The words you are searching are inside this book. To get more targeted content, please make full-text search by clicking here.
Discover the best professional documents and content resources in AnyFlip Document Base.
Search
Published by hmilheiro, 2018-06-25 15:17:16

AutoSport_2113

AutoSport_2113

#2113 40
ANO 40
anos
27/06/2018

2,35€ (CONT.)

DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES >> autosport.pt

FFIMEDESSEMTANAADE LUXO NA ‘BILA’>>THEDBJORKVENCEUCORRIDAPRINCIPAL
>> ACIDENTE MANDOU 4 PILOTOS PARA O HOSPITAL
>> PEDRO SALVADOR DOMINOU CPVT
>> CORRIDAS NACIONAIS ABRILHANTARAM PROGRAMA
EMVILA REAL

FÓRMULA 1 EM PAUL RICARD NOVO RECORDE
EM PIKES PEAK
7m57.148s

HAMILTON VENCE MV AGUSTA BRUTALE 800
E LIDERACAMPEONATO



3

I/ I N S TA N TÂ N E O SIGA-NOS EM EDIÇÃO

#2113
27/06/2018

f l> > a u t o s p o r t . p t
facebook.com/autosportpt twitter.com/AutoSportPT

ACIDENTE Não passou de um grande susto, quatro pilotos passaram pelo hospital, mas o mais significativo José Luís Abreu
de toda a questão foi o facto de duas horas depois a corrida ter sido retomada. Grande trabalho!
DIRETOR-EXECUTIVO
S/ SEMÁFORO EM DIRETO
[email protected]
PARADO A ARRANCAR A FUNDO “A minha estreia no WTCR foi
positiva, consegui um nível de Passei partes do fim de
Sébastian Vettel voltou Mais uma edição de Depois de Sébastien andamento superior ao que semana a ler comentários
a cometer um erro Vila Real, mais uma Loeb em 2013, o se regista no nacional”, Edgar de foristas que preferiam
grande festa, num vociferar contra o silêncio
crasso, que lhe custou evento que foi de recorde de Pikes Peak Florindo, a perceber que o nível do Volkswagen I.D. R do
a perda da liderança elevado nível. Portugal voltou a ‘cair’. Romain eleva-se com maiores desafios… que se entusiasmarem
Dumas e a Volkswagen com a perspetiva do recorde que
do campeonato no seu melhor “Foi, de longe, a pior acabou mesmo por ser batido.
fizeram história performance do ano, espero Desde o seu início o desporto
que seja uma exceção, e não automóvel já mudou tantas vezes
O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES NA ERA DIGITAL a normalidade”, Fernando Alonso, e de tantas maneiras, algo que
vai continuar a suceder, que é
com um fim de semana nos antípodas no mínimo uma perda de tempo
do anterior… estar constantemente a ‘bater no
ceguinho’. O mundo pula e avança,
“O motor novo deixou-nos em e assim vai continuar, o desporto
igualdade com todos os automóvel vai continuar a mudar,
outros”, Lewis Hamilton, numa e se calhar vale mais a pena olhar
para o que encontram de positivo,
declaração estranha, sendo dita por do que passar a vida a bater na
um piloto da Mercedes… mesma tecla: a falta de som dos
elétricos. Quando o WRX passar
“Precisamos duma relação única, a elétrico em 2020, claro que se
e a Renault ter a sua equipa de vai perder algo, é inevitável, mas
fábrica tornou-se incompatível todo o restante espetáculo vai
para nós”, Christian Horner a explicar continuar… De resto, escreveu-se
mais uma página da história do
uma decisão quase inevitável… desporto automóvel, depois de
na semana anterior também se
Siga-nos nas redes sociais e saiba ter escrito uma, importante, com
tudo sobre o desporto motorizado no o histórico triunfo da Toyota em
computador, tablet ou smartphone via Le Mans. É assim, semana após
facebook (facebook.com/autosportpt), semana, feitos atrás de feitos,
twitter (AutosportPT) ou em coisas que serão recordadas
>> autosport.pt muito tempo depois. Foi o que
conseguiram a VW e Romain
Dumas, com o seu I.D. R elétrico.
O recorde de Sébastien Loeb
durou cinco anos, mas um seu
compatriota bateu-o em 16.7s.
Quem se seguirá, e quando? Por
cá, mais um fantástico evento
em Vila Real, onde nem sequer
faltou um assustador acidente.
As corridas são o que já se sabe,
é complicado ultrapassar, mas o
nível a que se anda ali é fantástico
e aquele público merece o
espetáculo que vê.

4 F1/
FÓRMULA 1
GP DE FRANÇA 8 D E 2 1

PHEARMFEILITTOONE

VETTEL FALHA

Se no Canadá foi Sebastian Vettel a maximizar as
oportunidades e Lewis Hamilton a sofrer, no Grande Prémio
de França assistiu-se exatamente ao contrário, tendo o inglês
conquistado o seu terceiro triunfo da temporada, recuperando a

liderança do Campeonato de Pilotos
Jorge Girão

[email protected]

Ao longo da presente época te- Na prova de Montreal, a Mercedes e tura de piso, borrachas com as quais os prateados, alcançando o máximo ao seu
mos vindo a assistir a uma mu- Lewis Hamilton esperavam ter alguma ‘Flechas de Prata’ dominaram o Grande dispor e colocando-se em posição de
dança no equilíbrio de forças vantagem, mas foram surpreendidos Prémio de Espanha. beneficiar de qualquer problema dos
entre as três equipas da frente pela boa forma da Ferrari, tendo Vettel, De facto, desde a primeira sessão de trei- dois da frente.
de acordo com os circuitos, que com a sua vitória e o quinto posto nos-livres que os Mercedes estiveram No entanto, com um bom arranque, Vettel
favorecem um ou outro carro do inglês, assegurado o comando do um passo à frente e foi com naturalidade acabou por ser vítima da sua própria
de acordo com as suas características Campeonato de Pilotos. que monopolizaram a primeira fila, com ambição, tocando em Valtteri Bottas
e, em parte, por isso, chegámos à sexta Para a prova que colocou um ponto vantagem para o Tetracampeão Mundial. logo na primeira curva, quando tentava
corrida com duas vitórias para Vettel, final na longa ausência de Paul Ricard Contudo, na qualificação assistiu-se à desesperadamente manter-se à frente
duas para Hamilton e duas para Ricciardo. do calendário da Fórmula 1, a Mercedes já tradicional aproximação da Ferrari, do finlandês.
Será, portanto, determinante para a deno- voltava a ser apontada como favorita, tendo Sebastian Vettel ascendido ao Uma asa danificada no Ferrari SF-18H
minação do Campeão do Mundo deste ano uma vez que para além das longas terceiro posto da grelha de partida, a três e um furo no pneu traseiro/esquerdo
que cada um dos candidatos consiga os retas, característica em que a sua décimos de segundo da marca que deu do Mercedes W09 EQ Power+ foi o re-
resultados que em potência estão ao seu vantagem para a Ferrari foi comple- a Lewis Hamilton a sua septuagésima sultado do exagero do alemão, que foi
alcance, mas será igualmente importante tamente esfumada, a Pirelli levava quinta pole-position. ainda penalizado com cinco segundos
a forma como cada um se comportará no para o circuito gaulês os seus pneus Num dia em que a Mercedes era ligei- pelos Comissários Desportivos, que o
dia em que não tiver o carro mais com- ultramacios, supermacios e macios ramente mais forte que a Scuderia, o consideraram responsável pelo incidente.
petitivo entre mãos. com menos quatro milímetros de al- alemão colocou-se no encalço dos carros A entrada do Safety Car em pista, de-

>> autosport.pt

5

190 vido a detritos provocados pelo desen-
tendimento destes dois e o toque entre
número de corridas de F1 que se Esteban Ocon e Pierre Gasly, acabou por
realizaram desde que a modalidade garantir que Bottas e Vettel perdessem
esteve pela última vez em França menos tempo com o sucedido, mas as
suas corridas estavam decididamente
comprometidas.
Por seu lado, Hamilton ficava na frente
sem que os únicos pilotos que o poderiam
incomodar estivessem em contenção.
Neste contexto, o britânico lançou-se para
um triunfo sem grandes sobressaltos,
uma vez que Max Verstappen, apesar
de solícito, não tinha andamento para o
homem da Mercedes, que assegurou mais
um triunfo, o seu terceiro da temporada.
Por seu lado, Vettel e Bottas recomeçaram
a corrida, após a entrada nas boxes do

F1/
FÓRMULA 1

6

GP DE FRANÇA 8 D E 2 1

M/ MOMENTO F/ FIGURA

ARRANQUE - Hamilton cedo mostrou HAMILTON - O piloto inglês, num fim-de-sema-
que estava em Paul Ricard para vencer a na em que o Mercedes W09 EQ Power+ era o
corrida, mas a sua vida ficou claramente mais competitivo, não deixou os seus créditos
facilitada quando Sebastian Vettel, ávido por mão alheias e dominou todo o fim-de-
de ascender a segundo, acabou por bater semana rumo a uma vitória convincente. Numa
em Bottas, condicionando a corrida de temporada em que todos os pormenores
ambos. O inglês perdeu assim os seus dois contarão para definir o Campeão, é importante
maiores adversários na luta pela vitória, maximizar todas as oportunidades, algo que o
caminhando sem sobressaltos para a sua inglês conseguiu no dia em que Vettel condi-
terceira vitória da temporada. cionou o seu resultado com um erro.

>> autosport.pt

7

O toque de Vettel em 75 +/ MAIS
Bottas após a partida
terá contribuído para pole-positions obtidas por Lewis Hamilton
reduzir drasticamente na Fórmula 1 elevando a sua vantagem
o interesse do GP de para Michael Schumacher
França de Fórmula 1

KEVIN MAGNUSSEN CHARLES LECLERC
O dinamarquês tem vindo a ser Começa a ser um cliente habitual
uma presença regular nos 10 desta coluna. O monegasco está
primeiros, tendo marcado todos a destruir completamente o bem
os pontos da Haas ao longo mais experiente Marcus Ericsson,
desta temporada. Em França, colecionando pontos, enquanto o
Magnussen voltou a impor-se sueco se envolve em lutas na segunda
no seio da equipa norte- metade do segundo pelotão.
americana, regressando aos Em Paul Ricard, enquanto os pilotos
pontos, enquanto o seu colega franceses protagonizaram toques logo
de equipa, Romain Grosjean, nos primeiros momentos de corrida,
a correr em casa, colecionou Leclerc passou incólume por todos
erros – despistando-se na Q3 e os incidentes, lançando-se para mais
envolvendo-se num toque logo uma prestação rumo aos pontos. Com
no início que lhe valeu uma a sua rapidez e consistência cada
penalização – continuando sem vez mais evidentes, não surpreende
conseguir terminar uma corrida que a Ferrari esteja a equacionar o
entre os 10 primeiros esta seu jovem piloto para substituir o
época. desapontante Kimi Räikkönen.

-/ MENOS

Safety Car, de 16º e 17º, respectivamente, e terminado a corrida a pressionar Kevin McLAREN & WILLIAMS velocidade de ponta confrangedora,
esperava-se que qualquer um deles rea- Magnussen, que, no entanto, manteve Ver duas equipas históricas como a deixando Fernando Alonso e
lizasse uma recuperação que os levasse estoicamente o seu sexto lugar, assumin- Williams e a McLaren a debaterem- Stoffel Vandoorne bastante longe
à primeira metade do top 10. do-se como o melhor do segundo pelotão. se com problemas tão evidentes é dos pontos, e, obviamente, muito
Vettel foi rápido e incisivo nas ultrapassa- Imperturbável e de sorriso rasgado, verdadeiramente deprimente. Hoje distante dos pódios que os homens
gens e na 21ª volta estava já no quinto lugar Hamilton vencia assim o seu terceiro são apenas uma pálida imagem do da equipa ambicionavam antes do
em que haveria de terminar, ao passo que Grande Prémio da temporada, recuperan- que já foram, mesmo se será difícil início da temporada.
Bottas, com danos no fundo plano do seu do o comando do Campeonato de Pilotos que lhes aconteça o que sucedeu a
carro, era apenas 10º. e a vantagem que detinha antes da prova outros grandes nomes da história SEBASTIAN VETTEL
O alemão não realizaria mais progres- do Canadá, há duas semanas, no dia em da Fórmula 1, como é o caso da O alemão sabia que dificilmente
sos, assistindo ao longe à subida de Kimi que Vettel, com carro para, no mínimo, ser Lotus, Brabham ou Tyrrel, entre poderia bater Lewis Hamilton em
Räikkönen ao terceiro lugar, por troca com terceiro, não foi além de quinto. outras. Paul Ricard assim que completou
Daniel Ricciardo, que com danos na asa A diferença são cinco pontos e num cam- Os problemas da formação de a sua derradeira volta lançada
dianteira do seu monolugar foi perdendo peonato em que os pormenores serão Grove estão já bem documentados, na Q3, tendo como objectivo
ritmo ao longo da prova. determinantes ver-se-á no final se a falha estando a temporada da estrutura limitar danos e somar o máximo
Valtteri Bottas teve que se aplicar a fundo do alemão não terá sido decisiva para o fundada por Frank Williams e de pontos possível. No entanto,
para ascender ao sétimo posto final, tendo desfecho da época. Patrick Head completamente Vettel não se conteve e, quando se
perdida, mas as dificuldades colocou lado a lado com Bottas,
da McLaren são cada vez mais não deixou de tentar suplantá-lo.
evidentes. Este é o espírito que faz os
A falta de competitividade dos campeões serem campeões,
últimos Grandes Prémios coloca mas quando esta abordagem é
a nu as debilidades técnicas da usada numa situação em que
equipa que está longe das ‘três não existe escape caso algo não
grandes’, sendo atualmente a pior corra de feição, como se verificou
das que usam unidades de potência no domingo, a perda de pontos
Renault, inclusivamente batida pela é inevitável, tendo o germânico
equipa do construtor gaulês. Em perdido cinco em potência. No
Paul Ricard os carros de Woking final do ano verificar-se-á a
mostraram, novamente, uma importância deles.

F1/
FÓRMULA 1

8

GP DE FRANÇA 8 D E 2 1

A SORTE DA HAAS manter Magnussen, que subiu na clas-
D esde a primeira sessão de tre- prestação do seu colega de equipa, que na Q3, e com a confusão da primeira sificação logo no arranque, assumindo
inos-livres do Grande Prémio realizava uma volta lançada quando a volta conseguiu guindar-se ao ter- a liderança da perseguição ao piloto
de França que a Haas parecia sessão foi interrompida para recuperar ceiro posto. de Madrid.
ter o carro mais competitivo do o Haas VF-18 de Grosjean. Resultado, No entanto, era uma questão de tempo Porém, já perto do final da corrida,
segundo pelotão, mas com uma má quedaram-se na quinta linha, sem até que o espanhol da Renault fosse Sainz acabaria por comunicar aos seus
qualificação e todas as peripécias que que o gaulês tenha assinado qualquer colocado no seu lugar, o que foi ac- técnicos através do rádio uma súbita
têm acontecido a Kevin Magnussen tempo e com o dinamarquês a não ontecendo paulatinamente depois perda de potência no V6 turbohíbrido
e, sobretudo, a Romain Grosjean, a conseguir uma volta limpa devido à da intervenção do Safety Car, caindo do seu Renault, ficando exposto aos
situação parecia poder virar a favor presença de Kimi Räikkönen. primeiro para quinto, para depois de- ataques de Magnussen, que o ultra-
da Renault, o que acabou por não ac- Carlos Sainz assegurou a ‘pole-posi- scer a sexto com a recuperação de passou, ascendendo a sexto.
ontecer. tion do segundo pelotão’, superiori- Vettel. Sem a potência da MGU-K, cerca de
O francês voltou a errar, desta feita zando-se a um surpreendente Charles Sainz parecia ter ganhado ‘a corrida 160 cv, o espanhol viu-se também
na qualificação, tendo um impacto na Leclerc que, pela primeira vez entrava do segundo pelotão’, conseguindo ultrapassado por Bottas, salvando
os seus pontos graças ao Safety Car
Virtual das três voltas e meia finais,
provocado pelo furo no Williams de
Lance Stroll que ficou mal posicionado
no circuito.
Nico Hulkenberg, com uma qualifi-
cação abaixo do esperado, arrancou
de 12º com pneus macios, contra ultra-
macios de todos entre os 10 primeiros
excepto os Mercedes, realizando um
longo stint para ultrapassar carros
mais lentos e, assim, guindar-se aos
lugares dos pontos.
O alemão acabaria no nono posto,
batendo Leclerc por dois segundos,
que uma vez mais conseguiu levar o
seu Alfa Romeo Sauber até aos pontos.
Num dia em que, apesar de ter um
carro competitivo não tinha como
bater o Renault de Sainz, a Haas viu a
sorte, que lhe tem faltado, intervir e ga-
rantir que Magnussen terminasse no
sexto posto e vencesse ‘a corrida dos
outros’, ao passo que Grosjean voltou a
ficar sem pontuar, situação que está a
prejudicar a equipa de Kannapolis.

>> autosport.pt

9

PF/ PARQUE FECHADO

E SE A
NÃOMTIISVTERSSAEL

CHICANE?

O Grande Prémio de França regressou ao corri sem a chicane”, afirmou Brendon Hartley que prova que tivemos este ano foi a de Baku e todos
Campeonato do Mundo de Fórmula 1 em 2018, já rodou na pista francesa com o LMP1 da Porsche os circuitos poderiam seguir aquela direção. O cir-
depois de uma ausência de 10 anos, tendo sido com a reta em toda a sua extensão, acrescentando: cuito é desafiante, induz o piloto ao erro”, apontou
Paul Ricard o palco escolhido, um traçado que “Torna as coisas interessantes, dado que temos me- o mexicano.
não albergava uma prova da categoria máxima do nos apoio aerodinâmico com a longa reta. A Curva Estes comentários foram realizados após as duas
desporto automóvel desde 1990, corrida vencida 10 torna-se mais interessante e teríamos também primeiras sessões de treinos-livres do fim de se-
por Alain Prost, então aos comandos de um Ferrari. menos carga aerodinâmica no último setor. Talvez mana francês, sendo impossível alterar o circuito
Basicamente, o circuito que atualmente pertence a seja um ponto de discussão para o próximo ano. O de Paul Ricard para o restante evento, uma vez que
Slavica Ecclestone, ex-mulher de Bernie Ecclestone, que é positivo é que aqui temos muitas opções”. a sua homologação era para a versão usada, levan-
mantém o lay-out original que foi usado até 1985, Sergio Pérez, que fez um pião na entrada para a tando qualquer alteração questões de segurança,
mas com uma chicane a cortar a longa reta de reta de Mistral na segunda sessão de treinos-livres uma vez que, sem chicane, os carros chegariam ao
Mistral, que ostenta cerca de mil e oitocentos me- depois de ter perdido a roda traseira/direita do seu final da Mistral a velocidades muito mais elevadas.
tros de extensão. Force India, é da mesma opinião, considerando que Em 1985, durante a qualificação para o Grande
No entanto, são diversos os pilotos que gostariam ver poderia ser oferecido, assim, um melhor espetáculo Prémio de França desse ano, Marc Surer alcançou
o desaparecimento da chicane que corta a famosa aos espetadores. a velocidade mais elevada alguma vez registada na
reta que tem o nome do vento que sopra do lado do “Perguntámos ao Charlie (Whiting) sobre isso, para Mistral, 338 Km/h, aos comandos de um Brabham
Mediterrânico. “Acredito que a reta iria, potencial- melhorar as ultrapassagens, as corridas e tornar BMW, que em qualificação desenvolvia bem mais
mente, criar mais ultrapassagens. (…) Já treinei e tudo ainda mais interessante. Penso que a melhor de 1000 cv de potência.

NOVO MOTOR MERCEDES, FINALMENTE

A Mercedes estreou em Paul Ricard a mais que incorporaram evoluções, garantindo um motores.
recente evolução do seu V6 turbohíbrido, incremento de performance. Muito embora não tenha revelado quais os
depois de ter adiado a sua introdução no A Mercedes planeava realizar o mesmo, mas seus planos para a ronda gaulesa, no Grande
Grande Prémio do Canadá devido a questões de dúvidas quanto à fiabilidade da sua unidade Prémio de França a espera pela nova unidade
fiabilidade. de potência obrigou todos os pilotos com de potência terminou, tendo todos os pilotos
A prova canadiana marcou o final do primeiro V6 turbohíbridos de Brixworth a estenderem da Mercedes, da Force India e da Williams
terço da temporada deste ano e Ferrari, por mais um fim de semana a vida dos seus montado novos motores de combustão interna,
Renault e Honda introduziram novas unidades turbocompressores e MGU-H.
Estes novos componentes, segundo a própria
equipa, conferem à unidade de potência do
construtor germânico mais performance e
fiabilidade, batizando-a de “Fase 2.1”, uma
vez que os homens liderados por Andy Cowel,
o responsável máximo pelo departamento
de motores de Fórmula 1 da Mercedes,
desenvolveram o seu V6 turbohíbrido para lá
do que estava planeado para o Grande Prémio
do Canadá.
De acordo com Niki Lauda, diretor não
executivo da equipa, a nova unidade de
potência da Mercedes valerá entre um a
dois décimos de segundo por volta, o que foi
determinante para os resultados no Grande
Prémio de França.

F1/
FÓRMULA 1

10

PF/ PARQUE FECHADO

ODIVÓRCIO INEVITÁVEL
Oinevitável aconteceu. A Red Bull
decidiu terminar a sua relação de faltava uma opção válida à Red Bull para alocados ao projeto, aspecto em que McLaren, uma vez que passaram de uma
mais de 10 com a Renault e vol- deixar a Renault. Renault sempre pecou, de acordo com equipa que – com os mesmos motores
tar-se para os braços da Honda, Quando durante o Grande Prémio do a equipa de Milton Keynes. da Red Bull – mal consegue lutar pelo
usando as unidades de potência nipó- Canadá – evento em que ambos os cons- Para além das capacidades técnicas, acesso à Q3 para uma que luta em todas
nicas em 2019 e 2020, podendo este trutores apresentaram novas evoluções também questões meramente finan- as corridas por pódios e já conquistou
acordo ser estendido no tempo. dos respectivos V6 turbohíbridos – ficou ceiras do lado da Red Bull entraram na este ano dois triunfos, sendo claramente
A relação entre a formação de ban- evidente que o salto dado pela Honda equação. Dietrich Mateschitz está inte- uma subida de nível para os japoneses.
deira austríaca e o construtor francês foi substancial, apanhando segundo ressado em diminuir os muitos milhões Para Daniel Ricciardo, que não tem ain-
assegurou a ambas as partes oito tí- alguns a Renault ao nível da perfor- de euros que todos os anos injeta na da contrato para 2019, trabalhar com a
tulos, entre 2010 e 2013, mas desde a mance, o divórcio era inevitável e um equipa. Em vez de pagar para ter mo- Honda poderá ser entrar no desconhe-
introdução da “Era Turbohíbrida” que novo casamento óbvio. tores, como acontecia com a Renault, cido, dada a história recente da marca
o matrimónio vinha a viver constantes Segundo algumas fontes, para além do passa agora a receber para usar unida- japonesa, mas na verdade neste mo-
e cada vez mais sérios arrufos, que salto competitivo dado pela unidade de des de potência da Honda – ainda que mento, não terá grandes opções.
acabaram por minar a confiança entre potência japonesa, também o desejo de menos do que esta pagava à McLaren Segundo rumores, o australiano terá
ambas as partes, sobretudo do lado ser bem-sucedidos na Fórmula 1 por – mantendo a mesma performance, um sido abordado pela McLaren, que poderá
dos homens da companhia de bebidas parte dos homens da Honda foi determi- negócio que faz todo o sentido para os perder Fernando Alonso, mas tem ficado
energéticas. nante, tendo os responsáveis da Red Bull austríacos. evidente que a equipa de Woking está
O casamento estava desfeito e apenas ficado impressionados com os planos Para os homens da Honda é tam- bastante longe do poderia técnico da
nipónicos e com os meios financeiros bém uma bofetada de luva branca na Red Bull.

LECLERC NO LUGAR A Ferrari poderá estar na iminência 39 anos, iniciou bem a temporada, mas nas “cantera” da Mercedes.
DE RAIKKONEN? de se decidir a trocar Kimi Räikkönen últimas corridas tem vindo a descer o seu Depois de ter considerado Daniel Ricciardo,
por Charles Leclerc, alterando a sua nível, sendo batido inapelavelmente por de acordo com algumas fontes, a Ferrari está
abordagem à dupla de pilotos que tem Sebastian Vettel e ficando longe de poder a equacionar colocar Leclerc no lugar de
adotado há longas décadas. defender as cores da equipa quando existe Räikkönen.
O finlandês, que em outubro completa algum problema com o alemão. O jovem monegasco é bastante mais barato
Por seu lado, Leclerc, após um início que o finlandês ou o australiano, para além de
periclitante, tem vindo a impressionar tudo não causar, à partida, qualquer animosidade a
e todos, colocando o seu Alfa Romeo Sauber Vettel, que tinha no “Iceman” um aliado, dada
regularmente nos pontos e chegando à Q3 a amizade de ambos.
pela primeira vez no Grande Prémio de França. Para além disso, Leclerc seria uma opção de
O jovem monegasco, piloto da Ferrari futuro preparando a Scuderia o abandono de
Academy, tem vindo a “destruir” Marcus Vettel, que tem contrato até ao final de 2020.
Ericsson, que muito embora não seja Contudo, a decidir-se pelo monegasco, esta
considerado com potencial para alcançar seria uma alteração na abordagem da equipa
o topo, é visto como um piloto rápido e de Maranello no que diz respeito a pilotos, que
consistente, que deu muita luta o ano nas últimas décadas tem vindo a apostar em
passado a Pascal Wehrlein, piloto da pilotos firmados de valor reconhecido.

>> autosport.pt

11

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

GP DE FRANÇA PROVA 8 DE 21 PROVA TEMPO
LE CASTELLET VOLTAS
VOLTA MAIS RÁPIDA
24/06/2018 GERAL
VEL. MÁXIMA
5,842 KM 53 309,69 KM SEXTA SÁBADO DOMINGO GERAL
BOX

PERÍMETRO VOLTAS DISTÂNCIA TOTAL 1 LEWIS HAMILTON MERCEDES W09 EQ POWER+ 1:30:11.385 53 1:34.509 5 328.6 KM/H 14 1

2 MAX VERSTAPPEN RED BULL RB14/TAG HEUER +7.090S 53 1:34.275 2 338.8 KM/H 5 1

TREINOS LIVRES GRELHA DE PARTIDA 3 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI SF71H +25.888S 53 1:34.398 3 339.9 KM/H 3 1

1 LEWIS HAMILTON 4 DANIEL RICCIARDO RED BULL RB14/TAG HEUER +34.736S 53 1:35.382 7 334.6 KM/H 8 1
MERCEDES
1:30.029 Q3 5 SEBASTIAN VETTEL FERRARI SF71H +61.935S 53 1:34.485 4 341.1 KM/H 2 2

1.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 6 KEVIN MAGNUSSEN HAAS VF-18/FERRARI +79.364S 53 1:35.425 8 334.0 KM/H 10 1

PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 7 VALTTERI BOTTAS MERCEDES W09 EQ POWER+ +80.632S 53 1:34.225 1 343.0 KM/H 1 2

1 LEWIS HAMILTON MERCEDES 1:32.231 8 CARLOS SAINZ RENAULT RS18 +87.184S 53 1:35.638 9 330.4 KM/H 13 1

2 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +0.140S 2 VALTTERI BOTTAS 9 NICO HULKENBERG RENAULT RS18 +91.989S 53 1:35.873 11 334.0 KM/H 9 1
MERCEDES
3 DANIEL RICCIARDO RED BULL +0.296S 1:30.147 10 CHARLES LECLERC SAUBER C37/FERRARI +93.873S 53 1:35.977 12 336.5 KM/H 6 1

4 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.772S

5 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +0.941S 3 SEBASTIAN VETTEL 11 ROMAIN GROSJEAN HAAS VF-18/FERRARI +1 LAP 52 1:35.695 10 333.6 KM/H 11 1
FERRARI
6 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +1.087S 1:30.400 12 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN MCL33/RENAULT +1 LAP 52 1:36.675 14 326.5 KM/H 15 1

7 MAX VERSTAPPEN RED BULL +1.100S 13 MARCUS ERICSSON SAUBER C37/FERRARI +1 LAP 52 1:36.494 13 332.4 KM/H 12 1

8 PIERRE GASLY TORO ROSSO +1.454S 4 MAX VERSTAPPEN 14 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO STR13/HONDA +1 LAP 52 1:36.839 15 334.9 KM/H 7 1
RED BULL RACING TAG HEUER
9 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +1.488S 1:30.705 15 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS FW41/MERCEDES +1 LAP 52 1:38.300 16 339.6 KM/H 4 1

10 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +1.877S

11 CARLOS SAINZ RENAULT +2.027S 5 DANIEL RICCIARDO 16 FERNANDO ALONSO MCLAREN MCL33/RENAULT SUSPENSÃO 50 1:35.133 6 326.0 KM/H 16 2
RED BULL RACING TAG HEUER
12 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +2.253S 1:30.895 17 LANCE STROLL WILLIAMS FW41/MERCEDES ACIDENTE 48 1:38.319 18 321.5 KM/H 17 1

13 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +2.282S NC SERGIO PEREZ FORCE INDIA VJM11/MERCEDES MOTOR 27 1:38.319 17 321.4 KM/H 18

14 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +2.361S 6 KIMI RÄIKKÖNEN NC ESTEBAN OCON FORCE INDIA VJM11/MERCEDES ACIDENTE 0
FERRARI
15 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +2.433S 1:31.057 NC PIERRE GASLY TORO ROSSO STR13/HONDA ACIDENTE 0

16 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +2.631S

17 LANCE STROLL WILLIAMS +2.650S 7 CARLOS SAINZ
RENAULT
18 NICO HULKENBERG RENAULT +2.762S 1:32.126

19 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +2.790S AUSTRÁLIA
BAHREIN
20 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +2.874S 8 CHARLES LECLERC CHINA
SAUBER FERRARI AZERBAIJÃO
2.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 1:32.635 ESPANHA
MÓNACO
CANADÁ
FRANÇA
ÁUSTRIA
GRÃ-BRETANHA
ALEMANHA
HUNGRIA
BÉLGICA
ITÁLIA
SINGAPURA
RÚSSIA
JAPÃO
EUA
MÉXICO
BRASIL
ABU DHABI

PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 9 KEVIN MAGNUSSEN
HAAS FERRARI
1 LEWIS HAMILTON MERCEDES 1:32.539 1:32.930 PILOTOS

2 DANIEL RICCIARDO RED BULL RACING +0.704S 1. L. HAMILTON 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21
2. S. VETTEL 18 15 12 25 25 15 10 25 145
3 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING +0.732S 10 ROMAIN GROSJEAN 3. D. RICCIARDO 25 25 4 12 12 18 25 10 131
HAAS FERRARI 4. V. BOTTAS 12 - 25 - 10 25 12 12 96
4 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +0.887S 5. K. RAIKKONEN 4 18 18 - 18 10 18 6 92
Q2 6. M. VERSTAPPEN 15 - 15 18 - 12 8 15 83
5 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +1.150S 7. N. HULKENBERG 8 - 10 - 15 2 15 18 68
11 ESTEBAN OCON 8. F. ALONSO 6 8 8 - - 4 6 2 34
6 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI +1.160S FORCE INDIA MERCEDES 9. C. SAINZ 10 6 6 6 4 - - - 32
1:32.075 10. K. MAGNUSSEN 1 - 2 10 6 1 4 4 28
7 VALTTERI BOTTAS MERCEDES +1.617S 11. P. GASLY - 10 1 - 8 - - 8 27
12. S. PEREZ - 12 - - - 6 - - 18
8 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +1.861S 13. E. OCON - - - 15 2 - - - 17
14. C. LECLERC - 1 - - - 8 2 - 11
9 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI +1.918S 15. S. VANDOORNE - - - 8 1 - 1 1 11
16. L. STROLL 2 4 - 2 - - - - 8
10 PIERRE GASLY TORO ROSSO +1.996S 12 NICO HULKENBERG 17. M. ERICSSON - - - 4 - - - - 4
RENAULT 18. B. HARTLEY - 2 - - - - - - 2
11 NICO HULKENBERG RENAULT +2.528S 1:32.115 19. R. GROSJEAN - - - 1 - - - - 1
20. S. SIROTKIN - - - - - - - - 0
12 CARLOS SAINZ RENAULT +2.547S - - - - - - - - 0

13 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +2.633S 13 SERGIO PEREZ
FORCE INDIA MERCEDES
14 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +3.044S 1:32.454

15 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO +3.158S

16 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +3.166S 14 PIERRE GASLY
TORO ROSSO HONDA
17 LANCE STROLL WILLIAMS +3.397S 1:32.460

18 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +3.431S

19 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +3.541S 15 MARCUS ERICSSON
SAUBER FERRARI
3.ª SESSÃO TREINOS LIVRES 1:32.820 Q1

PILOTO EQUIPA TEMPO/DIF. 16 FERNANDO ALONSO
MCLAREN RENAULT
1 VALTTERI BOTTAS MERCEDES 1:33.666 1:32.976

2 CARLOS SAINZ RENAULT +1.287S

3 CHARLES LECLERC SAUBER FERRARI +1.346S 17 STOFFEL VANDOORNE
MCLAREN RENAULT
4 FERNANDO ALONSO MCLAREN RENAULT +2.699S 1:33.162

5 SEBASTIAN VETTEL FERRARI +3.090S

6 STOFFEL VANDOORNE MCLAREN RENAULT +3.881S 18 SERGEY SIROTKIN
WILLIAMS MERCEDES
7 PIERRE GASLY TORO ROSSO +4.651S 1:33.636 EQUIPAS

8 MARCUS ERICSSON SAUBER FERRARI +4.784S 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21

9 SERGIO PEREZ FORCE INDIA +5.975S 19 LANCE STROLL 1. MERCEDES 22 33 30 25 43 25 28 31 237
WILLIAMS MERCEDES
10 DANIEL RICCIARDO RED BULL +6.072S 1:33.729 2. FERRARI 40 25 19 30 12 30 33 25 214

11 ESTEBAN OCON FORCE INDIA +6.421S

12 LEWIS HAMILTON MERCEDES +7.077S 20 BRENDON  HARTLEY 3. RED BULL TAG HEUER 20 - 35 - 25 27 27 30 164
TORO ROSSO HONDA
13 KIMI RÄIKKÖNEN FERRARI +16.045S 1:33.025 4. RENAULT 7 8 10 10 6 5 10 6 62

14 LANCE STROLL WILLIAMS +28.733S 5. MCLAREN RENAULT 12 10 6 8 4 - - - 40

15 SERGEY SIROTKIN WILLIAMS +30.427S 6. FORCE INDIA MERCEDES - 1 - 15 2 8 2 - 28

16 KEVIN MAGNUSSEN HAAS FERRARI 7. HAAS FERRARI - 10 1 - 8 - - 8 27

17 BRENDON HARTLEY TORO ROSSO 8. TORO ROSSO HONDA - 12 - 1 - 6 - - 19

18 ROMAIN GROSJEAN HAAS FERRARI

19 NICO HULKENBERG RENAULT 9. SAUBER FERRARI - 2 - 8 1 - 1 1 13

20 MAX VERSTAPPEN RED BULL RACING 10. WILLIAMS MERCEDES - - - 4 - - - - 4

PONTUAÇÃO 1.º 25 PTS 2.º 18 PTS 3.º 15 PTS 4.º 12 PTS 5.º 10 PTS 6.º 8 PTS 7.º 6 PTS 8.º 4 PTS 9.º 2 PTS 10.º 1 PT

V/12
VELOCIDADE - CIRCUITO DE VILA REAL - WTCR

WTCR

DEMOLITION
DERBY

Começou com um acidente que mandou pilotos para o
hospital e um par de carros para a sucata, continuou a não
ter clemência face aos erros dos pilotos e acabou a oferecer

a Yvan Muller o reforço do comando do campeonato. Foi
assim o fim de semana na “Bila”

José Manuel Costa e Fábio Mendes lap. Ambas foram usadas pelos pilotos ao de Tiago Monteiro, que já venceu em Vila to à chegada a Vila Real, Yann Erlacher.
[email protected] longo das três corridas e ficou evidente Real, cujas dicas foram preciosas, nas pa- A primeira corrida não foi além das pri-
FOTOGRAFIA DPPI; Nuno Organista; ZOOM que os pilotos gostaram desta solução lavras dos dois pilotos. Os resultados fo- meiras centenas de metros, pois Rob Huff
MotorSport/António Silva, Direita inspirada no Ralicross. Mato Homola, re- ram os possíveis. e Mehdi Bennani tocaram-se e ambos
3/Tiago Costa e JCM Photo/João da feriu: “Confesso que não gostava da ideia, foram atirados, com inusitada violência,
Câmara Manoel mas agora acho que é excelente e ofere- “DEMOLITION DERBY” PARA ABRIR contra as barreiras de proteção, arras-
ce uma animação extra à competição.” Um circuito citadino é o palco perfeito para tando todo o pelotão para uma cena que
Aromaria anual ao Circuito Já Thed Bjork disse: “Adiciona emoção a acidentes mais ou menos espetaculares. mais parecia retirada de uma prova da
Internacional de Vila Real no esta pista onde é tão difícil ultrapassar. Por Quando na primeira linha da grelha, no Nascar ou de uma prova de “Destruction
mês de junho voltou a não de- isso acho que é uma ótima ideia!” Quanto caso, para a primeira corrida, se juntam Derby”. Um choque violento que destruiu
fraudar, desta feita sem cam- ao veterano Yvan Muller, não hesitou em Robert Huff e Mehdi Bennani, ambos da uma mão cheia de carros e forçou os dois
peonato do mundo de Turismo, dizer que “a joker lap é uma bela ideia, equipa Sébastien Loeb Racing (SLR) e ao pilotos da Sébastien Loeb Racing a passar
mas com a taça do mundo de mais não fosse por trazer algo de novo volante do VW Golf GTI TCR, tudo pode pelo hospital, depois de ambos se queixa-
carros de Turismo (TCR), ou seja, igual que ofereça emoção e competitividade, acontecer. Dizer que na primeira sessão rem com algumas dores.
espetacularidade e emoção. Milhares o que é sempre bem vindo.” E para al- de qualificação os dois pilotos da SLR con- Huff e Bennani ficaram fora do fim de se-
de pessoas deslocaram-se à “Bila” para guns resultou de forma clara, que o diga, seguiram sobreviver a uma sessão polvi- mana na “Bila” e James Thompson tam-
assistir a um programa completo onde por exemplo, Frédéric Vervisch. O fran- lhada de bandeiras vermelhas, relegando bém não voltou à competição no domin-
figuravam as sessões de qualificação e cês saiu de 21º da grelha de partida para para a segunda fila da grelha o Hyundai go. Igualmente atingido, o Honda de Yann
as três corridas do WTCR. a terceira corrida e acabou-a em sexto. i30 N TCR de Norbert Michelisz e o Honda Erlacher foi recuperado para o dia seguin-
Para o WTCR Race of Portugal regres- Civic Type R TCR do líder do campeona- te. Thed Bjork viu a equipa técnica da Yvan
sou a joker lap, uma das particularida- PORTUGUESES PRESENTES
des das corridas disputadas em Vila Real.
Esta situação é possível neste circuito Dois pilotos nacionais integravam a co-
citadino porque a última curva do traça- mitiva do WTCR como “wildcards”.
do de 4,790 quilómetros é uma rotunda. Continuando ausente das pistas, Tiago
Normalmente, os pilotos passam pela Monteiro entregou a representação na-
direita da rotunda para entrar na reta da cional a Edgar Florindo (Cupra TCR) e José
meta, mas após terem cumprido três vol- Rodrigues (Honda Civic TCR). Vilarealense,
tas, tinham a obrigatoriedade de fazer a Florindo sentiu-se, naturalmente, “em
rotunda pelo lado esquerdo, um percur- casa”, tendo recebido muito apoio ao lon-
so mais longo e lento. Duas estratégias go do fim de semana. Vindo de Braga, José
eram possíveis: arriscar tudo para fazer Rodrigues tinha uma tarefa muito compli-
esse percurso de forma a perder o mínimo cada pois como o piloto repetiu “ad nau-
de tempo ou, então, ganhar tempo sufi- seam” durante o fim de semana, “tenho
ciente aos adversários para fazer a joker um carro da geração anterior, mais pesa-
do e cerca de 2,5 segundos mais lento que
os melhores”. Ambos receberam o apoio

>> autosport.pt

13

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O

CORRIDA 1 HYUNDAI 14 VOLTAS
1 YVAN MULLER HONDA 2.060
2 ESTEBAN GUERRIERI CUPRA 10.596
3 PEPE ORIOLA HYUNDAI 12.925
4 GABRIELE TARQUINI AUDI 13.926
5 JEAN-KARL VERNAY
CORRIDA 2 PEUGEOT 11 VOLTAS
1 MAT’O HOMOLA HYUNDAI +0.764
2 YVAN MULLER CUPRA 2.025
3 PEPE ORIOLA AUDI 3.635
4 JEAN-KARL VERNAY HYUNDAI 4.144
5 NORBERT MICHELISZ
CORRIDA 3 HYUNDAI 15 VOLTAS
1 THED BJÖRK HYUNDAI 3.193
2 GABRIELE TARQUINI HYUNDAI 3.640
3 NORBERT MICHELISZ CUPRA 4.170
4 PEPE ORIOLA PEUGEOT 4.781
5 MAT’O HOMOLA
CAMPEONATO HYUNDAI 182
1 YVAN MULLER HYUNDAI 160
2 GABRIELE TARQUINI HONDA 160
3 YANN EHRLACHER HYUNDAI 148
4 THED BJÖRK AUDI 146
5 JEAN-KARL VERNAY

Muller Racing (YMR) recuperar o seu car- cionado nas boxes devido ao acidente do a porta aberta para o eslovaco chegar lificação. Largando na frente de Norbert
ro durante o resto do dia e da noite para da primeira volta, Yvan Muller roubava a segundo. Depois, um erro de Shedden Michelisz e de Gabriele Tarquini, o piloto
colocar o Hyundai i30 N TCR em pista no o primeiro lugar do campeonato ao seu na chicana ofereceu-lhe cinco segundos da Yvan Muller Racing arrancou bem e
domingo, exatamente o mesmo que fez a sobrinho. de penalização adicionados ao seu tempo no final da primeira volta estava quase
equipa BRC Racing Hyundai com o carro Os portugueses também estiveram en- final, terminando tudo com uma joker lap três segundos na frente de Tarquini, que
de Norbert Michelisz. volvidos no acidente da primeira volta e que condenou o ex-campeão do BTCC a passou pelo seu colega de equipa na lar-
Após mais de duas horas de atraso a pri- Edgar Florindo não foi além do 13º lugar, ficar fora dos cinco primeiros. gada. A diferença foi-se acumulando de
meira corrida acabou por realizar-se. Mas enquanto José Rodrigues terminou no Parecia que a segunda corrida iria cair, tal forma que lhe permitiu fazer a joker
com um plantel diminuído e com muitos 18º lugar, mas o piloto do Honda Civic não uma vez mais, no colo de Yvan Muller, mais lap sem perder o comando da corrida. O
carros danificados, a vitória sorriu a Yvan chegou ao final da corrida, que terminou ainda quando Mato Homola cumpriu a jo- acidente de Daniel Nagy (Cupra TCR) fez
Muller (Hyundai i30 N TCR). Logo ele que com apenas 15 dos 27 carros que estive- ker lap na oitava volta. Porém, o francês sair um safety car que agrupou o pelotão,
no primeiro arranque tinha ficado no fi- ram à partida. teve uma pontinha de azar: escolheu fazer mas não colocou em causa a liderança de
nal do pelotão. Mas essa situação acabou a passagem pelo lado esquerdo da rotun- Bjork. A corrida voltou a ser interrompida
por o ajudar, já que o seu carro não estava MATO HOMOLA VENCE da M Coutinho na 10ª volta, exatamente a por mais dois períodos de safety car, sen-
muito danificado. Quando a corrida reco- voltaem que MatoHomolarealizouoseu do que a última situação, provocada pela
meçou era o primeiro e de lá já não saiu. SEGUNDA CORRIDA melhor tempo. Isso deixou o eslovaco na quebra de um semi-eixo no Audi RS3 TCR
Esteban Guerrieri, com um Honda repara- frente do francês. O piloto do Peugeot 308 de Gordon Shedden, prolongou-se dema-
do à pressa, ainda deu alguma luta ao fran- Com a grelha de partida invertida face à TCR teve de conter os ataques do líder do siado tempo, forçando a organização a ti-
cês, mas rapidamente começou a perder segunda qualificação, disputada no do- campeonato na última volta, reclamando rar o safety car da pista para que na últi-
tempo e terminou no segundo lugar do pó- mingo de manhã, Gordon Sheddan (Audi a vitória. Pepe Oriola (Cupra TCR) fechou ma volta oito pilotos fizessem a joker lap.
dio, sendo seguido por Pepe Oriola (Cupra RS3 TCR) acabou por ficar com a pole po- o pódio com Jean Karl Verney em quarto e Esta situação acabou por permitir que
TCR) e um engripado Gabriele Tarquini sition para a segunda corrida depois de ter Norbert Michelisz em quinto. O Top 10 foi Thed Bjork ganhasse esta terceira corrida,
(Hyundai i30 N TCR), que perdeu a pos- terminado a segunda qualificação (que completado, respetivamente, por Gordon seguido por Gabriele Tarquini e Norbert
sibilidade de chegar a segundo devido a definiu a grelha para a terceira corrida) Shedden (Audi RS3 TCR), Yann Erlacher Michelisz. Pepe Oriola (Cupra TCR) fa-
um furo na última volta. Fechou o Top 5 o em 10º. Yvan Muller ficou com o segundo (Honda Civic TCR), Aurelien Panis (Audi lhou, por pouco, o seu terceiro pódio em
Audi RS3 TCR de Jean Karl Vernay. lugar (9º lugar na grelha de partida para RS3 TCR), Gabriele Tarquini (Hyunbdai i30 Vila Real, num top 5 fechado pelo Peugeot
Com a ausência de Yann Erlacher, esta- a terceira corrida) tendo atrás de si Mato N TCR) e Thed Bkork (Hyundai i30 N TCR). 308 TCR de Mato Homola. Registe-se que
Homola (Peugeot 308 TCR) e o colega Os portugueses voltaram a fazer o pos- largando de nono, Yvan Muller terminou
de equipa de Shedden, Jean Karl Verney sível, com Edgar Florindo a terminar no apenas no 11º lugar.
(Audi RS3 TCR). 14º lugar e José Rodrigues no 16º posto, Edgar Florindo terminou o fim de semana
Com o plantel emagrecido, a segunda impossibilitados de fazer muito melhor de Vila Real com um 12º lugar, conquista-
corrida foi muito interessante, com Mato com os meios à sua disposição. do com galhardia e coragem, enquanto
Homola a conquistar a sua primeira vitória que um furo lento no Honda Civic impe-
no WTCR com o Peugeot 308 TCR, depois BJORK VENCE SEM OPOSIÇÃO diu que José Rodrigues conseguisse um
de sobreviver a um toque violento com as 14º lugar final.
barreiras de proteção na saída da segunda A última corrida do WTCR Race of Portugal Contas feitas ao campeonato, Yvan Muller
chicana, logo na primeira volta. O ataque foi dominada de fio a pavio por Thed Bjork. segue para o fim de semana no Slovakian
de Yvan Muller a Gordon Shedden deu a Após ver o seu Hyundai praticamente Ring na liderança, com 182 pontos, segui-
oportunidade que Homola necessitava: destruído na primeira corrida, o sueco, do de Gabriele Tarquini, com 160 pontos,
o piloto do Audi RS3 TCR defendeu-se campeão do Mundo de Turismos em 2017, e de Yann Erlacher, com 160 pontos.
do ataque de Muller na curva 16 e colo- rubricou a pole position na segunda qua-
cou-se à frente do francês, mas deixan-

V/
VELOCIDADE - CIRCUITO DE VILA REAL

14

CPVT

SALVADOR
REINOU EM
VILA REAL

Pedro Salvador foi o homem em destaque na segunda jornada
do CPVT. O homem da Speedy Motorsport dá-se muito bem com
o circuito de Vila Real e mais uma vez mostrou a sua qualidade,

dominando praticamente todo o fim de semana

Fábio Mendes pelas dificuldades do Kia de Gião em ar- C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O
[email protected] rancar para a volta de formação conse-
guindo ainda assim colocar o carro em POS. PILOTO CAT. POS. CAT. CARRO TEMPO/DIF.
Na qualificação 1, Salvador (Seat marcha. Ao sinal verde, Pedro Salvador
Leon Cupra TCR) garantiu a teve uma largada forte e não perdeu 1 SALVADOR PEDRO 1 CPVT / TCR CUPRA TCR 25:00.794
pole position com o registo a liderança da prova, enquanto atrás a
de 2m04,525s. Rafael Lobato luta entre Mota e Moura originou um to- 2 LOBATO RAFAEL 2 CPVT / TCR PEUGEOT 308 TCR 14.573
(Peugeot 308 TCR) estava que, enquanto Parente passava Lobato.
com vontade de bater o seu Salvador distanciava-se da concorrên- 3 PARENTE ARMANDO 3 CPVT / TCR VOLKSWAGEN GOLF GTI TCR 16.361
ex-colega de equipa, mas ficou a duas cia e criava uma distância confortável.
décimas do primeiro tempo. Armando José Correia, com uma saída de pista, 4 CARVALHO FRANCISCO 4 CPVT / TCR AUDI RS3 LMS 34.578
Parente (WV Golf GTI TCR) completou e João Sousa, com problemas técnicos,
o top 3. José Correia (Nissan Nismo GTR desistiam a meio da prova. A luta entre 5 GIÃO MANUEL 5 CPVT / TCR KIA CEE´D 41.878
GT3) fez o quarto melhor tempo da ge- Parente e Lobato durou até ao final e sor-
ral, sendo o mais rápido nos Supercar, riu ao homem da casa, a aproveitar um 6 LISBOA PEDRO 1 SUPERCARS VOLKSWAGEN GOLF R35 1 VOLTA
superando os Audi RS3 LMS de Gustavo erro do seu adversário. Salvador venceu,
Moura e de Francisco Carvalho. Seguiu- seguido de Lobato e Parente. 7 MARTINS PAULO 2 SUPERCARS NISSAN 350 Z 1 VOLTA
se Fábio Mota (Peugeot 308 Cup) e João Nos Supercars a vitória foi para Pedro
Sousa (Seat Leon) foi o melhor do TCC. Lisboa, que embora em fase de adap- 8 SANTOS JOAQUIM 3 SUPERCARS SEAT LEON EUROCUP 1 VOLTA
Manuel Gião não foi para a pista, com o tação ao carro e à pista conseguiu um
Kia Cee´d TCR a ter problemas elétricos, bom resultado. 9 SOUSA JOÃO 6 CPVT / TCR SEAT LEON 7 VOLTA
o que o impossibilitou de fazer a quali- A corrida dois não contou com Manahu
ficação. Nos Supercar um problema de (fim de semana para esquecer) e José 10 CORREIA JOSÉ 4 SUPERCARS NISSAN NISMO GTR - GT3 9 VOLTA
caixa impediu Gonçalo Manahu de ir Correia. Salvador não estava disposto
para a qualificação. a deixar escapar a oportunidade e lar-
Na qualificação 2, Salvador repetiu a dose gou bem, enquanto atrás de si a confu-
baixando o registo para os 2m04,302s. são instalou-se com Cautela a ser vítima POS. PILOTO CAT. POS. CAT. CARRO TEMPO/DIF.
Francisco Carvalho melhorou e colo- das intensas lutas no meio do pelotão,
cou-se no segundo posto, seguido de obrigando à entrada de um Safety Car. 1 SALVADOR PEDRO 1 CPVT / TCR CUPRA TCR 26:18.027
Francisco Abreu, que na última tenta- A corrida ficou ainda marcada por uma
tiva conseguiu um lugar no top 3. Nos travagem falhada de Abreu, que tocou 2 CARVALHO FRANCISCO 2 CPVT / TCR AUDI RS3 LMS 19.270
Supercar, Daniel Teixeira (Seat Leon em Moura que perdeu dois lugares (Gião
Supercup) fez o melhor tempo, 2m aproveitou a deixa para subir para quin- 3 ABREU FRANCISCO 3 CPVT / TCR PEUGEOT 308 TCR 22.744
07,743s, sexto da geral, após acesa dis- to). Salvador selou a segunda vitória do
puta com Fábio Mota (Peugeot 308 Cup). fim de semana, seguido de Francisco 4 GIÃO MANUEL 4 CPVT / TCR KIA CEE´D 46.468
As ausências de Manuel Gião e de Gonçalo Carvalho e Francisco Abreu. João Sousa
Manahu repetiram-se, pois os carros não voltou a ter problemas na sua máquina e 5 MOURA GUSTAVO 5 CPVT / TCR AUDI RS3 LMS 1:01.363
ficaram prontos a tempo. A sessão ter- fez apenas 4 voltas, num fim de semana
minou dois minutos antes da hora, pois recheado de azares e longe da compe- 6 MOTA FÁBIO 1 SUPERCARS PEUGEOT 308 CUP 1:16.529
foi necessário repor alguns elementos titividade que o Leon já mostrou. O me-
da chicane da Araucária no devido lugar. lhor Supercar foi Fábio Mota, com Daniel 7 TEIXEIRA DANIEL 2 SUPERCARS SEAT LEON EUROCUP 1:56.778
A primeira corrida ficou logo marcada Teixeira por perto.
8 LISBOA PEDRO 3 SUPERCARS VOLKSWAGEN GOLF R35 1 VOLTA

9 MARTINS PAULO 4 SUPERCARS NISSAN 350 Z 1 VOLTA

10 SOUSA JOÃO 6 CPVT / TCR SEAT LEON 8 VOLTA

BOAS LUTAS NO CPVT o piloto que regressa este ano ao nacio-
nal de velocidade. A dupla da Sports&You
Salvador não está para brincadeiras e (Lobato/Abreu) mostrou a competitivi-
segue líder do campeonato, depois de dade do costume e Lobato soma mais um
um desempenho brilhante em Vila Real. pódio em casa, já um hábito para o jovem,
São três vitórias em quatro corridas para

>> autosport.pt

15

tal como Abreu, que regressou a um pó- SUPERCARS AJUDARAM À FESTA
dio que conhece bem. Francisco Carvalho
teve um fim de semana em crescendo, Com máquinas interessantes e bons
mas as características do seu Audi não pilotos, os Supercars foram mais um
são favorecidas neste traçado, tal como elemento que ajudou na festa. As má-
sentiu Moura. A dupla da Novadriver não quinas mais imponentes não rodaram
teve a sorte do seu lado, mas tanto Parente muito, com a desistência de Correia
como Cautela (estreia em Vila Real) con- e Manahu, mas tivemos boas lutas.
tinuam a mostrar evolução e prometem Fábio Mota, um homem que não é de
bons resultados para o futuro. Quem con- Vila Real mas é claramente “da casa”,
tinua sem sorte é Gião que, além de pro- sempre muito acarinhado, não faltou
blemas na afinação do seu carro, teve de e conseguiu uma vitória na sua cate-
lidar com a cada vez mais habitual falta de goria, continuando a sua evolução no
fiabilidade do Kia, que infelizmente teima 308 Cup, preparando as futuras provas
em não cooperar. Conseguiu bons pon- numa pista exigente e que conhece
tos mas a máquina já mostrou ser capaz bem. Daniel Teixeira voltou a mostrar
de mais. João Sousa não teve a sorte do bons apontamentos, tal como em Braga.
seu lado e não conseguiu mostrar o seu Pedro Lisboa teve uma estreia positiva
potencial e o do seu carro. e Paulo Martins ainda conseguiu uma
subida ao pódio.

V/
VELOCIDADE - CIRCUITO DE VILA REAL

16

CPVCMACEDO SILVA dois Porsche se afastavam da con-
E JOAQUIM JORGE corrência. Joaquim Jorge e Rui Aze-
DIVIDEM LOUROS vedo lutavam entre si para uma vaga
EFim de semana de grandes no pódio com Rui Costa à espreita. O
emoções nos Clássicos e m pista os primeiros apon- tempo foi para Fernando Xavier (VW Porsche 930 Turbo aparentava alguns
Clássicos 1300. Vila Real é tamentos foram para a luta Sirocco), depois de uma luta bem ani- problemas enquanto Macedo Silva,
palco privilegiado para estas entre os Porsche de Macedo mada com o outro carro idêntico, tripu- com um erro perdeu tempo para o
máquinas, que os fãs adoram. Silva e Luís Barros, de regresso lado por Filipe e Carlos Rodrigues, que seu adversário.
Para este fim de semana uma às pistas. Macedo Silva foi o fizeram uma homenagem ao seu pai Com a corrida a meio, tivemos a en-
(Carlos Rodrigues). João Carlos Vieira trada do safety car. Karmann Ghia de
mais rápido na primeira sessão (Karmann Ghia) foi o melhor H65. João Carlos Vieira fez um pião, com
baixa de peso, com Carlos Vieira de treinos mas na qualificação foi Barros Luís Alegria (Datsun 1200) foi o mais Macedo Silva por perto.
ainda em recuperação do grave a levar a melhor, com Joaquim Jorge e rápido dos 1300 (2m31,173s) seguido Pouco depois novo toque, nova con-
acidente no Rali Vidreiro. O Rui Azevedo sempre por perto. Barros de Carlos Santos (ambos H75). João fusão e o Safety Car de novo em pista.
piloto não foi esquecido e forma fez a melhor volta em 2m 13,513. Nos H71 Pedro Peixoto (Austin Cooper) fez o O fim da prova foi feito sob bandeiras
muitas as demonstrações de a melhor marca (2m 18,167s) foi de Filipe terceiro tempo, melhor H71. vermelhas e João Macedo e Silva ven-
apoio e carinho Matias com Joaquim Soares como prin- Na corrida 1, Luís Barros arrancou na cia e era o melhor dos H75, seguido
frente, mas Macedo e Silva pressionou pelo vencedor dos H81, Luís Barros.
cipal adversário, como habitualmente. muito e quase no fim da primeira volta Como a corrida terminou com bandeira
assumiu o primeiro lugar enquanto os vermelha, a classificação atribuída foi
Rómulo Mineiro (Ford Escort RS2000), a da volta anterior e por isso Joaquim
Soares venceu os H71. Rómulo Mineiro
com a marca de 2m 22,755s foi o mais foi o melhor do Grupo 5.
Nos 1300 Luís Alegria (Datsun 1200)
rápido no Grupo 5. No H81 o 2º melhor voltou a dominar com um andamento
muito forte mas foi penalizado por
irregularidades no andamento du-
rante o período de Safety Car e por
isso a vitória caiu para Bruno Pires
(Datsun 1200, melhor H71) seguido de
João Pedro Peixoto (Mini Cooper S) e
Carlos Cruz (Datsun 1200). Alegria foi
sétimo nos 1300, melhor H75.
Na corrida 2, Luís Barros arrancou

>> autosport.pt

17

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

POS. Nº PILOTO CAT. POS. CLASSE CARRO TEMPO/DIF.

1 3 MACEDO SILVA, JOÃO 1 H75 PORSCHE 911 RSR 13:19.657

2 28 BARROS, LUIS 1 H81 PORSCHE 930 TURBO +0.321

3 6 JORGE, JOAQUIM 2 H75 FORD ESCORT RS 1600 +21.333

4 12 AZEVEDO, RUI 3 H75 FORD ESCORT RS 1600 +21.598

5 7 COSTA, RUI 4 H75 FORD ESCORT RS 1600 +24.546

6 45 SOARES, JOAQUIM 1 H71 / TAÇA 1600 LOTUS ELAN 26R +42.513

8 69 MINEIRO, RÓMULO 1 GRUPO 5 FORD ESCORT RS 2000 +1:35.099

10 11 XAVIER, FERNANDO 1 H81 / TAÇA 1600 VOLKSWAGEN SCIROCCO +1:38.719

12 88 ALEGRIA, LUÍS 1 1300 - H75 DATSUN 1200 +3:07.317

14 10 PIRES, BRUNO 1 1300 - H71 DATSUN 1200 +3:08.296



POS. Nº PILOTO CAT. POS. CLASSE CARRO TEMPO/DIF.

1 6 JORGE, JOAQUIM 1 H75 FORD ESCORT RS 1600 26:11.700

2 12 AZEVEDO, RUI 2 H75 FORD ESCORT RS 1600 +1.037

3 7 COSTA, RUI 3 H75 FORD ESCORT RS 1600 +2.554

4 69 MINEIRO, RÓMULO 1 GRUPO 5 FORD ESCORT RS 2000 +26.027

5 44 MATIAS, FILIPE 1 H71 / TAÇA 1600 LOTUS ELAN+2 +28.247

6 50 GUIMARÃES, ALEXANDRE 2 GRUPO 5 LOTUS ELAN +32.071

7 3 MACEDO SILVA, JOÃO 4 H75 PORSCHE 911 RSR +33.349

8 11 XAVIER, FERNANDO 1 H81 / TAÇA 1600 VOLKSWAGEN SCIROCCO +55.046

9 88 ALEGRIA, LUÍS 1 1300 - H75 DATSUN 1200 +55.922

10 87 PEIXOTO, JOÃO PEDRO 1 1300 - H71 MINI COOPER S +1:11.261

melhor do que Macedo e Silva que toque, depois do Porsche de Barros Uma penalização a Macedo Silva fez H81. Nos H65 a vitória sorriu a João
nunca saiu de perto do Porsche da ter perdido aceleração à saída de uma com que Joaquim Jorge juntasse mais Carlos Vieira.
Amob. Logo atrás vinha o grupo dos curva rápida, obrigando à entrada do um troféu de vencedor à sua vitrine, Luís Alegria (Datsun 1200) venceu
Ford Escort, com Joaquim Jorge, se- Safety Car. No recomeço, Macedo Sil- com Rui Azevedo e Rui Costa nos três uma prova animada, em que os 1300
guido por Rui Azevedo e por Rui Costa. va arrancou na frente, seguido pelos primeiros lugares. Filipe Matias (H71) rodaram juntos. No final, Alegria, que
Na volta 3, Luís Barros bateu nos rails. Escort, em que Joaquim Jorge levou a foi quinto. Rómulo Mineiro venceu o venceu os H75, seguido de João Pedro
Macedo Silva não conseguiu evitar o melhor sobre Rui Azevedo e Rui Costa. Grupo 5. Fernando Xavier ganhou nos Peixoto (melhor H71) e Carlos Cruz.

V/
CIRCUITO DE VILA REAL

18

ASSUNTOCPVLEGENDS
DEFAMÍLIA

Foi uma espécie de ‘questão familiar’, o que
sucedeu com as corridas dos Legends. Vasco
Barros (filho) e Luis Barros (pai) dividiram os

triunfos nas duas corridas

Aocontráriodoquesepassouno C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O
Estoril e em Braga, os Legends,
desta feita, tiveram casa cheia. POS. PILOTO CAT POS. CAT. CARRO TEMPO/DIF
Já se esperava, Vila Real é Vila
Real, e o simples facto da família 1 BARROS, VASCO 1 ESPECIAL MERCEDES 190 DTM 25:54.549
Barros ter tirado os fantásticos
Mercedes 190 DTM e Ford Sierra RS 500 2 BARROS, LUIS 1 L90 FORD SIERRA RS500 0.303
da garagem, só por si fazia crescer água
na boca, mesmo que, tal como sucedeu, 3 SOUSA, PAULO 1 L99 BMW E36 M3 18.079
reservassem para si o principal protago-
nismo das corridas. 4 ALVES, PEDRO 1 L99 / 2000 CITROEN SAXO 19.831
Na primeira contenda, começo de corrida
animado, com Vasco Barros a começar na 5 BARROS, ANTÓNIO 2 L99 BMW M3 25.351
frente, mas antes ainda da primeira vol-
ta terminar, já tinha sido batido pelo pai, 6 MEIRELES, JOSÉ 2 L99 / 2000 TOYOTA CARINA E 2.0 GT-I 35.598
Luís Barros. Os dois eram os comandan-
tes, respetivamente, das categorias L90 7 CONCEIÇÃO, HERNÂNI 3 L99 / 2000 ALFA ROMEO 156 35.940
e Especial. Paulo Sousa e António Barros,
faziam uma espécie de competição mo- 8 CABRAL, FERNANDO 2 ESPECIAL CITROEN SAXO 36.263
nomarca com os BMW M3, mas curio-
samente tinham um problema chama- 13 DELGADO, LUÍS 1 FEUP 3 ALFA ROMEO 156 1:10.153
do Pedro Alves, que com o Citroen Saxo,
não descolava. 19 SOUSA, PEDRO 1 FEUP 2 FIAT PUNTO 1:41.069
Bandeira amarela e safety em car em
pista, por duas vezes. A primeira porque 20 CASTRO, ANTÓNIO 1 L90 / 2000 VOLKSWAGEN GOLF GTI 16V 1:42.309
o Civic de Nuno Basílio ficou parado em
pista. Mais tarde o Alfa Romeo 156 de José 25 FONSECA, PEDRO 1 L99 / 1300 TOYOTA STARLET 2:01.000
Monteiro ficou imobilizado na sequência
de um toque. No retomar da prova Luís POS. PILOTO CAT POS. CAT. CARRO TEMPO/DIF
Barros liderava. Paulo Sousa assumiu o
segundo posto, mas Vasco Barros reagiu 1 BARROS, LUIS 1 L90 FORD SIERRA RS500 13:27.358
e passou-o logo de seguida.
Depois era a vez de ‘atacar’ o pai, e Vasco 2 BARROS, VASCO 1 ESPECIAL MERCEDES 190 DTM 11.415
Barros assumiu mesmo a liderança da
corrida, vencendo também a categoria 3 MEIRELES, JOSÉ 1 L99 / 2000 TOYOTA CARINA E 2.0 GT-I 58.220
Especial, com os dois primeiros a termi-
nar separados por apenas 0.303s. 4 CONCEIÇÃO, HERNÂNI 2 L99 / 2000 ALFA ROMEO 156 59.887
Luís Barros foi segundo e venceu a L90, à
frente de Paulo Sousa, vencedor da L99. 5 CABRAL, FERNANDO 2 ESPECIAL CITROEN SAXO 1:04.086
Pedro Alves ainda ultrapassou António
Barros, foi o quarto a cortar a meta e o me- 6 FIGUEIREDO, NUNO 1 L99 VOLVO 850 T5 ESTATE 1:11.287
lhor L99/2000. Nos FEUP 3, Luís Delgado
confirmou a vitória e nos FEUP 2 foi Pedro 7 DIEGUEZ, JOSE 3 L99 / 2000 HONDA CIVIC 1:11.916
Sousa quem ganhou.
Na segunda corrida, Luís Barros e Vasco 8 TAVEIRA, SIMPLÍCIO 3 ESPECIAL PEUGEOT 306 S16 1:17.123
Barros partiram na frente. Paulo Sousa no
arranque deu um ar da sua graça, largou 14 DELGADO, RAUL 1 FEUP 3 ALFA ROMEO 156 2:01.502
muito bem, pressionou, mas os homens
frente foram-se afastando e dominaram a 19 SOUSA, PEDRO 1 FEUP 2 FIAT PUNTO 1 VOLTA

21 MOTA, MANUEL 1 L90 / 2000 VOLKSWAGEN GOLF GTI 16V 1 VOLTA

22 FONSECA, PEDRO 1 L99 / 1300 TOYOTA STARLET 1 VOLTA

corrida, que ficou marcada por um aciden- Pedro Sousa e de Manuel Fernandes, que te, mas destes dois pilotos, apenas Pedro
te que originou a entrada do Safety Car e disputavam a um bom ritmo o Desafio Alves chegaria ao fim.
o terminar prematuro da prova. Único FEUP2. No fundo da reta de Mateus, Pedro
Com o evoluir da corrida, vários grupos Entretanto, na frente, António Barros, Carvalho teve um acidente aparatoso,
foram criando diversos focos de atenção. Paulo Sousa e Pedro Alves estiveram mas felizmente sem consequências para
Um bom exemplo eram os Fiat Punto de envolvidos numa discussão interessan- o piloto. O Fiat Punto saiu de frente para
a barreira, capotou duas vezes e imobili-
zou-se do lado esquerdo da pista.
O acidente motivou a entrada do safety
car e pouco depois era mostrada a ban-
deira vermelha. Luís Barros foi primeiro
e venceu a categoria L90. Vasco Barros
terminou no segundo posto tendo ga-
nho a categoria Especial e José Meireles
foi o vencedor suado da classe L99/2000,
sempre com grande pressão por parte de
Hernâni Conceição. Raúl Delgado venceu
nos Alfa Romeo 156 do FEUP3 e Pedro
Sousa ganhou nos Fiat Punto do FEUP2.

>> autosport.pt

19

QUE PICA...KIAPICANTOGTCUPESTREOU-SENASPISTAS
A pista de Vila Real é fantástica, mas complicada
para ultrapassar, uma verdade que não na KIA Picanto GT Cup,
competição que garante excelentes corridas,
muita emoção... e ultrapassagens!
Grande estreia da KIA Picanto
GT Cup nas pistas. O palco era
de excelência, e de excelência
foi também o espetáculo dado
pelos pequenos Picanto. Lutas
sem tréguas nas duas corri-

das, que tiveram como vencedores Rui

Silva e Francisco Esperto, animaram a

estreia em circuitos do novo Troféu mo-

nomarca, e uma fantástica mescla en-

tre ‘Júniores’ e ‘Pro’, com os primeiros a

‘emanciparem-se’ bem rapidamente...

Na Corrida 1, um determinado Rui Silva

acabou por ultrapassar o autor da pole

position, Hugo Araújo, e cruzar a linha

da meta como melhor Júnior e vence-

dor da geral. Apesar da inexperiência

da maioria, a forma como encararam o

desafio, foi a mais correta. Venceu Rui

Silva, apesar de apenas pontuar para a

categoria Júnior: “Foi uma corrida muito

positiva e uma luta animada e leal com o

Hugo Araújo”, disse o vencedor.

Já Araújo, apesar de cruzar a linha da

meta no segundo lugar, mostrava-se

igualmente radiante com o resultado,

depois de ter sido o vencedor da cate-

goria Pro: “Percebi que ele tinha anda- não pontuam para o Troféu, e por isso estreante Henrique Nogueira, 5º da ge- C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O
ral e o melhor Júnior desta corrida, que
mento para irmos embora, mas fui ge- quem pontuou pela posição foi Tiago se mostrou “satisfeito com o resultado
obtido” na primeira vez em que parti-
rindo a corrida, depois percebi que o Rui Ribeiro, que cumpria em Vila Real a sua cipou numa prova de Velocidade. Mas
também o ‘Opportunity’ Henrique van
vinha com alguma vontade de passar, estreia ao volante do Kia Picanto. Uden, que após ver goradas as inúmeras
tentativas de ultrapassagem a Francisco
acabou por conseguir colocar-se ao Na Corrida 2, munidos de um maior co- Esperto, destacou a “sabedoria e expe- CORRIDA 1
riência” do seu adversário.
meu lado, e decidi abrir a trajetória e nhecimento quanto aos segredos da Hugo Marcos concluiu no 3º posto uma POS. PILOTO POS. CAT. CAT. TEMPO/DIF.
“corrida renhida”, na frente de Filipe
deixá-lo passar, já que não queria, de pista com os quilómetros acumulados Serra, 4º da geral. A pressionar este gru- 1 SILVA, RUI 1 JÚNIOR 20:29.952
po estava o jovem Mariano Pires, 2º clas-
forma alguma, comprometer o meu fim na corrida de sábado, os pilotos arrisca- sificado da categoria Júnior. 2 ARAÚJO, HUGO 1 PRO 2.100

de semana. Fui pragmático e com isso ram como até aqui não se tinha visto na 3 AGUIAR, DUARTE NUNO 1 GUEST 7.371

amealhei o máximo de pontos possí- procura pelo melhor resultado. Francisco 4 RIBEIRO, TIAGO 2 PRO 9.061

5 MARRÃO, FRANCISCO 3 PRO 11.862

veis, com o triunfo e pole position na Esperto venceu, mas sem nunca ter es- 6 MARCOS, HUGO 4 PRO 12.187

categoria Pro”. paço para respirar, recebendo a bandei- 7 PIRES, MARIANO 2 JÚNIOR 13.173

Tendo travado uma grande luta com rada de xadrez na companhia de um lote 8 ESPERTO, FRANCISCO 5 PRO 19.439

9 CAETANO, NUNO 6 PRO 22.016

Filipe Serra, Duarte Aguiar concluiu a de cinco pilotos determinados em che- 10 TEIXEIRA, TIAGO 3 JÚNIOR 22.457

prova no 3º posto, mas os convidados gar ao pódio. Entre eles encontrava-se o 11 SANTOS, JOÃO MIGUEL 7 PRO 37.184

12 SUPICO, JOSÉ 8 PRO 52.071

13 ESPINHAL, LEONOR 4 JÚNIOR 1:22.973

14 SERRA, FILIPE 9 PRO 2 VOLTAS

CORRIDA 2

POS. PILOTO POS. CAT. CAT. TEMPO/DIF.

1 ESPERTO, FRANCISCO 1 PRO 20:50.382

2 VAN UDEN, HENRIQUE 2 PRO 0.500

3 MARCOS, HUGO 3 PRO 0.826

4 SERRA, FILIPE 4 PRO 1.168

5 NOGUEIRA, HENRIQUE 1 JÚNIOR 1.464

6 PIRES, MARIANO 2 JÚNIOR 1.877

7 SANTOS, JOÃO MIGUEL 5 PRO 17.179

8 SUPICO, JOSÉ 6 PRO 26.878

9 MEIRELES, RUI 7 PRO 32.624

10 ESPINHAL, LEONOR 3 JÚNIOR 41.672

11 CAETANO, NUNO 8 PRO 46.386

12 SANTOS, RUI 1 GUEST 1:14.319

13 MARRÃO, FRANCISCO 9 PRO 2 VOLTAS

V/
CIRCUITO DE VILA REAL

20

VALENTES
REPRESENTANTES
Foram os escolhidos para represen-
tar Portugal e talvez não tenham nada com o piloto de Braga e problemas gisto com pneus novos, mas a sucessão ano nos TCR, com poucos km rodados
reunido consensos. Não eram os de sobreaquecimento no seu Civic con- de bandeiras vermelhas impediu-o de em comparação com a concorrência,
pilotos mais experientes ou mais dicionaram a prestação no recomeço. concluir as suas melhores voltas. Numa com mais peso e com dificuldades fí-
populares e alguns até duvidaram do seu Na segunda qualificação de domingo, das voltas anuladas pelas bandeiras sicas, tem andamento para se juntar
valor. Edgar Florindo e José Rodrigues Rodrigues foi para a pista com vonta- vermelhas conseguiria teoricamente aos melhores. Imagine-se em condi-
tiveram como missão levar a nossa ban- de de fazer o melhor possível e conse- o tempo de 2:02, mesmo com um erro ções ideais. Tem tudo para dar o salto
deira no WTCR e fizeram-no da melhor guiu, assinando um excelente tempo, no terceiro sector, o que mostra bem o e ser bem-sucedido.
maneira… tal como diz o hino, foram no- na casa do minuto 2:03. Tirando 80 kg andamento do português. Na derradeira As prestações dos nossos pilotos de-
bres e valentes. de peso imagine-se onde poderia ter fi- tentativa a transmissão do piloto cedeu vem ser enaltecidas. Não lutam com
José Rodrigues começou o fim de se- cado o português. Lutou muito nas duas e não lhe permitiu continuar. Saiu de úl- as mesmas armas, mas o talento que
mana com uma má notícia: mais 80 kg corridas seguintes e acabou a corrida timo (devido à quebra de parque fechado apresentaram em pista foi evidente.
no carro, 20 dos quais apenas pelo fac- 3 com um furo lento que obrigou a que para reparações) e foi apanhado no in- Mais que isso, a atitude e a postura que
to de ser Wildcard (60 por ser a estreia acabasse de forma inglória a última cidente da primeira curva. O seu Cupra tiveram no fim de semana encheram
desta versão do Honda nesta compe- corrida do fim de semana, sem cru- teve danos e Florindo saiu magoado no de orgulho quem viu. Se no início ha-
tição). Colocar 80 kg num carro antigo zar a reta da meta, como merecia. José pulso. A equipa reparou tudo a tempo e via algumas dúvidas… no final da festa
iria certamente limitar as aspirações Rodrigues tem motivos para se orgulhar Florindo foi para a pista com dores, mas ficaram as certezas. José Rodrigues e
do português e na primeira sessão de da sua prestação. Os resultados podem ainda assim conseguiu uma excelente Edgar Florindo enfrentaram os melho-
qualificação sentiu logo os efeitos do não ser de encher o olho, mas o cronó- prestação, mesmo com o carro comple- res do mundo, lutaram muito e saíram
“pesado passageiro”, com o carro a ficar metro não engana… havia andamento tamente desalinhado. com prestações excelentes. Parabéns
mais difícil em curva e por conseguin- para os lugares da frente. Vila Real não No domingo, as dores no pulso do pilo- a ambos.
te mais duro com os pneus. Rodrigues foi tão hospitaleira como noutras cor- to não diminuíram, mas a ambição do
não baixou a cabeça… iniciou uma luta ridas, mas Rodrigues mostrou o seu piloto também não, e na qualificação
incessante com o cronómetro, luta essa valor e provou que é um piloto de topo. 2 conseguiu o tempo na casa do 2:01
que foi-se tornando cada vez mais difícil Edgar Florindo teve uma prestação es- (o melhor registo no nacional foi 2:04,
com o surgimento de dificuldades acres- petacular a todos os níveis. O piloto da sem os 20 kg) e ficou apenas a 0.2 seg.
cidas. Na FP2, um ataque mais agressivo casa era provavelmente um dos menos da Q2, que era o grande objetivo. Mais
a um corretor originou danos no motor experientes em pista, mas não se ate- uma prestação notável do piloto, que
(cárter partido) que o obrigaram a per- morizou com a forte concorrência e foi à sem os 20 kg poderia ter chegado ao
der a qualificação 1. Na primeira corrida luta com as suas armas e o seu público a top 10 facilmente. Nas corridas, voltou
do fim de semana envolveu-se numa apoiá-lo. Nos treinos começou a encon- a mostra-se a bom nível. Na corrida
luta dura com Edgar Florindo no arran- trar o melhor ritmo, a melhor afinação e 2 fez um excelente arranque (uma
que, mas conseguiu limitar os danos e manteve sempre a confiança e otimis- das suas especialidades) e conseguiu
regressar para à prova, depois do apa- mo. Na qualificação 1 o primeiro tempo em ambas recuperar posições. Edgar
ratoso acidente. Mas a sorte não queria que fez foi com pneus usados e depois Florindo esteve ao mais alto nível e
a partir daí tentou fazer melhorar o re- provou que mesmo com apenas um

>> autosport.pt

21

FRANCOIS RIBEIRO
COMPARA VILA REAL
A NÜRBURGRING

O chefe do WTCR não teve dúvidas O CALOR DE VILA
em afirmar que uma vitória em Vila REAL NÃO VEM
Real é equivalente a uma vitória em APENAS DO SOL
Nordschleife. A exigência, a velocidade e
o risco inerentes à prova transmontana São as pessoas que fazem a diferen-
em tudo se assemelham à que se vivên- ça. São elas que fazem valer a pena
cia no Inferno Verde. Outrora chamada de todo o esforço colocado nesta organi-
Inferno do Sul, Vila Real é agora uma pis- zação e são elas que tornam a ronda
ta diferente, muito mais segura, mas que de Vila Real especial. O espírito de
“morde” a quem se atreva a faltar-lhe ao Vila Real do passado ainda persiste e
respeito. Ribeiro está satisfeito com a or- os convites para entrar em casa es-
ganização, adora o traçado e defende que tranha para comer e beber multipli-
não são necessárias alterações ao traça- cam-se. A amabilidade das pessoas é
do, a não ser ligeiras mudanças nas chi- inexcedível e o apoio que dão aos pi-
canes, caso sejam necessárias. O WTCR lotos é único. Bjork adorou mais uma
gosta de Vila Real. vez estar na cidade e sentiu a soli-
dariedade dos bombeiros locais que
se prontificaram em limpar o carro
que estava coberto com o pó dos ex-
tintores.

MECÂNICOS
DO OUTRO MUNDO

A quantidade de carros danificados era
quase surreal mas apenas 3 carros fic-
aram irremediavelmente de fora da com-
petição. Ser mecânico de alta competição
não é nada fácil mas em Vila Real viu-se
um nível espantoso. O exemplo de Bjork é
o ideal: carro em chamas no sábado, pole
e vitória esmagadora no domingo.

UMA ORGANIZAÇÃO impulsionador desta operação e a eq- eração e pode-se orgulhar do que foi do seu tempo para que isto acon-
DE ALTÍSSIMO uipa de Rui Santos tem feito um tra- feito. No caos que se instalou depois teça. Acomodaram-se 27 carros num
NÍVEL balho incansável. Mas este esforço do do acidente, todos afirmavam que espaço onde antes estiveram 16, os
município só faz sentido e só tem re- a corrida não recomeçaria e que os media foram recebidos numa sala de
Vila Real esteve novamente em sultados práticos graças à qualidade danos nas proteções eram demasia- imprensa com tudo do bom e do mel-
grande nível. Começam a faltar adje- e trabalho da APCIVR e do CAVR. Uma dos severos. A surpresa veio quando hor, ainda hoje considerada uma das
tivos para qualificar o trabalho que nota especial para o clube automóvel o Race Control anunciou o recomeço melhores, respondeu-se a todas as
o CAVR, o Município de Vila Real e a que teve de coordenar toda esta op- às 18h15, duas horas e meia depois. exigências de forma pronta e sempre
APCIVCR (associação promotora do Um trabalho assombroso que apenas com uma solução. Poucas serão as
circuito) fazem. Ter um palco de ex- provou mais uma vez o elevado nível pessoas que conhecerão a verdadeira
celência não chega e é preciso rece- que existe em Portugal. As remoções dificuldade e exigência de um evento
ber e acomodar uma taça do mundo dos carros foram sempre céleres e destes, mas podem ficar certos que
com todas as exigências que isso im- numa pista com a exigência e dificul- se Portugal esteve bem representado
plica. O município tem sido o grande dade acrescidas, correu tudo muito dentro de pista, o mesmo aconteceu
bem. Não podemos esquecer que se fora dela. No final, uma certeza… as
trata de uma organização amadora, pessoas do WTCR adoram Vila Real e
em que as pessoas dedicam muito querem voltar.

22 WEC/
24 HORAS DE LE MANS

ALONSO ETOYOTAFELIZES

A lógica imperou e no final tecnológica. Ao passo que a ACO precisava mente poderia fazer e fez grande parte da Assim, enquanto não são dirimidos os
todos ficaram felizes, exceção que a Toyota vencesse com um carro da volta desta forma, tendo a fortuna de ter protestos enviados para a FIA por parte
regulamentação que sempre defenderam. as baterias com carga máxima. da G-Drive, a vitória passou para as mãos
feita aos vencedores da Mas é absurdo porque desta forma abriu E para aqueles que gostam de teorias da do Signatech Alpone Oreca pilotado por
categoria LMP2 que acabaram caminho a críticas que tiram lustro à vi- conspiração, Fernando Alonso não tinha a Nicolas Lapierre, André Negrão e Pierre
desclassificados e estão, agora, tória da Toyota. Sem necessidade, pois os vitória garantida por parte de Pascal Vas- Thiriet, seguido do Graff SO24 de Vin-
TS050 iriam ganhar, sempre, em pista e só selon. Além disso, o espanhol não chegou cent Cappilaire, Jonathan Hirschi e Tristan
embrulhados em apelos para poderiam ser derrotados por um acidente à equipa como vedeta. “Impressionante! Gommendy. O pódio fecha com o Liger da
tentar evitar perder a vitória ou por uma falha mecânica. Duas vezes campeão do mundo de F1 e United Autosports de Juan Pablo Montoya,
A verdade é que a Toyota fez uma prova manteve-se humilde, mostrou enorme Will Owen e Hugo de Sadeleer.
José Manuel Costa quase perfeita, pontilhada por dois furos, capacidade de trabalho e bombardeou,
[email protected] uma paragem nas boxes falhada, uma literalmente, os engenheiros e todos nós, AS REGRAS DE 2020
quase colisão na largada, uma ou outra pilotos, com perguntas com muito inte-
Foi uma edição das 24 Horas de Le Mans ultrapassagem no fio da navalha – Alonso resse e que mostraram, claramente, que A edição deste ano das 24 Horas de Le
sem surpresas, algo estranho para que o diga! – e um par de penalizações, ele queria saber tudo e não ser apanhado Mans conheceu mais animação fora do
uma prova que vive, exatamente, do que só podia desaguar na vitória. Subli- em falso em alguma coisa.” Palavras de traçado de La Sarthe que propriamente em
imprevisível. A culpa não é da prova, mas nhada com Kazuki Nakajima ao volante, Sébastien Buemi, confirmadas por Ale- pista. Polémicas à parte, o Automobile Club
dos regulamentos, dos abandonos e do ele que estava ao volante do Toyota que xander Wurz, consultor da Toyota. “Alonso de L’Ouest (ACO) e a Federação Interna-
facto de apenas poder haver um vence- abandonou em 2016 a cinco minutos do é um ‘workaholic’!”. cional do Automóvel (FIA) apresentaram
dor. A Toyota aceitou ir a jogo diminuída final, mas com o enorme contributo de um esboço do que serão as regras a partir
e sozinha na busca da vitória que lhe es- Sébastien Buemi e da vedeta que a Toyota AFINAL A G-DRIVE NÃO GANHOU... de 2020 para a classe superior do Cam-
capava há tanto e tanto tempo. Foi à 20ª trouxe para Le Mans, Fernando Alonso. A peonato do Mundo de Endurance (WEC).
tentativa que a casa japonesa venceu, sua passagem pela pista durante a noite Dominou de forma clara a categoria LMP2. Presentes nesta reunião estiveram os
sendo que os LMP1 privados, desprovidos não é para todos e até o “Mister Le Mans”, No final estava fora de si com a vitória con- responsáveis pelo campeonato IMSA e
de mecânica híbrida, foram “empurrados” Tom Kristensen, se rendeu á exibição do quistada com o Oreca – Gibson da G-Drive. representantes da Toyota, McLaren, Aston
graças ao BoT (equilíbrio de tecnologia) espanhol. Imagino a fúria de Roman Rusinov quando Martin, Ferrari e Ford.
para mais perto dos Toyota, mas nunca Ainda pairou como abutre negro sobre lhe foi entregue a notificação da desclas- Foi Vincent Beaumesnil, diretor desportivo
estiveram em posição para desafiar os as cabeças dos homens da Toyota a falha sificação. Desclassificação que se deveu do ACO (promotor do WEC) quem apre-
velozes TS050. Porque o ACO assustou-se mecânica, quando Kamui Kobayashi, a à descoberta de uma peça maquinada, sentou esse esboço. O ponto de partida
quando Rebellion, ByKolles e a Dragons- menos de duas horas do final, apareceu a adicional, que não faz parte da ficha de da classe principal do Mundial de Endu-
peed se aproximaram muito da Toyota rolar em modo “slow zone” a 80 km/h e só homologação, inserida no restritor de rance – que poderá ser Super Sportscar
em Spa, retardaram-nos em Le Mans, com propulsão elétrica. Pânico e surpre- fluxo, alterando a superfície do sistema in- ou GTProtoype, Le Mans Supercars, Le
algo que é ao mesmo tempo justificável sa na face de muitos, aparente calma na dicado na ficha de homologação. Além do Mans Hypercars ou LMP1 - são as severas
e absurdo. Porquê? Toyota. O japonês esqueceu-se de parar, carro de Rusinov, também o Oreca da TDS limitações aerodinâmicas e a redução dos
Justificou-se porque a Toyota aceitou ser fez mais uma volta que regulamentar- Racing de Loic Duval, Matthieu Vaxviere custos. E para controlar essas limitações,
manietada para que todos ficassem mais e François Perrodo foi desclassificado. a FIA irá implementar valores limite de
próximos, mas preservou a vantagem

>> autosport.pt

23

apoio aerodinâmico e de arrasto que não por regra, os construtores não necessitam vas regras? Primeiro, reduzir cerca de liberado e terá cerca de 530 kW, qualquer
podem ser excedidos. de desenhar os seus carros apenas com 25% os custos face ao atual regulamento, coisa como 700 CV). O regulamento durará
Segundo aquele responsável, “a ideia é o pensamento na performance aerodi- tendo, para já, FIA e ACO, rejeitado apon- cinco anos e os sistemas híbridos terão de
muito simples: se há limites impostos não nâmica, podendo escolher formas mais tar um valor num hipotético orçamento estar disponíveis para os privados com
vale a pena gastar dinheiro no desenvol- próximas de modelos existentes. Isto não de 2020. Depois, fazer os novos carros custos controlados que, dizem algumas
vimento do carro em túnel de vento, pois quer dizer que os construtores privados serem mais lentos que os atuais LMP1, fontes, andarão entre os 25 e os 30 milhões
não haverá recompensa desse trabalho, como a Oreca, a Dallara ou a Onroak sejam tendo como tempo de referência numa de euros.
devido aos limites impostos. Entraremos colocados de parte, bem pelo contrário. volta a Le Mans 3m20s. Qualquer coisa Osmateriaisraros ecarosserãoabolidos
num novo processo no qual mediremos Já o diretor técnico da FIA, Gilles Simon, como cinco segundos mais que o tempo e coisas como a caixa de velocidades
os carros no túnel de vento e fazemos referiu que outro pilar fundamental das da “pole position” de 2018. do Toyota TS050 feita em carbono, vão
uma análise rigorosa do veículo. Desta regras WEC 2020 reside na aerodinâmica Enfim, os carros de 2020 serão mais pe- desaparecer. O peso vai aumentar para
forma, teremos a certeza que os carros ativa, que permitirá maior eficiência com sados, terão menos apoio aerodinâmico os 980 kg (878 kg atualmente)
podem ficar próximos do limite, mas não baixos custos e a possibilidade de utilizar, e menos potência oriunda do sistema Com tudo isto, os LMP1 não híbridos
é possível ir além deles.” apenas, um pacote aerodinâmico que elétrico (apenas um sistema de reco- deixam de ser aceites (em 2020 e 2021
Outro pilar das novas regras diz-nos que servirá para todas as corridas. Esta ideia lha de energia KERS colocado no eixo poderá ser uma época de transição). Outro
os carros dessa categoria deverão ter tem vindo a ser olhada com mais carinho dianteiro com uma potência de 200 kW, detalhe interessante é que um construtor
um ar que seja familiar aos modelos de até porque, como refere Beaumesnil, “os cerca de 270 CV, capazes de regenerar 5 não inscrito no campeonato pode criar um
série das marcas que desejem abraçar o hipercarros utilizam cada vez mais esta megajoules por volta em Le Mans) mas sistema híbrido e oferece-lo aos privados.
regulamento do WEC 2020/2021. Ou seja, tecnologia.” a possibilidade de ter mais 200 CV no A unidade de gestão central do motor
com os limites da aerodinâmica impostos Quais são, afinal, os objetivos destas no- motor de combustão interna (motor será (ECU) será igual para todos.

24 WRC/
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS - 2018

Martin Holmes

LUTADETETIVEHOLMES
DE GALOS

Thierry Neuville e Sébastien Ogier chegaram a meio do ano
do WRC isolados na luta pelo título, mas já o ano passado

o belga esteve em boa posição e a fiabilidade estragou tudo.
O que nos reservam os próximos seis ralis?

Martin Holmes com José Luís Abreu volta de St. Vith tornou-se muito famosa de avanço. Irónico. Daí até final, o belga a sua experiência do Monte Carlo para
[email protected] nos desportos motorizados, já que é lá pouco pôde fazer e Ogier somou mais ‘capitalizar’. Já Neuville, logo no Sisteron,
que se situa a pista de Spa-Francor- um título. Como será a história este ano? perdeu 4m16s com uma saída de estrada,
Numa altura em que estamos champs, que dispensa apresentações. comprometendo desde logo a sua prova,
a meio do WRC 2018, já ficou Tudo isto para dizer que a língua oficial ALGUMAS DIFERENÇAS que terminou em quinto.
claro para todos que Thierry de St. Vith não é o francês, nem flamen- Mas as coisas mudaram na Suécia, com o
Neuville, o primeiro belga a go, mas sim a terceira língua oficial da Primeira diferença. O ano passado por belga a realizar um rali perfeito, ‘vingando’
vencer uma prova do WRC, Bélgica, o alemão. esta altura Ogier estava 18 pontos na fren- o que lhe sucedeu 12 meses antes, com
tem uma forte possibilida- te. Este ano, é Neuville quem lidera, com aquele inexplicável acidente na super
de de se tornar no primeiro piloto não APENAS UMA CURIOSIDADE! 27 pontos de avanço. Recorde-se que a especial quando liderava.
francês a ser Campeão do Mundo de FIA rejeitou o apelo da M-Sport sobre a Já Ogier, passou ao lado do Rali da Suécia,
Ralis em 15 anos. Desde 2016 que Thierry Neuville é o pilo- penalização de 10 segundos atribuída a pois nunca conseguiu acompanhar os
Muitos devem estar a pensar neste mo- to que mais luta dá a Sébastien Ogier no Sébastien Ogier pelos Comissários des- mais rápidos, terminando num ‘estranho’
mento, que sendo verdade que o título campeonato, mas se nesse ano foi ainda portivos do Rali do México, pelo que essa 10º lugar. Sem problemas no Ford Fiesta,
pode mudar de nacionalidade, man- desigual (Ogier terminou o campeonato questão já não irá interferir nas contas. Ogier simplesmente não teve andamento
tém-se ‘francês’, língua que também com mais de 100 pontos de avanço face A diferença está longe de ser decisiva, e apenas lutou pelos pontos. As condições
ouvimos Neuville falar, mas não só... a Neuville), já no ano passado as coisas temos pela frente provas em que para lá dos troços, com muito mais neve do que
Curiosamente, Thierry Neuville nasceu foram bastante diferentes, e sem a falta de Ogier e Neuville é bem provável ha- o habitual, transtornaram por completo
em St. Vith, uma cidade belga nascida de fiabilidade do seu Hyundai na Ale- ver outros pilotos a disputar as melhores o rali do francês, que era o primeiro na
no Séc. XII, que fazia parte do Ducado manha e em Espanha a história podia posições, como da parte da Toyota, por estrada.
do Luxemburgo até depois das guerras ter sido bem diferente. exemplo, já na próxima prova, na Finlân- No Rali do México foi a vez de Sébastien
napoleónicas, passou para o Reino da Em 2017, ao cabo de três provas, Neuville dia. Por isso, muito ainda pode acontecer. Ogier voltar à mó de cima, numa prova
Prússia, foi ‘devolvida’ à Bélgica, com tinha 38 pontos de atraso face a Ogier, Até aqui, ambos os pilotos e equipas tive- marcada pelo regresso de Sébastien Loeb,
o Tratado de Versailles, e depois da 2ª mas seis ralis depois, no final da Finlân- ram os seus altos e baixos. Sébastien Ogier que lutou na frente do rali até ter um furo
Guerra, quando voltou a paz, a zona à dia, Ogier e Neuville estavam empata- e a M-Sport começaram bem no Mon- que o atrasou. Apesar de abrir a estrada
dos. Duas provas depois, Ogier estava te Carlo, o francês foi claramente quem num rali de terra, nunca virou a cara à luta,
novamente na frente... com 38 pontos menos errou, aproveitando muito bem

>> autosport.pt

25

e claro, quando Loeb e Sordo furaram, mesmo local, mas desta feita não teve Mundial. Curiosamente, foi exatamente ceberam que todos os pontos vão ser
Ogier estava apenas a 15.5s empatado andamento, teve cedo problemas nos isso que sucedeu... importantes, e face à diferença que existe
com Meeke. O inglês da Citroën fez um travões (equilíbrio de travagem), ainda entre Ogier e o terceiro classificado do
pião e Ogier virou as coisas, convertendo tentou o segundo lugar, mas nem isso PONTO DE VIRAGEM campeonato, Ott Tänak, que é de 45 pontos
os 35s que teve de atraso no primeiro dia conseguiu. e por isso difícil de recuperar, mais do que
para 34.5s de avanço no segundo. Na Argentina o grande protagonista Thierry Neuville conseguiu em Portu- olhar para as vitórias os dois pilotos anda-
Desta vez foi Thierry Neuville a ter pe- foi Ott Tänak, que a realizar apenas a gal a sua segunda vitória da temporada rão mais a querer marcar-se um ao outro.
sadelos, com uma falha da pressão do quinta prova aos comandos do Toyota no WRC, para além de se ter estreado a De qualquer forma, tendo em conta que
combustível no Hyundai i20 WRC, e Ogier Yaris WRC esteve em grande plano. vencer o Rali de Portugal, ao passo que Ogier está 19 pontos atrás, o francês pre-
a ganhar 19 pontos a Neuville e a coman- Neuville, primeiro líder do evento ar- Sébastien Ogier despistou-se logo no cisa de recuperar, enquanto Neuville tem
dar novamente o Mundial. gentino, preferiu olhar para o que fa- primeiro dia de prova. O belga alcançou alguma margem para gerir.
Se até aqui, Ogier e Neuville pareciam zia Ogier, e chegou ao segundo lugar, um total de 29 pontos, 25 da vitória e qua- Isto significa que Ogier irá ‘chegar-se
alternar entre altos e baixos, depois de duas posições na frente de Ogier. Para tro na Power Stage, que lhe permitiram à frente’ com mais evidência do que
ter vencido no México, o francês teve uma além disso, o belga venceu a Power passar para a frente do Campeonato do Neuville poderá fazer, mas será natu-
prestação sem mácula na Córsega, sendo Stage, somou 23 pontos em solo sul Mundo após seis provas, com 19 pontos de ral, para dar apenas um exemplo, que
pouco menos que imparável. Uma perfor- americano e ficou a 10 da liderança de avanço sobre Ogier, que saiu de Portugal Neuville se escuse a atacar o líder de
mance totalmente dominadora, atacando Séb. Ogier, rumando a Portugal com a sem qualquer ponto. Depois do erro que o um rali, se Ogier estiver classificado
logo desde o início. Aqui terá funcionado o possibilidade de chegar à liderança do colocou fora de estrada na sexta-feira, o atrás de si. Ou seja, mais do que vencer
‘efeito’ Loeb, que a realizar a sua segunda francês nada conseguiu na Power Stage. ralis, o que ambos querem é ir soman-
prova do ano, cometeu um erro cedo, e se Na Sardenha, a diferença de 0,7 segundos do pontos que lhes permitam chegar ao
Ogier já vinha motivado para não permitir com que Thierry Neuville bateu Sebastien objetivo e, nesse particular, a pressão
veleidades ao seu compatriota, aproveitou Ogier pode ter sido um grande tónico para que Neuville terá será muito maior
o embalo e venceu mais um evento. o que aí vem. Em Itália travou-se um per- do que a de Ogier, pois este último
Já Thierry Neuville foi terceiro, num rali feito duelo de campeões, foi uma autêntica já coleciona cinco títulos e, por isso,
que terminou com graves problemas de luta de titãs e provavelmente uma projeção mais um, menos um não fará grande
motor. Tinha ganhado um ano antes no do que podem ser as próximas seis provas. diferença. Já para Neuville...
Neste momento, ambos os pilotos já per-

N/26
NOTÍCIAS
O Iberian Historic Endurance tiveram sete dezenas de automóveis
IBERIAN HISTORIC ENDURANCE deslocou-se no passado fim de de 12 diferentes marcas que definiram
3 HORAS DE SPA semana a Spa-Francorchamps boa parte da história do desporto au-
para mais um evento de três tomóvel mundial.
TRIUNFO horas, que voltou a ter boas disputas No evento, e depois de dominar a qua-
DE PAI E FILHO em pista. A edição deste ano das 3 lificação, o Ford GT40 fez o mesmo
Horas de Spa teve várias novidades, na corrida, com a dupla formada por
O Iberian Historic Endurance prosseguiu em Spa, entre elas o facto de se ter realizado ao pai e filho, Oliver e Grahame Bryant,
desta feita com uma vitória esmagadora fim da tarde, para que pilotos e equipas a triunfar facilmente. Contudo, boa
da dupla inglesa Oliver/Grahame Bryant, pudessem experienciar o que é uma parte do interesse da corrida ficou
prova com diferentes condições de resguardado para a disputa da segunda
pai e filho, que tiraram o melhor do belo Ford GT 40 luminosidade na pista. Presentes es- posição, que se deu entre o Elva MK8

José Luis Abreu
[email protected]
FOTOGRAFIA Senten Images

LEIA E ACOMPANHE TODAS
AS NOTÍCIAS EM AUTOSPORT.PT

FÓRMULA 2
RUSSEL E DE VRIES
DIVIDIRAM VITÓRIAS

George Russel (ART) e Nyck de Vries
(Prema) foram os vencedores das
corridas de Paul Ricard da Fórmula 2

Paul Ricard marcou o quinto fim de semana do ano da Fórmula Roberto Merhi foi o terceiro classificado, mas já a 33 segundos. O homem da pole, Makino, arrancou mal, Nicholas Latifi
2, uma competição em que os ‘protegidos’ das equipas Lando Norris, líder do campeonato, partiu mal e apostou na assumiu a dianteira, com Louis Deletraz e de Vries logo atrás.
de Fórmula 1 continuam a lutar entre si pela primazia no chuva, que acabou por não surgir, tendo por isso que fazer uma Pouco depois, ambos passaram o líder, Latifi, e por fim foi a
campeonato. Apesar de Lando Norris (ligado à McLaren) paragem adicional, terminando apenas em 17º. vez de De Vries, que também não demorou muito a chegar à
ainda manter o ascendente no campeonato, o último fim de Na segunda corrida, foi a vez de Nyck De Vries brilhar, com um liderança. Com um ritmo superior, construiu uma margem de
semana não lhe correu nada bem, já que somou apenas seis triunfo dominador, numa corrida em que vários pilotos foram 9.6s, e venceu. Deletraz segurou o segundo lugar, por pouco
pontos, algo bem diferente dos 29 que somou George Russell afetados por contratempos mecânicos, o que mostra que o face a Luca Ghiotto.
(Mercedes F1), que dessa forma se aproximou fortemente carro deste ano da F2 continua a ter problemas a esse nível. Antonio Fuoco defendeu o quarto posto face a Sergio Sette
da frente do campeonato, com Norris a ter agora apenas 13 George Russell e Nirei Fukuzumi foram para as boxes após a Camara, com o brasileiro a perder, mais tarde, a posição para
pontos de avanço. volta de formação, bem como Artem Markelov. Ralph Boschung Lando Norris.
Também Nyck de Vries (McLaren F1) realizou uma excelente e Roberto Merhi não arrancaram para a corrida. Sean Gelael No próximo fim de semana, na Áustria, a F2 regressa, como
operação em França. Depois de três corridas sem pontos, também desistiu com problemas mecânicos. sempre a acompanhar a F1.
somou também 29 em Paul Ricard, o que lhe permitiu regressar
aos lugares da frente no campeonato.
Na primeira corrida o triunfo foi para George Russell. O piloto
britânico arrancou da pole position e conseguiu manter-se
sempre na primeira posição. No entanto, nas últimas voltas foi
muito pressionando por Sérgio Sette Câmara. Mas o brasileiro
da Carlin, apesar das várias tentativas, nunca conseguiu subir
à liderança, tendo que se contentar com o segundo lugar.

>> autosport.pt

27

Belga e o TVR Griffith Inglês. acabando por conseguir a liderança a TI. Quanto às segunda e terceira posi- levou a conhecida dupla inglesa Tice/
A sessão de qualificação tinha deixado 40 minutos do fim, vencendo a prova ções foram discutidas até final entre Conoley ao primeiro lugar do pódio. O
bem evidente que os Ford GT40 seriam e a categoria H-65B. Com o Merlyn a o Porsches 911 S/T português de Dal segundo lugar foi para o Lotus Elan da
fortes candidatos ao triunfo, e assim atrasar-se com problemas mecânicos, Maso/Carvalhosa, que ficou na frente, dupla italio/suíça Perfetti/ Rovelli. O
foi, pois estes carros mantiveram-se o segundo lugar foi conquistado pelo e o Porsche 914/6 francês de Chriqui/ pódio foi fechado pela dupla dinamar-
na primeira parte da corrida nas duas Elva Mk8 da dupla Peters/Zurstrassen Douart. A diferença entre ambos foi quesa Lokvig/Birkelund no pequeno
primeiras posições. O pelotão perse- que cruzou a meta com apenas 0.7 de apenas 4.5s no final desta prova Ginetta G4R.
guidor era liderado pelo Elva MK8, pelo décimas do terceiro lugar, pertencente de 3 Horas. A BRM Index Performance acabou por ser
TVR Griffith da dupla Inglesa Dupont/ à dupla Dupont/Lambilliote no TVR Na categoria H-76, vitória para o ganha pela dupla espanhola Fernandez/
Lambilliote e pelo Merlyn da dupla Griffith. Ford Escort RS1600 de Christoforou/ Casabella em Matra Djet 5, mas como
Portuguesa Barbot/Matos. Não foi apenas a liderança da corrida Sanders, que terminou em 5º lugar da já tinham vencido em Jarama, o relógio
No entanto, a 50 minutos do fim, a que teve lutas interessantes. Na ca- geral, seguido da equipa portuguesa BRM acabou por ser entregue ao segundo
dupla Davies/Newall desistiu, dei- tegoria H-71 a maior surpresa aca- Gaspar/Gaspar, em Ford Escort RS lugar, Perfetti/Rovelli, no seu eficaz Lotus
xando a frente do pelotão entregue bou por ser a desistência da dupla 2000, que habitualmente participa no Elan 26R.
ao Merlyn português com o GT40 da vencedora do ano passado, Gomes/ Grupo 1 Portugal, e da dupla espanhola, O Iberian Historic Endurance regressa a 22
família Bryant a tentar alcançá-lo. Claridge, a duas voltas do fim, cate- de pai e filho, Sanchez/Sanchez, em e 23 de setembro, em Jerez de la Frontera,
Com Oliver Bryant ao volante, o piloto goria que acabou por ser ganha por Porsche 911 2.7 RS. naquela que é considerada a maior con-
britânico realizou um stint fantástico, Brugmans/De Borman no BMW 2002 Nos H-65A, o exótico Marcos 1800GT centração de clássicos da Andaluzia.

GP3 EM PAULRICARD Anthoine Hubert e Callum Boccolacci, tal como o
HUBERT E ILOTT VENCEM Ilott venceram cada um seu colega de equipa,
uma corrida do fim de Niko Kari, foram
semana da GP3 Series, desclassificados devido
uma competição em que a não terem conseguido
o piloto da ART lidera fornecer uma amostra de
com 14 pontos de avanço, combustível regulamentar,
muito fruto desta última nas verificações de final
conquista. da corrida. No segundo
Até aqui, quatro corridas, lugar ficou Nikita Mazepin,
quatro vencedores colega de equipa de
diferentes, sendo que o Hubert, enquanto Giuliano
segredo da liderança está Alesi subiu ao terceiro
alicerçado na regularidade lugar.
de Anthoine Hubert. Na segunda corrida, Callum
O francês venceu a Ilott resistiu aos ataques
corrida de abertura da de Pedro Piquet para
GP3, em Paul Ricard, vencer pela primeira vez na
ainda que tenha competição. Ilott e Piquet
terminado em segundo, lutaram desde o princípio
em pista. Contudo, a da corrida, o inglês da
desclassificação de Dorian ART passou para frente,
Boccolacci, vencedor construiu um avanço de 3.4
em pista, deu o triunfo segundos, que levou até ao
ao piloto da ART, que fim. Joey Mawson, da Arden,
conseguiu assim a sua foi terceiro e assegurou o
primeira vitória na carreira. seu primeiro pódio na GP3.

N/28 >> autosport.pt
NOTÍCIAS

PIRELLI WORLD CHALLENGE EM ROAD AMERICA oponente, terminando a prova de cin-
quenta minutos num valioso segundo
PARENTE QUASE PERFEITO lugar, que lhe garantiu o seu quarto pódio
da temporada: “Mostrámos muita com-
Álvaro Parente esteve muito perto teve mais determinado do que nunca tenham reduzido a sua vantagem a nada. petitividade ao longo de todo o fim de
da perfeição na sua passagem em se bater pelas posições cimeiras da No entanto, Álvaro Parente nunca su- semana e isso foi muito importante, uma
por Road America, sétima ronda classificação, tendo desde as sessões de cumbiu aos ataques dos seus adversá- vez que demonstra que a K-PAX Racing
do Pirelli World Challenge, já que treinos-livres evidenciado um bom ritmo. rios, conquistando a sua segunda vitória está a trabalhar no sentido certo e que
assegurou a vitória na primeira corrida Na qualificação voltou a estar entre os da temporada. as contrariedades no início da temporada
e o segundo posto… na segunda, eviden- mais rápidos, assegurando o terceiro A segunda corrida do programa, dispu- estão ultrapassadas. Foi pena não termos
ciando boa competitividade numa pista lugar da grelha de partida, ao perder ape- tada no domingo, voltou a ter uma vez vencido também a segunda corrida, mas
que não é nada fácil. nas setenta e três milésimos de segundo mais o português da K-PAX Racing como o nosso adversário arrancou melhor e
O piloto português chegou ao traçado para o tempo da pole-position. protagonista, uma vez que arrancou da estava mais rápido. Foi-nos impossível
situado nos arredores de Elkhart Lake Na corrida, o piloto português assumiu pole-position. No entanto, a partida não realizar qualquer ataque e também não
determinado em ‘vingar’ o que lhe su- a liderança ao longo da primeira volta e lhe correu bem, acabando por ser su- tivemos muita sorte com o tráfego no
cedeu na ronda anterior, em Lime Rock, a partir de então não deu qualquer pos- plantado por um dos seus adversários. final da prova”, apontou o piloto do Porto.
quando foi posto fora de pista e teve um sibilidade aos seus perseguidores, muito Apesar de todos os seus esforços, Álvaro A próxima ronda do Pirelli World
grande acidente. Desta feita, Parente es- embora três situações de Safety-Car Parente não conseguiu desfeitear o seu Challenge disputa-se em Portland nos
próximos dias 13 a 15 de Julho, mas já no
próximo fim-de-semana Álvaro Parente
disputará a ronda de Watkins Glen da
Taça Norte Americana de Endurance.

DTM EM NORISRING
MERCEDES E BMW TRIUNFAM

Edoardo Mortara (Mercedes) e Marco Na primeira corrida, Edoardo Mortara
Wittmann (BMW) dividiram as vitórias arrancou da pole position e venceu
do fim de semana no DTM, uma sendo acompanhado no pódio por Gary
competição que após oito corridas Paffett (Mercedes) e Marco Wittmann
está mais equilibrada do que nunca. (BMW). O primeiro Audi surgiu apenas
Neste momento, a diferença entre o na 11º posição. Para o italiano, esta é a
quinto classificado da competição, segunda vitória da sua carreira. Depois
Paul di Resta, que soma 87 pontos, e de 68 voltas, cruzou a meta 0.681
o líder do campeonato, Gary Pafett, segundos na frente de Gary Paffett.
que tem 99, é de apenas 12 os pontos. Na segunda corrida, Marco Wittmann
Uma lote onde só não cabem pilotos venceu em ‘casa’, depois duma corrida
da Audi. Mercedes e BMW estão com altos e baixos. Perto do fim, viu a
representadas. No último fim de sua liderança diminuir, os adversários
semana o grande vencedor foi Edoardo entraram na ‘janela’ de DRS, mas
Mortara, que, com um triunfo e um Wittmann defendeu-se bem e terminou
segundo lugar, chegou-se bem à frente com 0.450s e 0.860s face a Pafett e
no campeonato. Juncadella.



N/30 A partir do passado fim de semana, a Pi-
NOTÍCIAS kes Peak International Hill Climb passou
a ter um novo máximo, 7m57.148s, um
PIKES PEAK registo que suplanta o anterior registo
INTERNATIONAL HILL CLIMB de 8m13.878s, conseguido em 2013 por
Sébastien Loeb, num Peugeot 208 T16.
NOVORECORDE A última vez que a Volkswagen correra
7m57.148s na montanha, foi em 1987, num Golf
A Volkswagen bateu o recorde de Pikes Peak com o seu I.D.R. EV foram-se ficando a conhecer por- bi-motor, um para cada eixo, mas a 400
EV. Um protótipo elétrico, que, nas mãos de Romain Dumas, menores, e muitos, quando ouviram metros do final uma falha na suspensão
realizou a marca de 7m57.148s Sven Smeets, Diretor da Volkswagen impediu Jochi Kleint de ver a bandeira
Motorsport, falar no recorde, pensa- de xadrez. Neste regresso, a Volkswagen
José Luís Abreu ‘barulho’ que se fez à volta do evento, vam que este se estivesse a referir construiu um protótipo elétrico de 680
[email protected] desde o momento em que Loeb co- à categoria dos elétricos. Porém, no cv e 479 Nm de binário, com um motor
meçou a preparar-se para a corrida a seio da VW aspirava-se a mais, mas elétrico em cada eixo, o que permitiu
E ra uma questão de tempo! Em teste após teste. Cortesia do ‘gigante’ em surdina, pois a fasquia estava alta. levar o I.D.R. EV a acelerar dos 0-100
2013 a Red Bull e a Peugeot comunicador que é a Red Bull, com Quando se ficou a conhecer o resultado km/h em 2.25s.
colocaram de pé um projeto um trabalho que deu um elan muito da qualificação - em que se faz apenas Um dos problemas dos motores de com-
que culminou com Sébastien grande à questão. Agora, com o recorde metade da rampa - e se comparou o bustão em Pikes Peak era a falta de oxi-
Loeb a levar o Peugeot 208 novamente batido, tal esteve longe de registo de Romain Dumas com o de génio, e isso foi algo que este protótipo
T16 a Pikes Peak e a bater o suceder, no caso, com a VW. Sébastien Loeb, ficou de imediato a elétrico nunca poderia ter.
recorde de então. Na altura, foi muito o Tão silenciosamente quanto o I.D.R saber-se que o recorde poderia cair. E 19,99 km, 156 curvas e uma chegada a
caiu mesmo, pois o protótipo elétrico 4.300 metros de altitude. Nada impediu
reduziu em 16,7 segundos o anterior Romain Dumas de escrever mais uma
máximo estabelecido por Sébastien página da rica história da mítica subida
Loeb (Peugeot) em 2013. de Pikes Peak, a segunda corrida mais
antiga do desporto automóvel america-
no, atrás das 500 Milhas de Indianápolis.
Disputa-se desde 1916, foi alicerçando
ano após ano a sua fama, e quando a
Audi e a Peugeot levaram os seus Gru-
pos B e Pikes Peak, a Europa descobriu
Pikes Peak, e desde aí, a busca pelo
recorde estendeu-se aos quatro cantos
do mundo.
Começou como uma prova local, tem
hoje uma enorme dimensão internacio-
nal. Quanto tempo vamos esperar pelo
próximo recorde? Com que veículo?

>> autosport.pt

31

>>motosport.com.pt

MV AGUSTA Pedro Rocha dos Santos de trelissa em vermelho vivo.
[email protected] Outra realidade incontornável que marca
» BRUTALE 800 DE 2018 o tricilíndrico da MV é de facto o som
Aversão que nos foi cedida para inconfundível que emite do escape e que
THE SCREAMER ensaio pela IMEX Moto, im- justifica o apelido que lhe atribuímos no
portador da MV Augusta em título do artigo, “ the Screamer “... mas
Uma MV Agusta é sempre uma moto especial e exclusiva Portugal, surgia na cor negro já lá vamos.
e a tricilíndrica Brutale 800 é de facto uma moto muito mate que, digamos, não será a A posição de condução pareceu-nos
impactante do ponto de vista visual, sobressaindo de mais impactante, sobretudo bastante confortável, sem estarmos
imediato o magnífico e característico escape de três se a compararmos com as fantásticas demasiado pendurados sobre a frente da
ponteiras e uma traseira marcada pela conjugação do versões RC (Reparto Corse) nas cores moto, nem sentirmos demasiada pressão
design do banco, da roda monobraço e do seu escape de competição. No entanto pareceu-nos sobre os pulsos, com todos os comandos
uma versão mais consensual do ponto de bem posicionados e fáceis de acionar. O
vista estético para agradar a um público assento é algo duro, compreensível tendo
mais abrangente , marcada pelo quadro em conta o estilo da moto, mas penali-
zado pelo perfil anguloso de elementos
estéticos no depósito quando fechamos
as pernas em torno do mesmo a veloci-
dades mais elevadas. As peseiras estão
no sítio certo, colocadas de forma a pro-

33

porcionar-nos uma posição descontraída
para as pernas e a facilitar o acionamento
da caixa e do travão traseiro.
O painel de informação encontra-se no
sítio certo e é de leitura fácil, embora
alguma informação seja difícil de iden-
tificar, nomeadamente as luzes avisa-
doras de pisca, a fazerem-nos circular,
inadvertidamente, com os piscas postos
até nos darmos conta dos mesmos. Outra
realidade que deveria estar contemplada
seria o nível de combustível. Apenas nos
damos conta que necessitamos abaste-
cer quando uma pequena luz de reserva
se acende.
A nível de eletrónica a Brutale 800 inclui
Ride-by-Wire, com 4 mapas de motor. O
Sport foi o que mais utilizámos durante
o ensaio e nos permitiu constatar que
existe um maior controle e comporta-

34

>>motosport.com.pt

CONCORRÊNCIA KTM 790 DUKE - 799CC mento mais suave a baixas velocidades quando subimos de caixa mas a exigir
do que no modelo anterior, o que facilita desacelerar nas reduções, o que no faz
DUCATI MONSTER 821 - 821CC 105 CV bastante a circulação no meio do trân- manter o hábito adquirido de utilizar
sito. A Brutale inclui também oito níveis sempre a embraiagem nas reduções.
109 CV POTÊNCIA de controle de tração e Quick Shift nos A nível da segurança a Brutale 800 está
dois sentidos, a funcionar na perfeição bem equipada, surgindo com travões
POTÊNCIA 169 KG Brembo de quatro pistons e dois discos
TRIUMPH STREET TRIPLE 765 - 765CC dianteiros flutuantes de 320 mm e de
180 KG PESO 230 mm na roda traseira. A travagem é
113 CV ainda assistida por ABS da Bosch, com
PESO 11 451€ sistema de RLM que permite minimizar
POTÊNCIA o levantar da roda traseira em travagens
11 345€ PREÇO BASE mais violentas.
166 KG Gostámos do comportamento das sus-
PREÇO BASE pensões, Marzochi up-side-down de
PESO 43 mm na dianteira com regulação em
compressão, extensão e pré-carga da
9 900€ mola, e do amortecedor traseiro da Sachs,
também totalmente regulável. Ambos
PREÇO BASE a proporcionarem uma leitura perfeita
da estrada e a contribuirem para um
conforto extra da Brutale graças à sua
progressividade.
O motor da Brutale 800 continua a ser
uma enorme referência da mesma.
Apesar do Eur.4 ter “abafado” parte da
sua personalidade, o certo é que a partir
das 5.000 rpm ele “desperta” e solta toda

35

FT/ F I C H A T É C N I C A

798 CC

CILINDRADA

110 CV

POTÊNCIA

16,5 L

DEPÓSITO

175 KG

PESO

15 443€

PREÇO BASE

MOTOR 3 CILINDROS PARALELOS , 4 TEMPOS , 12
VÁLVULAS, DOHC, DE 798CC , TAXA DE COMPRESSÃO
DE 12,3:1, ARRANQUE ELÉCTRICO POTÊNCIA 110
CV ÀS 11.500RPM BINÁRIO MÁX. 83 NM ÀS
7.600 RPM REFRIGERAÇÃO LÍQUIDA E POR ÓLEO
COM DOIS RADIADORES SEPARADOS SISTEMA DE
INJEÇÃO MVICS ACELERADOR RIDE-BY-WIRE COM
4 MAPAS DE MOTOR E 8 DE CONTROLE DE TRAÇÃO
CAIXA 6 VELOCIDADES COM QUICK-SHIFT NAS
DUAS DIREÇÕES QUADRO TUBULAR EM TRELISSA
DE AÇO SUSPENSÃO DIANTEIRA UP-SIDE-DOWN
DA MARZOCHI, TOTALMENTE REGULÁVEL COM
43 MM E 125 MM DE CURSO AMORTECEDOR
TRASEIRO SACHS TOTALMENTE REGULÁVEL
COM 124MM DE CURSO TRAVÕES DE DISCO
DIANTEIROS FLUTUANTES COM 320 MM E PINÇAS
BREMBO DE 4 PISTONS TRAVÃO DE DISCO
TRASEIRO COM DISCO DE 220 MM COM PINÇA
BREMBO DE 2 PISTONS SISTEMA ABS DA BOSCH
9 PLUS COM RLM, PNEU DIANTEIRO 120/70-17
PNEU TRASEIRO 180/55-17, AMBOS PIRELLI ROSSO
III DIMENSÕES COMPRIMENTO 2.045 MM;
LARGURA 875 MM; DISTÂNCIA ENTRE EIXOS
1.400 MM; ALTURA DO BANCO 830 MM; ALTURA
AO SOLO 135 MM; CONSUMO 5,6L /100 KM
EMISSÕES EUR4.

a sua magia. Se a baixa rotação mostra Em conclusão a MV Agusta Brutale 800 Pensamos que existem aspetos que
desconforto que, pelo silêncio propor- é uma naked desportiva do tipo “street podem ser melhorados, mas outros que
cionado pelos escapes, faz sobressair fighter”, em linha com as várias motos já são referência do segmento.
o seu ruído mecânico, já quando, com que disputam este agressivo mas po- Cores disponíveis 2018 : azul e amarelo
estrada livre à nossa frente, rodamos pular segmento de mercado, e reúne fluo, preto e branco, vermelho e prata.
o punho do acelerador o tricilíndrico da atributos únicos que a destacam da Sendo que a segunda cor das várias
Brutale mostra toda a sua verdadeira maioria, dotando-a de uma persona- versões disponíveis para 2018 corres-
vocação e onde é imbatível, tornando lidade própria, ao mesmo tempo que ponde às listas que na decoração deste
num verdadeiro prazer o passar de cai- inclui a nível da electrónica todas as ano são incluídas (a versão testada é
xa sempre acima das 7.000 rpm. “The funcionalidades em voga hoje em dia. cor de 2017). O seu PVP é de 15.443€.
Screamer”, apelidámo-lo assim pelo som
muito característico que emitem as três
saídas de escape, afirma toda a sua raça
desportiva e por onde passa não deixa
ninguém indiferente.
Em percursos de serra com curvas aper-
tadas a Brutale mostrou-se extraordi-
nariamente eficiente e a sensação de
leveza do conjunto a facilitar a condução
e a colocação em curva da moto. O bom
desempenho das suspensões e travões
agregam um sentimento extra de segu-
rança em condução mais desportiva que
muito apreciámos. No entanto, a Brutale
não gosta de pisos degradados e sempre
que por distração não conseguimos evi-
tar um buraco ou o mau estado do piso
é a nossa coluna que paga a “fatura”.

36

DTEYRREKRDEALLLY Guilherme Ribeiro
AIRLINES [email protected]

Para muitos aficionados, a imagem de Derek Daly ao volante de Pode dizer-se que Derek Daly foi
um Tyrrell em pleno voo na primeira curva do Grande Prémio do um piloto que teve oportuni-
Mónaco de 1980 será, com certeza, inesquecível. Apesar de ter dades para chegar mais longe
na Fórmula 1, e, entre elas, não
ficado famoso por alguns acidentes, este piloto irlandês foi, a aproveitou a melhor que lhe foi
seu tempo, uma das maiores promessas do automobilismo dada. Certo é que o irlandês, um
dos pioneiros daquele país na Fórmula 1
FOTOGRAFIA D.R.; Alejandro de Brito; Vincenzo Zaccaria; Rich Craner; Wayne Pearson na era moderna, mostrou a todos o seu
valor nas diferentes categorias por onde
CONHEÇA ESTA E MUITAS passou, pese um terrível acidente em
OUTRAS HISTÓRIAS EM AUTOSPORT.PT 1984, que o limitou mais do que se pensa
nos monolugares.

AVIDA NA IRLANDA SEMPRE FOI DURA
A Irlanda está associada às invasões in-
glesas ao longo da Idade Média e da Época

>> autosport.pt

37

Moderna; à Grande Fome consequente de tos anos uma das provas mais míticas do mais tenraadolescência,principalmente em busca de dinheiro que lhes permitisse
uma doença que atacou as plantações de Europeu de Ralis, posteriormente adap- depois de ver um Fórmula 3 pintado com estabelecerem-se no desporto automó-
batatas que serviam de sustento básico tado, no início deste século, para o WRC as cores de Sid Taylor (um famoso dono de vel e chegar a Inglaterra.
a grande parte da população empobre- – do que de pista. uma equipa local, que corria com sucesso Encontramos assim os dois amigos e
cida; a uma emigração massiva para os Desta forma, para os pilotos locais, as úni- em Inglaterra) e de ver as primeiras provas grandes promessas do automobilismo
EUA; e a uma Guerra de Independência cas alternativas eram atravessar o Canal e locais. Deste modo, o piloto, nascido em a trabalhar ao longo de 1973 e 1974 numa
cujos reflexos se repercutiram até ao fi- dedicarem-se à competição em Inglaterra. Dublin a 11 de março de 1953, teve desde mina de ferro a céu aberto na Austrália.
nal dos anos 90. E, algo interessante, se Mas esta tarefa nem sempre era fácil, e é cedo o objetivo de, mal pudesse ter a car- Sim, a paixão implica sempre sacrifícios
na Irlanda do Norte, pertencente ao Reino neste quadro que entram os três grandes ta, arranjar uma licença de competição e e estes dois homens enveredaram por
Unido, o cenário automobilístico sempre pioneiros da expansão do automobilismo iniciar-se no cenário local. Assim o fez, um dos trabalhos mais duros para con-
foi extremamente pujante desde o tem- irlandês nos anos 70 – Derek Daly, David estreando-se no Campeonato Irlandês seguirem amealhar dinheiro, o que é lou-
po dos pioneiros, na República da Irlanda Kennedy e Bernard Devaney. Se este úl- de Turismos e conseguindo o título logo vável. Em 1975, ambos regressaram à
registava-se o inverso, com um cená- timo nunca conseguiu chegar ao topo, na sua segunda época, em 1972. Mas o Irlanda e Kennedy venceu o campeona-
rio substancialmente mais pobre, mes- tanto Daly como Kennedy correram na F1 que tinha a Irlanda mais para oferecer? to na frente de Daly. E, em 1976, ambos
mo depois de o país recuperar da Guerra. e na Endurance, com resultados mais ou Era a grande questão. Depois de se ter conseguiram, finalmente, mover-se para
Construiu-se um bom circuito, Mondello menos variados, mas tiveram que ‘dar no destacado na Fórmula Ford 1600 local, a Inglaterra. Derek optou por pilotar tanto
Park, mas a tradição estava bem mais duro’ para conseguirem estabelecer-se par de Kennedy, no início de 1973 os dois no Campeonato Inglês como no Irlandês
ao redor das provas de ralis – o célebre fora da sua terra natal. Daly sempre gos- jovens decidiram – como tantos dos seus de FF1600, vencendo o título da sua ter-
Circuito da Irlanda, que foi durante mui- tou de desportos motorizados desde a sua antepassados – partir para o estrangeiro ra natal e destacando-se com bastante
boas performances em Inglaterra, em-
bora o material estivesse longe de ser
o melhor. No final da época Daly e o seu
Hawke estavam à partida do Formula
Ford Festival em Brands Hatch, ‘a corrida’
daquela categoria, que valia mais do que
os campeonatos, por vezes, num ano em
que Inglaterra festejava o título de pilotos
através de James Hunt. A corrida, que ha-
via sido alcunhada de ‘Tribute to James’,
foi dominada de forma esmagadora por
Derek Daly, que venceu todas as mangas
de classificação e a final com uma perfor-
mance extraordinariamente madura, o
que o colocou nos radares dos donos das
melhores equipas de Fórmula 3.
Ironicamente, quem o contratou foi um
irlandês, Derek MacMahon, que tinha
uma pequena, mas bem-sucedida, for-
mação a correr em solo britânico. Daly
assinou pela equipa para disputar os dois
campeonatos ingleses de F3 existentes à
data. No campeonato BRDC Vandervell,
Daly imediatamente conseguiu presta-
ções bastante regulares e terminou no
quinto lugar da geral, com 34 pontos, ao
volantedeum ChevronB38-Toyota. Mas
foi no mais prestigiado BARC BP Super
Visco que ele deixou a sua marca, focan-
do-se em aprender na primeira metade
da época e conquistando os seus pri-
meiros pontos, para desferir um temível
ataque na segunda metade, conseguindo
vitórias em Brands Hatch, Mallory Park,
Donington e Thruxton, as últimas quatro
rondas. Estes resultados permitiram-lhe
vencer o prestigiado título com 69 pontos,
debaixo dos narizes de Eje Elgh, Stephen
South e Geoff Lees. E, com as provas dis-
putadas em conjunto com o Europeu de
F3, Daly conseguiu ainda ser nono neste
último campeonato, com 13 pontos. As
suas performances foram de tal modo
impressionantes que o piloto foi convida-
do por Derek Bennett, o dono da Chevron,
para correr com a equipa de fábrica na úl-
tima ronda do Europeu de F2, no Estoril.
Mostrando uma capacidade de adaptação

38

extraordinária, Daly terminou em quinto Cheever pelo jovem Daly, mas a equipa cebido, como Clay Regazzoni e Patrick gares. Numa medida de desespero, Nunn
na prova portuguesa. que, outrora, lançara James Hunt, já só Tambay haviam demonstrado em 1977. decidiu trazer o datado N177 de volta, mas
mantinha o nome – já que Lord Hesketh Deste modo, Daly estreou-se num Grande era claro que, sem efeito-solo e num carro
DA FÓRMULA 2 À FÓRMULA 1 tinha retirado o seu patrocínio no início de Prémio em Inglaterra e, sempre que a fia- a cumprir a sua terceira época, era mis-
1976, depois de ter gastado imenso dinhei- bilidade o permitiu, esteve sempre na luta são impossível fazer algo com ele e Daly
No final da época, Bennett contratou Daly ro com a equipa – e era gerida pelo antigo por um lugar no top 10, culminando com voltou a falhar a qualificação nos G.P. de
para disputar o campeonato de F2 de 1978 manager Anthony “Bubbles” Horsley, que uma exibição fenomenal na última ron- Espanha e da Bélgica. Nova tentativa com
com a equipa de fábrica, ao volante do no- empregava uma série de pilotos pagan- da, o G.P. do Canadá, aonde, após uma in- o N179, agora revisto e com muito melhor
víssimo Chevron B42-Hart. Rapidamente tes desde então. Daly lá conseguiu ar- tensíssima luta com Didier Pironi (Tyrrell), aspeto, terminou com nova não-quali-
se percebeu que os March eram imbatí- ranjar budget para se estrear ao volante Derek arrancou ‘a ferros’ uma espetacular ficação, no Mónaco, e com melhorias de
veis, mas se havia quem se pudesse mis- do Hesketh 308E-Cosworth no G.P. dos sexta posição, dando o único ponto à for- performance pouco significativas, Daly e
turar na luta com os March oficiais e os EUA-Oeste em Long Beach, mas o carro mação de Mo Nunn. E, no final do ano, foi a Ensign separaram-se.
privados era a Chevron, e Daly não tardou era o mesmo do ano anterior e a equipa ainda segundo no G.P. de Macau. Por essa altura, Daly tinha compreendido
a prová-lo. E, para além disso, mostrou estava ‘nas lonas’, por isso Derek falhou Porém, a Ensign não conseguia encon- que, para se valorizar, precisava urgente-
desde logo uma impecável regularida- aqualificaçãonas trêsprovasquedispu- trar facilmente novos investidores e o mente de outro desafio e aceitou a oferta
de, que lhe foi dando pontos nas provas tou, aliás, as últimas três provas da equi- carro de 1979, que iria incluir pela pri- de Ron Dennis para pilotar um dos seus
em que o carro não era tão competitivo, pa, que faliu a seguir ao G.P. da Bélgica. O meira vez o efeito-solo, estava atrasado. March 792-BMW da Project Four Racing
abandonando apenas ocasionalmente. irlandês voltou à F2, decerto desiludido Começando a época com o velhinho N177, na F2. O carro era notoriamente difícil de
E, na quinta ronda do campeonato, em com esta passagem pela F1, mas ciente Daly terminou as duas primeiras provas pilotar, mas o irlandês adaptou-se muito
Mugello, Daly surpreendeu tudo e todos que mais oportunidades apareceriam. atrasado e quando a equipa estreou o N179 depressa e foi segundo na prova de estreia
ao quebrar o domínio da March e ven- Tal aconteceu a meio da época, quando tudo começou a correr (bastante) mal. em Silverstone. Devido aos seus com-
cer a sua primeira prova. Melhor ainda, a Ensign – outra equipa cujas finanças Em primeiro lugar, o carro era extrema- promissos com a Enisgn, Daly só voltou
Derek repetiu a dose na ronda seguinte, estavam cronicamente depauperadas e mente feio – os radiadores, colocados em ao volante do March em Thruxton, sendo
em Vallelunga. Vindo a conseguir mais tinha reduzido a operação para um car- posição frontal, assemelhavam-se a um substituído na equipa por…Keke Rosberg,
dois pódios e uma pole-position, Daly ro apenas – o chamou para substituir o escadote – e tanto a nível aerodinâmico que tentava, também ele, estabelecer
terminou o campeonato no terceiro lugar, lendário Jacky Ickx, enão já muito desmo- como de fiabilidade o carro condizia com o uma carreira na Fórmula 1 depois da es-
com 27 pontos, se bem que ‘a milhas’ dos tivado com os monolugares e focado na seu aspeto, ou seja, era muito mau. Derek petacular vitória no International Trophy
March de Bruno Giacomelli e Marc Surer. sua fenomenal carreira na Endurance. Se não conseguiu qualificar o carro na África de 1978. Novamente segundo, Daly pôde
Por esta altura, Daly era já piloto de bem que pouco fiável e datado, o Ensign do Sul, e depois desistiu em Long Beach, dedicar-se totalmente à F2 após a sua
Fórmula 1. Ainda no início da tempora- N177-Cosworth era um carro bem con- arrastando-se sempre pelos últimos lu- saída da Ensign, mas a época foi mui-
da, a Hesketh decidia substituir Eddie

>> autosport.pt

39

to mais inconstante, consequência de o em oitavo, e Ken Tyrrell decidiu inscrever ‘Uncle Ken’. Infelizmente, o modelo nunca nada de notável, com Daly a arrastar-se
carro ser extremamente difícil de afinar. um terceiro carro para o piloto nas duas correspondeu às expectativas, não sendo pelos últimos lugares… até que surgiu ‘a
Ainda assim, quando as coisas correram últimas rondas do campeonato, aban- nem rápido nem fiável. Quando não que- oportunidade’.
bem, Daly conseguiu o segundo lugar em donando em ambas. No entanto, Derek brava, tanto Jarier como Daly conseguiam A Williams tinha perdido o título de pilo-
Hockenheim (atrás do seu colega de equi- tinha impressionado o patrão da Tyrrell andar no top 10, embora os pontos fos- tos em 1981 depois da rivalidade interna
pa Stephen South) e igual resultado em e, com Pironi de saída, Derek ficou com o sem muito difíceis de obter. Derek ainda entre o teórico chefe-de-fila Alan Jones
Enna-Pergusa. Deste modo, Derek esta- lugar, ao lado do experiente francês Jean- conseguiu alguns resultados até que, no e o argentino Carlos Reutemann. Foi uma
va na luta pelo título de 1979. Porém, uma Pierre Jarier. Por muito que a equipa esti- G.P. do Mónaco, assistiu-se à primeira temporada polémica e que desgastou for-
falha na caixa de velocidades em Misano vesse longe dos seus dias de glória, tinha grande batida do piloto, que ficaria para temente as relações dentro da estrutura,
acabou com todas as suas expectativas, sido comum ver os Tyrrell nos pontos em a posteridade. Daly arrancou muito bem e Jones, que tinha sido Campeão em 1980,
desforrando-se o piloto com uma exibi- 1979, por isso era um bom lugar para, fi- do fundo do pelotão, mas foi surpreendi- optou por regressar à sua Austrália natal
ção de luxo em Donington, dominando nalmente, disputar a sua primeira tempo- do pelo engarrafamento em Saint Dévote, no final do ano e deixar (temporariamen-
completamente o fim de semana para rada completa na Fórmula 1, aos 27 anos. bateu na traseira do Alfa Romeo de Bruno te) o desporto motorizado. A equipa con-
conseguir a sua única vitória da época Tal como era habitual naquele tempo com Giacomelli e levantou voo, atingindo o tratou Keke Rosberg para acompanhar
e novo terceiro lugar no Europeu de F2, todas as equipas, a Tyrrell levou para a McLaren de Prost até aterrar em cima do Carlos Reutemann, que se via, finalmente,
com 33 pontos. ronda sul-americana e para a África seu colega de equipa Jean-Pierre Jarier. como primeiro piloto da equipa. Porém, a
do Sul o carro do ano anterior, o Tyrrell Duas rondas depois, Daly igualava o seu derrota de 1981 afetara muito o brilhante
AS OPORTUNIDADES PERDIDAS NA F1 009-Cosworth. Mostrando que o carro melhor resultado, com novo quarto lugar piloto argentino e, após duas provas, este
ainda era competitivo, Daly entrou ao no G.P. de Inglaterra, mas, a partir daí, foi… anunciou a sua retirada imediata. Muito
Ainda em 1979, Daly regressou à Fórmula ataque e conseguiu um excelente quar- sempre a partir. Ficaria ainda célebre o se disse que a Guerra das Malvinas terá
1 quando Ken Tyrrell o convidou para pi- to lugar na Argentina. As duas provas seu acidente no G.P. da Holanda quando, ajudado bastante o piloto a tomar esta de-
lotar pela escuderia no G.P. da Áustria, já seguintes não foram tão boas mas, com após uma prova anónima, os travões fa- cisão radical, mas, na prática, a Williams
que Jean-Pierre Jarier foi forçado a au- a chegada do Tyrrell 010-Cosworth, o oti- lharam antes da curva Tarzan e o Tyrrell tinha perdido dois dos melhores pilotos
sentar-se devido a problemas de saú- mismo reinava nas hostes da equipa do se enfaixou a alta velocidade na barreira do mundo, e via-se ‘à rasca’ para conse-
de. O irlandês não desiludiu, terminando de pneus desta, felizmente sem lesões guir manter o seu nível, ainda para mais
para o piloto. com o crescente poder dos motores tur-
Comparado com o seu bem mais expe- bo. Em Long Beach, a equipa recorreu a
riente colega de equipa, Daly nem se por- Mario Andretti, que também deixara a F1
tou mal. Em qualificação, ambos estive- no final de 1981 para se dedicar exclusiva-
ram ao mesmo nível e, em corrida, foram mente ao campeonato CART e, depois do
lutando com um carro frágil para con- boicote devido à Guerra FISA-FOCA em
quistar alguns lugares no top 10 e, ocasio- San Marino, Frank Williams contratou…
nalmente, pontos. Se Jarier chegou mais Derek Daly para ocupar o lugar vago na
vezes aos pontos – três quintos lugares Williams.
– Daly obteve o mesmo número de pon- Era uma oportunidade de ouro para o
tos – seis – graças aos seus dois quartos irlandês se afirmar, finalmente, aos 29
lugares. Deste modo, o irlandês mostrou anos. O Williams FW08-Cosworth era um
de forma bem clara a sua capacidade. No carro bem concebido, ombreando com a
entanto, Ken Tyrrell perdera grande parte McLaren na luta pelo melhor não-tur-
dodinheiro da Candy,patrocinador prin- bo e, quando os potentíssimos Ferrari,
cipal em 1980, e viu-se forçado a recorrer Renault e Brabham-BMW falhavam, ou
a pilotos pagantes em 1981, dispensando nos circuitos que não favoreciam tanto a
assim os seus dois homens. Derek per- potência bruta, as duas marcas britânicas
dia assim a primeira grande oportunida- estavam a postos para lutar pelos pódios
de de consolidar a sua curta carreira na e vitórias. No entanto, a equipa já estava
F1. Pior que isso, o irlandês não conse- centrada em Keke Rosberg e Daly nunca
guiu um volante competitivo e acabou pôde contar com o mesmo apoio, o que é
por assinar pela regressada March, que compreensível num contexto de luta de-
voltava à competição em parceria com sigual. Rosberg ainda não era campeão,
a RAM Racing. mas já tinha começado a amealhar pon-
Infelizmente, a RAM não tinha dinheiro tos, por isso Daly iria ter de mostrar servi-
e o March 811-Cosworth pouco mais era ço muito depressa. Depois de uma prova
do que uma imitação fraca do Williams apagada na Bélgica, Daly parecia não fazer
FW07. Assim, a primeira metade de 1981 muito melhor no Mónaco, quando errou a
acabou com Daly a falhar a qualificação meio da prova e danificou a asa traseira e
para todas as provas. Só em Espanha é que a caixa de velocidades. No entanto, foi-se
o piloto regressou às corridas, mas ou an- mantendo em prova e, quando começou
dava no fundo do pelotão ou abandonava a pingar nas últimas 15 voltas, a corrida
devido à péssima fiabilidade do modelo. É rapidamente se tornou numa lotaria, com
de admirar como, ainda assim, Daly con- o despiste de Prost, entre outros. Quando
seguiu dois lugares no top 10. Claro está Patrese fez um pião, Daly ficou com uma
que, no final da época, Derek deixou a boa oportunidade de chegar ao pódio,
equipa, mas agora já não era mais uma mas o carro estava danificado e a caixa
jovem promessa, mas sim um piloto que quebrou de vez à entrada da última volta.
acabara por nunca se destacar, e o me- Por ironia do destino, tanto Pironi como de
lhor que conseguiu arranjar foi um lugar Cesaris ficaram sem gasolina na última
na pequena Theodore, outra equipa que volta e o triunfo foi parar a… Patrese. Seria
poucas esperanças lhe dava. Deste modo, difícil, no estado em que o carro estava, a
1982 começou como mais um ano sem Daly segurar o italiano atrás de si se fosse

40

alcançado na última volta, daí não se po- que o finlandês era incrivelmente rápido, volante na F1 em 1983, o piloto não ficou disputando as provas em circuitos cita-
der dizer propriamente que foi o grande e medir-se contra ele era medir-se con- parado, mudando-se para o campeona- dinos ou convencionais para a Provimi
perdedor, mas, se não tivesse desistido, tra um dos maiores pilotos da década de to CART. Este, à semelhança da última Racing na restante temporada CART, ao
teria decerto terminado no pódio. Assim, 80. Observando bem as performances geração dos Can-Am, começava a atrair volante de um March 82/83C-Cosworth,
conseguiu apenas um ponto, do sexto de Daly, ele não foi completamente es- pilotos europeus em busca de outras op- sem resultados de relevo.
lugar que lhe foi atribuído. As provas se- magado em qualificação pelo colega de ções que não a Fórmula 1. Daly manteve- Contando com um carro novo, um March
guintes mostraram bem a capacidade equipa como habitualmente se comen- -se na Wysard Racing para disputar as 84C-Cosworth, a pequena Provimi Racing
de Derek em ser um piloto regular. Com ta, e em corrida fez aquilo que era mais 500 Milhas de Indianápolis, mas, após decidiu manter Daly, que tinha mostrado
Rosberg a assumir-se cada vez mais lí- esperado dele na altura – ganhar pontos inúmeras peripécias, abandonaria com sinais promissores. E, mal começou a épo-
der, Daly apostou em conquistar pontos, para a Williams. Quem sabe se, com mais o motor quebrado. Nesse ano, regres- ca, este demonstrou toda a sua maturida-
raramente terminando fora deles até ao uma época na F1, o irlandês não mostra- saria à Fórmula 2 por uma única prova, de com um sétimo lugar em Long Beach,
último terço da época, mesmo se não bri- ria ainda mais o seu talento? com um carro da McMahon Racing, ter- seguindo-se, algumas semanas depois,
lhou como Keke. No entanto, o último terço minando no nono lugar em Donington, e um quarto lugar em Portland e um sex-
da temporada foi marcado por problemas RECONVERSÃO E UM ACIDENTE GRA-
mecânicos e um acidente, daí que Derek
tenha terminado a época com apenas 8 VE NOS EUA
pontos, no 13º lugar do campeonato.
Pode dizer-se que, com esta tempora- Derek Daly ficou a saber ainda antes do
da de Daly na Williams, ficou provado final da época que a Williams não conta-
que ele se tratava de um piloto medío- va com ele para 1983. Deste modo, no final
cre, pelo menos para correr numa equi- de 1982, aceitou dois convites diversos
pa de topo. Mas, se formos a ver os dois para competir noutras disciplinas. Daly
anos seguintes, em que Laffite foi colega alinhou na prova de encerramento do
de equipa de Keke Rosberg na Williams, WSC/WEC, os 1000Km de Brands Hatch,
primeiro com motores Cosworth e depois ao volante de um modelo artesanal, o
com os Honda Turbo, vemos que Jacques Grid S1-Cosowrth, com Emilio de Villota
foi completamente ofuscado pelo finlan- e o americano Fred Stiff, terminando em
dês. E, ao contrário de Daly, Laffite era um 10º; e depois estreou-se no campeonato
nome conceituado na F1, sendo um ha- CART na pequena Wysard Racing, ao vo-
bitual vencedor desde 1977 e lutando pe- lante de um March 82C-Cosworth, mas
los títulos de 1979 e 1981. Mas a questão é a estreia numa oval terminou com uma
performance muito apagada.
Ainda assim, quando não conseguiu um

>> autosport.pt

41

to em Cleveland. No entanto, Derek nun- vez em quando, conseguia um resultado motor muito pouco fiável, caindo para 12º de Daytona com Bob Earl, Chip Robinson
ca conseguiu adaptar-se propriamente surpreendente, optando esta por subs- no campeonato, com apenas 25 pontos. e Geoff Brabham, mas a equipa desistiu
às ovais e somou erros e performances tituir Dennis Firestone por Daly depois já perto do fim com o motor quebrado.
muito apagadas neste tipo de circuito. E, de Indianápolis. Ao volante de um bem SUCESSO FINAL NA ENDURANCE No entanto, a glória chegou nas 12h de
já no final do campeonato, em Michigan, preparado Lola T87/00-Cosworth, Derek Sebring, quando Daly foi… primeiro e se-
Derek sofreu um terrível acidente quan- exorcizou o fantasma das ovais com um Apesar de ter feito a sua melhor tempo- gundo. Daly partilhou o Nissan com o ve-
do se despistou e desfez a frente do carro fabuloso terceiro lugar em Milwaukee, rada nos monolugares em 1988, Derek terano Bob Earl e venceu a prova, mas foi
contra os muros de cimento da mítica oval oscilando de seguida entre pontuações Daly nunca mais conseguiu ser o mes- ainda chamado a fazer alguns turnos na
americana. Daly sofreu múltiplas fraturas no final do top 10 e abandonos, o que lhe mo naquela disciplina depois do drama equipa Geoff Brabham/Chip Robinson,
nos pés e nas pernas, queimaduras de ter- deu um 15º lugar no final do campeonato, de Michigan. Por isso, no final de 1989, o que o qualificou também em segundo,
ceiro grau e algumas lesões internas que com 27 pontos. Em 1988 a equipa mante- decidiu deixar os IndyCars para se de- numa prova em que os carros japoneses
o fizeram perder muito sangue. ve-se fiel à Lola, com o T88/00-Cosworth, dicar ao campeonato IMSA. Mas, à parte estiveram impecáveis. Daly venceu, de
No entanto, Daly conseguiu ultrapassar e os resultados foram bastante melho- as provas que já se mencionaram, a pre- seguida, em Road Atlanta e Palm Beach,
este pavoroso acidente vivo e, após mui- res. Depois de uma primeira metade da sença de Daly na Endurance já vinha de com Brabham mas, entretanto, a equi-
ta fisioterapia, foi dado como apto para época a somar abandonos, à parte um 1988, quando foi convidado para integrar pa estreou o novo Nissan NPT-90 e os
voltar à competição em Indianápolis em quinto lugar em Long Beach e um sexto a equipa oficial da Jaguar nas 24h de Le resultados não foram tão bons. Mesmo
1985, correndo para a pequenina Tom em Cleveland, Daly terminou quase todas Mans, ao lado de Larry Perkins e Kevin assim ainda lhe valeu nova vitória em
Hess Racing, ao volante de um Lola T900- as provas da segunda metade da tempo- Cogan. Conduzindo o fabuloso XJR-9, a Mid-Ohio, o que deixou o veterano irlan-
Cosworth, conseguindo terminar num 12º rada nos lugares pontuáveis e mostrou, tripla assistiu à vitória dos seus colegas dês em nono no campeonato. Já nas 24h
e último lugar. Uma prova da sua enorme mais uma vez, que embora não se dando de equipa e classificou-se no quarto pos- de Le Mans, com o Nissan R90CK, a tripla
perseverança e capacidade de sofrimen- muito bem com ovais, conseguia ocasio- to, sendo o segundo melhor Jaguar em Robinson/Brabham/Daly até não andou
to. No entanto, para competir ao mais alto nalmente transcender a sua performan- prova. No final de 1988, Daly fez também mal, mas abandonaria já de manhã, com
nível nos monolugares, ficou claro que ce, neste caso com um quarto lugar em duas provas de IMSA ao volante de um uma fuga de óleo.
Daly precisaria de uma recuperação bem Pocono. No final da época foi nono com Nissan GTP ZX-T da equipa norte-ame- Em 1991, Daly trabalhou mais nas sombras,
mais-longa, seguindo-se por isso mais de 53 pontos, um resultado fantástico para ricana, terminando as duas corridas nos como piloto de testes e desenvolvimen-
um ano em fisioterapia. Em 1986, enquan- uma formação tão pequena. Se a equipa pontos. Em 1989, Derek apenas disputou to. Ainda assim, foi segundo em Daytona,
to procurava um volante no campeonato esperava melhorar ainda mais em 1989, Le Mans, novamente com a Jaguar, desta ao volante do R90CK com Robinson/
CART – entretanto Daly tinha-se radica- cometeu o grave erro de trocar os moto- vez com Davy Jones e Jeff Kline, mas de- Brabham/Earl, e depois venceu de novo
do definitivamente nos EUA – Derek ali- res Cosworth pelos Judd, que ainda esta- sistiu ao anoitecer. Sebring, já com o NPT-90, com os irmãos
nhou nas 24h de Daytona ao volante de vam em fase de claro desenvolvimento. À Quando deixou de vez os monolugares, Geoff e Gary Brabham. A partir daí, correu
um Porsche 962 da Bayside Racing, ao parte outra fabulosa performance numa Daly assinou pela equipa de fábrica da apenas ocasionalmente, centrando-se
lado de Bob Wollek e Bruce Leven, vindo oval, que culminou com o quinto lugar em Nissan, que tinha um departamento to- no desenvolvimento do Nissan NPT-91.
a abandonar a prova. De seguida, tentou Michigan, e três nonos lugares, Daly rara- talmente dedicado ao campeonato IMSA. E, em 1992, tomou a decisão de se retirar
qualificar-se para Indianápolis com um mente terminou uma prova, vítima de um A época começou com o devidamente após tentar vencer mais uma vez as clás-
March 86C-Cosworth da Team Menards, desenvolvido GTP XZ-T, voltando às 24h sicas americanas. Com Gary Brabham e
mas ainda não estava totalmente recupe- Steve Millen, a vitória em Daytona esca-
rado e ficou pelo caminho. Só na segunda pou-lhe, já que a tripla desistiu devido a
metade da temporada é que Daly regres- um acidente, e nas 12h de Sebring, com
sou pontualmente ao campeonato CART, Geoff e Gary Brabham e o vencedor das
conduzindo outro March-Cosworth para Indy 500 em 1990, Arie Luyendyk, termi-
a Curb Motorsports e evidenciando ter re- nou em segundo. Finda a temporada e o
cuperado o ritmo com um fabuloso sexto seu papel de piloto de testes da Nissan,
lugar no circuito citadino de Meadowlands Derek regressaria brevemente à Europa
e um 10º na oval curta de Sanair. para ajudar a Williams em 1993 a testar o
Definitivamente pronto para o regresso, sistema de suspensão ativa, retirando-se
em 1987 Daly só conseguiu um lugar nou- então em definitivo, com 40 anos.
tra equipa muito pequena, a Pace Racing, Não que Derek se afastasse de vez do
para Indianápolis, mas o motor Buick que- desporto motorizado. Pelo contrário, o
brou pouco depois do meio da prova. No irlandês tornou-se um célebre comen-
entanto, a sua performance tinha cha- tador televisivo, conselheiro de pilota-
mado a atenção da Raynor Motorsports, gem e também homem de negócios, com
uma das muitas pequenas equipas que, de a companhia de serviços MotorVation.
Participa também em debates e pales-
tras motivacionais e sobre as qualida-
des necessárias para singrar no desporto
automóvel, sendo recebido com enorme
sucesso. Está radicado nos EUA, nos ar-
redores de Indianápolis, aonde vive com
a sua terceira mulher, Rhonda, e os três
filhos do segundo casamento. Entre estes
destaca-se Conor, que decidiu prosseguir
uma carreira no automobilismo, e é am-
plamente apoiado pelo seu pai. Depois de
falhar uma carreira na Europa, Daly con-
seguiu exprimir todo o seu talento nos
EUA e já foi Rookie do Ano nos IndyCars,
estando de momento a tentar estabele-
cer-se definitivamente na categoria.

+42

OPEL Francisco Mendes reforçado pela ‘lâmina’ moldada nas portas.
As duas linhas vincadas ao nível dos puxa-
» KARL ROCKS [email protected] dores das portas destacam, uma vez mais,
ste Karl é um verdadeiro citadino a modernidade e o dinamismo deste Karl.
ON THE ROCKS - PEQUENO MAS DIVERTIDO de pequenas dimensões por fora, Na traseira sobressaem grandes grupos óti-
é certo, mas grande por dentro, cos que ilustram bem a atenção excecional
Karl Rocks é o modelo em que a Opel aposta especialmente adaptado para en- ao detalhe, pouco comum na conceção de
para conquistar os adeptos dos SUV... e não frentar duras condições de trânsito automóveis deste segmento.
apenas pelo estilo urbano e verdadeiramente diver-
tido na utilização diária do tráfego caótico INTERIOR
LEIA MAIS ENSAIOS E ACOMPANHE das cidades.
TODAS AS NOVIDADES EM AUTOSPORT.PT Com esta aposta a Opel tenta seduzir os A maior altura ao solo permite obter uma
mais jovens para as virtudes deste Karl posição de condução mais elevada, com
Rocks, que estamos certos que pode vir ao vantagem ao nível da visibilidade e dos
encontro das necessidades de muita gente acessos ao habitáculo. Parece incrível mas
agora que o período de praia se aproxima. este Karl Rocks permite uma boa visibili-
Num primeiro olhar é fácil perceber que dade de todos os seus ângulos.
barras de tejadilho, pára-choques volu- Os bancos são forrados com um tecido
mosos, proteções dos arcos das rodas e exclusivo de textura inspirada em favos
embaladeiras e jantes de 15 polegadas em de mel. Nas portas da frente, o Karl Rocks
liga leve, de desenho exclusivo, mostram possui proteções de embaladeira.
um Karl Rocks engraçado e fácil de agradar Um novo toque de sofisticação é dado pelo
aos mais exigentes. painel brilhante do tablier que enquadra os
O design do Karl é atraente e sóbrio. A frente sistemas de infoentretenimento disponí-
exibe uma grelha trapezoidal larga e rebai- veis: o rádio R300 ou o R4.0 IntelliLink, os
xada com o logo da marca. quais permitem integrar ‘smartphones’
A barra surge mais fina e com ‘extremida- através do Apple CarPlay e do Android Auto,
des aladas’ que encaminham a atenção para facultando, nomeadamente, acesso à nave-
os faróis em forma de ‘olho de águia’. De gação com Apple Maps ou Google Maps. A
lado, o perfil dinamicamente ascendente é capacidade de conectividade com o exterior
é completada com o sistema de apoio em

>> autosport.pt/automais

43

viagem e em caso de emergência há ainda FT/ F I C H A T É C N I C A capacidade para 206 litros, é interessante Asuspensão dianteira possui molas com
o Opel OnStar. Esta abordagem integrada e acaba por dar para arrumar o necessário compensação de carga lateral, casquilhos
à ligação com o exterior torna o Karl e o 1.0 / 75 CV para o dia a dia com facilidade. Já para casos de revestimento duplo e uma estrutura
Karl Rocks nas referências do segmento em que circulemos com quatro passageiros de ancoragem extremamente rígida que
dos pequenos citadinos. GASOLINA tudo se torna mais complicado. permite melhorar o trabalho da suspen-
A Opel dotou o Karl Rocks de uma completa são e reduzir níveis de ruído e vibrações.
lista de equipamento de série, onde se in- 13,9 S AO VOLANTE Focada nas mesmas prioridades, a sus-
cluem ar condicionado, espelhos reguláveis pensão traseira é de eixo de torção de
eletricamente, computador de bordo, pro- 0-100 KM/H É na estrada que a diversão se acentua secção tubular, com apoios à frente das
gramadordevelocidadecomlimitador,rádio quando o bloco de 1.0 litros a gasolina com rodas.
com Bluetooth, entrada USB e assistência 3,9 L / 5,71 L (AUTOSPORT) 75 cv começa a ser explorado, já que rapi- Os amortecedores, por seu turno, estão
ao arranque em subidas. damente percebemos que estamos perante colocados em posição vertical, atrás das
No domínio da segurança, dispõe de siste- 100 KM um carro vivo e disposto a colaborar nas rodas. Esta articulação proporciona o me-
ma de monitorização de pressão de pneus estradas mais sinuosas ou mesmo de- lhor controlo de movimentos das rodas.
e ESP. 104 gradadas, à escala da potência disponível. O Karl Rocks é um citadino de cinco portas
O espaço disponível acaba por surpreender O motor de três cilindros construído em e cinco lugares que constitui uma solução
já que é possível arrumar cinco passageiros G/KM- CO2 alumínio - faz parte da mesma família do muito versátil para o dia a dia, especial-
no Karl. É certo que o passageiro do meio no elogiado 1.0 Turbo disponível nos modelos mente agora nesta versão mais radical.
banco traseiro vai ficar um pouco apertado, 13 740€ Corsa e Adam - destaca-se pela suavidade O que foi adicionado à carroçaria e ao seu
mas se a viagem não for longa chega ao de funcionamento e pela eficiência. interior permitiu que o Karl ganhasse um
destino de forma confortável. PREÇO BASE A caixa manual de cinco velocidades é sua- espirito mais jovem e divertido, face ao
As cinco portas franqueiam o acesso a ve e de fácil manuseamento, a suspensão seu ‘irmão’ mais velho.
cinco lugares muito mais espaçosos do CONSUMO / CONFORTO / DESIGN dianteira do tipo McPherson e o eixo de Não será por isso de estranhar que os
que as dimensões exteriores compactas torção na traseira ajudam bastante aos mais condutores mais jovens se venham a ren-
fariam supor. ALGUNS PLÁSTICOS exigentes desafios, não quero com isso dizer der a esta versão depois de um primeiro
O banco traseiro é rebatível assimetrica- que o Karl Rocks é um ‘expert’ quando o contacto com o Rocks.
mente, na proporção 60/40, e pode ser MOTOR 3 CIL., INJ. DIRETA, TURBO, 999 CM3, percurso é mais ´’Rocks’ que alcatrão, pois Só pela diversão vale a pena!
totalmente recolhido para abrir um notá- POTÊNCIAMÁXIMA 75 CV/ 6500 RPM BINÁRIO nem por isso.
vel volume de 1013 litros para transporte MÁXIMO 95 NM / 4500 RPM TRANSMISSÃO
de objetos e bagagens. A bagageira, com DIANTEIRA, MANUALDE 5VEL. SUSPENSÃO TIPO
MCPHERSON À FRENTE E EIXO DE TORÇÃO ATRÁS
TRAVAGEM D/D PESO 939 KG MALA 206 (ATÉ
1013L) DEPÓSITO 32 L VEL. MÁX 170 KM/H

+44

PEUGEOT

» 308 SW 1.5 BLUEHDI GT LINE

QUANDO DE MENOS SE FAZ MAIS!

Antecipando a entrada em cena da normativa europeia
antipoluição para 2020 (Euro 6.2), a Peugeot coloca-se
em jogo com o novo motor 1.5 BlueHDI. O 308 SW aparece
agora assim menos poluente e “guloso”, oferecendo
ainda um débito superior de potência (130 cv) face ao
seu antecessor 1.6 BlueHDI. Resta saber como convivem
o conceito familiar e semi-desportivo da versão GT Line.
Fomos descobrir…

Filipe Pinto Mesquita bancos dianteiros e traseiros em pele com écrã tátil de 9,7’’ (que inclui sistema de mento também se revela de suma
[email protected] pespontos vermelhos. Nesta versão, os navegação) e onde estão concentradas importância para conquistar segui-
luxos, a pagar à parte (que são muitos), muitas das funções multimédia que a dores ou, neste caso, compradores. De
Ovisual da Peugeot 308 SW começam nos assentos com memória e carrinha tem para oferecer. Só é pena série, o 308 SW traz uma argumentação
é agradável à vista, mas a aquecimento e vão até às massagens (só que o botão “start” e o travão de mão convincente. Na segurança, os airbags
versão GT Line concede-lhe nos bancos dianteiros), o que empresta elétrico, por vezes, não obedeçam de laterais dianteiros e os de cortina são
um espírito desportivo que a à vida a bordo muita agradabilidade e dá forma célere e muitos vezes à primeira a sua máxima expressividade, mas
torna mais “agressiva”, sem um toque de classe, no campo do con- tentativa, parecendo ter personalidade há também que contar com o siste-
chegar a ferir suscetibilida- forto, acrescentado pelo teto panorâmico própria. ma de monotorização de pressão de
des. Está “no ponto”, dir-se-ia. Os frisos filtrado por uma cortina de comando Num segmento onde todos os argu- pneus, faróis LED, sensores de chuva
dos contornos das portas cromados, os elétrico. Mas, o que se ganha, por um mentos de venda contam, o equipa- e luz, sensores de parque dianteiros
vidros escurecidos atrás, as barras no lado, perde-se pelo outro, com o volante
tejadilho em alumínio e as óticas LED de dimensões reduzidas e que interfere
são um excelente cartão de visita. Mas na visibilidade do painel de instrumentos
são as inscrições laterais dianteiras e para um condutor de estatura média, a re-
na traseira “GT Line”, as desportivas velar-se uma mancha difícil de disfarçar.
jantes de 18 polegadas e as ponteiras Fazendo jus à sua vertente familiar, este
traseiras retangulares cromadas que 308 SW oferece boas cotas de habitabili-
mostram a personalidade mais vincada dade, tanto à frente, como atrás, ao nível
desta 308 SW, que também brilha pela dos ombros, pernas e joelhos, podendo
sua grelha dianteira “provocante”. As ainda dar-se ao luxo de apresentar uma
dimensões, com um comprimento de das melhores bagageiras da classe, com
4,585m e 1,804m de largura, não são 610 litros (1660 litros com o rebatimento
a referência na classe, mas estão lon- dos bancos traseiros, através de práticas
ge de não cumprir o que se espera de patilhas lateral) e verdadeiramente fun-
uma carrinha familiar do segmento cional, uma vez que vem munida com
em questão. calhas laterais.
Versão “GT Line” também significa in- Com um design interior muito mini-
teriores a apelar à veia desportiva, com malista, o destaque na ação vai para o

>> autosport.pt/automais

45

FT/ F I C H A T É C N I C A

1.5 / 130 CV

GASÓLEO

10,6 S

0-100 KM/H

3,8 L / 5,8 L (AUTOSPORT)

100 KM

100

G/KM- CO2

33 700€

PREÇO BASE

MOTOR ENERGÉTICO E POUPADO/CAIXA
PRECISA/BOA QUALIDADE GERAL

VISIBILIDADE DO PAINEL DE
INSTRUMENTOS/BOTÃO “START” LENTO/
TRAVÃO DE MÃO ELÉ. “INTERMITENTE”

MOTOR 4 CIL., INJ. DIRETA, TURBO,
1499 CM3 POTÊNCIA 130 CV / 3750
RPM BINÁRIO 300 NM / 1750 RPM
TRANSMISSÃO DIANTEIRA, CX. MANUAL
DE 6 VEL. SUSPENSÃO MCPHERSON
À FRENTE E EIXO DE TORÇÃO ATRÁS
TRAVAGEM DV/D PESO 1295 KG MALA
610L DEPÓSITO 53L VEL. MÁX. 198 KM/H

e traseiros, câmara de visão trasei- €), Driver Sport (350 €), Safety (400 €) quem mais ordena e, nesse capítulo, a das 1750 rpm também cumpre com o
ra 180⁰ e sistema de navegação. Para ou os mais completos Pack Safety Plus 308 SW 1.5 BlueHDI passa todos os tes- esperado, com muita suavidade no fun-
desfrutar também poderá contar com (650 €), ou sua junção com o Pack Drive tes, proporcionando viagens em família cionamento e entrega, bem auxiliado
o ar condicionado automático bizona Assist (800 €), fazem escalar o preço agradáveis, sem grandes sobressaltos. que está por uma caixa de seis veloci-
e os rails na bagageira em alumínio. final para números pouco apetecíveis Mas e quando os compromissos fa- dades precisa, de fácil manuseamento
Nos lugares traseiros, há porta-copos (33.700 € é o preço base). miliares exigem alguma rapidez sem e escalonamento correto. Mas para as
embutidos no apoio de braços central O mundo automóvel está em muta- perder compostura (leia-se, conforto)? suas animadas performances muito
e uma invulgar tomada de 220V, por ção, mas a principal vocação de uma Ora, aqui a carrinha da Peugeot tam- contribui também o som bem trabalha-
cima de um dos pequenos espaços carrinha ainda se mantém. Por mais bém não perde pontos já que o motor 1.5 do das saídas de escape (algo que chega
de arrumação disponíveis. Mas Packs “pozinhos” desportivos que sobre ela BlueHDI de 130 cv, com um binário de mesmo a entusiasmar), talvez até mais
importantes como o Side Security (350 caiam, ainda é o estatuto de “familiar” 300 Nm que se despacha logo a partir do que as marcas de aceleração e recu-
perações, que se mantêm praticamente
inalteradas (face à carrinha equipada
com a motorização descontinuada 1.6
BlueHDI) e que se revela agora menos
poluente e com melhores consumos
(3.8 l/100 km anunciados e 5.8 l/100
km reais).
O “feeling” de condução é sempre po-
sitivo, independentemente do ritmo
imposto e a forma como a suspensão
se relaciona com o asfalto é uma peça
vital no puzzle do conforto. Só os pneus
225/40 R18 é que prejudicam a tranqui-
lidade em pisos mais irregulares, mas
compensam quando o ritmo fica mais
endiabrado, ajudando a uma atitude
mais desportiva e a melhorar a es-
tabilidade, optimizada em parte, pela
correta afinação do chassis.

+

KIA

» PICANTO 1.0 T-GDI X-LINE

VITAMINA PICANTO os tempos em que tínhamos de ser traseiros; carregador de telemóvel sem
levados por alguma dose de loucura fios; e pedais em alumínio.
O Picanto 1.0 T-GDI X-Line é uma versão verdadeiramente para estar aos comandos de alguns Atrás do volante percebemos que este
disposta a transportar-nos para a aventura, num modelo citadinos. Kia Picanto é confortável, tendo assen-
inspirado nos SUV da marca, mas ao jeito de um citadino Agora tudo é diferente e aos comandos tos com um bom apoio lombar. O volante
capaz de revelar toda a sua ‘vitamina’ assim que lhe deste Picanto fica claro que a diversão apresenta um formato mais desportivo
carregamos nos acelerador está prestes a começar, mas com o rigor que nos proporciona um maior prazer
e o bom senso que a marca sul-coreana quando temos em mãos este pequeno
Francisco Mendes ques revelam-se mais robustos, dispon- coloca nos seus modelos. grande automóvel.
[email protected] do de proteções inferiores de carroçaria Apesar de contarmos com um eleva- Se nos bancos da frente viajamos de for-
à frente e atrás. Os acabamentos em do número de plásticos duros, a mon- ma confortável, o mesmo se aplica aos
N um primeiro olhar perce- verde ou prateado da grelha e da moldura tagem é rigorosa. Por outro lado, em bancos traseiros onde dois passageiros
bemos que este Picanto 1.0 dos faróis de nevoeiro, alargamentos equipamento temos ar condicionado; usufruem de espaço suficiente para
T-GDI X-Line tem uma maior dos guarda-lamas em preto, difusor computador de bordo; faróis automá- uma viajem sem percalços ou apertos.
altura ao solo que os restan- metálico que alberga uma saída dupla ticos; volante forrado a pele; sistema Já a bagageira, conta com 255 litros
tes membros da família. E de escape e jantes de 16” são também de infotainment com ecrã de 7’’ com de capacidade, o suficiente para as
de facto assim é, são mais traços distintivos deste modelo. ligações Apple CarPlay e Android Auto; necessidades dos apreciadores destes
15mm, para um total de 156mm. A par câmara e sensores de estacionamento citadinos.
disso, destaque para as Luzes diurnas INTERIOR
dianteiras e farolins traseiros de LED, Ao entrar no habitáculo deste Kia
que lhe dão personalidade. Os pára-cho- Picanto percebemos como vão longe

47

AO VOLANTE FT/ F I C H A T É C N I C A

O motor que equipa este Kia Picanto 1.0 / 100 CV
X-Line 1.0 T-GDi conta com 100cv, que
lhe dão uma vitamina extra, num auto- GASOLINA
móvel que passa ligeiramente a barreira
dos 1000 kg. Contando com uma caixa 10,1 S
manual de cinco velocidades, precisa
e de engrenamento suave, este motor 0-100 KM/H
mostra que é vivo e proporciona uma
boa desenvoltura no trânsito urbano. 4,5 L / 5,6 L (AUTOSPORT)
Na prática este Picanto mostra-se
bastante agradável de conduzir, com 100 KM
uma direção suave e uma suspensão
‘subida’ 15mm, de forma a dar o tal cariz 105
mais crossover, o que torna este X-Line
num ‘Micro-Crossover Desportivo’, seja G/KM- CO2
em auto-estrada ou em estradas mais
sinuosas, onde tiramos grande partido 15 680€
da sua divertida condução.
PREÇO DA VERSÃO ENSAIADA
VEREDITO
COMPORTAMENTO /MOTOR
O Picanto 1.0 T-GDI X-Line é verdadei-
ramente um citadino de puro-sangue FALTA DE APOIO NOS BANCOS
onde o motor nos permite colorir um DIANTEIROS
pouco mais a condução do dia a dia.
É uma opção a ter em conta para quem MOTOR 3 CILINDROS EM LINHA TURBO,
procura um automóvel deste género 998 CM3 POTÊNCIA MÁXIMA 100 CV
com um caráter próprio e exclusivo / 4500 RPM BINÁRIO MÁXIMO 172
e desejoso de transmitir as emoções NM / 1500- 4000 RPM TRANSMISSÃO
mais puras ao estilo de vida de cada DIANTEIRA, CX. MANUAL DE 5 VEL.
condutor. SUSPENSÃO MCPHERSON À FRENTE E EIXO
DE TORÇÃO ATRÁS TRAVAGEM DV/D PESO
1020 KG MALA 255L DEPÓSITO 35L VEL.
MÁX 180 KM/H

E/ Dando cumprimento ao estabelecido no n° mais importantes provas de desporto au- leitores uma informação atual, rigorosa abordagem e de análise dos factos noti-
1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro, tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade
ESTATUTO Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O
EDITORIAL Editorial da publicação periódica AutoSport: ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re- AutoSport pratica um jornalismo pautado
1. O AutoSport é um semanário dedicado temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como
suas mais distintas vertentes: desporto e comercial. O AutoSport pauta as suas opções edito- pressuposto editorial facultar a melhor
competição, comércio, indústria, segurança 2. O AutoSport está comprometido com riais por critérios de atualidade, interesse informação e a melhor formação aos seus
e problemática rodoviária. O AutoSport o exercício de um jornalismo formativo e informativo e qualidade, procurando apre- leitores, seguindo sempre as mais elemen-
edita, semanalmente, conteúdos sobre as informativo e procura oferecer aos seus sentar aos seus leitores a mais completa tares normas deontológicas.

PROPRIEDADE FOLLOW MEDIA COMUNICAÇÃO UNIPESSOAL, LDA. – NIPC 510430880, RUA MANUEL INÁCIO Nº8B 2770-223 PAÇO DE ARCOS REDAÇÃO RUA MANUEL INÁCIO Nº8B 2770-223 PAÇO DE ARCOS GERÊNCIA PEDRO CORRÊA MENDES
[email protected] DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES [email protected] DIRETOR-EXECUTIVO JOSÉ LUÍS ABREU [email protected] COLABORADORES ANDRÉ DUARTE, FRANCISCO MENDES, MARTIN HOLMES,
JORGE GIRÃO, JOÃO F. FARIA, JOÃO PICADO, NUNO BRANCO, NUNO BARRETO COSTA, RODRIGO FERNANDES E GUILHERME RIBEIRO FOTOGRAFIA AIFA/JORGE CUNHA, ANDRÉ LAVADINHO, ZOOM MOTORSPORT/ANTÓNIO SILVA
DESIGNER GRÁFICA ANA SILVA [email protected] IMPRESSÃO SOGAPAL, S. A.,SOC. GRÁFICA DA PAIÃ, S. A. DISTRIBUIÇÃO VASP – DISTRIBUIDORA DE PUBLICAÇÕES, S. A., TIRAGEM 15 000 EXEMPLARES REGISTO NA ERC 105448
DEPÓSITO LEGAL Nº 68970/73 – COPYRIGHT© TODOS OS DIREITOS RESERVADOS DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO EM VIGOR. EMVIRTUDE DO DISPOSTO NO ARTIGO 68 Nº2, I) E J), ARTIGO 75º Nº2, M) DO CÓDIGO DO DIRETOR DE AUTOR E DOS DIREITOS
CONEXOS ARTIGOS 10º E 10º BIS DA CONV. DE BERNA, SÃO EXPRESSAMENTE PROIBIDAS A REPRODUÇÃO, A DISTRIBUIÇÃO, A COMUNICAÇÃO PÚBLICA OU A COLOCAÇÃO À DISPOSIÇÃO, DA TOTALIDADE OU PARTE DOS CONTÉUDOS DESTA PUBLICAÇÃO,
COM FINS COMERCIAIS DIRETOS OU INDIRETOS, EM QUALQUER SUPORTE E POR QUAISQUER MEIOS TÉCNICOS, SEM A AUTORIZAÇÃO DA FOLLOWMEDIA COMUNICAÇÃO, UNIPESSOAL LDA. A FOLLOWMEDIA NÃO É RESPONSÁVEL PELO CONTÉUDO DOS
ANÚNCIOS. EDIÇÃO ESCRITA AO ABRIGO DO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO. CONTACTO [email protected]


Click to View FlipBook Version
Previous Book
ㅤㅤㅤ ㅤㅤ
Next Book
DeRomos Marketing Menu Booklet Final 061918.cdr