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Published by hmilheiro, 2018-03-26 15:32:17

AutoSport_2100

AutoSport_2100

#2100 O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES 40
ANO 40
anos
28/03/2018
>> autosport.pt
2,35€ (CONT.)

DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES

VETTEL VENCE
GP DAAUSTRÁLIA
DE F1

FERRARI

SURPREENDE MERCEDES

AZORESAIRLINES RALLYE +
HONDA CB125R
DE 2018
PÁG. 32

MODUERRSAEINCGOAURNCPDDROA HONDA CIVIC TYPE-R GT PÁG. 42

ALEXEY LUKYANUK VENCE E CONVENCE



3

I/ I N S TA N TÂ N E O SIGA-NOS EM EDIÇÃO

#2100
28/03/2018

f l> > a u t o s p o r t . p t
facebook.com/autosportpt twitter.com/AutoSportPT

PLANTEL A classe de 2018 juntou-se pela primeira vez este ano para a foto de grupo. Dois rookies, Charles Leclerc José Luís Abreu
e Sergey Sirotkin, dois recém-chegados, Brendon Hartley e Pierre Gasly, e 11 títulos Mundiais de F1.
DIRETOR-EXECUTIVO
S/ SEMÁFORO EM DIRETO
[email protected]
PARADO A ARRANCAR A FUNDO “Queria muito que as sequelas do
acidente tivessem ficado lá atrás Oserviço de streaming da
Sabemos que em Diogo Gago regressou Muito merecida a e que pudesse começar do zero F1 deveria ter arrancado
Melbourne é difícil, aos ralis com um vitória de Alexey esta nova época. Não é possível em alguns países, com o
triunfo no ERC3 Lukyanuk nos Açores. para já” Tiago Monteiro, que terá de GP da Austrália de F1, mas
mas a falta de e junior U27. Curiosamente, desta não foi assim, pois ficou
ultrapassagens Esperemos que vez, não foi sempre a ficar de fora do arranque do WTCR em em banho-maria até nova
na F1 é dramática continue… Marrocos ordem. Um erro!
fundo… Não se anuncia nada, muito menos
“Não podes ter uma boa se adia em cima da hora, para fazer
O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES NA ERA DIGITAL performance com este carro, é testes de stress! Mais valia, levarem
tão simples quanto isto”, Lance o tempo que necessitassem, fazer
todas as experiências possíveis e
Stroll, ‘atirando-se à Williams imaginárias e então assim, arrancar
com pompa e circunstância, nem
“Não sei o que aconteceu, que fosse somente no início do pró-
temos que perguntar aos ximo ano.
computadores”, Toto Wolff, depois O futuro da TV passa exatamente
por este tipo de serviços, e por isso
da Ferrari ter fintado a Mercedes em é muito importante que ‘acertem’ no
Melbourne que estão a fazer.
Tudo na F1 tem que ser de excelência,
“É inacreditável que a Mercedes mas continuam a existir decisões
tenha um problema de software más para a modalidade.
de cinco segundos. Cinco FIA, equipas e Liberty não se conse-
segundos são o mundo na F1”, guirem entender para escolher uma
coisa melhor que o Halo é um exemplo,
Nico Rosberg, admirado com o que se e temo que isso seja mais um pretexto
passou com a sua ex-equipa em Melbourne para que alguns adeptos se ‘divorciem’,
quando o que devia estar a acontecer
Siga-nos nas redes sociais e saiba era precisamente o contrário.
tudo sobre o desporto motorizado no Receio o facto de se continuar a enco-
computador, tablet ou smartphone via lher os ombros para o facto de haver
facebook (facebook.com/autosportpt), corridas que são quase procissões,
twitter (AutosportPT) ou em como sucedeu em Melbourne. O que
>> autosport.pt eu queria, era ter visto Hamilton lu-
tar até ao fim e não poupar o motor,
porque só pode usar três durante o
ano, queria que não fosse neces-
sário recuar, porque os pneus não
aguentariam.
Até aceito que algumas coisas te-
nham que ser como são na F1, mas
por exemplo a aerodinâmica não
permitir que os F1 rodem muito
juntos é um erro tremendo. Aquele
nível de aerodinâmica nos F1 atuais
é mais importante que o espetáculo
das ultrapassagens? Depois não se
queixem de perder adeptos…

4 F1/
FÓRMULA 1
GP DA AUSTRÁLIA 1 D E 2 1

CONTAS FURADAS
DAMERCEDES ENTREGAM
VITÓRIA A VETTEL
DLewis Hamilton esteve ao seu
mais alto nível na primeira epois de uma volta notável tecipou a paragem de Raikkonen, que partida de Valtteri Bottas.
corrida da temporada, que na qualificação, que lhe deu entrou nas boxes na décima oitava volta, Tendo como referência Raikkonen,
se disputou no passado fim- a sua septuagésima terceira tentando realizar o undercut ao tetra- Hamilton cobriu o andamento do fin-
de-semana em Melbourne, e pole-position, o inglês mante- campeão mundial. landês, sendo instruído pela sua equipa
deveria ter vencido Grande ve a liderança, muito embora No entanto, a Mercedes reagiu, chaman- a reduzir a sua distância para Vettel para
do Hamilton de imediato, não permitin- menos de quinze segundos para evitar
acossado por Kimi Raikkonen, do à Ferrari qualquer veleidade, e com qualquer surpresa decorrente de um
Prémio da Austrália, mas que ao longo de todo o fim-de-semana uma boa volta de entrada, o britânico Safety-Car ou de um Safety-Car Virtual.
o destino interveio e foi esteve um passo à frente do seu colega conseguiu até ampliar a sua vantagem. O inglês cumpriu a ordem da sua equipa,
Sebastian Vettel que abriu a de equipa no seio da Ferrari. Foi então que entrou em ação o ‘factor mas quando o ‘factor Haas’ voltou a
época a triunfar, apesar de Apesar de um ritmo de corrida muito Haas’, que seria determinante para que entrar em ação, provocando uma si-
todos os esforços do seu rival. semelhante entre os dois, Hamilton foi Vettel se guindasse ao topo da corrida. tuação de Safety-Car Virtual devido
Sem uma vantagem suficiente para ao abandono de Romain Grosjean, para
construindo uma vantagem confortável realizar a sua paragem nas boxes sem grande espanto da Mercedes, as contas
ficar no escape de Kevin Magnussen, saíram furadas, ao verificar que Vettel
para o finlandês, que se cifrava em mais não restava ao alemão outra solução se- realizava a sua paragem nas boxes sem
não ficar em pista – dividindo as opções perder o comando.
Jorge Girão de três segundos na décima sétima tácticas da Ferrari, algo que a Mercedes Chegou a ser penoso ouvir as comu-
[email protected] volta, ao passo que Vettel estava já a não podia fazer devido à má posição de nicações de rádio entre Hamilton e os

mais de oito, sendo evidente que não

estava à-vontade com o Ferrari SF-71H.

Sem andamento puro para suplantar

o Mercedes do inglês, a Scuderia an-

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5

responsáveis dos “Flechas de Prata”, pelo meio, foi incapaz de desfeitear o 3030 recuperar a desvantagem que detinha
sendo evidente o desnorte que reinava alemão, que se mostrou imperturbável, para Raikkonen, que chegou a ser mais
na equipa do construtor germânico. conquistando uma vitória improvável VETTEL ULTRAPASSOU AS TRÊS MIL VOLTAS de vinte e oito segundos, perseguindo
Depois de uma situação de Safety-Car num dia em que nem sequer se mostrou NO COMANDO NO FIM DE SEMANA PASSADO furiosamente o finlandês na segunda
– necessária para recuperar o Haas de mais forte que o seu colega de equipa. metade da prova. Contudo, e muito em-
Grosjean, que estava num local de difícil Raikkonen, após o Safety-Car, perdeu bora tenha assinado a melhor volta da
acesso – o inglês deu ‘caça’ ao alemão, o contacto com os dois da frente, ter- corrida, a velocidade ponta do Ferrari
mas num circuito em que a posição em minando no terceiro posto sob forte era inalcançável para o Red Bull, termi-
pista é determinante e as ultrapassa- pressão de Daniel Ricciardo. nando no quarto posto a sete décimos
gens muito difíceis, só com um erro O piloto da Red Bull esteve grande parte de segundo de Raikkonen.
do piloto da Ferrari Hamilton poderia da corrida no tráfego – primeiro no en- Com a penalização de três lugares na
regressar ao comando. calço de Nico Hulkenberg, que ultrapas- grelha de partida, de Ricciardo – por não
Apesar de ter pneus com mais sete vol- sou, e depois de Romain Grosjean, que se ter respeitado as bandeiras vermelhas
tas que os do seu oponente, o Campeão mostrou demasiado veloz em reta para na segunda sessão de treinos-livres –
do Mundo em título tudo tentou para a velocidade de ponta do carro de Milton esperava-se que fosse Max Verstappen
desfeitear o seu rival, rodando no escape Keynes – tendo poucas oportunidades o ponta de lança da equipa de Milton
deste sempre que as temperaturas da para demonstrar o verdadeiro potencial Keynes.
sua unidade de potência o permitiam. do seu monolugar. Contudo, o jovem holandês, depois de
Porém, e com uma ligeira saída de pista O Safety-Car permitiu ao australiano ter perdido um lugar para Magnussen no

F1/
FÓRMULA 1

6

GP DA AUSTRÁLIA 1 D E 2 1

M/ MOMENTO F/ FIGURA

ALGORITMO - O algoritmo é hoje uma entidade SAFETY-CAR VIRTUAL - Lewis Hamilton
presente nas nossas vidas, tendo um profundo parecia caminhar para uma vitória
impacto em inúmeras actividades que hoje fazem trabalhosa, mas segura, quando Grosjean
parte do nosso dia a dia, mas ninguém esperaria despoletou uma situação de Safety-Car
que fosse determinante para definir o vencedor do Virtual. Sebastian Vettel, que não tinha
primeiro Grande Prémio desta época. No entanto, ainda parado nas boxes, ao contrário do
foi isso mesmo que aconteceu, quando uma falha seu rival, subitamente, encontrava-se em
no programa informático que gere a estratégia da posição de triunfar, oportunidade que não
Mercedes deixou que Vettel suplantasse Hamilton, enjeitou apesar de todos os esforços do
entregando o triunfo ao piloto da Ferrari. seu rival.

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VER MAIS FOTOS DA
PROVA AUTOSPORT.PT KM/H A VELOCIDADE MÁXIMA OBTIDA LEWIS HAMILTON norte-americana. Num dia em
DURANTE A CORRIDA, ASSINADA POR Hamilton esteve num nível à parte em que Verstappen esteve longe do
A Ferrari teve sorte HULKENBERG Melbourne. Mostrou-se extremamente esperado, Alonso encontrou-se à
com o azar da Haas, e a rápido e na qualificação realizou frente do holandês da Red Bull e
Mercedes perdeu uma 100º uma volta sensacional que lhe deu apesar de todas as tentativas do
corrida que estava mais uma pole-position. Na corrida jovem de 20 anos, nada o demoveu,
quase ganha. É a TRIUNFO NO GRANDE PRÉMIO DA foi superior e só não venceu devido conquistando o quinto posto e
beleza das corridas em AUSTRÁLIA REPRESENTOU O CENTÉSIMO a uma falha da sua equipa. O único igualando o melhor resultado
todo o seu esplendor... PÓDIO DE VETTEL erro que cometeu ao longo de desde que está na McLaren logo
todo fim de semana surgiu quando na primeira prova com unidades de
tentava de todas as formas suplantar potência Renault.
Vettel, tendo seguido em frente
numa travagem – aparte disso, uma CHARLES LECLERC
performance sublime de Hamilton que Estreou-se em Melbourne na categoria
não merecia perder na Austrália. máxima, e numa pista que lhe era
desconhecida evoluiu gradualmente
FERNANDO ALONSO ao longo do fim de semana. Conseguiu
Apesar da troca da Honda pela evitar a última linha da grelha de
Renault, o carro de Woking era partida e na corrida rodou de forma
apenas o sexto mais rápido em consistente em tempos competitivos,
pista, atrás das máquinas das ‘Três apesar de um problema no painel de
Grandes’, do Haas e do Renault. instrumentos do seu volante o ter
Chegado o dia de corrida, o deixado sem informação quanto ao
espanhol bateu os dois homens consumo, o que o levou a pilotar de
da equipa do construtor francês forma conservadora. Terminou o seu
e beneficiou do abandono primeiro Grande Prémio no 13º posto,
dos dois pilotos da formação batendo Stroll e Hartley.

-/ MENOS

arranque, pareceu de cabeça de perdida Apesar de um circuito onde as ultra- MAX VERSTAPPEN desfecho é ainda mais cruel. Na
na tentativa de recuperar a posição, passagens não são fáceis, esperava- Prometeu bastante ao longo dos Fórmula 1 grande parte dos resultados
assinando uma saída de pista que da- -se uma recuperação mais efetiva da treinos-livres, mas começou a devem-se à preparação e a Haas
nificou o seu monolugar e um pião que parte de Bottas, que mostrou muitas dececionar logo na qualificação. chegou a Melbourne mal preparada
o atirou para a oitava posição. Remetido dificuldades em suplantar carros bem Segundo o próprio, tinha material no que diz respeito às paragens nas
para posições secundárias, viu a ban- menos competitivos que o seu, vendo para ter assegurado um lugar na boxes, enviando os seus dois pilotos
deirada de xadrez em sexto no escape a bandeirada de xadrez num longín- primeira linha, mas um erro na sua para o abandono. Num segundo
de Fernando Alonso. quo oitavo posto sem criar grande melhor volta acabou por o atirar para pelotão que se antevê muito aguerrido
Igualmente desapontante foi a prestação impressão em Hulkenberg, o sétimo. o quarto posto. No arranque para a e que poderá mudar de acordo com
de Valtteri Bottas, que ficou com a sua O seu acidente de sábado acabaria corrida, estava tão concentrado em o desenvolvimento de cada um dos
corrida condicionada devido um violento mesmo por ter reflexos na luta pela ganhar posições aos pilotos da Ferrari, carros, a prova australiana poderá ter
despiste durante a Q2. Para além de ter vitória, uma vez que com um monolu- que acabou suplantado por Kevin sido uma oportunidade única para os
ficado impedido de registar qualquer gar contra dois Ferrari, a Mercedes não Magnussen. Com a frustração de ter homens da formação de Gene Haas.
crono na Q3, o finlandês recebeu ainda tinha como cobrir as opções tácticas ficado atrás de um carro notoriamente
uma penalização de cinco lugares na da “Scuderia”, o que foi determinan- mais lento, Verstappen somou erros MERCEDES
grelha de partida por ter trocado a caixa te para o triunfo da oportunidade de e um pião, antecedido de uma saída Os ‘Flechas de Prata’ têm sido ao
de velocidades do seu Mercedes. Vettel. em frente voltas antes. Terminou num longo de toda a ‘Era Turbohíbrida’ uma
desapontante sexto lugar. máquina de vencer bem oleada, quase
parecendo que o destino da equipa é
HAAS triunfar. Ver os homens da Mercedes
Chegar ao dia da corrida como a perdidos sem perceber como foi que
quarta equipa em pista e terminar com Vettel conseguiu manter a liderança
dois abandonos devido a problemas na situação de Safety-Car Virtual
nas paragens nas boxes seria duro foi, no mínimo, caricato. Uma falha
para qualquer equipa, aparte as ‘Três incompreensível numa equipa de alto
Grandes’, mas para uma estrutura nível como é o caso da estrutura de
tão recente como a americana, o Brackley.

F1/
FÓRMULA 1

8

GP DA AUSTRÁLIA 1 D E 2 1

ALONSOVENCE NO DIA
DE DESESPERO DAHAAS

S e a expetativa relativamente à os pilotos da McLaren, que ainda não boxes para poder rodar no ‘ar fresco’, Nico Hulkenberg cruzou a linha de
competitividade entre as ‘Três tinham parado nas boxes, face aos mas viu o seu estratagema falhar com meta no sétimo lugar a mais de dois
Grandes’ era enorme, a ante- da Renault, que tinham já trocado de a situação de Safety-Car Virtual. segundos de Verstappen, mostran-
cipação relativa ao segundo pneus, guindando Alonso ao quinto Numa pista em que ultrapassar é ex- do que, em corrida, o Renault perde
pelotão era também elevada, uma vez posto, atrás de Hamilton, os dois Ferrari tremamente difícil, o piloto da McLaren ligeiramente para o McLaren, até por
que eram três as equipas candidatas à e Daniel Ricciardo. não cedeu face aos ataques do holan- que Vandoorne não terminou longe
posição de ‘melhor dos outros’ – Haas, O espanhol, inclusivamente, ba- dês da Red Bull, terminando no quinto do alemão apesar de ter pelo meio
Renault e McLaren. teu Verstappen que, com um carro posto e igualando o melhor resultado o ‘corpo estranho’ que era Valtteri
Inevitavelmente, e pelo que já se sabia, bastante rápido, preso no segundo que obteve na sua segunda passagem Bottas, que terminou no oitavo lugar.
a Force India e a Williams, ficaram de pelotão, antecipou a sua paragem nas pela equipa de Woking. Carlos Sainz teve uma corrida difícil
fora desta luta. devido à bomba de água da sua gar-
A qualificação deu a primeira indi- rafa ter funcionado continuamente,
cação, sendo a equipa norte-america- obrigando-o a beber mais água da
na a ‘triunfadora’, ao colocar os seus que desejava. Com o estômago cheio, o
pilotos no quinto e sexto lugares, com espanhol começou a sentir-se enjoado,
vantagem para Magnussen, benefi- contribuindo para uma ligeira saída
ciando da penalização de três lugares de pista na vigésima segunda volta,
de Ricciardo para subir uma posição. seguindo para a boxe imediatamente
No campo oposto ficou a McLaren que para trocar de pneus.
não colocou nenhum dos seus carros O piloto da Renault terminou a prova
na Q3, ficando Fernando Alonso no a defender-se de Sérgio Pérez, que
11º posto, e Stoffel Vandoorne no 12º nunca mostrou andamento, tal como
– posteriormente subiriam ambos Esteban Ocon, para se imiscuir na
uma posição devido à penalização luta pelos lugares do pódio, estando a
de Bottas. Force India, para já, longe da posição
Em corrida, os homens da Haas pare- que lhe permitiu no ano passado ser
ciam estar ao abrigo de qualquer a quarta classificada no Campeonato
ataque dos seus rivais diretos, camin- de Construtores.
hando com segurança para uma vitória
no competitivo segundo pelotão até
que as paragens nas boxes chegaram.
Kevin Magnussen foi o primeiro a
parar, na vigésima segunda volta, re-
agindo a Verstappen – que se atrasara
com um pião e que poderia ser uma
ameaça ao quarto lugar do dinamar-
quês – dando início ao desastre da
equipa norte-americana.
Pouco depois de abandonar as boxes,
Magnussen viu-se obrigado a parar
em pista com uma roda mal apertada,
situação repetida duas voltas depois
com Romain Grosjean. Em menos de
cinco minutos a Haas descia do céu ao
inferno, ficando sem qualquer piloto
em competição num dia em que estava
capaz de assegurar o melhor resultado
da sua história.
Com o carro do francês parado em pista
num local de difícil acesso, a Direção
de Corrida despoletou uma situação
de Safety-Car Virtual, beneficiando

>> autosport.pt

9

ASDORESDAHAAS
Quando parecia ser capaz de conquistar o melhor
resultado da sua curta história, a Haas viveu um que deixaram porcas de aperto de rodas ‘acavaladas’. Apesar da deceção australiana, Steiner está confiante
verdadeiro pesadelo no espaço de duas voltas, Guenther Steiner atribui esta situação à falta de treinos de que a Haas poderá recuperar e alcançar no próximo
quando tinha Kevin Magnussen no quarto posto dos mecânicos, que ao longo dos três dias de competição Grande Prémio os resultados que o potencial do VF-18
e Romain Grosjean no quinto, abandonando ambos em Melbourne estiveram centrados noutras atividades. mostra ser possíveis.
devido a problemas nas paragens das boxes. “Este foi um fim de semana muito tenso para nós – tive- “Têm de manter a confiança (ndr.: os mecânicos). Foi
A formação de bandeira norte-americana era clara- mos algumas dificuldades técnicas nas duas primeiras um incidente estranho.
mente a quarta mais forte em pista, beneficiando dos sessões de treinos-livres, não tínhamos muitas peças Temos de manter a cabeça levantada. Sabemos que
problemas dos pilotos da Red Bull para se colocar na sobresselentes, portanto, não treinámos muito as temos um bom ano pela frente, temos apenas de
perseguição a Lewis Hamilton e aos homens da Ferrari. paragens nas boxes e isso pode ser uma das razões”, analisar o que aconteceu e perceber o que poderemos
No entanto, a ‘tragédia’ estava ao virar da esquina e afirmou o chefe de equipa da Haas, que acrescentou: fazer para que não se repita.
quando os dois recrutas da Haas pararam nas boxes “Tivemos más paragens nas boxes. A porca entrou mal É inacreditável – o mesmo problema em duas paragens
para trocarem de pneus, andaram menos de uma volta e ficou ‘acavalada’. Não conseguimos resolver a tempo. diferentes, um na roda da frente e outro na traseira,
até que a equipa os instruísse a parar em pista devido Trabalhámos numa janela de 2,5s para fazer tudo isto mas aconteceu mesmo.
a rodas mal apertadas. e não tivemos sorte. Foi um final de dia desapontante para nós, mas o ritmo
De repente, uma corrida que poderia ser de celebração – Nas pistolas de ar temos os mesmos rapazes do ano foi bom, o carro estava forte – estes são os factos que
com o melhor resultado de sempre da curta história da passado, que nunca falharam. mantêm a motivação em alta.
formação americana – terminava em frustração com Temos de trabalhar mais arduamente – temos de treinar Vamos para o Bahrein de cabeça erguida e vamos
dois carros parados na pista devido a erros nos pit-stops mais. Queremos chegar ao Bahrein e começar a treinar tentar minimizar estes erros nas paragens nas boxes”,
rapidamente para aumentar a confiança dos rapazes”. concluiu o responsável italiano.

OS ABANDONOS

A primeira corrida da temporada é sempre que foi um saco de uma sandwich que problema hidráulico, sendo o abandono do jovem da Toro Rosso.
pródiga em abandonos, dado ser a primeira entrou na conduta de arrefecimento dos inevitável. Apenas com três unidades disponíveis
em que os carros andam consistentemente travões da roda traseira-direita do carro Ainda no primeiro terço da corrida, para toda a temporada, os responsáveis
no seu real potencial, colocando em stress do russo, levando ao sobreaquecimento estavam realizadas 13 voltas, Pierre Gasly do construtor japonês não sabem ainda
todos os componentes – por muitos testes dos componentes e à subsequente falha. passou pela frustração que o ano passado se o componente poderá se reutilizado
que se possam fazer, nada se aproxima da Pouco depois, quando realizava a sexta era o sentimento recorrente dos homens pelo francês que, caso contrário, terá à
tensão da competição. volta da prova, Marcus Ericsson rumou às da McLaren – um problema na MGU-H da sua espera uma penalização na grelha de
No entanto, este ano assistimos a cinco boxes sem direção assistida devido a um Honda colocou um ponto final na exibição partida.
desistências contra as sete do ano
passado, o que demonstra uma evolução
de todo o plantel no que diz respeito à
fiabilidade.
Para lá dos abandonos dos pilotos da Haas
(ler em separado), a Williams, a Alfa Romeo
Sauber e a Toro Rosso perderam um carro ao
longo das 58 voltas de corrida.
Sergey Sirotkin teve a duvidosa honra de ser
o primeiro a encostar, devido a uma falha de
travões quando estavam apenas cumpridas
quatro voltas.
Apesar de não ter ainda confirmado a causa
do problema, a equipa de Grove suspeita

F1/
FÓRMULA 1

10

AQUESTÃO QUECONFUNDIU
O COMPUTADOR DA MERCEDES
Lewis Hamilton perdeu o Grande
Prémio da Austrália devido a um Flechas de Prata, uma vez que algumas qualquer constrangimento até à linha tos de pista, os pilotos que passaram pelas
erro tático da Mercedes, catalisado nuances contribuem para que nesta si- que impõe a velocidade máxima da via boxes estão de facto a ganhar tempo aos
por um programa informático que tuação os pilotos que entram nas boxes das boxes. O mesmo acontecendo entre a que estão em pista, algo que terá escapado
não conseguiu prever corretamente a possam ganhar algum tempo aos que linha em que termina a velocidade máxi- ao programa informático da Mercedes,
distância que o inglês teria de manter estão em pista. ma na via das boxes e a segunda linha de ficando Lewis Hamilton a cerca de um
para Sebastian Vettel na eventualidade do Quando os carros vão para as boxes, Safety-Car, onde os monolugares saem segundo e meio de recuperar a liderança,
aparecimento de um Safety-Car Virtual. depois de passaram a primeira linha de das boxes, regressando oficialmente à face a Vettel.
Nesta situação, os pilotos têm de manter Safety-Car, precisamente na entrada pista. Uma questão a rever pelos técnicos da
um determinado ritmo de segurança nos do pit-lane, os pilotos podem rodar sem No fundo, nestes dois pequenos segmen- equipa de Brackley.
setores apontados, o que ‘embaratece’ as
paragens nas boxes.
Devido às circunstâncias da corrida, no
fundo, todas elas despoletadas pelos
homens da Haas, o alemão da Ferrari,
ainda sem paragens nas boxes, estava
no comando da prova com 11 segundos
de avanço para Hamilton, quando uma
situação de Safety-Car Virtual foi intro-
duzida na corrida devido à paragem em
pista de Romain Grosjean.
De acordo com o programa informático
da Mercedes, a distância entre os dois
pilotos era suficiente para que o Campeão
Mundial em título recuperasse a liderança
da prova que era sua desde o arranque até
à sua paragem nas boxes.
No entanto, quando o piloto da Scuderia
abandonou a via das boxes estava na
liderança da corrida.
No fundo faltou 1,5s para que Hamilton
voltasse ao primeiro lugar, devendo-se
este erro ao programa informático da
Mercedes responsável pela gestão táctica
das corridas.
O facto de a situação de Safety-Car Virtual
estar imposta na zona da reta da meta
poderá ter ‘confundido’ o programa dos

O QUE FICÁMOS Depois de um inverno de difícil leitura equilíbrio relativo entre as equipas. por diversas vezes ao longo dos três dias
A SABER? devido às condições climatéricas A Mercedes era apontada como a grande de competição que o Ferrari SF-71H não está
que se abateram sobre o Circuit favorita, apesar de ter sido a Ferrari a mais ainda a seu gosto, enfatizando que há mais
de Barcelona – Catalunya, o Grande rápida nos testes de pré-temporada, e potencial no carro de Maranello. Na verdade,
Prémio da Austrália era a primeira Lewis Hamilton confirmou o ascendente Hamilton reconheceu que a velocidade de
oportunidade para verificarmos qual o dos Flechas de Prata com uma “volta ponta dos monolugares de Maranello poderá
dos deuses” na qualificação, que deixou ser inalcançável no Bahrein.
Kimi Räikkönen a quase sete décimos de A Red Bull teve uma corrida cheia de
segundo. problemas, que começaram logo na sexta-
Contudo, se a diferença se deve em parte feira, quando Daniel Ricciardo foi penalizado
à diferença competitiva entre o Mercedes com três lugares na grelha de partida por
e o Ferrari, esta tem também dedo do não ter respeitado as bandeiras vermelhas,
piloto inglês, que foi verdadeiramente para depois prosseguir no domingo com um
impressionante na qualificação. mau arranque e um pião de Max Verstappen.
Na corrida, a Mercedes gozou de alguma O australiano ficou com a volta mais rápida
vantagem, entre três a quatro décimos de no domingo, mas parou bastante depois de
segundo por volta face ao Ferrari, contudo, Hamilton e Räikkönen para trocar de pneus,
Hamilton admitiu que teve de estar ao seu o que lhe ofereceu alguma vantagem.
melhor nível para poder afastar-se de Kimi Contudo, parece evidente que a Red Bull
Räikkönen, que ao longo do fim de semana está muito mais forte que no início do ano
foi o mais rápido dos homens da Scuderia. passado e, pelo menos, ao mesmo nível da
Por outro lado, Sebastian Vettel sublinhou Ferrari.

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C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

GP DA AUSTRÁLIA PROVA 1 DE 21 PROVA TEMPO
MELBOURNE VOLTAS
VOLTA MAIS RÁPIDA
25/03/2017 GERAL
VEL. MÁXIMA
5,303 KM 58 307,574 KM SEXTA SÁBADO DOMINGO GERAL
BOX

PERÍMETRO VOLTAS DISTÂNCIA TOTAL 1 SEBASTIAN VETTEL FERRARI SF71H 1:29:33.283 58 1:26.469 4 295.1 KM/H 16 1
1:26.444 3 315.8 KM/H 5 1
2 LEWIS HAMILTON MERCEDES W09 EQ POWER+ +5.036S 58 1:26.373 2 296.6 KM/H 14 1
1:25.945 1 306.8 KM/H 8 1
TREINOS LIVRES GRELHA DE PARTIDA 3 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI SF71H +6.309S 58 1:26.978 7 298.5 KM/H 12 1
1:26.880 5 318.6 KM/H 3 1
1 LEWIS HAMILTON Q3 4 DANIEL RICCIARDO RED BULL RB14/TAG HEUER +7.069S 58 1:27.081 9 319.7 KM/H 1 1
MERCEDES 1:27.019 8 318.1 KM/H 4 1
1.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 1:21.164 5 FERNANDO ALONSO MCLAREN MCL33/RENAULT +27.886S 58 1:26.958 6 298.3 KM/H 13 1
1:27.944 12 290.9 KM/H 19 1
PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 6 MAX VERSTAPPEN RED BULL RB14/TAG HEUER +28.945S 58 1:27.633 11 319.2 KM/H 2 1
1:27.600 10 306.7 KM/H 9 1
1 LEWIS HAMILTON MERCEDES 1:24.026 7 NICO HULKENBERG RENAULT RS18 +32.671S 58 1:28.759 15 312.0 KM/H 6 2
1:28.511 14 306.8 KM/H 7 2
2 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +0.551S 2 KIMI RÄIKKÖNEN 1:28.176 13 281.9 KM/H 20 2
FERRARI 1:28.805 16 291.7 KM/H 18 1
3 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING +0.745S 1:21.828 8 VALTTERI BOTTAS MERCEDES W09 EQ POWER+ +34.339S 58 1:29.534 17 292.7 KM/H 17 1
1:30.649 18 296.1 KM/H 15
4 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.849S 9 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN MCL33/RENAULT +34.921S 58 1:32.210 19 305.6 KM/H 10
1:32.573 20 300.1 KM/H 11
5 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +0.969S 3 SEBASTIAN VETTEL 10 CARLOS SAINZ RENAULT RS18 +45.722S 58
FERRARI
6 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +1.037S 1:21.838

7 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +1.704S 11 SERGIO PEREZ FORCE INDIA VJM11/MERCEDES +46.817S 58

8 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +1.870S 4 MAX VERSTAPPEN 12 ESTEBAN OCON FORCE INDIA VJM11/MERCEDES +60.278S 58
RED BULL RACING
9 CARLOS SAINZ RENAULT +1.896S 1:21.879

10 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +2.456S 13 CHARLES LECLERC SAUBER C37/FERRARI +75.759S 58

11 PIERRE GASLY TORO ROSSO +2.468S 5 DANIEL RICCIARDO 14 LANCE STROLL WILLIAMS FW41/MERCEDES +78.288S 58
RED BULL RACING
12 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +2.510S 1:22.152 15 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO STR13/HONDA +1 VOLTA 57

13 NICO HULKENBERG RENAULT +2.557S

14 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +2.579S 6 KEVIN MAGNUSSEN NC ROMAIN GROSJEAN HAAS VF-18/FERRARI PROB. RODA 24
HAAS FERRARI
15 LANCE STROLL WILLIAMS +2.610S 1:23.187 NC KEVIN MAGNUSSEN HAAS VF-18/FERRARI PROB. RODA 22

16 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +2.741S

17 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +3.009S NC PIERRE GASLY TORO ROSSO STR13/HONDA DNF 13

18 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +3.719S 7 ROMAIN GROSJEAN NC MARCUS ERICSSON SAUBER C37/FERRARI DNF 5
HAAS FERRARI
19 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +3.938S 1:23.339 NC SERGEY SIROTKIN WILLIAMS FW41/MERCEDES DNF 4

20 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +4.827S

2.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 8 NICO HULKENBERG
RENAULT
PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 1:23.532

1 LEWIS HAMILTON MERCEDES 1:23.931 9 CARLOS SAINZ AUSTRÁLIA
RENAULT BAHREIN
2 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING +0.127S 1:23.577 BAHREIN
AZERBEIJAO
3 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +0.228S ESPANHA
MÓNACO
4 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.283S 10 VALTTERI  BOTTAS CANADÁ
MERCEDES FRANÇA
DNF ÁUSTRIA
11 FERNANDO ALONSO GRÃ-BRETANHA
MCLAREN RENAULT ALEMANHA
1:23.692 HUNGRIA
BÉLGICA
ITÁLIA
SINGAPURA
RÚSSIA
JAPÃO
EUA
MÉXICO
BRASIL
ABU DHABI
TOTAL

5 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +0.520S

6 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +0.717S Q2 PILOTOS

7 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +0.790S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

8 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +1.269S 1. S. VETTEL 25 25

9 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +1.315S 2. L. HAMILTON 18 18

10 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +1.354S 12 STOFFEL  VANDOORNE
MCLAREN RENAULT
11 CARLOS SAINZ RENAULT +1.459S 1:23.853 3. K. RAIKKONEN 15 15

12 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +1.482S 4. D. RICCIARDO 12 12

13 NICO HULKENBERG RENAULT +1.532S 13 SERGIO  PEREZ 5. F. ALONSO 10 10
FORCE INDIA MERCEDES
14 LANCE STROLL WILLIAMS +1.612S 1:24.005

15 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +1.957S 6. M. VERSTAPPEN 8 8

16 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +1.994S 14 LANCE  STROLL 7. N. HULKENBERG 6 6
WILLIAMS MERCEDES
17 PIERRE GASLY TORO ROSSO +2.014S 1:24.230 8. V. BOTTAS 4 4

18 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +2.043S

19 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.883S 15 ESTEBAN  OCON 9. S. VANDOORNE 2 2

20 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +2.884S FORCE INDIA MERCEDES 10. C. SAINZ 1 1

3.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 1:24.786 Q1 11. S. PEREZ - 0

PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 16 BRENDON  HARTLEY 12. E. OCON - 0
TORO ROSSO HONDA
1 SEBASTIAN VETTEL FERRARI 1:26.067 1:24.532 13. C. LECLERC - 0

2 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +2.432S

3 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.823S 17 MARCUS ERICSSON 14. L. STROLL - 0
SAUBER FERRARI
4 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING +5.613S 1:24.556 15. B. HARTLEY - 0

5 CARLOS SAINZ RENAULT +7.105S

6 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +7.976S 18 CHARLES  LECLERC
SAUBER FERRARI
7 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +8.107S 1:24.636 EQUIPAS

8 LEWIS HAMILTON MERCEDES +8.158S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

9 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +8.166S 19 SERGEY  SIROTKIN 1. FERRARI 40 40
WILLIAMS MERCEDES
10 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +8.231S 1:24.922 2. MERCEDES 22 22

11 PIERRE GASLY TORO ROSSO +8.923S

12 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +9.371S 20 PIERRE GASLY 3. RED BULL TAG HEUER 20 20
TORO ROSSO HONDA
13 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +9.522S 1:25.295 4. MCLAREN RENAULT 12 12

14 LANCE STROLL WILLIAMS +9.761S 5. RENAULT 7 7

15 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +10.104S

16 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +10.381S 6. FORCE INDIA MERCEDES - 0

17 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +10.740S Q1 TEMPO 107%- 1:28.621 7. SAUBER FERRARI - 0

18 NICO HULKENBERG RENAULT +12.415S Nota - Ricciardo penalizado em 3 posições devido 8. WILLIAMS MERCEDES - 0
a excesso velocidade sob bandeiras vermelhas nos TL.
19 ESTEBAN OCON FORCE INDIA s/tempo Bottas penalizado 5 lugares por troca da cx. velocidades.

20 SERGIO PEREZ FORCE INDIA s/tempo 9. TORO ROSSO HONDA - 0

PONTUAÇÃO 1.º 25 PTS 2.º 18 PTS 3.º 15 PTS 4.º 12 PTS 5.º 10 PTS 6.º 8 PTS 7.º 6 PTS 8.º 4 PTS 9.º 2 PTS 10.º 1 PT

12 ERC/
CAMPEONATO EUROPEU DE RALIS

LUKYANUK VOOU
NO AZORES AIRLINES
Alexey Lukyanuk voou e foi claramente o melhor piloto no Azores Airlines Rallye. Desta feita, o piloto tante caravana do ERC para obter mais
russo não errou, e por isso não teve grandes dificuldades em bater Ricardo Moura e Bruno Magal- um excelente resultado no rali em que
hães. O açoriano soma e segue no CPR, com Diogo Gago a regressar aso ralis com um triunfo no ERC3 ambicionava repetir a vitória alcançada
em 2016.
José Luís Abreu e João F. Faria menos cotados pelas melhores posições, dar o seu melhor no resto do ano. O piloto Bruno Magalhães, terceiro, bem se pode
[email protected] a entrada no segundo dia de competição navegado por Alexey Arnautov começa queixar da fase inicial desta corrida. O
confirmou o favoritismo de Lukyanuk, e 2018 na liderança dum campeonato em pilotodeLisboamostrou-sealgocauteloso
FOTOGRAFIA: AIFA/JORGE CUNHA - ZOOM MOTORSPORT - também Moura e Magalhães como os que persegue o título há já vários anos e, no primeiro dia e acabou por ser algo pre-
adversários mais diretos. depois de ter também dominado nas Ca- judicado pela sua ordem de partida para o
RUI REIS FOTO E OFICIAIS Se a velocidade de Lukyanuk é já um ponto nárias o ano passado, pode conseguir nas segundo dia de competição pois acabou
assente no mundo dos ralis, a verdade é próximas semanas uma posição pontual por encontrar classificativas muito mais
Finalmente a merecida vitória para que o piloto do Ford Fiesta R5 da H-Racing muito importante para aquele que pode escorregadias que os seus rivais diretos.
Alexey Lukyanuk nos Açores. Há comete muitos erros. Neste rali, contudo, ser o primeiro sucesso internacional dum Magalhães, no entanto, redimiu-se nos
muito que o piloto russo granjeava não cometeu nenhum excesso e teve piloto russo na modalidade. últimos troços cronometrados da primeira
simpatias por terras açorianas, fruto ainda a sorte de não ter danificado a sua etapa e ainda no último dia de competição,
da sua espetacular pilotagem, mas, viatura quando saiu de estrada na PE2. BOA ESTREIA DE MOURA em que foi várias vezes o mais rápido e
até aqui, por culpa própria ou contratem- Tal facto permitiu que rapidamente fosse onde encurtou bastante o seu atraso para
pos mecânicos, nunca tinha concretizado ganhando vantagem sobre a concorrência Mesmo se efetuava ali a sua estreia com os primeiros. Terminando a menos de 10s
a vitória. Fê-lo agora com todo o mereci- e chegasse à última classificativa com o Skoda Fabia R5, Ricardo Moura mos- de Moura, o piloto navegado por Hugo
mento e perpetua-se no palmarés duma tal avanço sobre os seus perseguidores trou-se muito rápido logo nos primeiros Magalhães ocupou o lugar mais baixo do
prova, numa terra que nunca esquecerá para se permitir realizar alguns ‘donuts’ quilómetros do rali disputado na sua ilha pódio, um resultado que não compromete
os seus dotes de pilotagem. no final de Tronqueira 2, prova especial natal e também cedo mostrou que queria e deixa mesmo um bom auspício para
A lista de inscritos da prova organizada que encerrou o programa. lutar novamente pelo triunfo na prova. A aquela que se espera ser uma nova pre-
pelo Grupo Desportivo e Comercial já fazia Lukyanuk era um piloto muito feliz à che- rapidez de Lukyanuk levou a que o piloto sença assídua neste campeonato.
prever que seriam estes três pilotos me- gada a Ponta Delgada onde agradeceu so- apoiado pela Além Mar acabasse por ir
lhor posicionados para chegar ao triunfo bretudo o apoio dos seus patrocinadores consolidando a segunda posição em que MUITAS LUTAS
neste evento e provou-se que a teoria e o trabalho da sua equipa, prometendo, à veio a terminar esta participação. Mesmo
tinha validade. Mesmo se o arranque da mistura, ser prudente para além de tentar com alguns pequenos problemas, Moura Com a atribuição dos lugares do pódio
prova micaelense ficou marcado pela pas- conseguiu ganhar vantagem sobre a res- praticamente arrumada, passou a valer no
sagem de alguns pilotos habitualmente rali a luta pela quarta posição que envolveu
dois pilotos e foi durante toda a prova bas-
tante animada. Quem rodou mais tempo
nessaposiçãofoiMartinKoci,quetambém
esteve muito tempo num dos lugares do
pódio antes de Bruno Magalhães reen-
contrar o ritmo com o Fabia R5. Apesar
de mais habituado ao asfalto, o eslovaco
utilizou bem a experiência recolhida em

>> autosport.pt

13

COMENTÁRIO
DO VENCEDOR

ALEXEY LUKYANUK

O andamento que Lukyanuk tem
evidenciado ao longo destes anos
nos Açores não tinha tido até
agora reflexo nos resultados, mas
desta feita o piloto mostrou, para
além de rapidez, muita ‘cabeça’,
sabendo quando gerir.
Ao fazê-lo, a vitória surgiu muito
naturalmente: “Estou muito
feliz porque foi uma grande
batalha com o Ricardo Moura
e com o Bruno Magalhães. Eles
venceram nos dois últimos anos
e eu estou muito orgulhoso de
estar na sua companhia. Estou
feliz pela vitória perante tantos
espetadores que sempre nos
apoiaram e incentivaram. O meu
obrigado pelo apoio nos Açores.
De resto, tentei suprimir o meu
instinto natural de pilotagem,
o meu feeling e a intenção de
atacar sempre e nesse aspeto
foi um rali difícil para mim, foi
complicado controlar-me no
andamento, mas no último troço
extravasei e fiz uns piões para o
público. Esperei muito por esta
vitória, mas tudo correu bem.
Agora espero continuar assim.”

várias participações no WRC2 em terra BOAS PRESTAÇÕES LUSAS dono. Num rali que nem seria marcado Ricardo Teodósio, que rodou várias vezes
para se confirmar como uma das sur- por um grande número de desistências, o adentro do ‘top 10’ e conseguiu mesmo a
presas do evento, a par de Chris Ingram. Também jovem, Fredrik Ahlin mostrou-se húngaro Norbert Herczig foi sexto, mes- nona posição à chegada ao Largo Gonçalo
Koci acabou por desistir, um pouco in- igualmente bastante rápido. Porém, fruto mo não tendo sido autor de prestações Velho e às Portas da Cidade. A contribuir
gloriamente, na última classificativa do de toda a experiência acumulada pelo de grande relevo, terminando na frente para um bom resultado de conjunto dos
rali, devido à quebra duma roda após um sueco na sua carreira desportiva, mui- do polaco Lukasz Habaj que, com o seu pilotos portugueses esteve também José
toque, deixando caminho ao britânico tos foram aqueles que esperavam ainda Ford Fiesta R5, assinou alguns tempos Pedro Fontes, 10º com o Citroën DS3 R5,
para ser o primeiro no campeonato Junior mais do piloto que se apresentava num de destaque na segunda etapa e pôde depois de ter perdido muito tempo no
U28. Poucos eram os que esperavam que Skoda Fabia R5, e que, só beneficiando subir vários lugares na classificação. O primeiro dia de competição com um pro-
Ingram, naquela que foi a sua estreia com do abandono de vários rivais, como foi o britânico Rhys Yates começou a prova blema na válvula pop-off da sua viatura.
uma viatura R5, se pudesse mostrar logo caso de Bernardo Sousa, cortou a meta açoriana em bom ritmo, com um bom O ERC 2018 regressa à estrada a 3 e 4 de
tão veloz. O piloto, com um dos Fabia R5 da na quinta posição. O madeirense, que este tempo na Qualificação e nas primei- maio com o Rally Islas Canarias.
Toksport, rapidamente se cotou como um ano correrá no campeonato açoriano, ras classificativas, mas alguns erros e a
dos concorrentes mais velozes no ERC, o iniciou a prova em bom ritmo, mas com a perda de alguma cadência acabaram por
que lhe abre excelentes perspetivas, não entrada nos troços cronometrados mais determinar o oitavo posto final.
só para a competição júnior como para o duros acabou por se ir atrasando antes Contente por ter estado em luta com
próprio campeonato absoluto. dum toque no arranque do último dia e a os ‘jovens lobos’ do ERC Junior estava
quebra do radiador o forçarem ao aban-

14 CPR/ VISITE NOSSO SITE PARA Ricardo Moura venceu a sua segunda
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS VER MAIS FOTOS DA prova do CPR consecutiva, num rali
PROVA AUTOSPORT.PT em que Bruno Magalhães e
Ricardo Teodósio completaram
o pódio nacional.

RICARDOAZORESAIRLINESRALLYE
MOURA

SOMAE SEGUE

Ricardo Moura aproveitou o balanço e venceu a segunda
prova do CPR, que se realizou na ‘sua’ ilha. Sendo um dos

favoritos ao triunfo na geral, não se esperava menos do
que vencer a prova reservada ao CPR. Bruno Magalhães foi

segundo e Ricardo Teodósio terminou no pódio nacional

José Luís Abreu e João F. Faria Pedro Fontes decidiu não nomear esta Quanto a Ricardo Moura, as incidências classificado no campeonato, fica de
[email protected] prova para pontuar. O piloto espera a da prova na sua luta pelo triunfo na fora a ver. Mas até que Moura deixe
chegada do novo Citroën C3 R5 que, geral levaram sempre a que tivesse de aparecer, a esperança que volte
FOTOGRAFIA: AIFA/JORGE CUNHA - ZOOM MOTORSPORT - se não for em Mortágua, na pior das olhado mais para a frente do que para mantém-se acesa.
hipóteses será no Rali de Portugal. Um trás, e por isso foi com alguma natura-
RUI REIS FOTO E OFICIAIS carro que lhe abre novas perspetivas lidade que assegurou a segunda vitória BOA LUTA
de resultados, algo a que o DS3 R5 já em outras tantas provas do CPR 2018. Atrás de Moura e Magalhães desen-
O Campeonato de Portugal de tem mais dificuldades. Desde antes do arranque do campeo- rolou-se uma interessante luta entre
Ralis prosseguiu nos Aço- Passando da teoria à prática, Ricardo nato que o açoriano diz que só tem Ricardo Teodósio e Carlos Vieira, com
res, uma prova em que já Moura e Bruno Magalhães deixaram previsto fazer o CRA, para além das José Pedro Fontes a assistir de perto,
se esperava a supremacia claro que seriam eles os dois melhores provas que já disputou, Fafe e Açores, mas sem se ‘meter’, já que não nomeou
de Ricardo Moura e Bruno do CPR, e assim foi, numa luta bem no CPR. Portanto, se isso se confir- esta prova para pontuar. Vieira termi-
Magalhães, pilotos com mais à frente dos restantes. mar, o piloto que neste momento tem nou o primeiro dia 2.4s na frente de
outros interesses que não na prova Ao cabo de três troços, o terceiro me- mais do dobro dos pontos do segundo Teodósio, margem que cresceu no final
do ‘nacional’, pelo que, em condições lhor do CPR, na altura Carlos Vieira,
normais, as pontuações relativas aos já estava a 45s, e no final do segundo
dois primeiros lugares estavam ‘reser- dia, a 2m17s. Confirmando-se o que
vadas’ e, por isso, na prática, o melhor se antevia. Um rali à parte para Moura
que os restantes concorrentes do CPR e Magalhães, com o triunfo a sorrir a
poderiam almejar era o terceiro lugar. Ricardo Moura, numa luta que só ter-
Tendo em conta esse facto, não foi minou quando, no início do derradeiro
de estranhar as ausências sonantes dia de prova, Bruno Magalhães teve
de Miguel Barbosa, Pedro Meireles, problemas com o diferencial traseiro
Armindo Araújo e João Barros - este do seu Skoda Fabia R5.
último que só fará uma prova ou outra.
Apesar de presente nos Açores, José

>> autosport.pt

15

COMENTÁRIO
DO VENCEDOR

RICARDO MOURA

da manhã do segundo dia para 15.2s. apesar de alguns pequenos contra- AÇORES DOMINA 2WD Para quem nunca tinha guiado o
Porém, no final dessa etapa estavam tempos, naturais numa prova desta Skoda Fabia R5 em competição,
ambos separados por 4.3s, favoráveis extensão, mostrou bom andamento, Se as coisas são complicadas para Ricardo Moura e António Costa
ao campeão nacional em título. e já começa a dar nas vistas. Num rali os 4X4 o que dizer das duas rodas realizaram uma excelente prova,
Mas tudo ficaria alinhado favoravel- de estreias, Aloísio Monteiro largou motrizes. Aproveitando bem o seu sempre a um nível elevadíssimo,
mente para Teodósio quando Vieira os 2WD e estreou-se com com o seu conhecimento do terreno, foi Ruben mantendo até aos limites a
deu um toque com a traseira esquerda novo Skoda Fabia R5, ficando claro que Rodrigues (Peugeot 208 R2) a ven- pressão em Alexey Lukyanuk.
do seu Hyundai i20 R5 numa barreira, há agora muito caminho a desbravar, cer. Mas apesar de estar inscrito no Moura disse-o várias vezes
danificando um braço de suspensão. ainda mais para quem vai continuar, campeonato, o açoriano não contou durante o rali. São precisos
O piloto de Fafe só ficou a 17.6s do al- não no CPR, mas sim no ERC. Precisa para os ‘números’ do CPR, pelo que o quilómetros para um piloto
garvio, mas faltavam dois troços para de quilómetros, e já fez muitos nos ‘triunfo’ - leia-se a maior pontuação se adaptar a um novo carro,
a assistência, e com a Tronqueira pela Açores. António Dias continua a sua - vai para Rafael Botelho (Citroën DS3 conhecê-lo, e quanto mais alto
frente, Vieira perdeu 6m31s e com isso evolução nesta nova realidade dos RST), no que é um excelente resultado é o nível da prova, mais isso
quase todas as hipóteses de chegar ralis, e esteve melhor que em Fafe, deste jovem piloto açoriano, que bateu é importante. Por isso, nesse
novamente a Teodósio. A partir daqui, e chegando mesmo a vencer um troço consagrados como Paulo Neto e Gil An- contexto, a dupla fez uma prova
porque Vieira só caiu uma posição em entre os concorrentes do CPR. O azar tunes, que apesar da sua experiência, irrepreensível, valorizando tanto o
termos de CPR, ambos se limitaram a de Manuel Castro começou logo na cedo começaram a perder o contacto triunfo do russo como o terceiro
assegurar que chegavam ao final da assistência quando o seu Hyundai com os pilotos açorianos. lugar de Bruno Magalhães: “Estou
prova, o que fizeram, assegurando o I20 R5 não quis pegar, e quando tudo No final do primeiro dia, Gil Antunes muito feliz por ter terminado
terceiro e quarto lugares do CPR. Dio- normalizou, fez vários sextos tempos, já estava a 24.6s de Ruben Rodrigues entre dois grandes pilotos. O
go Salvi foi quinto, mas esteve muito até nova avaria o deixar fora de prova, e no final do segundo dia, Antunes Alexey é definitivamente o piloto
apagado nos Açores, terminando a 10 com a correia do alternador partida. estava a mais de quatro minutos. mais rápido do ERC, e o Bruno
minutos de Teodósio. Apesar da exten- Voltou em super rali, andou a fazer 3º Seria Paulo Neto a ficar na terceira voltou a fazer um fantástico
são da prova, já não parece dele, pois e 4º tempos, e aproveitou para fazer posição, mas a mais de seis minutos trabalho, na linha do que fez o
já o vimos fazer bem melhor. Pedro quilómetros. Chega de azares, Manel! do vencedor. ano passado no Europeu, e que o
Almeida estreou-se com o seu novo Outro azarado nesta prova foi Joaquim O Campeonato de Portugal prossegue levou ao vice campeonato.
Ford Fiesta R5 e tudo o que se tem visto Alves. Era sexto até um problema com a 28 e 29 de abril em Mortágua, rali Estou muito feliz com este pódio,
do jovem piloto - de carros de ralis e os travões do Ford Fiesta R5 e um des- que já deverá voltar a ter o plantel frente aos meus adeptos, nos
aviões - é muito interessante, já que piste o levarem ao abandono. completo. Se o líder do campeonato troços que adoro fazer. Tudo isto
regressa ou não, o tempo o dirá... é muito bom, e quero agradecer
aos meus patrocinadores, à ARC
Sport, à família, aos amigos e
ao meu navegador. Fizemos um
belo trabalho, na primeira vez
com este carro. Não cometemos
grandes erros, tivemos pequenos
problemas como os outros
também tiveram, e estou
contente com o segundo lugar,
que surge depois de um fim de
semana difícil para todos. Estou
muito contente.”

CPR/CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS

16 BRUNO
MAGALHÃES
BREVES NO PÓDIO

>> BOA ESTREIA DE
PEDRO ALMEIDA

Apesar de alguns contratempos,

Pedro Almeida teve uma boa estreia Foi um conjunto de pequenas coisas
com o Ford Fiesta R5, com que que impediram que Bruno Magalhães
terminou no sexto lugar do CPR. fizesse melhor que o terceiro lugar no
O rali serviu essencialmente para Rali dos Açores. Agora, resta aguardar
“conhecer o carro. Foi a primeira vez pelas confirmações e esperar que o piloto
que conduzi um R5.” O piloto teve uma marque presença nas restantes provas do
progressão consistente, assimilando europeu.
conhecimentos”, afirmou o jovem O piloto chegou a Ponta Delga entre
piloto de Famalicão que ocupa o 26º o estrito leque de favoritos e cedo o
lugar da geral. comprovou, mas o facto da primeira

>> ANTÓNIO DIAS grande classificativa da prova não lhe ter
VENCE ESPECIAL corrido bem condicionou o dia seguinte, e
a diferença foi-se acumulando. No último

António Dias, em Skoda Fabia R5, dia de prova, e numa altura em que Bruno

venceu a sua primeira especial no CPR, Magalhães ainda estava a uma distância

terminando na oitava posição entre os em que poderia fazer algo, um problema Para poder fazer mais no ERC tudo tem com o problema do diferencial já não deu

concorrentes do campeonato nacional: com o diferencial traseiro do Skoda Fabia de correr muito bem e houve diversas para mais. Agora queremos estar nas

“Saímos dos Açores muito contentes R5 não lhe permitiu mais do que assegurar pequenas coisas que nos afetaram. Canárias. O objetivo é conseguir montar o

porque cumprimos o objetivo de o pódio: “É sempre bom começar o Comecei mal o rali em S. Brás. Foi difícil projeto para todo o ERC onde esperamos

terminar o rali, aprender o máximo campeonato a somar pontos. Podíamos depois duma longa paragem e isso conseguir estar na luta pelo título que nos

sobre os troços e ganhar experiência ter chegado mais à frente, mas não deu. limitou-me. Ainda recuperei, mas depois escapou o ano passado”, disse.

com o carro. As condições foram muito

difíceis, como por exemplo, o nevoeiro. CARLOS VIEIRA EM QUARTO
O momento mais especial foi mesmo
a vitória no CPR na Especial Grupo

Marques. Foi a nossa primeira vitória

em especiais do campeonato e isso Foi um mal menor o quarto lugar de neutralização do troço das Sete Cidades o disputaram melhoraram em média

deixa-nos satisfeitos com a evolução Carlos Vieira e Jorge Carvalho, no 2 foi atribuído ao piloto o mesmo tempo trinta segundos e isso prejudicou-o por

que temos apresentado neste início de Rali dos Açores, já que se as coisas da sua primeira passagem pelo troço, causa da ordem na estrada. Depois,

época, prova após prova.” estavam a correr dentro do previsto, na quando em média os concorrentes que no dia seguinte, um toque numa pedra

>> ALOÍSIO MONTEIRO em Graminhais 1, danificou um braço
ESTREOU SKODA da suspensão traseira esquerda
do Hyundai i20 R5 e desde aí até à
Aloísio Monteiro cumpriu os objetivos assistência foi apenas ‘contenção de
a que se havia proposto e garantiu danos’: “Foi positivo acabar este difícil
o 19º lugar, na categoria ERC1, no rali, foi gratificante o nosso andamento
Azores Airlines Rallye, primeira prova em condições normais. Foi uma decisão
do Europeu de Ralis. Navegado por triste o tempo que nos atribuíram
André Couceiro, e aos comandos de um nas Sete Cidades! De qualquer forma,
Skoda Fabia R5, o portuense fez uma o resultado não é mau para o CPR.
prova em crescendo, nesta que era Temos ainda muitos ralis pela frente
a sua estreia ao volante da máquina e sabemos que podemos contar com
checa: “Chegámos ao último dia com o Hyundai i20 R5 para a defesa do
um bom ritmo, a melhorar como dupla título pois é fiável e tem margem para
e isso notava-se claramente nos melhorar”, disse.

tempos. Infelizmente, um problema

com o diferencial dianteiro fez com REGRESSO PROMETEDOR DE BERNARDO SOUSA
que fizéssemos três piões. Foi difícil,
mas cumprimos os nossos objetivos”,

explicou satisfeito o piloto. Apesar do abandono, a prestação de Bernardo Sousa deixou
a certeza que depressa o madeirense estará ao seu melhor
>> BOA ESTREIA
nível e pronto para dar luta no CRA. Aos comandos de um
Apenas no segundo rali de terra da carro que não conhecia, o Citroën DS3 R5, e com poucos
sua (curta) carreira, Miguel Correia testes, era 7º no final do segundo dia e 2º do CRA com 18.4s
deu boas indicações, embora tenha de avanço para Luís Rego Jr.. Um pião, seguido de um toque,
abandonado devido à caixa: “Ao danificou o radiador e o abandono foi inevitável: “Ficámos
contrário do que esperávamos, surpreendidos com o nosso andamento, estive três anos
fomos competitivos logo desde os de fora e ficou provado que é possível andar forte. Fiz um
primeiros troços. Percorrer e aprender rali super inteligente, bastante mais maduro do que no
estes troços foi uma experiência passado, não cometi nenhum erro ou excesso, mas isto
inesquecível e saí dos Açores com são as contingências dos ralis. Senti muito apoio e este
confiança no futuro”. retomar da minha carreira é incrível para mim. Agora há que

olhar para o campeonato dos Açor-es”, disse.

RICARDO TEODÓSIO 3º DO CPR >> autosport.pt

Sem pontuar em Fafe, Ricardo Teodósio e José 17
Teixeira foram para os Açores com o objetivo
de terminar no pódio ‘nacional’. Sabendo-se BREVES
das duas ‘trutas’ presentes em S. Miguel,
Ricardo Moura e Bruno Magalhães, o terceiro >> ALONSO FOI
lugar seria um bom resultado. E se bem o O MELHOR NO ERC2
pensaram, melhor o fizeram.
Teodósio andou sempre numa boa luta com Juan Carlos Alonso foi o vencedor
Carlos Vieira, rodaram sempre muito perto do ERC2. O argentino e o seu
um do outro, chegaram ao fim do segundo dia Mitsubishi Lancer Evo X só por duas
separados por 4.3s, mas acabaria por ser o vezes não estiveram no comando
algarvio a obter a melhor posição, depois de desta categoria em que o campeão
Vieira ter dado um toque: “A prova que pensei Tibor Erdi ficou de fora logo na
era melhor que ‘isto’. Penso que nos faz falta primeira classificativa devido à
fazer quilómetros, tentei andar o melhor quebra da suspensão. Outro dos
possível, mas não foi um rali fácil. De qualquer pilotos habituais no escalão, Zelindo
modo estamos contentes, fomos 3º do CPR, o Melegari, abandonou devido à
que é muito bom. Agora vem aí Mortágua, não cedência da embraiagem no final
conhecemos o rali, e isso vai ser um handicap da primeira etapa. Luis Pimentel
grande para nós”, disse. teve problemas de turbo no seu
Mitsubishi Lancer Evo X mas ainda
C3 R5 DE FONTES PODE VIR MAIS CEDO conseguiu terminar no pódio.

José Pedro Fontes cumpriu o seu objetivo de >> JOANA BARBOSA
acumular quilómetros no Rali dos Açores, andando, NO PÓDIO
ainda assim, nas lutas da frente do CPR, ainda que
não tenha escolhido pontuar nesta prova: “Faço um Joana Barbosa e a navegadora Sofia
balanço positivo, fizemos os quilómetros todos, não Mouta protagonizaram uma estreia
estamos com a velocidade que gostaríamos de ter, positiva nos Açores, com um 2º lugar
mas faz parte de um processo. Não começámos bem, no Grupo RC4 do CPR: “O balanço
mas depois andámos na ‘guerra’, tentando ganhar é muito positivo. Nunca tínhamos
ritmo. Conseguimos fazer quilómetros e estamos corrido aqui e não corremos riscos
felizes por isso.” Despedida do DS3 R5? “Gostava desnecessários. O nevoeiro também
muito, tudo tem o seu tempo e já estamos a começar tornou tudo mais difícil. No fundo, foi
a perceber isso, mas não se confirma a estreia do C3 uma aprendizagem enorme e gostei
R5 em Mortágua, só no Rali de Portugal. Estão a ser muito deste rali, que tem troços de
feitos quatro carros, um deles para nós e estamos grande beleza natural como as Sete
a tentar já para Mortágua, mas neste momento é Cidades e outros de grande prazer
DS3...” de condução, como a Tronqueira.”

JORGE BICA CAMPEÃO DE 1993 REGRESSOU >> BREEN E A
NAMORADA
‘Desafiado’ pelo irmão, Jorge Bica
regressou aos ralis para matar saudades, Craig Breen voltou a não falhar outra
e é possível que ainda faça mais uma prova do ERC para acompanhar
prova, no Regional Sul, esta época: “Foi a participação da sua namorada,
bom, chegámos com o carro direito, e Tamara Molinaro, que não teve
isso era o mais importante. Vim, ao fim de dificuldades em se impor na
23 anos, fazer o Rali dos Açores outra vez. competição feminina. Uma nota
O meu irmão (ndr.: João Bica) começou curiosa é que optou por um Ford
a fazer os ralis do Regional Sul com um Fiesta R5 da Movisport, equipa
Mitsubishi Lancer Evo 9, e andava-me a a que está ligado o seu pai, por
dizer há algum tempo para fazer um rali. alegadamente ser muito mais em
Proporcionou-se tudo, e agora só faço conta do que se manter ao volante
mais o Rali de Vila do Bispo. O corpo está dum dos Adam R2 da equipa Opel.
velho, já não aguenta. Diverti-me muito,
especialmente na super especial, era o >> GRIEBEL
mais importante”, disse. ABANDONOU
PARA POUPAR

Campeão europeu júnior U28,
Marijan Griebel era a cara do
desalento, pois teve muitas
dificuldades na transição do
Skoda Fabia R5 para o 208 T16 R5
na terra. Também não se sentiu
à vontade com o nevoeiro e com
um bom resultado comprometido,
optou por não arrancar para a
segunda etapa e dessa forma
poupar recursos para o programa
estabelecido para o resto do ano.

CPR/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS

18 A Z O R E S A I R L I N E S R A L LY E 2 D E 9

DVGJUEAINONGIGCOOOERUU27 E ERC3 GRANDE
D iogo Gago conseguiu que mais REGRESSO
uma vez nos Açores se fizesse superior a um minuto num escalão em No lote de desistentes surgiu também DE DIOGO GAGO
ouvir o hino nacional da compe- que habitualmente o escalonamento é Simon Wagner que em São Miguel
tição júnior de duas rodas mo- determinado por reduzidas diferenças. nunca conseguiu demonstrar o bri- “O balanço é bastante positivo,
trizes. O piloto algarvio terminou com Logo atrás de Gago quedou-se Efren lhantismo doutras ocasiões até deixar pois não estávamos à espera deste
grande vantagem para a concorrência, Llarena, também num 208 R2, que a prova devido a uma falha de motor no triunfo. Mas trabalhámos para isso e
mas a prova foi equilibrada de início. havia sido o primeiro líder do escalão. seu Peugeot 208 R2 Também o sueco acho que esta vitória premeia todo o
O Azores Airlines Rallye teve na com- O espanhol perdeu muito tempo com Tom Kristensson, integrado na equipa esforço, trabalho e dedicação entre
petição Junior U27, consignada aos um furo mas foi recuperando aos pou- oficial Opel, foi melhorando as suas mim e o Miguel (Ramalho), os nossos
pilotos com menos de 27 anos de idade cos e acabou também por beneficiar prestações até abandonar devido a um patrocinadores e a nossa equipa.
e ao volante de carros de duas rodas de problemas alheios para conseguir capotanço logo no começo do segundo Agradeço muito a todos. Todos juntos
motrizes, um panorama muito diferen- este excelente resultado. No lugar mais dia de competição. conseguimos esta vitória muito
te daquela que vinha sendo a norma baixo do pódio ficou o letão Martins importante nesta prova. Ainda não
no escalão. Na frente da classificação Sesks, que também passou pela frente temos confirmação se vamos às
estiveram muito tempo pilotos com com o Opel Adam R2, acabando por Canárias, mas vamos trabalhar para
Peugeot 208 R2, batendo a muito po- cair alguns lugares. Primeiro devido conseguir lá estar”, disse Diogo Gago.
derosa armada oficial da Opel que, com a um erro e depois por problemas na
os seus Adam R2, vinha determinando caixa de velocidades da sua viatura que,
o padrão nos últimos tempos. à chegada a Ponta Delgada, dispunha
A vitória acabou entregue e de forma apenas das duas primeiras relações.
bastante merecida ao português Diogo Longe do bom andamento demonstrado
Gago. O piloto com o Peugeot 208 R2 pelo seu conterrâneo Filip Mares, há cer-
da M. Coutinho demorou algum tempo ca de um ano, Dominik Broz atrasou-se
a reencontrar o ritmo competitivo em bastante no arranque devido a dois furos
pisos de terra, de que se encontrava consecutivos mas a sua constância ao
afastado há muitos meses, mas con- longo da restante prova permitiu que
seguiu passar para o comando quase concluísse este rali na quarta posição.
no final da primeira etapa para não O português Pedro Antunes começou
mais o deixar. Gago venceu metade das esta prova bastante bem - era segundo
classificativas nesta categoria e con- após a primeira classificativa - antes de
seguiu terminar com uma vantagem ser forçado a abandonar na PE 2 devido
a falha mecânica.

>> autosport.pt

19

MOURA LUIS PIMENTEL C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S
VENCEU NO CRA TENTA NO
PROGRAMA AZORESAIRLINES RALLYE 2 DE 9
INTERNACIONAL
21/03 A 24/3/2018

207,44 KM 1.º DIA 2.º DIA 3.º DIA

15 TROÇOS

Em 2017 Luis Pimentel planeava realizar PROVA CARRO
um mini-programa no campeonato TEMPO/DIF.
europeu da modalidade no quadro do 1 ALEXEY LUKYANUK
Este rali marcou também o início do ERC2 com um Mitsubishi mas acabou por 2 RICARDO MOURA ALEXEY ARNAUTOV FORD FIESTA R5 2H33M52S
campeonato açoriano da modalidade. alinhar apenas na prova de abertura, nos 3 BRUNO MAGALHÃES ANTÓNIO COSTA SKODA FABIA R5 16,4
Neste particular a vitória coube a Ricardo Açores, e nas Canárias, a segunda prova 4 CHRIS INGRAM HUGO MAGALHÃES SKODA FABIA R5 25,7
Moura, que esteve sempre na frente da da temporada. O piloto açoriano tenta 5 FREDRIK AHLIN ROSS WHITTOCK SKODA FABIA R5
classificação e terminou muito destacado agora dar corpo a essa sua ambição. 6 NORBERT HERCZIG JOAKIM SJOBERG SKODA FABIA R5 01:24,2
da concorrência. Pimentel esteve no rali disputado em São 7 LUKASZ HABAJ RAMÓN FERENCZ SKODA FABIA R5 02:33,1
Bernardo Sousa foi quem rodou mais Miguel com um Mitsubishi Lancer Evo X da 8 RHYS YATES DANIEL DYMURSKI FORD FIESTA R5 04:02,9
próximo do líder até desistir já no mesma equipa com que se deslocou o ano 9 RICARDO TEODÓSIO ELLIOTT EDMONDSON SKODA FABIA R5 04:12,2
decorrer da segunda etapa. Tal abriu passado a Las Palmas de Gran Canaria 10 JOSÉ PEDRO FONTES JOSÉ TEIXEIRA SKODA FABIA R5 04:15,7
caminho a que Luís Miguel Rego subisse e com a qual deverá novamente alinhar 11 LUIS MIGUEL REGO PAULO BABO CITROEN DS3 R5 04:43,0
uma posição e terminasse em segundo dentro cerca de mês e meio naquela ilha 12 FABIAN KREIM JORGE HENRIQUES FORD FIESTA R5 05:01,2
este evento em que nunca se mostrou em espanhola. Apoiada pela Azores Airlines, 13 CARLOS VIEIRA FRANK CHRISTIAN SKODA FABIA R5 05:04,0
posição de incomodar os mais velozes. o açoriano pretende também estar à 14 TAMARA MOLINARO JORGE CARVALHO HYUNDAI I20 R5 05:07,5
Agora ao volante duma viatura muito partida do Rali da Acrópole, na Grécia, 15 DIOGO GAGO MARTIJN WYDAEGHE FORD FIESTA R5 12:24,2
menos competitiva que em 2017, Ruben e já estabeleceu contactos com os 16 EFREN LLARENA MIGUEL RAMALHO PEUGEOT 208 R2 12:27,7
Rodrigues subiu ao pódio do CRA com organizadores do Barum Czech Rally Zlin 17 MARTINS SESKS SARA FERNANDEZ PEUGEOT 208 R2 12:53,9
um Peugeot 208 R2 em que rapidamente para estar à partida do rali checo que vai 18 PAULO NOBRE RENARS FRANCIS OPEL ADAM R2 14:07,8
assumiu uma posição bastante para a estrada no último fim de semana 19 JUAN CARLOS ALONSO GABRIEL MORALES SKODA FABIA R5 14:37,5
confortável pois estava bastante de agosto. 20 DIOGO SALVI JUAN P. MONASTEROLO MITSUBISHI LANCER EVO X 15:14,9
distanciado dos adversários com viaturas 21 PEDRO ALMEIDA CARLOS MAGALHÃES SKODA FABIA R5 15:24,8
R5 mas também com grande avanço LOUBET PODERÁ 22 ALOÍSIO MONTEIRO NUNO ALMEIDA FORD FIESTA R5 15:27,2
para Rafael Botelho no seu habitual ESTENDER 23 ANTÓNIO DIAS ANDRÉ COUCEIRO SKODA FABIA R5 15:31,8
Citroën DS3 R3T. Também inscrito, Jorge PROGRAMA 24 RUBEN RODRIGUES DANIEL PEREIRA SKODA FABIA R5 18:13,5
Bica foi quinto nesta competição em 25 SERGEI REMENNIK ESTEVÃO RODRIGUES PEUGEOT 208 R2 18:18,7
que precedeu Luís Mota num Mitsubishi Pierre-Louis Loubet desistiu bastante cedo 26 RAFAEL BOTELHO MARK ROZIN MITSUBISHI LANCER EVO X 19:19,0
Lancer IX e João Faria em Peugeot 206 nos Açores com problemas no Hyundai i20 27 DOMINIK BROZ RUI RAIMUNDO CITROEN DS3 R3T 20:08,0
RC. R5 que a equipa BRC, na qual antes competia 28 PAULO NETO PETR TESINSKY PEUGEOT 208 R2 21:02,6
Giandomenico Basso, não quis especificar. 29 GIL ANTUNES VITOR HUGO CITROEN DS3 R3T MAX 21:37,1
RENATO O francês, filho de Yves Loubet, piloto que 30 LUIS PIMENTEL DIOGO CORREIA RENAULT CLIO RS R3T 25:22,0
PITA VOLTAA representou oficialmente várias marcas 31 CATIE MUNNINGS NUNO MOURA MITSUBISHI LANCER EVO X 25:37,4
APOSTAR NO TER nos anos 80 e 90 do século passado, voltou 32 TOMASZ KASPERCZYK ANNE KATHARINA STEIN PEUGEOT 208 R2 28:21,8
à prova na segunda etapa e perto do final 33 TARIK MENDERES OKUR DAMIAN SYTY FORD FIESTA R5 28:53,9
Renato Pita esteve presente em São Miguel ainda assinou alguns tempos de destaque 34 LAURENT PELLIER ZAFER UFUK ULUOCAK SUBARU IMPREZA 29:09,9
para acompanhar aquela que deveria ter nas classificativas. 35 MANUEL CASTRO GEOFFREY COMBE PEUGEOT 208 T16 32:51,4
sido a participação de Simon Valentin, mas O programa da equipa compreende uma 36 MATTIA VITA MÁRIO CASTRO HYUNDAI I20 R5 45:34,0
problemas financeiros levaram a que o presença mais ou menos assídua no WRC2 37 PIERRE-LOUIS LOUBET PIETRO OMETTO PEUGEOT 208 R2 49:15,6
dinamarquês não comparecesse à partida. e incluía inicialmente a participação nos 38 HUBERT PTASZEK VINCENT LANDAIS HYUNDAI I20 R5 49:57,6
Quanto a Pita, confirmou que voltará em Açores e Canárias no ERC 2018. No entanto, MACIEJ SZCZEPANIAK SKODA FABIA R5 50:59,7
2018 a ter um programa no TER – Tour fonte próxima da escuderia italiana afirma 09:07,1
European Rally, que, segundo o piloto, que poderão existir mais presenças na
apresenta custos muito mais reduzidos série apoiada e divulgada pelo Eurosport ABANDONOS PE VENCEDORES DE PE
que o ERC e o ERT. O piloto de Viana do caso não existam coincidências de datas CAUSA
Castelo alinhará em quatro eventos. Em ou outras complicações logísticas de modo PE
Antibes, Ypres e Madeira estará ao volante a salvaguardar as idas aos eventos do LÍDERES
duma viatura de duas rodas motrizes. Já Mundial.
a Valais, na Suíça, o piloto deverá estar ao H. NEUBAUER PE2 ACIDENTE A. LUKYANUK 6 D. BOTKA PE 1
volante de um Ford Fiesta R5 recentemente
adquirido pela sua equipa. A. VON THURN UND TAXIS PE7 DANOS ACID. B. MAGALHÃES 4 A. LUKYANUK PE 2-15

J. ALVES PE8 ACIDENTE F. ÅHLIN, R. MOURA, H. PTASZEK,

M. GRIEBEL PE10 AVARIA F. KREIM E D. BOTKA 1

B. SOUSA PE11 RADIADOR

F. LARSEN PE11 ACIDENTE

D. BOTKA PE14 ACIDENTE

P. ANTUNES PE14 AVARIA

M. KOČI PE15 ACIDENTE

CPR Serras de Fafe
Açores
Mortágua
Portugal
Vidreiro
Castelo Branco
Vinho Madeira
Amarante Bãio
Algarve
TOTAL

1 2 3 4 5 6 7 8 9

1º RICARDO MOURA 27,7 25 52,7

2º CARLOS VIEIRA 10,45 14 24,45

3º MIGUEL BARBOSA 21,35 21,35

4º BRUNO MAGALHÃES 20,33 20,33

5º JOSÉ P. FONTES 17 17

6º RICARDO TEODÓSIO 17 17

7º PEDRO MEIRELES 14 14

8º ARMINDO ARAÚJO 12 12

9º DIOGO SALVI 12 12

10º PEDRO ALMEIDA 1 10 11

E/20 ENTREVISTA EDUARDO FREITAS
ENTREVISTA
MÚSICA,
MAESTRO

Eduardo Freitas é mais um dos nomes portugueses de
grande relevo no desporto motorizado mundial. O diretor
de corrida do Campeonato do Mundo de Endurance esteve

presente numa ação de formação para Comissários e
Diretores de prova em Vila Real, onde passou um pouco
do seu conhecimento e da sua experiência aos presentes.

Aproveitámos a ‘deixa’ e falámos com ele…

Fábio Mendes
[email protected]

Decorria o ano de 1977 quando bém envolvido nas verificações técnicas. enaltece o trabalho e a qualidade em solo
um amigo de Eduardo Freitas Foi adquirindo as valências necessárias nacional: "Já trabalhei em circuitos onde
lhepediu pararepararummo- para ser tornar diretor de prova no kar- é simples de trabalhar e os comissários
tor de um kart. Naquela altura ting, oportunidade que não deixou esca- fazem um trabalho excelente. No sábado
Freitas divertia-se fazendo ar- par. Foi então em 2002, quando era che- só fazem asneira, no domingo corre tudo
ranjos em motores de dois tem- fe do Colégio de Comissários que surgiu às mil maravilhas. O que provoca isso não
pos e surgiu então o pedido para fazer o a oportunidade de ir para o FIA GT. Mais sei, mas se soubesse já o tinha resolvido.
mesmo num kart. Isso levou-o a assistir uma vez Freitas não recusou o desafio e Em Portugal trabalha-se bem. Felizmente
ao campeonato do mundo de Karting, nas foi para o FIA GT e para o ETCC. Seguiu- temos gente muito apaixonada, seja em
bancadas do Estoril, em 1979. Foi então que se a conversão do ETCC em WTCC e fo- ralis, seja em circuitos ou rampas. São
percebeu que a mecânica não lhe dava o ram cinco anos e 112 corridas. Um traba- muito apaixonados e muito dedicados, de
mesmo gozo e que queria viver as emo- lho que foi valorizado pela FIA e em 2010 certa maneira a envelhecer pois tem sido
ções das corridas do outro lado da pista. foi nomeado para dirigir o campeonato difícil trazer gente nova para isto, mas a
A 24 de setembro de 1979 começou como do Mundo de GT1 e GT3. Dois anos depois qualidade do trabalho feito em Portugal
aprendiz, desmontando a pista de karting surgiu o WEC e o ELMS, onde é agora o está acima de qualquer dúvida e não te-
do Estoril. A sua carreira no automobilis- Maestro das provas de endurance. ria a mínima dificuldade em escolher um
mo foi sendo feita passo a passo, tendo Com um CV deste calibre, Eduardo Freitas grupo de pessoas e levá-los a qualquer
sido comissário de pista, chefe de posto, já trabalhou com as mais diversas reali- circuito do mundo."
chefe de zona, além de ter estado tam- dades, em pistas de todo o mundo, mas O trabalho dos comissários é de uma im-

portânciaenormemasmuitosesquecem- mundos, completamente diferentes, têm ciona, é um dos charmes deste desporto missários. Para manter um número tão
-se que se tratam apenas de homens e de trabalhar em conjunto para conseguir- e deste sistema." grande de pessoas seria muito complica-
mulheres que dão muito do seu tempo mos ter no final uma prova sem proble- Profissionalizar os comissários de pista do. Mas estas duas realidades existem e
às corridas de forma voluntária. A jun- mas. Fazer a ligação entre estas duas rea- seria uma tarefa de extrema dificulda- eu estou exatamente no meio das duas.
ção desta realidade com o ultra-profis- lidadeséalgocomplexo. Muitodesafiante de para a grande maioria das pistas do Ambas têm uma forma muito própria de
sionalismo das equipas de competição é mas muito complexo. Há equipas que in- mundo mas é esta junção de duas for- serem tratadas e nem sempre juntá-las
um exercício nem sempre fácil de fazer: vestem numa época várias centenas de mas de estar completamente diferen- resulta bem, porque como são realidades
"O amadorismo é transversal e existe a milhões de euros, o que exige um nível de tes que desafiam e dão gozo a Eduardo diferentes podehaverdificuldadedeen-
nívelmundial. Aprópriacomissãoquefoi resposta de quem está na pista idêntico Freitas: "Há circuitos que têm comissá- tendimentos de parte a parte. É muito giro
criada pela entidade federativa máxima ao que se exige a um engenheiro que tra- rios profissionais, mas não há nenhum trabalhar com isto, cada prova que se faz
é uma comissão de oficiais e voluntá- balha para a marca, que ganha num mês circuito que tenha todos os comissários é sempre um desafio interessante e feliz-
rios, porque sabemos que grande parte muito mais do que um comissário de pis- profissionalizados. Há circuitos que en- mente que temos estas pessoas apaixo-
desta massa humana trabalha em for- ta. Esta ligação é interessante mas muito veredaram por essa via pois recebem nadas e interessadas que dão o seu grande
ma de voluntariado puro e duro. E temos difícil, pois são realidades díspares. Fará testes praticamente todos os dias e de contributo ao desporto motorizado pois
de pensar que quando vamos fazer um por certo confusão às grandes equipas uma forma ou de outra os comissários sem eles não há corridas."
GP de F1 estamos a misturar no mesmo ver um nível de profissionalismo extremo tiveram de ser profissionalizados, mas Em Vila Real, Eduardo Freitas tem de di-
ambiente, profissionais de topo, pagos a de um lado e do outro termos amadores nenhum circuito se pode dar ao luxo de rigir uma prova muito diferente das cor-
peso de ouro, com gente que vai por puro que dispensam o seu tempo em prol da ter todos os comissários profissionais. ridas de longa duração dos campeonatos
espírito de carolice e por paixão. Estes dois sua paixão. É assim que o sistema fun- Em Le Mans estamos a falar de 1400 co- de resistência. Qualdasrealidades lhe dá

e/
EDUARDO FREITAS

22

mais gozo? As duas, embora os desafios Com um currículo de fazer franzir go - o que não foi visto, o que ficou por que tal não aconteça mais. Mas o facto é
do traçado citadino sejam um pouco mais o sobrolho, Eduardo Freitas, atual fazer, como poderia ter feito as coisas de que isso aconteceu e não consigo voltar
estimulantes: "Um traçado citadino dá diretor de corrida do Campeonato maneira diferente?” atrás. Ali houve uma falha de seguran-
mais gozo, pois no circuito tradicional o Tom Coronel teve um encontro de pri- ça e isso é imperdoável, seja qual for o
carro sai da pista e vai para a escapató- do Mundo de Endurance, tem no meiro grau com uma ambulância sem motivo que está por trás do sucedido. O
ria, neutraliza-se aquele bocado e tudo fator desafio o 'motor' que move consequências de maior, felizmente. Mas, que me leva a superar estas situações é
se passa já fora de pista. Num traçado para Freitas, que busca constantemente a o desafio, o gozo que dá orquestrar estas
urbano passa-se tudo dentro de pista, a sua paixão profissional perfeição e vive com grande responsabi- provas. É difícil explicar o que me motiva
com a agravante de que lido com provas lidade o cargo que ocupa, foi um aconte- mas dá-me grande prazer, seja ela uma
de longa duração no WEC e aqui em Vila da é também uma das pessoas que mais cimento que não o agradou minimamen- prova de karts para VIPs, sejam as 24h
Real são provas de 25 minutos. É tudo no sofre: “Às vezes as coisas não correm tão te: “Sou conhecido por ser um tipo chato, de Le Mans. Cada prova é uma prova e
fio da navalha. O maestro disto tem de ter bem quanto gostaríamos. Infelizmente é vou descobrir parafusos onde ninguém os todas elas têm de ser vistas com muita
uma sensibilidade muito diferente, tem de triste para nós chegarmos ao fim da prova vê. Não ter visto a falta de dois blocos de responsabilidade pois o risco está sem-
conhecer muito bem o terreno, conhecer e nem toda a gente ir para casa. Isso sim algumas toneladas é algo que ainda me pre presente. Seja quem for que esteja em
as aberturas dos rails, saber avaliar pelas doí muito e já tive duas situações dessas está atravessado. Foi algo que me inco- pista, temos de nos assegurar que quem
câmaras a situação e o local, pois se nas na minha carreira. É difícil e demora tempo modou muito durante muito tempo. As está na pista tem a segurança necessá-
imagens parecem ser apenas 10 metros a recuperar. Na última vez estive em vias condições que levaram aquilo a acontecer ria para depois sair dela sem problemas.
de distância na realidade podem ser 150. de abandonar pois não é para isto que cá estão justificadas perante as entidades Enquanto me der gozo fazer isto conti-
O circuito urbano é um desafio diferente. ando. É sempre muito desagradável quan- oficiais e já estão tomadas medidas para nuarei, no dia em que deixar de me dar
São duas realidades muito boas, extrema- do saímos e sabemos que alguém não vai gozo opto pelo Golf ou pelo Windsurf ou
mente desafiantes e desgastantes, mas para casa, ou porque está no hospital ou outra coisa que me estimule.
na grande maioria das vezes chega-se à por outros motivos. Isso deixa um gran- O desporto motorizado está numa fase de
segunda-feira com uma sensação de sa- de amargo na boca, por muito bem que mudança em que os elétricos começam
tisfação por tudo ter corrido bem." a prova tenha corrido e por muito boas aganharcadavezmaisrelevância, o que
Infelizmente as corridas são recheadas de ideias e soluções que se possam ter tido, trará outros desafios para os responsá-
perigos e o desfecho final por vezes não isso estraga sempre tudo. veis pelo decorrer das provas.
é o que se pretende. Aí o diretor da corri- Fico sempre a pensar - o que poderia ter Os elétricos trazem outrotipo de proble-
feito na sexta para evitar isto no domin- mas. Hoje lidamos com carros turbinados
e quando um carro destes bate o fator fogo
está sempre presente pois os carros de-
pendem do movimento para arrefecerem
e se param de repente o calor tem de sair

>> autosport.pt

23

por algum lado e nem sempre é da melhor "E QUANTO À PERGUNTA DA MODA: MOTORES DE COMBUSTÃO VS ELÉTRICOS?
maneira. Os elétricos têm outro problema VENHO DE UMA ÉPOCA EM QUE ÍAMOS VER OS RALIS E SÓ DE OUVIR AS
que é a questão dos choques elétricos. A REDUÇÕES DO MOTOR SABÍAMOS EM QUE PARTE DO TROÇO O CARRO ESTAVA.
mudança para os elétricos está também NOS ELÉTRICOS ISSO NÃO EXISTE. É PRECISO APRENDER A GOSTAR DELES."
a mudar a forma de atuação em pista. Se
isto é realmente o futuro ou se trata ape-
nas de uma fase de transição não faço a
mínima ideia. Acredito que a motricidade
será elétrica, agora a forma como a eletri-
cidade irá lá parar é que não lhe sei dizer.
E quanto à pergunta da moda: motores de
combustão vs motores elétricos?
Venho de uma época que íamos ver os
ralis e só de ouvir as reduções do motor
sabíamos em que parte do troço o carro
estava. Nos elétricos isso não existe. É
preciso aprender a gostar dos elétricos
e desta nova forma de ver o desporto
motorizado.
Claro que para os mais conservadores se
vai perder alguma da alma das corridas,
como aconteceu quando a F1 deixou de
fazer tanto barulho. Agora se forem ver
as velocidades dos carros, não tem nada
a ver. Os carros atuais são muito mais
rápidos. No fundo teremos de nos adap-
tar às coisas mas isso faz parte da vida.
É uma questão de como absorvemos os
hábitos e como sou optimista por natu-
reza acredito que se faça pelo bem. Se não
acontecer há de haver alguém que o diga
e aí voltamos atrás."

E/24 ANTÓNIO SEQUEIRA
ENTREVISTA

PRESIDENTE DA ESCUDERIA CASTELO BRANCO

É UMA REGIÃO
QUEQUEREMOS
INFLUENCIAR
E AJUDAR
A Escuderia Castelo Branco continua a demonstrar grande vitalidade,
destacando-se por uma das melhores provas do CPR e duas do CPTT. Mas a
equipa liderada por António Sequeira trabalha para mais. Fomos saber o quê...

José Luís Abreu mos vários projetos muito grandes, além Escuderia: “Tínhamos duas opções, ou a Escuderia, prossegue: “Temos uma can-
[email protected] das provas desportivas, que por si só são Escuderia se mantinha da forma como didatura ao Turismo de Portugal, pois tal é
importantíssimas, no CPTT e CPR, temos estava, funcionando só à base do ama- fundamental para que possamos alargar
HámuitoqueaEscuderiaCastelo também o Mundial de Enduro, isto depois dorismo, ou tínhamos que dar o salto. Eu, a nossa experiência.
Branco tem vindo a trabalhar de termos conquistado o galardão da me- enquanto elemento ativo, acredito muito Precisamos de renovar toda uma
para aumentar o nível dos lhor organização a nível internacional, pré- na marca Escuderia Castelo Branco, acre- Escuderia, para podermos dar resposta
eventos que organiza, e para o mio que já não era entregue há três anos, dito muito na centralidade que a Escuderia às necessidades que hoje são inequívocas.
comprovar podemos dar como devido ao facto dos eventos serem todos tem a nível Ibérico e Nacional, e acredito Precisamos de nos modernizar e tudo
exemplo o facto de, após vários muito iguais. Em 2017, a Escuderia distin- muito que esta marca se pode espalhar. isto é feito ao mesmo tempo, com uma
anos a trabalhar para chegar ao campeo- guiu-se de todas as outras e entregaram Para já, pelo país, e depois a nível Ibérico. equipa de voluntários que é soberba, e
nato principal de ralis, a ele ter ascendido o galardão à Escuderia Castelo Branco, o E não há nada melhor do que estar no cen- que ninguém mais tem no país, os asso-
em2014, depressatornando-senumdos que é um grande orgulho. tro, entre Madrid e Lisboa, entre o Norte, ciados que nós temos numa terra dita do
melhores eventos da competição. Temos também a possibilidade de vol- Galiza, Porto e o Sul, e podermos ter mo- interior, que gostam e crescem connosco
Ter duas provas no Campeonato de tar a fazer uma prova do Campeonato tivos para que as pessoas se desloquem num desporto que é de família”, prosse-
Portugal de Todo-o-Terreno é outro bom Nacional de Ralicross, que já há alguns a Castelo Banco. Esse é o grande objeti- guiuopresidentedaECB,que tambémse
exemplo. Há tantos bons clubes, porquê anos não fazíamos. Este ano vamos dei- vo. Queremos que, a custos controlados, vai 'virar' para as escolas: “É aí que tudo
um deles ter duas provas? Simples, por- xar de fazer o Campeonato de Espanha promover o desporto para que seja uma começa, temos que ter escolas de mo-
que as suas organizações roçam a per- de Autocross, e apostar no nosso parque bandeira de mais uma ida das pessoas a tos para miúdos de sete, oito anos, temos
feição – nada, nunca é perfeito – e o que de desportos motorizados. Castelo Branco. que ter o karting disponível, e por isso
se pretende é os melhores a fazerem o E porque para nós é um momento estra- Não temos grandes praias, grandes mo- temos que ter um parque de desportos
que melhor sabem fazer. tégico, temos já em fase de construção, numentos nacionais históricos, mas te- motorizados com condições para rece-
Já 'cinquentona', a Escuderia Castelo não diria adiantada, mas já temos obra mos boa gastronomia, regiões lindíssimas, ber toda a gente.
Branco continua a crescer, e o seu pre- a fazer-se há três meses, o Kartódromo sabemos receber e através do desporto É isso que nós queremos, ter as condições
sidente, António Sequeira, explicou-nos Internacional de Castelo Branco. Uma obra motorizado também podemos ter esta necessárias para quem quer aprender
algumas duas suas ideias para o futuro que não vai ser feita toda de uma vez, com valência na economia da região, que pode com segurança. E não é Castelo Branco
da estrutura que lidera. as valências todas, mas é um projeto, que ser importante, e, para mim, enquanto cidade, é Castelo Branco região, distrito,
A construção do Kartódromo do Lanço para quem esperou 30 anos, pode esperar elemento da equipa diretiva da Escuderia, por isso é que estamos na Sertã, Proença,
Grande é um exemplo, mas as ideias de mais um ou dois para ter uma obra glo- fundamental, pois o que fazemos, faze- Oleiros e Castelo Branco.
António Sequeira vão bem mais longe: “O bal”, começou por dizer António Sequeira, mos bem”, explicou António Sequeira. O É toda uma região que nós queremos in-
nosso objetivo é fazer um grande ano, te- que explica a sua visão para o futuro da presidente, que pretende modernizar a fluenciar e ajudar”.

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25

NOVOS DESAFIOS nós. A FPAK deve ser ajudada por nós, definir. Quem organiza e quem participa sem ter que as tirar de cá, com o turismo
para trabalhar nesse sentido, porque a tem de estar perfeitamente em sintonia, a ser primordial na aposta destas regiões
O Rali de Castelo Branco entrou no nós não nos interessa, de todo, trabalhar pois isto é para todos. através de um desporto que é a paixão de
Nacional de Ralis em 2014, e logo nesse de uma forma isolada, só nos interessa O desporto na sua globalidade é impor- muitos. Por fim, entendo que uma das
ano foi considerado o melhor, repetindo o trabalhar no CPR se todas as provas fo- tantíssimo, para termos crédito, perante peças mais importantes aqui é a co-
feito em 2015. O facto da ECB ter duas Bajas rem de excelência, para garantir que to- os investidores, as autarquias, para que municação, e não podemos pensar em
no CPTT, sucede porque são exemplares. dos os participantes vão a todas as pro- vejam este desporto como um bom in- nada sem termos a comunicação com
O patamar está elevado, e isso só torna a vas, temos que criar regras, regulamentos vestimento. Uma exportação das regiões o primeiro target, pois é a comunicação
responsabilidade ainda maior: “Queremos e incentivos para permitir que aqueles que vai mostrar isso a todos, e se não
continuar a permitir que o desporto moto- que gostam e que querem investir pos- tivermos esse target connosco atra-
rizadose desenvolva,paraangariarmais sam ir a todas as provas. Queremos que vés de parcerias, através de uma visão
participantes, mas não olhando só para a partir daí os investidores, as marcas de empresarial, não vale a pena fazermos
automóveis, os componentes, os pneus, nada, porque não há nada que neste país
osóleos,voltemnovamente a apostar na se consiga fazer, que não tenha que ser
promoção através deste desporto, para transmitido ao alvo que é o público, que
a venda dos seus produtos. Só assim, na são os investidores, quem vai comprar.
minha cabeça, tem lógica. Nós estamos a Portanto, tudo isto tem um objetivo, ser
fazer uma aposta que não é momentânea, um bom negócio para todos, e que seja
é a médio, longo prazo, porque isto tem honesto, credível, aberto. Temos que co-
que ser uma discussão nacional. O Rali meçar no topo, e o topo é a federação. E
de Portugal demonstra que é o desporto eu acredito piamente nesta federação,
com o maior número de fãs, que gasta, que acredito nos meus colegas dos ouros
se desloca, não importa a meteorologia e clubes que estão a trabalhar em prol do
as comodidades, são os ralis em geral, e o desporto e acredito que a comunicação
Rali de Portugal em particular, o despor- vai começando a virar-se para aqui, e
to principal em termos de número de fãs. o público, consequentemente, também
Mas não podemos viver de um evento só. vai aparecer.
Na nossa ótica tem que ser diminuído o
número de provas, para podermos ma-
ximizar as que existirem, com garantia
que qualquer um pode vir a fazer essas
provas. Isto não pode ser um feudo, têm
que cá estar os melhores, têm que estar
permanentemente a ser avaliados e por
isso nós, no nosso clube, queremos tra-
balhar com todos, mas com regras que
sejam claras. E por isso nós trabalhamos
muito com a FPAK para poder fazer pre-
cisamente esse escrutínio.
O que aconteceu o ano passado no CPTT
com a anulação de uma prova, não é bom
para nenhum tipo de desporto. Os con-
correntes têm de saber à partida com o
que contam. Mas também acho que os
eventos que existem têm que ser parti-
cipados por partedos concorrentes,por-
que o investimento está feito. Não pode-
mos dizer que um concorrente não tem
que pontuar nas provas todas, mas por
outro lado todos os clubes têm que or-
ganizar os eventos. É este interesse que
tem de ser global. Em parceria é fácil de

V/26
VELOCIDADE

O primeiro contacto de um piloto com uma nova
montada é sempre especial, dado que, no fundo,

é como se fosse uma apresentação de duas
entidades que terão de conviver uma com a
outra e ajudarem-se mutuamente. O AutoSport
acompanhou Fábio Mota no primeiro teste que
realizou aos comandos do Peugeot 308 Racing
Cup, carro com o qual disputará este ano o troféu
monomarca do construtor francês, que se inicia no

próximo fim de semana em Nogaro

O DIADO

PRIMEIROENCONTRO

Experimentar pela primeira vez o 2016 na pista de testes de Magny-Cours, 9H21 Com o céu a ameaçar descarregar ponta do circuito, e pretendia perceber até
carro com o qual vai disputar uma teve há cerca de uma semana e meia o muita água sobre o circuito gaulês situado onde podia ir. A curva de acesso à reta
nova temporada é um momento seu primeiro verdadeiro teste com o 308 nos Alpes Atlânticos o português saiu para da meta é de alta velocidade e tem uma
intenso para qualquer piloto – é Racing Cup, tendo como pano de fundo o a pista com muita gasolina e pneumáticos longa escapatória. Sabia que, se alguma
atrás daquele volante que viverá a circuito de Nogaro, palco da primeira etapa usados no seu Peugeot 308 Racing Coupe. coisa corresse mal, os estragos seriam
solidão dos primeiros momentos da sua temporada deste ano. Os slicks eram, ainda, os pneus a usar, mas diminutos ou inexistentes. A traseira
da amargura da derrota e os instantes com a pista bastante fria - a temperatura ‘passou-se’ e foi impossível apanhá-la,
iniciais do regozijo da vitória. 9H00 Depois do carro ter sido integral- do ar não passava dos 6ºC - aquecer as entrando em pião para a escapatória. A
Só isto era já suficiente para que a entrada mente decorado, transformando um borrachas fornecidas pela Michelin era relva estava muito molhada e não tinha
no ‘novo escritório’ fosse um momento Peugeot 308 Racing Cup branco virginal uma tarefa árdua. tração e fui obrigado a esperar pelo re-
solene, mas, para além disso, existe a na máquina que se pode observar nestas No entanto, Fábio Mota tinha algum tempo boque. O asfalto está muito frio e estou
necessidade de conhecer o caráter do páginas, teve um primeiro briefing sobre a enquanto se ambientava aos comandos convencido que, com mais temperatura,
seu novo carro, de perceber se os dois forma como a sua nova máquina funciona. da máquina do leão, procurando familia- aquela curva poderá ser feita à velocidade
comunicam de forma compreensível, Julien Briche, o vencedor da competição rizar-se ao seu ‘novo escritório’. que imprimi”, afirmou o piloto de Gaia.
ou se é exigido que o piloto imponha a de 2017 e que este ano participará no TCR Foram cinco voltas até que as borrachas
sua vontade, submetendo a máquina aos Europe, contou-lhe os primeiros segredos francesas atingissem a temperatura cor- 9H47 O Peugeot 308 Racing Cup de Fá-
seus desejos. da máquina de Sochaux, que conta com retas de funcionamento, começando o bio Mota chega às boxes incólume do
Depois de dois anos na Taça Europeia FIA uma caixa de velocidades Sadev de seis piloto luso a encontrar os limites da sua incidente que protagonizou, mas envolto
de Carros de Turismo – competição que relações mais marcha-atrás e um motor nova montada. em alguma lama. A JSB Competition, a
com o novo alinhamento dos campeona- de quatro cilindros em linha 1600 cc turbo Os tempos foram descendo a cada pas- equipa do piloto luso, procede à limpeza
tos internacionais da disciplina desapa- com 308cv de potência. sagem pela linha da meta, registando na do carro, ficando imaculado rapidamente.
receu – mantendo-se fiel ao SEAT Leon Apesar da caixa de velocidades semi-au- sua quarta volta a ritmo competitivo, e Entretanto, a chuva fez a sua aparição no
TCR, com o qual assegurou três pódios no tomática com comandos atrás do volante, apesar das condições difíceis da pista, circuito de Nogaro, tendo sido uma presen-
dantesco Nurburgring – Nordschleife, em tal como os TCR, o 308 Racing Cup apre- o tempo de 1m40,2s. Um crono que se ça constante ao longo do restante teste.
2018 resolveu dar o salto para a Peugeot senta três pedais, sendo o da embraiagem quedava a pouco mais de um segundo
308 Racing Cup. utilizado apenas para os arranques. dostemposque outrospilotos, bemmais 10H11
Esta competição será realizada ao longo experientes, presentes em Nogaro, regis- Com a pista a mostrar-se cada vez mais
de seis etapas – passando por circuitos 9H12 O piloto de Vila Nova de Gaia sai tavam na altura. molhada, o português volta a sair para a
tão emblemáticos como Spa-Francor- para a pista pela primeira vez ao volante pista, ainda com slicks. Apesar da pista
champs, Dijon, Magny-Cours ou Circuit da suamontada para umasérie devoltas 9H40 Com a confiança a subir aos co- traiçoeira, Fábio Mota adaptou-se bem
da Barcelona – Catalunya – usando como apenas para verificar se tudo estava a mandos do Peugeot 308 Racing Cup, Fábio às condições, rodando em marcas seme-
cavalo de batalha o Peugeot 308 Racing funcionar de forma correta. A posição de Mota estava determinado em conhecer lhantes às dos restantes pilotos em pista.
Cup, carro que foi a base para o projeto condução, para já, estava a gosto de Fábio os limites da máquina gaulesa. Na saída
TCR do construtor gaulês. Mota que, depois de algumas impressões ‘S du Lac’ o português arriscou, entrando 10H32 Após uma longa série de voltas,
Fábio Mota, depois de um ligeiro contacto trocadas com Briche, lançou-se de novo em pião. “A chuva estava a aproximar-se, o piloto de Gaia regressou às boxes para
com a máquina de Sochaux no verão de para a pista. tinha já encontrado alguns pingos na outra reabastecer.

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27

14H08 Depois da pausa para almoço, de outros pilotos que vão interrompendo
Fábio Mota voltou rapidamente à pista, aqui e ali a sessão.
que permanecia molhada e fria. Com a
afinação de base da JSB Competition, o 15H24De volta às boxes depois de uma
português tinha como objectivo princi- longa série de voltas, as alterações na
pal continuar a somar quilómetros aos afinação do Peugeot estavam valida-
comandos do Peugeot 308 Racing Cup, das. “Estou cada vez mais à-vontade
começando a notar o comportamento no carro. Estas alterações tornaram-
do carro francês e a tirar conclusões para -no mais de acordo com aquilo que eu
que o colocasse a seu gosto. espero”, afirmava Fábio Mota.

Para além disso, após a sua ambientação em pista, tendo como objectivo continuar 14H40 Fábio Mota regressa às boxes, 15H39A chuva continuou a abater-se
à sua nova montada, pediu à equipa que asuaaclimatizaçãoaoPeugeot308Racing apontando à equipa que a traseira estava sobre Nogaro, agora de forma mais
realizasse uma alteração na posição de ao longo de uma série de voltas que o levou demasiada presa, o que obrigava a frente insistente, alagando completamente
condução, dado não estar ainda confor- quase até ao período de almoço – entre escorregar, exigindo que o piloto levan- a pista. O circuito ficou deserto e os
tável na sua nova bacquet. as 12h00 e as 14h00. tasse o pé. A JSB Competition resolveu carros permaneceram no conforto
Com a chuva a intensificar-se, foi decidido alterar o set up dos amortecedores para das boxes até às 18h00, concluindo
não regressar imediatamente à pista e 11H48 Fábio Mota regressa às boxes evitar o comportamento que desagradava assim a sessão de testes. “Teria sido
correr riscos desnecessários, opção que para terminar a sua manhã de trabalho, ao português. “Numa situação normal, melhor rodar com a pista seca, mas é
foi partilhada pelos restantes pilotos pre- realizando um curto ‘debrief’ com Briche, iniciaria a afinação do carro a meu gosto impossível controlar o tempo e, quem
sentes no Circuit Paul Armagnac, assistin- com quem trocou algumas impressões muito mais rapidamente, mas numa pista sabe, talvez as corridas que se vão rea-
do-se a um longo período de inactividade técnicas.“Ocarrotemumcomportamento difícil – muito fria e com a quantidade de lizar aqui dentro de alguns dias sejam
no traçado gaulês. muito são, apesar das condições difíceis água no asfalto sempre a mudar – e com disputadas nas mesmas condições.
da pista. Estou cada vez mais adapta- um carro completamente novo para mim, Gostei bastante do comportamento
11H07 Com a pista a melhorar, Fábio Mota, do ao 308. Penso que não estou ainda esse processo acabou por ser adiado”, do Peugeot que é muito são e eficaz e,
e a maioria dos restantes pilotos, voltou completamente em uníssono com ele, disse-nos o gaiense. para além disso, pude trabalhar pela
a sair do conforto das boxes, ainda que mas temos ainda uma tarde para con- primeira vez com a JSB Competition e
os pneus de chuva fossem obrigatórios tinuar a adaptação. É uma pena a pista 15H02 O piloto português volta a sair com o seu método de trabalho. Agora
para um asfalto ainda com muita água. estar molhada, mas quanto a isso nada para a pista, já com a nova afinação no é preciso olhar para a primeira prova
Num circuito que nunca secou totalmente, podemos fazer”, afirmou o piloto de Vila seu carro. O asfalto de Nogaro continua da temporada.” A estreia na Peugeot
oportuguêsfoirodandoconsistentemente Nova de Gaia. bastante molhado e traiçoeiro, como se 308 Racing Cup é já no próximo fim
verifica com diversas saídas de pistas de semana.

M/28
MONTANHA

AVEZDA
VOLKSWAGEN
EMPIKESPEAK

Ciclicamente, o apelo de Pikes Peak ‘bate’ forte numa marca. Depois de
Audi, Peugeot, Toyota, Suzuki e Hyundai, agora é a vez da Volkswagen
regressar depois do seu imponente VW Golf bi-motor de 1987

José Luís Abreu É, curiosamente, a segunda corrida mais Até que em 1982 a Audi entregou um dos e pela corrida passaram nomes como
[email protected] antiga dos EUA, pois nasceu em 1915, de- seus Quattro Coupe a John Buffom, que Mario Andretti, quase toda a família Un-
pois dum empresário local ter desbravado obliterou o recorde da altura. Foi aí que co- ser, Michele Mouton, Ari Vatanen, Walter
No início dos anos 80, na Europa uma estrada de terra para permitir aos meçou a era 4X4 e a corrida aos recordes. Rohrl, Per Eklund, Stig Blomqvist, e mais
não se ligava muito à Rampa turistas visitar a Rocky Mountain. Depois disso, a marca alemã construiu um recentemente, Sébastien Loeb, entre mui-
International de Pikes Peak,. Cinco anos depois das Indy 500, nasceu Sport Quattro especial para Pikes Peak e tos outros.
Inclusive, eram muito poucos a ‘Race to the Clouds’, Corrida às Nuvens, a Peugeot seguiu os passos pouco depois Agora, a Volkswagen surge com um pro-
os adeptos que olhavam para o se preferir, e desde aí o tempo foi passan- com o 405 Turbo 16. Mais tarde foi a vez jeto de um protótipo elétrico, o I.D. R Pikes
que se passava naquela mon- do entre avanços e recuos, numa altura da Toyota com um Celica e um Tacoma Peak, com que vai competir este ano na
tanha do Colorado, que nos EUA já era em que os ‘Open Wheel’ dominavam na para Rod Millen, Nobuhiro ‘Monster’ Ta- mítica rampa do Colorado.
um evento muito antigo e bem famoso. montanha. jima’s levou lá impressionantes Suzuki O carro, que resulta da intensificação do

trabalho conjunto da Volkswagen R (per- >> autosport.pt
formance) e da Volkswagen Motorsport,
tem quatro rodas motrizes, e a equipa tem 29
como objetivo bater o recorde da categoria
de carros elétricos que é de 8m57.118s, CARROSMÍTICOS
um registo conseguido em 2016 por Rhys DEPIKESPEAK
Millen. Mas, ainda que a equipa não o ad-
mita, há quem sonhe em bater o recorde Pikes Peak sempre recebeu carros de todos os estilos e feitios,
de Sébastien Loeb com o Peugeot 208 ou não fosse uma corrida norte-americana, mas houve alguns que ao longo da
T16 Pikes Peak, em 2013, 8m13.878s: “O história, se destacaram. Recorde-os...
I.D. R Pikes Peak é um desafio muito
excitante para nós, para mostrarmos o 1987 AUDI SPORT QUATTRO S1 PIKES PEAK
que é possível com um motor elétrico Em 1987 a Audi levou Walter Rohrl a Pikes Peak
no desporto motorizado. Toda a equipa, com um Sport Quattro S1 Pikes Peak com 610
incluindo o Romain Dumas, nosso piloto, cv - cerca de mais 135 cv que a versão ‘normal’
está motivada em conseguir um novo mais potente de ralis. O carro era mais leve, tinha
recorde”, disse Sven Smeets, diretor da imensos apêndices aerodinâmicos e uma asa
Volkswagen Motorsport. frontal dupla. Walter Rohrl registou 10m47.850s,
tornando-se no primeiro piloto a quebrar a barreira
dos 11 minutos. Depois deste Sport Quattro S1
Pikes Peak, a ‘corrida’ começou...

1988 PEUGEOT SPORT 405 T16
Depois da Audi foi a vez da Peugeot Sport com o
fantástico 405 T16 Pikes Peak, com 607 cv e, a
exemplo do Audi do ano anterior, enormes asas.
Quem não se lembra do excelente filme feito com
a prestação de Ari Vatanen, ‘Climb Dance’, com o
piloto finlandês a bater, por pouco, seis décimos, o
recorde do ano anterior de Walter Rohrl ao registar
10m47.220s, num recorde que permaneceria até
1993.

1994 MILLEN-TOYOTA CELICA
Em 1994 Rod Millen surgiu com um Toyota
CelicaTurbo de quatro rodas motrizes, com o
neozelandês a registar 10m04.04s. O carro tinha
um motor de 2.1 litros e 4 cilindros do Toyota
3S-GTE e uns impressionantes 1012 cv, mas era
muito difícil de guiar. Apesar de tudo, com esta
potência, o recorde permaneceu quase até ao
total asfaltamento do traçado, em 2007.

2006-2011 SUZUKI ESCUDO PIKES PEAK
Entre 2006 e 2011, Nobuhiro ‘Monster’ Tajima
surgiu com vários Suzuki - Escudo, XL7, SX4 -,
todos protótipos, com o piloto japonês a vencer
várias vezes Pikes Peak, sendo que o recorde só
o bateu duas vezes, a última das quais em 2011,
9m51.278s, com um ‘monstro’ de 1020 cv, um
dos carros com as maiores asas que o desporto
automóvel já viu.

2013 PEUGEOT SPORT 208 T16
Finalmente, em 2013, a Peugeot regressou com um
projeto muito bem estruturado, pensado, treinado
e com o melhor piloto de estrada do mundo,
Sébastien Loeb. Utilizando tecnologia do seu
908 de Le Mans, o 208 T16 acelerava dos 0 aos
100km/h mais rapidamente que um F1 da altura.
Só precisava de 1.8 segundos. O carro tinha quatro
rodas motrizes, e debaixo do capot um motor
twin-turbo de 3.2 litros V6, de 886 cv. Isto para um
peso de apenas 875 kg. O carro atingia 250km/h, e
Loeb ‘cravou’ 8m13.878s, recorde que ainda hoje se
mantém. Depois disso, só em 2016 Romain Dumas baixou dos nove minutos, com o
seu Norma M20 RD, registando 8m51.445s.
Um dia o recorde de Loeb há-de ser batido, mas com a tecnologia de hoje, não vai
ser fácil...
Vamos ver o que consegue o I.D. R Pikes Peak.

N/30 AcarreiradeTiagoMonteirocon- mite o meu regresso à competição.
NOTÍCIAS tinua em ‘stand by’ e assim vai As evoluções têm sido notáveis, os
TIAGO MONTEIRO continuar até que recupere a tratamentos têm ajudado muito e a
NÃO VAI ARRANCAR 100% do acidente que sofreu equipa médica tem feito um trabalho
ÉPOCA DO WTCR em setembro passado no Circuito incrível, mas não posso correr riscos.
Já se temia poder acontecer, mas havia esperança que assim de Barcelona. Relativamente à ques- Por mais que tenha feito tudo o que
não fosse. Tiago Monteiro não vai dar início à época do FIA tão física ainda existe um porme- estava ao meu alcance, o corpo e a
WTCR, já que não se encontra ainda a 100%, continuando por nor importante que não permite que visão ainda não recuperaram to-
isso a recuperação do seu pavoroso acidente em setembro possa competir na posse total das talmente. A condição humana fala
passado, em Barcelona suas faculdades, pois a capacidade mais alto. Ainda assim, tenho que
ocular ainda não é a necessária para
José Luís Abreu umaatividade tão intensa quanto as
[email protected] corridas de automóveis.
Nestes casos, os médicos são por
LEIA E ACOMPANHE TODAS norma muito cautelosos, e por isso
AS NOTÍCIAS EM AUTOSPORT.PT Tiago Monteiro vai continuar o tra-
balho com a sua equipa médica em
Portugal e no estrangeiro, para tentar
regressar à sua atividade principal de
Piloto Oficial da Honda.
Apesar da evolução positiva do seu
estado, não existe, para já, uma pre-
visão de quando isso possa aconte-
cer, já que não depende de vontade
mas da capacidade de recuperação e
resposta do corpo aos tratamentos e
trabalhos de reabilitação física.
“Sabia que esta era uma possibili-
dade. O corpo humano não é uma
ciência exata. Apesar de estar a
recuperar a minha condição física,
infelizmente o mesmo ainda não
aconteceu a 100% com a capacidade
ocular. Inevitavelmente isso não per-

PIRELLI WORLD CHALLENGE
PRIMEIROS PONTOS
PARA ÁLVARO PARENTE

Álvaro Parente marcou no passado fim de semana os feição, caindo para o sexto lugar. partida, o que me impediu de recuperar posições, uma
seus primeiros pontos no Pirelli World Challenge deste Para dificultar ainda mais a vida à dupla luso-espanhola, vez que os outros carros tinham borrachas frescas. Foi
ano ao terminar as duas corridas na sexta e sétima a paragem nas boxes não correu da melhor forma, o resultado possível. De qualquer forma, na qualificação
posições. perdendo esta mais uma posição. Apesar de todos os mostrámos que podemos ser competitivos, fiz uma
Na primeira corrida, e depois de ter assegurado o esforços de Álvaro Parente, o facto de ter pneus usados volta muito boa. Mas estamos ainda a aprender a afinar
segundo posto da grelha de partida, as coisas foram acabou por o impedir de ir além do sétimo lugar final. o Bentley Continental GT3, sobretudo em situação de
muito intensas logo na primeira volta, existindo “Não nos correu bem! Tivemos algumas dificuldades pneus usados. Vamos trabalhar para estarmos mais
alguns toques, o que acabou por levar a que o Bentley com subviragem nas curvas lentas, o que nos colocou competitivos na próxima corrida e os resultados deste
Continental GT3 descesse para o quinto posto, com o alguns problemas. A paragem nas boxes também não nos fim de semana poderão ser importantes no final da
português a entregar o GT inglês a Andy Soucek a meio correu bem. Depois, no meu turno, tinha pneus usados, temporada”, concluiu o piloto do Porto.
da prova, tendo conseguido ganhar um lugar nas boxes. dado que tínhamos decidido que o Andy arrancaria com A próxima ronda do Pirelli World Challenge disputa-se em
No entanto, pouco depois de ter saído para a pista, dois pneumáticos novos para tentar ganhar lugares na Long Beach, nos próximos dias 13 a 15 de abril.
Soucek foi abalroado por um adversário, danificando
o Bentley e atrasando-o, com este a cair para o sexto
posto: “Quando arrancamos de segundo, terminar em
sexto não é muito positivo. A primeira volta foi muito
complicada, com lutas e toques, e nós acabámos por
levar o pior. Depois a pancada que o Andy sofreu acabou
por nos impedir de ir mais além. Foi o resultado possível
mas estes poderão ser pontos importantes no final da
época”, disse.
Na segunda corrida, o Bentley nº 9 K-PAX Racing arrancou
da quinta posição pelas mãos de Andy Soucek. Uma vez
mais os momentos iniciais da prova não correram de

BREVES >> autosport.pt

31

agradecer à equipa fantástica e in- que tudo volte ao estado normal >> RALIALTOTÂMEGAESTÁDEREGRESSO
cansável que me tem acompanhado logo que possível. Até lá vou apoiar
neste processo difícil. a equipa, os meus colegas e a Honda Depois do Rali das
Estou triste, claro. Queria muito que e ajudá-los com a minha experiência Camélias, há uma nova e
as sequelas do acidente tivessem e conhecimento a conseguirem bons excelente notícia para os
ficado lá atrás e que pudesse come- resultados. amantes dos Ralis e para
çar do zero esta nova época. Não é Não vou estar em pista mas vou estar a região do Alto Tâmega. O
possível para já. fora dela a dar todo o meu contributo. mítico Rali do Alto Tâmega,
Vou no entanto continuar o meu per- É importante manter o espírito de prova mediática dos
curso como até aqui na expetativa equipa e de entreajuda”, concluiu. Campeonatos Nacionais
de Ralis da década de 80 e
CAMPEONATO DE PORTUGAL início dos anos 90, vai ser
DE MONTANHAJC GROUP reeditado.
FOI APRESENTADO Com a organização
conjunta do CAMI e dos
Dentro de 15 dias já se farão ouvir novamente os motores dos concorrentes do Municípios de Chaves e Boticas, o Rali do Alto Tâmega vai para a estrada no fim de
Campeonato de Portugal de Montanha, competição que foi agora apresentada. semana de 21 e 22 de abril. Inserido no Campeonato Norte de Ralis (asfalto), o Rali
De Trás-os-Montes ao Alto Douro, com passagens pelo ponto mais alto de Portugal conta também com a estreia da promissora Copa 106.
Continental, Minho e Terras do Dão, serão oito as jornadas que fazem parte do Numa zona com bons troços e um historial nos Ralis ao mais alto nível, está dado o
calendário, numa competição com significativas mudanças regulamentares e no primeiro passo para um possível regresso a curto/médio prazo ao CPR.
figurino das provas.
Durante a apresentação, Joaquim Teixeira, presidente da APPAM, explicou as principais >> MORBIDELLIJUNTA-SEAGIOVANARDI
alterações que passam “pela redução do número de categorias e alteração da sua
denominação. Assim a nova designação e distribuição para as mesmas será: Protótipos, Gianni Morbidelli é o mais recente nome
GT, Turismos e Clássicos. Serão apenas estes os títulos atribuídos de campeão nacional a ser confirmado no WTCR. O piloto
para além, obviamente, da atribuição do título absoluto”. Mantêm-se ainda a discussão italiano vai regressar assim a um palco
das duas Taças de Portugal de Montanha 1300, com uma delas reservadas aos clássicos mundial dos turismos, juntando-se
com cilindrada até essa capacidade. a Giovanardi na Team Mulsanne, que
A outra novidade prende-se com o número de subidas em cada evento, que passa “de assiste os Alfa Romeo Giulietta TCR da
seis para oito, repartidas pelos dois dias de prova”. Romeo Ferraris: “Estou extremamente
Na próxima semana faremos uma apresentação mais detalhada da competição. feliz e honrado de estar de volta ao topo
dos turismos e de fazê-lo ao volante de
um Alfa Romeo Giulietta TCR da Romeo
Ferraris, ostentando o logótipo de uma marca tão prestigiada. Será um campeonato
ao mais alto nível, com grandes equipas e pilotos, e isso torna o desafio ainda mais
emocionante”.

>>ACO E IMSAPROSSEGUEM DIÁLOGO

A IMSA, o ACO e a FIA estiveram reunidos
em Sebring de forma a tentar dar mais
um passo para um futuro comum para os
dois campeonatos.
Sabe-se que da reunião não saiu nenhuma
decisão formal, no entanto as partes
interessadas continuam otimistas, mas
há ainda muito trabalho pela frente até
que as partes envolvidas na negociação
atinjam um acordo. O ACO quer manter
a componente híbrida e o mesmo nível de potência dos carros atuais e há também
indícios de que se pretende usar aerodinâmica ativa, mas isto está acima da
simplicidade que o IMSA tem colocado em pista, tudo para manter os custos baixos
e atrair mais marcas.

>> NASCEUAGEELYGROUPMOTORSPORT

O grupo detentor da Volvo, a Zhejiang
Geely Holding Group, vai lançar um
departamento para o desporto
motorizado com o nome Geely Group
Motorsport. Para tal, vai usar a Polestar
Racing como base, deixando esta de
existir com esse nome. Esta é a nova
visão do grupo chinês, que entendeu a
importância do desporto motorizado no
marketing e na visibilidade da marca e pretende agora usar o conhecimento que
existe na Polestar para iniciar uma nova fase.

>>motosport.com.pt

HONDA

» CB125R DE 2018

CAFÉ RACER DO FUTURO

A convite da Honda Motor Europe participámos na
apresentação internacional da sua nova CB125R, uma naked
ao estilo café racer mas com um look vanguardista. Aliás,
a Honda apresentou em Milão, durante o Salão EICMA,
toda uma linha de novas CB dentro deste novo conceito
neoclássico e designado pela Honda como “Neo Sports
Café”, com cilindradas de 125 cc, 300 cc e 1000 cc

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Pedro Rocha dos Santos PRIMEIRO CONTACTO muito efetiva nos travões dianteiros
[email protected] e traseiros, garantindo um nível de
A primeira realidade que notámos foi segurança extra que agradecemos
A apresentação aos media a suavidade do motor na entrega de duranto o ensaio que levámos a cabo.
internacionais decorreu na potência, com um binário interessante Aquilo que mais nos agradou foi o equi-
cidade de Lisboa, palco de a baixa e média rotações e a leveza do librio e estabilidade que nos propor-
excelência para um primei- conjunto acentuada pela dimensão ciona a CB125R, graças sobretudo à
ro contacto com a mais pe- contida na largura máxima da mota, centralização de massas levada a cabo
quena CB neoclássica, não realidade que facilitou imenso a condu- pelos engenheiros da Honda e ao pouco
fosse o temporal que desabou sobre ção entre o trânsito caótico na cidade peso que a mesma apresenta no seu
a nossa capital durante essa semana. de Lisboa nesse dia. conjunto, diminuindo massas na sua
A nós calhou-nos precisamente uma Houve também a oportunidade de dianteira e traseira, sobretudo graças
jornada de intensas chuvas e alertas testar a velocidade máxima em alguns a componentes de peso aligeirado.
da Proteção Civil para rajadas de vento troços de via-rápida.
com mais de 100 km/h, realidade que Digamos que, nesse aspecto, a CB125R, MOTOR
acabou por condicionar o programa apesar de ser uma das mais leves 125
inicialmente previsto para esse dia cc do mercado, acusou alguma resis- O motor da CB125R tem por base o já
e que teve que ser resumido a uma tência, notando-se alguma falta de conhecido e testado da CBR125 com
manhã pela cidade de Lisboa sob chuva binário a alta rotação para manter a alterações na injeção, especialmente
torrencial. Mas como a nossa expe- velocidade acima dos 100 km/h, so- estudadas para garantir maior binário
riência do enduro nos prepara para bretudo em subidas pouco acentua- nas baixas e médias rotações.
qualquer situação, foi com coragem e das, certamente a acusar a potência No entanto, como já referi anterior-
determinação que enfrentámos o tem- ligeiramente mais baixa em relação a mente, sentimos alguma falta de po-
poral. Vestidos os fatos de chuva, luvas algumas das suas rivais diretas que tência e binário em altas, realidade
e botas impermeáveis, e inseridos já tivemos oportunidade de ensaiar. certamente acentuada pelo peso ‘sé-
num grupo de 12 jornalistas, foi com Uma das características que foram nior’ do piloto de testes.
expectativa de tráfico intenso e piso e muito bem vindas nestas condições Os 13 cv da CB125R em percurso de
visibilidade que iriam colocar à prova foi o novo ABS, que inclui agora uma auto-estrada ficam algo curtos, so-
a nossa experiência, que arrancámos nova unidade IMU e que atua de forma bretudo em subidas, obrigando a bai-
para um percurso de cidade que iria
durar cerca de 2 horas.

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xar uma mudança, de 6ª para 5ª, para ao quadro, mas sim a uma peça que lização de massas e leveza do conjunto. must que a Honda desenvolveu para
mantermos a moto acima ou perto faz parte da secção traseira do motor. Apreciámos também o toque e suavi- as suas motos de pequena cilindrada e
dos 100 km/h. Esta realidade permite que a parte dade da embraiagem que, associada que representa uma segurança extra
Esta primeira impressão foi poste- traseira do quadro seja substancial- ao excelente funcionamento da cai- efetiva sem se tornar muito intrusiva.
riormente confirmada pois a Honda mente menos estruturada e mais leve, xa de velocidades, proporciona uma
Europe Portugal cedeu-nos poste- contribuindo assim para maior centra- condução sem esforço e com enorme INFORMAÇÃO
riormente uma das suas unidades de precisão. Os travões Nissin de 4 em- O painel LCD de informação é bastante
teste que ficaram em Portugal e, já com bolos proporcionam uma travagem completo e através de dois botões si-
bom tempo, pudémos voltar a testar progressiva e o único que há a apontar tuados no mesmo é possível navegar
e a confirmar algumas das nossas é a impossibilidade de regulação da por todas as opções, realidade que
primeiras impressões. distância da manete. aconselhamos a que façam com a moto
O ABS é bastante efetivo e pouco in- parada pelo menos até se habituarem
CONDUÇÃO trusivo, atuando apenas em situações ao mesmo.
de real falta de aderência graças ao A informação disponível inclui conta-
Apreciámos desta vez com mais tran- IMU de 2 canais que realiza uma leitura -quilómetros e conta-rotações, nível
quilidade o conforto proporcionado constante dos sinais que recebe um de combustível, indicador de mudança
por um banco bem desenhado, com
duas alturas que definem bem o es- CONCORRÊNCIA SUZUKI GSX-S125 / 124CC YAMAHA MT-125 / 124,7CC
paço para os dois utilizadores e com
uma altura que nos permite sempre KTM DUKE 125 / 125CC 15 CV 14.8 CV
que necessário ficar com os pés bem
assentes no chão. 15 CV POTÊNCIA POTÊNCIA
Gostámos do comportamento da sus-
pensão dianteira, a garantir uma per- POTÊNCIA 122 KG 138 KG
feita leitura da estrada e muito efetiva
em curva, mantendo a pequena CB 137 KG PESO PESO
nas trajetórias de forma limpa e sem
qualquer comportamento estranho, PESO 3 999€ 4 995€
mesmo em piso degradado.
Excelente mesmo. A suspensão trasei- 4 600€ PREÇO BASE PREÇO BASE
ra está, no caso da CB125R, posicionada
de uma forma original e não está fixa PREÇO BASE

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FT/ F I C H A T É C N I C A

125 CC

CILINDRADA

13 CV

POTÊNCIA

10,1 L

DEPÓSITO

126 KG

PESO

4 390€

PREÇO BASE

MOTOR DIÂMETRO X CURSO 58 MM X 47,2 MM
ALIMENTAÇÃO INJECÇÃO ELET. DE COMBUSTÍVEL
PGM-FI TAXA DE COMPRESSÃO 11,0 : 1 CILINDRADA
125 CM³ TIPO DE MOTOR MOTOR MONOCILÍNDRICO,
SOHC, 2 VÁL., 4 TEMPOS, ARREFECIMENTO POR LÍQUIDO
POTÊNCIA MÁX. 9,8 KW/10.000 RPM BINÁRIO MÁX. 10
N·M/8.000 RPM CAPACIDADE DE ÓLEO 1,3 L ARRANQUE
ELÉT. TRANSMISSÃO EMBRAIAGEM HÚMIDA
HIDRÁULICA, DISCOS MÚLTIPLOS E MOLAS HELICOIDAIS
TRANSMISSÃO FINAL CORRENTE DE TRANSMISSÃO
SELADA POR O-RINGS CX. VEL. 6 VEL. RODAS TIPO
DE SISTEMA ABS ABS INDEPENDENTE À FRENTE E
ATRÁS, COM IMU SUSPENSÃO - FRENTE FORQUILHA
TELESCÓPICA INVERTIDA DE 41 MM SUSPENSÃO
- RECTAGUARDA MONO-AMORTECEDOR PNEUS -
FRENTE 110/70R17M/C 54H PNEUS - RECTAGUARDA
150/60R17M/C 66H RODA - TIPO - FRENTE 17 M/C X
MT3,00 RODA - TIPO - RECTAGUARDA 17 M/C X MT4,.00
CICLÍSTICA BATERIA YTZ6V 12 V / 5 AH MF ÂNGULO DA
COLUNA DE DIREÇÃO 24,2° DIMENSÕES (MM) 2.015 X
820 X 1.055 QUADRO TIPO DIAMANTE DE PIVOT INTERNO
CONSUMO DE COMBUSTÍVEL 2,06 L/100 KM (48,4
KM/L) (MODO WMTC) DISTÂNCIA LIVRE AO SOLO 140
MM LUZES MÉDIO: 13 W; MÁXIMO: 8,8 W ALTURA DO
ASSENTO 816 MM TRAIL 90,2 MM DISTÂNCIA ENTRE
EIXOS 1.345 MM

engatada e uma luz avisadora branca De salientar também o conforto geral algo conservadora relativamente à sua
para passagem de caixa que me pa- que proporciona, muito pelo contributo concorrência e a falta de mais algum
receu com um funcionamento algo do comportamento das suas suspen- binário a alta rotação para permitir
estranho pois não está relacionada sões, que surgem com uma afinação manter velocidades de cruzeiro mais
com o atingir das rotações máximas standard, que lhe é muito favorável elevadas.
mas sim com um regime ótimo de - esta não pode ser alterada. Destaque O PVP de 4.390 euros é também um
utilização da CB125R. ainda para a segurança proporciona- aliciante tendo em conta a qualidade
da pelo ABS de dois canais e para a e os acabamentos da CB125R .
CONCLUSÃO gestão que este faz na travagem em Está disponível nos concessionários da
Em conclusão, gostámos da estética pisos com pouca aderência. A única marca em 4 cores: Preto, Cinzento Mate
e dos acabamentos da nova Honda referência que podemos fazer menos e Metalizado, Branco Pérola Metálico
CB125R. Nota também para o seu equi- positiva poderá ser quanto à potência e Vermelho Candy Cromosphere.
líbrio e facilidade de condução, caixa
de velocidades suave e precisa e uma
embraiagem super leve.

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OS PORSCHE AMÉRICO
DO SENHOR... NUNES
DOS PORSCHE
Texto: Ricardo Grilo
PARTE I [email protected]
Fotos: Colecção Américo Nunes
SONATA A 4
CILINDROS S ete vezes campeão Nacional
de Ralis e duas vezes cam-
A propósito deste ano se cumprir o 90º aniversário do peão Nacional de Velocidade,
nascimento de Américo Nunes, apresentamos aqui o primeiro Américo Nunes foi, enquan-
to correu, o piloto português
de uma pequena série de artigos dedicados à história dos com maior número de triun-
principais carros de competição que o múltiplo campeão fos no campeonato nacional de ralis. O
mérito ainda será mais notável se ti-
nacional de ralis e velocidade usou ao longo de uma carreira vermos em atenção a sua carreira atí-
longa... de duas décadas

CONHEÇA ESTA E MUITAS
OUTRAS HISTÓRIAS EM AUTOSPORT.PT

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1

1 Porsche 356B Coupé Karmann na estreia em ralis

2 2 A forma muito particular da traseira do Porsche 356B Coupé Karmann

pica. Nascido numa família de parcos bem os carros que a empresa impor- primeiro modelo de Zuffenhausen, um junto no campeonato de iniciados do
recursos, teve que conquistar a pulso a tava, dos americanos Chrysler e Ply- 356 Pré-A de 1953, acidentado e, por Clube Arte & Sport, Nunes tinha aca-
ascensão profissional e social que iria mouth aos germânicos Volkswagem isso, conseguido em condições van- bado de adquirir um novo Porsche,
permitir-lhe o acesso ao desporto au- e Porsche. Entre estes, embora tenha tajosas. Com este carro, o jovem me- mais moderno. Aliás, foi esse o pre-
tomóvel e suportar uma carreira que possuído diversos Volkswagen e até cânico bate-chapas que entretanto texto do amigo para o convencer, por-
se manteve no topo perto de 20 anos. um Táxi Plymouth Vaillant, mantinha chegara a chefe de oficina, realizou que o novo carro era claramente mais
Mas nem tudo foram rosas.Por não ter uma clara predilecção pelos desporti- algumas provas de perícias e mes- competitivo que o primeiro. Tratava-se
tido mais cedo os meios necessários vos Porsche, marca alemã que tinha mo alguns ralis da casa do pessoal de um 356 B Coupé Karmann, modelo
para a prática do automobilismo, Nu- surgido no final dos anos 40. da Guérin, mas nada de muito sério. relativamente pouco comum, produzi-
nes começou a correr tardiamente, Mas, como é óbvio, adquirir um do em 1961, que mais não era que um
aos 33 anos de idade. Uma idade pou- Porsche não estava ao alcance de PRIMEIRO DEGRAU Cabriolet com carroçaria T5 ao qual
co comum para os padrões da época. qualquer um e foi necessário traba- No entanto, quando o seu amigo a empresa Wilhelm Karmann GmbH,
Por outro lado, como trabalhava na lhar muito duramente para chegar a Evaristo Saraiva o desafiou para dar situada em Osnabruck, montou uma
Sociedade Comercial Guérin conhecia 1957 em condições de adquirir o seu um passo acima e correrem em con- capota soldada de modo a suprir a

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1

falta de modelos coupé suficientes estava pintado em cinzento-escuro e 4
para as encomendas que a Porsche o piloto baptizou-o de ‘Gafanhoto’ por 6
então recebia. Ainda com travões de razões que se perderam com o tempo.
tambor, o modelo possuía um motor Com este 356B passou a participar em
1600 Super de 75 cv e uma caixa ma- todas as provas possíveis, das perícias
nual de 4 velocidades equipada com regionais aos ralis e provas de velo-
novos sincronizadores, pesando todo o cidade, incluindo rampas e circuitos.
conjunto pouco mais de 900 kg. O que Com a única excepção do circuito de
pelos padrões da época significava ser Vila do Conde, onde Nunes iria ali-
um modelo com aptidões desporti- nhar ao volante do 356 do seu amigo
vas nada negligenciáveis, acima de Evaristo Saraiva devido a ter vendido
tudo para um campeonato de inicia- o ‘Gafanhoto’.
dos como o do Arte & Sport, organi- A compra e venda de automóveis eram
zado pelo conhecido clube alfacinha atividades complementares que aju-
que tanto fez pelo desporto automó- davam a financiar as corridas, com
vel nacional. os modelos de competição revistos a
O melhor resultado foi um estimulante serem vendidos por bom preço, per-
3º posto da geral no Rali Fim de Ano à mitindo a Nunes ter sempre modelos
Figueira da Foz, disputado no último recentes e em bom estado.
dia do ano de 1962. Encontrando no Quanto aos resultados alcançados, es-
triunfo uma motivação para a própria tes não eram maus, mas também não
vida, e entusiasmado com os resulta- eram o que Nunes sonhava, mesmo
dos obtidos nesta primeira época mais tendo sido o vencedor da edição de
a sério, Américo Nunes quis melhorar 1963 do Critério de Iniciados do Arte &
as possibilidades desportivas e, para Sport. Mas o piloto sabia que antes de
1963 adquiriu um novo Porsche 356B chegar ao topo teria que cumprir um
1600 com a mais recente carroçaria T6 processo de aprendizagem, aprovei-
(que antecipava a futura série 356 C) tando os muitos quilómetros das pro-
equipado com um motor 1600 cc ca- vas que ia realizando para aumentar
paz de debitar 90 cavalos. Este carro conhecimentos e desenvolver capaci-

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2

dades. Na realidade a competitividade particularmente tolerantes e permi-

foi sempre melhorando, com a dupla tiam um comportamento compara-

de amigos a conseguir como melhor tivamente são em comparação com

resultado nesse ano um terceiro de- a maioria dos adversários. Sendo re-

grau do pódio no difícil Rali Nocturno lativamente pequeno e leve, o 356 era

do Sporting. também muito manejável, ao que se

somava uma fiabilidade bastante aci-

SEMPRE A SUBIR ma da média.

Com o ‘Gafanhoto’ vendido, o carro em Na época, talvez apenas os Austin e

vista para a temporada de 1964 era um Morris Cooper S fossem mais fáceis

dos novos Porsche 356 SC com o motor de guiar e mais manejáveis. Mas eram

1600 de 95 cavalos e já equipado com também demasiado baixos para serem

travões de disco. Precisamente um dos eficazes nas estradas florestais com

dois primeiros a ser importado para o piso de terra e perdiam claramente na

nosso país, a par com o modelo idênti- fiabilidade. Refira-se que os ralis des-

co de Carlos Duarte Ferreira. Convirá ta época eram essencialmente longas

referir que, sem ser o mais moderno provas de regularidade, por vezes com

3 dos automóveis disponíveis no início milhares de quilómetros de extensão,
dos anos 60, um Porsche 356 ainda onde se tornava primordial a questão

constituía uma aposta muito interes- da resistência mecânica.

sante para quem quisesse disputar Logo no início do ano, Nunes e Saraiva

provas de estrada com possibilidades conseguiram o segundo posto da ge-

de ser bem-sucedido. Principalmente ral no Rali das Camélias, em Sintra. O

se o modelo fosse da derradeira ver- Porsche adaptava-se muito bem às

são SC, equipada com travões de dis- exigências das estradas sintrenses e

co nas 4 rodas. Em relação aos carros o piloto apreciava de sobremaneira o

mais comuns na época, como os Ford tipo de percurso resvaladio e tortuo-

Cortina GT, Alfa Romeo Giulietta Ti, so, parcialmente balizado entre muros

Volvo PV544 ou mesmo os MGA, Jaguar de pedra. Estavam no caminho certo

E ou Lotus Elan, o pequeno 356 dispu- e o novo Porsche (baptizado como

nha de alguns trunfos. O primeiro resi- ‘Selvagem’) revelou desde logo ser a

dia na excelente motricidade derivada peça que até então tinha faltado para

do facto do motor estar colocado ‘no o sucesso que viria logo em seguida,

sítio errado’, sobreposto ao eixo tra- com o triunfo no Rali Tá-Mar à Nazaré,

seiro, sobre o qual exercia o seu peso. no início do mês de março. Estava des-

Depois, as suspensões dos 356 eram coberto o segredo e ganha a confiança.

5 1 Porsche 356 B ‘Gafanhoto’ no Critério de Iniciados do Arte & Sport, em 1963

2 Porsche 356B no circuito de Montes Claros de 1963. Aqui vê-se bem que

este ‘B’ já dispunha de uma carroçaria do tipo T6, de produção final

3 Porsche 356 SC ‘Selvagem’, ainda reluzente, no Rali Nocturno

do Sporting em 1963

4 Porsche 356 SC na complementar da Volta a Portugal
5 Porsche 356 SC no final da Volta a Portugal de 1964
6 O primeiro dos dois Porsche 356B 2000 GS Carrera GT que foram

construídos (foto: Porsche)

7 Montagem na fábrica dos dois Porsche 356B 2000 GS Carrera GT. O da esquerda

iria ser o de Américo Nunes. De notar os travões de disco traseiros (foto: Porsche)

8 Após o circuito de Cascais, Américo Nunes modificou a traseira do seu novo

Porsche 356B 2000 GS Carrera GT

9 A forma original da traseira do Porsche 356B 2000 GS Carrera GT

7 89

40

1

Até ao final do ano, Nunes, Saraiva e em teoria. Tratava-se de um dos dois 2 mos de manutenção que era o preço
o ‘Selvagem’ ainda iriam vencer mais Porsche 356B 2000 GS Carrera GT que a pagar pelo mais eficaz Flat-4 que
sete ralis na geral! a Porsche tinha construído para cor- importante, para obter a extensão da a marca já tinha produzido, capaz de
rer no Campeonato do Mundo de 1963, homologação. debitar cerca de 170 cv nesta versão.
UM PORSCHE DE LE MANS que nessa altura era exclusivo para Nascia assim o Porsche 356B 2000 GS O primeiro GS/GT tinha sido estreado
carros de Grande Turismo. Carrera GT, o modelo que iria defender na mítica Targa Florio de 1963, con-
Para a época do Campeonato Nacional Com efeito a FISA elaborara um regu- as cores da empresa alemã no Mundial seguindo um pódio na geral e um
de Condutores de 1965 (a última a ser lamento que dividia o mundial em três de Marcas de 1963. triunfo na classe de GT até 2000 cc.
disputada antes da repartição dos classes definidas pela capacidade dos O motor escolhido, Typ 587 desenha- Logo em sequência, nos 1000 km de
campeonatos entre ralis e velocida- motores. Concorrendo para a classe 2 do por Ernst Führmann, era extrema- Nürburgring, um novo triunfo na clas-
de, a partir de 1966), o Porsche 356 (1300 a 2000 cc) na questão das ho- mente complexo, possuindo 4 cilin- se que corresponderia a um 4º posto
SC continuava a ser uma boa aposta mologações a Porsche decidiu fazer o dros horizontalmente opostos e quatro da classificação geral. Só para as 24
para as provas de estrada. No entan- mesmo que a Ferrari tinha feito com o veios de excêntricos à cabeça, com a Horas de Le Mans apareceu o segun-
to, Nunes pretendia um outro mode- 250 GTO, ao apresentar modelos ‘EVO’ cilindrada aumentada para 1996 cc. do chassis, embora na clássica fran-
lo que, dentro das suas possibilidades de versões já existentes, como alter- Demorava mais de 120 horas a ser cesa ambos os 356B 2000 GS Carrera
financeiras, pudesse ser mais compe- nativa viável a produzir os 100 exem- construído e só para afinar o conjun- GT acabassem por desistir.
titivo em provas de velocidade. Terá plares exigidos para a categoria de to e acertar o ponto eram necessárias
sido por isso que na Rampa de Santa Grande Turismo que seriam caros de mais 15 horas. Um pesadelo em ter-
Luzia ensaiou um Lotus Elan do Team construir e muito difíceis de vender.
Palma. Mas a descoberta através da Desse modo, logo em 1962, primeiro
Guérin de um Porsche que tinha sido ano das novas regras que davam a
da equipa oficial e que tinha corrido primazia aos GT, a Porsche venceu a
no Campeonato Mundial de Marcas, classe 2 do mundial com o 356 Carrera
fez com que Nunes deixasse cair a Abarth, uma primeira evolução que
opção por um carro da concorrência. mantinha a plataforma do 356 à qual
Claro que o facto de trabalhar no im- se adaptava uma carroçaria italiana,
portador nacional da marca alemã mais leve e aerodinâmica. Para suce-
aportava algumas vantagens, quer der ao Carrera Abarth a marca alemã
a nível de informações privilegiadas resolveu aperfeiçoar a ideia e ajustou
(como esta do Porsche de velocida- uma carroçaria em alumínio do protó-
de) quer a nível de alguns descontos tipo 718 RS 61 Coupé - desenhada por
nas peças. “Butzi” Porsche - ao mesmo chassis
Neste caso Nunes sabia que o depar- 356, construindo somente duas uni-
tamento desportivo da marca tinha dades, o mínimo necessário para o
para venda um carro pouco conhecido, programa desportivo e, não menos
porém muito interessante, pelo menos

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3 41

4 1 No rali de Rias Bajas, que iria vencer. o mais lesto, batendo o melhor piloto
local, Estanislau Reverter e o italiano
Refira-se que os dois carros, construí- Provavelmente o único triunfo mundial de um Paolo de Leonibus.
dos em alturas diferentes, não eram ri- 356B 2000 GS Carrera GT numa prova Alguns dias depois foi o regresso ao
gorosamente idênticos entre si, com a de estrada habitat natural do novo modelo, quan-
diferenciação mais evidente a nível do do alinhou no circuito de Vila do Conde.
‘pilar B’, mais largo no primeiro mo- 2 No circuito de Vila do Conde de 1965 Com uma novidade: o ‘Selvagem’ tam-
delo, o que nos possibilita distingui- bém foi inscrito, tendo Evaristo Saraiva
-los com facilidade nas imagens das onde alcançaria um excelente segundo como piloto.
provas onde alinharam. lugar absoluto. Nunes iria conquistar um excelente
Após Le Mans, Jo Bonnier conseguiu segundo lugar da geral, atrás do inal-
a pole e o triunfo na ‘Solitude-Rennen’ 3 Aposta louca para a Volta a Portugal de 1965, cançável Ferrari 275 GTB de Achilles
para carros de Grande Turismo até 2,5 de Brito. Até ao final do ano as parti-
litros, disputada no mesmo dia do GP com o “Porsche de Le Mans” cipações em ralis e velocidade iriam
de Fórmula 1 extra-campeonato que ser partilhadas pelos dois Porsche do
se disputou no circuito de Solitude, 4 Em 1966 o 356B 2000 GS Carrera GT ainda piloto, com uma ousadia notável pelo
perto de Estugarda. meio, ao alinhar na Volta a Portugal
Bonnier alcançou aqui o primeiro iria conhecer uma nova versão da traseira com o ‘carro de Le Mans’. E a ousadia
triunfo absoluto do novo 356B 2000 ia dando resultado, tendo discutido o
GS Carrera GT e talvez o mais expec- 5 No circuito de Montes Claros de 1966, comando da prova até se ter despis-
tável. Pois a vitória seguinte teria uma tado na zona do Cavalinho.
história bem menos ortodoxa, como vendo-se bem a nova traseira tipo “Carrera Para a época de 1966, a traseira da
veremos adiante. Abarth” carroçaria do Porsche GS/GT seria
Ainda nesse ano de 1963 a Porsche novamente alterada mas os resultados
iria dominar de novo a Divisão 2 do 5 nunca foram os esperados. A mecâni-
Campeonato Internacional de Marcas, ca estava cansada, era cada vez mais
em boa parte graças às prestações do ‘Butzy’ Porsche. Ainda assim, o segun- acidente na corrida, com o Elan de Vaz difícil de afinar e o conjunto já não era
GS/GT. Mas, sendo um modelo de tran- do chassis do 356B 2000 GS Carrera GT Guedes. Desgostoso de ver o Porsche competitivo nas provas de velocida-
sição, a sua carreira na equipa oficial iria alinhar oficialmente nas 12 Horas algo amarrotado e sendo um grande de, tendo conseguido como melhor
aproximava-se do fim. A marca pre- de Sebring de 1964, onde a dupla Ben especialista em carroçarias, nos 10 resultado um 4º lugar no circuito de
parava já a homologação de um novo Pon e Joe Buzetta venceria entre os GT dias seguintes Américo Nunes de- Vila do Conde. No entanto, nem tudo
e mais sofisticado modelo de Grande com menos de 2 litros. De regresso à dicou-se a endireitar as mazelas e a foi mau, pois com o fiel 356 SC, Nunes
Turismo, na figura do 904 GTS que Alemanha, o carro foi cedido ao pilo- modificar a traseira do carro de modo iria alcançar o seu primeiro título na-
casava um motor Flat-4 central com to austríaco Wilfried Gass que usou o a assemelhar-se com o novo 904 GTS cional de ralis, na categoria de Grande
uma elegante carroçaria em fibra-de- carro em alguns ralis e rampas locais. que ele vira ao vivo na Alemanha. Turismo e Desporto.
-vidro, uma vez mais estilizada por Foi nessa configuração que o car- Procurando melhorar a competitivi-
PRIMEIRA VITÓRIA INTERNACIONAL ro surgiu na prova seguinte, o Rali dade para a época de 1967, Américo
das Rias Bajas, disputado na Galiza. O Nunes decidiu trocar os dois 356 (SC
Após ter ajustado os detalhes do negó- Porsche, a quem Nunes baptizara de e GS/GT) por um dos novos 911, mo-
cio através da Guérin, Américo Nunes e ‘Sapato’, era anormalmente ruidoso, o delo que tinha sido apresentado no
o seu amigo Evaristo Saraiva viajaram que criava problemas de comunicação salão de Frankfurt, em setembro de
até Estugarda para levantar o que na entre navegador e piloto, tornando a 1963, e estreado em competição no
realidade seria o primeiro automóvel linguagem gestual num complemen- Rali de Monte Carlo de 1965. Um au-
verdadeiramente de competição do to inevitável ao trabalho de Saraiva. tomóvel claramente de outra geração.
piloto de Lisboa. E um dos mais ex- A dupla descobriu também que pelo Por isso, foi com o ‘Sapato’ por estra-
traordinários de sempre a competir quase inexistente isolamento, o habi- da até Estugarda, onde o velho com-
em Portugal, visto a sua extrema ra- táculo do carro aquecia muito signifi- batente deveria ser objecto de troca
ridade e o facto de ter sido um modelo cativamente e os gases de escape in- por um 911. Mas o velho combatente de
da equipa oficial da Porsche. filtravam-se no habitáculo para tornar Le Mans e de Sebring nunca chegaria
O processo da aquisição acabaria por tudo ainda mais incómodo e cansativo. ao destino: perto de Paris o complexo
conhecer alguns entraves, mas ao Mas não havia dúvida que o ‘Sapato’ Flat-4 Typ 587 iria quebrar uma vez
fim de alguns dias conseguiram ter andava muito mais que o ‘Selvagem’ e mais, levando o piloto a vender o carro
o carro pronto para vir a rodar des- o resultado foi um triunfo absoluto na a um sucateiro local, por pouco mais
de Estugarda até Lisboa, em bom rit- difícil prova galega. O primeiro para o que o valor da viagem de regresso a
mo, de modo a chegarem a tempo de modelo em provas de estrada e tam- Portugal de Nunes e Evaristo Saraiva.
alinhar no GP do ACP a disputar no bém o primeiro triunfo internacional Por milagre, o Porsche 356B 2000 GS
Circuito da Guia, em Cascais. de Américo Nunes. O rali obrigava a Carrera GT iria sobreviver e, na atua-
Mas a estreia do carro de Le Mans cumprir uma média de 60 km/h que lidade, figura numa colecção privada
em Cascais seria tudo menos tran- alguns consideravam aproximar-se do na Suécia.
quila: um acidente nos treinos com conceito de ‘suicídio’ e onde Nunes foi Por sua vez, Américo Nunes iria re-
o Lotus Elan de Nicha Cabral e novo solver a questão da nova montada ao
apostar num Porsche 911 S de 2 litros
totalmente de série e adquirido em
Portugal.
Mas essa já é outra história, para con-
tar em breve…

+42

HONDA Filipe Pinto Mesquita com imagem mais radical do que o da úl-
[email protected] tima geração do Civic Type-R. Ok, podem
» CIVIC TYPE-R GT falar dos superdesportivos, mas esses
Ou se ama ou se odeia! Não há foram projetados para serem… superdes-
O DIABO VESTE… TYPE R! meio termo. A última geração portivos, enquanto a base deste Type-R
do Civic Type R é de convicções é de um ‘normal’ Civic, a quem a Honda
O Civic vai na 10ª geração e a versão desportiva do Type-R fortes. Muito fortes. ‘Veste-se’ decidiu fazer uma operação de estética
conta já com 25 anos de história. Números e pretextos sem pudor e de forma radical, incapaz de poupar um “ahhhh…” até ao
perfeitos para o nascimento do melhor Honda Civic ‘pensa’ e ‘diz’ o que quer e bem mais reputado dos cirurgiões plásticos.
lhe apetece. ‘Está-se nas tintas’ para os Imaginem os melhores implantes de si-
Type-R (GT) de todos os tempos, com demolidores 320 cv, preconceitos, ao melhor estilo “quem não licone que já viram (se calhar ‘maiores’ é
dinâmica apuradíssima e design apocalíptico! quiser que não olhe”! Mas… ninguém con- o termo!) agora aplicados num automóvel
Segurem-se… a ‘nave’ vai descolar! segue ficar indiferente! O seu poder de compacto desportivo! Mais coisa, menos
atração é tal, que desconcerta aqueles coisa, o resultado é a estética “tchann” do
que só olham pelo canto do olho, aqueles Type-R! Mais a sério, qualquer que seja o
que fingem que é “apenas um carro” e ângulo não há poro por onde este Civic não
aqueles que pensam que jeito dava agora respire radicalismo. Mas, não gratuita-
um guardanapo para disfarçar a baba! O mente. Cada transformação de design foi
Civic Type-R GT é… tudo ou nada! pensada ao pormenor, juntando forma à
Não é fácil encontrar no mercado um carro função. E desengane-se quem pense que

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a asa traseira de icónicas dimensões é o bém na parte dianteira, lateral e até no pequenas ‘barbatanas’ e duas ‘naves’ na série do Type-R) não é menos extremo.
único componente extravagante do pack tejadilho. À frente, o capot, em alumínio extremidade, sempre com o propósito As verdadeiras bacquets (com excelente
aerodinâmico. É sim, talvez o mais saliente (com menos 5,3 kg do que o adotado pelas de melhorar a eficiência aerodinâmica. apoio e possibilidade de fixação de cintos
e emblemático com a sua forma (que, outras versões), é marcado pela abertura E, já agora, vale a pena voltar atrás (na ver- de seis apoios) dão o mote, com a sua cor
curiosamente, nada influi na visibilidade de refrigeração, mas o desenho do pára- dadeira aceção da palavra), para dar conta vermelha bem viva em tecido e alcântara
traseira), revelando-se, na prática, muito -choques não é menos impressionante, dos três escapes centrais, sendo que o do e pospontos vermelhos, mas o volante
mais do que um mero exercício de estilo, pensado que foi para melhorar a eficiência meio (mais pequeno) foi especialmente com parte inferior também vermelha não
pois inflige ao trem traseiro uma carga aerodinâmica onde a saia inferior (pintada preparado para melhorar o som do motor. é menos exuberante. Os revestimentos
de downforce suplementar, muito útil de vermelho) também ajuda a otimizar Depois, as jantes negras de 10 raios (com imitam na perfeição a fibra de carbono,
para curvar a velocidades elevadas ou o fluxo de ar aerodinâmico, do mesmo excelente abertura para dissipar o calor para um ar ainda mais ‘racing’ dentro do
simplesmente manter o apoio direcional modo que as ripas de ar à saída das ca- emanado pelos discos) e 20 polegadas, e habitáculo. O ‘assalto’ ao espírito despor-
em reta, auxiliado que é também por um vas das rodas diminuem a turbulência. as pinças vermelhas Brembo contribuem tivo faz-se depois por múltiplas formas,
difusor traseiro que ajuda a aumentar o Já os símbolos ‘H’ e ‘Type-R’ na grelha também para agitar as emoções visuais, pois para além da pequena alavanca da
grau de estabilidade. Se a sua mulher já dianteira ajudam a definir a identidade que mais parecem um poço sem fundo… caixadevelocidades,podemoscontarcom
lhe disse que também dá para estender a do ‘animal selvagem’, da mesma forma Mesmo que a nova geração do Type-R um painel de instrumentos que oferece
roupa, confirme, mas avise-a que as molas que as saias laterais, com efeito de fibra não consiga reunir consenso em termos leituras especializadas, LED de aviso para
têm que ser fortes para a roupa não voar de carbono (equivalente ao do avental de gosto, há algo que não se pode acusar esgotamento das mudanças (ao melhor
quando pisar o acelerador! dianteiro e difusor traseiro), ‘recortam’ o ar a Honda: falta de coerência! Com uma estilo da F1), manómetro de pressão de
Voltando à imagem rebelde do Type-R, em movimento. Na parte final do tejadilho, imagem exterior explorada ao limite, o turbo, osciloscópio para medir as forças
há lugar para apêndices extremos tam- esta versão GT conta ainda com quatro interior do F80 (designação da última G e gravador de tempo por volta. Um leque

Auto+/

+44

de dados de telemetria que não é a refe- mostrar serviço! Afinal está num carro todos certinhos, todos direitinhos, numa pivot, e sofisticado sistema independente
rência na classe, mas que, ainda assim, com alguma exclusividade ou não tivesse cerimónia oficial? O Type-R é assim, exa- multibraços atrás, que, em conjunto, dão
ajuda a acelerar o ritmo cardíaco, se se placa numerada e tudo e que nesta ver- tamente igual ao que dele se espera, não um grau de rigidez 38% superior face ao
conseguir olhar para eles enquanto os são GT tem algum equipamento extra fugindo um milímetro ao protocolo dos antigo Type-R, são o passaporte para a
exploramos (algo só recomendável em (Detetor de Ângulo Morto, Monitor de engenheiros nipónicos que o projetaram. confiança e diversão, ao qual a perfeita
circuito, atendendo à velocidade a que Trânsito Lateral, Ar Condicionado Dual A única diferença é que com aquele visual, afinação do diferencial autoblocante me-
tudo se passa). Zone, Espelho Retrovisor Interior com tem os ‘cabelos em pé’! É um ‘pontapé nas cânico também não é alheia.
Mas, no cockpit, nem tudo faz lembrar Escurecimento Automático, Honda costas’ na aceleração, é uma lapa nas Sem ‘pestanejar’, o Type-R atira-se para
pistas ou troços de ralis. Também há es- CONNECT NAVI GARMIN, Carregamento curvas, é um sossego na hora pontapear
paço para a instrumentação mais vulgar e Wireless, sistema áudio com 12 altifalan- o travão. É 100% de adrenalina e só não é
muitos dispositivos de segurança, alguns tes de 542 watts e faróis dianteiros de 101% porque convém guardar um número
operados a partir de um écran tátil de 7’’, nevoeiro em LED). Blá, blá, blá… blá, blá, mais elevado para quando (talvez Dia de ‘S.
com as funções de controlo de info-en- blá… mas o que quer mesmo saber, é como Nunca à Tarde’) a Ferrari, a Lamborghini ou
tretenimento e de climatização integradas se porta o ‘animal’ em estrada, em pista a Aston Martin nos presentearem com um
e onde se insere também a útil câmara e… não na ida ao supermercado, certo? ‘shot’ de emoções fortes mais elevadas.
de marcha-atrás. No volante, para mini- As boas notícias é que não o levámos às Mas chega de folclore editorial…
mizar as distrações, é possível controlar compras do mês. As más, é que também Posição perfeita de condução (é fácil
o volume do radio, atender/desligar o não tivemos oportunidade de lhe ‘fritar o encontrá-la nas verdadeiras bacquets),
telefone, mudar os menus do painel de cérebro’ em circuito. Restou-nos a estrada mãos firmes no volante e arranque a fundo
instrumentos, operar as definições do e uma única aberta para percorrer alguns sem “lauch control”. Mesmo sem esse
Cruise Control Adaptativo e do Sistema quilómetros em piso seco, numa semana preciosismo, o motor 2.0 litros turbo com
de Assistência à Manutenção na Faixa em que o S. Pedro decididamente sofria sistema VTEC (com abertura variável de
de rodagem. de incontinência. válvulas), coloca, em menos de um ápi-
Em termos de espaço, o Civic Type R Com um olho no céu e outro no asfalto ce, debaixo do pé direito 320 fervorosos
foi feito a pensar no ‘piloto’ e ‘co-piloto’ (na verdade, foi com os dois no alcatrão, cavalos e obriga-nos a largar o primeiro
e por isso nos lugares de trás a lotação senão não estaria a ler este texto), ra- de muitos sorrisos. 5.7s dos 0-100 km/h
esgota-se com dois passageiros, que pidamente tiramos algumas ilações. A já é um número que impõe respeito, mas
têm, contudo, espaço suficiente para as primeira, e talvez a mais importante, é não tanto como quando se chega à pri-
pernas e corpo e… também uma impor- que dinamicamente o Type-R é tudo o que meira sucessão de curvas já realmente
tante pega acima dos vidros para melhor promete! Está a ver aquela imagem dos depressa. A bem trabalhada suspensão
se segurarem, não vá o ‘piloto’ querer filhos do Reis de Espanha ou de Inglaterra dianteira, com avançado sistema de duplo

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FT/ F I C H A T É C N I C A

2.0 / 320 CV

GASOLINA

5,7 S

0-100 KM/H

7,7 L / 9,0 L (AUTOSPORT)

100 KM

176

G/KM- CO2

50 040€

PREÇO BASE

PERFORMANCES /
COMPORTAMENTO / MOTOR

ESTÉTICA DISCUTÍVEL / INDISCRIÇÃO/
TRAVÃO DE MÃO ELÉTRICO

MOTOR 4 CIL., INJ. DIRETA, TURBO 1998
CM3 POTÊNCIA 320 CV / 6500 RPM
BINÁRIO 400 NM / 2500-4500 RPM
TRANSMISSÃO DIANTEIRA, CX. MANUAL DE
6 VEL. SUSPENSÃO MCPHERSON COM PIVOT
INDEPENDENTE À FRENTE E INDEPENDENTE
MULTIBRAÇOS COM DUPLOS TRIÂNGULOS
ATRÁS TRAVAGEM DV/DV PESO 1420 KG
MALA 420-1209 LITROS DEPÓSITO 46
LITROS VEL. MÁX. 272 KM/H

qualquer curva com determinação, seja apenas está vestido (extravagantemente) direção elétrica, que comunica também propriamentetraiçoeiro. Ostrêsníveisde
ela lenta, média ou rápida, não se deixando à civil! E a prova é também a forma como facilmente com o condutor. ‘pilotagem’ – Comfort, Sport e R+ - tentam
também impressionar nas transferências se entrega ao serviço a fantástica cai- Inquestionável é também o poder, a eficá- ajustar a personalidade deste samurai,
de massas. Aqui é fácil até fazer rodar a xa manual de seis velocidades, tão bem cia e a resistência do sistema de travagem confrontando o condutor com diferentes
traseira para melhor inserção em curva, escalonada como rápida, com comando que a Brembo preparou para travar o ím- graus de amortecimento da suspensão,
num procedimento muito próximo ao que pequeno e de pouco curso, e tão ‘mecânica’ peto a este Type-R GT, que para explorar peso na direção e resposta do acelerador.
teria a um bem-nascido carro de com- que, também ela, ajuda a sentir ainda nos limites exige já dotes apurados de Se está à espera que a palavra Comfort
petição. No fundo, é isso que este Civic é, mais o carro, tal como, de resto, o faz a condução e ‘respeitinho’, mesmo se não é signifique conforto em português, desen-
gane-se. Mesmo no modo mais brando, a
suspensão do Type R é pouco benevolente
com os ossos, enquanto o modo R+ é tipo
‘tábua de passar a ferro’, apenas se ade-
quando à condução em circuito ou piso
muito regular.
Assim, acaba por ser o modo Sport o mais
produtivo e aquele de que, em estrada,
se consegue tirar melhor partido de to-
das as potencialidades, daquele que se
afirma como um dos melhores “trações
dianteira” do momento e que ainda conta
com consumos minimamente regrados,
entre os 9 e os 12 l/100 km!
Se nos conseguirmos abstrair que esta-
mos ao volante de uma espécie de nave
espacial que aterrou no planeta Terra e
surpreende por onde quer que passe, o
Civic Type-R GT tem praticamente tudo
para se revelar um fantástico desportivo.
Comportamento exemplar, potência para
dar e vender e preço na barreira psicoló-
gica dos 50.000 € fazem desta criação da
Honda um dos paradigmas do prazer de
condução. Há carros que dão mais gozo?
Sim, claro. Têm é tração atrás ou integral
e exigem conta bancária muito mais re-
cheada!

+

SEAT Ibiza 1.6 TDI, deparamo-nos de imedia- pomos de uma maior capacidade de
to com uns bancos confortáveis e de bagageira, agora com 355 litros.
» IBIZA 1.6 TDI 115CV FR ampla regulação em que facilmente
encontramos a posição de condução AO VOLANTE
UM UTILITÁRIO BEM PENSADO adequada.
No sistema de infoentretenimento a O Seat Ibiza que testámos vinha equi-
O novo Seat Ibiza recebe o galardão de carro do ano Seat não aderiu à moda de outros utili- pado com o motor 1.6 TDI de 115 cv -
e a escolha parece mais do que certa se levarmos em tários de ecrã flutuante e por isso apre- versão FR - e estava dotado de uma
consideração o teste que realizámos com a versão diesel senta um ecrã próprio de polegadas a caixa manual de 6 velocidades, muito
cores, fácil de manusear e sensível ao precisa e suave. A rigidez estrutural
Francisco Mendes A aposta da Seat na plataforma MQB A0 toque que conta com um sistema de da sua plataforma evita as sempre de-
[email protected] confere uma imagem muito interessan- navegação com Full Link, mapas e um sagradáveis vibrações, garantindo um
te a este pequeno utilitário, beneficiando útil sensor de estacionamento traseiro. excelente comportamento em curva,
Aversão 1.6 TDI de 115cv foi das suas linhas retas e com um grupo Para além disso o Seat beneficia ainda sempre do agrado daqueles que gostam
a que testámos. Desde logo óptico full Led que lhe permite ter uma do conhecido sistema de som Beats de um condução mais divertida e que
percebemos que estamos imagem muito agradável não passando que tem uma sonoridade poderosa, desta forma tiram partido de uma das
perante um utilitário de for- despercebido por onde quer que passe. graças ao potente amplificador 300W, armas deste Seat Ibiza, a sua agilidade.
tes ambições, apesar de se Ora, beneficiando deste novo design, seis altifalantes e um subwoofer de Ao volante deste Seat Ibiza 1.6 TDI tudo é
tratar de um carro a diesel, a distância entre eixos aumentou e alta qualidade, que nos pareceu à al- feito com grande facilidade e suavidade,
que parece perder adeptos um pouco isso permite ter um maior espaço in- tura do novo Ibiza. seja na capacidade de ultrapassar ou
por toda a Europa. terior, o que num utilitário é sempre Aliás, em matéria de equipamento mesmo quando se puxa pelos 115 cv do
Mas a verdade é que este Seat, a exemplo de enaltecer. bem se pode dizer que este utilitário motor. Para os condutores mais jovens
das duas anteriores versões, tem argu- está bem servido, proporcionando aos o Seat Ibiza disponibiliza o sistema Hill
mentos para conquistar os adeptos de INTERIOR seus utilizadores confortáveis viagens, Hold que torna fáceis os arranques em
carros utilitários. Quando entramos no habitáculo deste até porque o carro está bem isolado e subida, sem que se viva no receio de o
dificilmente escutamos o barulho do carro deslizar para trás quando se tira o
motor no habitáculo. pé do travão. As ajudas à condução são
Quanto ao espaço interior, esta nova muitas neste pequeno utilitário que
geração é mais generosa e permite conta igualmente com a nova geração
que se viage de forma confortável nos de controlo eletrónico de estabilidade
bancos traseiros, sendo certo que dis- que garante que a qualquer sinal de
deslize entra em ação, reduzindo a

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FT/ F I C H A T É C N I C A

1.6 / 115 CV

GASÓLEO

10,0 S

0-100 KM/H

3,2 L / 4,8 L (AUTOSPORT)

100 KM

102

G/KM- CO2

24 250€

PREÇO VERSÃO ENSAIADA

CONFORTO / DISPONIBILIDADE
DO MOTOR

ALGUNS PLÁSTICOS NO INTERIOR

MOTOR 4 CIL. EM LINHA, 1.598 CM3
POTÊNCIA 115 CV / 3250-4000 RPM
BINÁRIO 250 NM / 1500 - 2600 RPM
TRANSMISSÃO DIANTEIRA, CX MANUAL DE
6 VEL. SUSPENSÃO INDEPENDENTE TIPO
MCPHERSON À FRENTE E EIXO DE TORÇÃO
ATRÁS TRAVAGEM DV/D PESO 1258 KG
MALA 355-1165 LITROS DEPÓSITO 40 L
VEL. MÁX 195 KM/H

aceleração ao mesmo tempo que o ção para que possamos saber quando
sistema de travagem multi colisão devemos repor a pressão.
impede as perigosas derrapagens.
O cruise control adaptativo com limi- VEREDITO
tador de velocidade ajusta a velocidade O Seat Ibiza 1.6 TDI 115CV FR constitui
de acordo com o trânsito, e o sistema uma opção a ter em conta quando pre-
de detecção de fadiga alerta-o para tendemos adquirir um utilitário, sendo
quando precisa de descansar. evidente que se trata de uma opção para
Para além disso o Seat Ibiza conta quem tem de realizar muitos quilóme-
ainda com um controlo específico de tros por ano e quer aliar o conforto à
pressão de pneus que faz a monitoriza- prestação.

E/ Dando cumprimento ao estabelecido no n° mais importantes provas de desporto au- leitores uma informação atual, rigorosa abordagem e de análise dos factos noti-
1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro, tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade
ESTATUTO Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O
EDITORIAL Editorial da publicação periódica AutoSport: ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re- AutoSport pratica um jornalismo pautado
1. O AutoSport é um semanário dedicado temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como
suas mais distintas vertentes: desporto e comercial. O AutoSport pauta as suas opções edito- pressuposto editorial facultar a melhor
competição, comércio, indústria, segurança 2. O AutoSport está comprometido com riais por critérios de atualidade, interesse informação e a melhor formação aos seus
e problemática rodoviária. O AutoSport o exercício de um jornalismo formativo e informativo e qualidade, procurando apre- leitores, seguindo sempre as mais elemen-
edita, semanalmente, conteúdos sobre as informativo e procura oferecer aos seus sentar aos seus leitores a mais completa tares normas deontológicas.

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