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Published by hmilheiro, 2017-11-14 05:22:15

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#2081 >> autosport.pt DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES
ANO 40
1 5 /11 /2 017
2,35€ (CONT.)





O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES
OS


MELHORES
40
DOS










anos











PARTE II



























GP DO BRASIL DE F1 VETTEL DE REGRESSO

AOS TRIUNFOS
PÁG. 04












MOTO2 EM VALÊNCIA
TERCEIRA SEGUIDA DE MIGUEL OLIVEIRA



3

EDIÇ Ã O
#2081
1 5 /11 /2 017
I/ INS TANTÂNE O SIGA -NOS EM f facebook.com/aut osportp t l t wit t er.com/A ut oSportP T
>> aut osport.p t














José Luís Abreu
DIRETOR-EXECUTIVO
[email protected]

m dos maiores desaponta-
mentos da minha carreira
de jornalista foi vivido no
dia em que ouvi a frase:
“Epá, o Félix não vai para
Ua F1, vai o russo no lugar
dele!” Ninguém pode deixar de con-
cordar quão entusiasmante foi o ano
ESPETÁCULO Depois do grande sucesso lá fora, especialmente com o Eifell e o RallyLegend, agora é a vez de Portugal estar clara- de 2012 na carreira de Félix da Costa,
mente a crescer neste tipo de eventos. Se há país em que a verdadeira Paixão pelos Ralis existe, é Portugal! Venham mais destes… com tantos e tão bons triunfos. Mark
Webber ficou na Red Bull um ano
mais do que devia. Ao sair só no fim
de 2013, abriu espaço a que a ‘Lei de
Murphy’ subisse à Assembleia e fos-
S/ SEMÁF ORO EM DIRETO se publicada em Diário da República.
Muita coisa correu mal e o desfecho
“Os pneus já não aguentaram foi mesmo ‘russo’.
Daí para cá muita coisa mudou
até ao fim, mas foi muito no desporto automóvel luso, mas
divertido, parecia que estava os protagonistas portugueses da
no meu tempo do karting velocidade internacional são basi-
onde muitas vezes partia de camente os mesmos, estão é mais
último”, Lewis Hamilton, depois maduros e bem instalados. Tão cedo,
de ter partido de último e terminado dificilmente poderemos ter outro
em quarto piloto na calha para chegar à F1.
Mas há enorme esperança noutra
“A falta de potência área. O MotoGP. E com o que se tem
é extraordinária. No México estado a ver, não há ‘russo’ no ca-
foi o mesmo. A Toro Rosso tem minho. Miguel Oliveira vai confirmar
PARADO A ARRANCAR A FUNDO muito que se preocupar para em 2018 o que lhe temos visto este
o ano…”, Fernando Alonso, que ano, e em 2019 lá estará a curvar ao
‘Guerra’ da Toro Rosso KIA Picanto GT Cup, Terceira vitória nunca perde uma oportunidade de lado de Márquez, Lorenzo, Rossi, e
com a Renault com uma excelente ideia, consecutiva de mandar uma ‘bicada’ à Honda… companhia.
acusações mútuas. que já fazia falta Miguel Oliveira Tal como Félix da Costa, Miguel
Desnecessário… há mais tempo… no Moto2 “Esta nova competição Oliveira há muito caiu no goto dos
assume-se como uma portugueses, e como estas coisas
importante catapulta para da ‘net’ são ótimos barómetros, há
quem queira iniciar-se e evoluir muito que sabemos que o jovem pi-
no desporto automóvel”, Ni loto gera um enorme ‘buzz’ entre os
O SEMANÁRIO DOS C AMPE ÕES NA ERA DIGITAL Amorim, Presidente da FPAK, sobre cibernautas dos ‘motores’, muito aci-
o novo Troféu KIA Picanto GT Cup ma da média. Também por isso, era
importante que se aproveitasse esta
onda, e quem sabe até alertar quem
Siga-nos nas redes sociais e saiba de direito que talvez não fosse mal
tudo sobre o desporto motorizado no pensado também começar a pensar
computador, tablet ou smartphone via em recuperar o GP de Portugal. Fosse
facebook (facebook.com/autosportpt), no Estoril ou no Algarve, uma coisa
twitter (AutosportPT) ou em era praticamente certa... a casa ia
>> aut osport.p t estar cheia.

F1/

4








F ÓRMULA 1
GP DO BRA SIL 19 DE 21






VETTEL





VENCEU MAS





HAMILTON





AINDA





SONHOU







Sebastian Vettel venceu o Grande Prémio do Brasil, colocando
um ponto final numa travessia no deserto de mais de três
meses, mas foi a recuperação fulgurante de Lewis Hamilton que
impressionou na corrida disputada no Autódromo José Carlos
Pace, levando-o desde a via das boxes até à porta do pódio

Jorge Girão
[email protected]tosport.pt



s Ferrari e Mercedes eram volta lançada da Q3, Hamilton atirou o
claramente os carros mais seu Mercedes contra o muro de pneus da
à-vontade em Interlagos, Ferradura, quando procurava registar o
ao passo que a Red Bull, que seu primeiro tempo na Q1, o que lhe ga-
vencera o Grande Prémio do rantia o último lugar da grelha de partida.
O México pelas mãos de Max O alemão resolveu rapidamente a sua
Verstappen, sofria com a abordagem “falta pessoal” na qualificação e, no ar-
conservadora da Renault face às afi- ranque para a corrida de 71 voltas, com
nações do turbo das suas unidades de determinação e com uma partida ligei-
potência, por questões de fiabilidade, ramente melhor que a do finlandês da
o que custava ao holandês e a Daniel Mercedes, conseguiu enfiar-se entre o
Ricciardo cerca de dois décimos de se- “Flecha de Prata” e os muros da primei-
gundo por volta. ra parte do S de Senna, ascendendo ao
No entanto, os dois homens que foram primeiro lugar e garantindo o direito de
os principais candidatos ao título não gerir a corrida a seu bel-prazer.
facilitaram a sua vida e, se Vettel perdeu Já Hamilton teria uma tarefa bastan-
a pole-position para Valtteri Bottas por te mais difícil pela frente, até porque a
escassos milésimos de segundo ao não Mercedes decidiu montar uma nova
ter arriscado o suficiente na sua segunda unidade de potência, assim como uma

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caixa de velocidades, no carro do inglês, distância de DRS relativamente Bottas, homens da frente, o ritmo de Hamilton
o que o relegava para a via das boxes. um ritmo alucinante que não permita aos 2990 era verdadeiramente impressionante,
com o reinício da corrida, Hamilton co-
O Campeão Mundial de 2017 dificilmente meçou uma exibição notável, imprimindo conseguindo rodar consistentemente
poderia ir além do quarto posto, de acordo nos tempos de Vettel, muito embora
com as simulações da Mercedes, ne- pilotos que estavam imediatamente à sua Vettel é o terceiro piloto com mais voltas este, a gerir a corrida, não usasse todo
cessitando para isso, de um Safety-Car frente qualquer veleidade de defenderem lideradas na história da F1, ultrapassando Senna o potencial do seu Ferrari SF70H.
para o ajudar a ficar mais próximos dos as suas posições. e ficando no encalço de Schumacher e Hamilton O alemão, muito embora no comando
homens da frente. Na 10ª volta, após apenas cinco de ver- das operações, permitiu uma ligeira
Depois da sua “falta pessoal” de sábado, dadeira ação, o inglês era já nono classi- aproximação de Bottas que, a apenas
ficado a apenas doze segundos de Vettel.
Hamilton teve a sorte do seu lado. Dois in- mais difícil ao piloto da Mercedes recu- 16 1,6s do líder na 26ª volta, foi chamado às
cidentes separados logo na primeira volta Era evidente que, daí para a frente, seria boxes na seguinte para tentar realizar o
ofereceram-lhe a situação de Safety-Car “undercut” e chegar assim à liderança.
que desejava, subindo ainda ao 14º lugar perar lugares, mas ainda assim, na 21ª Vettel chegou a estar exposto ao finlan-
no escape de Lance Stroll graças aos passagem pela linha de meta estava Recorde de posições ganhas numa corrida dês, mas uma troca de pneus em apenas
em Interlagos é agora (também) de Hamilton,
abandonos de Kevin Magnussen, Stoffel já na quinta posição a dez segundos de juntamente com Ukyo Katayama e Gianni 2,1s – contra 2,7s de Bottas – permitiu
Vandoorne, Esteban Ocon e às paragens Max Verstappen e a dezassete do líder Morbidelli (ambos em 1992) que o ferrarista regressasse à pista com
nas boxes de Daniel Ricciardo, Romain da corrida. pneus macios novos ainda no comando,
Grosjean e Pascal Wehrlein. Apesar de estar com pneus macios abrindo imediatamente uma vantagem
Enquanto Vettel se colocava ao abrigo da novos, contra supermacios usados dos de dois segundos para o seu perseguidor,

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GP DO BRA SIL 19 DE 20












































M/ MOMENT O F/ FIGURA



ARRANQUE LEWIS HAMILTON
Vettel e Bottas reagiram de forma muito O piloto inglês esteve longe do seu elevado
semelhante ao semáforo, mas o alemão con- nível na tarde de sábado, despistando-se
seguiu colocar-se por dentro no S de Senna, logo na sua primeira volta da Qualificação,
mostrando determinação e, com algum arrojo, o que o relegou para o último lugar da
entrou pelo “buraco da agulha”. grelha de partida. No entanto, no domingo,
Dessa forma conquistou o comando e o direito depois de ter arrancado da via da boxes,
de gerir a corrida a seu belo prazer até à sua foi impressionante, imprimindo um ritmo
primeira vitória desde o Grande Prémio da avassalador que o levou até à porta do
Hungria, em julho. pódio.







que ficou sem qualquer possibilidade de cerca de um segundo por volta aos dois na perseguição do Campeão Mundial alemão conseguido o seu quinto triunfo
suplantar o piloto da “Scuderia”. homens da frente, o que lhe permitia de 2007, tendo alcançado a traseira do da temporada.
Entretanto, Hamilton, que tinha a estra- recuperar terreno massivamente. Ferrari a cinco voltas da bandeirada de Max Verstappen, sem argumentos para
tégia de pneus mais rápida para a corrida, No horizonte começava a surgir um Red xadrez. se intrometer na luta entre a Ferrari e
a oposta à dos homens da frente, estava Bull e, na 48ª volta o inglês ultrapas- Contudo, apesar da superioridade do a Mercedes, cruzou a linha de meta
no primeiro lugar, que na realidade era o sou Verstappen na Descida do Lago em ritmo do britânico, a potência da nova no quinto lugar, seguido por Daniel
quinto, estendendo o seu primeiro “stint” aceleração sem que o holandês tivesse versão do V6 turbohíbrido da Mercedes Ricciardo.
até à 43ª volta. qualquer possibilidade de se defender. não era suficiente para suplantar a da O australiano foi também autor de uma
Com a pista a ganhar borracha, a vanta- O mínimo estava feito, quarto lugar, mas Ferrari e, sem cometer erros, Raikkonen excelente recuperação, tendo sido obri-
gem de performance do inglês ao nível a apenas dez segundos de Vettel e a cinco colocou um ponto final na recuperação gado a arriscar nas ultrapassagens, dada
dos pneus era enorme para as voltas de Raikkonen, a Mercedes sonhava com de Hamilton, assegurando o degrau mais a falta de potência do V6 turbohíbrido
finais, tendo 28t para atacar e tentar al- a possibilidade de Hamilton, com a nova baixo do pódio e relegando o seu perse- da Renault, para poder subir na classi-
cançar o impossível – o pódio e, quem especificação do V6 turbohíbrido ger- guidor ao quarto posto esperado. ficação, o que conseguiu depois de inú-
sabe, a vitória. mânico – com soluções previstas para À frente destes dois, Sebastian Vettel meras manobras de cortar a respiração.
A mais de dezoito segundos de Vettel e 2018 – poder chegar ao pódio e, quem aumentou ligeiramente o seu andamento Esta foi mais uma prova em que Vettel e
no quinto posto, Hamilton voou baixinho sabe, até conquistar a vitória. nas voltas finais, mas Bottas nunca foi Hamilton, em contextos de corrida dife-
assim que saiu das boxes, ganhando O Tetracampeão Mundial lançou-se verdadeiramente uma ameaça, tendo o rentes, mostraram a sua classe.



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+/ MAIS





FELIPE MASSA
Depois de no ano passado ter tido
uma despedida emocional, após um
abandono, esta temporada tinha
a singular oportunidade de poder
assinar uma boa performance no “seu
último Grande Prémio”. O brasileiro não
se fez rogado e, com uma prestação
marcante, lutou, ganhou lugares,
aproveitando as oportunidades que
se lhe depararam para assegurar
o sétimo posto, o máximo que o
seu carro lhe permitia, vencendo
no processo um longo duelo com
Fernando Alonso.
FERNANDO ALONSO
Com um carro com uma velocidade de
ponta bastante inferior à concorrência,
Alonso foi extraordinário, assinando
o sétimo crono na qualificação e
lutando com Massa pelo sétimo lugar “FERNANDO
ao longo de toda a corrida. Acabou por
se ver impossibilitado de suplantar
o brasileiro, devido ao déficit de
potência da sua unidade de potência IS FASTER THAN YOU”
da Honda.


á sete anos, então na Ferrari, Felipe Magnussen e Stoffel Vandoorne, que na 54ª, o espanhol estava novamente no
acabou com o abandono destes dois
escape do brasileiro.
Massa foi obrigado a ceder a vitó-
-/ MENOS Ha Fernando Alonso, que estava últimos, e do protagonizado por Esteban O piloto da McLaren era evidentemen-
ria no Grande Prémio da Alemanha
te mais rápido que o da Williams, que
Ocon e Romain Grosjean, que ofereceu
ao piloto da Force India o seu primeiro
na luta pelo título de 2010, foi, portanto,
passava já por dificuldades com as bor-
simbólico que o brasileiro tenha batido o
espanhol no seu último Grande Prémio do abandono na Fórmula 1 – mas assim que rachas, mais solicitadas pelo chassis de
a prova foi retomada, usou a superior
Grove, mas, desta vez, o “Fernando” não
SEGURANÇA EM INTERLAGOS Brasil, após uma longo luta com o piloto velocidade de ponta do seu monolugar teve como suplantar o seu ex-colega de
A segurança dos intervenientes no da McLaren Honda. para suplantar o espanhol e ascender ao equipa, vendo o brasileiro terminar no
Grande Prémio do Brasil foi um dos Desde a primeira sessão de treinos-li- quinto posto, que a recuperação de Lewis sétimo posto numa das suas melhores
temas de conversa durante a prova vres que o homem de trinta e seis anos Hamilton e Daniel Ricciardo transforma- performances dos últimos anos, vencen-
de Interlagos, tendo sido diversas as se mostrou competitivo no Autódromo ria em sétimo. do a corrida oficiosa do segundo pelotão
equipas alvo de assaltos sob ameaça José Carlos Pace, mas na qualificação, O carro de Woking era extremamen- frente ao piloto que lhe negou a possi-
de armas – Mercedes, Williams, Sauber depois de uma longa deriva de traseira te eficaz no sinuoso segundo setor de bilidade de triunfar há sete anos atrás.
e Pirelli – ao longo do fim de semana. na entrada para a Ferradura, segundo Interlagos, mas no primeiro e segundo O espanhol teve até que se preocupar
Felizmente, ninguém sofreu qualquer o próprio, por ter sido prejudicado por não tinha argumentos para o monolu- com a aproximação de Sérgio Pérez que,
dano físico, para lá da perda de alguns Carlos Sainz, abortou a sua primeira volta gar de Grove, o que permitia que Massa numa corrida em que os Force India tive-
bens pessoais, mas estas situações lançada, não indo além do 10º crono, ao ficasse à margem de qualquer ataque do ram mais oposição que o habitual, depois
colocam a nu a precária situação não ter melhorado o seu registo da Q1 e da seu ex-colega de equipa. de um arranque menos eficaz, aproxi-
socioeconómica por que passa o Q2 – o seu tempo no segundo segmento A diferença entre os dois raramente foi mou-se paulatinamente do McLaren
Brasil. A ameaça era de tal forma dava-lhe o sétimo posto na Q3. superior a um segundo até às paragens Honda nas voltas finais, mas ficou sem
elevada que a Pirelli resolveu cancelar Mas nem uma qualificação abaixo do nas boxes, o que poderia abrir a pos- tempo para poder realizar um verdadeiro
o teste de pneus que se deveria esperado impediu que Massa protago- sibilidade de a McLaren Honda tentar ataque ao oitavo posto.
realizar ontem e hoje com a McLaren. nizasse uma performance digna de uma realizar o “undercut” para colocar Alonso Num fim de semana de Grande Prémio
Numa altura em que o Brasil tem despedida da prova do seu país. à frente de Massa. em que a principal preocupação da
contrato apenas até 2020 e a No arranque, o brasileiro mostrou uma No entanto, a Williams adiantou-se, cha- Renault foi a fiabilidade, tendo reduzi-
Argentina demonstra interesse em determinação férrea, subindo de nono da mando o seu piloto às boxes na volta em do a performance do turbo para evitar
recuperar a sua prova, a falta de grelha de partida, posição a que ascendeu que a sua adversária tinha planeado problemas técnicos nas suas unidades
segurança vivida em São Paulo não com a penalização do Daniel Ricciardo, trocar os supermacios do seu recruta de potência, Nico Hulkenberg conquis-
abona nada a favor da corrida do a sexto, colocando-se no encalço de por macios, 27ª, decidindo esta adiar o tou o 10º lugar, somando um ponto pela
maior país da América Sul, tendo Fernando Alonso. “pit-stop” por uma volta. primeira vez desde o Grande Prémio
sido inúmeras as personalidades O piloto da Williams viu a sua recupe- A mais de dois segundos de Massa, da Bélgica, o que permitiu à equipa de
que questionaram os motivos da ração interrompida pela entrada em Alonso manteve-se a uma distância Enstone aproximar-se da Toro Rosso na
manutenção da prova brasileira. pista do Safety-Car – cortesia do in- de segurança para proteger os pneus luta pelo sexto lugar do Campeonato de
cidente entre Daniel Ricciardo, Kevin macios, que teria que aguentar 43, mas Construtores.



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DR. MARKO



O PACIFICADOR IMPROVÁVEL





ara além das batalhas em pis- -se muito agastados com a situação. nosso fornecedor de motores. E isso
ta, viveu-se em Interlagos uma Quando Cyril Abiteboul apontou que os é verdadeiro ainda hoje”.
forte troca de palavras entre a problemas poderiam ser provocados A frustração dos responsáveis da for-
PRenault e a Toro Rosso, tendo pela forma como a equipa de Faenza mação de Faenza é compreensível,
WILLIAMS sido a figura mais improvável a colo- operava as unidades de potência da dado que estamos no final da tempo-
rada e os problemas técnicos criados
car água na fervura – Helmut Marko.
Renault e com questões de instalação
CONTINUA Nas últimas corridas foram diversas as no chassis da equipa B da Red Bull, por um dos seus fornecedores está
estes explodiram.
falhas nas unidades de potência fran-
a impedi-los de somar pontos para
INTERESSADA cesas usadas pela equipa de Faenza, Os homens da Toro Rosso lançaram garantir um lugar no Campeonato de
Construtores, onde tem como principal
um comunicado de imprensa, acu-
o que levou a que Brendon Hartley e
EM KUBICA Pierre Gasly tenham vindo a sofrer sando a Renault de ter sabotado as opositor exactamente esse seu for-
inúmeras penalizações devido a trocas
unidades de potência que disponibiliza
necedor, podendo existir aqui alguns
de componentes dos V6 turbohíbridos à equipa. conflitos de interesse.
A Williams ainda não decidiu quem gauleses. Abiteboul mostrou-se furioso e foi Mas, muito embora para a próxima
será o colega de equipa de Lance A tensão entre a Red Bull e a Renault, visto de dedo em riste em conversa temporada a Toro Rosso deixe de ter
Stroll no próximo ano, mas resolveu apesar de menos evidente, mantém- acalorada com Helmut Marko, que unidades de potência Renault para
dar mais uma possibilidade a Robert -se, e os homens da Toro Rosso, que horas mais tarde haveria de emitir um passar a ter Honda, o ataque vigoroso
Kubica. está na luta com a equipa do cons- comunicado com o intuito de amenizar do passado fim de semana foi uma
Depois de dois dias de testes trutor francês pelo sexto lugar do toda a situação, afirmando: “Nunca verdadeira surpresa, uma vez que a
ao volante de um carro de 2014 Campeonato de Construtores e pelos houve dúvidas de que somos trata- “equipa A” da Red Bull continuará com
da formação de Grove, um em milhões da FOM, têm vindo a mostrar- dos de forma justa e igualitária pelo as unidades de potência francesas em
Silverstone e outro em Hungaroring, 2018, sendo benéfico que tenha uma
o piloto polaco irá estar presente na boa relação com os gauleses.
sessão de ensaios que terá lugar em Para além disso, a Red Bull Racing não
Yas Marina, depois do Grande Prémio tem ainda motores garantidos para
de Abu Dhabi. 2019 e, muito embora possa recorrer
Kubica é um dos candidatos ao à Honda, as performances recentes
lugar que Felipe Massa deixará vago das unidades de potência japonesas,
no final da temporada, mas tem a assim como a capacidade de desenvol-
oposição de Paul di Resta, Pascal vimento de Sakura, não dão grandes
Wehrlein e de Daniil Kvyat, que garantias, sendo salutar para a equipa
entrou na corrida depois de ter sido de Milton Keynes ter como opção a
dispensado pela Red Bull. Renault para a levar até ao final do
No entanto, o facto da equipa atual ciclo regulamentar.
inglesa pretender testar Kubica Talvez por isso, tenha sido a mais
com um carro deste ano demonstra improvável das personagens – Dr.
que o vê, para já, como uma forte Marko – a sublinhar a confiança da
possibilidade. No entanto, a Williams Red Bull na Renault.
não tem pressa em tomar uma Resta-nos esperar para perceber
decisão, muito embora se espere que como as relações irão evoluir no futuro
anuncie a sua dupla de pilotos até próximo, mas pelo que se percebe, as
meados do próximo mês. coisas não estão fáceis.



PIRELLI PNEUS A Pirelli introduzirá no próximo ano um O fornecedor de pneumáticos da
novo composto de pneus, que passará
categoria máxima do desporto
COR DE ROSA EM 2018 a ser o mais macio da sua gama de automóvel tem vindo a avaliar diversas
borrachas de Fórmula 1.
possibilidades para a próxima
temporada, tendo revelado que para além
dos ultramacios (roxo), supermacios
(vermelho), macios (amarelo), médios
(branco) e duros (cor de laranja), haverá
também uma mistura ainda mais mole.
Este novo tipo de pneus será marcado
a cor de rosa, mas não tem ainda nome,
tendo a Pirelli pedido aos adeptos,
através do seu Twitter oficial, para
votarem em três nomes – Megasoft
(megamacio), Extremesoft (macio-
extremo) e Hypersoft (Hipermacio).

>> aut osport.p t
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C/ CLA SSIFIC A ÇÕES






GP DO BRASIL PRO V A 19 DE 20
SÃO PAULO PROVA VOLTA MAIS RÁPIDA
12/11/2017 VOLTAS VEL. MÁXIMA
4,309 KM 71 305,909 KM SEXTA SÁBADO DOMINGO TEMPO GERAL GERAL BOX
PERÍMETRO VOLTAS DISTÂNCIA TOTAL 1 SEBASTIAN VETTEL FERRARI SF70H 1:31:26.262 71 1:12.539 7 315.8 KM/H 15 4
2 VALTTERI BOTTAS MERCEDES F1 W08 EQ POWER+ +2.762S 71 1:12.466 5 325.2 KM/H 7 4
3 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI SF70H +4.600S 71 1:12.492 6 321.0 KM/H 11 4
TREINOS LIVRES GRELHA DE PARTIDA 4 LEWIS HAMILTON MERCEDES F1 W08 EQ POWER+ +5.468S 71 1:11.845 2 325.3 KM/H 5 4
Q3 5 MAX VERSTAPPEN RED BULL RB13/TAG HEUER +32.940S 71 1:11.044 1 316.4 KM/H 14 5
1 VALTTERI BOTTAS 6 DANIEL RICCIARDO RED BULL RB13/TAG HEUER +48.691S 71 1:12.029 4 338.2 KM/H 1 4
1.ª SESSÃO TREINOS LIVRES MERCEDES 7 FELIPE MASSA WILLIAMS FW40/MERCEDES +68.882S 71 1:13.452 11 323.1 KM/H 9 4
PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 1:08.322
1 LEWIS HAMILTON MERCEDES 1:09.202 8 FERNANDO ALONSO MCLAREN MCL32/HONDA +69.363S 71 1:13.451 10 325.3 KM/H 6 4
2 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +0.127S 2 SEBASTIAN VETTEL 9 SERGIO PEREZ FORCE INDIA VJM10/MERCEDES +69.500S 71 1:13.052 8 324.5 KM/H 8 4
FERRARI
3 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.542S 1:08.360 10 NICO HULKENBERG RENAULT R.S.17 +1 VOLTA 70 1:13.758 15 333.6 KM/H 3 4
4 MAX VERSTAPPEN RED BULL +0.548S 11 CARLOS SAINZ RENAULT R.S.17 +1 VOLTA 70 1:13.625 13 319.3 KM/H 12 4
5 DANIEL RICCIARDO RED BULL +0.626S 3 KIMI RÄIKKÖNEN 12 PIERRE GASLY TORO ROSSO STR12/RENAULT +1 VOLTA 70 1:13.323 9 334.8 KM/H 2 4
6 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +0.782S FERRARI 13 MARCUS ERICSSON SAUBER C36/FERRARI +1 VOLTA 70 1:13.666 14 317.8 KM/H 13 4
1:08.538
7 FELIPE MASSA WILLIAMS +0.900S
8 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN HONDA +1.200S 4 MAX VERSTAPPEN 14 PASCAL WEHRLEIN SAUBER C36/FERRARI +1 VOLTA 70 310.3 KM/H 17 3
9 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +1.252S RED BULL RACING TAG HEUER 15 ROMAIN GROSJEAN HAAS VF-17/FERRARI +2 VOLTAS 69 1:13.532 12 315.4 KM/H 16 4
10 FERNANDO ALONSO MCLAREN HONDA +1.274S 1:08.925 16 LANCE STROLL WILLIAMS FW40/MERCEDES +2 VOLTAS 69 1:11.862 3 330.0 KM/H 4 5
11 LANCE STROLL WILLIAMS +1.430S 5 SERGIO PEREZ NC BRENDON HARTLEY TORO ROSSO STR12/RENAULT PRESSÃO ÓLEO 40 1:14.658 16 321.2 KM/H 10
12 GEORGE RUSSELL FORCE INDIA +1.845S FORCE INDIA MERCEDES NC ESTEBAN OCON FORCE INDIA VJM10/MERCEDES ACIDENTE 0 1:14.812 17 235.7 KM/H 19
13 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +1.986S 1:09.598 NC STOFFEL VANDOORNE MCLAREN MCL32/HONDA ACIDENTE 0 244.5 KM/H 18
14 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +2.261S 6 FERNANDO ALONSO
15 CARLOS SAINZ RENAULT +2.265S MCLAREN HONDA NC KEVIN MAGNUSSEN HAAS VF-17/FERRARI ACIDENTE 0 227.2 KM/H 20
16 NICO HULKENBERG RENAULT +2.406S 1:09.617
17 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +2.600S 7 NICO HULKENBERG
18 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.696S RENAULT
19 PIERRE GASLY TORO ROSSO +4.832S 1:09.703
20 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO 8 CARLOS SAINZ
RENAULT AUSTRÁLIA BAHREIN ESPANHA MÓNACO AZERBEIJAO ÁUSTRIA GRÃ-BRETANHA HUNGRIA BÉLGICA SINGAPURA MALÁSIA ABU DHABI
2.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 1:09.805 CHINA RÚSSIA CANADÁ ITÁLIA JAPÃO EUA MÉXICO BRASIL
PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF.
1 LEWIS HAMILTON MERCEDES 1:09.515 9 FELIPE MASSA
WILLIAMS MERCEDES
2 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +0.048S 1:09.841 PILOTOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
3 DANIEL RICCIARDO RED BULL +0.228S Q2
4 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +0.360S 10 ESTEBAN OCON 1. L. HAMILTON 18 25 18 12 25 6 25 10 12 25 12 25 25 25 18 25 25 2 12 345
5 MAX VERSTAPPEN RED BULL +0.371S FORCE INDIA MERCEDES 2. S. VETTEL 25 18 25 18 18 25 12 12 18 6 25 18 15 - 12 - 18 12 25 302
1:09.830
6 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.602S 3. V. BOTTAS 15 8 15 25 - 12 18 18 25 18 15 10 18 15 10 12 10 18 18 280
7 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +0.791S 11 ROMAIN GROSJEAN 4. D. RICCIARDO - 12 10 - 15 15 15 25 15 10 - 15 12 18 15 15 - - 8 200
8 FELIPE MASSA WILLIAMS +0.858S HAAS FERRARI 5. K. RAIKKONEN 12 10 12 15 - 18 6 - 10 15 18 12 10 - - 10 15 15 15 193
9 NICO HULKENBERG RENAULT +0.881S 1:09.879 6. M. VERSTAPPEN 10 15 - 10 - 10 - - - 12 10 - 1 - 25 18 12 25 10 158
10 FERNANDO ALONSO MCLAREN HONDA +1.140S 12 STOFFEL VANDOORNE 7. S. PEREZ 6 2 6 8 12 - 10 - 6 2 4 - 2 10 8 6 4 6 2 94
11 CARLOS SAINZ RENAULT +1.170S MCLAREN HONDA 8. E. OCON 1 1 1 6 10 - 8 8 4 4 2 2 8 1 1 8 8 10 - 83
12 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +1.180S 1:10.116
13 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN HONDA +1.387S 13 KEVIN MAGNUSSEN 9. C. SAINZ 4 6 - 1 6 8 - 4 - - 6 1 - 12 - - 6 - - 54
14 LANCE STROLL WILLIAMS +1.549S HAAS FERRARI 10. F. MASSA 8 - 8 2 - 2 - - 2 1 - 4 4 - 2 1 2 - 6 42
15 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +1.785S 1:10.154 11. L. STROLL - - - - - - 2 15 1 - - - 6 4 4 - - 8 - 40
16 PIERRE GASLY TORO ROSSO +1.907S 14 DANIEL RICCIARDO 12. N. HULKENBERG - - 2 4 8 - 4 - - 8 - 8 - - - - - - 1 35
17 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +2.306S RED BULL RACING TAG HEUER 13. R. GROSJEAN - - 4 - 1 4 1 - 8 - - 6 - 2 - 2 - - - 28
18 PASCAL WEHRLEIN SAUBER FERRARI +2.342S 1:09.330 14. K. MAGNUSSEN - 4 - - - 1 - 6 - - - - - - - 4 - 4 - 19
19 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.474S 15. F. ALONSO - - - - - - 2 - - 8 - - - - - - 1 4 15
20 ANTONIO GIOVINAZZI HAAS FERRARI +2.902S 15 PASCAL WEHRLEIN 16. S. VANDOORNE - - - - - - - - - - 1 - - 6 6 - - - - 13
SAUBER FERRARI
1:10.678 Q1 17. J. PALMER - - - - - - - - - - - - - 8 - - - - - 8
3.ª SESSÃO TREINOS LIVRES
PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 16 LANCE STROLL 18. P. WEHRLEIN - - - 4 - - 1 - - - - - - - - - - - 5
1 VALTTERI BOTTAS MERCEDES 1:09.281 WILLIAMS MERCEDES 19. D. KVYAT 2 - - - 2 - - - - - - - - - - - 1 - - 5
1:10.776
2 LEWIS HAMILTON MERCEDES +0.003S 20. M. ERICSSON - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 0
3 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.045S 17 MARCUS ERICSSON 21. P. GASLY - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 0
4 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +0.058S SAUBER FERRARI 22. A. GIOVINAZZI - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 0
1:10.875
5 DANIEL RICCIARDO RED BULL +0.963S 23. B. HARTLEY - - - - - - - - - - - - - - - - - - - 0
6 FERNANDO ALONSO MCLAREN HONDA +1.007S 18 BRENDON HARTLEY
7 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +1.041S TORO ROSSO
8 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +1.076S
9 MAX VERSTAPPEN RED BULL +1.214S 19 PIERRE GASLY EQUIPAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
10 CARLOS SAINZ RENAULT +1.318S TORO ROSSO 1. MERCEDES 33 33 33 37 25 18 43 28 37 43 27 35 43 40 28 37 35 20 30 625
11 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN HONDA +1.356S 1:10.686 2. FERRARI 37 28 37 33 18 43 18 12 28 21 43 30 25 - 12 10 33 27 40 495
12 FELIPE MASSA WILLIAMS +1.390S 20 LEWIS HAMILTON 3. RED BULL TAG HEUER 10 27 10 10 15 25 15 25 15 22 10 15 13 18 40 33 12 25 18 358
13 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +1.440S MERCEDES 4. FORCE INDIA MERCEDES 7 3 7 14 22 - 18 8 10 6 6 2 10 11 9 14 12 16 2 177
14 NICO HULKENBERG RENAULT +1.462S SEM TEMPO 5. WILLIAMS MERCEDES 8 - 8 2 - 2 2 15 3 1 - 4 10 4 6 1 2 8 6 82
15 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +1.481S
16 PIERRE GASLY TORO ROSSO +1.700S NOTA: Ricciardo foi penalizado em 10 posições, 6. TORO ROSSO RENAULT 6 6 - 1 8 8 - 4 - - 6 1 - 12 - - 1 - - 53
17 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +1.804S devido à utilização de elementos adicionais na sua 7. RENAULT - - 2 4 8 - 4 - - 8 - 8 - 8 - - 6 - 1 49
18 PASCAL WEHRLEIN SAUBER FERRARI +1.845S unidade motriz; Hartley (10) e Gasly (25 posições) 8. HAAS FERRARI - 4 4 - 1 5 1 6 8 - - 6 - 2 - 6 - 4 - 47
19 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.199S também, pelo mesmo motivo. Stroll perdeu cinco 9. MCLAREN HONDA - - - - - - - 2 - - 9 - - 6 6 - - 1 4 28
20 LANCE STROLL WILLIAMS MERCEDES lugares devido à troca da caixa de velocidades; 10. SAUBER FERRARI - - - - 4 - - 1 - - - - - - - - - - - 5
Hamilton partiu do pitlane;
PONTUAÇÃO 1.º 25 PTS 2.º 18 PTS 3.º 15 PTS 4.º 12 PTS 5.º 10 PTS 6.º 8 PTS 7.º 6 PTS 8.º 4 PTS 9.º 2 PTS 10.º 1 PT

12




CNR/ TOP 12 MELHORES PILOTOS DOS 40 ANOS DO AUTOSPORT


NA CIONAL - P IL O T OS







































ALEGRIA LUSA









Numa lista cheia de grandes nomes dos ralis em Portugal, sim, mas Armindo Araújo só tem de se Nacional em 2005 e 2006, sendo que neste
Armindo Araújo foi considerado pelos leitores o melhor orgulhar do trajeto que teve em Portugal. ano venceu o Rali de Portugal candidato
dos 40 anos do AutoSport. Mas a ‘luta’ foi cerrada Curiosamente, o piloto nasceu no mesmo ao WRC, perante vários adversários in-
dia do AutoSport, em Vila das Aves, a 1 de ternacionais de prestígio, num ano em
setembro de 1977. Os primeiros passos de que choveu a cântaros no Algarve, com
Armindo Araújo no mundo dos ‘motores’ Armindo Araújo a realizar uma exibição
foram nas motos, participando em cam- que a todos espantou. Por isso, não foi de
peonatos e troféus nacionais de Enduro, estranhar que em 2007 iniciasse a sua
José Luís Abreu ser alargada, já que deixar dois nomes de e se a passagem para os ralis começou carreira internacional, no PWRC, e se o
[email protected] fora parecia injusto e a verdade é que o mais como uma brincadeira, em boa hora primeiro ano foi de muitos azares e apren-
equilíbrio das votações indica isso mesmo. o fez, pois esse foi o tiro de partida para dizagem, em 2008 as coisas melhoraram
história dos ralis em Portugal Tal como sucede noutras áreas, os adep- uma carreira fabulosa, que nunca parou bastante e estava dado o mote para o que
está cheia de nomes muito so- tos portugueses têm memória, e a lista de melhorar. Desde o longínquo Rali de viria a seguir. E o que se seguiu foi o título
nantes, e alguns deles chega- final resulta numa boa mescla entre pi- Montelongo de 2000, não demorou a cor- Mundial de Produção, no culminar de uma
ram a ter carreiras internacio- lotos mais antigos e recentes. A questão rer nos Consagrados, no Troféu Saxo, onde época muito regular, em que a vitória em
nais bem interessantes. Nunca do ‘melhor’ dá sempre pano para mangas, brilhou, depressa sendo notado e contra- Portugal foi a catapulta para o título, re-
A chegámos a ter um piloto que tantas são as formas de abordar a ques- tado pela equipa oficial da Citroën, para petindo em 2009 o que Rui Madeira tinha
despontasse totalmente na alta roda dos tão, mas, no caso de Armindo Araújo, foi onde foi em 2002. A partir daí os títulos e conseguido 14 anos antes, quando venceu
ralis mundiais e o que esteve mais perto foi mesmo o piloto luso que mais longe foi as grandes exibições acumularam-se, e a Taça FIA de grupo N. Já perfeitamente
precisamente o mais votado pelos leitores na hierarquia dos ralis. O final da histó- mesmo apenas com um carro de tração bem lançado no Mundial de Ralis, foi sem
do AutoSport, que escolheram Armindo ria do WRC Team MINI Portugal todos se dianteira, foi Campeão Absoluto em 2003, surpresa que em 2010 surgiu novo título
Araújo como o melhor piloto de ralis por- recordam, terminando aí uma aventura título que repetiu em 2004, naquela que no PWRC. O WRC era o passo seguinte e
tugueses dos 40 anos do AutoSport. que, noutro contexto, poderia ter permi- seria a sua última época com a Citroën. mais lógico, e assim foi, embora as coi-
A exemplo do que sucedeu nos ralis in- tido que o piloto luso tivesse agora outro Foi para a Mitsubishi, e a senda vitoriosa sas na classe principal do WRC não te-
ternacionais, também a lista lusa teve que cartão de visita para mostrar. Não foi as- manteve-se, foi novamente campeão nham corrido como se pensava. Quem o

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anos >> aut osport.p t 13





teve que dar continuidade à sua carreira
RUI MADEIRA boa, sem os WRC, e depressa Adruzilo
O terceiro lugar vai para Rui Madeira, piloto com os Grupo N, muito pouco para quem
que ‘ofereceu’ a Portugal o seu primeiro tanto guiava. Mas a sua paixão foi mais
título internacional de Ralis, quando em forte, e ao longo dos anos tudo tem feito
1995, com Nuno Rodrigues da Silva a seu para a alimentar - conquistou títulos de
lado, venceu a Taça FIA de Grupo N. Apesar Produção, do CPR2 e ainda de GT. É um
deste top se referir aos ralis em Portugal dos melhores pilotos da história do CNR.
os adeptos não dissociam as ‘conquistas’
internacionais dos nossos pilotos, e mui- BRUNO MAGALHÃES
to bem, pois são muito pouco habituais, Bruno Magalhães é atualmente Vice-
infelizmente, mas não deixam de ser um Campeão Europeu de Ralis, algo que nun-
reflexo dos poucos bons pilotos lusos que ca conseguiu quando esteve inserido na
fizeram alguma história fora de portas. estrutura oficial da Peugeot em Portugal.
Depois de Armindo Araújo, Rui Madeira Tem três títulos de Campeão Nacional,
foi quem mais perto esteve de realizar em 2007, 2008 e 2009 e um de F3 (2006).
uma boa carreira internacional, mas os Começou a dar nas vistas no CNR com o
apoios falharam na altura errada. Tudo o Mitsubishi Lancer, mas depois de vencer
que Rui Madeira tinha feito até ali coloca- o Troféu Peugeot 206 GTI deu o ‘salto’ para
va-o na calha para um projeto consistente a equipa oficial. Primeiro com o Peugeot
3º Taça FIA de Grupo N, em 1996 iniciou o seu nhou tudo o que havia para ganhar em
206 S1600 e depois com o 207 S2000 ga-
no Mundial de Ralis e depois do triunfo na
Portugal, sendo que a carreira europeia
projeto no Grupo A, num Toyota Celica da
equipa italiana Grifone, com um fabuloso foi algo errónea, mas ainda conseguiu
bons resultados, por exemplo, o triun-
triunfo na geral no Rali de Portugal, face a
T/ T OP 12 pilotos internacionais de grande valia. No fo nos Açores em 2010, isto numa altura
resto do ano, a aprendizagem em provas
em que o IRC era bem mais concorrido de
do WRC foi positiva, e em 1997, no Rali de valores que atualmente.
1 ARMINDO ARAÚJO Portugal, Madeira mostrou o que podia fa-
2 JOAQUIM SANTOS zer no WRC, ao vencer troços com todos os TODOS GRANDES PILOTOS
3 RUI MADEIRA ‘grandes lobos’ do WRC em prova. Só que, Joaquim Moutinho é o único piloto portu-
4 ADRUZILO LOPES um acidente nessa prova não o permitiu guês que tem no seu palmarés um triunfo
alcançar o resultado que o andamento
no Mundial de Ralis. Foi em Portugal, em
5 BRUNO MAGALHÃES ‘prometia’ e os apoios para dar o salto 1986, e todos sabem por que aconteceu.
6 JOAQUIM MOUTINHO nunca chegaram, pelo menos para pro- Piloto que fez ralis e velocidade, foi com o
7 MIGUEL CAMPOS gramas em ‘full time’ no WRC, e por isso ‘amarelinho’ da Renault que fez história.
8 CARLOS BICA em 2000 teve que dar sequência à sua car- Foi Campeão Nacional em 1985 e 1986, e
9 JOSÉ PEDRO FONTES reira no Nacional de Ralis, com um projeto não foi em 1984, porque alguém não quis
10 PEDRO MATOS CHAVES novo, da SEAT, com o Cordoba WRC, mas que assim fosse, e no Rali do Algarve co-
11 RICARDO MOURA o mais forte foi Pedro Matos Chaves, com locou-lhe uma armadilha na estrada. Em
12 FERNANDO PERES o Toyota Corolla WRC. No ano seguinte foi três anos, venceu 15 ralis do campeonato
para a Ford, mas os Peugeot 206 WRC de nacional com o Renault R5 Turbo…
Adruzilo Lopes e Miguel Campos foram A exemplo do que sucedeu agora com
1983, 1984 e 1992), as suas exibições com mais fortes, com o piloto de Almada a não Bruno Magalhães, também Miguel
viu testar com um Focus WRC uns anos o Ford Escort RS 1800 da Diabolique en- conseguir qualquer título. As prestações Campos esteve muito perto de ser
antes ficou com a certeza que Armindo cantaram os adeptos lusos durante mui- foram positivas, mas no CNR os resultados Campeão Europeu. Foi ‘vice’, em 2003,
Araújo poderia ter tido uma boa carreira to tempo, colecionando um rol incrível de não contribuíram tanto para a perceção num Peugeot 206 WRC em igualdade
no WRC, mas o projeto MINI não correu triunfos num domínio que muitos, cari- que os adeptos têm de Rui Madeira, como de pontos com o belga Bruno Thiry, que
bem, e o que em determinada altura pa- nhosamente, apelidaram de ‘diabólico’. As as provas internacionais. foi o vencedor porque tinha mais vitó-
recia ter sido o ‘empurrão’ certo, com o suas lutas na altura com o ‘amarelinho’ rias, seis. Tem também no seu palmarés
WRC Team MINI Portugal, o resultado foi da Renault foram épicas, e só foi pena o ADRUZILO LOPES um top 10 no WRC, no Chipre em 2004, e
o que todos se lembram, com Armindo que se passou no fim do campeonato de Tal como referimos, a votação foi equili- foi Campeão Nacional de Ralis em 2002.
Araújo a sair do WRC em agosto de 2012, 1984, que ensombrou a competição, algo brada, com Adruzilo Lopes a ser a quar- Antes tinha dado nas vistas no Grupo N,
em desacordo com a equipa. A história que Santos não merecia. O ano de 1986 fi- ta escolha dos leitores, ele que tem uma onde foi Campeão quatro anos seguidos,
está contada e recontada, mas essa nunca cou marcado pelo acidente da Lagoa Azul, fabulosa carreira em termos nacionais, entre 1997 e 2000. Apesar de ter só um tí-
apagará o brilho de um piloto que poderia com o Ford RS200, mas depois de ultra- coroada com três títulos de Campeão tulo, lutou várias pelo título nacional, por
ter ido bem mais longe, mas que se pode passado, continuou a dar espetáculo com Nacional de Ralis (1997, 1998, 2001) e dois exemplo em 1998, 2001 e 2006.
orgulhar do que fez nos ralis em Portugal, o Ford Sierra Cosworth, que pilotava como de Campeão Nacional F2, com o 306 Maxi, Carlos Bica foi o tipo de piloto em que
nos títulos que conquistou, e mais do que poucos. As vitórias continuavam, mas ele que era um dos melhores pilotos do a persistência e o trabalho o levaram a
tudo, no muito espetáculo que deu numa os títulos só viriam a ressurgir em 1992, mundo a pilotar esse tipo de carro. Ficou grandes conquistas. Começou a fazer
década a ‘sério’ na modalidade. com o Toyota Celica GT Four da Salvador famoso o dia em que os pilotos oficiais da ralis em 1980, e com a criação da míti-
Caetano. É seu o recorde de vitórias no Peugeot, Panizzi e Delecour, lhe foram ca Duriforte os resultados começaram a
JOAQUIM SANTOS Nacional de Ralis, 39. ‘Quim’ Santos será perguntar o que é que ele ‘tinha’ no carro. aparecer. Foi com o Ford Escort que co-
Joaquim Santos foi o segundo mais vo- sempre recordado como um dos grandes Era mesmo só o ‘kit de unhas’. Depois do meçou a dar nas vistas, e todos come-
tado, um piloto que só não teve uma car- pilotos da história dos ralis em Portugal. fim da aventura Peugeot oficial, precisa- çaram a perceber que em Portugal não
reira internacional porque na altura em Fica intimamente ligado também à his- mente no momento em que tinha feito o havia só ‘Santos’ e ‘Moutinho’. A Lancia
que correu Portugal andava ainda muito tória da que foi provavelmente a melhor suficiente para uma carreira internacional, surge em 1986 com o 037, mas os suces-
longe do ‘mapa’ dos ralis internacionais. equipa de sempre do Nacional de Ralis, a foi para a FIAT, depois Citroën, mas os ralis sos só surgiram com o Delta e de 1988 a
Tetracampeão Nacional de Ralis (1982, Diabolique Motosport. lusos tinham entrado numa fase menos 1991 assistiu-se a uma forte hegemonia

cnr/PI LOTO S
14
de Carlos Bica no Nacional de Ralis, com CNR. Ricardo Moura é 10 vezes campeão
a conquista dos quatro títulos, a primeira de ralis dos Açores, mas foram os três tí-
vez que um piloto o fez consecutivamente tulos nacionais de ralis (2011 a 2013) que
em Portugal. Sempre foi um piloto mais confirmaram a sua enorme valia como
tático do que rápido e por isso não é de piloto. Logicamente, sendo grande conhe-
estranhar ter sido por três vezes o me- cedor das estradas açorianas, sempre foi
lhor português no Rali de Portugal, uma na ‘sua’ prova que brilhou, mas ainda as-
delas com um quinto lugar. sim, em 2016, conseguiu bater as grandes
José Pedro Fontes foi tendo ao longo do estrelas do Europeu de Ralis, vencendo o
tempo uma evolução consistente como Azores Airlines Rallye e tornando-se no
piloto de ralis, chegando a um dos gran- primeiro piloto açoriano a triunfar na pro-
des objetivos da sua carreira ao tornar-se va desde 1971. Depois de perder o título de
Campeão Nacional Absoluto no CNR em 2015 da forma que perdeu, tem realizado
2015, depois de um campeonato muito apenas algumas provas em 2016 e 2017.
equilibrado, um título que complementa Fernando Peres é o último deste top 12,
bem o palmarés de um piloto que foi cam- um piloto que começou na velocidade,
peão nacional em todas as modalidades mas foi nos ralis que trabalhou até che-
e categorias por onde passou - fórmulas, gar ao sucesso. Foi Campeão de Produção
sport-protótipos, Turismos de tração à em 1991 e 1992 e Absoluto em 1994, o pri-
frente, Turismos de tração atrás, GT, ra- meiro de três títulos consecutivos, fruto
lis S1600, ralis R-GT - e a quem faltava o também do facto da sua equipa, a Peres
título absoluto de ralis depois de já ter al- Competições, se ter tornado das melho-
cançado o vice-campeonato três vezes. res estruturas nacionais.
Agora já tem dois, 2015 e 2016. Vários outros pilotos poderia ser aqui con-
Pedro Matos Chaves começou a sua car- siderados, mas parece-nos que este top
reira nas pistas, mas a sua qualidade como espelha bem o essencial da história dos
piloto permitiu-lhe sucesso nos ralis. No ralis nacionais, sendo muito naturalmen-
fim dos anos 90 e nos anos seguintes dis- te ‘inflacionado’ pelas prestações lusas
putou campeonatos de ralis e GT, alcançou no estrangeiro.
dois títulos de ralis com o Toyota Corolla É a perceção que fica nos adeptos, e essa
WRC e ainda guiou o Renault S1600 no tem que ser respeitada…





CRÓNICA poucos e se a popularidade caiu por alguma coisa foi -- que
marcaram a história da disciplina máxima.
Como enviado especial do extinto «O Comércio do Porto»,
ANTÓNIO CATARINO diário generalista que foi enorme escola e tanto privilegiou o
JORNALIS T A automobilismo nas suas páginas, acompanhei vários grandes
prémios. Aliás, até o próprio Ayrton Senna, de temperamento
mais reservado, acedia a este ou aquele pedido. Recordo que,
no decorrer de um GP Portugal, no Estoril, surgiu à porta da
sala de imprensa, Marinho Peres, o técnico brasileiro de futebol
tinha orientado o V. Guimarães, estava a treinar o Belenenses,
conhecia-me e pediu para ver se conseguia que ele tirasse
uma foto ao lado de Senna. Lá fui à motor-home da Lotus, bati
à porta e Ayrton, sorridente, disponibilizou-se para o boneco.
MUDANÇA DE PARADIGMA SEM PERDA DE PAIXÃO Ainda não havia selfies…
O campeoníssimo passava, por ano e desde os tempos da
Lotus, alguns dias no Porto, fruto da amizade com os irmãos
Ter acompanhado, enquanto jornalista, praticamente, as o malogrado Henri Toivonen, bem jantados, se digladiaram Pedro e Manuel José Silva Reis da Real Vinícola e fruto de
quatro últimas décadas do desporto automóvel, foi sinónimo numa partida de bilhar, um curioso duelo Peugeot-Lancia, algumas entrevistas, havia conhecimento mútuo.
de testemunhar a enorme versatilidade das competições. enquanto eu entrevistava o finlandês. Vários destes episódios, contados na primeira pessoa, dão
Ao longo de 40 anos, muita coisa mudou. Os tempos são Ou da manhã em Fafe/Lagoa – era o único troço existente e ideia do que era o mundo das corridas há três ou quatro
diferentes; a evolução tecnológica – surpreendente até em que terminava em Rossas, com uma direita a fundo, na parte décadas.
termos ambientais e no capítulo de segurança fantástica – e final, feita pelos mais rápidos com a roda dianteira direita fora Muito mais havia para contar, mas a tirania do espaço obriga a
a lógica de espetáculo associada às grandes competições da estrada -- em que fiz várias passagens no impressionante cortes (não orçamentais).
alteraram a filosofia romântica de épocas idas. Audi ao lado de Walter Rohrl, talvez o piloto que mais me Entre nós, o desporto automóvel, tão rico em nomes, títulos
Hoje, não é mais possível encontrar, nos ralis, assistências impressionou. mundiais, capacidade de organização – exemplar é o caso do
na berma da estrada, nem ver espetadores a fugir à frente São incontáveis os episódios vividos com juvenil entusiasmo, todo o terreno, lançado e promovido pela visão do saudoso
dos carros, como nos loucos anos 70 e 80 do Rali de Portugal, a caminho do Buçaco, de S. Lourenço da Montaria, do Marão José Megre -- é hoje um parente pobre da competição. Sem
uma prova tornada sucesso pela mão do saudoso Alfredo ou de Arganil, onde me sentei no Mitsubishi ao lado de Tommi promoção, nem visibilidade, apesar do retorno financeiro
César Torres, dirigente sagaz e de invulgar capacidade, que Makinen, que tinha conhecido em Barcelona, numa das gerado para o país, pese embora estar por quantificar o peso
muito contribuiu para a popularidade dos ralis entre nós. primeiras edições da Corrida dos Campeões. financeiro dos testes que preenchem a agenda de autódromos
A prova do ACP soube reinventar-se, renascer das cinzas Um manto de quase secretismo cobria tais sessões de e animam as estradas dos ralis.
e modernizar-se mantendo-se, hoje, como rali-modelo e testes, mas o espírito e disponibilidade dos pilotos e técnicos Todavia, a paixão do público mantém-se – basta recordar mais
inovador. era coisa do outro mundo. Algo impensável nos tempos que um enorme êxito, neste capítulo, da recente Baja Portalegre
Guardo memórias incríveis de tais tempos, como de uma correm. 500 --, há equipas e técnicos cada vez mais profissionais a
noite na estalagem minhota da Boega do saudoso Flávio Aliás, o mesmo sucedia, noutro patamar, na própria Fórmula afirmarem-se até no plano externo e investimentos vultuosos,
Amorim, em que Timo Salonen, entre baforadas de fumo, e 1, nos anos dourados de rivalidades e ídolos – hoje há muito numa clara (e lógica) mudança de paradigma.

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anos >> aut osport.p t 15










CRÓNICA

JOSÉ MIGUEL BARROS
JORNALIS T A F 1















CELEBRANDO OS “CAVALEIROS DO RISCO”


Ao comemorar os 40 anos de registadas ao longo de várias décadas, não estar nos seus melhores dias. Mas aquele que parece ser um novo fenómeno,
existência, o “AutoSport” está de é comparar o incomparável. Um pelo lado emocional, estava sempre Max Verstappen. Os três primeiros
parabéns pelo ato de resistência exercício impossível e inútil, bem como atento a Ronnie Peterson, José Carlos dividem preferências no plano emocional,
que representa tal efeméride, bem injusto para todos os grandes pilotos Pace e Jacky Ickx. mas objectivamente estão num nível
como por dar o maior protagonismo avaliados fora do contexto em que Quando comecei a seguir regularmente muito próximo. Os recentes resultados de
nesta data aos “Cavaleiros do Risco”, competiram. as corridas de F1 ao vivo, a apreciação Hamilton permitiram-lhe maior destaque,
os Pilotos, assim chamados desde Durante as mais de quatro décadas emocional não desapareceu, mas o mas parece ser Verstappen o que se
o início dos Anos 70 do Século que levo de acompanhamento próximo lado objetivo acabou por ser mais encontra mais próximo de vir a beneficiar
passado pelo prestigiado semanário e interessado do desporto automóvel, forte. Mesmo assim, preferia a da conjugação de emoção e razão, e num
italiano “AutoSprint”, que também vai dedicando particular atenção à Fórmula espectacularidade e empenho de futuro próximo...
resistindo à erosão do tempo... e do 1, mas sem descurar algumas outras Ronnie Peterson e Gilles Villeneuve Finalmente, para não ser acusado de
digital! disciplinas importantes, tive sempre os à abordagem racional de Niki Lauda, olhar apenas para a F1, não posso deixar
Ora quando se fala de pilotos de meus pilotos preferidos, naturalmente, apesar dos resultados jogarem a favor de fazer pequenas incursões pelos meus
automóveis, há uma pergunta com uma mistura de fatores subjetivos do austríaco. E depois apareceu o preferidos na Resistência e nos Ralis.
repetida vezes sem conta, e que e objetivos, em que o peso de ambos primeiro grande talento natural após Na Resistência e em épocas diversas,
constitui o tema principal das edições se equivalia na maior parte das vezes, Clark e Stewart, quando Alain Prost apreciei Pedro Rodriguez, Brian Redman,
comemorativas destes 40 Anos: Quem mas em que houve casos de tendência saltou da F3 para a F1, para justificar Jacky Ickx, Jo Siffert e Tom Kristensen,
foi o melhor? evidente para um deles. rapidamente uma preferência objetiva, muito rápidos quando era necessário e
Não há perguntas difíceis, mas Durante a maior parte da década de que se manteve até aparecer o com grande capacidade de adaptação a
respostas complicadas, e esta é, em 1960, Jim Clark foi a maior referência, fenómeno Ayrton Senna. condições e circunstâncias próprias da
simultâneo, simples e complexa... sendo notável a rapidez e precisão na Com o brasileiro, a abordagem da F1 provas de longa duração.
É simples quando resulta da F1 e a exuberância com que pilotava um subiu um degrau e estabeleceu-se num Nas provas de estrada, destaco
subjetividade e da apreciação Lotus Cortina em três rodas, para se patamar mais elevado, com emoção e Stig Blomqvist, Walter Rohrl e Bjorn
emotiva de um adepto. É complexa, e manter à frente de carros muito mais razão a apontarem no mesmo sentido Waldegaard, por terem levado a condução
potencialmente inconclusiva, se derivar potentes, sempre com um ar calmo quanto à sua avaliação, pois ele parecia nos ralis para novos patamares. Blomqvist
de qualquer tentativa arriscada de e sereno, pois pilotar da forma mais juntar os talentos de todos os pilotos ao ter a coragem de lançar um novo
estabelecer critérios objetivos, pois a eficaz era... um talento natural. que o tinham precedido. Desapareceu estilo de condução nos carros de tracção
primeira dificuldade será estebelecer Depois dele, e ainda como mero prematuramente quando o seu integral, Rohrl pelo talento revelado
quais serão estes, e como aplicá-los. adepto de corridas, preferia a sucessor direto, Michael Schumacher, ao mostrar que a forma mais eficaz de
Por isso, há muitas respostas para rapidez de Jochen Rindt à mestria de já estava preparado para o render, mas pilotar no asfalto, mesmo com gelo e em
tal questão, e nenhuma delas pode Jackie Stewart, sem que houvesse demorando ainda alguns anos, numa estradas estreitas de asfalto, era com
ser considerada errada se baseada uma explicação para isso. E como apreciação objetiva, a atingir o nível a trajectórias “à circuito” e escorregando
em emoções, nem totalmente certa já não cheguei a ver Rindt em pista, que Senna tinha conseguido chegar. o mínimo possível! Quanto a Waldegaard,
se resultar duma pretensa análise pude constatar no primeiro GP que E eis-nos chegados ao momento atual, juntava o talento de Stig e Walter para se
objetiva. acompanhei ao vivo, em Jarama, em que Lewis Hamilton, Sebastian mostrar o mais consistente, entre os mais
Procurar definir o “melhor entre os que Stewart era muito rápido e Vettel e Fernando Alonso formam um rápidos.
melhores”, juntando todas as épocas preciso, mexendo o volante apenas o trio que recorda os confrontos entre E aqui fica uma notável galeria, onde cabem
e ignorando as profundas alterações estritamente necessário, apesar de Senna, Prost e Piquet, sem esquecer alguns dos maiores “Cavaleiros do Risco”.

TT/ 1º

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NA CIONAL - P IL O T OS





TOP 10 MELHORES PILOTOS DOS 40 ANOS DO AUTOSPORT

‘SENHOR’





DAKAR







Carlos Sousa é o piloto mais votado dos 40 anos do AutoSport no que ao todo
o terreno diz respeito, uma disciplina muito querida dos adeptos e em que
não são ‘esquecidos’ os grandes pilotos do passado







José Luís Abreu bem-sucedido piloto português da
[email protected] história da modalidade e um dos no-
mes consagrados do todo o terreno a
nível mundial. Carlos Sousa iniciou-se
á uma tendência que en- na competição automóvel em 1989, ao
tendemos natural em ini- volante de um UMM. A partir daí, des- 3º
ciativas deste estilo, em que bravou um caminho de enorme su-
sendo a votação através da cesso. Tem um palmarés invejável no
internet, a média de idades Campeonato português, onde ostenta
H dos votantes é sempre mais 10 títulos nacionais, quatro deles ab-
baixa, e as votações refletem por ve- solutos, mas foi o facto da sua carreira
zes um pouco isso, mas no caso do ter tido o mérito de não se esgotar em
TT, os adeptos são, na generalidade, território nacional que o guindou a ou-
mais conhecedores, e por isso o top tro patamar. Foi o primeiro piloto por-
reflete bem o que tem sido o ‘nosso’ tuguês a vencer uma prova pontuável
TT. Apesar do AutoSport ter agora 40 para a Taça do Mundo, garantiu um
anos, o TT é mais novo em Portugal, título mundial, duas taças europeias
mas ainda assim são três décadas de e um troféu ibérico. No Dakar, só lhe
grandes pilotos e provas, sendo que está ainda a faltar o merecido pódio,
continuamos a ter do melhor TT que pois o melhor resultado que exibe é o
há na Europa. 4º lugar de 2003.
Carlos Sousa foi com alguma natura- Filipe Campos foi o segundo mais vota-
lidade o mais votado, numa disciplina do deste top 10. Com uma carreira que
que em 25 anos de CNTT gerou ape- remonta a 1985, ano em que fez algu-
nas 10 campeões. De qualquer forma, mas provas de todo o terreno de moto,
os adeptos não olham só para o que estreando-se nos autos em 1987. Para fase muito boa do nosso TT, que para tos que fez parte da geração dourada
os pilotos fizeram entre portas, mas a história do TT nacional, fica o primei- além de grandes máquinas, tinha ao do TT português, quando coexistiam
sim para o global das suas carreiras ro título conquistado por um diesel mesmo tempo grandes pilotos a lutar João Vassalo, Santinho Mendes, Carlos
e por isso Carlos Sousa foi ‘premiado’ em Portugal, façanha que repetiu 10 pelo título. A sua ‘máxima’ era sem- Sousa, Luís Dias, Santos Godinho, Rui
também pelo que fez no Dakar, pois anos depois. O primeiro título absolu- pre a mesma: “o que gosto mesmo é Sousa, Luís Costa, João Ramos e o ain-
nem sequer é o piloto com mais títu- to foi em 1998, foi Campeão Nacional da competição. Os títulos dizem-me da jovem, na altura, Miguel Barbosa,
los nacionais. Esse é Miguel Barbosa, dos Agrupamentos T2 e T3 em 1999 e pouco. Prefiro ganhar uma prova de- ele que é o terceiro mais votado pe-
que tem sete campeonatos. 2000, regressando depois apenas em pois de uma luta taco a taco do que um los leitores do AutoSport. Foi o mais
Não é por acaso que chama ‘Senhor’ 2005. Em 2008 volta aos títulos abso- campeonato.” A sua classe ainda im- jovem Campeão Absoluto de sempre,
Dakar a Carlos Sousa, que é com una- lutos, já com o projeto Yser Racing, re- pressiona, quando de vez em quando em 2003, e um piloto que é recordista
nimidade reconhecido como o mais petindo o feito em 2009 e 2010, numa regressa para correr. É é um dos pilo- de títulos, sete absolutos no total, e de-

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anos >> aut osport.p t 17












T/ T OP 10




1 CARLOS SOUSA
2 FILIPE CAMPOS
3 MIGUEL BARBOSA
4 SANTINHO MENDES
5 RICARDO PORÉM
6 RUI SOUSA
7 JOÃO VASSALO
8 NUNO MATOS
9 PEDRO GRANCHA
10 LUÍS DIAS


que fazia a sua estreia com o MINI All4
Racing da X-Raid.
Rui Sousa é um dos grandes ‘Senhores’
do TT Nacional e um dos seus melho-
res pilotos de sempre. Foi Campeão
Absoluto em 2004, tem inúmeros
triunfos na geral, foi Campeão do
Mundo FIA Bajas T2 em 2008 e Vice-
Campeão do Mundo de Bajas em 2005.
Ele e a ‘sua’ Prolama são dois ícones
do TT nacional.
João Vassalo deixou uma marca mui-
to forte no TT nacional. Sétimo mais
votado desta lista, teve uma carreira
de reconhecido sucesso, como se pro-
va pelos seus três títulos nacionais
absolutos (1994, 96 e 2000). Ao lon-
go de uma década, Vassalo enfren-
tou pilotos como Luís Dias, Santinho
Mendes, Carlos Sousa, Filipe Campos,
os irmãos Mello Breyner, Francisco
Esperto, Santos Godinho, Rui Sousa
e vários outros.
Nuno Matos foi oitavo classificado des-
te top, chegando ao ambicionado título
em 2016. Como muitos outros no TT,
começou por três títulos consecutivos
nos agrupamentos T8 (2007 e 2008) e
mas pela juventude, pois dotes de con- T2 (2009), venceu a Taça do Mundo de
dução, já mostra há muito, pois não é T2 em 2010, e foi Campeão Absoluto
qualquer piloto que vence a Baja de em 2016, numa luta inesquecível com
Portalegre 500 - aliás, quatro vezes João Ramos, com tudo a decidir-se nos
seguidas nunca ninguém o tinha feito últimos metros do Portalegre. Pedro
- e numa prova que tem no seu palma- Grancha foi o nono deste top. Iniciou
rés nomes como Stéphane Peterhansel a sua carreira no todo o terreno em
pois de já ter rumado às pistas, onde em 1986 e 1987 e também Campeão e Colin McRae é obra. O jovem Porém 2001, andou muitas vezes em lugares
também foi Campeão, agora é a vez do Nacional de Todo o Terreno em 1997. assegurou este ano o seu segundo tí- de destaque e foi mesmo Campeão
tentar nos ralis. Muito profissional em Agora está reformado, mas de vez em tulo nacional e o que fez já é mais do Nacional de Todo o Terreno em 2006.
tudo o que faz, entre 2011 e 2015 esteve quando ainda o vimos em Fronteira. que suficiente para ocupar a quinta Luís Dias, vencedor do Troféu Nacional
quase imbatível no CNTT, só perdendo É daqueles pilotos com um espírito posição desta lista. Foi ele que inter- de TT em 1992 e em 1993 (a competi-
o título de 2014 para Ricardo Porém. competitivo invulgar, como se prova rompeu em 2014 a senda vitoriosa do ção passaria a campeonato em 1994)
Santinho Mendes era daqueles pilotos ao ter vencido em quase tudo onde binómio Miguel Barbosa/Mitsubishi encerra este top 10, ele que foi um dos
competitivos em tudo o que guiava, correu. Claramente, um dos melhores Racing Lancer, num título conquista- mais destacados pilotos do seu tempo,
quer fosse nos Ralis, TT ou Autocross. e mais versáteis pilotos portugueses do no final de uma época emocionante numa altura em que havia três equi-
Foi Campeão Nacional de Ralis em do seu tempo. que terminou na Baja 500 Portalegre pas oficiais, Nissan, UMM e Mitsubishi.
1980 e 1981, Campeão de Autocross Como contraponto, Ricardo Porém, com uma vitória do piloto de Leiria, Luís Dias bateu-os a todos.

V/ 1º

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NA CIONAL - P IL O T OS







TOP 10 MELHORES PILOTOS DOS 40 ANOS DO AUTOSPORT

BOM DIA, SR.





PRESIDENTE…








A história da Velocidade Nacional é bem mais interessante no
passado do que hoje e por isso as escolhas dos leitores quanto aos
melhores pilotos refletem bem essa situação. O mais votado foi Ni
Amorim, curiosamente, o novo Presidente da FPAK











Fábio Mendes Turismos ( Gr. N – Ford Sierra Cosworth) Lisboa, Mário Silva espalhou a sua ANTÓNIO RODRIGUES
[email protected] em 1987 e Vice-Campeão no ano seguin- classe pelos campeonatos de veloci- O terceiro posto da votação ficou entre-
te. Voltou a ser campeão em 89 e 90 e em dade e de ralis de Portugal. Começou gue a um dos mais virtuosos pilotos que
epois de várias semanas de 91 foi primeiro classificado numa prova nos anos 60 a fazer Gincanas e perí- competiu nas pistas nacionais. António
votações abertas, o público es- do campeonato alemão de turismos (em cias com um Cooper 1000, seguiu-se Rodrigues vem de uma família onde qua-
colheu o seu top de pilotos na- Hockenheim). Em 92 foi Vice-Campeão um R8 Gordini e até um Porsche 356. tro dos seus cinco irmãos se tornaram
cionais que se evidenciaram Nacional no Grupo N e 4º no Circuito da Vice-Campeão Nacional de Fórmula Ford pilotos (um deles encontra-se também
no CNV. Os anos 80 e 90 foram Guia (sendo o melhor dos 190 DTM que (1985), Vice-Campeão de Espanha de neste top), mas foi o “Toni” quem mais se
Dmuito fortes neste contexto, participaram na prova) e em 93 conquista GT na Classe GTB (2008) e Campeão evidenciou. Nos seus 19 anos de carreira
com os traçados citadinos de Vila Real e o título Nacional no Grupo A. Passou ainda Nacional Velocidade Agrupamento B conseguiu vencer como poucos. Venceu
Vila do Conde como expoentes máximos. pelo DTM em 95, Campeonato Espanhol (1982), Mário Silva impressionou mais nas rampas por 34 vezes e nos circuitos
Havia também inúmeros troféus na velo- de SuperTurismo em 96, Campeonato do pela sua capacidade ao volante do que provou o champanhe no lugar mais alto
cidade, e com tanta e tão boa competição Mundo FIA GT, (de 97 a 2000), AMLS em pelos títulos conquistados. Conta com do pódio por 30. Mesmo nos ralis venceu
em pista, daí saíram muitos nomes fortes 99 (3º em Petit Le Mans) e pelo Circuito 16 vitórias no CNR (5 vezes no rali das (cinco vezes). Era em Vila do Conde que o
da ‘nossa’ velocidade. de La Sarthre onde foi 3º classificado nas Camélias, o que lhe valeu o título de “Rei seu talento encontrava o melhor refúgio,
24h de Le Mans (em 99 na categoria GT), de Sintra”) e 36 vitórias no CNV. com 13 vitórias na pista nortenha, menos
NI AMORIM lugar que repetiu nas 24h de Daytona. Participou em todo o tipo de provas au- 3 do que as conquistadas no Estoril.
Ni Amorim foi a escolha dos leitores para De 94 a 2013, ano que marcou o final do tomobilísticas onde conseguiu invaria- Foi Campeão Nacional de Velocidade do
liderar o top 10 dos melhores pilotos nacio- seu percurso no 'ativo', Ni Amorim teve velmente ser bem-sucedido. Mário Silva Grupo B, em 1984, com um Lancia Rally
nais que competiram no CNV. Natural do uma carreira internacional ao alcance orgulha-se de ter tido sucesso em duas 037 e em 86 foi Campeão no Grupo A
Porto (1 de março de 1962), iniciou-se no de poucos, cumprindo o sonho de pilo- épocas distintas. num Volvo 240 Turbo. Os vice-cam-
desporto motorizado nas perícias e gin- tar um LMP1, que era seu desejo desde Ficam também as histórias da sua par- peonatos de 82 (Campeonato Nacional
canas da época, numa época em que para o início, não ligando muito à F1. Passou ticipação numa prova de F2 com Prost B 2 Grupo 4), 85 (Campeonato Grupo A)
ter licença desportiva era necessário ter pelos maiores palcos e campeonatos do como colega de equipa e Piquet como e 87 (Campeonato Nacional Turismo e
um ano de carta. A estreia oficial aconte- mundo e representou da melhor forma suplente, ou aquela vez em que terminou Campeonato Nacional Produção) atestam
ceu em 81 no campeonato de Iniciados de as cores nacionais. um troço no Rali das Camélias passando também o talento do piloto de Guimarães.
Rali, e o resultado final foi um BMW 320 a tomada de tempos com o Lancia Delta Um percurso bem-sucedido foi também
destruído. Mas a carcaça do “BM” está MÁRIO SILVA HF Integrale a capotar. o denominador comum nas suas partici-
muito longe de simbolizar o que foi a car- Mário Silva foi o segundo mais vota- Apenas duas das muitas histórias de pações nos troféus Monomarca, mas foi
reira de Ni. Foi Campeão no Nacional de do. Nascido a 14 de janeiro de 1951 em uma memorável carreira de Mário Silva. com os BMW que experimentou maior

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anos >> aut osport.p t 19





trato do que acontece infelizmente com
demasiada frequência aos grandes ta-
lentos nacionais. No início da sua carrei-
ra bateu-se de igual para igual com no-
mes consagrados do automobilismo que
2º Conquistou o Campeonato Europeu de
hoje são reverenciados por todo o mundo.
Karting em 98 ficando à frente de um tal
de Fernando Alonso, numa altura que era
colega de equipa de Nico Rosberg. Passou
pela Formula BMW alemã (3º em 2000)
e passou para a Fórmula Renault 2.0 (3º
no Eurocup e 2º no campeonato italiano)
onde conquistou o direito a fazer uma
época na Formula 3, algo que por decisão
da Renault não aconteceu. Com meios li-
mitados ainda fez dois anos na Formula 3
mas as portas dos monolugares começa-
vam-se a fechar e Campaniço apostou nos
GT. Ainda representou Portugal no A1 GP
mas o seu grande passo foi a formação da
sua equipa, o Team Novadriver, onde con-
quistou o segundo título no PTCC (cam-
peão em 2007 e 2008), além do quarto no
3º Europeu de turismos. Foi Vice-Campeão
no Campeonato Europeu de GT em 2009
e em 2010 volta a sagrar-se Campeão
Nacional de GT (juntou mais dois títulos
nacionais – 2012 e 2013), repetindo a fa-
çanha no Campeonato Espanhol ( Vice-
Campeão em 2013). Foi colega e adversário
de grandes pilotos de renome interna-
cional e apenas não chegou mais longe
porque o tamanho do seu país não era
proporcional ao seu talento, uma história
que vimos infelizmente com demasiada
frequência. Mas o seu valor e talento sem-
pre estiveram acima de qualquer dúvida.

T/ T OP 10 PÊQUÊPÊ
De um piloto que teve as portas da F1
fechadas para outro que conviveu com
um dos grandes nomes do Grande Circo
1 NI AMORIM e sexto piloto mais votado. Filho de um in-
2 MÁRIO SILVA dustrial do cimento, Pedro Queiroz Pereira
3 ANTÓNIO RODRIGUES (ou apenas Pêquêpê) mudou-se para o
4 JOSÉ PEDRO FONTES se sagrar campeão nacional e voltou no Brasil depois da revolução de 74, devido
5 CÉSAR CAMPANIÇO JOSÉ PEDRO FONTES ano seguinte aos ralis pela mão da FIAT, à onda de nacionalizações, onde iniciou
6 PÊQUÊPÊ Do talento puro para a versatilidade e com algum sucesso apesar das limita- a sua carreira no automobilismo. Para a
7 MANUEL FERNANDES capacidade de vencer em vários tipos ções da máquina. Em 2004 estreia-se nos história fica uma prova de Stock Car, onde
8 FRANCISCO CARVALHO de competição. A história de José Pedro GT com um 2º lugar em Oschersleben no corajosamente apostou em pneus slicks
9 CARLOS RODRIGUES Fontes. Quarto piloto mais votado, é um Campeonato do Mundo FIA – GT e no ano numa pista ainda molhada de onde saiu
10 ANTÓNIO BARROS típico caso onde o ditado “Filho de pei- seguinte sagra-se campeão nacional de vitorioso, provocando espanto num tal
xe sabe nadar” se encaixa na perfeição. ralis 2WD. Ainda experimentou as sen- de Ayrton Senna que na altura era co-
Rufino Fontes, seu pai e campeão nacional sações do todo o terreno, venceu o Iberian mentador da prova. Depois da vitória, os
de Velocidade em 79 e 83 foi a faísca que Supercars Trophy em 2011, regressou dois encontraram-se e criaram as bases
sucesso com cinco títulos com os 320 Is incendiou a chama da paixão pelo des- ao CNV com sucesso, e agora aposta a para uma amizade que faria de Portugal a
(90 e 91) e M3 (93, 94, 95). A forma como porto motorizado. Iniciou-se na Fórmula 100% nos ralis onde inevitavelmente foi segunda casa do mítico piloto brasileiro.
conseguiu apresentar um andamento ao Ford com 16 anos e em 1994 foi consi- campeão em 2015 e 2016. Um homem Mas a carreira de Pêquepê não se limita
nível dos melhores do mundo ao volante derado o piloto revelação, conquistan- que independentemente da categoria, à amizade com Senna. O seu talento era
de um Lancia 037 desatualizado e com do o vice-campeonato na sua primeira só sabe vencer. muito maior que isso, algo comprovado
muito pouco tempo de adaptação mostra participação a tempo inteiro. O primeiro pelos campeonatos conquistados em 87
bem da qualidade de “Toni” Rodrigues, campeonato chegaria em 95, que repe- CÉSAR CAMPANIÇO e 88 no Grupo Turismo, os anos que coin-
de quem Joaquim Moutinho (que a con- tiria em 97 tendo feito alguns ralis nesse Tal como Fontes, o quinto piloto do nosso cidiram com a chegada dos BMW M3 para
tragosto experimentou as sensações do ano. A grande versatilidade de Fontes es- top iniciou a carreira mais recentemente, Jorge Petiz e o próprio Pêquêpê, que já
Lancia 037 com Rodrigues ao volante teve em destaque desde sempre e em 98 comparativamente aos outros escolhi- tinha participado na prova do Europeu
num dia antes do Rali de Portugal) disse participou no campeonato de ralis com dos, mas não é por ser dos mais novos de Turismo no Estoril em 87 (repetiu a
que com condições certas, teria sido um um Cupra, ainda em fase de desenvolvi- que a sua carreira não merece grande presença em 88), tendo abandonado em
dos grandes pilotos a nível internacional. mento. Em 99 regressou à velocidade para destaque. César Campaniço é um fiel re- quarto. Antes disso já tinha participa-

v/NA CIONAL - P IL O T OS
20
do em ralis nacionais, tendo vencido em
1980 a classe no Rally de Portugal (2º dos
pilotos nacionais), assim como o rali das
Camélias na classe em 84, com um Opel
Kadett GT/E. É agora um empresário de
sucesso, um dos mais bem-sucedidos do
país, algo que certamente transportou das
pistas para os negócios. Para além do seu
talento, era um metódico que dava ênfase
a todos os pormenores, faceta que se evi- 80
denciava nos troféus monomarca, onde
conseguia ter sempre máquinas mais
afinadas, fruto de um trabalho e dedica- O ANOS 80 FORAM CLARAMENTE A ÉPOCA
ção intensos, cujos frutos foram inevita- DE OURO DA MODALIDADE EM PORTUGAL,
HAVENDO UM PEQUENO DECRÉSCIMO DE
velmente vitórias. QUALIDADE EM 90. DAÍ PARA CÁ FOI PIOR...
MANUEL FERNANDES
O sétimo mais votado pelos leitores foi
Manuel Fernandes, um nome incontor-
nável do automobilismo nacional. Nascido
em 1946 em Vila Real, cidade de que foi
embaixador durante toda a sua carreira,
iniciou-se algo tardiamente no automo-
bilismo, embora sempre estivesse ligado
aos carros. 74 foi o ano da sua estreia no
Estoril, com um Simca Rallye 2. A primeira
vitória surgiu dois anos mais tarde (Rampa
da Serra da Estrela, Toyota Celica GT) e o
primeiro título seria conquistado em 77
(Campeão Nacional de Promoção). Em 82
levou para Vila Real o título de Campeão
do Grupo B1 no mesmo ano em que quase
conquistou o título no Grupo A2. Repetiu
o feito em 1985 (Grupo A BMW 635 CSI),
1990, 1991 e 1992 (Produção Nacional, BMW
325i). Venceu também no Troféu Toyota,
em 1983 (Starlet 1.3 S). A sua carreira foi
marcada pela forte ligação à BMW, es-
pecialmente com o 635 CSI, que levou às
vitórias inúmeras vezes e com que fez vá-
rias provas do Campeonato da Europa de
Turismo, tendo inclusive pilotado para a
Team Schnitzer no Estoril (diz-se que nos
treinos livres surpreendeu tudo com o seu sitivos que fez mais três ralis em terra e irmãos, onde poderemos encontrar a pro- GP de Madrid em 1958, com um Porsche
andamento mas em corrida não sentiu com um R11 Turbo, vencendo o campeo- va que o talento para a condução pode ser 356 A Super. Foi 8º nessa prova e o me-
o carro igual). Correu também no mítico nato de Grupo N. Continuou pelos ralis mas genético. Embora com uma carreira não lhor representante luso apesar da sua
Circuito da Guia (9º), mas no final da dé- parou durante 4 anos. Regressou numa tão vistosa quanto a de António, Carlos inexperiência. Foi na Taça de França que
cada de 90 passou a dar mais atenção à corrida do Troféu AX GTi, no último GP Rodrigues foi presença assídua nos cam- espantou o mundo, vencendo a corrida
carreira do seu filho, Manuel Pedro, com de F1 que houve em Portugal. Participou peonatos nacionais de ralis e velocidade debaixo de chuva, levando a melhor sobre
quem fez a última corrida numa prova também no último ano do troféu Clio e sempre ao volante de máquinas que ainda toda a concorrência, em condições difíceis.
do Open de Velocidade. O seu talento era no troféu Megane, onde dominou, assim hoje fazem suspirar quem as viu em ação, Voltou a vencer fora de portas, desta vez
reconhecido por todos, assim como a sua como no troféu Honda. Até que em 2006 especialmente com o Sierra RS500 que em Espanha (II Premio de Madrid), num
grande coragem, que apenas tinha com- juntou-se à Veloso Motorsport e iniciou estreou em 88, ano em que teve uma reta duelo com Paco Godia Sales e os restantes
paração com a sua educação e humildade, a sua carreira no estrangeiro. Fez a Seat final notável que fez dele um dos pilotos pilotos espanhóis, que fizeram questão de
aliada a uma certa timidez, características Leon SuperCopa, uma competição onde a ter em conta no ano seguinte, algo que dificultar a vida ao piloto luso. Na prova de
que definem na perfeição o seu filho, que teve o famoso acidente em Brands Hatch. infelizmente não se concretizou. Travou do II GP de Portugal, Barros voltou a mos-
nos últimos anos levou de novo o nome Assim como nas restantes categorias grandes lutas com vários dos presentes trar um talento superior e venceu a Taça
Manuel Fernandes onde merece estar… teve sucesso no PTCC (o primeiro piloto nesta lista. SNI, uma prova de suporte do evento. Nos
aos grandes palcos do automobilismo a vencer uma prova neste campeonato) anos 60/70 apostou nos monolugares,
europeu e mundial. e em 2010 fez corridas em GT e no Troféu ANTÓNIO BARROS alinhando na Formula V e Formula Ford
Abarth, passando por fim pelos TCR em A fechar o top, António Barros. A entra- (Vice-Campeão em ambas as categorias).
FRANCISCO CARVALHO 2016. São quase 30 anos de corridas nas da no mundo das corridas deu-se por Em 78 regressou às Rampas e conquis-
Ainda no interior do país, mas agora um mais variadas categorias sempre com influência do irmão Abílio, que em 1952 tou nove vitórias (2º na geral) com o Opel
pouco mais abaixo, encontramos o oita- um denominador comum… as vitórias e comprou um automóvel de competição, Commodore GS/E. 79 e 80 foram anos de
vo piloto deste top, Francisco Carvalho. a velocidade. o qual viria a usar dois anos depois em ouro, com o título nos grupos 2 / 5 em 79 e
Aprendeu os primeiros truques de con- provas de perícia que iam surgindo. A o título no Agrupamento B2, ambos com o
dução nas estradas da Guarda (onde nas- CARLOS RODRIGUES sua estreia oficial foi no Rallye de Aveiro Aurora – Porsche. A prova do seu enorme
ceu em 1963) para Coimbra. Em 88 deu nas O segundo representante da família com um Fiat 1100, que lhe permitiu subir talento foram as 15 vitórias em 20 provas
vistas no Projeto Iniciados de Ralis, tendo Rodrigues deste top é o Carlos, irmão do ao 3º posto. Manteve-se nos ralis durante nesse biénio. António Barros foi um dos
sido seleccionado por Bento Amaral e José “Toni”. O nono mais votado poderá ser quatro anos mas seguiu para a velocidade, nomes mais respeitados pelo seu talen-
Pedro Borges. Os resultados foram tão po- um caso de estudo, juntamente com os o seu grande desejo, e inscreveu-se no V to, coragem e postura em competição.

40

anos >> aut osport.p t 21










CRÓNICA

FILIPE PINTO MESQUITA
JORNALIS T A















TUDO MUDOU… MENOS AS EMOÇÕES!


São 6h17m. Lá fora, uma ligeira brisa no fosse uns quaisquer!). Não há nada como muitas vidas entre pilotos e espetadores, segundo a menos que conseguiram, na luta
início de novembro não é ainda suficiente a nossa própria “memorioteca”, mesmo na mas retirou à modalidade uma boa parte contra o cronómetro, numa pista.
para acordar o mundo e ‘abrir os olhos’ ao era da “YouTubeeca”, onde o passado fica à da imprevisibilidade que lhe sustenta a Não sou ninguém, eu sei. Mas tive o privilégio
Sol. Mas, de repente, imprevisível e com distância de um click. emoção. Não é um desporto melhor ou de viver essa fantástica viagem ao longo
desnorte, uma rajada sacode o vidro da Sem filtros e deixando vaguear a memória pior. É simplesmente diferente. Olhando de quase quatro décadas e, muitas vezes,
janela onde procurava inspiração. Depois ao sabor do vento que continua, de vez para trás, podem chamar “meninos” aos num lugar especialmente favorecido. Ora,
outra… e outra e ainda outra. Em poucos em quando, a abanar à janela, recuo até pilotos de hoje porque não correm quando atrás de um teclado, a revisitar o passado
segundos, o dia acorda sobressaltado, à primeira parte da década de 80, onde o chove demasiado, porque não põe um pé e a conhecer e conviver com os grandes
servindo-me de faísca de ignição para imponente BMW M1 de António Taveira era fora da linha, por isto e por aquilo, mas nomes da história do automobilismo, ora na
ligar o motor das memórias dos últimos rei e senhor no Circuito de Vila do Conde, greves de pilotos de F1 e até no WRC bacquet do lado direito de um carro por eles
40 anos do desporto automóvel. Bem, com no mesmo palco onde, alguns anos antes, também as houve e não foi por isso que o guiado, ora ainda, menos vezes, por detrás
43 anos, não posso dizer que me lembre um “miúdo” desconhecido chamado “Ni desporto automóvel deixou de singrar e de um dos seus volantes, tentando perceber
de como foi o Campeonato do Mundo Amorim”, num “assanhado” Ford Escort, arrastar multidões. É, aliás, no entusiamo o que sentiam quando preenchiam páginas
de F1 de 1977! Nessa altura, para mim, o se batia de igual para igual com um bem de quem vive este desporto que reside e páginas do desporto automóvel. Em todas
mais importante campeonato de quatro mais potente Porsche preto do veterano a sua essência. É na capacidade de se as vertentes, assisti à magnífica evolução
rodas era o que se disputava à volta da Robert Giannone, muito antes de sonhar transformar em “fábrica de ídolos”, como deste desporto, a que se augura um futuro
sala de jantar, num pequeno e arcaico que um dia se ia sentar na cadeira da aconteceu, ao longo de quatro décadas, “eletricamente” mais racional nos próximos
quadriciclo azul e amarelo, como se de um presidência da FPAK e guiar os destinos que se vê a sua força. Villeneuve, Senna, 40 anos, mas não necessariamente com
Grande Prémio se tratasse, e onde, claro, do automobilismo nacional. No mesmo Prost, Schumacher, Hamilton, Vettel ou menos emoções. Talvez, daqui a 40 anos,
sozinho… eu era sempre o vencedor! O Niki palco, onde não me esqueço de António Alen, Röhrl, Ragnotti, Toivonen, Loeb e ainda possa escrever que afinal as coisas
Lauda que ficasse lá com o seu título no Rodrigues a guiar com uma precisão e Ogier foram muito mais do que brilhantes não mudaram assim tanto. Talvez, nessa
“campeonato dos grandes”! mestria indescritíveis o Lancia 037 ou pilotos. Foram ou ainda são inspiradores altura, se me sentar ao lado de um piloto
O tempo voou. E a minha memória do seu irmão, Carlos, a fazer um pião na de gerações inteiras, ajudando a manter profissional num carro de topo, branco, ainda
também. Mas há pedaços de história volta de aquecimento nos “SS” do Jardim viva a chama da paixão, da mesma forma saia de lá com a mesma cor do carro, como
que ficaram. Colados, aqui e ali, podem e a deixar passar, propositadamente, que marcas lendárias como a Ferrari, aconteceu em 1998, em Arganil, quando, na
não ser o retrato exaustivo e repositório todo resto do pelotão, só para levantar a Porsche, McLaren, Williams, Lotus, minha estreia como co-piloto de ocasião,
fiel das últimas quatro décadas do bancada com uma monumental ovação Mercedes ou Lancia, Audi, Toyota, Subaru, Mark Higgins levou ao limite o Nissan Almera
desporto apaixonante que todos nos quando fez a traseira do Porsche 911 Citroën e Volkswagen souberam fazer Kit-Car e também o meu coração! Por muito
habituámos a viver intensamente, mas, rodopiar novamente só porque… sim! No do automobilismo muito mais do que que este desporto evolua, há sensações que
por serem nossos, por nos dizerem tanto, tempo em que os trações traseira ditavam um mero instrumento de marketing e nunca deixará de proporcionar!
por nos permitirem pilotar a “máquina lei, os turbos davam os primeiros passos e vendas, criando, com os aficionados, laços São 08h22m e o vento voltou a sossegar!
do tempo” são verdadeiras relíquias do os pilotos não tinham ajudas eletrónicas. emocionais que se prolongarão para o Pretexto ideal para voltar para a cama e
conhecimento e, em último reduto, têm um No tempo em só havia duas maneiras de resto da vida. A prová-lo está o turbilhão sonhar.
valor incomensuravelmente maior do que andar: a fundo e… a fundo! Era o tempo de memórias que deixaram, fosse por Sonhar que estacionei o quadriciclo azul e
qualquer livro de história sobre os últimos em que a bandeira vermelha substituía cobrirem de pó o espetador a cada uma amarelo junto ao pódio e que festejo mais
40 anos do automobilismo escrito por “um o “safety car” em pista, por tudo e por das suas passagens nas classificativas uma vitória no “GP Volta à Mesa”, com o
qualquer” ???? , Luís Vasconcelos, Martin nada, em nome de uma obsessão pela de terra, fosse pela adrenalina que pobre Niki Lauda a “castigar-me” com o olhar
Holmes ou Michel Lizin (como se eles segurança, que, é certo, permitiu poupar lhes causaram com aquele milésimo de por ter apenas conseguido o segundo lugar!

V/ 1º

22








INTERNA CIONAL - P IL O T OS










































TOP 10 MELHORES PILOTOS DOS 40 ANOS DO AUTOSPORT a sua melhor temporada nas corridas
de Turismo, arrastando consigo o en-
HERÓIS DAS PISTAS media, mesmo num ano particular-
tusiasmo dos adeptos nacionais e dos
mente delicado para o WTCC.
Mesmo depois da passagem pela
Fórmula 1, em que guarda como me-
lhor memória o único pódio alguma vez
obtido por um português no “Grande
Portugal sempre teve, e continua a ter, boas presenças no competitivo 'mundo' das ‘corridas lá Circo”, o piloto do Porto sempre sou-
fora’, e as preferências dos leitores foram para os pilotos que passaram pela F1 be cuidar da sua imagem excecional-
mente, conseguindo entrar na comu-
nicação social não especializada como
poucos companheiros de profissão.
Apesar de nunca ter conquistado um
campeonato na sua carreira, o primei-
Sérgio Fonseca para trás, mas continua hoje a merecer cer a 24 Horas de Le Mans, triunfou ro piloto português a vencer a Corrida
[email protected] o reconhecimento por ter construído no Le Mans Series, ora com o LMP1 da da Guia do Grande Prémio de Macau, e
“ enho cara de miúdo mas da a carreira de maior sucesso de um tou grandes construtores nesta cami- by Nissan e do Campeonato Francês
Peugeot, ora na classe GT1, e represen-
que foi vice-campeão das World Series
o que será unanimemente considera-
nhada, como a Aston Martin, BMW,
de F3, é uma cara conhecida dos por-
de carros percebo eu” –
piloto de automobilismo em Portugal.
tugueses e altamente respeitado fora
Encerrado o capítulo da Fórmula 1 com
lembra-se de quem dizia
Chrysler, Mercedes-Benz, Peugeot ou
isto num anúncio de te-
de portas nos círculos do automobilis-
a Porsche. Vinte anos depois, aos 45
aquele ponto alcançado no Grande
levisão? É muito prová-
neste ranking não pode ser conside-
T vel que sim. Duas décadas
mento alto, o primeiro de um piloto
buindo à legião de fãs que ainda reúne
passaram e Pedro Lamy continua Prémio da Austrália de 1995 como mo- anos, Lamy ainda está no topo, retri- mo internacional. A segunda posição
rada uma surpresa.
com os resultados que nos habituou,
português na disciplina máxima do
a ser o favorito dos portugueses. desporto automóvel, Lamy mante- representando um construtor e lutan- Nem uma temporada para esquecer,
O piloto da Aldeia Galega que um dia ve-se a competir ao mais alto nível. do por um título num Campeonato do sem culpa própria, a bem da verda-
colou o país à televisão a torcer por Recordista de vitórias nas 24 Horas Mundo FIA. de, no Campeonato FIA de Fórmula
ele, como dificilmente voltaremos a de Nürburgring, Lamy fez-nos sonhar Até ao terrível acidente do mês de se- E, afastou os portugueses de António
assistir, há muito deixou a Fórmula 1 que era possível um português ven- tembro, Tiago Monteiro estava a fazer Félix da Costa. Este terceiro lugar pro-

40

anos >> aut osport.p t 23








T/ T OP 10 redes sociais.
João Barbosa foi um surpreendente
quarto classificado nesta classifica-
ção, pois nem sempre os resultados
1 PEDRO LAMY do piloto de Rebordosa fizeram notí-
2 TIAGO MONTEIRO cia cá dentro.
3 ANTÓNIO FÉLIX DA COSTA Vice-campeão de Itália de F3 e cam-
4 JOÃO BARBOSA peão da Fórmula Alfa Boxer, Barbosa
foi o primeiro luso a vingar nos
5 FILIPE ALBUQUERQUE “States”, terra que o adoptou e onde
6 ÁLVARO PARENTE atualmente reside.
7 PEDRO MATOS CHAVES Depois uma passagem pela Fórmula
8 NI AMORIM Atlantic, Barbosa deu nas vistas nas
9 MIGUEL RAMOS quatro temporadas em que esteve ao
10 MANUEL GIÃO serviço da Mosler e que haveria de se
traduzir numa relação produtiva com
a equipa inglesa Rollcentre Racing.
Regressou aos EUA pelas mãos da
Brumos e entrou para a Action Express
Racing da família France, os donos da
NASCAR, em 2010, tendo por lá ficado
até hoje. Barbosa subiu ao lugar mais
2º alto do pódio nas 24 Horas de Daytona,
venceu também as 12 Horas de Sebring
e conquistou por duas vezes o cam-
peonato de resistência mais impor-
tante em terras do “Tio Sam”.
Filipe Albuquerque fecha o “Top-5”. O
primeiro português a fazer parte das
fileiras do Red Bull Junior Team venceu
a super-competitiva Eurocup Fórmula
Renault em 2006, celebrou o primeiro
triunfo de Portugal no defunto A1 GP
e competiu no DTM com a Audi, mas
foi nas corridas de resistência que ar-
rebatou o coração dos portugueses.
O piloto de Coimbra fez parte do projeto
LMP1 do construtor de Ingolstadt, mas
foi na categoria LMP2 do European Le
Mans Series que se afirmou na “en-
durance” e por três vezes – duas no
Estoril e uma no Algarve – viu fugir-
-lhe o título por entre as mãos, mas
nunca perdeu o apoio dos sempre exi-
gentes admiradores lusitanos. Os bons
resultados na Europa levaram-no ao
outro lado do Atlântico, à conquista do
“American Dream”, onde com a Action
que foi o único piloto luso a vencer o 3º Express Racing ficou em segundo nas
24 Horas de Daytona, venceu a Taça
va que os portugueses ilibam aquele
prepara para a sua primeira tempora-
Grande Prémio de Macau de Fórmula 3 Norte-Americana de resistência e se
por duas ocasiões. A última esperança da completa em 2018, fazendo equipa
de Portugal voltar a ter um piloto na com Barbosa.
Fórmula 1 saiu da esfera da Red Bull Depois de Pedro Lamy, Álvaro Parente
para estar à “mercê” da BMW. é o piloto português com mais títulos
Depois de uma passagem com altos internacionais.
e baixos pelo DTM, o construtor ger- O piloto do Porto, que foi lançado pelo
mânico quis que o piloto da linha de projeto Team Portugal de Luís Vicente,
Cascais fosse o seu piloto de eleição venceu praticamente em todas as ca-
na competição de carros elétricos que, tegorias por onde passou. Pelo ca-
apesar de estar na moda, ainda não minho conquistou campeonatos de
convenceu o mais tradicional adepto topo, como o Britânico de Fórmula 3 e
de desportos motorizados. as World Series by Renault, e ficou à
A popularidade de AFC é facilmente porta da Fórmula 1 já depois de ter um
autenticada pelo facto de ser o piloto contrato na mão. Nos GT, e ao servi-
português com mais seguidores nas ço da McLaren GT desde 2011, o piloto

v/INTERNA CIONAL - P IL O T OS
24



nortenho foi campeão no International
GT Open e no Pirelli World Challenge.
Ao contrário de outros compatriotas,
Parente sempre manteve uma atitude
bastante “low profile”, nunca expondo
a sua vida privada e limitando a sua
presença nas redes sociais às suas
atividades desportivas, e talvez essa
seja a única razão porque não ficou
mais acima na nossa votação.
Há muito afastado das pistas, Pedro
Matos Chaves continua a ser muito
acarinhado pelos adeptos portugue-
ses. Aquele que foi o primeiro piloto
português da era moderna que este-
ve às portas dos Grandes Prémios foi
campeão britânico de Fórmula 3000
e o primeiro piloto luso a vencer uma
corrida nos EUA, no seu périplo pela
Indy Lights, naquela que é a vitória
que o portuense recorda como a mais
marcante da sua carreira.
Os dois títulos de campeão nacional
de ralis aproximaram-no ainda mais
dos fãs portugueses e deixam para
segundo plano o título de campeão
espanhol de GT, com um Saleen S7-R,
carro que o levaria a competir nas 24
Horas de Le Mans e no FIA-GT antes
se despedir das pistas.
Na posição seguinte ficou outro pilo-
to da mesma geração, Ni Amorim. O
atual presidente da FPAK construiu a
sua carreira nas competições nacio-
nais, onde colecionou títulos dentro
de portas para depois dar o salto para
fora, e com ele, os portugueses tiveram
por quem torcer nos mais importan-
tes palcos do automobilismo mundial.
Numa carreira rica em sucessos,
Ni Amorim foi dos primeiros pilo-
tos portugueses a representar equi-
pas oficiais, primeiro nas corridas de -fronteiras, gozando de especial repu-
Turismo, tendo sido piloto de fábrica tação em Espanha.
da Mercedes AMG na Corrida da Guia No país vizinho, Gião conquistou um
do Grande Prémio de Macau e da Opel campeonato de GT, foi vice-campeão
no CET e no DTM. por quatro ocasiões, para além de ter
Depois, nas corridas de GT conduziu sido vice-campeão de Fórmula 3. O
os Chrysler Viper oficiais, para além vasto currículo internacional do cam-
do protótipo da marca norte-ameri- peão nacional de Fórmula Ford de 1999
cana nas 24 Horas de Le Mans. conta ainda com um cetro conquistado
Com um currículo invejável, onde ainda na Super Fórmula em Itália, vice-cam-
se destaca a vitória na classe Cup do penatos na Fórmula Opel-Lotus, Euro
Campeonato Britânico de GT, um vice- Open Nissan e SEAT Eurocup.
-campeonato de Espanha de GT, subi- Como qualquer ranking desta nature-
das ao pódio nas 24 horas de Daytona, za, vale o que vale, e este não é exce-
o piloto portuense foi um dos pioneiros ção. No entanto, é mostrado acima de
a representar Portugal no estrangeiro tudo quais são os pilotos de velocidade
de uma forma regular - disciplinas de mais próximos dos aficionados portu-
monolugares à parte - desbravando Com mais de meia centena de vitórias B09/60 LMP1 com as cores da Gulf. gueses, relegando os resultados e as
caminho para as gerações seguintes. no seu percurso, Ramos conta com um Last but not least, a encerrar o nosso performances para um segundo plano.
Miguel Ramos é o único “Gentleman dos mais ricos currículos de um piloto Top-10 ficou o piloto português que um Esta será talvez a única justificação
Driver” na lista e não é por acaso. “não-profissional” a nível europeu. dia ombreou com Fernando Alonso e plausível para não entrarem nos nos-
O engenheiro mecânico de profissão Ao mesmo tempo, o piloto de Vila Nova só perdeu na secretaria. sos “10 primeiros” pilotos como André
tem sido presença assídua nos prin- de Gaia conduziu na sua carreira al- Com trinta e três anos de carreira e Couto, vice-campeão do Super GT e
cipais campeonatos de GT e resistên- guns dos carros mais icónicos das pro- agora focado nas provas nacionais, campeão da categoria GT300, ou Rui
cia na última década, tendo inclusive vas de endurance da última década, o nome de Manuel Gião confunde-se Águas, vencedor, entre muitas coi-
sido campeão de Espanha, de Itália e como o Maserati MC12 da Vitaphone ainda assim com a presença portu- sas, da categoria GTE-Am do WEC o
do International GT Open. Racing Team ou o Lola-Aston Martin guesa nas provas de velocidade além- ano transato.

WRX/ >> aut osport.p t 25











RALICROSS - ÁFRIC A DO SUL






O novo Campeão do
Mundo entrou na
história ao vencer
a primeira prova do
Mundial de Ralicross
disputada em África.
Timmy Hansen fez a
sua melhor exibição
do ano mas teve de
se contentar com o
segundo lugar. Mattias
Ekström foi terceiro,
batendo o seu rival,
Petter Solberg, e
garantindo assim o
Vice-Campeonato
KRISTOFFERSSON FECHA




COM CHAVE DE OURO







Duarte Mesquita KEN BLOCK AINDA SONHOU o norte-americano seria depois desqualificado
[email protected] A segunda Meia-final foi muito movimentada no por apresentar um peso abaixo do mínimo regu-
arranque, com toques q.b., acabando por obrigar lamentar, em resultado da perda de imensas peças
hegados à Cidade do Cabo o título de 2017 à desistência de Kevin Eriksson e prejudicando da carroçaria durante a corrida. Kevin Hansen era
já estava concedido a Kristoffersson mas a Sébastien Loeb, que furou. Timmy Hansen seria o assim promovido a terceiro e qualificava-se para
batalha ainda estava em aberto pelo Vice- vencedor, na frente de Block e Timo Scheider, mas a Final. A última corrida da temporada voltou a ser
Campeonato, com Solberg e Ekström sepa- marcada por mais um show de condução por parte
rados por um único ponto. No primeiro dia de Kristoffersson, que esteve uma vez mais irre-
Capós a disputa das Q1 e Q2, Ken Block era preensível, liderando do início até à bandeirada de
o surpreendente líder, sentindo-se à vontade com C/ xadrez. Timmy Hansen deu tudo por tudo, termi-
um Ford Focus RS RX com muito boa tração e bem CLA SSIFIC A Ç Ã O nando muito próximo da traseira do Polo e subindo
adaptado ao traçado sul-africano. No dia de domingo assim ao segundo lugar do pódio. Na disputa pelo
disputavam-se as Q3 e Q4, com tempos mais rápidos Vice-Campeonato foi Ekström quem sorriu no fi-
para Kristoffersson e Timmy Hansen, que ficavam CL PILOTO CARRO TEMPO nal, defendendo bem a sua posição dos ataques do
VW POLO GTI RX
JOHAN KRISTOFFERSSON

6 VOLTAS
assim com os dois primeiros lugares da classifica- EM 4M23,751S rival Solberg. Kristoffersson fez um balanço após
ção intermédia. Na primeira Meia-final Kristoffersson 2º TIMMY HANSEN PEUGEOT 208 WRX A 0,918S a subida ao pódio: “Esta temporada foi incrível, não
partilhava a primeira linha com Ekström, Andreas 3º MATTIAS EKSTRÖM AUDI S1 QUATTRO A 2,951S posso acreditar no que conseguimos. Novamente,
Bakkerud a segunda linha com Solberg, estando 4º PETTER SOLBERG VW POLO GTI RX A 3,417S tenho que agradecer ao proprietário da equipa PSRX
Janis Baumanis e Topi Heikkinen na última linha. 5º TIMO SCHEIDER FORD FIESTA RXS A 5,438S Volkswagen, Petter Solberg, e a todos os seus mem-
Kristoffersson liderou sobre Ekström do início até à 6º KEVIN HANSEN PEUGEOT 208 WRX A 6 VOLTAS bros. Juntos, conseguimos ser fortes durante todo
última volta, optando ambos por efetuar a joker-lap VOLTA MAIS RÁPIDA: TIMMY HANSEN (PEUGEOT) EM 42,044S o ano. Antes da temporada pensei que era possível
só nesse momento. Kristoffersson pareceu estar a ter estes resultados mas vivê-los depois na reali-
diminuir o andamento e a tapar Ekström na tentati- CAMPEONATO PILOTOS dade é inacreditável. Esta é uma maneira fantástica
va de favorecer Solberg, mas o sueco do Audi decidiu 1º JOHAN KRISTOFFERSSON (VW) 316 PONTOS de terminar a temporada, a sétima vitória significa
2º MATTIAS EKSTROM (AUDI) 255
atacar a posição de Kristoffersson por fora, embaten- 3º PETTER SOLBERG (VW) 252 que tenho mais de 50% das vitórias, não foi um ano
do primeiro no Polo de Solberg e logo imediatamente 4º SÉBASTIEN LOEB (PEUGEOT) 214 nada mau!” O Campeonato Mundial de Ralicross
no outro Polo, o que lhe quase fez perder o controlo do 5º TIMMY HANSEN (PEUGEOT) 201 entra agora na silly season e promete voltar tão ou
Audi, mas, mesmo assim, garantir o segundo lugar. No 6º ANDREAS BAKKERUD (FORD) 194 mais espetacular em 2018, com Barcelona a abrir as
entanto, os comissários desportivos decidiram dar a 7º TOPI HEIKKINEN (AUDI) 125 hostilidades a meados de abril e Montalegre a rece-
Ekström uma “penalização de uma posição” por ter 8º KEVIN HANSEN (PEUGEOT) 115 ber a caravana a 28 e 29 do mesmo mês.
ultrapassado os limites da pista. PRÓXIMA PROVA: BARCELONA (ESPANHA) A 14 E 15 DE ABRIL DE 2018 Guarde já a data na sua agenda.

V/ FORD GT40 COMO

26

HISTORIC ENDURANCE



NOS VELHOS TEMPOS
ES T ORIL RA CING FES TIV AL






Terminou com um excelente bem mais rápido. Por exemplo, Michiel
leque de corridas a velocidade Campagne, com o seu impressionan-
nacional em 2017. No Estoril te Corvette Grand Sport, Jesus Fuster,
Racing Festival assistimos a no Porsche 911 RS 3.0, e Pedro Bastos
um conjunto de competições Rezende, em modelo igual, saltaram
muito interessantes, com para a frente. Foi entre este trio que
grandes lutas em pista, num se discutiu a liderança da corrida até
programa em que a corrida à paragem nas boxes. Os Porsche bem
de 250 Km do Iberian Historic se chegavam na parte interior do cir-
Endurance foi o prato forte cuito, mas na reta, o Corvette ‘voava’.
Com a troca de pilotos, o espanhol
Fuster consolidou o primeiro lugar.
Apesar de tudo, os cinco segundos
de margem não o deixavam respirar.
E isso foi evidente quando Paul Daniels
e Carlos Barbot se aproximaram e co-
meçaram a fazer mais pressão. Esta
tornou-se impossível de controlar e
o inglês passou para a frente. A partir
daí, a situação parecia estabilizada até
que, a dez minutos do final de uma cor-
rida de duas horas, Frank Stippler foi
levando paulatinamente o Ford GT40
até à liderança da corrida, que defen-
deria até à bandeira de xadrez.
Allen Tice e Chris Conoley juntaram
um prestigiante oitavo lugar de uma
hipotética classificação geral à vitória,
com o seu Marcos 1800, no Index de
Performance: “Não podíamos fechar a
época de uma maneira melhor e mais in-
teressante. A corrida foi sublime. Numa
competição em que se procura reviver
o que de melhor a competição já teve e
em que os pilotos se divertem muito, as-
José Luís Abreu e Rodrigo Fernandes ao longo dos 250 Km da corrida. cos modelos em pista, acabando por sistimos a uma corrida espetacular. Era
[email protected] Georg Nolte e Frank Stippler foram os ser o que mais brilhou. Foi com o po- difícil pedir mais. Houve muitas mudan-
FOTOGRAFIA Rui Reis primeiros a ver a bandeira de xadrez, deroso carro norte-americano que a ças de líder, intensas discussões pelas
e nem sequer foram eles os principais dupla alemã triunfou e venceu a ca- posições, mas sempre com um enorme
oram vários os pontos de inte- protagonistas na fase inicial da corri- tegoria H65-GTP, mas não foi fácil... fair-play entre todos. Terminámos 2017
resse do último fim de semana da. Mas a resistência é assim mesmo, Apesar de ter saído da pole-position, o com a satisfação plena e acreditamos,
no Estoril. As corridas da Super baralha-se, volta-se a dar, e no fim é Ford GT40 depressa começou a afun- ainda mais, que 2018 tem tudo para ser
7 by KIA prenderam o pouco que se fazem as contas. dar-se na classificação, pois na longa ainda melhor”, afirmou Diogo Ferrão, lí-
público, devido ao número de O Ford GT40 foi um dos muitos icóni- reta do Estoril havia quem estivesse der da Race Ready que organiza o Iberian
F carros em pista e às constan- Historic Endurance.
tes lutas a que se assistiu, o mesmo se A corrida principal foi muito interes-
passando na Fórmula Ford, apesar do sante de seguir. As restantes tiveram
homens do CSS Group 1b contribuíram C/ CLA SSIFIC A Ç Ã O também muito interesse em termos
menor número de carros. Também os
globais e só foi pena que o público não
bem para o espetáculo, bem como os tenha marcado presença em maior nú-
pequenos Mini do Troféu, sempre mui- 1 GEORG NOLTE/FRANK STIPPLER GT40 H-65 2:02:10.088 mero, pois no autódromo nada faltou:
to aguerridos nas disputas em pista. 2 PAUL DANIELS PORSCHE CARRERA RS H-1976 +8.134 bom tempo, ‘comes e bebes’, diver-
Mas foram os 250 Km do Estoril, a 3 MICHIEL CAMPAGNE/FRITS CAMPAGNE CORVETTE GRAND SPORT H-6 A 1 VOLTA sões para as crianças, carros muito
derradeira prova do Iberian Historic 4 PEDRO BASTOS REZENDE/MIGUEL PAIS DO AMARAL PORSCHE 911 3.0 RS H-1976 A 1 VOLTA interessantes para ver, boa acessi-
Endurance, o destaque do fim de se- 5 JESUS FUSTER/ALFREDO MARTINEZ PORSCHE 911 3.0 RS H-1976 A 1 VOLTA bilidade ao paddock e às boxes, po-
A 2 VOLTAS
6 CARLOS BARBOT/PEDRO MATOS CARLOS BARBOT
FORD ESCORT MK4
H-65
mana, com uma panóplia incrível de 7 HIPÓLITO PIRES/TIAGO RAPOSO MAGALHÃES FORD MUSTANG H-1965 A 2 VOLTAS dendo-se ver o trabalho que ia sendo
grandes carros de competição em pis- 8 ALLEN TICE/CHRIS CONOLEY MARCOS 1800 H-1965 A 2 VOLTAS feito sem grandes restrições. Portanto,
ta. E a corrida foi de bom nível, com 9 MIGUEL FERREIRA/FRANCISCO CARVALHO FORD ESCORT RS 1600 H-1971 A 2 VOLTAS para quem gosta de automóveis e não
inúmeras lutas por posições em pista 10 ANTONIO GUTIÉRREZ PORSCHE 911 ST H-1971 A 3 VOLTAS foi ao Estoril, para o ano há mais…

>> aut osport.p t
27



























SUPER 7 BY KIA

QUATRO VENCEDORES





EM CINCO CORRIDAS







As corridas do Super 7 by Kia foram mais uma vez muito animadas. Rodrigo Galveias foi o grande destaque
José Carlos Pires triunfou nos 420R a solo, Hugo Araújo é Campeão do fim de semana. O piloto foi o mais rá-
por equipas. José João Magalhães e Rodrigo Galveias são os nomes pido durante o fim de semana, garantin-
maiores entre os 1600 do a pole position para ambas as corridas.
Contudo, logo na primeira volta da primei-
s Super 7 by Kia chegaram ao ra corrida, caiu para a última posição. A
Estoril prontos a fazer cinco partir daí foi um espetáculo à parte, que
corridas, três para a catego- ainda colocou o piloto na segunda posição
ria 420R e duas para os 1600. entre os portugueses. Na segunda corri-
Todos os títulos estavam, ainda, da, o piloto português venceu e garantiu,
Opor atribuir e as lutas em pista assim, o título Business. Destaque ainda
mostraram que esta é uma competição para Miguel Couceiro, que terminou as
com um elevado nível entre vários pilotos, duas corridas no pódio, sendo terceiro e
com muitos a passarem pelas primeiras segundo, respetivamente.
posições. Para abrilhantar ainda mais o Tiago Raposo Magalhães, da organi-
último fim de semana da época, vários zação do Super 7 by Kia, enalteceu a
pilotos britânicos compareceram, tota- forma correta como todas as corridas
lizando uma lista de quase 60 inscritos se realizaram: “Era difícil ter um fim
entre as duas categorias. de semana tão positivo para fechar a
Os 420R, categoria que começou este ano temporada. No ano em que voltámos a
no nosso país, disputou três corridas com ter uma época em cheio, não podíamos
40 minutos cada. Phil Jenkins foi o melhor pedir muito mais. As jornadas extra
piloto, ao vencer as três corridas, ainda correram muito bem. Abrimos a fase a
que, na primeira, aproveitando a penali- foi o vencedor. O piloto de Braga chegou gadas de incerteza durante os 60 minu- pontuar com o regresso ao icónico cir-
zação imposta ao vencedor na pista. Nas a vencer a primeira corrida, mas foi pe- tos de cada corrida. José João Magalhães cuito citadino de Vila Real. As últimas,
contas lusas, Ricardo Leitão e José Carlos nalizado, não perdendo, no entanto, as garantiu o título logo na primeira corrida, e já tradicionais, jornadas de Jerez e do
Pires eram os candidatos à vitória. Leitão hipóteses de chegar ao título, objetivo após desistência de Sérgio e David Saraiva, Algarve foram fantásticas e fechámos,
esteve melhor nas duas primeiras corri- que conseguiu logo na corrida seguinte, devido ao facto de o motor se ter partido. no Estoril, com cinco corridas bastante
das, vencendo ambas, a nível português, quando Gonçalo Inácio e Paulo Macedo O piloto com o carro nº 21 garantiu a vitó- interessantes e cheias de incidências.
e deixando Pires na segunda posição. Na desistiram por acidente. Araújo, que faz ria na primeira corrida apenas na última Sentimos a necessidade de separar as
última corrida, foi Pires quem levou a me- dupla com Nuno Santos, foi sempre muito volta, revelando a competitividade que duas categorias devido ao elevado nú-
lhor, ao vencer, deixando Leitão a mais rápido, garantindo sempre o pódio, excep- se viu em pista. mero de inscritos. Foi uma aposta ga-
de 3 segundos. Resultados suficientes to na primeira corrida, devido à penaliza- Na segunda corrida o piloto de Guimarães nha. Agora vamos continuar o trabalho
para garantir a vitória entre os 420R na ção supracitada. foi forçado a abandonar quando seguia em desenvolvido neste troféu que, ao fim de
categoria Solo. Nos 1600 também existiu muita anima- terceiro, depois de ter estado na liderança nove anos, continua a crescer”, afirmou
Na categoria por equipas Hugo Araújo ção e corridas muito disputadas, carre- durante algumas voltas. o membro da organização.

V/VEL OCID ADE
28
ES T ORIL RA CING FES TIVAL

TROFÉU MINI PORTUGAL

RUI COSTA




CAMPEÃO












Troféu Mini Portugal teve, no C/
último fim de semana, o final CLA SSIFIC A Ç Ã O
da sua primeira temporada,
que culminou com o título de
Rui Costa, com Duarte Aguiar 1ª CORRIDA
O a vencer as duas corridas. 1 LUIS SEPÚLVEDA/DUARTE AGUIAR/NUNO VINAGRE/ANDRÉ MARQUES 22:05.364
2 RUI COSTA
+0.141
Foram 10 os Mini presentes no Estoril 3 NUNO SANTOS/MANUEL CABICA/HUGO ARAUJO/DANIEL ESTEVES +2.785S
Racing Festival. Pela primeira vez cor- 4 FRANCISCO ALBUQUERQUE/FRANCISCO GUEDES FRANCISCO ALBUQUERQUE +3.183S
reram ‘emanacipados’ do CSS Group 1b. 5 FERNANDO SOARES/ANTÓNIO MACHADO/HUGO MESTRE/MÁRIO MARCÃO +6.039S
Rui Costa chegou ao Estoril na liderança 2ª CORRIDA
do Troféu, com três pontos de vantagem 1 LUIS SEPÚLVEDA/DUARTE AGUIAR/NUNO VINAGRE/ANDRÉ MARQUES 22:10.889S
2 FRANCISCO ALBUQUERQUE/FRANCISCO GUEDES FRANCISCO ALBUQUERQUE +0.086S
sobre Francisco Formosinho Sanchez, 3 RUI COSTA +0.321S
quando ainda estavam em disputa 40 4 FERNANDO SOARES/ANTÓNIO MACHADO/HUGO MESTRE/MÁRIO MARCÃO +0.815S
pontos. 5 FRANCISCO FORMOSINHO SANCHEZ FRANCISCO FORMOSINHO SANCHEZ +0.937S
Duarte Aguiar venceu as duas corridas
disputadas no fim de semana. O piloto do
carro número 11 foi o mais rápido, con- Portugal. O piloto do Mini 55 nunca quis tivo era ser o primeiro vencedor do Troféu e tem crescido. O formato das corridas e a
tando, na primeira corrida, com a oposi- arriscar, tendo passado pela liderança, Mini Portugal”, disse o campeão, antes de forma como é possível correr com estes
ção de Rui Costa até ao final. Na segunda mas preferindo assegurar uma posi- anunciar que em 2018 não estaria pre- carros tão especiais criam um modelo de
corrida, a vitória foi um pouco mais fácil, ção que lhe permitisse chegar ao ob- sente na competição “Para o ano não vou sucesso. A política de custos controlados
mas sem nunca ter descanso. jetivo. Francisco Formosinho Sanchez participar no campeonato, mas irei fazer e o equilíbrio entre os Mini potenciam o
Apesar de não ter ganhado nenhuma terminou em sexto e quinto, nas duas uma ou outra corrida; vou continuar en- espetáculo nas corridas. Este ano, o nú-
corrida, o pódio nas duas corridas foi corridas, nunca conseguindo disputar volvido para ajudar este Troféu a ser cada mero de inscritos esteve sempre a cres-
suficiente para Rui Costa assegurar o as posições cimeiras. vez melhor”, disse Rui Costa. cer e, em 2018, irá continuar”, disse Diogo
título na primeira edição Troféu Mini “Optei por jogar à defensiva e o meu obje- “O Troféu Mini Portugal nasceu este ano Ferrão. RODRIGO FERNANDES

FÓRMULA FORD PORTUGAL TÍTULO PARA MIGUEL MATOS




Miguel Matos é o novo campeão da Fórmula comando, conseguindo mais uma vitória
Ford Portugal. O piloto de Guimarães assegurou confortável no Estoril. Com estas duas vitórias
o título logo na primeira corrida do fim de não deu hipóteses a Duarte Carvalho na
semana, ao terminar em segundo, num luta pela conquista da ‘Rookies Cup’. Miguel
final dramático, em que apenas conseguiu Matos foi o segundo classificado em ambas
assegurar o lugar intermédio do pódio em cima as corridas, o bastante para o título. O piloto
da meta, ao passar Duarte Pires, precisamente do monolugar 18 cumpriu o seu objetivo logo
o segundo classificado da competição. na primeira corrida, que terminou no segundo
Já Duarte Carvalho tinha o objetivo de terminar posto, posição a que chegou nos metros
como melhor rookie do ano, tendo como finais da prova. Já na segunda corrida nunca
opositor o espanhol Hugo Hernandez. conseguiu lutar com Hernandez, mas esteve
Porém, na geral, ambas as corridas do fim quase sempre no segundo posto, mostrando
de semana foram dominadas precisamente um bom ritmo competitivo, não dando
pelo piloto espanhol. Hernandez, num Formula hipóteses à concorrência de o ultrapassar. No
‘Super Tuga’, deu uma lição de pilotagem na entanto, após a corrida, Matos foi considerado
primeira corrida. O piloto arrancou de 10º e culpado de um incidente entre ele, Eduardo
precisou apenas de quatro voltas para passar Leitão e Duarte Pires, acabando por cair
para a liderança. para o nono lugar. Cumprido o calendário e
Já na segunda corrida, Hernandez saiu do com os títulos entregues, Diogo Ferrão, da
primeiro lugar e caiu para terceiro na primeira organização da competição, deixou o seu
volta, mas não demorou muito a voltar ao parecer sobre a época: “Assistimos a duas

>> aut osport.p t
29
CSS GROUP 1B MELHOR VOLTA ‘DÁ’ TÍTULO



A CERVEIRA PINTO






A temporada do CSS Group 1b terminou no último fim de chegado ao Estoril em vantagem no campeonato. Tudo se
semana no Estoril. Carlos Dias Pedro e Ricardo Pereira decidiu com a volta mais rápida da corrida na categoria,
venceram e conquistaram a sua categoria sendo que a que vale um ponto. Cerveira Pinto foi o seu autor e com
melhor volta deu título, por um ponto, a Rafael Cerveira isso sagrou-se campeão.
Pinto. António e José Fresco venceram a corrida na classe
Carlos Dias Pedro foi o vencedor das duas horas de H81-Max e asseguraram a vitória na competição,
corrida de resistência, controlando sempre a corrida e enquanto Nuno Dias ficou com o troféu nos 1052, apesar
terminando com mais de uma volta de vantagem sobre de Carlos Maciel e Carlos Aniceto terem ganhado a
o segundo classificado. O piloto do Ford Escort RS 2000, prova com o Toyota Starlet. Madalena Gaspar celebrou relevantes a nível histórico e com maior fair-play.
que teve como colega Ricardo Pereira, teve liberdade a vitória na classe H71-1300, já alcançada na ronda Adotámos um novo nome e também ganhámos um
para tudo, vencendo facilmente. anterior, com mais um primeiro lugar, ao volante do novo ambiente. Não só tivemos mais inscritos como as
Foi nos H81-1600 que houve mais emoção. Manuel habitual Datsun 1200. Entre os Mini que participaram, corridas estão cada vez mais divertidas. No passado os
Cabral Menezes e João Ralha, em Volkswagen Golf GTi, a equipa vencedora foi a que pilotava o carro número pódios eram entre adversários que se cumprimentavam
terminaram no segundo lugar, enquanto no terceiro 11, composta por Duarte Aguiar, Luís Sepúlveda, Nuno de forma fria. Emocionou-me neste pódio ver vencedores
lugar ficaram Rafael Cerveira Pinto e Nuno Andres, em Vinagre e André Marques. e vencidos abraçarem-se nas cerimónias. É esta a
viatura idêntica. Diogo Ferrão, da organização do CSS Group 1b, enalteceu mística que o club racing tem, em particular, em provas
Com estes resultados, Cabral Menezes igualou, na o excelente ambiente vivido: “As modificações de de resistência. É este o ambiente que queremos ter
classificação final, Rafael Cerveira Pinto, que tinha pormenor que fizemos tornaram as provas mais sempre na CSS”, disse o responsável. RF





C/ CLA SSIFIC A Ç Ã O




1 CARLOS DIAS PEDRO/RICARDO PEREIRA FORD H81-2000 2:02:27.707S
2 MANUEL CABRAL MENEZES/JOÃO RALHA VOLKSWAGEN H81-1600 +1 VOLTA
3 RAFAEL CERVEIRA PINTO/NUNO ANDRES VOLKSWAGEN H81 -1600 +1 VOLTA
4 PEDRO FERREIRA/PAULO MELO BMW H81-2000 +1 VOLTA
5 RUI MOURA/CARLOS ANICETO VOLKSWAGEN H-C +2 VOLTAS
6 HUGO NAZÁRIO/PEDRO REDOL/JOEL BOAVENTURA PORSCHE H81-2000 +2 VOLTAS
7 CARLOS MATOS/NUNO MATOS VOLKSWAGEN H81-1600 +2 VOLTAS
8 ANTONIO FRESCO/JOSÉ FRESCO FORD CAPRI H81-MAX +2 VOLTAS
9 NUNO NUNES/PIERO DAL MASO PORSCHE H81-MAX +3 VOLTAS
10 CARLOS GAGLIARDINI/FILIPE PINTO VOLKSWAGEN H81-1600 +3 VOLTAS



C/ CLA SSIFIC A Ç Ã O ESTREIA DE

DAVID MATOS

1ª CORRIDA
1 HUGO HERNANDEZ F01 STUGA 20:47.581S CHAVES
2 MIGUEL MATOS SJ04 ZETEC +3.835S
3 DUARTE PIRES SJ00 ZETEC +3.933S
4 EDUARDO LEITÃO SJ03 ZETEC +8.463S David Matos Chaves é filho de Pedro Matos
5 VASCO FERREIRA GTECH DIMEN 2000 ZETEC +24.574S Chaves. Depois duma passagem pelo karting teve
2ª CORRIDA agora a sua estreia nas pistas, no Super 7 by KIA.
1 HUGO HERNANDEZ F01 STUGA 20:45.709S
2 EDUARDO LEITÃO SJ03 ZETEC +8.648S Andou no Karting entre 2005 e 2012, mas depois
3 DUARTE CARVALHO SJ01 ZETEC +8.789S parou, pois não havia então como dar o salto
4 DIOGO SOUSA SJ01 ZETEC +9.036S para os fórmulas. Regressou agora às corridas,
5 DUARTE PIRES SJ00 ZETEC +10.524S noutro nível, depois de um convite de Luís Lisboa, que também colocou o filho, Luís Maria, a
correr ao lado de Chaves: “Estava habituado a pistas mais pequenas, karts, aqui é tudo muito
corridas cheias de animação, intensas e Já tinha ganhado no Algarve e agora fez o diferente. Acho que é um salto muito grande, a experiência que trouxe do karting deu-me jeito
espetaculares. Só tivemos decisões em pleno no Estoril. Neste regresso da Ford às para situações de corrida, mas de resto foi quase começar do zero. Ainda tenho muito que
relação às principais categorias nesta pistas nacionais, tivemos magníficos fins aprender mas aprendi imenso este fim de semana”, começou por dizer o jovem piloto que tem
derradeira jornada. O Miguel Matos de semana de competição, numa simbiose agora 21 anos: “Mesmo nestes anos parado tenho mantido a ligação às corridas, e isto agora
acaba por suceder ao César Machado e muito interessante entre os jovens lobos foi uma oportunidade que surgiu através do Luís Lisboa - que como se sabe corre aqui - que
ao José Pedro Faria, depois de um ano que fazem a escola do desporto automóvel pensou em juntar o seu filho e eu. Já tinha feito o concurso da KIA, em que fiquei em terceiro,
muito constante. Aqui geriu bastante bem e os gentlemen drivers que continuam e gostei bastante. Foi bom voltar a ter sensações de corrida”, disse o jovem piloto. Tiveram
as necessidades. Nos rookies, o Hugo a correr com fórmulas lindíssimos e que alguns problemas mecânicos, mas mostraram andamento promissor nas corridas. Quem
Hernandez teve um final de época brilhante. merecem estar em pista.” RF sabe não voltemos a ter o nome Matos Chaves nas pistas ou nos ralis…

R/ PRESTAÇÃO MENSAL A 4 ANOS, (DURAÇÃO MÍNIMA DO TROFÉU): 190€/MÊS

30 11.500€ (CARRO) + 12.750€ + IVA (KIT TROFÉU);


(ENTRADA INICIAL DE 1.500€)




KIA P IC ANT O G T CUP - VEL OCID ADE/RALIS






KIA PICANTO





GT CUP




NOVO TROFÉU





MONOMARCA





EM PORTUGAL






Ficou a conhecer-se esta semana uma das mais importantes
notícias dos últimos tempos no desporto motorizado
nacional. A Kia e a CRM Motorsport voltaram a aliar-se C/ C ALEND ÁRIO
para darem corpo a uma nova competição, a Kia Picanto GT
Cup, que vai permitir a descoberta de novos valores como
também a permanência de muitos outros em atividade… 6 DE MAIO ESTORIL DELIVERY DAY***
27 DE MAIO BRAGA RACING WEEKEND*
30 DE JUNHO E 1 DE JULHO RALI CASINO DE ESPINHO**
4 E 5 DE AGOSTO RALI VINHO MADEIRA**
16 DE SETEMBRO ESTORIL SPONSOR DAY***
22 E 23 DE SETEMBRO RALI DE CASTELO BRANCO**
José Luis Abreu no automobilismo português e uma fór- 27 E 28 DE OUTUBRO ALGARVE RACING WEEKEND*
[email protected] mula que permite a pilotos mais expe- 10 E 11 DE NOVEMBRO ESTORIL RACING FESTIVAL*
rientes continuarem em atividade com * TAÇA KIA PICANTO GT CUP VELOCIDADE
á lá vão quase trinta anos desde que custos controlados. ** TAÇA KIA PICANTO GT CUP RALIS
começaram a existir em Portugal Nesse sentido, a competição está estru- *** SUPER TAÇA KIA PICANTO GT CUP
troféus com o mesmo modelo, nas turada em três categorias, sendo que a
pistas e nos ralis - por exemplo, Júnior é destinada a jovens entre os 16 e de se houver um mínimo de três equipas. de honra’ desta competição é o equilí-
Renault 5 GT Turbo, Citroën AX, 27 anos, que nunca tenham tido licença A competição arranca em maio e tem pre- brio técnico, com a organização a definir
JVW Polo, ou, mais recentemen- desportiva FPAK, exceção feita ao karting. vistas oito eventos, três de Velocidade, três um sistema com medidas que garantam
te, Toyota Yaris, este último já nos ‘anos’ Apresenta-se assim, claramente, como de Ralis e ainda o Estoril Delivery Day e o maior equidade em corrida, com verifi-
2000 - competições que ajudaram a lançar uma porta de entrada no automobilismo Sponsor Day; a organização disponibiliza cadores oficiais Kia em todas as provas.
muitos nomes fortes do ‘nosso’ automo- para jovens oriundos do karting ou que 30 carros, que custam 24.250€+IVA (carro As centralinas vão ser distribuídas pelos
bilismo. Agora, depois de muitos anos de simplesmente queiram iniciar-se nas lides e Kit troféu), sendo que as encomendas já carros aleatoriamente, estando também
travessia no deserto, é a vez do Kia Picanto do desporto motorizado. Já na categoria estão abertas em: www.kiapicantogtcup. definidas outras medidas de fiscalização
GT Cup, um troféu monomarca de veloci- Sénior podem participar todos os pilotos com, até ao próximo dia 7 de dezembro. para impedir qualquer tipo de irregulari-
dade e ralis, que se vai disputar com um que já tenham tido licença desportiva de Em 2019, a FPAK vai dar a possibilidade a dade técnica. Por fim, esta competição vai
Kia Picanto com motor 1.0 Turbo de 140 automobilismo, com a exceção de terem um dos vencedores do Nacional de Karting ter uma grande ênfase na comunicação,
cv, tração dianteira e uma caixa manual pontuado em campeonatos nacionais de 2018 de fazer toda a temporada seguin- pois os pilotos e equipas podem receber
de cinco velocidades. Impulsionada pela nos últimos três anos. Por fim, a terceira te ao volante de um Kia Picanto, estando pontos extra se cumprirem o manual de
Kia, esta competição pretende ser uma categoria é a Taça Feminina, reservada a também a ser preparados um conjunto comunicação, havendo também pontos
rampa de lançamento de novos valores senhoras, que só se tornará uma realida- de prémios aliciantes. Outro dos ‘pontos de performance nesta matéria.

>> aut osport.p t
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NI AMORIM


O presidente da FPAK, Ni Amorim,
enaltece o cariz formador do Kia Picanto
GT Cup e destaca a sua importância no
panorama geral do desporto automóvel
português: “A FPAK saúda o surgimento
deste troféu monomarca enquanto
marco importante para a revitalização
do desporto automóvel no nosso país
e na qual tanto nos empenhamos”. O
presidente da Federação considera
ainda: “Esta nova competição assume-
se como uma importante catapulta
para quem queira iniciar-se e evoluir
O CARRO PODE no desporto automóvel. A fórmula
encontrada não só dá a hipótese dos
SER PARTILHADO novos pilotos poderem perceber qual
POR DOIS PILOTOS QUE ESTEJAM a especialidade que mais gostam e em
que se sentem mais à vontade, como o
A DISPUTAR SÓ UMA DAS COMPETIÇÕES podem fazer sob uma política de custos
(VELOCIDADE OU RALIS) COM AS MESMAS controlados.”
CONDIÇÕES DE QUEM CORRE A SOLO



Q&A COM JOÃO SEABRA DIRETOR GERAL DA KIA PORTUGAL



Sente-se o vosso entusiasmo para com possa ser suplantado?
este novo projeto… “Estabelecemos um limite de 30 carros pois
“A Kia Portugal tem uma forte tradição no queremos garantir uma absoluta igualdade
apoio ao desporto automóvel em Portugal entre todos em termos de preparação e não
e sempre apostou em dar a oportunidade sabemos se temos capacidade de fazer mais
aos Pilotos de realizarem os seus sonhos. carros, isto, apesar de em apenas dois dias
O Kia Picanto GT Cup será uma pedrada no (o projeto foi comunicado dia 7/11 às 19h00)
charco e um recomeço da fileira de evolução já termos quase 20 carros reservados pelas
de todos aqueles que se querem iniciar no mais diversas entidades, desde pilotos
desporto automóvel ou para aqueles que individuais novos e menos novos, equipas
saem do karting. Vamos ter ainda uma classe Motorsport e concessionários KIA. Por
para os que, já não sendo novos ou iniciados, este andar, talvez tenhamos de fazer horas
pretendem continuar a divertir-se a muito baixo extraordinárias e alargar o número de carros a
custo em provas automobilísticas. Esperamos disponibilizar para o Troféu Kia Picanto GT Cup
pôr todos nas pistas ou estradas em 2018 ao já em 2018.
volante do giríssimo Kia Picanto GT Cup.” promovido pela CRM Motorsport em 2017. Quais são os objetivos a que se propõem O que nos pode dizer do carro. Já o
Há muito presente com o Super 7, este Em 2018 continuaremos com o TT e o TCR e com esta iniciativa? testou?
ano já vimos o cee’d TCR nas pistas, lançamos o Kia Picanto GT Cup, um três em “Pretendemos transmitir ao mercado a “Não, ainda não testamos o carro que iremos
agora o Picanto GT Cup. A KIA está a um, pois além do vencedor absoluto teremos imagem da marca KIA que ainda é muito usar em Portugal neste troféu pois será
tornar-se num dos grandes players do um vencedor das pistas, outro dos ralis e, pouco conhecida do público em geral e um carro diferente de todos os que correm
desporto motorizado nacional. Até onde se houver quórum (espero que sim!) uma pretendemos que nos vejam como uma marca noutros países (ex: Polónia). Esperamos ter
pretendem ir? vencedora da Taça das Senhoras. Com esta jovem, dinâmica, desportiva, arrojada, sem os primeiros protótipos prontos no início
“Temos tido uma estratégia de envolvimento dinâmica não posso colocar limites até onde medo do futuro, em suma, uma marca ‘muito de janeiro de 2018 e depois convidaremos
no desporto automóvel em Portugal que poderemos ir nos próximos anos no nosso gira!’” pilotos para um primeiro contacto com esta
começou com o apoio ao Super 7 by Kia, envolvimento com o desporto automóvel As expetativas, para já, estão na pequena máquina. Mas 140 cv para cerca de
estendeu-se ao TT com o KIA Sportage TT em Portugal. Veremos as oportunidades que venda de 30 carros. Há alguns sinais 1.000 kg parece-me um ótimo rácio para abrir
de Nuno Madeira e ao projeto cee’d TCR surgem.” que a breve trecho esse número o apetite…”

r/

32







RALIS - RALL Y SP IRIT AL TRONIX 20 1 7









ESPÍRITO






REVIVALISTA







O passado dos ralis é tão rico que eventos como o RallySpirit
hão-de ter adeptos até ao ‘fim dos dias’. Tal como se
esperava, a edição deste ano voltou a ser um enorme
sucesso, desta feita abrilhantada na estrada por Ari Vatanen,
Rui Madeira e Armindo Araújo. Na prova, as vitórias foram
para Valter Gomes (Históricos) e Pedro Leal (Spirit)


José Luís Abreu
[email protected]
FOTOGRAFIA Rui Reis, ZOOM Motorsport/António Silva e Direita 3/Tiago Costa










eviver o passado, em Gaia e do Mundo de Ralis, todos passearam Duarte, ainda que, com a magra di-
no Coronado! Carros icónicos o seu charme no RallySpirit Altronix. ferença de 4.0s, após uma fantástica
com as decorações originais Ari Vatanen voltou a guiar o Ford Es- recuperação da dupla do Porsche, que
são meio caminho andado cort WRC num evento em que mar- se atrasou no primeiro dia de prova.
para o sucesso de um even- caram também presença Armindo O pódio ficou completo com a equipa
R to como o RallySpirit, onde Araújo, Rui Madeira, Adruzilo Lopes, espanhola Julio Borja/Adrian Vazquez,
não faltou sequer o ‘andamento’ de Bernardo Sousa, Pedro Meireles, todos em Porsche 911 SC, uma das muitas
Armindo Araújo dos seus tempos da nomes ilustres do automobilismo. que chamou à estrada uma grande
Mitsubishi. Durante dois dias, entre Para Armindo Araújo, o RallySpirit foi afluência de galegos.
Vila Nova de Gaia e a Vila do Coronado, uma excelente oportunidade para revi- Na Categoria ‘Spirit’, Pedro Leal vingou
o passado “andou de mãos dadas” com ver as sensações únicas dos ralis: “Foi a derrota do ano passado, dominando
o presente uma vez que, no mesmo uma prova fantástica, onde relembrei de fio a pavio. Mais animada foi luta
palco, o RallySpirit Altronix também o ambiente e a popularidade dos ralis, pelo segundo lugar, que chegou a en-
juntou os pilotos e máquinas da última que tem tudo a ganhar com este tipo de volver os Ford Escort MK II de Eduardo
geração, que, sem preconceitos, convi- ‘rally-legends’, um conceito que está Veiga e Gonçalo Figueiroa, bem como o
veram, pintando um quadro emocional a vingar por toda a Europa. Pessoal- Citroën ZX Kit Car do espanhol Emílio
“sui generis”. mente, deu-me gozo regressar, mas Vazquez e o Citroën C2 S1600 de Luís
Desde um elegante Alpine-Renault, foi apenas um regresso esporádico.” Delgado.
ou um vetusto Fiat 131 Abarth, um No capítulo desportivo e na Categoria Acabaria, de resto, por ser precisa-
respeitável Renault 5 Turbo, um vene- ‘Históricos’, a luta pela vitória esteve mente Luís Delgado a assegurar o lugar
rável Lancia 037 ou uns mais comuns, sempre ao rubro, mas o triunfo final intermédio do pódio, com uma escassa
mas sempre admiráveis, Ford Escort terminou nas mãos da dupla Valter vantagem de 1.1s sobre o Escort de
ou Porsche 911 de diferentes gerações, Gomes/Fábio Santos, cujo Porsche Veiga. Para o ano há mais, em relação a
sem esquecer a célebre Renault 4 L que 911 RSR levou a melhor sobre o Opel este, fique com algumas das melhores
fez algumas provas do Campeonato 1904 SR de Pedro Couceiro/António fotos do evento.

>> aut osport.p t
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R/RALIS
34
RALLY SP IRIT ALTRONIX
como os portugueses, percebe que só
há uma maneira dos ralis continua-
rem no elevado patamar que atingi-
ram, que é continuarem a reunir todos
os ingredientes para serem uma festa.
Ora, só poderá haver festa se houver
segurança!”
Em festa está também, para o finlan-
dês, o atual Campeonato do Mundo de
Ralis, sobre o qual deixou igualmente
referências fortemente positivas: “Este
ano o WRC está a ter um ano excecio-
nal, com um campeonato emocionante.
Quando não se sabe o nome do vencedor
antes de cada prova, significa que os
ralis voltaram à sua verdadeira essência
e que isso é, por si só, um empurrão
para a sua projeção. E como o WRC
é o campeonato que está no topo da
notoriedade, isso também ajuda a que
todos os outros ralis, fora do Mundial,
acabem por beneficiar da popularidade
da modalidade, mesmo nas fórmulas
mais amadoras. Nada se faz na vida sem
empenho e paixão, e acho que, os ralis,
neste momento, vivem muito desses
VATANEN ENCANTOU ESPETADORES dois vetores.”
Mas os ralis não são tudo, mesmo na
vida de Vatanen, que, há alguns anos,
“GUIAR O ESCORT WRC chegou a enveredar pela via da política,
exercendo, por duas vezes, o mandado
de eurodeputado. Agora refere: “Estou
afastado da política, pelo menos, em
TORNA-NOS MAIS NOVOS!” termos oficiais”, mesmo se “continuo
a ser um espetador atento e a ver com
interesse o meio político.” É, de resto,
nessa perspetiva que diz agora “ver
a Europa como um continente muito
interessante e com uma diversidade
ri Vatanen foi a principal es- gends’ que, na sua opinião, “são im- testemunho deixou ciente, de resto, que geográfica e cultural muito particular,
trela do RallySpirit Altronix, portantes para popularizar os ralis”, “o carro continua a ser muito bom, pas- bastando olhar, por exemplo, para as
mostrando que, apesar de expondo a sua habitual sensibilidade na sados quase 20 anos, e tem a vantagem diferenças entre a Finlândia e Portugal
se ter retirado oficialmente forma como analisa tudo: “mesmo se o de nos tornar mais novos, numa espécie para se perceber isso. Além disso, tem
do Campeonato do Mundo RallySpirit nunca será tão popular como de elixir da juventude!” sido com muita satisfação que também
Ade Ralis há 19 anos, mantém o Rali de Monte Carlo, os seus organiza- Num ambiente descontraído, propício tenho visto Portugal a evoluir muito
intactas três das características que dores têm uma vantagem muito gran- a análises mais ou menos superficiais nas últimas décadas, fruto da sua inte-
fizeram dele uma personagem ímpar no de: oferecem aos pilotos um ambiente sobre vários temas, Vatanen revelou-se gração na União Europeia.” Pelas suas
desporto automóvel: talento, simpatia descontraído, que é muito agradável e muito satisfeito com público, referindo, opiniões, disponibilidade e capacidade
e sapiência. Um mês depois de estar apelativo”. a esse propósito: “O comportamento de interação, não ficaram dúvidas que
no “Leiria Sobre Rodas”, o Campeão Na estrada, voltou a guiar o Ford Escort dos espetadores melhorou muito desde Ari Vatanen é, afinal, muito mais que um
do Mundo de Ralis de 1981 regressou a WRC e a dar espetáculo para o público, os tempos em que eu fazia o Rally de piloto talentoso, que soube pelas suas
Portugal para guiar um Ford Escort WRC assumindo: “Foi como viajar na má- Portugal. Mas também não fazia sentido atitudes e opiniões ganhar o respeito de
da equipa Past-Racing (uma unidade quina do tempo e perceber que ainda que assim não fosse pois quem gosta todos, aprendendo que há coisas mais
ex-oficial da equipa Ford Motorsport temos algum ‘feeling’ para isto”. O seu verdadeiramente de ralis, como eu ou importantes que vencer ou perder.
guiada, no passado, pelo seu conter-
râneo Juha Kankkunen) e encantar o
público português. Nas suas palavras:
“Do fundo do coração, só posso dizer
que sempre que venho a Portugal me
sinto muito bem. Apesar de ter sempre
muitas coisas para fazer na minha vida,
mal fui convidado para vir ao RallySpirit
disse, de imediato, que sim. Gosto do
país, tenho muitos amigos aqui e vim
para um rali com um carro que gosto,
sem qualquer pressão de resultados”,
começou por explicar o finlandês, que
perdeu a conta às solicitações para as
“selfies” dos fãs e entusiastas.
Com a usual simpatia, Vatanen explicou
ser adepto do conceito dos ‘rally-le-

CNR/AL GARVE >> aut osport.p t
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RALLYE CASINOS DO ALGARVE

REPETENTE OU ESTREIA?







O Nacional de Ralis decide-
se no Algarve, entre Pedro
Meireles e Carlos Vieira, mas
a prova do CAA é também
a final do European Rally
Trophy, pelo que a sul marcam
presença um bom conjunto de
equipas estrangeiras






















José Luís Abreu
[email protected]
FOTOGRAFIA Rui Reis


já na próxima semana a prova
que vai decidir o Nacional de
Ralis. Pedro Meireles e Carlos
Vieira partem para o derra-
deiro evento da competição
É separados por 8.34 pontos.
Tendo em conta que o rali tem 13 tro-
ços e a vitória em cada um vale 0.38
pontos, significa que há ainda muitas
possibilidades em aberto no que ao
título diz respeito. Logicamente que a nes lidera destacado, mas Gil Antunes
faca... e uma boa fatia do queijo estão H/ HORÁRIO ainda tem possibilidades matemáticas
nas mãos de Pedro Meireles, mas o de chegar ao título. Nesta prova, des-
piloto do Skoda Fabia R5 não pode taque ainda para a presença de Diogo
facilitar. Tudo, porque Carlos Vieira SEXTA-FEIRA 17 DE NOVEMBRO Gago e Diogo Soares aos comandos de
também tem hipóteses reais de decidir 08:00H ÁS 11:00H SHAKEDOWN , AUTÓDROMO I. DO ALGARVE 208 R2. Para além disso, o Rallye Casi-
o campeonato a seu favor. Não sendo 15:00H PARTIDA PARA A 1ª ETAPA PASSEIO RIBEIRINHO/PORTIMÃO nos do Algarve recebe a final do ERT,
uma tarefa fácil, pode lá chegar. Tem 16:10H / 17:41H PE 1 / PE 3 MARMELETE European Rally Trophy, dando assim a
de somar mais que os tais 8.34 pontos. 16:43H / 18:14H PE 2 / PE 4 SERENADA possibilidade dos cinco melhores clas-
Dando apenas como exemplo uma 19:14H REAGRUPAMENTO PASSEIO RIBEIRINHO/PORTIMÃO sificados das quatro categorias que
das muitas possibilidades, se Vieira 21:03H PE 5 – SUPER ESPECIAL LAGOS compõem os sete troféus regionais
vencer e Meireles for segundo, Vieira 22:28H FINAL 1ª ETAPA PASSEIO RIBEIRINHO/PORTIMÃO que fizeram parte desta competição
precisa ainda de ir buscar 3.34 pontos SÁBADO 18 DE NOVEMBRO em 2017, disputarem a conquista de
a triunfos em especiais, o que com 08:00H PARTIDA PARA A 2ª ETAPA PASSEIO RIBEIRINHO//PORTIMÃO um troféu europeu sob a égide da FIA.
Ricardo Moura e Carlos Martins, e o 09:00H / 10:36H PE 6 / PE 8 MONCHIQUE Destaque-se a presença de um total
próprio Meireles, claro, presentes, não 09:48H / 11:34H PE 7 / PE 9 CHILRÃO de oito carros da categoria R5 estran-
será tarefa fácil. Resta aguardar para 12:34H REAGRUPAMENTO PASSEIO RIBEIRINHO/PORTIMÃO geiros. O Rallye Casinos do Algarve é
ver o evoluir da prova. Se for Meireles, 15:17H / 17:18H PE 10 / PE 12 NAVE REDONDA composto por 13 especiais de classifi-
repete 2014, Caso seja Vieira, seria 16:15H / 18:03H PE 11 / PE 13 FÓIA cação e disputa-se nos dias 17 e 18 de
uma estreia. 19:13H FINAL PASSEIO RIBEIRINHO/PORTIMÃO novembro, passando pelos concelhos
Nas duas rodas motrizes, Pedro Antu- 19:30H PÓDIO HOTEL ALGARVE CASINO de Lagos, Portimão e Monchique.

>> mo t osport.com.p t






M OTO 2 V ALÊNCIA
MIGUEL OLIVEIRA




MOSTRA ESTAR



NA ROTA




DO TÍTULO



PARA 2018





Miguel Oliveira encerrou da melhor forma a época, chegando
à terceira vitória consecutiva de 2017 na última ronda do
Campeonato Mundial de Motociclismo











Francisco Mendes
[email protected]


a largada, Miguel Oliveira, que
saiu da quarta posição, ‘saltou’
para o terceiro lugar, colocan-
Ndo-se atrás de Álex Márquez
(EG 0,0 Marc VDS) e do seu companhei-
ro de equipa, Franco Morbidell. Con-
tudo, na curva dois, o já Campeão do
Mundo, alargou a trajetória e permitiu
que Álex Márquez subisse ao primeiro
lugar, enquanto Miguel Oliveira descia
a quarto, ultrapassado por Matti Passi-
ni (Italtrans Racing Team) que acabaria
por cair, deixando a luta pelo segundo
lugar entregue a Márquez e a Oliveira.
Supremo durante todo o Grande
Prémio da Comunidade Valenciana,
o piloto da Red Bull KTM Ajo provou
mais uma vez toda a sua destreza e
excecional forma ao construir metodi-
camente a sua progressão na corrida.
Após conseguir ultrapassar o difícil
ACOMPANHE TODA A INFORMAÇÃO Álex Marquéz, Miguel Oliveira viu-se
DIARIAMENTE EM MOTOSPORT.COM.PT a uma distância considerável do líder

37


























































da prova, Franco Morbidelli, mas não mente apanhei-o e desta vez não fiquei ve de ouro o Campeonato do Mundo
estava nos seus planos contentar-se à espera e ultrapassei-o imediata- de Moto2, repetindo o feito de 2015.
com o 2º lugar. mente. Depois foi pôr a cabeça baixa e O triunfo em Valência garantiu-lhe o C/ CLA SSIFIC A Ç Ã O
O piloto português planeou o ataque construir uma distância. É surreal, não hat trick de vitórias e um formidável
e começou a executá-lo de imediato, tenho palavras para descrever. Estas 3.º lugar na geral do campeonato, a
perseguindo com uma determinação últimas três corridas foram incríveis apenas dois pontos de 2.º classificado, MOTO2
inabalável o piloto italiano, que viu a para toda a equipa, estamos muito Thomas Luthi. 1º MIGUEL OLIVEIRA (RED BULL KTM AJO) 27 VOLTAS
sua vantagem de mais de 2 segundos confiantes para a próxima temporada.” Em 18 arranques neste campeonato e EM 43M15,843S
2º FRANCO MORBIDELLI (EG 0,0 MARC VDS)
+2,154S
evaporar-se em poucas voltas. O segundo lugar acabou nas mãos de no ano de estreia do projeto Red Bull 3º BRAD BINDER (RED BULL KTM AJO) +4,181S
A seis voltas do final, Miguel Oliveira Franco Morbidelli, a 23,154s de Miguel KTM Ajo em Moto2, Miguel Oliveira 4º FRANCESCO BAGNAIA (SKY RACING TEAM VR46) +11,181S
desferiu o golpe final ao ultrapassar o Oliveira, enquanto Brad Binder termi- somou 9 pódios, 2 pole positions, 3 5º ÁLEX MÁRQUEZ (EG 0,0 MAR VDS) +12,146S
já Campeão do Mundo de Moto2 numa nou na terceira posição, a 4,181s. vitórias e 241 pontos. 6º HAFIZH SYAHRIN (PETRONAS RACELINE MALAYSIA) +14,595S
+18,446S
(IDEMITSUHONDA TEAM ASIA)
7º TAKAAKI NAKAGAMI
manobra de classe mundial, deixando A KTM saiu assim de Espanha com “Estou feliz com este resultado. Nunca 8º FABIO QUARTARARO (PONS HP40) +22,188S
Morbidelli a ter de ser conformar em mais um duplo pódio no Mundial de teríamos imaginado que seríamos ca- 9º SIMONE CORSI (SPEED UP RACING) +23,592S
ver passar o piloto da KTM. Moto2. pazes de conseguir uma série de três 10º DOMINIQUE AEGERTER (KIEFER RACING) +23,751S
“Só percebi que tinha ritmo para apa- A fechar o top cinco deste Grande Pré- vitórias consecutivas. Não consigo CAMPEONATO
1º FRANCO MORBIDELLI 308 PONTOS; 2º THOMAS LUTHI 243 PONTOS; 3º
nhar o Morbidelli quando tive a pista mio da Comunidade Valenciana ficou agradecer o suficiente à equipa e à MIGUEL OLIVEIRA 241 PONTOS; 4º ALEX MÁRQUEZ 201 PONTOS;
desimpedida à minha frente. Não foi Francesco Bagnaia (SKY Racing Team KTM por todo o esforço que fizeram ao 5º FRANCESCO BAGNAIA 174 PONTOS
fácil ultrapassar o Álex Márquez, mas VR46), quarto, a 11,181s do vencedor, longo da temporada. Foi um ano muito
assim que tive apenas o Franco Morbi- depois de a três voltas do final ter con- bom para nós e tenho a certeza de que
delli à minha frente percebi que ele não seguido ultrapassar Álex Márquez, que no próximo ano podemos fazer ainda
estava a ganhar mais tempo. Pensei acabou na quinta posição. melhor e lutar pelo título, que deverá
que devia manter-me calmo e talvez Miguel Oliveira fechou assim com cha- ser o objetivo da próxima temporada’,
conseguisse apanhá-lo no final da referiu Oliveira.
corrida. Estava a puxar o andamento
mas não a puxar demasiado porque
não queria fazer nenhum erro. Final-

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>> mo t osport.com.p t MO T O GP V ALÊNCIA





































MÁRQUEZ CAMPEÃO





NA VITÓRIA DE PEDROSA








Marc Márquez é hexacampeão do Mundo de motociclismo e tetracampeão de MotoGP. Foi estava obrigado a vencer para acalentar a
em Valência, precisamente onde Márquez conquistou o seu primeiro Mundial da categoria esperança de chegar ao título, rodava na
rainha em 2013, que o piloto espanhol fez a festa do seu sexto título quinta posição, atrás do seu companheiro
de equipa, Jorge Lorenzo, que tentava en-
costar em Dani Pedrosa e Marc Márquez,
que seguiam na sua frente.
A sexta posição era ocupada nesta fase
da corrida por Andrea Iannone, que ti-
Francisco Mendes vitórias de pilotos de um país na história da segunda linha da grelha disparou para nha na sua roda Valentino Rossi, que era
[email protected] da classe rainha do Mundial de velocidade, a frente da corrida, enquanto Andrea Ian- neste momento o melhor piloto da equipa
apenas batida pelos sete títulos conse- none (Suzuki) era terceiro, na frente de oficial da Yamaha, e Jack Miller (EG 0,0
piloto da Honda conquistou, no cutivos de Giacomo Agostini entre 1966 Johann Zarco (Monster Yamaha Tech3). Marc VDS).
último fim de semana, o quarto e 1972 e que colocam a Itália no primeiro Contudo, no início da segunda volta, Zarco Na frente da corrida, Johann Zarco con-
de cinco mundiais de MotoGP lugar do ranking. atacou Iannone e Pedrosa para chegar ao seguia uma ligeira vantagem de meio
que disputou, passando a ser No Grande Prémio da Comunidade Va- segundo lugar, com o piloto da Suzuki segundo sobre Márquez, que tinha na
o piloto espanhol com mais lenciana a decisão do título seria feita a cair de terceiro para sexto depois de sua roda Pedrosa, Lorenzo e Dovizioso.
O títulos na categoria rainha, ao entre Marc Márquez e Andrea Dovizioso ultrapassado por Jorge Lorenzo (Ducati) O espanhol da Ducati puxava o seu com-
desempatar com Jorge Lorenzo. (Ducati). Mas desde cedo se percebeu que e pelo seu companheiro de equipa, An- panheiro de equipa e tudo fazia para não
Mas o domínio espanhol no Mundial de o piloto da Ducati, que saiu do nono lugar drea Dovizioso. Com o piloto francês da deixar fugir Márquez.
MotoGP está patente quando olhamos da grelha, não tinha a missão facilitada Tech3 a pressionar Marc Márquez, não Com Pedrosa a servir de tampão, Zarco e
com mais atenção para as estatísticas e perante um Marc Márquez que durante demorou muito para que Zarco chegas- Márquez ganhavam uma ligeira vantagem
vemos que desde 2012 só pilotos espa- o fim de semana esteve sempre mais se ao comando da corrida, com o líder sobre os seus perseguidores, sem que
nhóis vencem na classe rainha do Mundial. forte e com um melhor ritmo de corrida. do campeonato a abrir claramente para as duas Ducati conseguissem colar em
Jorge Lorenzo venceu em 2012 e 2015 e Na largada, o pupilo de Alzamora saiu deixar passar o francês, de forma a não Pedrosa. Isto numa altura em que Marc
Márquez em 2013, 2014, 2016 e 2017. Esta melhor levando na sua roda o seu compa- correr riscos que colocassem em causa a Márquez mostrava que tinha a corrida
é para já a segunda maior sequência de nheiro de equipa, Dani Pedrosa, que saindo conquista do título. Andrea Dovizioso, que controlada e que poderia atacar a liderança

39
MOTO 3
‘BARBA, CABELO E BIGODE’



C/ CLA SSIFIC A Ç Ã O PARA JORGE MARTIN



A corrida de Moto3 do Grande Prémio uma ligeira vantagem sobre os seus da meta, acabando por abandonar.
MOTOGP
1º DANI PEDROSA (HONDA) 30 VOLTAS EM 46M08,125S da Comunidade Valenciana, 18ª e última adversários, uma queda de Gabriel Já Joan Mir começava a ganhar posições
2º JOHANN ZARCO (MONSTER YAMAHA TECH 3) +0,337S ronda do Mundial, voltou a revelar Rodrigo quando lutava pela liderança, atrás de posições e a 10 voltas do final
3º MARC MÁRQUEZ (HONDA) +10,861S uma luta intensa pelos lugares do acabou por deixar o piloto da RBA BOE da corrida estava já no grupo que lutava
4º ALEX RINS (SUZUKI) +13,567S pódio, com Jorge Martin (Conca Gresini Racing Team de fora e obrigar Mir a sair pelos lugares secundários do pódio.
5º VALENTINO ROSSI (YAMAHA) +13,817S
6º ANDREA IANNONE (SUZUKI) +14,516S Moto3) a fazer o pleno nesta ronda, de pista para evitar o toque em Rodrigo, Com a luta pelo segundo e terceiro lugar
7º JACK MILLER (EG 0,0 MARC VDS) +17,087S juntando à melhor volta dos treinos o que fez com que Mir caísse para a 19ª do pódio ao rubro, na frente da corrida,
8º CAL CRUTCHLOW (LCR HONDA) +17,230S cronometrados a pole position e posição. Jorge Martin estava cada vez mais perto
9º MICHELE PIRRO (DUCATI) +25,942S finalmente a primeira vitória da carreira Na frente, Jorge Martin ficava com uma de alcançar a sua primeira vitória da
10º TITO RABAT (EG 0,0 MARC VDS) +27,020S
CAMPEONATO na categoria de entrada do Mundial. vantagem mais acentuada sobre os seus temporada, já que a oito voltas do final
1º MARC MÁRQUEZ 298 PONTOS; 2º ANDREA DOVIZIOSO 261 PONTOS; Na largada, Jorge Martin, aproveitando perseguidores, onde Enea Bastianini o piloto espanhol tinha já mais de seis
3º MAVERICK VIÑALES 230 PONTOS; 4º DANI PEDROSA 210 PONTOS; o facto de sair da pole position, (Estrella Galicia 0,0) liderava o grupo que segundos de vantagem para os seus
5º VALENTINO ROSSI 208 PONTOS; 6º JOHANN ZARCO 174 PONTOS assumiu o comando trazendo na sua tentava encurtar a distância para o líder perseguidores.
roda Gabriel Rodrigo (RBA BOE Racing da corrida. No grupo que lutava pelos lugares
de Johann Zarco na fase final da corrida. Team), que realizou uma excelente Isto numa altura em que Fabio Di secundários do pódio, Joan Mir estava
Andrea Dovizioso mostrava-se aquém largada, e Joan Mir (Leopard Racing). Giannantonio (Estrella Galicia 0,0) sofria verdadeiramente demolidor e a cinco
do esperado, já que estava obrigado a Com os três pilotos a ganharem igualmente uma violenta queda na reta voltas do final ocupava já a segunda
vencer a corrida para aspirar a chegar posição, mostrando que apesar de estar
ao título. O italiano da Ducati revelava arredado de alcançar a sua 11ª vitória da
grandes dificuldades para ultrapassar o temporada, estava na luta pelo pódio,
seu companheiro de equipa, numa altu- com uma corrida fantástica, depois de
ra em que Lorenzo recebia pela terceira uma saída de pista que o atirou para 19º
vez a informação da boxe para adoptar no início da corrida.
o mapa oito, uma clara indicação para Na frente da corrida, Jorge Martin
deixar ultrapassar Dovizioso. realizava uma corrida solitária, acabando
Com a boxe da Ducati a revelar algum assim por entrar em modo de gestão, e
stress por Jorge Lorenzo não ceder a ao beneficiar de uma vantagem de 5,7s
posição a Dovizioso, surgiu no muro da a duas voltas do final, ficou com a porta
boxe, a 11 voltas do final, a indicação clara aberta para alcançar a sua primeira
que teria de cumprir a ordem da equipa. vitória da carreira no Mundial de Moto3.
A oito voltas do final, Marc Márquez atacou Depois de ter conquistado nove
então a posição de Zarco, mas, inexplica- pole positions em 16 corridas que
velmente, no final da curva 1 saiu em frente participou, Martin venceu a derradeira
para a gravilha, descendo de primeiro para prova do campeonato, relegando Joan
quinto, evitando uma queda no último Mir para a segunda posição, a 3,760s,
instante. Na frente, Johann Zarco estava enquanto Marco Ramirez (Platinum
no comando da corrida, seguido agora por Bay Real Estate) foi terceiro, a 3,877s,
Pedrosa e Dovizioso, já que Jorge Lorenzo alcançando assim o seu segundo
sofria uma queda na curva cinco. Porém, pódio, na frente de Romano Fenati
Andrea Dovizioso acabaria por cair pouco (Marinelli Rivacold Snipers), quarto, a
depois, deixando assim a questão do título 3,953s de Jorge Martin.
resolvida a favor de Marc Márquez, que
em menos de uma volta passou de quinto
para terceiro com a saída de cena dos dois
pilotos da Ducati. Com as contas do cam-
peonato arrumadas, as atenções estavam
centradas na luta pela primeira posição, C/
entre Johann Zarco e Dani Pedrosa, com o CLA SSIFIC A Ç Ã O
espanhol a assumir o comando da corrida
na derradeira volta, acabando por vencer
e relegando Johann Zarco para segundo, MOTO3
a 0,337s, enquanto Marc Márquez foi ter- 1º JORGE MARTIN (DEL CONCA GRESINI MOTO3) 24 VOLTAS
ceiro, a 10,861s, conquistando assim mais EM 40M02,193S (LEOPARD RACING) +3,760S
2º JOAN MIR
um título de Campeão do Mundo. 3º MARCOS RAMIREZ (PLATINUM BAY REAL ESTATE) + 3,877S
Com a conquista do quarto título de Cam- 4º ROMANO FENATI (MARINELLI RIVACOLD SNIPERS) +3,953S
peão do Mundo, Marc Márquez entrou 5º ENEA BASTIANINI (ESTRELLA GALICIA 0,0) +3,999S
no clube dos tetracampeões, onde estão CAMPEONATO
1º JON MIR 341 PONTOS; 2º ROMANO FENATI 248 PONTOS; 3º ARON CANET
ainda os britânicos Geoff Duke (1951, 1953- 199 PONTOS; 4º JORGE MARTIN 196 PONTOS; 5º FABIO DI GIANNANTONIO
1955), John Surtees (1956, 1958-1960), 153 PONTOS
Mike Hailwood (1962-1965) e o norte-
-americano Eddie Lawson (1984, 1986,
1988 e 1989).

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YAMAHA




» MT-03



EQUILÍBRIO ENTRE POTÊNCIA E DESEMPENHO
Pelas suas características e preço competitivo a Yamaha
MT-03 posiciona-se intencionalmente e com enorme
sucesso no segmento dos utilizadores mais jovens
e com carta de condução A2


















Pedro Rocha dos Santos moto sem carenagens - o mesmo quadro,
[email protected] suspensões, travões, e claro, motor.
Há cerca de uma semana atrás, graças
uitas vezes questiona- ao sucesso que esta classe teve a nível
mo-nos sobre o sentido internacional, também a Federação de
da contínua procura de Portugal de Motociclismo anunciou, na
aumento da potência nas última prova do Campeonato Nacional
motos, que é forçosamen- de Velocidade, no Estoril, uma nova classe
Mte acompanhada de uma de competição nacional, precisamente a
eletrónica cada vez mais sofisticada, Supersport 300, destinada a pilotos dos
para podermos controlar em segurança 16 aos 25 anos.
o desempenho das mesmas. Será que A Yamaha MT-03 é por isso toda uma
para tirarmos prazer na condução de uma referência em matéria de performance,
moto e divertirmo-nos com a mesma herdada pelo excelente desempenho da
é absolutamente necessário que tenha sua irmã mais desportiva, a R3.
perto de 200 cv? Obviamente que não, e Mas a MT-03 não pretende ser apenas a
algumas motos, como a Yamaha MT-03, irmã “despida” da famosa R3, antes pelo
são exemplo dessa realidade. contrário, tem todos os atributos para se
Para aqueles menos atentos ao panorama afirmar por si só e reinar também fora
internacional da competição em duas das pistas.
rodas é bom saberem que existe uma O seu aspeto estético é equilibrado e
nova classe no Campeonato do Mundo agressivo, muito de acordo com as linhas
de Superbikes, a SuperSport 300, que que têm marcado o novo segmento de
pela primeira vez este ano foi instituída, motos naked, ao estilo Street Fighters, pela enorme facilidade de condução, CORES
com enorme sucesso por sinal, e onde e em linha com as suas outras irmãs pela sua leveza, apenas 168 kg, e pela
competem precisamente a Yamaha, a de segmento, as Yamaha MT-07, MT- elasticidade do seu motor de 320cc, com DISPONÍVEIS
Honda, a Kawasaki e futuramente outras 09 e MT-10, de quem herda a estética 42CV, que a partir das 5.000 rpm dispara 2018
marcas, nomeadamente a KTM. Ora a e grafismos. e revela um outro caráter, assumindo
moto campeã deste ano de 2017 é uma A Yamaha MT-03 destina-se obvia- uma dupla personalidade, de moto suave NIGHT FLUO
Yamaha R3 e a sua irmã que aqui apresen- mente a um segmento de mercado mais e flexível mas em simultâneo aguerrida YAMAHA BLUE
tamos, a MT-03, é precisamente a mesma jovem, com carta A2, e caracteriza-se e disposta a passar ao ataque. MIDNIGHT BLACK

41



















































FT/ FICHA TÉ CNIC A


321 CC
CILINDRADA
42 CV
POTÊNCIA
14 L

DEPÓSITO
168 KG

PESO
5 495€
PREÇO BASE
MOTOR 4 TEMPOS DE REFRIGERAÇÃO LÍQUIDA,
DOHC, 4 VÁLVULAS, 321CC, COM 42 CV ÀS 10.750
RPM, COM TAXA DE COMPRESSÃO DE 11,2:1
BINÁRIO 29,6 NM ÀS 9.000 RPM EMBRAIAGEM
HÚMIDA MULTIDISCO, CÁRTER HÚMIDO, INJEÇÃO
DE COMBUSTÍVEL, ARRANQUE ELÉTRICO, CAIXA
SINCRONIZADA DE 6 VELOCIDADES TRANSMISSÃO
FINAL POR CORRENTE, QUADRO TIPO DIAMANTE,
SUSPENSÃO DIANTEIRA TELESCÓPICA DE 41MM
E CURSO DE 130 MM, SUSPENSÃO TRASEIRA
BRAÇO OSCILANTE COM AMORTECEDOR REGULÁVEL
EM PRÉ-CARGA E CURSO DE 125 MM TRAVÃO
DIANTEIRO DE DISCO COM 298 MM E PINÇA DE
DUPLO ÊMBOLO, TRAVÃO TRASEIRO DE DISCO DE 220
MM PNEU DIANTEIRO 110/70-17 TUBELESS, PNEU
TRASEIRO 140/70-17 TUBELESS COMPRIMENTO
2.090 MM LARGURA 745 MM ALTURA 1.035 MM
ALTURA DO BANCO 780 MM DISTÂNCIA AO SOLO
160 MM DISTÂNCIA ENTRE EIXOS 1.380MM
CAPACIDADE DO DEPÓSITO DE ÓLEO 2,4 L

42



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A suspensão telescópica dianteira de 41 um dianteiro de 298mm com pinça de
mm não permite ajustamentos e a traseira dois êmbolos, e o traseiro de 220mm. O
apenas em pré-carga de mola. tato inicial na manete, que não é ajustável,
A posição de condução na MT-03 é cor- é direto e progressivo, mas senti falta de
reta para o estilo de moto com o qual se algo mais de “mordida”, sobretudo em
identifica, com um guiador em posição travagens mais bruscas. Inclui ABS de
elevada, favorecendo uma postura ereta origem. Os pneus Michelin Pilot parece-
e cómoda. A configuração do assento, ram-me adequados para as caracterís-
mais largo atrás e estreito na frente, faz ticas da moto.
com que naturalmente nos posicionemos O painel de informação é idêntico ao da
Em cidade mostrou-se uma moto muito tando a ajuda com os pés em situações cada vez mais à frente e junto ao depósito, R3 e de fácil leitura, onde em destaque
fácil de levar, sobretudo no meio do trân- de algum desequilíbrio. sobretudo nas travagens, obrigando-nos encontramos um conta rotações com o
sito, onde a sua pouca largura favorece A nível das suspensões, que são ambas muitas vezes a forçarmos a nossa posição “redline” praticamente às 13.000rpm (
a passagem entre carros e onde o banco KYB, a Yamaha definiu um compromisso mais para trás onde aliás o banco é mais imagine-se ) o que dá para perceber até
com apenas 780mm de altura permite que permite algum conforto sem penalizar cómodo. Um pouco de exercício não faz onde esta moto quer que a levemos. Na
uma ótima estabilidade, colocando o o comportamento numa condução mais mal a ninguém. parte digital do painel temos todo o tipo
centro de gravidade mais baixo, facili- desportiva. A travagem está a cargo de dois discos, de informação para além da velocidade,
indicador do nível de combustível ou avi-
CONCORRÊNCIA sador de mudança de óleo.
O conjunto de luzes dianteiras incorpora
luzes de presença LED, ao mesmo tempo
HONDA CB500 F / 471CC KAWASAKI Z300 / 296CC KTM 390 DUKE / 373CC que um farolim traseiro de LED dá à ex-
48 CV 39 CV 44,6 CV tremidade traseira compacta um aspeto
moderno e desportivo.
POTÊNCIA POTÊNCIA POTÊNCIA Debaixo do banco do pendura encontra-
190 KG 168 KG 139 KG mos espaço para um pequeno cadeado. O
depósito tem a capacidade de 14 litros, o
PESO PESO PESO mesmo que a MT-09, o que faz com que
4 970€ 5 750€ a sua autonomia possa chegar a qua-
5 950€ se 340 km se a conduzirmos em modo
PREÇO BASE PREÇO BASE PREÇO BASE
económico.
A Yamaha disponibiliza um extenso ca-
tálogo de acessórios para a sua MT-03,
nomeadamente um escape Akrapovic
produzido específicamente para este
modelo.
Pelas suas características e preço com-
petitivo a Yamaha MT-03 posiciona-se
intencionalmente e com enorme sucesso
no segmento dos utilizadores mais jovens
e com carta de condução A2.

NOVA CLASSE
SUPERSPORT 300 NO 43
CAMPEONATO NACIONAL HONDA MONKEY 125 CONCEPT
DE VELOCIDADE 2018
A nova Monkey 125, anunciada pela Honda, é uma versão
Depois do sucesso verificado em 2017 a “clássica” e inspirada na antiga Monkey ou Mini Trail do
nível de campeonato do mundo e também final dos anos 60, mas com base na ciclística da MSX125,
em diversos campeonatos nacionais um conhecida em outros mercados por Honda Grom.
pouco por toda a Europa, a Federação O conceito respeita em absoluto a imagem vintage da
de Motociclismo de Portugal revelou, original Z50 e, digamos, será fiel também à imagem
no passado domingo, perante pilotos, desproporcionada que uma pessoa de estatura normal terá
equipas e imprensa, mais uma aposta a circular na mesma. Claro que a nova Monkey é uma moto
na velocidade para 2018. O Campeonato moderna e apenas vem “vestida” com roupa clássica para
Nacional Supersport 300 será uma explorar as tendências neoclássicas atualmente existente
novidade nas três pistas do CNV em 2018 e no mercado.
nesta apresentação estiveram presentes Algumas modernidades foram incluídas nesta nova Monkey
também as máquinas que podem vir a tais como luzes LED, mostrador digital, travões de disco à
ser utilizadas no referido campeonato frente e atrás, embora o banco volumoso e o guarda lamas
oriundas da Honda, KTM, Kawasaki e cromado sejam ainda reminiscências do passado.
Yamaha, cujos representantes em Portugal
estão igualmente envolvidos no projeto
com condições especiais de aquisição MV AGUSTA DRAGSTER 800 RC
das mesmas para os pilotos que assim o
desejem. Igualmente em exposição esteve a
nova Benelli 302R, moto que está ainda a ser A MV Agusta acaba de lançar mais uma versão RC (Reparto Corse), o do ambiente através de uma reconfiguração da caixa e do mapeamento
alvo de um processo de homologação por seu departamento de competição, com as cores do Campeonato do do motor. As relações primárias foram reconfiguradas, assim como
parte da FIM, podendo posteriormente ser Mundo de Superbikes com que já tem viondo a decorar outras versões a gestão do circuito de óleo e da bomba de água. Um amortecedor
uma escolha para os pilotos. Já utilizadas especiais anteriores. harmónico ajuda a reduzir as vibrações do motor e a aumentar a
em 2017 na competição, as Yamaha YZF-R3 Desta vez é uma versão RC da Dragster 800 e para além da suavidade na condução da Dragster RC. Foram também realizados
e Honda CBR 500R não sofrem alterações exclusividade e da edição limitada que este novo modelo representa a alguns melhoramentos na colocação do motor de arranque, com novas
para 2018, ao contrário da Kawasaki que MV aproveitou para fazer alguns melhoramentos no seu motor. Nesse peças mecânicas no seu interior para garantir maior durabilidade do
colocará em pista a nova Ninja 400 que sentido o tricilindrico de 798 cc da Dragster é agora mais respeitador sistema.
foi recentemente apresentada e ás quais A admissão de combustível foi também melhorada graças a um novo
se junta a KTM RC 390, que não esteve no mapeamento do motor, especialmente desenvolvido para a Dragster
mundial no seu ano de estreia mas estará RC.
em 2018. Com regulamento idêntico ao do O controle de tração com 8 níveis diferentes foi também melhorado,
mundial o SS 300 português estará aberto assim como o sistema de Quick Shift, que permite agora a passagem
a pilotos com idades entre os 15 e os 28 de caixa sem embraiagem de forma substancialmente mais suave.
anos, sendo que as motos a utilizar terão Tal como na gama F3 da MV Agusta, que foi recentemente melhorada,
que cumprir os parâmetros regulamentares também a Dragster RC incorpora agora esses mesmos melhoramentos,
definidos pela FIM quanto a peso e regime sobretudo ao nível da caixa, o que vem reduzir substancialmente o
de rotação, sendo estas limitadas pelo ruído do motor e o desgaste no seu funcionamento, garantindo ainda
‘quick-shifter’ que será igualmente comum a maior fiabilidade.
todas as máquinas. Distinta será a utilização A belíssima decoração dos modelos RC é a já conhecida em outros
da ‘centralina’ e cablagens, que no caso do modelos - F4 RC e F3 800RC - e agora chega à Dragster 800 RC e, como
campeonato luso serão os componentes em todas as outras, inclui o número 37 que faz alusão ao número de
originais, enquanto a FIM não adopta Campeonatos do Mundo que a marca já conquistou.
uma solução única para todas as motos, o
mesmo se passando com os pneus que em
Portugal serão os Dunlop, como acontece KAWASAKI NINJA 400 DE 2018
noutros campeonatos nacionais.
Com esta proximidade pretende-se uma
facilidade maior em termos de participações Depois da tão badalada neoclássica revivalista Z900RS eis que a
em provas internacionais, incluindo o Kawasaki decidiu também substituir a sua Ninja 300, penalizada
campeonato do mundo, seja de forma mais pelo Euro 4, pela nova Ninja 400, apresentada precisamente no
assídua ou como ‘wild-card’ para os pilotos Salão de Tóquio. A nova Ninja 400 é uma moto inteiramente nova
portugueses. O regulamento completo da - com novo motor e chassis - e a pesar menos 8 kg que a anterior
classe pode ser já requisitado junto da FMP Ninja 300. O motor de 399 cc desenvolve agora uma potência
e depois da adesão verificada na cerimónia de 44,8 cv, graças ao aumento de cilindrada e a uma admissão
de apresentação da nova categoria, esta melhorada - integra um novo desenho da caixa de ar que aumenta a
nova classe poderá mesmo tornar-se num eficiência na admissão. O novo motor de 399 cc tem praticamente a diminuição de peso da Ninja 400. A altura do banco é de apenas
caso de popularidade em Portugal por a mesma dimensão do da Ninja de 250 cc e pesa menos 1 Kg que 786 mm e, a par disso, é relativamente estreito, quase menos 30
força dos seus custos mais reduzidos e esta última. A Ninja 400 monta também uma embraiagem nova mm em relação ao banco da Ninja 300, pelo que facilita ainda mais
proximidade com o regulamento do mundial deslizante e assistida que confere uma pressão muito menor no a colocação dos pés no chão. Os faróis dianteiros são agora de
onde todas as marcas venceram em 2017. acionamento da mesma, realidade que em cidade resulta numa tecnologia LED - máximos e médios - e também a luz de presença. O
utilização mais agradável e menos cansativa. Para além de mais painel de informação é idêntico ao da Ninja 650 conferindo assim
leve que o anterior quadro, a nova geometria do novo quadro um estatuto superior nos acabamentos desta nova Ninja 400. A
oferece maior estabilidade, rigidez e manobralidade. As suspensões proteção aerodinâmica é superior graças a um novo desenho das
dianteiras são agora de 41 mm, não ajustáveis, e mais eficientes carenagens, mais volumosas, que conferem uma imagem de moto
que as anteriores. Os travões incluem ABS da Nissin e um disco de maior cilindrada. O depósito tem capacidade para 14 litros e a
semi-flutuante de 310 mm. As jantes são de 5 raios, em tudo Kawasaki afirma que a Ninja 400 tem uma autonomia de cerca de
semelhantes às da Ninja 650, e contribuem de forma positiva para 340 km.

+





44






























































MINI Filipe Pinto Mesquita e moderna, mas também permitiu ao
[email protected]
Crossover da MINI crescer para todos
os lados. Para à frente e para trás – mais
» ONE D COUNTRYMAN 1.5 epois de ter surpreendido o 200 mm - no meio (distância entre eixos)
mundo com uma versão “en-
– mais 75 mm - e para os lados – mais
gordada” do MINI, no Salão
30 mm. A única exceção foi mesmo na
de Genebra de 2010, e que, de altura, onde o mais recente regista agora
TÃO GRANDE QUE ESTÁ O “PIQUENO”! imediato, dividiu corações, não menos 10 mm, o que ajuda a aproximar a
Dsendo totalmente consensual sua imagem de um Crossover.
O MINI não pára de crescer! De MINI a “Max” foi um na imagem, a MINI renovou a aposta no A versão ensaiada estava “vestida” de
pequeno passo e nesta segunda geração o Countryman Countryman em 2017, ganhando a batalha John Cooper Works, o que lhe confere,
está ainda mais encorpado. Revisto no design, retocado contra os céticos e provando que, mesmo automaticamente, um maior dinamismo
nos pontos fracos, o maior MINI da MINI continua a com uns “quilos a mais”, um MINI com estético e superior raça. Suspensão des-
encantar uns, a torcer o nariz a outros, mas ninguém lhe “atitude” de Crossover continua a ter razão portiva, jantes de liga leve JCW Thrill Spoke
fica indiferente. Fomos espreitar o One D, a versão que de existir. Mesmo na versão base diesel, 18’’, spoiler traseiro, kit aerodinâmico e
comeu menos “Corn Flakes” ao “pequeno-almoço”! One D, a que deverá ter mais sucesso soleiras nas portas John Cooper Works
em Portugal. embelezam o resultado final.

EXTERIOR INTERIOR
A segunda geração do Countryman é Espaçoso, versátil, funcional e bem cons-
muito mais do que uma simples atuali- truído. Não necessariamente por esta or-
LEIA MAIS ENSAIOS E ACOMPANHE zação da primeira. A imagem exterior foi dem, mas são estes os pontos fortes deste
TODAS AS NOVIDADES EM AUTOSPORT.PT redesenhada, mostrando-se mais atrativa Countryman, que tem para oferecer um

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FT/ FICHA TÉ CNIC A AO VOLANTE perar o mesmo “feeling” de “go-kart”
Com uma posição de condução mais
de que o seu irmão mais “magro” se
elevada que o MINI “normal”, a visibili- pode gabar, mas, não obstante, curvar
dade é ampla, e é fácil, desde logo e por a ritmos mais acelerados não é um
1.5 / 116 CV aí, criar empatia com o Countryman. A problema, mesmo sendo notório que
GASÓLEO solidez e robustez da carroçaria tam- a sua vocação é maior para viagens
bém passa uma sensação positiva e, já
confortáveis e de passeio do que para
habitáculo “chic” e que lhe confere algum 10,9 S na estrada, o motor que equipa o One arranques de semáforo e estradas de
“glamour”a que alguns concorrentes não 0-100 KM/H D – um tricilindrico turbodiesel com- serra. O conforto não será referencial,
podem aspirar. A consistência dos mate- mon rail de 116 cv – cumpre as metas mas não mancha a “folha de obra”, o
riais e a qualidade na montagem saltam 4,1 L / 6,5 L (AUTOSPORT) para o qual foi pensado. Responsivo mesmo se podendo dizer dos consu-
de imediato ao tato e a maior amplitude na 100 KM desde as 1750 rpm, altura em que o mos, com médias de 6,5l. Já a caixa de
abertura das portas ajuda a uma melhor 109 turbo “acorda”, o seu desempenho é velocidades não sofreu alterações e
integração no cockpit. suficiente para uma dar ao condutor poderia ser mais dócil e precisa.
Para proporcionar maiores cotas de G/KM- CO2 uma dinâmica despreocupada. Só é
habitabilidade o banco traseiro pode 29 400€ pena que o som inconfundível do três BALANÇO FINAL
mexer-se 130 mm para frente ou para PREÇO BASE cilindros seja notório a rotações ele- Apelando a uma clientela jovem para
trás, em duas partes assimétricas e a vadas, ainda que sem acusar dema- quem a família passou a ser uma prio-
bagageira subiu a sua capacidade de vo- IMAGEM PREMIUM / INTERIORES siadas vibrações próprias deste tipo ridade, o renovado MINI Countryman
CUIDADOS E MODERNOS / CAPACIDADE
lumetria para 100 litros, o que quer dizer DA BAGAGEIRA / VERSATILIDADE de propulsores. Em todo o caso, com continua a ser um automóvel cheio
que agora oferece 450 generosos litros, CAIXA DURA E POUCO PRECISA / SOM uma velocidade máxima de 190 km/h de estilo, facultando um ambiente
valor que pode ser esticado até aos 1390 DO MOTOR “3 CILINDROS” e uma aceleração de abaixo dos 11s no moderno, acolhedor e onde não falta
litros, com o banco traseiro rebatido. O teste dos 0-100 km/h, o One D cumpre espaço. A versão One D foi pensada
rebatimento nas proporções de 40:20:40 MOTOR 3 CILINDROS, TURBODIESEL, as necessidades básicas de qualquer para chegar do “Ponto A” ao “Ponto
dá ao Countryman aquela modularidade COMMONRAIL 1496 CM3 POTÊNCIA MÁXIMA condutor, com um desempenho re- B” com mais segurança do que pres-
116 CV/4000 RPM BINÁRIO MÁXIMO
e versatilidade próprias de um SUV e de 270 NM/1750-2250 RPM TRANSMISSÃO gular em termos de comportamento sa, mas, nem por isso, os 116 cv que
alguns Crossovers. Criatividade q.b. foi TRAÇÃO DIANTEIRA, CAIXA MANUAL DE 6 VEL. uma vez que as oscilações de carro- o animam desiludem. Como diziam
sempre uma das imagens de marca da SUSPENSÃO INDEPENDENTE MCPHERSON À çaria em curva são comedidas para os primeiros anúncios: ”é tão giro ter
MINI e isso volta a refletir-se no painel FRENTE/MULTILINK ATRÁS TRAVAGEM DV/D a configuração de um veículo deste um MINI”… nem que seja mais Maxi
PESO 1460 KG MALA 450L DEPÓSITO 51L
de instrumentos e consolas. VEL. MÁX. 190 KM/H tipo. Naturalmente, não se pode es- que MINI!

+








































VOLVO MOSTRA




V90 CROSS



COUNTRY E XC40







da mensal (com preço igual em toda a
‘OCEAN RACE’ DE NOVIDADES Europa) podemos pedir que nos entre-
guem onde quisermos a viatura já abas-
É um dos SUV mais prometedores dos últimos tempos e já se ‘mostrou’ no nosso país tecida. Só deve chegar a Portugal em 2018.
na edição portuguesa da Volvo Ocean Race. Falamos do XC40, que chega em março de 2018.
A marca Sueca apresentou também a edição Volvo Ocean Race do V90 Cross Country VOLVO V90 CROSS CROUNTRY
No evento em Lisboa a Volvo também
João Tomé modelos 100% elétricos da marca. A bem como os T3 (152 cv) e T5 (247 cv) a apresentou a edição especial da Volvo V90
[email protected] elegância marca o modelo premium que gasolina, por isso, potência não irá faltar ao Cross Country, chamada precisamente
tem um comprimento ao nível de um Audi modelo que procura clientes que gostem Volvo Ocean Race. Vão ser produzidas
Volvo mostra o que vale pela pri- Q3, Mercedes GLA, BMW X1 ou Range de (e estejam disponíveis para pagar) três mil unidades nesta edição pensada
meira vez num SUV compacto Rover Evoque. Pudemos constatar o bom qualidade premium. Além da caixa ma- ao pormenor para os aventureiros. A cor
com o novo XC40. O modelo só gosto do interior e o espaço disponível de nual de seis velocidades há a automática oficial é a Crystal White, que torna o mo-
chega a Portugal no primeiro bom nível para este segmento, mesmo nos de oito e todas as motorizações vêm com delo camuflado na neve. Estão presentes
trimestre de 2018. A identidade bancos traseiros. A bagageira tem 460 tração total permanente, excepto o D3, que aplicações Kaolin Grey e pormenores em
A do XC40 é ‘própria’, o que faz litros e é modula, permitindo racionalizar tem tração dianteira. A Volvo espera que laranja, num interior que pode ser claro
com que o “XC90 e o XC60 sejam, não o espaço e chegar aos 1336 litros com os o modelo possa ser homologado como ou preto. E porque é pensado para aven-
irmãos, mas sim primos”. Foi isso mesmo bancos rebatidos. Classe 1 em breve. tureiros que se sujam com facilidade, os
que explicou na conferência de imprensa O Pilot Assist está presente no XC40, A marca sueca falou também na sua nova tapetes são à prova de água, usando um
onde o AutoSport esteve o responsável da dando algumas soluções de condução aposta em serviços alternativos à posse revestimento específico que também está
Volvo, o norte-americano Frank Vacca. autónoma, desde a travagem ou abran- de um carro, como o car-sharing, que
Com vista para os grandes veleiros da damento com a aproximação de um veí- deve chegar em 2018. Neste modelo é
Volvo Ocean Race, o SUV da marca sueca culo, passando por manter o SUV na faixa possível ao dono, através de uma app, P/ PRE ÇOS
distingue-se por ser o mais alto e largo ajustando a direção e acelerando sozinho emprestar o seu próprio carro a outra
do segmento B dos SUV, com maior altu- (até aos 130 km/h). Não falta também o pessoa sem ser necessário entregar-lhe VERSÕES XC 40
ra ao solo e rodas de grandes dimensões. já conhecido City Safety, Run-off Road a chave, basta enviar a autorização pela T3 (152 CV) 36.639€
O objetivo foi que ninguém ficasse com Protection & Mitigation, Cross Traffic Alert app – será possível abrir e usar o veículo 51.484€
dúvidas quando olhasse para ele: é um com travagem automática e câmara de só através da aplicação. T5 (247 CV, GEARTRONIC 8V) 39.956€
SUV. O XC40 estreia também a plata- 360° para ajuda ao estacionamento. Outra forma de usar o Volvo XC40 sem o D3 (150 CV) 4×2
forma Compact Modular Architecture Vão estar disponíveis no lançamento os comprar verdadeiramente é através do D3 (150 CV, GEARTRONIC 8V) 4×2 42.519€
(CMA), que vai servir para os futuros motores diesel D3 (150 cv) e D4 (190 cv), Care by Volvo. Neste serviço com ren- D4 (190 CV, GEARTRONIC 8V) 52.121€

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presente na enorme bagageira.
É na mala que há iluminação especial em
LED, um saco resistente à água e várias
redes e compartimentos de carga para
poder arrumar coisas sujas com materiais
limpos. A Volvo inclui ainda um equipa-
mento de lavagem para limpar pranchas
ou algum equipamento sujo – também
serve para dar banho ao cão, literalmen-
te! – e uma útil lanterna à prova de água.
Esta série chega no próximo ano com
quatro motores à escolha e um preço a
partir de 71.500€ (é a única coisa que se Na apresentação
do novíssimo XC40,
sabe nesta altura): os diesel 2.0 litros D4 a marca deu a conhecer
(190 cv), D5 (235 cv) e a gasolina T5 (254 a edição Volvo Ocean Race do V90 Cross Country
cv) e T6 (310 cv).


abordagem e de análise dos factos noti-
Dando cumprimento ao estabelecido no n° mais importantes provas de desporto au- leitores uma informação atual, rigorosa abordagem e de análise dos factos noti-
1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro,
tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade ciosos, com total abertura à interatividade
E/ Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O com a sua comunidade de leitores. 4. O
AutoSport pratica um jornalismo pautado utoSport pratica um jornalismo pautado
Editorial da publicação periódica AutoSport:
A
ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re-
1. O AutoSport é um semanário dedicado
temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas
O AutoSport pauta as suas opções edito-
pressuposto editorial facultar a melhor essuposto editorial facultar a melhor
pr
comercial.
suas mais distintas vertentes: desporto e de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como ou enfeudamentos, tendo apenas como
competição, comércio, indústria, segurança 2. O AutoSport está comprometido com riais por critérios de atualidade, interesse informação e a melhor formação aos seus informação e a melhor formação aos seus
ES TATUT O e problemática rodoviária. O AutoSport o exercício de um jornalismo formativo e informativo e qualidade, procurando apre- leit
leitores, seguindo sempre as mais elemen-ores, seguindo sempre as mais elemen-
EDIT ORIAL edita, semanalmente, conteúdos sobre as informativo e procura oferecer aos seus sentar aos seus leitores a mais completa tares normas deontológicas.tares normas deontológicas.
PROPRIEDADE FOLLOW MEDIA COMUNICAÇÃO UNIPESSOAL, LDA. – NIPC 510430880, RUA DAS PALMEIRAS, LT 5 – APART. 150, CASCAIS REDAÇÃO RUA MANUEL INÁCIO Nº8B 2770-223 PAÇO DE ARCOS GERÊNCIA PEDRO CORRÊA MENDES
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JORGE GIRÃO, JOÃO F. FARIA, JOÃO PICADO, NUNO BRANCO, NUNO BARRETO COSTA, RODRIGO FERNANDES E GUILHERME RIBEIRO FOTOGRAFIA AIFA/JORGE CUNHA, ANDRÉ LAVADINHO, ZOOM MOTORSPORT/ANTÓNIO SILVA
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