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Published by hmilheiro, 2018-03-12 14:22:54

AutoSport_2098

AutoSport_2098

#2098 40
ANO 40
anos
14/03/2018
>> autosport.pt
2,35€ (CONT.)

ESPGEUCIIAAL DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES
8 PÁGINAS
> MERCEDES RODOU MAIS
> RED BULL RÁPIDA
> 2º PELOTÃO EQUILIBRADO

TESTES

ESFTEÁRRFOARRTIEDEFÓRMULA1
RBARLIIDLOHMOÉXRICAODLIOAENBTEEOGIER +
YAMAHA MT-09
VERSÃO SP
DE 2018

PÁG. 34

FORD FIESTA

1.5 TDCI ST-LINE



3

I/ I N S TA N TÂ N E O SIGA-NOS EM EDIÇÃO

#2098
14/03/2018

f l> > a u t o s p o r t . p t
facebook.com/autosportpt twitter.com/AutoSportPT

PORTA Muitos consideram um exagero o número de super especiais do WRC, que pouco ‘dizem’ aos pilotos, mas são ‘mesmo’ muito José Luís Abreu
importantes pois levam os ralis à porta das pessoas, e há sempre alguns que no ano a seguir… vão ao ‘monte’
DIRETOR-EXECUTIVO
S/ SEMÁFORO EM DIRETO
[email protected]
PARADO A ARRANCAR A FUNDO “Foi uma ótima surpresa
ver que o meu ritmo Foram conhecidos na pas-
É como a McLaren tem Acabou a pré-época Esperava-se uma boa estava próximo dos meus sada semana os dados do
estado, num caso a de F1. exibição de Sébastien adversários”, Sébastien Loeb, impacto mediático da prova
seguir com atenção. Loeb. Mas o que fez no de abertura do Campeonato
Agora já não há a Mercedes parece México foi bem mais que só não contava com ‘aquela’ pedra de Portugal de Ralis, com a
desculpa Honda… melhor, mas Ferrari Cision a anunciar um valor
está muito rápida… que isso “Temos um design agressivo de quase dois milhões de euros. É
que vai acabar por dar um número muito forte que mostra
O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES NA ERA DIGITAL resultados”, Eric Boullier, a dar claramente que algo está a ser bem
feito a este nível. Não é novidade para
Siga-nos nas redes sociais e saiba a justificação possível para ninguém que os ralis são muito bem
tudo sobre o desporto motorizado no a má pré-época da McLaren vistos em Portugal, isso é algo que
computador, tablet ou smartphone via foi ‘plantado’ há muito por quem fez
facebook (facebook.com/autosportpt), “Acho que estaremos nascer, crescer e alimentou durante
twitter (AutosportPT) ou em suficientemente perto para estes anos todos o Rali de Portugal.
>> autosport.pt lutar”, Daniel Ricciardo, que Mas o importante agora é aproveitar
este balanço, trabalhar em cima do
acredita ser esta a melhor pré-época que de bom se tem vindo a fazer,
da Red Bull surfar esta ‘onda’ gigante e, se possí-
vel, alargar isto a outras disciplinas.
“Tinha tudo o que precisava É lógico que há razões para que este
para vencer no México, ritmo, número seja três vezes superior a
carro e a posição na estrada, igual período do ano passado, mas
mas não estive à altura”, não podemos desaproveitar o facto
de os ralis serem hoje um dos des-
Kris Meeke, zangado com ele próprio portos com maior notoriedade em
território nacional.
As transmissões ‘live streaming’ são
importantes. Por exemplo, a que se
fez em Fafe pela Movielight contou
com 8586 espetadores em direto e
estão previstas mais durante o ano;
também o trabalho de comunicação
do Team Hyundai Portugal em Fafe
foi fantástico. Tudo isto vai refletir-se
certamente no futuro da modalidade.
Agora, era bom aproveitar estes bons
exemplos e alargá-los a outras disci-
plinas, porque se funcionou nos ralis,
também irá funcionar na Velocidade,
TT, Montanha, Ralicross, Karting, etc.
Não me canso de bater nesta tecla.
Hoje em dia há muita oferta e quan-
do chegam os fins de semana as
pessoas querem ‘fazer coisas’. Mas
se os ‘motores’ ficarem quietos à
espera que elas apareçam ‘sozinhas’,
vão perder a corrida para a muita
concorrência.

4 WRC/
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS - MÉXICO

RALI DO MÉXICO

OGIER,
NO SEU
MELHOR
Sébastien Ogier venceu o Rali do México fruto duma excelente
prestação, numa prova em que Sébastien Loeb mostrou que á uma música muito antiga não se lembra de Loeb em três rodas
do Paul Young, músico que com o Citroën Xsara em 2005, ou de
quem sabe nunca esquece. Dani Sordo, ‘proscrito’ da Hyundai,é quase do tempo em que Ogier a parar para Ingrassia abrir um
Sébastien Loeb começou a portão. Ou mais recentemente o famoso
Hregressou aos pódios correr - passe o exagero e fi- Titanak de 2015, ou o ‘circo’ do ano pas-
sado, aquando do passeio pelo parque de
que a ideia - que diz no refrão: estacionamento de Kris Meeke.
Para este ano, a história antes do rali
Martin Holmes com José Luís Abreu “volta e, fica duma vez por todas desta que se tornou na história do rali foi o
[email protected] vez...”. É o que apetece dizer ao francês, regresso de Sébastien Loeb. Um herói
do WRC, com os seus nove títulos de
FOTOGRAFIA @WORLD/ A.LAVADINHO/ A.VIALATTE que depois de tanto tempo ausente, Campeão, que não se esconde dos de-
safios, enfrenta-os, e, regra geral, como
regressou quase como se nada fosse, foi o caso, brilha a grande altura.
Mas houve mais brilho. 10 anos depois da
disputando os primeiros lugares, che- sua primeira aparição no Rali do Méxi-

gando depois à liderança, que perdeu

na sequência de um furo.

Realmente este Rali do México é useiro

e vezeiro em criar excelentes histórias

para o WRC, e assim de repente, quem

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5

COMENTÁRIO
DO VENCEDOR

SÉBASTIEN OGIER

co, Sébastien Ogier teve uma daquelas 9 no deserto do Atacama e no meio das Sébastien Ogier venceu o Rali do
performances quase miraculosas, em espetaulares corridas do Mundial de Ra- México 10 anos depois de se ter
que se sobrepôs ao facto de ter que ser o NÚMERO DE PILOTOS QUE VENCERAM licross, o seu ‘meio’ são mesmo os ralis. estreado no WRC, precisamente
segundo na estrada no primeiro dia, em TROÇOS NO RALI DO MÉXICO. NOVO Compreende-se o cansaço, a saída, o nesta prova: “Estou muito feliz,
que perdeu 35 segundos. Depois, em sete RECORDE DO ANO querer experimentar outros mundos, e foi uma fantástica vitória aqui,
troços, passou de sexto para primeiro. as saudades de agora. Foi preciso mes- com o Julien, em 2008, no JWRC.
Enquanto isso, o seu veterano compa- mo muito pouco para entrar no ritmo. Agora foi como um sonho, estar
triota, Sébastien Loeb, realizou o tão Convém não esquecer que o ‘homem’ aqui e agora 10 anos depois,
esperado regresso ao WRC, impressio- após o shakedown confessou que até conseguindo uma das minhas
nando as hostes ao passar pela liderança as notas já eram estranhas. melhores performances de sem-
da prova, durante três troços, a meio pre. Ataquei imenso e o Julien e a
do evento, até furar e perder 2m23.7s. OGIER BRILHANTE equipa estiveram perfeitos.
Terminou em quinto, mas deixou claro Ogier teve o mérito de nunca virar a Ataquei em quase todo o rali,
a toda a gente que apesar de ter andado cara à luta e sabendo que os ralis são no primeiro dia, apesar de ser
pelas pistas do WTCC, subido às nuvens longos, sabia também que, a pouco e dos primeiros na estrada, dei o
de Pikes Peak, andado pela Rota da Seda, pouco, podia levar a água ao seu moi- meu melhor, andei nos limites
- é frustrante guiar com o piso
assim, mas tentei minimizar as
perdas. No sábado, tínhamos uma
posição melhor, e começámos a
atacar. Chegámos à liderança, e
estou contente pois demos tudo,
até na PowerStage. A meio do dia
de sábado percebi que podia lá
chegar e metemos mais pressão
na frente. Estava a 15 segundos,
o Seb (Loeb) furou, mas mesmo
sem o furo acho que tínhamos
mais ritmo. Mas penso que teria
sido uma batalha equilibrada. A
propósito, não há muitos pilotos
que conseguissem fazer o que ele
fez aqui. Muito bom Seb Loeb”,
disse.

WRC/
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS

6 RALI DO MÉXICO 3 DE 13

nho. E assim fez. Quando Loeb e Sordo
furaram, Ogier estava apenas a 15.5s,
empatado com Meeke. Depois, o inglês
da Citroën fez um pião e Ogier ficou na
situação que mais gosta. De repente, os
35s que teve de atraso no primeiro dia,
foram convertidos em 34.5s de avanço
no segundo. O rali ‘morreu’ aí.
Na frente, ninguém mais quis arriscar
em demasia, e Sordo chegou ao segundo
lugar quando Meeke fez mais uma das
suas já célebres ‘avarias’. Mas está me-
lhor, porque desta vez só capotou me-
tade. Antes, não tinha perdido o humor,
pois publicou um post no Twitter a pedir
aos espetadores que estacionassem
mais ‘ordeiramente’ à volta dos troços.
Não fosse o diabo tecê-las. Terminou
no pódio, o que não foi nada mau. Mas
podia ter feito bem melhor.
Quanto a Sordo, pela 25ª vez na sua car-
reira foi segundo classificado, algo a que
se habituou desde cedo a fazer. Dantes
era um ‘Sébastien’, agora é outro.
A Toyota teve um evento terrível, pois
apesar de Ott Tänak ter completado o
primeiro dia em terceiro, bem na luta
pela liderança, ficou muito cedo sem
Jari-Matti Latvala e Esapekka Lappi. Ini-
cialmente, o motor dos seus Yaris WRC
sobreaqueceu, mas, na verdade, mais

M/ MOMENTO F/ FIGURA

O que se passou nas PE 14 e 15 decidiu o rali. Grande rali de Sébastien Loeb, com o ‘jovem’
Antes delas Ogier estava a 15.5s do líder, então de 44 anos a mostrar que ainda tem mãos e
Loeb, ficando depois com 37.1s de avanço classe para vencer uma prova do WRC, mesmo
para Meeke. Tudo porque na PE14, tanto Loeb estando vários anos afastado, e depois de
como Sordo furaram. O francês perdeu mais quase cinco anos sem correr em pisos de
de dois minutos e Sordo 30s, acrescentando terra. Assumiu a liderança na PE11, depois de
outros 30.7s com um pião na PE15, o que ter andado sempre entre o quarto e o segundo
deixou o francês da M-Sport/Ford bem sozinho lugar no primeiro dia. Na primeira especial do
na frente, passando a contar com 34.5s de segundo dia de prova passou para a frente do
avanço. Rali decidido. rali e por aí se manteve até furar na PE14.

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7

+/ MAIS

tarde Lappi e Latvala acabariam por Ainda no primeiro dia, Elfyn Evans ca- SORDO EM BOM PLANO verdade que a ordem na estrada
desistir por outras razões. O finlandês potou a seguir a um salto e já não re- O facto de ter passado a ser também ajuda, mas ver quase
mais novo bateu e Ltavala cedeu devido gressou, pois o navegador, Dan Barritt, terceiro piloto da equipa, a ‘meias’ todos os WRC a vencer troços é
a problemas com o alternador do Yaris. teve uma concussão na cabeça. Nada com Hayden Paddon, faz com que muito bom para a disciplina.
No dia seguinte, ambos regressaram de especial, mas o rali acabou ali para Dani Sordo esteja de ‘raiva’, e
sem hipóteses de lutar por resultados, e ambos. apesar de ser claro que já não é CITROËN
depois foi a vez de Tanak baquear devido Exceção feita a Ogier, o ‘resto’ da M-S- o mesmo piloto de há uns anos, A Ford (24) e a Hyundai (26) têm
a problemas com o turbo. Três carros port foi um desastre, pois Teemu Suni- um segundo lugar no México é um andado numa luta sobre quem
longe das lutas na frente. Mas Tanak nen também abandonou depois de bater bom prémio de combatividade. mais vezes lidera uma prova do
ainda salvou a honra do convento com com o seu Ford Fiesta WRC. Depois do azar em Monte Carlo, WRC, numa lista em que só faltava
o triunfo na Power Stage. Com estes resultados, Ogier ganha 19 este resultado vem mesmo a a Citroën.
Se a Toyota esteve mal, a Hyundai tam- pontos a Neuville a comanda novamente calhar. A Toyota tinha liderado dois troços
bém, exceção feita a Sordo. o Mundial. O segundo pelotão está todo na Suécia, mas agora foi a vez
O primeiro dia foi um pesadelo para bem equilibrado, pois entre Mikkelsen, SÉBASTIEN LOEB da Citroën ressurgir, com pilotos
Thierry Neuville, que ainda ‘levou’ com a terceiro, e Tanak, sexto, há apenas oito Não há muitas palavras para seus na frente em quatro troços.
falha da pressão do combustível no i20. pontos. destacar o trabalho do francês, Adivinhe qual esteve mais...
Assim é difícil ganhar títulos. Nas equipas, muito equilíbrio. Lidera a nove vezes campeão do Mundo.
Quanto a Mikkelsen, andou toda a fase Hyundai, mas entre primeira e última há Chegou a esta prova confessando ‘NOVA’ SS GUANAJUATO
inicial do rali a queixar-se da traseira do apenas 17 pontos. Já houve quem tenha não fazer a mínima ideia de Este ano a ‘velha’ super especial
seu i20 WRC, e quando já estava muito somado 40 numa só prova. como estava o seu ritmo face à que habitualmente se realiza
longe, preferiu ver o que aquilo dava, e, Depois do gelo de Monte Carlo, da neve concorrência, mas não precisou nas estradas de Guanajuato foi
com calma, para não estragar, ainda da Suécia e da terra do México, agora é a mais de um dia para ‘jogar taco a significativamente modificada ao
terminou em quarto. Muito ‘apagado’, vez do asfalto da Córsega. E com Sébas- taco’ com todos novamente. ponto de ‘até’ os pilotos gostarem
o norueguês. tien Loeb de novo. Prognósticos? do seu novo traçado.
VENCEDORES DE PE Mas o que nos traz aqui é o facto
No Monte Carlo foram sete, na deste tipo de especiais ser muito
Suécia, oito, e no México nove. É importante para os ralis.

-/ MENOS

EVANS AZARADO WRC. Na Suécia, andou longe
Elfyn Evans anda bem azarado. demais do andamento da frente e
Começou o WRC 2018 com um furo agora no México, dois troços, um
na PE1 em Monte Carlo, ficando toque num, acidente no outro e
desde logo longe de um bom mais um resultado comprometido.
resultado. Na Suécia, entre furos Qurem o viu andar na Finlândia e
e piões, nem sequer entrou no top na Polónia o ano passado, de WRC,
10 da geral, em nenhum momento está a ‘estranhá-lo’ um pouco.
do rali. No México, ficou cedo fora
de prova devido a um toque que HYUNDAI
causou uma lesão a Daniel Barrett A Hyundai terminou o rali com
na cabeça. Este ano o colega de um bom resultado de conjunto.
equipa de Ogier tarda em mostrar Segundo lugar de Sordo e quarto
muito do que lhe vimos o ano de Mikkelsen. Mas a produtividade
passado. esteve bem abaixo do que já
mostrou até aqui. Neuville teve
TEEMU SUNINEN muitas dificuldade em abrir a
O finlandês continua a sua estrada e a fiabilidade também o
aprendizagem, mas já o vimos traiu. Mikkelsen nunca se entendeu
fazer bem melhor do que nas com as afinações. Melhor o
últimas duas provas que fez de resultado do que a exibição.

WRC/ TOYOTA GAZOO RACINGWORLD RALLYTEAM
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS ALTOS E BAIXOS NATOYOTA

8 RALI DO MÉXICO 3 DE 13

M-SPORT FORD WORLD RALLYTEAM
M-SPORT SOBE DE NÍVEL

A ‘temperatura’ ambiente na M-Sport teve andaram tendo em conta a sua posição na
uma enorme variação neste rali, e foi de estrada foi fantástica. Depois, no sábado e
-30 a +30, já que Sébastien Ogier recu- domingo vimos o Sébastien no seu melhor.
perou de uma desvantagem de 30s no final Para mim esta foi a sua melhor prestação
do primeiro dia para um avanço de 30s no desde que se juntou a nós. De quinto para
final do segundo, fruto duma performance primeiro num dia foi notável. Acredito que
notável, naquela que é a primeira vitória a pressão está definitivamente do lado
da Ford no México desde Marko Martin em da equipa. Sabemos que o Seb e o Julien
2004. (Ingrassia) não nos vão deixar ficar mal,
Velocidade, inteligência e um importante e por isso nós como equipa temos que
triunfo manchado apenas pela penalização garantir um bom carro e a 100% em cada
na PowerStage, que ainda assim não rali. Mas estou contente com o progresso
impediu Ogier de recuperar a liderança do da equipa. Nesta altura, o ano passado,
campeonato. Para Malcolm Wilson, diretor não fomos capazes de lutar pela vitória,
da equipa: “A forma como o Sébastien e mas este ano foi uma história diferente.
o Julien geriram este evento foi ex- Não parámos de trabalhar e é muito bom
traordinária. Foi uma performance incrível ver que o trabalho duro está a dar frutos”,
desde o começo do rali, e a forma como disse Wilson.

Um oitavo, 11º e 14º lugares no Rali do México no segundo dia, depois de ter estado na luta
era algo que os responsáveis da Toyota não pelo triunfo: “Foi um fim de semana difícil
esperavam, num rali em que quase tudo cor- para nós, estamos felizes com a PowerStage,
reu mal e o único ponto positivo foi mesmo o mas é frustrante ter tantos problemas
facto de Ott Tänak e Jari-Matti Latvala terem técnicos”, disse Tommi Mäkinen, diretor da
feito a dobradinha na PowerStage, somado equipa.
cinco e quatro pontos, respetivamente. Ott Tänak continua a ser o piloto da Toyota
Quase tudo o resto correu mal. a destacar-se mais, mas voltou a ter azar.
No final do segundo dia de prova o melhor Depois do 2º lugar em Monte Carlo, Suécia e
Toyota, Latvala, estava a 16 minutos do líder, México não correram nada bem ao estónio:
atrás dos melhores do WRC2, depois de ter “Colocámos as fichas todas na PowerStage,
tido um problema com o alternador do Yaris queria mesmo os cinco pontos, mas é claro
WRC logo no primeiro dia. Ainda terminou que não estou contente pois estava na luta
em oitavo. Na primeira vez que competiu no pela vitória quando tive o problema com o
México, Esapekka Lappi saiu de estrada no turbo. Mas a época é longa, e a performance
primeiro dia. Regressou para terminar em 11º. tem sido boa. Foi a minha primeira vez com o
Mau rali para o finlandês. carro na terra, aprendi muito e há muito para
Por fim, Tänak teve um problema com o turbo melhorar”, disse Tänak.

SÉBASTIEN LOEB REGRESSOU EM GRANDE AO WRC
DÚVIDAS DESFEITAS

Sébastien Loeb regressou ao WRC após três anos de prova com 2.9s de avanço para Sordo e 15.5s para Ogier e ainda melhores. Não iria tão longe ao dizer que Sébastien
ausência e excedeu todas as expectativas... incluindo as Meeke, e se ninguém é capaz de dizer se iria aguentar a Ogier teria sido Campeão o ano passado com o Citroën C3
dele próprio! Desde que o francês se estreou no WRC no Rali posição ou não, pelo menos, iria haver luta até final. WRC, mas, no fim de semana passado, Loeb deixou claro
da Catalunha de 1999, que andamos quase há duas décadas Mas não houve, e nunca saberemos como seria. O que que o carro não é um problema tão grande quanto chegou
a ‘inventar’ adjetivos para o qualificar, mas se ‘isto’ andava sabemos é que, quando voltar, para o Rali da Córsega, há
calmo há algum tempo, ele agora voltou! E ainda bem, que contar com ele para a luta pelo triunfo. Isso é ponto
porque fez uma exibição fantástica, não demorando muito assente.
a demonstrar que quem sabe nunca esquece. Até pode ter Conhecimento das especiais? Conhecimento desta nova
começado um pouco enferrujado o shakedwon, mas nem geração de WRC? Concorrência mais cerrada? Não, ap-
isso, porque o que estava na realidade a fazer era a ser enas bom piloto. Temos outro exemplo para dar. Quando
cauteloso e a ver onde paravam as modas. em 2005 Colin McRae agarrou num Skoda Fabia WRC,
O WorldRX ou o TT são disciplinas completamente difer- num Rali da Austrália, carro que nunca tinha feito nada
entes, e vejam há quanto tempo não ouvia as notas do WRC! de muito especial até ali, e o colocou a lutar pela vitória,
Quem pensou que já não era possível regressar depois de percebeu-se que ter um bom carro é importante, mas um
tanto tempo e fazer jogo igual, enganou-se, e Sébastien excelente piloto pode elevá-lo a outro patamar.
Loeb foi um entre iguais, e se não tem tido o azar de ter uma Neste rali isso não se passou. Os piores momentos do C3
pedra na trajetória, que lhe furou uma roda, teria, no mínimo, WRC foram o ano passado, e depois disso já mostrou que
dado luta até ao fim. também consegue vencer, mas a verdade é que ficámos a
Quando furou e perdeu 2m23.7s na PE14, Loeb liderava a perceber que a única coisa que falta à Citroën são pilotos

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HYUNDAI SHELLMOBISWORLD RALLYTEAM CITROËN TOTAL ABU DHABI WRT
RESULTADOS MELHORES QUE EXIBIÇÕES MAIS UM PÓDIO PARA A CITROËN

Terminar um rali com um segundo, quarto ava o rali, no fim do primeiro dia, perdendo a Independentemente do segundo pódio con- feitos dos carros. Para Kris Meeke: “Há muita
e sexto lugares não é, aparentemente, um posição na PE14, depois de um furo. secutivo alcançado pelos pilotos da Citroën, coisa positiva para tirar deste fim de semana,
mau resultado de conjunto, mas ninguém da Para Michel Nandan, só restou olhar para os ficou claro neste Rali do México que a equipa por exemplo, o meu primeiro pódio do ano.
Hyundai – excepto Dani Sordo - saiu muito pontos positivos, mas a fiabilidade dos seus francesa já tem carro para as lutas na frente, Mas estou desapontado, porque tinha tudo
sorridente do México, já que a equipa es- carros continua a preocupá-lo: “O Dani e o também em pisos de terra, e agora resta aos o que precisava para vencer, o ritmo, o carro
perava bem mais. Acabou por ser o terceiro Carlos tiveram um fim de semana forte, mas seus pilotos fazerem pela vida. e a posição na estrada, mas não o consegui.
piloto, Dani Sordo, a assegurar o melhor o Andreas e o Thierry também recolheram Depois do segundo lugar de Craig Breen na Cometi erros parvos, que não se podem fazer
resultado do trio, ao ser segundo, naquele pontos importantes. Tal como as outras Suécia, agora foi a vez de Kris Meeke ser a este nível. Preciso de elevar o meu nível, e
que é o seu primeiro pódio desde o Rali de equipas, tivemos alguns problemas, mas terceiro, numa prova em que tanto o piloto já na Córsega, onde fomos competitivos o
Portugal do ano passado. terminar com três carros no top 6 é encora- britânico, como Sébastien Loeb, estiveram na ano passado”, disse. Já Sébastien Loeb, sem
Tanto Thierry Neuville como Andreas Mikkels- jador”, disse. Quanto a Sordo: “Mostrámos luta pelo triunfo. O francês regressou ao WRC ‘aquela’ pedra na trajetória, iria lutar até ao fim
en cedo ficaram fora da corrida aos lugares um bom ritmo, por isso estou otimista. Com com uma excelente exibição, ao alcance de pelo triunfo: “Foi uma boa surpresa ter ritmo,
da frente. O belga terminou o primeiro dia a nossa posição na estrada, um pódio era poucos, tendo em conta o tempo de ausência, mas fiquei um pouco frustrado pelo facto de
em sétimo devido a sobre consumo de óleo importante”. Quanto a Mikkelsen: “Foi um rali e liderou mesmo a prova, até furar e perder o furo me ter impedido de levar a luta mais
do motor do seu i20 WRC, perdendo mais de difícil, nunca consegui encontrar o ritmo e 2m23s. longe. De qualquer maneira, foi um excelente
dois minutos, enquanto Mikkelsen cometeu performance que necessitava”. Já Neuville: Um arranque forte de temporada duma equipa fim de semana e esse era o objetivo. Agora,
pequenos erros resultantes duma afinação “Depois de abrir a estrada e ter os problemas que está bem diferente este ano. O que Loeb espero um bom resultado na Córsega, mesmo
do carro mal conseguida, terminando o dia a que tivemos, terminar em sexto é importante. mostrou também, é que quando os pilotos são que ainda precise de ‘recuperar’ algumas
31.7s. da frente. No pólo oposto, Sordo lider- Na Córsega a história será diferente”. bons é mais fácil ver as virtudes do que os de- pequenas coisas.”

a parecer: “Vinha com a convicção que AUDIÊNCIAS DO WRC CRESCEM
os testes foram bons, mas a verdade é
que não tinha a mais pequena ideia do Os promotores do WRC
nível a que me encontrava. Hoje, os ralis revelaram os números das
disputam-se ao décimo de segundo, audiências televisivas do WRC
portanto foi uma agradável surpresa e as notícias são boas. Numa
ter entrado bem no ritmo. De qualquer era em que os desportos ‘lutam’
forma fiquei um pouco frustrado por uns com os outros pela atenção
causa do furo, pois isso impediu-me de do público, a mudança levada a
lutar pela posição. Retenho duas coisas, cabo o ano passado nas regras
o prazer de ter chegado à liderança e do WRC foram bem sucedidas,
a frustração pelo furo. Ficou claro para já que as audiências são agora
mim que não era o mesmo rali na minha 46% maiores do que eram em
cabeça. Para além disso, foi um erro pa- 2013. São cerca de 850 milhões
rar para mudar a roda, pois não conheço de pessoas a ver o WRC, mais 20% do que em 2016.
bem estes pneus e demorámos mais do As horas de TV cresceram de 12.000 em 2016 para 13.500 o ano passado. Polónia,
que seria de esperar. Mas é como é! De França, Espanha e Finlândia são os países onde se vê mais WRC, e Bélgica, República
qualquer maneira foi um fim de semana Checa, Portugal, Finlândia, Suécia e Alemanha, onde as audiências mais crescem. Japão
muito bom, que era o nosso objetivo e China são o 6º e 11º países em termos de número de espetadores. 11 dos 13 ralis
principal, e agora espero poder fazer incrementaram a audiência, cujo global cresceu 15% face a 2016: “Os ralis de Monte-
um bom resultado na Córsega. Não é por ter corrido desta Carlo e Polónia dobraram a visibilidade global desde 2013. Estes e a Suécia, Portugal,
forma que vou alterar o meu programa. Tenho uma época de Grã-Bretanha e México juntos chegaram a 73 milhões de espetadores em 2017,” disse
ralicross pela frente e já assinei para 2019. Não tenho previsto Olivier Ciesla, promotor do WRC.
voltar ao WRC a tempo inteiro”, disse Loeb.

WRC/ DETETIVE HOLMES
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS MEMÓRIASMartin Holmes

10 R A L I D O M É X I C O 3 D E 1 3

PF/ PARQUE FECHADO

FIA LEVOU NEGA DORALIDOMÉXICO
DAS EQUIPAS
Houve muitas novidades no Rali do
A FIA emitiu um comunicado a pedir México de 2004, a mais significativa
às equipas que não fizessem nada de a chegada do WRC à América Central.
semelhante ao que Sébastien Ogier fez Curiosamente a prova mexicana foi a
no Rali da Suécia, uma prova em que a primeira depois duma grande mudança de
quantidade de neve presente na estrada regulamentos, no que aos ralis diz respeito.
tornou a sua missão de obter um bom Houve revisões no formato das provas, que
resultado quase impossível. Para atenuar limitaram os eventos a cinco dias, flexi ser-
a questão, o piloto francês penalizou à vice, pneus com código de barras, redução de
entrada da PowerStage de modo a ter uma batedores e menos passagens no shakedown.
ordem de partida mais favorável e a verdade Outra novidade foi a estreia do mais recente
é que conseguiu quatro pontos no troço. Subaru Impreza WRC. Petter Solberg liderava
Agora, a FIA, percebendo que existe ali um no final do primeiro dia, e depois duma lon-
‘buraco’ no regulamento, tentou ‘seduzir’ as ga ligação até Guanajuato, onde tiveram que
equipas para que não fizessem o mesmo esperar pela hora de controlar, o norueguês
no México, mas estas fizeram ouvidos não desligou bem o Subaru e a bateria foi-se.
moucos: “Há o precedente Ogier”, disse Solberg e o navegador tiveram que empurrar
Alain Penasse, Team Manager da Hyundai o carro até ao controlo, mas era ligeiramente
ao Autosport inglês, acrescentando que o inclinado, e vendo a dificuldade, um grupo de
francês se limitou a usar os regulamentos noruegueses foi ajudar. Erro sério! Levaram o
da forma que melhor serviam os seus carro rapidamente mas isso não passou des-
interesses, nada fazendo de ilegal. Kris percebido aos Comissários, que penalizaram
Meeke corrobora: “Ninguém pode culpar o Solberg em cinco minutos, o suficiente para
Seb, fez todo o sentido”. A FIA vai intervir, ‘cair’ do pódio. Terminou em quarto. Quem
por exemplo, com uma regra que impeça tudo quer, tudo perde...
um piloto que penalize de pontuar na
PowerStage, mas enquanto não o faz, há WRC2 PONTUS TIDEMAND VENCEU FACILMENTE
o risco de não haver pilotos a rodar... pois
estão a penalizar antes do controlo.

Três provas, três vencedores diferentes as provas se decidem, quando há algum esta. Jari Huttunen teve problemas com o
no WRC2, num evento em que o Campeão equilíbrio de forças, quando não há, é o tanque de combustível do Hyundai, Solans
em título, Pontus Tidemand, liderou do que se viu nesta prova. Só dois pilotos ‘desistiu’ pela segunda vez, agora com a
primeiro ao último troço, vencendo 17 dos venceram troços, Tidemand e Kalle Ro- suspensão danificada, numa prova em
22 troços do rali. Oposição, nunca teve, vanpera, que se atrasou cedo devido a que Tidemand se limitou a ‘passear’ o seu
e no final da PE2 já tinha 46.9s de avanço ter danificado o radiador, terminando em Skoda na frente, terminando com 6m44.6s
para Gus Greensmith, numa categoria em quinto, a mais de uma hora do vencedor. de avanço para Gus Greensmith. O tercei-
que os ralis são demasiado extensos para Nil Solans também parou cedo, enquanto ro, Pedro Heller, terminou a 13m53.4s e o
haver grande competição. Marco Bulacia, de 19 anos, lutava contra quarto, Bulacia, a 22.45.9s. Foi mais ‘sobre-
Invariavelmente, é por eliminação que o sobreaquecimenteo do motor do seu Fi- viver’ do que outra coisa qualquer...

GUERRA
E GRYAZIN

O que têm em comum? Os seus Skoda
Fabia R5 arderam. Triste destino da
Motorsport Italia que levanta a questão
dos incêndios dos Fabia. A Gryazin
sucedeu o mesmo na Grécia e a Stajf no
Barum Rally. Há uma teoria que refere
a possibilidade de ser uma válvula de
pressão do tanque de combustível que
bloqueia, o tanque fica distorcido devido
à pressão e o resultado é o fogo. A mais
recente vítima foi Benito Guerra, com
uma fuga de combustível a resultar num
incêndio que destruiu quase por completo
o carro.

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11

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

DIOGO GAGO DE REGRESSO RALI DO MÉXICO 3 DE 13

O Grupo MCoutinho vai inscrever em 2018 Diogo Gago na Copa Ibérica Peugeot 208 R2, 9 A 11 DE MARÇO DE 2018
no que é um regresso de um Grupo com profunda ligação ao desporto automóvel. Isto
porque este ano se assinalam os 50 anos de parceria entre o Grupo MCoutinho e a marca 1055,88 KM 344,49 KM 1.º DIA 2.º DIA 3.º DIA
Peugeot.
A gestão desportiva ficará entregue a Mex Machado, e o piloto é Diogo Gago, atualmente DISTÂNCIA 22 TROÇOS
com 26 anos, reconhecidamente um dos valores mais seguros no panorama dos ralis
nacionais, com várias vitórias no seu currículo a nível nacional e internacional, tendo PROVA CARRO
participado em 2015 no Campeonato da Europa de Ralis, como prémio pela vitória em 2014 TEMPO/DIF.
no Campeonato Júnior da Peugeot 208 Rally Cup. A primeira aparição de Diogo Gago será 1 SÉBASTIEN OGIER/JULIEN INGRASSIA
já no Rali dos Açores, como teste para a época. 2 DANI SORDO/CARLOS D. BARRIO FORD FIESTA WRC 3H53M58.0S
3 KRIS MEEKE/PAUL NAGLE HYUNDAI I20 WRC 1M13.6S
MEX DE BENTLEY NO CPR 4 ANDREAS MIKKELSEN/ANDERS JAEGER CITROËN C3 WRC +1M29.2S
5 SEBASTIEN LOEB/DANIEL ELENA HYUNDAI I20 WRC +1M48.4S
Mex Machado vai regressar aos rali, com um Bentley Continental GT, para correr no CPR. 6 THIERRY NEUVILLE/NICOLAS GILSOUL CITROËN C3 WRC +2M34.6S
Um arrojado projeto que foi viabilizado com a abertura da FPAK ao permitir a participação 7 PONTUS TIDEMAND/JONAS ANDERSSON HYUNDAI I20 WRC +9M13.0S
8 JARI-MATTI LATVALA/MIIKKA ANTTILA SKODA FABIA R5 +10M34.7S
no Campeonato de Portugal 9 GUS GREENSMITH/CRAIG PARRY TOYOTA YARIS WRC +15M47.1S
de Ralis. A gestão global 10 PEDRO HELLER/PABLO OLMOS FORD FIESTA R5 +17M19.3S
fica a cargo da agência @ 11 ESAPEKKA LAPPI/JANNE FERM FORD FIESTA R5 +24M28.1S
World+, sendo que para além 12 TEEMU SUNINEN/MIKKO MARKKULA TOYOTA YARIS WRC +31M07.9S
das aspirações desportivas, 14 OTT TANAK/MARTIN JARVEOJA FORD FIESTA WRC +33M16.3S
a vertente promocional em TOYOTA YARIS WRC +1H02M52.8S
torno do projeto será um dos
principais focos. A @World+ PE
promete mais informações CAUSA
sobre o projeto em breve. PE
ABANDONOS LÍDERES VENCEDORES DE PE
CAMPEONATO DA MADEIRA DE RALIS PE6 ACIDENTE PE1
ARRANCA NO FIM DE SEMANA ELFYN EVANS T. NEUVILLE PE2 K. MEEKE, O. TÄNAK
K. MEEKE PE3-10 E S. OGIER S.
Arranca esta semana, D. SORDO PE11-14 D. SORDO E S. LOEB 5
com o Rali de São S. LOEB PE15-22 T. NEUVILLE, T. SUNINEN, 3
Vicente, o Campeonato S. OGIER A. MIKKELSEN E
da Madeira de Ralis. J.M. LATVALA 1
O calendário de 2018
começa no norte da ilha Monte Carlo
e contém ainda os ralis Suécia
do Porto Santo em abril, México
Calheta em maio, Santa França
Cruz em junho, Marítimo Argentina
em julho, Vinho Madeira Portugal
em agosto, Nacional em Itália
setembro, terminando Finlândia
novamente na costa norte, no Faial, em outubro. Alemanha
Após alguns anos com números abaixo do que era normal no arquipélago, as listas de Espanha
inscritos deverão voltar a crescer em 2018 beneficiando da chegada de novos pilotos e Turquia
máquinas. O principal favorito volta a ser Alexandre Camacho, que surge este ano com Grã-Bretanha
um Skoda Fabia R5. João Silva volta a ser um dos candidatos às vitórias e campeonato, Austrália
com o piloto da FX novamente com o Citroën DS3 R5. Em carro igual estará Miguel TOTAL
Nunes. Candidato ao título é também Rui Pinto, que terá de ser mais regular para obter
um cetro que há muito falha no seu palmarés. Luta interessante deverá igualmente PILOTOS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
voltar a haver pela vitória no grupo RC2N, em que se espera novo empolgante duelo
entre Filipe Pires, atual campeão em título, e o mais jovem Vasco Silva, ambos em 1 OGIER SÉBASTIEN 25+1 1+4 25 - - - - - - - - - - 56
Mitsubishi Lancer Evo X. João Freitas Faria
2 NEUVILLE THIERRY 10+4 25+2 8+3 - - - - - - - - - - 52

3 MIKKELSEN ANDREAS 0+3 15+3 12+2 - - - - - - - - - - 35

4 MEEKE KRIS 12+5 0 15 - - - - - - - - - - 32

5 LATVALA JARI-MATTI 15+2 6+0 4+4 - - - - - - - - - - 31

6 TÄNAK OTT 18+0 2+1 0+5 - - - - - - - - - - 26

7 LAPPI ESAPEKKA 6+0 12+5 - - - - - - - - - - 23

8 BREEN CRAIG 2+0 18+0 - - - - - - - - - - - 20

9 SORDO DANI NT 18 - - - - - - - - - - 18

10 LOEB SÉBASTIEN 10+1 - - - - - - - - - - 11

11 PADDON HAYDEN 10+0 - - - - - - - - - - - 10

12 EVANS ELFYN 8+0 0 - - - - - - - - - - 8

13 ØSTBERG MADS 8+0 - - - - - - - - - - - 8

14 TIDEMAND PONTUS 6 - - - - - - - - - - 6

15 SUNINEN TEEMU 0 4+0 - - - - - - - - - - 4

16 BOUFFIER BRYAN 4+0 - - - - - - - - - - - 4

MARCAS 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13
14 40 30 - - - - - - - - - - 84
1 HYUNDAI 33 10 29 - - - - - - - - - - 72
2 M-SPORT FORD 18 28 25 - - - - - - - - - - 71
3 CITROËN 33 20 14 - - - - - - - - - - 67
4 TOYOTA

WRC2 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

1. TIDEMAND PONTUS - 18 25 - - - - - - - - - - 43

2. KOPECKÝ JAN 25 - - - - - - - - - - - - 25

3. KATSUTA TAKAMOTO - 25 - - - - - - - - - - 25

4. SCIESSERE EDDIE 18- - - - - - - - - - - - 18

5. GREENSMITH GUS - - 18- - - - - - - - - - - 18

F1/12
FÓRMULA 1

TESTES DE FÓRMULA 1 INCONCLUSIVOS conhecidas – o que lhe permitiu ascen-
der ao terceiro posto da tabela de tempos
ACEITAM-SE APOSTAS da semana, usando pneus hipermacios.
Depois de uma primeira Voltando a 2018, na segunda semana de diferença entre a máquina de Maranello Carlos Sainz realizou um exercício seme-
semana em que as condições testes a Ferrari foi verdadeiramente rápi- e a de Milton Keynes. lhante ao do seu conterrâneo, e assegurou
climatéricas impediram que da, assegurando as duas melhores mar- No entanto, se olharmos para o número de o quinto crono, a 0,3s do bicampeão mun-
se alcançassem grandes cas da bateria – a primeira através de voltas que cada uma das equipas da frente dial, mas Kevin Magnussen, com borra-
conclusões, a segunda Sebastian Vettel e a segunda de Kimi completou ao longo das duas baterias de chas supermacias, assinou o sexto tempo.
bateria de testes permitiu Räikkönen – mas, ainda assim, e apesar testes, a Mercedes (1040) tem vantagem Se a marca do dinamarquês fosse corri-
tirar algumas ilações sobre de usar os performantes pneus hiperma- sobre a Ferrari (929) e Red Bull (783), que gida – a diferença entre os supermacios
o equilíbrio relativo entre as cios, não conseguiu descer ao esperado sofreu algumas dificuldades técnicas, so- e os hipermacios pode chegar a 1,4s, se-
equipas, muito embora as segundo 76, como foi antevisto pela Pirelli. bretudo na primeira semana. gundo a Pirelli – este bateria, inclusiva-
dúvidas permaneçam Isto poderá significar que, ou os italianos Somar quilómetros em pista permite às mente, o tempo de Vettel, o que nos pa-
não mostraram o verdadeiro potencial do equipas iniciar a busca de performance e rece mostrar que, o Ferrari vale mais que
Jorge Girão SF-71H, ou a evolução da Scuderia ficou começar rapidamente o desenvolvimen- o evidenciado pelo alemão.
[email protected] aquém do esperado. to dos seus monolugares e, neste parti- A Force India e a Williams, surpreenden-
Fotos Philippe Nanchino Por outro lado, nem a Mercedes nem a cular, a equipa de Brackley parece estar temente, parecem estar em dificuldades.
Red Bull embarcaram em simulações de um passo à frente das suas rivais, resta Mas se a formação de Silverstone terá
Olhar para as tabelas de tempos qualificação puras, tendo Lewis Hamilton, saber se a plataforma que tem no W09 EQ um novo pacote aerodinâmico disponí-
durante uma sessão de ensaios o melhor representante dos 'Flechas de Power+, uma evolução do seu antecessor, vel para o Grande Prémio da Austrália, a
de pré-temporada é, normal- Prata', quedado-se pelo oitavo lugar da não terá algumas limitações na evolução equipa de Grove poderá ter um início de
mente, um exercício arriscado. tabela de tempos, a 1,2s de Vettel, usando face ao Ferrari e ao Red Bull, que parecem temporada complicado.
Existem muitas formas de fazer para o efeito borrachas macias. ser bases para um desenvolvimento de A Alfa Romeo Sauber e a Toro Rosso tive-
umtempoeinúmerasmaneiras Mesmo corrigindo a diferença entre a per- maior potencial. ram um defeso bastante positivo.
de esconder a performance. formance dos dois tipos de pneus usados As respostas começarão a ser dadas den- A estrutura de Hinwil parece ter dado um
Só para dar um exemplo. Em 2001, Jean por esta dupla para obter as suas melhores tro de pouco mais de uma semana. passo em frente, estando decididamen-
Alesi, ao volante de um Prost Ferrari, assi- marcas da semana, que segundo a Pirelli te mais próxima das restantes equipas.
nou a melhor marca de uma sessão de tes- se cifra entre 0,7 a 0,8s, significa que o O MEIO DO PELOTÃO Porém, o C37 parece ser um carro difícil
tes que decorreu no Circuit de Barcelona Campeão Mundial em título se quedou a de pilotar, tendo tanto Marcus Ericsson
– Catalunya, registando ainda o melhor quase meio segundo do seu rival. Contudo, Se entre as 'Três Grandes' as conclusões como Charles Leclerc colecionado algu-
crono de sempre no circuito. muito poucos acreditarão que exista nes- a tirar são pouco claras, no segundo pe- mas saídas de pista.
Contudo, quando chegou à qualificação temomento 0,5s entreo Ferrari SF-71He lotão a amálgama de ilações é quase in- Por seu lado, a equipa de Faenza comple-
para o Grande Prémio da Austrália, o ta- o Mercedes W09 EQ Power+. compreensível. tou muitos quilómetros – muitos mais que
lentoso francês não foi além do 14º lugar Por seu lado, Daniel Ricciardo foi o mais No entanto, parece ser seguro que a os esperados, dada a sua passagem de
da tabela de tempos, perdendo mais de 3 rápido no seio da Red Bull, mas mesmo McLaren e a Renault estão um passo à unidades de potência Renault para Honda
segundos para a 'pole', marcando o tom usando borrachas semelhantes às de frente das suas rivais mais diretas. – mas usou três V6 turbohíbridos ao lon-
para uma temporada miserável ao volan- Vettel, perdeu quase 0,9s para o alemão, Fernando Alonso, no último dia, e depois go dos testes inverno – tantos como terá
te de um carro muito pouco competitivo. uma diferença que parece ser exagera- de mais problemas técnicos no MCL33, disponível para cada um dos seus carros
da e, seguramente, pouco reveladora da realizou uma simulação de qualificação – para toda a temporada – ao passo que as
claro que as condições serão sempre des- formações da frente usaram apenas um.
Para além disso, a performance da uni-
dade de potência Honda continua aquém
da concorrência. Resta esperar pelos pró-
ximos desenrolares.

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13

MERCEDES

1M18,400S 6º DIA ULTRAMACIOS 1040 VOLTAS

A formação de Brackley esteve ao nível a que nos Uma coisa parece segura, Lewis Hamilton e Valtteri
habituou nos últimos anos. Impassível, realizou Bottas, em condições normais, estarão em Melbourne
quilómetros atrás de quilómetros, terminando o para lutar pela vitória e dar início a uma época em que
inverno como a equipa que mais voltas cobriu ao longo a Mercedes pretende revalidar os respetivos títulos.
dos oito dias de ação.
O Mercedes W09 EQ Power+ não apresentou problemas
de fiabilidade relevantes e a equipa não perdeu tempo
a resolver as pequenas e aborrecidas contrariedades
técnicas que muitas vezes afligem as novas máquinas,
o que diz bem da capacidade técnica de Brackley e
Brixworth.
No campo da performance, os homens dos 'Flechas de
Prata' nunca se mostraram tentados a realizar uma
volta em condições de qualificação e, por isso, Lewis
Hamilton não foi além do oitavo posto da tabela de
tempos deste inverno, a uns massivos 1,2s do registo
de Vettel.
No entanto, o facto de não terem embarcado num
exercício deste tipo demonstra a confiança que
reina no seio da Mercedes, com os seus pilotos a
assegurarem que a sua nova montada é um claro passo
em frente relativamente ao seu antecessor.
Nas séries longas e nas simulações de corrida o W09
EQ Power+ foi impressionante, sobretudo com pneus
médios, deixando antever que poderá ser uma arma
letal, pelo menos, até à guerra do desenvolvimento
entrar em ação.

FERRARI

1M17,182S 7º DIA HIPERMACIOS 929 VOLTAS

Se olhássemos apenas para a tabela de tempos, apresentará na Austrália, à semelhança das suas
facilmente seriamos levados a concluir que a Scuderia rivais, um novo pacote aerodinâmico, mas tendo por
partiria para o início da temporada como clara favorita, base os testes, talvez a Scuderia tenha ficado aquém
dado os seus pilotos terem realizado as duas voltas do progresso esperado este inverno.
mais rápidas do inverno.
Contudo, um olhar mais atento leva-nos a concluir que
os registos de Vettel e de Räikkönen não revelam o
verdadeiro potencial do SF-71H, assim como as marcas
dos pilotos da Mercedes e da Red Bull também não são
uma imagem real do que valem os respetivos carros.
O monolugar de Maranello mostrou-se fiável, muito
embora não tenha realizado tantos quilómetros como
o seu rival de Brackley, o que poderá significar que
a Mercedes continua a ter uma ligeira vantagem
nas suas ferramentas de simulação, obrigando os
italianos a realizar mais trabalho de verificação e de
medição de parâmetros, o que se paga no ritmo de
desenvolvimento.
Por outro lado, os próprios pilotos da Scuderia
admitiram que é preciso encontrar mais performance
no carro transalpino, revelando existir alguma
preocupação no seio da formação transalpina.
Curiosamente, e depois de no ano passado o grande
problema da Ferrari ser as qualificações, este ano
parece ser em corrida que mais sofre.
Isto não significa que a formação de Maranello não
possa chegar a Melbourne e vencer, uma vez que

f1/
FÓRMULA 1

14

RED BULL

1M18,047S 6º DIA HIPERMACIOS 783 VOLTAS

A formação de Milton Keynes não teve uma vida isenta Bull ter entre mãos um carro capaz de incomodar os
de problemas ao longo das duas semanas de testes de Mercedes e, segundo alguns, suplantar os Ferrari.
inverno, com alguns problemas técnicos a entediarem Resposta dentro em breve em Melbourne.
os seus técnicos.
Mas, depois de fugas no depósito de combustível
e uma caixa de velocidades recalcitrante na
primeira semana, na segunda a Red Bull pôde somar
quilómetros e, muito embora tenha ficado longe das
voltas alcançadas pela Mercedes e Ferrari, conseguiu,
segundo a própria equipa, completar o programa
previsto para a pré-temporada. Como tem vindo a ser
comum ao longos dos últimos anos, os responsáveis
da equipa de licença austríaca alegam ter o melhor
chassis do plantel, mas essa opinião é corroborada por
alguns observadores que apontam que tanto Daniel
Ricciardo como Max Verstappen conseguem realizar
trajetórias mais apertadas que os seus adversários.
O grande óbice permanece na unidade de potência
da Renault, que continua a não evidenciar o nível de
performance apresentada por Ferrari e Mercedes.
A Red Bull centrou a sua atenção na eficácia
aerodinâmica em detrimento da busca de apoio
aerodinâmico bruto, para não prejudicar a velocidade
de ponta, e parece que Adrian Newey conseguiu
alcançar os seus intentos. A fiabilidade foi também
um dos objetivos dos técnicos de Milton Keynes, o que
parece ter sido conseguido, podendo os pilotos da Red

FORCE INDIA

1M18,967S 8º DIA HIPERMACIOS 711 VOLTAS

Normalmente, a formação de Silverstone, que não tem
ainda nome definitivo para a temporada, consegue
suplantar as suas limitações financeiras, batendo
equipas muito maiores e com bolsos mais fundos, como
aconteceu em 2016 e 2017, anos em que garantiu o
quarto posto no Campeonato de Construtores.
Mas 2018 poderá ser um ano difícil para a estrutura que
tem ainda alguma influência indiana.
O VJM12 apresentou-se para as duas semanas de
testes em Barcelona com o pacote aerodinâmico
com que a equipa terminou 2017, para que os seus
técnicos pudessem ter mais tempo de desenvolvimento
e apresentar em Melbourne um passo em frente
significativo.
Contudo, o carro de Silverstone ficou bastante aquém do
esperado, tendo Esteban Ocon realizado o melhor tempo
da equipa, que o colocou no 14º posto da tabela, a quase
dois segundos de Vettel, apesar de o francês ter usado
também borrachas hipermacias.
O número de voltas completadas pelo Force India VJM12
Mercedes também não foi espetacular, tendo registado
711, superiorizando-se apenas à Haas e à McLaren, neste
particular.
Tanto Ocon como Sergio Pérez esperam que o novo
pacote aerodinâmico, a estrear em Melbourne, possa
incrementar a performance do seu monolugar, mas
dificilmente terão arma para entrarem no top 10.

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15

WILLIAMS

1M19,189S 8º DIA MACIOS 819 VOLTAS

Provavelmente, a Williams esperava mais deste defeso. passado recente. Fica por saber se dois pilotos tão
Apresentou um carro que é para si um novo conceito, inexperientes como Sirotkin e Lance Stroll serão as
idealizado e comandado por Paddy Lowe, o homem por opções mais acertadas para liderar o desenvolvimento
detrás de grande parte do sucesso que a Mercedes do novo Williams.
tem vindo a ter desde 2014.
No entanto, se olharmos para as tabelas de tempos,
verificamos que ao longo da segunda semana de
testes houve sempre um piloto da equipa de Grove a
figurar no último lugar.
Por outro lado, Sergey Sirotkin, um estreante, com
pneus macios, realizou a melhor marca da formação
fundada por Frank Williams, mas não foi além do 16º
posto entre todos os pilotos que rodaram ao longo do
defeso.
Corrigindo a marca do russo de acordo com os pneus
– entre os macios e os hipermacios existe uma
diferença de 1,7s – este ficaria à frente de Fernando
Alonso e no encalço dos dois pilotos da Ferrari, mas as
dificuldades do Williams FW41 Mercedes em colocar as
borrachas da Pirelli na temperatura correta, levando a
que os seus pilotos se mostrassem inconsistentes na
forma como o pilotavam, foi uma característica notada
por diversos observadores.
Contudo, os homens da equipa acreditam no seu
projeto, estando convencidos que o potencial do
novo monolugar de Grove está ainda por descobrir,
situação compreensível, dado ser um corte com o

RENAULT

1M18,092S 8º DIA HIPERMACIOS 815 VOLTAS

A formação de Enstone, que continua a expandir-se em segundo pelotão e diminuir o fosso entre este e as
número e em recursos, teve um inverno muito positivo, 'Três Grandes'. Daqui para a frente veremos como as
apesar de na última jornada um aborrecido problema coisas se poderão desenrolar.
de caixa de velocidades ter roubado tempo de pista a
Carlos Sainz, limitando-o a apenas 45 voltas.
Ainda assim, a Renault foi ao longo das duas semanas
de testes deste defeso uma presença constante
no circuito de Barcelona, completando 815 voltas,
o que a colocou no quinto posto deste top, batida
pela Mercedes, Ferrari, Toro Rosso e Williams, sendo
a primeira entre as utilizadoras das unidades de
potência francesas.
Se no campo da fiabilidade o progresso foi evidente,
também na performance o RS18 mostra ser um claro
passo em frente, tendo Sainz assegurado o quinto
crono do inverno, a menos de um segundo de Vettel.
Contudo, crucialmente, viu-se batido por Alonso,
parecendo para já que a Renault e a McLaren poderão
ser as equipas na liderança do segundo pelotão.
Nos últimos dias de testes, os homens de Enstone
testaram novos componentes aerodinâmicos tendo em
vista o Grande Prémio do Austrália, evidenciando que
estão preparados para a guerra do desenvolvimento,
ao passo que a posição do escape, com o intuito de
'soprar' a asa traseira, mostra que a Renault está
pronta para interpretar o regulamento até ao limite.
Resta saber se isso será suficiente para liderar o

f1/
FÓRMULA 1

16

TORO ROSSO

1M18,363S 7º DIA HIPERMACIOS 822 VOLTAS

Se alguém dissesse que a Toro Rosso Honda terá andado com 'modos de motor' conservadores.
completaria ao longo do defeso deste ano 822 O que fica é que, para já, o casamento entre as duas
voltas, acabando por ser a terceira equipa com mais partes parece ser mais frutuoso que aquele que os
quilómetros somados, aquém apenas da Mercedes e japoneses viveram com a McLaren.
Ferrari, provavelmente, poucos acreditariam.
No entanto, após duas semanas de testes, a
formação de Faenza, juntamente com a sua parceira
japonesa, surpreendeu tudo e todos, mostrando uma
fiabilidade que as unidades nipónicas nunca revelaram
anteriormente.
Porém, esta descoberta súbita de confiabilidade
surgiu à custa de três V6 turbohíbridos durante
o inverno, o número que Brendon Hartley e Pierre
Gasly terão cada um à sua disposição para toda a
temporada. Para colocar isto em perspetiva, a maior
parte das restantes equipas usou apenas um motor.
Para além disso, no último dia de testes um problema
técnico manteve o neozelandês durante algum tempo
nas boxes, que ainda assim completou 156 voltas.
Na última semana de testes, Gasly e Hartley
usaram apenas uma unidade de potência, que era
de desenvolvimento, e apesar dos problemas da
derradeira jornada, os resultados são encorajadores.
O sétimo posto do francês na tabela de tempos poderá
não ser uma indicação real do verdadeiro potencial do
Toro Rosso STR13 Honda, até porque, seguramente, no
desejo de garantir fiabilidade, o construtor nipónico

HAAS

1M18;360S 7º DIA SUPERMACIOS 694 VOLTAS

A equipa fundada por Gene Haas foi a grande surpresa Ao longo dos testes a equipa de Kannapolis sofreu Steiner encontraram o caminho da fiabilidade.
dos testes de inverno, principalmente, na segunda algumas contrariedades técnicas, mas estas foram Contudo, será em Melbourne que a Haas terá que
semana. superadas nas duas últimas jornadas de trabalho, mostrar que o salto competitivo que parece ter dado
O VF-18 é, claramente, uma evolução do seu antecessor, parecendo que os homens comandados por Gunther é de facto real.
sem grandes rasgos técnicos visíveis, não se esperando
grandes coisas da Haas, dada a evolução que as
restantes equipas prometem – sobretudo Williams,
Renault e McLaren.
Porém, no final das duas baterias de testes, Kevin
Magnussen, no seu último dia de testes, guindou o
carro da equipa norte-americana até ao sexto posto,
sem sequer usar as mais performantes borrachas
hipermacias, usadas por todos os pilotos que ficaram à
sua frente.
Corrigindo o tempo do dinamarquês de acordo com
os pneus – a diferença entre os hipermacios e os
supermacios é entre 1,3s e 1,4s – este é melhor até que o
assinado por Vettel, o que demonstra que o alemão não
mostrou o verdadeiro valor do seu monolugar.
As marcas da Haas, que viu Romain Grosjean assegurar
o nono crono do defeso, poderão ter sido beneficiadas
pelo facto da equipa ter encontrado a janela de
funcionamento dos Pirelli no traçado de Barcelona, ao
passo que algumas das suas rivais tiveram algumas
dificuldades – sendo o caso da Williams o mais gritante
– mas em termos de performance não parece haver nada
de errado com o VF-18.

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17

McLAREN

1M17,784S 8º DIA HIPERMACIOS 619 VOLTAS

A McLaren poderá ter sido uma das grandes desilusões quando a equipa o 'abrir' para escoar calor e se isso
do defeso devido à fraca fiabilidade que apresentou ao não terá uma penalização no andamento do carro que
longo das duas semanas de testes: cinco problemas Alonso e Vandoorne terão em Melbourne.
técnicos distintos e duas mudanças de unidade de
potência conhecidas são demasiadas situações para
uma equipa que pretende estar entre as grandes.
Nas suas próprias palavras, os responsáveis da
formação de Woking poderão ter sido demasiado
agressivos no projeto, levando a que a unidade de
potência Renault não escoe devidamente o calor que
emana. Algo que foi percetível com algumas partes
da carroçaria do MCL33 a apresentarem queimaduras
evidentes
Por outro lado, sempre que esteve em pista, o McLaren
Renault mostrou rapidez tanto pelas mãos de Stoffel
Vandoorne como pelas de Fernando Alonso, acabando
este por terminar o inverno com o terceiro crono,
perdendo apenas para os dois homens da Ferrari.
Dificilmente o monolugar de Woking estará em
condições de se imiscuir na luta das 'Três Grandes',
até porque foi quem menos voltas completou ao
longo do defeso – e, quando se tem como adversárias
a Mercedes, Ferrari ou Red Bull, isso paga-se caro –
mas poderá ser capaz de se bater pela liderança do
segundo pelotão.
A questão passa por saber quanto poderá perder
o MCL33 em termos de performance aerodinâmica

ALFA ROMEO SAUBER

1M19,118S 8º DIA HIPERMACIOS 786 VOLTAS

A situação da formação de Hinwil é muito semelhante
à da Williams: um corte radical com o passado que leva
a que a equipa precise de algum tempo para perceber
o novo conceito. No entanto, a Alfa Romeo Sauber tem
a vantagem de ter em Marcus Ericsson um par de mãos
confiável, piloto que vai para a quarta temporada com a
equipa.
Depois das dificuldades dos últimos anos, era difícil
que a estrutura fundada por Peter Sauber pudesse dar
saltos gigantescos num só inverno, mas ao longo do
defeso o C37 rodou de forma fiável, assumindo-se como
o sexto chassis com mais voltas completadas.
A fiabilidade do carro helvético parece ser muito
aceitável, tendo sido impedido de somar mais
quilómetros devido a inúmeras saídas de pista dos seus
pilotos. Esta parece, contudo, uma característica do
carro, que, segundo diversos observadores, tem uma
traseira ligeiramente para o lado do nervosismo, tendo
apanhado tanto Charles Leclerc como Ericsson, com o
francês inclusivamente a dar um toque nas barreiras de
proteção na última jornada de ensaios.
A marca de Charles Leclerc, que o elevou até ao 15º
lugar, evidencia que a formação de Hinwil estará, muito
provavelmente, na cauda do pelotão, mas os seus
responsáveis parecem estar confiantes de que este é o
primeiro passo de uma recuperação que a levará a médio
prazo até ao topo do segundo pelotão.

f1/
FÓRMULA 1

18

T/ MELHORES TEMPOS DAS
DUAS SESSÕES DE TESTES

POS PILOTO EQUIPA PNEUS TEMPO DATA

1. VETTEL FERRARI HIPERMACIOS 1M17.182S 8 DE MARÇO

2. RAIKKONEN FERRARI HIPERMACIOS 1M17.221S 9 DE MARÇO

3. ALONSO MCLAREN HIPERMACIOS 1M17.784S 9 DE MARÇO

4. D. RICCIARDO RED BULL HIPERMACIOS 1M18.047S 6 DE MARÇO

5. SAINZ JR RENAULT HIPERMACIOS 1M18.092S 9 DE MARÇO

6. MAGNUSSEN HAAS SUPERMACIOS 1M18.360S 8 DE MARÇO

7. GASLY TORO ROSSO HIPERMACIOS 1M18.363S 8 DE MARÇO

8. HAMILTON MERCEDES ULTRAMACIOS 1M18.400S 6 DE MARÇO

9. GROSJEAN HAAS ULTRAMACIOS 1M18.412S 9 DE MARÇO

10. BOTTAS MERCEDES ULTRAMACIOS 1M18.532S 8 DE MARÇO

11. HULKENBERG RENAULT HIPERMACIOS 1M18.675S 8 DE MARÇO

12. VANDOORNE MCLAREN HIPERMACIOS 1M18.855S 8 DE MARÇO

13. HARTLEY TORO ROSSO HIPERMACIOS 1M18.949S 9 DE MARÇO

14. OCON FORCE INDIA HIPERMACIOS 1M18.967S 9 DE MARÇO

15. LECLERC A.R. SAUBER HIPERMACIOS 1M19.118S 9 DE MARÇO

16. SIROTKIN WILLIAMS MACIOS 1M19.189S 9 DE MARÇO

17. ERICSSON A. R. SAUBER HIPERMACIOS 1M19.244S 8 DE MARÇO

18. KUBICA WILLIAMS SUPERMACIOS 1M19.629S 8 DE MARÇO

19. PEREZ FORCE INDIA HIPERMACIOS 1M19.634S 8 DE MARÇO

20. VERSTAPPEN RED BULL MACIOS 1M19.842S 8 DE MARÇO

21. STROLL WILLIAMS MACIOS 1M19.954S 9 DE MARÇO

22. MAZEPIN FORCE INDIA MÉDIOS 1M25.628S 28 DE FEV.

DIA 1 6 DE MARÇO

PILOTO EQUIPA PNEUS VOLTAS TEMPO DIFERENÇA

1 VETTEL FERRARI MÉDIOS 86 1M20.396S

2 BOTTAS MERCEDES MACIOS 86 1M20.596S 0.200S

3 VERSTAPPEN RED BULL MÉDIOS 85 1M20.649S 0.253S

4 GASLY TORO ROSSO MACIOS 53 1M20.973S 0.577S

5 MAGNUSSEN HAAS MACIOS 46 1M21.298S 0.902S

6 SIROTKIN WILLIAMS MACIOS 42 1M21.588S 1.192S

7 HULKENBERG RENAULT MÉDIOS 48 1M21.738S 1.342S

8 ERICSSON SAUBER MACIOS 56 1M21.893S 1.497S

9 PEREZ FORCE INDIA MACIOS 37 1M21.936S 1.540S

10 VANDOORNE MCLAREN MACIOS 7 1M24.773S 4.377S

11 ERICSSON A. R. SAUBER SUPERMACIOS  120 1M21.706S +1.310

12 VANDOORNE MCLAREN SUPERMACIOS  38 1M21.946S +1.550

13 STROLL WILLIAMS MACIOS  86 1M22.937S +2.541

DIA 2 7 DE MARÇO

PILOTO EQUIPA PNEUS VOLTAS TEMPO DIFERENÇA

1 RICCIARDO RED BULL HIPERMACIOS  165 1M18.047S

2 HAMILTON MERCEDES ULTRAMACIOS  90 1M18.400S +0.353

3 BOTTAS MERCEDES ULTRAMACIOS  85 1M18.560S +0.513

4 VETTEL FERRARI MACIOS  66 1M19.541S +1.494

5 HARTLEY TORO ROSSO HIPERMACIOS  119 1M19.823S +1.776

6 ALONSO MCLAREN HIPERMACIOS  57 1M19.856S +1.809

7 SAINZ RENAULT MÉDIOS  88 1M20.042S +1.995

8 GROSJEAN HAAS MACIOS  78 1M20.237S +2.190

9 RAIKKONEN FERRARI MACIOS  49 1M20.242S +2.195

10 STROLL WILLIAMS MACIOS  63 1M20.349S +2.302

11 HULKENBERG RENAULT SUPERMACIOS  102 1M20.758S +2.711

12 OCON FORCE INDIA MACIOS  130 1M20.805S +2.758

13 LECLERC A. R. SAUBER SUPERMACIOS  160 1M20.919S +2.872

14 SIROTKIN WILLIAMS MACIOS  80 1M22.350S +4.303

DIA 3 8 DE MARÇO V/ V O LTA S E K M V/ V O LTA S E K M
POR EQUIPA
PILOTO EQUIPA PNEUS VOLTAS TEMPO DIFERENÇA

1 VETTEL FERRARI HIPERMACIOS 188 1M17.182S

2 MAGNUSSEN HAAS SUPERMACIOS 153 1M18.360S +1.178

3 GASLY TORO ROSSO HIPERMACIOS 169 1M18.363S +1.181

4 HULKENBERG RENAULT HIPERMACIOS 79 1M18.675S +1.493

5 SAINZ RENAULT HIPERMACIOS 69 1M18.725S +1.543

6 VANDOORNE MCLAREN HIPERMACIOS 151 1M18.855S +1.673 POS PILOTO EQUIPA VOLTAS KM POS EQUIPA VOLTAS KM
1. SEBASTIAN VETTEL FERRARI 643 2993 1. MERCEDES 1040 4841
7 ERICSSON A. R. SAUBER HIPERMACIOS 148 1M19.244S +2.062 2. VALTTERI BOTTAS MERCEDES 584 2719 2. FERRARI 929 4324
3. LEWIS HAMILTON MERCEDES 456 2123 3. TORO ROSSO 822 3826
8 BOTTAS MERCEDES MÉDIOS 84 1M19.532S +2.114 4. PIERRE GASLY TORO ROSSO 452 2104 4. WILLIAMS 819 3812
5. CARLOS SAINZ JR RENAULT 444 2067 5. RENAULT 795 3701
9 HAMILTON MERCEDES MÉDIOS 97 1M19.575S +2.350 6. MAX VERSTAPPEN RED BULL 419 1950 6. ALFA ROMEO SAUBER 786 3659
7. MARCUS ERICSSON ALFA ROMEO SAUBER 411 1913 7. RED BULL 783 3645
10 KUBICA WILLIAMS SUPERMACIOS 73 1M19.629S +2.447 8. KEVIN MAGNUSSEN HAAS 380 1769 8. FORCE INDIA 711 3310
9. CHARLES LECLERC ALFA ROMEO SAUBER 375 1746 9. HAAS 694 3231
11 PEREZ FORCE INDIA HIPERMACIOS 159 1M19.634S +2.452 10. ESTEBAN OCON FORCE INDIA 372 1732 10. MCLAREN 599 2788
11. BRENDON HARTLEY TORO ROSSO 370 1722
12 VERSTAPPEN RED BULL MACIOS 187 1M19.842S +2.660 12. DANIEL RICCIARDO RED BULL 364 1694
13. SERGEY SIROTKIN WILLIAMS 354 1648
13 STROLL WILLIAMS ULTRAMACIOS 67 1M20.262S +3.080 14. NICO HULKENBERG RENAULT 351 1634
15. LANCE STROLL WILLIAMS 343 1597
DIA 4 9 DE MARÇO 16. STOFFEL VANDOORNE MCLAREN 336 1564
17. SERGIO PEREZ FORCE INDIA 317 1476
PILOTO EQUIPA PNEUS VOLTAS TEMPO DIFERENÇA 18. ROMAIN GROSJEAN HAAS 314 1462
19. KIMI RAIKKONEN FERRARI 286 1331
1 RAIKKONEN FERRARI HIPERMACIOS  153 1M17.221S 20. FERNANDO ALONSO MCLAREN 263 1224
21. ROBERT KUBICA WILLIAMS 122 568
2 ALONSO MCLAREN HIPERMACIOS  93 1M17.784S +0.563 22. NIKITA MAZEPIN FORCE INDIA 22 102

3 SAINZ RENAULT HIPERMACIOS  45 1M18.092S +0.871

4 RICCIARDO RED BULL SUPERMACIOS  92 1M18.327S +1.106

5 GROSJEAN HAAS ULTRAMACIOS  181 1M18.412S +1.191 V/ VO LTAS
E KM POR MOTOR
6 BOTTAS MERCEDES MÉDIOS  104 1M18.825S +1.604

7 HARTLEY TORO ROSSO HIPERMACIOS  156 1M18.949S +1.728

8 OCON FORCE INDIA HIPERMACIOS  163 1M18.967S +1.746

9 LECLERC A. R. SAUBER HIPERMACIOS  75 1M19.118S +1.897

10 SIROTKIN WILLIAMS MACIOS  105 1M19.189S +1.968

11 HAMILTON MERCEDES SUPERMACIOS  97 1M19.464S +2.243 POS MOTOR VOLTAS KM MÉDIA EM KM
11963 3988
12 STROLL WILLIAMS MACIOS  27 1M19.954S +2.733 1. MERCEDES 2570 11214 3738
10134 3378
2. FERRARI 2409 3826 3826

3. RENAULT 2177

4. HONDA 822

V/ 19

VELOCIDADE

CLASSIFICAÇÃO
1º D. SERRA/J.P.OLIVEIRA (EUROFARMA RC), 31 VOLTAS
2º R. BARRICHELLO/F.ALBUQUERQUE (FULL TIME SPORTS), A 2.214S
3º C. RAMOS/K.V.D.LINDE (BLAU MOTORSPORT), A 6.428S

STOCK CAR BRASIL/CORRIDA DE DUPLAS

FILIPE
ALBUQUERQUE

NO PÓDIO

Daniel Serra e João Paulo Oliveira venceram a Corrida
de Duplas da Stock Car Brasil, com Filipe Albuquerque

e Rubens Barrichello a terminarem em segundo

José Luís Abreu a Barrichello na terceira posição: "Não fui o Rubinho, que depois daquele proble- que fez uma boa partida, de sexto para
[email protected] feliz no arranque porque o piloto à minha ma de saúde estava muito emocionado segundo. Filipe Albuquerque manteve-se
FOTOS Stock Car Brasil frente ficou parado e eu preso atrás dele. com este regresso e com este resultado. em terceiro e os três rodaram juntos, afas-
A chuva veio baralhar um pouco as coi- Foi uma experiência fantástica que não tando-se do pelotão. Mais tarde, Ricardo
Foi chegar, ver e ficar perto de ven- sas, mas ainda assim recuperei a posição me importava de voltar a repetir", disse Zonta, que vinha a andar bem, passou
cer. Filipe Albuquerque e Rubens perdida. Logo depois a pista começou a Filipe Albuquerque. Albuquerque, que era então segundo, na
Barrichello conseguiram um secar e tive algumas dificuldades com o travagem do Pinheirinho. Nico Muller fu-
bom segundo lugar na Corrida sobreaquecimento do pneu traseiro. Mas CORRIDA ANIMADA rou, o que redundou em nova entrada do
de Duplas que se realizou em entreguei o carro em terceiro. Perdemos A corrida foi ganha pela dupla Daniel Serra Safety Car. Após as trocas de pilotos e rea-
Interlagos. Num evento que jun- uma posição durante o 'pit-stop', mas o e João Paulo Oliveira, num evento reple- bastecimentos, Rubens Barrichello, que
ta os melhores pilotos locais a estrelas in- Rubinho estava determinado e recupe- to de disputas e ultrapassagens em que era quinto, ultrapassou três concorrentes,
ternacionais e que abre a temporada 2018 rou duas posições. O carro estava com um a chuva, também presente, aumentou o assumindo novamente o segundo lugar.
da Stock Car, Albuquerque e 'Rubinho' fi- andamento excelente e podíamos ter ga- suspense logo no início da corrida - fez-se Daniel Serra abriu uma margem confor-
caram felizes: o primeiro porque se estrea- nhado a corrida não fossem estes peque- sentir logo na volta de lançamento, com a tável sobre Barrichello, já nos minutos fi-
va no campeonato e na pista e o segundo nos problemas. Mas ficámos muito felizes direção de prova a mandar os carros para nais da prova, impedindo qualquer ataque
porque se tratava da primeira corrida de- na mesma. Fiquei com o sentimento de as boxes, donde saíram já com pneus de do piloto da Full Time Sports, recebendo
pois de um princípio de AVC registado há dever cumprido. Apesar de não conhe- chuva. Após a partida, Lucas di Grassi ba- a bandeira de xadrez, dois segundos na
cerca de um mês. Albuquerque largou da cer o campeonato, nem o carro, nem tão teu forte, depois de ter ficado sem limpa frente de 'Rubinho'. Decididamente, os
terceira posição, teve alguns percalços no pouco a pista, sinto que dei o meu melhor pára-brisas. João Paulo Oliveira mante- portugueses dão-se bem em corrida no
seu turno, mas conseguiu entregar o carro e o resultado foi incrível, sobretudo para ve-se à frente, seguido por César Ramos, país irmão.

N/20
NOTÍCIAS

SUSTO DE Na primeira corrida um incidente nas primeiras sido uma falha no sistema de travagem da sua má-
ÁLVARO curvas levou a um abandono prematuro, naque- quina, que o atirou para fora de pista com violência.
PARENTE la que era a estreia oficial de Parente no Bentley As imagens são esclarecedoras da força do impacto,
da K-Pax, depois da equipa ter feito dois anos que felizmente não teve qualquer consequência
Álvaro Parente apanhou um valente com os McLaren 670S GT3 com muito sucesso (Pa- para Álvaro Parente, que saiu pelo seu próprio pé,
susto na segunda corrida da ronda rente sagrou-se campeão no McLaren há dois anos). embora compreensivelmente combalido. O piloto
Para este ano a equipa apostou nos Bentley Con- foi observado pelos médicos mas teve alta pouco
inaugural da PWC (Pirelli World tinental GT3, mas para Parente foi um começo que depois, uma prova que os sistemas de segurança
Challenge Championship). Foi um fim certamente não ficará na memória por bons motivos. funcionaram na perfeição. As causas do acidente
A segunda corrida em S. Petersburgo correu ainda ainda não são conhecidas mas a equipa irá investigar
de semana em que tudo aconteceu pior para o piloto luso, tendo sofrido o que parece ter a fundo o sucedido.
ao piloto português...

Fábio Mendes
[email protected]

MÁRIO BARBOSA DE SUPERCAR ESTORIL CLASSIC
NO EUROPEU DE RALICROSS REGRESSA EM OUTUBRO

A Compincar RX Team adquiriu este ano um novo carro para um ambicioso projeto. Após uma primeira edição do Estoril Classic, a Race
Depois de em 2017 Mário Barbosa ter disputado o Europeu de Ralicross Super1600 ao Ready, em conjunto com a Câmara Municipal de Cascais,
volante de um Ford Fiesta S1600, este ano a equipa adquiriu um Citroën DS3 Supercar o Autódromo do Estoril e o Motor Clube do Estoril, marcou
preparado pela LD Motorsport, equipa de Liam Doran. Este carro já tem pedigree pois para o fim de semana de 6 e 7 de outubro a segunda edição. No ano passado o Estoril Classic foi uma
foi Campeão Britânico de Ralicross em 2017, um dos campeonatos nacionais mais verdadeira festa, evento que contou com a presença de mais de 20 mil espetadores. Para este ano está
competitivos do continente europeu. Neste novo projeto a equipa pretende disputar desde já garantida a presença do Historic Endurance, a maior competição de viaturas clássicas do sul
o muito competitivo Campeonato Europeu de Ralicross na categoria Supercar, como da Europa. Para além do espetáculo em pista, a organização da prova está a preparar um conjunto de
nos explica Mário Barbosa: “Este é um projeto ambicioso para a nossa equipa, que atividades para animar o paddock e acrescentar valor a todos os que se deslocarem ao traçado do Estoril
também pretende disputar a ronda do Mundial de Ralicross em Montalegre. Espero no primeiro fim de semana de outubro.
que gostem do nosso novo carro e das novas cores para esta época de 2018. Obrigado
a todos pelo vosso apoio.” KARTING CHALLENGE’ VAI COLOCAR
A primeira prova da temporada de 2018 do Europeu de Ralicross - Supercar - começará ‘THE GIRLS ON TRACK’…
em Barcelona a 14 e 15 de abril, sendo também certa a presença de Mário Barbosa na
prova do Mundial a ser disputada em Montalegre, a 28 e 29 de abril. DUARTE MESQUITA Portugal foi um dos oito países escolhidos pela FIA e
pela União Europeia para desenvolver o projeto: “The
Girls on Track”. Uma iniciativa que visa promover o
desporto automóvel junto do público feminino com idades
compreendidas entre os 13 e os 18 anos.
A FPAK terá como missão organizar, até final de 2018, dois
eventos de karting intitulados ‘Karting Challenge’ e atrair
para estas iniciativas o maior número de jovens do sexo
feminino para experimentarem a modalidade. Aquelas
que melhor se saírem neste desafio terão a possibilidade de disputar a grande final contra as pilotos
selecionadas dos restantes países num evento organizado em Le Mans, França. Os eventos a realizar em
Portugal estão previstos para maio e junho de 2018, em local e data a designar.

>> autosport.pt ES8PPGÁGEIUNCAISIAAL

CAMPEONATO DE PORTUGAL

AFTNO2DO0-O1-8TERRENODE

> AUTOS > SSV
> MOTOS > QUADS

TT/22
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE TODO-O-TERRENO AFN 2018

AÍ VAMOS NÓS cima, como é o caso do Campeão em tí-
tulo, Pedro Dias da Silva.
À hora do fecho desta edição, as inscri-
ções para a primeira prova ainda esta-
vam abertas, mas é de crer que não vai
haver qualquer surpresa de última hora,
pelo menos de monta.

Arranca no próximo fim de semana o Campeonato de Portugal de Todo-o-Terreno AFN, uma JOÃO RAMOS FAVORITO
competição que não vai ter o Campeão de 2017, mas que tem garantidos ingredientes mais do
O Campeonato de Portugal de Todo-o-
que suficientes para uma ‘bela’ ementa, já que não faltam bons pilotos e boas máquinas... Terreno volta este ano a juntar um plan-
tel de T1 bastante interessante, pois há
José Luís Abreu Porém, que se prepara para outros voos, se esperando desta feita os avanços e um bom conjunto de pilotos e carros que
com Gonçalo Cabral/16 Válvulas faz com que a competição ‘abane’. recuos do ano passado, que culminaram vão certamente animar muito a compe-
[email protected] Estão confirmados um conjunto de pilo- com o adiamento, remarcação e posterior tição, e embora se tenha que destacar um
tos e carros na categoria principal, os T1, anulação da Baja TT Rota do Douro. Este pouco acima dos outros devido à sua ra-
Apouco e pouco, o desporto au- que garantem muita e boa competitivi- ano, e segundo pudemos apurar, tudo está pidez, João Ramos, os azares que teve o
tomóvel nacional vai crescen- dade durante o ano, e mesmo que alguns confirmado, com a competição a iniciar- ano passado são um bom exemplo que
do: os ralis têm saúde para dar programas ainda não estejam fechados -se já no próximo fim de semana com a no TT isso não é decisivo, pois há sempre
e vender, a velocidade está a a 100%, há fundadas esperanças que a Baja TT do Pinhal, evento que recuou um muitas outras variáveis.
aproveitar bem a onda dos TCR, competitividade que se viu o ano pas- pouco no calendário, de modo a fugir aos Sendo importante a velocidade, o TT é
a ‘Montanha’ e o Ralicross estão sado se mantenha. potenciais riscos de incêndio no verão. muito mais do que isso, e o melhor exem-
bem e recomendam-se, o Karting está a Um dos bons exemplos da estabilidade e Em concomitância com o CPTT, teremos plo que podemos dar foi o terceiro lugar no
‘milhas’ do marasmo de há alguns anos, e do interesse da competição é a presença ainda o Desafio Total Mazda, que desta campeonato o ano passado de Rui Sousa,
o Todo-o-Terreno, apesar de alguns altos do patrocinador que empresta o nome à feita se realiza nas mesmas seis provas que com uma Isuzu D-Max T2, que, como
e baixos há uns anos, tem vindo a crescer competição, a AFN, um apoio que ajuda à que compõem a competição, o que per- se sabe, é quase de série, foi tão regular
consistentemente, e nem mesmo o facto promoção e divulgação do campeonato, mitirá aos seus pilotos lutarem por duas que se não tivesse que deitar um resul-
de ter perdido o Campeão de 2017, Ricardo que este ano volta a ter seis provas, não competições, e há quem aponte bem para tado fora seria segundo no campeonato.
Terminou em terceiro, e com isso se pro-
va que o TT é complexo, nunca estando
nada, à partida, garantido.
Claro que o maior favoritismo tem que ser

>> autosport.pt

23

PALMARÉS (1º)
(2º)
ANO PILOTO Nº TÍTULOS (1º)
1992 LUÍS DIAS (1º)
1993 LUÍS DIAS (2º)
1994 JOÃO VASSALO (1º)
1995 CARLOS SOUSA (1º)
1996 JOÃO VASSALO (2º)
1997 SANTINHO MENDES (3º)
1998 FILIPE CAMPOS (3º)
1999 CARLOS SOUSA (4º)
2000 JOÃO VASSALO (1º)
2001 CARLOS SOUSA (1º)
2002 CARLOS SOUSA (2º)
2003 MIGUEL BARBOSA (1º)
2004 RUI SOUSA (3º)
2005 MIGUEL BARBOSA (2º)
2006 PEDRO GRANCHA (3º)
2007 MIGUEL BARBOSA (4º)
2008 FILIPE CAMPOS (4º)
2009 FILIPE CAMPOS (5º)
2010 FILIPE CAMPOS (6º)
2011 MIGUEL BARBOSA (1º)
2012 MIGUEL BARBOSA (7º)
2013 MIGUEL BARBOSA (1º)
2014 RICARDO PORÉM (2º)
2015 MIGUEL BARBOSA
2016 NUNO MATOS
2017 RICARDO PORÉM

dado às duas competitivas Toyota Hilux, em Idanha, afastaram-no da luta pelo tí- a ter em conta para as lutas no top 5, que seu projeto para lá disso. Pelo que se tem
de Ramos e Alejandro Martins, mas há tulo, que espera poder alcançar este ano. vai esta temporada ser mais ‘concorrido’ visto até aqui, está a crescer de ano para
muito mais para lá disso, com vários car- É claramente um dos mais fortes candida- que habitualmente. O experiente e rápi- ano. Desde que trocou a Montanha pelo
ros e equipas que podem andar na luta. tos ao triunfo. Mas vai ter boa luta, já que do Hélder Oliveira é outro exemplo de um TT, Tiago Reis tem tido tempos difíceis,
Apesar de ter tido um campeonato o ano Alejandro Martins venceu o ano passa- piloto que se tiver o seu Mini Cattiva em mas com o seu Mitsubishi Racing Lancer,
passado muito abaixo das suas possibili- do uma prova e ao volante da sua Toyota ‘forma’ pode também andar na disputa e com a experiência que já acumulou, vai
dades, João Ramos vai novamente tentar Hilux tem boas condições para conseguir na frente, embora o carro precise ainda também lutar por lugares mais na frente
ser Campeão de Portugal, algo que já es- bons resultados. Não sendo o piloto mais de trabalho para ser mais competitivo. do CPTT, sendo que há que perceber pri-
teve muito perto de conseguir. O ano pas- rápido, é consistente, e vai estar na luta. Apesar de realizar um ano de transição, meirona provainaugural,quepassapela
sado, e apesar de ter entrado em grande Outro piloto que vai ter este ano ainda me- Nuno Matos está de regresso e será um Sertã, Oleiros e Proença a Nova, onde se
com o triunfo em Loulé, um acidente no lhores condições é Alexandre Franco, pois piloto a considerar para as lutas na fren- situa face à concorrência. Pedro Dias da
prólogo em Reguengos, uma saída de es- renovou quase por completo o seu BMW, te nas provas em que alinhar. Este ano, Silva é outro bom exemplo de um piloto
trada na Baja TT do Pinhal - levaram-no que terá agora um motor mais potente. E Pedro Ferreira corre na abertura do cam- que abrilhanta a competição, estando a
a perder uma hora - e posteriormente se o ano passado foi vice-campeão, em peonato com o Ford Ranger da South lutar em duas frentes, o Desafio Mazda e o
problemas mecânicos na Toyota Hilux 2018 vai certamente ser um dos pilotos Racing - ainda não divulgou como será o CPTT. Se precisar de gerir, para vencer no-
vamente entre as Mazda, provavelmente
fá-lo-á, mas é bem provável vê-lo a lutar
também nos primeiros lugares da geral.

SEGUNDO PELOTÃO ANIMADO

Nuno Madeira (Kia Sportage TT), Lino
Carapeta (Range Rover Evoque Proto)
ou André Amaral (Mercedes Proto) são
outros bons exemplos de pilotos que vão
estar na luta pelo top 10 no TT, o mes-
mo sucedendo com os melhores T2, lo-
gicamente com Rui Sousa à cabeça. O
Campeão de 2017 conseguiu mesmo fi-
car no pódio final da competição. No T2,
não deu hipóteses, pois venceu todas as
provas. Como se percebe, a competição
tem tudo para voltar a ser animada, pois
não falta ‘plantel’.

TT/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE TODO-O-TERRENO AFN 2018

24

ALEJANDRO MARTINS VAI À LUTA

Depois de ter ganhado uma prova do Pinhal, precisamente a prova de JOÃO RAMOS NOVAMENTE FAVORITO
e lutado na frente pelo CNTT o ano abertura deste ano: “Estou confiante
passado, Alejandro Martins renova este e motivado. Temos um bom carro e João Ramos vai novamente tentar vencer o CPTT, e depois de um ano demasiado
ano a sua ambição. Para esta temporada estou ansioso que o CPTT comece o azarado, está pronto para nova luta na frente. A sua habitual Toyota Hilux é um
pretende voltar às lutas na frente do mais depressa possível. Este ano há forte trunfo, sendo que o piloto nortenho é claramente o maior candidato ao
Campeonato de Portugal de Todo-o- novamente um bom leque de pilotos, título, que já falhou por muito pouco: “Está tudo preparado e a equipa pronta
Terreno: “Temos a temporada bem tenho pena que o Ricardo Porém não para mais um campeonato. Não há mudanças na equipa, quanto ao carro, os
preparada, não treinei muito, mas temos vá estar presente, pois é um grande amortecedores evoluíram um pouco, mas não evoluí mais nada, está tudo no
algumas novidades a nível mecânico na piloto, mas não há insubstituíveis e seu melhor e estamos prontos para atacar”, começou por dizer João Ramos, que
Hilux, que temos vindo a testar. Estou julgo que se perspetiva um campeonato o ano passado venceu a primeira prova em Loulé, mas depois somou um role
satisfeito com os resultados. Vamos bastante competitivo, tanto ou mais incrível de azares: “Penso que o CPTT vai ser interessante, há boas máquinas,
participar em todas as provas e lutarei que o ano passado. Para chegar ao final e por isso tem tudo para ser bom, não tenho dúvidas. Favorito? Não gosto de
por fazer o melhor em cada uma delas. com uma boa classificação não nos falar em favoritismos, mas onde entro, é sempre com uma postura de querer
Se as coisas correrem com normalidade podemos distrair, temos que ser muito ganhar, e vai ser essa a forma de encarar o CPTT. É isso que me motiva e que me
podemos fazer um bom campeonato”, competitivos e esperar que tudo corra faz continuar no automobilismo, caso contrário já cá não estava. Por isso, esse
começou por dizer Alejandro Martins, bem”, disse o piloto da Toyota Hilux, que espírito vai continuar. Quem quer lutar pelo campeonato tem que entrar com
que o ano passado venceu a Baja TT vai ter José Marques a seu lado. postura de querer vencer. Depois avalia-se como estão os adversários, mas a
avaliação é feita durante a própria prova. Por isso é entrar para atacar”, disse
João Ramos, que fora de Portugal, vai correr na Baja de Aragón: “Mais do que
isso depende do budget”, concluiu.

CARRO ‘QUASE’ NOVO PARAALEXANDRE FRANCO

Alexandre Franco evoluiu bastante o seu nosso campeonato, em que temos uma
BMW no defeso, e vai entrar na época de ou duas provas em que a velocidade é
2018 do CPTT com a ambição de fazer importante, por exemplo, Portalegre, nas
mais e melhor. O piloto de Alenquer outras o que nos faz falta é potência.
revelou que o carro sofreu uma evolução Concentrámo-nos na motorização, mas
considerável, e necessária, devido ao depois entrámos naquele trabalho do ‘já
nível elevado do CPTT: “Pouco resta do agora’, e acabámos por fazer um carro
carro do ano passado. Por isso estou novo”, disse Alexandre Franco que volta
motivado e à espera que essa evolução a ter a seu lado, Rui Franco: “O mano é
venha a dar frutos. Do carro do ano para toda a vida”, disse antes de falar
passado aproveitámos parte do chassis, nas ambições: “Partimos sempre com
os diferenciais e caixa de velocidades, determinação para ganhar, mas temos
o resto é tudo novo. O carro já era que ter consciência que há máquinas
competitivo, mas o nosso campeonato bastante superiores à nossa. Mas
é exigente e leva a que para discutir no ano passado também havia essa
alguma coisa na frente, tenhamos que armada toda e fomos vice-campeões.
estar bem equipados. Acho que vamos É importante a velocidade, mas temos
ter uma máquina bastante competitiva. que ser consistentes, e nós temos
Essencialmente faltava motor, o carro conseguido fazer isso. Por isso há que
era excelente a nível de suspensões, pôr o carro mais competitivo, mas
e tem um historial de fiabilidade, foi também fiável, porque a corrida só se
Campeão Nacional! Olhando para o ganha no fim”, disse.

25

NUNO MATOS DE REGRESSO

Nuno Matos está a preparar um novo experiência e do imenso potencial que o HÉLDER OLIVEIRA UM MINI
projeto para competir no CNTT em 2019 carro tem. É uma máquina excelente que QUE CATTIVA
e para isso vai desenvolver esta ideia deu provas da sua fiabilidade e consistência
durante os próximos meses e fazer testes ao logo das inúmeras provas que fiz com Hélder Oliveira está de regresso ao Oliveira é cauteloso com a ambição: “Não
ainda este ano, especialmente nas provas ele. No entanto, está na altura de dar o Campeonato de Portugal de Todo-o- coloco grandes objetivos, vou tentar os
que se disputam na segunda metade do salto para novas aventuras e este projeto Terreno, ainda que para já não tenha melhores resultados possíveis, tenho
campeonato de 2018. que vou iniciar agora é muito aliciante. assegurada a participação em toda consciência que há três ou quatro
Para já e de modo a manter-se em forma, Tenho a certeza que será uma aposta de a época. De qualquer forma, tem carros e pilotos que se destacam do
vai participar em algumas provas do CPTT futuro com a qual pretendo alcançar bons confirmadas as primeiras três provas resto do pelotão, mas nós estamos lá
2018 aos comandos do Opel Mokka Proto resultados. Quero ainda deixar o meu da competição, que espera serem um para lutar pelos melhores resultados, e
com que assegurou o título de campeão em agradecimento aos patrocinadores que nos ponto de partida para depois continuar: eventualmente por lugares no pódio. Os
2016: “2018 vai ser um ano de transição. apoiam neste projeto. Sem eles não seria “Tudo isto surge no seguimento do ótimo dois últimos anos no campeonato são o
Vou participar nas primeiras provas do possível desenvolver esta ideia e é graças resultado em Reguengos. Portalegre, com reflexo da importância da regularidade ao
campeonato com o Opel Mokka Proto e ao seu apoio que conseguimos progredir”, o Mini da Cattiva Sport, não correu pelo longo da época. O CPTT está cada vez mais
quero tirar o máximo partido da minha disse Nuno Matos. melhor mas tirámos boas ilações pois o competitivo mas é preciso ter sempre em
carro tem potencial mas precisa de algum atenção a questão das pontuações.
trabalho, já que a base é muito boa”, O ano passado tivemos pilotos que
começou por dizer o piloto que, depois aspiraram no início do ano a serem
da terceira prova, Reguengos, verá se campeões e se calhar no final do ano,
continua: não tiveram um resultado à medida,
O Mini da Cattiva Sport foi alterado de mesmo sendo rápidos. A regularidade
acordo com as novas regras no TT, quanto é fundamental para se conseguir
ao curso das suspensões, e para já Hélder concretizar os objetivos”, concluiu.

NOVOS ‘DESAFIOS’ PARA PEDRO D. SILVA PEDRO FERREIRA COM A SOUTH RACING

Pedro Dias da Silva, vencedor em 2017 do Ramos e do Alejandro Martins, são as armas Depois de uma temporada de 2017 com altos e baixos aos comandos de uma VW Amarock
Desafio Mazda, está contente com a decisão mais fortes, mas depois há um bom lote construída de raiz em Portugal, Pedro Ferreira vai trocar de ‘montada’ e agora é a vez da Ford
dos responsáveis do troféu em fazerem de seis pilotos, onde me incluo. Estamos Ranger da South Racing... na Sertã.
disputar a competição em paralelo com o posicionados logo a seguir e julgo que vai Ao lado do piloto do Porto, que ‘fez’ dois pódios em cinco provas o ano passado, vai estar Hugo
CPTT, ao invés de terminar em Fronteira, já haver muita luta. Penso que estaremos nos Magalhães, também ele campeão o ano passado ao lado de Ricardo Porém, que curiosamente se
que, desta forma, o antigo piloto de ralis lugares da frente. Vamos apostar muito na mantém na mesma estrutura, a South Racing.
pode também olhar para as contas do fiabilidade do carro, é muito importante. No Para já, Pedro Ferreira vai pilotar a Ford Ranger, pois a máquina que irá utilizar ao longo da
campeonato principal, já que dispõe de Desafio Mazda contam os seis resultados, restante temporada, depois da Baja TT do Pinhal, ainda não está disponível: “O projeto para 2018
um carro bem competitivo, que lhe pode embora isso possa não premiar os mais é mais um passo na minha evolução enquanto piloto e uma nova estratégia na dinâmica da
permitir lutar pelos primeiros lugares. rápidos. Vamos atacar, e se houver equipa. Queremos lutar de forma mais consistente pelas primeiras posições nas provas do CNTT
Como se sabe, o Desafio Mazda obriga oportunidade estamos lá para agarrá-la”, e mesmo tentar chegar às vitórias. A experiência do Hugo Magalhães será fundamental nesta
apenas a que a silhueta seja da marca disse o piloto cujo Mazda, como em vários nova etapa, assim como a parceria com a South Racing cujo projeto para 2018 iremos apresentar
nipónica e, nesse contexto, Dias da Silva outros casos, é nipónico de silhueta, mas oportunamente, mas que é seguramente uma opção excelente para as metas que traçámos para
tem o melhor de dois mundos, já que tem tem coração BMW - equipa um motor Diesel este ano”, salienta o piloto da PMF Racing que, todavia, parte limitado para esta primeira prova:
como objetivo renovar não só o título no do 40d alemão de última geração - chassis
Desafio Mazda, mas também obter boas Mitsubishi, de um antigo carro oficial, “Uma cirurgia que tive de fazer tem-me impedido
classificações na competição principal: suspensões Ohlins e caixa de velocidades de treinar pelo que apenas poderei fazer
“Vou tentar repetir o título e também tentar Sadev. o shakedown na véspera da prova.
fazer o melhor possível Tentarei ir ganhando ritmo ao
na geral. Penso longo da corrida”.
que vai ser um ano
interessante. Temos
um plantel muito bom
de pilotos e carros e
está a aparecer mais
gente: 12 carros no
Desafio Mazda é muito
bom. Para o CPTT, as
duas Hilux, do João

TT/
CAMPEONATO DE PORTUGAL DE TODO-O-TERRENO AFN 2018

26

CUIDADO COM OS ROAD BOOK

Numa altura em que tudo está preparado para muito mais rápido a qualquer sítio, e há por TAÇA IBÉRICA
o arranque do CPTT, Alejandro Martins deixou vezes situações aflitivas, devido a um menor PROBLEMAS COM CALENDÁRIO
um alerta que faz todo o sentido, e insta as cuidado, ou menor sensibilidade. Julgo que os
organizações a terem cuidado extremo a ‘fazer’ road book devem ser feitos por profissionais A FPAK e a RFEDA, Real Federacion Española Automovilismo, levam este
os road book: “Os organizadores devem ter nesta matéria, não se pode ter amadorismo ano novamente a cabo a Taça Ibérica de Todo-o-Terreno, competição que
em consideração uma situação que a mim nesta questão, porque eu próprio como promove o intercâmbio de pilotos e equipas ibéricos. No entanto, há um
me preocupa muito, e como piloto deixo esta piloto, por vezes, sinto-me inseguro, e se isto pormenor para o qual João Ramos alerta: a primeira prova espanhola da
mensagem. Preocupa-me a segurança das continuar assim, eu provavelmente equacionarei taça Ibércia, a Baja Dehesa – Extremadura, realiza-se a 9 e 10 de junho,
equipas, pilotos e navegadores, e por isso sair do todo o terreno, pois acima de tudo quero precisamente uma semana antes da Baja TT de Gondomar. “Chamei a
peço o máximo cuidado com os road book, e a minha segurança, tenho família como todos atenção à federação, não sei qual vai ser o desfecho, mas a verdade é que
o rigor com que são feitos. Os carros de hoje, os outros e prezamos muito a nossa vida”, disse puseram uma prova da Taça Ibérica em Espanha com apenas uma semana
não são os carros de antigamente, mesmo os Alejandro Martins, que toca num ponto muito de diferença para a Baja TT de Gondomar e quem quiser fazer as duas
de há cinco ou seis anos. Hoje os carros são importante pois é do interesse de todos que os competições, fica comprometido, pois está impossibilitado de ir a Espanha.
diferentes, são muito mais rápidos, chega-se road book sejam perfeitos. Gostava que a FPAK ou a federação espanhola conseguissem alterar alguma
data. Sei que pode ser um problema, mas que nem devia ter existido. Devia
ter havido esse cuidado, pois assim… ninguém lá vai”, disse João Ramos.

C/ C A L E N D Á R I O

DATA PROVA ORGANIZADOR

7 A 8 ABRIL BAJA TT DE LOULÉ CLUBE AUTOMÓVEL DO ALGARVE

25 A 27 MAIO BAJA TT CAPITAL DOS VINHOS DE PORTUGAL SOC. ARTÍSTICA REGUENGUENSE

9 A 10 JUNHO BAJA DEHESA - EXTREMADURA MOTOR CLUBE VILLA FRANCA DE LOS BARROS

17 A 18 NOV. BAJA ANDALUCIA ESCUDERIA ANDINAS RACING

DESAFIO MAZDA RENOVADO PROLAMA ESTREIA
JOVEM ‘ROOKIE’
O Desafio Total/Mazda 2018 tem uma novidade das provas que integra. Cumprida que está
de monta pois realiza-se em todas as seis a primeira década, decidimos redefinir a sua Depois de terem sido campeões do Agrupamento T2 e terceiros na
provas do CPTT. Até aqui, o alinhamento do estrutura, passando este ano a abranger geral do Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, Rui Sousa e Carlos
calendário dividia-se entre algumas das provas as seis provas do CPTT”, refere José Santos, Silva regressam para o segundo ano do projeto Isuzu Pro Racing,
do Nacional de TT e o encerramento nas 24 responsável da Mazda Motor de Portugal que conta também com a dupla Edgar Condenso/Nuno Silva. A ideia
Horas Vila de Fronteira. Desta feita não será por esta competição. Como habitualmente, dos homens da Prolama passa por disputar a Taça Ibérica de Todo-
assim: “Mantendo-se como iniciativa sem os Mazda Proto serão dotados de um kit de o-Terreno, no entanto, Rui Sousa, vai estar presente na Baja TT do
paralelo no panorama do TT nacional, o Desafio carroçaria que lhes dá a silhueta do SUV Mazda Pinhal, prova que pertence
Total Mazda tem proporcionado, ao longo dos CX-5. somente ao Campeonato
anos, um crescente grau de competitividade Para 2018, o pacote de prémios mantém-se de Portugal de Todo-o-
e interessantes lutas no seio do seu pelotão inalterado, distribuindo-se um total de 53.500€ Terreno. Depois disso
e até, por diversas vezes, em termos de geral pelos Pilotos e 6.000€ em cada Baja TT. seguem-se mais duas
provas, no Algarve e em
Reguengos, eventos que
pertencem à competição
Ibérica. Após estas Bajas
a dupla campeã fará
um ponto de situação e
decidirá se prossegue nas
duas frentes.
De resto, a estrutura
da Prolama terá mais três carros, e para além de Anders Svensson
e Georgino Pedroso, este ano há uma novidade de monta, a estreia
absoluta em competição automóvel do jovem algarvio Francisco
Barreto, que tem apenas 20 anos: “O TT é parco em pilotos jovens,
o plantel tem uma faixa etária avançada e esta é uma lufada de
ar fresco, uma estreia absoluta, e nós, Prolama, estamos muito
entusiasmados com esta participação”, disse Carlos Silva.

MOTOS E QUADS >> autosport.pt
EMOÇÃO GARANTIDA
27
É já esta semana que arranca mais uma edição do aproximação ao título que parece que mais tarde
Campeonato Nacional de Todo-o-Terreno, naquele que ou mais cedo acabará por chegar para este jovem e ARNALDO PROCURA REVALIDAR TÍTULO
é considerado por muitos como o melhor campeonato talentoso piloto. Já Mário Patrão tenta dar um pontapé Na categoria quad, em 2017, Arnaldo Martins dominou por
da especialidade na Europa. Tal como em 2018, serão nas lesões, que nos últimos tempos não têm largado o completo o campeonato mostrando que não tinha concorrência
sete as rondas em agenda. A ação começa com a Baja piloto de Seia, e levaram mesmo à ausência do último à altura. O experiente piloto de Cabeceiras de Basto parte para
TT do Pinhal e termina, como é hábito, com a mítica Baja Dakar, onde mais uma vez iria ser piloto oficial da KTM. a nova temporada como o principal candidato ao título. Porém,
Portalegre 500. Depois temos outros nomes que estão na sombra, Filipe Fernandes Martins, vice-campeão em 2017, e Vitor Caeiro,
No que diz respeito à luta pelo título absoluto espera- mas prontos a despontar. Falamos do jovem Martim podem dar luta ao campeão se realizarem o campeonato na
se que esta seja, novamente, marcada por três Ventura, atual campeão da categoria TT1, bem como do totalidade.
intervenientes: António Maio, Sebastian Bühler e Mário experiente David Megre e Bernardo Megre. Caso contrário será difícil terem argumentos para lutar pela
Patrão. conquista do primeiro posto com Arnaldo Martins.
Maio vai procurar o seu quarto título absoluto
consecutivo e cimentar a sua posição como um dos
grandes nomes da história do todo-o-terreno nacional,
isto num ano em que também está a apontar baterias
para as provas de navegação, participando no novo
campeonato nacional da especialidade.
Já Sebastian Bühler continua, a passos largos, a sua

BAJATT DO PINHAL COM NOVIDADES

A Baja TT do Pinhal abre o CPTT, num evento que vai ter um
Prólogo em Oleiros e na Sertã uma Power Stage a pensar
em mais e melhor espetáculo para motos, quads e SSV.
De resto, são três os setores seletivos para todas as
categorias.
A principal novidade da prova da Escuderia Castelo Branco
prende-se com o cada vez maior envolvimento dos três
concelhos que servem de base a esta prova. Oleiros,
Proença-a-Nova e Sertã.
Uma das principais novidades desta edição está no formato
competitivo para os automóveis. Pela primeira vez, além do
prólogo, vão ter um setor seletivo logo no primeiro dia de
competição. Também na sexta-feira, haverá a Sertã
Power Stage, um desafio exclusivo para motos,
quads e SSV.
Em 2018, a Baja TT do Pinhal vai começar em
Oleiros, no centro da vila, onde fica o parque
fechado e de partida. A Baja TT do Pinhal
começa em Oleiros, mas termina em Proença-
a-Nova e aí estão localizados o parque
fechado e a entrega de prémios. A Sertã
mantém-se como centro nevrálgico da
prova.
A organização da Baja TT do Pinhal
preparou 325 quilómetros ao
cronómetro para todos os
concorrentes, estejam eles em
carros, motos, quads ou SSV’s.

H/ H O R Á R I O

1ª ETAPA, 6ª FEIRA, 16 DE MARÇO

PRÓLOGO OLEIROS 5,02 KM 14:00

SS1 OLEIROS/PROENÇA/SERTÃ 75,06 KM 16:00

2ª ETAPA, SÁBADO, 17 DE MARÇO

SS2 SERTÃ/ISNA/PROENÇA/MOITAS/SERTÃ 102,25 KM 8:10

SS3 SERTÃ/OLEIROS/ISNA/PROENÇA NOVA 141,72 KM 13:30

PÓDIO/PARQUE FECHADO (PROENÇA A NOVA) 14:45

TT/
CAMPEONATO NACIONAL DE TT

28

CNTT ARRANCA COM MAIS DE 60 SSV INSCRITOS 5

ANDRÉ VILAS BOAS É A SURPRESA

Depois de uma temporada que terminou com uma centena de máquinas a disputar
a Baja Portalegre 500, o Campeonato Nacional de Todo -o-Terreno 2018 arranca no próximo
fim de semana com mais de seis dezenas de máquinas a disputar a Baja TT do Pinhal

34 6

Um campeonato que se prevê da passagem de Marco Silva (vencedor João Rebelo Martins, António e Dorothee os também pilotos CanAm, Vitor Santos,
ainda mais disputado e partici- do Portalegre 2016) da Yamaha para a Ferreira. Em 2017, e para além de João Luís Cidade, David Tubarão, Marco Silva,
pado que em 2017, mas que por CanAm, de Rui Serpa (Campeão em 2011) Lopes (2 vitórias), venceram corridas Pedro Carvalho, Lourenço Rosa, os pilotos
outro lado se apresenta cada da Polaris para a Yamaha e a paragem de Bruno Martins, Pedro Santinho Mendes, Yamaha Ricardo Carvalho, Rui Serpa, Teo
vez mais a pender para o lado João Lopes (único a vencer duas corridas Pedro Grancha, João Monteiro e Ruben Viñaras e o campeão de 2016 João Dias,
da CanAm, com uma maio- em 2017). No capítulo de novidades técni- Faria, todos em CanAm, e naturalmen- o piloto de topo da Polaris que ‘sobra’ na
ria significativa de máquinas e pilotos cas destaque para o turbo que irá passar te todos eles serão de novo candidatos razia sofrida pelo construtor americano
candidatos à vitória. As principais novi- a equipar alguns dos Yamaha com des- às vitórias em 2018. A eles, e pelo que se que até 2016 dominava de forma quase
dades desportivas para 2018 dão conta taque para Ricardo Carvalho, Rui Serpa, viu em 2017, irão juntar-se seguramente absoluta a disciplina.

12 >> autosport.pt

1 > ANDRÉ VILAS BOAS ESPANHÓIS APOSTAM 29
A SURPRESA EM PORTUGAL
PRINCIPAIS EQUIPAS
Depois de uma participação conjunta no Dakar 2018, Ruben Com um campeonato sem grande expressão os pilotos E ESTRUTURAS SSV PARA 2018
Faria e André Vilas Boas vão participar no CNTT com os seus espanhóis olham com bons olhos para as corridas
CanAm assistidos pela South Racing que nos automóveis portuguesas. Para além dos já bem conhecidos irmãos Viñaras EQUIPAS CAN-AM
apoia o novo projeto de Pedro Ferreira. Se para Ruben Faria a Baja TT do Pinhal irá receber a dupla campeã de Espanha,
disputar o Dakar 2018 de SSV é um grande objetivo o futuro Pedro Delgado e Laura Díaz. Também o conceituado Javier MILFA
do treinador de futebol poderá também passar por uma nova Herrador prepara mais do que um CanAm para correr em PEDRO SANTINHO MENDES
participação no Dakar, agora de SSV. Portugal. LUÍS CIDADE
ANTÓNIO AZEVEDO
2 > BRUNO MARTINS 5> UM CANAM ISMAEL MENDES
A PENSAR NO DAKAR MUITO ESPECIAL MARK DOORGEST
BENIMOTO
Quem também se prepara para o Dakar 2019 é o Campeão Patrocionador do Campeonato, a Sharish de António Cuco prepara na AVELINO LUÍS
Nacional 2017 Bruno Martins, que até poderá limitar a sua Irlanda uma grande novidade que deverá estrear-se em Reguengos. FILIPE CAMEIRINHA
participação no CNTT 2018 para se centrar no projeto Dakar. Um CanAm ‘carroçado’ de pickup ao estilo americano irá seguramente NUNO FONTES
dar nas vistas. MAURO SILVA
NUNO FARIAS
3 > FRANCO SPORT COM SERTÃ POWER STAGE LUÍS PORTELA DE MORAIS
YAMAHA NO DAKAR 2019 EM DIRETO NA TV SOUTH RACING
RUBEN FARIA
Também a trabalhar para o Dakar 2019 está a Franco Sport a Com cobertura televisiva em oito canais portugueses o CNTT ANDRÉ VILAS BOAS
mais completa das estruturas nacionais. A equipa liderada arranca este ano com uma transmissão em direto de uma Super SPEEDFREAK
por Mário Franco está a preparar o Yamaha de Pedro Mello Especial que terá lugar no primeiro dia de prova no centro da VITOR SANTOS
Breyner para que o piloto possa retomar o desafio que ficou Sertã, entre as 17 e as 18h30m, destinada às Moto, Quad e SSV. PAULO DELGADO
por completar e a participação de Camelia Liparoti poderá PEDRO CARVALHO
também passar por Portugal. 6> DAVID CASTERA HENRIQUE NOGUEIRA
NA BAJA TT DO PINHAL BRM RACING
3 TROFÉUS BRUNO MARTINS
Já foi piloto de moto e no Dakar 2018 sentou-se ao lado de RICARDO DOMINGUES
Os três construtores - CanAm, Yamaha e Polaris - mantêm Cyril Despres num dos Peugeot que dominaram a prova. Vai MARCO PEREIRA
os seus troféus que abrangem mais de 90% das equipas estar na Sertã a apresentar a próxima edição do Rally de MOCHO RACING
inscritas. Marrocos de que é agora organizador. PEDRO GRANCHA
MÁRIO FERREIRA
NOVAS ADESÕES MOTOS LOURENÇO ROSA
HELDER BARREIRINHAS (POLARIS)
No capítulo das novas adesões à disciplina destaque para São muito poucas as novidades nas duas rodas para 2018 UP
Nuno Fontes, um piloto que nos anos 90 disputava os onde António Maio e Sebastian Bühler deverão lutar pelo título, FRANCISCO GUEDES
primeiros lugares nas competições auto, e para dois pilotos eventualmente com Mário Patrão a dar-lhes luta. FILIPE BARREIROS
oriundos das duas rodas: Luís Portela de Morais e Henrique Bernardo Megre apresenta-se como colega de Maio na equipa ANTÓNIO AREZ
Nogueira. Yamaha Fino Motor Racing e vai correr na Classe TT1, enquanto os JB RACING
regressados Salvador Vargas e Daniel Jordão vão disputar o título TT3 JORGE BRANCO
4 > NANI ROMA E onde terão ainda como adversários Domingos Santos (ex-campeão GONÇALO BRANCO
STÉPHANE PETERHANSEL TT1) numa AJP e Daniel Silva (Vencedor da Promoção em 2017) em FILIPE SPORT
Husqvarna. JOSÉ GARCIA
O grande campeão francês que já participou na Baja de VASCO MELO (YAMAHA)
Portalegre por duas vezes e o espanhol que em 2017 QUAD OUTROS PILOTOS CANAM DE REFERÊNCIA
participou no Azeméis Super TT são dois dos pilotos JOÃO MONTEIRO
internacionais que deverão alinhar em provas do CNTT (ou pelo Temia-se uma participação diminuta ao nível dos Quad mas serão DAVID TUBARÃO
menos numa) mas há mais nomes na agenda para 2018. pelo menos 10 a competir na Baja TT do Pinhal, onde o campeão MARCO SILVA
Arnaldo Martins se apresenta como grande favorito. PEDRO SILVA
FRANCISCO NASCIMENTO
PAULO TRINDADE
BRUNO LOUSADA
CARLOS PALMA

EQUIPAS YAMAHA

FRANCO SPORT (26M)
MÁRIO FRANCO
RUI SERPA
TÂNIA DIOGO
ANDRÉ RODRIGUES
MOTO VR YAMAHA SUPORTED TEAM
RICARDO CARVALHO
ANTÓNIO MONTEIRO
ISOBACACIER
ANTÓNIO FERREIRA
DOROTHEE FERREIRA
PAMOTO RACING
JOSÉ MANESCAS
ANTÓNIO CARVALHO
VETRA MOTORSPORT
JOÃO REBELO MARTINS
TEO MOTOS
TEO VIÑARAS
ROBERTO VIÑARAS
PEDRO DELGADO
LUÍS CASEIRO
PRINCIPAIS PILOTOS POLARIS
JOÃO DIAS
ANTÓNIO COIMBRA
LUÍS SILVA
SÉRGIO BANDEIRA
ALEXANDRE FREITAS

>>motosport.com.pt MOTO GP
ANTEVISÃO

MARCAR
UMA ERA

Marc Márquez vai procurar o seu quinto título em seis anos
na classe rainha, depois de nas últimas duas épocas ter sido
dono e senhor do campeonato. Figura incontornável dos dias
atuais do MotoGP, Márquez tenta engrandecer ainda mais a sua
lenda, mas contará com a forte réplica de uma concorrência

de peso. O incontornável Valentino Rossi, Jorge Lorenzo e o
surpreendente Andrea Dovizioso prometem uma luta aguerrida

num campeonato que está mais competitivo do que nunca

ACOMPANHE TODA A INFORMAÇÃO Alexandre Melo pole position para a revalidação do cetro
DIARIAMENTE EM MOTOSPORT.COM.PT [email protected] conquistado, com todo o mérito, em 2017.
No ano passado a Honda deixou boas
Não há como esconder. Nos últi- indicações durante os testes oficiais de
mos anos o MotoGP ganhou uma pré-época, ainda que nos derradeiros
maior projeção em termos inter- ensaios na pista de Losail (Qatar) os re-
nacionais e chegou a públicos e sultados tenham sido um pouco mais
meios de comunicação normalmen- modestos. Desta forma a Honda manteve
te indiferentes ao principal campeo- a habitual tradição das dificuldades sen-
nato do motociclismo de velocidade. tidas no circuito que mais uma vez abrirá
Para tal contribuiu e muito o excelente a temporada. Ainda no lote da insígnia
espetáculo que temos vindo a assistir da asa dourada atenção ao experiente
em pista de ano para ano, mas também Dani Pedrosa e ao imprevísivel Cal Crut-
os ‘teatros’ que a espaços vão surgindo, chlow, dois pilotos que deram nas vistas
como sucedeu em 2015 quando Valenti- na pré-época.
no Rossi, Jorge Lorenzo e Marc Márquez Passando para a rival Ducati, esta que-
estiveram no olho do furacão. rerá repetir a excelente época de 2017,
Conjunturas à parte a verdade é que em onde pela primeira vez em muitos anos
2018 é esperado mais um intenso ano a formação de Borgo Panigale lutou pelo
de competição com o presente de ter- título até ao fim da temporada. Liderada
mos mais um Grande Prémio a figurar no pelo génio de Gigi Dall’Igna, a equipa ita-
calendário com a chegada da estreante liana pretende manter a bitola exibicional
Tailândia, através do circuito de Buriram. que foi mostrada, em 2017, por Andrea
Nesta longa maratona de 19 Grandes Dovizioso, o vice-campeão do mundo.
Prémios, que prolonga-se até novem- A grande questão é se o piloto transalpino
bro, não existem muitas dúvidas de que permanecerá nesta toada, depois de no
o binómio Marc Márquez/Honda parte na ano passado ter surgido na melhor forma
da sua vida.

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INSCRITOS

4 ANDREA DOVIZIOSO DUCATI
5 JOHANN ZARCO YAMAHA
9 DANILO PETRUCCI DUCATI
10 XAVIER SIMÉON DUCATI
12 THOMAS LÜTHI HONDA
17 KAREL ABRAHAM DUCATI
19 ÁLVARO BAUTISTA DUCATI
21 FRANCO MORBIDELLI HONDA
25 MAVERICK VIÑALES YAMAHA
26 DANI PEDROSA HONDA
29 ANDREA IANNONE SUZUKI
30 TAKAAKI NAKAGAMI HONDA
35 CAL CRUTCHLOW HONDA
38 BRADLEY SMITH
41 ALEIX ESPARGARÓ KTM
42 ÁLEX RINS APRILIA
43 JACK MILLER SUZUKI
44 POL ESPARGARÓ DUCATI
45 SCOTT REDDING
46 VALENTINO ROSSI KTM
53 TITO RABAT DUCATI
55 HAFIZH SYAHRIN YAMAHA
93 MARC MÁRQUEZ DUCATI
99 JORGE LORENZO YAMAHA
HONDA
DUCATI

No outro lado da garagem estará Jorge luta até porque o privado Johann Zarco a fazer a uma aproximação a posições VDS terá, curiosamente, o vice-campeão
Lorenzo, que entrou na pré-época a todo está aí ao virar da esquina e pronto a dar mais cimeiras num projeto que entra no do mundo de Moto2 em 2017, Thomas
a gás, mas foi perdendo destaque com o muitas dores de cabeça. Aos comandos segundo ano e deseja seguramente co- Lüthi, que aos 31 anos chega finalmente
desenrolar das sessões. Na sua segunda da híbrida Yamaha M1 (chassis de 2016 + meçar a marcar a sua posição no universo ao MotoGP.
temporada com a Ducati, Lorenzo terá de motor de 2017) o piloto da satélite Tech 3 do MotoGP. Depois temos Takaaki Nakagami que volta
mostrar obrigatoriamente mais do que deu um recital nos testes oficiais de Losail Quanto à Aprilia, que colabora mais uma a colocar a tempo inteiro, em termos de
exibiu em 2017. É verdade que terminou aoficarcomamelhormarca.Em2017, no vez com a estrura de Fausto Gresini, o pilotos, o Japão no radar do MotoGP. Na-
o campeonato em crescendo, mas agora seu ano de estreia na classe rainha, Zarco objetivo é fazer uma ou outra gracinha kagami será piloto da LCR Honda, equipa
chegou a altura de Lorenzo justificar o foi presençaassíduaentreos primeirose depois de em 2017 a evolução não ter sido sátelite da Honda pois claro, e faz com que
elevado investimento que a Ducati fez não teve medo de intrometer-se entre os tão notória. a formação de Lucio Cecchinello tenha
na sua contratação. grandes da categoria. novemente dois pilotos na grelha, algo
Já na Yamaha o cenário parece não ser ESTREANTES PROCURAM que já não sucedia desde 2015.
o mais claro. As dificuldades exibidas, NA SOMBRA Segue-se o exótico Hafizh Syahrin que
essencialmente na segunda metade de PROTAGONISMO defenderá as cores da satélite Yamaha
2017, teimam em não desaparecer e a Num plantel tão competitivo importa tam- Tech 3, será o primeiro piloto malaio a
pré-temporada ficou marcada por uma bém destacar outros construtores que Como é habitual em cada época de Mo- competir em MotoGP.
grande irregularidade exibicional. Pro- durante o ano quererão brilhar e mostrar toGP surgem os ‘rookies’ que procuram O lote de estreantes fica completo com
blemas que já levaram Maverick Viñales e que também podem bater o pé aqueles agarrar com as duas mãos a oportuni- Xavier Siméon. Piloto que pouco deu nas
Valentino Rossi a mostrar publicamente, que são considerados mais favoritos. dade para conquistar um lugar ao sol no vistas em Moto2, mas que através da força
por mais do que uma vez, o seu desagrado Depois de um ano para esquecer a Suzuki principal campeonato do motociclismo do dinheiro conseguiu arranjar um lugar
com tal situação. parece estar no bom caminho com a GSX- de velocidade. no plantel do MotoGP, mais concretamen-
Curiosidade também para ver aquilo que -RR versão de 2018 a aparentar ser bem Este ano serão cinco os pilotos em estreia te na espanhola Avintia Racing.
fará, durante o ano, Rossi numa fase em nascida. Dentro da casa de Hamamatsu com a particularidade de todos chegarem
que já disse que pretende continuar a nota para Álex Rins, que a julgar pelo que provenientes do Moto2.
competir até 2020. fez na pré-época, pode muito bem vir a Começamos com o campeão do mundo
Como Rossi bem sabe este é o tempo de ser uma das revelações da temporada. em título dessa categoria, Franco Mor-
arregaçar as mangas e não virar a cara à No campo da KTM o objetivo é estar entre bidelli, que tornou-se no primeiro piloto
os 10 primeiros e quem sabe começar criado na Academia de Valentino Rossi a
chegar à classe maior. Ao seu lado na Marc

32 MOTO 2
ANTEVISÃO
>>motosport.com.pt

AFIRMAÇÃO TOTAL Quem chegar ao fim com mais pon-
tos será o campeão. Sei que sou um
Miguel Oliveira parte para 2018 como um dos mais sérios candidatos ao título após uma candidato ao título, mas não há nada
temporada de 2017 onde voltou a fazer história no desporto nacional, pois tornou-se no garantido, portanto vou entrar focado.
Isso implica precaver-me nos dias
primeiro piloto português a vencer uma corrida de Moto2. Agora a meta é outra para maus, em que a vitória seja impossível,
depois em 2019 cumprir, se tudo correr bem, um sonho que persegue desde o início da sua e contentar-me com um ou sexto ou
sétimo lugares de modo a não deitar
carreira: a chegada ao MotoGP tudo a perder”.
Quanto a rivais, Miguel Oliveira não
Alexandre Melo em 2017, a Leopard Racing pela Red ao piloto luso fechar o campeonato no descura a atenção em relação a ne-
[email protected] Bull KTM Ajo, naquele que foi um re- terceiro posto. nhum piloto seja ele mais experiente
gresso à estrutura de Aki Ajo e à KTM, Resultado que coloca inevitavelmente ou um estreante. “Em 2018 será o meu
D epois de uma temporada de depois do trabalho em conjunto em Miguel Oliveira como um dos grandes segundo ano na KTM com pilotos que
estreia difícil em Moto2 ao Moto3, que culminou no vice-cam- candidatos ao título em 2018, numa descem da MotoGP como são o caso
serviço da Leopard Racing, peonato em 2015. época em que o homem da Red Bull de Héctor Barberá e Sam Lowes. Ao
onde mesmo assim conse- E bem se pode dizer que este regres- KTM Ajo considera ser a “mais impor- mesmo tempo chegam, através do
guiu ser o segundo melhor so foi em cheio, não obstante a KTM tante” da sua carreira até ao momento, Moto3, novos pilotos como o Joan Mir
estreante no final do ano, ter feito a sua estreia em Moto2, pois pois está em jogo uma possível subida e o Romano Fenati. Será uma época
Miguel Oliveira deu um salto ao trocar, Oliveira realizou uma temporada de à classe rainha. mais emocionante, o que na minha
grande nível, onde somou três vi- Porém, o pragmatismo não deixa de opinião é positivo. É aliciante que a
tórias e amealhou nove pódios. Um ser uma realidade: “Todos os pilotos luta pelos primeiros lugares seja entre
desempenho de eleição que permitiu vão iniciar a época com zero pontos. três ou quatro pilotos do que apenas
entre dois. Os testes indicam muito
pouco, por isso vamos ver depois em
condições de corrida o que acontece.
Julgo que dos pilotos que se juntam à
categoria, talvez o mais forte na luta
pelas posições cimeiras, possa vir a
ser o Joan Mir, tal como foi o Francesco
Bagnaia em 2017.”

33

MOTO 3
ANTEVISÃO

GANHAR ASAS

A categoria das 250cc a quatro outros. Como são o caso de Jorge INSCRITOS
tempos proporciona sempre grandes Martín, a figura que destacou-se na
espetáculos ao longo da época, sendo pré-época, mas também o renascido 5 JAUME MASIÁ KTM
habitual um grande pelotão estar na Enea Bastianini, bem como Arón Canet 7 ADAM NORRODIN HONDA
luta pela vitória em praticamente todas ou Fabio di Giannantonio, que é colega 8 NICOLÒ BULEGA KTM
as corridas da temporada. Situação de Martín na Gresini. Atenção também 10 DENNIS FOGGIA KTM
normal numa classe composta por ao que poderá vir a fazer o protegido 11 LIVIO LOI KTM
jovens pilotos estreantes no Mundial ou de Valentino Rossi, Nicolò Bulega, que 12 MARCO BEZZECCHI KTM
que estão a dar os primeiros passos no tarda em afirmar-se com as cores da 14 TONY ARBOLINO HONDA
mesmo, pelo que o sangue na guelra é Sky VR46. 16 ANDREA MIGNO KTM
mais do que muito. Depois destes nomes temos sempre 17 JOHN MCPHEE KTM
À semelhança do que aconteceu nos de contar com as surpresas que aqui e 19 GABRIEL RODRIGO KTM
últimos anos é esperado novamente ali podem sempre fazer um brilharete. 21 FABIO DI GIANNANTONIO HONDA
um duelo entre Honda e KTM apesar Nesse lote podem muito bem estar 22 KAZUKI MASAKI KTM
da Honda ter dominado, de forma nomes como Marco Bezzecchi, Gabriel 23 NICCOLÒ ANTONELLI HONDA
incontestável, as últimas duas Rodrigo e porque não Marcos Ramírez. 24 TATSUKI SUZUKI HONDA
temporadas. De fora estão os dois primeiros do 27 KAITO TOBA HONDA
Apesar do já referido elevado grau de último campeonato, Joan Mir e Romano 33 ENEA BASTIANINI HONDA
imprevisibilidade, existem sempre Fenati, pilotos que em 2018 vão efetuar 40 DARRYN BINDER KTM
pilotos que são mais favoritos do que a sua estreia em Moto2. 41 NAKARIN ATIRATPHUVAPAT HONDA
42 MARCOS RAMÍREZ KTM
44 ARÓN CANET HONDA
48 LORENZO DALLA PORTA HONDA
65 PHILIPP ÖTTL KTM
71 AYUMU SASAKI HONDA
72 ALONSO LOPÉZ HONDA
75 ALBERT ARENAS KTM
76 MAKAR YURCHENKO KTM
84 JAKUB KORNFEIL KTM
88 JORGE MARTÍN HONDA

INSCRITOS

4 STEVEN ODENDAAL NTS

5 ANDREA LOCATELLI KALEX

7 LORENZO BALDASSARRI KALEX

9 JORGE NAVARRO KALEX

10 LUCA MARINI KALEX

13 ROMANO FENATI KALEX

16 JOE ROBERTS NTS

20 FABIO QUARTARARO SPEED UP

21 FEDERICO FULIGNI KALEX

22 SAM LOWES KTM

23 MARCEL SCHRÖTTER KALEX

24 SIMONE CORSI KALEX

27 IKER LECUONA KTM

32 ISAAC VIÑALES KALEX

36 JOAN MIR KALEX

40 HÉCTOR BARBERÁ KALEX

41 BRAD BINDER KTM

42 FRANCESCO BAGNAIA KALEX

44 MIGUEL OLIVEIRA KTM

45 TETSUTA NAGASHIMA KALEX

51 ERIC GRANADO SUTER

52 DANNY KENT SPEED UP

54 MATTIA PASINI KALEX

62 STEFANO MANZI SUTER

63 ZULFAHMI KHAIRUDDIN KALEX

64 BO BENDSNEYDER MISTRAL

73 ÁLEX MÁRQUEZ KALEX

77 DOMINIQUE AEGERTER KTM

87 REMY GARDNER MISTRAL

89 KHAIRUL IDHAM PAWI KALEX

95 JULES DANILO KALEX

97 XAVI VIERGE KALEX

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YAMAHA

» MT-09 VERSÃO SP DE 2018

“THE DARK SIDE SPECIAL”

Uma versão especial, cheia de pormenores únicos e
melhorada agora à altura do fantástico tricilíndrico da
MT-09, graças sobretudo à adopção de novas suspensões
Ohlins e Kayaba totalmente reguláveis

Pedro Rocha dos Santos
[email protected]

C om um renovado look, mais
agressivo graças aos novos
faróis duplos dianteiros ras-
gados, a nova Yamaha MT-09
versão SP beneficia também
de uma pintura especial,
muito à imagem da versão M da R1.
Esta proposta destaca-se da versão
normal sobretudo pelas suspensões
mais evoluídas com que a Yamaha
decidiu dotar esta versão especial
para 2018.
O amortecedor traseiro é agora um
Ohlins de última geração e na dianteira
a Yamaha optou por uma suspen-
são invertida da Kayaba que eleva o
comportamento desportivo da MT-09
e mantém os custos controlados. O
acabamento em dourado de ambas
as suspensões sublinha o lado mais
desportivo da versão SP.
A posição de condução é bastante na-
tural e não se sente demasiado o peso
do nosso corpo no guiador. O banco,
apesar de algo alto, é estreito junto ao
depósito e permite a colocação dos pés
no chão com facilidade. A SP é uma
versão sem dúvida marcadamente

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FT/ F I C H A T É C N I C A desportiva, pelo que não se pode estra- do amortecedor traseiro bem junto à
nhar alguma dureza do banco, realida- perna esquerda do passageiro. Aliás,
847 CC de que em viagens longas se fará notar este pormenor, que do ponto de vista
certamente. Mais critica é no entanto estético ‘enche o olho’, deixou-nos a
CILINDRADA a comodidade do passageiro devido à pensar que no caso de numa eventual
pouca dimensão do assento traseiro queda o estrago poderá representar
115 CV e sobretudo da colocação do depósito uma fatura pesada de reparação.

POTÊNCIA

14 L

DEPÓSITO

193 KG

PESO

10 395€

PREÇO BASE

MOTOR 3 CIL., 4 TEMPOS, REFRIGERAÇÃO LÍQUIDA,
DOHC, 4 VÁLVULAS, 847 CM³ POTÊNCIA 115 CV
/ 10.000 RPM BINÁRIO 87,5 NM / 8.500 RPM
ARRANQUE ELÉT. TRANSMISSÃO POR CORRENTE,
SINCRONIZADA, 6 VEL. CONSUMO 5,5 L/100KM CO2
127 G/KM QUADRO DIAMANTE CURSO DIANTEIRO
137 MM ÂNGULO DO AVANÇO DE RODA 25º TRILHO
N/A SUSPENSÃO DIANTEIRA - FORQUILHA INVERTIDA
KAYABA E TRASEIRA - AMORTECEDOR OHLINS TRAVÃO
DIANTEIRO DISCO DUPLO HIDRÁULICO, Ø 298 MM
TRAVÃO TRASEIRO MONODISCO HIDRÁULICO, Ø
245 MM PNEU DIANTEIRO 120/70ZR17M/C (58W)
(TUBELESS) PNEU TRASEIRO 180/55ZR17M/C (73W)
(TUBELESS) COMPRIMENTO TOTAL 2.075 MM
LARGURA TOTAL 815 MM ALTURA TOTAL 1.120 MM
ALTURA DO ASSENTO 820 MM DISTÂNCIA ENTRE
EIXOS 1.440 MM DISTÂNCIA MÍNIMA AO SOLO
135 MM CAPACIDADE DEP. ÓLEO 3,4 L

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O motor é de facto a referência de des- DESTAQUE PARA :
taque da MT-09 e o elemento que sem
dúvida tem marcado todos os modelos - SUSPENSÃO TRASEIRA ÖHLINS AJUSTÁVEL REMOTAMENTE
da Yamaha que montam este tricilín- - ESQUEMA CROMÁTICO SILVER/ BLUE / CARBON
drico de 900 cc. Este garante sempre - O SISTEMA DE MUDANÇAS RÁPIDAS ‘QUICK SHIFT’
um binário consistente a baixa e média - ESTILO DINÂMICO COM NOVOS FARÓIS LED DUPLOS AGRESSIVOS
rotações, subindo depois de forma - MOTOR DE 3 CILINDROS E 847 CC COM BINÁRIO ELEVADO COM CAMBOTA ‘CROSSPLANE’
vertiginosa quando rodamos o punho. - SUSPENSÕES DIANTEIRAS KAYABA TOTALMENTE AJUSTÁVEIS
Uma sensação de aceleração brutal a - EMBRAIAGEM ASSISTIDA E DESLIZANTE
partir das 7.000rpm que nos transmite - SISTEMA DE CONTROLO DE TRAÇÃO (TCS) E D-MODE
de imediato o caráter desportivo que - SUPORTE DA CHAPA DE MATRÍCULA MONTADO NO BRAÇO OSCILANTE
este motor proporciona à MT-09 e que - PAINEL DE INFORMAÇÃO DE FUNDO NEGRO E DE COLOCAÇÃO LATERAL
agora, graças às novas suspensões, - JANTES AZUIS E UM BANCO COM COSTURAS EM AZUL TAMBÉM
vê o comportamento da sua ciclística
CONCORRÊNCIA melhorado, estando agora ao nível de a Kawasaki Z900, que tanto sucesso cujo motor está na base daqueles que
todo o potencial do seu motor. tem demonstrado em pista no Troféu irão a partir de 2019 equipar as Moto2
KAWASAKI Z900 / 948CC A Yamaha MT-09 é uma moto extre- Zcup, ou com a nova Triumph Street do Campeonato do Mundo.
mamente ágil, fácil de pilotar e de co- Triple RS, igualmente tricilíndrica e Depois de termos ensaiado a fantástica
125 CV locar em curva, com uma travagem à R1M no Autódromo de Portimão, ficá-
altura do seu comportamento despor- TRIUMPH STREET TRIPLE RS / 765CC mos com a agradável sensação de que
POTÊNCIA tivo e a possibilidade de optar por três a MT-09 poderia ser uma versão mais
modos diferentes de motor: o standard, 121 CV ‘soft’ e ‘friendly’, para uma utilização
210 KG no qual praticamente rodámos a maior no dia a dia, que invoca e nos remete
parte do tempo e que se revelou o mais POTÊNCIA para as sensações e experiências que
PESO equilibrado; o Desportivo, com entrega tivemos em pista com a mais despor-
de potência mais brusca; o C de Chuva, 166 KG tiva de toda a linha Yamaha de 2018.
9 995€ para sempre que o piso não ofereça Com um PVP de 10.395 euros, uma di-
as condições ótimas de aderência. PESO ferença de preço para a versão normal
PREÇO BASE Portanto, é possível adaptar a MT-09 de apenas 1.100 euros - a MT-10 SP irá
a todas as situações. 12 500€ custar 16.595 euros - parece-nos ser
O amortecedor traseiro Ohlins veio aquela que mais sentido faz do ponto
contribuir de forma definitiva para PREÇO BASE de vista de preço/potência/peso e
a eficácia da versão SP da MT-09, desempenho.
mantendo uma leitura perfeita da A Yamaha MT-09 SP é uma despor-
estrada e garantindo a aderência e tiva naked muito equilibrada e fácil
a tração necessárias à pujança deste de conduzir, numa cor especial única
motor, sobretudo em condução mais que destaca o seu cariz desportivo,
agressiva. Estivemos o tempo todo em sintonia com as restantes versões
a pensar que gostaríamos de a levar especiais da marca, e que integra agora
ao Circuito do Estoril e compará-la novas suspensões que a tornam muito
com outras desportivas naked com mais eficaz em condução agressiva.
as quais já tivemos a oportunidade
de rodar. Um desafio que teremos de
lançar à Yamaha em breve, para a po-
dermos comparar, por exemplo, com

MV AGUSTA BRUTALE / 798CC

116 CV

POTÊNCIA

175 KG

PESO

13 800€

PREÇO BASE

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A ERA DO GRUPO C Guilherme Ribeiro
[email protected]
UMA IDPAARDTEEI Fotos arquivo AutoSport
DEOURO
Ao contrário da Fórmula 1, a his-
Numa altura em que os responsáveis pelo Mundial de tória do Mundial de Endurance
endurance ponderam qual o melhor caminho para a modalidade, foi marcada por numerosos
altos e baixos desde a sua
recordamos aqui a era de ouro dos protótipos, o Grupo C. Uma origem, em 1953, chegando
história com muito para contar e por isso apresentada num mesmo o campeonato a ser
trabalho em duas partes. Aqui fica a primeira... extinto entre 1993 a 2011. Embora muitos
se questionem sobre um eventual mo-
CONHEÇA ESTA E MUITAS nopólio da Toyota na super-temporada
OUTRAS HISTÓRIAS EM AUTOSPORT.PT de 2018/2019, é inegável que, pelo me-

>> autosport.pt

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nos entre 2012 e 2017, com o advento dos anteriores tinham sempre preterido a peonato também ficou deveras marca- Ao mesmo tempo começava a tornar-se
motores híbridos, assistiu-se a uma era velocidade a favor da resistência das do pela instabilidade regulamentar que regra os pilotos de Fórmula 1 concentra-
de inigualável competitividade. Mas os viaturas. Corridas decididas ao segun- o caracterizou desde o início, daí que, não rem-se na classe rainha, deste modo
anos dos Grupo C não lhe ficaram pro- do, lutas em pista ao estilo da Fórmula raras vezes, a seguir a épocas de grande deixando o plantel do WSC entregue a
priamente atrás... 1, e carros a dar o máximo durante uma prestígio, sucediam-se outras em que o nomes muito menos conceituados e a
Na verdade, pode mesmo dizer-se que os prova inteira são, efetivamente, produto campeonato decaía significativamente. pilotos que não conseguiam vingar na
melhores anos do Mundial de Endurance do enorme avanço tecnológico do sécu- O regulamento do Grupo C surge, pre- F1. Até 1981, o WSC autorizava vários ti-
decorreram na última década, precisa- lo XXI. Mas a velha componente de re- cisamente, de um longo e agonizante pos de GT’s, embora as classes principais
mente porque a crescente fiabilidade dos sistência tinha o seu encanto também, período de decadência do WSC desde fossem os modelos especiais de Grupo
carros e o apogeu da tecnologia híbri- e entre 1953 e a atualidade por várias meados da década de 70, com vários 5 (como o Porsche 935) e os protótipos
da permitiam que se assistisse a pro- vezes assistiu-se a períodos em que acertos regulamentares e a divisão do de Grupo 6 (de cockpit aberto, como o
vas de seis horas - e até às 24 Horas de tanto pilotos como máquinas fizeram o campeonato em dois a contribuir para Porsche 936). No entanto, esta fórmula
Le Mans - disputadas ao mais alto rit- WSC/WEC ter uma popularidade igual um quase total monopólio da Porsche e estava a dar as últimas e os campeo-
mo, enquanto todos os regulamentos à da Fórmula 1. Infelizmente, este cam- corridas cada vez menos interessantes. natos tornavam-se cada vez menos in-

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teressantes, por isso, durante o grande teriores. Os motores tinham também peonatos e, com as devidas adaptações, Ford Cosworth. De resto, o outro grande
processo de reformas que a FISA redi- de vir de um construtor que tivesse os o campeonato IMSA atraiu os mesmos construtor envolvido, a Lancia, que tinha
giu para implementar em 1982, deci- carros homologados no Grupo A ou no construtores do seu congénere do lado brilhado em anos anteriores no Grupo
diu-se criar uma categoria totalmente Grupo B, sendo que este último, apesar de cá do Atlântico, vivendo também ele 5, mantinha-se temporariamente fiel ao
nova para dar maior impulso ao WSC – o de maioritariamente destinado a subs- uma idade de ouro. Grupo 6 com o LC1, apostando apenas
Grupo C – na sequência da substituição tituir os velhos Grupo 4 nos ralis, iria no Mundial de Pilotos. Rapidamente se
da antiga denominação em números do também substituir os GT na Endurance. 1982-1985 SOB O SIGNO DA PORS- percebeu que o Mundial seria deveras
velho Anexo J para as letras: Grupos A, Infelizmente, nunca se investiu como equilibrado, com uma grande luta entre
B, C e N. Na verdade, o Grupo C foi cria- devia ser na promoção desta categoria CHE a Porsche e a Lancia, a Rondeau a jogar o
do a partir dos conceitos da categoria no WSC, e rapidamente este campeo- papel de outsider, enquanto a Ford sofria
GTP, introduzida pelo Automobile Club nato tornou-se praticamente exclusivo Tal como no WRC, 1982 foi um ano de com inúmeros problemas de juventude
de l’Ouest em meados dos anos 70, que a Protótipos. transição para os novos regulamen- no seu carro. Após uma luta ao longo de
não colocava restrições aos motores, O regulamento do Grupo C, além de ter tos e, embora apenas os Grupo C e B toda a temporada, Jacky Ickx conse-
mas sim ao consumo, e dos Grupo 6. sido formalmente implantado no WSC pudessem pontuar para o Mundial de guiu vencer o campeonato ao volante
Deste modo, a FISA obrigava os novos em 1982, foi também usado em várias Construtores, o título de pilotos auto- de um Porsche de fábrica, batendo por
protótipos a um peso mínimo de 800 categorias, como no DRM (substituindo rizaria, além destes grupos, os velhos pouco Riccardo Patrese em Lancia e o
kg e a uma capacidade máxima de 100 os Grupo 5 especiais), nos campeona- Grupo 6 e Grupo 5, os GT de Grupo 4 e seu colega de equipa na Porsche, Derek
litros, o que, sendo as provas de 1000 tos Interserie e Thundersports (embora 3, Turismos de Grupo 2 e as categorias Bell. Porém, nos Construtores, sem a
quilómetros (à exceção de Le Mans) e com várias nuances) e no Campeonato GTX, GTO e GTU da IMSA. Mais uma vez, a Lancia, e com a Ford e outros pequenos
com apenas cinco reabastecimentos Japonês de Sport-Protótipos. Já no cam- Porsche investiu forte na manutenção da construtores muito longe do ritmo ideal,
permitidos, limitava o consumo máximo peonato IMSA, os Grupo C também se sua primazia no Mundial de Endurance deu-se uma luta bastante interessante
aos 600 litros de gasolina, obrigando as tornaram a categoria dominante entre e apresentou o fabuloso Porsche 956, entre os todo-poderosos Porsche e a pe-
equipas a uma gestão muito cuidadosa 1982 e meados da década de 90, no en- cuja equipa de fábrica era patrocinada quena Rondeau, que acabaria decidida
do combustível, consequentemente li- tanto, nunca correram sob este nome pela tabaqueira Rothmans, tornando-a de uma forma algo polémica… Na ver-
mitando o andamento durante a prova mas sim como GTP, já que os norte-a- num dos patrocínios mais icónicos da dade, a Rondeau julgava ter conseguido
– algo que não acontece com a regula- mericanos preferiram optar por uma história do desporto automóvel. Outra surpreender e ganhar o campeonato, o
mentação atual devido ao avanço tec- fórmula sem restrições de consumo e marca que criava um modelo de raiz, que seria um feito inédito para uma equi-
nológico – e invalidando o investimento com ligeiras alterações a nível do chas- apostando na Endurance pela primei- pa de tal dimensão, mas ‘esqueceu-se’
em motores turbo de grande capacidade, sis. Mesmo assim, não deixava de existir ra vez desde o final dos anos 60 era a de ler devidamente os regulamentos e
como vinha a acontecer nos anos an- uma certa paridade entre os dois cam- Ford, com o C100 desenhado por Tony perdeu o título graças à pontuação má-
Southgate, e a pequena Rondeau apre-
sentava o novo M382, usando motores

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41

xima obtida pela Porsche nos 1000 Km também que ser motores provenientes dedicar, de novo, a 100% aos ralis, com tivo. Já no que concerne às equipas, os
de Nürburgring, graças à vitória de um de construtores que tivessem modelos o futuro RS200, enquanto a Rondeau privados tiveram grandes dificuldades
Porsche 930 no Grupo B. Ainda houve homologados em Grupo B ou Grupo A), ‘acertava ao lado’ na conceção aerodi- em contrariar a equipa oficial, na verda-
alguma contestação, mas totalmente mas a verdade é que rapidamente se viu nâmica do seu novo modelo e entrava de, só o fazendo em duas ocasiões, mas
infundada, já que os regulamentos esta- uma enorme multiplicidade de soluções, rapidamente em decadência, abando- desta vez com maior relevo porque Le
vam lá, e a Porsche lá trouxe a primeira como os pequenos turbo dos Alba, e os nando temporariamente a competição Mans caiu nas mãos da Joest Racing, cujo
taça para casa. Austin-Rover e Cosworth que equipa- (infelizmente, com a morte do fundador carro foi pilotado por Ludwig/Pescarolo.
1983 marcou o fim do período de tran- ram grande parte das equipas inglesas Jean Rondeau, em 1985, a marca termi- Para apimentar o campeonato, a FISA
sição, mas também o aparecimento de e francesas. De salientar que o Grupo naria de imediato os seus dias) no final substituiu o título de Construtores
uma nova classe, os Grupo C Junior, fu- C Junior/C2 tinha o seu próprio título do ano. Assim, o grande interesse da por um campeonato de Equipas, o que
turos C2. Na verdade, a transição para o de construtores. De resto, apenas os época foi a luta que as diversas equipas permitiria ‘diferenciar’ os homens da
Grupo C fez disparar os custos e a maio- Grupo C e os Grupo B estavam autori- privadas que se haviam equipado com os Porsche, que continuavam a ser domi-
ria dos pequenos construtores não tinha zados a participar, eliminando assim a Porsche 956 – Kremer, Joest, Fitzpatrick, nantes, agora com a versão B do Porsche
capacidade de investir na criação de um miscelânea de modelos presentes no Richard Lloyd, Brun e Obermaier – e a 956, que foi rapidamente substituída por
desses carros, por isso a FISA decidiu ano anterior. A Lancia apresentava o Lancia podiam dar aos Porsche oficiais. parte da equipa de fábrica pelo Porsche
atuar e, em 1983, criou esta categoria, seu novo modelo, um Grupo C puro com De facto, os Lancia não estiveram à al- 962C, mais tarde disponível para os pri-
cuja base regulamentar era um peso motor derivado da Ferrari, o LC2, mas, tura em corrida, e a Porsche venceu as vados. De salientar a nova evolução do
mínimo de 700 kg, uma capacidade má- embora se destacasse pela excecional sete provas do campeonato, embora se Lancia LC2, que continuou a estabelecer
xima de 55 litros de combustível, o que velocidade em qualificação, eram raras assistisse a uma interessante réplica padrões de rapidez em qualificação e no
perfazia um consumo de 330 litros por as vezes em que os Lancia não eram essencialmente por parte da Joest e da início das corridas, mas cuja resistência
cada prova. Era de esperar que os pilotos atraiçoados por problemas mecânicos Richard Lloyd Racing. Quanto ao título continuou a dar problemas, e se bem que
privados e pequenos construtores que durante a prova. A Ford, depois de um de pilotos, foi uma luta exclusiva aos pi- os resultados melhoraram significativa-
aderissem a esta fórmula usassem pe- ano mau, optou por cancelar o inves- lotos oficiais e, mais uma vez, era Jacky mente, não eram ainda ameaça para a
quenos motores de 2L aspirados (tinham timento nos Sport-Protótipos para se Ickx que trazia para casa a coroa de Porsche. Nota também para o regresso
campeão, enquanto no Grupo C Junior a da Jaguar, em meados da época, com o
Alba-Giannini dominava o campeonato. XJR-6 preparado pela TWR, depois de
1984 foi, na verdade, mais do mesmo. esta equipa ter dominado absolutamen-
A grande inovação foi o alargamen- te o ETC de 1984. Desta vez, a Rothmans
to do campeonato de sete para 11 pro- Porsche não mexeu nas suas duplas de
vas, e o fim do efémero Campeonato pilotos ao longo da época – Bell/Stuck
Europeu de Sport, criado em 1983, e se- e Ickx/Mass correram sempre juntos
guido as mesmas regras (e partilhando – sendo de salientar a saída de Bellof
algumas provas) com o seu congénere para a Brun Motorsport. Muito se disse
Mundial embora, mais uma vez, nem que, invejoso do sucesso retumbante de
todas as provas contassem para o tí- Bellof na equipa de fábrica, Ickx terá le-
tulo de Construtores. Quanto às mar- vado à saída do jovem alemão, mas isso
cas presentes, apenas a Porsche e a são outras histórias. Certo é que a equi-
Lancia investiam na categoria principal, pa de fábrica voltou a dominar, no geral,
e de longe os homens de Zuffenhausen o campeonato com enorme à vontade,
tinham todas as condições de levar a com Bell/Stuck a baterem Ickx/Mass
melhor, não só porque o novo Lancia na luta pelo título, enquanto a Rothmans
LC2-84 apresentava ainda demasiados Porsche assegurava o Campeonato de
problemas na componente de resis- Equipas. No entanto, mais uma vez Le
tência, como o número de Porsche 956 Mans fugiu aos homens da equipa de
inscritos era esmagador. No entanto, o fábrica, sendo conquistada de novo pela
domínio da equipa oficial repetiu-se, Joest, desta vez com a tripa Ludwig/
jogando-se o título entre os seus qua- Barilla/’John Winter’. Infelizmente, o
tro pilotos – Mass, Bell, Ickx e o jovem e campeonato ficaria também marcado
ultra-rápido Bellof, que no ano anterior pela tragédia, primeiro em Mosport,
havia conseguido o record absoluto da com a morte de Manfred Winkelhock
última versão do velho Nürburgring. Se, ao volante de um dos carros da Kremer,
para muitos, a agressividade excessiva e depois pela de Stefan Bellof em Spa. É
de Bellof era um enormíssimo handicap uma história por demais conhecida que
num campeonato de endurance, 1983 já Bellof, desejoso de bater Ickx no próprio
havia demonstrado que o jovem alemão terreno, tentou fazer uma ultrapassa-
estava lá para ganhar e tinha talento gem impossível em Eau Rouge ao pi-
de sobra para o conseguir, e 1984 foi a loto belga e ambos bateram, colidindo
grande confirmação do piloto germâ- com violência contra as barreiras no
nico, que venceu seis provas para bater topo do Raidillon, causando morte ime-
Mass e Ickx na luta pelo título. Quanto diata ao jovem alemão que, dizia-se,
aos Construtores, escusado será dizer estava em negociações com a Ferrari
que a vitória foi para a Porsche, com mais para o Mundial de F1 de 1986. De desta-
do dobro dos pontos da Lancia, enquan- car também a vitória em Fuji do March
to o Grupo C2 continuou em crescendo, 85G-Nissan da Hoshino Racing, já que
assistindo-se a uma interessantíssima a maioria das equipas europeias optou
luta entre os Mazda, Tiga-Ford e Alba- por boicotar a prova devido às condi-
Giannini, com esta última a conseguir ções dantescas. No Grupo C2, tanto a
prevalecer pelo segundo ano consecu- Alba-Carma FF como a Mazda ficaram

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desta vez muito longe da luta pelas vi- cursos constante entre o WRC – primei- muito maior entre as formações pri- cil imaginar uma marca como a Porsche
tórias, que foi essencialmente travada ro com o 037 e depois com o Delta S4 – e vadas e a equipa oficial, que só alinhou em crise, mas aconteceu – fez com que,
pelos Spice/Tiga e pelos Ecosse, ambas o WSC, sempre com predomínio para os com um carro para Bell/Stuck. Ainda após Le Mans, a equipa oficial resolves-
equipadas com motores Cosworth, com ralis, por isso, com os Grupo B no auge assim, Bell/Stuck/Holbert venceram se abandonar o campeonato com efeito
vitória para a primeira. e a necessidade de preparar os futuros as 24 Horas de Le Mans e os dois pilo- imediato. Restavam ainda as numero-
Grupo S (infelizmente, todos sabemos tos da equipa terminaram o campeo- síssimas equipas privadas, mas o no-
1986-1988 A JAGUAR TOMA A LIDE- como isto acabou), a marca de Turim nato empatados, mas Derek Bell foi o víssimo Jaguar XJR-8 era ‘o adversário’
optou por cancelar o seu envolvimen- vencedor, já que em Norisring – a única necessário para alterar o paradigma do
RANÇA to no WSC ainda na primeira metade da prova em que os pilotos competiam in- WSC. Na verdade, com uma equipa de
época, deixando a Jaguar como o único dividualmente – o inglês se superiorizou enorme qualidade, constituída por pi-
Em 1986 assistiu-se a mais mudanças opositor suficientemente capaz de lutar ao alemão. No título de Equipas a vitória lotos como Raul Boesel, Jan Lammers,
no Campeonato, já que este deixou de com a Porsche, não só em qualificação, foi para a Brun Motorsport, que foi das Andy Wallace e Eddie Cheever, a Jaguar
incluir apenas provas de 1000 km, apos- mas também em corrida. De salientar equipas mais consistentes ao longo do estava na crista da onda, e dominou o
tando também em provas tipo ‘sprint’ o regresso da Sauber, que após várias ano, e a Jaguar, se bem que apenas com campeonato, vencendo oito das 10 pro-
para atrair mais atenções por parte do tentativas com os seus pequenos protó- uma vitória através da dupla Cheever/ vas e vencendo com grande margem o
público. Ao todo, disputaram-se três tipos, recebia algum apoio da Mercedes Warwick, deixou a sua marca e uma sé- Campeonato de Construtores, já que as
destas provas: em Monza, Norisring e e o patrocínio dos perfumes Kouros para ria ameaça à Porsche para 1987. Já no diferentes equipas da Porsche roubaram
Jerez de la Frontera. Ao mesmo tempo, construir um novo carro. Com propul- Grupo C2, a luta entre Spice e Ecosse pontos umas às outras. No entanto, nos
Ickx anunciava a retirada definitiva das sores de Estugarda, o Sauber C8 que, se repetiu-se, desta vez com a intromis- pilotos, a dupla oficial da Porsche, Bell/
competições de circuito para se dedicar bem que denotando inúmeros proble- são dos Gebhardt da ADA, mas a Ecosse Stuck, que depois de Le Mans alinhou
em exclusivo ao Todo o Terreno. E, pela mas de juventude, não deixou de con- conseguiu vencer à justa. pela Joest, evidenciou uma enorme re-
primeira vez, o domínio dos Porsche seguir algumas performances muito A Porsche perdeu o patrocínio da gularidade, o que, aliado à vitória nas
962C e 956B foi ativamente contestado, interessantes, nomeadamente nos 1000 Rothmans no final de 1986, sendo subs- 24 Horas de Le Mans (juntamente com
através dos Jaguar XJR-6 com a decora- Km de Nürburgring, quando, debaixo tituído pela Shell, mas a formação de Holbert), permitiu-lhes disputar taco-
ção Silk Cut. A Lancia apresentou (ain- de uma chuva torrencial, Pescarolo/ Zuffenhausen estava consciente que o -a-taco com os ‘Big Cats’ o título até
da) mais uma versão do seu LC2, mas Thackwell deram à marca de Hinwill seu 962C, na verdade uma evolução do às últimas rondas. Porém, o campeão
estava claro que o modelo nunca iria a sua primeira vitória no campeonato. 956, acusava já o peso da idade, e a crise acabou mesmo por ser o brasileiro Raul
ser suficientemente competitivo para A época foi marcada por um equilíbrio financeira que assolava a marca – é difí- Boesel. Já no Grupo C2 Spice e Ecosse
a Porsche. Na verdade, um dos grandes
problemas da Lancia foi a divisão de re-

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lutaram pelo terceiro ano consecutivo, bem na época ao vencer em Jerez. De
desta vez completamente sozinhas, e destacar que, a partir de 1988, as pro-
foi a formação de Gordon Spice que re- vas de 1000 Km perderam rapidamente
cuperou o título conseguido em 1985. terreno e foram sendo substituídas no
De salientar que, pela primeira vez, o calendário por provas de sprint, tudo
Grupo C2 contou com um Campeonato para agradar ao público, já que as seis
de Pilotos individual, vencido pela dupla horas de prova com limites de consu-
Fermin Velez/Gordon Spice, na frente mo podiam tornar as corridas mais
dos rivais da Ecosse, David Leslie/Ray enfadonhas.
Mallock. Quanto aos GT, o fim dos Grupo No entanto, apesar da vitória inicial da
B era a machadada final na categoria, e Sauber nos 800 Km de Jerez, a Jaguar
até ao início dos anos 90 os populares não tardou a assegurar o seu domí-
carros daquela categoria cingiram-se nio, em particular através da dupla
aos nacionais e à IMSA. Cheever/Brundle, vencendo finalmen-
1988 trouxe novo ano de domínio te Le Mans – pela primeira vez des-
Jaguar, desta vez com o XJR-9, um de 1957 – através da tripla Lammers/
dos mais icónicos protótipos da mar- Dumfries/Wallace. A segunda metade
ca britânica. Os Porsche 962C, espe- da época foi marcada por um duelo mui-
cialmente nas mãos da Joest e Brun, to mais acirrado entre Jaguar e Sauber-
continuavam a poder lutar pela vitó- Mercedes, mas a vantagem acumula-
ria ocasional, mas a grande opositora à da na primeira parte da época foi mais
Jaguar foi a Sauber-Mercedes. Depois do que suficiente para que a Jaguar
de uma época desastrosa, a parceria conseguisse vencer, confortavelmen-
entre a equipa suiça e o construtor te, o título de Construtores, e Martin
alemão voltou com toda a força, com Brundle assegurasse o Campeonato
um envolvimento muitíssimo maior de Pilotos. Quanto ao Grupo C2, a reti-
da Mercedes – na verdade, foi o início rada da Ecosse deixou o campeonato
do regresso da equipa de Estugarda à entregue à Spice, que venceu com larga
alta competição, depois da tragédia de margem nos Construtores e nos Pilotos,
Le Mans em 1955 – e a equipa entrou através da dupla Spice/Bellm.

+44

MERCEDES-BENZ Filipe Pinto Mesquita Exteriormente o Classe A sempre de-
[email protected] monstrou proporções equilibradas e
» A 2OO D AMG equipado com a linha AMG, o seu cará-
Ahistória da terceira geração ter desportivo sobressai. As saídas de
ÚLTIMA CHAMADA PARA O CLASSE A (W176)! do Classe A reverteu-se escape duplas e as jantes de liga-leve
num estrondoso sucesso, multiraios de 18’’ sublinham a atitude,
Com o novo Classe A a chegar apenas em maio, a atual desde o seu lançamento, em mas a suspensão desportiva rebaixada,
versão tem ainda um pequeno “sprint” pela frente rumo ao 2012, com a Mercedes-Benz os travões dianteiros perfurados e a gre-
a conquistar adeptos de um lha dianteira Diamond fazem destacar
sucesso. A oferta da linha de equipamento AMG é agora segmento onde não tinha expressão ainda mais a raça do design exterior,
um chamariz ainda mais apetecível e assenta que nem (devido à aproximação do preço aos que podem contar com óticas dianteiras
uma luva na versão 200d, que pode não ser a mais em produtos das marcas generalistas) e a com a tecnologia LED.
diminuir drasticamente a idade média No habitáculo, a empatia volta a marcar
conta, mas é a mais equilibrada da gama do comprador da marca, com largos lugar, desde logo pelo desenho e combi-
benefícios, também aí, no refrescar da nação de cores (preto e vermelho) dos
LEIA MAIS ENSAIOS E ACOMPANHE sua imagem. Claro que todos esses be- estofos e com os interiores em look de
TODAS AS NOVIDADES EM AUTOSPORT.PT nefícios foram conquistados muito mais carbono. O seu principal ‘pecado’ con-
pelas versões 160d e 180d do que pela tinua a ser a superfície vidrada estreita,
200d, que levámos para a estrada, mas mas a verdade é que isso acaba por não
também é certo que esta, sobretudo, afetar em demasia a visibilidade do con-
‘vestida’ com a linha AMG, oferece uma dutor e passageiro, não sendo, contudo,
qualidade superior e ainda mais pre- tão benevolente para os passageiros
mium, infelizmente, acompanhada por traseiros. Também o tablet de 7’’ que
um preço a condizer. Mas já lá vamos… serve de suporte ao sistema multimédia

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Nota: As fotografias FT/ F I C H A T É C N I C A ou uma ou duas malas desde que, claro, ‘assinando’ o passaporte para a diversão,
são da versão 250d, o objetivo não seja ir para dar a volta sem penalizar demasiado os consumos
que apenas difere 2.1 / 136 CV ao mundo! (5,7 l/100 km reais), fortemente ajudados
da ensaiada em termos A lista de equipamento que o A 200d pela facto do motor permitir condução ‘à
de motorização GASÓLEO AMG traz de série é bastante completa vela’ (desligando-se quando o condutor
(destaque para os sistemas de alerta de não pisa o acelerador ou os travões).
(gerido pelo eficiente COMAND Online) 8,8 S cansaço do condutor, de reconhecimen- Com o programa Dynamic Select sele-
acusa já a passagem dos anos. Excluindo to de travagens de emergência e otimi- cionado no modo Sport, as sensações
estes pontos, é difícil encontrar muitos 0-100 KM/H zação da travagem, de alerta de colisão, sobem ainda mais de intensidade (maior
mais apontamentos negativos nesta de travagem adaptativa, para as luzes de reatividade do acelerador, direção mais
edição do Classe A. Por exemplo, a ado- 3,8 L / 5,7 L (AUTOSPORT) travão adaptativas, volante multifun- direta e passagens de caixa mais rápi-
ção do sistema ‘Dynamic Select’, com ções com 12 botões ou ar condicionado das), com a caixa automática 7G-Tronic,
os modos de condução diferenciados - 100 KM manual), mas itens como o Garmin MAP com patilhas no volante de desempenho
Comfort, Sport, Individual’ e Eco - sem Pilot (GPS), câmara de marcha-atrás rápido e funcional, a oferecer total com-
ser uma novidade no segmento, acaba 99 ou o sistema de estacionamento ativo promisso com a estrada e a proporcionar
por ser bastante útil para adequar o mereciam marcar presença sem recurso sensações ainda mais fortes, ao mesmo
carro às necessidades do utilizador e G/KM- CO2 a pagamentos extra. A telemática está tempo que elevam o espírito desportivo
isso é feito com o simples toque num em ‘força’ - Radio Audio 20 CD com duplo deste Classe A. A firmeza da suspensão
botão da consola central. Por outro 39 783€ PREÇO BASE sintonizador de seis colunas, display de é um aliado preciso na estabilidade e
lado, o espaço interior, tanto nos luga- 7’’, compatível com MP3/WMA/AAC/ ‘feeling’ na condução, ajudando a obter-
res dianteiros, como atrás, está dentro 43.885€ PREÇO DA VERSÃO ENSAIADA WAV com leitor de CD’s, duas portas -se um comportamento bastante neutro
das quotas de habitabilidade esperadas USB, uma porta SD e interface Bluetooth e seguro, mas com aquela pontinha
para um veículo deste segmento, tal DINÂMICA APURADA / MOTOR / (com possibilidade de integração de iPod de ‘desportividade’, ainda que, prejudi-
como a capacidade da bagageira que não CAIXA 7G-TRONIC ou iPhone) - contribuindo igualmente cando, de algum modo, o conforto que,
desilude quem escolhe um compacto para a maior versatilidade deste modelo. mesmo nos modos Comfort e Eco, fica
de cinco portas para seu automóvel PREÇO / MODELO EM ‘FIM DE LINHA’ Uma versatilidade que se extravaza longe do arquétipo de perfeição.
habitual: 341 litros (e 1157 litros com também no capítulo dinâmico, com o Menos simpático é ainda o preço que
os bancos traseiros rebatidos) servem MOTOR 4 CIL., INJ. DIRETA, TURBO, motor 2.1 litros turbodiesel, capaz de começa nos 37.783 € e que, sem grande
perfeitamente para encaixar os sacos 2143 CM3 POTÊNCIA 136 CV / 4000 colocar debaixo do pé direito 136 cv, esforço, é possível fazer crescer mais
do supermercado das compras do mês RPM BINÁRIO 300 NM / 1400-3000 mas sobretudo de fazer despertar um 6.000 €, só com a requisição de alguns
RPM TRANSMISSÃO DIANTEIRA, CX. binário de 300 Nm logo às 1400 rpm, extras.
AUTOMÁTICA 7G-TRONIC SUSPENSÃO
INDEPENDENTE MCPHERSON À FRENTE E
MULTILINK ATRÁS TRAVAGEM DV/D PESO
1485 KG MALA 351 L (ATÉ 1157 L)
DEPÓSITO 50 L VEL. MÁX. 210 KM/H

+

FORD mento SYNC 3, com Apple CarPlay e Android Auto,
comando por voz e conectividade USB.
» FIESTA 1.5 TDCI ST-LINE 5 PORTAS Específico desta versão ST-Line, o tejadilho em preto
Deluxe, o botão de arranque Ford Power, o punho da
A MENINA DANÇA?... alavanca das mudanças, volante e travão de mão
revestidos a pele ‘ST-Line’, os pedais desportivos
Modelo de sucesso no mercado nacional, o Ford Fiesta tem uma nova geração, já em alumínio ou ainda os bancos dianteiros do tipo
disponível entre nós, ligeiramente maior, com novo visual, melhores equipamentos desportivo, com apoio lombar ajustável. Sinónimo, no
e motores mais modernos. Só é pena que o novo 1.5 TDCi de 85 cv não consiga caso do condutor, de uma ótima posição de condução.
acompanhar o ritmo acelerado da música que o conjunto gosta de dançar... O qual só poderá queixar-se da visibilidade traseira
mais condicionada.
Francisco Cruz Mas se a plataforma é basicamente a mesma, a es- Já os bancos traseiros, dispostos tipo anfiteatro,
[email protected] tética exterior pouco mais mudou, a não ser, e no conseguem acomodar, com alguma boa-vontade,
caso concreto desta versão S-Line, na nova grelha até três ocupantes, não deixando de garantir espaço
Verdadeiro best-seller na oferta da Ford em superior, pára-choques e saias laterais específicos, bastante para pernas, fruto também do aumento em
Portugal, mercado onde nem mesmo o facto além de uma suspensão desportiva, jantes em liga 4 mm na distância entre eixos. E a que se junta ainda
de estar em final de vida o impediu de termi- leve de 17”, faróis automáticos, faróis de nevoeiro e uma bagageira com mais 13 litros, ou seja, 303 litros,
nar 2017 no Top 3 das vendas do segmento espelhos retrovisores elétricos, rebatíveis, aquecidos e que, com o rebatimento fácil dos bancos traseiros,
B, o Ford Fiesta acaba de receber uma nova e com capas na cor da carroçaria. pode chegar aos 984 litros. Embora sem garantir um
geração. A qual, reforçada no número de Já no interior, alterações bem mais visíveis, a começar piso totalmente nivelado.
versões (Titanium, ST, Line, Vignale e Business), com nos novos acabamentos a cobrirem uma qualidade de Falando de equipamento, destaque para a inclusão de
uma imagem mais moderna, maior espaço, melhores construção agradável, e a que se junta um painel de mais-valias como controlo eletrónico de estabilidade
atributos tecnológicos e motores mais modernos, pro- bordo redesenhado, vários espaços de arrumação e e assistência à travagem de emergência, assistente
mete voltar a causar dores de cabeça à concorrência. uma consola central agora com muito menos botões, de arranque em subidas, assistente de manuten-
Até pelo preço de combate e a mesma plataforma que graças também à adopção de um ecrã tátil a cores de ção em faixa, direção assistida eletrónica, arranque
nada perde para os rivais! 6,5”. Este último, parte do sistema de info-entreteni- sem chave (Ford KeyFree), limitador de velocidade,
sensores de estacionamento traseiros e sistema
de deteção de perda de pressão nos pneus. Embora
sendo impossível não criticar a falta de um pneu
sobressalente ou o relegar para a lista de opcionais
do spoiler traseiro, dos vidros traseiros elétricos e
das luzes diurnas em LED.
Equipado com o novo quatro cilindros 1.5 TDCi de

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apenas 85 cv litros e de uma convincente caixa Resultado, não só da agilidade e desenvoltura que já FT/ F I C H A T É C N I C A
manual de seis velocidades, o novo Fiesta ST-Line se lhe reconhecia na geração anterior, agora ainda
beneficia de um propulsor que, sem a irreverência, mais apurada, mas também de uma maior eficácia 1.5 / 85 CV
por exemplo, do 1.0 EcoBoost de 125 cv, sobressai, e estabilidade. Esta última, beliscada apenas, tal
principalmente, pelos consumos. Graças, desde logo, como o conforto, quando por pisos mais degradados. GASÓLEO
a médias de 4,8 l/100 km - nada mau, para quatro A terminar, e se ainda não está convencido, um último
dias quase só em cidade!... argumento: o preço. Que, fruto de uma campanha de 12,5 S
De resto, e também fruto da ótima plataforma, nesta 1.600€ de desconto que a Ford está a fazer no Fiesta,
nova geração melhorada com um novo subchassis, mais 800€ de oferta para equipamento, 1.200€ a 0-100 KM/H
barra estabilizadora dianteira e suspensão com re- acrescer ao valor da retoma e 1.550€ se a aquisição
gulações específicas, ficou-nos igualmente a certeza acontecer com recurso ao Ford Crédito, coloca o preço 3,5 L 4,8 L (AUTOSPORT)
de que este Fiesta continua a ser um dos utilitá- deste ST-Line nos 19.770€!
rios mais envolventes e empolgantes de conduzir. Diga lá: não lhe apetece já dançar?... 100 KM

89

G/KM- CO2

19 770€ PREÇO

(DE CAMPANHA, SEM OPCIONAIS)

COMPORTAMENTO / CONSUMOS
POSIÇÃO DE CONDUÇÃO

CONFORTO / DESEMPENHO DO MOTOR /
EQUIPAMENTO OPCIONAL

MOTOR 4 CIL., EM LINHA, INJEÇÃO DIRETA
COMMON-RAIL, TURBOCOMPRESSOR DE
GEOMETRIA VARIÁVEL E INTERCOOLER, 1.499
CM3 POTÊNCIA 85 CV / 3750 RPM BINÁRIO
215 NM / 1750-2500 RPM TRANSMISSÃO
DIANTEIRA, CX. MANUAL DE 6 VEL. SUSPENSÃO
(FR/TR) TIPO MCPHERSON; EIXO DE TORÇÃO
TRAVAGEM DV/TAMBORES PESO 1186 KG
MALA 303 L (ATÉ 984 L) DEPÓSITO 42 L
VEL. MÁX. 175 KM/H

E/ Dando cumprimento ao estabelecido no n° mais importantes provas de desporto au- leitores uma informação atual, rigorosa abordagem e de análise dos factos noti-
1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro, tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade
ESTATUTO Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O
EDITORIAL Editorial da publicação periódica AutoSport: ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re- AutoSport pratica um jornalismo pautado
1. O AutoSport é um semanário dedicado temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como
suas mais distintas vertentes: desporto e comercial. O AutoSport pauta as suas opções edito- pressuposto editorial facultar a melhor
competição, comércio, indústria, segurança 2. O AutoSport está comprometido com riais por critérios de atualidade, interesse informação e a melhor formação aos seus
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