EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 51 2003 A DECISÃO 28/05 - Old Trafford - Manchester (Inglaterra) Juventus 0x0 (2x3) Milan Árbitro: Markus Merk (Alemanha). Juventus: Buffon, Thuram, Ferrara, Tudor (Birindelli) e Montero; Camoranesi (Conte), Tacchinardi, Davids (Zalayeta) e Zambrotta; Trezeguet e Del Piero. Técnico: Marcello Lippi. Milan: Dida, Costacurta (Roque Júnior), Nesta, Maldini e Kaladze; Gattuso, Pirlo (Serginho), Seedorf e Rui Costa (Ambrosini); Shevchenko e Inzaghi. Técnico: Carlo Ancelotti. Nove anos depois da última conquista, o Milan recuperou os bons tempos e levou para casa sua sexta taça da Liga dos Campeões da Europa, em 2003. Com um time bem estrelado e o recorde de 19 partidas, o clube superou forças tradicionais, emergentes e os rivais locais para ficar com o título. Mas para chegar lá, o caminho foi longo e tortuoso. No italiano de 2002, o rossonero foi apenas o quarto colocado. Dessa forma, o início da campanha precisou ser antes da fase de grupos, na terceira preliminar. O adversário foi o Slovan Liberec, da República Tcheca. Na ida, 1 a 0 para o Milan no San Siro. Na volta, os tchecos fizeram 2 a 1 e a classificação à primeira fase só veio graças ao gol marcado fora de casa. Quatro jogos depois, já no grupo G, os italianos apagaram a má impressão. A vaga na segunda etapa veio com 100% de vitórias até ali, nos 2 a 1 em casa sobre o Bayern de Munique. Depois, a equipe até perdeu para o Lens, da França, e o Deportivo La Coruña, da Espanha - os outros oponentes da chave. O Milan terminou líder com 12 pontos. Na segunda fase, foi a vez de superar Lokomotiv Moscou, Borussia Dortmund e Real Madrid para garantir a ponta do grupo C. Outra vez com 12 pontos, quatro vitórias em seis partidas e confirmação na quarta rodada, no 1 a 0 sobre os russos fora de casa. Nas quartas de final, o Milan eliminou o Ajax depois de empatar por 0 a 0 em Amsterdã e vencer por 3 a 2 no San Siro. A semifinal ficou marcada pelo “Derby della Madonnina” com a Internazionale. O primeiro jogo ficou sem gols. O segundo acabou empatado por 1 a 1, com o gol rossonero saindo dos pés de Andriy Shevchenko. Ambas partidas foram no San Siro, mas o gol fora valeu mesmo assim. A final foi em outro clássico, com o Juventus. Eles passaram por Dínamo Kiev, Feyenoord, Basel, La Coruña, Barcelona e Real Madrid. A partida aconteceu no OldTrafford, em Manchester, e acabou 0 a 0. Nos pênaltis, Dida pegou três chutes ante dois erros milanistas. Shevchenko converteu a derradeira, e o Milan foi hexa com 3 a 2 no placar. ARQUIVO/MILAN
52 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2004 A DECISÃO 26/05 - Arena AufSchalke - Gelsenkirchen (Alemanha) Monaco 0x3 Porto Árbitro: Kim Milton Nielsen (Denmark). Gols: Carlos Alberto (39’), Deco (71’) e Alenichev (75’). Monaco: Roma, Ibarra, Rodriguez, Givet (Squillaci) e Evra; Cissé (Nonda), Bernardi e Zikos; Giuly (Prso), Morientes e Rothen. Técnico: Didier Deschamps. Porto: Vítor Baía, Ferreira, Jorge Costa, Carvalho e Valente; Costinha, Mendes, Deco (Pedro Emanuel) e Maniche; Carlos Alberto (Alenichev) e Derlei (McCarthy). Técnico: José Mourinho. Em 2004, a Liga dos Campeões mudou o regulamento e reviveu um pouco de tempos passados, quando a competição era de imprevisibilidade pura. Na fórmula, a segunda fase de grupos foi abolida para dar lugar novamente às oitavas de final. Dessa forma, a quantidade de partidas para os clubes ficou menor. Já em campo, o que se viu foram os favoritos caírem antes da semifinal. Dos quatro sobreviventes, três nunca haviam levado a taça. E no fim, ela ficou com o único time que já sabia o seu gosto: o Porto. Poucos além dos próprios torcedores acreditavam em uma conquista dos dragões no início. Tanto que o clube só era considerado a segunda força do grupo F, atrás do Real Madrid e à frente de Olympique Marselha e Partizan. Em seis jogos, os portugueses venceram três, empataram dois, somaram 11 pontos e confirmaram os prognósticos: vice-liderança, três pontos atrás dos espanhóis e sete à frente dos franceses. A classificação veio na penúltima rodada, na vitória por 2 a 1 sobre o adversário da Sérvia. Este jogo foi um dos últimos no Estádio das Antas, que fechou as portas no fim de 2003 (e foi demolido em 2004). Nas oitavas de final, o Porto já estava de casa nova, o Estádio do Dragão. E uma das primeiras vítimas foi o Manchester United, nos 2 a 1 da partida de ida da fase. A volta, no Old Trafford, terminou empatada por 1 a 1. Nas quartas de final, os portugueses passaram pelo Lyon: 2 a 0 em casa e 2 a 2 na França. A semifinal chegou sem nenhum candidato ao título no começo, com Porto, Monaco, Chelsea e Deportivo La Coruña - este último o rival dos dragões. Na ida, empate sem gols em Portugal. Na volta fora, Derlei marcou de pênalti e o Porto venceu os espanhóis por 1 a 0. A final foi contra o Monaco, que eliminou PSV Eindhoven, AEK Atenas, Lokomotiv Moscou, Real Madrid e Chelsea. Na Arena AufSchalke, na alemã Gelsenkirchen, o Porto fez prevalecer sua maior tradição e levou o bicampeonato. Aos 39 minutos do primeiro tempo, Carlos Alberto fez o primeiro gol. Aos 26 do segundo, Deco ampliou. Aos 30, Alenichev saiu da reserva para fechar o placar em 3 a 0. ADAM DAVY/EMPICS/GETTY IMAGES
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 53 2005 A DECISÃO 25/05 - Olímpico Atatürk - Istambul (Turquia) Milan 3x3 (2x3) Liverpool Árbitro: Manuel Mejuto González (Espanha). Gols: Maldini (1’), Crespo (39’ e 44’), Gerrard (54’), Smicer (56’) e Xabi Alonso (61’). Milan: Dida, Cafu, Stam, Nesta e Maldini; Pirlo, Gattuso (Rui Costa), Kaká e Seedorf (Serginho); Shevchenko e Crespo (Tomasson). Técnico: Carlo Ancelotti. Liverpool: Dudek, Finnan (Hamann), Carragher, Hyypiä e Traoré; Xabi Alonso, Luis García, Gerrard e Riise; Kewell (Smicer) e Baros (Cissé). Técnico: Rafael Benítez. Entre as mais de 60 finais de Liga dos Campeões já realizadas, a de 2005 é certamente a mais épica. O Liverpool - sem levar a taça desde 1984 - saiu da derrota quase certa por 3 a 0 nos primeiros 45 minutos para empatar no tempo seguinte e obter sua quinta conquista nos pênaltis. Nada igual foi visto antes ou depois. Para chegar lá, os reds partiram do quarto lugar no inglês de 2004 e começaram a campanha na terceira preliminar, ao eliminarem o Grazer, da Áustria, com vitória por 2 a 0 fora e uma inesperada derrota por 1 a 0 em casa. Depois, no grupo A, o Liverpool enfrentou Monaco, Olympiacos e Deportivo La Coruña. Em seis jogos, foram só três vitórias e dez pontos. A classificação veio na última rodada, nos 3 a 1 sobre os gregos em Anfield - resultado que fez os ingleses ficarem na vice-liderança, à frente do próprio adversário ateniense pelo saldo de gols (3 a 0). Nas oitavas de final, os reds eliminaram o Bayer Leverkusen com duas vitórias por 3 a 1 - antes em casa e depois fora. Nas quartas, foi a vez de passar pelo Juventus com 2 a 1 em Anfield e 0 a 0 na Itália. A semifinal foi contra o Chelsea, e a classificação para a decisão veio com empate sem gols na ida fora e triunfo por 1 a 0 na volta em casa. A final foi no Estádio Olímpico Atatürk, na turca Istambul, contra o Milan, que superou Shakhtar Donetsk, Celtic, Manchester United, Internazionale e PSV Eindhoven. Antes do apito inicial, nenhum torcedor poderia imaginar o roteiro que ali iria se desenvolver. No primeiro tempo, um massacre italiano no ataque, três gols sofridos e quase tudo perdido. A reação histórica veio no segundo tempo. Aos nove minutos, Steven Gerrard marcou o primeiro gol. Aos 11, Vladimír Smicer fez o segundo. O empate em 3 a 3 veio aos 16, com Xabi Alonso. Assim ficou até os pênaltis. Das cobranças milanistas, a primeira foi para fora, e a segunda e a quarta foram defendidas por Jerzy Dudek. Com mais cabeça, o Liverpool venceu por 3 a 2 e chegou ao penta europeu após 21 anos. DAVID RAWCLIFFE/PROPAGANDA
54 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2006 A DECISÃO 17/05 - Stade de France - Paris (França) Barcelona 2x1 Arsenal Árbitro: Terje Hauge (Noruega). Gols: Campbell (37’), Eto’o (76’) e Belletti (80’). Barcelona: Valdés, Oleguer (Belletti), Márquez, Puyol e Van Bronckhorst; Deco, Edmílson (Iniesta) e Van Bommel (Larsson); Giuly, Eto’o e Ronaldinho (Tomasson). Técnico: Frank Rijkaard. Arsenal: Lehmann, Eboué, Touré, Campbell e Ashley Cole; Pires (Almunia), Gilberto Silva, Fàbregas (Flamini) e Hleb (Reyes); Henry e Ljungberg. Técnico: Arsène Wenger. Na temporada em que completou 50 anos de existência, a Liga dos Campeões também foi decidida com fortes doses de emoção. Embora a final de 2006 não seja tão cultuada quanto a de 2005, a virada do Barcelona é digna das grandes histórias da competição: dois gols em quatro minutos - faltando dez para o fim -, com o segundo saindo dos pés de um atleta que jamais havia marcado com a camisa do clube. Sob o comando de Frank Rijkaard e com Ronaldinho, Samuel Eto’o, Deco e Carles Puyol em campo, mais um trio de nomes Lionel Messi, Andrés Iniesta e Xavi no banco de reservas, o bicampeonato blaugrana - após 14 anos - teve início no grupo C da primeira fase. Diante de Panathinaikos, Udinese e Werder Bremen, a classificação foi tranquila, com 16 pontos, cinco vitórias e um empate em seis partidas. Tamanha facilidade permitiu ao Barça se classificar em primeiro já na quarta rodada, nos 5 a 0 sobre os gregos no Camp Nou. A partir das oitavas de final, os catalães passaram a fazer um ótimo uso do regulamento. Contra o Chelsea, conseguiram vencer a ida fora por 2 a 1 e empatar a volta em casa por 1 a 1. Nas quartas, foi a vez de passar pelo Benfica em dinâmica parecida, porém invertida: empate sem gols em Portugal e vitória por 2 a 0 na Espanha. A semifinal foi contra o Milan, e o time blaugrana voltou a conquistar o triunfo fora - 1 a 0 no San Siro - para se garantir em casa - 0 a 0 no Camp Nou. Depois de 12 anos, o Barcelona voltava à final da Liga dos Campeões. Seu adversário foi o Arsenal, que bateu Thun (Suíça), Sparta Praga, Real Madrid, Juventus e Villarreal. A partida aconteceu em Paris, no Stade de France, e começou com os ingleses largando na frente aos 37 minutos do primeiro tempo. A reação só começou aos 31 do segundo tempo, no empate de Eto’o. A consagração veio aos 35, quando o lateral-direito reserva Belletti - que até ali nunca tinha feito um gol pelo Barça - acertou um chute cruzado pelo lado direito, quase sem ângulo, e fez 2 a 1. Num prenúncio do que estava por vir na virada da década, o clube catalão assegurou o bicampeonato europeu. LAURENCE GRIFFITHS/GETTY IMAGES
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 55 2007 A DECISÃO 23/05 - Olímpico - Atenas (Grécia) Milan 2x1 Liverpool Árbitro: Herbert Fandel (Alemanha). Gols: Inzaghi (45’ e 82’) e Kuyt 89’). Milan: Dida, Oddo, Nesta, Maldini e Jankulovski (Kaladze); Gattuso, Pirlo, Ambrosini e Seedorf (Favalli); Kaká e Inzaghi (Gilardino). Técnico: Carlo Ancelotti. Liverpool: Reina, Finnan, Carragher, Agger e Riise; Pennant, Xabi Alonso, Mascherano (Crouch), Zenden (Kewell) e Gerrard; Kuyt. Técnico: Rafael Benítez. Não existe algo melhor no futebol do que ser campeão. A não ser que isto seja feito em cima do rival ou em revanche, aí sim teremos alguma coisa maior que apenas vencer. Este é o caso do Milan em 2007. Seu sétimo título de Liga dos Campeões veio sob clima de vingança, diante do algoz de dois anos antes. Mas o caminho até o hepta foi longo. Como havia sido destituído de vice-campeão italiano para terceiro colocado no tribunal local (30 pontos foram cassados devido a um escândalo de manipulação de resultados), o rossonero começou a campanha na terceira preliminar, contra o Estrela Vermelha, o qual eliminou com vitórias por 1 a 0 no San Siro e por 2 a 1 na Sérvia. Na primeira fase, o time ficou no grupo H, com Lille, AEK Atenas e Anderlecht. Em disputa ponto a ponto, a vaga no mata-mata veio após a obtenção de três vitórias e um empate em seis jogos. Com dez pontos, o Milan terminou na liderança, com um a mais que os franceses e dois a mais que os gregos. A classificação até foi antecipada, na quinta rodada, ao perder fora por 1 a 0 para o AEK e ser ajudado pela combinação de resultados. Nas oitavas de final, os italianos passaram pelo Celtic depois de empate sem gols na ida fora e vitória por 1 a 0 na prorrogação em casa. Nas quartas, foi a vez de eliminar o Bayern de Munique com empate por 2 a 2 no San Siro, e vitória por 2 a 0 em plena Allianz Arena. A semifinal foi contra o Manchester United. Na ida, derrota por 3 a 2 no Old Trafford. Na volta, o Milan reverteu ao vencer por 3 a 0 em casa. Em mais uma decisão, o rossonero reencontrou o Liverpool - o algoz da derrota em 2005. Os ingleses despacharam Bordeaux, Galatasaray, Barcelona, PSV Eindhoven e Chelsea. A partida aconteceu no Estádio Olímpico de Atenas, mesmo local da festa milanista 13 anos antes. Vacinado dos traumas, o Milan atuou mais recolocado na defesa e chegou aos gols nas poucas chances que teve. Aos 45 minutos do primeiro tempo, Filippo Inzaghi abriu o placar. Aos 37 da etapa final, ele de novo fez o segundo. O Liverpool só marcou 2 a 1 aos 44, sem ter mais tempo para outra reação. Era a revanche rubra. ARQUIVO/MILAN
56 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2008 A DECISÃO 21/05 - Luzhniki - Moscou - (Rússia) Manchester United 1x1 (6x5) Chelsea Árbitro: Lubos Michel (Eslováquia). Gols: Cristiano Ronaldo (26’) e Lampard (45’). Manchester United: Van Der Sar, Brown (Anderson), Ferdinand, Vidic e Evra; Hargreaves, Scholes (Giggs), Carrick e Cristiano Ronaldo; Rooney (Nani) e Tevez. Técnico: Alex Ferguson. Chelsea: Cech, Essien, Carvalho, Terry e Ashley Cole; Joe Cole (Anelka), Ballack, Makélélé (Belletti), Lampard e Malouda (Kalou); Drogba. Técnico: Avram Grant. ALiga dos Campeões de 2008 viu a primeira consagração de um dos principais jogadores do século 21 e, certamente, um dos maiores e melhores da história da própria competição. Naquela temporada, Cristiano Ronaldo liderou o Manchester United para o terceiro título europeu - e o seu primeiro em uma carreira que teria a conquista de outras quatro taças no futuro. O campeão inglês começou a campanha do tricampeonato no grupo F da primeira fase, enfrentando Dínamo Kiev, Sporting e Roma. Em seis jogos, os Red Devils passearam, com cinco vitórias, um empate e a liderança folgada com 16 pontos. A classificação para o mata-mata veio antecipadamente, na quarta rodada, ao bater o adversário ucraniano por 4 a 2 fora de casa. Nas oitavas de final, os ingleses enfrentaram o Lyon. Na ida, 1 a 1 na França. Na volta, 1 a 0 no Old Trafford e vaga na mão. Nas quartas, foi a vez de reencontrar a Roma. A primeira partida foi na Itália, e o United venceu por 2 a 0, gols de Cristiano Ronaldo e Wayne Rooney. O segundo jogo aconteceu na Inglaterra, com novo triunfo por 1 a 0, gol de Carlos Tevez. A semifinal foi contra o Barcelona. No Camp Nou, o clube inglês segurou a pressão adversária e conseguiu o empate por 0 a 0. No Old Trafford, Paul Scholes marcou ainda no início e o United venceu por 1 a 0, garantindo a final pela terceira vez na história. A decisão foi entre os ingleses Manchester United e Chelsea. A equipe londrina chegou lá após eliminar Valencia, Rosenborg, Olympiacos, Fenerbahçe e Liverpool. O local do jogo foi o Estádio Luzhniki, em Moscou. A capital russa viu uma disputa de dois estilos: o vermelho mais retraído e paciente contra o azul mais atacante e corredor. Cristiano Ronaldo abriu o placar aos 26 minutos do primeiro tempo, mas o Chelsea empatou aos 45. Após o 1 a 1, a disputa aos pênaltis. CR7 perdeu, mas o United acertou outros seis chutes. O rival conseguiu cinco e teve a última cobrança defendida por Edwin Van Der Sar. Por 6 a 5, os invictos comandados de Sir Alex Ferguson foram novamente campeões. SHAUN BOTTERILL/GETTY IMAGES
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 57 2009 A DECISÃO 27/05 - Olímpico - Roma (Itália) Barcelona 2x0 Manchester United Árbitro: Massimo Busacca (Suíça). Gols: Eto’o (10’) e Messi (70’). Barcelona: Valdés, Puyol, Touré, Piqué e Sylvinho; Xavi, Busquets e Iniesta (Pedro); Messi, Eto’o e Henry (Keita). Técnico: Pep Guardiola. Manchester United: Van Der Sar, O’Shea, Ferdinand, Vidic e Evra; Anderson (Tevez), Carrick e Giggs (Scholes); Park Ji-Sung (Berbatov), Cristiano Ronaldo e Rooney. Técnico: Alex Ferguson. Para muita gente, o Barcelona que atuou entre os anos de 2009 e 2012 foi um dos melhores times da história do futebol. Até hoje, o trabalho feito pelo técnico Pep Guardiola é lembrado. O trio Lionel Messi, Andrés Iniesta e Xavi Hernandez povoa qualquer lista de maiores parcerias do esporte em todos os tempos. E o estilo de jogo, de posse de bola e toque envolvente, recebeu até um nome próprio: tiki-taka. A primeira consagração daquela equipe aconteceu na Liga dos Campeões de 2009, na campanha do tricampeonato blaugrana. O início se deu ainda na terceira preliminar, no confronto com o Wisla Cracóvia, da Polônia. Na ida, vitória por 4 a 0 no Camp Nou. Na volta, derrota por 1 a 0 fora. Depois, no grupo C, o Barça enfrentou Basel, Shakhtar Donetsk e Sporting. Em seis jogos, bastaram quatro vitórias e um empate para a classificação, com 13 pontos e na liderança. A vaga nas oitavas de final veio na quarta rodada, no empate por 1 a 1 em casa com o rival da Suíça. Na fase seguinte, o Barcelona passou pelo Lyon com empate por 1 a 1 na França e vitória por 5 a 2 na Espanha. Nas quartas de final, foi a vez de eliminar o Bayern de Munique com um belo 4 a 0 no Camp Nou e outro empate fora por 1 a 1. Na semifinal, o adversário foi o Chelsea. Na primeira partida, empate sem gols. No segundo jogo, o Barça buscou o 1 a 1 que o levou à decisão aos 48 minutos do segundo tempo, no gol salvador e dobrado de Iniesta. A final foi contra o então campeão Manchester United, que deixou para trás Celtic, Aalborg (Dinamarca), Internazionale, Porto e Arsenal. O local da partida foi o Olímpico de Roma. O duelo começou a ser definido aos 19 minutos do primeiro tempo, quando Samuel Eto’o abriu o placar blaugrana. Messi, de cabeça, fez 2 a 0 aos 25 do segundo tempo e passou a régua na terceira conquista catalã, a que demarcou uma nova era no futebol. MANU FERNANDEZ/AP
58 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2010 A DECISÃO 22/05 - Santiago Bernabéu - Madrid (Espanha) Bayern de Munique 0x2 Internazionale Árbitro: Howard Webb (Inglaterra). Gols: Milito (35’ e 70’). Bayern de Munique: Butt, Lahm, Van Buyten, Demichelis e Badstuber; Robben, Van Bommel, Schweinsteiger e Altintop (Klose); Müller e Olic (Gómez). Técnico: Louis Van Gaal. Internazionale: Júlio César, Maicon, Lúcio, Samuel e Chivu (Stankovic); Zanetti, Sneijder e Cambiasso; Eto’o, Milito (Materazzi) e Pandev (Muntari). Técnico: José Mourinho. Uma nova década chegou, e junto com ela a Liga dos Campeões viu acontecer o auge de uma das mudanças mais profundas que o futebol já sentiu. Em 2010, a Internazionale atingiu o feito de ser campeã da Liga dos Campeões sem italianos no time titular. Isto aconteceu muito como parte dos reflexos da nova lei de passe aprovada em 1995 (como a famigerada Bosman). Em campo com a camisa nerazzuri, três brasileiros, quatro argentinos, um africano e só três europeus (dois deles atletas comunitários). Para chegar ao tricampeonato, a Inter passou pelo complicado grupo F, contra o defensor do título Barcelona, Rubin Kazan e Dínamo Kiev. De seis jogos, a equipe venceu apenas dois e empatou outros três, somando ao todo nove pontos e ficando em segundo lugar. A suada classificação só foi confirmada na última rodada, na vitória em casa por 2 a 0 sobre os russos, em confronto direto. As oitavas de final foram disputadas diante do Chelsea. A primeira partida foi no San Siro, com vitória nerazzuri por 2 a 1. O segundo jogo aconteceu em Londres, em novo triunfo italiano por 1 a 0. O adversário nas quartas de final foi o CSKA Moscou. Na ida, em casa, vitória da Inter por 1 a 0. Na volta fora, outro 1 a 0 favoreceu a equipe treinada por José Mourinho. A semifinal foi contra o Barcelona. No reencontro, o primeiro jogo acabou 3 a 1 para a Inter, no San Siro. Na segunda partida, Mourinho armou uma retranca enjoada no Camp Nou e segurou o time catalão, que só fez 1 a 0 aos 39 minutos do segundo tempo. De volta à final após 38 anos, a Internazionale enfrentou o Bayern de Munique, que superou Juventus, Maccabi Haifa (Israel), Fiorentina, Manchester United e Lyon. O jogo ocorreu no Santiago Bernabéu, em Madrid. Na tática de entregar a bola ao rival e explorar seus erros, a Inter chegou ao título com vitória por 2 a 0. Ambos os gols foram marcados por Diego Milito, aos 35 minutos do primeiro tempo e aos 25 do segundo. ARQUIVO/REUTERS
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 59 2011 A DECISÃO 28/05 - Wembley - Londres (Inglaterra) Barcelona 3x1 Manchester United Árbitro: Viktor Kassai (Hungria). Gols: Pedro (27’), Rooney (34’), Messi (54’) e Villa (69’). Barcelona: Valdés, Daniel Alves (Puyol), Mascherano, Piqué e Abidal; Xavi, Busquets e Iniesta; Villa (Keita), Messi e Pedro (Afellay). Técnico: Pep Guardiola. Manchester United: Van Der Sar, Fábio (Nani), Ferdinand, Vidic e Evra; Valencia, Carrick (Scholes), Giggs e Park Ji-Sung; Rooney e Hernández. Técnico: Alex Ferguson. Oauge de um dos times mais celebrados da história. O tetracampeonato europeu do Barcelona em 2011 foi o ponto mais alto e a consagração de um conceito de jogo, o anteriormente citado tiki-taka. A campanha foi impecável do início ao fim, com direito a um repeteco na decisão. Na primeira fase, a equipe treinada por Pep Guardiola ficou no grupo D, junto com Panathinaikos, Rubin Kazan e Copenhagen. Sem adversários muito tradicionais, o Barça passou invicto nos seis jogos que disputou, com quatro vitórias, dois empates e 14 pontos que lhe garantiram o primeiro lugar. A classificação foi conquistada na quinta rodada, ao derrotar os gregos por 3 a 0 em Atenas. Nas oitavas de final, o adversário foi o Arsenal. A primeira partida aconteceu em Londres e foi a única derrota catalã em toda esta edição da Liga dos Campeões, por 2 a 1. O segundo jogo ocorreu no CampNou, e o Barcelona reverteu o confronto ao ganhar por 3 a 1. Nas quartas, os blaugranas enfrentaram o ShakhtarDonetsk. A ida foi na Espanha, com goleada dos mandantes por 5 a 1. Mesmo com tamanha vantagem, o Barça tornou a derrotar os ucranianos na volta, fora de casa, por 1 a 0. A semifinal foi contra o Real Madrid, em mais duas edições de El Clásico. O primeiro foi disputado no Santiago Bernabéu. Em campo, o que se viu foi (mais) um show de Lionel Messi, que marcou ambos os gols da vitória histórica por 2 a 0. A segunda partida foi realizada no Camp Nou. Para chegar à final, o Barcelona só precisou controlar a diferença em casa, ao segurar empate por 1 a 1 com o rival. A decisão foi contra o Manchester United - o mesmo do tri de dois anos antes. Os ingleses eliminaram Rangers, Bursaspor (Turquia), Olympique Marselha, Chelsea e Schalke 04. A partida aconteceu no Wembley, em Londres. E se havia algum tipo de fator local, ele acabou rápido. Aos 27 minutos do primeiro tempo, Pedro abriu o placar para os blaugrana. O adversário aos 34, mas aos nove do segundo tempo, Messi desempatou. Aos 24, David Villa fez 3 a 1 e confirmou a quarta taça do Barcelona. CHRISTIAN LIEWIG/CORBIS/GETTY IMAGES
60 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2012 A DECISÃO 19/05 - Allianz Arena - Munique (Alemanha) Bayern de Munique 1x1 (3x4) Chelsea Árbitro: Pedro Proença (Portugal). Gols: Müller (83’) e Drogba (88’). Bayern de Munique: Neuer, Lahm, Boateng, Tymoshchuk e Contento; Robben, Schweinsteiger, Kroos, Ribéry (Olic) e Müller (Van Buyten); Gómez. Técnico: Jupp Heynckes. Chelsea: Cech, Bosingwa, David Luiz, Cahill e Ashley Cole; Kalou (Torres), Mikel, Lampard, Bertrand (Malouda) e Mata; Drogba. Técnico: Roberto Di Matteo. Toda decisão da Liga dos Campeões entra para a história. Algumas não apenas pelo resultado em si. Porque se existe algo melhor do que ser campeão europeu, é ser campeão europeu diante de seu torcedor em seu próprio campo. E melhor do que ser vencedor em casa, é ser vencedor calando o torcedor do adversário na casa dele. Foi o que aconteceu com o Chelsea em 2012. Para chegar ao título tão perseguido e inédito, o clube de Londres entrou no grupo E junto com Genk (Bélgica), Valencia e Bayer Leverkusen. Em seis jogos, foram obtidas três vitórias, dois empates e 11 pontos que lhe garantiram a liderança da chave. Mas a classificação não veio fácil. O time chegou na última rodada empatado com os espanhóis, com os quais tiveram o confronto direto para a definição da vaga. No Stamford Bridge, os blues venceram por 3 a 0 e conseguiram a passagem às oitavas. O primeiro dos mata-matas foi contra o Napoli. Na ida fora, os italianos impuseram 3 a 1 aos ingleses. Na volta em casa, o placar foi devolvido com mais um na prorrogação: 4 a 1 ao todo. Nas quartas de final, foi a vez de enfrentar o Benfica. O primeiro jogo foi em Lisboa, com vitória azul por 1 a 0. A segunda partida aconteceu em Londres. Com gols de Frank Lampard e Raul Meireles, o Chelsea venceu de novo por 2 a 1. A semifinal foi contra o Barcelona, em dois jogos épicos. No Stamford Bridge, Didier Drogba marcou o gol do triunfo por 1 a 1. No Camp Nou, Ramires e Fernando Torres buscaram o empate por 2 a 2 que calou mais de 95 mil pessoas e colocou os blues na final pela segunda vez. A disputa definitiva foi contra o Bayern de Munique. Os alemães bateram Manchester City, Villarreal, Basel, Olympique Marselha e Real Madrid e nem saíram do país para a partida, que foi na Allianz Arena, em Munique. Tudo apontava contra até os 38 minutos do segundo tempo, quando saiu o gol alemão. Mas aos 43, Drogba fez 1 a 1 de cabeça e mudou o ambiente. Depois de 35 chutes sofridos contra só nove dados, a confiança subiu e o Chelsea conseguiu o título ao vencer por 4 a 3 nos pênaltis. ALEX LIVESEY/GETTY IMAGES
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 61 2013 A DECISÃO 25/05 - Wembley - Londres (Inglaterra) Borussia Dortmund 1x2 Bayern de Munique Árbitro: Nicola Rizzoli (Itália). Gols: Mandzukic (60’), Gündogan (68’) e Robben (89’). Borussia Dortmund: Weidenfeller, Piszczek, Subotic, Hummels e Schmelzer; Blaszczykowski (Schieber), Bender (Sahin), Gündogan, Grosskreutz e Reus; Lewandowski. Técnico: Jürgen Klopp. Bayern de Munique: Neuer, Lahm, Boateng, Dante e Alaba; Robben, Martínez, Schweinsteiger, Ribéry (Luiz Gustavo) e Müller; Mandzukic (Gómez). Técnico: Jupp Heynckes. ALiga dos Campeões de 2013 viu acontecer a redenção do time que ficou por muito pouco para conseguir a conquista dos sonhos uma temporada antes. A derrota do Bayern de Munique em casa para o Chelsea na final de 2012 poderia representar um momento de crise, mas o que aconteceu foi o contrário: foi a partir desta perda que o clube assumiu um domínio nunca antes visto na Europa. Já são dez títulos alemães consecutivos (e contando). E junto com a primeira dessas graças veio a quinta taça continental em cima de um rival local. Na primeira fase, os bávaros ficaram no grupo F, ao lado de Valencia, Bate Borisov (Belarus) e Lille. Em seis partidas, eles conseguiram quatro vitórias e um empate que somaram 13 pontos. A classificação saiu na quinta rodada, no empate por 1 a 1 em confronto com os valencianos fora de casa. Com a mesma pontuação que os espanhóis, a liderança da chave foi definida no confronto direto: este empate mais a vitória por 2 a 1 na estreia em casa valeram o primeiro lugar. Nas oitavas de final, os alemães enfrentaram o Arsenal em confrontos complicados. Na ida, vitória por 3 a 1 em plena Londres. Na volta, os ingleses apertaram e fizeram 2 a 0 na Allianz Arena, que valeu a passagem de fase pelos gols marcados fora de casa. Nas quartas, o adversário foi a Juventus. Com duas vitórias por 2 a 0, os bávaros avançaram mais uma vez. A semifinal foi contra o Barcelona. Na ida, em Munique, o Bayern abriu larga vantagem ao golear por 4 a 0. Como se não bastasse, no Camp Nou o passeio continuou, com outro triunfo por 3 a 0 e uma histórica classificação. A final foi contra o Borussia Dortmund, que ainda conseguia competir com o Bayern e superou Ajax, Manchester City, Shakhtar Donetsk, Málaga (Espanha) e Real Madrid. A partida foi em Londres, no Estádio Wembley. Aos 15 minutos do segundo tempo, Mario Mandzukic abriu o placar aos bávaros. Aos 23 veio o empate rival, mas aos 44 Arjen Robben fez 2 a 1 e consolidou o penta com um belo gol. KEOGH/REUTERS
62 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2014 A DECISÃO 24/05 - Estádio da Luz - Lisboa (Portugal) Real Madrid 4x1 Atlético de Madrid Árbitro: Björn Kuipers (Holanda). Gols: Godín (36’), Ramos (90+3’), Bale (110’), Marcelo (118’) e Cristiano Ronaldo (120’). Real Madrid: Casillas, Carvajal, Ramos, Varane e Coentrão (Marcelo); Modric, Khedira (Isco) e Di María; Bale, Benzema (Morata) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Carlo Ancelotti. Atlético de Madrid: Courtois, Juanfran, Miranda, Godín e Filipe Luís (Alderweireld); García (Sosa), Tiago, Gabi e Koke; Diego Costa (Adrián) e Villa. Técnico: Diego Simeone. SHAUN BOTTERILL/GETTY IMAGES Não é fácil vencer a Liga dos Campeões da Europa. Se levar um título já é difícil, o que se dirá de dez? Mais ainda é aguentar 32 anos de uma fila, mais 12 de outra, e não perder o posto de maior vencedor da competição em nenhum momento. O Real Madrid de 2014 personificou tudo isso em uma coisa só. Nos anos 50, o líder foi Di Stéfano. Nos anos 60, Puskás dividiu a responsabilidade. Em 98, 2000 e 2002, Raúl foi a imagem principal do time. Já a nova leva de conquistas, a começar por “la décima”, tem a assinatura maior de Cristiano Ronaldo. Com os gols do português e o comando do técnico Carlo Ancelotti, o clube merengue iniciou a campanha no grupo B, contra Galatasaray, Juventus e Copenhagen. A classificação na primeira fase foi a mais tranquila possível, com cinco vitórias, um empate e 16 pontos. A confirmação veio na quarta rodada, na goleada por 4 a 1 sobre os turcos no Santiago Bernabéu. Nas oitavas de final, o adversário foi o Schalke 04, eliminado com um fácil 6 a 1 fora e 3 a 1 em casa. As quartas foram contra o Borussia Dortmund. Na ida, vitória por 3 a 0 no Santiago Bernabéu. Na volta, derrota por 2 a 0 na Alemanha. O tour alemão seguiu na semifinal, contra o Bayern de Munique. Na primeira partida, 1 a 0 para o Real em casa. No segundo jogo, uma histórica goleada fora por 4 a 0 recolocou a equipe madridista na decisão. Na final, disputada no Estádio da Luz, em Lisboa, o clássico com o Atlético de Madrid. O outro clube madrilenho chegou lá após passar por Porto, Austria Viena, Milan, Barcelona e Chelsea. A partida ficou perdida dos 36 minutos do primeiro tempo aos 48 do segundo, quando Sergio Ramos aparou de cabeça o último escanteio, empatou e forçou a prorrogação. Aí a camisa do Real Madrid pesou. Gareth Bale virou o placar aos cinco da segunda etapa, Marcelo ampliou aos 13, e Cristiano fechou em 4 a 1 aos 15, de pênalti. Um grande resultado para um grande título, o décimo.
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 63 2015 A DECISÃO 06/05 - Olímpico - Berlim (Alemanha) Juventus 1x3 Barcelona Árbitro: Cüneyt Çakir (Turquia). Gols: Rakitic (4’), Morata (55’), Suárez (68’) e Neymar (90+7’). Juventus: Buffon, Lichtsteiner, Barzagli, Bonucci e Evra (Coman); Marchisio, Pirlo, Pogba e Vidal (Pereyra); Tevez e Morata (Llorente). Técnico: Massimiliano Allegri. Barcelona: Ter Stegen, Daniel Alves, Piqué, Mascherano e Jordi Alba; Rakitic (Mathieu), Busquets e Iniesta (Xavi); Messi, Suárez (Pedro) e Neymar. Técnico: Luis Enrique. MARCUS BRANDT/EFE/EPA Depois de quatro anos de hiato, o Barcelona recuperou sua dominância na Liga dos Campeões em 2015. Com três títulos até esta altura, o clube já era o principal ganhador do século 21. A conta subiu para quatro (cinco ao todo) sob a sintonia fina de um trio de ataque que infernizou os adversários: Lionel Messi, Luis Suárez e Neymar. No comando técnico, um ídolo dos anos 90: Luis Enrique. Na primeira fase, o time catalão ficou no grupo F, junto de Apoel (Chipre), Ajax e Paris Saint-Germain. Em seis jogos, foram conquistadas cinco vitórias com 15 pontos no total. A campanha foi tão sossegada que a classificação veio logo na quarta rodada, na vitória por 2 a 0 sobre os holandeses fora de casa. A disputa com o PSG pela liderança da chave foi mais quente. Os franceses estavam na frente até a última rodada, mas a equipe blaugrana fez 3 a 1 no confronto direto no Camp Nou e ficou na primeira posição com dois pontos a mais. Nas oitavas de final, o Barça enfrentou o Manchester City e avançou mais uma casa com dois triunfos: na ida, 2 a 1 na Inglaterra. Na volta, 1 a 0 na Espanha. Nas quartas, foi a vez de encarar novamente o PSG. O primeiro jogo foi no Parc des Princes, e os catalães se vingaram da única derrota sofrida na primeira fase (1 a 0 na segunda rodada) ao vencer por 3 a 1, com um gol de Neymar e dois de Suárez. A segunda partida foi no Camp Nou, com nova vitória por 2 a 0. A semifinal foi contra o Bayern de Munique. A ida foi jogada em casa, e os blaugranas abriram 3 a 0 de vantagem, com dois gols de Messi e outro de Neymar a partir dos 32 minutos do segundo tempo. A volta foi na Alemanha, e novo triunfo por 3 a 2 colocou o Barcelona na final. O adversário grená na decisão foi a Juventus, que eliminou Olympiacos, Malmö, Borussia Dortmund, Monaco e Real Madrid. A partida foi realizada no Estádio Olímpico de Berlim, na Alemanha. Com mais qualidade que os italianos, o Barça foi mais eficiente e levou o penta ao vencer por 3 a 1. Aos quatro minutos do primeiro tempo, Ivan Rakitic abriu o placar. Aos dez do segundo, veio o empate rival. O desempate saiu aos 23, com Suárez. E aos 52, Neymar finalizou.
64 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2016 A DECISÃO 28/05 - San Siro - Milão (Itália) Real Madrid 1x1 (5x3) Atlético de Madrid Árbitro: Mark Clattenburg (Inglaterra). Gols: Ramos (15’) e Carrasco (79’). Real Madrid: Navas, Carvajal (Danilo), Ramos, Pepe e Marcelo; Modric, Casemiro e Kroos (Isco); Bale, Benzema (Vázquez) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Zinedine Zidane. Atlético de Madrid: Oblak, Juanfran, Savic, Godín e Filipe Luís (Hernandez); Saúl, Gabi, Fernández (Carrasco) e Koke (Partey); Torres e Griezmann. Técnico: Diego Simeone. STEFANO RELLANDINI/REUTERS Provavelmente nenhum outro clube entenda melhor a Liga dos Campeões da Europa do que o Real Madrid. Em qualquer situação, os espanhóis sempre serão apontados como favoritos a vencer a competição. Mesmo quando o técnico quase não tem experiência, como no caso de Zinedine Zidane na conquista de “la undécima” em 2016. Campeão como jogador em 2002, o francês assumiu o time merengue depois de apenas um trabalho no Castilla, equipe B do Real. Na primeira fase, o Real Madrid ficou no grupo A, ao lado de Paris Saint-Germain, Shakhtar Donetsk e Malmö, mas a disputa foi só contra os franceses. Na quarta rodada, os merengues venceram eles por 1 a 0 no Santiago Bernabéu, garantiram a classificação e a liderança isolada da chave. A confirmação da posição veio na última partida, na goleada por 8 a 0 sobre os suecos também em casa. Ao todo foram 16 pontos em cinco vitórias e um empate. Nas oitavas de final, o adversário foi a Roma. Com duas vitórias por 2 a 0 na Itália e na Espanha, o time madridista passou. As quartas foram contra o Wolfsburg, e os alemães impuseram dificuldades. Na ida, o Real perdeu fora por 2 a 0. Precisando vencer na volta em casa, a equipe merengue contou com Cristiano Ronaldo para reverter: 3 a 0 com os três gols do português. A semifinal foi contra o Manchester City. A ida aconteceu na Inglaterra, e ficou no empate por 0 a 0. A volta foi no Santiago Bernabéu, e o Real Madrid se classificou após ganhar por 1 a 0. A final repetiu 2014 entre Real e Atlético de Madrid. O rival vermelho chegou lá ao superar Galatasaray, Astana (Cazaquistão), PSV Eindhoven, Barcelona e Bayern de Munique. No San Siro, em Milão, o roteiro da decisão foi mais modesto: Sergio Ramos abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo. Aos 34 do segundo, veio o 1 a 1 adversário. A prorrogação passou em branco, e nos pênaltis os merengues foram mais eficientes nas cobranças. Todos acertaram, enquanto o Atlético errou a quarta. Com 5 a 3 ao fim, o 11° título estava nas mãos do Real.
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 65 2017 A DECISÃO 03/06 - Millennium - Cardiff (País de Gales) Juventus 1x4 Real Madrid Árbitro: Felix Brych (Alemanha). Gols: Cristiano Ronaldo (20’ e 64’), Mandzukic (27’), Casemiro (61’) e Asensio (90’). Juventus: Buffon, Barzagli (Cuadrado), Bonucci e Chiellini; Daniel Alves, Alex Sandro, Pjanic (Marchisio), Khedira e Dybala (Lemina); Higuaín e Mandzukic. Técnico: Massimiliano Allegri. Real Madrid: Navas, Carvajal, Ramos, Varane e Marcelo; Kroos (Morata), Casemiro e Modric; Isco (Asensio), Benzema (Bale) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Zinedine Zidane. ARQUIVO/AP Oprimeiro capítulo da sequência de três conquistas europeias do Real Madrid de Zinedine Zidane acabou com certo sofrimento em 2016. Para 2017, a história teve um desfecho diferente: a dificuldade deu lugar à tranquilidade. “La duodécima” madridista veio com goleada na decisão. Na primeira fase da Liga dos Campeões, o Real ficou no grupo F, junto com Borussia Dortmund, Legia Varsóvia e Sporting. Em seis jogos, o time passou invicto com três vitórias e três empates. A classificação foi obtida de maneira antecipada, na quinta rodada, na vitória por 2 a 1 sobre o adversárxio português em Lisboa. A disputa pela liderança foi travada com o rival alemão, mas no fim os espanhóis somaram 12 pontos contra 14 do Borussia e terminaram na segunda colocação. Nas oitavas de final, os merengues enfrentaram o Napoli. Na ida, vitória por 3 a 1 no Santiago Bernabéu. Na volta, outro 3 a 1, mas no San Paolo, em Napoles. O adversário seguinte do Real Madrid foi o Bayern de Munique, nas quartas de final. O primeiro jogo foi na Allianz Arena, com vitória espanhola por 2 a 1. A segunda partida foi em Madrid, e os alemães devolveram o placar nos 90 minutos. Na prorrogação, o Real se transformou para fazer três gols e virar para 4 a 2. A semifinal foi disputada contra o Atlético de Madrid. O primeiro clássico aconteceu no Santiago Bernabéu, com triunfo merengue por 3 a 0 - todos os gols marcados por Cristiano Ronaldo. A volta foi realizada no Vicente Calderón, mas o Atlético só venceu por 2 a 1 e não evitou a classificação madridista. Na final de novo, o Real Madrid enfrentou a Juventus. Os italianos passaram por Lyon, Dínamo Zagreb, Porto, Barcelona e Monaco. A partida foi disputada em Cardiff, no País de Gales, no Estádio Millenium. De roxo, o Real abriu o marcador com Cristiano Ronaldo aos 20 minutos do primeiro tempo. A Juventus empatou aos 27, mas o equilíbrio parou por aí. A goleada merengue veio no segundo tempo. Casemiro fez o segundo aos 16 minutos, CR7 anotou o terceiro aos 19 e Marco Asensio fechou em 4 a 1 aos 45.
66 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2018 A DECISÃO 25/05 - Olímpico - Kiev (Ucrânia) Real Madrid 3x1 Liverpool Árbitro: Milorad Mazic (Sérvia). Gols: Benzema (51’), Mané (55’) e Bale (63’ e 83’). Real Madrid: Navas, Carvajal (Nacho), Varane, Ramos e Marcelo; Modric, Casemiro e Kroos; Isco (Asensio), Benzema (Asensio) e Cristiano Ronaldo. Técnico: Zinedine Zidane. Liverpool: Karius, AlexanderArnold, Lovren, Van Dijk e Robertson; Milner (Can), Henderson e Wijnaldum; Salah (Lallana), Roberto Firmino e Mané. Técnico: Jürgen Klopp. DAVID RAMOS/GETTY IMAGES Aúltima ponta da sequência de três Ligas dos Campeões vencidas pelo Real Madrid de Zinedine Zidane foi a de campanha mais “fraca”. Em 2016 e 2017, foram nove vitórias, três empates e uma derrota. Em 2018, o clube empatou uma partida a menos e perdeu uma a mais. Logicamente, as frases anteriores são apenas uma piada. Séria mesmo foi a história que este time deixou registrada em campo. “La décimotercera” foi mais uma conquista no já amplo olimpo madridista. Na primeira fase, o Real ficou no grupo H, ao lado de Tottenham, Borussia Dortmund e Apoel. A disputa pela liderança foi até o fim com os ingleses. Em seis jogos, os merengues venceram quatro, empataram um e somaram 13 pontos. A vaga no mata-mata veio na quinta rodada, na goleada por 6 a 0 sobre os cipriotas fora de casa. Mas o primeiro lugar não possível, pois o Tottenham venceu os espanhóis no quarto jogo por 3 a 1, em Londres, e fechou com dois pontos a mais. Nas oitavas de final, o Real Madrid enfrentou o Paris Saint-Germain, e passou com vitórias por 3 a 1 no Santiago Bernabéu e por 2 a 1 na França. Nas quartas, foi a vez de desafiar a Juventus. Na ida, vitória do Real por 3 a 0 em Turim, com aquele voleio antológico de Cristiano Ronaldo no terceiro gol. Na volta, os italianos quase levaram à prorrogação. O gol de CR7 aos 53 minutos do segundo tempo, que atenuou a derrota para 3 a 1, salvou a equipe no Bernabéu. A semifinal foi contra o Bayern de Munique. O primeiro jogo aconteceu na Alemanha, com vitória merengue por 2 a 1. A segunda partida ocorreu em Madrid, com empate por 2 a 2. A final foi contra o Liverpool, que derrotou Spartak Moscou, Maribor (Eslovênia), Porto, Manchester City e Roma. A partida foi realizada no Estádio Olímpico de Kiev, na Ucrânia. Os gols só apareceram no segundo tempo, e com a ajuda do goleiro do time inglês - Loris Karius -, que entregou de graça para Karim Benzema aos seis minutos e foi com as mãos moles no chute de Gareth Bale aos 38. Entre esses gols, houve o empate do Liverpool aos dez e o tento anterior de Bale aos 18. Por 3 a 1, o Real Madrid chegou ao número 13.
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 67 2019 A DECISÃO 01/06 - Metropolitano - Madrid (Espanha) Tottenham 0x2 Liverpool Árbitro: Damir Skomina (Eslovênia). Gols: Salah (2’) e Origi (87’). Tottenham: Lloris, Trippier, Alderweireld, Vertonghen e Rose; Sissoko (Dier), Winks (Lucas Moura), Alli (Llorente), Eriksen e Son Heung-Min; Kane. Técnico: Mauricio Pochettino. Liverpool: Alisson, AlexanderArnold, Matip, Van Dijk e Robertson; Henderson, Fabinho e Wijnaldum (Milner); Salah, Roberto Firmino (Origi) e Mané (Gomez). Técnico: Jürgen Klopp. PAUL ELLIS/AFP/GETTY IMAGES Adécada de 2010 foi praticamente de dominação espanhola na Liga dos Campeões da Europa. Entre 2014 e 2018, o país emendou cinco títulos e ampliou a vantagem que já possuía no ranking de taças: 18 contra 12 da Inglaterra. O maior representante na construção dessa reputação britânica é o Liverpool, dono de cinco conquistas. Sob o comando do técnico Jürgen Klopp, faltou pouco para a sexta em 2018, mas de 2019 ela não passou. Antes, os reds tiveram que passar por um incio trepidante da campanha. No grupo C da primeira fase, os adversários foram Paris SaintGermain, Napoli e Estrela Vermelha. Em seis jogos, o Liverpool só venceu os três em casa e perdeu os outros fora. A chave foi tão equilibrada que ninguém chegou classificado na última rodada. Em confronto direto, os reds garantiram a vice-liderança com nove pontos após derrotar os italianos por 1 a 0 no Anfield Road. E a definição da segunda vaga foi no número de gols marcados (nove do Liverpool contra sete do Napoli). A trajetória melhorou a partir das oitavas de final. Contra o Bayern, o clube inglês passou depois de empatar sem gols a ida em casa e vencer por 3 a 1 a volta fora. Nas quartas, diante do Porto, o Liverpool avançou ao ganhar por 2 a 0 no Anfield e por 4 a 1 em Portugal. Eis que chega a semifinal com o Barcelona. A primeira partida foi no Camp Nou, e os reds voltaram de lá derrotados por 3 a 0. O segundo jogo aconteceu no Anfield, e a história se fez: Liverpool 4 a 0, com dois gols de Georginio Wijnaldum e outros dois de Divock Origi. Na final, foi a vez de enfrentar o conterrâneo Tottenham, que eliminou Internazionale, PSV Eindhoven, Borussia Dortmund, Manchester City e Ajax. A partida foi disputada no Estádio Metropolitano, em Madrid. Com segurança em campo, o Liverpool chegou ao hexa após vencer por 2 a 0, com gols de Mohamed Salah, de pênalti, aos dois minutos do primeiro tempo, e Origi, aos 42 do segundo.
68 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2020 A DECISÃO 23/08 - Estádio da Luz - Lisboa (Portugal) Paris Saint-Germain 0x1 Bayern de Munique Árbitro: Daniele Orsato (Itália). Gol: Coman (59’). Paris Saint-Germain: Navas, Kehrer, Thiago Silva, Kimpembe e Bernat (Kurzawa); Herrera (Draxler), Marquinhos e Paredes (Verratti); Di María (ChoupoMoting), Mbappé e Neymar. Técnico: Thomas Tuchel. Bayern de Munique: Neuer, Kimmich, Boateng (Süle), Alaba e Davies; Thiago Alcântara (Tolisso), Goretzka, Gnabry (Philippe Coutinho), Müller e Coman (Perisic); Lewandowski. Técnico: Hansi Flick. MIGUEL LOPES/DPA Nunca na história da Liga dos Campeões da Europa -nem mesmo sob o antigo nome Copa dos Campeões - havia tido um campeão com 100% de aproveitamento nas partidas. Até a temporada encerrada em 2020. Numa competição marcada por uma pausa forçada de cinco meses e uma mudança atípica de regulamento, o Bayern de Munique chegou ao sexto título europeu com 11 vitórias em 11 jogos. Na primeira fase, os alemães ficaram no grupo B, com Tottenham, Olympiacos e Estrela Vermelha. Com seis vitórias em seis jogos, o time garantiu a classificação na liderança, com 18 pontos. A vaga foi obtida na quarta rodada, no triunfo por 2 a 0 sobre os gregos em casa. O primeiro lugar foi confirmado na partida seguinte, na goleada por 6 a 0 sobre os sérvios fora. Nas oitavas de final, o clube bávaro enfrentou o Chelsea. A ida foi em Londres, com vitória por 3 a 0. Foi então que explodiu no mundo a pandemia de covid-19, e a UEFA paralisou a Liga dos Campeões entre março e agosto de 2020, antes da disputa da volta. Quando o torneio voltou, foi sem torcida nos estádios. E com nenhum torcedor na Allianz Arena, o Bayern fez 4 a 1 no adversário inglês e avançou de fase. Das quartas em diante, a UEFA mudou o regulamento em prol da segurança sanitária. A entidade criou uma bolha em Lisboa para que os oito classificados não precisassem viajar entre países. Os jogos foram nos estádios da Luz e no José Alvalade. E o adversário do Bayern nessa primeira etapa foi o Barcelona. Num jogo que chocou a todos, os alemães golearam os espanhóis por incríveis 8 a 2. Entre os autores dos gols, Thomas Muller (dois), Robert Lewandowski (um) e Philippe Coutinho (dois). Na semifinal, foi a vez de derrotar o Lyon por 3 a 0. A final foi contra o Paris Saint-Germain, que passou por Clube Brugge, Galatasaray, Borussia Dortmund, Atalanta e RB Leipzig. A partida foi no Estádio da Luz, e o Bayern de Munique levou o hexa depois de vencer por 1 a 0. O gol do título foi marcado por Kingsley Coman, aos 14 minutos do segundo tempo.
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 69 2021 A DECISÃO 29/05 - Estádio do Dragão - Porto (Portugal) Manchester City 0x1 Chelsea Árbitro: Antonio Mateu Lahoz (Espanha). Gol: Havertz (42’). Manchester City: Ederson, Walker, Stones, Rúben Dias e Zinchenko; Bernardo Silva (Fernandinho), Gündogan, Foden e De Bruyne (Gabriel Jesus); Mahrez e Sterling (Agüero). Técnico: Pep Guardiola. Chelsea: Mendy, Azpilicueta, Thiago Silva (Christensen) e Rüdiger; James, Jorginho, Kanté, Chilwell, Havertz e Mount (Kovacic); Werner (Pulisic). Técnico: Thomas Tuchel. DARREN WALSH/CHELSEA/GETTY IMAGES P assado o fim da remendada Liga dos Campeões de 2020, era a hora de tentar se adaptar a uma realidade jamais vista no futebol. Em meio a pandemia de covid-19, uma doença transmitida pelo ar e pelo contato entre humanos, a edição de 2021 da competição europeia precisou seguir algumas regras de emergência, como a da restrição de público nos estádios. Foram poucos os locais que ainda liberaram a presença reduzida de torcedores. Houve ainda a restrição de viagens entre alguns países, no que forçou a realização de algumas partidas em campo neutro. Ao menos, o regulamento voltou ao normal. E o título voltou a ficar em mãos inglesas, a do Chelsea, que chegou ao bi. No grupo E da primeira fase, os blues enfrentaram Sevilla, Krasnodar e Rennes. A classificação foi tranquila, com ampla vantagem sobre russos e franceses. A disputa real foi com os espanhóis pela liderança: 14 pontos contra 13. Com quatro vitórias e dois empates em seis jogos, o time inglês se garantiu no mata-mata após vencer o Rennes por 2 a 1 fora de casa, na quarta rodada. E o primeiro lugar veio na partida seguinte, na goleada por 4 a 0 sobre o Sevilla, também fora. Nas oitavas de final, o Chelsea passou pelo Atlético de Madrid depois de vencer a ida por 1 a 0 na Romênia (a Espanha passou a vetar a entrada de ingleses no pais), e a volta por 2 a 0 no Stamford Bridge. Nas quartas, foi a vez de eliminar o Porto em dois jogos realizados em Sevilha (a Espanha voltou a liberar ingleses, enquanto a Inglaterra vetou portugueses e vice-versa). No primeiro, os blues ganharam por 2 a 0. No segundo, perderam por 1 a 0. Na semifinal, o adversário do Chelsea foi o Real Madrid. Na ida, empate por 1 a 1 fora. Na volta, a vitória por 2 a 0 em Londres colocou os blues na final. A decisão foi contra o Manchester City, que estreou nessa fase ao bater Olympiacos, Olympique Marselha, Borussia Mönchengladbach, Borussia Dortmund e Paris Saint-Germain. A partida aconteceu no Estádio do Dragão, na cidade do Porto, para pouco mais de 14 mil torcedores. Com poucas finalizações, dos dois lados, o resultado só podia ser 1 a 0 para o time mais experiente em finais. O gol do segundo título do Chelsea saiu aos 42 minutos do primeiro tempo, pelos pés de Kai Havertz.
70 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 2022 A DECISÃO 28/05 - Stade de France - Paris (França) Liverpool 0x1 Real Madrid Árbitro: Clément Turpin (França). Gol: Vinícius Júnior (59’). Liverpool: Alisson, AlexanderArnold, Konaté, Van Dijk e Robertson; Henderson (Keïta), Fabinho e Thiago Alcântara (Roberto Firmino); Salah, Mané e Díaz (Diogo Jota). Técnico: Jürgen Klopp. Real Madrid: Courtois, Carvajal, Éder Militão, Alaba e Mendy; Modric (Ceballos), Casemiro e Kroos; Valverde (Camavinga), Benzema e Vinícius Júnior (Rodrygo). Técnico: Carlo Ancelotti. SHAUN BOTTERILL/GETTY IMAGES Título é o que não falta na galeria do Real Madrid. Só da Liga dos Campeões da Europa, até 2022 eram 13. Cada vários deles para gostos diferentes de conquistas. Mas ainda faltava a versão copeira da Champions. Aquela vencida com viradas épicas e que é mais comum de se ver na América do Sul. “La décimocuarta” chegou dessa forma. Com Carlo Ancelotti de volta ao comando, o time merengue começou a campanha no grupo D, ao lado de Internazionale, Shakhtar Donetsk e Sheriff Tiraspol (Moldávia). A primeira fase correu de maneira segura, com cinco vitórias em seis jogos para o Real. A classificação foi confirmada na quinta rodada, na vitória por 3 a 0 sobre os moldavos fora de casa. A liderança, com 15 pontos, veio na última partida, nos 2 a 0 sobre os italianos no Santiago Bernabéu. Nas oitavas de final, o clube espanhol enfrentou o Paris Saint-Germain. A ida foi na França, onde o Real perdeu por 1 a 0. A volta aconteceu na Espanha. Com hat-trick de Karim Benzema, os merengues venceram por 3 a 1 e reverteram o primeiro de mata-mata. Nas quartas, foi a vez de jogar contra o Chelsea e de segurar o resultado. O primeiro jogo foi na Inglaterra, com vitória madridista por 3 a 1. A segunda partida ocorreu no Santiago Bernabéu, e os ingleses conseguir igualar a disputa (o Real chegou a levar 3 a 0). Na prorrogação, Benzema fez o gol redentor e a derrota por 3 a 2 colocou os espanhóis na semifinal. A semi foi contra o Manchester City. Na ida, os ingleses fizeram 4 a 3 em casa. Na volta, o Real perdia desde os 28 minutos do segundo tempo e ficou a ponto de ser eliminado no Bernabéu, mas o reserva Rodrygo marcou aos 45 e aos 46 e colocou o clube em nova prorrogação. No tempo extra, Benzema fez 3 a 1 e reconduziu os merengues à decisão. A final foi uma reedição de 2018 contra o Liverpool, que eliminou Porto, Milan, Internazionale, Benfica e Villarreal. O jogo foi disputado no Stade de France, em Paris. Com apenas três finalizações ante 23 dos ingleses, o Real Madrid conquistou seu 14° título ao vencer por 1 a 0, gol marcado por Vinícius Júnior aos 14 minutos do segundo tempo. 2023
EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE 71 2023 A DECISÃO 10/06 - Olímpico Atatürk - Istambul (Turquia) Manchester City 1x0 Internazionale Árbitro: Szymon Marciniak (Polônia). Gol: Rodri (68’). Manchester City: Ederson, Akanji, Rúben Dias e Aké; Stones (Walker), Rodri, Bernardo Silva, De Bruyne (Foden) e Gündogan e Grealish; Haaland. Técnico: Pep Guardiola. Internazionale: Onana, Darmian (D’Ambrosio), Acerbi e Bastoni (Bellanova); Dumfries (Gosens), Barella, Brozovic, Çalhanoglu (Mkhitaryan) e Dimarco; Martínez e Dzeko (Lukaku). Técnico: Simone Inzaghi. SHAUN BOTTERILL/GETTY IMAGES Vinte e cinco anos antes, o rebaixamento para a terceira divisão da Inglaterra. Quinze anos antes, a compra do clube por parte de investidores dos Emirados Árabes. E em 2023, o Manchester City atingiu o ápice de sua história com o título inédito da Liga dos Campeões da Europa, num roteiro daqueles que mais parecem ter saído de um filme. Sob o comando do técnico Pep Guardiola, o City iniciou a campanha da conquista invicta no grupo G, junto com Borussia Dortmund, Sevilla e Copenhagen. Conseguiu quatro vitórias e dois empates em seis partidas. Não foi difícil obter a liderança, com 14 pontos. A classificação veio no quarto jogo, no empate sem gols com o Copenhagen, na Dinamarca. Nas oitavas de final, o sorteio da UEFA reservou o RB Leipzig no caminho do City. A primeira partida aconteceu na Alemanha, terminando empatada por 1 a 1. O segundo jogo foi no City of Manchester (ou Estádio Etihad), e foi um passeio inglês. Com cinco gols anotados por Erling Haaland (o artilheiro do torneio, com 12 tentos), o time goleou o adversário por 7 a 0 e avançou de fase. Nas quartas, o rival foi o Bayern de Munique. Desta vez o primeiro jogo ocorreu em casa, e a vitória por 3 a 0 abriu boa vantagem para a volta. Na segunda partida, na Alemanha, outro empate por 1 a 1 selou a classificação dos citizens. A semifinal foi contra o Real Madrid, defensor da taça e que reeditou o confronto desta mesma fase de uma temporada antes. A ida foi realizado no Santiago Bernabéu, e o City conseguiu lá outro empate por 1 a 1, com Kevin De Bruyne evitando a derrota. A volta foi em Manchester, e os azuis garantiram a revanche com uma histórica goleada por 4 a 0. Os gols foram marcados por Bernardo Silva (dois), Manuel Akanji e Julián Álvarez. A final foi jogada contra a Internazionale, que chegou lá ao passar por Red Bull Salzburg, Porto, Benfica e Milan. A partida aconteceu na Turquia, no Estádio Olímpico Atatürk. Em campo, times preocupados e arriscando pouco, no que se tornou comum nas últimas decisões da competição. O gol do título do Manchester City só saiu aos 23 minutos do segundo tempo, quando Rodri aproveitou a sobra de bola e soltou a bomba de fora de área: 1 a 0 e taça no armário.
72 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE Números RANKING DE TÍTULOS 14 Real Madrid 7 Milan 6 Bayern de Munique e Liverpool 5 Barcelona 4 Ajax 3 Internazionale e Manchester United 2 Chelsea, Porto, Juventus, Nottingham Forest e Benfica 1 Manchester City, Borussia Dortmund, Olympique Marselha, Estrela Vermelha, PSV Eindhoven, Steaua Bucureste, Hamburgo, Aston Villa, Feyenoord e Celtic RANKING DE VICES TÍTULOS POR PAÍS 19 - Espanha 15 - Inglaterra 12 - Itália 8 - Alemanha 6 - Holanda 4 - Portugal 1 - França, Sérvia, Romênia e Escócia VICES POR PAÍS 7 Juventus 5 Bayern de Munique e Benfica 4 Liverpool e Milan 3 Internazionale, Atlético de Madrid, Barcelona e Real Madrid 2 Manchester United, Valencia, Ajax e Reims 1 Manchester City, Paris Saint-Germain, Tottenham, Borussia Dortmund, Chelsea, Arsenal, Monaco, Bayer Leverkusen, Sampdoria, Olympique Marselha, Steaua Bucureste, Roma, Hamburgo, Malmö, Club Brugge, Borussia Mönchengladbach, Saint-Étienne, Leeds United, Panathinaikos, Celtic, Partizan, Eintracht Frankfurt e Fiorentina 17 - Itália 11 - Inglaterra e Espanha 10 - Alemanha 6 - França 5 - Portugal 2 - Holanda 1 - Romênia, Suécia, Bélgica, Grécia, Escócia e Sérvia MELHORES PARTICIPANTES SEM PRESENÇA NA FINAL Dínamo Kiev (Ucrânia) 3 semifinais (1977, 1987 e 1999) Villarreal (Espanha) 2 semifinais (2006 e 2022) Lyon (França) 2 semifinais (2010 e 2020) Rangers (Escócia) 2 semifinais (1960 e 1993) IFK Gotemburgo (Suécia) 2 semifinais (1986 e 1993) Anderlecht (Bélgica) 2 semifinais (1982 e 1986) CSKA Sofia (Bulgária) 2 semifinais (1967 e 1982) Zürich (Suíça) 2 semifinais (1964 e 1977)
74 EDIÇÃO DOS CAMPEÕES | TODOS OS VENCEDORES DA CHAMPIONS LEAGUE Faça o Edição dos Campeões crescer ainda mais. Contribua com o PIX do blog: edicaodoscampeoes.blogspot.com