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Published by hmilheiro, 2018-06-18 15:24:42

AutoSport_2112

AutoSport_2112

#2112 >> autosport.pt O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES
ANO 40
40
20/06/2018
anos
2,35€ (CONT.)

GUIAWETSCP9RPEVÁIGCLIANIAARSELAL DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES

24 HORAS +/ERC
BRUNO
TDEOLEYMOATNSA MAGALHÃES
FAZ HISTÓRIA
LÍDER
>> ALONSO VENCE NA ESTREIA >> PORTUGUESES ABANDONAM MOTO2
MIGUEL
OLIVEIRA
DE 17º PARA 2º



3

I/ I N S TA N TÂ N E O SIGA-NOS EM EDIÇÃO

#2112
20/06/2018

f l> > a u t o s p o r t . p t
facebook.com/autosportpt twitter.com/AutoSportPT

COMISSÁRIOS As coisas não correram nada bem aos três pilotos portugueses presentes em Le Mans este ano, José Luís Abreu
mas junto à pista esteve uma super-equipa de Comissários que muito contribuiu para a festa da clássica francesa
DIRETOR-EXECUTIVO
S/ SEMÁFORO EM DIRETO
[email protected]
PARADO A ARRANCAR A FUNDO “É um sentimento espetacular,
mas ainda estou em choque. Correu tudo muito bem nas
Foi bom a Toyota Tudo preparado para Estupenda a luta em Não estou habituado a ver o meu 24h de Le Mans, exceto
redimir-se, mas um grande fim de pista nos GTE Pro em carro correr, mas sim estar nele”, num pormenor. A Toyota
12 voltas para os Le Mans. Serviu para enfrentou os seus ‘fantas-
‘adversários’ mais semana de festa em atenuar a ‘luta’ dos Fernando Alonso que cumpriu a segunda mas’ e derrotou-os, ven-
próximos é demais Vila Real. A novidade LMP1… que não houve ‘perna’ da Tripla Coroa cendo finalmente a prova
para quem gosta de Fernando Alonso confirmou que é
‘chama-se’ WTCR “Foi um segundo lugar com sabor a mesmo um piloto de exceção, como
corridas… vitória, mas mas tivemos de optar se dúvidas ainda existissem, e fez
entre correr riscos ou garantir a o seu trabalho na perfeição, asse-
O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES NA ERA DIGITAL liderança no campeonato. Acho gurando a segunda ‘parte’ da Tripla
que fizemos a escolha acertada”, Coroa, ficando só a faltar o triunfo nas
Indy 500. Mas quanto a mim houve
Bruno Magalhães, novo líder do ERC um pormenor que era perfeitamente
desnecessário. Toda a história de
“Infelizmente não tenho sido feliz avanços e recuos da equivalência
em Le Mans, não estava à espera de performance que ‘permitiu’ que
deste desfecho. Estou triste mas a Toyota deixasse o adversário mais
há que seguir em frente”, Filipe próximo a 12 voltas.
Significa isto que não houve cor-
Albuquerque, de ‘derrota’ em ‘derrota’, até rida da Toyota contra as ‘outras’,
que um dia há-de vencer Le Mans e na geral mas sim apenas contra si própria
e ‘contra’ Le Mans. A Toyota tra-
“Esta foi a minha estreia em Le balhou para ‘derrotar’ Le Mans,
Mans e toda a magia que se vive porque, pura e simplesmente,
nesta prova é simplesmente única. não tinha adversários em pista, e
Quero voltar em 2019 para lutar quem contribuiu para que as coisas
pela vitória!”, António Félix da Costa, chegassem ao ponto de haver tão
grande diferença de andamentos,
motivado pelo bom trabalho da BMW não ajudou a seduzir mais adeptos
para as corridas.
Siga-nos nas redes sociais e saiba Portanto, não havendo essa luta,
tudo sobre o desporto motorizado no esta corrida valeu pelo triunfo da
computador, tablet ou smartphone via Toyota, que já era merecido há muito,
facebook (facebook.com/autosportpt), e por mais uma fantástica demos-
twitter (AutosportPT) ou em tração de Fernando Alonso, que não
>> autosport.pt veio a Le Mans para fazer currículo.
Entregou-se de corpo e alma à cau-
sa. Há meses saí do AIA, durante os
testes da Toyota por volta da meia
noite, Alonso ainda lá estava, quando
saí muito cedo do hotel na manhã
seguinte para tomar o pequeno al-
moço, já o espanhol saía…
Quem viu como andou durante a noi-
te e ‘espetou’ 1m27s a Mike Conway
e a José Maria Lopez, percebe melhor
o porquê de Alonso merecer bem
mais do que o que tem.

4 WEC
24 HORAS DE LE MANS
TOYFOATNATVAESNMCAEUS
Após 33 anos de espera, muitas desilusões e coragem de
enfrentar o seu destino, sozinha contra os seus fantasmas,
a Toyota conquistou Le Mans de uma forma enfática, mas
não perfeita. A Porsche voltou a vencer, desta feita nos GT,
enquanto nos LMP2, finalmente, a G-Drive levou o troféu para
casa. No final de uma corrida sensaborona onde tudo ficou
decidido muito cedo, os portugueses tiveram papel secundário
e saíram pela esquerda baixa

José Manuel Costa desporto motorizado mundial, enfim, por- touoTS050nº8 aoTS050nº7,na alturaa no outro carro estava Kamui Kobayashi,
[email protected] que é um brilhante piloto que tinha condi- liderar a corrida, sendo a ultrapassagem dois japoneses a sublinharem a vitória
FOTOSJB PHoto/José Bispo; António ções para vencer na estreia juntando-se confirmada à 16ª hora quando Kazuki da marca… japonesa. Emocionante e um
Borga; Philippe Nanchino e Oficiais a nomes ilustres como Tom Kristensen, Nakajima passou para o primeiro lugar final bem ensaiado com os dois carros
Klaus Ludwig, Hurley Haywood ou Nico superando o Toyota de Mike Conway em em formação com Nakajima a levar à bo-
Choros, risos, gritos, abraços, Hulkenberg. Arnage. Um pião de José María Lópes na leia Fernando Alonso e Sébastien Buemi
tudo foi possível de ver nas bo- A Toyota Gazoo Racing esteve ir- entrada da chicane Dunlop a três horas até ao pódio.
xes da Toyota cujas paredes es- repreensível e o guião escrito para do final da prova soterrava toda e qual- “Considerando que é um estreante, o
tavam forradas com dois mu- a edição 2018 das 24 Horas de Le quer esperança de vitória do Toyota nº 7. Fernando esteve excecional, particu-
rais cujo pano de fundo era a Mans foi seguido com todo o rigor. Terminou naquele pião a indecisão ar- larmente à noite onde deixou todos bo-
bandeira japonesa sob a frase A perfeição não existe e por isso as pena- tificial que a Toyota foi promovendo ao quiabertos”, referiu no final Rob Leupen,
“Take the challenge and overcome it”. lizações devido a erros dos pilotos – ex- longo de 21 horas. diretor do Toyota Team Gazoo, lembrando
A Toyota Gazoo Racing foi resiliente, cesso de velocidade nas ‘slow zone’, áreas Uma coisa a Toyota cumpriu: andou sem- que “o Seb (Buemi) e o Kazuki (Nakajima)
aceitou alterações ao TS050 que im- cujo limite de velocidade são 80 km/h pre em ritmo elevado dentro da tal janela são dois pilotos com os quais podemos
possibilitaram a quebra de vários re- para permitir que eventuais acidentes de funcionamento necessária para evitar contar sem dúvidas e serviram da melhor
cordes e encarou o desafio de tentar sejam resolvidos sem neutralizar a prova problemas e não fossem as ‘Slow Zone’ e maneira a equipa”. Finalizou Leupen de
contrariar a tradição com mais de trin- com o safety car – traduzidas em para- apresençaempistado‘SafetyCar’e ore- forma digna e muito correta com elogiosas
ta anos e vencer os seus fantasmas na gens compulsivas nas boxes durante 60 corde de voltas e de distância poderiam palavras para Anthony Davidson referin-
forma das derrotas - como por exem- segundos para Sébastien Buemi e Mike ter sido batidos. do: “Infelizmente o Anthony já não faz par-
plo a de 2016, dolorosa como poucas. Conway. O outro erro foi cometido por No final de uma corrida sem particulares te da equipa, mas também temos de lhe
Encarou o desafio ciente que a performan- Kamui Kobayashi no TS050 nº 7. Falhou motivos de interesse e cujos vencedores agradecer o excelente trabalho que fez .”
ce seria suficiente para não se deixar apa- a entrada nas boxes, cumpriu mais uma das diversas classes ficaram decididos Atrás dos inalcançáveis Toyota, a Rebellion
nhar pela concorrência, apostando tudo volta que o permitido pelo regulamento, a mais de 10 horas do final, fica para a foi a melhor dos LMP1 não híbridos. O par
na fiabilidade e cobrindo todas as bases, tendo de fazer metade da volta a 80 km/h história a primeira vitória da Toyota de- de carros da equipa anglo-suíça acabou a
incluindo testar todos os cenários nega- (o que agitou o fantasma do passado, ra- pois de 33 anos a correr atrás do suces- mais de uma dezena de voltas dos TS050,
tivos que poderiam surgir ao longo das pidamente arrumado no armário das re- so (segunda marca japonesa a ganhar não só porque a diferença por volta an-
duas voltas ao relógio. Enfim, a Toyota fez cordações) para tentar evitar uma pena- em Le Mans depois da Mazda), estreia dava próxima dos cinco segundos, mas
tudo o que lhe era possível para ganhar, lização que acabou, mesmo, por cair para de Fernando Alonso a vencer a grande também porque ambos os carros foram
finalmente, as 24 Horas de Le Mans, não o Toyota nº 7. Com tudo isto, o segundo clássica francesa e o quinto campeão de apoquentados por diversos problemas
esquecendo que o fazia sozinha contra si Toyotaterminouaduasvoltasdovencedor Fórmula 1 a fazê-lo. mecânicos.
mesma e por isso trazendo uma vedeta Penalizações que foram pequenas man- Nota final para a escolha dos pilotos que A ‘vitória’ sorriu ao carro partilhado por
que asseguraria a distração suficiente chas numa corrida sem mácula em que se fecharam a prova, em formação: no Toyota Gustavo Menezes, Thomas Laurent e
para afastar o estigma de ganhar sozinha. assistiu a momentos altos como o turno de TS050 nº 8 estava Kazuki Nakajima (ele Mathias Beche, que levaram a melhor
Fernando Alonso foi o escolhido porque é pilotagem noturno de Fernando Alonso, que estava no carro em 2016 quando o sobre o R-13 – Gibson de Neel Jani, André
mediático, porque o espanhol quer deixar verdadeiramente espantoso por ser feito Toyota parou e se arrastou na linha de Lotterer e Bruno Senna, atrasados nas
o seu nome gravado a ouro na história do por um estreante na corrida, que encos- meta a cinco minutos do final da corrida), últimas horas da prova devido a um pro-

>> autosport.pt

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blema com uma porta (que insistia em va Jenson Button. Este perdeu 50 voltas ceiro e segundo lugares alcançados pela e Pierre Thiriet.
abrir-se) e por penalizações impostas logo na madrugada da corrida devido a equipa do russo. Desta feita surgiu acom- No carro da Alpine o problema foi a dife-
por excesso de voltas em cada período problemas eletrónicos, ainda regressou panhado por Jean-Éric Vergne e o talen- rença de andamento entre Lapierre (duas
em pista. A razia entre os LMP1 foi grande, à corrida mas o motor entregou a alma toso jovem francês Antonio Pizzitola. Não vezes vencedor em Le Mans na geral) e
com o primeiro a ficar fora a ser o ByKolles ao criador a uma hora do final da prova foram os mais velozes na qualificação e os seus colegas de equipa que originou
pilotado por Dominik Kraihamer, que de- quando Button estava ao volante. após a largada o carro nº 26 acabou mes- uma volta de atraso após 11 horas de cor-
pois de um desaguisado com um carro Desta forma, o Ginetta, que cumpriu uma mo por perder alguns lugares e cumpriu a rida, já depois de Thiriet ter feito um pião
GTE AM se despistou de forma violenta sessão de testes em corrida depois da au- primeira passagem pelas boxes apenas durante a sexta hora de corrida. Tirando
nas curvas Porsche, destruindo o Enso sência em Spa devido a problemas finan- no sexto lugar. Mas ao dobrar a primei- esse incidente, o carro da Signatech es-
CLM P1/01 Nissan. Umas horas depois ceiros, acabou no quinto lugar dos LMP1, ra hora, Vergne alardeou a sua classe e teve irrepreensível, mas sem andamento
foi a vez do BR1 de Matevos Isaakyan fa- com Charlie Robertson, Mike Simpson e instalou-se na liderança da categoria de para Vergne, Pizzitola e Rusinov.
zer um pião acabando espalmado contra Leo Roussel ao volante. onde o carro da G-Drive nunca mais saiu. O terceiro lugar ficou para o Graff SO24
as barreiras de pneus na mesma zona da Foi uma vitória perfeita que aliou um rit- nº 39 de Tristan Gommendy, Jonathan
pista, depois foi um dos dois Ginetta a fi- G-DRIVE GANHA mo elevado a paragens perfeitas nas bo- Hirschi e Vincent Capillaire. Não foi um
car fora de prova após pouco mais de 90 xes e à ausência de incidentes em pista pódio fácil pois até cruzar a linha de meta
voltas, o mesmo sucedendo ao BR1 da POR GOLEADA NO LMP2 por parte dos três pilotos, tudo traduzido após 366 voltas, Gommendy teve de se
DragonSpeed. Restaram o outro Ginetta Eram os grandes favoritos, mas Romain em duas voltas de avanço no final das 24 defender dos ataques do Oreca da TDS
G60-LT-P1 – Mechachrome e o segun- Rousinov parecia um verdadeiro pé frio e horassobreoSignatech–Alpinenº 36pi- nº 28 pilotado por Loic Duval, reclaman-
do BR1 – AER da SMP Racing onde esta- não havia a certeza que o Oreca – Gibson lotado por Nicolas Lapierre, André Negrão do o pódio por 2,5 segundos. Porém, foi a
da G-Drive conseguisse melhorar o ter-

WEC/
24 HORAS DE LE MANS

6

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O equipa TDS quem perdeu o pódio porque
antes da última paragem era Duval quem
POS. Nº EQUIPA PILOTOS CARRO CLASSE VOLTAS DIF. estava na frente com mais de 30 segun-
LMP1 388 dos de avanço sobre Gommendy (depois
1 8 TOYOTA GAZOO RACING SÉBASTIEN BUEMI KAZUKI NAKAJIMA FERNANDO ALONSO TOYOTA TS050 - HYBRID LMP1 386 2 VOLTAS do carro nº 39 ter cumprido uma penali-
LMP1 376 12 VOLTAS zação de ‘stop and go’ de um minuto por
2 7 TOYOTA GAZOO RACING MIKE CONWAY KAMUI KOBAYASHI JOSE MARIA LOPEZ TOYOTA TS050 - HYBRID LMP1 375 13 VOLTAS excesso de velocidade numa ‘slow zone’)
LMP2 369 19 VOLTAS saindo das boxes a 25 segundos do seu
3 3 REBELLION RACING THOMAS LAURENT MATHIAS BECHE GUSTAVO MENEZES REBELLION R13 - GIBSON LMP2 367 21 VOLTAS compatriota.
LMP2 366 22 VOLTAS O mellhor dos Ligier foi o segundo dos
4 1 REBELLION RACING ANDRÉ LOTTERER NEEL JANI BRUNO SENNA REBELLION R13 - GIBSON LMP2 365 23 VOLTAS carros da United Autosports, o nº 32 de
LMP2 365 23 VOLTAS Juan Pablo Montoya, Will Owen e Hugo
5 26 G-DRIVE RACING ROMAN RUSINOV ANDREA PIZZITOLA JEAN-ERIC VERGNE ORECA 07 - GIBSON LMP2 361 27 VOLTAS de Sadeleer, na quinta posição, depois de
LMP2 360 28 VOLTAS uma corrida muito atribulada: Montoya fa-
6 36 SIGNATECH ALPINE MATMUT NICOLAS LAPIERRE ANDRÉ NEGRÃO PIERRE THIRIET ALPINE A470 - GIBSON LMP2 356 32 VOLTAS lhou uma travagem e foi direito aos pneus
LMP2 356 32 VOLTAS em Indianápolis na sexta hora e depois
7 39 GRAFF-SO24 VINCENT CAPILLAIRE JONATHAN HIRSCHI TRISTAN GOMMENDY ORECA 07 - GIBSON LMP2 355 33 VOLTAS viu surgir um furo na roda traseira es-
LMP2 352 36 VOLTAS querda que o fez perder uma volta. Pior
8 28 TDS RACING FRANÇOIS PERRODO MATTHIEU VAXIVIERE LOÏC DUVAL ORECA 07 - GIBSON LMP2 345 43 VOLTAS correram as coisas para o Ligier nº 22
LMGTE PRO 344 44 VOLTAS da United Autosports pilotado por Filipe
9 32 UNITED AUTOSPORTS HUGO DE SADELEER WILL OWEN JUAN PABLO MONTOYA LIGIER JSP217 - GIBSON LMGTE PRO 343 45 VOLTAS Albuquerque, Paul di Resta e Phil Hanson:
LMGTE PRO 343 45 VOLTAS depois de um problema estrutural do
10 37 JACKIE CHAN DC RACING JAZEMAN JAAFAR NABIL JEFFRI WEIRON TAN ORECA 07 - GIBSON LMGTE PRO 342 46 VOLTAS chassis ter feito cair o GPS e obrigado a
LMP2 342 46 VOLTAS uma longa paragem para reparar a insólita
11 31 DRAGONSPEED ROBERTO GONZALEZ PASTOR MALDONADO NATHANAËL BERTHON ORECA 07 - GIBSON LMGTE PRO 341 47 VOLTAS situação, Paul di Resta despistou-se com
LMGTE PRO 340 48 VOLTAS violência nas curvas Porsche, quando já
12 38 JACKIE CHAN DC RACING HO-PIN TUNG STÉPHANE RICHELMI GABRIEL AUBRY ORECA 07 - GIBSON LMGTE PRO 339 49 VOLTAS tinha recuperado até ao quarto lugar dos
LMGTE PRO 339 49 VOLTAS LMP2 e faltavam quatro horas para o final.
13 29 RACING TEAM NEDERLAND FRITS VAN EERD GIEDO VAN DER GARDE JAN LAMMERS DALLARA P217 - GIBSON LMGTE PRO 338 50 VOLTAS Ficava, assim, fora de prova o carro do
LMGTE AM 335 53 VOLTAS piloto português que, nunca estando na
14 33 JACKIE CHAN DC RACING DAVID CHENG NICHOLAS BOULLE PIERRE NICOLET LIGIER JSP217 - GIBSON LMGTE AM 335 53 VOLTAS luta pela vitória, poderia ter tentado vi-
LMGTE PRO 334 54 VOLTAS sar o pódio.
15 23 PANIS BARTHEZ COMPETITION TIMOTHÉ BURET JULIEN CANAL WILLIAM STEVENS LIGIER JSP217 - GIBSON LMGTE AM 334 54 VOLTAS
LMGTE AM 334 54 VOLTAS GTE PRO E AM: PORSCHE UBER ALES!
16 35 SMP RACING VICTOR SHAITAR HARRISON NEWEY NORMAN NATO DALLARA P217 - GIBSON LMGTE AM 332 56 VOLTAS
LMGTE AM 332 56 VOLTAS Nas categorias de GT estavam os outros
17 92 PORSCHE GT TEAM MICHAEL CHRISTENSEN KEVIN ESTRE LAURENS VANTHOOR PORSCHE 911 RSR LMP2 332 56 VOLTAS dois portugueses que marcaram presen-
LMGTE PRO 332 56 VOLTAS ça na edição de 2018 das 24 Horas de Le
18 91 PORSCHE GT TEAM RICHARD LIETZ GIANMARIA BRUNI FRÉDÉRIC MAKOWIECKI PORSCHE 911 RSR LMGTE AM 332 56 VOLTAS Mans, para além de Filipe Albuquerque:
LMGTE AM 332 56 VOLTAS António Félix da Costa (BMW M8 GTE da
19 68 FORD CHIP GANASSI TEAM USA JOEY HAND DIRK MÜLLER SÉBASTIEN BOURDAIS FORD GT LMGTE PRO 332 56 VOLTAS MTEK na categoria GTE PRO na compa-
LMGTE PRO 327 61 VOLTAS nhia de Augusto Farfus e Alexander Sims)
20 63 CORVETTE RACING JAN MAGNUSSEN ANTONIO GARCIA MIKE ROCKENFELLER CHEVROLET CORVETTE C7.R LMGTE AM 324 64 VOLTAS e Pedro Lamy (Aston Martin Vantage V8
LMGTE PRO 309 79 VOLTAS da categoria GTE AM com Paul Dalla Lana
21 47 CETILAR VILLORBA CORSE ROBERTO LACORTE GIORGIO SERNAGIOTTO LUIS FELIPE NASR DALLARA P217 - GIBSON LMGTE AM 283 105 VOLTAS e Mathias Lauda).
LMP1 283 105 VOLTAS A prova redundou numa perfeita desilu-
22 52 AF CORSE TONI VILANDER ANTONIO GIOVINAZZI LUIS FELIPE DERANI FERRARI 488 GTE EVO LMP2 334 54 VOLTAS são para as cores lusitanas pois o M8 de
LMP1 315 73 VOLTAS Félix da Costa conheceu graves proble-
23 66 FORD CHIP GANASSI TEAM UK STEFAN MÜCKE OLIVIER PLA BILLY JOHNSON FORD GT LMP2 312 76 VOLTAS mas com os amortecedores que o atra-
LMGTE AM 304 84 VOLTAS saram, acabando fora de prova depois de
24 51 AF CORSE ALESSANDRO PIER GUIDI JAMES CALADO DANIEL SERRA FERRARI 488 GTE EVO LMP2 288 100 VOLTAS Alexander Sims ter-se despenhado con-
LMGTE PRO 259 129 VOLTAS tra as barreiras das curvas Porsche, des-
25 95 ASTON MARTIN RACING MARCO SØRENSEN NICKI THIIM DARREN TURNER ASTON MARTIN VANTAGE AMR LMP1 244 144 VOLTAS truindo o carro logo nas primeiras horas
LMP2 237 151 VOLTAS
26 71 AF CORSE DAVIDE RIGON SAM BIRD MIGUEL MOLINA FERRARI 488 GTE EVO LMGTE AM 225 163 VOLTAS
LMGTE PRO 223 165 VOLTAS
27 77 DEMPSEY - PROTON RACING MATT CAMPBELL CHRISTIAN RIED JULIEN ANDLAUER PORSCHE 911 RSR LMP2 197 191 VOLTAS
LMP2 195 193 VOLTAS
28 54 SPIRIT OF RACE THOMAS FLOHR FRANCESCO CASTELLACCI GIANCARLO FISICHELLA FERRARI F488 GTE LMP1 137 251 VOLTAS
LMP1 123 265 VOLTAS
29 93 PORSCHE GT TEAM PATRICK PILET NICK TANDY EARL BAMBER PORSCHE 911 RSR LMGTE PRO 92 296 VOLTAS
LMGTE AM 92 296 VOLTAS
30 85 KEATING MOTORSPORTS BEN KEATING JEROEN BLEEKEMOLEN LUCA STOLZ FERRARI F488 GTE LMP1 65 323 VOLTAS

31 99 PROTON COMPETITION PATRICK LONG TIMOTHY PAPPAS SPENCER PUMPELLY PORSCHE 911 RSR

32 84 JMW MOTORSPORT LIAM GRIFFIN COOPER MACNEIL JEFFREY SEGAL FERRARI F488 GTE

33 80 EBIMOTORS FABIO BABINI CHRISTINA NIELSEN ERIK MARIS PORSCHE 911 RSR

34 50 LARBRE COMPETITION ERWIN CREED ROMANO RICCI THOMAS DAGONEAU LIGIER JSP217 - GIBSON

35 81 BMW TEAM MTEK MARTIN TOMCZYK NICKY CATSBURG PHILIPP ENG BMW M8 GTE

36 56 TEAM PROJECT 1 JÖRG BERGMEISTER PATRICK LINDSEY EGIDIO PERFETTI PORSCHE 911 RSR

37 61 CLEARWATER RACING WENG SUN MOK MATTHEW GRIFFIN KEITA SAWA FERRARI F488 GTE

38 67 FORD CHIP GANASSI TEAM UK ANDY PRIAULX HARRY TINCKNELL TONY KANAAN FORD GT

39 97 ASTON MARTIN RACING ALEXANDER LYNN MAXIME MARTIN JONATHAN ADAM ASTON MARTIN VANTAGE AMR

40 70 MR RACING MOTOAKI ISHIKAWA OLIVIER BERETTA EDWARD CHEEVER FERRARI F488 GTE

41 69 FORD CHIP GANASSI TEAM USA RYAN BRISCOE RICHARD WESTBROOK SCOTT DIXON FORD GT

42 86 GULF RACING MICHAEL WAINWRIGHT BENJAMIN BARKER ALEX DAVISON PORSCHE 911 RSR

43 5 CEFC TRSM RACING CHARLES ROBERTSON MICHAEL SIMPSON LEO ROUSSEL GINETTA G60-LT-P1 - MECACHROME

44 44 EURASIA MOTORSPORT ANDREA BERTOLINI NICLAS JÖNSSON TRACY KROHN LIGIER JSP217 - GIBSON

45 11 SMP RACING VITALY PETROV MIKHAIL ALESHIN JENSON BUTTON BR ENGINEERING BR1 - AER

46 48 IDEC SPORT PAUL LAFARGUE PAUL LOUP CHATIN MEMO ROJAS ORECA 07 - GIBSON

47 90 TF SPORT SALIH YOLUC EUAN HANKEY CHARLES EASTWOOD ASTON MARTIN VANTAGE

48 22 UNITED AUTOSPORTS PHILIP HANSON FILIPE ALBUQUERQUE PAUL DI RESTA LIGIER JSP217 - GIBSON

49 64 CORVETTE RACING OLIVER GAVIN TOMMY MILNER MARCEL FÄSSLER CHEVROLET CORVETTE C7.R

50 10 DRAGONSPEED HENRIK HEDMAN BEN HANLEY RENGER VAN DER ZANDE BR ENGINEERING BR1 - GIBSON

51 25 ALGARVE PRO RACING MARK PATTERSON ATE DE JONG TACKSUNG KIM LIGIER JSP217 - GIBSON

52 88 DEMPSEY - PROTON RACING MATTEO CAIROLI KHALED AL QUBAISI GIORGIO RODA PORSCHE 911 RSR

53 82 BMW TEAM MTEK AUGUSTO FARFUS ANTONIO FELIX DA COSTA ALEXANDER SIMS BMW M8 GTE

54 40 G-DRIVE RACING JAMES ALLEN JOSE GUTIERREZ ENZO GUIBBERT ORECA 07 - GIBSON

55 34 JACKIE CHAN DC RACING RICKY TAYLOR CÔME LEDOGAR DAVID HEINEMEIER-HANSSON LIGIER JSP217 - GIBSON

56 6 CEFC TRSM RACING OLIVER ROWLAND ALEX BRUNDLE OLIVER TURVEY GINETTA G60-LT-P1 - MECACHROME

57 17 SMP RACING STÉPHANE SARRAZIN EGOR ORUDZHEV MATEVOS ISAAKYAN BR ENGINEERING BR1 - AER

58 94 PORSCHE GT TEAM ROMAIN DUMAS TIMO BERNHARD SVEN MÜLLER PORSCHE 911 RSR

59 98 ASTON MARTIN RACING PAUL DALLA LANA PEDRO LAMY MATHIAS LAUDA ASTON MARTIN VANTAGE

60 4 BYKOLLES RACING TEAM OLIVER WEBB DOMINIK KRAIHAMER TOM DILLMANN ENSO CLM P1/01 - NISMO

>> autosport.pt

7

da manhã de domingo. decer ao primeiro Safety Car e à sorte a portivos penalizassem o Porsche – e o tarefa fácil para o Porsche 911 RSR nº 77 da
Pedro Lamy também acabou fora de prova vitória. Isto porque o 911 RSR nº 92 ficou Ford partilhado com Dirk Muller e Joey Dempsey-Proton pilotado por Christien
depois de Paul Dalla Lana, quando estava num Safety Car e todos os outros ficaram Hand no terceiro lugar. Depois dos pro- Ried, Matt Campbell e a vedeta francesa
cumprido apenas um terço da corrida, ter- no segundo Safety Car, dando a Estre, blemas do Ford nº 69 (pilotado por Ryan de 19 anos, Julien Andlauer. O carro ale-
-se despistado sem possibilidade de re- Vanthoor e Christensen uma vantagem Briscoe, Richard Westbrook e Scott Dixon) mão assumiu o comando da prova logo
paração para o Aston Martin Vantage V8. superior a um minuto sobre o 911 RSR nº 91. que o fizeram terminar apenas no 41º lu- na madrugada da corrida e de lá já não
Com os portugueses fora de contenção Com uma corrida sem falhas e sem erros gar, os GT da casa da oval azul ficaram saiu após uma prova irrepreensível em
e, também, longe de estarem na luta pela dos pilotos, a diferença foi-se amontoando agrupados no terceiro e quarto lugares termos de andamento (até o ‘bronze’ Ried
vitória nas duas categorias dos GT, emer- e após oito horas de corrida já tinha sido (nº 67 de Andy Priaulx, Harry Tincknell e deu excelente conta do recado e não co-
giu a Porsche como a grande dominadora, dilatada para mais de 120 segundos, sen- Tony Kanaan) com o quarto carro (nº 66 de meteu o mais pequeno erro) e de fiabilida-
quer nos GTE PRO quer nos GTE AM. Os do alargada quase até aos três minutos, Stefan Mucke, Olivier Pla e Billy Jonhson) de do 911, oferecendo a Patrick Dempsey,
911 RSR de motor central apareceram com permitindo acomodar uma paragem de a ser sétimo da categoria. ator e piloto, a sua segunda vitória em Le
duas decorações revivalistas – uma evo- última hora para um rápido reabasteci- Estranhamente, os Corvette estiveram Mans: a primeira uma como piloto, agora
cando as cores da Rothmans que decora- mento do Porsche 911 RSR ‘Couchon Rose’, muito longe dos primeiros lugares, com como dono de equipa.
ram os celebres 956/962 e o ‘Pink Pork’ que assim ofereceu mais uma vitória à o nº 64 (Oliver Gavin, Tommy Millner e O segundo lugar foi para o Ferrari 488
ou ‘Couchon Rose’, igual ao Porsche 917 marca de Weissach, desta feita nos GT. Marcel Fassler) a retirar-se da corrida GTE, carro duramente penalizado pelo
que surgiu em Le Mans em 1971 pintado O segundo lugar do outro 911 RSR foi com um problema de motor, deixando BoP na categoria GTE PRO e também na
de cor de rosa e com os cortes de carne mais disputado com alguns episódios o nº 63 (Jan Magnussen, Antonio Garcia GTE AM. O nº 54 da Spirit of Race perten-
dos suínos – e que acabaram por fazer a entre Frederic Makowiecki e Sébastien e Mike Rockenfeller) longe dos vence- cia a Thomas Flohr, Giancarlo Fisichella e
dobradinha. Bourdais (Ford GT nº 68) que terminaram dores, no quinto lugar, a três voltas do Francesco Castelacci.
Ganhou o ‘porco rosa’ nº 92 com Kevin com Bourdais em fúria – a equipa teve de Porsche vencedor. Já o Ferrari nº 78 (Bem Keating, Luca Stolz
Estre, Laurens Vanthoor e Michael tirá-lo do carro tal o estado de nervos do Na classe GTE-AM, depois da saída de e Joroen Bleekemolen) atrasou-se quando
Christensen, seguido do ‘Rothmans’ nº 91 francês depois de ter sido apertado pelo cena do Aston Martin de Pedro Lamy – Ben Keating saiu de pista em Mulsanne
de Giamaria Bruni, Richard Lietz e Frederic seu compatriota contra a relva a mais de na realidade nunca esteve na luta pelo na 22ª hora de corrida, caindo para ter-
Makowiecki, podendo os primeiros agra- 300 km/h sem que os comissários des- primeiro lugar – a vitória nesta classe foi ceiro, lugar onde terminou.

WEC/
24 HORAS DE LE MANS

8

MÁ COLHEITA PARA
AS CORES PORTUGUESAS
Fábio Mendes
[email protected]

A comitiva lusa em Le Mans incidentes foram acontecendo e tor- em provas oficiais, o BMW M8 chegou a ção fundamentais de manter altos. O
era respeitável, com um nando a tarefa mais complicada. No Le Mans um pouco como outsider, mas Alexander acabou por cometer um
trio de luxo em pista. Filipe entanto, Albuquerque, embora triste, o otimismo do português em relação à pequeno erro, mas que aqui em Le
Albuquerque, Pedro Lamy e tem motivos para se orgulhar. Sempre sua nova ‘montada’ não enganava… o Mans paga-se caro. Na verdade, pode-
António Félix da Costa são que esteve ao volante da máquina foi M8 tinha argumentos para trazer um ria ter acontecido a qualquer um, hoje
do melhor que há no mun- dos mais rápidos e provou mais uma bom resultado para casa. E o início da perdemos, mas perdemos juntos, da
do e foram para Le Mans com am- vez o porquê de ser considerado um mítica prova francesa mostrou isso mesma forma que quando ganhamos
bições legítimas de conquistarem dos melhores pilotos de endurance mesmo, com os M8 a apresentarem um o fazemos juntos em equipa. Foi uma
bons resultados, e com isso dizia-se do mundo. Para o homem que já do- andamento suficiente para se man- semana de muito trabalho e dedica-
claramente um lugar no pódio. Filipe mou Daytona, conquistar Le Mans terem na luta pelo top 5, juntamente ção de toda a equipa BMW, que infe-
Albuquerque mostrou-se agradavel- será apenas uma questão de tempo, com os Porsche e Ford. Um problema lizmente terminou prematuramente.
mente surpreendido nos testes que dizemos nós. na suspensão do carro complicou as Fica a sensação de uma tarefa inaca-
antecederam Le Mans com o Ligier António Félix da Costa teve também contas, mas a equipa não baixou os bada, mas mais que isso, que o nosso
da United Autosports a mostrar um um fim de semana de sensações mis- braços e teve uma noite bem positi- M8 GTE, apesar de ter ainda uma enor-
andamento muito superior ao do ano tas. A primeira participação em Le va. No entanto, ao início da manhã o me margem de progressão, está já a
passado. Albuquerque disse que para Mans é sempre um marco importante acidente de Sims deitou o seu esfor- um nível competitivo perto dos mais
ter sucesso em Le Mans é preciso evi- para a carreira de um piloto, mais ain- ço assim como o de Augusto Farfus e rápidos. Espero voltar em 2019. Esta
tar todas as ratoeiras, o que o piloto de da neste caso em que Félix da Costa de Félix da Costa por terra. Da Costa, foi a minha estreia nas 24 Horas de Le
Coimbra tem feito de forma exímia, trabalhou diretamente no desenvol- no entanto, preferiu realçar o espíri- Mans e toda a magia que se vive nes-
mas infelizmente os seus colegas de vimento da máquina bávara que tem to de equipa, fundamental em provas ta prova é simplesmente única. Quero
equipa não tiveram tanta sorte. Um como objetivo tomar de assalto o mun- deste tipo: “Numa corrida como estas voltar em 2019 para lutar pela vitória
problema numa peça do GPS obrigou a do dos GT´s. Depois de muitos quilóme- os erros podem acontecer, o cansaço e vingar esta desistência!”
uma paragem inesperada e fez a equi- tros percorridos, quer em testes quer é extremo e os níveis de concentra- A prestação do português foi nova-
pa perder duas voltas. Mais um toque
passado algum tempo parecia deitar
tudo a perder, mas o nº 22 encetou uma
recuperação fantástica que permitiu ao
carro do piloto luso estar confortavel-
mente na quarta posição, até que a saí-
da de Di Resta carimbou a desistência.
Albuquerque fez este ano a quinta visi-
ta ao Circuito de La Sarthe, mas ainda
não foi desta que saiu com o resultado
desejado: “E estava tudo a correr tão
bem. Não tivemos mais problemas e
estávamos paulatinamente a ganhar
posições e com um excelente anda-
mento. Estávamos confortavelmente
no quarto lugar ao início da manhã e
com o pódio à vista, quando o acidente
se dá e deita por terra as nossas ambi-
ções de festejar o pódio. Infelizmente
não tenho sido feliz em Le Mans. Todos
sabemos que é uma prova muito dura
e com muitas variáveis, mas não es-
tava à espera deste desfecho depois
dos problemas iniciais. Estou triste,
mas há que seguir em frente.”
Se no ano passado o Ligier da United
fez uma prova imaculada, este ano os

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mente notável. Envolveu-se em lutas o resultado deste ano e… nós também sistência. Paul Dalla Lana teve um erro acabou com o sonho, tal como em
bem interessantes de seguir e eviden- queremos vê-lo de novo em Le Mans. cedo na prova e acabou com as hipó- Daytona, em que ficou arredado da
ciou um ritmo muito bom. Já nas 24H Quem também queremos voltar a ver teses da equipa Aston Martin Racing. corrida por causa de uma falha do seu
de Daytona tinha mostrado ser um em Le Mans é Pedro Lamy. Presença Em ritmo puro, não parecia que o nº 98 colega de equipa.
dos mais rápidos e logo aí se viu que regular desde 1997, Lamy já conhece tivesse argumentos para os homens As corridas de endurance são mesmo
as corridas de endurance lhe ‘assenta- bem o que Le Mans tem de bom e de da frente, mas com a regularidade e assim e a 19ª participação do piloto luso
vam’ bem, mas em Le Mans confirmou mau. Ultimamente o traçado francês a qualidade dos pilotos, um bom re- ficou assim abruptamente terminada.
isso com stints bem conseguidos. Fica tem sido pouco acolhedor e este ano sultado não estava descartado. Uma A 20ª trará certamente mais motivos
a vontade de regressar e tentar vingar não conseguiu mais do que uma de- saída de pista nas curvas Porsche para sorrir.

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24 HORAS DE LE MANS
BREVES
10
F1 BOYSDÃO-SE BEM EMLEMANS
ALONSO
VOLTOU Depois de Hulkenberg ter vencido a mítica
A SORRIR prova à primeira, agora foi a vez de Alonso
vir da F1 e sagrar-se vencedor da prova
Fernando Alonso não tem tido motivos para sorrir há já largos anos. O piloto não tem sido feliz na estreia. Tanto num caso como noutro,
na F1 e na impossibilidade de lutar por títulos no Grande Circo, apostou na ‘Triple Crown’, um o trabalho desenvolvido pelos pilotos foi
feito que apenas o grande Graham Hill conseguiu na história do desporto motorizado. Alonso já de grande qualidade e os stints noturnos
tinha o título de F1, a vitória no Mónaco e tem agora a vitória em Le Mans. Das três conquistas, dignos de registo. Já os ex-F1 no geral não
esta terá sido a mais fácil, mas nem por isso o espanhol deixou de mostrar a sua qualidade e tiveram a vida facilitada, com destaque
talento em pista. Fez stints de grande nível e ‘encostou’ pilotos com mais experiência. É verdade para o estreante Button, que viu a sua
que a concorrência que enfrentou foi mínima, mas adaptar-se a um mundo diferente e ser máquina sofrer com a pouca fiabilidade. Senna lutou como pôde contra o poderio Toyota
competitivo desde início está apenas reservado aos grandes. Tal como fez na Indy500, chegou, e Di Resta acabou com a prova do nº 22, para nosso desgosto.
viu e convenceu. Na prova americana o motor Honda deixou-o ficar mal, mas curiosamente foi
numa máquina nipónica que conquistou uma das peças mais valiosas da ‘Triple Crown’. Mais uma ASCURVASPORSCHE DONOSSO
página de ouro para o piloto espanhol. Falta ‘só’ a Indy 500, mas pela amostra em 2017, não seria DESCONTENTAMENTO
de espantar que a conseguisse em breve.
Ironia do destino, foi numa das partes
FINALMENTE TOYOTA! mais conhecidas da pista que a corrida
dos portugueses terminou. Os carros dos
A história da Toyota em Le Mans foi perfeita. Se tivessem apresentado este três portugueses ficaram fora de prova
até este fim de semana de muito nível de fiabilidade antes, talvez tivessem nessa secção do circuito, que este ano foi
esforço, luta e… desilusão. Foram festejado contra oponentes de maior remodelada para aumentar a segurança.
precisos 33 anos para a marca monta, mas vencer uma corrida de 24h não Foi também sem culpa própria que se viram
nipónica conquistar finalmente o pode ser menosprezado. A persistência por afastados da luta, o que não surpreende,
mais desejado troféu. Desde 2012, vezes é o segredo do sucesso. Um prémio pois os nossos pilotos são pouco dados a
ano do regresso ao Endurance, merecido para a única equipa oficial que erros. Faz-nos sonhar o que seria uma tripla 100% lusa.
que a Toyota assumiu novamente mantém a aposta no WEC e para todos os A Algarve Pro Racing também não terminou.
a vontade de vencer Le Mans e que trabalharam arduamente para que a Com uma tripulação constituída por Gentleman drivers, também não teve muitos
esteve perto de o conseguir por maldição fosse quebrada. motivos para sorrir. Aparecendo constantemente no fundo da tabela, o Ligier nº 25 teve
duas vezes, mas o destino tirou- uma corrida para esquecer, com vários problemas mecânicos na caixa de velocidades a
lhes essa hipótese da forma mais ditarem o fim prematuro da prova da equipa sediada no Algarve. Não tem sido um ano
dolorosa possível. As imagens de 2016 fácil para o carro nº 25, mas ao menos fica a participação numa das provas de maior
ficaram na memória de todos e ver a Toyota prestígio a nível mundial.
finalmente vencer tornou-se, somando
tudo, justo. Persistiram, sofreram, mas G-DRIVE DE FIOAPAVIO
atingiram o objetivo. Foi uma vitória fácil
(talvez demasiado fácil) mas Le Mans Nos LMP2 esperava-se uma luta renhida pela
não é conhecida por ser uma prova fácil, vitória, mas o Oreca nº 26 da G-Drive dominou
mesmo sem adversários. A concorrência completamente as operações, com mais
foi nula, mas os Toyota fizeram a sua de 23 horas na liderança. Um feito notável
corrida sem percalços de forma quase naquela que foi a primeira vitória em Le
Mans para a G-Drive e para a TDS que apoia
PROJETOS PRIVADOS DESILUDIRAM a equipa. Mais uma vez os chassis Oreca
foram superiores à concorrência e venceram
Sabia-se que a Toyota teria a vantagem do apresentou capacidade de fazer alguma sombra pela quarta vez consecutiva a prova mais
seu lado, quer pela experiência, quer pela aos Toyota e até isso foi sol de pouca dura. cobiçada das provas de endurance.
estrutura e tecnologia. A FIA e o ACO tiveram de Albuquerque bem nos disse que os privados
encontrar um equilíbrio impossível de atingir tinham projetos interessantes, mas que apenas LMGTE PRO NÃO DESILUDIRAM
entre a vontade de ter privados e a necessidade a Rebellion tinha um projeto sólido. Infelizmente
de mostrar que a tecnologia híbrida é a confirmou-se e vemos que há muito trabalho Era a classe que mais espetáculo prometia
solução para o futuro. Chegou-se a um ponto pela frente por parte destas equipas para e as expectativas não foram defraudadas.
desconfortável para quem é fã do WEC de ver poderem ser realmente competitivas. Tivemos Os GTE deram um espetáculo digno de
EoT serem mudados de forma pouco justificável, equipas que fizeram a primeira prova em Le ser visto, com lutas fantásticas e um
dando quase sempre vantagem aos híbridos Mans, outras que se debateram com problemas duelo entre Porsche e Ford que animou
(mesmo já quando não precisavam) e o ânimo fundamentais de desenho do chassis ou falta os fãs. Os Porsche foram claramente as
de ver um WEC subsistir apesar dos vários de fiabilidade típica da falta de experiência. máquinas mais fortes e festejaram da
golpes desvaneceu quando se entendeu que a O domínio da Toyota foi demasiado grande e melhor maneira os 70 anos da marca. As
competição afinal não seria equilibrada como os privados nunca sentiram que podiam ser decorações especiais foram um regalo
se apregoava. Apenas cinco LMP1 terminaram ameaça. Talvez tenha sido esse o problema. para os olhos e ver o ‘Pink Pig’ vencer
a prova e curiosamente ambos os híbridos sem Destaque para a Rebellion que se apresentou a prova é um motivo de satisfação extra. A luta entre Bourdais e Makowiecki foi
problemas. Dos restantes… apenas a Rebellion com argumentos para algo mais. um dos pontos mais altos da corrida e talvez o melhor retrato da mesma. A BMW
surpreendeu pela positiva, e embora os resultados não o mostrem exibiram um
andamento suficiente para lutar pelo pódio. Faltou a experiência e a fiabilidade
que apenas Le Mans pode dar. A restante concorrência ficou abaixo do esperado,
especialmente os Aston Martin.

GUIAESP9PEÁGCINIASAL 49º CIRCUITO

INTERNACIONAL DE VILA REAL

MAPA
HISTÓRIA
ANTEVISÃO
HORÁRIOS

» WTCR » CPVT » CLÁSSICOS » LEGENDS » SUPERCARS » KIA PICANTO GT CUP

V/12
VELOCIDADE - VILA REAL

CIRCUITO INTERNACIONALDEVILAREAL

FESTA EM

TRÁS-OS-MONTES
Vila Real está preparada para receber mais uma vez a do um grave acidente colocou um ponto corridas em Vila Real. O regresso deu-
caravana do Mundial de Turismos, num evento espetacular final no circuito. -se em 1958, com o triunfo a ir para Sir
Década e meia depois (2007), saradas Stirling Moss, em Maserati 300S, carros
a todos os níveis, que os homens e mulheres de Vila Real que ficaram as feridas, as corridas re- que ocuparam todo o pódio.
conseguiram recuperar. A jóia da coroa das pistas nacionais, gressaram, ainda que num circuito di- Após mais alguns anos de espera, em
ferente, que pouco reteve do mítico tra- 1966 Vila Real torna-se ainda mais im-
está aí, novamente, para brilhar a grande nível... çado original. Recomeçou a ser utilizado portante, com a vinda da F3. Depois de
com corridas nacionais, mas a pouco 1968, os fantásticos carros de ‘Sport’
José Luís Abreu ano, para além do FIA World Touring e pouco foi crescendo a ideia de que deslumbraram, com corridas fabulosas,
[email protected] Car Cup (WTCR), temos ainda: CPVT Vila Real poderia aspirar a mais. E foi umas atrás das outras. Em 1968, gran-
FOTOGRAFIA Oficiais e Foto XTROD (Campeonato de Portugal de Velocidade isso que sucedeu em 2015 com a vinda de embate entre alguns dos melhores
José Nogueira de Turismos); Campeonato de Portugal do WTCC, fazendo regressar à cidade carros dessa altura, com Mike d’Udy
de Velocidade de Clássicos; CPVC 1300; as competições internacionais, que no (Lola T-70 MkIII Chevrolet) a dominar
OCircuito de Vila Real está para CPV Legends; Supercars Sprint Series passado atiraram Vila Real para a ber- e a bater David Piper (Ferrari 412P), Paul
o Mundial de Turismo assim e Kia Picanto GT Cup. linda dos míticos circuitos mundiais. Hawkins (Ford GT 40) e Carlos Gaspar
como o Mónaco está para a Mas disso falaremos nas páginas se- Especialmente por volta do final dos (Ford GT 40). No ano a seguir, teve lu-
Fórmula 1. É frustrante na guintes, aqui, vamos sim, recordar re- anos 60, início dos anos 70. gar aquela que se tornou na mais em-
maioria das vezes lá correr, sumidamente a fantástica história do Apesar de ter sido em 1936 que pela blemática prova realizada em Vila Real,
pois as ultrapassagens são Circuito Automóvel de Vila Real. Foi primeira vez os pilotos internacionais as ‘6 Horas de Vila Real’ que, em 1970,
muito complicadas de executar, mas a ainda nos anos 20, quando em Vila Real correram em Vila Real, foi já depois da foram ‘transformadas’, por questões de
verdade é que todos adoram lá ir, por- um grupo de entusiastas de automóveis 2ª Guerra Mundial, a partir de 1950, que segurança, numa prova mais curta, os
que tudo o que envolve o evento, arre- começou por organizar algumas ginca- tudo mudou, já que até aí as corridas ti- 500 Km de Vila Real. Teddy Pilette/Taf
pia até o ser humano menos sensível. nas e perícias de automóveis, os famo- nham vivido essencialmente da ‘prata Gosselin foram fáceis vencedores, com o
Podemos dar dezenas de exemplos, quer sos, na altura, concursos de elegância, da casa’. Na altura, os grandes pilotos potente Lola T-70 MkIII b-Chevrolet, na
sejam as bandeiras portuguesas des- feiras de automóveis, tudo eventos que não descuravam um grande desafio, e frente de John Bamford (Chevron B6/8
fraldadas aos milhares, às janelas, a fan- geravam muito entusiasmo e atraíam era exatamente isso que Vila Real lhes BMW 2.0) e Edward Negus (Chevron
tástica beleza cénica de todo o circuito, muito público. Anos depois, a 15 de colocava. E foi em 1950 que pela primei- B8 BMW 2.0). Em 1971, assistiu-se a
a dificuldade que este ‘oferece’ aos pilo- junho de 1931, realizou-se a primeira ra vez um piloto estrangeiro se sagrou um inolvidável duelo, que durou toda a
tos, com os rails ali à espera de ser ‘bei- edição do Circuito Automóvel de Vila vencedor em Vila Real, Piero Carini, num prova, entre o brutal e belíssimo Ferrari
jados’, ou ainda o calor humano que as Real. E donde veio parte do dinheiro? pequeno OSCA. 512 LM da equipa de Herbert Müller, pi-
gentes transmontanas emprestam ao Do imposto por cada quilograma de car- No ano seguinte, o primeiro triunfo da lotado por René Herzog e o carismático
evento. Qualquer deles serve, pois a ne vendida em Vila Real. Assim, com o Ferrari, por Giovanni Bracco (Ferrari Porsche 917K (inscrito pela equipa de
festa não tem igual… apoio da Secção Regional do Norte do 212 Export Vignale Barchetta). No David Piper) de Nicha Cabral, com as co-
Em boa hora nasceu a ideia de fazer revi- ACP, nasceu o Circuito Automóvel de ano seguinte, foi a vez de Casimiro de res da Sandeman e da Sacor, que termi-
ver este fantástico traçado, que depressa Vila Real, utilizando um circuito traça- Oliveira triunfar (Ferrari 225 S Touring nou em 2º lugar, atrás do vencedor Jorge
se converteu no regresso das corridas do nas ruas da cidade transmontana e Barchetta), depois do líder, Antonio de Bragation, com um Porsche 908/02.
internacionais a Vila Real. Pelo quarto as estradas que ligavam o seu centro ao Stagnoli (Ferrari 225S Vignale Spider), A chuva foi quem dominou as corridas
ano consecutivo realiza-se um dos mais Palácio de Mateus. Com mais ou menos desistir. em 1972, em que estiveram presentes
‘mágicos’ dos circuitos citadinos, e este variações e algumas interrupções, as Depois sucederam-se cinco anos de os pilotos da Ecurie Bonnier, com Claude
corridas mantiveram-se até 1991, quan- longas obras de beneficiação na rede Swietlick (Lola T-290 Ford) a vencer, na
viária, incluindo uma nova ponte na frente de John Bridges (Chevron B19/21
Timpeira, e nesse período não existiram Ford), Carlos Gaspar (Lola T280 Ford) e

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Nicha Cabral (Lola T290 Ford). gáudio da multidão, que vibrou ainda
A última vez que as provas de Vila Real mais quando o piloto do hoje célebre
tiveram (na altura) cariz internacional Lola T292 Ford do Team BIP cortou a
foi em 1973. E, para tudo ‘terminar’ em meta na frente de Peter Gethin, Jorge
beleza, nada melhor que o triunfo de de Bagration e John Bridges, ambos
um piloto português! No 20º Circuito em Chevron B23 Ford. Devido às alte-
Internacional de Vila Real, debaixo de rações regulamentares no Mundial de
um calor tórrido, que teve transmis- Turismo, agora é a vez dos TCR ‘mun-
são televisiva em direto (!) e uma as- diais’. O espetáculo continua por isso
sistência recorde. David Walker (GRD garantido.
S73 Ford) começou por se impor, mas Por isso, desfrute da ação em pista,
acabou passado por Carlos Gaspar, mas também de tudo o que há para
à 28ª volta, na zona de Mateus, para ‘gozar’ na região de Trás-os-Montes!

V/
VELOCIDADE - CIRCUITO DE VILA REAL

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TUDO PARASERUM
GRANDE ESPETÁCULO

Vila Real é especial! Tem história, carisma, um traçado ter, bem acima de toda a concorrência Esteban Guerrieri (Honda) e Norbert
espetacular que põe à prova os pilotos que têm a sorte de lá e nas provas de Marrocos e Hungria Michelisz (Hyundai).
competir e um público fervoroso que a cada ano insiste em não tiveram adversários à altura. Mas O BoP já foi revisto com a diminui-
dar cada vez mais cor à festa das corridas o famoso BoP foi aos poucos cumprin- ção da altura ao solo dos Hyundai,
do a sua tarefa e foi trazendo a per- mas ainda assim poderão surgir no-
Fábio Mendes (que começava a definhar, com apenas formance dos carros coreanos para vas alterações para que a quebra de
[email protected] 16 carros em pista, embora ainda pro- o nível dos restantes. Na Alemanha performance não seja tão acentuada.
porcionando bons espetáculos) deu já se sentiu uma aproximação dos Quem levará a melhor em Vila Real?
O WTCC chegou em 2015 à ca- lugar ao entusiasmante WTCR (uma Honda, Audi e VW, embora com van- Com 11 estreantes no percurso citadi-
pital transmontana e apai- mistura de WTCC e TCR International tagem ainda para a Hyundai. Na quar- no transmontano, onde a experiência
xonou-se pelo cenário, pe- Series) e a Vila Real chega a armada ta jornada do ano, em Zandvoort, os é fundamental, os homens vindos do
las gentes e pela exigência de 25 carros que lutam pelo título da responsáveis pelo campeonato não WTCC estão em ligeira vantagem. Vila
do traçado. Em 2016 a festa competição máxima da FIA de car- estiveram com meias medidas e apli- Real poderá trazer algum benefício
foi ainda maior com a vitó- ros de turismo. caram ajustes ainda mais severos ao para os Honda e Hyundai e até para os
ria de Tiago Monteiro, que proporcio- Para já, o campeonato tem sido ex- peso, à altura ao solo e à potência do Peugeot, mas o verdadeiro fator dife-
nou imagens arrepiantes que ainda tremamente interessante de seguir. i30. O resultado... foi o que se espe- renciador será aquela ‘peça’ que se si-
hoje são recordadas. Em 2017, quando Tivemos o regresso de vários nomes rava. Os Hyundai não foram compe- tua entre o banco e o volante. Vila Real
se esperava que a festa não pudesse consagrados, a estreia de jovens titivos e a Honda assumiu o protago- não escolhe as melhores máquinas,
ser maior, a organização e o públi- cheios de talento e a manutenção das nismo o que levou a uma alteração mas sim os melhores e mais corajosos
co voltaram a mostrar que Portugal principais estrelas dos dois campeo- na liderança do campeonato. Yann pilotos. E por falar nisso, os homens
sabe acolher bem, sabe organizar natos que se fundiram. Em pista as lu- Ehrlacher (Honda) é agora o primeiro da casa poderão ter uma palavra a di-
eventos grandiosos e vive as corri- tas têm sido ferozes, as corridas têm classificado, seguido do seu tio Yvan zer, com Edgar Florindo (piloto de Vila
das como poucos. sido excitantes e o vencedor difícil Muller (Hyundai), e Rob Huff (VW) Real) e José Rodrigues a defenderem
Em 2018 o desafio é diferente. O WTCC de prever, tal o equilíbrio. No início da ocupa a terceira posição da tabela. as cores nacionais. Ambos conhecem
época os Hyundai eram os carros a ba- Na luta pelo título temos ainda Jean- a pista e sabem o que é preciso para ter
Karl Vernay (Audi), Gabriele Tarquini sucesso. Os olhos do país e do mundo
(Hyundai), Thed Björk (Hyundai), estarão sobre eles. -

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CAMPEONATO DE PORTUGAL DE VELOCIDADE
TURISMOS / SUPERCARS SPRINT SERIES

DE REGRESSO

AOMAIORPALCO DO PAÍS

A história de Vila Real foi feita na sua e o conhecimento de causa para estar na Os Supercars, que regressam ao palco tivemos apenas José Correia e a dupla Daniel
grande maioria pelas lutas memoráveis dos luta pelos primeiros lugares, como sempre onde foram lançados no ano passado, Teixeira/ Joaquim Santos (Martins Speed),
heróis nacionais que percorreram o antigo pretende, e o VW da Novadriver também já poderão apresentar uma lista interessante mas para Vila Real são esperadas mais
traçado de forma intrépida. A pista pode ter subiu ao lugar mais alto do pódio este ano, de máquinas, que trará mais cor à grelha máquinas, algumas das quais poderão vir da
mudado, os tempos podem ser outros, mas em Braga, pela mão de Armando Parente, do nacional de velocidade. Em Braga Rampa de Santa Marta.
a qualidade dos pilotos nacionais mantém- colega de José Cautela. A Novadriver já
se intacta, apesar de o campeonato ter provou por várias vezes que o Golf pode ser
começado com algumas interrogações. uma máquina fortíssima nas ruas de Vila
Braga deu-nos uma grelha curta, mas com Real e será também candidata.
qualidade e com potencial. Para Vila Real Gustavo Moura chega ainda em fase de
deveremos ter os mesmos nomes que vimos adaptação ao seu novo Audi RS3 LMS
no Circuito Vasco Sameiro e provavelmente e Manuel Gião quer deixar o azar que
algumas adições de última hora. tem assolado as performances do Kia
Pedro Salvador, que regressou este ano ao Cee´d TCR para trás e aplicar toda a sua
nacional de velocidade, começou da melhor experiência em pista, num carro que
maneira a sua participação no campeonato tem mostrado potencial, mas muitos
de 2018, com um pódio e uma vitória. O piloto problemas de fiabilidade.
e patrão da Speedy Motorsport costuma Nos TCC devermos contar com a presença
dar-se muito bem com os ares de Vila Real de João Sousa e do seu Leon Supercopa. A
e quererá por certo repetir os sucessos do jogar em casa, Sousa deverá continuar a
passado. Mas para isso terá de enfrentar aposta nesta classe, que todos defendem
uma concorrência de peso, com a dupla que deveria ter mais participantes
da Sports & You, Francisco Abreu e Rafael para dar ânimo ao campeonato. Sousa
Lobato, que também sabe o que é vencer na apresentou um andamento interessante
capital transmontana. Francisco Carvalho, em Braga e a jogar em casa poderá estar
de regresso à competição, tem a experiência mais perto dos TCR.

CAMPEONATO DE PORTUGAL DE VELOCIDADE CLÁSSICOS / CLÁSSICOS 1300 CAMPEONATO
DE PORTUGAL
UMABAIXADE PESO NAFESTA DEVELOCIDADE LEGENDS

Os Clássicos são sempre um dos Barros aparece como um dos inscritos Nos 1300, Bruno Pires em H71 e Luís Pedro Alves é líder nos PH99, assim como
momentos altos do fim de semana de para esta prova e é provável que traga Alegria em H75 têm sido destaque nas na categoria 2000, e defende a posição
corridas. Os fãs que se deslocam até Vila o seu Porsche, o que poderá influenciar suas classes. Os Clássicos e os Clássicos este fim de semana. Ele que tem sido o
Real fazem sempre questão de apreciar a o resultado final. Esperam-se lutas 1300 partilharão a pista, no que promete piloto em destaque no campeonato, ao ter
competição que permite recordar outros espetaculares. ser um espetáculo com muita emoção. já conquistado esta época três vitórias na
tempos. geral. Nuno Figueiredo foi o único até agora
Para este ano teremos novamente a evitar o domínio absoluto do vilarealense
a armada dos Ford Escort, contra nos Legends (vitória no Estoril). Para Vila
o Porsche de Macedo Silva. Temos Real espera-se uma grelha cheia, com os
infelizmente uma baixa de peso para a troféus FEUP2 e FEUP3 a engrossarem
prova vilarealense, Carlos Vieira. O piloto, também o lote de participantes.
que estava a ser um dos destaques
do campeonato, encontra-se ainda
no hospital a recuperar de um grave
acidente na última jornada do nacional
de ralis. A luta entre Macedo Silva e Vieira
estava ao rubro, ambos empatados no
campeonato com duas vitórias para cada
um. Sem a presença do campeão nacional
de Ralis, as atenções estarão voltadas
para os outros Escort, que poderão em
Vila Real ter uma palavra a dizer. Luís

V/
VELOCIDADE - CIRCUITO DE VILA REAL

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OS PORTUGUESES DO WTCR

PALAVRATIAGO MONTEIRO
AO

SENHOR

Fábio Mendes JOSÉ RODRIGUES REGRESSO A UM PALCO
[email protected] DE BOAS MEMÓRIAS

Tal como na maioria das grandes competi- José Rodrigues está também obviamente muito feliz por ter percalços no fim de semana. O plano é ir passo a passo, sem
ções motorizadas a nível mundial, o WTCR esta oportunidade de participar numa prova deste calibre. precipitações. O fim de semana é longo e a pista é muito
terá em Vila Real representação portugue- Para o piloto de Braga serão dias de grande trabalho, já que exigente, por isso é importante evitar os erros. O nível de
sa, que terá como missão elevar as nossas depois da participação na prova do TCR Italy, em Misano, aderência no inicio será obviamente baixo, pois trata-se de
cores o mais alto possível. Tiago Monteiro no último fim de semana, segue-se o momento alto do um traçado citadino. Como tal, teremos de ir aos poucos
é um dos nomes incontornáveis da histó- ano, Vila Real. “É uma pista de que gosto muito e onde encontrar cada vez mais performance a cada volta. “
ria do WTCC e apenas ainda não começou a deixar me dou muito bem. O carinho dos fãs é enorme e correr
a sua marca no WTCR porque se encontra na fase lá é sempre um dos pontos mais altos do ano. Felizmente
final da recuperação. As hipóteses de regressar também já lá consegui vitórias e pódios. Tenho sempre
nesta jornada existem, mas à hora de fecho desta excelentes recordações de Vila Real e vou motivadíssimo
edição não havia ainda confirmação por parte do para este novo desafio.” O piloto optou por usar o seu Honda
piloto. Em declarações ao AutoSport, Monteiro, que Civic FK2, um carro que já conhece muito bem e que o tem
estava em testes na pista de Monza, fez o ponto de acompanhado na sua aventura nos campeonatos TCR: “Vou
situação: “Pessoalmente sinto-me muito bem. Não estar com a versão anterior do Honda Civic, apoiado pela
posso dizer que estou a 100% pois não corro há nove Target. É um carro que conheço já muito bem e que posso
meses e por isso sinto que me falta ainda um boca- levar ao limite com mais facilidade. O BoP para já é razoável
dinho, mesmo em relação a algumas questões físi- para este carro, mas se os Hyundai e os Honda tiverem
cas, mas estou a um nível muito aceitável. Por mim melhorias, tal torna obviamente a tarefa mais complicada
não hesitava um segundo em participar na prova pois são carros mais fortes nesta fase. O meu compromisso
de Vila Real, porque já me sinto apto, mas terei de é em de dar o meu melhor em pista. Quero aplicar tudo o
ser avaliado por um painel de especialistas da FIA que tenho aprendido ao longo da minha carreira e fazer o
para ver se tal é possível. Se eu voltar em Vila Real melhor possível. Sei que a concorrência é feroz, mas isso
tal tem de ser encarado como um primeiro passo e a não me inibe de querer o melhor para mim. Um lugar no
expectativa de regressar em grande deve ser refrea- top 10 seria excelente e passar à Q2 seria já uma grande
da. Será apenas um primeiro passo, no início de uma vitória para mim.” A abordagem ao fim de semana já está
nova fase de preparação para o próximo ano. Mas se planeada e o piloto pretende fazer uma prova em crescendo,
o meu regresso fosse em Vila Real seria excelente. “ sempre com o cuidado de não ‘faltar ao respeito’ a uma
Monteiro, que é um profundo conhecedor da reali- pista que não perdoa: “Será importantíssimo evitar os
dade do WTCR, fez a sua antevisão da prova: “O que
aconteceu em Zandvoort talvez tenha sido um erro
na gestão do BoP e já foi confirmado que os Hyundai
vão ser menos penalizados, por isso o mais provável
é que estejam muito fortes, mas antevejo os Honda
também muito fortes, embora com peso extra. Vai
haver muita luta, algumas surpresas, com vários
carros a evoluir bem, tal como os Audi os VW e até
os Peugeot, e não podemos esquecer a Joker Lap
que vai também animar as coisas, especialmente
na corrida com grelha invertida.” Quanto aos seus
compatriotas em pista, Monteiro confia no potencial
de ambos para que consigam boas prestações.

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17

EDGAR FLORINDO O HOMEM DA CASA

Edgar Florindo foi o primeiro Wildcard a ser fim de semana, com uma bandeira portuguesa e
anunciado para esta prova. O piloto de Vila o brasão da cidade destacados: “Estarei com o
Real deu nas vistas no nacional de velocidade Cupra TCR apoiado pela Veloso Motorsport. Tenho
no ano passado e em 2018 apostou na sua toda a confiança na estrutura que me apoia e
internacionalização com a participação no sei que terei um carro ao melhor nível. Estou
CER (Espanha). Agora não deixou escapar a ciente de que há máquinas mais fortes, mas
oportunidade de representar a sua cidade, no tenho confiança que os Cupra poderão beneficiar
seu circuito, na maior competição de turismos das características desta pista. A bandeira e o
FIA: “É um orgulho tremendo poder levar o brasão são um pequeno extra que levo com muita
brasão da minha cidade, numa prova como o alegria e orgulho.” Edgar Florindo tem quatro
WTCR. É um sonho que se realiza. Sei que a anos de carreira e uma ascensão muito rápida,
minha carreira ainda é curta, mas tudo o que mas não sente uma pressão extra por ter menos
consegui foi conquistado com trabalho sério, experiência que a grande maioria dos pilotos do
dedicado, humilde e é exatamente com esta WTCR: “Não há porque esconder o facto de ter
postura que encaro este novo desafio. Vila Real menos experiência que os restantes pilotos e
já deu e continua a dar grandes pilotos, e basta algumas pessoas poderão ter algumas dúvidas
olharmos para os campeonatos nacionais para sobre mim. Encaro isso com naturalidade. Tenho
o confirmarmos. Sei da responsabilidade que é apenas de fazer o meu caminho, provando o meu
levar o nome da cidade para uma prova desta valor em pista e aprendendo sempre o máximo,
envergadura e sinto-me com capacidade para como sempre fiz. Se a inexperiência é um ponto
fazer um bom fim de semana.” fraco, só me resta tentar evidenciar os meus
Florindo estará ao volante do habitual Cupra pontos fortes em pista. Sei que vai ser difícil,
TCR, que terá uma decoração especial para este mas gosto destes desafios.”

KIA PICANTO GT CUP ESTREIA-SE NOS CIRCUITOS

Arrancou com o enorme desafio da Rampa da Falperra e
agora prossegue, pela primeira vez nas pistas, com as
emoções de Vila Real. O Kia Picanto GT Cup estreia-se
nos circuitos, naquela que é a segunda prova do mais
recente Troféu monomarca da Velocidade Nacional.
Tendo em conta que este é um evento de renome
mundial, em que a visibilidade sai acrescida, esta
segunda prova do Kia Picanto GT Cup recebe novos
elementos, como por exemplo Rui Meireles e Tiago
Ribeiro, pilotos locais, e também Tiago Teixeira e
Henrique Nogueira - dois jovens oriundos do karting
e do todo-o-terreno - que integram a categoria Júnior
e escolheram o Kia Picanto GT Cup para darem os
primeiros passos na velocidade.
Esta é a maior lista de inscritos até à data da
competição, sendo que a estes nomes se juntam dois
convidados da Kia Portugal, Rui Santos e Duarte Aguiar.

I/ I N S C R I T O S

Nº PILOTO 1 CLASSE PILOTO 2 CLASSE
1 7 RUI SANTOS
2 8 HENRIQUE NOGUEIRA GUEST DUARTE AGUIAR
3 9 FRANCISCO ESPERTO
4 13 FRANCISCO MARRÃO JÚNIOR TIAGO TEIXEIRA JÚNIOR
5 15 JOÃO SANTOS
6 18 HUGO MARCOS PRO
7 27 JOSÉ SUPICO
8 31 DUARTE BOTELHO PRO MANUEL DE MOURA TEIXEIRA PRO
9 33 MARIANO PIRES
10 44 RUI MEIRELES PRO
11 55 NUNO CAETANO
12 77 HENRIQUE VAN UDEN PRO
13 95 LEONOR ESPINHAL
14 99 HUGO ARAÚJO PRO
15 577 FILIPE SERRA
PRO Nuno Madeira e Manuel de Moura Teixeira dividem curvas estreitas de elevado cariz técnico, há que contar
também os seus carros com Filipe Serra e Francisco com a presença, em simultâneo, dos 15 concorrentes,
JÚNIOR Marrão. Assim, em Vila Real há oito novos pilotos a que desta feita dividem o mesmo espaço, algo que ainda
integrarem a família Kia Picanto GT Cup. não tinha sucedido na edição do Kia Picanto GT Cup.
PRO TIAGO RIBEIRO Face à Rampa da Falperra, o número de ‘Picantos’ sobe Depois da estreia nas rampas e nos ralis, no Vidreiro,
assim de 13 para 15, e o número pilotos, para 21. Com onde Francisco Esperto e Fernando Miguel venceram a
PRO as características da pista, repleta de zonas sinuosas e categoria RC5, agora é a vez dos circuitos.

PRO RUI SILVA JÚNIOR

JÚNIOR

PRO

PRO NUNO MADEIRA PRO

V/
VELOCIDADE - CIRCUITO DE VILA REAL

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O QUE SE VÊ DAS
BANCADAS

HORÁRIO SESSÃO BANCADA A1 – Régia Douro (com TV)
TREINO LIVRE 1 Nesta bancada poderá viver as emo-
SEXTA-FEIRA, 22 DE JUNHO ções do início e final de cada corrida
HORA COMPETIÇÃO TREINO LIVRE acompanhando todo o frenesim da pre-
09.30 CPVT/TCR PORTUGAL+SUPERCARS TREINO LIVRE paração de carros e pilotos na forma-
10.15 CPV LEGENDS CUP TREINO LIVRE ção das grelhas de partida bem como
11.05 CLÁSSICOS+CLÁSSICOS 1300 TREINO LIVRE 2 os acontecimentos no resto do traça-
11.55 KIA PICANTO GT CUP QUALIFICAÇÃO do através da transmissão televisiva.
13.40 CPVT/TCR PORTUGAL+SUPERCARS QUALIFICAÇÃO Situada num local espetacular e de
14.25 CPV LEGENDS CUP QUALIFICAÇÃO 1 ampla visibilidade, numa das secções
15.15 CLÁSSICOS+CLÁSSICOS 1300 QUALIFICAÇÃO 2 mais técnicas da pista.
16.05 CPVT/TCR PORTUGAL+SUPERCARS QUALIFICAÇÃO BANCADA A2 – Dourogás (com TV)
16.25 CPVT/TCR PORTUGAL+SUPERCARS Nesta bancada, situada na zona da
17.00 KIA PICANTO GT CUP meta, também poderá viver as emo-
ções do início e final de cada corrida,
SÁBADO, 23 DE JUNHO para além dos acontecimentos no resto
do traçado através da TV. Nesta zona
HORA COMPETIÇÃO SESSÃO fica de frente para a reta da meta e terá
uma visão privilegiada para as curvas
09.00 WTCR TREINO LIVRE 1 1 e 2, uma zona técnica que exige mui-
ta atenção dos pilotos e onde qualquer
10.00 KIA PICANTO GT CUP CORRIDA 1 erro se paga nos rails.
BANCADA A4 – Crédito Agrícola (com
11.00 WTCR TREINO LIVRE 2 TV)
Situa-se na mesma zona das anteriores,
11.55 CLÁSSICOS+CLÁSSICOS 1300 CORRIDA 1 num local que permite observar uma
extensão considerável do traçado onde
12.30 WTCR QUALIFICAÇÃO os pilotos se terão de empenhar para
serem competitivos. Tem também vi-
15.05 CPVT/TCR PORTUGAL+SUPERCARS CORRIDA 1 são privilegiada para a saída das boxes.
BANCADA B1 – Intermarche Vila Real
16.00 WTCR CORRIDA 1 (11 VOLTAS) Esta bancada encontra-se mesmo em
cima da curva do Boque, tem uma visão
17.25 CPV LEGENDS CUP CORRIDA 1 privilegiada para a zona de travagem
antes da curva mais apertada do cir-
DOMINGO, 24 DE JUNHO cuito que marca a passagem do novo
(uma das travagens mais difíceis da
HORA COMPETIÇÃO SESSÃO pista) para o antigo traçado. Local es-
petacular onde os erros acontecem com
09.00 WTCR QUALIFICAÇÃO (Q1) frequência e um dos pontos mais quen-
tes nas primeiras voltas das corridas.
09.35 WTCR QUALIFICAÇÃO (Q2) BANCADA E1 – Kathrein
Situada após a descida de Mateus esta
10.00 WTCR QUALIFICAÇÃO (Q3) bancada permite uma ampla visão so-
bre a pista, especialmente a saída da
10.45 CPV LEGENDS CUP CORRIDA 2 segunda de Mateus e a chicane que se
segue, que tem dado imagens espeta-
12.15 CLÁSSICOS+CLÁSSICOS 1300 CORRIDA 2 culares com os carros a levantarem as
rodas, assim como a dupla direita da
13.50 CPVT/TCR PORTUGAL+SUPERCARS CORRIDA 2 Araucária, onde ocorrem muitas ten-
tativas de ultrapassagem.
14.40 KIA PICANTO GT CUP CORRIDA 2 BANCADA E2 – UTAD (com TV)
Ampla bancada situada numa zona de
15.45 WTCR CORRIDA 2 (11 VOLTAS) travagem para curva de média veloci-
dade de dificuldade acrescida e onde
17.10 WTCR CORRIDA 3 (13 VOLTAS) são muito frequentes tentativas de ul-
trapassagem. Está dotada de ecrã que
BILHETES 40,00€ permite acompanhar as incidências
30,00€ das corridas ao longo do Circuito atra-
BANCADAS 2018 / PREÇO 30,00€ vés da transmissão televisiva. É a zona
CREDITO AGRICOLA A4TV+PAD 30,00€ onde o antigo traçado se junta ao novo
DOUROGÁS A2-TV+PADDOCK 40,00€ e que graças à proteção do edifícios as
INTERMACHÉ V R B1-PADDOCK temperaturas tornam-se ligeiramente
KATHREIN E1 + PADDOCK mais amenas.
REGIA-DOURO A1-TV+PADDOCK

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19

COMO CHEGAR

Vindo de Sul, seguir pela auto-estra-
da A1 (Lisboa-Porto) até Albergaria.
Aí sair para a auto-estrada A25 em di-
reção a Viseu e depois sair para a auto
estrada A24 em direção a Vila Real.
Sensivelmente ao km 75 sair para Vila
Real, pela N322, até à cidade.
Do Porto, seguir pela A4 até Vila Real;
sair em direção à IP4 e mantenha-se à
direita no cruzamento, seguindo as in-
dicações para Vila Real/Vila Real/Oeste
e virar para IP4. Depois sair em direção
a Vila Real/Centro.
A partir de Chaves seguir pela autoes-
trada A24. Sair ao km 68,5 para a IP4
(Bragança, Porto) e seguir depois a indi-
cação Porto-Vila Real. Sair para Vila Real.
A partir de Bragança seguir pela A4 e
ao km 100 sair em direção à IP4 e seguir
para Vila Real Norte / Mouçós. Sair para
a N2 em direção a Chaves/Vila Real/
Norte e seguir até à cidade.

INFO ÚTIL AGENDA

GRÁTIS Tratando-se de um Circuito citadino, apenas PADDOCK Será vedado e apenas acessível com bilhe- SEXTA FEIRA
as bancadas são pagas, sendo a zona de peões de livre te, que será vendido no local, em postos devidamente 17h50m – sessão de autógrafos na pra-
acesso, embora com os devidos condicionamentos por assinalados para o efeito. Custa 10€ por dia. Na sexta e ça do município com todos os pilotos
motivos de segurança. Deverá sempre seguir os conse- no sábado das 18h30 às 00:00 o pit lane será aberto ao do WTCR. Na mesma altura decorrerá
lhos e indicações das autoridades e as movimentações público que terá assim oportunidade de ver de perto as uma conferência de imprensa publica
em torno da pista, aquando das provas, não é permitida. máquinas do WTCR. com os seguintes pilotos : T.CORONEL /
CRIANÇAS Só será permitida a entrada de crianças nas II FESTIVAL DE MOTOS Se é fã das duas rodas tem Y.EHRLACHER /J.FILIPPI / E.FLORINDO
bancadas com idade superior a 6 anos. As crianças en- também motivos para vir a Vila Real, com a segun- /T.MONTEIRO / Y.MULLER /P.ORIOLA
tre 6 e 10 anos que não ocupem lugar sentado não pa- da edição do Festival de Motos, que no ano passa- / J.RODRIGUES
garão bilhete, sendo que caso pretendam ocupar lugar, do foi um sucesso. Este ano contaremos com a pre- SÁBADO
pagarão bilhete por inteiro. O bilhete para as bancadas sença de Miguel Oliveira, o brilhante piloto luso que 11h30m – Jogo de futebol entre pilotos
dá também acesso ao paddock. espalha a sua classe no Moto2 e já começa a es- do WTCR e a equipa vencedora de um
LUGARES Não há lugares marcados, estando os utiliza- preitar o MotoGP. Oliveira irá experimentar as sen- torneio triangular entre equipas de fut-
dores sujeitos à ocupação e distribuição das pessoas na sações do traçado transmontano com algumas sal jovens da cidade. Pilotos presentes:
bancada, no momento. voltas de demonstração. Haverá também uma ex- Y.EHRLACHER / D.DUPONT / P.ORIOLA
BANCADAS Cada bilhete é destinado apenas à banca- posição de motos de competição que também elas /A.COMTE / G.TARQUINI / N.MICHELISZ
da para a qual é adquirido e não possibilita entrada nou- irão estar em pista, para gáudio dos fãs das duas / T.MONTEIRO (treinador)
tras. rodas. De realçar também a presença da Escola de 19h15m – Parada com os pilotos, com
MOBILIDADE REDUZIDA Os lugares para pessoas Motociclismo Miguel Oliveira #44, em que os talen- saída na entrada do Pit Lane e che-
com mobilidade condicionada situam-se na Bancada tos do futuro poderão mostrar todo o seu potencial gada à praça do Município. Os pilotos
A4 que possui uma plataforma sobre-elevada. perante o caloroso público de Vila Real. estarão presentes no típico jantar de
S.João até às 21h
CONCERTOS DE FIM DE SEMANA
Evento Noite de S.João
22h -The Gift- Praça do Município
24h - André Henriques- Praça do Mu-
nicípio
DOMINGO
12h - Sessão de autógrafos no nosso
Shopping com todos os pilotos

20 ERC/
CAMPEONATO DA EUROPA DE RALIS - RALI DO CHIPRE

BRULINDOEMRAAEGUARLOHPÃEEUS

Bruno e Hugo Magalhães são os novos líderes do Campeonato da Europa
de Ralis depois de terem conquistado a segunda posição no Rali do Chipre

João Freitas Faria Fabia R5 para um teste com o objeti- tuguês terminasse a primeira secção
[email protected] vo de definir o acerto para o evento. apenas no sexto posto. Tudo iria mu-
FOTOS DPPI/ERC “Apesar do teste ter corrido bem e de dar na segunda ronda pelos mesmos
termos uma boa base, há ainda muito troços cronometrados em que, já com
A deslocação da equipa na- trabalho para fazer. Temos de ser muito uma nova afinação, maior confiança
cional ao extremo leste do criteriosos nas escolhas e na estra- e melhor andamento, mas também
Mediterrâneo foi excelen- tégia que iremos adotar e procurar ajudado por problemas alheios, o pi-
te mas quase poderia ter não cometer erros”. A Qualificação loto terminasse a primeira etapa na
sido perfeita. Duas semanas não trouxe nada de importante para terceira posição.
após juntar o seu nome ao além de, com o sexto melhor tempo, o A desvantagem para o líder era então
honorável álbum de ouro do Rali da piloto de Lisboa ter que escolher ser o de apenas 8,8 segundos, o que criou
Acrópole, a dupla portuguesa falhou 10º na estrada, uma ordem de partida uma importante dicotomia na abor-
por muito pouco novo triunfo na ilha muito menos vantajosa que a dos seus dagem ao segundo e último dia de
muito próxima do Médio Oriente. No adversários diretos. competição. “O rali é duro, os troços
entanto, conseguiu passar para o co- A disputa das primeiras classificati- muito particulares e a exigir trabalho
mando da classificação do campeona- vas veio comprovar as afirmações de redobrado. Temos de evitar problemas
to numa prova donde guardava más Magalhães pois o carro com as cores e chegar ao final e conseguir o maior
recordações da sua participação no da Seajets revelou-se pouco duro para número de pontos.” A estratégia es-
ano passado. as muitas zonas em asfalto, piso em
Cerca duma semana passada da “su- que escorregava demasiado, o que,
bida ao Olímpo” na Grécia, Bruno e conjugado com o facto de também
Hugo Magalhães voltaram a passar ‘limpar a estrada’, levou a que o por-
por Atenas em escala num voo a altas
horas da noite rumo ao aeroporto de C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S
Larnaca, no Chipre, cidade que acolheu
a quarta prova do ERC 2018. 1º SIMOS GALATARIOTIS/ANTONIS IOANNOU SKODA FABIA R5 1:55:40.2
Um rali “muito particular. Disputa-se 2º BRUNO MAGALHÃES/HUGO MAGALHÃES SKODA FABIA R5 + 0.6
maioritariamente em terra mas tem 3º NORBERT HERCZIG/RAMON FERENCZ SKODA FABIA R5 + 1:21.4
30% do itinerário em asfalto, o que 4º NASSER AL-ATTIYAH/MATTHIEU BAUMEL FORD FIESTA R5 + 2:27.0
obriga a um compromisso em termos 5º ORHAN AVCIOGLU/BURCIN KORKMAZ SKODA FABIA R5 + 3:05.7
de afinações mais exigente e difícil de 6º VOJTECH STAJF/MARCELA EHLOVA SKODA FABIA R5 +3:25.1
encontrar.” Para além disso, a meta 7º DAVID BOTKA/MARC MESTERHAZI SKODA FABIA R5 + 3:38.5
passava também por “contrariar o 8º ALBERT VON THUN UND TAXIS/BJORN DEGANDT SKODA FABIA R5 + 3:43.2
resultado de 2017. Tal coloca-nos um 9º CHRISTOS DEMOSTHENOUS/PAMBOS LAOS MITSUBISHI LANCER X + 4:01.2
pouco mais de pressão, mas acaba por 10º PETROS PANTELI/KYPRIAS CHRISTODOLOU MITSUBISHI LANCER X + 6:44.6
funcionar como motivação. Queremos
vingar esse resultado e chegar aos lu- ERC: 1º BRUNO MAGALHÃES, 98; 2º ALEXEY LUKYANUK, 83; 3º NORBERT HERCZIG, 62; 4º SIMOS GALATARIOTIS,
gares do pódio.” 50; 5º NIKOLAY GRYAZIN, 30; 6º RICARDO MOURA, 30; 7º FABIAN KREIM, 30; 8º HUBERT PTASZEK, 23; 9º EYVIND
No dia seguinte e como é hábito nestas BRYNILDSEN, 23; 10º GREGORZ GRZYB, 19. ERC2: 1º SERGEI REMMENIK, 89; 2º TIBOR ERDI, 79; 3º JUAN C.
deslocações, a dupla nacional juntou- ALONSO, 72. ERC3: 1º DIOGO GAGO, 68; 2º MARTINS SESKS, 52; 3º EMMA FALCON, 49
-se à equipa ARC Sport e ao Skoda

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21

GALATARIOTIS FOI HERÓI LOCAL

Simos Galatariotis venceu o Rali do Chipre 10 anos depois dum cipriota ter conseguido
tal feito numa prova que agora integra o ERC, mas que num passado recente passou
pelo IRC e WRC. O piloto do Skoda Fabia R5 teve como estratégia evitar qualquer
problema e a sua postura acabou por surtir efeito face às adversidades conhecidas
por alguns dos candidatos à vitória.
Alexey Lukyanuk foi o primeiro guia da prova mas acabou por errar uma vez mais, logo
no começo da segunda secção, e deixou caminho aberto para que Nasser Al-Attiyah
passasse para a frente. Porém, o qatari acabaria por furar ao não evitar uma das
muitas pedras em que as estradas cipriotas são pródigas. Quem assumiu então a
liderança foi o jovem Juuso Nordgren, comandante após a primeira etapa, que acabou
por cometer dois excessos na segunda etapa e teve que abandonar.
Sempre a recuperar terreno, Nasser Al-Attyiah voltou à frente da corrida na PE 12 para
ceder o triunfo nos últimos quilómetros devido a novo furo. Terceiro neste rali, Norbert
Herczig voltou a acompanhar Bruno Magalhães num pódio e ocupa idêntica posição no
campeonato. Nono classificado absoluto, Petros Panteli foi o melhor no ERC2 enquanto
Laurent Pellier trocou o habitual Peugeot 208 T16 por um 208 R2 para treinar este rali
e vencer no ERC3, um campeonato em que os pilotos habituais estiveram ausentes e
em que Diogo Gago manteve a liderança.

colhida pela formação foi a de nunca e um lapso bem menor que o tempo a equipa ARC Sport, tinham efetiva- No regresso a Portugal, contudo, e
hipotecar o resultado evitando as perdido na última classificativa para mente razões para festejar a ascensão porque muito do percurso da formação
muitas ‘armadilhas’ do percurso e as evitar Al-Attyiah, que regressava à ao comando da série proposta pelo tem sido agridoce, mais uma vez pai-
pedras dum piso muito duro em que estrada depois de mudar uma roda. Eurosport e o regresso, um ano depois, rava o espetro de, por falta de apoios,
os furos foram frequentes. À chegada a Larnaca, o piloto, no en- a uma boa posição para discutir um poder falhar a próxima prova do ca-
Tal como o futuro vencedor da prova, tanto, vibrava: “É um segundo lugar título que falharam por bem pouco lendário, o Rally di Roma Capitale, em
Bruno Magalhães condicionou as suas com sabor a vitória. Esta foi uma prova em 2017. Itália, de 20 a 22 de julho.
prestações em prol duma maior se- muito exigente e traiçoeira que exigiu
gurança até porque dispunha apenas bastante de nós e do carro. Felizmente
duma roda sobressalente. A aposta do conseguimos ultrapassar todos os
piloto navegado por Hugo Magalhães obstáculos que fomos encontrando e
veio mostrar-se a mais correta pois foi por muito pouco que não consegui-
dois dos seus principais adversários mos o primeiro posto, mas tivemos de
erraram e ficaram fora da corrida. Já o optar entre correr riscos ou garantir a
piloto português falhou o triunfo por liderança no campeonato.
apenas 6 décimas de segundo, uma O rali cipriota marcou a conclusão
das menores diferenças de sempre da primeira metade da temporada, e
entre os primeiros neste campeonato Bruno e Hugo Magalhães, bem como

TT/22
BAJA TT GONDOMAR - ROTA DA FILIGRANA

TRIUNFO DE

JOÃORAMOS

Até aqui tinha havido três provas e três vencedores
diferentes. Com o triunfo na Baja TT Gondomar, João Ramos
e Victor Jesus foram os primeiros a bisar esta época, e com

isso estão agora mais perto do líder, Hélder Oliveira

José Luís Abreu
[email protected]
FOTOGRAFIA AIFA/Jorge Cunha, Zoom Motorsport/António Silva e oficiais

ParaládoMarão,vencemosque… segurança. À passagem pelo SS1a, Hélder
dominam por completo a prova. Oliveira já estava a 1m01s, e Pedro Ferreira,
Foi o que fizeram João Ramos e aqui a estrear a sua nova VW Amarok,
Victor Jesus na Baja TT Gondo- a 1m19s. Tiago Reis era quarto a 2m15s.
mar - Rota da Filigrana, quarta Nesta altura já se tinha percebido que
ronda do Campeonato de Portu- seria claramente entre estes quatro que
gal de Todo-o-Terreno, assegurando um a corrida se iria disputar, já que Alejandro
triunfoquelhespermitiuaproximarem-se Martins e José Marques ficaram logo no
fortemente dos líderes do campeonato, a prólogo com um grave problema de motor
dupla Hélder Oliveira e Pedro Lima, que na Toyota Hilux.
continuam super regulares na compe- Em CP2 era Pedro Ferreira o mais direto
tição, tendo desta feita colocado o seu perseguidor de João Ramos, na altura, a
Mini Paceman no segundo lugar da geral. menos de um minuto, com Hélder Oliveira
Com uma Toyota Hilux que desta feita não a 1m19s e Tiago Reis a 2m15s.
deu qualquer tipo de problema, à parte de Já em em SS1b, a margem tinha subido
um alerta falso de temperatura, João Ra- para 2m14s face a Pedro Ferreira, com
mos e Victor Jesus desde cedo consegui- Hélder Olveira a 3m44s. A diferença de
ram impor um andamento perfeitamente João Ramos para ambos foi sempre cres-
inacessível à concorrência, terminando a cendo em CP3 e CP4, sendo que Pedro
prova com uma grande vantagem, que no Ferreira teve problemas na última fase do
final se cifrou em 6m44s para o segundo percurso, desistindo, com Hélder Oliveira
classificado, Hélder Oliveira. a terminar em segundo.
Esta margem foi sendo construída desde A nova VW Amarok teve um problema
cedo, logo no prólogo, donde o piloto, ao ao nível dos triângulos de suspensão, que
volante da sua Toyota Hilux, saiu com custou o segundo lugar a Pedro Ferreira.
35.01s de avanço. A partir daí foi-se sem- Quem aproveitou para ascender ao lugar
pre distanciando dos adversários, mas mais baixo do pódio foi Pedro Dias da Silva,
sem entrar num ritmo demasiado ele- vencedor do Desafio Total Mazda.
vado, deixando ali uma boa margem de No final, João Ramos não escondia a satis-

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23

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

POS PILOTO NAVEGADOR CARRO TEMPO/DIF GR.
1 JOÃO RAMOS VICTOR JESUS TOYOTA HILUX 4:10:09.00 T1
2 HÉLDER OLIVEIRA PEDRO LIMA MINI PACEMAN 6:44.00 T1
3 PEDRO DIAS JOSÉ JANELA MAZDA CX5 PROTO 14:09.00 T1
4 MIGUEL CASACA PEDRO TAVARES NISSAN NAVARA 18:40.00 T1
5 ANDRÉ AMARAL NELSON RAMOS MERCEDES PROTO 26:32.00 T1
6 MARIO DUARTE JOSE MOTACO TOYOTA RAV 4 44:04.00 T8
7 JORGE CARDOSO JOAQUIM NORTE MAZDA CX5 PROTO 45:30.00 T8
8 BRUNO OLIVEIRA PAULO MARQUES MAZDA CX5 PROTO 46:56.00 T8
9 AVELINO REIS JORGE LOPES TOYOTA RAV 4 52:39.00 T8
10 FILIPE NASCIMENTO PAULO TORRES TOYOTA RAV 4 53:13.00 T1
11 CESAR SEQUEIRA FILIPA SEQUEIRA NISSAN NAVARA 53:41.00 T8
12 FRANCISCO BARRETO SERGIO CERQUEIRA NISSAN NAVARA 56:47.00 T8
13 SEBASTIÃO DOMINGUEZ BRUNO SÁ MITSUBISH MONTERO 1:02:55.00 T8
14 BRUNO RODRIGUES RICARDO CLARO MAZDA CX5 PROTO 1:07:13.00 T1
15 NUNO CORVO ANTONIO MAGALHÃES NISSAN PATHFINDER 1:10:59.00 T2
16 JESUS NAVARRO RAQUEL DORADO DAKAR MCRAE ENDURO 1:23:01.00 T1
17 MÁRIO MENDES JOÃO REIS SUZUKY JIMNY 1:38:36.00 T8
18 HUGO RAPOSO JOEL LUTAS NISSAN NAVARA 1:41:43.00 T8
19 ALEXANDRE MOTA ANIBAL MENDONÇA NISSAN PATROL 2:02:46.00 T8
20 MARGARIDA SÁ MARIA JOÃO DUARTE SUZUKY JIMNY 2:13:25.00 T8

TT/
BAJA TT GONDOMAR - ROTA DA FILIGRANA

24

fação pelo resultado alcançado: “Fizemos o ritmo e preocupei-me apenas em gerir CX5 Proto), que também foram segundos Outro dos pilotos de topo que cedo ficou
o pleno, conseguimos recuperar pontos e terminar a corrida”, explicou. classificados entre os Mazda. de fora foi Nuno Madeira, que depois de
no campeonato e estamos agora muito Quem também andou nas lutas da frente Bruno Oliveira e Paulo Marques (Mazda ter sido quinto na primeira passagem
próximos da liderança. Mantivemos a luta da corrida foi Tiago Reis, muito motivado CX5 Proto) foram oitavos na frente do pelo prólogo, na segunda teve um percal-
pelo campeonato em aberto”, começou depois do triunfo em Reguengos. Após regressado Avelino Reis, que com Jorge ço: “Uma pequena saída, que danificou a
por dizer o piloto da Toyota Hilux, que dois segundos lugares no prólogo, o dia Lopes a seu lado e novamente no Toyota direção e que deitou tudo a perder”, disse.
manteve sempre um ritmo alto: “Podia decisivo não começou… nem acabou bem. RAV, foram nonos da geral. A encerrar o Ricardo Leal Santos e João Luz (Mtsubishi
ter poupado no segundo setor, o Victor Um toque no primeiro setor seletivo dani- top 10 ficaram colocados Filipe Nascimen- Lancer) eram apenas 16º quando desisti-
sugeriu-o, mas optámos por andar forte ficou a direção do Mitsubishi, mas ainda to e Paulo Torres (Toyota RAV). ram no final do SS1b. Lino Carapeta e Rui
sempre”, disse João Ramos no final. assim deu para continuar. Na especial da O T2 foi ganho por Nuno Corvo e Antó- Antonio (Range Rover Evoque) desistiram
Já Victor Jesus destacou o facto de, final- tarde a dupla acabaria por desistir, já que nio Magalhães (Nissan Pathfinder), isto em CP3 quando eram sétimos da geral.
mente, terem conseguido realizar uma o motor não resistiu à dureza da prova: depois de Rui Sousa e Carlos Silva terem O Campeonato de Portugal de Todo-o-
prova ‘limpa’: “Já há muito que precisá- “As corridas são mesmo assim”, disse liderado até CP2, sendo que a dupla da -Terreno continua a 7 e 8 de setembro com
vamos de uma prova sem qualquer tipo o piloto, que pela primeira vez este ano Prolama abandonou, ao fim de nove cor- a Baja TT de Idanha-a-Nova, que será a
de azares. Ganhámos tudo o que havia não soma pontos. ridas concluídas, com problemas na caixa penúltima prova da época desportiva.
para ganhar, e apesar de um pequeno Desta forma, Pedro Dias da Silva e José de transferências.
susto no primeiro setor seletivo, melhor Janela levaram o Mazda CX5 Proto ao
não podia ser”, disse. lugar mais baixo do pódio, e nem mesmo
Quem aproveitou para se manter no topo a quebra da alavanca da caixa de veloci-
do campeonato foi Hélder Oliveira que, dades, que resultou numa penalização à
com Pedro Lima ao lado e um competitivo saída do parque de assistência a meio do
Mini Paceman, cumpriu os objetivos a que dia, impediu a dupla liderada pelo piloto de
se propôs nesta prova: “Subir ao pódio e Tomar de vencer no Desafio Total Mazda
manter a liderança no campeonato eram e terminar em terceiro da geral.
os meus objetivos, por isso só posso estar Miguel Casaca e Pedro Tavares (Nissan
satisfeito. Saio de Gondomar com a missão Navara) foram quartos classificados,
cumprida. Claro que gostava de ter ganha- quase oito minutos na frente de André
do, mas o João esteve muito forte”, disse o Amaral e Nelson Ramos (Mercedes Proto).
piloto que travou ao longo da corrida uma Mário Duarte e José Motaco (Toyota RAV)
luta intensa pelo segundo lugar: “Quando foram sextos, vencendo o T8, na frente de
percebi que o Pedro tinha parado, baixei Jorge Cardoso e Joaquim Norte (Mazda

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25

DESAFIO TOTAL MAZDA
NOVO TRIUNFO DE PEDRO DIAS DA SILVA

O Desafio Total Mazda prosseguiu a norte e Pedro Dias da Silva/ que mantém a segunda posição na competição logrou levar o
José Janela voltaram a vencer. Cedo assumiram a posição de Mazda Proto ‘são e salvo’ até Gondomar, celebrando mais um
líderes do Desafio, e nem a quebra da alavanca da caixa de pódio no Desafio, desta feita o lugar intermédio, que lhes garante
velocidades, que os atrasou significativamente, os impediu de igual posição no Desafio Total Mazda.
assegurar nova vitória, dilatando desta forma o avanço para Visivelmente afetados pelo muito calor, Bruno Rodrigues e
o segundo classificado no troféu: “Foi sem dúvida alguma um Ricardo Claro asseguraram o terceiro posto, suplantando um
resultado fantástico e muito importante para toda a equipa. atraso considerável, com o piloto alentejano a manter o terceiro
Andámos onde podíamos atacar e poupámos sempre que tal nos lugar na competição. O Desafio Total Mazda 2018 regressa a 7 e 8
foi exigido. Foi uma prova excelente e além da vitória no Desafio, de setembro, com a da Baja TT Idanha-a-Nova.
este terceiro lugar na geral enche-nos de orgulho.” Desafio Total Mazda: 1º Pedro Dias da Silva, 72 pontos; 2º Jorge
Tendo cumprido toda a prova apenas com tração traseira, Jorge Cardoso, 55; 3º Bruno Rodrigues, 48; 4º Bruno Oliveira, 26; 4º
Cardoso/Joaquim Norte conseguiram chegar ao final. A equipa Francisco Gil, 26; 6º Filipe Videira, 15; 7º Floriano Roxo, 10

MOTOR DA HILUX TRAI ALEJANDRO MARTINS PEDRO FERREIRA DESISTE
NA ESTREIA DA VW AMAROK
Os novos campeões
ibéricos, Alejandro Apresentada na semana passada, a nova VW Amarok de Pedro Ferreira sofreu
Martins e José Marques, na estreia, com o piloto a abandonar perto do fim quando era segundo
depois de uma jornada classificado. O novo carro, construído na África do Sul e disponibilizado pela
memorável em Reguengos equipa South Racing ao piloto da PMF Racing, permitiu-lhe, juntamente com
e de uma fantástica Pedro Ré, terminar a SS1 no segundo lugar, mas perto do fim tudo terminaria
vitória na Baja TT Dehesa com um problema mecânico: “Foi a primeira corrida que fiz com esta novíssima
Extremadura, que lhes Amarok, e infelizmente concluímos que há um problema ao nível dos triângulos,
permitiu conquistar o que tem de ser revisto. Aconteceu na SS1, mas deu para completar o troço,
título de campeão ibérico, mas depois voltou a suceder, e a 30 Km do final não deu para continuar. Mas
não tiveram sorte na Baja a Amarok é excelente e conto na próxima corrida tirar ainda mais partido das
TT Gondomar, já que o suas potencialidades”, referiu.
motor da Toyota Hilux não
colaborou. Foi preciso menos de um quilómetro para ele se
Desta feita, acabaram calar pela primeira vez até se calar definitivamente
por ficar parados no decorrer da primeira um pouco mais à frente. Foi muito duro. Foi um
passagem pelo prólogo: “Foi uma tristeza enorme. enorme balde de água fria. A luta pelo título ficou
Estava tremendamente motivado depois de ter muito mais complicada, mas vamos continuar a
conquistado o Troféu Ibérico e da corrida que fazer o melhor que soubermos na próxima corrida.
fizemos em Reguengos de Monsaraz, para além da No imediato iremos à Baja de Aragon medir forças
vitória em Loulé. Fiquei convencido que os azares com alguns dos melhores pilotos do mundo e em
que nos perseguiram durante várias corridas nos setembro voltaremos ao campeonato nacional”,
tinham deixado em paz. Ainda não sabemos o que disse Alejandro Martins.
aconteceu ao motor, mas logo que arranquei para o
prólogo percebi que havia algo que não estava bem.

26 CPM/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE MONTANHA JC GROUP - 4ª RAMPA DE SANTA MARTA 2018
QUATRO
SEGUIDAS
PARA RUI
RAMALHO
Rui Ramalho não tem adversários este ano no CPM. Quatro provas,
quatro triunfos e liderança destacada no campeonato. Mas a
seguir a ele há lutas interessantes e carros fantásticos para ver…

José Luís Abreu ta, terminando a 13,865 do vencedor. C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O
[email protected] Entre os belíssimos carros da Categoria
FOTOS ZOOM MotorSport/António GT, domínio de Gonçalo Manahu e do 1 RUI RAMALHO OSELLA PA2000 EVO2 E2-SC 3:35.968
Silva e Foto GTI/Pedro Ferreira Porsche 997 GT3, um binómio pode- PROTOTIPO E2-SC +11.827
roso, premiado ainda com a 5ª posi- 2 HÉLDER SILVA JUNO CN09 PROTOTIPO CM +13.865
Assistir a uma prova do ção da geral. PROTOTIPO CM +14.009
Campeonato de Portugal Idêntica posição dominante foi a que 3 NUNO GUIMARÃES BRC CM 02 GT +16.738
de Montanha é muito mais exerceu Luís Nunes (Audi RS3 LMS) na TURISMO 2 +17.451
do que olhar apenas para Categoria Turismo 4, sendo sempre o 4 JOAQUIM RINO BRC 05-EVO GT +18.688
quem ganha ou quem perde. mais rápido. Na geral foi 8º. TURISMO 4 TCR +21.774
Em Santa Marta de Nem um susto sofrido por Joaquim 5 GONÇALO MANAHU PORSCHE 997 GT3 GT TURISMO 3 +23.312
Penaguião assistiu-se novamente a Teixeira, com um problema mecâni- TURISMO 2 +23.422
um belo espetáculo, nesta quarta prova co no Seat Leon Eurocup na 1ª subi- 6 MANUEL CORREIA FORD FIESTA R5+ TURISMO 1 +25.855
da temporada, organizada pelo Clube da de prova, impediu o piloto de vol- TURISMO 4 +29.716
Automóvel da Régua. tar a triunfar na Categoria Turismo 7 JOSÉ CORREIA NISSAN NISMO GT3 TURISMO 1 +37.090
No coração do Douro Vinhateiro, Rui 3, que acumulou com a 9ª posição na TURISMO 3 +38.232
Ramalho e o seu Osella PA2000 EVO2 geral, sendo, nesta prova, secundado 8 LUÍS NUNES AUDI RS3 LMS TURISMO 2 +41.934
não deram grandes hipóteses em ter- por Gabriela Correia que, para além de TURISMO 3 TRF +43.385
mos desportivos, com o piloto a alcan- conquistar o troféu reservado à melhor 9 JOAQUIM TEIXEIRA SEAT LEON EUROCUP TURISMO 1 A1 +44.328
çar a quarta vitória seguida do ano. O piloto feminina, chegou a um bom 2º PROTOTIPO CN +48.289
domínio do campeão nacional foi ab- lugar na categoria que disputa. Feito 10 HUGO ARAÚJO SUBARU IMPREZA TURISMO 2 +49.235
soluto, terminando com um agrega- alcançado pela jovem de 16 anos ape- TURISMO 1 +49.671
do de tempo de 3:35.968 e um avanço nas na 3ª prova da sua curta carreira. 11 PEDRO C. SARAIVA HYUNDAI I20 TURISMO 3 +50.613
de 11,827 segundos sobre o regressa- Entre os Turismo 2, Manuel Correia TURISMO 2 +53.184
do Hélder Silva, muito rápido a bordo impôs o poderoso Ford Fiesta R5+ que 12 PEDRO MARQUES SEAT LEON TCR TURISMO 2 +1:07.882
do Juno CN 09, e por isso um justo 2º o transportou ainda até ao 6º posto da
classificado. geral e Pedro Coelho Saraiva (Hyundai 13 PARCÍDIO SUMMAVIELLE RENAULT CLIO R3
Numa prova de trás para a frente, Nuno i20), 11º classificado, também não deu
Guimarães impôs o ‘fator casa’ e uma veleidades à concorrência na Categoria 14 GABRIELA CORREIA SEAT LEON MK3
terceira subida de prova fulgurante fê- Turismo 1. Saraiva sofreu um despis-
-lo saltar de 5º para 3º na geral absolu- te na última subida de prova mas nem 15 JOSÉ P. MIRANDA PORSCHE 911 R

16 JORGE MEIRA SEAT LEON MK1

17 JOÃO GUIMARÃES PEUGEOT 206 RC

18 PAULO RAMALHO OSELLA PA 21S EVO

19 CARLOS SILVA PEUGEOT 106

20 FERNANDO SALGUEIRO SEAT LEON TDI

21 CÉSAR CALDAS CITROEN SAXO CUP

22 MARCO GUERRA PEUGEOT 306 S16

23 RENATO PIAIRO TOYOTA CELICA GT 4WD

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27

esse percalço o afastou de um justo 4,038 segundos sobre o Flávio Saínhas
triunfo. No Campeonato de Portugal (Ford Escort MKI), 2º classificado.
de Clássicos de Montanha JC GROUP O pódio entre os clássicos foi todo Ford
a história também se repetiu e outro já que Ricardo Loureiro alcançou esse
‘poker’ foi alcançado. prémio com o Ford Escort MK II que lhe
A sua condução e a competitividade permitiu vencer na Categoria 6.
do seu Ford Escort MK II levaram José Na Taça de Portugal 1300, Leonel Brás
Pedro Gomes a ostentar um domínio e o Citroën AX Sport dominaram de fio
que é pleno em termos absolutos e na a pavio, o mesmo fazendo José Pedro
Categoria 5. Concluiu a prova com um Figueiredo (Datsun 1200) na Taça de
agregado de 4:16.247 e um avanço de Portugal de clássicos 1300.

28 PTRX/KX
RALICROSS - 42º RALICROSS DE SEVER DO VOUGA
EMCPAILSOTRA
Realizou-se no passado fim de semana, em Sever do Vouga,
a terceira jornada do PTRX. Com a chegada do calor,
o ambiente também aqueceu em pista...

José Luís Abreu da corrida, o que permitiu a Rafael Rocha tagem que lhe deu a vitória. Joaquim Machado viu o motor do Peugeot
[email protected] ganhar uma margem preciosa. João Novo Luís Morais (Peugeot 106 GTi) acabou por S1600 partir e desistiu com um princípio
FOTOSOMS Photos/Ricardo Soares conseguiu desligar-se do grupo e partiu levar a melhor na luta pelo segundo posto. de incêndio. André Sousa (Peugeot 206
e Oficiais em busca do líder, mas numa dobragem Benjamim Sousa (Citroen Saxo) foi mais S1600) foi segundo posto, com Eduardo
complicada comprometeu a sua prova. um dos que lutou pelo lugares da frente. Queirós (Peugeot 206 S1600) logo atrás.
Mais de seis dezenas de pi- Ariana Rodrigues (Peugeot 106) rodava Terminou em terceiro e já tinha Leandro Numa espécie de prémio de consola-
lotos marcaram presença em ritmo mais lento do que os da fren- Macedo (Citroën Saxo) a chegar-se à tra- ção, Mário Teixeira foi quarto, à frente
na terceira prova o PTRX, te – recorde-se que fazia aqui a estreia seira do seu carro, depois de ter recupe- de Joaquim Machado e de Nuno Araújo,
que se realizou na Pista do na competição, 30 anos após o seu pai, rado o tempo perdido no início. que tinha ficado pelo caminho na pri-
Alto do Roçário, em Sever Jorge Rodrigues, o ter feito nesta mes- meira volta.
do Vouga. Uma prova com ma pista – e à entrada da reta da meta SUPER 1600
uma boa lista de inscritos, donde sobres- João Novo não conseguiu evitar o toque. SUPERCAR E SUPER NACIONAL 4WD
saiu a presença de Mário Barbosa, que Ariana ficava fora de combate e João Novo José Eduardo Rodrigues (Peugeot 206
este ano anda pelo Europeu de Ralicross. perdeu segundos preciosos. Longe da S1600) teve um início de corrida sem er- Pedro Matos (Citroën DS3 Supercar) par-
Houve boas corridas, algumas equilibra- frente, Gonçalo Macedo e Rodrigo Correia ros, que lhe permitiu assumir a liderança, tiu bem e apesar de arrancar da segun-
das, como foi o caso das de Kartcross e foram ao pódio. logo na curva dois, quando João Ribeiro da posição levou a melhor sobre Joaquim
Super Nacional A 1.6. Outras, nem tan- foi obrigado a desistir, com problemas na Santos, cujo Ford Focus Supercar, com
to, com diferenças substanciais entre os SUPER NACIONAL 2RM direção do Citroën Saxo S1600. o passar das voltas, evidenciava alguns
concorrentes. Adão Pinto (Opel Astra) começou bem, Depois Rodrigues teve de se defender problemas.
No final, triunfos para Rafael Rocha na na frente, e acabou de igual modo, na dos ataques que Mário Teixeira lhe lan- Má partida para José Lameiro, que pas-
Super Iniciação; Adão Pinto na Super mesma posição. Cedo conseguiu dila- çou e novamente na curva dois as coisas sou de terceiro a último, e bastante
Nacional 2RM; Pedro Tiago na Super tar a vantagem e ganhar. Já José Sousa ficaram resolvidas. O Ford Fiesta S1600 de atrasado. Quando recuperou o anda-
Nacional A1.6; José Eduardo Rodrigues (Peugeot 306) teve que suar para ser se- Teixeira parava com problemas de mo- mento, só lhe restou ir buscar Ademar
na Super 1600; Pedro Matos nos Super gundo. É que Fernando Silva (Seat Ibiza) tor e Rodrigues ficou folgado na frente. Pereira (Subaru WRX Sti), o que con-
Car; Ademar Pereira na Super Nacional não partiu nada bem, mas nunca baixou
4WD; Rafael Teixeira nos Super Buggy e os braços. No final a diferença entre am-
Pedro Rosário nos Kartcross. bos foi de apenas 0,3s. Andreia Sousa
(Toyota Starlet) foi a quinta classifica-
SUPER INICIAÇÃO da e vencedora do troféu das senhoras.

Rafael Rocha (Peugeot 106) venceu, de- SUPER NACIONAL A1.6
pois de dominar a final. Partiu na fren- Pedro Tiago (Citroën Saxo) começou na
te, seguido de muito perto por um gru- frente. Defendeu-se dos ataques que lhe
po animado, onde militavam Rodrigo foram lançados, mas conseguiu manter
Correia (Peugeot 205), Gonçalo Macedo os adversários atrás, e enquanto estes
(VW Polo) e João Novo (Peugeot 106). A lutavam, Tiago foi conseguindo a van-
luta pelo segundo posto foi o ponto forte

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29

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O

KARTCROSS

1 PEDRO ROSÁRIO SEMOG BRAVO 4:57.831

2 LUIS ALMEIDA SEMOG BRAVO 0.503

3 MARIO RATO SEMOG REVOLUCION SR +2.409

seguiu. Ademar pereira terminou em SUPER BUGGY
quarto, como melhor e único da Super
Nacional 4WD. Pedro Matos cortou a 1 RAFAEL TEIXEIRA TONIAUTO TT SB 5:14.028
meta em primeiro e venceu.
2 ANTONIO SANTOS TONIAUTO TT SB +3.950
SUPER BUGGY
Rafael Teixeira (Toniauto TT SB) arran- 3 NELSON BARATA TONIAUTO POWERNB +11.532
cou na frente. Tinha a pole-position
e não a desperdiçou. António Santos SUPER INICIAÇÃO
(Toniauto TT SB) seguia na perseguição
do líder e deixou os adversários a discu- 1 RAFAEL ROCHA PEUGEOT 106 XSI 4:52.811
tir o terceiro lugar. Arménio Rodrigues
(GRT MXG) passou pelo terceiro pos- 2 GONÇALO MACEDO VW POLO +14.063
to, Nelson Barata (Toniauto Pwernb)
não lhe quis facilitar a vida e cumpriu, 3 RODRIGO CORREIA PEUGEOT 205 +18.815
e com a prova a meio assumiu o lugar
mais baixo do pódio. Na frente, Teixeira SUPER NACIONAL (2RM)
venceu facilmente.
pelotão. Alexandre Silva, Nelson Rocha e Jorge Gonzaga baixou para quinto. Luís 1 ADÃO PINTO OPEL ASTRA OPC 4:13.439
KARTCROSS Nuno Bastos ficaram logo ali. A bandei- Almeida (Semog Bravo ER) aproveitava
A curva um foi madrasta para três con- ra vermelha foi mostrada. Nuno Bastos para ascender ao segundo lugar. Pedro 2 JOSÉ SOUSA PEUGEOT 306 +4.180
correntes. Logo na partida, um choque tardou em sair do ASK EVO16 e ime- Palma (Semog Bravo) seguia-o e José
em cadeia causou barafunda a meio do diatamente foram ativados os meios de Carlos Pinheiro (Semog Bravo ER EVO) 3 FERNANDO SILVA SEAT IBIZA TDI +4.526
socorro. Felizmente tudo não passou de fez o mesmo. Tudo só se decidiu depois de
um susto, o piloto ficou combalido com todos cumprirem a Joker Lap. O Campeão SUPER 1600
os choques, nas o estado de saúde não em título, Pedro Rosário, ganhou, segui-
inspirava cuidados. Retomada a prova do por Luís Almeida, a meio segundo. 1 JOSÉ E. RODRIGUES PEUGEOT 206 S1600 4:38.953
Jorge Gonzaga (ASK EVO16) assumiu a Mário Rato (Semog Revolution SR) ‘fu-
liderança, mas isso seria só até à curva rou’ até ao lugar que restava no pódio e 2 ANDRÉ SOUSA PEUGEOT 207 S1600 +8.307
dois, em que Pedro Rosário (Semog Bravo deixou o quarto posto para Pedro Palma.
ER) aproveitou para meter a frente e pas- Jorge Gonzaga foi quinto na frente de José 3 EDUARDO QUEIRÓS PEUGEOT 206 S1600 +15.569
sou limpo para primeiro. Pouco depois Carlos Pinheiro.
SUPER NACIONAL A 1.6

1 PEDRO TIAGO CITROËN SAXO 4:56.142

2 LUIS MORAIS PEUGEOT 106 GTI +0.497

3 BENJAMIM SOUSA CITROËN SAXO +02.221

SUPER CARS E SUPER NAC. 4WD

1 PEDRO MATOS CITROËN DS3 4:24.515

2 JOAQUIM SANTOS FORD FOCUS +11.572

3 JOSÉ LAMEIRO SEAT LEON +20.236

4 ADEMAR PEREIRA (4WD) SUBARU IMPREZA WRX STI +31.043

N/30 >> autosport.pt
NOTÍCIAS
Está traçado o caminho! Estão de- pois basicamente o que se está a ‘fechar’
ACO ANUNCIOU finidas as linhas gerais dos novos agora é o ‘caminho’. O detalhe será acer-
REGULAMENTO DOS regulamentos do Endurance para tado brevemente.
o período de 2020 a 2024. Os novos De qualquer modo, há coisas ‘fechadas’,
‘HIPER-CARROS’ carros terão que identificar bem a marca como por exemplo o peso mínimo dos
DE 2020 que representam, sendo que os custos carros, 980 kg. A distribuição de pesos
de construção e desenvolvimento terão terá uma estrita definição, bem como o
O Automobile Club de L’Ouest anunciou os detalhes dos de cair para cerca de 25% dos valores fluxo de combustível, estando previsto
novos regulamentos do Mundial de Endurance de 2020, os atuais, que, segundo as estimativas da que outras tecnologias sejam controladas
ACO, andarão num valor que ronda os 25- de modo a permitirem que os custos se
tão falados ‘hiper-carros’ que passarão a ser a classe de 30 milhões de euros, isto para uma equipa mantenham ao nível pretendido. Está
topo das corridas de endurance com dois carros. Parece positivo, mas prevista a inclusão de um motor elétrico,
José Luís Abreu ainda é ‘curto’ para seduzir os homens no eixo da frente, com uma performance
[email protected] da IMSA. As regras vão ser introduzidas fixa de 200 kW, o que dará tração total
a partir de 2020 e está previsto que este aos carros. O objetivo quanto à máxima
regulamento vigore até 2024. Há aspetos performance do motor será de 520 Kw.
que ainda se mantêm em aberto, como Os carros terão dois lugares, cockpits
por exemplo a arquitetura do motor, a maiores que os correntes LMP1, um pá-
possibilidade de serem aceites diversos ra-brisas também maior e um teto que
números de cilindros no motor, turbo, se assemelhe mais a carros de estrada.
motores naturalmente aspirados, enfim, Os construtores serão obrigados a dis-
há ainda muitas incógnitas a este nível, ponibilizar os seus sistemas a equipas
privadas, alugando os carros a preços
razoáveis, sendo que cada um dos cons-
trutores pode desenvolver o seu sistema
híbrido. O objetivo de performance em
Le Mans para estes carros andará à vol-
ta dos 3m20s, ligeiramente mais lentos
que os atuais LMP1 híbridos. O nome da
categoria ainda não foi decidido, mas a
ACO lança para a ‘discussão’ nomes como
Super Sportscar, GTPrototype, Le Mans
Supercars e Le Mans Hypercars. A escolha
final será por voto.

TCR ITÁLIAJOSÉ RODRIGUES
AZARADO EM MISANO

CAMPEONATO NORTE DE RALIS LUÍS A terceira jornada do TCR Itália, que se e ainda cheguei a 15º, mas não deu para
DELGADO VENCE RALI MONTELONGO realizou em Misano, não correu bem a José mais. Não esperava esta atitude dele, já
Rodrigues. Ao 15º lugar da primeira corrida não foi a primeira vez, mas foi o que se
juntou um abandono na segunda, um conjunto passou e estragou-me a corrida”, disse o
de resultados longe daquilo que o piloto de piloto da Target Competition.
Braga idealizou. Foi nono na qualificação, Na segunda corrida, o piloto luso
mas a primeira corrida não correu bem: “Não abandonou: “Arranquei bem e consegui
arranquei bem, pouco depois perdi uma logo ganhar algumas posições. No
posição para o meu colega de equipa, que era entanto é sempre complicado arrancar
mais lento que eu mas foi muito agressivo e no meio do pelotão. Ainda não tinha
tentou colocar-me fora de pista várias vezes. completado uma volta, houve alguns
O grupo da frente fugiu e eu tentei tudo toques onde estive envolvido também.
para o passar, ele abriu, eu tentei passar, Como consequência, partiu-se um
ele travou muito cedo e eu toquei-lhe, sendo braço de suspensão e a desistência foi
penalizado com um drive through. Caí para 22º inevitável.”

Luís Delgado e André Carvalho, em Citroën 5. Nuno Alves e Bruno Machado completaram
C2 S1600, consolidaram a liderança do o pódio dos X1 e foram sextos da geral. Igual
Campeonato Norte de Ralis ao vencerem o lugar na classe, mas P1, para a equipa do
Rali de Montelongo. André Ferreira e Alberto Peugeot 208, João Castela e João Leones, que
Silva foram os únicos a conseguir dar alguma foram sétimos. Tiago Macedo levou o Renault
réplica, terminando no segundo lugar, a 25,20s Clio 2.0 ao oitavo posto e conquistou a vitória
dos vencedores. A regularidade de João Alves nos X5. André Rodrigues, em Peugeot 206,
e José Rodrigues (Peugeot 106) valeu-lhes foi nono, enquanto Filipe Oliveira, primeiro
o terceiro lugar e a vitória entre os X1. José no grupo X3, fechou o leque dos 10 melhores
Adriano Costa, em Nissan Micra, manteve da edição 2018 do Rali Montelongo. António
sempre a pressão sobre o piloto do 106. Oliveira venceu a X2 e Sérgio Freitas, em
Foi quarto da geral e segundo no grupo X1. Hyundai Getz, triunfou entre os Diesel. Nos
Mário Castro e Ricardo Cunha, em Ford Fiest Peugeot 106 XSI, o triunfo foi para Fábio Paço/
Ecoboost, únicos no grupo P2, fecharam o top Pedro Moura.



>>motosport.com.pt Rodrigo Fernandes
[email protected]
M O T O G P CATALUNHA
Barcelona recebeu a sétima ronda
JORGE do Mundial de motociclismo num
LORENZO fim de semana em que o calor se
fez sentir, com 27 graus de tempe-
VENCE ratura ambiente e... 46 no asfalto. Os mais
ECONVENCE de 90 mil espetadores viram um bom
espetáculo, apesar da luta pela vitória ter
Depois da vitória em Itália, Jorge Lorenzo voltou a ser o mais sido resolvida logo nas primeiras voltas.
forte em pista, agora na Catalunha, e venceu. O piloto da Ducati, Jorge Lorenzo foi o mais forte na Catalu-
nha e conseguiu a sua segunda vitória
depois de um arranque de temporada negativo, está agora a consecutiva esta época. O piloto espanhol,
mostrar a qualidade que lhe é conhecida que arrancou da pole position, caiu para
terceiro no início da corrida, mas, ain-
ACOMPANHE TODA A INFORMAÇÃO da na primeira volta, voltou a assumir
DIARIAMENTE EM MOTOSPORT.COM.PT a liderança e de lá nunca mais saiu até
ao final. Uma vitória irrepreensível em
que soube sempre controlar o ritmo dos
seus adversários, principalmente Marc
Márquez.
O piloto da Honda ainda passou pelo pri-
meiro lugar, mas não conseguiu travar o
espanhol da Ducati, ficando em segundo
e aumentando a sua diferença no cam-
peonato para Valentino Rossi, que foi

33

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O

MOTOGP DUCATI 40’13.566
1 JORGE LORENZO HONDA +4.479
2 MARC MARQUEZ YAMAHA +6.098
3 VALENTINO ROSSI HONDA +9.805
4 CAL CRUTCHLOW HONDA +10.640
5 DANI PEDROSA
CAMPEONATO HONDA 115
1 MARC MARQUEZ YAMAHA 88
2 VALENTINO ROSSI YAMAHA 77
3 MAVERICK VIÑALES YAMAHA 73
4 JOHANN ZARCO DUCATI 71
5 DANILO PETRUCCI

terceiro, depois de arrancar de sétimo. Apesar das diferenças de forma, ambos
O italiano conseguiu o seu terceiro lugar os pilotos da Ducati estão neste momento
consecutivo, e o quarto em sete corridas, longe da luta pelo título.
que é, ao mesmo tempo, o seu melhor Um dos momentos insólitos da corrida
resultado da temporada. deu-se a seis voltas do fim, quando ‘Tito’
Os três primeiros classificados da prova fi- Rabat viu a sua Ducati pegar fogo na reta
zeram uma corrida quase isolada, a partir da meta. O piloto espanhol foi obrigado
de certa altura, mas, atrás deles, existiram a seguir em frente na curva 1 para que
duas boas lutas. Na disputa do quarto o fogo fosse extinto pelos comissários
lugar, Dani Pedrosa e Cal Crutchlow da pista.
proporcionaram um bom espetáculo, Destaque ainda para o facto de só terem
com o britânico a levar a melhor perante terminado 13 pilotos, com outros 13 a de-
o espanhol da equipa oficial da Honda. sistirem. Franco Morbidelli ainda pontoou,
Maverick Viñales e Johann Zarco lutavam ficando o ponto do 15º lugar por atribuir.
pelo sexto lugar e o espanhol da Yamaha No campeonato, Márquez lidera com 115
levou a melhor e quase conseguiu ir bus- pontos, mais 26 do que Valentino Rossi
car Pedrosa ao quinto posto, terminando e mais 38 do que Maverick Viñales. Lo-
com uma diferença de apenas 0.158s. renzo subiu a sétimo, com 66 pontos, os
Andrea Dovizioso caiu a 16 voltas do fim, mesmos que o seu colega de equipa e de
quando era terceiro, e com isso perdeu Andrea Iannone.
ainda mais terreno na luta pelo título, A caravana do MotoGP segue agora para
estando agora no oitavo posto, a 49 pon- Assen, a catedral do motociclismo, que
tos da liderança. Se Lorenzo, seu colega recebe a oitava ronda do campeonato.
de equipa, vive um momento bom, com A corrida tem lugar a 1 de julho.
duas vitórias seguidas, o italiano está num
ciclo diferente, com três desistências nas
últimas quatro corridas.

34 M O T O 2 CATALUNHA

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MIGUEL OLIVEIRA... seguido de Marcel Schrotter. Contudo,
QUASE, QUASE... os dois primeiros nunca conseguiram
ganhar grande vantagem ao restante
Apesar de uma qualificação pouco conseguida, uma excelente corrida valeu o pódio pelotão. A 13 voltas do final, Quartararo
a Miguel Oliveira na Catalunha. O piloto português voltou a encurtar a diferença na conseguiu assumir a liderança, após
classificação do campeonato e está agora a apenas um ponto da liderança Miguel Oliveira ter aberto demais a
trajetória numa curva. O francês ainda
Rodrigo Fernandes primeira volta. O piloto português foi o trapassado por Fabio Quartararo, que foi perseguido por Oliveira durante
[email protected] grande destaque da primeira metade viria a ganhar, e não mais conseguiu algumas voltas, até o piloto portu-
da corrida e conseguiu subir à lideran- voltar à liderança. guês perceber que não iria conseguir
Miguel Oliveira foi segundo clas- ça, a 15 voltas do fim, após algumas O piloto francês, que saiu da pole po- acompanhar o ritmo do francês, pre-
sificado na Catalunha, depois de ultrapassagens com boas lutas pelo sition, não arrancou bem e caiu para o ferindo garantir o segundo lugar, que
ter feito mais um excelente ar- meio, especialmente com Márquez. quinto posto, sendo o líder das primei- conseguiu sem dificuldades.
ranque, passando de 17º para sexto na No entanto, a 13 voltas do fim foi ul- ras voltas o espanhol Álex Márquez, Até ao final, os três primeiros só ti-
veram de gerir a sua vantagem, com
o pódio a terminar com Quartararo
- que conseguiu a primeira vitória
da carreira - Oliveira e Márquez. Já a
luta pelo quarto lugar foi muito ani-
mada, entre Schrotter e Xavi Vierge,
com o piloto alemão a levar a melhor.
Francesco Bagnaia, líder do campeo-
nato, foi oitavo, depois de uma corrida
onde não conseguiu mostrar muitos
argumentos para lutar por posições
melhores.
Quartararo conseguiu então a sua pri-
meira vitória na carreira, naquela que
é para si a quarta temporada, segunda
em Moto2. O francês tornou-se no
segundo piloto mais novo (19 anos
e 58 dias) a vencer no campeonato,
apenas atrás de Marc Márquez, que
venceu - curiosamente - em França a
sua primeira corrida na categoria, em
maio de 2011, então com 18 anos e 87

35

“TEMOS QUE CONTINUAR ASSIM...”

Depois de um fim de semana difícil para o piloto pude acabar em mais um pódio, o que me deixa muito satisfeito.
de Almada, em que chegou a sofrer uma queda Apesar do incidente do final de corrida, após a bandeira de xadrez,
que o levou ao hospital do circuito, Miguel felizmente parece que ambos estamos bem e sem consequências
Oliveira voltou a fazer uma recuperação como físicas. Estou muito contente e agora temos que continuar
nos tem habituado. Muito atento ao semáforo nesta linha e desenvolver um trabalho que nos permita ser mais
e com o tempo de reação à partida soberbo, a rápidos nas qualificações para que não saia tão atrás na grelha
sua determinação foi preponderante para um de partida”.
arranque fulminante que lhe permitiu recuperar
12 posições apenas na primeira volta. Chegou
a ocupar a primeira posição, mas o francês
Fábio Quartararo, autor da pole position, esteve
bastante forte e Miguel Oliveira decidiu não
arriscar e amealhar os 20 pontos do 2º lugar.
“Foi uma corrida positiva. Sabíamos que seria
uma corrida com bastante calor e que isso iria
dificultar muito a aderência, tanto à frente como
atrás, mas, depois do warm up, experimentámos
uma afinação de amortecedor de trás e felizmente foi uma
mudança muito positiva e no bom sentido. O importante para mim
era não cometer erros, sair bem e controlar os meus adversários
diretos no campeonato. Consegui fazê-lo com sucesso. Não tinha
o andamento do Quartararo, aquelas décimas, mas tentei não
stressar e gerir a minha distancia para o 3º classificado e, no final,

M O T O 3 CATALUNHA

BASTIANINI, OMAISFORTE

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O Muita luta, como habitual, no Moto3, e vitória para Enea circuito. Duas voltas depois, na curva 1, foi a vez de Jaume
Bastianini num acidentado Grande Prémio da Catalunha. O Masiá e Andrea Migno caírem. Com a confusão desta segunda
MOTO2 piloto da Leopard fez um péssimo arranque, onde, recorde-se, queda, Marco Bezzecchi cedeu a liderança a John McPhee, num
começou na pole position, tendo caído várias posições. Quem grupo que passou a ter cinco pilotos a lutar pela vitória.
1 FABIO QUARTARARO SPEED UP 38’22.059 arrancou muito bem foi Jorge Martin e Tatsuki Suzuki, que se Até ao final da corrida, houve muitas disputas, mas Bastianini
+2.492 destacaram desde o início, criando-se uma grande luta pelo assumiu a liderança ainda antes da última volta e conseguiu
2 MIGUEL OLIVEIRA KTM +3.485 terceiro lugar com vários pilotos. ser o mais forte a partir daí, conquistando a sua primeira
+4.398 A 13 voltas do fim, Jorge Martin, que liderava, caiu na curva 9, vitória desde o Japão, em 2016. Bezzecchi foi o mais forte na
3 ALEX MARQUEZ KALEX +4.687 após perder a frente da sua Honda, e deixou Suzuki isolado luta pelo segundo lugar, ultrapassando Gabriel Rodrigo sobre
na frente da corrida, mas a perder tempo para o grupo a meta, numa diferença de apenas 3 milésimos de segundo,
4 MARCEL SCHROTTER KALEX 119 perseguidor, que, em menos de uma volta, apanhou o japonês. conseguindo, assim, quatro pontos extra importantes, nas
118 Duas voltas depois, Suzuki caiu de primeiro para quarto, com contas do campeonato.
5 XAVI VIERGE KALEX 94 Bastianini a assumir a liderança, mas num grande grupo de Após a corrida da Catalunha, Bezzecchi reforçou a liderança
93 nove pilotos. do campeonato, agora com 103 pontos, tendo mais 19 do que
CAMPEONATO 70 A seis voltas do fim deu-se um acidente com três pilotos do Fabio Di Giannantonio, que subiu a segundo com o seu sétimo
grupo da frente - Arón Canet, Albert Arenas e Nicolo Bulega lugar na corrida, enquanto Jorge Martin desceu a terceiro,
1 FRANCESCO BAGNAIA KALEX - com Canet a ficar maltratado e a ter de sair de maca do estando a 23 pontos da liderança, depois da queda.

2 MIGUEL OLIVEIRA KTM

3 ALEX MARQUEZ KALEX

4 LORENZO BALDASSARRI KALEX

5 XAVI VIERGE KALEX

dias. Já depois de finalizada a corrida, C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O
Miguel Oliveira ainda se envolveu num
acidente insólito. O português rodava MOTO3
de forma lenta e cumprimentava os
adeptos quando, inesperadamente, 1 ENEA BASTIANINI HONDA 38’36.883
Simone Corsi acertou em cheio na tra- +0.167
seira da sua moto, provocando a queda 2 MARCO BEZZECCHI KTM +0.170
de ambos. Felizmente sem consequên- +0.257
cias físicas para qualquer um dos pi- 3 GABRIEL RODRIGO KTM +0.639
lotos. Após a corrida da Catalunha,
Bagnaia mantém a liderança, com 4 JOHN MCPHEE KTM 103
apenas um ponto de vantagem para 84
Miguel Oliveira. O piloto português está 5 TATSUKI SUZUKI HONDA 80
a fazer da regularidade uma arma a seu 68
favor, tendo conseguido, em Barcelona, CAMPEONATO 61
o seu quinto pódio da temporada em
sete corridas. Álex Marquez é terceiro, 1 MARCO BEZZECCHI KTM
a 25 pontos do líder, depois de passar
Lorenzo Baldassarri, que é quarto, a 2 FABIO DI GIANNANTONIO HONDA
apenas 1 ponto do espanhol.
3 JORGE MARTIN HONDA

4 ENEA BASTIANINI HONDA

5 ARON CANET HONDA

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TRIUMPH

» SPEED TRIPLE 1050 DE 2018

EVOLUÇÃO PERFEITA

O modelo Speed Triple da Triumph pode ser considerado
como o percursor do fenómeno ‘Street Fighter’ do momento.
Em 1994 quando a Triumph lançou a sua primeira Speed
Triple estabeleceu um novo segmento de mercado. Este
tem sido amplamente acompanhado pelas outras marcas
e neste momento representa uma enorme percentagem da
quota de mercado

Pedro Rocha dos Santos de compressão mais alta - 12.9: 1 - a e a partir dos mesmos podemos sele- -iluminados para facilitar a sua leitura e
[email protected] proporcionar um enorme binário com cionar facilmente, utilizando o joystick, localização à noite. A nível da eletrónica
cerca de 117 Nm às 7.000 rpm, o mo- as funções e os modos pretendidos. De a Speed Triple RS monta ainda uma
No meio da euforia e do lan- tor da Speed debita um imenso torque início pode ser confuso mas rapida- Unidade de Medição de Inércia (IMU)
çamento de novos modelos desde as mais baixas rotações e sobe mente habituamos-nos, podendo-se que controla o ABS em curva e o nível
no segmento Street Fighter, facilmente de rotação, sem estremecer mesmo passar a alterar parâmetros, os de controle de tração definido para cada
inclusivamente pela própria nem ‘pestanejar’, em qualquer veloci- mais simples, em andamento. modo de motor.
Triumph, com a introdução da dade e a partir das 2.000 rpm, apenas O painel permite optar-se por seis con- O aspeto musculado da Speed Triple é
irmã de cilindrada mais baixa com o rodar de punho. Graças a uns figurações de grafismos diferentes. A acompanhado por uma enorme sen-
- primeiro a 675 e mais recentemente a pistons que são agora mais leves e de visualização de informação, no caso sação de confiança quando nos monta-
765 - a Speed Triple tem sabido man- perfil melhorado, o motor atinge mais da Speed Triple, muda em função dos mos nela pela primeira vez. Tudo parece
ter-se como a referência do segmento 1.000 rpm que o anterior, tendo o red modos de motor que escolhermos, que estar no seu preciso lugar, o binómio
e ‘olha de cima’ para todas as restantes line agora às 10.500 rpm. Sem dúvida são cinco: Rain , Road, Sport, Track e guiador/peseiras coloca-nos numa
suas ‘descendentes’. um motor que proporciona um prazer Rider. Este último permite ao utilizador posição natural, sem demasiado peso
A Triumph Speed Triple 1050 de 2018 imenso que, nesta versão que testámos, personalizar as parametrizações. Para sobre os pulsos, e bem encaixados na
é o resultado de 24 anos de evolução e a topo de gama RS, acompanha com um além da alteração dos mapas de motor moto, onde o banco, muito bem acabado
como referia Darwin, “aquele que so- som grave e rouco proporcionado pelas em função do modo selecionado tam- e confortável, combinado com a ergo-
breviverá não será o mais forte nem magníficas ponteiras Arrow montadas bém outros parâmetros são alterados, nomia do depósito ao nível dos joelhos,
o mais rápido, mas aquele com maior de origem. como é o caso do Controle de Tração. nos faz sentir totalmente integrados e
capacidade de se adaptar às mudanças”. O painel TFT da Triumph Speed Triple Todos os botões têm um toque agradável num equilíbrio perfeito entre homem/
A nova Speed Triple é precisamente de 5” a cores é idêntico ao que já co- e preciso e são de utilização bastante máquina.
o resultado de um processo evolutivo nhecíamos da Street Triple e das novas intuitiva, sendo inclusivamente retro- E que máquina... rodar na Speed Triple é
que soube adaptar-se e assimilar com Tiger, e o novo sistema de navegação e
sabedoria várias evoluções técnicas seleção de funções é também aquele
que temos vindo a assistir nas últimas que já havíamos testado antes que, com
duas décadas. a utilização de um simples joystick de 5
O motor tricilíndrico de 1.050cc e 150 cv contactos, localizado junto ao punho es-
continua a ser uma enorme referência querdo, permite navegar com facilidade
da Speed Triple e o seu interior inclui nas diferentes opções. Um pequeno bo-
agora mais de 100 evoluções em rela- tão ‘home’ no punho direito permite ter
ção ao modelo anterior. Com uma taxa acesso direto a todos os menus possíveis

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38

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puro prazer. Desde logo pelo motor re- surpreendidos com o nível e capacidade simples toque nas manetes, com apenas A Speed Triple ganha destacada no
dondo e cheio de pujança, com um ron- de absorção do conjunto de suspensões um dedo. Estes incluem ABS de última conforto e na facilidade de condução
car entusiasmante sempre que enrola- Ohlins que monta a Speed, que propor- geração e gestão do mesmo por medição quando confrontada com outras opções
mos punho, proporcionado pelas duas cionam um conforto pouco habitual em eletrónica de inércia em curva. de mercado que primam mais pelo seu
belas ponteiras Arrow. As suspensões motos deste segmento. Em curva a Speed Triple é precisa e be- desempenho hiper desportivo e pela
Ohlins totalmente ajustáveis facultam- A travagem é também toda uma refe- neficia de suspensões magníficas que alta potência dos seus motores, quase
-nos uma leitura perfeita da estrada e rência na Speed Triple, pois os travões conferem uma sensação de segurança perto dos modelos mais desportivos
uma colagem ideal dos pneus à mesma Brembo que monta são muito efetivos, extra. Gostaríamos de a experimentar das diferentes marcas.
em qualquer situação. Ficámos mesmo sensíveis e doseáveis, bastando um em pista e levá-la ao limite para ver Gostámos do perfil mais abrangente
como se comporta em relação à sua da Speed Triple que, tendo evoluído em
CONCORRÊNCIA DUCATI MONSTER 1200 R RED irmã mais jovem. termos tecnológicos, soube manter a
Em conclusão, a Triumph Speed Triple sua personalidade e estilo, não se dei-
BMW S 1000 R 160 CV pode não ser a mais potente do seg- xando levar por alguns ‘extremismos’
mento nem a mais leve e mais ágil, no da sua concorrência.
165 CV POTÊNCIA entanto é toda uma referência de estilo Ao invés, é uma aposta num caráter
pela originalidade do seu design, que mais dócil e utilizável, para agradar a
POTÊNCIA 207 KG apesar de ter evoluído mantém o estilo uma faixa mais alargada da população
e identidade iniciais. e proporcionar assim uma utilização
265 KG PESO mais abrangente.
KTM SUPER DUKE R Claro que não deixa de ser uma naked
PESO 19 345€ desportiva de estilo “Street Fighter” e
176 CV obviamente pouco vocacionada para
14 268€ PREÇO BASE grandes viagens, penalizada pela nossa
POTÊNCIA exposição ao vento.
PREÇO BASE No entanto, o seu nível de conforto é
195 KG surpreendente e a sua facilidade de
condução permite-nos pensar se não
PESO poderemos sacrificar as altas velocidade
em troca do prazer que nos proporciona.
17 790€ E é claro que não nos podemos esquecer
que com 24 anos de existência num
PREÇO BASE mercado que se reinventa a cada ano
e que tem sofrido uma extraordinária
evolução em termos tecnológicos e so-
bretudo a nível da eletrónica adoptada,
rodarmos numa Triumph Speed Triple
é circularmos numa “lenda viva”, uma
moto icónica e cheia de personalidade.

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FT/ F I C H A T É C N I C A

1.050 CC

CILINDRADA

150 CV

POTÊNCIA

15,5 L

DEPÓSITO

192 KG

PESO

16 150€

VERSÃO RS

MOTOR TRICILÍNDRICO EM LINHA COM ARREFECIMENTO
LÍQUIDO , 12 VÁLVULAS, DOHC, 1050CC, 150CV
POTÊNCIA ÀS 10.500RPM / 117NM DE BINÁRIO ÀS
7.150 RPM, INJEÇÃO DE COMBUSTÍVEL EMBRAIAGEM
HÚMIDA DESLIZANTE CAIXA DE 6 VELOCIDADES, QUADRO
LONGARINA DUPLA EM ALUMÍNIO RODA DIANTEIRA
120/70 ZR17, RODA TRASEIRA 190/55 ZR17 SUSPENSÃO
OHLINS COM CURSO DE 43MM E 120MM AMORTECEDOR
TRASEIRO OHLINS TOTALMENTE AJUSTÁVEL COM 130MM
CURSO TRAVÕES DE DISCO DIANTEIROS DE 320MM,
PINÇAS MONOBLOCO RADIAIS BREMBO DE 4 PISTONS
E ABS COMUTÁVEL DISCO TRASEIRO DE 255MM COM
PINÇA DESLIZANTE DE 2 PISTONS PAINEL TFT A CORES
DE 5” LARGURA DO GUIADOR 775MM ALTURA 1.070MM,
ALTURA DO ASSENTO 825MM DISTÂNCIA ENTRE EIXOS
1,445MM, INCLINAÇÃO 29º

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OLIVIER
GROUILLARD

O HOMEM
QUE ENFURECEU

MANSELL

Longe vão os tempos em que as bandeiras azuis eram Guilherme Ribeiro um piloto genial, mostrou, ao longo
mostradas, mas o seu desrespeito não implicava uma [email protected] de todo o seu caminho até à F1, que
FOTOGRAFIAS AutoSport e D.R. era um piloto capaz de ocupar um lu-
penalização, muito menos quase imediata. Deste gar numa equipa do meio do pelotão.
modo, alguns pilotos tornaram-se célebres por serem Nascido em Fenouillet, nos Conhecido pelo seu estilo extrema-
extremamente difíceis de dobrar, tornando-se autênticas arredores de Toulouse, a 2 mente agressivo e irregular em pista,
‘chicanes móveis’. Grouillard foi um dos mais ‘conceituados’ de setembro de 1958, Olivier além de alguns acidentes, Olivier tor-
nesta arte mas, apesar de uma carreira relativamente Grouillard teve uma longa nou-se numa dor de cabeça para os ho-
anónima na Fórmula 1, demonstrou talento quanto baste carreira no desporto auto- mens da frente, já que pouco ou nada
móvel, tendo começado cedo se importava com as bandeiras azuis.
noutras categorias nos karts, destacando-se em seguida Longe de ser o único, talvez tenha
nas categorias de promoção para en- sido aquele que ficou com pior reputa-
CONHEÇA ESTA E MUITAS fim chegar à Fórmula 1. Longe de ser ção, e não raras vezes é a reputação, e
OUTRAS HISTÓRIAS EM AUTOSPORT.PT não a imagem real, que permanecem.

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41

Revisitemos a sua carreira… minou em quarto lugar, com 87 pontos, pensar na F3000 em 1985, a nova ante- volante de um Lola T88/50-Cosworth.
Olivier Grouillard começou a correr no e uma vitória de permeio. Com a sua câmara da Fórmula 1. A ORECA decidiu Era o ano do tudo ou nada e Grouillard
karting em 1972, destacando-se como idade não havia tempo a perder e em manter o piloto na sua progressão para começou a época muito bem, com um
um piloto rápido, mas já algo agressivo 1983 encontramos Olivier Grouillard na a categoria, mas faltou algum financia- quinto lugar em Jerez e um terceiro em
ao volante. No entanto, foi progredindo F3 Francesa ao volante de um Martini mento e Grouillard não disputou nem a Vallelunga. Mas uma série de três aban-
com bons resultados nos sucessivos Mk39-Alfa Romeo da ORECA, voltando primeira nem as últimas duas rondas donos consecutivos devido a acidente
escalões do karting francês, mas só em a terminar o campeonato em quarto, do campeonato, sendo que, no resto da não ajudaram em nada a sua reputação.
1981, já com 23 anos, é que decidiu to- permanecendo na mesma competição temporada, mostrou um bom ritmo e Porém, a segunda metade da época se-
mar o passo decisivo de avançar para os para a levar de vencida em 1984, ao vo- regularidade, qualificando-se no meio ria bem melhor, com um segundo lugar
monolugares, inscrevendo-se no Volant lante de um Martini Mk42-Alfa Romeo da tabela e terminando habitualmente em Enna-Pergusa, novo abandono em
Elf nesse ano. De imediato destacou-se da mesma equipa, após um duelo titâ- no top 10, conquistando sete pontos ao Brands Hatch e outro acidente em qua-
e para 1982 foi apoiado pela Ecurie Elf nico com Frederic Delavallade, conse- volante do March 85B-Cosworth. Uma lificação na prova de Birmingham, que
para disputar o Campeonato Francês de guindo quatro vitórias em nove provas. boa época de estreia para o jovem pi- o deixou ligeiramente ferido – pensou-
Formula Renault, competição que ter- Como seria lógico, Grouillard começou a loto. No entanto, não ficou na ORECA -se mesmo que, tal como o seu azarado
em 1986 e, sem dinheiro, resignou- colega Michel Trollé, em Brands Hatch,
-se a competir no popular campeo- Olivier tinha ficado com as pernas par-
nato francês de stock-cars NOSCAR, tidas – mas, depois disso, venceu em
terminando a época em sétimo. Pelo Le Mans e Zolder, para terminar no ter-
meio conseguiu ainda alugar um vo- ceiro lugar em Dijon, o que o guindou
lante na Hotz-Formula Racing para ao vice-campeonato, com 34 pontos.
disputar quatro provas de F3000, e de Não fossem os erros da primeira meta-
imediato mostrou à pequena equipa de da época e Grouillard podia ter sido
que o talento fazia alguma diferença, um candidato ao título, principalmen-
qualificando-se em nono em Mugello e te porque, em qualificação, conseguiu
chegando rapidamente à liderança, em- aumentar e muito a sua regularidade.
bora não conseguisse manter o ritmo Quanto aos turismos, findo o WTCC,
ao longo de toda a corrida, terminando Olivier decidiu continuar no campeo-
por isso em quarto. Seria depois sexto nato ETCC com a Bigazzi, desta vez
em Österreichring. partilhando o carro com o veteranís-
Sem dúvida que estas performances simo Jacques Laffite – o piloto célebre
em 1986 dissiparam quaisquer dúvi- pela sua associação à Ligier havia-se
das existentes sobre o piloto francês, reconvertido aos turismos depois de
que foi contratado de novo pela ORECA um violento acidente na largada do G.P.
para pilotar um March 87B-Cosworth de Inglaterra de 1986 ter acabado com a
na F3000 em 1987, ao lado de outra sua longa carreira na F1 – conseguin-
jovem promessa, considerado à data do três pódios, de novo destacando-se
como um possível sucessor de Alain nas 24h de Spa, aonde foi terceiro com
Prost, Yannick Dalmas. Talvez na ân- o seu compatriota e com o especialista
sia de mostrar serviço e consciente que belga Jean-Michel Martin.
a idade começava a pesar no acesso à
F1, Grouillard teve uma época extre- PASSO A PASSO NA F1
mamente irregular, marcada por más
posições na qualificação (inclusive fi- Apesar de já contar com 30 anos, Olivier
cou fora do grid em Spa), recuperações Grouillard foi contratado pela Ligier
fenomenais, acidentes e corridas em para a temporada de 1989, correndo ao
perda de rendimento, deixando-o ao lado do veteraníssimo René Arnoux.
todo com apenas quatro pontos – de Infelizmente, a equipa de Vichy es-
novo – e claramente batido por Dalmas. tava longe dos seus tempos de gló-
Exatamente o contrário do que preci- ria e o Ligier JS33-Cosworth era uma
sava para ser olhado pelos ‘chefões’ da evolução do desastroso monolugar da
F1. No entanto, a experiência dos turis- época anterior, sendo pesado, lento e
mos deu-lhe ânimo para continuar na pouco fiável. Ao lado de um desmoti-
disciplina, desta vez no WTCC e ETCC, vado Arnoux, Grouillard ainda conse-
correndo tanto pela Bigazzi como pela guiu brilhar ocasionalmente em qua-
BMW Motorsport, maioritariamen- lificação, mas em corrida o top 10 era
te com Luis Pérez-Sala e Winni Vogt, o máximo que conseguia alcançar. E,
destacando-se um conjunto de exce- à medida que se tentou desenvolver o
lentes resultados, incluindo pódios em carro, este foi-se tornando mais pe-
Jarama, Brno e nas 24h de Spa, aonde sado, o que fez com que nem sempre
conseguiu um excelente segundo lugar. Olivier conseguisse qualificá-lo. Ainda
Provavelmente, este conjunto de resul- assim, no G.P. de França, talvez pelo
tados ajudou a que, em 1988, encontras- facto de correr em casa, Grouillard teve
se novamente um volante competitivo a sua melhor performance da carreira
na F3000, desta vez na recente mas na F1, quando conseguiu um fabuloso
algo conceituada GDBA Motorsports, ao sexto lugar, apesar de problemas de
pneus e caixa de velocidades, depois

42

de ter arrancado da segunda metade treinos para o G.P. dos EUA. Pena que, lificação. Mais uma vez, o novo carro, despediu-o sumariamente na sema-
da grelha. Aliás, Arnoux estava tão em corrida, os pneus fossem perden- denominado Fomet F1, estreou-se no na seguinte. Ainda assim, Grouillard
desmotivado por ser batido pelo seu do eficácia e, envolvendo-se em dois início da temporada europeia, mas foi permaneceu na F1, trocando de pos-
colega de equipa que decidiu aban- acidentes, acabasse fora de prova. A preciso esperar até ao México para to com Gabriele Tarquini para correr
donar a competição no final do ano, equipa apresentou uma evolução, o que Grouillard se qualificasse, embo- até ao final da época pela AGS, ao lado
e Grouillard tentou assumir as rédeas FA1ME, no início da temporada euro- ra num surpreendente décimo lugar. de Fabrizio Barbazza. Infelizmente, a
da equipa. O problema é que René es- peia em San Marino, mas o carro não Infelizmente, devido a problemas me- equipa de Gonfaron estava comple-
tava com a Ligier desde 1986 e a in- era muito melhor que o modelo an- cânicos, o francês teve de largar das tamente aflita em termos financeiros
terferência do estreante não foi nada terior e rapidamente Olivier perce- boxes e desistiu cedo. O resto da tem- e não tinha capacidade de desenvol-
bem vista pelo volátil Guy Ligier, que beu que ia ter que lutar bastante por porada seguiu o mesmo padrão – nas ver o JH27-Cosworth, e depois de os
rapidamente o tornou persona non- um lugar na grelha, à medida que as raras vezes que conseguia passar da dois pilotos falharem a pré-qualifica-
-grata dentro da formação. Para pio- equipas rivais desenvolviam os seus pré-qualificação ou da qualificação o ção em Espanha, a AGS decidiu, pura e
rar, Grouillard aprendeu com Arnoux a carros. Ainda assim, graças aos Pirelli, Fondmetal raramente cooperava, dei- simplesmente, fechar as suas portas.
sua pior característica – desde que se ainda conseguiu alguns brilharetes, xando Olivier apeado. Até que, no G.P. Surpreendentemente, ainda havia
debatia com maus Ligiers após 1987, mas a partir de França – onde falhou de Portugal, o final da pré-qualificação quem acreditasse em Grouillard, um
o outrora candidato ao título tinha-se pela primeira vez a pré-qualificação aproximava-se e a caixa do Fondmetal dos quais Ken Tyrrell, que o contratou
tornando num dos pilotos mais difíceis – os resultados começaram a desa- estava com problemas. A equipa de- em 1992 para primeiro piloto, conside-
de dobrar do pelotão – e Olivier não parecer e o piloto falhou a grelha em cidiu que o piloto utilizaria o carro de rando para o outro lugar Alessandro
tardou a protagonizar alguns inciden- cinco das nove provas restantes, de- reserva, mas Olivier decidiu insistir e Zanardi. No entanto, o pacote de patro-
tes como ‘chicane móvel’, a começar sistindo na maioria das vezes que se pegar no carro, acabando por partir a cínios substancialmente mais avultado
por bloquear a volta de qualificação qualificava devido a problemas me- caixa e falhando novamente o acesso de Andrea de Cesaris tornou o roma-
de Nelson Piquet em Spa. Ao mesmo cânicos. Pelo meio, ainda teve tempo à qualificação. Farto de não conseguir no no principal piloto da equipa, que
tempo, ao tentar levar a máquina aon- de bloquear Mansell na sua volta de resultados e de ter um piloto teimoso contava com um bom monolugar, o
de esta não chegava, os acidentes re- qualificação em Imola e, na Austrália, e famoso pela sua obstrução siste- Tyrrell 020B-Ilmor. Com um bom carro
começaram. Por isso não surpreende fez ‘vista grossa’ às bandeiras azuis mática às dobragens, Gabriele Rumi e uma dupla experiente, era de esperar
que o piloto tenha sido dispensado da na frente do piloto britânico, que agi-
Ligier no final do ano. tou vigorosamente o seu punho em
O único lugar disponível para o francês frente às câmaras, tecendo comen-
foi o único carro da Osella que, com di- tários nada elogiosos sobre o piloto
ficuldades financeiras crescentes, de- francês, que ficou, definitivamente,
cidiu reverter a operação de dois carros na mira de Mansell.
para um carro no final de 1989, mas tal A Osella foi vendida a Gabriele Rumi, o
significava que Olivier teria que pas- seu principal patrocinador, no final de
sar pelas pré-qualificações. A época 1990, sendo renomeada de Fondmetal,
começou com o FA1M-Cosworth do e a equipa decidiu manter Grouillard.
ano transato, equipado pelas fabulo- Infelizmente, o novo chassis estava
sas borrachas de qualificação Pirelli, atrasado e com uma evolução da evo-
o que permitiu a Grouillard conquis- lução – o Fomet F1A-E90 – foi impos-
tar um espantoso oitavo lugar nos sível sonhar com a passagem à qua-

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43

uma boa época por parte da marca de REGRESSO ÀS BOAS conseguindo mesmo levar o chassis nar de imediato a equipa, terminando
Ockham mas, enquanto de Cesaris se datado por quatro vezes aos pontos, o campeonato a alinhar por uma série
qualificava no meio da tabela e aprovei- PERFORMANCES o que lhe permitiu terminar a época de pequenas formações.
tava todas as oportunidades para lutar com quatro pontos (e sem incidentes Desempregado em 1997, Grouillard
pelo top 10 e pelos pontos, as perfor- Sem um volante na F1, Grouillard fez com Mansell). estava na lista da Team SARD para
mances de Grouillard em qualificação o que muitos pilotos europeus faziam A temporada no campeonato CART correr em Le Mans, mas o carro nun-
e em corrida foram substancialmente naquele tempo, atravessar o Atlântico esteve muito longe de ser má, tendo ca se mostrou nem rápido nem fiável
mais fracas do que as do italiano, em- e tentar reconstruir a sua carreira na em conta os meios de que dispunha e o francês acabaria por ser convida-
bora se possa dizer que Olivier teve a IndyCar. Ironicamente, Nigel Mansell, (e, decerto, foi bem melhor que muitas do por Yves Courage para alinhar na
maior quota de problemas mecânicos, campeão em título, decidiu mover-se performances nos quatro anos de F1), prova francesa com Mario e Michael
que o levaram a abandonar em 12 das também para o campeonato CART, o mas Grouillard não se conseguiu es- Andretti. A tripla de luxo viria a aban-
16 rondas da temporada. que prometia um explosivo reencon- tabelecer na América e optou por re- donar, mas depressa Olivier recebe-
Ainda assim foi um ano demasiado apa- tro, já que Grouillard não conseguiu gressar à Europa e dedicar-se aos GT. ria uma chamada de David Price para
gado, só se destacando pela negativa mais nada do que um lugar na peque- O piloto francês tinha-se estreado na estar ao volante dos Panoz GTR-1 ofi-
quando bloqueou, entre outros, Johnny na Indy Regency Racing. A opção da Endurance em 1990, quando alinhou ciais no campeonato FIA-GT, embora
Herbert durante oito voltas antes de equipa foi não correr nas primeiras nas 24h de Le Mans ao volante de um a equipa ainda estivesse numa clara
cumprir o stop-and-go a que tinha provas para se preparar ao máximo Nissan R90CK de fábrica, acompa- fase de desenvolvimento.
sido condenado por falsa partida no para Indianápolis, mas esta decisão nhado por Kenny Acheson e Martin Grouillard decidiu então fazer uma
G.P. de França. não produziu resultados, pois o fran- Donnelly, qualificando-se em quinto, pausa na competição, correndo ape-
Com esta reputação no mundo dos cês não se conseguiu qualificar-se mas não largando para a prova devido a nas em Le Mans com um Courage C36-
Grandes Prémios e com 35 anos, não para a mítica prova norte-americana. problemas de caixa de velocidades. Em Porsche da La Filière, ao lado de Henri
é de estranhar que Olivier não con- Nas provas subsequentes, ao volante 1994 já não havia WSC/WEC, mas ha- Pescarolo e Franck Montagny, mas
seguisse um lugar para 1993, mesmo do Lola T92/00-Chevrolet, Grouillard via sido criado o campeonato BPR GT apenas terminou no 16º lugar. Na ver-
tendo efetuado algumas negociações demonstrou uma notória consistência, Series, e Grouillard correu ao volante dade, Olivier começava já a planear a
com a Larrousse para esse fim. raramente qualificando-se bem, mas de um Venturi 600LM, tanto da Jacadi carreira após a sua retirada e iniciou
terminando a grande maioria das pro- Racing como da Agusta Racing Team, um curso de gestão empresarial, afas-
vas bem perto dos lugares pontuáveis, mas o carro francês era nitidamente tando-se por completo da competição
pouco fiável e o máximo que o expe- em 1999. Só em 2000 se voltou a ver
riente piloto conseguiu foi um quinto Grouillard nas pistas, alinhando em
lugar em Vallelunga, abandonando na Silverstone ao volante de um Courage
maioria das provas, inclusive em Le C52-Peugeot da Pescarolo Sport, jun-
Mans. Em 1995 Grouillard manteve-se tamente com Emmanuel Clérico e o
na Jacadi Racing, ao lado do gentle- então jovem Sébastien Bourdais, ter-
man-driver Fabien Giroix, desta vez minando em sexto. A equipa tinha ali-
ao volante de um McLaren F1 GTR. Os nhado na prova do campeonato ALMS
resultados melhoraram substancial- para preparar Le Mans, aonde a tripla
mente e a dupla conseguiu um quin- fez uma performance brilhante, sen-
to lugar em Jarama, um segundo em do apenas batida pelos três Audi de
Nürburgring e um quinto lugar em Le fábrica para terminar num excelente
Mans, aqui acompanhados por Jean- quarto posto. Eram os tempos de ouro
Dénis Delétraz. Ironicamente, depois da Pescarolo Sport, e esperava-se que
destas boas performances, Olivier dei- Grouillard regressasse em 2001, acom-
xou a Jacadi/Giroix para assinar pela panhando Didier Cottaz e Emmanuel
Mach One Racing, que dispunha de um Clérico mas, depois de uma boa perfor-
carro igual. E, agora acompanhado pelo mance nos testes, acabaria substituí-
conceituado Andy Wallace, Grouillard do no line-up por Boris Derichbourg.
conseguiu três vitórias consecutivas Desta forma, Grouillard decidiu despe-
em Silverstone, Nogaro e Zhuhai. dir-se de vez da competição.
Em 1996, Grouillard continuou com Finda a sua longa carreira competiti-
a Mach One, agora patrocinada pela va, Olivier Grouillard dedicou-se a um
Harrods e operada pela David Price negócio de construção de carruagens
Racing, novamente acompanhado por nos arredores de Toulouse, mas rapi-
Andy Wallace. A combinação tinha damente voltou ao ramo automóvel
tudo para dar certo mas uma série ao iniciar uma representação da fir-
de problemas de fiabilidade com o ma norte-americana Fix Auto, uma
McLaren obrigou-os a desistir nas importante empresa de seguros e de
primeiras três rondas do campeonato, garagens de reparação de automó-
apenas quebrando o enguiço com uma veis. O negócio cresceu e, de momento,
excelente vitória em Silverstone. Em Grouillard está ativamente envolvido
Le Mans, com a companhia do lendá- na empresa nos dois lados do Atlântico.
rio Derek Bell, os homens da Harrods Foi o culminar de uma carreira lon-
conseguiram o sexto lugar e, de re- ga que, embora não tivesse dado os
gresso ao campeonato BPR, as per- frutos que prometia, esteve longe de
formances foram mais consistentes, ser o desastre que se imagina quan-
incluindo dois pódios, até que a equipa do se vê o punho cerrado de Mansell
falhou a qualificação para a prova de no onboard daquele Grande Prémio
Spa, motivando Grouillard a abando- da Austrália…

+44

NOVO DACIA André Duarte das da carroçaria, fazendo transparecer a
DPOURSTTEURGAELM [email protected] sensação de um conjunto mais aguerrido.
JÁ ESTE MÊS No exterior há ainda a destacar a grelha
ODaciaDusterfoilançadonoinício dianteira alargada, o capot mais horizontal,
Seis meses após a chegada aos mercados Europeus, deste ano, mas só a 29 de junho o pára-brisas com uma base avançada
é a vez de Portugal receber a nova geração de um modelo chega a Portugal. O motivo? em 100 mm e uma cintura de carroçaria
que continua a apresentar um preço de franzir o sobrolho. Apenas dois centímetros. Foi o mais elevada.
que a marca teve de reduzir na Mas se o exterior cativa, o interior não
São 14.900€ para a versão de entrada altura, através da introdução de se fica atrás, sendo onde a marca mais
um amortecedor específico, para o modelo inovou. Desde logo pela aplicação de ma-
ser classe 1 nas portagens, na versão 4X2. teriais de maior qualidade. São vários os
pormenores que dotam o habitáculo de
EXTERIOR E INTERIOR maior conforto, para condutor e passagei-
O modelo apresenta um design exterior ros, numa bem-vinda remodelação geral.
completamente novo, com linhas mais Desde logo saltam à vista os estofos de
joviais, mas sem perder a robustez que malha 3D em relevo, com pespontos, e
lhe é conhecida. O cunho aventureiro as inserções em cromado acetinado, que
é garantido pelas proteções inferiores, dão um toque distintivo, surgindo nos
dianteira e traseira, de maiores dimen- puxadores das portas, consola central,
sões, a par das novas barras de tejadilho volante e seletor das velocidades.
integradas na carroçaria e bonitas jantes O volante passa a ser multifunções e regu-
de 17 polegadas. lável em altura e profundidade. Os novos
Os faróis assumem a nova assinatura bancos, bem mais confortáveis, veem
luminosa e foram colocados nas extrema- a possibilidade de regulação em altura

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P/ P R E Ç O S

aumentada em 20mm (total de 60mm). DCI 110 CV 4X2 19 650€ Mas para que nada falte na nossa expe- EM ESTRADA
Há ainda a alavanca de velocidades mais COMFORT 21 400€ riência off road, a versão 4X4 conta com
curta, que facilita o manuseamento nas PRESTIGE 22 150€ Hill Start Assist, Hill Descent Control, Na apresentação nacional do novo Dacia
passagens de caixa. DCI 110 CV 4X4 23 900€ uma bússola e informações em tempo Duster a organização reservou à imprensa
Para o bem estar geral junta-se ainda a COMFORT 14 900€ real sobre os diversos ângulos de incli- a exigente experiência de colocarmos à
melhoria ao nível da insonorização. Para PRESTIGE 16 650€ nação do automóvel. Temos ainda um prova o modelo em pisos bastante de-
tal a marca aumentou entre 20% a 50% TCE 125 CV 4X2 18 400€ botão rotativo que nos permite selecionar gradados e com inclinações acentuadas
as superfícies de absorção no habitáculo ESSENTIAL apenas tração dianteira; o modo Auto; ou numa pedreira. Resultado, se em estrada
e na zona do motor, a par da adoção por COMFORT bloquear a tração integral até um máximo e fora dela a versão 4X2 já surpreende
um vidro dianteiro de maior espessura. PRESTIGE de 40 km/h. pelas capacidades off road em mau piso,
Ao conforto junta-se o espaço, com um Por último, a nova direção assistida assim como na disponibilidade constante
total de 27,2l disponíveis no habitáculo. modelo que tem na câmara multivistas, elétrica facilita bastante a tarefa de de tração, isto na versão dCi de 110 cv,
Quanto à bagageira, são 478 litros disponí- uma estreia da marca e em modelos do condução, tornando-a mais agradável que tivemos em mãos, o 4X4 deixa-nos
veis na versão 4x2 e 467 litros na versão Grupo Renault, talvez o seu maior desta- e prazerosa, pela facilidade em manusear impressionados. Na referida pedreira, o
4x4. Com os bancos traseiros rebatidos que neste particular. o veículo, mesmo em terrenos bastante Hill Descent Control permite-nos descer
esta estende-se aos 1.623 litros. Como o próprio nome indica, a câmara ofe- acidentados. Por outro lado, e para os com toda a segurança sem recorrermos
rece-nos vários ângulos que facilitam em momentos em que pensemos em poupar aos travões, enquanto o Hill Start Assist
NOVOS EQUIPAMENTOS muito as manobras, estando ativada até combustível, o botão Eco, situado tam- transmite-nos toda a confiança para
um máximo de 20 km/h. Esta multivista bém na consola central, é o aliado ideal. podermos arrancar a meio de subidas
Para que nada falte, a Dacia reforçou o é garantida por um conjunto de quatro íngremes sem problema. A par disto, a
novo Duster também ao nível das tec- câmaras – uma frontal, duas laterais e uma MOTORES direção assistida elétrica certifica-nos a
nologias disponíveis. Alerta de ângulo traseira – que garantem uma visão 360º. facilidade de controlo do veículo, enquanto
morto, sistema de ativação automática Através do ecrã MediaNav Evolution, agora A aposta mantém-se nos blocos diesel a câmara multivistas nos permite ver,
das luzes e cartão mãos-livres são agora colocado numa posição mais elevada, e gasolina. No primeiro caso temos o 1.5 tanto em descidas como em subidas, as
mordomias que podemos encontrar num algo que facilita a sua leitura, podemos dCi com 110 cv, o único disponível em zonas cegas quando estamos em topos e
ver alternadamente cada um dos ân- ambas as versões, 4X2 e 4X4. A gasolina sem visibilidade para o terreno. Tudo isto,
gulos, tanto de forma automática, como a opção recai no 1.2 TCe com 125 cv. Para com um conforto que surpreende, dado a
selecionando-os manualmente. O botão o final do ano surgirá a versão GPL. Todos degradação do piso em que tivemos oca-
MCV, integrado nas novas teclas em piano estão alocados a uma caixa manual de 6 sião de circular. Em suma, o Dacia Duster
na consola central, permite-nos ligar ou velocidades. Os níveis de equipamento é um SUV que associa uma boa qualidade
desligar a referida câmara. são três: Essential, Comfort e Prestige. O geral, a uma estética em conformidade
primeiro está apenas disponível na versão e a capacidades off road de nota, por um
a gasolina. preço que fala por si.

+

FIAT turas acobreadas, existindo ainda um com comandos no volante, rádio, sistema
logótipo 500 X na parte superior, bordado bluetooth, audio streaming e funcionali-
» 500 X S-DESIGN a cobre, e a linha preta na parte inferior. dade eco:Drive, para uma condução mais
Num primeiro olhar rápido percebemos “verde”, para além de um sistema de áudio
COM ESTILO E EM GRANDE de imediato que estamos perante um Hi-Fi Beats que permite um som invejável.
interior elegante e sóbrio. A juntar a tudo isto conte com climatiza-
O Fiat 500 X é uma proposta divertida e agradável. Em matéria de equipamento este 500 X ção de duas zonas, entrada e arranque de
Fomos conhecê-lo em pormenor na versão S-Design... S-Design parece irrepreensível estando motor sem chaves e câmara de estacio-
dotado de sistema brake control - dispo- namento traseira, bem como a tecnologia
Francisco Mendes com moldura igualmente escurecida, de- nível em diversos packs opcionais, usa keyless que permite poder entrar e sair,
[email protected] talhes em toda a carroçaria em preto mate sensores de radar e vídeo para alertar e ligar a ignição do seu 500 X S-Design
e uma pintura muito bem escolhida Alpi quando a diferença de velocidade detec- sem tirar a chave do bolso.
OFiat 500 X é sem dúvida o mais Green Mate. tada entre o veículo e o da frente é muito Atras do volante, o estilo dos acabamentos
apreciado da gama até porque curta, dando conta do potencial risco de prevalecem. Desde a moldura do rádio e
fazendo uso de uma plataforma INTERIOR colisão. Se o condutor não reagir, o sistema botões do ar condicionado, tudo foi pen-
mais espaçosa acaba por se Quanto abrimos a porta do Fiat 500 X trava automaticamente para evitar ou re- sado para um estilo em grande.
tornar numa opção ainda mais S-Design podemos constatar que o seu duzir o impacto; cruise control adaptativo Em matéria de espaço e arrumação, este
familiar. interior tem alguns apontamentos que - disponível mediante solicitação, permite 500 X S-Design conta com inúmeros
Contudo, a versão especial S-Design se destacam como é o caso do tablier em estabelecer a velocidade e mantê-la du- espaços de arrumação por todo o lado,
revela como o Fiat 500 X não passa des- preto mate com textura e logótipo 500 X rante toda a viagem. Beneficiando de um de forma a acomodar imensa tralha dos
percebido. O visual exterior deste modelo acobreado e aplicações em preto brilhante radar frontal, o sistema deteta veículos ou passageiros mais exigentes.
reforça a imagem do 500 X, tornando-o na moldura do rádio e saídas de ar. objetos na estrada e reduz a velocidade A bagageira permite contar com uma
ainda mais atraente, com a aplicação de Os bancos contam com estofos em tecido ou aumenta a distância do veículo que capacidade que vai dos 350 aos 1000 litros,
jantes de liga leve de 18 polegadas escure- Castiglio em preto com design Chevron, segue na frente), sistema de deteção de se rebatermos os bancos traseiros onde
cidas, vidros escurecidos, faróis Bi-Xénon inserções em redor em pele preta e cos- ângulos mortos com aviso intermitente três passageiros podem viajar confor-
nos retrovisores, aviso de transposição tavelmente.
de faixa de rodagem e câmara e sensores
de estacionamento. AO VOLANTE
Por fim, para uma experiência mais di-
vertida, conte com o sistema de infoen- Assumir os comandos deste Fiat 500 X S-
tretenimento U-Connect, com ecrã táctil Design é entrar no reino de alguma diver-
de6,5 polegadas,compatívelcomaspla- são, já que o seu motor 1.6 Multijet diesel,
taformas Android Auto e Apple CarPlay que debita 120 cavalos de potência e 320
Nm de binário máximo às 1750 rpm, não

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47

FT/ F I C H A T É C N I C A

e rigidez, juntamente com a suspensão de 1.6 / 120 CV
rodas independentes McPherson.
Nota ainda para o travão elétrico de mão GASÓLEO
ou de estacionamento, que é acionado
automaticamente mesmo que nos es- 10,5 S
queçamos de carregar no botão, logo que
o motor é desligado. 0-100 KM/H

é uma novidade e já revelou todas as suas podemos optar pelos Auto - conforto e VEREDITO 4,0 L / 6,2 L (AUTOSPORT)
características de competência, estando consumo de combustível otimizado; Sport
alocado a uma caixa de dupla embraiagem - resposta imediata e máximo prazer O 500 X S- Design é uma proposta a con- 100 KM
DCT de seis velocidades, que mostrou ser de condução; All Weather - ideal para siderar para quem gosta destes modelos
agradável e que nos proporcionou uma condições difíceis e superfícies de baixa requintados e com estilo próprio, até por- 110
condução mais tranquila e confortável. aderência, nomeadamente quando estiver que há neste carro um certo requinte,
Contudo, quando imprimimos um an- a chover. misturado com muito sentido prático para G/KM- CO2
damento mais vivo, aplicando o modo Com estas opções podemos revelar que o a utilização quotidiana em família.
Sport no selector DNA, a caixa revela-se 500 X S-Design agarra-se à estrada per- Não pense que vai assumir o papel de 31 185€
algo indecisa, sendo recomendável o uso feitamente e proporciona um verdadeiro um piloto de ralis aos comandos deste
da caixa em modo manual. prazer de condução, tanto em auto-es- 500 X S-Design, mas a verdade é que PREÇO VERSÃO ENSAIADA
Aliás, o comando para seleccionar o es- trada como em estradas mas sinuosas, na estrada não vai passar despercebido
tilo de condução é bastante intuitivo e graças à sua estrutura de alta resistência e conforto é coisa que não lhe vai faltar CONSUMO / CONFORTO / DESIGN
para as deslocações diárias ou mesmo
para as férias que se avizinham. CAIXA DE VELOCIDADES
Talvez por tudo isto não será de mais afir-
mar que este 500 X é indiscutivelmente, MOTOR 4 CILINDROS EM LINHA, 1.598 CM3
a melhor versão do Fiat 500. POTÊNCIA 120 CV / 3750 CV BINÁRIO 320
NM / 1750 RPM TRANSMISSÃO DIANTEIRA,
CX. VEL AUTOMÁTICA DE 6 VELOCIDADES
DE DUPLA EMBRAIAGEM DCT SUSPENSÃO
INDEPENDENTE MCPHERSON À FRENTE E
ATRÁS TRAVAGEM DV/D PESO 1320 KG
MALA 350 (ATÉ 1000L) DEPÓSITO 48L
VEL. MÁX 186 KM/H

E/ Dando cumprimento ao estabelecido no n° mais importantes provas de desporto au- leitores uma informação atual, rigorosa abordagem e de análise dos factos noti-
1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro, tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade
ESTATUTO Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O
EDITORIAL Editorial da publicação periódica AutoSport: ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re- AutoSport pratica um jornalismo pautado
1. O AutoSport é um semanário dedicado temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como
suas mais distintas vertentes: desporto e comercial. O AutoSport pauta as suas opções edito- pressuposto editorial facultar a melhor
competição, comércio, indústria, segurança 2. O AutoSport está comprometido com riais por critérios de atualidade, interesse informação e a melhor formação aos seus
e problemática rodoviária. O AutoSport o exercício de um jornalismo formativo e informativo e qualidade, procurando apre- leitores, seguindo sempre as mais elemen-
edita, semanalmente, conteúdos sobre as informativo e procura oferecer aos seus sentar aos seus leitores a mais completa tares normas deontológicas.

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