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Published by hmilheiro, 2018-10-29 16:34:03

AutoSport_2131

AutoSport_2131

#2131 DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES
ANO 40
40
31/10/2018
Semanal anos

2,35€ (CONT.) >> autosport.pt

VERSTAPPEN O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES

FH1AMILTONVENCEGPMÉXICO

PENTACAMPEÃO

BAJA PORTALEGRE 500

JOÃORAMOS CAMPEÃO
PÁG. 18

RALI DA CATALUNHA

REGRESSO TRIUNFAL DE LOEB
PÁG. 10

ELMS EM PORTIMÃO

VITÓRIA DE FILIPE ALBUQUERQUE

PÁG. 24



3

I/ I N S TA N TÂ N E O SIGA-NOS EM EDIÇÃO

#2131
31/10/2018

f l> > a u t o s p o r t . p t
facebook.com/autosportpt twitter.com/AutoSportPT

REGRESSO de Sébastien Loeb e dos seus méritos já falámos muito, mas o que mais sensibiliza nesta foto é a explosão de alegria de José Luís Abreu
uma equipa que tem tido muitos dissabores nos últimos dois anos. Por isso, momentos destes sabem ainda melhor...
DIRETOR-EXECUTIVO
S/ SEMÁFORO EM DIRETO
[email protected]
PARADO A ARRANCAR A FUNDO “Não acho que ‘frustração’ seja
a palavra mais correta, Não vejo Lewis Hamilton assegurou
Oito abandonos em Duas vitórias Depois de várias propósito em fazer as próximas no passado fim de semana,
18 corridas é obra. consecutivas de tentativas frustradas, duas corridas”, Daniel Ricciardo, no México, o seu 5º título
Albuquerque na ELMS, João Ramos assegurou Mundial de F1, algo que
Ricciardo ficou e a primeira em casa. o merecido título no desalentado por mais um abandono só dois ‘monstros’ como
tão chateado que Para dar sequência CPTT. Valeu a pena a Juan Manuel Fangio e
dispensa as duas “O Lewis pode tentar ser Michael Schumacher consegui-
últimas corridas com a para o ano? persistência... estatisticamente o melhor ram. É um feito notável de um
de todos os tempos”, Nico piloto fabuloso, e que tem algo de
Red Bull... muito especial. A sua velocidade
Rosberg, a ‘valorizar’ ainda mais o é indesmentível e as suas 81 pole
O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES NA ERA DIGITAL seu título de 2016 positions falam por si. Depois de
Ayrton Senna ‘cravar’ 65, muitos
“É um momento horrível,que já disseram que esse recorde difi-
tive três vezes. Tive as minhas cilmente seria ultrapassado. 12
hipóteses,mas o Lewis foi anos depois, Michael Schumacher
o melhor...”, Sebastian Vettel, trataria de o desmentir, colocan-
do a fasquia nas 68, mas 81 pole
resignado a mais uma ano sem títulos positions é algo assombroso. As
recentes palavras de um Senhor
“É muito difícil perceber o chamado Alain Prost, não deixam
que alcancei. É algo com que dúvidas: “O que reparo no Lewis
sonhei, mas nunca num milhão é que a cada ano que passa ele
de anos achei que seria cinco obriga-se a elevar o seu nível,
vezes campeão mundial”, Lewis tornando-se ainda melhor piloto.
Psicologicamente, ele esteve mui-
Hamilton, ainda sem perceber bem o to forte este ano, muito maduro, e
que alcançou... nestas circunstâncias, era impos-
sível de bater.” Hamilton chegou
Siga-nos nas redes sociais e saiba a um patamar que Prost conhece
tudo sobre o desporto motorizado no bem, e é uma pena não podermos
computador, tablet ou smartphone via comparar gerações, é tudo dema-
facebook (facebook.com/autosportpt), siado diferente, e os números não
twitter (AutosportPT) ou em dizem tudo. Nunca as estatísticas
>> autosport.pt devolvem certezas quanto a quem
é o melhor, mas há certamente
um lote bem restrito onde está o
melhor de sempre, e se Hamilton
ainda lá não estiver, está a bater
à porta. Por isso vamos ver o que
fará até se ‘reformar’, e no fim logo
se fazem contas.
Pessoalmente, passei pela chega-
da de Schumacher à F1, depois de
alguns anos a ver Senna e Prost, o
alemão ganhou tudo o que havia
para ganhar, e não me conseguiu
tirar Senna da mente. Agora é a
vez de Hamilton. Vamos ver.

4 F1/
FÓRMULA 1
GP DO MÉXICO 1 9 DE 21

VERSTAPPEN
VENCENO
TÍTULODE
HAMILTON

O Grande Prémio do México estava destinado a ser o palco
da conquista do quinto cetro de Lewis Hamilton, mas o piloto
inglês teve de se aplicar para poder terminar em quarto numa

corrida em que Max Verstappen foi um justo vencedor

Jorge Girão
[email protected]

Ohomem da Mercedes chegava Tal como no Grande Prémio dos Estados dificuldades na sexta-feira, tendo sido, ções do seu carro, superiorizando-se a
ao Circuit Hermano Rodriguez Unidos da América as condições da pis- inclusivamente, a Renault que mais se Sebastian Vettel, que tinha um monolugar
com a quase certeza de que ta tornaram difícil o conhecimento do aproximava dos carros de Milton Keynes. mais competitivo que o Mercedes, mas
selaria aí o Campeonato de comportamento dos pneus por parte Não se esperava que este equilíbrio de uma vez mais, viu-se batido em qualifi-
Pilotos de 2018, dada a sua das equipas, uma vez que na sexta-feira, forças se mantivesse ao longo do fim cação pelo seu rival. A terceira linha ficou
vantagem para Sebastian como é habitual na pista mexicana, o de semana, mas este facto demonstra na posse da Finlândia, com vantagem
Vettel, que lhe exigia terminar apenas asfalto estava bastante sujo, ao passo que o trabalho que as duas equipas que têm para Valtteri Bottas.
em sétimo, mas certamente que não na sessão de treinos-livres de sábado a vindo a dominar a temporada tiveram Antes da corrida parecia claro que a Red
esperava tantas dificuldades como as chuva fez a sua aparição, muito embora de realizar nos simuladores das suas Bull, tal como previra, tinhas fortes pos-
que sentiu ao longo da prova de 71 voltas. permitindo o uso dos slicks na segunda fábricas para poderem alcançar a com- sibilidades de vencer o Grande Prémio do
Por seu lado, os responsáveis da Red metade da ação em pista. petitividade revelada no sábado. México, ao passo que no campo da luta
Bull esperavam, no traçado situado nos Este foi um cenário que deixou as equipas A qualificação foi um assunto entre pelo título, Vettel estava longe da posição
arredores da Cidade do México, ter uma com bastantes dúvidas quanto à longevi- os homens da Red Bull, mas foi Daniel que lhe poderia permitir manter a batalha
possibilidade de regressar às vitórias, da- dade das misturas que a Pirelli levou para Ricciardo, surpreendentemente, a im- em aberto – teria obrigatoriamente de
das as características da pista mexicana o México – hipermacios, ultramacios e por-se perante Verstappen que parecia vencer – ao passo que Hamilton, mesmo
e graças ao turbo de maiores dimen- supermacios. não querer acreditar ter sido batido pelo com dificuldades, ser-lhe-ia fácil ver a
sões que equipa a unidade de potência Foi com este cenário que Verstappen seu colega de equipa, depois de ter sido bandeirada de xadrez na prova de do-
da Renault, que em altitude permite-lhe se começou a impor desde as primeiras o mais rápido em todas as sessões de mingo em sétimo ou melhor.
perder menos rendimento que as suas sessões de treinos-livres, ao passo que treinos-livres. Não é impossível ultrapassar no traçado
congéneres. a Mercedes e a Ferrari passaram por Hamilton voltou a suplantar as limita- do Circuit Hermanos Rodriguez, mas com

>> autosport.pt

5

a fragilidade dos pneus bem patente ao Era evidente que os pilotos da Mercedes 5 des com os pneus, suplantando-o cinco
fim de algumas voltas, rodar no ar fresco tinham pela frente uma estratégia de duas voltas depois.
era uma mais valia para gerir as borra- paragens nas boxes, opção que parecia TÍTULOS CONQUISTADOS POR HAMILTON Sem nada a perder, e na esperança de
chas da Pirelli, o que colocaria no arranque ser a da Red Bull, que trocou as borrachas um Safety Car o deixar em vantagem
uma enorme importância. dos pilotos nas duas voltas seguintes – face a Verstappen, Vettel voltou a entrar
Ricciardo não arrancou bem da pole posi- primeiro Ricciardo e depois Verstappen. nas boxes na 47ª volta, sendo imitado por
tion e Verstappen saltou para o comando A Ferrari optava por uma tática de maior Hamilton, no entanto, a Red Bull, perce-
seguido de Hamilton, que chegou a estar elasticidade, tendo Vettel e Räikkönen bendo o estratagema da Ferrari, chamou
à frente do holandês na aproximação à trocado de pneus na 17ª volta, substituindo o líder na volta seguinte.
primeira travagem, mas sem ter de se en- os hipermacios por supermacios, tal como O piloto inglês da Mercedes estava des-
volver em lutas intensas para assegurar os restantes homens das ‘Três Grandes’. tinado a terminar em quinto, até por que
o título, o piloto da Mercedes levantou o Enquanto Verstappen se destacava no não tinha andamento para Räikkönen,
pé, assegurando o segundo lugar. comando, Vettel passou a ser o homem que parou apenas uma vez, mas o se-
Era evidente que o inglês não conseguia a seguir na corrida. gundo lugar estava ainda em luta entre
acompanhar o jovem da Red Bull, ten- O alemão aproximou-se consistente- Vettel e Ricciardo.
do os pneus do ‘Flecha de Prata’ ficado mente de Ricciardo, o terceiro classificado, O australiano, que não voltou a entrar
destruídos ao fim de apenas 10 voltas. e passou-o na 34ª volta para se lançar na nas boxes, permitiu a aproximação do
O Campeão do Mundo em título entrava perseguição de Hamilton. Uma vez mais piloto da Ferrari, que tinha borrachas
nas boxes na 11ª, seguido do seu colega o piloto da Ferrari foi ganhando tempo frescas, mas ultrapassar parecia ser
de equipa. ao seu perseguido, em sérias dificulda- uma impossibilidade para o segundo

F1/
FÓRMULA 1

6

GP DO MÉXICO 1 9 DE 21

M/ MOMENTO F/ FIGURA

ARRANQUE - É possível ultrapassar no Circuit MAX VERSTAPPEN - O holandês deu
Hermanos Rodriguez, como se verificou ao mostras de estar determinado em
longo da corrida, mas com a fragilidade que vencer desde a primeira sessão de
os pneus da Pirelli mostraram no asfalto mexi- treinos-livres e foi com grande sur-
cano, rodar no ar fresco era uma vantagem presa para todos, inclusivamente para
decisiva. Verstappen já tinha mostrado ser o si, que viu Ricciardo conquistar a pole
mais rápido na pista situada nos arredores position. Contudo, enquanto em outros
da Cidade México, muito embora tenha sido momentos isso o enfraqueceria, no
surpreendido por Ricciardo na qualificação, Circuit Hermanos Rodriguez Verstap-
mas com um bom arranque que o guindou ao pen apenas se mostrou mais focado e,
comando só a fiabilidade do seu carro o podia com um bom arranque, lançou-se para
bater, o que não aconteceu. um triunfo sem contestação.

>> autosport.pt

7

VISITE NOSSO SITE PARA 3 +/ MAIS aquém do esperado, deveria pelo
VER MAIS FOTOS DA menos ter batido Hamilton, na
PROVA AUTOSPORT.PT PILOTOS QUE CONQUISTARAM 5 OU MAIS LEWIS HAMILTON corrida esteve num nível que já não
TÍTULOS AO LONGO DE 69 TEMPORADAS O inglês, uma vez mais, mostrou o se via desde o Grande Prémio da
O fim de semana motivo de ser um justo Campeão Bélgica. Vettel esteve quase toda
da Red Bull só foi 5ª de 2018, muito embora não tenha a corrida ao ataque, adotando uma
ensombrado pelo ido além de quarto na corrida que estratégia agressiva e realizando boas
oitavo abandono de VITÓRIA DE MAX VERSTAPPEN NA FÓRMULA 1 o consagrou. Com um carro rápido, ultrapassagens ao inglês da Mercedes
Daniel Ricciardo, que mas que comia a borracha da Pirelli, e a Ricciardo. Foi pena que este tipo de
ficou tão chateado que Hamilton esteve na luta pela pole prestação do alemão tenha chegado
já não quer disputar as position e, apesar de ter perdido para demasiado tarde, ou talvez tenha
duas últimas corridas os pilotos da Red Bull, bateu o seu surgido por isso mesmo – por se ter
do ano pela Red Bull... rival na corrida ao título. Em corrida libertado da pressão que sentiu nos
o piloto da Mercedes lutou contra as últimos meses…
adversidades e chegou a ameaçar a
liderança de Verstappen, mas quando NICO HULKENBERG
ficou claro que os pneus do seu carro Depois de uma longa travessia do
desapareciam que nem espuma, deserto, o alemão, em dois fins de
mudou de abordagem, preferindo semana consecutivos, impôs-se
pensar no título e na história. entre o segundo pelotão, sendo
determinante para que a Renault
SEBASTIAN VETTEL se tenha destacado da Haas na luta
O alemão chegou à Cidade do México pelo quarto lugar do Campeonato
consciente de que apenas um milagre de Construtores. Hulkenberg talvez
o poderia manter na luta pelo título e não tivesse andamento para bater o
sabedor de que procurava uma causa seu colega de equipa, Carlos Sainz,
perdida. Ainda assim, o piloto da que abandonou ainda antes do meio
Ferrari deu o seu melhor e, apesar de da corrida, mas voltou a maximizar o
na qualificação ter ficado ligeiramente potencial do seu carro, triunfando na
corrida atrás das ‘Três Grandes’.

-/ MENOS

classificado do Campeonato de Pilotos. tarde ausente, viu a bandeirada de MERCEDES os homens das ‘Três Grandes’ e sido o
Ao longo de 12 voltas Vettel perseguiu xadrez no quinto lugar a uma volta de A equipa do construtor germânico único entre estes a ser dobrado.
Ricciardo, mas este nunca se atemo- Verstappen depois de três paragens voltou a ter dificuldades com o uso Com mais um ano de contrato, o
rizou, repelindo as investidas do seu nas boxes. dos pneus, tendo tanto Hamilton como finlandês tem o seu lugar na Mercedes
perseguidor. No entanto, a nove voltas Nico Hulkenberg venceu a corrida do Bottas de ter cuidado com a utilização assegurado para já, mas com
da bandeirada de xadrez, o Red Bull do segundo pelotão, não tendo adver- das borrachas da Pirelli para poderem Esteban Ocon livre, terá de melhorar
australiano parou em pista com proble- sários na luta pelo sexto lugar final. concluir a corrida sem problemas. significativamente as suas prestações
mas de embraiagem, consumando mais Charles Leclerc terminou em sétimo, Felizmente para a Mercedes que se quiser manter o seu lugar para lá da
um abandono. com mais uma boa exibição, seguido o título de pilotos está decidido a próxima temporada.
Os pilotos da Ferrari acompanhavam de Stoffel Vandoorne que, com a sua favor do piloto inglês, caso contrário,
assim Max Verstappen, que conquistou melhor performance da temporada, poderia estar agora em dificuldades. HAAS
a sua segunda vitória da temporada, na dividiu os dois Alfa Romeo Sauber. No entanto, está ainda por decidir Até ao Grande Prémio dos Estados
subida ao pódio. Pierre Gasly deu o último ponto à Toro o cetro de construtores e, muito Unidos da América parecia inevitável
Lewis Hamilton, numa corrida difícil, Rosso Honda, tendo, à semelhança de embora a Mercedes tenha ainda uma que a formação americana
terminou em quarto, mais que sufi- todos os outros pilotos para além dos vantagem confortável, uma corrida ultrapassasse a Renault no
ciente para garantir o seu quinto título das ‘Três Grandes’, perdido duas voltas má com um abandono, em Interlagos Campeonato de Construtores, mas
mundial, ao passo que Bottas, numa para Verstappen. ou Abu Dhabi, poderá fazer pender a enquanto a equipa do construtor
balança a favor da Ferrari. francês deu um salto competitivo
em Austin, a de Gene Haas caiu
VALTTERI BOTTAS nas profundezas da falta de
O piloto da Mercedes teve mais um competitividade. No México tanto
fim de semana para esquecer – foi Grosjean como Magnussen não
completamente dominado pelo seu passaram na Q1, na qualificação,
colega de equipa, perdendo quase três ficando longe dos lugares
décimos de segundo para Hamilton pontuáveis. Na corrida ficaram
na qualificação. Na corrida foi ainda classificados nas duas últimas
pior, tendo Bottas sido o último entre posições.

F1/
FÓRMULA 1

8

A OUTRA DIMENSÃO Francorchamps, em quatro corridas,
DE LEWIS HAMILTON tendo Hamilton feito a diferença no
braço.
Lewis Hamilton conquistou o seu Scuderia esteve sete vezes fora dos Não bastas vezes, credita-se ao reinício Enquanto o alemão acumulava erros,
quinto título mundial na Fórmula três primeiros depois de ter cruzado a da temporada, depois da pausa estival, o inglês ultrapassava as limitações do
1 no Grande Prémio do México e, linha de meta. o arranque definitivo de Hamilton para o seu carro para vencer, desequilibrando
muito embora o tenha feito com a Hamilton teve ao longo do ano alguns seu quinto cetro, mas, na verdade, esta emocionalmente o seu rival e, quan-
sua terceira pior classificação da época, dias maus, sobretudo no início da tem- aconteceu mais cedo, precisamente do passou a ter um monolugar mais
é um Campeão Mundial inteiramente porada, mas num dos casos, no Grande no Grande Prémio da Alemanha, em forte, o agora Pentacampeão Mundial
merecido. Prémio do Azerbaijão, aproveitou a falha meados de julho. de Fórmula 1 destruiu completamen-
Os grandes pilotos destacam-se nas do seu adversário, que errou quando O erro crasso de Vettel na chuva permitiu te Vettel com vitórias autoritárias em
dificuldades, quando não têm ao seu procurava atacar a liderança de Valtteri ao inglês vencer de forma improvável, Singapura, Rússia e Japão.
dispor o melhor carro, e este ano o inglês Bottas, e o azar do seu colega de equipa, aproveitando a pista molhada para con- As nove vitórias e outras tantas pole-
inúmeras vezes tinha à sua disposição que abandonou na última volta com um cretizar uma recuperação desde o 14º -positions, até agora, contra cinco de
o segundo monolugar mais performan- furo, para vencer – a sorte que protege lugar da grelha de partida. ambas do piloto da Ferrari, justificam
te em pista, mas nem por isso deixou os campeões. Uma semana depois aproveitou no- o título de Hamilton, mas para além
de maximizar as suas possibilidades Mesmo nos abandonos, o piloto da vamente a chuva para conquistar no dos números, também a forma como o
e, em muitas vezes, ganhar pontos a Mercedes distinguiu-se, uma vez que a braço uma pole position e vencer em inglês alcançou os seus sucessos foram
Sebastian Vettel, o seu grande rival na única vez que não concluiu uma corrida Hungaroring, um circuito em que o seu impressionantes.
corrida ao título e que ao longo de parte – no Grande Prémio da Áustria – deveu- carro não era tão eficaz como o Ferrari Hamilton não teve a sua vida facilitada,
da temporada teve no Ferrari SF71-H -se a uma falha mecânica, ao passo que do seu rival. tendo de se aplicar a fundo e alcançar
uma arma letal. Vettel abandonou no Grande Prémio da Olhando para a temporada como um um nível superlativo consistentemente
Se olharmos friamente para os números, Alemanha devido a despiste quando todo, verificamos que, muito embora para se poder superiorizar quer em qua-
o piloto da Mercedes apenas por três liderava. Só na corrida de Hockenheim o carro de Maranello tenha sido cla- lificação quer em corrida, o que o guin-
vezes terminou fora do pódio – na China, o alemão perdeu 33 pontos para o seu ramente o mais forte entre a prova dou ao plano dos grandes pilotos que se
no Canadá e no passado fim de semana, rival, podendo estar ainda a discutir o da Alemanha e a de Itália, Vettel ven- destacaram na história da Fórmula 1.
no México – ao passo que o alemão da título deste ano sem esta indiscrição. ceu apenas por uma vez, em Spa- Com os mesmos títulos do mítico Juan
Manuel Fangio, cinco cada, Hamilton tem
agora pela frente o recorde de sete cetros
de Michael Schumacher e com mais
dois anos de contrato com a Mercedes,
alcançar o germânico para ser cada vez
menos uma miragem.

>> autosport.pt

9

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

GP DO MÉXICO PROVA 19 DE 21 PROVA TEMPO
AUTÓDROMO HERMANOS RODRÍGUEZ VOLTAS
VOLTA MAIS RÁPIDA
28/10/2018 GERAL
VEL. MÁXIMA
4,304 KM 71 305,354 KM SEXTA SÁBADO DOMINGO GERAL
BOX

PERÍMETRO VOLTAS DISTÂNCIA TOTAL 1 MAX VERSTAPPEN RED BULL RB14/TAG HEUER 1:38:28.851 71 1:19.186 2 350.7 KM/H 15 2
4 360.1 KM/H 6 2
2 SEBASTIAN VETTEL FERRARI SF71H +17.316S 71 1:19.522 5 362.6 KM/H 2 1
8 358.0 KM/H 10 2
3 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI SF71H +49.914S 71 1:20.334 1 343.5 KM/H 19 3
7 347.0 KM/H 17 1
TREINOS LIVRES GRELHA DE PARTIDA 4 LEWIS HAMILTON MERCEDES W09 EQ POWER+ +78.738S 71 1:20.728 6 360.0 KM/H 7 1
11 354.2 KM/H 13 1
1 DANIEL RICCIARDO Q3 5 VALTTERI BOTTAS MERCEDES W09 EQ POWER+ +1 VOLTA 70 1:18.741 14 356.0 KM/H 12 1
RED BULL RACING 17 360.3 KM/H 5 2
1:14.759 6 NICO HULKENBERG RENAULT RS18 +2 VOLTAS 69 1:20.637 15 364.9 KM/H 1 2
18 356.5 KM/H 11 2
1.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 7 CHARLES LECLERC SAUBER C37/FERRARI +2 VOLTAS 69 1:20.537 16 359.8 KM/H 8 1
13 347.6 KM/H 16 2
PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 8 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN MCL33/RENAULT +2 VOLTAS 69 1:21.921 10 359.1 KM/H 9 1
9 360.7 KM/H 3 2
1 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING 1:16.656 2 MAX VERSTAPPEN 9 MARCUS ERICSSON SAUBER C37/FERRARI +2 VOLTAS 69 1:22.440 3 352.5 KM/H 14 1
RED BULL RACING 19 360.6 KM/H 4 1
2 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +0.483S 1:14.785 10 PIERRE GASLY TORO ROSSO STR13/HONDA +2 VOLTAS 69 1:22.755 12 346.0 KM/H 18 1
20 332.6 KM/H 20
3 CARLOS SAINZ RENAULT +1.270S 11 ESTEBAN OCON FORCE INDIA VJM11/MERCEDES +2 VOLTAS 69 1:22.629

4 NICO HULKENBERG RENAULT +1.372S 3 LEWIS HAMILTON 12 LANCE STROLL WILLIAMS FW41/MERCEDES +2 VOLTAS 69 1:22.983
MERCEDES
5 LEWIS HAMILTON MERCEDES +1.419S 1:14.894 13 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS FW41/MERCEDES +2 VOLTAS 69 1:22.640

6 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +1.666S 14 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO STR13/HONDA +2 VOLTAS 69 1:22.438

7 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +2.090S 15 KEVIN MAGNUSSEN HAAS VF-18/FERRARI +2 VOLTAS 69 1:21.874

8 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +2.280S 4 SEBASTIAN VETTEL
FERRARI
9 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +2.368S 1:14.970 16 ROMAIN GROSJEAN HAAS VF-18/FERRARI +3 VOLTAS 68 1:21.370

10 NICHOLAS LATIFI FORCE INDIA +2.422S NC DANIEL RICCIARDO RED BULL RB14/TAG HEUER PROB. HIDR. 61 1:19.462

11 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +2.468S 5 VALTTERI BOTTAS NC SERGIO PEREZ FORCE INDIA VJM11/MERCEDES TRAVÕES 38 1:23.545
MERCEDES
12 ANTONIO GIOVINAZZI SAUBER FERRARI +2.478S 1:15.160 NC CARLOS SAINZ RENAULT RS18 PROB. ELÉ. 28 1:22.386

13 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +2.620S NC FERNANDO ALONSO MCLAREN MCL33/RENAULT FUGA DE ÁGUA 3 1:24.197

14 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.656S 6 KIMI RÄIKKÖNEN NOTA - HARTLEY FOI PENALIZADO EM 5 SEGUNDOS DEVIDO A TER CAUSADO UMA COLISÃO
FERRARI
15 LANDO NORRIS MCLAREN RENAULT +2.990S 1:15.330

16 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +3.060S

17 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +3.197S 7 NICO HULKENBERG
RENAULT
18 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +3.243S 1:15.827 AUSTRÁLIA
BAHREIN
19 LANCE STROLL WILLIAMS +3.486S CHINA
AZERBAIJÃO
20 PIERRE GASLY TORO ROSSO HONDA 8 CARLOS SAINZ ESPANHA
RENAULT MÓNACO
2.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 1:16.084 CANADÁ
FRANÇA
ÁUSTRIA
GRÃ-BRETANHA
ALEMANHA
HUNGRIA
BÉLGICA
ITÁLIA
SINGAPURA
RÚSSIA
JAPÃO
EUA
MÉXICO
BRASIL
ABU DHABI

PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 9 CHARLES LECLERC
SAUBER FERRARI
1 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING 1:16.720 1:16.189 PILOTOS

2 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +0.153S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

3 CARLOS SAINZ RENAULT +1.233S 10 MARCUS ERICSSON 1. L. HAMILTON 18 15 12 25 25 15 10 25 - 18 25 25 18 25 25 25 25 15 12 358

4 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +1.234S SAUBER FERRARI 2. S. VETTEL 25 25 4 12 12 18 25 10 15 25 - 18 25 12 15 15 8 12 18 294

5 NICO HULKENBERG RENAULT +1.326S 1:16.513 Q2

6 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +1.341S 3. K. RAIKKONEN 15 - 15 18 - 12 8 15 18 15 15 15 - 18 10 12 10 25 15 236

7 LEWIS HAMILTON MERCEDES +1.380S 11 ESTEBAN OCON 4. V. BOTTAS 4 18 18 - 18 10 18 6 - 12 18 10 12 15 12 18 18 10 10 227
FORCE INDIA MERCEDES
8 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +1.413S 1:16.844 5. M. VERSTAPPEN 8 - 10 - 15 2 15 18 25 - 12 - 15 10 18 10 15 18 25 216

9 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +1.420S 6. D. RICCIARDO 12 - 25 - 10 25 12 12 - 10 - 12 - - 8 8 12 - - 146

10 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +1.447S 12 FERNANDO ALONSO 7. N. HULKENBERG 6 8 8 - - 4 6 2 - 8 10 - - - 1 - - 8 8 69
MCLAREN RENAULT
11 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +1.765S 1:16.871

12 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +2.013S 8. S. PEREZ - - - 15 2 - - - 6 1 6 - 10 6 - 1 6 4 - 57

13 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +2.304S 13 SERGIO PEREZ 9. K. MAGNUSSEN - 10 1 - 8 - - 8 10 2 - 6 4 - - 4 - - - 53
FORCE INDIA MERCEDES
14 PIERRE GASLY TORO ROSSO +2.327S 1:17.167 10. F. ALONSO 10 6 6 6 4 - - - 4 4 - 4 - - 6 - - - - 50

15 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +2.376S 11. E. OCON - 1 - - - 8 2 - 8 6 4 - 8 8 - 2 2 - - 49

16 LANCE STROLL WILLIAMS +2.499S 14 BRENDON HARTLEY 12. C. SAINZ 1 - 2 10 6 1 4 4 - - - 2 - 4 4 - 1 6 - 45
TORO ROSSO HONDA
17 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.602S 1:17.184

18 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +2.615S 13. R. GROSJEAN - - - - - - - - 12 - 8 1 6 - - - 4 - - 31

19 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +2.823S 15 STOFFEL VANDOORNE 14. P. GASLY - 12 - - - 6 - - - - - 8 2 - - - - - 1 29
MCLAREN RENAULT
20 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +2.950S 1:16.966 15. C. LECLERC - - - 8 1 - 1 1 2 - - - - - 2 6 - - 6 27

3.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 16. S. VANDOORNE 2 4 - 2 - - - - - - - - - - - - - - 4 12

PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 16 KEVIN MAGNUSSEN 17. M. ERICSSON - 2 - - - - - - 1 - 2 - 1 - - - - 1 2 9
HAAS FERRARI
1 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING 1:16.284 1:17.599 18. L. STROLL - - - 4 - - - - - - - - - 2 - - - - - 6

2 LEWIS HAMILTON MERCEDES +0.254S 19. B. HARTLEY - - - 1 - - - - - - 1 - - - - - - 2 - 4

3 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +0.282S 17 LANCE STROLL 20. S. SIROTKIN - - - - - - - - - - - - - 1 - - - - - 1
WILLIAMS MERCEDES
4 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +0.744S 1:17.689 Q1
18 ROMAIN GROSJEAN
5 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.761S HAAS FERRARI
1:16.911
6 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +0.775S

7 CARLOS SAINZ RENAULT +1.052S EQUIPAS

8 PIERRE GASLY TORO ROSSO +1.241S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

9 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +1.281S 19 SERGEY SIROTKIN 1. MERCEDES 22 33 30 25 43 25 28 31 - 30 43 35 30 40 37 43 43 25 22 585
WILLIAMS MERCEDES
10 NICO HULKENBERG RENAULT +1.339S 1:17.886 2. FERRARI 40 25 19 30 12 30 33 25 33 40 15 33 25 30 25 27 18 37 33 530

11 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +1.447S 3. RED BULL TAG HEUER 20 - 35 - 25 27 27 30 25 10 12 12 15 10 26 18 27 18 25 362

12 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +1.535S 20 PIERRE  GASLY
TORO ROSSO HONDA
13 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +1.861S 4. RENAULT 7 8 10 10 6 5 10 6 - 8 10 2 - 4 5 - 1 14 8 114

14 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +2.161S 5. HAAS FERRARI - 10 1 - 8 - - 8 22 2 8 7 10 - - 4 4 - - 84

15 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +2.264S 6. MCLAREN RENAULT 12 10 6 8 4 - - - 4 4 - 4 - - 6 - - - 4 62

16 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +2.353S 7. FORCE INDIA - -1 - -15 -2 -8 -2 - -14 -7 -10 - 18 14 - 3 8 4 - 47

17 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +2.385S 8. SAUBER FERRARI - 2 - 8 1 - 1 1 3 - 2 - 1 - 2 6 - 1 8 36

18 LANCE STROLL WILLIAMS +2.414S Nota: Grosjean penalizado em 3 posições devido a colisão
na prova anterior. Gasly penalizado em 15 posições devido
19 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +2.555S 9. TORO ROSSO HONDA - 12 - 1 - 6 - - - - 1 8 2 - - - - 2 1 33
a troca não prevista de elementos da unidade motriz e
20 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI mais 5 por troca de caixa de velocidades 10. WILLIAMS - - - 4 - - - - - - - - - 3 - - - - - 7

PONTUAÇÃO 1.º 25 PTS 2.º 18 PTS 3.º 15 PTS 4.º 12 PTS 5.º 10 PTS 6.º 8 PTS 7.º 6 PTS 8.º 4 PTS 9.º 2 PTS 10.º 1 PT

10 WRC/
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS - CATALUNHA

EL REIRALIDACATALUNHA/ESPANHA

D.SEBASTIÃO…
Sébastien Loeb venceu o Rali da Catalunha, cinco anos depois
do seu último triunfo no WRC, naquele que foi o seu terceiro rali

do ano. Sébastien Ogier foi segundo e regressou liderança do
campeonato. Thierry Neuville esteve azarado na PowerStage e

agora terá de correr atrás do prejuízo…
Martin Holmes com José Luís Abreu
[email protected]

FOTOGRAFIA @WORLD/ A.LAVADINHO/ A.VIALATTE

Se algum bom argumentista que estava com um ritmo demasiado forte de avanço face a Thierry Neuville, depois 65
de Hollywood estivesse a es- para que a sua vitória fosse contestada, duma prova em que olhou sempre mais
crever os capítulos do livro de eis que a sua queda na classificação abriu para o que o belga estava a fazer do que MESES E 24 DIAS, OU SE PREFERIR, 5 ANOS E
ouro desta competição, estes uma janela de oportunidade que o nove para a vitória. Aguentou-se como pôde 24 DIAS, FOI O TEMPO QUE PASSOU ENTRE A
não seriam muito diferentes do vezes Campeão do Mundo de Ralis não na difícil etapa de terra, em que perdeu PENÚLTIMA (ARGENTINA 2013) E ESTA ÚLTIMA
que a realidade esta nos tem desperdiçou. cerca de 40s para o líder, Ott Tänak, esteve VITÓRIA DE LOEB NO WRC
oferecido. Num ano em que as lutas nos Mas ainda teve que trabalhar muito para sempre à frente do belga, bem inserido na
ralis têm sido entusiasmantes, a incerteza isso, misturando pelo meio uma pitada discussão do segundo lugar num grupo
quanto ao vencedor dos campeonatos de sorte e muito ‘tempero’ de saber e com cinco pilotos, e quando Tänak ba-
vai estender-se até à última prova e eis experiência. queou e caiu para nono, na PE10, atacou
que para dourar a pílula, naquela que foi a Não estando na luta pelo campeonato forte no troço mais longo do dia, e com
sua terceira prova do ano, Sébastien Loeb pode dar-se ao luxo de fazer uma aposta isso subiu a segundo. Perdeu na luta di-
juntou finalmente todas peças e triunfou arriscada de pneus, escolhendo o com- reta com Loeb, mas aproveitou o azar de
no Rali da Catalunha, numa vitória que só posto duro quando existia a possibilidade Latvala, que furou na penúltima especial,
ficou assegurada nos derradeiros metros de chover. Se isso sucedesse perdia muito. caindo de segundo para sexto, e também
da PowerStage. Mas não choveu, e com isso assumiu a o azar de Neuville, que partiu uma jante na
A exemplo de Kimi Räikkönen, que ven- liderança do rali. PowerStage, para ascender à liderança do
ceu nos EUA cinco anos depois do seu Ficou com um avanço de 7.1s, ainda co-
último triunfo na F1, Sébastien Loeb foi meteu um erro numa rotunda, deixando o
ainda mais longe, e depois de algumas motor do C3 WRC ir abaixo, mas apesar de
aparições esporádicas, enquanto com- rumar ao último troço com 3.6s de avanço
petia regularmente noutras disciplinas, e tendo um ‘monstro’ como Sébastien
venceu pela 79ª vez na sua carreira, num Ogier no seu encalce, não vacilou e venceu
triunfo que teve tanto de inesperado, como o rali por 2.9s.
de merecido, já que depois do atraso de Ott Sébastien Ogier foi segundo e retomou a
Tänak, que perdeu a liderança do rali devi- liderança do campeonato. O francês vai
do a um furo, quando já se tinha percebido agora para a Austrália com três pontos

campeonato. Estava tão feliz que até saltou >> autosport.pt
para o capot do C3 WRC para festejar com
Loeb e Elena. 11
Agora, tudo se decide na última prova.
Para lá de Latvala, que com o seu erro COMENTÁRIO
juntou os três Toyota entre a sexta e a DO VENCEDOR
oitava posições, resultados pobres para
‘tanto carro’, o outro grande azarado foi SÉBASTIEN LOEB
Neuville, que com o infortúnio nem se-
quer obteve qualquer ponto na Power “Cinco anos depois é uma
Stage, caindo para quarto, atrás de Elfyn sensação muito boa, já que foi
Evans… por 0.5s. uma disputa intensa mesmo
Perdeu a liderança do Mundial de Pilotos até final. Quando vi no ecrã que
e está agora três pontos atrás de Ogier. tinha vencido, foi uma sensação
Pelo menos não vai abrir a estrada na incrível! Foi muito bom ter
Austrália, onde isso é mau… conseguido andar no ritmo certo
depois de todos estes anos,
pois todos os outros pilotos não
estiveram ‘parados’ enquanto eu
estive fora, e andaram mesmo
a fundo durante todo o rali. Não
podia dar-me ao luxo de ser
lento em terra, na sexta-feira,
ou no asfalto, no sábado. Fomos
rápidos esta manhã depois de
termos feito a escolha certa de
pneus, e aqui contei um pouco
com a minha experiência, mas
é sempre complicado escolher
pneus em condições mistas. De-
pois aguentámo-nos bem, apesar
de um ligeiro erro na penúltima
especial. Agora, dada a forma
como o rali de evoluiu, estou ten-
tado a dizer que terá sido, talvez,
a minha maior vitória. Sei que
estou extremamente satisfeito
por garantir um resultado que é
altamente merecido por toda a
equipa. Gostei do fim de semana,
foi muito bom lutar novamente
na frente e vencer. Aqui sinto-me
melhor que em qualquer outra
disciplina, mas sei porque me
retirei do WRC. É demasiado o
envolvimento. Mas não sei, é cedo
para pensar nisso.”

WRC/

12

OS OUTSIDERS…

Dani Sordo terminou o rali em quinto,
depois de ter chegado a liderar a prova.
Contudo, não aguentou o ritmo, e já depois
de cair para segundo na PE11, caiu dessa
posição para sexto na PE13. Aí, com Neu-
ville, colega de equipa que luta pelo título,
imediatamente à sua frente, teve que ficar
‘quieto’, deixando de poder atacar.
Ott Tänak, depois de dominar o rali com
tanta evidência, viu um furo estragar-lhe
uma prova que terminou em sexto. Depois
do azar, ‘misturado’ com um erro, que
teve em Gales, o contratempo acabou-
-lhe com a possibilidade de vencer. Ainda
pode ser Campeão, mas só se houver
uma hecatombe com os dois adversários
diretos. Sem estes dois erros, com o que
estava a andar, provavelmente seria ele
o Campeão.
A exemplo de Tänak, Latvala esteve perto
de vencer, mas também um furo quando
lutava pelo triunfo, na penúltima espe-
cial, impediu a Toyota de poder vencer
mais uma vez. Esapekka Lappi foi oitavo,
claramente o pior dos carros nipónicos,
num rali que terminou pela primeira vez.
Craig Breen foi nono, e a presença de Loeb
explica exatamente que o mal, este ano,
nunca esteve no carro, mas sim nos pi-
lotos. A prova (mais uma) deu-a Loeb.
Andreas Mikkelsen continua a fazer
uma enorme travessia do deserto, e o
norueguês é a melhor prova de que, por
vezes, um bom carro para um piloto, não
significa que seja para todos. Falta química
e conhecimento do binómio Mikkelsen/
i20 WRC. Pelo menos, espera-se que este
ano quase sabático permita que volte em
2019 com a ‘aprendizagem’ completa…
Teemu Suninen realizou na Catalunha um
dos seus piores ralis dos últimos tempos,
o asfalto não é a sua praia, ainda mais
molhado, o que foi para si uma novidade.
Registe-se ainda a presença de Ken Block
na prova, marcada por mais uma saída de
estrada. O norte-americano, só mesmo
nas rotundas não tem adversários…
Nota final para o regresso ao WRC do Cam-
peão do Mundo de 2003, Petter Solberg,
que deu à VW um pódio na estreia do VW
Polo GTI R5 no WRC2.

M/ MOMENTO F/ FIGURA

Quando Loeb decide trocar os pneus que Desde a sua primeira vitória na Alemanha
já tinha escolhido, na manhã do último dia, em 2002, passaram 16 anos e quatro
optando pelo composto duro. A escolha foi meses. Sébastien Loeb bateu o recorde
a mais acertada pois com isso subiu duma de Björn Waldegård, que era de 15 anos e
assentada de 3º para 1º, passando Latvala e dois meses (Suécia 1975 a Safari 1990).
Ogier. No final da PE15, passou a comandar Depois de todos os recordes que tem em
com 2.6s de diferença para o finlandês, e sua posse, poucos acreditariam que ainda
na PE16, Santa Marina 1, aumentou essa poderia vencer uma prova do WRC em plena
margem para 7.1s. O erro que cometeu na ebulição da luta pelo título. Pelos vistos era
penúltima especial, um pião, só deu ainda necessário mais um capítulo para o livro da
mais emoção à PowerStage... história dos ralis. Ele aí está...

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13

+/ MAIS WRC2
SEGUNDOTRIUNFO DE KALLE ROVANPERÄ

ELFYN EVANS se’. A sorte também tem alguma Com Jan Kopecky a assegurar o título do na frente de Petter Solberg (VW Polo GTI
Grande prova fez o galês. Quando importância nos ralis... WRC2 sentado no sofá de casa – quando a R5), com Jan Kopecky, melhor Skoda, já a
o vimos nos primeiros lugares no Skoda anunciou que não ia à Austrália – a 11.8s. Rovanperä foi-se aproximando de
primeiro dia, não estranhámos, KALLE ROVANPERÄ marca checa assegurou em Espanha o 11º Kopecky e passou-o, colocando-se atrás dos
pois parte muito atrás na ordem de Segunda vitória no WRC2 de um triunfo de um Skoda Fabia R5 no WRC2, em Volkswagen, suplantando depois Eric Camilli
partida, mas quando o vimos por lá piloto que apesar da tenra idade 12 provas. Só em duas não foi um piloto da no início do dia seguinte e ascendendo à
ficar no difícil segundo dia de prova, já anda como ‘gente grande’. Terá equipa oficial a vencer, Suécia e Finlândia, liderança do WRC2. Depois, o piloto do Polo
em que choveu muito, percebemos certamente um grande futuro pela e isto diz bem do domínio da marca checa GTI R5 teve problemas de caixa e Kopecky
que estava a fazer um bom rali. frente e basta olhar para os seus no WRC2. Para o ano, com o WRC2 Pro pode passou para segundo.
Desde a PE13 teve Neuville atrás, resultados no WRC2 este ano: 5º, um haver várias equipas oficiais, mas nada está Depois de Rovanpera ter solidificado a sua
chegou a perder a posição, mas acidente (também tem ‘direito’), 4º, definido ainda. liderança face a Kopecky, o jovem passou a
continuou a pressionar o belga até 2º, 1º e 1º. Estreou-se a vencer em Nesta prova, o triunfo foi mais uma vez para gerir terminando o rali com 8.5s de avanço.
ao furo que este sofreu. Bem ajudou Gales na terra, venceu no asfalto da Kalle Rovanperä, que triunfou pela segunda Peter Solberg (VW Polo GTI R5), que rodava
Ogier... Catalunha. Pena só em 2020 ir para vez consecutiva. Mas desta feita teve em quarto atrás de Nil Solans, quando o
o WRC... mais oposição, especialmente dos novos espanhol se atrasou, aproveitou para dar
OTT TÄNAK Volkswagen, na fase inicial da prova. à VW um pódio na estreia. Enrico Brazzoli
O toque que danificou o cárter na SÉBASTIEN OGIER Ao cabo dos primeiros quatro troços do venceu o WRC3 e assegurou o título por
Grã-Bretanha e o furo que sofreu No fim do primeiro dia era 7º. rali, Eric Camilli (VW Polo GTI R5) liderava apenas um ponto.
na Catalunha ‘roubaram-lhe’ Esteve a 47.1s do líder e sendo
duas vitórias quase certas. Está verdade que sem o furo de Tänak
com um andamento a ‘milhas’ da não chegaria tão longe, a verdade é
concorrência, um super-Toyota, mas que teve grande paciência, mesmo
não chega ao título devido a um nunca acertando na ‘mouche’ das
misto de culpa e azar. É sempre fácil escolhas de pneus. Vai para a
atribuir culpas num furo, mas todos Austrália na liderança do WRC e
os pilotos fazem o mesmo. Uns, agora é Neuville que tem de fazer
por vezes, furam, outros ‘safam- pela vida.

-/ MENOS

PÚBLICO espetaculares gincanas são VWPOLO GTI R5 ESTREOU-SE COM PÓDIO
O que se viu em alguns momentos produtos de Hollywood, mas o
do Rali da Catalunha foi mau piloto norte-americano devia Foi uma estreia positiva a dos novos que um problema de caixa afetou o Polo
demais para ser verdade. perceber que o nível do WRC é Volkswagen Polo GTI R5. Os carros GTI R5 de Camilli, que cedeu a posição aos
As arrepiantes imagens do demasiado alto para as suas alemães chegaram a ‘assustar’ os Skoda. Petter Solberg ainda foi a tempo
shakedown, em que um espetador capacidades. De qualquer ‘habitués’ do WRC2, na fase inicial da de terminar em terceiro e oferecer um
esteve muito perto de se tornar forma, louvamos a coragem e prova, mas foi sol de pouca dura, com os pódio no regresso após dois anos fora do
notícia pelas piores razões persistência, pois cada um faz o homens da Skoda a passarem os VW, que WRC, da Volkswagen MotorSport, agora
e entrar nos noticiários das que quer ao seu dinheiro. chegaram a estar os dois na frente, no no WRC2. Sem deslumbrar, os carros
TV de todo o mundo, levaram final da PE6. mostraram que já estão a um nível bom,
inclusivamente a FIA a publicar CRAIG BREEN Eric Camilli liderou até à PE8, Petter sendo necessárias mais provas para se
nas suas redes sociais ‘avisos’ Depois do ano passado ter Solberg rodava nessa altura em quarto, até perceber onde se situam realmente.
quanto à segurança. A anulação conseguido seis Top 5 com
do primeiro troço do segundo dia um carro mau, este ano são
foi a forma que a FIA encontrou incompreensíveis tantos altos
para acalmar as hostes, mas ficou e baixos. É verdade que o nível
a ideia que a segurança foi muito subiu, mas o C3 está bem
descurada nesta prova. E isso não diferente para melhor, e se o 2º
são boas notícias para o evento lugar na Suécia foi excelente,
espanhol... parece que o acidente na
Argentina logo a seguir lhe retirou
KEN BLOCK confiança. O que se passou na
Facto! Nas últimas seis provas equipa também não deve ter
que Ken Block disputou no WRC, ajudado, e agora na Catalunha o
despistou-se 33% das vezes. pior resultado do ano. E logo no
Há muito que sabemos que as ‘seu’ piso...

WRC/ HYUNDAI SHELLMOBISWORLD RALLYTEAM
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS UM AZAR NUNCA VEM SÓ...

14 R A L I D A C A T A L U N H A 1 2 D E 1 3

M-SPORT FORD WORLD RALLYTEAM
DUPLO PÓDIO

Foi muito positivo o fim de semana da M-Sport no Rali da Catalunha, já que colocou Como sempre, a cada rali, para haver equipas vencedoras, outras têm que perder, e desta feita a
dois dos seus carros no pódio e deixou em aberto a possibilidade de vencer os ‘fava’ saiu à Hyundai. Foi injusto o azar de Thierry Neuville no último troço, em que perde o terceiro
construtores, embora tenha poucas probabilidades. Por outro lado, Sébastien Ogier lugar e com isso o comando do Mundial de Pilotos, cedendo pontos que podem fazer toda a
suplantou Thierry Neuville no Mundial de Pilotos e vai para a Austrália na liderança. diferença, não só os três a mais que teria com o 3º lugar, como mais um ou outro da PowerStage.
Ogier perdeu o rali por 2.9s, mas, por outro lado, Elfyn Evans assegurou o terceiro lugar Thierry Neuville foi quarto, por 0.5s, Dani Sordo ficou logo a seguir e a única coisa positiva foi
por 0.5s. mesmo terem reduzido em oito pontos a margem para a Toyota nos Construtores: “Foi um rali
Para Malcolm Wilson: “Foi um grande fim de semana para nós, o Sébastien e o Julien muito competitivo e intenso, o nível a que se andou foi incrível, e tudo só se resolveu na Power
lideram agora o campeonato e este vai mesmo ser decidido na ‘negra’. Vai ser um Stage. Estamos naturalmente desapontados. Partir uma jante no último troço é doloroso e o
‘thriller’ incrível. Estamos a assistir a uma era fantástica no WRC e os verdadeiros pódio seria um bom prémio pela recuperação que fez ao longo do rali. Mas estas coisas sucedem.
vencedores são os adeptos. Na prova as condições foram difíceis, mudaram muito, Houve mudança de líder no Mundial, mas isso também significa que o Thierry não vai abrir a
o Seb suplantou bem a ordem na estrada e embora não tenhamos acertado a 100% estrada na Austrália”, disse Michel Nandan. Para Neuville este foi um “rali muito intenso e louco, e
nas escolhas de pneus, fomos recompensados. O Elfyn realizou uma boa prestação e que espelha bem o que tem sido este campeonato. Estou obviamente desapontado, pelos pontos
assegurou um merecido pódio, que era exatamente o que a equipa precisava”, disse. que perdi, foi azar, agora a luta está ainda mais aberta o que é ótimo para o WRC!”

TOYOTA GAZOO RACINGWORLD RALLYTEAM CITROËN TOTAL ABU DHABI WRT
MUITA PARRA, POUCA UVA... JÁ MERECIA...

A Toyota não teve sorte nesta prova depois de Ott Tänak e Jari-Matti Latvala terem mostrado um Foi inteiramente merecido este triunfo da Citroën no Rali da Catalunha, já que depois
grande andamento, com os seus carros a liderarem o rali da PE3 até à PE9 e depois da PE11 à de tudo o que tem sucedido este ano, esta é uma vitória que faz subir a moral da
PE14. Tanto num caso quanto noutro foram dois furos a afastarem a equipa da frente, mas ainda equipa, que não desaprendeu depois de tantos anos de conquistas. Simplesmente, o
assim, vão para a última prova no comando dos Construtores. contexto afeta todos, pilotos, responsáveis e este triunfo assegurado por Sébastien
Ott Tänak ainda pode ser campeão, mas a esperança é ténue. O Yaris continua a mostrar que é Loeb é um balão de oxigénio para a Citroën, que para o ano volta a ter um piloto
forte, mas a sorte não esteve do lado dos seus pilotos. capaz de lutar na frente. O carro este ano nunca foi o problema, mas os pilotos
Para Tommi Mäkinen: “Foi um fim de semana incrível, com muitos altos e baixos, e uma grande nunca ajudaram muito. Loeb veio agora mostrar o caminho e quem sabe ainda volta
batalha do princípio ao fim. Podia tudo ter terminado bastante melhor para nós, mas ainda para o ano para dar mais uma ajuda: “Toda a equipa esperava este resultado há
assim os três pilotos chegaram ao fim do rali. Vamos confiantes para a Austrália, temos pilotos muito, foi mais de um ano sem vencer, pelo que sabe bem. Desculpa Seb (Ogier), para
rápidos e um carro bom e fiável”, disse. Depois do azar de Tänak, Jari-Matti Latvala ainda teve uma o ano quero ver-te a fazer isto por nós. Quando ao Seb (Loeb), não sabemos como vai
oportunidade de vencer o rali, mas cometeu um erro ao roçar num rail e furou, caindo de 2º para ser, primeiro temos que confirmar um terceiro carro. Se não pudermos ter carro, não
6º: “Lamento o erro, mas isto pode suceder quando se luta ao décimo.” podemos ter piloto...”

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C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

COMO VI RALI DA CATALUNHA 12 DE 13
O RALI
25/10 A 28/10/2018
JOSÉ LUÍS ABREU
TUDO EM ABERTO 1495,73 KM 331,58 KM 1.º DIA 2.º DIA 3.º DIA
Das outras duas vezes que
À entrada da última prova do ano, o fez ralis este ano, Sébastien DISTÂNCIA 18 TROÇOS
Rali da Austrália, Sébastien Ogier é o Loeb já tinha deixado sinais de
novo líder do Mundial de Ralis e tem que ritmo não era ‘coisa’ que PROVA CARRO
agora três pontos de avanço para lhe faltava. No México, parou TEMPO/DIF.
Thierry Neuville. Ott Tänak deixou-se para mudar um pneu, quando 1 SEBASTIEN LOEB/DANIEL ELENA
atrasar, e está a 23 pontos de Ogier. perderia menos tempo se 2 SEBASTIEN OGIER/JULIEN INGRASSIA CITROËN C3 WRC 3:12:08.0
Como se percebe, com 30 pontos em continuasse, furado. Na Córsega, 3 ELFYN EVANS/DANIEL BARRITT FORD FIESTA WRC +2.9
jogo (25+5), a margem está dentro estava a andar bem, até sair de 4 THIERRY NEUVILLE/NICOLAS GILSOUL FORD FIESTA WRC +16.5
do espectro, embora a probabilidade estrada. Muitos acharam que 5 DANI SORDO/CARLOS DEL BARRIO HYUNDAI I20 COUPE WRC +17.0
seja baixa. Só para darmos alguns já não tinha vida para isto, mas 6 OTT TÄNAK/MARTIN JARVEOJA HYUNDAI I20 COUPE WRC +18.6
exemplos, o estónio, que é o piloto estavam enganados. Sébastien 7 ESAPEKKA LAPPI/JANNE FERM TOYOTA YARIS WRC +1:03.9
com menores hipóteses, se por acaso Loeb não perdeu qualidades, 8 JARI-MATTI LATVALA/MIIKKA ANTTILA TOYOTA YARIS WRC +1:16.6
vencer na Austrália e Ogier e Neuville a experiência e rapidez estão 9 CRAIG BREEN/SCOTT MARTIN TOYOTA YARIS WRC +1:26.4
não pontuarem, será Campeão. lá, e mesmo tendo perdido 10 ANDREAS MIKKELSEN/ANDERS JAEGER CITROËN C3 WRC +2:07.0
Outro cenário perfeitamente possível algumas faculdades em termos 11 TEEMU SUNINEN/MIKKO MARKKULA HYUNDAI I20 COUPE WRC +2:48.2
é um triunfo de Tänak e Neuville ser físicos, não está assim tão 12 KALLE ROVANPERA/JONNE HALTTUNEN FORD FIESTA WRC +3:52.0
segundo e Ogier terceiro. Estes dois velho para os ‘jovens lobos’ 13 JAN KOPECKY/PAVEL DRESLER SKODA FABIA R5 +8:39.6
últimos ficariam empatados com de agora. E provou-o. É certo 14 PETTER SOLBERG/VERONICA ENGAN SKODA FABIA R5 +8:48.1
219 pontos. A decisão dar-se-ia na que este triunfo tem várias VW POLO GTI R5 +10:16.2
PowerStage. Ou nos desempates via nuances, como todos. Começou 15 KAJETAN KAJETANOWICZ/MACIEJ SZCEPANIAK
regulamento... o rali numa posição boa na FORD FIESTA R5 +10:39.2
Estes são apenas dois exemplos dos estrada, mas à entrada do
muitos que aqui poderiam ser dados, segundo dia já estava a 43.0s PE
sendo certo que será para Ogier e de Tänak, e quando este sofre CAUSA
Neuville que devemos olhar, sabendo o furo, fica, de repente, a 11.1s PE
que todas as equipas têm trunfos. E do líder. É bem diferente. Por ABANDONOS LÍDERES VENCEDORES DE PE
também o Mundial de Construtores fim, enquanto os candidatos
está em aberto. ao título não podiam arriscar BLOCK. K. PE7 ACIDENTE OGIER S. PE1-2 TÄNAK O 4
Ser o primeiro na estrada, na demasiado nas escolhas de 4
Austrália, é terrível. O ano passado, pneus com o chove/não chove, TÄNAK O. PE3-9 LATVALA J. 3
ao cabo do primeiro dia, Ogier já tinha Loeb podia, fê-lo e foi isso 2
perdido 47.9s. Este será um fator que fez a diferença. Em 16 Km D. SORDO PE10 LOEB S. 2
importante, e por isso pensamos deu 6.1s a Dani Sordo e mais 1
que, dos dois da frente, o piloto que a todos os restantes e com J.M.LATVALA PE11-14 NEUVILLE T. 1
conseguir manter-se mais perto da isso chegou à liderança, que
dianteira à entrada do segundo dia já não perdeu. Se eu acho que S. LOEB PE15-18 OGIER S.
de prova, levará vantagem. Se ambos este Loeb poderia continuar a
o fizerem, então será um título em arrecadar títulos? Não com a MIKKELSEN A.
confronto absolutamente direto... facilidade de antes. E vitórias?
Nos construtores, a Toyota tem 12 Com certeza que sim... SORDO D.
pontos de avanço, mas a Hyundai tem
pilotos para, por exemplo, fazer uma Monte Carlo
dobradinha e assegurar o título. Suécia
Como se percebe, muito ainda pode México
suceder... França
Argentina
Portugal
Itália
Finlândia
Alemanha
Turquia
Grã-Bretanha
Espanha
Austrália
TOTAL

PILOTOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

1. SÉBASTIEN OGIER 25+1 1+4 25+0 25+3 12+4 NT 18+4 10 12 + 5 1+4 25 + 3 18 + 4 204

2. THIERRY NEUVILLE 10+4 25+2 8+3 15 18+5 25+4 25+5 2 + 2 18 + 1 0+5 10 + 2 12 201

3. OTT TÄNAK 18+0 2+1 0+5 18+1 25+2 NT 2+3 25 + 5 25 + 4 25+3 0 + 4 8 + 5 181

4. ESAPEKKA LAPPI 6+0 12+5 0 8+5 4 10+5 15 NT 15 + 3 NT 15 + 1 6 110

5. JARI-MATTI LATVALA 15+2 6+0 4+4 0 NT 0 6 15 + 3 0 20 18 + 5 4 102

6. ANDREAS MIKKELSEN 0+3 15+3 12+2 6 10+3 0 2 1 8 10 8 1 84

7. DANI SORDO NT 18+0 12 15 12+3 0 0 10 + 1 71

8. ELFYN EVANS 8+0 0 0 10 8 18+1 0+1 6 0 1 0 15 + 2 70

9. CRAIG BREEN 2+0 18+0 NT 6 8 4 + 1 6 + 2 NT 12 2 61

10. HAYDEN PADDON 10+0 NT 12 12 15 6 55

11. TEEMU SUNINEN 0 4+0 0 2 15+2 1 8 10 12 0 0 54

12. MADS OSTBERG 8+0 8 10 18 + 4 0 0 4 52

13. KRIS MEEKE 12+5 0 15+0 2+2 6+1 NT 43

14. SÉBASTIEN LOEB 10+1 0+4 25 + 3 43

15. KOPECKÝ JAN 1 4 4 2 6 17

14 PONTUS TIDEMAND 6+0 1 4 0 12

MARCAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

1. TOYOTA GAZOO RACING 18 + 15 12 + 8 8+6 18+8 25+6 12+4 15+6 25 + 15 25+15 25+18 18 + 15 8 + 6 331

2. HYUNDAI SHELL MOBIS 10 + 4 25 + 15 18+12 15+12 18+15 25+6 25+12 12 + 4 18+8 15+10 10 + 8 12 + 10 319

3. M-SPORT FORD WORLD 25 + 8 6 + 4 25+4 25+10 12+10 18+15 18+4 10 + 8 12+10 12+8 25 + 4 18 + 15 306

4. CITROEN TOTAL 12 + 6 18 +10 15+10 6+4 8+4 10+8 10+8 18 + 6 6 6+4 12 + 6 25 + 4 216

WRC2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

1. JAN KOPECKY 25 25 25 25 25 18 143

2. PONTUS TIDEMAND 18 25 25 25 0 18 111

3. KALLE ROVANPERÄ 10 0 12 18 25 25 90

4. GUS GREENSMITH 18 18 4 15 0 0 15 70

5. LUKASZ PIENIAZEK 2 10 18 10 8 8 0 56

6. FABIO ANDOLFI 15 0 12 4 15 4 4 54

7. OLE CHRISTIAN VEIBY 15 12 18 0 2 47

8. JARI HUTTUNEN 8 8 0 18 0 12 0 46

r/16

PEUGEOT
RALLYCUP

6PARAIBÉRICA
O TÍTULO
NO ALGARVE

Pedro Antunes e Paulo Lopes venceram a Peugeot Rally
Cup Ibérica no Rali da Catalunha e com o terceiro lugar de
Diogo Gago e Miguel Ramalho a decisão da competição dá-

se dentro de três semanas no Algarve

José Luís Abreu
[email protected]
FOTOGRAFIA AIFA/Jorge Cunha

Realizou-senaCatalunhaaquinta terra, mas em que o asfalto teve um pa- a marcar o ritmo nos 26.59 km de Pe- C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S
prova do ano da Peugeot Rally pel preponderante, a equipa lusa bateu sells 1, de novo com o espanhol a bater o
Cup Ibérica. Com o triunfo de a, até aí, dominadora dupla espanhola. piloto luso, por 6.5s, subindo a segundo. 1º PEDRO ANTUNES/PAULO LOPES 1H50M25,4S
Pedro Antunes e Paulo Lopes, a Atrás destes, na luta para o derradeiro Nos longos 38.95 Km de La Fatarella-Vilal-
dupla lusa torna-se na primeira lugar do pódio, o desfecho sorriu a Diogo ba 1, Solans assinou o melhor registo, mas 2º JAN SOLANS/MAURO BARREIRO +21,1S
a repetir uma vitória. Depois Gago/Miguel Ramalho, após a penali- com Pedro Antunes a manter-se na frente
de vencer em Castelo Branco, repetiram zação atribuída a Josep Bassas/Manuel do rali, ainda que o espanhol tenha ficado 3º DIOGO GAGO/MIGUEL RAMALHO +54,0S
o feito agora na ‘mundialista’ Catalu- Muñoz, que os arredou do último degrau. a apenas 0.1s. Neste troço, Diogo Gago
nha. Até aqui, em quatro provas, tinham A uma jornada do fim desta inédita inicia- perdeu 27s que o arredaram da luta pela 4º JOSEP BASSAS MAS/MANUEL MUÑOZ +1M03,8S
existido quatro vencedores diferentes. tiva ibérica de ralis, Roberto Blach Junior vitória, e, momentaneamente, do pódio.
Jan Solans e Mauro Barreiro foram se- mantém-se no comando, ele que até aqui No fim da manhã, Pedro Antunes liderava 5º ORIOL GÓMEZ/AXEL CORONADO +5M45,7S
gundos, na frente de Diogo Gago e Miguel teve uma prova discreta (foi apenas 10º), com 0.9s face a Jan Solans. No lugar mais
Ramalho. Como10ºlugardeRobertoBlach tendo agora uma vantagem mais diminuta baixo do pódio estava Josep Bassas, a 6º LUCIANO BONOMI/LAUREANO GRIGERA +7M26,2S
Jr. e José Murad, líderes da competição, as à entrada da última prova do ano, o Rali 26.6s, com 8.4s de vantagem para Diogo
duas duplas portuguesas que ocuparam Casinos do Algarve, onde serão seis os Gago. Após a passagem pela assistência, 7º ÁLVARO PÉREZ/BRAIS MIRÓN +8M08,7S
dois lugares do pódio vão para a derradeira candidatos ao título. Solans voltou ao ataque e passou Antunes
prova no Algarve com grandes hipóteses logo a abrir a tarde, passando a liderar por 8º HUGO LOPES/NUNO RIBEIRO +8M26,6S
de serem campeãs. A correr em casa e FILME DA PROVA 2.6s. Em Pesells 2, aumentou a margem
com muito melhor conhecimento dos para 10.9s, que poderia ser importante. 9º ALBERTO SAN SEGUNDO/JUAN GARCÍA +9M34,5S
troços, as perspetivas são animadoras. Pedro Antunes entrou a vencer nos 3,2 À entrada para a última especial do
O triunfo de Pedro Antunes e Paulo km da Super especial de Barcelona, mas rali, La Fatarella-Vilalba 2, e com 39 km 10º ROBERTO BLACH JR./JOSE MURAD +10M17,0S
Lopes alicerçou-se no facto de nunca tudo se iria decidir nos troços de terra pela frente, Pedro Antunes, sem nada
terem baixado os braços, apesar do do dia seguinte. Decidido a ganhar no a perder, atacou forte, e ganhou 32.1s a 11º IVAN MEDINA/ARIDAY BONILLA +11M04,2S
avanço que chegaram a ter Jan Solans seu país, Jan Solans venceu nos 7 km Solans, com este a ser apenas o quarto
e Mauro Barreiro, os seus principais de Gandesa 1, passando para terceiro da mais rápido, e com isso triunfou no rali. 12º MIGUEL LABARIAS/CRISTIAN MUÑOZ +12M03,5S
adversários. Numa etapa em pisos de geral, atrás do líder Pedro Antunes e de Numa boa especial para as cores lusas,
Diogo Gago. Solans e Antunes voltariam 13º NABILA TEJPAR/MAX FREEMAN +15M00,0S

14º ABEL TORRELLES/XAVIER CARULLA +15M06,3S

DESISTIRAM: RICARDO SOUSA/LUIS MARQUES E
JOSÉ REYES/JOSE BARRÁN, AMBOS POR PROBLEMAS
MECÂNICOS. NÃO ALINHARAM: PAULO MOREIRA/MARCO
MACEDO, POR MOTIVOS PESSOAIS.

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17

CAMPEONATO

Diogo Gago ganhou 5.8 segundos a Bas- Tendo em conta que uma vitória vale 25
sas, mas a diferença não chegava para pontos e há 1 ponto adicional pelo maior
o bater, pois ficava a 0.2s desse objeti- número de melhores tempos nos troços,
vo. Só que uma penalização de 10s tudo de fora dessa luta estão Álvaro Perez (33)
mudou e as posições inverteram-se. e José Maria Reyes (29), desistente nesta
Desta forma, e tendo em conta que Ro- jornada, ou mesmo o ausente Victor Senra
berto Blach Nuñez somou apenas 2 pon- (26), num top-10 onde também surgem
tos - tem agora 60 - atrás de si surgem Ricardo Sousa e Daniel Nunes (24). Num
cinco pilotos que o podem desafiar no rankingonde estãoclassificados mais16
Algarve na luta pelo título: Diogo Gago, pilotos, Nuñez mantém-se líder da Junior
que mantém o 2º posto (58 pontos), Pedro Cup e a britânica Nabila Tejpar, que aqui
Antunes e Josep Bassas (ambos com 51 na Catalunha somou mais 1 ponto, faz o
pontos), Jan Solans (46) e Hugo Lopes (34). mesmo na Ladies Cup.

18 CPTT/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE TT - BAJA PORTALEGRE 500

JOÃORAMOS
CAMPEÃO

A Baja Portalegre 500 foi novamente motivo de festa,
com muita competição e a decisão do título de 2018.
João Ramos é o novo campeão nacional de todo-o-terreno

e Nani Roma estreou-se em beleza com uma vitória

André Duarte
[email protected]
FOTOGRAFIA Zoom MotorSport/António Silva e Rogério Lente; AIFA; Gonçalo

Bispo e Oficiais

Forammuitosospontosdeinteres- do fim a tornar o piso bastante escorre- de arrefecimento, aproveitando as pas- Volkswagen Amarok, numa altura em que
se da Baja Portalegre 500, prova gadio. Ricardo Porém viu a liderança ficar sagens nas zonas de água para o efeito. tentavarecuperartempo,enquantoHélder
organizada pelo ACP e ronda fi- comprometida ao bater numa árvore a 10 Mais atrás Stéphane Peterhansel era o Oliveira cedia mais algum tempo ao piloto
nal da Taça do Mundo FIA de TT e km do final. Ainda terminou em sexto da único piloto no ritmo do espanhol. Paulo da Toyota Hilux, ao ter feito os últimos 15
Campeonato de Portugal de Todo- geral mas optou por abandonar, já que iria Ferreira/Jorge Monteiro, que estrearam km apenas com tração dianteira no seu
-o-Terreno (CPTT). A presença da penalizar bastante para conseguir reparar uma Toyota Hilux mais evoluída (ndr.: com Mini Paceman Cattiva. Com o título a ser
X-Raid por via de Stéphane Peterhansel o carro. Já Nani Roma começou a traçar aí suspensão independente e melhor centro decidido no derradeiro setor do CPTT 2018,
e Nani Roma, assim como o regresso de o caminho da vitória. O espanhol venceu o de gravidade, com pneus sobresselentes era hora de tudo ou nada. João Ramos viu o
Ricardo Porém, eram só mais alguns con- setor e terminou o primeiro dia na frente, por debaixo do chassis), apresentavam seu esforço de gestão ser recompensado,
dimentos para um prova já de si revestida com Peterhansel logo atrás. João Ramos uma boa adaptação ao carro e ascendiam foisétimonoSS4, terminouemquartoda
de expectativa. O título do Campeonato era o melhor português no terceiro posto a terceiro, por troca com um cauteloso geral, primeiro entre os pilotos inscritos
de Portugal de Todo-o-Terreno estava e adotava um modo gestão a pensar no João Ramos. O SS3 ditava o abandono de no campeonato e carimbava um título
em aberto com quatro candidatos ao campeonato. Hélder Oliveira era sétimo a outro dos candidatos ao título, Pedro Fer- muito desejado. Já Hélder Oliveira tinha um
champagne final: Hélder Oliveira, João menos de dois minutos de Ramos e Pedro reira, após saída de estrada ao volante da desfecho amargo, já que as transmissões
Ramos, Pedro Ferreira e Tiago Reis. Tudo Ferreiraatrasava-se queixando-sedeum
podia acontecer. concorrente que não o deixou passar. Já
Tiago Reis ficava fora de prova depois de
A PROVA o Mitsubishi Racing Lancer não pegar ao
sair do parque de assistência após o SS2.
Ricardo Porém alinhou com o seu irmão Mas com dois setores seletivos e um total
Manuel, e a dupla rapidamente mostrou ao de 403,5 km ao cronómetro o segundo
que vinha, carimbando o melhor tempo no dia prometia muita incerteza. Do lado da
Prólogo (5,32 km). Seguido de Nani Roma/ X-Raid, Nani Roma continuava a coman-
Alex Haro e João Ramos/Victor Jesus. Mas dar as operações, dilatando a vantagem
nos 99,22 km do setor seletivo do primeiro com a vitória no SS3 (191,75 km). Apesar
dia (SS2) a clássica alentejana mostrou as da posição, o objetivo era testar o Mini
suas dificuldades aos concorrentes, com a para o Dakar, principalmente o sistema
queda de chuva intensa a cerca de 15 km

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19

COMENTÁRIO
DO VENCEDOR

NANI ROMA

O espanhol participou pela primeira
vez na Baja Portalegre 500 este
ano, alinhando com um Mini John
Cooper Works Rally com que irá
participar na próxima edição do
Dakar. Por isso mesmo, mais que
o resultado final, o importante
era afinar a máquina, mas “vencer
na estreia não é mau”, brincou o
piloto. “Já me aconteceu várias
vezes vencer nas minhas primeiras
participações. A primeira vez que
corri na Baja Aragão em moto e
auto ganhei e agora em Portalegre
também ganhei”, contou-nos. “A
Baja Portalegre é uma prova muito
boa e nada fácil. Tem muito público
e quero agradecer a todos eles, aos
fãs, que há muitos em Portugal. Nós
gostamos de um país assim, que
gosta tanto de todo-o-terreno, para
eles é uma festa, portanto, espero
que nos voltemos a ver no próximo
ano.” Quanto ao seu Mini: “O carro
está muito bom. Fizemos um bom
teste e estou muito contente. Tive
alguns problemas com furos, mais
que o normal, mas problemas são
algo que todos tivemos. O resultado
é positivo, mas o nosso objetivo
era preparar o carro para o Dakar e
creio que o fizemos.”

do seu Mini Paceman Cattiva cederam, No T2 vitória para Bruno Oliveira/Paulo C/ CLASSIFICAÇÕES
primeiro atrás, depois à frente, o que ditou Marques, em Nissan Double Cab. O título
o abandono. De mal idêntico durante a Nota: classificaram-se mais 20 concorrentes
prova sofreu o campeão de 2016, Nuno foi entregue a Rui Sousa/Carlos Silva em
Matos. Mesmo com um grande atraso, POS. EQUIPA CARROS TEMP./DIF.
levou o seu Opel Mokka Proto até ao 24º Idanha-a-Nova. Sérgio Palminha/Rafael 1º ROMA N. (ESP)/HARO A. (ESP) MINI JOHN COOPER WORKS 6H10M06.0S (1º T1)
posto, um esforço pela ‘sua’ baja. A prova 2º PETERHANSEL S. (FRA )/CASTERA D. (AND ) MINI JOHN COOPER WORKS
foi dominada pelos homens da X-Raid. Lucas, em Isuzu D-Max, venceram o T8 e 3º FERREIRA P. R. (PRT)/MONTEIRO J. (PRT) TOYOTA HILUX 0:58.0
Peterhansel foi o mais rápido no SS4, mas 4º RAMOS J. (PRT)/JESUS V. (PRT ) TOYOTA HILUX 11:41.0
a diferença para Roma não lhe permitiu César e Filipa Sequeira, em Nissan Navara, 5º ANDREY N. (RUS)/VLADIMIR N. (RUS) G-FORCE BARS 19:52.0
repetir o triunfo de 2008 em Portalegre. 6º GADASIN B. (RUS)/SHCHEMELD. (RUS) G-FORCE BARS 26:17.0
Roma estreou-se com uma vitória na sagraram-se campeões. Na Taça de Por- 7º WEVERS E. (PER)/GARCIA A.(NLD ) BORGWARD BX7 DKR 32:09.0
Baja Portalegre 500, num evento em que tugal de TT venceram Sérgio Cruz/Car- 8º DE MEVIUS G. (BEL)/LEYH A. (BEL) DUNBEE BUGGY 34:25.0
caiu o pano sobre o calendário de 2018. los Santos, em Nissan Navara, e o título 9º DIAS DA SILVA P. (PRT)/JANELA J. (PRT) MAZDA CX5 PROTO 36:56.0
Simão Comenda/Luís Miguel Coito, em 10º MADEIRA N. (PRT)/COSTA M. (PRT) KIA SPORTAGE TT 44:20.0 (1º MAZDA)
carro idêntico. José Luis Pena, em Polaris 17º BRUNO OLIVEIRA (PRT)/PAULO MARQUES (PRT) NISSAN DOUBLE CAB 45:23.0
Rzr 1000, venceu a Taça do Mundo de T3 18º JOSÉ LUIS PENA CAMPO (ESP )/RAFAEL TORNABELL (ESP ) POLARIS RZR 1000 1:37:23.0 (1º T2)
e De Mevius/Leyh Andre as duas rodas 1:40:14.0 (1º T3)
motrizes, em Dunbee Buggy.

cpTT/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE TT

20 B A J A P O R T A L E G R E 5 0 0

JOÃO RAMOS
“SÓ ESTIVEMOS
DE OLHOS NO
CAMPEONATO”

A dupla João Ramos/Victor Jesus venceu tenham a menor dúvida de que foi o que mais incrível a pancada que levamos no corpo a mais vitorioso esta época, com triunfos:
o Campeonato de Portugal de TT 2018. me custou, o Victor é a maior testemunha andar devagar, custa muito. É muito melhor Baja TT de Loulé, Baja TT Gondomar-Rota
A conquista deu-se na última prova da de que constantemente vou a reclamar, ir depressa do que devagar.” No final, estava da Filigrana e Baja Portalegre 500. Numa
competição, a Baja Portalegre 500. Dos porque não me dá prazer absolutamente radiante: “Chegámos ao fim, estamos muito semana em que celebrou o 46º aniversário,
quatro candidatos ao título João Ramos foi nenhum, porque a concentração é muito felizes, a minha equipa está toda muito feliz esta foi a melhor prenda que podia receber.
o único que terminou a clássica alentejana, diminuta e andamos devagar. No mau piso é e a minha família também.” Ramos foi o piloto Parabéns!
num quarto lugar da geral que se traduziu
pelo primeiro em termos de pilotos inscritos
no campeonato nacional. Uma prova em
que o piloto da Toyota Hilux imprimiu um
andamento num registo bem diferente
daquele que lhe é conhecido, trocando a
rapidez pelo modo gestão: “Foi uma prova
em que só estivemos de olhos no nosso
campeonato, não olhámos para a geral. Fiz
questão de ganhar os setores seletivos
para ganhar os pontos todos em termos
de campeonato.” Quando lhe perguntámos
se tinha sido a maior prova de gestão da
carreira, a resposta não se fez esperar: “Não

HÉLDER OLIVEIRA “A ÉPOCA CORREU MUITO BEM”

Hélder Oliveira alinhou na temporada de 2018 do
Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno ao volante
de um Mini Paceman Cattiva. O piloto de Barcelos
começou a época apenas com metade do campeonato
confirmado e a ‘meia-época’ foi-se gradualmente
transformando em ‘época inteira’ graças aos seus
bons resultados. A pouco e pouco, a sua prestação
sempre consistente e rápida, fê-lo chegar à última
prova na liderança e discussão do título. Uma posição
bem acima das expectativas iniciais. O sonho esteve
vivo até ao último dia da Baja Portalegre 500, quando o
seu Mini Paceman viu ceder as transmissões, atrás e à
frente. Foi o piloto que conquistou mais pódios, quatro,
e embora o título lhe fugisse, alcançou o seu melhor
resultado na competição, sagrou-se vice-campeão.
“Só podíamos estar satisfeitos por chegar ao final do
campeonato e ser vice-campeões. Face aos objetivos
que foram definidos e à realidade do projeto que
montámos o resultado foi ótimo. Foi difícil conseguir
fazer as provas todas e uma luta muito grande com
a questão orçamental. No cômputo geral a época
correu muito bem. Claro que hoje (ndr. na prova) o
sentimento não é bem esse e neste momento há
alguma frustração por não ter conseguido e estar tão
perto. Quero dar os parabéns ao João, que foi um justo
vencedor, sempre muito rápido e em Portalegre teve
muita cabeça, que também é importante. Já lhe dei
pessoalmente os parabéns porque ele merece.”

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21

ASACROBACIASDE“ARREPIADO” EMPORTALEGRE

A Baja Portalegre 500 só por si já é uma aventura. Mas como caminho o stop traseiro e a matrícula, mostra a robustez do já que concluiu a categoria Hobby na 31ª posição, em 75 pilotos
se não bastasse, o especialista português em exibições e conjunto. que terminaram a prova.
acrobacias Ricardo Domingos, conhecido como “Arrepiado”, Quanto à condução: “Foi difícil porque temos que tentar evitar “Arrepiado” deixou marca na 32ª edição da prova com
elevou a fasquia do seu próprio desafio. O piloto fez a sua os buracos ao máximo, se não a moto manda-nos fora, porque uma participação que a todos surpreendeu: “Foi bom ver
estreia na clássica alentejana numa Suzuki GSX-R 1000 é muito dura. A suspensão só tem oito centímetros de curso. o carinho do público que corria para a estrada quando me
praticamente original. Aos 18 mil euros da mota, acrescentou Mas o que era mais perigoso seriam as jantes, que são em via passar. Os outros concorrentes vieram felicitar-me pela
mais 3 mil para colocar uma nova suspensão e também alumínio de liga leve. Era preciso ter o cuidado de não as ideia e a organização também.” No futuro o regresso é uma
uma coluna de direção. A par disso colocou pneus cardados. danificar nos buracos.” O piloto teve um grande desempenho, possibilidade.
“Sempre gostei muito de Portalegre e nunca ninguém tinha
feito algo do género. O objetivo era trazer a moto o mais
original possível e está em 90%”.
Com 202 cv e 168 kg de peso para domar a aventura era
grande. O piloto inscreveu-se na categoria Hobby e por
isso tinha pela frente o Prólogo, de 5,32 km, e um setor
seletivo de 211,78 km. Feito o primeiro confessou: “Foi um
‘sofrimentozinho’, mas bastante divertido.”
Com expectativa veio o segundo dia ‘a sério’. “Arrepiado”
cumpriu na integra o percurso e quando falámos com ele no
final, nem parecia acusar o cansaço do corajoso feito, apesar
de confessar: “O corpo está um bocado pesado, os braços, as
pernas, as mãos. Foi um pouco duro mas diverti-me imenso.”
A dureza existiu, mas o piloto superou todas as adversidades
com um grande à vontade, tendo em conta a moto em mãos.
“Só os últimos 30 km do troço é que eram mais difíceis, porque
havia muita pedra. Mas até aí fiz sempre a rolar e a tentar ir
depressa, porque queria acabar, mas também andar depressa.
Só nessa última parte aliviei o acelerador e pensei, já faltam
30 quilómetros, deixa-me cá poupar um bocadinho a moto e
o amortecedor de trás, que já tinha rebentado e vinha só com
a mola.” A moto chegou quase intacta até ao final, e dadas as
poucas alterações à Suzuki GSX-R 1000, dizer que só ficou pelo

DIAS DA SILVA REVALIDA TÍTULO O TRI DE CÉSAR

A Baja Portalegre 500 O título no agrupamento T8 estava por decidir e havia vários candidatos na discussão.
marcou o final da César Sequeira, acompanhado da sua filha, Filipa, estava no segundo lugar da
temporada do Desafio Total competição antes da prova de Portalegre.
Mazda 2018. À chegada A diferença pontual entre os principais candidatos era reduzida e, por isso, quem
ao evento havia três terminasse na frente, seria à partida o vencedor. A prova foi sofrida e a dupla terminou
pilotos com hipóteses a 45m28s minutos da liderança, com grande esforço. “A baja não foi nada fácil e só
de conquistarem o título viemos até ao fim porque precisávamos disso para ser campeões.”
e tudo podia acontecer, No final terminaram no terceiro lugar entre os concorrentes inscritos no campeonato
quando eram mais de na Baja Portalegre.
400 os quilómetros ao O esforço foi recompensado com o título do agrupamento T8, terceiro da carreira, numa
cronómetro. época passado ao volante de uma Nissan Navara, “um carro que já não é novo, mas é
Pedro Dias da Silva e José muito bom.” Estamos muito felizes. Obrigado a todos, obrigado à nossa assistência.“
Janela, em Mazda Cx5 Proto,
lideraram a competição a época. Aproveito para dar os parabéns a
desde o início e no final toda a minha equipa. Esta vitória é de todos
confirmaram a vitória, na prova e também nós.” Em sintonia com o seu companheiro de
no Desafio Total Mazda 2018. A dupla esteve equipa, José Janela afirmou: “Foi um excelente
em bom plano, já que concluiu a baja no desempenho de todos. Estou obviamente
nono lugar da classificação geral. Um grande muito satisfeito com mais esta conquista, que
resultado para a equipa que revalidou o título premeia o bom trabalho que tem sido feito por
conquistado no último ano. esta fantástica equipa.”
Nas palavras do piloto: “Foi difícil gerir uma Na segunda posição na prova ficaram Bruno
prova tão longa e fiz os últimos 20 quilómetros Rodrigues/Ricardo Claro, em Mazda Cx5
com o ‘coração nas mãos’. Percebemos que Proto. A dupla concluiu a época no lugar
tínhamos uma roda traseira solta o que, tendo intermédio do pódio. Floriano Roxo/Pedro
em conta que era fundamental terminar a Carrapiço foram terceiros em Portalegre, mas
prova, deixou-nos um bocadinho nervosos. A na competição foram Jorge Cardoso/Joaquim
verdade é que tudo terminou bem e como nós Norte, em Mazda Cx5, a conquistarem o lugar
ambicionávamos. Vencemos o Desafio e ainda mais baixo do pódio.
garantimos o nono lugar da geral. Esta foi, sem
dúvida alguma, a melhor maneira de encerrar

cpTT/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE TT

22 B A J A P O R T A L E G R E 5 0 0

PETERHANSEL ESTREIA NAVEGADOR

O Sr. Dakar, Stéphane Peterhansel, estreou-se na prova alentejana
com David Castera, ex-navegador de Cyril Despres, que o irá
acompanhar na próxima edição do Dakar. O piloto alinhou num Mini
John Cooper Works Rally da X-Raid, apesar de ir fazer a grande
maratona do todo-o-terreno num Mini John Cooper Works Buggy.
O objetivo do francês nesta presença em terras lusas foi o
de familiarizar-se com o seu novo navegador em ambiente de
competição, já que até ao Dakar não terá mais possibilidades. “O
importante aqui é ter um primeiro contacto com o meu co-piloto.
Fizemos alguns dias de testes e a empatia foi boa, mas agora
precisamos de treinar mais durante a corrida”, contou-nos antes do
início da corrida.
Peterhansel já conhecia o saber da vitória em Portalegre, prova que
venceu em 2008 num Mitsubishi Racing Lancer. Apesar de confessar
que desde então já fez muitas provas e não tem memória para
comparativos, deixa os maiores elogios à clássica alentejana: “A Baja
Portalegre tem uma organização de alto nível. Conheço a Baja desde
há muito e é sempre bem organizada, com bons percursos e uma boa
logística. É sempre um grande prazer estar aqui. Portugal é de facto o
melhor sítio para este tipo de competição, para a Baja, para mim, este
é o melhor.” No final terminou na segunda posição referindo: “Foi uma
corrida muito boa, muito boas pistas e divertidas. Foi um prazer fazer
esta baja. Não foi perfeito, mas não correu mal, foi um bom treino com
o meu novo navegador”, finalizou.

DA CATEDRAL DA LUZ PARA A DO TT

KLEINSCHMIDT “OS SSV SÃO O FUTURO” Um dos nomes que alinhou nos SSV na Baja bastante engraçado e é para continuar
Portalegre 500 foi o de André Rodrigues. Na pelo menos mais dois, com este Yamaha
Jutta Kleinschmidt foi um dos nomes lado. Tendo em mãos um Yamaha Yrx lista de inscritos pode passar despercebido, e com a equipa.” André Rodrigues nunca
sonantes a estar à partida da Baja 1000 Turbo de série, de um amigo, mas é dos que certamente mais está despe a camisola, já que quando está fora
Portalegre 500 nos SSV, categoria que apenas levou um roll-bar, a piloto habituado a lidar com o público. Porquê? do estádio, também leva a águia ao peito
que cada vez mais atrai adeptos e que sofreu bastante no primeiro dia, ao Porque são muitos os fins de semana em que para os SSV: “Toda a gente diz uma coisa
mostra um grande crescimento. Na realizar os cerca de 100 km do setor o treinador da águia do Benfica tem sobre si bastante engraçada que é: este carro é
prova foram 97 os inscritos, naquela que do primeiro dia sem travões a partir do os olhos de um estádio inteiro. melhor. Independentemente de que carro
foi a lista de inscritos mais preenchida. quilómetro cinco. No final confessava: Em jeito de brincadeira comenta: “É mais é, se vêem o símbolo do Benfica a resposta
Esta participação marcou o regresso da “Eu amo Portugal, mas nesta prova fácil treinar a águia, porque eu dou-lhe unânime. É lógico que quem está dentro do
piloto alemã a Portalegre, depois de ter estou a ter muitos problemas.” O comida e ela porta-se bem, aqui ao SSV carro fica agradecido com essas palavras
alinhado na baja em 2005, na altura com desfecho não foi pretendido, pois não lhe posso dar comida.” O gosto pelos porque sente o mesmo.” O piloto estudou
o Volkswagen Touareg da equipa oficial. não terminou. Quanto aos SSV não automóveis surgiu por influência do pai, em Alter do Chão antes de ingressar na
Kleinschmidt, a única mulher a tem dúvidas: “São o futuro e uma boa António Rodrigues, navegador português e o faculdade. “Era o sítio onde havia a única
vencer o Dakar em autos, em 2001, opção para jovens pilotos que queiram primeiro a acompanhar o campeão nacional falcoaria do país, estudei lá três anos.
ao volante de um Mitsubishi Pajero, participar e começar a desenvolver as Rui Sousa nestas lides. André Rodrigues foi Isto é uma coisa que se treina, lê, mas
e atualmente embaixadora da FIA suas habilidades ao volante. São uma um dos protagonistas do Challenge DS3 R1, não tem anda a ver com os ensinamentos
para o desenvolvimento do desporto boa maneira de aprender a conduzir em durante dois anos, e também já alinhou no da faculdade.” A verdade é que uma águia
automóvel, não teve a sorte do seu todo-o-terreno.” campeonato nacional com um Citoën C2 R2. pode ir dos 1500€ aos 50.000€, por isso
“Este ano, com a Franco Sport, surgiu esta as melhores exigem financeiramente tanto
oportunidade e estou a gostar, é uma coisa como alguns SSV. Na prova, acompanhado
completamente diferente do que estava por Ricardo Porto Nunes, colocou o seu
habituado, é tudo uma novidade, mas é Yamaha Yxz 1000R no 45º posto.

23

MOTOS ANTÓNIO MAIO SAGRA-SE
TETRACAMPEÃO

O Campeonato Nacional TT Open 2018 tinha evento e na classe TT2. Bruno Santos, em QUADS ROBERTO BORREGO IMPERIAL
na Baja Portalegre 500 a sua penúltima KTM EXC-F, foi segundo, e Martim Ventura,
prova. Mas com António Maio a dois em Yamaha Wr250F, foi terceiro e vencedor O campeonato já estava decidido em terceiro. Os derradeiros 346,82
pontos de ser campeão, tudo estava muito da classe TT1. Já António Maio alcançou entre os Quads na chegada a km do SS3 ainda trouxeram uma
bem encaminhado para uma celebração o quarto posto na Baja Portalegre 500. Portalegre. Arnaldo Martins tinha reviravolta nos lugares do pódio,
antecipada. Luís Oliveira, em Yamaha Wr450, Lugar suficiente para carimbar o quarto recebido a coroa na prova de Idanha- exceção feita ao primeiro lugar. O
ganhou o Prólogo e terminara o primeiro título nacional antes da chegada à última a-Nova. Ainda assim, uma vitória no piloto de Ponte de Sôr alcançou em
dia na frente, mas depois foi alvo de uma ronda, Góis. “No início fui no pó dos pilotos evento alentejano é sempre a mais 2018 o seu desejo, a sétima vitória
penalização, juntamente com outros da frente. Depois da segunda assistência apetecida e ninguém queria facilitar. na Baja Portalegre 500. Um resultado
concorrentes, como Bühler e Maio, por caí. Acho que não parti nada, mas não sei. A Rúben Alexandre, em Yamaha Yfz histórico e que o deixou muito feliz:
“irregularidades cometidas (...) no decorrer moto ficou tocada mas consegui continuar. 450R, foi o primeiro a ditar o ritmo “Quando era pequenino via a corrida
do percurso”, segundo comunicado oficial Vencer o campeonato em Portalegre é onde ao vencer o Prólogo, seguido de a passar na minha terra. Este ano
da prova. O sucedido colocou Bühler, apesar sabe melhor. É uma prova exigente, onde Roberto Borrego, em moto idêntica, voltou a passar. Estou muito feliz
de também penalizado, na liderança. estão os nossos amigos, com bastante que procurava a sua sétima vitória por ter vencido. Bati o recorde de
O piloto não facilitou e venceu o SS3, visibilidade. O objetivo aqui era mesmo a da carreira na clássica alentejana. O vitórias. Não tenho palavras. Ganhar
carimbando a primeira vitória da carreira no luta pelo título”, assumiu. campeão Arnaldo Martins, em Suzuki resta corrida vale tanto como um
Ltr 450, era terceiro. Mas após os campeonato”, afirmou o piloto do
99,22 km do SS2, Roberto Borrego Yamaha Yfz450R nº 202. Jacinto
não deu hipótese e colocou-se Lourenço, em Moto Star Tr, e Pedro
na frente ao ser o mais rápido na Silva, em Yamaha Yfz, completaram
tirada. Atrás Teo Viñares, também em o pódio. A categoria Hobby foi ganha
Yamaha, com Martins a permanecer por Nélson Cunha, em Yamaha Yz450F.

SSV JOÃO MONTEIRO CONQUISTA TÍTULO

OS HERÓIS DA MINI BAJA Nos SSV, a categoria com maior número de inscritos vitória no setor permitiu-lhe subir do 28º lugar para
na Baja Portalegre 500, o título estava por decidir e terminar em quinto da geral e alcançar o título de
A competição dedicada às futuras estrelas foi um dos pontos de atração da por isso a expectativa era grande. campeão.
baja. Os futuros campeões tiveram 82,32 km ao cronómetro divididos por Com 97 pilotos à partida, no Prólogo João Dias A vitória coube a Marco Pereira e Eurico Adão (Can
Prólogo e um Setor Seletivo. Dos 14 à partida, apenas dois não terminaram, colocou o seu Can Am na frente do Can Am de Vítor Am), seguidos de Vitor Santos e Dirk von Zitzewitz
o que mostra bem a resiliência destes jovens valores. Nesta competição o Santos e do Bombardier e Luís Miguel Cidade. Mas (ambos Can Am). Sebastien Guyette foi primeiro
Prólogo de 5,32 km não era obrigatório, mas todos os concorrentes optaram numa categoria muito competitiva, após os 99,22 entre os Polaris; Nuno Fontes (Can Am) Classe
por nele alinhar. Alexandre Abreu Santos, em Yamaha Yfm 250 R, foi o mais km do SS2, era Ricardo Carvalho, em Yamaha Yxz Promoção; Arnaldo Monteiro (Yamaha) Classe TT2;
rápido, seguido de Vasco Figueiredo Severino, em Honda CRF, e de Rodrigo 1000R que ascendia à liderança, após ser o mais Vitor Santos veteranos e Troféu CanAm; Arnaldo
Alves, em Yamaha Raptor 250 R. Mas nos 77 km do SS2 houve uma reviravolta rápido na tirada. Luís Miguel Cidade era segundo Martins Classe Open do Desafio Yamaha; José
na tabela, com Xavier Albino, em Yamaha YZ 85, a ser o mais rápido e a e João Dias terceiro. No entanto, no último setor, Manescas Classe Stock; Sérgio Bandeira no Troféu
vencer a Mini Baja na geral e classe M1. A acompanhar o piloto no pódio ficou SS3, João Monteiro foi o mais rápido ao cronómetro Polaris RZR para motores turbo e Jorge Carpinteiro
Martinho Rovisco Pais, também em Yamaha, e Vasco Figueiredo Severino, na nos 346,82 km. O piloto esteve em grande plano e a para atmosféricos.
sua Honda CRF. Já a M3 ficou nas mãos de Alexandre Abreu Santos. Esta foi a
oitava edição da prova, com organização a cabo do ACP.

24 ELMS/
PORTIMÃO

FINALMENTE A FESTA EM CASA

Custou, mas finalmente
chegou o tão desejado e
merecido triunfo de Filipe
Albuquerque em casa. Um
fim de semana em grande e
uma vitória que só peca por
tardia no fantástico traçado

de Portimão

Fábio Mendes seria certamente de arriscar por parte de segundo ao melhor registo em pista, com várias lutas, mas o nº 29 manteve-se
[email protected] todos os envolvidos, o que complicava a na sua única tentativa. Parecia que a na frente durante a primeira hora de prova,
FOTOGRAFIA JB Photopress/José Bispo tarefa dos nossos representantes. Filipe pole teria as cores portuguesas, mas enquanto os Dallara de Nasr e Chaves
Albuquerque chegava com vontade de Stevens passouparaotopodatabelana galoparam rumo ao topo da tabela. No
Ofim de semana de Portimão quebrar o enguiço e finalmente vencer em última volta e Nicolas Jamin, no nº 29 da entanto, o azar bateu à porta do nº 29, com
encerrou a época 2018 do ELMS. casa no ELMS e Henrique Chaves tinha a IDEC, imitou o britânico, ficando assim com um problema na suspensão que obrigou à
O título em LMP2 já estava en- oportunidade de fechar a sua época de es- a pole. Albuquerque ficou apenas a 0.166s desistência, entregando o primeiro posto a
tregue, mas faltava entregar a treia no endurance perante o seu público. doobjetivo.Chaves conseguiu o oitavo Nasr. O brasileiro liderou parte da corrida,
condecoração máxima aos ho- Na qualificação, quase tivemos motivos posto, o melhor Dallara logo à frente de mas um erro numa ultrapassagem a um
mens dos LMP3 e dos GTE. Nos para a primeira festa. Na segunda tentati- Nasr com maquinaria idêntica. GTE levou a uma penalização. Quem apro-
LMP2, com tudo decidido, a mentalidade va,FilipeAlbuquerque tirou quase meio A corrida de domingo começou animada veitou foi Chaves, que chegou também a

ALBUQUERQUE >> autosport.pt
É SINÓNIMO
DE SUCESSO 25

Não foi um ano fácil no ELMS para o português. o segundo classificado muito perto, não podia HENRIQUE CHAVES FEZ O QUE PÔDE
As performances da máquina não permitiam lutar cometer erros e por qualquer razão o carro
pelos lugares pretendidos e foi preciso muito começou a fugir de traseira. Tive que manter o foco O jovem luso da AVF esteve mais uma vez em bom nível. Chaves mostrou ao longo
trabalho para chegar às duas vitórias consecutivas a 200% porque não ia permitir que este resultado do ano que tem talento para se dar muito bem no endurance e em Portimão
(Spa e Portimão). Este sucesso foi alavancado nos escapasse. Depois desta vitória, só falta voltou a prová-lo com uma excelente recuperação até ao topo da tabela, trabalho
pelo talento, profissionalismo e experiência de conseguir o título no ELMS que já me escapou por que não teve correspondência por parte do seu colega de equipa: “Saio desta
Albuquerque. É nele que a equipa se apoia para algumas vezes. Quem sabe em 2019.” Quanto às corrida com o sentimento de dever cumprido. Fiz o meu trabalho, recuperei
encontrar um rumo nas melhorias da máquina e foi lutas em pista, Albuquerque teve de se aplicar a lugares e estávamos em posição de poder chegar ao pódio ou até quem sabe,
ele um dos grandes impulsionadores para a troca fundo também com Vergne: “Foi difícil para mim à vitória. Mas depois veio o incidente e a nossa corrida acabou ali. Foi um ano
de Dunlop para Michelin, que se revelou acertada. porque o meu carro não estava a travar muito bem de altos e baixos, mas quase sempre com bom andamento.” Apesar dos altos e
Se em Spa não foi possível tirar grandes ilações, e perdi o espelho esquerdo e assim não consegui baixos, Chaves teve uma época de estreia positiva no ELMS e tem motivos para
Portimão mostrou que os Ligier ficam muito mais ver onde ele estava e não pude responder à sorrir. A saída dos monolugares foi bem-sucedida e provou que é capaz de andar
competitivos com as borrachas francesas. Não é manobra da forma como queria. Ele estava mais ao nível dos melhores, mesmo com pouca experiência. Tem agora um mundo pela
difícil ver um sorriso no simpático piloto, mas o rápido, mas eu sabia que eles tinham de fazer troca frente a explorar e esperamos que possa ter também sucesso.
sorriso depois da festa do pódio era ainda mais de pilotos e nós não, o que tornou tudo mais fácil.”
especial. Finalmente a vitória em casa: “Estou Para o futuro, Albuquerque tem já o IMSA
tão, mas tão feliz. Há alguns anos que corro em confirmado e a United quer manter o piloto,
Portugal no ELMS e ainda não tinha conseguido pelo que as discussões parecem estar bem
este resultado. A felicidade é imensa não só por encaminhadas e a permanência na equipa
mim, mas pelo meu companheiro de equipa que deverá ser o cenário mais provável para já.
fez um trabalho fora de série e pela equipa que Mais uma vez um dos melhores do mundo
nos proporcionou um carro espetacular. Tinha mostrou toda a sua qualidade.

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

TOP 5 LMP2

1 - 22 UNITED AUTOSPORTS P. HANSON / F. ALBUQUERQUE 140 VOLTAS

2 - 23 PANIS BARTHEZ T. BURET / J. CANAL / W. STEVENS L +0.520

3 - 32 UNITED AUTOSPORTS W. OWEN / H. DE SADELEER / W. BOYD +14.127

4 - 26 G-DRIVE RACING R. RUSINOV / A. PIZZITOLA / J. VERGNE +15.185

5 - 24 RACING ENGINEERING N. NATO / O. PLA / P. PETIT +1:23.913

10 - 25 ALGARVE PRO RACING M. PATTERSON / A. DE JONG / T. KIM +8 VOLTAS

12 - 31 APR - REBELLION RACING R. CULLEN / H. NEWEY / G. MENEZES +13 VOLTAS

TOP 5 LMP3

1 - 13 INTER EUROPOL J. SMIECHOWSKI / M. HIPPE 132 VOLTAS

2 - 7 ECURIE ECOSSE/NIELSEN C. NOBLE / A. KAPADIA / C. OLSEN +12.520

3 - 2 UNITED AUTOSPORTS J. FALB / S. ANDREWS 52.634

4 - 5 NEFIS T. BOGUSLAVSKIY / A. CHUKLIN / D. PRONENKO 1:03.835

5 - 15 RLR MSPORT J. FARANO / J. VAN UITERT / R. GAROFALL +1 VOLTA

TOP 5 LMGTE

1 - 77 PROTON COMPETITION C. RIED / M. DIENST / D. OLSEN 130 VOLTAS

2 - 66 JMW MOTORSPORT L. GRIFFIN / A. MACDOWALL / M. MOLINA +1 VOLTA

3 - 88 PROTON COMPETITION G. RODA / G. RODA JR / M. CAIROLI +1 VOLTA

4 - 55 SPIRIT OF RACE D. CAMERON / M. GRIFFIN / A. SCOTT +1 VOLTA

5 - 83 KROHN RACING T. KROHN / N. JÖNSSON / A. BERTOLINI +3 VOLTA

liderar a prova, mas o seu colega de equipa de fazer tudo o que estava ao seu alcance Albuquerque saltou de novo para a frente, à RLR MSport, com Rob Garofall, John
não estava inspirado e uma manobra mal para ficar com a vitória, mas não teve graças à estratégia e ao trabalho de box Farano e a estrela da categoria, Job Van
calculada, com um toque em dois LMP3, a vida facilitada. A uma hora do fim da da equipa e até ao final teve de aguentar Uitert, a festejarem o título. Em LMGTE foi
levou a reparações na frente do Dallara nº corrida uma situação de Safety Car jun- o ritmo de Stevens, que atacou no fim e o Porsche nº 77 da Proton a vencer a prova,
30 e a uma penalização de dois minutos. A tou o pelotão e Albuquerque ficou sob a se aproximou perigosamente do nº 22. depois de boas lutas, com Christian Ried,
corrida ficava estragada para o piloto luso. mira de Jean-Èric Vergne. Este duo ani- Albuquerque viu pela primeira vez no Marvin Dienst e Dennis Olsen a provarem
Na frente, Phill Hanson fazia um exce- mou a corrida com uma luta tremenda, ELMS a bandeira de xadrez em primeiro o champanhe do lugar mais alto do pódio,
lente turno de condução, graças também mas o francês acabou por ultrapassar lugar em Portimão, numa excelente prova mas o título foi para os colegas de equipa
ao bom trabalho da equipa nas boxes e Albuquerque, manobra que foi mais tarde da equipa e da dupla do Ligier nº 22. A do Porsche nº 88, com Gianluca Roda e
entregou o carro a Albuquerque no topo sancionada com 10s de penalização, por completar o pódio tivemos a tripulação do Giorgio Roda a levarem os louros para casa.
da tabela. A partir daí, o português tratou ter sido feita fora dos limites de pista. Mas carro nº 23 e os colegas de Albuquerque Foi uma prova espetacular, bem disputada
do carro nº 32. Para a APR fica um fim de e com o vencedor que a maioria presente
semana de sensações mistas com o nº 25 emPortimãopretendia.OELMSdespediu-
a conseguir acabar no top 10, enquanto o -se de 2018 com um excelente espetáculo,
nº 31 ficou-se pelo 12º posto. Em LMP3 foi a num cenário magnífico. O ELMS continua
Inter Europol, no Ligier nº 13, a conseguir a forte, interessante e em 2019 espera-se
vitória. No entanto o título ficou entregue mais do mesmo.

CPVT/
TCR PORTUGAL/SUPERCARS

26 P O R T I M Ã O

PARENTE

IMPARÁVEL

E GT EM GRANDE

O último fim de semana do CPVT trouxe muitas mudanças
na tabela do campeonato. Armando Parente foi dominador

na pista algarvia, onde os GT impuseram a sua força no
regresso dos Supercars à pista

Fábio Mendes prata, mas foi Armando Parente a levar da, enquanto atrás Francisco Carvalho, Francisco Abreu. O piloto do Peugeot
[email protected] a melhor. Pedro Salvador e Pedro Marreiros ten- queixou-se de problemas nos travões
FOTOGRAFIA Nuno Organista O piloto da Team Novadriver começou de tavam chegar às melhores posições, e e não conseguiu assim defender-se dos
forma forte o fim de semana e assinou José Correia ficava para trás na primeira ataques do Audi da Veloso.
Chegou ao fim o CPVT 2018. O os melhores tempos nas duas sessões volta. Pedro Salvador, que apenas estava José Correia estava a fazer uma boa recu-
campeonato terminou com de treinos cronometrados. O VW Golf em Portimão para cumprir calendário e peração, mas o seu esforço caiu por terra
boas corridas e resultados da estrutura de César Campaniço dá-se sem orçamento para competir fez apenas no final, obrigado a regressar mais cedo
inesperados. Tivemos 10 carros muito melhor com o traçado do AIA e os serviços mínimos e foi perdendo po- às boxes. Pedro Marreiros venceu assim
em pista na derradeira jornada com isso Parente conseguiu suplantar a sições até que na volta quatro regressou a primeira corrida, o melhor nos Supercar,
do ano, em Portimão, onde Pe- concorrência. O top 3 nas duas sessões às boxes, como planeado. Na frente, a luta categoria GT, e Armando Parente foi o
dro Salvador iria confirmar o seu título foi idêntico, com Francisco Abreu na pri- pelo primeiro lugar continuava acesa e vencedor nos TCR, seguido de Francisco
de Campeão Nacional. O regresso dos meira sessão a ficar à frente de Francisco Armando Parente regressou à liderança, Carvalho e Francisco Abreu. Gião ficou
Supercars foi a boa notícia, com quatro Carvalho e Rafael Lobato seguiu o exem- passando Abreu que continuou colado à perto do pódio, à frente de Moura. Daniel
máquinas em pista, no regresso de José plo do seu colega de equipa, conquistando traseira do VW Golf. Atrás, Carvalho ini- Teixeira foi sétimo e melhor Supercar, na
Correia e a estreia da sua filha, Gabriela uma vaga na primeira linha de partida, ciou uma boa recuperação e foi ganhando categoria TCR e Gabriela Correia terminou
Correia, o regresso de Daniel Teixeira des- com Carvalho sempre por perto. tempo à dupla da frente, tal como fazia em oitavo.
ta vez com a companhia do pai, Joaquim Pedro Salvador foi quarto na primeira Marreiros. Gião instalava-se na quinta A corrida 2 teve contornos semelhantes
Teixeira, e também com a participação da sessão, seguido de Manuel Gião e Gustavo posição, à frente de Moura. à primeira. Na largada, Parente manteve
dupla Pedro Marreiros quedesafiou Paulo Moura. Nos Supercars o melhor foi mes- Marreiros, que no início não tinha ade- a primeira posição na largada, seguido de
Pinheiro para participar nesta prova. mo Pedro Marreiros em sétimo, seguido rência suficiente para acompanhar o Rafael Lobato, Francisco Carvalho, José
Nos TCR tínhamos também o regresso de de Daniel Teixeira, José Correia e Gabriela ritmo dos homens da frente, começou a Correia, Manuel Gião e Pedro Salvador.
Gustavo Moura, desta vez a fazer dupla Correia. Na segunda sessão, Manuel Gião galgar posições, quando os pneus do seu Seguiam-se Joaquim Teixeira, Telmo Go-
com Telmo Gomes. Ainda havia contas colocou o seu Kia na quarta posição se- Porsche chegaram à temperatura ideal e mes, Gabriela Correia e Paulo Pinheiro que
para fazer e o vice-campeonato estava guido de José Correia e Paulo Pinheiro. conseguiu já nos minutos finais passar ficou para trás no arranque. José Correia
ainda por decidir. A dupla Rafael Lobato Telmo Gomes foi sétimo, seguido de Ga- Abreu e Parente, assumindo a liderança impunha um ritmo forte e saltou para a
/ Francisco Abreu da Sports&You esta- briela Correia, Joaquim Teixeira e Pedro que nunca mais largou. Francisco Carva- segunda posição na volta 2, enquanto
vam em luta, com Francisco Carvalho Salvador por fim sem tempo marcado. lho também se chegou aos homens da Francisco Carvalho passava Rafael Lo-
da Veloso Motorsport, pela medalha de A corrida 1 começou com uma boa luta frente e na última volta o piloto da Veloso bato. Telmo Gomes ia-se aproximando
entre Armando Parente e Francisco Motorsport conseguiu mesmo o último de Joaquim Teixeira e Paulo Pinheiro já
Abreu. A luta entre esta dupla foi renhi- lugar do pódio na geral, ultrapassando tinha passado Gabriela Correia.

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1ª CORRIDA NAVEGADOR TEMPO/DIF 27

PILOTO PORSCHE GT 13 V. SALVADOR
1º 71 P. MARREIROS DEDICA
2º 11 A. PARENTE VW GOLF GTI TCR +1.968 CAMPEONATO
3º 33 F. CARVALHO A PAULO
4º 6 F. ABREU AUDI RS3 LMS TCR +3.572 RAMALHO
5º 7 M. GIÃO
6º 24 G. MOURA PEUGEOT 308 TCR +4.452 Não foi como queria, mas Pedro
7º 70 D. TEIXEIRA Salvador carimbou o título em
8º 67 G. CORREIA KIA CEE´D TCR +13.196 Portimão. O piloto assumiu a falta
9º 68 J. CORREIA de orçamento para esta última
10º 22 P. SALVADOR AUDI RS3 LMS TCR +31.165 prova e, como tal, limitou-se a
fazer o mínimo para confirmar
SEAT LEON EUROCUP +57.275 o que já era certo. O piloto e
chefe da Speedy Motorsport
SEAT LEON MK3 +1:36.296 estava obviamente feliz pelo
desfecho, mas não esqueceu
NISSAN NISMO GTR - GT3 1 VOLTA Paulo Ramalho, a quem dedicou
este título: “Fica o sentimento
CUPRA TCR TCR +9 VOLTAS agridoce porque gostava de ter
feito as corridas e principalmente
2ª CORRIDA NISSAN NISMO GTR - GT3 GT 14 V. gostava de ter discutido e
1º 68 J. CORREIA ganhado esta última corrida, para
2º 11 A. PARENTE VW GOLF GTI TCR +8.622 poder dedicá-la ao Paulo Ramalho.
3º 7 M. GIÃO É obviamente um campeonato
4º 71 P. PINHEIRO KIA CEE´D TCR +21.149 que me deixa muito satisfeito,
5º 24 T. GOMES que foi feito com muito esforço e
6º 70 J. TEIXEIRA PORSCHE GT +37.901 sacrifício. Fica um balanço muito
7º 67 G. CORREIA positivo do trabalho desenvolvido
8º 6 R. LOBATO AUDI RS3 LMS TCR +1:37.261 nos TCR, mas gostava de dedicar
9º 33 F. CARVALHO este título ao Paulo Ramalho
10º 22 P. SALVADOR SEAT LEON EUROCUP +1:57.722 pois já na prova em Braga, com
algum esforço, fez questão de
SEAT LEON MK3 +1:58.546 estar presente para poder dar o
seu apoio como fez muitas vezes
PEUGEOT 308 TCR +1 LAP VOLTA e infelizmente não vai estar aqui
para festejar.”
AUDI RS3 LMS TCR +8 VOLTAS

CUPRA TCR TCR +11 VOLTAS

Na volta 3 José Correia conquistou a satisfeito. Era o primeiro pódio para a
primeira posição, à frente de Parente, máquina da CRM no TCR Portugal. Tel-
enquanto atrás, Lobato passava Carvalho mo Gomes fechou o pódio com o Audi
e subia ao terceiro posto. Gião seguia em da Speedy Motorsport. Nos Supercars,
quarto com Pedro Salvador em quinto, Paulo Pinheiro foi segundo nos GT (quarto
que entrou pouco depois nas boxes como da geral); na categoria TCR foi Joaquim
esperado. Teixeira (sexto na geral) a levar a melhor
Com Correia a afastar-se de Parente, sobre Gabriela Correia (sétima na geral).
impondo a potência do seu Nissan GT-R, a Pedro Salvador confirmou o título e Ar-
luta mais acesa era a de Lobato com Car- mando Parente, com um fim de semana
valho, sempre com Gião por perto. Paulo em cheio, subiu até ao segundo posto fi-
Pinheiro continuava a sua recuperação cando à frente da dupla Francisco Abreu/
e Telmo Gomes ia aumentando a toada, Rafael Lobato e de Francisco Carvalho.
seguido de Teixeira e Gabriela Correia.
A dez minutos do fim, a luta entre Lobato ARMANDO PARENTE NÃO DEU HIPÓTESE
e Carvalho terminou prematuramente,
com o Audi da Veloso Motorsport a ter O piloto da Novadriver estava naturalmente feliz com
problemas de caixa na curva 6, ficando a excelente prestação. O domínio total de Parente
assim arredado da luta. Parecia que não resultou num inesperado vice-campeonato: “Foi
iria haver mudanças até ao final, mas a um fim de semana fantástico e só foi mesmo pena
três curvas do fim o azar bateu à porta ter falhado no sábado a volta mais rápida, para ser
de Lobato, que ficou sem travões, ficando perfeito. Fica a dúvida se se tivéssemos feito mais
assim arredado do vice-campeonato. provas em circuitos ditos normais, se teríamos
José Correia foi o vencedor da corrida 2 hipótese de lutar pelo título. Queria agradecer ao
na geral e nos GT, em Supercars. Nos TCR, César a oportunidade de fazer a prova sozinho, assim
Parente e a Team Novadriver fecharam o como ao Paulo Pinheiro e ao AIA pelo apoio, assim
ano com chave de ouro, com duas poles, como a todos os que estiveram sempre comigo.”
duas vitórias e o vice-campeonato, numa
reviravolta inesperada. No pódio teve a
companhia de Manuel Gião, visivelmente

V/
KIA PICANTO GT CUP

28 P O R T I M Ã O

KIAPICANTOGTCUP C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S
NOVAMENTEEMGRANDE

Fábio Mendes as sessões de cronometrados. a vencer a corrida 1, aproveitando um CORRIDA 1
[email protected] No entanto a corrida 1 teve como pro- toque entre Mariano Pires e Ni Amorim,
FOTOGRAFIA Vasco Estrelado tagonista Hugo Marcos. Largando da que deitou por terra a recuperação de 1 – #18 HUGO MARCOS (1º PRO) 21:13.278S
quinta posição, Marcos colocou em Pires que largou de último. A com-
O troféu monomarca da CRM pista um ritmo imparável e conse- pletar o pódio dos Juniores tivemos 2 – #99 HUGO ARAÚJO (2º PRO) +1.692S
voltou a ser destaque. Inse- guiu chegar-se a Araújo, passando Guilherme Dal Maso e Orlando Batina.
rido no Racing Weekend, o piloto do nº 99 e vendo a bandeira Aguiar-Branco festejou o primeiro 3 – #7 NI AMORIM (GUEST) +13.323S
os pilotos voltaram a pro- de xadrez em primeiro lugar, numa lugar na corrida 1, mas na corrida 2
var a sua valia em pista ao corrida que contou com a participação Mariano Pires “vingou-se” e conseguiu 4 – #8 MIGUEL ABRANTES (3º PRO) +14.569S
volante dos pequenos, mas do presidente da FPAK, Ni Amorim, a desejada vitória (2º à geral) com Rui
poderosos, Kia Picanto. que terminou em terceiro. O pódio da Silva e João Aguiar-Branco nas res- 5 – #27 LOURENÇO R. MAGALHÃES (4º PRO) +15.663S
As sessões de qualificação tiveram Categoria Pro ficou completa com a tantes posições do pódio.
como denominador comum as ex- presença de Miguel Abrantes. CORRIDA 2
celentes prestações de Hugo Araújo. Na corrida dois a sorte de Marcos aca- 1 – #99 HUGO ARAÚJO (1º PRO), 21M15.303S
Depois de ter estado em grande nível bou e o piloto do #18 teve problemas 2 – #33 MARIANO PIRES (1º JÚNIOR), +0.642S
no Racing Weekend de Braga, Araújo nos travões que levaram a uma saída 3 – #77 RUI SILVA (2º JÚNIOR), +1.517S
começava a ronda algarvia da melhor de pista, impedindo-o de tentar nova 4 – #12 JOÃO AGUIAR-BRANCO (3º JÚNIOR), +2.955S
forma, com o melhor tempo em ambas vitória. O primeiro lugar ficou assim 5 – #577 PAULO OLIVEIRA (2º PRO), +3.778S
para Hugo Araújo, que ainda viu Ma-
riano Pires chegar-se a sua traseira.
Paulo Oliveira e Duarte Botelho com-
pletaram o pódio.
Nos Juniores, foi João Aguiar-Branco

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SUPER SEVEN
29

SUPER SEVEN ANIMARAM NI AMORIM FALOU
O FIMDESEMANA DO FUTURO

Os Super Seven deram espetáculo e animaram o corridas do fim de semana. Falé teve a companhia O presidente da FPAK esteve em Portimão para participar
público presente com boas corridas. Rodrigo Gal- no pódio de Frederico Brion Sanchez e Nuno Afonso, numa das provas do troféu Kia Picanto GT Cup. Um dos
veias foi o piloto em destaque nos S1600 Pro. Saindo enquanto Leitão ficou à frente de José Kol Almeida e assuntos que mais se falou no paddock do CPVT foi o futuro
da primeira posição da grelha, venceu as duas pro- novamente Brion Sanchez. da velocidade. Para já há mais dúvidas do que certezas
vas e se na primeira esteve com um ritmo diabólico Na Classe 420 Pro, José Carlos Pires foi o grande domi- e quer equipas quer pilotos ainda não sabem o que irá
(Luís Filipe Oliveira e Bernardo Bello completaram nador. Sempre na luta com os ingleses (que também acontecer. Ni Amorim esclareceu a vontade da FPAK: “O
o pódio) na segunda corrida teve a companhia de estiveram presentes - 7 Race Series) e revitalizando as nacional de velocidade é um campeonato muito complicado.
Sérgio Saraiva, que tentou impedir a segunda vitória. suas hipóteses de renovar o título na categoria, Pires O último campeonato de velocidade bom já tem 10 anos, o
Ficou-se pelo segundo posto à frente de Miguel Lobo venceu as duas corridas do fim de semana. Na primeira PTCC. Desde aí tem sido problemático arranjar carros para
que fechou o top 3. corrida Francisco Villar e JJ Magalhães completaram proporcionar bons espetáculos e que atraiam investidores.
Nos 1600 Business, Pedro Falé e Paulo Leitão foram o top 3 e na corrida 2 foi a vez de Gonçalo Lobo Vale e Todas as outras modalidades estão bem e a chegar a
os homens que terminaram na primeira posição as Ricardo Megre a provarem o champanhe. números recorde. A Federação, na globalidade, está bem,
mas tenho de reconhecer, com pena minha, que a velocidade
C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S não pode ficar como está. Tenho-me empenhado bastante
para que se faça um campeonato ibérico para o próximo
SUPER SEVEN BY TOYO TIRES — S1600 CLASSIFICAÇÃO SUPER SEVEN BY CLASSIFICAÇÃO SUPER SEVEN ano. Já reuni quatro vezes com o presidente da federação
TOYO TIRES — S1600 BUSINESS BY TOYO TIRES — 420R espanhola e o plano A é juntar os sete ou oito TCR que
CORRIDA 1 temos cá com os 15 que estão do outro lado da fronteira
1º #29 RODRIGO GALVEIAS CORRIDA 1 CORRIDA 1 e fazer duas provas lá, duas cá. Este é o cenário preferível,
2º #24 LUÍS FILIPE OLIVEIRA 1º #10 PEDRO FALÉ 1º #53 JOSÉ CARLOS PIRES mas é preciso esperar pelo entendimento com a federação
3º #57 BERNARDO BELLO 2º #77 FREDERICO BRION SANCHEZ 2º #34 FRANCISCO VILLAR espanhola. O plano B passar por fazermos uma espécie
4º #37PEDRO LACERDA 3º #44 NUNO AFONSO 3º #21 JJ MAGALHÃES de Open à imagem do CER, com mais classes, com mais
5º #13 SÉRGIO SARAIVA 4º #12 JOSÉ KOL ALMEIDA 4º #30 GONÇALO LOBO VALE vencedores às classes, um campeonato que albergue tudo,
5º #27 JORGE MIGUÉIS 5º #23 PAULO COSTA para os TCR e para outros carros. Mas para isso precisamos
CORRIDA 2 CORRIDA 2 CORRIDA 2 de 14 carros para termos alguma dignidade e chamarmos
1º #29RODRIGO GALVEIAS 1º #24 PAULO LEITÃO 1º #53 JOSÉ CARLOS PIRES a isto um campeonato português de velocidade. Estamos à
2º #13 SÉRGIO SARAIVA 2º #12 JOSÉ KOL ALMEIDA 2º #30 GONÇALO LOBO VALE espera da resposta de Espanha para avançar.”
3º #18 MIGUEL LOBO 3º #77 FREDERICO BRION SANCHEZ 3º #17 RICARDO MEGRE Quanto à situação do WRX, Amorim falou abertamente
4º #37 PEDRO LACERDA 4º #44 NUNO AFONSO 4º #21 JJ MAGALHÃES sobre a notícia negativa que surpreendeu tudo e todos na
5º #57 BERNARDO BELLO 5º #27 RICARDO MIGUÉIS 5º #8 LUÍS CALHEIROS FERREIRA semana passada: “Foi uma péssima notícia. Já falei duas
vezes com o presidente do município de Montalegre e vamos
ver como nos articulamos, pois há um contrato assinado
com a IMG, a quem a FIA cedeu os diretos do WRX. A FPAK
não é interveniente no contrato, mas estamos aqui para
ver se conseguimos trazer uma competição internacional
para compensar a falha do WRX e o investimento feito pelo
município. Eu não vou na conversa oficial que Montalegre não
fez as obras necessárias, que são relativamente pequenas
em relação ao resto do investimento feito. Quando me dizem
que a prova vai sair de Montalegre e vai para Abu Dhabi…
cada um que tire as ilações que entender. Neste momento
estamos a pensar em qualquer coisa para 2019, para que
em 2020 possamos receber um certame internacional, mas
neste momento está tudo no campo das hipóteses. Tenho
pena que não tenha sido respeitado um acordo e o esforço
que Montalegre fez.“

PAULO RAMALHO
LEMBRADO EM PORTIMÃO

A triste notícia do falecimento de Paulo Ramalho marcou o mundo do desporto
motorizado nacional. Uma perda muito sentida por colegas e amigos, alguns
deles presentes no AIA e que fizeram questão de lembrar o piloto. Pedro
Salvador dedicou o seu título a Ramalho de forma emocionada e Joaquim
Teixeira, presidente da APPAM, fez questão de dedicar a sua vitória nos
Supercars, na categoria TCR, ao malogrado piloto.

30 WTCR/
JAPÃO
ALFA ROMEO
VENCE
MONTEIRO
REGRESSA
Este é o resumo da penúltima jornada tripla do WTCR, disputada
no fabuloso traçado de Suzuki, num fim de semana de redobrada
importância, pois marcou o fim de 415 dias de agonia fora do carro
para Tiago Monteiro e a primeira vitória da Alfa Romeo com o
Giulietta, num campeonato liderado por um piloto que tem a idade
da pista de Suzuka

José Manuel Costa após terem rodado “desnecessariamen- que os Hyundai e mais leve que todos UM REGRESSO ÀS VITÓRIAS
[email protected] te devagar na pista entre as curvas 11 e os carros do plantel, Ceccon aproveitou
FOTOGRAFIA Oficiais a chicane, com a velocidade mais bai- para mostrar que tem lugar no campeo- Apenasna qualificação na frente de Pepe
xa entre as curvas 11 e 12 a ser de 25 a nato. Comte ficou em terceiro na fren- Oriola (Cupra TCR), que ficou com a pole
Espetacular! O fim de semana de 32 km/h.” Considerada uma situação te de Yvan Muller, que graças ao oitavo position para a segunda corrida do fim
Suzuka do WTCR foi verdadeira- potencialmente perigosa, Thed Björk, lugar de Tarquini recuperou o coman- de semana de Suzuka, Robert Huff saiu
mente espetacular: pelo regres- Gabriele Tarquini, Norbert Michelisz, do do campeonato, mas em igualdade para esta segunda corrida do segundo
so de Tiago Monteiro à competi- Yann Ehrlacher, Esteban Guerrieri e pontual com o italiano. lugar da grelha de partida. Determinado
ção; pela primeira vitória da Alfa Timo Scheider foram penalizados com a voltar às vitórias que lhe escapavam
Romeo na competição; pela lide- três lugares na grelha de partida para a
rança do “avô” do campeonato, Gabriele primeira corrida.
Tarquini; e, sobretudo, pelas corridas ver- A primeira surpresa veio de França com
dadeiramente espetaculares que tiveram a pole position para a primeira corrida a
como pano de fundo o fantástico circuito ser arrebatada por Aurelien Comte, ao
de Suzuka. volante do levezinho Peugeot 308 TCR.
Contas feitas, Gabriele Tarquini, italiano A segunda surpresa chamou-se Kevin
com um palmarés recheadíssimo e com Ceccon, que ao volante do Alfa Romeo
a mesma idade que o traçado japonês (56 Giulietta, carro que na primeira meta-
anos), saiu do Japão com 39 pontos de de da temporada não marcou um úni-
vantagem para o seu mais direto adver- co ponto, passou pelo francês autor da
sário, numa altura em que estão 86 pon- pole position à saída da curva 130R na
tos para disputar em Macau, a derradei- segunda volta da primeira corrida. Dois
ra jornada da primeira edição do WTCR, Safety Car provocados por um desen-
bastando-lhe terminar as três corridas tendimento entre Gordan Shedden e
asiáticas em quarto. Como é que chega- Thed Björk - que atirou com os pneus
mos a este ponto? da chicane para o meio da pista - e por
uma saída de pista de Yann Ehrlacher
PENALIZAÇÕES E SURPRESAS na 130 R, não impediram que Ceccon do-
minasse a prova, alargada para 11 vol-
Seis pilotos acabaram penalizados de- tas. Com menos uma centena de quilos
pois do primeiro treino de qualificação

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31

TIAGO MONTEIRO

QUINZE MESESEMUITAS
LÁGRIMAS DEPOIS

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O “É uma belíssima sensação estar de volta!” Num fim de semana muito emotivo onde
concretizou o regresso à competição 415 dias depois do acidente e 16 meses depois
CORRIDA 1 da última corrida que disputou depois da jornada do WTCC na Argentina, em julho de
2017, Tiago Monteiro regressou às pistas. Viu os seus pares prestarem-lhe uma sentida
1 KEVIN CECCON ALFA ROMEO 11 VOLTAS homenagem na forma de um corredor feito com todos os carros e pilotos do WTCR na
+0.728 sua primeira saída para a pista de Suzuka, emocionou-se e respirou fundo por sentir que,
2 AURÉLIEN COMTE PEUGEOT +1.319 afinal, a carreira não terminou de encontro aos rails de Barcelona depois do pavoroso
+1.759 acidente que sofreu.
3 YVAN MULLER HYUNDAI +2.157 “Como disse anteriormente, todo o fim de semana tem sido muito emotivo e muito
+7.816 estimulante e estou a desfrutar de cada momento”, lembrando que “a volta de
4 ESTEBAN GUERRIERI HONDA aquecimento foi muito tensa, mesmo estranha. Parecia que estava a sonhar! Foi surreal!
Já na corrida senti-me normal, ou seja, estava a fazer o meu trabalho. Fiz a minha corrida,
5 MEHDI BENNANI VOLKSWAGEN tentei compreender o carro, tentei levar o carro aos limites. Consegui e desfrutei!”
O resultado final não foi fabuloso, pois nunca conseguiu sair da parte final do pelotão
15 TIAGO MONTEIRO HONDA nos treinos e nas corridas também nunca esteve próximo dos 10 primeiros, mas isso é o
que menos interessa. Com um Honda Civic Type R TCR menos competitivo que o resto do
CORRIDA 2 plantel, bateu Tom Coronel, o que deixou uma belíssima indicação para o futuro. Macau
não contará com o piloto português, uma ausência prudente para um piloto que esteve,
1 ROBERT HUFF VOLKSWAGEN 10 VOLTAS recordamos, 415 dias a recuperar do acidente de Barcelona.
+1.444
2 PEPE ORIOLA CUPRA +1.938
+7.685
3 NORBERT MICHELISZ HYUNDAI +8.984
+18.135
4 AURÉLIEN PANIS AUDI

5 GABRIELE TARQUINI HYUNDAI

15 TIAGO MONTEIRO HONDA

há seis meses, o britânico teve no VW CORRIDA 3 11 VOLTAS saiu de segundo, atrás de Kevin Ceccon, facilmente chegou a segundo e depois a
Golf GTI TCR um excelente aliado e ba- 1 GABRIELE TARQUINI HYUNDAI +1.577 que depois da primeira vitória, deu à Alfa primeiro com a ajuda do piloto da Hyundai.
teu no arranque o Cupra de Oriola, co- 2 AURÉLIEN COMTE PEUGEOT +2.024 Romeo a primeira pole position. Atrás deste drama italiano assistia-se a
locando-se lado a lado com o espanhol 3 KEVIN CECCON ALFA ROMEO +3.140 A vantagem do Giulietta era tal que todos um drama francês. Yvan Muller não con-
e ganhando-lhe a posição à saída da 4 MEHDI BENNANI VOLKSWAGEN +3.674 vaticinavam uma vitória fácil para Ceccon. seguia progredir e num final algo caótico,
primeira curva. Um desentendimento 5 AURÉLIEN PANIS AUDI Erro crasso! Tarquini arrancou melhor provocado por Esteban Guerrieri, viu-se
entre Esteban Guerrieri (Honda Civic 11 TIAGO MONTEIRO HONDA +23.259 que Ceccon, roubou-lhe o primeiro lu- envolvido em várias lutas que acaba-
Type R) e Mehdi Bennani (VW Golf GTI gar à entrada da primeira curva e, depois, ram com Pepe Oriola penalizado com
TCR) acabou com o argentino atirado ponto graças à penalização de Dennis deixou-o passar. Porquê? Porque o piloto um “drive through” por ter atalhado uma
contra as barreiras de proteção, obri- Duppont, reapossava-se do comando do team Mulsanne Alfa Romeo cometeu mão cheia de vezes a chicane e Guerrieri
gando à intervenção do Safety Car. O do campeonato, agora com nove pontos um erro grosseiro ao não estar bem po- empurrado para fora na 130 R por Muller
piloto da Sebastien Loeb Racing mante- de avanço para Yvan Muller. sicionado na grelha de partida, estando à a fazer um verdadeiro show de “drift”.
ve-se na frente. Mais atrás o espetáculo frente do lugar onde deveria estar parado. Seria o canto do cisne para o Hyundai
era dado por Kevin Ceccon, que tentava TARQUINI COM MÃO Penalizado com cinco segundos adicio- i30 N TCR de Muller, forçado ao abando-
recuperar posições, enquanto que Pepe E MEIA NO CAMPEONATO nados ao tempo final, Tarquini desligou- no por problemas mecânicos. Com este
Oriola defendia-se de Norbert Michelisz, São muitos anos de corridas, muitas vi- -se dessa luta e deixou-o ir em busca dos abandono, Muller ofereceu a Tarquini uma
deixando escapar Rob Huff que assim tórias e muitos sucessos alcançados por cinco segundos que lhe dariam a vitória. vantagem de 39 pontos num campeo-
venceu pela primeira vez após o suces- Gabriele Tarquini, o “avô” do campeonato O italiano do Hyundai i30 N TCR não lho nato que somente Tarquini pode perder.
so rubricado no Hungaroring. que se arrisca a ser campeão no ano de permitiu, mas Ceccon ainda conseguiu Tiago Monteiro fez a melhor corrida do
Muita parra e pouca uva aplica-se à cor- estreia do WTCR se conseguir ficar em ficar em terceiro, depois de ter caído para fim de semana, terminando no 11º lugar,
rida de Kevin Ceccon, que bem tentou, quarto nas três corridas de Macau. E tudo quarto ao tentar defender-se de Tarquini à porta dos pontos, ele que, em boa ver-
mas não consegui melhor que o sex- se resumiu a uma terceira corrida onde na primeira curva. dade, cumpriu a sua estreia no WTCR, já
to lugar atrás de Gabriele Tarquini que, Mas o Alfa Romeo estava tão veloz que que nunca tinha participado em alguma
com esta posição e ajudado pelo facto o piloto do Team Mulsanne Alfa Romeo prova da competição.
de Yvan Muller ter recolhido apenas um

N/32
RALLYSPIRIT
ALTRONIXNOTÍCIAS

Arranca amanhã a 4ª Edição do
RallySpirit, um evento que conta
com mais de 100 inscritos e
que tem como cabeça de cartaz
François Delecour, piloto que
venceu pela primeira vez na
sua carreira, precisamente em
Portugal, há 25 anos...

José Luís Abreu
[email protected]

Está prestes a ir para a estrada o adeptos portugueses são sempre incan- P/ P R O G R A M A
RallySpirit Altronix, um evento que sáveis no apoio que prestam. Por outro
se afirma cada vez mais no pano- lado, voltar a guiar o Ford Sierra Cosworth QUINTA-FEIRA 1 DE NOVEMBRO SÁBADO 3 DE NOVEMBRO
rama dos ‘Legends’ em Portugal, e 4x4 será como viajar no tempo”. ASSISTÊNCIA GAIA
que desta feita conta com a presença de Mas o RallySpirit Altronix conta ainda PARQUE DE PARTIDA-MARGINAL DE VILA NOVA DE GAIA 18H00 PE 4-CORONADO 1 (5,37KM) 09H05
François Delecour como convidado de com nomes como Rui Madeira, Adruzilo PE 5-ASSUNÇÃO 1 (4,40KM) 10H03
honra, num plantel que apresneta, entre Lopes, Vítor Pascoal ou o de anteriores PARTIDA -MARGINAL DE VILA NOVA DE GAIA 21H00 PE 6-S. TOMÉ DE NEGRELOS (7,30KM) 10H46
outros, um Ford RS200, um dos saudosos vencedores da prova, como Eduardo REAGRUPAMENTO MARGINAL DE VILA NOVA DE GAIA 11H34
Grupo B dos anos 80. Veiga, Pedro Leal, Valter Gomes ou Paulo SEXTA-FEIRA 2 DE NOVEMBRO 13H00 ASSISTÊNCIA GAIA 12H44
Tal como tem vindo a ser habitual, entre Azevedo. PARTIDA 1ª ETAPA -QUARTEL DA SERRA DO PILAR 13H05 PE 7-SUPER ESPECIAL GAIA (1,20KM) 13H24
Vila Nova de Gaia e Barcelos este autên- A qualidade das máquinas não fica atrás ASSISTÊNCIA GAIA 14H45 PE 8-CORONADO 2 (5,37KM) 14H02
tico museu vivo volta a fazer desfilar e os adeptos podem ver carros como o PE 1-FRANQUEIRA 1 (4,70KM) 15H15 PE 9-ASSUNÇÃO 2 (4,40KM) 14H45
carros com enorme mística, numa prova Ford RS200, Alpine-Renault A110, Fiat REAGRUPAMENTO BARCELOS 17H07 PE 10-S. TOMÉ DE NEGRELOS (7,30KM) 15H28
que tem sido sempre uma enorme festa. 131 Abarth, Renault 5 Turbo, Porsche 911, ASSISTÊNCIA BARCELOS 17H45 ASSISTÊNCIA GAIA 15H51
Este ano, a prova tem como base as ci- Ford Escort ou os mais recentes Lancia PE 2-FRANQUEIRA 2 (4,70KM) 20H45 CHEGADA MARGINAL DE VILA NOVA DE GAIA 17H01
dades de Vila Nova de Gaia e, em estreia, Delta Integrale e Toyota Celica GT-Four, PE 3-SUPER ESPECIAL BARCELOS (1,60KM) 22H05 17H26
Barcelos. Conta com mais de 20 equipas só para referir os mais simbólicos. ASSISTÊNCIA GAIA
internacionais, entre as mais de 100 que Sob a chancela organizativa da Xikane
compõem a lista de inscritos. Depois de e comando técnico do Clube Automóvel
nas duas últimas edições o RallySpirit ter de Santo Tirso, não faltam, portanto, mo-
contado com Miki Biasion e Ari Vatanen, tivos para que o RallySpirit continue a
agora será a vez de François Delecour, crescer em termos de popularidade, até
que pilotará um Ford Sierra Cosworth por que o programa de três dias, com
4x4, semelhante àquele com que correu 10 classificativas de asfalto disputadas
em 1992: “É bom voltar a este país, onde ao cronómetro, apresenta opções para
sou sempre bem-recebido e onde os todos os gostos.

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33

RALI DO FAIALALEXANDRE CAMACHO É CAMPEÃO MADEIRENSE

Alexandre Camacho é penta-campeão madeirense de os restantes lugares do pódio. Bruno Fernandes, melhor C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O
ralis após a sua vitória no Zoom iGest Rali do Faial, na classe 1600, foi quarto na frente de Cláudio Nóbrega
penúltima prova do campeonato insular disputada no com um Datsun 1200 equipado com um motor de 2 litros. 1º ALEXANDRE CAMACHO/PEDRO CALADO (SKODA FABIA R5), 52:06,8;
último fim de semana. O piloto do Skoda Fabia R5 esteve Sétimo absoluto, Bruno Rodrigues dominou na competição 2º RUI PINTO/RICARDO FARIA (FORD FOCUS RS WRC), +2:49,4; 3º
sempre na frente da classificação e mostrou uma vez monomarca consignada aos utilizadores de Toyota Yaris e GIL FREITAS/DUARTE MIRANDA (PORSCHE 991 GT3 CUP), +7:41,4;
mais um andamento praticamente inalcançável aos Américo Gouveia triunfou em competição semelhante com 4º BRUNO FERNANDES/MAURO SOUSA (CITROËN C2 R2), +9:01.5; 5º
seus adversários. Desta vez navegado por Pedro Calado, Citroën DS3 R1. CLÁUDIO NÓBREGA/ALÍPIO NÓBREGA (DATSUN 1200) + 11:13,5
Camacho pôde ainda rodar mais tranquilo quando os
dois outros pretendentes ao título desistiram devido a
problemas mecânicos nas suas viaturas.
Miguel Nunes ainda tentou responder ao ímpeto do futuro
campeão mas abandonou na PE3 com uma avaria na
caixa de velocidades do Hyundai i20 R5, enquanto João
Silva entregou a carta de controlo após a PE5 devido
a mau funcionamento do seu Citroën DS3 R5 e quando
estava já bastante distante do líder. Num rali marcado
por algumas fortes chuvadas e dificuldades acrescidas
para os concorrentes, registou-se um grande número de
desistências. Razia completa houve no grupo RC2N em
que, contudo, os pontos acumulados nas classificativas
permitiram que Filipe Pires, que esteve na luta pelo pódio
absoluto, festejasse o seu quarto cetro consecutivo no
agrupamento.
Tamanho número de abandonos permitiu que pilotos com
um menos bom começo de prova, marcado pela chuva,
como Rui Pinto, no habitual Ford Focus WRC, e Gil Freitas,
na estreia do seu Porsche 991 GT3, viessem a ocupar

MORREU PAULO RAMALHO

INTERCONTINENTAL GT CHALLENGE O mundo motorizado luso foi na Era um dos mais antigos e
ÁLVARO PARENTE EM 10º passada semana abalado pela triste respeitados pilotos do campeonato de
notícia da morte de Paulo Ramalho, Montanha, realizou uma recuperação
líder da equipa PRMiniracing. A a todos os títulos notável na
família da Montanha ficou muito mais sequência da operação que fez em
pobre, já que Paulo Ramalho deixa 2014. Levou até ao fim a sua filosofia
um enorme legado, quer seja na sua de vida, como um dia nos disse: “Fazer
própria carreira, onde assegurou dois tudo hoje porque amanhã não sei
títulos absolutos em 2010 e 2011, como vai ser”.
depois de já ter sido Campeão da Era também um grande admirador
Categoria 2 em 2007, bem como do do seu ídolo, Ayrton Senna. À família
trabalho que realizou e do muito que e amigos, à ‘família’ da Montanha,
contribuiu para o que Rui Ramalho o AutoSport endereça as suas mais
tem vindo a fazer na competição. sentidas condolências.

Álvaro Parente terminou as 8 Horas termos tomado todas as decisões
da Califórnia, derradeira ronda do corretas, ganhámos posições fruto
Intercontinental GT Challenge, no 11º disso mesmo, não há milagres
lugar. O português já esperava uma nas corridas. Infelizmente, não
prova complicada pois o traçado de estávamos rápidos este fim de
Laguna Seca não era o melhor para semana. Faltava-nos performance.
evidenciar as melhores qualidades Por vezes, todos nós temos corridas
do Bentley Continental GT3, e depois destas, o que é muito desapontante,
de arrancar do 11º lugar, Parente, dado que demos o nosso máximo e
Bryan Sellers e Rodrigo Baptista, lutámos ao longo de toda a prova.
andaram no máximo das capacidades Queríamos terminar a temporada
do carro, mas mesmo assim, e com uma boa corrida, mas por vezes
com uma estratégia de corrida não é possível. É difícil absorver uma
irrepreensível, foi impossível ganhar corrida destas, mas amanhã será um
posições, tendo o Bentley da K-PAX dia melhor e, pelo menos, sabemos
Racing cruzado a linha de meta na que demos o nosso melhor”, concluiu
posição de onde partiu: “Apesar de Álvaro Parente.

>>motosport.com.pt Alexandre Melo
[email protected]
FIMM O T O G P A U S T R Á L I A
DA SECA Marca histórica no seio do Mun-
dial de MotoGP a Yamaha viveu
A corrida de Phillip Island ficou marcada pelo regresso às vitórias nos últimos tempos momen-
da Yamaha e de Maverick Viñales. Um triunfo muito festejado tos críticos e de menor fulgor
e que assinalou o final de um longo período sem vitórias do competitivo. Uma situação totalmente
triplo diapasão, numa crise que já vinha desde 2017 e levou ao desajustada para os homens de Iwata e
desespero de pilotos e de toda a estrutura técnica. Em dia de que não agradou a ninguém. Em especial
Yamaha, o recém-coroado campeão do mundo Marc Márquez aos pilotos, Valentino Rossi e Maverick
somou o primeiro abandono da época Viñales.
Ao longo desta temporada de 2018 foram
ACOMPANHE TODA A INFORMAÇÃO muitas as críticas em espaço público
DIARIAMENTE EM MOTOSPORT.COM.PT que ambos fizeram. Neste verão que
passou Viñales chegou mesmo a dizer
que competia sem motivação, pois dada
a falta de competitividade da M1 não
tinha nenhum objetivo a conquistar em
pista. Uma frase dolorosa de escutar,
ainda para mais vinda de um jovem de
23 anos que tem à sua frente uma vida
para conquistar.
Porém, como diz o povo, não há mal que
sempre dure. A luz ao fundo do túnel
começou a ser vista no estreante Gran-

35

C/ CLASSIFICAÇÃO

MOTOGP (YAMAHA) 40M51.081S
1º MAVERICK VIÑALES (SUZUKI) + 1.543S
2º ANDREA IANNONE (DUCATI) + 1.832S
3º ANDREA DOVIZIOSO (DUCATI) + 4.072S
4º ÁLVARO BAUTISTA (SUZUKI) + 5.017S
5º ÁLEX RINS

CAMPEONATO 296 PTS
1º MARC MÁRQUEZ 210 PTS
2º ANDREA DOVIZIOSO 195 PTS
3º VALENTINO ROSSI 180 PTS
4º MAVERICK VIÑALES 148 PTS
5º CAL CRUTCHLOW

de Prémio da Tailândia, onde Maverick de tudo com muita ‘pancada’ psicológica. sígnia de Hamamatsu tem vindo a ter treante Franco Morbidelli que ao ser
Viñales voltou a sorrir, pois regressou Como tudo mudou e parece que estamos neste ano de 2018. Veremos como será oitavo obteve em terras australianas o
aos pódios com um positivo terceiro a falar de uma outra vida, mas a verdade a partir de 2019, onde tal como em 2017, seu melhor resultado, até ao momento,
lugar. Agora chegou a recompensa é que o desporto é mesmo assim. Dá e a Suzuki estará mais restringida no em MotoGP.
máxima: a vitória. Com uma exibição tira sem piedade. que diz respeito ao desenvolvimento Quanto aos pilotos oficiais, Marc Már-
categórica, a fazer lembrar o Viñales do Para tudo ser mais perfeito só ficou a da sua moto. quez e Dani Pedrosa abandonaram, o
início de 2017, o piloto espanhol garantiu faltar um melhor desempenho de Va- Andrea Dovizioso teve de contentar-se que deixou a equipa oficial da Honda em
um saboroso triunfo. Resultado de um lentino Rossi, sexto no final da corrida. com o terceiro lugar, mas mostrou as branco, algo que já não acontecia desde
forte ritmo imprimido na fase inicial O italiano ainda esteve durante algum melhorias da Ducati numa pista onde a passagem da caravana por Termas de
da prova e que permitiu construir uma tempo no segundo lugar e fez sonhar a o construtor italiano nem sempre se Río Hondo (Argentina) no passado mês
vantagem segura para os rivais. Com Yamaha com uma dobradinha. Porém, dá bem. Com três marcas diferentes de abril. No caso do pentacampeão Már-
uma boa ‘almofada’ o catalão só teve de na segunda fase do exercício, a perda de representadas nas três primeiras po- quez, o abandono, o primeiro da época,
gerir até à bandeirada de xadrez. eficácia dos pneus da sua moto fizeram sições destaque também para o exce- deu-se depois de ter sido abalroado, na
Estava assim terminada a maior se- o consagrado piloto cair na classificação. lente quarto lugar de Álvaro Bautista. A fase inicial da corrida, por Johann Zarco
quência sem triunfos da Yamaha no substituir o lesionado Jorge Lorenzo na na rápida Curva 1 da pista australiana.
Mundial de MotoGP. No total foram 25 OUTRAS GUERRAS estrutura oficial da Ducati e com pou- Apesar da assustadora queda, Zarco
Grandes Prémios a ver os outros a fes- co tempo de adaptação à Desmosedici não sofreu consequências do incidente.
tejar. Desde Assen (Holanda) em 2017, Numa corrida em que ao contrário de GP18, o experiente piloto espanhol mos- Para completar o ramalhete do fim de
então com Valentino Rossi, que a M1 outros anos em Phillip Island o primeiro trou bem as diferenças de competitivi- semana desastroso da Honda, esta viu
não recolhia os louros do primeiro lugar. lugar não foi tão disputado como se dade entre estar aos comandos de uma Cal Crutchlow lesionar-se nos treinos
Quanto a Maverick Viñales já não vencia poderia imaginar, a luta pelo segundo moto oficial ao invés de uma máquina livres. O britânico sofreu uma violenta
desde o Grande Prémio de França de lugar animou as últimas voltas. Aos pertencente a uma equipa satélite, o queda que resultou na fratura do tor-
2017, momento em que deixou o cir- comandos da sua Suzuki, Andrea Ian- que habitualmente faz na Ángel Nieto. nezelo e tíbia direita. Um infortúnio que
cuito de Bugatti-Le Mans como líder do none acabou por levar a melhor sobre Quanto à Honda, depois do fim de sema- pode ter terminado mais cedo a época
campeonato e o mais sério candidato Andrea Dovizioso, o seu antigo colega na de sonho em Motegi, deixou Phillip do homem da LCR Honda, atual líder
ao título da época transacta. Foram 28 na Ducati. O ‘Maníaco’ somou o quarto Island pela porta pequena. O melhor do campeonato destinado aos pilotos
Grandes Prémios a seco do piloto e acima pódio do ano, sétimo para a Suzuki, representante da asa dourada foi o es- de equipas satélite.
e confirmou a boa evolução que a in-

36 M O T O 2 AUSTRÁLIA

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CHAMA VIVA des, pois como todos sabemos as corri- esta oportunidade para reduzir, de forma
das, ainda mais na competitiva categoria significativa, distância para o topo do
Ao ser 11º no Grande Prémio da Austrália, Miguel Oliveira reduziu de Moto2, são muito imprevisíveis e as campeonato. Temos de manter a cabeça
em um ponto a sua desvantagem face ao líder do campeonato, contas fazem-se apenas no fim. erguida e manter a calma. Agradeço à
Francesco Bagnaia, que cruzou a linha de meta em 12º. Em Phillip Island, Miguel Oliveira viveu equipa todo o trabalho que tem vindo
São 36 os pontos que separam os dois pilotos quando estamos um fim de semana duro apesar dos indi- a fazer”, referiu o piloto que em 2019 irá
a duas rondas do fim da época. As coisas não estão fáceis para cadores nos treinos livres, onde foi sexto, subir ao MotoGP.
o lado de Oliveira, mas enquanto há vida existe esperança deixarem antever um evento risonho
para as hostes nacionais. Contudo, difi- FACES OPOSTAS
Alexandre Melo a vantagem pontual no topo do cam- culdades na qualificação, muito por culpa
[email protected] peonato. Nesta fase, marcada por três do forte vento que se fez sentir e que Se Miguel Oliveira não teve vida fácil na
Grandes Prémios em três fins de semana prejudicou o comportamento da moto, Austrália o mesmo já não aconteceu ao
Não está a correr de feição a consecutivos, o piloto português deveria atiraram o vice-campeão do mundo de seu colega de equipa na Red Bull KTM Ajo,
ponta final de temporada estar a ‘recortar’ ao máximo a desvan- Moto3 em 2015 para uma distante 20ª Brad Binder. O piloto sul-africano somou
para Miguel Oliveira, numa tagem para o rival. posição. Os estragos foram minimizados a terceira vitória do ano e permitiu à KTM
altura em que o momento Porém a verdade é que apesar do cenário porque Franceso Bagnaia também não vencer pelo segundo ano consecutivo no
no campeonato de Moto2 é estar longe do ideal, o piloto da Red Bull conseguiu melhor do que o 16º posto. mítico traçado de Phillip Island. Binder
de voltagem máxima. Isto KTM Ajo entrará para as últimas duas Na corrida, Oliveira saltitou entre o final do realizou uma corrida sólida e garantiu um
apesar de em Phillip Island o piloto luso rondas do ano ainda com hipóteses ma- top 10 e as posições mais abaixo. Acabou saboroso triunfo numa contenda muito
ter interrompido uma série de cinco temáticas de conquistar um inédito título por ficar no 11º posto, enquanto Bagnaia, disputada e onde no final teve segurar a
Grandes Prémios consecutivos em que de Moto2. É aí que deve estar o foco e com com uma corrida que já cheirou e muito forte pressão de Joan Mir. Curiosamente
o seu grande rival nesta luta pelo título, certeza o português vai agarrar-se com a gestão, viu a bandeira de xadrez em uma luta pela vitória que envolveu os
Francesco Bagnaia, vinha a aumentar todas as suas forças a essas possibilida- 12º. “Este foi um fim de semana onde as últimos dois campeões de Moto3.
expectativas estavam muito altas, depois Com a subida de Francesco Bagnaia e
da vitória em 2017. No entanto nunca Miguel Oliveira ao MotoGP em 2019, Brad
me senti confortável. Fizemos algumas Binder está a posicionar-se como o mais
alterações na moto de modo a melhorar sério candidato ao título para a próxima
as minhas sensações, mas isso fez-me campanha. Joan Mir, outro piloto que
perder um pouco de confiança com a ascenderá ao MotoGP, teve de conten-
moto, nomeadamente com a dianteira tar-se com o segundo lugar numa corrida
da mesma. Foi uma pena termos perdido que marcou o seu regresso aos pódios, o
quarto do ano. Um importante impulso

37

M O T O 3 AUSTRÁLIA

AORUBRO

Na categoria mais baixa do Mundial continuam os muitos segundo lugar. Resultado que permite entrar na reta final do
abandonos entre os dois principais candidatos ao título a campeonato no terceiro lugar do mesmo e a 20 pontos do
definir o rumo do campeonato, isto numa fase em que restam companheiro de equipa, Jorge Martín.
apenas dois Grandes Prémios para a conclusão da temporada. Numa corrida muito emocionante - 14 pilotos separados por
Em Phillip Island a ‘fava’ saiu a Marco Bezzecchi. O piloto menos de um segundo - e marcada por algumas quedas a alta
italiano somou o quinto abandono da época ao não evitar velocidade, situação típica do circuito de Phillip Island, foi
uma queda após ter sido atingido por Gabriel Rodrigo quando Albert Arenas a levar a melhor, depois de ter sido somente 11º
ambos discutiam os primeiros lugares. Um infortúnio para na qualificação. O piloto espanhol foi fortemente pressionado
Bezzecchi que na ronda anterior havia recuperado pontos na última volta pelos rivais, mas com unhas e dentes segurou
importantes para o líder Jorge Martín, então vítima de queda. a segunda vitória do ano e consequentemente da carreira em
Mesmo assim, apesar do terceiro abandono nos últimos cinco Moto2. Com o já referido di Giannantonio em segundo, a grande
eventos, os estragos poderiam ter sido bem maiores para o surpresa ficou reservada para o degrau mais baixo do pódio.
lado de Marco Bezzechi. Isto porque Jorge Martín não foi além O jovem Celestino Vietti Ramus, a realizar apenas a sua
do quinto posto e aumentou apenas em 11 pontos a liderança segunda corrida em Moto3, foi terceiro e deixou água na
face ao grande rival. Assim os dois pilotos vão entrar para a boca para o futuro, uma vez que a partir de 2019 será piloto a
fase final da época separados por 12 pontos quando estão tempo inteiro da Sky VR46 em Moto3. Partindo do distante 21º
em jogo 50. Atrás e ainda com uma ténue esperança de ser posto, Vietti Ramus esteve a um grande nível na sua estreia
igualmente campeão, que já não pensávamos ser possível, está no exigente traçado de Phillip Island e aproveitou da melhor
Fabio di Giannantonio. O piloto da Gresini, que havia sofrido uma forma a oportunidade de substituir o lesionado Nicolò Bulega
violenta queda em Motegi, apareceu revigorado na Austrália na estrutura de Valentino Rossi. Um nome a seguir com muita
e com uma corrida de excelência viu a bandeira de xadrez no atenção no futuro.

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O

MOTO3

1º ALBERT ARENAS (KTM) 37M48.073S
+ 0.052S
2º FABIO DI GIANNANTONIO (HONDA) + 0.059S
+ 0.081S
3º CELESTINO VIETTI (KTM) + 0.099

4º TATSUKI SUZUKI (HONDA)

5º JORGE MARTÍN (HONDA)

CAMPEONATO

1º JORGE MARTÍN 215 PTS

2º MARCO BEZZECCHI 203 PTS

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O 3º FABIO DI GIANNANTONIO 195 PTS

4º ENEA BASTIANINI 150 PTS

5º LORENZO DALLA PORTA 131 PTS

MOTO2 (KTM) 39M23.427S
1º BRAD BINDER (KALEX) + 0.036S
2º JOAN MIR (KALEX) + 0.949S
3º XAVI VIERGE (KALEX) + 0.957S
4º AUGUSTO FERNÁNDEZ (KALEX) + 1.767S
5º LUCA MARINI (KTM) + 8.675S
11º MIGUEL OLIVEIRA

CAMPEONATO

1º FRANCESCO BAGNAIA 288 PTS

2º MIGUEL OLIVEIRA 252 PTS

3º BRAD BINDER 193 PTS

4º LORENZO BALDASSARRI 152 PTS

5º JOAN MIR 149 PTS

para o espanhol que tem estado mais dis-
creto nesta segunda fase da temporada.
Mir igualou o seu melhor resultado nesta
categoria, pois na Alemanha também
havia sido segundo e também atrás de
Brad Binder. Xavi Vierge foi terceiro e
obteve o seu terceiro pódio em Moto2.
O piloto espanhol, que liderou a corrida,
roubou já na linha de meta o lugar mais
baixo do pódio ao compatriota Augusto
Fernández, que registou na Austrália a
sua melhor classificação, até ao momen-
to, nesta categoria.

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PIAGGIO Pedro Rocha dos Santos
[email protected]
» BEVERLY 350 SPORT TOURING ABS ASR DE 2018
A Beverly 350 incorpora um
POTÊNCIA E AGILIDADE URBANA motor totalmente novo, um
monocilíndrico a 4 tempos
A Piaggio Beverly 350 Sport Touring é a topo de gama da com 4 válvulas e SOHC, com
Piaggio. Uma scooter ágil e potente, com motor de 330 cc 330 cc, que incorpora re-
com 30 cv e prestações semelhantes a uma 400 cc. Com frigeração líquida e injeção
uma excelente qualidade de acabamentos e pormenores eletrónica. É capaz de debitar uma
que fazem a diferença como por exemplo o comando que potência máxima de 30,4 cv às 8.250
abre o banco e permite a localização da moto com um piscar
das suas luzes, a Beverly 350 Sport Touring ABS/ASR é uma
opção de qualidade para quem pretenda conforto, estilo e
rapidez em deslocações urbanas e sub-urbanas

39

rpm, com um binário de 29Nm às 6.250 para além de uma travagem assistida mudanças de óleo aconselhadas a cada quando parados e apenas com alguma
rpm, realidade que lhe confere o esta- por ABS, inclui também o sistema ASR 10.000 km, a Beverly 350 demonstra tendência de deslize da nossa posição
tuto da scooter mais potente do seu de controle de tração que garante um níveis de qualidade e fiabilidade muito para a frente nas travagens mais for-
segmento. contacto máximo com o piso e uma interessantes. tes, o que não deixa de ser algo normal.
Tecnologicamente evoluída a Beverly aderência sempre em níveis supe- Gostámos do conforto geral que a Com suspensões convencionais, com
350 de 2018 incorpora embraiagem riores de segurança na sua condução. Beverly 350 oferece, com um assen- baínhas de 35mm e duplo amortece-
multi-disco em banho de óleo, sistema Com manutenção e revisões sugeridas to estreito na frente que permite a dor traseiro, ajustável em pré-carga,
de transmissão variável contínua e, pela marca a cada 20.000 Kms e com colocação perfeita dos pés no chão demonstrou um bom desempenho,

40

>>motosport.com.pt

mesmo em estradas de mau piso, com excelente para trajetos diários de de bagagem debaixo do banco, onde no também através de um botão situado
firmeza nas travagens e a assegura- casa ao escritório, com percursos de mesmo cabem dois capacetes aber- no guiador no punho esquerdo.
rem trajetórias perfeitas em curva auto-estrada e cidade, e poder aos tos do tipo JET, proporcionam essa A informação é bastante completa e de
a velocidades mais altas. A Beverly fins de semana realizar uma ou outra possibilidade. leitura fácil. Situa-se num painel ana-
chegou a marcar 150 km/h no conta “escapadinha” acompanhado, pois o Gostámos do desempenho dos travões, lógico que combina três elementos de
Km, pelo que se revela uma scooter conforto para o passageiro e o espaço com excelente tato e efetividade gra- formato redondo onde temos à esquer-
ças a um disco único na dianteira de da o nível de combustível e à direita a
CONCORRÊNCIA YAMAHA X-MAX 400 A - 395CC 300 mm com pinça de dois pistons e a temperatura do motor. No manómetro
um disco único de 200 mm na traseira central temos o conta-quilómetros
BMW C 400 X DE 2019 - 350CC 31.5 CV com pinça também de dois pistons. O analógico, que vem também em milhas
sistema de travagem é assistido por e um pequeno painel digital LCD onde
34 CV POTÊNCIA ABS o que assegura uma travagem podemos navegar através de um botão
sempre precisa e em segurança mes- “Mode” e obter todo tipo de informa-
POTÊNCIA 216 KG mo em piso molhado. ção: a hora, os Kms totais e parciais,
A Beverly 350 é uma scooter de rodas temperatura exterior…
204 KG PESO ditas “altas”, com jante de 16” à frente A Piaggio Berverly 350 Sport Touring
e de 14” atrás, o que lhe confere maior demonstrou ser uma excelente opção
PESO 6 650€ segurança e estabilidade, sobretudo para quem tenha que realizar trajetos
em cidades como as nossas onde en- diários mistos, de estradas nacionais
6 850€ PREÇO BASE contramos todo o tipo de obstáculos ou auto-estradas e zonas urbanas,
para nos colocarem à prova, sendo os potente para rodar em estrada e ágil
PREÇO BASE carris dos elétricos aqueles que mais para circular em cidade. A Piaggio
acidentes provocam. disponibiliza ainda um extenso ca-
No painel da frente podemos encontrar tálogo de opções para que se possa
um compartimento com três divisões personalizar ou adaptar cada modelo
onde se situa uma ficha USB para liga- às nossas necessidades práticas diá-
ção de acessórios eletrónicos, como o rias, desde capas a vidros mais altos e
telemóvel ou um GPS. A abertura do top-cases de diferentes volumes até
painel dianteiro é realizada na chave de todo o tipo de acessórios.
ignição sem que se tenha que desligar A Beverly 350 Sport Touring está dis-
a moto. Por outro lado o banco abre-se ponível na cor Negro Opaco Carbono.

41

FT/ F I C H A T É C N I C A

330 CC

CILINDRADA

33.3 CV

POTÊNCIA

13 L

DEPÓSITO

191 KG

PESO

6 790€

PREÇO BASE

MOTOR TIPO MONOCILINDRICO QUASAR, 4
TEMPOS CILINDRADA 330 CC DIÂMETRO /
CURSO 78 MM / 69 MM COMBUSTÍVEL GASOLINA
SEM CHUMBO TAXA DE COMPRESSÃO 12 + - 0.5
: 1 POTÊNCIA 33.3 CV ÀS 8250 RPM BINÁRIO
MÁX. 32.3 NM ÀS 6250 RPM REFRIGERAÇÃO
LIQUIDA CAIXA DE VEL. VARIADOR AUT. ARRANQUE
ELÉ. IGNIÇÃO ELÉ. ALIMENTAÇÃO INJEÇÃO ELE.
EMBRAIAGEM CENTRIFUGAÇÃO AUT. CICLÍSTICA
QUADRO DUPLO BERÇO EM TUBOS DE AÇO DE
ALTA RESISTÊNCIA SUSPENSÃO DIANTEIRA
FORQUILHA TELESCÓPICA HIDRÁULICA SUSPENSÃO
TRASEIRA DUPLO AMORTECEDOR HIDRÁULICOS
COM REGULAÇÃO DE PRÉCARGA DE 4 POSIÇÕES
TRAVÃO DIANTEIRO DISCO DE Ø 300 MM, COM
COMANDO HIDRÁULICO TRAVÃO TRASEIRO DISCO
DE Ø 240 MM, COM COMANDO HIDRÁULICO PNEU
DIANTEIRO 110/70 - 16” PNEU TRASEIRO 150/70
- 14” DIMENSÕES COMPRIMENTO (MM) 2215 MM
LARGURA (MM) 760 MM ALTURA ASSENTO (MM)
795 MM DISTÂNCIA ENTRE EIXOS (MM) 1560 MM
VELOCIDADE MÁX. 150 (KM/H) CONSUMOS 3,5/4,5
LITROS DEPENDENDO DO REGIME

42

FRANCO Guilherme Ribeiro satisfatório quinto lugar, terminando em
FORINI UMA [email protected] terceiro no campeonato de inverno, dis-
PASSAGEM putado em pistas de gelo. Encontram-
BREVEPELA Sabe-se muito pouco sobre a se também algumas referências, mal
carreira de Franco Forini. Na documentadas, da presença de Franco
OSELLA verdade, foi um daqueles pi- em provas de Protótipos ao longo da
lotos que chegou à Fórmula temporada de 1980
Franco Forini foi um dos pilotos com uma passagem breve 1 sem grande destaque nas
pela Fórmula 1, e não deixou marcas de relevo. Especialista categorias inferiores. Passou CRESCENDO NA F3
pela Osella sem que se fizesse notar, e
na F3, correu alguns anos no Campeonato Italiano até deixou a Fórmula 1 e o automobilismo Franco Forini estreou-se na F3 Italiana
conseguir um lugar de destaque e, deste modo, chegar à pouco depois para se dedicar aos ne- ainda em 1980, no Grand Premio della
gócios. Tudo indica que terá chegado Loteria di Monza, ao volante de um da-
categoria rainha à F1 graças a alguns patrocínios, mas tado March 783-Toyota privado, mas
os resultados nas categorias inferio- não se qualificou. No entanto, em 1981
CONHEÇA ESTA E MUITAS res evidenciam algum talento, se bem decidiu apostar a sério nos monoluga-
OUTRAS HISTÓRIAS EM AUTOSPORT.PT que estivesse longe de ser o melhor res, tendo em vista uma possível esca-
do pelotão. lada até à Fórmula 1. Para a sua primeira
Nascido em Muralto, nos arredores temporada completa em 1981 o piloto
de Locarno, a 23 de setembro de 1958, correu pela Scuderia Escolette, come-
o suíço Franco Forini iniciou-se nos çando o ano com um Argo JM8-Toyota e
karts no final da adolescência, com- trocando pouco depois o motor por um
petindo nesta categoria até ao final de Alfa Romeo, mas sem sucesso algum.
1979, maioritariamente no Campeonato Sem quaisquer resultados, a equipa
Italiano, já que as competições em cir- trocou ainda na primeira metade da
cuito estavam proibidas na Suíça desde época o Argo por um March 813-Alfa
a tragédia de Le Mans de 1955. Vivendo Romeo, mas Forini nunca chegou aos
no Cantão de Ticino, de língua predo- pontos. Depois desta temporada de
minantemente italiana, não é de todo aprendizagem, Franco assinou pela
estranho ver-se Forini correr naquele Forti Corse para 1982, pilotando um
país e, em 1979, fazer a sua estreia no Martini Mk37-Alfa Romeo, conseguindo
Troféu Alfasud, terminando em 17º com o seu único ponto com um sexto lugar
35 pontos. Na temporada seguinte, já em Vallelunga. Por outro lado, dispu-
com 20 anos, Forini dedicou-se intei- tou também a prova de Enna-Pergusa
ramente a este troféu e conseguiu um a contar para o campeonato europeu,
aonde conseguiu a sua primeira perfor-
mance de destaque, terminando num
promissor quarto lugar.
Em 1983, Forini voltou a trocar de equi-
pa, assinando desta vez pela Del Potro
Venturini Racing para pilotar um Dallara

>> autosport.pt

43

383-Toyota. Os resultados melhoraram continuou na Venturini Racing, ao lado Forini tardava a mostrar-se como um do por aí. No entanto, surgiu uma opor-
substancialmente e foi comum ver-se do promissor Fabrizio Barbazza, com o piloto regular e competitivo para pro- tunidade improvável. A Osella, apesar
Franco nos pontos e na luta pelos pó- novo Dallara 384-Alfa Romeo. De facto, gredir para as categorias posterio- das inúmeras dificuldades financei-
dios, mas o campeonato foi dominado o campeonato foi mais renhido, e depois res. Regressando à Forti Corse, com ras e debatendo-se com um FA1I-Alfa
de forma esmagadora por Ivan Capelli. de não se qualificar na ronda de aber- um Dallara 385-VW, Franco não tar- Romeo muito pouco fiável, decidira ins-
Depois de alguma inconsistência na tura, Forini venceu a segunda prova dou a demonstrar ter andamento para crever um segundo carro em Imola, para
primeira metade da temporada, Forini do campeonato em Mugello, repetin- conseguir lutar pelas vitórias, conse- Gabriele Tarquini e, no final da época, re-
andou bem melhor na fase final da épo- do a dose no final da época em Imola, guindo a primeira na quarta ronda, em petiu a experiência para Itália, Portugal
ca e conseguiu vencer, pela primeira além de ter sido terceiro no Gran Premio Mugello. Seguiram-se novas vitórias e Espanha. Surpreendentemente, Forini
vez, uma ronda de F3, em Monza, ter- della Loteria di Monza, a contar para o em Imola, em Monza (mais uma vez, conseguiu reunir patrocinadores para
minando a época no terceiro lugar do Europeu. Desta forma, além dos quatro no Gran Premio della Loteria), Mugello conseguir o lugar, ao lado do seu anti-
campeonato com 32 pontos, apenas pontos conseguidos neste campeonato, e Imola, para conseguir a sua aguarda- go rival na F3, Alex Caffi. Porém, rapi-
menos um que o seu colega de equipa Forini terminou o Campeonato Italiano da coroa, após uma renhida luta com damente se viu a diferença de ritmo (e
Stefano Livio, enquanto Capelli se co- no quinto lugar, com 27 pontos, logo à Barbazza e Alex Caffi. talento) entre os dois, já que Forini se
roava campeão com… 91 pontos. frente do seu colega de equipa Barbazza, qualificou em Monza no último lugar, a
Depois de um campeonato dominado mas sem ter evidenciado capacidades DA F3000 À FÓRMULA 1 quase três segundos do seu colega de
de forma tão esmagadora, 1984 prome- de lutar pelo título. equipa, desistindo cedo com o motor
tia ser bem mais equilibrado, e Forini 1985 era o ano do tudo ou nada, já que Ao contrário dos seus rivais, as perfor- quebrado. Depois, repetiu semelhante
mances de Forini não impressionaram performance no Estoril, mais uma vez
propriamente os patrões da F3000, já longe de Caffi, para desistir de novo e,
que muitos consideraram que o suíço em Espanha, os dois Osella ficaram fora
tinha conseguido na F3 o seu máximo. da grelha de partida. Sem ter evidencia-
Ainda assim, conseguiu um contrato do grandes qualidades, pode dizer-se
com a Coloni para pilotar um March que Franco foi um dos maiores “flops”
85B-Cosworth em Vallelunga, não se da F1 entre os pilotos pagantes.
qualificando. Sem conseguir arranjar
outro lugar, voltou temporariamente A RECONVERSÃO
à F3 Italiana com a pequena equipa de
Roberto Polesel com um Dallara 386- Sem andamento para estar na F1, Forini
VW conseguindo, entre outros resulta- podia ter-se dedicado aos turismos ou
dos, um segundo lugar, acumulando 13 aos Sport-Protótipos, mas optou por re-
pontos nas quatro provas disputadas. gressar à F3, aonde se sentia bem mais
No entanto, a segunda metade da épo- à vontade, optando pelo Campeonato
ca foi mais auspiciosa na F3000, já que Alemão em 1988. Pilotando um Dallara
Forini assinou pela Sanremo Racing 388-VW para a JSK Generalbau, fez um
para substituir Claudio Antonioli ao campeonato razoável, tendo em conta
volante de um March 86B-Cosworth, que não conhecia as pistas, para ter-
conseguindo estrear-se com um sex- minar em 12º com 62 pontos. Em 1989,
to lugar em Imola. No entanto, quan- regressou à F3 Italiana com a Wayner
do chegou às pistas que desconhecia, Racing e um Dallara 389-Alfa Romeo
falhou por três vezes consecutivas a mas, com uma equipa quase privada
qualificação, sendo dispensado pela e, quiçá, sem motivação, terminou o
equipa antes da penúltima ronda do campeonato sem pontos e optou por
campeonato. se retirar, dedicando-se à gestão des-
Sem volante para 1987, tudo indicava portiva da MC Motorsport, uma equipa
que a carreira do piloto tivesse acaba- com alguma experiência nesse mesmo
campeonato.
Depois de uma carreira malsucedida
como manager, Forini decidiu regres-
sar ao volante, disputando algumas
provas do Campeonato Suíço de Ralis
com um Ford Sierra Cosworth em 1993,
novamente sem resultados de relevo.
A partir daí, Franco deixou de vez o
automobilismo, embora continuas-
se a acompanhar o desporto, para se
dedicar aos seus negócios, operando
uma companhia de transportes em
Minusio, na Suíça. Pelo meio, tornou-se
uma presença habitual entre as pro-
vas Masters de Karting, conseguindo
alguns lugares de relevo. No entanto,
não restam dúvidas que, apesar de al-
gum talento evidenciado na F3, Forini
nunca teve calibre para avançar muito
mais, tal como tantos outros pilotos que
enchem as grelhas dos vários campeo-
natos nacionais daquela categoria.

+44

NISSAN Francisco Cruz te, com o agora atualizado GT-R já bem
[email protected] mais dócil e rendido, em vários aspetos,
» GT-R às “coisas boas da vida”.
Proposta que tem sido, nos últi- Praticamente imutável na forma como
GODZILLA ESTÁ DE VOLTA! OU QUASE... mos anos, a interpretação mais faz do visual exterior uma expressão
extremada de um desportivo de afirmação, mesmo com as alterações
Chama-se Nissan GT-R, mas há quem também o conheça japonês, foi também graças a agora introduzidas na grelha frontal, capot,
por Godzilla, o réptil gigante que quase destruiu Tóquio. esse espírito mais radical e imu- luzes diurnas e pára-choques, a verdade
ne a concessões que o Nissan é que o outrora irredutível Nissan GT-R
Embora, e no caso do desportivo, bem mais dócil, fruto GT-R ganhou a alcunha de Godzilla - o revela agora, no interior do habitáculo,
das mais recentes alterações operadas no modelo... monstro que quase destruiu Tóquio, vindo uma outra preocupação com aspetos
das águas do oceano... anteriormente pouco ou nada por si va-
LEIA MAIS ENSAIOS E ACOMPANHE No entanto, e no caso do GT-R, a “destrui- lorizados. A começar pela qualidade e o
TODAS AS NOVIDADES EM AUTOSPORT.PT ção” teve sempre a ver com a capacidade luxo nos materiais, nos revestimentos
deste desportivo para transportar, para (inclusive, dos pilares A), no tablier e na
as estradas do dia a dia, sensações quase consola central — agora já mais clean (viu
só possíveis na pista, embora exigindo o número de botões reduzido, de 27, para
sempre tudo do condutor. Basicamente, 11!) e onde não falta sequer um ecrã táctil
tratava-se de, ou o “piloto” tinha mão- a cores de maiores dimensões (8”), parte
zinhas para dominar o “monstro”, ou o de um sistema de infoentretenimento um
melhor mesmo era não o espicaçar!... pouco confuso e lento no operar, mesmo
Contudo, e passados quase 10 anos sobre com o tradicional botão rotativo.
o primeiro “avistamento” do Godzilla da Quanto aos revestimentos, notórias são
Nissan, tudo se apresenta bem diferen- as diferenças entre o ambiente à volta dos

>> autosport.pt/automais

45

FT/ F I C H A T É C N I C A

bancos dianteiros e as superfícies a partir 3.8 / 570 CV radas neste mesmo motor fizeram com ma rude como se manifesta em conjunto
dos pilares B, com os passageiros dos dois que passasse a debitar mais 20 cv que com a transmissão, já as alterações feitas
lugares de trás a terem de lutar, não só GASOLINA anteriormente, ou seja, 570 cv às 6.800 na base rolante do GT-R, como é o caso
com uma habitabilidade diminuta, como rpm, a par dos mesmos 637 Nm de bi- da introdução de um novo conjunto de
também com um excesso de plásticos 2,8 S nário, ainda que disponíveis ao longo de amortecedores adaptativos Bilstein com
rijos. E é pena... uma faixa mais ampla do conta-rotações. três níveis de regulação, vieram atenuar
Verdadeiramente agraciado é o condutor, 0-100 KM/H Soluções que, em conjunto com uma caixa o desempenho outrora agressivo e nada
graças a uma posição de condução exce- automática de seis velocidades, ainda dado a concessões, do desportivo japo-
lente, proporcionada por uma bacquet que 11,8 L / 14,0 L (AUTOSPORT) que não muito rápida a reagir, permitem nês. Tendo mesmo trocado a subjugação
encaixa o corpo do ocupante na perfeição, anunciar acelerações dos 0 aos 100 km/h total à eficácia, por um comportamento
ao mesmo tempo que o novo volante, de 100 KM em não mais que 2,8s (!), além de uma ve- ligeiramente mais permissivo, a denotar
ótima pega mas também com um número locidade máxima de 315 km/h - limitada inclusivamente algumas cedências nas
algo exagerado de botões, contribui com 275 electronicamente, entenda-se! saídas das curvas em aceleração, como até
a possibilidade de regulação em altura e Quanto a consumos, igualmente altos, mesmo um certo apoio excessivo sobre
profundidade. G/KM- CO2 com médias na ordem dos 14 l/100 km, o eixo dianteiro, quando em travagens a
Já quanto a espaços de arrumação ou ainda que com o V6 a justificar todo esse fundo - momentos em que, acrescente-se,
para carga, a escassez é a nota dominan- 140 210€ apetite, através de uma fogosidade deve- a própria resposta do sistema de travagem
te, inclusive, na bagageira, pequena e de ras impressionante, mas também muito não nos convenceu totalmente.
acesso difícil. Ficando bastante aquém, por PREÇO BASE (SEM OPCIONAIS) linear. Pergunta o leitor: já não é o mesmo
exemplo, do equipamento de série, muito No entanto, se o biturbo mantém muita da Godzilla? É. Está apenas mais domesti-
completo e praticamente sem necessida- MOTOR / PRESTAÇÕES / proverbialagressividade,inclusive, nafor- cado... e veterano.
de de recurso à (curta) lista de opcionais. POSIÇÃO DE CONDUÇÃO
Impulsionado pelo já conhecido V6 3.8
litros biturbo a gasolina, alterações ope- BANCOS TRASEIROS / PREÇO /
CONSUMOS

MOTOR 6 CILINDROS EM V, COM INJECÇÃO
DIRECTA, TURBOCOMPRESSOR (2) E
INTERCOOLER, 3799 CM3 POTÊNCIA
570 CV / 6800 RPM BINÁRIO 637 NM
/ 3300-5800 RPM TRANSMISSÃO
INTEGRAL, COM CAIXA AUTOMÁTICA
DE 6 VELOCIDADES SUSPENSÃO
FORQUILHA DUPLA EM ALUMÍNIO COM
AMORTECEDORES BILSTEIN DAMPTRONIC
AJUSTÁVEIS À FRENTE E INDEPENDENTE
MULTI-LINK COM COMPOSIÇÃO EM
ALUMÍNIO E AÇO, COM AMORTECEDORES
BILSTEIN DAMPTRONIC AJUSTÁVEIS ATRÁS
TRAVÕES DV/DV PESO 1827 KG MALA 315
LT DEPÓSITO 74 LT VEL. MÁX. 315 KM/H

+46
KIA » CEED 1.6 CRDI 7DCT
MADURO À NASCENÇA

O novo Kia Ceed está mais maduro, estabelecendo como do, no caso do condutor, estabelecer, íten normalmente apenas disponível
poucos no seu segmento uma profícua relação entre desde logo, melhor “relação” com a em carros de gamas superiores ou…
conforto e diversão. Com as motorizações diesel estrada, otimizada também pela su- muito superiores! À frente, este tipo de
em declínio, a versão 1.6 CRDI poderá não se tornar perior visibilidade agora percecionada. mordomias também é evidente, com os
De trás para a frente, a capacidade da bancos dianteiros a terem para além
na preferida dos portugueses, mas, globalmente, ainda bagageira de 395 litros (mais 15 litros de aquecimento, ventilação, jogan-
é a que maior prazer de condução proporciona que o antecessor) é agora uma das do novamente a KIA um trunfo “fora
referências da classe, a que se soma da caixa” (mesmo que tudo isto seja
Filipe Pinto Mesquita na identificação, mas com a saída dele, como ponto positivo a facilidade de opcional). De série, pode contar com
acesso. Para viagens de férias pode sistema de navegação com 8’’ e câmara
[email protected] entrou uma imagem mais moderna, dar jeito baixar os bancos traseiros de estacionamento traseira, sistema
que mantém ainda assim os traços e, nesse caso, o espaço estica-se até de alerta de transposição de faixa, ar
S e o segmento dos SUV não orientais que parecem, contudo, mais uns expressivos 1291 litros. Mas, na condicionado automático, sensores de
para de ganhar terreno a “europeizados” do que nunca. O design maior parte do tempo, é natural que estacionamento traseiros, retrovisores
todos os outros, o dos au- fluído e linhas estilizadas (pratica- os assentos traseiros andem na posi- com regulação elétrica e rebatíveis
tomóveis compactos está mente sem linha de cintura visível) ção para a qual foram originalmente eletronicamente, vidros elétricos à
longe de ser desprezado conferem sensação de equilíbrio à concebidos. Neste caso, o conforto está frente e atrás e computador de bordo.
assegurado, até porque, por um lado, os As impressões de condução do re-
pelas marcas. A KIA sabe carroçaria, que é agora mais baixa 23 ombros e as pernas ganharam maior novado Ceed, animado pela unidade
capacidade de movimentação e, por turbodiesel capaz de oferecer 136 cv
disso e com a apresentação da ter- mm (1447 mm no total) e mais larga outro, houve o cuidado (ou privilégio e consumos médios reais de 6,1 l/100
permitido pela nova plataforma) de km, são positivas e transmitem con-
ceira geração da sua arma de ataque 20 mm (1800 mm), como resultado tornar mínima a intrusão do túnel de fiança. Para o condutor, a posição de
transmissão na habitabilidade dos condução está perto da perfeição e
ao segmento C não poupou esforços do aproveitamento da arquitetura do pés do passageiro do meio. Em todo o mesmo que não esteja, as diversas
caso, dois passageiros viajarão sem- regulações elétricas ajudam a entrar
para se aproximar da concorrência, chassis K2 que serve atualmente de pre melhor do que três, mesmo se em sintonia com o dinamismo do
todos se podem dar ao luxo de usu- carro, enquanto para os passagei-
onde as suas ambições associadas à base ao modelo. Arrojado, mas sem fruir de bancos aquecidos atrás, um ros, para quem o valor do conforto

qualidade do produto apresentado po- ser radical, desportivo, sem abdicar

dem começar a ser uma dor de cabeça de uma postura familiar, o novo Ceed

para as marcas europeias. tem aparência convincente!

Após 12 anos em funções, o Ceed apre- A altura mais baixa não afeta a ha-

senta-se ao serviço, neste terceiro bitualidade no interior uma vez que

“fôlego”, com LcEaIrAaMeAIaSlmENaSAlaIOvSadEaAsCOeMPAoNsHEbancos, tanto dianteiros como os
rejuvenescidas.TPOeDrAdSeAuSuNmOV“IaDpAóDsEtSroEfMe”AUTOtrSaPsOeRirTo.Ps,Testão mais baixos, permitin-

>> autosport.pt/automais

47

FT/ F I C H A T É C N I C A

1.6 / 136 CV

GASÓLEO

9,9 S

0-100 KM/H

4,3 L / 6,1 L (AUTOSPORT)

100 KM

110

G/KM- CO2

33 291€

PREÇO BASE

EQUIPAMENTO / DINÂMICA

CONSUMOS / PREÇO

MOTOR 4 CIL., INJEÇÃO DIRETA,
TURBODIESEL, 1598 CM3 POTÊNCIA 136
CV/4000 RPM BINÁRIO 320 NM/2000-
2250 RPM TRANSMISSÃO DIANTEIRA, CX.
AUTOMÁTICA DCT DE 7 VEL. SUSPENSÃO
INDEPENDENTE MCPHERSON À FRENTE E EIXO
MULTIBRAÇOS ATRÁS TRAVÕES DV/D PESO
1312 KG MALA 350 LT (1291 LT - BANCOS
TRAS. REBATIDOS) DEPÓSITO 50 LT VEL.
MÁX. 200 KM/H

assume prioridade, também não há desportivo acionado, o motor transfi- propício à exploração de mais diversão as passagens de caixa superior para
reparos de maior a fazer uma vez que gura-se substancialmente (a direção na estrada. No meio de tudo isto há cima, no “+”).
a KIA melhorou a suspensão, mais também fica mais direta e a suspensão a considerar a caixa automática de Resumidamente, a terceira geração do
refinada e melhor equilibrada. Sem a mais dura), sendo entrega de potência dupla embraiagem de 7 velocidades, Ceed entra em campo de “peito feito” e
panóplia de possibilidades que outros mais célere, fazendo mesmo parecer que o Ceed estreia e que corresponde em nada tem que se retrair pois não se
concorrentes oferecem em termos de que estamos ao volante de outro carro. de forma rápida e decidida às solicita- trata de “publicidade enganosa”. Com
seleção de “experiência de condução”, Assim, é possível ter dois carros quase ções (só ficam a faltar umas patilhas design “fresco”, lista de equipamento
no Ceed é apenas possível escolher totalmente diferentes, um perfeito e uma configuração no modo manual capaz de envergonhar alguns automó-
entre o comportamento “normal” e para ir calmamente às compras e ou- sequencial mais intuitivo pois as re- veis do segmento superior, excelente
“sport”. Mas com o botão do carácter tro, menos filtrado e mais agressivo, duções fazem-se para baixo, no “-“, e relação prestações/comportamento/
conforto, sem esquecer a sempre im-
portante garantia de 7 anos, só ficam
a faltar melhores consumos a esta
versão 1.6 CRDi TX 7DCT e um preço
(33.291 €) mais competitivo para se
posicionar como uma das referências
do segmento.

E/ Dando cumprimento ao estabelecido no n° mais importantes provas de desporto au- leitores uma informação atual, rigorosa abordagem e de análise dos factos noti-
1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro, tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade
ESTATUTO Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O
EDITORIAL Editorial da publicação periódica AutoSport: ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re- AutoSport pratica um jornalismo pautado
1. O AutoSport é um semanário dedicado temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como
suas mais distintas vertentes: desporto e comercial. O AutoSport pauta as suas opções edito- pressuposto editorial facultar a melhor
competição, comércio, indústria, segurança 2. O AutoSport está comprometido com riais por critérios de atualidade, interesse informação e a melhor formação aos seus
e problemática rodoviária. O AutoSport o exercício de um jornalismo formativo e informativo e qualidade, procurando apre- leitores, seguindo sempre as mais elemen-
edita, semanalmente, conteúdos sobre as informativo e procura oferecer aos seus sentar aos seus leitores a mais completa tares normas deontológicas.

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