E D I Ç Ã O N°3 N O V E M B R O / 2 0 2 2 uMtos J Idealize. Fotógrafo: João Henrique
CONTATOS SITE revistajumtos.com E-MAIL [email protected] INSTAGRAM @revistajumtos IDEALIZAÇÃO ISA FAUEGI EDIÇÃO MARCELO COSTA DIREÇÃO CRIATIVA JÚLIA CARVALHO DIREÇÃO DE EVENTOS IVENS NETO MAYCON RIBEIRO REDAÇÃO ISA FAUEGI JÚLIA CARVALHO MARINA NOLLI BITTENCOURT RODRIGO BORTOLUZZI YVES ANDRADE ARTISTAS CONVIDADOS ARIEL VON OCKER RHAFAELLY MELLO VENUS ARRUDA VICTOR AZAMBUJA PARCEIROS REVISTA IKEBANA KRISLAINE SHOES LEANDRA PACHECO EDIÇÃO N° 3 - IDEALIZE
ESCOPO A Revista Digital , publicada trimestralmente, é uma iniciativa de uma equipe de jovens matogrossenses, estudantes, LGBTQIA+ e periféricos. Tem a finalidade de publicar e divulgar as atuações de diversos setores sociais, fomentar leitura nos tempos atuais, estimular o protagonismo, buscando enriquecer culturalmente, atualizar e complementar a formação de todos os leitores.
Marcelo Costa me desafiou a escrever um texto para a Idealize. Prontamente aceitei, quando ele conjugou o verbo: mudar! Sim, estamos de mudança. Vamos mudar. Estamos mudando. Cara, corpo, propósito, discurso, estilo, casa, hospedagem... Um Ori* desperto como o meu não resiste à mudança. Não sei se é a identidade marcada pelo número onze que corresponde à transformação, segundo os povos Iorubá. Quem sabe seja o ascendente em escorpião. Ou todas as casas e planetas em Urano e Plutão. Nossa! Plutão não é mais planeta, mudou? É sobre isso... Sobre paixões avassaladoras que acabam e dão espaço a novas histórias. Sobre projetos que começam, desenvolvem-se e terminam antes de se tornar programas. Sobre mudar de emprego, de cidade, de apelido e até de nome. A mudança é instantânea e paulatina. Cotidiana. Curto, médio e longo prazo. Não há como fugir, tudo muda, como dizia a música, “o tempo todo”. Mas porque algumas pessoas resistem tanto à mudança? Crônicas Há várias hipóteses plausíveis para quere mesmo lugar. Algumas, muitos fofas, inc Voltar da escola, com a leveza de chegar assando, misturado com a fumaça do c irmãzinha no caminho e tomá-la no co Estou em casa. Tomar aquele banho d Sentar a mesa, ouvir as histórias da min fazer e sonhar em crescer para se casar co bonito da cidadezinh Na verdade, não lamento o que mudou.vinda. A saudade não é do que seria, ne daquele momento que me traz a n Há uma memória afetiva no presente qu de medo, preguiça, ou qualquer alimen sentimento que justifica tantas coisas qu guardar o som da caixinha de música. O avó com a relíquia, presente Mas m Cresci e passei a escrever textos mais lo Descobri lugares incríveis. Viajei de a liberdade. Voltei à liberdade. Conheci Dan Encontrei Jack. Larguei a bolsa e tomei anjos. Tive muitas aulas, com vários estu o teatro. Fiz teatro. Vivi o teatro, pejor teatro me redescob Ori* palavra de origem Iorubá que quer dizer “cabeça”. Isa Fauegi Paulista. Candomblecista. Escrevivente e coringa do Teatro d Oprimido. Mãe do Paco. Amiga de Marcelo e Júlia. Estudante. Leitora Motivos pa
da Isa er, permanecer, quietinho e quentinho no clusive. Algo que eu nunca quis mudar? a casa. Sentir o cheiro do bolo mármore café. Hummm! Correr, encontrar minha olo. Mochila ao chão, mudou o cenário? demorado e sonhar que estou na praia. nha avó, saborear o bolo que só ela sabia om o Theo. Sim, o Theo era o moço mais ha em que eu morava. . Cada mudança daquela época foi bemem de tudo que não se consolidou. Mas noção dos porquês de quer mudar. ue reluta para ficar. Resiste. Não se trata nto ao julgo. É o afeto, apenas ele. Um ue nos fariam abrir mão do presente para bailar da dançarina. O sorriso da minha e raro de um Natal saudoso. mudei! ongos. Odiava escrever naquele tempo. avião. Cheguei à faculdade. Votei pela niel. Rafael e vários anjos. Saí da faculdade. i o Paco no colo. Escrevi um livro sobre udantes em diferentes lugares... Conheci rativamente. E redescobri o teatro ou o briu, ainda não sei. do a. Depois de 2021, Marcelo Costa também mudou. De estagiário da revista, passou a editor-chefe. Dono do projeto em parceria com Júlia – a sócia de vida. De estudante da escola passou à servidor. Entrou para a faculdade. E, lá vêm 2023! O ano vai mudar. Eu mudei. Vou mudar de novo. Marcelo também vai mudar, sempre com Júlia. E seguiremos juntos, mudando. Estudantes vêm, estudantes vão, estudantes foram... Estou idealizando uma transição de carreira. Quem diria, vou mudar de profissão? Será? Talvez! O que permanecerá? Os amigos (de fato), os sonhos, o talento, o filho, a fé, o Ori* vencedor! Mas por que toda essa reflexão sobre passado para falar de mudança? Para, humildemente, compartilhar com você leitor que, apesar da preciosidade de cada experiência, a vida é ativa, não se cala. Muda! conecte-se, positivamente, com a mudança. Receba-a como uma energia potente, que manifesta o bem! As boas reminiscências ficam, aceite o novo! Abra-se para o futuro que já está ai, bem perto! Só há uma coisa a resistir: a inércia. Idealize e mude, agora mesmo! ara mudar? 1 somente o que não vai mudar }
C o m o i d e a l i z a r h i s t ó r i a s e p e r p e t u a r c u l t u r a p o r m e i o d o a u d i o v i s u a l Rodrigo Bortoluzzi Estudante e idealizador de filmes independentes
Conte histórias, transforme a vida O efeito do audiovisual Dentro do âmbito educacional tenho tido a experiência de fazer um curso de cinema dentro da instituição em que estudo atualmente. Porém é notório que este fato se trata de privilégio, e não de acesso. Atualmente no Brasil pode-se considerar que são poucas as escolas públicas que contam com um setor de produção audiovisual, porém não se tem ideia o quão benéfico pode ser aos alunos no ponto de vista educacional. Portanto o cinema pode ser usado como instrumento cultural artístico. Filmes podem ser considerados histórias com seus enredos filmados e registrados por captação de áudio e imagem, porém tem se uma montagem em que o autor tem a liberdade de alterar o estado daquela realidade que é abordada na narrativa. Por isso que a produção de um curta, média ou longa estimula a criatividade de como apresentar aquela narrativa ao público. Sendo que não se trata apenas em abordar a narrativa, trata-se de uma estética visual própria, personagens, cenários, clímax e outros processos a mais. Experiência: Quando os alunos do curso foram apresentados à concepção de roteiro, foram surpreendidos pela noção de que o filme começa por uma ideia. As vezes é uma imagem que vem na cabeça de uma pessoa e a p a r t i r d i s s o s e t e m t o d o u m d e s e j o d e s e c o n t a r u m a h i s t ó r i a a p a r t i r d a q u e l a i m a g e m . P o r i s t o , a e s c r i t a e f o r m a t a ç ã o d e r o t e i r o é q u a s e a l g o q u e v e m p o s t e r i o r m e n t e a u m p r o j e t o , e n t r e t a n t o e s t a r e m c o n t a t o c o m c r ô n i c a s , p e ç a s e l i v r o s p o d e m s e r e s t i m u l a n t e s a u m a p e s s o a c r i a r u m f i l m e a p a r t i r d a o b r a . A l u n o s e a l u n o s q u e f r e q u e n t a m e s c o l a s e e s t ã o s u j e i t o s a u m a m b i e n t e e d u c a c i o n a l q u e o s a p r e s e n t e h i s t ó r i a s d i v e r s a s é u m f a t o r d e c u l m i n â n c i a n a e l a b o r a ç ã o d e u m f i l m e . D e n t r o d a p r o d u ç ã o d e u m f i l m e s e e n g l o b a v á r i o s s e t o r e s p a r a q u e s e r e a l i z e o f i l m e , a f i m d e q u e o s e l e m e n t o s n a r r a t i v o s d o c i n e m a s e j u n t e m . P o r t a n t o , c i n e m a é u m a a r t e d o c o n j u n t o e c o l e t i v o . S e d e l i m i t a u m a e q u i p e d e r o t e i r i s t a s , e q u i p e d e f o t ó g r a f o s , p r o d u t o r e s , e l e n c o , d e s i g n e r s g r á f i c o s e v á r i a s o u t r a s p r o f i s s õ e s q u e p o d e m s e r a b o r d a d o s n u m s e t d e f i l m a g e m . O c i n e m a é u m a a r t e q u e a c i m a d e t u d o d e p e n d e d e p e s s o a s . S e m p e s s o a s , o s e t v i r a u m l o c a l e m q u e s e t e m m u i t o t r a b a l h o , p a r a u m a o b r a " m a i s o m e n o s " . A e q u i p e p r e c i s a a c r e d i t a r s o b r e t u d o n a h i s t ó r i a e m q u e o d i r e t o r o u d i r e t o r a q u e r c o n t a r , p o r é m n ã o d e p e n d e s ó d a e x p e r i ê n c i a d a q u e l e o u d a q u e l a a u t o r a e m c o n h e c i m e n t o s c i n e m a t o g r á f i c o s .
Diversidades do processo: Enquanto escrevo esta matéria, aqui surge minha experiência descrita em primeira pessoa, pois cansei de apresentar concepções cinematográficas a partir de um narrador onisciente neutro. Aqui vai um pouco da minha história produzindo um filme. Acredito muito no cinema, e desde sempre senti falta de ser estimulado em sala de aula. Pois esta área da produção artística só é abordada quando o aluno considera fazer ensino superior e decide fazer faculdade de audiovisual. Ou seja, eu sempre estive tentando pegar as matérias convencionais que aprendo na escola e transformo elas em elementos que possibilitem a produção de um filme. Porém foi recompensador entrar numa sala de um curso de cinema e finalmente produzir usando moldes da área em que eu quero me graduar. Quando surgiu a necessidade de compor um trilha sonora do filme em que faço atualmente, pude contar com meus amigos músicos na hora de elaborar o projeto pois se você for lançar um filme em festivais de curtas na Internet, se você não tiver o direito das músicas, os editores dos festivais cortam a trilha sonora do filme. Então como eu já estava filmando e produzindo todo filme na escola, organizei com alguns colegas, pequenos encontros musicais em que tocamos jazz e choros antigos que não se tem direitos autorais validados. E a escolha destas canções parte de uma escolha estética dos meus projetos em que mesmo eu entendo que o público deste tipos de música não seja mais tão popular, porém eu vejo a necessidade de trazer uma maior diversidade musical em filmes. Portanto, minha conclusão foi que o cinema é algo que emprega muita gente invariavelmente do ofício em que as pessoas carregam. Foi muito específico foi meu desejo de encontrar músicos de choro que estariam dispostos a fazer a trilha sonora de um filme independente porém eu encontrei até mesmo na escola em que eu estudo todos os dias. De novo, às vezes trata-se de privilégio do qual as pessoas se encontram, porém é necessário ampliar o panorama artístico das escolas para que mais alunos possam colaborar mutuamente em produções das mais diversas áreas da educação. Às vezes se tem uma peça teatral em que é preciso grava-lá, então se chama a equipe de audiovisual do colégio. Outrora as vezes é necessário uma equipe de atores e atrizes para o filme da equipe de audiovisual da escola, então chama-se o núcleo de teatro da escola para que se realize o filme. Educação é sempre uma troca de ensinamentos e cultura que fomenta a formação de cidadãs e cidadãos. E o cinema já trouxe muitos ensinamentos dentro de variados enredos, e aqui citei acima a frase do personagem Alfredo do filme italiano de 1988 ganhador do Oscar, Cinema Paradiso. Um filme que aborda o processo de formação
profissional e educacional de um rapaz pobre num pequeno vilarejo no interior da Sicília na Itália. Toto quando criança sempre se vacinou pelo cinema de sua pequena cidade, da qual esteve sempre alinhada à cultura conservadora, e das normas impostas pela igreja. Porém, quando o garoto forma amizade com Alfredo, o projecionista do cinema, o rapaz começa a trabalhar no cinema em troca de ajudar Alfredo a concluir o ensino fundamental do qual não pode fazer quando era jovem pela situação precária daquela comunidade. Porém aqui cabe uma provocação: Alfredo tenta explicar ao rapaz que a vida não é fácil como a narrativa dos filmes que conta com todo um processo de transformação por meio dos recursos cinematográficos, porém é notável que Alfredo reconhece que o cinema transforma de fato a realidade. Então é necessário que se idealize cinema para que se possa ter pessoas que reconheçam o mundo além do que está na nossa percepção. Conte uma história que faça o público chorar de alegria e emoção por se identificar com o personagem, e assim se constitui uma visão "A vida não é como você viu no cinema, a vida é mais difícil" diferente do mundo. A partir das ferramentas que o cinema entrega, é possível criar uma janela visual que transcende a percepção do humano para a realidade. As histórias são o que resgata nossas emoções e transformam nossa identidade.
Arte feita por: Vênus Arruda
DESENCANTO Perdida está a vida. Perdido o amor; Perdida a sorte; Perdida a casa onde viveste Desde a infância. Desmontado foi o templo E em pó estão As últimas esperanças. Não! Não resta nada. A magia se foi. A paixão se foi. A palavra se foi. Restou cá, entre viventes, O olhar sem brilho Sobre a fumaça no céu. MINIBIO Ariel Von Ocker é escritora, psicanalista e poliglota. Autora com sete livros publicados, atua desenvolvendo pesquisas na área da psicanálise, literatura sob perspectivas historiográficas e análise do discurso. Atualmente, trabalha como editora-chefe no projeto Revista Ikebana . Além disso, atua como representante da literatura mato-grossense no Coletivo Escreviventes. Contato: @ariel_von_ocker
RECOMEÇOS As nossas vidas são repletas de ciclos, que variam de pe para pessoa, mas que permitem a construção de n histórias de vida e geram processos de ressignificaçõ reconstruções que, na maior parte das vezes, nos faz amadur empolgar, alegrar, e traz novos sentidos as nossas vidas É nesse sentido que devemos ser sem independente da profundeza e qualidade dos de fato, “tudo passa”. E, graças a esses ciclo que somos quem somos hoje, algumas vezes mais maduros e ressignificad Publicidade: A gratidão cura, a gratidão liber a compaixão, a paz. Quando finalizam em nossas vidas, segu vem pela frente, mesmo saben muitos, e a E esses desafios q nesse novo ciclo mas podem vir j Portanto, quando medo pela corag de um novo desaf Co qu qu
essoa novas ões e recer, s. mpre gratos, pois, s processos vividos, os que se finalizam, com cicatrizes, mas dos. rta, e ela anda junto com o perdão, somos gratos aos ciclos que se imos leves, e animados para o que ndo que os desafios serão ainda luta também. que aparecem nessa nossa versão no nosso EU, o que começa, podem ser muito empolgantes, unto do medo, que acabam por nos paralisar. o o recomeço bater na sua porta, ressignifique o gem, acredite que você é capaz de ir em busca fio, daquilo que faz seu coração bater mais forte. omo já dizia na canção de Gilberto Gil “Andar com fé eu vou, e a fé não costuma faiá”, por isso, use a fé, a força e a coragem e há em você, e siga em frente com gratidão, pois assim os recomeços serão mais leves e felizes. Boa sorte! Marina Nolli Bittencourt Programa de Pós-graduação em Enfermagem Universidade Federal de Mato Grosso
idealize, reprise um filme comunique, retome, conscientize antes que acabe, fotografe romantize, novamente, legalize sonhe um plano de fuga, um final convincente um destino agradável, um jantar pra dois uma nova sorte, um outro corre denomine os bois esquematize um projeto arquitetônico erga o edifício sobre o pasto antigo compre objetos, revele o objetivo movimente-se, construa o caminho conheça direitos, dirija-se ao guichê, argumente conecte o carregador alimente os animais! se atente aos sinais, denuncie se envolva, misture, dance, simule, recuse, empreste, economize, reescreva a história arrasta pra cima! recomece - Victor Azambuja
Eu entendi que muitas das vezes Antes de dias bons chegar é Necessário passar por momentos de Dificuldades Mas esses momentos não são eternos São passageiros e acredito que os Meus momentos difíceis acabaram Que sentimento bom é este Que está ardendo dentro do meu peito Sinto que dias de esperança estão Chegando Sinto que os dias de angústia já Passaram e agora dias melhores Estão chegando No céu azul vejo a esperança No vento sinto que ele vem Me trazendo boas novas Parece até que a natureza está Me avisando do que está para Acontecer A chuva está lavando a terra Tirando todas impurezas preparando Ela para esses dias melhores. 20.10.22 - RHAFAELLY MELLO
Arte feita por: Vênus Arruda
Em entrevista exclusiva, João Henrique, co-fundador do projeto, explica sobre o que se trata o ‘Matiz’ e revela detalhes sobre os processos criativos, desde a criação dos vídeos e outros tipos de arte também. Confira Conheça o Matiz Skate Crew: projeto criado por jovens skatistas mato-grossenses que visa promover a diversão através do skate por meio do audiovisual. Criado em 2020, ‘Matiz Skate Crew’ é um projeto independente voltado principalmente à prática do skate, onde a diversão é o foco principal, em fusão com a criação de vídeos que são gravados pelos próprios integrantes e que são postados periodicamente em seu perfil do Instagram: @matizsk8crew. Atualmente, ele conta com a participação dos quatro jovens integrantes: Antônio Gomes (20), André Luiz (20), João Henrique (19) e João Venâncio (17), que estiveram presentes desde o início e fizeram parte da criação do projeto. Em seus vídeos postados na plataforma digital Instagram, é possível perceber que eles não se prendem apenas a pistas de skate: estão constantemente marcando presença em diversos bairros e lugares de Cuiabá e Várzea-Grande, geralmente em praças, ruas ou áreas industriais, que são onde costumam acontecer o que os skatistas chamam de “street skateboarding”, que no português significa skate de rua. Além disso, seus vídeos estão repletos de conceitos visuais e estéticos, sendo possível enxergar uma pegada mais “grunge”, desde a forma como eles são gravados, até a escolha das músicas de fundo e, claro, seus estilos de roupa, o que demonstra a essência da crew, predominantemente alternativa. Apesar de existirem oficialmente apenas quatro integrantes, o Matiz está sempre fazendo colaborações e dando visibilidade a outros skatistas locais, onde eles também aparecem andando e fazendo manobras em áreas urbanas. Em entrevista exclusiva, João Henrique, um dos fundadores do projeto, explica detalhadamente sobre o que é o Matiz Skate Crew e quais são seus intuitos, como aconteceu o processo de criação, suas inspirações e quais são os outros tipos de conteúdo criados pela crew. Fotógrafo: Miguel Nilo/Edição: João Henrique
: Yves Andrade: Nos falem um pouco sobre o projeto: como surgiu a ideia de criar o Matiz? Existe algum propósito principal? Yves Andrade: Vocês possuem inspirações de outros skatistas? Se sim, essas referências influenciaram na formação do Matiz? João Henrique: Acredito que uma referência enorme pra todos nós é o Felipe Oliveira, pois ele transparece diversão no skate dele, mesmo tendo um nível técnico gigante, ele não deixa de fazer manobras divertidas e fora da caixa. O Felipe é um skatista da Bahia, e em todo vídeo, ele busca inspirações da terra em que ele veio, e é muito ‘daora’ ver mais fontes de arte e cultura espalhadas pelo Brasil inteiro, e a gente também quer mostrar que a cena existe em Mato Grosso, passando nossa visão e vivência, e que a cultura do skate existe aqui, só falta mais visibilidade, e estamos correndo atrás disso. A gente também tem inspirações de skatistas regionais, é claro, de Cuiabá e Várzea-Grande, por onde a gente sempre andou, um exemplo é o ‘Marlo’ (@marlera_fulera), ele é um skatista amador de Cuiabá, mas que é único e tem um estilo diferenciado de todos, isso é ‘master’ para todos do Matiz e eu falo isso com exatidão. João Henrique: Bom, O Matiz Skate Crew é um grupo de amigos que já anda de skate há alguns anos, a gente se reunia quase todas as tardes, andávamos, filmávamos, geralmente postando os vídeos individualmente, cada um no perfil. Por influência de outras crews de skate que existem, a gente decidiu fazer a nossa, com a nossa identidade e a nossa estética. O nome foi uma ideia minha e do João Venâncio, nós estávamos aprendendo a usar o PhotoShop na época, e nele existe a opção de mudar a matiz das cores, que é a função de coloriruma imagem, e a nossa visão de relacionar o Matiz com diversão foram justamente as cores, geralmente quando você vê algo muito colorido, você remete isso a alegria e positividade. Então a partir daí surgiu essa relação com o skate. A nossa intenção é compartilhar da diversão que o skate traz e transparecer isso para outros participantes do esporte e ‘pra’ quem também ‘tá’ de fora. [...] Pro Matiz, quem se diverte mais, ganha. Qualquer pessoa que tenha o interesse de participar do projeto e queira se divertir é bem-vindo, independentemente do seu nível e tempo de experiência, o que importa é se divertir. Yves Andrade: Já sabemos que o ponto central do Matiz é a produção de vídeos para o perfil do Instagram, mas vocês também produzem outros tipos de conteúdo? João Henrique: O Matiz é formado não só por skatistas, mas também por artistas. Produzimos artes visuais, que reproduzem o nosso cotidiano. Eu e o João Venâncio somos responsáveis pelas fotografias e edições de vídeos postadas no nosso perfil. Eu e o André fazemos artes digitais relacionadas ao skate. O Antônio também ajuda nas gravações. Fotógrafo: João Henrique Arte: André Luiz e João Henrique
Antonio Valter Marangão, aos 61 anos, viralizou na rede social TIKTOK após postar um vídeo sobre seus 405 cadernos de poemas escritos. Começou a escrever em 1978, aos 17 anos e ao longo de sua vida escreveu cerca de 36 mil poemas, poemas de diversos temas, sempre expressando sua paixão pela arte da escrita.”Os poemas significam minha vida, escrevo há 44 anos, é meu hobby preferido" , diz Sr Antonio ou melhor conhecido como Valtinho, assim é o título de seus vídeos no TIKTOK, “Poemas do Valtinho”. Seu vídeo de maior alcance atingiu mais de 190 mil visualizações, é um grande reconhecimento do seu trabalho e uma grande inspiração para jovens poetas. “Minha inspiração surge quando caminho, gosto muito de caminhar durante o dia, observando a natureza.E nesses momentos aproveito pra escrever meus poemas.” O resultado desses passeios são poemas lindíssimos, como ao lado: Publicidade:
A praça Ipê roxo branco e amarelo, nessa praça habita. Dessa forma, só tem que ser bonita. Cor branca fica na beira da rua. Dito amarelo no meio das árvores situa. Roxo parece rebelde, ficou assim bem isolado. Mas em beleza ouço aquele super falado. Sou um que admira algo quando aparece. Poucos dias essas maravilhas de cores oferece. Esse ano já foi embora, fez viagem. E toda seca árvores vista sem folhagem. TIKTOK: @antoniovaltermarangao INSTAGRAM: @valtinhomarangao
T hiago Arruda Barros, ou com seu nome artístico Vênus Arruda, aluno egresso da Escola Plena José de Mesquita e dono de artes incríveis. Uma mente brilhante que desde muito novo vem mostrando ser talentoso, esforçado e sonhador. Tais qualidades o fizeram idealizar projetos promissores, que merecem reconhecimento e incentivo. Confira abaixo entrevista com o artista: 1- Quando começou a escrever as histórias? e por que? entrevista com o artista: A minha primeira história surgiu quando eu estava no 8° ano do fundamental, na época eu e meu amigo gostávamos muito de Pokémon e sonhávamos em ter a gente como personagens daquele universo, então foi o que fizemos, em torno foram mais de 15 edições todas feitas à mão. Infelizmente por serem muito antigas os gibis acabaram se desgastando com o tempo e hoje em dia já não tenho mais nenhuma dessas histórias fanarts de Pokémon. Mas logo depois de fazer essas fanarts foi um gatilho para eu decidir criar uma história com um universo feito originalmente meu, com esse pensamento em mente assim surgiu o projeto “Diamond sagas” meu mangazão todo feito á mão que ficou pronto na época do meu 1° ano do ensino médio. 2- O que te incentiva a continuar escrevendo? O que me incentiva a continuar escrevendo histórias e pelo fato de eu amar criar conteúdo para as pessoas, eu sempre amei fazer isso e hoje em dia a minha maior motivação de não parar com isso é por causa do meu sonho em um futuro o meu trabalho que eu gosto muito de fazer seja reconhecido por quem sabe editoras ou até mesmo algo melhor que isso, enfim não custa sonhar. Mesmo se isso não acontecer como eu tinha dito eu amo criar essas histórias, eu sempre faço com muito carinho principalmente o mangá Mosuko que é uma grande prova disso, pois ele é muito importante pra mim por um único motivo, por lá tem todas as minhas memórias
3- De onde vem as suas inspirações? 4- Fale sobre seus projetos: 5- Onde as pessoas podem encontrar o seu trabalho? Deixe seus @ No momento eu estou com dois projetos em produção, sendo eles Maru uma Hq de terror que até o momento possui apenas 1 capítulo, e o Mangá de vida escolar Mosuko que já conta com 3 capítulos em sua 1° edição. As pessoas podem encontrar o meu trabalho de arte em meu Instagram @venus_arruda, e é claro podem ler os meus projetos de mangás e Hqs através da minha página do Facebook @Venus Studio. · As minhas inspirações podem variar dependendo do projeto que eu faço, vou citar alguns que eu tive para desenvolver cada um deles... · O mangázão Diamond sagas foi inspirado no anime Naruto. · Blood pen e Mosuko ambas histórias foram inspiradas através dos alunos de 2018 até 2021 da Escola José de Mesquita, por isso que 100% dos personagens apresentados nessas histórias realmente existem, e até hoje a maioria deles ainda continuam dando muito apoio e inspiração para mim continuar criando elas. · A Hq de terror Maru eu tive muita inspiração através dos mangás de Junji Ito (uzumaki) e também da série american horror story. Artes: Venus Arruda