio em 4°. Foi um prazer fazer equipa com quintos nos AM. O vencedor da corrida
do lado esquerdo e na qualificação ter entrar à frente do Tom (Onslow-Cole). o meu amigo Ricardo Baptista e com a foi o Ferrari de Mikkel Mac e Ales-
ficado em último, devido a um problema Conseguimos o 4º lugar na Pro-AM e Equipa Hero no Mercedes AMG GT3 da sandro Pier Guidi, na frente do BMW
eletrónico na caixa de velocidades do retirámos mais 5s de handicap para a DRIVEX”, disse Duarte Félix da Costa. de Rueda e Saravia. Tudo se decidirá
Lamborghini, as coisas recompuse- última corrida”. Com isto, Miguel Ramos em Barcelona, entre Mikkel Mac (107),
ram-se: “Na sexta-feira saí de pista na e Fabrizio Crestani aumentaram para 10 DECISÕES EM BARCELONA Andrés Saravia (104), Fran Rueda (104)
Ascari e bati forte sobre o lado esquerdo. pontos a vantagem face a Tom Onslo- e Alessandro Pier Guidi (91). Nas equi-
Como resultado, bastantes nódoas ne- w-Cole e Valentin Pierburg (Mercedes A primeira corrida não foi amiga dos pas, a Luzich Racing soma 90 pontos,
gras e uma fissura numa costela, o que nº 20). Já Lourenço Beirão da Veiga, na portugueses. Miguel Ramos foi o melhor seguida da Imperiale Racing (88) e
me provocou dores fortíssimas. Na cor- 6ª feira, nem chegou a rodar, devido a ao terminar em 15º e na quinta posição RACE/BMW Team Teo Martín (73). A
rida de sábado, o resultado foi fantástico problemas de embraiagem e de caixa entre os Pro-AM. Duarte Félix da Cos- próxima e derradeira jornada dupla do
pois ficámos em 5º na Pro-AM e à frente de velocidades. Na qualificação foi 5º, ta, de regresso à competição, foi 19º, GT Open tem lugar no fim de semana
enquanto Lourenço Beirão da Veiga foi de 20 e 21 de outubro.
último, com muitos problemas no car-

C/ >> autosport.pt

19

CLASSIFICAÇÕES

CORRIDA 1 AUDI 11 VOLTAS
1º JEAN-KARL VERNAY
2º MIKEL AZCONA CUPRA +0.569S
3º JOSH FILES
4º MAXIME POTTY HONDA +1.640S
5º ATTILA TASSI
CORRIDA 2 VOLKSWAGEN +1.964S
1º JEAN-KARL VERNAY
2º JOSH FILES HONDA +5.451S
3º ÁTILA TASSI
4º MAXIME POTTY AUDI 11 VOLTAS
5º MIKEL AZCONA
HONDA +0,480S

HONDA +1,654S

VOLKSWAGEN +2,263S

UPRA +3,333S

TCR EUROPAEMMONZA segundo lugar no campeonato, isto depois
do piloto da Target Competition, Dusan
PENALIZAÇÃO‘ROUBA’5º Borkovic, ter sido excluído dos resultados
LUGAR A FRANCISCO ABREU dofimdesemanaporcomportamentoanti
desportivo, face a um familiar do seu rival,
Não é fácil a um piloto ‘levar porrada’ de Mikel Azcona. Segundo se sabe, socou
todos os lados, na maioria das situações o tio do espanhol depois de se envolver
numa altercação com elementos da equi-
ver os árbitros a ‘assobiar para o ar’, e pa. Os Comissários decidiram reportar o
quando chega a sua vez… apito sonoro. mau comportamento do sérvio, que agora
Foi o que sucedeu a Francisco Abreu. Foi arrisca-se a um forte castigo.
13º na primeira corrida e 21º na segunda No início da corrida, Francisco Abreu
aguentou a liderança algum tempo, en-
depois de ter sido penalizado quanto Vernay era quinto no final da pri-
meira volta depois de ter arrancado de 10º.
José Luís Abreu Depois, a corrida tornou-se quase num FIM DE SEMANA PERFEITO DE VERNAY Na terceira volta já liderava. Enquanto isso,
[email protected] ‘desporto de contacto’, com muita agres- Dusan Borkovic, cortou a primeira chicane
sividade por parte de alguns pilotos. Na primeira corrida o triunfo foi para Jean- enquanto se defendia do Volkswagen Golf
Naquela que foi a sua estreia Faz parte das corridas, mas devemos -Karl Vernay, que foi ‘obrigado’ a perseguir de Maxime Potty, o que causou danos
no mítico circuito de Monza, sempre impor limites e ter bom senso. Mikel Azcona durante as primeiras cinco ao seu Hyundai e pôs fim à sua corrida.
Francisco Abreu teve um fim A minha estratégia foi aguentar o mais voltas, depois de o jovem espanhol ter O Safety Car entrou e após o recomeço o
de semana muito intenso, possível todo o tipo de ataques”. arrancado melhor. Depois de o passar, líder do campeonato, Mikel Azcona, ultra-
mesmo agressivo, em que ‘re- O jovem piloto madeirense da Sports & Vernay destacou-se e controlou a corrida, passou Tassi, e depressa passou a atacar
cebeu’ mais do que ‘deu’. Pelo You/Peugeot Portugal tinha como obje- assegurando a sua segunda vitória da Files. Abreu teve um encontro imediato
meio mostrou um grande andamento. tivo alcançar um bom resultado e sem os temporada. Azcona contentou-se com com Potty e Azcona, antes de um toque
Tanto na primeira comona segunda cor- constrangimentos ‘exteriores’ à mesma o segundo lugar, já que isso permitiu-lhe em Benjamin Lessennes, com o piloto da
ridas o madeirense andou sempre nas este teria sido posível: “O meu objetivo era aumentar a sua vantagem no campeona- Honda a sair a alta velocidade na chicane
lutas no meio do pelotão, sendo que o lutar por um lugar no top 10 e consegui, to face a Dusan Borkovic, que terminou Ascari. O português foi penalizado com
facto de ter sido 10º na qualificação, com com o quinto lugar em pista. Porém, os em quinto, atrás de Josh Files e Maxime um drive trough e o Safety Car entrou
o consequente arrancar da pole na se- comissários decidiram penalizar-me de- Potty. Esta vitória também relançou as novamente. Com apenas duas voltas pela
gunda corrida, colocou-o na mira dos vido a um contacto perfeitamente normal, esperanças de Vernay na luta pelo título. frente, Azcona conseguiu ultrapassar
adversários, e as histórias que trouxe para estando eu por dentro da curva e total- Francisco Abreu arrancou de 10º, andou Peter Terting, terminando em quinto com
contar, especialmente na segunda tirada mente na minha trajetória. As corridas na luta e terminou em 13º. os quatro primeiros a permanecerem
do fim de semana, são mais do que muitas. são mesmo assim.” Na segunda contenda, novo triunfo para inalterados. Vernay venceu na frente de
“Tal como na 1ª corrida, arranquei Jean-Karl Vernay, triunfo que o colocou no Files e Tassi. Potty foi quarto, à frente do
muito bem, mas a pressão do Ver- líder do campeonato, Azcona, que tem
nay foi constante, e com um carro agora 19 pontos de vantagem para Vernay.
com mais velocidade de ponta que o Francisco Abreu mantém o 17º lugar no
308 TCR, conseguiu ultrapassar-me, Campeonato de Pilotos, com 14 pontos.
passando para o comando até final. Nas equipas, a Sports & You ocupa a 11ª
posição, totalizando 15 pontos. O fim da
temporada está marcado para 21 de ou-
tubro, em Barcelona.

V/
VELOCIDADE

20

IBERIAN
HISTORIC
ENDURANCE
EMJEREZ

O Iberian Historic
Endurance rumou a
Jerez para mais duas
corridas. Contra as
expetativas deixadas

pela qualificação,
Carlos Barbot venceu
a primeira corrida, com
a segunda a ser ganha

pela dupla Brizido/
Pina Cardoso de forma

surpreendente

VITÓRIAS
INESPERADAS
Foi a vez do Circuito de Jerez receber o plantel
dos preciosos automóveis históricos do Iberian Barbot e Jorge Cruz, em BMW 323i, logo atrás. Com 20 Paulo Antunes (Datsun Sunny 1.4) e a dupla Nogueira/
Historic Endurance, que ‘devolveram’ duas boas minutos de corrida, perto do final do primeiro turno, o Cruz (Ford Escort RS 2000 MK1).
corridas, com interessantes duelos em pista. Com Ford Escort teve um problema numa roda, desistindo e Nos H-65, vitória para Carlos Barbot em Lotus Elan,
muito calor, a primeira corrida foi de resistên- obrigando à entrada do Safety Car. Quem beneficiou foi seguido por Nuno Nunes (Shelby Mustang) e Luís Sousa
cia para máquinas e pilotos. A dupla Ferreira/ a dupla Brizido/Pina Cardoso, que saltou de 4º para a 1º Ribeiro (Ford Cortina Lotus).
Carvalho saiu na frente seguida por Brizido/Pina Cardoso. após a troca de pilotos. Já nos H-71, o primeiro lugar pertenceu à dupla estreante,
Atrás, um grupo perseguidor liderado por Barbot (Lotus Tudo indicava a vitória do Porsche português, no entanto, Silva/Bravo (Alfa Romeo GTAm), com o segundo lugar
Elan 26R), seguido por Alfredo Martinez (Porsche 911) e um drive through devido à prematura entrada na troca assegurado por António Gutierrez (Porsche 911 ST) e o
Eduardo Davila (Porsche 911 RS). de pilotos fez com que o Porsche caísse para a 2ª posição terceiro por José Carvalhosa (Porsche 911 ST).
Após uma saída de pista, entrou o Safety Car. Carlos e o Lotus Elan de Barbot recuperasse o primeiro lugar. Destaque para o BRM Index de Performance, com Vincent
Barbot aproveitou entrando primeiro para a troca de A quatro voltas do final, a dupla Brizido/Pina Cardoso Tournet a ser o grande vencedor com o Porsche 356
pilotos, conseguindo assim chegar à liderança, seguido conseguiu ultrapassar Barbot e garantiu a sua primeira Speedster. O piloto francês bateu a dupla Carlos Barbot,
pelas duplas Ferreira/Carvalho, Brizido/Pina Cardoso, vitória de sempre, e consequentemente na categoria que garantiu o segundo lugar, e a equipa Vaz/Soares,
enquanto Jorge Cruz surpreendia com o BMW 323i. Nos H-76. No segundo e terceiro lugares, subiram ao pódio com o Datsun 1600 SSS em terceiro.
últimos minutos, o Porsche lisboeta de Brizido diminui de
rendimento, caindo para terceiro da categoria e cedendo FÓRMULA FORD DUPLO Hugo Hernandez destacou-se na segunda volta, ultrapas-
a vitória dos H-76 a Eduardo Dávila e a segunda posição TRIUNFO DE DIOGO SOUSA sando Sousa e mantendo a liderança durante pratica-
a Filipe Nogueira/Cruz. mente toda a corrida. Foi uma luta emocionante, com os
O primeiro a cortar a meta foi o vencedor da categoria A terceira jornada da Fórmula Ford Portugal começou com dois pilotos a tentarem discutir a cada curva a primeira
H-65, o Lotus Elan de Barbot, seguido do Porsche 911 todas as características que tornam o desporto automóvel posição. Diogo Sousa lutou intensamente e acabou
SWB de Torres da Silva/Rodrigues e José Carvalhosa, que tão espectacular e emocionante. No Circuito de Jerez (Es- mesmo por ultrapassar o Formula Tuga na antepenúltima
estreava o novo Ford Mustang. Nos H-71, vitória para o panha), a grelha pequena, mas ambiciosa, deixou antever volta, triunfando. Hugo Hernandez foi segundo e Vasco Fer-
Ford Escort RS 1600 da dupla Ferreira/Carvalho que foi duas corridas emocionantes. reira, terceiro. Nos Gentlemen Drivers, Paulo Vieira venceu
segundo da geral, seguido de António Gutierrez (Porsche Na primeira corrida, Diogo Sousa, em Zetec, fez uma boa nos VJ16 e José Miguel Pinto nos KENT 90.
911 ST) e da dupla Santos/Petiz (Alfa Romeo GTAm). partida e venceu confortavelmente. Foi seguido por Vasco
No segundo confronto na pista andaluz, rapidamente Ferreira que fez uma falsa partida, foi penalizado, caiu
a dupla Ferreira/Carvalho passou para a frente com para último e recuperou até quarto. Hugo Hernandez foi
segundo, na frente de Rui Silva. Nos Gentlemen Drivers,
Paulo Vieira venceu nos VJ16 e José Miguel Pinto nos KENT
90. Na segunda corrida, Diogo Sousa voltou a vencer, mas
agora depois duma luta renhida. O piloto do Fórmula Zetec
manteve um duelo apertado com Hugo Hernandez, em
Formula Tuga, que terminou favorável a Sousa.
No início da corrida, Diogo Sousa fez uma boa partida, mas

PTRX/ >> autosport.pt
52º RALICROSS DE CASTELO BRANCO
21
O PTRX ruma à sua
fase de decisões. frente de José Eduardo Rodrigues (Peugeot 206 S1600).
No último fim de Na Super Nacional A1.6 Pedro Tiago (Citroën Saxo) ven-
ceu uma grande final. Nuno Magalhães (Peugeot 206)
semana, a Escuderia foi penalizado devido a falsa partida, ficando fora da luta
Castelo Branco pelo primeiro lugar. Pedro Tiago (Citroën Saxo) rodava
na frente e aí terminou. Tiago Ferreira (Peugeot 106) foi
organizou a sexta segundo na frente de Leonel Sampaio (Citroën Saxo).
prova do Campeonato Nuno Magalhães ainda terminava em quarto.
A Super Buggy foi espetacular, como habitual. Ludgero
de Portugal de Santos foi para frente e deixou António Santos e Rui
Ralicross, Kartcross Godinho a discutirem o segundo posto. Entretanto,
e Super Buggy, e já se Nelson Barata colava-se ao Toniauto de António Santos
definiram alguns dos e ganhava-lhe a posição. Rui Godinho, sem pressão, ga-
Campeões de 2018 nhava tempo ao líder e Nelson Barata e António Santos
ficavam a discutir a posição restante do pódio. Nesta luta
José Luís Abreu seria Barata a levar a melhor.
[email protected] Por fim, no Kartcross, Jorge Gonzaga (ASK EVO 18) venceu
uma das mais espetaculares corridas dos últimos tem-
PCRAIMMPEIERÕOESS pos. José Mota (Semog Bravo) arrancou como um tiro e
colocou-se na primeira posição. Logo atrás tinha Jorge
Pedro Tiago, António Santos e Pedro Matos têm Gonzaga, que por sua vez trazia Pedro Rosário (Semog
já motivos para comemorar, pois são os vir- Bravo ER) ‘agarrado’. Atrás, na curva um, um toque dei-
tuais campeões da Super Nacional A1.6, dos xava Pedro Palma (Semog Bravo) fora de prova. O trio da
Super Buggy e dos Supercar, respetivamente. frente destacava-se de Daniela Godinho que liderava o
As restantes categorias só se vão decidir em segundo pelotão, que integrava Fábio Machado (ASK) e
Sever do Vouga, a 13 e 14 de outubro próximo. Mário Rato (Semog Revolution SR). Os homens da frente
Na Super Iniciação, João Novo (Peugeot 106) levou a apanhavam Vítor Santiago (Semog Bravo), que apesar
melhor na partida, ‘furou’ desde a segunda linha, co- de estar prestes a ser dobrado e a receber bandeiras
locou-se na frente e venceu a corrida. Rodrigo Correia azuis, defendeu a posição como se do líder se tratasse.
(Peugeot 205) e Rafael Rocha (Peugeot 106) lutaram As idas à Joker-lap foram assim decisivas e no regres-
pela segunda posição que ficou na posse do primei- so à pista, Pedro Rosário não conseguiu evitar um to-
ro. João Barroso esteve bem, mas o Fiat Uno não che- que com José Mota, que ficou pelo caminho. Rosário
ga para bater os 1.4 mais potentes. Ariana Rodrigues fez uma prova cheia de garra, em perseguição de Jorge
(Peugeot 106) foi a melhor concorrente feminina, na Gonzaga. Nas duas últimas voltas, os homens da fren-
quinta posição final. te protagonizaram uma luta intensa pela primeira po-
Na Super Nacional 2RM, Santinho Mendes dominou e sição. Gonzaga a defender o primeiro posto e Rosário
venceu. Fernando Silva (Seat Ibiza TDI) foi segundo na a dar o tudo por tudo para vencer. Ao cortar da meta,
frente de Nuno Pereira. Gonzaga levou a melhor. Mário Rato furou e foi tercei-
A espetacular Supercar foi mais uma vez domina- ro, seguido por Daniela Godinho, uma mulher de armas
da por Pedro Matos (Citroën DS3), que venceu com que pôs todos os outros em respeito e venceu o troféu
naturalidade, comandando desde a partida. Joaquim feminino. Fábio Machado e Pedro Rabaço fecharam o
Santos, com problemas no motor do Ford Focus, de- grupo dos seis da frente.
sistiu e Daniel Pacheco (Subaru Impreza WRX) subiu
a segundo, vencendo também a Classe dois. Ademar
Pereira (Subaru Impreza WRX) foi terceiro.
Na Super 1600, João Ribeiro (Citroën Saxo S1600) acele-
rou para nova vitória. Mário Teixeira (Ford Fiesta S1600)
partiu bem, assumiu o segundo posto e aí terminou, na

22 CLÁSSICOS/

ESTORIL CLASSICS WEEK

GUIA

UM EVENTO
COMPLETO
Entre 2 e 7 de outubro, as zonas de Cascais e Estoril recebem a primeira edição do Estoril do Casino Estoril e também um pouco
Classics Week, um evento que reúne, pela primeira vez, as principais disciplinas de automóveis por algumas das mais belas estradas do
e motos clássicas, em que não vão faltar Glamour e Heritage, como por exemplo com o Concurso nosso país.
de Elegância ACP. A componente mais desportiva é assegurada pelos Fórmula 1 Clássicos, World Os apreciadores dos Clássicos vão ter
Grand Prix Bike Legends, Rally de Portugal Histórico, CSS Group 1 e o Iberian Historic Endurance. uma semana em cheio, já que este
Está ainda prevista a presença de grandes nomes do desporto motorizado internacional, como evento vai juntar várias competições.
são os casos do antigo piloto de ralis Stig Blomqvist, Miki Biasion, bicampeão do Mundo de Ralis Com data prevista de 2 a 7 de outubro, o
Estoril Classics Week 2018 reúne não só
e ainda Wayne Gardner, Phil Read e Freddie Spencer, estes das motos. o Rally de Portugal Histórico, que parti-
A organização está a cargo da Associação de Turismo de Cascais, tendo como promotores rá dos Jardins do Casino Estoril, termi-
a Race Ready – Iberian Historic Racing, o ACP - Automóvel Club de Portugal e o Motor Clube nando no Circuito do Estoril, bem como o
Concurso de Elegância, com a chancela do
do Estoril. Conta ainda com o apoio do Estoril Sol e do Autódromo do Estoril ACP, a Fórmula 1 Classic, o World GP Bike
Legends e o Iberian Historic Endurance.
José Luís Abreu Ao todo são seis dias de ação, estando pre-
[email protected] vista a presença de grandes nomes, como
são os casos do antigo piloto de ralis Stig
Overão já terminou, mas o Sol Blomqvist, que vai pilotar um Audi Quattro
e o calor estão para ficar, e de grupo B, Miki Biasion, bicampeão do
esse será somente mais um Mundo de Ralis, e três vezes vencedor
bom motivo para não perder do Rally de Portugal, aos comandos de
o evento único que se realiza
no Circuito do Estoril, Jardins

>> autosport.pt

23

P/ P R O G R A M A

SÁBADO - 6 DE OUTUBRO

INÍCIO FIM DURAÇÃO GRELHA SESSÃO

09:00 09:40 00:40 CLOSED WHEELS CARS FREE PRACTICE TREINOS LIVRES

09:45 10:05 00:20 F1 CLASSIC TREINOS PRIVADOS

10:10 12:40 02:30 RALLY DE PORTUGAL HISTORICO SLALOM

12:45 13:05 00:20 PRE-1982 TOURING CARS GROUP 1 QUALIFICAÇÃO 1

13:15 13:35 00:20 WORLD GP LEGENDS DRIVERS TREINOS

13:45 14:05 00:20 F1 CLASSIC QUALIFICAÇÃO

14:15 14:55 00:40 IBERIAN HISTORIC ENDURANCE QUALIFICAÇÃO

14:00 14:30 00:30 MEET OUR WORLD CHAMPIONS - BOX NR 1 SESSÃO AUTÓGRAFOS

15:05 15:35 00:30 RALLY DE PORTUGAL SLALOM FINAL SLALOM

15:45 16:05 00:20 PRE-1982 TOURING CARS GROUP 1 QUALIFICAÇÃO2

um Lancia Delta, ou, nas duas rodas, dos mo e com uma promoção bem realizada 16:15 16:35 00:20 WORLD GP DEMONSTRATION PERIOD BIKES EXIBIÇÃO
Campeões do Mundo de 500cc: Wayne conseguiu levar o público ao circuito si-
Gardner, Phil Read e Freddie Spencer. tuado nos arredores do Cascais, enchendo 16:55 17:15 00:20 F1 CLASSIC CORRIDA 1
as bancadas da reta de meta e o paddock,
JUNTOS SOMOS MAIS FORTES que se mostrava animado por inúmeras 17:35 17:55 00:20 WORLD GP LEGENDS DRIVERS CORRIDA 1
A edição de 2017 do Estoril Classic foi um atividades e por fãs ávidos de ver as má-
êxito retumbante, com mais de 20 mil pes- quinas que marcaram a história do auto- 18:15 19:05 00:50 IBERIAN HISTORIC ENDURANCE CORRIDA 1
soas a deslocarem-se ao Autódromo do mobilismo e alguns pilotos que registaram
Estoril. A edição deste ano promete ser páginas de ouro do desporto automóvel.
novo sucesso e, para além da continui- Para este ano, a Associação de Turismo
dade da Fórmula 1, também o motoci- de Cascais, a Race Ready – Iberian DOMINGO - 7 DE OUTUBRO
clismo estará representando através de Historic Racing, o ACP - Automóvel Club
motos de Grande Prémio e de Campeões de Portugal, o Motor Clube do Estoril e o INÍCIO FIM DURAÇÃO GRELHA SESSÃO
do Mundo para gáudio dos adeptos dos Autódromo do Estoril, organizaram-se
desportos motorizados. para juntar tudo num evento. 09:40 10:00 00:20 CAR CLUBS EXIBITION DESFILE
No ano passado o evento organizado pela Saiba todos os detalhes nas próximas
Race Ready engalanou ‘o nosso’ autódro- páginas… 10:20 10:40 00:20 PRE-1982 TOURING CARS GROUP 1 CORRIDA 1

10:50 11:10 00:20 BIKE CLUBS EXIBITION DESFILE

11:00 11:30 00:30 MEET OUR WORLD CHAMPIONS - BOX NR 1 SESSÃO AUTÓGRAFOS

11:30 12:20 00:50 IBERIAN HISTORIC ENDURANCE CORRIDA 2

12:30 12:50 00:20 WORLD GP DEMONSTRATION PERIOD BIKES DEMONSTRAÇÃO

12:55 13:15 00:20 CAR CLUBS EXIBITION - PREMIUM - LUNCH TIME DESFILE

13:15 13:35 00:20 CAR CLUBS EXIBITION - PREMIUM - LUNCH TIME DESFILE

13:55 14:15 00:20 WORLD GP LEGENDS DRIVERS CORRIDA 2

14:35 14:55 00:20 F1 CLASSIC CORRIDA 2

15:15 15:35 00:20 PRE-1982 TOURING CARS GROUP 1 CORRIDA 2

15:45 16:25 00:40 CAR CLUBS EXIBITION DESFILE

24

MOTOS A NOVIDADE Legends – permitindo aos verdadeiros ansiosos por podermos estar com a WGPBL
adeptos das corridas de duas rodas um fim no Estoril Classic”, enfatizou o australiano.
A World GP Bike Legends realiza eventos um espetáculo entusiasmante. de semana de emoções fortes. Além de Wayne Gardner, também Freddie
com antigos ex-Campeões Mundiais de Para além das provas competitivas, Wayne Gardner, Campeão do Mundo de Spencer e Phil Read – que somam 11 títulos
Motociclismo, seja do Campeonato Mundial serão realizados desfiles com motos que 500cc de 1987 e também um dos mentores mundiais entre si – Carlos Lavado, Steve
de 500cc ou do Campeonato Mundial de marcaram a história do motociclismo – a da World GP Bike Legends, é um dos nomes Baker e Raymond Roche marcam presença
Superbikes, dando possibilidade de os ver Classic Parade que integrará antigas 500 sonantes confirmados, apontando a visita na World GP Bike Legends, que integra o
novamente competir. cc e Superbikes – permitindo ao público ao nosso país como um momento alto programa do Estoril Classic de 2018, todos
Ao longo dos dois dias, o público poderá ver e ouvir de perto verdadeiras relíquias para si, sublinhando a importância de eles com Campeonatos Mundiais no seu
assistir a duas corridas – The Race of e raridades que fizeram as delícias dos poder integrar o Estoril Classic: “É muito currículo.
Legends – em que os grandes nomes adeptos da modalidade entre anos setenta importante, dado que é a primeira visita da Portugal estará também representado
dos anos setenta, oitenta e noventa e noventa. World GP Bike Legends (WGPBL) a Portugal, na competição que se prevê intensa e
entrarão em competição aos comandos Para a aproximar o público das lendas no famoso circuito do Estoril, o que oferece animada, com a presença de Alexandre
de motos, originais ou réplicas, que marcaram o Motociclismo Mundial aos adeptos a oportunidade de reviver o Laranjeira, Nuno André e Hermano Sobral,
semelhantes às que usaram ao longo e promover o contacto entre eles, serão passado com os seus heróis. Alguns pilotos titulares de inúmeros cetros nacionais,
das suas respetivas carreiras, lutando organizadas ao longo dos dois dias de estão ansiosos por regressar ao histórico permitindo à imensa mole humana
estoicamente entre eles para oferecer evento sessões de autógrafos – Meet the circuito de Grande Prémio onde competiram esperada para os dias 6 e 7 de outubro
no passado, ao passo que para outros é apelar ao seu sentido patriótico e apoiar os
um privilégio correr lá. Todos nós estamos seus conterrâneos.

CSS GROUP 1 E IBERIAN HISTORIC ENDURANCE

NOMEADOS PARA SUPORTE

Indubitavelmente, a Fórmula 1 Classic e a World GP Bike Legends são os cabeças de cartaz
do Estoril Classic, mas as categorias de suporte são em si mesmas motivos de interesse
suficientes para que os adeptos se mantenham atentos e assistam à evolução em pista
das máquinas que preenchem as grelhas de partida do CSS Group 1 e do Iberian Historic
Endurance.
A primeira permitirá ao público contactar com as máquinas que formaram as grelhas de
partida do BTCC, e outros campeonatos de carros de Turismo à volta do globo, até 1981,
prometendo muita animação em pista através de lutas intensas por cada metro de pista, ao
longo de duas corridas de vinte minutos disputadas no domingo.
Com o Iberian Historic Endurance os adeptos poderão ver evoluir ao longo do circuito os
sofisticados protótipos e GT que marcaram o mundo da
resistência nos anos sessenta e setenta em majestosos
circuitos mundiais, carros que ainda hoje fazem parte do
imaginário de todos os amantes de automobilismo, até dos
mais jovens.
Uma das máquinas presentes será o Porsche 911 R de
1966, um modelo do qual foram apenas realizadas 23
unidades, sendo o 911 mais raro de sempre. Para além
disso, o exemplar que estará presente no Estoril Classic é o
chassis que pertenceu a Manuel Nogueira Pinto, sendo por
isso um regresso a Portugal quase 50 anos depois.
Estas máquinas por certo farão estremecer o chão ao longo
de duas provas de cinquenta minutos, transportando os
espetadores para cenários como as 24 Horas de Le Mans
ou para os 1000 Km de Spa.

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A CONTINUIDADE DA FÓRMULA 1

Ao longo do fim de semana da edição Lotus, tendo levado Alan Jones até ao
de 2017, os adeptos que responderam à título de 1980, após um intenso duelo
chamada viram máquinas emblemáticas, com Nelson Piquet, em Brabham.
como o Shadow, o Ensign, o Lotus, o À disposição de Frank Lyons estará um
Williams, entre outros, que provocaram McLaren M26 Ford Cosworth, com as
excitação e entusiasmo nas bancadas. emblemáticas cores da Marlboro. O
Este ano os fãs da categoria máxima monolugar britânico não tem uma história
do desporto automóvel voltarão a ter tão brilhante como o carro da equipa
a oportunidade de ver e/ou rever mais então sediada em Didcot, mas ainda
de uma dezena de grandes carros que assim venceu três Grandes Prémios pelas
marcaram a história da Fórmula 1. mãos de James Hunt em 1977, ano em que
Um dos modelos já confirmados, entre o inglês defendia o cetro conquistado
outros, será o Tyrrell 012 Ford Cosworth em 1976.
que será pilotado pelo experiente Martin Também a representar uma escuderia
Stretton, Bicampeão do Mundo de com pergaminhos na história da Fórmula
Fórmula 1 Históricos. 1 estará o Brabham BT37 Ford Cosworth,
Este é um monolugar significativo na pelas mãos de Jonathan Kennard. O carro
história da equipa fundada por Ken concebido por Ralph Bellamy não foi dos
Tyrrell, uma vez que foi o primeiro mais bem-sucedidos da equipa, tendo
carro da formação a ser construído como melhor resultado dois quartos
maioritariamente em fibra de carbono, lugares, mas ainda assim teve nomes
seguindo a McLaren e a Lotus, inovadoras ilustres aos seus comandos, como é o
no uso deste material. caso de Graham Hill, Carlos Reutmann ou
Para além disso, foi o primeiro carro John Watson ao longo de 1972 e 1973. Foi
na história da Fórmula 1 a envergar as mesmo o “cavalo” que permitiu ao piloto
cores da Benetton, marca que foi uma irlandês estrear-se na Fórmula 1, em
presença constante na categoria máxima 1973, através da equipa privada Ceramica
do desporto automóvel ao longo de quase Pagnossin.
duas décadas. Para além destes exemplos mais
É precisamente um chassis pintado com emblemáticos, esperam-se mais carros
o verde da marca italiana que poderá ser marcantes da história da disciplina
visto na F1 Classic, inserido no Estoril máxima – como um Hesketh, um Surtees
Classic, que compreende duas provas ou um Ensign – que por certo farão a
para carros de Fórmula 1. O carro inglês, delícia dos adeptos de automobilismo e
animado por um Cosworth DFV, obteve os farão vibrar com provas disputadas a
como melhor resultado um quarto posto velocidades estonteantes.
pelas mãos de Stefan Bellof, no Grande Todas estas máquinas entrarão em
Prémio da Bélgica de 1985. competição em duas corridas de vinte
O carro concebido por Maurice Philippe minutos, uma no sábado e outra no
esteve no ativo ao longo de três domingo, esperando-se grandes lutas
temporadas – 1983, 1984 e 1985 – tendo pelo degrau mais alto do pódio, o que
sido pilotado por nomes como o Michele animará o muito público que encherá as
Alboreto, Martin Brundle ou Stefan bancadas do Autódromo do Estoril.
Johansson, para além do alemão.
Também da equipa fundada por Ken Tyrrell
virá outro monolugar marcante, o Tyrrell
011, um carro que deu à formação de
Ockham a sua última vitória na Fórmula 1
e o derradeiro triunfo do venerável motor
Ford Cosworth DFV V8, 15 anos depois de
se ter estreado através da Lotus.
Alboreto foi o autor da proeza ao
assegurar o primeiro lugar no Grande
Prémio de Las Vegas, o último da
temporada de 1982. No Estoril Classic
será pilotado por Jamie Constable.
No entanto, são esperadas outras
máquinas como o Williams FW07, que será
pilotado por Mark Hazell, carro que levou
a equipa de Frank Williams até ao círculo
dos vencedores, em 1979, quando Clay
Regazzoni venceu o Grande Prémio da
Grã-Bretanha.
Este monolugar, da autoria do inevitável
Patrick Head, foi um dos expoentes
máximos da era do efeito de solo,
tecnologia introduzida na Fórmula 1 pela

26

MOTIVOS DE INTERESSE FORA DE PISTA

O paddock será mais uma fonte de interesse durante o cheirar e sentir o perfume e o calor da competição.
evento, uma vez que estará ao dispor de todo o público A isto juntarmos a possibilidade de poderem conhecer
munido de bilhete de paddock a Food & Brand Village, pessoalmente oito Campeões do Mundo, assim como os
um espaço onde será possível conviver nas esplanadas pilotos que domam em pista as imponentes máquinas
dos diversos restaurantes presentes, para além de que se digladiam no asfalto.
realizar compras alusivas ao evento e ao desporto Com os preços dos bilhetes de paddock a 10 euros e a
motorizado em vários stands de merchandising. entrada livre para as bancadas, os motivos para passar
Com o intuito de garantir um evento com motivos de pelo Autódromo do Estoril nos próximos dias 6 e 7 de outubro e
interesse para toda a família, no paddock também tomar parte do Estoril Classic são mais que muitos.
estará disponível um mini circuito de karts elétricos
destinado a crianças, que terá uma componente
pedagógica e que fará as delícias dos mais novos.
Para terminar, toda área do interior do circuito será
adornada com carros dos mais importantes clubes
automóveis de Portugal, que durante o fim de semana
realizarão voltas de demonstração ao traçado da pista
situada nos arredores de Cascais.
No entanto, para os verdadeiros adeptos de desportos
motorizados, a grande mais-valia do acesso ao paddock
passa pela possibilidade de contactar de perto com
todas as máquinas que se entregarão a lutas na pista,

CONCURSO DE ELEGÂNCIAACP

O Concurso de Elegância ACP já vai este ano para a sua sexta edição, mas pela
primeira vez, terá um palco diferente. Os Jardins do Casino Estoril recebem, de 5 a 7
de outubro, todo o glamour deste evento que, como é tradicional, junta automóveis
dos anos 20 aos anos 70. Há sete categorias a concurso, ‘Vintage’, ‘Post Vintage’,
‘Aston Martin’, ‘Americanos pós-guerra’, ‘Sport pós-guerra’, ‘Sport e GT anos 60 e 70’
e ‘Sonhos Psicadélicos’. É dos vencedores de cada uma destas sete categorias que
sairá o ‘Best of Show’.
O evento engloba ainda animação de rua, com animadores vestidos à época,
memorabilia, a Grande Ginkana do Estoril, reservada a viaturas construídas até 1939
e que terá lugar no dia 6, na Av. Clotilde, e ainda o Desfile de Clássicos, no dia 7, que
vai ter início no Circuito Estoril e final nos Jardins do Casino do Estoril, com passagens
por Cascais e pela Av. Marginal até à segunda rotunda de Carcavelos. Um evento a não
perder, pelas imagens pode ficar com uma boa ideia do que pode esperar.

P/ P R O G R A M A

SEXTA-FEIRA 5 DE OUTUBRO

12H00-18H00 EXPOSIÇÃO DOS CONCORRENTES NOS JARDINS DO CASINO DO ESTORIL

15H00 DESFILE DOS CONCORRENTES PARA APRECIAÇÃO DO JÚRI

SÁBADO 6 DE OUTUBRO

10H00-18H00 EXPOSIÇÃO DOS CONCORRENTES NOS JARDINS DO CASINO DO ESTORIL

16H00 GINCANA NOS JARDINS DO CASINO PARA OS 15 A 20 AUTOMÓVEIS ATÉ 1939

DOMINGO 7 DE OUTUBRO

10H00-18H00 EXPOSIÇÃO DOS CONCORRENTES NOS JARDINS DO CASINO DO ESTORIL

10H30 DESFILE DE AUTOMÓVEIS CLÁSSICOS NA MARGINAL (CONCENTRAÇÃO NO AUTÓDROMO

PELAS 09H30; ABERTO A QUEM QUISER PARTICIPAR COM UM CLÁSSICO). PERCURSO:

ENTRADA DO AUTÓDROMO > JUMBO DE CASCAIS > CARCAVELOS > JARDINS DO CASINO

15H00 DESFILE DOS VENCEDORES DAS CATEGORIAS E ANÚNCIO DO ‘BEST OF SHOW’

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P/ P R O G R A M A

1 DE OUTUBRO 2ª FEIRA
VERIFICAÇÕES ADMINISTRATIVAS (HOTEL PALÁCIO, ESTORIL)

2 DE OUTUBRO 3ª FEIRA
VERIFICAÇÕES TÉCNICAS (CIRCUITO ESTORIL)
1ª ETAPA ESTORIL/FIGUEIRA DA FOZ
ARRANQUE DA PROVA NOS JARDINS DO CASINO DO ESTORIL (13H30)
CHEGADA À FIGUEIRA DA FOZ À AVENIDA 25 DE ABRIL (19H30)

RALLY DE PORTUGAL HISTÓRICO 3 DE OUTUBRO 4ª FEIRA
2ª ETAPA FIGUEIRA DA FOZ/BRAGA
SLALOM NO CIRCUITO ESTORIL É NOVIDADE PARTIDA DA FIGUEIRA DA FOZ (08H30)
CIRCUITO DE LOUSADA (15H15)
SERVIÇO DE ASSISTÊNCIA EM FAFE (17H15)
CHEGADA A BRAGA À CAMARA MUNICIPAL (18H45)

4 DE OUTUBRO 5ª FEIRA
3ª ETAPA BRAGA/VISEU
PARTIDA DE BRAGA DA CÂMARA MUNICIPAL (08H00)
CHEGADA A VISEU À CAMARA MUNICIAL (19H05)
FLEXI SERVICE JUNTO AO HOTEL MONTEBELO (22H30)

Após 12 edições, o Rally de Portugal passado. Os concorrentes têm pela UM POUCO DE HISTÓRIA 5 DE OUTUBRO 6ª FEIRA
Histórico volta à estrada para mais frente cerca de 2.000 km, 600 dos Criado em 2006, um ano antes do 4ª ETAPA VISEU/ESTORIL
uma mistura de competição, convívio quais em regularidade, organizados regresso do Rally de Portugal ao PARTIDA DE VISEU DO HOTEL MONTEBELO (08H00)
e também algum ‘turismo’. em quatro etapas com mais de 40 Campeonato do Mundo de Ralis, e REGULARIDADE POR SECTORES NO KARTÓDROMO DE LEIRA (19H15)
Realiza-se de 2 a 6 de outubro, tem especiais. Como habitualmente, a como forma de fazer reviver alguns DUPLA PASSAGEM PELA LAGOA AZUL / PENINHA (23H55)
partida e chegada ao Estoril, sendo prova realiza-se com viaturas de 1 de dos melhores anos da prova do
que esta edição tem um interesse janeiro de 1946 a 31 de dezembro de Automóvel Club de Portugal, o Rally 6 DE OUTUBRO SÁBADO
adicional, já que depois de seis 1985. de Portugal Histórico, desde o ESTORIL (JARDINS DO CASINO)/AUTÓDROMO DO ESTORIL
triunfos lusos e outros tantos Este ano, o Rally de Portugal primeiro momento, percorre troços CHEGADA AOS JARDINS DO CASINO DO ESTORIL (01H50)
estrangeiros, será interessante Histórico tem uma lista de 87 equipas míticos do Rally de Portugal e desde SLALOM NO CIRCUITO DO ESTORIL (10H10 ÀS 12H40)
perceber quem desempata a constituídas por piloto e navegador, muito cedo se assumiu como uma EXIBIÇÃO SLALOM NO CIRCUITO DO ESTORIL (15H05 ÀS 15H35)
‘questão’. sendo 15 delas portuguesas e 72 dos das mais exigentes e prestigiadas DISTRIBUIÇÃO DE PRÉMIOS NO CASINO DO ESTORIL (20H00)
O ano passado e após o segundo seguintes 12 países: Bélgica, Suíça, provas de Regularidade Histórica do
triunfo consecutivo do belga Yves Espanha, França, Rússia, Lituânia, Velho Continente, atraindo pilotos e P/ PA L M A R É S
Deflandre, a armada nacional espera, Mónaco, Andorra, Suécia, Itália, Reino máquinas dos mais variados países,
certamente, voltar às vitórias e, quem Unido e Canadá. No âmbito do Estoril com particular destaque para a 2006 JOSÉ LUÍS NUNES/SARA NUNES (ALFA ROMEO 2000 GTV)
sabe, dar início a outra sequência de Classics Week 2018 está prevista a armada francófona que muitas 2007 PEDRO JERÓNIMO/CARLOS HIPÓLITO (PORSCHE 911 CARRERA)
três triunfos consecutivos como os presença de grandes nomes dos ralis, vezes representa quase metade dos 2008 JOSÉ GROSSO/JOÃO SISMEIRO (BMW 2002TII)
conseguidos por João Mexia entre como é o caso do antigo piloto de pelotões que chegam a ultrapassar 2009 RAYMOND HORGNIES/CHRISTOPHE HAYEZ (PORSCHE 911)
2013 e 2015. ralis Stig Blomqvist, aos comandos a centena de carros. A prova tem por 2010 RICARDO ALONSO/MOISES ALVAREZ (FORD ESCORT RS)
Mas para isso terão primeiro de ser de um Audi Quattro de grupo B, Miki objetivo a competição, mas também o 2011 JOSÉ LAREPPE/JOSEPH LAMBERT (OPEL KADETT GTE, 1978)
bem-sucedidos nos vários troços Biasion, bicampeão do Mundo de convívio e uma visão turística do país. 2012 JOSÉ LAREPPE/JOSEPH LAMBERT (OPEL KADETT GTE, 1978)
que vão ter pela frente e que os vão Ralis e três vezes vencedor do Rally Por isso, são percorridas estradas 2013 JOÃO MEXIA/NUNO MACHADO (PORSCHE 911 COUPÉ, 1973)
levar a passar pela Figueira da Foz, de Portugal, ao volante de um Lancia míticas das zonas centro e norte de 2014 JOÃO MEXIA/NUNO MACHADO (PORSCHE 911 COUPÉ, 1973)
Braga (uma estreia), Viseu, Sintra e, Delta. Está previsto que sejam vistos Portugal. Em 12 edições, seis triunfos 2015 JOÃO MEXIA/NUNO MACHADO (PORSCHE 911, 1973)
já no sábado, pelo Slalom no Circuito a abrir a estrada na zona de Sintra, foram para duplas nacionais e outros 2016 YVES DEFLANDRE/JOSEPH LAMBERT (PORSCHE 911 2.7, 1972)
Estoril. Um final com chave de ouro durante o Rally de Portugal Histórico, tantos para os estrangeiros. Quem 2017 YVES DEFLANDRE/JOSEPH LAMBERT (PORSCHE 911, 1972)
que o Presidente do ACP, Carlos o que será um momento empolgante desempata este ano?
Barbosa, já tinha prometido no ano para os adeptos.

E/28
ESPECIAL LEIRIA SOBRE RODAS

ALIMENTARLEIRIASOBRERODAS

APAIXÃO
Durante quatro dias, Leiria assistiu a uma verdadeira
romaria dos amantes das duas e quatro rodas que,
vindos um pouco de todos os cantos do país, não
quiseram perder um dos mais interessantes eventos
do género em Portugal. E como sempre Leiria ‘correu’
Sobre Rodas...

Nasendadoquetêmsidoosanos plateia momentos de grande espetáculo. mérides especiais: as comemorações dos estreia neste evento da Lamborghini,
anteriores, pela edição de 2018 Uma das surpresas em pista foi ofe- 70anosdaLandRoveredatambém sep- Bentley e Ferrari, destacando-se ain-
do Leiria Sobre Rodas passa- recida pela Mercedes, que nos trouxe tuagenária Porsche. O interior do estádio da todas as marcas representadas
ram cerca de 50 mil visitantes, Pedro Salvador, Campeão Nacional de foi, durante quatro dias, um verdadeiro na região.
que tiveram oportunidade de Velocidade de 2018. museu do automóvel, com centenas de Na tenda dos super desportivos mul-
apreciar mais de 500 verda- A prata da casa mostrou por que razão a históricos, sendo o veículo mais antigo o tiplicaram-se os modelos de cortar a
deiras ‘vedetas’ de duas e quatro rodas região de Leiria é reconhecida pela sua trator Fordson Model F, de 1918. respiração, como o Porsche GT2 RS
que fizeram história. tradição nos desportos motorizados: No recinto a segurança foi total, ou não 911, o McLaren SLR Mercedes, todos os
Uns vieram apenas para assistir, mas a começar pelo Campeão Nacional de tivéssemos contado com o Pandur 1 do modelos atuais da Ferrari, tal como to-
muitos quiseram viver esta festa por Todo-o-Terreno, Ricardo Porém, que se Exército. A PSP também se apresen- dos os Lamborghini clássicos e atuais,
dentro, nomeadamente os 294 partici- apresentou ao volante de um Mini e de tou de forma autoritária, quer fora quer todos os modelos 218 da Bentley, uma
pantes no passeio de vespas. O passeio um BMW M2. dentro do Estádio, com uma mostra te- mostra de monologares de corrida e
de bicicletas foi outro momento espe- Valter Gomes entrou em pista com um mática, com veículos blindados, lancha o Bugatti EB110, entre muitos outros.
cial do evento. Porsche RSR, enquanto Paulo Rui Ferreira de água, Audi R8, entre outros, além de Em resumo, que para o ano haja mais.
Uma das novidades que gerou grande acelerou ao volante da Toyota Hilux de exposição de armas.
curiosidade foi um espaço premium, onde todo-o-terreno. De respeito foi também a participação
foi possível apreciar ‘máquinas’ que fize- Os veteranos Ramiro Fernandes e António da GNR, com o Porsche 356 da Brigada
ram as delícias dos amantes do mundo Rodrigues também marcaram presença de Trânsito, tal como diversas motos an-
automóvel. e mostraram, uma vez mais, que ainda tigas e bicicletas da Guarda Fiscal. Uma
Em pista, os aficionados da velocidade e estão para as curvas. presença habitual é também a da Base
da perícia tiveram oportunidade de ver Aérea n.º 5, este ano com a sua viatura
52 carros no slalon. E houve espetáculo: VIAGEM À HISTÓRIA Protect Fire.
Desde logo por Didier Auriol, um dos pilo-
tos convidados, que, em Leiria, conduziu O Leiria Sobre Rodas distinguiu-se tam- EXPOAUTO
pela primeira vez um modelo R5 de ralis. bém por proporcionar uma verdadeira
Quem também não deixou os créditos por viagem pela história do setor automó- Um dos pontos que captou a curiosidade
mãos alheias foi Ricardo Moura que, ao vel, com uma boa mostra de veículos de dosvisitantes foi o Leiria Expoauto, em
volante de um Ford Focus RS, ofereceu à todos os tempos. que marcaram presença 22 conces-
Nesta edição, assinalaram-se duas efe- sionários de motos e automóveis, com

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AMBIÇÃO PARA O FUTURO

Na quinta edição, o Leiria Sobre Rodas já está em velocidade cruzeiro, mas
a expectativa para as próximas edições é grande. Como destacou Gonçalo
Lopes, vice-presidente do Município, o Leiria Sobre Rodas possui já um modelo
consolidado que permite encarar as próximas edições com maior ambição:
“Estamos no quinto ano, e julgo que podemos dizer com alguma segurança que o
Leiria Sobre Rodas já está em velocidade cruzeiro”, afirmou, considerando que esta
iniciativa contribui para a afirmação de Leiria como uma “cidade dinâmica, vibrante
e com uma larga tradição no que diz respeito aos desportos motorizados”.
Com uma programação muito diversificada, com praça de restauração, atividades
infanto-juvenis, áreas de experimentação e de espetáculos, palestras, passeios,
desporto motorizado, espaços comerciais e automobilia, o Leiria Sobre Rodas não
defraudou as expectativas.
Como já é tradição, o evento fechou com um fantástico passeio de clássicos pela
cidade, orientados por um antigo polícia sinaleiro vestido a rigor, perante o olhar de
milhares de pessoas que encheram as ruas da Leiria. Este ano, foi batido o recorde
de participantes, com mais de 500 viaturas.

CONTEÚDO PATROCINADO 26 | SETEMBRO | 2018

CINCO PILOTOS ALINHAM NO CAMPEONATO DE PORTUGAL DE KARTING

TALENTOS NA ESCOLA
DE KARTING DO OESTE

A EKO-Escola de Karting do Oeste apresentou este ano quatro jovens estreantes no Campeonato de Portugal de Karting,
além de continuar a apoiar o 2.º classificado da Taça de Portugal da categoria Iniciação em 2017, Diogo Caetano (8 anos), que agora alinha

na Cadete. Romeu Mello (6 anos) e João Pereira (6 anos) – que têm colecionado pódios na Iniciação –, Diogo Martins (12 anos)
e Santiago Ribeiro (12 anos) na Júnior, são as mais recentes promessas formadas no Bombarral

JOÃO PEREIRA

ROMEU MELLO

EKO - ESCOLA DE KARTING DO OESTE FOTO JOSÉ LOURENÇO

AEKO-Escola de Karting do Oeste regressou quer para ele quer para o seu pai que é também seu os 45 e os 90 euros, dependendo da categoria.”
às competições oficiais depois de um inter- mecânico. Não tem sido fácil devido, não apenas
regno de alguns anos e lançou cinco jovens pela tenra idade do Diogo, mas também devido à TROFÉU EASYKART EM 2019
pilotos que estão a demonstrar grande potencial nas concorrência que nesta categoria é muito forte”, Em termos de chassis, a Birel ART foi a marca
respetivas categorias. Uma realidade explicada por referiu Nuno Inácio. escolhida para equipar os karts da EKO, depois
Nuno Inácio, o responsável da equipa sedeada no da estrutura do KIRO-Kartódromo Internacional
Bombarral: “Começando pelos Juniores, o Diogo ESCOLA DURANTE TODO O ANO da Região Oeste, no Bombarral, ter sido nomeada
Martins e o Santiago Ribeiro foram o nosso maior Numa altura em que a captação e formação de pilotos como representante oficial do construtor italiano em
desafio pois iriam começar a competir na Júnior ape- é fundamental para o Karting nacional, a EKO tem julho de 2017. “O KIRO sempre usou os chassis
sar de terem ainda idade para correrem na Juvenil. consolidado a sua atividade: “A EKO é uma escola desta marca, quer no aluguer quer em competição.
Foi um risco calculado, visto serem, para além dos permanente, ou seja, funcionamos todo o ano”, Portanto, faz todo o sentido que assim continue a ser,
mais jovens do pelotão, os mais inexperientes. recorda o responsável pela estrutura. “Os pilotos/ até porque o nível técnico da marca é muito alto. Em
Pensamos que a aposta produzirá frutos a curto alunos podem inscrever-se em qualquer altura do ano 2019, o KIRO, em parceria com a Birel ART e com
prazo, pois tem sido um ano de muita aprendizagem. e as aulas realizam-se numa manhã (normalmente os seus parceiros, vai promover o troféu monomarca
Na Iniciação temos o Romeu Mello e o João Pereira ao domingo) por mês. Não é necessária qualquer EasyKart, que será um troféu low-cost a nível regional.
que eram pilotos muito rápidos na nossa Escola, experiência e basta ter 5 ou mais anos de idade. O objetivo será criar um nível mais económico de
pelo que entendemos apostar na competição a nível Cobramos uma inscrição e oferecemos o equipa- competição que preencherá uma lacuna no mercado.
nacional. Atualmente já são candidatos ao pódio em mento completo: fato de competição, botas, luvas, Será vocacionado para os pilotos (alguns deles da EKO)
todas as provas e a evolução destes dois pilotos balaclava e proteção cervical. Só não oferecemos o que desejam fazer competição, mas que não exija os
tem sido notável. Quanto ao Diogo Caetano, o seu capacete, mas o aluno pode usar os do Kartódromo. orçamentos praticados no campeonato nacional”,
primeiro ano na Cadete tem sido de descoberta, Os preços são muito acessíveis e situam-se entre revelou Nuno Inácio. RSA

DIOGO CAETANO DIOGO MARTINS SANTIAGO RIBEIRO

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26 | SETEMBRO | 2018

FOTO HELLOFOTO/ALEXANDRE JÚNIOR JOVEM REVELAÇÃO NA GALA
DE DESPORTO DE GUIMARÃES

Luís Alves – que já se sagrou Campeão Nacional nas
categorias Cadete e Juvenil –, tinha motivos para
estar ainda mais orgulhoso do seu trabalho, dado que
foi distinguido na
Gala do Desporto de
Guimarães, promovida
pela Câmara Municipal,
como ‘Jovem
Revelação’. O piloto
vimaranense fez uma
‘viagem-relâmpago’ do
Bombarral a Guimarães
para estar presente na
cerimónia de sábado
à noite e regressou
depois ao Bombarral
para no dia seguinte
justificar – e de que
maneira – o porquê de
ter sido distinguido.

PILOTO DE GUIMARÃES MANTÉM 2º LUGAR NA CATEGORIA JÚNIOR ENTRE 21 PILOTOS

LUÍS ALVES VENCE NO BOMBARRAL PARA
O CAMPEONATO DE PORTUGAL DE KARTING

Na quarta prova do Campeonato de Portugal de Karting, disputada no Bombarral, Luís Alves – ´rookie’ na Júnior – bateu toda a concorrência.
Poucas horas antes de festejar a primeira vitória na categoria, o piloto de apenas 12 anos de idade tinha sido distinguido
na Gala de Desporto de Guimarães, como ‘Jovem Revelação’. Prémio justificado… e de que maneira!

Àpartida para a quarta e penúltima jornada milésimos de segundo para o vencedor, Guilherme deira xadrez, festejando assim a sua primeira vitória
do Campeonato de Portugal de Karting, de Oliveira, campeão em título. na categoria Júnior. “Confesso que esperava vencer,
realizada no traçado do Bombarral, Luís Na segunda manga de qualificação, Luís Alves vol- porque apesar de me estrear este ano na categoria
Alves ocupava a segunda posição da classificação tou a terminar num positivo segundo lugar, atrás de Júnior tenho conseguido bons resultados. Comecei
geral da categoria Júnior entre 21 participantes, Guilherme de Oliveira, mas desta vez esteve ainda bem a prova e na Final, depois de arrancar bem, fui
sendo o piloto-sensação em virtude de se estrear mais forte, dado que rubricou a volta mais rápida com gerindo a corrida para depois atacar no momento
esta época na classe. E Luís Alves voltou a deixar o tempo de 48,391s. Contudo, uma penalização de certo. Optei por atacar na 16.ª e penúltima volta e
a sua marca… cinco segundos, por ter o spoiler ‘tocado’ devido a um consegui passar para a liderança e vencer. Foi um
O piloto que defende as cores do Vitória Sport Clube toque, fez com que fosse relegado para o quinto posto. excelente fim de semana, graças ao trabalho do meu
começou por estabelecer o melhor tempo nos treinos Face aos resultados alcançados nas duas mangas mecânico Arlindo e do Jorge, do apoio da minha família,
cronometrados com o registo de 48,107s ao traçado de qualificação, Luís Alves garantiu a terceira posi- do Vitória Sport Clube, dos meus patrocinadores e de
de 1107 metros, pelo que garantiu a pole-position ção na grelha de partida para Final, disputada em 17 todos aqueles que acompanham a minha carreira no
para a primeira manga de qualificação, na qual esteve voltas. Após a largada, o piloto do Vitória Sport Clube Karting”, comentou Luís Alves, patrocinado pela DIPE,
na discussão pelo triunfo, mas acabou por ser 2.º manteve-se na frente do pelotão e na penúltima volta pela DL Cozinhas, pela Raiz Carisma e que representa
classificado com uma desvantagem de apenas 135 assumiu a liderança para não mais a largar até à ban- as cores do Vitória Sport Clube Racing. FC

LUÍS ALVES PROMOVE O KARTING NA ESCOLA

O talento de Luís Alves também não tem que proporcionou a centenas de estudantes FOTO FILIPE CAIRRÃO JERÓNIMO
passado despercebido no meio escolar. Maria a experiência de estar ao volante de um
de Jesus Carvalho – diretora do Agrupamento kart – cedido pela Riakart – numa pista
de Escolas Virgínia Moura, que contempla improvisada. Mais: quem fizer um ‘like’ na
quatro estabelecimentos de ensino desde o página de Facebook /luisalves46 e enviar
pré-escolar ao 9.º ano – convidou o jovem uma mensagem com a frase “Quero ser
piloto para expor o seu kart na 12.ª edição piloto!” terá um Curso de Karting Nível 1
do Dia do Agrupamento que envolve várias totalmente grátis. Destina-se a crianças dos
atividades e que reúne quase 1000 alunos, 7 aos 12 anos de idade e realizar-se-á no
110 professores e 60 funcionários. Kartódromo de Viana do Castelo. Que bela
Luís Alves e o seu ‘staff’ foi mais longe, dado forma de promover o Karting!

31

N/32 DTM
NOTÍCIAS

PASSADEIRA René Rast está num momento
VERMELHA de forma simplesmente espe-
PARA RAST tacular, ainda que tenha vindo
Com uma ponta final de campeonato absolutamente também a beneficiar do jogo de
fantástica, René Rast assinou mais duas vitórias no DTM e já equipa da Audi no DTM. No passado Mercedes-AMG o seu sétimo títu-
vai em quatro consecutivas, colocando-se numa boa posição fim de semana, em Spielberg, mais lo de Marcas com 865 pontos, 202
para revalidar o título. Na frente continuam Paul di Resta, com dois triunfos que o recolocam na à frente da BMW Motorsport. Já se
senda do título. Apesar de ter ainda sabe também que está assegurada
229 pontos e Gary Paffett, com 225 dois adversários à sua frente - Paul a vitória no campeonato de equipas,
di Resta, que soma 229 pontos, e Gary já que as três da Mercedes-AMG,
José Luís Abreu Paffett, com 225 - Rast tem agora Petronas, Silberpfeil e Remus, são
[email protected] 199 pontos e com 56 pontos em jogo, as únicas que podem ser campeãs.
as suas chances aumentaram sig-
LEIA E ACOMPANHE TODAS nificativamente, especialmente se
AS NOTÍCIAS EM AUTOSPORT.PT mantiver o ‘momento’ que atravessa.
Este evento fica ainda marcado pela
confirmação da Mercedes-AMG
como Campeã de Marcas. A equipa
HWA, que comanda as operações da
Mercedes-AMG no DTM, tem sido
a clara dominadora da temporada,
com nove vitórias nas 18 corridas
disputadas. Os pontos alcançados
com a pole position de Paffett e o
terceiro lugar de di Resta na grelha
foram suficientes para garantir à

EUROPEU DE RALIS
LUKYANUK CAMPEÃO EUROPEU

Alexey Lukyanuk tornou-se o primeiro letã ser terceiro na última prova da
piloto russo a conquistar um título época, que se disputa “em casa”, para
internacional em ralis. Apesar de ter conquistar a posição final.
desistido uma vez mais por acidente no Gryazin venceu o Rali da Polónia, uma
Rali da Polónia, disputado no último fim prova em que os primeiros lugares foram
de semana, o piloto é já virtual campeão ocupados por pilotos bastante jovens.
do ERC 2018 depois duma época de Para além de Jari Huttunen, que deu
altos e baixos em que, contudo, a sua réplica ao vencedor, Chris Ingram, que
velocidade nunca esteve em questão. ocupou o lugar mais baixo do pódio, e
Com o cetro em carteira, Lukyanuk Fabian Kreim, que se vencer em Liepaja
tentará agora disputar algumas provas e Gryazin não for ao pódio, também pode
do WRC2, tal como Kajetan Kajetanowicz, secundar Lukyanuk.
a quem sucede no livro de ouro do
campeonato. CLASSIFICAÇÃO FINAL: 1º Nikolay
Apesar da boa posição que o piloto ocupa Gryazin/Yaroslav Fedorov (Skoda Fabia
há já alguns meses no campeonato, R5), 1:53:43.5; 2º Jari Huttunen/Antti
as contas não são favoráveis a Bruno Linnaketo (Hyundai i20 R5), + 8.3; 3º
Magalhães quanto à renovação do Chris Ingram/Ross Whittock (Skoda
segundo lugar conquistado nesta Fabia R5), + 2:25.9; 4º Fabian Kreim/Frank
competição em 2017. Ausente em Christian (Skoda Fabia R5), + 2:43.2; 5º
Mikolajki, o português viu dois pilotos Mikolaj Marczyk/Szymon Gospodarczyk
aproximarem-se da sua pontuação, mas (Skoda Fabia R5), + 3:27.0. ERC: 1º Alexey
é sobretudo Nikolay Gryazin a maior Lukyanuk, 150; 2º Bruno Magalhães, 115;
ameaça a novo sucesso do piloto de 3º Nikolay Gryazin, 90; 4º Fabian Kreim,
Lisboa pois bastará ao russo com licença 79; 5º Norbert Herczig, 63.

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33

RAST SOMA E SEGUE ga de marca, a ‘abrirem’ o caminho de ter cometido uma infração no seu próprio túmulo”. O espanhol foi
nas últimas curvas, com Rast a último recomeço após um Safety penalizado em 30 segundos por ter
René Rast venceu as duas corridas passar de quarto para segundo, Car. Resultado, caiu para o 14º lugar violado as regras estipuladas para o
do fim de semana de Spielberg. já sabendo que Juncadella tinha depois de averbados os 30 segun- reinício de uma corrida, após a saída
Na primeira, o campeão em título sido penalizado. Esta vitória caiu dos da penalização. do Safety Car. Na partida lançada,
bateu (quase) toda a concorrência, do céu. Daniel Juncadella liderou Na segunda corrida, nova vitória os comissários entenderam que
num pódio totalmente Audi, com quase toda a corrida, mas teve de para René Rast, que arrancou da o espanhol não atuou dentro das
Mike Rockenfeller e Nico Müller, realizar um drive through depois oitava posição, assumiu o quarto regras e penalizaram-no.
que seguiam na frente do seu cole- lugar logo na fase inicial da cor- O reinício da corrida fez-se no estilo
rida, conseguindo, depois, subir IndyCar e o espanhol foi acusa-
as posições que lhe faltavam para do tanto de acelerar cedo demais,
nova vitória. Nico Müller foi quem como de foi investigado por andar
ficou mais perto, ao terminar a demasiado devagar: “Eu estava
apenas 0.421s. A fechar o pódio focando na minha linha rodando a
terminou Gary Paffett, enquanto 80 km/h, e a regra estipula que se
Paul Di Resta foi quarto. Sébastien deve fazê-lo entre 60 a 80 km/h.
Ogier, que foi o ‘wildcard’ desta A minha telemetria diz que desci
ronda do DTM, qualificou-se em para 68 km/h, o que está dentro
19º e último nas duas qualifica- da velocidade permitida, e quando
ções, terminou em 12º a primeira acelerei castigaram-me por tê-lo
corrida e em 16º a segunda. A prova feito demasiado cedo.”
ficou ainda marcada pela polémi- Irado com a questão, o espanhol
ca com Daniel Juncadella, piloto da disse: “Este é um campeonato mui-
Mercedes, que depois da sua pena- to forte, mas está a ser destruído
lização acusou os responsáveis da por pequenas coisas e a cavar o seu
competição de estarem a “cavar o próprio túmulo”, disse.

RAMPA DAARRÁBIDA VENHA O CPM SOLBERG
NA CATALUNHA
Depois do sucesso que foi o regresso da Rampa da cronómetro em 1m59.53s. Na luta pelo segundo lugar, Luís COM O NOVO
Arrábida em 2017, depois de 11 anos de ausência, a edição Silva, no Citroën DS3 R5, bateu Edgar Reis, no Porsche 997 VW POLO GTI R5
deste ano foi de novo um êxito, pois apesar do calor que GT Cup, por escassos 45 centésimos. Depois da vitória do
se fez sentir, foram aos milhares os espetadores que ano passado, desta vez Mário Silva não conseguiu repetir Petter Solberg vai fazer um ‘one off’ no Mundial
deram um colorido especial à Arrábida, dando desta forma esse resultado, terminando na quarta posição a mais de Ralis, já que vai participar no Rali da
o seu aval ao regresso ao Campeonato de Portugal de de seis segundos da vitória e a quase a um segundo do Catalunha aos comandos do novo Volkswagen
Montanha, a ambição do Clube Motorismo de Setúbal. pódio. Polo GTI R5. O outro piloto da equipa é Eric
Na Rampa Regional, a que esteve sobre o olhar atento Na Regularidade, venceu a dupla Nuno Veiga/Tânia Duarte, Camilli. No Mundial de Ralicross desde 2012,
da FPAK, acabou por ser Joaquim Rino, com o BRC, a com o Peugeot 106 GTi a ser mais forte, repetindo o o norueguês, Campeão do Mundo de Ralis de
vencer, batendo Luís Silva, Edgar Reis e o vencedor do ano triunfo do ano passado. Na segunda posição ficaram João 2003, vai ‘matar saudades’: “Todos conhecem
passado, visto por muitos como o favorito, Mário Silva. Sarmento e Orlando Borges com o Peugeot 106 Rallye. a minha paixão pelos ralis, e quando o Sven
Mas a luta foi muito intensa, especialmente no que Corrido que está o pano sobre a edição de 2018, o que (Smeets, Diretor da Volkswagen Motorsport)
diz respeito aos restantes lugares do pódio, pois se pode dizer é que foi de novo um sucesso. Milhares de me perguntou, não hesitei. Como sabem, guiei
Rino, logo na primeira, subida colocou a fasquia nos espetadores coloriram os agora 3600 metros do traçado, o carro em janeiro, e não queria parar. Será
2m01.54s,conseguindo contudo fazer ainda melhor na mostrando que Setúbal e a Arrábida estão prontos, e fantástico regressar ao WRC, ainda mais com
segunda, baixando a barreira dos dois minutos, parando o querem o Campeonato de Portugal de Montanha. este carro e esta equipa”. Petter Solberg será
navegado por Veronica Engan, a habitual co-
piloto do seu filho, Oliver.

>>motosport.com.pt M O T O G P ARAGÃO

CHEIRA
A CAMPEÃO

Marc Márquez despachou o Grande Prémio de Aragão
com uma vitória de raça numa corrida muito intensa e
emocionante. Um triunfo, que até pelo modo como foi
celebrado, abre ao piloto da Honda as portas do quinto título
mundial em seis anos na classe maior. A cinco provas do fim
da época só o espanhol pode perder este campeonato e não a

concorrência roubar o que já parece ter dono

ACOMPANHE TODA A INFORMAÇÃO Alexandre Melo
DIARIAMENTE EM MOTOSPORT.COM.PT [email protected]

N as mais diversas modalidades
existem momentos de uma
longa temporada que ajudam
a definir o decurso da mesma.
E foi precisamente isso que sucedeu,
no passado fim de semana, no Grande
Prémio de Aragão, onde pensamos nós
que mais de metade do campeonato
ficou sentenciado até a julgar pelas
declarações dos rivais, nomeadamente
de Andrea Dovizioso, que já atira a
toalha ao chão.
Numa corrida marcada por muitas

35

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O

MOTOGP (HONDA) 41M55.949S
1º MARC MÁRQUEZ (DUCATI) + 0.648S
2º ANDREA DOVIZIOSO (SUZUKI) + 1.259S
3º ANDREA IANNONE (SUZUKI) + 2.638S
4º ÁLEX RINS (HONDA) + 5.274S
5º DANI PEDROSA
CAMPEONATO 246 PTS
1º MARC MÁRQUEZ 174 PTS
2º ANDREA DOVIZIOSO 159 PTS
3º VALENTINO ROSSI 130 PTS
4º JORGE LORENZO 130 PTS
5º MAVERICK VIÑALES

ultrapassagens e extrema imprevisi- estão agora separados por 72 pontos, tarso. Marcas que apesar de tudo vão renzo a ir para a zona suja da pista.
bilidade acabou por ser o nome mais numa fase em que estão por disputar permitir a sua presença na próxima Já a Yamaha passou ao lado de mais
previsível a levar para casa o triunfo. 125 pontos. Praticamente é jogo feito ronda, o estreante Grande Prémio da um fim de semana e viu os seus dois
Tal como já tinha acontecido em Assen, e nada mais. Tailândia, em Buriram. O que parece pilotos oficiais, Valentino Rossi e Ma-
numa corrida semelhante à de Aragão, Resta agora saber onde ocorrerá a não ter ficado muito bem foi a sua rela- verick Viñales, falharem o acesso à
Marc Márquez saltou para a liderança consagração, sendo que tal como em ção com Marc Márquez, piloto que será Q2, fase decisiva da qualificação. Na
em definitivo no momento que con- 2016, Marc Márquez tentará ser nova- o companheiro de equipa de Lorenzo corrida, Viñales não foi além do 10º
siderou ser o mais adequado e com mente campeão do mundo em Motegi em 2019 na Honda. posto, enquanto Rossi, partindo do
um ritmo diabólico nas derradeiras (Japão), circuito que é propriedade da O maiorquino acusa Márquez de ser o 17º lugar, fez o possível e terminou a
voltas selou um triunfo que já sabe a insíginia da asa dourada. Em Aragão, culpado pela sua queda, pois no seu contenda em oitavo. Muito pouco para
título mundial. De nada valeu o intenso a Honda teve também motivos para entender este bloqueou, aquando da uma equipa que está completamente
esforço de Andrea Dovizioso, também sorrir com Dani Pedrosa, que realizou ultrapassagem na primeira curva, a à deriva, mesmo colocando Rossi no
ele com um grande desempenho, que uma das melhores corridas dos últimos sua trajectória e obrigou Jorge Lo- terceiro lugar do campeonato.
teve de contentar-se com o segundo tempos ao terminar no quinto posto.
lugar numa pista que está longe de Quem também esteve muito bem foi
ser das suas favoritas. Os dois pilotos a Suzuki, formação que regressou
aos pódios por intermédio de Andrea
Iannone. O piloto italiano fez uma das
melhores corridas da época e por
momentos chegou a pensar-se que
poderia discutir o triunfo com Marc
Márquez e Andrea Dovizioso, mas tal
não foi possível. Para a história fica o
terceiro pódio do ano para o ‘Maníaco’
e seguramente um dos últimos com
a Suzuki, equipa que deixará no final
da época. O seu colega, Álex Rins, foi
quarto e ficou às portas do pódio pelo
segundo Grande Prémio consecutivo.
No lado dos derrotados ficou a Ducati
e a Yamaha que vão de mal a pior. No
campo da Ducati, para além de Do-
vizioso ter perdido o confronto com
Márquez, viu Jorge Lorenzo desistir na
primeira curva logo após a partida. O
piloto espanhol, que somou a terceira
pole consecutiva, sofreu uma violenta
queda tendo caído de cabeça no solo
e levado com a sua Desmosedici GP18
nas costas. Um incidente que originou
o deslocamento de um dedo do pé bem
como uma fratura no segundo meta-

36 M O T O 2 ARAGÃO

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CAMINHOS qual contribuiu o facto da sua melhor volta
DIFERENTES ter sido anulada. Perante tal quadro era
altura de arregaçar as mangas e ir à luta
Miguel Oliveira ficou com o sétimo lugar no Grande Prémio de Aragão, numa corrida onde no meio de um pelotão muito competitivo.
foi forçado a mais uma grande recuperação, pois foi apenas 18º na qualificação. Por outro Só que tal como já tinha acontecido 15 dias
lado o seu colega na Red Bull KTM Ajo, Brad Binder, viveu o seu melhor fim de semana até antes em Misano, Miguel Oliveira pagou o
ao momento em Moto2. Pole position e vitória categórica, numa contenda onde Francesco preço de uma qualificação modesta e teve
de contentar-se com o sétimo lugar, isto
Bagnaia distanciou-se um pouco de Miguel Oliveira apesar de ter, segundo o próprio, um ritmo
semelhante ao do vencedor da corrida e
Alexandre Melo para mais num piloto que está a discutir grande regularidade em termos pontuais, colega de equipa, Brad Binder.
[email protected] ao milímetro o título mundial da categoria, até ao momento pontuou em todas as 13 “Dei tudo o que tinha, mas foi uma cor-
pelo que qualquer passo em falso pode ser corridas realizadas, deixam Oliveira com rida traiçoeira ao ter de partir da sexta
Aolongodestatemporadajáper- extremamente comprometedor. esperanças bem vivas quanto à hipótese linha da grelha. Consegui ser rápido e o
demos a conta às vezes que Contudo são essas mesmas recupera- de conseguir o objetivo máximo no final meu ritmo de corrida era semelhante ao
Miguel Oliveira deparou-se ções que estão a permitir ao piloto luso, da época. do Brad. Porém perdi algum tempo na
com qualificações modestas mesmo com esta grande adversidade Em Aragão, o vice-campeão do mundo de ultrapassagem aos outros pilotos. Sinto-
- abaixo do top 10 - e foi forçado da qualificação, estar ainda em posição Moto3 em 2015 foi novamente obrigado a me mal pelo facto da minha melhor volta
na corrida a recuperações ex- de poder ser campeão do mundo da uma corrida de valentia, depois na qualifi- na qualificação ter sido anulada, situação
traordinárias. Uma questão delicada ainda categoria intermédia do Mundial. Uma cação ter sido apenas 18º, resultado para o que me fez perder tempo no início da cor-
rida. Este é o preço que pagamos quando
partimos tão atrás. É um aspecto no qual
vamos trabalhar e melhorar. Ainda es-
tão em jogo 125 pontos, pelo que vamos
tentar obter o maior número de pontos
possíveis”, explicou o piloto português.
À saída de Aragão, Miguel Oliveira mantém
o segundo posto do campeonato, mas
agora a 19 pontos de Francesco Bagnaia.
O líder do campeonato pareceu estar um
pouco mais nervoso do que o habitual,

37

M O T O 3 ARAGÃO

JORGE MARTÍN ARRASADOR

A categoria mais baixa do Mundial Martín e mais importante do que fica registada a grande valentia
de Motociclismo teve no circuito isso ganhou uma ligeira vantagem do italiano num momento crucial
Motorland de Aragão um grande para o segundo classificado do da época. O pódio ficou completo
dominador. Falamos de Jorge Martín, campeonato, Marco Bezzecchi, que com Enea Bastianini, tendo sido a
o atual líder do campeonato. O foi igualmente segundo na ronda quinta vez em 2018 que o homem
homem da Gresini viveu um fim de espanhola. Os dois candidatos da Leopard Racing ficou entre os
semana de sonho que começou a ao título estão separados por 13 três primeiros. Bastianini garantiu
ser construído com a conquista da pontos, agora que restam cinco este lugar na última volta e após
nona pole position do ano em 14 jornadas para a conclusão da uma aguerrida batalha com Fabio
tentativas. campanha. di Giannantonio e Marcos Ramírez,
Na corrida, o futuro da Red Bull KTM Bezzecchi limitou ao máximo os pilotos que ficaram na quarta e
Ajo em Moto2 não deu hipóteses estragos neste fim de semana - quinta posições, respetivamente. Tal
à feroz concorrência e liderou a perdeu apenas cinco pontos para como Marco Bezzechi, o resultado
corrida do princípio ao fim, algo Martín - pois foi forçado a partir de de Enea Bastianini ganha ainda
que é muito raro de suceder em uma distante 18ª posição. Resultado maior relevo porque foi também alvo
Moto3, onde habitualmente grandes de uma penalização imposta de 12 de uma penalização de 12 lugares
pelotões discutem o triunfo. Esta lugares por pilotagem irresponsável após a qualificação, o que obrigou o
foi a sexta vitória do ano para na qualificação. Não venceu, mas transalpino a sair de 15º.

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O MOTO3

1º JORGE MARTÍN (HONDA) 37M49.030S
+ 5.984S
2º MARCO BEZZECCHI (KTM) + 6.045S
+ 6.095S
3º ENEA BASTIANINI (HONDA) + 6.161S

MOTO2 4º FABIO DI GIANNANTONIO (HONDA)

1º BRAD BINDER (KTM) 39M59.247S 5º MARCOS RAMÍREZ (KTM)
+ 1.526S
2º FRANCESCO BAGNAIA (KALEX) + 2.055S CAMPEONATO
+ 2.396S
3º LORENZO BALDASSARRI (KALEX) + 5.850S 1º JORGE MARTÍN 191 PTS

4º ÁLEX MÁRQUEZ (KALEX) 2º MARCO BEZZECCHI 178 PTS

5º MARCEL SCHRÖTTER (KALEX) 3º FABIO DI GIANNANTONIO 150 PTS

CAMPEONATO 4º ENEA BASTIANINI 133 PTS

1º FRANCESCO BAGNAIA 234 PTS 5º ARÓN CANET 118 PTS

2º MIGUEL OLIVEIRA 215 PTS

3º BRAD BINDER 144 PTS

4º LORENZO BALDASSARRI 132 PTS

5º ÁLEX MÁRQUEZ 126 PTS

mas nas últimas voltas ‘salvou os móveis’
comultrapassagensaLorenzoBaldassarri
e Álex Márquez, o que lhe permitiu ver a
bandeira de xadrez no segundo posto.
O italiano ficou atrás de Brad Binder, o
grande herói da jornada em Aragão. O
sul-africano conquistou a primeira pole
position na categoria e na corrida esteve
muito consistente saltando para o co-
mando na altura certa. Depois de superar
Álex Márquez, Binder exibiu um grande
andamento que lhe permitiu selar o se-
gundo triunfo do ano, pois já tinha sido
igualmente vencedor em Sachsenring
(Alemanha). O pódio ficou completo com
Lorenzo Baldassarri que regressou aos
três primeiros após uma série de corridas
menos felizes. Já Álex Márquez ficou com
um amargo quarto posto. O excessivo
desgaste dos pneus, na última fase da
corrida, tramaram o irmão mais novo de
Marc Márquez que recebeu pouco de uma
corrida a que deu muito, tendo liderado
muitas voltas.

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HUSQVARNA

» VITPILEN 701

FLAT TRACK IS BACK

Ninguém fica indiferente à imagem arrojada das novas
Vitpilen da Husqvarna. A marca austríaca consegue,
com um design irreverente e futurista, atrair muita atenção
e protagonismo num segmento neoclássico muito da moda.
Tal sente-se sobretudo na geração millenial que procura
um estilo próprio, em simultâneo, revivalista e tecnológico

Pedro Rocha dos Santos Husqvarna desenvolveu o design global
[email protected] da Vitpilen 701. Exemplo disso são o farol
dianteiro redondo, de tecnologia LED, di-
As suas linhas são quase espa- vidido a meio por um elemento horizontal
ciais, como que saídas de um onde foi colocado o logótipo da marca; o
filme de ficção, pese embora perfil lateral do depósito e a forma como
se consiga sentir alguma nos- é aí colocada também a identificação do
talgia de um passado ligado às modelo; ou as linhas que definem a con-
competições de flat track que jugação da baquet com o farol traseiro.
algumas marcas têm vindo a fazer renas- Tudo estabelecendo uma linha fluida mas
cer, como é exemplo o caso da Indian que em simultâneo acutilante, marcada pelas
em breve apresentará a sua Flat Tracker arestas vivas de alguns dos seus princi-
FTR 1200. pais elementos.
A Husqvarna Vitpilen 701 beneficia de A Vitpilen 701, pela sua posição de con-
toda a tecnologia KTM e monta um motor dução mais dobrada sobre a frente que
monocilíndrico de 692,7 cc. Um bloco com é imposta pelo guiador que monta tipo
um grande histórico na marca austríaca “avanços”, não se permite definir como
e que tem vindo a ser evoluído ao longo uma “flat tracker”, mas sim mais den-
da sua já extensa vida. Hoje em dia debita tro de um estilo “café racer”. A posição
uns respeitáveis 75 cv. é menos exigente que a da sua irmã de
Com um quadro em trelissa de aço e bra- menos cilindrada, a Vitpilen 401, e bastante
ço oscilante de alumínio, a Vitpilen 701 mais natural.
aparenta um aspeto quase “anoréxico” No topo do depósito, que monta um tam-
tal é a redução e a simplicidade das suas pão do estilo aeronáutico, sobressai um
linhas e da pouca volumetria dos seus elemento metálico de formato “alado”.
componentes. Essa realidade traduz-se Este, para além de estética, tem também
num peso de apenas 157 kg, o que con- uma função prática, já que a Husqvarna
fere à Vitpilen 701 uma agilidade fora do desenvolveu uma pequena mochila de
comumeumamanobrabilidadeexcelente. depósito que se fixa facilmente através
Alguns pormenores estéticos deno- de ímanes ao perfil metálico ali coloca-
tam o cuidado e a coerência com que a do. Aliás, este elemento é identicamente

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FT/ F I C H A T É C N I C A partilhado pelas três Pilens ( 2 Vit e uma autonomia para passeios de fim de sema- queincluinasuamargemesquerdaalguns
Svart ), realidade que pudemos testar na, no entanto, o posicionamento da 701 botões de acesso e controle da informação
692,7 CC recentemente no modelo Svartpilen. está definido mais para uma utilização de que disponibiliza.
O depósito da Vitpilen é sem dúvida pendor urbano. O banco é esteticamente irrepreensí-
CILINDRADA alguma o elemento estético que mais Na frente do depósito o painel digital de vel e forrado com material de altíssima
sobressai e mais marca o seu design. formato redondo contém toda a informa- qualidade, apenas penalizado pela pou-
75 CV A sua capacidade de 12 litros limita a sua ção necessária, embora de difícil leitura, ca dimensão e espaço existentes para o
quer pela sua posição demasiado horizon- pendura. Cuidado pois com os arranques
POTÊNCIA tal a refletir a luz ambiente - deveria estar mais vigorosos já que o seu pendura po-
numa posição mais virada para o condutor derá acabar sentado no chão ou na roda
12 L - quer pela sua pequena dimensão, já que traseira, pois para além do condutor não
a informação se concentra apenas no temmaisondeseagarrar. Umaboaforma
DEPÓSITO centro do elemento de formato circular de talvez conseguir “intimidade”.

157 KG CONCORRÊNCIA

PESO As Vitpilen marcam um estilo muito próprio e dasdas as suas características criam um novo segmento só seu, no entanto, e procurando opções que
transmitam um tipo de condução e posicionamento semelhante, podemos definir como concorrentes os seguintes modelos:
11 441€
HONDA CB 650 - 649 CC SUZUKI SV 650 CAFÉ - 645 CC YAMAHA XSR 700 - 689 CC
PREÇO BASE
91 CV 75 CV 75 CV
MOTOR MONOCILINDRICO REFRIGERAÇÃO LÍQUIDA,
SOHC, 4 VALVULAS., 4 TEMPOS, COM 692.7CC POTÊNCIA POTÊNCIA POTÊNCIA
POTÊNCIA 75 CV ÀS 8500 RPM E BINÁRIO 72 NM
ÀS 6750 RPM EMBRAIAGEM MULTIDISCO EM 208 KG 197 KG 186 KG
BANHO DE ÓLEO, DESLISANTE, INJEÇÃO ELE. KEIHIN
50MM, CAIXA DE 6 VEL. COM EASY SHIFT UP & DOWN PESO PESO PESO
QUADRO EM TRELISSA COM TUBO DE AÇO CROMOLY
SUSPENSÃO DIANTEIRA WP INVERTIDA DE 43MM, 7 500€ 7 599€ 7 895€
AJUSTÁVEL COMPRESSÃO E EXTENSÃO DE HIDRÁULICO
SUSPENSÃO TRASEIRA WP AJUSTÁVEL PRÉ-CARGA PREÇO BASE PREÇO BASE PREÇO BASE
DE MOLA TRAVÃO DIANTEIRO 1 DISCO DE 320 MM
COM PINÇA BREMBO DE 4 PISTONS E ABS, TRAVÃO
TRASEIRO DISCO ÚNICO DE 230 MM COM PINÇA
BREMBO DE 1 PISTON E ABS DESCONECTÁVEL PNEU
DIANTEIRO 120/70/ 17 PNEU TRASEIRO 160/60/ 17
AMBOS BATTLAX LUZES E PISCAS FULL LED PAINEL
DIGITAL DE INFORMAÇÃO CONTROLE DE TRAÇÃO
ACELERADOR RIDE BY WIRE MEDIDAS DISTÂNCIA
ENTRE EIXOS 1.466 MM DISTÂNCIA AO SOLO
140MM ALTURA DO BANCO 830 MM

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As suspensões WP são de um funcio- de motor, natural num monocilíndrico de
namento exemplar, do melhor mesmo alta capacidade.
que temos experimentado em motos de A gestão da injeção eletrónica está a
estrada, com uma enorme capacidade cargo de um Keihin de 50 mm e de um
de absorção das imperfeições habituais sistema EMS- Engine Management
em piso degradado. Na dianteira as WP System - que controla o input dado pelo
invertidas de 43 mm permitem ajuste de acelerador Ride-by-Wire. Para contro-
compressão e expansão com o fácil afi- lar um binário de 72 Nm às 6.750 rpm a
nação do hidráulico no topo das mesmas. Vitpilen inclui também controle de tração.
A travagem é justa e assegurada por um Em curva a Vitpilen 701 é precisa e muito
único disco na frente, de 320mm com fácil de colocar ou mudar de trajetória. As
pinçaBrembode4pistonseABS. Apesar suspensões trabalham de forma hiper efi-
do pouco peso da 701 e da efetividade e ciente, transmitindo sempre uma enorme
qualidade dos seus elementos Brembo segurança tal é a leitura e o desempenho
ser inquestionável, a travagem é algo jus- que as mesmas proporcionam.
ta quando conduzimos a 701 de forma A Husqvarna Vitpilen rompe com padrões
mais agressiva, realidade que nos “pede” e status quo. A sua estética pode ser dis-
constantemente tal é a sensação de con- cutível e certamente não agradará a todos,
trole que nos transmite. Na roda traseira mas dá um “salto” em frente e explora ou-
monta um disco de 240 mm com pinça troscaminhos,eaissochama-seevolução.
de um único piston e ABS desconectável. -O seu look minimalista e futurista
As jantes são em liga para manter o peso procura um segmento de mercado es-
controlado e de 17”, tanto na frente como pecífico, mas a experiência da sua con-
na traseira e montam pneus Battlax de dução faz com que olhemos para além
160 atrás e de 120 na frente. dos seus atributos estéticos e mesmo
O monocilíndrico da 701, com 692.7 cc, questionar-nos: “Será a 701 um passo
tem um funcionamento bastante sua- definitivo para um futuro próximo? E
vizado e equilibrado mas com alguma se a esta estética fosse adicionada uma
tendência para “bater” abaixo das 3.000 motorização elétrica, a reação seria a
rpm, pedindo caixa para manter as vibra- mesma?” O futuro certamente nos dirá,
ções contidas com o rodar num regime mas entretanto a aposta da Husqvarna
de rotações algo superior. Ora, a caixa continua, pois em 2019 é aguardada a
é uma das referências da 701. Suave e apresentação de uma nova Svartpilen,
precisa e com sistema “Easy Shift” nos a Vit no estilo Scrambler, com motori-
dois sentidos, as passagens fazem-se zação da 701.
com enorme precisão e sem embraiagem,
que, no caso da 701, é deslisante, evitando
a possível intervenção brusca do travão

42

FRANÇOIS
HESNAULT

ABSOLUTO
DESCONHECIDO

François Hesnault teve uma carreira breve e pouco distinta
na Fórmula 1. Na verdade, foi um dos primeiros pilotos
pagantes da era de 80 e, embora não fosse desprovido
de talento, a falta de resultados na categoria máxima

do desporto automóvel e um acidente levaram-no a uma
retirada súbita e prematura

Guilherme Ribeiro no desporto motorizado. Porém, François a Fórmula 3 em 1982, conseguindo o Francês e Europeu da disciplina. De se-
[email protected] investiu na educação em primeiro lu- precioso apoio da empresa governa- guida conseguiu um interessante séti-
FOTOGRAFIA Arquivo AutoSport; gar, talvez correndo ocasionalmente nos mental Antar, uma filial do gigantesco mo posto junto aos melhores pilotos do
Cor van Veen/Flickr karts até que, findos os estudos, decidiu império Elf. Bem apoiado e ao volante plantel europeu no G.P. do Mónaco de F3,
abandonar temporariamente a carreira de um competitivo Martini Mk37-Alfa terminando a época em grande forma
Após escrever sobre a carreira para se dedicar ao serviço militar, servin- Romeo, pode dizer-se que foi uma épo- com vitórias em Albi e Lédenon. E, tal
de vários pilotos de Fórmula 1, do no Corpo Francês de Paraquedistas, ca em que Hesnault confirmou que era como no ano anterior, voltou a disputar
considero que, no geral, a par- passando mesmo pela África Ocidental. um piloto talentoso e capaz de andar a as 24h de Le Mans, desta vez ao volan-
tir dos anos 80 é relativamen- Promovido a oficial, Hesnault decidiu, en- um nível superior, batendo-se com al- te de um Lancia LC1 inscrito pela École
te fácil traçar todo o percurso tão, prosseguir para o seu grande sonho: gumas promessas como Pierre Petit e Superieure de Tourisme, juntamente
de um piloto - principalmente o desporto automóvel. Michel Ferté, para conquistar uma vitó- com Thierry Perrier e Bernard Salam
a partir do momento em que transita dos Em 1980, com 23 anos completados re- ria e terminar o campeonato em tercei- mas, mais uma vez, foi obrigado a aban-
karts para outras categorias - até ao fim, centemente, François estreou-se na ro, com 105 pontos e uma enorme dose donar. Estreou-se também no ETC nas
muitas vezes um pouco obscuro, da sua Fórmula Renault Francesa ao volante de regularidade. Nesse ano, estreou-se 24h de Spa-Francorhamps, conseguin-
carreira. No entanto, quando planeei este de um Martini Mk30-Renault, inscrito também nas 24h de Le Mans pilotando do um promissor décimo posto ao vo-
artigo sobre François Hesnault, depa- pelo próprio piloto com os apoios fami- um Porsche 935 da Joest Racing com lante de um BMW 635 CSi. Na verdade,
rei-me com uma enormíssima falta de liares. Foi uma época de aprendizagem Riccardo Terán e Claude Haldi, mas a Hesnault demonstrou capacidade para
informação. Propus-me, por isso, a ten- e não se pode dizer que Hesnault não tripla abandonou a meio da prova com se bater com os melhores pilotos de F3
tar juntar os poucos pedaços para falar tenha mostrado algum serviço, prin- um diferencial quebrado. em algumas provas, e era certamente
sobre este homem, que correu cerca de cipalmente tendo em conta que estava Em 1983 Hesnault repetiu a presença no uma das maiores promessas do cam-
ano e meio na Fórmula 1 em equipas de há alguns anos afastado da modalidade. Campeonato Francês de F3, desta vez peonato francês, por isso era de esperar
nome como a Ligier, Brabham e Renault. Com cinco pontos marcados, o piloto de- substituindo Pierre Petit ao volante de que se dedicasse à Fórmula 2 em 1984.
Bem, na verdade, François Hesnault, cidiu investir de novo no mesmo cam- um Ralt RT3-VW da prestigiada David
nascido a 30 de dezembro de 1956 em peonato em 1981, agora com um novo Price Racing. Foi uma das épocas mais O ÚLTIMO TERCEIRO PILOTO DE F1
Neuilly-sur-Seine, nos arredores de Martini Mk33-Renault, e não se saiu disputadas da história deste campeo-
Paris, provinha, como tantas outros pi- mal, vencendo uma prova e terminan- nato, com uma luta entre Michel Ferté Na verdade, Hesnault nunca chegou
lotos, de uma família abastada. A famí- do em terceiro lugar na tabela classifi- (ORECA) e Hesnault até ao fim. Os ho- a correr na F1, já que foi contratado
lia Hesnault tinha uma grande firma de cativa com 92 pontos, batendo muitos mens da ORECA começaram a época pela Ligier para acompanhar Andrea
construção civil, com numerosos contac- pilotos apoiados pelas diversas escolas em melhor forma, mas François decidiu de Cesaris em 1984. Respondendo à
tos e ligações a empresas governamen- de pilotagem que constituíam, à data, o usar o seu grande argumento – a regu- questão colocada no subtítulo anterior,
tais, daí que o jovem Hesnault, desde que núcleo duro do sistema de formação dos laridade – para se manter na luta, até pode dizer-se que foi uma mistura de
se interessou pelo desporto motorizado pilotos franceses. vencer finalmente em Dijon, já depois talento e piloto pagante que permiti-
ainda na adolescência, não teria quais- Assim sendo, não é de admirar que de ter sido segundo em Magny-Cours ram a sua rápida ascensão à catego-
quer problemas para iniciar uma carreira o piloto tenha decidido avançar para numa ronda conjunta do Campeonato ria-rainha. A Ligier, que se estreou na
Fórmula 1 em 1976 e que andou na luta

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pelas vitórias e até pelos títulos, vinha além de ter mostrado capacidade para estava à altura dos seus predecessores Brabham decidiu fazer uma sessão de
de um ano de 1983 absolutamente ne- se bater de igual para igual com Ferté dos anos de glória da equipa. Raramente testes intensiva em Paul Ricard. E, aí, a
gro, já que tanto Jean-Pierre Jarier como na F3, Hesnault era apoiado pela Antar se viram os Ligier fora do meio da tabela carreira de Hesnault levou o seu gol-
Raul Boesel terminaram a época a zero. e pela Elf, além da sua firma familiar. E em qualificação e em corrida, e Hesnault pe final. Quando fazia uma volta rápi-
Para Guy Ligier era absolutamente ne- todos sabemos que a Ligier sempre foi foi geralmente batido por de Cesaris em da, François perdeu o controlo do seu
cessário inverter esta tendência e de- uma equipa que recebeu fortes apoios qualificação. No entanto, tendo em conta Brabham e despistou-se com violência,
cidiu renovar totalmente a sua dupla, ao das maiores firmas francesas e das li- que os dois pilotos sofreram amplamen- ficando enrolado nas redes de proteção
mesmo tempo que trocava os motores gações que mantinha com o estado, por te com problemas mecânicos, desde o e preso dentro do monolugar.
Cosworth pelos Renault turbo. Para li- isso, retrospetivamente, não é de todo sedento e pouco fiável motor Renault até Se a motivação já não estava em alta,
derar a equipa foi contratado Andrea estranho que fosse François o escolhi- a uma série de falhas do próprio chassis, este acidente tirou-lhe a pouca con-
de Cesaris, que vinha de uma época do para ocupar aquela vaga no plantel o que motivou abandonos em mais de fiança que restava e o piloto decidiu
muito espetacular com a Alfa Romeo, de Fórmula 1. metade da época, pode verificar-se que retirar-se imediatamente da Fórmula
enquanto o segundo piloto seria, muito Era um grande salto, mas o jovem piloto Hesnault até não se portou nada mal, 1, sendo substituído pelo alemão Marc
provavelmente, uma promessa france- tinha cumprido o seu sonho. Na verdade, tendo terminado quase todas as provas Surer. Terá sido só uma crise de confian-
sa, correndo amplamente o rumor que o o maior handicap para a dupla de pilotos que fez no top 10, com o melhor resulta- ça, ou a consciência que, tendo chega-
escolhido seria Michel Ferté. Pois bem, era o Ligier JS23-Renault, que ainda não do a ser o sétimo lugar na Holanda, en- do ao topo da modalidade e cumprido o
quanto de Cesaris fechou a época com sonho de pilotar um F1, não valia a pena
apenas três pontos. Posto isto, não se correr mais? Tal como muitas coisas so-
pode considerar de modo algum que bre a vida de Hesnault, fica a incógnita.
Hesnault tenha feito má figura na sua Mas François ainda disputaria mais
época de estreia na Fórmula 1. Venceria uma prova e ficaria na história por ela.
o talento ou o dinheiro? Durante a época de 1985, os promoto-
Pois bem, em 1985 Hesnault foi contra- res da F1 começaram a testar câmaras
tado pela Brabham. Sim, isso mesmo. on-board para dinamizar as transmis-
Ao lado de Nelson Piquet. Decerto que sões televisivas e Hesnault tinha já ex-
Bernie Ecclestone se tinha distinguido perimentado esta tecnologia em Imola
por centrar a equipa em torno do cam- ao volante do Brabham.
peoníssimo brasileiro e que muitas ve- No entanto, eram necessários tes-
zes recorria a segundos pilotos de menor tes mais apurados e a Renault decidiu
qualidade (e, se possível, com uma boa inscrever um terceiro carro no G.P. da
carteira de patrocínios) para a equipa Alemanha – sem pontuar, já que desde
mas, ainda assim, não faltariam pilotos 1981 que as equipas se comprometiam
dispostos a pagar pelo lugar e Hesnault a correr com um ou dois carros – com
foi o escolhido, o que certamente lhe uma câmara on-board para a corrida.
permitiria, com um volante competiti- E o convidado foi François Hesnault.
vo, poder mostrar definitivamente de Ironicamente, depois de se ter qualifi-
que massa era feito. cado nos últimos lugares, François não
Depois do título de 1983, a Brabham conseguiu cumprir esta última missão,
tinha-se deparado com inúmeras fa- de rodar o máximo tempo possível em
lhas mecânicas no motor turbo BMW corrida com a câmara, porque o Renault
ao longo de 1984, e 1985 não seria di- decidiu não colaborar e a embraiagem
ferente. Ao mesmo tempo, a utilização quebrou na oitava volta. Foi o fim de
de pneumáticos Pirelli revelava-se cada carreira de Hesnault e, pela última vez,
vez mais problemática, daí que, quando uma equipa de F1 usou um terceiro car-
a temporada começou no G.P. do Brasil, ro num Grande Prémio.
Hesnault percebeu que teria uma tarefa François ainda regressaria às pistas
bem mais difícil pela frente. O piloto não nas 24h de Spa desse ano, ao volante de
começou bem a época, qualificando-se um BMW 635 CSi inscrito pela Bavaria
na segunda metade da grelha para se Automobiles, partilhado com o jovem
despistar na corrida. As performan- Paul Belmondo – mais tarde piloto de F1
ces não melhoraram em Portugal e em – e com o luxemburguês Roman Feitler,
San Marino, com o francês a demons- terminando num positivo sétimo posto.
trar enorme dificuldade a adaptar-se à Talvez por este resultado, Hesnault vol-
força bruta do motor BMW S4 turbo e taria no ano seguinte a Spa, novamente
aos pneus, desistindo com problemas com a Bavaria, mas a tripla Hesnault/
mecânicos nas duas rondas. Para pio- Lempereur/Loudvig não se qualificou.
rar, no Mónaco François falhou a qua- Desiludido e desmotivado com o des-
lificação, ficando a mais de um segun- porto motorizado, François Hesnault
do de Teo Fabi, o último dos 20 pilotos optou por se retirar definitivamente e
a entrar no grid e, pior do que isso, no dedicar-se aos negócios da família, ati-
penúltimo lugar da tabela de tempos. vidade que ainda mantém, embora re-
Alguma coisa não estava certa e a sida há vários anos na vizinha Suiça.

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“EDXRPIEVRIINEGNCE
AMG”

EXPERIMENTAR UM AMG ESTÁ, AGORA,
AO ALCANCE DE TODOS

Sabia que a partir de agora com 95 euros pode dar duas
voltas ao Autódromo Internacional do Algarve com um
CLA 45 AMG?
O que diria se alguém lhe enviasse um email a dizer:
“queres vir experimentar uns carros da AMG ao
Autódromo Internacional do Algarve (AIA)?” Bom, eu
aceitei o convite da Mercedes, apanhei um avião até Faro
e quando dei por mim estava na totalmente renovada
escola de condução do AIA. Está no mesmo local, mas
com outras condições e uma frota de modelos AMG
que inclui o CLA 45 AMG, o E53 AMG, o E63 S AMG
e o fantástico AMG GT. Como é isto possível?

José Manuel Costa dono do volante durante duas voltas e se preços sobem para 450 e 650 euros, mas AIA são a Mega AMG e a Mega AMG GT.
[email protected] quiser fazer mais, paga 55 euros por cada no primeiro pode escolher qual o carro Por 450 euros dará uma volta ao circuito
volta. Claro que se quiser pode andar com em pista e o “Drift Control” é feito com ao lado de um instrutor, depois duas
Por que a Mercedes está cons- o E 53 AMG, o E 63 S AMG ou com o GT, o poderoso AMG E 53; na segunda, terá voltas com o CLA 45 AMG, duas voltas
ciente que apesar de ser líder mas para isso terá de pagar, respetiva- duas iniciações em pista, uma com o E 63 com o E 53 AMG e mais duas voltas com
no segmento Premium e de ter mente, 100, 130 e 160 euros, sendo que as S AMG, onde completará quatro voltas à o E63 S AMG. A segunda custa 650 euros
nas suas fileiras três letrinhas voltas extra ficam por, respetivamente, pista e outra com o AMG GT, sendo que e oferece além das duas voltas com o
mágicas que carregam con- 65, 75 e 85 euros. esta última oferece-lhe cinco voltas à CLA 45 AMG e o E 63 S AMG, duas voltas
sigo uma herança desportiva Depois, passamos para as “Hot Laps pista do AIA. com o AMG GT.
enorme, não tem uma imagem de marca AMG”. Aqui o volante fica na mão dos As duas outras experiências que o Ora, o que fui eu fazer ao AIA neste AMG
desportiva (mesmo sendo tetracampeã instrutores, mas ficará a conhecer as “Driving Experience AMG” oferece no Driving Experience?
do Mundo de Fórmula 1), e a divulgação capacidades dos modelos CLA 45 AMG,
massiva da marca AMG e iniciativas E 53 AMG, e E 63 S AMG e AMG GT, com
como a que está estabelecida no AIA, preços de 75, 80, 110 e 140 euros, respe-
são fundamentais. tivamente para cada carro e cada volta
O conceito chama-se “Driving extra a ser cobrada entre 55 e 85 euros.
Experience AMG” e é fruto desta par- De seguida a “Driving Experience AMG”
ceria entre o AIA e a Mercedes, ofere- entra nos pacotes AMG Classic, AMG
cendo, durante todo o ano, a clientes, Silver, Gold e Platinum. Por 250 euros
potenciais clientes, adeptos da marca mais 20 euros de seguro opcional, terá
e simples apaixonados pela condução, direito a um “briefing”, um exercício de
oito experiências de condução que vão controlo dinâmico do carro, realização
das simples voltas ao traçado exigente do “Teste do Alce” - obriga o condutor a
do AIA até programas mais completos. fazer uma mudança brusca de direção - e,
Comecemos pela mais simples expe- finalmente, uma iniciação à pista com o E
riência, a “Single Experience AMG”. Por 63 S AMG, onde dará duas voltas à pista.
95 euros, pode dar duas voltas ao AIA ao Por 350 euros, pode acrescentar o exer-
volante do CLA 45 AMG. Primeiro dará cício de “Drift Control” onde aprenderá
uma volta ao lado do instrutor, depois fica a controlar o carro em deriva. Se optar
pelas experiências Gold e Platinum, os

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A Mercedes decidiu oferecer uma destas linha de meta e o ritmo foi calminho. Após essa passagem pela magnífica pista tadocom assuascapacidades emtermos
experiências com o adicional de expe- Seja como for, deu para perceber como do Autódromo Internacional do Algarve de inclinações, quer lateral quer a descer
rimentar modelos SUV da marca em o carro é pesado, mas carregadinho de – na versão das Superbikes – foi a vez de e até a subir. Realmente a eletrónica hoje
condições exigentes fora de estrada. força para sair de situações mais con- cumprir um circuito lento que avaliava faz milagres.
Infelizmente não me tocou em sorte o frangedoras. Depois veio a volta com o as qualidades dos sistemas de ajuda à Tão depressa como começou, chegou ao
AMG GT, mas fiz uma volta à pista do AIA CLA 45 AMG e deu a sensação que tinha condução do novo Classe A. Cumprido fim a experiência “Driving Experience
com o E63 S AMG tendo a meu lado um saído do “Space Shuttle” para o comboio esse exercício, fui para a “bolacha” de AMG”. Estava na hora de apanhar o avião
campeão nacional de velocidade, José da Beira. Impressionante a diferença aderência onde experimentei um Classe de regresso a casa. Não fiquei de “papinho
Monroy. Querem que lhes diga alguma entre um carro mais moderno e outro a C Coupe com e sem ESP. Depois foi tempo cheio” porque tudo foi muito rápido e
coisa sobre o carro? Não vale a pena que caminho da renovação e a diferença de de fazer a experiência fora de estrada, servido em doses muito pequenas, mas
foi só uma volta sem direito a passar pela comportamento dos dois carros. onde ao volante de um CLA fiquei espan- fica prometido que se o Mario Centeno
der uma folga nas finanças e os números
do Euromilhões se alinharem, voltarei
ao AIA para cumprir uma das expe-
riências propostas pela Mercedes Benz
Portugal em parceria com o Autódromo
Internacional do Algarve.
No final, além da satisfação que todos os
responsáveis da Mercedes Portugal exi-
biam, Paulo Pinheiro, CEO da Parkalgar,
dona do complexo de 350 hectares do
Autódromo Internacional do Algarve,
era dos mais satisfeitos: “É fantástica
esta parceria com a Mercedes-AMG,
uma marca de renome mundial e que se
associa ao nosso circuito para criar uma
escola de condução e experiências de re-
ferência. Estamos muito orgulhosos por
esta parceria e temos a certeza que vai
ser um sucesso, permitindo a divulgação
dos produtos AMG num circuito de refe-
rência em termos internacionais”, referiu,
não deixando de destacar: “Passámos
por momentos muito maus aqui”, mas
os “bons momentos deixam-me feliz. E
com uma ocupação quase total ao longo
do ano, estamos no bom caminho.”
Portanto, já sabe que se quiser experi-
mentar um AMG é só abrir os cordões à
bolsa, pois a “Driving Experience AMG”
vai estar aberta ao público e qualquer
pessoa pode cumprir esta experiência.
Se for cliente AMG, deverá contactar o
concessionário, pois os preços serão mais
amigos da sua carteira.

+

KIA
» PROCEED
espanta por isso que o ProCeed seja mais inclinação de 50,9° em relação à verti-
ELEGÂNCIA E VERSATILIDADE DE MÃOS DADAS baixo e mais comprido que o Ceed de cinco cal, próxima dos 52,4º que encontramos
portas e a carrinha e a zona do habitáculo na versão hatchback de 5 portas. Já no
Desenhado, desenvolvido e produzido na Europa vem pareça estar mais recuada. ProCeed, este vidro surge bastante mais
complementar a gama Ceed com uma “shooting brake” única horizontal, com um ângulo de 62,4º em
que estará à venda no primeiro trimestre de 2019 e que será UM ESTILO ARROJADO relação à vertical.
a figura de proa do espaço da Kia no Salão de Paris. Chega Com os seus 4605 mm de comprimento,
a Portugal no final do primeiro mês do próximo ano, com O Kia ProCeed exibe a grelha “Tiger Nose” o ProCeed é 5 mm mais comprido que o
preços acima do Ceed (entre 4.500 e 5000 euros). Porém, já habitual nos modelos Kia, as luzes LED Ceed Sportswagon, para além de apre-
o ProCeed só está disponível no nível GT Line (mais o GT diurnas em forma de cubos de gelo e um sentar uma projeção dianteira igualmente
desportivo) e terá mais equipamento que o Ceed TX pára-choques redesenhado. De perfil, superior, cifrada nos 885 mm. Os 1422 mm
destaca-se uma linha de tejadilho incli- de altura tornam a sua linha de tejadilho
José Manuel Costa jus à sua exclusividade, o Proceed só es- nada, que desce na direção da traseira, 43 mm mais baixa do que a da versão
[email protected] tará disponível nas versões GT Line e GT, fundindo-se com as respetivas partes Sportswagon, ao mesmo tempo que a
oferecendo uma garantia de 7 anos ou 150 laterais. Os “vincos” que dão forma a este sua distância ao solo é 5 mm menor, si-
OnovoKiaProCeedfoidesenha- mil quilómetros. modelo prolongam-se a toda a extensão tuando-se nos 135 mm. Já a distância
do no centro de estilo da Kia O Ceed Coupé desapareceu da gama do mesmo. A superfície vidrada é seme- entre eixos é igual à dos outros modelos
na Alemanha (Russelsheim), tomando o seu lugar este Proceed que lhante à do protótipo de 2017, sobressaindo Ceed (a plataforma é a mesma, a “K2),
desenvolvido pelo braço de tenta conjugar a elegância dos coupé o “Sharkblade”, toque de estilo que surge com 2650 mm.
engenharia da marca coreana com a versatilidade das carrinhas, mas no pilar C, juntando cromados e ângulos Na traseira, o portão desce mais abaixo
no Velho Continente e será pro- com dimensões mais próximas de um bem definidos. O carácter do ProCeed está oferecendo uma postura desportiva e
duzido em Zilina, na Eslováquia. Fazendo desportivo, ou melhor, de um GT. Não evidente neste detalhe: o vidro traseiro exibe um posicionamento mais baixo
do Ceed Sportswagon apresenta uma do pára-choques traseiro, sendo esta
uma das características que permitem ao

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ProCeed exibir uma postura desportiva, a braiagem, patilhas de comando da caixa com função de processamento de som forma do Ceed, logo utiliza suspensões
que se juntam a saída dupla de escape, o em metal. Clari-Fi. Juntam-se a integração total de independentes nos dois eixos com o
nome ProCeed em letras maiúsculas no Com 594 litros, a bagageira do ProCeed é smartphones com Bluetooth, luzes auto- traseiro a oferecer uma configuração
centro da porta da bagageira, sob as luzes 50% mais espaçosa do que a do Ceed de máticas e entrada sem chave. multibraços.
LED, que se prolongam horizontalmente cinco portas. Não bate a capacidade da Existem modos de condução para os Quanto aos motores, o ProCeed GT Line
a toda a largura desta. mala da Ceed Sportswagon (625 litros), modelos equipados com caixa de sete está disponível com uma gama de três
mas, reclama a Kia, oferece uma versatili- velocidades de dupla embraiagem, são motorizações. Nas opções a gasolina
INTERIOR COM OUSADIA LIMITADA dade semelhante, oferecida pelos bancos eles Normal e Desportivo. O modo Normal contam-se o 1.0 T-GDi com 120 cv e 172
traseiros rebatíveis na proporção 40:20:40, é mais relaxado e económico, o modo Nm de binário e o novo 1.4 T-GDi, de 140
O interior do ProCeed tem a mesma ergo- comandados através de um toque numa Sport melhora as respostas do pedal do cv e 242 Nm de binário. Ambos estão
nomia do habitáculo dos outros modelos alavanca situada na porta da bagageira. acelerador e da direção, além de ativar equipados com filtro de partículas de
da gama Ceed, destacando-se a qualidade O comando elétrico da tampa da mala outro “software” da caixa de dupla em- gasolina, o que permite ir além do exigido
dos materiais e os elementos decorativos é opcional. braiagem, deixando explorar os regimes pela norma Euro 6d TEMP. Para ambos,
metalizados. O habitáculo diverge dos mais elevados estão disponíveis uma caixa manual de
outros modelos da gama num conjunto TECNOLOGIA E SEGURANÇA Quanto aos sistemas de segurança, de seis velocidades (de série) e uma unidade
de pequenas alterações que conferem série, incluem o assistente das luzes de de sete velocidades de dupla embraiagem
um ambiente mais desportivo. O sistema de infoentretenimento tem um máximos, o aviso de atenção do condutor como opcional. A versão GT está equi-
O revestimento do tejadilho cinzento do ecrã tátil de 7 polegadas (há um opcional e a assistência àmanutençãona faixade pada com o bloco 1.6 T-GDI com 204 cv e
Ceed e da Sportswagon é substituído por com 8 polegadas que inclui sistema de rodagem com assistência à prevenção de 265 Nm de binário, acoplada a uma caixa
tecido preto, as embaladeiras das por- navegação TomTom) e o Kia Connected colisões frontais. Há ainda a assistência de dupla embraiagem de 7velocidades.
tas apresentam chapas de revestimento Services. Estão disponíveis o Apple de fila de trânsito que não passa de uma O ProCeed também oferece um motor
metálicas e o volante tem, nas versões CarPlay e o Android Auto e, ainda, um tecnologia de condução autónoma de diesel, o “Smartstream” 1.6 CRDi com 136
com caixa de velocidades de dupla em- poderoso sistema de som JBL Premium nível 2, que deteta os veículos que circu- cv com caixa manual de 6 velocidades
lam mais à frente no tráfego e identifica ou com uma caixa de 7 velocidades de
as marcações das faixas de rodagem, dupla embraiagem, oferecendo então,
controlando a aceleração, a travagem e no primeiro caso, um binário de 280 Nm
a direção, funcionando entre os 0 e os e, no segundo, de 320 Nm.
180 km/h. Respeita a mais recente norma de emis-
sões de gases de escape Euro 6d TEMP,
MECÂNICAS CONHECIDAS QUE CUM- recorrendo à tecnologia de Redução
Catalítica Seletiva (SCR) para reduzir o
PREM NORMA EURO 6D TEMP NOx.

O Kia ProCeed utilkiza a mesma plata-

E/ Dando cumprimento ao estabelecido no n° mais importantes provas de desporto au- leitores uma informação atual, rigorosa abordagem e de análise dos factos noti-
1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro, tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade
ESTATUTO Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O
EDITORIAL Editorial da publicação periódica AutoSport: ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re- AutoSport pratica um jornalismo pautado
1. O AutoSport é um semanário dedicado temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como
suas mais distintas vertentes: desporto e comercial. O AutoSport pauta as suas opções edito- pressuposto editorial facultar a melhor
competição, comércio, indústria, segurança 2. O AutoSport está comprometido com riais por critérios de atualidade, interesse informação e a melhor formação aos seus
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