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Published by hmilheiro, 2018-03-19 13:08:23

AutoSport_2099

AutoSport_2099

#2099 O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES
ANO 40
40
21/03/2018
anos
2,35€ (CONT.)
>> autosport.pt
DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES

CPTT

BAJATT
DO PINHAL

JOÃO
RAMOS ‘ARRASOU’

MAPFAOÓRRATMS1IEU0GVLUAIOR1 S MIGUEL OLIVEIRA
5º NO QATAR

PÁG. 30

FÓRMULA 1
ARRANCA NAAUSTRÁLIA

PÁG. 4



3

I/ I N S TA N TÂ N E O SIGA-NOS EM EDIÇÃO

#2099
21/03/2018

f l> > a u t o s p o r t . p t
facebook.com/autosportpt twitter.com/AutoSportPT

SEBRING Juntamente com Daytona e Indianapolis, Sebring faz parte da trilogia de grandes pistas norte-americanas. Ironicamente, José Luís Abreu
o que lá voou no passado foram aviões de combate
DIRETOR-EXECUTIVO
S/ SEMÁFORO EM DIRETO
[email protected]
PARADO A ARRANCAR A FUNDO “Lewis (Hamilton) é o melhor
piloto desta geração moderna. Está prestes a arrancar mais
Campeonato de Grande plantel A Volkswagen mostrou Queremos ficar com ele, mas um ano de Fórmula 1. Um
Portugal de Todo-o- nos Açores para imagens do seu a Ferrari é uma atração para ano em que se espera poder
Terreno começou bem, o arranque do ERC qualquer piloto…”, Toto Wolff, dar-se sequência às lutas
apesar das mecânicas 2018. Será que Bruno elétrico para Pikes que se viram no anterior,
terem traído alguns Magalhães sobe Peak. Será desta em declarações ao Daily Mail. mas com dois gigantes, a
o degrau que faltou? que cai o recorde de McLaren e a Renault, com a res-
dos favoritos Sébastien Loeb? “O endurance ensina muito e ponsabilidade de darem um grande
pode, definitivamente, ajudar passo face a 2017 e aproximarem-se
O SEMANÁRIO DOS CAMPEÕES NA ERA DIGITAL a tornarmo-nos pilotos mais fortemente da frente.
completos”, Brendon Hartley, sobre Neste momento, ninguém pode
dizer o que irá acontecer em
a sua passagem pelo endurance. Melbourne, ainda que não se es-
perem grandes surpresas.
“Estamos satisfeitos com o Mas se no aspeto competitivo as
motor da Honda, o nosso objetivo coisas estão totalmente na mão
é estar na frente do pelotão do das equipas e dos seus pilotos, há
meio”, Franz Tost, de peito cheio com assuntos de capital importância
para o futuro a curto/médio prazo
a unidade motriz da Honda a ajudar. da F1 a tratar rapidamente. Depois
da Liberty Media já ter tido algum
“A primeira parte do ano é muito tempo para perceber o que tem em
importante para o Ricciardo. mãos, agora é tempo de arregaçar
Ele sabe disso, mas está numa as mangas e trabalhar para levar a
situação arriscada”, Mark Webber, F1 para patamares bem mais altos.
Não me canso de dizer isto, há
relativamente ao protelamento poucos desportos no mundo que
da assinatura do novo contrato. consigam gerar tanta emoção nos
adeptos. A F1 é um produto super
Siga-nos nas redes sociais e saiba entusiasmante, e, por isso, tem que
tudo sobre o desporto motorizado no ser capaz de utilizar o seu alcance e
computador, tablet ou smartphone via interesse para seduzir novos adep-
facebook (facebook.com/autosportpt), tos. É verdade que Bernie Ecclestone
twitter (AutosportPT) ou em ‘travou’ esse desenvolvimento por
>> autosport.pt tempo demais, mas apesar de haver
alguns sinais do que está para a
acontecer, novas medidas tardam.
Num mundo cuja velocidade é tão
elevada quanto a que se vê nas pis-
tas de F1, que não seja por falta de
rapidez que a Liberty fique para
trás face aos muitos ‘adversários’.
A acontecer, era uma suprema iro-
nia para quem é dono do desporto
mais rápido do mundo. O serviço
de streming tem que chegar rápido,
mais eventos como Londres 2018
também, e não hão-de faltar ideias
para nascer…

4 F1/
FÓRMULA 1

10 MOTIVOS
PARA SEGUIR
A FÓRMULA 1

O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2018 inicia-se
já no próximo fim de semana, prevendo-se uma temporada

bastante animada e com inúmeros pontos de interesse,
alguns óbvios e outros nem tanto, mas nem por isso
menos apelativos. Apresentamos 10 casos a seguir...

Jorge Girão
[email protected]

TORO ROSSO HONDA
UM CASAMENTO DE NECESSIDADE

Uma das equipas sob maior escrutínio ao resolver os problemas que apoquentavam a quilómetros cobriu ao longo das duas Gasly usaram três motores ao longo
longo da temporada que se inicia no próximo sua unidade de potência. semanas de ensaios de pré-temporada, 3825, de oito dias de testes, os mesmos que
fim de semana será a Toro Rosso Honda, Ainda a viver a 'Lua de Mel', os testes de perdendo apenas para a Mercedes e Ferrari regulamentarmente têm para toda
devido a duas razões diversas. inverno correram de feição à nova união, neste particular. a temporada, tendo sido o último de
2018 marca o início de um casamento de tendo sido a terceira a equipa que mais No entanto, Brendon Hartley e Pierre desenvolvimento, que deu boas indicações.
conveniência entre os japoneses e a 'equipa As prestações puras continuam a ser
B' da Red Bull, após relações conturbadas o grande óbice da Honda, mantendo-
com os seus anteriores parceiros. se o seu V6 turbohíbrido como o menos
A formação de Faenza entrou em ruptura performante do plantel por uma margem
com a Renault no final do ano passado considerável. No entanto, mesmo durante
devido a questões de fiabilidade da o período tórrido com a McLaren, os
unidade de potência francesa, culminando japoneses conseguiram evoluir a sua
numa troca de palavras azeda e pública. A unidade de potência e foi a fiabilidade a
Honda, por seu lado, teve um matrimónio atrasar todo o programa.
conturbado com a McLaren, com graves Se os técnicos nipónicos conseguirem
problemas de fiabilidade, sofrendo bastante manter a confiabilidade que revelaram ao
com o pronto 'dedo em riste' de Woking. longo do inverno e dar passos em frente
Este quadro acabou por empurrar uma para no campo da performance, a equipa
a outra, iniciando uma relação de que ambas poderá evoluir rapidamente, mostrando
necessitavam. que têm o 'know-how' necessário para
A Toro Rosso precisava de sentir o conforto estar na Fórmula 1 de acordo com os
de ser o único foco de atenção de um grande seus pergaminhos, frisando que talvez a
construtor, ao passo que a marca nipónica McLaren não fosse a parceira ideal para dar
desesperava por sair dos holofotes que lhe início ao projeto.
eram conferidos pela história da McLaren e 2018 será, de facto, um ano preponderante
pelo desejo de vencer de Fernando Alonso, e para os japoneses.

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5

ANO DE PRESSÃO

Se a Honda teve um inverno consistente com a Toro Rosso, a Tem dois pilotos de ponta - Alonso e Stoffel Vandoorne - no mínimo, a partir do Grande Prémio de Espanha, depois
McLaren não iniciou da melhor forma o seu relacionamento e as mesmas unidades de potência que a Red Bull, que de ultrapassada a sua adaptação à Renault, evoluir e
com a Renault, tendo sofrido inúmeros problemas ao longo no ano passado venceu três corridas e continua a ser aproximar-se decididamente da Red Bull.
das duas sessões de testes. uma das 'Três Grandes'. Após todas as afirmações oriundas de Woking, tudo
A formação de Woking pretende manter o seu estatuto de A formação fundada por Bruce McLaren terá de provar o que for menos que incomodar os homens de Milton
equipa de ponta, apesar de não vencer uma corrida desde que continua uma equipa de ponta e, para isso, terá que, Keynes poderá ser visto como uma desilusão.
2012, e enquanto que a Toro Rosso teve uma abordagem
segura na instalação das unidades de potência Honda, a
estrutura inglesa, com a Red Bull como bitola, escolheu uma
montagem agressiva dos V6 turbohíbridos no seu chassis.
O resultado foi evidente ao longo dos testes de inverno
– pequenos problemas técnicos, carroçaria queimada
e buracos abertos no capot-motor para escoar o calor
emanado pela unidade de potência Renault.
Ainda assim, o MCL33 mostrou-se um carro rápido e eficaz
sempre que esteve em pista, apesar de a McLaren ter
sempre privilegiado o uso de borrachas mais macias, com
óbvias vantagens no cronómetro.
Depois de três temporadas com a Honda, dar um salto
competitivo parece ser uma tarefa simples para os homens
de Woking que poderão até liderar o segundo pelotão,
apesar da forte oposição que seguramente terão, pelo
menos, da Renault. Porém, Zak Brown colocou a fasquia bem
alta nos últimos meses.
Durante o seu casamento, amiúde o americano, juntamente
como Éric Boullier e Fernando Alonso, apontou que o chassis
inglês era o melhor do plantel, colocando as culpas da falta
de resultados à porta da Honda.
Por isso, em 2018 a McLaren não tem onde esconder-se.

f1/
FÓRMULA 1

6

A AGENDA DE ALONSO

Ao longo dos últimos anos o talento de Fernando Alonso Prémios, colocando-lhe tal uma enorme pressão. vitórias e pelo campeonato, para se centrar no seu
tem vindo a ser desperdiçado devido a um casamento Uma das curiosidades será perceber se Alonso, à programa com a Toyota, onde os triunfos estarão
entre a McLaren e a Honda que não deu os frutos medida que ano progride, não perderá algum do foco facilmente ao seu alcance, assim como um possível
desejados e, a partir de certa altura, estava condenado a na Fórmula 1, onde dificilmente poderá lutar por título.
um fim desapontante.
O espanhol continua a ser considerado um dos melhores
pilotos do mundo, basta atentar às declarações de
Sebastian Vettel e Lewis Hamilton, que recorrentemente o
apontam como um dos seus grandes rivais.
Em 2018 não se espera que homem de Oviedo possa lutar
pelo título, como o seu talento o merece, mas pela primeira
vez desde o longínquo ano de 2014, então ainda ao serviço
da Ferrari, poderá ter acesso ao pódio num bom dia, ou
quando as 'Três Grandes' não estiveram no seu melhor.
Porém, este ano o espanhol terá a agenda mais completa
de que há memória a este nível, participando, para lá das
21 provas do Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1,
em mais cinco corridas do Campeonato do Mundo FIA de
Endurance ao serviço da Toyota, com o intuito de vencer
as 24 Horas de Le Mans, na sua ânsia de alcançar a 'Coroa
Tripla'.
Alonso fará mais viagens que nunca, sendo todas as
provas de resistência antes e/ou depois de Grandes
Prémios – apenas a ronda de Silverstone tem somente uma
corrida de Fórmula 1 após.
Para além disso, no final da temporada, quando o cansaço
de uma longa época se começa a instalar, o espanhol terá
que deixar Interlagos (F1) para rumar a Xangai (WEC) e
voltar para Abu Dhabi para terminar a época de Grandes

UM REGRESSO HISTÓRICO

Não é um regresso convencional, mas quando uma marca primeiras provas. No entanto, os homens de Hinwil Mas com um nome tão icónico nos seus carros, Vasseur
com o história da Alfa Romeo volta a estar envolvida na acreditam no potencial do seu novo monolugar, animado e os seus homens sabem que terão de mostrar um
Fórmula 1, o mundo do automobilismo regozija-se e toma por unidades de potência Ferrari atuais, antecipando que progresso consistente ao longo do ano, mesmo se o
nota. deverão estar muito mais próximos do pelotão que no francês já avisou que o projeto com a Alfa Romeo tem
A marca de Arese não tinha qualquer tipo de envolvimento ano passado. objetivos a médio prazo.
na categoria máxima desde meados dos anos oitenta,
mas já há algum tempo que Sérgio Marchionne – o CEO
da FCA, grupo que detém a Alfa Romeo – vinha a apontar
que gostaria de voltar a ver o construtor transalpino de
regresso ao mundo dos Grandes Prémios para dinamizar a
sua imagem num momento em que passa por uma profunda
restruturação com o lançamento de novos modelos.
O italo-canadiano aliou-se à Sauber, equipa que nos últimos
anos passou por dificuldades financeiras, passando esta
a chamar-se oficialmente Alfa Romeo Sauber F1 Team,
disponibilizou-lhe unidades de potência atuais da Ferrari e
deslocou Charles Léclerc, uma jovem esperança da 'Cantera
da Ferrari'.
Com um conjunto de apoios financeiros da esfera da Alfa
Romeo, para lá do suporte desta, a equipa de Hinwil há muitos
anos que não estava numa posição tão favorável, crédito
que tem de ser assacado a Frédéric Vasseur, que substituiu
Monisha Kaltenborn e rasgou o acordo que esta assinara com
a Honda, colocando a equipa na rota da recuperação.
A questão será perceber até onde poderá ir a Alfa Romeo
Sauber este ano.
O C37 é um projeto completamente novo, com um conceito
distinto daquele que a equipa usou nas últimas temporadas,
podendo ser difícil que alcance o seu potencial logo nas

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7

GUERRAS POLÍTICAS

Qualquer temporada de Fórmula 1 tem uma questão política escape – mas este é apenas um meio para atingir o fim, que da Renault. Em 2018 os acordos terão que ser alcançados
que a domina e, este ano, não é diferente, com as negociações no fundo passa por manter as suas regalias anteriormente em todos os planos, esperando-se um duro braço de
entre a FIA, FOM (agora sob controlo da Liberty) e as equipas mencionadas. ferro entre a Ferrari e a Liberty, do qual ninguém quererá
a tomarem o palco principal nesta área, tendo em vista um Mas a Scuderia não está sozinha, tendo assegurado uma sair a perder, mas em que no final ambas partes terão
novo Pacto da Concórdia e o novo regulamento de motores a aliada de peso, a Mercedes, mas também a McLaren, que ceder. As posições estão definidas e o paddock
introduzir em 2021. que, nas últimas semanas, tem vindo a mostrar-se mais será palco de tantas batalhas como aquelas a que
No passado, sob a égide de Bernie Ecclestone, o mote era alinhada com este duo, apesar de ter até V6 turbohíbridos assistiremos em pista.
dividir para reinar, sabendo o inglês que, se colocasse do
seu lado duas ou três equipas de maior peso, as restantes
acabariam por ceder aos seus intentos.
Os americanos, porém, parecem ter um princípio diferente,
desejando chegar a um acordo em que todos estejam incluídos
numa plataforma de igualdade.
Ora é aqui que começam os problemas, uma vez que a Ferrari
sempre jogou a carta do seu historial, uma vez que é a única
equipa que corre desde o início do Campeonato do Mundo de
Fórmula 1, o que no passado lhe valeu extraordinários bónus
financeiros e direito a um veto sobre todos os assuntos da
competição, excepto em casos de segurança.
Como nos prova a História, dificilmente alguém ou algo aceita
prescindir de direitos por um bem maior de forma voluntária
e a Scuderia não está interessada em deixar de ter o que
conquistou ao longo de anos, apenas porque “um punhado de
americanos” chegou agora à Fórmula 1 com a certeza de que
sabem mais que os outros.
Sérgio Marchionne já afirmou que a Ferrari poderá abandonar
o mundo dos Grandes Prémios, caso as unidades de potência
de 2021 não mantiverem o ADN da Fórmula 1 – leia-se o MGU-H,
dispositivo que recupera a energia através dos gases de

MERCADO DE PILOTOS

A pista é onde vemos os pilotos a trabalhar ao seu mais alto Contudo, também a Ferrari poderá ser uma opção para o terá mais um ano em Maranello, sendo o australiano uma
nível, mas este ano também fora dela veremos pilotos em Ricciardo. opção válida. Por outro lado, a Ferrari colocou Charles
grandes motivações, uma vez que quatro nomes das 'Três Räikkönen continua no seu 'enésimo' contrato anual com Leclérc na Alfa Romeo Sauber com o objetivo de o rodar,
Grandes' estão sem contrato para 2019. a Scuderia sem que tenha de brilhar ao lado de Vettel. Para dado que vê no monegasco um piloto com futuro e capaz de
Lewis Hamilton deverá ser o caso mais simples, sendo 2018 as opções dos homens de Maranello eram limitadas e poder levar a Scuderia a grandes feitos.
altamente provável que nas próximas semanas renove com o alemão gosta de ter o 'Iceman' por perto. Seja como for, será difícil que as 'Três Grandes' mantenham
a Mercedes, sendo a duração do novo acordo e o grau de Porém, se este mantiver o seu nível exibicional, dificilmente para 2019 as suas duplas deste ano.
liberdade do inglês as grandes questões a definir.
O mesmo não poderá dizer o seu colega de equipa, Valtteri
Bottas. Depois de ter sido 'roubado' à Williams no final de 2016,
realizou uma boa temporada com a equipa de Brackley, mas
uma ponta final de ano menos vistosa não deu a confiança a
Toto Wolff para estender o contrato do finlandês por mais que
um ano.
Bottas terá este ano que subir de forma e mostrar ser capaz
de acompanhar Hamilton de uma forma mais eficaz, o que nem
sempre aconteceu ao longo de 2017, sob o risco de ver o seu
lugar ameaçado por Daniel Ricciardo.
O australiano está pela primeira vez na sua carreira sem
qualquer vinculo com a Red Bull após 2018, parecendo estar
interessado em ver o que o mercado tem para lhe oferecer
antes de tomar uma decisão.
A equipa de Brackley tem-se desequilibrado a favor de Max
Verstappen nos últimos tempos, uma situação que poderá levar
Ricciardo rumar a novas paragens após o final da temporada
que se inicia no próximo fim de semana.
As primeiras corridas serão determinantes para o australiano,
que parece ter muito adeptos no seio da Mercedes, tendo Wolff
já lhe dirigido inúmeros encómios.

f1/
FÓRMULA 1

8

BATALHA INTESTINA

Se na Mercedes e na Ferrari se espera um domínio de seus colegas de equipa desde que chegou à Red Bull, vida no seio da formação de Milton Keynes dificultada.
Lewis Hamilton e Sebastian Vettel, respetivamente, face inclusive Sebastian Vettel. Verstappen por seu lado, que chegou de forma
aos seus colegas de equipa, na Red Bull a história é outra, O australiano tem ainda de lidar com a sua situação fulgurante à Red Bull, terá de protagonizar a evolução
com Max Verstappen e Daniel Ricciardo a desejarem negocial, dado que não tem contrato válido para 2019 que tem vindo a demonstrar, o que, a concretizar-se,
liderar em pista a estrutura. e, se decidir rumar a outras paragens, poderá ver a sua torná-lo-á num duro osso de roer.
Se olharmos para a classificação do Campeonato de
Pilotos de 2017 verificamos que o australiano somou 200
pontos contra 168 do holandês, mas nem sempre esta
tabela é indicativa do que se passou em pista, sobretudo,
quando questões de fiabilidade se intrometem.
Em qualificação Verstappen bateu o seu colega de
equipa por 13 vezes, submetendo-se a Ricciardo em sete
ocasiões, e na ponta final da temporada o jovem de 21
anos impôs-se claramente ao seu colega de equipa mesmo
em corrida, assegurando dois triunfos – na Malásia e
no México – por mérito próprio, ao passo que Ricciardo
assegurou a subida ao degrau mais alto do pódio de Baku,
mas numa corrida com diversos episódios que afetaram os
homens da Ferrari e da Mercedes, tendo sido um golpe de
sorte a permitir-lhe o seu único triunfo da época.
Mesmo o australiano de 28 anos admitiu que em 2017 não
esteve ao nível do seu colega de equipa, sobretudo em
qualificação.
Um dos problemas de Ricciardo ao longo da temporada
passada foi a sua dificuldade em colocar na temperatura
correta os pneus da Pirelli, mas com borrachas
mais macias disponibilizadas para este ano, essa
contrariedade poderá estar ultrapassada, o que lhe
permitirá estar ao nível em que o vimos bater todos os

A GUERRA PELA PRIMAZIA

Quando nos aproximamos de uma nova temporada, uma está mais perto da solução ideal. A Ferrari, por seu lado, apresenta um 'rake'
vez mais, Mercedes, Ferrari e Red Bull aparentam estar A equipa de Brackley manteve-se fiel aos seus evidente, mas com a preocupação de procurar apoio
um passo à frente das demais, sendo entre elas que a as princípios, mas há quem considere que o W09 EQ aerodinâmico de forma eficiente - uma das suas
vitórias e os campeonatos se decidirão. Power+ está perto de alcançar o potencial máximo do desvantagens o ano passado face à Mercedes - tendo
Na época passada estas três equipas monopolizaram os seu conceito, deixando-o sem margem de progressão. para isso aumentado a distância entre eixos do SF-
60 pódios em liça, tendo apenas lhe escapado o terceiro A Red Bull continua com um 'rake' agressivo, 71H, agora muito próxima da do carro de Brackley.
lugar no Grande Premio do Azerbaijão para Lance Stroll, e procurando o apoio aerodinâmico máximo, sendo uma No final da temporada saberemos quem acertou
em 2018, a avaliar pelos testes de inverno, preparam-se filosofia cada vez mais usada por outras equipas por no conceito certo e quem tem um ritmo de
para exercer um domínio semelhante. ser considerado um conceito ainda em evolução. desenvolvimento mais elevado.
Fica por saber qual será o equilíbrio relativo entre elas.
De acordo com os observadores, a Mercedes parte à
frente com um carro que é uma evolução cuidada do seu
antecessor – maximizando os pontos fortes e aniquilando
as fraquezas – deixando Lewis Hamilton com uma arma
letal para o início da temporada.
Se no ano passado era evidente após os ensaios invernais
que a Ferrari seria a grande rival dos 'Flechas de Prata',
nesta altura é difícil perceber quem está em melhor
forma para contrariar um eventual ascendente da
estrutura de Brackley, tendo a Red Bull dado um passo
evidente relativamente ao seu início de 2017, em linha
com o desenvolvimento que protagonizou ao longo da
época.
O desenvolvimento que cada uma destas equipas
realizará este ano será seguramente um dos grandes
motivos de interesse da temporada.
As três equipas apresentam filosofias distintas entre
elas, estando a Red Bull e a Mercedes em extremos,
fazendo a Ferrari a ponte entre elas, restando saber quem

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9

NO GRITO DA FIABILIDADE

Este ano cada piloto terá ao seu dispor três motores do campeonato, como se verificou o ano passado algumas equipas clientes possam usar mais de três
para completar a temporada, uma redução de uma com Sebastian Vettel, mas não será de estranhar que unidades e rodar com motores de desenvolvimento.
unidade relativamente a 2017, o que pode parecer uma
alteração ligeira, mas se olharmos mais atentamente,
verificamos que na temporada passada cada V6
turbohíbrido tinha de realizar cinco provas, ao passo
que esta época terá que efetuar oito Grandes Prémios,
colocando foco na fiabilidade.
O nível do desafio pode ser verificado pelo facto de
no ano passado apenas os V6 turbohíbridos Mercedes
terem conseguido cumprir o número máximo de unidades
potência, tendo Ferrari, Renault e Honda sofrido
penalizações ao longo da temporada.
Para além das questões de fiabilidade, com apenas
três motores para toda a temporada, também as
oportunidades de introduzir novidades técnicas foram
reduzidas, obrigando os construtores a definir muito
bem as suas evoluções, uma vez que, caso não queiram
sofrer penalizações, terão apenas duas possibilidades
para isso.
Numa época em que se prevê na frente uma luta
intensa entre Mercedes, Ferrari e Red Bull, qualquer
penalização poderá ser determinante para o desfecho

2º PELOTÃO

Se nos esquecêssemos das 'Três Grandes', apontar o completamente novo e arrojado, sem qualquer ligação fiabilidade nos testes de inverno, mas, pelo menos
primeiro vencedor da temporada seria um exercício ao passado recente da equipa, com o intuito de poder no início da época, os V6 turbohíbridos estão ainda
extremamente complicado, face ao equilíbrio que se dar um pulo competitivo rapidamente. longe dos produtos dos restantes construtores e,
adivinha no segundo pelotão. Contudo, os homens de Hinwil estão conscientes de quando estes 'ligarem os cavalos' em Melbourne,
Nos últimos anos a Force India foi quem realizou um que no início da temporada tal pode não ser fácil, sendo prevê-se que Brendon Hartley e Pierre Gasly sofram
trabalho mais efetivo, tendo conseguido assegurar o quarto provável que se mantenha no fundo do pelotão, ainda competitivamente.
posto nas duas últimas temporadas, mas afigura-se difícil a que bastante mais próxima das suas adversárias. Contudo, a dinâmica do segundo pelotão deverá ser
repetição desse resultado este ano. A Toro Rosso, que teve uma boa pré-temporada, poderá grande e o equilíbrio que se verificará no início da
A Renault deu um claro passo em frente, mostrando-se cada ser o primeiro 'alvo' da Alfa Romeo Sauber. temporada poderá mudar ao longo do ano, sendo este
vez mais como uma equipa de fábrica, tendo um carro que As unidades de potência Honda mostraram uma boa mais um motivo de interesse de 2018.
parece ser fiável e competitivo. Para além disso, tem uma
dupla de pilotos rápida e consistente em Nico Hulkenberg e
Carlos Sainz, havendo garantias de que será uma candidata
regular aos pontos e ao pódio, caso as 'Três Grandes'
falhem.
No entanto, talvez neste momento seja a McLaren a
estrutura mais forte da '2ª Divisão', e com Fernando Alonso
num dos seus carros, é do domínio comum que o potencial
do monolugar de Woking vai ser exprimido ao máximo. A
única incógnita será a fiabilidade do MCL33 Renault, que
nos testes de pré-temporada deixou bastante a desejar,
em parte devido à novidade das unidades de potência
francesas.
Se a subida de forma da Renault e da McLaren era esperada,
a grande surpresa do inverno foi a Haas, equipa que mostrou
ter um carro muito rápido. Porém, a formação de Kannapolis
nem sempre mostrou ser capaz de tirar consistentemente o
potencial do seu carro, ficando no ar a possibilidade de o ter
feito durante os testes de pré-temporada.
A Williams adoptou este ano um novo conceito para o seu
carro e, muito embora os responsáveis da equipa acreditem
no potencial do FW41, o início de temporada pode ser difícil
para Lance Stroll e Sergey Sirotkin.
Uma situação semelhante vive a Sauber que, no fundo da
grelha de partida nos últimos anos, arrisca num projeto

f1/
FÓRMULA 1

10

AÍ ESTÁ Arrancanopróximafimde
semana o Mundial de F1, e para
Melbourne… espera-se tudo. O
que se viu nos testes não permite
tirar conclusões, e por isso,

A FÓRMULA 1 2018 prognósticos,sódepoisdo‘jogo’

Jorge Girão porada, que se realiza em Melbourne, Hamilton conquistasse o quarto título, da equipa dos ‘Flechas de Prata’ realizam
[email protected] no próximo dia 25 de março, podendo tendo sido o carro com mais vitórias. ainda na fábrica.
criar-se diferenças relativas distintas O otimismo dos pilotos da Mercedes No entanto, e apesar do Mercedes ser um
São tantos os fatores que podem das que se puderam concluir durante os poderá ser uma preocupação para a carro, aparentemente, bastante bem-
ter influenciado a perceção com oito dias de ensaios de pré-temporada. Ferrari, que para este ano apresentou -nascido, ficou a ideia de que o novo ‘cor-
que se ficou das duas semanas No entanto, se olharmos para a fiabilidade uma evolução do conceito do seu carro cel de Maranello’ está mais perto do seu
de testes, que o melhor mesmo que cada uma das equipas apresentou ao do ano passado, aproximando a distân- rival germânico, podendo ser a arma de
é ser cauteloso. De qualquer longo das duas sessões de testes pode- cia entre eixos da exibida pelo carro de que Kimi Räikkönen e, sobretudo, Vettel
forma, restam poucas dúvidas mos concluir que a Mercedes continua Brackley, mas mantendo a base do seu necessitam para montarem uma cam-
que a correlação de forças não vai mu- ligeiramente à frente das suas rivais. V6 turbohíbrido de 2017. panha rumo aos títulos, que escapam à
dar substancialmente, mas por vezes o A formação de Brackley apostou numa Um dos problemas da Scuderia na tem- Scuderia desde 2008.
diabo… está no detalhe. unidade de potência completamente porada passada foi a falta de fiabilidade Se a Ferrari parece ter realizado uma
Hoje em dia, com as poderosas ferramen- nova, aliada a um chassis que é uma da sua unidade de potência, que falhou aproximação ao nível da performance,
tas de simulação que, pelos menos, as evolução do seu antecessor, esperando num momento decisivo, deixando Sebas- a Red Bull parece ter dado um passo
equipas de topo possuem, os monoluga- os homens dos ‘Flechas de Prata’ ter tian Vettel numa situação difícil perante ainda maior.
res que vimos durante as duas semanas minimizado, ou erradicado, algumas li- Hamilton. No entanto, e apesar de ter mudado de
de testes poderão ser muito diferentes mitações que o W08 EQ Power+ exibiu Ao longo dos testes de inverno, o SF-71H filosofia para iniciar a temporada com
dos que alinharão na grelha de partida ao longo da época passada, sobretudo mostrou ser uma máquina confiável, um carro fiável e competitivo, a forma-
do GP da Austrália, com a introdução nos circuitos mais sinuosos. permitindo aos seus pilotos serem pre- ção de Milton Keynes sofreu algumas
de pacotes aerodinâmicos concebidos Ambos os pilotos, Lewis Hamilton e senças em pista regulares, mas ficou a contrariedades na primeira semana de
e construídos até ao dia em que terão Valtteri Bottas, mostraram-se bastan- ideia de que a Ferrari não estava ainda testes – ao nível do depósito de combus-
que embarcar para Melbourne. te agradados com o comportamento do tão à-vontade como a Mercedes – talvez tível e da caixa de velocidades.
Será entre as ‘Três Grandes’ que se verifi- W09 EQ Power+, assumindo que este porque as ferramentas de simulação de Estes problemas foram resolvidos
carão maiores alterações entre os carros é um passo em frente face ao material Maranello não estão ainda ao nível das para a segunda bateria de testes, o
que apresentaram durante os testes de que tiveram ao seu dispor em 2017 – que de Brackley - obrigando os italianos a que demonstra a capacidade técnica
inverno e a primeira corrida da tem- não nos esqueçamos permitiu que Lewis constantes verificações que os membros dos homens da Red Bull, permitindo

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11

C/ C A L E N D Á R I O F Ó R M U L A 1 2 0 1 8

GRANDE PRÉMIO CIRCUITO E CIDADE DATA 1º GP KM Nº VOLTAS RECORDE TL1 TL2 TL3 QUAL. CORRIDA

1 GP DA AUSTRÁLIA ALBERT PARK, MELBOURNE 23-25 DE MARÇO 1996 5.303 KM 58 1M24.125S - M SCHUMACHER (2004) 01:00 05:00 03:00 06:00 06:10

2 GP DO BAHREIN BAHRAIN INTERNATIONAL CIRCUIT, SAKHIR 6-8 DE ABRIL 2004 5.412 KM 57 1M31.447S - P. DE LA ROSA (2005) 12:00 16:00 13:00 16:00 16:10

3 GP DA CHINA SHANGHAI INTERNATIONAL CIRCUIT, XANGAI 13-15 DE ABRIL 2004 5.451 KM 56 1M32.238S - M. SCHUMACHER (2004) 03:00 07:00 04:00 07:00 07:10

4 GP DO AZERBAIJÃO BAKU CITY CIRCUIT 27-29 DE ABRIL 2016 6.003 KM 51 1M43.441 - S. VETTEL (2017) 10:00 14:00 11:00 14:00 13:10

5 GP DE ESPANHA CIRCUIT DE CATALUNYA, BARCELONA 11-13 DE MAIO 1991 4.655 KM 66 1M21.670S - K. RAIKKONEN (2008) 10:00 14:00 11:00 14:00 14:10

6 GP DO MÓNACO CIRCUIT DE MONACO, MONTE CARLO 24-27 DE MAIO 1950 3.337 KM 78 1M14.439S - M.SCHUMACHER (2004) 10:00 14:00 11:00 14:00 14:10

7 GP DO CANADÁ CIRCUIT GILLES VILLENEUVE, MONTREAL 8-10 DE JUNHO 1978 4.361 KM 70 1M13.622S - R. BARRICHELLO (2004) 15:00 19:00 16:00 19:00 19:10

8 GP DE FRANÇA LE CASTELLET/PAUL RICARD 22-24 DE JUNHO 1971 5.861 KM ND NOVA VERSÃO 11:00 15:00 12:00 15:00 15:10

9 GP DA ÁUSTRIA RED BULL RING, SPIELBERG 29 JUN./1 JULHO 1964 4.326 KM 71 1M07.411S - L. HAMILTON (2017) 10:00 14:00 11:00 14:00 14:10

10 GP DA GRÃ-BRETANHA SILVERSTONE CIRCUIT, SILVERSTONE 6-8 DE JULHO 1950 5.891 KM 52 1M30.621S - L. HAMILTON (2017) 10:00 14:00 11:00 14:00 14:10

11 GP DA ALEMANHA HOCKENHEIMRING 20-22 DE JULHO 1970 4.574 KM 67 1:13.780 - KIMI RAIKKONEN (2004) 10:00 14:00 11:00 14:00 14:10

12 GP DA HUNGRIA HUNGARORING, BUDAPESTE 27-29 DE JULHO 1986 4.381 KM 70 1M19.071S - M. SCHUMACHER (2004 10:00 14:00 11:00 14:00 14:10

13 GP DA BÉLGICA CIRCUIT DE SPA-FRANCORCHAMPS, SPA 24-26 DE AGO. 1950 7.004 KM 44 1M46.577S - S. VETTEL (2017) 10:00 14:00 11:00 14:00 14:10

14 GP DE ITÁLIA AUTÓDROMO NAZIONALE MONZA, MONZA 31 AGO.-2 SET. 1950 5.793 KM 53 1M21.046S - R BARRICHELLO (2004) 10:00 14:00 11:00 14:00 14:10

15 GP DE SINGAPURA MARINA BAY STREET CIRCUIT, SINGAPURA 14-16 DE SET. 2008 5.065 KM 61 1M45.008S - L. HAMILTON (2017) 09:30 13:30 11:00 14:00 13:10

16 GP DA RÚSSIA CIRCUITO DE SOCHI, SOCHI 28-30 DE SET. 2014 5.848 KM 53 1M36.844 - K. RAIKKONEN (2017) 09:00 13:00 10:00 13:00 12:10

17 GP DO JAPÃO SUZUKA CIRCUIT, SUZUKA 5-7 DE OUTUBRO 1987 5.807 KM 53 1M31.540S - K. RAIKKONEN (2005) 02:00 06:00 04:00 07:00 06:10

18 GP DOS EUA CIRCUITO DAS AMÉRICAS, AUSTIN 19-21 DE OUT. 2012 5.513 KM 56 1M37.766S - S VETTEL (2017) 16:00 20:00 19:00 22:00 19:10

19 GP DO MÉXICO AUT. HERMANOS RODRIGUEZ, MÉXICO 26-28 DE OUT. 1986 4.304 KM 71 1M18,785S - S. VETTEL (2017) 16:00 20:00 16:00 19:00 19:10

20 GP DO BRASIL AUTÓDROMO JOSÉ CARLOS PACE, SÃO PAULO 9-11 DE NOV. 1973 4.309 KM 71 1M11.044S - M. VERSTAPPEN (2017) 14:00 18:00 15:00 18:00 18:10

21 GP DE ABU DHABI CIRCUITO DE YAS MARINA, ABU DHABI 23-25 DE NOV. 2009 5.554 KM 55 1M40.279S - S. VETTEL (2009) 09:00 13:00 10:00 13:00 13:10

que a equipa recuperasse, ao nível dos A Renault evidenciou uma excelente uma posição subalterna. A equipa de Porém, a performance continua a ser
quilómetros percorridos. fiabilidade, ao nível das ‘Três Grandes’, Silverstone garantiu o quarto posto no um aspeto em que fica aquém das res-
Em pista, o RB14 TAG-Heuer mostrou e isso poderá permitir-lhe arrancar na Campeonato de Construtores nas duas tantes unidades de potência em pista.
ser capaz de lidar com as exigências liderança da perseguição às equipas últimas temporadas, mas com a apa- Sem uma subida de forma por parte dos
do Circuit Barcelona – Catalunya, evi- de ponta, até porque o Renault RS18 rente subida de forma da Renault e da japoneses, dificilmente Hartley e Gasly
denciando as qualidades normalmente parece um carro muito bem-nascido, McLaren, muito mais bem financiadas, poderão fugir aos últimos lugares, até
atribuídas aos chassis saídos da pena e com pilotos como Nico Hulkenberg e era de esperar a sua queda. porque a Sauber espera dar um salto
de Adrian Newey. Carlos Sainz, os bons resultados pare- No entanto, com uma bela dupla de pi- competitivo.
A potência dos V6 turbohíbridos da Re- cem estar garantidos. lotos – Esteban Ocon e Sergio Pérez – a A formação de Hinwil aparece este
nault poderão ser a única contrariedade Já a McLaren parece ter um carro com formação de licença indiana, que neste ano com uma imagem renovada, fru-
que Daniel Ricciardo e Max Verstappen bastante potencial, capaz de se bater, momento não tem ainda confirmado o to do apoio financeiro oferecido pela
poderão ter que enfrentar para se bater pelo menos, de igual para igual com os seu nome para a temporada deste ano, Alfa Romeo, o que lhe permite ter ao
de igual para igual com os seus adversá- monolugares da formação de Enstone, poderá estar em condições de se impor seu dispor as unidades de potência da
rios da Ferrari e da Mercedes, uma vez mas a fiabilidade foi o seu calcanhar de às suas restantes adversárias e imis- Ferrari deste ano.
que os franceses estão a privilegiar a fia- Aquiles durante os testes de defeso. cuir-se, pelo menos ocasionalmente, Com um conceito completamente novo,
bilidade em detrimento da performance. Se a formação de Woking, que apre- na luta com os homens da McLaren e com algumas soluções técnicas inte-
Ainda assim, o Red Bull RB14 TAG-Heuer sentará em Melbourne um novo pacote da Renault. ressantes, os monolugares oriundos
parece ter as qualidades necessárias técnico, encontrar o caminho da con- Num campo oposto poderá estar a da Suíça rodaram consistentemente
para incomodar desde a primeira corrida fiabilidade, Fernando Alonso e Stoffel Williams, que este ano apresenta no e mostraram um passo competitivo
as equipas que dominaram a temporada Vandoorne estarão seguramente pron- seu monolugar um conceito completa- assinalável, parecendo ser capazes de
passada. tos para se baterem com os seus adver- mente novo, afastando-se da filosofia fugir à posição de lanternas vermelhas,
sários da Renault e, quem sabe, criar empregue nos seus carros anteriores. até porque no campo dos pilotos têm a
A CONFUSÃO DO SEGUNDO PELOTÃO alguns incómodos às ‘Três Grandes’. O FW41 não brilhou durante a pré-tem- solidez oferecida por Marcus Ericsson
Decididamente, estas duas equipas porada, não significando com isso que e a velocidade da promessa Charles
Se no grupo da frente permanecem parecem estar no topo do segundo o bólide de Grove esteja longe da com- Leclérc.
muitas dúvidas, no segundo pelotão pelotão, relegando a Force India para petitividade, mas com uma dupla de Com os mesmos motores da Alfa Romeo
as incógnitas são imensas. pilotos jovem e inexperiente – Lance Sauber, a Haas, que nos seus primeiros
Stroll e Sergey Sirotkin – a Williams po- anos na Fórmula 1 terminou no oitavo
derá estar numa posição que a impeça lugar do Campeonato de Construtores,
de alcançar o potencial do seu carro. poderá correr o risco de escorregar na
Numa situação semelhante está a Toro classificação.
Rosso, que terá ao seu serviço Pierre Contudo, a equipa norte-americana
Gasly e Brendon Hartley, pilotos que se apostou numa evolução do seu carro
estrearam no ano passado na Fórmula do ano passado, mostrando durante
1, mas só este ano completam uma os testes de inverno uma consistência
temporada na categoria máxima. Para assinalável tanto ao nível da fiabilidade
além disso, a formação de Faenza terá como da performance.
unidades de potência da Honda. Os V6 Seja como for, para manter o oitavo
turbohíbridos nipónicos mostraram lugar dos últimos anos, a Haas terá
durante o defeso uma subida de forma que também ela dar um salto compe-
notável no que diz respeito à fiabilida- titivo e permitir que Romain Grosjean
de, somando quilómetros como nunca e Kevin Magnussen sejam candidatos
tinham feito com a McLaren. frequentes aos pontos.

V/12
VELOCIDADE - 12 HORAS SEBRING
ALEGRIA
DEPOISDA
DESILUSÃO
Foi um fim de semana bem diferente das 24 Horas de
Daytona, tanto para os portugueses do Cadillac DPI nº
5, como para a equipa vencedora, do Nissan DPi nº 22, a
Tequila Patron ESM. Depois dos azares de Daytona, esta
logrou vencer, enquanto Barbosa e Albuquerque tiveram
desta feita um azar que os afastou dos lugares da frente…

Fábio Mendes Cadillac as notícias não eram tão auspi- e AJ Allmendinger foi mostrando mais a ro de equipa de Lamy pulverizou o re-
[email protected] ciosas, longe do domínio incontestado de cada sessão e chegaram ao final do quar- corde de pista para GTD em 1 segundo
FOTOS IMSA/Richard Dole, Jake Galstad Daytona. Em GTLM a balança pendia cla- to treino em terceiro lugar. (1:58.710). Era a segunda pole consecutiva
e Michael L. Levitt e Scott R. Le Page ramente para a Ford e os BMW mostra- para Serra, depois de ter sido o mais rápido
vam que estavam muito melhor que em LAMY NA POLE na qualificação de Daytona. A fechar o top
Depois da deceção de Daytona, a Daytona (graças a um BoP mais favorá- Na qualificação dos GTD, a grande estrela três tínhamos o Audi nº 29 Montaplast by
ESM conseguiu colocar o Nissan vel). Seguiam-se o Ferrari, os Porsche e foi Daniel Serra no Ferrari nº 51 da Spirit Land-Motorsport e o Lexus RC F nº 15 da
nº 22 no degrau mais alto do pó- por fim os Corvette. Em GTD a palavra de of Race. O piloto brasileiro e companhei- 3GT Racing. O Acura NSX nº 86 de Parente
dio das 12h de Sebring. Foram a ordem era equilíbrio, mas o nº 51 de Pedro ficou-se pela 10ª posição, pilotado na qua-
equipa mais consistente e que Lamy, Paul Dalla Lana, Mathias Lauda lificação por Katherine Legge.
mais evitou os habituais pro- e Daniel Serra era constantemente dos Nos GTLM, foram os BMW a liderarem a
blemas neste tipo de provas (11 interrup- mais rápidos em pista. O nº 86 de Álvaro sessão de qualificação. Connor De Phillippi
ções, contra 4 em Daytona), conquistan- Parente, Katherine Legge, Trent Hindman colocou o seu M8 nº 25 no primeiro lugar
do assim uma vitória merecida. O top três da tabela de tempos, seguido muito de
ficou fechado pelos Cadillac nº 31 e nº 10. Já perto pelo Ferrari nº 62 de James Calado,
para as cores nacionais foi exatamente o que por pouco não retirava a máquina
contrário. Depois da alegria em Daytona, bávara do topo. O BMW nº 24 fechou o
um fim de semana mais cinzento para os top3 seguindo-se os dois Ford. Porsche
pilotos lusos. e Corvette não mostraram o estofo su-
As primeiras sessões de testes mostra- ficiente para se chegar aos lugares da
ram que o Acura nº 7 estava com um an- frente. A diferença entre a pole e o nono
damento muito interessante. Os homens classificado era de 1 seg. Foi também que-
da Penske conseguiram ficar no topo da brado o recorde de pista nesta classe. Nos
tabela de tempos nas duas primeiras ses- protótipos, a sessão começou com várias
sões e apenas na sessão noturna pude- saídas de pista, com os pilotos a darem
mos ver os Mazda evidenciarem-se em tudo para conseguir os melhores tem-
relação à concorrência. Na quarta e úl- pos, enfrentando os difíceis solavancos
tima sessão, foi novamente o Acura nº da pista. Tristan Vautier e Ricky Taylor
7 a ficar com o melhor tempo. Os Acura
eram as máquinas que mostravam mais
potencial nesta fase, os Mazda estavam
claramente melhor e os Nissan também
evidenciavam um ritmo bom. Do lado dos

>> autosport.pt

BREVES 13

ainda se assustaram, curiosamente na estava mal no carro. Uma sessão muito no Lexus nº 15), assim como o Corvette nº >> UNITED
mesma curva, mas foi mesmo Vautier, longe do ideal para a dupla portuguesa. 3. Pla ficou muito tempo na boxe e o nº 2 AUTOSPORTS…
um ano depois de ter conseguido a pole Nota de destaque para a desclassificação acabou por ficar fora da corrida com de- COM QUEIXAS
em GTD, que conquistou a pole para a dos Mazda por terem usado fita adesiva masiados danos para prosseguir. A pri-
corrida. O francês fez o melhor tempo a nas frinchas da carroçaria, algo permitido meira interrupção aconteceu 20 minutos A United Autosports conseguiu um
meio da sessão e teve ainda as ameaças no WEC mas proibido no IMSA. Ainda as- depois do arranque, com o Ferrari nº 64 a positivo quinto lugar final, depois
de Olivier Pla e Ricky Taylor, mas ambos sim haviaotimismonaequipaJoestpara aparecer capotado (Frank Montecalvo) de um inicio de fim de semana
sem sucesso. O francês, que usou um a corrida que chegaria no dia seguinte. devido a um toque com o protótipo nº 52 atribulado com uma troca de motor
motor novo no Cadillac na qualificação (a (Sebastian Saavedra). O incidente sem e com um rendimento abaixo do
equipa sentiu necessidade de fazer a troca CORRIDA ATRIBULADA consequências mais graves para os pilo- esperado no início, algo que em
antes da qualificação), fez bom uso dele e O início da prova foi caótico, com Oliver Pla tos, mas que levou à desistência do Ferrari corrida mais uma vez, mudou
conseguiu assim bater o recorde de pista (Nissan nº 2) a ficar fora de pista na cur- (o nº 52 manteve-se em pista). No reco- para melhor. Os responsáveis da
para DPi. Filipe Albuquerque ficou-se pela va 1 (toque com Vautier), o Ferrari nº 51 de meço da prova, o ‘Caddy’ nº 90 perdeu a equipa afirmaram que os LMP2 não
oitava posição e queixava-se que algo Daniel Serra apareceu com um furo (toque liderança para o Acura nº 7, seguido do conseguem competir com os DPi
Cadillac nº 31 da Action Express. Embora e que apenas podem esperar que
o Nissan nº 2 tenha ficado pelo caminho estes falhem para ganhar posições.
bem cedo, o segundo carro da ESM estava Di Resta foi mais longe e disse que o
muito competitivo e Nicola Lapierre con- BoP era uma “perda de tempo e se o
seguiu chegar à liderança, até que uma IMSA quer que as equipas da Europa
tenda invadiu a pista, obrigando a nova venham para cá, têm de resolver
interrupção da prova. Quem lucrou foi o isto”, referindo-se a diferença de
Acura nº 7, que estava nas boxes quando andamentos entre LMP2 e DPi. O
o incidente se deu, herdando assim a lide- melhor tempo em corrida dos DPi foi
rança. Atrás de si seguia o Nissan nº 22 e o mais de um segundo mais baixo que
Cadillac nº 31, com o Mazda nº 55 por perto. o melhor dos LMP2.
Os Mazda mostravam um nível muito su-
perior ao que se viu em Daytona, mas o nº >> CORVETTE ABAIXO
77 foi forçado a parar com problemas nos
travões, perdendo algum tempo. Perto do DO ESPERADO
meio da corrida, vimos um dos favoritos à
vitória ficar fora das contas. O Acura nº 7 Depois de três vitórias consecutivas, o
de Taylor, que tinha acabado de sair das “tetra” ficou muito longe de acontecer.
boxes e seguia atrás do Nissan, teve um Os Corvette eram favoritos antes do
problema na pressão do óleo, que levou arranque da prova, numa pista onde
ao abandono do melhor carro da Penske tradicionalmente se dão muito bem,
até ao momento. O Mazda nº 55 subiu as- mas a falta de andamento para a
sim para a segunda posição. Para a Action concorrência, aliada a alguns azares
Express era um dia difícil, com o nº 5 de fizeram que acabassem em sexto
Barbosa, Albuquerque e Fittipaldi a não e oitavo. Claramente um resultado
conseguir juntar-se ao grupo da frente negativo.
e, para piorar as coisas, um toque entre
os dois carros da equipa assustou, sem >> BMW M8
prejudicar em demasia qualquer uma
das máquinas. MOSTROU-SE
FINALMENTE

As alterações do BoP para Sebring
beneficiaram os M8 GTE da BMW e os
resultados foram visíveis. Pole position
e liderança da prova durante grande
parte das 12h. Uma imagem muito
diferente da que se viu em Daytona. O
carro mostrou potencial e conseguiu
um lugar no pódio.

>> NOVIDADES

NESTA PROVA

O tempo de reabastecimento mínimo
para os carros, novidade que foi
cumprida por todos sem problema e
a estreia de novos pneus Continental
para os protótipos e para os GTD
foram algumas das novidades de
maior destaque nesta prova. Estes
pneus serão usados para o restante da
época, uma vez que os pneus usados
em Daytona são específicos para
circuitos ovais.

V/
VELOCIDADE

14

MUITAS MUDANÇAS DE LÍDER GTLM COM LUTA FANTÁSTICA PORTUGUESES
COM POUCA SORTE
As lutas pelos lugares cimeiros conti- Foi entusiasmante a corrida nos GTLM,
nuaram com um fator comum: a presen- que teve como vencedor o Porsche nº As corridas são mesmo assim e depois das prestações fantásticas dos pilotos
ça do Nissan nº 22 no topo, enquanto os 911. A luta deu-se entre os BMW, os lusos em Daytona, Sebring não foi um palco abençoado. Os resultados obtidos
restantes pretendentes à vitória ‘trope- Porsche e o Ferrari. Ao contrário do pelos nossos compatriotas foram claramente modestos, tendo em conta a
çavam’ uns nos outros. Tristan Vautier que se esperaria, os Ford não se apre- qualidade já demonstrada por todos, mas foram várias as circunstâncias que
provocou uma colisão com o Acura nº 6 sentaram dominadores e ficaram longe complicaram a tarefa dos pilotos ao longo da prova que foi também repleta de
que resultou na desistência do segundo das luzes da ribalta. O BMW nº 25 co- incidentes, que não conseguiram ser evitados.
carro da Penske e numa penalização para meçou na liderança, enquanto a tarde Filipe Albuquerque e João Barbosa vinham com a moral em alta depois da
o francês do Cadillac nº 90. O nº 10 da WTR dos Corvette começava mal com um soberba prestação em Daytona. A dupla portuguesa avisou no final da primeira
e o nº 31 de Action Express também se furo na primeira volta para o nº 3. Os prova do IMSA que a concorrência era forte e que iriam mostrar o seu potencial
‘embrulharam’ e, para piorar a tarde dos Ford perseguiam o M8 mas um toque em pista nas provas seguintes.
nossos compatriotas, o nº 5, na altura pi- desnecessário na via das boxes entre o Os Cadillac sofreram com vários problemas, um dos quais o sobreaquecimento,
lotado por João Barbosa, também sofreu nº66 e o nº67 ia deitando tudo a perder. algo que aconteceu em Daytona e que ainda não foi resolvido. Mas ao contrário
um toque do Oreca nº 38 da Performance O Corvette nº 4 ainda chegou a liderar, do que se viu em janeiro, os ‘Caddy’ não foram o pacote mais forte do fim de
Tech Motorsports que levou a uma para- quando a tenda resolveu baralhar as semana, embora a Action Express tenha mostrado novamente um excelente
gem demorada nas boxes para repara- contas, mas depressa a normalidade trabalho, dando as melhores hipóteses aos dois carros. O nº 31 subiu ao pódio
ções, hipotecando as hipóteses já ténues foi reposta, com o nº 25 na frente da e lidera agora o campeonato, mas o ‘nosso’ nº 5 teve mais dificuldades.
de vitória. O Mazda nº 55 estava na luta corrida, seguido do Ferrari nº 62 e dos Filipe Albuquerque, que não se coibiu de mostrar publicamente no Twitter o
pelo primeiro posto, mas um problema Porsche. Um problema nos travões do descontentamento pela manobra do nº 38, afirmou: “Saímos do sétimo lugar
na embraiagem dificultou a vida à equi- BMW nº 25 complicou a vida à equipa da grelha e no início da prova não estávamos com um bom andamento, mas
pa que era obrigada a empurrar o carro (o nº 24 ficou arredado das contas na
para este se relançar na corrida, a cada quinta hora devido a um acidente) e a há medida que a corrida
vez que este visitava as boxes. luta entre o Ferrari e os 911 RSR animou decorria e a pista melhorava
Nas últimas horas da prova, a luta pela a corrida. No entanto o nº25 conseguiu fomos ganhando posições,
vitória deu-se entre o nº 22 e o nº 31 que, alcançar a luta pelos primeiros lugares rodando no grupo da
entretanto, tinha-se aproximado da fren- que no final sorriu ao Porsche nº 911. frente. As coisas estavam-
te. Lapierre e Conway tiveram um duelo O BMW nº 25 foi segundo (um prémio se a compor. Mas depois
interessante, mas foi o francês do Nissan a justo pela prestação) e o nº 912 fe- estivemos envolvidos em
sair por cima. O Mazda nº 55 mantinha-se chou o top 3. alguns toques e o último
no pódio apesar dos problemas nas para- Em GTD o Lexus nº 15 foi o primeiro foi decisivo para este
gens e os Cadillac nº 10 e nº 90 fechavam líder, mas uma penalização permitiu resultado. Um adversário
o top 5 a alguma distância. Vautier aca- que o Mercedes nº33 estivesse na fren- cortou completamente
bou um dia muito movimentado da pior te durante bastante tempo, até que o a trajetória do João e
forma, com umdespistepertodofinalda Ferrari nº63 roubou o lugar ao até en- envolveram-se num toque que danificou consideravelmente o Cadillac. A equipa
corrida a acabar com o sonho da vitória. tão líder. O Lamborghini nº48 também fez o que pôde para voltarmos à pista, mas já não podíamos fazer grande
O Nissan manteve-se na frente enquanto mostrou um excelente andamento e coisa, a não ser levar o carro até ao final. Foi uma pena, mas as corridas são
o Mazda nº 55 começava a ameaçar, tendo colocou-se também em posição de mesmo assim. Agora é levantar a cabeça e pensar na próxima em Long Beach e
encurtado a distância para apenas 6 se- atacar a vitória, algo que conseguiu recuperar os pontos perdidos.”
gundos, mas na última paragem a equi- na última hora. No que diz respeito aos João Barbosa também estava inconformado com o acidente que retirou a
pa demorou 2 minutos a tentar engatar o portugueses, a corrida de Lamy ficou equipa da luta pelo pódio numa altura que o nº 5 começava a aumentar o ritmo:
carro, esfumando-se assim as hipóteses logo arruinada por um furo na primeira “Eu não sei o que ele estava a fazer, talvez estivesse a tentar entrar para o pit
de um merecido pódio. volta, devido a um toque, facto que fez lane. Mas eu já lá estava e ele estava a bloquear a pista e então não consegui
Pipo Derani venceu assim as 12 h de a equipa perder muito tempo, termi- evitar o acidente. Não havia nada que eu pudesse fazer. Estávamos com um
Sebring, a segunda vitória da equipa em nando em 12º. Álvaro Parente também bom andamento e com possibilidade de fazer um bom resultado. Infelizmente
3 anos. O nº 31 da Action Express ficou teve um dia difícil, com o nº 86 a não o incidente aconteceu e só nos restou chegar ao final da corrida depois de
em segundo e o nº 10 da WTR fechou o ir além do oitavo posto embora tenha reparar o carro”.
pódio final. estado na pelo pódio.

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BREVES 15

ÁLVARO PARENTE EQUIPA >> MAZDA E NISSAN
A ‘MORRER’ NA PRAIA MUITO MELHORES

Álvaro Parente foi também um dos pilotos em destaque na primeira mas as próximas provas já estão no horizonte e Parente mostra- João Barbosa e Filipe Albuquerque
prova do ano, mas chegou ao final da segunda corrida da Taça Norte se confiante: “Quando entramos numa corrida, o nosso objetivo tinham avisado que os Mazda e os
Americana de Endurance com a sensação de que havia potencial para passa sempre por lutar pelas posições cimeiras, mas desta vez Nissan eram muito rápidos. A prova
fazer mais: “O final da corrida não nos correu como gostaríamos. a sorte não esteve do nosso lado. Sabemos que temos um carro de Sebring confirmou-o. A Nissan
Gostava de ter conseguido um melhor resultado pelo esforço que a competitivo, uma equipa forte e um bom trio de pilotos, portanto, apresentou-se forte e foi crescendo
equipa realizou ao longo de todo o fim de semana. Demonstrámos estamos conscientes de que, se tudo correr normalmente, nas ao longo dos dias. Em corrida
um bom ritmo em todo o evento e cair na classificação tão perto do próximas provas estaremos de volta aos lugares da frente.” estiveram muito bem e não fosse
final foi desapontante. O Acura NSX GT3 esteve muito bom, tivemos o azar de Pla, na primeira curva, e
paragens nas boxes muito rápidas e quero agradecer à Michael Shank talvez a ESM tivesse mais razões
Racing pelo trabalho que desenvolveu durante o evento.” para sorrir. A Mazda também fez a
A equipa de Parente teve um fim de semana muito complicado melhor prestação desde que estreou
com o segundo carro (nº 93) a ficar com a frente completamente o RT24-P e o pódio esteve à vista.
destruída na quinta-feira o que obrigou a um esforço extra por parte Há ainda questões de fiabilidade a
de todos os elementos da equipa. A situação não foi obviamente serem revistas mas a base parece
a ideal, mas ainda assim a equipa conseguiu colocar os dois finalmente dar mostras de que tem
carros em pista. O resultado não foi tão bom quanto quereriam, máquinas para lutar com as outras
equipas. É bom para a Joest, que
PEDRO LAMY ARRANQUE AZARADO vê o seu trabalho dar frutos, e para
os fãs.
Também Pedro Lamy teve mais um fim sido condizente com o potencial mostrado, o Ferrari nº 51 foi sempre um dos mais rápidos,
de semana para esquecer. Depois de ter esperava-se que em Sebring o português o que ficou confirmado na qualificação, em >> MOTORES
mostrado toda a sua valia em Daytona, tivesse a sorte do seu lado. O fim de semana que Daniel Serra colocou mais uma vez a CADILLAC AINDA
mesmo que o resultado final não tivesse começou da melhor forma e nos treinos livres máquina italiana na pole, tal como tinha feito COM PROBLEMAS
em Daytona. Mas na primeira curva da corrida,
Serra saiu largo demais e quando regressou O novo motor dos ‘Caddy’ ainda está
para a pista tocou no Lexus nº 15, resultando algo verde. Ao nível de performance
num furo que fez perder muito tempo à equipa: nada a dizer mas os problemas
“Partimos da pole position e estávamos de sobreaquecimento voltaram a
preparados para uma corrida competitiva. verificar-se, embora todas as equipas
Infelizmente, o incidente que sofremos logo tenham conseguido dar a volta ao
no início da prova fez-nos perder muitos contratempo. O nº 90 e o nº 31 tiveram
lugares e impediu-nos de lutar pelas primeiras de trocar de motores a meio do fim
posições. O resultado ficou muito aquém das de semana e o nº 10 precisou de ser
nossas expectativas.” reabastecido de água por várias vezes.
O resultado final não foi o melhor (12º) mas Há claramente trabalho a fazer pelos
ficou mais uma vez provada a dureza das engenheiros da marca para debelar
provas de endurance. O nº 51 era uma das estas questões.
máquinas que teria possibilidades de lutar por
um lugar no pódio mas mais uma vez ficou-se >> NICK TANDY
apenas pelo potencial. CONQUISTOU
O TRIPLE CROWN
C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O DO ENDURANCE

POS. CARRO Nº EQUIPA PILOTOS TEMPO/DIF CLASSE O piloto da Porsche é o mais recente
P membro do restrito clube de pilotos
1 NISSAN DPI 22 TEQUILA PATRON ESM J. VAN OVERBEEK/P. DERANI/N. LAPIERRE 12:00:34.369 P que venceu as 24h de Le Mans, as 24h
P de Daytona e as 12h de Sebring. Este
2 CADILLAC DPI 10 KONICA MINOLTA CADILLAC DPI-V.R J. TAYLOR/R. VAN DER ZANDE/R. HUNTER-REAY 12.427 P ‘título’ é obviamente não-oficial, mas é
P certamente um motivo de orgulho para
3 CADILLAC DPI 31 WHELEN ENGINEERING RACING F. NASR/E. CURRAN/M. CONWAY 53.075 P qualquer piloto que atinga tal proeza.
P
4 ORECA LMP2 54 CORE AUTOSPORT J. BENNETT/C. BRAUN/R. DUMAS +1:16.328 P >> FORD LONGE
P DO ESPERADO
5 LIGIER LMP2 32 UNITED AUTOSPORTS P. HANSON/P. DI RESTA/A. BRUNDLE +1:30.732
GTLM Depois da mostra de força nos treinos
6 MAZDA DPI 55 MAZDA TEAM JOEST J. BOMARITO/H. TINCKNELL/S. PIGOT 1 LAP GTLM esperava-se que os Ford GT fossem as
GTLM máquinas a bater nesta corrida, mas
7 ORECA LMP2 99 JDC-MILLER MOTORSPORTS C. MILLER/S. SIMPSON/M. GOIKHBERG 6 VOLTAS tal não se verificou. Embora o nº 67
GTD tenha rodado perto da frente, teve de
8 MAZDA DPI 77 MAZDA TEAM JOEST O. JARVIS/T. NUNEZ/R. RAST 10 VOLTAS GTD fazer uma paragem inesperada perto
GTD do fim, com problemas nos faróis, e o
16 CADILLAC DPI 5 MUSTANG SAMPLING RACING F. ALBUQUERQUE/J. BARBOSA/C. FITTIPALDI 20 VOLTAS GTD nº 66 teve um toque forte em pista que
GTD danificou bastante o carro que saiu de
prova a 90 minutos do fim da corrida.

GTLM

10 PORSCHE 911 RSR 911 PORSCHE GT TEAM P. PILET/F. MAKOWIECKI/N. TANDY 16 VOLTAS

11 BMW M8 GTLM 25 BMW TEAM RLL A. SIMS/C. DE PHILLIPPI/B. AUBERLEN 16 VOLTAS

12 PORSCHE 911 RSR 912 PORSCHE GT TEAM L. VANTHOOR/E. BAMBER/G. BRUNI 16 VOLTAS

GTD

17 LAMBORGHINI HURACAN GT3 48 PAUL MILLER RACING B. SELLERS/M. SNOW/C. LEWIS 23 VOLTAS

18 FERRARI 488 GT3 63 SCUDERIA CORSA C. MACNEIL/A. BALZAN/G. JEANNETTE 23 VOLTAS

19 MERCEDES-AMG GT3 33 TEAM RILEY MOTORSPORTS B. KEATING/J. BLEEKEMOLEN/L. STOLZ 23 VOLTAS

24 ACURA NSX GT3 86 MICHAEL SHANK RACING K. LEGGE/Á. PARENTE /T. HINDMAN 23 VOLTAS

28 FERRARI 488 GT3 51 SPIRIT OF RACE P .DALLA LANA/P. LAMY/M. LAUDA/D.SERRA 24 VOLTAS

FE/16
FÓRMULA E - PUNTA DEL ESTE
JEAN-ÉRIC
DESTVAECRAG-NSEE
O francês conquistou a segunda vitória da época e chega
à Europa com 30 pontos de vantagem. Félix da Costa ainda
rodou nos pontos, mas 11º foi o possível com o carro que tem...

Rodrigo Fernandes sition, após a decisão dos comissários de foi, igualmente, um dos melhores pilotos Renault e-dams desistiu, após ter da-
[email protected] anular as voltas da Super Pole a Lucas di em pista, recuperando muitas posições nificado a suspensão do seu primeiro
Grassi, Alex Lynn e Oliver Turvey, por des- ao longo da corrida, pois arrancou ape- monolugar, quando tentava ultrapassar
Depois do México, a Fórmula respeitarem os limites da pista, e a Mitch nas do 14º posto, concluindo a prova em Daniel ABT. O piloto ainda trocou de mo-
E manteve-se no continente Evans, que tinha o carro abaixo do peso quinto. O piloto sueco da Mahindra mini- nolugar, mas acabou por desistir, uma
americano, agora bem mais mínimo regulamentar. mizou, assim, os ‘estragos’ nas contas do vez que não tinha bateria para a corrida
a sul, em Punta del Este, no Como seria de esperar, Vergne foi ata- campeonato. toda. Nelson Piquet Jr. também abando-
Uruguai. A corrida, disputada cado ao longo de toda a prova por Lucas Sébastien Buemi, que tinha ganhado as nou, devido a problemas técnicos no seu
num circuito à beira da praia, di Grassi, principalmente após a troca duas corridas anteriores no Uruguai, foi segundo monolugar.
não foi das melhores desta época, mas de carros e nas últimas voltas, onde se um dos principais derrotados deste ano, António Félix da Costa teve mais uma
ainda assim presenteou-nos com alguns chegaram mesmo a tocar, pois o brasi- uma vez que o piloto suíço da corrida complicada, terminando em 11º, a
bons momentos. leiro vinha duma sequência incrível de
Um ponto notório é a contínua evolução maus resultados e queria mesmo vencer. C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O
da disciplina, e com estes monolugares, Não o conseguiu e terminou na segun-
isso é claramente visível quando se com- da posição, naquele que é o seu primeiro 1 J. VERGNE P TECHEETAH 25 VOLTAS CAMPEONATO 109
para esta corrida com as primeiras duas bom resultado do ano. 2 L. DI GRASSI AUDI SPORT ABT SCHAEFFLER +0.447 PILOTOS 79
realizadas em Punta del Este. Na primeira Sempre regular, exceção feita à corrida 3 S. BIRD DS VIRGIN RACING 2.611 1 J. VERGNE 76
temporada da competição, foram realiza- anterior a esta, Sam Bird completou o 4 M. EVANS PANASONIC JAGUAR RACING +4.075 52
das 31 voltas, na segunda, 33 voltas. Este pódio e aproximou-se do segundo lu- 5 F. ROSENQVIST MAHINDRA RACING +4.224 2 F. ROSENQVIST 45
ano, 37. Este é só um pequeno exemplo gar do campeonato. O piloto da DS Virgin 6 A. LYNN DS VIRGIN RACING +7.672 16
da evolução da competição, sendo já mais Racing fez uma boa corrida, conseguindo 7 O. TURVEY NIO FORMULA E TEAM +11.818 3 S. BIRD
natural a existência de um novo recorde recuperar várias posições, depois de ter 8 J. LOPEZ FL DRAGON RACING +12.612
da pista, que pertence agora a Lucas di arrancado de 10º. 9 J. D’AMBROSIO DRAGON RACING +22.242 4 S. BUEMI
Grassi e Jean-Éric Vergne (1:13.672s) com 10 M. ENGEL VENTURI FORMULA E TEAM +26.293
ambos os pilotos a retirarem 1.4s ao an- ROSENQVIST A MARCAR PASSO 11 A. DA COSTA MS&AD ANDRETTI FORMULA E +27.335 5 N. PIQUET JR.
terior máximo, de Sébastien Buemi, es- 12 A. LOTTERER TECHEETAH +38.731 14 A. DA COSTA
tabelecido em 2015. Mitch Evans foi outro dos destaques desta 13 L. FILIPPI NIO FORMULA E TEAM +39.926
Quanto à corrida, Jean-Éric Vergne re- prova. O piloto da Jaguar arrancou apenas 14 D. ABT AUDI SPORT ABT SCHAEFFLER +43.139 EQUIPAS 127
gressou aos triunfos, num evento que de 16º, depois de ter sido detetado que fez a 15 N. PROST RENAULT E.DAMS +47.194 1 TECHEETAH 100
liderou de fio a pavio. qualificação abaixo do peso mínimo, e rea- 16 T. BLOMQVIST MS&AD ANDRETTI FORMULA E +59.299 2 MAHINDRA RACING 93
O francês da Techeetah saiu da pole po- lizou uma corrida brilhante, terminando-a 17 E. MORTARA VENTURI FORMULA E TEAM +1 VOLTA 3 DS VIRGIN RACING 86
numa boa luta com Felix Rosenqvist, que NT S. BUEMI DNF RENAULT E.DAMS - 4 PANASONIC JAGUAR RACING 59
NT N. PIQUET JR. PANASONIC JAGUAR RACING - 5 RENAULT E.DAMS 58
NT N. HEIDFELD MAHINDRA RACING - 6 AUDI SPORT ABT SCHAEFFLER 35
7 VENTURI FORMULA E TEAM 33
8 NIO FORMULA E TEAM 20
9 MS&AD ANDRETTI FORMULA 19
10 DRAGON RACING

mesma posição em que arrancou. Chegou >> autosport.pt
a estar em oitavo durante a primeira par-
te do evento, mas não deu para mais, fi- 17
cando a pouco mais de um segundo do
alemão Maro Engel, último piloto a ter- FÉLIX DA COSTA
minar nos pontos. DEU TUDO
José María López, piloto da Dragon Racing,
foi quem conseguiu a volta mais rápida da António Félix da Costa continua a fazer
corrida. O argentino foi o único a chegar ao quase sempre mais do que o carro
segundo 16 (1:16.811), tendo juntado este ‘consegue’ em termos médios, mas desta
ponto aos quatro do oitavo lugar na corrida. feita uma gestão da equipa menos eficiente
Após a prova do Uruguai, Vergne con- que noutras corridas, não permitiu que o
solidou a sua liderança no campeonato, piloto da MS&AD Andretti fizesse melhor
somando agora 109 pontos e passando a que o 11º lugar final.
ter 30 de vantagem para Felix Rosenqvist. Desta forma, Félix da costa está neste
Sam Bird é terceiro, a apenas três do piloto momento em 14º no campeonato, depois de
da Mahindra. Buemi, quarto classificado, ter terminado três corridas nos pontos e
já está a 24 pontos de Bird. Félix da Costa outras tantas fora deles. O melhor resultado
é 14º, com 16 pontos. No campeonato de do ano até aqui continua a ser o da primeira
construtores, a Techeetah lidera com 127 corrida, em Hong Kong, um sexto lugar.
pontos, mais 27 do que a Mahindra, e a Esteve bem na corrida anterior, no México,
DS Virgin Racing está em terceiro, com com um sétimo lugar, mas desta feita
93 pontos, sendo a Jaguar quarta, com voltou a repetir o mesmo resultado que
86 pontos. A MS&AD Andretti Formula já tinha feito na segunda corrida de Hong
E está em nono, com 20 pontos e apenas Kong, o 11º lugar.
mais um ponto do que a Dragon Racing, Félix da Costa tudo fez para entrar na luta
equipa que ocupa a última posição dos pelos lugares pontuáveis mas a falta de
construtores. A 14 de abril começa a ronda competitividade dos carros da Andretti
europeia do campeonato, com início em ficou novamente bem evidente, com o
Roma, naquela que será a primeira cor- jovem luso a terminar à beira dos pontos,
rida da segunda parte da temporada. enquanto o seu colega de equipa, Tom
Blomqvist, que todos reconhecem ser um
piloto rápido, não foi além do 16º lugar, a
pior posição alcançada este ano pelo sueco,
que nas suas quatro corridas só por uma
vez terminou nos pontos.
Nos treinos livres os carros da MS&AD
Andretti ainda deram um ar da sua graça,
sendo 9 e 11º na segunda sessão. Na
qualificação Félix da Costa voltou a ser o
melhor piloto da equipa, mas apenas o 13º
mais rápido, numa volta que o português
considerou “perto da perfeição. De facto
não havia muito mais para fazer melhor na
qualificação, simplesmente não tivemos
ritmo”. Já na corrida, o piloto português fez
um excelente arranque e instalou-se desde
logo nos lugares pontuáveis, chegando
a rodar no 9º lugar, mas uma gestão de
energia pouco eficiente da equipa acabou
por ‘atirar’ Félix da Costa para fora do top
10, terminando no 11º lugar, uma corrida
que descreveu como “muito complicada.
Penso que até tínhamos ritmo para ter
saído de Punta del Este com um 8º ou 9º
lugares, mas a nossa gestão de energia não
foi eficiente, as estratégias de software da
equipa não funcionaram bem e perdemos
muito tempo de uma forma que, eu, dentro
do carro, nada posso fazer. Temos de ver
bem e melhorar muito neste aspeto pois
é uma área muito importante que tem de
estar otimizada a 100%”.

TT/18
BAJA TT DO PINHAL

JOÃORAMOS
ENTRA

A VENCER

João Ramos e Victor Jesus entraram da melhor forma no
CPTT 2018, vencendo e convencendo, num arranque de
campeonato em que as condições de piso colocaram muitas

dificuldades à caravana

José Luís Abreu
[email protected]

Fotografia AIFA/Jorge Cunha; @Aperspeed/Luis Fonseca; João Costa e Oficiais

E steanoaBajaTTdoPinhalteve ter havido ninguém sem histórias para RAMOS IMPARÁVEL assustou. Hélder Oliveira rebocou a
honras de abertura do Cam- contar, tais as dificuldades. Hilux alguns metros e apesar duma
peonato de Portugal de Todo- Só para dar alguns exemplos, até o ven- Há vários anos que João Ramos está penalização de seis minutos, isso foi
-o-Terreno AFN, numa prova cedor, João Ramos, esteve ‘pendurado’ entre os principais favoritos à conquis- suficiente para o motor pegar, com o
cujos pisos colocaram muitas depois duma escorregadela mais ‘larga’, ta do título de TT, mas por um motivo piloto a terminar o trabalho que tinha
dificuldades aos concorrentes, Pedro Ferreira esteve preso num ribeiro ou outro, não o tem conseguido. Na começado no dia anterior, vencendo
algo que já era esperado face ao que tem vários minutos, até ter conseguido de lá Sertã, o piloto da Toyota Hilux esteve a prova com à-vontade, sendo que o
chovidonasúltimassemanas.Sem forma sair, também Rui Marques (Nissan Na- imparável, e nem quando apanhou seu principal adversário foi mesmo o
de contornar essa situação, os con- vara) e Nuno Madeira (KIA Sportage TT) (novamente) uma placa apontada para estado dos pisos. Para além disso, os
correntes foram à luta, mas a prova escorregaram para fora de pista numa o lado errado e uma fita estrategica- que se esperavam ser os seus mais
tratou-se bem mais de uma questão zona incrivelmente enlameada. mente ‘desviada’ do sítio correto, ficou fortes adversários - Alexandre Fran-
de sobrevivência, já que a velocidade Enfim, foram às dezenas estes exemplos e impedido de vencer todos os setores co, Alejandro Martins, Nuno Matos,
só se foi vendo a espaços. o mais curioso é que sendo esta um prova seletivos, prólogo incluído, vencen- Pedro Dias da Silva - foram ficando
A muita chuva que assolou aquela re- de TT, não houve piloto que não se tenha do com grande categoria uma prova pelo caminho, o que facilitou a vida a
gião do país revelou-se absolutamente queixado do estado escorregadio dos em que só um problema mecânico João Ramos, embora, tendo em con-
demolidora para os pisos, e não deve pisos. Afinal, meus Senhores, é TT ou não? com a Hilux ainda no Parque Fechado ta o que andou, dificilmente perderia
antes do arranque do segundo dia, o

>> autosport.pt

19

COMENTÁRIO
DO VENCEDOR

JOÃO RAMOS

esta prova. Nuno Matos, era segundo, PEDRO FERREIRA EM GRANDE PLANO quina e a dupla prosseguiu em prova, João Ramos começou da
desistiu com uma transmissão partida terminando num belo segundo lugar. melhor forma o CPTT, venceu...
no seu Opel Mokka Proto, Pedro Dias Com um novo navegador, Hugo Maga- Um bom prémio para a combatividade e convenceu: “Não se pode
da Silva, era terceiro, teve problemas lhães, e carro, um Ford Ranger, Pedro do piloto da PMF Racing. começar de melhor forma.
de embraiagem no seu Mazda Proto. Ferreira terminou a Baja TT do Pinhal A fechar o pódio terminaram Hélder Ganhei o rali e todos os setores
Antes, Alexandre Franco viu um tubo na segunda posição, lugar a que che- Oliveira e Pedro Lima, que se atrasaram seletivos, o que também é
do óleo do BMW X1 Proto soltar-se, e gou depois das desistências de Matos muito no prólogo, com o piloto a repor- muito bom porque fui buscar
teve que parar, isto depois de ter sido e Dias da Silva, fazendo depois um tar uma situação anómala, referindo um ponto a cada um deles. Por
segundo no prólogo. Por fim, Alejandro grande trabalho, chegando mesmo a que ficou parado quase dois minutos, isso, consegui obter o pleno a
Martins, que teve de abandonar depois comandar a prova (fruto dos 6:00m de à espera que retirassem um concor- nível de resultado.
de ficar sem tração dianteira na Toyota penalização de Ramos) à passagem de rente atascado, tendo depois que rodar O resultado é fantástico, a
Hilux. Com o piso seco, ainda ‘dava’, CP3, posição que perdeu depois de ter atrasado, perdendo mais tempo devido prova correu bem mais foi muito
mas como estavam os pisos, era uma perdido vários minutos numa ribei- a concorrentes mais lentos. difícil devido às intempéries,
missão impossível. Nomes ‘fortes’ que ra. O Ford Ranger ‘afogou-se’ várias Apesar desse contratempo, o piloto havia zonas terríveis de se
ficaram cedo pelo caminho, e também vezes, Hugo Magalhães chegou a ter de Barcelos atenuou as perdas ao re- fazer, se pudessem ter sido
por isso, outros sobressaíram. água quase pelos joelhos, mas Pedro cuperar quatro posições, chegando ao cortadas, era melhor, pois
Ferreira logrou tirar dali a sua má- andámos a danificar material.
De forma geral, foi 100%
positivo.
Ainda assim, não deixámos de
ter tido sustos no percurso,
como também no parque
fechado, no momento em que
não consegui pôr a Toyota Hilux
a trabalhar, mas graças ao
excelente espírito de ajuda que
recebi, ao Hélder Oliveira e ao
Pedro Lima, que nos puxaram,
agradeço-lhes, e também ao
Nuno Madeira e Miguel Costa
que tentaram e ao Nélson
Ramos, navegador do André
Amaral, que logo se prontificou
com a cinta. Para além destes,
agradeço também às equipas
que demonstraram prontidão
em querer resolver o problema”,
disse.

TT/

20 B A J A T T D O P I N H A L

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

POS PILOTO/NAVEGADOR CARRO TEMPO/DIF
5:17:35.64
1 JOÃO RAMOS-VICTOR JESUS TOYOTA HILUX +8:58.64
+12:04.44
2 PEDRO FERREIRA-HUGO MAGALHÃES FORD RANGER +16:19.32
+26:14.82
3 HÉLDER OLIVEIRA-PEDRO LIMA MINI PACEMAN +26:59.44
+27:31.38
4 TIAGO REIS-VALTER CARDOSO MITSUBISHI LANCER +48:21.34
+1:13:46.67
5 LINO CARAPETA-RUI ANTÓNIO RANGE ROVER EVOQUE PROTO +1:17:33.38
+1:25:13.23
6 MIGUEL CASACA-PEDRO TAVARES NISSAN NAVARA +1:31:23.38
+1:37:54.53
7 LUIS RECUENCO-MONICA PLAZA TOYOTA HILUX +1:47:36.67
+1:48:28.38
8 RUI SOUSA-CARLOS SILVA ISUZU D-MAX
+2:03:49.36
9 HUGO RAPOSO-JOEL LUTAS NISSAN NAVARA +2:10:49.67
+2:16:52.67
10 LEPILLIEZ ARNAUD-DUPLE CEDRIC MITJET OFF ROAD +2:21:38.67
+2:23:25.36
11 FRANCISCO GIL-FILIPE RASTEIRO MAZDA PROTO +2:57:32.67
+3:02:18.67
12 SÉRGIO VITORINO-LUÍS RAMALHO BMW X5 CC
3:40:41.00
13 NUNO MADEIRA-MIGUEL COSTA KIA SPORTAGE TT 8:22.00
12:43.00
14 SEBASTIÃO DOMINGUEZ-BRUNO SÃ MITSUBISHI MONTERO

15 SÉRGIO BRITES-CESARIO SANTOS BOWLER WILDCAT

16 LUÍS NAVARRO-PEDRO COLAÇO MITSUBISHI PAJERO

terceiro lugar, uma boa posição para 17 ALEXANDRE MOTA-ANÍBAL MENDONÇA NISSAN PATROL GR
começo de campeonato.
Quarto lugar para Tiago Reis e Valter 18 DUARTE TRINDADE-ROLANDO DELGADO NISSAN NAVARA
Cardoso, que com o Mitsubishi Racing
Lancer ex-Miguel Barbosa, tiveram 19 MÁRIO MENDES-JOÃO REIS SUZUKI JIMNY
alguns percalços durante a prova,
problemas na caixa de velocidades e 20 JORGE CARDOSO-JOAQUIM NORTE MAZDA PROTO
mais tarde um toque que danificou a
suspensão. 21 MARGARIDA SÁ-MARIA JOÃO DUARTE SUZUKI JIMNY
Lino Carapeta e Rui António levaram
o Range Rover Evoque Proto à quinta 22 MÁRIO DUARTE-JOSÉ MOTACO TOYOTA RAV 4
posição, valendo-se da sua grande
experiência para ir passando por todos TAÇA PORTUGAL TODO-O-TERRENO
os obstáculos. Miguel Casaca e Pedro
Tavares (Nissan Navara) foram sextos, 1 TIAGO SANTOS-ANTÓNIO DIAS LAND ROVER DEFENDER
na frente da dupla espanhola Luis Re-
cuenco e Monica Plaza (Toyota Hilux). 2 HUGO RODRIGUES-LUÍS BOIÇA SUZUKI JIMNY
Seis provas, seis vitórias seguidas para
Rui Sousa e Carlos Silva que levaram a 3 JOAQUIM CALADO-JOÃO CALADO (PRT ) NISSAN TERRANO I
Isuzu D-Max a mais um triunfo no T2.
No T8 o triunfo foi para a dupla Hugo que deixaram os segundos classifi- Madeira e Miguel Costa andaram bem I) fecharam o pódio. Foi pena a me-
Raposo e Joel Lutas (Nissan Navara), cados a mais de meia hora. com o KIA Sportage TT, mas escorre- teorologia não ter ajudado, mas a Baja
A fechar o top 10 terminaram Lepilliez garam na lama e perderam uma enor- TT do Pinhal foi o arranque perfeito
Arnaud e Duple Cedric, num MITJET midade de tempo para saírem de lá. para o Campeonato de Portugal de
Off Road de duas rodas motrizes. Foi Na Taça de Portugal de Todo-o-Ter- Todo-o-Terreno, numa prova em que
preciso muita coragem para terminar reno, o triunfo foi para Tiago Santos e a Escuderia Castelo Branco esteve ao
esta prova. António Dias (Land Rover Defender), seu nível habitual, muito bem.
No 11º lugar ficaram Francisco Gil e que deixaram a dupla Hugo Rodrigues- A competição regressa a 7 e 8 de abril
Filipe Rasteiro (Mazda Proto), os ven- -Luís Boiça (Suzuki Jimny) a 8m22s. com o Algarve a receber mais uma
cedores do Desafio Total/Mazda. Nuno Joaquim e João Calado (Nissan Terrano edição da Baja TT de Loulé.

BREVES >> autosport.pt

21

CALVÁRIO DE ALEJANDRO MARTINS

Vencedor da Baja TT do Pinhal em 2017 Alejandro Martins teve desta feita uma sorte bem diferente, já que teve >> NUNO MATOS ABANDONOU
de abandonar: “Tudo começou no prólogo onde estávamos a fazer um tempo muito equivalente ao do João
Ramos, antes de uma ligeira saída nos ter levado a embater numa árvore. Saímos da situação com alguma Nuno Matos/Pedro Marcão
dificuldade e apesar de me ter apercebido que algo estava diferente, para pior, na nossa Toyota, os 43s perdidos foram obrigados a desistir.
não colocavam em causa as nossas ambições. Transmiti o que tinha acontecido e como estava a sentir o carro”, Quando eram segundos, um furo
explicou Alejandro Martins que ficou desagradavelmente surpreendido quando se apercebeu duas horas mais condicionou o andamento da
equipa, que apesar do tempo
tarde que “a Toyota continuava com um comportamento extremamente perdido seguia em quinto quando
deficiente. Num gancho, o ânimo esgotou-se quando me apercebi que a transmissão cedeu, forçando-
não conseguíamos superar uma subida que todos os carros que vinham os a desistir: “Os pisos estavam
atrás de nós, com maior ou menor dificuldade, iam conseguindo superar muito difíceis e demolidores
e não foi difícil perceber o que estava a passar-se, pois apesar dos para as mecânicas. Depois de um furo logo ao km 10, uma transmissão
nossos reparos estávamos sem tração dianteira desde o prólogo. A partir cedeu ao km 40 forçando-nos a desistir. Estamos satisfeitos com a nossa
daqui nada havia mais a fazer. Vamos regressar com ânimo redobrado, performance e pelo ritmo que conseguimos imprimir enquanto estivemos
pois sabemos que temos andamento para lutar pelas primeiras em prova”, disse Nuno Matos, que confirmou regressar ao CPTT na Baja
posições, assim tudo esteja a funcionar nas melhores condições”, disse. TT de Loulé.

FRANCISCO GILVENCE >> FRANCO AZARADO
NO DESAFIOTOTALMAZDA
Alexandre Franco não teve muita
Francisco Gil e Filipe Rasteiro venceram a primeira Norte acabaram por conseguir levar o Mazda Proto sorte nesta prova, já que depois
prova do Desafio Total Mazda 2018, um evento muito até Proença-a-Nova, terminando no segundo posto do 2º lugar no prólogo, teve que
difícil devido aos pisos muito enlameados. Pedro Dias final. “Depois do que passámos durante a manhã, abandonar: “A sorte não esteve
da Silva foi o primeiro líder, mas viria a desistir devido pensei que não era possível chegar ao fim. Valeu-me do nosso lado. Comandávamos o
a problemas com a embraiagem no Mazda Proto, o Joaquim (Norte) que é um mecânico de grande nível setor apesar dos problemas de
depois foi a vez de Nuno Tordo assumir a liderança, e conseguiu resolver a crise para voltarmos a rolar. direção, quando um tubo de óleo
que perdeu depois de CP3. Por fim o comando ficou na O segundo lugar é excelente. É uma bela maneira de rebentou e tivemos que parar.
posse de Francisco Gil, que o levou até ao fim. iniciar a época,” esclareceu Jorge Cardoso. Fica o sentimento que a evolução
No final, a dupla tinha estampada nos seus rostos as Impedidos de festejar a chegada ao final desta Baja TT feita no BMW vai dar frutos. Depois alinhámos em Super Rally apenas
dificuldades que tiveram de enfrentar: “Foi, de facto, do Pinhal ficaram ainda Bruno Rodrigues/Ricardo Claro para fazer mais quilómetros e podermos testar o carro”, disse.
muito duro. Especialmente este segundo dia que foi, e Floriano Roxo/Nuno Roxo, ambos com problemas de
para nós, muito complicado, principalmente o segundo transmissão nos seus carros. >> BOA ESTREIA DE
setor, que cumprimos quase totalmente sem direção PEDRO FERREIRA
assistida. Estou contente com o resultado. Ganhar é
sempre bom”, disse. Pedro Ferreira, agora ao lado de Hugo Magalhães, estreou a Ford Ranger
Depois de uma manhã absolutamente caótica, em da South Racing, e logo com um segundo lugar: “Dei os primeiros passos
que perderam mais de uma hora na pista após a neste veículo, ganhei confiança e não posso exigir mais do que aquilo que
travessia de uma ribeira, Jorge Cardoso/Joaquim fiz. Apesar dos contratempos, que fazem parte das corridas, penso que
foi uma excelente prova tendo em conta que foi uma estreia a todos os
BOM HELDER OLIVEIRAZANGADO níveis e por isso estou contente com o trabalho realizado”, disse o piloto
ROAD BOOK da PMF Racing.
O primeiro dia de prova foi
Outro ponto importante, ainda mais aziago para Hélder Oliveira, >> ANDRÉ VILLAS BOAS
com estes pisos, teve a ver com o que explicou: “A verdade OUTSIDER DE LUXO
qualidade do road-book. Antes do desportiva foi colocada em
campeonato arrancar, Alejandro causa. No prólogo fui obrigado Não era um piloto qualquer e
Martins fez um sério aviso, já que a parar quase dois minutos. teve uma estreia altamente
tem apanhado alguns sustos à Estava um concorrente positiva. André Villas Boas
conta de road books imprecisos, parado na pista e outro a pilotou um dos dois Can-Am
isto numa altura em que se anda tentar tirá-lo e só quando assistidos pela South Racing
cada vez mais depressa. No final desistiram é que pudemos arrancar. Depois, inexplicavelmente, a – o outro foi o de Ruben Faria –
da prova, João Ramos deu os organização colocou-nos a partir do 19º lugar para o troço da tarde, e mostrou ter um andamento
parabéns à Escuderia Castelo atrás de pilotos que inclusivamente já tinha ultrapassado no prólogo. muito consistente que lhe
Branco a esse nível: “Quero dar os Apesar de ter pedido para partir na frente para o troço da tarde, a permitiu terminar no 20º lugar
parabéns à organização, não pelo organização acabou por me dar novamente esta ordem de partida. imediatamente atrás de Luís Portela de Morais, também ele a
meu testemunho, porque eu não Com esta situação acabei por perder imenso tempo no SS1. Por todos estrear-se nos SSV.
sei avaliar a questão do road book, estes motivos considero que a verdade desportiva ficou em causa
mas pelo Víctor Jesus, que diz que nesta prova”, disse. Não conseguimos apurar porque não foi colocado >> ANDAMENTO IMPRESSIONANTE
está de parabéns pela qualidade do mais à frente depois do prólogo, mas antes, e sendo verdade que a
road book”, disse. Num mundo em ordem de partida espelhou o que obrigam as prescrições específicas, Sendo certo que a Baja TT do Pinhal lhes é particularmente
que quase só se ouvem as vozes a verdade é que devia haver bom senso para lá da letra cega do favorável em termos de traçado é impressionante fazer a
críticas, quando algo está mal, é regulamento, pois com Tiago Reis, com um Mitsubishi Racing Lancer comparação de andamento entre Autos e SSV. No prólogo foram
sempre bom destacar o que está e Hélder Oliveira, com o rápido Mini Paceman, não seria muito difícil 11 os SSV a fazerem melhor que João Ramos e no final da 1ª etapa,
bem feito. apanharem um T8. É verdade que o prólogo era rápido, mas também eram cinco os Can-Am à frente da Toyota e 19 os SSV à frente do
muito estreito. Mas provavelmente há aqui razões, que, sinceramente, Opel de Nuno Matos, segundo classificado auto.
não conseguimos ainda apurar. Mas vamos tentar fazê-lo...

TT/

22 B A J A T T D O P I N H A L

C/ C L A S S I F I C A Ç Õ E S

1 JOÃO MONTEIRO-MANUEL PEREIRA CAN-AM MAVERICK X3 XRS 4:06:42.80

2 PEDRO CARVALHO-ANDRÉ GUERREIRO CAN-AM MAVERICK X3 XRS 2:19.37

3 RICARDO CARVALHO YAMAHA YXZ 1000 SS 3:35.90

4 HENRIQUE NOGUEIRA-HUGO SILVA CAN-AM MAVERICK X3 XRS 4:26.04

5 MÁRIO FERREIRA CAN-AM MAVERICK X3 XRS 9:46.05

6 MARCO SILVA-JOÃO SILVA CAN-AM MAVERICK X3 XRS 13:33.09

7 PEDRO SANTINHO MENDES-VITOR MENDES CAN-AM MAVERICK X3 XRS 14:28.63

8 PAULO DELGADO CAN-AM MAVERICK X3 XRS 15:46.88

9 JOÃO DIAS-JOÃO FILIPE POLARIS RZR XP TURBO 16:03.64

10 MÁRIO FRANCO-LUÍS ENGEITADO YAMAHA YXZ 1000 R 16:47.30

11 AVELINO LUÍS-DINIS CARMO CAN-AM MAVERICK X3 XRS 17:31.89

12 RICARDO DOMINGUES-CATARINA MARQUES CAN-AM MAVERICK X3 XRS 20:02.13

13 FRANCISCO GUEDES-NUNO LEOTTE CAN-AM MAVERICK X3 XRS 20:28.78

14 TEO VIÑARAS-ROBERTO VIÑARAS (ESP ) YAMAHA YXZ 1000 R 22:36.22

BAJA TT DO PINHAL/SSV 15 MARCO PEREIRA-SANDRA ALVES CAN-AM MAVERICK X3 XRS 23:34.17

JOÃO 16 PEDRO DELGADO-LAURA DIAZ (ESP ) YAMAHA YXZ 1000 R 26:31.90
MONTEIRO
E CAN-AM 17 ANTÓNIO CARVALHO-TIAGO MARTINS YAMAHA YXZ 1000 R 28:51.67
DOMINAM
18 ARNALDO MONTEIRO YAMAHA YXZ 1000R SS 30:01.23
Os campeões 2017 António Maio
em Yamaha nas Motos, Arnaldo 19 LUÍS PORTELA MORAIS-DUARTE AMARAL CAN-AM MAVERICK X3 XRS 33:00.20
Martins em Suzuki nos Quad e
o vice-campeão dos SSV João 20 ANDRÉ VILLAS-BOAS-GONÇALO MAGALHÃES CAN-AM MAVERICK X3 XRS 35:13.81
Monteiro navegado por Manuel
Pereira em Can-Am foram os 21 JOSÉ GARCIA-TIAGO GARCIA CAN-AM MAVERICK X3 XRS 37:23.67
grandes vencedores da Baja TT do Pi-
nhal prova de abertura do Campeonato 22 RUI SERPA-NUNO GUILHERME YAMAHA YXZ 1000 R 38:00.51
Nacional de Todo-o-Terreno.
Uma jornada onde o principal foco de inte- 23 GONÇALO GUERREIRO-NUNO SOARES CAN-AM MAVERICK X3 XRS 40:31.34
resse esteve na competição SSV cada vez
mais competitiva, a juntar seis dezenas 24 CARLOS PALMA-CECÍLIA MARQUES CAN-AM MAVERICK X3 XRS 40:57.57
de máquinas, novos pilotos e andamentos
deveras endiabrados. 25 JORGE BRANCO-JOÃO NASCIMENTO CAN-AM MAVERICK X3 XRS 43:10.88
Uma das grandes expetativas em torno
desta prova residia em perceber o que o 26 PEDRO FONSECA POLARIS RZR 52:23.48
Turbo da Yamaha acrescentava no SSV
japonês o único das três marcas a dis- 27 VASCO MELO YAMAHA YXZ 1000 R 52:32.22
por de caixa de velocidades. A resposta
deu-a com classe Ricardo Carvalho ao 28 ANDRÉ RODRIGUES-RICARDO PORTO NUNES YAMAHA YXZ 1000 R 56:27.34
averbar o melhor tempo num prólogo
onde a Can-Am colocava sete das suas 29 DAVID GOMES-ANA GOMES POLARIS RZR 1000 XP 1:01:14.52
máquinas no Top mas onde também João
Dias se afirmava levando o Polaris ao 4º 30 HÉLDER BARREIRINHAS-JOÃO SOUSA POLARIS RZR TURBO 1:03:40.02
lugar. Apenas 10s separavam o vencedor
do 9º tempo averbado por Ruben Faria. 31 ANTÓNIO AREZ-PEDRO BARREIROS CAN-AM MAVERICK X3 XRS 1:04:29.37
Os 75 km do troço seguinte haveriam,
todavia, de mostrar outra realidade com 32 DAVID “TUBARÃO” CAN-AM MAVERICK X3 XRS 1:05:16.25
o construtor canadiano a colocar sete
máquinas na frente ao final do primeiro 33 PAULO TRINDADE CAN-AM MAVERICK X3 XRS 1:07:12.34
dia de corrida.
Com o vice-campeão nacional a assumir 34 PAULO FERNANDES POLARIS RZR 1:14:12.59
a liderança seguido de Pedro Carvalho as
novidades, que não surpresas, surgiam 35 RUBEN FARIA-PEDRO VELOSA CAN-AM MAVERICK X3 XRS 1:23:36.83
com a 3ª posição do jovem piloto de Enduro
Henrique Nogueira a mostrar-se logo 36 PAULO FIGUEIREDO POLARIS RZR 1:28:27.55
na estreia assim como Marco Silva (4º)
que transitou da Yamaha e o homem dos GT Francisco Guedes em 6º logo atrás de entre João Monteiro e Pedro Carvalho se ia ser amputada desta derradeira especial
Ruben Faria e à frente de Pedro Santinho estreitando chegando aos 19 segundos no cronometrada devido ao atraso que se
Mendes. Só depois vinham o Polaris De final de SS2. Ao longo deste troço com 181 registava na competição auto que desta
João Dias e o Yamaha de Ricardo Carvalho. km Ricardo Carvalho foi-se aproximando vez antecedia a competição de motos,
Com os três primeiros no mesmo minuto das posições dianteiras vindo mesmo a quad e SSV.
e o 9º a 2m13s a luta prometia ser inten- alcançar a 3º posição. Estava assim encontrado o primeiro
sa para os 240 km que ainda faltavam vencedor da temporada, João Montei-
disputar, mas no dia seguinte o primeiro 60 KM A MENOS ro, e dadas preciosas indicações para as
ataque é dado por Marco Silva que entra Quando os concorrentes se preparavam próximas corridas.
mais rápido e salta para o segundo lugar. O para os derradeiros 62 km a jornada Com um Top 10 a incluir sete Can-Am
piloto da Margem Sul viria, todavia, a atra- beirã com uma metrologia que colocou nas oito primeiras posições João Dias em
sar-se numa altura em que a diferença muitas dificuldades aos pilotos teve de Polaris foi o 9º classificado à frente de
Mário Franco em Yamaha a sagrar-se
vencedor da Classe SSV T2 para as má-
quinas não turbo.
Foram do pódio neste Top 10 ficaram ainda
Henrique Nogueira - excelente estreia
- Mário Ferreira, Marco Silva, Santinho
Mendes - um pouco aquém do que se
esperava dele, e Paulo Delgado.
“Foi uma batalha muito interessante e é
um facto que a anulação da SS3 acabou
por me beneficiar. Na SS2 aproveitei para
gerir sem arriscar e acabei por ter a sorte
do meu lado. Entrar a vencer no campeo-
nato é importante, especialmente porque
já percebemos que a época será muito
dura e muito disputada até final. O nosso
objetivo é alcançar o título e dar esse pré-
mio aos patrocinadores que apostam em
nós”, explicou João Monteiro.

CRM/ >> autosport.pt
CAMPEONATO DE RALIS DA MADEIRA - RALI DE SÃO VICENTE
23

João Silva começou
da melhor forma a sua
temporada ao dominar
o Rali de São Vicente,

prova de abertura do
Campeonato de Ralis

da Madeira

João F. Faria
[email protected]

FOTOS TIFF

JODÃOOMSIINLOVUA
Arrancou no passado fim de semana o cam-
peonato local na Madeira, com o Rali de São ceu duas classificativas, chegando mesmo a encurtar Citroën DS3 R5 e, mesmo tendo estado sempre em luta
Vicente. Evento em que João Silva impôs o o seu atraso para o líder, mas acabou padecendo de com Camacho, apenas venceu o último troço crono-
seu Citroën DS3 R5 a toda a concorrência, forma importante da falta de conhecimento do Skoda metrado numa fase em que o futuro vencedor geria
com a equipa sempre no comando das ope- Fabia R5, que este ano ostenta as cores das Vespas, o seu avanço, ocupando o lugar mais baixo do pódio.
rações, levando o carro amarelo à vitória, terminando na segunda posição. Uma situação na- Fora do palanque ficou Rui Pinto que nunca esteve
em nada menos que em cinco das oito provas espe- tural, pois ao ritmo que se anda na Madeira, a adap- em condições de importunar os adversários com os
ciais em disputa. Navegado por Victor Calado, Silva tação era ‘obrigatória’. mais recentes R5. Filipe Pires voltou a ter uma boa
rapidamente ‘descolou’ da concorrência, e a partir Miguel Nunes também ali se estreou ao volante de um ponta final nas suas deslocações ao norte da ilha e,
daí até pôde gerir, em algumas ocasiões, a vantagem quinto classificado, foi o melhor no grupo RC2N. Para
anteriormente obtida. C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O tal também beneficiou dos problemas sentidos por
O campeão em título, Alexandre Camacho, ainda ven- Vasco Silva noutro Mitsubishi Lancer Evo X e que,
após um bom arranque, caiu bastante na classifica-
1º JOÃO SILVA/VICTOR CALADO CITROËN DS3 R5 47M57.8S ção e não conseguiu ser melhor que sétimo. Para tal
2º ALEXANDRE CAMACHO/JORGE PEREIRA SKODA FABIA R5 + 14.6S também voltaram a ser importantes as boas presta-
3º MIGUEL NUNES/JOÃO PAULO CITROËN DS3 R5 + 16.5S ções de Pedro Paixão, sexto com um Renault Clio R3
4º RUI PINTO/RUI RODRIGUES FORD FOCUS WRC + 59.6S e claramente o melhor entre os utilizadores de carros
5º FILIPE PIRES/VASCO MENDONÇA MITSUBISHI LANCER X de duas rodas motrizes. A fechar o ‘top ten’, Ricardo
6º PEDRO PAIXÃO/JORGE HENRIQUES RENAULT CLIO R3 + 2:54.7S Gonçalves venceu entre os concorrentes com via-
7º VASCO SILVA/RICARDO VENTURA MITSUBISHI LANCER X + 3:57.1S turas com menos de 1600 cc. Domínio total exerceu
8º DINARTE BAPTISTA/NÉLIO MARTINS RENAULT CLIO R3 + 4:01.1S Paulo Nunes no Challenge DS3 Remax Elite, competi-
9º ANTÓNIO ABEL/PEDRO FERREIRA TOYOTA CELICA GT-FOUR + 5:20.6S ção monomarca que ali teve a sua estreia e que ficou
10º RICARDO GONÇALVES/ARTUR FRANÇA CITROËN C2 R2 + 7:05.7S marcada pelo abandono de metade dos concorrentes.
+ 7:46.2S Já a DMack Yaris Cup foi palco dum interessante duelo
entre o estreante Bruno Rodrigues e o mais experiente
Narciso Andrade, que viria a cortar a meta na primeira
posição. A competição insular regressa à estrada a 13
de abril com a deslocação ao Porto Santo.

24 ERC/
CAMPEONATO DA EUROPA DE RALIS
ALTA RODAAZORESAIRLINESRALLYE
EUROPEIA
Arranca esta semana, com o Azores Airlines Rallye,
o ERC 2018, competição que perdeu alguns dos seus
protagonistas, mas que continua com um bom plantel.
Bruno Magalhães vai à luta, Bernardo Sousa regressa e
Ricardo Moura quer voltar a vencer em ‘casa’. Por tudo
isto, antevê-se um grande rali...

João Freitas Faria Por isso não vai ‘perder tempo’ à procura H/ H O R Á R I O * que preferiu disputar novamente esta
[email protected] dos melhores acertos, podendo assim série em detrimento do prémio inicial que
aspirar a melhores resultados que, por sua DIA 0 QUARTA-FEIRA 21 DE MARÇO previa a presença numa prova do Mundial
Cabeumavezmaisàorganização vez, espera que viabilizem mais apoios e com uma viatura WRC.
do Grupo Desportivo e Comercial garantam a ida a muitos mais eventos, de PE CITADINA 19H15 Na base dessa opção estará também a
a honra de abrir as hostilidades modo a ser possível sonhar com o título. troca dum Skoda Fabia R5 privado pelo
para um calendário europeu que A ‘lebre’ da série deverá, no entanto, voltar DIA 1 QUINTA-FEIRA 22 DE MARÇO apoio da Peugeot que, através da sua filial
inclui oito eventos, os mesmos a ser o russo Lukyanuk, já famoso pelo alemã, o inscreverá, para além do cam-
de 2017, exceção feita à saída impressionante ritmo que costuma im- QUALIFYING STAGE (REMÉDIOS/LAGOA) 09H30 peonato germânico, com presença em
do Rally Rzeszow por troca com Rali da primirnassuasprovas, quemuitasvezes pelo menos cinco provas com um 208 T16.
Polónia, ‘caído’ do WRC. acabam em violentas saídas de estrada, e PARTIDA 14H00 Rápido e muito constante, Griebel poderá
Para além de visitar a ilha de São Miguel, a até mesmo nalguns erros de palmatória voltar também a ser um dos melhores
série proposta pelo Eurosport vai também que acabam por comprometer os seus ASSISTÊNCIA A 14H05 classificados no campeonato absoluto.
a Espanha (Las Palmas), Grécia (Acrópole), resultados. Há alguns anos a disputar provas nes-
Chipre, Itália (Roma), Rep. Checa (Barum Com o habitual Ford Fiesta R5 da PE 1, LAGOA STAGE (2,14 KM) 14H49 ta série, o campeão do Junior U27, Chris
Zlin) e Letónia (Liepaja). H-Racing, o piloto tem vindo a melhorar Ingram, poderá fazer valer o seu conhe-
O Europeu de Ralis tem como mais for- a sua regularidade e mantém a ambição PE 2, VILA FRANCA SÃO BRÁS 1 (17,08 KM) 15H32 cimento das provas para contrabalançar
tes candidatos ao título os ‘habitués’, de se tornar o primeiro piloto do seu país a adaptação ao Skoda Fabia R5, muito
apesar do tricampeão em título, Kajetan a conquistar um título naquele que é (foi PE 3, GRUPO MARQUES 1 (3,95 KM) 16H32 mais potente que o Opel Adam R2 que
Kajetanowicz, não dever marcar presen- criado em 1953), o mais antigo campeo- vinha tripulando.
ça regular devido à falta de apoios, pois nato internacional da modalidade. REAGRUPAMENTO 17H04 Quase 30 anos após o seu pai, Yves, ter
a Lotos ‘carregou’ Robert Kubica na F1. A competitividade do ERC 2018 viverá sido campeão europeu, Pierre-Louis
Pelo menos no arranque da tempora- também, como é hábito, da valia e pres- ASSISTÊNCIA B 17H07 Loubet também ‘faz uma perninha’
da, a encabeçar a lista de apostas estão tação dos pilotos locais nos países visi- neste campeonato, para já com presen-
Alexey Lukyanuk e Bruno Magalhães, tados e que no caso dos Açores tem, para DIA 2 SEXTA-FEIRA 23 DE MARÇO ça garantida nas duas primeiras provas
que, recorde-se, esteve em 2017 em luta além dos habituais pilotos do CPR, como com um Hyundai i20 R5, a que poderá
pelo título até ao fim, igualando o resultado ‘ponta de lança’ o micaelense Ricardo ASSISTÊNCIA C 09H38 dar sequência caso os resultados sejam
de Miguel Campos em 2003, quando foi Moura que venceu este mesmo rali em positivos. Boas hipóteses de sucesso neste
vice-campeão. 2016. Navegado por António Costa, o piloto PE 4, PICO DA PEDRA GOLFE 1 (7,02 KM) 10H28 escalão surgem também para: Fabian
O piloto de Lisboa, navegado por Hugo da Além Mar estreia nesta participação Kreim, apoiado pela Skoda alemã, o fran-
Magalhães, inicia a época quase nos mes- um Skoda Fabia R5 e, se pode ter a des- PE 5, FETEIRAS MEO 1 (7,48 KM) 11H07 cês Laurent Pellier, integrado na Peugeot
mos moldes do ano passado, apenas com vantagem de não estar entrosado com o Rally Academy, o checo Jan Cerny, o eslo-
a presença nos Açores garantida, mesmo carro, vai compensá-la com a experiência PE 6, SETE CIDADES 1 (23,87 KM) 11H42 vaco Martin Koci, o sueco Fredrik Ahlin, o
se existem boas hipóteses de regressar do terreno e conhecimento perfeito das norueguês Frank Tore Larsen e os polacos
nas Canárias. especiais. REAGRUPAMENTO 12H50 Tomasz Kasperczyk e Hubert Ptaszek.
O português tem, contudo, agora a van-
tagem de estar muito mais familiarizado, OUTSIDERS ASSISTÊNCIA D 13H25 CATEGORIAS DE APOIO
não só com as provas, mas, sobretudo,
com o Skoda Fabia R5 da ARC Sport. Também na base da popularidade e con- PE 7, PICO DA PEDRA GOLFE 2 14H30 Se o ERC2, destinado aos utilizadores de
firmação deste campeonato como uma viaturas RC2N, promete novo despique
PE 8, FETEIRAS MEO 2 15H09

PE 9, SETE CIDADES 2 15H44

REAGRUPAMENTO 16H52

ASSISTÊNCIA E 16H55

DIA 3 SÁBADO 24 DE MARÇO

ASSISTÊNCIA F 08H08

PE 10, GRAMINHAIS 1 (21,28 KM) 09H38

PE 11, TRONQUEIRA 1 (21,99 KM) 10H28

PE 12, GRUPO MARQUES 2 12H04

REAGRUPAMENTO 12H36

ASSISTÊNCIA G 13H10

PE 13, VILA FRANCA SÃO BRÁS 2 14H33

PE 14, GRAMINHAIS 2 15H28

PE 15, TRONQUEIRA 2 16H18

REAGRUPAMENTO 17H54

ASSISTÊNCIA H 18H09

PÓDIO 18H26

*HORA LOCAL

boa fórmula de promoção, o Europeu de
Ralis irá beneficiar da presença maciça
de pilotos jovens ao volante de viaturas
R5 e integrados no escalão Junior U28.
De regresso a este campeonato está o
atual detentor do título, Marijan Griebel,

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25

CAMPEONATO DE PORTUGAL DE RALIS
AUSÊNCIAS E REGRESSOS

Depois da excelente prova de Fafe, em título, Ricardo Teodósio e José
o Campeonato de Portugal de Ralis Pedro Fontes, isto para falar só
prossegue nos açores, evento em que dos que provavelmente mais se vão
alguns dos maiores protagonistas destacar. Nesta lista temos ainda
do campeonato nacional optaram que incluir Bernardo Sousa, que
por deixar de fora das suas ‘contas’, regressa aos ralis para competir no
já que no CPR, das nove provas, os campeonato açoriano, e logo na sua
pilotos só podem pontuar em oito, e prova mais importante, que conta
dessas ainda têm de ‘deitar fora’ um para três competições, ERC, CPR e
resultado. CRA. Ainda que o seu ritmo não seja
Por isso, e sabendo que nos Açores o ideal, Sousa anda muito bem nos
marcam presença dois pilotos como Açores e pode surpreender.
Bruno Magalhães, vencedor do rali do Destaque também para Aloísio
ano passado, e Ricardo Moura, piloto Monteiro que começa nos Açores a
local com quem tem sempre de se sua aventura europeia, com um Skoda
contar na luta pelo triunfo na geral, as Fabia R5 da ARC. De resto, para os
probabilidades de alcançar melhores ‘melhores’ lugares no CPR, podemos
resultados é menor em S. Miguel e ainda contar com Manuel Castro,
também (mas não só) por isso, Miguel Joaquim Alves, Diogo Salvi, António
Barbosa, Pedro Meireles e Armindo Dias, Nuno Cardoso, sendo que o
Araújo não vão aos Açores. jovem Pedro Almeida se estreia com o
Assim, e na luta pelos pontos do CPR, Ford Fiesta R5 ex-Ricardo Moura.
para além de Magalhães e Moura Tudo pronto para haver uma grande
estarão ainda Carlos Vieira, Campeão luta no CPR na prova açoriana.

entre Tibor Erdi, Sergei Remmennik e
Zelindo Melegari, a emoção não deve-
rá mesmo faltar no campeonato Junior
U27 cobsignado aos pilotos mais jovens
com viaturas R2 e R3. A Opel tem ditado
a lei neste particular e este ano a marca
germânica inscreve dois Adam R2, para
o letão Martins Sesks e para o sueco Tom
Kristensson. Em oposição a estes pilotos
surgem o checo Dominik Broz, o aus-
tríaco Simon Wagner, o italiano Mattia
Vita, o espanhol Efren Llarena, o finlan-
dês Mikka Hokkanen e o dinamarquês
Simon Vallentin, todos em Peugeot 208
R2. Também com um carro da casa do
leão, o português Diogo Gago regressa
a esta fórmula inicialmente com a pre-
sença garantida apenas nos Açores e
nas Canárias, mas num programa que
poderá estender-se caso os resultados
o justifiquem.

ARRANCA O CRA

O Azores Airlines Rallye marca também
o começo do Campeonato dos Açores
e, para além de Ricardo Moura, muitos
poderão ser os pilotos a correr na com-
petição insular a brilhar no arranque da
temporada europeia. Este ano a competir
na competição local está precisamente o
vencedor desta prova em 2014, Bernardo
Sousa, cujo Citroën DS3 R5 poderá, contu-
do, não ser a máquina ideal para ombrear
com a alta roda europeia. Melhor açoriano
o ano passado, também Luís Rego poderá
vir a obter um bom resultado na geral e
para o campeonato a cujo título se aplica.
Dos 11 pilotos inscritos no CAR apenas dois
não alinham nesta prova.

26 WRC/
CAMPEONATO DO MUNDO DE RALIS - MÉXICO

AS RESPOSTASDEBRIEFINGDORALIDOMÉXICO
DESÉBASTIEN LOEB

O regresso de Sébastien Loeb ao WRC foi o grande destes pilotos só ficariam claras no se- para si instintivo parar, pois ainda vinha
destaque do Rali do México, mas os problemas que têm gundo ou terceiro dias. E assim foi. Pelo com o ‘chip’ do Dakar.
vindo a acontecer nas PowerStage começam a preocupar. menos em parte... Provavelmente teria perdido menos
De resto, já se fala de carros de ralis elétricos… No final da primeira especial do segundo tempo, tal como sucedeu com Sordo, que
dia do Rali do México, Ogier era quarto e perdeu ‘apenas’ trintasegundos. Mas, na
Martin Holmes com José Luís Abreu Será que os desafios para se ser bem Loeb chegava à liderança. Foi nessa altura verdade, ninguém saberá.
[email protected] sucedido nos ralis mudaram nos anos que a ‘máquina’ Ogier entrou em ritmo de O repentino furo teve outra consequência.
mais recentes? Será que a passagem dos cruzeiro e as ‘fraquezas’ atuais de Loeb se Loeb e Daniel Elena esqueceram-se de
Oregresso de Sébastien Loeb anos diminuiu as hipóteses de Loeb? Será tornaram mais aparentes. Mas a um nível ativar o OK de segurança quando pararam
ao WRC, no Rali do México, foi que os carros desta geração do WRC se ainda muito alto... no troço. Um procedimento obrigatório
como que um regresso do me- guiam como os anteriores? Será que as Ao mesmo tempo que a luta entre Loeb, que só surgiu depois de Loeb ter saído
lhor de sempre, para desafiar o estratégias para o sucesso mudaram? Sordo, Meeke e Ogier se tornou mais in- do WRC a tempo inteiro.
piloto que é o melhor hoje em Claro que as coisas são agora diferen- tensa e excitante, a emoção ‘desmoronou- Não foi penalizado, mas a equipa pagou
dia. E a verdade é que o primeiro tes, quanto mais não seja pelos efeitos -se’ muito quando Loeb e Sordo furaram, uma multa. Como já sabemos há muito,
frente a frente dos tempos modernos da ordem de partida, especialmente em e Ogier surgiu na frente. os ralis são muito mais do que ter grandes
entre os dois Sébastien nunca mais será eventos em que a ‘limpeza’ da estrada Foi pena não termos tido a oportunidade virtudes ao volante e pedais. O triunfo de
esquecido. é tão importante como no México. Este de ver durante mais tempo o trabalho de Ogier acabou por ser mais outro exemplo
Mas ficaram tantas questões por serem fator funcionou muito a favor de Loeb no Ogier para recuperar o que tinha de atraso. do seu brilho.
respondidas: Será que Loeb ainda tem primeiro dia de prova. Isso significou que Foinessemomentotambémquesetornou
a velocidade que fez de si uma lenda? a nossa curiosidade quanto às valências clara que a realidade atual ‘apanhou’ Loeb, PRESSÃO COMERCIAL
tal como o mesmo admitiu posteriormen-
te, ao dizer que não devia ter parado para Neste ‘exercício’ vale recordar a Lei de
mudar o pneu, revelando depois que foi Murphy. Em síntese: o que pode aconte-
cer de ‘mau’ vai mesmo acontecer. Nas

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27

corridas basta recordar o que aconteceu já na noite de domingo, na Europa. A isso Fabia R5, vencendo destacadamente fortemente a Fórmula E, que por muito
na última volta das 24 Horas de Le Mans junta-se a habitual dificuldade que os o WRC2, uma posição melhor do que que promova o desenvolvimento téc-
de 2016 à Toyota! O mesmo aplica-se aos ralis têm em finalizar os seus resultados Ogier tinha feito há 10 anos com o seu nico serve também, e muito bem, outro
legisladores do desporto, cujas decisões imediatamente. No México ainda é pior, Citroën C2 S1600. Ambos foram boas propósito muito importante, que é trazer
por vezes desenham um caminho cheio ainda assim, não tão extremo como os performances. Um dia, Pontus irá guiar os automóveis para o meio das cidades.
de pedras, entre os desafios comerciais ralis do WRC realizados na América do World Rally Cars. Se os esforços de Ogier Agora, Wilson falou de carros elétricos
e desportivos, com pressões impostas Norte entre 1986 e 1988 - Rali Olympus. resultaram em cinco títulos mundiais, nos ralis. Isto não é nada de novo. A
pelos promotores do WRC. Se calhar, era uma boa ideia terminar os vou esperar que Pontus possa fazer o FIA há muito que promove as energias
A pouco satisfatória situação que acon- ralis no continente americano no sábado. mesmo caminho! alternativas nos ralis, com a Alternative
teceu na PoweStage do Rali da Suécia, Domingo à noite para a imprensa europeia Do México vem ainda a triste história do Energies Cup, mas nada disso se asse-
quando Ogier usou o regulamento para é quando termina a semana, a segunda piloto britânico Tom Williams, que guiou melha ao que aconteceu há 100 anos,
aumentar os seus pontos no Mundial, feira de manhã, o começo duma nova, e um Ford Fiesta R2, foi o único inscrito quando um evento verdadeiramente
paradesagrado dospromotores do WRC, dessa forma um evento no México são no- no WRC3, perdeu troços no primeiro extenso, o antigo RAC 1000 Miles Trials,
que viram as suas atividades promocio- tícias ‘velhas’. O WRC não se está a ajudar a dia depois de um problema com a ECU, se realizou. Nota também para alguns
nais da PowerStage serem ameaçadas, si próprio apesar destes problemas serem e para cúmulo do azar não somou 25 dos mais dramáticos feitos, como, por
teve réplica no México. Desta vez com previsíveis. Neste caso, a penalização de pontos porque depois de ter regressado exemplo, voar sobre o Canal da Mancha
um ‘volte-face’. Ogier só foi conhecida na Europa para lá e cumprido todos os restantes troços, ou corridas de avião de longa distância
Quando Tanak e Neuville deixaram-se da meia noite, e com a informação que a incluindo o último, desistiu na ligação - hoje a Shell patrocina competição de
ficar para trás para rodar atrás do líder equipa iria apelar. Portanto, ninguém saiu para o pódio, devido à ECU. 25 pontos economia automóvel levada ao extremo.
do rali, (Ogier), a WRC TV não mostrou as do México sabendo exatamente quais a voar… Seria bom que, novamente, pudessem
imagens dos seus carros no troço. Pelos eramascorretasposiçõesnocampeonato. existir eventos que contribuíssem para
vistos, a ‘luta’ entre o ‘desporto’ e a interfe- Quanto à penalização de Ogier, devido a RALIS ELÉTRICOS levar mais longe os carros elétricos, onde
rência comercial parece que vai continuar. ter tocado nas barreiras da chicane, não para já não há um ‘Evereste’ específico
farei comentários, porque o assunto ainda Agora algo completamente diferente. para ser conquistado, pois as empresas
HORAS IMPRÓPRIAS está em análise. Tudo o que digo é que as Colin Wilson, antigo jornalista, nave- continuam apostadas no desenvolvi-
interferências artificiais neste desporto gador amador e mais tarde delegado mento de energias alternativas sem um
As ‘américas’ são bons locais para o des- costumam acabar em lágrimas. de imprensa, recordou recentemente objetivo específico em mente.
porto motorizado mas há sempre um coisas interessantes de há um século, Será que existe alguma atividade
grande problema quando olhamos para TIDEMAND CHEGA LÁ? quando o desporto motorizado era es- comercial atrevida o suficiente para
a questão com ‘olhos’ europeus. É que sencialmente uma oportunidade para os eliminar a contínua utilização de com-
este Rali do México tinha seis horas de Pontus Tidemand terminou no séti- construtores desenvolverem novas tec- bustíveis fósseis?
diferença face à ‘nossa’ hora e terminou mo lugar da geral com o seu Skoda nologias. Recentemente a FIA promoveu

N/28
NOTÍCIAS Oprograma visa encontrar a
próxima estrela do automobi- no como forma de se prepararem
TIAGO MONTEIRO lismo e ajudá-la a vingar num para época que agora se avizinha.
LANÇA SKYWALKER meio amplamente competi- Para os mais jovens, foi também a
tivo e exigente. Para isso, centra o oportunidade de terem contacto com
YOUNG GUNS seu programa de desenvolvimento o quotidiano de trabalho de um piloto
PROGRAM em áreas tão variadas como: agen- profissional assim como de conhe-
ciamento, preparação física, aulas cer o centro de alto rendimento que
Tiago Monteiro e a Skywalker Racing Management lançaram teóricas, treino de pilotagem, marke- funcionará nas instalações da M&SI,
recentemente o programa Skywalker Young Guns, uma ting e comunicação, lobby, etc. Àreas um centro com equipamentos de
com as quais Tiago Monteiro teve ponta direcionado ao trabalho de alta
iniciativa de desenvolvimento e ativação de talento para de aprender a lidar ao longo da sua performance, alguns deles únicos no
jovens do karting nos primeiros anos de carreira carreira desportiva e espera agora Mundo. Tiveram ainda oportunidade
poder passar esse conhecimento de trabalhar com simuladores de
Rodrigo Fernandes aos jovens pilotos. corrida e assistir a palestras com nu-
[email protected] Para o ano de 2018, até ao momen- tricionistas, psicólogos desportivos,
to, foram selecionados nove pilotos:
LEIA E ACOMPANHE TODAS Adrian Malheiro, Bruno Borlido,
AS NOTÍCIAS EM AUTOSPORT.PT João Gouveia, Lourenço Mendes,
Mariana Machado, Mariano Pires,
Noah Monteiro, Rodrigo Seabra e
Zdenek Chovanec.
O programa arrancou nos passados
dias 10 e 11 de março com os pilotos
selecionados a viajarem até Madrid,
ao Motor & Sport Institute da Teo
Martin, para fazerem avaliação e trei-

WORLD RX 15 PILOTOS E 6 EQUIPAS JOSÉ PEDRO FARIA VENCE

O Mundial de Ralicross está a José Pedro Faria realiza este ano um novo programa internacional,
chegar. A competição arranca na com a participação no Challenge SMC Junior, de Gonzalo de Andres,
Catalunha, no fim de semana de e voltou à ação ao volante de um Renault Clio Cup, no Circuito de
14 e 15 de abril, e o plantel vai ter Jarama. As duas corridas foram completamente díspares para o
15 pilotos ‘fixos’. Há seis equipas jovem piloto luso, já que um acidente nos treinos levou-o a ficar de
de três pilotos, com carros de fora na primeira. Na segunda… ganhou! Nos treinos, Faria fez-se à
seis marcas diferentes - a GRX pista com chuva e flocos de neve à mistura. Instalou-se nos lugares
Taneco Team irá a trazer dois novos da frente mas perto do final da sessão, quando estava na pole
Hyundai i20 e a GC Kompetition provisória, o Renault Clio Cup entrou em aquaplaning e bateu nos
dois Renault Mégane R.S., ambos pneus da escapatória. Manteve a pole-position, mas viu a 1ª corrida
estreantes. da bancada. A equipa conseguiu reparar o carro e Faria arrancou
A PSRX Volkswagen Sweden Polo R cauteloso da pole, mantendo uma luta animada em pista. No final,
vai manter a sua dupla de pilotos, estreou-se no Challenge SMC Junior com chave de ouro: “Foi um
com Johan Kristoffersson, campeão misto de emoções, alegria pelo andamento, anulada pelo acidente.
de 2017, e Petter Solberg, vencedor A equipa foi incansável e conseguimos estar à partida da 2ª corrida
de 2014 e 2015. O campeão de 2016, que acabámos por ganhar”.
Mattias Ekstrom, mantém-se com a EKS Audi Sport. O
piloto sueco vai focar-se apenas no World RX e deixar Esta será a primeira vez que os Renault Mégane R.S.
o DTM. Ekstrom vai ter a seu lado o norueguês Andreas participam na competição, tendo sido construídos e
Bakkerud, que já venceu seis corridas. A Team Peugeot desenvolvidos pela Prodrive. A GRX Taneco Team vai
Total também mantém os seus pilotos, Sébastien Loeb ter dois Hyundai i20 para o finlandês Niclas Grönholm,
e Timmy Hansen. De recordar que a Peugeot é agora filho de Marcus Grönholm, e para o russo Timur
uma equipa totalmente de fábrica. Kevin Hansen, Timerzyanov.
campeão europeu, vai pilotar também para a equipa, Por fim, a Olsbergs MSE vai ter dois novos Ford
como individual, não podendo dar pontos na luta pelo Fiesta para Kevin Eriksson e Robin Larsson. A nível
título de construtores. individual, além de Kevin Hansen, vão estar presentes
A GC Kompetition vai ter o campeão francês, Jerome o belga Gregoire Demoustier, com um Peugeot 208
Grosset-Janin, e Guerlain Chicherit, dono da equipa. da Sebastien Loeb Racing, e a Team Stard vai estar
presente com Janis Baumanis num Ford Fiesta.

BREVES >> autosport.pt

29

>>TCRTIAGO MONTEIROTRABALHA
PARAREGRESSARA100%

pilotos profissionais e treinadores. e é esse apoio que queremos dar a Tiago Monteiro esteve em
Dois dias muito importantes para estes jovens por forma a ajudá-los Zandvoort para mais um teste
fazerem estes jovens pilotos perce- a evoluir e a chegar ao patamar que de aptidão física ao volante
berem a complexidade do desporto tanto ambicionam no automobilismo. do Honda Civic TCR com as
automóvel e tudo aquilo que será exi- Tenho 20 anos de experiência nesta cores da Boutsen Ginion
gido deles num futuro muito próximo. área, é o meu mundo, e tive a opor- Racing. O piloto português
“Está dado um passo importante na tunidade de passar por muitas cate- fez cerca de 20 voltas ao
formação de jovens pilotos. Este pro- gorias, a todos os níveis, e também circuito holandês voltando a
jeto vai muito além daquilo que tem de estar muito envolvido nas áreas avaliar a sua condição física
vindo a ser feito no nosso país nesta de negócios além da pilotagem. Há 8 mas também a capacidade
área. Fomenta todas as áreas, direta anos que faço gestão de carreira de de visão: “Foi mais um teste
ou indiretamente relacionadas com piloto profissionais, acho que o timing importante para perceber a
a modalidade. O talento é a base obri- é agora certo para formar as futu- reação do meu corpo e da capacidade ocular. Infelizmente com chuva a visibilidade
gatória, mas não basta. É preciso ser ras gerações de pilotos”, disse Tiago fica sempre mais limitada. Foi mais um dia importante na minha recuperação e
bom numa série de outras valências Monteiro, mentor deste projeto. tenho de continuar a trabalhar para recuperar a visão na sua totalidade. É um
caminho lento e penoso, mas todos os dias dou mais um pequeno passo”, disse.
FOTO: HELLOFOTO
>> ERCALOÍSIO MONTEIROPREPARADO
FESTA DO KARTING
EM VIANA DO CASTELO Aloísio Monteiro
está preparado
O Open de Portugal de Karting acabou acabou por ser José Maria Gouveia para a estreia no
por constituir uma grande festa da seguido de Guilherme Morgado e Joana FIA European Rally
modalidade, à moda da Taça de Portugal, Lima. Entre os Cadetes o triunfo coube a Championship. O
no norte do país. Santiago Alves na frente de José Pinheiro Azores Airlines
Com a presença do sol, muitos e João Maria Gouveia. Matilde Ferreira fez Rallye é o primeiro
espetadores não quiseram perder a tábua rasa e dominou todas as tiradas grande desafio do
oportunidade de presenciar uma prova entre os Juvenis seguida de Lourenço piloto portuense
que, também com a participação de Marques e Pedro Carvalho. que, pela pela
pilotos estrangeiros, acabou por ser uma Na Júnior a primazia coube a Guilherme primeira vez,
verdadeira festa daquela que continua Oliveira num pódio também ocupado estará ao volante de um Skoda Fabia R5. Ao seu lado, Aloísio Monteiro terá o jovem
a ser uma das melhores escolas para o por Afonso Ferreira e Rodrigo Leitão. Na navegador André Couceiro, também ele a fazer a estreia na competição: “A nossa
automobilismo. categoria X30 a vitória sorriu a Guilherme meta é acumular quilómetros e tentar melhorar a nossa prestação a cada momento,
O karting também usufrui da muita Gusmão com Manuel Leão e Álvaro aprimorando detalhes que nos façam evoluir. É com enorme responsabilidade, mas
homogeneidade competitiva, por isso, Montenegro no seu encalce. Miguel também com grande motivação, que encaro a primeira prova do ERC.”
todos os presentes puderam presenciar Ramos venceu na categoria X30 Shifter
corridas de grande nível. e Joel Magalhães venceu na X30 Super >> PEDROALMEIDADE FORD FIESTAR5
Na categoria de Iniciação o vencedor Shifter. JOÃO FREITAS FARIA
Pedro Almeida vai estrear na prova açoriana o Ford Fiesta R5 com que Ricardo
Moura venceu o Rali de Fafe. Depois de ter corrido na primeira prova do CPR com o
seu Skoda Fabia S2000, o jovem piloto vai agora dar novo ‘salto’ e já irá correr nos
Açores com um carro ‘ensinado’ a vencer: “É com grande entusiasmo que encaro
mais este grande desafio, depois da estreia absoluta em pisos de terra no Rali de
Fafe com o Skoda S2000”.

>> HUGO GODINHOTESTAPARAOGTOPEN

Hugo Godinho continuou a
preparação da sua temporada
do International GT Open,
desta feita aos comandos de
um Ferrari 458 da MR Racing,
tendo como palco o circuito
de Adria, em Itália. O piloto
de Coimbra volta este ano há
competição após cinco anos
de interregno, escolhendo
para o efeito um dos
campeonatos mais importantes da Europa dedicado aos performantes carros de GT.

M O T O G P QATAR

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ANDREA
DOVIZIOSO

ENTRAA
VENCER

O Mundial de MotoGp começou da melhor maneira no Qatar,
com uma corrida vibrante em que a vitória de Dovizioso só
ficou decidida na última curva, deixando assim antever uma

temporada de fortes emoções

ACOMPANHE TODA A INFORMAÇÃO Francisco Mendes
DIARIAMENTE EM MOTOSPORT.COM.PT [email protected]

Andrea Dovizioso (Ducati) venceu
a primeira corrida do ano, o GP do
Qatar, após um evento intenso ao
longo de 22 voltas e onde Johann
Zarco (Monster Yamaha Tech3) voltou a
ser um dos animadores da prova.
Na largada, Johann Zarco saiu bem e,
aproveitando o facto de largar da pole
position, assumiu o comando, trazendo
na sua roda Marc Márquez (Honda) e o
seu companheiro de equipa, Dani Pedrosa,
que largou muito bem e rapidamente veio
para a frente da corrida.
Já Valentino Rossi (Yamaha) era quarto na
frente de Danilo Petrucci (Alma Pramac
Racing), piloto que, saindo do terceiro lugar
da grelha, foi surpreendido por Rossi.
No final da primeira volta, Zarco cometeu
um erro, facto que permitiu a Márquez as-
cender a primeiro. Mas tal foi sol de pouca
dura, já que o francês da Tech3 respondeu
bem e passou Márquez.
Isto numa altura em que Andrea Dovi-
zioso (Ducati) assinava a melhor volta

31

em corrida, 1m55,559s, e Valentino Rossi C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O corrida para esquecer por parte de um 1m55,242s e Valentino Rossi, na terceira
conseguia passar por Dani Pedrosa e subir piloto que continua ainda à procura de posição, tentava colar em Marc Márquez
ao terceiro lugar. O espanhol da Honda MOTOGP conseguir provar o seu valor aos coman- que se encontrava no segundo lugar.
começava a andar para trás, já que na volta dos da Ducati. O espanhol da Honda estava forte e atacou
seguinte foi ultrapassado por Petrucci que 1º ANDREA DOVIZIOSO (DUCATI) 22 VOLTAS EM 42M34.654S Na frente, Zarco mantinha a liderança. a primeira posição na última curva da
ascendia assim ao quarto lugar. Pedrosa Atrás dele surgia a esta altura Marc Már- corrida, a exemplo do que aconteceu no
caía mesmo para a sexta posição depois 2º MARC MÁRQUEZ (HONDA) +0,027S quez, ao ultrapassar Dovizioso na curva GP da Áustria em 2017, mas mais uma vez
de ser ultrapassado por Cal Crutchlow seis. Contudo, no início da volta seguinte, Dovizioso respondeu com a aceleração
(LCR Honda). 3º VALENTINO ROSSI (YAMAHA) +0,797S Dovizioso atacou novamente Márquez poderosa da Ducati na reta da meta e
Na liderança da corrida, Zarco continuava em plena aceleração na recta da meta garantiu a vitória na primeira prova do
no comando com Márquez e Rossi na sua 4º CAL CRUTCHLOW (LCR HONDA) +2,881S e conseguiu subir de novo ao segundo Mundial de 2018. Um triunfo em Losail
roda. Entretanto, o nove vezes campeão lugar, mostrando que a Ducati é a moto que a Ducati não alcançava desde 2009,
do Mundo aproveitou para ascender à 5º DANILO PETRUCCI (ALMA PRAMAC RACING) +3,821S mais poderosa da grelha em matéria de então com Casey Stoner.
segunda posição ultrapassando Márquez aceleração. Já Valentino Rossi terminou na terceira
a 17 voltas do final da corrida. 6º MAVERICK VIÑALES (YAMAHA) +3,888S Com seis pilotos juntos no grupo da frente, posição a 0,797s do vencedor, enquanto
De trás para a frente, Andrea Dovizioso a luta pelos lugares do pódio previa-se Crutchlow foi quarto a 2,881s e Danilo
começava a recuperar posições e de uma 7º DANI PEDROSA (HONDA) +4,621S apertada para as últimas voltas do GP Petrucci fechou o top cinco a 3,821s. Desta
assentada passou por Crutchlow e Pe- do Qatar. A cinco voltas do final Dovi- forma e numa temporada em que a maio-
trucci, alcançando assim o quarto lugar, 8º JOHANN ZARCO (MONSTER YAMAHA TECH 3) +7,112S zioso abriu o livro e atacou Johann Zarco ria dos pilotos tem os seus contractos
atrás de Marc Márquez. na reta da meta com o italiano a chegar a terminar, Andrea Dovizioso mostrou
A 12 voltas do final, Márquez atacou a 9º ANDREA IANNONE (SUZUKI) +12,957S então ao comando da corrida. Márquez argumentos para ser cobiçado por todas
posição de Rossi, depois do italiano da e Rossi aproveitaram para ultrapassar o as equipas do paddock e levar a Ducati a
Yamaha ter cometido um erro na trava- 10º JACK MILLER (ALMA PRAMAC RACING) +14,594S francês da Tech3 que desceu de primeiro melhorar substancialmente o seu con-
gem para a curva 1 o que permitiu ainda para quarto, revelando já grandes proble- trato, caso queira manter o italiano na
que Dovizioso chegasse a terceiro e Rossi CAMPEONATO mas com os pneus. Isto numa altura em equipa a partir de 2019.
caísse de segundo para quarto de uma que Andrea Dovizioso voltava a assinar A próxima ronda do Mundial de MotoGP é
assentada. 1º ANDREA DOVIZIOSO 25 PONTOS; 2º MARC MÁRQUEZ 20 PONTOS; a melhor volta da corrida ao rodar em o GP da Argentina, a 8 de abril.

3º VALENTINO ROSSI 16 PONTOS; 4º CAL CRUTCHLOW 13 PONTOS; 5º

DANILO PETRUCCI 11 PONTOS; 6º MAVERICK VIÑALES 10 PONTOS

O vice campeão do Mundo estava mais
forte nesta fase da corrida e aproveitou
ainda para atacar a segunda posição de
Márquez, acabando mesmo por conseguir
na volta seguinte chegar ao segundo lugar.
Mais atrás, na luta pelo sexto lugar, Álex
Rins (Suzuki) sofria uma queda e desta
forma via terminada a sua prova. Logo
depois era a vez de Jorge Lorenzo (Ducati)
sair de cena ao sofrer uma queda, numa

32 M O T O 2 QATAR

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OLIVEIRA 5º
E BAGNAIAVENCE

Miguel Oliveira (Red Bull KTM Ajo) concluiu a primeira prova da temporada, o GP do Qatar,
na quinta posição, numa corrida nada fácil para o piloto português, enquanto Francesco
Bagnaia (SKY Racing Team VR46) foi o grande dominador na abertura do Mundial

Francisco Mendes surgissem os primeiros ataques. Álex ainda tentou a sua sorte, ultrapassando Márquez foi terceiro a 5,625s, na frente de
[email protected] Márquez acabou por tentar a sorte com Bagnaia, mas o piloto da SKY Racing Team Mattia Pasini que foi quarto a 6,657s. Mi-
Baldassari, subindo ao segundo lugar VR46 respondeu e regressou de imediato guel Oliveira fechou o top cinco a 10,296s.
Na largada, Miguel Oliveira saiu a 10 voltas do final. A luta pela posição à liderança para alcançar assim a primeira “Foi um fim de semana complicado. Ti-
bem do quarto lugar da gre- intermédia do pódio permitiu que o líder vitória da sua carreira em Moto2. vemos sempre dentro do top 5, o que foi
lha, mas na chegada à curva da corrida ganhasse mais um segundo aos Já Lorenzo Baldassari terminou na se- positivo, mas na corrida acabámos por
1 ficou entalado entre Lorenzo seus mais diretos perseguidores. gunda posição a 0,112s, enquanto Álex sofrer muito com a parte traseira da moto.
Baldassarri (Pons HP40) e Álex Isto numa altura em que na luta pela 10ª Não estava à espera que a moto deslizasse
Márquez (EG 0,0 Marc VDS), posição Sam Lowes (Swiss Innovative tanto como deslizou. Estou desapontado
com Oliveira a tocar na roda traseira do Investors) sofria uma queda e era o pri- com isso porque, se tivéssemos uma me-
espanhol, e com isso a ser obrigado a alar- meiro a ficar fora da corrida.
gar a trajetória, perdendo vários lugares Na frente, Márquez sofria com problemas
e caindo para a oitava posição. Na frente, no travão traseiro e acabaria mesmo por
Francesco Bagnaia saiu bem e assumiu perder a segunda posição para Lorenzo
o comando da corrida, trazendo consigo Baldassari que se despachou do espa-
Baldassarri e Márquez, que apesar de ter nhol e tentava colar em Bagnaia que se
saído da pole position, foi surpreendido mantinha isolado na frente.
pelos dois pilotos italianos. Com os problemas na moto de Álex
Bagnaia tentava fugir aos seus mais dire- Márquez, Mattia Pasini (Italtrans Racing
tos adversários na luta pela liderança da Team) encostava no espanhol da EG 0,0
corrida, realizando mesmo a volta mais Marc VDS e a cinco voltas do final os dois
rápida em 2m00,542s. pilotos estavam separados apenas por
Os três da frente abriam ligeiramente do um segundo.
grupo onde estava Miguel Oliveira e a 15 Já Miguel Oliveira surgia nesta altura da
voltas do final estavam já com pouco mais corrida na quinta posição a dois segundos
de 2 segundos de vantagem. de Pasini e com o companheiro de equipa,
Com o passar das voltas os três primeiros Brad Binder, na sua roda.
ficaram mais próximos e não tardou que Na última volta da corrida, Baldassari

33

M O T O 3 QATAR

JORGE MARTIN ASSUME
CANDIDATURA AO TÍTULO

A corrida de Moto3 do Grande Prémio do Qatar, luta pela vitória na corrida. A partir desta altura, Jorge
primeira ronda do Mundial, traduziu-se por uma luta Martin e Aron Canet ficaram na luta pela vitória, com o
intensa pelos lugares do pódio, com Jorge Martin, Enea grupo perseguidor a não se entender para encurtar a
Bastianini e Aron Canet a lutarem pela vitória. distancia para os dois da frente.
Na largada Jorge Martin (Del Conca Gresini Moto3) Com ultrapassagens constantes de curva para curva,
e Aron Canet (Estrella Galicia 0,0) surpreenderam Martin e Canet aumentaram a vantagem, rodando
o homem da pole position, Niccolò Antonelli (SIC58 sempre isolados.
Squadra Corse). A luta pela vitória durou até à linha de chegada, com
Martin, Canet e Bastianini dispararam na frente e Jorge Martin a defender-se da melhor maneira de
rapidamente ganharam alguma vantagem para os seus todos os ataques de Aron Canet, conseguindo vencer
prosseguidores, um grupo mais numeroso onde surgia a primeira prova da temporada por escassos 0,023s
Gabriel Rodrigo (RBA BOE Skull Rider), John Mcphee (CIP sobre o piloto Estrella Galicia 0,0.
– Green Power) e Marco Bezzecchi (Redox PruestelGP). Na terceira posição acabou Lorenzo Dalla Porta (Leopard
Com os da frente numa luta sem quartel, Enea Racing) a 6,746s, na frente de Niccolò Antonelli que
Bastianini (Leopard Racing) acabou por ser a primeira depois de ter saído da pole position acabou na quarta
baixa, quando faltavam 13 voltas para o final da corrida, posição a 6,791s, enquanto Gabriel Rodrigo fechou o top
ao sofrer uma queda na curva seis que o deixou fora da cinco a 6,850s.

C/
CLASSIFICAÇÃO

MOTO3

1º JORGE MARTIN (DEL CONCA GRESINI MOTO3)

18 VOLTAS EM 38M18,207S

2º ARON CANET (ESTRELLA GALICIA 0,0) +0,023S

3º LORENZO DALLA PORTA (LEOPARD RACING) + 6,746S

4º NICCOLÒ ANTONELLI (SIC58 SQUADRA CORSE) +6,791S

5º GABRIEL RODRIGO (RBA BOE SKULL RIDER) +6,850S

C/ C L A S S I F I C A Ç Ã O CAMPEONATO

1º JORGE MARTIN 25 PONTOS; 2º ARON CANET 20 PONTOS; 3º

LORENZO DALLA PORTA 16 PONTOS; 4º NICCOLÒ ANTONELLI 13

PONTOS; 5º GABRIEL RODRIGO 11 PONTOS

MOTO2

1º FRANCESCO BAGNAIA (SKY RACING TEAM VR46) 20 VOLTAS

EM 40M19,802S

2º LORENZO BALDASSARRI (PONS HP40) +0,112S

3º ÁLEX MÁRQUEZ (EG 0,0 MARC VDS) +5,625S

4º MATTIA PASINI (ITALTRANS RACING TEAM) +6,657S

5º MIGUEL OLIVEIRA (RED BULL KTM AJO) +10,296S

6º BRAD BINDER (RED BULL KTM AJO) +10,344S

7º MARCEL SCHROTTER (DYNAVOLT INTACT GP) +11,419S

8º XAVI VIERGE (DYNAVOLT INTACT GP) +11,516S

9º LUCA MARINI (SKY RACING TEAM VR46) +20,690S

10º JORGE NAVARRO (FEDERAL OIL GRESINI) +20,961S

CAMPEONATO

1º FRANCESCO BAGNAIA 25 PONTOS; 2º LORENZO BALDASSARRI

20 PONTOS; 3º ÁLEX MÁRQUEZ 16 PONTOS; 4º MATTIA PASINI 13

PONTOS; 5º MIGUEL OLIVEIRA 11 PONTOS

lhor aderência atrás, conseguiríamos, sem
dúvida, estar com os pilotos da frente. Mas
temos algo para trabalhar e agora temos
duas semanas para pensar na corrida
que fizemos e voltar mais fortes na Ar-
gentina”, sublinhou Miguel Oliveira no
final do GP do Qatar, acrescentando: “A
combinação de pneus muito duros e a
descida da temperatura fez-nos ir per-
dendo aderência, ainda assim, terminar
em 5º lugar foi positivo e é um começo
sólido deste longo campeonato”. Até à
próxima ronda, na Argentina, a equipa
irá focar-se no melhoramento da moto.

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HONDA

» CRF 250 RALLY 2018

SOFT DUAL SPORT

Desde o seu lançamento, em 2016, que temos esperado
que a Honda faça evoluir o conceito para outra dimensão,
pois na gama Dual Sport, entre a CRF 1000 Africa Twin
e a CRF 250 Rally, parece-nos continuar a faltar uma
muito desejada 450...

Pedro Rocha dos Santos
[email protected]

Depois de termos recentemente
testado a fantástica novida-
de Honda 2018 em termos de
Dual Sport, a ‘Big Tank’ Africa
Twin, também conhecida pela
designação Adventure Sports,
e essencialmente caracterizada pelas
suas suspensões mais preparadas para
o todo-o-terreno e maior capacidade
do seu depósito, decidimos perceber
melhor se faria de facto sentido criar
uma moto que pudesse estabelecer a
ligação entre as duas cilindradas, 250
cc e 1000 cc, e se, realmente o conceito
da pequena CRF Rally poderia um dia
evoluir para um patamar mais acima.
Com esse objetivo em mente solicitá-
mos à Honda Portugal a versão CRF
250 Rally para podermos, com base
no seu ensaio, avaliar a mesma e fazer

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FT/ F I C H A T É C N I C A

250 CC

CILINDRADA

24,4 CV

POTÊNCIA

10,1 L

DEPÓSITO

157 KG

PESO

6 100€

PREÇO BASE

MOTOR - DIÂMETRO X CURSO 76 MM X 55 MM
ALIMENTAÇÃO INJEÇÃO ELETRÓNICA PGM-FI TAXA
DE COMPRESSÃO 10.7:1 EMISSÕES C02 70 G/KM
DE CO2 TIPO DE MOTOR MONOCILÍNDRICO, DOHC,
REFRIGERAÇÃO POR LÍQUIDO POTÊNCIA MÁX. 18,2
KW/8.500 RPM BINÁRIO MÁX. 22,6 N·M/6.750
RPM CAPACIDADE DE ÓLEO 1,8 L ARRANQUE
ELÉT. EMBRAIAGEM HÚMIDA, MULTI-DISCOS
TRANSMISSÃO FINAL POR CORRENTE TIPO
TRANSMISSÃO 6 VEL. SUSPENSÃO - FRENTE
FORQUILHA TELESCÓPICA INVERTIDA DE 43 MM
SUSPENSÃO - RECTAGUARDA PROLINK PNEUS
- FRENTE 3.00-21 51P PNEUS - RETAGUARDA
120/80-18M/C 62P RODA - TIPO - FRENTE 21” RODA -
TIPO - RETAGUARDA 18” BATERIA 12V-7AH ÂNGULO
DA COLUNA DE DIRECÇÃO 28,1° DIMENSÕES (MM)
2.210 X 900 X 1.425 MM QUADRO DUPLA TRAVE EM
AÇO CONSUMO DE COMBUSTÍVEL 3,0L/100 KM
DISTÂNCIA LIVRE AO SOLO (MM) 270 MM LUZES
LED ALTURA DO ASSENTO (MM) 895 MM TRAIL
(MM) 114 MM DISTÂNCIA ENTRE EIXOS (MM) 1.455
MM COR DÍSPONIVEL “HONDA EXTREME RED”

projeções. A Honda CRF 250 Rally é uma dotar a Rally de maior capacidade para , em vias rápidas e auto-estrada, a sua curso urbano, decidimos que a parte
Dual Sport bem desenhada, com uma enfrentar obstáculos no todo-o-terreno potência modesta e velocidade de ponta da tarde seria dedicada a fazer uma
ótica dupla assimétrica que funciona e permitir uma utilização off road mais a rondar um máximo de 135 km/h, não pequena incursão fora de estrada, nada
esteticamente muito bem, um pequeno agressiva. nos deixava muito ‘confortáveis’ pois as demasiado agressivo e dentro do espírito
écrã ajustável bem integrado, ao melhor Sendo eu possuidor de uma CRF 450R, utrapassagens têm que ser feitas com e desempenho que se procura numa
estilo ‘rally’, que incorpora um painel de senti que à partida poderia estar algo alguma antecipação e mantendo a moto Dual Sport.
informação elevado e invoca as motos condicionado pelo nível de desempe- embalada para não se perder ritmo. Os estradões da Serra de Sintra são o pal-
de competição do Dakar. nho e potência a que me habituei com Acima das 7.000 rpm o motor da Rally co ideal para avaliarmos o desempenho
No geral, uma estética muito bem con- este potente monocilíndrico da Honda. mostra alguma ‘raça’, mas, digamos da Rally fora de estrada e por aí nos aven-
seguida e complementada pela sua Teria que obviamente abstrair-me o que é um regime onde a moto começa turámos. Como choveu copiosamente
combinação gráfica e cromática ‘Honda mais possível dessa realidade e não a demonstrar alguma vibração e pouca durante os dias de ensaio o estado dos
Racing Red’. criar qualquer tipo de expectativas. A vontade de progredir até ao redline às estradões encontrava-se algo fora do
A CRF Rally integra o motor da versão primeira impressão foi a de comodidade 10.500 rpm, sendo que o binário máximo normal, ou seja, não tinham pó, o que é
L de 250 cc, agora com novos corpos e grande facilidade de adaptação à posi- é atingido precisamente às 6.750 rpm. bom, e ofereciam um extra de grip graças
de injeção, a debitar 24,4 cv em vez dos ção de condução da Rally. Os pneus de E essa realidade está bem patente nos à humidade e à chuva que tornaram o piso
anteriores 22,8 cv. Com as suas novas tacos que montava não deixavam no baixos e médios regimes, onde a Rally de terra mais macio, no entanto, os regos
suspensões dianteiras Showa de 43 mm entanto grande margem para arriscar se mostra algo ‘preguiçosa’ para subir e os buracos provocados pela passagem
e o sistema Pro-Link no amortecedor na condução no alcatrão, sobretudo nos de rotação, obrigando-nos a usar mais da água em enxorrada colocavam num
traseiro, a Rally aumenta a sua distância dias de chuva em que tivemos oportu- a caixa para a conseguir. De qualquer nível acima os obstáculos que a Rally
ao solo em relação à versão CRF 250L nidade de testar a Rally. A CRF Rally forma algo absolutamente normal para teria que enfrentar. Num ritmo ‘baladeur’
em 15 mm. O banco é agora também 20 mostrou-se uma moto bastante leve e um motor com estas características e e depois de baixarmos ligeiramente a
mm mais alto. Todo o set up revisto ao desenvolta em condução em cidade, no potência. pressão dos pneus, decidimos ‘fazer-nos
nível das suspensões tem por objetivo meio do transito. Já em estrada aberta Depois de uma manhã a rodar em per- ao estradão’ e ver como se comportava a

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Rally num cenário mais agreste. Em pé Em estrada, nas travagens mais agres- Destacamos a sua estética e decora- agressiva. Gostámos da possibilidade
nas peseiras, de forma natural graças à sivas, a suspensão dianteira algo branda ção, ao melhor estilo Rally e à imagem de desligarmos o ABS traseiro e da ilu-
pouca largura na zona do depósito junto e a acusar os meus 90 kg, afundava de- das motos oficiais do Dakar, a par da minação LED. A travagem pareceu-nos
aos joelhos e por caminhos onde outrora masiado. Interessante que ao fazer uma belíssima ótica assimétrica dianteira. também bastante efetiva e com boa
muito circulámos com CR’s e XR’s, lá pesquisa no google sobre “Honda Rally A suspensão dianteira Showa revelou mordida, típica da Honda, com bom tato
fomos ver até onde a Rally iria começar Suspensions” de imediato apareceu-me um comportamento e um desempe- e progressiva, essencial em TT.
a mostrar os seus limites. A suspensão uma publicidade da Olhins a oferecer nho à altura do conceito Dual Sport. Já A CRF 250 Rally é uma moto para uti-
dianteira demostrou um comportamen- um set-up completo que inclui molas o amortecedor traseiro não é compa- lização múltipla, quer para o dia a dia
to excelente e acima da média, com um dianteiras e amortecedor traseiro, rea- tível com uma condução off road mais quer para uma ou outra incursão fora de
bom desempenho na absorção de irre- lidade que transformará por completo
gularidades, graças a uma boa afinação, esta moto, dotando-a certamente de CONCORRÊNCIA SUZUKI V-STROM 250 - 248CC
sobretudo considerando a irregularidade um maior desempenho Off Road. Por
do piso, permitindo manter sempre o mais que me tentasse abstrair da minha BENELLI TRK 251 - 249CC N.D. CV
controle da direção, sem grandes gui- CRF 450R, quase sempre me vinha o
nadas nem vibrações estranhas. Já o pensamento de que esta Rally merecia 25,8 CV POTÊNCIA
amortecedor traseiro não nos dava a um motor mais potente, realidade que
confiança necessária para aumentar o combinada com o kit Olhins da publici- POTÊNCIA 188 KG
ritmo e a certa altura vimo-nos obriga- dade que referi e que daria uma Rally de
dos inclusivamente a evitar passar em iniciação muito interessante de pilotar 153 KG PESO
buracos ou regos mais profundos pois em todo-o-terreno.
a traseira da Rally sacudia demasiado Em resumo: a CRF250 Rally é uma moto PESO 5 799€
e de forma algo descontrolada. Ao não que de facto se enquadra numa utili-
ter afinação possível e tão somente na zação Dual Sport Light, mas que nos N.D.€ PREÇO BASE
pressão de mola, realidade que decidi- deixa a desejar eventuais e possíveis
mos não considerar dado que não iria upgrades. O seu motor de 250 cc de du- PREÇO BASE
alterar demasiado o comportamento pla árvore de cammes e 4 válvulas por
do amortecedor, deixamos a sugestão cilindro entrega a sua potência de forma
para se considerar aqui o eventual in- suave, apenas mostrando algum brilho
vestimento numa opção de qualidade a partir das 7.000 rpm, deixando-nos
superior pois gostámos bastante da muitas vezes a imaginar o que seria se
suavidade e do desempenho dianteiro. pudéssemos duplicar a sua cilindrada.

37

estrada, mas sem abusar. O seu depósito
de quase 11 litros e o consumo médio a
rondar os 3, fazem antever uma autono-
mia superior a 300 kms. Na pesquisa que
realizámos sobre eventuais upgrades,
encontrámos inúmeras sugestões de
preparação neste site que vale bem a
pena consultar: https://honda250rally.
com/

38

A ERA DO GRUPO C Guilherme Ribeiro
[email protected]
UMA IDPAARTDEEII Fotos Arquivo AutoSport e Daimler AG
DE OURO
Oano de 1982 arrancou com
Os anos do Grupo C das corridas de endurance durante a a nova regulamentação do
década de 80 foram um bom escape para quem queria mais Grupo C, e os primeiros anos
foram de quase completo do-
do que sprints de hora e meia. Designs variados e grandes mínio da Porsche. Quem não
construtores - como a Porsche, Lancia, Toyota e Jaguar se recorda dos míticos pro-
- ajudaram a aumentar o interesse, mas a verdade é que tótipos patrocinados pela tabaqueira
Rothmans. Em 1983 surgiu uma nova
os protótipos sempre tiveram altos e baixos. Na passada classe, os Grupo C Junior, futuros C2.
semana recordámos a história até 1988, agora prolongamo- O campeonato cresceu em 1984, a

la até aos ‘dias do fim’

CONHEÇA ESTA E MUITAS
OUTRAS HISTÓRIAS EM AUTOSPORT.PT

Porsche mantinha-se no topo, mas e quase que igualava em popularidade a dos velhinhos Porsche 962C, em parti- grande rapidez em qualificação. Quanto
chegado o ano de 1986 houve uma mu- Fórmula 1! E, em 1989, além dos Sauber, cular da dupla da Joest, Wollek/Jelinski, aos pilotos, o campeonato foi disputa-
dança de paradigma, com a Jaguar a Jaguar e Porsche, assistia-se ao regres- que conseguiram mesmo ser os úni- do entre os quatro pilotos da Sauber-
chegar à liderança, num domínio que so da Aston Martin e à chegada dos ja- cos, além dos Sauber, a conquistar uma Mercedes, com Jean-Louis Schlesser,
se estendeu até 1988. Agora, é a vez de poneses da Toyota e Nissan (a Mazda vitória, na ronda de Dijon. Se os Toyota o futuro às do deserto, a vencer, na
recordar os anos seguintes, começando já lá andava há algum tempo, correndo e Aston Martin evidenciavam que as frente de Jochen Mass, Mauro Baldi e
com o triénio de 1989-1991, que ficou sozinha na categoria GTP, e não tarda- equipas ainda tinham muito trabalho Kenny Acheson. Quanto ao Grupo C2,
marcado pelo apogeu dos Construtores. ria a chegar também à categoria prin- pela frente para chegar ao topo – a pas- estava em queda de popularidade, já
Apesar de, em nenhum ano, ter havido cipal). Tudo indicava que se teria uma sagem da Aston Martin, vencedora do que muitas das pequenas equipas esta-
uma luta acirrada pelos títulos entre época extremamente disputada, mas WSC e de Le Mans em 1959 foi, como vam a tentar ‘dar o salto’, e outras, com
marcas, se bem que 1988 foi dos me- a verdade é que o sucessor do XJR-9, com o projeto Nimrod em 1982/1983, os títulos atingidos e com os custos
lhores anos nesse aspeto, a era Grupo o Jaguar XJR-11, não se revelou como deveras efémera – já a Nissan apre- cada vez mais elevados, optavam por
C tinha, definitivamente, conquistado esperado e a única oposição (pontual) sentou resultados extremamente po- abandonar o campeonato. Deste modo,
tanto os adeptos como os Construtores, ao passeio dos Sauber C9-Mercedes foi sitivos, especialmente graças à sua a luta foi entre duas equipas privadas,

40

ambas usando modelos Spice-Ford, antigos concorrentes do Grupo C2, e luta pelo título em 1990 seria, de novo, o XJR-11 continuou a não correspon-
a Chamberlain e a Mako, com o título isso foi já bem visível em 1990, porque dominada pela Mercedes, que assu- der às expectativas, vencendo apenas
a ir à justa para a primeira graças aos os novos motores eram muito mais ca- mia finalmente o título de construtor, uma prova. Os Nissan demonstravam
pontos amealhados na primeira fase da ros, restando assim recorrer ao Ford embora fosse a Sauber a continuar a cada vez mais consistência, mas, em-
época, vencendo também a nível de pi- Cosworth DFR que não era o modelo gerir as operações. O novo Mercedes bora fossem muito rápidos, não alia-
lotos com Fermin Velez e Nick Adams. mais fiável para provas de resistência. A C11 foi, de longe, o melhor carro, já que vam ainda a fiabilidade à velocidade
Infelizmente, quando tudo parecia re-
unido para que a fórmula desse certo, a
FISA decidiu mexer nos regulamentos,
tal como aconteceu com o ETC em 1987.
Muito se disse sobre haver ali ‘mão-
zinha’ de Bernie Ecclestone, que não
podia permitir que o WSC ameaças-
se a ‘sua’ Fórmula 1, e começou a deli-
near-se uma nova fórmula, que tinha
como objetivo a utilização de moto-
res atmosféricos de 3.5 litros, ou seja,
motores com a mesma capacidade da
Fórmula 1, o que, em teoria, iria atrair
mais construtores. Esta categoria iria,
em teoria, substituir o Grupo C2, aboli-
do no final de 1989. Para 1990, uma das
mudanças que teve efeito imediato foi
o fim das restrições ao uso de combus-
tível, considerados redundantes agora
que o WSC se disputava integralmen-
te em provas de 480 Km, a fim de con-
quistar ainda mais público. A ‘corrida
ao armamento’ para os novos motores
acabou por eliminar gradualmente os

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de ponta brutal, enquanto a Toyota e
Mazda estavam ainda num processo
de evolução mais lento. Quanto aos ve-
neráveis Porsche 962C, continuavam
a ser uma arma consistente e segura
para andar pelos pontos, mas já não
davam para lutar pelas vitórias. Assim,
a Mercedes venceu com grande van-
tagem o Mundial de Construtores, en-
quanto o duo Schlesser/Baldi partilhou
a vitória nos Pilotos. No entanto, as 24
Horas de Le Mans ficavam de fora do
campeonato – uma medida recorren-
te quando as mudanças regulamen-
tares ameaçavam mexer na qualidade
da corrida – mantendo o regulamento
antigo mas, pela primeira vez, introdu-
zindo as chicanes em Hunaudières, já
que os carros atingiam regularmente
os 400 Km/h em Mulsanne, uma ve-
locidade que se tornava cada vez mais
alta, cujo recorde ficaria para sempre
nos 407 Km/h, obtido em qualificação
em 1988 pelo WM-Peugeot pilotado
por Roger Dorchy. A Mercedes optou
por não se inscrever, e a Jaguar apro-
veitou para usar uma versão do XJR-
11 equipada com os antigos motores
V12, o XJR-12. Rapidamente a marca
britânica assumiu o domínio da pro-
va, à medida que os Porsche perdiam
(naturalmente) tempo e os Nissan e
Toyota eram afetados por problemas
de fiabilidade. A equipa conseguiria,
assim, uma dobradinha, com a tripla
Nielsen/Cobb/Brundle a vencer, na
frente de Lammers/Wallace/Konrad.
As novas regras entraram em vigor a
tempo inteiro na temporada de 1991, e
não podia deixar de se falar num su-
cesso a nível do número de constru-

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tores. Além da Mercedes e Jaguar, e verdade, este último modelo não foi ticular destaque mencionar a edição de presença dos velhos Grupo C1 e C2 na
dos velhinhos Porsche, a Peugeot fa- particularmente bem-sucedido, o que 1991 das 24 Horas de Le Mans. O ACO prova, embora reservando os 10 pri-
zia a sua aparição como Construtor impediu a marca de Estugarda de lu- aceitou voltar ao campeonato, mas meiros lugares na grelha para os 3.5
pela primeira vez no WSC (a marca de tar ativamente pela revalidação do tí- quando se foi a ver, o número mínimo L. Sucede que tanto Mercedes como
Sochaux já tinha fornecido motores a tulo). No entanto, o XJR-14 era, clara- de inscritos estava muito aquém do Jaguar perceberam que os novos car-
pequenas equipas, destacando-se a mente, o melhor dos três e a Jaguar necessário, fruto da ‘destruição regu- ros não eram competitivos e aposta-
parceria com a WR durante a década reconquistou o título de Marcas, ven- lamentar’ das equipas privadas. Deste ram nos modelos anteriores – preci-
de 80). Por outro lado, mantinham- cendo três das oito provas, na frente modo, a FISA teve de ceder e aceitar a samente o C11 e o XJR-12 – enquanto
-se Nissan, Toyota e Mazda (as duas da Peugeot (que também conquistou
primeiras maioritariamente focadas três vitórias), Mercedes e Mazda, com
em Le Mans e no campeonato japo- uma vitória cada uma. Aliás, a vitória
nês, cujos regulamentos eram iguais da Mazda em Le Mans foi a única vitó-
ao WSC). A Spice-Cosworth, inscrita ria até hoje de um construtor japonês,
pela Euro Racing, também continua- pese os investimentos muito maiores
va presente, assim como os Cougar- da Toyota e da Nissan. Quanto aos pi-
Porsche de Yves Courage. Mas, apro- lotos, a luta foi bastante acirrada entre
veitando a paridade de motores com os Jaguar e os Peugeot mas, tal como
a F1, tanto a Brun como Franz Konrad nos Construtores, a Jaguar prevale-
construíam os seus próprios chassis, ceu, com Teo Fabi a bater o seu colega
com motores Judd e Lamborghini, res- de equipa Derek Warwick e a dupla da
petivamente, embora ambos os car- Peugeot, Baldi/Dalmas. De salientar
ros fossem um falhanço. Pode parecer a presença de três jovens promessas
irónico, mas a nível de luta pelos dois alemãs, inscritas no programa de ta-
títulos entre marcas, 1991 foi um dos lentos da Mercedes, e que viriam a dar
anos mais animados, com Peugeot e que falar na F1 e nos GT’s nos anos sub-
Jaguar a dividirem a maioria das vi- sequentes – Karl Wendlinger, Heinz-
tórias, ocasionalmente com a intro- Harald Frentzen, e um tal de Michael
missão dos Mercedes C11 e C291 (na Schumacher. Merece, no entanto, par-

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43

a Mazda, com os seus espetaculares Mazda e Porsche tinham que dese- F1 com a Sauber, optava por deixar o do campeonato. O calendário apresen-
Mazda 787B de motor Wankel rotativo, nhar carros inteiramente novos e, por campeonato. A Jaguar, mesmo tendo tado teria 10 provas, de 500 Km, 1000
tinha um carro que nunca se havia re- parte da Porsche, ainda a recuperar sido campeã, estava desiludida com o Km e as 24h de Le Mans, mas a cri-
velado particularmente fiável ao longo da crise financeira, o projeto basea- rumo do campeonato e a TWR optava se levava a FISA a reduzir o calendá-
do campeonato, mas fruto do seu motor do no motor 2512 V12 não foi avante, por partir para outras venturas, dei- rio para seis provas, mantendo-se Le
e de estar inscrito na velha classe C2, principalmente depois da desastrosa xando definitivamente o WSC. Quanto Mans, que aceitava manter alguns dos
conseguia aproveitar uma lacuna no utilização deste motor nos Footwork/ às restantes pequenas equipas, o fim carros anteriores para não ficar total-
regulamento que lhes permitia correr Arrows na Fórmula 1. Quanto à Mazda, dos Porsche 962C deixava-as de fora. mente desfalcada de pilotos. Na verda-
com um peso mínimo de 830 kg, em que se dedicava desde o início da dé- A Brun, cujo modelo com motor Judd de, a temporada de 1992 meteu dó, com
vez dos 1000 kg exigidos aos restan- cada de 80 ao WSC para publicitar os fora um fiasco, abandonava a compe- grelhas a rondar os 10/12 carros e um
tes. Deste modo, surpreendentemente, seus motores rotativos, perdia o bene- tição, assim como a Konrad, depois da domínio quase total da Peugeot, segui-
a Mazda conseguiu aliar regularidade e fício do seu uso, mas optava por con- aventura falhada com a Lamborghini. A do da Toyota (que venceu apenas uma
resistência à velocidade e surpreendeu tinuar a competir. Para tal, comprava Courage não tinha dinheiro para avan- prova) e das restantes. Entre os priva-
tudo e todos, vencendo Le Mans com os chassis Jaguar XJR-14, adaptava-os çar com os seus Cougar, e concentra- dos, o dinamismo era quase nulo, por
a tripla Gachot/Herbert/Weidler, na e aplicava um motor Judd, poupando va-se apenas em Le Mans, enquanto isso o campeonato estava condenado a
frente de três Jaguar XJR-12. desta forma muito dinheiro no proces- a Euro Racing ainda se sustentava, ao uma morte certa no final de 1992, a não
so, embora o carro nunca se tornasse trocar os velhinhos Spice pelo Lola ser que acontecesse um milagre. Como
1992 OS DIAS DO FIM suficiente competitivo para lutar com T92/10, com motores Judd, enquanto a seria de esperar, a Toyota ainda não
os melhores. Já em termos de saídas, Chamberlain continuava a representar estava ao nível dos Peugeot e a marca
No final daquela que seria a sua épo- estas não se ficavam pela Porsche. A a Spice como equipa de fábrica, em- de Sochaux venceu com boa margem
ca mais equilibrada, o WSC estava à Nissan nunca se dedicara suficien- bora o carro estivesse extremamente o Mundial de Construtores, e a dupla
beira do fim, por falta de um número temente à fórmula 3.5L e deixava de ultrapassado. Deste modo, restavam Dalmas/Warwick o título de Pilotos,
suficiente de inscritos. A classe C2 foi vez a competição. A Mercedes contava como Construtores apenas a Peugeot na frente dos seus colegas de equipa,
abolida de vez e por isso apenas seriam com o C291 e planeava uma evolução e a Toyota, e foi muito por insistência Alliot/Baldi. Quanto a Le Mans, a vitó-
permitidos motores atmosféricos de – o C292 – mas sucessivos problemas da marca francesa, que tinha cons- ria coube à tripla Dalmas/Warwick/
3.5L, divididos em duas categorias – na construção do novo motor, aliados truído um carro em 1991 e queria pelo Blundell. No final, o tão esperado mi-
uma para os Construtores e outra para aos custos cada vez mais significativos menos mais um ano de vida para o seu lagre não ocorreu. Os privados não ti-
equipas privadas, que alinhassem com e ao interesse crescente em entrar na 905, que muito insistiu na manutenção nham dinheiro nem grande interesse
motores Cosworth DFR. Deste modo, na nova fórmula e o regresso da BRM às
competições com o modelo P351 foi um
falhanço. Falava-se num regresso da
Nissan, no entanto, os custos do projeto
levaram o construtor nipónico a aban-
donar a ideia e, sem um número de ins-
critos minimamente aceitável – nunca
ninguém apareceu com Jaguar priva-
dos e o projecto Konrad-Lamborghini
era definitivamente ‘encostado à box’
- não fazia sentido continuar-se com
um campeonato moribundo. Por isso,
no final da época foi anunciado o seu
fim. Tal como com o ETC, as mudanças
regulamentares e a falta de controlo
de custos levou ao fim de dois cam-
peonatos míticos, deixando a prima-
zia para a Fórmula 1. Os anos 90 foram
anos de predominância dos monoluga-
res, já que o campeonato IMSA entrou
em decadência, só reavivando com a
ALMS em 1999, os Sport-Protótipos
ficaram confinados a Le Mans (que
manteve até 1994 as regras do Grupo
C, com algumas modificações, no ati-
vo) e o Campeonato Japonês de Sport-
Protótipos extinguiu-se em 1992. O
futuro da resistência ficaria nos GT,
primeiro com o campeonato BPR e de-
pois com os FIA-GT. Ainda se tentaram
reavivar campeonatos de Protótipos
com o ISRS, posteriormente SWRC, mas
estes nunca tiveram grande expres-
são. Só com a estabilização das regras
através do ACO, que apoiou também os
campeonatos ALMS e ELMS, é que um
campeonato completo com Protótipos
e GT’s começou a florescer, vendo a luz
em 2010, a International Le Mans Cup,
que deu origem ao WEC em 2012.

+44

MERCEDES-BENZ Francisco Cruz vários espaços de arrumação, a maioria
[email protected] com tampa e de boa capacidade.
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Conhecido, na anterior ge- velmente elevada, a favorecer o correto
PARA MELHOR, MUDA-SE SEMPRE! ração e até pelas gentes da acesso a comandos e a visibilidade em
casa, como o ‘quadradinho’, redor (a exceção é mesmo a visibilidade
Nascido quadrado e com ‘K’ no fim, o Mercedes-Benz GLC a verdade é que pouco já res- traseira, a ‘pedir’ a inclusão da câmara
possui hoje novas formas, além de novo nome. Contudo, a ta desse SUV de entrada (na traseira), fruto também da possibilidade
verdade é que, nomeadamente nesta versão 250d 4MATIC altura, não havia sequer ain- de regulação em altura e profundidade de
da a extensa família de compactos de banco (com bom apoio lateral) e volante
9G-Tronic, muito mais mudou... e para melhor! hoje em dia...) no GLC de hoje em dia. (de excelente pega).
O qual, 12 cm mais comprido e 5 cm mais Qualidades a que é preciso somar ainda
LEIA MAIS ENSAIOS E ACOMPANHE largo que o já quase esquecido antecessor, uma ótima habitabilidade para a gene-
TODAS AS NOVIDADES EM AUTOSPORT.PT começa por destacar-se, precisamente, ralidade dos passageiros, à exceção da
pelas formas mais arredondadas e até proporcionada pelo lugar do meio. Mais
robustas. adequado para crianças.
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mente substanciais face ao GLK, à ex- e plano de carga, graças também a um
ceção, talvez, da aposta numa qualidade portão generoso de abertura/fecho por
de construção e de materiais elevada, a sistema elétrico.
juntar a um habitáculo funcional e ergo- Sem esquecer uma capacidade de carga
nomicamente convincente. inicial de 550 litros, mas que pode chegar
No qual não faltam bons acessos, coman- aos 1600 litros, mediante o rebatimento
dos bem posicionados e intuitivos, além de fácil e prático, além de totalmente na ho-

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45

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estejam garantidos, entre outros, os faróis 100 KM mesmo tratando-se do motor de entrada figurável Individual, além do já referido Eco.
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MUITO MAIS DO QUE UM ‘SORRISO KOD(I)AQ’!

Por norma, o ‘sorriso Kodak’ é artificial. Mas se estivermos de informação do menu do computador de da marca, de base, o Kodiaq encontra-
ao volante de um Skoda Kodiaq (o nome deriva de um urso bordo central neste mesmo painel é bas- -se já bem apetrechado em matéria de
e não das máquinas fotográficas) o sorriso será natural. tante completo. Para o ajudar, o sistema equipamento, quer seja em sistemas de
É que o SUV médio da marca checa tem (quase) tudo para multimédia eleva a quantidade e qualidade segurança, de telemática ou de conforto
encantar. Pusemos à prova a versão 2.0 TDI 150 cv Style de informação disponível com oito menus (por exemplo, conta com entrada AUX-IN,
com sete lugares… principais e múltiplos submenus. três entradas USB, duas à frente e uma
Espaço é coisa que não falta, com pernas atrás, e tomada de 230v atrás), podendo
Filipe Pinto Mesquita Volkswagen e da Audi. O cuidado posto no e braços a conviverem bem com os limi- ser ainda otimizado com o completo Pack
[email protected] interior é um bom pretexto para desmisti- tes impostos, tanto à frente como atrás. Style Xcellence (5.500 €).
car essa ideia, com materiais de qualidade Neste caso, as pernas podem mesmo Percorrer longas distâncias ao volan-
Olhemos com atenção para o e cuidados especiais na montagem, que beneficiar de um espaço extra uma vez te do Skoda Kodiaq 2.0 TDI 150 cv Style
exterior do Kodiaq. Ok! não tem não desiludem, apesar dos plásticos em que a segunda fila de bancos pode ser DSG-CB é um exercício que nada tem de
pelos, garras ameaçadoras ou excesso. Habitáculo arejado e design de deslocada longitudinalmente até 17 cm. entediante. Peso e altura ao solo são, claro,
dentes vorazes, mas é gran- instrumentação ‘leve’ e agradável à vista E como se trata da versão de 7 lugares, indisfarçáveis, sendo que, se no primeiro
de, alto e possante tal como a retiram qualquer dúvida de que estamos há espaço para mais dois elementos da caso qualquer dieta seria sempre bem-
subespécie de urso pardo do dentro de um automóvel de linhagem família, que roubam, naturalmente, es- -vinda, no segundo, nada há a apontar
Alasca em que a Skoda se inspirou para moderna. paço à bagageira, mas viajam de modo já que a visibilidade e a segurança saem
chegar ao nome Kodiaq. A corpolência E o primeiro ‘sintoma’ de bem-nascido do confortável (só o levantamento dos dois a ganhar. Pouco ágil (sem surpresa) na
do ‘bicho’ de quatro patas… perdão, rodas, Kodiaq encontra-se logo no botão start/ bancos suplementares merecia um apoio cidade, o Kodiaq coabita melhor com a
impressiona por onde quer que passe, stop, localizado no habitual sítio do canhão elétrico em vez de fitas que exigem esforço estrada e, sobretudo, com a autoestrada,
com os seus 4697 mm de comprimento de ignição, numa solução prática, intuitiva suplementar). com os modos de condução - Eco, Comfort,
e a exploração das suas linhas ao limite, o e que outros construtores continuam com Diversas configurações no habitáculo Normal, Sport e Individual – a permiti-
que acaba até por dar a imagem aparente dificuldade em imitar. Como diria a própria são também possíveis, com a bagageira rem parametrizar o estilo de condução
de que o SUV é monstruoso, quando, é Skoda: Simply Clever! Mas esse é apenas (com portão elétrico) a admitir, de base, desejado, mas, verdade seja dita, com
‘apenas’ de porte avantajado, transmitindo o primeiro passo para criar empatia com o uns já expressivos 835 litros, que podem transformações tão suaves entre si que
exatamente o que a marca pretende: a habitáculo do Kodiaq. Soluções do Grupo ser ‘agigantados’ até aos 2065 litros, com quase se tornam impercetíveis. Nada dis-
imagem de força e robustez. VW como visualização do mapa da estra- a segunda e terceira fila de bancos total- so, todavia, é impedimento para inibir uma
Há muito que os modelos Skoda deixaram da diretamente no painel de instrumentos mente rebatidas ou encurtados até aos condução com prazer, até porque o motor
de ser vistos como os parentes pobres da ainda não estão disponíveis, mas o caudal 240 litros, na versão ‘todos a bordo’! de 150 cv lida bem com o peso que tem
Sem surpresas e cumprindo uma tradição que locomover, permitindo performances

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47

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solícitas em matéria de acelerações (com o desconforto. tónoma (ainda limitadas), com o siste- (7 LUGARES) / EQUIPAMENTO
o binário a ficar disponível logo a partir das Das retas para as curvas, a suspensão ma de segurança ‘Lane Assist’ a inserir INSONORIZAÇÃO E BARULHO DO MOTOR /
1750 rpm) e com consumos reais aceitá- do Kodiaq permite sempre rodar com automaticamente o carro em curva e a CLASSE 2 NAS PORTAGENS (AINDA QUE
veis de 7,4 l/100 km. segurança e ritmos mais vivos não assus- avisar o condutor que ele deverá retomar CLASSE 1 COM VIA VERDE)
Contudo, há um ‘mas’ a registar. O ‘ruí- tam este SUV de segmento médio, com a o controlo da viatura, primeiro com um
do’ a bordo penetra muito mais do que carroçaria a não adornar em demasiado e apito sonoro, depois com dois e finalmente MOTOR 4 CIL., INJ. DIRETA, TURBO, 1968 CM3
o desejável no habitáculo, chegando a a resistir bem às forças laterais impostas. com uma brevíssima mas forte travagem POTÊNCIA 150 CV / 3500 RPM BINÁRIO
tornar-se arreliador e desproporcionado, Aspeto interessante é também o Kodiaq de emergência, como que a dizer “hey… 340 NM / 1750-3000 RPM TRANSMISSÃO
e nem a suave caixa DSG de 7 velocida- estar já preparado para facultar as pri- acorda! Ainda não estou preparado para DIANTEIRA, CX. AUT. DSG DE 7 VEL. SUSPENSÃO
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1 do artigo 17° da Lei 2/99, de 13 de Janeiro, tomóvel disputadas em território nacional e de qualidade, opinando sobre tudo o ciosos, com total abertura à interatividade
ESTATUTO Lei da Imprensa, publica-se o Estatuto e no estrangeiro, relata acontecimentos que se passa na área do automóvel e dos com a sua comunidade de leitores. 4. O
EDITORIAL Editorial da publicação periódica AutoSport: ligados à competição automóvel, bem como automobilistas, numa perspetiva plural, re- AutoSport pratica um jornalismo pautado
1. O AutoSport é um semanário dedicado temas que versam o automóvel como bem cusando o sensacionalismo e respeitando pela isenção, sem comprometimentos
ao automóvel e aos automobilistas, nas de consumo, tanto na área industrial como a esfera da privacidade dos cidadãos. 3. ou enfeudamentos, tendo apenas como
suas mais distintas vertentes: desporto e comercial. O AutoSport pauta as suas opções edito- pressuposto editorial facultar a melhor
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e problemática rodoviária. O AutoSport o exercício de um jornalismo formativo e informativo e qualidade, procurando apre- leitores, seguindo sempre as mais elemen-
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[email protected] DIRETOR PEDRO CORRÊA MENDES [email protected] DIRETOR-EXECUTIVO JOSÉ LUÍS ABREU [email protected] COLABORADORES ANDRÉ DUARTE, FRANCISCO MENDES, MARTIN HOLMES,
JORGE GIRÃO, JOÃO F. FARIA, JOÃO PICADO, NUNO BRANCO, NUNO BARRETO COSTA, RODRIGO FERNANDES E GUILHERME RIBEIRO FOTOGRAFIA AIFA/JORGE CUNHA, ANDRÉ LAVADINHO, ZOOM MOTORSPORT/ANTÓNIO SILVA
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