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Published by hmilheiro, 2018-04-30 15:21:52

AutoSport_2105

AutoSport_2105

#2105 40
ANO 40
anos
2/05/2018

2,35€ (CONT.)

DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES >> autosport.pt

REGRESSORALIDEMORTÁGUA
DE ARMINDO
ARAÚJO

>> HIROKI ARAI VENCE NA GERAL WRC ARGENTINA
>> PRIMEIRA VITÓRIA DA HYUNDAI NO CPR
>> ARMINDO ARAÚJO MAIS FORTE OTT TANAK
DÁTRIUNFO ÀTOYOTA
F1 AZERBAIJÃO

HAMILTON SORTUDO
EM CORRIDA CAÓTICA PÁG. 4

MONTALEGRE RX

DERRAPAGEM ARTÍSTICA
DE KRISTOFFERSSON PÁG. 22

O SEMANAL
NO COMPUTADOR À 2ª FEIRA

EDIÇÃO >> autosport.pt ASJSÁI!NE
DIGITAL (1 ANO)

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BMW MOTOSPORT

*(oferta limitada de relógio no valor aproxi. de 149€)

49,99€

3

I/ I N S TA N TÂ N E O SIGA-NOS EM EDIÇÃO

#2105
2/05/2018

f l> > a u t o s p o r t . p t
facebook.com/autosportpt twitter.com/AutoSportPT

ESPETÁCULO Correm rumores que esta terá sido a última corrida de Fórmula 1 em Baku no Azerbaijão, mas se assim for, é uma pena, José Luís Abreu
pois os dois Grande Prémios ali realizados, foram duas das melhores corridas destas duas épocas
DIRETOR-EXECUTIVO
S/ SEMÁFORO EM DIRETO
[email protected]
PARADO A ARRANCAR A FUNDO “Foi uma lotaria! Não diria que
recebi um presente, mas é Não faz muito sentido que
Super-época do Félix da Costa estreia- Fantástica corrida verdade que tive muita sorte”, no mesmo fim de semana,
WEC vai arrancar, se no WEC com a BMW. de Fórmula 1 no em Portugal, existam
com LMP1 privados Novo passo na carreira Azerbaijão. Drama e Hamilton, depois do triunfo no dois eventos importantes
‘estrangulados’ ação até ao fim… Azerbaijão como o Mundial de
Ralicross em Montalegre e
O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES NA ERA DIGITAL “Estou feliz por ter tentado e um rali do campeonato de Portugal,
infeliz porque não resultou. Mas no caso, Mortágua. Sei que não é
Siga-nos nas redes sociais e saiba tenho que tentar”, Vettel, que fácil fazer calendários e agradar
tudo sobre o desporto motorizado no a gregos e troianos e que é ainda
computador, tablet ou smartphone via aprendeu melhor o ditado, ‘quem tudo mais difícil lidar com promotores
facebook (facebook.com/autosportpt), quer tudo perde’… estrangeiros. Mas um caso destes,
twitter (AutosportPT) ou em com a agravante de haver ainda
>> autosport.pt “Fiz as duas melhores voltas da Fórmula 1 e WRC, é demais. Faria
minha carreira na F1…”, Sergio muita diferença ter mudado o Rali
de Mortágua?
Pérez depois do pódio de Baku Na prova do CPR sucedeu um
daqueles casos incompreensíveis.
“Sinto-me como se tivesse Miguel Barbosa deu uma volta
ganhado a corrida”, Charles a mais a uma rotunda. O juiz de
facto reportou, o Diretor de Prova
Leclerc, sobre os seus primeiros penalizou e o CCD confirmou.
pontos na F1 Mudem esta regra do ‘erro de
percurso’, por favor, pois quem
“O Magnussen é o gajo mais legislou e quem confirmou uma
perigoso contra quem já corri…”, situação destas não tem pingo de
bom senso. E não venham com
Pierre Gasly que não deve demorar a mãos atadas, pois o CCD podia ter
ouvir ‘suck my balls…” decidido doutra forma. Haja bom
senso.
Ainda em Mortágua ouvi quem
dissesse: “Conheço mal o rali”.
Ok, compreende-se, mas e os
japoneses?
Aproveito ainda para dar os
parabéns à Hyundai pela sua
primeira vitória na história do CPR,
e a Armindo Araújo por ter voltado
a mostrar a classe que o celebrizou.
O que o fez parar de fazer ralis em
2012 foi injusto demais e privou-nos
de continuar a ter no WRC um piloto
que nos iria dar muitas alegrias,
como deu Rui Madeira. Ah, e por
falar em alegrias, já amanhã Bruno
Magalhães arranca nas Canárias
para mais uma prova do Europeu
de Ralis, e logo numa ilha em que
costuma brilhar…

4 F1/
FÓRMULA 1
GP DO AZERBAIJÃO 4 D E 2 1

A PAAGZEARBADIJÃEO
MELBOURNE

Pela segunda vez consecutiva a Ferrari termina um fim de
semana sem triunfar, apesar de ter o carro mais competitivo
em pista, acabando Lewis Hamilton por vencer o Grande Prémio

do Azerbaijão com a sorte que lhe faltou em Melbourne

Jorge Girão
[email protected]

Depois das indefinições de também na Q2, o que o obrigou a recorrer do e na posição de favorito ao triunfo no 120
sexta-feira, no sábado pare- aos pneus ultramacios para passar à Q3, segundo Grande Prémio do Azerbaijão.
cia evidente que os carros de tendo que os usar no início da corrida, ao O andamento do piloto da Scuderia era O número de pódios de Hamilton
Maranello estavam um passo contrário dos pilotos das ‘Três Grandes’, inalcançável para os seus perseguidores e, na Fórmula 1
à frente da concorrência e só que usaram borrachas supermacias, o com 10 voltas disputadas, tinha quase 2,5s
muito dificilmente a pole-po- que lhes permitia maior elasticidade tática. de vantagem para o inglês da Mercedes e 12
sition poderia fugir a um dos homens Como é habitual em Baku, a primeira mais de 6s face ao colega de equipa deste.
vestidos de vermelho. volta foi caótica, obrigando à entrada do Com margem, e com o intuito de fazer Anos consecutivos a vencer na Fórmula 1
Mas a surpresa esteve mesmo para acon- Safety-Car devido aos muitos destroços durar os pneus supermacios de modo a para Hamilton
tecer, com ambos os pilotos da Scuderia a em pista provocados por inúmeros toques poder terminar a corrida apenas com uma
errarem. Salvou-se Vettel com a sua pri- e, sobretudo, ao incidente entre Räikkönen paragem nas boxes, o alemão rodava no
meira volta lançada na Q3, que ainda assim e Esteban Ocon, que enviou este para o ritmo mais baixo possível, ao passo que
permitiu uma aproximação dos ‘Flechas abandono e o finlandês para as boxes. Hamilton se esforçava por se manter o
de Prata’, ao passo que Kimi Räikkönen, A estratégia da Ferrari voltava a ser con- mais próximo possível do líder.
com erros em ambas as suas tentativas, dicionada, com o finlandês sem grandes O esforço do Campeão Mundial em título
não foi além de 6º, vendo-se inclusiva- possibilidades de se imiscuir na luta com acabaria por se notar na 22ª volta, quando
mente batido pelos homens da Red Bull. a Mercedes. ‘queimou’ a travagem para a Curva 1, se-
Estrategicamente, a Ferrari estava já con- Mesmo sozinho frente a Hamilton e a guindo em frente e danificando de forma
dicionada, até porque o finlandês errara Valtteri Bottas, Vettel estava no coman- terminal o seu pneu dianteiro/esquerdo

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5

F1/
FÓRMULA 1

6

M/ MOMENTO F/ FIGURA

ACIDENTE DOS RED BULL - A corrida de PÉREZ & LECLERC - O mexicano não teve uma boa primeira
Baku foi interessante desde os semá- volta, caindo de oitavo para 15º devido a um incidente que
foros, mas a ponta final seria decidida o levou às boxes e lhe valeu uma penalização de cinco seg-
por questões táticas e entre Vettel e undos. Mas uma corrida de ataque e sem erros guindou-o
Bottas. Quando Verstappen e Ricciardo até ao terceiro posto, depois de ter ultrapassado Vettel
bateram, provocando uma situação de em pista. O monegasco esteve ao longo de todo o fim de
Safety-Car, de repente, a vantagem fi- semana num excelente nível, passando à Q2. Na corrida
cou do lado do finlandês da Mercedes. esteve sempre na luta pelas posições dos pontos, termi-
Tudo o resto foi uma consequência do nando a defender-se de Alonso, muito embora este tivesse
incidente protagonizado pelos pilotos um McLaren bastante danificado, para cruzar a linha de
da formação e Milton Keynes. meta em sexto.

– era inevitável passar pelas boxes, o que a decisão do Campeão do Mundo, para primeira volta. O australiano parecia mais rada de xadrez – a prova foi retomada na
fez na mesma volta, quando estava a mais montar borrachas macias novas. rápido que o seu colega de equipa e tudo 48ª – o alemwão decidiu arriscar tudo na
de 8s do homem da Scuderia. Tal como sucedera com Hamilton, no tentou para o suplantar, apenas para ver a primeira travagem do recomeço.
Vettel, com uma longa margem para os Ferrari os Pirelli P Zero Amarelo não se porta fechada com alguma agressividade. Porém, o ataque de Vettel não surtiu efeito,
seus perseguidores e sem risco de um mostraram mais rápidos que os super- Eventualmente, na 35ª volta, Ricciardo tendo estragado o pneu dianteiro/es-
‘undercut’, continuou em pista, passando macios, abrindo possibilidades para a conseguiria bater o holandês, mas com querdo na travagem, caindo para 4º, atrás
a ter como principal adversário Valtteri Mercedes, que assim poderia atrasar a as trocas de pneus, tudo voltava ao início, dos dois homens da Mercedes e de Kimi
Bottas, até porque os pneus macios no- paragem de Bottas de modo a montar com o piloto de 28 anos de novo no escape Räikkönen, perdendo ainda uma posição
vos de Hamilton não evidenciavam um ultramacios no carro do finlandês para de Verstappen. para Sergio Pérez.
degrau de performance visível, face aos terminar a corrida e, assim, ameaçar a Depois de muitas promessas, o toque Os ‘Flechas de Prata’ pareciam caminhar
supermacios usados que os dois primeiros liderança de Vettel. entre eles foi inevitável, na 40ª volta, pro- para uma dobradinha liderada por Bottas,
ainda montavam nos seus carros. Era, portanto, esperada uma ponta final vocando o abandono de ambos e a entrada que merecia o triunfo pela forma como ge-
A questão para a Ferrari era equilibrar a emocionante, com o piloto da Ferrari com do Safety-Car em pista. riu os pneus supermacios, colocando-se
sua estratégia de modo a poder defen- borrachas macias usadas a tentar repelir a Desta forma, a vantagem virtual de em contenção pela vitória. No entanto, o
der-se de Bottas, que poderia efetuar potencial aproximação de Bottas que, com Vettel era anulada, dado que, com os finlandês sofreria um furo a duas voltas do
uma paragem tardia e ficar em boa po- pneus frescos e performantes, estaria em carros a serem obrigados a passar fim, abandonando e entregando o triunfo
sição para a ponta final da corrida, e de modo de ataque. pelas boxes, para que a pista pudesse a um sortudo Hamilton, que nunca mos-
Hamilton, que poderia ser uma ameaça, Porém, toda esta expectativa ficaria sem ser limpa, trocar de pneus era uma trou ser capaz de contrariar o ascendente
caso subitamente os supermacios de efeito na 40ª volta. operação pouco custosa em termos de de Vettel.
Vettel perdessem eficácia, expondo-o a Os dois pilotos da Red Bull estiveram tempo, tendo todos os pilotos montado Uma vitória de sorte que paga o seu
um ‘undercut’ do inglês. em luta desde os primeiros momentos borrachas novas. azar de Melbourne, sendo acom-
O líder da corrida entrou nas boxes quando de prova, depois de Max Verstappen ter Vettel estava então em 2º no encalço de panhado na subida ao pódio por
estavam decorridas 30 voltas, espelhando ultrapassado Daniel Ricciardo logo na Bottas e com poucas voltas até à bandei- Räikkönen e Pérez.

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TRIUNFODAPERSISTÊNCIA 7

SergioPérezpareciaterpelafren- corrida difícil para o mexicano, uma der-se dos ataques do alemão da Ferrari, terminar no sexto posto.
te uma longa tarde logo após a vez que os pilotos ao seu redor teriam mas o mexicano receberia novo ânimo O espanhol da McLaren esteve uma
primeira volta, mas uma pres- borrachas mais frescas para terminar ao aperceber-se que Bottas abandonava vez mais numa classe à parte, e muito
tação consistente, aproveitando a prova. com um furo, promovendo-o ao pódio. embora tenha chegado às boxes com
os erros alheios, guindou-o ao A sorte acabaria por bafejar o homem Apesar das tentativas de Vettel, Pérez doisfurosdoladodireito ecomumcarro
pódio, depois de ter ultrapas- da Force India e, para além de ganhar manteve o terceiro posto, subindo ao bastante danificado, fez das fraquezas
sado Sebastian Vettel nos momentos duas posições com o incidente dos pi- palanque dos vencedores pela primeira forças, carregando o seu monolugar até ao
finais da prova. lotos da Red Bull, a necessidade de uma vez desde o Grande Prémio da Europa sétimo posto, ao passo que o seu colega
Os Force India mostraram-se em Baku situação de Safety-Car ofereceu-lhe a de 2016, disputado também em Baku. de equipa, com um carro perfeitamente
a um nível que ainda não tinham de- possibilidade de montar pneus ultra- Num dia em que muitos erraram, tam- saudável, não foi além do nono lugar.
monstrado este ano, tendo assegurado ‘a macios novos para as últimas voltas. bém Charles Leclerc e Fernando Alonso Entre os dois pilotos da equipa de Woking
primeira linha do segundo pelotão’, com Apenas comoshomensdastrêsgrandes assinaram prestações notáveis. ficou Lance Stroll, que deu os primeiros
vantagem para Esteban Ocon, que bateu pela frente, seria difícil melhorar a sua po- O rookie da Alfa Romeo Sauber esteve pontos à Williams este ano, enquan-
o seu colega de equipa por 24 milésimos sição, mas quando Vettel errou no reinício, num elevado nível, aproveitando os to Brendon Hartley terminou em 10º,
de segundo. ‘queimando’ o pneu dianteiro/esquerdo, erros alheios na primeira volta para conquistando o seu primeiro ponto na
No entanto, os primeiros momentos do ficou à mercê de Pérez, que o ultrapassou subir aos lugares dos pontos, por onde Fórmula 1.
Grande Prémio do Azerbaijão pareciam para ascender ao quarto posto. se manteve ao longo de toda a corrida, Um Grande Prémio em que sobressairam
colocar um ponto final nas aspirações Os derradeiros momentos do piloto da batendo-se com pilotos mais expe- as capacidades e resiliência de pilotos que
da formação de Silverstone – o francês Force India seriam passados a defen- rientes e mais bem apetrechados para têm menos ‘carro’.
envolveu-se num toque com Räikkönen,
terminando nas barreiras, e o mexicano
sofreu um toque de Sirotkin, embatendo
no Ferrari do finlandês, que o levou a
passar pelas boxes com danos no seu
carro, caindo para 15º.
Para dificultar ainda mais a vida de Pérez,
uma penalização de cinco segundos por
ter ultrapassado antes da linha de Safety-
Car parecia deixar o piloto do México fora
de contenção pelos lugares nos pontos.
Contudo, com pneus macios no seu Force
India – que substituíam os ultramacios
com que iniciara a prova – para poder ter-
minar a corrida sem voltar a passar pelas
boxes, o mexicano aproveitou a superior
velocidade de ponta do seu monolugar
para ir subindo na classificação e na 11ª
volta estava já nos pontos.
Com a vantagem de ter pneumáticos
mais estáveis que a maior parte dos
pilotos que rodavam nas posições pon-
tuáveis, Pérez continuou a subir na
classificação, chegando ao sétimo posto
quando estavam cumpridas 24 voltas.
Mas com pneus montados na segunda
volta, antevia-se uma ponta final de

F1/
FÓRMULA 1

8

RED BULL TERMINA EM PESADELOGP DO AZERBAIJÃO 4 DE 21

+/ MAIS

BAKU CITY CIRCUIT Em circunstâncias normais a for- dar espaço um ao outro, mas estávamos outro e falámos sobre o sucedido ime-
Disputou-se este ano a terceira mação de Milton Keynes não tinha a competir arduamente e no final pagá- diatamente. Para já, quero desculpar-me
corrida no traçado azeri e não argumentos para se bater com a mos o preço. Não vou falar do incidente, às pessoas que representamos, aqui e
houve uma única que tenha sido Ferrari e com a Mercedes, mas mas este é o pior cenário e todos estão na fábrica.”
aborrecida. As suas característi- no final viveu o pesadelo de qualquer de coração partido. Vou pessoalmente Christian Horner, que teve uma conver-
cas, com uma zona muito sinuosa equipa quando Daniel Ricciardo e Max pedir desculpa à equipa e, uma vez mais, sa com ambos poucos momentos depois
e estreita e outra de alta veloci- Verstappen bateram, abandonando. tenho pena que estejamos nesta situa- do incidente, mostrou-se compreensivo,
dade e larga, conspiram para que Desde o início da corrida que os dois ção quando todos trabalharam tanto muito embora tenha obrigado os seus
os carros andem nos limites das pilotos da formação de Milton Keynes para nos dar um carro tão competitivo”, pilotos a passar por Milton Keynes para
suas capacidades, normalmente estavam engalfinhados numa luta inten- afirmou Ricciardo, que foi consubstan- pedirem desculpa pessoalmente a todos
com muito pouco apoio aerod- sa pelo quarto posto, tendo o holandês ciado por Verstappen: “Hoje foi um dia os membros da Red Bull. “Foi uma corri-
inâmico, o que permite aos pilotos mostrado-se sempre muito agressivo desapontante para a equipa e perdemos da verdadeira frustrante para a equipa.
fazerem a diferença. na defesa da sua posição, depois de ter pontos desnecessariamente. Não creio Depois de algumas lutas intensas dos
Para além disso, o facto de ter suplantado o australiano no arranque. que seja necessário falar do incidente, dois pilotos ao longo do Grande Prémio,
muros na maior parte do seu Ricciardo, após muito tentar e ter visto dado que, no final, estamos a competir infelizmente, houve um contacto entre
traçado pune os erros, mas nas o seu colega de equipa promover um para uma equipa e a representar muitas os dois depois das paragens nas boxes
zonas de ultrapassagens tem es- ligeiro contacto entre rodas, ultrapassou pessoas, portanto, quando isto acontece, que resultou no abandono de ambos.
capatórias que motivam os pilotos Verstappen pouco antes das trocas de não é bom para nós. O cone de aspiração Obviamente, para a equipa é profunda-
a arriscar. pneus, mas depois destas as posições é muito forte e a nossa velocidade muito mente desapontante. Permitimos que os
Talvez a pista de Baku devesse ser tinham regressado à origem. semelhante, portanto, estivemos sem- nossos pilotos lutem roda com roda, o
estudada para que novos circuitos Uma vez mais, o vencedor do Grande pre muito próximos. Antes do acidente, que têm feito de forma evidente durante
possam ter um layout capaz de Prémio da China parecia mais rápido, e estávamos a lutar arduamente, mas de os últimos dois anos. Infelizmente, aca-
nos oferecer boas corridas. no início da 40ª volta voltou a montar um forma justa, julgo que demos espaço um bou por acontecer o que aconteceu e não
ataque ao seu colega de equipa. Contudo, ao outro, raspámos roda com roda, mas existe culpa alocada exclusivamente a
-/ MENOS este defendeu-se novamente de forma penso que isso pode acontecer, mas o um dos lados. É profundamente frus-
agressiva, mudando de trajetória mais que aconteceu depois não é bom. Vamos trante para a equipa e os pilotos pediram
MAX VERSTAPPEN que uma vez, e o embate entre os dois aprender com isto e garantir que não desculpa. O mais importante é aprender
O holandês continua a colocar- foi inevitável, resultando no abandono se volta a repetir. Não creio que impe- com a situação e assegurar que não se
se em situações difíceis devido de ambos. dir-nos de competir seja o caminho a repete”, afirmou o inglês.
à sua agressividade. Em Baku No seguimento do episódio, o desconfor- seguir, mas é claro que vamos discutir A FIA deu uma reprimenda a cada um
defendeu-se de forma demasiado to no seio da equipa era evidente e, muito a situação enquanto equipa e aprender. dos pilotos por ter considerado que
intempestuosa face ao seu colega embora no passado já tenham existido Somos sempre muito justos um com o Verstappen se movimentou duas ve-
de equipa, tendo mesmo chegado alguns atritos entre os dois que resulta- zes durante a manobra e que Ricciardo
os dois a tocar-se num primeiro ram em algumas acusações, desta feita travou demasiado tarde, mas não os
episódio. Muito embora a FIA nenhum dos pilotos apontou o dedo ao penalizou.
tenha dividido o mal pelas aldeias outro, preferindo pensar na equipa. “Vi Resta saber que impacto terá este in-
– apontando o dedo a ambos algumas repetições e a única coisa que cidente na dinâmica da Red Bull, uma
– a forma como Verstappen se podemos fazer é desculparmo-nos pe- vez que, muito embora tenham passado
defendeu, mudando de trajetória rante a equipa. Isto era a última coisa que para fora uma mensagem de união, será
durante a travagem, contribuiu queríamos. Queremos poder competir muito improvável que o toque entre
decisivamente para o incidente. e agradeço à equipa que nos permita eles não tenha criado tensões no seio
O jovem de 20 anos tem talento fazê-lo. Tentámos evitar problemas e da equipa.
para dar e vender, mas este ano
tem protagonizado inúmeros
incidentes que o levam a não
concretizar o potencial do
seu carro, algo para o qual os
pilotos do seu calibre são pagos
principescamente.

>> autosport.pt

9

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

BAKU GP DO AZERBAIJÃO PROVA 4 DE 21 PROVA TEMPO
VOLTAS
29/04/2018 VOLTA MAIS RÁPIDA
GERAL
6,003 KM 51 306,049 KM SEXTA SÁBADO DOMINGO VEL. MÁXIMA
GERAL
BOX

PERÍMETRO VOLTAS DISTÂNCIA TOTAL 1 LEWIS HAMILTON MERCEDES W09 EQ POWER+ 1:43:44.291 51 1:45.412 2 319.1 KM/H 15 2

2 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI SF71H +2.460S 51 1:46.523 7 342.7 KM/H 3 2

TREINOS LIVRES GRELHA DE PARTIDA 3 SERGIO PÉREZ FORCE INDIA VJM11/MERCEDES +4.024S 51 1:46.206 6 342.9 KM/H 2 2

1 SEBASTIAN VETTEL 4 SEBASTIAN VETTEL FERRARI SF71H +5.329S 51 1:45.530 4 328.9 KM/H 11 2
FERRARI
1:41.498 Q3 5 CARLOS SAINZ RENAULT RS18 +7.515S 51 1:46.856 9 339.1 KM/H 5 2

1.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 6 CHARLES LECLERC SAUBER C37/FERRARI +9.158S 51 1:47.403 11 339.5 KM/H 4 2

PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 7 FERNANDO ALONSO MCLAREN MCL33/RENAULT +10.931S 51 1:47.449 12 336.0 KM/H 8 2

1 VALTTERI BOTTAS MERCEDES 1:44.242 8 LANCE STROLL WILLIAMS FW41/MERCEDES +12.546S 51 1:46.815 8 336.3 KM/H 7 2

2 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +0.035S 2 LEWIS HAMILTON
MERCEDES
3 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +0.833S 1:41.677 9 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN MCL33/RENAULT +14.152S 51 1:47.666 13 323.0 KM/H 14 4

4 LEWIS HAMILTON MERCEDES +0.958S 10 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO STR13/HONDA +18.030S 51 1:48.288 17 317.5 KM/H 18 3

5 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +0.995S 3 VALTTERI BOTTAS 11 MARCUS ERICSSON SAUBER C37/FERRARI +18.512S 51 1:47.925 14 337.0 KM/H 6 4
MERCEDES
6 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING +1.317S 1:41.837 12 PIERRE GASLY TORO ROSSO STR13/HONDA +24.720S 51 1:48.035 15 318.8 KM/H 16 2

7 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +2.223S 13 KEVIN MAGNUSSEN HAAS VF-18/FERRARI +40.663S 51 1:48.155 16 332.1 KM/H 10 2

8 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +2.238S 4 DANIEL RICCIARDO
RED BULL RACING TAG HEUER
9 PIERRE GASLY TORO ROSSO +2.250S 1:41.911 14 VALTTERI BOTTAS MERCEDES W09 EQ POWER+ FURO 48 1:45.149 1 318.5 KM/H 17 1

10 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +2.271S NC ROMAIN GROSJEAN HAAS VF-18/FERRARI ACIDENTE 42 1:46.880 10 328.7 KM/H 12 2

11 LANCE STROLL WILLIAMS +2.348S 5 MAX VERSTAPPEN NC MAX VERSTAPPEN RED BULL RB14/TAG HEUER ACIDENTE 39 1:45.771 5 334.7 KM/H 9 1
RED BULL RACING TAG HEUER
12 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +2.505S 1:41.994 NC DANIEL RICCIARDO RED BULL RB14/TAG HEUER ACIDENTE 39 1:45.419 3 344.4 KM/H 1 1

13 NICO HULKENBERG RENAULT +2.507S

14 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +2.614S 6 KIMI RÄIKKÖNEN NC NICO HULKENBERG RENAULT RS18 ACIDENTE 10 1:48.867 18 327.0 KM/H 13
FERRARI
15 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +2.619S 1:42.490 NC ESTEBAN OCON FORCE INDIA VJM11/MERCEDES ACIDENTE 0

16 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +2.633S NC SERGEY SIROTKIN WILLIAMS FW41/MERCEDES ACIDENTE 0

17 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.831S 7 ESTEBAN OCON
FORCE INDIA MERCEDES
18 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +3.192S 1:42.523

19 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +3.725S AUSTRÁLIA
BAHREIN
20 CARLOS SAINZ RENAULT +4.499S CHINA
AZERBAIJÃO
2.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 8 SERGIO PEREZ ESPANHA
FORCE INDIA MERCEDES MÓNACO
PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 1:42.547 CANADÁ
FRANÇA
ÁUSTRIA
GRÃ-BRETANHA
ALEMANHA
HUNGRIA
BÉLGICA
ITÁLIA
SINGAPURA
RÚSSIA
JAPÃO
EUA
MÉXICO
BRASIL
ABU DHABI

1 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING 1:42.795 9 CARLOS SAINZ
RENAULT
2 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.069S 1:43.351 PILOTOS

3 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING +0.116S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

4 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +0.775S 10 LANCE  STROLL 1. L. HAMILTON 18 15 12 25 70
WILLIAMS MERCEDES
5 LEWIS HAMILTON MERCEDES +0.808S 1:43.585 2. S. VETTEL 25 25 4 12 66

6 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +0.905S 11 SERGEY SIROTKIN Q2 3. K. RAIKKONEN 15 - 15 18 48
WILLIAMS MERCEDES
7 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +1.019S 1:43.886 4. V. BOTTAS 4 18 18 - 40

8 CARLOS SAINZ RENAULT +1.039S

9 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +1.182S 5. D. RICCIARDO 12 - 25 - 37

10 NICO HULKENBERG RENAULT +1.296S 12 FERNANDO  ALONSO 6. F. ALONSO 10 6 6 6 28
MCLAREN RENAULT
11 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +1.332S 1:44.019 7. N. HULKENBERG 6 8 8 - 22

12 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +1.347S 8. M. VERSTAPPEN 8 - 10 - 18

13 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +1.630S 13 CHARLES  LECLERC 9. S. PEREZ - - - 15 15
SAUBER FERRARI
14 LANCE STROLL WILLIAMS +1.664S 1:44.074 10. C. SAINZ 1 - 2 10 13

15 PIERRE GASLY TORO ROSSO +1.917S

16 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +2.145S 14 NICO  HULKENBERG 11. P. GASLY - 12 - - 12
RENAULT
17 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +2.212S 1:43.066 12. K. MAGNUSSEN - 10 1 - 11

18 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +2.256S 13. C. LECLERC - - - 8 8

19 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +2.493S 15 KEVIN  MAGNUSSEN 14. S. VANDOORNE 2 4 - 2 8
HAAS FERRARI
20 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +3.247S 1:44.759 15. L. STROLL - - - 4 4

3.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 16 STOFFEL  VANDOORNE Q1 16. M. ERICSSON - 2 - - 2
MCLAREN RENAULT
PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 1:44.489 17. B. HARTLEY - - - 1 1

1 SEBASTIAN VETTEL FERRARI 1:43.091 18. E. OCON - 1 - - 1

2 LEWIS HAMILTON MERCEDES +0.361S 19. R. GROSJEAN - - - - 0

3 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.402S 17 PIERRE GASLY 20. S. SIROTKIN - - - - 0
TORO ROSSO HONDA
4 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING +0.428S 1:44.496

5 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +0.478S

6 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +0.845S 18 MARCUS  ERICSSON
SAUBER FERRARI
7 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +0.867S 1:45.541 EQUIPAS

8 LANCE STROLL WILLIAMS +1.032S 1. FERRARI 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
2. MERCEDES 40 25 19 30 114
9 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +1.129S 19 BRENDON  HARTLEY 22 33 30 25 110
TORO ROSSO HONDA
10 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +1.443S 1:57.354

11 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +1.672S 3. RED BULL  20 - 35 - 55

12 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +1.770S 20 ROMAIN  GROSJEAN
HAAS FERRARI
13 PIERRE GASLY TORO ROSSO +1.814S 4. MCLAREN RENAULT 12 10 6 8 36

14 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +2.127S 5. RENAULT 7 8 10 10 35

15 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +2.170S 6. FORCE INDIA - 1 - 15 16
7. TORO ROSSO HONDA - 12 - 1 13
16 CARLOS SAINZ RENAULT +2.341S 8. HAAS FERRARI - 10 1 - 11
9. SAUBER FERRARI - 2 - 8 10
17 NICO HULKENBERG RENAULT +2.365S 10. WILLIAMS - - - 4 4

18 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +2.414S Nota - Hulkenberg e Grosjean
penalizados devido a troca não
19 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.819S planeada de cx. velocidades; Grosjean
e Hartley não cumpriram 107%
20 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +3.095S

PONTUAÇÃO 1.º 25 PTS 2.º 18 PTS 3.º 15 PTS 4.º 12 PTS 5.º 10 PTS 6.º 8 PTS 7.º 6 PTS 8.º 4 PTS 9.º 2 PTS 10.º 1 PT

10 CPR/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS - RALI DE MORTÁGUA

CLARASLIDESMORTEÁGUA Este Rali de Mortágua serviu português a mais de um minuto. No final
perfeitamente para espelhar a da manhã, Arai já tinha 38s de avanço
realidade da principal compe- para Pedro Meireles, e sem tirar o pé,
tição dos ralis nacionais. Se o porque o seu objetivo era aprender, e
ano passado Craig Breen este- isso só sucede se andar sempre no má-
ve em Mortágua num patamar ximo das suas possibilidades. O jovem
perfeitamente inacessível aos nossos japonês terminou o rali com 1m02.60s
MUNDIAL pilotos, julgava-se que os dois japone- face a Armindo Araújo e Luís Ramalho,
ses presentes este ano, pertencentes que com o seu Hyundai i20 R5 bem mais
ao programa de jovens da Toyota Gazoo cooperante do que em Fafe, chegaram
Racing, pudessem misturar-se com os ao triunfo ‘luso’ duma forma brilhante.
nossos pilotos e lutar taco a taco com Naquela que foi, recorde-se, apenas a
eles. Mas não foi isso que se viu, pois um sua segunda prova depois do regres-
deles, Hiroki Arai, filho do antigo piloto so aos ralis, o piloto do Team Hyundai
Portugal ultrapassou o furo que sofreu
da Subaru, Toshiiro Arai, dominou por na primeira especial do segundo dia de
prova - chegou a estar a 14.70s de Mei-
completo a prova, mostrando que o rit- reles - foi sempre recuperando e tudo
Hiroki Arai e Armindo Araújo são os dois grandes vencedores do mo da sua aprendizagem é mais do que decidiu no último troço, onde entrou a
Rali de Mortágua. O japonês triunfou na geral, no seu caminho suficienteparachegar,ver,evencersem 2.3s do então líder do CPR. Em quatro
de preparação para o WRC, e o piloto luso regressou aos triunfos grandedificuldade,deixandoprovadoque especiais, ‘virou’ o resultado, e venceu
entre portas, no segundo rali após o regresso à competição o andamento do Mundial está a ‘milhas’ com todo o merecimento.
A fechar o pódio ficou o outro japonês,
do nosso campeonato. Arai chegou a Katsuta Takamoto, que com Marko Sal-
José Luís Abreu um rali que não conhece, reconheceu-o
[email protected] como no Mundial, com duas passagens,

FOTOS: ALBANO LOUREIRO/PRESS XL NEWS; AIFA/JORGE CUNHA; ZOOM MOTORSPORT/ANTÓNIO SILVA; @WORLD/RICARDO OLIVEIRA E OFICIAIS venceu cinco troços e deixou o melhor

minem ao lado venceu uma especial >> autosport.pt
com o Ford Fiesta R5. No entanto, o pi-
loto esteve nesta prova vários degraus 11
abaixo das prestações do seu colega de
equipa, acabando mesmo por perder o COMENTÁRIO
segundo lugar final no último troço, para DO VENCEDOR
Armindo Araújo.
Pedro Meireles e Mário Castro (Skoda ARMINDO ARAÚJO
Fabia R5) terminaram no quarto lugar
da geral, perdendo o pódio por menos de “É uma grande vitória para
um segundo e o rali ‘luso’ (CPR) por 3.5s. mim, para a Hyundai e para os
Sempre consistente no seu andamento, patrocinadores. Realmente
foi surpreendido pelo forte ataque de Ar- este meu regresso foi muito
mindo Araújo, cedendo mesmo no último arriscado, mas eu acreditava que
troço. De qualquer forma, o segundo lugar nós ainda conseguíamos ter a
é um bom resultado em termos de CPR. nossa velocidade. Tivemos muitas
Carlos Vieira e Jorge Carvalho termina- condicionantes em Fafe, mas não
ram no quinto lugar da geral e terceiro desanimámos e trabalhámos.
do CPR. O piloto do Hyundai i20 R5 oficial Aqui em Mortágua cometi alguns
iniciou a manhã do segundo dia na se- erros, faz parte, mas não baixei
gunda posição absoluta, e na liderança do os braços e acreditei sempre que
CPR, mas na terceira PE furou, perdendo conseguia lá chegar. E quando
mais de 40 segundos . No início da tarde, foi preciso passar para um nível
foi surpreendido pela chuva, que emba- diferente consegui, e fui buscar
o primeiro lugar. À entrada do
último troço estava muito re-
laxado, sabia bem o que tinha de
fazer, que era andar a fundo, sem
cometer qualquer tipo de erro ou
exagero, e felizmente as coisas
correram bem, e alcançámos uma
vitória para a Hyundai, a primeira
vitória, que é fantástico. É um
enorme prazer poder, logo no seg-
undo rali, proporcionar a primeira
vitoria nacional do Hyundai i20
R5 que se mostrou irrepreensível
durante todas as especiais”, refe-
riu o piloto que é agora terceiro
no campeonato: “Alcançámos
um resultado muito bom para os
objetivos que traçámos nesta
temporada. Ficou demonstrado
que os nossos adversários estão
igualmente muito fortes e que
teremos muito que lutar até
final”, disse.

CPR/
CAMPEONATO PORTUGAL DE RALIS

12 R A L I D E M O R T Á G U A 4 D E 8

M/ MOMENTO O último troço decidiu tudo, mas Armindo
Araújo vinha paulatinamente a recuperar
terreno a Pedro Meireles. Contudo, com
mais de 12 segundos a dois troços do fim
pensava-se que a tarefa era complicada
para o piloto da Hyundai. Puro engano,
já que Armindo Araújo atacou forte nos
dois últimos troços, na PE 8, Felgueira
2, recuperou 9,8s a Meireles, e entrou
‘apenas’ a 2,3s do piloto do Skoda, para o
último troço. Aí, decidiu tudo a seu favor.

ciou o pára-brisas do Hyundai, perdendo não me dava a confiança que precisava.” F/ FIGURA Podíamos aqui colocar Hiroshi Arai, mas o
mais algum tempo, ficando assim em Miguel Barbosa e Hugo Magalhães jovem piloto está a cumprir um caminho
definitivo fora da luta pela vitória. Ainda (Skoda Fabia R5) tiveram um primeiro Fontes e Paulo Babo, que terminaram ‘designado’. Já Armindo Araújo, após cinco
assim, o último degrau do pódio permite dia com altos e baixos, já que depois de o rali na 14ª posição, numa prova com anos fora das competições, arriscou o
ao piloto de Fafe manter o segundo lugar terem vencido as duas primeiras super um conjunto de pequenos azares que regresso, ficando provado em Fafe que
nas contas provisórias do CPR. especiais, cometeram um erro na SE de não permitiram um melhor resultado. não seriam favas contadas. Mas o talento
Mortágua, ao darem uma volta a mais Um furo na parte da manhã, e o em- está lá, tal como mostrou na forma como
ALTOS E BAIXOS numa rotunda, sendo penalizados em baciamento dos vidros do Citroën DS3 recuperou o atraso e venceu com grande
três minutos por ‘erro de percurso’, numa R5 à tarde condicionaram muito, e só classe.
Ricardo Teodósio e José Teixeira (Skoda penalização que segue a letra da lei, mas mesmo no último troço Fontes deu um
Fabia R5) foram sextos classificados, mas não do bom senso, e que o CCD não con- ar da sua graça. cilmente, com 6m47.40s de avanço para
o algarvio ‘pagou’ o desconhecimento da seguiu corrigir, mesmo tendo poderes Na Taça FPAK de Ralis, Ricardo e Carlos Pedro Leone e Bruno Ramos (Ford Escort
prova, que nunca tinha disputado. Em para o fazer. Um bom juiz, quando julga, Matos (Mitsubishi Evo IX) venceram fa- RS Cosworth). Sérgio Brás e Nuno Mota
alguns locais que os adversários pas- tem à sua frente o livro das leis, mas Ribeiro (Ford Fiesta R2) completaram o
savam a fundo, Teodósio hesitava e a também tem o bom senso de perceber, pódio. No Campeonato Centro de Ralis,
diferença foi-se acumulando. De tarde foi ou não, se a pena aplicada é correta face os vencedores foram Nuno Nunes e Joa-
mais rápido, mas o ‘estrago’ estava feito. ao ocorrido. Falámos com muita gente, quim Alvarinhas (Subaru Impreza WRX),
Joaquim Alves foi sétimo. Contou com não encontrámos uma única que achasse 1m57.50s na frente de Diogo Simões e
um carro ‘vencedor’, o Skoda Fabia R5 a decisão justa. Tiago Neves (Renault Clio RS).
de Ricardo Moura nos Açores, com um Pedro e Nuno Almeida (Ford Fiesta R5) O CPR prossegue dentro de três semanas
navegador campeão, António Costa, e fecharam o top 10, num rali com alguns com o Rali de Portugal.
as coisas correram bem, porque foi fácil problemas. António Dias e Daniel Pereira
a adaptação ao Skoda. continuam a sua evolução e adaptação
Manuel Castro e Luís Costa levaram o à nova realidade, o Skoda Fabia R5, ter-
seu Hyundai i20 R5 ao oitavo lugar, numa minando na frente do espanhol Daniel
prova em que finalmente não tiveram Villaron (Ford Fiesta R5).
contratempos mecânicos, mas a falta de Quem esteve em Mortágua muito abaixo
preparação não permitiu fazer melhor: “O das suas possibilidades foram José Pedro
carro escorregava de frente e traseira e

>> autosport.pt

13

PF/ PARQUE FECHADO

VEM AÍ
‘OUTRO’ ARAI...
H iroki Arai e Katsuta Taka-
moto são dois japoneses do aprendo a analisar diferentes tipos 2WD TRIUNFO SUADO
programa de desenvolvi- de pisos. Foi uma boa experiência de DE PEDRO ANTUNES
mento de jovens pilotos da aprendizagem. Confesso que não olhei
Toyota Gazoo Racing e há muito para os tempos que os meus Em termos de andamento puro, os pilotos quando, já na parte da tarde do segundo
algum tempo que andam em adversários neste rali estavam a fazer, mais consagrados dos 2WD têm hoje em dia, Paulo Neto se despistou, e Nunes,
aprendizagem com o intuito de serem preocupei-me sempre com a melho- dia muitas dificuldades de acompanhar que o seguia na estrada, teve que rodar
o próximo piloto japonês no WRC. ria da minha pilotagem de troço para os jovens lobos, Pedro Antunes e Daniel vários quilómetros no pó do carro do seu
Já tinham estado em Portugal o ano troço. Antes da prova não tinha ideia Nunes, que se entregaram novamente adversário, perdendo 36s.
passado no Rali Amarante/Baião. Des- nenhuma do que podia fazer aqui, não a uma bela luta em Mortágua, com o Sabendo que Pedro Antunes estava com
ta feita marcaram presença no Rali de sabia onde estava, e quando vi os tem- campeão em título dos 2WD a vencer, problemas no motor do 208, Daniel Nunes
Mortágua onde espalharam simpatia pos dos primeiros troços do segundo mesmo tendo terminado o rali com o tentou recuperar, mas acabou por capotar
e mostraram que apesar de serem, dia fiquei muito surpreendido, pensei motor do seu Peugeot 208 R2 a trabalhar após a tomada de tempos do troço. ‘Game
ainda, pilotos perfeitamente banais a mesmo que teria mais competição por em três cilindros. Over’ na luta pelo triunfo nos 2WD, mas
nível internacional, o que fazem já é parte dos restantes pilotos. Mas estava A contenda entre Pedro Antunes/Paulo ainda ‘safaram’ o segundo lugar.
suficiente para chegar a Portugal sem aqui para preparar o Rali de Portugal, Lopes (Peugeot 208 R2) e Daniel Nunes/ Gil Antunes e Diogo Correia terminaram
conhecer os troços e dominar provas andei bem e isso foi bom.” Rui Raimundo (Peugeot 208 R2) esteve em terceiro com muitos problemas no
do campeonato nacional. E quanto a chegar ao WRC? “Penso que quase sempre equilibrada, e só terminou diferencial do Renault Clio RS R3T.
Foi isso que fez Hiroki Arai, que triun- nos próximos três anos é um objetivo
fou em cinco dos 10 troços da prova, realista. Não tenho ainda muita ex-
sendo que nenhum deles foram as periência e vou continuar a aprender
curtas super especiais. cada rali”. E se um dia chegares ao
Arai, filho do mítico piloto da Suba- WRC? “Penso que só depois de fazer
ru, Toshiiro Arai, venceu com grande duas ou três épocas posso pensar em
facilidade, e cumpriu o seu objetivo, resultados”, referiu Arai que explicou
aprender: “É sempre uma boa expe- que a sua vida só poderia ser nos ralis:
riência vir a Portugal, como já fiz o “Crescer ao lado do meu pai faz pare-
ano passado com o Rali Amarante/ cer tudo isto muito normal para mim.
Baião, pois é importante aprender Andava muitas vezes com ele, por isso
a experiência destes pisos, que são esta vida é natural para mim.” O teu pai
muito similares aos que vou apanhar dá-te conselhos? “Mais do que me dar
no Rali de Portugal. É muito importan- conselhos, ele pede-me é para guiar
te para mim fazer estes ralis porque o meu carro... (risos).”

MIGUEL BARBOSA ‘TRAMADO’
POR PENALIZAÇÃO

Miguel Barbosa e Hugo Magalhães rotundas que faziam parte do traçado da
(Skoda Fabia R5) viram o resultado da sua Super Especial. Isso levou a que nos fosse
prova condicionado por uma penalização atribuído o pior tempo da nossa classe e
resultante de um erro na super especial de ainda mais três minutos de penalização,
Mortágua. Ao darem uma volta a mais numa que me parece excessiva para este tipo
rotunda foram penalizados em três minutos de infração, da qual não tirámos qualquer
por ‘erro de percurso’. Um ‘castigo’ que benefício. Todas as ambições que tínhamos
seguiu a letra da lei, mas não do bom senso, ruíram e a partir daí apenas nos restou
e que o CCD não conseguiu corrigir. Um bom tentar minimizar o prejuízo. Vencemos três
juiz, quando julga, tem à sua frente o livro das sete especiais seguintes e provámos
das leis, mas também tem o bom senso que tínhamos condições de lutar pela vitória
de perceber, ou não, se a pena aplicada na prova. Temos a noção de estar no bom
é correta face ao ocorrido: “Cometemos caminho. Tudo faremos para tentar reverter
um erro ao dar mais uma volta numa das esta situação infeliz”, disse Miguel Barbosa.

CPR/ PEDRO MEIRELES PERDEU NO FIM
CAMPEONATO PORTUGAL DE RALIS
Pedro Meireles e Mário Castro espera. Fomos surpreendidos,
14 R A L I D E M O R T Á G U A 4 D E 8 fizeram, como sempre, um rali mas fizemos o que pudemos,
inteligente. Chegaram à liderança demos o nosso melhor, mas talvez
JOAQUIM ALVES (CPR) na PE5, tinham 12.1s de devêssemos ter arriscado mais. No
COMPAROUSKODAEFORD avanço para Armindo Araújo a dois entanto, é um excelente resultado,
troços do fim, mas um forcing final já que recebemos o carro esta
do piloto da Hyundai deu a volta ao semana e fizemos 25 km de
texto: “Esteve quase. Perder por testes. Além disso já há mais duas
uma diferença tão pequena custa, evoluções de motor no Fabia face à
mas houve um grande mérito do deste carro e vamos tentar evoluí-
Armindo, que atacou muito na lo a partir daqui”, disse Meireles,
parte final, sobretudo num troço que não confirma para si o VW Polo
em que não estávamos muito à GTI R5 que vem para Portugal.

Joaquim Alves vendeu o seu Ford Fiesta e correu ‘muita frente’, enquanto o Ford guia-se mais com a MAL MENOR
em Mortágua com um Skoda Fabia R5, vencedor traseira. O Fabia é mais rápido a sair dessas zonas. PARA CARLOS VIEIRA
nos Açores com Ricardo Moura, tendo António O Ford, em zonas rápidas, é um carro muito bom,
Costa ao lado. Foi quinto do CPR o que é um mas este Fabia é mais eficaz em zonas encadeadas Carlos Vieira e Jorge Carvalho terminaram em terceiro do CPR,
bom resultado. Mas o que lhe pedimos foi uma lentas. No Fabia, o chassis e toda a suspensão um mal menor tendo em conta que abriram a estrada o dia todo.
comparação entre o Fiesta e o Fabia: “O Fabia é permitem esse tipo de condução. Apesar dos A dupla passou pela liderança da prova, mas na PE5 perderam
um carro mais fácil de aprender que o Ford. Têm regulamentos estes carros têm ‘50.000 coisas’ mais de 40 segundos devido a um furo, a sete quilómetros do
características diferentes. O Fabia é mais intuitivo, para mexer. Depois de vir duma série de infortúnios fim do troço. Ao início da tarde, a chuva que caiu embaciou os
faz naturalmente uma série de coisas que no Fiesta esta troca acabou por ser uma fonte de motivação, vidros do Hyundai, fazendo com que a equipa perdesse ainda mais,
é preciso preparar e antecipar. No Skoda não é um pouco de alma nova. Se mantivermos o mesmo afastando-os definitivamente da luta pela vitória: “Estou satisfeito
preciso tanta antecipação. Nas zonas lentas e registo de Mortágua, penso que podemos fazer um com o meu ritmo e com o excelente comportamento do Hyundai
encadeadas e na inserção em curva o Fabia tem bom Rali de Portugal”, disse. i20 R5, que correspondeu. Penso que poderíamos ter lutado
pela vitória. Foi pena o furo que nos limitou. Abrimos a estrada
SUPER ESPECIAIS DE SUCESSO o dia todo e nas segundas passagens, com a chuva, tivemos de
o ‘limpar’ novamente. Conseguimos manter o 3º lugar, que era
importante, mas aspirávamos a mais”, disse.

A dupla passagem pela super especial de Águeda, a Street Stage Travocar, foi uma aposta muito bem
conseguida por parte do Clube Automóvel do Centro e da Câmara Municipal de Águeda. Foram muitos os
milhares de espetadores que deram um colorido único ao evento realizado no centro de Águeda, num dia
muito positivo para os adeptos, já que pouco depois o rali rumou a Mortágua para mais uma super especial,
onde, mais uma vez, foram vários os milhares de espetadores presentes. Estes troços até podem ‘chatos’
para os pilotos, mas fazem ‘maravilhas’ para quem ainda não conhece tão bem os ralis. A repetir. Ainda
por cima, a Movielight voltou a transmitir em direto uma super especial, levando o rali aos muitos que não
puderam marcar presença.

PF/ OPINIÃO C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S >> autosport.pt

YAZEED AL RAJHI RALI MORTÁGUA 3 DE 9 15
ESPETACULAR
28/04 A 29/04/2018 2.º DIA
A presença de Yazeed Al Rajhi como
carro zero nesta prova foi mais uma 110,18 KM 293,18 KM 1.º DIA
mais valia para o evento.
O andamento imprimido pelo piloto DISTÂNCIA 9 TROÇOS
saudita, que trouxe a Portugal
um Ford Fiesta WRC 2016, foi bem PROVA CARRO
espetacular, num ‘zero’ que serviu TEMPO/DIF.
para tudo menos para ‘preparar’ os 1 HIROKI ARAI/GLENN MACNEALL
espetadores para a passagem dos José Luís Abreu 2 ARMINDO ARAÚJO/LUÍS RAMALHO FORD FIESTA R5 1:13:31.20
concorrentes. Al Rajhi mostrou um 3 KATSUTA TAKAMOTO/SALMINEM MARKO HYUNDAI I20 R5 +1:02.60
ritmo a que ninguém ficou indiferente DIRETOR EXECUTIVO 4 PEDRO MEIRELES/MÁRIO CASTRO FORD FIESTA R5 +1:05.20
e apimentou o desejo dos fãs para o 5 CARLOS VIEIRA/JORGE CARVALHO SKODA FABIA R5 +1:06.10
que aí vinha. [email protected] 6 RICARDO TEODÓSIO/JOSÉ TEIXEIRA HYUNDAI I20 R5 +1:44.80
Foi muito importante, pois 7 JOAQUIM ALVES/ANTÓNIO COSTA SKODA FABIA R5 +2:14.00
juntamente com Takamoto Katsuta e O triunfo de Armindo 8 MANUEL CASTRO/LUIS COSTA SKODA FABIA R5 +3:12.90
Hiroki Arai, deu outro élan à prova. Araújo no Rali de Mor- 9 MIGUEL BARBOSA/HUGO MAGALHÃES HYUNDAI I20 R5 +4:01.50
tágua veio confirmar 10 PEDRO ALMEIDA/NUNO ALMEIDA SKODA FABIA R5 +4:09.70
DANIEL NUNES que este Campeonato 11 ANTÓNIO DIAS/DANIEL PEREIRA FORD FIESTA R5 +5:22.00
ZANGADO de Portugal de Ralis 12 DANIEL VILLARON/CANDIDO CARRERA SKODA FABIA R5 +5:33.60
tem tudo para ser, tal 13 PEDRO ANTUNES/PAULO LOPES FORD FIESTA R5 +7:13.10
Daniel Nunes não chegou nada como foi o do ano passado, uma 14 JOSÉ PEDRO FONTES/PAULO BABO PEUGEOT 208 R2 +7:18.90
contente ao fim do rali, já que perdeu bela competição com final in- 15 DANIEL NUNES/RUI RAIMUNDO CITROEN DS3 R5 +8:04.90
a hipótese de lutar pelo triunfo nos certo. Depois de ter passado as 16 FERNANDO TEOTÓNIO/LUÍS MORGADINHO PEUGEOT 208 R2 +8:29.20
2WD devido a uma situação que ‘passas do Algarve’ em Fafe com 17 DIOGO SALVI/VALTER CARDOSO MITSUBISHI EVO IX +8:32.40
acontece nos ralis: “Foi um segundo o carro, Armindo Araújo meteu 18 GIL ANTUNES/DIOGO CORREIA SKODA FABIA R5 +9:31.00
lugar que podia ter sido uma vitória. mãos à obra e surgiu em Mor- 19 CAMERON DAVIES/GILBEY MICHAEL RENAULT CLIO RS R3T +10:09.20
Entrámos no 2º troço da tarde e ao fim tágua num nível bem diferente. 20 MIGUEL CORREIA/PEDRO ALVES PEUGEOT 208 R2 +10:16.40
de 2 km apanhámos o concorrente nº Apesar de alguns contratempos 21 FILIPE NOGUEIRA/BRUNO ABREU RENAULT CLIO RS R3T +11:03.90
9 e fizemos 70% do troço atrás do pó nunca desistiu, obtendo uma vi- 22 PAULO NETO/VÍTOR HUGO CITROEN C2 R2 +15:19.20
dele. Não houve ninguém a adverti-lo tória merecida e mostrando nun- 23 JOANA BARBOSA/SOFIA MOUTA CITROEN DS3 R3T MAX +16:19.20
e fizemos o troço todo encostados ca virar a cara à luta. Procurou a FORD FIESTA R2T +17:16.80
ao pára-choques dele. Ele não se quis felicidade e alcançou-a com todo
encostar e tive que lhe bater para o mérito. PE VENCEDORES DE PE
conseguir tirá-lo da frente. Podia ter Teve forte concorrência: Pedro CAUSA
ganhado o rali. Depois fomos atrás do Meireles usou a tática do costu- PE ARAI H.
prejuízo, pois o nosso adversário estava me, um andamento rápido e con- ABANDONOS LÍDERES BARBOSA M.
com problemas de motor, mas a seguir sistente; Miguel Barbosa teve um PE6 ACIDENTE PE0-1 TEODÓSIO R. 5
à tomada de tempos, capotámos. São daqueles azares em que os ralis PAULO MEIRELES PE8 ACIDENTE M. BARBOSA PE2 KATSUTA T. 2
ralis, mas é um segundo lugar com são pródigos, mas vai voltar forte ALFREDO BARROS R. TEODÓSIO PE3-9 ARAÚJO A. 1
sabor a vitória”, disse. como tem estado; Carlos Vieira H. ARAI 1
mostrou porque é Campeão Na- 1
cional em título. Quem esteve
muito abaixo do que pode e sabe CPR Serras de Fafe
fazer foi José Pedro Fontes. Já Ri- Açores
cardo Teodósio teve dificuldades Mortágua
fruto de não conseguir suplantar Portugal
o desconhecimento dos troços. Vidreiro
A propósito desta questão, os Castelo Branco
jovens Hiroki Arai e Katsuta Ta- Vinho Madeira
kamoto, primeiro e terceiro neste Amarante Bãio
rali, chegaram, viram, fizeram Algarve
duas passagens de reconheci- TOTAL
mentos ‘à’ Mundial e andaram
na frente. É verdade, têm o ritmo 1 2 3 4 5 6 7 8 9
e todas as restantes condições,
mas este detalhe deixa claro que 1º RICARDO MOURA 27,7 26,65 54,35
se Portugal quer voltar a ter pilo-
tos no WRC, a médio, longo prazo, 2º CARLOS VIEIRA 10,45 14 17,5 41,95
os pilotos portugueses têm que
se desligar dos troços que fa- 3º ARMINDO ARAÚJO 12 26,5 38,5
zem de olhos fechados. Senão,
esqueçam, nunca mais lá chega 4º PEDRO MEIRELES 14 20 34
nenhum...
5º MIGUEL BARBOSA 21,35 10,5 31,85

6º RICARDO TEODÓSIO 0 17,33 14,5 31,83

7º BRUNO MAGALHÃES 22,31 22,31

8º JOSÉ PEDRO FONTES 17 17

8º PEDRO ALMEIDA 1 10 6 17

10º ANTÓNIO DIAS 0 8,33 4 12,33

11º DIOGO SALVI 0 12 12

12º JOAQUIM ALVES 12 12

13º MANUEL CASTRO 10 10

14º JOÃO BARROS 8 8

CNR2

1º DANIEL NUNES 20,9 20,9 22 63,8

2º PEDRO ANTUNES 28,15 28 56,15

3º RAFAEL BOTELHO 27,64 27,64 0 55,28

4º PAULO NETO 17 20,99 10 47,99

5º GIL ANTUNES 17 0,66 17 34,66

6º JOANA BARBOSA 14 8 22

6º HÉLDER MIRANDA 14 14

16 WRC/
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS - ARGENTINA

SEÑORARGENTINA
TANAK

Na quinta prova aos comandos do Toyota Yaris WRC da Toyota
Gazoo Racing, Ott Tanak brilhou, triunfando pela primeira vez
no Campeonato do Mundo de Ralis aos comandos da viatura
nipónica. Sébastien Ogier mantém a liderança do Campeonato
do Mundo, apesar de continuar sem vencer em solo argentino

Martin Holmes com Pedro Batalha
[email protected]

FOTOGRAFIA @WORLD/ A.LAVADINHO/ A.VIALATTE

O Rali da Argentina é pródigo Este erro fez soar o alarme mental de de, enquanto que o penta campeão 10
em vitórias surpreendentes Tanak que, daqui para a frente, fez uma mundial, Sébastien Ogier, ocupava a
e, na verdade, quem olhou prova irrepreensível, atacando nos mo- quinta posição, atrás do espanhol Dani NÚMERO DE ESPECIAIS GANHAS PELO
para a classificação geral mentos certos e gerindo o andamento Sordo. Por outro lado, Jari-Matti Latvala VENCEDOR DO RALI, OTT TANAK. NUMA
após a segunda especial, nas devidas ocasiões. Prova disso é a não viu uma pedra no interior de uma PROVA COMO O RALI DA ARGENTINA
não acreditaria que no final recuperação brilhante que fez ainda direita, e acabou por abandonar o rali A REGULARIDADE E A FALTA DE PROBLEMAS
da prova alviceleste fosse Ott Tanak a no decorrer do segundo dia, vencendo de forma irreversível com problemas É MEIO CAMINHO ANDADO PARA GARANTIR
subir ao lugar mais alto do pódio. De- cinco das seis especiais disputadas na suspensão do seu Toyota. A ALMEJADA VITÓRIA
pois de uma equilibrada passagem pela após o incidente e terminando a etapa O terceiro dia do evento começou com
novíssima super especial, preparada já com uma confortável vantagem de muito nevoeiro no topo das monta-
pela organização, em que o estónio 22.7 segundos sobre Kris Meeke. nhas argentinas. Estas condições at-
conseguiu o segundo lugar, um pião Thierry Neuville, primeiro líder da mosféricas criaram alguns problemas
no primeira especial do segundo dia de prova argentina, ocupava a terceira aos pilotos, em especial a Craig Breen
competição deixou o piloto da Toyota posição ao final das primeiras oito que capotou acabando mais tarde por
na 10.ª posição da geral, a 23.8 segundos classificativas, provando ser um dos desistir. Lappi teve uma saída de es-
do então líder, Sébastien Ogier. pilotos mais regulares da atualida- trada e perdeu cerca de meio minu-

to, enquanto que Elfyn Evans e Kris >> autosport.pt
Meeke furaram e perderam tempo
para a frente da corrida. Por seu lado, 17
Ott Tanak mantinha a toada do dia
anterior, vencendo mais cinco das seis COMENTÁRIO
especiais disputadas e tendo no último DO VENCEDOR
dia do rali argentino uma liderança
confortável. Dani Sordo, com uma OTT TANAK
prova em crescendo, triunfava na 15.ª
especial, subindo ao terceiro lugar da Naturalmente satisfeito com a
geral. Neuville e Ogier, em ritmos de primeira vitória da temporada,
prova tranquilos, ocupavam a segunda Ott Tanak dirigiu as primeiras
e quarta posições, respetivamente. palavras após a vitória à
O derradeiro dia de prova mostrou ao equipa Toyota Gazoo Racing:
Mundo que os desportos motoriza- “Obviamente que esta é uma
dos ocupam um lugar privilegiado nas vitória muito especial. É muito
interessante assistir à forma
como temos evoluído ao longo
da época. Sabíamos que a vitória
ia aparecer só não sabíamos
quando. A equipa tem trabalhado
de forma incrível e isso é um
grande apoio para nós pilotos,
especialmente para mim. Estou
portanto muito feliz pela equipa”,
explicou o piloto estónio.
A experiência ao volante do
Toyota Yaris WRC na Argentina foi
muito proveitosa e Tanak estava
satisfeito com o resultado do
binómio homem/máquina ao lon-
go do fim de semana. “Esta não
foi uma vitória fácil. Cometemos
um erro logo no início e tivemos
de impor um ritmo forte para
recuperar e chegar ao resultado
com esta vitória. Ao longo do fim
de semana o carro transmitiu-nos
muita confiança e isso acaba por
refletir-se no resultado obtido.
Estou muito satisfeito com esta
vitória”, garantiu o piloto que
ocupa a terceira posição do
Mundial de Pilotos, a 28 pontos
do líder, Sébastien Ogier.

WRC/

18

preferências dos argentinos. Prova
disso foram as mais de 100 mil pessoas
que assistiram ao vivo aos últimos
quilómetros da prova argentina, for-
mando filas intermináveis na região de
El Condor. No que há competição diz
respeito, entre os pilotos que ocupa-
vam as posições da frente havia muito
mais a perder do que a ganhar, e isso
comprovou-se nos ritmos impostos
nas últimas especiais. Ott Tanak ge-
riu a vantagem e guardou a liderança
para alcançar a sua terceira vitória no
Mundial de Ralis, o mesmo número de
vitórias que a Toyota atingiu após o
regresso aos ralis, em 2017. O estónio
somou ainda dois pontos da Power
Stage, que podem ser muito impor-
tantes na luta pelo título Mundial, caso
mantenha nas próximas provas o an-
damento demonstrado na Argentina.
Por seu lado, Thierry Neuville venceu a
Power Stage, somou 23 pontos em solo
sul americano e fica a 10 da liderança
de Sébastien Ogier. Regular como ha-
bitualmente, o belga recuperou seis
pontos para o líder e chega a Portugal
com possibilidades reais de saltar para
a liderança do Mundial. Dani Sordo, com
uma prova em crescendo, trabalhou
bastante para a equipa, ajudando a
Hyundai a manter a liderança na tabela
de construtores. Já Sébastien Ogier
acabou por sorrir no final, uma vez
que os pontos perdidos não refletem a
diferença real de andamento verificada
na Argentina.
Segue-se agora a 52ª edição do Rali de
Portugal, sexta prova do Campeonato
do Mundo de Ralis de 2018, onde a emo-
ção promete estar ao rubro. Neuville irá
tentar pressionar Ogier, num rali em
que o gaulês procura uma inédita sexta
vitória individual, podendo superar
Markku Alén (5). Ott Tanak também
tentará manter a toada positiva, en-
quanto que Mikkelsen, Sordo, Meeke,
Lappi e Latvala irão lutar pela primeira
vitória da temporada no Campeonato
do Mundo de Ralis.

M/ MOMENTO F/ FIGURA

Na segunda classificativa da prova O estónio Ott Tanak liderou a prova argentina
argentina, Ott Tanak comete um ligeiro a partir da quinta especial, mas já antes tinha
deslize, fazendo um pião que o fez perder iniciado o ataque para chegar à liderança da
23.8 segundos para Sébastien Ogier. quinta ronda do Campeonato do Mundo de Ralis.
Daqui em diante, o estónio venceu 10 das Venceu mais de metade das classificativas,
16 classificativas seguintes e acabou provando ter capacidade de reação aos
a prova no lugar mais alto do pódio, erros cometidos e mostrando mais tarde
comprovando estar muito à vontade com muita maturidade para gerir uma vantagem
a máquina nipónica que conduz desde o conquistada a pulso. Numa só prova teve tempo
início desta temporada. para errar, atacar, gerir e ganhar…brilhante!

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+/ MAIS WRC2 TIDEMAND
CONFIRMOU TRIUNFO ANUNCIADO

DANI SORDO manteve a liderança do Mundial Sem o checo Jan Kopecky pela frente, e obrigou Tidemand a impor o seu melhor
O espanhol está cada vez mais de construtores, muito graças Pontus Tidemand tinha, à partida para ritmo para não se atrasar na luta pelo
rápido e parece estar a aproximar- aos segundo e terceiro lugares o Rali da Argentina, quase assegurada a título. Contudo, esta pressão exercida
se de uma nova vitória no Mundial alcançados por Neuville e Sordo. liderança do Mundial de Pilotos do WRC2 pelo sueco obrigou Rovanpera a errar,
de Ralis, resultado que conseguiu à chegada ao Rali de Portugal. Com o que despistando-se a alta velocidade, numa
apenas por uma vez, em 2013, QUANTIDADE DE PÚBLICO não contava o sueco, era com o ritmo altura em que trazia o quinto melhor
quando venceu o Rali da Alemanha. Quem acompanhou a transmissão imposto por Kalle Rovanpera. tempo da geral nas contagens intermé-
Numa equipa que luta pelo Mundial do rali pela televisão ou pelo O jovem finlandês, de apenas 17 anos, dias. O jovem finlandês e o seu navega-
de Construtores, Sordo é uma serviço de streaming pago do e filho do ex-piloto do Campeonato do dor saíram ilesos, bem como o público
elemento fundamental e a aposta WRC assistiu a uma verdadeira Mundo de Ralis, Harri Rovanpera – que presente no local.
da Hyundai no espanhol, em 2014, romaria aos troços do Rali da passou pela Ford, Seat, Peugeot, Mit- Com este resultado, Pontus Tidemand
foi bastante acertada. Argentina, com tendas e caravanas subishi e Skoda – nasceu quatro meses assinou a segunda vitória no Mundial
em todas as esquinas. O próprio antes da primeira e única vitória do somando 68 pontos, mais 18 do que o seu
REGULARIDADE DA HYUNDAI parque de assistência da prova pai no WRC, no Rali da Suécia de 2001. mais direto rival, Jan Kopecky. Gus Green-
A marca coreana, com o seu era uma verdadeira festa, com Neste evento, o piloto de quem se diz ter smith (Reino Unido) e Pedro Heller (Chile),
modelo i20 WRC, tem provado muito público a brindar a presença um futuro brilhante pela frente, voou, ambos em Ford Fiesta R5, completaram
extrema regularidade na do melhor rali do mundo no país literalmente, sobre os troços argentinos o pódio.
temporada de 2018. Prova disso de ‘Las Pampas’. No último dia,
é que só em Monte Carlo não para assistir à Power Stage, a
existiram pilotos Hyundai no organização anunciou que existiam
pódio final. Com Thierry Neuville a mais de 100 mil pessoas, 8500
destacar-se de Sordo e Mikkelsen, carros e mais de 15 quilómetros
a verdade é que a Hyundai conta de fila. Na terra de “El Pibe” os
com uma segunda linha que desportos motorizados rivalizam
garante pontos neste mundial com o futebol! Ainda assim, nada
e isso é, de facto, um ponto que se compare com a próxima
favorável. Na Argentina a equipa prova do Mundial!

-/ MENOS LATVALAATIROU TOALHA
AO CHÃO ANTES DO RALI
JARI-MATTI LATVALA rever por parte da organização de
Já entrou derrotado na prova, uma prova em que, felizmente, tais Jari-Matti Latvala abandonou a luta pelo título. Agora já tirei daí o sentido. Estou
ao dizer que ia deixar de pensar atitudes não tiveram quaisquer título de Campeonato Mundial ainda antes a pensar rali a rali, focando-me no que
no título de Campeão do Mundo. tipo de consequências em termos do início do Rali da Argentina, admitindo podemos melhorar no carro prova a prova”,
Assim, acabou por não ser uma de segurança. aos jornalistas que, daí a diante se iria explicou o piloto, atirando assim a toalha
surpresa para ninguém a sua focar em vencer eventos individuais. O ao chão ainda antes do Rali da Argentina,
desistência logo nos primeiros CITROËN finlandês não vence uma prova desde o prova onde acabaria por desistir logo no
quilómetros do segundo dia do Kris Meeke não é um exemplo de Rali da Suécia de 2017 e isso parece tê-lo início do segundo dia após um toque numa
evento. Ao entrar desmoralizado regularidade, mas, sozinho, tudo desanimado: “Há muito tempo que não pedra que danificou a suspensão do Toyota
e sem confiança para a prova, se torna mais difícil. A Citroën ganho um rali e ainda antes do Rali da Yaris WRC, prejudicando a equipa na luta
tal acabou por se refletir no seu chegou ao Rali da Argentina Córsega pensei muito sobre a luta pelo pelo Mundial de Construtores.
rendimento pessoal. Com o erro, sem grandes hipóteses de lutar
prejudicou a equipa na luta pelo pela vitória e os seus pilotos
Mundial de Construtores. de segunda linha também não
ajudaram a equipa a somar pontos
PÚBLICO neste Mundial. Se de Khalid Al
Nem sempre quantidade é Qassimi não se pode esperar
qualidade e o público argentino mais do que divertimento e algum
provou isso mesmo. Numa altura dinheiro em patrocínios para a
em que uma ‘selfie’ com um carro equipa, muito mais se esperava
de ralis a alta velocidade é mais de Craig Breen que cometeu um
importante que a segurança, o erro grave numa altura em que as
público argentino mostrou arriscar condições atmosféricas pediam
demasiado. Ponto importante a precaução.

WRC/ HYUNDAI SHELLMOBISWORLD RALLYTEAM
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS SATISFEITA COM DUPLO PÓDIO

20 R A L I D A A R G E N T I N A 5 D E 1 3

M-SPORT FORD WORLD RALLYTEAM
OGIER CONTINUA NA LIDERANÇA

A dupla Sébastien Ogier e Julien Ingrassia assegurou pontos vitais na Argentina para Sem grandes problemas ao longo de todo o fim de semana na
manter a liderança na tabela, enquanto que Elfyn Evans e Teemu Suninen ainda apren- Argentina, a Hyundai garantiu dois lugares no pódio, pela segunda
dem a arte de pilotar o Ford Fiesta WRC. No final das contas, Malcom Wilson, chefe de vez nesta temporada do WRC. Thierry Neuville foi o único piloto
equipa na M-Sport, considera que o resultado global foi positivo. “Se considerarmos que ainda se bateu com o Ott Tanak. Para Michel Nandan este foi
tudo o que se passou, não foi um mau fim de semana para nós. Não estivemos onde um bom resultado: “Garantimos os nossos dois lugares no pódio.
gostaríamos de estar mas conseguimos somar pontos importantes. O Ogier mantém Foi um bom resultado. Os pilotos, os mecânicos e a equipa em
a liderança, o que é sempre um objetivo. No México já tínhamos conseguido um bom geral fizeram tudo o que pedimos e isso é importante. Eu disse
desempenho, mas é justo dizer que podemos e devemos fazer alguns melhoramentos depois do Rali da Córsega que queria uma equipa forte e unida e
em alguns tipos de pisos. Na Argentina aprendemos muito e foi bom ver o Sébastien isso aconteceu aqui. Só posso dizer que o trabalho foi muito bem
a conseguir o segundo tempo na Power Stage, a pouco mais de meio segundo do feito”, disse o Team Principal da equipa que tem sede em Alzenau,
vencedor”, explicou. na Alemanha.

TOYOTA GAZOO RACINGWORLD RALLYTEAM CITROËN TOTAL ABU DHABI WRT
O ESPELHO DA FELICIDADE RESULTADOS DEIXAM A DESEJAR

Naturalmente satisfeito com o triunfo, o chefe de equipa da Toyota, Tommi Makinen, destacou a grande No final do Rali da Argentina, Pierre Budar, chefe de equipa da Citroën no WRC, não po-
prova de Tanak nas suas declarações pós Rali da Argentina. “Este é um resultado absolutamente dia estar satisfeito com o resultado obtido, uma vez que dos seus três carros em prova
fantástico para a nossa equipa. O Ott foi mesmo muito forte durante o fim de semana. No último dia, só dois terminaram e todos longe dos lugares do pódio. “Depois de uma prova tranquila
por precaução, deu primazia à estabilidade o que acaba por ser normal, uma vez que estas últimas clas- onde demonstrámos mais uma vez o nível de desempenho e fiabilidade do nosso C3
sificativas foram tão fáceis que não havia razão para arriscar e colocar em causa esta vitória fantástica. WRC, foi obviamente frustrante não levar para casa um lugar no pódio. O objetivo do
Esta é a primeira vitória do Tanak connosco e aconteceu logo num dos ralis mais complicados. Já todos Kris era o de segurar o terceiro lugar, foi essa a abordagem que tínhamos concordado
perceberam como o nosso carro pode reagir nestas condições mais adversas. É suficientemente forte. tomar depois do despiste do Craig Breen. Infelizmente não foi possível. Por seu lado,
Ao longo do fim de semana tivemos alguns altos e baixos e esta vitória acaba por ser muito saborosa. é um facto que o Craig cometeu um erro, mas até aquele momento tinha todos os mo-
Sabemos que temos um bom desempenho no carro, e agora, finalmente, temos um resultado brilhante tivos para estar satisfeito com o seu desempenho, em comparação com os melhores
para compensar todo o trabalho duro que a equipa tem colocar em prática. Agora resta-nos continuar pilotos nesta superfície, num evento em que ele tem tão pouca experiência. O Khalid,
na mesma direção”, disse Makinen, apontanto a um novo bom resultado em Portugal. por seu lado, conseguiu manter-se longe de problemas e terminar a prova”, explicou.

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POWER STAGE C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S
DEIXA
DE SER A ÚLTIMA COMO VI RALI DAARGENTINA 5 DE 13
ESPECIAL O RALI
26 A 29 E ABRIL DE 2018
O facto de ter existido um desagu- PEDRO BATALHA
isado entre a FIA e os organizadores 1300,65 KM 358,25 KM 1.º DIA 2.º DIA 3.º DIA
do Rali da Grã-Bretanha relativamente O Rali da Argentina é exigente e
à Power Stage abriu a possibilidade merece o respeito de todos os DISTÂNCIA 18 TROÇOS
da especial que dá pontos passar a intervenientes. Os troços car-
não ser, por vezes, a última do rali, regados de pedras soltas são um PROVA CARRO
algo que já aconteceu várias vezes problema para os pilotos e isso TEMPO/DIF.
no passado. Da hipótese à prática foi fez-se sentir ao longo dos dias 1 OTT TANAK/MARTIN JARVEOJA
uma questão de tempo, e é isso que com imensos furos, por vezes 2 THIERRY NEUVILLE/NICOLAS GILSOUL TOYOTA YARIS WRC 3H43M28.9S
irá justamente acontecer na edição já incompreendidos. 3 DANI SORDO/CARLOS DEL BARRIO HYUNDAI I20 WRC +37.7S
deste ano da prova. Passaram quatro Ott Tanak foi sem dúvida a figura 4 SEBASTIEN OGIER/JULIAN INGRASSIA HYUNDAI I20 WRC +1M15.7S
anos desde a última vez que a Power da prova, não só pela vitória, mas 5 ANDREAS MIKKELSEN/JAGER ANDERS FORD FIESTA WRC +1M58.6S
Stage não foi simultaneamente o também pela atitude e dedicação 6 ELFYN EVANS/DANIEL BARRITT HYUNDAI I20 WRC +2M02.6S
último troço de um rali. Curiosamente, após o erro madrugador. É pena 7 KRIS MEEKE/PAUL NAGLE FORD FIESTA WRC +3M06.3S
tal também foi no Rali da Grã-Bretan- que os seus companheiros de 8 ESAPEKKA LAPPI/ JANNE FERM CITROEN C3 WRC +3M25.7S
ha. Depois de algumas experiências equipa não tenham a mesma 9 TEEMU SUNINEN/MIKKO MARKKULA TOYOTA YARIS WRC +4M32.6S
com as especiais para TV, em 2010 garra que o estónio. 10 PONTUS TIDEMAND/JONAS ANDERSSON FORD FIESTA WRC +5M38.6S
e 2011, na Suécia e na Finlândia, o Quem também brilhou e me 14 KHALID AL-QASSIMI/CHRIS PETTERSON SKODA FABIA R5 +12M15.8S
‘troço que dá pontos’ passou quase agradou ao longo de todo o fim CITROEN C3 WRC +21M18.3S
sempre a vigorar como último - em de semana foi a estrutura com-
França (2013) foi o primeiro troço e na petitiva da Hyundai. O trabalho de PE VENCEDORES DE PE
Catalunha (2013) foi no segundo dia casa, antes do início da tempo- CAUSA
de prova. rada, foi bem feito e isso prova-se PE O. TANAK
rali a rali. Com três pilotos de ABANDONOS LÍDERES T. NEUVILLE
RALI qualidade, a marca coreana 3 SUSPENSÃO PE1 D. SORDO 10
DE PORTUGAL segue na frente no Mundial de JARI-MATTI LATVALA 13 ACIDENTE T. NEUVILLE PE2 A. MIKKELSEN 4
É O PRÓXIMO Construtores e muito próximo da CRAIG BREEN S. OGIER PE3 E 4 S. OGIER 2
DESTINO liderança do Mundial de Pilotos, A. MIKKELSEN PE5 A 18 1
através do belga Thierry Neuville. O. TANAK 1
Depois de mais uma aventura em solo sul Quem acabou por não perder
americano, o pelotão do Mundial de Ralis tanto quanto podia ter perdido Monte Carlo
regressa à Europa, mais propriamente ao foi Sébastien Ogier. Teve nova- Suécia
nosso país. A 52.ª edição do Rali de Portu- mente dificuldades em gerir o México
gal promete ser histórica, com Sébastien andamento ao arrancar mais na França
Ogier a procurar a sua sexta vitória na frente e continuará com esse Argentina
prova organizada pelo Automóvel Club problema nas próximas provas. Portugal
Portugal, feito nunca alcançado por Terá de se motivar rapidamente Itália
nenhum piloto. se não quer sair de Portugal Finlândia
O centro nevrálgico do evento estará atrás de Neuville na tabela clas- Alemanha
montado na Exponor, na cidade do Porto, e sificativa. Espanha
a prova terá início no dia 17 de maio, termi- O público, por vezes exagerado Turquia
nando no domingo seguinte, 20 de maio. e arriscado, merece que o rali Grã-Bretanha
Até lá, o nosso país será palco de vários continue a visitar aquela região. Austrália
testes das equipas do WRC, que irão Mostraram ao longo dos dias a TOTAL
aproveitar para afinar os últimos detalhes verdadeira paixão pelo desporto
para as próximas provas do Mundial em motorizado. PILOTOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
solo europeu.
1. OGIER SÉBASTIEN 25+1 1+4 25+4 25+3 12+4 - - - - - - - 100

2. NEUVILLE THIERRY 10+4 25+2 8+2 15 18+5 - - - - - - - 90

3. TÄNAK OTT 18+0 2+1 0+5 18+1 25+2 - - - - - - - 72

4. MIKKELSEN ANDREAS 0+3 15+3 12+1 6 10+3 - - - - - - - 54

5. SORDO DANI NT 18 12 15 - - - - - - - 45

6. MEEKE KRIS 12+5 0 15 2+2 6+1 - - - - - - - 43

7. LAPPI ESAPEKKA 6+0 12+5 8+5 4 - - - - - - - 40

8. LATVALA JARI-MATTI 15+2 6+0 4+3 NT 0 - - - - - - - 31

9. EVANS ELFYN 8+0 0 10 8 - - - - - - - 26

10. BREEN CRAIG 2+0 18+0 0 - - - - - - - 20

10. LOEB SÉBASTIEN 11 0+4 - - - - - - - 15

11. PADDON HAYDEN 10+0 - - - - - - - 10

12. ØSTBERG MADS 8+0 - - - - - - - 8

13. TIDEMAND PONTUS 6 1 - - - - - - - 7

14. SUNINEN TEEMU 0 4+0 2 - - - - - - - 6

MARCAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

1. HYUNDAI 14 40 30 27 33 - - - - - - - - 144

2. M-SPORT FORD WRT 33 10 29 35 22 - - - - - - - 129

3. TOYOTA GAZOO RACING 33 20 14 26 31 - - - - - - - - 124

4. CITROËN TOTAL 18 28 25 10 12 - - - - - - - - 93

WRC2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

1. TIDEMAND PONTUS - 18 25 - 25 - - - - - - - - 68

2. KOPECKÝ JAN 25 - - 25 - - - - - - - - 50

3. GUS GREENSMITH - - 18 18 36

4. KATSUTA TAKAMOTO - 25 - 4 - - - - - - - - - 29

5. PEDRO HELLER - 15 15 30

6 TAKAMOTO KATSUTA - 25 4 29

22 WRX/
MUNDIAL DE RALICROSS - MONTALEGRE

KRISTOFFERSSON Duarte Mesquita e Fábio Mendes
SOUBE ESQUIAR [email protected]

Nunca antes na história do Mundial de Ralicross tinha havido uma Final disputada FOTOS: DPPI/PAULO MARIA; ZOOM MOTORSPORT/ANTÓNIO SILVA;
sob condições tão extremas como as vividas no domingo passado em Montalegre.
RICARDO SOARES OMS PHOTOS; TIAGO COSTA/DIREITA 3; ROMEU PACHECO
Com particular talento para a condução sobre pisos com pouca aderência, Johan
Kristoffersson sobressaiu e obteve a segunda vitória em duas possíveis este ano Montalegre voltou a re-
ceber, pelo quinto ano
consecutivo, uma prova
do Mundial de Ralicross.
No ano passado o sol
brilhou como num fim
de semana de verão, mas também é
certo que já se tinham visto em edi-

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23

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

FINAL SUPERCARS

CL PILOTO CARRO TEMPO

1º JOHAN KRISTOFFERSSON VW POLO R 6 VOLTAS EM 4M16,859S

2º SÉBASTIEN LOEB PEUGEOT 208 WRX A 2,253S

3º PETTER SOLBERG VW POLO R A 3,938S

4º ANDREAS BAKKERUD AUDI S1 QUATTRO A 6,642S

5º GUERLAIN CHICHERIT RENAULT MÉGANE RS A 9,566S

6º TIMMY HANSEN PEUGEOT 208 WRX A 21,244S

VOLTA MAIS RÁPIDA: J. KRISTOFFERSSON (VOLKSWAGEN), 41,276S

MUNDIAL

1º JOHAN KRISTOFFERSSON, 53, 2º ANDREAS BAKKERUD, 44, 3º PETTER SOLBERG, 43, 4º SÉBASTIEN

LOEB, 39, 5º TIMMY HANSEN, 36, 6º MATTIAS EKSTRÖM 36

FINAL S1600

CL PILOTO CARRO TEMPO
6 VOLTAS EM 4M40,844S
1º ARTIS BAUMANIS SKODA FABIA
A 0,605S
2º ESPEN ISAKSAETRE PEUGEOT 208 A 1,360S
A 2,167S
3º ONDREJ SMETANA FORD FIESTA A 2,976S
A 5,189S
4º MAX EVENO CITROEN C2

5º ROKAS BACIUSKA SKODA FABIA

6º VACLAV VEVERKA PEUGEOT 208

VOLTA MAIS RÁPIDA: A.BAUMANIS (SKODA), 44,021S

PRÓXIMA PROVA: BÉLGICA (METTET), 11 E 12 DE MAIO DE 2018

ções passadas chuva, vento, nevoeiro tudo se transformou e a chuva e o gelo -2ºC os dois Audi foram muito fortes mas
e até a caída momentânea de alguns apareceram, alternando com períodos Ekström hesitou na escolha pela ida ou
flocos de neve. No entanto nunca tínha- sem chuva, obrigando as equipas a A TEMPERATURA QUE SE SENTIA não à Joker-lap, acabando por decidir
mos assistido à queda permanente de trabalharem intensivamente nas afi- DURANTE A FINAL curvar pelo traçado normal, o que sur-
neve durante largos minutos, cerca de nações dos carros, o que fez sobressair preendeu Kevin Hansen que seguia no
meia hora neste caso, o que tornou as Andreas Bakkerud. O norueguês do seu encalce, não conseguindo evitar
condições das Finais dificílimas, tanto Audi S1 quattro conseguiu um ótimo o toque na traseira do Audi. Com esta
para os pilotos, como para os cerca acerto que lhe permitiu mostrar-se confusão Kristoffersson atacou a po-
de 15.000 espetadores, que, movidos como o mais rápido em pista, o que sição de Bakkerud e acabou por con-
por uma imensa paixão e cheios de aliado a uma condução muito agres- seguir passar para a frente. O sueco do
uma fibra de verdadeiros adeptos desta siva o fazia vencer as Q3 e Q4 e al- VW Polo venceria esta Meia-final 1, na
prova, não arredaram pé das bancadas cançar assim a pole-position para frente do norueguês do Audi e de um
até à bandeirada de xadrez. O evento a Meia-final 1. Na grelha de partida surpreendente Chicherit, que ao optar
tinha no entanto começado sob sol desta, estava alinhado a seu lado o por efetuar a Joker-lap logo no início,
e com piso seco no sábado. Aí quem seu colega de equipa Mattias Ekström, saiu beneficiado, conseguindo assim
começou por marcar o ritmo foram os com Kristoffersson e Kevin Hansen qualificar pela primeira vez o novo
Peugeot, que venceram as duas primei- na segunda linha e Niclas Grönholm Renault Mégane RS RX para uma Final.
ras qualificações, com Loeb e Timmy a partir da terceira linha juntamente Já Ekström teve um fim de semana que
Hansen, respetivamente. No domingo com Guerlain Chicherit. No arranque acabou por saber a pouco, ficando de

wrx/
MONTALEGRE

24

570

CAVALOS DE POTÊNCIA NO MOTOR
DO VW DE KRISTOFFERSSON

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fora da Final. Esperava-se uma melhor neve caía intensamente o que tornava Quem aproveitou foi Loeb, que subiu ao ricos voltaram a proporcionar corridas
resposta do sueco face ao sucedido imprevisível o que poderia acontecer segundo lugar, aguentando a pressão muito interessantes e a mostrarem que
em Barcelona. Na segunda Meia-final no arranque. de Solberg até ao fim. esta é uma boa escola de entrada no
os dois Peugeot 208 WRX de Loeb Timmy Hansen partia da pole, O norueguês fechou o pódio e bateu o Ralicross internacional.
e Timmy Hansen partiam da frente, Kristoffersson estava a seu lado e no seu conterrâneo Bakkerud, sem ritmo Na Final o norueguês Espen Isaksaetre
Petter Solberg e Kevin Eriksson da sinal verde o sueco da VW foi logo para os mais rápidos. Chicherit acabou parecia ter a vantagem controlada so-
segunda linha e Janis Baumanis saía da para a frente. Na saída da curva 1, por ser o quinto classificado, numa pro- bre o segundo classificado mas quan-
última linha com Timur Timerzyanov Kristoffersson liderava na frente de va de mérito do francês, que se estreava do efetuou a sua Joker-lap, na última
a seu lado. Com a chuva a aparecer, Hansen e Bakkerud, surgindo um em Montalegre. volta, acabou por não resistir a Artis
Hansen mostrou-se mais à vontade segundo grupo ordenado por Loeb, Com esta vitória Kristoffersson passa Baumanis, que tinha acabado de ultra-
que o francês e passou para a frente, Solberg e Chicherit, todos a optarem a ser o piloto com mais vitórias na his- passar o Ford Fiesta de Ondrej Smetana
vencendo a corrida. Solberg acabou por efetuar a Joker-lap na volta inicial. tória do Mundial, 11. de forma inteligente.
por chegar a terceiro depois de um mau Com as condições da pista extrema- Com dois vencedores repetentes nas
arranque, que o obrigou a fazer uma mente complicadas, Kristoffersson foi BAUMANIS VENCE S1600 NO BRAÇO duas primeiras provas, é com grande
prova de ataque para chegar à Final. aumentando a vantagem sobre Timmy Artis Baumanis já tinha vencido em expetativa que se aguarda agora pela
Hansen, que acabaria por fazer dois Barcelona e voltou agora a fazer o mes- prova da Bélgica para saber se há duas
LOEB RESISTIU A SOLBERG inesperados piões e cair para sexto. mo. Os pilotos dos pequenos atmosfé- sem três.

Chegados à última corrida do dia, a

>> autosport.pt

25

PORTUGUESES SEM SORTE

Não foi nada fácil a prestação dos pilotos Q3 e Q4. Também inscrito pela Bompiso, o gentleman
portugueses nesta prova entre os melhores da driver Joaquim Santos divertiu-se com o seu Ford
especialidade. Nos Super1600 Hélder Ribeiro Focus sendo um 17º classificado, na frente de Mário
capotou logo nos treinos livres, ficando de fora Barbosa, que viu a sua prova afetada no dia de
da Q1. O piloto de Lousada ainda regressou, após sábado com problemas eletrónicos no Citroën DS3
um grande trabalho da sua equipa de mecânicos, WRX. No domingo as coisas correram melhor para o
tendo sido o 16º classificado na Q3, a sua melhor piloto da Compincar, que aproveitou para fazer mais
exibição. Também nesta classe alinhava Mário kms e habituar-se cada vez mais à condução da sua
Teixeira, vítima de um problema na centralina na Q1 nova montada. O seu objetivo este ano é o Europeu
que o fez embater no Skoda Fabia do checo Pavel e seria difícil nesta prova do Mundial conseguir por
Vimmer e acabar com a corrida de ambos. O melhor exemplo uma qualificação para as Meias-finais, dada
resultado do piloto da Bompiso foi um 20º lugar nas a diferença de meios face às equipas do World RX.

M/ MOMENTO F/ FIGURA

QUEDA DE NEVE - No sábado, em condições JOHAN KRISTOFFERSSON - Em condições de
de piso seco, os Peugeot 208 WRX pareciam chuva já se conhecia o talento de Kristoffers-
estar mais à vontade. No domingo de manhã, son. Em condições de neve havia uma certa
com a instabilidade entre a chuva e o piso imprevisibilidade. Porém, o sueco do Polo R
seco, era o Audi S1 quattro de Bakkerud que da PSRX Volkswagen voltou a mostrar em
se mostrava mais rápido no traçado barro- Montalegre um imenso dom para conduzir sobre
são. Mas quando a neve caiu os prognósticos difíceis condições de aderência. Há que dar-lhe
eram difíceis de fazer, embora o nome de Jo- também mérito pela manobra de ultrapassagem
han Kristoffersson acabasse por surgir com a Bakkerud na Meia-final 1, o que foi fundamen-
ligeiro favoritismo sobre os demais face às tal para alcançar uma posição na primeira linha
evidências de provas passadas em condições da grelha da Final. Depois foi uma questão de
de muita chuva. Com neve, Kristoffersson vermos o melhor Kristoffersson em ação, que
soube mesmo esquiar. reforça assim a sua liderança no Mundial.

wrx/
MONTALEGRE

26

OLSBERGS
UMA FAMÍLIA

SUECA
A Olsbergs MSE está de volta ao Mundial de
Ralicross. Depois de terem conquistado o tí- é o CEO e o Spotter do seu filho Kevin Eriksson; novos Ford Fiesta ST versão 2018, apresentando
tulo mundial de equipas em 2014, a estrutura Lars Larsson (vencedor em Montalegre 2007) uma novidade técnica em termos de geometria de
sueca esteve mais dedicada ao campeonato é o Spotter do seu filho Robin Larsson; Michael suspensão, com os amortecedores colocados na
norte-americano Global Rallycross Championship, Jernberg (vencedor em Lousada 1997 e Montalegre horizontal, optando também por localizarem os
tendo estado ausente do Mundial no ano passado. 2010) colabora com o coaching e na definição radiadores na frente, à semelhança do que faz a
Agora, com a falência deste campeonato que era da estratégia de corrida. De referir que a própria Volkswagen Motorsport. O motor é novo e desen-
disputado em terras do Tio Sam, a Olsbergs MSE esposa de Andreas Eriksson também trabalha na volvido pela própria Olsbergs, equipa que conta
está de volta ao Mundial com um novo projeto e equipa com a organização logística. Antigos rivais com um staff técnico bastante jovem e os meios
integra na sua estrutura conhecidas lendas do em pista que agora trabalham em conjunto para o materiais suficientes, sem exagerar em termos
Europeu de Ralicross que eram rivais entre si. sucesso dos seus pupilos. de espaço no paddock, preferindo concentrar os
Andreas Eriksson (vencedor em Montalegre 2009) Contando com um pequeno apoio oficial por parte recursos (limitados) no que verdadeiramente in-
da Ford Performance, a Olsbergs preparou dois teressa, a preparação técnica dos Fiesta. DM

CAVR COM UM BALANÇO
EXTREMAMENTE POSITIVO

UMA PAIXÃO QUE Jorge Almeida, presidente do Clube o que também impediu as pessoas de
NEM A NEVE ARREFECEU Automóvel de Vila Real, era um homem aproveitarem na plenitude o espetáculo
cansado, mas muito feliz. O fim de semana do WRX, mas é notável que tanta gente
correu muito bem e mais uma vez o CAVR tenha ficado até ao fim com o frio. O
mostrou-se ao mais alto nível, numa resultado ainda assim é extremamente
prova de exigência máxima em condições positivo e estamos orgulhosos pelo
muito difíceis. Jorge Almeida enalteceu o trabalho que desenvolvemos. É uma prova
trabalho de todos e mostrou um grande muito exigente e que nos obriga a um
orgulho por estar à frente de um grupo trabalho muito grande, assim como à CM
de trabalho com qualidade e capacidade de Montalegre. Conseguimos satisfazer
para enfrentar todos os desafios: “O as exigências da FIA e da IMG, o que é um
balanço é muito positivo. Foi pena grande desafio, mas que conseguimos
estar tanto frio e ter caído tanta neve, superar mais uma vez com sucesso.” FM

A meteorologia em Montalegre época do ano. A previsão não falhou,
foi inclemente para os fãs que se mas também não assustou os fãs
deslocaram ao Circuito Internacional que aguentaram de forma estoica a
para ver as máquinas do WRX. No intempérie e preencheram o recinto
sábado a temperatura não era a sem arredar pé. Foi a primeira vez que
mais agradável, mas o céu não vimos uma final do WRX com neve, mas
ameaçou demasiado. O domingo não foi a primeira vez que assistimos
foi um dia difícil para todos os que a uma prova de paixão pelo desporto
estiveram a assistir à prova. A chuva automóvel desta dimensão. Se o
que depressa deu lugar à neve caiu MontalegreRX é uma das melhores
por várias vezes de forma intensa, rondas do mundial de ralicross é
ajudada com um vento gélido que também pelos fãs que todos os anos
fizeram descer os termómetros vão ver ao vivo. Provavelmente o maior
de forma pouco comum para está destaque do fim de semana. FM

MONTALEGRE MOTIVADO >> autosport.pt
EM FAZER MAIS E MELHOR
27

Omunicípio de Montalegre tem dico que permitirá a colocação de uma é a nossa imagem de marca, com uma neste fim de semana: “É um pedido que
mostrado um dinamismo lou- bancada coberta. reta muito grande e uma parte de terra temos há três ou quatro anos à IMG,
vável com a criação de vários A discussão do salto já foi feita durante muito técnica onde os melhores pilotos adiar a data do evento. Se conseguís-
eventos que dão mais visibilida- alguns anos, mas em conjunto com o se evidenciam e onde as ultrapassagens semos esse adiamento por um mês
de à região. A vinda do WRX é um dos CAVR e com a FPAK decidimos que o são possíveis. Estamos a equacionar seria ótimo, mas não depende de nós.
exemplos mais claros da aposta feita e salto não iria ser introduzido na pista. ainda no final da secção de terra afastar Vamos ver se tal é possível. “
para David Teixeira, Vice-Presidente do O Circuito de Montalegre é reconhecido os rails e colocar corretores para criar Para David Teixeira a vinda do WRX tem
município, os resultados estão à vista: como um dos melhores do mundo e as condições de ultrapassagem em cima sido claramente positiva e o mundial de
“Penso que foi mais uma grande prova alterações que serão feitas são apenas da reta da meta. É uma solução que está ralicross está para ficar: “É uma aposta
aqui em Montalegre. Conseguimos ter pequenos ajustes, nomeadamente na ainda a ser estudada e que poderá trazer ganha, até pelo feedback que temos
sol, chuva e neve no mesmo fim de se- curva 3 e na curva 9, em que os corretores ainda mais espetáculo.” tido. O nível que temos apresentado tem
mana, o que deu um colorido diferente serão alterados, para impedir que os pi- Há também vontade por parte da or- levado o nome de Montalagre ao mundo
às corridas e creio que é a primeira lotos abusem dos corretores, passando a ganização em adiar a data do evento todo e isso motiva-nos a continuar este
vez que vemos uma final do WRX com ser ainda mais inclinados. Mas esta pista para evitar situações como as vividas trabalho e a fazer cada vez melhor.“
neve. Conseguimos elevar o nome de
Portugal neste campeonato, mostran-
do grande qualidade e para isso devo
realçar o trabalho do CAVR, o nosso
parceiro técnico nesta organização.
Colocámos mais uma bancada e mes-
mo com esta meteorologia adversa os
bilhetes esgotaram, o que mostra bem
a procura que este evento teve. São
dados que nos motivam ainda mais e
que nos confirmam que vale a pena o
investimento já feito e que está proje-
tado para o futuro.”
O investimento no Circuito Internacional
de Montalegre passa por uma melhoria
das infraestruturas, uma aposta no
aumento da qualidade. O traçado irá
também ser alvo de algumas altera-
ções, sem, no entanto, estar incluída
a introdução de um salto: “O compro-
misso que temos com a IMG para os
próximos quatro anos é de aumen-
tar o edifício principal, dando assim
mais condições a todos os envolvidos,
desde staff técnico a jornalistas, com
o aumento da sala de imprensa e a
construção também de um posto mé-

ESTRUTURAS DE GRANDE QUALIDADE

Para quem não for um seguidor atento do e engenhosas com um nível técnico
WRX, chegar ao paddock do mundial pode assinalável muito graças ao apoio que
ser uma surpresa agradável. As estruturas as equipas recebem. A EKS tem o forte
presentes são de uma qualidade notável, apoio da Audi Sport; a GC Kompetition tem
numa mistura de elegância e modernidade uma máquina feita de raiz pela Prodrive;
que não impedem a proximidade com os a Peugeot Sport fez uma forte aposta
fãs. A PSWX (equipa de Solberg com o no WRX; e a PSWX com a VW foi a grande
apoio da VW) tem uma motorhome nova, dominadora do ano passado e tem este
feita numa empresa do Porto com um ano argumentos para continuar na luta,
quarto para o chefe da equipa e mais 11 mesmo com o forte investimento dos
pessoas com todas as comodidades. A adversários. As corridas são intensas e
GC Kompetition também apresenta uma por vezes duras e nem sempre espelham
estrutura imponente tal como a da EKS. o nível de detalhe que estes carros
Além disso as máquinas são de uma apresentam, mas sem dúvida que para os
imponência e detalhe técnico notáveis. fãs mais interessados na parte técnica, há
Cada equipa apresenta soluções únicas muitos motivos de interesse. FM

v/28
VELOCIDADE - FÓRMULA E

JEAN-ÉRIC – arrancou mal e perdeu um par de posi- FÉLIX DA COSTA
VERGNE ções. Na quarta volta conheceu problemas “VOLTEI A TER
FOI REI com a travagem, foi em frente numa das PROBLEMAS
EM CASA curvas do circuito, perdeu muito tempo e COM O CARRO”
abandonou, terminando, assim, um ciclo
Jean-Éric Vergne venceu a corrida de Paris da Fórmula E, de 13 corridas sempre a levar o monolu- António Félix da Costa voltou a
alargando dessa forma a sua vantagem no campeonato. Félix gar até á bandeira de xadrez. mostrar um bom andamento...
Continuam as dificuldades para a equi- enquanto o monolugar da MS&AD
da Costa voltou a abandonar, com problemas no carro pa Andretti nesta aventura pelo mundo Andretti permitiu. Foi quinto na
das corridas elétricas e a BMW terá mui- qualificação, mas logo na segunda
José Manuel Costa -lhe em cheio na traseira do seu mo- to para fazer quando tomar conta, efeti- volta da corrida foi obrigado a
[email protected] nolugar. va, da equipa. abandonar devido a problemas
Esta situação culminou uma corrida que Para já, Félix da Costa e Tom Blomqvist, elétricos no seu monolugar: “Estou
Jean-ÉricVergnetinhaapenasuma não conheceu muitos momentos quen- seu colega de equipa, não vão fazer os desiludido. Começámos de uma
missão: vencer em casa e conso- tes, embora no meio do pelotão um piloto testes com o novo carro da Fórmula E (o forma prometedora e tínhamos tudo
lidar a liderança da FIA Fórmula E tenha dado nas vistas. Daniel Abt estava Gen2) e isso pode ser visto como um em- para ter uma corrida limpa e sair de
depois de vitórias em Santiago do endiabrado e veio lá do meio da grelha até purrão, cada vez mais claro, de António Paris com bons pontos. Infelizmente
Chile e em Punta del Este, Uruguai. ao sétimo lugar graças a ultrapassagens Félix da Costa para os carros de GT. Onde voltei a ter problemas técnicos com
Seassimpensou,melhorexecutou, no limite e alguns empurrões que susci- ele, aliás, estará presente no WEC ao vo- o carro, que simplesmente parou,
não dando hipóteses aos adversários. Sem taram, mesmo, a atenção dos comissários lante de um BMW M8 GTE. ainda fiz um reset total mas voltou
cometer o mais pequeno erro, liderou da desportivos. Contas feitas, o sétimo lugar Contas feitas ao campeonato, Jean-Éric a parar alguns metros mais tarde
luz à bandeira de xadrez de forma irre- foi o melhor que o piloto alemão da Audi Vergne tem, agora, 31 pontos de vanta- e o abandono foi inevitável. Como
preensível. Conseguiu, também, juntar- Sport conseguiu. gem para Sam Bird, seguindo-se Felix piloto ambicioso que sou não posso
-se a Sébastien Buemi e a Lucas Di Grassi Aziaga foi a prova de António Félix da Rosenqvist, a 61 pontos do líder, Sébastien esconder alguma frustração com
como o terceiro piloto a vencer mais de Costa. Depois de uma qualificação onde Buemi, a 77 pontos, e a fechar os primei- mais um dia difícil, onde problemas
duas corridas numa só temporada. se deu ao luxo de entrar na Superpole – ros cinco colocados da competição, Lucas alheios a mim me impediram de lutar
O piloto da Techeetah viu, durante muito aí foi prudente e evitou deixar o carro às di Grassi, já a 89 pontos de Vergne. Félix por uma boa classificação. Na MS&AD
tempo, a cópia do seu carro nos espelhos peças num dos muitos muros do circuito da Costa é apenas o 15º classificado com Andretti todos estamos desiludidos,
retrovisores já que Andre Lotterer rodou singelos 16 pontos. mas resta-nos analisar o problema,
48 das 49 voltas da corrida realizada em A próxima prova da Fórmula E será o garantir que não se repete e olhar
Paris no segundo lugar. Porém, menos há- E-Prix da Alemanha, a disputar-se no para Berlim de uma forma positiva,
bil na arte de poupar e regenerar energia dia 19 de maio na cidade de Berlim. pois a nossa performance de hoje na
naqueles preciosos momentos em que qualificação confirma melhorias no
isso é possível, Lotterer ficou á mercê do nosso carro.”
‘veterano’ Lucas di Grassi. O brasileiro foi
pressionando nas zonas mais críticas
e quando o carro do alemão ficou sem
energia, passou, tranquilamente, para o
segundo lugar, conseguindo, assim, uma
bela recuperação.
Quanto a Lotterer, saiu-lhe a fava! Já de-
pois de ter sido passado por Di Grassi mas
feliz porque o terceiro lugar estava ali à
mão, viu Sam Bird distrair-se e acertar-

V/ 29
VELOCIDADE INTERNACIONAL

WTCR NA HUNGRIA position’, Norbert Michelisz acabou por resultados apurados na Q2 da segunda
não conseguir vencer no Hungaroring, sessão de qualificação permitiu que Yvan
TRIUNFOS deixando o lugar mais alto do pódio para Muller (Hyundai i30 N TCR) ficasse no de-
REPARTIDOS Yann Ehrlacher, ao volante do Honda grau mais baixo do pódio. Mas o homem
Civic Type R TCR da equipa All-Inkl.com da corrida foi Gabriele Tarquini (Hyundai
Yann Ehrlacher (Honda), Rob Huff (Volkswagen) e Munnich. i30 N TCR) que vindo lá bem detrás che-
Gabriele Tarquini (Hyundai) dividiram os triunfos nas três Um desaguisado entre os homens da gou, graças àquelas ultrapassagens que
corridas do fim de semana do WTCR que se realizaram no frente na curva 2 do Hungaroring colo- só ele consegue fazer com muito múscu-
cou o Honda Civic Type R TCR em posi- lo à mistura, ao quarto lugar, reforçando
Hungaroring, na Hungria ção de quebrar o domínio da Hyundai no a liderança no campeonato.
WTCR. Michelisz, Guerrieri e Tarquini ten-
José Manuel Costa rida interrompida devido à muita chuva. taram passar os três onde só cabia um CORRIDA 3 TARQUINI GANHA
[email protected] Contas feitas, Gabriele Tarquini lidera o e na confusão foi Ehrlacher a assumir o
campeonato de pilotos após seis cor- comando da corrida. NA FRENTE DE MICHELISZ
Yann Ehrlacher, piloto da ridas (jornadas triplas de Marrocos e Cumprida a primeira das 12 voltas desta
Münnich Motorsport, assegu- Hungria) e três vitórias do Hyundai i30 primeira corrida do segundo fim de se- Velhos são os trapos e com 56 anos de
rou na primeira corrida do fim N TCR, com 118 pontos, seguido de Yann mana de provas do calendário do WTCR, idade, Gabriele Tarquini continua numa
de semana a segunda vitória Ehrlacher com 82 pontos, Yvan Muller Yann Ehrlacher comandava com uma boa forma fantástica e com um peso enorme
da sua carreira, numa dobra- com 77 pontos, Norbert Michelisz com vantagem para os restantes e, a partir daí, nas equipas por onde passa. De tal forma
dinha da equipa. Na segunda, 75 pontos e Robert Huff, com 65 pontos. limitou-se a controlar a aproximação dos que na terceira corrida da jornada tripla
Rob Huff venceu pela primeira vez este Fecham os 10 primeiros do campenato, três desavindos da curva 2. do WTCR que acabou de terminar no
ano, com o Volkswagen Golf GTI TCR da Thed Bjork (57 pts), Jean Karl Vernay (49 Guerrieri foi segundo, com Michelisz a Hungaroring, Michelisz recebeu ordens
Sébastien Loeb Racing, depois de manter pts), Esteban Guerrieri (47 pts), Medhi cair para quarto depois de Yvan Muller para não atacar Tarquini e oferecer ao
o Hyundai i30 N TCR de Daniel Nay à dis- Bennani (40 pts) e Daniel Nagy (36 pts). (Hyundai i30 N TCR) ter saltado de sexto italiano a terceira vitória da temporada
tância. Por fim, Gabriele Tarquini venceu para a sua frente. e um reforço da liderança do campeo-
a última corrida do programa da Hungria, CORRIDA 1 HONDA E EHRLACHER nato. O piloto húngaro saía da pole posi-
naquela que é a sua terceira vitória em CORRIDA 2 ROBERT HUFF tion e o que terá sido acordado dentro da
seis corridas este ano, batendo o herói QUEBRAM DOMÍNIO DA HYUNDAI equipa dizia que quem chegasse à fren-
local Norbert Michelisz, isto numa cor- Santos da casa não fazem milagres diz DOMINA DE FIO A PAVIO te na primeira curva seria o vencedor.
a sabedoria popular e apesar da ‘pole A queda de um aguaceiro ligeiro desa-
Rob Huff saiu da pole position – ele que guou numa precipitada bandeira ver-
foi 10º na Q2 da segunda sessão de qua- melha. Contas feitas, a terceira corrida
lificação e por isso largou de primeiro – do WTCR foi um passeio da Hyundai, já
e dominou da luz à bandeira sem que que Yvan Muller levou o i30n TCR da sua
Daniel Nagy (Hyundai i30 N TCR) con- equipa ao terceiro lugar, na frente do seu
seguisse fazer mais que o seguir como sobrinho e vencedor da primeira corri-
uma sombra. Tentou um par de vezes da, Yann Ehrlacher (Honda Civic Type R
esgueirar-se numa ou outra travagem, TCR), com o quinto lugar a ficar na posse
mas Huff não deu qualquer veleidade ao do jovem substituto de Tiago Monteiro
piloto húngaro. na Boutsen Ginion Racing, Benjamin
A reversão da grelha de partida face aos Lessennes (Honda Civic Type R TCR).

N/30 Éconsiderado por alguns o mais Mercedes, ao contrário da Audi e
DTM competitivo e mais renhido da BMW, que sempre se mostra-
RECOMEÇA,NOTÍCIAS campeonato de turismos do ram abertas a um investimento
mundo. O DTM está de regres- nesta ideia. A criação de um regu-
EM FASEDE so e traz muitas novidades para esta lamento conjunto que seja a base
TRANSIÇÃO nova época, que marca o fim da par- para um possível campeonato com
ticipação da Mercedes. Os ‘Flechas germânicos e japoneses é agora
O DTM está de volta e com muitas novidades para a nova de Prata’ anunciaram a sua retirada mais provável (os alemães terão de
temporada, que marca o fim da participação da Mercedes da competição para se focarem na passar a usar motores de 4 cilindros
Fórmula E, o que por um lado foi que já estão a ser desenvolvidos),
Fábio Mendes um golpe no campeonato, mas por mas ainda há algum caminho para
[email protected] outro abriu portas para a tão falada percorrer até ao acordo final, muito
“Class One” que nunca agradou à desejado pelos germânicos.
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PIRELLI WORLD
CHALLENGE NA VIRGÍNIA
ÁLVARO PARENTE
ABALROADO

Álvaro Parente esteve muito azarado na prova da Virgínia afirmou Álvaro Parente. No entanto, as más notícias verificado pela vitória do outro Bentley, e tudo cai por
do Pirelli World Challenge, já que foi abalroado logo na não ficaram por aqui e, depois de ter sido analisado terra devido à distração de outro. Ele foi penalizado com
volta inicial da primeira corrida devido a um toque de pela K-PAX Racing, foi concluído que não era possível um ‘Stop & Go’ de três minutos, mas nós ficámos de fora
um adversário, facto que o levou a um violento despiste recuperar o Bentley. duas corridas sem termos culpa de nada. Não é justo e
que danificou muito o Bentley Continental GT3. A K-PAX “É muito frustrante que um erro grosseiro de outro ninguém na equipa merecia este desfecho”, sublinhou
Racing ainda tentou recuperar o carro para a segunda piloto tenha um impacto tão forte no nosso fim de Álvaro Parente.
corrida do fim de semana, mas o dano infligido foi semana. A equipa trabalhou intensamente para termos A próxima ronda do Pirelli World Challenge disputa-se no
demasiado e o piloto luso teve que ficar a ver de fora. um carro competitivo, o que foi conseguido, como foi Canadá, nos próximos dias 18 e 20 de maio.
Tudo sucedeu quando o piloto, que arrancou muito
bem do quarto lugar, discutia a segunda posição e
sofreu um toque que o catapultou a grande velocidade
contra as barreiras. O GT amarelo ficou bastante
danificado, sendo o abandono de Álvaro Parente e de
Andy Soucek inevitável: “Efetuei um bom arranque e
estava a lutar pelo segundo posto. Mantive a minha
trajetória e o meu oponente tinha muito espaço, mas
ao aproximarmo-nos de uma esquerda ele comportou-
se como se eu não estivesse ao lado dele e deu-me
um toque que me atirou para fora de pista. A pancada
foi forte na barreira de proteção e com tantos danos
o abandono era inevitável. É frustrante, porque o
carro estava muito bom e podíamos lutar pela vitória”,

>> autosport.pt 31

C/ CALENDÁRIO

5 - 6 MAIO HOCKENHEIM
19 - 20 MAIO LAUSITZRING
1 - 3 JUNHO BUDAPEST
23 - 24 JUNHO NORISRING
14 - 15 JULHO ZANDVOORT
11 - 12 AGOSTO BRANDS HATCH
25 - 26 AGOSTO MISANO
8 - 9 SETEMBRO NURBURGRING
22 - 23 SETEMBRO RED BULL RING
13 - 14 OUTUBRO HOCKENHEIM

Em relação aos pilotos, o campeo- mo Robin Frijns. Rast (campeão em revistos que irão diminuir o apoio ronda do que no ano passado, com
nato mantém um nível altíssimo, 2017), Green, Rockenfeller, Muller e aerodinâmico dos carros em 1/3 e o regresso a Brands Hatch (agora na
como é habitual. Na Mercedes temos Duval são os nomes que acompa- proceder a algumas simplificações versão GP) e uma prova noturna
algumas mudanças e do ano passa- nham o estreante. Por fim, na BMW, nas máquinas para diminuir os cus- em Misano. Espera-se um DTM
do transitam Di Resta, Auer, Paffett Blomqvist e Martin também saíram tos e aumentar a exigência para os espetacular, como sempre, embora
e Mortara. Wickens e Engel estão e para estas duas vagas entraram pilotos. O calendário terá mais uma numa clara fase de transição.
de saída e para os seus lugares a Philipp Eng, piloto de GT da marca
marca providenciou dois regressos… em 2017, e Joel Eriksson, um jovem
Juncadella e Wehrlein (o campeão sueco, vice-campeão de Fórmula 3.
de 2015 regressa depois de ter fi- Do ano passado ficaram Wittmann,
cado sem assento na F1). Na Audi, Glock, Spengler e Farfus.
Ekström decidiu dedicar-se a 100% As novidades não ficam por aqui
ao WRX e cedeu o lugar ao rapidíssi- e teremos também regulamentos

PEUGEOT RALLY CUP IBÉRICA 2018
DUAS DEZENAS DE INSCRITOS

FÓRMULA2ALEXANDERALBON E Inicia-se no Vodafone Rali de Portugal e edição, 10 formações portuguesas, nove
GEORGE RUSSELDIVIDIRAMTRIUNFOS conta com duas dezenas de inscritos no espanholas e duas britânicas.
seu arranque. Falamos da Peugeot Rally Cup Quanto à presença lusa, destaque para
Ibérica, competição que vai juntar mais de o Campeão em título dos 2WD e atual
duas dezenas de Peugeot 208 R2, numa líder da competição, Pedro Antunes,
iniciativa conjunta das filiais ibéricas que bem como Daniel Nunes, o seu mais
conta com o apoio logístico da Sports & You. direto perseguidor. Diogo Gago é outro
Das seis provas que compõem a competição nome muito forte na competição, ou
(três em Portugal e outras tantas em Hugo Lopes, bem como Diogo Soares e
Espanha) e de ter sido dado a conhecer o Ricardo Sousa, que já muito lutaram no
prémio final para o vencedor, nada mais DS3 R1 Challenge. Na próxima edição do
nada menos que alinhar num rali, em 2019, AutoSport, iremos publicar um trabalho
ao volante de um carro da categoria R5, mais extenso com todos os detalhes
ficaram agora a conhecer-se os nomes das desta competição que se estreia no Rali
21 equipas que irão marcar presença nesta de Portugal.

A Fórmula 2 foi até ao Azerbaijão para o seu Na segunda corrida, Russel arrancou de
segundo fim de semana de competição. 12º, mas chegou facilmente a 5º, e depois
Resultado, mais duas boas corridas. a segundo. A recuperação foi completa
Alexander Albon e George Russel foram quando ultrapassou Sérgio Sette Câmara,
os vencedores. Na primeira corrida, chegando assim ao primeiro posto.
Albon falhou o arranque, mas na curva 3 O brasileiro brilhou na segunda corrida
recuperou. Mais tarde, caiu para quarto e, na primeira volta, passou de quinto
na ida às boxes com Russel a liderar para segundo, posição em que terminou,
confortavelmente a corrida. Mas o Safety mas foi depois desqualificado por falta
Car misturou tudo, e no recomeço, Russel de combustível. Com isto, de Vries subiu
e Nyck de Vries erraram e entregaram a a segundo e Nicholas Latifi foi terceiro,
liderança a Antonio Fuoco sendo que o com Norris a subir a quarto. Nas contas
italiano foi ultrapassado por Albon, que do campeonato, Norris é primeiro, com 55
venceu na frente de Aitken, piloto que pontos, mais 14 do que Albon e 15 do que
fez uma magnífica recuperação, e Fuoco. Sette Câmara.

32 WEC/

SUÉPPEORCAA OACOeaFIAjuntaram-seegiza-
CAMINHO? ram os novos regulamentos que
passaram a incluir uma época
A época de 2017 trouxe ventos de mudança para o de inverno (início no outono e o mesmas hipóteses de vitória. Nos LMP2 a
campeonato do mundo de Endurance. Depois de um grande final em Le Mans). Além fórmula manteve-se praticamente inalte-
domínio de três anos, a Porsche decidiu retirar-se da disso, a divisão entre LMP1 Hí- rada e os chassis Dallara e Ligier puderam
competição, o que a juntar à saída da Audi deixava o bridos e não Híbridos deixou de existir, usufruir de um Joker e melhorar os kits
campeonato em apuros, apenas com a Toyota como equipa passando a haver somente uma categoria aerodinâmicos ao contrário dos dominan-
oficial. Já eram várias as vozes que pediam uma mudança LMP1, com um sistema de equivalência tes Oreca que se tornaram no barómetro
no WEC e o anúncio da Porsche serviu como catalisador de tecnologia (EoT, que pretende fazer de performance da classe. Em LMGTE Pro,
equivaler a performance das máquinas os motivos de interesse mantiveram-se
Fábio Mendes através de restrições na quantidade de e para 2018 estava já prevista a entrada
[email protected] combustível usada por stint e da quan- em cena do novo Aston Martin Vantage,
Fotos José Bispo/JBPhoto tidade de energia a usar por volta) para para substituir o já “velhinho” modelo
permitir que os não-híbridos tenham as anterior e a estreia do novíssimo BMW
M8 GTE que se junta assim à já animada
luta nesta classe. O Ferrari 488 também
teve direito a algumas evoluções. Temos

>> autosport.pt

33

Pastor Maldonado, que faz o seu regresso
à competição (Dragonspeed), Giedo Van
Der Garde, outro ex-piloto de F1 (Racing
Team Nederland) e Loic Duval (TDS), entre
outros.

assim uma classe com boas novidades. PRIVADOS CONTRAATOYOTA EM LMP1 por Fernando Alonso (fará o WEC e a F1 GT’S PROMETEM UMA ÉPOCA DE LUXO
Nos LMGTE Am não houve grandes mu- ao mesmo tempo) e a recém confirma-
danças, numa classe onde o equilíbrio é A classe LMP1 viu um aumento no número da entrada de Jenson Button na SMP a Em LMGTE Pro temos cinco marcas re-
palavra de ordem. de inscritos, graças ao surgimento de partir de Le Mans. Mas Neel Jani, Andre presentadas e 10 máquinas de topo. É uma
A juntar às mudanças nos regulamentos, projetos privados para atacar o título. A Lotterer, Bruno Senna (Rebellion), Oliver das classes que mais interesse suscita e
tivemos também mudanças no calen- Toyota manteve-se no campeonato, com Webb (ByKolles), Oliver Rowland, Oliver a luta será renhida. Se no ano passado a
dário. Para este ano teremos uma Su- clara vontade de acabar com a maldição Turvey (CEFC TRSM), Mikhail Aleshin, vitória final caiu para a Ferrari este ano
per- Época, com 14 meses de duração e de Le Mans, num sinal de apoio aos res- Vitaly Petrov e Stéphane Sarrazin (SMP) tudo está em aberto, com a Porsche e a
duas passagens por Spa e Le Mans. Esta ponsáveis pelo campeonato e confiança são alguns dos nomes que suscitarão Ford fortes, a Aston a estrear o seu novo
época serve apenas de transição para o no futuro. À marca nipónica juntou-se a interesse nos fãs, além dos pilotos Toyo- carro e a BMW a fazer a estreia do seu
formato de campeonato de inverno (as Rebellion, que depois de ter vencido em ta, que se mantêm, com a exceção atrás novo bólide. Os nomes desta lista são
épocas seguintes terão uma duração nor- LMP2,regressaaosLMP1comdoischassis mencionada. Há algumas dúvidas ainda um sonho para qualquer fã. Claramente
mal para este tipo de competição). Além desenvolvidospelaOrecaeequipadoscom sobre a competitividade deste grupo pois uma das classes que mais atenções vai
disso, temos o regresso de Sebring, um motores Gibson V8. A ByKolles também o domínio dos Toyota no teste conjunto foi despertar. Em LMGTE Am temos nove
palco mítico do endurance que juntará no faz o seu regresso aos LMP1, com o chassis avassalador. Os nipónicos foram quatro inscritos com a estreia da MR Racing
mesmo fim de semana o WEC e o IMSA, ENSO CLM P1/01, equipado como motor segundos por volta mais rápidos que a (Ferrari), TF Sport (Aston Martin) e da
que continuam em conversações, que Nissan V6 bi-turbo, o motor que equipou concorrência, o que fez soar os alarmes Team Project (Porsche), que se juntam
seguem em bom ritmo, para encontrar o projeto falhado da Nissan, o GT-R LM. A nos fãs. Mas a marca justificou a diferença, à Dempsey-Proton Racing (Porsche),
uma plataforma regulamentar comum Ginetta entra também neste lote com dois afirmando que o carro rodou acima dos Gulf Racing (Porsche), Clearwater Ra-
de 2021 em diante. A prova americana chassis apoiados pela CEFC TRSM Racing, limites estipulados pelo EoT para colocar cing (Ferrari), Spirit of Race (Ferrari) e
terá o formato de 1000 milhas (ou 8 horas com um V6 turbo da Mecachrome. Os em stress o sistema de refrigeração. Os Aston Martin Racing. São no total quatro
no máximo). três chassis que completam este grupo responsáveis afirmaram que convertendo Porsche, três Ferrari e dois Aston Martin,
As pontuações também foram revistas. de 10 carros são os BR Engineering BR1, os tempos com o EoT, os Toyota teriam comuma mistura de estreantesepilotos
Le Mans deixou de valer a dobrar e os dois deles apoiados pela SMP Racing com sido mais lentos que os privados e por experimentados que promete apimentar
pontos obtidos serão multiplicados por motores AER V6 Bi-turbo e o terceiro nas isso estes últimos foram penalizados na muito as lutas em pista.
um coeficiente de 1.5 na prova francesa, mãos da equipa vencedora do ELMS em atualização feita antes da primeira prova
como acontecerá em Sebring mas com 2017, a Dragonspeed (que inicialmente do ano. O melhor mesmo é esperar para REPRESENTAÇÃO LUSA DE RESPEITO
um coeficiente de 1.25. era o chassis de reserva da SMP, entre- ver se os cálculos feitos vão permitir um
Assim, ao contrário do cenário algo negro tanto vendido), este equipado com um campeonato competitivo. Felizmente começa a ser um hábito estar-
que se traçava para o mundial de endu- motor Gibson V8. Temos portanto vários mos bem representados em competições
rance, 2018 viu um número recorde de chassis e vários motores com combina- ORECA EM MAIORIA NOS LMP2 de alto gabarito e este ano o WEC não
inscritos, com um total de 36 máquinas ções muito variadas. Quanto aos pilotos, é exceção. Pedro Lamy continua com
em pista a tempo inteiro e mais que isso, temos uma constelação de estrelas do Em LMP2 teremos sete carros a tempo a Aston Martin Racing fazendo equipa
um campeonato interessante de seguir. endurance. As grandes novidades chegam inteiro, sendo que quatro chassis são da com Paul Dalla Lana e Mathias Lauda. A
da Toyota, que trocou Anthony Davidson Oreca. A TDS (Oreca – Gibson) mantém a equipa que se sagrou campeã do mundo
sua participação no campeonato, assim de endurance em 2017 vai defender o seu
como a Signatech Alpine (Alpine A470 título com a mesma máquina do ano pas-
– Gibson) e a Jackie Chan Racing (Oreca sado. Lamy continua em grande forma e
– Gibson). Temos o regresso da Larbre tem mostrado isso nas provas realizadas
Competition (Ligier – Gibson), depois de até agora (Daytona, Bathurst e Sebring
ter participado pela última vez em 2016 onde foi invariavelmente dos mais fortes
na Classe LMGTE-Pro. A Dragonspeed na sua categoria) e quererá certamente
(Oreca – Gibson) marca também pre- voltar a levantar o troféu no final do ano.
sença, depois do sucesso com este tipo António Félix da Costa irá ser um dos
de maquinaria no ELMS. Por fim temos pilotos responsáveis pela estreia do M8 no
a Racing Team Nederland (Dallara – Gib- mundial de endurance.Terá como colega
son), uma equipa 100% holandesa. Nesta de equipa Augusto Farfus e Alexander
classe destacam-se alguns pilotos como Sims (este último, apenas para Le Mans
e Tom Blomqvist substituirá Farfus na
primeira ronda). O piloto já experimentou
as sensações de uma corrida de 24h em
Daytona, onde foi dos mais rápidos em
pista mesmo em condições difíceis. O por-
tuguês já evidenciou o potencial que todos
lhe reconhecem e está animadíssimo
para este novo desafio. A nova máquina
- emfasededesenvolvimento-temuma
boa base e o piloto defendeu que tem o
que é necessário para se bater contra
os adversários de igual para igual. Dois
portugueses em boas equipas e com ca-
pacidade para lutar por vitórias e títulos.

CONTEÚDO PATROCINADO

ESCOLA DE KARTING DO OESTE

NO PÓDIO DO CAMPEONATO
DE PORTUGAL DE KARTING

ROMEU MELLO JOÃO PEREIRA DIOGO CAETANO
DIOGO MARTINS
A Escola de Karting do Oeste (EKO) – de onde top-10, sendo um resultado perfeitamente natural para SANTIAGO RIBEIRO
saíram vários pilotos consagrados nos últimos quem partiu à descoberta de um mundo novo.
8 anos – está de regresso ao Campeonato de Diogo Caetano – 2.º classificado na Taça de Portugal da
Portugal de Karting com a sua própria equipa. Na primeira categoria Iniciação em 2017 – transitou este ano para a
prova, disputada no Kartódromo de Viana do Castelo, a categoria Cadete, para pilotos dos 7 aos 10 anos de idade.
Escola de Karting de Oeste já saboreou um lugar no pódio. O ‘rookie’ da Escola de Karting de Oeste, de apenas 7
Com cinco pilotos – sendo quatro ‘rookies’ – e todos aos anos de idade, enfrentou algumas contrariedades entre
comandos de karts equipados com chassis Birel ART, a um vasto e experiente pelotão de quase 20 pilotos, mas,
Escola de Karting de Oeste fez notar bem a sua presença ainda assim, ao logo do fim de semana foi deixando boas
na primeira prova do Campeonato de Portugal de Karting, indicações para as próximas provas, apesar de ter tido
disputada no Kartódromo de Viana do Castelo. problemas na Final que o impediram de completar as 11
Romeu Mello, que tem apenas 5 anos de idade, foi um voltas ao traçado vianense.
dos principais protagonistas na categoria Iniciação, ao Na categoria Júnior, destinada a pilotos com idades
garantir o lugar intermédio do pódio. Um bom arranque entre os 12 e os 15 anos de idade, a Escola de Karting
do piloto da Escola de Karting de Oeste que cumpriu a de Oeste alinhou com os estreantes Santiago Ribeiro e
sua segunda prova oficial no que diz respeito a com- Diogo Martins, ambos com 12 anos de idade. Perante um
petições com a chancela da Federação Portuguesa de extenso pelotão de mais de duas dezenas de participantes,
Automobilismo e Karting (FPAK). na sua maioria com larga experiência quer em Portugal
Igualmente na categoria Iniciação, João Pereira, com 5 quer além-fronteiras, foram evoluindo ao longo da prova
anos de idade, fez a sua estreia em competições oficiais e terminaram nas 14.ª e 15.ª posições, respetivamente.
e esteve em evidência nos treinos cronometrados ao A próxima prova do Campeonato de Portugal de Karting
rubricar a quinta volta mais rápida. Contudo, nas mangas está agendada para 26 e 27 de maio e será disputada
de qualificação foi 9º classificado e na Final encerrou o no Kartódromo Internacional de Leiria.
FOTO: HELLOFOTO
FOTOS: VVL SPORT IMAGE
GUILHERME MORGADO COM VITÓRIA
PARA MAIS TARDE RECORDAR

Depois de ter conquistado a pole-position e ter sido 2.º classificado na sua primeira
prova oficial, a contar para o Open de Portugal de Karting, Guilherme Morgado voltou a
ser um dos protagonistas da categoria Iniciação e logo na sua estreia a competir para o
Campeonato de Portugal de Karting, no Kartódromo de Viana do Castelo.
O piloto de apenas 5 anos de idade esteve sempre nos lugares cimeiros e começou por
obter o 3º melhor tempo nos treinos cronometrados, para depois concluir as duas mangas
de qualificação no 2.º lugar. Na Final, disputada à chuva, Guilherme Morgado esteve
imparável e venceu com mais de 21 segundos de vantagem sobre o 2.º classificado, o
também rookie Romeu Mello.
“O ‘Guimo’ sente-se muito à vontade à chuva e na corrida final provou isso mesmo”,
analisou o pai, Bruno Morgado. “Ele ainda tem muito pouca experiência, mas nunca baixou
os braços e na Final aproveitou as condições em que gosta de correr. Foi um momento
inesquecível, tanto para ele como para a família”, referiu Bruno Morgado, que destacou “o
apoio do Kartódromo do Montijo, HD Car, XB Barbearias, Think Out Portugal e de todos os
amigos que nos dão força nesta aventura”. E agradeceu ainda “à Riakart e a todo o seu
‘staff’” pelo que têm feito nesta nova aventura de Guilherme Morgado.

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ILÍDIO FERNANDES VITORIOSO NA GENTLEMAN
E 3.º À GERAL NA X30 SUPER SHIFTER

Ilídio Fernandes foi um dos principais protagonistas paddock, em virtude da sua boa disposição e fair-play. FOTO: HELLOFOTO
da primeira prova do Campeonato de Portugal de “É a minha maneira de ser”, sublinhou o piloto de
Karting que reuniu quase 100 pilotos no Kartódromo Riba de Ave e recordou um momento que o deixou
de Viana do Castelo. orgulhoso: “Óh Senhor Ilídio, posso ir atrás de si?
Campeão nacional da categoria Gentleman e Perguntou-me o Rodrigo Ferreira quando começou a
vencedor da emblemática Taça de Portugal em 2016, andar nos karts com caixa em 2017. Eu virei-me para
tudo indicava que em 2017 iria repetir o feito, mas trás e respondi: Senhor? Qual Senhor? Trata-me por
compromissos pessoais não lhe permitiram disputar Ilídio! Nessa prova (a 1.ª do Nacional) ele esperava por
a prova de Palmela e acabou por ser vice-campeão mim várias vezes nos treinos livres. Isso demonstrou
nacional, falhando, ainda assim, o título, por 1,5 pontos! a minha evolução e o respeito entre todos os pilotos.
Abdicou depois de lutar pela Taça de Portugal por um Acho que consegui ganhar o meu espaço no Karting
erro da direção de prova não ter sido corrigido, mas Nacional e no Troféu Bridgestone, em dezembro de
passados dois meses – e perante um pelotão ainda 2007, deixei algumas pessoas surpreendidas com o
mais forte – bateu toda a concorrência à geral no Troféu meu andamento. Fui sempre o mais rápido da geral e
Bridgestone das categorias X30 Shifter e X30 Super nessa altura disse para o Rodrigo: ‘O velho ainda está
Shifter onde pontificam os ‘bravos’ que correm com aqui para as curvas’! E ele deitou as mãos à cabeça
karts equipados com caixa de velocidades. a sorrir! São estes momentos que também me dão
Em janeiro deste ano, o piloto de Riba de Ave muito prazer. O Rodrigo tem 16 anos de idade, é um
voltou a saborear um pódio, ao ser 3.º classificado piloto extraordinário e venceu à geral nas categorias
à geral na Taça Bridgestone, numa prova em que Shifter e Super Shifter. Eu ganhei a minha categoria
os experientes e talentosos Miguel Ramos e André e fui 3.º à geral na Super Shifter, mas como quero
Serafim, terminaram, respetivamente, nas primeiras sempre superar os meus objetivos, na próxima prova
posições. Uma demonstração de enorme evolução que disputar vou correr para ganhar à geral nas
desde 2015, ano em que Ilídio Fernandes decidiu duas categorias, pois desta vez estive a rodar na 4.ª
disputar as competições FPAK. posição e no início do ano consegui vencer a Troféu
Mas mais do que um piloto vitorioso e apaixonado Bridgestone. Mas o mais importante é fazer o que
pela competição, em que tenta sempre superar-se, gosto e agradeço à minha família por compreender
Ilídio Fernandes é um ‘distribuidor de sorrisos’ pelo esta minha paixão”, concluiu Ilídio Fernandes.

RODRIGO FERREIRA IMPÕE-SE ALEXANDRE AREIA GARANTE FOTO: VVL SPORT IMAGE
EM PROVA DE EMOÇÕES FORTES PÓDIO NA ESTREIA NA X30 SÉNIOR

Aos 15 anos, Rodrigo Ferreira é o piloto mais jovem da grelha conjunta da X30 O regresso de Alexandre Areia ao Campeonato de Portugal de Karting foi extremamente
Shifter e X30 Super Shifter mas já se tornou uma referência no pelotão dos karts positivo. Na primeira prova, disputada em Viana do Castelo, o piloto de Esposende
com caixa de velocidades. O jovem portuense vinha de um fim de semana positivo no teve uma tripla estreia, dado que competia numa nova categoria (X30 Sénior), numa
Open de Portugal mas esteve ainda mais forte no arranque do CPK, começando por nova equipa (Cabo Júnior Team) e com um novo chassis (Kart Republic). Perante
estabelecer a melhor volta absoluta nos treinos cronometrados… poucos minutos estas circunstâncias e não só, o resultado dificilmente poderia ter sido melhor, já
depois do seu motor ter ‘gripado’ na pré-grelha! Refeito das emoções fortes, Rodrigo que Alexandre Areia foi 2º na primeira manga, venceu a segunda e garantiu o lugar
Ferreira esteve imparável na primeira manga, terminou a manga seguinte no 2º lugar intermédio do pódio na Final.
e depois confirmou o seu favoritismo com uma vitória indiscutível na Final, com a “A mudança de equipa foi muito boa, estou a gostar bastante de trabalhar com eles,
pista molhada. “O meu principal ponto de melhoria são os arranques”, reconhece. apesar de termos treinado pouco porque a equipa está em Évora e eu estou em
“Perdi alguns lugares em todos os arranques mas felizmente foi sempre possível Esposende”, referiu. “O chassis KR também é excelente, com um grip lateral acima
recuperar durante as corridas. Tenho de agradecer a todos os pilotos e mecânicos da média e isso adapta-se bem à minha condução. Foi uma boa estreia, numa grelha
que me ajudaram em Viana do Castelo. Obrigado também aos meus pais, aos muito competitiva. Vai ser um bom campeonato e agradeço desde já o apoio dos meus
meus patrocinadores, Breathe Sport Fitness, OMDesign, Dytrust, Jorge Carneiro e Pais e dos meus patrocinadores Nastrotex, MJ Vendeiro, NRT e Francisco Oliveira”,
Associados, Global Prestige, e a toda a equipa Paulo Pita Racing Team.” sublinhou Alexandre Areia – vencedor do Troféu dos Campeões em 2016 e da Taça
Bridgestone em 2017 – e que tem estado sempre na luta pelas vitórias nas principais
competições… apesar de se iniciar no Karting já com 13 anos de idade.

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PIAGGIO

» MP3 500 LT/ABS BUSINESS

UM CRUZADOR COM TRÊS RODAS

Como opção ao carro, quer pela sua potência e velocidade,
quer pela comodidade que proporciona e espaço para
bagagem que inclui, pela facilidade de condução e
segurança que acrescenta a 3ª roda, a Piaggio MP3
tem feito furor pelas capitais europeias em matéria de
mobilidade urbana alternativa, tendo-se mesmo convertido
num fenómeno de moda, como afirmam as estatísticas de
unidades vendidas

Pedro Rocha dos Santos ensaio daquela que para nós é considerada facto a opção lógica entre o carro e uma utilidade de um botão no punho direito
[email protected] o topo de gama em matéria de três rodas scooter tradicional, com a vantagem de que permite bloquear o sistema de di-
( Tricilo ? ou MaxiScooter de três rodas ?) ser considerada em termos legais como reção/inclinação da MP3 fazendo com
No nosso dia a dia cada vez está a Piaggio MP3 de 500 cc. um triciclo e não ter limitação na sua ci- que a mesma fique na posição em que
mais complicado deslocar-nos Como opção ao carro, quer pela sua lindrada para poder ser conduzida com estiver uma vez acionado o mesmo. Esta
no nosso carro. A densidade de potência e velocidade, quer pela como- carta de carro. (B) funcionalidade pode ser inclusivamente
trânsito aumentou exponen- didade que proporciona e espaço para No espaço da Officina Moto em Marvila acionada em movimento, disseram-nos, e
cialmente na última década, bagagem que inclui, pela facilidade de esperáva-nos uma majestuosa Piaggio permitir parar nos semáforos sem colocar
as longas filas para entrar na condução e segurança que acrescenta MP3 de cor negra e a sua dimensão foi os pés no chão ( wow ...). Ao arrancarmos a
cidade desesperam-nos e atestam uma a 3ª roda, a Piaggio MP3 tem feito furor o que de início nos chamou a atenção. mesma desliga-se automaticamente para
situaçãoincontornável. Estacionardentro pelas capitais europeias em matéria de No briefing foi-nos dada a conhecer a que a MP3 volte a poder ser conduzida
da cidade é outra dor de cabeça e os custos mobilidade urbana alternativa, tendo-
inerentes a a consumos e parqueamento -se mesmo convertido num fenómeno
pesam sempre no orçamento. O stress de moda, como afirmam as estatísticas
que nos provoca esta realidade é porém de unidades vendidas. Em Portugal, no
evitável, até mesmo para aqueles que entanto, não constatamos o fenómeno,
não querem tirar carta de moto mas que talvez por o preço alto penalizar a venda
acham que as prestações de uma 125 cc das mesmas e a opção Maxi Scooter de
são demasiado limitadas para as suas duas rodas acabar por ser uma alternativa
necessidades de transporte . mais económica, mais ágil e prática.
Considerando todos os constrangimentos Não há dúvida que as três rodas providen-
atrás referidos e depois de recentemente ciam uma segurança acrescida sobretudo
termos estado em Paris numa apresenta- nas circunstâncias da cidade de Lisboa
ção de um outro modelo e constatarmos onde os carris dos elétricos constituem
uma realidade em termos de mobilidade muitas vezes armadilhas penosas para
alternativa, em que uma percentagem condutores incautos e inexperientes de
grande de parisienses decidiram adotar duas rodas, com risco acrescido para
‘mais uma roda’ para além das duas ha- aqueles cujas scooters montam rodas
bituais, na opção de transporte entre casa de menor dimensão na frente ( menos
e escritório, decidimos levar a cabo um de 14” ). As Scooters de três rodas são de

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como uma moto normal. as diferenças entre ambas. Ao primeiro
Num passado recente tínhamos já en- contacto a sensação transmitida foi de
saiado aquela que é a concorrente direta facto a de enorme estabilidade da MP3
da Piaggio MP3, a Peugeot Metropolis permitindo que, quase parados e sem
400, pelo que tínhamos algumas referên- acionar o botão de bloqueio da inclinação,
cias em matéria da tecnologia utilizada, o conseguíssemos manter a estabilidade
que nos permitia poder perceber melhor da moto por muito mais tempo do que

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numa Maxi Scooter tradicional. Ao cru- mesma se imobilize. O bloqueio da incli-
zarmos a cidade pelo meio do trânsito nação permite ainda manobrar a moto à
damos conta que a sua largura máxima mão, para trás e para a frente, com enorme
é idêntica à de uma scooter dita ‘normal’ facilidade , sem necessidade de estarmos
e o fluir da forma habitual entre carros montados na moto, com ambos os pés no
é ainda mais fácil devido à estabilidade chão, no sentido de minimizar o risco de
acrescida proporcionada pelo seu sistema a deixar cair. O bloquear da direção com
de direção. Já o mudar de direção e no a chave da ignição, com a mesma virada
‘ziguezaguear’ entre os carros o peso da para o lado esquerdo, como é habitual em
MP3 faz-se notar, não tendo obviamente a qualquer moto, bloqueia também o travão
agilidade de uma scooter de duas rodas. O de mão, impossibilitando a mesma de ser
banco é de altura aceitável e permite-nos destravada e contribuindo para segurança
chegar perfeitamente com os pés ao chão extra contra roubo.
e poder manter o equilíbrio do conjunto Já em autoestrada, em direção a Cascais,
em manobras mais complicadas. a suavidade de entrega dos 40 cv de po-
Numa primeira paragem para tomar café tência da MP3 500 é surpreendente, com
e fazer algumas fotografias em ambiente um motor que parece nunca acabar e a
urbano, decidimos experimentar pela pri- permitir atingir velocidades que já nos
meira vez o tal ‘botão mágico’ de bloqueio tirariam pontos na carta de condução.
da inclinação. A sensação de facilidade A proteção aerodinâmica é fantástica e
de estacionamento e saída da moto re- deveras eficiente, já que apenas sentíamos
sulta ser um ‘must’ neste modelo já que algum vento ‘nas costas’. A Piaggio MP3
o botão bloqueia a moto na posição em é muito silenciosa e praticamente não
que a colocarmos e não necessita de ser se sentem vibrações, mesmo nos regi-
colocada no descanso. Aliás, este sistema, mes mais altos de rotação do seu motor,
na nossa opinião, ajudado pelo travão de realidade que contribui de sobremaneira
mão que se encontra em frente, entre as para a sensação de conforto que sentimos
nossas pernas, substitui e de que maneira ao rodar na mesma. A curvar sentimos
o descanso lateral (que na MP3 não existe, enorme segurança, um contributo devido
só o central) e o não ter que engrenar a também à terceira roda, agora de maior
moto em descidas ou subidas para que a dimensão, com jantes de 14”.

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FT/ F I C H A T É C N I C A

493 CC

CILINDRADA

40,1 CV

POTÊNCIA

12 L DEPÓSITO

(INCLUIDOS 1,8 L DE RESERVA)

N.D. KG

PESO

10 455€ PIAGGIO MP3 500

8 360€ VERSÃO COM 300 CC

A MP3 inclina até limites inesperados, de presença dianteiras são novidade MOTOR MONOCILÍNDRICO, 4 TEMPOS
comosedeumadesportivadeduas rodas também para 2018. A capacidade para CILINDRADA 493 CC DIÂMETRO X CURSO
se tratasse, aliás, a sensação de segurança bagagem debaixo do banco é excelente e 94 MM X 71 MM POTÊNCIA 29,5 KW (40,1 CV)
é tal que nos incentivava a chegar aos com relativa facilidade e alguma paciência A 7.250 RPM BINÁRIO 45,5 NM A 5.250 RPM
limites da mesma em curva mais rápidas conseguem-se colocar dois capacetes DISTRIBUÇÃO ÁRVORE DE CAMMES SIMPLES
e mesmo em rotundas mais largas, onde integrais dento da mesma. (SOHC) DE 4 VÁLVULAS ALIMENTAÇÃO INJEÇÃO
o raspar do descanso central nos dava o Em conclusão, as Maxi Scooters de três ELETRÓNICA COM SISTEMA RIDE-BY-WIRE
sinal do limite atingido. rodas são de facto umaopção lógica para PARA GESTÃO ELETRÓNICA DA BORBOLETA E
A travagem é assegurada pelo ABS de três quem procura fugir aos constragimentos MAPA DUPLO (STD E ECO) REFRIGERAÇÃO
vias e um sistema de travagem multipla do trânsito citadino e pretenda ter uma POR LÍQUIDO LUBRIFICAÇÃO CÁRTER
que permite acionar ambos os travões solução mais segura, que não esteja li- HÚMIDO ARRANQUE ELÉCTRICO CAIXA
- traseiro e dianteiro - em simultâneo mitada à potência reduzida das 125 cc VARIADOR AUT. CVT COM SERVIDOR DE BINÁRIO
com o pressionar da manete esquerda. e que possa igualmente ser conduzida EMBRAIAGEM CENTRÍFUGA AUT. EM SECO
Senti que a travagem estava algo no li- com carta de automóvel. A Piaggio MP3 CHASSIS DUPLO BERÇO EN TUBOS DE AÇO DE
mite, certamente penalizada pelo peso 500 continua a ser a referência de topo no ALTA RESISTÊNCIA SUSPENÇÃO DIANTEIRA DE
da Piaggio MP3 . Apesar de existir um segmento, sendo que existe uma versão QUADRILÁTERO ARTICULADO - CURSO: 85 MM.
pedal de travão traseiro, localizado no de 300 cc mais económica. A potência e SISTEMA ELECTROHIDRÁULICO DE BLOQUEIO
lado direito da plataforma, incluído devido suavidade de entrega do seu motor, as DAS SUSPENSÕES SUSPENÇÃO TRASEIRA
a questões de legalização na classe de suas funcionalidades e excelentes aca- AMORTECEDORES DUPLOS HIDRÁULICOS
triciclos e que acaba por penalizar um bamentos, são características ao nível REGULÁVEIS COM 4 POSIÇÕES DE PRECARGA DA
pouco o espaço disponível para os pés, das melhores scooters de duas rodas e MOLA - CURSO: 108 MM TRAVÕES DIANTEIROS
não achámos prática a sua utilização. a solução para quem procura uma alter- DUPLO DISCO DE 258 MM TRAVÃO TRASEIRO
A MP3 melhorou este ano em termos da nativa de mobilidade para o seu dia a dia, DISCO DE 240 MM SISTEMA ABS/ASR DE SÉRIE
sua eletrónica e inclui agora Ride by Wire evitando os constrangimentos do trânsito NA VERSÃO ABS/ASR JANTE DIANTEIRA EM LIGA
e um sistema de controle de tração ASR, e podendo inclusivamente, aos fins de DE ALUMÍNIO 13” X 3,00 JANTE TRASEIRA EM
pouco ou nada intrusivo, pois nem demos semana, realizar pequenas viagens com LIGA DE ALUMÍNIO 14” X 4,50 RODA DIANTEIRA
pela ativação do mesmo. Em matéria de todo o conforto para si e para o pendura, TUBELESS 110/70-13” RODA TRASEIRA TUBELESS
conforto o banco é espaçoso e ergonómi- com espaço suficiente de bagagem para 140/70-14’’ COMPRIMENTO / LARGURA
co, tanto para o piloto como para o pas- dois dias. 2.205 MM / 775 MM DISTANCIA ENTRE EIXOS
sageiro. O écrã frontal é regulável em três A Piaggio MP3 500 versão Business ABS / ALTURA DO BANCO 1.550 MM / 790 MM
posições sendo no entanto necessário a está disponível em 4 cores, Preto Universo HOMOLOGAÇÂO EURO 4
utilização de ferramentas para o efeito. As (versão testada), Branco Iceberg, Azul
suspensões em piso degradado são algo Metalizado e Vermelho Metalizado. O seu CONCORRÊNCIA
secasemboratenhamumcomportamen- PVP é de 10.455 euros. Existe ainda a ver-
to bastante efetivo em estradas de bom são com 300 cc com um PVP de 8.360 PEUGEOT METROPOLIS 400 RS / 400 CC
piso, sendo firmes e neutras em curva e euros. A Piaggio tem ainda uma extensa
permitindo uma condução rápida e segura. lista de opções e acessórios que permitem 36 CV
A iluminação LED traseira e nas luzes personalizar a sua MP3.
POTÊNCIA

256 KG

PESO

9 449€

PREÇO BASE

40

RALI DE PORTUGAL José Luís Abreu
[email protected]
MOMENTOS
DEUM Numa altura em que estamos a menos de um
EVENTO mês de mais uma edição do Rali de Portugal,
ÉPICO convém começar a ‘preparar o chip’, e para isso
nada melhor do que recordar algumas das mui-
A história do Rali de Portugal é muito rica. Numa altura em tas estórias que nos devolveu a magnífica his-
que falta menos de mês para mais uma edição, recordamos tória da prova portuguesa do Mundial de Ralis.
Sem um fio condutor ou lógico, fomos à procura de pe-
algumas das suas muitas histórias quenas estórias que fazem da prova portuguesa uma das
mais queridas desde que a competição nasceu em 1973.
CONHEÇA ESTA E MUITAS
OUTRAS HISTÓRIAS EM AUTOSPORT.PT

>> autosport.pt

41

RALI DE PORTUGAL 1973

OPRIMEIRO‘TAP’
DEJORGEORTIGÃO

Na primeira pessoa, Jorge Ortigão conta-nos a sua Penalizei apenas sete minutos, ficando à frente
experiência: “O primeiro Rali TAP em que participei, de outros adversários que tripulavam carros mais
1973, foi dominado pelos lindíssimos Alpine Renault, potentes, mas o facto de o Mazda dar poucos
que ocuparam os dois primeiros lugares, com Thérier problemas mecânicos permitia-me superar outro
na frente de Nicolas. Francisco Romãozinho obteve tipo de dificuldades. Para se avaliar a dureza dos
a posição de melhor português, com o terceiro ralis desses tempos basta dizer que de todos os
lugar absoluto, e eu fui 15º. O rali decorreu-me sem concorrentes que alinharam à partida, apenas
problemas de ordem mecânica e constituiu uma três - Rafaelle Pinto (19), Alcide Paganelli (2) e Ove
excelente aprendizagem, visto que saíra dos Iniciados Andersson (49) - fizeram a estrada a zero. A prova foi
para disputar a minha primeira grande prova. dominada pela equipa da Fiat, com os 124 Spyder,
No ano seguinte, 1974, voltei a disputar o ‘TAP’, que tendo sido terceiro o Markku Alén, que penalizara dois
foi o último com essa designação. Aliás, esteve em minutos. A realidade era bem diferente, atendendo
risco de não se realizar devido à crise da petróleo e à dureza do rali, pois até à Póvoa de Varzim guiava-
só o facto de a Venezuela ter oferecido a gasolina se praticamente toda a noite e apanhávamos
permitiu que o Campeonato do Mundo principiasse logo no primeiro dia com a zona de Arganil, onde
no nosso país. Nessa altura eu dispunha de um Mazda normalmente havia sempre muito nevoeiro. Hoje,
818, carro muito resistente, com a vantagem até de ter comparativamente (ndr.: 1994), é uma ‘pera doce’
poucas avarias. Aliás, nem dispunha de assistência, e o rali corre-se praticamente todo de dia, com
pois metia gasolina nas bombas que iam surgindo bastante menos horas de condução consecutivas.
pelo caminho e levava somente pneus de terra, dois Por outro lado, não se colocavam problemas de
dos quais na mala do carro. E davam para tudo, já que segurança ao nível dos espetadores, cuja afluência
as classificativas iniciais, em piso de asfalto, eram era menor, embora houvesse um elevado número de
feitas com esse tipo único de pneus. entusiastas que já se deslocava para todo o lado.”

Hoje vamos falar do primeiro ‘TAP’ de Jorge Ortigão, e
de comose faziaumralisemassistência,eapenascom
pneus de terra num rali misto. Recordamos como se
iniciou o caminho de Carlos Sainz no WRC, e um troço
que se não é caso único na história do Mundial de Ralis,
pouco faltará, a Freita em 1991. Arganil foi muitas vezes
o palco da decisão do Rali de Portugal e 1991 não foi ex-
ceção. Recordamos o que aconteceu.
Por fim, a ironia de estar a falar com um responsável
duma equipa que nos alerta para as surpresas dos ra-
lis e nesse preciso momento o ‘seu’ piloto... abandona
a prova!

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RALI DE PORTUGAL 1987

CARLOS SAINZ
A ESTREIA NO WRC

Carlos Sainz tem um fantástico percurso no emocionado por me encontrar junto dos pilotos Porto 87: “Vinha com uma equipa privada, que era mais...” Teve anos bons e maus, como sucede
WRC. O piloto tornou-se ao longo do tempo num do ‘Mundial’. Sempre admirei Rohrl, Blomqvist e da Ford Espanha. A primeira classificativa decorreu a qualquer piloto, daí que não queira destacar
dos grandes ícones da competição, mas esse Alén, que eram os meus ídolos. Desde miúdo que no Circuito do Estoril, onde obtive o melhor tempo. nenhum em especial, explicando, a propósito:
caminho teve um início: foi no Rali de Portugal de acompanhava as suas carreiras, vendo vídeos e Claro que fiquei satisfeito mas ainda mais quando “Sempre que tive um carro competitivo lutei por
1987. Na altura, um ‘tal’ Carlos Sainz, então com fotos. Para mim, chegar ao Campeonato do Mundo consegui novo ‘scratch’ no troço do Préstimo, e vencer o campeonato e isso para mim é o mais
24 anos, estreava-se no Campeonato do Mundo. foi uma sensação muito especial”, recorda o piloto era segundo ou terceiro da classificação geral importante e está acima de qualquer outra coisa.
Começava aí, quem imaginaria, uma história de espanhol, que ao volante do Ford Sierra Cosworth quando fui obrigado a retirar-me, devido a um Pessoalmente, também era muito importante ser
sucesso. “Estava muito nervoso e ao mesmo tempo foi o primeiro líder do Rali de Portugal/Vinho do problema do turbo. Claro que estava contentíssimo, um piloto completo, capaz de vencer em todos os
mas o rali para mim durou muito pouco, pois fiz tipos de terreno, como na neve ou no gelo de Monte
apenas cinco ou seis troços”. Decorridos dois anos, Carlo, no asfalto da Córsega, nas picadas do Safari
chegava o momento do grande ‘salto’, embalando ou nas velozes classificativas da Finlândia. Só me
definitivamente para uma carreira de sucesso ao faltou ganhar na Suécia, fui segundo mas nunca
mais alto nível: “Fiz seis ou sete ralis com aToyota, consegui vencer!...” O Carlos Sainz será piloto de
foi uma época muito importante. Primeiro, a Ford ralis durante mais quanto tempo, perguntámos na
deu-me a oportunidade de fazer cinco provas do altura (1997): “Enquanto me sentir bem fisicamente
Mundial com o Sierra de duas rodas motrizes, e os ralis me divertirem, mas se a FIA continuar a
mas o ano da explosão aconteceu em 89, quando aumentar o número de provas, não me interessará
ingressei na Toyota.” fazer todo o campeonato.Aí talvez decida disputar
E quando é colocada a questão, se alguma vez, menos ralis, mas fazê-los bem, para ajudar uma
no início, imaginaria que seria capaz de chegar marca a conseguir o título de construtores. Se
tão longe, Sainz acelera: “Sempre tive confiança houver cada vez mais ralis não estou interessado
e muita força de vontade para vencer. Passei em estar 350/360 dias por ano a competir, porque
por todos os escalões, fui ganhando provas e isso me aborreceria e aí, pura e simplesmente, teria
adquirindo experiência. Claro que depois de me que deixar de correr”.
sagrar campeão de Espanha, o passo seguinte era Correu no WRC até 2005, e hoje em dia continua
saltar para o Mundial, com o objetivo de vencer um ativo. Sabem quem venceu o Dakar de 2018?
rali e depois sagrar-me campeão. Queria sempre Carlos Sainz…

RALI DE PORTUGAL 1994

AMALDIÇÃODELOUSADA

“Delecour vai passar a gritar abaixo as pistas de ralicross“. Foi o que o Autosport
escreveu num dos seus ‘Diários do Rali’ no Rali de Portugal de 1994, publicando um
foto de François Delecour de vassoura na mão. Tudo porque o francês, pelo segundo
ano consecutivo, abandonou em Lousada. E na segunda, teve lugar um enorme
coincidência, pois tudo sucedeu quando o AutoSport entrevistava o chefe da equipa
Ford, Colin Dobinson: “Ontem, na pista de Lousada pelas 10h31m da manhã assim
aconteceu. Quase de forma premonitória, o ‘patrão’ da equipa Ford, afirmava isso
mesmo à reportagem do Autosport, exatamente na altura em que os seus dois carros
entravam, lado a lado ‘ao serviço’ da pista de Lousada. “Claro que temos uma tática,
mas isto dos ralis é sempre uma lotaria. A qualquer momento, pode dar-se um facto
novo, que obriga a repensar a situação.”
Colin Dobinson acabava de proferir estas palavras... e o locutor de serviço em
Lousada ‘gritava’ nos altifalantes: “Delecour está parado no meio da pista”
Desalentado, o inglês logo exclamou: “Vê?” O TAP/Rali de Portugal acabava de perder
o seu líder, logo no início da etapa.
Parado no meio do troço, o carro de Delecour foi depois rebocado para a zona de
assistência, onde, entretanto, o piloto francês já explicava o sucedido aos técnicos
e ao grupo de jornalistas franceses que seguiam as suas pisadas no Mundial: “Já
parece uma sina! Pela segunda vez fico aqui. Já ontem, na última classificativa, tinha
sentido que o motor perdia algumas rotações e ‘cantava’ de uma maneira estranha.
Disse isso aos técnicos da Ford, mas a verdade é que todos nós, na equipa, não
ligámos muito ao facto”.

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RALI DE PORTUGAL 1991

O TERRÍVEL TROÇO DA FREITA

O troço da Freita do Rali de Portugal Tradicionalmente difícil, a Freita ‘resolveu’ caprichar, daquele troço cheio de neve. Só encontrava bocados
de 1991 é o único da história do WRC aproveitando da melhor forma o temporal que se abateu de carros pelo caminho, pará-choques, plásticos... Não
que teve asfalto, neve, gelo e... terra na zona centro do país na tarde de quarta feira. “A neve era possível andar naquelas condições!” Que o digam
ao mesmo tempo, numa especial que chegava ao pára-choques do meu carro!”, exclamava Armin Schwarz e François Delecour, os dois homens da
exemplificou muito bem o que foi esse Fernando Peres. frente e que viram terminar as suas brilhantes atuações
rali, em que choveu como há muito Já na Póvoa: “Fiz oito quilómetros em primeira, porque fora da estrada. O francês foi mesmo conduzido a uma
não se via. Infelizmente, outra ‘carga não era possível andar mais depressa. Já na ligação, parei unidade hospitalar com uma luxação numa das pernas. Em
daquelas’, 10 anos depois, em 2001, ao lado do carro do Alessandro Fassina, que se tinha consequência da quantidade de incidentes e das notícias
traçou o destino do Rali de Portugal, que despistado, e com o meu Sierra imobilizado comecei a contraditórias sobre o sucedido com Schwarz (cujo carro
só regressou ao WRC em 2007, e depois senti-lo escorregar para o ‘buraco’. Só tive tempo de meter não se via da estrada) e Delecour, o troço foi interrompido a
definitivamente em 2009, onde está a primeira e “dar gás”!” Por seu lado, Carlos Bica afirmava: partir da passagem de Fassina. Com o abandono de Schwarz
até hoje. “O ‘Fanã’ bem que me avisava que, a andar daquela forma, e de Delecour, Massimo Biasion encontrou-se, subitamente,
Na altura, o Autosport escrevia: “Um iríamos penalizar em Arouca! Mas eu nunca quis saber, no comando da prova, posição que facilmente manteve até
verdadeiro rali de inverno. Neve e gelo só pensava em que era preferível isso a ficar ali, no meio ao final desse dia, que terminou na Póvoa.
com fartura. Armin Schwarz, que liderava
o rali despistou-se no Toyota oficial, o
mesmo sucedendo a François Delecour e à sua navegadora,
Anne Chantal Pauwels, que foram parar ao hospital, por
precaução. A especial é interrompida e mesmo em ligação,
Bento Amaral despista-se numa placa de gelo.”
Depois de Arganil, a prova continuou para norte, em
direção à Póvoa de Varzim, e as condições atmosféricas
degradaram-se dramaticamente e provocaram um
verdadeiro golpe de teatro no ranking da prova. Com
a neve a surgir logo em Muna, troço que foi definitivo
para as aspirações de José Miguel, que ficou sem uma
roda a quatro quilómetros do final. Tudo foi piorando no
Caramulo, até que os 24,2 km da Freita acabaram por se
revelar o troço que mais polémica fez desabar sobre a
caravana do Rali de Portugal.

RALI DE PORTUGAL 1991

O MOMENTO DECISIVOEMARGANIL

Em termos desportivos, o Rali de Portugal de 1991 teve dois momentos
significativos: Em primeiro lugar, a segunda etapa, ao longo da qual Carlos Sainz
conseguiu mudar o rumo dos acontecimentos, passando a dispor de um saldo
positivo em relação aos pilotos da Lancia. Mas o momento verdadeiramente
decisivo da prova acabou por se viver em Arganil, mais concretamente na
segunda passagem pelo troço do Alqueve, depois de um troço em que Auriol
conseguiu recuperar algum terreno a Sainz.
Os dois pilotos estavam separados por 11 escassos segundos e sentia-se que
ou era ali que Auriol jogaria tudo por tudo, ou então Sainz poderia encarreirar
para o triunfo. Uma chuva miudinha, um frio tremendo e uma fina camada de
nevoeiro ajudavam a constituir um ‘decor’ de um filme de suspense que se vivia
em plena serra, onde milhares e milhares de pessoas suportaram estoicamente
o frio, embora muitos tivessem chegado à hora de passagem dos concorrentes
longe das condições ideais para o fazer - Sainz chegou ao início do troço já com
o capacete colocado. Concentrado, Auriol ainda tinha os intercomunicadores e
Occelli fazia sinais para os presentes, para não distraírem o seu piloto. Didier
Auriol apenas teve tempo de nos dizer: “É uma loucura!” O piloto francês partiu de
faca nos dentes e foi progressivamente a ganhar terreno ao seu adversário. Ao
quilómetro 19 tinha seis segundos de avanço e estava apenas a cinco de Sainz.
Mas tudo se complicava na frente e ainda havia sete quilómetros para percorrer.
E foi neste espaço que tudo se resolveu: “O troço estava, logicamente, em piores
condições do que na primeira passagem, tendo-se formado pequenos trilhos
que era necessário seguir. Vinha a andar muito depressa e só me lembro que
o carro saiu ligeiramente dos trilhos e com a velocidade levantou um pouco as
rodas da frente, até porque se tratava de uma zona com uma lomba. Ainda tentei
travar, mas não havia nada a fazer. Saí de frente e perdi poucos segundos, mas
altamente preciosos”. Perdendo mais terreno para Sainz, Auriol baixaria aí os
braços e a partir desse momento apenas pensou nos 15 pontos para o Mundial.
Chegara ao final um dos mais belos duelos do Vinho do Porto.

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BMW Francisco Cruz interior do BMW M4 é depararmo-nos
[email protected] com um par de deslumbrantes bacquets
» M4 DKG PACK M COMPETITION dianteiras, multireguláveis eletricamente,
Com um corpo de verdadeiro de design futurista e revestidas a pele,
LOBO EM PELE... DE LOBO! atleta, ombros largos e postura além de muito confortáveis. Com o por-
de ataque, o BMW M4 é o exem- menor dos logótipos M4 serem retroilu-
Outrora M3, a variante de duas portas mais hardcore do plo perfeito do desportivo que minados.
Série 3 seguiu os passos dos restantes irmãos e assumiu respira performance, eficácia Num habitáculo de linhas semelhantes
e arrebatamento por todos os às da restantes família Série 3, desta-
um novo nome: M4. O qual, especialmente quando poros. Graças também a pormenores que ainda para a particularidade dos
envergando o pack Competition, sinónimo de acréscimo como as jantes de 20 polegadas, parte do pespontos no volante nas cores da divi-
Pack Competition (6.138€), a esconderem são ‘M’, para as aplicações em carbono
de potência, é um verdadeiro lobo em pele... de lobo (mal) imponentes discos em carbocerâ- no tablier e túnel de transmissão, ou
mica com pinças ‘M’ em dourado, grelhas ainda para os revestimentos em pele
LEIA MAIS ENSAIOS E ACOMPANHE e frisos exteriores a negro e a um capot e alumínio.
TODAS AS NOVIDADES EM AUTOSPORT.PT com uma bossa. Sem esquecer o tejadi- Particularidades que marcam todo um
lho em fibra de carbono, os retrovisores ambiente do qual faz igualmente parte
futuristas, além das tradicionais quatro uma excelente posição de condução, a
ponteiras de escape a negro. Inolvidáveis garantir uma integração quase perfeita
- descobrimo-lo depois - também pela no cockpit, óptimo acesso aos principais
sonoridade entusiasmante que emitem... comandos e visibilidade do painel de
Com apenas duas portas a dificultarem instrumentos. Bem melhor, inclusiva-
o acesso aos lugares traseiros, aceder ao mente, que a visibilidade exterior em
redor, a qual ‘recomenda’ a presença

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FT/ F I C H A T É C N I C A

do sistema de Surround View (327€) ou, 3.0 / 431CV incursões na extensa lista de opcionais, desde a suspensão adaptativa ao dife-
pelo menos, da câmara traseira (353€). sendo que, estes últimos, são caros! rencial ativo que funciona em conjunto
Dificuldades, também, em encontrar GASOLINA Felizmente, sem custos acrescidos, surge com o controlo eletrónico de estabilidade,
um espaço onde colocar, por exemplo, o poço de força que é o seis cilindros em do Stability Clutch Control para evitar
o telemóvel, já que a prateleira na base 4,1 S linha, biturbo, com 2.979 cc. reações de subviragem resultantes de
da consola central tem pouca profundi- Ainda que, neste caso, obrigando à inclu- acelerações mais vigorosas e até do sis-
dade, ao passo que, nos bancos trasei- 0-100 KM/H são do opcional Pack Competition para tema Launch Control.
ros, com uma lotação limitada a apenas poder oferecer 450 cv de potência (+19 Fazendo uma utilização eficaz de todos
dois ocupantes (o lugar do meio está 6,7 L / 11 L (AUTOSPORT) cv que o M4 regular), além do mesmo estes atributos, a verdade é que não
preenchido por uma prateleira... pouco binário máximo, 550 Nm. deixam, ainda assim, de surpreender,
funda), o problema prende-se mais com 100 KM Conjugado com uma não menos im- as prestações arrebatadoras que nos
a impossibilidade em estender os pés pressionante caixa automática de dupla comprimem contra o banco, sem per-
para debaixo dos bancos dianteiros. 194 embraiagem DKG com sete velocida- das de tração, a que o M4 junta depois
Sem esquecer a altura - limitada devido des, excelente na versatilidade e rapidez, recuperações tão ou mais contundentes,
à configuração coupé, apesar de uns G/KM- CO2 chega a ser assustador o modo como o além de uma enorme eficácia e envolvên-
bancos escavados e até aconchegantes. ‘coração’ do M4 ‘bate’, pleno de fulgor e cia quando por traçados mais sinuosos.
Já quanto à bagageira, a mesma capa- 135 752€ PREÇO BASE impetuosidade. Ainda que, sublinhe-se, exigindo sempre
cidade das versões mais civilizadas, ou Acompanhado de uma sonoridade que alguma frieza na utilização do acelerador,
seja, 445 litros, mas que pode ser facil- (106.930€ SEM OPCIONAIS) nos desarma, mas também de consumos até pela forma, por vezes, bruta, como o
mente aumentada, mediante o reba- que rondam os 11 litros. bloco disponibiliza a potência (apenas)
timento 60/40 das costas dos bancos COMPORTAMENTO / MOTOR / Aliás, a par de um motor fogoso e uma às rodas traseiras.
traseiros, no seguimento do piso da mala. PRESTAÇÕES caixa primorosa, o BMW M4 destaca-se É que este lobo de garras afiadas não se
Bem pior, sem dúvida, a questão do equi- igualmente por uma série de argumentos esconde debaixo de uma pele de cordeiro,
pamento: o de série, escasso e a exigir PREÇO / OBRIGATORIEDADE técnicos e tecnológicos de topo, que vão antes de dizer aquilo a que vem...
DE OPCIONAIS / CONSUMOS

MOTOR 6 CIL. EM LINHA, DOIS
TURBOCOMPRESSORES, INTERCOOLER E INJEÇÃO
DIRETA, 2979 CM3 POTÊNCIA 431 CV / 5500-
7300 RPM BINÁRIO 550 NM / 1850-5500 RPM
TRANSMISSÃO TRASEIRA, CX. AUT. DKG DE
DUPLA EMBRAIAGEM E 7 VEL. SUSPENSÃO TIPO
MCPHERSON COM MOLAS HELICOIDAIS À FRENTE
E MULTILINK COM MOLAS HELICOIDAIS ATRÁS
TRAVAGEM DV/DV PESO 2100 KG MALA 445 L
DEPÓSITO 60 L VEL. MÁX. 250 KM/H

+

SEAT ‘vestido’ de SUV. E o que não faltam são do nosso smartphone), que abarcam
possibilidades de personalização, com 68 praticamente todas as necessidades de
» ARONA 1.0 TSI XCELLENCE combinações de cores entre carroçaria quem não dispensa ‘viver’ num mundo
e tejadilho. tecnologicamente desenvolvido. De res-
DE ESPANHA, BONS VENTOS E BONS CASAMENTOS Ainda que as opiniões sejam sempre rela- to, em matéria de equipamento de série,
tivas, podemos arriscar dizer que o Arona entre muitas outras coisas, é possível, por
O SEAT Arona combina imagem moderna, com versatilidade dividiu os seus trunfos pelo exterior e pelo exemplo, encontrar sistema de monito-
e espírito familiar e o motor 1.0 TSI encaixa que nem interior. Tal como do lado de fora, também rização de condução “Front Assist” e de
uma luva nas pretensões do mais pequeno SUV da marca no habitáculo não há qualquer indício de pressão de pneus e sistema Hill Hold para
espanhola. Desta vez, de Espanha os ventos sopram a favor ambiente pesado, com a habitabilidade, o ajudar nas subidas.
e a união prevê-se duradoura! design e a modernidade a conviverem de Herdando a plataforma MQB do Ibiza, o
forma saudável, sem qualquer atropelo ou ás de trunfo da SEAT para o segmento
Filipe Pinto Mesquita seu aspeto dinâmico e moderno deve-se desequilíbrio para uma das partes. B-SUV aparece, na proposta ensaiada,
[email protected] à excelente combinação feita a partir do Se começarmos pela análise do espaço com o já conhecido motor de 3 cilindros,
último pilar, onde esta versão Xcellence é possível encontrar cinco lugares, que, 1.0 TSI, capaz de entregar 115 cv de po-
Com 4138 mm de comprimento, se destaca pela originalidade decorativa, como é pratica comum neste segmento, tência. Muito mais agradável a baixa e a
1780 mm de largura e 1552 mm oferecendo um ‘X’ gravado a meio do pilar se tornam apenas quatro, se o objetivo for médias rotações, este Arona continua a
de altura, o Arona está den- C, que serve como ponto de partida para a viajar à vontade e sem o contacto com o ter força em altas, só que parece perder
tro dos padrões estéticos do secção do tejadilho pintada de preto, cinza parceiro do lado. À frente, há espaço para alguma ‘masculinidade’ quando a sua
segmento dos pequenos SUV, ou laranja, que acaba por tornar o Arona ninguém se queixar, embora o condutor ‘voz esganiçada’, própria dos 3 cilindros,
pensados à medida das gran- verdadeiramente original e diferencia- possa ter alguma dificuldade em encon- se tenta impor, deixando de soar bem
des metrópoles. A identidade da marca dor. As barras cromadas no tejadilho, os trar a posição perfeita de condução, mas ao ouvido. Felizmente, o binário de 200
espanhola está firmemente definida na plásticos negros em redor das rodas e conduzirá sempre em posição elevada, Nm entre as 2000 e as 3500 rpm é su-
dianteira e traseira onde o desenho das as aplicações anteriores em cinza, tanto própria de um SUV. A distância ao teja- ficiente para resolver as mais pacatas
óticas e grelha dianteira não esconde o ar por baixo da grelha dianteiro, como cor- dilho ajuda a consolidar a imagem de boa situações de estrada, poupando-nos da
de família SEAT, com o Arona a respirar tando o pára-choques traseiro, enfocam habitabilidade, enquanto a capacidade da deselegante ‘música’, que só temos que
jovialidade no design. Em parte, muito do um espírito mais desportivo ao utilitário bagageira também não ‘estraga’ o registo ouvir quando é preciso espremer todo
familiar, com 400 litros disponíveis e con- o ‘sumo’ deste motor. Com a uma caixa
figuráveis (devido ao alçapão ajustável), de seis velocidades manual (a opção de
que podem crescer até aos 1280 litros com caixa automática DSG custa mais 1.400
os bancos traseiros rebatidos e o fundo a €) de bom tato, precisa e com relações
ficar totalmente plano.
Na forma como foi aproveitado o espaço
interior, destaque também para o pe-
queno espaço abaixo da consola central,
especialmente desenhado para receber
o telemóvel e preparado para o carregar
por indução.
E por falar em tecnologia, o monitor central
tátil onde está alojado todo o sistema de
infoentretenimento é outra das estrelas
do habitáculo, neste nível Xcellence, com
funções/informações de rádio, media,
navegação, trânsito, imagens, telefone,
veículo, som, ajustes e Full Link (onde
se poderá replicar as principais funções

>> autosport.pt/automais

47

FT/ F I C H A T É C N I C A

de escalonamento longo, é notório que o espicaçadas, ora quando o objetivo é viajar nada de excecional, mas tem (quase) tudo 1.0 / 115CV
Arona não nasceu para corridas de semá- de forma suave e confortável. Para esse bem feito. É agradável à vista e espelha de
foros, mas sim para se desenvencilhar de conforto sob o asfalto também contribui forma eficaz a vocação familiar com a qual GASOLINA
forma fugaz na cidade. E na selva urbana, a direção, que serve de eficaz filtro entre a foi concebido para lidar. Tecnologicamente,
fá-lo, sem dúvida, com alma e genica. No suspensão e o condutor, menos nos pisos está ‘na onda’, mostrando-se solícito 9,8 S
rolamento dinâmico, sem as modernices mais degradados e irregulares, onde faz quando confrontado com as principais
das suspensões ativas, o conforto é bem questão de nos lembrar que, neste tipo de necessidades atuais de uma clientela 0-100 KM/H
conseguido à custa de uma bem trabalha- piso, a suspensão podia ser mais ‘astuta’. moderna para o qual foi pensado. A úni-
da afinação de suspensão de compromis- Nada de verdadeiramente grave, todavia. ca versão a gasolina também apresenta 4,9 L / 6,5 L (AUTOSPORT)
so que equilibra a condução, ora quando o Num segmento carregado de opções consumos sensatos (4.9 litros anunciados
ritmo e as abordagens às curvas são mais concorrenciais, o SEAT Arona não tem e 6.5 reais), podendo ser, por menos cer- 100 KM
ca de 4.200 € que a versão equivalente
diesel, uma opção mais interessante a 113
considerar.
G/KM- CO2

23 126€

PREÇO BASE

VERSATILIDADE / POSSIBILIDADE DE
PERSONALIZAÇÃO / HABITABILIDADE

FALTA DE LUZ NO PORTA-LUVAS /
FALTA DE PEGAS

MOTOR 3 CILINDROS EM LINHA, INJEÇÃO
DIRETA, TURBO, 999 CM3 POTÊNCIA 115 CV /
5000-5500 RPM BINÁRIO 200 NM / 2000-3500
RPM TRANSMISSÃO DIANTEIRA, CAIXA
MANUAL DE 6 VEL. SUSPENSÃO INDEPENDENTE
MCPHERSON À FRENTE E EIXO DE TORÇÃO ATRÁS
TRAVAGEM DV/D PESO 1262 KG MALA 400 L
DEPÓSITO 40 L VEL. MÁX. (KM/H) 182

E/ Dando cumprimento ao estabelecido no n° mais importantes provas de desporto au- leitores uma informação atual, rigorosa abordagem e de análise dos factos noti-
1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro, tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade
ESTATUTO Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O
EDITORIAL Editorial da publicação periódica AutoSport: ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re- AutoSport pratica um jornalismo pautado
1. O AutoSport é um semanário dedicado temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como
suas mais distintas vertentes: desporto e comercial. O AutoSport pauta as suas opções edito- pressuposto editorial facultar a melhor
competição, comércio, indústria, segurança 2. O AutoSport está comprometido com riais por critérios de atualidade, interesse informação e a melhor formação aos seus
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